Brilho de Estrela [CAP 11 - 24/01/10]
hopeless escreveu:olá mayleneé a 1ª guerreira a despertar (sailor V) e a 5ª guerreira a aprecer para se juntar a batalha contra o reino das trevas
adorei a tua história , apenas li a introdução a o 1ºcapitulo ,mas assim que tiver mais disponivel leio o resto .
errr... tenho uma duvida :
Maylene escreveu:Capítulo 01 – Premonição
Joana era a quarta Guerreira Navegante e a líder de todas as outras. .
Fim do 1º Capítulo
A navegante de vénus não é a quarta guerreira ,mas sim a quinta . querer dizer na série de animação e a action live enunciam -na como a quinta , mas para mim considero-a a primeira vistos que foi a primeira a recordar-se de tudo . eu não sei se eu estou certa ou errada .Apenas penso que é assim , ou ela é mesmo a quarta guerreira ? penso que a quarta é a Maria , a navegante de júpiter , porque eu vi tanto a série animada como a action live .
não é a 4ª em nenhum dos sentidos a não ser que não leves em conta a Sailor moon.
Ah e Maylene vou ler a fic o mais rapido possivel pa pder comentar!

rmmr111 escreveu:é a 1ª guerreira a despertar (sailor V) e a 5ª guerreira a aprecer para se juntar a batalha contra o reino das trevas
não é a 4ª em nenhum dos sentidos a não ser que não leves em conta a Sailor moon.
eu sei que é a primeira a despertar ea quinta navegante rmmr111 , mas na fic na Maylene houve esse erro e eu pensei que ela se tivesse enganado , apenas isso ok ? . ( mas obrigado na mesma ) .
Maylene escreveu:Capítulo 03 – Três Luzes
Este capitulo está belissimo digo mais , trés chic , maylene . parabens .
quem diria as três luzes na mesma turma da princesa da lua . que Deusa será essa que o seiya contou á bunny ?
Adorei a "divertida " perseguição da Joana na universidade da Bunny , coitada ela ouviu boas do Director .
porque é que a bunny sente em dificuldades em se transformar ,o que se passa com o cristal prateado ?
o que quer Knuzite ? .
Bem são perguntas daquais terei resposta nos próximos capitulos que postares né ?
Sendo assim aguardarei .
Capítulo 04 – A nova transformação da Sailor Moon
Mais um dia sucedia-se ao anterior. Esta era uma das regras da natureza. Bunny virou-se na cama e embrulhou-se mais nos lençóis. Era fim-de-semana e não teria faculdade. Felizmente! A noite anterior tinha sido agitada, talvez até agitada de mais. Estava esgotada e especialmente deprimida. Porque é que ela era a única que não se conseguira transformar?
- Bunnyzita, estão a tocar à porta. Bunny?
Luna estendeu a pata e tocou-a para a fazer acordar. Mas como todas as manhãs isso não resultava.
- Deves estar cansadita. Coitada!
O gato saltou da cama e foi até à janela. Olhou para a entrada e aproveitando os beirais saltou até ao exterior. Aterrou em frente ao visitante e fitou-o.
- A Bunny está a dormir ainda e não parece que tenha muita vontade para acordar, Seiya.
- Ainda? – perguntou calmamente.
Seiya olhou para a varanda vazia mas que sabia que pertencia ao quarto da Bunny. Ficou com o olhar perdido naquele ponto ainda com alguma esperança. Recordava-se daquela noite em que caminhara perdido pelas ruas sem saber o que fazer. A princesa deles estivava mais perto que nunca mas não a conseguiam ver. Então ele caminhara ao acaso e os seus passos, ou seria o seu destino?, o tinham levado até àquela casa no mesmo instante em que a Bunny vinha até à janela perseguindo uma borboleta. Ali ela sorrira-lhe como sempre sorria e pedira para que ele fosse até ao festival da escola no dia seguinte. É claro que eram recordações passadas porque eles tinham estado afastados durante mais de um ano. Muita coisa mudara e nada podia ser feito a respeito disso. Esboçou um sorriso tímido, colocou os seus óculos escuros e virou as costas, porque até mesmo ele conhecia a rapariga e sabia que ela só se devia levantar lá para as tantas.
- Espera Seiya. – o rapaz deteve-se e fitou o Luna por momentos. – Eu não devia estar a pedir-te isto mas agora és o único que passa mais tempo com ela na escola. E já que ela não se consegue transformar… poderias dar um olhinho por ela de vez em quando?
Seiya sorriu e voltou a olhar para a varanda.
- Mas é claro. Nem precisavas de o pedir.
xxXxxXxx
- A Bunny podia ter-nos contado que estava a ter este problema. Segundo o Gonçalo já não é a primeira vez que ela é atacada. – falou a Maria enquanto cozinhava o almoço.
- O Luna também podia ter-nos dito mas o mais estranho é que o inimigo destruiu o próprio demónio mal que o Mascarado apareceu. – disse a Rita.
- Oh mas ele era o Kunsite, um dos quatro generais dos Shitennou ao serviço do príncipe da Terra. Certamente que ele não iria ferir o seu próprio senhor. Mas por outro lado… os quatro generais não deviam estar mortos? O Gonçalo não tinha consigo as pedras deles? – expôs a Ami enquanto teclava no seu mini computador portátil que Luna lhe oferecera há já alguns anos atrás.
- E porque vinha atrás da Bunny? Pensávamos que a rainha Beryl e tudo o que estivera associado a ela já estivesse vencido. – Maria acabou de temperar a carne e foi mexer o tacho com a massa. – E o pior de tudo, se eles estão mesmo atrás da Bunny… é que agora já não passamos com ela muito tempo. Já não estudamos na mesma escola e vemo-nos tão raramente.
Rita acabou de colocar os pratos na mesa e olhou para a Maria.
- Quanto a isso acho que podemos fazer algo. Foi bom as Starlights regressarem. Elas estão na mesma escola que a Bunny e podem olhar por ela. Vamos falar com elas.
- A Bunny ajudou-os com a Galáxia, de certeza que elas terão isso em conta. E a Bunny onde está? – perguntou a Joana.
- Em casa a dormir. – concluiu a Artemisa.
Entretanto numa outra casa alguns quarteirões depois…
- Ai Luna porque não me acordaste? Vou chegar atrasada para o almoço! As meninas vão matar-me.
- Eu acordei-te como sempre e tu voltaste a adormecer.
- Ai que estou tão atrasada!!! E quem veio cá de manhã? Ou será que sonhei?
- É, foi isso. Foi um sonho Bunny Tsukino. – finalizou o Luna ao ver que não valia mesmo a pena quando se tratava da Bunny a dormir.
xxXxxXxx
- Óptimo! Estiveram excelentes. – concluiu o Gonçalo enquanto poisava a caneta sobre o seu caderninho de anotações e retirava os phones dos ouvidos. Terminara mais um dos ensaios dos Três Luzes e estava cansado de um árduo dia de trabalho, mesmo que fosse sábado.
- Um autógrafo por favor. – pediu uma das empregadas que, após conseguir o que pretendia, fez uma vénia como sinal de agradecimento e saiu.
Os três rapazes espreguiçaram-se e aliviaram a tensão dos músculos. Todos estavam a sair do estúdio e apenas permanecia o Gonçalo. Eles aproximaram-se do seu produtor.
- A tua voz Seiya é muito boa mas tenta não prolongares demasiado os agudos. Não combinam muito contigo. Talvez o Taiki devesse entrar no refrão mais cedo e o Yaten fazia o coro de fundo e retirava-se o eco. Isso tornaria a música mais realista e mais expressiva.
- Fazer agudos mais curtos? Mas assim perde-se o refrão todo.
- Não se o Yaten te substituir e prolongá-los. Assim ganhas mais fôlego para as restantes notas. Mas é só um conselho. Se eu tivesse mesmo talento como cantor não seria hoje um produtor, não era!
Gonçalo esboçou um sorriso para os seus três rapazes, sorriso esse que aliviou a atmosfera. Eles os três não sabiam o porquê mas sentiam-se à vontade com o aquele produtor. Não era como todos os outros empregados que passavam a vida a gabarem-se de ter os melhores cantores com eles e depois estavam sempre a dar-lhes ordens e a desvalorizar o seu trabalho. O Gonçalo era exactamente o contrário; dava dicas, corrigia o que achava mal, pedia a opinião deles antes de mudar e, o mais importante de tudo, nunca tinham encontrado um profissionalismo assim tão elevado. Eles sentiam que conseguiriam trabalhar muito bem e darem o seu melhor.
O Gonçalo rabiscou mais umas quantas frases no seu caderno e olhou-os ainda com o mesmo olhar sorridente.
- E para quem é a mensagem desta vez?
- Mensagem? – Seiya voltou-se para ele admirado e os outros dois colegas imitaram-no.
- Sim. É perfeitamente visível que estão a tentar transmitir uma mensagem com as vossas vozes. Há alguém que vocês desejam que oiça a canção e que venha até vocês. Não estou enganado, pois não?
Eles os três entreolharam-se espantados com tamanha descodificação das suas músicas. Estariam realmente a conseguir expressarem-se assim tão bem para que um simples humano conseguisse perceber que havia algo por detrás do trabalho deles?
- Não. Há mesmo uma pessoa que queremos encontrar. – confirmou o Taiki.
- Entendo. Eu tive acesso aos vossos concertos de há dois anos. E apercebi-me que neles também estavam tentar entregar uma mensagem a alguém. Era a uma rapariga?
- Era a uma rapariga sim. Mas agora queremos entregar esta mensagem a outra pessoa. Não sabemos onde ela poderá estar. – informou o Taiki enquanto ia buscar uma toalha para limpar o suor.
- Então teremos de fazer melhor que isto para que a vossa música chegue a todos os cantos do mundo e ela receba a vossa mensagem o quanto antes.
Os quatro homens entreolharam-se e pareciam estar a ser mais sinceros que nunca. O Gonçalo deu por finalizado mais um dia de trabalho e recolheu as suas coisas.
- Gonçalo…
- Sim Taiki?
- Prezamos imenso o teu trabalho mas talvez devesses tirar um dia de descanso. – alertou o mais alto dos Três Luzes enquanto retirava o casaco e limpava o seu rosto com a toalha.
- Tens razão. Se calhar aproveito esta noite para ir descansar um pouco para casa.
O Gonçalo pegou no seu telemóvel para ligar para a sua namorada para a avisar que iria ficar em casa mas ficou desiludido ao ver que estava sem bateria.
- Seiya, emprestas-me o teu telemóvel?
- Gonçalo Chiba! – um dos empregados do estúdio bateu à porta e mesmo sem esperar a resposta entrou. – Está aqui uma rapariga que te deseja falar. – e dizendo isto abriu mais a porta para deixar a Bunny entrar.
A rapariga entrou cuidadosamente, afinal estava no trabalho do seu amor. À sua frente estava Gonçalo com a sua pasta na mão e mais atrás os três cantores que ela tão bem conhecia.
- Ah Bunny ia mesmo agora ligar-te. Estava a ir para casa.
- Sério!!!!???? – disse ela com os olhos a brilhar enquanto avançava ainda com mais cuidado. Caminhou com tanto cuidado que não viu os fios, tropeçou e estatelou-se redonda no meio do chão.
O Taiki e o Yaten ficaram a olhar para a cena silenciosos e o Seiya apenas fechou os olhos com um ar de “essa deve ter doído”.
- Ela não muda nunca… – foi o comentário do Taiki e do Yaten.
- Bunny magoaste-te?
O Gonçalo ajoelhou-se ao lado dela com uma cara preocupada mas ao mesmo tempo divertida. A jovem rompeu de um pranto em pleno estúdio enquanto se agarrava à sua perna arranhada. O Gonçalo tentou calá-la sem grande sucesso.
- Se continuas a chorar assim vou-te deixar aqui.
Remédio santo. A Bunny calou-se logo e levantou-se num pulo como se nada tivesse acontecido. Sacudiu o pó da roupa, agarrou-se ao braço do Gonçalo apaixonadamente e esfregou-se nele.
- Bem pessoal estou a ir. Vou levá-la a casa e depois irei descansar. Qualquer coisa…
- Teremos de esperar que o teu telemóvel volte a ter bateria. – completou o Yaten franzindo o sobrolho enquanto olhava atónito para a colega que se agarrava mais do que nunca ao seu produtor.
- Hehehe parece que sim…
E o Gonçalo agarrou na sua mala e abriu a porta da sala para sair. Estava a preparar-se para transpô-la quando Seiya gritou:
- Porque não aproveitas para levar a tua namorada a jantar fora? – isto fez o Gonçalo e a Bunny voltarem-se para trás. – Mais importante que o trabalho ou o descanso é passar algum tempo com a pessoa amada.
Gonçalo abriu a boca e sorriu. Voltou-se para o Seiya ainda a sorrir e com os olhos reluzentes.
- Tens razão Seiya. Então tu também estás apaixonado por alguém. Não sabia… – aprofundou mais o seu sorriso como se começasse a compreender algo e olhou para a Bunny. – Vamos então jantar fora hoje querida. Até amanhã pessoal! – e despedindo-se fechou a porta atrás de si. Mas antes da porta se fechar completamente a Bunny ainda teve tempo de devolver um olhar agradecido ao Seiya.
- Com que então eu gosto de alguém… – Seiya abriu e fechou a sua mão e voltou-se para trás. Ficou estupefacto ao ver os seus dois colegas com a boca aberta e olhos também abertos com o maior ar de “WTF!” do mundo.
- Aquela rapariguinha é que é namorada do Gonçalo!? Como é isso possível!!!!? – guinchou o Yaten atonitamente.
- Mas vocês não sabiam? – perguntou o Seiya tranquilamente.
- Como querias que soubéssemos? – indignou-se o Taiki, recompondo-se um pouco.
- Julguei que estava na cara. A descrição que o Gonçalo fez dela coincide perfeitamente.
- Nem com a da Sailor Moon coincidiria quanto mais com a daquela rapariguinha irritante. – declarou o Yaten enquanto se voltava para ir buscar uma garrafa de água.
O Taiki sentou-se numa cadeira e ficou pensativo durante o que pareceu um minuto. Os outros estranhando tão prolongado silêncio fitaram-no simultaneamente. Ele parecia reflectir sobre algo, algo que devia ser preocupante. Ao final de uns três minutos lá falou:
- Isto nos trará alguns problemas. Se aquela rapariga é a namorada dele, quer dizer que aquele Mascarado que apareceu era ele também. – ele mordiscou o dedo nervosamente. – Isto não estava nos planos. Não podemos deixar que ele descubra a nossa identidade. Não quero que isso afecte o nosso trabalho neste momento.
- Mas as raparigas vão-se descuidar e se calhar ele já deve saber. – concluiu o Yaten enquanto arrancava a tampa da garrafa com a boca e bebia.
- Ele não sabe ainda e nós vamos evitar que venha a saber por agora. Precisamos do actual trabalho dele para conseguirmos encontrar a deusa.
Certamente se o Gonçalo soubesse das suas duplas identidades não os estava a tratar daquele jeito. Era demasiado masculino para alguém que pudesse conhecê-los como Starlights.
- Seiya, é melhor afastares-te daquela Bunny. Não queremos ter qualquer problema com o nosso produtor, ouviste? – Yaten levou a mão ao cabelo para tirar as pontas que começavam a cair-lhe para o rosto. – Pergunto-me o que é o Gonçalo viu naquela rapariga desajeitada.
Yaten bebeu mais um pouco e aproveitou o resto da água para molhar os seus cabelos. Já sabia o que o Seiya ia dizer: “Até mesmo ele viu o brilho doce daquela rapariga.” mas não foi isto que saiu da boca do colega. Uns segundos depois de ter ficado a fitar a porta por onde eles tinham desaparecido o Seiya murmurou:
- Talvez ele tenha visto mais do que qualquer um…
Taiki e Yaten entreolharam-se. Não perceberam o que o Seiya quisera dizer com aquilo e também estavam muito longe de vir a perceber. Momentos depois o Seiya suspirou e abriu o seu casaco. O dia estava quente.
(Continua já a seguir)
Mais um dia sucedia-se ao anterior. Esta era uma das regras da natureza. Bunny virou-se na cama e embrulhou-se mais nos lençóis. Era fim-de-semana e não teria faculdade. Felizmente! A noite anterior tinha sido agitada, talvez até agitada de mais. Estava esgotada e especialmente deprimida. Porque é que ela era a única que não se conseguira transformar?
- Bunnyzita, estão a tocar à porta. Bunny?
Luna estendeu a pata e tocou-a para a fazer acordar. Mas como todas as manhãs isso não resultava.
- Deves estar cansadita. Coitada!
O gato saltou da cama e foi até à janela. Olhou para a entrada e aproveitando os beirais saltou até ao exterior. Aterrou em frente ao visitante e fitou-o.
- A Bunny está a dormir ainda e não parece que tenha muita vontade para acordar, Seiya.
- Ainda? – perguntou calmamente.
Seiya olhou para a varanda vazia mas que sabia que pertencia ao quarto da Bunny. Ficou com o olhar perdido naquele ponto ainda com alguma esperança. Recordava-se daquela noite em que caminhara perdido pelas ruas sem saber o que fazer. A princesa deles estivava mais perto que nunca mas não a conseguiam ver. Então ele caminhara ao acaso e os seus passos, ou seria o seu destino?, o tinham levado até àquela casa no mesmo instante em que a Bunny vinha até à janela perseguindo uma borboleta. Ali ela sorrira-lhe como sempre sorria e pedira para que ele fosse até ao festival da escola no dia seguinte. É claro que eram recordações passadas porque eles tinham estado afastados durante mais de um ano. Muita coisa mudara e nada podia ser feito a respeito disso. Esboçou um sorriso tímido, colocou os seus óculos escuros e virou as costas, porque até mesmo ele conhecia a rapariga e sabia que ela só se devia levantar lá para as tantas.
- Espera Seiya. – o rapaz deteve-se e fitou o Luna por momentos. – Eu não devia estar a pedir-te isto mas agora és o único que passa mais tempo com ela na escola. E já que ela não se consegue transformar… poderias dar um olhinho por ela de vez em quando?
Seiya sorriu e voltou a olhar para a varanda.
- Mas é claro. Nem precisavas de o pedir.
xxXxxXxx
- A Bunny podia ter-nos contado que estava a ter este problema. Segundo o Gonçalo já não é a primeira vez que ela é atacada. – falou a Maria enquanto cozinhava o almoço.
- O Luna também podia ter-nos dito mas o mais estranho é que o inimigo destruiu o próprio demónio mal que o Mascarado apareceu. – disse a Rita.
- Oh mas ele era o Kunsite, um dos quatro generais dos Shitennou ao serviço do príncipe da Terra. Certamente que ele não iria ferir o seu próprio senhor. Mas por outro lado… os quatro generais não deviam estar mortos? O Gonçalo não tinha consigo as pedras deles? – expôs a Ami enquanto teclava no seu mini computador portátil que Luna lhe oferecera há já alguns anos atrás.
- E porque vinha atrás da Bunny? Pensávamos que a rainha Beryl e tudo o que estivera associado a ela já estivesse vencido. – Maria acabou de temperar a carne e foi mexer o tacho com a massa. – E o pior de tudo, se eles estão mesmo atrás da Bunny… é que agora já não passamos com ela muito tempo. Já não estudamos na mesma escola e vemo-nos tão raramente.
Rita acabou de colocar os pratos na mesa e olhou para a Maria.
- Quanto a isso acho que podemos fazer algo. Foi bom as Starlights regressarem. Elas estão na mesma escola que a Bunny e podem olhar por ela. Vamos falar com elas.
- A Bunny ajudou-os com a Galáxia, de certeza que elas terão isso em conta. E a Bunny onde está? – perguntou a Joana.
- Em casa a dormir. – concluiu a Artemisa.
Entretanto numa outra casa alguns quarteirões depois…
- Ai Luna porque não me acordaste? Vou chegar atrasada para o almoço! As meninas vão matar-me.
- Eu acordei-te como sempre e tu voltaste a adormecer.
- Ai que estou tão atrasada!!! E quem veio cá de manhã? Ou será que sonhei?
- É, foi isso. Foi um sonho Bunny Tsukino. – finalizou o Luna ao ver que não valia mesmo a pena quando se tratava da Bunny a dormir.
xxXxxXxx
- Óptimo! Estiveram excelentes. – concluiu o Gonçalo enquanto poisava a caneta sobre o seu caderninho de anotações e retirava os phones dos ouvidos. Terminara mais um dos ensaios dos Três Luzes e estava cansado de um árduo dia de trabalho, mesmo que fosse sábado.
- Um autógrafo por favor. – pediu uma das empregadas que, após conseguir o que pretendia, fez uma vénia como sinal de agradecimento e saiu.
Os três rapazes espreguiçaram-se e aliviaram a tensão dos músculos. Todos estavam a sair do estúdio e apenas permanecia o Gonçalo. Eles aproximaram-se do seu produtor.
- A tua voz Seiya é muito boa mas tenta não prolongares demasiado os agudos. Não combinam muito contigo. Talvez o Taiki devesse entrar no refrão mais cedo e o Yaten fazia o coro de fundo e retirava-se o eco. Isso tornaria a música mais realista e mais expressiva.
- Fazer agudos mais curtos? Mas assim perde-se o refrão todo.
- Não se o Yaten te substituir e prolongá-los. Assim ganhas mais fôlego para as restantes notas. Mas é só um conselho. Se eu tivesse mesmo talento como cantor não seria hoje um produtor, não era!
Gonçalo esboçou um sorriso para os seus três rapazes, sorriso esse que aliviou a atmosfera. Eles os três não sabiam o porquê mas sentiam-se à vontade com o aquele produtor. Não era como todos os outros empregados que passavam a vida a gabarem-se de ter os melhores cantores com eles e depois estavam sempre a dar-lhes ordens e a desvalorizar o seu trabalho. O Gonçalo era exactamente o contrário; dava dicas, corrigia o que achava mal, pedia a opinião deles antes de mudar e, o mais importante de tudo, nunca tinham encontrado um profissionalismo assim tão elevado. Eles sentiam que conseguiriam trabalhar muito bem e darem o seu melhor.
