Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[Terminada] [Votação] Tango

#45
– Dulce, eu queria, pedir na presença de todos os nossos alunos, que você fosse minha mulher. Para toda a vida. Você aceita casar-se comigo?
Dulce ficou umm pouco envergonhada, olhou para o publico que pedia para ela aceitar, olhou para Gonçalo que esperava ansioso pela resposta.

QUE VERGONHA!
AI eu morria se me fizessem aquilo!! não! eu nem conseguia responder-lhe... bem talvez até conseguisse pois nao o iria deixar de plantao mas eu como coro facilmente... ficava toda vermelha! Ceus! pale

A Carla ela tem quantos anos?? 18? Se tem essa idade ou menos, ele nao se devia admirar visto que ela é assim uma menina... meiga, conservadora do seu corpo...
Lamento mesmo perguntar .. eu li a idade algures mas já não me lembro! [desculpa por ser tão despistada] :Falaste demais:
Mas o Afonso não deixa de ser um querido por esperar por ela :g1:

Desculpa nao ter respondido áquele comentario de cima so que eu ja nao tenho internet e o pc com net é da minha irma e ela passa aqui a vida e por isso, nunca me deixa vir e quando me deixa... é a mal! :Sem paciencia:

Quanto ao par.. eu amaria se fizesses HarukaVSSeiya (tens é de primeiro fazer brigas "amorosas (com um beijo pelo meio tas a ver?) pois eles odeiam-se e não se vão "colar" muito depressa...
study
Quanto á tua fic, eu estou ansiosa por ler "Dama de luxo!" Vou agora lê-la! Surprised.o:

Té já!
#46
Bom, Carla, quando estava a escrever esta história já tinha 95 anos, mas está a contar o que aconteceu com ela quando ela tinha 18 anos, está logo no primeiro capitulo Embaracoso
Não faz mal nao teres respondido Embaracoso, irmãs ... sei como é ... Embaracoso'
Quando á Dama de Luxe eu já Postei o primeiro capitulo Embaracoso
Beijoos
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler? Wink)

