[Terminada] Unidos pelo destino, unidos por todos!
olá pessoas! 
bem, eu vou tentar fazer o que voces querem e terminar a fic, mas muito provavelmente vou fazer como a LuaSerena disse, e faço tudo mais ou menos "abreviado" v.v'
bem, quanto á outra historia, acho que vou coloca-la num blogue que eu tenho, só nao me queria apressar a divulga-la, pois pode acontecer o mesmo que aconteceu a esta e eu fartar-me
'
enfim, quando eu postar no tal blogue aviso!
bjokas e obrigada por gostarem!

bem, eu vou tentar fazer o que voces querem e terminar a fic, mas muito provavelmente vou fazer como a LuaSerena disse, e faço tudo mais ou menos "abreviado" v.v'
bem, quanto á outra historia, acho que vou coloca-la num blogue que eu tenho, só nao me queria apressar a divulga-la, pois pode acontecer o mesmo que aconteceu a esta e eu fartar-me
'enfim, quando eu postar no tal blogue aviso!

bjokas e obrigada por gostarem!
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
sim faz o que a lunaserena disse abrevia a historia nem que seja so em mais um capitulo ou dois. a tua finc esta mt boa vou fique com pena que a acabe mais sedo. mas em relação que te tenhas "fartado" dela eu sei que estar a escrever muito tempo a mesma finc cansa nisso compreendo-te soque estou com muita curiosidade para saber o que vai acontecer no fim :g1:
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
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bom eu sei que nao venho aqui a muito tempo mas e que estudar para testes ocupame muito a minha bidinha
XD
bom pa começar o ryan meteme um odio qe me apetece cortarlhe aquele pescoço fora....
depois inda bem qe eles se juntaram...ai tbm qero um darien pa mim ! ele e tao querido
. . . inda bem que a annelise recuperou a memoria
. . .a lua i o sol sao dois amores ! ! sao tao fofos (saiem mesmo ao pai)
ja agora tambem quero pedir a menina lulu para postar mais fic
por favoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooor
XD
bom pa começar o ryan meteme um odio qe me apetece cortarlhe aquele pescoço fora....
depois inda bem qe eles se juntaram...ai tbm qero um darien pa mim ! ele e tao querido
. . . inda bem que a annelise recuperou a memoria
. . .a lua i o sol sao dois amores ! ! sao tao fofos (saiem mesmo ao pai)ja agora tambem quero pedir a menina lulu para postar mais fic
por favoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooor
People!! A chama de "Dannelise" voltou a acender-se em mim!
lol
bem, pessoal, tive umas novas ideias para o final da historia, portanto, nao ha necessidade de fazer as coisas á pressa!
E é agora que voces gritam: "Yupiii! A Lulu é a maior!"
espero nao ter perdido o jeito para a escrita!
Boa leitura!
capitulo 67
Gracinda havia ficado no carro a ouvir música, já que Ryan a proibira de entrar na casa da sua família, um grande descontentamento para ela!
Estava no automóvel à espera do seu amado, enquanto via outros carros a passar, e ouvia uma discussão dentro de casa.
Ryan bateu com os punhos sobre a mesa. Estava enfurecido, a sua mãe estava contra ele pela primeira vez. Planeava arranjar dinheiro para compensar a aposta que perdera, e manter o seu carro em sua posse. Nunca imaginara que os seus colegas teriam mesmo coragem de lho tirar. Para ele, a aposta era uma brincadeira que não seria paga, pois não havia necessidade para tal. Porem, ele subestimara aqueles rapazes. Eles eram sérios, sérios demais!
-Mas mãe! Vá lá, são só uns trocos!
-Uns trocos?! – Citou indignada – Passo a vida a emprestar-te dinheiro, já para não falar que estou a pagar as tuas propinas da universidade! Ryan, se me dissesses para que raio queres esse dinheiro, talvez eu reconsiderasse, mas nunca sei como o gastas tão rapidamente!
-Esse rapaz é um Demónio… – Murmurou uma senhora idosa, que bebia chá num canto da mesa – Não lhe emprestes nada!
-mãe, não fale assim do seu neto!
-Olha para a Mónica! Nunca te pede nada, ganha o seu próprio dinheiro, e ainda consegue ser caridosa!
-A Mónica é uma tonta! – Protestou Ryan.
-Cheira-lhe o hálito e as mãos! – Aconselhou A senhora – Tenho a certeza que quer o dinheiro para sustentar o vício!
-Ah! Raios partam a mulher! Estou mesmo a ver que não sou bem-vindo nesta casa!
-Olha a linguagem! Não é nada disso! – Contrariou a sua mãe – só tens de entender que nem tudo é como tu queres!
-Pois para mim, ele tinha razão! Não é bem-vindo nesta casa!
-Ah! Que anormalidade! Eu vou-me embora! Já percebi que vocês estão as duas feitas uma com a outra!
Ryan pegou na chave do carro e bateu uma última vez na mesa, com violência. Virou costas rapidamente, e após lançar um olhar ameaçador à sua avó, saiu porta fora.
Mónica cruzou-se com ele durante breves segundos, mas achou que seria melhor não proclamar nada. Ela e o irmão nunca na vida conseguiriam falar sem se tratarem mal, pelo que seria escusado iniciar uma conversa amigável, alem disso estava demasiado feliz por Annelise, para se aborrecer com Ryan. Ele pensava da mesma forma! Odiava a sua irmã, e que o comparassem a ela! Era certo que se lhe pedisse dinheiro a ela, seria muito pior, pelo que, apenas a olhou com desdém e seguiu em direcção ao carro.
Mas foi então que um outro carro se aproximou e estacionou lentamente junto ao dele. Mónica abrandou os seus passos e verificou quem o guiava com admiração.
Nani e Madalena foram os vultos que apareceram de repente:
-Já chegamos atrasadas! – Ralhou Maddie – Não sei porquê tanta cerimónia por causa de uma roupa!
-somos convidadas! Não posso conhecer melhor a família da Annelise, vestida como uma saloia! – Troçou Nani, retirando uma tarte de fruta do banco traseiro do carro
-Espero que isso não seja nenhuma indirecta!
-Anda p’ra frente! – Nani ignorou-a – Não nos atrasemos mais!
Ryan escondeu-se atrás do carro, esperando admirado para saber onde aquelas duas mulheres iam. Contudo, Mónica apercebeu-se do que ele queria saber, e, apesar de estar tão curiosa quando ele, não podia deixar que o irmão descobrisse algo que não devesse sobre Darien e Annelise.
Subitamente largou os livros no chão e correu na direcção das duas irmãs, que ao verem-na, se apressaram a cumprimenta-la.
Ryan percebeu que Mónica o fizera de propósito, pelo que não havia necessidade, nem beneficio continuar escondido! Nenhuma das três ia dizer algo do seu interesse.
Então aproximou-se delas:
-Viva! – Saudou com um sorriso falso a adornar-lhe o rosto – Que fazem por aqui?!
Nani e Maddie franziram as sobrancelhas ao mesmo tempo e entreolharam-se. Ele não era minimamente confiavel, alem disso não podiam referir que vinham ter com a sua ex-namorada:
-Viemos… – Maddie olhou para a caixa de bolo que se encontrava nas mãos de Nani, e sorriu – Entregar uma encomenda!
-Uma encomenda?!
-Sim, sim! – Mónica alinhou no jogo – A dona Nani tem muito jeito para a Doçaria, e por isso eu pedi-lhe que me fizesse uma tarte!
Nani era a única que não sabia mentir, pelo que permaneceu imóvel a ouvir as outras duas. Mónica retirou-lhe o bolo das mãos, e sorriu na direcção do irmão:
-Podes ir buscar o dinheiro lá dentro?!
-dinheiro?!
-Vai ao meu quarto e procura na segunda gaveta na cómoda!
-Ah, claro! Sem problemas!
Ryan esfregou as mãos discretamente! Já sabia onde ir buscar dinheiro! Contudo, Mónica fora mais esperta. Arranjara uma desculpa para ele se afastar, sabendo que ele não ia encontrar dinheiro nenhum e o iria procurar como um doido no seu quarto todo. Voltou a entregar o bolo a Nani:
-O que fazem aqui?! – Perguntou.
-Viemos jantar a casa da Annelise?
-Aonde? Nesta casa?! – Exclamou olhando para o lar dos vizinhos da frente.
-Sim! Mas e tu?! Que fazem vocês aqui?!
-Eu moro aqui com a minha família! – Informou – O Ryan deve ter vindo cá pedir dinheiro à minha mãe, para variar!
‘ Mas então apressem-se! Ele não tarda nada, ele aparece novamente aí!
-Então e a Tarte?! – Questionou Nani, ainda confusa com a situação!
-Levem-na! Eu arranjo uma desculpa!
-Obrigada Mónica! – Agradeceu Maddie – Anda Nani!
Mónica virou costas e voltou a dirigir-se na direcção da entrada da casa, sem sequer imaginar que uma mulher, observara tudo o que acontecera dentro de um carro…
**********************
Ding Dong!
-Eu abro! – Avisou Annelise.
-Olá minha querida! – Disse Nani, entrando dentro de casa – Que cara é essa?
-Nada!... – Respondeu. Continuava chateada pelo que Darien lhe tinha feito – Mas e vocês?... Estão com umas caras…
-Fecha a porta! – Ordenou Maddie ao vê-la tão exposta ás pessoas que passavam no exterior. Ela obedeceu-lhe – Vimos o Ryan! – Exclamou sem mais demoras, seguindo-a na direcção da cozinha.
-Acabamos de descobrir que a Mónica mora mesmo aqui em frente! Não é inacreditável? – Continuou Nani, sem se aperceber que os outros a ouviram
-Eu sei… – Murmurou Anne – Eu e o Darien vimo-lo… É horrível!...
-não, É perigoso!...
-O que é que é perigoso?! - Perguntou Erika ao escuta-las.
-Boa tarde! – Exclamou Madalena atrapalhada, ignorando a pergunta – desculpem o atraso, a Nani é sempre a mesma! Trouxemos uma sobremesa!
-Obrigado, não era preciso incomodarem-se! – Erika agradeceu e voltou a olhar para Annelise, esperando uma resposta – O que é que é perigoso Anne?...
Darien já não se encontrava na cozinha, assim como as crianças. Ela não tinha escapatória possível à pergunta da sua mãe, nem a ajuda de Darien.
-O Ryan… – Murmurou, desviando o olhar para o chão.
-Ok, quem é o Ryan? – Perguntou Richard
-É um… Conhecido meu…
-É o ex-namorado dela! – Informou Nani rapidamente – É um hipócrita que por algum motivo resolveu meter-se com a Catari… Quer dizer, com a Annelise… Não é de confiança…
-Ouvi alguém falar em hipócritas? – Darien apareceu do nada. Annelise lançou-lhe um olhar mortífero e cruzou os braços.
-Oh princesa, ainda estás assim? – Perguntou com um sorriso malandro enquanto se aproximava dela.
-Nem te chegues mais!
-Oh! Que tonta! A qualquer momento tinha que ser! – Balbuciou, ainda divertido com a reacção dela.
-e por falar em acontecer… – Erika bateu com a colher de pau na palma da sua mão – Não acham que fizeram o Sol e a Lua demasiado cedo?!
Annelise corou intensamente. Nunca pensara ouvir tal coisa:
-E-E-Eu preferia falar do Ryan!... – Gaguejou atrapalhada.
-Mas a Erika tem razão! – Claire levantou-se da cadeira onde estava sentada e colocou as mãos na cintura, olhando-os num tom reprovador – Como é que fizeste Darien?!
-A sério, mãe, queres mesmo que eu te explique?!
Madalena soltou uma pequena gargalhada com a resposta indiscreta de Darien. Annelise, pela primeira vez deixou-se contagiar também pelo humor de Darien e riu também daquela pergunta, ainda que fosse embaraçosa para ela.
-Essa não foi a melhor forma de te expressares! – Declarou Peter, também a conter um riso.
Claire torceu o nariz, de maneira autoritária:
-Só queria saber como é que aconteceu!
-Oh meu deus! – Annelise voltou a rir-se das afirmações de Claire – É melhor pararem por aqui!
************************
- Não me convenceu!
Ryan bateu a porta do carro e colocou-o em andamento.
-Que se passa fofinho? – Perguntou Gracinda enrolando uma madeixa de cabelo no dedo indicador.
-A minha irmã… Hum, ela disse-me que aquelas mulheres lhe tinham vindo trazer uma encomenda, mas quando voltou para dentro não levava nenhuma tarte… E deu a desculpa de que elas se tinham enganado no sabor! Não cola!
-Estás a referir-te àquelas duas que entraram na casa da vizinha?
-Viste-as? – Esperançou.
-Como poderia não ver?! Não tiveste a decência de me apresentar à tua família! Em vez disso fiquei neste carro a ver as moscas a passar!
-Também não ias lá fazer nada! – Ranhosou ele – Mas vá! Viste quem eram as pessoas que a receberam?
-vi…
Gracinda olhou pelo vidro da janela. Estava demasiado chateada com Ryan para lhe dizer que “Catarina” estava naquela casa! Só quando ele se mostrasse digno de o saber é que lho revelaria.
-Vá lá, minha bolinha suculenta!... – Ryan passou a sua mão pelas coxas grossas daquela mulher, e lançou um sorriso malandro – Diz-me…!
-não mereces… Foste muito mau para mim…
-Eu prometo recompensar-te se me disseres…!
Gracinda mordeu o lábio, e agarrou a mão do seu amado, lançando-lhe um olhar terno:
-Era a tua namorada…
-O QUÊ?!?!?!?!?!?
Ryan pressionou o travão com tanta força que o carro rodopiou no meio da estrada. Felizmente não se encontrava lá ninguém. Voltou a mudar de direcção, e aumentou a potência do carro. Gracinda apertou o cinto de segurança com mais força, assustada com a reacção dele:
-Abre o porta-luvas! – Ordenou ele, fazendo cada curva com mais velocidade do que deveria.
Gracinda fez o que lhe mandara. Para sua surpresa, não havia nada de novo no porta-luvas. Apenas tinha um maço de lenços, umas pequenas chaves, uns óculos de sol, e muitas folhas e cadernetas:
-Pega nessas chaves! – Exclamou – Debaixo do tapete tem um pequeno compartimento. Abre-o!!! Depressa!!!
Gracinda tentou debruçar-se, mas para alem de estar demasiado presa no minúsculo espaço, não tinha flexibilidade suficiente para conseguir abri-lo.
-Sua…!!! Abre isso!!!
-Não consigo! Pára o carro!
-Abre!!!
-Não dá! Acalma-te!!!
-Segura no volante! – Continuou ele.
-és doido! Xuxuzinho, não faças nenhuma loucura!
-Faz o que te digo!
Gracinda segurou no volante, assustada com a reacção dele. Ryan baixou-se, sem nunca retirar os pés do acelerador, e tentou vasculhar por entre os pés de Gracinda, enquanto esta, tentava, sem grande êxito, controlar o automóvel. Finalmente, Ryan retirou algo do pequeno compartimento e colocou rapidamente no colo de Gracinda para voltar a controlar o seu percurso.
-OH MEU DEUS!!! – Gritou Gracinda aterrorizada – Uma Pistola!!!
-Carrega essas balas!
-O quê?! Não posso! É demasiado perigoso! – Reclamou estridentemente – Para que queres isto afinal?!
Ryan arrancou-lhe a arma e as balas das mãos e rapidamente carregou-as, perdendo quase o controle do carro. Lentamente, ergueu-a à sua frente com um riso malicioso na face:
-Onde há Catarina… Há Darien!...
*********************
-Oh não…!
Lua deixou cair uma pequena boneca, que em tempos pertencera à sua mãe, no chão. Já tinha sentido aquilo antes. O perigo aproximava-se das pessoas que mais amava. Subitamente saiu do quarto dos brinquedos apresada e tentou descer as escadas com velocidade a mais para a sua idade.
Sol, ao ver a sua irmã tão transtornada tentou alcança-la na sua corrida:
-mãe!!! – Chamou ela. Os seus olhos começaram a mudar do tom azul para o cinzento, e a pupila reduziu tanto, que o seu olhar parecia ter perdido a profundidade.
Sol agarrou-lhe o braço de repente, fazendo com que ambos se desequilibrassem e rebolassem pelas longas escadas a baixo.
Ao escutar um estrondo, Annelise estremeceu. Rapidamente, tentou abrir a porta da cozinha que, tal como à alguns anos atrás, tinha um “tique” que dificultava rodar a maçaneta e a atrasava para o que quer que fosse. Enfurecida, deu um pontapé na porta, que se abriu, como se tivesse sentido alguma dor.
