Memórias de um anjo
Bem, esta é uma história que ando a escrever (a juntar às muitas que escrevo xD) e estou a pensar em meter apenas esta aqui porque é a única que eu considero completamente original, sem qualquer influência de livros e afins (apesar de ser a que tenho menos escrita, tenho a história toda delineada).
Quanto ao título, tem vários significados (podem tentar decifrar, mas se calhar só o irão perceber mesmo no final
).
Sim, estou a planear meter nomes em japonês e honoríficos. Podem ver já alguns dos nomes no prefácio (que depois melhoro-o, visto que agora não estou com paciência para isso xD).
Espero que gostem do "gostinho" que aqui fica com o prefácio.
Quanto a mim... Vou escrever... xD
----------------------------------------------------------------------
Quando se está sozinho no mundo, é difícil enfrentar a vida sem hesitar, sem olhar para o passado.
Ayame tem 17 anos. Oriunda de uma família rica, perdeu a mãe e ficou a viver com o pai e irmão na mansão da família.
O pai, sempre ausente em viagens de negócios, mal conhece os filhos.
Hatsuharu, o irmão mais velho de Ayame, é a única família que ela tem. Tal como Ayame, viu a mãe morrer à sua frente, numa cama de hospital. Embora se tente mostrar indiferente quanto ao assunto, ainda o magoa bastante falar sobre isso.
Para tentarem mudar de ambiente, mudaram de colégio, ao qual Ayame ainda não se habituou e não tem amigos. No entanto, foi melhor para ela, visto que o colégio possuía ensino secundário e universitário, este último frequentado pelo irmão.
Inesperadamente, Ayame começa a dar-se bem com o seu colega da carteira do lado. Kyo, conhecido na turma como "o misterioso", não falava com ninguém a não ser com uns alunos de anos superiores, com quem andava sempre.
A relação deles evolui e Ayame vê-se arrastada para um mundo que não é o dela.
----------------------------------------------------------------------
Índice:
* Capítulo I - "Ayame"
- 1ª parte -> página 1
- 2ª parte -> página 3
- 3ª parte -> página 4
* Capítulo II - "Melodia de um sorriso"
- 1ª parte -> página 5
- 2ª parte -> página 6
Quanto ao título, tem vários significados (podem tentar decifrar, mas se calhar só o irão perceber mesmo no final
).Sim, estou a planear meter nomes em japonês e honoríficos. Podem ver já alguns dos nomes no prefácio (que depois melhoro-o, visto que agora não estou com paciência para isso xD).
Espero que gostem do "gostinho" que aqui fica com o prefácio.
Quanto a mim... Vou escrever... xD
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Quando se está sozinho no mundo, é difícil enfrentar a vida sem hesitar, sem olhar para o passado.
Ayame tem 17 anos. Oriunda de uma família rica, perdeu a mãe e ficou a viver com o pai e irmão na mansão da família.
O pai, sempre ausente em viagens de negócios, mal conhece os filhos.
Hatsuharu, o irmão mais velho de Ayame, é a única família que ela tem. Tal como Ayame, viu a mãe morrer à sua frente, numa cama de hospital. Embora se tente mostrar indiferente quanto ao assunto, ainda o magoa bastante falar sobre isso.
Para tentarem mudar de ambiente, mudaram de colégio, ao qual Ayame ainda não se habituou e não tem amigos. No entanto, foi melhor para ela, visto que o colégio possuía ensino secundário e universitário, este último frequentado pelo irmão.
Inesperadamente, Ayame começa a dar-se bem com o seu colega da carteira do lado. Kyo, conhecido na turma como "o misterioso", não falava com ninguém a não ser com uns alunos de anos superiores, com quem andava sempre.
A relação deles evolui e Ayame vê-se arrastada para um mundo que não é o dela.
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Índice:
* Capítulo I - "Ayame"
- 1ª parte -> página 1
- 2ª parte -> página 3
- 3ª parte -> página 4
* Capítulo II - "Melodia de um sorriso"
- 1ª parte -> página 5
- 2ª parte -> página 6