Assinatura em construção!
#47
Depois daquele baile pensei que as investidas do Afonso iam ficar cada vez mais frequentes e resolvi conversar com a Dulce sobre o assunto.
- Pronto, estamos a sos. Podes contar esse tal assunto que me tens para contar que eu estou curiosa – estávamos no quarto da Dulce. Tinha pedido para ir dormir na casa dela.
- É que eu fico com vergonha.
- Desembucha que quem está ficar nervosa agora sou eu, e sabes que eu não posso alterar-me.
- Ok, é que o Afonso e eu, mais o Afonso do que eu, na verdade. Ele quer fazer amor comigo.
- E tu? – segurando o riso.
- Eu não sei se quero.
- Se não tens certeza, não fazes.Simplesmente vais entregar o que tens de mais precioso. Tens que ter certeza do que queres.
Nós ficamos a conversar o resto da noite, rimos muito. Descobri muitas manias do vosso avô.
Eu resolvi ter uma conversa com ele. Acho que foi a conversa mais embaraçosa que já tivemos. Eu estava tão nervosa e ele, estava tão envergonhado. Riu ao me lembrar disso.Meninas, sempre converse com seus namorados sobre isso antes que o facto se consume, afinal, é o vosso momento.
- Afonso, eu to precisando conversar contigo. – eu disse depois da aula.
- Pode falar.
- Afonso, eu preciso de toda a tua atenção, não só a metade dela.
Ele virou-se para mim e viu que eu estava séria e assustou-se.
- O que foi?
- Tem alguém aqui ainda?
- Na academia?
- Sim.
- Acho que só a secretária.
- Dispensas-a?
- Porque?
- Porque não quero que ninguém escute a nossa conversa e ela é muito cusca.
- Ok – riu. – Tânia, já pode ir, eu fecho tudo.
- Boa noite – pegou nas suas coisas e saiu.
- Pronto, estamos sozinhos, o que houve.
- Desde o baile, eu sinto que você está diferente.
- Diferente como?
- Mais... com vontade.
Afonso começou a rir deixando-me com mais vergonha.
- Não rias que é serio. Tu não sabes como está a ser difícil para mim ter esta conversa contigo.
- ok, desculpa. Sim, porque achas isso? – tentando esconder o riso.
- Porque, apesar de não passares dos limites, está a começar a explorar mais o meu corpo.
- E não gostas disso?
- Acho que estás a ir rápido de mais, não é assim que eu vou me sentir a vontade e segura contigo. Não me deixas nem a vontade numa conversa – muito nervosa
- Desculpa – parando de rir – é que a situação é engraçada. Mas se tu não gostas eu vou parar. – aproximando-se de mim.
Eu afastei-me.
- Tu nem me deixas te tocar, como vais ficar numa boa comigo? – serio – Só vais perder essa vergonha, quando deixares-me e ficar mais de 5 cm de ti.
- Eu estou com medo. Nunca passei por isso antes. As vezes assustas-me. Toca onde só eu já toquei. Nem a dançar tu já perdoas.
- Olha, porque não fazemos assim? Vamos deitar neste colchão, e vamos começar a namorar, quando eu tocar em algum lugar que estranhes nós paramos ok?
- Para que?
- Para começares a soltares-te comigo.
- Mas Afonso...
- Confia em mim ok? Não vai haver mais nada. És tu que manda hoje.
- ok.
Eu não entendi muito bem o que seu avô queria, mas foi inesquecível. Ele pegou no colchão, eu deitei-me de barriga para cima e ele ao meu lado. Ele começou a me beijar sem tocar em mim. Eu comecei a me sentir desconfortável e o abracei intensificando o beijo. Eu coloquei a mão dele na minha cintura e ele me puxou para mais perto dele. Até ai, nada de novo, afinal fazíamos isso sempre. Eu estava com os meus calções com que danço Tango, e ele foi descendo a mão até a minha perna enquanto nos beijávamos. Eu estranhei e parei de beijá-lo.
- Só sente a minha mão na sua perna. É bom o toque?
- É.
- Posso continuar? Esse toque já não é mais estranho para ti.
- Pode.
Ele voltou a me beijar e continuou a tocar nas minha perna, mas dessa vez, passou a beijar meu pescoço. Eu relaxei, afinal estava bom.
- Disto gostas?
- Gosto.
- E se eu fizesse isso? – subiu um pouco a minha blusa e beijou minha barriga. Eu inconscientemente fiz carinho nos seus cabelos. Ele subiu e abaixou as alças da minha blusa.
- Afonso?
- calma, eu não tirei a tua blusa, só quero beijar o teu colo. Qual é o meu limite?
- Até aqui – apontei para o começo do decote
- Até ai então.
Ele começou a beijar meu colo, os lábios grossos dele na minha pele, me deixavam arrepiada. Ele subiu e beijou meu pescoço de novo e voltou a me beijar na boca.
- Afonso, sobe mais um pouquinho? – ele se deitou em cima de mim sem deixar que o peso dele me esmagasse. Naquela hora, senti vontade de tocá-lo. Coloquei uma das minhas mãos em baixo da sua blusa e a puxei para cima. Fiquei fazendo carinho em baixo da blusa.
- Queres tirar? – fiz que sim com a cabeça.
Ele tirou a blusa e eu escondi meu rosto entre minhas mãos. – Carla, pode olhar, meu amor.
Eu abri os olhos.
Eu puxei ele para mais um beijo, enquanto nos beijávamos eu fazia carinho em suas coxas e ele na minha perna.Nessa altura, já sabia o que estava prestes a acontecer. Sentia-me confortável, por isso, deixei ele continuar.
Eu contei tudo pra Dulce no dia seguinte.
- Dulce, aconteceu.
- Como assim?
- Aqui, neste piso, foi perfeito, ele foi muito gentil comigo e não fez nada que eu não quisesse.
- Conta-me tudo.
Eu contei nos mínimos detalhes o ocorrido.
- Que mágico.
- Foi lindo...Onde está o Afonso? Era para ele alongar-me. Quando eu chego atrasada, ele reclama mas quando ele chega eu não posso falar nada.
- Alguém esta a falar de mim? Ou é impressão minha?
- estou a falar que já deverias ter chegado há meia hora.
- Como ficas linda irritada. – deu-me um beijo.
- Tonto
-Vem, deixa eu te alongar.
Ele alongou-me, e me deixou-me deitada em cima do colchão, subiu em cima de mim e beijou-me. Eu enlacei seu pescoço e o puxei mais para perto e o beijei com vontade. Nos separamos antes que os alunos dele chegassem.
Olhamo-nos a aula toda e eu virei a dama oficial dele. De vez em quando ele trocava, ia dançar com outra aluna para dar o exemplo. Mas sempre voltava para mim. Quando a aula acabou, pedi para ele dançar um pouquinho comigo.
- O que você quer dançar?
- Tango? – com um sorriso de quem quer fazer arte.
- Ok, tango. [vejam e imaginem que eles dançaram desta maneira - https://www.youtube.com/watch?v=8zRfTjJTKEk&feature=fvsr ]
- Dança um samba comigo agora?
- Danço o que você quiser.
Ele colocou um samba bem lentinho e ficamos namorando no passo básico. Perfeito como sempre.
- Posso dançar com seu namorado? – Dulce se levantou.
- Pode sim. – soltando Afonso. Dulce e Afonso dançaram um bolero e eu e Gonçalo dançamos uma salsa. Ficamos nos divertindo um tempo até a aula do Gonçalo. Eu e o Afonso resolvermos participar na aula e depois eu fui para casa.
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler? Wink)

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#48
WOWOWOWOWOOWO

So mais um bocadinho e...
tao kido que ele foi!
quem me dera que também me fixessem isso, apesar de nao andar com ninguem nem ter xegado a essa parte (marisa cora)

Ele é tão kido! EU QUERO UM ASSIM!
Estive a ver e a ouvir a musica ai do link!
adoro o som! axu q me viciei no tango! apesar de nao saber dançar neé, a musica cativou-me!

