O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas
GANDA LOOOOOL Ganda Marisa![]()
*LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL
Obrigada
somos umas doidaaaaaaasssadmitamos
*
EU SOU!!!!!
QEM É Q E PENSA Q NAO?
Na me digas q tambem es do benficaloooooooool
deixa lá...ja me habituei...
*
pois...Parece.m q sim. e qnto ao seiya, n sei q papel importante será esse ...Verás depois![]()
vai ser um bocado fora o que ele vai fazer, mas tudo terá uma explicacao e acabará bem
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Capítulo 12 – O grande amor de Seiya. A corrida para a vitória
O almoço decorreu normalmente, com alguns focos de conversa aqui e ali. A meu lado, a Michiru e o Jedite sussurravam ao ouvido um do outro, e ambos riam que nem perdidos. Eu estava corada, e Kunzite a olhar de esguelha para mim não ajudava à situação.
“Então Haruka… Conta-nos lá como vão os preparativos para o casamento?” Perguntou Neflite, pela primeira vez. Nunca o tinha visto a comentar nada do género. Oh não! Mais um maníaco dos casamentos! Socorro!!! Pensei, desesperada.
“Eh, vão bem… Mais ou menos… Não sei…” Disse, tentando embrulhar a conversa. Eu não queria falar sobre o meu casamento e o que eu queria era que me deixassem pensar na corrida de amanhã em paz e sossego.
“Uhm… Está bem…” Ele não perguntou mais nada. Apercebeu-se do meu aborrecimento quando ele pegou no assunto. (E também devo ter parecido um pouco rude…).
Continuei a comer em silêncio. Não queria mesmo conversar. Apenas queria mentalizar-me de que dentro de umas horas, estaria na Terra, e que ninguém saberia de nada do que iria acontecer. De repente, dei comigo a fazer o garfo passar desinteressadamente na comida.
“Haruka? Hoje para além de doente, não estás cá pois não?”Perguntou Zoicite “Pareces estar absorvida em algo…”
“Está tudo bem?” Perguntou Hotaru
“Sim, não te preocupes… Só não tenho fome...” Disse, mas pouco certa daquilo que eu estava a dizer. Mas na realidade, não tinha muita fome.
Acabada de comer, pedi licença para abandonar a mesa e fui ao meu quarto. Ia-me vestir. Sim, não vou para a Terra de pijama… Mais uma vez (e como sempre), vesti o meu tipo de roupa favorita: yuppi ser maria-rapaz é do melhor! Vesti a minha camisa e o meu blazer cinzento, em conjunto com as minhas calças pretas e os meus sapatos. Peguei nos meus óculos de sol e coloquei-os em cima da cabeça. O capacete, num saco próprio e a caneta de transformação dentro do bolso do blazer. Fui à casa de banho, de propósito para me ver ao espelho, e sorri. Não parecia de todo a Haruka Tenoh. Assim é que eu gosto! Pensei. Depois, sentei-me na cama, à espera que Kunzite voltasse da casa de jantar, para podermos partir. Mas ele nunca mais voltava.
“Mas onde raio se meteu aquele rapaz?” Indaguei-me acerca disso.
“Haruka? Onde é que vais assim vestida?” Perguntou uma voz que vinha da ombreira da porta. Era Usagi.
“Eh… Vou dar uma volta por aí…”Respondi, inocentemente.
“Posso ir contigo?”
“Usa-chan, eu tenho a impressão de que hoje não sou boa companhia para ninguém, e eu precisava de estar só, sem ter de volta e meia ouvir numa frase a palavra “casamento”. Por isso, vou tentar manter-me longe por um pouco. Acho que vou até Urano. Claro que estarei de volta para fazer a recepção às meninas, amanhã à noite…”
“E o Kunzite, não vai contigo?”
“Ele sabe para onde vou, e depois vai ter comigo. Não te preocupes…” Disse. Eu queria sair dali, antes que ela se apercebesse que eu lhe estava a mentir.
“Está bem… Então até amanhã Haruka!” Ela sorriu, e deixou-me ali no quarto, sozinha.
A solidão sabe bem…Só é pena que eu já tenha ‘prometido’ ao Kunzite que ele vinha comigo, mas eu já vou chegar atrasada. Talvez se eu deixar um bilhete… Ele venha depois ter comigo… E não fique chateado… Pensei para comigo. Acabei por escrever uma nota para Kunzite, e deixei-a afixada na porta:
“ Kunzite…
Fui andando, visto que demoravas…
Estarei à tua espera à porta da pista…
Com amor,
Haru-chan
”
”Fiz rapidamente o teleporte, sem me preocupar se alguém dava ou não pela minha falta. Eu apenas queria fugir deste ambiente que para mim é depressivo.
Cheguei em minutos à Terra. Para mal dos meus azares, esbarrei, nada mais, nada menos, contra Seiya.
“Ei! Não vês por onde andas… Haruka?! Que surpresa!”
“Seiya…” Disse, querendo enfatizar a sua surpresa.
“Então por aqui? Julguei-te a organizares o teu casamento…”
“Tirei uma pausa… (atchim!). E tu? Sempre vais ser o padrinho da Michiru?” Bah, como posso eu estar a falar com uma pessoa como esta? Uma criatura do demónio, convocado do meu inferno pessoal para me atormentar a toda a hora… Santa paciência, tirem-me deste filme…
“Sim, claro que vou… Bem, sabes… Eu tenho de ir andando… Coisas da banda… Tu sabes…”
“Claro… Bem, então adeus” E de preferência não voltes a aparecer à minha frente hoje… Desaparece! Pensei para mim.
“Adeus Haruka…”
Vi Seiya a ir embora, e depois olhei para o portão do circuito de motocross. Estava aberta e pacientemente à minha espera. Que bom é voltar aqui… após tanto tempo… Pensei. O meu promotor também esperava, mas com um laivo de impaciência brilhando nos seus olhos.
“Haruka, estás atrasada.”
“Peço desculpa. Eu tive de esperar pelo meu noivo, mas ele atrasou-se e eu acabei por me atrasar também… Mas de qualquermaneira, podemos começar? Eu estou ansiosa por poder fazer o circuito mais uma vez…”
“Força, é só ires te equipar, e eu estarei à tua espera na linha de partida.”
“Certo!” Corri para os balneários. Estava feliz (e dorida) pela segunda vez hoje.
Ao chegar à porta dos balneários, ouvi uma voz grossa, intensificada pela ira que o seu dono sentia. Era o Yamada, eu tinha a certeza.
“… Desta vez a Tenoh não pode ganhar! Temos de fazer alguma coisa! Já sei! Vamos sabotar – ” Eu entrei de rompante, e deixei ainda cair o meu capacete no chão, ruidosamente.
“… Sabotar-lhe a moto?! Era isso que ias dizer a seguir não era, Yamada?” Disse, irada.
“Tenoh… Es…estavas ai?!”
“Estava, e já sabia que eras batoteiro e que tinhas mau perder, mas ao ponto de colocar a vida de um piloto em risco numa corrida?! Sinceramente Yamada, não tens fair-play nenhum! Tem-me dó!” Declarei “E posso dizer a 100% que tu devias ter vergonha de ti próprio… Tu e os teus amiguinhos da onça… Vocês e a vossa maneira de ser deprimem-me imenso…”
“E que sabes tu de fair-play?!” Ele estava irado comigo, estava com aquelas caras de querer matar. A expressão “Se o olhar matasse…” trespassou-me a alma. Acabei por sorrir, o que fez com que ele ficasse ainda mais irritado.
“Mais do que tu, e até podia dar-te um colóquio acerca disso, mas sabes que mais? Eu não tenho tempo para perder com pessoas como tu. Nem com pessoas como vocês. Adeus!” Apanhei o meu capacete, virei costas, e entrei num dos cubículos dos balneários, para vestir o meu fato. De esguelha, reparei que o meu nome estava lá escrito, em letras brancas. “Tenoh… Esta sou eu… Eu sou a Haruka Tenoh…O meu nome é Tenoh…” Sussurrei para mim própria. Eu não queria que acontecesse, mas daqui a duas semanas, vou deixar de ser Tenoh…
Depois do treino, que levou duas horas e que me correu esplendorosamente (e com uns quantos abanões nas costelas), dirigi-me aos balneários para tomar um duche rápido e voltar a vestir-me. Depois, saí da pista, de capacete na mão e óculos de sol no topo da cabeça. Corria uma leve aragem no ar, e o meu cabelo remoinhava ao sabor do vento. Sentei-me num banco à espera de Kunzite, que nunca mais chegava. Será que ele chegou a ler a minha mensagem? Oh céus… Que vou eu fazer? Ele nunca mais vem… Bem… Parece que vou ter de esperar por ele… Pensei.
Ali fiquei durante duas horas, até que Kunzite finalmente apareceu, ofegante e já a dar as últimas… Coitadinho… Que lhe aconteceu?
“Desculpa… Haru-chan… a culpa… foi… minha…” Disse ele, respirando com dificuldade. Parecia que tinha corrido a meia maratona…
“Não faz mal Kunzite… Eu não me importo de esperar por ti… todo o tempo que for preciso… “ Disse, sorrindo abertamente para Kunzite. Ele ficou radiante.
“Então, como correu o treino?”
“Eh… Correu bem… Mas podia ter corrido melhor se eu não tivesse me esbarrado com o parvalhão do Seiya assim que cheguei aqui e discutido com o idiota do Yamada…” Disse, remoendo a fúria que sentia contra aqueles dois parvalhões.
“Mas o Yamada não te fez nada pois não?” Disse, alarmado e ignorando completamente o facto de eu ter tido um encontro imediato de 1º grau com Seiya.
“Não… Não te preocupes… Descansa…” Disse, acalmando-o. “Bem, vamos? É que eu queria fazer uma visita a uma pessoa…”
“A quem?”
“Ao Yaten e ao Seiya. Tenho de pedir um favor ao Yaten, e obrigar o Seiya a guardar segredo – ”
“É por causa do Seiya te ter visto aqui não é? Estás com medo que ele vá estragar os teus planos, dizendo à Michiru?”
“Não é bem medo… É mais certeza de que por esta hora, aquela boca de trombone já foi falar à Michiru… Enfim… Vale sempre a pena sonhar que isso não aconteceu…”
“Enfim, anda lá! Vamos lá ver o Kou…”Disse ele sorrindo para mim, envolvendo o meu ombro com o seu braço, e caminhámos rua acima assim, juntos um ao outro.
*MOMENTO TAIKI*
O Seiya chegou a casa ruidosamente, e com cara de poucos amigos. O Yaten estava no quarto escuro, a revelar fotos que ele tirou hoje na escola, enquanto eu estava a estudar (como sempre, aliás…).
“Seiya, está tudo bem?” Perguntei-lhe.
“Adivinha quem encontrei…” Disse-me ele, com uma voz de sarcasmo mordaz.
“Quem, Seiya?” Perguntou o Yaten, que no entretanto, saiu do quarto escuro.
“A nossa querida Loirinha, a Haruka… Esbarrei mesmo com ela no meio da rua, à porta da pista de motocross…” Disse Seiya, terrivelmente chateado.
“A Haruka?! Ela está cá? Ela não me disse nada…” Disse Yaten.
“E eu pensava que ela estava a tratar do casamento…” Disse, surpreendido.
“Pelos vistos não... E ela estava sozinha. Portanto, provavelmente ninguém deve saber… Acho que vou falar com a –” Seiya foi interrompido pela campainha.
“Eu vou abrir!” Disse Yaten, todo sorrisos.
Ao abrir a porta, apenas conseguimos ouvir o exclamar surpreendido de Yaten:
“Tenoh! Por aqui?”
“Eh…Pois… Podemos entrar?” Disse Haruka, tentando não dar muito nas vistas.
*FIM DO MOMENTO TAIKI*
“Claro que podem… Entrem, ora essa!” Disse o Yaten. Consegui ver o Seiya a ir de surra para o quarto, enquanto Taiki levantou-se para nos vir cumprimentar:
“Olá Haruka! Olá Kunzite! Sejam bem-vindos!”
“Olá! Bem… Yaten… Posso falar contigo e com o Seiya?”
“Sim, claro que podes, vamos ali até ao quarto do Seiya, deve ter sido lá que ele se meteu…” Disse Yaten, prontamente.
“Kunzite, tu compreendes… Eu preferia que ficasses aqui…” Disse, meio que a receio…
“Sim, claro. Eu fico aqui a falar um pouco com o Taiki… Vai lá tratar do que tens a tratar com o Seiya…” Disse Kunzite, sorrindo para mim.
Yaten indicou-me o caminho para o quarto de Seiya, embora não fosse muito difícil adivinhar onde era. Música saía pelas frestas da porta do seu quarto. Reconheci-a como sendo o primeiro sucesso dos Três Luzes: ‘Nagareboushi He’.
Knock-knock!!! “Seiyaaaa! Abre a porta!” Gritou Yaten.
“Search for your love…” Ouvíamos a voz do Seiya, querendo desprezar o Yaten. Mas eu não fui de meias medidas. Cheguei-me à frente e gritei:
“SEIYAAA! Se não abrires essa porta dentro de cinco segundos, eu arrombo-a e depois bato-te!”
“Está bem! Está bem! Eu abro! Calminha aí! Já vai!” Ouvi Seiya a desligar a música e a destrancar a porta. Depois pôs a cabeça de fora, meio que a receio e perguntou: “Que querem?”
“Quero falar contigo…” Disse simplesmente.
“Entrem então… Vá…”
O quarto de Seiya era um quarto típico de rapaz, com uma desarrumação que meteria medo de morte à Setsuna, que tem uma grande mania das arrumações (nisso ela sai à mãe… que infortúnio…). Que desarrumado! Não é nada como eu… Eu morreria se vivesse num quarto assim… Pensei para mim.
“Vá, o que é que queres? Tenho mais que fazer do que te aturar…”
“Eu só te vim pedir, não, obrigar-te a não contares à Michiru ou a qualquer outra pessoa que eu e o Kunzite estamos aqui na Terra. A ideia que eu dei a eles foi a de que parti para Urano para sair um pouco da confusão do casamento, e é assim que eu quero que permaneça. De qualquer maneira, só cá estou para fazer uma corrida, e amanhã já estou de volta a Neptuno. Por isso vais manter essa boca de trombone fechada.” Disse, agressivamente.
“E o que é que eu ganho com isso?” Disse Seiya, maldosamente.
“Evitas que eu te parta a tua linda carinha… Sim, que eu aposto que não queres ir dar um concerto para as tuas fãs com uma daquelas máscaras horríveis que ajudam depois a tentar manter o nariz no seu lugar. Já estou a imaginar os paparazzi…” Deleitei-me com a cara aterrorizada de Seiya. Ele pensava que eu estava a falar a sério (e por acaso até estava mesmo a falar a sério…).
“Se for para manter a minha cara linda intacta… Não tenho outro remédio… Senão ficar calado” Disse Seiya, derrotado e irritado comigo.
“Óptimo!” Disse, satisfeita, mas mesmo assim, ainda com vontade de partir a cara de Seiya. “Yaten, agora peço-te que garantas que o Seiya vai cumprir a sua ‘promessa’. Fazes isso?”
“Claro que sim!” Disse Yaten, esfregando as mãos, ansioso por torturar Seiya, pelo menos, foi essa a impressão que me deu.
“Bem, como não podia deixar de ser simpática, tomem…” Retirei um envelope do bolso do blazer, e atirei-o para cima da cama de Seiya.
“O que é isso aí, Tenoh?” Perguntou Yaten.
“Entradas para a bancada ‘VIP’, como lhe chamam, para a corrida de amanhã… Está aí uma para cada um… Façam o que entenderem… Se quiserem ou não vir, fica ao vosso critério. Mas agora tenho de ir andando, amanhã tenho de me levantar cedíssimo…”
“Tudo bem, eu acompanho-te à entrada…” Disse Seiya. Pois, no que toca a mandares-me embora como se fosse um animal, para ti é muito bem-vinda a sugestão e o momento…
“Tudo bem.” Disse, incisivamente.
Ao entrarmos na sala, eu tropecei na carpete, e isso fez-me quase cair, se não fosse Seiya agarrar-me.
“Agh! O que pensas que estás a fazer?!” Gritei.
“A segurar-te, ias caindo por causa da carpete, que trapalhona!”
“Eu não ia cair!”
“Ias sim, trapalhona...” Disse Seiya, jocosamente.
“Não, não ia! Agora larga-me antes que eu mude de ideias e te parta mesmo a cara!”
“Tudo bem!” Ele largou-me e eu caí redonda no chão.
“Seu parvalhão!” Disse, indignada.
“Tu é que pediste para eu te largar!” Eu mais uma vez, não fui de meias medidas, levantei o punho para lhe dar um murro na cara.
“Não Haruka!” Senti uns braços agarrarem-me, era Taiki.
“LARGA-ME! Larga-me já disse! Deixa-me ir-me a ele!” Disse, enquanto esperneava no aperto forte de Taiki.
“Haruka, não vale a pena perderes tempo com pessoas como ele, deixa-te disso. Vá acalma-te!” Disse Kunzite.
“Vá, larguem-me! Deixem-me bater-lhe!” Disse Seiya, que estava a ser agarrado por Yaten e Kunzite.
Enquanto isso, eu continuava com vontade de o espancar, e já andava há muito com essa vontade, algumas atitudes do Seiya já andavam a meter-me nojo.
“Haruka, será que não te consegues dar bem com ele?”
“Nunca!!!” Exclamámos os dois em uníssono.
“Ok meninos, vamos lá a comportar como adultos que somos…” Disse Yaten, tentando refrear os ânimos. Yaten, és um padrinho morto sabes?! “Vá, peçam desculpa um ao outro… Por favor, pela sanidade da nossa relação…”
“Haruka…” Disse Taiki, encorajando-me a pedir-lhe desculpa.
“Pedir desculpa a essa coisa?! É que nem a sonhar!” Disse.
“Seiya…” Disse Yaten.
“Se essa empertigada não pede desculpa, não ganho nada em pedir qualquer tipo de perdão a ela.” Disse, virando a cara como uma autêntica criança a fazer birra.
“Empertigada?! Já vais ver quem é a empertigada!” Consegui libertar-me dos braços de Taiki, e espetei um murro bem dado na cara do Seiya, que ficou meio que a ver estrelas. Seiya tentou ripostar, mas falhou redondamente.
Então ele pegou na caneta de transformação e gritou: “Transformação do Poder da Estrelaa Fighter!”
“Ai queres luta é?! Pelo Poder Sagrado de Uranooo!”
“Já chega! Vocês não vão lutar!” Gritaram Yaten e Taiki ao mesmo tempo.
“Raioo da Espadaa –” Kunzite agarrou no meu braço, impedindo-me de lançar o Raio da Espada do Espaço.
“Guerreira da Noite, chega… Não vale a pena lutares com ele… Agora vocês os dois vão-se destransformar, vão dar um aperto de mãos e vamos todos ficar muito amigos, até pela sanidade do casamento da Michiru e do Jedite. Não quero ver os dois padrinhos deles à porrada no meio do casamento.”
“Pronto… Está bem…” Destransformei-me, e Seiya fez o mesmo. “Desculpa aí, Seiya… Agi de cabeça quente…” Estendi-lhe a mão, apesar de contrariada.
“Tudo bem, somos uns idiotas. Desculpas aceites…”Ele estendeu a sua mão na direcção da minha, mas sussurrou “Da próxima vez não tens tanta sorte…”
“Deixa lá, que da próxima vez, levas uma tareia como nunca levaste.” Sussurrei também, no meio de um sorriso.
“Bem, agora que as coisas já estão resolvidas, eu e a Haruka temos de ir andando. A Haruka tem de descansar para amanhã…”
“Ok! Amanhã, vamos lá dar-te apoio!” Disse Yaten, como se nada tivesse acontecido.
“O…Obrigada…” Gaguejei “Mais uma vez desculpem a confusão que arranjei…. Parecia uma selvagem sem maneiras…”
“Não tem mal…Aqui o Seiya também provocou…”Disse Taiki, dando uma palmadinha amigável no ombro de Seiya. Seiya não respondeu. Estava amuadíssimo.
“Bem, não falemos mais sobre isso…” Disse, não queria tocar mais no assunto.
“Vá, vocês têm que ir embora.” Disse o Seiya. Ele queria ver-me pelas costas.
“Até amanhã…”
Saímos de casa deles. Eu sentia-me frustrada por não poder ter dado das boas ao Seiya. Eu por dentro explodia de raiva. Se voltasse a ver Seiya hoje, ele era bem capaz de ficar severamente mal tratado…
“Que se passa contigo, Haruka?”Perguntou Kunzite.
“Nada, Kunzite… Não se passa nada…” Disse, vagamente. Não queria conversar acerca do que me ia na alma.
“Tens a certeza? É que ficaste abatida de repente…”
“Estou bem, a sério… Só tenho fome, queria ir comer alguma coisa, desde o almoço que não como…” Menti, mas no fundo, até tinha verdade no meio do meu fundamento para uma justificação pueril…
“Tudo bem, vamos comer aquele restaurante ali.”
“Está-te a apetecer um jantar num restaurante?! E eu a pensar que iríamos comer um daqueles cozinhados à maneira do Kunzite…” Disse, gozando com Kunzite (ele não sabe cozinhar nadinha
É um péssimo cozinheiro…).“Eu estava mais a pensar num dos cozinhados à Haruka, mas não me apetece passar o dia de amanhã a visitar a casa de banho…” Disse ele, gozando também comigo, mas ele está a ser meramente tolo, eu cozinho, de longe, melhor que ele.
“Ahah! Anda lá!” Empurrei-o ligeiramente em direcção do restaurante, enquanto me ria dele. Entrámos no restaurante e a nossa noite acabou ali.
*MOMENTO SEIYA/FIGHTER*
Estava no quarto. Ainda conseguia sentir o punho da Haruka na minha face. Bolas como aquela empertigada tem força…
‘ Eu fiquei mesmo a apanhar morangos… Pensei para mim. Eu odiava mesmo aquela rapariga do fundo do coração. De repente, vejo um clarão dentro do meu quarto. Era uma carta que chegava vinda do meu sistema solar. Era do Alex… Alex!!!! A carta dizia o seguinte:
“ Querida Sayako…
As coisas aqui vão difíceis. Cada dia, cada hora, cada segundo que passa, sinto cada vez mais saudades tuas. Eu mando-te cartas e postais e tu não me respondes, e isso faz-me sentir deprimido. Eu amo-te tanto, e não desisto de ti desta maneira, mas tu pareces ter desistido de nós. Nunca mais disseste nada e eu já não tenho forças para aguentar a saudade. Por favor volta para mim Sayako… Eu sei que nos últimos 2 anos não fui o namorado perfeito, e muito menos o noivo perfeito, mas eu mudei… Eu mudei por TI... Eu quero-te tanto que era capaz de matar só para te ter… Era capaz de roubar a lua só para te a dar. Por favor, não desistas de nós, querida Sayako… Não desistas de nós…
Com muito amor, do teu Alex, para sempre…”
Ao ler aquilo, comecei a chorar. Eu sei que em contexto terráqueo, isto parece um pouco estranho… Mas eu no meu planeta sou uma rapariga, não um rapaz. E também tinha um namorado que amava muito… Mas ele magoou-me, e muito. Eu não vou voltar ao meu planeta até que ele desapareça da minha vida de vez…
“Fighter, posso entrar?” Era Healer que estava timidamente à ombreira da porta aberta do meu quarto.
“Podes Healer.” Escondi a carta, não queria que ela a visse, senão iria ouvir dela. Contudo, não consegui esconder a minha tristeza dela. Ela era muito sensorial, e detectava facilmente qualquer mudança de humor… Isso era bom, por vezes, mas por outras, é péssimo.
“Passa-se algo contigo? Pareces triste, Fighter…”
“Não se passa nada Healer…”
“É o Alex outra vez não é?”
“Como é que sabias?”
“Ele disse-me que te enviara mais uma carta, embora ele soubesse que não valia a pena. Tu estás a ser muito dura para com ele…”
“Ele traiu-me Healer! Achas isso pouco?! Ele traiu-me com uma pessoa que eu julgava minha amiga! Eu não deixo passar isso impune! Não! Eu não sou daquelas que volta para os braços daqueles que nos traem! Não, não sou assim tão estúpida!” A minha fúria era tamanha, que dei um murro na mesa-de-cabeceira.
“Eu sei disso… Foi por isso que deixámos Kinmoku…” Disse Healer, cabisbaixa.
“Estás assim por causa do Francis, não é? Tens saudades dele…” Disse, compreensiva. “Sabes que podes voltar a Kinmoku quando quiseres… Eu não te obrigo a ficar longe do Francis… Sabes disso. Vocês vieram comigo porque quiseram, podem ir de livre vontade também…”
“Eu sei… Mas não te quero abandonar… Eu gosto muito de ti Fighter… Não era capaz de te abandonar como a Prayer[1] fez… Ela é uma porca… Nunca a devias ter conhecido. Só te fez foi mal…”
“Eu sei disso. Mas sabes, foi bem merecido. Eu fui uma parva, e agora sofro as consequências.”
“Não penses assim, Fighter! Credo! A culpa não foi tua de o Alex te ter traído. Sabes que mais, não vamos mais falar sobre isso. Vamos falar de outras coisas: amanhã é o último concerto da Tour!” Disse Healer, tentando me animar.
“Boa tentativa, Healer. Não vai resultar… Deixas-me dormir sobre o assunto?”
“E não lhe vais –”
“HEALER!” Disse, já irritada.
“Desculpa… Tem uma boa noite, Fighter…”
“Boa noite…” E ela apagou-me a luz, e fechou a porta. Eu agradeci mentalmente e adormeci.
*FIM DO MOMENTO SEIYA/FIGHTER*
O dia amanheceu radiante. Eu acordei às sete e meia, ao lado de Kunzite. Sentia-me alegre. Da noite passada não me lembrava de nada, e isso fazia-me ainda mais alegre. Adorava quando o meu cérebro navegava no mar do esquecimento.
Fui tomar um duche e depois entrei na sala. Esta estava silenciosamente atraente, e o nosso piano ainda lá estava. Diverti-me a passar os meus dedos alegremente pelas teclas de marfim, o que me fez lembrar de Michiru, e que lhe tinha mentido. Travei o meu movimento divertido, para o transformar numa dor ruidosa.
“Bom diaaaaa…” Disse Kunzite, sonolento.
“Bom dia… Desculpa se te acordei…” Disse, envergonhada, sou mesmo uma estarola, nunca deixo ninguém dormir…
“Não faz mal…Eu já dormi tudo… A que horas é a tua corrida?”
“Às 11h00m. Mas tenho de lá estar às 10 horas, para fazer os ajustes de última hora e essas coisas…” E garantir que o Sr. Yamada não fez nada que não devesse… Mas essa criatura vai pagar-mas de qualquer maneira! Esse safado desta vez não se safa de levar uma tareia se me provocar o suficiente…
“Haruka…”
“Uhm?!”
“Estavas distraída… não ouviste o que eu disse, pois não?”
“Desculpa… Estava noutro sítio… Que estavas a dizer?”
“Eu estava-te a perguntar se querias tomar o pequeno-almoço agora ou mais daqui a bocado…”
“Agora… Não faço tenções de passar a corrida inteira com comida aos saltos…”
“Tudo bem… Cozinhas tu…” Disse ele, rindo.
“Não tenho problemas com isso, sabes?
“Acredito que sim…” Nós fomos para a cozinha fazer o pequeno-almoço. Ao entrarmos na cozinha, eu ouvi um ruído estranho, que me assustou. Era a fechadura da porta.
“Oh não, vem aí alguém!” Disse Kunzite, embora a sua face sorrisse. Ele escondia-me alguma coisa.
“Não me digas isso! Ninguém sabe que estamos cá, pois não Kunzite?!”
“Uhm… Não…” Disse Kunzite, muito nervoso.
Eu corri para a entrada. As luzes estavam apagadas e quando acendi as luzes, a sala estava cheia de pessoas conhecidas, incluindo a Michiru e a Usagi. Michiru? Usagi? Mas que…?
“Mas que…?” Verbalizei o meu pensamento.
“Pensavas que ias fazer uma corrida de motocross e não nos contavas?” Disse Michiru, sorrindo.
“Obrigámos o Kunzite a contar tudinho!” Disse Setsuna. Kunziteeeee!!!! Estás feito comigo!!!
“Devias ter-nos contado, mas não faz mal, chegámos mesmo a tempo... E estamos cá na mesma!” Disse Zoicite.
“Ok… Já chega de bater no ceguinho, meninas…” Disse Kunzite, sorrindo envergonhado.
“Ah! Seu traidor!” Disse gracejando. “Prometeste que não contavas nada!”
“Desculpa…” Disse ele, arrependido.
“Não faz mal… Eu só não vos queria desmobilizar de Neptuno, por isso é que não vos disse nada… Desculpem…”
“Isso não nos iria custar nada, minha tolinha! Sabes perfeitamente que nós estamos cá para te apoiar em tudo…” Disse Michiru, vindo abraçar-me.
“Eu sei…Adoro-te, e desculpa por não ter dito nada…”
“Não te preocupes… Eu compreendo. De qualquer maneira, amanhã quando chegarmos a Neptuno, não te livras dos vestidos, nem da estilista. Já estás avisada.” Disse Michiru. Desatámos todos à gargalhada. A Michiru ao princípio não achou muita piada, mas depois riu-se também da situação.
“Eu tenho aqui mais umas entradas…” Disse, remexendo na papelada que tinha em cima da mesa, e encontrei o segundo envelope que o Sr. Nakazawa me tinha dado. “E o mais provável é vocês terem um encontro imediato com as Starlight. Eu ofereci-lhes bilhetes…”
“Não, espera aí! A Haruka Tenoh, que tem um ódio profundo ao Seiya Kou… WOW! A Haruka a oferecer alguma coisa…ao Seiya!!!! Isso tem de ser registado em algum lado!” Disse Michiru, gozando comigo.
“Ahg, não digas disparates Michiru!” Fiquei feliz por perceber que afinal, a Michiru não tinha ouvido nada do que eu dissera à Usagi, senão, a esta altura, não estaria a falar assim comigo.
“Ah, não sei se é assim um disparate muito grande… Mas discutimos isso depois, acho que há aqui um certo alguém que tem um pequeno-almoço para tomar” Disse a Michiru, colocando um braço à volta do meu ombro.
“Tudo bem! Vamos lá fazer um pequeno-almoço à maneira para a nossa querida Haruka!” Disseram Usagi e Makoto ao mesmo tempo, com os olhos a brilhar. Luna e Artemis fizeram aquelas caras deprimidas, do género das que eu faria. Se bem que assim estava mais segura. Pelo menos não era o Kunzite a cozinhar.
Enquanto Makoto deitou mãos à obra, sentei-me no sofá, um pouco abatida. Lembrei-me novamente de que não sabia se Michiru ouvira ou não o fim da minha conversa com Usagi, e se ela ouvira, não sabia o que ia na sua cabeça.
“Haruka, podemos falar, a sós?” Disse Michiru, sorrindo timidamente.
“Claro que sim, vamos ali para o escritório, é onde podemos estar mais à vontade.” Disse, sorrindo também timidamente.
Subimos discretamente as escadas, e entrámos no escritório.
“Haruka, posso perguntar-te uma coisa?”
“Sim, podes…” Acho que já sei o que ela me vai perguntar.
“Porque é que não me contaste… Porquê Haruka…” Disse Michiru, olhando para baixo. “Pensava que éramos amigas…”
“Depende daquilo que estás a falar…Posso dar-te várias justificações…” Disse, desviando o olhar de Michiru.
“Porque é que não me contaste que as coisas não iam como tu querias? Porque não me contaste que não querias um casamento assim? Porque é que não me disseste que não estavas a gostar…” Michiru estava com uma voz que me dizia que ela estava a chorar. Oh Michiru… Desculpa… Eu…eu devia ter-te dito… Mas…eu…eu não te queria magoar… Eu adoro-te Michiru…Gostando de ti dessa maneira, como poderia pensar sequer em te magoar? Pensei para mim própria. Eu sentei-me no parapeito da janela, e meti um pé em cima do parapeito, e deitei a cabeça em cima do joelho. A culpa viajava em cada gesto meu. E cada gesto de Michiru magoava-me profundamente.
“Michiru…Eu…Eu não é não gostar de todo… Eu agradeço todo o esforço que andas a fazer para me agradar… Mas… mas eu não queria tanta confusão no meio do meu casamento… Eu não…”
“Haruka, podias ter falado comigo…” Disse Michiru, mesmo à minha frente, cabisbaixa. Ela está chateada comigo. Acho que ela não me vai perdoar esta… E tão cedo não me fala… Boa Haruka, desta vez ganhaste o prémio da maior idiota de todos os tempos… Pensei para mim, não deixava de ser verdade.
“Eu sei, Michiru… Desculpa…” Disse, quase chorando. Como podia eu ter sido tão estúpida com ela… Ela é das pessoas mais importantes da minha vida, e mais uma vez acabei por afastá-la de mim. Sou tão casmurra, minha nossa… Como odeio, por vezes, ser parecida com o meu pai… Mas enfim, é a minha personalidade… Mas mesmo assim, se é para magoar as pessoas que amo, não quero ser assim…
“Mas sabes Haruka… Não é por isso que vou ficar chateada contigo… Eu acho que vou dar-te uma mãozinha para isto não ser tão tortuoso para ti como está a ser…” Michiru disse, de cabeça levantada, e de lágrimas nos olhos. “Acho que vou-te fazer o favor de te deixar ir ao copo de água de fato… Não te vou obrigar a andar o dia todo de vestido. Casamos-te, e de seguida, vais logo trocar de roupa… Assim acho que te ajudo…” Acabou a sorrir resplandecentemente.
“A sério?! Eras mesmo capaz de fazer isso por mim?” Disse, levantando a cabeça no meio de lágrimas, a sorrir.
“Sim… Se te faz feliz… Eu posso fazê-lo…” Disse ela, diabolicamente.
“Oh Michiru!! Obrigada!” Exclamei, abraçando-a. Agora estava feliz, e nada me podia fazer mais feliz agora.
“A tua mãe vai matar-me por isto…” Murmurou Michiru ao meu ouvido, divertida.
“Não vai nada, eu não deixo…” Disse, limpando as lágrimas tolas da minha face e da de Michiru.
“Bem, agora que já ultrapassamos este momento de tolice, que tal voltarmos à sala? Aposto que a Makoto já acabou de fazer o teu pequeno-almoço…”
“Sim… Vamos…” Disse, sorrindo, e depois saímos do escritório, amigas como dantes.
“Harukaaaaa! O teu pequeno-almoço está prontoooo!”Ouvi a voz da Minako a ecoar pelo corredor.
À medida que me aproximava da cozinha, sentia o cheiro de panquecas a percorrer o corredor, até que chegava ao meu nariz. Uh! Panquecas! Pensei. Adoro panquecas! Chegada à mesa, vi um enorme prato de panquecas no lugar onde habitualmente me sento. A minha reacção foi: “Isto tudo? Para mim?”Perguntei
“Claro! Tens de comer um bom pequeno-almoço, é a refeição mais importante do dia!” Disse a Ami. Querida Ami, que seria de mim se não te tivesse para ouvir isso vindo de ti…
“AMI!” Exclamaram Usagi e Rei ao mesmo tempo, o que fez Ami corar, como sempre. Eu ri, e depois comecei a comer, na companhia de Kunzite. Todos os outros já tinham tomado o pequeno-almoço, e isso fez-me sentir embaraçada por estar a comer, com toda uma multidão a olhar para mim.
“Então Haruka, vais ganhar a corrida não é?”Perguntou a Rei
“Bem… Espero que sim… Se bem que eu naquela pista, nunca perdi.” Disse, orgulhosa de mim própria, e talvez parecendo um pouco presunçosa demais, mas lá está, tudo o que esteja relacionado com velocidade é para mim um motivo de grande orgulho e admiração profunda.
“Ai Harukinha eu tenho a certeza de que vais ganhar!” Gritou Usagi, dando-me uma valente palmada nas costas, enquanto eu estava a beber sumo de laranja. O copo saltou da minha mão e sumo voou pela mesa fora, incluindo para cima de Kunzite. Eu engasguei-me completamente. Que bruta Usagi!!! Pensei para mim. “Oh… Desculpem…” Disse ela, envergonhada. Todos riam a bandeiras despregadas de Kunzite, que ainda não se tinha apercebido do que acontecera.
A Michiru pegara em guardanapos e começara a tentar remediar a situação. Kunzite teve de voltar ao quarto para poder trocar de roupa. Entretanto, eu fui à casa de banho, para lavar a cara. Ao olhar para o espelho, vi que ainda parecia pálida, mas já não parecia tão mal, até já tinha um ar mais corado. Lavei os dentes e fui ao quarto vestir-me. No entanto, acho que vesti a primeira coisa que me apareceu à frente, ao vaguear pelas roupas do armário. Depois saí do quarto alegre, e pronta para competir.
Ao chegarmos à pista, três pessoas estavam perto da minha box. Soube logo quem eram, por causa da cor do cabelo de um deles. Eram os Três Luzes.
“Yaten! Taiki! Seiya…” Este último nome pronunciei-o com menos ênfase. Era o nome da criatura mais detestável à face da Terra – Seiya Kou.
“Eu bem disse que nós iríamos cá estar!” Disse o Yaten alegremente.
“Enfim… Só vim por arrasto, mas boa sorte com a corrida, Loirinha.” Disse Seiya.
“Obrigada, Seiya…” Disse, pouco à vontade com a alcunha a que ele se referira a mim. Odiava que me chamassem de Loirinha. Que panca com a Loirinha… Ainda não percebi… Pensei para mim.
“De nada…” Disse Seiya. Eu consegui reparar que ele estava muito aéreo, como se ele não estivesse ali. Mas tão pouco me interessava. Ele para mim não significava nada.
“Bem rapazes, obrigada por virem… Eu vou ter de me equipar, e vocês tem de ir para as bancadas… E já agora, Yaten, Taiki, Seiya?”
“Sim?” Disse Yaten. Ele já estava à espera que eu fosse dizer isto.
“Vejam lá se não dão muito nas vistas, não quero ouvir guinchinhos das vossas fãs. Este aqui é o meu palco.” Disse, sorrindo ironicamente. É claro que eu estava a brincar com eles, mas de qualquer maneira, eu levava muito a sério o local de uma corrida. É a minha segunda casa. E cuido dele como se assim fosse.
“Claro, não te preocupes!” Disse Taiki, sorrindo, ele percebera o que eu queria dizer. Ele sabia que cada um tem o seu lugar. Seiya nada disse.
“Então até já!” Disseram todos, e eu fui equipar-me. Desta vez, para minha sorte ou mesmo para meu azar, não encontrei Yamada. Ainda bem, porque se eu hoje o encontrasse, era capaz de o agredir violentamente. Bem que depois do que ele disse, ele bem merece todo o mal que possa acontecer-lhe. Quando acabei de me equipar, voltei à bancada para fazer companhia a todos aqueles que me vieram apoiar.
“Voltei!” Disse, feliz da vida.
“Bolas, foste rápida, devo dizer…” Disse Jedite, sorrindo.
“Eu sou a rapidez em pessoa, e também se deve ao facto de não ter encontrado o parvalhão do Yamada pelo caminho.” Disse, sorrindo, mas ao mesmo tempo a pensar no que seria capaz de fazer ao Yamada se o apanhasse.
“Oh… Que querida…” Disse Seiya, ironicamente.
“Cala-te oh cara de osga!” Refilei.
“Ahg!” Disse Seiya, visto que não conseguira encontrar no seu limitado dicionário de ofensas um plausível de entre todos os que já usou para me ofender, mas como eu já notara antes, ele não estava cá, estava completamente nas nuvens.
“Bem Haruka, fica-te mesmo bem esse fato… Tens a certeza que não queres casar com isso vestido?” Disse Taiki, gozando um pouco comigo.
“Não… Não me parece de todo adequado, se bem que era capaz de ser engraçado.” Lancei uma gargalhada amigável. Tinha achado piada, pois eu já pensara nisso antes.
“Última chamada dos pilotos à linha de partida. A corrida começará dentro de 15 minutos!” Ouvi a voz que soou pelo altifalante.
“Bem, tenho de ir. Desejem-me sorte!”
“Boa sorte!” Disseram todos em coro.
Eu saltei da bancada para o outro lado, e corri para a box. Peguei no meu capacete e na minha moto, e fui para a linha de partida.
O Yamada já lá estava, assim como os outros pilotos. Eu fora a última a chegar. Perfeito! Pensei, sorrindo abertamente.
“Pilotos, assumam as vossas posições!”
Eu já estava na minha, pronta a correr, e a ouvir as ultimas indicações do meu promotor.
“Liguem os motores!” A minha moto fez barulho até demais, pelo menos na minha opinião. Vá, já não estava habituada a este ambiente.
Depois a buzina de partida soou. Eu fiquei parada, a ver as outras motos irem à minha frente. Dou-lhes um pequeno avanço, e depois ganho com uma recuperação esmagadora! Pensei para mim, e de facto foi assim. Arranquei a toda a velocidade. Queria demonstrar que a conversa de Yamada não me assustara nem um pedacinho.
“E Tenoh passa à liderança, passando à frente de Yamada, recuperando de um atraso estonteante!” Ao ouvir aquilo, senti-me feliz; tinha a certeza de que iria ganhar. Mas na terceira volta, tinha Yamada mesmo atrás de mim, quase a passar-me à frente. Se não acelerasse, ele ganharia, e todas as minhas aspirações iriam pelo cano abaixo. Então meti a mudança acima, e deixei Yamada, mais uma vez, a comer o meu pó.
“E Tenoh ganha a corridaaaa!” Passei a linha da meta, mais uma vez, com o calor da vitória a correr à minha volta. Contudo não festejei. Sentia que aquela vitória era imerecida. Devia ter lutado logo por ela desde o início. Sim, admito que fora uma recuperação espectacular. Mas de longe, o Yamada fizera mais para ganhar do que eu. Mas que se dane, eu ganhei!
Após ser felicitada pelo meu promotor, fui arrumar a moto na box, deixando-a lá para que depois fosse levada para o camião. Os meus amigos vieram ter à box, para celebrar.
“Parabéns Haruka!” Disseram todos, em coro.
“Obrigada…” Disse, feliz.
“Parabéns Tenoh! Sabes que ao início pensei que tu querias perder esta corrida, mas a reviravolta foi espectacular!” Disse Seiya. O Seiya?! A elogiar-me?! Isto não é verdade! Alguém me diz o que é que ele andou a beber?! Pensei.
“Obrigada Seiya. Fico muito contente por ver que não te arrependeste de vir…” Disse eu, estupefacta.
Mas depois, ouvi o barulho de um carro de ferramentas a cair no chão. Boa, quem é que me está a partir o estaminé agora? Indaguei a mim mesma.
“Como te atreves a derrotar-me novamente Tenoh!” Era, mais uma vez, o Yamada, que mais uma vez, estava frustrado por ter perdido comigo.
“Oh, ficaste triste… Que pena… Agora desaparece da minha frente!”
“Desta vez não sais daqui com vida!” Gritou ele, avançando na minha direcção.
“Afasta-te dela!” Disse Kunzite, metendo-se à minha frente. Jedite, Neflite, Mamoru e Yaten barraram-lhe o caminho, enquanto Taiki e Seiya tiravam as outras dali.
“Meninos, afastem-se! Isto é entre mim e o Yamada!” Disse, autoritariamente.
“Mas…” Disse Kunzite, nada resignado.
“MAS NADA! Afastem-se! Deixem-se estar onde estavam e não se metam nos meus assuntos. Eu sei tomar conta de mim!”
Eles saíram da frente, e Yamada teve a possibilidade de desferir um murro, mas eu fui mais rápida e desviei-me, acabando por lhe dar uma joelhada no estômago. Ele ficou no chão, a gemer de dor.
“Queres mais Yamada?!” Disse, diabolicamente. Agora é a minha vez de me vingar de ti, por tudo o que me fizeste! Yamada acabou por se levantar e fugiu, literalmente com o rabo entre as pernas.
“Bem… Haruka… Eu…” Não tinham palavras para descrever o que acabaram de ver.
“Obrigada, rapazes. Bem, eu vou tomar um duche rápido, e depois vamos todos para Neptuno.” Disse, mais satisfeita. Agora já tinha despejado toda a raiva que sentia contra Yamada, e sentia-me mais leve.
“Sim, vai lá… Nós esperamos por ti!” Disse Zoicite, que no entretanto tinha voltado para dentro.
“Até já!”
“Haruka, nós temos de ir andando… Até para a semana!” Disse Taiki.
“Ok… Boa sorte com o fim da vossa Tour!”
“Obrigada! Adeusinho!!!” Disse Yaten, puxando Seiya pelo braço. Ele estava com um olhar vazio.
“Bem… Eu já vos vejo.”
Eu sentia-me feliz, mas no fundo, não me estava a sentir muito bem. Estava a sentir-me cansada, e sentia que a temperatura do meu corpo subira substancialmente. Oh não… Não me digas que estou a ficar pior outra vez?! Por amor da santa… De qualquer maneira, desloquei-me ao balneário e entrei nos duches. Acelerei ao máximo para me despachar e depois de já estar pronta para sair, esbarrei novamente com o Yamada.
“Então… Agora estás sozinha… Já não te sentes tão corajosa pois não Tenoh?”
“Sou bem capaz de te dar uma tareia, com ou sem a presença dos meus amigos.” Disse, colericamente. Odiava que me chamassem de cobarde.
“Então dá lá, se és mulher!”
“Tudo bem!” Dei-lhe um pontapé nas partes baixas, que fez com que ele se tolhesse de dor. “Bem, eu já acabei… Não preciso de fazer mais nada… Adeusinho Yamada.”
Abandonei os balneários e coloquei os óculos de sol na cara. O sol estava a brilhar intensamente, como coroa de diamantes na cabeça de um rei.
“Então campeã… Como vai isso?” Ouvi uma voz por detrás de mim. Era Kunzite.
“Vai muito bem!” Abracei o dono daquela voz e beijei-o apaixonadamente. Sentia-me feliz, e assim me queria manter.
“Estás a ficar pior da constipação, não estás?” Perguntou ele, minutos depois.
“Porque dizes isso?”
“Porque estás a ficar mais pálida, e estás quente demais…”
“A sério?” Disse, admirada. Pensava que fosse só impressão minha aquela sensação que tivera antes de tomar duche.
“Mesmo… Não queres passar por nossa casa, para tomares alguma coisa para ficares melhor?”
“Não… Quero ir já para Neptuno…”
“Tudo bem… Vamos então…”
“Os outros? Onde estão?”
“Já foram andando… Eu fiquei à tua espera. Sabes como é” Disse ele, embaraçado.
“Assim é melhor… Temos algum tempo para nós, antes de irmos…” Disse, enrolando uma madeixa de cabelo do Kunzite no meu dedo, e sorrindo.
“Uh… Por acaso não temos… Em Neptuno já estão a contar connosco para almoçar…” Disse Kunzite, desiludido.
“Oh… Então temos de ir andando…” Eu comecei a procurar a minha caneta de transformação no meu bolso do blazer, mas não encontrei. Depois percorri os bolsos das calças, e também não estava lá.
“Oh não! Não sei da minha caneta de transformação!” Exclamei, preocupada.

