Memórias de um anjo
Kristea!!! Nem imaginas o quanto esperei pelo teu regresso!!!
.o: Mas valeu a pena!! Simplesmente adorei este capitulo!! Esta taooo lindooo!!!
.o:
.o:
A dor da Ayame é tão profunda, e tu consegues retratá-la de uma forma perfeita...
Adorei especialmente a última parte, quando surge o anjo...tão lindoo... é a mãe dela certo?? Foi o q me pareceu... *mim conspirar* :Blaaargh!: a sério acho q era a mãe dela como anjo a guarda...
Só tenho mais uma coisa a acrescentar:
QUERO MAIS!!! :dança:
.o: Mas valeu a pena!! Simplesmente adorei este capitulo!! Esta taooo lindooo!!!
.o:
.o: A dor da Ayame é tão profunda, e tu consegues retratá-la de uma forma perfeita...
Adorei especialmente a última parte, quando surge o anjo...tão lindoo... é a mãe dela certo?? Foi o q me pareceu... *mim conspirar* :Blaaargh!: a sério acho q era a mãe dela como anjo a guarda...
Só tenho mais uma coisa a acrescentar:
QUERO MAIS!!! :dança:
Tenho andado bastante ausente... e vou continuar infelizmente Durante a semana torna-se muito complicado... por isso venho cá sobretudo ao fim-de-semana Vou ter saudades
dizzy22 escreveu:Lindo! Mais um capítulo cheio de emoções fortes ..Aww, obrigada! Fico contente que tenhas gostado.
Coitada da Ayame, necessita tanto de carinho.. e o Kyo ali, pronto pra a ajudar...
Bom capítulo.. É que nem vale a pena dizer.. quero mais !!
PS. Já estou como a arika, quero um Kyo XD

Pelos vistos, agora vai ser preciso comercializar Kyo's

Sol-chan escreveu:Valeu a pena esperar.Muito obrigada!
Já te disse que tens jeito para isto?
A parte do fim foi bastante misteriosa...
Espero pelos outros capítulos para poder desvendar esse mistério.

O mistério vai ser resolvido muito brevemente.

Paula escreveu:Kristea!!! Nem imaginas o quanto esperei pelo teu regresso!!!.o: Mas valeu a pena!! Simplesmente adorei este capitulo!! Esta taooo lindooo!!!
.o:
.o:
A dor da Ayame é tão profunda, e tu consegues retratá-la de uma forma perfeita...
Adorei
especialmente a última parte, quando surge o anjo...tão lindoo... é a
mãe dela certo?? Foi o q me pareceu... *mim conspirar* :Blaaargh!: a sério acho q era a mãe dela como anjo a guarda...
Só tenho mais uma coisa a acrescentar:
QUERO MAIS!!! :dança:
.o: Muito obrigada! Fico contente que tenhas gostado!
.o:Hum... Uma teoria... Gosto de saber as vossas teorias, são sempre muito interessantes. Só tenho pena que não possa revelar nada.

Mas fica já aqui a promessa, o mistério do anjo vai ser resolvido muito brevemente.


Lindo! Magnifico! Subervo!
Nem sei que mais adjectivos usar. Deixaste-me sem palavras!
Os sentimentos, o desenrolar da acção, as paisagens... Tudo tão bem descrito.
Gostei principalmente da parte do cemitério. Conseguiste deixar-me ruidinha de curiosidade. Já tenho os meus palpites! Ah pois é, as teorias e eu. Tenho uma imaginação muito fertil
Amei o capitulo.
Aproveita que as férias estão a chegar para escrever. Senão...
Acho que não preciso de dizer mais nada 
Nem sei que mais adjectivos usar. Deixaste-me sem palavras!
Os sentimentos, o desenrolar da acção, as paisagens... Tudo tão bem descrito.
Gostei principalmente da parte do cemitério. Conseguiste deixar-me ruidinha de curiosidade. Já tenho os meus palpites! Ah pois é, as teorias e eu. Tenho uma imaginação muito fertil

