Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Lua e a Terra

#601
bluezinhaaaaaaa!

Oh minha coisa mais linda, só o facto de comentares já é muito.

Já te disse (ou se não disse devia ter dito) que as tuas palavras significam muito. Mas quando digo muito, é muito mesmo.

Portanto só tenho que te agradecer muitas vezes e esperar que continues a comentar.

Mais? Já? Tss Tss Razz

Não te preocupes, vais ter mais dentro de uns dias. Mas só se comentares. Se não o fizeres.... hum... não posto nenhum capítulo durante dois meses Razz

#602
Hei, hei, hei!!!! Mas k é isto?????? Se a blue não comentar, tu não postas durante 2 meses???? Tu não te atrevas!!!!! Eu esfanico-te em pedaços!!!!!
#603
*mim com medo*

Eu posto! Eu posto! Eu posto!

Apenas não me esfaniques em pedaços!

Vamos meditar um bocadinho para acalmar os animos, sim? Razz

#605
Ahhh já estou contente

*e vou continuar inteira*

(Psiu, eu vou ler, eu vou ler Very Happy )

#607
* me olha para o tópico *
Parece me que a menina Sarrah não vai receber kinder pela rapidez a escrever, ai ai Evil or Very Mad
#608
Ups
Aii Bahnny, com os testes que tenho tido, até dispenso um ovo kinder!

Estava a pensar começar a escrever hoje mas distraí-me com o photoshop... upsi

Mas vá, acho que este fim de semana há capítulo

#610
Pronto, pronto, vou já escrever!

(ainda não comentei? Mas eu sei que li... hum... vou agora reler e comentar)

#611
*Mim entra com a sensação que me vão matar quando virem que não é um capítulo*

Cucuuuuu*

Pois é, venho apenas dar noticias. Mas talvez não sejam das boas...

É assim, nas últimas semanas eu tenho tentado escrever. Mas a inspiração não parece andar do meu lado. Escrevo 150, 200 palavras e não passo dali.

Vou tentar escrever o capítulo para o postar este fim de semana. Ou então escrevê-lo no fim de semana. Mas não posso prometer nada, ando com a cabeça noutras paragens.

Sendo assim... vou dormir xD. Vim só mesmo para vos dar conhecimento da causa da demora. Acho que nunca tinha demorado tanto tempo a postar um capítulo.

Ah, e mais uma coisinha, que uns sabem, outros não. O capítulo 32 vai ser último até... 21 de Junho, vá. Portanto, de hoje a um mês. Razão? Ultimos testes e exames nacionais.

Beijinhooos e até um dia destes

*mim retira-se com um pouco de medo*

#612
*mim entra e ve k n é um cap novo*

*mim lê o comentário de sarrah*

Eu sei como é n ter inspiração nenhuma... EU tb ando sem nenhuma e é frustrante, por isso compreendo-te bem. E os exames tb devem deixar uma pessoa doida.
Demora o tempo k kiseres, n te sintas obrigada a escrever se não kiseres ou não conseguires!

Fica aki um ovinho da kinder para aumentar os animos! Embaracoso

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#613
*Mim entra no tópico*

Venho dar noticia! *outra vez, sim*

Estava eu muito bem sentada em frente ao computador no dia 22 ou 23 às tantas da manhã, sem ter nada para fazer quandoooo

Me apeteceu escrever. Escrevi, escrevi, escrevi sem parar. Até que tinha o capítulo a modos que acabado.

*Mim vê a multidão com as palavras " então porque é que ainda não postaste" escritas no olhar furioso*

Havia duas coisas que eu detestava no capítulo. Tinham pouco sentimento, estavam pouco desenvolvidas. E não era capaz de postar assim o capítulo. Mas também não estva a conseguir mudar.

Hoje, na aula de história, dediquei-me a reescrever essas partes. Só me falta passar para o pc e escrever o final do capítulo.

Portanto minhas queridas e meus queridos leitores...

Talvez

Sublinho novamente o talvez

Talvez hoje ainda poste o capítulo. Assim com um bocadinho de sorte Very Happy

#614
A dar esperanças, menina sarrah! Olhe que eu gostaria muito de ver esse capítulo aqui... Fazes-me essa gentileza, fazes? Surprised.o: *olhar à bambi* Surprised.o:

Vá lá, menina sarrah, coloque o capítulo e eu dou-lhe não uma, nem duas, mas sim três caixas de 6 Kinders, o que dá... 18 Kinders deliciosos e fresquinhos! (ou seja, não moles Razz)
#615
Hum.... talvez faça, talvez faça Razz *mim nota que não consegue resistir ao olhar à Bambi e olha para o outro lado*

Três caixas de 6 Kinders? A oferta é bastante tentadora.... vamos lá ver se consigo acabar o capítulo. (Olha que os ovos estavam moles, mas estavam bons Razz )

Até logo*


EDIT:

Pelas minhas contas, este vai ser o maior capítulo até agora.