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
“Não a tens no bolso?”
“Não… e eu juro que a pus no bolso do blazer esta manhã!”
“Então vamos à procura dela nos sítios por onde passaste. Pode ser que ela tenha caído em algum lado…”
“Tudo bem… Vamos lá…” Voltamos à pista.
Agora estava tudo deserto. Não havia vivalma no recinto. Vasculhámos a box, os balneários, tudo. Não encontrámos nada.
“Oh por amor a Urano! Eu não posso ter perdido a caneta…” Disse desolada, e levando as mãos à cabeça.
“Tem calma… Pensa por onde passaste… Pode ser que te lem– ”
“EU NÃO CONSIGO!!!” Estava completamente frustrada, que já nem conseguia pensar coerentemente.
“Olha… vamos fazer o caminho de volta a casa… Procuramos com atenção… Haruka, não stresses, nós vamos encontrar a tua caneta de transformação dê lá por onde der.”
“Kunzite, tu não estás a perceber… Se eu realmente perdi a caneta de transformação, estou perdida! Nunca mais vou poder viajar pelos planetas e terei de viver para sempre em Urano! Nunca mais poderei lutar para proteger a minha princesa…. Só espero poder encontrá-la…” Disse, quase chorando. Eu não me imaginava a não poder mais ser a Guerreira de Urano… Não suportava essa imagem…
“Haruka, não chores por favor… Nós vamos encontrar a caneta…” Ele abraçou-me, tentando acalmar-me.
Nós estávamos na entrada do parque de estacionamento.
“Epah! A Haruka é a maior!” Disse Yaten, parecendo quase uma pata choca. Oh por amor da santa…
“Seiya… está tudo bem contigo?” Perguntei “Estás muito distante…”
“Não se passa nada… Está tudo bem… Não te preocupes…” Disse ele, mas não acreditei.
“Ainda estás com o Alex na cabeça, não é? Aquela carta que ele te mandou afectou-te…”
“Não tens nada a ver com isso Maker! E para além do mais como soubeste?”
“Tenho um mau hábito de ouvir atrás das portas, e para além do mais, mesmo que não quisesse, os teus gritos ouviam-se pela casa toda…”
“Ah, não me chateiem!” Ela estava zangada. Talvez não devesse ter tocado no assunto.
“Fighter… Ele está à tua espera…”Disse Healer.
“Healer eu sei! Mas como posso eu ficar com ele, sabendo o que ele me fez! Não! Não vou voltar para ele!” Fighter estava furiosa.
“Ao menos responde-lhe à carta! Eu não suporto ver-te assim, nesse estado! Já quando te apaixonaste pela Usagi ficaste um traste quando descobriste quem ela era na realidade! Tu assim deprimes qualquer pessoa que esteja à tua volta, e isso também não te faz nada bem!” Disse-lhe.
“Mas com a Usa-chan, as coisas foram diferentes! O Alex era o amor da minha vida! Só que não vou voltar para ele… NÃO VOU!!!”
“Fighter…” Disse Healer, quase a chorar devido à dureza das palavras de Fighter. Apesar de ele estar a ser uma besta connosco, a mim não fazia diferença. O que eu queria era que Fighter falasse, senão ele andaria na deprimência para o resto da vida.
Fighter aproximou-se da Healer, e envolveu-a num abraço, como que a pedir desculpa.
“Somos uns estarolas… Desculpem lá rapazes… Eu sou um parvo… Vou tentar me animar… Prometo…” Disse Seiya, voltando ao papel de rapaz. Odiava quando Seiya, Yaten e eu tínhamos deste género de conversas que chamavam para o nosso lado feminino… Ohminhanossasenhora…
“Ainda bem…” Disse Yaten, sorrindo.
“Olhem… O que é aquilo?” Perguntou Seiya, que estava a apontar para um objecto que brilhava à luz do sol. Parecia-me familiar, mas não conseguia decifrar o que era. Depois aproximei-me e apanhei o estranho objecto do chão.
“Olha, é uma caneta de transformação… Tomara eu saber de quem é…” Disse, olhando com curiosidade. Não me era estranha de todo.
“É a caneta de transformação da Loirinha!”Exclamou Yaten.
“Como é que sabes?”
“Porque eu da outra vez tive de a ir buscar à casa dela, quando ela foi para Urano… Eu lembro-me perfeitamente…”
“Então vais ter de a avisar… Ela deve andar à procura disso…” Disse Seiya, retirando a caneta de transformação das mãos de Yaten e rodando-a por entre os dedos.
Enquanto eu tirava o telemóvel do bolso para telefonar a Haruka, reparei de relance na entrada da pista, e estavam duas pessoas a caminhar na direcção oposta à nossa. Pareciam Haruka e Kunzite.
“Olha! São a Haruka e o Kunzite!” Exclamei, feliz.
“Haruka! Kunzite!” Ouvi uma voz que me pareceu a do Taiki.
“Taiki! Ainda aqui?” Perguntei, enquanto limpava as lágrimas que corriam pela minha face.
“Sim… Olha encontrámos algo que pensamos que te pertence…” E mostrou-me a caneta de transformação.
“A minha caneta de transformação! Onde é que a encontraram?” Sorri abertamente.
“Ali em baixo, onde está o Seiya – Ei! Onde está o Seiya?!” Exclamou Taiki.
“Não sei…Ainda agora estava ali…”Disse Yaten, preocupado. “Queres ver que ele se pôs na alheta e deixou-nos aqui pendurados?”
“Eu… Eu vou-lhe telefonar…” Disse o Taiki. Ficámos a olhar para o Taiki durante um tempo. “Ah, ele não atende! Que é que eu faço agora?”
“Dá-me o número dele, vou tentar a minha sorte…” Disse eu, querendo ajudá-los. Apesar de detestar Seiya, eu preocupava-me com o bem-estar de Taiki e Yaten. Comecei a marcar o número de Seiya, e fiquei minutos à espera, até que acabei a ouvir a mensagem de voice mail dele. “Bolas! E vocês não conseguem falar com ele através dos intercomunicadores?”
“Só quando estamos transformados!” Disse Taiki. “De resto não dá para mais…”
“Então estão à espera do quê? Transformem-se por amor da santa!” Disse Kunzite.
“Transformação do Poder da Estrela Maker!”
“Transformação do Poder da Estrela Healer!”
Segundos depois, a Healer e a Maker apareceram à nossa frente.
“Fighter! Responde! Onde estás?” Disse Healer.
“Fighter! Diz alguma coisa!” Disse Maker. Do outro lado só conseguimos ouvir Fighter gritar “Laser Potente da Estrelaa!”
“Oh não! Fighter!” Ouvimos Healer a dizer. “Temos de ir, até depois!” Taiki e Yaten, melhor dizendo, Maker e Healer, desapareceram num clarão de luz.
“Onde é que aquelas duas marias malucas foram?” Indaguei, perplexa.
“Não sei… mas só espero que o Seiya fique bem…” Disse Kunzite, tão perplexo quanto eu.
“Bem… Temos de ir não é? Eu vou-me transformar… Espera um pouco…” Disse a Kunzite. Ele deixou-se estar parado, enquanto eu fui para detrás de uma árvore, para me transformar: “Pelo Poder Sagrado de Uranoo!”
Depois, apareci em frente de Kunzite, que ficou surpreso.
“Ficas mesmo linda quando estás assim vestida…” Disse ele, completamente derretido.
“O…obrigada… Mas… mas agora não há tempo para lisonjear… Nós… nós já estamos atrasados para o almoço…” Disse, toda atrapalhada.
“Ok… Vamos…” Disse Kunzite, sorrindo.
E assim deixámos a Terra, mais uma vez…
Assim que Taiki viu Haruka, eu transformei-me e parti para Kinmoku. Tinha de acabar com a história do Alex, para sempre. Já que ele queria tanto ver-me, é o que ele iria ter. Mas desta vez, tudo iria acabar para sempre.
Não encontrei vivalma enquanto caminhava pelas ruas desertas do meu planeta. Também já era tarde. No meu planeta, já passava da hora de dormir. Contudo, nem todos dormiam. O meu pai ainda estava acordado, mas eu não queria vê-lo. Ele insistia que tinha de casar com Alex, mesmo sabendo que ele me traíra.
Continuei a caminhar pela noite calma de Kinmoku, até que dei de caras com Francis.
“Francis…” Disse, nada admirado. Já estava à espera de o encontrar.
“Sayako…” Boa…Tinhas de me relembrar o meu nome verdadeiro…
“Sayako não… Fighter, Francis… É assim que eu quero ser tratada.” Retorqui.
“Desculpa… Já sabes… É o hábito… Como é que está a Yumiko?”
“A Healer está óptima. E a Maker também, se isso interessar ao teu irmão…”
“Ainda bem… Porque não respondeste às cartas do Alex? Ele anda desesperado…”
“Pensasse nisso antes de me trair. Quero que ele e a Prayer ardam os dois nos confins do meu inferno pessoal.”
“Eu compreendo… Mas ao menos dizias-lhe qualquer coisinha…”
“E como vai a Princesa?” Perguntei, desviando o assunto.
“Vai bem, embora todos os dias saliente quanta falta vocês fazem aqui… A Yumiko conseguia pô-la sempre bem disposta… Agora a Azumi… Está sempre a irritá-la. A Princesa já não tem paciência para ela…”
“A irmã do Alex faz parte da Guarda Imperial da Princesa? Oh por amor à Princesa…” Disse, levando as mãos à cabeça.
“Sim, e desde então tem feito a vida do Alex um inferno… E depois a Prayer deixou-o, agora ele desespera sozinho. E os teus pais não ajudam muito. Ainda estão à espera do dia em que voltes para te casar com o Alex…”
“O QUÊEEEEEE!? ELES O QUÊEEEE!?” Exclamei. “Não… não pode ser… Por favor, eu já tenho idade para tomar as minhas próprias decisões…”
“Eu sei, mas os teus pais querem mesmo ver-te casada com Alex. Apesar do mal que ele te fez…”
“Enfim… Olha Francis, eu vou-te pedir, por favor, e pela alma da nossa Princesa, que jures que não vais contar a ninguém que estive aqui… A ninguém mesmo…” Supliquei com o olhar.
“Palavra de guerreiro…”
“Queres dar algum recado à Healer?”
“Sim… Diz-lhe… que a amo muito… Que nunca vou deixar de esperar por ela, seja necessário esperar o tempo que tiver de esperar… Ela é a pessoa que amo, e não a vou largar…”
“Eu digo-lhe… Obrigada Francis, sempre foste como um irmão mais velho para mim. Adoro-te muito… Mas agora tenho de ir… Adeus… Até um dia…”
“Adeus Sayako…” Ele abraçou-me, e depois deixou-me ali, continuando a sua ronda, como se nada tivesse acontecido. Aquela conversa era como se não existisse.
“Tens uma grande lata em aparecer aqui, não achas Sayako?!” Ouvi uma voz que me pareceu familiar.
“Azumi…”
“Como te atreves a aparecer aqui, depois de teres magoado o meu irmão! Vais te arrepender! Transformação do Poder da Estrela Killer!”
“Azumi, não quero lutar contigo!” Gritei. Eu não gostava de lutar com ela, perdia sempre. E mais uma vez, provavelmente irei perder.
“Poder Infernal da Estrelaa!” Gritou ela. Desviei-me do seu ataque, por uma unha negra.
“Não quero lutar contigo Azumi, mete isso na tua cabeça!” Eu não estava transformada nem queria transformar-me. Ela atirou-se a mim, e desferiu um soco na minha face.
“Luta Sayako! LUTAA!” Ela estava a desafiar-me, mas eu não queria, eu não queria ter de lutar contra ela. Ela voltou a bater-me e isso irritou-me. Tinha de me transformar para defender a minha honra.
“Transformação do Poder da Estrela Fighter!” Gritei a plenos pulmões.
“Assim já gosto mais! Poder Infernal da Estrelaa!”
“Laser Potente da Estrelaa!”
Os nossos ataques chocaram um no outro, e anularam-se.
“Melhoraste desde a última vez que lutámos. Mas mesmo assim, não me vais vencer sabes, eu estou muito mais poderosa…”
“Vamos lá ver isso, Azumi! Laser Potente da Estrelaa!”
Conseguira acertar-lhe em cheio, mas mesmo assim, fora apenas o suficiente para a fazer cambalear.
“Poder Infernal da Estrelaa!”
Desta vez, o seu poder acertara-me em cheio. Senti dor em todo o corpo. Ela magoara-me.
“Fighter! Fighter! Onde estás? Diz-nos!” Ouvi as vozes da Healer e da Maker. Ignorei-as e voltei a gritar: “Laser Potente da Estrelaa!”
Contudo, o ripostar da Killer deixara-me incapaz de voltar a responder. Ela conseguira derrotar-me novamente.
[1] Prayer = pessoa que reza, crente. Analogia feita entre os princípios da Igreja Católica e crítica ao que ela fez à Fighter
‘ Foi mesmo uma labrega aquela bicha!
‘…
desculpem o double post
mas nao podia deixar o cap incompleto 
beijinhos e até para a semana XD (eu publiquei mais este para deixar a marisa deleitada durante o fim de semana, assim na segunda recebo daqeles comments inspiradorsissimos que me deixam com vontade de rir e chorar ao mesmo tempo
)
“Não… e eu juro que a pus no bolso do blazer esta manhã!”
“Então vamos à procura dela nos sítios por onde passaste. Pode ser que ela tenha caído em algum lado…”
“Tudo bem… Vamos lá…” Voltamos à pista.
Agora estava tudo deserto. Não havia vivalma no recinto. Vasculhámos a box, os balneários, tudo. Não encontrámos nada.
“Oh por amor a Urano! Eu não posso ter perdido a caneta…” Disse desolada, e levando as mãos à cabeça.
“Tem calma… Pensa por onde passaste… Pode ser que te lem– ”
“EU NÃO CONSIGO!!!” Estava completamente frustrada, que já nem conseguia pensar coerentemente.
“Olha… vamos fazer o caminho de volta a casa… Procuramos com atenção… Haruka, não stresses, nós vamos encontrar a tua caneta de transformação dê lá por onde der.”
“Kunzite, tu não estás a perceber… Se eu realmente perdi a caneta de transformação, estou perdida! Nunca mais vou poder viajar pelos planetas e terei de viver para sempre em Urano! Nunca mais poderei lutar para proteger a minha princesa…. Só espero poder encontrá-la…” Disse, quase chorando. Eu não me imaginava a não poder mais ser a Guerreira de Urano… Não suportava essa imagem…
“Haruka, não chores por favor… Nós vamos encontrar a caneta…” Ele abraçou-me, tentando acalmar-me.
*MOMENTO TAIKI/MAKER*
Nós estávamos na entrada do parque de estacionamento.
“Epah! A Haruka é a maior!” Disse Yaten, parecendo quase uma pata choca. Oh por amor da santa…
“Seiya… está tudo bem contigo?” Perguntei “Estás muito distante…”
“Não se passa nada… Está tudo bem… Não te preocupes…” Disse ele, mas não acreditei.
“Ainda estás com o Alex na cabeça, não é? Aquela carta que ele te mandou afectou-te…”
“Não tens nada a ver com isso Maker! E para além do mais como soubeste?”
“Tenho um mau hábito de ouvir atrás das portas, e para além do mais, mesmo que não quisesse, os teus gritos ouviam-se pela casa toda…”
“Ah, não me chateiem!” Ela estava zangada. Talvez não devesse ter tocado no assunto.
“Fighter… Ele está à tua espera…”Disse Healer.
“Healer eu sei! Mas como posso eu ficar com ele, sabendo o que ele me fez! Não! Não vou voltar para ele!” Fighter estava furiosa.
“Ao menos responde-lhe à carta! Eu não suporto ver-te assim, nesse estado! Já quando te apaixonaste pela Usagi ficaste um traste quando descobriste quem ela era na realidade! Tu assim deprimes qualquer pessoa que esteja à tua volta, e isso também não te faz nada bem!” Disse-lhe.
“Mas com a Usa-chan, as coisas foram diferentes! O Alex era o amor da minha vida! Só que não vou voltar para ele… NÃO VOU!!!”
“Fighter…” Disse Healer, quase a chorar devido à dureza das palavras de Fighter. Apesar de ele estar a ser uma besta connosco, a mim não fazia diferença. O que eu queria era que Fighter falasse, senão ele andaria na deprimência para o resto da vida.
Fighter aproximou-se da Healer, e envolveu-a num abraço, como que a pedir desculpa.
“Somos uns estarolas… Desculpem lá rapazes… Eu sou um parvo… Vou tentar me animar… Prometo…” Disse Seiya, voltando ao papel de rapaz. Odiava quando Seiya, Yaten e eu tínhamos deste género de conversas que chamavam para o nosso lado feminino… Ohminhanossasenhora…
“Ainda bem…” Disse Yaten, sorrindo.
“Olhem… O que é aquilo?” Perguntou Seiya, que estava a apontar para um objecto que brilhava à luz do sol. Parecia-me familiar, mas não conseguia decifrar o que era. Depois aproximei-me e apanhei o estranho objecto do chão.
“Olha, é uma caneta de transformação… Tomara eu saber de quem é…” Disse, olhando com curiosidade. Não me era estranha de todo.
“É a caneta de transformação da Loirinha!”Exclamou Yaten.
“Como é que sabes?”
“Porque eu da outra vez tive de a ir buscar à casa dela, quando ela foi para Urano… Eu lembro-me perfeitamente…”
“Então vais ter de a avisar… Ela deve andar à procura disso…” Disse Seiya, retirando a caneta de transformação das mãos de Yaten e rodando-a por entre os dedos.
Enquanto eu tirava o telemóvel do bolso para telefonar a Haruka, reparei de relance na entrada da pista, e estavam duas pessoas a caminhar na direcção oposta à nossa. Pareciam Haruka e Kunzite.
“Olha! São a Haruka e o Kunzite!” Exclamei, feliz.
*FIM DO MOMENTO TAIKI/MAKER*
“Haruka! Kunzite!” Ouvi uma voz que me pareceu a do Taiki.
“Taiki! Ainda aqui?” Perguntei, enquanto limpava as lágrimas que corriam pela minha face.
“Sim… Olha encontrámos algo que pensamos que te pertence…” E mostrou-me a caneta de transformação.
“A minha caneta de transformação! Onde é que a encontraram?” Sorri abertamente.
“Ali em baixo, onde está o Seiya – Ei! Onde está o Seiya?!” Exclamou Taiki.
“Não sei…Ainda agora estava ali…”Disse Yaten, preocupado. “Queres ver que ele se pôs na alheta e deixou-nos aqui pendurados?”
“Eu… Eu vou-lhe telefonar…” Disse o Taiki. Ficámos a olhar para o Taiki durante um tempo. “Ah, ele não atende! Que é que eu faço agora?”
“Dá-me o número dele, vou tentar a minha sorte…” Disse eu, querendo ajudá-los. Apesar de detestar Seiya, eu preocupava-me com o bem-estar de Taiki e Yaten. Comecei a marcar o número de Seiya, e fiquei minutos à espera, até que acabei a ouvir a mensagem de voice mail dele. “Bolas! E vocês não conseguem falar com ele através dos intercomunicadores?”
“Só quando estamos transformados!” Disse Taiki. “De resto não dá para mais…”
“Então estão à espera do quê? Transformem-se por amor da santa!” Disse Kunzite.
“Transformação do Poder da Estrela Maker!”
“Transformação do Poder da Estrela Healer!”
Segundos depois, a Healer e a Maker apareceram à nossa frente.
“Fighter! Responde! Onde estás?” Disse Healer.
“Fighter! Diz alguma coisa!” Disse Maker. Do outro lado só conseguimos ouvir Fighter gritar “Laser Potente da Estrelaa!”
“Oh não! Fighter!” Ouvimos Healer a dizer. “Temos de ir, até depois!” Taiki e Yaten, melhor dizendo, Maker e Healer, desapareceram num clarão de luz.
“Onde é que aquelas duas marias malucas foram?” Indaguei, perplexa.
“Não sei… mas só espero que o Seiya fique bem…” Disse Kunzite, tão perplexo quanto eu.
“Bem… Temos de ir não é? Eu vou-me transformar… Espera um pouco…” Disse a Kunzite. Ele deixou-se estar parado, enquanto eu fui para detrás de uma árvore, para me transformar: “Pelo Poder Sagrado de Uranoo!”
Depois, apareci em frente de Kunzite, que ficou surpreso.
“Ficas mesmo linda quando estás assim vestida…” Disse ele, completamente derretido.
“O…obrigada… Mas… mas agora não há tempo para lisonjear… Nós… nós já estamos atrasados para o almoço…” Disse, toda atrapalhada.
“Ok… Vamos…” Disse Kunzite, sorrindo.
E assim deixámos a Terra, mais uma vez…
*MOMENTO SEIYA/FIGHTER*
Assim que Taiki viu Haruka, eu transformei-me e parti para Kinmoku. Tinha de acabar com a história do Alex, para sempre. Já que ele queria tanto ver-me, é o que ele iria ter. Mas desta vez, tudo iria acabar para sempre.
Não encontrei vivalma enquanto caminhava pelas ruas desertas do meu planeta. Também já era tarde. No meu planeta, já passava da hora de dormir. Contudo, nem todos dormiam. O meu pai ainda estava acordado, mas eu não queria vê-lo. Ele insistia que tinha de casar com Alex, mesmo sabendo que ele me traíra.
Continuei a caminhar pela noite calma de Kinmoku, até que dei de caras com Francis.
“Francis…” Disse, nada admirado. Já estava à espera de o encontrar.
“Sayako…” Boa…Tinhas de me relembrar o meu nome verdadeiro…
“Sayako não… Fighter, Francis… É assim que eu quero ser tratada.” Retorqui.
“Desculpa… Já sabes… É o hábito… Como é que está a Yumiko?”
“A Healer está óptima. E a Maker também, se isso interessar ao teu irmão…”
“Ainda bem… Porque não respondeste às cartas do Alex? Ele anda desesperado…”
“Pensasse nisso antes de me trair. Quero que ele e a Prayer ardam os dois nos confins do meu inferno pessoal.”
“Eu compreendo… Mas ao menos dizias-lhe qualquer coisinha…”
“E como vai a Princesa?” Perguntei, desviando o assunto.
“Vai bem, embora todos os dias saliente quanta falta vocês fazem aqui… A Yumiko conseguia pô-la sempre bem disposta… Agora a Azumi… Está sempre a irritá-la. A Princesa já não tem paciência para ela…”
“A irmã do Alex faz parte da Guarda Imperial da Princesa? Oh por amor à Princesa…” Disse, levando as mãos à cabeça.
“Sim, e desde então tem feito a vida do Alex um inferno… E depois a Prayer deixou-o, agora ele desespera sozinho. E os teus pais não ajudam muito. Ainda estão à espera do dia em que voltes para te casar com o Alex…”
“O QUÊEEEEEE!? ELES O QUÊEEEE!?” Exclamei. “Não… não pode ser… Por favor, eu já tenho idade para tomar as minhas próprias decisões…”
“Eu sei, mas os teus pais querem mesmo ver-te casada com Alex. Apesar do mal que ele te fez…”
“Enfim… Olha Francis, eu vou-te pedir, por favor, e pela alma da nossa Princesa, que jures que não vais contar a ninguém que estive aqui… A ninguém mesmo…” Supliquei com o olhar.
“Palavra de guerreiro…”
“Queres dar algum recado à Healer?”
“Sim… Diz-lhe… que a amo muito… Que nunca vou deixar de esperar por ela, seja necessário esperar o tempo que tiver de esperar… Ela é a pessoa que amo, e não a vou largar…”
“Eu digo-lhe… Obrigada Francis, sempre foste como um irmão mais velho para mim. Adoro-te muito… Mas agora tenho de ir… Adeus… Até um dia…”
“Adeus Sayako…” Ele abraçou-me, e depois deixou-me ali, continuando a sua ronda, como se nada tivesse acontecido. Aquela conversa era como se não existisse.
“Tens uma grande lata em aparecer aqui, não achas Sayako?!” Ouvi uma voz que me pareceu familiar.
“Azumi…”
“Como te atreves a aparecer aqui, depois de teres magoado o meu irmão! Vais te arrepender! Transformação do Poder da Estrela Killer!”
“Azumi, não quero lutar contigo!” Gritei. Eu não gostava de lutar com ela, perdia sempre. E mais uma vez, provavelmente irei perder.
“Poder Infernal da Estrelaa!” Gritou ela. Desviei-me do seu ataque, por uma unha negra.
“Não quero lutar contigo Azumi, mete isso na tua cabeça!” Eu não estava transformada nem queria transformar-me. Ela atirou-se a mim, e desferiu um soco na minha face.
“Luta Sayako! LUTAA!” Ela estava a desafiar-me, mas eu não queria, eu não queria ter de lutar contra ela. Ela voltou a bater-me e isso irritou-me. Tinha de me transformar para defender a minha honra.
“Transformação do Poder da Estrela Fighter!” Gritei a plenos pulmões.
“Assim já gosto mais! Poder Infernal da Estrelaa!”
“Laser Potente da Estrelaa!”
Os nossos ataques chocaram um no outro, e anularam-se.
“Melhoraste desde a última vez que lutámos. Mas mesmo assim, não me vais vencer sabes, eu estou muito mais poderosa…”
“Vamos lá ver isso, Azumi! Laser Potente da Estrelaa!”
Conseguira acertar-lhe em cheio, mas mesmo assim, fora apenas o suficiente para a fazer cambalear.
“Poder Infernal da Estrelaa!”
Desta vez, o seu poder acertara-me em cheio. Senti dor em todo o corpo. Ela magoara-me.
“Fighter! Fighter! Onde estás? Diz-nos!” Ouvi as vozes da Healer e da Maker. Ignorei-as e voltei a gritar: “Laser Potente da Estrelaa!”
Contudo, o ripostar da Killer deixara-me incapaz de voltar a responder. Ela conseguira derrotar-me novamente.
*FIM DO MOMENTO SEIYA/FIGHTER*
[1] Prayer = pessoa que reza, crente. Analogia feita entre os princípios da Igreja Católica e crítica ao que ela fez à Fighter
‘ Foi mesmo uma labrega aquela bicha!
‘…desculpem o double post
mas nao podia deixar o cap incompleto 
beijinhos e até para a semana XD (eu publiquei mais este para deixar a marisa deleitada durante o fim de semana, assim na segunda recebo daqeles comments inspiradorsissimos que me deixam com vontade de rir e chorar ao mesmo tempo
)
さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
OMG LOOOOOOOOL Obrigada! Pode parecer estupido mas ler um cap enorme na vespera do fds torna-o mto mais fixe! Serio! pq depois fico cm a historia na cabeça e meto-me a imaginar o q vem a seguir (apesar desta vez n ter imaginado NADA do que aconteceu)!
* Vá la. Eu sei q eles n se gramam um ao outro mas estou contente por ele colocar o bem estar da Haruka em primeiro.
*OMG! BOCA DE TROMBONE! LOOOOOL ! Imaginei a voz do seiya no som do trombone! Desmontei-me a rir q nem uma doida LOLOL
*EPÁ, MAS Q QUEIXINHAS! IDIOTA!
*LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
TOMA LÁ Q JA ENGOLISTE! OMG eu hoje tou bue criativa! Imaginei-o de repente com a cara toda cheia de ligaduras e só com uns boraquinhos no nariz pa respirar e só com o olho esquerdo destapado! Nem sitio da boca tinha!
*Pagava só para ver isso!
*EPÁ FOGO! Eu sou bue trapalhona! Pronto, bue bue nao sou mas acontece-me cm cada uma! Como tou sempre cm os fones nos ouvidos, eu entro sempre numa especie de transe enqto oiço musica, qnd estou a caminhar , e ainda hoje fui contra a uma rapariga!
*LOLOLOLOL
OMG esta foi de partir a rir!
*TOMA!
TOMA!
TOMA!
VE SE APRENDES Q EU NAO DURO PARA SEMPRE!
*EMPERTIGADO ÉS TU!!!!!!!! OTÁRIO!
*Bem... verdade... sao os dois uns totós'zinhos... *gotas*
*PQ? Ficas com gastroenterites é? TADINHO!
*LOLOL! Morangos! Yammy!
*O.O
O.O
O.O
O.O
O.O
O.O
O.O
WF??????
*Ena... coitada da Sayaka, sayako ou la como ele/ela se chama em Kinmoku
O durao do Seiya foi traido? Bem, agora ele barra ela parecia a Haruka a falar!
O problema é q ela barra ele continua a gostar desse tal alex...
*Ja tou a ver ela na pista, em cima da moto aos vomitos enquanto sorria pos fotografos!
* O KUNZITE FEZ O QUE? ELE É DAH OU FAZ-SE?
OLHA, O 3º IDIOTA REVELA-SE!
*LOLOLOLOLOL
Bem, pelo menos o Kunzite pagou pelo mal q fez ao n ser capaz de manter o seu orgulho e de mostrar q é de confiança ah Haruka ! O q vale, é q ela é um coraçao de mel e perdoa quase tudo!
*Bem Kou, deixame dizer.t q... das duas uma: ou esse tal alex ta.t a matar por dentro e ja tás chéché e nem sabes o q dizes a quem o dizes , ou tas ganzado!
*
Eu em filosofia estou a dar uma teoria q tem como critica a vida de uma ostra (uma lengalenga enorme q n vou tar aqi a contar) e já pensava q era coincidencia tu estares a chama-lo de ostra! Mas vá lá, nem por isso!
*YEY! Pensei por momentos q ia perder! Ufa
*MSM! Ele já ta tao caquético e tao magoado pcausa da desiluzao amorosa, q ja nem sabe o q diz á pessoa q mais detesta!
*OH YE! BEM-FEITO! COMO ISSO! Eu chutei hoje em fisica uma bola pa baliza mas acabei por acertar nos tintins do Kiko, q era o q tava de guarda redes" e ele disse que parecia ter ficado cm eles intalados na garganta durante 8 segundos! É claro q toda a turma se partiu a rir! LOL
*AI Deus! O seiya é parvo mas ninguem merece sofrer uma traiçao, e mto menos ter um pai q n se preocupa cm os sentimentos da filha! O.O coitado(a)
EU NUNCA ME CASARIA CM ALGUEM Q ME TRAISSE, AINDA POR MAIS SE ME FORCASSEM A ISSO! AI é q nunca mais m punham a vista em cima!
Enterra-te! é so o q te tenho a dizer!
Fim do BIG testamento
AMEI 
obrigada Tinoco, fiqei deveras surpreendida cm este cap surpresa e repentino!
Mas o Yamada não te fez nada pois não?” Disse, alarmado e ignorando completamente o facto de eu ter tido um encontro imediato de 1º grau com Seiya
* Vá la. Eu sei q eles n se gramam um ao outro mas estou contente por ele colocar o bem estar da Haruka em primeiro.
Não é bem medo… É mais certeza de que por esta hora, aquela boca de trombone já foi falar à Michiru… Enfim… Vale sempre a pena sonhar que isso não aconteceu…”
*OMG! BOCA DE TROMBONE! LOOOOOL ! Imaginei a voz do seiya no som do trombone! Desmontei-me a rir q nem uma doida LOLOL
Pelos vistos não... E ela estava sozinha. Portanto, provavelmente ninguém deve saber… Acho que vou falar com a –” Seiya foi interrompido pela campainha.
*EPÁ, MAS Q QUEIXINHAS! IDIOTA!
Por isso vais manter essa boca de trombone fechada.” Disse, agressivamente.
“E o que é que eu ganho com isso?” Disse Seiya, maldosamente.
“Evitas que eu te parta a tua linda carinha… Sim, que eu aposto que não queres ir dar um concerto para as tuas fãs com uma daquelas máscaras horríveis que ajudam depois a tentar manter o nariz no seu lugar. Já estou a imaginar os paparazzi…” Deleitei-me com a cara aterrorizada de Seiya. Ele pensava que eu estava a falar a sério (e por acaso até estava mesmo a falar a sério…).
*LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
TOMA LÁ Q JA ENGOLISTE! OMG eu hoje tou bue criativa! Imaginei-o de repente com a cara toda cheia de ligaduras e só com uns boraquinhos no nariz pa respirar e só com o olho esquerdo destapado! Nem sitio da boca tinha!