Amei o capitulo.
Aproveita que as férias estão a chegar para escrever. Senão...
Acho que não preciso de dizer mais nada 


Likinhas escreveu:Lindo! Magnifico! Subervo!Muito obrigada, Likinhas! Fico contente que tenhas gostado.
Nem sei que mais adjectivos usar. Deixaste-me sem palavras!
Os sentimentos, o desenrolar da acção, as paisagens... Tudo tão bem descrito.
Gostei principalmente da parte do cemitério. Conseguiste deixar-me ruidinha de curiosidade. Já tenho os meus palpites! Ah pois é, as teorias e eu. Tenho uma imaginação muito fertil
Amei o capitulo.
Aproveita que as férias estão a chegar para escrever. Senão...Acho que não preciso de dizer mais nada

Ah, não te preocupes, durante as férias (e também o tempo "livre" que tenho antes dos exames
) vou escrever. 
Hoje no meio da aula de inglês já dei nome a todos os capítulos (sim, já tenho um número definido). Por acaso, acho que vão gostar do próximo. Quanto ao mistério no fim deste capítulo... Só o vou desvendar no capítulo V.

Até lá, mais emoções fortes vos esperam.


Bem eu nem sei por onde começar! >w< Adorei este capitulo, muito misterioso deveras! Tenho tanta teoria que não sei para que lado me virar!
Ora bem pelo que vi, aquele anjo reconheceu-a e até sorriu ao vê-la. Ora eu tenho imensas teorias, mim vai colocá-las.
Ora secalhar numa vida passada ela foi um anjo mas que foi expulsa por se apaixonar?
Ele pode ser o anjo protector dela, mas não me acredito!
Talvez em vidas passadas, eles tenham-se encontrado!
Talvez ela própria tenha uma parcela da alma da mãe dentro de si!
Talvez a mãe tenha sido um anjo, que se apaixonou por um mortal… E esse anjo amava-a… E agora viu a mãe na filha.. E quer ela para ele?
Ele é doutra dimensão paralela onde ela morreu e agora ele veio para a encontrar de novo? (influência demais das CLAMP XD)
Ai! *bate contra a parede com a cabeça* já não sei! >w<
Ora bem pelo que vi, aquele anjo reconheceu-a e até sorriu ao vê-la. Ora eu tenho imensas teorias, mim vai colocá-las.
Ora secalhar numa vida passada ela foi um anjo mas que foi expulsa por se apaixonar?
Ele pode ser o anjo protector dela, mas não me acredito!
Talvez em vidas passadas, eles tenham-se encontrado!
Talvez ela própria tenha uma parcela da alma da mãe dentro de si!
Talvez a mãe tenha sido um anjo, que se apaixonou por um mortal… E esse anjo amava-a… E agora viu a mãe na filha.. E quer ela para ele?
Ele é doutra dimensão paralela onde ela morreu e agora ele veio para a encontrar de novo? (influência demais das CLAMP XD)
Ai! *bate contra a parede com a cabeça* já não sei! >w<
Aww, obrigada pelo comentário, Angeless!
.o:
Os vossos comentários são muito importantes para mim, não fazem ideia do quanto... *-*
É bom saber que alguém gosta da treta que eu escrevo...
Bem... Adoro teorias. Mas devo dizer que... Na realidade, não é nada disso.
Sou bem capaz de vos surpreender.
Quanto ao próximo capítulo... Tive uma ideia brilhante estes dias. O meu irmão deu-me uma ajuda quanto à organização das ideias novas (ele percebe disto, embora não pareça
). E pronto... Tenho uma página escrita. Vou escrever mais um pouco assim que puder, mas só posto depois do meu exame de Biologia (4ª feira). Peço desculpa por tardar tanto, mas a escola tem prioridade...
"
E, para quem quiser formar teorias ou ficar curioso, o título do próximo capítulo é:Eu gostei bastante do título. E espero que também gostem. 
.o:Os vossos comentários são muito importantes para mim, não fazem ideia do quanto... *-*
É bom saber que alguém gosta da treta que eu escrevo...

Bem... Adoro teorias. Mas devo dizer que... Na realidade, não é nada disso.

