Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

"O Deus da Morte - O Último Suspiro"NoVo CaP

#42
Ai k irmãzinha desnaturada k tu fost arranjar Clair!!!! :vergonha: Já li o teu ultimo capitulo faz um tempao e nem comentei nem nada!!!! Não pode ser, tenho k deixar aki a minha força para a minha maninha em ascensão!!! Wink

Ora, gostei bastante do k li, acho k estas a saber manter muito bem o suspense, e que sabes terminar os capitulos de uma forma muito inteligente, muito bem mesmo (o que ultimamente se tem vindo a tornar muito frustante, faz favor de parar com estes misterios de ficar com vontade de ler mais :Blaaargh!: )

Não sei porquê, mas aquela personagem do final (*carillon corre a ler a ultima parte do capitulo pk ja nao se lembra muito bem), o William, pareceu-me um rapazinho, e nao um possivel pretendente para a Dawn, como a Catte sugeriu... nao sei porque, mas deste-me essa impressão....


Continua linda, sei k deves tar cheia de trabalhos e exames, mas quando puderes arranja um tempinho e dá cá um saltinho, tá?? Hei-de tratar de arranjar mais gente pa vir ver a tua fic, vais ver k ganhas reputação num instante, continua com essa força e nao desânimes, porque seria uma pena!!!
Vá linda, até ao meu proximo post!!! :g8:

*Carillon corre pelo forum a fazer publicidade à fic da irmã!! Rolar
#43
Clair corre desesperadamente com lágrimas nos olhinhos para dar um GRANDE abraço ( daqeles de tirar a respiração e tal) a sua manita

*Carillon* ☀

Estas boa?
Espero q sim!

Oh apesar de só agora teres comentado eu vou-te perdoar pq tbm deves andar bastante aterefada com os trabalhos e os exames e tudo o mais Wink
Eu estou qase acabar de escrever o resto do cpt por isso muito brevemente vou posta-lo! Juro!
Enqnto tiver comentarios como os teus jamais desanimarei ou pararei de escrever Very Happy E obrigado por andares a fazer publicidade!

Obrigado Smile Eu estou a tentar manter o suspense mas em breve ele acabara ... Mas disso não faço promesas muahhh ( riso posuido Twisted Evil )
Pois qnd a essa "qestao" digamos assim ficara em breve esclarecida mas não vou revelar nda para manter o suspense ( lá esta ele outra vez Mad lol)

Até breve Surprised.o:
Bju*
#44
ooooohh mana, já postavas um novo capitulo, nao? Wink já que estás online, e que eu hoje estou com a pica toda pa ler as fics do pessoal e tal!!!

*me apeteceu dizer-te olá Smile
*me faz intervalo no estudo, porque já deita enfermagem plas orelhas
#45
Olá Smile
Oh tao qerida!

Capitulo 3 - continuação




Abriu os olhos e viu que em cima de si estava um rapaz que sorriu um sorriso traquina.

- Oh meu Deus! Estas bem? – E o peso foi retirado de cima de si, lentamente sentou-se tentando ver se alguma coisa estava partida.

- Sim mãe.

- Não é contigo que estou a falar. Oh querida esta bem?

Dawn fez um sorriso educado então sentiu que algo a puxava para cima quando olhou para trás de si viu o rapaz contra o qual tinha ido contra.

Ela era ruivo de olhos verdes claros e algumas sardas espalhadas pelo seu nariz, voltou a sorrir enquanto um vermelho suave cobria as suas bochechas. Uma gargalhada familiar soou da porta quando se voltou encontrou o mesmo rapaz que estava atrás de si.

“ Oh Boa!”

- William Frances McNash pede já desculpa – Dawn olhou para a senhora que estava a sua frente, era pequena, entroncada, os seus cabelos eram do mesmo ruivo sangue dos filhos e os olhos verdes claros faiscavam de irritação. Voltou-se para a porta – E tu Edwin Frances McNash para de rir e vai já para dentro.

- Mãe a culpa não é minha que o Will tenha derrubado a miúda.

- Mãe a culpa não é minha que ela estivesse ali parada.

Brenna McNash olhava de um lado para o outro furiosa com os seus dois filhos, amava-os mais que tudo nesta vida mas criar dois rapazes que pareciam ligados a corrente eléctrica por vezes dava com ela em doida.

Então olhou para a rapariga enquanto os filhos alegavam estarem inocentes daquele acidente ou do acidente em que uma jarra misteriosamente se partira, uma jarra que custara mais que a casa, o carro ou as jóias de família.

Reparou que ela muito discretamente tentava sair da linha de fogo mas Brenna não pensava deixa-la ir embora tão rapidamente por isso chamou-a, fazendo-a olhar para trás, o cabelo estava todo desalinhado da queda e chegava quase a cintura estava bem tratado mas precisava de um corte moderno que emoldurasse a beleza do rosto em forma de coração, aquela cor escura ficaria mais realçada com umas pequenas nuances.

- Entrem em casa e vão para o vosso quarto imediatamente.

- Mas mãe – Disseram ambos ao mesmo tempo mas ela não se demoveu.

- Agora! Anda querida vou por te um pouco de gelo nesse galo.

Dawn viu os rapazes entrar e a cochichar entre si, só esperava que não a reconhecessem como a maluquinha do cemitério já era bastante mau terem-na visto daquela maneira não queria também que começassem a comentar por ai.

A Sr.ª McNash já estava na porta sorrindo carinhosamente par ela, que podia fazer?

Entrou na casa percorreu o pequeno corredor de paredes brancas e decorado com fotos de família, umas escadas a sua direita deviam dar acesso ao segundo piso, a sua esquerda havia duas portas, na primeira porta estava a sala daquilo que pode ver era uma sala acolhedora com uma enorme lareira, a outra porta estava fechada mas deduziu que fosse o cabeleireiro, entrou na cozinha.

Era uma cozinha espaçosa, no centrou estava uma bancada com cadeiras altas, os moveis eram antigos castanhos-escuros, havia um frigorifico moderno e ao seu lado um fogão grande e velho parecia do tempo da idade da pedra.

Sentou-se numa cadeira enquanto a Sr.ª McNash punha algumas pedras de gelo num pano.

- Aqui tens.

- Obrigado. Desculpe se vim em má altura, acho que é melhor voltar outro dia – Brenna sorriu e deu-lhe uma palmada na mão, como era parecida com a sua mãe, era estranho não ter logo percebido isso mas já lá iam os anos em que vira Liah.

- Oh não sejas tolinha. Então o que queres fazer ao teu cabelo?

Dawn levou instintivamente as mãos ao cabelo.

- Como sabia…

- Querida vieste aqui por algum dos meus rapazes?

Abanou negativamente a cabeça.

- Ah não sei bem…

- Apesar de hoje ser domingo e eu não trabalhar aos domingos, hoje vou abrir uma excepção afinal não é todos os dias que a filha de uma grande amiga minha vem cá.

- Conhecia a minha mãe?
#46
oooohh soube a pouco!!! :Incredulo: E estava a ficar tao interessante!!

Curtinho, mas muito bem escrito!! Gostei bastante!! Tas cada vez melhor Clair Wink
Continua!!!!****
#47
Oooohh menina Clair??
Rapariga, nao me faças ir ler as tuas outras fanfics, porque senao vou-me trocar toda!!! Vejo-te a postar capitulos n'A Maldição de Navaeh e na tua mais recente fanfic "The Huntress", e tá-me a dar umas ganas de ir lá ler!!!

Pois, acho que é o que vou acabar por fazer, porque esta fanfic ainda deve ser grande, e nao vale a pena tar à espera do final... Realmente, nao sei do que tava à espera pa ler as outras fics... Bah, nao ligues, nao tenho andado boa da cabeça!!! :xd2:

(pois, pó caso de teres achado estranho, nao comentei as outras fics porque realmente ainda nem lá fui!! que mana mais destranbelhada que tu fost arranjar :vergonha: )

*Carillon dá traulitadas na cabeça pa ver se a põe no lugar
#48
Olá *Carillon*!
Td bem?
Epah tenho andado um pouco desleixada cm esta historia :/ Mas prometo q ainda esta semana vou postar um Capit novo.
E sim esta vai ser um pouco grande... E o final apesar de já estar pensado ainda pode mudar.
Acho mt bem q vás la dar uma olhadela e deixar a tua opiniao q tanto conta para mim e prometo q não te vais trocar e se isso acontecer eu ajudo-te Very Happy
Bju
#49
Capitulo 3 - Última parte



- Conhecia a minha mãe? – A surpresa espalhou-se pelo seu rosto.

- Sim fomos muito amigas. – Sorriu e levantou-se – Porque não te conto algumas histórias enquanto te arranjo o cabelo?

