Memórias de um anjo
Tenho tanta pena da Ayame, parece q ela ainda vai sofrer pela mae bastante tempo /: pobrezinha.. Mas com a ajuda do Kyo e do Hatsuharu ela vai melhorar, tenho a certeza^.^ Só espero que ela faça mais amigos depressa^.^
Tou anciosa para saber como é q a mãe dela morreu, ela parecia ser uma pessoa cheia de amor para dar
Parabens pelo capitulo lindo
Ps- desculpa o comentario pequenino, mas tou um bocadinho em baixo.. Depois venho aqui comentar outra vez, prometo
Tou anciosa para saber como é q a mãe dela morreu, ela parecia ser uma pessoa cheia de amor para dar

Parabens pelo capitulo lindo

Ps- desculpa o comentario pequenino, mas tou um bocadinho em baixo.. Depois venho aqui comentar outra vez, prometo
Bahnny escreveu:Tenho tanta pena da Ayame, parece q ela ainda vai sofrer pela mae bastante tempo /: pobrezinha.. Mas com a ajuda do Kyo e do Hatsuharu ela vai melhorar, tenho a certeza^.^ Só espero que ela faça mais amigos depressa^.^Muito obrigada, Bahnny!
Tou anciosa para saber como é q a mãe dela morreu, ela parecia ser uma pessoa cheia de amor para dar
Parabens pelo capitulo lindo
Ps- desculpa o comentario pequenino, mas tou um bocadinho em baixo.. Depois venho aqui comentar outra vez, prometo
.o:Ohh, não te preocupes com isso. Espero que fiques bem depressa.


Só tenho uma palavra a dizer deste capitulo: AMEI!
.o:
O capitulo está lindo, fantastico, maravilhoso, fascinante, nao me canso de tecer elogios, porque bem os mereces.
A tua escrita é fantastica e fascinante, rapariga tens um dom especial para a escrita, assim como as tuas descriçoes que sao emocionantes e bastante descritivas, dando assim um certo realismo e visualizaçao a cada lugar, a cada sentimento e a cada pormenor, melhor dizendo, as tuas descriçoes sao bastante sentidas e vividas por mim. Os meus Parabens!!
Agora falando do capitulo em si:
Na primeira parte em que mostras as saudades e a tristeza da Ayame de sua mae, assim como a tristeza que ela sente ao ter aquelas memorias,fez com que eu me emocionasse e que lagrimas chegassem aos meus olhos, pois a maneira como descreveste os sentimentos tristes e agoniantes da Ayame foram tao sentidos por mim, foi como se eu estivesse ao lado dela recordando aquele momento entre ela e a sua mae.
Depois o seu irmao, mais uma vez tao protector, querendo o melhor e a felicidade para a sua irma, apesar do acontecido.
E ainda a empregada que tambem só queria ver a sua menina alegre novamente, mas sabendo que iso é impossivel, pois só vê dor no rosto da Ayame, tao reais estes momentos, que nem tenho palavras para descrver o quao fascinantes e comoventes foram para mim.
Depois a forma como expuseste os sentimentos da Ayame em relaçao à escola e aos colegas, ou seja o facto de ela nao gostar e nem se sentir bem com os seus colegas e mesmo com a escola, mais uma vez tao reais, que eu, assim como ela tambem senti aquele nó na garganta, por ela ter que ir para as aulas.
O Kyo! omg! Fascinou-me primeiro pela sua repentina interpelaçao para com a Ayame e com o facto de querer ajudá-la, depois fascina-me com o misterio que o envolve *mim super curiosa*
Mais uma vez um capitulo repleto de sentimentos tristes e emocionantes, Kristea tu tens mesmo um dom para a escrita, pois já estou completamente envolvida nesta historia. Os meus sinceros Parabens!!!
Espero ansiosa e impacientemente por um novo capitulo ^__^
*mim estende um ovo kinder gigante à Kristea (mais que merecido)*
.o:O capitulo está lindo, fantastico, maravilhoso, fascinante, nao me canso de tecer elogios, porque bem os mereces.
A tua escrita é fantastica e fascinante, rapariga tens um dom especial para a escrita, assim como as tuas descriçoes que sao emocionantes e bastante descritivas, dando assim um certo realismo e visualizaçao a cada lugar, a cada sentimento e a cada pormenor, melhor dizendo, as tuas descriçoes sao bastante sentidas e vividas por mim. Os meus Parabens!!
Agora falando do capitulo em si:
Na primeira parte em que mostras as saudades e a tristeza da Ayame de sua mae, assim como a tristeza que ela sente ao ter aquelas memorias,fez com que eu me emocionasse e que lagrimas chegassem aos meus olhos, pois a maneira como descreveste os sentimentos tristes e agoniantes da Ayame foram tao sentidos por mim, foi como se eu estivesse ao lado dela recordando aquele momento entre ela e a sua mae.
Depois o seu irmao, mais uma vez tao protector, querendo o melhor e a felicidade para a sua irma, apesar do acontecido.
E ainda a empregada que tambem só queria ver a sua menina alegre novamente, mas sabendo que iso é impossivel, pois só vê dor no rosto da Ayame, tao reais estes momentos, que nem tenho palavras para descrver o quao fascinantes e comoventes foram para mim.
Depois a forma como expuseste os sentimentos da Ayame em relaçao à escola e aos colegas, ou seja o facto de ela nao gostar e nem se sentir bem com os seus colegas e mesmo com a escola, mais uma vez tao reais, que eu, assim como ela tambem senti aquele nó na garganta, por ela ter que ir para as aulas.
O Kyo! omg! Fascinou-me primeiro pela sua repentina interpelaçao para com a Ayame e com o facto de querer ajudá-la, depois fascina-me com o misterio que o envolve *mim super curiosa*
Mais uma vez um capitulo repleto de sentimentos tristes e emocionantes, Kristea tu tens mesmo um dom para a escrita, pois já estou completamente envolvida nesta historia. Os meus sinceros Parabens!!!
Espero ansiosa e impacientemente por um novo capitulo ^__^
*mim estende um ovo kinder gigante à Kristea (mais que merecido)*