Sou bem capaz de vos surpreender.

Quanto ao próximo capítulo... Tive uma ideia brilhante estes dias. O meu irmão deu-me uma ajuda quanto à organização das ideias novas (ele percebe disto, embora não pareça
). E pronto... Tenho uma página escrita. Vou escrever mais um pouco assim que puder, mas só posto depois do meu exame de Biologia (4ª feira). Peço desculpa por tardar tanto, mas a escola tem prioridade...
"E, para quem quiser formar teorias ou ficar curioso, o título do próximo capítulo é:
Spoiler
Melodia de um sorriso


É claro que percebo que a escola tem prioridade... je também tem exame ms é na sexta... :
: como eu te percebo... :
: Bem, mas espero que te corra mt bem e que voltes cheia de inspiração para nos dares mais emoções fortes!! :xd2: Boa sorte!!
Hmm... Melodia de um sorriso...
Adorei o titulo!! Mas fiquei ainda mais curiosa... e a formar teorias...
Fico à espera!!
: como eu te percebo... :
: Bem, mas espero que te corra mt bem e que voltes cheia de inspiração para nos dares mais emoções fortes!! :xd2: Boa sorte!!Hmm... Melodia de um sorriso...
Adorei o titulo!! Mas fiquei ainda mais curiosa... e a formar teorias...
Fico à espera!!