Dawn sentiu-se maravilhada afinal não se recordava da mãe a não ser através de fotos e a sua avó pouco falava acerca desta. Levantou-se e seguiu a Sr.ª McNash pelo corredor, reparou que esta coxeava um pouco talvez devido ao problema que a avó referira alguns tempos atrás, Dawn entrou na sala e ficou um pouco espantada afinal não estava a espera de ver um verdadeiro cabeleireiro.

A sala era iluminada por duas grandes janelas que deixavam o sol entrar, num canto havia um enorme e confortável sofá e em frente uma mesa onde haviam várias revistas expostas no canto ao posto havia uma cadeira onde um espelho alto e ao lado estava género de lavatório onde a Sr.ª McNash pediu a Dawn que se sentasse.

Enquanto falava acerca da sua infância passada com a sua mãe Dawn foi relaxando e esquecendo-se que estava ali para cortar o cabelo, a voz suave e maternal ia envolvendo-a numa atmosfera de velhas histórias. Riu-se de algumas aventuras de menina que Liah tivera e ficou surpresa por saber que o seu pai tinha sido o primeiro amor da mãe. Como seria sentir um amor assim? O seria saber do fundo do coração que ele era o amor da sua vida?

- Já esta minha querida.

- Já? – Dawn olhou para o espalho e espantada com o que via, os cabelos estavam agora mais curtos tocavam no seu ombro, todo escortanhado e com uma franja acompanhar e estava também ligeiramente mais claro. Ficou sem palavras.

- Então gostas?

Apenas foi capaz de abanar positivamente a cabeça e sorrir, um sorriso de puro deleite. Não gostava, adorava. Ficou a admirar durante uns bons minutos o corte, como mudar um pouco o corte a fazia sentir mais leve? Mais bonita? Não sabia mas também não se importava.

- Oh já me esquecia quanto devo?

A sobrancelha fina ergueu-se em sinal de desaprovação, Brenna sentiu-se insultada, afinal estava perante a filha da melhor amiga e não podia negar que estava orgulhosa do seu trabalho como também não negaria que estava contente pelo facto de vê-la sorrir.

A sua sogra havia-lhe contado como a pobre menina tinha estado doente, principio de depressão segundo o doutor mas pelo menos agora estava melhor, graças a Deus!

Talvez a menina apenas precisasse de amigos o que lhe deu uma pequena ideia.

- Não me deves nada. A única coisa que peço é que venhas cá mais vezes.

- Sim, claro.

Levantou-se e caminharam ambas para a porta da frente, no piso de cima ouvia-se Metálica a tocar, o que fez Brenna suspirar. Porque não podiam os filhos apreciar outro tipo de música?

Abriu a porta no exacto momento em que Mike e Shawn iam bater, sorriu para os dois amigos dos filhos e abriu um pouco mais a porta para entrarem e Dawn sair.

- Tu! – A cara de Mike era de puro choque ao vê-la ali enquanto Dawn sentia o seu estômago dar um nó.

- Vocês conhecem-se?

- Não Sr.ª McNash. Adeus. – Saiu disparada como se o próprio diabo fosse atrás dela, pegou na bicicleta e partiu. Com tanta gente para aparecer naquele instante tinha que os ver a eles? Oh só esperava que nada comentassem com a Sr.ª McNash porque queria mesmo muito voltar a vê-la e saber mais sobre a mãe. Talvez essa razão fosse um pouco egoísta porém ouvir aquelas histórias de alguma maneira faziam na sentir-se mais próxima da mãe, perdida em pensamentos continuou o seu caminho até casa.

Enquanto isso, os rapazes ficaram especados a porta vendo-a desvanecer no horizonte. Por todos os Santos quem era aquela miúda? Porque é que o seu coração acelerava apenas com um olhar? E porque haveria ele de querer desvendar o segredo daqueles olhos tão azuis como safiras? As perguntas rodopiavam na sua mente porém não conseguia obter nenhuma resposta.

Brenna McNash podia ser muita coisa mas não era parva nenhuma, talvez a sua ideia sempre viesse a dar resultado afinal o que era a vida sem um pouco de agitação?

- Entrem os meus filhos estão no quarto.

Ambos acenaram com a cabeça e subiram.
**
O manto negro da noite cobria o céu, as estrelas cintilavam, a lua redonda reflectia no mar calmo que acariciava lentamente a areia da praia.

As ruas estavam desertas porém os candeeiros com a sua luz artificial iluminavam os passeios e as casas, ao longe os ponteiros do relógio marcavam compassadamente uma da manhã.

Tudo repousava esperando o dia para voltarem aos seus afazeres para se concentrar nos seus pequenos e ocos mundinhos não importava o que faziam, se iam para o escritório, se iam limpar a casa ou fazer compras, se iam para a escola.

Quando mais tempo passava neste lado do véu mais se apercebia que não havia nada porque lutar, nada que odiar, nada que sentir a não ser o mais profundo vazio.

Sentou-se sobre o tumulo de alguém que agora ardia naquilo a que os mortais diziam ser o inferno por todos os pecados que cometeu na terra antes de morrer, não sentiu pena quando levou a sua alma nem quando ele implorou por uma ultima oportunidade ou se comoveu com as lágrimas afinal ele não tinha coração, não tinha sentimentos, ele não tinha nada para além de si próprio.

Ele sabia por experiência própria que a morte era algo que não se podia escapar quando chegava a nossa hora não valia de nada implorar ou chorar e os sentimentos apenas o impediram de cumprir a sua tarefa.

“ Quando? Como? Porquê?”

A aquela voz, aquelas questões não lhe saiam da cabeça por muito que tentasse não conseguia tira-la da sua mente, não conseguia apagar a tristeza que o invadia quando a vira chorar.

Como quisera limpa-las, como desejava dizer-lhe que tudo ficaria bem, como queria ardentemente tocar-lhe nem que fosse por um momento.

Um raio rasgou o ar e caiu numa árvore ali perto, o fogo consumia a madeira como um amante exigente, perigoso e ardente. Suspirou tinha que controlar os seus desejos afinal era uma mortal porém ele sempre a observar talvez fosse um masoquista mas como gostava de vê-la alegre e como magoava vê-la triste.

Fechou os olhos para parar de pensar nela porém agora que sabia que ela também podia vê-lo o seu coração, aquele que não devia sentir nada, que não devia bater, esse traidor sentia-se quente.

Olhou para o fogo e a imagem dela apareceu, repousava no seu leito tranquila ela sonhava então estendeu a mão como se fosse toca-la. Ele devia saber que jamais seria possível toca-la ou tê-la afinal como podia ela quer algo com o seu carrasco?

Observou-a durante mais alguns momentos até que gotas começaram a cair do céu e lentamente apagaram o fogo e a sua imagem começou a desvanecer.

Deixou que a chuva levasse todos os pensamentos com ela.
***

No seu quarto Dawn debatia-se com o sonho que acompanhava desde sempre.

Primeiro encontrava-se no cemitério onde os seus pais tinham sido enterrados, o tempo era agradável, sentiu as lágrimas e uma enorme tristeza dentro de si, já sabia que se olhasse para o lado o ia ver e assim aconteceu.

Como sempre ele estava sentado em cima de uma lápide, vestia um manto negro que apenas deixava ver a sua face, oh e que bela face era, a pele branca como o marfim, os olhos cinza, sim agora sabia que eram da cor da cinza ,e o cabelo prateado que dançava ao sabor da brisa.

Então já não tinha quatro anos mas sim quinze.

Estava perante a magnifica e assustadora porta de granito preto, com a sua imagens belas e mortais porém, ao contrário das vezes anteriores a porta não se abriu nem a puxou para dentro, desta vez, a imagem mudou e sentiu-se arrastada para outro lugar tão cheio de luz que ao principio a cegou.

Lentamente foi se habituando àquela claridade tão repentina e quando conseguiu abrir os olhos viu-se numa ampla sala com o tecto em abobadas. Na parede principal podia ver-se uma enorme lareira; nas outras enormes e finas tapeçarias penduradas. Percebeu que a luz que a cegara a pouco provinha de enormes castiçais que iluminavam o que era sem duvida um salão de baile da antiguidade clássica.

Foi então que, lentamente a música chegou até si. O som de flautas e aquilo que lhe pareceu ser uma viola mas muito mais pequena encheu o ar, servindo de pretexto para que o salão se enchesse de pessoas que dançavam e para que outras se espalhassem pelos quatro cantos do salão, falando e rindo.

Para sua surpresa viu-o tão nitidamente como sempre, mas naquele momento ele parecia mais humano do que alguma vez lhe parecera. A resposta era simples: naquele momento ele era humano, um homem que respirava, que sorria, que vivia. Não conseguiu resistir a tentação e aproximou-se dele mas para seu agrado e desalento ele não a via.

Reparou que o cabelo era loiro claro, com algumas madeixas de prateado, os olhos eram cinza mas de resto tudo era o mesmo, a sua pele era branca como marfim, o seu corpo alto e forte, o seu olhar duro e frio porém e para grande surpresa sua ao contrário de outras vezes os seus finos lábios sorriam num misto de prazer e gozo.