Demais!
espero pela continuação!
#49
Eu também amo aquela música e a forma como ele dançam... alias, eu amo Tango! Very Happy
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Assinatura em construção!
#50
LOLOLOLOL

Já deu para reparar!
mas ta bestial o videoclipe! por acaso, vou ve-lo novamente Razz
#51
aie que qerido Esperancoso

bem desculpa nao ter comentado mais cedo. . .

aie tu escreves mesmo bem . . . qe inveja ! parecia que tava a ver tudo enquanto lia

continua ta memo lindo
#52
olaaa pessoas Very Happy
Com saudades da fic.? Laughing
Hoe vou postar um bocadinho maior para compensar os dias em que tive sem a postar e se hoje ainda houver comentarios ainda posto mais Very Happy
Não sei se já tinha avisado ou não, mas eu não postei estes dias porque como estava ca na minha terra a feira e eu sou uma viciada em feiras passo la os dias inteirinhos Laughing
Bom, aqui vai mais um capitulo, espero que gostem! Laughing
Este capitulo é dedicado a todas as leitoras que acompanham a minha fic., muito obrigado! Very Happy

Os meses passaram-se rápido e chegou a hora de Dulce dar á luz.
O Bebé da Dulce foi prematuro. Foi muito emocionante aquele dia. Dulce estava sentada no banco perto da recepção a assistir a aula que o Gonçalo estava a dar. Eu estava ao seu lado a conversar animadamente um assunto banal, que eu realmente não lembro qual era o assunto, quando começou a sentir dores.
- Carla, ai, está a doer.
- Calma Dulce, pode ser um alarme falso, estás de sete meses ainda.
- Mas está a doer tanto, Carla, leva-me para o hospital, por favor.
Afonso chegou naquele momento.
- Olá princesa, olá Dulce.
- Afonso, leva-me para o hospital. Estou cheia de dores.
Lembro-me que Afonso ficou desesperado. Pegou Dulce ao colo e levou-a para o hospital. Gonçalo, não nos viu a sair. Quando acabou a aula a secretária deu o recado a Gonçalo que Dulce tinha ido para o hospital comigo e com o Afonso e saiu a correr. Dulce teve um lindo menino. Enorme. Dulce deu o nome de Miguel. Ele ficou sete dias na emcubadora. E depois foi para casa.
Dulce levou-o pra visitar a academia e Afonso babava em cima do sobrinho. Enquanto Gonçalo dava aula, eu fiquei com Afonso a cuidar do Miguel. Ele segurava o menino melhor do que eu.
- Amor, cuidado com a cabecinha, ele não tem nem um mês ainda – ele dizia para mim.
- Acho melhor você pegar nele, eu sou toda desengonçada. - Afonso pegou o menino e eu percebi que ser pai, era a sua vocação.
– Quero só ver quando fores pai.
- Achas que eu vou ser um bom pai?
- Ai amor, tenho certeza.
- Já estas a mimar o sobrinho? – Dulce entrou na sala.
- Já. Ele é tão lindo, tão pequenininho.
- É sim. Mas está na hora dele mamar.
Afonso entregou Miguel para a mãe e eu fui para a aula com ele. No meio da aula, eu desmaiei.
-Carla! - Afonso estava desesperado – Carla, Carla. – tentava reanimar-me, até que a mulher do senhor João, dona Julieta, disse:
- Calma meu filho, deixa que eu cuido dela.
Dona Julieta levou-me para um canto da sala e passou um algodão com alcool no meu nariz até que eu reanimei.
- Dona Julieta? O que aconteceu? – eu disse meio zonza ainda.
- Você só desmaiou. Já comeste hoje?
- Deve ser sido uma queda de pressão.
- Você deixou o seu namorado preocupado.
- Ai, está tudo á roda.
- Deita-te aqui e coloca as pernas para cima. Pronto, assim – eu posicionei-me e a tontura e o enjoo foram passando.
- Está melhor?
- Sim, estou sim.
Meia hora depois eu já estava ótima, Afonso obrigou-me a comer e eu deu-me uma bronca.
- Princesa, deste-me um susto.
- Desculpa amor, mas eu nunca tinha desmaiado assim. Só estava algumas horas sem comer. Não sabia que isso ia acontecer.
- Promete-me que vais-te alimentar como deve de ser, ok?
- Prometo. Amor?
- Sim?
- Sabia que faz já muito tempo que não temos um tempo só nosso?
- Um?
- E que eu queria ficar contigo hoje ...
- Um?
- Eu estou aqui, carente e você só responde "um"? Vai te catar Afonso. – Sai irritada, e subi.
- O que eu fiz agora? – falando com a Dulce que estava conosco na pastelaria.
- Homens, mesmo lerdos. Será que não entendes? Voçes os dois, sozinhos, uma caminha fofinha...
Eles riram.
- Acho melhor eu ir atras dela então – ainda rindo.
- Só não rias, porque ai ela vai ficar muito irritada.
- Ok – repirando fundo – vou lá cuidar da minha gatinha carente.
- Seja gentil.
- Descanse.
Gonçalo e Dulce ficaram a rir. E Afonso foi atras de mim. Eu estava a treinar o giro na frente do espelho.
- Se não colocares o salto no chão, ajuda.
Eu olhei para ele reprovando-o e continuei o giro.
- Se não me escutares, vais acabar por torcer o pé.
