Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Última Estrela

O que acontecerá a Maria?

Total de votos: 16

  • O sentimento forte de se reunir aos pais fá-la juntar-se ao lado negro 0% 0 votos
  • Consegue resistir no último momento ao ouvir o pedido de socorro de Mário 50% 8 votos
  • Vénus aparece e evita que Júpiter toque no Cristal Prateado 13% 2 votos
  • Júpiter toca no Cristal Prateado, mas algo estranho acontece de seguida 19% 3 votos
  • O restaurante sofre uma nova explosão, atirando Júpiter e Petzite violentamente para o chão, evitando o pior 0% 0 votos
  • Nenhuma das anteriores 19% 3 votos

Esta sondagem está encerrada.

#890
Kasei escreveu:Então e pa acabar com as más impressões sobre a Célia, q tal publicar mais um capítulozito, hein?... a ver se ficamos elucidados sobre as nossas dúvidas e sobre o papel dela... Very Happy

Não perdes uma oportunidade de referir isso Kasei, eheheheh!

Sailor S escreveu:Oh Sammu posta mais Esperancoso Já passou algum tempinho desde o +ultimo capitulo, bem que podias inspirar-te aí e dar-nos a ler o proximo, não? vá láááá Embaracoso

Oh pááááh... Tou sem inspiração para continuar :/ Para a semana talvez divida o capítulo que tou a escrever em 2 e posto aqui uma parte.


dizzy22 escreveu:Finalmente tive a ler a fic!! Li tudo de uma vez (O.O hehehe deveria estar a estudar matema'tica ontem, mas e' claro que vim ler a fic...), adorei, ohh pah, a se'rio, tu, Sammu, e's um escritor e tanto!! Tens uma imaginação, que eu nem tenho palavras, espectacular (afinal sempre sai uma palvra!).

Gostei muito! Esta' lindissima! Ohhh, e a Célia até é fixe!! Pode ser um bocado "possessiva" em relação ao Gonçlo, mas pronto!!

Muito obrigado dizzy!

Sammu, és fixe!
#891
eheheh, pois é, tou a ver se te venço pelo cansaço, Sammu... Mas tás a dar luta, hein?!?!? XD

#892
De nada, agora so' espero por mais capitulos Embaracoso

thankes, *Kaoru : D


verde é verdocas , by lili 8D
#893
A primeira fanfic que eu li foi a tua...(li-a atraves do site).Esta muito fixe...Mas ja a algum tempo que nao poes novos capitulos...quando e que poes mais?
#894
Estou ansioso para saber como vai ser as transformaçoes das retas Sailors... So agora Sammu, quando regressa a Ami, pois estasse a sentir a falta dela na historia??? Como tambem da Otavia e da Susana??? ...
Sammu, continua a escrever pois tens um optima forma de descrever os acontecimente. E Parabens por este belos capitulos...
#895
Só não gostei de uma coisa:
"..Urano berrou.."

Podia ser:
Urano gritou
Urano falou alto

Berrou não!
lol!


Parabéns Sammu a fic está um espetaculo x)
#896
Makoto escreveu:Só não gostei de uma coisa:
"..Urano berrou.."

Podia ser:
Urano gritou
Urano falou alto

Gritou não!
lol!

Parabéns Sammu a fic está um espetaculo x)

Qual é o problema da palavra berrar? Dá mesmo o sentido k se ker dar Razz N percebi essa, mas td bem, opiniões são opiniões. Eu por mim gosto Wink.

Sammu... Eu gotava mt de ter como prendinha de Natal + um capitulo... pd ser? *mim faz cara de caozinho abandonado*

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#897
_S.E.A_ escreveu:
Makoto escreveu:Só não gostei de uma coisa:
"..Urano berrou.."

Podia ser:
Urano gritou
Urano falou alto

Gritou não!
lol!

Parabéns Sammu a fic está um espetaculo x)

Qual é o problema da palavra berrar? Dá mesmo o sentido k se ker dar Razz N percebi essa, mas td bem, opiniões são opiniões. Eu por mim gosto Wink.

Sammu... Eu gotava mt de ter como prendinha de Natal + um capitulo... pd ser? *mim faz cara de caozinho abandonado*

Pq dá impressão de que a Urano é uma peixeira.. lol!
é só a minha opinião
#898
Makoto escreveu:
_S.E.A_ escreveu:
Makoto escreveu:Só não gostei de uma coisa:
"..Urano berrou.."

