Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Brilho de Estrela [CAP 11 - 24/01/10]

#1
Título – Brilho de Estrela
Autor – Maylene
Primeiramente – Olá a todos! Venho trazer-vos o meu actual projecto no mundo das Fics, no momento. Já escrevo Fics há algum tempo mas nunca nenhuma delas foi sobre a Sailor Moon. Adoro escrever romances e se forem dramáticos e trágicos ainda melhor (será que esta Fic seguirá essa linha?). Como nos últimos tempos voltei a viciar-me neste belo anime, decidi experimentar escrever uma nova Fic com estas belas personagens.
Amo a saga das Sailor Stars e por isso vai ser uma continuação da mesma. Como estou a ver o Live Action e a ler o Manga não levem a mal se introduzir algumas coisas deles na Fic, no entanto ela será mais fiel ao anime.
Observações – Apesar de não pudermos separar as Fics por géneros e categorias, eu avaliaria esta como um Romance Dramático, mas terá também cenas do comédia… na verdade estou a tentar ser o mais fiel às personalidades. É, sem dúvida, uma Fic que irá sublinhar imenso os sentimentos e os pensamentos de todos. Eu amo escrever neste estilo! Apesar de ainda estar a escrever a Fic, é como se já a tivesse toda estruturada na minha cabeça e prontinha para sair para o papel. É claro que contarei com as vossas opiniões e elas ajudarão a melhor de capítulo para capítulo e, quem sabe, talvez até mesmo as minhas ideias originais.
Uma dúvida que vocês terão agora é sobre o par principal da Fic e por isso farei um resumo do que tinha inicialmente pensado.
Resumo – Passou-se ano e meio (seguindo o anime, a Bunny terá agora 18 anos – uma idade óptima para já estar na universidade) após o Chaos da Galáxia ter regressado para o seu local de origem – o coração das pessoas. Toda a paz regressara finalmente ao planeta e a vida corria melhor do que nunca. Porém, era isto que as Navegantes pensavam mas na verdade havia começado a nascer algo que elas desconheciam – uma força dentro da própria Princesa da Lua e que poderia destruir o mundo; uma força que resultava de todas as acumulações de poderes negros a que estivera exposta durante todas as batalhas anteriores.
O regresso das Starlights irá provocar distúrbios nos sentimentos de Bunny que serão agravados pelas acções impensadas do seu amado Gonçalo, especialmente agora que parece que todos estão contra a ela.

Como podem ver, terei um lugar especial reservado para, não só o Seiya, mas também os restantes dois meninos nesta Fic. Posso adiantar desde já que Bunny ficará com o Gonçalo no final mas aquilo que acontecerá até lá…
Finalmente o frente a frente entre o Gonçalo e o Seiya e uma luta de rivais para conquistar o coração de uma mesma pessoa.
Para finalizar este alto testamento, devo referir que alterei um pouco alguns dados fornecidos pela própria Naoko Takeuchi, entre eles o passado dos Três Luzes e a carreira que o Gonçalo seguiu. Alterando também um pouco o final do anime, o Gonçalo desconhece a existência das Starlights. Podemos chamar-lhe amnésia ou poderá ter-se esquecido completamente delas já que só as conheceu durante os últimos segundos do anime.

Dedicatória – Dedico esta Fic a todos os que gostarem do par SeiyaxBunny e também aos que gostarem de GonçaloxBunny. Eu pessoalmente gosto dos dois mas aquelas cenas entre o Seiya e a Bunny fazem-me delirar (o Gonçalo também faltou nessa série toda… desgraçado).
Espero que gostem! Simpatico2


xxXxxXxx


INDICE

Capítulo 01 - Premonição
Capítulo 02 - O Regresso de Três Estrelas
Capítulo 03 - Três Luzes
Capítulo 04 - A nova transformação da Sailor Moon
Capítulo 05 - A Mensagem Destruída
Capítulo 06 - Desvendando o passado
Capítulo 07 - Brilhos oscilantes
Capítulo 08 - Dor ressentida
Capítulo 09 - Quando o brilho desvanece
Capítulo 10 - Santuários de Recomeço
Capítulo 11 - A maldição da Lua

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
#2
Capítulo 01 – Premonição


Amanhecia em Tóquio. Era uma manhã gelada e chuvosa, uma manhã em que a Bunny teria de se levantar cedo e ir para a faculdade. Já lá ia um ano desde que ela entrara na faculdade. Não era nenhum curso específico, de facto era mais para passar o seu tempo. Já tinha ficado provado que ela não possuia nenhumas habilidades específicas para seguir qualquer área conhecida. Comer e dormir era onde ela levaria as melhores notas e se destacaria mas tal curso ainda não fora inventado, então ela estudava (ou não) numa faculdade privada numa área geral dirigida para as pessoas que mesmo naquela idade ainda não tinham escolhido o seu futuro (tal curso existe??? O.o).
Bunny chegou à sala quando ainda faltavam 10 minutos para a aula começar. Não é que ela tivesse deixado de ser uma choramingas e preguiçosa mas muita coisa acontecera no último ano que passara, coisas que, no mínimo, seriam estranhas mas que ela aceitara com naturalidade.
Vivia agora sozinha na velha casa onde sempre morara. O que acontecera aos seus pais não conseguia precisar muito bem. De repente eles tinham decidido mudarem-se para outra cidade e ela não tivera qualquer voto na matéria. O seu irmão Chico fora estudar para outra escola fora de Tóquio e os pais tinham acompanhado o filho mais novo dizendo que ela ficaria bem sozinha porque já tinha idade para se cuidar. Mas o mais estranho nesta súbita mudança não tinha sido a separação da sua família mas sim uma suposta carta que eles lhe tinham deixado, na qual explicavam tudo mas que, duramente, não a tinham tratado como uma filha e sim como alguém que tinham acolhido na infância. Luna fizera uma sugestão quanto a este acontecimento… lavagem de memória como aquela que já tinha sido feita com a vinda da Chibi-Usa e da Chibi-Chibi e que desta vez fizera o inverso – apagar a Bunny da memória dos pais como filha. De facto era um acontecimento muito preocupante mas agora a Bunny sabia que os pais encontravam-se bem e, caso houvesse algum novo confronto, pelo menos estariam seguros. Já não tinha de ter um cuidado especial em esconder a sua identidade lá em casa e também não haviam vestígios de uma futura batalha, então… estava tudo bem.
Era uma vida dura que a pobre Bunny vivia a cada dia e que em nada combinava com ela. Aprendera a cozinhar algumas refeições com a Maria que, apesar não serem especialidades nas suas mãos, pelo menos a mantinham viva. Estudava numa faculdade privada e isso devia agradecer ao Gonçalo que lhe tinha conseguido um lugar ali com cunhas e mais cunhas. Era também o Gonçalo que sustentava todas as necessidades dela com uma mesada e mais alguns gastos desvairados, providos do “à vontade” que ela começara a adoptar. Apesar terem tais partilhas de confiança, eles ainda não viviam juntos. Agora que os estudos do Gonçalo tinham terminado, ele começara a trabalhar numa produtora e logo no primeiro mês tinha recebido três promoções e com isso podia levar uma vida mais relaxada e sustentar a sua futura mulher como uma simples forma de lhe dizer “Eu amo-te!”.
- Bom dia Bunny!
- Bom dia Chizuka! Hoje o professor de Linguística vai faltar não é verdade?
- É sim. Ainda bem porque precisava de sair mais cedo.
- Óptimo. Irei ter com o Gonçalo depois. – declarou a Bunny enquanto retirava o caderno da sua pasta.
- Aquele borrachão que costuma vir buscar-te. És cá uma sortuda!
Chizuka era sua colega de turma. Era uma rapariga muito parecida com ela em muitas coisas – desleixada nos estudos, alegre, bem disposta, emburrada e sociável. Mas ao contrário dela tivera lugar naquela faculdade porque os seus pais conseguiam suportar os custos sem grandes dificuldades. A amizade entre as duas não era nada extraordinário e apenas mantinham boas relações dentro do recinto escolar – o típico companheirismo para não passarem os almoços e os intervalos sozinhas.
Mais uma manhã de aulas tinha passado e a Bunny podia respirar de alívio. As aulas da tarde estavam canceladas e ela podia ir ter finalmente com o Gonçalo. Junto aos portões da vedação encontrava-se o Luna.
- Hoje acabaste as aulas mais cedo Bunny!
- Sim Luna. O professor faltou e também estava na hora de ter uma tarde livre.
- Vais ter com o Gonçalo? – perguntou o pequeno gato roxo com um quarto crescente luminoso na sua testa enquanto caminhava ao lado da rapariga de olhos azuis e cabelos loiros longos presos em dois totós.
- Vou sim. Estou com saudades dele. - respondeu a rapariga com um sorriso radioso ao mesmo tempo que ajeitava o seu uniforme escolar. Era um uniforme mais formal com uma saia lisa negra, uma camisa branca e um casaco de malha também branco com o símbolo da escola.
- Entendo. – Luna assentiu com a cabeça e sorriu. – Ahh, encontrei a Ami há pouco.
- Sério Luna? – toda a atenção da Bunny prendeu-se no gato com elevada expectativa. – Agora só nos encontramos tão raramente. Mesmo que ela tenha recusado ir estudar para o exterior para ficar junto de nós, mal nos vemos.
Luna parou de andar e fitou o céu por momentos.
- Tens razão Bunnyzita. Cada uma de vocês agora têm a sua vida e andam ocupadas mas isso também é bom sinal… finalmente temos paz.
- Sim, tens razão.
Bunny parou e fitou também o céu. Os seus cabelos foram afastados pela aragem gélida do começo da tarde e pressentiu que vinha aí uma tempestade. No entanto, um outro pensamento ocorreu-lhe na mente mas que preferiu guardar somente para si. Afinal ela, como Sailor Moon e como uma Guerreira Navegante que lutava para proteger a paz, não sabia como o justificar perante o mundo.
- “Mas quem me dera que voltássemos a lutar em batalhas. Pelo menos assim estaríamos juntas novamente!”