Tenho andado bastante ausente... e vou continuar infelizmente Durante a semana torna-se muito complicado... por isso venho cá sobretudo ao fim-de-semana Vou ter saudades
*paula entra no tópico e bate o pé de impaciência*
Então menina Kristea??
Quero mais um capítulo!!! Pleaseee estou msm curiosa!!!
*paula sai do tópico a chorar baba e ranho*
Então menina Kristea??
Quero mais um capítulo!!! Pleaseee estou msm curiosa!!!*paula sai do tópico a chorar baba e ranho*
Tenho andado bastante ausente... e vou continuar infelizmente Durante a semana torna-se muito complicado... por isso venho cá sobretudo ao fim-de-semana Vou ter saudades
Capítulo II - Melodia de um sorriso
1ª parte
O chilrear dos pássaros há muito que havia quebrado o silêncio do quarto de Ayame. Um ou outro raio de sol espreitava por entre as cortinas da portada que dava acesso à grande varanda de mármore. Um deles, mais travesso, dedicara-se a iluminar a face da jovem adormecida. Rapidamente um outro se juntou a este, intensificando a luz que insistia em acordá-la.
Ayame abriu os olhos lentamente, despertando o seu corpo dormente. Faltavam sete minutos para o despertador tocar. No entanto, não tinha sono. Tinha dormido profundamente, sem interrupções ou pesadelos. Aliás, sem qualquer sonho. Simplesmente, dormira.
Levantou-se, desligando o alarme. Enquanto se espreguiçava, deitou um olhar ao céu azul que se escondia por trás das cortinas. Via-se bem que o Verão se aproximava a largos passos.
Sem se deixar distrair mais pelo que a rodeava, Ayame retomou a sua rotina matinal. Lavou a cara e os dentes e vestiu rapidamente o seu uniforme. Voltou a dirigir-se à casa de banho para pentear o seu longo cabelo com calma.
Enquanto passava a escova pelos escuros caracóis, reparou que, naquela manhã, a sua pele possuía um tom mais natural. A ténue linha lilás das suas habituais olheiras havia desaparecido. Aquela noite fizera-lhe bastante bem.
Passou a escova uma última vez pelos cabelos, pousando-a bruscamente. O espelho reflectia a sua imagem. Parecia o reflexo vivo da sua mãe, talvez apenas mais saudável. Jamais havia reparado nas semelhanças entre as duas. Mas era impossível negar aquele facto.
Um riso de criança ecoou pelo jardim. Estava feliz.
- Não me encontras, meu amor? – perguntava uma voz feminina, não muito distante da pequena dos caracóis negros.
Ayame correu em direcção à voz. Estava ali, atrás daquela árvore!
- ‘tas aqui! – exclamou a criança, com um enorme sorriso na cara, assim que encontrara a sua mãe.
Yuri trocou um olhar terno e carinhoso com a filha e começou a correr, para que ela a tentasse apanhar. Aquele corpo frágil e delicado. Aqueles longos caracóis e esvoaçarem atrás de si. Aquela sensível pele branca.
Ayame correu e estendeu uma mão para alcançar a mãe. Sem estar à espera, tropeçou e caiu.
Yuri estacou repentinamente e voltou para o lado da filha.
- Magoaste-te?
A menina sentou-se na relva. O seu vestido verde pálido estava manchado com tons de castanhos e verdes. As mãos ardiam-lhe. Virou-as e viu que estavam vermelhas e um pouco esfoladas. Naquele momento, os seus olhos verdes ficaram marejados de água, ameaçando rebentar em lágrimas.
- Pronto, meu doce, vem cá – disse Yuri, comovida com a atitude da pequena.
Esta levantou-se e abraçou a mãe.
- Vai ficar tudo bem – repetia a mãe.
- Prometes?
- Sim, prometo, meu anjo – respondeu Yuri, sorrindo. Deu-lhe a mão e acrescentou, enquanto caminhavam em direcção à portada de vidro: - Agora vamos mudar de roupa.
Aquela recordação de infância deixou um sentimento de saudade a pairar no seu espírito. Eram apenas memórias de uma vida que, certamente, acabara.
Pegou na mochila que se encontrava pousada sobre a escrivaninha de madeira de cerejeira e desceu a escadaria. Deixou a mochila encostada a um dos varões da escadaria e dirigiu-se para a cozinha.
- Kaede-san? – chamou ela, não obtendo resposta. Resolveu procurá-la e encontrou-a na sala de jantar, a preparar o pequeno-almoço.
- Bom dia – cumprimentou Ayame.
- Bom dia. Bons olhos a vejam, Ayame-dono – respondeu a senhora.
- Ai… Conhece-me desde que nasci, pode tratar-me sem formalidades. Até é melhor para mim, visto que não gosto delas…
Ayame não sorria, mas mantinha um tom divertido na sua voz.
Kaede observava a sua pequena, com felicidade estampada no seu rosto. As lágrimas foram forçadas a sucumbir, assim que ela as sentiu inundarem-lhe os olhos. Ayame estava diferente…
- Posso ajudar em alguma coisa? – perguntou a jovem, interrompendo os pensamentos da empregada.
- Ah, não, eu já estou a acabar, Ayame-ch... – retorquiu, hesitando no honorífico a utilizar. Em seguida, respirou fundo e tentou falar: - Podes fazer o que quiseres, que te chamo já para o pequeno-almoço.
Ayame pareceu feliz por ver que Kaede estava a tentar esquecer as desnecessárias formalidades que tinha consigo, mantendo apenas o essencial.
Já que esta não precisava da sua ajuda, foi dar uma volta pela mansão da família.
As imaculadas paredes brancas relaxavam-na, com a sua serenidade infinita, que o tempo não ousava esquecer.
Deu por si em frente daquela porta que tanto tempo permanecera fechada no seu pensamento. Lembrava-se da maravilhosa calma por detrás da porta, daquele som extraordinário…
Estendeu o braço, lutando contra o seu ainda ferido coração. Abriu a porta e uma luz imensa ofuscou-lhe a visão. Enquanto os seus olhos se habituavam à claridade, reparou que o piano de cauda branco continuava ali, naquela sala de paredes de vidro. O sol, o céu e o jardim eram os seus únicos espectadores. Aquela quietude reinara por demasiado tempo. Teria coragem para quebrar aquele silêncio?
Aproximou-se, deslizando os seus longos e finos dedos pelas polidas teclas de marfim. Pressionou uma das teclas e um som profundo de uma nota ecoou no ar, desvanecendo.
Ayame sentia-se dentro de uma memória dos seus tempos de infância, arrepiada e assustada pela vívida imagem da mãe a tocar piano na sua mente. As notas emitidas por este atormentavam Ayame.