Podia ser:
Urano gritou
Urano falou alto

Gritou não!
lol!

Parabéns Sammu a fic está um espetaculo x)

Qual é o problema da palavra berrar? Dá mesmo o sentido k se ker dar Razz N percebi essa, mas td bem, opiniões são opiniões. Eu por mim gosto Wink.

Sammu... Eu gotava mt de ter como prendinha de Natal + um capitulo... pd ser? *mim faz cara de caozinho abandonado*

Pq dá impressão de que a Urano é uma peixeira.. lol!
é só a minha opinião

Lool a Urano uma peixeira?? Era interessante Razz *mim imagina uranu vestida de peixeira a vender peixe XP* Ná... Acho k pra urano n funciona msm. Lol
Lá tms nós a offzar (isso existe? n, pois n? Razz)

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#899
Eu percebi o sentido. Tá bem q se fores ao dicionário são sinónimos, mas usa-se mais uma palavra em determinados sentidos, como uma criança a berrar pra fazer birra, por exemplo. Não é q esteja errado, é tudo uma questão de... estética, digamos. Mas percebo q se recorra a sinónimos menos usuais, pra n estar sempre a repetir as mesmas palavras; eu nos poucos capítulos de fic q escrevi já me vi grega em certas situações pa n tar sempre a repetir as mesmas palavras. Por isso acho q é melhor assim do q sempre "gritou", "gritou", "gritou"... É q "falou alto" fica mm mt mal, n tem o mm impacto. :Embaracoso':

#900
Pois exacto, concordo com a Kasei!
Berrou tem um impacto maior do que falou alto e assim..Rolling Eyes



The Forgotten Sailors 2-> 11ºCapitulo
Sailor Moon:The Crystal Desire->Epilogo (completo)
Amor sobre o Gelo->20ºCapitulo
Chance of a Lifetime-> 2ºCapitulo
#901
É exactamente como a Kasei diz... Repara, é muito complicado arranjar sinónimos atrás de sinónimos e repetir as mesmas palavras fica muito mal...
Ela disse, a Rita disse, elas disseram...
Ele gritou, a Maria gritou, blá blá...

De lés a lés temos mesmo que recorrer a expressões mais "populares" digamos assim, para fazer entender a emoção da cena.

Talvez a Úrano nessa cena estivesse tão desesperada que 'berrou' como uma peixeira, pelo menos era essa a mensagem que pretendia transmitir Wink

Sammu, és fixe!
#902
ora eu não vejo qual é o problema de berrar...concordo em pleno com a Kasei e com o Sammu.

Só prova que o Sammu é um berdadeiro escritor!

A imagem da Úrano como uma peixeira do Bolhão tá-me a vir à cabeça...E não sei porquê não encaixa.

Anyway, nunca me lembraria de associar o "berrou" neste capítulo a uma expressão brejeira...

Fico à espera do próximo capítulo.

*olha pa mim aos pulinhos a perguntar...

falta muito?

ainda falta muito?

e agora já falta menos?

*ansiosa*

I never got my letter to Hogwarts...so I'm moving to Forks to live with the Cullens.xD
#903
Hello!

Hoje lá mais para o fim da tarde vai haver um capitulozinho novo, ok é mais um capitulozão, visto que é o maior que eu já fiz, deve ter à volta de 4 páginas. É uma prendinha de natal atarsada, se bem que o capítulo não vá transmitir propriamente alegria! Embaracoso

Boas festas!

Sammu, és fixe!
#904
três coisas:

yay!



ahhh!



ohhh!

fico à espera! grande presentão mesmo!

I never got my letter to Hogwarts...so I'm moving to Forks to live with the Cullens.xD
#905
cool! E' soh prendas de Natal! O epi 200, mais um capitulo... Ohh!

thankes, *Kaoru : D


verde é verdocas , by lili 8D
#906
Ai que bom!! Mais prendinhas para mim Wink K bom eu tava tao ansiosa!! Kuanto maior melhor Razz

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#907
estou ansiosa por ler o proximo... adoro a tua fic Sammu...
Uma Nova Vida, Uma Nova Verdade, Uma Nova Batalha... - reescrito
#908


CAPÍTULO 9

A lealdade de Haruka e Mariana?
O passado de Rita.