- Daray, para com isso!

“Daray?” Seria esse o seu nome? Sim só podia ser porque ele olhara para o homem ao seu lado e disse numa voz que parecia puro aço.

- Tens de aprender a ser aventureiro se não nunca encontras prazer em nada nesta vida.

- Aventureiro é uma coisa, louco é outra. Como podes pensar em seduzir a mulher de Lord York e na sua casa?

- Eu nada fiz – Sorriu, um riso trocista

- Não sei o que vai ser de ti mas nada de bom vira desse caso. Lembra-te de Onagah, ela não vai gostar de ser trocada.

- Primo preocupas-te de mais, que poderá fazer uma mulher? - “Primo?!” “Onagah?” cada palavra criava uma confusão ainda maior dentro da sua mente, respirou fundo e voltou a concentrar-se na conversa, porém apenas apanhando metade da resposta daquele a quem Daray chamara primo.

- ... nunca te esqueças disso.

- Não me esquecerei.

- Eu...

Parou de falar e olhava em frente como se algo tivesse captado a sua atenção.

Daray reparou nisso e olhou na mesma direcção do primo, porém quanto mais Dawn tentava ver o que se passava menos conseguia pois tinha demasiadas pessoas a frente.

- Tens bom gosto - Daray desta vez não sorria porém o rapaz ao seu lado não notou pois parecia ausente tal como o seu olhar. A curiosidade foi aumentando e Dawn voltou a tentar ver o que prendia a atenção dele e quando viu, apanhou outro choque.

Do outro lado do salão, estava uma rapariga de longos cabelos escuros e olhos azuis, era alta e a sua pele era branca como o ébano, vestia um belo vestido renascentista em tons pastel e se aquilo não fosse um sonho, acreditaria piamente que estava perante um antepassado seu ou melhor perante um outro “eu” de uma vida passada. Então ela ou melhor o seu outro “eu” olhou naquela direcção, o seu olhar ficou preso ao do jovem, a ligação que se criara naquele simples olhar era tão intensa que até um cego poderia sentir.

Acordou sub saltada e com o coração na boca, a tremer pegou no copo em cima da mesa cabeceira e bebeu um gole enquanto tentava aclamar as ideias.

“Daray” essa era a única coisa que ela se lembrava realmente disso e de ver uma rapariga igual a ela o que quereria dizer aquilo?

O som do despertador fez dar um pulo da cama, desligou-o e decidiu deixar aquilo para outra altura agora tinha que se preparar para ir para a escola.
#51
epah.... nem sei que te diga.....
Simplesmente AMEI :g12: !!!! A serio!! Conseguiste dar aqule toquezinho à história, encontras-te finalmente o ritmo e ambiente perfeitos :xd3: !! É este tipo de acção e narrativa que me delicia, e acho que devias apostar mais nele.

Adorei a parte em que descreves aquele carrasco e os seus sentimentos proibidos, gostei mesmo, estava excelente. E teres posto a seguir a Dawn a "sonhar" com o que ele realmente haveria sido fui uma ideia excelente, porque fizes-te com que simpatizasse com uma personagem que ate agora nao me tinha despertado a atenção :Embaracoso': .

A conversa entre ele o primo está fixe, nao sei porque, gosto! E a reviravolta final, Meu Deus Shocked !!! Brutal rapariga....

Pronto, nem sei k te diga! Espera, sei.... vai escrever mais!!!

BJjo enorme aqui da little sister Rolar ****

(tou a brincar rapariga, nao precsas de ir a correr escrever, okay?)
#52
Capitulo 4







Os dias sucederam-se dando lugar às semanas que se tornaram em meses que trouxeram a mudança da estação. As árvores outrora gloriosas, estavam agora despidas, o sol uma vaga memória, fora substituído pelas chuvas, a suave brisa vinda do oceano tornara-se num frio intenso. Assim era o Inverno na Escócia.

Novembro mal começara e já fazia um frio que congelava os ossos; as aulas já iam adiantadas, os primeiros exames já tinham sido feitos, amores e desamores tinham começado e acabado, guerras começado e terminado, algumas coisas haviam mudado aqui e ali, coisas importantes, coisas insignificantes…

O mundo estava em movimento e não parava por nada, ninguém parecia notar nada disso mas Dawn contemplava cada uma das mudanças que se davam, principalmente à sua volta.

A sua melhor amiga Mary arranjara duas amigas que pareciam segui-la para todo o lado, Myriam e Sarah ambas loiras, de olhos claros, constituição pequena e com uma queda para gozarem com tudo e todos aqueles que não se sentassem na sua mesa, no refeitório. Estavam no segundo ano da escola.

Tal como Aidan e os seus amigos, nessa mesma dita mesa, para Dawn o pior era ver Mary e Aidan durante uma hora aos beijos, abraços, conversas e longos olhares. Como naquele momento.

Talvez pior que vê-los era ser arrastada por Mary para essas situações que ela tentava fugir sempre que podia, refugiando-se na biblioteca. Porém, esse lugar deixou de ser seguro por outro motivo.

Esse motivo olhava para ela do outro lado do refeitório com os seus olhos azuis da cor do céu de Verão. Desviou o olhar e concentrou-se na sua comida apesar de ultimamente não ter apetite para nada.

A sua volta as conversas fluíam alegremente, Mary estava de mão dada a Aidan e falava com Myriam e Sarah acerca de um vestido que tinha visto num loja, Aidan e os amigos falavam sobre o jogo de futebol que iriam ter em breve.

Ela não pertencia ali.

Voltou a olhar para a mesa no outro lado do refeitório, onde dois rapazes ruivos, um loiro e outro moreno se sentavam falando sobre algum assunto.

Dawn já conhecia os seus nomes, os gémeos William e Edward McNash, Michael ou Mike McDougals e Shawn McTier pois quando voltara à escola perguntara causalmente se Mary sabia quem eles eram, Myriam e Sarah também estavam presentes e as três olharam para ela como se tivesse saído de um outro mundo qualquer.

- Os ruivos são os gémeos McNash, William e Edward. Estão no segundo ano, são os rapazes mais giros do seu ano a seguir ao Aidan, claro. São uns mulherengos não há quem os segure. – Mary começou a por batom por isso Myriam continuou apresentação.

- O rapaz de cabelos castanhos chama-se Shawn McTier esta no terceiro ano, não é muito falador mas tem aquele ar misterioso que te deixa com água na boca. O rapaz que esta ao seu lado é o Michael ou Mike também é do terceiro ano antes jogava na equipe de futebol mas depois deixou-a e é primo do gémeos. São o grupo de rapazes mais giro desta escola.

- A seguir ao Aidan. – Completou Mary – Porque perguntas?

- Curiosidade.

Fora a curiosidade que primeiro a levara a fazer aquela questão, afinal, tinha esbarrado pelo menos duas vezes com aquele grupo e uma dessas situações fora bastante comprometedora, não sabia se eles espalhariam boatos por aí mas até a data nada tinham dito ou feito.

Não, isso não era verdade, quando tinham E.F com a turma dos gémeos ambos a escolhiam constantemente para ser da sua equipe, o que até não era muito mau porque eles ora tinham uma piada ora uma história engraçada para contar, Mike tentara falar com ela por várias vezes nos corredores da escola mas Dawn conseguia quase sempre evitar isso porém tais acções deixavam-na confusa.

Levantou-se e deu uma desculpa qualquer, apesar de muito provavelmente ninguém dar pela sua falta e dirigiu-se para a biblioteca o seu ponto de abrigo.

Ultimamente era aí que Mike aparecia e tentava falar com ela ou então simplesmente ficava sentado ao seu lado. Apesar de dizer para ele a deixar em paz e ir-se embora, gostava de ter a sua presença por perto.

Entrou na biblioteca, num balcão de carvalho escuro a mexer num computador estava a bibliotecária, Dawn achava que ela era a imagem perfeita de bibliotecária. Devia ter uns trinta anos, os seus cabelos ruivos estavam presos num coque, usava uns óculos redondos na ponta do seu nariz recto e as suas roupas eram sempre muito sóbrias. Quando alguém fazia um pouco de barulho lá estava a Menina McBain a dizer para se fazer pouco barulho e apesar da sua severa expressão, Dawn gostava dela.

Várias mesas espalhavam-se aqui e ali. No centro as mesas eram compridas e enfeitadas com pequenos candeeiros que se acendiam quando a luz do sol não entrava pelas enormes janelas; num canto encontrava-se umas mesas com computadores para uso dos alunos e no fundo da sala, enormes estantes cheias de livros desde de Aristóteles, passando por Shakespeare acabando em William Wallace.

Sentou-se num mesa que ficava mesmo virada para uma das janelas, podia ver o céu cinzento e o vento que brincava com algumas folhas, retirou um livro que começara a ler acerca de sonhos.

