Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Última Estrela

O que acontecerá a Maria?

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  • O sentimento forte de se reunir aos pais fá-la juntar-se ao lado negro 0% 0 votos
  • Consegue resistir no último momento ao ouvir o pedido de socorro de Mário 50% 8 votos
  • Vénus aparece e evita que Júpiter toque no Cristal Prateado 13% 2 votos
  • Júpiter toca no Cristal Prateado, mas algo estranho acontece de seguida 19% 3 votos
  • O restaurante sofre uma nova explosão, atirando Júpiter e Petzite violentamente para o chão, evitando o pior 0% 0 votos
  • Nenhuma das anteriores 19% 3 votos

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#1.710
- Tenho novidades! – gritou Mercúrio abrindo as pesadas portas do quarto. Já descobri mais novidades sobre nós!

- Tu não te cansas…

- Descobri que as navegantes deste sistema solar têm três estágios. Normal, Super e Eterno! – disse orgulhosa.

Selene sorriu e ficou secretamente orgulhosa. Antes de ser nomeada líder das Navegantes do Sistema Solar da Aliança, ela havia passado meses a treinar Mercúrio, Marte, Júpiter e Vénus para proteger Serenidade. Mercúrio era sempre aquela que mais fazia perguntas, mas Selene insistia em não responder, alegando que o processo teria que ser de auto-descoberta. Pelos vistos este método espicaçara a curiosidade de Mercúrio.

- Nós estamos no super não é? Pelo menos hoje estou super bonita! Ah ah ah ah! – riu Vénus sozinha.

Selene suspirou uma vez mais e bateu com a mão na testa.

- Não… Infelizmente só estamos no primeiro estágio. – disse Mercúrio desapontada, ignorando a piada de Vénus.

- Temos que trabalhar mais. Como podemos avançar?

- Não tenho muitas mais informações. Para sermos Eternas, temos que receber um grande poder da essência dos nossos planetas guardiães, e receber poder também dela…

- Infelizmente ela não tem muito tempo para treinar connosco… - disse Marte triste.

“Ela” referia-se a Sailor Galáxia, pensou Selene. Apenas Galáxia tinha o poder suficiente para poder despertar o poder Eterno de uma Guerreira Navegante, sendo líder da aliança Luo-Estelar. Tendo esse poder e esse cargo, era uma pessoa extremamente ocupada e importante, não tendo tempo para treinar todas as guerreiras. Selene sorriu e pensou na sorte que teve, pois ela juntamente com Saturno, Úrano e Neptuno haviam treinado com Sailor Galáxia para despertarem o seu poder e ingressarem na aliança.

- Mas lembrem-se que a nossa missão é proteger a princesa e o Milénio de Prata. Ela e as guerreiras do espaço exterior têm outro tipo de missão e deveres. – disse Júpiter séria.

Antes de poder concordar mentalmente com Júpiter, Selene voltou a ouvir passos. Revirando os olhos em sinal de impaciência, voltou a esconder-se.

- Meninas, o baile começou! Vamos! – disse Luna entrando no quarto com Artemis.

Viu todas as guerreiras a deixar o quarto, menos Serenidade. Calculou que esta ainda estivesse na varanda do quarto.

Após todos terem saído de vista, Selene esgueirou-se para dentro do quarto e fechou silenciosamente a porta atrás de si, ao mesmo tempo que Selene saíra da varanda.

- Oh, que surpresa! – exclamou surpreendida. O que fazes aqui? – perguntou, enquanto a cumprimentava, dando dois beijinhos.

- Bem… Não é uma coisa propriamente fácil de explicar. – disse Selene enrolando o cabelo ondulados freneticamente com o dedo. Sentou-se ao lado de Serenidade e deu-lhe a mão. – Bem… Sabes que o meu irmão e a Beryl...

Serenidade olhou nervosa para os olhos de Selene, respondeu afirmativamente com a cabeça, e olhou para baixo.

- Não fiz de propósito para gostar dele. Aconteceu, não consigo evitar…

- Pois, eu entendo. – sorriu Selene desconfortável. – Mas acho que também entendes a situação em que estamos neste ponto. A Beryl está no limite, temo que ela tente destruir Elysion e o Reino da Lua. – disse pausadamente, como que tentando ensinar o abecedário a uma criança. Parou de falar durante uns segundos, tentando escolher as palavras certas para proferir a seguir. – Vocês têm de parar com os vossos encontros.

- Mas… - disse Serenidade olhando para a face pálida de Selene. – Não achas que eu sei tudo isso? Tentei ignorar os meus sentimentos a todo o custo, mas não consegui. Acredito que o nosso amor vai encontrar alguma forma de ultrapassar isto tudo. Acredito mesmo. – concluiu, apertando a mão de Selene num sinal de conformo.

Esta fechou os olhos, suspirou, e tentou conter-se.

- Querida, o mais provável é o vosso amor destruir-nos a nós todos. Por isso por favor faz o que te peço, em nome da paz. Deixa as coisas seguirem o seu rumo, e mais tarde quando o perigo não for tanto logo arranjamos uma maneira. É uma questão de sobrevivência e de saber escolher as prioridades, entendes? – tentou Selene uma vez mais.

- Desculpa, não consigo… - lamentou Serenidade largando a mão.

Selene levantou-se de rompante, furiosa, e dirigiu-se à porta.

- Parece que não me deixas outra alternativa, a não ser falar directamente com a Rainha e desactivar o Miradouro. Assim acabam-se as viagens, acabam-se os encontros, acaba-se o perigo. – disse rispidamente. No momento em que Serenidade ia dizer algo, Selene continuou. – Pensas que não entendo a dor que isso trás? Um sacrifício em nome de um bem maior? O amor é lindo Serenidade, mas também seria uma forma de amor sacrificares o teu amor em troca da paz. Tenho pena que tu e o meu irmão não entendam isso. – ralhou, fechando violentamente a porta atrás de si.