O Gonçalo rabiscou mais umas quantas frases no seu caderno e olhou-os ainda com o mesmo olhar sorridente.
- E para quem é a mensagem desta vez?
- Mensagem? – Seiya voltou-se para ele admirado e os outros dois colegas imitaram-no.
- Sim. É perfeitamente visível que estão a tentar transmitir uma mensagem com as vossas vozes. Há alguém que vocês desejam que oiça a canção e que venha até vocês. Não estou enganado, pois não?
Eles os três entreolharam-se espantados com tamanha descodificação das suas músicas. Estariam realmente a conseguir expressarem-se assim tão bem para que um simples humano conseguisse perceber que havia algo por detrás do trabalho deles?
- Não. Há mesmo uma pessoa que queremos encontrar. – confirmou o Taiki.
- Entendo. Eu tive acesso aos vossos concertos de há dois anos. E apercebi-me que neles também estavam tentar entregar uma mensagem a alguém. Era a uma rapariga?
- Era a uma rapariga sim. Mas agora queremos entregar esta mensagem a outra pessoa. Não sabemos onde ela poderá estar. – informou o Taiki enquanto ia buscar uma toalha para limpar o suor.
- Então teremos de fazer melhor que isto para que a vossa música chegue a todos os cantos do mundo e ela receba a vossa mensagem o quanto antes.
Os quatro homens entreolharam-se e pareciam estar a ser mais sinceros que nunca. O Gonçalo deu por finalizado mais um dia de trabalho e recolheu as suas coisas.
- Gonçalo…
- Sim Taiki?
- Prezamos imenso o teu trabalho mas talvez devesses tirar um dia de descanso. – alertou o mais alto dos Três Luzes enquanto retirava o casaco e limpava o seu rosto com a toalha.
- Tens razão. Se calhar aproveito esta noite para ir descansar um pouco para casa.
O Gonçalo pegou no seu telemóvel para ligar para a sua namorada para a avisar que iria ficar em casa mas ficou desiludido ao ver que estava sem bateria.
- Seiya, emprestas-me o teu telemóvel?
- Gonçalo Chiba! – um dos empregados do estúdio bateu à porta e mesmo sem esperar a resposta entrou. – Está aqui uma rapariga que te deseja falar. – e dizendo isto abriu mais a porta para deixar a Bunny entrar.
A rapariga entrou cuidadosamente, afinal estava no trabalho do seu amor. À sua frente estava Gonçalo com a sua pasta na mão e mais atrás os três cantores que ela tão bem conhecia.
- Ah Bunny ia mesmo agora ligar-te. Estava a ir para casa.
- Sério!!!!???? – disse ela com os olhos a brilhar enquanto avançava ainda com mais cuidado. Caminhou com tanto cuidado que não viu os fios, tropeçou e estatelou-se redonda no meio do chão.
O Taiki e o Yaten ficaram a olhar para a cena silenciosos e o Seiya apenas fechou os olhos com um ar de “essa deve ter doído”.
- Ela não muda nunca… – foi o comentário do Taiki e do Yaten.
- Bunny magoaste-te?
O Gonçalo ajoelhou-se ao lado dela com uma cara preocupada mas ao mesmo tempo divertida. A jovem rompeu de um pranto em pleno estúdio enquanto se agarrava à sua perna arranhada. O Gonçalo tentou calá-la sem grande sucesso.
- Se continuas a chorar assim vou-te deixar aqui.
Remédio santo. A Bunny calou-se logo e levantou-se num pulo como se nada tivesse acontecido. Sacudiu o pó da roupa, agarrou-se ao braço do Gonçalo apaixonadamente e esfregou-se nele.
- Bem pessoal estou a ir. Vou levá-la a casa e depois irei descansar. Qualquer coisa…
- Teremos de esperar que o teu telemóvel volte a ter bateria. – completou o Yaten franzindo o sobrolho enquanto olhava atónito para a colega que se agarrava mais do que nunca ao seu produtor.
- Hehehe parece que sim…
E o Gonçalo agarrou na sua mala e abriu a porta da sala para sair. Estava a preparar-se para transpô-la quando Seiya gritou:
- Porque não aproveitas para levar a tua namorada a jantar fora? – isto fez o Gonçalo e a Bunny voltarem-se para trás. – Mais importante que o trabalho ou o descanso é passar algum tempo com a pessoa amada.
Gonçalo abriu a boca e sorriu. Voltou-se para o Seiya ainda a sorrir e com os olhos reluzentes.
- Tens razão Seiya. Então tu também estás apaixonado por alguém. Não sabia… – aprofundou mais o seu sorriso como se começasse a compreender algo e olhou para a Bunny. – Vamos então jantar fora hoje querida. Até amanhã pessoal! – e despedindo-se fechou a porta atrás de si. Mas antes da porta se fechar completamente a Bunny ainda teve tempo de devolver um olhar agradecido ao Seiya.
- Com que então eu gosto de alguém… – Seiya abriu e fechou a sua mão e voltou-se para trás. Ficou estupefacto ao ver os seus dois colegas com a boca aberta e olhos também abertos com o maior ar de “WTF!” do mundo.
- Aquela rapariguinha é que é namorada do Gonçalo!? Como é isso possível!!!!? – guinchou o Yaten atonitamente.
- Mas vocês não sabiam? – perguntou o Seiya tranquilamente.
- Como querias que soubéssemos? – indignou-se o Taiki, recompondo-se um pouco.
- Julguei que estava na cara. A descrição que o Gonçalo fez dela coincide perfeitamente.
- Nem com a da Sailor Moon coincidiria quanto mais com a daquela rapariguinha irritante. – declarou o Yaten enquanto se voltava para ir buscar uma garrafa de água.
O Taiki sentou-se numa cadeira e ficou pensativo durante o que pareceu um minuto. Os outros estranhando tão prolongado silêncio fitaram-no simultaneamente. Ele parecia reflectir sobre algo, algo que devia ser preocupante. Ao final de uns três minutos lá falou:
- Isto nos trará alguns problemas. Se aquela rapariga é a namorada dele, quer dizer que aquele Mascarado que apareceu era ele também. – ele mordiscou o dedo nervosamente. – Isto não estava nos planos. Não podemos deixar que ele descubra a nossa identidade. Não quero que isso afecte o nosso trabalho neste momento.
- Mas as raparigas vão-se descuidar e se calhar ele já deve saber. – concluiu o Yaten enquanto arrancava a tampa da garrafa com a boca e bebia.
- Ele não sabe ainda e nós vamos evitar que venha a saber por agora. Precisamos do actual trabalho dele para conseguirmos encontrar a deusa.
Certamente se o Gonçalo soubesse das suas duplas identidades não os estava a tratar daquele jeito. Era demasiado masculino para alguém que pudesse conhecê-los como Starlights.
- Seiya, é melhor afastares-te daquela Bunny. Não queremos ter qualquer problema com o nosso produtor, ouviste? – Yaten levou a mão ao cabelo para tirar as pontas que começavam a cair-lhe para o rosto. – Pergunto-me o que é o Gonçalo viu naquela rapariga desajeitada.
Yaten bebeu mais um pouco e aproveitou o resto da água para molhar os seus cabelos. Já sabia o que o Seiya ia dizer: “Até mesmo ele viu o brilho doce daquela rapariga.” mas não foi isto que saiu da boca do colega. Uns segundos depois de ter ficado a fitar a porta por onde eles tinham desaparecido o Seiya murmurou:
- Talvez ele tenha visto mais do que qualquer um…
Taiki e Yaten entreolharam-se. Não perceberam o que o Seiya quisera dizer com aquilo e também estavam muito longe de vir a perceber. Momentos depois o Seiya suspirou e abriu o seu casaco. O dia estava quente.
(Continua já a seguir)

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
(Continuação)
xxXxxXxx
- É aqui o estúdio? – perguntou a Maria olhando para um enorme edifício que se erguia pelo menos vinte andares do chão.
Tinham almoçado juntas por volta das 3 horas da tarde, a hora em que a Bunny se dignara a aparecer e três horas mais tarde ela tinha sumido a dizer que não conseguia contactar o Gonçalo. A Joana sugerira que deviam ir falar com os Três Luzes o quanto antes e que os encontrariam no estúdio. Na verdade, a Joana só queria ter mais uma oportunidade para mostrar a sua popularidade para todos e se encontrasse o grupo de ídolos num estúdio e fossem apanhados por jornalistas teria uma óptima publicidade para a sua carreira.
- Venham meninas, vamos entrar. Vou usar a minha super fama de estrela para nos meter ali dentro.
Aproximaram-se da porta de vidro mas quando estavam quase a entrar um segurança colocou-se entre elas e a porta, esbarrando a entrada.
- Desculpem mas não podem entrar aqui.
Joana contrariada começou logo a espernear.
- Isso é coisa que se digna para uma estrela como eu? Não sabe quem sou? Sou a Joana Lima, a famosa estrela do mundo dos espectáculos. Agora deixe-me passar.
- Desculpe menina mas esta porta é reservada apenas a pessoas do serviço.
- Mas eu sou a estrela Joana Lima logo não sou uma estranha. Deixe-me entrar.
- Não posso menina! Agora saia daqui.
- Vai-me deixar entrar sim e é se quer um autógrafo meu…
A Joana atirou-se para cima do guarda e começou uma constante agressão. Enquanto isso as portas de sensores abriram-se e os três rapazes saíram. Olharam para o grupo de raparigas e suspiraram (é claro que este “suspiraram” só se aplica ao Taiki e ao Yaten).
- Quero falar com os Três Luzes!!! Deixe-me passar!!! – continuava a Joana a discutir com o segurança sem ter reparado que aqueles que queria ver tinham acabado de sair.
O Yaten deu um dos seus risos estridentes ao ver aquela figura. Levou a mão ao nariz para disfarçar a voz (deve ter disfarçado muito deve xDDD) e disse:
- Procuram aqueles famosos ídolos muito lindos e muito famosos?
Instantaneamente a Joana largou o guardar e aproximou-se do Yaten com os olhos fechados e sorrindo exageradamente.
- Esses mesmos!
- Eles acabaram de sair mesmo agora por estas portas. Viraram ali na rua à esquerda. – e apontou para a estrada em frente.
- Muito obrigada! Esperem aí meninas que eu vou buscá-los!
A Joana desatou a correr na direcção indicada enquanto berrava pelos três rapazes.
Na direcção oposta à que a Joana corria ficavam as suas amigas e os Três Luzes com a cara mais pasmada do mundo e com a habitual gotinha a descer pela cabeça.
- Oh meu Deus que ela é tão estúpidaaaaaaaaaaa!!! – comentou o Yaten já com a sua voz normal e com as mãos cruzadas no seu estômago de tanto rir.
Taiki foi o que se recompôs mais rapidamente e voltou-se para as jovens.
- Queriam dizer-nos alguma coisa?
- Queríamos sim. – afirmou a Ami cruzando as mãos abaixo da sua cintura.
- Então depressa porque não temos o dia todo. – pediu o Taiki.
- Neste caso iremos directas ao assunto. – Rita olhou-os nos olhos determinada e segura de si. – Queremos que vocês protejam a nossa Bunny.
Entreolharam-se mutuamente como se estivessem a avaliar o quanto podiam esperar uns dos outros. Foi o Yaten que quebrou essa troca de olhares.
- Proteger aquela rapariguinha chata? Temos mais coisas para fazer. – declarou enquanto ajeitava as mangas do seu casaco branco. Como resposta recebeu três olhares enfurecedores das meninas que estavam prestes a fulminá-lo.
- Foi a Bunny que vos ajudou a derrotar a Galáxia e foi ela que vos… – protestou a Rita muito irritada mas foi interrompida pelo Taiki que lhe colocou a mão à frente da cara a pedir para ela se calar.
- Nós sabemos! Não nos esquecemos disso. Mas porque teremos de a proteger?
Maria avançou e fitou o Taiki calmamente.
- O novo inimigo parece estar atrás dela e nós encontramo-nos muito raramente. Nós não estudamos na mesma escola e não temos mais os mesmos horários livres. Mas vocês estão o dia todo com ela na escola e podem deitar um olhinho para ela de vez e quando.
- Entendo. – Taiki acenou com a cabeça e olhou para o Seiya. – Iremos estar atentos então mas também temos o nosso trabalho fora da escola. Só poderemos olhar por ela lá dentro e não cá fora.
As três jovens mostraram-se agradecidas e mais descansadas. Pelo menos a Bunny não ficaria totalmente sozinha enquanto eles estivessem ali.
- Obrigada pela vossa ajuda. Só isso é suficiente. À noite o Luna cuidará dela e ficará tudo bem. Pelo menos não fica sozinha em casa já que não tem lá os pais. – declarou a Ami sorrindo para as amigas.
- Não tem os pais? – Seiya fitou-as seriamente e com uma certa curiosidade e preocupação espelhada no rosto.
- A Bunny vive sozinha há algum tempo. A sua família foi viver para outra cidade. – esclareceu a Rita perante os olhares curiosos dos outros dois.
Um pensamento apoderou-se da mente do Seiya e que o incomodou bastante. Se a Bunny estava realmente sozinha assim então seria a altura ideal para o inimigo a atacar. Não havia nada que um simples gato falante pudesse fazer se esse ataque se viesse a realizar. Aquilo não chegaria…
- Vamos então. Estou morto para chegar a casa e tomar um banho. – disse o Yaten avançando e sendo seguido pelos seus companheiros.
- Obrigada por aceitarem cuidar dela. – agradeceu mais uma vez a Maria.
O Seiya parou, voltou-se para trás e piscou o olho.
- Não era preciso pedirem porque eu a protegeria na mesma. Ainda esta manhã fiz essa promessa. – e continuou o seu caminho enquanto levantava o braço num cumprimento de despedida.
Após terem desaparecido pela rua à direita apareceu a Joana a correr já sem conseguir respirar.
- Desculpem meninas… mas não os consegui… encontrar. Dei… sei lá quantas voltas a isto… e nada.
- Pudera! Eles foram exactamente pelo outro lado. – disse a Rita apontando para o local por onde eles tinham acabado de sair. A Ami e a Maria não conseguiam conter o riso.
- O quê?
xxXxxXxx
- Não está boa a comida Bunny?
Bunny e Gonçalo jantavam no alpendre do um restaurante com uma linda vista para o rio. O aspecto da comida parecia óptimo mas sempre que a Bunny levava um pouco à boca ficava a olhar para a água com um olhar vazio.
- Está muito bom sim! Estou feliz por estar aqui contigo.
- Pareces distante hoje…
- É que eu estava a pensar… o Kunsite… Eu pensava que ele…
O Gonçalo poisou os talheres e com o guardanapo limpou a boca.
- Isso era outra coisa que eu queria falar contigo. As quatro pedras dos meus generais permanecem onde as deixei. Fui confirmar ontem à noite e elas estão lá.
A rapariga esboçou um ar de surpresa. Então aquele não era o Kunsite?
- Não compreendo o que está a acontecer… a pedra do Kunsite permanece no mesmo local e ninguém lhe mexeu.
- Achas que é um demónio que se está a disfarçar de Kunsite?
- Talvez… não sei… E porque não te consegues transformar?
A jovem também poisou os talheres e olhou para baixo entristecida e confusa.
- Não sei… o Cristal Prateado parece que não reage quando invoco os seus poderes. O Luna disse que deve ser uma mudança de poderes que está para acontecer. Lembraste que dantes ficava sempre sem me conseguir transformar antes de evoluírem os meus poderes.
O rapaz bebeu um pouco.
- Mas Bunn, tu já não tinhas atingido o estádio final da transformação? Já és a Eternal Sailor Moon então não pode ser isso…
Não compreendiam. Havia algo de muito estranho naquilo tudo e ao mesmo tempo não parecia importar realmente. As duas lutas que tinham vivido até ao momento pareciam ter sido apenas palhaçadas com o objectivo de eliminar a princesa da Lua mas cuja tentativa terminara em poucos segundos após o Mascarado aparecer. Gonçalo acreditava que desde que estivesse com a Bunny, mesmo que ela não se conseguisse transformar, ele a salvaria sempre.
- Querida, que tal abordarmos outro assunto?
A rapariga ergueu o seu rosto com outra cor já espalhada pelas suas faces e bastante esperançosa. Iria finalmente o seu amado falar do casamento entre os dois?
- Gostaria de te perguntar algumas coisas sobre os Três Luzes.
O ar de desilusão que se espelhou no rosto da Bunny foi demasiado evidente para não ser notada pelo rapaz.
- Que foi Bunny? – perguntou o Gonçalo já a pressentir o que ela queria dizer.
- Pensei que fossemos falar do nosso casamento…
O Gonçalo poisou novamente os talheres e apertou a mão da sua namorada calorosamente. Sorriu-lhe e com a outra mão tocou-lhe no rosto.
- Minha querida Bunny, eu amo-te imenso mas tu ainda só tens 18 anos. Hoje em dia uma rapariga não se casa com 18 anos. Sei que se sentes muito sozinha mas estarias mesmo preparada para dar um passo assim tão grande na tua vida?
Bunny desviou o olhar para o lado e a sua expectativa diminuiu. De facto o Gonçalo tinha razão. Ela ainda era muito nova mas o problema é que se sentia demasiado sozinha. O casamento ia trazer-lhe inúmeras responsabilidades, as quais ela ainda não possuía as aptidões certas para cuidar.
- Peço-te que tenhas paciência, que acabes o teu curso e depois tratamos disso. O meu trabalho já parece estável, por isso serão só mais uns tempos e depois casaremos os dois.
O Gonçalo puxou a face da rapariga graciosamente até si e beijou-a. A lua cheia brilhava no céu e reflectiu aquele momento nas águas paradas do rio. A Bunny sentiu o calor e a felicidade a regressar-lhe ao corpo. Estava ali com o Gonçalo, era amada por ele e sentia-se feliz. Tudo o resto eram pequenos obstáculos do mundo mas que nunca poderiam separá-los. Mas seria assim durante quanto tempo?
- Bunn, o que achas dos Três Luzes?
- Como? – o espanto voltou a invadir-lhe o rosto e ela fitou o seu namorado sem saber o que responder.
- Eles já estiveram a dar concertos por aqui há dois anos atrás. De certeza que te lembras deles e deves ser uma fã. Eu gostaria de saber o que uma fã pensaria do meu actual investimento. – Gonçalo piscou-lhe o olho e sorriu. – Conhecendo-te como te conheço Bunny, deves ter corrido muitas vezes atrás deles a pedir autógrafos.
Ela saboreou um pouco da sobremesa e olhou para o rapaz.
- Não. Eu sentia muitas saudades tuas que era incapaz de correr atrás de outro homem. Eles deram concertos sim mas só cheguei a ir a um porque me pediram…
Calou-se rapidamente. Estava a dizer coisas que não devia e que o Gonçalo não poderia saber. Incapaz de correr para outro alguém? Na verdade ela apoiara-se no Seiya nos momentos mais difíceis que passara naquele tempo. Não seria isso uma forma de correr para alguém? Depois quando tinham descoberto a identidade uns dos outros… aquele telefonema do Seiya a pedir-lhe para ir ver o seu espectáculo… a mensagem que lhe transmitira nessa noite… a retribuição que ela lhe dera… não teria tudo isso um significado mais profundo?
- Entendo. – a voz do Gonçalo cortou quebrou a linha confusa do seu pensamento. – O concerto que a Mariana deu juntamente com eles.
Ela olhou-o espantada. Como ele sabia até desse concerto? O rapaz ao ver a sua cara de dúvidas sorriu novamente e esclareceu:
- Estive a investigar algumas coisas sobre o passado deles. É preciso que o produtor compreenda as pessoas em que está a investir para melhorar o nível do seu trabalho. Pensei que me pudesses falar um pouco deles mas parece que não sabes muito.
- Desculpa Gonçalo.
É claro que ela sabia. Ela conhecia aqueles três muito bem. Conhecia os seus corações, os seus pensamentos e a maneira como eles viam o mundo. Sabia de coisas ainda mais distantes do que alguma vez imaginara mas das quais ainda não tinha recordado.
- Acho os três bastante simpáticos e dedicados. Querem transmitir uma mensagem para alguém e eu irei ajudá-los. Mas acho que há qualquer coisa a importunar o Seiya. Quando ele canta parece que a sua voz não se mistura com a dos colegas. Ele é um pouco egoísta e pouco falador. Parece que não está integrado perfeitamente na banda.
O Seiya de que a rapariga se recordava era exactamente o oposto. Brincalhão, irresponsável, social e simples. Fosse quem fosse a pessoa que se aproximasse dele, Seiya sempre a tratava como se fosse sua conhecida e era bastante atencioso. Não o conseguia ver como uma pessoa egoísta e fechada no seu ego.
- Acho que o Seiya está apaixonado. – declarou o Gonçalo. – Assim que descobrir que tipo de rapariga é ela penso que compreenderei melhor o Seiya e poderei ajudá-lo a transmitir a sua mensagem junto com os outros dois. Como vocês são colegas, se alguma vez descobrires algo avisa-me Bunny.
Ela não quis ouvir mais nada. Aquele era para ser um jantar só dos dois e não precisavam de falar dos outros. Desta vez foi ela que o beijou apaixonadamente, num beijo longo e demorado enquanto a Lua dançava sobre a água parada.
(Continua já a seguir)
xxXxxXxx
- É aqui o estúdio? – perguntou a Maria olhando para um enorme edifício que se erguia pelo menos vinte andares do chão.
Tinham almoçado juntas por volta das 3 horas da tarde, a hora em que a Bunny se dignara a aparecer e três horas mais tarde ela tinha sumido a dizer que não conseguia contactar o Gonçalo. A Joana sugerira que deviam ir falar com os Três Luzes o quanto antes e que os encontrariam no estúdio. Na verdade, a Joana só queria ter mais uma oportunidade para mostrar a sua popularidade para todos e se encontrasse o grupo de ídolos num estúdio e fossem apanhados por jornalistas teria uma óptima publicidade para a sua carreira.
- Venham meninas, vamos entrar. Vou usar a minha super fama de estrela para nos meter ali dentro.
Aproximaram-se da porta de vidro mas quando estavam quase a entrar um segurança colocou-se entre elas e a porta, esbarrando a entrada.