Claro que sim!” Disse Yaten, esfregando as mãos, ansioso por torturar Seiya, pelo menos, foi essa a impressão que me deu.
*Pagava só para ver isso!
“A segurar-te, ias caindo por causa da carpete, que trapalhona!”
“Eu não ia cair!”
“Ias sim, trapalhona...” Disse Seiya, jocosamente.
*EPÁ FOGO! Eu sou bue trapalhona! Pronto, bue bue nao sou mas acontece-me cm cada uma! Como tou sempre cm os fones nos ouvidos, eu entro sempre numa especie de transe enqto oiço musica, qnd estou a caminhar , e ainda hoje fui contra a uma rapariga!
"Tudo bem!” Ele largou-me e eu caí redonda no chão.
“Seu parvalhão!” Disse, indignada.
“Tu é que pediste para eu te largar!” Eu mais uma vez, não fui de meias medidas, levantei o punho para lhe dar um murro na cara.
“Não Haruka!” Senti uns braços agarrarem-me, era Taiki.
*LOLOLOLOL
OMG esta foi de partir a rir!
Consegui libertar-me dos braços de Taiki, e espetei um murro bem dado na cara do Seiya, que ficou meio que a ver estrelas. Seiya tentou ripostar, mas falhou redondamente.
*TOMA!
TOMA!
TOMA!
VE SE APRENDES Q EU NAO DURO PARA SEMPRE!
Pedir desculpa a essa coisa?! É que nem a sonhar!” Disse.
“Seiya…” Disse Yaten.
“Se essa empertigada não pede desculpa, não ganho nada em pedir qualquer tipo de perdão a ela
*EMPERTIGADO ÉS TU!!!!!!!! OTÁRIO!
“Tudo bem, somos uns idiotas. Desculpas aceites
*Bem... verdade... sao os dois uns totós'zinhos... *gotas*
(ele não sabe cozinhar nadinha É um péssimo cozinheiro…).
“Eu estava mais a pensar num dos cozinhados à Haruka, mas não me apetece passar o dia de amanhã a visitar a casa de banho
*PQ? Ficas com gastroenterites é? TADINHO!

Bolas como aquela empertigada tem força… Eu fiquei mesmo a apanhar morangos
*LOLOL! Morangos! Yammy!
“ Querida Sayako…
As coisas aqui vão difíceis. Cada dia, cada hora, cada segundo que passa, sinto cada vez mais saudades tuas. Eu mando-te cartas e postais e tu não me respondes, e isso faz-me sentir deprimido. Eu amo-te tanto, e não desisto de ti desta maneira, mas tu pareces ter desistido de nós. Nunca mais disseste nada e eu já não tenho forças para aguentar a saudade. Por favor volta para mim Sayako… Eu sei que nos últimos 2 anos não fui o namorado perfeito, e muito menos o noivo perfeito, mas eu mudei… Eu mudei por TI... Eu quero-te tanto que era capaz de matar só para te ter… Era capaz de roubar a lua só para te a dar. Por favor, não desistas de nós, querida Sayako… Não desistas de nós…
Com muito amor, do teu Alex, para sempre…”
*O.O
O.O
O.O
O.O
O.O
*Continuaçao do momento silencioso*
O.O
O.O
WF??????
Ele traiu-me Healer! Achas isso pouco?! Ele traiu-me com uma pessoa que eu julgava minha amiga! Eu não deixo passar isso impune! Não! Eu não sou daquelas que volta para os braços daqueles que nos traem! Não, não sou assim tão estúpida!” A minha fúria era tamanha, que dei um murro na mesa-de-cabeceira.
*Ena... coitada da Sayaka, sayako ou la como ele/ela se chama em Kinmoku

O durao do Seiya foi traido? Bem, agora ele barra ela parecia a Haruka a falar!
O problema é q ela barra ele continua a gostar desse tal alex...
Agora… Não faço tenções de passar a corrida inteira com comida aos saltos…”
*Ja tou a ver ela na pista, em cima da moto aos vomitos enquanto sorria pos fotografos!
“Pensavas que ias fazer uma corrida de motocross e não nos contavas?” Disse Michiru, sorrindo.
“Obrigámos o Kunzite a contar tudinho!” Disse Setsuna. Kunziteeeee!!!! Estás feito comigo!!!
* O KUNZITE FEZ O QUE? ELE É DAH OU FAZ-SE?
OLHA, O 3º IDIOTA REVELA-SE!
O copo saltou da minha mão e sumo voou pela mesa fora, incluindo para cima de Kunzite. Eu engasguei-me completamente. Que bruta Usagi!!! Pensei para mim “Oh… Desculpem…” Disse ela, envergonhada. Todos riam a bandeiras despregadas de Kunzite, que ainda não se tinha apercebido do que acontecera.
*LOLOLOLOLOL
Bem, pelo menos o Kunzite pagou pelo mal q fez ao n ser capaz de manter o seu orgulho e de mostrar q é de confiança ah Haruka ! O q vale, é q ela é um coraçao de mel e perdoa quase tudo!
Era o nome da criatura mais detestável à face da Terra – Seiya Kou..
“Enfim… Só vim por arrasto, mas boa sorte com a corrida, Loirinha.” Disse Seiya.
“Obrigada, Seiya…
*Bem Kou, deixame dizer.t q... das duas uma: ou esse tal alex ta.t a matar por dentro e ja tás chéché e nem sabes o q dizes a quem o dizes , ou tas ganzado!
Cala-te oh cara de osga!
*

Eu em filosofia estou a dar uma teoria q tem como critica a vida de uma ostra (uma lengalenga enorme q n vou tar aqi a contar) e já pensava q era coincidencia tu estares a chama-lo de ostra! Mas vá lá, nem por isso!
“E Tenoh ganha a corridaaaa!” Passei a linha da meta, mais uma vez, com o calor da vitória a correr à minha volta
*YEY! Pensei por momentos q ia perder! Ufa
“Parabéns Tenoh! Sabes que ao início pensei que tu querias perder esta corrida, mas a reviravolta foi espectacular!” Disse Seiya. O Seiya?! A elogiar-me?! Isto não é verdade! Alguém me diz o que é que ele andou a beber?! Pensei
*MSM! Ele já ta tao caquético e tao magoado pcausa da desiluzao amorosa, q ja nem sabe o q diz á pessoa q mais detesta!
Então dá lá, se és mulher!”
“Tudo bem!” Dei-lhe um pontapé nas partes baixas, que fez com que ele se tolhesse de dor. “Bem, eu já acabei… Não preciso de fazer mais nada… Adeusinho Yamada.”
Abandonei os balneários e coloquei os óculos de sol na cara. O sol estava a brilhar intensamente, como coroa de diamantes na cabeça de um rei.
*OH YE! BEM-FEITO! COMO ISSO! Eu chutei hoje em fisica uma bola pa baliza mas acabei por acertar nos tintins do Kiko, q era o q tava de guarda redes" e ele disse que parecia ter ficado cm eles intalados na garganta durante 8 segundos! É claro q toda a turma se partiu a rir! LOL
O meu pai ainda estava acordado, mas eu não queria vê-lo. Ele insistia que tinha de casar com Alex, mesmo sabendo que ele me traíra.
*AI Deus! O seiya é parvo mas ninguem merece sofrer uma traiçao, e mto menos ter um pai q n se preocupa cm os sentimentos da filha! O.O coitado(a)
EU NUNCA ME CASARIA CM ALGUEM Q ME TRAISSE, AINDA POR MAIS SE ME FORCASSEM A ISSO! AI é q nunca mais m punham a vista em cima!
“Não… e eu juro que a pus no bolso do blazer esta manhã!”*PERDESTE A CANETA? COMO? OU FOI O YAMADA?
*Olha, olha! Armada em boa esta ranhosa! Está mas é calada e limpa essa boca q tá cheia de baba venenosa! "Cao q ladra n morde", feia'zinha! N sabias?
Melhoraste desde a última vez que lutámos. Mas mesmo assim, não me vais vencer sabes, eu estou muito mais poderosa…”
“Vamos lá ver isso, Azumi! Laser Potente da Estrelaa!”
Conseguira acertar-lhe em cheio, mas mesmo assim, fora apenas o suficiente para a fazer cambalear.
“Poder Infernal da Estrelaa!”
Enterra-te! é so o q te tenho a dizer!
Fim do BIG testamento

obrigada Tinoco, fiqei deveras surpreendida cm este cap surpresa e repentino!
ah tu e a palavra repentino marisa 
loool amei o teu super hiper mega testamento
eu adoro estas coisas. eu aqui ao lado da rakie chan foi ela a ver me a desmanchar de riso, ainda por cima na mediateca da escola e toda a gente a olhar para mim (gotas '')
enfim
so para chatear, que tal mais um capitulo?
Ao chegarmos a Neptuno, uma Michiru muito preocupada veio a correr até nós.
“Haruka, temos de fazer alguma coisa! O Seiya corre perigo!”
“E queres que eu faça o que?! Que vá ajudá-lo?! Para depois ouvir insultos atrás de insultos da parte dele?! Não… Vieste falar com a pessoa errada, Michiru…”
“Nem pelo Taiki e pelo Yaten?”
“Sendo assim a história já é outra, mas para que conste, se o Seiya perguntar, só o fiz pelo Taiki e pelo Yaten, e não por ele. Tu vens?”
“Não posso, tenho de tratar das coisas do casamento. Não posso agora abandonar Neptuno… A Hotaru vai contigo… Ela pode proteger-te se te atacarem…” Disse Michiru, ainda alarmada.
“Como – ”
“Depois ela explica-te. Agora vai!”
Dei um beijo em Kunzite, sussurrando depois ao seu ouvido “Volto mais logo, não te preocupes…”, e depois corri para o exterior, onde Hotaru me esperava, impaciente.
“Finalmente!”
“Ao menos sabes para onde vamos Hotaru?”
“Vamos para o planeta natal deles…”
“Boa… Na outra ponta da Galáxia… Boa Seiya!” Resmunguei.
“Vamos…” Disse Hotaru, estendendo-me a sua mão.
Chegámos em poucos minutos a Kinmoku, e encontrámos Fighter caída no chão, ladeada pela Healer e pela Maker.
“Urano! Saturno!” Exclamaram Healer e Maker.
“Poder Infernal da Estrelaa!” Ouvi uma voz aguda que lançou um ataque na nossa direcção.
“Parede do Silênciooo!” Disse a Saturno, ao lançar o seu poder que nos defendeu do ataque.
“Quem são vocês?!” Perguntou a maria maluca, dona da voz aguda que lançara o ataque.
“Nós somos as Guerreiras da Lua Branca, a Guerreira de Urano e a Guerreira de Saturno! Quem pensas que és para atacar assim dessa maneira a Fighter!” Gritei para ela. Ela entrava nos meus nervos de tal maneira…
“Eu sou a Azumi, melhor, a Sailor Star Killer, a irmã do namorado dessa parvalhona!” Disse ela, apontando para Seiya. Namorado?! Eh lá, onde é que eu me fui meter?! “Vocês as duas não pertencem estar aqui! Voltem para o vosso sistema solar! Poder Infernal da Estrelaa!”Atacou novamente, mas eu e Saturno desviámo-nos do ataque.
“Devias ter vergonha de ti mesma, Azumi-san.” Ouvi a voz imponente de um rapaz, que ao ver Fighter, gritou: “Sayako!” Sayako?! Ohminhadeusa alguém me explica alguma coisa disto?! Juro pela deusa dos ventos que já não estou a pescar nada disto…
“Alex…” Vi Killer a destransformar-se, e no seu lugar, apareceu uma pequena rapariga, a chorar.
“Ok… Já vi que a minha vinda foi em vão… Vou voltar a Neptuno… Com licença…” Disse, mas fui ignorada. Fiquei frustrada, pois para além de não poder ter dado uma tareia naquela arrogante, ninguém me estava a ligar peva. Podia até estar ali a ter um ataque que ninguém ligava. Eu naquele momento só queria sair dali. Se o Seiya tem problemas conjugais, resolva-os bem longe de mim.
“Fighter! Acorda!” Ouvi Saturno a dizer. Agora olhando com mais atenção, vi que Seiya estava mesmo mal… Ele estava todo ferido, e parecia que não se iria safar desta.
“Saturno, anda, já não –”
“Espera, Urano! Não vás!” Suplicou Healer “Por favor…” Ela estava quase a chorar. Eu corri a abraçá-la, para a reconfortar, e dizer que tudo ficaria bem com Seiya. Mas mesmo assim, não acreditava que isso fosse acontecer. Não aqui.
“Urano, ajuda-nos a levar a Fighter para Neptuno…”Disse Maker.
“Vocês querem mesmo ir para Neptuno?” Perguntei-lhe, sorrindo corajosamente.
“Sim… A Fighter de qualquer maneira teria de viajar para lá, e de qualquer maneira, não é um dos teus cunhados que é médico?”
“Tudo bem… Sendo assim vão andando daqui para fora. Eu levo a Fighter comigo.”
“Mas…” Disse Healer.
“Healer, podes confiar em mim… Deixa isto comigo... Não te preocupes, no que depender de mim, o Seiya vai sobreviver…” Disse, agora deixando escapar por um pouco a identidade da Fighter. Eu sorri para Healer e Maker, e para Saturno, enquanto elas deixavam Kinmoku. Eu olhei novamente para Seiya/Fighter e vi que ele/a continuava desmaiado/a, só que ele/a já não estava transformado/a, e o tal de Alex tinha-o/a deitado/a no seu colo. Eu aproximei-me lentamente, e declarei:
“Olha lá, eu tenho de levá-la…”
“Não! Ela fica!” Disse ele, levantando-se em tom de desafio. “É aqui a casa dela!”
“Não sei se sabes, mas a tua namoradinha não quer estar aqui! Qual foi a parte que ainda não percebeste?! ELA NÃO QUER ESTAR AQUI EM KINMOKU!!! ELA JÁ NÃO TE AMA!!!” Gritei com ele.
“Ela arranjou outro, não foi?”
“Ele é um homem na Terra, por amor da Deusa de Urano!”
“Tu… Tu roubaste-ma! Tu… tu fizeste a Sayako apaixonar-se por ti!” Ele tirou a sua espada furiosamente do coldre, e declarou: “Vais morrer aqui!” Ele tentou atacar-me, mas a minha rapidez a tirar a minha espada do coldre permitiu-me defender do ataque.
“Não te serve de nada atacares-me! Eu sou muito mais poderosa!” Afirmei, com voz imponente.
“Chega Alex!” Ouvi a voz fraca de Seiya, enquanto ele se levantava vagarosamente. Cada movimento dele transmitia dor. “Haruka, por favor, não lhe faças mal…”
“Se queres saber Seiya Kou, o teu namoradinho é que me atacou primeiro…”
“Haruka… Seiya? Por amor da Princesa mas será que alguém me explica o que se passa?” Disse o Alex, todo atrapalhado.
“Não estás a entender? Eu explico: Eu sou a Haruka, Princesa e Guardiã de Urano, no sistema solar da Lua Branca. A tua Sayako é na Terra Seiya Kou, um cantor muito famoso. Nós os dois não nos suportamos: odiamo-nos. E eu só cá estou, porque a minha madrinha de casamento tem como padrinho de casamento o Seiya, e pretende que ele chegue vivo e a salvo a Neptuno. E também pela Healer e pela Maker… Portanto, se não se importarem, arrufos de namorados entre vocês, de preferência bem longe de mim, não quero meter-me nesses assuntos.” Disse, já saturada desta situação que para mim é deveras embaraçosa. “Seiya, eu faço tenções de almoçar hoje. Por favor, acompanha-me.”
“Ela não vai a lado nenhum, já disse!”Disse Alex, levantando novamente a espada na minha direcção.
“Se tu não te afastares, eu ataco-te!” Disse, agressivamente, como resposta à sua ousadia.
“Ataca lá! A veres o que te acontece!”
“Chega por favor!” Disse Seiya, melhor dizendo, a Fighter. As lágrimas corriam pela sua face. “Eu vou… Anda Haruka…”
“Sayako…”
“Alex por favor! Nós já não damos. Tu traíste-me, e estás mesmo à espera que eu agora volte para os teus braços?! Nunca!! Por favor, deixa-me em paz, não me envies mais cartas! NÃO QUERO MAIS SABER DE TI!” Disse a Fighter. Ela estava mesmo magoada com Alex. Bem, se o Kunzite alguma vez me traísse, também não o quereria ver mais na minha vida… Só que ao virar as costas a Alex, ela virou-se demasiado depressa, tendo em conta o seu estado físico, e quase caíra, se eu não a tivesse agarrado.
“Ei, o que estás a fazer?! Larga-me!”Refilou ela, meio que indignada, mas sorrindo ao mesmo tempo.
“Tudo bem!” Ela caiu redonda no chão e eu ri-me desalmadamente. Ela riu também e depois eu ajudei-a a levantar-se, depois fiz o teleporte, e saímos dali.
À medida que nos aproximávamos do meu sistema solar, reparei que a Fighter estava a retomar à sua forma masculina, muito conhecida na Terra.
“Porquê, Haruka?” Perguntou Seiya, de repente.
“Porquê o quê?” Disse, curiosa.
“Porque me salvaste?”
“Pelo Yaten e pelo Taiki…Nada de mais…”
“MAS PORQUÊ?!” Perguntou Seiya, irritado.
“Também porque a Michiru insistiu… Tu és o padrinho dela, afinal de con –”
“Oh Haruka, por amor à santa, tu ODEIAS-ME!”
“Sim, é verdade, eu odeio-te! Mas não posso permitir que as asneiras que tu fazes magoem os outros!”
“Obrigada…” Acabou por dizer.
“Uh?!” Fiquei atrapalhada. Quer dizer, primeiro refila, agora ele disse o QUÊ?!
“Obrigada… Por me teres salvo… E por me teres defendido…” Disse ele com uma voz fraca, acabando por desmaiar nos meus braços. Que bom… Agora esta taralhoco desmaiou para aqui… Oh senhores…
Já tínhamos chegado a Neptuno, e Michiru veio na nossa direcção:
“Haruka!!! Finalmente! Que aconteceu? Demoraste tanto a voltar…” A voz de Michiru revelava preocupação. Neflite estava na companhia dela.
“O namoradinho aí do teu padrinho quis arranjar confusão comigo, e quase nos batemos em duelo, mas o Seiya impediu tudo isso… felizmente… Não me apetecia ter que bater em alguém hoje…”
“E o Seiya, está bem?”
“Desmaiou… Mas acho que se tu, Neflite, não o ajudares agora, ele não vai sobreviver por muito mais tempo…” Disse, preocupada.
“Vamos, trá-lo para dentro…” Disse ele, com uma expressão preocupada, não só com o Seiya mas também comigo.
Eu tentei pegar novamente em Seiya, mas a força falhou-me. Caí de joelhos no chão, e voltei à minha forma normal. Acabei por sucumbir à constipação e desmaiei.
“A Haruka, está bem?” Disse. Estava preocupado com ela, se bem que eu a avisei para não exagerar.
“Ela está só exausta… Depois está doente, e isso foi a pior emenda que o soneto… Mas ela descansando recupera facilmente.” Disse Neflite, reconfortando-me.
“E o Seiya? Ele também vai ficar bem?” Perguntei, apenas por cortesia.
“Ele esteve quase a morrer… Sofreu ferimentos muito graves mas agora está estável… Ele ficará bem…”
“Ainda bem… A Michiru ficaria devastada se o padrinho dela morresse uma semana antes do casamento…” Disse maldosamente. Eu não suportava o Seiya, de maneira nenhuma.
“Kunzite, porque és assim tão mau para com o Seiya? Ele não te fez nada de mal…” Disse Zoicite, metendo-se na conversa. Ele estava a ler um livro com pautas de música para piano que Hotaru lhe emprestara, para ele aprender também.
“Realmente Kunzite… Que é que ele te fez assim de mal para tu dizeres uma coisa dessas?” Disse Jedite, entrando ele também na conversa.
“Vocês não percebem pois não? Vocês ainda não repararam nos olhares que ele manda à Haruka, pois não?”
“Que olhares, caramba!” Disse Neflite “Ele odeia-a! Esse é o único olhar que ele lhe lança. De repulsa!”
“Ele olha-a com admiração profunda! Ele olha-a como se ela fosse uma imagem da pessoa que ele mais ama. Vocês andam iludidos, mas eu não… Eu sei que ele gosta dela!”
“Kunzite, tu estás a imaginar coisas… Eles odeiam-se, nada mais… E por favor, não vás com essas conversas para ao pé da Haruka, senão ela faz-te a folha pela certa… Tu não tens razões para sentir ciúmes dela Kunzite, nenhumas…” Disse Jedite, mas ele calou-se, e eu não percebi o porquê.
“Olá meninos!” Depois percebi. Era Michiru.
“Olá Michiru. Com licença…” Disse, retirando-me de seguida da sala, sem dizer mais nada.
“Mas que bicho é que lhe mordeu?” Perguntou Michiru, admirada.
“Não faço a mínima…” Disse Neflite, como que não sabendo nada da conversa.
“Jedite… Vais contar-me o que se passou?” Disse Michiru, puxando a conversa para o lado do noivo.
“Não sei de nada! Juro!”
“Tudo bem. Ninguém vai-me contar o que se passa não é? Com licença!” Disse Michiru, determinada, e abandonou a sala.
Fui até ao quarto da Haruka e do Kunzite. A porta estava entreaberta, e lá dentro estava Kunzite, a chorar desalmadamente.
“Kunzite… Posso entrar?” Perguntei delicadamente. Estava preocupada com ele. Não sabia o que se passava, nem o que ia na sua cabeça para ele estar naquele estado.
“Podes… snif…snif…” Ele estava a fungar, tentando ocultar as lágrimas que chorara. Mas isso era impossível. Eu aproximei-me, e envolvi-o num abraço carinhoso, tentando reconfortá-lo.
“Kunzite, o que aconteceu? Disse, demonstrando que não ia ali para ralhar com ele, mas sim para o ouvir, e tentar ajudá-lo.
“Eu… Não se passa nada Michiru…” Disse-me, tentando obviamente mentir, mas sem sorte.
“Kunzite… Conta lá… Sabes que podes confiar em mim…” Disse, tentando fazê-lo desembuchar.
“Diz-me só uma coisa, e responde com sinceridade, Michiru… Sabes se o Seiya sente alguma coisa pela Haruka?” Disse ele, num tom envergonhado.
“Uh?! Acho que entre aqueles dois, o único sentimento existente é somente ódio profundo e repulsa…” Disse, rindo-me um pouco. Mas depois, assumindo novamente um tom sério, perguntei: “Porquê?”
“Acho que estou com ciúmes… Mas não suporto ver a Haruka junta ao Seiya…”
“AHAH!!!” Gracejei graciosamente “A Haruka só tem olhos para ti, cunhado tolinho!”
“A sério?”
“Kunzite, achas que a Haruka casaria contigo se ela gostasse de outra pessoa? A Haruka, apesar de não demonstrar muito os seus sentimentos, ela ama verdadeiramente. Ela não era capaz de te trocar por nada deste mundo… Ela ama-te, não te preocupes…”
“Eu sinto-me muito parvo… Mas é parte da minha natureza, percebes?”
“Sim Kunzite, mas tens de confiar na Haruka. Ela ama-te loucamente… Ela parece quase insana quando me fala daquilo que sente por ti… Nunca duvides dos seus sentimentos. Eles são totalmente sinceros…”
“Oh Michiru, que seria de mim se não tivesse uma cunhada como tu que me metesse juízo na cabeça quando é preciso, quem é que o conseguiria fazer?
“Tu tens um feitio muito parecido ao da Haruka… Por isso é que sei como te levar à razão…” Disse sorrindo, para esconder os meus pensamentos… Ai, ai rapaz, se a Haru-chan soubesse do que disseste, não sei o que ela te faria…
“Obrigada Michiru… És mesmo uma boa amiga…”
“De nada Kunzite… Não tens que agradecer… Sempre às ordens!” Disse, simulando uma continência.
“Bem… Agora, se não te importasses, eu precisava…”
“Sim… Claro, até depois Kunzite…” Eu sabia exactamente o que ele queria. Sorri mais uma vez, e saí do quarto. Depois, fui ver de Haruka e de Seiya.
Eu sentia-me pessimamente. Parecia que tinha andado a bater com a cabeça vezes e vezes sem conta numa parede. Acordei assim, após ter estado algum tempo apagada. Olhei à minha volta, sentia que alguma coisa estava errada: não estava no meu quarto. Não… Definitivamente aquele não era o meu quarto.
“Haruka, acordaste!” Disse Setsuna, aliviada.
“Cof…Cof… Sim… Pelos vistos… Onde estou?”
“Estás na enfermaria… Tiveste uma má disposição, causada pelo cansaço, dividido entre corrida, viagens interplanetárias e a tua constipação. Acabaste por desmaiar quando tentaste pegar em Seiya, para o trazer para dentro – ” Disse Neflite, que acabei por interromper.
“Falando em Seiya, ele está bem?” Perguntei, verdadeiramente preocupada.
“Está a recuperar de ferimentos graves, que quase o mataram, mas ele vai estar apto a ir ao casamento…” Disse Setsuna.
“Não será melhor adiarmos o casamento, por, sei lá, três semanas? Eu quero que o Seiya recupere totalmente…”
“Haruka, tens a certeza?” Disse Michiru, que no entretanto entrara na enfermaria. “Pensava que detestavas o Seiya.”
“Adiamos ou não?” Perguntei, impaciente, e ansiosa por encerrar ali a conversa.
“Sim… Adiamos para daqui a três semanas…”
“Óptimo!” Disse, sorrindo alegremente.
“Bem… Tu deves querer sair daqui, para ires para o teu quarto…”
“Sim… Mas queria falar com o Seiya primeiro…”
“Mas ele está em coma induzido –” Tentou contra-argumentar Neflite, mas eu cortei-lhe a palavra.
“Eu acredito que as pessoas em coma são capazes de nos ouvir, apesar de estarem inconscientes… Eu quero ir ver o Seiya.”
“Tudo bem… Eu vou contigo…” Disse Michiru, determinada.
“Queria estar a sós com ele…”
“Eu fico à porta… Mas não te vou deixar andares aí sozinha, podes desmaiar por aí…”
“Tudo bem… Vem lá…” Disse, derrotada. Sabia que ela tinha razão.
Ela levou-me até ao quarto onde estava Seiya, e depois deixou-me entrar sozinha. Eu aproximei-me da cadeira que estava ao lado da sua cama, e sentei-me lá.
“Bem… Eu sei que isto vai parecer um pouco insano, estar aqui a falar para uma pessoa que possivelmente não me está a ouvir… Mas enfim, cá vai: Às vezes és um chato do pior, e outras vezes és um arrogante de primeira e eu odeio-te por isso… Mas aquilo que fizeste em Kinmoku, foi espectacular. Nunca tinha pensado que tu me fosses defender, mesmo odiando-me do fundo do coração… Bem… Nem eu me imaginava a defender-te… Bem, obrigada Seiya…” Ao acabar de falar, vi a mão de Seiya a mexer-se, como se ele tivesse acordado, e estivesse a querer chamar-me à atenção, dizendo que ouvira tudo. Olhei para a sua cara, mas ele continuava inconsciente. A minha esperança vã de que ele me tivesse ouvido desvanecera-se. Por momentos senti-me desiludida, mas depois sorri. Assim é melhor… Vou poder continuar a odiá-lo… Se ele não tiver ouvido nada, não me vai dar razões para ter de fazer mais um esforço para o conseguir aguentar. Pensei.
Depois levantei-me e saí.
“Discurso inspirador, Haruka…”Disse Michiru, colocando-me numa posição embaraçosa: ela ouvira tudo!
“Ouviste o que eu disse?”
“Claro… Não podia deixar de querer saber o que tu ias lhe dizer…”
“Que cusca!” Simulei estar ofendida…
“Não é ser cusca, é ter algo para contar aos meus sobrinhos!” Disse ela, rindo-se à gargalhada.
“Goza, goza… Eu não quero ter filhos…”
“Mas vais te de dar continuidade à casa de Urano…”
“Eu sei… Mas ter filhos, actualmente não faz parte dos meus planos…”
“Vais ter de os ter… Sabes disso não sabes?”
“Sei…” Disse. Fedelhos?! É que nem pensar! Pensei para mim. Mas porque é que a Michiru tinha de pegar nesta conversa?
“Já te estou a imaginar com uns quantos pequenitos ao colo, todos loiros e de olhos verdes e azul-cinza, com um feitio exactamente igual ao dos pais e uma coragem acima da média como a mãe… E com um físico igual ao do pai…”Disse Michiru, totalmente alucinada.
“Sim sim, Michiru, vai sonhando que pode ser que se torne realidade…” Disse, rindo-me do absurdo da situação.
“Parva!” Disse ela, dando-me um safanão ligeiro no ombro.
“Parva não… realista!” Disse, rindo-me novamente, mas isso fez me tossir.
“Ah! Bem feita!”Disse ela, rindo-se de mim.
À medida que andávamos, íamos entrando cada vez mais no interior do Palácio, e o corredor por onde caminhávamos ia dar ao salão principal, de onde saía a voz aguda do Yaten, que soava ainda mais aguda por causa da fúria que a sua voz exalava.
“Assim não consigo!” Depois ouvi a sua guitarra ser brutalmente arremessada contra o chão de mármore. “Falta aqui o Seiya para dar ambiente ao ensaio!”
“Eh rapazes! Não é preciso destruírem a casa toda!” Exclamei animadamente.
“Haruka!” Exclamou Taiki.
“Estás bem? Ouvimos dizer que te tinhas sentido mal!” Disse Yaten, envergonhado por nós o termos ouvido num momento de explosão emocional, mas ao mesmo tempo preocupado comigo.
“Estou óptima, só estava demasiado cansada…”
“Já foste ver o Seiya?” Perguntaram os dois em coro.
“Ele vai ficar bem, não se preocupem…”
“A sério?” Perguntou Yaten, meio que desconfiado. Até parece que eu não sou de confiança… Mas eu compreendo, podia estar a esconder a verdade dolorosa…
“Sim… claro que sim…” Disse Michiru.
“Ele está sob coma induzido, e o Neflite deve acordá-lo amanhã.”Disse eu, concluindo.
“Oh Haruka! Obrigada por o teres conseguido trazer com vida, apesar de o odiares!” Yaten chorava que nem um desalmado, e eu abracei-o, sorrindo.
“Obrigada Haruka…” Disse Taiki, comovido, embora não ao ponto de chorar como Yaten. Acabei por abraçá-lo também. Senti bem fundo o carinho que eles sentiam por Seiya. Mas não podia comover-me. Não… Eu odiava o Seiya! Mesmo assim… Sentia esse ódio a desvanecer-se. Mas que baboseiras estou para aqui a pensar?! Não! EU ODEIO O SEIYA!!! NADA MAIS! Pensei para mim.
“Tu mudaste tanto Haruka… Estou tão feliz por ti!” Disse Michiru.
“Pois foi… Mudei um pouco…” Não disse mais nada. Virei costas, e fui para o quarto.
por mim é tudoo
beijinhooooooooooooooooos