Resumo dos capítulos anteriores: Bunny encontra Gonçalo, mas este sob influência do poder negro ataca-a. Com a ajuda das Guerreiras do Espaço exterior este fica livre do poder negro. De seguida, é aborvido para o Cristal de Ouro de Célimoon. Rita é atacada por Kaorinite, que consegue usar algum do poder do Cristal Prateado de Bunny, que fora roubado semanas atrás por Esmeralda. No meio da luta, Rita tem uma visão da sua vida no Milénio Prateado e descobre a base de funcionamento do Cristal Prateado. Entretanto, Kaorinite ataca o seu avô e Marte com a ajuda do Cristal Prateado de Célimoon, evolui para a sua forma eterna. Após combater Kaorinite, a sua transformação eterna regride e o seu avô morre nos seus braços.





- Dois funerais num só dia, é inacreditável. – disse Maria a Joana enquanto bebia o seu chá, num café.

- Nunca vi a Rita tão deprimida… - suspirou Joana melancólica. Perder o avô no dia em que fica noiva… Coitadinho do avô… Ainda o consigo ver a meter-se comigo…

- Nem me digas nada. Se eu não visse não tinha acreditado… - respondeu Maria com os olhos húmidos.

- E o Mário…? Como está ele a reagir?

Maria olhou fixamente para a sua chávena cheia de chá, cujo vapor bruxuleava ao sabor da brisa.

- Está inconsolável, como era de esperar… - respondeu-lhe triste. Ele tinha acabado com a Reika há pouco tempo, mas mesmo assim o sentimento que os uniu durante tantos anos não desaparece assim de um momento para o outro.

- Claro, entendo… O avô da Rita e a Reika… Duas pessoas que conhecíamos tão bem… - suspirou Joana tentando conter a pergunta que queria fazer.

- Sim Joana, pergunta… - disse Maria revirando os olhos vendo a cara de impaciente da sua amiga.

- O Mário acabou com ela porquê? – perguntou rápido, tentando disfarçar a sua inconveniência.

Maria atrapalhou-se receando a pergunta inevitável.

- Muitos motivos, por exemplo, ela estava em África há muitos anos, uma relação não pode ser construída sempre à distância. E além disso… - calou-se Maria corada.

- Diz, DIZ! – perguntou Joana alto não conseguindo conter a curiosidade, já com os cotovelos no meio da mesa. Todos os clientes do café voltaram-se para ela. Ahahahah…! – riu-se falsamente, corada. Eu… estava só a perguntar o número premiado da lotaria aqui à minha amiga, ahahah… - desculpou-se envergonhada.

- Como estava a dizer… - continuou Maria ainda relutante- o Mário entretanto encontrou outra pessoa.

- Não me digas! Quem?! – perguntou em pulgas.

Maria abriu a bolsa e retirou de lá um anel de noivado.

- Eu… - disse corada exibindo o anel.

- Não acredito!! É uma esmeralda a sério? – perguntou Joana. Maria acenou afirmativamente. Parabéns amiga! UAUUU! – gritou levantado-se. Toda a gente olhou para elas novamente. Hã… Quem diria, ganhei o terceiro prémio…! – disse sentando-se.

- Ò Joana! – sorriu Maria com a face encarnada.

- Isso dura há quanto tempo?

- Já andamos juntos desde que o restaurante abriu. Mas já estávamos atraídos um pelo outro desde o primeiro momento que nos vimos. – respondeu Maria com a cabeça nas nuvens. Pediu-me em noivado ontem.

- Ontem? – surpreendeu-se Joana.

- Sim, ele confessou-me que combinou com o Fernando. Compraram os anéis ao mesmo tempo imagina!

- Tu já andas com ele desde que o restaurante abriu e não me disseste nada? – repreendeu-a Joana, ofendida.

- Joana… Não tínhamos certezas de nada e além disso – deu a mão a Joana- não te queria magoar. Sei que houve um tempo em que também gostavas dele.

Joana sorriu-lhe fraternalmente.

- Eu namorisquei um pouco com ele há anos. – esclareceu. Foi uma brincadeira de adolescentes, imagina que na mesma altura apaixonei-me pela Haruka porque pensava que ela era um rapaz. Maria riu-se e guardou o anel. Oh! Então não o vais usar?

Maria olhou para ela como se tivesse sido insultada.