xxXxxXxx

- Ami!?
Uma voz ouviu-se do outro lado da rua. Uma rapariga de olhos verdes e cabelos castanhos presos num elástico atravessou a rua a correr após o sinal mudar para verde.
- Maria?
A rapariga que fora chamada em primeiro lugar voltou-se para trás e a sua expressão iluminou-se de felicidade após ver a sua companheira a ir na sua direcção. Era tão raro encontrarem-se na rua naqueles dias que passavam. As únicas vezes que se juntavam era quando combinavam algo em conjunto e que apareciam todas. Os velhos tempos passados na velha escola Juuban já lá iam e já não eram mais colegas de turma ou de escola.
- Tudo bem Ami? Hoje saíste mais cedo?
- Sai sim. Um dos professores faltou e terminei o meu estágio mais cedo. Ia agora para casa descansar um pouco.
- Tu agoras estudas de noite e tens estágio durante o dia mais as aulas. Deves estar cansada.
- Um pouco mas terei o resto do dia livre. – sorriu a rapariga de cabelos e olhos azuis.
Ami era uma jovem com a mesma idade da Bunny. Era uma das Guerreiras Navegantes – a Navegante de Mercúrio, detentora do poder da água. Ela era um verdadeiro génio. O génio do grupo e o génio das escolas onde sempre estudara. Seguia agora medicina e estudava na faculdade de Medicina. Aos poucos tentava seguir os passos da sua mãe e ambicionava tornar-se numa médica profissional. Para além dos estudos e das aulas, ocupava o restante tempo que sobrava na leitura de livros bibliográficos e elaboração de relatórios de estágio. Tinha recusado o convite de ir estudar para o exterior só para permanecer com as amigas mas, infelizmente, o tempo não permitia mais do que combinarem um simples café ou um lanche numa pastelaria.
Maria, por outro lado, tinha bastante tempo livre mas que aproveitava para fazer aquilo que mais gostava – cozinhar. Era bastante alta e estudava agora numa escola pública num curso que ela sabia que permitiria aperfeiçoar os seus dotes de culinária e que mais tarde poderia abrir um restaurante. No tempo livre restante perdia a paciência a ensinar a Bunny a cozinhar e no final acabava por ser ela a cozinhar para a amiga. Maria era mais uma Guerreira Navegante – a Navegante de Júpiter, a domadora dos trovões e tempestades.
Um estrondo ouviu-se ao longe e as duas amigas voltaram-se para o céu.
- Ami é melhor ires para casa. Vai começar uma tempestade.
- Tens razão.

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O último visitante acabava de se retirar do templo Hikawa. Rita sabia que já não teriam mais visitantes naquele dia pois o tempo começara a ficar muito escuro. Levantou-se e dirigiu-se para a sala de oração. Ajoelhou-se junto ao fogo e orou.
Ela era mais uma das Guerreiras Navegantes – a Navegante de Marte, o planeta do fogo. Tinha cabelos negros compridos e olhos arroxeados e a sua personalidade era bem marcante. Não hesitava em dizer tudo o que lhe ia na cabeça e por isso causava muitas vezes conflitos com a Bunny. Por outro lado isto tinha um impacto positivo já que devido a estes conflitos conseguia aproximar-se cada vez mais da amiga e era sempre a primeira a aperceber-se quando algo não estava bem com a sua princesa.
Sempre estudara em escolas diferentes das suas companheiras e agora não era excepção. A sua formação passava por realizar todas as funções de sacerdotisa do templo, principalmente ajudar o seu avô que agora não passava de um velho senil no fim da sua vida. No tempo que sobrava frequentava uma escola onde aprendia algumas disciplinas que davam formação na elaboração de festivais públicos e serviço comunitário para todos os que visitavam o templo.
Naquela tarde, Rita olhou para o fogo e deteve-se a tentar decifrar a mensagem que lhe era transmitida. Algo de bom não poderia ser porque o fogo estava muito irrequieto.
- Algo vem aí!

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- Joana põe-te ali! É só mais uma foto. Sorri… Isso! Estás linda!
Flash!
- Óptimo! Por hoje terminamos! Estavas linda Joana. Amanhã temos às 10 horas uma sessão de fotos, às 13 horas uma reunião com o produtor, às 15 horas há o ensaio da nova música e logo a seguir temos um comercial…
- Mizuki-sensei é melhor apressar-se e ir para casa. Está prestes a despertar uma tempestade.
Joana olhava pela janela do estúdio de gravação. Tinha aberto as persianas e agora via claramente a grande nuvem negra que se aproximava.
- Ui… tens razão. Também devias apressar-te e ir para casa. Não queremos que a nossa estrela fique magoada por um temporal, não é?
Joana era a quinta Guerreira Navegante e a líder de todas as outras. Era protegida pelo planeta Vénus, o planeta do amor e da beleza – Guerreira Navegante de Vénus. Era muito parecida com a Bunny e dotada de uma beleza rivalizante. Tinha olhos azuis e cabelos loiros que só diferiam dos da Bunny por estarem soltos e presos num lanço atrás. Ela também era muito parecida em personalidade com a sua princesa – rebelde e obstinada, sem grandes talentos e atrevida. Mas havia algo em que ela era muito diferente. A Joana era muito ambiciosa e sempre sonhara em se tornar uma estrela famosa. Pois muito bem… ela assim o conseguira. Não estava nos primeiros lugares dos rankings mas pelo menos não era totalmente desconhecida no mundo artístico. A sua voz encantara o seu actual produtor e tinha também boa aparência para as sessões fotográficas. Porém, o seu charme e inteligência não lhe dava qualquer talento para filmes e teatro. A TV estava fora do seu alcance e mesmo já sendo uma pessoa razoavelmente conhecida ainda faltava muito para chegar ao topo que desejava para si. No máximo dos máximos ainda só conseguira concertos em conjunto com um ou outro dos génios actuais da música, onde apenas uma ou duas músicas lhe eram reservadas.
Consigo tinha também um gato, a Artemisa. Um bonito gato branco com um crescente lunar brilhante na testa e que possuía os mesmos poderes que o Luna.
Após o seu empresário ter acabado de sair do estúdio, a Artemisa saltou do pequeno cesto de palha e juntou-se à sua guerreira navegante.
- A atmosfera hoje está muito pesada. Pressinto que algo vem aí.
- Então também tu Artemisa…

