[FIC] Uma nova Era
Olá moonies! Esta é a minha primeira fic. Apesar da quantidade de trabalho que tenho em mãos, quando tenho um "furo" no horário dou um pulinho à sala dos pc's da faculdade e cá vai isto!
Espero que comentem, crucifiquem-me se for preciso, não me importo, o que quero mesmo é saber as vossas opiniões, por isso não se acanhem
Beijinhos e boa leitura!
Sinopse: As viagens de Chibiusa ao passado causam um distúrbio no portal do espaço-tempo. Para compensar os estragos, terão de interferir uma última vez. As consequências de tal acto poderão ser muitas e correm o risco de que a história tome um rumo diferente...
Nota importante: Esta história contém spoilers (do Anime e do Manga)!
Índice:
Prólogo - página 1
Capítulo I: Numa nova Era - página 1
Capítulo II: Reencontros (parte I) - página 1
Capítulo II: Reencontros (parte II) - página 2
Capítulo III: O despertar da alma de uma guerreira (parte I) - página 3
Capítulo III: O despertar da alma de uma guerreira (parte II) - página 3
Capítulo III: O despertar da alma de uma guerreira (parte III) - página 4
Capítulo IV: Sonho ou Realidade? (parte I) - página 4
Capítulo IV: Sonho ou Realidade? (parte II) - página 4
Capítulo V: Misteriosa aparição (parte I) - página 5
Capítulo V: Misteriosa aparição (parte II) - página 5
Capítulo VI: Doce tentação (parte I) - página 5
Espero que comentem, crucifiquem-me se for preciso, não me importo, o que quero mesmo é saber as vossas opiniões, por isso não se acanhem

Beijinhos e boa leitura!
Sinopse: As viagens de Chibiusa ao passado causam um distúrbio no portal do espaço-tempo. Para compensar os estragos, terão de interferir uma última vez. As consequências de tal acto poderão ser muitas e correm o risco de que a história tome um rumo diferente...
Nota importante: Esta história contém spoilers (do Anime e do Manga)!
Índice:
Prólogo - página 1
Capítulo I: Numa nova Era - página 1
Capítulo II: Reencontros (parte I) - página 1
Capítulo II: Reencontros (parte II) - página 2
Capítulo III: O despertar da alma de uma guerreira (parte I) - página 3
Capítulo III: O despertar da alma de uma guerreira (parte II) - página 3
Capítulo III: O despertar da alma de uma guerreira (parte III) - página 4
Capítulo IV: Sonho ou Realidade? (parte I) - página 4
Capítulo IV: Sonho ou Realidade? (parte II) - página 4
Capítulo V: Misteriosa aparição (parte I) - página 5
Capítulo V: Misteriosa aparição (parte II) - página 5
Capítulo VI: Doce tentação (parte I) - página 5
~*Atalanta V*~

Gandas malucos!! XD
Prólogo
Por amplos corredores uma mulher alta, de cabelos verdes, transportava um imponente ceptro correndo apressada. Majestosos pilares, tapeçarias e quadros enfeitavam os caminhos percorridos, passando-lhe despercebidos. Corria contornando os obstáculos que surgiam à sua passagem, desde pessoas a objectos decorativos. Ao chegar ao fim de um dos corredores, nos confins daquele local, aproximou-se de duas portas ornamentadas. Parou e respirou fundo, tentando acalmar-se. Bateu à porta e abriu-a. Ao entrar deparou-se com várias pessoas que ficaram apreensivas com a sua presença. O seu rosto reflectia preocupação, no entanto a sua postura era altiva, não permitindo aos presentes fazer uma leitura do que se passaria. Encontrava-se numa sala vasta, levemente decorada com algumas poltronas e uma lareira, dando um ar deveras aconchegante ao local. Três quadros enfeitavam as paredes. Um deles, por cima da lareira, continha o retrato de um belo casal, ela de longos cabelos loiros e ele de cabelos negros curtos, ambos com olhos profundamente azuis. Outro quadro retratava uma linda menina de cabelo cor-de-rosa com um sorriso muito doce. No terceiro estava um grande grupo de pessoas, cinco homens e dez mulheres, incluindo o casal do primeiro quadro. A mulher que chegara àquela sala, percebendo os olhares curiosos resolveu pronunciar-se.- Majestade, precisamos reunir-nos rapidamente. – disse a mulher dirigindo-se a outra que se encontrava à sua frente.
- O que se passa Plutão? – perguntou a rainha com preocupação.
- Minha rainha, temo que o assunto seja sério. – disse pesarosamente. – Penso que o melhor será reunirmo-nos todos para discutirmos qual a atitude a tomar perante a situação.
- Está bem. Convoca as restantes navegantes. Nós organizamos tudo por aqui. – disse para Plutão, que em seguida se retirou, dirigindo-se em seguida para as restantes pessoas presentes. – Não digam nada à Serenidade, não quero que ela se preocupe com nada.
- Claro minha querida. – disse Endymion encaminhando-se até à rainha. – Vou pedir para prepararem a sala de reuniões. – Endymion despediu-se e saiu da sala.
Algumas horas mais tarde, quinze pessoas estavam reunidas em torno de uma mesa cristalina. Tudo naquela sala era composto do mais puro cristal. Um enorme ecrã encontrava-se numa das paredes, onde era possível observar-se os vários pontos do palácio. Não havia janelas, de modo a garantir uma maior privacidade, em vez disso, no tecto harmoniosos candeeiros que iluminavam o espaço, com tanta intensidade como se o próprio sol ali estivesse. O absoluto silêncio começou a incomodar um dos presentes que não se conteve.
- Afinal porque é que estamos aqui? O que é que se passa? – perguntou rispidamente uma mulher de cabelo loiro curto, reflectindo bastante impaciência. Apesar da sua repentina intervenção, não pareceu surpreender os presentes.
- Urano, acalma-te. – pediu a mulher que se encontrava à sua direita, de cabelo azul marinho com uma voz suave. – Plutão, por favor, conta-nos o que se passa. – disse dirigindo-se a Plutão que estava ao seu lado.
- Bem, pedi-vos para se juntarem a esta reunião porque há uma grave distorção no portal do espaço-tempo. – os presentes olharam-na com preocupação, esperando que ela continuasse. – Viagens através do portal têm sempre as suas consequências, principalmente quando se interfere com o passado. O facto das nossas vidas passadas saberem o que acontecerá no futuro influencia toda a história, o que está a causar graves distúrbios no portal.
- Percebo. – interveio Mercúrio. – Todas as escolhas tomadas serão em função do que se sabe que está por vir.
- Exacto. – confirmou Plutão. – E da forma como o portal está a reagir… Eu temo que toda a vida, passado, presente e futuro possa estar em perigo.
- Então o que propões? – perguntou Vénus. – Que viajemos ao passado e evitemos que eles descubram a verdade?
- Não! Penso que já interferimos demais. Só iria piorar a situação. – concluiu Mercúrio.
- Então e se a Saturno usasse o ceptro? Todos iriam renascer e voltaria tudo ao normal. – disse Júpiter entusiasmada.
- Mas se eu fizesse isso todos os inimigos que foram derrotados também renasceriam. – tais palavras deixaram os presentes pensativos. Toda a existência em perigo? O que poderia ser feito para evitar tamanha catástrofe?
Mais uma vez o silêncio instaurou-se naquele local. Todos procuravam uma solução para aquele problema, até que a rainha interveio.
- A única solução é usar o Cristal Prateado. – todos olharam para Serenidade incrédulos levando-a a justificar tais palavras. – Somente o Cristal Prateado tem o poder de os fazer renascer sem afectar os inimigos que foram derrotados.
- Mas alteza, para isso teria de ir até ao século XX a invocar os poderes do cristal prateado, e isso é um grande risco, o portal está instável e a rainha não está habituada à viagem. – afirmou Plutão.
- A Plutão tem razão Serenidade. – disse Endymion levantando-se da cadeira onde estava e encaminhando-se até à esposa. – Além disso toda a história seria reescrita. Isso não será igualmente perigoso? Pensa bem, poderemos nem chegar a conhecer-nos, a nossa filha poderá nem nascer. – afirmou Endymion com uma enorme preocupação – Todo o futuro deles, toda a nossa vida deixará de existir como a conhecemos…
- Sim, eu sei. Mas não vejo outra solução. É um risco que temos de correr. Somente dessa forma a vida deles seguirá o curso normal. – disse Serenidade decidida. – Não podemos correr o risco de tentar alterar aquilo em que já interferimos. Não podemos pôr em causa toda a existência deste mundo. Eu acredito no destino. – disse fitando Endymion. – Acredito que o destino se irá encarregar de nos juntar novamente. Temos de acreditar, não temos alternativa. – Serenidade encaminhou-se, por fim, até Plutão. – Vamos, temos de resolver isto o quanto antes. – quando se preparavam para se retirar da sala, uma jovem rapariga de cabelos cor-de-rosa deteve-as.
- Eu vou. Fui eu a responsável. – afirmou a jovem. – Se não tivesse abusado nas viagens pelo portal nada disto teria acontecido.
- Serenidade, ainda não tens um verdadeiro domínio do Cristal Prateado, minha filha. – disse a rainha acariciando o rosto da princesa.
- Mãe, não posso permitir que te arrisques nessa viagem, eu já o fiz inúmeras vezes, para mim será mais fácil. – a rainha olhou para Plutão que acenou afirmativamente perante as palavras da princesa. – Mãe eu consigo fazê-lo. Confia em mim. Só terás de me dizer exactamente o que tenho de fazer.
