A Flor que o vento levou
Moonshine, mt obrigada pelo comentário, e nao penses k n tá grande coisa, pk eu goso. kualker comentário vindo de ti eu gosto.
Fico felix por teres gostado, pk realmente foi dificil acabar o capitulo. e dps mais dificil postar, devido á porcaria do pc, mas prontos. :
': Mt OBRIGADA!!!
Realmente, vcs sao mxm primas assassinas, kerem matar a minha sócia!! :zangado: Isso eu nao permitirei!!
*mim mete-se á frente para proteger a sua mana mais nova*
BJ da Moon Princess
Fico felix por teres gostado, pk realmente foi dificil acabar o capitulo. e dps mais dificil postar, devido á porcaria do pc, mas prontos. :
': Mt OBRIGADA!!!Realmente, vcs sao mxm primas assassinas, kerem matar a minha sócia!! :zangado: Isso eu nao permitirei!!
*mim mete-se á frente para proteger a sua mana mais nova*
BJ da Moon Princess
visitem a minha 1º fic:
"A flor que o vento levou"
http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/a-flor-que-o-vento-levou-t3213.htm
COMENTEM!!!
"A flor que o vento levou"
http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/a-flor-que-o-vento-levou-t3213.htm
COMENTEM!!!
Moon Princess escreveu:sweetmoon escreveu:
*mim vai buscar a arma pra assassinar a princess serenity*
como dizes k n ta gande coisa?
NAOOOOOOOOOOOOOOOO!!
Por favor *mim ajoelha-se e implora*
Nao mates a minha sócia!!!!
Senao, kem é k me vai corrigir os meus erros ortográficos?? Kem me vai ajudar a corrigir o meu portugues brasileiro??
Dps eu acabo por nao escrever!!
Obrigada pelo teu grande comentário. adoro comentários desses, GRANDES!! Sim, realmente a chibiusa está a começar a ser mais fofinha para a Bunny! Mas isso ainda va melhorar. O dia de praia foi um dia para descansar e estar todas juntas, pois esse dia podem acabar, kem sabe??![]()
Bem, OBRIGADA pelo teu comentário
obrigada eu por m deixarem ter esta fic fantastica pra ler
vou pensar em ter piedade d tua socia mx n sei ... :
:N NOS DESAGRADEM NOS PRAZOX DAS FICX ... muahahahaha
Antes q mais peço dsculpa por naun ter respondido mais cedo mas sinceramente naun tenho tido inspiração, tempo nem disposição
Silva mto obrigada por teres gostado e por vires sempre comentar, realmente os humores das grávidads mudam mto depressa
mais uma vez mto obrigada por teres comentado e por estares a acompanhar a nossa história
picky achas a nossa fanfic lindissima?
ai q agora fiqei tda babada XD mil milhões de obrigados 
sweetmoon qeria realmente responder ao teu comentário assim como aos outros em condições mas naun sei q dzer e tou um pouco em baixo, mas o teu comentário como sempre pos.m um peqeno sorriso, mto obrigado
moonshine naun importa o tamanho do comentário o q importa é q coemntaste e estás a apreciar a nossa história agradeco imenso q dispenses o teu tempo para comentar
espero entaun o comentário da minha Tixazinhaa qdo ela tiver com tempo e da minha Lummi-chan coisinha linda
.o:
Silva mto obrigada por teres gostado e por vires sempre comentar, realmente os humores das grávidads mudam mto depressa
mais uma vez mto obrigada por teres comentado e por estares a acompanhar a nossa históriapicky achas a nossa fanfic lindissima?
ai q agora fiqei tda babada XD mil milhões de obrigados 
sweetmoon qeria realmente responder ao teu comentário assim como aos outros em condições mas naun sei q dzer e tou um pouco em baixo, mas o teu comentário como sempre pos.m um peqeno sorriso, mto obrigado
moonshine naun importa o tamanho do comentário o q importa é q coemntaste e estás a apreciar a nossa história agradeco imenso q dispenses o teu tempo para comentar
espero entaun o comentário da minha Tixazinhaa qdo ela tiver com tempo e da minha Lummi-chan coisinha linda
.o:bem, pessoal, estamos de volta, e desta vex é pra fica!!! As férias estam chegando e nós já estamos com mais tempo!!
O novo capitulo estará aki em prencipio kuarta ou kuinta!!
Faremos o nosso melhor!
agradeço por comentárem a nossa fic!
bj e até lá!
O novo capitulo estará aki em prencipio kuarta ou kuinta!!
Faremos o nosso melhor!
agradeço por comentárem a nossa fic!
bj e até lá!
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"A flor que o vento levou"
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Ora bem esperei ate ler isto td (visto que sou nova aqui no site) para comentar!
Simplesmente ADOREI! Keru mais ! mto mais loool
.o: **
Simplesmente ADOREI! Keru mais ! mto mais loool
.o: **
**KitTty** Apenas Um SoNhO - FanFic Capitulo IX - Parte I ja postado a 16/08/2009
kittty escreveu:Ora bem esperei ate ler isto td (visto que sou nova aqui no site) para comentar!
Simplesmente ADOREI! Keru mais ! mto mais loool.o: **
Bigada, ainda bem k gostaste.
Fico felix por teres lido a nossa fic!
A preposito, bem vinda aki ao forum!! Espero ke te divirtas por aki, e tenho a certeza de k vais gostar!
Bj grandes!
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"A flor que o vento levou"
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"A flor que o vento levou"
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entao nao acham k o vosso tempo ja nao chegou ao fim?
ai k ja nao sei se vos vou poupar a vida muahahahaha
*mim busca os livros tdx da universidade pra deita-los na cabeça das escritoras k s recusam a trabalhar*
*mim desespera*
kero mais capitulo sff
.o: tou desesperada por saber mais, ja nao actualizam a bue :='(:
*mim volta a ser malefica*
despachem-se senao...
ai k ja nao sei se vos vou poupar a vida muahahahaha
*mim busca os livros tdx da universidade pra deita-los na cabeça das escritoras k s recusam a trabalhar*
*mim desespera*
kero mais capitulo sff
.o: tou desesperada por saber mais, ja nao actualizam a bue :='(: *mim volta a ser malefica*
despachem-se senao...

ñ nox contrariem ... muahahaha
ohh moonshine, embora esteja de férias, o tempo é pouco. Temos o capitulo, mas tá dificil arranajr tempo pra o juntar.
Mas prometo k amanha ou terça já postei capitulo.
Eu prometo mesmo.
Desta vex nao vou falhar
nao é Gabi??? :zangado:
Bigada por teres te lembrado da nossa humilde fic.
Mas prometo k amanha ou terça já postei capitulo.
Eu prometo mesmo.
Desta vex nao vou falhar
nao é Gabi??? :zangado:
Bigada por teres te lembrado da nossa humilde fic.
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"A flor que o vento levou"
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Bem, pessoal, keria pedir desculpa pela demora. Realmente demoramos mt tempo a actualizar, e provalvelmente já niguem virá comentar. Mas mesmo assim aki vai o capitulo. Espero k gostem, axo k a Gabi nao sabe k publikei, por isso... Desculpem, nao era minha intençao demorar tanto.
Capitulo 10: Lembranças do passado. Força pra lutar
- O quê que aconteceu?
Rita olhava-o tentando desvendar o que o seu olhar escondia mas Fernando não lhe respondeu apenas abanou a cabeça desolado. Rita voltou a olhar para aquela rapariga que ela amava tanto, que precisara dela e ela não estivera a seu lado, que ela não pudera ajudar. Aquela rapariga que era apenas uma criança com uma infância dolorosa, uma criança a precisar de estabilidade e carinho.
Ela chorava, continuava a chorar na cama de Rita. O seu vestido verde alface todo salpicado do sangue das feridas que tinha nos braços e se recusava a tratar, era a primeira vez que tudo o que queria era estar sozinha e desta vez não a deixavam ficar só, teimavam em continuar a mirá-la pela abertura da porta, Shizumi sentia-os a olharem-na como se fosse diferente, como se fosse uma aberração da natureza presa naquele quarto. O seu olhar cruzou-se com o de Rita. Rita viu nos seus olhos uma súplica desesperada e percebeu que a tinham de deixar sozinha. Fechou a porta resignada vendo que o seu avô e Fernando ainda tentavam ver o que se estava acontecendo dentro daquele quarto, Rita olhou-os chateada, o seu olhar fulminava. Fernando largou a porta levantando-se num pedido de desculpas, o avô seguiu o seu exemplo, não por causa do olhar que a neta lhe enviou, mas sim por causa das perguntas que lhe percorriam a mente.
- Agora “alguém” importa-se de me explicar o que se passou?
Nos seus rostos apareceu uma grande confusão e até uma certa vergonha.
- Espíritos malignos. – acabou dizendo o avô sabendo que Rita sabia do que ele falava.
Rita recordou aquelas sombras que fugiram quando ela chegara ao templo, misteriosas e tenebrosas. la chorava, continuava a chorar na cama de Rita.
- Não sabemos o que aconteceu, ouvimos um barulho e fomos ver o que se passava. Nessa altura já encontramos a Shizumi naquele estado.. – informava Fernando cabisbaixo.
Rita sabia que aquelas sombras espreitavam algures, conseguia senti-las a afastarem-se porém naquele momento não tinha tempo para lidar com elas, o mais importante agora era Shizumi. Abriu a porta e entrou insegura, aquele seu quarto normalmente tão acolhedor e agradável tinha agora um clima de tensão e horror que se acentuava conforme o tempo ia passando. Shizumi tapou a cara com as mãos, Rita sentou-se à beira da cama destapando a cara daquela rapariga inocente e assustada. A sua cara estava manchada de sangue que se misturava com as gordas lágrimas que continuava a derramar, estava a tremer, via-se no seu olhar traços de ansiedade e mágoa. Rita pegou na caixa de primeiros socorros que tinha trazido e começou a limpar-lhe o rosto sujo de sangue, logo a seguir pôs-se a tratar das suas feridas, não pronunciou uma única palavra, deixando assim o silêncio permanecer entre elas porém, não era um silêncio sufocante, era um silêncio agradável que parecia aconchegar o coração de Shizumi e esconder a dor e o sofrimento por pequenos instantes. E assim permaneceram, sendo as suas feridas analisadas atentamente por aquela que a tinha acolhido na sua casa e tratado dela o melhor que podia. Após alguns momentos Rita já tinha acabado o seu trabalho e Shizumi tinha parado de sangrar, o seu vestido estava todo manchado de sangue porém Rita decidiu que aquele não era o melhor momento para se preocupar com a roupa que Shizumi trazia vestida ou não.
- Shizumi, por favor conta-me o que aconteceu para eu te poder ajudar, para eu te poder proteger.