Os seus sonhos começavam a inquietá-la, começava tudo sempre da mesma maneira. O funeral, a visão daquele ser, as portas de granizo preto mas ao contrário de anteriormente, agora o sonho mudava e via-se num salão de baile renascentista.

O que queria dizer aquilo? Estava ficar maluca? Só podia.

Como podia acreditar que aquele ser era verdadeiro? Como podia acreditar naqueles sonhos? Tantas questões e nenhuma resposta minimamente razoável.

Algo dentro de si dizia-lhe que era verdade por isso acreditava, por isso fizera aquela estúpida lista e aquele maldito corte que, como Mary tinha dito, não lhe favorecia nada.

Até agora não tinha completado nada do que se propusera, não tinha aproveitado o tempo que tinha e acima de tudo continuava a sofrer por Aidan.

Abriu o livro na página em que tinha ficado à procura de um sinal, algo que lhe indicasse uma resposta mas nada. Sempre tinha a oportunidade de voltar ao cemitério e falar com ele mas aquilo mexia com ela e nada tinha a ver com o facto de ele ser de um outro sítio mas mais por já ter sido do seu mundo.

Vivo. Humano. Perfeito.

Abanou a cabeça e concentrou-se no livro apesar de sentir que a sua face ardia.

- Hoje falas comigo? – Dawn deu um pulo da cadeira quando ouviu a voz ao seu ouvido, estava tão perdia nos seus pensamentos que não o vira chegar ou sentar-se a seu lado.

- Não. – Mas o rapaz não desistia? Nunca?

- Continuas a ler esse livro? Pergunto-me o que sonhas tu.

- Então continua a perguntar-te. – Não queria ser tão agressiva, ela não era assim mas ele aparecia do nada, falava com ela como se realmente quisesse falar com ela e parecia preocupado com ela.

Dawn sabia o que era aquele olhar, olhar de preocupação como se fosse desfalecer ou partir-se a qualquer momento. Uma rapariga já não podia ter um chilique sem que pensassem que fosse morrer?

O que até a certo ponto era irónico. Mas aquele olhar…

- Desculpa mas é pessoal.

- Hum... És daquelas que pensa que se contares os sonhos eles não se realizam?

- Não, Talvez. – Ou por pensar que ninguém acreditaria nela e podiam ir contar a sua avó que de certeza a levava para um hospício por isso preferia guardar para si.

- Na boa. – Olharam um para o outro e sorriram. – Gosto do corte. Fica-te bem.

Dawn levou instintivamente a mão ao cabelo e mordeu o lábio inferior. Ela também pensara isso e adorara o corte até a sua avó gostara apesar de ter mantido o castigo e adicionado mais um dia à sua pena por ter desobedecido e ter saído de casa mas ela aguentara porque realmente tinha adorado o corte e a Sr.ª McNash. No entanto quando Mary a vira dissera tantas coisas negativas, entre as quais que parecia um abajur e as outras tinham concordado.

Sentiu um dedo na ponta do seu nariz que a chamou a atenção.

- Pensas de mais. Então quando me vais dizer o teu nome?

- Não sabes?

- Sei mas queria ouvi-lo de ti tal como quero-te dizer o meu.

Ele existia mesmo? Quem é que sabendo o nome de uma pessoa ainda insistia em apresentar-se? Aquilo fê-la rir.

- Dawn.

- Prazer. – Esticou a sua mão e ela apertou-a enquanto ele dizia o seu nome. – Mike. O que fazias no cemitério?

Por aquela ela não esperava, tirou a mão da mão dele e voltou a dar atenção ao livro mas a verdade era que ela estava curiosa para saber o que fazia ele naquele lugar.

- E tu?

- Perguntei primeiro.

- E eu perguntei a seguir e então?

Os segundos passaram a minutos e o silêncio continuou, nenhum deles queria dar o braço a torcer e contar o que os levara aquele sítio numa longínqua noite de Setembro. Dawn levantou-se e arrumou o livro na mala enquanto ele ficava a olhar para a janela perdido nos seus pensamentos.

Quando se voltou, reparou que numa mesa ali perto, Shawn observava com os seus olhos de um castanho dourado que como Myriam dissera, estavam repletos de mistérios. Fazia-nos pensar em perdermo-nos neles. Não que Dawn quisesse tal coisa.

Percorreu silenciosamente a biblioteca até que ouviu o seu nome. Virou a cabeça, viu Mike levantado a sorrir, enquanto a Menina McBain mandava-o fazer pouco barulho mas ele não lhe deu atenção nenhuma e gritou.

- É segredo.

Com a sua mão no puxador, ela podia ouvir os sussurros das pessoas que ali estavam e quando se voltou viu que McBain gesticulava muito enquanto falava muito rapidamente e muito baixo com ele. Mike apenas olhava para ela como se não estivesse realmente arrependido. Dawn não sabia muito bem o que a levou a fazer o que fez, não sabia se tinha sido por a insistência dele em falar com ela, se pela presença dele ser algo que ela gostava de ter, se por ele estar a fazer aquela cara de menino que não faz mal a uma mosca ou simplesmente para comprovar que estava realmente e estupidamente louca.

- É um segredo também. – Gritou o que lhe valeu os olhares de todos o que ali se encontravam, olhares confusos, um olhar recriminatório por parte de bibliotecária e um olhar primeiro de espanto de Mike e depois de compreensão, como se ele soubesse que havia segredos que não são para ser contados. Ambos sorriam um para o outro e ela saiu da biblioteca mesmo a tempo de chegar a sua aula de Inglês.

#53
PObre Dawn... Sad Aquela MAry é realmente irritante e má amiga! BAh...Mad
Aposto que vem ai confusao... Quero mais! E porque que O mike anda sempre atras dela??

Escreve mais!cheers

As tuas descrições estao espectaculares, axo k ja te tinha dito isto, pareçe que estou mesmo lá!study

Continua!Surprised.o:
**KitTty** Apenas Um SoNhO - FanFic Capitulo IX - Parte I ja postado a 16/08/2009
#54
Capitulo 4 - Continuação







O último toque ecoou por toda escola. Finalmente as aulas acabavam e o fim de semana estava ali, para os alunos da Escola Madras College; era como se aquele toque significasse o som da doce liberdade, o fim das cansativas aulas, dos professores e do uniforme. Aquele toque significava o retorno a eles próprios e a sua vida fora dali. No entanto, para Dawn era apenas mais dois dias que ela esperava que passassem vagarosamente para não ter que estar rodeada daquelas pessoas que nada lhe diziam e também arranjar maneira de não ver Mary e Aidan juntos. Para Dawn aquele toque representava à sua maneira o som da liberdade. Perdida em pensamentos nem reparou que Mary estava ao seu lado até que esta puxou uma madeixa de cabelo.

- Oh Dawn desculpa mas hoje não vou contigo para casa. – Não parecia muito arrependida, perecia mais excitada.

- Porquê?

- Bem a Myriam convidou-me para ir a casa dela... E o irmão dela vai lá estar.

- Irmão da Myriam? – Ela tinha um irmão?! Desde quando?!

- Sim. Ele está a estudar numa Universidade em Estocolmo. Oh ele é lindo de morrer e eu acho que ele gosta de mim.

- Gosta?

- Sim. Não é maravilhoso? Vou dormir hoje a casa dela até podemos ter algo, sabes a meio da noite ele vem ter comigo e depois...

“ O quê?!”

- E o Aidan?

- O que tem?

- O que pensa ele sobre o assunto?

- Oh és tão ingénua. Ele não sabe nada, porque haveria de dizer algo? O irmão dela só vai ficar para o fim-de-semana. E tu não lhe vais contar pois não? Promete-me?

Mary parecia um cãozinho, os seus olhos azuis pareciam suplicantes, como era possível negar algo quando ela fazia aquele olhar? Ela sabia disso mas mesmo assim suspirou e concordou.

- És a melhor amiga de sempre. Ah é verdade disse aos meus pais que ia ficar em tua casa hoje, eles não gostam muito da Myriam… Vai-se lá saber porque. Adeus.

Dawn ficou ali a vê-la ir com Myriam e Sarah, pois parecia que iam ter uma festa de pijama e ela não tinha sido convidada, encolheu os ombros, pegou na sua bicicleta e pedalou até casa.

**



Subiu as escadas rapidamente e despiu o uniforme, vestiu umas calças velhas de ganga e uma camisola, atou o cabelo e começou a fazer os trabalhos de casa.

A sua avó só voltaria por volta da hora do jantar, visto que tinha uma visita no cabeleireiro.

Começou por álgebra e quando estava a acabar de fazer o trabalho de Inglês o telefone toucou, correu escada abaixo e atendeu.

- Estou sim?

- Olá Dawn! Estás boa?

“Aidan? O que se passava?”

- Olá. Sim e tu?

- Também. Hoje desapareces-te à hora de almoço, passa-se algo?

