Princesa Azul da Lua
Aqui está... é pequenino, mas importante!
Capítulo 24
Diamante de Sangue
- Que se juntem Presente e Futuro. – exclama a reacordada Princesa Selene.
“Individualidade”. Dizemo-nos únicos e autênticos, afirmamo-nos diferentes, acreditando que fazemos o que quer que seja por vontade e opinião própria, que nos distinguimos do padrão, sem sequer perceber que é por haver mais milhões de pessoas basicamente iguais a nós que existe esse padrão. De facto, todos nos diferenciamos em certos aspectos; contudo esses aspectos não são tantos como julgamos e vão sendo cada vez menos. Cada vez mais dizemos as mesmas coisas, porque pensamos as mesmas coisas, porque nos manipulam para pensarmos as mesmas coisas. Chamem-lhe Globalização, chamo-lhe ignorância, uma vez que acredito que alguém de facto sábio se distingue, até é chamado de “anormal” (se formos a ver, é mesmo; ainda que no bom sentido), e distingue-se pois age de acordo com o que pensa e não com o que pensam. A nossa “individualidade” é tão relativa.
E Selene parece querer acabar com a individualidade das Navegantes. Ainda que sejam as mesmas pessoas, passou-se um Milénio. Muda muito! Mal de nós se estagnassemos 1000 anos.
Após a Princesa proferir estas palavras, uma Luz com a forma do símbolo da Lua ergue-se sobre as cabeças dos presentes e lançando raios, levanta as Navegantes da relva.
As Guerreiras pairam no Céu: as inteligentes defensoras de Mercúrio, envoltas num raio azul celeste; as líderes de Vénus no que parecia um raio do próprio Sol; as fogosas guerreiras de Marte num que se assemelhava a uma labareda; as poderosas Navegantes de Júpiter flutuavam num raio de vulcano; as destruidoras princesas de Saturno são embaladas por uma luz roxa; as belas deusas de Neptuno parecem dançar num raio azul marinho; as corajosas guerreiras de Urano levitam numa luz dourada; e a incomparável Guardiã do Portal do Tempo, Plutão, é segurada por um raio de luz cinzenta.
Os raios elevam-nas acima das nuvens, para longe da vista. Selene voa! Voa até ao centro do símbolo da Lua e, inundada de Luz, abre os braços, deixando o Ceptro Diamante a levitar mesmo à sua frente. A Rainha teme pela sua filha. Hades cobiça o seu poder. Chibiusa vê Poseidon a aproximar-se sorrateira e traiçoeiramente da Rainha, nas suas costas.
“Mãe!!!” grita interiormente a Princesa. Sem o Ceptro Diamante sabe que não pode fazer muito, porém não permitirá que tamanho cretino encoste um dedo que seja na sua preciosa Mãe.
Sem sequer perceber como, o Ceptro Diamante aparece-lhe nas mãos.
Uma vida... Quem tem direito de a tirar? E porquê? Por que é que se nascendo iguais, um pode decidir que uma Vida é tão insignificante para ser roubada? Agora, uma Princesa da Lua, irmã da Protectora da Vida, vê-se perante o cenário de ter de tirar a vida de alguém para não perder a vida de sua mãe. Esse alguém é o único amor da sua Irmã...
- Desculpa, Se. – sussurra Chibiusa. E depois chama, recebendo o olhar da Rainha e do chamado: - Poseidon! Aconselho-te a parar, já! Talvez a minha irmã nunca me perdoe e não sei se conseguiria viver com isso. Mas sem a minha mãe te garanto que não fico.
De seguida e por breves momentos fecha os olhos e lembra-se de todas as lágrimas que verteu a sua mana, todo o sofrimento que nela viveu, todos os maus bocados, todas as tortuosas decisões que teve de tomar, porque um dia se apaixonou. Também pensa como ninguém, muito menos Selene, merece tudo aquilo.
- Adeus! – despediu-se fria Chibimoon. E, agarrando o ceptro em direcção a Poseidon, atacou – Diamante de Sangue!
Um puro e brilhante diamante, talvez não tão puro, transforma o Príncipe da Princesa, o Rei da Rainha, o Poseidon de Selene em cinzas. E na outrora verde bela relva cai uma solitária e vivida gota... de sangue. Essa pequena gota forma uma mancha em forma de Lua. O Sol escondeu-se no horizonte e a Lua com nojo do seu reflexo no verdejante chão recusou-se a sair tornando a noite na mais triste de sempre... Só a Luz da víuva Selene ilumina o maldito campo de Batalha.
Chibiusa corre para a Rainha; as lágrimas correm para o chão. A Princesa percebe que fez o certo para a seu povo, para o seu Reino, para si, para os seus... Todavia, será que fez O certo? Como poderá dizer que destruiu uma Vida por outra mais valiosa? Afinal o valor de uma vida só depende de quem a vê...
Das nuvens deixem as Navegantes.
Metade delas? Não... Blue Lady uniu as Navegantes de Tóquio e de Crystal Tóquio. Os raios dissipam-se e pisam confiantes as Guerreiras o morto e sujo solo da Grande Planície. Abrem os olhos: estão maiores, mais brilhantes. A sua presença é mais imponente do que algum dia foi, o seu poder inimaginável. Os seus fatos são os mesmo das Navegantes Eternas porém na testa brilha o símbolo do seu respectivo planeta. Agora são as Navegantes Reais. No seu máximo esplendor. Quando de todo o Tempo se junta o melhor, nasce, inevitavelmente, algo superior ao que se já se conheceu. Assim estão as Guerreiras Navegantes.
O símbolo da Lua começa a desaparecer e Selene lentamente assenta os pés na Terra. Para acordar para a sua crua realidade.
Capítulo 24
Diamante de Sangue
- Que se juntem Presente e Futuro. – exclama a reacordada Princesa Selene.
“Individualidade”. Dizemo-nos únicos e autênticos, afirmamo-nos diferentes, acreditando que fazemos o que quer que seja por vontade e opinião própria, que nos distinguimos do padrão, sem sequer perceber que é por haver mais milhões de pessoas basicamente iguais a nós que existe esse padrão. De facto, todos nos diferenciamos em certos aspectos; contudo esses aspectos não são tantos como julgamos e vão sendo cada vez menos. Cada vez mais dizemos as mesmas coisas, porque pensamos as mesmas coisas, porque nos manipulam para pensarmos as mesmas coisas. Chamem-lhe Globalização, chamo-lhe ignorância, uma vez que acredito que alguém de facto sábio se distingue, até é chamado de “anormal” (se formos a ver, é mesmo; ainda que no bom sentido), e distingue-se pois age de acordo com o que pensa e não com o que pensam. A nossa “individualidade” é tão relativa.
E Selene parece querer acabar com a individualidade das Navegantes. Ainda que sejam as mesmas pessoas, passou-se um Milénio. Muda muito! Mal de nós se estagnassemos 1000 anos.
Após a Princesa proferir estas palavras, uma Luz com a forma do símbolo da Lua ergue-se sobre as cabeças dos presentes e lançando raios, levanta as Navegantes da relva.
As Guerreiras pairam no Céu: as inteligentes defensoras de Mercúrio, envoltas num raio azul celeste; as líderes de Vénus no que parecia um raio do próprio Sol; as fogosas guerreiras de Marte num que se assemelhava a uma labareda; as poderosas Navegantes de Júpiter flutuavam num raio de vulcano; as destruidoras princesas de Saturno são embaladas por uma luz roxa; as belas deusas de Neptuno parecem dançar num raio azul marinho; as corajosas guerreiras de Urano levitam numa luz dourada; e a incomparável Guardiã do Portal do Tempo, Plutão, é segurada por um raio de luz cinzenta.
Os raios elevam-nas acima das nuvens, para longe da vista. Selene voa! Voa até ao centro do símbolo da Lua e, inundada de Luz, abre os braços, deixando o Ceptro Diamante a levitar mesmo à sua frente. A Rainha teme pela sua filha. Hades cobiça o seu poder. Chibiusa vê Poseidon a aproximar-se sorrateira e traiçoeiramente da Rainha, nas suas costas.
“Mãe!!!” grita interiormente a Princesa. Sem o Ceptro Diamante sabe que não pode fazer muito, porém não permitirá que tamanho cretino encoste um dedo que seja na sua preciosa Mãe.
Sem sequer perceber como, o Ceptro Diamante aparece-lhe nas mãos.
Uma vida... Quem tem direito de a tirar? E porquê? Por que é que se nascendo iguais, um pode decidir que uma Vida é tão insignificante para ser roubada? Agora, uma Princesa da Lua, irmã da Protectora da Vida, vê-se perante o cenário de ter de tirar a vida de alguém para não perder a vida de sua mãe. Esse alguém é o único amor da sua Irmã...
- Desculpa, Se. – sussurra Chibiusa. E depois chama, recebendo o olhar da Rainha e do chamado: - Poseidon! Aconselho-te a parar, já! Talvez a minha irmã nunca me perdoe e não sei se conseguiria viver com isso. Mas sem a minha mãe te garanto que não fico.
De seguida e por breves momentos fecha os olhos e lembra-se de todas as lágrimas que verteu a sua mana, todo o sofrimento que nela viveu, todos os maus bocados, todas as tortuosas decisões que teve de tomar, porque um dia se apaixonou. Também pensa como ninguém, muito menos Selene, merece tudo aquilo.
- Adeus! – despediu-se fria Chibimoon. E, agarrando o ceptro em direcção a Poseidon, atacou – Diamante de Sangue!
Um puro e brilhante diamante, talvez não tão puro, transforma o Príncipe da Princesa, o Rei da Rainha, o Poseidon de Selene em cinzas. E na outrora verde bela relva cai uma solitária e vivida gota... de sangue. Essa pequena gota forma uma mancha em forma de Lua. O Sol escondeu-se no horizonte e a Lua com nojo do seu reflexo no verdejante chão recusou-se a sair tornando a noite na mais triste de sempre... Só a Luz da víuva Selene ilumina o maldito campo de Batalha.
Chibiusa corre para a Rainha; as lágrimas correm para o chão. A Princesa percebe que fez o certo para a seu povo, para o seu Reino, para si, para os seus... Todavia, será que fez O certo? Como poderá dizer que destruiu uma Vida por outra mais valiosa? Afinal o valor de uma vida só depende de quem a vê...
Das nuvens deixem as Navegantes.
Metade delas? Não... Blue Lady uniu as Navegantes de Tóquio e de Crystal Tóquio. Os raios dissipam-se e pisam confiantes as Guerreiras o morto e sujo solo da Grande Planície. Abrem os olhos: estão maiores, mais brilhantes. A sua presença é mais imponente do que algum dia foi, o seu poder inimaginável. Os seus fatos são os mesmo das Navegantes Eternas porém na testa brilha o símbolo do seu respectivo planeta. Agora são as Navegantes Reais. No seu máximo esplendor. Quando de todo o Tempo se junta o melhor, nasce, inevitavelmente, algo superior ao que se já se conheceu. Assim estão as Guerreiras Navegantes.
O símbolo da Lua começa a desaparecer e Selene lentamente assenta os pés na Terra. Para acordar para a sua crua realidade.

http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/princesa-azul-da-lua-t2071.htm
"O Fim da Trindade"
Minako e Apolo
Makoto e Cupido
Selene e Poseidon
e agora?
blue!
blue, blue, blue, blue!
Está tão tristeeeeeeee!
Como sempre, um início que nos faz pensar nos conceitos que damos às coisas. Perfeitinho.
Gostei da descrição de cada par de guerreiras. Um único adjectivo chega para as caracterizar. E o Poseidon é a pessoa mais idiota que alguma vez li! Tinha mesmo que atacar a rainha?
Minha deusa, eu não acredito que a Chibiusa matou o Poseidon! Percebe-se tão bem o que se passa na mente dela. Proteger a mãe ou matar o amor da irmã, salvar uma vida e tirar outra. Lindo. E incrivelmente triste.
E o valor de uma vida é tão relativo. Coitadinha da Chibiusa!
OMG, ela uniu mesmo as navegantes? Foi exactamente nisso que pensei quando li a ultima frase do ultimo capitulo, mas mesmo assim, é tão estranho. Unir duas pessoas que, apesar de serem a mesma, ainda não o são. Mas tem lógica, ficam muito mais fortes... enfim, estou a divagar.