- Rita. – declarou abraçando-se a ela.
Queria poder contar-lhe mas não tinha palavras e não queria voltar a sentir aquela mágoa, aquela dor, queria ficar ali abraçada a Rita para sempre, assim sentia-se segura, era como se um fogo a aquecesse por dentro afagando-a carinhosamente. Queria poder mostrar o que acontecera sem ter que usar palavras mas não sabia como contar a verdade a Rita sem falar, sem se pronunciar. Derramou uma última lágrima que caiu no ombro da sua protectora, porém desta vez não a queimou.
Rita só teve tempo de ver Shizumi uma última vez antes de começar de começar a ver tudo turvo e no instante seguinte já via tudo direito novamente. Sentiu um arrepio na espinha e voltou-se à procura de Shizumi. Lá estava ela, na rua.
- Na rua?!? – exclamou Rita em choque olhando melhor em seu redor.
Já não estava no seu quarto. Estava mesmo na rua, como é que aquilo poderia ser assim?
- Shizumi! - chamou, porém esta nem a pareceu ouvir, então Rita levantou a mão pronta a berrar mas não o fez.
A sua mão tinha chamado a sua atenção, tinha um tom transparente que deixava transparecer a figura de Shizumi um pouco mais afastada. Todo o seu corpo estava assim, numa mistura entre o real e o irreal, quase que feita de nevoeiro. Então apercebeu-se de onde estava, estava nas memórias de Shizumi, não sabia como apenas sabia que havia algo que ela deveria ver e Rita entendeu o que era quando viu aquelas sombras aproximarem-se dela tomando a forma de duas pessoas humanas. Rita ficou escandalizada, eram os pais de Shizumi. Estes começaram a falar numa única voz, assustadora e glacial, que Rita não conseguiu distinguir se era de um homem ou de uma mulher.
- Onde é que está a princesa? Onde é que ela está? Eu sei que ela cá esteve.
- Eu.. eu não sei.. - chorava Shizumi vendo aquelas figuras assustadoras com a forma dos seus falecidos pais. - Eu não conheço nenhuma princesa..
As sombras uniram-se numa só pessoa, os seus olhos com um brilho malicioso. Tocou em ambos os braços de Shizumi e pouco depois já estes escorriam em sangue.
- Vou dizer só uma vez, eu vou-me vingar. Nem que seja a última coisa que faça, diz à princesinha que não vai ser uma menina pequena que me vai impedir. Se eu quisesse já te podia matar.. - ria repugnantemente. - presumo que adorarias juntar-te aos teus pais.
Mas foi interrompida pelo barulho da porta a abrir. Fernando agarrou em Shizumi enquanto o seu avô tentava afastar aquela criatura horrenda daquela criança inocente que parecia ter entrado num transe profundo.
- Avô!! - gritou Rita ao ver o corte na perna do seu avô mas nem sequer teve tempo de se mover, ficou subitamente envolvida em escuridão.
De repente foi atacada por sentimentos vindos não se sabe de onde que se vieram instalar no seu coração onde já predominava a raiva e a confusão. Eram sentimentos de dor, mágoa, sofrimento, desespero até. Rita começou a chorar para parar aquela dor, para aliviar o aperto em que tinha o seu coração mas a dor permanecia lá, como um muro inquebrável, Rita chorou ainda mais não por causa do sofrimento que se abatia sobre ela mas sim porque compreendera que aqueles eram os sentimentos de Shizumi, aquela dor era a dor de Shizumi, aquela dor que a corroia por dentro. E tal como começou acabou, e lá estava ela, sem sentir nada, apenas os braços pesados e doridos, então deparou-se com a sua figura, ali sentada na cama, no seu quarto com Shizumi adormecida nos seus braços, sendo essa a razão de os sentir dormentes. Respirou com dificuldade, aquilo tinha sido muita coisa de uma só vez.
*Se é muita coisa para mim então o que é para a Shizumi?* pensava sentindo uma dor no peito seguida por uma revolução de sentimentos que desta vez eram mesmo seus e de mais ninguém.
Capitulo 10: Lembranças do passado. Força pra lutar
- O quê que aconteceu?
Rita olhava-o tentando desvendar o que o seu olhar escondia mas Fernando não lhe respondeu apenas abanou a cabeça desolado. Rita voltou a olhar para aquela rapariga que ela amava tanto, que precisara dela e ela não estivera a seu lado, que ela não pudera ajudar. Aquela rapariga que era apenas uma criança com uma infância dolorosa, uma criança a precisar de estabilidade e carinho.
Ela chorava, continuava a chorar na cama de Rita. O seu vestido verde alface todo salpicado do sangue das feridas que tinha nos braços e se recusava a tratar, era a primeira vez que tudo o que queria era estar sozinha e desta vez não a deixavam ficar só, teimavam em continuar a mirá-la pela abertura da porta, Shizumi sentia-os a olharem-na como se fosse diferente, como se fosse uma aberração da natureza presa naquele quarto. O seu olhar cruzou-se com o de Rita. Rita viu nos seus olhos uma súplica desesperada e percebeu que a tinham de deixar sozinha. Fechou a porta resignada vendo que o seu avô e Fernando ainda tentavam ver o que se estava acontecendo dentro daquele quarto, Rita olhou-os chateada, o seu olhar fulminava. Fernando largou a porta levantando-se num pedido de desculpas, o avô seguiu o seu exemplo, não por causa do olhar que a neta lhe enviou, mas sim por causa das perguntas que lhe percorriam a mente.
- Agora “alguém” importa-se de me explicar o que se passou?
Nos seus rostos apareceu uma grande confusão e até uma certa vergonha.
- Espíritos malignos. – acabou dizendo o avô sabendo que Rita sabia do que ele falava.
Rita recordou aquelas sombras que fugiram quando ela chegara ao templo, misteriosas e tenebrosas. la chorava, continuava a chorar na cama de Rita.
- Não sabemos o que aconteceu, ouvimos um barulho e fomos ver o que se passava. Nessa altura já encontramos a Shizumi naquele estado.. – informava Fernando cabisbaixo.
Rita sabia que aquelas sombras espreitavam algures, conseguia senti-las a afastarem-se porém naquele momento não tinha tempo para lidar com elas, o mais importante agora era Shizumi. Abriu a porta e entrou insegura, aquele seu quarto normalmente tão acolhedor e agradável tinha agora um clima de tensão e horror que se acentuava conforme o tempo ia passando. Shizumi tapou a cara com as mãos, Rita sentou-se à beira da cama destapando a cara daquela rapariga inocente e assustada. A sua cara estava manchada de sangue que se misturava com as gordas lágrimas que continuava a derramar, estava a tremer, via-se no seu olhar traços de ansiedade e mágoa. Rita pegou na caixa de primeiros socorros que tinha trazido e começou a limpar-lhe o rosto sujo de sangue, logo a seguir pôs-se a tratar das suas feridas, não pronunciou uma única palavra, deixando assim o silêncio permanecer entre elas porém, não era um silêncio sufocante, era um silêncio agradável que parecia aconchegar o coração de Shizumi e esconder a dor e o sofrimento por pequenos instantes. E assim permaneceram, sendo as suas feridas analisadas atentamente por aquela que a tinha acolhido na sua casa e tratado dela o melhor que podia. Após alguns momentos Rita já tinha acabado o seu trabalho e Shizumi tinha parado de sangrar, o seu vestido estava todo manchado de sangue porém Rita decidiu que aquele não era o melhor momento para se preocupar com a roupa que Shizumi trazia vestida ou não.
- Shizumi, por favor conta-me o que aconteceu para eu te poder ajudar, para eu te poder proteger.
- Rita. – declarou abraçando-se a ela.
Queria poder contar-lhe mas não tinha palavras e não queria voltar a sentir aquela mágoa, aquela dor, queria ficar ali abraçada a Rita para sempre, assim sentia-se segura, era como se um fogo a aquecesse por dentro afagando-a carinhosamente. Queria poder mostrar o que acontecera sem ter que usar palavras mas não sabia como contar a verdade a Rita sem falar, sem se pronunciar. Derramou uma última lágrima que caiu no ombro da sua protectora, porém desta vez não a queimou.
Rita só teve tempo de ver Shizumi uma última vez antes de começar de começar a ver tudo turvo e no instante seguinte já via tudo direito novamente. Sentiu um arrepio na espinha e voltou-se à procura de Shizumi. Lá estava ela, na rua.
- Na rua?!? – exclamou Rita em choque olhando melhor em seu redor.
Já não estava no seu quarto. Estava mesmo na rua, como é que aquilo poderia ser assim?
- Shizumi! - chamou, porém esta nem a pareceu ouvir, então Rita levantou a mão pronta a berrar mas não o fez.
A sua mão tinha chamado a sua atenção, tinha um tom transparente que deixava transparecer a figura de Shizumi um pouco mais afastada. Todo o seu corpo estava assim, numa mistura entre o real e o irreal, quase que feita de nevoeiro. Então apercebeu-se de onde estava, estava nas memórias de Shizumi, não sabia como apenas sabia que havia algo que ela deveria ver e Rita entendeu o que era quando viu aquelas sombras aproximarem-se dela tomando a forma de duas pessoas humanas. Rita ficou escandalizada, eram os pais de Shizumi. Estes começaram a falar numa única voz, assustadora e glacial, que Rita não conseguiu distinguir se era de um homem ou de uma mulher.
- Onde é que está a princesa? Onde é que ela está? Eu sei que ela cá esteve.
- Eu.. eu não sei.. - chorava Shizumi vendo aquelas figuras assustadoras com a forma dos seus falecidos pais. - Eu não conheço nenhuma princesa..
As sombras uniram-se numa só pessoa, os seus olhos com um brilho malicioso. Tocou em ambos os braços de Shizumi e pouco depois já estes escorriam em sangue.
- Vou dizer só uma vez, eu vou-me vingar. Nem que seja a última coisa que faça, diz à princesinha que não vai ser uma menina pequena que me vai impedir. Se eu quisesse já te podia matar.. - ria repugnantemente. - presumo que adorarias juntar-te aos teus pais.
Mas foi interrompida pelo barulho da porta a abrir. Fernando agarrou em Shizumi enquanto o seu avô tentava afastar aquela criatura horrenda daquela criança inocente que parecia ter entrado num transe profundo.
- Avô!! - gritou Rita ao ver o corte na perna do seu avô mas nem sequer teve tempo de se mover, ficou subitamente envolvida em escuridão.