#616
Um novo capitulo!!! o maior até agora!!! Yupi!!! espero bem k seje hoje sarrah... Twisted Evil porque senão... tu sabes.... Twisted Evil
#617
Senão o quê? :anjo:

*Mim sente que está a brincar com a sorte e decide voltar a escrever*

EDIT:

Preparem-se para ler muito pouco diálogo, sim?

#618
Oi sarrah!!!Smile
bom eu vim aqui cumprir a minha promessa de começar a ler a tua fic....omg..tanto q tenho para ler para depois conseguir acompanhar!! :Embaracoso': mas vou me esforçar!!!
e bom tambem vai ser aos pouquinhos porque isto dos exames atrapalha tudo!lol!
ah! e ja emoldurei o teu autografo!!!!!!!!loool!!



"jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Entao cuidado, o gang anda rondando"
...............
Fic: "Sailor Moon- o último suspiro"
#619
Neptunezinhaa!! Very Happy

Vieste ler? Que bom! Very Happy Demora o tempo que precisares, sei perfeitamente que os exames atrapalham. Eu fico feliz por saber que vais ler Very Happy

Emolduraste o meu autógrafo? OMG ahahahah *lagriminha no canto do olho*

Beijinho*

#620
Após 26 dias (quase) sem notícias, aqui estou com um capítulo fresquinho.


Espero que não esteja muito difícil de ler. Valha-me a Deusa, quase não tem diálogo! É tudo descrição e emoção!

Portanto, aqui fica o maior capítulo até agora. Espero que gostem.




Capítulo 32- Recordações. Informações. E o inimigo.






Centenas de recordações invadiram a mente de Usagi quando tocou o Cristal Prateado. Nomes circulavam na sua mente a uma velocidade assustadora, tão rápidas que se tornava quase impossível processar toda aquela informação. Mas uma cara teimava em aparecer, um nome bailava nos ouvidos, um facto impotante, a chave para o final da luta, para o encerrar do passado.



Beryl.



E foi esse mesmo nome que ela proferiu, ainda num meio estado de transe, ainda com imagens soltas a toldarem-lhe a vista. Ainda com aqueles cabelos cor de fogo gravados no olhar.

A visão começou a focar. Via as caras das amigas, das guerreiras, das navegantes. Brancas. Notava o barulho silêncioso dos seus fôlegos sustidos. Nada. Os olhos muito abertos. Espanto.

A sala parecia ter congelado ao som daquele nome. Um medo inconsciente tinha invadido o mais ínfimo nervo de cada um. O silêncio era tal que o bater dos corações acelerados fez eco. Era o som de uma memória antiga a tentar manifestar-se. Mas a escapar. Uma e outra vez.

Beryl. O nome pulsava nas veias, envenenava o sangue, corroía a sanidade. Medo e raiva percorria cada centímetro de pele. E a esguia memória continuava a escapar como água por entre os dedos da lembrança. E ninguém conseguia fazer a ligação entre o medo e um rosto. Entre a raiva e uma presença.

Mamoru não conseguia classificar o turbilhão de sentimentos que percorriam o seu corpo. Parte dele estava consciente da identidade da mulher. Sabia que ela era a tal, a mulher percorrida pelo ciúme, a pessoa que o tinha amado de forma doentia, que se tinha juntado a alguém mais para destruir a Lua, para matar a mulher que ele amava. Um sentimento de perda invadiu-o por completo. Ele tinha perdido tudo graças à portadora daquele nome. Tinha perdido o seu povo, cujas mentes tinham sido distorcidas por culpa daquele ser. Tinha perdido a mulher que amava. Tinha perdido a sua vida.

Todos os olhares recaíram sobre Usagi. Que parecia tão calma. Que tinha conhecimento desenhado no olhar. Que, por uma vez, se mostrava uma líder capaz de tudo. Que dava sinais de ter ainda a essência da princesa que tinha sido no passado.