- Não apenas precisei de ir a biblioteca. - Não conseguiu evitar sorrir, ele notara a falta dela a hora de almoço.

- Ainda bem. Gostava de saber se podes passar pelo pub, queria falar contigo. Pode ser?

- Sim, penso que sim.

- Boa! Vemo-nos lá daqui a vinte minutos ok? Adeus.

Desligou antes que pudesse responder. Vinte minutos?! Oh meu deus não tinha muito tempo! Subiu apressadamente as escadas tirou a camisola e procurou no seu armário uma que fosse quente e ao mesmo tempo que lhe ficasse bem, apenas encontrou uma t-shirt branca, vestiu-a, soltou o cabelo e calçou os sapatos. Pegou no casaco e quando estava fechar a porta a sua avó apareceu.

- Onde vais?

- ah..ah ... A Mary pediu-me para ir a casa dela para ajuda-la com o trabalho de Inglês.

- Esta bem mas não te quero fora muito tempo.

- Não demoro muito, prometo.

Olhou para o relógio só tinha dez minutos para chegar por isso começou andar, não ia levar a bicicleta pois parecia demasiado piroso, por isso preferiu andar.

Nunca tinha ido ao pub apesar de Mary e Aidan irem lá muitas vezes e a convidarem, ela arranjava maneiras de não ir afinal já chegava ter que os ver juntos na escola e não poder dizer aquilo que sentia dentro de si.

Aquela era a sua oportunidade, Mary não estava presente ou qualquer amigo dele. Sim, iria aproveitar esta oportunidade.

Ele ligara para ela, ele queria vê-la. Aquilo era um sinal.

A única coisa que tinha que fazer era sentar-se e dizer tudo o que sentia, seria fácil?

Então porque sentia a urgência em fugir dali?

Deveria ter ensaiado algo?

Não. Não tinha tempo para aquilo ou para procurar respostas para as inúmeras perguntas que se amontoavam no interior da sua mente.

Chegou a porta do pub, respirou fundo e entrou. Quando a porta se abriu foi sugada para o ambiente descontraído e desconhecido para si. Era um lugar asseado, o chão de madeira estava a brilhante, o balcão comprido e castanho que se situava na parte esquerda estava lotado, as mesas que se dispunham pelo resto do recinto estavam cheias de grupos, pessoas da sua escola, pessoas que tinham saído do trabalho. Procurou-o até que o encontrou numa mesa perto de um pequeno palco, onde um grupo actuava, a música ecoava por todo o pub através de várias colunas estrategicamente colocadas dirigiu-se para lá. Quando se abeirou da mesa respirou fundo mais uma vez e sentou-se enquanto ele sorria para ela.

- Olá Aidan!

- Olá Dawn! – O seu sorriso era sincero e os seus olhos brilhavam, que os santos a ajudassem.

- Tudo bem? Nunca antes tinha vindo aqui.

- Sim e contigo? É um lugar engraçado, a banda é bastante boa e é destes lados.

- Sim parece boa.

- Que queres beber que eu vou buscar.

- Oh eu não sei…

Ele voltou a sorrir.

- Eu trago para os dois.

Sorriu e foi em direcção ao bar pedir as bebidas.

“Que raio de conversa foi aquela? Ela não tinha decidido logo confessar e esperar uma reacção? Não havia tempo para bebidas!”

Parou aqueles pensamentos; as coisas teriam de ser levadas com calma ou então nunca confessaria o que sentia. Olhou em direcção ao bar e viu. Ele era lindo. O seu estômago parecia que se torcia todo dentro de si.

Seria que aquilo significava que estava apaixonada? Ou sentia-se nervosa porque se sentia culpada afinal Aidan namorava com Mary que era sua amiga por isso...

Seria aquilo correcto?!

Abanou a cabeça, ela tinha que lhe dizer.

Desviou o seu olhar pela sala, era pequena mas acolhedora, mas não teve tempo para pensar em mais nada porque ali no meio daquelas pessoas todas o seu olhar ficou fixo no olhar que ela conhecia muito bem, dos seus sonhos, das suas visões e agora ali na sua realidade.

O coração ficou acelerado como se quisesse sair do peito e sentiu que as faces ficavam vermelhas devido ao intenso olhar, vazio sem vida porém capaz de fazer suspirar, fazer sonhar em mergulhar nele e desvendar o porque daquele intenso vazio, tentar fazer com que voltassem a vida, tocar naquele rosto perfeito, passar a mão por aqueles cabelos desalinhados, tentar com que aquela boca sorrisse e talvez, só talvez, experimentar beija-lo...

Desviou o olhar. O que se passava com ela? Porque haveria de imaginar beijá-lo? A ele que não era mais que o seu carrasco? Ele que poderia ser apenas uma alucinação... Não! Nem pensar! Jamais iria, fosse ou não produto da sua muito imaginativa mente, beijar fosse quem fosse, ela queria, não ela era loucamente apaixonada por Aidan desde que era o vira, não que ele gostasse dela mas ... Ela não sabia disso com certeza, por isso tinha que se confessar.

Voltou a erguer o olhar para o sitio onde ele estava, daquela vez foi como se tudo a sua volta tivesse parado, como se as conversas tivessem cessado, como se as pessoas estivessem paradas no tempo e apenas eles estivessem ali, naquele lugar.

Então antes que desse por isso ele estava a seu lado, suavemente tocou-lhe na face com as suas frias mãos e sussurrou.

- És minha.

Quando olhou para o seu lado ele já tinha desaparecido e tudo voltara ao normal como se aquele acontecimento, aquela interrupção do tempo não tivesse nunca tido lugar.

Aidan chegou com as bebidas e sentou-se.

- Aqui esta! Está tudo bem?

- Sim porquê? – Agarrou na sua bebida e bebeu um pequeno golo, a frescura sobe-lhe bem na garganta que estava seca.

- Estás um pouco pálida. – Então e sem que ela se apercebesse, ele toco-lhe muito levemente com os dedos na sua face, muito suavemente retirou-lhe um fio de cabelo que lhe caíra para a cara e pôs atrás da orelha, ela olhou nos olhos. – Ainda bem. Sabes porque te pedi para vir?

- Não. Eu gostava de te dizer que eu... – Antes que pudesse acabar de falar ele pôs um dedo nos seus lábios como para silencia-la e recostou-se para trás.

- Antes de dizeres alguma coisa deixa-me falar esta bem?

- Sim. – Aquilo era bom, ela não sentia muito bem, a coragem que era pouco a momentos atrás agora era nula. Teria mesmo visto Daray? Ou não seria tudo uma mera ilusão? Ela sabia que não! Ela sentira aquela suave carícia mas porque teria ele aparecido ali? Porque teria dito aquela frase? E porque raio uma frase simples tinha mexido tanto com ela? Não podia deixar-se levar afinal ele seria aquele que em breve a levaria para aquele tenebroso lugar. Tentou concentrar-se no que Aidan dizia porém parecia impossível quanto mais tentava menos conseguia-se concentrar até que ele disse algo que captou a sua atenção.

- Mary também acha que ...

- A Mary?

Ele sorriu.

- A Mary bem me disse que de vezes enquanto pareces abstrair-te deste mundo. O que eu estava a dizer em resumo é que me sinto um pouco desconfortável por estar a fazer isto mas é que o meu amigo Ducan ele realmente parece gostar de ti e pediu-me para saber se aceitavas sair com ele. Que achas? Afinal não tens namorado e fazia-te falta um.

Parva seria a palavra que Dawn utilizaria para se caracterizar naquele momento, uma enorme parva. Como fora capaz de pensar que ele estaria ali para confessar que gostava dela! Que queria ser seu namorado e não de Mary! E porque é que aquilo no fundo não a surpreendia tanto? Mas mesmo assim sentia-se magoada por pensarem que ela precisava de um namorado, por pensarem que era preciso arranjarem-lhe um namorado.

- Não em parece. Desculpa tenho que ir.

Levantou-se antes que ele disse mais alguma coisa, saiu tão apressadamente que quando abriu a porta nem reparou que esta dava na cara de uma pessoa e que nem que essa pessoa chamava por ela.

Apenas correu desesperadamente tentando conter as lágrimas, ela sabia que chorar era inútil que não lhe levaria a lugar algum mas mesmo assim elas insistiam em cair como se fosse uma torneira que tivesse estragada.

Correu sem direcção ao isso pensava ela até que chegou ao enorme portão de ferro do cemitério, olhou para além das tumbas e entrou, caminhou calmamente por entre elas até que chegou ao jazigo onde um dia não muito longe deste o viu pela primeira vez em carne e osso.

Entrou.

#55
*me entra
*me olha em volta
*me vê uma cartinha amarela a brilhar na sala das fanfics
*me vê uma cartinha amarela a piscar no topico da fanfic da maninha Clair
*me rebola até lá
*me colapsa da cadeira ao perceber que dois novos capítulos foram adicionados à fanfic da Clairzita mesmo debaixo das minhas barbas!!!!
*me recompõe-se!! Vá rapariga, santa paciência, deixa de ser esgroviada!!!!!