De repente foi atacada por sentimentos vindos não se sabe de onde que se vieram instalar no seu coração onde já predominava a raiva e a confusão. Eram sentimentos de dor, mágoa, sofrimento, desespero até. Rita começou a chorar para parar aquela dor, para aliviar o aperto em que tinha o seu coração mas a dor permanecia lá, como um muro inquebrável, Rita chorou ainda mais não por causa do sofrimento que se abatia sobre ela mas sim porque compreendera que aqueles eram os sentimentos de Shizumi, aquela dor era a dor de Shizumi, aquela dor que a corroia por dentro. E tal como começou acabou, e lá estava ela, sem sentir nada, apenas os braços pesados e doridos, então deparou-se com a sua figura, ali sentada na cama, no seu quarto com Shizumi adormecida nos seus braços, sendo essa a razão de os sentir dormentes. Respirou com dificuldade, aquilo tinha sido muita coisa de uma só vez.
*Se é muita coisa para mim então o que é para a Shizumi?* pensava sentindo uma dor no peito seguida por uma revolução de sentimentos que desta vez eram mesmo seus e de mais ninguém.
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"A flor que o vento levou"
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"A flor que o vento levou"
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Pegou naquela rapariga inocente que tinha tido uma infância marcada, era apenas uma rapariga de cinco anos muito insegura mas com uma enorme força, com tanta vontade de tentar ultrapassar aquela página da sua vida. Shizumi idolatrava Rita, para ela Rita era o seu modelo a seguir, o seu ídolo, mas a verdade é que Rita também a admirava muito, mais do que ela poderia alguma vez imaginar, Shizumi não sabia e provavelmente nunca acreditaria em como o seu sorriso, a sua força de vontade eram especiais e como incentivavam as pessoas em seguir em frente. Pousou-a na cama delicadamente sentando-se ao seu lado enquanto Shizumi dormia pacificamente, vária perguntas percorriam a mente de Rita, perguntas que sabia que não iam ter resposta, questões que apenas traziam mais questões que iriam permanecer sem resposta. Como é que Shizumi poderia ter feito aquilo? Como é que Shizumi poderia tê-la levado às suas recordações mais recentes? Como é que tal era possível se nem ela o sabia fazer? Porém todas estas dúvidas apenas trouxeram ao de cima um assunto que a andava a incomodar há muito tempo, há tempo demais. Ela não podia continuar ali com as suas teorias, sem certezas nenhumas do que estava a acontecer, estava decidida, não ia continuar na ignorância. ia obter algumas respostas para variar, estava farta de não saber nada, farta de sentir-se perdida nas suas próprias perguntas.
Levantou-se confiante e abriu a porta com força para encontrar o seu avô e Fernando a ela encostados. Fechou a porta e continuou o seu caminho, não se ia distrair, precisava de concentrar-se no que queria, no que precisava de saber. Ao fundo do corredor encontrou a entrada que procurava, entrou, aquela sala normalmente tão cheia quando as suas amigas vinham às tão famosas reuniões. Junto à parede estava o que ela procurava, a lareira, as chamas ardiam intensamente como se tivessem estado à sua espera. Deixou as labaredas de fogo crescerem enquanto fechava os olhos tentando esvaziar da sua mente tudo o que era desnecessário deixando por fim apenas pensamentos vagos, entre eles as dúvidas que a sobressaltavam e que ela queria ver respondidas duma vez por todas. Sentiu-se leve, o Mundo que a rodeava parecia desaparecer aos poucos e apenas existissem as chamas que dançavam à sua frente porém não abriu os olhos, no momento seguinte sentiu-se a cair, a cair por um lugar sem fundo, queria agarrar-se a alguma coisa mas apenas existia uma escuridão sem fim, manteve os olhos fechados na esperança que assim aquela queda não seria uma tortura tão eterna, viu-se obrigada a abrir os olhos ao ser envolvida numa luz intensa esperando já ter caído. Esperava um chão de pedra, esperava ter as pernas a doer ou até alguma coisa partida porém estava bem e num lugar totalmente oposto. Encontrava-se numa cama de dossel de uma beleza inigualável, ainda mais lindo era o quarto em que estava, cada cortina, cada detalhe nos móveis, quem quer que tivesse escolhido aquela decoração tinha bom gosto *e muito dinheiro* levantou-se para observar melhor aquele quarto que lhe parecia um pouco familiar, agradável, estava rodeada de boas vibrações, de um poder espiritual semelhante ao que encontrava no seu quarto no templo. perto do guarda roupa encontrava-se um espelho, Rita olhou-o deslumbrada, a sua moldura era trabalhada em ouro, cheia de símbolos que pareciam chamas e aves, o vidro do espelho também era especial, era de um material diferente ao habitual vidro de espelho porém depressa o espelho perdeu o interesse e a atenção de Rita focou-se no reflexo que via naquele espelho de origem desconhecida. Aquele não era o seu reflexo. O espelho reflectia uma pessoa que não era ela embora fosse muito parecida. À sua frente estava uma rapariga de cabelos pretos sedosos, olhos lutadores e cheios de coragem, uma característica que não era transmitida pela sua aparência, era uma menina pequena por volta dos seis anos com um aspecto frágil e débil acentuado pelo longo roube dourado que trazia vestida, era seda reparou Rita tocando no roube que tinha, mal podia acreditar, estava algures num corpo que não era o seu. Alguém bateu à porta, entrando, antes que Rita tivesse tempo de responder.
- Eu bem disse a Vossa Majestade que já devia estar acordada, nunca dorme como deve ser. - dizia um mulher já com uma certa idade e com um olhar cansado enquanto abria as cortinas deixando Rita vislumbrar um paisagem que nunca imaginara conhecer.
Aproximou-se da janela curiosa, os raios de sol que passavam encontravam-se entre o laranja e o vermelho não chegando a nenhuma destas cores, o céu era de um vermelho quase branco e tinha algumas nuvens que pareciam as nuvens que se viam por vezes na Terra ao pôr-do-sol. Estava num quarto muito alto, conseguia ver o chão bastante afastado da janela provavelmente uns dez metros ou mais, conforme vislumbrava a superfície daquela terra desconhecida iam aparecendo pequenas casas até a sua vista alcançar uma grande cidade cheia de gente.
- Então senhorita, não se vai vestir? Largue a janela minha menina! Hoje vai à Lua lembra-se? Não quer chegar atrasada e deixar uma má imagem.
- À Lua? - questionava Rita confusa para aquela mulher que a parecia conhecer desde sempre.
- Não acredito que se esqueceu! Então, a menina é uma princesa responsável. Como é que pode ter-se esquecido de que prometeu ir em representação do nosso reino prestar homenagem a Vossa Majestade o rei Chronos? - exclamava a mulher escandalizada.
Rita não respondeu, ouvindo cada palavra atentamente, parecia já as ter ouvido antes, era como se estivesse a ter um deja-vu, algo lhe disse que o melhor era apenas assentir que sim. A mulher abriu uma porta e entrou, voltando logo a seguir com um longo vestido vermelho que pousou sobre a cama.
- Todos dizem que devia ir de negro mas sinceramente a menina é apenas uma criança! Estar de vermelho ou de preto vai dar tudo ao mesmo e como pode animar aquele povo se tiver de uma cor tão triste e com falta de esperança? Eu sei o que faço, além disso o vermelho fica-lhe tão bem. - afirmou olhando-a carinhosamente. - Vista-o - continuou apontando para o vestido. - eu venho depois tratar do seu cabelo.
A mulher saiu e Rita começou a vestir-se sem sequer questionar o que se estava a passar, olhou-se mais uma vez ao espelho penteando-se e colocando uma fita vermelha que tinha sobre a mesa. Agora estava bem. Abriu a porta e saiu dando uma última espreitadela à aquele quarto acolhedor, não sabia onde estava mas movia-se por aqueles longos corredores como se soubesse exactamente para onde ia.
- Menina! - exclamou a mulher de ainda há bocado toda orgulhosa. - Já sabe arranjar o cabelo como a sua mãe. Venha por aqui que já estão à sua espera.
Rita seguiu aquela mulher por quem sentia uma certa afinidade, não sabia porquê mas sentia-se novamente uma ignorante, ali sem saber o porquê, para onde ia ou sobre o quê que falavam, tudo lhe era estranho. Por fim chegaram a uma longa sala escura, o chão todo cheio de azulejos de um tom vermelho transparente, a meio do chão havia uma estrela com vários simbolos esquesitos nas pontas, Rita reconheceu alguns como sendoos de Marte, Mercúrio, Júoiter e Vénus.
- Já sabe o que tem que fazer. Aqui tem. - dizia dando-lhe o que Rita sabia muito bem ser a sua caneta de transformação.
- Marte protege-me, guia-me e ajuda-me na minha viagem. - ouviu-se a dizer, não controlava as suas própias palavras. - TELEPORTE.
E num segundo desapareceu, deixando aquele mulher a olhá-la um pouco receosa. Voltou a aparecer. Porém estava num local bem diferente do qual se encontrava anteriormente, era uma sala em que a claridade dominava, parecia ser constituida de vidro pois reflectia uma luz clara com o bater do sol.
- Princesa de Marte, é um prazer ver que veio tal como o seu planeta prometeu. - afirmava uma mulher de cabelos prateados, tinha umas olheiras bem fundas que tentara disfarçar com maquilhagem mas que saltavam à vista de qualquer um.
Rita fez uma vénia, do outro lado da sala encontrava-se uma menina pequena que ao vê-la saiu para a rua deixando apenas os seus cabelos louros a flutuarem à sua trás. Rita sorriu, sabia de quem eram aqueles cabelos, a rainha viu o seu sorriso e a tristeza que tinha no olhar aumentou.
- É a minha filha. Ninguém consegue falar com ela desde que.. vossa excelência sabe..
- Se me permitir vossa majestade...
Rita fez mais uma vénia mas nem esperou um resposta, foi a correr para a rua à procura da princesa. Encontrou-a encostada numa das muitas colunas que sustinham aquele palácio. Rita não pode deixar de sorrir, aquela era a Bunny do Milénio Prateado, porém o seu sorriso desvaneceu-se quando viu que ela estava a chorar, tinha os olhos vermelhos e na face faltava-lhe a alegria que tanto lhe era caracteristica.
- Não chores. - pediu Rita mas ao lembrar-se de que eraa primeira vez que se conheciam continuou - Eu sou a Rita, princesa de Marte.
A princesa parou de chorar.
- Princesa Serenidade, princesa da Lua mas trata-me por Serenidade.
- Serenidade porque choras?
- Tu sabes, afinal vocês adoram estas coisas, são sempre os primeiros a oferecerem-se para cá vir sempre que acontece algo assim. - murmurava revoltada mas ao ver que Rita não a tinha compreendido e que a olhava com tamanha sinceridade perdeu a revolta que sentia e no seu lugar surgiram as lágrimas. - O meu pai.. ele morreu, morreu a lutar. A lutar para proteger este reino, para me proteger, para proteger a minha mãe.