Um passado do qual só agora tinham tomado total conhecimento. E sabiam ainda tão pouco. Sabiam apenas o que parecia ser o equivalente a nada. Ou talvez menos do que isso. Mas tinham que saber mais. O conhecimento desse passado poderia marcar a diferença entre ganhar ou perder. E iria certamente marcar a diferença entre viver e morrer.

Mas o rosto inimigo continuava a fugir. Aproximava-se, o seu vulto tornava-se quase visível. Quase se materializava no interior da mente. E depois esfumava-se.

Usagi notou que algo se passava. Que ninguém estava a conseguir fazer a conecção entre aquele nome e uma cara. E soube o que tinha que fazer, quase como se estivesse a ser comandada por alguma força exterior. E não estaria?

Olhou fixamente para cada uma das pessoas presentes na sala. Rei. Minako. Ami. Makoto. Mamoru. Colocou nelas o seu olhar, até ter a certeza que ele era retribuído. Que todas as atenções estavam centradas nela.

E nenhuma palavra foi necessária naquele momento. Apenas concentração. E uma imagem passou por todas as mentes. Uns cabelos cor de Inferno. Um rosto de belo, mas assustador.

Os corpos puderam relaxar. As respirações, até ao momento sustidas, foram soltas. Talvez mesmo uma amostra de sorriso tenha sido vislumbrado nas feições de cada um.

Conheciam o rosto daquela que teriam de enfrentar. Tinham uma vantagem. Neste momento, tinham também uma missão. Uma missão atribuída pela sua líder, pela Princesa. Descobrir todas as informações existentes sobre o inimigo. Todas.

Usagi e Mamoru saíram para o exterior, deixando as amigas em busca de informações. Cada uma a seu tempo, todas iriam descobrir algo.



Minako foi a primeira a afastar-se das outras. Sentou-se num canto da sala, pernas cruzadas, olhos abertos, à espera que as amigas fizessem algo. Sabia em que é que ser Deusa do Amor iria ajudar.



Ami seguiu-a. Sentou-se no canto oposto da sala, numa cadeira próxima da janela, cuja sombra se estendia por metade da divisão. O computador de Mercúrio repousava nas suas pernas. Também ela esperava.



Rei nenhum som provocou ao dirigir-se, mais uma vez, para frente do fogo. As labaredas avermelhadas eram uma lembrança constante daquilo que tinha que procurar. Fechou a porta da diferente divisão em que se encontrava, ficando isolada do mundo. Só ela e o fogo. Como tinha sido desde que se lembrava. E assim, fechando os olhos, foi a primeira a começar.



Makoto não sabia o que havia de fazer. Não via como podia ajudar a busca de informações. Sentia todos os olhos postos em si, à espera de uma acção da sua parte.

- Makoto.

A suave voz de Minako quase a assustou. Não esperava ser chamada, muito menos por Minako. Mas, tal como Usagi alguns minutos antes, a guerreira do Amor tinha conhecimento espelhado no olhar.

- Faz aquilo que melhor sabes. Vai lá para fora, para o meio das árvores. Ouve o vento, cheira a terra. Talvez algum conhecimento te seja cedido, talvez não. Mas não fiques aí parada. Aprendemos sempre algo quando fazemos tudo excepto nada.

Enquanto aquelas palavras saíam da boca de Minako, ela sabia que não eram realmente suas. Mas eram verdadeiras. E Makoto seguiu-as fielmente.





Mal Makoto saiu, Minako fechou os olhos. O símbolo de Vénus brilhou ligeiramente na sua testa. Na escuridão da sua mente, começou a ver centenas, milhares de ligações. Manchas. Umas mais grossas, outras mais finas. Algumas com um brilho intenso, outras quase transparentes. E sempre aos pares. Ou ligadas a outras manchas, por fios quase invisíveis, indetectáveis.

Era aquele o seu maior poder. Um poder que, por vezes, se tornava completamente insuportável. O poder de olhar para alguém e perceber se tinha uma alma gémea no mundo. Quantas relações tinha tido, quantas vezes tinha partido o coração.

O brilho mais forte que alguma vez tinha visto encontrava-se mesmo ali, à sua frente. Usagi e Mamoru. E era no brilho de Mamoru que estava a resposta que procurava.

Começou a eliminar manchas. Começou pelas mais brilhantes, exceptuando a de Usagi e Mamoru. Eliminou as das outras navegantes, não procurando saber a identidade de seus pares. Eliminou tudo o que rodeava Mamoru, tudo o que não estava, de alguma forma ligado a ele. Tarefa difícil, tantas tinham sido as raparigas que, de alguma forma, estavam efectivamente ligadas a ele. Muitas delas, sem o conhecimento do próprio.