Tixa_Xana escreveu:Só tenho uma palavra a dizer deste capitulo: AMEI!*aceita o ovo kinder*.o:
O capitulo está lindo, fantastico, maravilhoso, fascinante, nao me canso de tecer elogios, porque bem os mereces.
A tua escrita é fantastica e fascinante, rapariga tens um dom especial para a escrita, assim como as tuas descriçoes que sao emocionantes e bastante descritivas, dando assim um certo realismo e visualizaçao a cada lugar, a cada sentimento e a cada pormenor, melhor dizendo, as tuas descriçoes sao bastante sentidas e vividas por mim. Os meus Parabens!!
Agora falando do capitulo em si:
Na primeira parte em que mostras as saudades e a tristeza da Ayame de sua mae, assim como a tristeza que ela sente ao ter aquelas memorias,fez com que eu me emocionasse e que lagrimas chegassem aos meus olhos, pois a maneira como descreveste os sentimentos tristes e agoniantes da Ayame foram tao sentidos por mim, foi como se eu estivesse ao lado dela recordando aquele momento entre ela e a sua mae.
Depois o seu irmao, mais uma vez tao protector, querendo o melhor e a felicidade para a sua irma, apesar do acontecido.
E ainda a empregada que tambem só queria ver a sua menina alegre novamente, mas sabendo que iso é impossivel, pois só vê dor no rosto da Ayame, tao reais estes momentos, que nem tenho palavras para descrver o quao fascinantes e comoventes foram para mim.
Depois a forma como expuseste os sentimentos da Ayame em relaçao à escola e aos colegas, ou seja o facto de ela nao gostar e nem se sentir bem com os seus colegas e mesmo com a escola, mais uma vez tao reais, que eu, assim como ela tambem senti aquele nó na garganta, por ela ter que ir para as aulas.
O Kyo! omg! Fascinou-me primeiro pela sua repentina interpelaçao para com a Ayame e com o facto de querer ajudá-la, depois fascina-me com o misterio que o envolve *mim super curiosa*
Mais uma vez um capitulo repleto de sentimentos tristes e emocionantes, Kristea tu tens mesmo um dom para a escrita, pois já estou completamente envolvida nesta historia. Os meus sinceros Parabens!!!
Espero ansiosa e impacientemente por um novo capitulo ^__^
*mim estende um ovo kinder gigante à Kristea (mais que merecido)*
Muito obrigada!
.o:Não imaginas a minha cara de espanto quando vi aqui o teu comentário cheio de elogios... Mais, uma vez, muito obrigada! Fico muito contente que gostes da história.
.o:
Kristea escreveu:
*aceita o ovo kinder*
Muito obrigada!.o:
Não imaginas a minha cara de espanto quando vi aqui o teu comentário cheio de elogios... Mais, uma vez, muito obrigada! Fico muito contente que gostes da história..o:
Oh...nao precisas de agradecer, todos os elogios proferidos por mim foram veradeiros e tu bem os merecesses, pois a tua escrita é fantástica. Mais uma vez te dou os Parabens!
Eu nao gosto da história, pelo contrário, eu amo perdidamente esta história. ^__^