Faço das minhas palavras as da Likinhas, se ela nao se importar, claro XD
Gostei bastante do titulo da fic e adorei o prefacio. Parece que a historia da Ayame e do Kyo, vai dar muito que falar.
Aquela pequena parte que relatas a vida da Ayame antes de ela conhecer o Kyo, é tao triste, principalmente a parte me que dizes que eles viram a mae morrer no hospital, apesar de ser o prefacio, foi bastante triste.
Estou curiosa, quero mais *mim bate o pé*
Olha que eu arranjo meios de te convencer a postar rápido
(a Likinhas sabe como) eheheh
Parabens! Continua
Gostei bastante do titulo da fic e adorei o prefacio. Parece que a historia da Ayame e do Kyo, vai dar muito que falar.
Aquela pequena parte que relatas a vida da Ayame antes de ela conhecer o Kyo, é tao triste, principalmente a parte me que dizes que eles viram a mae morrer no hospital, apesar de ser o prefacio, foi bastante triste.
Estou curiosa, quero mais *mim bate o pé*
Olha que eu arranjo meios de te convencer a postar rápido
(a Likinhas sabe como) eheheh
Parabens! Continua

Faz tuas as minhas palavras à vontade! xD
Kristea, tenho um aviso a fazer-te. A Xana sabe mesmo como nos fazer postar os capitulos bem depressa, e se uma certa pessoa calha de começar a ler esta fic também... Temos uma dupla imparável! xD
Ah, não me posso esquecer... Eu também me posso tornar perigosa, bem mais do que elas! XP
Kristea, tenho um aviso a fazer-te. A Xana sabe mesmo como nos fazer postar os capitulos bem depressa, e se uma certa pessoa calha de começar a ler esta fic também... Temos uma dupla imparável! xD
Ah, não me posso esquecer... Eu também me posso tornar perigosa, bem mais do que elas! XP


Muito obrigada pelos comentários! 
Vou tentar acabar de escrever o 1º capítulo, para postar um pouco ainda hoje.
Eu sei bem que vós sois perigosas... x'D

Vou tentar acabar de escrever o 1º capítulo, para postar um pouco ainda hoje.

Tixa_Xana escreveu:Faço das minhas palavras as da Likinhas, se ela nao se importar, claro XD
Gostei bastante do titulo da fic e adorei o prefacio. Parece que a historia da Ayame e do Kyo, vai dar muito que falar.
Aquela pequena parte que relatas a vida da Ayame antes de ela conhecer o Kyo, é tao triste, principalmente a parte me que dizes que eles viram a mae
morrer no hospital, apesar de ser o prefacio, foi bastante triste.
Estou curiosa, quero mais *mim bate o pé*
Olha que eu arranjo meios de te convencer a postar rápido![]()
(a Likinhas sabe como) eheheh
Parabens! Continua
Likinhas escreveu:Faz tuas as minhas palavras à vontade!LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
Kristea, tenho um aviso a fazer-te. A Xana sabe mesmo como nos fazer postar os capitulos bem depressa, e se uma certa pessoa calha de começar a ler esta fic também... Temos uma dupla imparável!
Ah, não me posso esquecer... Eu também me posso tornar perigosa, bem mais do que elas! XP
Eu sei bem que vós sois perigosas... x'D