Caminhou nervosa uma vez mais, por entre os corredores. Não havia a preocupação de ser descoberta, uma vez que todos estariam no salão, no baile. Como a Rainha apenas aparecia no final dos eventos desse tipo, estaria certamente na Sala de Oração da Torre de Cristal do Palácio, local onde passava a maior parte do seu tempo. Selene tinha uma relação muito próxima com a Rainha Serenidade. Tendo perdido a sua mãe em bebé, não tendo quaisquer recordações dela, encontrara na Rainha uma substituta, uma pessoa afectuosa e carinhosa que sempre a tratou como filha, embora este relacionamento estivesse também secreto, visto ninguém na Terra saber que a família real mantinha contacto com seres da Lua. Até essa relação que Selene tão gostava havia sido cortada para Beryl não desconfiar, por isso certamente a Rainha Serenidade entenderia a situação e acabaria com os encontros amorosos da filha.

Chegou à parte mais afastada do palácio. Uma enorme torre erguia-se no pequeno jardim interno. Caminhou com respeito para o seu interior, afinal de contas iria importunar a Rainha ser ter sido convidada.

Para sua surpresa, à medida que se ia aproximando, ouviu uma voz conhecida a conversar com a Rainha. Era o seu pai. Aproximou-se com cuidado, e espreitou para dentro da torre. De facto o seu pai estava a conversar com a rainha. O seu primeiro instinto foi retirar-se, mas uma vez mais não resistiu a ouvir uma pequena parte da conversa, além de que algo no centro da divisão havia captado a sua atenção. Uma taça branca adornada com jóias e ouro emitia um brilho místico.

- … o Santo Graal apenas pode ser convocado caso os três talismãs das Navegantes do Espaço Exterior se juntem, com esse objectivo. Caso contrário permanece nesta sala, protegido dos ataques o exterior. – explicava a Rainha Serenidade, caminhando ao redor do pedestal onde este objecto se encontrava.

- Mas afinal o que tem esse cálice de tão especial? – perguntou o Rei de Elysion confuso.

- O propósito do Graal é para ser usado em situações de crise, onde um aumento de poder é necessário. – explicou pacientemente, com a sua voz calma e branda. - Quando usado com um bom propósito, pode salvar o Universo. Caso contrário pode trazer a destruição e o silêncio. No fundo depende apenas do poder que lhe é depositado. Utilizado juntamente com o Cristal Prateado amplifica o poder do seu portador.

- Estou a ver… Mas porquê esse método de ser invocado? Porquê pelas Guerreiras do Espaço Exterior? – questionou o rei.

- Porque são membros da Aliança Luo-Estelar, as mais poderosas guerreiras do nosso sistema solar, tenho a certeza de que são capazes de decidir o momento adequado para o usar.

- E caso ele seja destruído? Até as guerreiras mais responsáveis podem cometer erros. – perguntou, em tom de desafio.

- O Graal nunca é destruído. Aparecerá sempre que for invocado. Se chamado sob as condições certas, libertará um poder tal, capaz de mudar o destino do universo. – concluiu a rainha sorrindo.


Selene já havia ouvido falar nesse objecto. Sailor Galáxia havia-lhes dito que existia um objecto que, se combinado com os talismãs e Sementes de Estrela de Guerreiras Navegantes, libertaria um poder enorme, a ser usado em casos de extrema necessidade. Claro que libertar os talismãs e as Sementes de Estrela resultariam numa sentença de morte para quem isso fizesse. Uma frase inesperada interrompeu os pensamentos de Selene.


- Estás muito bonita hoje. – ouviu o seu pai a dizer.

- Oh, muito obrigada… - agradeceu a Rainha Serenidade corando.



Selene ficou intrigada e espantada. O seu pai não era de todo destas coisas.



- Sempre foste bela aliás… - suspirou o rei, como que olhando para o fruto proibido.

– Sabes que o teu filho está aqui hoje? – cortou a Rainha, fazendo o Graal desaparecer.

- Sim? Não sabia… - respondeu desajeitado. – Ele gosta da tua filha, é normal.

- É perigoso. Tal como o pai, que um dia se apaixonou pela Rainha da Lua. – declarou Serenidade, para choque de Selene, que ainda não conseguia acreditar no que ouvira.

- Ainda gosto Serenidade, sabes que sim. – disse, aproximando-se da Rainha e pegando-lhe na mão. – Desde que a minha esposa morreu que…

- … que tu vieste à Lua e me conheceste. Tal como a maioria dos terrestres, também tu não conseguiste deixar de sentir curiosidade por este lugar.

- Sentia-me tão só, tão desesperado… Ao ver-te, ao te conhecer, foi como se nascesse de novo. – explicou, sentindo-se entusiasmado e feliz.

- E o nosso amor proibido deu um fruto, um amor tão proibido e tão secreto. – continuou a rainha, ficando com os olhos húmidos e brilhantes. – A união entre a Terra e a Lua, abençoada com o nome de deusa, Selene.



Selene susteve a respiração e arregalou os olhos. O mundo ficou a preto e branco, tudo desapareceu. Sentia-se a cair num precipício.
Sammu, és fixe!
#1.711




- A Rainha do Milénio de Prata só pode ter uma filha, para continuar a sucessão. – gemeu Serenidade encostada ao peito do Rei. – E não podia ser uma princesa fruto de uma união terrestre e lunar, o contacto entre os dois reinos é proibido.


- Uma criança que partilha a semente de estrela terrestre e lunar, o Cristal de Ouro e o Cristal Prateado. Dividida pela protecção e destino de dois planetas. – continuou o Rei. – Foi por isso que eu a levei para a Terra e disse ser filha da falecida rainha, que a tinha mantido em segredo até agora.

- E foi assim que a levaste para longe de mim… Sofri durante muito tempo, até que nasceu a Serenidade e apaziguou um pouco a minha dor. – confessou, tapando a cara com as mãos. – Mas desde cedo revelou conter o espírito de Guerreira, e teve como missão proteger o Cristal Prateado, um pouco da sua própria Semente de Estrela. Pude estar com ela tantas vezes, admirar a sua força de vontade e beleza…

- Foi na cerimónia de ingresso na aliança luo-estelar que eu te vi pela primeira vez em todos aqueles anos. Vi como olhavas para Selene, vi o teu amor que sempre ali esteve.