- Desculpem mas não podem entrar aqui.
Joana contrariada começou logo a espernear.
- Isso é coisa que se digna para uma estrela como eu? Não sabe quem sou? Sou a Joana Lima, a famosa estrela do mundo dos espectáculos. Agora deixe-me passar.
- Desculpe menina mas esta porta é reservada apenas a pessoas do serviço.
- Mas eu sou a estrela Joana Lima logo não sou uma estranha. Deixe-me entrar.
- Não posso menina! Agora saia daqui.
- Vai-me deixar entrar sim e é se quer um autógrafo meu…
A Joana atirou-se para cima do guarda e começou uma constante agressão. Enquanto isso as portas de sensores abriram-se e os três rapazes saíram. Olharam para o grupo de raparigas e suspiraram (é claro que este “suspiraram” só se aplica ao Taiki e ao Yaten).
- Quero falar com os Três Luzes!!! Deixe-me passar!!! – continuava a Joana a discutir com o segurança sem ter reparado que aqueles que queria ver tinham acabado de sair.
O Yaten deu um dos seus risos estridentes ao ver aquela figura. Levou a mão ao nariz para disfarçar a voz (deve ter disfarçado muito deve xDDD) e disse:
- Procuram aqueles famosos ídolos muito lindos e muito famosos?
Instantaneamente a Joana largou o guardar e aproximou-se do Yaten com os olhos fechados e sorrindo exageradamente.
- Esses mesmos!
- Eles acabaram de sair mesmo agora por estas portas. Viraram ali na rua à esquerda. – e apontou para a estrada em frente.
- Muito obrigada! Esperem aí meninas que eu vou buscá-los!
A Joana desatou a correr na direcção indicada enquanto berrava pelos três rapazes.
Na direcção oposta à que a Joana corria ficavam as suas amigas e os Três Luzes com a cara mais pasmada do mundo e com a habitual gotinha a descer pela cabeça.
- Oh meu Deus que ela é tão estúpidaaaaaaaaaaa!!! – comentou o Yaten já com a sua voz normal e com as mãos cruzadas no seu estômago de tanto rir.
Taiki foi o que se recompôs mais rapidamente e voltou-se para as jovens.
- Queriam dizer-nos alguma coisa?
- Queríamos sim. – afirmou a Ami cruzando as mãos abaixo da sua cintura.
- Então depressa porque não temos o dia todo. – pediu o Taiki.
- Neste caso iremos directas ao assunto. – Rita olhou-os nos olhos determinada e segura de si. – Queremos que vocês protejam a nossa Bunny.
Entreolharam-se mutuamente como se estivessem a avaliar o quanto podiam esperar uns dos outros. Foi o Yaten que quebrou essa troca de olhares.
- Proteger aquela rapariguinha chata? Temos mais coisas para fazer. – declarou enquanto ajeitava as mangas do seu casaco branco. Como resposta recebeu três olhares enfurecedores das meninas que estavam prestes a fulminá-lo.
- Foi a Bunny que vos ajudou a derrotar a Galáxia e foi ela que vos… – protestou a Rita muito irritada mas foi interrompida pelo Taiki que lhe colocou a mão à frente da cara a pedir para ela se calar.
- Nós sabemos! Não nos esquecemos disso. Mas porque teremos de a proteger?
Maria avançou e fitou o Taiki calmamente.
- O novo inimigo parece estar atrás dela e nós encontramo-nos muito raramente. Nós não estudamos na mesma escola e não temos mais os mesmos horários livres. Mas vocês estão o dia todo com ela na escola e podem deitar um olhinho para ela de vez e quando.
- Entendo. – Taiki acenou com a cabeça e olhou para o Seiya. – Iremos estar atentos então mas também temos o nosso trabalho fora da escola. Só poderemos olhar por ela lá dentro e não cá fora.
As três jovens mostraram-se agradecidas e mais descansadas. Pelo menos a Bunny não ficaria totalmente sozinha enquanto eles estivessem ali.
- Obrigada pela vossa ajuda. Só isso é suficiente. À noite o Luna cuidará dela e ficará tudo bem. Pelo menos não fica sozinha em casa já que não tem lá os pais. – declarou a Ami sorrindo para as amigas.
- Não tem os pais? – Seiya fitou-as seriamente e com uma certa curiosidade e preocupação espelhada no rosto.
- A Bunny vive sozinha há algum tempo. A sua família foi viver para outra cidade. – esclareceu a Rita perante os olhares curiosos dos outros dois.
Um pensamento apoderou-se da mente do Seiya e que o incomodou bastante. Se a Bunny estava realmente sozinha assim então seria a altura ideal para o inimigo a atacar. Não havia nada que um simples gato falante pudesse fazer se esse ataque se viesse a realizar. Aquilo não chegaria…
- Vamos então. Estou morto para chegar a casa e tomar um banho. – disse o Yaten avançando e sendo seguido pelos seus companheiros.
- Obrigada por aceitarem cuidar dela. – agradeceu mais uma vez a Maria.
O Seiya parou, voltou-se para trás e piscou o olho.
- Não era preciso pedirem porque eu a protegeria na mesma. Ainda esta manhã fiz essa promessa. – e continuou o seu caminho enquanto levantava o braço num cumprimento de despedida.
Após terem desaparecido pela rua à direita apareceu a Joana a correr já sem conseguir respirar.
- Desculpem meninas… mas não os consegui… encontrar. Dei… sei lá quantas voltas a isto… e nada.
- Pudera! Eles foram exactamente pelo outro lado. – disse a Rita apontando para o local por onde eles tinham acabado de sair. A Ami e a Maria não conseguiam conter o riso.
- O quê?
xxXxxXxx
- Não está boa a comida Bunny?
Bunny e Gonçalo jantavam no alpendre do um restaurante com uma linda vista para o rio. O aspecto da comida parecia óptimo mas sempre que a Bunny levava um pouco à boca ficava a olhar para a água com um olhar vazio.
- Está muito bom sim! Estou feliz por estar aqui contigo.
- Pareces distante hoje…
- É que eu estava a pensar… o Kunsite… Eu pensava que ele…
O Gonçalo poisou os talheres e com o guardanapo limpou a boca.
- Isso era outra coisa que eu queria falar contigo. As quatro pedras dos meus generais permanecem onde as deixei. Fui confirmar ontem à noite e elas estão lá.
A rapariga esboçou um ar de surpresa. Então aquele não era o Kunsite?
- Não compreendo o que está a acontecer… a pedra do Kunsite permanece no mesmo local e ninguém lhe mexeu.
- Achas que é um demónio que se está a disfarçar de Kunsite?
- Talvez… não sei… E porque não te consegues transformar?
A jovem também poisou os talheres e olhou para baixo entristecida e confusa.
- Não sei… o Cristal Prateado parece que não reage quando invoco os seus poderes. O Luna disse que deve ser uma mudança de poderes que está para acontecer. Lembraste que dantes ficava sempre sem me conseguir transformar antes de evoluírem os meus poderes.
O rapaz bebeu um pouco.
- Mas Bunn, tu já não tinhas atingido o estádio final da transformação? Já és a Eternal Sailor Moon então não pode ser isso…
Não compreendiam. Havia algo de muito estranho naquilo tudo e ao mesmo tempo não parecia importar realmente. As duas lutas que tinham vivido até ao momento pareciam ter sido apenas palhaçadas com o objectivo de eliminar a princesa da Lua mas cuja tentativa terminara em poucos segundos após o Mascarado aparecer. Gonçalo acreditava que desde que estivesse com a Bunny, mesmo que ela não se conseguisse transformar, ele a salvaria sempre.
- Querida, que tal abordarmos outro assunto?
A rapariga ergueu o seu rosto com outra cor já espalhada pelas suas faces e bastante esperançosa. Iria finalmente o seu amado falar do casamento entre os dois?
- Gostaria de te perguntar algumas coisas sobre os Três Luzes.
O ar de desilusão que se espelhou no rosto da Bunny foi demasiado evidente para não ser notada pelo rapaz.
- Que foi Bunny? – perguntou o Gonçalo já a pressentir o que ela queria dizer.
- Pensei que fossemos falar do nosso casamento…
O Gonçalo poisou novamente os talheres e apertou a mão da sua namorada calorosamente. Sorriu-lhe e com a outra mão tocou-lhe no rosto.
- Minha querida Bunny, eu amo-te imenso mas tu ainda só tens 18 anos. Hoje em dia uma rapariga não se casa com 18 anos. Sei que se sentes muito sozinha mas estarias mesmo preparada para dar um passo assim tão grande na tua vida?
Bunny desviou o olhar para o lado e a sua expectativa diminuiu. De facto o Gonçalo tinha razão. Ela ainda era muito nova mas o problema é que se sentia demasiado sozinha. O casamento ia trazer-lhe inúmeras responsabilidades, as quais ela ainda não possuía as aptidões certas para cuidar.
- Peço-te que tenhas paciência, que acabes o teu curso e depois tratamos disso. O meu trabalho já parece estável, por isso serão só mais uns tempos e depois casaremos os dois.
O Gonçalo puxou a face da rapariga graciosamente até si e beijou-a. A lua cheia brilhava no céu e reflectiu aquele momento nas águas paradas do rio. A Bunny sentiu o calor e a felicidade a regressar-lhe ao corpo. Estava ali com o Gonçalo, era amada por ele e sentia-se feliz. Tudo o resto eram pequenos obstáculos do mundo mas que nunca poderiam separá-los. Mas seria assim durante quanto tempo?
- Bunn, o que achas dos Três Luzes?
- Como? – o espanto voltou a invadir-lhe o rosto e ela fitou o seu namorado sem saber o que responder.
- Eles já estiveram a dar concertos por aqui há dois anos atrás. De certeza que te lembras deles e deves ser uma fã. Eu gostaria de saber o que uma fã pensaria do meu actual investimento. – Gonçalo piscou-lhe o olho e sorriu. – Conhecendo-te como te conheço Bunny, deves ter corrido muitas vezes atrás deles a pedir autógrafos.
Ela saboreou um pouco da sobremesa e olhou para o rapaz.
- Não. Eu sentia muitas saudades tuas que era incapaz de correr atrás de outro homem. Eles deram concertos sim mas só cheguei a ir a um porque me pediram…
Calou-se rapidamente. Estava a dizer coisas que não devia e que o Gonçalo não poderia saber. Incapaz de correr para outro alguém? Na verdade ela apoiara-se no Seiya nos momentos mais difíceis que passara naquele tempo. Não seria isso uma forma de correr para alguém? Depois quando tinham descoberto a identidade uns dos outros… aquele telefonema do Seiya a pedir-lhe para ir ver o seu espectáculo… a mensagem que lhe transmitira nessa noite… a retribuição que ela lhe dera… não teria tudo isso um significado mais profundo?
- Entendo. – a voz do Gonçalo cortou quebrou a linha confusa do seu pensamento. – O concerto que a Mariana deu juntamente com eles.
Ela olhou-o espantada. Como ele sabia até desse concerto? O rapaz ao ver a sua cara de dúvidas sorriu novamente e esclareceu:
- Estive a investigar algumas coisas sobre o passado deles. É preciso que o produtor compreenda as pessoas em que está a investir para melhorar o nível do seu trabalho. Pensei que me pudesses falar um pouco deles mas parece que não sabes muito.
- Desculpa Gonçalo.
É claro que ela sabia. Ela conhecia aqueles três muito bem. Conhecia os seus corações, os seus pensamentos e a maneira como eles viam o mundo. Sabia de coisas ainda mais distantes do que alguma vez imaginara mas das quais ainda não tinha recordado.
- Acho os três bastante simpáticos e dedicados. Querem transmitir uma mensagem para alguém e eu irei ajudá-los. Mas acho que há qualquer coisa a importunar o Seiya. Quando ele canta parece que a sua voz não se mistura com a dos colegas. Ele é um pouco egoísta e pouco falador. Parece que não está integrado perfeitamente na banda.
O Seiya de que a rapariga se recordava era exactamente o oposto. Brincalhão, irresponsável, social e simples. Fosse quem fosse a pessoa que se aproximasse dele, Seiya sempre a tratava como se fosse sua conhecida e era bastante atencioso. Não o conseguia ver como uma pessoa egoísta e fechada no seu ego.
- Acho que o Seiya está apaixonado. – declarou o Gonçalo. – Assim que descobrir que tipo de rapariga é ela penso que compreenderei melhor o Seiya e poderei ajudá-lo a transmitir a sua mensagem junto com os outros dois. Como vocês são colegas, se alguma vez descobrires algo avisa-me Bunny.
Ela não quis ouvir mais nada. Aquele era para ser um jantar só dos dois e não precisavam de falar dos outros. Desta vez foi ela que o beijou apaixonadamente, num beijo longo e demorado enquanto a Lua dançava sobre a água parada.
(Continua já a seguir)

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
(Continuação)
Já passava da meia-noite quando Gonçalo deixou a Bunny em casa. No outro lado da estrada estava parado um carro vermelho, no qual nem repararam. Após mais um beijo, a Bunny saiu do carro e entrou dentro de casa sobre o olhar atento de Seiya.
Ele ficou a olhar o carro do Gonçalo a dobrar a esquina e a desaparecer segundos depois.
- Que raios estás a fazer Gonçalo? Devias ficar com ela a noite toda. Não há nada mais propício a ataque que uma rapariga sozinha durante a noite.
Seiya mordiscava os seus dedos nervosamente enquanto falava para si. Estava com um grande mau pressentimento sobre aquilo tudo desde que soubera que a rapariga vivia agora sozinha. Se a atacassem e ele não estivesse presente para a salvar? Não… não era só isso… o verdadeiro motivo era que aquela era mais uma desculpa para a poder ver mais uma e outra vez. Sentir que estava separado dela apenas alguns metros era mais confortável do que estar a quilómetros ou a anos luz… Anos luz… uma dor muito grande arrombou o coração do rapaz. Estivera os dois últimos anos tão longe dela, sem a puder ver sequer ou ouvir a sua voz e agora que poucos metros os separavam não a podia ter de todo sua. Não a podia apertar nos seus braços com todo o amor que lhe dedicava e nem podia confessar os seus sentimentos, pelo menos não aqueles que a Bunny ainda desconhecia e que qualquer um chamaria de paixão ardente.
- Em que estás a pensar Seiya? Deves estar a eloquecer. O que poderia acontecer de mau numa noite tão calma como esta?
O Gonçalo… aquele homem que ele ainda conhecia tão pouco… tinha tido a maior sorte do mundo. Ele era amado pela rapariga mais doce de todas e parecia não dar toda a atenção que ela merecia. Seiya ainda se lembrava das lágrimas e de toda a dor que Bunny lhe chorara nos ombros uma vez, em que todo o sofrimento se misturara com os do rapaz.
“- Não posso fazer nada? Não te posso ajudar?”. Foram estas as palavras que ele lhe gritara numa loucura de querer terminar com aquela aflição tão intensa. Lembrava-se delas como se as tivesse dito no dia anterior. Lembrava-se de tudo o que vivera e de tudo o que sentira. Na sua opinião… até se lembrava demasiado e o melhor teria sido esquecer.
Consultou o relógio do carro. Já passava das duas da manhã. Naquela noite não aconteceria nada. Era apenas sua imaginação. A luz da janela do quarto da jovem já se apagara fazia mais de uma hora. Ligou o rádio do carro e a sua própria música envolveu o ambiente do carro.
“Procuramos por ti, Deusa perdida. Precisamos que nos ajude. Por favor responde à nossa mensagem e vem até nós.”. Esta era a mensagem que conseguia ouvir claramente misturada com a letra da melodia que cantara. Desligou o rádio na hora. Encostou a cabeça no volante e fechou os olhos. Foi nesse momento que mais uma vez tudo aconteceu.
A porta da casa abriu-se e a Bunny saiu ainda de camisa de dormir. Caminhou pela rua atraída por uma voz que ressoava na sua mente. Seiya estremeceu e saiu do carro. Ao chegar à porta da casa encontrou o Luna aflito.
- Seiya! A Bunny acordou de repente. Parecia que estava a sonhar. Disse que uma voz estava a chamá-la e saiu de casa. Ela estava em transe.
Correram pela rua atrás da rapariga. Seiya tirou o telemóvel do bolso e discou rapidamente um número. Do telemóvel soou um sinal impedido e o atendedor de chamadas respondeu. – Raios! Porque tem de ter o telemóvel desligado justo agora?
Entretanto a Bunny tinha chegado até ao parque, perseguindo aquela voz e contemplava a figura que brilhava na escuridão. Aos seus pés dormia uma criatura monstruosa enquanto era embalada pelo som da triste canção.
A Bunny aproximou-se, pisou as folhas secas do chão na mesma altura que a criatura se mexia. A estranha figura voltou-se para ela estarrecida e segundos antes de desaparecer a Bunny viu que ela estava a chorar.
O vento tornou-se muito forte e a rapariga foi atirada contra uma árvore. Mas não era o vento e sim o ataque do inimigo. Um demónio estendeu as mãos para ela e delas rompeu uma bola de fogo.
- Laser potente da estrela!
A bola de fogo foi rasgada ao meio antes de atingir o seu destino. Kunsite mostrou-se desagrado com o resulto e ordenou para o demónio atacar novamente. A Bunny e a Sailor Star foram atiradas contra ao chão bruscamente. Um novo ataque vinha da direcção delas e Fighter só teve tempo de empurrar a jovem para o lado, antes do ataque explodir no seu destino.
- FIGHTER!!!
- Morre princesa!
Um novo ataque vinha agora na direcção dela…
- Utensílio generoso da estrela!
- Inferno sensitivo da estrela!
Star Maker e Star Healer ergueram-se ao lado de Star Fighter ainda estendida no chão.
- Seiya como estás? – perguntou a Star Maker tremendo com a possibilidade de ter a colega ferida.
- Não se preocupem comigo e protejam-na. – respondeu a Fighter com alguma dificuldade na voz.
Star Healer levantou-se e, agarrando na Bunny, esquivou-se de mais um ataque que vinha a caminho.
- Mas porque raios ela não se transforma? Está a tentar matar-nos a todas? – protestou a Maker.
- Ela não se consegue transformar. – respondeu a Star Fighter enquanto se punha em pé com algum esforço.
Os ataques continuavam e pareciam mais fortes que os da última vez. Talvez não tivessem o seu poder aumentado mas elas já estavam a enfrentar o demónio há alguns minutos, portanto estavam cansadas e fracas.
- Por favor Starlights, dêem um pouco do vosso poder à Bunnyzita. Pode ser que assim os poderes dela voltem a despertar. – pediu o Luna que se escondia no buraco feito pela raiz de uma árvore. Não havia nada que ele pudesse fazer para ajudar naquela situação.
- Dar poder? – repetiu a Star Maker enquanto segurava firmemente o seu armazenador de energia em forma de estrela.
- Como faremos isso? – perguntou a Star Healer, enquanto se esquivava de mais um ataque junto com a Bunny e aterrava por detrás das suas duas colegas.
- Temos de tentar! – afirmou a Star Fighter ao mesmo tempo que devolvia o olhar àquela que tentavam proteger.
- Resultará? – Star Maker olhou novamente para o demónio e para Kunsite.
Fighter aprofundou o seu olhar no olhar da Sailor Moon e disse:
- Vamos confiar em ti mais uma vez. – e dito isto projectou a sua estrela no ar e lançou um ataque para o céu.
- Pelo poder da Estrela Fighter!
Maker e Healer imitaram.
- Pelo poder da Estrela Maker!
- Pelo poder da Estrela Healer!
No preciso momento em que o último raio de luz da “chamada de poder” da Star Healer encontrou-se com o poder das suas companheiras nasceu uma nova luz muito brilhante que foi absorvida pelo alfinete que continha o Cristal Prateado. Este modificou-se no mesmo segundo e ganhou a forma de uma estrela de cinco pontas. No seu centro brilhava uma pedra prateada envolta num quarto crescente. A rodearem o quarto crescente brilhavam três pedras pequeninas com o brilho de três estrelas. Em cada ponta da estrela brilhavam mais quatro pedras maiores: uma azul, outra vermelha, outra verde e a última laranja; e na ponta superior desenhava-se novamente um quarto crescente lunar que resplandecia em tons de dourado.
Bunny ergueu o seu alfinete para o céu e ficou envolvida por inúmeras luzes que a pouco e pouco iam criando o seu novo fato. O branco circundou o delicado corpo criando um top sem mangas, no cimo dos quais pendiam fios de jóias; no centro do seu peito salientava-se um bonito laço dourado com o alfinete no centro; a saia rodava também de uma brancura pura mas que reflectia a luz em qualquer tom suave e luminoso e terminava numa fita dourada que fazia a respectiva bainha; no ventre repousava um quarto crescente com uma estrela acolhida no seu interior e na parte de trás construía-se um laço elegante e farfalhudo, totalmente dourado e que descia muito abaixo da saia sem chegar a tocar no chão; as asas de Eternal Sailor Moon já não existiam e no seu lugar permanecia aquele enorme laço com as dobras a fazerem-se passar por asas; as habituais botas rosas não eram mais botas, agora fitas envolviam os seus pés e criavam sandálias presas por fios de pérolas que lhe subiam pelas pernas até aos joelhos por duas fitas douradas; já não tinha luvas e no seu pulso direito brilhava uma pulseira de contas que poderia ser reconhecida pela pulseira que usava em princesa. Na sua testa brilhava o habitual quarto crescente lunar; no cabelo ficavam os ganchos brancos e nos odangos reluziam duas belas estrelas douradas e cercadas por um fio prateado; e por fim nas suas orelhas nasciam dois brincos com dois quartos crescentes a abraçarem uma estrela de cinco pontas no seu interior.
Após a transformação estar completa nas suas mãos nasceu o seu antigo centro, o primeiro que o Luna lhe dera. O punho rosa agora era totalmente dourado, a meia-lua tinha no centro uma nova estrela deitada, sobre a qual encaixaria o Cristal Prateado.
- Purificação pela luz da Lua!
O demónio sucumbiu mal que a rajada de luz lhe tocou, deixando Kunsite furioso.
- Por hoje basta! – disse e desapareceu logo em seguida.