A rainha explicou à filha o que teria de fazer: as navegantes, o mascarado, os Shitennou e todos aqueles que os tivessem conhecido, desde que tivessem tido influência relevante nas suas vidas iriam renascer (os pais de todos eles, amigos, as Starlight, a princesa Kakyuu, etc.), uma vez que não poderiam alterar as suas memórias, seria demasiado grave caso algum deles viesse a encontrá-los e os confrontasse com a história passada, pondo em causa tudo o que pretendiam. A princesa iria limitar-se a fazê-los renascer e a alterar a memória das restantes pessoas que eles conheciam e que não iriam renascer noutra época com eles. Pediu-lhe apenas que fosse acompanhada pelas suas guardiãs para ficar mais descansada.
A princesa e as guardiãs eram observadas por todos eles enquanto se encaminhavam par o portal. As portas fecharam-se após a entrada das cinco raparigas.
- Oh não! – disse a rainha alarmada lembrando-se de algo.
- O que foi Serenidade? – perguntou Endymion apreensivo ao ver a preocupação estampada no rosto da mulher.
- Esqueci-me de dizer-lhe que as Starlights e a Kakyuu têm de renascer no planeta deles e não na Terra! – afirmou a rainha angustiada.
Ao chegar ao século XX, a princesa Serenidade inspirou enchendo os pulmões tanto quanto pôde, concentrou-se e ergueu as mãos ao céu invocando os poderes do cristal prateado. Uma luz enorme surgiu do Cristal ofuscando tudo e todos.
~*Atalanta V*~

Gandas malucos!! XD
Capítulo I
-Numa Nova Era-
-Numa Nova Era-
Em pleno século XXI, numa época serena, em que a paz estava instaurada… Numa bela manhã de Abril uma doce menina de seis anos, com um penteado um tanto peculiar, encaminhava-se de mão dada com a sua mãe e o seu pai. Preparando-se para o seu primeiro dia de aulas na escola primária de Juuban. Ao chegar à escola, a pequena ficou um pouco assustada por ver tantas crianças à sua volta e apertou a mão da mãe o mais que pôde.
- Usagi, minha querida, está tudo bem, ninguém te fará mal. – disse carinhosamente Ikuko Tsukino, mãe de Usagi Tsukino, ao perceber o nervosismo da sua filha.
- Mamã, porque é que aqueles meninos estão a olhar para mim? – Usagi começava a querer lacrimejar.
- Não há motivo para te preocupares. – disse uma mulher, de cabelos ruivos presos num rabo-de-cavalo e olhos castanhos claros, sorridente ao chegar à sala de aula – Bom dia a todos, eu sou a professora Kyoko Saito, e irei acompanhar esta turma.
Os pais falaram durante bastante tempo com o director da escola, enquanto que as crianças foram encaminhadas pela professora para uma visita guiada para conhecerem as instalações. Uma menina de cabelos loiros lisos, aproximadamente da mesma altura de Usagi, aproximou-se desta com o olhar cheio de curiosidade.
- Olá! Eu sou Minako Aino, e tu como te chamas? – perguntou uma menina que usava um lindo laço vermelho preso nos seus cabelos loiros.
- Uh… Eu… Sou a Usagi. – respondeu timidamente a outra menina.
- Usagi. Hum… É um nome bonito. – disse a rapariga reflectindo. Usagi deu um pequeno sorriso. – O que é isso na tua cabeça? – perguntou Minako com os olhos arregalados e apontando para a cabeça da pequena à sua frente.
- Na minha cabeça? O quê?! É um bicho?! Tira! Tira! – Usagi começou a chorar e Minako ficou atrapalhada com a situação.
- Calma, calma! – disse tentando acalmá-la como pôde. – Eu estava a perguntar que penteado é esse que tu tens. Eu nunca vi ninguém com um penteado como o teu.
- Ah, é só isso… Eu assustei-me. – disse com a face ligeiramente corada. – Eu pedi à minha mãe para fazer. Gostas?
- Sim, fica-te bem. – disse Minako sorrindo gentilmente para Usagi.
Os alunos continuaram a visita à escola enquanto passavam pelo pátio, ouviram bastante alarido, várias crianças encontravam-se amontoadas observando algo, mas foram impedidas pela professora de irem ver o que se passava e continuaram o caminho. Conversando as duas meninas animadamente, alheias ao que ocorria à sua volta.
***
Nephrite, desmarca-te! – gritava um menino de cabelo negro como breu e de olhos azuis cheios de vida, passando a bola ao colega de equipa. Um rapaz moreno, de olhos azuis que se desembaraçava dos adversários. Ao receber a bola rematou e marcou um belo golo para delírio das meninas que assistiam à partida.
- Muito bem baixinho! – falou um rapaz da outra equipe para o loiro. Um rapaz alto, de olhos azuis muito claros, aparentando ser mais velho que os outros dois. – Conseguiste marcar mas para a próxima não será tão fácil. – disse tentando provocar o rapaz, sem sucesso.
- Não comeces mano. O Nephrite teve todo o mérito… – disse o moreno rindo da cara de frustração do mais velho.
- Deixa lá Mamoru. Sabes que o Kunzite tem mau perder. – disse o loiro sorrindo de modo provocatório.
Kunzite preparava-se para responder à provocação quando ouviram a campainha, dando indicação que o intervalo acabara. Os alunos começaram a dirigir-se para a sala de aula, com a excepção de uma rapaz que se encontrava encostado a um muro.
- Ei! – disse Mamoru para o que ficara para trás, despertando-o dos seus devaneios. – Não vens?
- Hehehe, vou sim maninho. – disse o rapaz sem graça ao aperceber-se que já tinha tocado e que os colegas já tinham ido embora sem ele se dar conta.
- O Jadeite não muda mesmo. – disse Nephrite pensando alto, fazendo Mamoru rir. Jadeite um belo rapaz loiro e de olhos azuis. Realmente Jadeite era um pouco despistado. Perdiam conta das vezes em que iam dar com ele parado no meio da rua, pensativo, sem se dar conta que era observado pelos amigos.
- Obrigado por esperarem por mim. – disse o rapaz ao chegar perto dos outros dois.
- Outra vez. – completou Nephrite revirando os olhos. Fazendo-o rir. – Mas deixa lá isso. É melhor irmos ou então levamos um valente raspanete do professor Kato. – afirmou enquanto se dirigiam para a aula.
***
As crianças brincavam alegremente. Umas faziam jogos, outras brincavam à apanhada ou cantarolavam. Mas num cantinho do recreio, encontrava-se uma criança sozinha, alheia a tudo o que se passava à sua volta. Apesar de ter apenas seis anos tinha consigo um livro volumoso que devorava com os olhos.
- Ami? – uma senhora com cabelo completamente grisalho, revelando possuir alguma idade e imensa experiência de vida, retirou Ami da sua intensa leitura, chamando a sua atenção. – Minha querida, porque é que não vais brincar com os teus colegas?
A menina baixou um pouco a cabeça de modo a esconder o seu olhar triste e brilhante devido às lágrimas que começavam a querer aparecer, e respondeu:
- Eles não querem brincar comigo, dizem que sou esquisita. – a menina realmente estava sentida, e refugiava-se nos livros que eram os seus únicos amigos. Mas isolar-se não era, de todo, solução, e isso não passara despercebido à senhora que se encontrava a seu lado.
- Ami, vem comigo. – disse a mulher oferecendo-lhe a mão, para que ela a acompanhasse. Ami olhava-a com alguma estranheza, no entanto resolveu ir com ela.
Foram até ao centro do recreio, onde crianças corriam e a pulavam por todo o lado. Podiam ver um grupo de meninas a saltar à corda, outras a pentear as bonecas, meninos a jogar à bola e a conversar. A mulher olhou para Ami e disse-lhe:
- Minha querida, vês todos estes meninos? – Ami assentiu, sem perceber muito bem o que ela pretendia. – Nem todos têm as mesmas brincadeiras, cada um tem os seus interesses. Uns gostam de correr, outros de jogar, outros ainda, apenas de conversar. – disse pausadamente e concluiu – E tu o que gostas de fazer?
- Gosto muito de ler, senhora professora Kimada. – disse a pequena. A professora olhou-a como que pedindo para que ela enumerasse mais alguma coisa, ela pensou um pouco e prosseguiu. – Também gosto de jogar xadrez.
- Ai sim? Então anda. – a professora dirigiu-a para o outro extremo do pátio, onde havia algumas mesas que recebiam a sombra de uma grande amendoeira. Algumas crianças, um pouco mais velhas, encontravam-se a jogar divertidas, encarando-as quando elas se aproximaram. – Olá crianças? Como estão, está tudo bem? – perguntou a senhora com um doce sorriso. As crianças acenaram afirmativamente. – Esta menina que trago comigo é a Ami. Será que ela pode jogar convosco?
- Er… Sim, pode. – disse uma rapariga, um pouco reticente, que se encontrava a assistir à partida que decorria no momento. – Mas ela não é um pouco nova demais professora Kimada?
A professora riu com o comentário. Sabia perfeitamente que a menina, apesar de nova, era muito inteligente. E dirigiu-se aos restantes:
- Não a julguem pela sua idade. Vão ver que vai ser um jogo bem interessante. – a mulher sorriu para Ami e retirou-se.
Os alunos que estavam a jogar acabaram o jogo e colocaram as peças nos respectivos lugares para dar início a uma nova partida. Um deles levantou-se e cedeu o lugar a Ami, que fez uma pequena vénia em forma de agradecimento. Poucos minutos após o início do jogo os alunos que assistiam ficaram de queixo caído pelo facto de uma criança do primeiro ano estar a ganhar com tanta facilidade a um dos melhores jogadores do grupo. Pouco depois ouviu-se a pequena:
- Xeque. – o rapaz parecia um pouco atordoado, aproximava e afastava a mão das peças, sem saber bem o que havia de fazer, até que jogou, e fez uma expressão de derrota. – Xeque-mate. – disse a menina movimentando uma peça, derrubando a do adversário.