- Sim… Quando Selene se tornou guardiã do Cristal de Ouro, protectora do Cristal Prateado e líder das Guerreiras do Espaço Exterior tive um imenso orgulho nela… Dei-lhe o mais valioso dos talismãs: a lealdade do Ceptro Lunar, para que um dia o possa usar, sendo também dela de direito. – sorriu, olhando para a face do rei.

Os dois olharam-se durante momentos, e fecharam os olhos. As suas faces seguiam em direcção uma à outra, os seus lábios cada vez mais perto.



Naquele exacto momento, Selene desequilibrou-se e deu uma pancada contra uma coluna. O súbito barulho despertou a atenção dos dois soberanos que imediatamente olharam para ela chocados.



- S-Selene! – exclamou a rainha em choque.

Com os olhos vermelhos das lágrimas que escorriam, Selene correu para fora da Sala de Oração com todas as suas forças, ao mesmo tempo que se transformava em Navegante. Das suas costas surgiram-lhe asas, que lhe permitiram descolar do Milénio de Prata, em direcção ao frio espaço nos confins do Sistema Solar.

Enquanto se dirigia vertiginosamente para a escuridão do universo que abraçava o seu corpo, as palavras proferidas pela rainha e pelo seu pai ecoavam na sua cabeça, persistindo na sua mente. Cada palavra era analisada involuntariamente, as palavras articuladas novamente, o seu pai apaixonado, a sua mãe que tinha morrido pouco antes do seu nascimento… Não, isso era mais uma mentira. Afinal a sua mãe, que não era sua mãe, tinha morrido ainda antes dela nascer, o seu irmão era na realidade apenas seu meio-irmão, a mimada princesa da lua era também sua irmã ao final de contas. Deu um grito de agonia no vazio do espaço enquanto as suas lágrimas eram derramadas no vácuo, as suas mãos tapavam os seus ouvidos como quisesse impedir de ouvir o que já tinha irremediavelmente ouvido.

Era impossível, era imaginário. Como é que a sua realidade, a realidade de uma vida inteira, poderia ter sido mudada por uma conversa breve? Como poderia ela ser uma filha ilegítima, fruto de uma união proibida, enganada toda a sua vida por aquela pessoa em que ela mais confiava, o seu próprio pai?

Passou Neptuno e Plutão deslizando velozmente pelo espaço com as suas asas brancas, ao mesmo tempo que fixava ao longe o seu alvo, o planeta Nemésis.



Nemésis não era mais do que um pequeno planeta anão rochoso, um astro demasiado pequeno e insignificante para produzir uma Semente de Estrela e ter uma Guerreira Navegante. Contudo, era nesse pequeno corpo celeste que Selene vinha chorar sempre que necessitava, era ali que ela vislumbrava com admiração e respeito todos os planetas e astros, era o décimo e último planeta do sistema solar.

Selene aterrou, tocou no seu medalhão e imediatamente a sua transformação quebrou-se. Caminhou durante minutos até chegar ao topo do monte mais alto da zona e lá de prostrou.

Já não tinha mais lágrimas para chorar. Estava destroçada, mas o seu corpo não conseguia exprimir fisiologicamente os sentimentos mais profundos do seu coração. Deitou-se na terra húmida, sentia o seu corpo a ficar imundo à medida que a terra enlameada penetrava por entre os poros da sua roupa. Inesperadamente sorriu, era uma sensação que já não sentia há muito. Sempre tentou ser correcta, comportar-se como uma princesa e líder se deveriam comportar. Agora encontrava-se ali, imunda, como a sua alma de sentia.

Subitamente sentiu uma presença. Olhou para cima e viu uma estrela cadente na sua direcção. Os seus olhos dilataram-se e o seu coração bateu mais forte. O raio de luz penetrou na fraca atmosfera e uma figura aparecera vinda da luminosidade.

- Senti algo estranho, imaginei que estivesses aqui. – disse Star Fighter. Alta, magra, com roupas pretas com feições de marinheiro, esta navegante caminhava calmamente em direcção a Selene.

- Fighter… - sorriu Selene, levantando-se da lama. – Não devias estar no teu planeta a proteger a tua princesa?

- Ora, afinal eu não sou um dos membros da aliança Luo-Estelar? Também é minha obrigação vir ao sistema solar principal ver como estão as coisas. – desculpou-se, sentando-se no chão ao lado de Selene. – Os teus olhos estão horríveis. O que se passa?

Selene esboçou um sorriso e voltou a deitar-se. Ela e Star Fighter, uma navegante da aliança de outro sistema solar, eram boas amigas, passavam horas naquele remoto planeta a conversar sobre os mais variados temas. Sentia que estava segura na sua presença. Surpreendentemente a vontade de chorar voltara. Tentou conter-se, mas o nó que sentia na garganta era cada vez maior, e para seu desagrado um fio de lágrimas voltou a brotar dos seus olhos. Estava furiosa e envergonhada consigo mesma, se não chorava sozinha porque raios começara a chorar agora?

Para sua surpresa sentiu o braço de Fighter e envolver o seu pescoço e a encostar a sua cabeça no seu colo. Selene não olhara para ela, fechara os olhos, sentindo-se segura. Dormiu pacificamente com a esperança de ver um novo mundo quando acordasse.



Sentia frio, sentia a sua cabeça a latejar intermitentemente. Sabia que estava a dormir, mas o que sentia não parecia um sonho. Abriu os olhos abruptamente interrompendo o sono, que já durava há algumas horas. Fighter gritou ao ver diante de si uma nuvem de fumo púrpura e uma mulher de longos cabelos ruivos surgir de entre ela.

- Beryl! – exclamou Selene surpreendida levantando-se rapidamente com Fighter. – O que estás aqui a fazer?!