Rita sentiu-se mal por ter feito aquela pergunta. Então o motivo da sua vinda à Lua era aquela, fazer homenagem ao pai de Serenidade que tinha morrido. Que havia de fazer agora? Como é que a ia consolar se nem sabia como tal tinha acontecido?
-Um dia, vou-me tornar numa princesa a sério, todos esperam isso de mim, esperam que eu seja uma princesa exemplar que seja tal como o meu pai ou como a minha mãe.. eu queria ser como o meu pai, ter a sua coragem, um coração tão grande como ele tinha, poder proteger as pessoas de quem gosto. - explicava tristemente enquanto Rita a ouvia sonhadora bebendo cada palavra sabendo como tudo aquilo se iria realizar no futuro. - queria parar de vez as guerras mas não vou conseguir.. vou desapontar todo o meu povo, eu sou uma fraca, sou incapaz de fazer algo bem, sou incapaz de me levantar sozinha ..
- Então não estarás sozinha. - interrompeu Rita sentando-se ao seu lado. - Eu sei que serás ainda melhor que o teu pai, és uma pessoa com muito valor, uma pessoa única, tens um coração de ouro e uma grande força que apenas ainda não descobriste, tu és mais forte do que crês que és. Nunca vais estar sozinha e nunca vais desapontar ninguém, mesmo agora, já fazes mais do que te é pedido, acredita no que te digo. Se alguma vez pensares que não podes continuar em frente, que vais desistir então chama-me que eu tiro-te essas ideias maluquinhas da tua cabeça a bem ou a mal! Tens que acreditar mais em ti princesa.
Serenidade sentiu as faces a rosarem enquanto rita proferia aquelas palavras porém ficou a olhá-la estupefacta.
Levantou-se confiante e abriu a porta com força para encontrar o seu avô e Fernando a ela encostados. Fechou a porta e continuou o seu caminho, não se ia distrair, precisava de concentrar-se no que queria, no que precisava de saber. Ao fundo do corredor encontrou a entrada que procurava, entrou, aquela sala normalmente tão cheia quando as suas amigas vinham às tão famosas reuniões. Junto à parede estava o que ela procurava, a lareira, as chamas ardiam intensamente como se tivessem estado à sua espera. Deixou as labaredas de fogo crescerem enquanto fechava os olhos tentando esvaziar da sua mente tudo o que era desnecessário deixando por fim apenas pensamentos vagos, entre eles as dúvidas que a sobressaltavam e que ela queria ver respondidas duma vez por todas. Sentiu-se leve, o Mundo que a rodeava parecia desaparecer aos poucos e apenas existissem as chamas que dançavam à sua frente porém não abriu os olhos, no momento seguinte sentiu-se a cair, a cair por um lugar sem fundo, queria agarrar-se a alguma coisa mas apenas existia uma escuridão sem fim, manteve os olhos fechados na esperança que assim aquela queda não seria uma tortura tão eterna, viu-se obrigada a abrir os olhos ao ser envolvida numa luz intensa esperando já ter caído. Esperava um chão de pedra, esperava ter as pernas a doer ou até alguma coisa partida porém estava bem e num lugar totalmente oposto. Encontrava-se numa cama de dossel de uma beleza inigualável, ainda mais lindo era o quarto em que estava, cada cortina, cada detalhe nos móveis, quem quer que tivesse escolhido aquela decoração tinha bom gosto *e muito dinheiro* levantou-se para observar melhor aquele quarto que lhe parecia um pouco familiar, agradável, estava rodeada de boas vibrações, de um poder espiritual semelhante ao que encontrava no seu quarto no templo. perto do guarda roupa encontrava-se um espelho, Rita olhou-o deslumbrada, a sua moldura era trabalhada em ouro, cheia de símbolos que pareciam chamas e aves, o vidro do espelho também era especial, era de um material diferente ao habitual vidro de espelho porém depressa o espelho perdeu o interesse e a atenção de Rita focou-se no reflexo que via naquele espelho de origem desconhecida. Aquele não era o seu reflexo. O espelho reflectia uma pessoa que não era ela embora fosse muito parecida. À sua frente estava uma rapariga de cabelos pretos sedosos, olhos lutadores e cheios de coragem, uma característica que não era transmitida pela sua aparência, era uma menina pequena por volta dos seis anos com um aspecto frágil e débil acentuado pelo longo roube dourado que trazia vestida, era seda reparou Rita tocando no roube que tinha, mal podia acreditar, estava algures num corpo que não era o seu. Alguém bateu à porta, entrando, antes que Rita tivesse tempo de responder.
- Eu bem disse a Vossa Majestade que já devia estar acordada, nunca dorme como deve ser. - dizia um mulher já com uma certa idade e com um olhar cansado enquanto abria as cortinas deixando Rita vislumbrar um paisagem que nunca imaginara conhecer.
Aproximou-se da janela curiosa, os raios de sol que passavam encontravam-se entre o laranja e o vermelho não chegando a nenhuma destas cores, o céu era de um vermelho quase branco e tinha algumas nuvens que pareciam as nuvens que se viam por vezes na Terra ao pôr-do-sol. Estava num quarto muito alto, conseguia ver o chão bastante afastado da janela provavelmente uns dez metros ou mais, conforme vislumbrava a superfície daquela terra desconhecida iam aparecendo pequenas casas até a sua vista alcançar uma grande cidade cheia de gente.
- Então senhorita, não se vai vestir? Largue a janela minha menina! Hoje vai à Lua lembra-se? Não quer chegar atrasada e deixar uma má imagem.
- À Lua? - questionava Rita confusa para aquela mulher que a parecia conhecer desde sempre.
- Não acredito que se esqueceu! Então, a menina é uma princesa responsável. Como é que pode ter-se esquecido de que prometeu ir em representação do nosso reino prestar homenagem a Vossa Majestade o rei Chronos? - exclamava a mulher escandalizada.
Rita não respondeu, ouvindo cada palavra atentamente, parecia já as ter ouvido antes, era como se estivesse a ter um deja-vu, algo lhe disse que o melhor era apenas assentir que sim. A mulher abriu uma porta e entrou, voltando logo a seguir com um longo vestido vermelho que pousou sobre a cama.
- Todos dizem que devia ir de negro mas sinceramente a menina é apenas uma criança! Estar de vermelho ou de preto vai dar tudo ao mesmo e como pode animar aquele povo se tiver de uma cor tão triste e com falta de esperança? Eu sei o que faço, além disso o vermelho fica-lhe tão bem. - afirmou olhando-a carinhosamente. - Vista-o - continuou apontando para o vestido. - eu venho depois tratar do seu cabelo.
A mulher saiu e Rita começou a vestir-se sem sequer questionar o que se estava a passar, olhou-se mais uma vez ao espelho penteando-se e colocando uma fita vermelha que tinha sobre a mesa. Agora estava bem. Abriu a porta e saiu dando uma última espreitadela à aquele quarto acolhedor, não sabia onde estava mas movia-se por aqueles longos corredores como se soubesse exactamente para onde ia.
- Menina! - exclamou a mulher de ainda há bocado toda orgulhosa. - Já sabe arranjar o cabelo como a sua mãe. Venha por aqui que já estão à sua espera.
Rita seguiu aquela mulher por quem sentia uma certa afinidade, não sabia porquê mas sentia-se novamente uma ignorante, ali sem saber o porquê, para onde ia ou sobre o quê que falavam, tudo lhe era estranho. Por fim chegaram a uma longa sala escura, o chão todo cheio de azulejos de um tom vermelho transparente, a meio do chão havia uma estrela com vários simbolos esquesitos nas pontas, Rita reconheceu alguns como sendoos de Marte, Mercúrio, Júoiter e Vénus.
- Já sabe o que tem que fazer. Aqui tem. - dizia dando-lhe o que Rita sabia muito bem ser a sua caneta de transformação.
- Marte protege-me, guia-me e ajuda-me na minha viagem. - ouviu-se a dizer, não controlava as suas própias palavras. - TELEPORTE.
E num segundo desapareceu, deixando aquele mulher a olhá-la um pouco receosa. Voltou a aparecer. Porém estava num local bem diferente do qual se encontrava anteriormente, era uma sala em que a claridade dominava, parecia ser constituida de vidro pois reflectia uma luz clara com o bater do sol.
- Princesa de Marte, é um prazer ver que veio tal como o seu planeta prometeu. - afirmava uma mulher de cabelos prateados, tinha umas olheiras bem fundas que tentara disfarçar com maquilhagem mas que saltavam à vista de qualquer um.
Rita fez uma vénia, do outro lado da sala encontrava-se uma menina pequena que ao vê-la saiu para a rua deixando apenas os seus cabelos louros a flutuarem à sua trás. Rita sorriu, sabia de quem eram aqueles cabelos, a rainha viu o seu sorriso e a tristeza que tinha no olhar aumentou.
- É a minha filha. Ninguém consegue falar com ela desde que.. vossa excelência sabe..
- Se me permitir vossa majestade...
Rita fez mais uma vénia mas nem esperou um resposta, foi a correr para a rua à procura da princesa. Encontrou-a encostada numa das muitas colunas que sustinham aquele palácio. Rita não pode deixar de sorrir, aquela era a Bunny do Milénio Prateado, porém o seu sorriso desvaneceu-se quando viu que ela estava a chorar, tinha os olhos vermelhos e na face faltava-lhe a alegria que tanto lhe era caracteristica.
- Não chores. - pediu Rita mas ao lembrar-se de que eraa primeira vez que se conheciam continuou - Eu sou a Rita, princesa de Marte.
A princesa parou de chorar.
- Princesa Serenidade, princesa da Lua mas trata-me por Serenidade.
- Serenidade porque choras?
- Tu sabes, afinal vocês adoram estas coisas, são sempre os primeiros a oferecerem-se para cá vir sempre que acontece algo assim. - murmurava revoltada mas ao ver que Rita não a tinha compreendido e que a olhava com tamanha sinceridade perdeu a revolta que sentia e no seu lugar surgiram as lágrimas. - O meu pai.. ele morreu, morreu a lutar. A lutar para proteger este reino, para me proteger, para proteger a minha mãe.
Rita sentiu-se mal por ter feito aquela pergunta. Então o motivo da sua vinda à Lua era aquela, fazer homenagem ao pai de Serenidade que tinha morrido. Que havia de fazer agora? Como é que a ia consolar se nem sabia como tal tinha acontecido?