Eu o ignorei mais uma vez, mas parei de fazer o giro e comecei a treinar o shine* que a Dulce tinha-me ensinado. Tinha uma parte que eu rebolava, como sabia que ele estava a olhar, caprichei. Ele chegou por tras de mim e beijou-me no pescoço.
- porque é que estás a ignorar-me?
- Porque és mau para mim.
- Eu não sou mau para ti. Eu sou muito carinhoso. – abraçou-me por tras.
- Se fosses, não tinhas recusado o meu pedido.
- Eu não recusei o teu pedido – beijando o meu pescoço e acariciando a minha barriga – queres vir comigo agora?
- Para onde? – virei-me de frente para ele.
- Vamos para a minha casa, aluga-mos uns filmes, comemos pipocas, o que achas?
- Programinha light na casa do meu namorado? Siiiim – pulei no pescoço dele. – Tenho que avisar a minha mãe que vou chegar tarde.
- Diz a ela que não vais dormir em casa.
- E que desculpa vou dar?
- Que vai dormir em casa da Dulce.
- Hum, ok.
Foi a primeira vez que passei a noite fora para ficar na casa de Afonso. Depois desse dia, as noites em casa dele passaram a ser rotina, e logo vão saber porque meus amores. Passámos no videoclub e no mercado e fomos para o apartamento dele. Ele dividia com a Ana e o Gonçalo. Era em um prédio velho onde os apartamentos eram grandes e espaçosos. Ana estava em casa e eu morri de vergonha.
- Olá crianças.
- Olá mana. Vais para academia hoje?
- Hoje não, vou ficar em casa e voces, o que fazem aqui?
- Vamos ver um filme e comer pipocas, já acabaram as minhas aulas na academia por hoje.
- Olá Ana
- Olá Carla, tudo bem minha linda?
- Tudo.
- Juizo vocês dois.
Afonso sorriu para a irmã. Ele levou-me pela mão até ao quarto. O quarto dele era grande e acolhedor. Tinha uma cama de casal, uma escrivaninha com o computador e vários troféus.
- Amor, esses troféus são de que?
- Alguns campeonatos de dança que eu participei.
- E não participas mais porque?
- Por nada.
Mais uns dos segredos do seu avô, saberão na hora certa. Eu respeitei o silencio dele. Sabia que me contaria na hora certa, não tinha porque ter medo.
- Vamos ver o filme? – mudando de assunto.
- Vamos.
Eu enfiei-me de baixo dos cobertores da cama dele junto a ele. Olhava para ele o tempo todo e ele olhava para mim também. Começamos a nos beijar e acabamos por fazer amor ali mesmo. Quando acabá-mos eu fiquei deitada no seu peito e ele ficou a fazer carinho nos meus cabelos e voltamos a assistir o filme que tínhamos interrompido. A noite foi calma, com muito carinho, muitas pipocas e pouca roupa.
Depois daquele dia, os meus enjôos e desmaios começaram a ficar mais frequentes. E eu comecei a reparar que meu corpo tava estranho e que a minha menstruação não aparecia. Fiquei desesperada.
- Dulce, Dulce. – sai chamando ela pela academia.
- que foi mulher?
- Eu estou com um enorme problema
- Diz
- A minha menstruação está atrasada e ando cheia de enjôos e desmaios, acho que eu estou grávida.
- Vocês não usaram protecção?
Eu só fiz que não com a cabeça.
– Eu não sei quem é mais irresponsável, se és tu ou se é ele. Bem, vamos comprar um exame na farmácia.
Eu fiz o exame e deu positivo.
- Dulce, e agora?
- Agora, contas a ele e pedes para ele assumir.
- É lógico que eu vou contar para ele. Mas o que eu vou falar lá em casa?
- Que namoras um rapaz muito bom, que te deixa louca e que tava tão bom que nem pensaram em mais nada.
Nós rimos
- Dulce, não existes.
- Se eles não quiserem que fiques a morar na tua casa, podes ir para a minha.
- Não, acho que eles não me irão por fora de casa, o pior vai ser a faculdade, vou ter que perder o periodo de faculdade.
- A faculdade é o menos. Os teus pais já conhecem o Afonso?
- Já. Minha mãe adora-o.
- É só você e sua mãe?
- Agora é, o meu pai resolveu sair de casa, os meus pais precisam de um tempo.
- Imagino, mas tudo se vai resolver, vais ver.
- Espero mesmo que sim.
- Agora, está na hora de o papá saber.
Afonso tinha voltado da cantina.
- olá lindas.
- olá
- Eu tenho que conversar contigo.
- Diz.
- Vamos para o escritório?
- Claro.
Nós entrá-mos e ele fechou a porta.
- Senta. – Ele obedeceu-me.
- O que aconteceu meu amor? Estás-me a assustar. – eu estava muito séria.
- Afonso - respirei fundo antes de lhe contar - a minha menstruação está atrasada duas semanas e a juntar aos desmaios e enjôos, alem das mudanças de humor, eu desconfiei que pudesse estar grávida, então fiz o teste e deu positivo. – respirei fundo de novo e disse - Eu vou ter um filho teu.
Afonso ficou mudo.
- Não vais dizer nada?
Ele continuou mudo. Aquele silencio deixou-me nervosa e amedrontada. Fiquei alguns minutos fitando ele até que disse.
- Eu preciso ficar sozinho.