Tenho a sensação que o proximo capitulo vai ser o mais triste até agora. Quando a Selene perceber que o Poseidon morreu. :='(:
bluezinha, adorei. Repito pela quinquagésima vez, escreves cada vez melhor. Estás de parabéns.
E fico ansiosamente à espera do próximo capítulo.
blue, blue, blue, blue!
Está tão tristeeeeeeee!
Como sempre, um início que nos faz pensar nos conceitos que damos às coisas. Perfeitinho.
Gostei da descrição de cada par de guerreiras. Um único adjectivo chega para as caracterizar. E o Poseidon é a pessoa mais idiota que alguma vez li! Tinha mesmo que atacar a rainha?
Minha deusa, eu não acredito que a Chibiusa matou o Poseidon! Percebe-se tão bem o que se passa na mente dela. Proteger a mãe ou matar o amor da irmã, salvar uma vida e tirar outra. Lindo. E incrivelmente triste.
E o valor de uma vida é tão relativo. Coitadinha da Chibiusa!
OMG, ela uniu mesmo as navegantes? Foi exactamente nisso que pensei quando li a ultima frase do ultimo capitulo, mas mesmo assim, é tão estranho. Unir duas pessoas que, apesar de serem a mesma, ainda não o são. Mas tem lógica, ficam muito mais fortes... enfim, estou a divagar.
Tenho a sensação que o proximo capitulo vai ser o mais triste até agora. Quando a Selene perceber que o Poseidon morreu. :='(:
bluezinha, adorei. Repito pela quinquagésima vez, escreves cada vez melhor. Estás de parabéns.
E fico ansiosamente à espera do próximo capítulo.
meu deus,tanto sentimento,tanta emoçao junta
.o:
fiquei mesmo sem palavras ao ler este capitulo tao pequeno,mas ao mesmo tempo tao grande e carregado de tristeza da Chibiusa por destruir a vida de uma pessoa...principalmente, o amor da vida da sua irmã
espero ansiosamente para ler o proximo capitulo, onde provavelmente Selene vai ficar devastada pela morte daquele que tanto ama...mas será mesmo que a doce princesa ficará sozinha no final? só mais tarde iremos saber...eu espero que nao,que finalmente ela encontre a felicidade verdadeira
muitos parabens
.o: fiquei mesmo sem palavras ao ler este capitulo tao pequeno,mas ao mesmo tempo tao grande e carregado de tristeza da Chibiusa por destruir a vida de uma pessoa...principalmente, o amor da vida da sua irmã
espero ansiosamente para ler o proximo capitulo, onde provavelmente Selene vai ficar devastada pela morte daquele que tanto ama...mas será mesmo que a doce princesa ficará sozinha no final? só mais tarde iremos saber...eu espero que nao,que finalmente ela encontre a felicidade verdadeira
muitos parabens


Chegou finalmente---> Viagem ao futuro:Capitulo 1
Forum Evangelion
http://evangelion-pt.ativoforum.com/portal.htm
só vos digo que o fim é inesperado...

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"O Fim da Trindade"
Minako e Apolo
Makoto e Cupido
Selene e Poseidon
e agora?
peço desculpa pelo doble post (e so pqe isto e um novo cp)
este é pequeno, pqe é para enfantizar a "Dor da Selene" e pqe amanha há mais.
Capítulo 25
A Dor de Selene
Na Lei da Vida, a sentença é sempre a Morte.
E se a Vida já nos dá este último castigo, por que é que alguns têm passagens neste Mundo tão dolorosas em que esse Juízo Final se torna numa benção? A felicidade, para além de ser totalmente subjectiva, é, por isso mesmo, inalcansável enquanto estado definitivo. Podemos sempre viver instantes, dias, até épocas felizes, porém ao conformamo-nos com essa felicidade, encontraremos novos horizontes que de nós a levarão até os atingirmos. Há sempre aquelas almas que parecem que nem os primeiros horizontes conheceram... Pessoas para quem a felicidade não é momentânea, não existe de todo, pois cada momento de alegria traz consigo angústia ou culpa, arrependimento ou dúvida, algo que rouba essa possível, ainda que eternamente efémera, Felicidade.
Pessoas confusas, almas perdidas, vidas tristes. Os sorrisos mais doces, guardiães de memórias dolorosas, saudades corrosivas e experiências que mais valia serem fatais. Caminhos cruéis, moldados para moer quem os percorra. O sentimento de já não estar onde se é visto, estar noutro nível ou apenas noutro lugar que não onde se encontra o corpo, nas faces companheiras não reconhecer as almas amadas, o ritmo do coração contrariar a melodia que teimam ser a vida. Perder-nos-íamos por retomar a vida, a única verdadeira alma amada que nem sequer era nossa, a tal roubada pelo Tempo, que pela sua paixão pela Vida, a única eterna como ele, menospreza os amores dos comuns mortais, desconhecendo que a nossa dor consegue viver mais do que nós próprios.
A tristeza deixa-nos viver sem sentir vida. A Vida, por sua vez, encarrega-se de nos tirar quem mais amamos. Tira-nos tudo e deixa-nos amargos na tal tristeza, viajantes perdidos a caminho da meta, a meta que a mesma Vida fez questão que outros atingissem antes de nós, deixando nos neste passeio sem essência. A Morte nasce connosco, porém, quando Ela está em todo o lado, perguntamos por que é que só nós ficámos, a ter de acarretar toda a queda.
Como é possível voltar a ver uma flor, uma estrela, sentir uma gota ou uma onda, ouvir um pássaro ou o vento, quando falta a imagem do Amor perdido, o beijo da Paixão inesquecível ou a voz da Vida roubada? Quando depois de mares e montanhas, permanecemos no chão onde caiu a derradeira gota de rubi de quem mais amamos? E se ainda assim continuarmos a lutar e a matar para não perder mais ninguém?
Selene toca com os seus delicados pés na humilhada relva e os seus olhos acordam.
O Mundo é cinzento... Por vezes, uma solitária lágrima, como a que conheceu o rosto da Princesa naquele instante, conserva a tristeza que um rio delas não. Desapareceu. Selene estava lá de corpo, mas a pequena fora-se no segundo em que avistou como uma águia a pérola vermelha, mancha na já não verdejante relva. Para onde foi a Rainha? A lado algum. Perdeu-se, no tempo e no espaço, no Tempo e na Vida. Morreu. Destruída como não se pensa humanamente concretizável. No entanto, continuava ali, na sua majestosa pose, uma Princesa da Lua.
As Navegantes Reais possuíam então poder para derrotar os monstros, a Rainha e Chibiusa estavam seguras; apenas Endymion fora ferido por Cupido, enquanto Hades assistia a tudo, também dorido pela partida de Poseidon.
Chibiusa está pálida, o seu sangue perdera o caminho. A sua irmã via inanimada, quieta, acabada... Ela tirara a vida a uma pessoa. Tomara uma atitude causadora em si de repúdio. A Rainha Serenidade abraçou-a, beijou-lhe a testa e agradeceu-lhe:
- Minha pequena Dama, foste muito corajosa.
- Mas, mãe... – choraminga Small Lady.
Serenidade aperta a filha com mais força, talvez para a apoiar, talvez por compartilhar do sofrimento da sua outra jóia. Só que nesse momento, algo inesperado aconteceu:
este é pequeno, pqe é para enfantizar a "Dor da Selene" e pqe amanha há mais.
Capítulo 25
A Dor de Selene
Na Lei da Vida, a sentença é sempre a Morte.
E se a Vida já nos dá este último castigo, por que é que alguns têm passagens neste Mundo tão dolorosas em que esse Juízo Final se torna numa benção? A felicidade, para além de ser totalmente subjectiva, é, por isso mesmo, inalcansável enquanto estado definitivo. Podemos sempre viver instantes, dias, até épocas felizes, porém ao conformamo-nos com essa felicidade, encontraremos novos horizontes que de nós a levarão até os atingirmos. Há sempre aquelas almas que parecem que nem os primeiros horizontes conheceram... Pessoas para quem a felicidade não é momentânea, não existe de todo, pois cada momento de alegria traz consigo angústia ou culpa, arrependimento ou dúvida, algo que rouba essa possível, ainda que eternamente efémera, Felicidade.
Pessoas confusas, almas perdidas, vidas tristes. Os sorrisos mais doces, guardiães de memórias dolorosas, saudades corrosivas e experiências que mais valia serem fatais. Caminhos cruéis, moldados para moer quem os percorra. O sentimento de já não estar onde se é visto, estar noutro nível ou apenas noutro lugar que não onde se encontra o corpo, nas faces companheiras não reconhecer as almas amadas, o ritmo do coração contrariar a melodia que teimam ser a vida. Perder-nos-íamos por retomar a vida, a única verdadeira alma amada que nem sequer era nossa, a tal roubada pelo Tempo, que pela sua paixão pela Vida, a única eterna como ele, menospreza os amores dos comuns mortais, desconhecendo que a nossa dor consegue viver mais do que nós próprios.
A tristeza deixa-nos viver sem sentir vida. A Vida, por sua vez, encarrega-se de nos tirar quem mais amamos. Tira-nos tudo e deixa-nos amargos na tal tristeza, viajantes perdidos a caminho da meta, a meta que a mesma Vida fez questão que outros atingissem antes de nós, deixando nos neste passeio sem essência. A Morte nasce connosco, porém, quando Ela está em todo o lado, perguntamos por que é que só nós ficámos, a ter de acarretar toda a queda.
Como é possível voltar a ver uma flor, uma estrela, sentir uma gota ou uma onda, ouvir um pássaro ou o vento, quando falta a imagem do Amor perdido, o beijo da Paixão inesquecível ou a voz da Vida roubada? Quando depois de mares e montanhas, permanecemos no chão onde caiu a derradeira gota de rubi de quem mais amamos? E se ainda assim continuarmos a lutar e a matar para não perder mais ninguém?
Selene toca com os seus delicados pés na humilhada relva e os seus olhos acordam.
O Mundo é cinzento... Por vezes, uma solitária lágrima, como a que conheceu o rosto da Princesa naquele instante, conserva a tristeza que um rio delas não. Desapareceu. Selene estava lá de corpo, mas a pequena fora-se no segundo em que avistou como uma águia a pérola vermelha, mancha na já não verdejante relva. Para onde foi a Rainha? A lado algum. Perdeu-se, no tempo e no espaço, no Tempo e na Vida. Morreu. Destruída como não se pensa humanamente concretizável. No entanto, continuava ali, na sua majestosa pose, uma Princesa da Lua.
As Navegantes Reais possuíam então poder para derrotar os monstros, a Rainha e Chibiusa estavam seguras; apenas Endymion fora ferido por Cupido, enquanto Hades assistia a tudo, também dorido pela partida de Poseidon.
Chibiusa está pálida, o seu sangue perdera o caminho. A sua irmã via inanimada, quieta, acabada... Ela tirara a vida a uma pessoa. Tomara uma atitude causadora em si de repúdio. A Rainha Serenidade abraçou-a, beijou-lhe a testa e agradeceu-lhe:
- Minha pequena Dama, foste muito corajosa.
- Mas, mãe... – choraminga Small Lady.
Serenidade aperta a filha com mais força, talvez para a apoiar, talvez por compartilhar do sofrimento da sua outra jóia. Só que nesse momento, algo inesperado aconteceu:

http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/princesa-azul-da-lua-t2071.htm
"O Fim da Trindade"
Minako e Apolo
Makoto e Cupido
Selene e Poseidon
e agora?
Bluezinhaaaaaa
O capítulo é pequeninooooo!
Torno-me mais do que repetitiva ao repetir (redundância) que os teus inícios são espectaculares. Este, particularmente. Faz pensar tanto, tanto! Está lindo. Gostei especialmente da frase
"menospreza os amores dos comuns mortais, desconhecendo que a nossa dor consegue viver mais do que nós próprios.
". LINDO, poético, tão triste.
Portanto, um início perfeito para demonstrar a dor pela qual Selene está a passar.
Nem sei o que dizer, este é, simplesmente, um capítulo triste. Mas bonito. A parte referente à lágrima, como uma apenas transporta a dor de muitas, está lindo, mais uma vez!
Coitadinha da Selene
Será que ela desapareceu mesmo? Que morreu quando o amor da sua vida morreu? Ai minha deusa, é tão tristeee!