Darien seguiu-a.
Sol bateu com a testa na dobra da esquina, pelo que se encontrava em cima de Lua, a chorar de dor. Esta por sua vez, tinha a face escondida pelos cabelos claros:
-Mãe!... – Chamaram os dois ao mesmo tempo.
-Oh meu deus, o que aconteceu?! – Perguntou, ajudando Sol a erguer-se.
-mãe… – Lua continuava caída no chão, sem mostrar o seu rosto.
Annelise passou Sol para o colo de Darien, que lhe massajou ligeiramente a testa, de forma a saber se o “galo” era muito grande. Ela baixou-se, e deu a mão a Lua, para esta se levantar. Porem, a menina, apenas subiu a sua face, na direcção dos olhos da mãe.
Anne abafou um grito agudo com ambas as mãos sobre a sua boca. Os seus olhos encheram-se de lágrimas de repente, e ela afastou-se de Lua, assustada:
-O que?... O que…?
-Mãe!... – Chamou Lua, com os olhos cinzentos cheios de lágrimas – Não fujas!... Mãe!...
-Darien?... – A sua respiração tornou-se ofegante, enquanto as lágrimas deslizaram pela sua face aterrorizada – O que é que se passa? O que é que ela tem?! Darien?…
Annelise agarrou-se ao braço de Darien, apertando-o com força. Lua estava assustadora com aquele olhar… Nem parecia ela, não emancipava qualquer ternura, como era habitual!
-mãe…! Não fujas, mamã!...
Lua chorou com ainda mais vontade. Apesar de não estar normal, conseguia aperceber-se do que estava a acontecer. A sua mãe estava a fugir dela, a abandona-la…. Não a estava a ajudar, nem a consola-la.
-Mamã… já não gostas de mim?...
Annelise cerrou os olhos confusa e agitou a cabeça, negando o que a sua filha tinha perguntado. Talvez aquela imagem fosse apenas uma ilusão da sua cabeça, e passasse dentro de poucos segundos.
-Lua?... O que é que se passa, princesa? – Perguntou, pegando na criança ao colo – O que tens?...
Lua abraçou-a com força.
Darien, após reconfortar Sol aproximou-se das duas, receoso com a visão de Lua:
-O que vês?... – Perguntou, passando a mão no cabelo dela.
-Como assim, “o que vês”?
Tanto Darien como Lua ignoraram Annelise. Ele sabia que algo horrendo ia acontecer, afinal de contas já tinha passado por aquela experiência antes.
Lua acalmou a sua respiração:
-O Ryan vem aí! – Berrou, apertando o pescoço da mãe com mais força.
De repente, ouviram-se três grandes pancadas na porta de entrada, que quase partiam o vidro devido à força exercida.
Annelise ficou sem ar durante 2 longos segundos, mas ainda piorou o seu estado quando escutou aquela voz medonha:
-Catarina! Abre a porta! Sei que estais aí!
Darien cobriu a Boca da sua amada, para que ela nada proclamasse.
Foi então que o vidro da porta se partiu, e uma mão perfurou por entre os cacos, à procura da maçaneta interior, disposta a entrar naquela casa e vingar a sua má sorte!...
Continua…
lol
bem, pessoal, tive umas novas ideias para o final da historia, portanto, nao ha necessidade de fazer as coisas á pressa!
E é agora que voces gritam: "Yupiii! A Lulu é a maior!"

espero nao ter perdido o jeito para a escrita!
Boa leitura!

capitulo 67
Gracinda havia ficado no carro a ouvir música, já que Ryan a proibira de entrar na casa da sua família, um grande descontentamento para ela!
Estava no automóvel à espera do seu amado, enquanto via outros carros a passar, e ouvia uma discussão dentro de casa.
Ryan bateu com os punhos sobre a mesa. Estava enfurecido, a sua mãe estava contra ele pela primeira vez. Planeava arranjar dinheiro para compensar a aposta que perdera, e manter o seu carro em sua posse. Nunca imaginara que os seus colegas teriam mesmo coragem de lho tirar. Para ele, a aposta era uma brincadeira que não seria paga, pois não havia necessidade para tal. Porem, ele subestimara aqueles rapazes. Eles eram sérios, sérios demais!
-Mas mãe! Vá lá, são só uns trocos!
-Uns trocos?! – Citou indignada – Passo a vida a emprestar-te dinheiro, já para não falar que estou a pagar as tuas propinas da universidade! Ryan, se me dissesses para que raio queres esse dinheiro, talvez eu reconsiderasse, mas nunca sei como o gastas tão rapidamente!
-Esse rapaz é um Demónio… – Murmurou uma senhora idosa, que bebia chá num canto da mesa – Não lhe emprestes nada!
-mãe, não fale assim do seu neto!
-Olha para a Mónica! Nunca te pede nada, ganha o seu próprio dinheiro, e ainda consegue ser caridosa!
-A Mónica é uma tonta! – Protestou Ryan.
-Cheira-lhe o hálito e as mãos! – Aconselhou A senhora – Tenho a certeza que quer o dinheiro para sustentar o vício!
-Ah! Raios partam a mulher! Estou mesmo a ver que não sou bem-vindo nesta casa!
-Olha a linguagem! Não é nada disso! – Contrariou a sua mãe – só tens de entender que nem tudo é como tu queres!
-Pois para mim, ele tinha razão! Não é bem-vindo nesta casa!
-Ah! Que anormalidade! Eu vou-me embora! Já percebi que vocês estão as duas feitas uma com a outra!
Ryan pegou na chave do carro e bateu uma última vez na mesa, com violência. Virou costas rapidamente, e após lançar um olhar ameaçador à sua avó, saiu porta fora.
Mónica cruzou-se com ele durante breves segundos, mas achou que seria melhor não proclamar nada. Ela e o irmão nunca na vida conseguiriam falar sem se tratarem mal, pelo que seria escusado iniciar uma conversa amigável, alem disso estava demasiado feliz por Annelise, para se aborrecer com Ryan. Ele pensava da mesma forma! Odiava a sua irmã, e que o comparassem a ela! Era certo que se lhe pedisse dinheiro a ela, seria muito pior, pelo que, apenas a olhou com desdém e seguiu em direcção ao carro.
Mas foi então que um outro carro se aproximou e estacionou lentamente junto ao dele. Mónica abrandou os seus passos e verificou quem o guiava com admiração.
Nani e Madalena foram os vultos que apareceram de repente:
-Já chegamos atrasadas! – Ralhou Maddie – Não sei porquê tanta cerimónia por causa de uma roupa!
-somos convidadas! Não posso conhecer melhor a família da Annelise, vestida como uma saloia! – Troçou Nani, retirando uma tarte de fruta do banco traseiro do carro
-Espero que isso não seja nenhuma indirecta!
-Anda p’ra frente! – Nani ignorou-a – Não nos atrasemos mais!
Ryan escondeu-se atrás do carro, esperando admirado para saber onde aquelas duas mulheres iam. Contudo, Mónica apercebeu-se do que ele queria saber, e, apesar de estar tão curiosa quando ele, não podia deixar que o irmão descobrisse algo que não devesse sobre Darien e Annelise.
Subitamente largou os livros no chão e correu na direcção das duas irmãs, que ao verem-na, se apressaram a cumprimenta-la.
Ryan percebeu que Mónica o fizera de propósito, pelo que não havia necessidade, nem beneficio continuar escondido! Nenhuma das três ia dizer algo do seu interesse.
Então aproximou-se delas:
-Viva! – Saudou com um sorriso falso a adornar-lhe o rosto – Que fazem por aqui?!
Nani e Maddie franziram as sobrancelhas ao mesmo tempo e entreolharam-se. Ele não era minimamente confiavel, alem disso não podiam referir que vinham ter com a sua ex-namorada:
-Viemos… – Maddie olhou para a caixa de bolo que se encontrava nas mãos de Nani, e sorriu – Entregar uma encomenda!
-Uma encomenda?!
-Sim, sim! – Mónica alinhou no jogo – A dona Nani tem muito jeito para a Doçaria, e por isso eu pedi-lhe que me fizesse uma tarte!
Nani era a única que não sabia mentir, pelo que permaneceu imóvel a ouvir as outras duas. Mónica retirou-lhe o bolo das mãos, e sorriu na direcção do irmão:
-Podes ir buscar o dinheiro lá dentro?!
-dinheiro?!
-Vai ao meu quarto e procura na segunda gaveta na cómoda!
-Ah, claro! Sem problemas!
Ryan esfregou as mãos discretamente! Já sabia onde ir buscar dinheiro! Contudo, Mónica fora mais esperta. Arranjara uma desculpa para ele se afastar, sabendo que ele não ia encontrar dinheiro nenhum e o iria procurar como um doido no seu quarto todo. Voltou a entregar o bolo a Nani:
-O que fazem aqui?! – Perguntou.
-Viemos jantar a casa da Annelise?
-Aonde? Nesta casa?! – Exclamou olhando para o lar dos vizinhos da frente.
-Sim! Mas e tu?! Que fazem vocês aqui?!
-Eu moro aqui com a minha família! – Informou – O Ryan deve ter vindo cá pedir dinheiro à minha mãe, para variar!
‘ Mas então apressem-se! Ele não tarda nada, ele aparece novamente aí!-Então e a Tarte?! – Questionou Nani, ainda confusa com a situação!
-Levem-na! Eu arranjo uma desculpa!
-Obrigada Mónica! – Agradeceu Maddie – Anda Nani!
Mónica virou costas e voltou a dirigir-se na direcção da entrada da casa, sem sequer imaginar que uma mulher, observara tudo o que acontecera dentro de um carro…
**********************
Ding Dong!
-Eu abro! – Avisou Annelise.
-Olá minha querida! – Disse Nani, entrando dentro de casa – Que cara é essa?
-Nada!... – Respondeu. Continuava chateada pelo que Darien lhe tinha feito – Mas e vocês?... Estão com umas caras…
-Fecha a porta! – Ordenou Maddie ao vê-la tão exposta ás pessoas que passavam no exterior. Ela obedeceu-lhe – Vimos o Ryan! – Exclamou sem mais demoras, seguindo-a na direcção da cozinha.
-Acabamos de descobrir que a Mónica mora mesmo aqui em frente! Não é inacreditável? – Continuou Nani, sem se aperceber que os outros a ouviram
-Eu sei… – Murmurou Anne – Eu e o Darien vimo-lo… É horrível!...
-não, É perigoso!...
-O que é que é perigoso?! - Perguntou Erika ao escuta-las.
-Boa tarde! – Exclamou Madalena atrapalhada, ignorando a pergunta – desculpem o atraso, a Nani é sempre a mesma! Trouxemos uma sobremesa!
-Obrigado, não era preciso incomodarem-se! – Erika agradeceu e voltou a olhar para Annelise, esperando uma resposta – O que é que é perigoso Anne?...
Darien já não se encontrava na cozinha, assim como as crianças. Ela não tinha escapatória possível à pergunta da sua mãe, nem a ajuda de Darien.
-O Ryan… – Murmurou, desviando o olhar para o chão.
-Ok, quem é o Ryan? – Perguntou Richard
-É um… Conhecido meu…
-É o ex-namorado dela! – Informou Nani rapidamente – É um hipócrita que por algum motivo resolveu meter-se com a Catari… Quer dizer, com a Annelise… Não é de confiança…
-Ouvi alguém falar em hipócritas? – Darien apareceu do nada. Annelise lançou-lhe um olhar mortífero e cruzou os braços.
-Oh princesa, ainda estás assim? – Perguntou com um sorriso malandro enquanto se aproximava dela.
-Nem te chegues mais!
-Oh! Que tonta! A qualquer momento tinha que ser! – Balbuciou, ainda divertido com a reacção dela.
-e por falar em acontecer… – Erika bateu com a colher de pau na palma da sua mão – Não acham que fizeram o Sol e a Lua demasiado cedo?!
Annelise corou intensamente. Nunca pensara ouvir tal coisa:
-E-E-Eu preferia falar do Ryan!... – Gaguejou atrapalhada.
-Mas a Erika tem razão! – Claire levantou-se da cadeira onde estava sentada e colocou as mãos na cintura, olhando-os num tom reprovador – Como é que fizeste Darien?!
-A sério, mãe, queres mesmo que eu te explique?!
Madalena soltou uma pequena gargalhada com a resposta indiscreta de Darien. Annelise, pela primeira vez deixou-se contagiar também pelo humor de Darien e riu também daquela pergunta, ainda que fosse embaraçosa para ela.
-Essa não foi a melhor forma de te expressares! – Declarou Peter, também a conter um riso.
Claire torceu o nariz, de maneira autoritária:
-Só queria saber como é que aconteceu!
-Oh meu deus! – Annelise voltou a rir-se das afirmações de Claire – É melhor pararem por aqui!
************************
- Não me convenceu!
Ryan bateu a porta do carro e colocou-o em andamento.
-Que se passa fofinho? – Perguntou Gracinda enrolando uma madeixa de cabelo no dedo indicador.
-A minha irmã… Hum, ela disse-me que aquelas mulheres lhe tinham vindo trazer uma encomenda, mas quando voltou para dentro não levava nenhuma tarte… E deu a desculpa de que elas se tinham enganado no sabor! Não cola!
-Estás a referir-te àquelas duas que entraram na casa da vizinha?
-Viste-as? – Esperançou.
-Como poderia não ver?! Não tiveste a decência de me apresentar à tua família! Em vez disso fiquei neste carro a ver as moscas a passar!
-Também não ias lá fazer nada! – Ranhosou ele – Mas vá! Viste quem eram as pessoas que a receberam?
-vi…
Gracinda olhou pelo vidro da janela. Estava demasiado chateada com Ryan para lhe dizer que “Catarina” estava naquela casa! Só quando ele se mostrasse digno de o saber é que lho revelaria.
-Vá lá, minha bolinha suculenta!... – Ryan passou a sua mão pelas coxas grossas daquela mulher, e lançou um sorriso malandro – Diz-me…!
-não mereces… Foste muito mau para mim…
-Eu prometo recompensar-te se me disseres…!
Gracinda mordeu o lábio, e agarrou a mão do seu amado, lançando-lhe um olhar terno:
-Era a tua namorada…
-O QUÊ?!?!?!?!?!?
Ryan pressionou o travão com tanta força que o carro rodopiou no meio da estrada. Felizmente não se encontrava lá ninguém. Voltou a mudar de direcção, e aumentou a potência do carro. Gracinda apertou o cinto de segurança com mais força, assustada com a reacção dele:
-Abre o porta-luvas! – Ordenou ele, fazendo cada curva com mais velocidade do que deveria.
Gracinda fez o que lhe mandara. Para sua surpresa, não havia nada de novo no porta-luvas. Apenas tinha um maço de lenços, umas pequenas chaves, uns óculos de sol, e muitas folhas e cadernetas:
-Pega nessas chaves! – Exclamou – Debaixo do tapete tem um pequeno compartimento. Abre-o!!! Depressa!!!
Gracinda tentou debruçar-se, mas para alem de estar demasiado presa no minúsculo espaço, não tinha flexibilidade suficiente para conseguir abri-lo.
-Sua…!!! Abre isso!!!
-Não consigo! Pára o carro!
-Abre!!!
-Não dá! Acalma-te!!!
-Segura no volante! – Continuou ele.
-és doido! Xuxuzinho, não faças nenhuma loucura!
-Faz o que te digo!
Gracinda segurou no volante, assustada com a reacção dele. Ryan baixou-se, sem nunca retirar os pés do acelerador, e tentou vasculhar por entre os pés de Gracinda, enquanto esta, tentava, sem grande êxito, controlar o automóvel. Finalmente, Ryan retirou algo do pequeno compartimento e colocou rapidamente no colo de Gracinda para voltar a controlar o seu percurso.
-OH MEU DEUS!!! – Gritou Gracinda aterrorizada – Uma Pistola!!!
-Carrega essas balas!
-O quê?! Não posso! É demasiado perigoso! – Reclamou estridentemente – Para que queres isto afinal?!
Ryan arrancou-lhe a arma e as balas das mãos e rapidamente carregou-as, perdendo quase o controle do carro. Lentamente, ergueu-a à sua frente com um riso malicioso na face:
-Onde há Catarina… Há Darien!...
*********************
-Oh não…!
Lua deixou cair uma pequena boneca, que em tempos pertencera à sua mãe, no chão. Já tinha sentido aquilo antes. O perigo aproximava-se das pessoas que mais amava. Subitamente saiu do quarto dos brinquedos apresada e tentou descer as escadas com velocidade a mais para a sua idade.