usagi_430 escreveu:como é que só agora eu reparo nesta fic não pode ser.Muito obrigada!
*usagi dá estaladas a ela propria*
Escreves tão bem, adoro as memorias dela, esta tao bem escrito, adoro adoro nem tenho palavras para descrever.
.o:Paula, infelizmente, só posso postar mais no final desta semana. Vou ter uma semana cheia de exames intermédios e testes. Já comecei a escrever a última parte do capítulo e escrevo todos os dias um bocadinho, por isso lá para o final da semana posto.


Desculpa o atraso!
"
Adorei o capítulo, como sempre.
Exprimes muito bem os sentimentos das personagens. *-*
"Adorei o capítulo, como sempre.

Exprimes muito bem os sentimentos das personagens. *-*
.
A sério?! Nãaaao! Eu gosto tanto deste anime.... Mas o mangá continua certo?
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Orgulhosa membro da equipa MangaPT
A sério?! Nãaaao! Eu gosto tanto deste anime.... Mas o mangá continua certo?
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Ja chegou o final da semana!! Então n postas mais nada?!?
Assim fico triste... mas eu percebo...a vida de estudante é agitada né? Ainda dizem k ser estudante é fácil... testes, trabalhos para apresentar... Oh my god! Damos em doudos... :g10: eheh desculpa lá o desabafo..acho que exagerei um bocadinho... :
': Bem, espero o tempo que for preciso pelo capitulo... boa sorte para os testes intermédios! :
:
Assim fico triste... mas eu percebo...a vida de estudante é agitada né? Ainda dizem k ser estudante é fácil... testes, trabalhos para apresentar... Oh my god! Damos em doudos... :g10: eheh desculpa lá o desabafo..acho que exagerei um bocadinho... :
': Bem, espero o tempo que for preciso pelo capitulo... boa sorte para os testes intermédios! :
:
Tenho andado bastante ausente... e vou continuar infelizmente Durante a semana torna-se muito complicado... por isso venho cá sobretudo ao fim-de-semana Vou ter saudades
Estou à espera! ^-^
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Capítulo I - Ayame
3ª e última parte
Ayame respirou fundo. Aquilo não a podia afectar. Não podia deixar que aquela simples afronta a fizesse sentir assim. Tentou abstrair-se dos murmúrios e olhares ameaçadores e continuou a andar, com mais firmeza e convicção. Ela era ela mesma. O que os outros pensavam ou diziam não importava. Mas era mais fácil pensar do que agir, sabia-o bem. Inspirou e expirou profundamente, sentindo-se mais livre.
Assim que chegou à sala, entrou e tirou o avental da mochila escura, uma vestimenta necessária para a participação na aula.
Aquela peça branca, bordada com delicadas flores azuis turquesa e com um folho branco nos ombros, realçava a sua tez morena e os seus brilhantes olhos verdes.
Naquele instante, enquanto os seus colegas entravam na sala, tocou a campainha. A professora, baixa e magra, abriu a portada da sala, vinda do seu escritório, contíguo ao espaço destinado à aula.
- Hoje vamos fazer uma aula diferente. Vamos criar a nossa própria sobremesa. Têm que ter em atenção todas as precauções. Não vamos misturar tudo ao acaso, para que expluda – explicou a professora, dirigindo-se para a sua bancada.
A turma rompeu em risos. Em geral, não eram muito bons em termos de criatividade.
Depois de lhes dar autorização para utilizarem os ingredientes e materiais que precisassem, a professora sentou-se, vendo os alunos a juntarem-se em grupos de dois para começarem a trabalhar.
Como já era habitual, Ayame ficou sozinha. Nem esperou sequer que alguém viesse junto dela, pois já sabia que tal não aconteceria, e, então, rodeou-se do que precisava. Tinha uma receita inventada por ela mesma para uma eventualidade daquelas. A última vez que a fizera fora com a mãe, que adorava a imaginação daquela a quem chamava de íris. Já com experiência na preparação da sobremesa, terminou em pouco tempo.
