Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Os três talismãs

#81
cruz Surprised.o:

opah o que seria de mim sem voces!!
muito obrigada a todas pelo apoio, principalmente por me conseguirem por um sorriso na cara neste momento tao complicado para mim!!

muito obrigada cruz! e fico contente por ser essa a tua opiniao pessoal!! Smile
#82
primeiro que tudo, desculpe o double post :Embaracoso':

começando a escrever o que ia escrever...
mais uma vez queria agradecer o apoio e a força que me deram!
tenho me sentido muito melhor e ja comecei a escrever, embora ainda vai aos bocadinhos de cada vez...

penso que este fim de semana serei capaz de me entregar a escrita como antes e por essa altura ja devo publicar o capitulo!!

mais uma vez muito obrigada pelo apoio e pela publicidade, no caso da cruz Matreiro

espero nao vos desiludir com o proximo capitulo Smile
#83
Ainda bem, Likinhas! Fico mesmo feliz por saber que já estás melhor! Very Happy Como viste, há muita gente que gosta da tua história e que está aqui para te apoiar no que puder Smile Ainda bem que já recomeçaste a escrever, é bom sinal! Assim vou aguardar ansiosamente para que o fim-de-semana chegue Embaracoso *coloca uma ampulheta na mesa de cabeceira do quarto*
#84
obrigada kaoru!
neste momento a minha vida começa a andar para a frente apesar dos problemas, que sao cada vez maiores, continuarem a aprecer mas enfim...
algumas amigas ajudaram me a perceber que nao me posso prender aos problemas e que tenho que andar em frente!

fico contente por estares ansiosa!!
espero nao vos desiludir!
#85
É claro que não vais desiludir ^__^ E, sim, as tuas amigas têm razão! Todos nós passamos por momentos menos bons na vida... Mas com a amizade e força conseguimos andar para a frente. Pelo menos é nisto que acredito, pois se assim não fosse, já há muito tempo que estaria estagnada no passado.

Força Wink
#86
É isso mesmo rapariga, é a olhar para a frente e fazer o que se gosta que sómos felizes e pelo que viste não sou a unica que te apoia.

PS- por favor passa no meu topico dos jogos e emuladores (Jogos curiosos) é que mais ninguem lá foi e eu gostaria de ter mais certezas á cerca do questionário, orque ultimamete nimge tem lá ido Sad ...pode ser?


Jovems escritores, não resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando!
#88
estava previsto o capitulo 4 ser divido em apenas duas partes mas decidi dividi-lo em tres...

a segunda parte nao ficou muito grande mas espero que gostem!
boa leitura! study


Capitulo 4
As verdadeira raizes (parte II)




Caminharam os dois, lado a lado, em direcção à clareira. Comeram e voltaram a prosseguir viagem.

Liana permanecia calada. Sentia um enorme vazio a apoderar-se do seu corpo. Tudo o que Sérgio lhe havia dito ainda era um pouco confuso e de certa forma irreal para ela. Agora percebia porque se sentia em casa naquele mundo, aquele mundo era a sua casa.

Sérgio observava-a, embora ela não tivesse reparado nisso de tão submersa que estava nos seus pensamentos. Custava-lhe imenso vê-la assim principalmente porque sabia que, embora de uma forma indirecta, aquilo era culpa sua.

- Se eu não lhe tivesses dito nada… Não Sérgio! Não podes pensar assim. Ela tinha de saber, embora isso a tenha magoado, ela tinha de saber… Mas aquele olhar triste, não é o olhar que ela tinha quando eu a conheci. Mas porque é que vê-la assim me afecta tanto? Porque é que a única coisa que eu quero é vê-la feliz e estar ao seu lado?

Sérgio abana a cabeça, tentando soltar-se daqueles pensamentos.

Liana dava voltas e mais voltas à cabeça. Não sabia se devia pedir aquilo, se teria coragem de depois entrar e conhecer um pouco mais do seu passado, conhecer aquilo que o Sérgio nunca lhe poderia contar…

- Sérgio! – chamou um pouco a medo.

- Sim. – respondeu ele virando-se para trás.

- Sabes onde… Sabes onde é que os meus pais viviam? – pergunta olhando para o lado, não queria que Sérgio visse os seus olhos, inchados e vermelhos de tanto chorar.

- Eles viviam perto do Castelo. – respondeu.

- A casa ainda existe?

- Acho que sim. – responde Sérgio após pensar um pouco. – Mas porque perguntas?

- Não vive lá ninguém pois não? – pergunta Liana ignorando a pergunta de Sérgio.