Sol, ao ver a sua irmã tão transtornada tentou alcança-la na sua corrida:
-mãe!!! – Chamou ela. Os seus olhos começaram a mudar do tom azul para o cinzento, e a pupila reduziu tanto, que o seu olhar parecia ter perdido a profundidade.
Sol agarrou-lhe o braço de repente, fazendo com que ambos se desequilibrassem e rebolassem pelas longas escadas a baixo.
Ao escutar um estrondo, Annelise estremeceu. Rapidamente, tentou abrir a porta da cozinha que, tal como à alguns anos atrás, tinha um “tique” que dificultava rodar a maçaneta e a atrasava para o que quer que fosse. Enfurecida, deu um pontapé na porta, que se abriu, como se tivesse sentido alguma dor.
Darien seguiu-a.
Sol bateu com a testa na dobra da esquina, pelo que se encontrava em cima de Lua, a chorar de dor. Esta por sua vez, tinha a face escondida pelos cabelos claros:
-Mãe!... – Chamaram os dois ao mesmo tempo.
-Oh meu deus, o que aconteceu?! – Perguntou, ajudando Sol a erguer-se.
-mãe… – Lua continuava caída no chão, sem mostrar o seu rosto.
Annelise passou Sol para o colo de Darien, que lhe massajou ligeiramente a testa, de forma a saber se o “galo” era muito grande. Ela baixou-se, e deu a mão a Lua, para esta se levantar. Porem, a menina, apenas subiu a sua face, na direcção dos olhos da mãe.
Anne abafou um grito agudo com ambas as mãos sobre a sua boca. Os seus olhos encheram-se de lágrimas de repente, e ela afastou-se de Lua, assustada:
-O que?... O que…?
-Mãe!... – Chamou Lua, com os olhos cinzentos cheios de lágrimas – Não fujas!... Mãe!...
-Darien?... – A sua respiração tornou-se ofegante, enquanto as lágrimas deslizaram pela sua face aterrorizada – O que é que se passa? O que é que ela tem?! Darien?…
Annelise agarrou-se ao braço de Darien, apertando-o com força. Lua estava assustadora com aquele olhar… Nem parecia ela, não emancipava qualquer ternura, como era habitual!
-mãe…! Não fujas, mamã!...
Lua chorou com ainda mais vontade. Apesar de não estar normal, conseguia aperceber-se do que estava a acontecer. A sua mãe estava a fugir dela, a abandona-la…. Não a estava a ajudar, nem a consola-la.
-Mamã… já não gostas de mim?...
Annelise cerrou os olhos confusa e agitou a cabeça, negando o que a sua filha tinha perguntado. Talvez aquela imagem fosse apenas uma ilusão da sua cabeça, e passasse dentro de poucos segundos.
-Lua?... O que é que se passa, princesa? – Perguntou, pegando na criança ao colo – O que tens?...
Lua abraçou-a com força.
Darien, após reconfortar Sol aproximou-se das duas, receoso com a visão de Lua:
-O que vês?... – Perguntou, passando a mão no cabelo dela.
-Como assim, “o que vês”?
Tanto Darien como Lua ignoraram Annelise. Ele sabia que algo horrendo ia acontecer, afinal de contas já tinha passado por aquela experiência antes.
Lua acalmou a sua respiração:
-O Ryan vem aí! – Berrou, apertando o pescoço da mãe com mais força.
De repente, ouviram-se três grandes pancadas na porta de entrada, que quase partiam o vidro devido à força exercida.
Annelise ficou sem ar durante 2 longos segundos, mas ainda piorou o seu estado quando escutou aquela voz medonha:
-Catarina! Abre a porta! Sei que estais aí!
Darien cobriu a Boca da sua amada, para que ela nada proclamasse.
Foi então que o vidro da porta se partiu, e uma mão perfurou por entre os cacos, à procura da maçaneta interior, disposta a entrar naquela casa e vingar a sua má sorte!...
Continua…
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
brigada pelos vossos comentários!
Eu nao sei quando volto a postar, porque ainda nao estou lá muito adiantada a escrever o capitulo!
Só espero conseguir transmitir as ideias fundamentais, até porque o proximo capitulo pode ser decisivo! (Hihi, suspense!)
bom, continuem leitoras assiduas!
Eu nao sei quando volto a postar, porque ainda nao estou lá muito adiantada a escrever o capitulo!
Só espero conseguir transmitir as ideias fundamentais, até porque o proximo capitulo pode ser decisivo! (Hihi, suspense!)
bom, continuem leitoras assiduas!

as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
lulumoon, comecei a ler a tua fic à pouco tempo(sou nova cá e ainda não conheço os cantos à casa :
': ) e digo desde já que está muito boa, super imaginativa e com uma historia muito cativante... Escreve mais que eu quero muito ler...
Beijokitas
Ps: passa pela minha fic: A mudança do mundo- Crystal Tokio
': ) e digo desde já que está muito boa, super imaginativa e com uma historia muito cativante... Escreve mais que eu quero muito ler...Beijokitas
Ps: passa pela minha fic: A mudança do mundo- Crystal Tokio

Obrigado Dumpling <3
Antes de mais obrigada pelos comentarios! finalmente terminei a segunda parte do capiiulo, e nao tarda nada quem sabe, nao termino a historia!
Ká vai ele!
Capitulo 67 parte 2
-Annie foge! Leva-os contigo!
Ryan rodou finalmente a maçaneta. Darien agarrou em Sol, e ajudou Annelise a levantar-se. Correram para a cozinha, e bateram a porta com força atrás deles. Lá, todos os outros pareciam não ter-se ainda apercebido que algo se passava. Annelise aproximou-se de Erika:
-Ajudem-me, por favor! – Suplicou em pânico – Levem as crianças daqui! Por favor!
-O que é que se passa querida?... – Perguntou Nani preocupada.
-Levem-nos daqui! – Ordenou Darien, entregando Sol a Richard – Aliás, saiam todos daqui! Não é seguro!
-Mas o que aconteceu? – Peter levantou-se da sua cadeira, e seguidamente escutou-se um outro estrondo.
-Peço-vos, por tudo o que é mais sagrado que os levem daqui!
-Não mãe! Não quero ir sem ti! – Exclamou Lua agarrando-se ao seu pescoço.
-Eu também não! – Concordou Sol, saltando do colo de Richard.
Nani, num movimento rápido pegou em Lua e perguntou:
-Para onde os levamos?...
-para longe! Para um sitio onde o Ryan não os encontre!
Ao escutarem aquele nome, todos perceberam a gravidade da situação, e levantaram-se das suas cadeiras
-Vamos para casa da Stella ou da Lizzie! – Precipitou Claire agarrando em Sol com firmeza
-Eu não quero ir, mamã! – Lua saltou novamente para o colo de Annelise, e apertou-a por entre os seus pequenos, mas fortes braços
-Vai meu amor, por favor vai… – Murmurou – É para teu próprio bem!...
Lua fez um pequeno beicinho na sua face:
-Então diz que ainda gostas de mim… – Pediu.
-Oh meu anjo! Eu adoro-te! Adoro-te como adoro o teu irmão e como amo o teu pai! Vocês são as coisas mais importantes que existem para mim! Nunca duvides disso!...
Dito isto, Lua abraçou a sua mãe uma última vez, e beijou-lhe a face. Anne voltou a passa-la para o colo de Nani, e despediu-se dela, Também com um abraço. De seguida, fez o mesmo com Sol.
- Onde estão a Ashley e o Sam?! – Perguntou Claire assustada.
Todos olharam em redor, à procura deles. Continuavam no quarto dos brinquedos, expostos a Ryan sem saberem.
-vão embora! – Implorou Erika – Eu encontro-os e salvo-os, prometo!
Ouviram-se passos rápidos na direcção da cozinha. Claire E Nani foram as únicas a sair de casa pelas portas das traseiras. Erika abriu uma outra porta, que dava ligação da cozinha à garagem e arrastou Annelise consigo, tentando fugir com ela pelo portão. Darien, Madalena, Richard e Peter ficaram na cozinha, a escoltar as diferentes entradas, visto que não sabiam ao certo o rumo que Ryan ia seguir para chegar até eles.
Porem, apesar de eles estarem convencidos que ele ia para junto deles, enganaram-se.
Ryan, após entrar no hall de entrada, olhou em redor! Havia uma porta à sua direita, e um grande espelho à sua frente, que reflectia umas escadas com um corrimão de madeira e mais algumas portas. Cautelosa e silenciosamente, Ryan retirou a arma do bolso fundo do seu casaco, e ajustou as balas, prontas para dispararem. Bastava um “click” para elas se libertarem!
Lentamente, ele subiu o primeiro degrau das escadas. Elas rangeram, pelo que recuou. Em vez de as subir, deu meia volta para trás, e seguiu pelo pequeno corredor que as acompanhavam. Haviam 4 portas. A primeira estava totalmente fechada. Por debaixo dela soprava um vento frio e uma luminosidade abundante. Abriu-a de repente! Ninguém… Era apenas uma sala de estar ampla e fria, com uns sofás azuis junto à janela e uma mesa comprida. Ryan fechou a porta novamente.
A segunda porta estava entreaberta. Era uma casa de banho. Depois, a porta que se seguia, encontrava-se totalmente aberta, e mostrava uma pequena dispensa, com um armário cheio de sapatos, e umas prateleiras com produtos de limpeza.
Restava uma porta, porta essa, que deixava escapar o cheiro a comida queimada. Ryan torceu o nariz devido ao aroma desagradável, mas de uma coisa tinha a certeza: Alguém se encontrava naquela divisão da casa!
Rodou a maçaneta com rapidez, no entanto, foi surpreendido pela estranha mãnhã que se apoderava dela.
Cerrou os dentes, cheio de ódio. Agora sabiam que ele estava ali!
De repente ele ouviu as escadas a ranger e virou-se subitamente. Alguém as subia rapidamente, e apesar de se aperceber que o tentavam fazer discretamente, ele era capaz de escutar tudo com nitidez.
Não se importou mais com aquela porta. Tornou a aproximar-se das escadas, e subiu-as, já sem medo de ser audível. No 2º piso haviam cinco portas, mas só uma estava fechada. Ryan não ia perder tempo a abri-la! Tinha tempo para isso, portanto, deu uma patada na que estava do lado direito, paralela ao seu corpo. Era um quarto vazio, com uma mobília de madeira escura, decorada com umas cortinas ligeiramente mais claras. Depois dessa porta, havia outro quarto. Um quarto mais recente, com uma pintura infantil na parede, em tons de vermelho e azul, e alguns brinquedos pousados sobre a cómoda.
Atravessando para o seu lado esquerdo, estavam as três portas, entre as quais, uma delas estava trancada. Foi directamente à que estava em frente, ainda do lado das escadas. Só se encontravam brinquedos naquele quarto; Brinquedos de menina e de menino. Tinha uma parede verde alface, e uma mesinha pequenina e redonda num canto. Ryan voltou a sair do quarto, para se dirigir á porta que estava em frente daquela. Porem, a sua mão queria ir directamente à porta fechada. Tinha a certeza que era lá que se escondia alguém. Num movimento brusco, abriu-a!
Desiludiu-se…
Era uma simples casa de banho, completamente vazia.
Mas para onde se dirigiriam aqueles passos nas escadas?! Para o quarto, que tinha a porta aberta?! Iam dar-se ao perigo de entrar num quarto totalmente acessível?
Talvez… talvez fosse uma armadilha…!
De qualquer forma, Ryan estava em vantagem! Tinha uma arma, que nenhum dos presentes naquela casa, conseguiria abater fisicamente.
Ryan sorriu e entrou no quarto. Era o mais claro de todos eles. Todas as paredes eram brancas, excepto aquela onde a cabeceira da cama se encostava, que estava pintada de azul claro, com três bolas brancas, parecidas com anéis, ou talvez bolhas de água. Os móveis eram de madeira de pinho, num castanho alaranjado. Mas o que lhe saltou mais à vista não foi isso… Foram os quadros e as fotos que o adornavam. O maior era um de uma menina sentada numas escadas de pedra, com um penteado curtinho e um vestido clássico, talvez de 1ªcomunhao. Na parede branca havia um quadro de cortiça… Cada foto chocava mais… Ele reconhecia a pessoa que ia crescendo a cada fotografia. De pequena gorducha, a jovem esbelta…
-Catarina?... – Murmurou confuso. Mas então leu uma etiqueta azul sob uma foto, que o deixou ainda mais espantado – Annelise?...
-Atchim!
Ryan virou-se com o susto, causado pelo som que vinha da varanda. Deu pesados passos na direcção. Estava ali alguém
-YAHHH!!!
Sem tempo de reacção, Ryan apenas ouve um grito de guerra. Apenas teve tempo de vislumbrar uma vassoura de madeira, que lhe acertou em cheio na cabeça, e o fez gritar de dor:
-AUH!!!
-Fujam, fujam! – Exclamou a proprietária da vassoura.
Duas crianças facilmente distinguíveis passaram pelos seus pés apressadas. Apenas ficou a mulher, ainda de vassoura apontada para Ryan:
-O que queres daqui?! – Gritou Erika, com uma veia saliente na sua testa.
-Quem é você?! – Perguntou ele, esfregando a nuca.
-Quem sou eu?! Quem sou eu?!!! Tu invades a minha casa e ainda perguntas quem sou eu?! – Gritou, fazendo-o andar de recua.
Erika era corajosa, não tinha medo do que ele lhe fizesse, sabia controlar “miúdos”! Agilmente agarrou-lhe a orelha e torceu-a nos seus dedos:
-O que queres daqui?!
-Ah! Solte-me, sua bru…!
-Ouve lá, rapazinho, tem cuidado com as palavras, porque em minha casa, há respeito!
Ryan Franziu as sobrancelhas irritado. Ergueu a sua arma contra a testa daquela mulher. Erika petrificou. Deixou cair a vassoura no chão e soltou a orelha do rapaz. Agora sim, ela estava com medo:
-Onde está a Catarina?!
-Não mora aqui nenhuma Catarina! – Respondeu. De facto ela estava a dizer a verdade. Não havia nenhuma Catarina.
-Não goze com a minha cara! - Ryan ordenou – Catarina, Annelise! Tanto me faz! Onde está ela?! … Não… – Hesitou por momentos – Onde está o Darien?!
-Não sei! Procura-os!
Ryan agarrou os cabelos castanhos de Erika com violência, e aproximou os seus rostos, adornados com níveis diferentes de ansiedade. Só aí, ele se apercebeu de como aquela mulher era parecida com a jovem que procurava! O cabelo possuía a mesma suavidade, e os olhos eram semelhantes. Talvez o formato da cara se alterasse um pouco, mas sem dúvida que existiria alguma ligação parental entre as duas.
Para ele, Erika também era bonita… E desejável…
*******************
-Ele não vai vir aqui!... – Declarou Richard – A Erika e Annelise provavelmente encontraram-se com ele!
Darien arregalou os olhos. Não, Annelise continuava bem. Mas por quanto tempo? E Erika? Como é que ele tinha garantia de que ela estava bem?!
-Darien!
Ashley saltou para o colo do irmão, vinda do nada, e apertou-o com força.
Sammy, por sua vez, segurou-se nos braços do seu pai, com um rosto assustado:
-A mãe ficou lá em cima com aquele rapaz!
Todos se entreolharam. Richard caminhou até à porta e abriu-a num simples movimento de mãos:
-Onde é que vais?! – Interrogou Peter
-Buscar a minha mulher! – Declarou – Cada um protege aquilo que é mais importante na sua vida, não é?! Então, eu vou Protege-la a ela!
Darien assentiu o comportamento de Richard. Era um acto, sem dúvida, nobre.
-Eu vou levar as crianças! – Afirmou madalena, calada até ao momento.
-Aonde vamos?... – Perguntou Ashley receosa de seguir aquela desconhecida
-Vamos ter com a tua mamã!
Dito isto, Madalena segura as mãos das duas crianças e arrasta-as até ao seu carro, ainda livre de perigo.
Naquela cozinha, apenas restavam Darien e Peter, o pai e o filho… E Annelise, faltava Annelise… Ninguém sabia onde ela estava naquele momento.
Ká vai ele!
Capitulo 67 parte 2
-Annie foge! Leva-os contigo!
Ryan rodou finalmente a maçaneta. Darien agarrou em Sol, e ajudou Annelise a levantar-se. Correram para a cozinha, e bateram a porta com força atrás deles. Lá, todos os outros pareciam não ter-se ainda apercebido que algo se passava. Annelise aproximou-se de Erika:
-Ajudem-me, por favor! – Suplicou em pânico – Levem as crianças daqui! Por favor!
-O que é que se passa querida?... – Perguntou Nani preocupada.