E a Chibiusa! Coitadinha, deve-se sentir tão mal! O abraço da Chibiusa e da mãe, tão fofo!
Agora.... ISSO NÃO É FORMA DE ACABAR O CAPÍTULOOOO
uffa
fico à espera de mais, bluezinhaa
O capítulo é pequeninooooo!
Torno-me mais do que repetitiva ao repetir (redundância) que os teus inícios são espectaculares. Este, particularmente. Faz pensar tanto, tanto! Está lindo. Gostei especialmente da frase
"menospreza os amores dos comuns mortais, desconhecendo que a nossa dor consegue viver mais do que nós próprios.
". LINDO, poético, tão triste.
Portanto, um início perfeito para demonstrar a dor pela qual Selene está a passar.
Nem sei o que dizer, este é, simplesmente, um capítulo triste. Mas bonito. A parte referente à lágrima, como uma apenas transporta a dor de muitas, está lindo, mais uma vez!
Coitadinha da Selene
Será que ela desapareceu mesmo? Que morreu quando o amor da sua vida morreu? Ai minha deusa, é tão tristeee!E a Chibiusa! Coitadinha, deve-se sentir tão mal! O abraço da Chibiusa e da mãe, tão fofo!
Agora.... ISSO NÃO É FORMA DE ACABAR O CAPÍTULOOOO
uffa
fico à espera de mais, bluezinhaa
não gosto muito do resultado final :/
Capítulo 26
O Fim da Trindade
Pontos de viragem. Mudanças radicais. Alturas em que a vida se altera mais do que parece concebível. Para melhor ou pior. Há um antes e um depois. Momentos, épocas de pegadas profundas fossilizadas no nosso ser, que às vezes doem tanto que parecem queimadas na própria pele. Situações que nos impingem novas formas de olhar a vida, criam defesas que não procuramos para proteger inseguranças que agora guardamos. São partidas para lugares longíquos ou permanências num mesmo local, ainda que nos sintamos distantes. Despromove-nos de vontade, motivos ou força para continuar; leva-nos dos Céus aos Infernos. Uma parede de aço com que chocamos e que, quando tentamos mudar de direcção, se transforma numa caixa de que não podemos sair. E vivemos mortos.
“Só que nesse momento, algo inesperado aconteceu:”
Selene entendeu a crua realidade: a sua vida continua mesmo depois de ter acabado. Como Protectora da Vida, valores mais altos se levantam e por eles tem de lutar. Andado sobre o solo almadiçoado, dirige-se a seu Pai.
Abatido, a seu perna direita sangra e o seu pulso, com que costuma segurar a espada, está visivelmente mal-tratado. Encontra-se assim ao pés do “terrível sanguinário” Cupido.
- Como te atreves a atacar quem não se pode defender? – questiona Blue Lady no típico tom de apresentação das Guerreiras – Não permito que ponhas em risco a harmonia do Reino por que luto, muito menos a vida dos que amo! Sou a Navegante Da Lua Azul, e em nome da Lua Futura, vou castigar-te!
Os olhos verdes do inimigo raiam-se, o seu rosto carrega-se e a sua voz desce aos Infernos:
- Ousas falar na vida dos que amas? TU! FOSTE TU! Mataste-o, lentamente. Não foi ela, ela só lhe poupou sofrimento, mesmo sem esse direito, agora, tu és uma maldição!
Seriam tais palavras completamente injustas? Pesadas, exageradas; sentidas, sinceras. Profundas. O intocável Cupido verificou-se humano e sensível. Seu erro, sua distração, sua falha. Um homem no chão pode sempre levantar-se.
Endymion assim o fez. Do seu fim fez a sua vitória: cobarde ou oportunamente, pelas costas, o fino fio da sua real espada perfurou o corpo e libertou a vida daquele que amou Makoto.
A revolta silenciosa de Blue Lady entrou em conflito com o alívio da sua mãe e irmã e com o receio do seu Pai, que tinha pela frente Hades.
Foi o fim da Trindade. Poseidon, Apolo, Cupido... agora todos faleceram. O Grande Anel do Mal perdeu o seu aro, só resta a pedra: Hades. Malditos que nunca deviam ter nascido, no seu Titanic levaram a felicidade pura e Selene, Minako e Makoto, pobres almas a quem a Vida quer tão mal que não lhes dá a Morte. Essa crua Vida de que Selene é Protectora. Vida miserável a de uma Princesa.
A Navegante Real de Júpiter perdera a concentração ao ouvir o deslizar da fria espada no quente sangue daquele que metade dela ama. O suficiente para a sua poderosa estatura ser derrubada pelo também imponente monstro Suez. Jaz agora no chão, imóvel, adormecida. Sonha um sonho:
“Num dos mais belos jardins de Crystal Tóquio, fora até do Palácio, passeia de mãos dadas um jovem casal. Um rapaz de porte atlético, uns cerrados caracóis cor de mel e uns estonteantes olhos verdes, de seus 20 e poucos anos, e uma rapariga, pouco mais nova, alta e bela, de brincos em rosa e longos cabelos castanhos presos num simples rabo-de-cavalo. A jovem está corada, olha para o chão como se tivesse embaraçada e guarda um pequeno sorriso; já o jovem olha para o Céu, como que a tentar pedir-lhe ajuda para combater a sua própria timidez. Apenas as mãos estão confortáveis: juntas. Deve ser das primeiras vezes que saiem juntos, pela sua atrapalhação, contudo têm uma óbvia sintonia... Talvez, Amor.”
“Foi o nosso primeiro encontro.” – ecoa da cabeça da adormercida Navegante.
Júpiter acorda. Está ferida do ataque sofrido e acima disso, do amor perdido, mas recuperara agora uma recordação preciosa. A recordação que lhe deu força para lutar.
- Tempestade de Ilusões! – ataca a Navegante Real de Júpiter.
Cai Suez, um dos 9 monstros de Hades. O segundo a cair.
Júpiter, estoirada, escorrega também para a sua companheira relva. Compreende Selene. Perdeu a vida de quem mais amava pelas mãos do seu próprio Rei que defende de todos os inimigos, o seu amigo. Dentro de si uma mistela de sentimentos: o luto por Cupido; as saudades de momentos, alguns dos quais não viveram, viveriam; admiração pelo seu Rei que, ainda que combalido, se levantara e desenbainhara sem mão capaz a sua dura espada, pelo seu Reino, pela sua filha, pela sua vida; raiva quem oferecera a vida do homem que ela amava de bandeja para a cruel derradeira surpresa da Vida; compaixão pelo amigo que estava incapaz de lutar mas que ainda assim tem Hades para defrontar; e pena de si própria, sentimento que tanto repulsamos, porque vê o seu futuro como um grande vazio.
As restantes Navegantes batem-se com os restantes demónios em lutas indiscritivelmente renhidas. Ninguém descansa, ninguém desiste. Por quanto tempo?
Quanto tempo conseguimos lutar? Sem afrouxar, sem falhar. Instante de hesitação pode comprometer uma batalha inteira, tal como uma voz desafinada estraga um coro. Afinal, é tudo uma questão de harmonia, contante. Afinal, baseia-se a sermos regulares e fiéis a algo fixo, não necessariamente uma rotina. É batalhar sempre com a mesma convicção e assim nunca hesitar; é cantar num grupo em que a nossa voz encaixe, não destoe. Harmonia. Estar de acordo com o em redor. E quantos de nós estamos? Quantos olhamos à nossa volta e nos sentimos integrados? Poucos, felizmente, pois a realidade é tão fria que coitados seríamos nós se estivéssemos harmoniosos assim. É contraditório uma vez que não estar em sintonia com o Mundo à nossa volta implica ver o Mundo como um padrão. E se cada um de nós o vê como um padrão em que não se integra, ou seja, em que se distingue, como é que há padrão de todo?
A Vida traçou-nos um caminho. Uma grande mesa em que uma linha é uma vida. Milhões de linhas, umas cruzadas, outras paralelas, outras coincidentes. Essas coincidentes são histórias de Amor e só são felizes, quando o fio acaba ao mesmo tempo.
Capítulo 26
O Fim da Trindade
Pontos de viragem. Mudanças radicais. Alturas em que a vida se altera mais do que parece concebível. Para melhor ou pior. Há um antes e um depois. Momentos, épocas de pegadas profundas fossilizadas no nosso ser, que às vezes doem tanto que parecem queimadas na própria pele. Situações que nos impingem novas formas de olhar a vida, criam defesas que não procuramos para proteger inseguranças que agora guardamos. São partidas para lugares longíquos ou permanências num mesmo local, ainda que nos sintamos distantes. Despromove-nos de vontade, motivos ou força para continuar; leva-nos dos Céus aos Infernos. Uma parede de aço com que chocamos e que, quando tentamos mudar de direcção, se transforma numa caixa de que não podemos sair. E vivemos mortos.
“Só que nesse momento, algo inesperado aconteceu:”
Selene entendeu a crua realidade: a sua vida continua mesmo depois de ter acabado. Como Protectora da Vida, valores mais altos se levantam e por eles tem de lutar. Andado sobre o solo almadiçoado, dirige-se a seu Pai.
Abatido, a seu perna direita sangra e o seu pulso, com que costuma segurar a espada, está visivelmente mal-tratado. Encontra-se assim ao pés do “terrível sanguinário” Cupido.
- Como te atreves a atacar quem não se pode defender? – questiona Blue Lady no típico tom de apresentação das Guerreiras – Não permito que ponhas em risco a harmonia do Reino por que luto, muito menos a vida dos que amo! Sou a Navegante Da Lua Azul, e em nome da Lua Futura, vou castigar-te!
Os olhos verdes do inimigo raiam-se, o seu rosto carrega-se e a sua voz desce aos Infernos:
- Ousas falar na vida dos que amas? TU! FOSTE TU! Mataste-o, lentamente. Não foi ela, ela só lhe poupou sofrimento, mesmo sem esse direito, agora, tu és uma maldição!
Seriam tais palavras completamente injustas? Pesadas, exageradas; sentidas, sinceras. Profundas. O intocável Cupido verificou-se humano e sensível. Seu erro, sua distração, sua falha. Um homem no chão pode sempre levantar-se.
Endymion assim o fez. Do seu fim fez a sua vitória: cobarde ou oportunamente, pelas costas, o fino fio da sua real espada perfurou o corpo e libertou a vida daquele que amou Makoto.
A revolta silenciosa de Blue Lady entrou em conflito com o alívio da sua mãe e irmã e com o receio do seu Pai, que tinha pela frente Hades.
Foi o fim da Trindade. Poseidon, Apolo, Cupido... agora todos faleceram. O Grande Anel do Mal perdeu o seu aro, só resta a pedra: Hades. Malditos que nunca deviam ter nascido, no seu Titanic levaram a felicidade pura e Selene, Minako e Makoto, pobres almas a quem a Vida quer tão mal que não lhes dá a Morte. Essa crua Vida de que Selene é Protectora. Vida miserável a de uma Princesa.
A Navegante Real de Júpiter perdera a concentração ao ouvir o deslizar da fria espada no quente sangue daquele que metade dela ama. O suficiente para a sua poderosa estatura ser derrubada pelo também imponente monstro Suez. Jaz agora no chão, imóvel, adormecida. Sonha um sonho:
“Num dos mais belos jardins de Crystal Tóquio, fora até do Palácio, passeia de mãos dadas um jovem casal. Um rapaz de porte atlético, uns cerrados caracóis cor de mel e uns estonteantes olhos verdes, de seus 20 e poucos anos, e uma rapariga, pouco mais nova, alta e bela, de brincos em rosa e longos cabelos castanhos presos num simples rabo-de-cavalo. A jovem está corada, olha para o chão como se tivesse embaraçada e guarda um pequeno sorriso; já o jovem olha para o Céu, como que a tentar pedir-lhe ajuda para combater a sua própria timidez. Apenas as mãos estão confortáveis: juntas. Deve ser das primeiras vezes que saiem juntos, pela sua atrapalhação, contudo têm uma óbvia sintonia... Talvez, Amor.”
“Foi o nosso primeiro encontro.” – ecoa da cabeça da adormercida Navegante.
Júpiter acorda. Está ferida do ataque sofrido e acima disso, do amor perdido, mas recuperara agora uma recordação preciosa. A recordação que lhe deu força para lutar.
