[Terminada] [Votação] Tango
A partir de hoje já tenho tempo para postar mais 
aqui vai:
Quando cheguei a casa a primeira coisa que fiz foi ficar nua á frente do espelho. Soltei o meu cabelo e fiquei a olhar o meu corpo. Só assim percebi que não era mais uma criançinha. Apesar de ter um jeito meio angelical, eu não era mais uma criançinha. Mas tinha que mudar alguma coisa. Liguei para a Dulce e ela no dia seguinte foi lá a casa.
- Para começar a sua transformação, vamos ter que mudar um pouquinho esse cabelo.
- O que vais fazer com ele?
- Pô-lo um pouco mais escuro.
Dulce pintou meu cabelo de loiro escuro com madeixas loiras claras nas pontas. Muito próximo da cor original dele. Ela tinha levado uma maquina de costura portátil e modificou muitas das minhas saias, curtando-as. E vasculhou o meu armário e acabou por achar umas roupas de malha.
- Estás a esconder ouro menina.
- Como assim?
- Olha essas roupas. Vais usá-las.
- Mas marcam muito.
- Não marcam nada. Um corpo perfeito desses não marca.
Eram vestidos de malha que a minha tia tinha comprado para mim uma vez numa feira.
- Ta. Vou usar.
- Vai haver um baile para a semana que vem lá na academia, podias ir.
- Se o superior liberar eu vou.
- Agora és pau mandado?
- Não, Dulce. É que meu pé anda doendo e ele pediu para ficaer em casa. Gosto dessa preocupação dele comigo.
- Vais sim. E eu e o Gonçalo vimos-te buscar.
- Ok. – sorri.
O Baile foi lindo. Eu coloquei um vestido um pouco mais curto que o normal, preto, de malha. Bem confortável para dançar, meia calça e o meu sapato de dança. Uma maquiagem pesada que a Dulce ensinou-me a fazer, soltei o meu cabelo. E desta vez, eu não estiquei o cabelo como fazia sempre. Deixei-o solto e natural, cheio de ondas. Quando cheguei, Afonso estava numa mesa afastada com algumas mulheres muito bonitas.
- O Afonso está ali – Dulce falou quando percebeu que eu o procurava com o olhar.
- Ah – disse decepcionada.
– Ele deve estar muito ocupado.
- Um pouco. Porque?
- Ia chamá-lo pra dançar.
- Estou a ver que o medo que sentes dele está-se a ir embora. – Gonçalo entrou na conversa
- Ele ainda me deixa nervosa, mas estou a aprender a me controlar e se quero ficar perto dele, eu tenho que ir, porque ele não vai vir para pedir para dançar comigo. Afinal ele é o rapaz mais lindo daqui daqui.
- E eu?-disse Gonaçlo indignado.
- Também és bonito. Só que em ritmos diferentes.-ri
- Acho bem. – riu.
– acho que Deus escutou as suas preces - Afonso vinha em nossa direção.
- Carla? – Ele olhou para mim surpreso.
- Eu mesma. Porque?
- Nada. Só não te reconheci.
- Mudei tanto assim?
- Um pouco.-Eu sorri.
- Quer um babete mano?- disse Gonçalo entendendo que Afonso estava completamente babado a olhar para Carla
- Hoje você está tão engraçadinho. – desviando os olhos de mim. Confesso que adorei o olhar.
- Ocupado?-perguntei
- Porque?
- Dança comigo?
- Apressada.
- Sim ou não?
Ele não me respondeu, só me encarou.
- O Gonçalo não pode dançar com você?
- Ok, se não quer dançar, não precisa eu arranjo outro cavalheiro. Pode ir para junto das suas rapariguinhas.
Cochichei no ouvido de Dulce:
- qual é o cavalheiro que o Afonso menos gosta?
- O Rodrigo, aquele ali. – ela mostrou quem era.
Levantei-me e fui até ele.
- Olá, será que você poderia dançar essa musica comigo? – tocava um samba
- Claro. – simpático.
Afonso quando me viu com o Rodrigo não gostou.
- Não acredito que ela foi chamar logo ele para dançar.-disse em voz alta para si.
- Ela esta a aprender a te provocar. –disse Dulce
Ana chegou perto deles.
- Oi mana.-disse Gonçalo
-Oi meninos, Dulce?
- Olá.
Foram sentar numa mesa.
- Só tem um jeito de te corrigires, não deixas ela sair do salão, assim que a música acabar, vai buscá-la para dançar.
Afonso sempre odiou Rodrigo. Ele considerava Rodrigo arrogante. Afonso sabia que era melhor do que ele e fazia questão de deixar isso bem claro. Porem, ele não desistia, sabia que incomodava e estava disposto a continuar incomodando.
Afonso foi atrás de mim na pista de dança assim que a música acabou.
- Com licença.- Eu virei-me surpresa.
- Você por aqui? – Rodrigo disse para provocar.
- Essa academia ainda é minha.
- Impossível esquecer.
- Vem! – falando comigo e puxando-me para fora da pista
- Solta-me do braço.
- O que estava fazendo com ele?
- Dançar. O que queria que eu tivesse a fazer mais?
- Ele me olhou sério.
– Eu não te entendendo. A sério. Uma hora ignora-me, é o maior antipatico comigo, dá-me a maior tampa e agora vem todo nervosinho pedir satisfações? Decida-se porque está- me a confundir.
- Eu não gosto que as minhas alunas dancem com um cavalheiro que não tem classe. Eu não gosto.
- Ok, suas alunas? – eu olhei indignada, mais uma vez ele deu um banho de água fria nos meus sonhos. – mas eu não sou propriedade sua e danço com quem eu quiser ok? Que isso fique bem claro. Você não estava ocupado com as suas amiguinhas? volta para lá e deixa-me em paz.
Sai dali irritada. Quem era ele para decidir com quem dançava? Começou a tocar um zuck. A primeira coisa que fiz foi puxar o Gonçalo para dançar. Eu estava tão irritada que Dulce nem se opôs.
- Posso Dulce?
- Claro! Todo seu.
- Carla, o que você vai fazer?-Perguntou Gonçalo
- Dançar zuck contigo.
- Se queres provocar o Afonso essa não é melhor maneira.
- Eu não quero provocar ninguém, só quero esquecê-lo e tu és a única pessoa que me pode ajudar. Não seja gentil comigo.
- ok, quem manda és tu!
Gonçalo pressionava-me contra seu corpo, fazia.me descer em vários cambres, um seguido do outro. Puxava o meu cabelo como se fosse um chicote, quase não se separava do meu corpo. Fazia mais o passo básico do que qualquer outra coisa. Eu vi que olhou para o Afonso que estava um pouco revoltado com a cena que Gonçalo estava a me ajudar a criar. Fez alguns giros e parou bem perto da mesa de Afonso. Conduziu para um floreio que fazia com que a minha perna subisse e ficasse na altura da cintura de Gonçalo ele encolheu a minha saia e eu fiquei assustada ele sussurrou no meu ouvido para eu confiar nele, eu confiei. Gonçalo proporcionou a Afonso uma visão privilegiada da minha perna e desceu.me, fez um arco com as minhas costas, eu subi ofegante e arrumei meu vestido. Terminamos a música e voltamos para mesa. Depois, Gonçalo foi dançar com Dulce.
Eles também dançaram muito bem, com vários giros duplos e passos que nunca vi na vida. Todos ficaram a olhar admirados com a técnica e a sedução que eles dançavam. Gonçalo conquistava Dulce e Dulce conquistava Gonçalo em cada passo. Como eu já tinha dito, era ela quem ditava o ritmo. Se ela ficasse tonta, ele diminuía o ritmo de giros. Se ela queria provocar, ele conduzia para um floreio. Eles entendiam-se e respeitavam-se e isso era o mais bonito deles. Eu olhava com inveja. Uma inveja boa, claro. Esse casal sempre foi maravilhoso.
- O Gonçalo não resiste. – Afonso se sentou-se ao meu lado.
- Decidiu largar o seu território? – olhei para ele desafiando-o.
- É que faltou uma e eu resolvi vir buscar.
- Muito engraçado você. Não saio daqui nem arrastada.
- Nem para ficar comigo na minha mesa?
- você se acha que eu vou não é? Até parece que eu quero ficar perto de si? poupe-me!
- Porque defende-se tanto?
- Porque toda vez que eu fico vulnerável perto de si, eu quebro a cara.
- Você nunca fica vulnerável perto de mim.
- Se acha isso, melhor para mim. Eu vou dançar, não aguento ficar sentada aqui.
- Vai dançar com quem? – levantando-se comigo.
- Não sei. Com quem quiser.
- vamos?
Eu não sabia o que dizer. O meu coração disparou. Por mais que eu tentasse mantê-lo afastado de mim, não conseguia. O seu avô sempre dava um jeito de ficar perto de mim. Ele não esperou eu responder puxou-me para pista.
- Eu odeio essa sua mania.
- Que mania? – colocando-me na moldura.
- De não esperar eu responder. Quem disse que eu queria dançar consigo?
- Ah não? Desculpe – irónico.
- Eu não sei dançar salsa.
- Vai tocar samba agora, é só esperar a musica acabar.
- E vamos ficar parados aqui que nem duas portas?
Afonso riu. Ele me abraçou e eu encostei minha cabeça no seu peito e senti o seu perfume. Não sei o que deu nele, mas ele fez um carinho nos meus cabelos e começou a balançar ao ritmo da musica.
- É melhor soltar-me.
- Porque?
- Porque amanha essa sua fase de carinho vai passar e você vai ser o mesmo antipático de antes e eu vou quebrar a cara e agente vai acabar a brigar.
- Tem como parar de tentar controlar tudo?
- Tem como parar de brincar com os sentimentos dos outros? Eu sou inocente ok?
Afonso ficou calado. Ele sempre ficava calado quando sabia que eu tinha razão. - Começou o samba, voçê é que escolhe se fica, ou se vai embora.
Eu olhei para ele e me posicionei. Ele sorriu.
- Obrigado – sussurrou no meu ouvido fazendo-me arrepiar. Nós dançamos três musicas seguidas e por um milagre, ele não voltou para mesa das meninas. Ficou na nossa mesa junto com o Gonçalo e a Dulce. E pela primeira vez, tivemos uma conversa agradável. Muitas damas vinham a nossa mesa requisitar tanto o Afonso como o Gonçalo, mas nós sabiamos que eles voltavam. Quando chegou o dia da minha aula, eu fiquei com medo de ir. Tinha medo do Afonso me decepcioná-se.