- Desculpa. Não o voltarei a fazer… - murmurou ela, para o espectro dentro da sua cabeça, silencioso como a sala que a rodeava.
E então afastou-se, com uma apertada angústia no seu coração.
1ª parte
O chilrear dos pássaros há muito que havia quebrado o silêncio do quarto de Ayame. Um ou outro raio de sol espreitava por entre as cortinas da portada que dava acesso à grande varanda de mármore. Um deles, mais travesso, dedicara-se a iluminar a face da jovem adormecida. Rapidamente um outro se juntou a este, intensificando a luz que insistia em acordá-la.
Ayame abriu os olhos lentamente, despertando o seu corpo dormente. Faltavam sete minutos para o despertador tocar. No entanto, não tinha sono. Tinha dormido profundamente, sem interrupções ou pesadelos. Aliás, sem qualquer sonho. Simplesmente, dormira.
Levantou-se, desligando o alarme. Enquanto se espreguiçava, deitou um olhar ao céu azul que se escondia por trás das cortinas. Via-se bem que o Verão se aproximava a largos passos.
Sem se deixar distrair mais pelo que a rodeava, Ayame retomou a sua rotina matinal. Lavou a cara e os dentes e vestiu rapidamente o seu uniforme. Voltou a dirigir-se à casa de banho para pentear o seu longo cabelo com calma.
Enquanto passava a escova pelos escuros caracóis, reparou que, naquela manhã, a sua pele possuía um tom mais natural. A ténue linha lilás das suas habituais olheiras havia desaparecido. Aquela noite fizera-lhe bastante bem.
Passou a escova uma última vez pelos cabelos, pousando-a bruscamente. O espelho reflectia a sua imagem. Parecia o reflexo vivo da sua mãe, talvez apenas mais saudável. Jamais havia reparado nas semelhanças entre as duas. Mas era impossível negar aquele facto.
Um riso de criança ecoou pelo jardim. Estava feliz.
- Não me encontras, meu amor? – perguntava uma voz feminina, não muito distante da pequena dos caracóis negros.
Ayame correu em direcção à voz. Estava ali, atrás daquela árvore!
- ‘tas aqui! – exclamou a criança, com um enorme sorriso na cara, assim que encontrara a sua mãe.
Yuri trocou um olhar terno e carinhoso com a filha e começou a correr, para que ela a tentasse apanhar. Aquele corpo frágil e delicado. Aqueles longos caracóis e esvoaçarem atrás de si. Aquela sensível pele branca.
Ayame correu e estendeu uma mão para alcançar a mãe. Sem estar à espera, tropeçou e caiu.
Yuri estacou repentinamente e voltou para o lado da filha.
- Magoaste-te?
A menina sentou-se na relva. O seu vestido verde pálido estava manchado com tons de castanhos e verdes. As mãos ardiam-lhe. Virou-as e viu que estavam vermelhas e um pouco esfoladas. Naquele momento, os seus olhos verdes ficaram marejados de água, ameaçando rebentar em lágrimas.
- Pronto, meu doce, vem cá – disse Yuri, comovida com a atitude da pequena.
Esta levantou-se e abraçou a mãe.
- Vai ficar tudo bem – repetia a mãe.
- Prometes?
- Sim, prometo, meu anjo – respondeu Yuri, sorrindo. Deu-lhe a mão e acrescentou, enquanto caminhavam em direcção à portada de vidro: - Agora vamos mudar de roupa.
Aquela recordação de infância deixou um sentimento de saudade a pairar no seu espírito. Eram apenas memórias de uma vida que, certamente, acabara.
Pegou na mochila que se encontrava pousada sobre a escrivaninha de madeira de cerejeira e desceu a escadaria. Deixou a mochila encostada a um dos varões da escadaria e dirigiu-se para a cozinha.
- Kaede-san? – chamou ela, não obtendo resposta. Resolveu procurá-la e encontrou-a na sala de jantar, a preparar o pequeno-almoço.
- Bom dia – cumprimentou Ayame.
- Bom dia. Bons olhos a vejam, Ayame-dono – respondeu a senhora.
- Ai… Conhece-me desde que nasci, pode tratar-me sem formalidades. Até é melhor para mim, visto que não gosto delas…
Ayame não sorria, mas mantinha um tom divertido na sua voz.
Kaede observava a sua pequena, com felicidade estampada no seu rosto. As lágrimas foram forçadas a sucumbir, assim que ela as sentiu inundarem-lhe os olhos. Ayame estava diferente…
- Posso ajudar em alguma coisa? – perguntou a jovem, interrompendo os pensamentos da empregada.
- Ah, não, eu já estou a acabar, Ayame-ch... – retorquiu, hesitando no honorífico a utilizar. Em seguida, respirou fundo e tentou falar: - Podes fazer o que quiseres, que te chamo já para o pequeno-almoço.
Ayame pareceu feliz por ver que Kaede estava a tentar esquecer as desnecessárias formalidades que tinha consigo, mantendo apenas o essencial.
Já que esta não precisava da sua ajuda, foi dar uma volta pela mansão da família.
As imaculadas paredes brancas relaxavam-na, com a sua serenidade infinita, que o tempo não ousava esquecer.
Deu por si em frente daquela porta que tanto tempo permanecera fechada no seu pensamento. Lembrava-se da maravilhosa calma por detrás da porta, daquele som extraordinário…
Estendeu o braço, lutando contra o seu ainda ferido coração. Abriu a porta e uma luz imensa ofuscou-lhe a visão. Enquanto os seus olhos se habituavam à claridade, reparou que o piano de cauda branco continuava ali, naquela sala de paredes de vidro. O sol, o céu e o jardim eram os seus únicos espectadores. Aquela quietude reinara por demasiado tempo. Teria coragem para quebrar aquele silêncio?
Aproximou-se, deslizando os seus longos e finos dedos pelas polidas teclas de marfim. Pressionou uma das teclas e um som profundo de uma nota ecoou no ar, desvanecendo.
Ayame sentia-se dentro de uma memória dos seus tempos de infância, arrepiada e assustada pela vívida imagem da mãe a tocar piano na sua mente. As notas emitidas por este atormentavam Ayame.
- Desculpa. Não o voltarei a fazer… - murmurou ela, para o espectro dentro da sua cabeça, silencioso como a sala que a rodeava.
E então afastou-se, com uma apertada angústia no seu coração.
******************************************
Spoiler
Peço desculpa por ter demorado tanto tempo, mas ando com uma crise de inspiração... Tive que reescrever algumas partes que não gostava. Não acho que tenha ficado grande coisa. Mas mesmo assim, espero que gostem. 