- Tempestade de Ilusões! – ataca a Navegante Real de Júpiter.
Cai Suez, um dos 9 monstros de Hades. O segundo a cair.
Júpiter, estoirada, escorrega também para a sua companheira relva. Compreende Selene. Perdeu a vida de quem mais amava pelas mãos do seu próprio Rei que defende de todos os inimigos, o seu amigo. Dentro de si uma mistela de sentimentos: o luto por Cupido; as saudades de momentos, alguns dos quais não viveram, viveriam; admiração pelo seu Rei que, ainda que combalido, se levantara e desenbainhara sem mão capaz a sua dura espada, pelo seu Reino, pela sua filha, pela sua vida; raiva quem oferecera a vida do homem que ela amava de bandeja para a cruel derradeira surpresa da Vida; compaixão pelo amigo que estava incapaz de lutar mas que ainda assim tem Hades para defrontar; e pena de si própria, sentimento que tanto repulsamos, porque vê o seu futuro como um grande vazio.
As restantes Navegantes batem-se com os restantes demónios em lutas indiscritivelmente renhidas. Ninguém descansa, ninguém desiste. Por quanto tempo?
Quanto tempo conseguimos lutar? Sem afrouxar, sem falhar. Instante de hesitação pode comprometer uma batalha inteira, tal como uma voz desafinada estraga um coro. Afinal, é tudo uma questão de harmonia, contante. Afinal, baseia-se a sermos regulares e fiéis a algo fixo, não necessariamente uma rotina. É batalhar sempre com a mesma convicção e assim nunca hesitar; é cantar num grupo em que a nossa voz encaixe, não destoe. Harmonia. Estar de acordo com o em redor. E quantos de nós estamos? Quantos olhamos à nossa volta e nos sentimos integrados? Poucos, felizmente, pois a realidade é tão fria que coitados seríamos nós se estivéssemos harmoniosos assim. É contraditório uma vez que não estar em sintonia com o Mundo à nossa volta implica ver o Mundo como um padrão. E se cada um de nós o vê como um padrão em que não se integra, ou seja, em que se distingue, como é que há padrão de todo?
A Vida traçou-nos um caminho. Uma grande mesa em que uma linha é uma vida. Milhões de linhas, umas cruzadas, outras paralelas, outras coincidentes. Essas coincidentes são histórias de Amor e só são felizes, quando o fio acaba ao mesmo tempo.

http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/princesa-azul-da-lua-t2071.htm
"O Fim da Trindade"
Minako e Apolo
Makoto e Cupido
Selene e Poseidon
e agora?
seguirei o conselho. tenho postado mais depressa, p compensar alturas em que quase nao posto/ei.
mas +/- 20 dias que nao posto
mas +/- 20 dias que nao posto


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"O Fim da Trindade"
Minako e Apolo
Makoto e Cupido
Selene e Poseidon
e agora?
A menina bluezinha não gosta do resultado final mas eu gosto. E a minha opinião é que conta
Repito, uma e outra vez, os teus inicios de capítulo são qualquer coisa. Aquele primeiro parágrafo.... minha deusa, nem sei!
A Selene por vezes mostra-se tão forte. Forte demais. Mas ter de ouvir o idiota do Cupido a dizer que ela era a culpada da morte do Poseidon... E a Makoto a ver também, o seu amado, ser morto pelo Rei. Dá para imaginar os sentimentos delas, o desespero, mesmo que não o demonstrem.
Estou sem palavras.
O final é arrebatador.Lindo, maravilhoso. Infinitamente triste.
Bluezinha, mais uma vez, parabéns. E não sei o que mais dizer.
Repito, uma e outra vez, os teus inicios de capítulo são qualquer coisa. Aquele primeiro parágrafo.... minha deusa, nem sei!
A Selene por vezes mostra-se tão forte. Forte demais. Mas ter de ouvir o idiota do Cupido a dizer que ela era a culpada da morte do Poseidon... E a Makoto a ver também, o seu amado, ser morto pelo Rei. Dá para imaginar os sentimentos delas, o desespero, mesmo que não o demonstrem.
Estou sem palavras.
O final é arrebatador.Lindo, maravilhoso. Infinitamente triste.
Bluezinha, mais uma vez, parabéns. E não sei o que mais dizer.
Blueeeeeeeee!
Adorei, adorei, adorei!
.o: quero mais! so comentei hj pk so agora consegui ler até ao fim, e agora posso despejar tds os adjectivos bonitos pa tua fic
portanto tds os adjectivos bonitos que conhecas tao aki no meu comentario, é so visualizar na tua mente, km diz o outro do segredo!
e agora mais! isto é km chocolate, nao vai aos bokadinhos, tem de ser a tablete td loool...
olha a mordidela no pé... aiaiai, é perigoso!
eheh, espero que o solo do teu amigo tenha corrido bem :xd2: , e k nao tenhas chorado mto enroladinha na cadeira, pk km o kalor k ta o corpo precisa da sua hidratacao pah! :Blaaargh!:
Bjinhos** :
=D:
Adorei, adorei, adorei!
.o: quero mais! so comentei hj pk so agora consegui ler até ao fim, e agora posso despejar tds os adjectivos bonitos pa tua fic
portanto tds os adjectivos bonitos que conhecas tao aki no meu comentario, é so visualizar na tua mente, km diz o outro do segredo!
e agora mais! isto é km chocolate, nao vai aos bokadinhos, tem de ser a tablete td loool...
olha a mordidela no pé... aiaiai, é perigoso!
eheh, espero que o solo do teu amigo tenha corrido bem :xd2: , e k nao tenhas chorado mto enroladinha na cadeira, pk km o kalor k ta o corpo precisa da sua hidratacao pah! :Blaaargh!:
Bjinhos** :
=D:
**KitTty** Apenas Um SoNhO - FanFic Capitulo IX - Parte I ja postado a 16/08/2009
é incrivel a carga sentimental que colocas em cada capitulo...fiquei quase sem respiraçao á medida que lia cada palavra...
pobre selene...ficar sem aquele que amava de uma forma tao tragica,mas algo tinha de ser feito para salvar a Terra...de certeza que conseguira traze-lo de volta...
parabens bluezinha e desculpa o atraso no comentario...o raio do trabalho nao me deixa respirar =P
pobre selene...ficar sem aquele que amava de uma forma tao tragica,mas algo tinha de ser feito para salvar a Terra...de certeza que conseguira traze-lo de volta...
parabens bluezinha e desculpa o atraso no comentario...o raio do trabalho nao me deixa respirar =P

Chegou finalmente---> Viagem ao futuro:Capitulo 1
Forum Evangelion
http://evangelion-pt.ativoforum.com/portal.htm
muuuuito obrigada pelos comentarios.
ainda nao vos tinha agradecido pqe estive esta semana no Norte, de ferias, sem net.
de qualquer forma têm aqui o meu sincero obrigada pelo apoio.
amanha ou dp vou tentar postar novo cp
bjinhos
blueee
ainda nao vos tinha agradecido pqe estive esta semana no Norte, de ferias, sem net.
de qualquer forma têm aqui o meu sincero obrigada pelo apoio.
amanha ou dp vou tentar postar novo cp
bjinhos
blueee

http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/princesa-azul-da-lua-t2071.htm
"O Fim da Trindade"
Minako e Apolo
Makoto e Cupido
Selene e Poseidon
e agora?
gostei muito muito muito!!!!
kero mais e mais e mais!!!
hehe
continua assim!
PS: kem kiser que visite a minha fic, é maior do que a outra que eu fiz e é um pouco + romélica!
lol, basta ir a fanfics gerais e de seguida a uma chamada "unidos pelo destino, unidos por todos"
espero que gostem!
kero mais e mais e mais!!!
hehe
continua assim!
PS: kem kiser que visite a minha fic, é maior do que a outra que eu fiz e é um pouco + romélica!
lol, basta ir a fanfics gerais e de seguida a uma chamada "unidos pelo destino, unidos por todos"
espero que gostem!
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
demorou mais um pouquinho, pqe tive ontem sem computador e hoje estive a acabar o capitulo. pqe e o maior de seeempre.
Capítulo 27
Escolhas. A História de Hades
Ao olhar para trás, surgem sempre perguntas. E se tivéssemos dito outras palavras ou dito alguma coisa de todo. Se não tivéssemos ficado calados? Se não tivéssemos falado demais? Se não tivéssemos deixado alguém partir ou partirmos nós sem deixar palavras importantes por sair? Se isto tudo, como é que teria sido? Diferente, sem dúvida. Mas como? Então, valeria a pena ter sido completamente sincero ou mais comedido ou mais lutador ou mais esperançoso? Nunca saberemos. Temos é de ter plena consciência que foram as nossas escolhas que nos trouxeram ao ponto onde estamos agora. E por isso é normal pensar, se estas tivessem sido diferentes, onde é que estaríamos? Desde que não nos esqueçamos que não podemos voltar atrás e que temos de viver em função das escolhas já feitas. A vida, período de tempo que passamos na Terra, com o coração a bater é uma benção, mesmo que a Vida seja cruel.
E se Selene nunca tivesse ido ter com Poseidon, à noite, naquela festa? Quanto poderia ter sido melhor? E pior? Dúvidas que nunca serão esclarecidas. Outros caminhos que a trágica história sua poderia ter tomado; mas afinal este desfecho indeterminável já estava determinado pelas rígidas Leis da Física. E, quando o Tempo, a Vida, as Leis da Física, basicamente o Universo, se unem apenas para arruinar uma História de Amor, não há hipótese. Inveja? Sim, inveja da pureza e felicidade, do Amor em si, talvez por ser um pouco de tudo e algo único.
Facto é que se encontraram naquela noite e que desde então viveram um atribulado Amor. Quer dizer, viviam, até um cair. Até Poseidon verter a derradeira gota de vida. Tal como Cupido, tal como Apolo. Resta Hades e 7 dos seus 9 Monstros.
Ao perder os únicos humanos que, na sua maneira pervertida, amava, Hades mergulhou nas suas memórias. A sua história, as suas escolhas.
“Era mais um activo trabalhador de Crystal Tóquio, no entanto, ao contrário de todos os outros, tinha uma relação muito especial com o Rei Endymion. Acompanhara-o em todas as viagens a outras regiões, da luminosa Paris à próxima Hiroshima e, com o tempo, tornaram-se inseparáveis melhores amigos.”
Na sua mente, passaram imagens dessas viagens, de jantares, de convívios, de risos, da cumplicidade vivida. Os seus olhos, distantes, reflectiam, não a compreensível saudade ou nostalgia, mas sim um amargo sentimento de “tempo deitado fora”.
As Navegantes passavam aos lado de tudo isto, para não pôr de lado a sua própria vida. Batalhavam para garantir que cada segundo não era o último. Selene e Júpiter olhavam incrédulas para o Rei, que friamenete prefurava o chão com a sua mortífera espada, a fim de a limpar, e de seguida para o corpo de Cupido que, magicamente, se transformou em água e correu pela relva, lavando-a, dizendo-lhe que aquela sujidade que sente não é culpa sua. A relva pareceu ouvi-lo, ou melhor senti-lo, pois recuperou o brilho e beleza característicos da miudinha erva que cobre os campos. Todavia, o medo, a crueldade, a guerra continuava sob os olhos atentos e chorosos da Rainha e de Small Lady; também a Guerreira das Tempestades, uma vez que já não podia estar com o seu amor, deu-lhe as suas lágrimas, de seus belos olhos correram dois rios directos para onde escorreu “a água de Cupido”. Selene correu a abraçar o Pai, porque, apesar de desaprovar a forma como aquele homem que tanto admirava tinha feito cair Cupido, sabia que só o fez para a proteger.
- Ahh. – gemeu de dor o Rei.
Blue Lady lembrou-se que Endymion está ferido... Olhou bem para o fundo dos olhos do pai e de seguida para Hades, antevendo a batalha, mas o inimigo ainda estava imerso em suas recordações.