-Levem-nos daqui! – Ordenou Darien, entregando Sol a Richard – Aliás, saiam todos daqui! Não é seguro!
-Mas o que aconteceu? – Peter levantou-se da sua cadeira, e seguidamente escutou-se um outro estrondo.
-Peço-vos, por tudo o que é mais sagrado que os levem daqui!
-Não mãe! Não quero ir sem ti! – Exclamou Lua agarrando-se ao seu pescoço.
-Eu também não! – Concordou Sol, saltando do colo de Richard.
Nani, num movimento rápido pegou em Lua e perguntou:
-Para onde os levamos?...
-para longe! Para um sitio onde o Ryan não os encontre!
Ao escutarem aquele nome, todos perceberam a gravidade da situação, e levantaram-se das suas cadeiras
-Vamos para casa da Stella ou da Lizzie! – Precipitou Claire agarrando em Sol com firmeza
-Eu não quero ir, mamã! – Lua saltou novamente para o colo de Annelise, e apertou-a por entre os seus pequenos, mas fortes braços
-Vai meu amor, por favor vai… – Murmurou – É para teu próprio bem!...
Lua fez um pequeno beicinho na sua face:
-Então diz que ainda gostas de mim… – Pediu.
-Oh meu anjo! Eu adoro-te! Adoro-te como adoro o teu irmão e como amo o teu pai! Vocês são as coisas mais importantes que existem para mim! Nunca duvides disso!...
Dito isto, Lua abraçou a sua mãe uma última vez, e beijou-lhe a face. Anne voltou a passa-la para o colo de Nani, e despediu-se dela, Também com um abraço. De seguida, fez o mesmo com Sol.
- Onde estão a Ashley e o Sam?! – Perguntou Claire assustada.
Todos olharam em redor, à procura deles. Continuavam no quarto dos brinquedos, expostos a Ryan sem saberem.
-vão embora! – Implorou Erika – Eu encontro-os e salvo-os, prometo!
Ouviram-se passos rápidos na direcção da cozinha. Claire E Nani foram as únicas a sair de casa pelas portas das traseiras. Erika abriu uma outra porta, que dava ligação da cozinha à garagem e arrastou Annelise consigo, tentando fugir com ela pelo portão. Darien, Madalena, Richard e Peter ficaram na cozinha, a escoltar as diferentes entradas, visto que não sabiam ao certo o rumo que Ryan ia seguir para chegar até eles.
Porem, apesar de eles estarem convencidos que ele ia para junto deles, enganaram-se.
Ryan, após entrar no hall de entrada, olhou em redor! Havia uma porta à sua direita, e um grande espelho à sua frente, que reflectia umas escadas com um corrimão de madeira e mais algumas portas. Cautelosa e silenciosamente, Ryan retirou a arma do bolso fundo do seu casaco, e ajustou as balas, prontas para dispararem. Bastava um “click” para elas se libertarem!
Lentamente, ele subiu o primeiro degrau das escadas. Elas rangeram, pelo que recuou. Em vez de as subir, deu meia volta para trás, e seguiu pelo pequeno corredor que as acompanhavam. Haviam 4 portas. A primeira estava totalmente fechada. Por debaixo dela soprava um vento frio e uma luminosidade abundante. Abriu-a de repente! Ninguém… Era apenas uma sala de estar ampla e fria, com uns sofás azuis junto à janela e uma mesa comprida. Ryan fechou a porta novamente.
A segunda porta estava entreaberta. Era uma casa de banho. Depois, a porta que se seguia, encontrava-se totalmente aberta, e mostrava uma pequena dispensa, com um armário cheio de sapatos, e umas prateleiras com produtos de limpeza.
Restava uma porta, porta essa, que deixava escapar o cheiro a comida queimada. Ryan torceu o nariz devido ao aroma desagradável, mas de uma coisa tinha a certeza: Alguém se encontrava naquela divisão da casa!
Rodou a maçaneta com rapidez, no entanto, foi surpreendido pela estranha mãnhã que se apoderava dela.
Cerrou os dentes, cheio de ódio. Agora sabiam que ele estava ali!
De repente ele ouviu as escadas a ranger e virou-se subitamente. Alguém as subia rapidamente, e apesar de se aperceber que o tentavam fazer discretamente, ele era capaz de escutar tudo com nitidez.
Não se importou mais com aquela porta. Tornou a aproximar-se das escadas, e subiu-as, já sem medo de ser audível. No 2º piso haviam cinco portas, mas só uma estava fechada. Ryan não ia perder tempo a abri-la! Tinha tempo para isso, portanto, deu uma patada na que estava do lado direito, paralela ao seu corpo. Era um quarto vazio, com uma mobília de madeira escura, decorada com umas cortinas ligeiramente mais claras. Depois dessa porta, havia outro quarto. Um quarto mais recente, com uma pintura infantil na parede, em tons de vermelho e azul, e alguns brinquedos pousados sobre a cómoda.
Atravessando para o seu lado esquerdo, estavam as três portas, entre as quais, uma delas estava trancada. Foi directamente à que estava em frente, ainda do lado das escadas. Só se encontravam brinquedos naquele quarto; Brinquedos de menina e de menino. Tinha uma parede verde alface, e uma mesinha pequenina e redonda num canto. Ryan voltou a sair do quarto, para se dirigir á porta que estava em frente daquela. Porem, a sua mão queria ir directamente à porta fechada. Tinha a certeza que era lá que se escondia alguém. Num movimento brusco, abriu-a!
Desiludiu-se…
Era uma simples casa de banho, completamente vazia.
Mas para onde se dirigiriam aqueles passos nas escadas?! Para o quarto, que tinha a porta aberta?! Iam dar-se ao perigo de entrar num quarto totalmente acessível?
Talvez… talvez fosse uma armadilha…!
De qualquer forma, Ryan estava em vantagem! Tinha uma arma, que nenhum dos presentes naquela casa, conseguiria abater fisicamente.
Ryan sorriu e entrou no quarto. Era o mais claro de todos eles. Todas as paredes eram brancas, excepto aquela onde a cabeceira da cama se encostava, que estava pintada de azul claro, com três bolas brancas, parecidas com anéis, ou talvez bolhas de água. Os móveis eram de madeira de pinho, num castanho alaranjado. Mas o que lhe saltou mais à vista não foi isso… Foram os quadros e as fotos que o adornavam. O maior era um de uma menina sentada numas escadas de pedra, com um penteado curtinho e um vestido clássico, talvez de 1ªcomunhao. Na parede branca havia um quadro de cortiça… Cada foto chocava mais… Ele reconhecia a pessoa que ia crescendo a cada fotografia. De pequena gorducha, a jovem esbelta…
-Catarina?... – Murmurou confuso. Mas então leu uma etiqueta azul sob uma foto, que o deixou ainda mais espantado – Annelise?...
-Atchim!
Ryan virou-se com o susto, causado pelo som que vinha da varanda. Deu pesados passos na direcção. Estava ali alguém
-YAHHH!!!
Sem tempo de reacção, Ryan apenas ouve um grito de guerra. Apenas teve tempo de vislumbrar uma vassoura de madeira, que lhe acertou em cheio na cabeça, e o fez gritar de dor:
-AUH!!!
-Fujam, fujam! – Exclamou a proprietária da vassoura.
Duas crianças facilmente distinguíveis passaram pelos seus pés apressadas. Apenas ficou a mulher, ainda de vassoura apontada para Ryan:
-O que queres daqui?! – Gritou Erika, com uma veia saliente na sua testa.
-Quem é você?! – Perguntou ele, esfregando a nuca.
-Quem sou eu?! Quem sou eu?!!! Tu invades a minha casa e ainda perguntas quem sou eu?! – Gritou, fazendo-o andar de recua.
Erika era corajosa, não tinha medo do que ele lhe fizesse, sabia controlar “miúdos”! Agilmente agarrou-lhe a orelha e torceu-a nos seus dedos:
-O que queres daqui?!
-Ah! Solte-me, sua bru…!
-Ouve lá, rapazinho, tem cuidado com as palavras, porque em minha casa, há respeito!
Ryan Franziu as sobrancelhas irritado. Ergueu a sua arma contra a testa daquela mulher. Erika petrificou. Deixou cair a vassoura no chão e soltou a orelha do rapaz. Agora sim, ela estava com medo:
-Onde está a Catarina?!
-Não mora aqui nenhuma Catarina! – Respondeu. De facto ela estava a dizer a verdade. Não havia nenhuma Catarina.
-Não goze com a minha cara! - Ryan ordenou – Catarina, Annelise! Tanto me faz! Onde está ela?! … Não… – Hesitou por momentos – Onde está o Darien?!
-Não sei! Procura-os!
Ryan agarrou os cabelos castanhos de Erika com violência, e aproximou os seus rostos, adornados com níveis diferentes de ansiedade. Só aí, ele se apercebeu de como aquela mulher era parecida com a jovem que procurava! O cabelo possuía a mesma suavidade, e os olhos eram semelhantes. Talvez o formato da cara se alterasse um pouco, mas sem dúvida que existiria alguma ligação parental entre as duas.
Para ele, Erika também era bonita… E desejável…
*******************
-Ele não vai vir aqui!... – Declarou Richard – A Erika e Annelise provavelmente encontraram-se com ele!
Darien arregalou os olhos. Não, Annelise continuava bem. Mas por quanto tempo? E Erika? Como é que ele tinha garantia de que ela estava bem?!
-Darien!
Ashley saltou para o colo do irmão, vinda do nada, e apertou-o com força.
Sammy, por sua vez, segurou-se nos braços do seu pai, com um rosto assustado:
-A mãe ficou lá em cima com aquele rapaz!
Todos se entreolharam. Richard caminhou até à porta e abriu-a num simples movimento de mãos:
-Onde é que vais?! – Interrogou Peter
-Buscar a minha mulher! – Declarou – Cada um protege aquilo que é mais importante na sua vida, não é?! Então, eu vou Protege-la a ela!
Darien assentiu o comportamento de Richard. Era um acto, sem dúvida, nobre.
-Eu vou levar as crianças! – Afirmou madalena, calada até ao momento.
-Aonde vamos?... – Perguntou Ashley receosa de seguir aquela desconhecida
-Vamos ter com a tua mamã!
Dito isto, Madalena segura as mãos das duas crianças e arrasta-as até ao seu carro, ainda livre de perigo.
Naquela cozinha, apenas restavam Darien e Peter, o pai e o filho… E Annelise, faltava Annelise… Ninguém sabia onde ela estava naquele momento.
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
*********************
Sem pedir qualquer permissão, Anne entrou pela casa de Mónica a dentro, pela porta das traseiras:
-Moni!? – Chamou – Mónica!?
A mãe desta ultima, ao escutar aqueles chamamentos desconhecidos, apressou-se a tentar saber de onde vinham, contudo, não foi ela a primeira a achar a rapariga estranha.
A mulher mais idosa daquela casa, emergiu de repente pela porta. O seu olhar era penetrante e escuro. Dificilmente, Anne conseguia saber se ele era bondoso ou não.
-Lua!... – Murmurou
Annelise passou a mão pelo cabelo. Não tinha tempo para saber como aquela mulher sabia do seu segredo, só precisava de arranjar uma forma de se salvar de
Ryan
- A Mónica?... – Perguntou
-Catarina!... Quer dizer, Annelise! O que fazes aqui? – Perguntou ela, ao vê-la na sua cozinha
-Moni! O teu irmão está em minha casa!
-O que?! Mas como?! Eu pensei que o tinha despachado!
-Ele partiu o vidro da porta de minha casa, e entrou! – Informou – Andava á minha procura, e á procura do Darien…
-O que é que se passa aqui?! – Perguntou Uma outra mulher, aproximando-se, vinda do nada.
-Mãe! – Mónica saudou-a, confusa e nervosa – Esta é a… Annelise…
-Desculpe a invasão… – Lamentou, envergonhada
-Annelise, e o Sol e a Lua, onde estão eles?
-A Nani e a Claire levaram-nos! A minha mãe foi tentar ajudar os nossos irmãos!
-Mas o que aconteceu afinal?! – Perguntou a mulher de meia-idade.
-O teu filho é um demónio! – Acusou a velhota
-mãe, já lhe pedi para não falar assim do Ryan! Ele é seu neto, caramba!
-Ele invadiu a minha casa, partiu a porta da entrada, e antes disso tentou fazer-me mal! – Concordou Annelise – Se ele não é demónio, então não sei o que lhe chamar!
Mónica olhou para a sua mãe, confusa. Ela merecia explicações para tudo aquilo que se estava a passar.
No entanto, naquele momento era mais importante travar o seu irmão.
Mónica agarrou a mão de Annelise e puxou-a até à saída do seu lar. Escondidas atrás de uma planta, elas tentaram vislumbrar a casa.
Tudo parecia calmo e normal. A única coisa que chamava a atenção era a porta partida.
-Ele está doido! – Exclamou alguém, atrás delas.
Mónica gritou com o susto, e olhou para aquele grande mulher assustada. Gracinda, também escondida atrás de uma árvore, tentava, sem grande êxito, saber o que se passava com Ryan.
*******************
-Argh! Que nojo!!!
Ryan acabara de beijar o pescoço de Erika. Contudo, esta não tinha forma de reagir, visto que tinha uma arma encostada à sua pele:
-Também gosto de mulheres mais velhas
-Argh! Larga-me!
-Larga-a seu…!
Richard entrou no quarto, na direcção de Ryan. O seu sangue fervia dentro de si estava furioso com aquele rapaz idiota. Sem Pensar nas consequências deu-lhe um murro na cara
*********************
Annelise entrou sorrateiramente em casa, seguida de Mónica e Gracinda que segurava uma frigideira nas mãos trémulas. As três deram vagarosos passos, olhando em redor, com medo de serem surpreendidas por Ryan. O cheiro a comida queimada continuava a ferir os narizes daqueles que entravam na casa. De repente uma forte mão segurou o braço de Annelise, que abafou um grito estridente quando se apercebeu que era Darien. Este abraçou-a com Força, tentando não fazer barulho que os denunciasse:
-Ele ainda não te encontrou?... – Sussurrou Mónica.
-Não...! Até agora só se deparou com a Erika…
-Oh meu deus, só espero que não lhe tenha feito nada de mal…
Darien hesitou em responder. Não sabia ao certo se Erika estava bem ou não. Tinha escutado alguns insultos vindos do quarto de Anne, mas não sabia até que ponto estes eram preocupantes.
-O teu pai foi ter com eles… Tenho a certeza que tudo se vai resolver…
-E as crianças?...
- A Madalena levou-os…
*********************
Ryan apertou a sua mão contra a maça do rosto, e esfregou-a, enquanto olhava Richard enfurecido.
Este último, colocou-se à frente da sua esposa, de forma a protege-la daquele psicopata:
-Não vou permitir que destruas a minha família – Exclamou – O que queres de nós?
Richard esperou a resposta, mas não a obteu. Ryan entrou em completo silêncio quando ouviu murmúrios vindos do piso inferior. Maliciosamente sorriu, e ergueu novamente a sua arma:
-Darien…
Começou a descer as escadas lentamente, mas à medida que o som se aproximava, mais vontade ele tinha de se vingar.
As escadas rangeram antes de ele dobrar a esquina.
Toda a casa silenciou.
No quarto de Anne, Erika e Richard deram as mãos, rezando para que tudo corresse bem. Nas escadas, Ryan tentava ouvir mais alguma coisa, sem se mover do seu sítio. No rés-do-chão, Todos se tinham apercebido que alguém estava próximo deles. Annelise segurou Darien pelo pescoço, e sem nada proclamarem um ao outro, envolveram-se num intenso beijo, como forma de despedida breve e de desejarem boa sorte um ao outro.
Assim que os seus lábios descolaram, Darien empurrou As três mulheres à sua frente, para irem para o exterior da casa. Ryan conseguiu ouvir os seus passos vagarosos. Num segundo desceu os últimos degraus.
Ouviu-se um disparo em toda a casa.
Ninguém foi ferido, para seu desagrado.
Já todos tinham saído para o exterior, até mesmo Peter pelas portas traseiras.
-Ele está armado? Isto é horrível! – Exclamou Annelise assustada
-Annie, tens de sair daqui!
-Não, eu… Eu não posso! Darien, não posso deixar-te aqui sozinho!
-Tens de ir! – Ordenou, segurando-lhe levemente a face, na sua direcção - É perigoso
-Mas…
-Ouve, eu já te perdi uma vez… Não quero passar novamente por toda essa dor!
-E queres que eu passe?
Darien acenou negativamente com a cabeça. Ela tinha razão.
-Somo mais fortes juntos – Declarou ela entrelaçando os seus dedos com os dele – Não sejamos idiotas ao ponto de nos afastarmos!...
