[Terminada] [Votação] Tango
Titulo: Tango
Classificação: Romance, Drama...
Autor: Lolita (uma amiga minha também me ajudou)
Esta história foi feita o ano passado por mim, mas decidi modificar algumas coisas e pedi ajuda a uma amiga minha que também gosta de fazer fics. e a história ficou completamente diferente do que era.
Eu queria que me dessem sugestões e me chamassem a atenção para algum erro ortográfico que vejam na fic. (a minha amiga é brasileira por isso algumas partes podem estar em português do Brasil, peço desculpa por isso).
Bom eu já tinha cancelado esta fic
porque achei que a história ao longo do tempo cmeçou a ficar chata, mas agora modificada ela está linda, por isso decidi reapostá-la.
Epilogo: Ela vivia uma vida chata,sem emoções e sem atrativos Entrou na sua sala de aula e apaixonou-se pela dança e pelo professor.
Ele tinha uma vida muito agitada e cheia de mulheres. Incendiava pistas, Fazia-se de durão, mas mesmo não querendo mostrar tinha um coração. Será que ela vai chegar nesse coração? Veja em Tango!
Daqui a bocadinho vou postar o primeiro capitulo
espero que gostem!
Indice:
Capitulo 1 -- Página 1
Capitulo 2 -- Página 1
Capitulo 3 -- Página 1
Capitulo 4 -- Página 1
Capitulo 5 -- Página 1
Capitulo 6 -- Página 2
Capitulo 7 -- Página 2
Capitulo 8 -- Página 2
Capitulo 9 -- Página 2
Capitulo 10 -- Página 2
Capitulo 11 -- Página 3
Capitulo 12 -- Página 3
Capitulo 13 -- Página 3
Capitulo 14 -- Página 3
Capitulo 15 -- Página 3
Capitulo 16 -- Página 4
Capitulo 17 -- Página 4
Capitulo 18 -- Página 4
Capitulo 19 -- Página 5
Classificação: Romance, Drama...
Autor: Lolita (uma amiga minha também me ajudou)
Esta história foi feita o ano passado por mim, mas decidi modificar algumas coisas e pedi ajuda a uma amiga minha que também gosta de fazer fics. e a história ficou completamente diferente do que era.
Eu queria que me dessem sugestões e me chamassem a atenção para algum erro ortográfico que vejam na fic. (a minha amiga é brasileira por isso algumas partes podem estar em português do Brasil, peço desculpa por isso).
Bom eu já tinha cancelado esta fic
porque achei que a história ao longo do tempo cmeçou a ficar chata, mas agora modificada ela está linda, por isso decidi reapostá-la.
Epilogo: Ela vivia uma vida chata,sem emoções e sem atrativos Entrou na sua sala de aula e apaixonou-se pela dança e pelo professor.
Ele tinha uma vida muito agitada e cheia de mulheres. Incendiava pistas, Fazia-se de durão, mas mesmo não querendo mostrar tinha um coração. Será que ela vai chegar nesse coração? Veja em Tango!
Daqui a bocadinho vou postar o primeiro capitulo
espero que gostem!Indice:
Capitulo 1 -- Página 1
Capitulo 2 -- Página 1
Capitulo 3 -- Página 1
Capitulo 4 -- Página 1
Capitulo 5 -- Página 1
Capitulo 6 -- Página 2
Capitulo 7 -- Página 2
Capitulo 8 -- Página 2
Capitulo 9 -- Página 2
Capitulo 10 -- Página 2
Capitulo 11 -- Página 3
Capitulo 12 -- Página 3
Capitulo 13 -- Página 3
Capitulo 14 -- Página 3
Capitulo 15 -- Página 3
Capitulo 16 -- Página 4
Capitulo 17 -- Página 4
Capitulo 18 -- Página 4
Capitulo 19 -- Página 5
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
)
Assinatura em construção!
)Assinatura em construção!
Editado pela última vez em
gostei do primeiro cap da tua fic espero pelo proximo
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
Olá, meu nome é Carla Rodriguez, tenho 95 anos e o meu marido Afonso Rodriguez, acabou de falecer.
Voltei do seu enterro e acredito que o meu não tardará a vir, por isso dicidi registrar nestas páginas a nossa história de amor.
Tenho duas netas que estão desiludidas com o amor, mas espero, que ao ler estas páginas, mudem de idéia. Liz, Grazy, dedico esta história a vocês meus amores. Nunca esqueçam que as amo tanto como o vosso avô as amava, e que é só tocar um tango, que eu e o vosso avô estaremos presentes para o dançar.
Tudo começou quando voltei da faculdade. Todos os dias apanhava um metro e parava na última estação. Quando saía da faculdade, avistava a Escola de dança Rodriguez, sempre quis entrar ali mas nunca tive coragem.
Eu achava-me desengonçada, feia e um pouco infântil. Mas naquele dia, decidi entrar.
Era um prédio muito chique, a sala de dança ficava no andar de cima e tínhamos que subir uma escada íngreme. Eu subi com o coração na boca, não sabia porque sentia-me assim. Quando cheguei, estava a haver uma aula para iniciantes, fiquei a olhar para cada par que dançava naquela sala, na forma como eles dançavam, era maravilhoso.
Quando a Professora chegou perto de mim e convidou-me para participar na aula, recusei envergonhada. Ainda não sabia o que estava a fazer ali. Ela pediu-me para esperar e eu esperei. Vi a aula toda, e fiquei com uma enorme vontade de estar no meio deles. A professora, depois de dispensar seus alunos, veio falar comigo.
- Porque não juntou-se a nós? – ela era muito doce.
- Fiquei com vergonha.
- De que?
- Eu não sei dançar.
- Estamos aqui pra aprender, ou não? Como é o seu nome?
- Carla.
- Prazer Carla, meu nome é Ana Rodriguez.
Eu fiquei de boca aberta, estava diante de Ana Rodriguez, um ícone na dança de salão. Já a tinha visto dançar várias vezes na televisão.
- Não sabia que essa era a sua escola...e que ainda dava aulas, sendo tão famosa... – disse envergonhada.
- Adoro dar aulas. Acho quem nem depois de toda a fama do mundo vou parar, só quando não puder mais, aí sim, obrigatóriamente vou ter que parar. Mas não dou aula sozinha, tenho os meus irmãos. Eles dão aulas á maioria das turmas, eu só dou aulas aos iniciantes.
Eu sorri. Como uma mulher tão famosa conseguia ser tão educada e doce? Foi o que me perguntei.
A minha cunhada sempre fora assim comigo. Desde o dia em que a conheci, até hoje, na hora do enterro, essa doçura a acompanha. Ana é uma mulher simples e segura.
Não sabíamos o que estava reservado para nós a partir daquele dia, mas gostámos uma da outra e ela confiou em mim.
- Tem preferência por algum ritmo? – perguntou-me.
- Não sei. Conheço muito pouco.
- Prefere os ritmos latinos ou os clássicos?
- Eu não os conheço.
- Tudo bem, eu mostro-te – disse paciente – só um minuto.
Ela foi dentro de um escritório e voltou com o seu irmão. Eu fiquei completamente paralisada quando o vi. Ele era lindo. Alto, musculoso, mãos grandes, pernas grossas, cabelo curto, maxilar definido. Estava diante de Afonso Rodriguez.
Foi a primeira vez que vi o meu marido. Ele, durante toda a minha vida, foi o homem mais lindo que eu conheci, mais envolvente e o mais apaixonante. Hoje, ao lembrar da minha reação ao vê-lo, riu. Sim, fiquei sem fala e completamente encantada. Lembro-me bem que foi Ana quem tirou-me do transe.
- Afonso, esta é a Carla e espero que a partir de hoje junte-se a nós.
Ele sorriu para mim e senti o meu coração a bater aceleradamente. Eu sorri também, acho que fiquei vermelha e ele ao notar isso riu baixinho. Naquele momento tive a certeza que ele olhava-me como se eu fosse ainda uma criançinha. E o pior, como uma criançinha envergonhada!
Quando conheci-o eu tinha dezoito anos e ele tinha vinte anos.
Voltei do seu enterro e acredito que o meu não tardará a vir, por isso dicidi registrar nestas páginas a nossa história de amor.
Tenho duas netas que estão desiludidas com o amor, mas espero, que ao ler estas páginas, mudem de idéia. Liz, Grazy, dedico esta história a vocês meus amores. Nunca esqueçam que as amo tanto como o vosso avô as amava, e que é só tocar um tango, que eu e o vosso avô estaremos presentes para o dançar.
Tudo começou quando voltei da faculdade. Todos os dias apanhava um metro e parava na última estação. Quando saía da faculdade, avistava a Escola de dança Rodriguez, sempre quis entrar ali mas nunca tive coragem.
Eu achava-me desengonçada, feia e um pouco infântil. Mas naquele dia, decidi entrar.
Era um prédio muito chique, a sala de dança ficava no andar de cima e tínhamos que subir uma escada íngreme. Eu subi com o coração na boca, não sabia porque sentia-me assim. Quando cheguei, estava a haver uma aula para iniciantes, fiquei a olhar para cada par que dançava naquela sala, na forma como eles dançavam, era maravilhoso.
Quando a Professora chegou perto de mim e convidou-me para participar na aula, recusei envergonhada. Ainda não sabia o que estava a fazer ali. Ela pediu-me para esperar e eu esperei. Vi a aula toda, e fiquei com uma enorme vontade de estar no meio deles. A professora, depois de dispensar seus alunos, veio falar comigo.
- Porque não juntou-se a nós? – ela era muito doce.
- Fiquei com vergonha.
- De que?
- Eu não sei dançar.
- Estamos aqui pra aprender, ou não? Como é o seu nome?
- Carla.
- Prazer Carla, meu nome é Ana Rodriguez.
Eu fiquei de boca aberta, estava diante de Ana Rodriguez, um ícone na dança de salão. Já a tinha visto dançar várias vezes na televisão.
- Não sabia que essa era a sua escola...e que ainda dava aulas, sendo tão famosa... – disse envergonhada.
- Adoro dar aulas. Acho quem nem depois de toda a fama do mundo vou parar, só quando não puder mais, aí sim, obrigatóriamente vou ter que parar. Mas não dou aula sozinha, tenho os meus irmãos. Eles dão aulas á maioria das turmas, eu só dou aulas aos iniciantes.