- Que eu saiba não. Acho que nunca mais ninguém entrou na casa depois deles terem… - Sérgio esitou, não queria vê-la a sofrer outra vez – Desde aquele dia, nem sequer tocaram em nada do que estava no interior da casa…

- Achas que me podes levar lá? – uma pequena lágrima correu novamente pela face de Liana, por mais que ela tenta-se não conseguia conter aquela lágrima, a única lágrima que correu pelo seu rosto.

- Claro. – respondeu Sérgio com um sorriso compreensivo.

Conseguia compreender que ela quisesse conhecer as suas verdadeiras raízes. Sabia que aquilo era importante para ela… Conhecer o sitio onde tinha nascido e onde podia ter crescido se, de certa forma, não a tivessem impedido.

Liana continuava com a cara virada, olhando para o rio que corria ao seu lado. Uma pequena gota de água caiu no seu nariz, fazendo com que ela olha-se para o céu.

Mais gotas caíram. Grandes nuvens cinzentas surgiam no céu, escondendo a sua cor azul. Uma tempestade aproximava-se…

Apressaram os cavalos e começaram a procurar um local abrigado onde pudessem passar a noite.

A chuva aumentava a cada minuto que passava, encharcando-os. Liana termia de frio. A sua roupa esta molhada e colava ao corpo. O tempo tinha arrefecido de um momento para o outro.

Desviaram-se um pouco do curso que seguiam, penetrando o interior da floresta, na esperança de encontrarem abrigo.

Passado alguns minutos acabaram por encontrar uma gruta. Era rochosa, rodeada por vários arbustos de um verde escuro salpicado de pequenas gotas devido à chuva que caia.

Entraram na gruta e puseram os cavalos a um canto.

Liana sentou-se ao lado de Beauty recebendo o seu bafo quente. Olhou para a entrada e viu Sérgio sair sem lhe dirigir uma única palavra, sem lhe dar uma única satisfação… Ele vestia uma capa preta para o abrigar da chuva e depressa desapareceu ouvindo-se de seguida um enorme trovão.

Pouco depois Sérgio voltou. Nas mãos trazia um molho de lenha seca, que devia ter apanhado nas redondezas. Colocou a lenha no chão e começou a fazer uma fogueira.

O calor da fogueira espalhou-se pela gruta.

Liana já não sentia tanto frio mas continuava a tremer. As suas faces estavam um pouco rosadas e os seus olhos semicerrados.

Sérgio olhou para ela. Calculou que ela estivesse com febre, devido ao tom da sua face e à maneira com tremia. Aproximou-se dos cavalos e, do seu saco, tirou a manta com que dormira na noite anterior. Colocou-a sobre os ombros de Liana e pôs a sua mão sobre a testa dela.

- Bem me parecia… Estás com febre! – diz ele – Deita-te e descansa. Amanhã teremos um dia agitado.

- É amanha que chegaremos ao Castelo não é? – pergunta Liana.

- É. Agora chega de perguntas… Dorme! – diz Sérgio afastando-se. – Se começas a fazer muitas perguntas acho que volto a ter a mesma opinião que tinha sobre ti…

- Como assim? – pergunta Liana espantada.

- Tu sabes… Aquela parte de eu te achar irritante! – responde Sérgio com um sorriso sarcástico.

- Bem me parecia que o Sérgio simpático não ia durar muito…

Liana deitou-se e fechou os olhos, acabando por adormecer passados alguns minutos.

Sérgio olhou para ela. Era melhor assim, não queria estar demasiado próximo dela, não pelos menos enquanto não descobrisse o que era aquilo que sentia.

Acabou por também se ir deitar. Olhou mais uma vez para Liana e fechou os olhos adormecendo.

Liana começou a dar voltas debaixo da manta. Suor escorria-lhe pela testa, devido ao pesadelo e à febre que tinha. A sua respiração era acelerada. Acabou por acordar mas, desta vez, não soltou nenhum grito. Levou a mão ao peito. Já há muito que aquele estranho pesadelo a atormentava. As caras que eram desfocadas começavam a tornar-se nítidas, como que a desvendar o mistério, envolto naquele pesadelo, aos poucos.

Ansiava por saber o significado daquele pesadelo. Parecia que estava, de alguma forma, ligado à sua missão. Sentiu um aperto no coração. Iria falhar?

Olhou para Sérgio que dormia pacificamente, alheio a tudo o que se passava.

Voltou a deitar-se e, com alguma dificuldade, acabou por voltar a adormecer.

A manhã chegou, encoberta e envolta em neblina. Ao longe, ouvia-se o chilrear dos pássaros que acabavam de despertar. Pequenos raios de sol furavam pelas densas nuvens que ainda cobriam o céu mas que, aos poucos, se iam dissipando.