- Hm, que mau aspecto Selene. – observou Beryl malevolamente. – Também poderia perguntar o que fazes tu aqui, mas não tenho muito tempo para ouvir as tuas desculpas.

- O que queres dizer com isso…? – perguntou Selene pestanejando os olhos com força. Não tinha a certeza de já estar acordada, poderia ser um sonho. Esperou que fosse um sonho, pois inexplicavelmente parecia saber o que Beryl iria dizer a seguir.

- Parece que é hoje que vais perder os teus amiguinhos da Lua. – sorriu Beryl apontando para o extremo do sistema solar.

Selene soltou um grito voluntário de admiração. Apesar da Lua e da Terra não serem mais do que dois minúsculos pontos àquela distância, era visível uma aura enorme que se abatia sobre os dois orbes.

- Maldita! O que estás a fazer é atacar a sede da aliança, não penses que vais conseguir! – gritou Star Fighter ao aperceber-se da situação.

Beryl olhou para aquela nova personagem de alto a baixo, e soltou um grunhido de impaciência.

- As Navegantes do Espaço Exterior têm ordens para não deixar os seus postos nos confins do sistema solar, não podem fazer nada. Quanto às guerreiras que protegem a princesa na Lua, são uma anedota. Demasiado fracas. A protecção dada à Lua é forte para impedir ataques vindos de fora do sistema solar e da galáxia, mas não foi organizada para impedir ataques vindos de dentro. – alegrou-se, ao ver os olhares horrorizados das duas criaturas à sua frente. – Lembras-te do que me fizeste há pouco no palácio? Eu jurei que me tinhas humilhado pela última vez. Prepara-te!
Sammu, és fixe!
#1.712


Beryl materializou nas suas mãos uma enorme rocha pontiaguda, por entre raios de energia. Selene ficou sem reacção, não estava transformada, tinha sido apanhada de surpresa. Beryl atirou agilmente a mortal rocha contra ela, contudo Fighter pôs-se à frente. O seu corpo foi estoqueado pela rocha, quebrando o seu alfinete e a sua transformação.

Tudo o que se passou de seguida aconteceu muito lentamente no cérebro de Selene, que trabalhava rápido para processar o que acabara de acontecer.

Fighter caíra aos seus pés enquanto Beryl desaparecera sorrindo diabolicamente por entre fumo roxo. Selene agarrara Fighter por entre o mar de sangue que o seu ventre jorrava. As suas lágrimas caiam na face da enferma tão rapidamente como o sangue jorrava. Em pânico, não conseguia dizer nada, a não ser olhar para a pessoa que acabara de a salvar. Figther sorriu e começou a desmaterializar-se em milhares de globos de luz, a sua semente de estrela havia sido destruída. Num último suspiro levou a sua mão à face de Selene, manchando-a de sangue.

Fighter deixara de brilhar, desaparecera para sempre.



Selene, prostrada, olhando fixamente para o chão, engoliu em seco e fechou os olhos. Deixou novamente de chorar e levantou-se. Cerrou o seu punho ao pensar que aquela fora das poucas vezes em que deixara as suas emoções sobreporem-se à sua razão e discernimento. Fora por causa das suas emoções que não estava prevenida, estava destransformada e vulnerável. Jurou naquele instante que nunca mais deixaria comoções interferirem na sua missão. Estava a acontecer um ataque no Milénio de Prata, era lá que era precisa urgentemente.

Pegou no seu medalhão maculado de sangue e transformou-se. Antes de partir, ajoelhou-se e colocou a sua mão no solo de Nemésis.

- Planeta condenado, planeta de morte, tu que levaste a minha alegria e exultação serás para sempre amaldiçoado com toda a soberania presente em mim! – clamou, enquanto raios de poder negro envolveram o seu corpo, descendo o seu braço e passando para o planeta. Nemésis foi envolvido por uma aura negra e maligna, ao mesmo tempo que Selene se afastava para sempre, em direcção ao Milénio de Prata.



Ela voava, voava a toda a velocidade em direcção àquele satélite branco, vinda dos confins do sistema solar. Notou que todos os planetas estavam alinhados em linha recta, algo que nunca tinha visto. Um rastro de energia maligna estava delineado desde a Terra até à Lua, conseguia ver a aula maligna a crescer cada vez mais.

Começou a entrar em pânico. A energia estava muito mais forte do que esperava. As suas companheiras do espaço exterior não poderiam deixar os seus postos, mesmo naquela situação desesperada. A sua mente ainda estava toldada com a morte de Star Fighter, o medo aliado à falta de esperança enfraqueciam-na.

Selene tocou no seu medalhão, e um holograma apareceu enquanto voava vertiginosamente, diante dos seus olhos. Via uma negra coluna de fumo e fogo a erguer-se sobre o Milénio de Prata. Lá estavam eles, Serenidade e o seu irmão, a correrem por entre o campo de batalha.



- AGUENTEM-SE! – gritou Selene chorando, sabendo que de nada ia adiantar, pois ainda estava muito longe para fazer algo.



No pátio do palácio, coberto de detritos, estavam as guerreiras guardiãs da princesa em pleno duelo com os quatro generais de Endymion, que haviam sido manipulados por Beryl.



- A princesa?! – gritava Vénus no meio do caos, em pleno duelo de espada com Kunzite.

- Ainda agora estava ali, em segurança! – desesperava Marte enquanto combatia com Jédite.

- Não podemos deixar a Serenidade! – bramiu Mercúrio lutando com Zoicite.

- Raios! – praguejou Júpiter dando um pontapé na barriga de Néflite.

- FIRE SOUL! – um muro de fogo ergueu-se entre as quatro guerreiras e os genreais. Estas correram em direcção ao palácio.



- Serenidade! – gritava Vénus pelos corredores do palácio.

- Socorro! – suplicavam Luna e Artemis, rodeados de guerreiros terrestres.

- São demais, ajuda-os Vénus! – afligiu-se Mercúrio.

- Espada das Guerreiras Guardiãs! – invocou, fazendo a espada brilhar. Correu em direcção aos guerreiros, derrubando-os com um simples golpe de espada.