loool amei o teu super hiper mega testamento

eu adoro estas coisas. eu aqui ao lado da rakie chan foi ela a ver me a desmanchar de riso, ainda por cima na mediateca da escola e toda a gente a olhar para mim (gotas '')
enfim
so para chatear, que tal mais um capitulo?
Capítulo 13 – A Haruka em Salvamento. Os ciúmes de Kunzite
Ao chegarmos a Neptuno, uma Michiru muito preocupada veio a correr até nós.
“Haruka, temos de fazer alguma coisa! O Seiya corre perigo!”
“E queres que eu faça o que?! Que vá ajudá-lo?! Para depois ouvir insultos atrás de insultos da parte dele?! Não… Vieste falar com a pessoa errada, Michiru…”
“Nem pelo Taiki e pelo Yaten?”
“Sendo assim a história já é outra, mas para que conste, se o Seiya perguntar, só o fiz pelo Taiki e pelo Yaten, e não por ele. Tu vens?”
“Não posso, tenho de tratar das coisas do casamento. Não posso agora abandonar Neptuno… A Hotaru vai contigo… Ela pode proteger-te se te atacarem…” Disse Michiru, ainda alarmada.
“Como – ”
“Depois ela explica-te. Agora vai!”
Dei um beijo em Kunzite, sussurrando depois ao seu ouvido “Volto mais logo, não te preocupes…”, e depois corri para o exterior, onde Hotaru me esperava, impaciente.
“Finalmente!”
“Ao menos sabes para onde vamos Hotaru?”
“Vamos para o planeta natal deles…”
“Boa… Na outra ponta da Galáxia… Boa Seiya!” Resmunguei.
“Vamos…” Disse Hotaru, estendendo-me a sua mão.
Chegámos em poucos minutos a Kinmoku, e encontrámos Fighter caída no chão, ladeada pela Healer e pela Maker.
“Urano! Saturno!” Exclamaram Healer e Maker.
“Poder Infernal da Estrelaa!” Ouvi uma voz aguda que lançou um ataque na nossa direcção.
“Parede do Silênciooo!” Disse a Saturno, ao lançar o seu poder que nos defendeu do ataque.
“Quem são vocês?!” Perguntou a maria maluca, dona da voz aguda que lançara o ataque.
“Nós somos as Guerreiras da Lua Branca, a Guerreira de Urano e a Guerreira de Saturno! Quem pensas que és para atacar assim dessa maneira a Fighter!” Gritei para ela. Ela entrava nos meus nervos de tal maneira…
“Eu sou a Azumi, melhor, a Sailor Star Killer, a irmã do namorado dessa parvalhona!” Disse ela, apontando para Seiya. Namorado?! Eh lá, onde é que eu me fui meter?! “Vocês as duas não pertencem estar aqui! Voltem para o vosso sistema solar! Poder Infernal da Estrelaa!”Atacou novamente, mas eu e Saturno desviámo-nos do ataque.
“Devias ter vergonha de ti mesma, Azumi-san.” Ouvi a voz imponente de um rapaz, que ao ver Fighter, gritou: “Sayako!” Sayako?! Ohminhadeusa alguém me explica alguma coisa disto?! Juro pela deusa dos ventos que já não estou a pescar nada disto…
“Alex…” Vi Killer a destransformar-se, e no seu lugar, apareceu uma pequena rapariga, a chorar.
“Ok… Já vi que a minha vinda foi em vão… Vou voltar a Neptuno… Com licença…” Disse, mas fui ignorada. Fiquei frustrada, pois para além de não poder ter dado uma tareia naquela arrogante, ninguém me estava a ligar peva. Podia até estar ali a ter um ataque que ninguém ligava. Eu naquele momento só queria sair dali. Se o Seiya tem problemas conjugais, resolva-os bem longe de mim.
“Fighter! Acorda!” Ouvi Saturno a dizer. Agora olhando com mais atenção, vi que Seiya estava mesmo mal… Ele estava todo ferido, e parecia que não se iria safar desta.
“Saturno, anda, já não –”
“Espera, Urano! Não vás!” Suplicou Healer “Por favor…” Ela estava quase a chorar. Eu corri a abraçá-la, para a reconfortar, e dizer que tudo ficaria bem com Seiya. Mas mesmo assim, não acreditava que isso fosse acontecer. Não aqui.
“Urano, ajuda-nos a levar a Fighter para Neptuno…”Disse Maker.
“Vocês querem mesmo ir para Neptuno?” Perguntei-lhe, sorrindo corajosamente.
“Sim… A Fighter de qualquer maneira teria de viajar para lá, e de qualquer maneira, não é um dos teus cunhados que é médico?”
“Tudo bem… Sendo assim vão andando daqui para fora. Eu levo a Fighter comigo.”
“Mas…” Disse Healer.
“Healer, podes confiar em mim… Deixa isto comigo... Não te preocupes, no que depender de mim, o Seiya vai sobreviver…” Disse, agora deixando escapar por um pouco a identidade da Fighter. Eu sorri para Healer e Maker, e para Saturno, enquanto elas deixavam Kinmoku. Eu olhei novamente para Seiya/Fighter e vi que ele/a continuava desmaiado/a, só que ele/a já não estava transformado/a, e o tal de Alex tinha-o/a deitado/a no seu colo. Eu aproximei-me lentamente, e declarei:
“Olha lá, eu tenho de levá-la…”
“Não! Ela fica!” Disse ele, levantando-se em tom de desafio. “É aqui a casa dela!”
“Não sei se sabes, mas a tua namoradinha não quer estar aqui! Qual foi a parte que ainda não percebeste?! ELA NÃO QUER ESTAR AQUI EM KINMOKU!!! ELA JÁ NÃO TE AMA!!!” Gritei com ele.
“Ela arranjou outro, não foi?”
“Ele é um homem na Terra, por amor da Deusa de Urano!”
“Tu… Tu roubaste-ma! Tu… tu fizeste a Sayako apaixonar-se por ti!” Ele tirou a sua espada furiosamente do coldre, e declarou: “Vais morrer aqui!” Ele tentou atacar-me, mas a minha rapidez a tirar a minha espada do coldre permitiu-me defender do ataque.
“Não te serve de nada atacares-me! Eu sou muito mais poderosa!” Afirmei, com voz imponente.
“Chega Alex!” Ouvi a voz fraca de Seiya, enquanto ele se levantava vagarosamente. Cada movimento dele transmitia dor. “Haruka, por favor, não lhe faças mal…”
“Se queres saber Seiya Kou, o teu namoradinho é que me atacou primeiro…”
“Haruka… Seiya? Por amor da Princesa mas será que alguém me explica o que se passa?” Disse o Alex, todo atrapalhado.
“Não estás a entender? Eu explico: Eu sou a Haruka, Princesa e Guardiã de Urano, no sistema solar da Lua Branca. A tua Sayako é na Terra Seiya Kou, um cantor muito famoso. Nós os dois não nos suportamos: odiamo-nos. E eu só cá estou, porque a minha madrinha de casamento tem como padrinho de casamento o Seiya, e pretende que ele chegue vivo e a salvo a Neptuno. E também pela Healer e pela Maker… Portanto, se não se importarem, arrufos de namorados entre vocês, de preferência bem longe de mim, não quero meter-me nesses assuntos.” Disse, já saturada desta situação que para mim é deveras embaraçosa. “Seiya, eu faço tenções de almoçar hoje. Por favor, acompanha-me.”
“Ela não vai a lado nenhum, já disse!”Disse Alex, levantando novamente a espada na minha direcção.
“Se tu não te afastares, eu ataco-te!” Disse, agressivamente, como resposta à sua ousadia.
“Ataca lá! A veres o que te acontece!”
“Chega por favor!” Disse Seiya, melhor dizendo, a Fighter. As lágrimas corriam pela sua face. “Eu vou… Anda Haruka…”
“Sayako…”
“Alex por favor! Nós já não damos. Tu traíste-me, e estás mesmo à espera que eu agora volte para os teus braços?! Nunca!! Por favor, deixa-me em paz, não me envies mais cartas! NÃO QUERO MAIS SABER DE TI!” Disse a Fighter. Ela estava mesmo magoada com Alex. Bem, se o Kunzite alguma vez me traísse, também não o quereria ver mais na minha vida… Só que ao virar as costas a Alex, ela virou-se demasiado depressa, tendo em conta o seu estado físico, e quase caíra, se eu não a tivesse agarrado.
“Ei, o que estás a fazer?! Larga-me!”Refilou ela, meio que indignada, mas sorrindo ao mesmo tempo.
“Tudo bem!” Ela caiu redonda no chão e eu ri-me desalmadamente. Ela riu também e depois eu ajudei-a a levantar-se, depois fiz o teleporte, e saímos dali.
À medida que nos aproximávamos do meu sistema solar, reparei que a Fighter estava a retomar à sua forma masculina, muito conhecida na Terra.
“Porquê, Haruka?” Perguntou Seiya, de repente.
“Porquê o quê?” Disse, curiosa.
“Porque me salvaste?”
“Pelo Yaten e pelo Taiki…Nada de mais…”
“MAS PORQUÊ?!” Perguntou Seiya, irritado.
“Também porque a Michiru insistiu… Tu és o padrinho dela, afinal de con –”
“Oh Haruka, por amor à santa, tu ODEIAS-ME!”
“Sim, é verdade, eu odeio-te! Mas não posso permitir que as asneiras que tu fazes magoem os outros!”
“Obrigada…” Acabou por dizer.
“Uh?!” Fiquei atrapalhada. Quer dizer, primeiro refila, agora ele disse o QUÊ?!
“Obrigada… Por me teres salvo… E por me teres defendido…” Disse ele com uma voz fraca, acabando por desmaiar nos meus braços. Que bom… Agora esta taralhoco desmaiou para aqui… Oh senhores…
Já tínhamos chegado a Neptuno, e Michiru veio na nossa direcção:
“Haruka!!! Finalmente! Que aconteceu? Demoraste tanto a voltar…” A voz de Michiru revelava preocupação. Neflite estava na companhia dela.
“O namoradinho aí do teu padrinho quis arranjar confusão comigo, e quase nos batemos em duelo, mas o Seiya impediu tudo isso… felizmente… Não me apetecia ter que bater em alguém hoje…”
“E o Seiya, está bem?”
“Desmaiou… Mas acho que se tu, Neflite, não o ajudares agora, ele não vai sobreviver por muito mais tempo…” Disse, preocupada.
“Vamos, trá-lo para dentro…” Disse ele, com uma expressão preocupada, não só com o Seiya mas também comigo.
Eu tentei pegar novamente em Seiya, mas a força falhou-me. Caí de joelhos no chão, e voltei à minha forma normal. Acabei por sucumbir à constipação e desmaiei.
*MOMENTO KUNZITE*
“A Haruka, está bem?” Disse. Estava preocupado com ela, se bem que eu a avisei para não exagerar.
“Ela está só exausta… Depois está doente, e isso foi a pior emenda que o soneto… Mas ela descansando recupera facilmente.” Disse Neflite, reconfortando-me.
“E o Seiya? Ele também vai ficar bem?” Perguntei, apenas por cortesia.
“Ele esteve quase a morrer… Sofreu ferimentos muito graves mas agora está estável… Ele ficará bem…”
“Ainda bem… A Michiru ficaria devastada se o padrinho dela morresse uma semana antes do casamento…” Disse maldosamente. Eu não suportava o Seiya, de maneira nenhuma.
“Kunzite, porque és assim tão mau para com o Seiya? Ele não te fez nada de mal…” Disse Zoicite, metendo-se na conversa. Ele estava a ler um livro com pautas de música para piano que Hotaru lhe emprestara, para ele aprender também.
“Realmente Kunzite… Que é que ele te fez assim de mal para tu dizeres uma coisa dessas?” Disse Jedite, entrando ele também na conversa.
“Vocês não percebem pois não? Vocês ainda não repararam nos olhares que ele manda à Haruka, pois não?”
“Que olhares, caramba!” Disse Neflite “Ele odeia-a! Esse é o único olhar que ele lhe lança. De repulsa!”
“Ele olha-a com admiração profunda! Ele olha-a como se ela fosse uma imagem da pessoa que ele mais ama. Vocês andam iludidos, mas eu não… Eu sei que ele gosta dela!”
“Kunzite, tu estás a imaginar coisas… Eles odeiam-se, nada mais… E por favor, não vás com essas conversas para ao pé da Haruka, senão ela faz-te a folha pela certa… Tu não tens razões para sentir ciúmes dela Kunzite, nenhumas…” Disse Jedite, mas ele calou-se, e eu não percebi o porquê.
“Olá meninos!” Depois percebi. Era Michiru.
“Olá Michiru. Com licença…” Disse, retirando-me de seguida da sala, sem dizer mais nada.
*FIM DO MOMENTO KUNZITE*
“Mas que bicho é que lhe mordeu?” Perguntou Michiru, admirada.
“Não faço a mínima…” Disse Neflite, como que não sabendo nada da conversa.
“Jedite… Vais contar-me o que se passou?” Disse Michiru, puxando a conversa para o lado do noivo.
“Não sei de nada! Juro!”
“Tudo bem. Ninguém vai-me contar o que se passa não é? Com licença!” Disse Michiru, determinada, e abandonou a sala.
*MOMENTO MICHIRU*
Fui até ao quarto da Haruka e do Kunzite. A porta estava entreaberta, e lá dentro estava Kunzite, a chorar desalmadamente.
“Kunzite… Posso entrar?” Perguntei delicadamente. Estava preocupada com ele. Não sabia o que se passava, nem o que ia na sua cabeça para ele estar naquele estado.
“Podes… snif…snif…” Ele estava a fungar, tentando ocultar as lágrimas que chorara. Mas isso era impossível. Eu aproximei-me, e envolvi-o num abraço carinhoso, tentando reconfortá-lo.
“Kunzite, o que aconteceu? Disse, demonstrando que não ia ali para ralhar com ele, mas sim para o ouvir, e tentar ajudá-lo.
“Eu… Não se passa nada Michiru…” Disse-me, tentando obviamente mentir, mas sem sorte.
“Kunzite… Conta lá… Sabes que podes confiar em mim…” Disse, tentando fazê-lo desembuchar.
“Diz-me só uma coisa, e responde com sinceridade, Michiru… Sabes se o Seiya sente alguma coisa pela Haruka?” Disse ele, num tom envergonhado.
“Uh?! Acho que entre aqueles dois, o único sentimento existente é somente ódio profundo e repulsa…” Disse, rindo-me um pouco. Mas depois, assumindo novamente um tom sério, perguntei: “Porquê?”
“Acho que estou com ciúmes… Mas não suporto ver a Haruka junta ao Seiya…”
“AHAH!!!” Gracejei graciosamente “A Haruka só tem olhos para ti, cunhado tolinho!”
“A sério?”
“Kunzite, achas que a Haruka casaria contigo se ela gostasse de outra pessoa? A Haruka, apesar de não demonstrar muito os seus sentimentos, ela ama verdadeiramente. Ela não era capaz de te trocar por nada deste mundo… Ela ama-te, não te preocupes…”
“Eu sinto-me muito parvo… Mas é parte da minha natureza, percebes?”
“Sim Kunzite, mas tens de confiar na Haruka. Ela ama-te loucamente… Ela parece quase insana quando me fala daquilo que sente por ti… Nunca duvides dos seus sentimentos. Eles são totalmente sinceros…”
“Oh Michiru, que seria de mim se não tivesse uma cunhada como tu que me metesse juízo na cabeça quando é preciso, quem é que o conseguiria fazer?
“Tu tens um feitio muito parecido ao da Haruka… Por isso é que sei como te levar à razão…” Disse sorrindo, para esconder os meus pensamentos… Ai, ai rapaz, se a Haru-chan soubesse do que disseste, não sei o que ela te faria…
“Obrigada Michiru… És mesmo uma boa amiga…”
“De nada Kunzite… Não tens que agradecer… Sempre às ordens!” Disse, simulando uma continência.
“Bem… Agora, se não te importasses, eu precisava…”
“Sim… Claro, até depois Kunzite…” Eu sabia exactamente o que ele queria. Sorri mais uma vez, e saí do quarto. Depois, fui ver de Haruka e de Seiya.
*FIM DO MOMENTO MICHIRU*
Eu sentia-me pessimamente. Parecia que tinha andado a bater com a cabeça vezes e vezes sem conta numa parede. Acordei assim, após ter estado algum tempo apagada. Olhei à minha volta, sentia que alguma coisa estava errada: não estava no meu quarto. Não… Definitivamente aquele não era o meu quarto.
“Haruka, acordaste!” Disse Setsuna, aliviada.
“Cof…Cof… Sim… Pelos vistos… Onde estou?”
“Estás na enfermaria… Tiveste uma má disposição, causada pelo cansaço, dividido entre corrida, viagens interplanetárias e a tua constipação. Acabaste por desmaiar quando tentaste pegar em Seiya, para o trazer para dentro – ” Disse Neflite, que acabei por interromper.
“Falando em Seiya, ele está bem?” Perguntei, verdadeiramente preocupada.
“Está a recuperar de ferimentos graves, que quase o mataram, mas ele vai estar apto a ir ao casamento…” Disse Setsuna.
“Não será melhor adiarmos o casamento, por, sei lá, três semanas? Eu quero que o Seiya recupere totalmente…”
“Haruka, tens a certeza?” Disse Michiru, que no entretanto entrara na enfermaria. “Pensava que detestavas o Seiya.”
“Adiamos ou não?” Perguntei, impaciente, e ansiosa por encerrar ali a conversa.
“Sim… Adiamos para daqui a três semanas…”
“Óptimo!” Disse, sorrindo alegremente.
“Bem… Tu deves querer sair daqui, para ires para o teu quarto…”
“Sim… Mas queria falar com o Seiya primeiro…”
“Mas ele está em coma induzido –” Tentou contra-argumentar Neflite, mas eu cortei-lhe a palavra.
“Eu acredito que as pessoas em coma são capazes de nos ouvir, apesar de estarem inconscientes… Eu quero ir ver o Seiya.”
“Tudo bem… Eu vou contigo…” Disse Michiru, determinada.
“Queria estar a sós com ele…”
“Eu fico à porta… Mas não te vou deixar andares aí sozinha, podes desmaiar por aí…”
“Tudo bem… Vem lá…” Disse, derrotada. Sabia que ela tinha razão.
Ela levou-me até ao quarto onde estava Seiya, e depois deixou-me entrar sozinha. Eu aproximei-me da cadeira que estava ao lado da sua cama, e sentei-me lá.
“Bem… Eu sei que isto vai parecer um pouco insano, estar aqui a falar para uma pessoa que possivelmente não me está a ouvir… Mas enfim, cá vai: Às vezes és um chato do pior, e outras vezes és um arrogante de primeira e eu odeio-te por isso… Mas aquilo que fizeste em Kinmoku, foi espectacular. Nunca tinha pensado que tu me fosses defender, mesmo odiando-me do fundo do coração… Bem… Nem eu me imaginava a defender-te… Bem, obrigada Seiya…” Ao acabar de falar, vi a mão de Seiya a mexer-se, como se ele tivesse acordado, e estivesse a querer chamar-me à atenção, dizendo que ouvira tudo. Olhei para a sua cara, mas ele continuava inconsciente. A minha esperança vã de que ele me tivesse ouvido desvanecera-se. Por momentos senti-me desiludida, mas depois sorri. Assim é melhor… Vou poder continuar a odiá-lo… Se ele não tiver ouvido nada, não me vai dar razões para ter de fazer mais um esforço para o conseguir aguentar. Pensei.
Depois levantei-me e saí.
“Discurso inspirador, Haruka…”Disse Michiru, colocando-me numa posição embaraçosa: ela ouvira tudo!
“Ouviste o que eu disse?”
“Claro… Não podia deixar de querer saber o que tu ias lhe dizer…”
“Que cusca!” Simulei estar ofendida…
“Não é ser cusca, é ter algo para contar aos meus sobrinhos!” Disse ela, rindo-se à gargalhada.
“Goza, goza… Eu não quero ter filhos…”
“Mas vais te de dar continuidade à casa de Urano…”
“Eu sei… Mas ter filhos, actualmente não faz parte dos meus planos…”
“Vais ter de os ter… Sabes disso não sabes?”
“Sei…” Disse. Fedelhos?! É que nem pensar! Pensei para mim. Mas porque é que a Michiru tinha de pegar nesta conversa?
“Já te estou a imaginar com uns quantos pequenitos ao colo, todos loiros e de olhos verdes e azul-cinza, com um feitio exactamente igual ao dos pais e uma coragem acima da média como a mãe… E com um físico igual ao do pai…”Disse Michiru, totalmente alucinada.
“Sim sim, Michiru, vai sonhando que pode ser que se torne realidade…” Disse, rindo-me do absurdo da situação.
“Parva!” Disse ela, dando-me um safanão ligeiro no ombro.
“Parva não… realista!” Disse, rindo-me novamente, mas isso fez me tossir.
“Ah! Bem feita!”Disse ela, rindo-se de mim.
À medida que andávamos, íamos entrando cada vez mais no interior do Palácio, e o corredor por onde caminhávamos ia dar ao salão principal, de onde saía a voz aguda do Yaten, que soava ainda mais aguda por causa da fúria que a sua voz exalava.
“Assim não consigo!” Depois ouvi a sua guitarra ser brutalmente arremessada contra o chão de mármore. “Falta aqui o Seiya para dar ambiente ao ensaio!”
“Eh rapazes! Não é preciso destruírem a casa toda!” Exclamei animadamente.
“Haruka!” Exclamou Taiki.
“Estás bem? Ouvimos dizer que te tinhas sentido mal!” Disse Yaten, envergonhado por nós o termos ouvido num momento de explosão emocional, mas ao mesmo tempo preocupado comigo.
“Estou óptima, só estava demasiado cansada…”
“Já foste ver o Seiya?” Perguntaram os dois em coro.
“Ele vai ficar bem, não se preocupem…”
“A sério?” Perguntou Yaten, meio que desconfiado. Até parece que eu não sou de confiança… Mas eu compreendo, podia estar a esconder a verdade dolorosa…
“Sim… claro que sim…” Disse Michiru.
“Ele está sob coma induzido, e o Neflite deve acordá-lo amanhã.”Disse eu, concluindo.
“Oh Haruka! Obrigada por o teres conseguido trazer com vida, apesar de o odiares!” Yaten chorava que nem um desalmado, e eu abracei-o, sorrindo.
“Obrigada Haruka…” Disse Taiki, comovido, embora não ao ponto de chorar como Yaten. Acabei por abraçá-lo também. Senti bem fundo o carinho que eles sentiam por Seiya. Mas não podia comover-me. Não… Eu odiava o Seiya! Mesmo assim… Sentia esse ódio a desvanecer-se. Mas que baboseiras estou para aqui a pensar?! Não! EU ODEIO O SEIYA!!! NADA MAIS! Pensei para mim.
“Tu mudaste tanto Haruka… Estou tão feliz por ti!” Disse Michiru.
“Pois foi… Mudei um pouco…” Não disse mais nada. Virei costas, e fui para o quarto.
por mim é tudoo
beijinhooooooooooooooooos
さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
ah tu e a palavra repentino marisa*Ah pz'é! Mas agora nao há a palavra R******** pq n postaste R********mente
loool amei o teu super hiper mega testamento*Ah! entao vocemecês lêem os meus comentarios juntas, e na escola... pa se rirem de mim! Ta bem! É bem feito! Agr todos pensam q és doidinha
eu adoro estas coisas. eu aqui ao lado da rakie chan foi ela a ver me a desmanchar de riso, ainda por cima na mediateca da escola e toda a gente a olhar para mim (gotas '')
so para chatear, que tal mais um capitulo?*Epa... n sei se quero.... bah... como é muita chato, penso q vou ler pa n apanhar uma seca!
Quem são vocês?!” Perguntou a maria maluca, dona da voz aguda que lançara o ataque.*Olha olha! Q pena! Sabes feia'zinha ranhosa, parece q a autora da fic tbm n gosta de ti... q pena... vou chorar:
RNHHHHH (Assoa-se)
Toma esta lembrança! Pega nele

