Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Onde estás Endymion? [Actualizada cap.10 05/09/2010]

#81
ja nao me lembrava que fic era esta mas depois de re-ler o capitulo anterior percebi...

adurei o capitulo...simplesmente amei...

espero pelo proximo e espero que nao demore tanto...


bjinhu
**podem tratar-me por Vânia ou Banny-chan**


fic: Sayonara sweet days
#82
Matreiro
adoro as tuas desciçoes! sao bue suaves!
qem eh aqle ser irritante q anda para a ai a fazer pragas pa?

a cena da minako em ingles era facil de entender.n utilizaste vocabulario mto dificil, ate pelo contrario, e penso q todos aqles q tem dificuldade conseguem perceber razoavelmente bem o q foi dito!

ri.me tanto cm a cara dos empregados qnd o gerente apareceu e eles ali ah bulha Matreiro
Foi msm bue comico!

ta bestial!
bjinho*
#83
li a tua fic e ta mt boa. Diferente!
Km sera o tal melhor amigo que esta a trair? n sei kem e mas s for ao passado as coisas podem correr mal.
E a usagi ela vai voltar akela loja n vai? eles precisam d um segundo encontro e tal Very Happy

Olha fico a espera do proximo cap... era tao bom s fosse ja esta semana Esperancoso
beijinho e continua o bom trabalho
#84
Agradeço muito os comentários, mas tenho pena em dizer que até ao verão nao há novo capítulo :/
Bem que tento, mas estou a perder o interesse nesta fanfic. Claro que irei acaba-la, agora quando... eis a questão.

Mas fica já dito que esta fanfic tem apenas personagens canon (as originais) e quatro novas permanentes: Mark, o tipo k anda ai a fazer asneiras (sinceramente ainda nao pensei num nome para ele. Se tiverem sugestões digam) e mais duas que vão aparecer, tendo sido uma já mencionada. Ao todo são três homens e uma mulher em termos de personagens novas.

Mais uma vez, muito obrigada por continuarem a ler esta fanfic Smile
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#85
oh Sad

ate ao verao? n sei k t diga, vou ficar triste, era uma das fics k keria ler ate ao fim... mas va, espero k esta fase passe, e k voltes a actualizar o mais rapido possivel

beijos
#86
oh...
ok...
pois eu sei o q eh desejar terminar uma fic qndo ja se perdeu o interesse total por ela... bah Mal disposto
Enfim ca estarei pa ler ate ao fim Simpatico
Bjinho*
#87
Olá... aqui está um novo capítulo. Não está lá grande coisa mas com o tempo irá melhorar, pois ideias conheçaram a surgir na minha cabeça. Tentei que isto ficasse canon, mas está dificil. Esta fanfic é sobre a Usagi, mais especialmente uma Usagi sem o Endymion e ainda não tive oportunidade de a explorar melhor, no meio de tanta informação e acontecimento que quero pôr aqui no meio... enfim, espero que gostem Very Happy

9. Caras por desvendar parte 2

-Usagi, não tinhas trazido um DVD daquela loja? – perguntou Makoto, enquanto as meninas arrumavam a mesa onde tinham acabado de jantar. Ao receber um aceno da loira em responda, prosseguiu – qual é o filme?
-Titanic
-Hum… já vi esse muitas vezes.
-Não gostas não vês Minako, tão simples quanto dois mais dois serem quatro. Esta suite tem leitor de DVD?
-É claro que tem, Rei! Afinal, tu mesma disseste a resposta. É uma suite. Tem que ter tudo.
-Sendo assim… onde está o filme, Usa? – Rei dirigiu-se ao sofá, onde estava a mala da amiga. Esta nem precisou de responder, pois Rei já procurava o filme por entre as suas coisas, certa de que ia encontrar o que procurava ali.
E encontrou…
-Pois bem… há pipocas por aqui? – perguntou a morena, colocando o DVD no leitor.
-Rei, acabaste de comer! – Comentou Ami, sentando-se no sofá em frente à televisão.
-Sim é verdade. Mas ver um filme sem pipocas não faz sentido nenhum.

Ami franziu o sobrolho e soltou um leve sorriso, ao ver a colega dirigir-se à porta, onde Minako já se encontrava com o carrinho de loiça suja, pedindo um balde de pipocas ao empregado.
-E dois pacotes de lenços também – disse Luna, sentada ao lado de Ami.
Claro que o homem não pensara que tivesse sido a gata a falar, por isso saiu sem dizer uma única palavra. Quando a porta fechou-se e as cinco raparigas olharam para a gata, curiosas, esta afirmou, com ar sabedor:
–porque, se bem vos conheço, vocês ainda vão chorar que nem madalenas a verem o filme.
-Oh, Luna que exagero. Já todas nós vimos o Titanic.
-Ah… eu não sei se vi, Minako.
-Mas tu és sempre a mesma coisa Usagi. Só não te esqueces da cabeça porque está agarrada ao pescoço.
-Que má, Rei.
-schu... Vamos ver o filme! – Disse Artemis, aconchegando-se junto a Ami e a Usagi, que se tinha sentado ao lado desta.

O filme começou e as cinco jovens e os dois gatos assistiram à história trágica do navio que se afundara devido ao choque com um iceberg. Viram a história de amor entre Rose e Jack, jovens de classes sociais diferentes. Um amor proibido.
Quando o navio chocara com o iceberg, as raparigas (incluindo Ami) tremeram e todas agradeceram mentalmente a Luna pelos lenços.
Apenas uma rapariga não chorava perante tanta morte e sofrimento.
Usagi estava a dormir acordada. Mas literalmente a dormir, pois vários sonhos invadiram a sua mente, apesar de esta ter os olhos abertos, sem pestanejar uma única vez.

Ela e Chibiusa tinham ido ao parque comer um gelado. Mas flashes de luz interrompiam a memória. Num segundo, estavam a duas a pegarem-se pelo maior gelado, noutro um homem sorria para elas, encolhendo os ombros.
Outra memória… os mesmos flashes.
Desta vez, estava no salão de jogos, onde ela conversava animadamente com Motoki. Um flash e um segundo depois ela estava a discutir furiosamente com outro tipo, ignorando Motoki, que ria a altas gargalhadas pela discussão dos outros dois.
Mas o que raio era aquilo? Usagi não se lembrava de alguma vez ter discutido com algum tipo perto de Motoki. Nem se lembrava de, alguma vez, ter ido ao parque com Chibiusa e outra pessoa. Sempre tinha sido sempre ela, a Chibiusa e as meninas e, noutras alturas, a sua mãe.
Mas a terceira memória foi a que mais assustou.
Estava ela sozinha a fitar a lua cheia, pouco depois de se ter despedido das Starlights, enquanto sorria nostalgicamente. Um flash e estava um homem ao lado dela. Um homem que ela amava e que, naquele preciso momento, a beijara com ternura, fazendo-lhe promessas de amor eterno.
Quem era ele? Seria Endymion? Mas porque é que ela não se lembrava dele? Porque é que aquilo lhe estava acontecer? Porque é que, apesar de saber que aquelas memória nunca lhe aconteceram… ela sentia-se completa só por as recordar?
-Usagi, Usagi!
A voz de Luna acordou-a do seu sono apático.
-Estás bem?
A voz da gata soava a extrema preocupação. Usagi viu então que todas olhavam para ela com atenção.
-Sim, está tudo bem
-Não me parece, estavas acordada, mas também parecias estar a pensar.
-Disparate Makoto, a Usagi a pensar? – Disse Rei, querendo quebrar o gelo instalado entre as meninas. – Antes de isso acontecer, nascerão galinhas com dentes.
Mas Usagi não respondeu à provocação da navegante de Marte.
-Vou dormir. – Anunciou, dirigindo-se para a cama, sem lavar os dentes – boa noite.
Todos os outros ocupantes da suite olharam-se, intrigados. O que se passaria com Usagi? Que tinha ela?