Eu sorri. Como uma mulher tão famosa conseguia ser tão educada e doce? Foi o que me perguntei.
A minha cunhada sempre fora assim comigo. Desde o dia em que a conheci, até hoje, na hora do enterro, essa doçura a acompanha. Ana é uma mulher simples e segura.
Não sabíamos o que estava reservado para nós a partir daquele dia, mas gostámos uma da outra e ela confiou em mim.
- Tem preferência por algum ritmo? – perguntou-me.
- Não sei. Conheço muito pouco.
- Prefere os ritmos latinos ou os clássicos?
- Eu não os conheço.
- Tudo bem, eu mostro-te – disse paciente – só um minuto.
Ela foi dentro de um escritório e voltou com o seu irmão. Eu fiquei completamente paralisada quando o vi. Ele era lindo. Alto, musculoso, mãos grandes, pernas grossas, cabelo curto, maxilar definido. Estava diante de Afonso Rodriguez.
Foi a primeira vez que vi o meu marido. Ele, durante toda a minha vida, foi o homem mais lindo que eu conheci, mais envolvente e o mais apaixonante. Hoje, ao lembrar da minha reação ao vê-lo, riu. Sim, fiquei sem fala e completamente encantada. Lembro-me bem que foi Ana quem tirou-me do transe.
- Afonso, esta é a Carla e espero que a partir de hoje junte-se a nós.
Ele sorriu para mim e senti o meu coração a bater aceleradamente. Eu sorri também, acho que fiquei vermelha e ele ao notar isso riu baixinho. Naquele momento tive a certeza que ele olhava-me como se eu fosse ainda uma criançinha. E o pior, como uma criançinha envergonhada!
Quando conheci-o eu tinha dezoito anos e ele tinha vinte anos.
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
)
Assinatura em construção!
)Assinatura em construção!
- Que bom, aluna nova, sempre é bem-vinda.- disse Afonso.
- Vou apresentar os ritmos para escolher o que mais combina consigo.
Ela dançou todos os ritmos para eu ver: Samba, bolero, fox trot, salsa, zuck, forro e o Tango,a minha grande paixão.
Naquele momento eu tinha descoberto o que queria fazer: queria dançar tango com o Afonso.
- Obrigado. – ela disse para ele, que se retirou – então? O que decide?
- Quero dançar tango.
- Então, gosta dos clássicos?
- Acho que sim.
- Eu também. – nós olhamos cúmplices.
- Ele dança muito bem
- Quem? O Afonso?
- Sim.
- Ele é o melhor.
- Seu parceiro?
- Digamos que sim. – eu sorri – então, se quer ser uma boa tangueira, tem que começar pela dança de salão clássica. Esse é um bom horário.
Eu fiquei encantada com a idéia. Ia vê-lo dançar de novo. Não tive como recusar.
- Venha com um sapato fechado de salto que não prenda no pé. Ténis nem pensar
- Ok. Eu vou providenciar. E roupa?
- Uma que seja confortável. Mas eu gostei dessa roupa que está a usar.
Ana tinha manias que eu acabei por me habituar a elas com o tempo.
Nunca se dança de ténis. Era a primeira regra de sua aula. Alunas de ténis realmente não dançavam. A regra númmero dois era: não se podia recusar dança em um salão, fosse o cavalheiro que fosse, ou a dama que fosse. A regra numero três era: dentro de sala de aula, era ela quem mandava, por isso, tínhamos que dançar com quem ela determinasse. Essa regra, muitas vezes foi favorável para várias reconciliações entre mim e Afonso.
- Ok, volto semana que vem.
Os dias se passaram lentamente desde que fiz a minha matricula. Lembro, que nesse mesmo dia, comprei meu primeiro sapato de dança. Ele era lindo, envernizado, e super confortável por dentro. O salto era seguro e eu sentia-me linda e poderosa dentro dele.
Eu, usava saias abaixo do joelho e camisas coloridas. Usava o cabelo sempre preso em um rabo de cavalo e vivia carregada de livros. Fiz arquitetura, pois sempre fui muito boa e matemática e adorava desenhar. Era a típica menina tímida que sentava na frente, e só tirava 20 em todas as disciplinas.
- Vou apresentar os ritmos para escolher o que mais combina consigo.
Ela dançou todos os ritmos para eu ver: Samba, bolero, fox trot, salsa, zuck, forro e o Tango,a minha grande paixão.
Naquele momento eu tinha descoberto o que queria fazer: queria dançar tango com o Afonso.
- Obrigado. – ela disse para ele, que se retirou – então? O que decide?
- Quero dançar tango.
- Então, gosta dos clássicos?
- Acho que sim.
- Eu também. – nós olhamos cúmplices.
- Ele dança muito bem
- Quem? O Afonso?
- Sim.
- Ele é o melhor.
- Seu parceiro?
- Digamos que sim. – eu sorri – então, se quer ser uma boa tangueira, tem que começar pela dança de salão clássica. Esse é um bom horário.
Eu fiquei encantada com a idéia. Ia vê-lo dançar de novo. Não tive como recusar.
- Venha com um sapato fechado de salto que não prenda no pé. Ténis nem pensar
- Ok. Eu vou providenciar. E roupa?
- Uma que seja confortável. Mas eu gostei dessa roupa que está a usar.
Ana tinha manias que eu acabei por me habituar a elas com o tempo.
Nunca se dança de ténis. Era a primeira regra de sua aula. Alunas de ténis realmente não dançavam. A regra númmero dois era: não se podia recusar dança em um salão, fosse o cavalheiro que fosse, ou a dama que fosse. A regra numero três era: dentro de sala de aula, era ela quem mandava, por isso, tínhamos que dançar com quem ela determinasse. Essa regra, muitas vezes foi favorável para várias reconciliações entre mim e Afonso.
- Ok, volto semana que vem.
Os dias se passaram lentamente desde que fiz a minha matricula. Lembro, que nesse mesmo dia, comprei meu primeiro sapato de dança. Ele era lindo, envernizado, e super confortável por dentro. O salto era seguro e eu sentia-me linda e poderosa dentro dele.
Eu, usava saias abaixo do joelho e camisas coloridas. Usava o cabelo sempre preso em um rabo de cavalo e vivia carregada de livros. Fiz arquitetura, pois sempre fui muito boa e matemática e adorava desenhar. Era a típica menina tímida que sentava na frente, e só tirava 20 em todas as disciplinas.
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
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bgda pelos coments 
O fim de semana passou muito lentamente. Queria que chegasse logo o dia da minha primeira aula de dança. Queria ver Afonso de novo. Não sabia o que eu estava sentindo, mas queria vê-lo, nem que fosse de longe.
Cheguei como sempre, muito tímida e cheia de livros. Ana repassou o básico do bolero, eu aprendi muito rápido. Eu fiquei contente de não ficar perdida. Ana, algumas vezes falava de uma tal transferência de peso, que eu só fui entender quando dancei com um parceiro. Dividir o meu peso corporal, era essencial. Na época não sabia o quanto aquilo ia ser importante para mim no futuro.
Afonso, quando me viu sorriu. Eu, naquela hora, gostaria de poder ler pensamentos. Ele olhou-me como se me quisesse falar "ali está a criançinha que veio outro dia, coitada!" aquele olhar de pena, acabou comigo.
Treinava todos os dias no meu quarto, para ficar boa logo e chegar logo ao nível de avançado para ele não me olhar de novo daquele jeito.
O meu primeiro mês se passou muito rápido. Ana gostava de mim e eu a adorava e a admirava. Ela era muito carinhosa comigo, mas sentia que era mais exigente também. Quando já sabíamos dançar o básico do bolero, Ana mudou de ritmo. Agora estávamos aprendendo fox strot. Nunca me diverti tanto a dançar um ritmo como me diverti a dançar aquele. A facilidade que senti quando dançava o fox era a mesma que quando dançava o bolero. Parecia que sempre fez parte de mim. Mesmo assim, não relaxava, ficava até um pouco mais tarde na sala menor, treinando os passos que aprendia na sala. Foi quando conheci Gonçalo, o pinga-amor dos Rodriguez, irmão de Afonso e Ana.
- Atrapalho-te?
- Não – assustada – desculpa, eu já estou de saída.
- Desculpe, assustei-te não foi?
- Um pouco. Mas eu não deveria estar aqui. O Senhor deve estar querendo usar a sala.
- Senhor? Senti-me um velho agora. – riu.
Eu ri sem forçadamente. Gonçalo tinha o dom de deixar leve, qualquer situação constrangedora.
- Meu nome é Carla e o seu?
- Gonçalo.
- Gonçalo Rodriguez? – disse surpresa.
- Sim, - sorriu – sou tão famoso assim?
- Já te vi dançar na TV. Você dança muito bem.
- Obrigado. E você? Estava a treinar o que?
- Fox. Sou iniciante.
- Serio? Achei que já estava no avançado.
- Você só está a querer ser gentil.
- Juro! - Eu sorri
- Obrigada.
- Quer treinar comigo? Assim corrijo-te se errares.
- Mas não vai te atrapalhar?
- Nada, tinha um aluno marcado agora, mas ele acabou de desmarcar, então tenho uma hora livre. Vem? – levantando-se.
Eu aceitei o convite. Eu não sabia, mas aquele foi o começo de uma grande amizade. Gonçalo sempre me apoiou e confiou em mim e desde aquele dia, nós ensaiáva-mos juntos e conversáva-mos. Sabia de toda a sua vida e ele sabia de toda a minha. Éramos confidentes, cúmplices, irmãos.
Não demorou muito tempo, e Ana mudou de ritmo de novo. Começamos samba de gafieira. Foi o segundo ritmo mais difícil que já dancei em toda a minha vida. O ritmo era lindo e cheio de pernas. Muito parecido com o Tango e eu queria aprendê-lo.
Estávamos a mais de um mês a dançar e eu tinha avançado muito pouco. Queria ficar boa logo. Queria impressionar Afonso, queria que ele me visse de outra maneira. Mas eu já estava desistindo pois mesmo estando a esforçar-me, sentia que não evoluía. Estava frustada.