Pronto, cá vai uma parte do primeiro capítulo. Espero que gostem. 
Este capítulo pode ser algo maçador,mas é apenas a introdução à história. Depois vou avançar mais depressa.
Já agora, yuri significa lírio.
Capítulo I - Ayame
1ª parte
Tímidos raios de sol tentavam atravessar as claras cortinas do quarto. Era ainda manhãzinha. O quarto permanecia na escuridão da noite ainda mal terminada.
Ayame acordou subitamente, perturbada pelo pesadelo que tivera. Aquele silêncio absoluto no interior do quarto apenas a fazia recordar mais e mais aquelas terríveis memórias.
A sua pele, morena e suave, encontrava-se salpicada por pingos de suor. Os seus olhos verde-vivo pareciam prestes a rebentar em lágrimas.
Sonhara novamente com a sua mãe. Quantas saudades tinha dela e ainda só havia passado um mês desde aquele dia fatal.
Ainda recordava com tristeza a voz doce, a sua pele pálida, mas aveludada, o seu repentino internamento no hospital… E a morte daquela que tão importante lhe era, mesmo à sua frente. Aquelas últimas palavras ainda ecoavam na sua cabeça, como uma maldição…
“Minha Ayame... Minha vida… Adeus…”
Era tão penoso lembrar-se da situação que mudara a sua vida radicalmente. Era como se tivesse acontecido no dia anterior… Como lamentava cada momento que desperdiçara com a sua mãe durante os seus míseros 17 anos de vida... Como desejava que ela voltasse a viver e pudesse refazer tudo de novo…
Sentou-se na cama, com as mãos na cara e com o seu longo cabelo a esconder o seu belo rosto, sentindo que não conseguiria adormecer.
Eram quase sete e um quarto da manhã, segundo o relógio pendurado numa das paredes do quarto. As aulas começavam às nove horas. Ainda tinha tempo para dormir um pouco mais, o novo colégio era perto de sua casa. Mas depois daquilo, não conseguiria dormir mais.
Levantou-se e foi tomar um duche rápido.
Enquanto a água escorria pelo seu corpo, lavava também as memórias daquele sonho. Ainda não ultrapassara a morte da mãe, sabia-o bem…
Vestiu o uniforme e penteou o seu longo cabelo negro.
- Ayame, vem cá!
Uma menina, de longos cabelos negros e encaracolados, correu para quem a chamava. O seu cabelo esvoaçava e o ar agitava-se alegremente com os risos da criança.
Com duas fitas da cor das rosas que estavam ao seu lado no cabelo, a menina gracejava e sorria para a jovem mulher à sua frente, que lhas havia colocado no cabelo.
- Filha…
Ayame despertou quando a escova lhe caiu das mãos e bateu de encontro ao lavatório de mármore. O passado perseguia-a. Não queria esquecê-lo, mas também sabia que assim nunca voltaria a ser feliz como fora outrora em criança. Pousou a escova e dirigiu-se para o quarto. Pegou na mochila e, saindo do quarto, desceu a longa escadaria da grande casa da família.