De: melhor amiga Para: melhor amiga!
Um lenço ranhoso!
(especialmente para ti! Espero q tenhas gostado Serial Killer-Woman)
Quem pensas que és para atacar assim dessa maneira a Fighter!” Gritei para ela. Ela entrava nos meus nervos de tal maneira…*?????????
Sem comentários
( a comentadora encontra-se em estado choque nivel 2 apos ver q ela O tinha defendidO)“Sayako!” Sayako?! Ohminhadeusa alguém me explica alguma coisa disto?! Juro pela deusa dos ventos que já não estou a pescar nada disto…*Nao percebes? Nao te preocupes, eu no teu lugar, tinha ficado ainda por mais de boca aberta, enquanto tentava perceber o q se estava a ali a passar...
Fiquei frustrada, pois para além de não poder ter dado uma tareia naquela arrogante, ninguém me estava a ligar peva. Podia até estar ali a ter um ataque que ninguém ligava.*LOL
Ya! Realmente...Podias morrer pa li q ninguem se importava e dava pela tua falta!
Se o Seiya tem problemas conjugais, resolva-os bem longe de mim.*Ah! O.O
O SEIYA?
Meu... Haruka,estás a chama-lo pela forma masculina para o chamares de Gay?
Minha muh'nina, isso... nao se faz
FAZ-SE MESMO!
*O-K-A-Y...
Eu corri a abraçá-la, para a reconfortar (HEALER)
Tinoco-chan... sabes q essa Haruka n existe n sabes..?
Ela nunca abraçaria ninguém, mto menos as Starlights, por mais q gostasse da Healer... É q sabes... eu ao imagina-la ao fazer isso, parece q tem segundas intenções, ou entao, aparece-me a imagem da cara dela, cm cara de parva a abraçar a Healer... o.O De outro modo, nao consigo imaginar!
Eu olhei novamente para Seiya/Fighter e vi que ele/a continuava desmaiado/a, só que ele/a já não estava transformado/a, e o tal de Alex tinha-o/a deitado/a no seu colo.*OMG LOLOLOLOL
Só tu pa me fazeres rir cm os pensamentos da Haruka no genero feminino e masculino sobre ela barra ele
“Não sei se sabes, mas a tua namoradinha não quer estar aqui! Qual foi a parte que ainda não percebeste?! ELA NÃO QUER ESTAR AQUI EM KINMOKU!!! ELA JÁ NÃO TE AMA!!!” Gritei com ele.* O.O
A defende-lo? Outra vez??????????
(A comentadora aumenta o seu estado de choque de nivel 2 para nivel 4)
“Ela arranjou outro, não foi?”.
“Ele é um homem na Terra, por amor da Deusa de Urano!”
[...]
"Tu… Tu roubaste-ma! Tu… tu fizeste a Sayako apaixonar-se por ti!” Ele tirou a sua espada furiosamente do coldre, e declarou: “Vais morrer aqui!” Ele tentou atacar-me, mas a minha rapidez a tirar a minha espada do coldre permitiu-me defender do ataque
*(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)
BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA
Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka... esperem... deixem-me repetir tudo outra vez pa ver se acredito... :
(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)
BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA
Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka...
Contem-me fics está bem? ¬¬
Ei, o que estás a fazer?! Larga-me!”Refilou ela, meio que indignada, mas sorrindo ao mesmo tempo.*LOLOLOLOL
“Tudo bem!” Ela caiu redonda no chão e eu ri-me desalmadamente. Ela riu também e depois eu ajudei-a a levantar-se, depois fiz o teleporte, e saímos dali.
Hum... pq q será q esta cena é me tao familiar??? Epa! acho q nao sei!
Agora esta taralhoco desmaiou para aqui… Oh senhores…Bem feito! N gozaste q ela por ela ter desmaiado de dores qndo o Yamada a atacou? Entao pumba, agora qem se apagou foste tu! Nhã NHã NHÃ!
não vai sobreviver por muito mais tempo…” Disse, preocupada.*O.O
(Mais uma vez, a comentadora sobe de nivel de choque nº4 para o nivel nº 6
*Olha, se nao tivesses reparado q o Coizinhu te olhava preocupado, eu nem sabia q estavas assim tao mal e esgotada ~.O
Eu tentei pegar novamente em Seiya, mas a força falhou-me. Caí de joelhos no chão, e voltei à
minha forma normal. Acabei por sucumbir à constipação e desmaiei.
Diz-me só uma coisa, e responde com sinceridade, Michiru… Sabes se o Seiya sente alguma coisa pela Haruka? - Disse ele, num tom envergonhado.*Ai meu deus q ainda morro hoje!
“Uh?! Acho que entre aqueles dois, o único sentimento existente é somente ódio profundo e repulsa…” Disse, rindo-me um pouco. Mas depois, assumindo novamente um tom sério, perguntei: “Porquê?”
“Acho que estou com ciúmes… Mas não suporto ver a Haruka junta ao Seiya…”
(Mais uma vez novamente, para variar, a comentadora passa de nivel de choque nº 8 para o Nº10!)
***Va! mais uma vez! juntem-se a mim!***
(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)
BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA
Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka...
Haruka, tens a certeza?” Disse Michiru, que no entretanto entrara na enfermaria. “Pensava que detestavas o Seiya.”*Olha! Conseguiste safar-te!
“Adiamos ou não?” Perguntei, impaciente, e ansiosa por encerrar ali a conversa.
“Sim… Adiamos para daqui a três semanas…”
Óptimo!” Disse, sorrindo alegremente.
Apesar de eu já ter passado para o estado de choque nivel 12 por ela qerer adiar o casamento pcausa do bem estar dele barra dela e por ter sorrido alegremente, penso por outro lado q é um pretexto para n querer casar... assim talvez ainda consiga arranjar um modo de casar numa oficina cheia de oleo, de modo a q o padre escorregue e faça Sku.


“Bem… Eu sei que isto vai parecer um pouco insano, estar aqui a falar para uma pessoa que possivelmente não me está a ouvir… Mas enfim, cá vai: Às vezes és um chato do pior, e outras vezes és um arrogante de primeira e eu odeio-te por isso… Mas aquilo que fizeste em Kinmoku, foi espectacular. Nunca tinha pensado que tu me fosses defender, mesmo odiando-me do fundo do coração… Bem… Nem eu me imaginava a defender-te… Bem, obrigada Seiya…” Ao acabar de falar, vi a mão de Seiya a mexer-se, como se ele tivesse acordado, e estivesse a querer chamar-me à atenção, dizendo que ouvira tudo. Olhei para a sua cara, mas ele continuava inconsciente. A minha esperança vã de que ele me tivesse ouvido desvanecera-se. Por momentos senti-me desiludida, mas depois sorri. Assim é melhor… Vou poder continuar a odiá-lo… Se ele não tiver ouvido nada, não me vai dar razões para ter de fazer mais um esforço para o conseguir aguentar. Pensei.
Depois levantei-me e saí.
“Discurso inspirador, Haruka…”Disse Michiru, colocando-me numa posição embaraçosa: ela ouvira tudo!
* O.O
o.O
~.O
~.~
TUM... TUM... TUM, TUM... TUM TUM... TUMTUMTUMTUM
Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Lamentamos informar mas a comentadora atingiu o estado de choque nivel 20 por ter lido a confissao feita pela senshi do vento e acabou por entrar em coma. Lamentamos o dano q a perda do resto do comentário lhe possa causar.
Com o maior dos consentimentos.
| Citação: |
ah tu e a palavra repentino marisa ![]() |
LOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLL!!!!!
| Citação: |
loool amei o teu super hiper mega testamento ![]() eu adoro estas coisas. eu aqui ao lado da rakie chan foi ela a ver me a desmanchar de riso, ainda por cima na mediateca da escola e toda a gente a olhar para mim (gotas '') |
eu sei que sou doida, e com muito gosto

| Citação: |
| so para chatear, que tal mais um capitulo? |
*Epa... n sei se quero.... bah... como é muita chato, penso q vou ler pa n apanhar uma seca!
uma seca hein ?! muahahahahahah
| Citação: |
| Quem são vocês?!” Perguntou a maria maluca, dona da voz aguda que lançara o ataque. |
RNHHHHH (Assoa-se)
Toma esta lembrança! Pega nele

De: melhor amiga Para: melhor amiga!
Um lenço ranhoso!
(especialmente para ti! Espero q tenhas gostado Serial Killer-Woman)
que mazinha Marisinhaaaaaaaaaaa
eu ADOREI ESSA MALDADE MALDOSA 
| Citação: |
| Quem pensas que és para atacar assim dessa maneira a Fighter!” Gritei para ela. Ela entrava nos meus nervos de tal maneira… |
Sem comentários
( a comentadora encontra-se em estado choque nivel 2 apos ver q ela O tinha defendidO)
eh... so foi para meter uma piadazinha

| Citação: |
| “Sayako!” Sayako?! Ohminhadeusa alguém me explica alguma coisa disto?! Juro pela deusa dos ventos que já não estou a pescar nada disto… |
nao percebeu mesmofrustraçao *gotas*
| Citação: |
| Fiquei frustrada, pois para além de não poder ter dado uma tareia naquela arrogante, ninguém me estava a ligar peva. Podia até estar ali a ter um ataque que ninguém ligava. |
Ya! Realmente...Podias morrer pa li q ninguem se importava e dava pela tua falta!
| Citação: |
| Se o Seiya tem problemas conjugais, resolva-os bem longe de mim. |
O SEIYA?
Meu... Haruka,estás a chama-lo pela forma masculina para o chamares de Gay?
Minha muh'nina, isso... nao se faz
FAZ-SE MESMO!
XD XD XD XD XD x3 x3 x3| Citação: |
Eu corri a abraçá-la, para a reconfortar (HEALER) |
Tinoco-chan... sabes q essa Haruka n existe n sabes..?
Ela nunca abraçaria ninguém, mto menos as Starlights, por mais q gostasse da Healer... É q sabes... eu ao imagina-la ao fazer isso, parece q tem segundas intenções, ou entao, aparece-me a imagem da cara dela, cm cara de parva a abraçar a Healer... o.O De outro modo, nao consigo imaginar!
(eu sei eu sei va la deixem me tornar a harukinha mai sentimentalista SVP XD)
| Citação: |
| Eu olhei novamente para Seiya/Fighter e vi que ele/a continuava desmaiado/a, só que ele/a já não estava transformado/a, e o tal de Alex tinha-o/a deitado/a no seu colo. |
Só tu pa me fazeres rir cm os pensamentos da Haruka no genero feminino e masculino sobre ela barra ele
HEHEHEHEHEEHEHHEHEHE| Citação: |
| “Não sei se sabes, mas a tua namoradinha não quer estar aqui! Qual foi a parte que ainda não percebeste?! ELA NÃO QUER ESTAR AQUI EM KINMOKU!!! ELA JÁ NÃO TE AMA!!!” Gritei com ele. |
A defende-lo? Outra vez??????????
(A comentadora aumenta o seu estado de choque de nivel 2 para nivel 4)
va convenhamos, ela só esta a fazeer isto pq a Michi-chan lhe pediu
' total fail (mas q baka que o Alex me saiu, para insiunuar tretas como as seguintes
)| Citação: |
| “Ela arranjou outro, não foi?” “Ele é um homem na Terra, por amor da Deusa de Urano!” [...] "Tu… Tu roubaste-ma! Tu… tu fizeste a Sayako apaixonar-se por ti!” Ele tirou a sua espada furiosamente do coldre, e declarou: “Vais morrer aqui!” Ele tentou atacar-me, mas a minha rapidez a tirar a minha espada do coldre permitiu-me defender do ataque |
*(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)
BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA
Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka... esperem... deixem-me repetir tudo outra vez pa ver se acredito... :
(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)
BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA
Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka...
Contem-me fics está bem? ¬¬
tu propria fazes fics Haruka x Seiya, lembras te
| Citação: |
| Ei, o que estás a fazer?! Larga-me!”Refilou ela, meio que indignada, mas sorrindo ao mesmo tempo. “Tudo bem!” Ela caiu redonda no chão e eu ri-me desalmadamente. Ela riu também e depois eu ajudei-a a levantar-se, depois fiz o teleporte, e saímos dali. |
Hum... pq q será q esta cena é me tao familiar??? Epa! acho q nao sei!
| Citação: |
| Agora esta taralhoco desmaiou para aqui… Oh senhores… |
| Citação: |
| não vai sobreviver por muito mais tempo…” Disse, preocupada. |
(Mais uma vez, a comentadora sobe de nivel de choque nº4 para o nivel nº 6
| Citação: |
Eu tentei pegar novamente em Seiya, mas a força falhou-me. Caí de joelhos no chão, e voltei à minha forma normal. Acabei por sucumbir à constipação e desmaiei. |
''' maldade *gotas*| Citação: |
| Diz-me só uma coisa, e responde com sinceridade, Michiru… Sabes se o Seiya sente alguma coisa pela Haruka? - Disse ele, num tom envergonhado. “Uh?! Acho que entre aqueles dois, o único sentimento existente é somente ódio profundo e repulsa…” Disse, rindo-me um pouco. Mas depois, assumindo novamente um tom sério, perguntei: “Porquê?” “Acho que estou com ciúmes… Mas não suporto ver a Haruka junta ao Seiya…” |
(Mais uma vez novamente, para variar, a comentadora passa de nivel de choque nº 8 para o Nº10!)
hehehehehehehehehehehehehe nivel 10?!!!!
***Va! mais uma vez! juntem-se a mim!***
(Explosao de risos e a comentadora rebola no chão)
BAH ' AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHA
Ya... ya... (enxuga as lágrimas) certo... o Seiya gostar da Haruka...
| Citação: |
| Haruka, tens a certeza?” Disse Michiru, que no entretanto entrara na enfermaria. “Pensava que detestavas o Seiya.” “Adiamos ou não?” Perguntei, impaciente, e ansiosa por encerrar ali a conversa. “Sim… Adiamos para daqui a três semanas…” Óptimo!” Disse, sorrindo alegremente. |
Apesar de eu já ter passado para o estado de choque nivel 12 por ela qerer adiar o casamento pcausa do bem estar dele barra dela e por ter sorrido alegremente, penso por outro lado q é um pretexto para n querer casar... assim talvez ainda consiga arranjar um modo de casar numa oficina cheia de oleo, de modo a q o padre escorregue e faça Sku.


nao me parece que algo do genero va acontecer

| Citação: |
| “Bem… Eu sei que isto vai parecer um pouco insano, estar aqui a falar para uma pessoa que possivelmente não me está a ouvir… Mas enfim, cá vai: Às vezes és um chato do pior, e outras vezes és um arrogante de primeira e eu odeio-te por isso… Mas aquilo que fizeste em Kinmoku, foi espectacular. Nunca tinha pensado que tu me fosses defender, mesmo odiando-me do fundo do coração… Bem… Nem eu me imaginava a defender-te… Bem, obrigada Seiya…” Ao acabar de falar, vi a mão de Seiya a mexer-se, como se ele tivesse acordado, e estivesse a querer chamar-me à atenção, dizendo que ouvira tudo. Olhei para a sua cara, mas ele continuava inconsciente. A minha esperança vã de que ele me tivesse ouvido desvanecera-se. Por momentos senti-me desiludida, mas depois sorri. Assim é melhor… Vou poder continuar a odiá-lo… Se ele não tiver ouvido nada, não me vai dar razões para ter de fazer mais um esforço para o conseguir aguentar. Pensei. Depois levantei-me e saí. “Discurso inspirador, Haruka…”Disse Michiru, colocando-me numa posição embaraçosa: ela ouvira tudo! |
* O.O
o.O
~.O
~.~
TUM... TUM... TUM, TUM... TUM TUM... TUMTUMTUMTUM
Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Lamentamos informar mas a comentadora atingiu o estado de choque nivel 20 por ter lido a confissao feita pela senshi do vento e acabou por entrar em coma. Lamentamos o dano q a perda do resto do comentário lhe possa causar.
Com o maior dos consentimentos.
looool MARISA EU E Q ENTREI EM ESTADO DE CHOQUE XD
eu aqui a fazer supostamente um trabalho sobre cesario verde, enquanto a Rakie-chan esta a tentar fazer o nosso almoço, e eu aqui a rir-me a bandeiras despregadas, como se a vida do Veerde tivesse mta piada

adorei o comment
mas para teu infortunio so publico mais amanha de manha
muahahahahah ser mazinha para de vez em quando dar um comment de jeito aos teus comments XDadorei rir-me durante este bocadinho
bjinhoooooos

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Mas sabes Haruka… Não é por isso que vou ficar chateada contigo… Eu acho que vou dar-te uma mãozinha para isto não ser tão tortuoso para ti como está a ser…” Michiru disse, de cabeça levantada, e de lágrimas nos olhos. “Acho que vou-te fazer o favor de te deixar ir ao copo de água de fato… Não te vou obrigar a andar o dia todo de vestido. Casamos-te, e de seguida, vais logo trocar de roupa… Assim acho que te ajudo…” Acabou a sorrir resplandecentemente.
“A sério?! Eras mesmo capaz de fazer isso por mim?” Disse, levantando a cabeça no meio de lágrimas, a sorrir.
nao percebo, nunca percebi...qual o problema dos vestidos, sao super confurtaveis, e se puserem um daqueles calçoes piquininos que mais parecem boxers, anda-se super á vontade, pode-se correr e saltar... como eu adoro vestidos. vestidinhos com folhinhos, florzinhas, bolinhas, cor-de-rosa, amarelos, de todas as formas e feitios, principalmente daqueles leves que abanicam com o ventu...
“Como te atreves a derrotar-me novamente Tenoh!” Era, mais uma vez, o Yamada, que mais uma vez, estava frustrado por ter perdido comigo
este tipo irrita-m profundament, mas nao têm noçao, que nervos, a este até eu dava um soco, e eu odeio andar ao estalo.
Já quando te apaixonaste pela Usagi ficaste um traste quando descobriste quem ela era na realidade!
esta eu nao percebo tambem, nunca percebi, porque ficou tao desiludido. ela é linda, fofa, e era uma guerreirfa como ele, tinha o mesmo inimigo que ele, e conseguia que as pessoas tansformadas em varges ficassem vivas (coisa que ele nao conseguia), afinal o que precisa de ter uma tipa/tipo pa ele se apaixonar?
nao consegui ainda acabar de ler, falta-m capitulo mais recente, ms ja estava um pouco cansada...mais logo termino..
bjinhu
**podem tratar-me por Vânia ou Banny-chan**
fic: Sayonara sweet days
fic: Sayonara sweet days
que mazinha Marisinhaaaaaaaaaaaeu ADOREI ESSA MALDADE MALDOSA
*LOLOLOLOLOL
Obrigada
sou optima a ofender pessoas
Serio!
tu propria fazes fics Haruka x Seiya, lembras te*Sim certo mas qnd eu digo...certo... o Seiya gostar da Haruka... qer dizer q nesta fic, isso n acontece. Aqi n fazia sentido nenhum ele andar atras dela enqto ela tava comprometida... ainda poderia causar problemas entre o Kunzite e ela e...mais n digo .![]()
nao me parece que algo do genero va acontecer*Ainda bem.... fico mais descansada... apesar de que se isso acontecesse, nao faria outra coisa senao rir nas proximas duas horas
looool MARISA EU E Q ENTREI EM ESTADO DE CHOQUE XD*Pq? eu é q tive de acordar do coma as 7.53 pa ir pa paragem as 8.16 pa chegar ah escola as 8.34 pa entrar as 8.45! O despertador acordou-me, nao fui eu q acordei por mim mesm, logo, qem fica ainda em estado choque nº 21, sou eu! (21...hum... adoro este numero! é o dia dos meus anos e é o meu nº preferido)
eu aqui a fazer supostamente um trabalho sobre cesario verde, enquanto a Rakie-chan esta a tentar fazer o nosso almoço, e eu aqui a rir-me a bandeiras despregadas, como se a vida do Veerde tivesse mta piada*AH! esse home'zinho poeta mto sensual e todo bom! Ja ouvi falar dele, pq tamus a dar poesia (tipo, florbela espanca ... pronto poetas sec XX) e a minha stora falou por alto dele.
adorei o comment*PUBLICO?mas para teu infortunio so publico mais amanha de manha
NAO!
Obrigada mas dispenso por completo!
Eu detesto publico! *esconde-se atrás do teclado*
Detesto ser o centro das atençoes. Coro e gaguejo q nem uma estupida!
muahahahahah ser mazinha para de vez em quando dar um comment de jeito aos teus comments XD*Ainda bem q te pus a rir uma beca depois das horas euxastivas q temos de desperdiçar pa fazer trabalhos de me*da.
adorei rir-me durante este bocadinho
bjinhoooooos