* floreio da salsa
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler? Wink)

Assinatura em construção!
#53
mais please ok???
There is always a way of get out... dont do stupid things, they are useless.
- KAIWAIII!
#54
aw juro que te mato *pega na knife e começa a procura da lollita*

paraste agora????????????????

grrr continua ta tao emocionante
#55
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Foi o mlhr cap q eu li em até agora!
Grande e cheio de surpresas! É o que eu gosto!

Ele continuou mudo. Aquele silencio deixou-me nervosa e amedrontada. Fiquei alguns minutos fitando ele até que disse.
- Eu preciso ficar sozinho.

Aiii???
Então!...
Então, ele ficou tao babado com o bebé da dulce e ainda ah pouco tempo, quando descobriram q a dulce estava gravida, ele disse q queria tanto ve-la de barriguinha e agora "Preciso de tempo???"

Os homens são uns anormais!
É doença so pode!
so pode mesmo!

Bem, quero ler a continuaçao pa saber o q vem ai, apesr de eu ja saber a resposta pois o afonso e mto carinhoso!

Espero por mais!
Ja né!
#56
Já mesmo Embaracoso

Eu não soube o que dizer. Sai da sala a sentir-me péssima. A Dulce parou-me e perguntou:
- E então? Como foi?
- Estranho. Eu contei achei que ia ficar feliz, mas ele ficou em choque e pediu para eu sair. Dulce, eu tenho medo dele me rejeitar e rejeitar o nosso filho.
- Calma, espera passar esse choque que ele teve e depois vocês conversam. – ela abraçou-me e eu fui pra aula.
Afonso evitou-me a aula toda. Eu não sabia o porquê. Fiquei depois da aula para conversar-mos. Já, adianto, foi a pior briga que eu tive com o vosso avô. Choro só de lembrar.
- Que foi Afonso? Porque é que me estás a evitar?
- Eu estou em estado de choque ainda. Não esperava isto.
- Nem eu, mas agora eu preciso de ti ao meu lado, para criarmos o nosso filho juntos.
- Quem me garante que esse filho vai nascer?
- Eu não ouvi isto. Estás a querer insinuar que eu vou abortar o nosso filho? – Afonso não respondeu, só olhou para mim muito sério – Enlouqueceste de vez. – Ele abaixou a cabeça e não respondeu. – olha pra mim. Olha para mim Afonso! – ele olhou – olha dentro dos meus olhos e diz se eu seria capaz de fazer isso?
- Eu não sei, eu não sei de mais nada. Eu estou assustado, não quero passar por tudo o que passei de novo.
- Eu estou á meses a tentar-te provar que eu não sou como aquela mulher, eu respeitei o teu espaço, fomos amigos, mais do que namorados, eu entreguei-me a ti, eu confiei em ti. Porque que não consegues confiar em mim? – chorava e gritava.
- Desculpa Carla.
- Eu realmente quero que dêz o teu nome para esta criança e que participes na educação dela quando ela nascer mas, eu não te quero mais ao meu lado. Tu não confias em mim e eu não quero alguém assim comigo.
- Estás a terminar comigo?
- Estou. E não tenho mais nada para fazer aqui, eu vou pra casa.
- Eu levo-te.
- Eu vou de autocarro.
- Não – sério – Tu vais comigo.
Nós fomos o caminho todo calados. Eu desci do carro e ele disse.
- Se precisares de alguma coisa, liga-me?
Eu só olhei para ele e fui embora. Cheguei a casa, minha mãe estava na sala a ver a novela, eu olhei para ela e comecei a chorar. Meninas o nome da vossa bisavó é Mariana assim como o nome da vossa mãe.
- Que foi minha filha? O que houve? – ela abraçou-me enquanto eu me debulhava em lágrimas.
- Prometes que não vais ficar muito zangada comigo? Fica só um bocadinho, ok? – eu deitei no seu colo chorando.
- Prometo.
- Eu terminei com o Afonso.
- Porque? Vocês gostavam tanto um do outro.
- Porque ele achou que eu era igual a ex dele e não confiou em mim. Mamã - levantei, olhei para ela séria e respirei fundo - eu estou grávida, e ele achou que eu ia tirar a criança.
Lembro que a minha mãe ficou passada com a notícia. Mas não brigou comigo.
- Mas tu não vais fazer essa locura, pois não? Se o fizeram, agora assume-se as responsabilidades..
- Eu vou ter este bebé e ele vai ver esta criança crescer dentro da minha barriga e vai se arrepender todos os dias de ter duvidado de mim.
A minha mãe ficou calada, mas eu naquele momento, só queria me vingar.
No outro dia entrei na academia, iria ter aula com a Ana
- E então? No que deu a conversa com o Afonso, ontem? – Dulce interrogou-me antes da aula que tive com a Ana.
- Ele insinuou que sou igual à Claudia, por isso acabei com ele! Não quero alguém como ele ao meu lado. Mas vou fazer questão que ele sustentente esta criança comigo. Não o fiz sozinha.
- Eu estou chocada amiga. Como ele pode te comparar á aquela mulher?
- Eu não sei, a única coisa que sei é que o odeio, com todas as minhas forças.
- Isso não vai fazer bem para o teu bebê. – ficamos caladas um tempo. – Então, vais sair da academia?
- Não, claro que não. Ele vai conviver comigo, vai ver o filho dele crescer dentro da minha barriga, e vai se arrepender todos os dias por tudo o que insinuou.
Dulce ficou assustada. Eu estava transbordando de ódio. Queria fazê-lo sofrer, queria que ele se arrependesse, queria machucá-lo como ele me machucou. Foi a pior decisão que tomei em toda a minha vida. Sim minhas meninas, cultivar todo esse ódio pelo vosso avô, fez-me muito mal. Por mais que seja muito difícil perdoar-mos quando nos machucam, é melhor fazê-lo. Se ele olhar dentro dos seus olhos e disser: “perdoe-me”. Apenas diga: “sim, eu o perdôo, mas isso não significa que confio em ti”. Era o que deveria ter dito Mas não o fiz. Quando acabou a aula, fui conversar com Ana sobre a minha grande noticia. Iria ter que parar de fazer aulas de salsa e zuck até o bebé nascer pois são danças que exigiriam muito de mim. Ficaria na dança de salão e mesmo assim, só numa turma. Ela sugeriu que ficasse na sua turma pois já sabia o que tinha acontecido entre mim e o Afonso. Neguei, disse que queria ficar na turma dele. O meu objetivo era torturá-lo com a minha presença e não estava nem um pouco afim de poupá-lo. Queria que visse minha barriga crescer bem de perto. Esse era um dos motivos, o outro era porque sabia que não conseguiria ficar longe dele. Acima de tudo eu amava-o.