O fim de semana passou muito lentamente. Queria que chegasse logo o dia da minha primeira aula de dança. Queria ver Afonso de novo. Não sabia o que eu estava sentindo, mas queria vê-lo, nem que fosse de longe.
Cheguei como sempre, muito tímida e cheia de livros. Ana repassou o básico do bolero, eu aprendi muito rápido. Eu fiquei contente de não ficar perdida. Ana, algumas vezes falava de uma tal transferência de peso, que eu só fui entender quando dancei com um parceiro. Dividir o meu peso corporal, era essencial. Na época não sabia o quanto aquilo ia ser importante para mim no futuro.
Afonso, quando me viu sorriu. Eu, naquela hora, gostaria de poder ler pensamentos. Ele olhou-me como se me quisesse falar "ali está a criançinha que veio outro dia, coitada!" aquele olhar de pena, acabou comigo.
Treinava todos os dias no meu quarto, para ficar boa logo e chegar logo ao nível de avançado para ele não me olhar de novo daquele jeito.
O meu primeiro mês se passou muito rápido. Ana gostava de mim e eu a adorava e a admirava. Ela era muito carinhosa comigo, mas sentia que era mais exigente também. Quando já sabíamos dançar o básico do bolero, Ana mudou de ritmo. Agora estávamos aprendendo fox strot. Nunca me diverti tanto a dançar um ritmo como me diverti a dançar aquele. A facilidade que senti quando dançava o fox era a mesma que quando dançava o bolero. Parecia que sempre fez parte de mim. Mesmo assim, não relaxava, ficava até um pouco mais tarde na sala menor, treinando os passos que aprendia na sala. Foi quando conheci Gonçalo, o pinga-amor dos Rodriguez, irmão de Afonso e Ana.
- Atrapalho-te?
- Não – assustada – desculpa, eu já estou de saída.
- Desculpe, assustei-te não foi?
- Um pouco. Mas eu não deveria estar aqui. O Senhor deve estar querendo usar a sala.
- Senhor? Senti-me um velho agora. – riu.
Eu ri sem forçadamente. Gonçalo tinha o dom de deixar leve, qualquer situação constrangedora.
- Meu nome é Carla e o seu?
- Gonçalo.
- Gonçalo Rodriguez? – disse surpresa.
- Sim, - sorriu – sou tão famoso assim?
- Já te vi dançar na TV. Você dança muito bem.
- Obrigado. E você? Estava a treinar o que?
- Fox. Sou iniciante.
- Serio? Achei que já estava no avançado.
- Você só está a querer ser gentil.
- Juro! - Eu sorri
- Obrigada.
- Quer treinar comigo? Assim corrijo-te se errares.
- Mas não vai te atrapalhar?
- Nada, tinha um aluno marcado agora, mas ele acabou de desmarcar, então tenho uma hora livre. Vem? – levantando-se.
Eu aceitei o convite. Eu não sabia, mas aquele foi o começo de uma grande amizade. Gonçalo sempre me apoiou e confiou em mim e desde aquele dia, nós ensaiáva-mos juntos e conversáva-mos. Sabia de toda a sua vida e ele sabia de toda a minha. Éramos confidentes, cúmplices, irmãos.
Não demorou muito tempo, e Ana mudou de ritmo de novo. Começamos samba de gafieira. Foi o segundo ritmo mais difícil que já dancei em toda a minha vida. O ritmo era lindo e cheio de pernas. Muito parecido com o Tango e eu queria aprendê-lo.
Estávamos a mais de um mês a dançar e eu tinha avançado muito pouco. Queria ficar boa logo. Queria impressionar Afonso, queria que ele me visse de outra maneira. Mas eu já estava desistindo pois mesmo estando a esforçar-me, sentia que não evoluía. Estava frustada.
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No dia em que conheci Dulce foi um pouco engraçado. Estava naquela mesma sala onde encontrei Gonçalo. Ele estava atrasado para nossa conversa, e eu achei que ele realmente não vinha, quando o vi a discutir com uma rapariga ruiva, de olhos verdes no salão principal.
- Além daquela Polly Pocket falsificada agora fica andando para cima e para baixo com aquela Barbie? Atrasou-se duas vezes parr os nossos ensaios. Você tem noção que a apresentação é neste fim-de-semana e não temos uma coreografia?
- Dulce, para começar, você tem que parar de falar mal das pessoas com quem eu ando. A Carla não é nenhuma Barbie, ela é super simpática, deveria conhecê-la.
- Eu não quero conhecer ninguém, quero que você se comprometa comigo.Comprometa-se com esta academia e que não fique de conversa por ai com todas que encontra.
- Eu não acredito que você está com ciúmes.
- Eu não estou com ciúmes.
- Não é o que parece.
- Ok, vamos acabar com essa discussão! Isso não vai levar a lugar nenhum.
Ela virou-se irritada. Eu peguei na minha ala, nos meus cadernos e nos meus livros e ia sair de fininho quando ele viu-me pelo espelho e parou-me.
- Carla, o que faz por aqui?
Eu parei sem saber o que fazer. Sim, tinham-me apanhado.
- Oi Gonçalo, então, você sabe que eu ensaio sozinha depois da aula, ou já se esqueceu?
- Claro, claro. Como está?
- Bem. Eu já vou.
- Não, espera. Eu quero apresentar-te uma pessoa.
Ele levou-me até onde estava Dulce. Ele falava muitas vezes dela. Ele a amava. Apesar de estar com a Beatriz, ele era completamente louco pela Dulce e eu ficava encantada com o jeito que ele falava dela. É muito triste de saber como eles tinham terminado. O que meia-dúzias de mal entendidos não estragam?
- Olá – disse tentando ser simpática. Já ela, virou-se com a cara de irritada.
- você é? – meio arrogante.
Eu não liguei muito com o jeito que ela falava comigo afinal, ela estava com ciúmes.
- Carla, tudo bem?
- Ainda não. Gonçalo, vamos ensaiar?
- Você quer assistir? – Gonçalo disse para mim.
- Posso?
- Claro.
Eu assisti ao ensaio e ele depois convidou-nos para tomar um café.
- Você dança salsa muito bem. – disse eu para ela.
- Obrigado – agradeceu-me com um sorriso – o que você dança exatamente?
- Eu sou iniciante. Danço um pouco de Bolero, de Fox e estou começando a aprender o Samba, mas é muito difícil.
- É sim, mas vai aprender depressa tenho a certeza.
- Tomara.
- Aqui o chocolate quente. – Gonçalo trazia dois chocolates quentes.
- Obrigada
- Obrigada.
- Então, qual era o assunto de conversa?
- Nada – Disse Dulce.
- Sobre como é difícil o Samba.
- Quem dança muito bem o Samba é o Afonso.
Eu quase engasguei.
- Tudo bem com você Barbie? – Dulce disse com u tom de ironia.
- Sim. - Disse eu.
- Ela tem uma paixão secreta pelo Afonso.
- Gonçalo, para com isso – dei um beliscão nele.
Nessa hora, Dulce começou a preceber.
- A sério? Então você e o...
- Claro que não Dulce. Eu e o Gonçalo somos só amigos.
Dulce riu forçadamente.
- Será que agora vai dar.me uma chance? Tenho cara de "nerds", mas sou boa pessoa. – Disse eu, arrancando risos de ambos.
- Desculpe se fui um pouco arrogante.
- Não há problema, todos temos nosso dia D.- Eu sorri para ela.
- O que fica a fazer naquela salinha?
- Eu ensaio os passos que a Ana ensina-me durante a aula. As vezes, esse rapazinho concede-me a honra de dançar com ele. Mas estou triste.
- Porquê?
- Porque não me sai os passos. Eu treino, treino, treino e nada.
- Tem que ter paciência consigo mesma. Não é forçando o seu corpo que o passo vai sair. Exprimenta em não treinar mais a semana que vem, assim quando for para a aula e o fazer de novo ele vai sair.
- Tem certeza?
- Tenho.
Fomos embora. Gonçalo quase não disse nada aquele dia. Eu percebi que ele aproveitou aquele tempo para ficar a observar Dulce. Sim Grazi, o seu tio avô Gonçalo e a sua tia avó Dulce nem sempre foram felizes. Gonçalo nutriu durante muito tempo um amor escondido por Dulce. E ela por ele.Quando os vi a dançar aquele dia, percebi que o amor que sentiam, manifestavam através do movimentos dos seus corpos. Em cada olhar, ela o provocava, e em cada giro, ele mostrava que quem estava no comando era ele. Na verdade, ele era o que a sustentava, mas ela era quem ditava o ritmo. Nunca conheci um cavalheiro tão permissivo quanto Gonçalo.Já o seu avô Liz, ele era controlador. Fazia com que eu me sentisse confortável e segura nos seus braços, mas sempre fez questão de mostrar quem mandava: Ele.
Segui o conselho de Dulce e não ensaiei no fim de semana. Estudei muito para tentar esquecer o olhar do Afonso e os passos que não conseguia fazer. No dia da minha aula, Ana estava a conversar com um senhor dentro do escritório e advinhem quem foi me dar aula? Sim, Afonso estava substituindo a Ana.
Ele começou com o aquecimento e eu que sempre ficava na frente mas desta vez fui para o fundo da sala. Ele sabia que eu sempre ficava á frente, ele já tinha-me visto nas aulas da Ana, por isso estranhou a mudança de lugar.
Ele durante a aula foi muito profissional, mas muito frio.
Sim meus amores, o seu avô nem sempre foi esse homem carinhoso e doce que vocês conheceram. Eu tive muito trabalho.
Voltando á história, ele foi frio. Eu já sabia que ele ia ser assim, mas mesmo assim, tinha uma pequena esperança que fosse diferente.
Foi um pouco pior, eu estava muito nervosa. Quase não acertava os passos e quase desmaiei quando ele foi dar um exemplo para turma e chamou-me.
- Eu?
- Sim, por favor.
Ao mesmo tempo que era gentil, era frio.As minhas pernas tremiam,as minhas mãos suavam, parecia que aqueles três meses de aula, não serviram para nada.
Ele colocou-me na moldura* e dançou o básico comigo. Quando ele puxou-me para saída de dama, e puxou-me para o gancho, viu que eu desequilibrava e perguntou-me:
- A Ana não disse que no Samba tem que ficar um pouco mais perto do cavalheiro não?