Foi um desses pequenos raios que iluminou a cara de Liana, despertando-a.

Lentamente ela foi abrindo os olhos. Espreguiçou-se. Sentia as costas um pouco doridas e tinha o pescoço dormente. Olhou em volta.

Sérgio encontrava-se à entrada da gruta a olhar para o exterior. Parecia calmo mas também um pouco tenso, como que a tentar parecer uma coisa que não era. Foi essa a atitude que Liana estranhou.

Lentamente ele virou-se para trás, olhou para Liana esboçando um sorriso sarcástico que Liana não vira durante um dia inteiro.

- Tudo o que é bom acaba… - pensou Liana com ironia.

- Finalmente acordas-te! – diz Sérgio dirigindo-se ao seu cavalo.

Liana não lhe respondeu.

- A Leonor deve-te ter falado do vestido e da capa que estam no teu saco… - começou Sérgio – Chegou a altura de os usares.

- Acho que já percebi porque é que os tenho de usar… - diz Liana enquanto se dirigia ao saco, lembrando-se do destino a que chegaria ao terminar aquela viagem.

- Pelo menos raciocinas bem! – goza Sérgio dirigindo-se para o exterior. – Vou sair para ficares mais à vontade para te trocares!

- Espera! – pede Liana.

- O que é que foi agora? – pergunta ele virando-se para trás.

- Não te esqueces-te daquilo que eu te pedi, pois não?

- Não! – diz ele com um pequeno sorriso.

Saiu da gruta deixando Liana sozinha. Ela trocou-se em pouco tempo e passados quinze minutos Sérgio voltou a entrar na gruta.

Ficou espantado com o que via…

Liana usava um vestido verde, comprido, com um decote não muito grande em quadrado. O vestido era de manga curta. A manga fazia um pouco de balão, algo mínimo, e era limitada por uma pequena fita verde clara. A saia do vestido não era muito volumosa e tinha alguns desenhos bordados, num canto, com linha verde clara. Na sua cabeça repousava um bandolete dupla, do mesmo verde do vestido. Nas mãos tinha uma capa verde, limitada por uma linha dourada.

- Detesto quando começas a olhar assim para mim! – resmunga Liana ao aperceber-se da sua presença e da maneira como ele a olhava.

- Estás muito resmungona! – exclama Sérgio dirigindo-se para o seu cavalo.

Liana vestiu a capa e montou o seu cavalo negro, que se encontrava ao seu lado.

- Vamos? – perguntou ela dirigindo-se para a saída.

- A senhora manda! – diz Sérgio com um sorriso sarcástico, montando e saindo da gruta.

Cavalgaram pela floresta, um pouco mais depressa que o habitual.

Liana sentia o seu coração bater mais depressa.

Passou-se aproximadamente meia hora. O cenário que os rodeava começava a modificar-se. As árvores já não eram tantas, havendo mais espaços vazios. Começavam a aparecer flores com mais regularidade e os arbustos eram um pouco mais claros. Aqui e ali via-se uma casinha ou outra. Nas janelas, elfos e fadas observavam-nos, curiosamente.

O número de casa ia aumentando e começaram a aparecer estreitas ruas feitas de pedra branca. Via-se alguns seres no exterior das casas, conversando, cuidando do jardim ou simplesmente passeando-se pelas ruas.

Liana observava aquilo tudo com curiosidade. Aquele lugar transmitia paz, todos pareciam felizes. Não via expressões de preocupação ou stress como estava habituada a ver nas caras das pessoas do seu mundo.

Depressa começaram a avistar uma casa abandonada. O jardim mais parecia uma selva onde reinavam silvas e ortigas. Conseguia-se ver vestígios de plantas mortas e secas que, outrora, foram belas e cheias de vida.

- Chegamos! – disse Sérgio parando em frente à casa.

- Esta era a casa dos meus pais? – pergunta Liana olhando com tristeza para a velha casa que se erguia na sua frente.
#89
Exelente... ainda agora acabei de ler esta parte e já estou ansiosa pela seguinte.... =D


Jovems escritores, não resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando!
#91
Oh, gostei tanto das descrições deste capítulo! Dava realmente a sensação de estarmos a avançar e a acompanhar o cenário a modificar-se, a chuva a cair, a gruta, o caminho que os levaria até à casa dos pais da Liana. E a parte da gruta, em que a Liana ficou com febre... Foi tudo muito giro ^__^

E aquele sonho perturbante...! Agora estou é ansiosa para ver o que é que a Liana descobre na casa abandonada que fora sua. Também gostei que o Sérgio começasse a agir mais normalmente mas também com aquele novo sentimento a desenvolver-se.