xxXxxXxx

- Gonçalo, por hoje já chega. Podes ir para casa! Ah… e tens ali fora uma pessoa a esperar-te.
- Uma pessoa? Deve ser a Bunny…
Gonçalo arrumou as suas coisas e saiu do edifício. À entrada encontrava-se a Bunny sozinha encostava a uma das paredes exteriores.
- Saíste mais cedo?
- Sim, o professor faltou. – disse enquanto se aproximava do seu namorado e lhe dava um beijo apaixonado de cumprimento.
- Entendo… então estás livre esta tarde.
- Sim! – ela sorriu com enorme felicidade à espera de ser convidada para jantar fora ou passar a tarde a passear com o rapaz, mas tal convite nunca veio…
- Gonçalo! O director quer-te ver! Tens de vir rapidamente! Ele está a pedir uma reunião contigo.
Um homem saiu do edifício e arrastou o Gonçalo consigo novamente para dentro do mesmo.
- Desculpa Bunny mas parece que ainda não terminei o trabalho por hoje.
As portas fecharam-se e mais uma vez a rapariga ficou sozinha. O Luna aproveitou para se aproximar.
- Estás muito abatida hoje Bunnyzita.
- Não Luna, amanhã estarei melhor, vais ver. – disse enquanto repetia para si própria que precisava de se animar. – Amanhã, com certeza, será um dia radiante! Eu e o Gonçalo iremos sair, vamos à praia, beberemos do mesmo copo e… AI!
Ela não reparou na escada e estatelou-se no meio do chão.
- Qual praia… Com este temporal que se aproxima não me parece que possas pensar em sequer ir à praia… sua tontinha.
- Auuu… isto dói, quem é eu meteu ali aquele estúpido degrau? Ele não estava ali quando subi.
- Sim Bunnyzita, tu nem sequer subiste a escada… tu voaste…
- Pois voei! Estás a esquecer-te que como Sailor Moon eterna possuo asas.
- Tontinha…
Ambos caminharam pelo passeio enquanto a Bunny resmungava com a sua pouca sorte e o Luna ouvia pacientemente mas havia algo que começava a preocupar o gato.
- Sabes Bunny, esta tempestade não é normal! É melhor corrermos para casa antes que comece a chover.
Quando ambos chegaram a casa já a tempestade tinha despertado e estavam completamente encharcados.

- Gonçalo, peço desculpa por te chamar justamente na hora da tua saída.
- Não tem problema. Algum problema para marcar esta reunião tão de repente?
O velho director da produtora encaminhou-se para a janela e viu a tempestade a despertar.
- É que recebemos um novo projecto e eu gostaria de avançar com ele. Uma pessoa veio cá trazer-nos alguns papéis bastante prometedores e que não podemos ignorar. É sobre uma banda sim… – acrescentou ao ver o Gonçalo a franzir a testa. – Eles deverão chegar em breve mas por agora quero que converses com a pessoa que veio fazer a requisição da produção. Ah, e vou-te promover a produtor.
- Outra promoção director?
- Claro. És um dos meus poucos trabalhadores dedicado e tens feito óptimas coisas desde que chegaste aqui. És de facto um talento daqueles que só se encontra uma vez na vida. Então esta é uma maneira de agradecer o teu esforço. Acredito que vais fazer o teu melhor trabalho desta vez.
- Sim eu farei. - Gonçalo fez um pequeno sinal de agradecimento e juntou-se ao seu patrão para conhecer essa tal pessoa que viera pedir os seus serviços.
A tempestade aumentava a cada segundo e na rua todos corriam para se abrigarem. Um turbilhão percorria os céus, como que a anunciar a chegada de algo. Era a chegada de uma nova saga para as Guerreiras Navegantes.

Fim do 1º Capítulo

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
#3
OMG! está lindo o 1º capitulo despretou.me a curiosidade de saber o que vem aí... Parabens

http://yunime.ativoforum.com/
Aparece e diverte-te ^^
Novas novidades irão aparecer fica atento :) 
#4
fiquei curiosa para saber o que vem ai.
Será k o desejo da bunny foi ouvido??
E kem será a banda? Será os 3 ligths??
Fico á espera demais.
#5
gostei mt. já tinha lido a outra tua fic, e gostei, mas esta, sinceramente, adorei!
e espero k venha mais um capítulo raidamente.
#7
Obrigada minna pelos comentários!
lua3

O próximo capítulo já está escrito mas ainda não vou já postar. Antes disso quero fazer mais alguns para se houver alguma época de crise (aka. não puder escrever) ter capitulos pelo menos já prontos. Mas prometo que mais tardar segunda feira ele aki estará prontinho para voces!
Surprised.o:

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
#8
Está lindo!!!!!

Estou super curiosa para ler o que vai acontecer a seguir.....

Acho a historia muito interessante.......

Fico à espera do proximo capitulo....

Bjs

Brilho de Estrela [CAP 11 - 24/01/10] Tsmoon24
Protegerei e lutarei por todos, nem que isso signifique a minha morte.......
#9
Capítulo 02 – O Regresso de Três Estrelas


- Ahhhnnnn – Bunny bocejava cheia de sono. Acabara de desligar o despertador pela décima vez e voltara a virar-se para o lado para adormecer novamente.
- Bunny tens de acordar! Vais chegar atrasada!
- Deixa-me dormir Luna. As aulas que esperem, afinal eu não levo faltas ali.
- Bunny estás a desperdiçar o esforço que o Gonçalo está a fazer por ti. Bunny? BUNNY!!!!
- AHHHHHHH!

Bunny acabara de lavar a cara quando foi obrigada a colocar um penso rápido no local onde Luna mordera, bem no meio do seu ombro.
- Ai Luna, não precisavas de fazer isto!
- Tentei acordar-te uma dezena de vezes e não saias dali. Com isto já perdeste a primeira aula e se continuas a resmungar perdes a segunda também.
- Está bem! – disse com um ar conformado e ao mesmo tempo contrariado. – Mas que horas são… AHHHHHHHHHHHH! Estou atrasada!!!!! Vou chegar atrasada!!!!!!!! – e dizendo isto saiu a correr para a escola.
- Parece que voltou tudo ao normal. – suspirou o Luna.