Daqui a pouco vou postar a Dama de Luxo Wink
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler? Wink)

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#57
[Esta imagem já não existe] Idiota! Idiota! IDIOTA!

EU agora passei-m cm o gajo!
Lamento vóvó mas eu nao tua situaçao nao o perdoaria! Eu faria exactamente a mesma coisa so para humilha-lo e faze-lo sofrer!

IDIOTA
SAO TODOS IGUAIS!!!RGRGGRGRRG

Mas eu fico ah espera de mais so com vontad de o esgnar!
Quero ver o q se segue! [Esta imagem já não existe]
Eu fico ah espera Dama de Luxo Embaracoso
#58
aw god ele e tao estupido !

comop e que ele pode compara-las ? ? GOD

continua agra qero saver como isto acava

hehehe

cada capitulo ta melhor que o outro parabens
#59
Muito obrigada pelos comentarios Very Happy

- Espero que saibas o que estás a fazer. Só peço-te que tomes cuidado, não vás ainda sofrer mais.
- Impossível, o teu irmão matou o que de melhor tinha dentro de mim. Agora o que faço vai ser pelo meu filho, só por ele. E não quero parar de dançar.
- Fica na minha turma, vai ser melhor assim.
- Não Ana, eu não quero privá-lo da alegria de ver o filho dele crescer dentro da minha barriga.
- Estás a fazer isso... porque não consegues ficar longe dele?
- Eu estou a fazer isto... porque quero que ele morra de remorsos toda vez que me ver – disse furiosa. – Eu não o amo, ele matou o amor todo que eu tinha por ele.
Sabia que era mentira. Ana não me questionou mais, viu o tamanho da dor que eu estava a sentir.
- Vou respeitar a tua decisão.
- Obrigada.
- E parabéns, estou muito feliz porque vou ser tia.
- Obrigada.
Pela primeira vez em algumas horas eu sorri. Sai e fui para casa.
Como disse, eu fiquei na aula de dança de salão na turma do Afonso. Achei que ia ser fácil encará-lo. Mas quando o vi, doeu-me tanto estar ao lado dele.
- Já alongaste?
- Não, ainda não.
- Deita, eu alongo-te.
- Não, eu não quero. Eu consigo fazer sozinha.
- Eu não estou aberto a discussões. Deita-te e não reclames. Eu deitei, mas contradiada. Ele alongou-me e fomos para a aula. Lembram do radar do vosso avô? Então, ele ficou o tempo todo comigo nos braços. Durante nove meses eu não dancei com mais ninguém, a não ser com ele. Depois de um mês de aula eu fui reclamar.
- Porque não me deixas dançar com outros cavalheiros durante as aulas?
- Porque eles não vão ter o cuidado que eu tenho contigo. Estás grávida e tens alguns movimentos que não podes fazer.
- Mas eu não quero ficar nos teus braços o tempo todo, vou viciar-me na tua condução e não vou conseguir dançar com mais ninguém.
- Foste tu quem escolheu ficar na minha turma, é a minha aula e sou eu quem faz as regras por aqui, ficou claro? – eu não respondi – e por favor, chegua meia hora antes para fazeres o teu alongamento. E não é um pedido, se não fizeres isso, não vais participar na aula.
Eu virei as costas e sai a chorar. Mas ele não me viu a chorarr assim como eu também não o vi a chorar naquela hora.
O baile mensal foi a gota de água. Para mim e para ele.
Eu fui linda e sentei na mesa de Rodrigo. Afonso viu e não gostou nada. Foi colocado um tango no começo. Desde do dia que comecei a namorar com o vosso avô, que havia um tango que dançava sempre com ele. Quando o dj me viu e o viu no baile, achou que era a hora de colocar o tango. Afonso foi tirado á força da sua mesa por Claudia e os dois invadiram a pista e começaram a dançar aquele tango. Eu segurei o choro, era o meu tango, era o meu homem e ele estava me provocando com a mulher que eu mais odiava. Já não havia respeito, entre nós. Eu puxei o Rodrigo para pista e como ele não sabia que eu estava grávida, não mediu os passos. Eu fiz muitas aberturas, e muitos passos de impacto, fiquei tonta, mas não disse nada. Até que coloquei a mão em no ventre e Afonso, que estava atento aos meus movimentos viu.
- Que foi?
- Nada, só uma tontura.
- Isso é normal?
- É, eu só preciso sentar.