Então viu. Uma mancha estranha, diferente. Parecia antiga, descolorada. Magoada, talvez. Ferida por outros sentimentos, que mostravam ali a sua influência. Como uma palavra ou uma imagem pode magoar uma pessoa.

O que mais diferia naquela mancha de sentimentos era o brilho. Neste caso, a ausência dele.

Finalmente, estava ali, diante os seus olhos. Beryl. O estranho amor, talvez fixação que Beryl sentia por Endymion. Mergulhando naquela ligação, poderia descobrir todos os pequenos sentimentos que passavam o coração daquela mulher.

Assim, entrou dentro do coração de Beryl. O que lhe doeu terrivelmente, pois nunca antes tinha invadido de tal forma a privacidade dos sentimentos de alguém. Inimigo ou não.

Descobriu, da pior forma, que para entrar no coração de alguém, temos que atravessar o nosso. Por um instante, sentiu novamente a dor de paixões antigas. Ser deusa do Amor é tanto uma benção como uma maldição. Mas ela atravessou o seu coração, quase se despedaçando a si própria. E forçou a sua entrada no de Beryl.

Dedicou então toda a sua força a descortinar aqueles sentimentos, para os transmitir a Usagi.





Naquela sala, naquele momento, apenas se ouvia a escrita ritmada de Ami. Tecla após tecla, escrevia conteúdos que apenas ela dominava. Pesquisava informações, trabalhava dados, excluía documentos. Tudo o mais rapidamente possível. Todas as palavras eram importantes. Não lhe podia escapar nada.

O ecrã do computador de Mercúrio brilhava intensamente, Números incalculáveis, palavras numa língua antiga, desconhecida, ilegível, desfilavam com rapidez, sendo reflectidos no azul dos olhos de Ami, que absorvia toda a informação até ao mais pequeno sinal, até à mais insignificante das vírgulas. Aquele trabalho poderia demorar dias, meses. Ela dispunha apenas de algumas horas indefinidas. Tinha as horas contadas sem relógio para se guiar. A qualquer momento, Usagi poderia entrar na sala, pedindo respostas. Por enquanto, Ami mal conhecia as perguntas.

Já tinha cruzado todas as novas informações transmitidas por Usagi com as antigas, às quais já tinham tido acesso antes. Fizera um levantamento das memórias recém-adquidridas pelo casal. E tentava ligar todas essas memórias ao nome. Ao rosto. Aos cabelos. De Beryl.

Traçava o perfil inimigo através das informações disponíveis. A chave residia no descodificar das memórias de Usagi. Assim, ela tentava descobrir tudo sobre Beryl. Pontos fortes, pontos fracos. Poderes e medos. Aos poucos ia conhecendo aquela mulher, enlouquecida no passado pelo ciúme. E, aos poucos, ia conseguindo informação.

Cada pessoa irradia uma essência, uma alma, uma aura. Uma energia única,própria, inconfundível, que nasce connosco e nunca nos abandona. E era exactamente nessa essência que todas as respostas às perguntas de Ami se baseavam. Conhecendo a essência de alguém, captando-a, podemos localizá-la em qualquer ponto do globo. Com uma margem de erro inferior a 5 metros.

Então, um som diferente daquele provocado pelas teclas, ecoou na sala.

Pi-Pi-Pi-Pi.

Ami deu um salto na cadeira, com o coração a bater desenfreado. No ecrã, um mapa-mundi desenhava-se. Era identificável o continente, o país. Ami susteve a respiração por um momento,

No ecrã, brilhava a localização do inimigo. Agora, apenas tinha que falar com Usagi.





Rei flutuava, algures dentro do fogo que tentava entender. Sentia-se quente, em casa. Procurava chegar precisamente ao centro do fogo, onde estava o maior calor e máximo conhecimento. Sem saber exactamente o que procurar, sabia que precisava de certezas. E aproximava-se cada vez mais do âmago daquele elemento. Do seu elemento.

Por todos os lados via a imagem de Beryl. Rodeava-a, ria-se dela. Por vezes, sentia-se presa por aquela presença. Conseguia agora ver como tinha sido morta. Uma e outra vez. Ouvia o riso de loucura que Beryl tinha soltado ao vê-los todos mortos. E era inundada por raiva.