A Bunny correu pela rua que nem uma louca até chegar à escola. Aquilo acontecia sempre. Apenas uma vez em cada mês é que ela chegava cedo à escola e isto apenas acontecia nos dias em que se encontrava deprimida com algo. Atravessou os portões e entrou no edifício. A atmosfera estava estranha e os corredores encontravam-se mais vazios do que nunca.
- Olá Bunny!
- Chizuka! Que se passa hoje? Onde estão todos?
- Ah não sabes. Não vieste às primeiras aulas então não os conheceste. Recebemos na nossa escola três estudantes transferidos. Eles são tão lindoooooooossss!!
- Três estudantes?
- Sim! Estão no ginásio a jogar basquetebol e foram todos vê-los. Estava a ir para lá também, vens?
- Sim sim!
A sua colega parecia radiante e não parava de suspirar. Eram assim tão bonitos os três novos estudantes? Juntas dirigiram-se para o ginásio mas o telemóvel da Bunny começou a tocar.
- Eu depois vou lá ter Chizuka. – disse enquanto atendia o telemóvel. A sua amiga acenou e continuou o caminho. – Estou Gonçalo?
“- Bunny, consegui um pouco de tempo hoje e irei buscar-te aí à escola.”
- Sério? – os olhos da rapariga encheram-se cheios de corações. Só com a ideia de ter o seu namorado a ir buscá-la ficou radiante! Começou a pensa em mil e uma coisas que queria fazer com o Gonçalo; compras, jantar à luz das velas, gelado, bolos, sumos, um passeio ao luar….
Quando entrou no ginásio reparou que era impossível olhar sequer para o campo de jogo. Todos os alunos estavam empilhados e bastante agitados. As raparigas gritavam histéricas e os rapazes pareciam maravilhados com a destreza dos jogadores no campo. A única conclusão que ela tirava dali é que os três novos alunos deviam ser bons no desporto. Saiu do ginásio e foi sentar-se num banco ao sol.
O tempo melhorara bastante na última semana e agora todos os dias havia um sol quente que lhe animava o espírito. As férias do meio período estavam à porta e ela poderia finalmente passar algum tempo com o Gonçalo. Tinha também de combinar algo com as outras meninas porque estava a morrer de saudades delas.
Olhou para o relógio e viu que só faltava meia hora para o Gonçalo a vir buscar. Os alunos começavam a sair do ginásio, o que significava que o espectáculo acabara.
- Aquele de olhos verdes é tão lindo!!!
- Eu gostei do mais alto. Tem uns olhos roxos encantadores!
- É nada. O que marcou os primeiros dez pontos é o mais lindo!!!
- Devem estar a falar dos novos estudantes. Isto faz-me lembrar velhos tempos… – suspirou a Bunny olhando para o céu.
Lembrava-se que uma situação parecida acontecera há quase 2 anos atrás, com a vinda dos Três Luzes. Tinha passado momentos bastante divertidos nesses tempos. É claro que não tinham durado para sempre e ela lamentava-se um pouco disso. Afinal, as Starlights e as Navegantes do Sistema Solar tinham tanta coisa em comum. Mas é claro que isso era passado. Elas tinham regressado para o planeta delas e não tinham enviado notícias. Os vários anos-luz de distância era o motivo disso e Bunny sabia que não as voltaria a ver.
- Seiya… tu também tens um céu assim tão bonito no teu planeta?
Os seus pensamentos foram quebrados pelas vozes dos colegas que insistiam em perseguir os estudantes transferidos.
- Dás-me um autógrafo por favor?
- A mim também!
- Por favor outro autógrafo!
- Dêem espaço está bem. Já estou farto disto!
- Estas rapariguinhas são tão irritantes! Porque raios tínhamos de vir para esta escola?
- Foi o Gonçalo que indicou e tratou de tudo. Parece que voltámos aos velhos tempos!
Gonçalo? Seria o mesmo Gonçalo que ela esperava? No meio de tanta barulheira esta foi a única palavra que ela percebeu. As vozes não lhe soavam a nada familiar mas também com os gritos das colegas nem dava para entender. Estava desejosa que o seu amor chegasse. Estava desejosa que aquelas vozes fossem familiares e estava a tentar recordar de onde já as ouvira antes…
PIIIIIIII PIIIIIIIIIII PIIIIIIIII!!!
- Bunny é o borrachão que te veio buscar!
A Bunny acordou do transe com a voz da Chizuka. Ela estava à porta da faculdade a tentar sacar um autógrafo a um dos novos colegas e dali tinha uma visão perfeita do portão.
- Bunny?
Um dos estudantes transferidos furou pela multidão para se libertar desta. Quando finalmente o conseguiu só teve tempo de ver uma figura loira a entrar dentro de um carro preto.

- Então Bunny que achaste dos teus novos colegas?
- Novos colegas? Ahhh… nem os vi sequer. Estavam com toda a escola à volta deles nem deu para espreitar. – respondeu a Bunny enquanto abria a janela do carro.
- Mas devem-se ter apresentado a turma antes disso. Bunny? Não me digas que chegaste novamente atrasada.
- Er… cheguei só uns minutos… – respondeu a Bunny muito atrapalhada enquanto evitava olhar para a cara de repreensão do Gonçalo.
- Estou a ver… Mas irás conhecê-los em breve.

- Tu conhece-los?
A curiosidade despertou na jovem. Falar com o Gonçalo era sempre muito bom e passar o tempo com ele era ainda melhor. Iam jantar fora os dois nessa noite e ela estava radiante. Nos últimos tempos o seu namorado matava-se a trabalhar e ela raramente estava com ele.
- É claro que sim.
Sentaram-se no restaurante e esperaram ser servidos. Após um pedido um tanto grande da Bunny (ela comia até rebentar), o Gonçalo aproveitou o momento para lhe dar uma notícia.
- O quê? Foste promovido novamente? A produtor? UAUUUUUU Gonçalo!
- Eles são um quanto misteriosos. Tiveram muito sucesso há dois anos e quando estavam no auge da fama anunciaram o seu afastamento da carreira. Agora regressaram e o director está com elevadas expectativas. Parece que desta vez eles querem fazer uma carreira mesmo a sério e não serem só ídolos adolescent…
O garfo que a Bunny segurava caiu ao chão assustando o Gonçalo que engolia uma garfada de comida. O coração da Bunny acabara de disparar e ela não sabia porquê. Não podia ser… aquilo era semelhante demais àquela vez…
- Ai Bunny que descuidada. – o rapaz fez sinal a um empregado para trazer outro garfo. - Eu queria estar hoje um pouco contigo porque sei que daqui para a frente vou estar muito ocupado. Com a promoção o dinheiro aumentou mas as horas de trabalho e o… Então Bunny… será bom para nós! Daqui a uns tempos casamo-nos e depois teremos uma boa vida e… Bunny…
A pobre rapariga não contivera as lágrimas. Já via o Gonçalo tão poucas vezes e se agora ele ia estar ainda mais ocupado então que faria? Até as amigas deixara de ver. Aquilo não podia estar a acontecer.
O Gonçalo agarrou-lhe a mão e obrigou-a a olhar nos seus olhos.
- Não te preocupes Bunny. Esses rapazes estão agora na tua escola. Já não estarás mais sozinha. Eles irão fazer-te companhia mas tens de os conhecer. Além disso és a namorada do produtor deles logo significa que de algum modo continuaremos bastante ligados. Assim podes saber quando estou livre e poderás vir ter comigo.
Ele limpou as lágrimas da face dela e sorriu-lhe. Amava tanto aquela mulher que não conseguia imaginar uma vida sem ela. Após o jantar levou-a a casa e antes de se despedirem selaram o amor entre eles com um beijo demorado. Aquilo que Gonçalo não sabia era que acabara de preparar uma armadilha entre ambos. Era algo que os poderia separar, mas durante quanto tempo?