Valeu a pena esperar, o capítulo está muito giro! Fico ansiosamente a aguardar pela terceira parte (que vem em breve! Very Happy)!
#92
kaoru Surprised.o:

ainda bem que gostas te!!
os teus comentarios deixam me sempre com um grande sorriso e este nao foi escepçao...

o que ela descobre... misterio Cool Matreiro
#93
Gostei!!! está lindo!!!

não percbi foi akela parte do Sérgio voltar a ficar sarcástico.... mas espero k dês pistas na parte k vem aí.....

e akel pesadelo....... k será... estou curiosa....

por isso menina likinhas faça o favor de escrever o resto do capitulo!!
#94
a senhora neptuno manda!! Matreiro

porque e que sera que ele voltou a ficer sarcastico?? dou uma pista... para esconder uma coisa!!!


fico feliz por teres gostado! Very Happy
#95
Sim snhor... assim é k deve ser...

para esconder alguma coisa??? k será??????

espero bem k tenha a resposta em pouco tmpo!!!! senão....(tu sabs..) Twisted Evil
#97
dsde k seja possivel um capitulo cedo... por mim tudo bem....
#98
LOL!

daqui a dois ou tres dias ja devem ter novo capitulo! isso se tudo correr bem, agora se me der um crise de imaginaçao...
Matreiro
#99
Capitulo 4
As verdadeiras raizes (Parte III)



- Vamos entrar? – pergunta Sérgio.

- Sim.

Liana desmontou e deu alguns passos em frente, parando assim que chegou ao portão. Colocou a mão direita sobre o pequeno portão verde, com alguns vestígios de ferrugem por acção do tempo. Teve medo de o empurrar e de avançar, teve medo do que poderia ver e descobrir dentro daquela que tinha sido a sua casa.

Sentiu uma pequena tontura. As suas faces voltaram a ficar num tom rosado, bastante claro. Continuava com febre.

- Sentes-te bem? – pergunta Sérgio.

- Sim! Quer dizer… Acho que sim. – responde ela.

- Se calhar devias ter descansado mais um pouco…

- Eu estou bem. A sério! – diz Liana com um pequeno sorriso.

Liana empurra o portão e, respirando fundo, avança pelo pequeno carreiro de pedras brancas e cinzentas que abria caminho até a porta da entrada, feita de madeira de carvalho. Estacou ali. Não tinha a certeza se gostaria do que poderia descobrir ali.

Sérgio apercebeu-se da sua insegurança. Levou a mão ao puxador da porta, verificando que esta não estava trancada.

Entraram. A casa evidenciava sinais de luta.

A primeira divisão em que entraram foi na sala. Os cortinados beges encontravam-se rasgados, encontrando-se apenas uma pequena parte presa ao barão dourado. A pequena mesa de madeira de carvalho, que se encontrava em frente ao sofá verde, estava virada ao contrário. As cadeiras que rodeavam uma mesa redonda, pertencente à sala de jantar, encontravam-se partidas. O vidro da enorme janela tenha um enorme buraco no meio.

Liana sentiu um aperto no peito ao ver toda aquela destruição.

Continuaram a avançar. Percorreram um pequeno corredor e acabaram por ir parar a uma cozinha. Muitos dos azulejos verdes escuros tinham caído ou estavam rachados. As cadeiras e a mesa quadra, ambas de cor branca, estavam caídas no chão de mármore cinzento.

Uma pequena lágrima correu pela cara de Liana. Virou costas e saiu daquela divisão acabando por ir parar a um amplo quarto. Parecia ser a única divisão intacta, onde a destruição não tinha chegado.

As paredes do quarto eram pintadas de um verde bastante claro. A mobília era branca. Num dos cantos do quarto estava um berço bastante trabalhado.

Liana aproximou-se, em passo lento, do pequeno berço. Olhou para ele com atenção.

Cobrindo o pequeno colchão que se encontra no berço, estava uma pequena colcha verde. Três pequenas almofadas, de um verde bastante claro, adornavam o berço. Um tecido, bastante fino e quase transparente, descaia sobre o berço.

Liana virou-se, numa outra parede estava uma cómoda da qual ela se aproximou. Pequenas fadas adornavam aquela cómoda branca. Via-se alguns perfumes de diversos aromas. Todo o quarto estava coberto de pó e teias de aranha, devido ao tempo e à falta de uso.

Perto da cómoda estava um sofá verde, de três lugares. Algo chamou a sua atenção naquele sofá. Um pequeno brilho dourado chamou a sua atenção.