A Sailor Moon olhou para si, olhou para as Starlights, olhou para o Luna e quando ia olhar para a Star Fighter acabou por desmaiar, sendo acolhida nos braços não de uma guerreira navegante mas sim de Seiya.
Fim do 4º Capítulo
--------
Nota da Autora: Agradeço a todos os vossos comentários. É sempre bom ver algum retorno da vossa parte. Isto dá vontade de escrever cada vez mais. Quanto ao erro mencionado, foi de facto uma falha da minha parte. Na altura não estava a contar com a Sailor Moon, o que punha a Vénus em quarto lugar mas ao ver os vossos comentários compreendi que era um erro porque até mesmo nesta Fic, a Sailor Moon continua a ser uma guerreira navegante. Vou corrigir então o erro lá em cima e mais uma vez obrigado!
Espero que gostem deste capítulo e as coisas ainda estão a começar. ^_^
Já passava da meia-noite quando Gonçalo deixou a Bunny em casa. No outro lado da estrada estava parado um carro vermelho, no qual nem repararam. Após mais um beijo, a Bunny saiu do carro e entrou dentro de casa sobre o olhar atento de Seiya.
Ele ficou a olhar o carro do Gonçalo a dobrar a esquina e a desaparecer segundos depois.
- Que raios estás a fazer Gonçalo? Devias ficar com ela a noite toda. Não há nada mais propício a ataque que uma rapariga sozinha durante a noite.
Seiya mordiscava os seus dedos nervosamente enquanto falava para si. Estava com um grande mau pressentimento sobre aquilo tudo desde que soubera que a rapariga vivia agora sozinha. Se a atacassem e ele não estivesse presente para a salvar? Não… não era só isso… o verdadeiro motivo era que aquela era mais uma desculpa para a poder ver mais uma e outra vez. Sentir que estava separado dela apenas alguns metros era mais confortável do que estar a quilómetros ou a anos luz… Anos luz… uma dor muito grande arrombou o coração do rapaz. Estivera os dois últimos anos tão longe dela, sem a puder ver sequer ou ouvir a sua voz e agora que poucos metros os separavam não a podia ter de todo sua. Não a podia apertar nos seus braços com todo o amor que lhe dedicava e nem podia confessar os seus sentimentos, pelo menos não aqueles que a Bunny ainda desconhecia e que qualquer um chamaria de paixão ardente.
- Em que estás a pensar Seiya? Deves estar a eloquecer. O que poderia acontecer de mau numa noite tão calma como esta?
O Gonçalo… aquele homem que ele ainda conhecia tão pouco… tinha tido a maior sorte do mundo. Ele era amado pela rapariga mais doce de todas e parecia não dar toda a atenção que ela merecia. Seiya ainda se lembrava das lágrimas e de toda a dor que Bunny lhe chorara nos ombros uma vez, em que todo o sofrimento se misturara com os do rapaz.
“- Não posso fazer nada? Não te posso ajudar?”. Foram estas as palavras que ele lhe gritara numa loucura de querer terminar com aquela aflição tão intensa. Lembrava-se delas como se as tivesse dito no dia anterior. Lembrava-se de tudo o que vivera e de tudo o que sentira. Na sua opinião… até se lembrava demasiado e o melhor teria sido esquecer.
Consultou o relógio do carro. Já passava das duas da manhã. Naquela noite não aconteceria nada. Era apenas sua imaginação. A luz da janela do quarto da jovem já se apagara fazia mais de uma hora. Ligou o rádio do carro e a sua própria música envolveu o ambiente do carro.
“Procuramos por ti, Deusa perdida. Precisamos que nos ajude. Por favor responde à nossa mensagem e vem até nós.”. Esta era a mensagem que conseguia ouvir claramente misturada com a letra da melodia que cantara. Desligou o rádio na hora. Encostou a cabeça no volante e fechou os olhos. Foi nesse momento que mais uma vez tudo aconteceu.
A porta da casa abriu-se e a Bunny saiu ainda de camisa de dormir. Caminhou pela rua atraída por uma voz que ressoava na sua mente. Seiya estremeceu e saiu do carro. Ao chegar à porta da casa encontrou o Luna aflito.
- Seiya! A Bunny acordou de repente. Parecia que estava a sonhar. Disse que uma voz estava a chamá-la e saiu de casa. Ela estava em transe.
Correram pela rua atrás da rapariga. Seiya tirou o telemóvel do bolso e discou rapidamente um número. Do telemóvel soou um sinal impedido e o atendedor de chamadas respondeu. – Raios! Porque tem de ter o telemóvel desligado justo agora?
Entretanto a Bunny tinha chegado até ao parque, perseguindo aquela voz e contemplava a figura que brilhava na escuridão. Aos seus pés dormia uma criatura monstruosa enquanto era embalada pelo som da triste canção.
A Bunny aproximou-se, pisou as folhas secas do chão na mesma altura que a criatura se mexia. A estranha figura voltou-se para ela estarrecida e segundos antes de desaparecer a Bunny viu que ela estava a chorar.
O vento tornou-se muito forte e a rapariga foi atirada contra uma árvore. Mas não era o vento e sim o ataque do inimigo. Um demónio estendeu as mãos para ela e delas rompeu uma bola de fogo.
- Laser potente da estrela!
A bola de fogo foi rasgada ao meio antes de atingir o seu destino. Kunsite mostrou-se desagrado com o resulto e ordenou para o demónio atacar novamente. A Bunny e a Sailor Star foram atiradas contra ao chão bruscamente. Um novo ataque vinha da direcção delas e Fighter só teve tempo de empurrar a jovem para o lado, antes do ataque explodir no seu destino.
- FIGHTER!!!
- Morre princesa!
Um novo ataque vinha agora na direcção dela…
- Utensílio generoso da estrela!
- Inferno sensitivo da estrela!
Star Maker e Star Healer ergueram-se ao lado de Star Fighter ainda estendida no chão.
- Seiya como estás? – perguntou a Star Maker tremendo com a possibilidade de ter a colega ferida.
- Não se preocupem comigo e protejam-na. – respondeu a Fighter com alguma dificuldade na voz.
Star Healer levantou-se e, agarrando na Bunny, esquivou-se de mais um ataque que vinha a caminho.
- Mas porque raios ela não se transforma? Está a tentar matar-nos a todas? – protestou a Maker.
- Ela não se consegue transformar. – respondeu a Star Fighter enquanto se punha em pé com algum esforço.
Os ataques continuavam e pareciam mais fortes que os da última vez. Talvez não tivessem o seu poder aumentado mas elas já estavam a enfrentar o demónio há alguns minutos, portanto estavam cansadas e fracas.
- Por favor Starlights, dêem um pouco do vosso poder à Bunnyzita. Pode ser que assim os poderes dela voltem a despertar. – pediu o Luna que se escondia no buraco feito pela raiz de uma árvore. Não havia nada que ele pudesse fazer para ajudar naquela situação.
- Dar poder? – repetiu a Star Maker enquanto segurava firmemente o seu armazenador de energia em forma de estrela.
- Como faremos isso? – perguntou a Star Healer, enquanto se esquivava de mais um ataque junto com a Bunny e aterrava por detrás das suas duas colegas.
- Temos de tentar! – afirmou a Star Fighter ao mesmo tempo que devolvia o olhar àquela que tentavam proteger.
- Resultará? – Star Maker olhou novamente para o demónio e para Kunsite.
Fighter aprofundou o seu olhar no olhar da Sailor Moon e disse:
- Vamos confiar em ti mais uma vez. – e dito isto projectou a sua estrela no ar e lançou um ataque para o céu.
- Pelo poder da Estrela Fighter!
Maker e Healer imitaram.
- Pelo poder da Estrela Maker!
- Pelo poder da Estrela Healer!
No preciso momento em que o último raio de luz da “chamada de poder” da Star Healer encontrou-se com o poder das suas companheiras nasceu uma nova luz muito brilhante que foi absorvida pelo alfinete que continha o Cristal Prateado. Este modificou-se no mesmo segundo e ganhou a forma de uma estrela de cinco pontas. No seu centro brilhava uma pedra prateada envolta num quarto crescente. A rodearem o quarto crescente brilhavam três pedras pequeninas com o brilho de três estrelas. Em cada ponta da estrela brilhavam mais quatro pedras maiores: uma azul, outra vermelha, outra verde e a última laranja; e na ponta superior desenhava-se novamente um quarto crescente lunar que resplandecia em tons de dourado.
Bunny ergueu o seu alfinete para o céu e ficou envolvida por inúmeras luzes que a pouco e pouco iam criando o seu novo fato. O branco circundou o delicado corpo criando um top sem mangas, no cimo dos quais pendiam fios de jóias; no centro do seu peito salientava-se um bonito laço dourado com o alfinete no centro; a saia rodava também de uma brancura pura mas que reflectia a luz em qualquer tom suave e luminoso e terminava numa fita dourada que fazia a respectiva bainha; no ventre repousava um quarto crescente com uma estrela acolhida no seu interior e na parte de trás construía-se um laço elegante e farfalhudo, totalmente dourado e que descia muito abaixo da saia sem chegar a tocar no chão; as asas de Eternal Sailor Moon já não existiam e no seu lugar permanecia aquele enorme laço com as dobras a fazerem-se passar por asas; as habituais botas rosas não eram mais botas, agora fitas envolviam os seus pés e criavam sandálias presas por fios de pérolas que lhe subiam pelas pernas até aos joelhos por duas fitas douradas; já não tinha luvas e no seu pulso direito brilhava uma pulseira de contas que poderia ser reconhecida pela pulseira que usava em princesa. Na sua testa brilhava o habitual quarto crescente lunar; no cabelo ficavam os ganchos brancos e nos odangos reluziam duas belas estrelas douradas e cercadas por um fio prateado; e por fim nas suas orelhas nasciam dois brincos com dois quartos crescentes a abraçarem uma estrela de cinco pontas no seu interior.
Após a transformação estar completa nas suas mãos nasceu o seu antigo centro, o primeiro que o Luna lhe dera. O punho rosa agora era totalmente dourado, a meia-lua tinha no centro uma nova estrela deitada, sobre a qual encaixaria o Cristal Prateado.
- Purificação pela luz da Lua!
O demónio sucumbiu mal que a rajada de luz lhe tocou, deixando Kunsite furioso.
- Por hoje basta! – disse e desapareceu logo em seguida.
A Sailor Moon olhou para si, olhou para as Starlights, olhou para o Luna e quando ia olhar para a Star Fighter acabou por desmaiar, sendo acolhida nos braços não de uma guerreira navegante mas sim de Seiya.
Fim do 4º Capítulo
--------
Nota da Autora: Agradeço a todos os vossos comentários. É sempre bom ver algum retorno da vossa parte. Isto dá vontade de escrever cada vez mais. Quanto ao erro mencionado, foi de facto uma falha da minha parte. Na altura não estava a contar com a Sailor Moon, o que punha a Vénus em quarto lugar mas ao ver os vossos comentários compreendi que era um erro porque até mesmo nesta Fic, a Sailor Moon continua a ser uma guerreira navegante. Vou corrigir então o erro lá em cima e mais uma vez obrigado!
Espero que gostem deste capítulo e as coisas ainda estão a começar. ^_^

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
Adorei este capitulo e tal como disseste e muito bem as coisas vão mesmo começar .
Não gostei da attitude do gonçalo , parvo então deixa assim a mulher que ama só no meio da noite em casa? não pode ser .
Felizmente o seiya estava por perto a protege-la .
Adorei a descrição da nova transformção da navegante da lua .
Isto está muito bom parabens .
Fico á espera de mais capitulos para os devorar .
Não gostei da attitude do gonçalo , parvo então deixa assim a mulher que ama só no meio da noite em casa? não pode ser .
Felizmente o seiya estava por perto a protege-la .
Adorei a descrição da nova transformção da navegante da lua .
Isto está muito bom parabens .
Fico á espera de mais capitulos para os devorar .
picky ehopeless obrigada pelos vossos comentários!
Inda bem que gostaram da nova transformação. Tentei pensar em algo para tornar o fato dela menos folclórico e tirar também akelas asas horrorosas k tinha e k nao serviam para nada, so pa partir loiça *lembra dakele episodio em k todos estavam em casa da Bunny e o inimigo apareceu la*. Pensei entao em por o fato branco porque gosto muito de ver o branco na Sailor Moon.
Quanto ao gonçalo estou a ser um pouco cruel. Apesar dele ser o amado da Bunny tenho de abrir um pouco de caminho para o Seiya
. Precisarei disso para chegar ao climax da historia. Espero que até agora esteja tudo a correr naturalmente e nao esteja a precipitar nada ou mesmo a forçar.
Espero ver mais alguns comentarios para postar o proximo cap que já esta escrito
:g11:
Uma previsao que comecei a fazer é que vou tentar concluir esta fic em 20 capitulos. Será que conseguirei?
Inda bem que gostaram da nova transformação. Tentei pensar em algo para tornar o fato dela menos folclórico e tirar também akelas asas horrorosas k tinha e k nao serviam para nada, so pa partir loiça *lembra dakele episodio em k todos estavam em casa da Bunny e o inimigo apareceu la*. Pensei entao em por o fato branco porque gosto muito de ver o branco na Sailor Moon.
Quanto ao gonçalo estou a ser um pouco cruel. Apesar dele ser o amado da Bunny tenho de abrir um pouco de caminho para o Seiya
. Precisarei disso para chegar ao climax da historia. Espero que até agora esteja tudo a correr naturalmente e nao esteja a precipitar nada ou mesmo a forçar.Espero ver mais alguns comentarios para postar o proximo cap que já esta escrito
:g11:
Uma previsao que comecei a fazer é que vou tentar concluir esta fic em 20 capitulos. Será que conseguirei?

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
Capítulo 05 – A Mensagem Destruída
- Onde está a Bunny? – perguntou a Joana enquanto bebia o seu segundo sumo.
- Atrasada como sempre. – concluiu a Maria apoiando a cabeça na mão e suspirando.
Eram 11 horas da manhã e estavam todas reunidas no café. A Joana fizera questão de lhes telefonar na noite da véspera, por volta já da meia-noite, aos berros a dizer que tinham de se encontrar no dia seguinte. A sua sorte é que era feriado, logo nenhuma delas tinha escola ou actividades extracurriculares. Bunny ainda não chegara, para variar é claro. =)
- Desculpem o atraso meninas!
Aquela que faltava apareceu a correr, bateu no empregado e os dois caíram no chão.
- Desculpe, desculpe!!
- Continuas uma desajeitada como sempre Bunny. Hahaha…
Bunny reconheceu esta voz e olhou com maior atenção para o homem que estava por debaixo dela. Era o seu velho amigo Mário.
- Mário? – disse corando, enquanto se levantava.
- Continuas engraçada como sempre. Estás bem? Não te magoaste?
- Não, não. E tu?
- Estou bem é claro porque não és pesada, senão tinha ficado esmagado.
- Se ela continuar a comer como come pouco deve faltar para parecer uma baleia. – declarou a Rita chupando o seu sumo pela palhinha.
A Bunny encheu as bochechas de ar furiosa e apertou o punho em direcção à sua amiga. – Quem vai parecer uma baleia és tu. Tens ciúmes que eu seja mais bonita que tu.
- Hehehe! – o Mário riu-se e endireitou o tabuleiro que transportava. – Um sumo light desta vez Bunny? Não queremos que fiques uma baleia. – ele piscou-lhe o olho e retirou-se para o outro lado do balcão.
- Bunny, Bunny, Bunny! Senta-te aqui imediatamente. – a Joana arrastou a Bunny consigo e só ficou sossegada quando sentou a companheira confortavelmente. De seguida foi-lhe buscar o sumo e tudo. As outras três ficaram desconfiadas.
- A Joana quer qualquer coisa da Bunny. – suspeitou a Ami.
- Cheira-me a interesse. – apostou a Rita.
- Cheira-me a esturro. – terminou a Maria.
- Bunnyzita querida, sabias que os Três Luzes vão dar um concerto?
…
A Bunny cuspiu o sumo que acabara de beber, a Rita e a Ami engasgaram-se e a Maria atirou ao chão os suporte dos lenços de papel.
- Eu sabia. – a Rita confirmou as suas suspeitas.
- Vão? – perguntou a Bunny atónita, como tivessem dado-lhe uma noticia de última hora.
- Não sabias? – estranhou a Maria. – O Gonçalo não te disse?
- Está calada Maria. O problema aqui não é o Gonçalo dizer ou não. O mais importante é… – a Joana agarrou nas mãos da Bunny com os olhos a brilhar. – Ele não te deu bilhetes?
- Joana!!!
- Ei, que foi? Os bilhetes são bué caros tá. Tentei usar a minha super fama de estrela para arranjar alguns mas dizem que terei de comprar. A primeira venda começou ontem e todos foram vendidos em pouco mais de 3 horas. Vão pôr mais alguns a vender amanhã mas já há quilómetros de filas à porta das bilheteiras e o concerto é daqui a 4 dias.
- É normal. Vai ser a estreia deles. Muitos fãs estão ansiosos para voltar a vê-los e para ouvir as novas canções. – disse a Ami. – As previsões dizem que eles serão a banda revelação deste ano.
- Também deve ser um grande acontecimento para o Gonçalo. Ele deve andar muito ocupado com os preparativos todos e deve estar muito ansioso.
- Tens razão Rita e por isso… – a Joana voltou-se novamente para a Bunny com um olhar suplicante. – Podias arranjar-nos bilhetes?
- Se vocês querem bilhetes para o concerto não é mais fácil pedirem-nos? Afinal nós somos as estrelas.
Bunny estremeceu ao sentir a respiração do Seiya no seu pescoço.
- Mas porque é que encontramos sempre vocês onde quer que vamos? – suspirou o Yaten levando as mãos à cabeça.
- Bom dia. – cumprimentou o Taiki enquanto se sentava na mesa vaga ao lado da mesa delas.
- Porque vocês nos perseguem, meu querido Yaten.
O Yaten fez uma expressão de enfado e sentou-se no banco de frente ao Taiki. O Seiya fez questão de se sentar ao lado da Bunny e teve de empurrá-la um pouco para o lado para se sentar.
- Tens muito espaço daquele lado. Porque tens de vir para aqui?
- Porquê? Para não te sentires sozinha Bunn. - o rapaz tirou os olhos escuros e sorriu ao ver o ar de desaprovação da rapariga.
- Mas eu não estou sozinha…
- Não estás? Porque não me pedes os bilhetes Bunn se queres ir tanto ao concerto?
- Não sou eu que quero ir… E não me chames de Bunn, só o Gonçalo é que o pode fazer…
O Seiya olhou-a com o sobrolho franzido e inesperadamente começou a beber o sumo a rapariga pela palhinha.
- Ei, isso é meu!
- Bunny e Seiya, sabiam que beber do mesmo copo são coisas de namorados? – comentou a Rita.
- Nós não somos namorados! – declararam os dois em uníssono, ambos corados.
O telemóvel da Bunny começou a tocar e é claro que só podia ser uma pessoa…
- Estou Gonçalo? Ah… Estou aqui no café com as meninas e os três… – uma série de sinais vindos do Yaten e do Taiki pediam para que ela não dissesse que eles estavam ali. – Ah… os… os… os… os três clientes do café é claro.
- A Bunny já estava quase a dizer que os Três Luzes estavam aqui…
- SCHIIIIIIIIIIIIIIUUUUUU!!!
Todos mandaram a Rita calar. Apesar de não ser ela que estava ao telefone, a sua voz era alta o suficiente para ser ouvida pelo Gonçalo do outro lado da linha.
- Bunny dá aí o telemóvel, quero falar com o Gonçalo já! – a Joana arrancou o objecto das mãos da amiga. – Gonçalo? Olha, consegues arranjar-nos bilhetes? É que o Taiki está aqui todo invejoso e recusa-se a arranjar-nos os bilhetes.
- SCHIIIIIIIIIIIIIIUUUUUU!!!
- QUEM É QUE É INVEJOSO?
O Yaten teve de segurar o Taiki antes que ele se atirasse para cima da Joana. Não é que a rapariga não se importasse, ela até havia de ter gostado, mas o local não era o mais apropriado.
- Ai Joana, tu não tens maneiras. – a Maria teve de tirar o telemóvel das mãos da companheira antes que ela fizesse mais algum disparate. – Estou Gonçalo? Olá, como estás? – todos respiraram de alivio. Pelo menos nas mãos da Maria já não corriam o risco do Gonçalo vir a saber que os três rapazes estavam ali. – O Seiya? Violento e interesseiro? Calado e antipático? Era nada! O Seiya era muito social e simpático. De onde tiraste esta ideia? – a atenção de todos prendeu-se na estranha conversa que Maria tinha com o Gonçalo ao telefone. – Desagradável? O Seiya era um bom rapaz e ainda hoje o é. Não é verdade Seiya?
- Schiu!
- É CLARO QUE SOU!!!
O Taiki e o Yaten pediram a conta rapidamente para fugirem dali no mesmo instante mas já era tarde demais… A Maria afastou o telemóvel do ouvido e estava bastante pálida. Estendeu o telemóvel ao Seiya de forma robótica. Afinal estragara tudo…
- Seiya… o Gonçalo quer falar contigo… – e entregou o telemóvel ao rapaz que estava sentado mesmo à sua frente.
- Gonçalo… eu posso explicar… – o Taiki e o Yaten levantaram-se num pulo e sem arrumarem as cadeiras começaram logo a afastarem-se para a saída do café. – O Taiki e o Yaten? – o Seiya lançou um olhar protestante aos dois colegas que o estavam a abandonar e dedicou-lhes um sorriso trocista antes de responder. – Sim, estamos os três aqui.
O Taiki teve vontade de cometer um assassinato ali e foi o Yaten que teve de controlá-lo. – Afinal já estávamos a prever isto, não era verdade Taiki? – os dois ficaram de pé à espera que o Seiya terminasse o telefonema que apenas demorou mais uns 3 minutos. Assim que desligou, entregou o telefone à Bunny.
- Fomos descobertos. Temos de ir…
- Por tua culpa Seiya! Tinhas logo de ter gritado.
- O Taiki também gritou não foi?