**

No dia seguinte, todos os habitantes da suite residencial acordaram de bom humor. O estranho comportamento de Usagi não fora esquecido, mas as meninas, num conversa telepática privada, decidiram não puxar no assunto. Minako recebera um telefonema do agente, a avisar que hoje esta tinha o dia livre. Depois de dar uns pulos de alegria, Mina apressou-se a ir buscar o número do amigo de Motoki.
-Mina, o que é isso? – Perguntou Rei, enquanto secava o cabelo molhado com uma toalha vermelha.
-É o número do amigo do Motoki. Esperem um segundo – Mina marcou o número no seu telemóvel (todo cor-de-laranja com estrelinhas amarelas cintilantes) e esperou ansiosamente.

Do outro lado da suite, todos tomavam o pequeno-almoço. Umas (tal como Usagi) engoliam quatro tostas cheias de compota de morango de uma só vez, outras (como Ami) comiam extremamente devagar, querendo apreciar o sabor e outras (como Makoto) olhavam para o rótulo do frasco de composta, querendo identificar os seus ingredientes. Os gatos bebiam tigelas de leite, apesar de Luna deitar um olho atento em Usagi, de vez em quando. Rei sentou-se ao lado de Makoto e serviu-se de café e bolo de laranja.
-Estou? – Ouviu-se a voz de Minako, sempre alegre. – Aqui fala a… ah, o Motoki avisou-te! Fixe… hum… gostavas de… hum… oh, claro! Nós vamos aí ter… espera aí… como te chamas mesmo? Hum… obrigada, beijinhos.
-Então Mina?
-Então minha querida Rei que hoje temos que fazer. O meu agente disse que hoje tinha o dia livre, por isso decidi levar-vos a dar uma volta por New York e conhecer o amigo do Motoki. Ele está um pouco só por estes lados, por isso não se importa de nos mostrar a cidade. Eu espero que ele seja bem giro!
No meio de tanto entusiasmo, Minako Aino, não ouviu os vários suspiros que vieram das suas amigas e dos dois gatos.

**
Mina, de certeza que é aqui que temos que nos encontrar com o rapaz? – Perguntou Ami, ao fim de alguns minutos a seguir a amiga loira pelas ruas da ‘grande maçã’. – Olha que ainda nos perdemos.
-Não te preocupes. – Murmurou Mina. De facto, ela sabia onde estava, apenas não estava certa era se, caso seguisse um determinado desvio, chegasse lá mais depressa.
O problema era mesmo o facto de ela nunca ter estado em New York e não conhecer as ruas. Teria que ser por palpite. E até Mina era esperta o suficiente para, em certas alturas, não acreditar nos seus palpites.
-Já lá estamos? – Perguntou Usagi, extremamente aborrecida.
-Ainda não!
Minutos depois…
-Já chegamos?
-Ainda não!
Quinze segundos depois…
-Estamos perdidas?
-Ainda não!
Usagi franziu o sobrolho:
-Tu estás-me a ouvir?
-Ainda não!

Rei e Ami soltaram uma pequena gargalhada. Makoto e Usagi apenas fitaram Minako, com semblantes de gozo. Já Minako ignorou as amigas e seguiu caminho.
Finalmente, chegaram ao seu destino. Um pequeno e simpático café numa esquina das inúmeras ruas da cidade. Usagi não conseguiu decorar o nome, por ser muito extenso.
Entraram e aí esperaram para o empregado lhes arranjar mesa.

Não é necessário descrever o café, pois Usagi não prestou a mínima atenção à sua decoração, nem aos empregados. Alias, nem reparou no que café que bebera.
O rapaz sentado numa determinada mesa no centro do café captou toda a sua atenção.
Era ele… o rapaz da loja que ela vira no último dia. O mesmo moreno de olhos azuis-escuros da cor do céu nocturno que a olhara com interesse vinte e quatro horas antes. E agora os seus olhos amendoados saltavam de Usagi para as outras, até que se fixou em Mina, que se aproximara:
-Olá. Deves ser o Mamoru! – Estendeu a mão, que Mamoru recebeu com um sorriso cortês.
-Sim. Deves ser a Minako Aino. E vocês… - o seu olhar pousou em Ami, depois em Makoto, depois em Rei – Ami Mizuno, Makoto Kino (nós já nos conheçemos, disse ela, alegremente) e Rei Hino, certo? – Perguntou, apontando para cada rapariga. Estas acenaram.
Minako sentou-se rapidamente ao lado do rapaz, cujos olhos fixaram-se em Usagi. Esta, por algum motivo, encontrou forças para se mover e sentar-se numa cadeira mesmo em frente ao rapaz.
-Deves ser a… Usagi.
-Sim – respondeu a loira, com a voz fraca, quase num sussurro. Ele nem se parecia lembrar que, um dia antes, Makoto tinha apresentado os dois, apesar de nem ela própria o conhecer.

Ele revirou a cabeça, confuso e perguntou às meninas o que elas queriam. Usagi pediu café, mas não o saboreou. Evitava olhar Mamoru nos olhos. A sensação estranha voltara, desta vez mais forte. Sentia como se de repente todo o ar da sala lhe fosse retirado e que ela perdia os sentidos lentamente. Sentiu o seu coração bater rápido, apesar de não ter motivos para tal e, estranhamente, sentiu uma onda de adrenalina apoderar-se dela.
Optou por ignorar o rapaz o máximo possível. Ela nunca o vira, nunca o conhecera. Provavelmente sentia-se assim pelo facto de nunca ter tido um namorado e, de repente, ver-se em frente a um jovem homem muito belo e extremamente familiar.
Já Mamoru escolhera a opção contrária. Também ele sentira estranhas vibrações assim que vira a loira pela segunda vez. Também ele achava-a muito familiar. E linda, pensou para os seus botões. Apesar do penteado estranho e do ar frágil, via vida nos seus olhos, cuja cor partilhava com os seus, via alguma seriedade nos seus lábios finos. Secretamente, achava-a parecida com um anjo.
Não conseguia tirar os olhos dela. De onde a teria visto? Estava nos EUA há já dois anos e antes dessa altura não se lembrava de ter conhecido alguma loira de olhos azuis com aquele penteado.
Tentou imaginá-la com cabelo solto….
Hum… nem assim…
Era obvio que ele nunca a tinha visto. Mas o seu rosto, os seus lábios… Porque é que ele tinha a sensação que já os tinha beijado?

A conversa era guiada por Rei e Minako, que faziam perguntas a Mamoru, que respondia com alguma hesitação. Apenas Ami notara que ele ponderava as suas respostas, porque estava distraído a olhar para Usagi, que olhava para a sua chávena de café, sem no entanto a olhar.
-Então estudas medicina? – Perguntou Rei, com um enorme interesse no jovem. – Aqui em New York?
-Não, por acaso…
-Minako?
-Hum… - A loira virou-se para Ami, sentada ao seu lado que sussurrara ao seu ouvido – o que é que foi?
-Já reparaste na Usagi?