Ryan emergiu atrás de Darien de repente.
Gracinda soltou um gritou histérico e levantou o tacho no ar, aterrorizada.
Ele puxou o gatilho pela segunda vez, mas desta vez o alvo foi atingido…
Annelise olhou para a sua mão repleta de sangue quente. Começou a sentir-se tonta com o cheiro, e nervosa com a situação. Já não conseguia respirar direito.
-O que é que fizeste?! – Gritou com todas as suas forças.
Darien deixou-se cair sobre ela. A sua cabeça ficou pousada no ombro dela, enquanto um enorme fluxo de sangue se libertava do seu ombro direito. Ryan atingira Darien pelas costas, mas a pontaria continuava a ser algo que deveria melhorar, visto ele queria acertar num sítio fatal para a sua vida.
-Qual é o teu problema Ryan?! – Gritou Mónica ao ver Darien quase desmaiado nos braços de Anne.
-Porque é que fizeste isto?! – Perguntou Annelise lavada em lágrimas abundantes – Porquê ele?!
-Por vossa culpa perdi tudo o que tinha! – Respondeu sem qualquer arrependimento
-Tu nunca tiveste nada! Nada!
-Tive! Tive-te a ti! Tive a minha própria casa, tive o meu carro, as minhas festas, as minhas noitadas! Tive tudo! – Berrou, completamente doido.
-E… porque é… Que nós… te tiramos… isso?...
Darien proclamou cada palavra com dor. Cada vez que movia algum músculo do seu corpo, por muito pequeno que fosse, a sua pele ardia e o sangue fervilhava. Mas ele queria saber o porque de tanto ódio. Esperou a resposta, ainda encostado ao corpo de Annelise.
Ryan cerrou os punhos, e fez força nas suas mãos. As unhas quase se entranharam na sua carne.
-Teria sido simples!... – Começou por dizer, sem se aperceber que Erika, Richard e Peter, tinham acabado de sair da casa. – Bastava ter passado uma noite… ou um dia… contigo! – Apontou para Annelise – E a minha vida teria permanecido estável. Agora vou ficar sem o meu carro e…
-Eu não acredito que estás outra vez a comparar-me á porcaria do teu carro! – Interrompeu Annelise furiosa. Como é que aquele idiota a podia ter apostado?! Não era normal!
Soltou Darien devagarinho e baixou-se com destreza para agarrar uma pedra. Apontou-a na direcção de Ryan, mas antes de a atirar raciocinou. Procurou a causa de tanto ódio.
Subitamente lançou a pedra pelo ar, e esta acertou em cheio na viatura preta, que ligou o alarme estridente, logo a seguir ao vidro da frente se partir todo
– Tenho a certeza que agora nenhum (Palavra feia) vai querer esta m**** para nada! Satisfeito!?
Ryan agarrou a própria cabeça com as mãos, assim que se deparou com os cacos em cima do capô
-Tu! Tu partiste-me o carro?!?! – Berrou, boquiaberto, e ao mesmo tempo, irritado.
-E voltaria a parti-lo todo, seu nojento!
Novamente pegou numa pedra para danificar ainda mais o automóvel!
Ryan, perplexo com a situação, e sem saber como reagir tentou alcança-la, mas não iria chegar a tempo. Desesperado levantou a sua arma na direcção dela. Darien, ainda fraco percebeu para onde ele apontava. Antes que Annelise fosse atingida, ele deu um salto, doloroso, e atravessou-se a frente dela no preciso momento em que a bala disparou.
Pela segunda vez o seu corpo sofreu danos físicos. As suas forças acabaram naquele instante.
Annelise sentiu um corpo tombar no chão. Sentiu-se fraquejar.
Erika, ainda á porta de casa tapou a sua boca com as mãos, lavada em lágrimas devido àquela imagem, e correu, juntamente com Peter e Richard na direcção de Ryan.
As sirenes das ambulâncias e da Policia soaram por todo o quarteirão, chamando as atenções dos vizinhos. Dois polícias e um cão saíram do carro, procurando forma de resolver o conflito rapidamente, antes que mais alguém se magoasse.
Richard e Peter agarraram Ryan com força, tentando evitar um último disparo fatal, no entanto, este movia-se agitadamente, tentando acertar também em Annelise.
A ultima bala libertou-se por fim.
Richard, Ryan e Peter ficaram manchados de sangue, mas só um foi ferido.
Richard soltou Ryan, verificando se ele próprio estava ferido. Ele e Peter olharam-se aliviados, e por outro lado, assustados.
Ryan caiu aos seus pés violentamente. O sangue libertou-se pela sua boca. A bala tinha acertado precisamente na sua cabeça.
Agora eram dois corpos no chão, envoltos em sangue fresco...
Sem pedir qualquer permissão, Anne entrou pela casa de Mónica a dentro, pela porta das traseiras:
-Moni!? – Chamou – Mónica!?
A mãe desta ultima, ao escutar aqueles chamamentos desconhecidos, apressou-se a tentar saber de onde vinham, contudo, não foi ela a primeira a achar a rapariga estranha.
A mulher mais idosa daquela casa, emergiu de repente pela porta. O seu olhar era penetrante e escuro. Dificilmente, Anne conseguia saber se ele era bondoso ou não.
-Lua!... – Murmurou
Annelise passou a mão pelo cabelo. Não tinha tempo para saber como aquela mulher sabia do seu segredo, só precisava de arranjar uma forma de se salvar de
Ryan
- A Mónica?... – Perguntou
-Catarina!... Quer dizer, Annelise! O que fazes aqui? – Perguntou ela, ao vê-la na sua cozinha
-Moni! O teu irmão está em minha casa!
-O que?! Mas como?! Eu pensei que o tinha despachado!
-Ele partiu o vidro da porta de minha casa, e entrou! – Informou – Andava á minha procura, e á procura do Darien…
-O que é que se passa aqui?! – Perguntou Uma outra mulher, aproximando-se, vinda do nada.
-Mãe! – Mónica saudou-a, confusa e nervosa – Esta é a… Annelise…
-Desculpe a invasão… – Lamentou, envergonhada
-Annelise, e o Sol e a Lua, onde estão eles?
-A Nani e a Claire levaram-nos! A minha mãe foi tentar ajudar os nossos irmãos!
-Mas o que aconteceu afinal?! – Perguntou a mulher de meia-idade.
-O teu filho é um demónio! – Acusou a velhota
-mãe, já lhe pedi para não falar assim do Ryan! Ele é seu neto, caramba!
-Ele invadiu a minha casa, partiu a porta da entrada, e antes disso tentou fazer-me mal! – Concordou Annelise – Se ele não é demónio, então não sei o que lhe chamar!
Mónica olhou para a sua mãe, confusa. Ela merecia explicações para tudo aquilo que se estava a passar.
No entanto, naquele momento era mais importante travar o seu irmão.
Mónica agarrou a mão de Annelise e puxou-a até à saída do seu lar. Escondidas atrás de uma planta, elas tentaram vislumbrar a casa.
Tudo parecia calmo e normal. A única coisa que chamava a atenção era a porta partida.
-Ele está doido! – Exclamou alguém, atrás delas.
Mónica gritou com o susto, e olhou para aquele grande mulher assustada. Gracinda, também escondida atrás de uma árvore, tentava, sem grande êxito, saber o que se passava com Ryan.
*******************
-Argh! Que nojo!!!
Ryan acabara de beijar o pescoço de Erika. Contudo, esta não tinha forma de reagir, visto que tinha uma arma encostada à sua pele:
-Também gosto de mulheres mais velhas
-Argh! Larga-me!
-Larga-a seu…!
Richard entrou no quarto, na direcção de Ryan. O seu sangue fervia dentro de si estava furioso com aquele rapaz idiota. Sem Pensar nas consequências deu-lhe um murro na cara
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Annelise entrou sorrateiramente em casa, seguida de Mónica e Gracinda que segurava uma frigideira nas mãos trémulas. As três deram vagarosos passos, olhando em redor, com medo de serem surpreendidas por Ryan. O cheiro a comida queimada continuava a ferir os narizes daqueles que entravam na casa. De repente uma forte mão segurou o braço de Annelise, que abafou um grito estridente quando se apercebeu que era Darien. Este abraçou-a com Força, tentando não fazer barulho que os denunciasse:
-Ele ainda não te encontrou?... – Sussurrou Mónica.
-Não...! Até agora só se deparou com a Erika…
-Oh meu deus, só espero que não lhe tenha feito nada de mal…
Darien hesitou em responder. Não sabia ao certo se Erika estava bem ou não. Tinha escutado alguns insultos vindos do quarto de Anne, mas não sabia até que ponto estes eram preocupantes.
-O teu pai foi ter com eles… Tenho a certeza que tudo se vai resolver…
-E as crianças?...
- A Madalena levou-os…
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Ryan apertou a sua mão contra a maça do rosto, e esfregou-a, enquanto olhava Richard enfurecido.
Este último, colocou-se à frente da sua esposa, de forma a protege-la daquele psicopata:
-Não vou permitir que destruas a minha família – Exclamou – O que queres de nós?
Richard esperou a resposta, mas não a obteu. Ryan entrou em completo silêncio quando ouviu murmúrios vindos do piso inferior. Maliciosamente sorriu, e ergueu novamente a sua arma:
-Darien…
Começou a descer as escadas lentamente, mas à medida que o som se aproximava, mais vontade ele tinha de se vingar.
As escadas rangeram antes de ele dobrar a esquina.
Toda a casa silenciou.
No quarto de Anne, Erika e Richard deram as mãos, rezando para que tudo corresse bem. Nas escadas, Ryan tentava ouvir mais alguma coisa, sem se mover do seu sítio. No rés-do-chão, Todos se tinham apercebido que alguém estava próximo deles. Annelise segurou Darien pelo pescoço, e sem nada proclamarem um ao outro, envolveram-se num intenso beijo, como forma de despedida breve e de desejarem boa sorte um ao outro.
Assim que os seus lábios descolaram, Darien empurrou As três mulheres à sua frente, para irem para o exterior da casa. Ryan conseguiu ouvir os seus passos vagarosos. Num segundo desceu os últimos degraus.
Ouviu-se um disparo em toda a casa.
Ninguém foi ferido, para seu desagrado.
Já todos tinham saído para o exterior, até mesmo Peter pelas portas traseiras.
-Ele está armado? Isto é horrível! – Exclamou Annelise assustada
-Annie, tens de sair daqui!
-Não, eu… Eu não posso! Darien, não posso deixar-te aqui sozinho!
-Tens de ir! – Ordenou, segurando-lhe levemente a face, na sua direcção - É perigoso
-Mas…
-Ouve, eu já te perdi uma vez… Não quero passar novamente por toda essa dor!
-E queres que eu passe?
Darien acenou negativamente com a cabeça. Ela tinha razão.
-Somo mais fortes juntos – Declarou ela entrelaçando os seus dedos com os dele – Não sejamos idiotas ao ponto de nos afastarmos!...
Ryan emergiu atrás de Darien de repente.
Gracinda soltou um gritou histérico e levantou o tacho no ar, aterrorizada.
Ele puxou o gatilho pela segunda vez, mas desta vez o alvo foi atingido…
Annelise olhou para a sua mão repleta de sangue quente. Começou a sentir-se tonta com o cheiro, e nervosa com a situação. Já não conseguia respirar direito.
-O que é que fizeste?! – Gritou com todas as suas forças.
Darien deixou-se cair sobre ela. A sua cabeça ficou pousada no ombro dela, enquanto um enorme fluxo de sangue se libertava do seu ombro direito. Ryan atingira Darien pelas costas, mas a pontaria continuava a ser algo que deveria melhorar, visto ele queria acertar num sítio fatal para a sua vida.
-Qual é o teu problema Ryan?! – Gritou Mónica ao ver Darien quase desmaiado nos braços de Anne.
-Porque é que fizeste isto?! – Perguntou Annelise lavada em lágrimas abundantes – Porquê ele?!
-Por vossa culpa perdi tudo o que tinha! – Respondeu sem qualquer arrependimento
-Tu nunca tiveste nada! Nada!
-Tive! Tive-te a ti! Tive a minha própria casa, tive o meu carro, as minhas festas, as minhas noitadas! Tive tudo! – Berrou, completamente doido.
-E… porque é… Que nós… te tiramos… isso?...
Darien proclamou cada palavra com dor. Cada vez que movia algum músculo do seu corpo, por muito pequeno que fosse, a sua pele ardia e o sangue fervilhava. Mas ele queria saber o porque de tanto ódio. Esperou a resposta, ainda encostado ao corpo de Annelise.
Ryan cerrou os punhos, e fez força nas suas mãos. As unhas quase se entranharam na sua carne.
-Teria sido simples!... – Começou por dizer, sem se aperceber que Erika, Richard e Peter, tinham acabado de sair da casa. – Bastava ter passado uma noite… ou um dia… contigo! – Apontou para Annelise – E a minha vida teria permanecido estável. Agora vou ficar sem o meu carro e…
-Eu não acredito que estás outra vez a comparar-me á porcaria do teu carro! – Interrompeu Annelise furiosa. Como é que aquele idiota a podia ter apostado?! Não era normal!
Soltou Darien devagarinho e baixou-se com destreza para agarrar uma pedra. Apontou-a na direcção de Ryan, mas antes de a atirar raciocinou. Procurou a causa de tanto ódio.
Subitamente lançou a pedra pelo ar, e esta acertou em cheio na viatura preta, que ligou o alarme estridente, logo a seguir ao vidro da frente se partir todo
– Tenho a certeza que agora nenhum (Palavra feia) vai querer esta m**** para nada! Satisfeito!?
Ryan agarrou a própria cabeça com as mãos, assim que se deparou com os cacos em cima do capô
-Tu! Tu partiste-me o carro?!?! – Berrou, boquiaberto, e ao mesmo tempo, irritado.
-E voltaria a parti-lo todo, seu nojento!
Novamente pegou numa pedra para danificar ainda mais o automóvel!
Ryan, perplexo com a situação, e sem saber como reagir tentou alcança-la, mas não iria chegar a tempo. Desesperado levantou a sua arma na direcção dela. Darien, ainda fraco percebeu para onde ele apontava. Antes que Annelise fosse atingida, ele deu um salto, doloroso, e atravessou-se a frente dela no preciso momento em que a bala disparou.
Pela segunda vez o seu corpo sofreu danos físicos. As suas forças acabaram naquele instante.
Annelise sentiu um corpo tombar no chão. Sentiu-se fraquejar.
Erika, ainda á porta de casa tapou a sua boca com as mãos, lavada em lágrimas devido àquela imagem, e correu, juntamente com Peter e Richard na direcção de Ryan.
As sirenes das ambulâncias e da Policia soaram por todo o quarteirão, chamando as atenções dos vizinhos. Dois polícias e um cão saíram do carro, procurando forma de resolver o conflito rapidamente, antes que mais alguém se magoasse.
Richard e Peter agarraram Ryan com força, tentando evitar um último disparo fatal, no entanto, este movia-se agitadamente, tentando acertar também em Annelise.
A ultima bala libertou-se por fim.
Richard, Ryan e Peter ficaram manchados de sangue, mas só um foi ferido.
Richard soltou Ryan, verificando se ele próprio estava ferido. Ele e Peter olharam-se aliviados, e por outro lado, assustados.
Ryan caiu aos seus pés violentamente. O sangue libertou-se pela sua boca. A bala tinha acertado precisamente na sua cabeça.
Agora eram dois corpos no chão, envoltos em sangue fresco...
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Má!!!!!!!!!!!!!!
Tu alvejaste o Darien 2 vezes!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
vez não chegava?
mas acertaste no Ryan, assim é que é!!

Podias era usar os poderes para pores o Darien bom, porque EU QUERO UM FINAL FELIZ.
Está muito bom o capítulo, parabéns!
Tu alvejaste o Darien 2 vezes!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
vez não chegava?
mas acertaste no Ryan, assim é que é!!

Podias era usar os poderes para pores o Darien bom, porque EU QUERO UM FINAL FELIZ.
Está muito bom o capítulo, parabéns!
Olha que eu quero um final feliz nisto ouvis-te?? Nunca ameacei ninguem mas há sempre uma primeira vez
Querida Lulumoon estou a adorar a tua história, é daquelas que faz arrepiar, faz o coração bater e roer as unhas com tanto nervosisimo para saber como tudo acaba(espero que bem claro)
Beijokitas e quero ver mais bem depressa.
Querida Lulumoon estou a adorar a tua história, é daquelas que faz arrepiar, faz o coração bater e roer as unhas com tanto nervosisimo para saber como tudo acaba(espero que bem claro)
Beijokitas e quero ver mais bem depressa.