Claro que uma história assim parece perfeita, contudo Hades estava ali batalhando contra o que fora o seu melhor amigo. Porquê? Que voltas dera o Mundo para Endymion o ter até chamado de desgraçado? Como é que os sentimentos podem variar tanto? Provavelmente a culpa não é sua, aliás é impossível que seja já que são conceitos, emoções e não seres vivos; a culpa é nossa que somos inconstantes, vamos ao sabor do vento e na brisa perdemos o que amamos, perdemo-nos a nós próprios e depois olhamos para trás e nem sabemos como chegámos ali, foi um furacão... Bem, foram as nossas escolhas, porque, quanto mais não seja, não fugimos do furacão.
Foi exactamente essa mudança de sentimentos que arruinou a amizade dos dois rapazes. Numa festa, há 12 anos...
“Hades, na varanda do Grande Salão do Palácio de Crystal Tóquio, observava o horizonte e a imensamente bela cidade que à sua frente se estendia.
“Um dia será tudo meu.” Pensou, mas o seu pensamento revoltou-o e sem reparar deixou cair o copo de martini que segurava. Prontamente uma empregada do Palácio limpou o acidente e a serventia daquela mulher fez o homem sentir-se melhor, mais poderoso. Antes que pudesse saborear a sua patética glória sentiu uma mão forte pousar no seu ombro. Era Endymion.
- Está na hora. A Serenidade vai agora trazê-la. – informou sorridente o Rei.
Referia-se à recém-nascida Princesa Serenidade, que recebeu o nome da mãe, que iria então ser apresentada aos convidados da festa e de quem Hades era o padrinho. Endymion e o ainda seu melhor amigo dirigiram-se bem para o centro do amplo e muito iluminado Salão e então o Rei falou:
- Boa noite e obrigado a todos pela vossa presença. Esta noite queremos partilhar a felicidade do nascimento da nossa filha: Serenidade. Bem, - prossegue Endymion com um sorriso de orelha a orelha, apontando para a escadaria no centro do Salão que o ligava ao andar de cima. – a Princesinha aí vem.
E vinha, nos braços de sua mãe que tinha um ar muito feliz, mas igualmente cansado. Small Lady tinha o cabelo muito curto cor-de-rosa, cor do seu vestidinho e mantinha os olhos fechados. O Rei e a Rainha trocaram um ar muito apaixonado que não passou despercebido a ninguém, principalmente a Hades.
Naquele exacto momento, o cruel homem (sim, porque o nosso verdadeiro eu está lá sempre, mesmo que suprimido) percebeu que aquilo era tudo o que queria. Um reino, uma linda mulher que amasse e que lhe desse frutos desse amor. Queria tudo o que Endymion tinha; pior, queria quem Endymion tinha: a Rainha e a Princesa Serenidade.”
O padrinho de Chibiusa é possuído por uma imagem daquela festa, a imagem de quando pegou em Chibiusa vinda do colo de sua mãe.
“A meio da festa, depois dos reis terem dado a filha a conhecer aos seus amigos, chegou a parte, tradição em Crystal Tóquio, do padrinho receber a bebé da mãe, lhe beijar a testa e devolvê-la ao pai. Assim foi.
Nos dois anos seguintes, Hades foi o melhor padrinho de sempre, passeava com a Princesa, brincava com ela, oferecia-lhe tudo e mais alguma coisa; basicamente, estragava-a com mimos. Deste modo, a pequena ficou muito afeiçoada ao “De”, como lhe chamava quando, precocemente, ao 1 ano, começou a falar. Durante este tempo, em que o Rei continuava a governar, Hades aproveitou também para se aproximar da Rainha, que a dado ponto o acompanhava nos seus passeios com Chibiusa, passava dias inteiros com ele.
E foi num desses dias, pouco depois da Princesa fazer os seus dois anos que o malfeitor convidou mãe e, consequentemente, filha para uma passeio no sucessor do carro. A Rainha aceitou, porque não?
Lá foram, estrada fora. O caminho começou a parecer longo. Interminável mesmo. Já viajavem há 4 horas, ou seja, mais do dobro do aconselhável e Hades não parecia querer parar. Crystal Tóquio, Beki’s City, Babachus’ Town, já todas estavam para trás e rumavam agora a lado algum, quer dizer, pelo menos, a Terra alguma. A Rainha aperta com força o banco do “carro do futuro” e um fio de suor escorre pela sua pálida face. É medo, nu e cru e, infelizmente, racional. Ficou também provada a ligação especial entre mães e filhas, já que Small Lady começou a choramingar com o nervosismo da mãe. O padrinho nem reagiu, continuou o caminho para onde apenas ele sabia. Finalmente disse:
- Hoje vamos começar uma nova vida. Nós os três.
Capítulo 27
Escolhas. A História de Hades
Ao olhar para trás, surgem sempre perguntas. E se tivéssemos dito outras palavras ou dito alguma coisa de todo. Se não tivéssemos ficado calados? Se não tivéssemos falado demais? Se não tivéssemos deixado alguém partir ou partirmos nós sem deixar palavras importantes por sair? Se isto tudo, como é que teria sido? Diferente, sem dúvida. Mas como? Então, valeria a pena ter sido completamente sincero ou mais comedido ou mais lutador ou mais esperançoso? Nunca saberemos. Temos é de ter plena consciência que foram as nossas escolhas que nos trouxeram ao ponto onde estamos agora. E por isso é normal pensar, se estas tivessem sido diferentes, onde é que estaríamos? Desde que não nos esqueçamos que não podemos voltar atrás e que temos de viver em função das escolhas já feitas. A vida, período de tempo que passamos na Terra, com o coração a bater é uma benção, mesmo que a Vida seja cruel.
E se Selene nunca tivesse ido ter com Poseidon, à noite, naquela festa? Quanto poderia ter sido melhor? E pior? Dúvidas que nunca serão esclarecidas. Outros caminhos que a trágica história sua poderia ter tomado; mas afinal este desfecho indeterminável já estava determinado pelas rígidas Leis da Física. E, quando o Tempo, a Vida, as Leis da Física, basicamente o Universo, se unem apenas para arruinar uma História de Amor, não há hipótese. Inveja? Sim, inveja da pureza e felicidade, do Amor em si, talvez por ser um pouco de tudo e algo único.
Facto é que se encontraram naquela noite e que desde então viveram um atribulado Amor. Quer dizer, viviam, até um cair. Até Poseidon verter a derradeira gota de vida. Tal como Cupido, tal como Apolo. Resta Hades e 7 dos seus 9 Monstros.
Ao perder os únicos humanos que, na sua maneira pervertida, amava, Hades mergulhou nas suas memórias. A sua história, as suas escolhas.
“Era mais um activo trabalhador de Crystal Tóquio, no entanto, ao contrário de todos os outros, tinha uma relação muito especial com o Rei Endymion. Acompanhara-o em todas as viagens a outras regiões, da luminosa Paris à próxima Hiroshima e, com o tempo, tornaram-se inseparáveis melhores amigos.”
Na sua mente, passaram imagens dessas viagens, de jantares, de convívios, de risos, da cumplicidade vivida. Os seus olhos, distantes, reflectiam, não a compreensível saudade ou nostalgia, mas sim um amargo sentimento de “tempo deitado fora”.
As Navegantes passavam aos lado de tudo isto, para não pôr de lado a sua própria vida. Batalhavam para garantir que cada segundo não era o último. Selene e Júpiter olhavam incrédulas para o Rei, que friamenete prefurava o chão com a sua mortífera espada, a fim de a limpar, e de seguida para o corpo de Cupido que, magicamente, se transformou em água e correu pela relva, lavando-a, dizendo-lhe que aquela sujidade que sente não é culpa sua. A relva pareceu ouvi-lo, ou melhor senti-lo, pois recuperou o brilho e beleza característicos da miudinha erva que cobre os campos. Todavia, o medo, a crueldade, a guerra continuava sob os olhos atentos e chorosos da Rainha e de Small Lady; também a Guerreira das Tempestades, uma vez que já não podia estar com o seu amor, deu-lhe as suas lágrimas, de seus belos olhos correram dois rios directos para onde escorreu “a água de Cupido”. Selene correu a abraçar o Pai, porque, apesar de desaprovar a forma como aquele homem que tanto admirava tinha feito cair Cupido, sabia que só o fez para a proteger.
- Ahh. – gemeu de dor o Rei.
Blue Lady lembrou-se que Endymion está ferido... Olhou bem para o fundo dos olhos do pai e de seguida para Hades, antevendo a batalha, mas o inimigo ainda estava imerso em suas recordações.
Claro que uma história assim parece perfeita, contudo Hades estava ali batalhando contra o que fora o seu melhor amigo. Porquê? Que voltas dera o Mundo para Endymion o ter até chamado de desgraçado? Como é que os sentimentos podem variar tanto? Provavelmente a culpa não é sua, aliás é impossível que seja já que são conceitos, emoções e não seres vivos; a culpa é nossa que somos inconstantes, vamos ao sabor do vento e na brisa perdemos o que amamos, perdemo-nos a nós próprios e depois olhamos para trás e nem sabemos como chegámos ali, foi um furacão... Bem, foram as nossas escolhas, porque, quanto mais não seja, não fugimos do furacão.
Foi exactamente essa mudança de sentimentos que arruinou a amizade dos dois rapazes. Numa festa, há 12 anos...
“Hades, na varanda do Grande Salão do Palácio de Crystal Tóquio, observava o horizonte e a imensamente bela cidade que à sua frente se estendia.
“Um dia será tudo meu.” Pensou, mas o seu pensamento revoltou-o e sem reparar deixou cair o copo de martini que segurava. Prontamente uma empregada do Palácio limpou o acidente e a serventia daquela mulher fez o homem sentir-se melhor, mais poderoso. Antes que pudesse saborear a sua patética glória sentiu uma mão forte pousar no seu ombro. Era Endymion.
- Está na hora. A Serenidade vai agora trazê-la. – informou sorridente o Rei.
Referia-se à recém-nascida Princesa Serenidade, que recebeu o nome da mãe, que iria então ser apresentada aos convidados da festa e de quem Hades era o padrinho. Endymion e o ainda seu melhor amigo dirigiram-se bem para o centro do amplo e muito iluminado Salão e então o Rei falou:
- Boa noite e obrigado a todos pela vossa presença. Esta noite queremos partilhar a felicidade do nascimento da nossa filha: Serenidade. Bem, - prossegue Endymion com um sorriso de orelha a orelha, apontando para a escadaria no centro do Salão que o ligava ao andar de cima. – a Princesinha aí vem.
E vinha, nos braços de sua mãe que tinha um ar muito feliz, mas igualmente cansado. Small Lady tinha o cabelo muito curto cor-de-rosa, cor do seu vestidinho e mantinha os olhos fechados. O Rei e a Rainha trocaram um ar muito apaixonado que não passou despercebido a ninguém, principalmente a Hades.
Naquele exacto momento, o cruel homem (sim, porque o nosso verdadeiro eu está lá sempre, mesmo que suprimido) percebeu que aquilo era tudo o que queria. Um reino, uma linda mulher que amasse e que lhe desse frutos desse amor. Queria tudo o que Endymion tinha; pior, queria quem Endymion tinha: a Rainha e a Princesa Serenidade.”
O padrinho de Chibiusa é possuído por uma imagem daquela festa, a imagem de quando pegou em Chibiusa vinda do colo de sua mãe.
“A meio da festa, depois dos reis terem dado a filha a conhecer aos seus amigos, chegou a parte, tradição em Crystal Tóquio, do padrinho receber a bebé da mãe, lhe beijar a testa e devolvê-la ao pai. Assim foi.
Nos dois anos seguintes, Hades foi o melhor padrinho de sempre, passeava com a Princesa, brincava com ela, oferecia-lhe tudo e mais alguma coisa; basicamente, estragava-a com mimos. Deste modo, a pequena ficou muito afeiçoada ao “De”, como lhe chamava quando, precocemente, ao 1 ano, começou a falar. Durante este tempo, em que o Rei continuava a governar, Hades aproveitou também para se aproximar da Rainha, que a dado ponto o acompanhava nos seus passeios com Chibiusa, passava dias inteiros com ele.
E foi num desses dias, pouco depois da Princesa fazer os seus dois anos que o malfeitor convidou mãe e, consequentemente, filha para uma passeio no sucessor do carro. A Rainha aceitou, porque não?