Mina deitou uma olhadela na amiga. E sorriu. Discrição não devia fazer parte do vocabulário de Usagi Tsukino, pois notava-se perfeitamente que esta estava incomodada pela presença de Mamoru. Mas não no mau sentido…
-Tu achas que…?
-Não acho... tenho a certeza – acrescentou Minako, com um sorriso nos lábios.
-Fazemos alguma coisa?
-Sim… - ponderou um pouco – Mas não hoje. Temos que pôr a nossa amiguinha mais à vontade. Yupi... que já tenho uma ideia.
-Ideia? – Ami ergueu o sobrolho, incrédula. Afinal, não era todos os dias que Minako Aino afirmava ter uma ideia. – Que ideia?
-Vais ver…

Ami, de alguma forma, ficou preocupada. Minako por vezes entusiasmava-se demasiado e isso dava-lhe bastantes problemas em alguns casos. Mas neste, ela não podia fracassar.
Por muito que Ami estudasse, jamais encontraria um desafio maior do que a sua grande amiga Usagi Tsukino. Sempre a ajudara e, infelizmente, ainda não lhe dera troco. Claro que a ajudava com os estudos, mas isso não era a mesma coisa. Graças a ela, Ami tinha amigas. Verdadeiras amigas e algo pelo qual lutar… literalmente. Descobrira quem ela era e sentia-se feliz.
Devia muito a Usagi e sempre tentara recompensá-la, mas era difícil. No final, acabava sempre por ser Usagi a enfrentar o pior. Por muito que ela se sacrificasse, seria sempre Usagi a que mais iria sofrer. Fora das batalhas, era a única que não expunha os seus sonhos, até porque o único que tinha, tinha poucas hipóteses de se concretizar: Casar-se.
Mas com quem? A sua amiga nunca se apaixonara. Era sonhadora e, juntamente com Rei e Minako, ficava histérica ao ver rapazes giros. Mas nada era sério. Muitos rapazes da sua turma tentaram convidá-la para sair, mas ela recusara sempre. Dizia que eles não eram 'o tal'.
E Ami sofria ao ver a sua amiga sofrer. E ao que ver que um homem a fazia sentir-se sufocada naquela sala, quase que dava pulos de alegria por ela.
Oxalá a Minako não estrague tudo…
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#88
ainda kero ver o k a minako vai fazer?? eu acho k ela ainda a vai deixar mais embaracada por la tar cm ele. olha gostei muito do cap, eles voltaram s a encontrar.
fico a espera do proximo, vou tentar acompanhar esta fic a medida que vais actualizando.

bjs
#89
Awh! Saudades desta fic! Esperancoso
Gostei do capitulo, como sempre, né? Matreiro
Ai a Usagi está a ficar in love! mim Gosta Embaracoso Espero realmente que a Minako faça uma boa cena para a juntar com o Mamoro, mas ela é muito imprevisivel, já que, apesar de ser a navegante do amor, é tambem uma disparatada! Matreiro
Espero para ver o que vai acontecer!
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#90
Obrigada pelos comentários Smile
Ainda não pensei muito bem no que a Minako vai fazer, mas já tenho umas ideias disparatadas que combinam com a Minako na perfeição.
Vai demorar um pouco até ao proximo capítulo, mas prometo que compenso no tamanho Matreiro
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#91
Olá... Smile
Boas noticias (ou não..): Capítulo novo fresquinho!!
Normalmente tenho sempre algo a dizer sobre os meus capítulos, mas desta vez apenas digo: Penso que isto está canon o suficiente, para além de finalmente ter encontrado a minha personagem alter-ego (descubram...)

Espero que gostem..

----------------------------------------------------

10. Sailor Cúpido

Um cheiro semelhante a algodão doce e metal pairava no ar. Pequenas memórias de infância percorriam o corpo das duas jovens, enquanto estas esperavam algo.
Usagi Chiba, mais conhecida como Chibiusa, fixara os seus grandes olhos vermelhos na porta de metal que se estendia à sua porta. A porta que separava o tempo passado do tempo presente e do tempo futuro. Uma porta que, embora alguns não soubessem, continha o poder de não só controlar o tempo, mas também o espaço. Chibiusa acreditava que poderia passar aquela porta e dirigir-se para um espaço diferente, mas no seu próprio tempo.

Mas Plutão nunca explicara o funcionamento do Portal do Tempo. Dizia sempre: Alterar o tempo é contra as regras da natureza.
Até parece que ela não sabia disso…

-Nem pensem. Vocês sabem as regras!
E antes que a navegante de Plutão começasse um dos seus ‘maravilhosos’ sermões acerca da passagem entre dois tempos, Chibiusa ouviu Hotaru sussurrar-lhe ao ouvido, nada surpreendida:
-Paga-me.

Ela sorriu em resposta. Tendo herdado a teimosia da mãe, deu um passo em frente:
-Nós sabemos muito bem as regras. Mas as regras também foram feitas para serem quebradas.
-Mas não estas. Tu nem sequer devias estar aqui. Abrirei esta porta para que possas voltar para o teu tempo. Nada mais!
-Tu sabes perfeitamente porque estou aqui e porque quero ir. Não pretendo alterar o passado, apenas garantir que ele aconteça. – Suspirou antes de prosseguir – sei que a culpa deste sarilho ter começado é toda minha e apenas eu posso resolvê-lo. Já o fiz uma vez, posso repetir.
-Há riscos…
-Estou disposta a arriscar. – Cortou a mais jovem das três, decidida.

Plutão focou os seus olhos escuros no portal. Por momentos, reflectiu a situação. Já era a segunda vez que alguém interferia no passado e era a segunda vez que a sua jovem princesa arcava ela própria com as culpas. Mas ela já não era pequenina, era uma mulher, mais responsável, mais inteligente… mais corajosa.

Havia riscos sim, mas ela era capaz. Afinal, ela era filha da lendária Sailor Moon.
-Está bem – disse por fim. – Consentirei mais uma viagem no tempo. Contudo tenho regras. Primeiro, não podes alterar o rumo dos acontecimentos, segundo a Hotaru estará sempre contigo – Chibiusa abriu a boca para protestar, mas Hotaru calou-a com um olhar – terceiro, não podes ser reconhecida e quarto… não podes chegar perto dele.

A última condição atingiu Chibiusa como uma bomba, que semicerrou os olhos como resposta. Como é que Plutão tinha adivinhado aquilo que ela pensava? Acabar o mal pela raiz e impedir todas aquelas alterações. Uma excelente forma de poupar os pais a um grande desgosto e de salvar o seu próprio orgulho.

Chibiusa mordeu o lábio inferior, furiosa. Hotaru aproveitou o silêncio da amiga para questionar Plutão com as suas dúvidas:
-Então não nos poderemos transformar? Mas como poderemos estar por perto sem sermos reconhecidas?
-Não podem se transformar, pois haverá mais que uma navegante de Saturno no mesmo tempo e ela sentirá as vibrações. Já ela – apontou para Chibiusa – será sentida pela Usagi, pois o poder dela está a aumentar.

Hotaru ia perguntar qual das duas tinha o seu poder a aumentar, mas conteve-se. Ainda faltava uma resposta.
-No que toca ao disfarce… Peguem nas vossas canetas de transformação. – Ordenou. Horatu pegou na sua caneta, agora em estado Eterno, e observou-a. Algum tempo de treino fora o bastante para ela desenvolver os seus poderes ao máximo.
Olhou para a sua princesa e viu uma caneta rosa e dourada nas suas mãos.
-Tu não tinhas um broche como o da tua mãe?
-Tinha… - respondeu a rapariga de cabelos rosa. Não era apenas Hotaru que se tinha esforçado para desenvolver os seus poderes. Toda a sua vida, desde que regressara da sua segunda viagem ao passado, treinara arduamente até que o desastre aconteceu. Distraíra-se, fora enganada. Num minuto sentia-se a mulher que sempre desejara ser, o orgulho dos seus pais, noutro sentia-se uma Zé-ninguém.

E então os seus poderes estagnaram. Sentiu-se a entrar numa depressão. À sua volta, os pais discutiam e perdiam o amor que os tinha juntado anos antes do seu nascimento.

Acabou por tomar uma decisão. Passaram-se meses e os pais mal lhe puseram a vista em cima. Evitara as Inner, sabendo que elas contariam o seu segredo à mãe. As Other treinaram-na, com mais dureza e força e, ao fim de uns meses, era uma navegante com poderes próprios. A sua caneta estava agora em estado Eterno, mas não se parecia com as outras. Alias, até se distanciava da forma do broche da mãe.
Era de um rosa muito claro, adornado por linhas douradas que iam até
à ponta, dando forma de um cálice, onde um pequeno cristal rosado em forma de lua em quarto crescente brilhava.