- Nani? - as cinco raparigas fitavam-nos curiosas.
- O Gonçalo nunca nos dá um dia de descanso. É todos os dias a praticar, a repetir e a rever. Hoje desligamos os telemóveis para que ele não conseguisse contactar-nos e mandar-nos ir ao estúdio. – informou Seiya.
- Seiya, despacha-te. – chamou o Yaten já impaciente.
- Parece que hoje será mais um dia cansativo. – suspirou o rapaz, levantou-se do banco e colocou os óculos escuros. – Até logo Pudinzinho.
Após os três jovens saírem apenas restaram as cinco raparigas. Parecia que o Gonçalo estava a fazer o seu trabalho de forma exigente e exageradamente profissional.
- Meninas, havia algo de estranho com o Gonçalo. Ele começou-se a fazer perguntas sobre o Seiya de repente. Ele descobriu que andávamos na mesma escola há dois anos e queria saber que tipo de rapaz era o Seiya.
- Chateaste-te com o Gonçalo, Bunny? – perguntou a Rita.
- Não. Está tudo bem entre nós.
- Então ainda bem.
O Mário veio servir-lhes mais um pouco de sumo a dizer que era por conta da casa e sentou-se um bocado ao pé delas. Também ele parecia ser um fã dos três ídolos e, como tal, fez algumas perguntas a respeito deles. Quando soube que as raparigas e os rapazes tinham sido colegas de escola, tudo ficou claro e ele levantou-se para ir servir uns novos clientes que estavam a chegar.
- Meninas, não vos faz confusão que eles sejam homens e guerreiras navegantes? É que às vezes fico sem saber como tratá-los.
- Tens razão Maria, mas mesmo assim eles não deixam de ser quem são.
- É isso mesmo Ami. O Taiki é o Taiki e o Yaten continua a ser o Yaten. O Seiya também continua o mesmo… – afirmou a Joana mas calou-se ao ver a expressão crente da Bunny.
- Vocês já tentaram imaginar como é que eles se sentem com estas duas identidades? Às vezes eu penso e não consigo perceber. – a Rita estendeu as mãos por cima da mesa e olhou para tecto. – Eles podem ter sido guerreiras navegantes na outra vida e nesta nasceram como homens, por isso necessitam de voltar aos seus corpos anteriores quando se transformam.
Rita não estava muito longe da verdade, mas também não estava perto. No meio de tudo havia um enigma que permanecia indecifrável.
- O importante é que nos damos todos bem e somos amigos. Desde que tudo continue assim não há razão para nos preocuparmos. – rematou a Bunny dando atenção a uma criança que atravessava a estrada com a sua mãe e que ela conseguia ver perfeitamente pela janela do café. Todas concordaram e terminaram o seu lanche em paz. É escusado dizer que nesse dia não almoçaram sequer.
(Continua já a seguir)
- Onde está a Bunny? – perguntou a Joana enquanto bebia o seu segundo sumo.
- Atrasada como sempre. – concluiu a Maria apoiando a cabeça na mão e suspirando.
Eram 11 horas da manhã e estavam todas reunidas no café. A Joana fizera questão de lhes telefonar na noite da véspera, por volta já da meia-noite, aos berros a dizer que tinham de se encontrar no dia seguinte. A sua sorte é que era feriado, logo nenhuma delas tinha escola ou actividades extracurriculares. Bunny ainda não chegara, para variar é claro. =)
- Desculpem o atraso meninas!
Aquela que faltava apareceu a correr, bateu no empregado e os dois caíram no chão.
- Desculpe, desculpe!!
- Continuas uma desajeitada como sempre Bunny. Hahaha…
Bunny reconheceu esta voz e olhou com maior atenção para o homem que estava por debaixo dela. Era o seu velho amigo Mário.
- Mário? – disse corando, enquanto se levantava.
- Continuas engraçada como sempre. Estás bem? Não te magoaste?
- Não, não. E tu?
- Estou bem é claro porque não és pesada, senão tinha ficado esmagado.
- Se ela continuar a comer como come pouco deve faltar para parecer uma baleia. – declarou a Rita chupando o seu sumo pela palhinha.
A Bunny encheu as bochechas de ar furiosa e apertou o punho em direcção à sua amiga. – Quem vai parecer uma baleia és tu. Tens ciúmes que eu seja mais bonita que tu.
- Hehehe! – o Mário riu-se e endireitou o tabuleiro que transportava. – Um sumo light desta vez Bunny? Não queremos que fiques uma baleia. – ele piscou-lhe o olho e retirou-se para o outro lado do balcão.
- Bunny, Bunny, Bunny! Senta-te aqui imediatamente. – a Joana arrastou a Bunny consigo e só ficou sossegada quando sentou a companheira confortavelmente. De seguida foi-lhe buscar o sumo e tudo. As outras três ficaram desconfiadas.
- A Joana quer qualquer coisa da Bunny. – suspeitou a Ami.
- Cheira-me a interesse. – apostou a Rita.
- Cheira-me a esturro. – terminou a Maria.
- Bunnyzita querida, sabias que os Três Luzes vão dar um concerto?
…
A Bunny cuspiu o sumo que acabara de beber, a Rita e a Ami engasgaram-se e a Maria atirou ao chão os suporte dos lenços de papel.
- Eu sabia. – a Rita confirmou as suas suspeitas.
- Vão? – perguntou a Bunny atónita, como tivessem dado-lhe uma noticia de última hora.
- Não sabias? – estranhou a Maria. – O Gonçalo não te disse?
- Está calada Maria. O problema aqui não é o Gonçalo dizer ou não. O mais importante é… – a Joana agarrou nas mãos da Bunny com os olhos a brilhar. – Ele não te deu bilhetes?
- Joana!!!
- Ei, que foi? Os bilhetes são bué caros tá. Tentei usar a minha super fama de estrela para arranjar alguns mas dizem que terei de comprar. A primeira venda começou ontem e todos foram vendidos em pouco mais de 3 horas. Vão pôr mais alguns a vender amanhã mas já há quilómetros de filas à porta das bilheteiras e o concerto é daqui a 4 dias.
- É normal. Vai ser a estreia deles. Muitos fãs estão ansiosos para voltar a vê-los e para ouvir as novas canções. – disse a Ami. – As previsões dizem que eles serão a banda revelação deste ano.
- Também deve ser um grande acontecimento para o Gonçalo. Ele deve andar muito ocupado com os preparativos todos e deve estar muito ansioso.
- Tens razão Rita e por isso… – a Joana voltou-se novamente para a Bunny com um olhar suplicante. – Podias arranjar-nos bilhetes?
- Se vocês querem bilhetes para o concerto não é mais fácil pedirem-nos? Afinal nós somos as estrelas.
Bunny estremeceu ao sentir a respiração do Seiya no seu pescoço.
- Mas porque é que encontramos sempre vocês onde quer que vamos? – suspirou o Yaten levando as mãos à cabeça.
- Bom dia. – cumprimentou o Taiki enquanto se sentava na mesa vaga ao lado da mesa delas.
- Porque vocês nos perseguem, meu querido Yaten.
O Yaten fez uma expressão de enfado e sentou-se no banco de frente ao Taiki. O Seiya fez questão de se sentar ao lado da Bunny e teve de empurrá-la um pouco para o lado para se sentar.
- Tens muito espaço daquele lado. Porque tens de vir para aqui?
- Porquê? Para não te sentires sozinha Bunn. - o rapaz tirou os olhos escuros e sorriu ao ver o ar de desaprovação da rapariga.
- Mas eu não estou sozinha…
- Não estás? Porque não me pedes os bilhetes Bunn se queres ir tanto ao concerto?
- Não sou eu que quero ir… E não me chames de Bunn, só o Gonçalo é que o pode fazer…
O Seiya olhou-a com o sobrolho franzido e inesperadamente começou a beber o sumo a rapariga pela palhinha.
- Ei, isso é meu!
- Bunny e Seiya, sabiam que beber do mesmo copo são coisas de namorados? – comentou a Rita.
- Nós não somos namorados! – declararam os dois em uníssono, ambos corados.
O telemóvel da Bunny começou a tocar e é claro que só podia ser uma pessoa…
- Estou Gonçalo? Ah… Estou aqui no café com as meninas e os três… – uma série de sinais vindos do Yaten e do Taiki pediam para que ela não dissesse que eles estavam ali. – Ah… os… os… os… os três clientes do café é claro.
- A Bunny já estava quase a dizer que os Três Luzes estavam aqui…
- SCHIIIIIIIIIIIIIIUUUUUU!!!
Todos mandaram a Rita calar. Apesar de não ser ela que estava ao telefone, a sua voz era alta o suficiente para ser ouvida pelo Gonçalo do outro lado da linha.
- Bunny dá aí o telemóvel, quero falar com o Gonçalo já! – a Joana arrancou o objecto das mãos da amiga. – Gonçalo? Olha, consegues arranjar-nos bilhetes? É que o Taiki está aqui todo invejoso e recusa-se a arranjar-nos os bilhetes.
- SCHIIIIIIIIIIIIIIUUUUUU!!!
- QUEM É QUE É INVEJOSO?
O Yaten teve de segurar o Taiki antes que ele se atirasse para cima da Joana. Não é que a rapariga não se importasse, ela até havia de ter gostado, mas o local não era o mais apropriado.
- Ai Joana, tu não tens maneiras. – a Maria teve de tirar o telemóvel das mãos da companheira antes que ela fizesse mais algum disparate. – Estou Gonçalo? Olá, como estás? – todos respiraram de alivio. Pelo menos nas mãos da Maria já não corriam o risco do Gonçalo vir a saber que os três rapazes estavam ali. – O Seiya? Violento e interesseiro? Calado e antipático? Era nada! O Seiya era muito social e simpático. De onde tiraste esta ideia? – a atenção de todos prendeu-se na estranha conversa que Maria tinha com o Gonçalo ao telefone. – Desagradável? O Seiya era um bom rapaz e ainda hoje o é. Não é verdade Seiya?
- Schiu!
- É CLARO QUE SOU!!!
O Taiki e o Yaten pediram a conta rapidamente para fugirem dali no mesmo instante mas já era tarde demais… A Maria afastou o telemóvel do ouvido e estava bastante pálida. Estendeu o telemóvel ao Seiya de forma robótica. Afinal estragara tudo…
- Seiya… o Gonçalo quer falar contigo… – e entregou o telemóvel ao rapaz que estava sentado mesmo à sua frente.
- Gonçalo… eu posso explicar… – o Taiki e o Yaten levantaram-se num pulo e sem arrumarem as cadeiras começaram logo a afastarem-se para a saída do café. – O Taiki e o Yaten? – o Seiya lançou um olhar protestante aos dois colegas que o estavam a abandonar e dedicou-lhes um sorriso trocista antes de responder. – Sim, estamos os três aqui.
O Taiki teve vontade de cometer um assassinato ali e foi o Yaten que teve de controlá-lo. – Afinal já estávamos a prever isto, não era verdade Taiki? – os dois ficaram de pé à espera que o Seiya terminasse o telefonema que apenas demorou mais uns 3 minutos. Assim que desligou, entregou o telefone à Bunny.
- Fomos descobertos. Temos de ir…
- Por tua culpa Seiya! Tinhas logo de ter gritado.
- O Taiki também gritou não foi?
- Nani? - as cinco raparigas fitavam-nos curiosas.
- O Gonçalo nunca nos dá um dia de descanso. É todos os dias a praticar, a repetir e a rever. Hoje desligamos os telemóveis para que ele não conseguisse contactar-nos e mandar-nos ir ao estúdio. – informou Seiya.
- Seiya, despacha-te. – chamou o Yaten já impaciente.
- Parece que hoje será mais um dia cansativo. – suspirou o rapaz, levantou-se do banco e colocou os óculos escuros. – Até logo Pudinzinho.
Após os três jovens saírem apenas restaram as cinco raparigas. Parecia que o Gonçalo estava a fazer o seu trabalho de forma exigente e exageradamente profissional.
- Meninas, havia algo de estranho com o Gonçalo. Ele começou-se a fazer perguntas sobre o Seiya de repente. Ele descobriu que andávamos na mesma escola há dois anos e queria saber que tipo de rapaz era o Seiya.
- Chateaste-te com o Gonçalo, Bunny? – perguntou a Rita.
- Não. Está tudo bem entre nós.
- Então ainda bem.
O Mário veio servir-lhes mais um pouco de sumo a dizer que era por conta da casa e sentou-se um bocado ao pé delas. Também ele parecia ser um fã dos três ídolos e, como tal, fez algumas perguntas a respeito deles. Quando soube que as raparigas e os rapazes tinham sido colegas de escola, tudo ficou claro e ele levantou-se para ir servir uns novos clientes que estavam a chegar.
- Meninas, não vos faz confusão que eles sejam homens e guerreiras navegantes? É que às vezes fico sem saber como tratá-los.
- Tens razão Maria, mas mesmo assim eles não deixam de ser quem são.
- É isso mesmo Ami. O Taiki é o Taiki e o Yaten continua a ser o Yaten. O Seiya também continua o mesmo… – afirmou a Joana mas calou-se ao ver a expressão crente da Bunny.
- Vocês já tentaram imaginar como é que eles se sentem com estas duas identidades? Às vezes eu penso e não consigo perceber. – a Rita estendeu as mãos por cima da mesa e olhou para tecto. – Eles podem ter sido guerreiras navegantes na outra vida e nesta nasceram como homens, por isso necessitam de voltar aos seus corpos anteriores quando se transformam.
Rita não estava muito longe da verdade, mas também não estava perto. No meio de tudo havia um enigma que permanecia indecifrável.
- O importante é que nos damos todos bem e somos amigos. Desde que tudo continue assim não há razão para nos preocuparmos. – rematou a Bunny dando atenção a uma criança que atravessava a estrada com a sua mãe e que ela conseguia ver perfeitamente pela janela do café. Todas concordaram e terminaram o seu lanche em paz. É escusado dizer que nesse dia não almoçaram sequer.
(Continua já a seguir)

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
(Continuação)
xxXXxxXXxx
O dia do concerto chegou finalmente. Durante os últimos dias que se tinham passado os Três Luzes raramente tinham aparecido na escola. A Bunny sabia que estavam a ensaiar e por isso tinham as faltas justificadas. O Gonçalo também estivera muito ocupado e ela só tivera notícias dele pelo telefone. A Joana andava de rastos porque não conseguira nenhum bilhete e as outras meninas estavam com trabalhos da escola. Era sábado à noite quando a Bunny regressou a casa, após ter estado com elas no templo Hikawa. Abriu a porta de casa e encontrou o Luna mesmo à sua espera.
- Bunny, tens em cima da mesa um envelope para ti. Vieram cá há pouco trazê-lo.
A rapariga foi até à sala e abriu o envelope que não tinha qualquer endereço. Lá dentro estavam cinco bilhetes para o concerto das três estrelas que actuariam no dia seguinte.
- Bilhetes? Ah! – ela deixou os bilhetes em cima da mesa e correu para o telefone mas antes de discar o número o Luna falou:
- Não foi o Gonçalo que os veio cá trazer. Foi o Seiya que esteve aqui há pouco.
A jovem poisou o auscultador um pouco triste. Preferia que tivesse sido o seu amado a levar-lhe os bilhetes. Queria agradecer-lhe e usar esta desculpa para ouvir mais uma vez a sua voz. Mas não o podia censurar, ele andava muito ocupado com os preparativos todos e claro que nem tinha cabeça para pensar em simples pormenores, tais como oferecer um bilhete à sua futura mulher. Voltou a pegar no auscultador e discou o número das suas companheiras para avisar que conseguira os bilhetes. A Joana desatou aos berros pelo telefone e a Bunny teve de desligar para não ficar surda.
xxXXxxXXxx
Faltava menos de 1 hora para o concerto começar e elas tinham acabado de se encontrarem à porta do recinto.
- Bunny, trouxeste os bilhetes? – perguntou a Joana logo que a amiga entrou no seu campo de visão.
A Bunny entregou um bilhete a cada uma e guardou o seu também.
- UAUUUUUUU!!! Lugares vip!!! O Gonçalo não precisava também de fazer isso. Temos de lhe agradecer. – declarou a Rita ainda a olhar para o seu bilhete.
- Não foi o Gonçalo que arranjou os bilhetes.
- Não!? – as quatro fitaram a sua princesa espantadas.
A Bunny negou com a cabeça e olhou para a entrada entristecida. Se tivesse sido o Gonçalo aquilo teria outro significado para si. Ela poderia ir ter com ele aos bastidores e teria a oportunidade de estar com ele mais um pouco.
- Se o director descobrir que foste tu Seiya estás tramado. Ele tinha deixado bem claro que em qualquer concerto aqueles lugares eram reservados para ele. – avisou o Taiki que estava sentado numa cadeira e via o seu colega a passear de um lado para o outro.
- E ele vai desperdiçar aqueles lugares todos só para sentar lá a sua mulher e filha que nem apareceram sequer?
- De qualquer modo não o devias ter feito. Qualquer outro bilhete estaria bom mas aqueles é como atiçar lume e nós não queremos brincar com o director.
O Gonçalo entrou nos camarins e bateu a porta atrás de si. Era visível que estava bastante nervoso, ainda mais do que as estrelas principais da noite. Mas agora havia um motivo extra que o mantinha num estado de desespero.
- Não consigo entrar em contacto com a Bunny. Esqueci-me de lhe dar um bilhete e queria que ela viesse ver-vos mas não atende o telemóvel.
O Seiya suspirou e desviou os olhos do seu produtor. Abriu uma das portas laterais que dava acesso para o palco e afastou ligeiramente a cortina negra. Dali conseguiu ver perfeitamente as raparigas sentadas nos seus lugares à espera que o concerto começasse.
- Espero que depois as responsabilidades não recaíam sobre nós, senhor Seiya. – guinchou o Yaten ao mesmo tempo que recompunha a rosa amarela no seu fato branco.
O director também entrou no camarim agitado. Envergava um dos seus melhores fatos e andava a culpar todos os técnicos pelo sucedido. Os bilhetes dos lugares vip tinham ido parar às bilheteiras e não sabia como. Cinco raparigas ocupavam agora aqueles lugares que ele próprio reservara para a sua mulher e filha, porém, ainda nenhuma delas tinha aparecido.
O Seiya voltou a espreitar para a plateia e voltou a ver a Ami, a Rita, a Maria e a Joana sentadas mas da Bunny já não havia sinal.
- Será? – fechou as cortinas e a porta rapidamente e saiu do camarim. – Já volto.
- Mas o concerto está quase a começar! – gritou o Yaten mas já foi tarde demais.
A Bunny quisera ir dar um beijo ao Gonçalo mas perdera-se pelos corredores. Andava às voltas sem saber por onde seguir, sem saber qual o caminho que a levaria até ao seu amor. Chegou a um corredor sem saída e ficou aflita. Estava perdida. Decidiu voltar para trás pois o concerto devia estar a começar mas quando se voltou algo a esperava mesmo atrás.
Um demónio lançou-lhe um ataque e ela esquivou-se mesmo à tangente. O segundo ataque foi bloqueado por uma rosa vermelha que cortou os ares. O Seiya apareceu ao seu lado e fitou o monstro. Já esperava que aquilo acontecesse.
- Transformação pelo poder da Estrela Fighter!
- Laser potente da Estrela!
- A Bunny não está muito demorada? – a Joana consultou o relógio e reparou que o concerto já estava atrasado 15 minutos.
- Se calhar perdeu-se… Ela é sempre a mesma coisa. – a Rita cruzou os braços e continuou a olhar para o palco escuro.
- Devíamos ir procurá-la. – sugeriu a Ami.
- Laser potente da Estrela!
O inimigo desviou-se e lançou um novo ataque. Fighter saltou e voltou a atacar.
- Corrente do amor de Vénus!
- Supremo trovão!
- Ilusão de água brilhante!
- Alma de fogo… arde!
O demónio bateu contra a parede e caiu no chão. Ainda estava longe de ser vencido mas pelo menos tinha recuado.
- Se perdermos o início do concerto a culpa será tua Bunny!
As guerreiras navegantes tinham aterrado à frente da Bunny e da Star Fighter a servirem de escudo.
- Como vais perder o início do espectáculo se uma das pessoas principais está aqui?
A Bunny deitou a língua de fora à Vénus e agarrou-se ao braço da Star Fighter para se proteger de uma possível represália. Quando Vénus apontou o dedo à sua princesa para retorquir o demónio num instante acercou-se delas e atacou.
- Utensílio generoso da Estrela!
- Inferno sensitivo da Estrela!
Star Maker e Star Healer fizeram a sua aparição graciosa e juntaram-se a Star Fighter.
- Através da escuridão da noite…
- Através da liberdade do ar…
- Aqui vêm as três estrelas cadentes!
- Sailor Star Maker!
- Sailor Star Healer!
- Sailor Star Fighter!
- Nós somos as Sailor Starlights!!!
- Demoraste tanto tempo Seiya que já estávamos a ver que o Gonçalo tinha um ataque.
- Vamos! – gritou a Maker e apontou o seu laser para o cima.
- Pelo poder da Estrela Maker!
- Pelo poder da Estrela Healer!
- Pelo poder da Estrela Fighter!
Mais uma vez a luz foi absorvida pelo alfinete da Sailor Moon que mudou de forma e permitiu que ela se transformasse perante os olhares admirados das outras navegantes. O ceptro surgiu nas suas mãos e a luz invadiu o corredor todo, destruindo o monstro.
As Starlights regressaram rapidamente à sua forma normal e com elas o poder da Sailor Moon também desapareceu.
- Seiya vamos rápido. Já estamos atrasados!
- Sim!
Taiki e Yaten correram mas o Seiya voltou-se para trás e olhou para a Bunny.
- Pudinzinho, quero que oiças a minha canção. – e após dizer isto, também ele correu.
(Continua já a seguir)
xxXXxxXXxx
O dia do concerto chegou finalmente. Durante os últimos dias que se tinham passado os Três Luzes raramente tinham aparecido na escola. A Bunny sabia que estavam a ensaiar e por isso tinham as faltas justificadas. O Gonçalo também estivera muito ocupado e ela só tivera notícias dele pelo telefone. A Joana andava de rastos porque não conseguira nenhum bilhete e as outras meninas estavam com trabalhos da escola. Era sábado à noite quando a Bunny regressou a casa, após ter estado com elas no templo Hikawa. Abriu a porta de casa e encontrou o Luna mesmo à sua espera.