aqui vai:
Quando cheguei a casa a primeira coisa que fiz foi ficar nua á frente do espelho. Soltei o meu cabelo e fiquei a olhar o meu corpo. Só assim percebi que não era mais uma criançinha. Apesar de ter um jeito meio angelical, eu não era mais uma criançinha. Mas tinha que mudar alguma coisa. Liguei para a Dulce e ela no dia seguinte foi lá a casa.
- Para começar a sua transformação, vamos ter que mudar um pouquinho esse cabelo.
- O que vais fazer com ele?
- Pô-lo um pouco mais escuro.
Dulce pintou meu cabelo de loiro escuro com madeixas loiras claras nas pontas. Muito próximo da cor original dele. Ela tinha levado uma maquina de costura portátil e modificou muitas das minhas saias, curtando-as. E vasculhou o meu armário e acabou por achar umas roupas de malha.
- Estás a esconder ouro menina.
- Como assim?
- Olha essas roupas. Vais usá-las.
- Mas marcam muito.
- Não marcam nada. Um corpo perfeito desses não marca.
Eram vestidos de malha que a minha tia tinha comprado para mim uma vez numa feira.
- Ta. Vou usar.
- Vai haver um baile para a semana que vem lá na academia, podias ir.
- Se o superior liberar eu vou.
- Agora és pau mandado?
- Não, Dulce. É que meu pé anda doendo e ele pediu para ficaer em casa. Gosto dessa preocupação dele comigo.
- Vais sim. E eu e o Gonçalo vimos-te buscar.
- Ok. – sorri.
O Baile foi lindo. Eu coloquei um vestido um pouco mais curto que o normal, preto, de malha. Bem confortável para dançar, meia calça e o meu sapato de dança. Uma maquiagem pesada que a Dulce ensinou-me a fazer, soltei o meu cabelo. E desta vez, eu não estiquei o cabelo como fazia sempre. Deixei-o solto e natural, cheio de ondas. Quando cheguei, Afonso estava numa mesa afastada com algumas mulheres muito bonitas.
- O Afonso está ali – Dulce falou quando percebeu que eu o procurava com o olhar.
- Ah – disse decepcionada.
– Ele deve estar muito ocupado.
- Um pouco. Porque?
- Ia chamá-lo pra dançar.
- Estou a ver que o medo que sentes dele está-se a ir embora. – Gonçalo entrou na conversa
- Ele ainda me deixa nervosa, mas estou a aprender a me controlar e se quero ficar perto dele, eu tenho que ir, porque ele não vai vir para pedir para dançar comigo. Afinal ele é o rapaz mais lindo daqui daqui.
- E eu?-disse Gonaçlo indignado.
- Também és bonito. Só que em ritmos diferentes.-ri
- Acho bem. – riu.
– acho que Deus escutou as suas preces - Afonso vinha em nossa direção.
- Carla? – Ele olhou para mim surpreso.
- Eu mesma. Porque?
- Nada. Só não te reconheci.
- Mudei tanto assim?
- Um pouco.-Eu sorri.
- Quer um babete mano?- disse Gonçalo entendendo que Afonso estava completamente babado a olhar para Carla
- Hoje você está tão engraçadinho. – desviando os olhos de mim. Confesso que adorei o olhar.
- Ocupado?-perguntei
- Porque?
- Dança comigo?
- Apressada.
- Sim ou não?
Ele não me respondeu, só me encarou.
- O Gonçalo não pode dançar com você?
- Ok, se não quer dançar, não precisa eu arranjo outro cavalheiro. Pode ir para junto das suas rapariguinhas.
Cochichei no ouvido de Dulce:
- qual é o cavalheiro que o Afonso menos gosta?
- O Rodrigo, aquele ali. – ela mostrou quem era.
Levantei-me e fui até ele.
- Olá, será que você poderia dançar essa musica comigo? – tocava um samba
- Claro. – simpático.
Afonso quando me viu com o Rodrigo não gostou.
- Não acredito que ela foi chamar logo ele para dançar.-disse em voz alta para si.
- Ela esta a aprender a te provocar. –disse Dulce
Ana chegou perto deles.
- Oi mana.-disse Gonçalo
-Oi meninos, Dulce?
- Olá.
Foram sentar numa mesa.
- Só tem um jeito de te corrigires, não deixas ela sair do salão, assim que a música acabar, vai buscá-la para dançar.
Afonso sempre odiou Rodrigo. Ele considerava Rodrigo arrogante. Afonso sabia que era melhor do que ele e fazia questão de deixar isso bem claro. Porem, ele não desistia, sabia que incomodava e estava disposto a continuar incomodando.
Afonso foi atrás de mim na pista de dança assim que a música acabou.
- Com licença.- Eu virei-me surpresa.
- Você por aqui? – Rodrigo disse para provocar.
- Essa academia ainda é minha.
- Impossível esquecer.
- Vem! – falando comigo e puxando-me para fora da pista
- Solta-me do braço.
- O que estava fazendo com ele?
- Dançar. O que queria que eu tivesse a fazer mais?
- Ele me olhou sério.
– Eu não te entendendo. A sério. Uma hora ignora-me, é o maior antipatico comigo, dá-me a maior tampa e agora vem todo nervosinho pedir satisfações? Decida-se porque está- me a confundir.
- Eu não gosto que as minhas alunas dancem com um cavalheiro que não tem classe. Eu não gosto.
- Ok, suas alunas? – eu olhei indignada, mais uma vez ele deu um banho de água fria nos meus sonhos. – mas eu não sou propriedade sua e danço com quem eu quiser ok? Que isso fique bem claro. Você não estava ocupado com as suas amiguinhas? volta para lá e deixa-me em paz.
Sai dali irritada. Quem era ele para decidir com quem dançava? Começou a tocar um zuck. A primeira coisa que fiz foi puxar o Gonçalo para dançar. Eu estava tão irritada que Dulce nem se opôs.
- Posso Dulce?
- Claro! Todo seu.
- Carla, o que você vai fazer?-Perguntou Gonçalo
- Dançar zuck contigo.
- Se queres provocar o Afonso essa não é melhor maneira.
- Eu não quero provocar ninguém, só quero esquecê-lo e tu és a única pessoa que me pode ajudar. Não seja gentil comigo.
- ok, quem manda és tu!
Gonçalo pressionava-me contra seu corpo, fazia.me descer em vários cambres, um seguido do outro. Puxava o meu cabelo como se fosse um chicote, quase não se separava do meu corpo. Fazia mais o passo básico do que qualquer outra coisa. Eu vi que olhou para o Afonso que estava um pouco revoltado com a cena que Gonçalo estava a me ajudar a criar. Fez alguns giros e parou bem perto da mesa de Afonso. Conduziu para um floreio que fazia com que a minha perna subisse e ficasse na altura da cintura de Gonçalo ele encolheu a minha saia e eu fiquei assustada ele sussurrou no meu ouvido para eu confiar nele, eu confiei. Gonçalo proporcionou a Afonso uma visão privilegiada da minha perna e desceu.me, fez um arco com as minhas costas, eu subi ofegante e arrumei meu vestido. Terminamos a música e voltamos para mesa. Depois, Gonçalo foi dançar com Dulce.
Eles também dançaram muito bem, com vários giros duplos e passos que nunca vi na vida. Todos ficaram a olhar admirados com a técnica e a sedução que eles dançavam. Gonçalo conquistava Dulce e Dulce conquistava Gonçalo em cada passo. Como eu já tinha dito, era ela quem ditava o ritmo. Se ela ficasse tonta, ele diminuía o ritmo de giros. Se ela queria provocar, ele conduzia para um floreio. Eles entendiam-se e respeitavam-se e isso era o mais bonito deles. Eu olhava com inveja. Uma inveja boa, claro. Esse casal sempre foi maravilhoso.
- O Gonçalo não resiste. – Afonso se sentou-se ao meu lado.
- Decidiu largar o seu território? – olhei para ele desafiando-o.
- É que faltou uma e eu resolvi vir buscar.
- Muito engraçado você. Não saio daqui nem arrastada.
- Nem para ficar comigo na minha mesa?
- você se acha que eu vou não é? Até parece que eu quero ficar perto de si? poupe-me!
- Porque defende-se tanto?
- Porque toda vez que eu fico vulnerável perto de si, eu quebro a cara.
- Você nunca fica vulnerável perto de mim.
- Se acha isso, melhor para mim. Eu vou dançar, não aguento ficar sentada aqui.
- Vai dançar com quem? – levantando-se comigo.
- Não sei. Com quem quiser.
- vamos?
Eu não sabia o que dizer. O meu coração disparou. Por mais que eu tentasse mantê-lo afastado de mim, não conseguia. O seu avô sempre dava um jeito de ficar perto de mim. Ele não esperou eu responder puxou-me para pista.
- Eu odeio essa sua mania.
- Que mania? – colocando-me na moldura.
- De não esperar eu responder. Quem disse que eu queria dançar consigo?
- Ah não? Desculpe – irónico.
- Eu não sei dançar salsa.
- Vai tocar samba agora, é só esperar a musica acabar.
- E vamos ficar parados aqui que nem duas portas?
Afonso riu. Ele me abraçou e eu encostei minha cabeça no seu peito e senti o seu perfume. Não sei o que deu nele, mas ele fez um carinho nos meus cabelos e começou a balançar ao ritmo da musica.
- É melhor soltar-me.
- Porque?
- Porque amanha essa sua fase de carinho vai passar e você vai ser o mesmo antipático de antes e eu vou quebrar a cara e agente vai acabar a brigar.
- Tem como parar de tentar controlar tudo?
- Tem como parar de brincar com os sentimentos dos outros? Eu sou inocente ok?
Afonso ficou calado. Ele sempre ficava calado quando sabia que eu tinha razão. - Começou o samba, voçê é que escolhe se fica, ou se vai embora.
Eu olhei para ele e me posicionei. Ele sorriu.
- Obrigado – sussurrou no meu ouvido fazendo-me arrepiar. Nós dançamos três musicas seguidas e por um milagre, ele não voltou para mesa das meninas. Ficou na nossa mesa junto com o Gonçalo e a Dulce. E pela primeira vez, tivemos uma conversa agradável. Muitas damas vinham a nossa mesa requisitar tanto o Afonso como o Gonçalo, mas nós sabiamos que eles voltavam. Quando chegou o dia da minha aula, eu fiquei com medo de ir. Tinha medo do Afonso me decepcioná-se.
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
)
Assinatura em construção!
)Assinatura em construção!
Muito obrigada pelos comentários e por estarem a acompanhar a fic. 
Peço desculpa por ontem não ter postado
Eu tinha adoptado as saias de malha, e a meia calça. Ana achava-me mais elegante já que eu ia começar a usar saias mais curtas e eu segui seu conselho.Lembro que fiquei um dia todo com a meia calça para acostumar-me. No começo sentia-me um pouco incomodada, mas com o tempo já não conseguia dançar sem a meia calça. Entrei na sala envergonhada. De dia, usava uma maquilhagem mais clara, mas a Dulce proibiu.me de andar sem maquilhagem. E eu até gostava: Um brilho, um lápis e um blush, era isso que usava.
- Achei que não vinha – ele chegou perto do banco onde eu sentava para trocar de sapatos.
- Porque achou isso?
- Porque a senhorita, tem que fazer mais alongamentos para esse tornozelo. Ou quer parar de dançar?
- Não quero.
- Deveria chegar mais cedo, não em cima da hora.
- Pode deixar que eu faço os alongamentos. Pode começar a aula.
- Agora você autoriza as coisas por aqui? – ficou serio.
- Desculpa, eu...
- Calma – rindo da minha cara de assustada
- só estava a brincar com você.
- Seu tonto. Você deu-me um susto. Mas sério, se tiver invadindo seu espaço...
- Não, de maneira alguma.
Mesmo que eu desse uma de intrometida, e isso não aconteceu poucas vezes, ele sempre levava em consideração e mudava. Ele começou a aula e eu sentei para fazer os alongamentos. Ele terminou o alongamento e colocou o pessoal para aquecer de dois a dois e foi para onde eu estava sentada fazendo os alongamentos no meu tornozelo.
- Agora eu assumo. – disse sentando ao meu lado.
- Eu consigo fazer sozinha.
- Não discute comigo ok?
- Já pegou o meu "ok"?
- É de tanto ouvir você falar ao meu ouvido.
Ele fez uns alongamentos que sempre doeram e fomos aquecer. A aula passou tranquila.
Depois de um ano a fazer dança, e estando no avançado das danças clássicas e começando nas latinas, Ana chamou-me para uma conversa muito séria.
- Entra Carla.
- Licença. Queria falar comigo?
-Sim... o que você acha de começar a aprender tango para festa anual desse ano? O ano passado você dançou samba muito bem.
- Não sei. As vezes fico um pouco insegura.
- Eu acho que você já tem base para começar tango. Fala com o Afonso para ele te treinar.
- Mas não tem nenhuma turma? É que aula particular é muito caro e meus pais não tem como pagá-las. Já pagam minha faculdade.
- Infelizmente, não temos turma. Mas conversa com o Afonso.
-Treinar-me de graça ele não vai.
- Mas ele faz-te um desconto.
- Ok, eu vou pensar, conversar em casa e falo com ele.
- Boa aula.
- Obrigado.
Durante a aula fiquei pensando no que a Ana tinha dito, e não me concentrava. Errei várias vezes com vários cavalheiros até que Afonso pegou-me para dançar, para ver o que estava acontecendo comigo. Como ele era um pouco duro as vezes, os passos saiam, mas eu estava pesada* e ele acabou a brigar comigo.
- Carla, vem aqui um minuto... E vocês continuem.
- Que foi? – perto do som.
- O que está acontecendo com você? Está errando entrada de passo, está pesada, meu braço está a doer de tanto te carregar.
- Desculpa, a minha cabeça não está aqui.
- Eu percebi. O que houve? – eu fiz uma cara de “como assim, ele está se preocupando?” – desculpa, não queria me meter na sua vida pessoal. – e afastou-se.
- Espera – segurei o braço dele – é que é a primeira vez que você se interessa por mim. Quer saber mesmo?
- Quero. – olhando nos meus olhos.- É que a Ana quer que eu dance tango no baile anual e eu não vou poder dançar porque não posso pagar as aulas e estou um pouco triste por isso. Mas tudo bem, danço samba de novo. Amo samba também. – tentei sorrir, mas o que queria mesmo era chorar.
- Fica depois da aula e conversamos sobre isso.
- Se eu ficar, perco o autocarro para voltar para casa.
- Eu levo-te.
- Ta bom então.
Voltei para aula um pouco mais animada. Quando acabou, eu sentei perto do som e ele dispensou a secretária, e disse que fechava a academia, que tinha que conversar comigo. A secretária olhou meio desconfiada mas saiu.
-Afonso, podes buscar os meus chinelos de pano para mim?
- esta a onde?
- Dentro da minha bolsa grande.
- Posso abrir?
- Pode.
Ele tirou os meus chinelos e eu tirei as meias, e coloquei os meus chinelos.
- Que alivio. Eu amo os meus sapatos, mas adoro ficar sem eles depois de dançar.
- Eeee... chulé! – disse brincar.
- Eu não tenho chulé. Uso talco ok? - Nós rimos.
- Então, vamos conversar sobre o tango?
- Vamos. Então, eu já disse para Ana que não vou dançar, porque meus pais não podem pagar – olhei para as minhas mãos e deixei uma lágrima escorrer. Limpei rápido para ele não perceber. Ele estava sentado do meu lado, chegou perto do meu rosto e o levantou pelo queixo.
- Você realmente quer dançar tango?
- Quero.
- Ok, mas agente vai ter que organizar o seu horário aqui na academia. Você vai ter que largar uma turma. Você está na do Gonçalo, ajudar a da Dulce e na da Ana. Você vai ter que escolher, se não vai forçar esses pesinhos e não queremos isso, certo?
- Adoro quando você fica todo preocupado. – eu apertei a bochecha dele. Ele ficou serio e eu ri.
- Tonta.
- Tonto. - Nós dois rimos.
Nesse ano que passamos juntos acabamos amigos e ele sempre protagonizava situações engraçadas inclusive durante os bailes. Tinha perdido as contas de quantas vezes tinha fingido que era namorada dele para salvá-lo de alunas chatas.
- Já sei, você sai da turma do Gonçalo e fica na minha e na da Ana. – com uma cara deslavada.
- Muito esperto você. E se eu quiser sair da sua aula?
- Se sair eu não te dou aula de tango.
- Como você consegue ser tão chantagista.
- Só cuido dos meus interesses. Acha que eu vou perder uma aluna para o Gonçalo? Nem pensar.
- Alem de tudo é ciumento.
- Você é que provoca.
- Eu? Agora eu vi.
- Você é a minha namorada falsa extra oficial. - Nós rimos.
- Não sou falsa, sou muito real. Mas você se mete em cada uma.
- Eu posso.
- E eu pago? O melhor são os olhares.
- Você é que me ensina a ser gangster.
- estou com fome.
- Acho que o frigorifico esta cheio.
- Vem – levantando e puxando ele pela mão. – como você é pesado. Anda!
Nos levantamos e fomos assaltar o frigorifico muito bem equipado da Ana. Eu abaixei para abrir a porta e Afonso ficou olhando. Ele chegou por trás e prendeu-me com seus braços.
- Afonso, eu preciso de espaço. – estava com refrigerantes e um pouco de chocolate nas mãos. Ele tirou o que estava na minha mão se aproximou do meu rosto e me beijou. Como o vosso avô beija bem. Lembro que minhas pernas ficaram bambas, meu coração disparou e eu fiquei completamente tonta quando acabou. – porque você fez isso?
- Não sei – senti que ele também estava zonzo. Eu estava ofegante.
- Nem nessas horas você é menos machão. – tentei brincar com a situação pois estava um pouco embaraçada.
- Como você quer que eu seja? – chegando perto de mim de novo.
- Carinhoso seria um bom começo. Você sempre fala, “damas são como rosas”. onde está a aplicação da frase?
Ele chegou perto do meu rosto e tirou um pouco do meu cabelo que estava caído nos meus olhos. Colocou a mão direita na minha nuca e a esquerda nas minha costas, me puxou e me beijou de novo. O segundo foi melhor que o primeiro. Eu coloquei minha mão direita no pescoço dele e o abracei ficando mais perto do seu corpo. Eu não queria que aquele momento acabasse. Estava tudo tão mágico. Eu mordi o lábio inferior dele quase que implorando outro beijo e ele me apertou contra seu corpo como se quisesse colocar-me dentro dele. Nos beijamos de novo. Quando acabou, estávamos ofegantes. Eu esperei e sonhei com aquilo todas as noites desde que o conheci. Eu lhe dei um beijo, ele correspondeu e eu o abracei. Ficamos assim durante um tempo.
- Eu ainda estou com fome. – nós rimos.
Comemos os chocolates da Ana, bebemos os seus refrigirantes e ficamos abraçados. Uma hora ele ficou calado e o seu silencio me deixou com um pouco de medo.
- Que foi? Ficou calado derrepente.
- Nada, só estava pensando.
- No que?
- Eu estou confuso.
- O que se passa nessa cabecinha? – fiz voz de bebé.
- É que aconteceram muitas coisas na minha vida que você não sabe e que me deixam inseguro.
- Eu não estou a te pedir nada. Nunca te pedi e se o que aconteceu vai acabar com a nossa amizade, nós nem começamos. – Falar aquilo foi o mesmo que cravar um punhal no meu próprio coração.
- Eu só preciso de um tempo ok? Se não, não vou conseguir te dar aula de tango.
- Nada é mais importante que você. – disse sem pensar – nem mesmo o tango. - Ele me trouxe para perto do seu corpo e me beijou de novo. – porque você não confia em mim?
- Eu confio.
- Tem certeza? Eu não sei o que aconteceu para você ser tão desconfiado e não vou te pressionar para me contar, mas eu quero que saiba que eu sou diferente e sei que o que conhece de mim é mais o que suficiente para você perceber isso. Eu te adoro e te admiro. – eu lhe dei um beijo que ele correspondeu. – acho que está na hora de irmos.
- Também acho. – nos levantamos, arrumamos tudo e fomos embora.
- Chegamos. Quando é a próxima aula?
- para a semana que vem. Já sabe que turma vai ficar?
- Na sua e na do Gonaçlo.
- Você não larga o osso.
- Não sei porque implica tanto.
- Porque você fica cansada, cada vez que volta da aula de salsa.
- Como você mente tão mal.
- Você não vai mudar de idéia?
- Não, eu adoro salsa. E o Gonçalo acabou de voltar com a Dulce dos Estados Unidos, vão me enseinar um monte de passos novos. Você podia aprender comigo.
- Como seu parceiro?
- Esqueci que não gosta de parceira. Desculpa.
- Ta, eu treino com você.
- A sério? Que bom. Agora eu estou feliz. – sorri.
- Deixa eu ir.
- E o meu beijo de boa noite? – Dei um beijo no seu rosto. – assim não, assim – puxou-me e beijou-me na boca.
- Assim você perde sua autoridade.
- Será que eu já tive algum dia?
- Não. – rimos – agora é serio, já ta tarde. – lhe dei um beijo e sai do carro.
* pesada neste caso não significa gorda, significa que o cavalheiro tem que fazer muita força para conduzir a dama
Postarei mais amanhã sem falta