*paula seca as lágrimas e dá pulos de alegria*
Adorei!!
.o: Aliás, como sempre!! Bem, pra começar pareceu-me que a Ayame está ligeiramente mais positiva e com mais força pra enfrentar a vida... Suponho que o "anjo" que surgiu no final do capitulo anterior tenha alguma coisa a ver com isso... bem, isto já são as minhas teorias
'
De qualquer forma, gostei desse novo vigor que ela demonstrou, apesar de ainda não estar, é claro, totalmente recuperada da morte da mãe... Aliás, as memórias constantes do passado são prova disso e a última parte do capitulo tb... a angústia e a dor são elementos sempre presentes nesta história...
O que posso dizer mais kristea?? Estou a adorar a fic e quero mais!!! :dança:
Adorei!!
.o: Aliás, como sempre!! Bem, pra começar pareceu-me que a Ayame está ligeiramente mais positiva e com mais força pra enfrentar a vida... Suponho que o "anjo" que surgiu no final do capitulo anterior tenha alguma coisa a ver com isso... bem, isto já são as minhas teorias
'De qualquer forma, gostei desse novo vigor que ela demonstrou, apesar de ainda não estar, é claro, totalmente recuperada da morte da mãe... Aliás, as memórias constantes do passado são prova disso e a última parte do capitulo tb... a angústia e a dor são elementos sempre presentes nesta história...
O que posso dizer mais kristea?? Estou a adorar a fic e quero mais!!! :dança:
Tenho andado bastante ausente... e vou continuar infelizmente Durante a semana torna-se muito complicado... por isso venho cá sobretudo ao fim-de-semana Vou ter saudades
Paula escreveu:*paula seca as lágrimas e dá pulos de alegria*Primeiro de tudo, muito obrigada por teres lido e teres comentado, Paula! Fico muito feliz que estejas a gostar da história.
Adorei!!.o: Aliás, como sempre!! Bem, pra começar pareceu-me que a Ayame está ligeiramente mais positiva e com mais força pra enfrentar a vida... Suponho que o "anjo" que surgiu no final do capitulo anterior tenha alguma coisa a ver com isso... bem, isto já são as minhas teorias
'
De qualquer forma, gostei desse novo vigor que ela demonstrou, apesar de ainda não estar, é claro, totalmente recuperada da morte da mãe... Aliás, as memórias constantes do passado são prova disso e a última parte do capitulo tb... a angústia e a dor são elementos sempre presentes nesta história...
O que posso dizer mais kristea?? Estou a adorar a fic e quero mais!!! :dança:
.o:Quanto ao teu comentário... Como disseste e muito bem, a Ayame acordou com mais energia e mais positivismo. Agora se o anjo tem a ver ou não... Já não posso dizer.