- Bem, tu não jogas nada mal! – disse o rapaz fazendo com que Ami corasse um pouco – Parabéns Ami. – disse sorrindo para a menina, que retribuiu o sorriso.
Ouviram o toque da campainha e preparavam-se para ir embora, quando uma rapariga, que tinha assistido ao jogo, se dirigiu a Ami.
- Olá Ami, eu sou a Berthier. Tu jogas muito bem. – disse a jovem sorrindo – Será que te importas… - Ami tinha a sensação que a rapariga estava um pouco embaraçada. – …de me ensinar a jogar xadrez?
***
A brisa soprava suavemente fazendo esvoaçar aqueles longos cabelos negros. O olhar de uma menina que ali se encontrava era triste, melancólico. Encontrava-se à janela, no salão havia tantas pessoas mas era como se estivesse só. Apesar do seu corpo estar naquele local, o seu pensamento estava longe, bem longe…
As pessoas ao seu redor movimentavam-se apressadamente. Homens trajados a rigor, possuindo auriculares, sussurravam para os intercomunicadores que transportavam. Malas de viagem começavam a ser carregadas para o exterior daquele local. E por cada uma, uma lágrima escorria pelo rosto da menina que assistia à confusão que ali se instalara.
Um homem, no meio de tantos outros, pareceu notar a pequena que ali se encontrava e aproximou-se dela. Um homem jovem, mas ainda assim aparentando alguns anos de vida a mais que os restantes daquela sala. A pequena continuou imóvel, parecia não ter notado que alguém estava a seu lado. Ele colocou a sua mão no ombro da menina e, quando o fez, sorriu-lhe.
- Rei. – a menina encarou-o com o olhar vazio e ele sentiu um aperto no peito, no entanto não o demonstrava. Sabia que a situação não era a melhor mas não podia preocupar a criança com aqueles assuntos. – A partir de hoje vais viver com o teu avô. – o homem informou-a de forma um tanto ríspida, o que fez a menina assustar-se um pouco, apesar de o tratamento ser um pouco habitual.
- Mas papá, porquê? – o seu olhar cheio de dúvida não passava despercebido. Adorava o seu avô mas, afastar-se da mãe e do pai, sem qualquer justificação, aquilo era demais. E a forma como o pai falara deixou-a incerta do motivo daquela notícia. Seria aquilo algum castigo? Teria ela feito algo de mal?
- Vamos ter de fazer uma viagem de negócios. – disse o homem directamente – Terás de ficar com o teu avô.
- Papá, vão embora durante quanto tempo? – o homem desviou o rosto, não querendo encarar a filha. A menina por sua vez baixou o rosto e cerrou os olhos querendo conter as lágrimas, e saiu a correr para o jardim.
***
O alarido era muito, não passava despercebido a ninguém. Cada vez mais crianças se aproximavam curiosas. Os gritos que alguns davam, incitando a que aquilo continuasse, faziam-se ouvir ao longe. Mas nada importava naquele momento. Aqueles dois não ouviam nem viam nada do que se passava ao seu redor. Não se apercebendo quando um homem, moreno e robusto, se aproximava para ver qual o motivo de todo aquele alvoroço.
Ao chegar perto do grupo de crianças, estas começaram a dispersar dando passagem ao homem que os fazia tremer só com o olhar que transmitia. Arregalou os olhos quando se deparou com duas crianças que lutavam. Procurou separá-las mas tinha alguma dificuldade em fazê-lo. Uma delas, ao ver quem os tentava separar, parou imediatamente. A outra, por outro lado, não pareceu preocupar-se minimamente com a presença daquele homem, continuando a tentar pontapear mais uma vez a outra.
- Kino, já chega! – o homem fez-se ouvir. A rapariga parou, embora bastante contrariada. Uma linda menina de cabelos castanhos presos num rabo-de-cavalo e de olhos esverdeados. Ele olhou para as duas crianças que tinha à sua frente, tentando perceber o que teria levado àquela situação. – Mas o que é que vos deu?
A menina virou o rosto e fechou os punhos. Não queria denunciar ninguém. A outra criança ficou envergonhada, não querendo dizer nada da mesma forma.
~*Atalanta V*~

Gandas malucos!! XD
- Pois muito bem. – disse o homem vendo que não obteria resposta alguma. Talvez devesse tentar outra estratégia. – Vocês vêm comigo até à directoria e vou contactar os vossos pais. – parecia estar a resultar. As crianças olharam-no com algum receio do que poderia acontecer se ele fizesse tal coisa. – Quando eles chegarem contam-lhes o que se passou.
- Eu levantei-lhe a saia. – o menino pronunciou-se, num tom quase inaudível, e com o rosto em chamas. Um rapazito loiro de olhos verdes.
- Tu o quê? – perguntou o homem calmamente, apesar de ter ouvido, queria ter a certeza.
- Ele levantou-me a saia. – a rapariga olhava o colega com um olhar mortífero. – E eu bati-lhe, senhor director. – disse sem rodeios para o homem que se encontrava à sua frente.
- Não devias tê-lo feito Furuhata. – disse o director para o rapaz. – Mas o que tu fizeste também não está certo. – disse desta vez para a rapariga. – Ficam ambos de castigo. – vendo que os dois iriam reclamar, continuou. – E não quero discussões.
As aulas acabaram para Usagi e Minako que se encaminhavam até à saída para esperarem pelos pais. Conversavam animadas por terem tanto em comum.
- Eu recebi um gatinho branco ontem. É tão pequenino e tão lindo. – disse Minako lembrando-se do pequeno gato que recebera. – Tens animais?
- Eu não. – afirmou Usagi tristemente. – Mas também gostava de ter um…
- Então porque não pedes aos teus pais. Assim ficávamos as duas com gatinhos lindos. – disse a pequena segurando as mãos da outra.
- Eu até pedia. Mas por causa do meu maninho… – esclareceu Usagi lembrando-se do pequeno Shingo de quatro anos. – Ele detesta gatos.
- Então é uma boa forma de começar a gostar, não é? – perguntou deixando a amiga pensativa. – Além disso só vais saber se tentares. Sabes como se costuma dizer… Quem pede sempre alcança!
- Hã? Eu nunca ouvi isso. – afirmou Usagi sem perceber muito bem o que Minako dissera. – Mas eu vou tentar. Ao olhar para a entrada da escola viu a mãe chegar e correu até ela. – Mamã, mamã!
- Olá meu amor. – disse Ikuko abraçando a filha. – Então como correu o teu primeiro dia de aulas? – perguntou à pequena que possuía um enorme sorriso no rosto.
- Foi muito giro. Fiz muitos amigos. Brinquei com muitas meninas. Mas a Minako é a minha melhor amiga. – disse apontando para a amiga. – Ela é muito bonita como eu, é loira como eu e tem os olhos azuis, como eu. – disse a menina com entusiasmo. Ikuko não conseguia deixar de rir. – Mamã, eu quero um gato. – disse repentinamente deixando a mãe surpresa.
- Queres um gato? Porquê? – perguntou Ikuko.
- A Minako tem um gato. – disse enquanto a loira assentia sorridente.
- Chama-se Artemis e é tão lindo… – as duas olharam para Ikuko fazendo beicinho e a mãe de Usagi sorriu.
- Então e quem vai tomar conta do gato? – perguntou Ikuko que parecia estar a adivinhar que o trabalho iria sobrar para si.
- Eu tomo conta dele. Dou-lhe muitos miminhos, comida, banho… – disse a pequena contabilizando pelos dedos o que faria.
- Usagi é melhor não lhe dares banho. Eu já tentei e não correu muito bem… – disse Minako sussurando para Usagi.
Cinco rapazes chegavam a casa após as aulas. Dirigiram-se ao casal que estava na sala de estar. O homem estava no sofá a ler o jornal. Porte altivo, cabelo castanho claro e olhos castanhos. A mulher, sentada num cadeirão a ler um livro, tinha cabelo loiro, ligeiramente ondulado indo até à altura dos ombros, de olhos verde claros, de estatura média. Ambos largaram o que estavam a fazer e cumprimentaram as crianças, dando um beijo a cada uma.
- Estiveram a jogar à bola outra vez, não foi? – disse a mulher tentando parecer zangada.
- Sim. – disse Mamoru com um enorme sorriso. – E o Nephrite marcou um grande golo ao Kunzite. – disse rindo-se do irmão.
- É… Marcou porque eu estava distraído. – disse o mais velho cruzando os braços amuado. Fazendo os restantes rirem ainda mais.
- É engraçado... Estás sempre distraído quando sofres algum golo. – disse um rapaz de cabelo loiro e olhos verdes.
- Pois é Zoicite ele tem mesmo mau perder. Nem consegue admitir que eu sou melhor que ele. – afirmou Nephrite entre risos.
- Vá crianças, não comecem. – disse a mulher calmamente acabando com a discussão.
- Então vão lá arrumar as vossas coisas para irem tomar banho. – disse o homem aos rapazes.
Os cinco dirigiram-se para os quartos. Enquanto os pais ficaram na sala. Viram as crianças a afastarem-se, rindo e brincando entre si. Olharam-se e sorriram.
- É bom ver que se dão todos bem. – disse o homem abraçando a esposa.
- Sim. Parece que os educámos muito bem. – disse sorrindo para o marido.
- Fico muito contente. O Mamoru já passou por muito. É justo que tenha uma infância feliz. – disse o homem pensando naquilo que o pequeno rapaz já sofrera, apesar da tenra idade.