- Bunny, tens em cima da mesa um envelope para ti. Vieram cá há pouco trazê-lo.
A rapariga foi até à sala e abriu o envelope que não tinha qualquer endereço. Lá dentro estavam cinco bilhetes para o concerto das três estrelas que actuariam no dia seguinte.
- Bilhetes? Ah! – ela deixou os bilhetes em cima da mesa e correu para o telefone mas antes de discar o número o Luna falou:
- Não foi o Gonçalo que os veio cá trazer. Foi o Seiya que esteve aqui há pouco.
A jovem poisou o auscultador um pouco triste. Preferia que tivesse sido o seu amado a levar-lhe os bilhetes. Queria agradecer-lhe e usar esta desculpa para ouvir mais uma vez a sua voz. Mas não o podia censurar, ele andava muito ocupado com os preparativos todos e claro que nem tinha cabeça para pensar em simples pormenores, tais como oferecer um bilhete à sua futura mulher. Voltou a pegar no auscultador e discou o número das suas companheiras para avisar que conseguira os bilhetes. A Joana desatou aos berros pelo telefone e a Bunny teve de desligar para não ficar surda.
xxXXxxXXxx
Faltava menos de 1 hora para o concerto começar e elas tinham acabado de se encontrarem à porta do recinto.
- Bunny, trouxeste os bilhetes? – perguntou a Joana logo que a amiga entrou no seu campo de visão.
A Bunny entregou um bilhete a cada uma e guardou o seu também.
- UAUUUUUUU!!! Lugares vip!!! O Gonçalo não precisava também de fazer isso. Temos de lhe agradecer. – declarou a Rita ainda a olhar para o seu bilhete.
- Não foi o Gonçalo que arranjou os bilhetes.
- Não!? – as quatro fitaram a sua princesa espantadas.
A Bunny negou com a cabeça e olhou para a entrada entristecida. Se tivesse sido o Gonçalo aquilo teria outro significado para si. Ela poderia ir ter com ele aos bastidores e teria a oportunidade de estar com ele mais um pouco.
- Se o director descobrir que foste tu Seiya estás tramado. Ele tinha deixado bem claro que em qualquer concerto aqueles lugares eram reservados para ele. – avisou o Taiki que estava sentado numa cadeira e via o seu colega a passear de um lado para o outro.
- E ele vai desperdiçar aqueles lugares todos só para sentar lá a sua mulher e filha que nem apareceram sequer?
- De qualquer modo não o devias ter feito. Qualquer outro bilhete estaria bom mas aqueles é como atiçar lume e nós não queremos brincar com o director.
O Gonçalo entrou nos camarins e bateu a porta atrás de si. Era visível que estava bastante nervoso, ainda mais do que as estrelas principais da noite. Mas agora havia um motivo extra que o mantinha num estado de desespero.
- Não consigo entrar em contacto com a Bunny. Esqueci-me de lhe dar um bilhete e queria que ela viesse ver-vos mas não atende o telemóvel.
O Seiya suspirou e desviou os olhos do seu produtor. Abriu uma das portas laterais que dava acesso para o palco e afastou ligeiramente a cortina negra. Dali conseguiu ver perfeitamente as raparigas sentadas nos seus lugares à espera que o concerto começasse.
- Espero que depois as responsabilidades não recaíam sobre nós, senhor Seiya. – guinchou o Yaten ao mesmo tempo que recompunha a rosa amarela no seu fato branco.
O director também entrou no camarim agitado. Envergava um dos seus melhores fatos e andava a culpar todos os técnicos pelo sucedido. Os bilhetes dos lugares vip tinham ido parar às bilheteiras e não sabia como. Cinco raparigas ocupavam agora aqueles lugares que ele próprio reservara para a sua mulher e filha, porém, ainda nenhuma delas tinha aparecido.
O Seiya voltou a espreitar para a plateia e voltou a ver a Ami, a Rita, a Maria e a Joana sentadas mas da Bunny já não havia sinal.
- Será? – fechou as cortinas e a porta rapidamente e saiu do camarim. – Já volto.
- Mas o concerto está quase a começar! – gritou o Yaten mas já foi tarde demais.
A Bunny quisera ir dar um beijo ao Gonçalo mas perdera-se pelos corredores. Andava às voltas sem saber por onde seguir, sem saber qual o caminho que a levaria até ao seu amor. Chegou a um corredor sem saída e ficou aflita. Estava perdida. Decidiu voltar para trás pois o concerto devia estar a começar mas quando se voltou algo a esperava mesmo atrás.
Um demónio lançou-lhe um ataque e ela esquivou-se mesmo à tangente. O segundo ataque foi bloqueado por uma rosa vermelha que cortou os ares. O Seiya apareceu ao seu lado e fitou o monstro. Já esperava que aquilo acontecesse.
- Transformação pelo poder da Estrela Fighter!
- Laser potente da Estrela!
- A Bunny não está muito demorada? – a Joana consultou o relógio e reparou que o concerto já estava atrasado 15 minutos.
- Se calhar perdeu-se… Ela é sempre a mesma coisa. – a Rita cruzou os braços e continuou a olhar para o palco escuro.
- Devíamos ir procurá-la. – sugeriu a Ami.
- Laser potente da Estrela!
O inimigo desviou-se e lançou um novo ataque. Fighter saltou e voltou a atacar.
- Corrente do amor de Vénus!
- Supremo trovão!
- Ilusão de água brilhante!
- Alma de fogo… arde!
O demónio bateu contra a parede e caiu no chão. Ainda estava longe de ser vencido mas pelo menos tinha recuado.
- Se perdermos o início do concerto a culpa será tua Bunny!
As guerreiras navegantes tinham aterrado à frente da Bunny e da Star Fighter a servirem de escudo.
- Como vais perder o início do espectáculo se uma das pessoas principais está aqui?
A Bunny deitou a língua de fora à Vénus e agarrou-se ao braço da Star Fighter para se proteger de uma possível represália. Quando Vénus apontou o dedo à sua princesa para retorquir o demónio num instante acercou-se delas e atacou.
- Utensílio generoso da Estrela!
- Inferno sensitivo da Estrela!
Star Maker e Star Healer fizeram a sua aparição graciosa e juntaram-se a Star Fighter.
- Através da escuridão da noite…
- Através da liberdade do ar…
- Aqui vêm as três estrelas cadentes!
- Sailor Star Maker!
- Sailor Star Healer!
- Sailor Star Fighter!
- Nós somos as Sailor Starlights!!!
- Demoraste tanto tempo Seiya que já estávamos a ver que o Gonçalo tinha um ataque.
- Vamos! – gritou a Maker e apontou o seu laser para o cima.
- Pelo poder da Estrela Maker!
- Pelo poder da Estrela Healer!
- Pelo poder da Estrela Fighter!
Mais uma vez a luz foi absorvida pelo alfinete da Sailor Moon que mudou de forma e permitiu que ela se transformasse perante os olhares admirados das outras navegantes. O ceptro surgiu nas suas mãos e a luz invadiu o corredor todo, destruindo o monstro.
As Starlights regressaram rapidamente à sua forma normal e com elas o poder da Sailor Moon também desapareceu.
- Seiya vamos rápido. Já estamos atrasados!
- Sim!
Taiki e Yaten correram mas o Seiya voltou-se para trás e olhou para a Bunny.
- Pudinzinho, quero que oiças a minha canção. – e após dizer isto, também ele correu.
(Continua já a seguir)

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
(Continuação)
Quando as raparigas regressaram aos lugares já se ouvia os primeiros acordes da música. O palco brilhava num clarão de cores brancas, vermelhas, verdes, roxas e azuis. A música levantou de volume, houve um apagão geral e no segundo seguinte tudo brilhava mais do que nunca. No palco três figuras erguiam-se imponentes e majestosas. Seiya levou o microfone à boca e cantou.
(a música sugerida é um acompanhamento)
A voz do Yaten juntou-se e ambos fizeram o coro no refrão.
A guitarra do Taiki fez os acordes de fundo ao mesmo tempo que o seu som era afundado pelos gritos dos fãs.
A Bunny sentiu o seu coração a aquecer e deixou que aquela canção a cingisse.
“Pudinzinho, não sei se irás perceber a mensagem que te quero entregar. Não sei se a poderás compreender ou até mesmo aceitar. Todos esses anos que passei longe de ti... eu finalmente compreendi! Isto não é só um simples sentimento ou uma afecção. Isto é aquilo a que os humanos chamam de amor e que nunca senti por mais ninguém.
Aquelas noites frias em que te deitas e não consegues adormecer, ficas a olhar o tecto com os pensamentos a apossar a mente e a alma. Levantaste e vais até à rua. O vento gélido bate na tua face mas tu não tremes. Sentes-te bem contigo própria e sorris. Estremeces a cabeça para afastar aquela recordação mas ela ficou gravada bem fundo no peito. Pensas… pensas… e não consegues fazer mais nada. É a isso que eles chamam de amor e é isso que eu sinto. Todo este tempo longe de ti fez-me entender. A dor que cravava o meu coração como navalhas que se espetavam lenta e dolorosamente, não dando oportunidade de gritar. Preferia antes morrer a ter de sentir isto. É esta a sensação que leva alguém a morrer de amor, e eu morreria. Eu morreria por ti se fosse preciso.
Pudinzinho, não voltarei a partir. Vou ficar contigo agora e para sempre. Se te puder fazer feliz juro que o farei. Se os nossos destinos não estiverem ligados ficarei na mesma para que quando este vidro afiado se espetar eu possa olhar para ti mais uma vez e removê-lo sozinho. E se algum dia for preciso, só para não ver esses cristais salgados a nascerem dos teus olhos, eu morrerei por ti. A ti dedico o meu coração e a minha alma… minha princesa!”
“Ainda consegues ouvir? Este grito dentro de mim, este sangue que dilata as veias brutamente para as congelar logo de seguida, esta força que me arremessa até ti e este nervosismo sempre que te toco.
A minha alma grita dolorosamente o teu nome. Vejo nas estrelas o teu nome e o meu gravados…”
“As estrelas brilham esta noite para nós os dois. Elas dançam no céu como pequenos olhos que nos vigiam e protegem. A Deusa Mãe, criadora do mundo, sorri ao ver a dança que fazem e acompanha-as, ergue as mãos ao firmamento e faz nascer uma nova estrela – a estrela do meu amor.
E a dança continua ao som da música. Elas não se cansam e nos abençoam. Traiçoeiras, as estrelas, escondem-se e brincam. Vês como estão felizes? Vês como o mundo é bonito?”
“Sabias que o pôr-do-sol é rosa? E o mar pode-se tingir de vermelho? Sabias que podemos fazer com que seja dia durante a noite, ou podemos transformar o dia em noite se esta for a nossa vontade. Sabias que as flores podem florescer em qualquer estação e as árvores perderem as folhas numa manhã soalheira? Gostaria de ver todas estas maravilhas contigo e todas aquelas que poderíamos criar juntos.
Mas… mesmo agora olhando para as estrelas… eu vejo o meu nome e o teu nome gravadas nelas. Vejo as duas estrelas a brilhar mas não vejo os seus raios luminosos a cruzarem-se. Entre elas está uma enorme escuridão e um campo de asteróides. Porquê? Porque é que mesmo que estejamos um ao lado do outro, não nos conseguimos tocar? Que força é esta que nos separar? Porquê? Porque é que, por mais que te ame, aquelas duas estrelas nunca se poderão juntar?”
A música terminou e os encantos abrandaram. Seiya baixou o microfone e olhou para aquela a quem dedicara a música. Bunny devolvia-lhe o olhar cheio de alegria mas no seu rosto não havia nenhuma nova expressão sem ser aquela habitual felicidade que ele já conhecia nela. A música tinha tocado no coração da rapariga e feito-a feliz mas não tinha alcançado a sua alma. Então Seiya percebeu… ela não recebera a mensagem, ela nem a notara ou compreendera a letra da música. O coração da Bunny estava cheia de amor mas esse amor não era por ele. Aquelas duas estrelas no céu não estavam destinadas a ficarem juntas.
+ Uma mensagem de amor destruída é aquela que é entregue à pessoa a quem é destinada mas não é percebida ou é ignorada no mesmo instante +
Fim do 5º Capítulo
--------
Nota da Autora: Mais um capítulo e espero que gostem! É claro que tinha de incluir um típico concerto dos três meninos. Acho que o Gonçalo anda a ficar muito obcecado pelo trabalho. Tadita da Bunny!
A música é das YELLOW Generation e a letra foi inventada por mim com a ajuda de vários outras músicas. Adoro esta música e era a que estava sempre a ouvir enquanto escrevia o capítulo. Até consigo imaginar os Três Luzes a cantá-la.
Obrigado a todos os que comentaram os capítulos anteriores e espero que este esteja bom o suficiente para ter mais alguns comentários!
PS - Já agora, vocês acham que as cores facilitam a leitura ou tornam-la irritante?
Quando as raparigas regressaram aos lugares já se ouvia os primeiros acordes da música. O palco brilhava num clarão de cores brancas, vermelhas, verdes, roxas e azuis. A música levantou de volume, houve um apagão geral e no segundo seguinte tudo brilhava mais do que nunca. No palco três figuras erguiam-se imponentes e majestosas. Seiya levou o microfone à boca e cantou.
(a música sugerida é um acompanhamento)
Num mundo sem palavras, falo-te de amor
O pecado que derrete o asfalto e queima o meu coração
O intenso desejo destes lábios fechados
Eu quero desvendar contigo
Se desistir da beleza do passado
Encontraremos juntos a solidão
Por favor ampara o meu coração
O pecado que derrete o asfalto e queima o meu coração
O intenso desejo destes lábios fechados
Eu quero desvendar contigo
Se desistir da beleza do passado
Encontraremos juntos a solidão
Por favor ampara o meu coração
A voz do Yaten juntou-se e ambos fizeram o coro no refrão.
Unimos as mãos no incerto
O mundo ilumina um caminho para os dois
Caminhando juntos rumo ao desconhecido
Desde que possa abraçar-te com esta emoção
Não tenho medo da minha condenação
O mundo ilumina um caminho para os dois
Caminhando juntos rumo ao desconhecido
Desde que possa abraçar-te com esta emoção
Não tenho medo da minha condenação
A guitarra do Taiki fez os acordes de fundo ao mesmo tempo que o seu som era afundado pelos gritos dos fãs.
A Bunny sentiu o seu coração a aquecer e deixou que aquela canção a cingisse.
Quando me lembro do teu sorriso
Um nevoeiro frio afundado vacila demais
Nós não saberemos até nos beijarmos
Mesmo agora tremo de contentamento
Por te ter conhecido
Flutuo sem destino, ligado a ti
Quero abraçar-te uma vez mais
Um nevoeiro frio afundado vacila demais
Nós não saberemos até nos beijarmos
Mesmo agora tremo de contentamento
Por te ter conhecido
Flutuo sem destino, ligado a ti
Quero abraçar-te uma vez mais
“Pudinzinho, não sei se irás perceber a mensagem que te quero entregar. Não sei se a poderás compreender ou até mesmo aceitar. Todos esses anos que passei longe de ti... eu finalmente compreendi! Isto não é só um simples sentimento ou uma afecção. Isto é aquilo a que os humanos chamam de amor e que nunca senti por mais ninguém.
Aquelas noites frias em que te deitas e não consegues adormecer, ficas a olhar o tecto com os pensamentos a apossar a mente e a alma. Levantaste e vais até à rua. O vento gélido bate na tua face mas tu não tremes. Sentes-te bem contigo própria e sorris. Estremeces a cabeça para afastar aquela recordação mas ela ficou gravada bem fundo no peito. Pensas… pensas… e não consegues fazer mais nada. É a isso que eles chamam de amor e é isso que eu sinto. Todo este tempo longe de ti fez-me entender. A dor que cravava o meu coração como navalhas que se espetavam lenta e dolorosamente, não dando oportunidade de gritar. Preferia antes morrer a ter de sentir isto. É esta a sensação que leva alguém a morrer de amor, e eu morreria. Eu morreria por ti se fosse preciso.
Pudinzinho, não voltarei a partir. Vou ficar contigo agora e para sempre. Se te puder fazer feliz juro que o farei. Se os nossos destinos não estiverem ligados ficarei na mesma para que quando este vidro afiado se espetar eu possa olhar para ti mais uma vez e removê-lo sozinho. E se algum dia for preciso, só para não ver esses cristais salgados a nascerem dos teus olhos, eu morrerei por ti. A ti dedico o meu coração e a minha alma… minha princesa!”
Mesmo que perca tudo em troca
Quero abraçar-te uma vez mais
Quero abraçar-te uma vez mais
“Ainda consegues ouvir? Este grito dentro de mim, este sangue que dilata as veias brutamente para as congelar logo de seguida, esta força que me arremessa até ti e este nervosismo sempre que te toco.
A minha alma grita dolorosamente o teu nome. Vejo nas estrelas o teu nome e o meu gravados…”
Mesmo que não saibas…
É um encontro marcado pelo destino
E interrompido pelo escuro caos
O meu pulso acelera
Acordam os milagres
É um encontro marcado pelo destino
E interrompido pelo escuro caos
O meu pulso acelera
Acordam os milagres
“As estrelas brilham esta noite para nós os dois. Elas dançam no céu como pequenos olhos que nos vigiam e protegem. A Deusa Mãe, criadora do mundo, sorri ao ver a dança que fazem e acompanha-as, ergue as mãos ao firmamento e faz nascer uma nova estrela – a estrela do meu amor.
E a dança continua ao som da música. Elas não se cansam e nos abençoam. Traiçoeiras, as estrelas, escondem-se e brincam. Vês como estão felizes? Vês como o mundo é bonito?”
Quero abraçar-te uma vez mais
Mesmo que perca tudo em troca
Mesmo que perca tudo em troca
“Sabias que o pôr-do-sol é rosa? E o mar pode-se tingir de vermelho? Sabias que podemos fazer com que seja dia durante a noite, ou podemos transformar o dia em noite se esta for a nossa vontade. Sabias que as flores podem florescer em qualquer estação e as árvores perderem as folhas numa manhã soalheira? Gostaria de ver todas estas maravilhas contigo e todas aquelas que poderíamos criar juntos.
Mas… mesmo agora olhando para as estrelas… eu vejo o meu nome e o teu nome gravadas nelas. Vejo as duas estrelas a brilhar mas não vejo os seus raios luminosos a cruzarem-se. Entre elas está uma enorme escuridão e um campo de asteróides. Porquê? Porque é que mesmo que estejamos um ao lado do outro, não nos conseguimos tocar? Que força é esta que nos separar? Porquê? Porque é que, por mais que te ame, aquelas duas estrelas nunca se poderão juntar?”
Quero abraçar-te uma vez mais
Mesmo que perca tudo em troca
Quero abraçar-te uma vez mais
Mesmo que perca tudo em troca
Quero abraçar-te uma vez mais
A música terminou e os encantos abrandaram. Seiya baixou o microfone e olhou para aquela a quem dedicara a música. Bunny devolvia-lhe o olhar cheio de alegria mas no seu rosto não havia nenhuma nova expressão sem ser aquela habitual felicidade que ele já conhecia nela. A música tinha tocado no coração da rapariga e feito-a feliz mas não tinha alcançado a sua alma. Então Seiya percebeu… ela não recebera a mensagem, ela nem a notara ou compreendera a letra da música. O coração da Bunny estava cheia de amor mas esse amor não era por ele. Aquelas duas estrelas no céu não estavam destinadas a ficarem juntas.
+ Uma mensagem de amor destruída é aquela que é entregue à pessoa a quem é destinada mas não é percebida ou é ignorada no mesmo instante +
Fim do 5º Capítulo
--------
Nota da Autora: Mais um capítulo e espero que gostem! É claro que tinha de incluir um típico concerto dos três meninos. Acho que o Gonçalo anda a ficar muito obcecado pelo trabalho. Tadita da Bunny!
A música é das YELLOW Generation e a letra foi inventada por mim com a ajuda de vários outras músicas. Adoro esta música e era a que estava sempre a ouvir enquanto escrevia o capítulo. Até consigo imaginar os Três Luzes a cantá-la.
Obrigado a todos os que comentaram os capítulos anteriores e espero que este esteja bom o suficiente para ter mais alguns comentários!

PS - Já agora, vocês acham que as cores facilitam a leitura ou tornam-la irritante?

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
Maylene escreveu:(Continuação)
Another "Myself" - YeLLOW Generation
(a música sugerida é um acompanhamento)Num mundo sem palavras, falo-te de amor
O pecado que derrete o asfalto e queima o meu coração
O intenso desejo destes lábios fechados
Eu quero desvendar contigo
Se desistir da beleza do passado
Encontraremos juntos a solidão
Por favor ampara o meu coração
A voz do Yaten juntou-se e ambos fizeram o coro no refrão.Unimos as mãos no incerto
O mundo ilumina um caminho para os dois
Caminhando juntos rumo ao desconhecido
Desde que possa abraçar-te com esta emoção
Não tenho medo da minha condenação
A guitarra do Taiki fez os acordes de fundo ao mesmo tempo que o seu som era afundado pelos gritos dos fãs.
A Bunny sentiu o seu coração a aquecer e deixou que aquela canção a cingisse.Quando me lembro do teu sorriso
Um nevoeiro frio afundado vacila demais
Nós não saberemos até nos beijarmos
Mesmo agora tremo de contentamento
Por te ter conhecido
Flutuo sem destino, ligado a ti
Quero abraçar-te uma vez mais
“Pudinzinho, não sei se irás perceber a mensagem que te quero entregar. Não sei se a poderás compreender ou até mesmo aceitar. Todos esses anos que passei longe de ti... eu finalmente compreendi! Isto não é só um simples sentimento ou uma afecção. Isto é aquilo a que os humanos chamam de amor e que nunca senti por mais ninguém.