A história mete muito drama, ao mostrar como se sente a Ayame com a morte da mãe e com tudo o que se seguiu. O passado ainda a persegue porque ela não consegue esquecê-lo e avançar com a vida, devido ao amor que sentia pela sua mãe (uma coisa que tentei mostrar nos flashbacks). Tentei mostrar os sentimentos dela, a dor e angústia que afligem o seu coração. Perder um pai ou uma mãe é uma realidade e que nos afecta bastante, de um modo ou de outro. Fico contente que tenha conseguido transmitir os seus sentimentos correctamente.

Quanto ao resto da história... Vou ver se consigo escrever mais esta semana.

Mais uma vez, muito obrigada!
.o:
Kristea! *pega num chinelo* A menina vai levar tautau por ter demorado tanto a postar outro capitulo x'DD
Lindo! Simplesmente lindo! E não encontro mais nenhum adjectivo que possa defenir tão bem este capitulo *-*
Tal como já disse a Paula, notasse que, aos poucos, a Ayame aos poucos vai recuperando a sua alegria e vivacidade, embora se note que as feridas do passado ainda a magoam muito!
Reclamação a fazer: capitulo pequeno! Ou melhor, primeirra parte do capitulo pequena! x'D
Menina Kristea, aproveita as suas férias para escrever, sim? x'D Olhe o meu lindo chinelo xDDD
Lindo! Simplesmente lindo! E não encontro mais nenhum adjectivo que possa defenir tão bem este capitulo *-*
Tal como já disse a Paula, notasse que, aos poucos, a Ayame aos poucos vai recuperando a sua alegria e vivacidade, embora se note que as feridas do passado ainda a magoam muito!
Reclamação a fazer: capitulo pequeno! Ou melhor, primeirra parte do capitulo pequena! x'D
Menina Kristea, aproveita as suas férias para escrever, sim? x'D Olhe o meu lindo chinelo xDDD


Capítulo novo 
Gostei, para variar XD
Concordo com a Paula, Ayame está mais forte e mais preparada para enfrentar as adversidades da vida ;D
Nem sei o que escrever, vais-me desculpar, mas eu hoje não estou assim com muita inspiração (as crises, LOL) ;D
LINDO!

Gostei, para variar XD
Concordo com a Paula, Ayame está mais forte e mais preparada para enfrentar as adversidades da vida ;D
Nem sei o que escrever, vais-me desculpar, mas eu hoje não estou assim com muita inspiração (as crises, LOL) ;D
LINDO!

thankes, *Kaoru : D

verde é verdocas , by lili 8D
Tens de entrar para responderes neste tópico.


prometo que amanha tento fazer um grandinho a dizer tudo e mais alguma coisa sobre a fic.
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