A professora avaliou rapidamente aquela sobremesa simples, mas requintada, deleitada pelo suave sabor do pêssego.
- Mais uma vez, parabéns. A tua excelente aptidão para a culinária continua a dar frutos. Adorei a tua sobremesa – disse a professora, anotando algo no seu bloco. Acrescentou em tom de brincadeira, enquanto se dirigia para a sua secretária: - Tens que me arranjar a receita!
Ayame esboçou um sorriso, embora fingido, e retirou um caderno de tons leitosos da sua mochila, decorado com tecidos rendados e organzas finamente trabalhadas. Era um caderno único e pessoal, no qual ela confiava tudo o que lhe pairava na alma.
Precisava de desabafar aquele sorriso não sentido… Não se sentia bem a sorrir, mas sentia-se na obrigação de o fazer. Será que voltaria a fazê-lo naturalmente? Ou a sua mãe levara também o seu belo sorriso definitivamente?
Um toque nas suas costas fê-la voltar repentinamente, fechando o caderno com brusquidão. Era Kyo, que observava, atento e curioso, a sobremesa que Ayame fizera. Afinal, ele não reparara no seu caderno.
- A tua receita parece interessante… Usaste pêssegos… Dão um sabor doce e delicado a qualquer sobremesa… - disse ele, enquanto movia o olhar para a rapariga.
- Já terminaste? – perguntou ela.
- Sim. Não cozinho tão bem como tu, mas sim… - respondeu, mostrando um ar divertido com o qual ela nunca o havia visto antes. – Parece que fomos os primeiros a acabar…
O olhar de Ayame voltou-se para os restantes colegas. A cena que via deu-lhe vontade de rir. A maior parte da turma parecia estar com dificuldades. Uns estavam cobertos de farinha, outros, cuja massa de bolo borbulhava e apresentava um aspecto duvidoso, entreolhavam-se, eventualmente perguntando-se onde haviam errado.
Embora a situação fosse cómica, apenas conseguiu descortinar uma expressão de incredulidade. Os seus olhos verdes pousaram nas suas mãos, como que se tentasse ocultar o que sentira.
- Não tens porque ficar assim… És melhor do que eles, lembra-te disso. Não te rebaixes tanto. Até me custa ver-te assim. Quero-te de cabeça erguida. Vais mostrar-lhes que és melhor do que eles julgam – disse Kyo, ainda observando o que o rodeava.
- Talvez por ser diferente… - começou ela, hesitando. – Desculpa, não devia falar disto…
Kyo obrigou-a a olhá-lo nos olhos delicadamente.
- Posso não ser a pessoa mais adequada para te ouvir, mas sei que guardar o que sentes dentro de ti é pior.
Ayame compreendia a razão das suas palavras. Mas não conseguia abrir-se com alguém, era completamente impossível naquele momento.
O toque da campainha dissipou quaisquer outros pensamentos da sua mente. Pegou no seu caderno pessoal, para o guardar, quando uma voz a interrompeu.
- E desde quando é que ser diferente é mau? Devias sentir-te feliz por não seres igual a todos os outros que te fazem sentir assim.
Kyo afastou-se em direcção à sua bancada, com aquelas palavra a desvanecerem da sua boca.
Ayame mentiria se dissesse que aquelas palavras não a tinham tocado. Pela primeira vez, um mês depois da morte da mãe, sentira que alguém apreciara algo nela e que, de facto, ele tinha razão. Porquê tentar ser igual aos outros? Era preferível ser diferente e única a ser igual a tantos outros…
Com aquelas palavras gravadas no seu espírito, dirigiu-se para a aula seguinte. E, sem dar por si, o dia passou rapidamente, com aquela sentimento de apreço a esboçar uma expressão agradável nas suas faces.
Maquinalmente, saiu da sala de aulas pouco depois de ter dado o último toque do dia.