- Deixa que eu levo-te até lá – Rodrigo disse. Eu não me opus, encostei-me nos seus ombros e sentei na mesa dele. Aquilo foi a morte para o Afonso.
- Nessa mesa não ficas.
- Afonso, para! Eu estou tonta e não vou conseguir deslocar-me para a tua mesa. Deixa-me aqui. – Ele saiu e voltou para pista com a Claudia. Eu via eles a dançar e chorava. Parecia que ele estava cravando facas no meu coração. – Rodrigo, chama aquele imbecil por mim, por favor
- esta tudo bem?
- Sim, mas ele é que tem o carro e eu tenho que me ir embora.
- Eu levo-te.
- Melhor não, mas podes chamar ele por mim? Por favor?
- Ok.
- O que foi? – ele se ajoelhou na minha frente.
- Eu quero ir embora.
- Agora?
- Agora, e vais-me levar.
- Quem te garante?
- Eu estou tonta e tu tens carro. Não vou de autocarro a esta hora. A não ser que queiras que eu desmaie no meio da rua.
- Não, vamos.
Foi a única coisa que pensei para tirar ele de perto daquela mulher. Quando cheguei na escada pedi para ele me carregar pelos ombros, mas ele pegou-me ao colo. Eu coloquei o rosto na curva do pescoço dele e pude sentir seu perfume. Não resisti e rocei os lábios em seu pescoço. O que mais queria, era beijá-lo ali. Sentir seu gosto. Fui despertada do meu transe por ele, que ao sentir meu toque, apertou minha perna.
- Ai, não precisa disso também.
- Então pára de provocar
- Eu não estou provocar, só não resisti. Desculpa, não faço mais.
Fomos em silêncio até o carro. Quando chegamos, eu perguntei:
- Não vais voltar para o baile, ou vais?
- Vou, é o baile da minha academia. Eu tenho que estar presente.
- E vais ficar lá com aquela macaca?
- Vou.
- E vais dançar com ela?
- Talvez. - Eu fiquei de burro e fiquei a olhar a rua pela janela – porque?
- Por nada. És o dançarino, fazes o que quiseres.
- Por acaso estás com ciúmes?
- Sabes que sim. Não precisas de mandar isso á cara.
Afonso sorria. Eu não tive certeza, se era porque eu estava com ciúmes, ou se era porque ainda gostava de mim.
- Chegamos, levas-me até lá a cima?
- Ainda estás tonta?
- Só um pouquinho – menti.
- Eu levo-te – ele pegou-me ao colo e levou-me até á porta do meu apartamento. – estás entregue.
- Obrigado.
- Qualquer coisa liga.
- Não contes com isso.
Ele deu-me um beijo na testa e saiu. A vontade que eu tive de agarrá-lo foi contida.
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler? Wink)

Assinatura em construção!
#60
(Mal disposto)
(Mal disposto)
(Mal disposto)
(Mal disposto)

OK... Como e q ele foi capaz de dançar com aquela macaca-ranhosa-homicida de bebés só para fazer frente á mulher que ama e que ainda por mais estava gravida ??

Não ter abortado ali naquele momento foi uma sorte! Ela também foi irresponsavel mas eu na situação dela faria a mesma coisa...

enfim

Ao menos sempre lhe fez as vontades até chegarem ah casa dela... va la... --'

Mas apesar de tudo, eu amei o cap!! Principalmente aquela cena dos labios roçar no pescoço dele e ele "beslicar-lhe" a perna... [Esta imagem já não existe] [Esta imagem já não existe] [Esta imagem já não existe]

BESTIAL LOLOLOL
Vou esperar pelo prox cap!
Cá espero Embaracoso

#61
awe tao lindo Esperancoso

ele e taoooo estupido i nojento pah odeiono

continua
#62
havia de lhe cair um carro em cima!!! ( nem sei donde me saiu estaEmbaracoso) estupido!!!! parabens, continua ta excelente!
There is always a way of get out... dont do stupid things, they are useless.
- KAIWAIII!
#63
mais mais mais please, tenho vindo aqui todos os dias mas nunca mais aparece mais novidades Sad ahhhhhh Plese more! Crying or Very sad [Esta imagem já não existe] continua assim
There is always a way of get out... dont do stupid things, they are useless.
- KAIWAIII!
#64
ola pessoas Very Happy
Peço imensa desculpa por nunca mais ter dito nada, mas tenho andado tão ocupada com a escola que ainda nunca mais tinha tido tempo para vir ca postar ...
Desculpem o tempo que vos fiz esperar por mais um capitulo...
beijos a todas