Hotaru pareceu surpreendida pela forma da caneta, mas nada comentou. Em vez disso, estendeu a caneta ao alcance de visão de Plutão. Chibiusa fez o mesmo.
A Guardiã do tempo abanou o seu ceptro levemente e um brilho prateado envolveu as canetas, que começavam a ganhar uma nova forma.

Quando o brilho cessou, Hotaru e Chibiusa já não tinham canetas na mão, mas sim punhais. Ambos tinham o mesmo tamanho e espessura. A diferença ficava apenas no cabo grosso. O de Hotaru era adornado por pequenos cristais púrpuras que cintilavam na cor negra. O símbolo de Saturno postava, escondido a marca-de-água, junto ao gume do punhal.
O de Chibiusa era de um prateado escuro, onde pequenos cristais dourados brilhavam. No gume um pequeno círculo dividido por uma cruz, ostentava uma pequena lua no meio.
A fusão do símbolo da Terra e da Lua.

-Usem esses punhais para se defenderem. Presumo que os vossos treinos vos prepararam para isso. Mas usem isso em última instância. Até lá, mantenham-se fora de brigas. Podem utilizá-lo também para mudar o vosso aspecto.
-Como? – Perguntou a navegante de Saturno.
-Vocês descobrirão.

Plutão virou-se para o portal, erguendo o seu ceptro. Por uns momentos, nada aconteceu. De repente, o portal abriu-se e Hotaru viu flashes de luz à sua frente. Ao olhar para a companheira, viu que esta não tinha qualquer interesse na abertura do portal. Invés disso mirava o seu punhal, perdida em pensamentos.
Pudera, já o passou três vezes, pensou Hotaru, dando dois passos em frente. Chibiusa despertou dos seus pensamentos e seguiu-a.
-Lembrem-se das minhas condições. Eu saberei se vocês as cumprem.
As jovens quase que estiveram para perguntar “Como?”, mas abstiveram-se a tempo. Estavam prestes a regredir para um tempo onde uma Navegante de Plutão mais nova estava de vigia e que a Plutão mais velha já tinha passado.
E ambas conseguiram sentir as alterações à sua volta.
-Vão – disse a mais velha navegante, indicando para o portal. – Sabem o que fazer.
Chibiusa chegou-se perto do portal. Respirou fundo, recordando tempos passados.
-Estás bem? – Perguntou a amiga ao seu lado.
-Estou. Apenas pensei… sempre que passo por este portal…
-é porque algo errado aconteceu. Eu sei. – Cortou a amiga, compreensiva.
-Não apenas isso… - hesitou. Era complicado pensar naquela hipótese. Nunca lhe ocorrera, pois era pequena das últimas vezes que passara pelo portal. Mas agora era diferente. – Se eu falhar… poderei nunca vir a nascer.

Hotaru não respondeu logo, respeitando a amiga. Colocou a mão sobre a dela, sorrindo:
-Não falharemos.
Chibiusa sorriu e apertou a mão da amiga, aproximando-se do limite do portal. Pequenos buracos eram visíveis no meio de várias espirais que formavam as inconstantes do tempo.
Juntas, as duas amigas avançaram para outros tempos, sob o olhar atento da Navegante de Plutão, que fechou o portal a partir do momento em que o cabelo rosa da princesa deixou de ser visível.

****
-Onde estamos? – Sussurrou Hotaru, olhando em volta, sentindo uma corrente de ar a passar-lhe pelos cabelos.
-Fora dos limites do portal.
-O quê?
-Tivemos que atravessar o portal depressa, de modo a que a Plutão deste tempo não notasse pela nossa presença. Agora, se nós seguirmos as indicações da Plutão e não sermos vistas, ela não se aperceberá de nada.
-Como sabias o que fazer?
-Fiz o mesmo quando cheguei ao teu tempo. O objectivo era apenas observar os resultados das minhas acções… dos meus erros. – Ela suspirou, recordando as más memórias – mas decidi mostrar-me às Other no final. No entanto, a própria Setsuna disse que eu conseguira atravessar o portal sem ser sequer sentida por ela.
-E isso é muito bom para nós – disse Hotaru, confortando-se. Ao olhar em volta, sabia que não estava em Tokyo. Os prédios eram muito altos e o barulho era insuportável.
-onde estamos?
A amiga sorriu.
-Pensei que fosses boa a geografia, Hotaru. Vou deixar-te a pensar na resposta.
Hotaru olhou em volta. Estava…

Pânico subiu até aos olhos escuros da navegante de Saturno. Ela estava na beira do telhado de um prédio, numa zona interdita a pessoas que amavam a vida. Se avançasse dois passos, caia de uma altura de cerca de 380m até embater no chão duro das ruas movimentadas. Olhando para cima, uma antena estendia-se por mais de cem metros. Hotaru não sabia como tinha ido lá parar, pois abaixo de si, estavam várias janelas de escritórios e ao seu lado não havia uma única porta.
Sitio perfeito para morrer…
-Então? – Perguntou Chibiusa, sentada no telhado duro de pernas cruzadas. Parecia extremamente à vontade com a altura e olhava o horizonte, onde um belíssimo pôr-do-sol teimava a desaparecer, à espera de resposta.
-Isto é… o Empire State Building?
-Yup
-Porque raio nos trouxeste para aqui?
-Porque o meu pai trabalha na cidade e achei que fosse um excelente ponto de partida.
-Eu percebi porque nos trouxeste para New York! – Hotaru tentou sentar-se, evitando olhar para baixo. Não conseguindo evitar imaginar uma forte queda, fez uma careta – Só não percebi o porquê do Empire State Building. Ou melhor… o telhado do Empire State Building.
O sorriso de Chibiusa aumentou.
-Eu nunca vi o Empire State Building. – Disse, num tom inocente.
Hotaru estava agora a perder a paciência.
-Então punha-mos nos escritórios mais abaixo. Ou então no terraço dos prédios aqui de frente. MAS NÃO NO TELHADO! – Gritou, enraivecida.
Chibiusa soltou uma gargalhada:
-Desculpa. Eu não sabia que tinhas medo das alturas.
-Não é medo é…
-Eu sei, eu sei – A rapariga de cabelos rosa estendeu o braço – ‘Bora então sair daqui.
Hotaru hesitou, olhando desconfiada para a amiga, provocando mais uma gargalhada nela:
-Vá lá, que está a escurecer. Prometo que não volto a ir para telhados.
A amiga lá aceitou o braço e juntas desapareceram na calada do pôr-do-sol.