*me deixa um comment ridículo à maninha para lhe garantir que a sua mais fiel leitora vai agora mesmo ler os seus dois deliciosos capitulos
*me abstém-se do mundo louco em volta e enterra-se por completo na história........e vai alimentando a curiosidade.........................

*me promete voltar pa commentar, sim?
#56
* Mim entra Lê o comentario da *Carillon* e partesse a rir... Recomponho-me e vou a correr a ti e dou-te um gande abraço*

Olá Manita Very Happy
Tudo bem?
Espero bem q venhas aqi deixar o teu apreçer pq eu dou mt importancia as tuas opinioes Smile
Espero q tenhas gostado destes dois Capitulos mas só pq é para ti vou postar mais um :Matreiro: ...
Fico a espera de opinioes e sugestoes!



Capitulo 4 -última parte




Entrou.

Tudo estava na mesma como quando entrou ali naquela amena noite de Setembro, o espaço continuava asseado, pelas pequenas janelas entrava a luz do entardecer porém ele não estava ali. Deixou-se cair no chão de mármore, juntou as pernas e encostou a cabeça aos seus joelhos.

O que estava ali a fazer? Era o único pensamento que ecoava pela sua mente naquele momento. Sentia um peso no peito, e uma dor nas têmporas pelo esforço que fazia por não chorar, será que sempre fora uma chorona? Não se lembrava de chorar tanto ou de se sentir tão perdida, tão só, como se fosse a única pessoa viva no mundo.

- Dawn – Não foi mais que uma palavra trazida pelo vento que chegou até ela como se viesse de muito longe. Ergueu a sua cabeça e viu-o tão nítido como há poucos minutos. Levantou-se de um salto, os olhos azuis como pedras preciosas encontraram o cinzento fumo daqueles olhos, foi como se tudo o que estava dentro dela, aqueles sentimentos negativos e pensamentos racionais desaparecessem apenas restavam eles os dois.

Dawn foi a primeira a desviar os olhos, reparou que ele não envergava a sua habitual capa, trazia antes umas calças pretas e uma camisa branca, uma vestimenta mais parecida com a de um pirata do século XVI , pôde ver com era musculado, como era alto e como a sua pele reluzia.

Começou andar de um lado para o outro, enquanto pensava que devia estar a perder o juízo; afinal, estava a regalar um ser quem nem era suposto existir e para cúmulo tinha tido aquela conversa com Aidan. Só a mera recordação daquele momento fazia com que quisesse desaparecer. Talvez por isso começou a balbuciar e agitar os seus braços.

-Eu penso que sempre fui uma boa pessoa...Penso que nunca fiz nada de mal na vida...Sou uma boa aluna, ou acho que sou, eu amo a minha família apesar de ser só eu e a minha avó mas... Eu sou uma boa amiga e nunca...Eu jamais senti este sentimento por alguém e...Ela devia ser minha amiga ela sabia que eu sentia por ele! Mas não se importou e agora neste momento ela está com outro e ele tenta arranjar-me um namoro com um amigo?! Eu sou capaz de arranjar um namorado, se quisesse.E como se isto não bastasse tu...Sou tua?!

- Dawn...

A sua voz era suave, nada tinha a ver com a primeira vez em que tinham falado ou se visto. Ele não estava distante, frio, vazio; apenas desconcertado como se não esperasse aquela enchente de palavras sem sentido. Mas que culpa tinha ela, de ele ser o único que naquele momento a podia compreender?

-Eu não... – As palavras morreram na sua boca e as lágrimas ganharam a dura batalha que travar para não as derramar, pelo menos não ali, perante ele. -Como é possível alguém que habita os meus sonhos ser real? Com pode esta ilusão, alucinação, este delírio ser real?

Num ápice estava junto a ela e por momentos travou uma contenda interna entre a razão e a emoção, ele não devia importar-se, ele não devia sentir aquela urgência mas sentia e por isso deixou-se levar. Num toque muito carinhoso ele limpou as lágrimas que lhe escorriam pela face, vê-la assim dilacerava-lhe o coração que ele julgava já não possuir.

Ela olhou-o nos olhos, repletos de questões mas apenas perguntou numa voz embriagada pela emoção.

- Como é morrer?

- É como viver na mais tenebrosa escuridão.

- Sentes-te só?

- Já não.

Ela olhava para os seus olhos tão vazios, tão desolados e sentiu que nas profundezas do seu ser algo mudava lentamente, algo que ela desconhecia ganhava vida vigorosamente. Não se sentia temerosa pois quanto mais se perdia naqueles olhos mais sentia uma necessidade de os fazer ganhar vida.

O silêncio instalou-se calmamente entre eles; não desconfortável ou esmagador, antes um silêncio de aceitação, de reconhecimento. O pio da coruja que ao longe ecoou na noite despertou Dawn daquele devaneio em que se encontrava e fê-la afastar-se dele, do toque da sua mão e do poder hipnotizaste do seu olhar.

Saiu a correr dali mais confusa do que chegara.

Enquanto isso ele ficou ali, a vê-la partir mas com uma certeza dentro de si.

Ela pertencia-lhe.
#57
oh minha talentosa Clair!!!!!!

Gostei tanto, tanto, mas tantooooooooooooo!!!!!!!!!!!!! Clair, mas que coisa mais bonita!! Oh rapariga, e eu que até estava assim meio tristonha e rabugenta quando a comecei a ler, olha... aqueceu-me o coração e acalmou este bichinho de irritação dentro de mim!! :Embaracoso':

A sério, nao sei que se passou maninha, mas a tua escrita melhorou incrivelmente!!! Descriçoes, enrredo da história, os acontecimentos e, Meu Deus, os detalhes :Chocado: :Chocado: !!! Os pormenores pah, tao simples mas que enriqueceram a história de uma forma tao bela!! Epah, eu estava lá, ao lado da Dawn, o tempo todo!! :xd3:

E soube-me tao bem estes 3 capítulos tao lindos!! Li-os lentamente, e fui saboreando cada bocadinho!! É isso mesmo: a tua história ganhou um toque de doçura e de tristeza muito bonito!!

Olha, nem sei que te diga: AMEI, e agora é que fiquei loucamente apaixonada pela tua fic!!

Por favor, quando puderes, posta mais, sim??? :xd2:
#58
Capitulo 5




Sentada a janela Dawn observava a chuva a cair do céu cinzento, lá fora, o vento fustigava furioso os ramos das árvores, as folhas do chão e trazia consigo o som do mar enfurecido e revolto.

Era assim que ela se sentia; um misto de emoções contraditórias, sentia-se perdida, sem rumo e não conseguia falar com ninguém porque não havia ninguém que a compreendesse realmente.

Mordeu o lábio inferior ao recordar-se dele. Ele sabia o que sentia ou pelo menos sabia uma parte, aquela parte obscura que parecia consumir cada pedaço do seu ser, aquela escuridão que era um reflexo da sua insegurança, do seu medo.

Sentia insegurança quanto ao futuro e medo do que este poderia trazer, a única certeza era que o tempo passava e ela nada fazia para mudar, fizera uma lista no calor do momento pensando ser capaz de conseguir mudar algo mas a verdade era que por mais curto que o seu cabelo tivesse ou por mais mudança de vestuário que efectuasse era tudo exterior, o seu interior continuava o mesmo.

Continuava amiga de Mary, continuava a sentar-se ao pé dela e do seu namorado, continuava alimentar fantasias acerca dele também, fugia de novas amizades… Porém talvez algo tivesse mudado.

Já não alimentava fantasias acerca de Aidan, aliás, desde aquele dia há duas semanas atrás que realmente não se importava com isso porque no meio das suas divagações tinha visto a realidade. O sentimento que sentia por ele não era mais do que uma ilusão por uma pessoa que criara na sua mente.

Ela começar a observa-lo, começara a tentar conhece-lo melhor e tinha visto que eles nada tinham em comum, percebera que não se importava com ele; o que realmente importava era a traição, a faca nas costas que ela lhe dera apesar de saber agora isso não conseguia cortar os laços que a prendiam a Mary.

Sim o exterior podia mudar mas o interior não mudava, pelo menos não tão facilmente.

O despertador tocou, levantou-se e desligou-o e metodicamente vestiu-se e colocou os livros na mala, desceu as escadas e tomou o pequeno-almoço, trocou algumas palavras com a sua avó e saiu de casa a caminho da escola. Preferiu ir a pé, assim demorava mais tempo.

Perdeu-se nos seus pensamentos enquanto caminhava, afastara-se por completo do cemitério e deixara de o ver, mas todas as noites ele invadia sem permissão os seus sonhos e as suas já confusas emoções tornavam-se caóticas.