- A princesa foi para a varanda ter com o Endymion! – disse Luna correndo em direcção à imensa varanda.

- Que inconsciência! – bramiu Marte, enquanto todos seguiam Luna.

- ALI! – gritou Júpiter apontando para duas figuras ao longe. Um ser monstruoso que pairava no céu preparava-se para os atacar desprevenidos.



- Vamos juntar os nossos poderes! – berrou Vénus colocando-se em posição de ataque. PODER TOTAL! – acrescentou, sabendo que isso significaria o esgotar de todas as suas energias.

- SHABON SPRAY! – bramiu Mercúrio, lançando uma coluna de água de sabão.

- FIRE SOUL! – gritou Marte lançando um feixe de chamas.

- SUPREME THUNDER! – raios urgiram da tiara de Júpiter.

- CRESCENT BEAM! - um raio de luz juntou-se aos poderes, em direcção ao monstro.



Selene aproximava-se rapidamente, estava a entrar na atmosfera da lua naquele instante. Conseguia ver milhares de guerreiros a destruírem tudo e todos à sua passagem, guerreiros da Terra, do seu planeta. Voava rapidamente em direcção ao palácio no outro extremo do satélite.

- CUIDADO! – gritou com todas as suas forças, já próxima. STAR HURRICANE! - o seu furacão de energia foi lançado contra Metália, mas fora desfeito ainda antes de a atingir.
Sammu, és fixe!
#1.713
Os ataques das navegantes guardiãs, Espuma de Sabão, Alma de Fogo, Supremo Trovão e Raio Crescente juntaram-se num só, que foi absorvido pelo monstro. Metália amplificou os poderes, e arremessou-os contra as guerreiras.

Antes de ser atingida, Vénus conseguiu vislumbrar a princesa pela última vez, a correr com Endymion.



Na varanda, alheia à morte das amigas, a princesa olhava desesperada para o cenário campal à sua volta.

- Então és tu a linda Princesa Serenidade?

A princesa recuou assustada.

- Ah, eu não suporto a tua linda cara! – gritou Beryl cheia de odio nos olhos dirigindo-se a ela com as unhas afiadas. Uma rosa atirada no momento do impacto evitou o pior.

- Beryl não te atrevas a tocar na princesa senão vais arrepender-te!

- Endymion! Porque estás a tentar ajudar a princesa da lua? Sendo príncipe da Terra, se ficares comigo poderemos governar juntos a Lua e a Terra, entendes! – explicou triunfante.

- Não percebes que estás a ser manipulada pela energia maligna da Metália? Acorda! – bramou o príncipe. Vê a realidade!

- Cala-te, cala-te! Vão morrer os dois! – berrou de fúria.

Um raio verde separou Endymion e Serenidade. Este foi atirado pela varanda fora, mas permanecia suspenso no ar.

-Endymion, Endymion! – gritava Serenidade desesperada.

- Serenidade! – gritou ele tentando alcança-la.

A princesa olhou para o espaço. Conseguia ver uma figura longínqua de cabelos verdes ondulados a voar vertiginosamente em direcção ao Milénio de Prata.

- Endymion, querido Endymion!

- Não venhas! – gritou desesperado.

- PÁREM!! – berrou Selene com todas as suas forças tentando aproximar-se.

Mas era tarde demais, a princesa havia-se lançado na direcção de Endymion. Assim que as suas mãos se tocaram, um raio veio dirigido a eles. Os seus corpos sem vida flutuaram no meio dos destroços.



Selene levou a mão à boca e sentiu um fio de lágrima quente a descer o seu rosto e a cair no chão. Olhou para trás para não enfrentar aquela realidade, tão irreal, tão madrasta e dura. Fechou os olhos com toda a sua força e colocou-se de cócaras.



- Isto é um pesadelo, isto é um pesadelo… - repetia enquanto o barulho de horror à sua volta teimava em contrariar os seus desejos.

Abriu os olhos e viu. Ao fundo do longo corredor destruído, no meio de pedras de mármore partidas, o seu pai preso e a sangrar.

Gritou por ele, e correu em seu auxílio.

- D-desculpa, desculpa nunca te ter contado antes… - dizia, enquanto os seus olhos se fechavam lentamente.

- Não fale pai! Poupe as suas forças! – chorava Selene enquanto tentava remover os blocos de cima do seu pai. As luvas das suas mãos, ainda ensanguentadas da morte de Star Fighter, estavam a rasgar-se, e as pedras a causar profundos cortes nas suas mãos. – Eu não devia ter reagido assim, mas fiquei surpresa e magoada, já sabe como eu sou… – explicava, enxugando as lágrimas com os cotovelos. – Mas eu não o quis preocupar, sempre foi um excelente pai para mim, nunca me faltou nada. Já está, consegui! – exclamou, depois de retirar a muito custo o último bloco de mármore de cima do corpo do seu pai. – Pai? – chamou, olhando para a cara do seu pai. Os seus olhos estavam fechados. – Pai?! PAPÁ! – gritou, tentando chamar o seu pai à vida. Encostou a sua face à dele e deixou as suas lágrimas escorrerem pelo rosto enrugado do seu progenitor.



Nisto sentiu uma dor que nunca pensara sentir. Subitamente, uma sensação de sofrimento aguda espalhara-se por toda a zona das suas costas. Sentiu sangue a inundar a sua boca. Caiu de lado sem reacção. Viu uma mulher de cabelos ruivos com expressão vitoriosa a retirar uma espada, que havia cravejado nas suas costas. Estendida no chão ao lado do corpo do seu pai, sem defesa, Selene fixou o olhar em Beryl. Aquela espada, aquela espada que conhecia tão bem, a espada do seu irmão Endymion.

- Não pensavas mesmo que eu me deixava humilhar daquela maneira pois não? – perguntou ironicamente, enquanto olhava para Selene com profundo desprezo. – Tu já me incomodavas há muito tempo, ter matado a tua amiguinha não é suficiente… - soltou uma gargalhada demoníaca.