Sérgio observava-a da porta. Aquele era um momento só dela que ele não queria interromper. Custava-lhe imenso ver todas aquelas pequenas e cristalinas lágrimas correrem pelo rosto de Liana mas, mesmo assim, permaneceu ali.

Liana aproximou-se do sofá descobrindo a origem do pequeno brilho. Uma pequena caixa dourada, em forma de folha, repousava no sofá, como se tivesse estado ali durante todos aqueles anos à sua espera.

Ela pegou na caixa, com todo o cuidado, e abriu-a. Uma leve melodia começou a tocar, como se fosse uma canção de embalar. Dentro da pequena caixa de música duas pequenas figuras apareceram. Um elfo e uma fada de asas verdes dançavam ao som da melodia. Na tampa, por dentro, conseguia ler-se uma frase grava a letras de um verde extremamente claro “Porque esta pequena fada é a nossa filha muito amada…”.

Liana não conseguiu conter as lágrimas que depressa se apoderaram dos seus olhos e deslizaram pela sua face.

De novo sentiu uma tontura. Desequilibrou-se e acabou por cair no sofá, levantando uma pequena nuvem de pó.

Sérgio aproximou-se rapidamente dela.

- Liana, estás bem? – pergunta ele preocupado.

As faces de Liana voltaram a adquirir um tom rosado e os seus lhos estavam semicerrados. Sérgio colocou a mão sobre a sua testa.

- A tua febre subiu. Precisas de descansar e de te tratar. – disse ele pegando nela.

Liana sentiu as suas faces ficarem mais vermelhas, mas não devido à febre. Queria que ele a pousasse, queria acabar com aquele contacto mas não tinha forças para lhe dizer que a colocasse no chão.

Estavam já à entrada do quarto quando Sérgio olhou para trás e voltou para junto do sofá, pegando na pequena caixa de música.

Saíram daquela casa, que tanto sofrimento causara, naquele momento, a Liana.

Sérgio deitou-a junto a uma árvore, onde batia sombra. Cobriu-a com uma manta e voltou a desaparecer dentro da casa.

Liana, confusa, viu-o entrar. De repente tudo ficou desfocado e foi perdendo a cor, até tudo ficar negro para ela.

Passaram alguns minutos e Sérgio voltou. Numa mão trazia um pano e noutra um pequeno recipiente com água fria.

Ajoelhou-se ao lado de Liana e pouso tudo no chão.

- Liana… - chamou-a quase num sussurro abanando-a ligeiramente. Repetiu isto por diversas vezes e vendo que ela não reagia, calculou que tivesses desmaiado devido à elevada temperatura que tinha.

Molhou o tecido na água e torceu-o com força colocando-o depois em cima da testa dela. Foi fazendo o mesmo por diversas vezes até a febre começar a baixar.

Liana acabou por acordar passado meia hora. Corou um pouco ao ver que Sérgio tratava dela, molhando o tecido e colocando-o na sua testa.

- Já acordas-te. – diz ele com um pequeno sorriso e colocando a sua mão sobre a testa dela. – A tua febre já baixou um pouco mas não suficiente. Vamos comer qualquer coisa e depois prosseguimos viagem. Falta pouco para chegarmos ao palácio. Lá podes ser tratada como deve ser.

Sérgio levantou e aproximou-se dos cavalos. Do saco tirou alguma comida e depois voltou para o local onde estava Liana.

Comeram e seguiram viagem.

Sérgio ia observando Liana. Tinha medo que ela tivesse uma recaída durante o caminho para o palácio.

Liana sentia as pálpebras pesadas e estas, por enumeras vezes, ameaçaram fechar-se. Ainda estava um pouco zonza e era com dificuldade que suportava o peso do seu próprio corpo.

- Se vires que não estás em condições e quiseres parar é só dizer! – diz Sérgio ao aperceber-se do estado em que ela ainda se encontrava. Tinha de ser tratada rapidamente para não piorar.

- Eu estou bem. – responde Liana num tom bastante baixo.

- Não, tu não estás bem e sabes disso. Eu consigo ver que ainda estás muito debilitada! – diz Sérgio preocupado, preocupação essa que tentava esconder com uma cara zangada, como se estivesse a ralhar com ela.

- Eu aguento! Eu consigo aguentar…
#100
lindo...... fascinante....

o sérgio é tão doce.....

e porque é k a casa stava assim??? muito estranho...

e a caixa da musica... até a consegui visualizar.....

e agora kero mais..... a liana vai conseguir chegar salva ao palácio??? ou vai aconetecer alguma coisa no caminho.... gostaria d saber.....

por isso, escreve!!!!!

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