Entrei e liguei para a Dulce
- Amiga?
- Carla? Onde estás? Já soube que ficaste tonta.
- Foi, eu já estou em casa. Fiz o Afonso trazer-me. Para tirar ele de perto da macaca. Não deixa ele dançar com ela, se ela chegar perto, faz ele dançar com uma das senhoras chatas. Por favor amiga.
- Ele está a voltar para cá?
- esta. Pode fazer isso por mim?
- ok eu faço.
- Obrigada, fico te devendo uma.
Fui para o meu quarto e deitei na cama. Mas não consegui dormir. Por um impulso liguei para o telemovel dele. Ele atendeu mas eu desliguei sem dizer nada.
- Afonso? – Dulce foi atrás dele.
- Que foi?
- A Carla ligou e pediu para eu cuidar de ti, para não dançares com a macaca. Ela está a morrer de ciúmes e se queres que as coisas voltem a ser como eram antes, acho melhor não chegares perto dela. E sabes que a Carla vai ficar a saber se dançaste com a macaca ou não.
- Eu não vou chegar perto dela. Eu não sou tão doido.
- Acho bem.
Eu liguei para Afonso de novo, queria ouvir a voz dele.
- Alô? – ele disse mas eu não respondi.
– Alô? – pensei em desligar mas não consegui. – Pequenina, eu sei que és tu, não sei porque estás a ligar-me, mas não te preocupes, eu não vou falar com ela, não vou chegar perto e não vou dançar com ela. Daqui a pouco estou a ir para casa. – eu não falei nada, só chorava – eu sei que não queres falar comigo mas, eu quero que saibas que me arrependo do que te falei. Eu amo-te e não quero que fique este clima entre nós. Fala comigo meu amor.
- Eu também amo-te, mas não consigo te perdoar, magoaste-me muito. Vou desligar. – Eu desliguei e chorei a noite toda.
No dia seguinte, Ana ligou-me cedo. Era um domingo e Ana me pediu para ir á academia, pois queria falar comigo. Quando cheguei lá, só tinha eu, Afonso e a Ana.
- Em moldura por favor.
- Ana eu não estou a entender nada. – eu disse.
- Calma, eu já vou explicar.
- Ela precisa alongar antes de dançar, e aquecer.
- Eu sei exatamente do que ela precisa Afonso. Não precisas me dizer como fazer o meu trabalho. Essa é uma aula diferente, vocês não vão dançar. Em moldura, agora. – Nós obedecemos. – Afonso, qual é o seu papel quando está com uma dama em seus braços?
- Guiá-la, protegê-la.
- Carla, qual é o seu papel quando está nos braços de um cavalheiro?
- Respeitar sua condução, fazer o que ele quiser que eu faça, obedece-lo.
- Ótimo, chegou a onde eu queria. Precisa respeitá-la e você precisa de respeitá-lo.
Precisam ser cúmplices, amigos, ser amantes as vezes, mostrar algo para quem esta a ver e acima de tudo, sentir o que mostram. A única coisa que eu não vi ontem, durante o Tango, foi respeito. Tu provocaste-a e tu, estavas a arriscar a tua gravidez para revidar tal provocação. Não me importa o que aconteceu, as ofensas que trocaram, ou o que quer que seja. A única coisa que me importa é, que se quiserem passar algo de bom para essa criança que vai nascer, vão ter que ressuscitar esse respeito que desapareceu. Ou então, nessa academia, vocês não dançam mais juntos. Como vão fazer isso? Eu só tenho uma sugestão, passem a respeitar o espaço de cada um e o papel que tem dentro da dança. Ele é o seu cavalheiro, seu professor e deve se deixar ser conduzida. E você é o cavalheiro dela, deve conduzir, proteger, lhe mostra com clareza o que quer e lhe deixar confortável nos seus braços. Eu vou deixar um CD de bolero tocar, e se quiserem dancem. Eu já vou. E lembrem do que disse.
Nós ficamos olhando um para o outro. Chorávamos, de remorso, de medo, de tristeza. Eu o abracei, e ele me puxou para o passo básico. Tenho certeza que ela escolheu bolero pois é o ritmo dos namorados. Não dissemos uma palavra um para o outro. Depois da musica eu disse.
- Nós precisamos de um tempo para assimilar tudo isso.
- Eu também acho.
-precisamos parar de se provocar. Agora, eu to com dois meses e pelo que eu acompanhei da gravidez da Dulce eu vou precisar de ti daqui para frente. E tem coisas que só tu podes fazer por mim.
- Eu sei, o Gonçalo sofreu um bocado.
- Vamos dar uma trégua? Eu não te provoco com o Rodrigo e você mantem distancia da macaca.
- Combinado.
- Deixas-me em casa?
- Deixo, vamos.
Nós fomos embora. Depois daquele dia, não digo que voltamos a ser namorados, mas estávamos amigos. Eu comecei a enjoar muito. Afonso já não usava mais perfume nenhum. Até o desodorizante era sem cheiro. Não me apatecia comer, não usava mais perfume e comecei a ter alergia a algumas marcas de maquiagem. Escureci o meu cabelo de vez, pois não ia poder pintá-lo por um bom tempo. Foi um mês difícil. Mas teve um dia que eu gostei.
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