- É uma questão de respeito! A ex-namorada do meu noivo vai ser sepultada hoje, apesar do Mário ter acabado com ela não posso fingir que nunca se passou nada entre eles. Eu sei que ele a amou muito e compreendo que precise de fazer o seu luto. Usar isto neste dia é o mesmo que lhe dizer “esquece a outra porque o que importa é esta”. – explicou.

- Sim, compreendo. – disse Joana bebendo o seu chocolate quente. Mas sempre suspeitas da morte dela?

Maria fez uma pausa e tomou um golo de chá.

- Quando o Mário soube a notícia e me contou não associei. – disse assumindo um tom mais soturno. Mas aconteceram algumas coisas que me fizeram ter certeza de que a morte dela não foi acidental.

- Como assim…? – perguntou Joana arrepiada.

- Ouviste falar da morte daquela pintora famosa que à anos atrás pintou um retrato da Bunny e do Gonçalo?

- Sim, apareceu em todos os noticiários… Foi encontrada morta sem causa aparente na moradia dela não é verdade?

- Eu estava a passar perto da igreja de Jubaan e ouvi duas senhoras a comentarem que um padre de outra paróquia tinha morrido há uns dias. Isto não te faz lembrar nada?

Joana engasgou-se. Olhou Maria nos olhos e recuou no tempo. Reika, o padre, a pintora, o avô de Rita, todas as peças de encaixavam.

- Os portadores dos sete cristais arco-íris. – concluiu chocada.

- Exactamente. – disse triunfante. Todos foram encontrados mortos sem causa aparente, num ambiente onde havia indícios de luta. Quando soube da morte da Reika fez-se luz. Como o avô da Rita era um portador, a próxima vítima poderia ser ele. Tentei chamar a Rita pelo intercomunicador mas infelizmente ela não respondeu.

- Foi quando me chamaste a mim?

- Sim…. Eu estava longe, numa cabana no interior com o Mário. Foi onde ele me pediu em casamento… - disse com remorsos.

- E eu já não fui a tempo… - suspirou Joana baixando a cabeça. Mas estavam lá a Urano, a Neptuno e aquela guerreira.

- Oh! – exclamou Maria. Já não ouvia delas há anos! Como estão?

- Estão eternas. – disse Joana aborrecida fazendo barulho com a sua palhinha, enquanto bebia o resto do chocolate quente. Quando cheguei desapareceram logo, típico.

Sammu, és fixe!
#909
- Hum… Será que estás com inveja Joaninha? – perguntou num tom de gozo.

- Euuuu? – exclamou corada. Imagina! Claro que não!

- Pois… Quando o tempo certo chegar, nós também o seremos.

Joana esboçou um sorriso triste.

- O tempo certo… - disse alienada. Tu tens o Mário, a Rita o Fernando, a Bunny o Gonçalo, a Ami a sua carreira com um futuro brilhante. E eu tenho o quê? O Artemis? – perguntou sarcasticamente. Nem isso, ele já é comprometido com a Luna. Bah!

- Joana…

- Joana nada! – disse irritada com a vida. Eu não tenho nada Maria, nada! Ser guerreira é a única coisa que sei fazer, e nem a isso tenho sorte nem sou suficientemente boa.

- Joana, pára. –ordenou Maria segurando-lhe a mão. Tu és uma rapariga encantadora com sonhos lindos. Sinto-me honrada em dizer que sou a tua melhor amiga, sempre que estive em baixo estiveste lá por mim, és uma das pessoas nesta Terra que é capaz de se sacrificar pelos outros, e raios me partam se vou deixar que fiques assim!

Joana olhou para Maria sem conseguir exprimir as palavras de agradecimento que lhe iam na alma. Se sempre soube que Maria era umas das pessoas que mais se preocupava com ela, agora tinha a certeza.

- Obrigada. – disse agradecida. Olha lá… - observou Joana olhando para o relógio- a que horas é o funeral?

- O da Reika é o primeiro, começa ás duas.

- São 14:04! – gritou Joana levantando-se.

Conduziram apressadamente durante dez minutos em direcção ao cemitério.

Estacionaram o carro e correram até ao cortejo fúnebre. Pelo caminho Joana tirou o sobretudo que vestia, revelando um vestido preto com um grande decote.

- JOANA! – exclamou Maria corada.

- Que foi?! Nunca se sabe aonde podemos encontrar o amor da nossa vida!

Avistaram o cortejo fúnebre mais à frente. Joana ficou atrás, enquanto que Maria correr para alcançar Mário, um dos primeiros na fila.