Hatsuharu esperava-a junto dos portões do colégio, sendo observado por algumas raparigas que cochichavam entre si e soltavam risinhos, com as faces ruborizadas a denunciarem as suas intenções.
Aproximou-se dele e caminharam juntos para fora do perímetro do colégio.
- Então, tiveste um bom dia? – perguntou Hatsuharu.
Ayame encolheu os ombros. Ouviu comentários difamadores atrás de si, seguidos de uns suspiros de desilusão, e tentou ignorá-los.
- Estás pronta?
Ela reparou no rosto inexpressivo do irmão, que fitava o infinito, como quem esperava tudo naquele momento.
- Penso que sim…- disse ela, reticente.
Um quarteirão naquela direcção e chegariam ao seu destino. O quanto aquele lugar a fazia sofrer, reprimindo a sua alegria contra o âmago do seu coração. Tinha que ver a mãe naquele dia. Aquele sonho teria de ter algum significado, a mãe queria dizer-lhe algo, o seu instinto dizia-o.
Dobraram a esquina do edifício mais próximo da igreja e seguiram em frente.
Via-se a igreja diante da pequena praça, de um branco imaculado e azulejos trabalhados de azul-marinho, atribuindo-lhe uma incrível misticidade. Ao seu lado, uns portões frios indicavam aquele lugar inóspito. Era para lá que se dirigiam.
Cruzaram aquela gélida entrada e a visão que lhes era transmitida afundava as suas almas num mar de dor. Fileiras de mármores alçados sobre o chão, estátuas de pedra clara e flores.
Serpentearam por entre lápides desconhecidas, parando em frente de um memorial branco, levemente enegrecido pelas poeiras da saudade.
Um anjo marmóreo, de formas femininas, tão amadas pelos dois irmãos, estendia os seus braços para eles, com as asas ligeiramente arqueadas. Quem diria que seria tão fácil manter eterna a beleza da sua mãe, esculpida e polida pelas mãos de outrem…
Ayame fixava a estátua erguida sobre aquele túmulo de pedras brancas. Parecia a sua mãe. Mas não era ela. As lágrimas teimavam em assaltá-la, por mais que as tentasse conter. Aquele gesto, eterno e carinhoso… Aquele abraço que a mãe lhe oferecia e pelo qual ela tanto ansiava… Sem compreender o porquê, avançou e abraçou aquele penedo lavrado com uma forma humana inabalável.
Escondido pela sombra do telhado da velha igreja, alguém a observava. Uma lágrima cristalina chamou a sua atenção. O rosto de Ayame cintilava por causa da pequena gota que lhe rolava pela face. Um sorriso desenhou-se no seu rosto, mantendo o seu olhar na rapariga.
Um sonoro badalo fê-lo despertar e meteu-o alerta.
O som de duas asas a abrirem e a rasgarem o céu entoou no ar, enquanto duas penas brancas esvoaçavam, sob os últimos raios de sol.
3ª e última parte
Ayame respirou fundo. Aquilo não a podia afectar. Não podia deixar que aquela simples afronta a fizesse sentir assim. Tentou abstrair-se dos murmúrios e olhares ameaçadores e continuou a andar, com mais firmeza e convicção. Ela era ela mesma. O que os outros pensavam ou diziam não importava. Mas era mais fácil pensar do que agir, sabia-o bem. Inspirou e expirou profundamente, sentindo-se mais livre.
Assim que chegou à sala, entrou e tirou o avental da mochila escura, uma vestimenta necessária para a participação na aula.
Aquela peça branca, bordada com delicadas flores azuis turquesa e com um folho branco nos ombros, realçava a sua tez morena e os seus brilhantes olhos verdes.
Naquele instante, enquanto os seus colegas entravam na sala, tocou a campainha. A professora, baixa e magra, abriu a portada da sala, vinda do seu escritório, contíguo ao espaço destinado à aula.
- Hoje vamos fazer uma aula diferente. Vamos criar a nossa própria sobremesa. Têm que ter em atenção todas as precauções. Não vamos misturar tudo ao acaso, para que expluda – explicou a professora, dirigindo-se para a sua bancada.
A turma rompeu em risos. Em geral, não eram muito bons em termos de criatividade.