Obrigado Dumpling <3
Obrigada pelos comentarios meninas, é muito bom saber que gostam da minha historia!
Agora quanto ao final feliz.... hum...
vamos ver!...
lol, estou a brincar, eu nao gosto de ser má!
PS: estoua ficar sem leitores! isto nao se admite! lol
um comentariozito, sim pessoal?
'
Agora quanto ao final feliz.... hum...
vamos ver!...
lol, estou a brincar, eu nao gosto de ser má!

PS: estoua ficar sem leitores! isto nao se admite! lol
um comentariozito, sim pessoal?
'
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Estrangulem-me, batam-me, eu mereço! Nao, nao mereço nada, quem mereçe é o meu PC!
sim, porque ele pifou e eu nao pude vir á net postar os capiulos que escrevi no magalhaes do meu irmao!
'
bem, as boas noticias sao que EU FINALMENTE TERMINEI A FIC!!!!!!!
oui oui!
mas claro, primeiro vou colocar o capitulo seguinte|
Inicialmente pensei em cortar o cap ao meio pk ~e grandito, mas axu k voces ja esperaram de mais e mereçem uma coisa grande!
bem espero que gostem e mais uma vez obrigada elos vossos comentarios!
Capitulo 68-Parte 1
Já era tarde, muito tarde. Os ponteiros do relógio já tinham anunciado a meia-noite à uma hora atrás. A sala de espera era silenciosa. De vez em quando soava o telefone que uma secretária atendia apressadamente, ou então alguém tossia, espirrava ou comia algo. Só Annelise é que fazia barulho, com os seus passos aflitos, e a sua respiração ofegante, de vez em quando completada com lágrimas.
Claire, após saber o que tinha acontecido naquele trágico fim de tarde, deixou as crianças ao cargo de Erika, Madalena e Nani, na casa de Stella, onde estavam também presentes Vítor e Blair, e dirigiu-se ao hospital. Peter a Richard tinham ido apanhar ar fresco à entrada, um pouco frustrados com a situação da rapariga mais jovem.
-Annelise, por favor pára de andar de um lado para o outro! – Pediu Claire, sentada numa cadeira, com umas olheiras que denunciavam o seu sono.
Annelise negou com a sua cabeça, sem parar aquela correria. Estava completamente irritada por não a deixarem ir ter com Darien. Ela não sabia nada dele desde que entrou na ambulância. Não sabia se estava bem ou mal. Apenas sabia que ele estava sozinho num quarto. Mas nem o número desse quarto lhe disseram.
-Anne, senta-te aqui, não te adianta estares a cansar-te! – proclamou novamente – O medico já falou connosco, Tens de esperar pela hora de visita para o veres!
-Ah!!! – Berrou, acordando uma mulher que se encontrava perto de Claire - Porque é que tenho de aguentar até amanha de manha?! Porque raio é que existe hora de visita neste maldito hospital!?
-Annelise, fala baixo!
-Eu não aguento estar aqui sem fazer nada! Eu tenho de ir ter com ele! – Exclamou, voltando a soltar lágrimas de stress.
-Desculpe menina! – Interrompeu uma enfermeira – precisa de alguma coisa? Talvez um calmante para tentar dormir? – Palpitou.
-Eu não preciso de nada! Eu só quero ir ter com o meu namorado!
-Desculpe, mas não é permitido! Tem de esperar até á hora de visita!
Annelise soltou uma lufada de ar pela boca, assentiu com a cabeça e ignorou o calmante. Porem não ia respeitar aquela estúpida regra. Assim que a enfermeira virou costas, ela dirigiu-se rapidamente a uma porta cinzenta, protegida por um segurança.
-Onde é que pensa que vai, menina? – Interrogou com voz grossa
-Vou à casa de banho! – Respondeu rapidamente.
-A casa de banho fica para o outro lado! Por esta porta ninguém passa!
-Oh, por favor, por favor! – Implorou Anne, preparando-se para chorar novamente - É muito importante para mim! Eu estou aqui á horas e ainda não sei o que aconteceu ao meu namorado!
-Lamento imenso, mas não posso fazer nada!
-Pode!... Por favor, peço-lhe, deixe-me ir ter com ele! Eu tenho que o ver!...
-Não posso, não tenho autorização! Vá, tenha paciência!
Annelise tornou, propositadamente, a sua respiração ofegante, e rapidamente voltou a chorar, agarrada ao braço do segurança:
-Por favor! Eu tenho de o ver, se não quem morre sou eu!
-Menina! – Chamou o homem atrapalhado – Esta a molhar-me a farda! Eu não posso ajuda-la!
-deixe-me entrar! Por favor!
O segurança olhou para o balcão da secretária, e esperou que esta virasse costas. Discretamente abriu a porta atrás de si e murmurou:
-Agora está por sua conta!...
Annelise esboçou o seu sorriso mais sincero ao homem, assim que viu a porta aberta:
-Obrigada, muito obrigada!
Dito isto, passou para o corredor que se seguia a correr. Subiu as escadas apressadamente até chegar ao primeiro piso. Continuou no passo rápido, mas não quis correr por respeito aos doentes que tentavam descansar, e foi lendo as placas que se encontravam nas portas com o nomes dos pacientes. Deduziu rapidamente que aquele piso se destinava às grávidas assim que passou por um enorme quarto com uma janela de vidro que ocupava quase toda a parede e viu alguns bebes em pequenos berços. Lembrou-se de quando Sol e Lua eram pequeninos. Sorriu ligeiramente, mas achou melhor avançar. Resolveu subir a escadaria seguinte, mas mais uma vez se desiludiu, pois encontrava-se suspensa no ar uma placa a dizer “Pediatria”. Voltou a dirigir-se às escadas para o próximo piso. Era o mais silencioso, o mais amplo e o mais assustador. Annelise arrepiou-se ao olhar em seu redor. Os seus passos tornaram-se lentos e silenciosos. Sentia-se como se estivesse num filme de terror e a qualquer momento iria apanhar um susto de morte. Olhou para as placas dos quartos, buscando o nome de Darien.
Agarrou o seu colar. Sentia-o quente. A esperança cresceu rapidamente dentro dela, o que a fez acelerar o ritmo até á penúltima porta do lado esquerdo. Agarrou a maçaneta, e olhou para a Placa.
-Darien… – Murmurou nervosa.
A porta fez um “click” e entreabriu-se. Annelise teve medo de avançar, e esse receio aumentou quando escutou uma maquina a ressoar um “pip” de maneira bastante controlada.
De repente ouviu passos vindos do fundo do corredor. Vinha alguém na sua direcção. Rapidamente entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, ficando de frente para ela.
-Annie?... – Ouviu uma voz doce e confusa proclamar.
-Darien!?... – Exclamou voltando-se na direcção da maca – Darien! – Quase gritou de felicidade ao ve-lo.
Ele encontrava-se deitado na maca, com o ombro direito todo ligado, e com o tronco nu, permitindo vislumbrar o outro ferimento situado lateralmente na barriga.
-O que é que estás aqui a fazer?... – perguntou com voz fraca
Annelise não respondeu. Limitou-se lançar-se nos seus braços para o abraçar. Darien gemeu de dor.
-Oh, desculpa! – Lamentou-se envergonhada soltando-o.
-Não faz mal… – ele sorriu para ela – Pelo menos assim sei que tu estavas realmente preocupada comigo…
-Como era possível não estar? Estava aflitíssima contigo… Nem sei como consegui chegar aqui!
Darien franziu a sobrancelha:
-Não te queriam deixar entrar?...
-Não! Não é hora de visita!... – Relembrou, fazendo uma careta para o ar. Continuava irritada por não poder te-lo visto antes – Alem disso devias estar a dormir! Por falar nisso, porque não estás a descansar?...
-Pelo mesmo motivo que tu! – Respondeu agarrando-lhe o pulso com pouca força – Não sabia se estavas bem… Não sabia o que é que tinha acontecido contigo… Tive medo… – admitiu – Tive medo que te tivesse acontecido alguma coisa… outra vez…
-A mim não me aconteceu nada… Mas a ti… –hesitou passando a mão pelo ombro ferido dele – Sentes-te bem?...
-Eu não importo neste momento… Diz-me, o que aconteceu ao Ryan?! Ele fugiu?...
Annelise sentiu-se mal com a pergunta. O que acontecera foi bastante perturbador:
-O Ryan não voltará a chatear-nos…
-Porque? – Insistiu Darien ainda sem entender – Foi preso?
-Darien… O Ryan… Ele… Aconteceu algo muito confuso e muito de repente…
-O que é que se passou?...
-Ele… morreu…!
Darien entrou em silêncio profundo. Não gostava de Ryan, era certo, mas a morte não era algo que lhe desejasse. Talvez um pouco de juízo, mas a morte, não. Sem se aperceber ia ter saudades das idiotices dele, por mais loucas que fossem, porque apesar de todo o mal que ele lhe fez, antes de Annelise voltar a entrar na sua vida, eles já se conheciam e não tinham nada um contra o outro. Sentia-se mal com ele mesmo. Sentia-se um pouco culpado…
-Ele matou-se sem querer… – Continuou Annelise – Ia tentar acertar-me, mas a arma escorregou-lhe das mãos e acertou-lhe na cabeça…
Darien cerrou os olhos imaginando a situação. Era horrível…
Num movimento lento voltou a puxar Anne pelo pulso:
-Fica aqui comigo esta noite…
-Eu fico!... – Declarou, beijando-lhe a testa levemente.
******
Enquanto isso, na casa de Stella todos dormiam, excepto ela. A sua mãe estranhara a presença de tantas pessoas na sua casa, mas acolheu todos de boa vontade, especialmente quando soube o que se tinha passado. Assim, todos se instalaram naquela casa, adormecidos pelos cantos da casa.
Stella não conseguia dormir naquela noite… Eram vários problemas de uma só vez, para uma só noite… Dirigiu-se á sala de estar, em busca do conforto da sua amiga Blair.
A sala estava escura, e ela não queria acordar ninguém ao acender a luz, pelo que tentou encontrar a sua amiga mesmo assim:
-Blair… -Chamou baixinho –blair…
Uma mão prendeu o seu braço de repente. Ela assustou-se, mas deduziu que fosse ela. Porem, quando se virou viu que tinha sido Vítor o acordado. Ele arrastou-a para fora da sala, para não acordar ninguém:
-Stella, o que foi? Aconteceu alguma coisa?
-Oh, desculpa se te acordei! – lamentou envergonhada por se encontrar com uma camisa de dormir tão provocadora á frente de Vitor – Não consiguia dormir, e queria falar com a Blair…
-Ah… - murmurou – Acho que ela estava a dormir como uma pedra…
-Pois, já me apercebi… já tu, parecias não estar com muito sono…
-Pois… Estou um pouco preocupado com o Darien e a Annelise…
-E eu estou preocupada com o Sol e a Lua… - Concluiu ela- são tão pequeninos e já estão a enfrentar tudo isto…
-Onde é que eles estão?...
-No meu quarto… - Declarou – tu... queres vê-los? – Hesitou.
-Pode ser… Pelo menos passo o tempo… Acompanhas-me? – Perguntou estendendo-lhe a mão.
-Claro! – Afirmou, dando-lhe a mão.
Seguiram por um pequeno corredor e entraram na 3ª porta. Estava tudo escuro também. Naquela cama estavam as quatro crianças, todas atravessadas umas nas outras. Stella não acendeu a luz, e sentou-se na berma da cama, a olha-las com uma certa nostalgia na sua face.
Vitor sentou-se ao lado dela, dirigindo também as suas atenções para os miúdos.
Bruscamente stella tapou os olhos com a mão e suspirou sonoramente. Vitor aproximou-se um pouco mais dela, e passou os seus dedos pelo seu cabelo loiro comprido
-Tem calma Sté… Se as coisas estivessem a correr mal, nós já saberiamos…
Stella acenou com a cabeça concordando com ele. Encostou a sua cabeça ao ombro de Vitor, e com uma das mãos segurou-se no peito firme dele. Este por sua vez envolveu-a nos seus braços, e apertou-a contra ele, olhando de relance para as crianças…
-Não penses nas coisas más… Pensa em como o Darien e a Annelise se sentirão felizes por verem o Sol e a Lua juntos e protegidos pelos amigos…
-Sim… Eles de facto dão muita esperança… - suspirou – E eu tenho de tentar relaxar…
Vitor não respondeu. Sentia-se feliz por Stella estar mais calma do que da ultima vez em que falaram a sós.
Contudo, sentia as mãos delas encostadas a ele um pouco tremulas, devido ao stress causado pelos acontecimentos do dia.
Passou a sua mão pela textura macia do seu pescoço, e olhou-a de soslaio. Perguntava-se se os outros namorados tinham descoberto o seu ponto fraco, e sorriu… Sabia muito bem como controla-la…
Instintivamente, virou a sua cabeça na direcção dela. Lentamente roçou o seu nariz um pouco abaixo da sua orelha, e aspirou o perfume dela. Stella estremeceu e fechou os olhos, sem se preocupar com as sensações que Vítor ia despertar nela. Agarrou a T-shirt dele com um pouco mais de firmeza do que se encontrava anteriormente, amarrotando o tecido rapidamente.
Ele percorreu o maxilar dela, inicialmente com o nariz, saboreando o seu aroma fresco e simultaneamente doce, e depois, quando a sentiu ligeiramente mais descontraída, percorreu o queixo e restante maxilar com os lábios húmidos. Stella moveu o rosto para cima, deixando o seu pescoço mais facilmente alcançável. Vitor segurou-a pela cintura prendendo cada vez mais as suas mãos à sua camisa de dormir e não demorou muito até ambos se sentirem fatalmente atraídos. Stella levantou um pouco o seu corpo da orla da cama e com um simples movimento, sentou-se no colo de Vitor, rodeando-lhe a cintura com as pernas de forma sedutora. Ele prendeu-lhe a cintura fina com as mãos largas e puxou-a contra o corpo dele, enquanto ela lhe segurava o cabelo, pronta para o beijar ferozmente, como tinha saudades de fazer. Ambos se agarraram firmemente um no outro, e atacaram-se com os lábios descontrolados, á medida que as restantes partes do corpo perdiam a sua resistência ao desejo. Vitor, passou as mãos por dentro da camisa de Stella, acariciando-lhe as costas de seda, e subitamente levantou-se da cama, com ela ainda no seu colo sem nunca se descolarem. Ele andou sem rumo concreto pelo quarto, á procura da porta, até que bateram contra uma parede violentamente. Nesse momento pararam de se beijar. Ambas as respirações encontravam-se ofegantes, tentando não fazer mais barulho do que lhes era permitido. Vitor olhou de raspão para a cama, onde os pequenos dormiam, certificando-se que eles continuavam a descansar:
-Não vamos cometer loucuras num quarto repleto de crianças, pois não?...
Stella sorriu, sem abrir os olhos e encostou a sua testa á de Vitor:
-Era nestes momentos que eu gostava de ter a casa vazia só para mim…
Um pouco aborrecida com a situação ela preparou-se para sair do seu colo, mas Vitor não resistiu á tentação, e prendeu-a entre ele e a parede, continuando a beijar-lhe o pescoço e o peito:
-Não há mesmo alternativa…? – Esperançou. Stella não respondeu. Ele tomou isso como uma negação, mas não desanimou – Vamos matar saudades…
E mais uma vez dirigiram-se para junto da cama, onde se envolveram em beijos silenciosos mas intensos, que apesar de tudo lhes proporcionavam, não todo, mas algum prazer…
***********
sim, porque ele pifou e eu nao pude vir á net postar os capiulos que escrevi no magalhaes do meu irmao!
'bem, as boas noticias sao que EU FINALMENTE TERMINEI A FIC!!!!!!!
oui oui!

mas claro, primeiro vou colocar o capitulo seguinte|
Inicialmente pensei em cortar o cap ao meio pk ~e grandito, mas axu k voces ja esperaram de mais e mereçem uma coisa grande!

bem espero que gostem e mais uma vez obrigada elos vossos comentarios!
Capitulo 68-Parte 1
Já era tarde, muito tarde. Os ponteiros do relógio já tinham anunciado a meia-noite à uma hora atrás. A sala de espera era silenciosa. De vez em quando soava o telefone que uma secretária atendia apressadamente, ou então alguém tossia, espirrava ou comia algo. Só Annelise é que fazia barulho, com os seus passos aflitos, e a sua respiração ofegante, de vez em quando completada com lágrimas.