Aquelas noites frias em que te deitas e não consegues adormecer, ficas a olhar o tecto com os pensamentos a apossar a mente e a alma. Levantaste e vais até à rua. O vento gélido bate na tua face mas tu não tremes. Sentes-te bem contigo própria e sorris. Estremeces a cabeça para afastar aquela recordação mas ela ficou gravada bem fundo no peito. Pensas… pensas… e não consegues fazer mais nada. É a isso que eles chamam de amor e é isso que eu sinto. Todo este tempo longe de ti fez-me entender. A dor que cravava o meu coração como navalhas que se espetavam lenta e dolorosamente, não dando oportunidade de gritar. Preferia antes morrer a ter de sentir isto. É esta a sensação que leva alguém a morrer de amor, e eu morreria. Eu morreria por ti se fosse preciso.
Pudinzinho, não voltarei a partir. Vou ficar contigo agora e para sempre. Se te puder fazer feliz juro que o farei. Se os nossos destinos não estiverem ligados ficarei na mesma para que quando este vidro afiado se espetar eu possa olhar para ti mais uma vez e removê-lo sozinho. E se algum dia for preciso, só para não ver esses cristais salgados a nascerem dos teus olhos, eu morrerei por ti. A ti dedico o meu coração e a minha alma… minha princesa!”Mesmo que perca tudo em troca
Quero abraçar-te uma vez mais
“Ainda consegues ouvir? Este grito dentro de mim, este sangue que dilata as veias brutamente para as congelar logo de seguida, esta força que me arremessa até ti e este nervosismo sempre que te toco.
A minha alma grita dolorosamente o teu nome. Vejo nas estrelas o teu nome e o meu gravados…”Mesmo que não saibas…
É um encontro marcado pelo destino
E interrompido pelo escuro caos
O meu pulso acelera
Acordam os milagres
“As estrelas brilham esta noite para nós os dois. Elas dançam no céu como pequenos olhos que nos vigiam e protegem. A Deusa Mãe, criadora do mundo, sorri ao ver a dança que fazem e acompanha-as, ergue as mãos ao firmamento e faz nascer uma nova estrela – a estrela do meu amor.
E a dança continua ao som da música. Elas não se cansam e nos abençoam. Traiçoeiras, as estrelas, escondem-se e brincam. Vês como estão felizes? Vês como o mundo é bonito?”Quero abraçar-te uma vez mais
Mesmo que perca tudo em troca
“Sabias que o pôr-do-sol é rosa? E o mar pode-se tingir de vermelho? Sabias que podemos fazer com que seja dia durante a noite, ou podemos transformar o dia em noite se esta for a nossa vontade. Sabias que as flores podem florescer em qualquer estação e as árvores perderem as folhas numa manhã soalheira? Gostaria de ver todas estas maravilhas contigo e todas aquelas que poderíamos criar juntos.
Mas… mesmo agora olhando para as estrelas… eu vejo o meu nome e o teu nome gravadas nelas. Vejo as duas estrelas a brilhar mas não vejo os seus raios luminosos a cruzarem-se. Entre elas está uma enorme escuridão e um campo de asteróides. Porquê? Porque é que mesmo que estejamos um ao lado do outro, não nos conseguimos tocar? Que força é esta que nos separar? Porquê? Porque é que, por mais que te ame, aquelas duas estrelas nunca se poderão juntar?”Quero abraçar-te uma vez mais
Mesmo que perca tudo em troca
Quero abraçar-te uma vez mais
A música terminou e os encantos abrandaram. Seiya baixou o microfone e olhou para aquela a quem dedicara a música. Bunny devolvia-lhe o olhar cheio de alegria mas no seu rosto não havia nenhuma nova expressão sem ser aquela habitual felicidade que ele já conhecia nela. A música tinha tocado no coração da rapariga e feito-a feliz mas não tinha alcançado a sua alma. Então Seiya percebeu… ela não recebera a mensagem, ela nem a notara ou compreendera a letra da música. O coração da Bunny estava cheia de amor mas esse amor não era por ele. Aquelas duas estrelas no céu não estavam destinadas a ficarem juntas.
+ Uma mensagem de amor destruída é aquela que é entregue à pessoa a quem é destinada mas não é percebida ou é ignorada no mesmo instante +
Fim do 5º Capítulo
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Nota da Autora: Mais um capítulo e espero que gostem! É claro que tinha de incluir um típico concerto dos três meninos. Acho que o Gonçalo anda a ficar muito obcecado pelo trabalho. Tadita da Bunny!
A música é das YELLOW Generation e a letra foi inventada por mim com a ajuda de vários outras músicas. Adoro esta música e era a que estava sempre a ouvir enquanto escrevia o capítulo. Até consigo imaginar os Três Luzes a cantá-la.
Obrigado a todos os que comentaram os capítulos anteriores e espero que este esteja bom o suficiente para ter mais alguns comentários!
PS - Já agora, vocês acham que as cores facilitam a leitura ou tornam-la irritante?
Gostei bastante deste capitulo . Está fantástico .
Então a Bunny não consegue se transformar sozinha após os star lights darem um pouco dos seus poderes ? eles terão que dar sempre os poderes quando ela é sempre vitima de algum demónio ?
Gostei da forma como tu descreveste o concerto , principalmente da canção expiração não te falta só que eu não consegui ao ouvir a música
Coitado do Seiya , a sua mensagem não foi correspondida pela pessoa que mais ama , a Bunny . De facto ainda bem que não o fez uma vez que ama o Gonçalo ela não podia assim para o outro largar o Homem que ama pois ela não deve esquecer a chibiusa e se ela termina-se tudo com o gonçalo as navegantes , principalmente a urano ,geravam confusão pois o futuro modificaria ( acho eu) .
Quanto ás cores deixa as estar , pois para mim facilitam muito .
Bom ? minha cara eu considero este cpaitulo demais . Muito bem feito , sobretudo a mensagem do seiya para a Bunny .
Já tinha lido esta fic há um tempo mas ainda n tinha comentado. Acho que escreves mt bem e estou a adorar esta fic. A ideia do Gonçalo a ser produtor das Threelights. Gosto msm delas, por isso estou a gostar bastante da história.
A nova transformação da Usagi, este misterioso inimigo. Acho que as starlights andam a esconder a sua verdadeira intenção na Terra. N me parece que seja só para querer encontrar essa deusa. Acho que elas sabem mais do que aparentam... Hum...
---
Agora em relação ao novo capítulo:
Como sempre, cómico. Mas no final quase que fiquei com lágrimas nos olhos. tenho pena da Seiya, o amor dela n é correspondido. Acho que tu descreves a maneira de ser de cada personagem mt fielmente.
Adorei a música de fundo que puseste, conseguia msm imaginar as Treelights a cantá-la.
Agora n achei bem mts coisas que a Seiya disse, ela tem de proteger a princesa dela e a princesa dela n é a Usagi, é a Kakyuu! Embora ache mt bonito este amor n vejo que seja viável. Nesse tipo de coisas concordo mais com a Yaten e a Taiki. A Seiya anda a esticar-se...
Aquela história das identidades, finalmente elas param para pensar nisso. Gostava de ver uma história em português em que elas aparecessem com a sua real forma com mulheres. Apenas vejo histórias dessas em inglês.
Bem, estou a adorar. Para quando é o próximo capítulo?
*me deixa um cesto cheio de ovos da kinder nas mãos da Maylene*
A nova transformação da Usagi, este misterioso inimigo. Acho que as starlights andam a esconder a sua verdadeira intenção na Terra. N me parece que seja só para querer encontrar essa deusa. Acho que elas sabem mais do que aparentam... Hum...
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Agora em relação ao novo capítulo:
Como sempre, cómico. Mas no final quase que fiquei com lágrimas nos olhos. tenho pena da Seiya, o amor dela n é correspondido. Acho que tu descreves a maneira de ser de cada personagem mt fielmente.
Adorei a música de fundo que puseste, conseguia msm imaginar as Treelights a cantá-la.
Agora n achei bem mts coisas que a Seiya disse, ela tem de proteger a princesa dela e a princesa dela n é a Usagi, é a Kakyuu! Embora ache mt bonito este amor n vejo que seja viável. Nesse tipo de coisas concordo mais com a Yaten e a Taiki. A Seiya anda a esticar-se...
Aquela história das identidades, finalmente elas param para pensar nisso. Gostava de ver uma história em português em que elas aparecessem com a sua real forma com mulheres. Apenas vejo histórias dessas em inglês.
Bem, estou a adorar. Para quando é o próximo capítulo?
*me deixa um cesto cheio de ovos da kinder nas mãos da Maylene*

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^

Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
Obrigada pelos vossos comentários! Fiquei muito feliz ao ler!!!
.o:
picky é claro que o amor entre a Bunny e o Gonçalo é eterno e não pretendo acabar com ele xDD. Quero é dar mais animação à história e abordar outro tipo de amor. Vamos lá como vão ficar as coisas!
hopeless ainda bem que gostaste deste cap! Isso deixa-me muito feliz! Admito que a parte do concerto foi uma das que adorei escrever. Foi uma pena não teres conseguido ouvir a música. Talvez noutra altura consigas.
Ela não consegue transformar-se depois de ter recebido poderes porque... (spoilando um bocado) isto acaba por não ser uma nova transformação para ela. Mais à frente irei explicar o porquê dela não se conseguir transformar e necessitar de receber poderes exteriores que não são os das navegantes.
Também fiquei com pena do Seiya mas este é só o começo... Acho que seria bastante interessante abordar o tema da distorção do futuro mas não foi o que tinha inicalmente pensado para esta Fic. Mas com a continuação logo se verá como se vão desenvolver as coisas entre a Bunny, o Gonçalo e o Seiya.
arika dá-me uma enorme felicidade que tenhas gostado. Continuarei sim e postarei o próximo capítulo rapidamente!
_S.E.A_ desde já muito obrigada por leres e inda bem estás a gostar. Quanto à ideia do Gonçalo ser o produtor dos Three Lights, sempre quis imaginar como eles os quatro se comportariam juntos. Acho que só com base neste tema há muita coisa para desenvolver. Vamos lá ver se consigo dar conta do recado!
Epah... *controla-se pa não spoilar* quanto a isto não sei o que dizer. Vamos lá ver como irão as coisas correr e se alguma vez eles vão-se descair xDDD.
Não, a ideia original era mesmo eles estarem à procura dessa Deusa mas a partir daí não tinha imaginado mais nada. Com esta tua "sugestão" talvez pense mais a respeito e mude alguma coisita à fic daqui para a frente! É claro que o Seiya não quer encontrar Deusa nenhuma. Estou desconfiada que ele até fará tudo para não a encontrar e não ter de regressar a casa com os outros para ficar com a Bunny.
Fico feliz por saber que consigo ser fiel à personalidade deles. Pelo menos é isso que estou a tentar fazer, por isso se algum dia fugir às personalidades peço que me alertem (às vezes a autora empolga-se demais).
É verdade sim! Anda a esticar-se demais mas enfim... alguém apaixonado dá nisto. Mas esta Fic foi mesmo para abordar este amor e ver no que irá dar.
Ui... o suborno também começou por aqui! Depois lá se vai a minha dieta... BAH! venham os kinders todos!!! :
=D:
Pelos ovinhos vou postar o próximo capítulo rapidamente. É só rever algumas partes dele que precisam que eu reveja alguns episódios da serie e amanhã ou depois ele aqui estará!
.o: picky é claro que o amor entre a Bunny e o Gonçalo é eterno e não pretendo acabar com ele xDD. Quero é dar mais animação à história e abordar outro tipo de amor. Vamos lá como vão ficar as coisas!
hopeless ainda bem que gostaste deste cap! Isso deixa-me muito feliz! Admito que a parte do concerto foi uma das que adorei escrever. Foi uma pena não teres conseguido ouvir a música. Talvez noutra altura consigas.
Então a Bunny não consegue se transformar
sozinha após os star lights darem um pouco dos seus poderes ? eles
terão que dar sempre os poderes quando ela é sempre vitima de algum
demónio ?
Ela não consegue transformar-se depois de ter recebido poderes porque... (spoilando um bocado) isto acaba por não ser uma nova transformação para ela. Mais à frente irei explicar o porquê dela não se conseguir transformar e necessitar de receber poderes exteriores que não são os das navegantes.
Coitado do Seiya , a sua mensagem não foi
correspondida pela pessoa que mais ama , a Bunny . De facto ainda bem
que não o fez uma vez que ama o Gonçalo ela não podia assim para o
outro largar o Homem que ama pois ela não deve esquecer a chibiusa e se
ela termina-se tudo com o gonçalo as navegantes , principalmente a
urano ,geravam confusão pois o futuro modificaria ( acho eu) .
Também fiquei com pena do Seiya mas este é só o começo... Acho que seria bastante interessante abordar o tema da distorção do futuro mas não foi o que tinha inicalmente pensado para esta Fic. Mas com a continuação logo se verá como se vão desenvolver as coisas entre a Bunny, o Gonçalo e o Seiya.
arika dá-me uma enorme felicidade que tenhas gostado. Continuarei sim e postarei o próximo capítulo rapidamente!
_S.E.A_ desde já muito obrigada por leres e inda bem estás a gostar. Quanto à ideia do Gonçalo ser o produtor dos Three Lights, sempre quis imaginar como eles os quatro se comportariam juntos. Acho que só com base neste tema há muita coisa para desenvolver. Vamos lá ver se consigo dar conta do recado!
Acho que as starlights andam a esconder a sua
verdadeira intenção na Terra. N me parece que seja só para querer
encontrar essa deusa. Acho que elas sabem mais do que aparentam...
Hum...
Epah... *controla-se pa não spoilar* quanto a isto não sei o que dizer. Vamos lá ver como irão as coisas correr e se alguma vez eles vão-se descair xDDD.
Não, a ideia original era mesmo eles estarem à procura dessa Deusa mas a partir daí não tinha imaginado mais nada. Com esta tua "sugestão" talvez pense mais a respeito e mude alguma coisita à fic daqui para a frente! É claro que o Seiya não quer encontrar Deusa nenhuma. Estou desconfiada que ele até fará tudo para não a encontrar e não ter de regressar a casa com os outros para ficar com a Bunny.
Fico feliz por saber que consigo ser fiel à personalidade deles. Pelo menos é isso que estou a tentar fazer, por isso se algum dia fugir às personalidades peço que me alertem (às vezes a autora empolga-se demais).
Agora n achei bem mts coisas que a Seiya disse,
ela tem de proteger a princesa dela e a princesa dela n é a Usagi, é a
Kakyuu! Embora ache mt bonito este amor n vejo que seja viável. Nesse
tipo de coisas concordo mais com a Yaten e a Taiki. A Seiya anda a
esticar-se...
É verdade sim! Anda a esticar-se demais mas enfim... alguém apaixonado dá nisto. Mas esta Fic foi mesmo para abordar este amor e ver no que irá dar.
Ui... o suborno também começou por aqui! Depois lá se vai a minha dieta... BAH! venham os kinders todos!!! :
=D: Pelos ovinhos vou postar o próximo capítulo rapidamente. É só rever algumas partes dele que precisam que eu reveja alguns episódios da serie e amanhã ou depois ele aqui estará!

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
Capítulo 06 – Desvendado o passado
- Onde é que eles estão?
Uma voz grave cortou a atmosfera do estúdio e entrou por uma porta entreaberta. Três pessoas afinavam os instrumentos antes de darem início a mais um ensaio.
- Haruka? – admirou-se o Gonçalo que também acabara de entrar por outra porta e transportava nas suas mãos um caderno de anotações, no qual vinha a rabiscar algumas frases.
Haruka aproximou-se do rapaz que estava naquele momento a afinar as cordas de uma guitarra e espetou-lhe um murro na cara. Seiya recuou com o impacto do murro e levou a sua mão à face que ficara vermelha.
- Pára Haruka! – a Mariana irrompeu pela porta e tentou deter a sua companheira antes que ela pudesse avançar para outra agressão.
O Taiki e o Yaten colocaram-se logo à frente do Seiya numa forma de protecção e o Gonçalo fitou a cena atónito. A Haruka ainda tentou soltar-se da Mariana mas acabou por ceder.
- Porque é que vocês regressaram? Vieram fazê-la sofrer de novo? Desapareçam daqui e nunca mais voltem!
- Que se passa Haruka? Porque estás aqui e porque fizeste isto?
O Gonçalo correu até ao Seiya para ver se o magoado era grave. Como suas estrelas, ele tinha de cuidar da saúde e do aspecto dos três.
- Hehehe… - sorriu o Seiya e retirou a mão da sua cara vermelha do murro. – Deixa Gonçalo, afinal acho que o merecia. – e olhou para os olhos da Haruka com uma expressão séria e desafiadora.
A rapariga afastou os braços da Mariana do seu corpo e acalmou-se.
- Está tudo bem agora Mariana. Já estou mais calma e descansada.
- Estás é louca! – retorquiu o Yaten enquanto lhe levantava o punho.
A Haruka ignorou o que lhe disseram e aproximou-se do Seiya. Na verdade ela tentou aproximar-se mas os outros dois membros da banda barraram-lhe completamente caminho.
- Se vieram trazer problemas é bom que sumam senão eu própria acabarei com vocês.
- Julgamos que não trazemos problemas mas se eles acontecerem… penso que será divertido.
O Seiya voltou a sorrir e fechou os olhos de uma forma alegre e graciosa. A Haruka torceu a expressão da sua cara que ganhou um aspecto mais duro e crítico. Levantou o punho novamente mas este foi detido pela mão do Gonçalo que se fechou sobre ele.
- Já chega Haruka. Não sei que assuntos tens a tratar com o Seiya mas gostaria que não atrapalhasses o ensaio.
- Tudo bem Gonçalo. Já dei o aviso e espero que ele seja cumprido senão não acontecerão coisas boas. – a jovem voltou para junto da Mariana e dirigiram-se para a porta. Antes de a transporem e saírem ela voltou-se para trás e olhou o Seiya nos olhos.
- Vou ficar de olho em ti.
- Fico lisonjeado por ter uma rapariga com os olhos em mim, apesar de não ser quem eu realmente gostaria que olhasse para mim.
A Haruka e a Mariana abandonaram o estúdio deixando para trás o Gonçalo que não compreendera a situação. As duas saíram para a rua e foram banhadas pelo sol quente da madrugada.
- Não exageraste um pouco Haruka? Afinal foram eles que nos ajudaram na última luta que travámos.
- Talvez tenha exagerado sim. Mas os ventos mudaram e a atmosfera parece muito pesada. Um novo confronto vem aí e temo pela vida da nossa princesa.
A Haruka abriu a porta do carro mas não entrou. Ela ficou a olhar o céu com uma expressão rígida.
- Tenho medo…
- Medo? – espantou-se a Mariana. – Então ficarei contigo sempre para que não sintas mais medo.
- Tenho medo que ela volte a ficar sozinha nesta batalha.
A Mariana sorriu e entrou dentro do carro. Inclinou-se por cima do banco da Haruka e puxou-a para dentro.
- Mas se começares a esmurrá-las e a enxotá-las, aí sim a princesa ficará sozinha nesta luta.
- Se o Gonçalo não tiver cuidado, o Seiya irá roubar a nossa doce princesa. Mas eu não irei permitir isso.
Mais de 3 horas de ensaio já se tinham passado. O Gonçalo estava mais exigente que nunca. A estreia tinha sido um sucesso e rapidamente a banda tinha subido ao primeiro lugar e aí se mantinha fazia já uma semana. Era a música que mais passava na rádio e a mais pedida. Muitos fãs já ansiavam pelo lançamento do single e a publicidade aumentava. Revistas faziam dos três meninos a sua capa, os pedidos de entrevistas não paravam de subir e até o Gonçalo já recebera bastantes elogios do director.
A escola estava quase a terminar. O período de férias avizinhava-se e o tempo aquecia. Os Três Luzes iam à escola só para terem as disciplinas principais e assim que as aulas acabavam voltavam para o estúdio. Também o Taiki e o Yaten tinham anulado as disciplinas opcionais e achavam que estavam a trabalhar excessivamente. Continuavam a simpatizar com o Gonçalo e queriam que tudo se mantivesse assim.
O Seiya recusava-se em largar a Bunny durante os intervalos das aulas e durante as mesmas já fora apanhado aos segredinhos com ela várias vezes. Os dois já tinham feito várias visitas aos gabinetes dos professores mas nenhum deles comunicara o sucedido ao Gonçalo. A Bunny já era um motivo de escárnio por entre a faculdade toda, uma vez que era a única com quem os Três Luzes falavam sem problemas. Todas as suas colegas invejavam-na e não deixavam de comentar quando ela se aproximava com o Seiya ao seu lado, até a sua amiga Chizuka já não a conseguia olhar com a mesma amizade. Para ela, a Bunny não passava de uma jovem atiradiça. Primeiro o Gonçalo – conhecido como o borrachão por todos na escola, já que no passado fora lá muitas vezes para reuniões sobre a Bunny; o Seiya – que era cobiçado por metade da escola, e agora até o Taiki e o Yaten andavam à volta dela. Mas o Seiya parecia divertir-se com aquilo tudo e sempre que passava pelo meio de alunas metediças fazia questão de agarrar a Bunny como sinal de “ela é toda minha”. Ele adorava meter ciúmes em todas as raparigas e monopolizara a rapariga dos odangos toda só para si.
A Bunny nunca mais faltara a nenhuma aula. Sempre que se queria esquivar por um buraco entre as aulas apanhava com o Seiya nos portões da escola à sua espera. Então a oportunidade só passara a surgir quando o Seiya se demorava no WC. Uma vez ela correra para sair da escola mas junto aos portões estavam o Taiki e o Yaten que não a deixaram sair.
O Taiki e o Yaten também andavam divertidos. Tinham chegado à conclusão que todos naquela escola eram irritantes e não valia a pena perderem tempo com seres desprezíveis. Passavam a maior parte do tempo juntos e sozinhos. Procuravam os lugares mais escondidos, longe da vista de todos, para descansarem. É claro que não podiam ignorar o facto de que o Seiya passeava ou corria por toda a escola sempre com a rapariga pelas mãos e ainda mantinham as suas promessas de protegerem a jovem durante o tempo de aulas. Felizmente era o Seiya que passava a maior parte do tempo com ela mas sempre que o colega ficava retido por um professor eles vigiavam a Bunny de longe.