A Bunny meteu a chave na fechadura e rodou-a. Estava a entrar dentro de casa quando ouviu uma voz. Era um canto triste e desesperado. Atraída por essa voz ela avançou pela ruas. A voz vinha de um jardim à sua direita e a cada passo que ela se aproximava a voz ia ficando mais alta e mais definida. Caminhou por entre as árvores e viu-a. Uma figura cantava enquanto tocava harpa. Estava sentada no chão e recebia a luz do luar. Aos seus pés estendia-se uma criatura parecida com um lobo que dormitava ao som da triste melodia.
Sem querer, a Bunny pisou um galho que se estilhaçou no meio do chão. A estranha figura sobressaltou-se e quando a Bunny voltou a erguer os olhos ela já tinha desaparecido. Correu por entre o jardim a procurá-la novamente mas a voz tinha sumido. Preparava-se para voltar para casa quando tudo aconteceu.
- Encontrei-te princesa da Lua.
Bunny voltou-se para trás e viu um homem de cabelos brancos compridos e que envergava um fato de um príncipe guerreiro e uma longa capa.
- Kunsite!?
- Lembraste-te… mas agora vais morrer.
Kunsite esticou o seu braço e, do poder que amainou dele, um demónio ganhou forma. Não havia como descrever o demónio, apenas que era horrível e assustador. A Bunny ergueu o seu medalhão e gritou:
- Transformação da Lua Eterna!
Mas nada aconteceu. O seu alfinete não reagiu e nem uma luzinha sequer saiu dele. Ela apenas teve tempo de se desviar de um dos ataques do demónio.
- Bunny que estás a fazer? Transforma-te!
- Não consigo Luna! O Cristal Prateado não responde.
- Como!?
Luna, com um mau pressentimento, fora atrás dela uma vez que ela demorara a entrar em casa. Um novo ataque e novamente ela teve de se esquivar.
- CUIDADO BUNNY!!!!
O ataque vinha mesmo na direcção dela. Cerrou os olhos. Não conseguiria desviar-se a tempo…
- Laser potente da estrela!
Um raio luminoso bloqueou o ataque. Bunny abriu os olhos e à sua frente estava a Sailor Star Fighter banhada pelo luar que reflectia com inúmeras cores brilhantes aquilo que parecia um sonho.
- Quem são vocês? – perguntou Kunsite irritado pela interrupção do ataque.
- Através da escuridão da noite…
- Através da liberdade do ar…
- Aqui vêm as estrelas cadentes!
- Sailor Star Maker!
- Sailor Star Healer!
- Sailor Star Fighter!
- Nós somos as Sailor Starlights!!!
- Não interessa! Ataca demónio!
- Utensílio generoso da estrela!
- Inferno sensitivo da estrela!
Mas os ataques da Sailor Star Maker e Sailor Star Healer roçaram no ataque do inimigo que se desviou na direcção da Bunny.
- NÃO!!!
Uma rosa cortou a atmosfera, parando o ataque na última hora. O Mascarado saltou e levantou-se à frente da Bunny para a proteger de qualquer próximo ataque. O demónio uniu as suas mãos e lançou um novo ataque. O Mascarado preparava-se para se defender dele quando, surpreendemente, o demónio foi destruído exactamente pelo Kunsite.
- Basta! – e dizendo isto, Kunsite envolveu-se na sua capa e desapareceu.
Durante instantes a Bunny fitou o local onde estavam as Starlights. Era um sonho? Sim, só podia ser. Todas aquelas cores douradas e prateadas que a luz do luar lhe devolvia eram cores de sonhos, eram as cores do que os seus sonhos eram feitos. Ela desmaiou nos braços do Mascarado que a envolveu na sua capa negra. Ergueu-a no ar e quando se voltou para encarar as misteriosas guerreiras navegantes, estas já tinham desaparecido.

xxXxxXxx


- AHHHHHH! Não me acordaste porquê Luna? Estou atrasada!!!
- Eu fartei-me de te chamar mas tu não davas ouvidos!
- AHHHHHHH!!!! Hoje vamos ter a aula de Sociologia! Não posso faltar!!!
- Ai Bunny Bunny!!! - o Luna respirou bem fundo ao mesmo tempo que via a porta a bater. Na noite anterior a Sailor Moon não se conseguira transformar, porquê?

- Ai! Estou atrasada!!! Não posso chegar atrasada!!!
Ela correu pelas escadas acima até chegar a porta da sala de aula. Estava atrasada um quarto de hora e nem queria imaginar a quantidade de matéria que perdera e depois o sermão que ia ouvir… Abriu a porta sobressaltada. Com esperança a professora ainda não chegara! Aquela era a única aula a que ela não podia chegar atrasada. Aquela tinha sido um dos professores que o Gonçalo tivera mais dificuldade de convencer para aceitar a rapariga na faculdade.
- Senhora Tsukino! Atrasada como sempre!
- Desculpe!!! Desculpe! Desculpe! Desculpe! – disse rapidamente enquanto se curvava perante a professora.
- Sente-se rapidamente antes que eu me lembre de comunicar este atraso ao senhor Chiba.
- Sim!
Ergueu-se e ia começar a avançar para o seu lugar quando se imobilizou. Mesmo na carteira atrás da sua estava uma pessoa que ela conhecia muito bem. Naquele lugar, a cara de Seiya fitava-a com um misto de expressões perfeitamente distinguíveis: estupefacção, felicidade e afecto.

Fim do 2º Capítulo


--------

Nota da Autora: E aqui está mais um capítulo. Espero que tenham gostado dele. Agora com um novo inimigo a acção vai começar! ^_^

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
#10
ta lindo!!!!




fikei com um friozinho na barriga de cada vez que pensava k a Bunny se ia reencontrar com o Seiya!



oh meu deus!




estou ansiosa por mais!



BJINHUX
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#11
Ai , estou como a Lulu diz , um friozinho na barriga ... a entrada do seya , aii não xD
Por favor , a Bunny e ele que não se ponham com ideias , quero-os bem longe hihi
Continua Maylene *.*
#12
Está lindo!!!!!!!!

Realmente é estranho a Bunny nao se poder transformar......porque será.....


Tenho a impressão que este encontro da Bunny com Seya vai trazer problemas..........


Fico à espera do proximo capitulo....

Bjs

Brilho de Estrela [CAP 11 - 24/01/10] Tsmoon24
Protegerei e lutarei por todos, nem que isso signifique a minha morte.......
#13
está muito bom parabéns

http://yunime.ativoforum.com/
Aparece e diverte-te ^^
Novas novidades irão aparecer fica atento :) 
#14
Capítulo 03 – Três Luzes


Olhos nos olhos e os pensamentos cruzados. Era complicado desviar daquele olhar tão penetrante. Que estava ele ali a fazer? Um sonho? Ainda estava a dormir?
- Tsukino vai-se sentar hoje para retomarmos novamente a aula ou terei de a mandar sair?
- Desculpe professora.
A Bunny dirigiu-se ao seu lugar. Estava a sentar-se quando reparou que nos lugares mais atrás estavam também os outros dois – o Taiki e o Yaten. Tinha a perfeita consciência de que o Seiya ainda a fitava e que não desviara o olhar um único segundo dela. Aquele sentimento que ela estava a sentir era tão nostálgico. Era como se tivesse recuado atrás no tempo. Sempre simpatizara bastante com aqueles três e enquanto todas as suas companheiras viam as Starlights como inimigas, elas via-as como amigas. Além disso não se podia esquecer que o Seiya a protegera tantas vezes e cuidara sempre dela. Estava ciente dos sentimentos do rapaz para com ela mas sabia que aquilo não estava certo. Afinal eles os três tinham duas vidas muito diferentes uma da outra por sinal. Tanto existiam como homens assim como mulheres, mas isso não impedira que o Seiya se apaixonasse por ela. Não tinha maneira de retribuir já que o seu destino estava ligado ao Gonçalo mas nutria um carinho especial pelos três rapazes e por isso, durante todo o tempo que passara, desejara silenciosamente voltar a vê-los.
A aula prosseguiu como todas as outras. Chata, cansativa, irritante…
“Eu consigo sentir o olhar dele na minha cabeça. Porque estão eles aqui? Porque voltaram depois deste tempo? Porque estão na minha faculdade, no meu ano e na minha turma? Ai que este olhar não pára! Ele não desvia os olhos um segundo de mim. Mas este olhar não me incomoda mais, por outro lado, faz-me sentir tão bem. Sinto-me como se estivesse protegida. Sim! Com eles aqui nunca mais voltarei a ficar sozinha e voltarei a ficar protegida. Mesmo que já não me consiga transformar em Sailor Moon isso não será o fim. Porque tenho as meninas, tenho as Starlights e tenho o meu querido Mascarado.
Eu sou tão fraca! Sempre o fui e nem estaria aqui sem estas pessoas todas. Agradeço-vos meninas. Amo-te muito Gonçalo e obrigado também a vocês Starlights por me protegerem contra a batalha da Galáxia.”