Beijinho*
Ah!
P.S -Recuperei do coma e tou pronta pa outra! Ja me podes tentar homicidar novamente.
nao percebo, nunca percebi...qual o problema dos vestidos, sao super confurtaveis, e se puserem um daqueles calçoes piquininos que mais parecem boxers, anda-se super á vontade, pode-se correr e saltar... como eu adoro vestidos. vestidinhos com folhinho, florzinhas, bolinhas, cor-de-rosa, amarelos, de todas as formas e feitios, principalmente daqueles leves que abanicam com o ventu...*O.O
BTSUKINO-CHAN???
TU GOSTAS... DISSO?
DESSAS... COISAS?
AI Q VOU DESMAIR... JÁ ESTÁ! (ver ep.1 SM PT)
DETESTO ISSO! ODEIO TER AS PESSOAS A OLHAR PARA AS MINHAS PERNAS! q horror! ganda atrofiu!
Unicamente calças por favor
ENTAO SE USASSE FOLHOS NOS VESTIDOS, CAVAVA UM BURACO PA ME ENFIAR LA DENTRO E SUICIDAVA-ME CM A FALTA DE AR
BTsukino: vestidos: tenho muito contra eles( ja apanhei com cada vergoha
e para alem de mais, a haruka é um macho!
2º o Seiya gostava muito muito da Bunny, e depois de descobrir que ela era a SM, e ela descobrir que era uma Starlight, e claro q ele ficou de pe atras
Marisa: Oh pah... Sabes a q horas me levantei hj? 6h40 da manha! As 7h44 já estava na escola
*gotas''*
enfim...
ta bem eu homicido-te daqui uns caps
Agora é que vais comecar a perceber pq e q a Rakie-chan na brincadeira disse que nos eramos muito maldosas com o Seiya
so vou homicidar-te agora: AQUI VAI MAI UM CAP XD
Faltava uma semana para o casamento.
Finalmente, decidi ceder à vontade da minha mãe e de Michiru: iria usar vestido no casamento. A Michiru contratou Anya Kanaiichiru, a estilista mais famosa de Neptuno para me desenhar o vestido. Quando ela me mostrou o desenho do vestido, eu fiquei completamente apaixonada e a única coisa que consegui dizer foi “Vou ficar ansiosamente à espera do resultado final!”. Mas o fato, que era uma das minhas exigências, fora totalmente desenhado por mim. Achei que se tinha andado a estudar Estilismo enquanto estava a espiar a Escola Mugen, tinha de fazer uso do curso que tirara. Anya elogiou a qualidade do meu desenho, e disse que ia tentar reproduzir fielmente o desenho, o que lhe agradeci do fundo do coração.
Depois, o Seiya usara bem as semanas que lhe dera: conseguiu recuperar totalmente da luta que tivera com Azumi, em Kinmoku. Mas outra coisa que me surpreendeu foi que ele não estava a lidar bem com a separação de Alex. Ele andava metido na bebida, e cada dia que passava apanhava bebedeiras cada vez maiores, até que Yaten se passou de vez.
“Haruka, viste o Seiya?” Perguntou-me Yaten. Eu estava no corredor, a tentar apanhar os restos mortais do copo que acabara de partir.
“Eu? Não… Porquê?”
“Porque era suposto estarmos a ensaiar a esta hora, e eu não o encontro em lado algum… Espero que ele não se ande a meter na bebida outra vez…” Disse Yaten, com ar preocupado.
“Não te preocupes, ele já aparece aí –”De repente, ouvimos uma jarra a quebrar-se e um ‘podre de bêbedo e ainda com uma garrafa na mão’ Seiya, estendido no chão.
“Seiya, estás bem?” Questionei, enquanto me aproximava dele.
“Olha… tantas estrelinhas…” Foi a única resposta que consegui obter dele.
Yaten aproximou-se dele, e pregou-lhe uma grande estalada.
“SEIYA! Como é que és capaz, de depois de teres estado às portas da morte, andares a enfrascar-te como tens andado?! Já não tens amor à vida?! Tenho muita pena que as coisas entre ti e o Alex não tenham resultado, e que tenhas de o ter deixado, mas não podes andar a matar-te lentamente como tens feito, por causa disso. Sabes que mais? ESTOU FARTO!”Disse Yaten gritando com Seiya, como nunca o tinha visto gritar. “No que depender de mim, a nossa amizade ACABOU!” Ele virou costas, e afastou-se. O meu primeiro instinto foi correr até ele, mas detive-me, tinha de ajudar Seiya. Olhei para ele, e ele estava com uma mão na cara, no local onde Yaten o tinha atingido, mas a rir-se a bandeiras despregadas. Boa… Que faço agora com este bebedolas inveterado? Pensei.
“Vá Seiya! Levanta-te. Vamos lá curar essa bebedeira!” Peguei-o pelos braços, e levei-o, a custo, até à casa de banho. Ele estava a precisar de um duche gelado.
Se virmos bem, o Seiya mereceu. Ele já andava a passar das marcas, contudo, ele continuava na mesma. Ele agora estava arrependido. Ele sabia que o Yaten tinha razão, mas não queria pedir desculpa. Ele era demasiado orgulhoso é isso que eu odeio nele… Ele continuava a participar nos ensaios, mas eles não se falavam. Até Taiki se sentia ressentido com Seiya, e eles também não se falavam. A única pessoa que o compreendia era eu, e era comigo que ele vinha desabafar às vezes. Mas mesmo assim, não era desculpa para ele se andar a embebedar. E mesmo assim, eles estavam todos a ser uns casmurros.
Era Terça-feira.
Fui dar uma volta pelo jardim, quando encontrei Seiya, mais uma vez, com a garrafa nos queixos.
“SEIYA!” Gritei com ele, parti-lhe a garrafa e peguei-o pelos colarinhos “Já chega! TU deves ser o gajo mais idiota que eu conheço, raios te partam! Como é que és capaz de continuar a fazer uma coisa que sabes que está a magoar profundamente as pessoas que te amam?!”
“Não és tu uma delas de certeza!” Cuspiu sarcasticamente.
“Posso não ser das pessoas que mais te amam, Seiya Kou, mas preocupo-me contigo! Bolas, se me preocupo! Caramba Seiya! Cai na realidade!” Larguei-o e ele caiu na relva verde.
“Já chega! Estou farto de ti, sua loira arrogante e intrometida! Transformação do Poder da Estrela Fighter!”
“Seiya, eu não vou lutar contigo! Tu não estás em ti e vais mago –” Ele deu-me um murro na cara, e isso acendeu a chama dentro de mim. “OK! Tu estás a pedi-las! Pelo Poder Sagrado de Uranoo!” Transformei-me também. “Agora vais sair magoado Seiya, e eu não queria… Acredita que eu não queria… ABALO DO MUNDOOO!”
Seiya conseguiu esquivar-se do meu ataque, e ele não foi de modos “Laser Potente da Estrelaa!” Mas ele, bêbedo como estava, tinha a pontaria afectada pelo álcool, e falhou redondamente. Eu tentei desferir um murro nele, mas a única coisa que vi foi a relva verde de perto: Seiya conseguira agarrar-me e atirar-me de encontro ao chão. Estava sentado em cima das minhas costas, com um joelho a fazer pressão na minha coluna, e o meu braço esquerdo estava a ser puxado para trás. Sim, ele estava a magoar-me, mas eu nada disse, não queria dar parte de fraca.
“E agora Tenoh, que vais fazer?!” Gritou ele, provocando-me.
“Eu…Não… Vou… Fazer nada! Não te quero magoar!” Disse, enquanto respirava com dificuldade. O Seiya não era propriamente leve, e o seu peso, em cima de mim, não me ajudava muito.
“Luta Tenoh! Quero que lutes!” Ele estava mesmo fora do seu juízo normal “LUTA!”
“NÃO!” Gritei a plenos pulmões. O meu braço parecia que estava a ser arrancado do lugar, e isso também contribuiu um pouco para o grito.
“LUTA Tenoh! E isto acaba!”
Eu não queria mesmo lutar, mas o Seiya estava a magoar-me demasiado. Depois de o ter salvo, depois de o ter apoiado, é esta a paga que recebo?! “Estou farta! Pelo poder da Deusa dos Ventos, Guardiã de Urano, eu evoco-te, dá-me o teu poder!” Um clarão de luz aparecera à minha volta, e projectara Seiya para longe de mim. Eu levantei-me lentamente, e retirei a minha espada do coldre, e apontei-a a Seiya:
“Seiya Kou, aliás, Sailor Star Fighter, passaste totalmente das marcas!” Disse, ofegante.
“NAAAAAAAÃO!!!! Haruka!!!! Não o ataques!” Ouvi a voz aguda de Yaten, que se colocou imediatamente à minha frente. Seiya aproveitou a deixa para me atacar:
“LASER POTENTE DA ESTRELAAAA!”
Nesse instante, só sei que acabei a voar contra a estátua de Poseidon, deus grego dos mares. Depois, caí na inconsciência.
***
“Haruka…”Ouvi uma voz chamar por mim, preocupada.
“O…Onde estou?”Perguntei. Eu sentia-me perdida.
“Estás dentro do palácio. Bateste com a cabeça com muita força…” Eu fiz um esforço para me levantar, mas o dono da voz preocupada não mo permitiu. “Não, Haruka… Podes desmaiar outra vez…” Depois de ter conseguido analisar as coisas com mais cuidado, consegui concluir que era Neflite que estava ali, a tentar manter-me deitada.
“Não me importo… Desde que não tenha de sentir dores…” A minha cabeça doía, como se tivesse sido rachada ao meio.
“Haruka! Oh Haruka! Desculpa!”Ouvi a voz estridente de Seiya, que ressoava em todo o santo canto da minha cabeça. “Fui um parvo, por favor perdoa-me!” Ele estava deveras arrependido.
“Não te preocupes… Eu vou ficar bem…” Disse, lentamente. Devias ter pensado nisso antes de teres tido a triste ideia de me magoar, seu grandessíssimo parvalhão! Pensei. Muito já não consegui dizer. Os meus olhos pesavam como chumbo, e desmaiei novamente. No fundo, até me senti melhor. Assim não sentia dor.
“Seiya Kou! Já viste bem o que fizeste?! Podias tê-la morto!” Disse, irritado. “Sabes Seiya… Eu acreditei remotamente que poderias mudar, e quando me disseram que estavas no jardim, eu ia com intenção de fazer as pazes contigo… Eu acreditei mesmo que tu tinhas mudado, andavas mais feliz e a Haruka dizia-me que tu estavas mesmo a mudar…. Mas já vi que isso não era verdade. Que era tudo uma ilusão… Eu… Eu e o Taiki vamos mandar-te de volta para Kinmoku!” Disse, autoritariamente.
“Não Yaten! Tudo menos voltar para esse planeta! Tudo menos voltar lá! Se eu volto para lá, eu morro!” Seiya transmitia desespero na sua expressão. Ver Haruka ir contra a estátua fê-lo acordar para a realidade.
“Tu tens de passar uma temporada com os pais. Não! Eu não te vou ver aí a definhar lentamente por um rapaz que nem te merece! Não! Isso não vai acontecer!”
“Yaten, eu vou mudar… Mas por favor, eu não quero voltar a Kinmoku…”Eu estava a ver Seiya quase a chorar de desespero.
“Seiya… É a única solução…Vai ter de ser… Partimos logo a seguir ao casamento!” Disse, determinado.
“Por favor Yaten…”
“Não há por favor! Tu não estás em posição de decidir nada neste momento!” Cada palavra, cada súplica de Seiya magoava-me profundamente, mas tinha de ser assim com ele, senão ele não vai endireitar.
“Tudo bem…” Disse ele resignado. “Yaten?”
“Sim Seiya?”
“Obrigada… por nunca desistires de mim… Tu e a Haruka… Espero poder pedir-lhe desculpa decentemente…Ela não merecia aquilo…”
“Não tens de quê, acima de teu amigo, sou teu irmão… Vá, acho que agora é melhor ires dormir um pouco… Vai dormir…”
“Sim… Até amanhã…” Ele foi cabisbaixo, em direcção para o quarto. Taiki olhou para mim.
“Nunca pensei que conseguisses falar com tanta autoridade, Yaten…”
“Ás vezes tem de ser… Mas oh Taiki… Eu sinto que magoei o Seiya…”
“Não magoaste, acredita… Acho que o Seiya finalmente caiu na realidade…”
“Achas?”
“Sim… Bem, eu acho que é melhor alguém ficar de olho nele esta noite…”
“Eu fico…” Disse. Queria ficar com ele esta noite.
“Tudo bem… Eu fico por aqui, e se souber de alguma coisa da Haruka, eu vou lá dizer-te…”
“Obrigada Taiki… Bem, boa noite…”
“Boa noite…”
Acordei na manhã seguinte, claramente, sem sinais de qualquer lesão provocada pelo incidente de ontem. Vá, apenas uma pequena nódoa negra que ficara do murro que Seiya me dera. Bem, como ele doera… Neflite deixara-me sair da enfermaria após o pequeno-almoço, o qual tomara sozinha. Todos tinham coisas de última hora para resolver, antes do grande dia… Bah! Faltam seis dias!!!!! Pensei. Ao entrar no meu quarto, depois de ter comido, encontrei algo que me animou: o meu fato estava pronto, e já no meu quarto, à espera que eu o experimentasse. “Oh Anya! Muito, muito obrigada!” Murmurei alegremente para mim mesma. Decidi dar-lhe uma apitadela, para lhe agradecer o trabalho excelente que ela fizera com o meu desenho.
Depois, vesti-me e fui dar uma volta por Neptuno. Como me apeteceu ir beber um café, acabei por me dirigir ao centro comercial. Parei em frente ao café, que me chamou à atenção: O Seiya estava sentado numa das mesas. Eu aproximei-me da sua mesa, e perguntei docilmente:
“Posso fazer-te companhia?”
Seiya olhou para cima e sorriu: “Podes, Loirinha… Senta-te…”
Mais uma vez, Seiya apelidou-me de Loirinha, mas desta vez não disse nada em relação a isso, não valia a pena.
“Vai tomar alguma coisa, menina Haruka?” Disse a empregada, que já me conhecia. Tinha vindo aqui muitas vezes durante as últimas três semanas.
“Traga dois cafés, se faz favor… E um copo de água…” Pedi delicadamente.
“Com certeza…”
“Então Seiya, conta-me lá… O Neflite contou-me que tu e o Yaten já tinham feito as pazes…”
“Sim… É verdade… Haruka… Eu tenho uma coisa para te dizer…”
“Força, diz… Mas olha, primeiro bebe isso…” Disse, empurrando uma das chávenas para Seiya. A empregada já trouxera os cafés.
“Sabes Haruka… Eu quero pedir-te desculpa por te ter batido daquela maneira ontem… Eu estava fora de mim…”
“Seiya…Não tens de te justificar… Eu compreendo… Acredita que não me magoaste nada… Eu apenas fiquei magoada, porque pensava que ias superar isto, Seiya… Pensei que ias ultrapassar esta fase… Mas tu preferiste deixar-te ir abaixo… Eu apoiei-te, apesar de a nossa relação nunca ter sido excelente, e tu desiludiste-me. E depois atiraste-me daquela maneira contra aquela estátua… Mas eu pensei muito nisto e cheguei à conclusão de que não tem importância… Tu estavas fora do teu juízo… Mas depois lembrei-me de que tu me odiaras, tal como eu te odiara, e que no teu íntimo, era isso que tu querias fazer-me. Mas sabes… Mesmo assim perdoo-te, porque se não te perdoar, isso só iria piorar a nossa situação. Provavelmente da próxima vez que os azeites aquecessem entre nós, um de nós magoar-se-ia a sério, ou morreria, e eu não quero que isso aconteça…. Não vale a pena… Temos de nos respeitar mutuamente…” Disse, enquanto bebericava o café. “E também faço um esforço por aguentar-te, até porque os dois padrinhos de um casal de noivos têm de se dar bem… Não é?”
“Claro que sim… Mas diz-me… Porque é que não me agrediste, mesmo não querendo? Tu sabes que eu estava a pedi-las…”
“Porque não queria, e eu não sou cobarde para atacar pessoas que não têm qualquer hipótese de ripostar contra mim. Tu estavas bêbedo, e isso afectou a tua pontaria, colocando-te em desvantagem. E para além de mais, eu não te ia atacar, contigo no chão…”
“Sabes, Haruka… Respeito-te muito… Tu, para além de seres leal, tanto para com os teus amigos, como para os teus princípios, és muito altruísta…”
“Altruísta? Como assim?” Perguntei, curiosa. Em que medida ele me achava altruísta?
“Não te importas de sofrer pelos outros, desde que isso implique a sua felicidade. Eu queria ser assim como tu… Eu sou um irresponsável, que por vezes não se lembra que existem outras pessoas à minha volta… Não penso nas consequências dos meus actos… Não vejo…a realidade…” Disse Seiya, cabisbaixo.
“Bem… Não sei que te diga Seiya… Obrigada pelo elogio…”
“De nada Loirinha!” Disse ele, piscando-me o olho. Mas o que raio este gajo pensa que está a fazer?! A bebida afectou-lhe os miolos, só pode… “Se bem que eu por vezes não consiga ser assim… E algumas pessoas me achem inconveniente de ter por perto… Mas é um pouco verdade… Eu sou às vezes um grande parvalhão... E não sei estar no meu lugar… Como daquela vez no camarim da Michiru…”
“Nem me lembres disso… Foi aí que a faísca acendeu pela primeira vez…”Disse, vendo a imagem mental passar na minha cabeça…
“Michiru, sou eu a Haruka!!!” Entrei pela porta entreaberta, com Usagi atrás de mim.
“Entra Haruka…”
“Oh…” Disse simplesmente. Era um dos Três Luzes que estava no camarim com Michiru.
“Olá Michiru!!! Seiya?” Disse Usagi, admirada…
“Pudinzinho… Trazes aí um amigo muito giro…” Disse ele, presunçosamente.
“Ah, não sejas indelicado a Haruka é – ” Disse Usagi, literalmente deitando fumo pelos odangos.
“A minha companhia…” Disse Michiru, concluindo.
“Ah, não tinha ouvido falar nele… Eu sou o Seiya, muito prazer…” Ele meteu a mão a jeito de eu o cumprimentar.
“Eu chamo-me Haruka…” Mas quando apertei a mão a Seiya, uma energia estranha trespassou-me, e assumi uma posição evasiva.
“Que belos cumprimentos…” Disse Seiya, provocando.
“Sai daqui!” Disse apenas.
“Tudo bem. Adeus Michiru… Usako…” E saiu do camarim.
Que parvalhão…. E que energia foi aquela?! Quem é ele afinal?! Perguntei-me a mim mesma.
“Foi de facto, um momento muito desagradável…” Disse ele, perto do meu ouvido.
Eu afastei-me. Estava a senti-lo muito próximo. Uma energia trespassou-me novamente.
“Desculpa…” Disse ele, arrependido, ao ver a minha expressão aborrecida.
“Não tem mal… Bem, eu já acabei o meu café…” Disse, empurrando a chávena para o meio da mesa.
“Eu também… Queres ir andando para o palácio?” Disse ele, levantando-se de seguida.
“Não… Ainda tenho algumas coisas para fazer por aqui… Vai andando… Vemo-nos mais logo Seiya!” Disse, sorrindo para ele, como se nada se tivesse passado.
“Ok… Até logo então!” Disse ele animadamente, saindo do café. Eu paguei os cafés e saí também.
Enquanto caminhava, pensava no que tinha acontecido momentos antes. Mas que raio estava Seiya a pensar? Que significara aquela aproximação? (Deixem lá… eu também não percebi…). Decidi ir á livraria. Tinha de ver se encontrava um romance para oferecer a Setsuna. Já andava farta de ver Setsuna a ler os mesmos livros. Hoje de manhã, quando acordei, a primeira coisa que vi foi ela, de livro em punho, e adivinhem lá qual era o livro? ‘Orgulho e Preconceito’… Outra vez! Contudo, não consegui encontrar nada do género do que Setsuna lê. Só encontrei livros com títulos do género ‘Etiqueta para Neptunianos’ e ‘Uma aventura nos confins de Triton, a lua negra de Neptuno’… Por favor mas quem raio lê livros como estes?! Acabei por sair da livraria, sem nada levar. Depois fui a uma loja de música, só para observar, pois dali nada levei também. Quando me fartei de por ali andar, voltei ao palácio.
O ambiente era de festa. As decorações já começavam a ser postas por todo o palácio. Michiru estava no comando com a minha mãe e com a de Setsuna. Elas as três davam-se muito bem nestas coisas. A mãe da Michiru era mais como eu, quanto mais longe destas coisas melhor, mas mesmo assim, participava na organização. Quando vi aquele estendal, só me apeteceu fugir para o jardim, mas tarde demais, a Michiru já me vira.
“Haruka! Ainda bem que apareceste!” Disse ela, sorrindo diabolicamente. “O vestido já chegou! Tens de o experimentar!” Ela agarrou-me pelo braço, e puxou-me literalmente pelo Palácio fora, até ao quarto dela.
“Observa…” Olhei para o vestido. Era simplesmente uma réplica a tamanho 1:1 do desenho da Anya. Em duas palavras: simplesmente prefeito.
“É… É lindo!” Apenas consegui dizer. Não conseguia descrever os sentimentos que corriam na minha mente, cada vez que olhava para aquele vestido.
“Queres experimentá-lo?” Disse Michiru, com um olhar brilhante.
“Claro que sim…” Era a única resposta que podia dar àqueles olhos. E para além de mais, tinha de ver se me assentava bem (se bem que enfim… todos sabem a minha opinião quanto aos vestidos… Vê-los e achá-los bonitos, só nos manequins…).
Michiru ajudou-me a vestir cuidadosamente o vestido. Agora que observara melhor o vestido, podia descrevê-lo: seda branca, sem alças, do estilo de cai-cai, com uma cauda que arregalou os meus olhos de medo – era enorme! – era pouco rodado e pouco imponente. Em suma, o vestido de sonho de uma noiva que tem pavor a vestidos. Contudo, a cauda meteu-me um certo receio. Se não cair do altar, quando estiver a subi-lo, vai ser uma grande sorte… Pensei para mim, enquanto estava a criar essa situação caricata na minha cabeça.
“Esse vestido é mesmo a tua cara, Haruka…” Disse Michiru, comovida.
“Achas?” Perguntei eu. “Eu não acho o mesmo… Não me faz sentir bem, estar dentro deste ‘saco do lixo sem fundo’ a que vocês chamam de vestido” Retorqui depois de ter feito uma análise ao como me ficava o vestido. Havia qualquer coisa de errado e não era no vestido, era noutro lado.
“Isso é porque não estas habituada…. E pensa assim: só o vais usar por pouco mais de uma hora… Depois podes passar o resto do dia num fato…” Disse ela, sorrindo para mim, embora tivesse uma lágrima ao canto do olho.
“Michiru, estás a chorar?”
“Estou tão feliz por ti!” Disse ela, dando-me um abraço daqueles sufocantes.
“Eu… também… estou feliz…” Disse eu, a custo.
“Oh, desculpa…” Disse ela, apercebendo-se de que tinha sido um abraço ‘muito violento’.
“Não tem mal… Bem, eu vou despir esta coisa…antes que entre alguém por aí adentro…” Disse, referindo-me a Kunzite. Ele podia andar à minha procura, e se ele viesse perguntar a Michiru se me vira, provavelmente teria pontaria certeira, e encontrar-me-ia assim vestida… Não era boa ideia…
“Eu dou-te espaço… Vou até lá fora…” E ela saiu do quarto a rir-se à gargalhada. Eu ri-me também, e comecei a despir cuidadosamente o vestido. Não o queria amachucar. Depois, pousei-o cuidadosamente em cima da cama, e vesti-me com as minhas roupas. Por fim, após 5 minutos tortuosos, saí do quarto.
“Olá Haruka!”
“Olá Yaten… Tudo bem contigo?”
“Sim, e contigo? Estás melhor, depois do que aconteceu ontem?”
“Sim… Aquilo não foi nada… Só uma pancadinha ligeira… O Neflite é que exagerou um pouco na descrição…”
“Ainda bem… Eu estava deveras preocupado contigo… Sinto que tenho um pouco de culpa no cartório… Se eu não me tivesse metido à frente do Seiya, ele talvez não tivesse tido a hipótese de te atacar… Quando te vi voar contra a estátua… Nem sei o que me passou pela cabeça para me meter entre vocês… E pensei mesmo que te tivesses magoado… Às vezes o Seiya consegue ser mesmo –”
“Yaten… O Seiya estava bêbedo, ele não tinha noção do que estava a fazer… Não te preocupes comigo… Eu estou bem, e não sofri qualquer mazela… Não é isso que no fundo importa?” Disse, tentando acalmá-lo.
“Eu sei, Haruka… Mas foi muito irresponsável da parte dele, ele podia ter-te morto!”
“Mas não matou… E nós os dois já falámos… Já falámos e já estamos bem os dois… Não há problema… Yaten por favor eu não quero falar mais sobre o assunto… É daquelas coisas que gosto de conservar no mar do esquecimento…”
“Ok Haruka… Só porque estás a pedir-me… bem, eu vinha aqui para ver como é que a minha afilhada assentava no vestido, mas já vi que cheguei tarde demais…”
“Ela pode sempre vesti-lo outra vez…” Disse Michiru, diabolicamente sorrindo.
“Naaaa!!!! Vês no dia do casamento, enquanto a tua querida afilhada se concentra em não tropeçar na cauda astronómica do vestido, e tenta não cair, para delírio da plateia.” Mais uma vez, a situação desenhou-se na minha cabeça tão caricata, que me deu vontade de rir.
“Está bem! Eu aguento esperar…” Disse Yaten, sorrindo.
“Bem… Eu acho que vamos todos descer para o almoço, e para além de mais, o Kunzite andou a manhã toda à tua procura. Ele quer saber se estás bem…” Disse Michiru.
“Sim, é melhor irmos…”
“Eu já vou ter à sala de jantar… Até já!” Disse, e corri para o meu quarto. Tinha de ir à casa de banho. Não sei porque mas deu-me uma vontade repentina de vomitar.
Depois, olhei para o espelho, e vi que, de repente, tinha ficado muito pálida. Mas que raio se esta a passar comigo?! Pensei. Tinha de ir ver imediatamente Neflite. Só ele é que me poderia ajudar agora. Contudo, não o encontrei no quarto, nem na enfermaria, nem em lado nenhum. Provavelmente ele já estava na sala de jantar. Então dirigi-me para lá, tentando ao máximo disfarçar a minha situação. Só que ao entrar na sala de jantar, deu-me uma tontura, e só consegui encontrar apoio na ombreira da porta.
“Haruka, sentes-te bem?” Perguntou Neflite, que reparara na minha tontura e que viera de imediato acudir-me.
A minha única resposta foi outro vómito.
“Vamos lá…Eu ajudo-te… Temos de te levar para a enfermaria…”Disse Kunzite. Ele acabara de chegar à sala de jantar.
“Eu já estou bem… Não se preocupem…” Disse eu, com voz entrecortada, tentando desvalorizar o que acontecera. Não queria alarmar o Kunzite.
“Haruka, tens de me deixar ver o que se passa… Pode ser que o teu pequeno incidente de ontem com o Seiya tenha tido repercussões mais graves do que aquilo que eu pensava…”Disse Neflite, tentando convencer-me.
“Está bem…” E voltei a vomitar. O meu estômago estava todo virado do avesso. Sinceramente, não entendo o que raio se está a passar comigo.
Kunzite pegou em mim ao colo e levou-me assim durante todo o caminho para a enfermaria. Eu abracei o seu pescoço, não com medo de cair, mas sim com medo do que aquilo pudesse ser.
“Kunzite, deita-a aí, por favor…” Disse Neflite.
Kunzite deitou-me cuidadosamente na maca, e depois afastou-se, para permitir a Neflite fazer o seu trabalho.
“Diz-me Haruka, como te sentes?” Perguntou-me ele.
“Doente…” Retorqui.
“Não te sentes tonta, com náuseas, vómitos…”
“Apenas os vómitos e as tonturas…” Disse, era a verdade.
“Sentes dores em alguma parte do corpo?”
“Não… Não me dói nada… Tendo em conta o que aconteceu ontem…”
“Uhm… Acho que já percebi… Kunzite, deixa-me falar com a Haruka por uns instantes, a sós…”
“Sim, claro... Haruka, eu vou almoçar… Eu já volto para te vir ver… Amo-te muito…”
“Até já… Também te amo…” Disse, em voz baixa.
Ele sorriu, e depois saiu.
“Diz-me Haruka… Há quanto tempo não tens o período?” Perguntou-me ele, com um grande à-vontade. Bem ele era médico não é?
“Uhm… Já que falas nisso, era para ter tido – Não, não pode ser… Não me digas –”
“É bem possível… Tiveste alguma relação com o Kunzite nas últimas semanas?”
“No dia em que ele me pediu em casamento… E na véspera da corrida…” Disse, sentindo-me ficar lívida.
“Pelos meus cálculos… É bem possível que uma delas tenha coincidido com o ciclo de ovulação… Pelo que há uma grande probabilidade de estares grávida…”
“N…Não! I…Isso não… p…pode ser verdade! Não posso estar…”Disse, gaguejando.
“É uma possibilidade que vais ter de considerar… Mas não quer dizer que estejas… Só fazendo o teste é que vais poder confirmar isso… Eu sou médico, mas não sou uma máquina de ecografias…” Disse Neflite, tentando acalmar-me, através de piadas, mas não surtiu grande efeito. “Contudo, se não sentes dores, apesar de ontem teres tido um encontro imediato com uma estátua de mármore… não vejo outra situação possível…” Retomou um tom sério, vendo que continuava aterrorizada.
“Neflite, eu peço-te, por favor, não contes nada ao Kunzite… Eu sei que ele é teu irmão e isso tudo… Mas ele não pode saber ainda… Enquanto eu não tirar a dúvida… Não ele não pode saber… Por favor…”
“Sigilo profissional, Haruka… Tudo o que falámos aqui está protegido por isso, e eu só poderia contar ao Kunzite ou a qualquer outra pessoa se disso dependesse a tua vida. Noutras circunstâncias, nada sairia daqui, pelo que mesmo sendo ele meu irmão, não lho vou poder contar, pois tu és minha ‘paciente’ e eu sou teu ‘médico’ e tu confias em mim…”
“Obrigada Neflite…” Disse, de lágrima ao canto do olho, abraçando-o.
“De nada, Haruka…” Disse ele “Bem, achas que consegues comer alguma coisa? É que eu acho que mesmo tendo o estômago como tens, devias comer…”
“Vou tentar comer, mas não prometo que a comida lá fique no sítio… O mais provável é que salte tudo cá para fora… Mas enfim…”
“Vá, anda lá…” Disse Neflite, sorrindo tenuemente, tentando esconder uma gargalhada. Eu sorri também, mas mais por esforço do que outra coisa. Eu ainda estava aterrorizada com a ideia de possivelmente poder estar grávida. Não, essa hipótese nem sequer a considerava. Tenho de tirar esta história a limpo, antes do casamento e antes que mais alguém descubra.
Neflite caminhava lentamente a meu lado, preocupado comigo, enquanto eu me esforçava por não vomitar. Eu sentia-me pessimamente, chegando até a parecer que estou a ver ‘estrelas’ (pontinhos brancos à minha volta, vocês percebem…).
“Haruka, sentes-te bem? Estás pálida… E o Kunzite disse-me que tinhas andado a vomitar…” Disse Michiru, que pelos vistos não estava no salão quando tudo aconteceu…
“Não… Nem por isso Michiru…” Murmurei entredentes. O vómito estava mesmo para sair e eu não consegui evitar. Vomitei novamente.
“Oh Haruka, que se passa?”
“Acho que vos vou deixar a sós… Vocês precisam de conversar calmamente.” Disse Neflite. Depois afastou-se com um sorriso travesso.
“Haruka, que tens para me contar?” Disse ela, com ar preocupado.
“Acho melhor falarmos num sítio privado…” Disse, levantando lentamente a mão em direcção à sala de jantar. “Não quero que ninguém saiba…”
“Então vamos até Urano –”
“Não… Em Urano alguém pode ouvir, e ir contar aos meus pais… Já sei… Como todos os que nos conhecem estão aqui em Neptuno, vamos até à Terra…”
“Sim… Vamos para a nossa antiga casa… Assim estamos mais em privado…”Disse Michiru, concordando comigo.
“Pelo Poder Sagrado de Urano…” Disse, com voz fraca.
“Pelo Poder Sagrado de Neptuno…”
Transformámo-nos as duas. Depois, Michiru sorriu. Era como nos velhos tempos…
“Como é bom recordar os velhos tempos… Quando éramos só nós as duas à procura dos Talismãs…”Disse, com voz sonhadora.
“E afinal eles estavam mesmo dentro de nós…” Disse Michiru, rindo-se graciosamente.
“Quando todos pensavam que eu era um rapaz…” Ri-me também, mas a custo.
“E depois pensavam que eras meu namorado!” Essa fez-nos rir as duas.
“Bem, vamos embora, antes que alguém descubra a nossa ideia…” Disse, por fim.
“Sim… Vamos…”
Chegadas à Terra, e à nossa casa, tive de correr em direcção à casa de banho: tinha de vomitar outra vez. A viagem deu-me a volta ao estômago…
“Haruka? Estás bem?”
“Sim… Agora já estou bem…” Disse, com voz cava.
Saí da casa de banho, cautelosamente. Michiru esperava-me à porta…
“Então tolinha, conta-me lá o que se passa contigo… Para virmos para aqui é porque é alguma coisa grave…”
“Depende da perspectiva…” Disse, com um sorriso frouxo. “Eu… Eu tenho uma coisa para te contar, e que vou pedir para tu, sobre qualquer que seja a circunstância, não contares a ninguém, nem ao Kunzite, nem à minha mãe… A ninguém mesmo. Só eu, tu e o Neflite é que vamos saber, e se alguém se descair, sei quem sabe, e facilmente saberei quem foi… Eu não tenho ainda a certeza disto e isso é também uma das razões pelas quais eu não quero que ninguém saiba…”
“Eu prometo que não contarei a ninguém. Serei sempre o teu poço de confidências, fechado a cadeado…” Disse ela, sorrindo para mim. Eu sabia que podia confiar nela.
“Eu… Eu penso que estou grávida…” Disse, com uma cara de enterro que surpreendeu Michiru.
“Mas Haruka… Porquê essa cara?! Isso é fantástico!” Disse Michiru, delirante. “Pelos vistos o meu sonho realizou-se!” Disse ela, rindo graciosamente.
“Pode ser fantástico para ti, mas para mim vai ser um pesadelo! Não queria ter filhos já!!!” Exclamei, meio furiosa com a reacção de Michiru.
“Não é preciso enervares-te…” Disse Michiru, meio que arrependida pelo comentário que fizera.
“Desculpa Michiru… Mas lembras-te daquela conversa que tivemos há uns tempos atrás? Eu não queria ter filhos tão cedo. A minha carreira de Motocross acaba se o Sr. Nakazawa sabe que eu estou grávida. A minha vida acaba se eu deixar de correr. Vá, não acaba mas não vou ficar bem comigo se deixar de correr. E a minha vida não pode chegar a esse ponto outra vez… Isso não pode acontecer... Não agora…” Disse, reprimindo um vómito.
“Haruka, mas agora vais ganhar novas responsabilidades: vais ser mulher, e, se chegares a confirmar, vais ser mãe…”
“Eu só tenho 20 anos Michiru, tenho muito tempo para ser mãe. Para além de não estar pronta para isso, não queria ser mãe agora!”
“E irias ser quando?”
“Não sei…” Disse cabisbaixa. Sabia que tinha de dar continuação à casa de Urano. Não tinha irmãos, portanto, a continuação dependia de mim. Estava completamente furiosa, e queria chorar. Mas não! Eu sou forte, vou superar isto!
“Haruka… Eu sei como te sentes… Mas vais ver que a gravidez passa depressa e que depois podes voltar –”
“Michiru, nada vai ser como dantes! Vai ser um puto choramingas, a choramingar a toda a hora, a ter fraldas para mudar a toda a hora, e a querer comer a toda a hora… Eu agradeço o positivismo Michiru, mas nesta situação, é impossível eu ser positivista. Isto não fazia parte dos meus planos a curto prazo, quanto mais a médio…”
“Mas tu cuidaste da Hotaru, e safaste-te muito bem…”
“Mas com a Hotaru, as coisas foram diferentes! Ela cresceu em menos de um mês! Com esta criança que possivelmente está a crescer no meu ventre, vai ser uma tortura constante durante um ou dois anos! Vou deixar de ter tempo para mim e para o Kunzite, e para os meus amigos, e para as minhas coisas. Vai ser eu, bebé e mais bebé!”
“O Kunzite vai-te ajudar, e nós também Haruka!”
“Mesmo assim, em que é que isso me vai ajudar?!” Disse, exasperada. “Mesmo que vocês me ajudem, as responsabilidades vão todas cair em cima de mim! Sabes que mais… Eu não me posso enervar, por isso acho melhor que esta conversa acabe por aqui…”
“Também acho… Desculpa Haruka… Não vale a pena chatearmo-nos por causa disto… Bem, se não tens a certeza se estás grávida ou não, vais ter de fazer um teste de gravidez, não é?”
“Sim… É verdade… Mas achas mesmo que deva fazer?”
“Com certeza… Não podes andar na expectativa de estares grávida e depois afinal não estares. Ia ser giro…”
“Tudo bem… Vamos a uma farmácia…” Disse resignada.
Tive de, mais uma vez recorrer ao meu armário, e vesti a primeira coisa que me apareceu à frente, e que estava de acordo com o meu estado de espírito. Depois, saímos.
Caminhámos pelo bairro fora, enquanto a noite caía lentamente. Eu, a cada passo que dava, sentia-me cada vez mais nervosa. Queria que o teste desse negativo, para tirar um peso de cima.
“Farmácia de Juuban, o que deseja?”
“Queria dois testes de gravidez, se faz favor…” Disse Michiru, querendo não ser reconhecida.
“Aqui tem… São vinte ienes…” Disse a farmacêutica, que era uma mulher de feições carrancudas.
“Obrigada, boa noite…” Disse Michiru, e depois saímos da farmácia.
“Porquê dois, Michiru?” Perguntei, admirada.
“Para confirmar o resultado…Para não restarem quaisquer dúvidas…”
“Tudo bem… Se tu o dizes…”Assenti com a cabeça.
“Fazes um hoje, e fazes o outro amanhã, à mesma hora… Depois tiramos as nossas próprias conclusões…”
“Sim Michiru-mamã!” Disse, imitando Hotaru, e tentando ser engraçada.
“Ahah, que gracinha Haruka… Enfim… Queres ir comer alguma coisa?”
“Sim… Sinto-me como se não comesse há séculos…” Disse. A minha barriga fez um ruído estranho, parecendo querer enfatizar o que eu dissera. Desde que não escolhas ir a um restaurante… Não posso dar mais nas vistas…
“Sim… Já vi que sim… Eu cozinho para nós. Não precisamos de ir a um restaurante, acho que já demos demasiado nas vistas hoje…” Disse ela, como se tivesse lido o meu pensamento.
“Obrigada…” Limitei-me a declarar.
Caminhámos até casa, até que eu me voltei a sentir mal.
“Haruka!” Dera-me uma tontura que me fizera quase cair, mas Michiru agarrara-me. “Haruka?! Estás bem?”
“Sim… Estou óptima… Vamos, a casa fica já ali…” disse, não querendo dar parte de fraca, apesar de não estar nada bem.
Ao chegarmos a casa, Michiru ajudou-me a deitar-me no sofá, para que eu não caísse por ali. Depois, ela foi fazer o jantar. O cheiro daquilo que ela estava a fazer deu-me náuseas, mas consegui não vomitar.
“Michiru, que estás para aí a fazer?” Perguntei, curiosa.
“Chop Suey de Gambas com Arroz Xau-xau e Crepe de Legumes…” Disse ela, inocentemente.
“Agora deu-te para cozinhares comida chinesa?”
“Ah… Deu-me na cabeça…”Disse ela, fazendo uma daquelas caras de anjo que me divertiam à brava.
“Parva!” Disse, rindo-me. As minhas náuseas passaram naquele momento, o que me fez sentir muito melhor.
“Tolinha… Bem… Vai lá ver do teste…” Disse Michiru.
“Eu vou…Espera um pouco…” Disse-lhe, pegando numa das caixas, deixando a outra em cima da mesinha de chá.
Fui à casa de banho, e fiz o que tinha a fazer. Acabando o que tinha de fazer, saí para o quarto. Estive mais de um minuto à espera que o teste divulgasse o resultado, e quando vi as duas riscas vermelhas indicadoras aparecerem na ranhura, caí para o lado. Não queria acreditar… O meu pesadelo tornara-se realidade...
“Haruka!”Gritou Michiru, chamando-me. Eu levantei-me, a custo, e fui lá para baixo.
“Já cá estou…” Disse, com ar abatido.
“O que deu?”
“Positivo…” Disse, desmanchando-me em lágrimas. Não, eu não queria ter aquela criança…
“Haruka… Não chores… Não podes deixar-te ir abaixo não… Vem cá…” Michiru abraçou-me, tentando acalmar-me, mas não valeu muito a pena… A minha cabeça já tinha mergulhado no oceano do desespero. Ficámos assim durante um tempo, até que Michiru decidiu que tinha de comer qualquer coisa.
“Tudo bem…” Disse, limpando as lágrimas dos olhos, que teimavam em cair. Sentei-me à mesa, e comecei cautelosamente a comer. A vontade, essa é que não era muita. Mas tinha de ser. Tinha que garantir que a nova vida que estava a surgir dentro de mim crescia saudável, e para isso tenho de comer para lhe fornecer também os nutrientes que ela precisa. (Não que eu goste da ideia de estar grávida… Porque não gosto mesmo!). Acabada de comer, Michiru perguntou-me:
“Queres voltar já para Neptuno?”
“Não… Voltamos amanhã ou depois… Eu ainda tenho muito que digerir, e muito que pensar…”
“Vais contar ao Kunzite?”
“Sim… Não… Não sei… Não sei ainda qual a altura correcta para lhe contar…”
“Porque não lhe contas quando chegarmos a Neptuno?”
“Não sei… E eu nem sei qual vai ser a reacção dele…”
“Ele vai reagir bem, vais ver…”
“Não sei não…”Disse pessimista.
“Bem, sabes que mais, menina pessimista? Tu tens de ir dormir…” Disse ela, rindo-se.
“Sim… Sinto-me cansada…” Disse, sorrindo levemente. Eu neste momento só quero uma almofada e uma cama…
“Amanhã se quiseres podemos ir dar uma volta, para não passares aqui o dia fechada…”
“Tudo bem…” Disse, sonolenta “Michiru?”
“Sim, Haruka?”
“Obrigada por me apoiares, apesar de ter sido meio parva há bocado…”
“De nada… Somos amigas, e para mim, é como se fosses minha irmã…” Disse Michiru, sorrindo.
“Tu também és como uma irmã para mim… És das pessoas mais importantes da minha vida, para mim… Bem, boa noite, Michiru…” Disse, enquanto começava a subir as escadas.
“Boa noite Haruka…”
Ao chegar ao meu quarto, estatelei-me na cama, e ali adormeci.
Após Haruka ter subido as escadas, fiquei só na cozinha… O silêncio reinava na casa, e eu sentia-me deprimida. Odiava o vazio. De repente, ouvi um ruído. Não sabia o que era. A sala estava na escuridão, era de onde vinha o barulho. Quando acendi a luz, vi Kunzite sentado no sofá.
“Kunzite… Que surpresa…” Disse, verdadeiramente admirada.
“A Haruka… Está onde?”
“Está a dormir…”
“O que é que se passa com ela? O Neflite não me contou nada de nada…”
“A Haruka está bem… É simplesmente efeitos ligeiros do incidente de ontem… É normal…”
“Se fosse só isso o meu irmão contava-me! Michiru, tu também és minha amiga, por favor conta-me o que se passa! Eu não aguento não saber o que se passa com a Haruka!”
“Kunzite, é tudo o que sei! Ela não me contou mais nada!”
“Eu vou acreditar, mas mesmo assim…” Kunzite estava furioso por não descobrir a verdade. Ele sabia que quando Haruka ‘fugia’, era porque queria esconder alguma coisa. Até eu sabia disso.
“Kunzite?”
“Sim?” Disse Kunzite, ainda aborrecido.
“Não fiques chateado com a Haruka, eu tenho a certeza de que o que quer que seja que ela não te esteja a contar, te contará na altura oportuna…”
“Então ela têm mesmo algo para contar!” Disse ele. Ups! Descaí-me…
“Não sei de nada…” Disse, inocentemente.
“Vocês vão ficar aqui até quando?”
“Até a Haruka decidir voltar.”
“E isso é quando?”
“De preferência antes do casamento…” Disse.
“Tudo bem… Eu fico aqui. Vocês têm de ter alguém que vos proteja.” Disse ele, autoritariamente.
“Kunzite! Nós já não somos nenhumas crianças! Sabemos perfeitamente tomar conta de nós!”
“Não sei –” Ouvimos um barulho lá em cima, que interrompeu Kunzite. Eu levantei-me e corri lá para cima. Sabia perfeitamente o que significava aquele barulho: Era Haruka, e mais uns dos seus vómitos pré-natais.
“Oh Haruka! Isto tem de acabar! Temos de ir a um médico. Tem de haver qualquer coisa para isso!” Disse, stressada.
“É só uma má disposição… Nada mais –”
“Haruka, estás bem?!” Ouvi a voz de Kunzite atrás de mim.
“KUNZITE?! Que… Que fazes aqui?!” Perguntou Haruka, enquanto limpava a boca com papel higiénico. Ela estava completamente lívida e parecia que ia desmaiar a qualquer momento.
“Vim saber de ti… Já que ninguém se dá ao trabalho de me dizer…” Disse Kunzite, olhando-me de lado...
“Bem… Eu tenho de te contar uma coisa… Vem para o quarto… Isto é um assunto sério…” Disse ela, esgotada.
“Haruka, vais con–” Perguntei, admirada, embora tenha sido interrompida por Haruka. Não estava à espera que ela decidisse contar-lhe tão cedo…
“Vou… Mais cedo ou mais tarde ele iria perceber… Por isso mais vale contar…”
“Tudo bem…” Disse, deixando-os a sós.
Eu entrei no quarto depois de Kunzite. A cara dele era um misto de fúria e preocupação.
“Então… que me querias contar?” Disse ele, de pé. Eu no entanto tinha-me sentado na cama.
“Kunzite… Eu acho melhor sentares-te…” estava preocupada com a sua reacção. Não sei se seria alegria, tristeza, incredulidade, lividez ou simplesmente como a minha, de cair para o lado.
“Eu não sei qual vai ser a tua reacção…E isso preocupa-me… Mas cá vai… Tu vais ser pai…” Disse, hesitante.
“Eu vou ser o quê?”Disse ele, atrapalhado.
“Eu digo-te muito devagarinho, para tu perceberes: Tu… Vais… Ser… Pai…”Disse, incrédula com a naturalidade com que as palavras saíram da minha boca. Kunzite ficou lívido, e acabou por cair para o lado, tal como eu. Só que ele desmaiara realmente… Olha-me este agora… Pensei, abanando a cabeça.
“Kunzite… Acorda… Por favor…” Disse eu, aflita. Ele não reagia a qualquer tentativa minha de o acordar. “Michiru!!!” Gritei por ela. Precisava de ajuda para acordá-lo.
“O que se passa Haruka? Oh… o Kunzite…!” E ela riu-se desalmadamente…
“Michiru, não tem piada! Isto é sério! Ele não acorda. Acho que entrou em estado de choque! Ajuda-me, vá!” Disse, meio furiosa com ela. Como podia ela rir-se numa situação destas?
“Eu vou buscar uma toalha húmida, se é que não deve servir de muito…” Disse ela, indo à casa de banho, voltando depois com uma toalha molhada, que passei pela cara de Kunzite. Nada. Ele não reagia a nada.
“Quer dizer… Ele tem coragem para te pedir em casamento, mas no que toca a ‘Kunzite, vais ser pai’, ele cai para o lado!” Disse Michiru, rindo.
“Oh, por amor a Urano…” Disse, rindo-me também do caricato desta situação, apesar de não ter piada alguma. “Bem, eu acho melhor levá-lo para Neptuno… O Neflite… Ele deve saber o que fazer… Eu acho que isto não está nada bom…” Acabei por voltar a ficar preocupada.
“Eu levo-o…” Disse Michiru determinada. “Ficas bem aqui sozinha por umas horas?”
“Fico… Não te preocupes comigo…” Disse eu, sorrindo.
“Eu volto amanhã de manha… sem falta… Prometo!” Disse ela, e depois desapareceu com Kunzite. Eu voltei para a cama. Não conseguia manter a minha cabeça em pé. O peso que sentia em cima de mim embalou-me até à Terra dos Sonhos.
e para alem de mais, a haruka é um macho!
2º o Seiya gostava muito muito da Bunny, e depois de descobrir que ela era a SM, e ela descobrir que era uma Starlight, e claro q ele ficou de pe atras