- Desculpa – disse ofegante. Fiquei… hã… Presa no trânsito.

- Não tem mal… - respondeu Mário com o olhar vago.

- Estás bem? – perguntou Maria preocupada, segurando-lhe o braço.

- Hei de ficar, com a tua ajuda. – respondeu Mário enquanto uma lágrima insistia em sair dos seus olhos.

Maria sentiu um misto de ciúme e pena.

Chegaram ao local onde Reika seria sepultada. O cemitério estava repleto de cerejeiras em flor. Uma brisa soprou acariciando os cabelos de Maria, todos ficaram em silêncio.

De repente, um chiar alto interrompeu o momento silencioso. Uma rapariga cheia de ligaduras sentada numa cadeira de rodas surgiu por detrás das árvores.

- Desculpem o atraso…! – disse Bunny talvez falando mais alto do que pretendia, enquanto o seu irmão Chico empurrava a cadeira.

Maria bateu com a mão na testa, a amiga estava a fazer um espalhafato.

Após o serviço fúnebre, as três amigas e Chico juntaram-se.

- Olá Chico! – cumprimentou Joana piscando o olho ao irmão de Bunny.

Chico não conseguiu deixar de olhar para o decote de Joana.

- Hã… mamã.. Quer dizer, olá! – atrapalhou-se, corando muito. Vou deixar-vos a sós. – disse correndo disparado.

- O teu irmão é um fofo! – brincou Joana. Deram-te alta do hospital?

- Só para vir ao funeral, tenho de voltar para o hospital logo a seguir. Como está o Mário? – perguntou apreensiva.

- Está triste, como é normal. – disse Maria.

- Claro… Compreende-se, coitadinho. Ele nunca vai encontrar uma pessoa como a Reika. – disse Bunny abanando a cabeça. Joana trocou um olhar cúmplice com Maria. Bunny ainda não sabia do noivado. E a Rita? Eu queria ter estado com ela antes do funeral mas não me deixaram sair antes.

- Está dentro da capela com o Fernando. – respondeu Maria olhando para uma capela no fim do florido cemitério.

- Pediu para ficar sozinha. – acrescentou Joana.

- Pois, coitadinha… Deve estar muito em baixo… Eu própria não queria acreditar… - suspirou triste e nostálgica, lembrando-se dos momentos divertidos que todas passaram com o divertido e bem-disposto avô no passado. E a Ami? A este ritmo não chega a tempo.

Joana e Maria entreolharam-se novamente, como tentando encontrar uma maneira de suavizar o que tinham de dizer.

- Bunny… A Ami não vem. – anunciou Maria.

A cara de nostalgia de Bunny transformou-se em choque.

- Como não vem?! – perguntou indignada.

- Tentamos ligar-lhe montes de vezes… mas ela nunca atendeu. Num dos telefonemas atendeu-me a colega de quarto que disse sempre que ela estava indisponível. – explicou Maria.

- Eu mandei-lhe uma mensagem e um e-mail, mas também não tive resposta…

- Será que… lhe aconteceu alguma coisa? – interrogou-se inquieta.

- Não! – sorriu Maria falsamente. Também ela estava preocupada com Ami. Deve estar ocupadíssima a estudar, de certo nem viu as mensagens.

- Pois é, sabes como é a Ami quando começa a estudar! – colaborou Joana.

- Boa tarde. – ouviu-se uma voz vinda de baixo. Maria baixou a cabeça e viu dois gatos.

- Artemis, Luna! Estão atrasados. – observou Joana.

Artemis ficou com o pêlo levantado e adoptou uma postura agressiva.

- Isto vindo de uma pessoa muito responsável que NUNCA chega atrasada. – respondeu violentamente.

- Ouve lá, não estamos aqui para discutir os MEUS atrasos minha bola de pêlo, mas sim os te… - respondeu-lhe de uma forma igualmente agressiva.

- Joana, Artemis! – afrontou-se Maria. Acham que é o momento?

- Vou dar uma volta, o ar aqui está muito pesado. – respondeu Artemis virando-lhes as costas, deixando Luna. Fez-se um silêncio pesado.

- Eu não sei o que se passa com ele. – disse Joana olhando para o céu nublado. Ultimamente tem estado tão agressivo, ele não era assim…

- Até a Luna já não gosta tanto de estar com ele, não é Luninha? – sorriu Bunny enquanto Luna saltava para o seu colo.