****
-Tu disseste…
-Que não ia mais para telhados. Não cumpri a promessa?
Hotaru soltou ar quente numa longa expiração, lembrando a Chibiusa um toiro enraivecido.
-És mesmo engraçadinha, és… - murmurou, tentando levantar-se.
Não estavam em telhados, vá. Em vez disso, estavam num terraço de um alto edifício, mesmo em frente ao Hotel Plaza.
-Bem... isto não é um telhado. – Disse a princesa, com ar de quem fez uma asneira, mas que queria compensá-la.
-Mas é quase a mesma coisa.
-Olha, tens uma porta mesmo ali – apontou para a porta cinzenta de metal, mesmo atrás delas. – E tens mais espaço para andar, por isso não tens que olhar para baixo.
-Custava-te muito colocar-nos no rés-do-chão? – Reclamou a navegante de Saturno, com as mãos na cintura.
Chibiusa sussurrou qualquer coisa, mas Hotaru apenas ouviu as palavras “irritar-te” e “divertido!”.
-Bem, agora o importante é tratarmos do nosso disfarce.
Hotaru semicerrou os olhos. Naquele momento, tinha medo de estar perto da princesa. Quando estava irritada era uma coisa, quando estava com ar de engraçadinha era outra… ou melhor, era pior.
-E como vamos fazer isso? – Questionou a morena.
-Assim… - Chibiusa pegou no punhal e aproximou-o do cabelo. – O meu pai tem cabelos escuros e a minha mãe loiros. Não me apetece ficar com cabelos ruivos, nem azuis, nem violetas, por isso… - agarrou uma madeixa de cabelo rosa e passou-o ao lado do punhal, como se o alisasse.
Rodou o punhal, até tê-lo ao nível dos olhos. Um pequeno brilho saiu do punhal, alterando a cor dos olhos. Chibiusa foi mais longe e alterou a forma do nariz.
No final, Hotaru viu à sua frente uma rapariga de cabelos castanhos-claros levemente ondulados, olhos cor de caramelo e nariz comprido e levemente redondo. Pegou num totó e amarrou o cabelo, de um estilo semelhante ao de Makoto.
Apenas os olhos a podiam desmascarar, pois a forma ainda era a mesma que os olhos de Usagi, assim como o brilho.
-Faz o mesmo. – Disse a morena à sua frente, apontando com o queixo para o punhal nas mãos de Hotaru.
-Ok…
Hotaru repetiu os mesmos passos de Chibiusa, no entanto alterando um pouco a grossura dos seus lábios.
Chibiusa riu-se:
-O que foi? – Perguntou, com o seu ego afectado.
-Pareces uma latina.
Era verdade. Hotaru tinha-se transformado numa morena com cabelos da cor do carvalho, um castanho mais escuro que o da navegante de Júpiter. O cabelo continuou comprido, pois Hotaru sabia que o corte semelhante à sua outra pessoa poderia chamar suspeitas. Os olhos eram verdes azulados mas que, de momentos, se encontravam azuis. O tom de pele era levemente mais escuro, os cabelos muito selvagens e o nariz engrossara um pouco, assim como os lábios.
-Que o seja. Há algum problema?
-Nenhum. Só espero que não chames a atenção do Mamoru, ao invés da minha mãe.
-Eu podia dizer o mesmo de ti. – Havia algo na aparência de Chibiusa que a punha mais bonita. O seu cabelo parecia mais natural, numa cor que a favorecia mais que o seu original cabelo rosa. O nariz tornava-a menos parecida com a mãe, mas não a alterava muito. Apenas os olhos a desagradavam. Preferia o vermelho vivo do costume, que mostrava uma diferente sensualidade. Aquele tom cor de caramelo não chamava tanto as atenções.
Talvez seja esse o motivo pelo qual ela o escolhera.

-E agora?
-Procuremos o meu pai. E depois… - o discurso de Chibiusa parara a meio. Tinha visto algo.
-O que foi?
-O que é que elas fazem aqui?
Hotaru chegou-se perto e viu cinco caras conhecidas junto à entrada do Plaza.
-Boa! – O seu rosto iluminou-se – isto são boas notícias. Assim podemos vigiar os dois. Teremos mais facilidade e ainda conseguiremos impedi-lo de chegar perto dela…
-Acho que não estás a perceber o meu dilema.
-Qual?
Chibiusa fez uma pausa.
-Porque é que elas estão aqui? A Plutão tinha razão. Um simples detalhe diferente na vida da minha mãe mudou muita coisa. Agora elas estão aqui.
-Mas isso…
-Não entendes, as coisas mudaram! As personalidades delas podem ser diferentes… a minha mãe pode ser uma pessoa diferente.
Hotaru não soube o que dizer. Era verdade. Uma pequena alteração podia mudar muita coisa. E aquilo era uma prova. Um homem fizera uma calorosa vénia para as cinco amigas, que regressavam de algum sítio e Minako estendeu-lhe umas notas, como gorjeta.
Palavras de Minako a lamentar-se de nunca ter sido cantora ecoavam na cabeça das duas raparigas.
-Tu achas que…? – Foi Chibiusa a primeira a falar dos seus pensamentos.
-Deve ter sido. Mas ainda não há diferença nas nossas memórias.
A nova morena de olhos cor de caramelo reflectiu:
-O tempo é uma rede de mistérios. Uma alteração muda vidas, mas… pode também levar uma vida até que as alterações se mostrem. Tudo depende do destino. Por exemplo… ele fez os estragos e… só meses depois é que os meus pais começaram a notar.
Hotaru olhou para a amiga, que estava perto de verter lágrimas.
-As coisas estavam assim tão mal?
Chibiusa suspirou e focou a vista na janela do quarto do Hotel Plaza mesmo em frente, onde uma mulher discutia com o marido.
-Era como se um dia eles acordassem e já não se conhecessem. De repente, eles não sabem porque estão casados, ele não percebe porque a atura, ela não entende porque não está com alguém melhor, ambos não entendem como é que eu… - Ela já não se conseguia controlar. Lágrimas verteram pelo seu rosto branco, mostrando a sua fragilidade. Ela não chorava sobre o assunto. Alias, viera para o tempo de Hotaru de modo a que jamais mostrasse essa fraqueza. Não em frente dos seus pais, que se tinham tornado desconhecidos para ela.
A mãe era menos dócil, o pai menos compreensível. E ela ficava no meio, uma filha que não era reconhecida pelos próprios pais, um erro…
Hotaru colocou uma mão no ombro da amiga, tentando consolá-la. Mas sabia que, para aliviar a dor, tinha que a deixar chorar. Ela tinha sufocado aquelas emoções dentro dela durante meses e chegara a altura de as libertar.
Talvez depois disto, ela se sentiria melhor. Se não… bem, Hotaru estaria lá para quando ela precisasse.

Chibiusa fungou e puxou de um lenço, onde assoou. Tentando acalmar a sua respiração, virou-se para Hotaru, tentando chamar o seu espírito de líder:
-Tenho que resolver isto. Mesmo que eu venha a nascer, não posso viver assim. Cometi um erro enorme. Á custa disso os meus pais pagaram o preço. E eu não quero que eles sofram. – Virou costas para a amiga. As lágrimas demoravam a secar, mas ela não tinha pressa. – Fui eu que cometi este erro. Era suposto ser eu a pagar as consequências. E fui. Mas através daqueles que mais amo. Não deixarei que ele ganhe. Não, não deixarei!

****
-EU NÃO ACREDITO QUE DISSESTE ISSO! – O som de um berro ecoou por toda a suite, acordando as duas únicas residentes ainda a dormir.
-Rei, o que se passa? Para quê tanto peixe? – Perguntou Makoto, erguendo-se da sua cama, espreguiçando-se. Ao seu lado, Ami também acordada encolheu os ombros para o rosto confuso de Makoto.
As duas raparigas olharam em volta. Rei e Minako pareciam estar a discutir e, inacreditavelmente, Usagi estava sentada numa cadeira a observá-las.
Quando o olhar verde de Makoto cruzou o azul de Usagi, esta sorriu maliciosamente. Parecia estar a divertir-se com aquilo.
Artemis saltou para a cama de Ami e explicou:
-Parece que a Minako tem um plano para não sei o quê, que tem a ver com a Usagi e estava a tentar contar à Rei. Mas, por algum motivo obscuro para nós, a Usagi já estava acordada e, ao ver que elas estavam a falar baixinho, sentou-se naquela cadeira a observá-las. A Minako não queria que ela desconfiasse e por isso disse aquilo que não devia.
-O que é que ela disse?
-Não sei. Só a Rei e a Usagi é que ouviram. E parece que nenhuma das duas vai falar.
Olhando para as duas, dava para ter a certeza de que de facto não iam repetir a afirmação de Minako. Rei, porque parecia demasiado ofendida e Usagi porque parecia se divertir muito com aquela cena e partilhar estragava parte da diversão.