-Um dia, vou-me tornar numa princesa a sério, todos esperam isso de mim, esperam que eu seja uma princesa exemplar que seja tal como o meu pai ou como a minha mãe.. eu queria ser como o meu pai, ter a sua coragem, um coração tão grande como ele tinha, poder proteger as pessoas de quem gosto. - explicava tristemente enquanto Rita a ouvia sonhadora bebendo cada palavra sabendo como tudo aquilo se iria realizar no futuro. - queria parar de vez as guerras mas não vou conseguir.. vou desapontar todo o meu povo, eu sou uma fraca, sou incapaz de fazer algo bem, sou incapaz de me levantar sozinha ..
- Então não estarás sozinha. - interrompeu Rita sentando-se ao seu lado. - Eu sei que serás ainda melhor que o teu pai, és uma pessoa com muito valor, uma pessoa única, tens um coração de ouro e uma grande força que apenas ainda não descobriste, tu és mais forte do que crês que és. Nunca vais estar sozinha e nunca vais desapontar ninguém, mesmo agora, já fazes mais do que te é pedido, acredita no que te digo. Se alguma vez pensares que não podes continuar em frente, que vais desistir então chama-me que eu tiro-te essas ideias maluquinhas da tua cabeça a bem ou a mal! Tens que acreditar mais em ti princesa.
Serenidade sentiu as faces a rosarem enquanto rita proferia aquelas palavras porém ficou a olhá-la estupefacta.
visitem a minha 1º fic:
"A flor que o vento levou"
http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/a-flor-que-o-vento-levou-t3213.htm
COMENTEM!!!
"A flor que o vento levou"
http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/a-flor-que-o-vento-levou-t3213.htm
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- Como é que podes dizer isso se só me conheceste agora?
- Bem.. Já alguma vez tiveste a sensação de que conheceste alguém que parece que conheces desde sempre? Alguém que sentes que estão há muito destinados a se conhecerem? - interrogou com a mão no coração, sentia cada palavra que pronunciava com tal intensidade que era impossivel de explicar.
- Sim. Agora. - sorriu a princesa limpando as lágrimas.
- Princesa, a homenagem vai começar. - declarou Artémis pesarosamente,
A princesa levantou-se ajudando Rita a seguir-lhe o exemplo. No momento em que deram as mãos Rita foi trespassada por um turbilhão de sensações, o amor que a princesa emitia, uma grande esperança e uma luz, uma luz que parecia iluminar a sua mente e o seu coração de agradáveis sensações, de fragmentos de memórias que ainda estavam por acontecer e tudo aquilo lhe pareceu infinitamente longo para um simples toque de milésimos de segundo. Por outro lado também a princesa Serenidade sentia pela primeira vez emoções das quais fora privada durante todos aqueles anos, como a segurança e o calor que Rita lhe transmitia era indescritível, parecia uma chama que nunca se iria extinguir e que iria sempre permanecer brilhando só para ela. Ambas seguiram o gato branco que as havia chamado e chegaram a um jardim rodeado de flores brancas, tão comuns naquele local, que caracterizavam a serenidade e a paz que habitualmente existia naquele povo. Num canto, ao pé de uma grande árvore estava a rainha com os seus cabelos prateados a baterem-lhe na cara, trazia nas mãos um cofre adornado a veludo vermelho, em seu redor estavam as princesas de Vénus, Mercúrio, Júpiter, Urano, Neptuno, Saturno e Plutão, um pouco mais afastadas estavam todas as pessoas daquele reino, numa fila infindável com a esperança de poderem assim dar os seus respeitos ao rei que lhes trouxera momentos tão prósperos e normalmente afastados de todas as guerras nas quais o sistema solar se via tão constantemente envolvido, aquele rei iria ser relembrado para todo o sempre, havia vivido para aquele reino, tentado fazer de tudo para que pudessem viver em paz e harmonia, havia aberto novos caminhos na aliança que o povo desejava que a rainha continuasse a explorar. Era um rei que era muito amado por todos eles e que agora se fora deixando todos desgostosos mas pior ainda, deixando o reino numa instabilidade grandiosa, a rainha parecia incapaz de se impor perante os membros reais ou outras pessoas importantes trancando-se no quarto enquanto uma ama tratava da pequena princesa que acabara de ficar órfã de pai, um pai que nunca chegou a conhecer muito bem pois este dedicara toda a sua curta vida aquele reino, abrira novas perspectivas, era um homem cheio de ideias inovadoras e que não se ficava por elas tentado a custo concretizá-las também, de certo modo tinham pena da pequena filha que deixara, ali perdida e com uma mãe que ainda não conseguia aceitar o facto de estar viúva. Porém agora naquele lugar, todos tinham esperança, o Rei Chronos sempre fora uma fonte de esperança e fé e agora que estavam ali para lhe fazer uma homenagem, ali no lugar onde este conhecera a rainha tinham fé de que esta aceitaria as suas responsabilidades e que voltaria a trazer estabilidade, os tempos estavam difíceis e uma nova guerra estava próxima, sentiam-no, sabiam que o seu amado rei tinha terminado com uma guerra mas que outra viria a acontecer sem que nada pudessem fazer a não ser olhar para aquelas princesas na esperança de que conseguissem trazer os ânimos à única descendente da falecida rainha Selece IV, e também a mulher do rei daquilo tudo.
Rita aproximou-se, conseguiu vislumbrar a princesa de Plutão com facilidade, parecia ter quatro anos mais do que elas aparentando assim um ar muito mais maduro, que Rita sabia que se devia também ao facto de já nesta altura estar a guardar o portal do tempo. Apenas a princesa de Plutão e a de Saturno se encontravam de negro, todas as outras traziam vestidos dos mais variados tipos e das cores que tanto caracterizavam os seus planetas. Rita e a princesa da lua chegaram ao pé da árvore, a princesa pôs-se ao lado da mãe e Rita ficou a seu lado, à sua direita estava a princesa de Júpiter com o cabelo solto e um ar duro que Rita sabia ser apenas superficial.
A Rainha levantou a voz começando um longo discurso que parecia nunca mais acabar, apenas o povo a ouvia atentamente e das princesas dos planetas interiores apenas Ami estava atenta. *é a Ami* Por fim a Rainha parou, não conseguia continuar, sentia um nó na garganta e as lágrimas escorriam pelo seu rosto incessantemente, pousou com alguma dificuldade o cofre no chão macio e Rita pôde pela primeira vez ver que tinha uma inscrição em ouro "Chronos o tempo será eternamente teu", todas as princesas baixaram a cara em sinal de respeito ao defunto membro da família real, a princesa Serenidade tremia descontroladamente estando mesmo à beira de um ataque de choro. Rita deu-lhe a mão e sorriu-lhe transmitindo confiança e fazendo aos poucos o seu choro desaparecer. Uma rajada de vento passou entre aquele grupo de pessoas levando consigo um pouco do desgosto e sofrimento para dar uma oportunidade à felicidade.
Rita olhou em seu redor, Joana, a princesa de Vénus, parecia tão pequenina, assim como todas as outras, estava tão acostumada a vê-las com 19 anos, com perto de 1,70m e 1,80m que agora vê-las com 6 anos e com cerca de 1,35m era difícil. Mas conseguia reconhecê-las, Joana não mudara nada, ou não iria mudar nada, tinha o seu sorriso cheio de amor para dar, o seu olhar sonhador, também ela olhava em redor e, busca de um olhar amigo, de alguém que aliviasse um pouco aquele clima pesado, ao ver que Rita a olhava sorriu, tinha encontrado uma amiga. *Só mesmo a Joana*
Após algum tempo naquele silêncio angustiante a rainha esforçou-se por afastar por um pouco as lágrimas e interveio:
- Muito obrigada pela vossa comparência, agradeço imenso que o nosso Sistema Solar se mostre sempre tão disponível para nós.
- Vossa Majestade, o seu reino não morrerá só porque um anjo voou para longe. – dizia Saturno, enquanto o povo ouvia atentamente pensando em como acreditavam que morreria, não confiavam muito nas capacidades da rainha depois de uma perda tão grande e sentiam que o seu reino não estava entregue a ninguém. – A vida e a morte estão sempre interligadas e o espírito de Vossa Alteza, o Rei Chronos permanecerá.
A princesa de Saturno olhava-a com um ar tão sincero e puro ali com os seus cabelos escuros, o seu vestido também escuro cheio de laços dando-lhe aquele ar misterioso que lhe era tão comum, fez uma vénia e deixou ao pé do cofre uma jóia, não era uma jóia qualquer, tinha o símbolo da vida e o da morte entrelaçados, ambos com um brilho intenso, Rita não soube dizer qual deles brilhava mais. Hotaru afastou-se meia envergonhada dando lugar às outras princesas, Rita olhou-a carinhosamente, tinha sido a única a ter coragem de chegar ao pé da rainha. A princesa de Neptuno caminhou em direcção à rainha, graciosa e serenamente, os seus cabelos ondulados compridos e brilhantes magnificamente arranjados porém tinha no seu rosto um ar triste, aquela perda havia marcado bastante todo o Sistema Solar. Pousou ao lado do cofre um búzio da cor das flores que coloriam aquele cenário de branco. Fez uma reverência à rainha.
- Vossa Alteza era um rei sem igual, não havia ninguém como ele, conseguia fazer os esquemas mais inimagináveis, para Vossa Alteza havia sempre uma hipótese, a sua morte foi uma grande perda para todo o nosso Sistema Solar. Em representação do meu planeta, Neptuno, deixo este búzio, nele podemos ouvir o magnifico som das ondas e o Rei Chronos era como o mar, infinito. Espero que esteja em paz e que permita que a sua família volte a sorrir. – acabou a princesa de Neptuno, Mariana, tinha um ar jovial, tinha tido com certeza uma educação muito rígida mas havia-a aceitado com um sorriso no rosto sem pedir nada em troca, tinha uma grande beleza e transmitiu calma e serenidade à princesa que a olhava fascinada, queria ser uma princesa como ela. A princesa de Neptuno voltou ao seu local cruzando olhares com Haruka pela primeira vez. Um sentimento despertou nos seus interiores, uma emoção nunca antes sentida porém aceitavam aquele sentimento, que as começava a preencher, de braços abertos. Haruka permaneceu fitando-a, graciosa e bela até achar que devia ir, mostrar-se forte e ir dar os votos do seu planeta à rainha Serenidade.
- Bem.. Já alguma vez tiveste a sensação de que conheceste alguém que parece que conheces desde sempre? Alguém que sentes que estão há muito destinados a se conhecerem? - interrogou com a mão no coração, sentia cada palavra que pronunciava com tal intensidade que era impossivel de explicar.
- Sim. Agora. - sorriu a princesa limpando as lágrimas.