O casal outrora tivera outras famílias que, por circunstâncias da vida, acabaram por se desfazer. A mulher Noriko Okada Sukamoto ficou viúva após o avião onde o marido viajava ter-se despenhado, não havendo qualquer sobrevivente, ficando sozinha encarregue da educação dos dois filhos, Kunzite Okada e Zoicite Okada, de oito e sete anos, respectivamente. O homem, Hikaru Sukamoto por sua vez, separou-se da esposa quando esta o traiu, conseguindo ficar com a tutela completa das crianças dois anos após o divórcio, Nephrite Sukamoto, de sete anos e Jadeite Sukamoto de seis anos. Algum tempo depois dos incidentes, conheceram-se no trabalho e acabaram por se apaixonar, resolvendo unir as famílias. Mais tarde adoptaram Mamoru Chiba, um menino de oito anos que perdera os pais num misterioso acidente, cujas causas continuam por apurar, e que esteve internado no hospital em que ambos trabalhavam. Um certo dia Noriko levou os filhos a uma pequena festa que decorria no hospital e os meninos conheceram-se. Percebendo a cumplicidade imediata que surgiu entre as crianças, os médicos não pensaram duas vezes e adoptaram o menino.
Os rapazes separaram-se ao chegarem ao corredor. Mamoru partilhava o quarto com Nephrite e Jadeite. Perto da janela, estava a cama de Mamoru, no centro a de Nephrite e, na outra ponta, a de Jadeite. Junto à janela, de um lado estava uma mesa com três cadeiras e um armário, do outro, um roupeiro de três portas espelhadas. As paredes retratavam um estádio de futebol, paixão partilhada por Mamoru e Nephrite. O tecto era de cor azul escura. Os cortinados, a condizer com as colchas das camas, eram verdes.
No outro quarto encontrava-se Kunzite e Zoicite. O mais velho estava deitado em cima da cama atirando bolas de papel para um pequeno cesto de basquete pendurado na porta do quarto, enquanto que o irmão estava sentado à secretária, a fazer os deveres. As paredes estavam pintadas de azul celeste. Um roupeiro e uma estante cheia de livros estavam perto da porta. Os cortinados, assim como as colchas e os abajures, eram brancos.
- Zoicite. – disse Kunzite interrompendo a tarefa do irmão. – O que achas do Mamoru? – perguntou um pouco reticente.
- Bem… – começou o rapaz pensativo. – Eu gosto muito dele. Aliás, acho que gosto dele, do Jadeite e do Nephrite tanto quanto gosto de ti. – concluiu. Fazendo Kunzite sorrir. – Mas porque é que perguntas?
- Queria saber se era o único a gostar deles como verdadeiros irmãos. – disse encarando Zoicite. – Pensas que o Mamoru está feliz connosco?
- Sim. Penso que sim. Desde o momento em que nos vimos os cinco pela primeira vez, tive a sensação de que nos conhecíamos todos de algum lugar… – disse o mais novo.
- Sim, é verdade. Tive a mesma sensação. – Kunzite lembrava-se de quando chegaram ao hospital e se dirigiram para a festa e se depararam com Mamoru, sentado numa cadeira, ainda com ligaduras em torno da cabeça, segurando um pedaço de bolo. Quando se aproximaram dele, uma sensação estranha percorreu-lhes os sentidos, embora, na altura, nenhum se tivesse prenunciado.
- Ah, bem… Não deve ter sido nada. – disse pensativo.
- Sim, tens razão. – disse o mais velho aproximando-se do irmão. – O importante e que estamos todos juntos e felizes como uma verdadeira família. – disse sorrindo para o irmão abraçando-o de seguida.
A menina olhava para o portão da escola, na esperança de encontrar alguém. Mas esse alguém não aparecia. E a menina via mais um colega a ir embora. E mais um… Suspirou ao ver-se ali, esquecida. Quando surgiu um carro que parou perto do portão e alguém que se encontrava no interior chamou por ela, a menina sorriu e encaminhou-se para o carro.
- Olá mamã. – disse a pequena sorrindo e abrindo a porta do carro. Sorriso esse que desapareceu ao ver que não era a sua mãe que a tinha ido buscar. – Onde está minha mãe, Ayako? – perguntou cabisbaixa.
- Não pôde vir. Pediu-me para te vir buscar. – disse uma mulher ruiva, de olhos castanhos, de formas redondas. Vestia uma bata branca.
- Pois… – disse Ami conformada. A ruiva olhou para ela, percebendo que a menina estava triste.
- Sabes que a tua mãe está muito ocupada, não é? – Ami assentiu – Eu sei que é difícil passares tão pouco tempo com a tua mãe, mas ela tem um trabalho muito importante e que lhe ocupa muito tempo. Mas sabes que ela te adora, não é minha querida? – perguntou a mulher acariciando os cabelos da criança que estava a seu lado.
- Sim, eu sei que sim. – disse Ami virando o rosto, olhando para a entrada da escola, onde podia ver uma colega a ser abraçada pela mãe.
A morena fitava o horizonte, pensativa. Estava num belo jardim, cuidadosamente arranjado. Uma mistura selvagem de cores enfeitava a paisagem, facultando-lhe uma enorme beleza. Assustou-se quando uma mão lhe tocou no ombro. Virou o rosto para ver quem era.
- Avô! – disse a menina abraçando o homem que chegara perto de si.
- Eu levantei-lhe a saia. – o menino pronunciou-se, num tom quase inaudível, e com o rosto em chamas. Um rapazito loiro de olhos verdes.
- Tu o quê? – perguntou o homem calmamente, apesar de ter ouvido, queria ter a certeza.
- Ele levantou-me a saia. – a rapariga olhava o colega com um olhar mortífero. – E eu bati-lhe, senhor director. – disse sem rodeios para o homem que se encontrava à sua frente.
- Não devias tê-lo feito Furuhata. – disse o director para o rapaz. – Mas o que tu fizeste também não está certo. – disse desta vez para a rapariga. – Ficam ambos de castigo. – vendo que os dois iriam reclamar, continuou. – E não quero discussões.
***
As aulas acabaram para Usagi e Minako que se encaminhavam até à saída para esperarem pelos pais. Conversavam animadas por terem tanto em comum.
- Eu recebi um gatinho branco ontem. É tão pequenino e tão lindo. – disse Minako lembrando-se do pequeno gato que recebera. – Tens animais?
- Eu não. – afirmou Usagi tristemente. – Mas também gostava de ter um…
- Então porque não pedes aos teus pais. Assim ficávamos as duas com gatinhos lindos. – disse a pequena segurando as mãos da outra.
- Eu até pedia. Mas por causa do meu maninho… – esclareceu Usagi lembrando-se do pequeno Shingo de quatro anos. – Ele detesta gatos.
- Então é uma boa forma de começar a gostar, não é? – perguntou deixando a amiga pensativa. – Além disso só vais saber se tentares. Sabes como se costuma dizer… Quem pede sempre alcança!
- Hã? Eu nunca ouvi isso. – afirmou Usagi sem perceber muito bem o que Minako dissera. – Mas eu vou tentar. Ao olhar para a entrada da escola viu a mãe chegar e correu até ela. – Mamã, mamã!
- Olá meu amor. – disse Ikuko abraçando a filha. – Então como correu o teu primeiro dia de aulas? – perguntou à pequena que possuía um enorme sorriso no rosto.
- Foi muito giro. Fiz muitos amigos. Brinquei com muitas meninas. Mas a Minako é a minha melhor amiga. – disse apontando para a amiga. – Ela é muito bonita como eu, é loira como eu e tem os olhos azuis, como eu. – disse a menina com entusiasmo. Ikuko não conseguia deixar de rir. – Mamã, eu quero um gato. – disse repentinamente deixando a mãe surpresa.
- Queres um gato? Porquê? – perguntou Ikuko.
- A Minako tem um gato. – disse enquanto a loira assentia sorridente.
- Chama-se Artemis e é tão lindo… – as duas olharam para Ikuko fazendo beicinho e a mãe de Usagi sorriu.
- Então e quem vai tomar conta do gato? – perguntou Ikuko que parecia estar a adivinhar que o trabalho iria sobrar para si.
- Eu tomo conta dele. Dou-lhe muitos miminhos, comida, banho… – disse a pequena contabilizando pelos dedos o que faria.
- Usagi é melhor não lhe dares banho. Eu já tentei e não correu muito bem… – disse Minako sussurando para Usagi.
***
Cinco rapazes chegavam a casa após as aulas. Dirigiram-se ao casal que estava na sala de estar. O homem estava no sofá a ler o jornal. Porte altivo, cabelo castanho claro e olhos castanhos. A mulher, sentada num cadeirão a ler um livro, tinha cabelo loiro, ligeiramente ondulado indo até à altura dos ombros, de olhos verde claros, de estatura média. Ambos largaram o que estavam a fazer e cumprimentaram as crianças, dando um beijo a cada uma.
- Estiveram a jogar à bola outra vez, não foi? – disse a mulher tentando parecer zangada.
- Sim. – disse Mamoru com um enorme sorriso. – E o Nephrite marcou um grande golo ao Kunzite. – disse rindo-se do irmão.
- É… Marcou porque eu estava distraído. – disse o mais velho cruzando os braços amuado. Fazendo os restantes rirem ainda mais.
- É engraçado... Estás sempre distraído quando sofres algum golo. – disse um rapaz de cabelo loiro e olhos verdes.
- Pois é Zoicite ele tem mesmo mau perder. Nem consegue admitir que eu sou melhor que ele. – afirmou Nephrite entre risos.
- Vá crianças, não comecem. – disse a mulher calmamente acabando com a discussão.
- Então vão lá arrumar as vossas coisas para irem tomar banho. – disse o homem aos rapazes.
Os cinco dirigiram-se para os quartos. Enquanto os pais ficaram na sala. Viram as crianças a afastarem-se, rindo e brincando entre si. Olharam-se e sorriram.