Estava agradecida por ter compreendido o que sentia por Aidan, apenas uma paixoneta que podia ter sido algo mais mas não foi; talvez não estivesse destinado a ser assim mas o que sentiria por Daray? Daray, escuridão. Tinha investigado o seu significado e também pistas sobre ele mas não descobrira nada. Não que isso importasse ou pelo menos era isso que dizia a si mesma.

A escola ainda estava meio deserta, olhou para o relógio do pulso, faltavam vinte minutos para tocar, os alunos só começavam a chegar dali a dez minutos por isso calmamente foi até ao seu cacifo e tirou de lá um livro enquanto guardava outro.

Ela parecia-lhe mais magra, mais exausta, mais pálida, parecia doente e um arrepio percorreu-lhe a espinha, lembrou-se de outra pessoa que também ficara assim e que ele nada fizera para ajudar por estar demasiado concentrado em si mesmo.

- Bom dia Dawn. – Sorriu quando a viu dar um pulo e os seus olhos azuis olhavam para ele como se só agora se apercebesse da existência de outro ser naquele lugar.

- Bom dia Mike.

- Oh lembras-te de mim que bom.

- Porque não haveria de lembrar?

- Bem é que ultimamente pareces muito distante. – Ela ergueu a sobrancelha, tomou isso como incentivo para continuar. – Tenho observado, não pareces muito interessada nas tuas amigas e nem parece que reparas muito num rapaz de cabelos loiros que esta sempre a tentar falar contigo.

- Ducan

- Ah então é assim que se chama. Não gostas dele?

- Não.

- Talvez prefiras o ruivo?

- Não.

Parecia horrorizada com a insinuação, talvez agora não gostasse mas como ele próprio dissera, à muito que a observava e via que antes o olhava com bastante atenção como se ele fosse o sol que ilumina tudo em redor, parecia enfeitiçada mas ainda bem que acordara para a realidade, se não, ele teria que o fazer por ela.

Olhou-a mais atentamente, tinha olheiras tão profundas que marcavam a sua delicada pele, isso voltou-o a relembrar de outra pessoa.

- Estas doente?

Ela suspirou.

- Não.

Pegou numa madeixa de cabelo e meteu-o atrás da sua orelha, ela sorriu. Um fraco sorriso mas mesmo assim um, apertava-lhe o coração olhar assim para ela e vê-la tão desfeita, tão perdida.

- Se quiseres podes falar comigo.

Ela abriu a boca para falar, para desabafar, não importava se ele era um estranho, se ela não sabia nada sobre ele ou vice-versa, não importava se ele era um rapaz, não importava se ele pensasse que tinha perdido o juízo ou que fosse espalhar pela escola que ela era maluca, naquele instante isso não importava só a infinita necessidade de falar com alguém.

Então viu Mary e as amigas, reparou com elas a olhavam interrogativas e um pouco espantadas e viu também o brilho de algo mais que àquela distância não sabia identificar mas achou melhor partir, murmurou uma desculpa e foi ter com elas.

- Bom dia Dawn. – Disseram em uníssono e depois deram um riso como se aquilo fosse uma piada entre elas. Ela sorriu e começou andar pensando que estaria safa quando elas começaram a falar da festa da escola.

- Então vais com o Mike, Dawn?

- Han?

Mary entrelaçou o seu braço no de Dawn enquanto Myriam fazia o mesmo no outro braço e Sarah pôs-se a sua frente.

- Então vais com o Mike?

- Eu não...

- Óptimo. – Disse Sarah enquanto sorria maliciosa – É que ele é meu.

- Sim e as amigas não roubam os namorados das amigas, certo Mary? – Myriam falou com uma voz demasiado doce.

- Sim. Vai antes com o Ducan ele é adequado a ti. Bem vamos para as aulas?

Deixaram-na ali no meio do corredor enquanto iam segredando e rindo.
**



Quando a hora de almoço chegou optou por se refugiar na biblioteca, entrou silenciosamente afinal a Menina McBain ainda se ressentia da gritaria do outro dia, era realmente a imagem viva de uma bibliotecária.

Sentou-se numa cadeira enquanto mirava o céu através de uma das janelas da sala, o tempo continuava o mesmo, chuva caia e o vento continuava forte.

Ouviu o arrastar de uma cadeira, olhou para o seu lado e viu que Mike se sentava ao seu lado e trazia um pacote na mão.

- Toma, devias comer.

Ela pegou no saco e abriu lá dentro estava uma sandes, voltou a fecha-lo não sentia fome alguma por isso passou-lhe o saco porém este não o aceitou.

- Come.

- Estamos na biblioteca.

- Então vamos para a rua.

- Não. – Ele ficou a olhar para ela sem saber o que dizer, Dawn sentia que toda a sua cara começava a ficar vermelha, não queria ir lá para fora, não queria ter que explicar o que estava a fazer com Mike e não queria comer. Só queria ser deixada sozinha. – Por favor vai-te embora.

Cruzou os braços sobre a mesa e deitou a sua cabeça neles, fechou os olhos para a realidade que a rodeava, talvez nos seus sonhos mesmo naqueles que ela não conseguia controlar se sentisse mais segura.

Ele fitou-a longamente, podia não ter ouvido noutra altura, podia ter saído noutra altura, podia simplesmente esquecer como outrora fizera mas não agora, docemente passou a sua mão pelos cabelos dela, ficaram assim aquilo que pareceu um longo tempo até que ela olhou para ele.

-Namoras com a Sarah? – Por aquela ele não esperava, tentou acalmar aquele sentimento de raiva que borbulhava dentro dele quando aquele nome vinha a uma conversa ou até mesmo quando a via.

- Não.

- Ela afirmou que sim.

- Ela tem uma mente bastante activa.

Dawn levantou a cabeça e voltou a fitar o vazio a sua frente, se ele pensava isso de Sarah o que diria sobre ela?

- Conta-me. – Não foi mais que um sussurro mas Dawn percebeu a preocupação na sua voz.

- Porquê? Porque queres saber tanto sobre mim?

Ele agarrou nas suas mãos, o gesto fez com que ela o olhasse.

- Recordas-me alguém , por favor deixa-me ajudar-te.

O pedido era genuíno podia ver através dos seus olhos e sentir na sua voz, era pura emoção aquilo que ela via nele por isso ou talvez porque precisasses, ela abraçou-o.

Ficaram assim durante vários minutos até que uma voz os tirou daquele momento.

- Mike?!

Separaram-se rapidamente pelo o canto do olhou ela viu Shawn, o seu uniforme estava todo desarrumado como ele sempre usava, o cabelo castanho desalinhado pelo vento, o nariz recto, os maxilares sempre serrados davam-lhe um ar selvagem mas os seus olhos, aqueles olhos castanhos dourados suavizavam toda a sua postura.

Dawn sentia apreensão quando estava ao pé dele.

Levantou-se rapidamente, pegou no saco e antes de partir Mike segurou-lhe na mão.

- No sábado a minha mãe organizou uma pequena festa devido aos meus anos, se quiseres aparece por lá.

Dawn tentou sorrir mas sentia o olhar penetrante de Shawn nas suas costas, olhando de relance percebeu que ele esperava que ela negasse o convite e era o que ela devia fazer, o que ela queria fazer mas ao voltar o seu olhar para o do Mike, suplicante perdeu a pouca razão que ainda restava.

- Sim apareço.

Saiu desesperada da biblioteca, não sabia porquê mas aquele rapaz metia-lhe mais medo do que Daray, e ele era a morte em pessoa. Talvez devesse desmarcar mas achava que tinha, de uma maneira muito peculiar, ganho um amigo e estava na sua lista fazer amigos.

Pela primeira vez em dias ou semanas ela sorriu de puro deleite.
#59
Oláaa Very Happy
Antes de mais qeria só pedir desculpa pelo duplo post mas tem q ser LOl
E qeria agradecer a todos aqueles q tem me apoiado e deixado opinioes Smile
Espero q gostem deste capitulo!

Capitulo 5 - Continuação




O cinzento cobria o céu, vindo do mar o nevoeiro cobria tudo à sua passagem, o frio vinha com este mas pelo menos não chovia, esse era o único pensamento positivo que Dawn conseguia encontrar para aquele dia.

Penteava os cabelos enquanto se olhava ao espelho, será que aquelas calças de ganga e aquela camisola de lã vermelha ficavam bem? Não parecia muito provocadora? Devia apanhar os cabelos? Respirou fundo. Não devia ter aceite o convite, aliás devia desmarcar tudo e ficar em casa mas por alguma razão que estava além da razão queria ir, por isso pousou o pente e pegou na sua bolsa.

Desceu as escadas, viu que a sua avó estava na sala a ler Jane Austen.

- Avó vou indo.

Amanda O’Conner assentou o livro no colo e olhou para a sua neta, viu as olheiras que ela tinha, o brilho dos olhos e o sorriso fácil pareciam ter desaparecido e a magreza em que se encontrava era uma preocupação para ela mas Dawn não falava, guardava tudo para si e quanto mais insistia mais ela se fechava.