Não, não era na raiva que jazia a resposta. Tinha que seguir outro caminho.

Começou a ver pequenas imagens, por entre as chamas. Umas mais nítidas, outras tão desfocadas que se tornavam apenas borrões de cor. E uma chamou-lhe a atenção.

Viu então uma mulher ruiva a contemplar um homem de cabelos negros. Viu-a a aproximar-se dele, a forma como os sorrisos dele, para ela dirigidos, a afectavam. A voz doce que ela utilizava, as gargalhadinhas ocasionais, de excitação, que não conseguia abafar. A rapariga não enganava ninguém, estava apaixonada. E nele apenas se denotava uma amizade, cega para sinais exteriores de afecto mais profundo.

A imagem mudou. A mesma rapariga estava sentada num jardim, a olhar a Lua. Tinha todo um futuro delineado na sua mente. Um futuro com o homem que amava. O homem de cabelos negros, olhos azuis e armadura prateada, brilhante.

- Rainha, Deusa, Princesa da Lua. Povo lunar. Vocês que encerram tanta magia, desconhecida para nós. Concedei-me apenas este desejo. Façam com que ele me ame. É tudo o que vos peço.

Uma lágrima brilhante correu pela face da rapariga.

Novamente, a imagem mudou. Anos mais velha, uma mulher de cabelos vermelhos observava a Princesa da Lua a passear com o Principe da Terra. Nenhum tinha conhecimento da sua presença. Estavam cada vez mais próximos mas, até ao momento, pareciam ser amigos.

Muitos dias assim se seguiram. Eles passeavam juntos, ela seguia-os, escondida pelas sombras.

Então, um dia, ele beijou a princesa. E a mulher jurou vingança. Sentindo-se traída pelo homem amado, pela princesa à qual tinha pedido ajuda, jurou vingança.

Roída pelo ciúme, Beryl jurou vingança.

E assim Rei ficou a saber o que tinha de mostrar a Usagi. E uma lágrima traçou também o seu caminho pelo rosto da Navegante de Marte, ao entender, por fim, a dor do inimigo.





Makoto estava deitada, de olhos fechados, no chão duro do bosque. Nada além da própria terra, da relva e de pequenas folhas tornava o piso mais macio, mais suave ao toque. Mas ela ali permanecia, imóvel, calma, talvez mesmo confortável.

Nada lhe tinha sido transmitido. Nenhum conhecimento do passado, presente ou futuro. Nenhuma informação relevante para as pessoas comuns lhe tinha sido comunicado. Nada de extrema relevância. Mas, naquele curto pedaço de tempo, Makoto tinha aprendido muito.

Ouvia o suave cantarolar das folhas na copa das árvores, sentia o sedoso toque do vento a acariciar-lhe a face. O cheiro proveniente da Terra penetrava em todos os poros da sua pele, invadindo todas as fibras do seu corpo. Os seus dedos afagavam levemente a relva onde as mãos estavam poisadas e ela absorvia a sua textura. No alto, as primeiras estrelas brilhavam no firmamento, piscando, divertidas. E a Lua, envergonhada, banhava-a com uma luz mágica.

Ali sentia-se calma. Em casa. Sentia a força que fluía das profundezas do planeta, directamente para o seu corpo, para a sua mente, para o seu coração. A sua energia era restabelecida e estabilizada, através da energia proveniente do mais fundo da Terra. E ela agradecia, silenciosamente.

É necessária uma sensibilidade extrema, uma percepção aguçada para compreender os segredos da Natureza. Um olfacto apurado, para diferenciar todos os odores. E , para entender o conceito de Liberdade, é preciso saber reparar na alegria das folhas face ao vento, no cantar dos pássaros num dia de sol.

Assim, Makoto sabia que novos conhecimentos devia transmitir a Usagi. Agora, conhecia o doce sabor da liberdade. De, por um instante, não ter obrigações. De estar calma, em paz, a sós com o seu elemento. E sabia como esses momentos eram valiosos.

E foi com conhecimento reflectido no olhar, tal como Usagi algum tempo antes, tal como Minako minutos antes, que se dirigiu para dentro de casa. Leve como o vento.




Tenho um pouco de medo da vossa reacção. O capítulo está ligeiramente diferente do normal. Mais centrado nas navegantes. Coitado, o Mamoru está a ser negligenciado! Mas vai ter direito aos seus próprios 15 minutos de fama, num capítulo próximo. Espero mesmo que tenham gostado.Very Happy

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