Levantaram-se e trataram da sua higiene pessoal. Em seguida, devoraram o pequeno-almoço. As entranhas de Usagi enrolavam-se de um lado para o outro de tanto riso, pois Minako tentava falar com todas sem que Usagi estivesse por perto, tarefa que esta não facilitava.
Bem que gostaria de saber do que elas falavam, mas em vez de perguntar, decidiu divertir-se um pouco mais.

Aproveitando a altura em que Usagi tomava banho, Minako revelou o seu plano às meninas.
-Oh Minako… acho que temos um problemazinho…
-Concordo com a Makoto. Até tu arranjas melhor plano que este.
Minako bufou todo o ar para fora.
-Não gostam, é? Então arranjem melhor!
-Oh Mina, a questão não é essa. Até era capaz de resultar. – Disse Luna, no seu tom sério - O problema é que subestimas a inteligência das pessoas. Esse plano é muito óbvio. – Luna saltou para uma cadeira perto de Minako, querendo estar mais perto desta – A Usagi é mais esperta do que vocês imaginam. Até ela é capaz de perceber que algo se passa.
-Sim... mas ela não descobre o quê.
-Mas e então o Mamoru? Ele estuda medicina. Como tal, é marrão como aqui a nossa Ami – disse Rei, apontando para Ami. Esta não fez caso, continuando a ler o jornal da manhã.
-Vocês acham que estão a exagerar? – Questionou a navegante de Mercúrio. – Quero dizer, a Usagi não falou o tempo todo com ele e ele também não lhe fez grande caso…
-Mas estavam sempre a olhar um para o outro…
-Deixa-me acabar Mina! Estava a dizer que eles não se falaram a noite toda. Achas que hoje será diferente?
E como sempre, Ami tinha razão. Nenhuma das raparigas tinha pensado nisso.
-Vamos segui-la. Vigiá-la e garantir que as coisas acontecem.
-não achas que vamos ser demasiado óbvias? – Perguntou Makoto, soltando um pequeno sorriso, ao lembrar-se das vezes em que elas “espiaram” alguém.
-Temos que arriscar… - Minako não continuou pois nesse momento Usagi saia do banho, com a toalha enrolada pelo corpo. Ao vê-la, as raparigas separaram-se e fingiram estarem extremamente ocupadas com outras coisas, mas sem sucesso. Usagi percebeu que elas fingiam, até porque Minako fingia ler uma revista ao contrário.
O que é que elas me escondem?

****
-O que comes? – Perguntou uma morena de olhos verdes azulados à sua amiga.
-Sei lá. Nada disto me agrada. – Comentou a morena de olhos castanho claro. – Chamamos o empregado?
-Olha... isso faz-me lembrar… - esperou que a amiga tivesse toda a sua atenção em si – eu não falo muito inglês e não me apetece estar sempre a traduzir-te as coisas, por isso…
-Eu sei falar inglês – disse Chibiusa calmamente, sem tirar os olhos do menu.
-Sabes. Como?
-O meu pai ensinou-me.
Hotaru não puxou mais o assunto, mas sorriu ao ver a sua amiga chamar o empregado e pedir dois cafés e bolos num inglês perfeito.
-Thanks – agradeceu a rapariga, enquanto o empregado se afastava.

A porta abriu-se e Hotaru sorriu.
-Como sabias que ele vinha aqui?
-Ele disse-me que era aqui que vinha tomar café antes de ir para o trabalho. – Olhou para o lado e viu o pai, com vinte e dois anos, a pedir um café ao mesmo empregado que atendera as duas amigas. Sentiu uma onda nostálgica a percorrer-lhe o corpo, mas ignorou-a. Tinham assuntos a tratar.
-Ora bem. Temos que fazer reservas no Hotel Plaza. – Disse, enquanto agradecia ao empregado, que lhes trouxera os pedidos. Hotaru engasgou-se com o café quente.
-Desculpa?
-Ouviste-me perfeitamente – respondeu a amiga, num tom sério.
-E onde arranjas dinheiro para isso?
Chibiusa apenas apontou a cabeça para o punhal.
-Tu…
-Momentos desesperados, medidas desesperadas. – Recitou ela, sorridente. – Não te preocupes, tecnicamente não cometeremos nenhum crime.
-Eu devo estar a imaginar uma cena ligeiramente diferente da tua. É que na minha nós estamos a cometer um crime.
-Não te preocupes – Chibiusa pegou num pãozinho e saboreou-o – confia em mim. Precisamos de nos aproximar delas e como tal, convinha estarmos perto delas.

Hotaru não parecia muito convencida, mas não fez mais pergunta, limitando-se a saborear o seu pequeno-almoço, lançando breves olhares a Mamoru, que parecia estar à espera de alguém.
Ao mirar a sua amiga, notou numa pulseira no seu pulso. Platina, com pequenas estrelas, luas e corações e um pequeno cristal dourado a brilhar com os raios de sol a baterem nele.
-Onde arranjaste isso? Eu tinha a certeza que tinha visto essa pulseira no pulso da tua mãe no dia do casamento dela!
-E depois? – Chibiusa parecia ofendida, mas desta vez, Hotaru decidiu pressionar o assunto.
-A tua mãe jurou nunca mais tirá-la, pois foi uma prenda valiosa do teu pai, que lhe custou os olhos da cara.
A amiga focou os olhos na figura morena ao seu lado. Mordeu o lábio, ao retomar a atenção para Hotaru:
-Ela atirou-lhe muita coisa à cara. Isto – apontou para a pulseira – foi das poucas que consegui salvar. O resto foi destruído.
Hotaru ficou sem palavras. A surpresa daquilo que a amiga lhe contara na noite anterior ainda não tinha sarado e agora isto. Elas tinham que agir…

****

Usagi sabia que estava a ser seguida. E sabia que, a partir do momento em que Minako lhe dissera para ir sem elas para um determinado café, era porque estava lá mais alguém. Fazia figas para que não fosse o rapaz do outro dia.
Não, não pode ser ele. Ele nem sequer notou em mim, pensou, apesar de não confiar inteiramente nas suas palavras. Ela sabia que os olhos azuis-escuros dele tinham-se centrado nela uma boa parte do tempo.
Ela tinha sentido os olhos dele fixarem-se nela quando ela lhe virou as costas para ir-se embora com as meninas. E durante a tarde toda, não pensou noutra coisa.
Entrou no café, onde iria tomar o pequeno-almoço. As meninas tinham dito que iriam chegar a qualquer momento, dando uma desculpa que Usagi não percebera no meio de tanto chinfrim. Apenas entendera “sapatos”, “Rei”, “Minako, cala-te” e “Vai-te já ou perdemos a reserva!”