- A Ana disse para mantermos a moldura.
Ele soltou-me e foi falar com a Ana que estava a conversar animadamente com o senhor no escritório que logo fiquei a saber que era o patrocinador do próximo baile anual da Academia. Após um tempo, voltou um pouco irritado com ela. Eles tinham discutido sobre como proceder da aula. Ele argumentou que precisava instruir seus alunos no novo samba e ela não concordou muito com a ideia. Afonso exigiu um teste para saber o nível da turma e ela disse que faria o tal teste, mas que não naquela aula com o patrocinador presente. O vosso avô ficou muito irritado.
- Por enquanto, vamos manter a moldura. Na próxima aula, vamos ver como fica. Peguem nas suas damas e vamos treinar mais um pouco.
Ele voltou para onde eu estava e pegoume.Colocou-me na moldura e eu fiz o passo de olhos fechados. Estava morrendo de medo de cair, ou tropeçar. Estava super tensa. Arranjei coragem e perguntei:
- Como é mesmo o passo?
Ele olhou para mim surpreso. Nunca tinha-lhe dirigido a palavra.
- Você ainda não está pronta para aprender.
- Porque você não tenta?
- Tensa do jeito que está, não iria conseguir fazer o passo.
- Além daquela Polly Pocket falsificada agora fica andando para cima e para baixo com aquela Barbie? Atrasou-se duas vezes parr os nossos ensaios. Você tem noção que a apresentação é neste fim-de-semana e não temos uma coreografia?
- Dulce, para começar, você tem que parar de falar mal das pessoas com quem eu ando. A Carla não é nenhuma Barbie, ela é super simpática, deveria conhecê-la.
- Eu não quero conhecer ninguém, quero que você se comprometa comigo.Comprometa-se com esta academia e que não fique de conversa por ai com todas que encontra.
- Eu não acredito que você está com ciúmes.
- Eu não estou com ciúmes.
- Não é o que parece.
- Ok, vamos acabar com essa discussão! Isso não vai levar a lugar nenhum.
Ela virou-se irritada. Eu peguei na minha ala, nos meus cadernos e nos meus livros e ia sair de fininho quando ele viu-me pelo espelho e parou-me.
- Carla, o que faz por aqui?
Eu parei sem saber o que fazer. Sim, tinham-me apanhado.
- Oi Gonçalo, então, você sabe que eu ensaio sozinha depois da aula, ou já se esqueceu?
- Claro, claro. Como está?
- Bem. Eu já vou.
- Não, espera. Eu quero apresentar-te uma pessoa.
Ele levou-me até onde estava Dulce. Ele falava muitas vezes dela. Ele a amava. Apesar de estar com a Beatriz, ele era completamente louco pela Dulce e eu ficava encantada com o jeito que ele falava dela. É muito triste de saber como eles tinham terminado. O que meia-dúzias de mal entendidos não estragam?
- Olá – disse tentando ser simpática. Já ela, virou-se com a cara de irritada.
- você é? – meio arrogante.
Eu não liguei muito com o jeito que ela falava comigo afinal, ela estava com ciúmes.
- Carla, tudo bem?
- Ainda não. Gonçalo, vamos ensaiar?
- Você quer assistir? – Gonçalo disse para mim.
- Posso?
- Claro.
Eu assisti ao ensaio e ele depois convidou-nos para tomar um café.
- Você dança salsa muito bem. – disse eu para ela.
- Obrigado – agradeceu-me com um sorriso – o que você dança exatamente?
- Eu sou iniciante. Danço um pouco de Bolero, de Fox e estou começando a aprender o Samba, mas é muito difícil.
- É sim, mas vai aprender depressa tenho a certeza.
- Tomara.
- Aqui o chocolate quente. – Gonçalo trazia dois chocolates quentes.
- Obrigada
- Obrigada.
- Então, qual era o assunto de conversa?
- Nada – Disse Dulce.
- Sobre como é difícil o Samba.
- Quem dança muito bem o Samba é o Afonso.
Eu quase engasguei.
- Tudo bem com você Barbie? – Dulce disse com u tom de ironia.
- Sim. - Disse eu.
- Ela tem uma paixão secreta pelo Afonso.
- Gonçalo, para com isso – dei um beliscão nele.
Nessa hora, Dulce começou a preceber.
- A sério? Então você e o...
- Claro que não Dulce. Eu e o Gonçalo somos só amigos.
Dulce riu forçadamente.
- Será que agora vai dar.me uma chance? Tenho cara de "nerds", mas sou boa pessoa. – Disse eu, arrancando risos de ambos.
- Desculpe se fui um pouco arrogante.
- Não há problema, todos temos nosso dia D.- Eu sorri para ela.
- O que fica a fazer naquela salinha?
- Eu ensaio os passos que a Ana ensina-me durante a aula. As vezes, esse rapazinho concede-me a honra de dançar com ele. Mas estou triste.
- Porquê?
- Porque não me sai os passos. Eu treino, treino, treino e nada.
- Tem que ter paciência consigo mesma. Não é forçando o seu corpo que o passo vai sair. Exprimenta em não treinar mais a semana que vem, assim quando for para a aula e o fazer de novo ele vai sair.
- Tem certeza?
- Tenho.
Fomos embora. Gonçalo quase não disse nada aquele dia. Eu percebi que ele aproveitou aquele tempo para ficar a observar Dulce. Sim Grazi, o seu tio avô Gonçalo e a sua tia avó Dulce nem sempre foram felizes. Gonçalo nutriu durante muito tempo um amor escondido por Dulce. E ela por ele.Quando os vi a dançar aquele dia, percebi que o amor que sentiam, manifestavam através do movimentos dos seus corpos. Em cada olhar, ela o provocava, e em cada giro, ele mostrava que quem estava no comando era ele. Na verdade, ele era o que a sustentava, mas ela era quem ditava o ritmo. Nunca conheci um cavalheiro tão permissivo quanto Gonçalo.Já o seu avô Liz, ele era controlador. Fazia com que eu me sentisse confortável e segura nos seus braços, mas sempre fez questão de mostrar quem mandava: Ele.
Segui o conselho de Dulce e não ensaiei no fim de semana. Estudei muito para tentar esquecer o olhar do Afonso e os passos que não conseguia fazer. No dia da minha aula, Ana estava a conversar com um senhor dentro do escritório e advinhem quem foi me dar aula? Sim, Afonso estava substituindo a Ana.
Ele começou com o aquecimento e eu que sempre ficava na frente mas desta vez fui para o fundo da sala. Ele sabia que eu sempre ficava á frente, ele já tinha-me visto nas aulas da Ana, por isso estranhou a mudança de lugar.
Ele durante a aula foi muito profissional, mas muito frio.
Sim meus amores, o seu avô nem sempre foi esse homem carinhoso e doce que vocês conheceram. Eu tive muito trabalho.
Voltando á história, ele foi frio. Eu já sabia que ele ia ser assim, mas mesmo assim, tinha uma pequena esperança que fosse diferente.
Foi um pouco pior, eu estava muito nervosa. Quase não acertava os passos e quase desmaiei quando ele foi dar um exemplo para turma e chamou-me.
- Eu?
- Sim, por favor.
Ao mesmo tempo que era gentil, era frio.As minhas pernas tremiam,as minhas mãos suavam, parecia que aqueles três meses de aula, não serviram para nada.
Ele colocou-me na moldura* e dançou o básico comigo. Quando ele puxou-me para saída de dama, e puxou-me para o gancho, viu que eu desequilibrava e perguntou-me:
- A Ana não disse que no Samba tem que ficar um pouco mais perto do cavalheiro não?
- A Ana disse para mantermos a moldura.
Ele soltou-me e foi falar com a Ana que estava a conversar animadamente com o senhor no escritório que logo fiquei a saber que era o patrocinador do próximo baile anual da Academia. Após um tempo, voltou um pouco irritado com ela. Eles tinham discutido sobre como proceder da aula. Ele argumentou que precisava instruir seus alunos no novo samba e ela não concordou muito com a ideia. Afonso exigiu um teste para saber o nível da turma e ela disse que faria o tal teste, mas que não naquela aula com o patrocinador presente. O vosso avô ficou muito irritado.
- Por enquanto, vamos manter a moldura. Na próxima aula, vamos ver como fica. Peguem nas suas damas e vamos treinar mais um pouco.
Ele voltou para onde eu estava e pegoume.Colocou-me na moldura e eu fiz o passo de olhos fechados. Estava morrendo de medo de cair, ou tropeçar. Estava super tensa. Arranjei coragem e perguntei:
- Como é mesmo o passo?
Ele olhou para mim surpreso. Nunca tinha-lhe dirigido a palavra.
- Você ainda não está pronta para aprender.
- Porque você não tenta?
- Tensa do jeito que está, não iria conseguir fazer o passo.
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
)
Assinatura em construção!
)Assinatura em construção!
- Mas eu quero tentar. – disse firme.
Ele aproximou o corpo dele ao
meu, enlaçou as minhas costas e fez a saída de dama e logo caiu no
gancho. Eu, por milagre, consegui fazer o passo. Nunca tinha ficado tão
perto de um cavalheiro como fiquei de Afonso. Saí da dança ofegante.
Na
outra aula, Ana fez um pequeno baile, para testar como estava-mos e se
passariamos para o nível seguinte. Adorava todos os cavalheiros com
quem dançavam na minha turma, mas a maioria era senhores desenvolviam
pouco. Eu estava um pouco desnorteada. Gonçalo estava a me acostumar
mal. Desde que Dulce e eu tínhamos ficado amigas, ele dançava meia hora
comigo antes dos ensaios com ela e depois íamos os três, beber um
chocolate quente. Ana percebeu o meu desconforto e sabia que se eu
ficasse naquela turma, iria andar para trás e não para a frente. Ela
cochichou alguma coisa no ouvido de Afonso e ele dirigiu-se a mim
quando a música acabou e Ana mandou trocar de pares. Ele nem perguntou
se eu queria dançar com ele, colocou-me na base e dançá-mos um Bolero e
depois um Samba. A aula acabou e Ana pediu para eu esperá-la.