Marisa: Oh pah... Sabes a q horas me levantei hj? 6h40 da manha! As 7h44 já estava na escola
*gotas''*enfim...
ta bem eu homicido-te daqui uns caps
Agora é que vais comecar a perceber pq e q a Rakie-chan na brincadeira disse que nos eramos muito maldosas com o Seiya

so vou homicidar-te agora: AQUI VAI MAI UM CAP XD
Capítulo 14 – Os preparativos para os casamentos (parte 2). Haruka entra em pânico
Faltava uma semana para o casamento.
Finalmente, decidi ceder à vontade da minha mãe e de Michiru: iria usar vestido no casamento. A Michiru contratou Anya Kanaiichiru, a estilista mais famosa de Neptuno para me desenhar o vestido. Quando ela me mostrou o desenho do vestido, eu fiquei completamente apaixonada e a única coisa que consegui dizer foi “Vou ficar ansiosamente à espera do resultado final!”. Mas o fato, que era uma das minhas exigências, fora totalmente desenhado por mim. Achei que se tinha andado a estudar Estilismo enquanto estava a espiar a Escola Mugen, tinha de fazer uso do curso que tirara. Anya elogiou a qualidade do meu desenho, e disse que ia tentar reproduzir fielmente o desenho, o que lhe agradeci do fundo do coração.
Depois, o Seiya usara bem as semanas que lhe dera: conseguiu recuperar totalmente da luta que tivera com Azumi, em Kinmoku. Mas outra coisa que me surpreendeu foi que ele não estava a lidar bem com a separação de Alex. Ele andava metido na bebida, e cada dia que passava apanhava bebedeiras cada vez maiores, até que Yaten se passou de vez.
*FLASHBACK*
“Haruka, viste o Seiya?” Perguntou-me Yaten. Eu estava no corredor, a tentar apanhar os restos mortais do copo que acabara de partir.
“Eu? Não… Porquê?”
“Porque era suposto estarmos a ensaiar a esta hora, e eu não o encontro em lado algum… Espero que ele não se ande a meter na bebida outra vez…” Disse Yaten, com ar preocupado.
“Não te preocupes, ele já aparece aí –”De repente, ouvimos uma jarra a quebrar-se e um ‘podre de bêbedo e ainda com uma garrafa na mão’ Seiya, estendido no chão.
“Seiya, estás bem?” Questionei, enquanto me aproximava dele.
“Olha… tantas estrelinhas…” Foi a única resposta que consegui obter dele.
Yaten aproximou-se dele, e pregou-lhe uma grande estalada.
“SEIYA! Como é que és capaz, de depois de teres estado às portas da morte, andares a enfrascar-te como tens andado?! Já não tens amor à vida?! Tenho muita pena que as coisas entre ti e o Alex não tenham resultado, e que tenhas de o ter deixado, mas não podes andar a matar-te lentamente como tens feito, por causa disso. Sabes que mais? ESTOU FARTO!”Disse Yaten gritando com Seiya, como nunca o tinha visto gritar. “No que depender de mim, a nossa amizade ACABOU!” Ele virou costas, e afastou-se. O meu primeiro instinto foi correr até ele, mas detive-me, tinha de ajudar Seiya. Olhei para ele, e ele estava com uma mão na cara, no local onde Yaten o tinha atingido, mas a rir-se a bandeiras despregadas. Boa… Que faço agora com este bebedolas inveterado? Pensei.
“Vá Seiya! Levanta-te. Vamos lá curar essa bebedeira!” Peguei-o pelos braços, e levei-o, a custo, até à casa de banho. Ele estava a precisar de um duche gelado.
*FIM DO FLASHBACK*
Se virmos bem, o Seiya mereceu. Ele já andava a passar das marcas, contudo, ele continuava na mesma. Ele agora estava arrependido. Ele sabia que o Yaten tinha razão, mas não queria pedir desculpa. Ele era demasiado orgulhoso é isso que eu odeio nele… Ele continuava a participar nos ensaios, mas eles não se falavam. Até Taiki se sentia ressentido com Seiya, e eles também não se falavam. A única pessoa que o compreendia era eu, e era comigo que ele vinha desabafar às vezes. Mas mesmo assim, não era desculpa para ele se andar a embebedar. E mesmo assim, eles estavam todos a ser uns casmurros.
Era Terça-feira.
Fui dar uma volta pelo jardim, quando encontrei Seiya, mais uma vez, com a garrafa nos queixos.
“SEIYA!” Gritei com ele, parti-lhe a garrafa e peguei-o pelos colarinhos “Já chega! TU deves ser o gajo mais idiota que eu conheço, raios te partam! Como é que és capaz de continuar a fazer uma coisa que sabes que está a magoar profundamente as pessoas que te amam?!”
“Não és tu uma delas de certeza!” Cuspiu sarcasticamente.
“Posso não ser das pessoas que mais te amam, Seiya Kou, mas preocupo-me contigo! Bolas, se me preocupo! Caramba Seiya! Cai na realidade!” Larguei-o e ele caiu na relva verde.
“Já chega! Estou farto de ti, sua loira arrogante e intrometida! Transformação do Poder da Estrela Fighter!”
“Seiya, eu não vou lutar contigo! Tu não estás em ti e vais mago –” Ele deu-me um murro na cara, e isso acendeu a chama dentro de mim. “OK! Tu estás a pedi-las! Pelo Poder Sagrado de Uranoo!” Transformei-me também. “Agora vais sair magoado Seiya, e eu não queria… Acredita que eu não queria… ABALO DO MUNDOOO!”
Seiya conseguiu esquivar-se do meu ataque, e ele não foi de modos “Laser Potente da Estrelaa!” Mas ele, bêbedo como estava, tinha a pontaria afectada pelo álcool, e falhou redondamente. Eu tentei desferir um murro nele, mas a única coisa que vi foi a relva verde de perto: Seiya conseguira agarrar-me e atirar-me de encontro ao chão. Estava sentado em cima das minhas costas, com um joelho a fazer pressão na minha coluna, e o meu braço esquerdo estava a ser puxado para trás. Sim, ele estava a magoar-me, mas eu nada disse, não queria dar parte de fraca.
“E agora Tenoh, que vais fazer?!” Gritou ele, provocando-me.
“Eu…Não… Vou… Fazer nada! Não te quero magoar!” Disse, enquanto respirava com dificuldade. O Seiya não era propriamente leve, e o seu peso, em cima de mim, não me ajudava muito.
“Luta Tenoh! Quero que lutes!” Ele estava mesmo fora do seu juízo normal “LUTA!”
“NÃO!” Gritei a plenos pulmões. O meu braço parecia que estava a ser arrancado do lugar, e isso também contribuiu um pouco para o grito.
“LUTA Tenoh! E isto acaba!”
Eu não queria mesmo lutar, mas o Seiya estava a magoar-me demasiado. Depois de o ter salvo, depois de o ter apoiado, é esta a paga que recebo?! “Estou farta! Pelo poder da Deusa dos Ventos, Guardiã de Urano, eu evoco-te, dá-me o teu poder!” Um clarão de luz aparecera à minha volta, e projectara Seiya para longe de mim. Eu levantei-me lentamente, e retirei a minha espada do coldre, e apontei-a a Seiya:
“Seiya Kou, aliás, Sailor Star Fighter, passaste totalmente das marcas!” Disse, ofegante.
“NAAAAAAAÃO!!!! Haruka!!!! Não o ataques!” Ouvi a voz aguda de Yaten, que se colocou imediatamente à minha frente. Seiya aproveitou a deixa para me atacar:
“LASER POTENTE DA ESTRELAAAA!”
Nesse instante, só sei que acabei a voar contra a estátua de Poseidon, deus grego dos mares. Depois, caí na inconsciência.
***
“Haruka…”Ouvi uma voz chamar por mim, preocupada.
“O…Onde estou?”Perguntei. Eu sentia-me perdida.
“Estás dentro do palácio. Bateste com a cabeça com muita força…” Eu fiz um esforço para me levantar, mas o dono da voz preocupada não mo permitiu. “Não, Haruka… Podes desmaiar outra vez…” Depois de ter conseguido analisar as coisas com mais cuidado, consegui concluir que era Neflite que estava ali, a tentar manter-me deitada.
“Não me importo… Desde que não tenha de sentir dores…” A minha cabeça doía, como se tivesse sido rachada ao meio.
“Haruka! Oh Haruka! Desculpa!”Ouvi a voz estridente de Seiya, que ressoava em todo o santo canto da minha cabeça. “Fui um parvo, por favor perdoa-me!” Ele estava deveras arrependido.
“Não te preocupes… Eu vou ficar bem…” Disse, lentamente. Devias ter pensado nisso antes de teres tido a triste ideia de me magoar, seu grandessíssimo parvalhão! Pensei. Muito já não consegui dizer. Os meus olhos pesavam como chumbo, e desmaiei novamente. No fundo, até me senti melhor. Assim não sentia dor.
*MOMENTO YATEN*
“Seiya Kou! Já viste bem o que fizeste?! Podias tê-la morto!” Disse, irritado. “Sabes Seiya… Eu acreditei remotamente que poderias mudar, e quando me disseram que estavas no jardim, eu ia com intenção de fazer as pazes contigo… Eu acreditei mesmo que tu tinhas mudado, andavas mais feliz e a Haruka dizia-me que tu estavas mesmo a mudar…. Mas já vi que isso não era verdade. Que era tudo uma ilusão… Eu… Eu e o Taiki vamos mandar-te de volta para Kinmoku!” Disse, autoritariamente.
“Não Yaten! Tudo menos voltar para esse planeta! Tudo menos voltar lá! Se eu volto para lá, eu morro!” Seiya transmitia desespero na sua expressão. Ver Haruka ir contra a estátua fê-lo acordar para a realidade.
“Tu tens de passar uma temporada com os pais. Não! Eu não te vou ver aí a definhar lentamente por um rapaz que nem te merece! Não! Isso não vai acontecer!”
“Yaten, eu vou mudar… Mas por favor, eu não quero voltar a Kinmoku…”Eu estava a ver Seiya quase a chorar de desespero.
“Seiya… É a única solução…Vai ter de ser… Partimos logo a seguir ao casamento!” Disse, determinado.
“Por favor Yaten…”
“Não há por favor! Tu não estás em posição de decidir nada neste momento!” Cada palavra, cada súplica de Seiya magoava-me profundamente, mas tinha de ser assim com ele, senão ele não vai endireitar.
“Tudo bem…” Disse ele resignado. “Yaten?”
“Sim Seiya?”
“Obrigada… por nunca desistires de mim… Tu e a Haruka… Espero poder pedir-lhe desculpa decentemente…Ela não merecia aquilo…”
“Não tens de quê, acima de teu amigo, sou teu irmão… Vá, acho que agora é melhor ires dormir um pouco… Vai dormir…”
“Sim… Até amanhã…” Ele foi cabisbaixo, em direcção para o quarto. Taiki olhou para mim.
“Nunca pensei que conseguisses falar com tanta autoridade, Yaten…”
“Ás vezes tem de ser… Mas oh Taiki… Eu sinto que magoei o Seiya…”
“Não magoaste, acredita… Acho que o Seiya finalmente caiu na realidade…”
“Achas?”
“Sim… Bem, eu acho que é melhor alguém ficar de olho nele esta noite…”
“Eu fico…” Disse. Queria ficar com ele esta noite.
“Tudo bem… Eu fico por aqui, e se souber de alguma coisa da Haruka, eu vou lá dizer-te…”
“Obrigada Taiki… Bem, boa noite…”
“Boa noite…”
*FIM DO MOMENTO YATEN*
Acordei na manhã seguinte, claramente, sem sinais de qualquer lesão provocada pelo incidente de ontem. Vá, apenas uma pequena nódoa negra que ficara do murro que Seiya me dera. Bem, como ele doera… Neflite deixara-me sair da enfermaria após o pequeno-almoço, o qual tomara sozinha. Todos tinham coisas de última hora para resolver, antes do grande dia… Bah! Faltam seis dias!!!!! Pensei. Ao entrar no meu quarto, depois de ter comido, encontrei algo que me animou: o meu fato estava pronto, e já no meu quarto, à espera que eu o experimentasse. “Oh Anya! Muito, muito obrigada!” Murmurei alegremente para mim mesma. Decidi dar-lhe uma apitadela, para lhe agradecer o trabalho excelente que ela fizera com o meu desenho.
Depois, vesti-me e fui dar uma volta por Neptuno. Como me apeteceu ir beber um café, acabei por me dirigir ao centro comercial. Parei em frente ao café, que me chamou à atenção: O Seiya estava sentado numa das mesas. Eu aproximei-me da sua mesa, e perguntei docilmente:
“Posso fazer-te companhia?”
Seiya olhou para cima e sorriu: “Podes, Loirinha… Senta-te…”
Mais uma vez, Seiya apelidou-me de Loirinha, mas desta vez não disse nada em relação a isso, não valia a pena.
“Vai tomar alguma coisa, menina Haruka?” Disse a empregada, que já me conhecia. Tinha vindo aqui muitas vezes durante as últimas três semanas.
“Traga dois cafés, se faz favor… E um copo de água…” Pedi delicadamente.
“Com certeza…”
“Então Seiya, conta-me lá… O Neflite contou-me que tu e o Yaten já tinham feito as pazes…”
“Sim… É verdade… Haruka… Eu tenho uma coisa para te dizer…”
“Força, diz… Mas olha, primeiro bebe isso…” Disse, empurrando uma das chávenas para Seiya. A empregada já trouxera os cafés.
“Sabes Haruka… Eu quero pedir-te desculpa por te ter batido daquela maneira ontem… Eu estava fora de mim…”
“Seiya…Não tens de te justificar… Eu compreendo… Acredita que não me magoaste nada… Eu apenas fiquei magoada, porque pensava que ias superar isto, Seiya… Pensei que ias ultrapassar esta fase… Mas tu preferiste deixar-te ir abaixo… Eu apoiei-te, apesar de a nossa relação nunca ter sido excelente, e tu desiludiste-me. E depois atiraste-me daquela maneira contra aquela estátua… Mas eu pensei muito nisto e cheguei à conclusão de que não tem importância… Tu estavas fora do teu juízo… Mas depois lembrei-me de que tu me odiaras, tal como eu te odiara, e que no teu íntimo, era isso que tu querias fazer-me. Mas sabes… Mesmo assim perdoo-te, porque se não te perdoar, isso só iria piorar a nossa situação. Provavelmente da próxima vez que os azeites aquecessem entre nós, um de nós magoar-se-ia a sério, ou morreria, e eu não quero que isso aconteça…. Não vale a pena… Temos de nos respeitar mutuamente…” Disse, enquanto bebericava o café. “E também faço um esforço por aguentar-te, até porque os dois padrinhos de um casal de noivos têm de se dar bem… Não é?”
“Claro que sim… Mas diz-me… Porque é que não me agrediste, mesmo não querendo? Tu sabes que eu estava a pedi-las…”
“Porque não queria, e eu não sou cobarde para atacar pessoas que não têm qualquer hipótese de ripostar contra mim. Tu estavas bêbedo, e isso afectou a tua pontaria, colocando-te em desvantagem. E para além de mais, eu não te ia atacar, contigo no chão…”
“Sabes, Haruka… Respeito-te muito… Tu, para além de seres leal, tanto para com os teus amigos, como para os teus princípios, és muito altruísta…”
“Altruísta? Como assim?” Perguntei, curiosa. Em que medida ele me achava altruísta?
“Não te importas de sofrer pelos outros, desde que isso implique a sua felicidade. Eu queria ser assim como tu… Eu sou um irresponsável, que por vezes não se lembra que existem outras pessoas à minha volta… Não penso nas consequências dos meus actos… Não vejo…a realidade…” Disse Seiya, cabisbaixo.
“Bem… Não sei que te diga Seiya… Obrigada pelo elogio…”
“De nada Loirinha!” Disse ele, piscando-me o olho. Mas o que raio este gajo pensa que está a fazer?! A bebida afectou-lhe os miolos, só pode… “Se bem que eu por vezes não consiga ser assim… E algumas pessoas me achem inconveniente de ter por perto… Mas é um pouco verdade… Eu sou às vezes um grande parvalhão... E não sei estar no meu lugar… Como daquela vez no camarim da Michiru…”
“Nem me lembres disso… Foi aí que a faísca acendeu pela primeira vez…”Disse, vendo a imagem mental passar na minha cabeça…
*FLASHBACK*
“Michiru, sou eu a Haruka!!!” Entrei pela porta entreaberta, com Usagi atrás de mim.
“Entra Haruka…”
“Oh…” Disse simplesmente. Era um dos Três Luzes que estava no camarim com Michiru.
“Olá Michiru!!! Seiya?” Disse Usagi, admirada…
“Pudinzinho… Trazes aí um amigo muito giro…” Disse ele, presunçosamente.
“Ah, não sejas indelicado a Haruka é – ” Disse Usagi, literalmente deitando fumo pelos odangos.
“A minha companhia…” Disse Michiru, concluindo.
“Ah, não tinha ouvido falar nele… Eu sou o Seiya, muito prazer…” Ele meteu a mão a jeito de eu o cumprimentar.
“Eu chamo-me Haruka…” Mas quando apertei a mão a Seiya, uma energia estranha trespassou-me, e assumi uma posição evasiva.
“Que belos cumprimentos…” Disse Seiya, provocando.
“Sai daqui!” Disse apenas.
“Tudo bem. Adeus Michiru… Usako…” E saiu do camarim.
Que parvalhão…. E que energia foi aquela?! Quem é ele afinal?! Perguntei-me a mim mesma.
*FIM DO FLASHBACK*
“Foi de facto, um momento muito desagradável…” Disse ele, perto do meu ouvido.
Eu afastei-me. Estava a senti-lo muito próximo. Uma energia trespassou-me novamente.
“Desculpa…” Disse ele, arrependido, ao ver a minha expressão aborrecida.
“Não tem mal… Bem, eu já acabei o meu café…” Disse, empurrando a chávena para o meio da mesa.
“Eu também… Queres ir andando para o palácio?” Disse ele, levantando-se de seguida.
“Não… Ainda tenho algumas coisas para fazer por aqui… Vai andando… Vemo-nos mais logo Seiya!” Disse, sorrindo para ele, como se nada se tivesse passado.
“Ok… Até logo então!” Disse ele animadamente, saindo do café. Eu paguei os cafés e saí também.
Enquanto caminhava, pensava no que tinha acontecido momentos antes. Mas que raio estava Seiya a pensar? Que significara aquela aproximação? (Deixem lá… eu também não percebi…). Decidi ir á livraria. Tinha de ver se encontrava um romance para oferecer a Setsuna. Já andava farta de ver Setsuna a ler os mesmos livros. Hoje de manhã, quando acordei, a primeira coisa que vi foi ela, de livro em punho, e adivinhem lá qual era o livro? ‘Orgulho e Preconceito’… Outra vez! Contudo, não consegui encontrar nada do género do que Setsuna lê. Só encontrei livros com títulos do género ‘Etiqueta para Neptunianos’ e ‘Uma aventura nos confins de Triton, a lua negra de Neptuno’… Por favor mas quem raio lê livros como estes?! Acabei por sair da livraria, sem nada levar. Depois fui a uma loja de música, só para observar, pois dali nada levei também. Quando me fartei de por ali andar, voltei ao palácio.
O ambiente era de festa. As decorações já começavam a ser postas por todo o palácio. Michiru estava no comando com a minha mãe e com a de Setsuna. Elas as três davam-se muito bem nestas coisas. A mãe da Michiru era mais como eu, quanto mais longe destas coisas melhor, mas mesmo assim, participava na organização. Quando vi aquele estendal, só me apeteceu fugir para o jardim, mas tarde demais, a Michiru já me vira.
“Haruka! Ainda bem que apareceste!” Disse ela, sorrindo diabolicamente. “O vestido já chegou! Tens de o experimentar!” Ela agarrou-me pelo braço, e puxou-me literalmente pelo Palácio fora, até ao quarto dela.
“Observa…” Olhei para o vestido. Era simplesmente uma réplica a tamanho 1:1 do desenho da Anya. Em duas palavras: simplesmente prefeito.
“É… É lindo!” Apenas consegui dizer. Não conseguia descrever os sentimentos que corriam na minha mente, cada vez que olhava para aquele vestido.
“Queres experimentá-lo?” Disse Michiru, com um olhar brilhante.
“Claro que sim…” Era a única resposta que podia dar àqueles olhos. E para além de mais, tinha de ver se me assentava bem (se bem que enfim… todos sabem a minha opinião quanto aos vestidos… Vê-los e achá-los bonitos, só nos manequins…).
Michiru ajudou-me a vestir cuidadosamente o vestido. Agora que observara melhor o vestido, podia descrevê-lo: seda branca, sem alças, do estilo de cai-cai, com uma cauda que arregalou os meus olhos de medo – era enorme! – era pouco rodado e pouco imponente. Em suma, o vestido de sonho de uma noiva que tem pavor a vestidos. Contudo, a cauda meteu-me um certo receio. Se não cair do altar, quando estiver a subi-lo, vai ser uma grande sorte… Pensei para mim, enquanto estava a criar essa situação caricata na minha cabeça.
“Esse vestido é mesmo a tua cara, Haruka…” Disse Michiru, comovida.
“Achas?” Perguntei eu. “Eu não acho o mesmo… Não me faz sentir bem, estar dentro deste ‘saco do lixo sem fundo’ a que vocês chamam de vestido” Retorqui depois de ter feito uma análise ao como me ficava o vestido. Havia qualquer coisa de errado e não era no vestido, era noutro lado.
“Isso é porque não estas habituada…. E pensa assim: só o vais usar por pouco mais de uma hora… Depois podes passar o resto do dia num fato…” Disse ela, sorrindo para mim, embora tivesse uma lágrima ao canto do olho.
“Michiru, estás a chorar?”
“Estou tão feliz por ti!” Disse ela, dando-me um abraço daqueles sufocantes.
“Eu… também… estou feliz…” Disse eu, a custo.
“Oh, desculpa…” Disse ela, apercebendo-se de que tinha sido um abraço ‘muito violento’.
“Não tem mal… Bem, eu vou despir esta coisa…antes que entre alguém por aí adentro…” Disse, referindo-me a Kunzite. Ele podia andar à minha procura, e se ele viesse perguntar a Michiru se me vira, provavelmente teria pontaria certeira, e encontrar-me-ia assim vestida… Não era boa ideia…
“Eu dou-te espaço… Vou até lá fora…” E ela saiu do quarto a rir-se à gargalhada. Eu ri-me também, e comecei a despir cuidadosamente o vestido. Não o queria amachucar. Depois, pousei-o cuidadosamente em cima da cama, e vesti-me com as minhas roupas. Por fim, após 5 minutos tortuosos, saí do quarto.
“Olá Haruka!”
“Olá Yaten… Tudo bem contigo?”
“Sim, e contigo? Estás melhor, depois do que aconteceu ontem?”
“Sim… Aquilo não foi nada… Só uma pancadinha ligeira… O Neflite é que exagerou um pouco na descrição…”
“Ainda bem… Eu estava deveras preocupado contigo… Sinto que tenho um pouco de culpa no cartório… Se eu não me tivesse metido à frente do Seiya, ele talvez não tivesse tido a hipótese de te atacar… Quando te vi voar contra a estátua… Nem sei o que me passou pela cabeça para me meter entre vocês… E pensei mesmo que te tivesses magoado… Às vezes o Seiya consegue ser mesmo –”
“Yaten… O Seiya estava bêbedo, ele não tinha noção do que estava a fazer… Não te preocupes comigo… Eu estou bem, e não sofri qualquer mazela… Não é isso que no fundo importa?” Disse, tentando acalmá-lo.
“Eu sei, Haruka… Mas foi muito irresponsável da parte dele, ele podia ter-te morto!”
“Mas não matou… E nós os dois já falámos… Já falámos e já estamos bem os dois… Não há problema… Yaten por favor eu não quero falar mais sobre o assunto… É daquelas coisas que gosto de conservar no mar do esquecimento…”
“Ok Haruka… Só porque estás a pedir-me… bem, eu vinha aqui para ver como é que a minha afilhada assentava no vestido, mas já vi que cheguei tarde demais…”
“Ela pode sempre vesti-lo outra vez…” Disse Michiru, diabolicamente sorrindo.
“Naaaa!!!! Vês no dia do casamento, enquanto a tua querida afilhada se concentra em não tropeçar na cauda astronómica do vestido, e tenta não cair, para delírio da plateia.” Mais uma vez, a situação desenhou-se na minha cabeça tão caricata, que me deu vontade de rir.
“Está bem! Eu aguento esperar…” Disse Yaten, sorrindo.
“Bem… Eu acho que vamos todos descer para o almoço, e para além de mais, o Kunzite andou a manhã toda à tua procura. Ele quer saber se estás bem…” Disse Michiru.
“Sim, é melhor irmos…”
“Eu já vou ter à sala de jantar… Até já!” Disse, e corri para o meu quarto. Tinha de ir à casa de banho. Não sei porque mas deu-me uma vontade repentina de vomitar.
Depois, olhei para o espelho, e vi que, de repente, tinha ficado muito pálida. Mas que raio se esta a passar comigo?! Pensei. Tinha de ir ver imediatamente Neflite. Só ele é que me poderia ajudar agora. Contudo, não o encontrei no quarto, nem na enfermaria, nem em lado nenhum. Provavelmente ele já estava na sala de jantar. Então dirigi-me para lá, tentando ao máximo disfarçar a minha situação. Só que ao entrar na sala de jantar, deu-me uma tontura, e só consegui encontrar apoio na ombreira da porta.
“Haruka, sentes-te bem?” Perguntou Neflite, que reparara na minha tontura e que viera de imediato acudir-me.
A minha única resposta foi outro vómito.
“Vamos lá…Eu ajudo-te… Temos de te levar para a enfermaria…”Disse Kunzite. Ele acabara de chegar à sala de jantar.
“Eu já estou bem… Não se preocupem…” Disse eu, com voz entrecortada, tentando desvalorizar o que acontecera. Não queria alarmar o Kunzite.
“Haruka, tens de me deixar ver o que se passa… Pode ser que o teu pequeno incidente de ontem com o Seiya tenha tido repercussões mais graves do que aquilo que eu pensava…”Disse Neflite, tentando convencer-me.
“Está bem…” E voltei a vomitar. O meu estômago estava todo virado do avesso. Sinceramente, não entendo o que raio se está a passar comigo.
Kunzite pegou em mim ao colo e levou-me assim durante todo o caminho para a enfermaria. Eu abracei o seu pescoço, não com medo de cair, mas sim com medo do que aquilo pudesse ser.
“Kunzite, deita-a aí, por favor…” Disse Neflite.
Kunzite deitou-me cuidadosamente na maca, e depois afastou-se, para permitir a Neflite fazer o seu trabalho.
“Diz-me Haruka, como te sentes?” Perguntou-me ele.
“Doente…” Retorqui.
“Não te sentes tonta, com náuseas, vómitos…”
“Apenas os vómitos e as tonturas…” Disse, era a verdade.
“Sentes dores em alguma parte do corpo?”
“Não… Não me dói nada… Tendo em conta o que aconteceu ontem…”
“Uhm… Acho que já percebi… Kunzite, deixa-me falar com a Haruka por uns instantes, a sós…”
“Sim, claro... Haruka, eu vou almoçar… Eu já volto para te vir ver… Amo-te muito…”
“Até já… Também te amo…” Disse, em voz baixa.
Ele sorriu, e depois saiu.
“Diz-me Haruka… Há quanto tempo não tens o período?” Perguntou-me ele, com um grande à-vontade. Bem ele era médico não é?
“Uhm… Já que falas nisso, era para ter tido – Não, não pode ser… Não me digas –”
“É bem possível… Tiveste alguma relação com o Kunzite nas últimas semanas?”
“No dia em que ele me pediu em casamento… E na véspera da corrida…” Disse, sentindo-me ficar lívida.
“Pelos meus cálculos… É bem possível que uma delas tenha coincidido com o ciclo de ovulação… Pelo que há uma grande probabilidade de estares grávida…”
“N…Não! I…Isso não… p…pode ser verdade! Não posso estar…”Disse, gaguejando.
“É uma possibilidade que vais ter de considerar… Mas não quer dizer que estejas… Só fazendo o teste é que vais poder confirmar isso… Eu sou médico, mas não sou uma máquina de ecografias…” Disse Neflite, tentando acalmar-me, através de piadas, mas não surtiu grande efeito. “Contudo, se não sentes dores, apesar de ontem teres tido um encontro imediato com uma estátua de mármore… não vejo outra situação possível…” Retomou um tom sério, vendo que continuava aterrorizada.
“Neflite, eu peço-te, por favor, não contes nada ao Kunzite… Eu sei que ele é teu irmão e isso tudo… Mas ele não pode saber ainda… Enquanto eu não tirar a dúvida… Não ele não pode saber… Por favor…”
“Sigilo profissional, Haruka… Tudo o que falámos aqui está protegido por isso, e eu só poderia contar ao Kunzite ou a qualquer outra pessoa se disso dependesse a tua vida. Noutras circunstâncias, nada sairia daqui, pelo que mesmo sendo ele meu irmão, não lho vou poder contar, pois tu és minha ‘paciente’ e eu sou teu ‘médico’ e tu confias em mim…”
“Obrigada Neflite…” Disse, de lágrima ao canto do olho, abraçando-o.
“De nada, Haruka…” Disse ele “Bem, achas que consegues comer alguma coisa? É que eu acho que mesmo tendo o estômago como tens, devias comer…”
“Vou tentar comer, mas não prometo que a comida lá fique no sítio… O mais provável é que salte tudo cá para fora… Mas enfim…”
“Vá, anda lá…” Disse Neflite, sorrindo tenuemente, tentando esconder uma gargalhada. Eu sorri também, mas mais por esforço do que outra coisa. Eu ainda estava aterrorizada com a ideia de possivelmente poder estar grávida. Não, essa hipótese nem sequer a considerava. Tenho de tirar esta história a limpo, antes do casamento e antes que mais alguém descubra.
Neflite caminhava lentamente a meu lado, preocupado comigo, enquanto eu me esforçava por não vomitar. Eu sentia-me pessimamente, chegando até a parecer que estou a ver ‘estrelas’ (pontinhos brancos à minha volta, vocês percebem…).
“Haruka, sentes-te bem? Estás pálida… E o Kunzite disse-me que tinhas andado a vomitar…” Disse Michiru, que pelos vistos não estava no salão quando tudo aconteceu…
“Não… Nem por isso Michiru…” Murmurei entredentes. O vómito estava mesmo para sair e eu não consegui evitar. Vomitei novamente.
“Oh Haruka, que se passa?”
“Acho que vos vou deixar a sós… Vocês precisam de conversar calmamente.” Disse Neflite. Depois afastou-se com um sorriso travesso.
“Haruka, que tens para me contar?” Disse ela, com ar preocupado.
“Acho melhor falarmos num sítio privado…” Disse, levantando lentamente a mão em direcção à sala de jantar. “Não quero que ninguém saiba…”
“Então vamos até Urano –”
“Não… Em Urano alguém pode ouvir, e ir contar aos meus pais… Já sei… Como todos os que nos conhecem estão aqui em Neptuno, vamos até à Terra…”
“Sim… Vamos para a nossa antiga casa… Assim estamos mais em privado…”Disse Michiru, concordando comigo.
“Pelo Poder Sagrado de Urano…” Disse, com voz fraca.
“Pelo Poder Sagrado de Neptuno…”
Transformámo-nos as duas. Depois, Michiru sorriu. Era como nos velhos tempos…
“Como é bom recordar os velhos tempos… Quando éramos só nós as duas à procura dos Talismãs…”Disse, com voz sonhadora.
“E afinal eles estavam mesmo dentro de nós…” Disse Michiru, rindo-se graciosamente.
“Quando todos pensavam que eu era um rapaz…” Ri-me também, mas a custo.
“E depois pensavam que eras meu namorado!” Essa fez-nos rir as duas.
“Bem, vamos embora, antes que alguém descubra a nossa ideia…” Disse, por fim.
“Sim… Vamos…”
Chegadas à Terra, e à nossa casa, tive de correr em direcção à casa de banho: tinha de vomitar outra vez. A viagem deu-me a volta ao estômago…
“Haruka? Estás bem?”
“Sim… Agora já estou bem…” Disse, com voz cava.
Saí da casa de banho, cautelosamente. Michiru esperava-me à porta…
“Então tolinha, conta-me lá o que se passa contigo… Para virmos para aqui é porque é alguma coisa grave…”
“Depende da perspectiva…” Disse, com um sorriso frouxo. “Eu… Eu tenho uma coisa para te contar, e que vou pedir para tu, sobre qualquer que seja a circunstância, não contares a ninguém, nem ao Kunzite, nem à minha mãe… A ninguém mesmo. Só eu, tu e o Neflite é que vamos saber, e se alguém se descair, sei quem sabe, e facilmente saberei quem foi… Eu não tenho ainda a certeza disto e isso é também uma das razões pelas quais eu não quero que ninguém saiba…”
“Eu prometo que não contarei a ninguém. Serei sempre o teu poço de confidências, fechado a cadeado…” Disse ela, sorrindo para mim. Eu sabia que podia confiar nela.
“Eu… Eu penso que estou grávida…” Disse, com uma cara de enterro que surpreendeu Michiru.
“Mas Haruka… Porquê essa cara?! Isso é fantástico!” Disse Michiru, delirante. “Pelos vistos o meu sonho realizou-se!” Disse ela, rindo graciosamente.
“Pode ser fantástico para ti, mas para mim vai ser um pesadelo! Não queria ter filhos já!!!” Exclamei, meio furiosa com a reacção de Michiru.
“Não é preciso enervares-te…” Disse Michiru, meio que arrependida pelo comentário que fizera.
“Desculpa Michiru… Mas lembras-te daquela conversa que tivemos há uns tempos atrás? Eu não queria ter filhos tão cedo. A minha carreira de Motocross acaba se o Sr. Nakazawa sabe que eu estou grávida. A minha vida acaba se eu deixar de correr. Vá, não acaba mas não vou ficar bem comigo se deixar de correr. E a minha vida não pode chegar a esse ponto outra vez… Isso não pode acontecer... Não agora…” Disse, reprimindo um vómito.
“Haruka, mas agora vais ganhar novas responsabilidades: vais ser mulher, e, se chegares a confirmar, vais ser mãe…”
“Eu só tenho 20 anos Michiru, tenho muito tempo para ser mãe. Para além de não estar pronta para isso, não queria ser mãe agora!”
“E irias ser quando?”
“Não sei…” Disse cabisbaixa. Sabia que tinha de dar continuação à casa de Urano. Não tinha irmãos, portanto, a continuação dependia de mim. Estava completamente furiosa, e queria chorar. Mas não! Eu sou forte, vou superar isto!
“Haruka… Eu sei como te sentes… Mas vais ver que a gravidez passa depressa e que depois podes voltar –”
“Michiru, nada vai ser como dantes! Vai ser um puto choramingas, a choramingar a toda a hora, a ter fraldas para mudar a toda a hora, e a querer comer a toda a hora… Eu agradeço o positivismo Michiru, mas nesta situação, é impossível eu ser positivista. Isto não fazia parte dos meus planos a curto prazo, quanto mais a médio…”
“Mas tu cuidaste da Hotaru, e safaste-te muito bem…”
“Mas com a Hotaru, as coisas foram diferentes! Ela cresceu em menos de um mês! Com esta criança que possivelmente está a crescer no meu ventre, vai ser uma tortura constante durante um ou dois anos! Vou deixar de ter tempo para mim e para o Kunzite, e para os meus amigos, e para as minhas coisas. Vai ser eu, bebé e mais bebé!”
“O Kunzite vai-te ajudar, e nós também Haruka!”
“Mesmo assim, em que é que isso me vai ajudar?!” Disse, exasperada. “Mesmo que vocês me ajudem, as responsabilidades vão todas cair em cima de mim! Sabes que mais… Eu não me posso enervar, por isso acho melhor que esta conversa acabe por aqui…”
“Também acho… Desculpa Haruka… Não vale a pena chatearmo-nos por causa disto… Bem, se não tens a certeza se estás grávida ou não, vais ter de fazer um teste de gravidez, não é?”
“Sim… É verdade… Mas achas mesmo que deva fazer?”
“Com certeza… Não podes andar na expectativa de estares grávida e depois afinal não estares. Ia ser giro…”
“Tudo bem… Vamos a uma farmácia…” Disse resignada.
Tive de, mais uma vez recorrer ao meu armário, e vesti a primeira coisa que me apareceu à frente, e que estava de acordo com o meu estado de espírito. Depois, saímos.
Caminhámos pelo bairro fora, enquanto a noite caía lentamente. Eu, a cada passo que dava, sentia-me cada vez mais nervosa. Queria que o teste desse negativo, para tirar um peso de cima.
“Farmácia de Juuban, o que deseja?”
“Queria dois testes de gravidez, se faz favor…” Disse Michiru, querendo não ser reconhecida.
“Aqui tem… São vinte ienes…” Disse a farmacêutica, que era uma mulher de feições carrancudas.
“Obrigada, boa noite…” Disse Michiru, e depois saímos da farmácia.
“Porquê dois, Michiru?” Perguntei, admirada.
“Para confirmar o resultado…Para não restarem quaisquer dúvidas…”
“Tudo bem… Se tu o dizes…”Assenti com a cabeça.
“Fazes um hoje, e fazes o outro amanhã, à mesma hora… Depois tiramos as nossas próprias conclusões…”
“Sim Michiru-mamã!” Disse, imitando Hotaru, e tentando ser engraçada.
“Ahah, que gracinha Haruka… Enfim… Queres ir comer alguma coisa?”
“Sim… Sinto-me como se não comesse há séculos…” Disse. A minha barriga fez um ruído estranho, parecendo querer enfatizar o que eu dissera. Desde que não escolhas ir a um restaurante… Não posso dar mais nas vistas…
“Sim… Já vi que sim… Eu cozinho para nós. Não precisamos de ir a um restaurante, acho que já demos demasiado nas vistas hoje…” Disse ela, como se tivesse lido o meu pensamento.
“Obrigada…” Limitei-me a declarar.
Caminhámos até casa, até que eu me voltei a sentir mal.
“Haruka!” Dera-me uma tontura que me fizera quase cair, mas Michiru agarrara-me. “Haruka?! Estás bem?”
“Sim… Estou óptima… Vamos, a casa fica já ali…” disse, não querendo dar parte de fraca, apesar de não estar nada bem.
Ao chegarmos a casa, Michiru ajudou-me a deitar-me no sofá, para que eu não caísse por ali. Depois, ela foi fazer o jantar. O cheiro daquilo que ela estava a fazer deu-me náuseas, mas consegui não vomitar.
“Michiru, que estás para aí a fazer?” Perguntei, curiosa.
“Chop Suey de Gambas com Arroz Xau-xau e Crepe de Legumes…” Disse ela, inocentemente.
“Agora deu-te para cozinhares comida chinesa?”
“Ah… Deu-me na cabeça…”Disse ela, fazendo uma daquelas caras de anjo que me divertiam à brava.
“Parva!” Disse, rindo-me. As minhas náuseas passaram naquele momento, o que me fez sentir muito melhor.
“Tolinha… Bem… Vai lá ver do teste…” Disse Michiru.
“Eu vou…Espera um pouco…” Disse-lhe, pegando numa das caixas, deixando a outra em cima da mesinha de chá.
Fui à casa de banho, e fiz o que tinha a fazer. Acabando o que tinha de fazer, saí para o quarto. Estive mais de um minuto à espera que o teste divulgasse o resultado, e quando vi as duas riscas vermelhas indicadoras aparecerem na ranhura, caí para o lado. Não queria acreditar… O meu pesadelo tornara-se realidade...
“Haruka!”Gritou Michiru, chamando-me. Eu levantei-me, a custo, e fui lá para baixo.
“Já cá estou…” Disse, com ar abatido.
“O que deu?”
“Positivo…” Disse, desmanchando-me em lágrimas. Não, eu não queria ter aquela criança…
“Haruka… Não chores… Não podes deixar-te ir abaixo não… Vem cá…” Michiru abraçou-me, tentando acalmar-me, mas não valeu muito a pena… A minha cabeça já tinha mergulhado no oceano do desespero. Ficámos assim durante um tempo, até que Michiru decidiu que tinha de comer qualquer coisa.
“Tudo bem…” Disse, limpando as lágrimas dos olhos, que teimavam em cair. Sentei-me à mesa, e comecei cautelosamente a comer. A vontade, essa é que não era muita. Mas tinha de ser. Tinha que garantir que a nova vida que estava a surgir dentro de mim crescia saudável, e para isso tenho de comer para lhe fornecer também os nutrientes que ela precisa. (Não que eu goste da ideia de estar grávida… Porque não gosto mesmo!). Acabada de comer, Michiru perguntou-me:
“Queres voltar já para Neptuno?”
“Não… Voltamos amanhã ou depois… Eu ainda tenho muito que digerir, e muito que pensar…”
“Vais contar ao Kunzite?”
“Sim… Não… Não sei… Não sei ainda qual a altura correcta para lhe contar…”
“Porque não lhe contas quando chegarmos a Neptuno?”
“Não sei… E eu nem sei qual vai ser a reacção dele…”
“Ele vai reagir bem, vais ver…”
“Não sei não…”Disse pessimista.
“Bem, sabes que mais, menina pessimista? Tu tens de ir dormir…” Disse ela, rindo-se.
“Sim… Sinto-me cansada…” Disse, sorrindo levemente. Eu neste momento só quero uma almofada e uma cama…
“Amanhã se quiseres podemos ir dar uma volta, para não passares aqui o dia fechada…”
“Tudo bem…” Disse, sonolenta “Michiru?”
“Sim, Haruka?”
“Obrigada por me apoiares, apesar de ter sido meio parva há bocado…”
“De nada… Somos amigas, e para mim, é como se fosses minha irmã…” Disse Michiru, sorrindo.
“Tu também és como uma irmã para mim… És das pessoas mais importantes da minha vida, para mim… Bem, boa noite, Michiru…” Disse, enquanto começava a subir as escadas.
“Boa noite Haruka…”
Ao chegar ao meu quarto, estatelei-me na cama, e ali adormeci.
*MOMENTO MICHIRU*
Após Haruka ter subido as escadas, fiquei só na cozinha… O silêncio reinava na casa, e eu sentia-me deprimida. Odiava o vazio. De repente, ouvi um ruído. Não sabia o que era. A sala estava na escuridão, era de onde vinha o barulho. Quando acendi a luz, vi Kunzite sentado no sofá.
“Kunzite… Que surpresa…” Disse, verdadeiramente admirada.
“A Haruka… Está onde?”
“Está a dormir…”
“O que é que se passa com ela? O Neflite não me contou nada de nada…”
“A Haruka está bem… É simplesmente efeitos ligeiros do incidente de ontem… É normal…”
“Se fosse só isso o meu irmão contava-me! Michiru, tu também és minha amiga, por favor conta-me o que se passa! Eu não aguento não saber o que se passa com a Haruka!”
“Kunzite, é tudo o que sei! Ela não me contou mais nada!”
“Eu vou acreditar, mas mesmo assim…” Kunzite estava furioso por não descobrir a verdade. Ele sabia que quando Haruka ‘fugia’, era porque queria esconder alguma coisa. Até eu sabia disso.
“Kunzite?”
“Sim?” Disse Kunzite, ainda aborrecido.
“Não fiques chateado com a Haruka, eu tenho a certeza de que o que quer que seja que ela não te esteja a contar, te contará na altura oportuna…”
“Então ela têm mesmo algo para contar!” Disse ele. Ups! Descaí-me…
“Não sei de nada…” Disse, inocentemente.
“Vocês vão ficar aqui até quando?”
“Até a Haruka decidir voltar.”
“E isso é quando?”
“De preferência antes do casamento…” Disse.
“Tudo bem… Eu fico aqui. Vocês têm de ter alguém que vos proteja.” Disse ele, autoritariamente.
“Kunzite! Nós já não somos nenhumas crianças! Sabemos perfeitamente tomar conta de nós!”
“Não sei –” Ouvimos um barulho lá em cima, que interrompeu Kunzite. Eu levantei-me e corri lá para cima. Sabia perfeitamente o que significava aquele barulho: Era Haruka, e mais uns dos seus vómitos pré-natais.
“Oh Haruka! Isto tem de acabar! Temos de ir a um médico. Tem de haver qualquer coisa para isso!” Disse, stressada.
“É só uma má disposição… Nada mais –”
“Haruka, estás bem?!” Ouvi a voz de Kunzite atrás de mim.
“KUNZITE?! Que… Que fazes aqui?!” Perguntou Haruka, enquanto limpava a boca com papel higiénico. Ela estava completamente lívida e parecia que ia desmaiar a qualquer momento.
“Vim saber de ti… Já que ninguém se dá ao trabalho de me dizer…” Disse Kunzite, olhando-me de lado...
“Bem… Eu tenho de te contar uma coisa… Vem para o quarto… Isto é um assunto sério…” Disse ela, esgotada.
“Haruka, vais con–” Perguntei, admirada, embora tenha sido interrompida por Haruka. Não estava à espera que ela decidisse contar-lhe tão cedo…
“Vou… Mais cedo ou mais tarde ele iria perceber… Por isso mais vale contar…”
“Tudo bem…” Disse, deixando-os a sós.
*FIM DO MOMENTO MICHIRU*
Eu entrei no quarto depois de Kunzite. A cara dele era um misto de fúria e preocupação.
“Então… que me querias contar?” Disse ele, de pé. Eu no entanto tinha-me sentado na cama.
“Kunzite… Eu acho melhor sentares-te…” estava preocupada com a sua reacção. Não sei se seria alegria, tristeza, incredulidade, lividez ou simplesmente como a minha, de cair para o lado.
“Eu não sei qual vai ser a tua reacção…E isso preocupa-me… Mas cá vai… Tu vais ser pai…” Disse, hesitante.
“Eu vou ser o quê?”Disse ele, atrapalhado.
“Eu digo-te muito devagarinho, para tu perceberes: Tu… Vais… Ser… Pai…”Disse, incrédula com a naturalidade com que as palavras saíram da minha boca. Kunzite ficou lívido, e acabou por cair para o lado, tal como eu. Só que ele desmaiara realmente… Olha-me este agora… Pensei, abanando a cabeça.
“Kunzite… Acorda… Por favor…” Disse eu, aflita. Ele não reagia a qualquer tentativa minha de o acordar. “Michiru!!!” Gritei por ela. Precisava de ajuda para acordá-lo.
“O que se passa Haruka? Oh… o Kunzite…!” E ela riu-se desalmadamente…
“Michiru, não tem piada! Isto é sério! Ele não acorda. Acho que entrou em estado de choque! Ajuda-me, vá!” Disse, meio furiosa com ela. Como podia ela rir-se numa situação destas?
“Eu vou buscar uma toalha húmida, se é que não deve servir de muito…” Disse ela, indo à casa de banho, voltando depois com uma toalha molhada, que passei pela cara de Kunzite. Nada. Ele não reagia a nada.
“Quer dizer… Ele tem coragem para te pedir em casamento, mas no que toca a ‘Kunzite, vais ser pai’, ele cai para o lado!” Disse Michiru, rindo.
“Oh, por amor a Urano…” Disse, rindo-me também do caricato desta situação, apesar de não ter piada alguma. “Bem, eu acho melhor levá-lo para Neptuno… O Neflite… Ele deve saber o que fazer… Eu acho que isto não está nada bom…” Acabei por voltar a ficar preocupada.
“Eu levo-o…” Disse Michiru determinada. “Ficas bem aqui sozinha por umas horas?”
“Fico… Não te preocupes comigo…” Disse eu, sorrindo.
“Eu volto amanhã de manha… sem falta… Prometo!” Disse ela, e depois desapareceu com Kunzite. Eu voltei para a cama. Não conseguia manter a minha cabeça em pé. O peso que sentia em cima de mim embalou-me até à Terra dos Sonhos.