- TSUKINO! Desatenta na minha aula? Chegar atrasada já foi mau e agora não responder a minha pergunta foi o cúmulo!
Trazida à realidade bruscamente, a Bunny chegou a uma conclusão – estava lixada!
- A aula termina por aqui. Quero o relatório para a próxima aula senão baixarei as notas. Tsukino é bom faça também o seu porque baixar a sua nota significa chumbar nesta disciplina.
Todos se levantaram rapidamente e mais uma vez os estudantes transferidos foram cercados pelos colegas a pedir mais e mais autógrafos.
- Eles são bem famosos não são! – exclamou a Chizuka deliciada. - A música deles só passa na rádio há uma semana mas toda a gente já os conhece.
Sim… como ela não tinha reparado nisso? Há séculos que não via televisão nem ouvia rádio. Parecia que tivera desligada do mundo durante algum tempo e quando se voltara a ligar estava desactualizada.
- Mas o que vocês estão a fazer? Deixem os novos alunos em paz e desapareçam. A partir de hoje quem eu apanhar a pedir autógrafos a estes rapazes vai fazer uma visita ao director.
Todos se afastaram e saíram da sala a correr. Aquela era umas das piores professoras da escola e não tinham coragem de desobedecer.
- Isso mesmo! E quanto à senhora Tsukino, faça o favor de me acompanhar ao meu gabinete.
Com o coração nas mãos, a Bunny seguiu a mulher. Já sabia que ia ouvir um raspanete duplo e depois ouviria outro do Gonçalo. Juntas deixaram a sala de aula agora só com os Três Luzes lá dentro.
- Ai que problema! Tínhamos logo de vir calhar nesta escola!
- Porque dizes isso Taiki? Esqueceste que ela nos ajudou?
- Tem lá calminha Seiya. É claro que não nos esquecemos mas estar aqui é meio problemático. – rematou o Yaten enquanto arrumava as coisas.
- Vamos ter aula já a seguir por isso é melhor irmos andando. Seiya? – Taiki parou à porta da sala ao ver que o Seiya não se mexera do lugar. – Não me digas que vais ficar aqui à espera daquela rapariguinha.
- Vou sim.
Taiki e Yaten cruzaram os olhares e suspiraram.
- Eu já sabia que isto ia trazer problemas. Mas deixemos o Seiya fazer o que ele quer. – suspirou o Yaten e junto com o Taiki abandonaram a sala.

Após meia hora a porta do gabinete da professora de Sociologia abriu-se. A Bunny saiu cabisbaixa, afinal levara com uma repreensão e a professora tinha deixado bem claro que ia informar o Gonçalo daquela cena. Fechou a porta e avançou pelo corredor sem reparar que alguém a aguardava à porta.
- Pudinzinho…
Ela voltou-se e viu o Seiya à sua frente. Ele estava igualzinho a como ela se lembrava. A excepção é que agora ele vestia o novo uniforme escolar – umas calças pretas, uma camisa branca com o emblema da faculdade e uma gravata preta listrada.
- Seiya… vocês voltaram! – disse sem grande ânimo.
- Sim, regressámos. Pudinzinho, podemos falar um pouco?
- Estás inscrito em alguma disciplina opcional?
- Sim.
- Então deverias estar em aula agora. É melhor ires para não apanhares uma repreensão como eu. Confesso que é terrível. – quando ela acabou de falar deu-lhe um arrepio.
- Então e tu? Não vens à aula também?
- Não estou inscrita em disciplinas opcionais.
- Então sendo assim anularei a minha inscrição a todas elas também. – declarou o rapaz com um sorriso que lhe cortava os lábios.
A Bunny levou as mãos à cabeça e queria perguntar porque ele estava a fazer, mas a resposta acabava de soar.
- Não te deixarei sozinha em nenhum tempo morto.
- Ai! – suspirou a rapariga. – Só a mim é que acontecem coisas destas!
Juntos começaram a andar pelo corredor. Havia uma pergunta que incomodava a rapariga. A vinda deles só podia significar…
- Um novo inimigo? Vocês precisam de ajuda em algo?
- Não, não é isso Pudinzinho. – declarou o Seiya, alargando mais o seu passo para a conseguir acompanhar. – Desta vez não trazemos nenhum inimigo connosco e prometemos não incomodar. Nós estamos à procura de uma pessoa de novo.
A Bunny parou e fitou-o.
- A vossa princesa?
- Não. É outra pessoa. O nosso planeta está muito destruído e não há grande coisa que possamos fazer. Soubemos que existe uma deusa com grandes poderes que consegue restaurar uma galáxia em segundos. Ela está sempre a viajar pelo universo e pára pouco tempo em cada local. A nossa princesa previu que ela passaria pelo Sistema Solar nos próximos tempos e nós viemos tentar encontrá-la. Pensamos que enviar-lhe uma mensagem deste planeta a possa atrair para aqui. – reparou que a rapariga o ouvira com atenção e curiosidade. – Isto é… se vocês assim o permitirem. Afinal são vocês que protegem este planeta.
- Claro que permitimos. Podem procurar essa deusa à vontade e espero realmente que a encontrem! Se pudermos ajudar em algo contem connosco.
O sorriso dela era tão doce e meigo. Uma pessoa como a Bunny podia ser tudo menos falsa. Sentia-se muito aliviada por não se avizinhar uma batalha e também estava mais feliz por saber que as Starlights não estavam em sarilhos.
O seu telemóvel tocou, cortando o silêncio. Era o Gonçalo. Já teria a professora o informado do sucedido?
- Estou Gonçalo?
“- Olá Bunny! Como estão a correr as aulas?”
- Er…
“- Bunny, por amor de Deus não me digas que te meteste em sarilhos novamente.”
- Não realmente…
“- Seja o que for. Já conheceste os teus novos colegas?”
Bunny olhou para o Seiya embaraçada, sem saber o que responder. Se aqueles eram os colegas que ele fazia questão que ela conhecesse então…
- Já sim. Ai!
Ela estremeceu de susto quando o Seiya tocou-lhe no ombro e aproximou-se do telemóvel.
- Tens uma namorada muito fofinha e bonita. Realmente tens bom gosto.
A pobre Bunny ficou com suores frios sem saber o que dizer ou como reagir. Como é que o Seiya se atrevera a fazer aquilo?
“- Seiya? Estou a ver que já se conhecem. Ainda bem. Assim fico mais descansado. Vou ter de desligar. Amo-te muito Bunny!”
- Eu também!
O telemóvel foi desligado e a Bunny voltou-se irritada para o Seiya com uma veia a sair-lhe da cabeça.
- Porque fizeste aquilo? Queres-me desgraçar é?
- Não é a minha intenção por agora. Hahahahaha – e ele riu-se perante a expressão de fúria que ela fez. – Não há problema. Foi o Gonçalo que nos falou de ti. Ele pediu que te encontrássemos. Aquele homem tem mesmo um enorme orgulho em ti. Não parava de se gabar da maravilhosa namorada que tem e eu não posso o desmentir.
- Então vocês sabiam…
- O Taiki e o Yaten não. O Gonçalo descreveu-te de uma maneira tão maravilhosa que se esqueceu de referir as qualidades mais visíveis em ti – comilona, engraçada e atrasada. – a cara da Bunny encheu-se como um balão. – Eles pensam que a namorada do Gonçalo é aquela rapariga loira de cabelos curtos lá da sala.
- E como é que tu sabias?
- Eu sempre soube. Assim que vi o Gonçalo soube logo quem ele era. Não poderia esquecer aquela foto contigo e com outro homem ao teu lado.
A rapariga ficou cheia de dúvidas. De que estava ele a falar? Bahhhh… não interessava. Pensar muito era algo que fazia mal aos neurónios e ela detestava queimar as suas pobres células com aquilo. Continuou a caminhar.
- Além disso ele pediu para que cuidássemos de ti e… Ei! Onde vais? Vai haver aula a seguir.
- Eu sei cuidar de mim sozinha. E quanto a essa aula, eu falto sempre.
Seiya teve de correr mais uma vez e agarrar-lhe o braço. - Então já não faltarás mais. – ela fitou-o contrariada. – Esse foi mais um pedido do Gonçalo: “Não a deixem faltar a nenhuma aula.” – e terminou piscando o olho.