Ia perguntar ao homem se havia mesas livres (até Usagi é inteligente o suficiente para saber que não precisa de fazer reservas para tomar o café da manhã) quando viu o rapaz do outro dia.
Este acenara, indicando a sua mesa. E ela pediu um buraco para engoli-la.
Dirigiu-se para a beira dele e fizeram os pedidos (Mamoru falou por Usagi, devido aos problemas desta no inglês)
Mamoru fez uma careta, enquanto fingia espreitar para a porta. Na verdade, olhava a rapariga à sua frente, por quem sentia uma atracção estranha.
-Então… nunca aprendeste inglês? – Perguntou, tentando quebrar o gelo.
Ela sorriu.
-Sim, mas nunca fui muito boa. A isso e a matemática… e também em ciências.
-Mas és boa nalguma coisa?
Usagi não teve que reflectir muito para encontrar a resposta:
-Sou boa a falar com as pessoas. Sei que não há nenhuma disciplina para isso, mas é nisso que sou boa. Gosto de conversar com gente e saber o que é que eles pensam e gosto de lhes dar conselhos, mesmo que não sejam os melhores.
-Nunca pensaste em ser psicóloga?
Ela mordeu o lábio, embaraçada.
-Já… mas não tenho média. Para além disso, não gosto de filosofia.
-mas como é que podes dar conselhos sem entenderes as coisas?
-Eu entendo – ela puxou a cadeira para mais perto da mesa. – Mas não do modo como vem nos livros. Entendo sentimentos, não… analogias. – Completou, ao encontrar a palavra certa.
-Filosofia não é apenas analogias.
-Ok… subjectividade, sabedoria para além dos limites da ciência, como queiras…
Ele soltou uma leve gargalhada.
-A subjectividade também é importante. Lembra-te que é isso que os sentimentos, emoções e preferências pessoais caracterizam.
-Eu sei. É aquilo relativo ao sujeito. À pessoa. – Disse ela, interessada no rumo da conversa. – Sem subjectividade, jamais entenderia os problemas das minhas amigas. A conversa parava a partir do momento em que dissessem “Não estou bem!” como resposta. Mas o porquê é a resposta que uma pessoa procura. E dai a subjectividade. A pessoa utiliza os sentimentos para lá chegar. Faz uso do seu espaço interior para se relacionar com alguém.
Ele ergueu o sobrolho.
-Afinal pareces saber mais do que imaginas.
-Não brinques. Fora isto, sou burra em tudo. – Murmurou ela.
-A sério? Não acredito.
-Pois… acredita que sou. Já uns dias antes a minha… - hesitou. Só se fosse maluca, diria que uma gata falara com ela – vizinha… enganou-me e disse-me que a madeira atraia trovões. E eu caí que nem perdida.
Ele abafou uma gargalhada. Ela fingiu-se ofendida, mas libertou um sorriso.
-Ri-te, ri-te, mas eu sou péssima no que toca às ciências. Além disso, eu tenho medo de trovões.
-Coitada – gozou ele.
-Volta a gozar… - ameaçou ela, com o pão na mão – e ficas a comer farinha.

Os dois riram-se durante algum tempo, enquanto partilhavam o pequeno-almoço. De vez em quando, olhavam para a entrada, mas ao fim de quinze minutos desistiram. Elas nunca mais viriam.
Bem... toca a aproveitar.
Falaram de muita coisa sobre as suas vidas e quanto mais falavam, mais ficavam com a sensação que já se conheciam.
No final, pagaram a conta, combinaram encontrar-se mais tarde e despediram-se,
-E avisa as tuas amigas que agradeço o Blind date. – Disse ele, de casaco na mão.
-O que é um Blind Date? – Perguntou Usagi, também pronta para sair.
-É um encontro com uma pessoa que não conheces. Diz-lhes que agradeço. Foste muito mais divertida que elas juntas – respondeu ele, em tom de gozo.
Usagi riu-se que nem uma perdida o caminho todo até que se lembrou que estava a ser seguida.
Mas, apesar de ouvir os passos das meninas atrás de si, tinha a leve sensação que alguém a observava do telhado de um prédio do outro lado da rua.
Quando se virou, viu sombras a desaparecerem rapidamente.
Estranho, muito estranho…

****
-Estás a gozar…
-Cala-te Minako, que o empregado do restaurante parece ter notado em nós. – Sussurrou Ami, tentando baixar a cabeça da loira, que se erguia do esconderijo delas.
As quatro, seguidas pelos seus fiéis gatos, estavam escondidas junto às janelas, tendo uma perfeita visão de Usagi com Mamoru. Viram estes conversarem alegremente até que se levantaram para sair.
Era o suficiente para três delas, mas não para Minako:
-Vão-se embora? – Disse ela, num sussurro histérico. – Já?
-Mina, um passo de cada vez. – Respondeu Rei, deitando um olhar pelo restaurante. Podia jurar que cruzara o olhar com duas raparigas na janela ao lado. O mais estranho foi que elas saíram dois segundos antes de Mamoru e Usagi. – Temos que ir com calma.
-Mas ‘depressa é que se vai ao longe’
Ami soltou um suspiro paciente:
-Mina é devagar que se vai ao longe. Francamente, onde é que vais buscar esses provérbios tortos?
-Devo ouvir mal ou…
-Mina, era uma pergunta retórica! – Disse Makoto, contendo o riso.

As quatro saíram do seu esconderijo e aproximaram-se da amiga, que se despedia do moreno. Ao ver os dois a afastarem-se, a loira decidiu agir. Tinha os pés cansados de tanto estar de joelhos (mas também, quem é que a mandou estar de joelhos quando está a usar sapatos altos?) e tinha perdido um bom pequeno-almoço, para além de estar farta de sentir o telemóvel vibrar no seu bolso com as inúmeras chamadas de Alex.

Afastou-se das amigas e olhou em volta. O seu olhar pousou num par de caixotes do lixo, onde dois cães cheiravam os seus conteúdos.
Sorrindo maliciosamente, aproximou-se de um dos cães. Tinha que ser bem rápida, caso contrário o feitiço iria se voltar contra o feiticeiro.
-Oh Mina, cuidado! – Sussurrou para si própria. E rapidamente, deu um pontapé num dos cães.
Minako desatou a correr contra Usagi, com o cão raivoso atrás de si. Quando estava já a dois passos dela viu a amiga virar-se e mira-la confusa antes de virar para um beco. Virara-se tão depressa que acabara por confundir o cão que continuou a corrida, desta feita atrás de Usagi que não conseguiu disfarçar o medo:
-SOCORRO! – Gritou ela, correu na direcção contrária com os dois cães atrás dela.

As pessoas à sua volta, nada faziam a não ser afastarem-se, deixando não apenas o caminho livre para Usagi fugir, como também o caminho livre para os cães a perseguirem.
Desesperada, viu Mamoru no fundo da rua, correndo para ele. Este pouco tempo tivera para se virar querendo saber a origem do barulho, até se dar com a loira atrás de si e os dois cães mesmo à sua frente.
Ele congelou, sem saber o que fazer.
-Faz alguma coisa – sussurrou ela atrás de Mamoru. Este não se mexeu.
Todavia, por milagre, os cães viraram a rua, atraídos pelo cheiro de um caixote do lixo.
Os dois suspiraram de alivio, e notaram que tinham agora os corpos quase colados. Ambos conseguiam sentir a respiração um do outro. Corando um pouco, distanciaram-se e foi o moreno o primeiro a falar:
-O que fizeste para teres dois cães vadios atrás de ti?
-Não fui eu! – Protestou a loira, tentando recuperar o fôlego da corrida. – A Minako é que deve ter provocado um dos cães, que vieram atrás de mim quando ela fugiu.
-Minako!? – Foi aí que os dois viram as quatro raparigas a aproximarem-se. Apesar de todas as desculpas que Rei, Ami e Makoto usaram, Usagi não se conteve e lançou um olhar de ódio a Minako que, por uma questão de bom senso, encontrava-se mais distante da loira.
-Fizeram de propósito!
-Usagi, nós não atiçamos os cães contra ti! – Disse Rei.
Usagi abriu a boca para responder, mas fechou-a de imediato. Deitou um olhar no moreno, que tentava conter um sorriso. Falaria com as meninas mais tarde.
-Olha Mamoru… - disse Minako, aproximando-se do moreno – Desculpa lá a confusão. Deixa-me compensar-te. Hoje à noite vai haver uma festa no Plaza e estou-te a convidar. Começa às 22h.
-Lamento, mas saio às 21h45 do trabalho, devo chegar em cima da hora.
-Não te preocupes que há muitos comes e bebes na festa. Apenas tens que ter o fato à mão quando saíres do trabalho.
-Minako é melhor não insistires! – Argumentou Ami.