Peço desculpa por ontem não ter postado

Eu tinha adoptado as saias de malha, e a meia calça. Ana achava-me mais elegante já que eu ia começar a usar saias mais curtas e eu segui seu conselho.Lembro que fiquei um dia todo com a meia calça para acostumar-me. No começo sentia-me um pouco incomodada, mas com o tempo já não conseguia dançar sem a meia calça. Entrei na sala envergonhada. De dia, usava uma maquilhagem mais clara, mas a Dulce proibiu.me de andar sem maquilhagem. E eu até gostava: Um brilho, um lápis e um blush, era isso que usava.
- Achei que não vinha – ele chegou perto do banco onde eu sentava para trocar de sapatos.
- Porque achou isso?
- Porque a senhorita, tem que fazer mais alongamentos para esse tornozelo. Ou quer parar de dançar?
- Não quero.
- Deveria chegar mais cedo, não em cima da hora.
- Pode deixar que eu faço os alongamentos. Pode começar a aula.
- Agora você autoriza as coisas por aqui? – ficou serio.
- Desculpa, eu...
- Calma – rindo da minha cara de assustada
- só estava a brincar com você.
- Seu tonto. Você deu-me um susto. Mas sério, se tiver invadindo seu espaço...
- Não, de maneira alguma.
Mesmo que eu desse uma de intrometida, e isso não aconteceu poucas vezes, ele sempre levava em consideração e mudava. Ele começou a aula e eu sentei para fazer os alongamentos. Ele terminou o alongamento e colocou o pessoal para aquecer de dois a dois e foi para onde eu estava sentada fazendo os alongamentos no meu tornozelo.
- Agora eu assumo. – disse sentando ao meu lado.
- Eu consigo fazer sozinha.
- Não discute comigo ok?
- Já pegou o meu "ok"?
- É de tanto ouvir você falar ao meu ouvido.
Ele fez uns alongamentos que sempre doeram e fomos aquecer. A aula passou tranquila.
Depois de um ano a fazer dança, e estando no avançado das danças clássicas e começando nas latinas, Ana chamou-me para uma conversa muito séria.
- Entra Carla.
- Licença. Queria falar comigo?
-Sim... o que você acha de começar a aprender tango para festa anual desse ano? O ano passado você dançou samba muito bem.
- Não sei. As vezes fico um pouco insegura.
- Eu acho que você já tem base para começar tango. Fala com o Afonso para ele te treinar.
- Mas não tem nenhuma turma? É que aula particular é muito caro e meus pais não tem como pagá-las. Já pagam minha faculdade.
- Infelizmente, não temos turma. Mas conversa com o Afonso.
-Treinar-me de graça ele não vai.
- Mas ele faz-te um desconto.
- Ok, eu vou pensar, conversar em casa e falo com ele.
- Boa aula.
- Obrigado.
Durante a aula fiquei pensando no que a Ana tinha dito, e não me concentrava. Errei várias vezes com vários cavalheiros até que Afonso pegou-me para dançar, para ver o que estava acontecendo comigo. Como ele era um pouco duro as vezes, os passos saiam, mas eu estava pesada* e ele acabou a brigar comigo.
- Carla, vem aqui um minuto... E vocês continuem.
- Que foi? – perto do som.
- O que está acontecendo com você? Está errando entrada de passo, está pesada, meu braço está a doer de tanto te carregar.
- Desculpa, a minha cabeça não está aqui.
- Eu percebi. O que houve? – eu fiz uma cara de “como assim, ele está se preocupando?” – desculpa, não queria me meter na sua vida pessoal. – e afastou-se.
- Espera – segurei o braço dele – é que é a primeira vez que você se interessa por mim. Quer saber mesmo?
- Quero. – olhando nos meus olhos.- É que a Ana quer que eu dance tango no baile anual e eu não vou poder dançar porque não posso pagar as aulas e estou um pouco triste por isso. Mas tudo bem, danço samba de novo. Amo samba também. – tentei sorrir, mas o que queria mesmo era chorar.
- Fica depois da aula e conversamos sobre isso.
- Se eu ficar, perco o autocarro para voltar para casa.
- Eu levo-te.
- Ta bom então.
Voltei para aula um pouco mais animada. Quando acabou, eu sentei perto do som e ele dispensou a secretária, e disse que fechava a academia, que tinha que conversar comigo. A secretária olhou meio desconfiada mas saiu.
-Afonso, podes buscar os meus chinelos de pano para mim?
- esta a onde?
- Dentro da minha bolsa grande.
- Posso abrir?
- Pode.
Ele tirou os meus chinelos e eu tirei as meias, e coloquei os meus chinelos.
- Que alivio. Eu amo os meus sapatos, mas adoro ficar sem eles depois de dançar.
- Eeee... chulé! – disse brincar.
- Eu não tenho chulé. Uso talco ok? - Nós rimos.
- Então, vamos conversar sobre o tango?
- Vamos. Então, eu já disse para Ana que não vou dançar, porque meus pais não podem pagar – olhei para as minhas mãos e deixei uma lágrima escorrer. Limpei rápido para ele não perceber. Ele estava sentado do meu lado, chegou perto do meu rosto e o levantou pelo queixo.
- Você realmente quer dançar tango?
- Quero.
- Ok, mas agente vai ter que organizar o seu horário aqui na academia. Você vai ter que largar uma turma. Você está na do Gonçalo, ajudar a da Dulce e na da Ana. Você vai ter que escolher, se não vai forçar esses pesinhos e não queremos isso, certo?
- Adoro quando você fica todo preocupado. – eu apertei a bochecha dele. Ele ficou serio e eu ri.
- Tonta.
- Tonto. - Nós dois rimos.
Nesse ano que passamos juntos acabamos amigos e ele sempre protagonizava situações engraçadas inclusive durante os bailes. Tinha perdido as contas de quantas vezes tinha fingido que era namorada dele para salvá-lo de alunas chatas.
- Já sei, você sai da turma do Gonçalo e fica na minha e na da Ana. – com uma cara deslavada.
- Muito esperto você. E se eu quiser sair da sua aula?
- Se sair eu não te dou aula de tango.
- Como você consegue ser tão chantagista.
- Só cuido dos meus interesses. Acha que eu vou perder uma aluna para o Gonçalo? Nem pensar.
- Alem de tudo é ciumento.
- Você é que provoca.
- Eu? Agora eu vi.
- Você é a minha namorada falsa extra oficial. - Nós rimos.
- Não sou falsa, sou muito real. Mas você se mete em cada uma.
- Eu posso.
- E eu pago? O melhor são os olhares.
- Você é que me ensina a ser gangster.
- estou com fome.
- Acho que o frigorifico esta cheio.
- Vem – levantando e puxando ele pela mão. – como você é pesado. Anda!
Nos levantamos e fomos assaltar o frigorifico muito bem equipado da Ana. Eu abaixei para abrir a porta e Afonso ficou olhando. Ele chegou por trás e prendeu-me com seus braços.
- Afonso, eu preciso de espaço. – estava com refrigerantes e um pouco de chocolate nas mãos. Ele tirou o que estava na minha mão se aproximou do meu rosto e me beijou. Como o vosso avô beija bem. Lembro que minhas pernas ficaram bambas, meu coração disparou e eu fiquei completamente tonta quando acabou. – porque você fez isso?
- Não sei – senti que ele também estava zonzo. Eu estava ofegante.
- Nem nessas horas você é menos machão. – tentei brincar com a situação pois estava um pouco embaraçada.
- Como você quer que eu seja? – chegando perto de mim de novo.
- Carinhoso seria um bom começo. Você sempre fala, “damas são como rosas”. onde está a aplicação da frase?
Ele chegou perto do meu rosto e tirou um pouco do meu cabelo que estava caído nos meus olhos. Colocou a mão direita na minha nuca e a esquerda nas minha costas, me puxou e me beijou de novo. O segundo foi melhor que o primeiro. Eu coloquei minha mão direita no pescoço dele e o abracei ficando mais perto do seu corpo. Eu não queria que aquele momento acabasse. Estava tudo tão mágico. Eu mordi o lábio inferior dele quase que implorando outro beijo e ele me apertou contra seu corpo como se quisesse colocar-me dentro dele. Nos beijamos de novo. Quando acabou, estávamos ofegantes. Eu esperei e sonhei com aquilo todas as noites desde que o conheci. Eu lhe dei um beijo, ele correspondeu e eu o abracei. Ficamos assim durante um tempo.
- Eu ainda estou com fome. – nós rimos.
Comemos os chocolates da Ana, bebemos os seus refrigirantes e ficamos abraçados. Uma hora ele ficou calado e o seu silencio me deixou com um pouco de medo.
- Que foi? Ficou calado derrepente.
- Nada, só estava pensando.
- No que?
- Eu estou confuso.
- O que se passa nessa cabecinha? – fiz voz de bebé.
- É que aconteceram muitas coisas na minha vida que você não sabe e que me deixam inseguro.
- Eu não estou a te pedir nada. Nunca te pedi e se o que aconteceu vai acabar com a nossa amizade, nós nem começamos. – Falar aquilo foi o mesmo que cravar um punhal no meu próprio coração.
- Eu só preciso de um tempo ok? Se não, não vou conseguir te dar aula de tango.
- Nada é mais importante que você. – disse sem pensar – nem mesmo o tango. - Ele me trouxe para perto do seu corpo e me beijou de novo. – porque você não confia em mim?
- Eu confio.
- Tem certeza? Eu não sei o que aconteceu para você ser tão desconfiado e não vou te pressionar para me contar, mas eu quero que saiba que eu sou diferente e sei que o que conhece de mim é mais o que suficiente para você perceber isso. Eu te adoro e te admiro. – eu lhe dei um beijo que ele correspondeu. – acho que está na hora de irmos.
- Também acho. – nos levantamos, arrumamos tudo e fomos embora.
- Chegamos. Quando é a próxima aula?
- para a semana que vem. Já sabe que turma vai ficar?
- Na sua e na do Gonaçlo.
- Você não larga o osso.
- Não sei porque implica tanto.
- Porque você fica cansada, cada vez que volta da aula de salsa.
- Como você mente tão mal.
- Você não vai mudar de idéia?
- Não, eu adoro salsa. E o Gonçalo acabou de voltar com a Dulce dos Estados Unidos, vão me enseinar um monte de passos novos. Você podia aprender comigo.
- Como seu parceiro?
- Esqueci que não gosta de parceira. Desculpa.
- Ta, eu treino com você.
- A sério? Que bom. Agora eu estou feliz. – sorri.
- Deixa eu ir.
- E o meu beijo de boa noite? – Dei um beijo no seu rosto. – assim não, assim – puxou-me e beijou-me na boca.
- Assim você perde sua autoridade.
- Será que eu já tive algum dia?
- Não. – rimos – agora é serio, já ta tarde. – lhe dei um beijo e sai do carro.
* pesada neste caso não significa gorda, significa que o cavalheiro tem que fazer muita força para conduzir a dama
Postarei mais amanhã sem falta

1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
)
Assinatura em construção!
)Assinatura em construção!
Mais uma ve muuuto obrigada pelos comentários e muito obrigado pelo elogios e por estarem a acompanhar a minha fic. 
Este capitulo vai ser dedicado á Haruka Tenou , beijo linda e obrigada por acompanhares a fic.
,
Posto mais ainda hoje se alguém comentar este capitulo
Beijos a todos.
As semanas passaram a voar. Não voltei a beijar o Afonso, mas ele estava bem mais carinhoso comigo. Mas quando tudo está bem, aparece alguém para atrapalhar.
Estava na minha aula de tango, quando uma moça magra, alta e morena entrou na sala e ficou nos olhando. Afonso não tinha percebido a presença dela até que acabamos de dançar a coreografia.
- Sempre erras nesse passo.
- E eu não entendo porque, quando nós fazemos separados eu acerto.
- Acho que fica insegura na sequência. Eu já não te disse que eu não vou te deixar cair?
- Já – olhei para baixo.
- Então Carla, não entendo. É o seu pé? Por que se for, nós mudamos o passo.
- Ele até está a se comportar. Nem está a doer. Nós vamos dançar mais uma vez, ou eu posso ir para casa vestir-me para o baile?
- Pode.
- Acho que aquela moça está esperando-te.Afonso olhou para porta e ela sorriu para ele. Ele ficou pálido.
- Carla, acho melhor ires agora.
- está, vou já. – nem tirei os sapatos. Quando ia a sair, ele puxou-me de novo. – o que foi?
Ele abraçou-me tão forte, como se tivesse a tentar-me dizer que estava com medo.
- Qualquer coisa liga-me ok? – eu disse para ele. – Eu volto a correr.
Ainda estávamos abraçados quando ele me beijou. Sim, ele estava com medo e eu comecei a ficar também. Olhei para aquela mulher com ódio. Quem era ela para fazer aquilo com ele?
- Esperas-me na pastelaria?
- Espero.
Eu desci e fiquei lá embaixo á espera dele. Uma hora depois ele veio, a chorar e eu fiquei sem saber o que fazer.
- Senhor João, deia-me um copo de água com açúcar por favor? – ele deu-me – toma, vai te fazer bem. - Dei a Afonso e ele bebeu um pouco.
Nunca tinha visto ele assim. Totalmente frágil e desprotegido.
- Obrigado. - disse para o senhor João.
- Senta aqui. – ele sentou e eu o abracei. Aí que ele chorou ainda muito mais. - Pronto, já passou, ok?
- Vem, tenho que te contar uma coisa.
- ok. Até mais senhor João.
- Juízo crianças.
Fomos para academia, Gonçalo estava a dar aula e nós entramos no escritório. Sentei no chão e ele sentou entre as minhas pernas apoiou seu rosto no meu peito e ficou quietinho. Eu fiquei a fazer carinho nos seus cabelos e nas suas costas.
- Carla, aquela mulher...
- Não precisas de me contar se não quiseres.
- Mas eu quero.
- Tudo bem.
- Aquela mulher é a minha ex. O nome dela é Claudia. Eu era muito apaixonado por ela, nós éramos parceiros e ela me decepcionou. Ela engravidou de mim e fugiu. Eu fiquei arrasado e não quis mais ter parceira nenhuma. Não confiava em ninguém.
-E o teu bebé?
- Ela abortou. Disse que não ia estragar o corpo dela por causa de uma criança.
- Então porque ela não ficou onde ela estava? Veio aqui fazer o que aqui?
- Ela esta sem dinheiro, veio pedir emprego. Sei lá.
- Ela veio-te magoar isso sim. Eu não sou ninguém para me meter, mas se eu fosse a ti, não deixava ela ficar aqui.
- Ela não vai ficar. Já a mandei embora, mas tenho certeza que vai ao baile. E deve se juntar ao Rodrigo, ele sempre teve uma queda por ela.
- Eu não vou deixar ela te fazer mal. Não quero mais te ver chorando por causa daquela mulher com cara de macaco ok?
- Só tu para me fazeres rir sabias? – sorriu. Eu limpei as lágrimas dele e beijei-lhe.
Não sabia se beijá-lo era o certo. Ele estava tão vulnerável.
- Desculpa, eu não queria aproveitar-me de ti.
- De ti eu deixo.
- Dorme meu bébé – cantei abanando-o, tentando animá-lo.
– Para – rimos os dois.
- O teu sorriso contagia-me sabias? – abraçando-me.
- Há alguma festa aqui? – Gonçalo entrou na sala.
- Só tou a tentar animar este mocinho. – fazendo festas no cabelo dele.
- Beija-o, que ele anima-se rapido.
- Gonçalo, as vezes você é tão insensível. - disse
- A Claudia ressurgiu das cinzas. - disse Afonso triste
- O que? - perguntou Gonçalo chocado.
- E só veio incomodar aquela macaca. - disse com raiva.
- Macaca? - Perguntou Gonçalo surpreso.
- É Gonçalo, nunca reparou que ela tem cara de macaca? Deveria nos poupar da sua indigesta presença.- Afonso e Gonaçlo riram da minha cara de raiva. – O que foi?
- Você fica linda com raiva. - Disse Afonso olhando para mim.
- Para tonto.
- Não paro tonta. – e me deu um beijo.
- elaaaaaaaaaa... temos mais um casal na academia Rodriguéz?
- Acho que sim – Afonso sorriu.
- como é que é? – Dulce entrou no escritório
- Ola meu amor - disse Gonçalo abraçando Dulce
- Ola lindo. - dando um beijo- Quem está com quem que eu não estou a saber disso?
- O Afonso e a Carla.
- Até que enfim que assumiu Afonso
- Ela já tava sabendo? – Afonso olhou para mim.
- Ela é minha melhor amiga.
- Só eu que sou o ultimo a saber? - Disse Gonçalo indignado
- Quem mandou ser lerdo Gonçalo? – eu disse rindo.
- Não é nada oficial pessoal. – eu disse tentando concertar as coisas. Não queria assustar o Afonso. – nós só...
- Beijam-se escondidos?
- Não Dulce, nós só trocamos confidencias.
- E bactérias? - disse Gonçalo rindo
- Para Gonçalo.
- Cuida bem dela ok? - disse Dulce a Afonso
- É ela quem está a cuidar de mim.
- Então está em boas mãos.
- Vaiam dar aulas seus preguiçosos. – expulsando eles da sala.
- Já entendemos. – saíram da sala.
- E agora?
- Agora vais cuidar de mim porque eu estou triste.
- Ok, e como vai ser o tratamento?
- Muitos beijos.
A nossa tarde foi banhada com beijos e abraços. Ele foi um perfeito cavalheiro. Não forçou a barra nenhuma vez e quando a noite caiu ele levou-me em casa para eu me preparar para o baile. Dulce foi buscar-me a casa e nós fomos. Eu estava linda. Com um vestido vermelho, sem costas, com os meus sapatos e com o cabelo esticado e solto.