- Faz já algum tempo que não conversamos.
- É verdade.
- Como está a sua faculdade?
- Estou com muitos trabalhos. Tento ao máximo não deixar acumulaá-los.
- Mas está tudo bem, não é?
- Sim, sim, o meu rendimento é bom como sempre.
-
Eu vi-te a dançar com o Afonso hoje. Vocês combinam. Parece que se
encaixa nos braços dele. Há muito tempo que não vejo isso acontecer.
Ela até então não sabia o que se passava dentro do meu coração e do medo que eu tinha ao dançar com ele.
- Ana, claro que não. Eu tenho tanto medo de dançar com ele, de errar quando estou a dançar.
- O Afonso só ladra, mas não morde.
- Olá meu irmão. Veio para o ensaio com a Dulce? - Disse Ana vendo que Gonçalo tinha chegado.
- Vim. Olá Carla.
- Olá. Onde está a Dulce?
- Está lá em baixo a converssar com o parvo do Alexandre.
- Mas se pode namorar a Beatriz, porque ela não pode namorar o Alexandre?
- Ah mana, não entende.
- O que eu não entendo é vocês dois estarem separados, sendo que se amam.
- Eu concordo com a Ana.
- Mudando de assunto, Carla eu já te falei, você tem que dançar para si e não para o... – olhei para ele com cara de irritada.
- Carla, o que eu não posso saber?
- Nada Ana.
- Pode contar-me, eu conheço-te muito bem e sei quando esconde algo de mim.
-
ok, as vezes o que me leva a dançar é o facto de querer impressionar o
Afonso, eu faço isso porque quero que ele me olhe de maneira diferente.
Ana
olhou-me compreensiva. Eu estava completamente hipnotizada por um homem
que estava acostumado a ter as melhores dançarinas aos seus pés.
-
Carla, a única coisa que pode te levar a dançar é a tua vontade de
dançar e não o que outras pessoas falem ou pensem. Sei que é difícil
não querer impressionar mas, ele só vai te olhar de maneira diferente,
quando começares a te olhares de maneira diferente.
Eu não consegui responder.A Ana tinha razão mais uma vez.
Primeira
lição minhas meninas: Nunca façam nada pelos outros e sim por vocês.
Vocês sempre têm que vir em primeiro lugar, lembrem-se disso. Saí da
academia com aquilo na cabeça.
Na semana seguinte tinha recebi uma
ligação da Academia a pedir que eu chegasse mais cedo. Não entendi mas
fui assim mesmo. Estavam presentes, Gonçalo, Afonso, Dulce, Beatriz e
Ana.
- Carla, eu pedi para vir mais cedo hoje porque quero fazer um
teste consigo. A turma em que está, não vai mudar de professor. Mas,
vai sofrer reformulações. – Ana e Afonso trocaram olhares. – mas quero
que mude de professor. Quer continuar nas danças clássicas?
- Sim, quero chegar ao tango.
Afonso
olhou para baixo e sorriu irónicamente. Isso sempre me irritou no seu
avô, ele sempre duvidava da capacidade das pessoas. Em toda a nossa
caminhada juntos, ele duvidava e eu dava as oportunidades, e no final
ele sempre me agradecia.
Eu lembro que olhei para ele séria. E disse a olhar nos seus lindos olhos castanhos.
- E eu vou chegar!
Ele disse-me uma vez, que depois daquele dia, não tinha duvidado mais de mim.
Aquele sorrisinho irónico dele sumiu. Ana, Gonçalo e Dulce sorriram para mim.
- Eu sei que sim, mas antes tenho que definir seu nível. Vamos começar? - Disse Ana
- Vamos.
Dancei
um Bolero e um Fox com o Gonçalo. Nós divertimo-nos muito,sentia-me
muito á vontade a dançar com ele. Mas no Samba, eu rezei para a Ana
escolher o Gonçalo.
- Afonso, o samba é seu.
Ele sabia que me metia medo e aproveitava-se da situação. Eu estava tensa. Não só porque era ele, mas porque era um teste.
- Seja gentil comigo.
- Eu sou sempre gentil. Pronta?
Eu respirei fundo e respondi abanando a cabeça que sim.
Ele
fez sinal para o Gonçalo que colocou um Samba com batida, mas não muito
rápido. Ele colocou-me numa moldura diferente da que eu estava
acostumada a fazer. Eu estranhei. Ele fez o balance** e puxou-me para
uma saída de dama. Eu assustei-me e quando ele puxou-me, com força, de
volta para o corpo dele ele disse ao meu ouvido.
- Eu não sou nenhum
cavalheiro irresponsável, pode confiar em mim. – eu, num acto
impensado, fechei os olhos e deixei-me ser guiada por ele.
Ele fez
passos simples, saídas de dama na maioria das vezes, eu estava
confortável, como Ana disse, eu encaixava-me perfeitamente nos braços
dele. Ele aos poucos mudou a moldura e eu ajustei-me sem ele precisar
de explicar. Olhei para o seu rosto e ele sorriu. O Seu olhar encontrou
o meu, e eu sustentei. Ele entendeu aquilo como uma deixa, e puxou-me
mais para perto do seu corpo, fazendo sentir todos os meus ossos
tremerem e puxou-me para o gancho. Ele sabia o poder que tinha sobre
mim, toda vez que saía dos seus braços eu saía um pouco zonza. A música
acabou. Dulce veio ao meu socorro.
- Carla, vem á casa de banho comigo.
- Claro.
Eu entrei na casa de banho passei água na minha cara. E ela ficou a olhar para mim.
- O que foi?
-Disfarça muito mal.
- Do que está a falar?
- Do Afonso. Acho que tem alguém apaixonada aqui.
- Do que adianta? Ele nem sabe que eu existo. Ele é do tipo: amor impossível. Nunca conversei com ele.
- Ele é assim mesmo, ele é muito fechado no seu mundo.
- Porquê?
- Depois do meu ensaio eu conto-te essa história.
- Ok. Vamos voltar?
- Vamos, e respira.
Saímos
rindo da casa de banho, eu fiquei ao lado do Gonçalo que me abraçou.
Estava com medo. Quem não gostou muito disso foi a Beatriz, namorada
dele. Eu não liguei muito, precisava daquele abraço. Reparei também que
Dulce estava do outro lado, ao pé do Gonçalo.
- Pega na mão dela – sussurrei eu ao ouvido do Gonçalo.
Ele
pegou na mão da Dulce que a chegou mais perto e ele escondeu as suas
mãos entrelaçadas atrás do seu corpo. Eu pude ver um sorriso tímido no
rosto de ambos.
- Então meninos, qual é o nível dela? – Ana perguntou para os meninos.
- Eu acho que ela já está no iniciante 2. Ela sabe todos os básicos e adapta-se a cavalheiros diferentes. – Disse Gonçalo.
- Acho que podemos apostar mais alto. Intermédio 1, mas terá que se esforçar.
-
Afonso, acho que está a se precipitar. É jogar o bife aos leões, ela
não tem base nem passos para acompanhar o intermedio 1 – Dulce interviu.
- Tem sim. Queres ver? – ele estendeu a mão – senhorita?
Eu sem pensar muito fui. Ele dançou meia dúzia de passos que saíram mal feitos e um pouco forçados.
- Acho que está um pouco forçado- Disse Gonçalo.
- Eu posso falar? – interrompi ambos. – eu vou entrar de férias agora, se a Ana me der um desconto, eu fico nas duas turmas.
Ana gostou da idéia.
- Gostei da idéia. O Iniciante 2 faz comigo.
- Porque é que ela não pode fazer na minha turma? – Perguntou Gonçalo indignado.
- Temos que manter a linha didática dela e o próximo professor dela será o Afonso.
-
Mas Ana eu queria fazer consigo e com o Gonçalo. - Afonso ficou
visivelmente decepcionado. – nada contra si Afonso, mas com o Gonçalo e
eu temos mais liberdade e o Afonso mete-me um pouco de medo...
- Eu? Mas eu não mordo a ninguém.
Eu olhei séria.
- Carla, dá uma chance para o Afonso, ou você quer aprender tango? – Falou Dulce.
- Quero!
- Ele é o melhor Tanguista de todos os professores. – Falou Gonçalo enquanto fez um acto de carinho a Dulce.
Beatriz até que então estava calada, viu Gonçalo de mãos dadas com a Dulce, aí, quase teve um enfarte.
- Gonçalo Rodriguez! O que significa isso?
- Isto o que?
- Isso! – apontando para mão dele entrelaçada com a de Dulce.
- Ah... não é nada disso que estás a pensar Beatriz.
- Não? Eu estou a ver! Desde quando anda me anda a trair?
- Eu sabia que isto ia dar barraca – Dulce disse baixinho, para ela.
-
Desta vez não vou deixar ela te ofender. – deu um beijo na testa de
Dulce e a trouxe-a mais perto do seu corpo. – Eu não estou a te trair,
a Dulce é minha amiga e eu gosto dela.
- Desde quando você está a namorar com ela?
- Eu não estou a namorar com ela.
- Então porque você não solta essa sonsa? - Disse Beatriz, já gritando de raiva.
- Olha como falas com ela. – ficando na frente de Dulce.
- Falo do jeito que ela merece.
- Você não muda não é?
- Acho melhor ir embora Beatriz – Ana interferiu.
- Eu vou já! E não me procure mais Gonçalo!
- Não precisa de avisar, eu não a irei procurar mais, fique descansada. – Virou para Dulce – tudo bem contigo?
Dulce
afirmou que sim com a cabeça e ele a abraçou. Nunca vi um homem mais
carinhoso que o Gonçalo. O seu avô era carinhoso, mas não tanto como o
Gonçalo. Ele não tinha medo de demonstrar os sentimentos dele e fazia
com que o mundo ficasse um pouco menos sombrio com o seu abraço. Eu
olhava encantada o carinho que ele tinha por ela.
- Não sei se esse é o momento – Ana interrompeu o momento carinhoso de ambos – mas, eu queria fazer um comunicado.
- Pode falar Ana. – Dulce disse aconchegando-se nos braços de Gonçalo que a abraçava por trás.
- Bem, eu vou beber um café lá em baixo até á hora da minha aula.