Lá foram, estrada fora. O caminho começou a parecer longo. Interminável mesmo. Já viajavem há 4 horas, ou seja, mais do dobro do aconselhável e Hades não parecia querer parar. Crystal Tóquio, Beki’s City, Babachus’ Town, já todas estavam para trás e rumavam agora a lado algum, quer dizer, pelo menos, a Terra alguma. A Rainha aperta com força o banco do “carro do futuro” e um fio de suor escorre pela sua pálida face. É medo, nu e cru e, infelizmente, racional. Ficou também provada a ligação especial entre mães e filhas, já que Small Lady começou a choramingar com o nervosismo da mãe. O padrinho nem reagiu, continuou o caminho para onde apenas ele sabia. Finalmente disse:
- Hoje vamos começar uma nova vida. Nós os três.

http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/princesa-azul-da-lua-t2071.htm
"O Fim da Trindade"
Minako e Apolo
Makoto e Cupido
Selene e Poseidon
e agora?
A pele da Rainha arrepiou-se, os seus nervos congelaram, o seu coração bateu mais forte no peito, o estômago embrulhou-se num nó e os olhos encheram-se de lágrimas, assustadas demais para sair, tal como as palavras. Então o doente continuou:
- Longe daquele estúpido Reino, recomeçaremos do zero.
- Hades, não faças nada de que te venhas a arrepender. – pediu em tom de conselho Serenidade.
Chibiusa começou a chorar mais alto. Hades pousou a mão no joelho da Rainha.
“Endymion, meu amor, por favor... Não quero mais ninguém, por favor, salva-me!” pensou, enquanto lágrimas começaram a cair dos seus lindos olhos azuis.
- Não chores, não vale a pena, aqui ninguém te ouve. Somos só tu, eu e a nossa filha.
- Ela não é tua filha! – afirmou convicta, mas baixinho para não assustar Small Lady.
- Em breve também teremos os nossos.
Esta declaração de Hades petreficou a Rainha que apenas conseguia pensar em Endymion.
- Não te preocupes, fazer-te-ei esquecê-lo.
Sem que a Neo Queen Serenity percebesse como estavam à porta de uma casa. Bela vivenda, amarela clara com janelas verdes e telhas, jardim com flores, relva, piscina e um pequeno parque infantil, inspirada no séc XXI. Hades tocou à campainha e 3 jovens alegres de seus 10 anos vieram com quem parecia ser a sua mãe abrir a porta.
- Antes que penses em fugir, - avisou o raptor – eu tenho a Serenidade.
A Rainha, ainda sentada no “carro” olhou para trás e a sua filha já não estava na cadeirinha, estava nos braços da tal mulher, Athenas, veio mais tarde a saber. A porta do seu lado abriu-se, Hades pegou-lhe ao colo como se fosse a sua noiva na Lua-de-Mel e levou-a para dentro de casa, onde, num dos quartos dos fundos a trancou.
- Quando estiveres pronta, venho-te buscar. Despacha-te, a nossa filha precisa de ti.
E partiu, levando a chave consigo.
Já na sala, estavam num sofá, num canto pela janela, sentados os três garotos curiosos e Athenas cuidando da bebé.
- Papá, por que é que trouxeste outra senhora cá para casa? A mamã não gosta. – disse um dos rapazes, com caracóis e olhos verdes.
Hades, que era afinal o pai dos 3 meninos, ignorou o que o jovem disse e informou:
- Eu tenho de ir trabalhar.
- Apolo, segura aqui na... – pediu Athenas, atrapalhando-se por não saber o que chamar a Chibiusa. – tua irmã... Eu preciso de falar com o pai.
O rapaz, de 9 anos, cabelos loiros e olhos azuis claros franziu a sobrancelha como que desaprovando o “irmã”, ainda assim obedeceu à sua mãe.
- Lá fora. – pediu Athenas. Era uma linda mulher, das mais belas. Tinha uns olhos amendoados cinzentos, longos caracóis quase brancos, não da idade. Deveria ter seus 30 e poucos anos, um pouco menos que Hades. Era alta e muito elegante e usava uma túnica branca com laivos cinzentos e mangas largas. Parecia uma deusa.
Já no jardim, a beldade perguntou:
- E o que fazes agora? Ela ama-o, nunca poderás alterar isso.
- Cala-te! – exlcamou nervoso o pai de seus filhos.
- Sabes que não. Está escrito há muito tempo. Por que é que queres sempre mais? Nós éramos felizes... Pelo menos, eu achava.
- Felicidade? – interrogou, soltando uma risada maléfica. – Que estupidez!
A íris dos luminosos olhos cinzentos de Athenas foi ocultada pela água.
Hades apenas disse:
- Vou trabalhar, não quero levantar suspeitas.
- Não faças isso! Eles vão perceber. Ouve-me.
- Não digas disparates, mulher. Cuida dos nossos filhos e da minha menina. – ordenou o homem e ao olhar para a face ao seu lado, acrescentou ao seu ouvido: - Que nem te passe pela cabeça abrir aquela porta.
E partiu rumo a Crystal Tóquio. Já era de madrugada, deveria chegar lá pelo nascer do Sol. Calculava que, quando chegasse, encontrasse a terra num alvoroço com o desaparecimento da Rainha e também que uma ou outra pessoa se lembrasse de os ver juntos na tarde anterior.
E assim foi. Ouviu um sururu quando passou ao pé do centro da cidade, a que nem ligou, seguiu para o Palácio.
- Bom dia. – desejou a um dos guardas. – O que sucedeu?
- A nossa Rainha e a pequena Princesa desapareceram. Desde ontem à tarde que ninguém vê Suas Majestades.
Hades fingiu surpresa, desgosto. O guarda deve ter captado alguma da sua falsidade porque acrescentou:
- Há quem diga que Suas Majestades foram levadas da cidade por si, senhor.
O “senhor” olhou-o de lado e, apagando a acusação do guarda, questionou:
- O Rei Endymion está na Sala das Navegantes, certo?
- Sim, senhor.
- Obrigado. – agradeceu secamente e caminhou para a Sala.
Mesmo ao chegar à porta, avistou Rei, a sair da Sala; a rapariga tinha umas enormes olheiras e a sua quente beleza fora abafada pelo cansaço.
- Hades! Ainda bem que vieste. O Endymion está agoniado, nem sabe o que fazer. A tua presença vai ser importante para ele. –declarou a jovem enquanto corria para o que ainda não sabia seu inimigo. Mas soube-o, soube-o no exacto instante que o abraçou. A sua energia negativa percorreu o corpo de Rei e, assustada, afastou-se. Hades não percebeu, no entanto fizeram-np, a grande distância dali, Athenas e Serenidade. Agora era esperar até o pesadelo acabar. Rei olhou bem no fundo dos olhos de Hades e viu... sujidade. Arrepiou-se, mas tentou passar despercebida para que o homem não desconfiasse e assim ela pudesse arranjar forma de chegar à Rainha.
- Ah! Esqueci-me de uma coisa na Sala. – inventa Mars, para voltar lá. – Vamos? – perguntou a Hades.
- Claro! – e este sorriu.
Bateram à porta e entraram. Os olhos de Endymion ergueram-se. Estavam vermelhos, provavelmente de muitas lágrimas, estava pálido, com os lábios secos e despenteado. Não comia, nem dormia há muitas horas. Todas as Navegantes estavam lá, menos Plu. Rei foi ter com Amy e Hotaru e confessou-lhes as suas suspeitas. As duas raparigas discretamente olharam para Hades, com repúdio, nojo. Este já estava junto de Endymion que olhava o Céu pela janela, como se estivesse a pedir-lhe orientação.
- Já iniciaste as buscas? – perguntou a simular grande dor.
- Hum, hum. – assentiu o Rei.
- Elas voltam, sossega. – aconselhou.
- Bem, Hades. – começou de repente Rei, captando a atenção de todos na Sala. – Parece que hoje não és preciso por aqui.
- Claro que sou! O meu melhor amigo precisa de mim. – recusou e, com um olhar, pediu a confirmação do Rei.
- Endymion. – chamou suavemente Amy, impedindo que o rei concluisse o assunto com Hades e Mars. – Encontrei uma pista no computador. É melhor veres.
Hades suou frio, Rei confirmou as suas suspeitas.
Já no ecrã, estavam escritas todas as dúvidas da Rei e os seus fundamentos e, para Hades sossegar e pensar que afinal estava tudo controlado, no fim, pedia para o Rei se fingir desanimado e exclamar “Mais uma falsa pista!”
Hades relaxou. E foi então que Endymion disse:
- De facto, Hades. É melhor ires. Eu vou tentar dormir. – revelou o Rei. Aproximou-se do “amigo” e deu-lhe um abraço.
Um abraço para ver se o homem se quer pensava no que tinha feito? Nãããã... Para lhe colocar um chip, que Amy lhe acabara de dar, no ombro. E Hades partiu.
Assim que fechou a porta da Sala, Rei explicou tudo para as restantes Navegantes.
- Não podemos partir já porque ele nos veria. – constatou Hotaru.
- Então, ao princípio da tarde, se o sinal do chip mostrar que ele já chegou ao seu destino, partimos. – decidiu Michiru.
- Eu fico aqui a ver os seus movimentos. – declarou Amy.
- Encontramo-nos aqui daqui a 6 horas, às 14h. – proclamou o Rei e foi para o seu quarto.
- Longe daquele estúpido Reino, recomeçaremos do zero.
- Hades, não faças nada de que te venhas a arrepender. – pediu em tom de conselho Serenidade.
Chibiusa começou a chorar mais alto. Hades pousou a mão no joelho da Rainha.
“Endymion, meu amor, por favor... Não quero mais ninguém, por favor, salva-me!” pensou, enquanto lágrimas começaram a cair dos seus lindos olhos azuis.
- Não chores, não vale a pena, aqui ninguém te ouve. Somos só tu, eu e a nossa filha.
- Ela não é tua filha! – afirmou convicta, mas baixinho para não assustar Small Lady.
- Em breve também teremos os nossos.
Esta declaração de Hades petreficou a Rainha que apenas conseguia pensar em Endymion.
- Não te preocupes, fazer-te-ei esquecê-lo.
Sem que a Neo Queen Serenity percebesse como estavam à porta de uma casa. Bela vivenda, amarela clara com janelas verdes e telhas, jardim com flores, relva, piscina e um pequeno parque infantil, inspirada no séc XXI. Hades tocou à campainha e 3 jovens alegres de seus 10 anos vieram com quem parecia ser a sua mãe abrir a porta.
- Antes que penses em fugir, - avisou o raptor – eu tenho a Serenidade.
A Rainha, ainda sentada no “carro” olhou para trás e a sua filha já não estava na cadeirinha, estava nos braços da tal mulher, Athenas, veio mais tarde a saber. A porta do seu lado abriu-se, Hades pegou-lhe ao colo como se fosse a sua noiva na Lua-de-Mel e levou-a para dentro de casa, onde, num dos quartos dos fundos a trancou.
- Quando estiveres pronta, venho-te buscar. Despacha-te, a nossa filha precisa de ti.
E partiu, levando a chave consigo.
Já na sala, estavam num sofá, num canto pela janela, sentados os três garotos curiosos e Athenas cuidando da bebé.
- Papá, por que é que trouxeste outra senhora cá para casa? A mamã não gosta. – disse um dos rapazes, com caracóis e olhos verdes.
Hades, que era afinal o pai dos 3 meninos, ignorou o que o jovem disse e informou:
- Eu tenho de ir trabalhar.
- Apolo, segura aqui na... – pediu Athenas, atrapalhando-se por não saber o que chamar a Chibiusa. – tua irmã... Eu preciso de falar com o pai.
O rapaz, de 9 anos, cabelos loiros e olhos azuis claros franziu a sobrancelha como que desaprovando o “irmã”, ainda assim obedeceu à sua mãe.
- Lá fora. – pediu Athenas. Era uma linda mulher, das mais belas. Tinha uns olhos amendoados cinzentos, longos caracóis quase brancos, não da idade. Deveria ter seus 30 e poucos anos, um pouco menos que Hades. Era alta e muito elegante e usava uma túnica branca com laivos cinzentos e mangas largas. Parecia uma deusa.
Já no jardim, a beldade perguntou:
- E o que fazes agora? Ela ama-o, nunca poderás alterar isso.
- Cala-te! – exlcamou nervoso o pai de seus filhos.
- Sabes que não. Está escrito há muito tempo. Por que é que queres sempre mais? Nós éramos felizes... Pelo menos, eu achava.