- Princesa, a homenagem vai começar. - declarou Artémis pesarosamente,
A princesa levantou-se ajudando Rita a seguir-lhe o exemplo. No momento em que deram as mãos Rita foi trespassada por um turbilhão de sensações, o amor que a princesa emitia, uma grande esperança e uma luz, uma luz que parecia iluminar a sua mente e o seu coração de agradáveis sensações, de fragmentos de memórias que ainda estavam por acontecer e tudo aquilo lhe pareceu infinitamente longo para um simples toque de milésimos de segundo. Por outro lado também a princesa Serenidade sentia pela primeira vez emoções das quais fora privada durante todos aqueles anos, como a segurança e o calor que Rita lhe transmitia era indescritível, parecia uma chama que nunca se iria extinguir e que iria sempre permanecer brilhando só para ela. Ambas seguiram o gato branco que as havia chamado e chegaram a um jardim rodeado de flores brancas, tão comuns naquele local, que caracterizavam a serenidade e a paz que habitualmente existia naquele povo. Num canto, ao pé de uma grande árvore estava a rainha com os seus cabelos prateados a baterem-lhe na cara, trazia nas mãos um cofre adornado a veludo vermelho, em seu redor estavam as princesas de Vénus, Mercúrio, Júpiter, Urano, Neptuno, Saturno e Plutão, um pouco mais afastadas estavam todas as pessoas daquele reino, numa fila infindável com a esperança de poderem assim dar os seus respeitos ao rei que lhes trouxera momentos tão prósperos e normalmente afastados de todas as guerras nas quais o sistema solar se via tão constantemente envolvido, aquele rei iria ser relembrado para todo o sempre, havia vivido para aquele reino, tentado fazer de tudo para que pudessem viver em paz e harmonia, havia aberto novos caminhos na aliança que o povo desejava que a rainha continuasse a explorar. Era um rei que era muito amado por todos eles e que agora se fora deixando todos desgostosos mas pior ainda, deixando o reino numa instabilidade grandiosa, a rainha parecia incapaz de se impor perante os membros reais ou outras pessoas importantes trancando-se no quarto enquanto uma ama tratava da pequena princesa que acabara de ficar órfã de pai, um pai que nunca chegou a conhecer muito bem pois este dedicara toda a sua curta vida aquele reino, abrira novas perspectivas, era um homem cheio de ideias inovadoras e que não se ficava por elas tentado a custo concretizá-las também, de certo modo tinham pena da pequena filha que deixara, ali perdida e com uma mãe que ainda não conseguia aceitar o facto de estar viúva. Porém agora naquele lugar, todos tinham esperança, o Rei Chronos sempre fora uma fonte de esperança e fé e agora que estavam ali para lhe fazer uma homenagem, ali no lugar onde este conhecera a rainha tinham fé de que esta aceitaria as suas responsabilidades e que voltaria a trazer estabilidade, os tempos estavam difíceis e uma nova guerra estava próxima, sentiam-no, sabiam que o seu amado rei tinha terminado com uma guerra mas que outra viria a acontecer sem que nada pudessem fazer a não ser olhar para aquelas princesas na esperança de que conseguissem trazer os ânimos à única descendente da falecida rainha Selece IV, e também a mulher do rei daquilo tudo.
Rita aproximou-se, conseguiu vislumbrar a princesa de Plutão com facilidade, parecia ter quatro anos mais do que elas aparentando assim um ar muito mais maduro, que Rita sabia que se devia também ao facto de já nesta altura estar a guardar o portal do tempo. Apenas a princesa de Plutão e a de Saturno se encontravam de negro, todas as outras traziam vestidos dos mais variados tipos e das cores que tanto caracterizavam os seus planetas. Rita e a princesa da lua chegaram ao pé da árvore, a princesa pôs-se ao lado da mãe e Rita ficou a seu lado, à sua direita estava a princesa de Júpiter com o cabelo solto e um ar duro que Rita sabia ser apenas superficial.
A Rainha levantou a voz começando um longo discurso que parecia nunca mais acabar, apenas o povo a ouvia atentamente e das princesas dos planetas interiores apenas Ami estava atenta. *é a Ami* Por fim a Rainha parou, não conseguia continuar, sentia um nó na garganta e as lágrimas escorriam pelo seu rosto incessantemente, pousou com alguma dificuldade o cofre no chão macio e Rita pôde pela primeira vez ver que tinha uma inscrição em ouro "Chronos o tempo será eternamente teu", todas as princesas baixaram a cara em sinal de respeito ao defunto membro da família real, a princesa Serenidade tremia descontroladamente estando mesmo à beira de um ataque de choro. Rita deu-lhe a mão e sorriu-lhe transmitindo confiança e fazendo aos poucos o seu choro desaparecer. Uma rajada de vento passou entre aquele grupo de pessoas levando consigo um pouco do desgosto e sofrimento para dar uma oportunidade à felicidade.
Rita olhou em seu redor, Joana, a princesa de Vénus, parecia tão pequenina, assim como todas as outras, estava tão acostumada a vê-las com 19 anos, com perto de 1,70m e 1,80m que agora vê-las com 6 anos e com cerca de 1,35m era difícil. Mas conseguia reconhecê-las, Joana não mudara nada, ou não iria mudar nada, tinha o seu sorriso cheio de amor para dar, o seu olhar sonhador, também ela olhava em redor e, busca de um olhar amigo, de alguém que aliviasse um pouco aquele clima pesado, ao ver que Rita a olhava sorriu, tinha encontrado uma amiga. *Só mesmo a Joana*
Após algum tempo naquele silêncio angustiante a rainha esforçou-se por afastar por um pouco as lágrimas e interveio:
- Muito obrigada pela vossa comparência, agradeço imenso que o nosso Sistema Solar se mostre sempre tão disponível para nós.
- Vossa Majestade, o seu reino não morrerá só porque um anjo voou para longe. – dizia Saturno, enquanto o povo ouvia atentamente pensando em como acreditavam que morreria, não confiavam muito nas capacidades da rainha depois de uma perda tão grande e sentiam que o seu reino não estava entregue a ninguém. – A vida e a morte estão sempre interligadas e o espírito de Vossa Alteza, o Rei Chronos permanecerá.
A princesa de Saturno olhava-a com um ar tão sincero e puro ali com os seus cabelos escuros, o seu vestido também escuro cheio de laços dando-lhe aquele ar misterioso que lhe era tão comum, fez uma vénia e deixou ao pé do cofre uma jóia, não era uma jóia qualquer, tinha o símbolo da vida e o da morte entrelaçados, ambos com um brilho intenso, Rita não soube dizer qual deles brilhava mais. Hotaru afastou-se meia envergonhada dando lugar às outras princesas, Rita olhou-a carinhosamente, tinha sido a única a ter coragem de chegar ao pé da rainha. A princesa de Neptuno caminhou em direcção à rainha, graciosa e serenamente, os seus cabelos ondulados compridos e brilhantes magnificamente arranjados porém tinha no seu rosto um ar triste, aquela perda havia marcado bastante todo o Sistema Solar. Pousou ao lado do cofre um búzio da cor das flores que coloriam aquele cenário de branco. Fez uma reverência à rainha.
- Vossa Alteza era um rei sem igual, não havia ninguém como ele, conseguia fazer os esquemas mais inimagináveis, para Vossa Alteza havia sempre uma hipótese, a sua morte foi uma grande perda para todo o nosso Sistema Solar. Em representação do meu planeta, Neptuno, deixo este búzio, nele podemos ouvir o magnifico som das ondas e o Rei Chronos era como o mar, infinito. Espero que esteja em paz e que permita que a sua família volte a sorrir. – acabou a princesa de Neptuno, Mariana, tinha um ar jovial, tinha tido com certeza uma educação muito rígida mas havia-a aceitado com um sorriso no rosto sem pedir nada em troca, tinha uma grande beleza e transmitiu calma e serenidade à princesa que a olhava fascinada, queria ser uma princesa como ela. A princesa de Neptuno voltou ao seu local cruzando olhares com Haruka pela primeira vez. Um sentimento despertou nos seus interiores, uma emoção nunca antes sentida porém aceitavam aquele sentimento, que as começava a preencher, de braços abertos. Haruka permaneceu fitando-a, graciosa e bela até achar que devia ir, mostrar-se forte e ir dar os votos do seu planeta à rainha Serenidade.
visitem a minha 1º fic:
"A flor que o vento levou"
http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/a-flor-que-o-vento-levou-t3213.htm
COMENTEM!!!
"A flor que o vento levou"
http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/a-flor-que-o-vento-levou-t3213.htm
COMENTEM!!!
- sou a princesa de Urano e vim representar o meu planeta guardião, para Vossa Majestade oferecemos esta espada. – afirmou pondo-a ao lado do búzio. – que simboliza como era lutador. – acabou. Não sabia que mais dizer, detestava aqueles eventos sociais e tentava sempre fazer de tudo para evitá-los porém como princesa tinha as suas obrigações e tinha que seguir as ordens que a corte lhe impunha embora o fizesse muito revoltada. Como não tinha mais nada a acrescentar fez uma vénia desajeitada e voltou para o seu lugar, mirando Mariana atentamente, caminhou com dificuldade devido ao longo vestido que trazia. *Detesto vestidos* pensava irritada.
- Vossa Majestade. – disse respeitosamente Júpiter, seguindo o mesmo ritual e fazendo-lhe uma vénia – O planeta Júpiter está de luto por esta perda porém gostaria que isto não a impedisse de voltar a ser feliz pois enquanto houver vida, há esperança. Por isso há que ter esperança e força em que tudo irá melhorar. Vossa excelência e a princesa têm o direito a sorrir e a voltar a sentir a felicidade, por isso deixo em homenagem a este nosso poderoso rei este metal em forma de raio que brilha até nos momentos mais escuros para poder iluminar as vossas vidas, espero. – terminou deixando o objecto perto do cofre tal como todos os objectos que já lá se encontravam.
Joana brilhou ao ouvir aquelas palavras, Rita também a ouvira, tinha as lágrimas nos olhos que tentava disfarçar com algum êxito, o olhar carinhoso e cheio de pena que Maria mandava à rainha mostrava como tinha uma grande personalidade e um ainda maior amor pelas pessoas. Joana sentiu uma grande confiança a percorrê-la e seguiu em frente sonhadora do que ia fazer. Os seus olhos estavam de um azul tão azul.. olhava para Rita e para a princesa com uma certa saudade, saudade dos tempos em que tinha amigas, amigas pensara, afinal só diziam mal dela nas suas costas, apegaram-se a ela por motivos interceiros, toda a vida da família real era vivida em ilusões e mentiras porém, ali ao ver todas as princesas sentia que estavam ligadas por algo completamente fora dessa teia de mentiras vividas pela corte. Olhou em seu redor com um sorriso na cara mais uma vez, abriu uma pequena mala de onde tirou uma safira em forma de coração, na jóia estavam reflectidos os seus olhos cheios de amor para dar. Voltou-se para a rainha e fez uma reverência cheia de sentimento, esperara muito tempo para ir ao chamado reino da rainha Serenidade, era a sua primeira aparição oficial como representante do seu planeta e não podia sentir-se mais orgulhosa de si mesma.