Claire, após saber o que tinha acontecido naquele trágico fim de tarde, deixou as crianças ao cargo de Erika, Madalena e Nani, na casa de Stella, onde estavam também presentes Vítor e Blair, e dirigiu-se ao hospital. Peter a Richard tinham ido apanhar ar fresco à entrada, um pouco frustrados com a situação da rapariga mais jovem.
-Annelise, por favor pára de andar de um lado para o outro! – Pediu Claire, sentada numa cadeira, com umas olheiras que denunciavam o seu sono.
Annelise negou com a sua cabeça, sem parar aquela correria. Estava completamente irritada por não a deixarem ir ter com Darien. Ela não sabia nada dele desde que entrou na ambulância. Não sabia se estava bem ou mal. Apenas sabia que ele estava sozinho num quarto. Mas nem o número desse quarto lhe disseram.
-Anne, senta-te aqui, não te adianta estares a cansar-te! – proclamou novamente – O medico já falou connosco, Tens de esperar pela hora de visita para o veres!
-Ah!!! – Berrou, acordando uma mulher que se encontrava perto de Claire - Porque é que tenho de aguentar até amanha de manha?! Porque raio é que existe hora de visita neste maldito hospital!?
-Annelise, fala baixo!
-Eu não aguento estar aqui sem fazer nada! Eu tenho de ir ter com ele! – Exclamou, voltando a soltar lágrimas de stress.
-Desculpe menina! – Interrompeu uma enfermeira – precisa de alguma coisa? Talvez um calmante para tentar dormir? – Palpitou.
-Eu não preciso de nada! Eu só quero ir ter com o meu namorado!
-Desculpe, mas não é permitido! Tem de esperar até á hora de visita!
Annelise soltou uma lufada de ar pela boca, assentiu com a cabeça e ignorou o calmante. Porem não ia respeitar aquela estúpida regra. Assim que a enfermeira virou costas, ela dirigiu-se rapidamente a uma porta cinzenta, protegida por um segurança.
-Onde é que pensa que vai, menina? – Interrogou com voz grossa
-Vou à casa de banho! – Respondeu rapidamente.
-A casa de banho fica para o outro lado! Por esta porta ninguém passa!
-Oh, por favor, por favor! – Implorou Anne, preparando-se para chorar novamente - É muito importante para mim! Eu estou aqui á horas e ainda não sei o que aconteceu ao meu namorado!
-Lamento imenso, mas não posso fazer nada!
-Pode!... Por favor, peço-lhe, deixe-me ir ter com ele! Eu tenho que o ver!...
-Não posso, não tenho autorização! Vá, tenha paciência!
Annelise tornou, propositadamente, a sua respiração ofegante, e rapidamente voltou a chorar, agarrada ao braço do segurança:
-Por favor! Eu tenho de o ver, se não quem morre sou eu!
-Menina! – Chamou o homem atrapalhado – Esta a molhar-me a farda! Eu não posso ajuda-la!
-deixe-me entrar! Por favor!
O segurança olhou para o balcão da secretária, e esperou que esta virasse costas. Discretamente abriu a porta atrás de si e murmurou:
-Agora está por sua conta!...
Annelise esboçou o seu sorriso mais sincero ao homem, assim que viu a porta aberta:
-Obrigada, muito obrigada!
Dito isto, passou para o corredor que se seguia a correr. Subiu as escadas apressadamente até chegar ao primeiro piso. Continuou no passo rápido, mas não quis correr por respeito aos doentes que tentavam descansar, e foi lendo as placas que se encontravam nas portas com o nomes dos pacientes. Deduziu rapidamente que aquele piso se destinava às grávidas assim que passou por um enorme quarto com uma janela de vidro que ocupava quase toda a parede e viu alguns bebes em pequenos berços. Lembrou-se de quando Sol e Lua eram pequeninos. Sorriu ligeiramente, mas achou melhor avançar. Resolveu subir a escadaria seguinte, mas mais uma vez se desiludiu, pois encontrava-se suspensa no ar uma placa a dizer “Pediatria”. Voltou a dirigir-se às escadas para o próximo piso. Era o mais silencioso, o mais amplo e o mais assustador. Annelise arrepiou-se ao olhar em seu redor. Os seus passos tornaram-se lentos e silenciosos. Sentia-se como se estivesse num filme de terror e a qualquer momento iria apanhar um susto de morte. Olhou para as placas dos quartos, buscando o nome de Darien.
Agarrou o seu colar. Sentia-o quente. A esperança cresceu rapidamente dentro dela, o que a fez acelerar o ritmo até á penúltima porta do lado esquerdo. Agarrou a maçaneta, e olhou para a Placa.
-Darien… – Murmurou nervosa.
A porta fez um “click” e entreabriu-se. Annelise teve medo de avançar, e esse receio aumentou quando escutou uma maquina a ressoar um “pip” de maneira bastante controlada.
De repente ouviu passos vindos do fundo do corredor. Vinha alguém na sua direcção. Rapidamente entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, ficando de frente para ela.
-Annie?... – Ouviu uma voz doce e confusa proclamar.
-Darien!?... – Exclamou voltando-se na direcção da maca – Darien! – Quase gritou de felicidade ao ve-lo.
Ele encontrava-se deitado na maca, com o ombro direito todo ligado, e com o tronco nu, permitindo vislumbrar o outro ferimento situado lateralmente na barriga.
-O que é que estás aqui a fazer?... – perguntou com voz fraca
Annelise não respondeu. Limitou-se lançar-se nos seus braços para o abraçar. Darien gemeu de dor.
-Oh, desculpa! – Lamentou-se envergonhada soltando-o.
-Não faz mal… – ele sorriu para ela – Pelo menos assim sei que tu estavas realmente preocupada comigo…
-Como era possível não estar? Estava aflitíssima contigo… Nem sei como consegui chegar aqui!
Darien franziu a sobrancelha:
-Não te queriam deixar entrar?...
-Não! Não é hora de visita!... – Relembrou, fazendo uma careta para o ar. Continuava irritada por não poder te-lo visto antes – Alem disso devias estar a dormir! Por falar nisso, porque não estás a descansar?...
-Pelo mesmo motivo que tu! – Respondeu agarrando-lhe o pulso com pouca força – Não sabia se estavas bem… Não sabia o que é que tinha acontecido contigo… Tive medo… – admitiu – Tive medo que te tivesse acontecido alguma coisa… outra vez…
-A mim não me aconteceu nada… Mas a ti… –hesitou passando a mão pelo ombro ferido dele – Sentes-te bem?...
-Eu não importo neste momento… Diz-me, o que aconteceu ao Ryan?! Ele fugiu?...
Annelise sentiu-se mal com a pergunta. O que acontecera foi bastante perturbador:
-O Ryan não voltará a chatear-nos…
-Porque? – Insistiu Darien ainda sem entender – Foi preso?
-Darien… O Ryan… Ele… Aconteceu algo muito confuso e muito de repente…
-O que é que se passou?...
-Ele… morreu…!
Darien entrou em silêncio profundo. Não gostava de Ryan, era certo, mas a morte não era algo que lhe desejasse. Talvez um pouco de juízo, mas a morte, não. Sem se aperceber ia ter saudades das idiotices dele, por mais loucas que fossem, porque apesar de todo o mal que ele lhe fez, antes de Annelise voltar a entrar na sua vida, eles já se conheciam e não tinham nada um contra o outro. Sentia-se mal com ele mesmo. Sentia-se um pouco culpado…
-Ele matou-se sem querer… – Continuou Annelise – Ia tentar acertar-me, mas a arma escorregou-lhe das mãos e acertou-lhe na cabeça…
Darien cerrou os olhos imaginando a situação. Era horrível…
Num movimento lento voltou a puxar Anne pelo pulso:
-Fica aqui comigo esta noite…
-Eu fico!... – Declarou, beijando-lhe a testa levemente.
******
Enquanto isso, na casa de Stella todos dormiam, excepto ela. A sua mãe estranhara a presença de tantas pessoas na sua casa, mas acolheu todos de boa vontade, especialmente quando soube o que se tinha passado. Assim, todos se instalaram naquela casa, adormecidos pelos cantos da casa.
Stella não conseguia dormir naquela noite… Eram vários problemas de uma só vez, para uma só noite… Dirigiu-se á sala de estar, em busca do conforto da sua amiga Blair.
A sala estava escura, e ela não queria acordar ninguém ao acender a luz, pelo que tentou encontrar a sua amiga mesmo assim:
-Blair… -Chamou baixinho –blair…
Uma mão prendeu o seu braço de repente. Ela assustou-se, mas deduziu que fosse ela. Porem, quando se virou viu que tinha sido Vítor o acordado. Ele arrastou-a para fora da sala, para não acordar ninguém:
-Stella, o que foi? Aconteceu alguma coisa?
-Oh, desculpa se te acordei! – lamentou envergonhada por se encontrar com uma camisa de dormir tão provocadora á frente de Vitor – Não consiguia dormir, e queria falar com a Blair…
-Ah… - murmurou – Acho que ela estava a dormir como uma pedra…
-Pois, já me apercebi… já tu, parecias não estar com muito sono…
-Pois… Estou um pouco preocupado com o Darien e a Annelise…
-E eu estou preocupada com o Sol e a Lua… - Concluiu ela- são tão pequeninos e já estão a enfrentar tudo isto…
-Onde é que eles estão?...
-No meu quarto… - Declarou – tu... queres vê-los? – Hesitou.
-Pode ser… Pelo menos passo o tempo… Acompanhas-me? – Perguntou estendendo-lhe a mão.
-Claro! – Afirmou, dando-lhe a mão.
Seguiram por um pequeno corredor e entraram na 3ª porta. Estava tudo escuro também. Naquela cama estavam as quatro crianças, todas atravessadas umas nas outras. Stella não acendeu a luz, e sentou-se na berma da cama, a olha-las com uma certa nostalgia na sua face.
Vitor sentou-se ao lado dela, dirigindo também as suas atenções para os miúdos.
Bruscamente stella tapou os olhos com a mão e suspirou sonoramente. Vitor aproximou-se um pouco mais dela, e passou os seus dedos pelo seu cabelo loiro comprido
-Tem calma Sté… Se as coisas estivessem a correr mal, nós já saberiamos…
Stella acenou com a cabeça concordando com ele. Encostou a sua cabeça ao ombro de Vitor, e com uma das mãos segurou-se no peito firme dele. Este por sua vez envolveu-a nos seus braços, e apertou-a contra ele, olhando de relance para as crianças…
-Não penses nas coisas más… Pensa em como o Darien e a Annelise se sentirão felizes por verem o Sol e a Lua juntos e protegidos pelos amigos…
-Sim… Eles de facto dão muita esperança… - suspirou – E eu tenho de tentar relaxar…
Vitor não respondeu. Sentia-se feliz por Stella estar mais calma do que da ultima vez em que falaram a sós.
Contudo, sentia as mãos delas encostadas a ele um pouco tremulas, devido ao stress causado pelos acontecimentos do dia.
Passou a sua mão pela textura macia do seu pescoço, e olhou-a de soslaio. Perguntava-se se os outros namorados tinham descoberto o seu ponto fraco, e sorriu… Sabia muito bem como controla-la…
Instintivamente, virou a sua cabeça na direcção dela. Lentamente roçou o seu nariz um pouco abaixo da sua orelha, e aspirou o perfume dela. Stella estremeceu e fechou os olhos, sem se preocupar com as sensações que Vítor ia despertar nela. Agarrou a T-shirt dele com um pouco mais de firmeza do que se encontrava anteriormente, amarrotando o tecido rapidamente.
Ele percorreu o maxilar dela, inicialmente com o nariz, saboreando o seu aroma fresco e simultaneamente doce, e depois, quando a sentiu ligeiramente mais descontraída, percorreu o queixo e restante maxilar com os lábios húmidos. Stella moveu o rosto para cima, deixando o seu pescoço mais facilmente alcançável. Vitor segurou-a pela cintura prendendo cada vez mais as suas mãos à sua camisa de dormir e não demorou muito até ambos se sentirem fatalmente atraídos. Stella levantou um pouco o seu corpo da orla da cama e com um simples movimento, sentou-se no colo de Vitor, rodeando-lhe a cintura com as pernas de forma sedutora. Ele prendeu-lhe a cintura fina com as mãos largas e puxou-a contra o corpo dele, enquanto ela lhe segurava o cabelo, pronta para o beijar ferozmente, como tinha saudades de fazer. Ambos se agarraram firmemente um no outro, e atacaram-se com os lábios descontrolados, á medida que as restantes partes do corpo perdiam a sua resistência ao desejo. Vitor, passou as mãos por dentro da camisa de Stella, acariciando-lhe as costas de seda, e subitamente levantou-se da cama, com ela ainda no seu colo sem nunca se descolarem. Ele andou sem rumo concreto pelo quarto, á procura da porta, até que bateram contra uma parede violentamente. Nesse momento pararam de se beijar. Ambas as respirações encontravam-se ofegantes, tentando não fazer mais barulho do que lhes era permitido. Vitor olhou de raspão para a cama, onde os pequenos dormiam, certificando-se que eles continuavam a descansar:
-Não vamos cometer loucuras num quarto repleto de crianças, pois não?...
Stella sorriu, sem abrir os olhos e encostou a sua testa á de Vitor:
-Era nestes momentos que eu gostava de ter a casa vazia só para mim…
Um pouco aborrecida com a situação ela preparou-se para sair do seu colo, mas Vitor não resistiu á tentação, e prendeu-a entre ele e a parede, continuando a beijar-lhe o pescoço e o peito:
-Não há mesmo alternativa…? – Esperançou. Stella não respondeu. Ele tomou isso como uma negação, mas não desanimou – Vamos matar saudades…
E mais uma vez dirigiram-se para junto da cama, onde se envolveram em beijos silenciosos mas intensos, que apesar de tudo lhes proporcionavam, não todo, mas algum prazer…
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as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Annelise contorceu-se um pouco no sofá desconfortável onde passara a noite. Ainda não eram sequer oito horas da manha, mas ela já sentia a necessidade de se levantar devido a uma energia negativa que nasceu no seu interior. Abriu os olhos lentamente. Sentia as pernas dormentes e as mãos a tremer, e essa sensação incómoda intensificou-se ao ouvir um som estranho acompanhado pelo “pip” irritante da máquina. Assustada levantou-se e olhou para a maca.
Darien estava sentado, com a face molhada pela transpiração e por lágrimas finas que lhe corriam pela face. Annelise sentiu-se tonta ao levantar-se bruscamente para ir ter com ele e deparar-se com uma situação não chocante.
Ele tinha arrancado o curativo do seu ombro, e a agulha do soro estava caída no chão. Preparava-se agora para tirar o maior curativo, que se encontrava na sua barriga.
Anne agarrou-se a uma mesinha com medicamentos que estava perto dela. Não conseguia olhar para todo o sangue que Darien estava a derramar e não conseguia suportar aquele cheiro doentio:
-Darien… Que estás a fazer?... – Perguntou, com a mão sobre o peito.
Ele não respondeu. Os seus dentes estavam cerrados enquanto ele procurava o tubo que o ligava ás maquina.
-Darien! – Gritou-lhe, e correu para junto dele – Pára com isso!
-Deixa-me! – Respondeu ele, empurrando a mão dela.
-Estás a arder! – Declarou, assim que sentiu a mão dele quente.
Colocou a sua mão sobre a testa dele. Estava suada, um pouco corada e acima de tudo quentíssima!
Annelise tentou que ele se mantivesse quieto e empurrou-lhe o peito para ele se deitar. Ele não deixou, e tentou que ela o soltasse sem sorte aparente
-Darien fica quieto, por favor! Eu vou chamar um medico ou uma enfermeira!
-Não! Não! – Berrou sacudindo-se das mãos dela – Eu não quero, não quero mais maquinas nem mais químicos!
-Tu estás a delirar, isto é para teu próprio bem!
Darien calou-se e olhou-a como nunca tinha feito antes… Olhou-a com rancor, arrogância e nostalgia. Algo estava errado com ele. Ele respondeu pela última vez.
-Não…!
Annelise sentiu o seu coração murchar com a expressão facial de Darien. As lágrimas acumularam-se nos seus olhos verdes. Era como se do dia para a noite (ou da noite para o dia), ele tivesse perdido todo o amor á sua vida e desejasse a morte.
Anne ficava cada vez mais tonta com aqueles pensamentos e todo aquele sangue á sua frente. Colocou a mão na testa, e fechou os olhos tentando controlar a respiração ofegante.
-Darien… Estás a deixar-me nervosa… - Murmurou sem coragem para lhe dirigir o olhar.
-Annelise… Amas-me? – Perguntou de repente, ignorando a afirmação dela.
-É claro que sim! – Exclamou incrédula coma questão
-Prova-o!...