- Felicidade? – interrogou, soltando uma risada maléfica. – Que estupidez!
A íris dos luminosos olhos cinzentos de Athenas foi ocultada pela água.
Hades apenas disse:
- Vou trabalhar, não quero levantar suspeitas.
- Não faças isso! Eles vão perceber. Ouve-me.
- Não digas disparates, mulher. Cuida dos nossos filhos e da minha menina. – ordenou o homem e ao olhar para a face ao seu lado, acrescentou ao seu ouvido: - Que nem te passe pela cabeça abrir aquela porta.
E partiu rumo a Crystal Tóquio. Já era de madrugada, deveria chegar lá pelo nascer do Sol. Calculava que, quando chegasse, encontrasse a terra num alvoroço com o desaparecimento da Rainha e também que uma ou outra pessoa se lembrasse de os ver juntos na tarde anterior.
E assim foi. Ouviu um sururu quando passou ao pé do centro da cidade, a que nem ligou, seguiu para o Palácio.
- Bom dia. – desejou a um dos guardas. – O que sucedeu?
- A nossa Rainha e a pequena Princesa desapareceram. Desde ontem à tarde que ninguém vê Suas Majestades.
Hades fingiu surpresa, desgosto. O guarda deve ter captado alguma da sua falsidade porque acrescentou:
- Há quem diga que Suas Majestades foram levadas da cidade por si, senhor.
O “senhor” olhou-o de lado e, apagando a acusação do guarda, questionou:
- O Rei Endymion está na Sala das Navegantes, certo?
- Sim, senhor.
- Obrigado. – agradeceu secamente e caminhou para a Sala.
Mesmo ao chegar à porta, avistou Rei, a sair da Sala; a rapariga tinha umas enormes olheiras e a sua quente beleza fora abafada pelo cansaço.
- Hades! Ainda bem que vieste. O Endymion está agoniado, nem sabe o que fazer. A tua presença vai ser importante para ele. –declarou a jovem enquanto corria para o que ainda não sabia seu inimigo. Mas soube-o, soube-o no exacto instante que o abraçou. A sua energia negativa percorreu o corpo de Rei e, assustada, afastou-se. Hades não percebeu, no entanto fizeram-np, a grande distância dali, Athenas e Serenidade. Agora era esperar até o pesadelo acabar. Rei olhou bem no fundo dos olhos de Hades e viu... sujidade. Arrepiou-se, mas tentou passar despercebida para que o homem não desconfiasse e assim ela pudesse arranjar forma de chegar à Rainha.
- Ah! Esqueci-me de uma coisa na Sala. – inventa Mars, para voltar lá. – Vamos? – perguntou a Hades.
- Claro! – e este sorriu.
Bateram à porta e entraram. Os olhos de Endymion ergueram-se. Estavam vermelhos, provavelmente de muitas lágrimas, estava pálido, com os lábios secos e despenteado. Não comia, nem dormia há muitas horas. Todas as Navegantes estavam lá, menos Plu. Rei foi ter com Amy e Hotaru e confessou-lhes as suas suspeitas. As duas raparigas discretamente olharam para Hades, com repúdio, nojo. Este já estava junto de Endymion que olhava o Céu pela janela, como se estivesse a pedir-lhe orientação.
- Já iniciaste as buscas? – perguntou a simular grande dor.
- Hum, hum. – assentiu o Rei.
- Elas voltam, sossega. – aconselhou.
- Bem, Hades. – começou de repente Rei, captando a atenção de todos na Sala. – Parece que hoje não és preciso por aqui.
- Claro que sou! O meu melhor amigo precisa de mim. – recusou e, com um olhar, pediu a confirmação do Rei.
- Endymion. – chamou suavemente Amy, impedindo que o rei concluisse o assunto com Hades e Mars. – Encontrei uma pista no computador. É melhor veres.
Hades suou frio, Rei confirmou as suas suspeitas.
Já no ecrã, estavam escritas todas as dúvidas da Rei e os seus fundamentos e, para Hades sossegar e pensar que afinal estava tudo controlado, no fim, pedia para o Rei se fingir desanimado e exclamar “Mais uma falsa pista!”
Hades relaxou. E foi então que Endymion disse:
- De facto, Hades. É melhor ires. Eu vou tentar dormir. – revelou o Rei. Aproximou-se do “amigo” e deu-lhe um abraço.
Um abraço para ver se o homem se quer pensava no que tinha feito? Nãããã... Para lhe colocar um chip, que Amy lhe acabara de dar, no ombro. E Hades partiu.
Assim que fechou a porta da Sala, Rei explicou tudo para as restantes Navegantes.
- Não podemos partir já porque ele nos veria. – constatou Hotaru.
- Então, ao princípio da tarde, se o sinal do chip mostrar que ele já chegou ao seu destino, partimos. – decidiu Michiru.
- Eu fico aqui a ver os seus movimentos. – declarou Amy.
- Encontramo-nos aqui daqui a 6 horas, às 14h. – proclamou o Rei e foi para o seu quarto.

http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/princesa-azul-da-lua-t2071.htm
"O Fim da Trindade"
Minako e Apolo
Makoto e Cupido
Selene e Poseidon
e agora?
Pouco antes da hora marcada, já todos tinham chegado, movidos pela ansiedade. Mercury confirmava que Hades deveria ter chegado ao seu destino, já que há 1 hora que pouco se mexia. Mars trazia a perturbadora notícia de que vira, no seu fogo, a Rainha no lugar escuro, com uma só janela, fechada por sinal, chorando e ouvia, mais distante, um choro de bebé.
Seguiram em dois carros supersónicos e com comnicação entre si. Mercury, Saturn, Uranus, condutora, e Neptune iam no carro da frente, em que Amy, com o seu PC, dava instruções.
Em aproximadamente 1h30min, avistaram uma colina, que, pelas contas, na encosta escondida devia ter o esconderijo de Hades. Abrandaram, subiram a colina quase toda e deixaram os carros, para evitarem ser vistos. Então, Uranus e Neptune, pé ante pé, espreitaram para o outro lado e apenas viram a tal casa, que coincídia com a posição calculada para a localização de Hades.
- Nããão! – gritou a Rainha, quando o cruel homem a tentava beijar. Sozinha, indefesa naquele quarto escuro.
Então, pela primeira vez, Chibiusa mostrou o seu poder. O tal quarto-crescente de Lua surgiu-lhe na testa e libertou uma enorme quantidade de energia que se elevou no Céu, aos olhos das Navegantes e do Rei.
- A minha filha! – agoniaram em simultâneo Serenidade e Endymion. Uma sintonia entre pais e filhos. Inexplicável.
As guardiãs da Família Real da Lua com o seu Rei invadiram a casa e quando entraram, encontraram Small Lady nos braços de Athenas. Uranus aproximou-se bruscamente da mulher, mas 3 crianças meteram-se no seus caminho. Naquele momento, os presentes só queriam saber da bebé e por isso não gravaram a cara dos pequenos. Deviam. Talvez nem tenham vindo a perceber quem eram, mas tudo poderia ter sido evitado se tivessem olhado os inesquecíveis olhos verdes esmeralda de Cupido, os azuis claros de Apolo ou os azuis acinzentados de Poseidon.
- Endymion. – sussurou a Rainha. Sentiu a sua presença. Laços de um Amor para além do Tempo ou da Vida.
Valeu-lhe um cobarde estalo. Um alto e imponente homem teve falta de verticalidade ao ponto de levantar a mão a uma senhora desprotegida, a uma respeitada Rainha.
- Esquece-o! – gritou imperativo Hades. – Eu amo-te mais! Tu és minha!!
- Tu nunca conhecerás o verdadeiro amor. Tenho pena. – disse calmamente Serenidade com um olhar de compaixão.
Endymion ouvira o grito de Hades, Athenas também. Mais ninguém. Os dois entreolharam-se. Athenas entrega Chibiusa a Poseidon” Ironia a rapariga 10 anos depois matá-lo. “e corre para o quarto dos fundos, seguida por Endymion. As Navegantes não compreendem e os breves segundos de confusão são os suficientes para os rapazes fugirem com a bebé para o exterior. Quando abrem violentamente a porta, uma janela, também da fachada de frente da casa, mas na outra ponta parte-se e de lá sai Serenidade no colo de Hades. Athenas e Endymion haviam chegado e o cobarde resolvera fugir.
Agora, no descampado em frente da casa, estão frente a frente Endymion e Hades” Como se antevê acontecer de novo “Serenidade, ferida dos vidros, está caída no chão. Os 3 rapazes estão agora protegidos pela sua mãe que segura Chibiusa. As Navegantes estão paralisadas. O que é que podem fazer?
- Um combate de um para um. – propôs Endymion.
- Eu já tenho o que quero.
- Nunca te deixarei fugir. Combatamos até que um de nós caia.
- Vê por que é que eu sou o homem para ti. – manda Hades à Rainha.
- Entregue-nos a Princesa. Por favor. – pede Venus a Athenas.
Athenas não era má pessoa. Pelo contrário. Apenas se apaixonara pelo homem errado. Tinha um olhar tão triste. Mesmo sabendo da vontade do seu amor, aproximou-se da Navegante da Beleza, para surpresa de todas. Beijou Chibiusa na testa, fazendo sorrir docilmente a bebé e entregou-a nos braços da sua madrinha. Sentiu então os seus filhos, ainda pequenos, abraçados a si. Retribuiu. Small Lady começou a chorar e Minako devolveu-a a Athenas, revoltando as Navegantes, em particular Haruka.
Mas Venus percebera algo que mais ninguém conseguira. Ela viu claramente o coração de mulher à sua frente. Entrou pelos seus olhos e conheceu-a. Foi uma ligação para a vida. Talvez tenha sido lançada então a semente do seu amor por Apolo. Athenas era uma mulher de coração puro, nunca agia por Mal e punha o Bem à frente de tudo, mesmo de quem amava, por outro lado punha quem amava à frente de qualquer pedacinho de si. Já fora feliz, o seu sorriso doce mostrava memórias alegres, mas saudades dolorosas. Agora, já não mais sorria para o Mundo. Tinha os seus filhos que a amavam acima de tudo e todos e Hades que a tomara para sua mulher. Ele já gostara dela, de verdade. Nunca a amara, mas sempre gostara dela, até começar com os seus planos doentios. Venus percebera também que ela tinha um enorme carinho pela pequena Princesa e que esse carinho era retribuído, aliás, com o choro da bebé percebeu que de Athenas só podia ir para os braços de seus Pais. Impediu as Navegantes de desfazer o que havia feito. E Athenas sorriu, sincera e profundamente; Venus sentiu que por um instante fizera alguém realmente feliz, alguém que se tornara, por natureza, triste.
Os três rapazes beijaram as bochechas rosadas da sua “irmã”. Poseidon deixou cair uma lágrima bem no rosto da Princesa e sorriram um para o outro.”
Se Chibiusa tivesse recordações desse momento, teria morto Poseidon? Era muito nova na altura, não lembrava. Selene conseguira entrar nas memórias de Hades e aquele momento em particular cortara-lhe a respiração. A sua irmã já conhecia Poseidon? Até que ponto ele se lembrava de tudo aquilo? Afinal ele tinha 10 anos na altura. Era normal se não se lembrasse de todos os detalhes. Selene nunca saberia, afinal nunca teve 10 anos. Aliás a adolescente de 16 anos só viveu 4. Como é que aquele rapaz doce, que ela amou 10 anos depois podia ser a mesma pessoa que aquele monstro que ia atacar a sua mãe antes da sua irmã o matar? As perguntas arrastavam Selene para ainda mais fundo. Já não tinha chão, nem Céu, nem ar. Agonia, dor. Dúvidas que ficariam para sempre, porque não podiam ser respondidas... Selene nem o conseguia dizer para si própria. Poseidon morreu.
“ Endymion e Hades desenbainharam as suas espadas. Eram sabres. Um golpe e contra golpe. Uma lágrima de Serenidade. A serenidade de Athenas. O medo dos 3 pequenos. A concentração das Navegantes. Suor. Sangue? Sangue! Endymion sangrava de um pequeno golpe na bochecha direita. A Rainha leva a mão ao peito. Endymion cai. A Rainha levanta-se. Endymion vê-a. Tenta imitá-la, porém o profundo corte na sua coxa esquerda impede-o. Hades aproxima-se, tira a sua capa cinzenta, onde estava o chip e ergue a sua espada. Mas Serenidade põe-se à sua frente. Na sua pose majestosa. Ele hesita.