Este capitulo vai ser dedicado á Haruka Tenou , beijo linda e obrigada por acompanhares a fic.
,Posto mais ainda hoje se alguém comentar este capitulo

Beijos a todos.
As semanas passaram a voar. Não voltei a beijar o Afonso, mas ele estava bem mais carinhoso comigo. Mas quando tudo está bem, aparece alguém para atrapalhar.
Estava na minha aula de tango, quando uma moça magra, alta e morena entrou na sala e ficou nos olhando. Afonso não tinha percebido a presença dela até que acabamos de dançar a coreografia.
- Sempre erras nesse passo.
- E eu não entendo porque, quando nós fazemos separados eu acerto.
- Acho que fica insegura na sequência. Eu já não te disse que eu não vou te deixar cair?
- Já – olhei para baixo.
- Então Carla, não entendo. É o seu pé? Por que se for, nós mudamos o passo.
- Ele até está a se comportar. Nem está a doer. Nós vamos dançar mais uma vez, ou eu posso ir para casa vestir-me para o baile?
- Pode.
- Acho que aquela moça está esperando-te.Afonso olhou para porta e ela sorriu para ele. Ele ficou pálido.
- Carla, acho melhor ires agora.
- está, vou já. – nem tirei os sapatos. Quando ia a sair, ele puxou-me de novo. – o que foi?
Ele abraçou-me tão forte, como se tivesse a tentar-me dizer que estava com medo.
- Qualquer coisa liga-me ok? – eu disse para ele. – Eu volto a correr.
Ainda estávamos abraçados quando ele me beijou. Sim, ele estava com medo e eu comecei a ficar também. Olhei para aquela mulher com ódio. Quem era ela para fazer aquilo com ele?
- Esperas-me na pastelaria?
- Espero.
Eu desci e fiquei lá embaixo á espera dele. Uma hora depois ele veio, a chorar e eu fiquei sem saber o que fazer.
- Senhor João, deia-me um copo de água com açúcar por favor? – ele deu-me – toma, vai te fazer bem. - Dei a Afonso e ele bebeu um pouco.
Nunca tinha visto ele assim. Totalmente frágil e desprotegido.
- Obrigado. - disse para o senhor João.
- Senta aqui. – ele sentou e eu o abracei. Aí que ele chorou ainda muito mais. - Pronto, já passou, ok?
- Vem, tenho que te contar uma coisa.
- ok. Até mais senhor João.
- Juízo crianças.
Fomos para academia, Gonçalo estava a dar aula e nós entramos no escritório. Sentei no chão e ele sentou entre as minhas pernas apoiou seu rosto no meu peito e ficou quietinho. Eu fiquei a fazer carinho nos seus cabelos e nas suas costas.
- Carla, aquela mulher...
- Não precisas de me contar se não quiseres.
- Mas eu quero.
- Tudo bem.
- Aquela mulher é a minha ex. O nome dela é Claudia. Eu era muito apaixonado por ela, nós éramos parceiros e ela me decepcionou. Ela engravidou de mim e fugiu. Eu fiquei arrasado e não quis mais ter parceira nenhuma. Não confiava em ninguém.
-E o teu bebé?
- Ela abortou. Disse que não ia estragar o corpo dela por causa de uma criança.
- Então porque ela não ficou onde ela estava? Veio aqui fazer o que aqui?
- Ela esta sem dinheiro, veio pedir emprego. Sei lá.
- Ela veio-te magoar isso sim. Eu não sou ninguém para me meter, mas se eu fosse a ti, não deixava ela ficar aqui.
- Ela não vai ficar. Já a mandei embora, mas tenho certeza que vai ao baile. E deve se juntar ao Rodrigo, ele sempre teve uma queda por ela.
- Eu não vou deixar ela te fazer mal. Não quero mais te ver chorando por causa daquela mulher com cara de macaco ok?
- Só tu para me fazeres rir sabias? – sorriu. Eu limpei as lágrimas dele e beijei-lhe.
Não sabia se beijá-lo era o certo. Ele estava tão vulnerável.
- Desculpa, eu não queria aproveitar-me de ti.
- De ti eu deixo.
- Dorme meu bébé – cantei abanando-o, tentando animá-lo.
– Para – rimos os dois.
- O teu sorriso contagia-me sabias? – abraçando-me.
- Há alguma festa aqui? – Gonçalo entrou na sala.
- Só tou a tentar animar este mocinho. – fazendo festas no cabelo dele.
- Beija-o, que ele anima-se rapido.
- Gonçalo, as vezes você é tão insensível. - disse
- A Claudia ressurgiu das cinzas. - disse Afonso triste
- O que? - perguntou Gonçalo chocado.
- E só veio incomodar aquela macaca. - disse com raiva.
- Macaca? - Perguntou Gonçalo surpreso.
- É Gonçalo, nunca reparou que ela tem cara de macaca? Deveria nos poupar da sua indigesta presença.- Afonso e Gonaçlo riram da minha cara de raiva. – O que foi?
- Você fica linda com raiva. - Disse Afonso olhando para mim.
- Para tonto.
- Não paro tonta. – e me deu um beijo.
- elaaaaaaaaaa... temos mais um casal na academia Rodriguéz?
- Acho que sim – Afonso sorriu.
- como é que é? – Dulce entrou no escritório
- Ola meu amor - disse Gonçalo abraçando Dulce
- Ola lindo. - dando um beijo- Quem está com quem que eu não estou a saber disso?
- O Afonso e a Carla.
- Até que enfim que assumiu Afonso
- Ela já tava sabendo? – Afonso olhou para mim.
- Ela é minha melhor amiga.
- Só eu que sou o ultimo a saber? - Disse Gonçalo indignado
- Quem mandou ser lerdo Gonçalo? – eu disse rindo.
- Não é nada oficial pessoal. – eu disse tentando concertar as coisas. Não queria assustar o Afonso. – nós só...
- Beijam-se escondidos?
- Não Dulce, nós só trocamos confidencias.
- E bactérias? - disse Gonçalo rindo
- Para Gonçalo.
- Cuida bem dela ok? - disse Dulce a Afonso
- É ela quem está a cuidar de mim.
- Então está em boas mãos.
- Vaiam dar aulas seus preguiçosos. – expulsando eles da sala.
- Já entendemos. – saíram da sala.
- E agora?
- Agora vais cuidar de mim porque eu estou triste.
- Ok, e como vai ser o tratamento?
- Muitos beijos.
A nossa tarde foi banhada com beijos e abraços. Ele foi um perfeito cavalheiro. Não forçou a barra nenhuma vez e quando a noite caiu ele levou-me em casa para eu me preparar para o baile. Dulce foi buscar-me a casa e nós fomos. Eu estava linda. Com um vestido vermelho, sem costas, com os meus sapatos e com o cabelo esticado e solto.
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
)
Assinatura em construção!
)Assinatura em construção!
"...daquela mulher com cara de macaco ok?"
LOLOLOLOLOL
fartei-me de rir com a nova alcunha da ex- do Afonso lol
Então, abortou para nao estragar o corpo dela hein? está bem! se ela me aparecesse a minha frente novamente, tinha-a mandado logo embora, nem ficava lá um segundo com ela quanto mais 1 hora! --' :zangado: :zangado: :zangado:
Muito mas muito obrigada pelo cap dedicado. O meu coraçao soltou uma enorme batida quando li q me tinhas dedicado o cap!
.o:
.o:
.o:
.o:
Domo Arigato Lolita!
Quero muito ler a continuação! :g1:
Posta depressa pfvr
Ja né!
LOLOLOLOLOL

fartei-me de rir com a nova alcunha da ex- do Afonso lol
Então, abortou para nao estragar o corpo dela hein? está bem! se ela me aparecesse a minha frente novamente, tinha-a mandado logo embora, nem ficava lá um segundo com ela quanto mais 1 hora! --' :zangado: :zangado: :zangado:
Muito mas muito obrigada pelo cap dedicado. O meu coraçao soltou uma enorme batida quando li q me tinhas dedicado o cap!
.o:
.o:
.o:
.o: Domo Arigato Lolita!
Quero muito ler a continuação! :g1:
Posta depressa pfvr