- Vossa Alteza, antes que mais gostaria de lhe dizer que é um enorme prazer conhecê-la, a si e à princesa. Há muito que sonho com este dia, apenas lamento imenso que nos juntemos para discutir guerras ou então para nos apoiarmos nestes momentos tristes e que a minha vinda tal como a de muitas outras pessoas seja pelos piores motivos embora com as melhores intenções. Acho que devíamos realmente estabelecer uma aliança, não esta que já existe mas sim uma verdadeira aliança onde nos possamos compreender mutuamente. – parou um pouco – A nossa oferenda é esta jóia, não tem nada de especial mas a sua forma em coração grava o enorme amor que ele deixou aqui em todos nós. Foi um homem que não deixou nenhum planeta indiferente, Deixou em Saturno uma nova esperança, em Vénus uma grande demonstração do seu grande coração, todo o seu amor irá permanecer nos nossos corações para todo o sempre.
- Muito obrigada princesa Vénus, as tuas palavras são muito bonitas.
Vénus sorriu e fez mais uma vénia, a si seguiu-se Ami toda corada, fez uma reverência e ficou parada sem pronunciar uma única palavra, tinha preparado o seu discurso ao mais ínfimo pormenor e agora não se lembrava de tudo o que tinha planeado dizer. Aquele silêncio embaraçoso permaneceu duro e cruel fazendo com que Ami se sentisse uma autêntica desilusão para o seu planeta, para o seu povo, a sua mãe e o seu pai não a iriam perdoar provavelmente estava a estragar a Aliança existente entre os planetas, uma Aliança que durava há séculos, estava a estragar toda aquela cerimónia que havia decorrido normalmente até ela decidir dar um passo em frente e cair no abismo, Ami sabia que dentro em pouco o povo a iria vaiar e esperava derrotada. Rita apercebeu-se do que se estava a passar mas tinha medo de fazer algo que a pusesse em causa e que causasse uma repreensão por parte da rainha, tentou apoiá-la sem palavras.
A princesa olhou Ami nos olhos, os seus olhos claros como água, perdidos naquela imensidão de pensamentos recordando-se de si mesma e dos tempos em que ficava tão nervosa esquecendo-se do que iria dizer e ficando envergonhada perante a mãe quando estava a ser posta à prova.
- O que te trouxe aqui princesa.. Mercúrio? – acrescentou ao ver o símbolo na sua testa, já conhecia todos os símbolos do sistema solar, tivera de os aprender quando entrara na escola.
- Eu vim dar os meus votos.. em nome de mercúrio.. trouxe.. aqui.. tenho o símbolo da.. da nossa Aliança porque foi o rei o responsável por tornar esta Aliança possível.
A princesa sorriu acalmando Ami que ó não andava em círculos porque estava perante a família real.
Finalmente já só faltavam a princesa Plutão e a Marte. Rita tinha reparado nisso e suava bastante, não tinha nenhuma prenda nem sabia o que ia dizer porém Plutão antecipou-se a si. Chegou ao pé delas e cumprimentou-as com o devido respeito, tirou do seu bolso uma pequena chave cor-de-rosa que ofereceu à rainha.
- Chronos significa tempo e Vossa Majestade será sempre recordado por entre os tempos pois ele mesmo é o deus do tempo, é a eternidade e tudo o que possamos imaginar. Os meus mais sinceros respeitos a este trágico acontecimento; esta chave foi a primeira chave utilizada para atravessar o espaço-tempo e assim sendo ofereço-a a Vossa Alteza para que seja sempre recordado como eterno.
A rainha não conteve as lágrimas, há muito que se esforçava por não as deixar sair pelos seus olhos mas agora não conseguia mais, Susana não falava por meio de um discurso como todas as outras, ela era a única que realmente tinha conhecido o rei e assim sendo dizia aquelas palavras de tal maneira que se conseguia sentir a enorme tristeza que estava por detrás delas. Susana esboçou um sorriso triste e encaminhou-se para o seu canto, agora, todos tinham os seus olhos postos em Rita, nem havia um único cidadão que não a olhasse, até o vento parecia ter parado só para a ouvir e Rita continuava ali sem se mover.
- Vai lá Marte. – encorajava a princesa.
Rita engoliu em seco, andou muito devagar mas como estava a menos de um metro de distância da rainha não a ajudou em muito. Fez uma vénia enquanto pensava em algo para dizer.
- Todos lamentamos muito que isto tenha acontecido… porém temos todos que continuar em frente. – parou procurando algo para oferecer porém só tinha aquela caneta de transformação que a transportara até lá, olhou para a rainha e para a princesa sorrindo pouco depois certa do que ia dizer. – Quanto à oferenda não trouxe nenhuma.
A rainha olhou-a como se esta tivesse sido mal-educada, o povo olhava-a indignado, furioso pela sua falta de respeito, as princesas apenas a olhavam com algum espanto e uma certa curiosidade, sabiam que ela tinha algo mais, que tinha algo a dizer em sua defesa, a princesa olhava-a com um certo orgulho pela coragem da sua amiga e pela sua diferença, tinha marcado com certeza pela sua diferença em relação às outras.
- Marte nem trouxe uma oferenda ao nosso defunto rei!
- Que falta de respeito é esta?
Ouvia-se o povo criticar.
Rita continuava a sorrir, os seus olhos brilhando intensamente.
- Isso mesmo. – incentivava – Marte não trouxe nada para oferecer. Porque nada há a oferecer. De certo que Vossa Majestade foi grandioso mas também nunca tive o prazer de o chegar a conhecer. Não trouxe nada porque tal como já disse anteriormente na minha opinião não há nada para oferecer, o rei partiu mas deixou aqui uma grande prenda, maior do que algum planeta alguma vez poderia dar.
A rainha ouvia-a atentamente com um olhar rígido porém todos os outros a olhavam confusos, bem que deviam estar confusos mas Rita sabia muito bem o que dizia ou fazia.
- Tendes aqui à vossa frente a maior dádiva que poderiam ter, a princesa Serenidade, a luz renascida do vosso falecido rei, a vossa e a nossa nova esperança, rainha, Vossa Alteza, não tendes de vos prender a este passado podereis criar um novo futuro pois tendes o mais importante mesmo ao vosso lado.
Porém Rita não teve tempo de acabar a sua frase ou de saber a reacção da Rainha, nesse momento voltou a ter aquela sensação de estar a cair mas desta vez abriu os olhos e estava em casa, na sala as chamas dançando à sua frente mostraram uma imagem, um homem a desaparecer e as chamas voltaram ao normal. Rita ficou ali olhando para o local onde havia aparecido aquela imagem tão vaga, aquela e tudo o que vira no milénio prateado eram as suas respostas mas as próprias respostas tinham que ser decifradas e Rita não compreendia porém levantou-se mais satisfeita, ainda não tinha esclarecido as suas dúvidas mas agora tinha a hipótese de descobrir as respostas que precisava e tinha tido a oportunidade de ter visto e vivido um pouco do seu passado.
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Poeque que ela lembrara-se daquilo? Como é possivel Shizumi ter poderes?
Bem espero que leiam e comentem.
Bjs Grandes
- Vossa Majestade. – disse respeitosamente Júpiter, seguindo o mesmo ritual e fazendo-lhe uma vénia – O planeta Júpiter está de luto por esta perda porém gostaria que isto não a impedisse de voltar a ser feliz pois enquanto houver vida, há esperança. Por isso há que ter esperança e força em que tudo irá melhorar. Vossa excelência e a princesa têm o direito a sorrir e a voltar a sentir a felicidade, por isso deixo em homenagem a este nosso poderoso rei este metal em forma de raio que brilha até nos momentos mais escuros para poder iluminar as vossas vidas, espero. – terminou deixando o objecto perto do cofre tal como todos os objectos que já lá se encontravam.
Joana brilhou ao ouvir aquelas palavras, Rita também a ouvira, tinha as lágrimas nos olhos que tentava disfarçar com algum êxito, o olhar carinhoso e cheio de pena que Maria mandava à rainha mostrava como tinha uma grande personalidade e um ainda maior amor pelas pessoas. Joana sentiu uma grande confiança a percorrê-la e seguiu em frente sonhadora do que ia fazer. Os seus olhos estavam de um azul tão azul.. olhava para Rita e para a princesa com uma certa saudade, saudade dos tempos em que tinha amigas, amigas pensara, afinal só diziam mal dela nas suas costas, apegaram-se a ela por motivos interceiros, toda a vida da família real era vivida em ilusões e mentiras porém, ali ao ver todas as princesas sentia que estavam ligadas por algo completamente fora dessa teia de mentiras vividas pela corte. Olhou em seu redor com um sorriso na cara mais uma vez, abriu uma pequena mala de onde tirou uma safira em forma de coração, na jóia estavam reflectidos os seus olhos cheios de amor para dar. Voltou-se para a rainha e fez uma reverência cheia de sentimento, esperara muito tempo para ir ao chamado reino da rainha Serenidade, era a sua primeira aparição oficial como representante do seu planeta e não podia sentir-se mais orgulhosa de si mesma.
- Vossa Alteza, antes que mais gostaria de lhe dizer que é um enorme prazer conhecê-la, a si e à princesa. Há muito que sonho com este dia, apenas lamento imenso que nos juntemos para discutir guerras ou então para nos apoiarmos nestes momentos tristes e que a minha vinda tal como a de muitas outras pessoas seja pelos piores motivos embora com as melhores intenções. Acho que devíamos realmente estabelecer uma aliança, não esta que já existe mas sim uma verdadeira aliança onde nos possamos compreender mutuamente. – parou um pouco – A nossa oferenda é esta jóia, não tem nada de especial mas a sua forma em coração grava o enorme amor que ele deixou aqui em todos nós. Foi um homem que não deixou nenhum planeta indiferente, Deixou em Saturno uma nova esperança, em Vénus uma grande demonstração do seu grande coração, todo o seu amor irá permanecer nos nossos corações para todo o sempre.
- Muito obrigada princesa Vénus, as tuas palavras são muito bonitas.