O seu pai mal a conhecia. Estava sempre a viajar, sempre encafuado no escritório. Já mal se recordava da sua face, das últimas palavras que lhe dirigira. Passava a vida a trabalhar, não fosse ele dono de uma grande e reconhecida empresa.
Passos apressados vindos de trás fizeram-na voltar-se para ver quem era.
- Já acordada, maninha?
Era Hatsuharu, o seu único irmão. Era bastante mais velho que ela e já frequentava a universidade, precisamente no colégio onde Ayame estudava.
Moreno, de porte atlético e intensos olhos verdes, Hatsuharu era o delírio das suas colegas. Tal como Ayame, viu a mãe falecer diante dos seus olhos, sem poder fazer nada. Doía-lhe por dentro, mas não o queria demonstrar, não podia deixar-se abater. Agora a irmã precisava dele e ele esforçar-se-ia por a ajudar a ultrapassar situação.
- Sim… Tive um pesadelo… - respondeu ela, com a sua voz doce.
- Outra vez com aquilo?
A rapariga anuiu e continuou a descer a escadaria, cabisbaixa.
Hatsuharu seguiu-a em direcção à cozinha, onde se encontrava uma das empregadas da casa, Kaede.
- Os meninos já estão a pé? Madrugaram… - comentou ela, sorrindo. – Vá, podem ir sentar-se à mesa, que eu sirvo já o pequeno-almoço.
Os irmãos cumprimentaram a senhora, que trabalhava naquela casa desde que se lembravam, e foram para a sala de jantar.
A sala era ampla e moderna, pintada em tons de preto e branco, com uma mesa branca requintadamente talhada no centro da sala e cadeiras a condizer. Uma estante preta, mas esplendorosa, adornava uma das paredes. A sala tinha uma portada para o jardim. Era um lugar tranquilo e luminoso, que primava pela simplicidade.
Sentaram-se e, passado pouco tempo, foram servidos.
O silêncio reinava enquanto tomavam o pequeno-almoço. Aparentemente, nenhum dos dois teria algo para dizer.
- Haru-kun… Hoje podemos visitar a mãe ao voltarmos do colégio? – pediu Ayame, tratando o irmão pelo diminutivo que lhe dera quando era mais nova.
Hatsuharu fitou a irmã, surpreso. Não esperava aquele pedido, mas aceitá-lo-ia.
- Claro. Se quiseres, iremos…
- Obrigada.
Terminaram o pequeno-almoço em silêncio e, de seguida, Hatsuharu levantou-se da mesa e foi ver televisão. Ayame dirigiu-se para a portada e deslizou-a.
O jardim era belíssimo. Mas bastava-lhe ficar a observar a partir da portada. Era o seu local especial.
- Ayame!
Um gracejo de criança ecoou pelo jardim. Uma pequena mão estendeu-se e uma mão de adulto agarrou-a.
- Mamã! Olha… Flores bonitas! – disse a criança apontando para umas flores de tons de branco e roxo.
- Pois são, Ayame… São lírios. Como o meu nome.
- Yuri?
- Sim – confirmou a jovem mulher, sorrindo.
Lírios adornavam a frente da portada. Belos e altivos, mas surpreendentemente simples. Lírios como o nome da sua mãe.