Mamoru ponderou um bocado, sentindo uma pequena pressão ao sentir os olhares das cinco raparigas (e, estranhamente, dos dois gatos) postos em si.
-Ok. Posso vir a chegar acima da hora, espero que não haja problema.
-Oh não! – Minako rabiscou qualquer coisa num cartão – entregas isto ao porteiro que ele deixa-te entrar. – Disse, dando-lhe o papel. – só tens que arranjar um fato de cerimonia.
-Que o seja. – Disse ele – bem… Adeus. Outra vez – adicionou, virando-se para Usagi, que se sentiu corar mais.

Quando o moreno já não era visto, Minako deu dois passos para longe de Usagi, que parecia ter engolido um limão.
-Oh querida Usagi...
-Não me venhas com a querida Usagi! Não tenho nada a dizer sobre o encontro arranjado, mas NÃO TINHAS NADA QUE ATIÇAR OS CÃES PARA MIM! Tu sabes como eu não gosto de cães grandes!
-Mas eu só aticei um… não sei como o outro foi atrás de ti!
-BALELAS! – Gritou a navegante da lua, chamando as atenções na rua.
Furiosa, desceu a rua, com Ami e Luna atrás dela. Makoto e Rei tentaram reprimir uma gargalhada, enquanto Minako mordia o lábio, receosa da fúria da amiga.

Apenas Artemis ficara pensativo, deitando um olhar á sua volta. Ele vira Minako atiçar um dos cães, que logo correra atrás dela. Mas o outro ficara quieto, até que de repente decidira seguir o companheiro sem mais nem menos.
Estranho, muito estranho…

*****
(paralelamente, ao mesmo tempo que Minako tenta magicar uma…)

-Assim não dá! – Havia bastante tempo que Hotaru tentava controlar uma gargalhada presa na garganta. Agora que estava (mais uma vez) num terraço, longe de alguém que a pudesse ouvir, largou a sonora risada, que contagiou a amiga.
-Elas não sabem fazer nada! – Comentou Chibiusa, que se segurava ao parapeito do terraço, tentando equilibrar-se para não rebolar no chão de tanto rir.
-Bem, eles falaram muito. Conheceram-se melhor. Há que dizer que até foi um bom plano.
-Excepto na parte que elas não sabem espiar, para além de, no fundo, não terem feito nada. Ainda se pode apressar as coisas.

Hotaru parou de rir de imediato. Olhou a amiga, com um semblante metade curioso, metade receoso.
-Que queres dizer com isso? – Perguntou, devagar.
A amiga não respondeu. Em vez disso, abanou o punhal em direcção a um cão rafeiro que cheirava um dos caixotes. Concentrou-se por uns segundos, em que brilho prateado saíra do gume, até que o brilho cessou.
Hotaru virou a cabeça para baixo e viu Minako a pontapear o outro cão.

Não se deu ao trabalho de fechar a boca ao ver os dois cães furiosos a perseguirem a loira e a depois perseguirem Usagi, que mais tarde se escondera atrás de Mamoru.
-Oh Chibiusa…
-Hum?
-Já viste o que fizeste?
-Uh oh…

Um pequeno abanão no punhal fez com que o interesse nos cães pelo jovem casal cessasse. Hotaru semicerrou os olhos:
-Ela deve ter ficado mesmo assustada.
-Não adianta culpares-me. Sabia lá eu que a Minako ia tentar fazer uma coisa semelhante.
-Pois. Eu sei que tu até sabias como fazer o cão parar, mas será que a Minako pensou nisso?

Chibiusa afastou-se do parapeito e dirigiu-se para o outro lado, tentando distinguir algum arranha-céus notável no meio dos vários que se erguiam à sua frente.
-Acho que não. Ela nunca pensa nisso.
Hotaru suspirou.
-Saiu-se cá uma Sailor Cúpido. – Virou-se para a amiga – Mas falo dela, quando tu também não és melhor!
-Olha… temos que apressar as coisas.
-A Plutão disse que…
-Estamos apenas a garantir que as coisas acontecem – cortou a princesa, repetindo o mesmo discurso que usara com a navegante do tempo. – A apressar aquilo que tem que acontecer.
-Mas temos que ter em conta os riscos.
-E achas que não tenho? – Perguntou Chibiusa, secamente, virando-se para a amiga. – Achas mesmo que não tenho consciência dos resultados?
Hotaru mordeu o lábio.
-Sei que tens… Mas também sei que tu queres a todo o custo impedir que certos males aconteçam. No entanto, tu sabes que não o podes fazer.
-Eu sei disso…
-Apenas te quero precaver. – Cortou a morena. – Porque é que achas que a Plutão te quer sempre comigo?

Chibiusa virou as costas à companheira e não respondeu. Ficou durante uns minutos a observar o horizonte, perdida em pensamentos. Hotaru, por respeito à amiga, não quebrou o silêncio instalado.

Mais uns minutos passaram-se, até que Chibiusa finalmente falou:
-Vamos! Temos que ir para o Plaza. Não sei se tu ouviste a Minako, mas hoje à noite, vai haver uma festa… - virou-se para a amiga, que notou que os olhos da princesa estavam novamente vermelhos – E nós lá estaremos.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#92
Oh pá, a cena dos cães partiu-me toda! A ideia de ver a Minako a chutar um cão é hilariante! hehe!
Estou muito curiosa com o motivo que levou a Chibiusa e a Hotaru a regressarem ao passado. Quero saber o que se passou com os papás! Toma toma
Gostei muito da cena da conversa entre o Mamoru e da Usagi, o romance está a nascer, e eu adoooro romance!
O teu alter Ego diria que talvez a hotaru, pela descriçao fisica e tambem por alguns traços psicologicos que me fazem lembrar de ti. Mãs nao faço a minima ideia! Matreiro
Fico á espera de mais!
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#93
Acho que o motivo que levou as duas ao passado é extremamente obvio xDD
Por acaso a Hotaru ficou parecida comigo por coincidencia, porque eu estava a escrever e tentava dar-lhe um aspecto diferente das navegantes. No final, ficara um pouco parecida comigo. Mas apenas a considero um alter-ego meu pela personalidade. A Hotaru deve ser a unica personagem non-canon na minha fanfic, porque ela cresceu e mudou muito em termos de personalidade. Há coisas, como a responsabilidade e a coragem, que ainda estão nela, mas decidi mudar umas coisinhas.

Não sei muito bem como abordar o meu proximo capítulo (que vai demorar, assim como o da outra fanfic porque as aulas já começaram...) mas já tenho aqui umas ideias. O problema é que chega ao final e o capitulo é muito pequeno para o meu gosto.

Eu também gosto de romance e adoro a ideia de recriar um dos meus pares romanticos preferidos de sempre. O amor está lá, mas o caminho é diferente (ach que entendeste) xDD

Muito obrigada pelo comentário lulu. Sinto-me um pouco mal por ver que és a unica a comentar as minhas duas fanfics, mas vale sempre a pena ler os teus comentários Smile
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#94
Oi.
Gostei muito do novo capítulo.
Já acompanho esta fic há algum tempo, mas devido a um ataque de preguicite aguda, Matreiro, ainda não tinha comentado.

A história está mesmo muito interessante.

Gostei do facto de descreveres três situações temporais completamente diferentes. Permite ligar os acontecimentos e perceber um pouco melhor porque é que estes dois afinal não estão juntos.

E claro descreves imensas situações engraçadas, como o caso de a Usa comer ou não uma aranha caso esta entrasse na boca, lol, ou a língua inglesa que foi totalmente assassinada por ela!
E esta última dos cães, nem se fala, a Mina não tem remédio. Se não fosse a Chibiusa acho que os pais íam parar ao hospital!

Está muito gira. Tal como a outra fic.

Gosto muito da maneira como escreves.

Realmente lamento que demores a actualizar as fics, mas percebo bem, também vou começar as minhas aulas na semana que vem. Wink

Beijo**

Tens de entrar para responderes neste tópico.

  • 3.604 tópicos
  • 188.725 mensagens
  • 1.338 membros
  • último membro: Tinoco