Darien fixou-se nela, á espera de alguma reacção, mas ela nada fez. Annelise não sabia o que fazer.
Sem se aperceber do ar confuso que a jovem emancipava do seu rosto, ele perdeu a esperança e deduziu o pior. Começou então a puxar o adesivo branco que estava fixado no seu corpo.
Anne travou-o aflita:
-Eu amo-te! A minha palavra não basta?
Ele acenou com a cabeça, sem resposta especifica á sua ultima questao. Annelise ainda conseguia sentir o seu estado febril, no entanto, apesar de ela ter noção que ele estava a delirar, tinha medo do que ele fizesse, caso ela não reagisse. Ele contorceu-se um pouco na maca e semicerrou os olhos.
-Beija-me… - Pediu, com a voz rouca – Beija-me como se a tua vida dependesse disso… Como se nunca me tivesses beijado antes… Dá-me uma razão para viver… Uma razão para lutar por nós…
Os olhos de Annelise estavam cada vez mais turvos. Como é que Darien podia ter duvidas quanto ao seus sentimentos? Como é que ele conseguia ter tão pouca confiança nela, e na história deles?
Subitamente ela agarrou-lhe o rosto ardente e deu um leve beijo nos lábios, assumindo-o como uma breve introdução para o que ele realmente queria:
-Darien, como consegues ser tão incrédulo quanto aos meus sentimentos?! - Começou por perguntar, deixando cair uma lágrima dos seus olhos – Eu amo-te, agora e sempre! Já te amava antes de nos conhecermos, e até mesmo antes de ter nascido! Tu és o meu destino… E prova disso é tudo aquilo que enfrentamos diariamente para estarmos juntos… E já enfrentamos muito…! Não achas que se eu não te amasse provavelmente já não estaríamos aqui os dois unidos? – Perguntou retoricamente. Darien baixou os olhos para os seus dedos entrelaçados – Alem disso, queres maior prova do meu amor do que as duas crianças que estão á nossa espera em casa da Stella?
Darien não respondeu. Alem de não ter forças suficientes para falar, a sua sanidade mental que permanecia intacta pela febre fazia-o perceber que a sua amada estava a sofrer com as perguntas e afirmações sem nexo que ele lhe fazia. As suas pálpebras estavam a ficar pesadas e as suas forças estavam a desaparecer aos poucos, talvez devido ao sangue que lhe fugia do corpo pelas feridas abertas.
Antes que o seu inconsciente se apagasse, ele tocou na mão de Annelise, esperando que ela entendesse que ele acreditava nela e com a voz débil tentou dizer:
-eu vou… Lutar por nós…
Anne sorriu de alívio por finalmente ouvir algo do seu agrado.
Posicionou o seu corpo para se aproximar melhor dele, e inclinou a sua cabeça ligeiramente para encontrar os lábios do seu amado, mas antes de o beijar manteu o seu rosto a dois centímetros de distancia do dele, de olhos fechados, sentindo a respiração quente cruzar-se com a sua.
-Não hesites agora… - Pediu ele, com a voz ofegante, tentando puxa-la para ele, mas não tinha capacidades físicas naquele momento para tal.
Sabia que se a situação fosse inversa, e ela estivesse no lugar dele, ele não hesitaria um segundo em beija-la ferozmente, mas Annelise não era assim tão fogosa. Ela era mais calma, sensível e medrosa, mas o que quer que fizesse, fazia-o bem, á sua maneira. Darien sorriu ao pensar nela daquele modo, e antes de pensar em algo mais, foi surpreendido pela boca dela a dominar os seus lábios e a sua língua, bem como ele gostava.
Contudo, a resistência física dele começou a desaparecer, mais rapidamente do que ele esperava. Aos poucos, ele deixou de retribuir os beijos de Annelise da mesma forma a que estava habituado e o seu coração começou a palpitar mais apressadamente.
Annelise escutou o som da máquina acelerado, e os lábios de Darien mais presos. Lentamente descolou-se dele, terminando a sua união com pequenos beijos nos lábios. Ergueu o seu corpo, ao lado da maca e olhou-o fixamente.
Ele não tinha voltado a abrir os olhos depois de o beijar. Uma onda de medo invadiu-a por completo. O quarto estava silencioso, só se ouvia o pip a cada segundo mais rápido.
Anne olhou para o seu próprio pulso e um nó formou-se no seu estômago. Estava um pouco suja de sangue, sangue que jorrava do ombro do seu namorado!
Assustada e ansiosa ela voltou a segurar na cara de Darien, dando-lhe pequenas palmadinhas na bochecha.
-Darien?... Darien!... Acorda Darien! – Pediu desesperada.
Ele não reagiu, nem sequer se moveu ou soltou uma lufada de ar.
O rosto de Annelise afundou-se em lágrimas de desespero e com brusquidão ela sacudiu-lhe os ombros:
-Darien! – Fungou, com a voz mais fina do que o costume devido ao mar salgado que lhe lavava a face – Tu disseste que ias… lutar por nós!... Cumpre isso! Acorda Darien! Acorda! Darien…?
Annelise abraçou o corpo dele com força e chorou o mais que pôde. Deduziu que a atitude mais inteligente seria chamar o médico! Ele poderia salva-lo… Ele tinha de salva-lo!
Saiu do quarto disparada e olhou em redor ao longo do corredor. Começou a correr, a procura de alguém para ir em seu auxilio, e foi então que se deparou com Claire, Peter, Richard e Erika, a atravessar a porta cinzenta.
Para seu contentamento, eles vinham a conversar com um medico de bata branca que visualizava rapidamente alguns papeis referentes ao paciente que iria visitar.
-Doutor! Doutor! – Chamou aflita – Por, por favor! E-ele não es-s-tava b-bem…! E estava a-a s-s-angrar! Tentou dizer entre soluços lacrimosos.
-Calma menina! – Pediu o médico preocupado – Onde está a urgência?
Ela levantou o braço e apontou para a porta do quarto onde Darien se encontrava.
O doutor assumiu uma expressão mais dura e seria, e sem nada mais proclamar dirigiu-se apressadamente para a zona onde Darien estava, acompanhado por duas enfermeiras que haviam aparecido de repente.
Os três desapareceram ao passar pela porta. Annelise continuou a gemer e a chorar, deixando a sua família assustada.
-Annelise o que foi? O que aconteceu? – Perguntou Claire inquieta.
-Ele, ele n-não voltou a-a abrir o-os olhos!
-O que? O que queres dizer com isso?
-E-ele prome-e-teu que i-ia lu-lutar p-por nós! E-ele estava com f-febre e e co-meçou a d-dizer que e-eu não o-o… amava…! Mas e-eu…!
-Annie! – interrompeu Erika tentando acalma-la.
-Não me chames isso! – Berrou de uma só vez – Só o D-Darien é-é que me chama assim!
-Como é que ele estava? – Perguntou Peter encostando a cabeça de Claire ao seu peito enquanto ela tentava controlar as lágrimas.
Annelise levantou o braço e mostrou-lhes algum do imenso sangue que Darien libertou. Erika tapou a cara com as mãos e virou costas na direcção de Richard.
Anne envolveu-se nos seus próprios braços como se tivesse frio e tentou manter-se firme para não cair esgotada no chão
Darien estava sentado, com a face molhada pela transpiração e por lágrimas finas que lhe corriam pela face. Annelise sentiu-se tonta ao levantar-se bruscamente para ir ter com ele e deparar-se com uma situação não chocante.
Ele tinha arrancado o curativo do seu ombro, e a agulha do soro estava caída no chão. Preparava-se agora para tirar o maior curativo, que se encontrava na sua barriga.
Anne agarrou-se a uma mesinha com medicamentos que estava perto dela. Não conseguia olhar para todo o sangue que Darien estava a derramar e não conseguia suportar aquele cheiro doentio:
-Darien… Que estás a fazer?... – Perguntou, com a mão sobre o peito.
Ele não respondeu. Os seus dentes estavam cerrados enquanto ele procurava o tubo que o ligava ás maquina.
-Darien! – Gritou-lhe, e correu para junto dele – Pára com isso!
-Deixa-me! – Respondeu ele, empurrando a mão dela.
-Estás a arder! – Declarou, assim que sentiu a mão dele quente.
Colocou a sua mão sobre a testa dele. Estava suada, um pouco corada e acima de tudo quentíssima!
Annelise tentou que ele se mantivesse quieto e empurrou-lhe o peito para ele se deitar. Ele não deixou, e tentou que ela o soltasse sem sorte aparente
-Darien fica quieto, por favor! Eu vou chamar um medico ou uma enfermeira!
-Não! Não! – Berrou sacudindo-se das mãos dela – Eu não quero, não quero mais maquinas nem mais químicos!
-Tu estás a delirar, isto é para teu próprio bem!
Darien calou-se e olhou-a como nunca tinha feito antes… Olhou-a com rancor, arrogância e nostalgia. Algo estava errado com ele. Ele respondeu pela última vez.
-Não…!
Annelise sentiu o seu coração murchar com a expressão facial de Darien. As lágrimas acumularam-se nos seus olhos verdes. Era como se do dia para a noite (ou da noite para o dia), ele tivesse perdido todo o amor á sua vida e desejasse a morte.
Anne ficava cada vez mais tonta com aqueles pensamentos e todo aquele sangue á sua frente. Colocou a mão na testa, e fechou os olhos tentando controlar a respiração ofegante.
-Darien… Estás a deixar-me nervosa… - Murmurou sem coragem para lhe dirigir o olhar.
-Annelise… Amas-me? – Perguntou de repente, ignorando a afirmação dela.
-É claro que sim! – Exclamou incrédula coma questão
-Prova-o!...
Darien fixou-se nela, á espera de alguma reacção, mas ela nada fez. Annelise não sabia o que fazer.
Sem se aperceber do ar confuso que a jovem emancipava do seu rosto, ele perdeu a esperança e deduziu o pior. Começou então a puxar o adesivo branco que estava fixado no seu corpo.
Anne travou-o aflita:
-Eu amo-te! A minha palavra não basta?
Ele acenou com a cabeça, sem resposta especifica á sua ultima questao. Annelise ainda conseguia sentir o seu estado febril, no entanto, apesar de ela ter noção que ele estava a delirar, tinha medo do que ele fizesse, caso ela não reagisse. Ele contorceu-se um pouco na maca e semicerrou os olhos.
-Beija-me… - Pediu, com a voz rouca – Beija-me como se a tua vida dependesse disso… Como se nunca me tivesses beijado antes… Dá-me uma razão para viver… Uma razão para lutar por nós…
Os olhos de Annelise estavam cada vez mais turvos. Como é que Darien podia ter duvidas quanto ao seus sentimentos? Como é que ele conseguia ter tão pouca confiança nela, e na história deles?
Subitamente ela agarrou-lhe o rosto ardente e deu um leve beijo nos lábios, assumindo-o como uma breve introdução para o que ele realmente queria:
-Darien, como consegues ser tão incrédulo quanto aos meus sentimentos?! - Começou por perguntar, deixando cair uma lágrima dos seus olhos – Eu amo-te, agora e sempre! Já te amava antes de nos conhecermos, e até mesmo antes de ter nascido! Tu és o meu destino… E prova disso é tudo aquilo que enfrentamos diariamente para estarmos juntos… E já enfrentamos muito…! Não achas que se eu não te amasse provavelmente já não estaríamos aqui os dois unidos? – Perguntou retoricamente. Darien baixou os olhos para os seus dedos entrelaçados – Alem disso, queres maior prova do meu amor do que as duas crianças que estão á nossa espera em casa da Stella?
Darien não respondeu. Alem de não ter forças suficientes para falar, a sua sanidade mental que permanecia intacta pela febre fazia-o perceber que a sua amada estava a sofrer com as perguntas e afirmações sem nexo que ele lhe fazia. As suas pálpebras estavam a ficar pesadas e as suas forças estavam a desaparecer aos poucos, talvez devido ao sangue que lhe fugia do corpo pelas feridas abertas.
Antes que o seu inconsciente se apagasse, ele tocou na mão de Annelise, esperando que ela entendesse que ele acreditava nela e com a voz débil tentou dizer:
-eu vou… Lutar por nós…
Anne sorriu de alívio por finalmente ouvir algo do seu agrado.
Posicionou o seu corpo para se aproximar melhor dele, e inclinou a sua cabeça ligeiramente para encontrar os lábios do seu amado, mas antes de o beijar manteu o seu rosto a dois centímetros de distancia do dele, de olhos fechados, sentindo a respiração quente cruzar-se com a sua.
-Não hesites agora… - Pediu ele, com a voz ofegante, tentando puxa-la para ele, mas não tinha capacidades físicas naquele momento para tal.
Sabia que se a situação fosse inversa, e ela estivesse no lugar dele, ele não hesitaria um segundo em beija-la ferozmente, mas Annelise não era assim tão fogosa. Ela era mais calma, sensível e medrosa, mas o que quer que fizesse, fazia-o bem, á sua maneira. Darien sorriu ao pensar nela daquele modo, e antes de pensar em algo mais, foi surpreendido pela boca dela a dominar os seus lábios e a sua língua, bem como ele gostava.
Contudo, a resistência física dele começou a desaparecer, mais rapidamente do que ele esperava. Aos poucos, ele deixou de retribuir os beijos de Annelise da mesma forma a que estava habituado e o seu coração começou a palpitar mais apressadamente.
Annelise escutou o som da máquina acelerado, e os lábios de Darien mais presos. Lentamente descolou-se dele, terminando a sua união com pequenos beijos nos lábios. Ergueu o seu corpo, ao lado da maca e olhou-o fixamente.
Ele não tinha voltado a abrir os olhos depois de o beijar. Uma onda de medo invadiu-a por completo. O quarto estava silencioso, só se ouvia o pip a cada segundo mais rápido.
Anne olhou para o seu próprio pulso e um nó formou-se no seu estômago. Estava um pouco suja de sangue, sangue que jorrava do ombro do seu namorado!
Assustada e ansiosa ela voltou a segurar na cara de Darien, dando-lhe pequenas palmadinhas na bochecha.
-Darien?... Darien!... Acorda Darien! – Pediu desesperada.
Ele não reagiu, nem sequer se moveu ou soltou uma lufada de ar.
O rosto de Annelise afundou-se em lágrimas de desespero e com brusquidão ela sacudiu-lhe os ombros:
-Darien! – Fungou, com a voz mais fina do que o costume devido ao mar salgado que lhe lavava a face – Tu disseste que ias… lutar por nós!... Cumpre isso! Acorda Darien! Acorda! Darien…?
Annelise abraçou o corpo dele com força e chorou o mais que pôde. Deduziu que a atitude mais inteligente seria chamar o médico! Ele poderia salva-lo… Ele tinha de salva-lo!
Saiu do quarto disparada e olhou em redor ao longo do corredor. Começou a correr, a procura de alguém para ir em seu auxilio, e foi então que se deparou com Claire, Peter, Richard e Erika, a atravessar a porta cinzenta.
Para seu contentamento, eles vinham a conversar com um medico de bata branca que visualizava rapidamente alguns papeis referentes ao paciente que iria visitar.
-Doutor! Doutor! – Chamou aflita – Por, por favor! E-ele não es-s-tava b-bem…! E estava a-a s-s-angrar! Tentou dizer entre soluços lacrimosos.
-Calma menina! – Pediu o médico preocupado – Onde está a urgência?
Ela levantou o braço e apontou para a porta do quarto onde Darien se encontrava.
O doutor assumiu uma expressão mais dura e seria, e sem nada mais proclamar dirigiu-se apressadamente para a zona onde Darien estava, acompanhado por duas enfermeiras que haviam aparecido de repente.
Os três desapareceram ao passar pela porta. Annelise continuou a gemer e a chorar, deixando a sua família assustada.
-Annelise o que foi? O que aconteceu? – Perguntou Claire inquieta.
-Ele, ele n-não voltou a-a abrir o-os olhos!
-O que? O que queres dizer com isso?
-E-ele prome-e-teu que i-ia lu-lutar p-por nós! E-ele estava com f-febre e e co-meçou a d-dizer que e-eu não o-o… amava…! Mas e-eu…!
-Annie! – interrompeu Erika tentando acalma-la.
-Não me chames isso! – Berrou de uma só vez – Só o D-Darien é-é que me chama assim!
-Como é que ele estava? – Perguntou Peter encostando a cabeça de Claire ao seu peito enquanto ela tentava controlar as lágrimas.
Annelise levantou o braço e mostrou-lhes algum do imenso sangue que Darien libertou. Erika tapou a cara com as mãos e virou costas na direcção de Richard.
Anne envolveu-se nos seus próprios braços como se tivesse frio e tentou manter-se firme para não cair esgotada no chão
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
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