Depois de lhes dar autorização para utilizarem os ingredientes e materiais que precisassem, a professora sentou-se, vendo os alunos a juntarem-se em grupos de dois para começarem a trabalhar.
Como já era habitual, Ayame ficou sozinha. Nem esperou sequer que alguém viesse junto dela, pois já sabia que tal não aconteceria, e, então, rodeou-se do que precisava. Tinha uma receita inventada por ela mesma para uma eventualidade daquelas. A última vez que a fizera fora com a mãe, que adorava a imaginação daquela a quem chamava de íris. Já com experiência na preparação da sobremesa, terminou em pouco tempo.
A professora avaliou rapidamente aquela sobremesa simples, mas requintada, deleitada pelo suave sabor do pêssego.
- Mais uma vez, parabéns. A tua excelente aptidão para a culinária continua a dar frutos. Adorei a tua sobremesa – disse a professora, anotando algo no seu bloco. Acrescentou em tom de brincadeira, enquanto se dirigia para a sua secretária: - Tens que me arranjar a receita!
Ayame esboçou um sorriso, embora fingido, e retirou um caderno de tons leitosos da sua mochila, decorado com tecidos rendados e organzas finamente trabalhadas. Era um caderno único e pessoal, no qual ela confiava tudo o que lhe pairava na alma.
Precisava de desabafar aquele sorriso não sentido… Não se sentia bem a sorrir, mas sentia-se na obrigação de o fazer. Será que voltaria a fazê-lo naturalmente? Ou a sua mãe levara também o seu belo sorriso definitivamente?
Um toque nas suas costas fê-la voltar repentinamente, fechando o caderno com brusquidão. Era Kyo, que observava, atento e curioso, a sobremesa que Ayame fizera. Afinal, ele não reparara no seu caderno.
- A tua receita parece interessante… Usaste pêssegos… Dão um sabor doce e delicado a qualquer sobremesa… - disse ele, enquanto movia o olhar para a rapariga.
- Já terminaste? – perguntou ela.
- Sim. Não cozinho tão bem como tu, mas sim… - respondeu, mostrando um ar divertido com o qual ela nunca o havia visto antes. – Parece que fomos os primeiros a acabar…
O olhar de Ayame voltou-se para os restantes colegas. A cena que via deu-lhe vontade de rir. A maior parte da turma parecia estar com dificuldades. Uns estavam cobertos de farinha, outros, cuja massa de bolo borbulhava e apresentava um aspecto duvidoso, entreolhavam-se, eventualmente perguntando-se onde haviam errado.
Embora a situação fosse cómica, apenas conseguiu descortinar uma expressão de incredulidade. Os seus olhos verdes pousaram nas suas mãos, como que se tentasse ocultar o que sentira.
- Não tens porque ficar assim… És melhor do que eles, lembra-te disso. Não te rebaixes tanto. Até me custa ver-te assim. Quero-te de cabeça erguida. Vais mostrar-lhes que és melhor do que eles julgam – disse Kyo, ainda observando o que o rodeava.
- Talvez por ser diferente… - começou ela, hesitando. – Desculpa, não devia falar disto…
Kyo obrigou-a a olhá-lo nos olhos delicadamente.
- Posso não ser a pessoa mais adequada para te ouvir, mas sei que guardar o que sentes dentro de ti é pior.
Ayame compreendia a razão das suas palavras. Mas não conseguia abrir-se com alguém, era completamente impossível naquele momento.
O toque da campainha dissipou quaisquer outros pensamentos da sua mente. Pegou no seu caderno pessoal, para o guardar, quando uma voz a interrompeu.
- E desde quando é que ser diferente é mau? Devias sentir-te feliz por não seres igual a todos os outros que te fazem sentir assim.
Kyo afastou-se em direcção à sua bancada, com aquelas palavra a desvanecerem da sua boca.
Ayame mentiria se dissesse que aquelas palavras não a tinham tocado. Pela primeira vez, um mês depois da morte da mãe, sentira que alguém apreciara algo nela e que, de facto, ele tinha razão. Porquê tentar ser igual aos outros? Era preferível ser diferente e única a ser igual a tantos outros…