xxXxxXxx

- OS TRÊS LUZES REGRESSARAM?
- Ai Rita não grites tão alto. Estão todos a olhar para aqui. – avisou a Maria.
- Mas se eles estão de volta significa que temos um novo inimigo… – começou a Ami a dizer mas foi interrompida pela Bunny.
- Não não não. O Seiya jurou-me que não haverá próximo inimigo. Eles apenas vieram para encontrar uma princesa ou algo parecido que passa pelo Sistema Solar uma vez em cada mil anos.
- Ai Bunny isso já é inventar um pouco, não. – disse o Luna com uma gotinha a descer pela sua cabeça.
- Outra vez o Seiya… – suspirou a Maria. – Ele não desiste mesmo não é. Aposto que ele tinha outros motivos para regressar.
As cinco guerreiras tinham combinado irem lanchar juntas numa tarde em que todas estariam livres. Dias como este era tão raros acontecerem e sempre que ocorriam elas conversavam durante a tarde toda. Abordavam todos os assuntos da televisão, das suas alegrias e desgostos nas respectivas tarefas diárias, dos novos pretendentes que tinham e da carreira, da futura data de casamento da Bunny (que nunca estava marcada) e de tudo o que lhes vinha à mente. A Joana ainda não tinha chegado.
- Oh Maria que estás para aí a dizer. O Taiki e os outros podem muito bem querer restaurar os seu planeta e se essa princesa os vai ajudar não vejo mais nenhum motivo para os trazer até aqui.
- O Taiki… não é senhora Ami. – sorriu a Rita sarcasticamente.
- Oh… – a Ami recolheu o seu olhar para o copo de sumo que pedira e corou.
- De qualquer dos modos não nos podemos esquecer que eles também são guerreiras navegantes e que nos ajudaram no passado. – opinou a Rita bebendo o seu sumo pela palhinha. – Já agora onde se enfiou aquela Joana?
- Meninas! Tenho altas novidades! Vocês nem vão imaginar!!!
A Joana apareceu na porta da pastelaria a correr estridulamente. Ao seu lado vinha a Artemisa que mal a conseguia acompanhar.
- Eles voltaram! – sentou-se e fez logo sinal ao empregado para lhe trazer um sumo e um bolo também. – As estrelas como eu têm logo notícias de última hora e que se espalham dias depois pela publicidade. Vamos ver se vocês advinham do que estou a falar…
A Bunny, a Maria, a Ami e a Rita respiraram fundo e continuaram a sua bebida.
- O Taiki… – disse a Ami.
- O Yaten… – disse a Rita.
- O Seiya… – disse a Bunny.
- Estão de volta. – terminou a Maria
- O quê? Como vocês sabem disso? – a Joana ergueu-se da cadeira histérica.
- Ai Joana acalma-te lá porque estão novamente todos a olhar para nós. – pediu novamente a Maria já perdendo a sua pacifica calma.
- Mas como é que vocês sabem? Eu só acabei de receber a noticia agora e foi um exclusivo unicamente para mim. Eles nem fizeram a sua estreia ainda!
A Rita e a Maria apontaram para a Bunny que ficou um pouco embaraçada.
- Ela deu a noticia.
- Como? Como podia a Bunny saber?
- Ai que elas não estão a reagir muito bem às notícias. – declarou o Luna desaparecendo debaixo da mesa no momento em que o empregado ia a passar.
- Ao que parece eles são colegas de turma da senhora Bunny né, sua cabeça de vento. – falou a Rita de novo sarcasticamente enquanto deitava um olhar de esguelha à amiga.
- COLEGAS? SUA TRAIDORA!
- JOANA! – gritaram as quatro em uníssono.

- É injusto. Porque é que a Bunny tem de ter os três agora só para si? Até o Taiki e o Yaten ela tem. – Joana bebeu um pouco do seu sumo já mais calma.
- E foram logo para a escola da Bunny no meio de tantas. – suspirou a Maria também bebendo o que restava no seu copo.
- E ela foi logo a primeira a saber de todas nós. – continuou a Rita enquanto brincava com a palhinha na boca.
- Oh meninas temos de ter confiança na Bunny não é. Afinal o Gonçalo e ela vão casar logo ela não o vai trair…
As outras quatro raparigas olharam esbugalhadas para a Ami. Desde quando a conversa chegara àquele ponto? No que é que a Ami estava a pensar?
- Ah, foi o Gonçalo. Foi o Gonçalo que os pôs naquela escola e será o Gonçalo o produtor deles.
- O GONÇALO?
- Meninas, estão todos a olhar para aqui novamente. – avisou a Bunny escorregando para debaixo da mesa cheia de vergonha.

(Continua já a seguir)

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
#15
(Continuação)

- Então o Gonçalo não sabe mesmo de nada pois não? – perguntou a Rita.
- Não…
- Se ele soubesse acho que nunca os iria enviar logo para ao pé da Bunny. – respondeu a Maria.
- O Gonçalo produtor dos Três Luzes. Isso é concorrência pesada. É mais um desafio para mim. Eu, Joana Lima, juro que vou aceitar este desafio e vou ser uma estrela mais famosa que aqueles três.
- Ai Joana, tu estás a anos-luz de distância deles, está bem!
- Mas eu juro Rita!
- Já começa a ficar tarde meninas. Ainda tenho um relatório para fazer para amanhã. Desculpem mas tenho de ir. – disse a Ami pedindo a sua conta.
- Relatório? Oh não! Tenho de fazer o relatório para Sociologia senão vou chumbar.
- Esta Bunny não muda mesmo. – suspirou a Rita.
- Bunny, a que horas entras amanhã? – perguntou a Joana ao mesmo tempo que se aproximava da sua amiga com um sorriso astuto.
- Porquê? – perguntou a Bunny dando a última dentada no seu bolo.
- Porque sim…
- Às 9 da manhã e saio às 13h.
- Óptimo! Conta!!!
- Joana, o que estás a pensar?

xxXxxXxx

- A aula terminou. Até para a semana.
Os alunos da classe da Bunny arrumaram as suas coisas e começaram a sair. Estavam proibidos de se aproximarem dos novos colegas sob ameaça de irem parar ao gabinete do director da escola. Todos saíram silenciosamente até os últimos esbarrarem com uma rapariga loira no corredor.
- Onde estão eles? Onde é que estão os Três Luzes? AHHH! Meninas, eles estão aqui dentro!!!
- Onde Joana?
- Meninas?
A Joana, a Rita e a Maria entraram na sala de aula da Bunny encavalitadas e quase caíram para cima do professor que estava mesmo a sair. Tinham percorrido a escola toda a correr só para encontrarem a sala de aula onde a Bunny estava a ter aulas.
- Que estão aqui a fazer? Então era isso que vocês queriam…
O Taiki, o Yaten e o Seiya estavam ainda a arrumarem as suas coisas mas pelo olhar que devolveram às três raparigas na porta parecia que queriam estalar os dedos e desaparecerem.
- Era só o que nos faltava. Prefiro ter todos os jornalistas atrás de mim que estas três a gritar histéricas por todo o lado.
- AHHHHHH! É mesmo o Yaten! Esta é a voz dele!!!!
E quando o Yaten deu por si tinha a Joana já abraçada a ele. O Taiki e o Seiya fizeram uma expressão de repulsa e começaram a recuar. Um abraço daqueles estava fora de questão para eles.
- Afinal era sempre verdade. Vocês regressaram. – disse a Maria com um sorriso no rosto enquanto se sentava numa das cadeiras vazias e colocada os braços cruzados em cima de uma das mesas.
- Sim…
- Taiki!
Aproveitando o Taiki distraído a responder à Maria, a Joana atirou-se para cima dele também. O Seiya atirou tudo o resto para a sua mala, pegou na mão da Bunny e saiu a correr da sala.
- Ei! Seiya, seu traidor! Foge antes comigo.
- Nem penses! Não quero cá abraços desses!
- Seiya, volta aqui imediatamente!
Os três correram por toda a escola parecendo crianças. O Seiya esquiva-se às múltiplas investidas da Joana ao mesmo tempo que arrastava a Bunny consigo. Subiam e desciam escadas, esbarravam nos estudantes e professores. Até no director foram bater.
- Seiya, aquele era o director! Não! Não vás por aí…
Tinham acabado de entrar num corredor sem saída. Não havia mais nenhum lugar para fugirem e estavam bloqueados pela Joana que respirava forçadamente.
- Finalmente… apanhei-vos… não me podes… escapar agora… Seiya.
- Nem penses! Não quero nenhum abraço daqueles tá! – o Seiya foi recuando até que bateu na parede. Já não havia mais para onde fugir. Estava encurralado.
- Joana que vais fazer?
- Afasta-te Bunnyzita. Quero dar o meu abraço de “super saudades” ao Seiya. E tu não me irás impedir.
A Joana estava pronta para se atirar para cima do Seiya quando se deteve no último momento. O Seiya tinha-se abraçado à Bunny e cerrado os olhos numa expressão que parecia estar à espera de levar um tiro mortal e do qual não podia fugir.
- Ok, ok. Afinal dispenso o teu abraço. Mas isso não fica assim Bunny!
- Seiya! - o Yaten vinha a subir as escadas a correr sem fôlego. – O director quer-te no gabinete dele já.