- Seu… demónio nojento… - gemeu Selene ofegante.

– Sempre te quis fazer… isto! – gritou, segurando no cabo da espada de Endymion, apunhalando-a novamente, desta vez no peito.

Esta soltou um uivo de dor ao mesmo tempo que o medalhão de meia-lua fora desfeito em pedaços, a sua transformação quebrada, e a lâmina entrou dentro de si.

Beryl retirou a espada e virou costas, vitoriosa.

Selene fechou os olhos, estendida no solo, ensanguentada, indefesa, prestes a morrer.



A Rainha Serenidade correu pelo corredor e deparou-se com o corpo de Serenidade e de Endymion, a flutuar no vazio. Soltou um grito de dor, e vislumbrou Selene e o seu pai.



Selene abriu os olhos pela última vez, e viu que a Rainha segurava na sua mão. Os seus olhos, tão meigos e doces, estavam inundados por lágrimas e profunda tristeza. Selene sentiu pela primeira vez o amor que as unia. Com as suas ultimas forças, levou a mão à face da rainha.

- Eu perdoo-a… - suspirou, fechando os olhos. Selene morrera nos braços de sua mãe.



A Rainha, cega pela dor, elevou o seu ceptro de meia lua.

- Moon Healing… ESCALATION! – gritou, fazendo com que o Cristal Prateado libertasse a sua luz majestosa, selando Beryl e Metália. O ataque acabara, a Rainha utilizara todo o poder do cristal.

Segundos depois, cada vez mais fraca, encostou-se a uma coluna partida.

Luna e Artemis, escapando ilesos ao ataque, apressaram-se a ir de encontro a rainha.



- Luna e Artemis, escutem, pois irei confiar-vos uma missão. – disse, esforçando-se para falar. - Usarei o poder que me resta para fazer com que todas as vítimas deste ataque renasçam no futuro. Selei a Metália e o mal, mas receio que ela possa voltar à vida e matá-los a todos... O Cristal Prateado é a semente de estrela das princesas Serenidade e Selene. Irá ser dividido em dois. A metade da princesa Serenidade irá por suas vez ser dividida em oito cristais arco-íris, que usarei para dificultar que os servos da Metália o encontrem no futuro. A vossa missão é despertar a princesa Serenidade e as suas guardiãs quando o inimigo voltar. Encontrem os oito cristais arco-íris, e terão a metade do Cristal Prateado pertencente à Serenidade.– continuou, parando cada vez mais frequentemente para respirar. – A metade da princesa Selene irá ficar escondida e perdida nas malhas da história, e quando a altura for certa ela irá encontrá-la e despertar. Com as minhas ultimas forças, irei lançar sobre as princesas a protecção do Cristal Prateado. Quando ambas despertarem, na batalha final do futuro, as suas duas metades do Cristal Prateado irão protegê-las. Ninguém, a não ser as pessoas próximas as elas, poderão feri-las fisicamente até que as duas partes do cristal de unam novamente numa. Nenhuma das princesas conseguirá usar o verdadeiro poder do cristal, até fundirem as duas metades numa só. Luna, Artemis…

- Sim. – responderam os dois gatos em coro.

- O Cristal Prateado ajudarvos-á a manter a paz, enquanto tiverem um coração puro. – disse, desencaixando o cristal da ponta do ceptro. – Se ele estiver cheio de energia má, o Cristal será uma arma terrível, oh… - gemeu de dor, perante o olhar aflito dos gatos. – Este Ceptro Lunar, só poderá ser usado por quem estiver relacionado com a família real. Se a Metália renascer no futuro, dêem-no à princesa Serenidade para que ela possa manter a paz no mundo. Concedi também a lealdade do ceptro à princesa Selene quando ela foi ordenada na aliança Luo-Estelar, pelo que ele poderá ser usado também por ela. Não se esqueçam das minhas palavras…

- Rainha Serenidade… - choraram, ao observar a sua rainha a definhar.

- À Princesa Serenidade e Selene e a todas as navegantes desejo… que tenham muita sorte para manter a paz no universo. – disse, largando o Cristal Prateado em direcção ao céu, que abrangeu toda a gente no seu brilho, envolvendo-as em esferas douradas rumo à Terra. – No futuro… espero que sejam muito… felizes… - suspirou, fechando os olhos pela última vez, deixando cair o ceptro.

- Querida rainha… - gemeram os gatos, sendo envolvidos em cápsulas quando o ceptro tocou no chão.



Todo o sistema solar ficou em silêncio. A luz do Cristal Prateado cessou, as sementes de estrelas dos primeiros cinco planetas haviam sido destruídas. Nesta situação, havia um protocolo a ser seguido.

Observando impotentes a situação, Úrano, Neptuno e Plutão evocaram o poder dos seus talismãs, despertando Saturno.



- Death Reborn Revolution.



Um clarão de luz envolveu toda a galáxia, matando e revivendo todas as navegantes e seres vivos que outrora existiram.
Sammu, és fixe!
#1.714
tá muito giro este capítulo, agora sei que o que a Célimoon não é má e que só queria proteger os outros!!

Obrigada Lena_Dias

As minhas fics:
Mágoas e Tristezas - capítulo 5 já postado
A Luz da Vida - uma fic twilight
#1.715
tou a gostar mt do que tou a ler Embaracoso

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#1.716
OMG!!!! Sammu escreves cada vez melhor adoro cada descrição que fazes de cada momento. Este capítulo está melhor que o anterior espero que continues a escrever assim a tua fanfic é a inspiração para mim!

http://yunime.ativoforum.com/
Aparece e diverte-te ^^
Novas novidades irão aparecer fica atento :) 
#1.717
Erros:
'vinda das manchas vinda das manchas solares' — repetido..
'gemeu Serenidade encostada ao peito do Rei' — não falta nada? é a frase começa assim Pensativo
'a sua mãe que tinha morrido pouco antes do seu nascimento…' — 'depois', não? senão acho que ela nunca acreditaria nisso Brincalhao
E hoje é 25 Embaracoso

Sobre o capítulo... Não consigo inserir isto tudo na história original... Especialmente a parte sobre Némesis, o tempo que passam lá e isso... Não deixa de ser bom, simplesmente, para mim, é quase impossível conseguir pensar que a história original teria sido assim Pensativo Mas mexer no passado não é fácil, portanto...