- É bom ver que se dão todos bem. – disse o homem abraçando a esposa.
- Sim. Parece que os educámos muito bem. – disse sorrindo para o marido.
- Fico muito contente. O Mamoru já passou por muito. É justo que tenha uma infância feliz. – disse o homem pensando naquilo que o pequeno rapaz já sofrera, apesar da tenra idade.
O casal outrora tivera outras famílias que, por circunstâncias da vida, acabaram por se desfazer. A mulher Noriko Okada Sukamoto ficou viúva após o avião onde o marido viajava ter-se despenhado, não havendo qualquer sobrevivente, ficando sozinha encarregue da educação dos dois filhos, Kunzite Okada e Zoicite Okada, de oito e sete anos, respectivamente. O homem, Hikaru Sukamoto por sua vez, separou-se da esposa quando esta o traiu, conseguindo ficar com a tutela completa das crianças dois anos após o divórcio, Nephrite Sukamoto, de sete anos e Jadeite Sukamoto de seis anos. Algum tempo depois dos incidentes, conheceram-se no trabalho e acabaram por se apaixonar, resolvendo unir as famílias. Mais tarde adoptaram Mamoru Chiba, um menino de oito anos que perdera os pais num misterioso acidente, cujas causas continuam por apurar, e que esteve internado no hospital em que ambos trabalhavam. Um certo dia Noriko levou os filhos a uma pequena festa que decorria no hospital e os meninos conheceram-se. Percebendo a cumplicidade imediata que surgiu entre as crianças, os médicos não pensaram duas vezes e adoptaram o menino.
Os rapazes separaram-se ao chegarem ao corredor. Mamoru partilhava o quarto com Nephrite e Jadeite. Perto da janela, estava a cama de Mamoru, no centro a de Nephrite e, na outra ponta, a de Jadeite. Junto à janela, de um lado estava uma mesa com três cadeiras e um armário, do outro, um roupeiro de três portas espelhadas. As paredes retratavam um estádio de futebol, paixão partilhada por Mamoru e Nephrite. O tecto era de cor azul escura. Os cortinados, a condizer com as colchas das camas, eram verdes.
No outro quarto encontrava-se Kunzite e Zoicite. O mais velho estava deitado em cima da cama atirando bolas de papel para um pequeno cesto de basquete pendurado na porta do quarto, enquanto que o irmão estava sentado à secretária, a fazer os deveres. As paredes estavam pintadas de azul celeste. Um roupeiro e uma estante cheia de livros estavam perto da porta. Os cortinados, assim como as colchas e os abajures, eram brancos.
- Zoicite. – disse Kunzite interrompendo a tarefa do irmão. – O que achas do Mamoru? – perguntou um pouco reticente.
- Bem… – começou o rapaz pensativo. – Eu gosto muito dele. Aliás, acho que gosto dele, do Jadeite e do Nephrite tanto quanto gosto de ti. – concluiu. Fazendo Kunzite sorrir. – Mas porque é que perguntas?
- Queria saber se era o único a gostar deles como verdadeiros irmãos. – disse encarando Zoicite. – Pensas que o Mamoru está feliz connosco?
- Sim. Penso que sim. Desde o momento em que nos vimos os cinco pela primeira vez, tive a sensação de que nos conhecíamos todos de algum lugar… – disse o mais novo.
- Sim, é verdade. Tive a mesma sensação. – Kunzite lembrava-se de quando chegaram ao hospital e se dirigiram para a festa e se depararam com Mamoru, sentado numa cadeira, ainda com ligaduras em torno da cabeça, segurando um pedaço de bolo. Quando se aproximaram dele, uma sensação estranha percorreu-lhes os sentidos, embora, na altura, nenhum se tivesse prenunciado.
- Ah, bem… Não deve ter sido nada. – disse pensativo.
- Sim, tens razão. – disse o mais velho aproximando-se do irmão. – O importante e que estamos todos juntos e felizes como uma verdadeira família. – disse sorrindo para o irmão abraçando-o de seguida.
***
A menina olhava para o portão da escola, na esperança de encontrar alguém. Mas esse alguém não aparecia. E a menina via mais um colega a ir embora. E mais um… Suspirou ao ver-se ali, esquecida. Quando surgiu um carro que parou perto do portão e alguém que se encontrava no interior chamou por ela, a menina sorriu e encaminhou-se para o carro.
- Olá mamã. – disse a pequena sorrindo e abrindo a porta do carro. Sorriso esse que desapareceu ao ver que não era a sua mãe que a tinha ido buscar. – Onde está minha mãe, Ayako? – perguntou cabisbaixa.
- Não pôde vir. Pediu-me para te vir buscar. – disse uma mulher ruiva, de olhos castanhos, de formas redondas. Vestia uma bata branca.
- Pois… – disse Ami conformada. A ruiva olhou para ela, percebendo que a menina estava triste.
- Sabes que a tua mãe está muito ocupada, não é? – Ami assentiu – Eu sei que é difícil passares tão pouco tempo com a tua mãe, mas ela tem um trabalho muito importante e que lhe ocupa muito tempo. Mas sabes que ela te adora, não é minha querida? – perguntou a mulher acariciando os cabelos da criança que estava a seu lado.
- Sim, eu sei que sim. – disse Ami virando o rosto, olhando para a entrada da escola, onde podia ver uma colega a ser abraçada pela mãe.
***
A morena fitava o horizonte, pensativa. Estava num belo jardim, cuidadosamente arranjado. Uma mistura selvagem de cores enfeitava a paisagem, facultando-lhe uma enorme beleza. Assustou-se quando uma mão lhe tocou no ombro. Virou o rosto para ver quem era.
- Avô! – disse a menina abraçando o homem que chegara perto de si.
~*Atalanta V*~

Gandas malucos!! XD
- Minha filha… – disse o avô, pegando nela e sentando-a no banco que ali estava ao lado. – Sei que estás triste… – começou o homem. A pequena encarava-o com expectativa. – …apesar de gostares de mim, sei que gostarias de estar com os teus pais. – a menina assentiu envergonhada – Mas terás de ficar comigo durante um bom tempo. E farei tudo o que estiver ao meu alcance para que sejas muito feliz.
- Obrigado avozinho. – disse a menina abraçando o homem com quem iria passar a viver. O avô limitou-se a sorrir.
Uma mulher ouvia atentamente o que o director lhe dizia. A criança ao seu lado, não se pronunciava, limitava-se a acenar confirmando o relato. Após alguns minutos saíram da sala.
- Makoto. – falou a mulher chamando a atenção da criança. – Tens noção do que fizeste? – perguntou num tom reprovador.
- Sim, mãe. – disse a menina envergonhada. – Mas só lhe dei o que ele merecia. – disse prontamente, deixando a senhora surpreendida.
- Não é isso que está em causa minha filha. – disse compreendendo os motivos da pequena. – Mas tens de tentar resolver as coisas de outra maneira. Se não controlas esse teu mau génio ainda acabas expulsa da escola.
- Está bem mãe. Para a próxima vou tentar… – disse a pequena sorrindo, não podendo continuar por ser interrompida pela mãe.
- Próxima?! Tentar? Não! – disse a mulher olhando-a séria. – Ainda agora entras-te para a escola não te quero metida em confusões tão cedo minha menina! – Makoto cabisbaixa assentiu, não tinha outro remédio. Mas se voltassem a meter-se com ela não podia prometer nada…
Quando mãe e filha se preparavam para sair da escola, o menino envolvido na briga aproximou-se delas. E ofereceu uma linda flor a Makoto.
- Makoto, é para ti. – disse Motoki docemente. Deixando a menina deveras envergonhada. – Queria pedir-te desculpa. E prometo que não o volto a fazer. – disse o menino sorrindo.
- Obr... Obrigada… Motoki. – disse Makoto timidamente, aceitando a flor.
Foram vários os anos que se seguiram. Muitos caminhos se construíram, criaram-se amizades e barreiras. Cada um deles com os seus sonhos e ambições. O mundo em que viviam estava calmo. Mas isso estaria prestes a mudar… Levando o destino a fazer das suas…
Chamo-me Usagi Tsukino, tenho quinze anos. Sou um bocado desajeitada e choramingas. Mas tenho um coração cheio de amor e de justiça.
_________________________
Muito obrigada pelos comentários
.o:
Vou aproveitar agora estes próximos dias para ir postando o que já escrevi, para compensar alguma falta de tempo que possa vir a ter.
Mil beijos, AtalantaV.
- Obrigado avozinho. – disse a menina abraçando o homem com quem iria passar a viver. O avô limitou-se a sorrir.
***
Uma mulher ouvia atentamente o que o director lhe dizia. A criança ao seu lado, não se pronunciava, limitava-se a acenar confirmando o relato. Após alguns minutos saíram da sala.
- Makoto. – falou a mulher chamando a atenção da criança. – Tens noção do que fizeste? – perguntou num tom reprovador.
- Sim, mãe. – disse a menina envergonhada. – Mas só lhe dei o que ele merecia. – disse prontamente, deixando a senhora surpreendida.
- Não é isso que está em causa minha filha. – disse compreendendo os motivos da pequena. – Mas tens de tentar resolver as coisas de outra maneira. Se não controlas esse teu mau génio ainda acabas expulsa da escola.
- Está bem mãe. Para a próxima vou tentar… – disse a pequena sorrindo, não podendo continuar por ser interrompida pela mãe.
- Próxima?! Tentar? Não! – disse a mulher olhando-a séria. – Ainda agora entras-te para a escola não te quero metida em confusões tão cedo minha menina! – Makoto cabisbaixa assentiu, não tinha outro remédio. Mas se voltassem a meter-se com ela não podia prometer nada…
Quando mãe e filha se preparavam para sair da escola, o menino envolvido na briga aproximou-se delas. E ofereceu uma linda flor a Makoto.