Ja né!
Haruka Tenou ainda bem que gostas-te da alcunha
pus a
alcunha para tentar ter um pouco de mais graça mas pensei que tinha sido uma tentativa falhada mas já vi que não
De nada
Desculpem por so postar agora, eu era para postar mais cedo mas depois lembrei-me que tinha que ir ao medico e aquilo hoje aff --' mais de meia hora á espera --'
aqui vai mais um capitulo desta vez é dedicado á gatinha, porque ela está viciada na minha fic. e porque me odeia tbm
Obrigada a todos por seguirem a minha fic...
(bom, como o meu passatempo é escrever e estou quase a acabar uma nova fic que eu começei a fazer em meados de Janeiro, talvez ainda a poste também aqui, falta só decidir o titulo
)
Espero que gostem do capitulo
Quando eu cheguei a Claudia já estava lá. Sim meus amores, aquela mulher voltou para atormentar a minha vida e a vida do vosso avô. Como o Afonso tinha previsto, ela juntou-se com o Rodrigo e estava na mesa dele. Afonso estava totalmente desconfortável. Quando eu e a Dulce chegamos ele abraçou-me muito forte. Eu já tinha entendido o que estava a acontecer.
- A macaca chegou não foi?
- Adorei esse apelido – Dulce disse.
- Chegou. esta ali com o Rodrigo.
- Mal amada. -disse olhando para ela com muita raiva.
- Ainda não me conformo que ela tenha tirado o meu filho.
- Vais ter outros. E pensa na mãe que essa criança ia ter? Foi melhor assim. Não fica assim – encostando testa com testa.
- Ok. Eu vou tentar não pensar.
Nós fomos sentar na mesa e ele foi tirado por uma das muitas alunas dele. Eu fiquei olhando ele a dançar e aquela mulher cumprimentou-me com o olhar. E eu retribui com um sorriso.
- Para inimiga até é simpática.- Dulce riu.
Ele estava indo para o som quando Claudia levantou-se e o abordou.
- Não vais fazer nada? – Dulce perguntou-me.
- Quando ele precisar de ajuda ele vai olhar para mim.
- Como tens tanta certeza?
- Em todos os bailes é assim.
Continuei conversando com o Gonaçalo e a Dulce. E de vez em quando olhava para ele. Até que ele olhou-me.
- Minha deixa. – eu levantei-me e fui até onde ele estava.
– oi gatito. – me pendurei no pescoço dele e lhe dei um beijo. – Ah, olá, como é o seu nome mesmo?
- Claudia.
- Prazer, sou a Carla. –voltei-me para ele – dança esta música comigo? Eu adoro essa música.
- Danço.
- Mas Afonso?
- Não temos mais nada para conversar, a minha resposta é não. Agora e sempre. Vamos? – olhou para mim
- Tchau. – com um sorriso vitorioso.
Era um bolero e eu realmente gostava da música. Nós dançamos olhando um pro outro. Eu não lembro o que pensei, mas tenho certeza que foi “como ele é lindo e como eu o amo”. Depois da música nós fomos sentar na mesa e começou o interrogatório do Gonçalo.
- O que ela queria?
- Chatear.
- Mas você não vai ceder as chantagens emocionais dela não, né?
- Claro que não. Aquela mulher não merece nem a minha compaixão.
- estou a achar que você está muito alterado por causa dela – Dulce.
Ele olhou para Dulce reprovando-a. Eu encolhi-me na cadeira.
- Ela fez-me muito mal Dulce, me magoou, tirou o meu filho, abandonou-me quando eu precisava mais dela e você não quer que eu esteja alterado? – aumentando o volume da voz.
- Fala baixo Afonso. Só acho que essa raiva toda... ainda... pode ser... amor.
- Amor Dulce? De onde tiraste isso? Eu estou magoado, essa foi a ferida mais difícil de cicatrizar. Agora amá-la? Não. Eu não sei o que sinto por ela, mas passa longe de amor.
Eu mal conseguia respirar. Estava confusa, com medo. Levantei-me e fui ao bar. Pedi um refrigirante e fui bebê-lo na varanda.
- Olá.
- Ola Ana – limpei as lágrimas.
- Porque não está com os outros?
- Por nada, lá dentro está muito abafado e eu resolvi apanhar ar.
- Entendi. Então o seu problema não se chama Afonso?
- Não, claro que não.
- Então não vai se incomodar de falar com ele?
- Porque?
- Porque ele está a vir para cá.
- Ah não Ana, eu não quero falar com ele.
- Porque?
- Nada, problemas meus. Ajuda-me a sair daqui sem que ele me veja ok? - Se você quer isso.
Saí pela outra porta da varanda com Ana.
- Obrigado Ana, devo-te uma.
Eu fui andando e enfiei-me no meio da pista, encolhi-me no canto escuro do palco que ficava no fundo da sala. Chorei baixinho. Toda aquela irritação dele só podia ser amor. Foi o que pensei em meio das minhas lágrimas amargas. Nunca senti tanto ódio de alguém como senti da Claudia. Eu sei que sempre ensinei para vocês que não se deve querer mal a ninguém, mas conto-lhes um dos muitos segredos que vou revelar através dessa história: Odiei Claudia com cada músculo do meu corpo. Em cada oração pedi a Deus que me desse calma para não fazer justiça com as minhas próprias mãos. Por um milagre,Gonçalo achou-me.
- Fio se embora sem dizer nada, estava preocupado contigo.
- estava arquitetando a morte da Claudia. Decidindo entre uma morte lenta ou rápida. - Gonçalo riu.
- Eu não acredito que vá matá-la. Você não mata nem uma formiga.
- Tonto. Ele ainda gosta dela. – chorando.
- Não fica assim, o regresso dela trouxe sentimentos que ele não estava preparado para encarar. Mas isso não significa que ele a ama.
- Quem não ama, não sofre. Ela meche com ele. E como eu vou competir com isso?
- Vem comigo para mesa?
- Não quero, quero ficar aqui a ver o pessoal dançar.
- Mas, Carla...
- Por favor? E não diz a ninguém que eu estou aqui, nem para a Dulce. Quero ficar sozinha...
- Tudo bem – deu um beijo na minha testa e saiu.
Quando eu estava mais calma, fui á casa de banho e na volta pedi a Dulce para levar-me a casa que não estava a sentir-me bem. Afonso estava a dançar e quando perguntou-me se não ia me despedir dele, disse que não, que não o queria interromper. Não disse nada o caminho todo e na outra semana desmarquei as aulas de tango alegando que o meu tornozelo estava doendo. Não falei com ele, e sim com a secretária que não fez muitas perguntas. Na semana seguinte, resolvi encarar a fera já que tinha ficado a semana toda evitando-o ele e não atendi nenhuma das suas ligações e sabia que ia dar bronca.
- Que bom que veio hoje. – assim que entrei na sala mais cedo para fazer o bendito alongamento. Bendito mesmo, porque se não fosse ele, teria que parar de dançar muito cedo.
- Obrigada. Achei que não ia sentir minha falta. – não o encarava – vamos começar o alongamento?
- Vamos.
Eu fiz os alongamentos e sentei no chão. Ele sentou na minha frente e começou a fazer a parte dele. Eu não disse nada, não o encarava, estava com um nó na garganta, queria desesperadamente que os alunos começassem a chegar para eu me enfiar entre eles e não ter que ficar sozinha com o Afonso e ainda tinha a aula de tango. Sabia que não iria ser nada de geito. Mais uma hora com ele, só com ele, olhando nos meus olhos, sentindo seu calor. Quase desisti. O que eu mais odiava no seu avô era o radar que ele tinha para saber quando eu não queria ficar perto dele. E ele sempre respeitou mais ou menos essa minha vontade. Vou explicar porque. Ele fez os alongamentos em silêncio, não puxou conversa e nem quis satisfações. Mas quando a aula começou, não deixou eu dançar com nenhum outro cavalheiro a não ser com ele. Ele mandava trocar de casal comigo na moldura. Dancei com ele todas as músicas, fui a dama dos exemplos, e estava-me a sentir completamente desconfortável.
- Dança com outra dama? Eu quero trocar da cavalheiro. – perto do som.
- Assim que você parar de me evitar, eu troco.
- Eu não estou te evitando
- Então olha-me nos olhos.
Eu olhei e meus lindos olhos azuis ficaram a enchar-se com lagrimas.
- Ótimo, conseguiu o que queria? Vou dançar com senhor António, se não se importa.
Ele não respondeu e eu sai de perto dele.
- Olá senhor António
- Olá menina, achei que não ia dançar comigo hoje. O professor a requisitou a aula toda.
- Pois é. Acho que estou importante. Pronto para dar o nosso show?
- Quando quiser.
Adorava o senhor António. Quando a aula acabou, eu fui á casa de banho trocar a saia pelos calções. Para aula de tango.
- Pronta?
- sim. – respirei fundo e ele colocou a musica.
Colou seu corpo nas minhas costas e me conduziu para o floreio. Só aquela mão na minha barriga já era o suficiente para me arrepiar. Fiz a caminhada, o giro, floreio e descida, pronto, nem foi metade da coreografia e eu já estava a errar.
- De novo. – Afonso disse.
Fizemos tudo de novo. Consegui fazer a descida mas aquele olhar matou-me, o floreio ficou todo torto, ele resolveu seguir. Agora era a sequência de passos de salão juntos. Quase morri com a respiração dele no meu pescoço. Ele afastou-me e foi a hora dos ultimos passos de dança. Não consegui olhar para ele, sabia que ia errar. Fiz uma sequência de básicos até a hora de colocar o braço em sua nuca de novo. Ele rossou seus lábios nos meus e eu tremi. Na hora do floreio com agachamento eu cai.
- Eu não consigo – afastei-me dele, abaixei a cabeça e chorei.
- O que foi? Primeiro você evita-me e agora no passo mais fácil você erra. Conta-me o que foi? O que eu fiz? – colocou meu rosto entre suas mãos.
Foi ai que chorei mais. Ele me abraçou e eu me deixei ser abraçada.
- Você não fez nada, mas é que eu...
- Você?
- Eu gosto de você e você gosta da Claudia e não tem como competir com isso porque ela foi o seu grande amor e deve querer algo com você e provavelmente você vai ceder afinal ela foi seu grande amor e a história de vocês ainda não acabou e...- e ele me calou com um beijo perfeito.
Com direito a sons de beijo e tudo. Eu subi nas pontas dos pés, e enlacei seu pescoço com meus braços ele me apertava contra seu corpo. Quando apertamos foi só o tempo de respiramos e começarmos outro igualmente perfeito.
- Eu não quero, e não vou ter nada com ela.
- Mas se sente tanta raiva dela é porque ela ainda mexe com você.
- Você meche comigo. Eu fiquei desesperado quando você desmarcou as aulas. Sou viciado no teu perfume, na tua pele, no teu toque. Ela me enoja-me.
- Você não sabe o quanto é bom ouvir isso. - Nós beijamo-nos de novo.
- Vamos continuar?
- Vamos.
Dessa vez eu consegui terminar a coreografia. Ensaiamos mais algumas vezes e eu fui trocar de roupa para ir para casa. Ele levaou-me. A partir daquele dia nós começamos a entender-nos.
pus a alcunha para tentar ter um pouco de mais graça mas pensei que tinha sido uma tentativa falhada mas já vi que não

De nada

Desculpem por so postar agora, eu era para postar mais cedo mas depois lembrei-me que tinha que ir ao medico e aquilo hoje aff --' mais de meia hora á espera --'
aqui vai mais um capitulo desta vez é dedicado á gatinha, porque ela está viciada na minha fic. e porque me odeia tbm

Obrigada a todos por seguirem a minha fic...
(bom, como o meu passatempo é escrever e estou quase a acabar uma nova fic que eu começei a fazer em meados de Janeiro, talvez ainda a poste também aqui, falta só decidir o titulo
)Espero que gostem do capitulo