For Disney fans ^^


Jobem se és cobarde e medricas?
Então não te aproximes de nós...
Se tiveres coragem ou se fores doido tenta enfrentar-nos.....
- Gang Terror Negro

ps- não aceitamos devoluções e não nos responsabilizamos por danos físicos causados muahahahah
#1.718
Sem dúvida que valeu a demora. Este capitulo está espectacular. Bem me parecia que a Selene era filha da Rainha Serenidade. Quanto à paixão do Rei pela Rainha só digo uma coisa "TAL PAI, TAL FILHO!!!" Matreiro
A cada capitulo a qualidade melhora e estou mesmo ansiosa pela continuação. Sem duvida que poderia ser uma continuação da Navegante da Lua.
Agora fiquei a pensar nas palavras da Rainha antes desta mesma morrer...
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#1.719
Lumi-chan escreveu:Sobre o capítulo... Não consigo inserir isto tudo na história original... Especialmente a parte sobre Némesis, o tempo que passam lá e isso... Não deixa de ser bom, simplesmente, para mim, é quase impossível conseguir pensar que a história original teria sido assim Pensativo Mas mexer no passado não é fácil, portanto...

Bem, não sei muito o que te diga... Tentei fazer ao máximo com que a história da fic entrasse em concordância com os acontecimentos do anime/manga e fazer com que o facto da Selene existir não mudasse a história original. Mas lá está, uma pessoa que conheça tão bem a história da Naoko lê isto e tem a tua reacção, que não parece encaixar na história original. Mas é uma fanfic afinal de contas, não tem que encaixar a 100%, é só deixar a imaginação voar Embaracoso Obrigado pela tua opinião e pelos erros.

zirateb escreveu:a tua fanfic é a inspiração para mim!
AnA_Sant0s escreveu:Sem duvida que poderia ser uma continuação da Navegante da Lua.

Omg, muito obrigado por estas palavras :='(: nem sabem como fico contente por ler isso! Dá-me força para continuar a postar o que eu já escrevi Matreiro Nos próximos capítulos podem escrever testamentos, podem, podem?? Esperancoso Só faltam 2 capítulos pra história acabar e queria finalizar esta etapa assim com mega coments Surprised.o:

Obrigado a todos os que comentaram Embaracoso
Sammu, és fixe!
#1.720
Sim Esperancoso
Sammu quanto maiores mais inspirada fico. Sabes quando tenho falta de ideias venho ler a tua fic desde de inicio!

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Novas novidades irão aparecer fica atento :) 
#1.721
Sammu escreveu:
Lumi-chan escreveu:Sobre o capítulo... Não consigo inserir isto tudo na história original... Especialmente a parte sobre Némesis, o tempo que passam lá e isso... Não deixa de ser bom, simplesmente, para mim, é quase impossível conseguir pensar que a história original teria sido assim Pensativo Mas mexer no passado não é fácil, portanto...

Bem, não sei muito o que te diga... Tentei fazer ao máximo com que a história da fic entrasse em concordância com os acontecimentos do anime/manga e fazer com que o facto da Selene existir não mudasse a história original. Mas lá está, uma pessoa que conheça tão bem a história da Naoko lê isto e tem a tua reacção, que não parece encaixar na história original. Mas é uma fanfic afinal de contas, não tem que encaixar a 100%, é só deixar a imaginação voar Embaracoso Obrigado pela tua opinião e pelos erros.
Nota-se que tentaste mesmo, mas pronto é aquela coisa de que mexer no passado é complicado, é preciso ajusta-lo e manter a coerência, só que o 'ajustar' é inevitável que dê esta sensação.. Além de soar ligeiramente forçado o ela ser filha da Rainha Serenidade e o do rei da Terra, mas são aquelas coisas que acontecem nas histórias...

Sammu escreveu:Nos próximos capítulos podem escrever testamentos, podem, podem?? Esperancoso Só faltam 2 capítulos pra história acabar e queria finalizar esta etapa assim com mega coments Surprised.o:

Obrigado a todos os que comentaram Embaracoso
Oki, então no próximo eu faço uma coisa maior Brincalhao
É que também um flashback da Célia não tem muito que se lhe liga.. Não gosto da rapariga e não, portanto *sorry*... Mas vem aí uma luta final e isso, bem feito, é inevitável que leve um comentário gigante Brincalhao

For Disney fans ^^


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#1.723
Lumi-chan escreveu:Além de soar ligeiramente forçado o ela ser filha da Rainha Serenidade e o do rei da Terra, mas são aquelas coisas que acontecem nas histórias...

Sabes, por acaso eu próprio achei essa parte muito forçada quando estava a escrever, até infantil. Mas como eu era basicamente uma criança quando idealizei a Célimoon, tive esta ideia tosca x
Posteriormente, após muuuitos anos é que decidi fazer esta historieta, mas sempre sem mudar aquilo que a Célimoon já era na minha cabeça. E tinha mm que ser uma filha da Lua e da Terra para esta história dos cristais, sementes e afins funcionarem bem Matreiro

Chou, olha que tu não te escapas de um mega comentário agora nos dois capítulos finais Pensativo Olha que faço mesmo questão disso!
Sammu, és fixe!
#1.724
É realmente uma FanFic Fantástica!
Não deixas escapar nada, e está muito bem escrito.
Parabens, e espero pelo fim!



#1.725
Sammu já há muito tempo que acompanho a tua fic, e devo dizer que valeu a pena esperar, pois o capítulo esta o máximo :dança:
Eu antes no princípio não gostava da Selene, e bem que eu já estava a desconfiar que ela era fruto do relacionamento da Rainha serenidade com o Rei da Terra.
Fico á espera de mais :g5:
#1.726
Meu querido Sammu, estou com muita dificuldade em proferir qualquer palavra que seja depois da emoção que acabei de viver graças a este capitulo da tua fic.