Vénus sorriu e fez mais uma vénia, a si seguiu-se Ami toda corada, fez uma reverência e ficou parada sem pronunciar uma única palavra, tinha preparado o seu discurso ao mais ínfimo pormenor e agora não se lembrava de tudo o que tinha planeado dizer. Aquele silêncio embaraçoso permaneceu duro e cruel fazendo com que Ami se sentisse uma autêntica desilusão para o seu planeta, para o seu povo, a sua mãe e o seu pai não a iriam perdoar provavelmente estava a estragar a Aliança existente entre os planetas, uma Aliança que durava há séculos, estava a estragar toda aquela cerimónia que havia decorrido normalmente até ela decidir dar um passo em frente e cair no abismo, Ami sabia que dentro em pouco o povo a iria vaiar e esperava derrotada. Rita apercebeu-se do que se estava a passar mas tinha medo de fazer algo que a pusesse em causa e que causasse uma repreensão por parte da rainha, tentou apoiá-la sem palavras.
A princesa olhou Ami nos olhos, os seus olhos claros como água, perdidos naquela imensidão de pensamentos recordando-se de si mesma e dos tempos em que ficava tão nervosa esquecendo-se do que iria dizer e ficando envergonhada perante a mãe quando estava a ser posta à prova.
- O que te trouxe aqui princesa.. Mercúrio? – acrescentou ao ver o símbolo na sua testa, já conhecia todos os símbolos do sistema solar, tivera de os aprender quando entrara na escola.
- Eu vim dar os meus votos.. em nome de mercúrio.. trouxe.. aqui.. tenho o símbolo da.. da nossa Aliança porque foi o rei o responsável por tornar esta Aliança possível.
A princesa sorriu acalmando Ami que ó não andava em círculos porque estava perante a família real.
Finalmente já só faltavam a princesa Plutão e a Marte. Rita tinha reparado nisso e suava bastante, não tinha nenhuma prenda nem sabia o que ia dizer porém Plutão antecipou-se a si. Chegou ao pé delas e cumprimentou-as com o devido respeito, tirou do seu bolso uma pequena chave cor-de-rosa que ofereceu à rainha.
- Chronos significa tempo e Vossa Majestade será sempre recordado por entre os tempos pois ele mesmo é o deus do tempo, é a eternidade e tudo o que possamos imaginar. Os meus mais sinceros respeitos a este trágico acontecimento; esta chave foi a primeira chave utilizada para atravessar o espaço-tempo e assim sendo ofereço-a a Vossa Alteza para que seja sempre recordado como eterno.
A rainha não conteve as lágrimas, há muito que se esforçava por não as deixar sair pelos seus olhos mas agora não conseguia mais, Susana não falava por meio de um discurso como todas as outras, ela era a única que realmente tinha conhecido o rei e assim sendo dizia aquelas palavras de tal maneira que se conseguia sentir a enorme tristeza que estava por detrás delas. Susana esboçou um sorriso triste e encaminhou-se para o seu canto, agora, todos tinham os seus olhos postos em Rita, nem havia um único cidadão que não a olhasse, até o vento parecia ter parado só para a ouvir e Rita continuava ali sem se mover.
- Vai lá Marte. – encorajava a princesa.
Rita engoliu em seco, andou muito devagar mas como estava a menos de um metro de distância da rainha não a ajudou em muito. Fez uma vénia enquanto pensava em algo para dizer.
- Todos lamentamos muito que isto tenha acontecido… porém temos todos que continuar em frente. – parou procurando algo para oferecer porém só tinha aquela caneta de transformação que a transportara até lá, olhou para a rainha e para a princesa sorrindo pouco depois certa do que ia dizer. – Quanto à oferenda não trouxe nenhuma.
A rainha olhou-a como se esta tivesse sido mal-educada, o povo olhava-a indignado, furioso pela sua falta de respeito, as princesas apenas a olhavam com algum espanto e uma certa curiosidade, sabiam que ela tinha algo mais, que tinha algo a dizer em sua defesa, a princesa olhava-a com um certo orgulho pela coragem da sua amiga e pela sua diferença, tinha marcado com certeza pela sua diferença em relação às outras.
- Marte nem trouxe uma oferenda ao nosso defunto rei!
- Que falta de respeito é esta?
Ouvia-se o povo criticar.
Rita continuava a sorrir, os seus olhos brilhando intensamente.
- Isso mesmo. – incentivava – Marte não trouxe nada para oferecer. Porque nada há a oferecer. De certo que Vossa Majestade foi grandioso mas também nunca tive o prazer de o chegar a conhecer. Não trouxe nada porque tal como já disse anteriormente na minha opinião não há nada para oferecer, o rei partiu mas deixou aqui uma grande prenda, maior do que algum planeta alguma vez poderia dar.
A rainha ouvia-a atentamente com um olhar rígido porém todos os outros a olhavam confusos, bem que deviam estar confusos mas Rita sabia muito bem o que dizia ou fazia.
- Tendes aqui à vossa frente a maior dádiva que poderiam ter, a princesa Serenidade, a luz renascida do vosso falecido rei, a vossa e a nossa nova esperança, rainha, Vossa Alteza, não tendes de vos prender a este passado podereis criar um novo futuro pois tendes o mais importante mesmo ao vosso lado.
Porém Rita não teve tempo de acabar a sua frase ou de saber a reacção da Rainha, nesse momento voltou a ter aquela sensação de estar a cair mas desta vez abriu os olhos e estava em casa, na sala as chamas dançando à sua frente mostraram uma imagem, um homem a desaparecer e as chamas voltaram ao normal. Rita ficou ali olhando para o local onde havia aparecido aquela imagem tão vaga, aquela e tudo o que vira no milénio prateado eram as suas respostas mas as próprias respostas tinham que ser decifradas e Rita não compreendia porém levantou-se mais satisfeita, ainda não tinha esclarecido as suas dúvidas mas agora tinha a hipótese de descobrir as respostas que precisava e tinha tido a oportunidade de ter visto e vivido um pouco do seu passado.
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Poeque que ela lembrara-se daquilo? Como é possivel Shizumi ter poderes?
Bem espero que leiam e comentem.
Bjs Grandes
visitem a minha 1º fic:
"A flor que o vento levou"
http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/a-flor-que-o-vento-levou-t3213.htm
COMENTEM!!!
"A flor que o vento levou"
http://sm-portugal.coolbb.net/fanfics-f13/a-flor-que-o-vento-levou-t3213.htm
COMENTEM!!!
antes de mais: ng vira comentar? :
:
k conversa vem a ser esta? :
:
axa mesmo k alguem eskece 1a boa historia? k ela cai em eskecimento pk nao e actualizada a menina tem k levar umas boas palmadas para pensar antes d dizer asneira; entao os bons livros como e? demoram mt as continuaçoes mas nao os eskecemos kd vem somos os primeiros a la ir comprar pk tivemos ansiosos e foi assim k tive, ansiosa por saber mais e nao desiludiram em nada excepto no facto de acabarem de forma tao impiedosa
1º gostaria d perguntar pk nao poem as letras em tamanho normal e k no meu computador ficam mesmo pikenas e e me mt dificil ler o k escrevem tenho k passar po word e aumentar a letra 1º e so depois posso ler :
':
akele medo da shizumi e a rita k coitada devia sentir-s mesmo com pena e «nao consigo fazer nada prá a ajudar»
o facto dela perceber k a shizumi tava mal e nao lhe ter falado sobre akela cena terrivel durante um bom bocado mostra mesmo como ela tem sensibilidade e a maneira como tocou no assunto foi bastante subtil
a lagrima da shizumi fez akilo?
«voltou ao passado recente?»
desta nao esperava nada 
tadinha da shizumi so de imaginar uma sombra dakelas a arranhar a dizer akilo.. e ela e uma pikena so com 5 anos!!!
axo k ficava traumatizada o resto da vida 
os sentimentos da shizumi k passaram pela rita
.o: axei tao lindo
.o:
adorei mas e k amei mesmo a parte do milenio
.o:
a homenagem, a propria rita no seu lugar de antes, a ver akilo tudo e as palavras dela a bunny
.o:
foram todas tao fixes, as prendas e cada palavra bem medida o rei era mesmo muito amado e depois a rita k nao tinha nada eu fikei toda ela vai se lixar e nao, enganei-m ela safou-s mesmo bem como se ja tievsse planeado tudo desde o inicio, adorava saber a reacçao da rainah e etc mas axei k tava mesmo espectacular
agora o fernando
.o:
voces mesmo so nos criam mais perguntas XD a rita axo k nao teve respostas axo k foram mais perguntas X'D
*mim manda muitos beijos pelo maravilhoso capitulo xeio de emoçao*
:k conversa vem a ser esta? :
:axa mesmo k alguem eskece 1a boa historia? k ela cai em eskecimento pk nao e actualizada a menina tem k levar umas boas palmadas para pensar antes d dizer asneira; entao os bons livros como e? demoram mt as continuaçoes mas nao os eskecemos kd vem somos os primeiros a la ir comprar pk tivemos ansiosos e foi assim k tive, ansiosa por saber mais e nao desiludiram em nada excepto no facto de acabarem de forma tao impiedosa
1º gostaria d perguntar pk nao poem as letras em tamanho normal e k no meu computador ficam mesmo pikenas e e me mt dificil ler o k escrevem tenho k passar po word e aumentar a letra 1º e so depois posso ler :
':akele medo da shizumi e a rita k coitada devia sentir-s mesmo com pena e «nao consigo fazer nada prá a ajudar»
o facto dela perceber k a shizumi tava mal e nao lhe ter falado sobre akela cena terrivel durante um bom bocado mostra mesmo como ela tem sensibilidade e a maneira como tocou no assunto foi bastante subtil
a lagrima da shizumi fez akilo?
«voltou ao passado recente?»
desta nao esperava nada 
tadinha da shizumi so de imaginar uma sombra dakelas a arranhar a dizer akilo.. e ela e uma pikena so com 5 anos!!!
axo k ficava traumatizada o resto da vida 
os sentimentos da shizumi k passaram pela rita
.o: axei tao lindo
.o:adorei mas e k amei mesmo a parte do milenio
.o:a homenagem, a propria rita no seu lugar de antes, a ver akilo tudo e as palavras dela a bunny
.o:foram todas tao fixes, as prendas e cada palavra bem medida o rei era mesmo muito amado e depois a rita k nao tinha nada eu fikei toda ela vai se lixar e nao, enganei-m ela safou-s mesmo bem como se ja tievsse planeado tudo desde o inicio, adorava saber a reacçao da rainah e etc mas axei k tava mesmo espectacular
agora o fernando
.o:voces mesmo so nos criam mais perguntas XD a rita axo k nao teve respostas axo k foram mais perguntas X'D
*mim manda muitos beijos pelo maravilhoso capitulo xeio de emoçao*
ñ nox contrariem ... muahahaha
Tens de entrar para responderes neste tópico.






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