Quando eu cheguei a Claudia já estava lá. Sim meus amores, aquela mulher voltou para atormentar a minha vida e a vida do vosso avô. Como o Afonso tinha previsto, ela juntou-se com o Rodrigo e estava na mesa dele. Afonso estava totalmente desconfortável. Quando eu e a Dulce chegamos ele abraçou-me muito forte. Eu já tinha entendido o que estava a acontecer.
- A macaca chegou não foi?
- Adorei esse apelido – Dulce disse.
- Chegou. esta ali com o Rodrigo.
- Mal amada. -disse olhando para ela com muita raiva.
- Ainda não me conformo que ela tenha tirado o meu filho.
- Vais ter outros. E pensa na mãe que essa criança ia ter? Foi melhor assim. Não fica assim – encostando testa com testa.
- Ok. Eu vou tentar não pensar.
Nós fomos sentar na mesa e ele foi tirado por uma das muitas alunas dele. Eu fiquei olhando ele a dançar e aquela mulher cumprimentou-me com o olhar. E eu retribui com um sorriso.
- Para inimiga até é simpática.- Dulce riu.
Ele estava indo para o som quando Claudia levantou-se e o abordou.
- Não vais fazer nada? – Dulce perguntou-me.
- Quando ele precisar de ajuda ele vai olhar para mim.
- Como tens tanta certeza?
- Em todos os bailes é assim.
Continuei conversando com o Gonaçalo e a Dulce. E de vez em quando olhava para ele. Até que ele olhou-me.
- Minha deixa. – eu levantei-me e fui até onde ele estava.
– oi gatito. – me pendurei no pescoço dele e lhe dei um beijo. – Ah, olá, como é o seu nome mesmo?
- Claudia.
- Prazer, sou a Carla. –voltei-me para ele – dança esta música comigo? Eu adoro essa música.
- Danço.
- Mas Afonso?
- Não temos mais nada para conversar, a minha resposta é não. Agora e sempre. Vamos? – olhou para mim
- Tchau. – com um sorriso vitorioso.
Era um bolero e eu realmente gostava da música. Nós dançamos olhando um pro outro. Eu não lembro o que pensei, mas tenho certeza que foi “como ele é lindo e como eu o amo”. Depois da música nós fomos sentar na mesa e começou o interrogatório do Gonçalo.
- O que ela queria?
- Chatear.
- Mas você não vai ceder as chantagens emocionais dela não, né?
- Claro que não. Aquela mulher não merece nem a minha compaixão.
- estou a achar que você está muito alterado por causa dela – Dulce.
Ele olhou para Dulce reprovando-a. Eu encolhi-me na cadeira.
- Ela fez-me muito mal Dulce, me magoou, tirou o meu filho, abandonou-me quando eu precisava mais dela e você não quer que eu esteja alterado? – aumentando o volume da voz.
- Fala baixo Afonso. Só acho que essa raiva toda... ainda... pode ser... amor.
- Amor Dulce? De onde tiraste isso? Eu estou magoado, essa foi a ferida mais difícil de cicatrizar. Agora amá-la? Não. Eu não sei o que sinto por ela, mas passa longe de amor.
Eu mal conseguia respirar. Estava confusa, com medo. Levantei-me e fui ao bar. Pedi um refrigirante e fui bebê-lo na varanda.
- Olá.
- Ola Ana – limpei as lágrimas.
- Porque não está com os outros?
- Por nada, lá dentro está muito abafado e eu resolvi apanhar ar.
- Entendi. Então o seu problema não se chama Afonso?
- Não, claro que não.
- Então não vai se incomodar de falar com ele?
- Porque?
- Porque ele está a vir para cá.
- Ah não Ana, eu não quero falar com ele.
- Porque?
- Nada, problemas meus. Ajuda-me a sair daqui sem que ele me veja ok? - Se você quer isso.
Saí pela outra porta da varanda com Ana.
- Obrigado Ana, devo-te uma.
Eu fui andando e enfiei-me no meio da pista, encolhi-me no canto escuro do palco que ficava no fundo da sala. Chorei baixinho. Toda aquela irritação dele só podia ser amor. Foi o que pensei em meio das minhas lágrimas amargas. Nunca senti tanto ódio de alguém como senti da Claudia. Eu sei que sempre ensinei para vocês que não se deve querer mal a ninguém, mas conto-lhes um dos muitos segredos que vou revelar através dessa história: Odiei Claudia com cada músculo do meu corpo. Em cada oração pedi a Deus que me desse calma para não fazer justiça com as minhas próprias mãos. Por um milagre,Gonçalo achou-me.
- Fio se embora sem dizer nada, estava preocupado contigo.
- estava arquitetando a morte da Claudia. Decidindo entre uma morte lenta ou rápida. - Gonçalo riu.
- Eu não acredito que vá matá-la. Você não mata nem uma formiga.
- Tonto. Ele ainda gosta dela. – chorando.
- Não fica assim, o regresso dela trouxe sentimentos que ele não estava preparado para encarar. Mas isso não significa que ele a ama.
- Quem não ama, não sofre. Ela meche com ele. E como eu vou competir com isso?
- Vem comigo para mesa?
- Não quero, quero ficar aqui a ver o pessoal dançar.
- Mas, Carla...
- Por favor? E não diz a ninguém que eu estou aqui, nem para a Dulce. Quero ficar sozinha...
- Tudo bem – deu um beijo na minha testa e saiu.
Quando eu estava mais calma, fui á casa de banho e na volta pedi a Dulce para levar-me a casa que não estava a sentir-me bem. Afonso estava a dançar e quando perguntou-me se não ia me despedir dele, disse que não, que não o queria interromper. Não disse nada o caminho todo e na outra semana desmarquei as aulas de tango alegando que o meu tornozelo estava doendo. Não falei com ele, e sim com a secretária que não fez muitas perguntas. Na semana seguinte, resolvi encarar a fera já que tinha ficado a semana toda evitando-o ele e não atendi nenhuma das suas ligações e sabia que ia dar bronca.
- Que bom que veio hoje. – assim que entrei na sala mais cedo para fazer o bendito alongamento. Bendito mesmo, porque se não fosse ele, teria que parar de dançar muito cedo.
- Obrigada. Achei que não ia sentir minha falta. – não o encarava – vamos começar o alongamento?
- Vamos.
Eu fiz os alongamentos e sentei no chão. Ele sentou na minha frente e começou a fazer a parte dele. Eu não disse nada, não o encarava, estava com um nó na garganta, queria desesperadamente que os alunos começassem a chegar para eu me enfiar entre eles e não ter que ficar sozinha com o Afonso e ainda tinha a aula de tango. Sabia que não iria ser nada de geito. Mais uma hora com ele, só com ele, olhando nos meus olhos, sentindo seu calor. Quase desisti. O que eu mais odiava no seu avô era o radar que ele tinha para saber quando eu não queria ficar perto dele. E ele sempre respeitou mais ou menos essa minha vontade. Vou explicar porque. Ele fez os alongamentos em silêncio, não puxou conversa e nem quis satisfações. Mas quando a aula começou, não deixou eu dançar com nenhum outro cavalheiro a não ser com ele. Ele mandava trocar de casal comigo na moldura. Dancei com ele todas as músicas, fui a dama dos exemplos, e estava-me a sentir completamente desconfortável.
- Dança com outra dama? Eu quero trocar da cavalheiro. – perto do som.
- Assim que você parar de me evitar, eu troco.
- Eu não estou te evitando
- Então olha-me nos olhos.
Eu olhei e meus lindos olhos azuis ficaram a enchar-se com lagrimas.
- Ótimo, conseguiu o que queria? Vou dançar com senhor António, se não se importa.
Ele não respondeu e eu sai de perto dele.
- Olá senhor António
- Olá menina, achei que não ia dançar comigo hoje. O professor a requisitou a aula toda.
- Pois é. Acho que estou importante. Pronto para dar o nosso show?
- Quando quiser.
Adorava o senhor António. Quando a aula acabou, eu fui á casa de banho trocar a saia pelos calções. Para aula de tango.
- Pronta?
- sim. – respirei fundo e ele colocou a musica.
Colou seu corpo nas minhas costas e me conduziu para o floreio. Só aquela mão na minha barriga já era o suficiente para me arrepiar. Fiz a caminhada, o giro, floreio e descida, pronto, nem foi metade da coreografia e eu já estava a errar.
- De novo. – Afonso disse.
Fizemos tudo de novo. Consegui fazer a descida mas aquele olhar matou-me, o floreio ficou todo torto, ele resolveu seguir. Agora era a sequência de passos de salão juntos. Quase morri com a respiração dele no meu pescoço. Ele afastou-me e foi a hora dos ultimos passos de dança. Não consegui olhar para ele, sabia que ia errar. Fiz uma sequência de básicos até a hora de colocar o braço em sua nuca de novo. Ele rossou seus lábios nos meus e eu tremi. Na hora do floreio com agachamento eu cai.
- Eu não consigo – afastei-me dele, abaixei a cabeça e chorei.
- O que foi? Primeiro você evita-me e agora no passo mais fácil você erra. Conta-me o que foi? O que eu fiz? – colocou meu rosto entre suas mãos.
Foi ai que chorei mais. Ele me abraçou e eu me deixei ser abraçada.
- Você não fez nada, mas é que eu...
- Você?
- Eu gosto de você e você gosta da Claudia e não tem como competir com isso porque ela foi o seu grande amor e deve querer algo com você e provavelmente você vai ceder afinal ela foi seu grande amor e a história de vocês ainda não acabou e...- e ele me calou com um beijo perfeito.
Com direito a sons de beijo e tudo. Eu subi nas pontas dos pés, e enlacei seu pescoço com meus braços ele me apertava contra seu corpo. Quando apertamos foi só o tempo de respiramos e começarmos outro igualmente perfeito.
- Eu não quero, e não vou ter nada com ela.
- Mas se sente tanta raiva dela é porque ela ainda mexe com você.
- Você meche comigo. Eu fiquei desesperado quando você desmarcou as aulas. Sou viciado no teu perfume, na tua pele, no teu toque. Ela me enoja-me.
- Você não sabe o quanto é bom ouvir isso. - Nós beijamo-nos de novo.
- Vamos continuar?
- Vamos.
Dessa vez eu consegui terminar a coreografia. Ensaiamos mais algumas vezes e eu fui trocar de roupa para ir para casa. Ele levaou-me. A partir daquele dia nós começamos a entender-nos.
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
)
Assinatura em construção!
)Assinatura em construção!
Olá minha queridas leitoras lindas
mais uma vez. obrigado por os comentários
e sê bem-vinda fatima e não é preciso morreres que vou já postar mais
...
estou mto contente por gostarem tanto da minha fic. nunca pensei que tivesse pessoas interessadas nela, pois sempre duvido mto dos meus talentos e sempre que os concluo-os sempre fico com medo de não estar grande coisa...
mas já que gostaram tanto desta fic., vou postar tbm uma outra minha que em principio se irá chamar "Dama de Luxo" mas ainda tenho as minhas duvidas quanto ao titulo...
estou também em pensar em fazer uma nova fic. dedicada á sailor moon, já trenho começado a dar voltas a minha cabeça a pensar como será a historia....
Bom, aqui vai mais um capitulo e antes que me esqueça, de 2 a 7 não irei postar a fic. porque nao vou ter tempo de a postar....
espero que gostem do capitulo
Gonçalo estava a ensaiar desesperadamente com Dulce para aprenderem os passos novos pois iam dar um workshop de salsa para avançados. Eles estavam cada dia mais felizes. Beatriz não voltou a incomodar, apesar de estar em todos os bailes. Além disso, Claudia resolveu incomodar.
Afonso resolveu fazer uma surpresa para mim no baile da academia que ia ser naquele fim de semana. Escolheu um tango belíssimo e super fácil de dançar e colocou para tocar no começo do baile. Mas Claudia parecia rata de baile foi a primeira chegar e a ultima a sair. Ele convidou-me para dançar e ela e Rodrigo entraram na pista. Afonso não queria me exibir, até porque se quisesse, tinha colocado o tango no meio do baile quando o baile estivesse cheio. Queria só treinar. Ele começou com o básico para não me assustar e foi colocando os passos que tinha me ensinado numa sequência diferente da coreografia. Ele só cometeu um erro, fez um giro quando Roddrigo e Claudia estavam perto e Rodrigo forçou uma troca de damas. Eu fiquei desesperada e ele irritadíssimo. Ele foi obrigado a dançar o resto do MEU tango com ela e Rodrigo dançou comigo e eu me debulhava em lágrimas.
Assim que a música acabou Afonso largou Claudia onde estava e veio em minha direção. Arrancou-me, literalmente, dos braços de Rodrigo e disse para todos:
- Gostaria que esvaziassem a pista por favor.
Todos os casais que estavam na pista saíram. Ele colocou-me na moldura e pediu para colocar o tango seguinte. E dançou só comigo. No final, ainda no seu colo, pois tinha feito uma cadeirinha*, ele me beijou, matando Claudia de inveja. Todos aplaudiram. Ele me conduziu até a varanda da academia e fez a coisa mais linda do mundo: me pediu em namoro.
- Carla, primeiro eu quero te pedir desculpas pelo ocorrido com aquela mulher e o Rodrigo. Eu deveria ter evitado isso.
- Tudo bem, vamos esquecer isso. – fiz carinho em seu rosto.
- Acho que nunca foi tão difícil fazer isto porque eu estou com tanto medo de ser rejeitado.
- Que foi? Fala.
- Eu acho que o que está a acontecer entre nós é muito forte e muito sério e é a primeira mulher que me faz ficar vulnerável e é a primeira mulher que eu consigo confiar depois de tudo e que meche comigo e que eu não consigo ficar longe. Então, quer namorar comigo? – fechou os olhos com medo da resposta. Eu o beijei.
- É o que mais quero neste mundo. – ele rodou-me no ar e beijou.me. Ficamos um tempo na varanda e sentamo-nos numa mesa para esperar Dulce e Gonçalo. Naquela vez. Quem tinha ido me buscar foi o Afonso e não a Dulce.
- Ola pessoas. – Gonçalo chegou cheio eletrico.
- Ola.
- Ola.
- Dulcita, você está linda.
- Obrigada. – ela olhou o salão e deu de cara com a Beatriz. – o que aquela esta a fazer aqui?
- A aprontar alguma. Mas não ligues a isso, senta ai.
Eles sentaram e após duas horas de baile eu fui á casa de banho com a Dulce. Quando voltamos, Beatriz estava na nossa mesa. Dulce parou atrás do Gonçalo e eu sentei no meu lugar ao lado de Afonso e dei um beliscão na cocha de Gonçalo.
- Então, bombozinho, dança comigo? – disse Beatriz olhando para Dulce.
- Sabe o que é, eu acabei de dançar e estou cansado.
- Ok então. – saiu da mesa.
- Amor, dança essa música comigo – chegou perto do Gonçalo. Ele nem respondeu, levantou e foi direto para pista. Deu um show com a Dulce e no final houve até beijinho. Beatriz ficou com uma... Eu ria descontroladamente. O resto do baile foi perfeito. Afonso estava revelando-se um perfeito romântico. Super carinhoso, atencioso. E quando fizemos um mês de namoro, faltavam seis meses pro baile anual. Eu estava tão feliz. O Afonso fazia com que eu me sentisse segura, mulher, amada, desejada. Porem nem tudo são flores. Gonaçalo e Dulce estavam passando por uma crise. Nunca vi Dulce tão sensível.
- Não acredito que tiraste o passo que eu escolhi. Eu adorei aquele passo.
- Amor, mas aquele passo é do baile, não do workshop.
- Mas ele é lindo e dava para encaixar na sequência se você não fosse tão teimoso.
- Moranguinho, não dava. Aquele é um passo aéreo.
- Mas é ou não uma turma de avançados?
- É
- Então?
- Ola casal. estão a brigar de novo? O Que foi desta vez?
- Carla, ele tirou o passo que eu escolhi. Lembras-te aquele passo lindo?
- Qual?
- Aquele que eu fiz o Afonso aprender para te ensinar para vocês dançarem no baile e matar a macaca de raiva, e todas as outras de inveja. Lembras-te? – chorando.
- Lembro. Mas não precisas de chorar amiga, o Gonaçlo deve ter uma boa razão para não querer colocar o passo na sequência. Não é Gonçalo?
- É um passo aéreo e vai demorar muito para o pessoal aprender, a Carla demorou 2 horas e o Poncho já sabia fazer.Fazemos um só de passos aéreos e ensina-mos esse passo ok?
- Prometes?
- Uhum.
- Eu ainda não ganhei um abraço da minha cunhada. – Dulce abraçou Afonso.
- Afonso, você trocou de perfume?
- Não, é o mesmo de sempre e a Carla gosta.
- Meu deus que enjoativo, esta me a dar náuseas. – ela saiu correndo para a casa de banho.
- Ixxx... – sai correndo atrás dela.
Eu já sabia o que era. Tinha cara de gravidez. Mas não quis assustar.
- Dulce? estas melhor?
- esto sim, mas o perfume do seu namorando esta-me a matar.
- Vou pedir para ele trocar de blusa. E o do Gonçalo?
- também.
- E a tua menstruação?
- Atrasada. Mas sempre atrasa.
- Quanto tempo?
- duas semanas.
- Você já fez o teste na farmácia?
- Eu não. Amiga não estou grávida. - riu
- Faz só para garantir, ok?
- Ok.
O workshop foi um sucesso. Taambém fomos ao workshop. Afonso, mesmo sem admitir também divertiu-se muito. No final da aula, desci, fui numa farmácia e comprei o teste. Dulce fez com a certeza que não estava grávida, mas deu positivo.
- Agora a mocinha vai ter que marcar o médico.
- E eu vou junto.
- Que lindo o papa Gonaçlo – apertei sua bochecha.
- Parabéns mano. – abraçou o irmão. – parabéns Dulce.
- Obrigado, e obrigado também por ter trocado a camisa o cheiro tava insuportável.
- o que é isso?. – Afonso ficou cabisbaixo.
A vontade de ser pai voltou com tudo. E a minha de dar um filho para ele foi a mil, mas não estava pronta para isso.
- Colo? – ele sorriu e eu me sentei nas suas pernas. Ficamos a conversar coisas sem sentido até tarde e eu reparei que ele olhou para a minha barriga e fez carinho nela por dentro da minha blusa como se tivesse um bebezinho lá dentro. Eu beijei seu rosto.
- Imagina quando você ficar grávida? De um filho meu, claro. Eu vou ficar tão babado.
- Eu sei. Não vai deixar eu fazer nada. Já não deixa.
- Também não é assim.
- É sim meu super-protector preferido.
- Tontinha.
- Tontinho. - ri
- Amo-te.
- Amo-te. – Nos beijamos.
*cadeirinha é um passo em que a dama fica sentada no colo do cavalheiro como se ele fosse uma cadeira, de pernas cruzadas
mais uma vez. obrigado por os comentários
e sê bem-vinda fatima e não é preciso morreres que vou já postar mais
...estou mto contente por gostarem tanto da minha fic. nunca pensei que tivesse pessoas interessadas nela, pois sempre duvido mto dos meus talentos e sempre que os concluo-os sempre fico com medo de não estar grande coisa...
mas já que gostaram tanto desta fic., vou postar tbm uma outra minha que em principio se irá chamar "Dama de Luxo" mas ainda tenho as minhas duvidas quanto ao titulo...
estou também em pensar em fazer uma nova fic. dedicada á sailor moon, já trenho começado a dar voltas a minha cabeça a pensar como será a historia....
Bom, aqui vai mais um capitulo e antes que me esqueça, de 2 a 7 não irei postar a fic. porque nao vou ter tempo de a postar....
espero que gostem do capitulo
Gonçalo estava a ensaiar desesperadamente com Dulce para aprenderem os passos novos pois iam dar um workshop de salsa para avançados. Eles estavam cada dia mais felizes. Beatriz não voltou a incomodar, apesar de estar em todos os bailes. Além disso, Claudia resolveu incomodar.
Afonso resolveu fazer uma surpresa para mim no baile da academia que ia ser naquele fim de semana. Escolheu um tango belíssimo e super fácil de dançar e colocou para tocar no começo do baile. Mas Claudia parecia rata de baile foi a primeira chegar e a ultima a sair. Ele convidou-me para dançar e ela e Rodrigo entraram na pista. Afonso não queria me exibir, até porque se quisesse, tinha colocado o tango no meio do baile quando o baile estivesse cheio. Queria só treinar. Ele começou com o básico para não me assustar e foi colocando os passos que tinha me ensinado numa sequência diferente da coreografia. Ele só cometeu um erro, fez um giro quando Roddrigo e Claudia estavam perto e Rodrigo forçou uma troca de damas. Eu fiquei desesperada e ele irritadíssimo. Ele foi obrigado a dançar o resto do MEU tango com ela e Rodrigo dançou comigo e eu me debulhava em lágrimas.
Assim que a música acabou Afonso largou Claudia onde estava e veio em minha direção. Arrancou-me, literalmente, dos braços de Rodrigo e disse para todos:
- Gostaria que esvaziassem a pista por favor.
Todos os casais que estavam na pista saíram. Ele colocou-me na moldura e pediu para colocar o tango seguinte. E dançou só comigo. No final, ainda no seu colo, pois tinha feito uma cadeirinha*, ele me beijou, matando Claudia de inveja. Todos aplaudiram. Ele me conduziu até a varanda da academia e fez a coisa mais linda do mundo: me pediu em namoro.
- Carla, primeiro eu quero te pedir desculpas pelo ocorrido com aquela mulher e o Rodrigo. Eu deveria ter evitado isso.
- Tudo bem, vamos esquecer isso. – fiz carinho em seu rosto.
- Acho que nunca foi tão difícil fazer isto porque eu estou com tanto medo de ser rejeitado.
- Que foi? Fala.
- Eu acho que o que está a acontecer entre nós é muito forte e muito sério e é a primeira mulher que me faz ficar vulnerável e é a primeira mulher que eu consigo confiar depois de tudo e que meche comigo e que eu não consigo ficar longe. Então, quer namorar comigo? – fechou os olhos com medo da resposta. Eu o beijei.
- É o que mais quero neste mundo. – ele rodou-me no ar e beijou.me. Ficamos um tempo na varanda e sentamo-nos numa mesa para esperar Dulce e Gonçalo. Naquela vez. Quem tinha ido me buscar foi o Afonso e não a Dulce.
- Ola pessoas. – Gonçalo chegou cheio eletrico.
- Ola.
- Ola.
- Dulcita, você está linda.
- Obrigada. – ela olhou o salão e deu de cara com a Beatriz. – o que aquela esta a fazer aqui?
- A aprontar alguma. Mas não ligues a isso, senta ai.
Eles sentaram e após duas horas de baile eu fui á casa de banho com a Dulce. Quando voltamos, Beatriz estava na nossa mesa. Dulce parou atrás do Gonçalo e eu sentei no meu lugar ao lado de Afonso e dei um beliscão na cocha de Gonçalo.
- Então, bombozinho, dança comigo? – disse Beatriz olhando para Dulce.
- Sabe o que é, eu acabei de dançar e estou cansado.
- Ok então. – saiu da mesa.
- Amor, dança essa música comigo – chegou perto do Gonçalo. Ele nem respondeu, levantou e foi direto para pista. Deu um show com a Dulce e no final houve até beijinho. Beatriz ficou com uma... Eu ria descontroladamente. O resto do baile foi perfeito. Afonso estava revelando-se um perfeito romântico. Super carinhoso, atencioso. E quando fizemos um mês de namoro, faltavam seis meses pro baile anual. Eu estava tão feliz. O Afonso fazia com que eu me sentisse segura, mulher, amada, desejada. Porem nem tudo são flores. Gonaçalo e Dulce estavam passando por uma crise. Nunca vi Dulce tão sensível.
- Não acredito que tiraste o passo que eu escolhi. Eu adorei aquele passo.
- Amor, mas aquele passo é do baile, não do workshop.
- Mas ele é lindo e dava para encaixar na sequência se você não fosse tão teimoso.
- Moranguinho, não dava. Aquele é um passo aéreo.
- Mas é ou não uma turma de avançados?
- É
- Então?
- Ola casal. estão a brigar de novo? O Que foi desta vez?
- Carla, ele tirou o passo que eu escolhi. Lembras-te aquele passo lindo?
- Qual?
- Aquele que eu fiz o Afonso aprender para te ensinar para vocês dançarem no baile e matar a macaca de raiva, e todas as outras de inveja. Lembras-te? – chorando.
- Lembro. Mas não precisas de chorar amiga, o Gonaçlo deve ter uma boa razão para não querer colocar o passo na sequência. Não é Gonçalo?
- É um passo aéreo e vai demorar muito para o pessoal aprender, a Carla demorou 2 horas e o Poncho já sabia fazer.Fazemos um só de passos aéreos e ensina-mos esse passo ok?
- Prometes?
- Uhum.
- Eu ainda não ganhei um abraço da minha cunhada. – Dulce abraçou Afonso.
- Afonso, você trocou de perfume?
- Não, é o mesmo de sempre e a Carla gosta.
- Meu deus que enjoativo, esta me a dar náuseas. – ela saiu correndo para a casa de banho.
- Ixxx... – sai correndo atrás dela.
Eu já sabia o que era. Tinha cara de gravidez. Mas não quis assustar.
- Dulce? estas melhor?
- esto sim, mas o perfume do seu namorando esta-me a matar.
- Vou pedir para ele trocar de blusa. E o do Gonçalo?
- também.
- E a tua menstruação?
- Atrasada. Mas sempre atrasa.
- Quanto tempo?
- duas semanas.
- Você já fez o teste na farmácia?
- Eu não. Amiga não estou grávida. - riu
- Faz só para garantir, ok?
- Ok.
O workshop foi um sucesso. Taambém fomos ao workshop. Afonso, mesmo sem admitir também divertiu-se muito. No final da aula, desci, fui numa farmácia e comprei o teste. Dulce fez com a certeza que não estava grávida, mas deu positivo.
- Agora a mocinha vai ter que marcar o médico.
- E eu vou junto.
- Que lindo o papa Gonaçlo – apertei sua bochecha.
- Parabéns mano. – abraçou o irmão. – parabéns Dulce.
- Obrigado, e obrigado também por ter trocado a camisa o cheiro tava insuportável.
- o que é isso?. – Afonso ficou cabisbaixo.
A vontade de ser pai voltou com tudo. E a minha de dar um filho para ele foi a mil, mas não estava pronta para isso.
- Colo? – ele sorriu e eu me sentei nas suas pernas. Ficamos a conversar coisas sem sentido até tarde e eu reparei que ele olhou para a minha barriga e fez carinho nela por dentro da minha blusa como se tivesse um bebezinho lá dentro. Eu beijei seu rosto.
- Imagina quando você ficar grávida? De um filho meu, claro. Eu vou ficar tão babado.
- Eu sei. Não vai deixar eu fazer nada. Já não deixa.
- Também não é assim.
- É sim meu super-protector preferido.
- Tontinha.
- Tontinho. - ri
- Amo-te.
- Amo-te. – Nos beijamos.
*cadeirinha é um passo em que a dama fica sentada no colo do cavalheiro como se ele fosse uma cadeira, de pernas cruzadas
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
)
Assinatura em construção!
)Assinatura em construção!
EHEHEHEHEH
Lindo o capitulo!
Ela está gravida! Adoro ler fics com gravidezes não planeadas! Dá muito mais pica!
O Afonso é tão kido ao pensar na carla gravida
Amei a cena da dança a 2 e da cena da macaca ficar ruidinha de ciumes!! demais!!
estou mto contente por gostarem tanto da minha fic. nunca pensei que tivesse pessoas interessadas nela, pois sempre duvido mto dos meus talentos e sempre que os concluo-os sempre fico com medo de não estar grande coisa...
*Duvidas, mas fazes mal! Tu tens tanto talento e admiro-te imenso! Quem me dera saber escrever assim... usar esse vocabulario rico, sensivel, romantico... tens tanta sorte em teres este talento! Nunca desistas! Nunca duvides do que fazes! Sério
mas já que gostaram tanto desta fic., vou postar tbm uma outra minha que em principio se irá chamar "Dama de Luxo" mas ainda tenho as minhas duvidas quanto ao titulo...
*Ok... pelo que o titulo diz, parece ser uma meretriz de luxo que deve engravidar, ou passar muito mal para ter essa vida "nocturna"... gostava imenso de ler! Deve estar fabulosa!
estou também em pensar em fazer uma nova fic. dedicada á sailor moon, já trenho começado a dar voltas a minha cabeça a pensar como será a historia....
*EHEHHEHE! Tens de fazer Par Haruka&Seiya... todos sabemos que eles se odeiam pk a Haruka é lesbica e gosta da mariana e como o Seiya se atirou á mariana no concerto... bem já se sabe...a Haruka detesta-o devido a isso mas como dizem... "os opostos atraem-se". Além disso, Seiya quando transformado, é uma mulher e pode usar esse meio para engatar Haruka, apesar de eu nunca o fazer nas minhas fics
Bom, aqui vai mais um capitulo e antes que me esqueça, de 2 a 7 não irei postar a fic. porque nao vou ter tempo de a postar....
espero que gostem do capitulo
*Oh... tanto tempo sem postares... sniff
mas eu gostei, não! eu a-m-e-i! (para variar!)
Lindo o capitulo!
Ela está gravida! Adoro ler fics com gravidezes não planeadas! Dá muito mais pica!
O Afonso é tão kido ao pensar na carla gravida