-
Podes ficar, acho que não tem problema nenhum. – Ana disse isto e eu
olhei para Afonso e o vi reprovando. Era uma reunião de cúpula e eu não
fazia parte dela.
- Eu prefiro ir. – olheu para Afonso e saí
- Fogo pá! Precisavas olhar para ela assim? – escutei das escadas.
- Ela não tinha nada que fazer aqui.
- Também não gostei do que fez. Essa não foi a educação que eu te dei. – Ana disse um pouco indignada.
– Enfim, eu queria convidar a Dulce para fazer parte da coordenação do
núcleo latino da academia. Temos o dobro das turmas neste núcleo e sei
que o Gonçalo não está a dar conta do assunto sozinho, por isso pensei
que precisásse de ajuda. Acho voçê a pessoa certa. Aceita?
- Claro que eu aceito.
-
Já que estás a aceitar tudo hoje, voltas para mim? - disse Gonçalo nu
tom carinhoso e de um geito para que mais ninguém ouvisse.
- Nós conversamos sobre isso depois, pode ser?
- esté, claro! – disse Gonçalo decepcionado.
- Não olhes assim para mim.
- Assim como?
- Assim.
- está, não olho mais para ti. – fecha os olhos com as mãos.
- Tolo. – Dulce riu-se e deu um beijo na bochecha dele.
– Vou descer e contar á Carla.
- E a nossa conversa? - Disse Gonçalo.
- Depois do ensaio.
Eu desci as escadas a correr e fui logo para o Buffê da academia. Dulce encontrou-me lá.
- Nem iaginas o que acabou de acontecer.
- Não precisas de contar, eu escutei.
- como assim?
- Eu fiquei nas escadas, desculpa, mas eu não resisti.
- Tudo bem, não há problema.
- E agora? O que vais fazer com o Gonçalo?
- Não sei.
- Ele é louco por ti.
- Mas é muito mulherengo.
- Eu sei, mas contigo é diferente.
- Quando nós namoravamos também era e ele me traiu.
- Mas ele era muito novo e inexperiente.
- Isso não justifica
- Eu sei, mas agora ele aprendeu a lição. Dá-lhe mais uma chance.
- Esse é o teu defeito, confias de mais.
- É tu confias de menos. Eu não ia deixar de ficar com o homem que eu amo por uma coisa que já aconteceu há muito tempo.
- Vamos mudar de assunto, eu estou confusa e preciso pensar.
- Ok, vamos falar do quê?
- Afonso?
- Sim, conta-me essa tal história que tu disses-te que me contavas depois do ensaio.
------------------------------------------------------------------------
*
Para quem não sabe o que é uma moldura, é quando o cavalheiro coloca o
seu braço á altura do fecho do sutian da dama, sustentando o braço dela
e ela apoia a mão direita na mão direita dele, e a mão esquerda nas
costas ou na nuca, dependendo do tamanho do cavalheiro. Fazendo com que
os corpos fiquem afastados
**balançou o corpo de um lado para o outro
------------------------------------------------------------------------
Desculpem por o capitulo ser enorme mas eu não sei agora quando irei postar de novo a fic (acho que já não posso mais postá-la este mês).
Obrigada a todos que estão a acompanhar a inha fic. e a todos os que coentaram
beijinhos a todos ;*
Desculpem também pelo Dubble Post, sei que não se pode fazer mas como este capitulo é grande.
Ele aproximou o corpo dele ao
meu, enlaçou as minhas costas e fez a saída de dama e logo caiu no
gancho. Eu, por milagre, consegui fazer o passo. Nunca tinha ficado tão
perto de um cavalheiro como fiquei de Afonso. Saí da dança ofegante.
Na
outra aula, Ana fez um pequeno baile, para testar como estava-mos e se
passariamos para o nível seguinte. Adorava todos os cavalheiros com
quem dançavam na minha turma, mas a maioria era senhores desenvolviam
pouco. Eu estava um pouco desnorteada. Gonçalo estava a me acostumar
mal. Desde que Dulce e eu tínhamos ficado amigas, ele dançava meia hora
comigo antes dos ensaios com ela e depois íamos os três, beber um
chocolate quente. Ana percebeu o meu desconforto e sabia que se eu
ficasse naquela turma, iria andar para trás e não para a frente. Ela
cochichou alguma coisa no ouvido de Afonso e ele dirigiu-se a mim
quando a música acabou e Ana mandou trocar de pares. Ele nem perguntou
se eu queria dançar com ele, colocou-me na base e dançá-mos um Bolero e
depois um Samba. A aula acabou e Ana pediu para eu esperá-la.
- Faz já algum tempo que não conversamos.
- É verdade.
- Como está a sua faculdade?
- Estou com muitos trabalhos. Tento ao máximo não deixar acumulaá-los.
- Mas está tudo bem, não é?
- Sim, sim, o meu rendimento é bom como sempre.
-
Eu vi-te a dançar com o Afonso hoje. Vocês combinam. Parece que se
encaixa nos braços dele. Há muito tempo que não vejo isso acontecer.
Ela até então não sabia o que se passava dentro do meu coração e do medo que eu tinha ao dançar com ele.
- Ana, claro que não. Eu tenho tanto medo de dançar com ele, de errar quando estou a dançar.
- O Afonso só ladra, mas não morde.
- Olá meu irmão. Veio para o ensaio com a Dulce? - Disse Ana vendo que Gonçalo tinha chegado.
- Vim. Olá Carla.
- Olá. Onde está a Dulce?
- Está lá em baixo a converssar com o parvo do Alexandre.
- Mas se pode namorar a Beatriz, porque ela não pode namorar o Alexandre?
- Ah mana, não entende.
- O que eu não entendo é vocês dois estarem separados, sendo que se amam.
- Eu concordo com a Ana.
- Mudando de assunto, Carla eu já te falei, você tem que dançar para si e não para o... – olhei para ele com cara de irritada.
- Carla, o que eu não posso saber?
- Nada Ana.
- Pode contar-me, eu conheço-te muito bem e sei quando esconde algo de mim.
-
ok, as vezes o que me leva a dançar é o facto de querer impressionar o
Afonso, eu faço isso porque quero que ele me olhe de maneira diferente.
Ana
olhou-me compreensiva. Eu estava completamente hipnotizada por um homem
que estava acostumado a ter as melhores dançarinas aos seus pés.
-
Carla, a única coisa que pode te levar a dançar é a tua vontade de
dançar e não o que outras pessoas falem ou pensem. Sei que é difícil
não querer impressionar mas, ele só vai te olhar de maneira diferente,
quando começares a te olhares de maneira diferente.
Eu não consegui responder.A Ana tinha razão mais uma vez.
Primeira
lição minhas meninas: Nunca façam nada pelos outros e sim por vocês.
Vocês sempre têm que vir em primeiro lugar, lembrem-se disso. Saí da
academia com aquilo na cabeça.
Na semana seguinte tinha recebi uma
ligação da Academia a pedir que eu chegasse mais cedo. Não entendi mas
fui assim mesmo. Estavam presentes, Gonçalo, Afonso, Dulce, Beatriz e
Ana.
- Carla, eu pedi para vir mais cedo hoje porque quero fazer um
teste consigo. A turma em que está, não vai mudar de professor. Mas,
vai sofrer reformulações. – Ana e Afonso trocaram olhares. – mas quero
que mude de professor. Quer continuar nas danças clássicas?
- Sim, quero chegar ao tango.
Afonso
olhou para baixo e sorriu irónicamente. Isso sempre me irritou no seu
avô, ele sempre duvidava da capacidade das pessoas. Em toda a nossa
caminhada juntos, ele duvidava e eu dava as oportunidades, e no final
ele sempre me agradecia.
Eu lembro que olhei para ele séria. E disse a olhar nos seus lindos olhos castanhos.
- E eu vou chegar!
Ele disse-me uma vez, que depois daquele dia, não tinha duvidado mais de mim.
Aquele sorrisinho irónico dele sumiu. Ana, Gonçalo e Dulce sorriram para mim.
- Eu sei que sim, mas antes tenho que definir seu nível. Vamos começar? - Disse Ana
- Vamos.
Dancei
um Bolero e um Fox com o Gonçalo. Nós divertimo-nos muito,sentia-me
muito á vontade a dançar com ele. Mas no Samba, eu rezei para a Ana
escolher o Gonçalo.
- Afonso, o samba é seu.
Ele sabia que me metia medo e aproveitava-se da situação. Eu estava tensa. Não só porque era ele, mas porque era um teste.
- Seja gentil comigo.
- Eu sou sempre gentil. Pronta?
Eu respirei fundo e respondi abanando a cabeça que sim.
Ele
fez sinal para o Gonçalo que colocou um Samba com batida, mas não muito
rápido. Ele colocou-me numa moldura diferente da que eu estava
acostumada a fazer. Eu estranhei. Ele fez o balance** e puxou-me para
uma saída de dama. Eu assustei-me e quando ele puxou-me, com força, de
volta para o corpo dele ele disse ao meu ouvido.
- Eu não sou nenhum
cavalheiro irresponsável, pode confiar em mim. – eu, num acto
impensado, fechei os olhos e deixei-me ser guiada por ele.
Ele fez
passos simples, saídas de dama na maioria das vezes, eu estava
confortável, como Ana disse, eu encaixava-me perfeitamente nos braços
dele. Ele aos poucos mudou a moldura e eu ajustei-me sem ele precisar
de explicar. Olhei para o seu rosto e ele sorriu. O Seu olhar encontrou
o meu, e eu sustentei. Ele entendeu aquilo como uma deixa, e puxou-me
mais para perto do seu corpo, fazendo sentir todos os meus ossos
tremerem e puxou-me para o gancho. Ele sabia o poder que tinha sobre
mim, toda vez que saía dos seus braços eu saía um pouco zonza. A música
acabou. Dulce veio ao meu socorro.
- Carla, vem á casa de banho comigo.
- Claro.
Eu entrei na casa de banho passei água na minha cara. E ela ficou a olhar para mim.
- O que foi?
-Disfarça muito mal.
- Do que está a falar?
- Do Afonso. Acho que tem alguém apaixonada aqui.
- Do que adianta? Ele nem sabe que eu existo. Ele é do tipo: amor impossível. Nunca conversei com ele.