Já mal falava com Mary e pouco tempo passavam juntas o que para Amanda parecia muito estranho pois desde do nascimento de ambas que sempre andavam juntas, demasiado por influência dela e dos pais de Mary mas pensava que isso há muito tinha sido deixado para trás porém não ia levantar o assunto naquele momento afinal pela primeira vez em algum tempo Dawn iria sair.

Apesar de ser a festa de anos de um rapaz, que Amanda não conhecia mas a filha e os netos de Maeve iriam lá estar por isso sentia-se mais segura. Sorriu.

- Não venhas tarde e diverte-te.

- Sim avó. Adeus.

Saiu de casa e percorreu as ruas de St Andrews, Mike vivia afastado do centro da vila, demorou uns bons trinta minutos até que chegou a casa de estilo rural, as paredes pintadas de branco, as janelas em tons de castanho escuro, na porta estavam dois vasos com plantas que Dawn não sobe identificar, uma cerca feita de arbustos para separar da casa do vizinho.

Tocou à campainha e minutos depois a porta abriu-se. Dawn olhou para baixo e viu um rapaz pequeno de olhos grandes azuis e cabelo loiro, a roupa estava cheia de matérias não identificadas, tal como as pequenas mãos; sorriu e foi compensada com um sorriso desprovido de alguns dentes e duas encantadoras covinhas.

- Blair quantas vezes já disse para não abrires a porta a desconhecidos? – Uma voz suave e muito feminina soou por trás do menino que se virou, escondendo as mãos atrás das costas e baixando a cabeça em sinal de arrependimento.

Olhou para cima e viu uma mulher lindíssima. Os cabelos eram uma mistura entre o loiro e ruivo, era alta e esguia, a sua pele era aquilo que muitos chamariam de ébano e vestia umas calças de linho brancas e uma blusa verde para realçar os seus olhos.

Que naquele momento se fixavam nela de uma forma intensa.

Foram tiradas daquele constrangedor silêncio por Mike.

- Dawn chegas-te. Entra.

O menino correu ao encontro de Mike que pegou nele ao colo enquanto ela entrava e fechava a porta e quando se voltou, a senhora já tinha recuperado a compostura .

- Mãe esta é a Dawn, Dawn esta é a minha mãe e o meu irmão Blair.

- Prazer. – Foi um sussurro que pareceu finalmente despertar a Sr.ª McDougals para o presente que sorriu afavelmente e estendeu a mão que Dawn apertou.

- Prazer e bem-vinda.

Começaram andar, a casa era muito parecida com a da Sr.ª McNash: as escadas que levavam ao segundo piso, o estreito hall, do fundo do corredor. Mais precisamente da cozinha misturavam-se vários aromas que abriram o apetite a Dawn, de um lado uma porta que dava para uma enorme sala onde várias pessoas conversavam e petiscavam junto a uma mesa enorme.

O apetite de Dawn desapareceu.

- Quem são estas pessoas todas?

- Oh só familiares e alguns amigos mais chegados.

No mínimo estariam ali vinte pessoas. Onde raio se fora meter?

Blair contorceu-se no colo do irmão que o pôs no chão, aproveitado a liberdade começou a gritar em plenos pulmões.

- Oia a namoada do Mike.

Várias cabeças se voltaram para a entrada da porta e Dawn sentiu que a cara pegava fogo, queria fugir dali o mais rapidamente possível e então sentiu uma mão nas suas costas que a incentivava a entrar.

Enquanto entrava, Mike foi atrás do pequeno monstrinho, as pessoas começaram a cochichar entre si e olhar de lado para Dawn o que a deixava desconfortável.

- Olá querida. – Virou-se para o seu lado e viu a Sr.ª McNash, sorriu de puro contentamento, alguém conhecido, retribuiu o comprimento e começou a falar, aos poucos vários parentes dos McDougals juntavam-se a elas, alguns ficavam outros não e com o passar do tempo começou a ficar mais relaxada.

- Desculpem, tenho que ir ao WC.

- Fica mesmo ao lado da cozinha. – Disse uma tia de Mike. Sorrindo, saiu da sala, a casa de banho era pequena e asseada, decorada em tons de pastel. Lavou a cara e as mãos, enxugou-as e quando ia a sair ouviu vozes que murmuravam, entreabriu a porta e viu a Sr.ª McNash e a Sr.ª McDougals a falarem.

- Brenna quase tive um ataque quando a vi na porta.

- Bem ela é parecida com a Lia mas também com o pai, quando a vi voltei aqueles tempos.

- Não é disso que estou a falar e tu sabes.

- Oh Kate querida. Hoje é um dia de alegria e não de tristeza e a Dawn não tem nada ...

- Eu sei, eu sei. Bem ajudas-me na cozinha?

- Sim anda lá.

Entraram na cozinha e Dawn aproveitou esse momento para sair do WC, que conversa tinha sido aquela? E porquê que ela tinha sido mencionada? Abanou a cabeça, não devia ouvir conversas alheias, caminhou até a sala mas não entrou.

Reparou nas várias fotos que se encontravam ao longo da parede onde se erguiam as escadas e por curiosidade começou a vê-las. As primeiras eram mais antigas, a preto e branco de dois casais, provavelmente dos avós e depois fotos de crianças, os pais de Mike e quanto mais avançava, as fotos iam avançado para a geração seguinte.

Sorriu ao ver uma foto de Mike em fraldas e a babar-se e gradualmente a sua evolução até aos dias de hoje, igualmente lá estavam fotos de Blair e de outra pessoa.

Uma rapariga de cabelos loiros, olhos verdes e sorriso luminoso, uma fotocópia da mãe. Dawn achou estranho não a ter visto na casa; talvez estivesse fora.

Quando começou a descer viu-o, encostado à parede e a olhar para ela, agarrou o corrimão e desceu o mais rápido possível, não que estivesse a fazer algo de mal afinal só estava a ver mas Shawn fazia-a sentir incómoda por razões que desconhecia.

Tentou passar por ele mas este bloqueou-lhe a passagem, olhou-o directamente nos olhos e deparou-se com um muro de frieza que a fez por momentos recordar um outro olhar.

- Deixa-me passar. – Congratulou-se por a sua voz sair rude e não demonstrar o nervosismo que lhe percorria o corpo.

- Não. – A sua voz era igualmente rude. – Que fazes aqui?

- Acho óbvio, vim para a festa do Mike.

- Porquê?

- Ele é meu amigo.

Deu uma gargalhada e olhou-a com desprezo.

- Amigo? Amigos não desprezam amigos, amigos não falam só em certas situações e amigos são sempre amigos. E tu definitivamente não és amiga dele, por isso que fazes aqui?

Dawn sentiu que dentro de si algo se agitava, ele tinha razão por isso não argumentou; afinal qual o argumento que poderia usar? Nenhum, teve que admitir pois fugira dele, ignorara-o só para não ter que dar explicações às amigas.

- Terminas-te?

- Não tens mais nada a dizer? És igual a elas, sabes? Uma menina mimada, que tira tudo aos outros sem se importar com ninguém, uma fútil.

Quem era ele para dizer aquelas coisas? O que sabia ele? Nada de nada. Como podia ele acusa-la daquelas coisas? Dentro de si sentiu que a raiva lutava contra o bom senso, a raiva acabou por ganhar a melhor.

A sua mão chocou com toda a força que tinha na cara dele deixando-a vermelha, voltou a fechar as mãos em punhos.

- Tu não sabes nada de nada. Tu não me conheces.

Empurrou-o e saiu disparada daquela casa sem reparar que Mike, William e Edwin assistiram à cena quase toda. A raiva borbulhava dentro dela e ela preferia esta a outras sensações.

- Dawn espera! – Ouviu Mike chamar por ela mas mesmo assim não parou; continuou a andar até que este a puxou por um braço e a forçou a olhá-lo. – Ele só estava a tentar…

- Cala-te! – Soltou-se e encarou-o; havia coisas que tinham que ser feitas e apesar das duras palavras, Shawn tinha razão numa coisa. Ela não era amiga de Mike. – Pára! Sabes ele tem razão, eu não sou tua amiga, eu nem te conheço e não podes seriamente pensar que um encontro no cemitério seguido de umas quantas falas numa biblioteca nos podem aproximar da amizade. Eu não quero a tua amizade e sinceramente eu nem vou precisar dela afinal um ano acaba mais depressa do que se espera por isso deixa-me em paz.

Voltou-se e continuou a andar apressadamente, queria sair o mais rapidamente dali e não? queria fugir da tristeza e da mágoa que aquelas palavras trouxeram aos olhos dele mas era verdade, ela simplesmente não servia para amiga nem dele nem dela própria.

No céu cinzento, uma ave preta voou e poisou num ramo de uma árvore e com os seus olhos observou-a enquanto ela deixava para trás aquele lugar.

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