Amei a cena da dança a 2 e da cena da macaca ficar ruidinha de ciumes!! demais!!
estou mto contente por gostarem tanto da minha fic. nunca pensei que tivesse pessoas interessadas nela, pois sempre duvido mto dos meus talentos e sempre que os concluo-os sempre fico com medo de não estar grande coisa...
*Duvidas, mas fazes mal! Tu tens tanto talento e admiro-te imenso! Quem me dera saber escrever assim... usar esse vocabulario rico, sensivel, romantico... tens tanta sorte em teres este talento! Nunca desistas! Nunca duvides do que fazes! Sério

mas já que gostaram tanto desta fic., vou postar tbm uma outra minha que em principio se irá chamar "Dama de Luxo" mas ainda tenho as minhas duvidas quanto ao titulo...
*Ok... pelo que o titulo diz, parece ser uma meretriz de luxo que deve engravidar, ou passar muito mal para ter essa vida "nocturna"... gostava imenso de ler! Deve estar fabulosa!
estou também em pensar em fazer uma nova fic. dedicada á sailor moon, já trenho começado a dar voltas a minha cabeça a pensar como será a historia....
*EHEHHEHE! Tens de fazer Par Haruka&Seiya... todos sabemos que eles se odeiam pk a Haruka é lesbica e gosta da mariana e como o Seiya se atirou á mariana no concerto... bem já se sabe...a Haruka detesta-o devido a isso mas como dizem... "os opostos atraem-se". Além disso, Seiya quando transformado, é uma mulher e pode usar esse meio para engatar Haruka, apesar de eu nunca o fazer nas minhas fics
Bom, aqui vai mais um capitulo e antes que me esqueça, de 2 a 7 não irei postar a fic. porque nao vou ter tempo de a postar....
espero que gostem do capitulo
*Oh... tanto tempo sem postares... sniff
mas eu gostei, não! eu a-m-e-i! (para variar!)
Duvidas, mas fazes
mal! Tu tens tanto talento e admiro-te imenso! Quem me dera saber
escrever assim... usar esse vocabulario rico, sensivel, romantico...
tens tanta sorte em teres este talento! Nunca desistas! Nunca duvides
do que fazes! Sério
Achas??
mto mto mto obrigado
Ok...
pelo que o titulo diz, parece ser uma meretriz de luxo que deve
engravidar, ou passar muito mal para ter essa vida "nocturna"...
gostava imenso de ler! Deve estar fabulosa!
Uma parte é verdade, ela vai passar mesmo muito mal por estar nessa vida, mas acho que não vai engravidar... pelo menos na 1ª temporada (se a fic. tiver sucesso eu vou postar a 2ª temporada que eu já estou a fazer)
EHEHHEHE!
Tens de fazer Par Haruka&Seiya... todos sabemos que eles se odeiam
pk a Haruka é lesbica e gosta da mariana e como o Seiya se atirou á
mariana no concerto... bem já se sabe...a Haruka detesta-o devido a
isso mas como dizem... "os opostos atraem-se". Além disso, Seiya quando
transformado, é uma mulher e pode usar esse meio para engatar Haruka,
apesar de eu nunca o fazer nas minhas fics
Haruka e Seiya? porque não... eu estava a pensar num casal diferente, por isso...
Oh... tanto tempo sem postares... sniff
mas eu gostei, não! eu a-m-e-i! (para variar!)
Pois é... e que vai haver aqui uma feira durante esses dias e digamos que sou mesmo viciada nela, passo la os dias inteirinhos
, mas vou tentar postar alguma cosinha durante esse tempo
ainda bem que amaste
.o:
Beijos muito grandes linda ;*
mal! Tu tens tanto talento e admiro-te imenso! Quem me dera saber
escrever assim... usar esse vocabulario rico, sensivel, romantico...
tens tanta sorte em teres este talento! Nunca desistas! Nunca duvides
do que fazes! Sério

Achas??
mto mto mto obrigadoOk...
pelo que o titulo diz, parece ser uma meretriz de luxo que deve
engravidar, ou passar muito mal para ter essa vida "nocturna"...
gostava imenso de ler! Deve estar fabulosa!
Uma parte é verdade, ela vai passar mesmo muito mal por estar nessa vida, mas acho que não vai engravidar... pelo menos na 1ª temporada (se a fic. tiver sucesso eu vou postar a 2ª temporada que eu já estou a fazer)
EHEHHEHE!
Tens de fazer Par Haruka&Seiya... todos sabemos que eles se odeiam
pk a Haruka é lesbica e gosta da mariana e como o Seiya se atirou á
mariana no concerto... bem já se sabe...a Haruka detesta-o devido a
isso mas como dizem... "os opostos atraem-se". Além disso, Seiya quando
transformado, é uma mulher e pode usar esse meio para engatar Haruka,
apesar de eu nunca o fazer nas minhas fics
Haruka e Seiya? porque não... eu estava a pensar num casal diferente, por isso...
Oh... tanto tempo sem postares... sniff
mas eu gostei, não! eu a-m-e-i! (para variar!)
Pois é... e que vai haver aqui uma feira durante esses dias e digamos que sou mesmo viciada nela, passo la os dias inteirinhos
, mas vou tentar postar alguma cosinha durante esse tempoainda bem que amaste
.o: Beijos muito grandes linda ;*
1º Capitulo da minha Fanfic: Do Sol ás Trevas já postado ( vai ler?
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Editado pela última vez em
Bom, como o post acima foi postado ontem, acho que já não faz mal se eu fizer duble post.
Se tiver comentarios a este capitulo, ainda hoje eu posto mais
O tempo foi passando e a barriga de Dulce foi crescendo. A minha rotina na faculdade foi apertando e eu tive que sair da turma de Dança de Salão e da de Salsa até terminar as minhas provas. Afonso não ficou muito feliz. As vezes era um pouco possessivo,queria-me nos tempos livres principalmente porque o baile anual estava próximo.
A academia nessa época, ficava uma loucura. Um mês antes, as turmas paravam com as aulas normais e dava lugar aos ensaios das coreografias. Afonso ficava nervoso com a calma de Gonçalo... Mas ele sempre apresentava as melhores coreografias de salsa e zuck. Ana já não fazia coreografias. Era ele quem cuidava das turmas de dança de salão. Eu naquele ano, tinha escolhido três ritmos: samba, salsa e o meu querido tango.O meu primeiro baile foi antes das provas e eu só estava em uma coreografia. Já o segundo, se não me engano, a minha semana de prova antecedia o baile e eu estava para ter um treco de tão nervosa. Ia substituir o Tango que a Ana sempre dançava com o Afonso. Por isso, tive uma série de brigas com ele.
- Você não entende que a minha faculdade é uma coisa que eu gosto, e que eu não quero e não vou reprovar.
- Carla, eu sei mas...
- Mas nada Alfonso, eu não estou disponível nos tempos livres. Eu entro em semana de prova, a semana que vem. E o baile é daqui a dois fins de semana.
- Carla?
- Perai que eu estou pensando, que seca! Eu andava de um lado para o outro tentando achar uma saída.
- Oi crianças – Dulce chegou com Gonçalo.
- Oi amiga – dando um beijo na Dulce – e esse pimpolho? Como está? – dei um beijo em sua barriga.
- Chutando – Dulce estava com cinco meses.
- Que lindo
Afonso chegou por trás, deu um beijo na Dulce e cumprimentou Gonçalo.
- É impressão minha, ou estavam numa discussão?
- Ela estava brigando sozinha.
- Eu estava brigando consigo.
- Mas se não podia dançar, porque assumiu o compromisso? Eu não ia ficar chateado.
- Eu não vou responder a isso ok? Eu já aprendi a muito tempo para quem eu devo dançar. E vou sair daqui antes que eu mande tudo para o alto.
Sai de lá irritada, fui para casa estudar. Lembro-me que estudei durante horas pra tentar esquecê-lo. Toda vez que brigava com o seu avô, eu estudava. Não comia, não falava com ninguém. Trancava-me dentro do quarto e estudava. Foi naquele mesmo dia que desenhei, pela primeira vez, o rosto dele. Eu já o conhecia tão bem.
- Que vida pá – pensei alto.
No dia seguinte tinha dois ensaios com intervalo de uma hora e meia entre um e outro. Com não dava para ir em casa e voltar eu levei meus livros para estudar lá.
Como estava com raiva do Afonso, deu certo. Nesse intervalo estudei que nem uma louca, nem prestava atenção no que acontecia ao meu redor. Quando fui arrumar minhas coisas, para não deixar nada espalhado, o desenho caiu de dentro de um dos meus livros. Eu olhei para ele e vi que tinha uns traços que não estavam iguais. Peguei meus lápis e minha borracha e acertei o desenho. Fiquei um tempo observando minha obra, e não percebi quando ele chegou perto de mim.
- Ficou bom, até fiquei mais bonito.
- Que susto Afonso – guardei o desenho – não faças mais isso.
- Achei que estavas a estudar.
- Eu não vou discutir contigo o que estava a fazetr – irritada. Coloquei o meu sapato e fui para perto de Dulce e Gonçalo.
- E o Afonso? – Dulce me perguntou.
- Nem me pergunte.
- Ainda está zangada com ele?
- estou, não quero vê-lo nem desenhado.
- Terminou o esboço?
- Terminei e ele viu.
- Como assim?
- Eu estava retocando e estava concentrada, ele chegou por trás e viu. E alem de tudo deu-me um susto.
- Carla, vamos começar?
- Depois agente conversa – fui pra pista com Gonçalo.
Afonso sentou-se ao lado de Dulce e ficaram a ver o ensaio. Após uma hora, eu estava cansada porem feliz. Era assim que a salsa me deixava.
- Carla, vem cá
- Que foi Afonso?
- Agente vai ensaiar Tango hoje.
- Estás doido? Eu estou morta
- Eu também estou, mas agente não ensaiou ontem. Nem que seja meia hora.
- Eu tenho aula amanha e tenho que acordar cedo.
- Dormes na minha casa, e usas uma roupa minha. – Dulce disse – é perto da sua faculdade, dá pra ir a pé.
- Tem certeza?
- Tenho.
- Mas eu preciso comer e alongar.
- Agente desce e depois eu alongo-te – Afonso disse.
- Então vamos logo – tirei o sapato e coloquei meu chinelo de pano. – e você paga.
- Tudo bem. Vamos? – pegando na minha mão.
Fomos na padaria do senhor João que sempre ficava aberta até mais tarde.
- Oi crianças
- Oi senhor João – disse desanimada.
- Oi senhor João – Afonso também o cumprimentou.
- O que vão querer hoje?
- Essa mocinha está com fome – me abraçando por trás.
- Então vou fazer um super sanduíche para ela. Quer uma também?
- Quero.
Ele ajeitou-me nos seus braços e eu deixei-me ser abraçada. Nunca consegui ficar mais de dois dias sem o abraço e o beijo do vosso avô. Comemos e voltamos para a academia. Ele pegou um colchão da academia.Eu deitei e foi mais meia hora de alongamento. Ensaiamos sem muita conversa e logo depois pedi para ele me levar a casa da Dulce.
As duas semanas que antecederam o baile foram tensas. Ele respeitou a minha greve para não brigarmos. O baile foi perfeito. Afonso corria de um lado para o outro e eu confesso que me senti um pouco abandonada. Dulce, naquele ano, não apresentou. Gonçalo, Ana e Afonso desdobraram-se para atender todos os convidados. As apresentações foram belíssimas. E no final, Gonçalo fez o pedido.
- Boa noite. Primeiramente eu gostaria de agradecer a presença de todos em mais um baile anual da Escola de dança Herrera. Gostaria de parabenizar os alunos pelo esforço e compromisso com esse baile. De pedir desculpas pelos gritos e pela correria. E principalmente por acreditarem em nós como professores. Tenham certeza que sem vocês nada disso seria possível. Muito obrigada. – todos bateram palmas. – Eu gostaria que subisse ao palco, a dançarina Dulce Maria. – Ela se levantou, muito surpresa e foi até ele – Dulce, eu queria, pedir na presença de todos os nossos alunos, que você fosse minha mulher. Para toda a vida. Você aceita casar-se comigo?
Dulce ficou umm pouco envergonhada, olhou para o publico que pedia para ela aceitar, olhou para Gonçalo que esperava ansioso pela resposta.
- Aceito.
Todos bateram palmas. E eu, manteiga derretida do jeito que sou, chorei. Ele colocou o o anel no dedo dela e todos bateram palmas quando eles se beijaram. Dulce estava linda com aquela grande barriga.
A única coisa que me magoou foi o Afonso não ter parado cinco minutos para falar comigo, dar-me um beijo, um abraço. Só nos falamos cinco minutos antes da apresentação e depois nem sombra dele. Dulce estava radiante e eu realmente não queria ofuscar a felicidade deles. Por isso sai da mesa. Ana mais uma vez me encontrou sozinha e entre lágrimas.
- Ola.
- Você sempre aparece quando eu estou assim.
- Digamos que o meu radar funciona. O que foi dessa vez?
- Afonso
- Imaginava. Diga-me, o que houve?
- Ele está a me ignorar. Só trocou meia dúzias de palavras antes da apresentação e depois, sumiu.
- Percebi que andaram meio afastados essa ultima semana. Ele me disse que estavas stressada por causa da faculdade e resolveu se afastar para não brigarem.
- E ele estava stressado por causa das apresentações.
- Um ficou evitando o outro e nenhum dos dois está a falar um com o outro?
- Isso.
- Chorar não vai fazer ele entender que precisa dele. Vai lá falar com ele.
- E se ele não quiser falar comigo?
- Ai você sai com a consciência limpa pois tentou.
- Ok. Obrigado Ana, você mais uma vez salvou o dia.
- Vai lá não perde tempo – eu a abracei e fui atrás dele.
- Será que você poderia dançar essa musica comigo?
- Claro – ele sorriu pra mim.
Nós dançamos um samba com os corpos colados e passos lentos. A musica proporcionava isso e estávamos com saudade do toque um do outro. Quando acabou eu subi na ponta do meu salto e procurei a boca dele. Fazia duas semanas que não o beijava direito. Necessitava daquele beijo. Ele correspondeu com a mesma saudade. Ele me tirou do meio da pista e me levou para um lugar mais afastado. Encostou em uma parede e me puxou para perto do corpo dele. Com suas mãos percorria todo o meu corpo e eu comecei a ficar envergonhada. Eu era virgem até então e aquele tipo de caricia para mim, era novidade.
- Afonso, para – disse entre os beijos.
- Porque? Se está tão bom – entre beijos.
- Porque eu ainda não estou pronta para isso.
Ele parou na hora. E eu me afastei um pouco dele.
- Tudo bem. Posso-te fazer uma pergunta?
- Eu sou virgem.
Ele ficou mudo.
- Ok, apanhaste-me desprevenido.
- Ai que vergonha. Você agora não vai querer mais ser meu namorado porque sou virgem.
- Claro que não. Para de maluqueiras – me puxou pra perto dele de novo. – só que eu fiquei surpreso. Meu deus, eu vou ser o primeiro? Se você deixar claro.
- Vai. Quer dizer, se você tiver paciência para esperar. Porque eu não sei se quero.
- Eu espero o tempo que você quiser. Já esperei seis meses, um ano, dois, não é muito tempo. – riu.
- Você é maravilhoso. Eu amo-te.
- Eu também te amo – e me beijou.
Ficamos nos beijando um tempo e depois voltamos para o baile.
Se tiver comentarios a este capitulo, ainda hoje eu posto mais