- Não te deixo tirar-me quem mais amo!
E surge o Cristal Prateado. Serenidade coloca as suas mãos ao nível do cristal que levita na sua frente.
Hades paralisa, a Rainha leva o Cristal até junto da ferida de Endymion que miraculosamente se cura. Podia também acabar ali o duele, no entanto...
- Esta luta é tua. – disse e beijou a testa do seu amado.
O combate recomeçou, conheceu uma nova força. Entretanto, Serenidade dirigiu-se a Athenas. Um encontro de grandes mulheres. Não foram precisas palavras. Athenas apenas entregou Chibiusa nos braços de sua mãe. Serenidade baixou a cabeça para mirar o seu tesouro. Sentiu vento a passar por ela. Viu o vulto dos 3 meninos a passar pelo canto do olho, para... para junto da batalha. Virou-se.
Athenas... O real sabre de Endymion dirigido a Hades, cruzou Athenas. Mesmo no coração. O Rei estava destroçado, admirava aquela mulher, jamais faria algo assim. Poseidon, Apolo e Cupido chamavam “Mãmã” vezes sem conta. Hades chorava, copiosamente. Essas lágrimas fizeram sorrir Athenas. Ele amava-a. Deixou-se cair nos joelhos e começou a pedir-lhe perdão, mas era tarde demais. A bela e apaixonada Athenas partiu. Endymion limpou a espada. Olhou Hades bem nos olhos.
- Vão se embora! POR FAVOR. – implorou Cupido.
Não podiam deixar aquelas crianças orfãs. Amavam a mãe mais do que a vida e Endymion roubara-a, não lhes podia tirar também o pai.
Voltaram a Crystal Tóquio.
Durante 10 anos, Hades planeou a vingança, incutiu todos os sentimentos maus em seus flhos. Há 5 anos, com apenas 15, os rapazes foram trabalhar para o Palácio, ninguém os reconheceu; Hades usou isso para lhes mostrar que aquelas pessoas que lhes mataram Athenas, nem sequer se lembravam deles, queriam lá saber do seu sofrimento. Felizmente, o Amor viveu sempre neles, graças à sua mãe. E eles amaram, amaram antes de morrer, até morrer.”
Agora Selene sabia a história de Hades. Era apenas um homem que demorou para descobrir o Amor e que, quando o fez, era tarde demais. Perdeu a sua mulher e os seus 3 filhos. Mas a culpa foi do Mal que semeou à sua volta. Agora, mais uma vez, escolheu de lutar com Endymion. Da última vez, custou-lhe Athenas. E agora?
Seguiram em dois carros supersónicos e com comnicação entre si. Mercury, Saturn, Uranus, condutora, e Neptune iam no carro da frente, em que Amy, com o seu PC, dava instruções.
Em aproximadamente 1h30min, avistaram uma colina, que, pelas contas, na encosta escondida devia ter o esconderijo de Hades. Abrandaram, subiram a colina quase toda e deixaram os carros, para evitarem ser vistos. Então, Uranus e Neptune, pé ante pé, espreitaram para o outro lado e apenas viram a tal casa, que coincídia com a posição calculada para a localização de Hades.
- Nããão! – gritou a Rainha, quando o cruel homem a tentava beijar. Sozinha, indefesa naquele quarto escuro.
Então, pela primeira vez, Chibiusa mostrou o seu poder. O tal quarto-crescente de Lua surgiu-lhe na testa e libertou uma enorme quantidade de energia que se elevou no Céu, aos olhos das Navegantes e do Rei.
- A minha filha! – agoniaram em simultâneo Serenidade e Endymion. Uma sintonia entre pais e filhos. Inexplicável.
As guardiãs da Família Real da Lua com o seu Rei invadiram a casa e quando entraram, encontraram Small Lady nos braços de Athenas. Uranus aproximou-se bruscamente da mulher, mas 3 crianças meteram-se no seus caminho. Naquele momento, os presentes só queriam saber da bebé e por isso não gravaram a cara dos pequenos. Deviam. Talvez nem tenham vindo a perceber quem eram, mas tudo poderia ter sido evitado se tivessem olhado os inesquecíveis olhos verdes esmeralda de Cupido, os azuis claros de Apolo ou os azuis acinzentados de Poseidon.
- Endymion. – sussurou a Rainha. Sentiu a sua presença. Laços de um Amor para além do Tempo ou da Vida.
Valeu-lhe um cobarde estalo. Um alto e imponente homem teve falta de verticalidade ao ponto de levantar a mão a uma senhora desprotegida, a uma respeitada Rainha.
- Esquece-o! – gritou imperativo Hades. – Eu amo-te mais! Tu és minha!!
- Tu nunca conhecerás o verdadeiro amor. Tenho pena. – disse calmamente Serenidade com um olhar de compaixão.
Endymion ouvira o grito de Hades, Athenas também. Mais ninguém. Os dois entreolharam-se. Athenas entrega Chibiusa a Poseidon” Ironia a rapariga 10 anos depois matá-lo. “e corre para o quarto dos fundos, seguida por Endymion. As Navegantes não compreendem e os breves segundos de confusão são os suficientes para os rapazes fugirem com a bebé para o exterior. Quando abrem violentamente a porta, uma janela, também da fachada de frente da casa, mas na outra ponta parte-se e de lá sai Serenidade no colo de Hades. Athenas e Endymion haviam chegado e o cobarde resolvera fugir.
Agora, no descampado em frente da casa, estão frente a frente Endymion e Hades” Como se antevê acontecer de novo “Serenidade, ferida dos vidros, está caída no chão. Os 3 rapazes estão agora protegidos pela sua mãe que segura Chibiusa. As Navegantes estão paralisadas. O que é que podem fazer?
- Um combate de um para um. – propôs Endymion.
- Eu já tenho o que quero.
- Nunca te deixarei fugir. Combatamos até que um de nós caia.
- Vê por que é que eu sou o homem para ti. – manda Hades à Rainha.
- Entregue-nos a Princesa. Por favor. – pede Venus a Athenas.
Athenas não era má pessoa. Pelo contrário. Apenas se apaixonara pelo homem errado. Tinha um olhar tão triste. Mesmo sabendo da vontade do seu amor, aproximou-se da Navegante da Beleza, para surpresa de todas. Beijou Chibiusa na testa, fazendo sorrir docilmente a bebé e entregou-a nos braços da sua madrinha. Sentiu então os seus filhos, ainda pequenos, abraçados a si. Retribuiu. Small Lady começou a chorar e Minako devolveu-a a Athenas, revoltando as Navegantes, em particular Haruka.
Mas Venus percebera algo que mais ninguém conseguira. Ela viu claramente o coração de mulher à sua frente. Entrou pelos seus olhos e conheceu-a. Foi uma ligação para a vida. Talvez tenha sido lançada então a semente do seu amor por Apolo. Athenas era uma mulher de coração puro, nunca agia por Mal e punha o Bem à frente de tudo, mesmo de quem amava, por outro lado punha quem amava à frente de qualquer pedacinho de si. Já fora feliz, o seu sorriso doce mostrava memórias alegres, mas saudades dolorosas. Agora, já não mais sorria para o Mundo. Tinha os seus filhos que a amavam acima de tudo e todos e Hades que a tomara para sua mulher. Ele já gostara dela, de verdade. Nunca a amara, mas sempre gostara dela, até começar com os seus planos doentios. Venus percebera também que ela tinha um enorme carinho pela pequena Princesa e que esse carinho era retribuído, aliás, com o choro da bebé percebeu que de Athenas só podia ir para os braços de seus Pais. Impediu as Navegantes de desfazer o que havia feito. E Athenas sorriu, sincera e profundamente; Venus sentiu que por um instante fizera alguém realmente feliz, alguém que se tornara, por natureza, triste.
Os três rapazes beijaram as bochechas rosadas da sua “irmã”. Poseidon deixou cair uma lágrima bem no rosto da Princesa e sorriram um para o outro.”
Se Chibiusa tivesse recordações desse momento, teria morto Poseidon? Era muito nova na altura, não lembrava. Selene conseguira entrar nas memórias de Hades e aquele momento em particular cortara-lhe a respiração. A sua irmã já conhecia Poseidon? Até que ponto ele se lembrava de tudo aquilo? Afinal ele tinha 10 anos na altura. Era normal se não se lembrasse de todos os detalhes. Selene nunca saberia, afinal nunca teve 10 anos. Aliás a adolescente de 16 anos só viveu 4. Como é que aquele rapaz doce, que ela amou 10 anos depois podia ser a mesma pessoa que aquele monstro que ia atacar a sua mãe antes da sua irmã o matar? As perguntas arrastavam Selene para ainda mais fundo. Já não tinha chão, nem Céu, nem ar. Agonia, dor. Dúvidas que ficariam para sempre, porque não podiam ser respondidas... Selene nem o conseguia dizer para si própria. Poseidon morreu.
“ Endymion e Hades desenbainharam as suas espadas. Eram sabres. Um golpe e contra golpe. Uma lágrima de Serenidade. A serenidade de Athenas. O medo dos 3 pequenos. A concentração das Navegantes. Suor. Sangue? Sangue! Endymion sangrava de um pequeno golpe na bochecha direita. A Rainha leva a mão ao peito. Endymion cai. A Rainha levanta-se. Endymion vê-a. Tenta imitá-la, porém o profundo corte na sua coxa esquerda impede-o. Hades aproxima-se, tira a sua capa cinzenta, onde estava o chip e ergue a sua espada. Mas Serenidade põe-se à sua frente. Na sua pose majestosa. Ele hesita.
- Não te deixo tirar-me quem mais amo!
E surge o Cristal Prateado. Serenidade coloca as suas mãos ao nível do cristal que levita na sua frente.
Hades paralisa, a Rainha leva o Cristal até junto da ferida de Endymion que miraculosamente se cura. Podia também acabar ali o duele, no entanto...
- Esta luta é tua. – disse e beijou a testa do seu amado.
O combate recomeçou, conheceu uma nova força. Entretanto, Serenidade dirigiu-se a Athenas. Um encontro de grandes mulheres. Não foram precisas palavras. Athenas apenas entregou Chibiusa nos braços de sua mãe. Serenidade baixou a cabeça para mirar o seu tesouro. Sentiu vento a passar por ela. Viu o vulto dos 3 meninos a passar pelo canto do olho, para... para junto da batalha. Virou-se.
Athenas... O real sabre de Endymion dirigido a Hades, cruzou Athenas. Mesmo no coração. O Rei estava destroçado, admirava aquela mulher, jamais faria algo assim. Poseidon, Apolo e Cupido chamavam “Mãmã” vezes sem conta. Hades chorava, copiosamente. Essas lágrimas fizeram sorrir Athenas. Ele amava-a. Deixou-se cair nos joelhos e começou a pedir-lhe perdão, mas era tarde demais. A bela e apaixonada Athenas partiu. Endymion limpou a espada. Olhou Hades bem nos olhos.
- Vão se embora! POR FAVOR. – implorou Cupido.
Não podiam deixar aquelas crianças orfãs. Amavam a mãe mais do que a vida e Endymion roubara-a, não lhes podia tirar também o pai.
Voltaram a Crystal Tóquio.
Durante 10 anos, Hades planeou a vingança, incutiu todos os sentimentos maus em seus flhos. Há 5 anos, com apenas 15, os rapazes foram trabalhar para o Palácio, ninguém os reconheceu; Hades usou isso para lhes mostrar que aquelas pessoas que lhes mataram Athenas, nem sequer se lembravam deles, queriam lá saber do seu sofrimento. Felizmente, o Amor viveu sempre neles, graças à sua mãe. E eles amaram, amaram antes de morrer, até morrer.”
Agora Selene sabia a história de Hades. Era apenas um homem que demorou para descobrir o Amor e que, quando o fez, era tarde demais. Perdeu a sua mulher e os seus 3 filhos. Mas a culpa foi do Mal que semeou à sua volta. Agora, mais uma vez, escolheu de lutar com Endymion. Da última vez, custou-lhe Athenas. E agora?

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"O Fim da Trindade"
Minako e Apolo
Makoto e Cupido
Selene e Poseidon
e agora?
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