Mesmo levando vidas diferentes naquele espaço, como três companheiros, eles eram inseparáveis. Então se queriam passar também algum tempo com o Seiya tinham de aceitar a vinda da rapariga para junto deles. Almoçavam os quatro juntos, riam-se juntos e notavam os olhares reprovadores dos colegas juntos. Quando o Seiya não podia estar com a Bunny aumentava a probabilidade desta fugir da escola. Taiki e Yaten sabiam que isto lhes traria problemas pois fora da escola não poderiam fazer nada se o inimigo atacasse. Para evitar isto eles detinham a jovem junto aos portões e voltavam a levá-la para a aula.
Kunsite não voltara a atacar nos últimos dias. Seiya ainda ficava às vezes com o carro estacionado frente à casa da Bunny durante as noites mas nada acontecera. Ele continuava a ser advertido pelos amigos que se recusavam a aceitar as suas acções para proteger a Sailor Moon.
Tudo isto não era a paz que a Bunny desejara mas pelo menos ela já não se sentia sozinha o tempo todo. O vazio de não ter as suas amigas por perto fora preenchido pela presença de Taiki e Yaten e a ausência do Gonçalo, com o qual apenas falava agora pelo telefone, fora suavizada pela insistência de Seiya ficar a seu lado.
A última nota da guitarra deixou de se ouvir e o Gonçalo voltou a rabiscar palavras no seu caderno.
- Muito bom por hoje. Temos de agendar a data de lançamento do single o quanto antes mas poderemos ver disso na próxima. Seiya tens a certeza que estás bem?
- Não te preocupes Gonçalo.
- Não percebo o que deu na Haruka. Ela costuma ser pacífica…
- Só se for pacífica enquanto dorme. – comentou o Yaten que limpava a sua cara transpirada com uma toalha.
- Ela tem a sua maneira de lutar, não é? – o Seiya tirou o casaco e também limpou a cara.
- Eu lamento imenso. Irei falar com ela. Não percebo é o que ela veio cá fazer. Vocês já se conheciam?
O Taiki e o Yaten entreolharam-se e estremeceram. Se o Gonçalo fosse falar com elas poderia vir a descobrir que eles eram guerreiras navegantes.
- Não precisas de te incomodar com isso Gonçalo. Nós tivemos uns problemitas há dois anos atrás mas que ficaram resolvidos. No entanto parece que a Haruka não ficou feliz com a resolução. – informou o Taiki numa tentativa de impedir que o Gonçalo fosse falar com ela.
O Seiya desatou a rir-se. – Foi daquela vez em que atirei-me à Mariana e ela não gostou.
- Então foi isso. – o Gonçalo voltou a escrever qualquer coisa e sorriu.
É claro que não era aquele o motivo e os três sabiam-no bem. A Haruka começara a odiá-los quando se apercebera que a batalha que travavam era culpa deles. Como uma guerreira navegante do sistema solar, a Urano tinha que proteger aquele sistema contra qualquer ameaça estrangeira e, por fim, era de salientar que ela não queria que o Seiya se aproximasse da princesa lunar.
O Taiki e o Yaten olharam para o caderno onde o produtor estava sempre a rabiscar. De onde estavam não conseguiam ver o que estava escrito mas lançaram um olhar de desagrado. O que quer que ali estivesse não podia ser algo fútil e deixava demasiadas desconfianças.
- Algum problema Taiki e Yaten?
O Gonçalo notou os dois olhares e voltou-se para eles. Os dois negaram com a cabeça e foram poisar as toalhas sobre as cadeiras.
- Essa pessoa que procuram… quero dizer… é a mesma pessoa que vocês os três procuram?
O Taiki e o Yaten imobilizaram-se simultaneamente e olharam o produtor de lado. Perguntas como aquela repetiam-se há já algum tempo e começavam a ser incomodativas. Foi o Seiya que respondeu desta vez:
- Sim.
- Entendo… - o Gonçalo fechou o caderno e arrumou-o na mala. – Por hoje é tudo. Até amanhã rapazes.
xxXXxxXXxx
“Três vozes semelhantes mas que não estão em sincronia. Eles querem encontrar a mesma rapariga mas estão a cantar para pessoas diferentes. A voz do Seiya é a que se destaca mais e parece desesperada. É como se a pessoa por quem ele anseia estivesse ao seu lado e mesmo que esteja junto dela não consegue que a mensagem lhe chegue. Mas quem será? O Taiki canta com toda a sua atenção. Nunca fica desatento um único segundo quando ergue a sua voz na canção. Ele quer transmitir a sua mensagem rapidamente e de forma perfeita. Já o Yaten tem uma voz mais instável. Começa a música com atenção mas no meio a mensagem perde-se completamente e parece que começa a cantar para alguém diferente. Falta de concentração? Talvez não… Ele quer encontrar aquela pessoa tal como o Taiki mas há alguém de quem ele também gosta e acaba por se confundir e cantar para esse alguém. Mas o Seiya… porque é que ele canta de maneira diferente?”
O Gonçalo interrompeu o seu pensamento após ter acabado de reler o seu caderno onde estava sempre a anotar qualquer coisa referente aos seus protegidos.
“Andaram na escola Juuban e a Bunny não me tinha dito nada sobre isso. O Seiya adorava desportos e odiava as aulas… tal como a Bunny… mas mesmo assim levava boas notas. Participou num jogo de softball e a equipa dele ganhou. Apesar de ele ter marcado a maioria dos pontos não foi ele que marcou o ponto da vitória.”
O seu telemóvel começou a tocar.
- Estou? Ah sim sim… É o próprio. Ainda bem que pôde dispensar um pouco do seu tempo. Sim… É um prazer conhecê-la… Sonoko Yojin. Era a antiga presidente do grupo de fãs do Seiya Kou, não era? Soube que prestou um jogo de softball com a equipa do Seiya e gostaria de fazer algumas perguntas a respeito disso.
O rapaz voltou a pegar na caneta e ficou pronto para escrever qualquer coisa que pudesse ser-lhe útil.
- Deve ter havido um motivo para tal jogo, já que ele não estava inicialmente planeado… Humm? Uma prova de amor? Uma aposta? Para quê? Ah… – o Gonçalo começou a escrever. – Uma rapariga que não era membro do clube de fãs do Seiya não o largava… – a velocidade de escrita aumentou e a expectativa também. – Caso eles perdessem ela nunca mais poderia aproximar-se do Seiya, entendo… e se eles ganhassem você nunca impediria mais que os dois se visem e permitiria que namorassem. Sim… Foi o Seiya que aceitou o desafio? “Bingo!” – pensou o Gonçalo para si próprio. – “Alguém que o Seiya não queria perder”. Sim… o Seiya é um bom jogador e marcou a maioria dos pontos todos. Ele adora desportos, é o normal. Mas a rapariga era uma completa desastrada? “Isto faz-me lembrar a Bunny!” Falhou as bolas todas e não havia hipótese de ganharem. Compreendo… Mas foi o Seiya que a treinou? Tem toda a razão, mesmo que se treine um completo desastrado não há como milagres acontecerem. Sim… Ela marcou o ponto da vitória, foi o único que não errou. Isso parece ser obra do destino… – Gonçalo fez uma pausa e olhou através da janela do seu apartamento. – Poderia dizer-me quem era essa rapariga?
Gonçalo pressionou o bico da caneta com tanta força contra à folha que acabou por partir.
- A Bunny Tsukino? Ela e os Três Luzes eram colegas de turma?
(Continua já a seguir)
- Onde é que eles estão?
Uma voz grave cortou a atmosfera do estúdio e entrou por uma porta entreaberta. Três pessoas afinavam os instrumentos antes de darem início a mais um ensaio.
- Haruka? – admirou-se o Gonçalo que também acabara de entrar por outra porta e transportava nas suas mãos um caderno de anotações, no qual vinha a rabiscar algumas frases.
Haruka aproximou-se do rapaz que estava naquele momento a afinar as cordas de uma guitarra e espetou-lhe um murro na cara. Seiya recuou com o impacto do murro e levou a sua mão à face que ficara vermelha.
- Pára Haruka! – a Mariana irrompeu pela porta e tentou deter a sua companheira antes que ela pudesse avançar para outra agressão.
O Taiki e o Yaten colocaram-se logo à frente do Seiya numa forma de protecção e o Gonçalo fitou a cena atónito. A Haruka ainda tentou soltar-se da Mariana mas acabou por ceder.
- Porque é que vocês regressaram? Vieram fazê-la sofrer de novo? Desapareçam daqui e nunca mais voltem!
- Que se passa Haruka? Porque estás aqui e porque fizeste isto?
O Gonçalo correu até ao Seiya para ver se o magoado era grave. Como suas estrelas, ele tinha de cuidar da saúde e do aspecto dos três.
- Hehehe… - sorriu o Seiya e retirou a mão da sua cara vermelha do murro. – Deixa Gonçalo, afinal acho que o merecia. – e olhou para os olhos da Haruka com uma expressão séria e desafiadora.
A rapariga afastou os braços da Mariana do seu corpo e acalmou-se.
- Está tudo bem agora Mariana. Já estou mais calma e descansada.
- Estás é louca! – retorquiu o Yaten enquanto lhe levantava o punho.
A Haruka ignorou o que lhe disseram e aproximou-se do Seiya. Na verdade ela tentou aproximar-se mas os outros dois membros da banda barraram-lhe completamente caminho.
- Se vieram trazer problemas é bom que sumam senão eu própria acabarei com vocês.
- Julgamos que não trazemos problemas mas se eles acontecerem… penso que será divertido.
O Seiya voltou a sorrir e fechou os olhos de uma forma alegre e graciosa. A Haruka torceu a expressão da sua cara que ganhou um aspecto mais duro e crítico. Levantou o punho novamente mas este foi detido pela mão do Gonçalo que se fechou sobre ele.
- Já chega Haruka. Não sei que assuntos tens a tratar com o Seiya mas gostaria que não atrapalhasses o ensaio.
- Tudo bem Gonçalo. Já dei o aviso e espero que ele seja cumprido senão não acontecerão coisas boas. – a jovem voltou para junto da Mariana e dirigiram-se para a porta. Antes de a transporem e saírem ela voltou-se para trás e olhou o Seiya nos olhos.
- Vou ficar de olho em ti.
- Fico lisonjeado por ter uma rapariga com os olhos em mim, apesar de não ser quem eu realmente gostaria que olhasse para mim.
A Haruka e a Mariana abandonaram o estúdio deixando para trás o Gonçalo que não compreendera a situação. As duas saíram para a rua e foram banhadas pelo sol quente da madrugada.
- Não exageraste um pouco Haruka? Afinal foram eles que nos ajudaram na última luta que travámos.
- Talvez tenha exagerado sim. Mas os ventos mudaram e a atmosfera parece muito pesada. Um novo confronto vem aí e temo pela vida da nossa princesa.
A Haruka abriu a porta do carro mas não entrou. Ela ficou a olhar o céu com uma expressão rígida.
- Tenho medo…
- Medo? – espantou-se a Mariana. – Então ficarei contigo sempre para que não sintas mais medo.
- Tenho medo que ela volte a ficar sozinha nesta batalha.
A Mariana sorriu e entrou dentro do carro. Inclinou-se por cima do banco da Haruka e puxou-a para dentro.
- Mas se começares a esmurrá-las e a enxotá-las, aí sim a princesa ficará sozinha nesta luta.
- Se o Gonçalo não tiver cuidado, o Seiya irá roubar a nossa doce princesa. Mas eu não irei permitir isso.
Mais de 3 horas de ensaio já se tinham passado. O Gonçalo estava mais exigente que nunca. A estreia tinha sido um sucesso e rapidamente a banda tinha subido ao primeiro lugar e aí se mantinha fazia já uma semana. Era a música que mais passava na rádio e a mais pedida. Muitos fãs já ansiavam pelo lançamento do single e a publicidade aumentava. Revistas faziam dos três meninos a sua capa, os pedidos de entrevistas não paravam de subir e até o Gonçalo já recebera bastantes elogios do director.
A escola estava quase a terminar. O período de férias avizinhava-se e o tempo aquecia. Os Três Luzes iam à escola só para terem as disciplinas principais e assim que as aulas acabavam voltavam para o estúdio. Também o Taiki e o Yaten tinham anulado as disciplinas opcionais e achavam que estavam a trabalhar excessivamente. Continuavam a simpatizar com o Gonçalo e queriam que tudo se mantivesse assim.
O Seiya recusava-se em largar a Bunny durante os intervalos das aulas e durante as mesmas já fora apanhado aos segredinhos com ela várias vezes. Os dois já tinham feito várias visitas aos gabinetes dos professores mas nenhum deles comunicara o sucedido ao Gonçalo. A Bunny já era um motivo de escárnio por entre a faculdade toda, uma vez que era a única com quem os Três Luzes falavam sem problemas. Todas as suas colegas invejavam-na e não deixavam de comentar quando ela se aproximava com o Seiya ao seu lado, até a sua amiga Chizuka já não a conseguia olhar com a mesma amizade. Para ela, a Bunny não passava de uma jovem atiradiça. Primeiro o Gonçalo – conhecido como o borrachão por todos na escola, já que no passado fora lá muitas vezes para reuniões sobre a Bunny; o Seiya – que era cobiçado por metade da escola, e agora até o Taiki e o Yaten andavam à volta dela. Mas o Seiya parecia divertir-se com aquilo tudo e sempre que passava pelo meio de alunas metediças fazia questão de agarrar a Bunny como sinal de “ela é toda minha”. Ele adorava meter ciúmes em todas as raparigas e monopolizara a rapariga dos odangos toda só para si.
A Bunny nunca mais faltara a nenhuma aula. Sempre que se queria esquivar por um buraco entre as aulas apanhava com o Seiya nos portões da escola à sua espera. Então a oportunidade só passara a surgir quando o Seiya se demorava no WC. Uma vez ela correra para sair da escola mas junto aos portões estavam o Taiki e o Yaten que não a deixaram sair.
O Taiki e o Yaten também andavam divertidos. Tinham chegado à conclusão que todos naquela escola eram irritantes e não valia a pena perderem tempo com seres desprezíveis. Passavam a maior parte do tempo juntos e sozinhos. Procuravam os lugares mais escondidos, longe da vista de todos, para descansarem. É claro que não podiam ignorar o facto de que o Seiya passeava ou corria por toda a escola sempre com a rapariga pelas mãos e ainda mantinham as suas promessas de protegerem a jovem durante o tempo de aulas. Felizmente era o Seiya que passava a maior parte do tempo com ela mas sempre que o colega ficava retido por um professor eles vigiavam a Bunny de longe.
Mesmo levando vidas diferentes naquele espaço, como três companheiros, eles eram inseparáveis. Então se queriam passar também algum tempo com o Seiya tinham de aceitar a vinda da rapariga para junto deles. Almoçavam os quatro juntos, riam-se juntos e notavam os olhares reprovadores dos colegas juntos. Quando o Seiya não podia estar com a Bunny aumentava a probabilidade desta fugir da escola. Taiki e Yaten sabiam que isto lhes traria problemas pois fora da escola não poderiam fazer nada se o inimigo atacasse. Para evitar isto eles detinham a jovem junto aos portões e voltavam a levá-la para a aula.
Kunsite não voltara a atacar nos últimos dias. Seiya ainda ficava às vezes com o carro estacionado frente à casa da Bunny durante as noites mas nada acontecera. Ele continuava a ser advertido pelos amigos que se recusavam a aceitar as suas acções para proteger a Sailor Moon.
Tudo isto não era a paz que a Bunny desejara mas pelo menos ela já não se sentia sozinha o tempo todo. O vazio de não ter as suas amigas por perto fora preenchido pela presença de Taiki e Yaten e a ausência do Gonçalo, com o qual apenas falava agora pelo telefone, fora suavizada pela insistência de Seiya ficar a seu lado.
A última nota da guitarra deixou de se ouvir e o Gonçalo voltou a rabiscar palavras no seu caderno.
- Muito bom por hoje. Temos de agendar a data de lançamento do single o quanto antes mas poderemos ver disso na próxima. Seiya tens a certeza que estás bem?
- Não te preocupes Gonçalo.
- Não percebo o que deu na Haruka. Ela costuma ser pacífica…
- Só se for pacífica enquanto dorme. – comentou o Yaten que limpava a sua cara transpirada com uma toalha.
- Ela tem a sua maneira de lutar, não é? – o Seiya tirou o casaco e também limpou a cara.
- Eu lamento imenso. Irei falar com ela. Não percebo é o que ela veio cá fazer. Vocês já se conheciam?
O Taiki e o Yaten entreolharam-se e estremeceram. Se o Gonçalo fosse falar com elas poderia vir a descobrir que eles eram guerreiras navegantes.
- Não precisas de te incomodar com isso Gonçalo. Nós tivemos uns problemitas há dois anos atrás mas que ficaram resolvidos. No entanto parece que a Haruka não ficou feliz com a resolução. – informou o Taiki numa tentativa de impedir que o Gonçalo fosse falar com ela.
O Seiya desatou a rir-se. – Foi daquela vez em que atirei-me à Mariana e ela não gostou.
- Então foi isso. – o Gonçalo voltou a escrever qualquer coisa e sorriu.
É claro que não era aquele o motivo e os três sabiam-no bem. A Haruka começara a odiá-los quando se apercebera que a batalha que travavam era culpa deles. Como uma guerreira navegante do sistema solar, a Urano tinha que proteger aquele sistema contra qualquer ameaça estrangeira e, por fim, era de salientar que ela não queria que o Seiya se aproximasse da princesa lunar.
O Taiki e o Yaten olharam para o caderno onde o produtor estava sempre a rabiscar. De onde estavam não conseguiam ver o que estava escrito mas lançaram um olhar de desagrado. O que quer que ali estivesse não podia ser algo fútil e deixava demasiadas desconfianças.
- Algum problema Taiki e Yaten?
O Gonçalo notou os dois olhares e voltou-se para eles. Os dois negaram com a cabeça e foram poisar as toalhas sobre as cadeiras.
- Essa pessoa que procuram… quero dizer… é a mesma pessoa que vocês os três procuram?
O Taiki e o Yaten imobilizaram-se simultaneamente e olharam o produtor de lado. Perguntas como aquela repetiam-se há já algum tempo e começavam a ser incomodativas. Foi o Seiya que respondeu desta vez:
- Sim.
- Entendo… - o Gonçalo fechou o caderno e arrumou-o na mala. – Por hoje é tudo. Até amanhã rapazes.
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“Três vozes semelhantes mas que não estão em sincronia. Eles querem encontrar a mesma rapariga mas estão a cantar para pessoas diferentes. A voz do Seiya é a que se destaca mais e parece desesperada. É como se a pessoa por quem ele anseia estivesse ao seu lado e mesmo que esteja junto dela não consegue que a mensagem lhe chegue. Mas quem será? O Taiki canta com toda a sua atenção. Nunca fica desatento um único segundo quando ergue a sua voz na canção. Ele quer transmitir a sua mensagem rapidamente e de forma perfeita. Já o Yaten tem uma voz mais instável. Começa a música com atenção mas no meio a mensagem perde-se completamente e parece que começa a cantar para alguém diferente. Falta de concentração? Talvez não… Ele quer encontrar aquela pessoa tal como o Taiki mas há alguém de quem ele também gosta e acaba por se confundir e cantar para esse alguém. Mas o Seiya… porque é que ele canta de maneira diferente?”
O Gonçalo interrompeu o seu pensamento após ter acabado de reler o seu caderno onde estava sempre a anotar qualquer coisa referente aos seus protegidos.
“Andaram na escola Juuban e a Bunny não me tinha dito nada sobre isso. O Seiya adorava desportos e odiava as aulas… tal como a Bunny… mas mesmo assim levava boas notas. Participou num jogo de softball e a equipa dele ganhou. Apesar de ele ter marcado a maioria dos pontos não foi ele que marcou o ponto da vitória.”
O seu telemóvel começou a tocar.
- Estou? Ah sim sim… É o próprio. Ainda bem que pôde dispensar um pouco do seu tempo. Sim… É um prazer conhecê-la… Sonoko Yojin. Era a antiga presidente do grupo de fãs do Seiya Kou, não era? Soube que prestou um jogo de softball com a equipa do Seiya e gostaria de fazer algumas perguntas a respeito disso.
O rapaz voltou a pegar na caneta e ficou pronto para escrever qualquer coisa que pudesse ser-lhe útil.
- Deve ter havido um motivo para tal jogo, já que ele não estava inicialmente planeado… Humm? Uma prova de amor? Uma aposta? Para quê? Ah… – o Gonçalo começou a escrever. – Uma rapariga que não era membro do clube de fãs do Seiya não o largava… – a velocidade de escrita aumentou e a expectativa também. – Caso eles perdessem ela nunca mais poderia aproximar-se do Seiya, entendo… e se eles ganhassem você nunca impediria mais que os dois se visem e permitiria que namorassem. Sim… Foi o Seiya que aceitou o desafio? “Bingo!” – pensou o Gonçalo para si próprio. – “Alguém que o Seiya não queria perder”. Sim… o Seiya é um bom jogador e marcou a maioria dos pontos todos. Ele adora desportos, é o normal. Mas a rapariga era uma completa desastrada? “Isto faz-me lembrar a Bunny!” Falhou as bolas todas e não havia hipótese de ganharem. Compreendo… Mas foi o Seiya que a treinou? Tem toda a razão, mesmo que se treine um completo desastrado não há como milagres acontecerem. Sim… Ela marcou o ponto da vitória, foi o único que não errou. Isso parece ser obra do destino… – Gonçalo fez uma pausa e olhou através da janela do seu apartamento. – Poderia dizer-me quem era essa rapariga?
Gonçalo pressionou o bico da caneta com tanta força contra à folha que acabou por partir.
- A Bunny Tsukino? Ela e os Três Luzes eram colegas de turma?
(Continua já a seguir)

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
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![Brilho de Estrela [CAP 11 - 24/01/10] Tsmoon24](https://2img.net/h/www.la-soldier.net/downloads/Wallpaper/Mine/t/tsmoon24.jpg)



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