O tempo foi passando e a barriga de Dulce foi crescendo. A minha rotina na faculdade foi apertando e eu tive que sair da turma de Dança de Salão e da de Salsa até terminar as minhas provas. Afonso não ficou muito feliz. As vezes era um pouco possessivo,queria-me nos tempos livres principalmente porque o baile anual estava próximo.
A academia nessa época, ficava uma loucura. Um mês antes, as turmas paravam com as aulas normais e dava lugar aos ensaios das coreografias. Afonso ficava nervoso com a calma de Gonçalo... Mas ele sempre apresentava as melhores coreografias de salsa e zuck. Ana já não fazia coreografias. Era ele quem cuidava das turmas de dança de salão. Eu naquele ano, tinha escolhido três ritmos: samba, salsa e o meu querido tango.O meu primeiro baile foi antes das provas e eu só estava em uma coreografia. Já o segundo, se não me engano, a minha semana de prova antecedia o baile e eu estava para ter um treco de tão nervosa. Ia substituir o Tango que a Ana sempre dançava com o Afonso. Por isso, tive uma série de brigas com ele.
- Você não entende que a minha faculdade é uma coisa que eu gosto, e que eu não quero e não vou reprovar.
- Carla, eu sei mas...
- Mas nada Alfonso, eu não estou disponível nos tempos livres. Eu entro em semana de prova, a semana que vem. E o baile é daqui a dois fins de semana.
- Carla?
- Perai que eu estou pensando, que seca! Eu andava de um lado para o outro tentando achar uma saída.
- Oi crianças – Dulce chegou com Gonçalo.
- Oi amiga – dando um beijo na Dulce – e esse pimpolho? Como está? – dei um beijo em sua barriga.
- Chutando – Dulce estava com cinco meses.
- Que lindo
Afonso chegou por trás, deu um beijo na Dulce e cumprimentou Gonçalo.
- É impressão minha, ou estavam numa discussão?
- Ela estava brigando sozinha.
- Eu estava brigando consigo.
- Mas se não podia dançar, porque assumiu o compromisso? Eu não ia ficar chateado.
- Eu não vou responder a isso ok? Eu já aprendi a muito tempo para quem eu devo dançar. E vou sair daqui antes que eu mande tudo para o alto.
Sai de lá irritada, fui para casa estudar. Lembro-me que estudei durante horas pra tentar esquecê-lo. Toda vez que brigava com o seu avô, eu estudava. Não comia, não falava com ninguém. Trancava-me dentro do quarto e estudava. Foi naquele mesmo dia que desenhei, pela primeira vez, o rosto dele. Eu já o conhecia tão bem.
- Que vida pá – pensei alto.
No dia seguinte tinha dois ensaios com intervalo de uma hora e meia entre um e outro. Com não dava para ir em casa e voltar eu levei meus livros para estudar lá.
Como estava com raiva do Afonso, deu certo. Nesse intervalo estudei que nem uma louca, nem prestava atenção no que acontecia ao meu redor. Quando fui arrumar minhas coisas, para não deixar nada espalhado, o desenho caiu de dentro de um dos meus livros. Eu olhei para ele e vi que tinha uns traços que não estavam iguais. Peguei meus lápis e minha borracha e acertei o desenho. Fiquei um tempo observando minha obra, e não percebi quando ele chegou perto de mim.
- Ficou bom, até fiquei mais bonito.
- Que susto Afonso – guardei o desenho – não faças mais isso.
- Achei que estavas a estudar.
- Eu não vou discutir contigo o que estava a fazetr – irritada. Coloquei o meu sapato e fui para perto de Dulce e Gonçalo.
- E o Afonso? – Dulce me perguntou.
- Nem me pergunte.
- Ainda está zangada com ele?
- estou, não quero vê-lo nem desenhado.
- Terminou o esboço?
- Terminei e ele viu.
- Como assim?
- Eu estava retocando e estava concentrada, ele chegou por trás e viu. E alem de tudo deu-me um susto.
- Carla, vamos começar?
- Depois agente conversa – fui pra pista com Gonçalo.
Afonso sentou-se ao lado de Dulce e ficaram a ver o ensaio. Após uma hora, eu estava cansada porem feliz. Era assim que a salsa me deixava.
- Carla, vem cá
- Que foi Afonso?
- Agente vai ensaiar Tango hoje.
- Estás doido? Eu estou morta
- Eu também estou, mas agente não ensaiou ontem. Nem que seja meia hora.
- Eu tenho aula amanha e tenho que acordar cedo.
- Dormes na minha casa, e usas uma roupa minha. – Dulce disse – é perto da sua faculdade, dá pra ir a pé.
- Tem certeza?
- Tenho.
- Mas eu preciso comer e alongar.
- Agente desce e depois eu alongo-te – Afonso disse.
- Então vamos logo – tirei o sapato e coloquei meu chinelo de pano. – e você paga.
- Tudo bem. Vamos? – pegando na minha mão.
Fomos na padaria do senhor João que sempre ficava aberta até mais tarde.
- Oi crianças
- Oi senhor João – disse desanimada.
- Oi senhor João – Afonso também o cumprimentou.
- O que vão querer hoje?
- Essa mocinha está com fome – me abraçando por trás.
- Então vou fazer um super sanduíche para ela. Quer uma também?
- Quero.
Ele ajeitou-me nos seus braços e eu deixei-me ser abraçada. Nunca consegui ficar mais de dois dias sem o abraço e o beijo do vosso avô. Comemos e voltamos para a academia. Ele pegou um colchão da academia.Eu deitei e foi mais meia hora de alongamento. Ensaiamos sem muita conversa e logo depois pedi para ele me levar a casa da Dulce.
As duas semanas que antecederam o baile foram tensas. Ele respeitou a minha greve para não brigarmos. O baile foi perfeito. Afonso corria de um lado para o outro e eu confesso que me senti um pouco abandonada. Dulce, naquele ano, não apresentou. Gonçalo, Ana e Afonso desdobraram-se para atender todos os convidados. As apresentações foram belíssimas. E no final, Gonçalo fez o pedido.
- Boa noite. Primeiramente eu gostaria de agradecer a presença de todos em mais um baile anual da Escola de dança Herrera. Gostaria de parabenizar os alunos pelo esforço e compromisso com esse baile. De pedir desculpas pelos gritos e pela correria. E principalmente por acreditarem em nós como professores. Tenham certeza que sem vocês nada disso seria possível. Muito obrigada. – todos bateram palmas. – Eu gostaria que subisse ao palco, a dançarina Dulce Maria. – Ela se levantou, muito surpresa e foi até ele – Dulce, eu queria, pedir na presença de todos os nossos alunos, que você fosse minha mulher. Para toda a vida. Você aceita casar-se comigo?
Dulce ficou umm pouco envergonhada, olhou para o publico que pedia para ela aceitar, olhou para Gonçalo que esperava ansioso pela resposta.
- Aceito.
Todos bateram palmas. E eu, manteiga derretida do jeito que sou, chorei. Ele colocou o o anel no dedo dela e todos bateram palmas quando eles se beijaram. Dulce estava linda com aquela grande barriga.
A única coisa que me magoou foi o Afonso não ter parado cinco minutos para falar comigo, dar-me um beijo, um abraço. Só nos falamos cinco minutos antes da apresentação e depois nem sombra dele. Dulce estava radiante e eu realmente não queria ofuscar a felicidade deles. Por isso sai da mesa. Ana mais uma vez me encontrou sozinha e entre lágrimas.
- Ola.
- Você sempre aparece quando eu estou assim.
- Digamos que o meu radar funciona. O que foi dessa vez?
- Afonso
- Imaginava. Diga-me, o que houve?
- Ele está a me ignorar. Só trocou meia dúzias de palavras antes da apresentação e depois, sumiu.
- Percebi que andaram meio afastados essa ultima semana. Ele me disse que estavas stressada por causa da faculdade e resolveu se afastar para não brigarem.
- E ele estava stressado por causa das apresentações.
- Um ficou evitando o outro e nenhum dos dois está a falar um com o outro?
- Isso.
- Chorar não vai fazer ele entender que precisa dele. Vai lá falar com ele.
- E se ele não quiser falar comigo?
- Ai você sai com a consciência limpa pois tentou.
- Ok. Obrigado Ana, você mais uma vez salvou o dia.
- Vai lá não perde tempo – eu a abracei e fui atrás dele.
- Será que você poderia dançar essa musica comigo?
- Claro – ele sorriu pra mim.
Nós dançamos um samba com os corpos colados e passos lentos. A musica proporcionava isso e estávamos com saudade do toque um do outro. Quando acabou eu subi na ponta do meu salto e procurei a boca dele. Fazia duas semanas que não o beijava direito. Necessitava daquele beijo. Ele correspondeu com a mesma saudade. Ele me tirou do meio da pista e me levou para um lugar mais afastado. Encostou em uma parede e me puxou para perto do corpo dele. Com suas mãos percorria todo o meu corpo e eu comecei a ficar envergonhada. Eu era virgem até então e aquele tipo de caricia para mim, era novidade.
- Afonso, para – disse entre os beijos.
- Porque? Se está tão bom – entre beijos.
- Porque eu ainda não estou pronta para isso.
Ele parou na hora. E eu me afastei um pouco dele.
- Tudo bem. Posso-te fazer uma pergunta?
- Eu sou virgem.
Ele ficou mudo.
- Ok, apanhaste-me desprevenido.
- Ai que vergonha. Você agora não vai querer mais ser meu namorado porque sou virgem.
- Claro que não. Para de maluqueiras – me puxou pra perto dele de novo. – só que eu fiquei surpreso. Meu deus, eu vou ser o primeiro? Se você deixar claro.
- Vai. Quer dizer, se você tiver paciência para esperar. Porque eu não sei se quero.
- Eu espero o tempo que você quiser. Já esperei seis meses, um ano, dois, não é muito tempo. – riu.
- Você é maravilhoso. Eu amo-te.
- Eu também te amo – e me beijou.
Ficamos nos beijando um tempo e depois voltamos para o baile.
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