Todos os capitulos da *Ultima Estrela* são sempre emocionantes e intensos ao ponto de nós nos envolvermos de tal forma com eles, que após as primeiras frases os deixamos de ler, mas sentimos e visualizamos como se estivessemos diante de um ecran de Tv, mas este superou-se e conseguiu dar-nos uma beleza visual e não só, muito especial.

Quando comecei a ler este capitulo, docemente escrito e envolto numa delicadeza e riqueza de vocabulário e de história que jamais passou-me pela cabeça que iria surpreender-me da forma como o fez.

Quem diria que a Selene seria filha da Rainha Serenidade e do Rei da Terra...Descreveste tão bem e com tanta delicadeza a forma como ela descobriu e as emoções sentidas pela personagém que me enterneceu e deliciou.
Depois a forma como descreveste o aparecimento da Fighter e a forma carinhosa como ela deu colo à Selene...foi mesmo Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: , depois como ela se colocou na frente da Selena para aparar o golpe que ia na sua direcção foi mesmo um acto de amor Surprised.o:Surprised.o:Surprised.o:.

E como descreveste a crueldade da Beryl (a minha vilã preferida) mas fizeste-o de uma forma suave mas brutal, tal como o ataque tenebroso que ela fez ao palacio e destruiu todos sem dó e sem piedade.
Até Selene morreu :='(: :='(: , princesa Serenidade e principe Endymion :='(: :='(: .
Por fim chorei quase compulsivamente quando a rainha Serenidade quase desfalecida fez os pedidos a Luna e Artemis.

Este capitulo fez-me chorar lágrimas de emoção, de ternura, de expectativa.
Só ocorre-me uma palavra neste momento.
Obrigada e parabéns Sammu, por este capitulo depois deste, mal posso aguardar pelo próximo.
Um beijinho grande e muitos parabéns.
#1.727
Ora bem, já sentia saudades desta fic! Surprised.o: E finalmente quando vi isto actualizado... omg, corri logo para ler. Li ontem à noite, mas não comentei, desculpa Pensativo Estava com sono e não me apetecia escrever Matreiro por isso aqui vai.

Como muita gente já referiu, este capítulo foi muito emocionante. Surprised.o: Excelente vocabulário e usaste descrições lindas que nos faziam sentir como se tivessemos visto tudo na Tv. Gostava mesmo que isto fosse uma continuação de Sailor Moon. Sinceramente, já li mais fics; agora não leio muitas, e também das que li esta é sem dúvida uma das melhores e não me arrependo de a seguir.

Bem, continuando.
Como sabes, eu nunca desgostei da Célia, achava sempre que ela teria motivos para agir da forma como agia. Neste capítulo, no entanto, achei-a mais criança; mas também não posso criticar. Acho que criaste uma personagem humana e realista. Creio que muita gente reagiria dessa maneira. Todas as suas emoções foram descritas ao promenor, gostei bastante. *-*
E quando ela ouve a conversa entre as navegantes, achei piada às coisas que escreveste que a Célia pensava delas Matreiro

Confesso que não sou como aqueles fãns que leu, lê, vê e re-vê Sailor moon ou o manga. Vi o anime 2x ou 3, por isso não achei forçado as coisas que inseriste na história. Achei um bocadito... estranho... o facto de ela ser filha dos 2, mas até "concordo" com a ideia, é bastante boa =)

Tive muita pena da Selene Pensativo e todas as descrições e sentimentos que escreveste estão tão bem escritos que me emocionaram mesmo, especialmente na parte em que toda a gente à sua volta é morta e ela não consegue fazer nada para impedir isso. Também quando a Rainha Serenidade chama a Luna e o Artemis... adorei.

As criticas que tenho a fazer é que em algumas partes, repetes muitos adjectivos, palavras e etc, quase de seguida. Mas só reparei nisso praí nuns 3 sítios, então creio que não é muito grave.

Parabéns pelo capítulo, fico anciosamente à espera do proximo! Surprised.o: Surprised.o: Ah, e desculpa pelo comentário pequeno Beicinho
E também estou triste por saber que a fic está quase a acabar... Sad Mas pronto, mesmo assim , estou anciosa por ler o fim (curiosidade, ehehe).
Gostas de mistérios, dramas, romance, acção, emoções e muito mais?
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FanFic: Sombras do Passado (Capítulo 4 postado dia 19/02!)
#1.728
Wow! *AtalantaV recupera da leitura* Bem, o que é que posso dizer?? (Acho que ainda não tinha comentado, apesar de acompanhar a fic...)

A história está fantástica, o capítulo fantástico está.

Acho que está bastante fiel à história original, dando explicações bastante plausíveis de certos acontecimentos. Penso que poderia muito bem ser uma verdadeira continuação da história que todos conhecemos.

Adorei a ideia do miradouro como teletransporte entre os dois reinos.

E A-D-O-R-O as descrições. Não me canso de repetir o quanto eu gosto de descrições, detalhes, conteúdo, nas fics e isso simplesmente não falta nesta, por isso parabéns!

Também eu aguardo ansiosamente o final.

Beijinhos e boas escritas Wink
~*Atalanta V*~

Gandas malucos!! XD

#1.729
*mim olha para o comentario da Haruhi e da Bane e compara com o seu minusculo*

claro que no proximo farei. Neste não fiz lá grande coisa porque não havia mesmo muita coisa para comentar. Quase que sabia o que ia acontecer a partir do momento em que a Selene descobriu a verdade sobre a mãe. Este capitulo foi muito emocionante e é o adjectivo mais adequado para o descrever. Mas no proximo farei melhor porque, como disse a Lumi-chan, virá uma grande batalha (que por acaso estou curiosa por lê-la)...

continua com a tua fanfic.. espero no máximo ter uma nas férias de verão Smile
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
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