xxXxxXxx

- Levei um raspanete do director por vossa culpa. Cheguei mesmo a pensar que ia ser expulsa.
- Oh! Eu não tenho culpa. O Seiya é que fugiu de mim e vocês é que foram esbarrar nele.
- Vocês estão proibidas de entrar na escola agora, sabias?
- Não!!!
A visita ao director não tinha sido nada agradável. Após ela e o Seiya terem lhe dado justificações tinham recebido uma advertência que se a situação voltasse a acontecer seriam tomadas medidas. Após a “nada agradável” reunião com o director, os Três Luzes tinham ido para o seu ensaio e as meninas estavam agora no templo da Rita, sentadas sobre a pedra das escadas a conversarem.
- Mas Joana, toda aquela balbúrdia era escusada. Tinhas de ter feito aquelas figuras? – perguntou a Maria ainda em choque.
- É claro que sim. Eles são tão fofos e bonitos. Temos de aproveitar agora antes que fiquem muito famosos e já não nos consigamos mais aproximar deles. Além disso temos o privilégio de sermos amigos íntimos.
- Amigos íntimos… cof cof… – tossiu a Rita ironicamente.
- Oh. Já é noite. É melhor ir andando. – anunciou a Bunny olhando para o céu e vendo as imensas constelações a brilharem.
- Tens razão. Queres companhia? – perguntou a Maria.
- Não é preciso.
- Pois não. Agora que estamos sem guerras podemos andar à vontade. Qualquer coisa também é só te transformares, não é? – a Rita piscou-lhe o olho e levantou-se.
A Bunny despediu-se da Rita, da Maria e da Joana e retirou-se do templo Hikawa Não tinha visto a Ami naquele dia. Ela devia estar ocupada com os seus estudos. Caminhou pelas ruas sozinha. Devia ter avisado as amigas do ataque do outro dia mas não as quis preocupar. Elas iriam associar esse ataque à chegada das Starlights e ela não queria isso. Mas por outro lado era uma coincidência demasiado elevada.
Ouviu novamente aquela voz e aquela harpa. Enfeitiçada encaminhou-se na direcção do som. Atravessou o parque e aproximou-se do pequeno rio que o atravessava. De repente a voz parou e um ruído soou atrás de si. Kunsite voltara a aparecer.
- É hoje que morrerás princesa da Lua!
Um demónio atacou e ela só conseguiu desviar-se uma única vez porque a segunda raspou-lhe no braço.
- Transformação da Lua Eterna!
Porém nada aconteceu. O terceiro ataque já vinha na sua direcção quando…
- Corrente do amor de Vénus!
- Supremo Trovão!
- Mandala ardente!
O ataque do inimigo foi desviado e as três guerreiras colocaram-se à frente da Bunny.
- Que estás a fazer Bunny? Transforma-te! – ordenou logo a Navegante de Marte.
- Não consigo…
- O quê?
- Cuidado meninas! – gritou a Maria ao ver um novo ataque na direcção delas.
- Utensílio generoso da estrela!
O ataque foi desviado pelo poder das Starlights que tinham acabado de surgir.
- Mas o que é que essa rapariga está a fazer? Porque não te transformas de uma vez? – gritou a Star Maker.
- Eu transformava-me se conseguisse.
A Bunny estava muito aflita. Sabia que já com os seus poderes de Sailor Moon era uma inútil e que precisava sempre da ajuda de alguém para vencer o inimigo e agora, sem o seu poder, ainda era mais inútil. Porque não se conseguia transformar se as suas amigas estavam transformadas? Algum problema com o seu Cristal Prateado? Algum problema com ela mesma? Teria a Sailor Moon passado à história?
- CUIDADO!
E foi então que tudo recomeçou. O demónio fez ataques seguidos sob o olhar de Kunsite que permanecia calado a assistir. As guerreiras eram projectadas no ar, usavam os seus poderes, voltavam a ser projectadas no ar e parecia não haver meio de vencer. Um dos ataques voltou a ser dirigido à Bunny mas foi bloqueado por Star Fighter que se colocou à frente dela.
- Laser potente da estrela!
O demónio desviou-se e lançou um novo ataque. Fighter só teve tempo de proteger a Bunny com o seu corpo quando uma rosa vermelha cruzou os ares e fez o poder do ataque dissipar-se. O Mascarado erguia-se no topo de uma árvore com a sua capa negra a esvoaçar pelo vento.
- Basta! – disse Kunsite, e mais uma vez ele destruiu o seu demónio e desapareceu.
- Porquê? Que foi isto?
O Mascarado saltou para próximo da Bunny e das outras. Star Fighter afastou-se e juntou-se às suas companheiras. Quando a Bunny olhou à volta já não viu as Starlights e o inimigo tinha desaparecido.

Fim do 3º Capítulo

--------

Nota da Autora: E voilá, mais um capítulo! Agora com o regresso das Starlights está tudo preparado para tudo o que irá acontecer!

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
#16
Está linda!!!!!!

Adorei a parte da Joana andar atras do Seya pela escola inteira para abraça-lhe.........tive tanta pena do Seya, coitado.......

Estou super curiosa pelo ue vai acontecer a seguir......

Fico à espera do proximo episodio......

Bjs

Brilho de Estrela [CAP 11 - 24/01/10] Tsmoon24
Protegerei e lutarei por todos, nem que isso signifique a minha morte.......
#17
oph meu deus!


eu keru mesmo saber u k irá acontecer?!


A Bunny e o Seya? Ou a Bunny e o Gonçalo?!



ai k kuriusidad!



adoro mesmo!!


bjux!!!
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#18
Está mesmo muito bom Maylene!
Mas eu fico ruida cá dentro quando vejo o seiya e a bunny juntos , ai q ódio xD E então e o meu Gonçalinho? T.T
Continua!
#19
olá maylene

adorei a tua história , apenas li a introdução a o 1ºcapitulo ,mas assim que tiver mais disponivel leio o resto .

errr... tenho uma duvida :

Maylene escreveu:Capítulo 01 – Premonição

Joana era a quarta Guerreira Navegante e a líder de todas as outras. .

Fim do 1º Capítulo

A navegante de vénus não é a quarta guerreira ,mas sim a quinta . querer dizer na série de animação e a action live enunciam -na como a quinta , mas para mim considero-a a primeira vistos que foi a primeira a recordar-se de tudo . eu não sei se eu estou certa ou errada .Apenas penso que é assim , ou ela é mesmo a quarta guerreira ? penso que a quarta é a Maria , a navegante de júpiter , porque eu vi tanto a série animada como a action live .
#20
estive a ler e é só para dizer que amei a fic espero ver rapidamente o proximo capitulo postado

jnpereira95

Tratem-me por Joana! XD

Tens de entrar para responderes neste tópico.