- Ele é assim mesmo, ele é muito fechado no seu mundo.
- Porquê?
- Depois do meu ensaio eu conto-te essa história.
- Ok. Vamos voltar?
- Vamos, e respira.
Saímos
rindo da casa de banho, eu fiquei ao lado do Gonçalo que me abraçou.
Estava com medo. Quem não gostou muito disso foi a Beatriz, namorada
dele. Eu não liguei muito, precisava daquele abraço. Reparei também que
Dulce estava do outro lado, ao pé do Gonçalo.
- Pega na mão dela – sussurrei eu ao ouvido do Gonçalo.
Ele
pegou na mão da Dulce que a chegou mais perto e ele escondeu as suas
mãos entrelaçadas atrás do seu corpo. Eu pude ver um sorriso tímido no
rosto de ambos.
- Então meninos, qual é o nível dela? – Ana perguntou para os meninos.
- Eu acho que ela já está no iniciante 2. Ela sabe todos os básicos e adapta-se a cavalheiros diferentes. – Disse Gonçalo.
- Acho que podemos apostar mais alto. Intermédio 1, mas terá que se esforçar.
-
Afonso, acho que está a se precipitar. É jogar o bife aos leões, ela
não tem base nem passos para acompanhar o intermedio 1 – Dulce interviu.
- Tem sim. Queres ver? – ele estendeu a mão – senhorita?
Eu sem pensar muito fui. Ele dançou meia dúzia de passos que saíram mal feitos e um pouco forçados.
- Acho que está um pouco forçado- Disse Gonçalo.
- Eu posso falar? – interrompi ambos. – eu vou entrar de férias agora, se a Ana me der um desconto, eu fico nas duas turmas.
Ana gostou da idéia.
- Gostei da idéia. O Iniciante 2 faz comigo.
- Porque é que ela não pode fazer na minha turma? – Perguntou Gonçalo indignado.
- Temos que manter a linha didática dela e o próximo professor dela será o Afonso.
-
Mas Ana eu queria fazer consigo e com o Gonçalo. - Afonso ficou
visivelmente decepcionado. – nada contra si Afonso, mas com o Gonçalo e
eu temos mais liberdade e o Afonso mete-me um pouco de medo...
- Eu? Mas eu não mordo a ninguém.
Eu olhei séria.
- Carla, dá uma chance para o Afonso, ou você quer aprender tango? – Falou Dulce.
- Quero!
- Ele é o melhor Tanguista de todos os professores. – Falou Gonçalo enquanto fez um acto de carinho a Dulce.
Beatriz até que então estava calada, viu Gonçalo de mãos dadas com a Dulce, aí, quase teve um enfarte.
- Gonçalo Rodriguez! O que significa isso?
- Isto o que?
- Isso! – apontando para mão dele entrelaçada com a de Dulce.
- Ah... não é nada disso que estás a pensar Beatriz.
- Não? Eu estou a ver! Desde quando anda me anda a trair?
- Eu sabia que isto ia dar barraca – Dulce disse baixinho, para ela.
-
Desta vez não vou deixar ela te ofender. – deu um beijo na testa de
Dulce e a trouxe-a mais perto do seu corpo. – Eu não estou a te trair,
a Dulce é minha amiga e eu gosto dela.
- Desde quando você está a namorar com ela?
- Eu não estou a namorar com ela.
- Então porque você não solta essa sonsa? - Disse Beatriz, já gritando de raiva.
- Olha como falas com ela. – ficando na frente de Dulce.
- Falo do jeito que ela merece.
- Você não muda não é?
- Acho melhor ir embora Beatriz – Ana interferiu.
- Eu vou já! E não me procure mais Gonçalo!
- Não precisa de avisar, eu não a irei procurar mais, fique descansada. – Virou para Dulce – tudo bem contigo?
Dulce
afirmou que sim com a cabeça e ele a abraçou. Nunca vi um homem mais
carinhoso que o Gonçalo. O seu avô era carinhoso, mas não tanto como o
Gonçalo. Ele não tinha medo de demonstrar os sentimentos dele e fazia
com que o mundo ficasse um pouco menos sombrio com o seu abraço. Eu
olhava encantada o carinho que ele tinha por ela.
- Não sei se esse é o momento – Ana interrompeu o momento carinhoso de ambos – mas, eu queria fazer um comunicado.
- Pode falar Ana. – Dulce disse aconchegando-se nos braços de Gonçalo que a abraçava por trás.
- Bem, eu vou beber um café lá em baixo até á hora da minha aula.
-
Podes ficar, acho que não tem problema nenhum. – Ana disse isto e eu
olhei para Afonso e o vi reprovando. Era uma reunião de cúpula e eu não
fazia parte dela.
- Eu prefiro ir. – olheu para Afonso e saí
- Fogo pá! Precisavas olhar para ela assim? – escutei das escadas.
- Ela não tinha nada que fazer aqui.
- Também não gostei do que fez. Essa não foi a educação que eu te dei. – Ana disse um pouco indignada.
– Enfim, eu queria convidar a Dulce para fazer parte da coordenação do
núcleo latino da academia. Temos o dobro das turmas neste núcleo e sei
que o Gonçalo não está a dar conta do assunto sozinho, por isso pensei
que precisásse de ajuda. Acho voçê a pessoa certa. Aceita?
- Claro que eu aceito.
-
Já que estás a aceitar tudo hoje, voltas para mim? - disse Gonçalo nu
tom carinhoso e de um geito para que mais ninguém ouvisse.
- Nós conversamos sobre isso depois, pode ser?
- esté, claro! – disse Gonçalo decepcionado.
- Não olhes assim para mim.
- Assim como?
- Assim.
- está, não olho mais para ti. – fecha os olhos com as mãos.
- Tolo. – Dulce riu-se e deu um beijo na bochecha dele.
– Vou descer e contar á Carla.
- E a nossa conversa? - Disse Gonçalo.
- Depois do ensaio.
Eu desci as escadas a correr e fui logo para o Buffê da academia. Dulce encontrou-me lá.
- Nem iaginas o que acabou de acontecer.
- Não precisas de contar, eu escutei.
- como assim?
- Eu fiquei nas escadas, desculpa, mas eu não resisti.
- Tudo bem, não há problema.
- E agora? O que vais fazer com o Gonçalo?
- Não sei.
- Ele é louco por ti.
- Mas é muito mulherengo.
- Eu sei, mas contigo é diferente.
- Quando nós namoravamos também era e ele me traiu.
- Mas ele era muito novo e inexperiente.
- Isso não justifica
- Eu sei, mas agora ele aprendeu a lição. Dá-lhe mais uma chance.
- Esse é o teu defeito, confias de mais.
- É tu confias de menos. Eu não ia deixar de ficar com o homem que eu amo por uma coisa que já aconteceu há muito tempo.
- Vamos mudar de assunto, eu estou confusa e preciso pensar.
- Ok, vamos falar do quê?
- Afonso?
- Sim, conta-me essa tal história que tu disses-te que me contavas depois do ensaio.
------------------------------------------------------------------------
*
Para quem não sabe o que é uma moldura, é quando o cavalheiro coloca o
seu braço á altura do fecho do sutian da dama, sustentando o braço dela
e ela apoia a mão direita na mão direita dele, e a mão esquerda nas
costas ou na nuca, dependendo do tamanho do cavalheiro. Fazendo com que
os corpos fiquem afastados
**balançou o corpo de um lado para o outro
------------------------------------------------------------------------
Desculpem por o capitulo ser enorme mas eu não sei agora quando irei postar de novo a fic (acho que já não posso mais postá-la este mês).
Obrigada a todos que estão a acompanhar a inha fic. e a todos os que coentaram
beijinhos a todos ;*
Desculpem também pelo Dubble Post, sei que não se pode fazer mas como este capitulo é grande.
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
)
Assinatura em construção!
)Assinatura em construção!
Marisa entra na sala da fic e olha com cuidado... não avista lolita e acaba por respirar de alivio... Lolita nao estar na sala para espancar marisa por nao ter comentado mais cedo **
AMEI (mais um vez como sempre
') Já deves tar farta de ouvir o mesmo vindo de mim x'D
Adoro as tuas descrições, adoro o teu vocabulario, adoro a tua maneira de escrever! A carla faz com que eu morra de ciumes por tar apaixonada por Afonso! Adoro rapazes rigidos mas que tbm consigam demonstrar sentimentos quando precisamos
Tens um talento especial para a coisa e acho que te podera ser mto util no futuro! Não o desperdices
Tens jeito 
É pena nao postares mais este mes mas cá vou esperando!
Desculpa pela demora
Parabens
Beijinhos
AMEI (mais um vez como sempre
') Já deves tar farta de ouvir o mesmo vindo de mim x'DAdoro as tuas descrições, adoro o teu vocabulario, adoro a tua maneira de escrever! A carla faz com que eu morra de ciumes por tar apaixonada por Afonso! Adoro rapazes rigidos mas que tbm consigam demonstrar sentimentos quando precisamos

Tens um talento especial para a coisa e acho que te podera ser mto util no futuro! Não o desperdices
Tens jeito 
É pena nao postares mais este mes mas cá vou esperando!
Desculpa pela demora

Parabens
Beijinhos
Muito obrigado Marisa 
Espancar-te?
Claro que eu não te iria espancar
,
obrigada por estares a acompanhar a fic. mto obrigada mesmo
,
Haa verdade.. já estou a começar a preparar uma fic. sobre Sailor Moon
Hoje consegui arranjar um tempinho e vou poder postar mais um pouco...
Aqui vai:
- Então é assim, ele tinha uma namorada, o nome dela era Claudia, ela é uma das melhores tangueiras da cidade. Ele ensinou tudo a ela, e ficaram muito tempo juntos. Aí ela engravidou dele. Afonso estava nas nuvens, sempre quis ter um filho. Mas ela fugiu e até hoje não sabemos o que aconteceu.
- E se ela voltar, há possibilidades de ele voltar com essa tal de Claudia?
- Acho que não. Ela magoou-o muito. E ele é muito orgulhoso.
- Ele não confia em mais ninguém não é?
- Ele já era desconfiado, agora então, ainda ficou muito mais.
- Ele tem namorada?