Este capítulo pode ser algo maçador,mas é apenas a introdução à história. Depois vou avançar mais depressa.

Já agora, yuri significa lírio.

Capítulo I - Ayame
1ª parte
Tímidos raios de sol tentavam atravessar as claras cortinas do quarto. Era ainda manhãzinha. O quarto permanecia na escuridão da noite ainda mal terminada.
Ayame acordou subitamente, perturbada pelo pesadelo que tivera. Aquele silêncio absoluto no interior do quarto apenas a fazia recordar mais e mais aquelas terríveis memórias.
A sua pele, morena e suave, encontrava-se salpicada por pingos de suor. Os seus olhos verde-vivo pareciam prestes a rebentar em lágrimas.
Sonhara novamente com a sua mãe. Quantas saudades tinha dela e ainda só havia passado um mês desde aquele dia fatal.
Ainda recordava com tristeza a voz doce, a sua pele pálida, mas aveludada, o seu repentino internamento no hospital… E a morte daquela que tão importante lhe era, mesmo à sua frente. Aquelas últimas palavras ainda ecoavam na sua cabeça, como uma maldição…
“Minha Ayame... Minha vida… Adeus…”
Era tão penoso lembrar-se da situação que mudara a sua vida radicalmente. Era como se tivesse acontecido no dia anterior… Como lamentava cada momento que desperdiçara com a sua mãe durante os seus míseros 17 anos de vida... Como desejava que ela voltasse a viver e pudesse refazer tudo de novo…
Sentou-se na cama, com as mãos na cara e com o seu longo cabelo a esconder o seu belo rosto, sentindo que não conseguiria adormecer.
Eram quase sete e um quarto da manhã, segundo o relógio pendurado numa das paredes do quarto. As aulas começavam às nove horas. Ainda tinha tempo para dormir um pouco mais, o novo colégio era perto de sua casa. Mas depois daquilo, não conseguiria dormir mais.
Levantou-se e foi tomar um duche rápido.
Enquanto a água escorria pelo seu corpo, lavava também as memórias daquele sonho. Ainda não ultrapassara a morte da mãe, sabia-o bem…
Vestiu o uniforme e penteou o seu longo cabelo negro.
- Ayame, vem cá!
Uma menina, de longos cabelos negros e encaracolados, correu para quem a chamava. O seu cabelo esvoaçava e o ar agitava-se alegremente com os risos da criança.
Com duas fitas da cor das rosas que estavam ao seu lado no cabelo, a menina gracejava e sorria para a jovem mulher à sua frente, que lhas havia colocado no cabelo.
- Filha…
Ayame despertou quando a escova lhe caiu das mãos e bateu de encontro ao lavatório de mármore. O passado perseguia-a. Não queria esquecê-lo, mas também sabia que assim nunca voltaria a ser feliz como fora outrora em criança. Pousou a escova e dirigiu-se para o quarto. Pegou na mochila e, saindo do quarto, desceu a longa escadaria da grande casa da família.
O seu pai mal a conhecia. Estava sempre a viajar, sempre encafuado no escritório. Já mal se recordava da sua face, das últimas palavras que lhe dirigira. Passava a vida a trabalhar, não fosse ele dono de uma grande e reconhecida empresa.
Passos apressados vindos de trás fizeram-na voltar-se para ver quem era.
- Já acordada, maninha?
Era Hatsuharu, o seu único irmão. Era bastante mais velho que ela e já frequentava a universidade, precisamente no colégio onde Ayame estudava.
Moreno, de porte atlético e intensos olhos verdes, Hatsuharu era o delírio das suas colegas. Tal como Ayame, viu a mãe falecer diante dos seus olhos, sem poder fazer nada. Doía-lhe por dentro, mas não o queria demonstrar, não podia deixar-se abater. Agora a irmã precisava dele e ele esforçar-se-ia por a ajudar a ultrapassar situação.
- Sim… Tive um pesadelo… - respondeu ela, com a sua voz doce.
- Outra vez com aquilo?
A rapariga anuiu e continuou a descer a escadaria, cabisbaixa.
Hatsuharu seguiu-a em direcção à cozinha, onde se encontrava uma das empregadas da casa, Kaede.
- Os meninos já estão a pé? Madrugaram… - comentou ela, sorrindo. – Vá, podem ir sentar-se à mesa, que eu sirvo já o pequeno-almoço.
Os irmãos cumprimentaram a senhora, que trabalhava naquela casa desde que se lembravam, e foram para a sala de jantar.
A sala era ampla e moderna, pintada em tons de preto e branco, com uma mesa branca requintadamente talhada no centro da sala e cadeiras a condizer. Uma estante preta, mas esplendorosa, adornava uma das paredes. A sala tinha uma portada para o jardim. Era um lugar tranquilo e luminoso, que primava pela simplicidade.
Sentaram-se e, passado pouco tempo, foram servidos.
O silêncio reinava enquanto tomavam o pequeno-almoço. Aparentemente, nenhum dos dois teria algo para dizer.
- Haru-kun… Hoje podemos visitar a mãe ao voltarmos do colégio? – pediu Ayame, tratando o irmão pelo diminutivo que lhe dera quando era mais nova.
Hatsuharu fitou a irmã, surpreso. Não esperava aquele pedido, mas aceitá-lo-ia.
- Claro. Se quiseres, iremos…
- Obrigada.
Terminaram o pequeno-almoço em silêncio e, de seguida, Hatsuharu levantou-se da mesa e foi ver televisão. Ayame dirigiu-se para a portada e deslizou-a.
O jardim era belíssimo. Mas bastava-lhe ficar a observar a partir da portada. Era o seu local especial.
- Ayame!
Um gracejo de criança ecoou pelo jardim. Uma pequena mão estendeu-se e uma mão de adulto agarrou-a.
- Mamã! Olha… Flores bonitas! – disse a criança apontando para umas flores de tons de branco e roxo.
- Pois são, Ayame… São lírios. Como o meu nome.
- Yuri?
- Sim – confirmou a jovem mulher, sorrindo.
Lírios adornavam a frente da portada. Belos e altivos, mas surpreendentemente simples. Lírios como o nome da sua mãe.

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