- Makoto, é para ti. – disse Motoki docemente. Deixando a menina deveras envergonhada. – Queria pedir-te desculpa. E prometo que não o volto a fazer. – disse o menino sorrindo.
- Obr... Obrigada… Motoki. – disse Makoto timidamente, aceitando a flor.
***
Foram vários os anos que se seguiram. Muitos caminhos se construíram, criaram-se amizades e barreiras. Cada um deles com os seus sonhos e ambições. O mundo em que viviam estava calmo. Mas isso estaria prestes a mudar… Levando o destino a fazer das suas…
Chamo-me Usagi Tsukino, tenho quinze anos. Sou um bocado desajeitada e choramingas. Mas tenho um coração cheio de amor e de justiça.
_________________________
Muito obrigada pelos comentários
.o: Vou aproveitar agora estes próximos dias para ir postando o que já escrevi, para compensar alguma falta de tempo que possa vir a ter.
Mil beijos, AtalantaV.
~*Atalanta V*~

Gandas malucos!! XD
Editado pela última vez em
Oh que amores!
.o: Vocês são todos uns queridos. Estou muito contente pelo feedback positivo. O que não gostarem digam-me na mesma para eu poder ir melhorando.
A fic vai ficar grandinha, espero que não se torne maçuda.
Eu estou a usar os nomes originais, confirmei no site wikimoon (deixo o link se quiserem dar uma olhada para terem a certeza de quem é quem). Como a Sandra disse, e muito bem, a Berthier é a Bertierite.
Pretende-se que todos os que de algum modo estivessem directamente relacionados com as navegantes, e/ou que soubessem algo acerca das suas identidades, e/ou sobre o futuro, renascessem de modo a não causar mais conflitos e distúrbios no portal do espaço-tempo devido à influência que os conhecimentos que possuem têm para o futuro. Somente as outras pessoas, intervenientes mais secundários, sofreram alterações nas memórias (não renascendo na sua época) por ser um processo menos gravoso para o futuro. Mas ao longo da fic eu vou explicar tudinho melhor. :vergonha:
Beijinhos.
.o: Vocês são todos uns queridos. Estou muito contente pelo feedback positivo. O que não gostarem digam-me na mesma para eu poder ir melhorando.A fic vai ficar grandinha, espero que não se torne maçuda.
Eu estou a usar os nomes originais, confirmei no site wikimoon (deixo o link se quiserem dar uma olhada para terem a certeza de quem é quem). Como a Sandra disse, e muito bem, a Berthier é a Bertierite.
Pretende-se que todos os que de algum modo estivessem directamente relacionados com as navegantes, e/ou que soubessem algo acerca das suas identidades, e/ou sobre o futuro, renascessem de modo a não causar mais conflitos e distúrbios no portal do espaço-tempo devido à influência que os conhecimentos que possuem têm para o futuro. Somente as outras pessoas, intervenientes mais secundários, sofreram alterações nas memórias (não renascendo na sua época) por ser um processo menos gravoso para o futuro. Mas ao longo da fic eu vou explicar tudinho melhor. :vergonha:
Beijinhos.
~*Atalanta V*~

Gandas malucos!! XD
Capítulo II
-Reencontros- parte I
-Reencontros- parte I
Era um dia como tantos outros. Tudo se encontrava estranhamente pacífico. O ar era calmo, a brisa era suave, acariciando as folhas das árvores e as flores dos jardins que pareciam dançar alegremente. Os raios do sol banhavam as ruas dando-lhes uma luminosidade tão intensa como se de um sonho se tratasse. Os pássaros entoavam harmoniosas melodias. Os pais preparavam-se para mais um dia de trabalho e as crianças para mais um dia de escola. No entanto, na rua, a agitação não se via. Não existia. A cidade parecia quase adormecida. Tudo era calmo, tudo era perfeito… Bem, quase tudo…
Numa certa casa, uma bela rapariga de longos cabelos dourados reclamava. Reclamava de quê? O dia não podia ser mais perfeito, parecia de encantar. A paz irradiava por toda a parte. Mas o que haveria para reclamar? Só se fosse… Pois… Só poderia ser isso… Que mais poderia ser senão aquele barulho infernal? Somente aquele som que lhe invadia os tímpanos pela manhã poderia causar tamanha indignação face a um dia que tudo tinha para ser magistral.
Usagi acordava lentamente e resmungava à medida que aquele som percorria os seus ouvidos. Esticou o braço na esperança de alcançar o objecto responsável por aquele som que chegava a ser uma tortura face à vontade que tinha de dormir. Mas não o conseguia. Na véspera tinha colocado, propositadamente, o despertador o mais afastado possível de modo a não cair na tentação de o desligar e voltar a dormir. Teve de o fazer, afinal era o primeiro dia de aulas na escola secundária de Juuban e não ficaria bem chegar atrasada logo no primeiro dia. Iria para uma nova escola, com novas responsabilidades. E aquele barulho continuava... Já não conseguia continuar a ouvi-lo. A única solução seria levantar-se para o desligar. Não tinha outro remédio.
Levantou-se a muito custo. As suas pálpebras pareciam querer permanecer cerradas, querendo evitar a luz que teimava em entrar no quarto. Alcançou o despertador e desligou-o. Finalmente aquele barulho parara. O silêncio instaurou-se. Sabia tão bem sentir aquele sossego. Sem se dar conta, dirigia-se novamente para a sua cama. Aquele silêncio, aquela pacificidade deixava-a tão tranquila que a fazia esquecer tudo o resto. Preparava-se para se deitar novamente. Mas de repente, algo mudou. Aquele silêncio desaparecera. Ouviam-se passos acelerados. Alguém corria. Aproximava-se. Até que alguém entra de rompante no quarto.
- Acorda sua preguiçosa! – gritou uma voz masculina – São quase oito horas. Queres chegar atrasada logo no primeiro dia?!
- Shingoooooo! Assustaste-me! – barafustou Usagi à medida que se dirigia furiosamente até ele – Vais arrepender-te!
Ao encaminhar-se para perto do irmão, tropeçou nos chinelos que tinha deixado de qualquer maneira na noite anterior dando um valente trambolhão.
- Ahahah, bem feito! Só tenho pena da pobre da gata! – disse Shingo rindo desalmadamente e fechando a porta com o máximo de rapidez possível, pois sabia que Usagi estava prestes a levantar-se.
- Ai, aquele miúdo é tão irritante! – disse Usagi indignada, ao levantar-se. – Oh Luna, perdoa-me. – disse enquanto acariciava a gata preta que agora estava nos seus braços. Olhou à sua volta e deu por falta de alguém. – Onde é que ela se meteu? Já está acordada? – perguntou Usagi a si mesma.
Já estava acordada. Apesar de não ter gostado minimamente da forma como aquilo acontecera, até estava, de certa forma, agradecida por não se ter deixado dormir. Apressou-se a arranjar-se e a descer para tomar o pequeno-almoço, já não tinha muito tempo.
- Mina?! Mas tu já estás pronta? – perguntou Usagi ao chegar à cozinha.
- Sim, já estou à tua espera há vinte minutos! – Usagi arregalou os olhos surpreendida.
- Mas… – Usagi foi interrompida por Minako que se aproximou do ouvido dela para que Ikuko não ouvisse.
- Usa, vamos para uma nova escola. Rapazes mais velhos… – Usagi começou a rir e Mina prosseguiu. – Usa, temos de causar boa impressão no primeiro dia!
- Vamos embora Mina! – disse puxando a outra loira após acabar de comer. – Até logo mãe! – Usagi despediu-se da sua mãe.
- Até logo Ikuko! – despediu-se Minako igualmente e as duas amigas começaram a correr para a escola.
Usagi e Minako dirigiram-se para a escola. Ao chegarem à entrada do edifício ouviu-se o toque da campainha. E todos os alunos começaram a entrar dentro da escola.
- É a primeira vez que chegam a horas a uma apresentação, desde a primária. – sussurrou-lhe entre risos uma bela rapariga morena.
- Oh Makoto! Nem devias dizer uma coisa dessas… – disse Usagi cabisbaixa e com o rosto rosado. Não se apercebendo que à sua frente estava um grupo de pessoas paradas a conversar, indo contra elas. – Oh, peço imensa desculpa. – Usagi fez uma vénia, lamentando-se pelo sucedido, sem encarar as pessoas à sua frente.
- Desculpa? – perguntou um rapaz de cabelos negros que se encontrava no grupo. – Se visses por onde andas isso não teria acontecido cabeça de vento! – perante tais palavras Usagi levantou o rosto, mostrando uma expressão de grande indignação, no entanto, o rapaz virara-se de costas para ela, irritando-a ainda mais.
- Idiota! – barafustou a loira, sendo impedida de continuar pois foi afastada do grupo pelas amigas que a tentavam acalmar. Deixando o grupo bastante divertido.
As raparigas seguiram pelo corredor, encaminhando-se até à sala de aula, continuando Usagi a protestar. Ao chegarem à aula, a professora já tinha começado a falar, não tendo gostado muito do atraso das raparigas. Apesar disso não disse nada, limitando-se a dar-lhes autorização para entrarem.
- Mas quem é que ele pensa que é?! – desabafava Usagi após sentar-se.
- Usa, acalma-te ou a professora põe-nos na rua. – aconselhou Minako olhando de esguelha para a carteira de trás onde estava Usagi.
- A Mina tem razão Usa, esquece aquilo. – sussurrou Makoto que estava sentada ao lado direito de Minako.