- Ela ainda não consegue falar? * – perguntou Maria enquanto empurrava a cadeira de Bunny.

- Não, ainda não… - suspirou. Se ao menos eu tivesse o Cristal Prateado…



Caminharam até à capela e sentaram-se nos bancos de jardim em frente, esperando que Rita abrisse as portas. Minutos depois um homem saiu da capela.

O homem, na casa dos quarenta, era alto e magro, com barba perfeitamente aparada. Tinha o cabelo grisalho e envergava um fato preto com uma gravata cinzenta. Dirigiu-se a elas.

- Takashi Hino, prazer. – cumprimentou-as com um ar austero.

- Boa tarde, sou a Maria Kino, ela é a Joana Lima, e esta a Bunny Tsukino. – respondeu apresentando as amigas. Muito prazer.

- São amigas da Rita? – perguntou o homem.

- Sim. – responderam em coro.

- Sou o pai dela. – disse, com indiferença. – As meninas podem entrar se quiserem, ela precisa de um ombro amigo.

- Os nossos sentimentos pela sua perda Sr. Takashi. – disse Maria fazendo uma vénia.

- O avô da Rita era o pai da minha falecida mulher, Risa Hino. – explicou, com um ar apático. – Não eramos muito próximos, só o via uma vez por mês quando ia visitar a Rita. A idade dele era um pouco avançada, por isso um ataque cardíaco não é nada de anormal. Bem, com lincença, tenho uma reunião daqui a pouco, muito prazer em vos conhecer. – disse, despedindo-se com uma vénia e caminhando para a saída.

- Não sabia que o pai da Rita era tão fino e chique. – observou Joana.

- Ataque cardíaco? – perguntou Bunny ignorando a falta de tacto de Joana.

- Pelos vistos é a “versão oficial” da causa de morte. – respondeu Maria empurrando a cadeira de Bunny em direcção ao interior da capela.

- O pai dela… É tão frio… Nem vai ficar para o funeral. – observou, com pena da amiga.

- Não admira que a Rita o deteste. – observou Joana entrando na capela.

Era bastante pequena. No centro estava uma urna fechada, cheia de velas brancas e flores.

Rita e Fernando estavam sentados num canto. Rita usava uns óculos pretos exageradamente grandes, que contrastavam com as ligaduras brancas que usava na testa.

Rita olhou para as amigas. Os seus olhares cruzaram-se. Bunny por mais que tentasse não conseguia exprimir o seu pesar em palavras. Rita entendeu o dilema das suas amigas, apenas exibiu um sorriso ténue de compreensão e dirigiu-se a elas.

- Rita eu… - disse Bunny em surdina.

- Eu sei. – respondeu Rita derramando uma lágrima enquanto abraçava Bunny. Ao abraçar a amiga sentiu paz, a paz que necessitava para seguir em frente. Por muitas voltas que a vida desse, por muito más que as coisas estivessem, esta rapariga sempre estaria ali para a apoiar e dar um abraço amigo, dizendo sempre que existe algo de bom em todas as situações.

Maria e Joana repetiram o gesto, dando palavras de apoio à amiga. Minutos depois, a capela encheu-se de gente. Pessoas querendo prestar uma última homenagem ao sacerdote do templo Hikawa, ao homem que fez renascer o templo e que lhe dedicou mais de 40 anos da sua vida.



Fernando ajudava Rita a cumprimentar a multidão. Pouco tempo depois os pais de Rita, Elizabete e Kenshi, juntaram-se a ela. Joana observava o comportamento de Rita ao lado dos seus pais. De facto, era uma visão estranha. Rita, sempre tão forte e autoritária estava agora frágil e debilitada. Não obstante, mantinha-se firme e composta mesmo após a morte de talvez a pessoa que mais gostava neste mundo, o seu avô, a pessoa que a criara desde criança. Sentiu uma enorme compaixão pela amiga. De agora em diante não iria olhar para Rita como aquela rapariga um pouco arrogante, mas sim como uma mulher forte e corajosa.

Cedo a capela deixou de ter capacidade para albergar tamanha multidão. O cortejo fúnebre começou e a urna do avô foi levada até ao sítio final. Para surpresa de Rita, uma imensa multidão, maior ainda do que daqueles que estavam na capela, encontravam-se à espera. Rita sentiu um enorme orgulho no seu avô.

Sammu, és fixe!

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