Com aquelas palavras gravadas no seu espírito, dirigiu-se para a aula seguinte. E, sem dar por si, o dia passou rapidamente, com aquela sentimento de apreço a esboçar uma expressão agradável nas suas faces.
Maquinalmente, saiu da sala de aulas pouco depois de ter dado o último toque do dia.
Hatsuharu esperava-a junto dos portões do colégio, sendo observado por algumas raparigas que cochichavam entre si e soltavam risinhos, com as faces ruborizadas a denunciarem as suas intenções.
Aproximou-se dele e caminharam juntos para fora do perímetro do colégio.
- Então, tiveste um bom dia? – perguntou Hatsuharu.
Ayame encolheu os ombros. Ouviu comentários difamadores atrás de si, seguidos de uns suspiros de desilusão, e tentou ignorá-los.
- Estás pronta?
Ela reparou no rosto inexpressivo do irmão, que fitava o infinito, como quem esperava tudo naquele momento.
- Penso que sim…- disse ela, reticente.
Um quarteirão naquela direcção e chegariam ao seu destino. O quanto aquele lugar a fazia sofrer, reprimindo a sua alegria contra o âmago do seu coração. Tinha que ver a mãe naquele dia. Aquele sonho teria de ter algum significado, a mãe queria dizer-lhe algo, o seu instinto dizia-o.
Dobraram a esquina do edifício mais próximo da igreja e seguiram em frente.
Via-se a igreja diante da pequena praça, de um branco imaculado e azulejos trabalhados de azul-marinho, atribuindo-lhe uma incrível misticidade. Ao seu lado, uns portões frios indicavam aquele lugar inóspito. Era para lá que se dirigiam.
Cruzaram aquela gélida entrada e a visão que lhes era transmitida afundava as suas almas num mar de dor. Fileiras de mármores alçados sobre o chão, estátuas de pedra clara e flores.
Serpentearam por entre lápides desconhecidas, parando em frente de um memorial branco, levemente enegrecido pelas poeiras da saudade.
Um anjo marmóreo, de formas femininas, tão amadas pelos dois irmãos, estendia os seus braços para eles, com as asas ligeiramente arqueadas. Quem diria que seria tão fácil manter eterna a beleza da sua mãe, esculpida e polida pelas mãos de outrem…
Ayame fixava a estátua erguida sobre aquele túmulo de pedras brancas. Parecia a sua mãe. Mas não era ela. As lágrimas teimavam em assaltá-la, por mais que as tentasse conter. Aquele gesto, eterno e carinhoso… Aquele abraço que a mãe lhe oferecia e pelo qual ela tanto ansiava… Sem compreender o porquê, avançou e abraçou aquele penedo lavrado com uma forma humana inabalável.
Escondido pela sombra do telhado da velha igreja, alguém a observava. Uma lágrima cristalina chamou a sua atenção. O rosto de Ayame cintilava por causa da pequena gota que lhe rolava pela face. Um sorriso desenhou-se no seu rosto, mantendo o seu olhar na rapariga.
Um sonoro badalo fê-lo despertar e meteu-o alerta.
O som de duas asas a abrirem e a rasgarem o céu entoou no ar, enquanto duas penas brancas esvoaçavam, sob os últimos raios de sol.

Valeu a pena esperar. 
Já te disse que tens jeito para isto?
A parte do fim foi bastante misteriosa...
Espero pelos outros capítulos para poder desvendar esse mistério.

Já te disse que tens jeito para isto?

A parte do fim foi bastante misteriosa...
Espero pelos outros capítulos para poder desvendar esse mistério.

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Orgulhosa membro da equipa MangaPT
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Orgulhosa membro da equipa MangaPT
Tens de entrar para responderes neste tópico.



Vicias me na tua história e dps nao ha mais nada?? Aiaiai ke eu quero ler mais!! 

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