- Vocês as três! – disse a professora dirigindo o olhar às recém-chegadas. – Se vos apanho novamente a conversar vão lá para fora.
- Desculpe… – disseram as raparigas em uníssono encolhidas. E ouviu-se alguém a bater à porta.
A professora abriu a porta dando passagem a um rapaz loiro, alto e bem constituído. Os suspiros dados pelas raparigas não pareceram surpreender o rapaz que sorriu para a turma.
- Que lindo… – suspirava Makoto – Faz-me lembrar o meu antigo namorado. – Minako ouviu-a e respondeu-lhe:
- Todos te fazem lembrar o Motoki não é verdade? – perguntou Minako rindo baixinho, deixando o rosto da amiga levemente corado. – Apesar de vocês só terem namorado na brincadeira. E por falar nele... – disse pensativa – Onde é que vamos ter com ele depo…
A conversa foi interrompida ficando sem efeito quando o rapaz recém-chegado passou por elas, dirigindo-se para uma carteira livre, olhou para Usagi, sentando-se atrás dela, que ignorou a sua aproximação por ainda estar irritada a pensar na situação anterior.
***
E por toda a escola os corredores estavam desertos. Nas salas de aula os alunos escutavam atentamente as palavras dos docentes. Alguns momentos mais tarde, os professores deram as aulas por terminadas e, os alunos foram dispensados. No interior de uma das salas ficaram duas jovens, uma de cabelos curtos e azuis, outra de longos cabelos azuis, não tão escuros. Três raparigas chegaram perto delas e o grupo começou a conversar.- Ami, vamos inscrever-nos naquele clube de leitura que o professor falou? – perguntou uma graciosa rapariga de cabelos azuis claros.
- Oh por favor! Mas vocês não pensam noutra coisa a não ser trabalho?! – protestou a rapariga mais velha do grupo. Uma rapariga bem torneada, alta de cabelos verdes cuidadosamente arranjados. – Vamos mas é aproveitar enquanto estamos livres do estudo.
- Sim, a Petz tem toda a razão. – afirmou uma outra rapariga. Igualmente torneada, de cabelos castanhos. – Podíamos aproveitar e fazer umas comprinhas. O que acham?
- A mim parece-me uma óptima ideia Calaveras. Temos é de nos divertir! – disse com tom decidido, uma a rapariga de longos cabelos azuis que se encontrava na sala com Ami antes da chegada das restantes.
- Mas ainda ontem fom… – Ami começou a falar mas foi interrompida.
- Ah, não venhas com desculpas! Vamos embora. – falou Petz arrastando as raparigas consigo.
***
O pátio encontrava-se cheio de alunos. Vários grupos de jovens cobriam todo o recinto. Uns conversavam, aproveitando para pôr a conversa em dia, outros faziam jogos, outros ainda encaminhavam-se para algumas barracas que por lá se encontravam, cada uma alusiva a um dos clubes e aulas extra-curriculares que os alunos poderiam vir a frequentar durante o ano lectivo.
Cinco rapazes seguiram acompanhados das mais esbeltas raparigas da escola, não ficando indiferentes a muitos dos presentes pelos quais passavam, reflectindo a sua enorme popularidade. Todo o grupo estava bastante divertido. Distribuíam piropos a todas as meninas com que se cruzavam, que retribuíam com risinhos e suspiros. Mas ao chegarem ao centro do pátio, um deles vislumbrou algo que o fez paralisar. Por instantes teve a sensação que tudo à sua volta desaparecera. Somente ele e ela ali estavam…
Os cabelos loiros da jovem esvoaçavam ao sabor da suave brisa que se fazia sentir. E, por um momento, os seus olhos azuis cruzaram os seus, mas ela não pareceu notá-lo. Em vez disso seguiu de braço dado com duas raparigas, deixando-o mergulhado em pensamentos. Estranhos pensamentos. Alguém pareceu notar que o seu pensamento estava longe, embora sem perceber o porquê.
- Mamoru, está tudo bem? – perguntou uma jovem de longos cabelos negros.
- Hum? – prenunciou-se o moreno saindo dos seus devaneios, encarando-a em seguida. – Está tudo bem Rei, não te preocupes. – disse-lhe esboçando um belo sorriso.
***
As três amigas saíam da escola de braço dado. Estavam muito animadas. Todas partilhavam um enorme sorriso que transparecia entusiasmo. Mas uma estava um pouco mais entusiasmada que as restantes.
- Ai Makoto acalma-te por favor! Estou a ficar cansada. – afirmou Minako ofegante.
- Oh desculpa Mina, mas estou cheia de saudades dele… – sussurou Makoto.
- Makozinha diz-me uma coisa… – disse Usagi chamando a atenção da amiga, deixando Makoto desconfiada. Usagi costumava tratá-la por Makozinha quando lhe queria pedir algo. Usagi começou a sorrir maliciosamente. – Tu ainda és apaixonada pelo Motoki? – Makoto sorriu.
- Sabes Usagi, na verdade não… – as duas loiras arregalaram os olhos surpresas. - … eu tenho um enorme carinho por ele e, por vezes, é difícil não comparar outros rapazes com ele uma vez que ele é um rapaz tão fantástico. – disse com as faces ruborizadas – Mas já deixei de gostar dele dessa forma há muito tempo.
- Ainda bem amiga. Prendermo-nos a amores não correspondidos não faz nada bem. – afirmou Minako de repente e Usagi repreendeu-a com os olhos. Makoto riu com a situação.
- Não te preocupes Usa. Ela tem razão. Ele sempre me viu como amiga e nada mais. Mas agora vamos ter com ele que eu estou cheia de saudades e quero saber as novidades. – Makoto entrelaçou os seus braços nos das amigas e fê-las encaminharem-se para uma rua bastante movimentada por ser hora de ponta. Imensas pessoas apressadas circulavam tanto pelos passeios como na estrada, dificultando a passagem. Contornaram um dos prédios e aproximaram-se de uma montra onde se podia ler GAME CROWN. – É aqui! – nenhuma das amigas conseguia esconder o entusiasmo. Olharam através do vidro e puderam ver um belo loiro por trás do balcão, que ao vê-las deu a volta e saiu do estabelecimento indo ao seu encontro.
- Que saudades que tinha das minhas princesas. – Motoki recebeu-as com um enorme sorriso, abraçando cada uma delas.
- Ainda bem que voltaste! – Usagi pulou novamente para os braços do rapaz.
- Ainda bem que ficam contentes com o meu regresso… – começou o loiro – … agora vou ficar de vez! – as meninas sorriram satisfeitas com a notícia. – A minha família mudou-se novamente para cá para expandirmos o negócio. Eu e a minha irmã estamos encarregues deste centro de jogos. – explicou o rapaz.
~*Atalanta V*~

Gandas malucos!! XD
– Aquilo está fantástico Motoki. – disse Makoto apontando para o interior da loja.
- Er… Obrigado. Acho que os clientes também gostaram. Temos tido muito movimento. – disse o loiro orgulhoso.
- E estão a dar conta do recado? – perguntou Minako ao verificar que o estabelecimento estava realmente apinhado.
- Mais ou menos… Hoje tive de faltar à aula de apresentação, vamos ter de contratar alguém para ajudar. Mas agora quero saber as novidades. – disse mudando de assunto. – Ah, e o que é que vão querer comer? É por conta da casa! – Usagi arregalou os olhos e sorriu esfregando as mãos.
- Motoki, tu tem cuidado. – disse Minako. Os restantes olharam para ela sem perceber. – Senão ela leva-te à falência. – disse olhando para Usagi que retribuiu com um olhar de poucos amigos.
- Não te preocupes, já tinha saudades do apetite da minha irmãzinha. – disse entre risos.
Entraram no centro de jogos. Acabara de inaugurar e os estudantes das proximidades gostaram imediatamente do ambiente. Por todo o lado podiam ver várias máquinas, possibilitando uma vasta escolha de jogos. Todo o tecto estava coberto por pequenas luzes. Perto do balcão havia mesas rectangulares, cadeiras e sofás, garantindo bastante conforto. As raparigas sentaram-se ao balcão para que Motoki pudesse conversar com elas e trabalhar ao mesmo tempo.
A conversa decorria animadamente. De repente Minako ficou estranha. Parecia apreensiva. O comportamento não passou despercebido aos restantes.
- Mina, está tudo bem? – perguntou Motoki.
- Hã? – a loira que fitava o exterior do centro de jogos, dirigiu a sua atenção ao amigo -
Ah, sim está tudo bem. Lembrei-me que tenho de me ir embora. – disse forçando um sorriso.
- Tens de ir? Mas porquê? – perguntou Usagi confusa.
- Er… Tenho… Tenho umas coisas para fazer em casa. – disfarçou.
- Em casa? Então sendo assim eu vou contigo. – afirmou Usagi preparando-se para ir embora.
- Não! Quer dizer… – fez uma pausa – … não vais ficar mais um pouco com o teu maninho? Queixaste-te que tinhas tantas saudades dele.
- Sim Usa, fica mais um pouco. – pediu Motoki.
- Ah, está bem, então eu fico.
- Vemo-nos depois em casa Usa. Até amanhã meninos! – disse Minako sem esperar resposta.
Makoto e Usagi entreolharam-se com o cenho franzido, mas nada disseram. Os três ficaram a conversar por mais um par de horas, até que as meninas resolveram ir para casa. Ao saírem do centro de jogos Makoto não se conteve.
- Usagi, não achas que a Mina anda um pouco estranha ultimamente?
- Um pouco? Anda muito estranha isso sim! – retorquiu a loira – Na semana passada desapareceu sem mais nem menos e chegou a casa com os braços feridos. – Makoto escutava atentamente a amiga – Ela disse-me que foi o Artemis, mas eu não acreditei. Até porque nem tenho visto o gato ultimamente lá por casa… – afirmou pensativa – E há uns dias, eu acordei durante a noite e ela não estava na cama. Procurei-a por toda a casa e nada.