- Não, só teve uns casos, mas nada sério. Mas todas as raparigas apaixonam-se por ele.
- Pudera, com aquele sorriso. E o perfume?
- Você gosta dele?
- Não sei, as vezes gosto mais do desafio de ficar com ele, do que dele. Não o conheço. Sei como se comporta e sei que é tempo perdido, porque eu não sou o tipo de mulher que chama a atenção dele.
- Como tem tanta a certeza disso?
- Para ele eu sou uma criançinha.
- Mas sentes-te assim? Porque se te sentes assim, não temos muita coisa para mudar. - Eu fiquei calada.
– O dia em que conseguires olhar para ti e ver a mulher que és, ele também vai olhar para ti da mesma maneira.
- Eu tenho aula agora. – Disse eu a fugir do assunto.
Passei as minhas férias todas a fazer aula com a Ana e Afonso. Evolui muito em muito pouco tempo. Fazia quatro horas de aula por semana e no fim de semana, saía com o Gonçalo e a Dulce. Eles estavam-me a ensinar a dançar Zuck* que era a nova febre do momento.Um dia cheguei na aula do Afonso com o tornozelo a doer. Coloquei os sapatos mas não conseguia andar. Então eu sentei-me e fiquei a olhar a turma a dançar. Ele veio todo chateado falar comigo.
- Porque não está a fazer o aquecimento?
- Primeiro, muda o tom a falar comigo, ok? Sou sua aluna e exijo respeito.
- Ok – respirou fundo para não estourar comigo – pode me fazer o favor de responder?
- Melhorou um pouco. O meu tornozelo está a doer, não estou a conseguir andar.
- Que otimo! - Disse irritado com o sucedido
- Que ótimo nada! Por isso é que não queria fazer aula consigo. O Gonçalo...
- Não te ia ensinar a dançar tango. Uma boa dançarina não liga á dor.
- Eu sei até onde posso ir. E não vou-me desgastar só porque quer!
Sempre tive uma grande necessidade de enfrentar o vosso avô. Sempre ensinei vossa mãe a fazer o mesmo, se não, ele abusava. Nunca baixem a cabeça para ninguém quando estiverem com razão.
- Abaixa esse tom comigo. Eu sou o seu professor e exijo respeito.
- O respeito que você não tem por mim? - Ele ficou sem resposta – eu vou ligar para minha mãe e vou-me embora! – eu levantei para ir na secretária e pedir o telefone emprestado, aí e ele viu-me a coxear. Ele se adiantou e não deixou eu ligar para a minha mãe.
- Eu te levo de carro.
- Eu não quero.
- Vai ficar de burro agora? Bem se vê que ainda não cresceu.
- Eu só não quero morrer com um louco a conduzir.
Eu estava bastante triste. As minhas suspeitas Estavam Confirmadas.
- Eu prometo que chega viva a casa, ou não confia em mim?
- Eu confio! Você é que não confia em mim. – eu voltei a coxaer para banco e sentei-me.
Ele ficou um pouco perturbado com a afirmação que fiz.
Quando a aula acabou ele resolveu uns umas coisas com a secretária, pegou no seu casaco e na mala e disse:
- Vamos?
Eu levantei-me com dificuldade e enquanto ele descia as escadas com agilidade eu descia com dor. Quando não aguentei mais e sentei-me no terceiro degrau ele me olhou e perguntou:
- O que foi?
- esté a doer muito. – Respirei fundo – dá-me cinco minutos e vou logo estar lá em baixo.
- Espera-me aí, sentadinha. – logo voltou sem nada nas mãos pegou nas minhas coisas e voltou para o carro. Voltou sem nada nas mãos de novo e pegou-me ao colo.
- Não precisa fazer isto, era só deixar eu apoiar-me no seu braço que conseguia.
- Dá para parar de ser auto-suficiente?
- Dá pra parar de ser exagerado?
- Ok, não me preocupo mais consigo.
- Obrigado.
- De nada. – ele colocou-me no banco do carro com todo o cuidado do mundo. Nós fomos conversando até chegar na minha casa.
- E nada de sair com o Gonçalo e não te quero ver naquela academia a semana que vem.
- Porque?
- Quer contrair uma tendinite nesse tornozelo?
- Não.
- Então, faz o que eu mando ok?
- Ok. Não vou desobedecer, mas você vai ter que me prometer uma coisa.
- opá... lá vem.
- Vai ter que deixar eu repor as aulas perdidas.
- Eu fico consigo mais meia hora depois do horário.
- Sério? – animada.
- Sério – ele sorriu. – Realmente parece uma criançinha.
- Odeio quando trata-me assim. Eu vou para casa. – saí do carro irritada.
*dança muito parecida com a lambada

Espancar-te?
Claro que eu não te iria espancar
,obrigada por estares a acompanhar a fic. mto obrigada mesmo
,Haa verdade.. já estou a começar a preparar uma fic. sobre Sailor Moon

Hoje consegui arranjar um tempinho e vou poder postar mais um pouco...
Aqui vai:
- Então é assim, ele tinha uma namorada, o nome dela era Claudia, ela é uma das melhores tangueiras da cidade. Ele ensinou tudo a ela, e ficaram muito tempo juntos. Aí ela engravidou dele. Afonso estava nas nuvens, sempre quis ter um filho. Mas ela fugiu e até hoje não sabemos o que aconteceu.
- E se ela voltar, há possibilidades de ele voltar com essa tal de Claudia?
- Acho que não. Ela magoou-o muito. E ele é muito orgulhoso.
- Ele não confia em mais ninguém não é?
- Ele já era desconfiado, agora então, ainda ficou muito mais.
- Ele tem namorada?
- Não, só teve uns casos, mas nada sério. Mas todas as raparigas apaixonam-se por ele.
- Pudera, com aquele sorriso. E o perfume?
- Você gosta dele?
- Não sei, as vezes gosto mais do desafio de ficar com ele, do que dele. Não o conheço. Sei como se comporta e sei que é tempo perdido, porque eu não sou o tipo de mulher que chama a atenção dele.
- Como tem tanta a certeza disso?
- Para ele eu sou uma criançinha.
- Mas sentes-te assim? Porque se te sentes assim, não temos muita coisa para mudar. - Eu fiquei calada.
– O dia em que conseguires olhar para ti e ver a mulher que és, ele também vai olhar para ti da mesma maneira.
- Eu tenho aula agora. – Disse eu a fugir do assunto.
Passei as minhas férias todas a fazer aula com a Ana e Afonso. Evolui muito em muito pouco tempo. Fazia quatro horas de aula por semana e no fim de semana, saía com o Gonçalo e a Dulce. Eles estavam-me a ensinar a dançar Zuck* que era a nova febre do momento.Um dia cheguei na aula do Afonso com o tornozelo a doer. Coloquei os sapatos mas não conseguia andar. Então eu sentei-me e fiquei a olhar a turma a dançar. Ele veio todo chateado falar comigo.
- Porque não está a fazer o aquecimento?
- Primeiro, muda o tom a falar comigo, ok? Sou sua aluna e exijo respeito.
- Ok – respirou fundo para não estourar comigo – pode me fazer o favor de responder?
- Melhorou um pouco. O meu tornozelo está a doer, não estou a conseguir andar.
- Que otimo! - Disse irritado com o sucedido
- Que ótimo nada! Por isso é que não queria fazer aula consigo. O Gonçalo...
- Não te ia ensinar a dançar tango. Uma boa dançarina não liga á dor.
- Eu sei até onde posso ir. E não vou-me desgastar só porque quer!
Sempre tive uma grande necessidade de enfrentar o vosso avô. Sempre ensinei vossa mãe a fazer o mesmo, se não, ele abusava. Nunca baixem a cabeça para ninguém quando estiverem com razão.
- Abaixa esse tom comigo. Eu sou o seu professor e exijo respeito.
- O respeito que você não tem por mim? - Ele ficou sem resposta – eu vou ligar para minha mãe e vou-me embora! – eu levantei para ir na secretária e pedir o telefone emprestado, aí e ele viu-me a coxear. Ele se adiantou e não deixou eu ligar para a minha mãe.
- Eu te levo de carro.
- Eu não quero.
- Vai ficar de burro agora? Bem se vê que ainda não cresceu.
- Eu só não quero morrer com um louco a conduzir.
Eu estava bastante triste. As minhas suspeitas Estavam Confirmadas.
- Eu prometo que chega viva a casa, ou não confia em mim?
- Eu confio! Você é que não confia em mim. – eu voltei a coxaer para banco e sentei-me.
Ele ficou um pouco perturbado com a afirmação que fiz.
Quando a aula acabou ele resolveu uns umas coisas com a secretária, pegou no seu casaco e na mala e disse:
- Vamos?
Eu levantei-me com dificuldade e enquanto ele descia as escadas com agilidade eu descia com dor. Quando não aguentei mais e sentei-me no terceiro degrau ele me olhou e perguntou:
- O que foi?
- esté a doer muito. – Respirei fundo – dá-me cinco minutos e vou logo estar lá em baixo.
- Espera-me aí, sentadinha. – logo voltou sem nada nas mãos pegou nas minhas coisas e voltou para o carro. Voltou sem nada nas mãos de novo e pegou-me ao colo.
- Não precisa fazer isto, era só deixar eu apoiar-me no seu braço que conseguia.
- Dá para parar de ser auto-suficiente?
- Dá pra parar de ser exagerado?
- Ok, não me preocupo mais consigo.
- Obrigado.
- De nada. – ele colocou-me no banco do carro com todo o cuidado do mundo. Nós fomos conversando até chegar na minha casa.
- E nada de sair com o Gonçalo e não te quero ver naquela academia a semana que vem.
- Porque?
- Quer contrair uma tendinite nesse tornozelo?
- Não.
- Então, faz o que eu mando ok?
- Ok. Não vou desobedecer, mas você vai ter que me prometer uma coisa.
- opá... lá vem.
- Vai ter que deixar eu repor as aulas perdidas.
- Eu fico consigo mais meia hora depois do horário.
- Sério? – animada.
- Sério – ele sorriu. – Realmente parece uma criançinha.
- Odeio quando trata-me assim. Eu vou para casa. – saí do carro irritada.
*dança muito parecida com a lambada
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