- E qual foi a desculpa dessa vez?
- Bem… Eu estava tão preocupada que fiquei na sala à espera dela e acabei por adormecer. Mas na manhã seguinte, ela agiu como se nada fosse e eu acabei por não lhe perguntar nada. Acho que ela nem sabe que eu sei.
- Será que ela está metida em algum sarilho? Se calhar devias tentar falar com ela.
- Sim, talvez tenhas razão.
Usagi encaminhava-se até casa. Pensava no comportamento estranho da amiga. Minako fora viver com ela há quatro anos. Os pais de Mina divorciaram-se e passavam imenso tempo a viajar, o que levou os pais de Usagi a convidarem a rapariga a viver com eles, já que as duas raparigas se davam como irmãs desde que se conheceram. E era precisamente esse facto que estava a deixar Usagi tão preocupada. Mina contara-lhe sempre tudo sobre a sua vida, mas ultimamente tinha um comportamento diferente. Desaparecia sem dizer nada a ninguém, dava desculpas esfarrapadas... Usagi achava que algo não batia certo, algo de muito estranho se estava a passar para que Mina agisse assim. Mas o que seria?
- Mãe, cheguei! – prenunciou-se Usagi fechando a porta de casa. Pousou a pasta da escola junto à sapateira. Começou a descalçar-se quando a mãe se aproximou.
- Olá filha, como correu?
- Correu bem. Olá Luna. – disse sorrindo acariciando a gata.
- Ainda bem. A ver se este ano não me dás as dores de cabeça do costume. – Usagi revirou os olhos – Já foste ver o Motoki?
- Já sim. Eles já abriram o salão de jogos e o Motoki disse que já não vão embora. – disse Usagi animada.
- Eu já sabia, falei com os pais dele esta manhã.
- Bem, eu vou para o quarto. Preciso falar com a Mina. – disse a loira encaminhando-se para as escadas.
- Mas ela ainda não chegou. – disse Ikuko fazendo Usagi parar e virar-se para a mãe.
- Não?! Mas… – Usagi pensou no que Mina dissera no salão de jogos: tenho umas coisas para fazer em casa – Eu vou procurá-la. Anda Luna. – Usagi calçou-se e pegou em Luna.
Caminhou pelas ruas das redondezas e nada. Passou por alguns locais que costumava frequentar com Minako, mas sem sucesso. Resolveu ir até ao parque. O local era enorme. Majestosas árvores e flores das mais diversas cores enfeitavam toda a paisagem, facultando-lhe uma beleza incrível.
Usagi percorria mais um dos trilhos do parque com Luna nos braços. A gata começou a ficar estranha e o seu pêlo a eriçar. Usagi não percebeu o porquê e continuou o seu caminho. Luna começou a ficar agitada e a arranhar a dona, tentando sair dos seus braços.
- Oh Luna pára com isso! Mas o que é que te deu?! – Usagi olhou para o local que a bichana fitava e assustou-se quando viu algo vir na sua direcção. A gata saltou-lhe dos braços e correu para longe. A distância encurtava-se. Quando viu o que era começou a correr e a gritar, escondendo-se atrás de uma árvore.
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Por agora é tudo! :Blaaargh!:
Amanhã há mais...
Minhas queridas, muito obrigada pelos comentários.
Beijinhos
- Er… Obrigado. Acho que os clientes também gostaram. Temos tido muito movimento. – disse o loiro orgulhoso.
- E estão a dar conta do recado? – perguntou Minako ao verificar que o estabelecimento estava realmente apinhado.
- Mais ou menos… Hoje tive de faltar à aula de apresentação, vamos ter de contratar alguém para ajudar. Mas agora quero saber as novidades. – disse mudando de assunto. – Ah, e o que é que vão querer comer? É por conta da casa! – Usagi arregalou os olhos e sorriu esfregando as mãos.
- Motoki, tu tem cuidado. – disse Minako. Os restantes olharam para ela sem perceber. – Senão ela leva-te à falência. – disse olhando para Usagi que retribuiu com um olhar de poucos amigos.
- Não te preocupes, já tinha saudades do apetite da minha irmãzinha. – disse entre risos.
Entraram no centro de jogos. Acabara de inaugurar e os estudantes das proximidades gostaram imediatamente do ambiente. Por todo o lado podiam ver várias máquinas, possibilitando uma vasta escolha de jogos. Todo o tecto estava coberto por pequenas luzes. Perto do balcão havia mesas rectangulares, cadeiras e sofás, garantindo bastante conforto. As raparigas sentaram-se ao balcão para que Motoki pudesse conversar com elas e trabalhar ao mesmo tempo.
A conversa decorria animadamente. De repente Minako ficou estranha. Parecia apreensiva. O comportamento não passou despercebido aos restantes.
- Mina, está tudo bem? – perguntou Motoki.
- Hã? – a loira que fitava o exterior do centro de jogos, dirigiu a sua atenção ao amigo -
Ah, sim está tudo bem. Lembrei-me que tenho de me ir embora. – disse forçando um sorriso.
- Tens de ir? Mas porquê? – perguntou Usagi confusa.
- Er… Tenho… Tenho umas coisas para fazer em casa. – disfarçou.
- Em casa? Então sendo assim eu vou contigo. – afirmou Usagi preparando-se para ir embora.
- Não! Quer dizer… – fez uma pausa – … não vais ficar mais um pouco com o teu maninho? Queixaste-te que tinhas tantas saudades dele.
- Sim Usa, fica mais um pouco. – pediu Motoki.
- Ah, está bem, então eu fico.
- Vemo-nos depois em casa Usa. Até amanhã meninos! – disse Minako sem esperar resposta.
Makoto e Usagi entreolharam-se com o cenho franzido, mas nada disseram. Os três ficaram a conversar por mais um par de horas, até que as meninas resolveram ir para casa. Ao saírem do centro de jogos Makoto não se conteve.
- Usagi, não achas que a Mina anda um pouco estranha ultimamente?
- Um pouco? Anda muito estranha isso sim! – retorquiu a loira – Na semana passada desapareceu sem mais nem menos e chegou a casa com os braços feridos. – Makoto escutava atentamente a amiga – Ela disse-me que foi o Artemis, mas eu não acreditei. Até porque nem tenho visto o gato ultimamente lá por casa… – afirmou pensativa – E há uns dias, eu acordei durante a noite e ela não estava na cama. Procurei-a por toda a casa e nada.
- E qual foi a desculpa dessa vez?
- Bem… Eu estava tão preocupada que fiquei na sala à espera dela e acabei por adormecer. Mas na manhã seguinte, ela agiu como se nada fosse e eu acabei por não lhe perguntar nada. Acho que ela nem sabe que eu sei.
- Será que ela está metida em algum sarilho? Se calhar devias tentar falar com ela.
- Sim, talvez tenhas razão.
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Usagi encaminhava-se até casa. Pensava no comportamento estranho da amiga. Minako fora viver com ela há quatro anos. Os pais de Mina divorciaram-se e passavam imenso tempo a viajar, o que levou os pais de Usagi a convidarem a rapariga a viver com eles, já que as duas raparigas se davam como irmãs desde que se conheceram. E era precisamente esse facto que estava a deixar Usagi tão preocupada. Mina contara-lhe sempre tudo sobre a sua vida, mas ultimamente tinha um comportamento diferente. Desaparecia sem dizer nada a ninguém, dava desculpas esfarrapadas... Usagi achava que algo não batia certo, algo de muito estranho se estava a passar para que Mina agisse assim. Mas o que seria?
- Mãe, cheguei! – prenunciou-se Usagi fechando a porta de casa. Pousou a pasta da escola junto à sapateira. Começou a descalçar-se quando a mãe se aproximou.
- Olá filha, como correu?
- Correu bem. Olá Luna. – disse sorrindo acariciando a gata.
- Ainda bem. A ver se este ano não me dás as dores de cabeça do costume. – Usagi revirou os olhos – Já foste ver o Motoki?
- Já sim. Eles já abriram o salão de jogos e o Motoki disse que já não vão embora. – disse Usagi animada.
- Eu já sabia, falei com os pais dele esta manhã.
- Bem, eu vou para o quarto. Preciso falar com a Mina. – disse a loira encaminhando-se para as escadas.
- Mas ela ainda não chegou. – disse Ikuko fazendo Usagi parar e virar-se para a mãe.
- Não?! Mas… – Usagi pensou no que Mina dissera no salão de jogos: tenho umas coisas para fazer em casa – Eu vou procurá-la. Anda Luna. – Usagi calçou-se e pegou em Luna.
Caminhou pelas ruas das redondezas e nada. Passou por alguns locais que costumava frequentar com Minako, mas sem sucesso. Resolveu ir até ao parque. O local era enorme. Majestosas árvores e flores das mais diversas cores enfeitavam toda a paisagem, facultando-lhe uma beleza incrível.
Usagi percorria mais um dos trilhos do parque com Luna nos braços. A gata começou a ficar estranha e o seu pêlo a eriçar. Usagi não percebeu o porquê e continuou o seu caminho. Luna começou a ficar agitada e a arranhar a dona, tentando sair dos seus braços.
- Oh Luna pára com isso! Mas o que é que te deu?! – Usagi olhou para o local que a bichana fitava e assustou-se quando viu algo vir na sua direcção. A gata saltou-lhe dos braços e correu para longe. A distância encurtava-se. Quando viu o que era começou a correr e a gritar, escondendo-se atrás de uma árvore.
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Beijinhos
~*Atalanta V*~

Gandas malucos!! XD
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ta mt boa a fic
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