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Marisa: Oh pah... Sabes a q horas me levantei hj? 6h40 da manha! As 7h44 já estava na escola*OH!*gotas''*
enfim...
Isso nao eh nada!
Comparado com horario q te disse no outro comntario anterior! Eu levantei-me de manhã! Eu assim as 6.40 da noite tbm me levantava mas tava na explicaçao de mat

ta bem eu homicido-te daqui uns caps*Eu ja o li e n tive pena quase nenhuma da vitima... nem ainda percebi qal será o papel importante dele! Mas isso tbm, eh para esqucer pq cm eu sou tao nerd, nunca ninguem liga![]()
Agora é que vais comecar a perceber pq e q a Rakie-chan na brincadeira disse que nos eramos muito maldosas com o Seiya
so vou homicidar-te agora: AQUI VAI MAI UM CAP XD*AI DEUS!
NAO!

QUE TRAGEDIA!
MAIS UM CAPITULO!
VOU SER MAIS UMA VEZ HOMICIDADA!
Vou já ler para depois te acusarem do meu Ovnicidio! (ovnicidio-homicidio; tal como homicidade, é ser pessoa "morta por outra"
)Pronto, aqi vai o meu coment.Eh q sabes, cm eu sou mto esperta
, escrevo os coments enquanto leio a fic. Tiro as citações q mais me atraem e comento. por isso é q eu digo pa la umas coisinhas naqls momentos criticos e miu miu... By the way, passando ah frente... vamos lá:
*
andava metido na bebida, e cada dia que passava apanhava bebedeiras cada vez maiores, até que Yaten se passou de vez.
k LOL
Yah, tou a ver o Seiya estampado no chão, completamente mocado e cm uma garrafa na mao!
"Seiya, estás bem?” Questionei, enquanto me aproximava dele.*Explosao de risos
“Olha… tantas estrelinhas…” Foi a única resposta que consegui obter dele.
OMG, n consigo parar de rir LOLOLOLOLOLOL
Nunca vi nenhum bebedo a dizer aqilo
Ja tou a imagina-lo. Completamente corado, com o corpo mole e a olhar para cima cm os olhos, cm baba a escorrer pelo cantinho da boca
SEIYA! Como é que és capaz, de depois de teres estado às portas da morte, andares a enfrascar-te como tens andado?! Já não tens amor à vida?! Tenho muita pena que as coisas entre ti e o Alex não tenham resultado, e que tenhas de o ter deixado, mas não podes andar a matar-te lentamente como tens feito, por causa disso. Sabes que mais? ESTOU FARTO!”Disse Yaten gritando com Seiya, como nunca o tinha visto gritar. “No que depender de mim, a nossa amizade ACABOU!”*
O.O
Oh Ceus... o Yaten passou-se
fogo... nunca o vi tao passado assim cmo ele ficou agora... ainda por mais cm o Seiya


Olhei para ele, e ele estava com uma mão na cara, no local onde Yaten o tinha atingido, mas a rir-se a bandeiras despregadas. Boa… Que faço agora com este bebedolas inveterado? Pensei.*
Certo... leva porrada e ainda mete-se a rir... pois... até fez bem. Assim n mostrou o menino bebe q eh na verdade e n desatou a chorar cm tal!
“Vá Seiya! Levanta-te. Vamos lá curar essa bebedeira!” Peguei-o pelos braços, e levei-o, a custo, até à casa de banho. Ele estava a precisar de um duche gelado.*Já imagino a cena... Haruka entra na casa de banho e SLASSSHH! So se vê depois ele a dizer atchim... aaatchim! Vezes sem conta!
E agora Tenoh, que vais fazer?!” Gritou ele, provocando-me.*
“Eu…Não… Vou… Fazer nada! Não te quero magoar!” Disse, enquanto respirava com dificuldade. O Seiya não era propriamente leve, e o seu peso, em cima de mim, não me ajudava muito.
“Luta Tenoh! Quero que lutes!” Ele estava mesmo fora do seu juízo normal “LUTA!”
“NÃO!” Gritei a plenos pulmões. O meu braço parecia que estava a ser arrancado do lugar, e isso também contribuiu um pouco para o grito.
“LUTA Tenoh! E isto acaba!”
ELE TA PARVO OU QE?
QUERES VER Q APANHAS E TE ENFIO UM ABALO DO MUNDO NU C*?
EM VEZ DE TERES LA UM MINI BURACO PASSAS A TER UM MEGA BURACO!
“Seiya Kou, aliás, Sailor Star Fighter, passaste totalmente das marcas!” Disse, ofegante.*OH DEUS!
“NAAAAAAAÃO!!!! Haruka!!!! Não o ataques!” Ouvi a voz aguda de Yaten, que se colocou imediatamente à minha frente. Seiya aproveitou a deixa para me atacar:
“LASER POTENTE DA ESTRELAAAA!”
Nesse instante, só sei que acabei a voar contra a estátua de Poseidon, deus grego dos mares. Depois, caí na inconsciência.
N acredito q o Yaten o defendeu e ainda atacou-a!
A Q RAIVA EU PARTO O PC E PARTO-LH A CARA TODA!
(N... acalma-t va... o pc n pq sem pc, n ah net e sem net, n ah SMPT e sem SMPT, n ah fic da Tinoco!)
“Haruka! Oh Haruka! Desculpa!”Ouvi a voz estridente de Seiya, que ressoava em todo o santo canto da minha cabeça. “Fui um parvo, por favor perdoa-me!” Ele estava deveras arrependido.
*NEM PENSES! TU DESAPARECE-ME DAQUI ANTES Q TE ENFIE UM ABALO DO MUNDO NO TRASEIRO! OLHA Q CUMPRO A MINHA AMEAÇA!
Não te preocupes… Eu vou ficar bem…” Disse, lentamente.*??????????????????????????????????????
ok, n digo mais nada
acontece sempre tudo ao contrario do q eu digo.
Hum... ela ta mto qerida para ele... adoro isso
sei q isto na vrdd, nunca iria acntecer, mas gosto desta Haruka q se consegue controlar ao ponto de n espetar-lhe um murro depois de a ter magoado cm ele a magoou em combate
De nada Loirinha!” Disse ele, piscando-me o olho. Mas o que raio este gajo pensa que está a fazer?! A bebida afectou-lhe os miolos, só pode…*MAS O Q SE PASSA AQUI?
[...]
“Foi de facto, um momento muito desagradável…” Disse ele, perto do meu ouvido.
Eu afastei-me. Estava a senti-lo muito próximo. Uma energia trespassou-me novamente.
Q FOI ISTO?
Vou tentar fingir q n percebi
Michiru ajudou-me a vestir cuidadosamente o vestido. Agora que observara melhor o vestido, podia descrevê-lo: seda branca, sem alças, do estilo de cai-cai, com uma cauda que arregalou os meus olhos de medo – era enorme! – era pouco rodado e pouco imponente. Em suma, o vestido de sonho de uma noiva que tem pavor a vestidos. Contudo, a cauda meteu-me um certo receio. Se não cair do altar, quando estiver a subi-lo, vai ser uma grande sorte… Pensei para mim, enquanto estava a criar essa situação caricata na minha cabeça.
*
Tao lindo q ele aparenta ser!
ja tou a ver a cena do tropeçar no altar
[...] Disse, e corri para o meu quarto. Tinha de ir à casa de banho. Não sei porque mas deu-me uma vontade repentina de vomitar.
[...] Só que ao entrar na sala de jantar, deu-me uma tontura, e só consegui encontrar apoio na ombreira da porta.
*
cheira-me a bebé!
É bem possível… Tiveste alguma relação com o Kunzite nas últimas semanas?”
“No dia em que ele me pediu em casamento… E na véspera da corrida…” Disse, sentindo-me ficar lívida.
“Pelos meus cálculos… É bem possível que uma delas tenha coincidido com o ciclo de ovulação… Pelo que há uma grande probabilidade de estares grávida…”
Estou chocada!Entao ela ta (quase de certeza,certezinha) e nunca descreveste nenhum momento entre eles?
Bem, foi da maneira q isto sofreu uma alta reviravolta!
Desculpa Michiru… Mas lembras-te daquela conversa que tivemos há uns tempos atrás? Eu não queria ter filhos tão cedo. A minha carreira de Motocross acaba se o Sr. Nakazawa sabe que eu estou grávida. A minha vida acaba se eu deixar de correr. Vá, não acaba mas não vou ficar bem comigo se deixar de correr. E a minha vida não pode chegar a esse ponto outra vez… Isso não pode acontecer... Não agora…” Disse, reprimindo um vómito.
“Haruka, mas agora vais ganhar novas responsabilidades: vais ser mulher, e, se chegares a confirmar, vais ser mãe…”
[...]
“Eu só tenho 20 anos Michiru, tenho muito tempo para ser mãe. Para além de não estar pronta para isso, não queria ser mãe agora!”
“Michiru, nada vai ser como dantes! Vai ser um puto choramingas, a choramingar a toda a hora, a ter fraldas para mudar a toda a hora, e a querer comer a toda a hora…
*Owlish sheat... pobre coitada... ela tem razao... o treinador dela deve "despedi-la" qnd souber
E ela tem razao novamente... é um puto choramingas e nha nha nha mas isso eh so o q dizem ao principio, pq qnd eles vêem a barriga a crescer e o fruto final já ca fora a brincar e a andar, eles n vao parar de se babar por inteiro!
Fui à casa de banho, e fiz o que tinha a fazer. Acabando o que tinha de fazer, saí para o quarto. Estive mais de um minuto à espera que o teste divulgasse o resultado, e quando vi as duas riscas vermelhas indicadoras aparecerem na ranhura, caí para o lado. Não queria acreditar… O meu pesadelo tornara-se realidade...*O.O
“Haruka!”Gritou Michiru, chamando-me. Eu levantei-me, a custo, e fui lá para baixo.
“Já cá estou…” Disse, com ar abatido.
“O que deu?”
“Positivo…” Disse, desmanchando-me em lágrimas. Não, eu não queria ter aquela criança…
Coitada! Deu.lh um treco!
positivo!

tao kidah esta part
Eu digo-te muito devagarinho, para tu perceberes: Tu… Vais… Ser… Pai…”Disse, incrédula com a naturalidade com que as palavras saíram da minha boca. Kunzite ficou lívido, e acabou por cair para o lado, tal como eu. Só que ele desmaiara realmente… Olha-me este agora… Pensei, abanando a cabeça.*Olha! Outro q bateu as botas!
“Kunzite… Acorda… Por favor…” Disse eu, aflita. Ele não reagia a qualquer tentativa minha de o acordar. “Michiru!!!” Gritei por ela. Precisava de ajuda para acordá-lo.
Estas cenas deles os dois e dos desmaios estao demais!
adorei a parte critica! Eu digo-te muito devagarinho, para tu perceberes: Tu… Vais… Ser… Pai…

Amei este cap!
ta lindu lindu lindooooooo!!!!
Mal posso esperar pela descriçao da noite de nupcias!
Bjinhos e parabens!*
ah, uma coisa
eu aconselho.t a pores hifens nas falas pq eu na minha segunda fic, tbm metia " aspas" e começaram logo cm coisinhas por imitar o FF.net. é so um conselho.
"Tu por acaso lês dialogos com aspas nos livros Haruka Tenou? Uma fic é como um livro! E NHA NHA NHA!"
| Citação: |
Marisa: Oh pah... Sabes a q horas me levantei hj? 6h40 da manha! As 7h44 já estava na escola *gotas''*enfim... |
Isso nao eh nada!
Comparado com horario q te disse no outro comntario anterior! Eu levantei-me de manhã! Eu assim as 6.40 da noite tbm me levantava mas tava na explicaçao de mat

| Citação: |
ta bem eu homicido-te daqui uns caps Agora é que vais comecar a perceber pq e q a Rakie-chan na brincadeira disse que nos eramos muito maldosas com o Seiya ![]() |
| Citação: |
| so vou homicidar-te agora: AQUI VAI MAI UM CAP XD |
NAO!

QUE TRAGEDIA!
MAIS UM CAPITULO!
VOU SER MAIS UMA VEZ HOMICIDADA!
Vou já ler para depois te acusarem do meu Ovnicidio! (ovnicidio-homicidio; tal como homicidade, é ser pessoa "morta por outra"
)looooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool. ja acabei

Pronto, aqi vai o meu coment.Eh q sabes, cm eu sou mto esperta
, escrevo os coments enquanto leio a fic. Tiro as citações q mais me atraem e comento. por isso é q eu digo pa la umas coisinhas naqls momentos criticos e miu miu... By the way, passando ah frente... vamos lá:
| Citação: |
andava metido na bebida, e cada dia que passava apanhava bebedeiras cada vez maiores, até que Yaten se passou de vez. |
k LOL
Yah, tou a ver o Seiya estampado no chão, completamente mocado e cm uma garrafa na mao!
''' X3 X3 X3 X3 X3 | Citação: |
| "Seiya, estás bem?” Questionei, enquanto me aproximava dele. “Olha… tantas estrelinhas…” Foi a única resposta que consegui obter dele. |
*Explosao de risos
OMG, n consigo parar de rir LOLOLOLOLOLOL
Nunca vi nenhum bebedo a dizer aqilo
Ja tou a imagina-lo. Completamente corado, com o corpo mole e a olhar para cima cm os olhos, cm baba a escorrer pelo cantinho da boca
lool, ha uma personagem minha numa historia tipo 'auto biografica' que eu estou a escrever e que apanha uma bebadeira, so diz isto (e que essa historia esta em ingles) 'Oh, look! So many stars
'| Citação: |
| SEIYA! Como é que és capaz, de depois de teres estado às portas da morte, andares a enfrascar-te como tens andado?! Já não tens amor à vida?! Tenho muita pena que as coisas entre ti e o Alex não tenham resultado, e que tenhas de o ter deixado, mas não podes andar a matar-te lentamente como tens feito, por causa disso. Sabes que mais? ESTOU FARTO!”Disse Yaten gritando com Seiya, como nunca o tinha visto gritar. “No que depender de mim, a nossa amizade ACABOU!” |
O.O
Oh Ceus... o Yaten passou-se
fogo... nunca o vi tao passado assim cmo ele ficou agora... ainda por mais cm o Seiya


ah... é para vermos o Yaten ser responsável uma vez na vida, em vez de dizer 'es mesmo pata choca' diz 'estou farto de ti!'
| Citação: |
| Olhei para ele, e ele estava com uma mão na cara, no local onde Yaten o tinha atingido, mas a rir-se a bandeiras despregadas. Boa… Que faço agora com este bebedolas inveterado? Pensei. |
Certo... leva porrada e ainda mete-se a rir... pois... até fez bem. Assim n mostrou o menino bebe q eh na verdade e n desatou a chorar cm tal!
tao mazinha Marisa... O seiya so e convencido, estupido, anormal menino da mama e um idiota do pior

| Citação: |
| “Vá Seiya! Levanta-te. Vamos lá curar essa bebedeira!” Peguei-o pelos braços, e levei-o, a custo, até à casa de banho. Ele estava a precisar de um duche gelado. |
*Já imagino a cena... Haruka entra na casa de banho e SLASSSHH! So se vê depois ele a dizer atchim... aaatchim! Vezes sem conta!
ah... coitadinho do rapaz...
que má
(esta semana estou com o do 'tu es mesmo má
'
)| Citação: |
| E agora Tenoh, que vais fazer?!” Gritou ele, provocando-me. “Eu…Não… Vou… Fazer nada! Não te quero magoar!” Disse, enquanto respirava com dificuldade. O Seiya não era propriamente leve, e o seu peso, em cima de mim, não me ajudava muito. “Luta Tenoh! Quero que lutes!” Ele estava mesmo fora do seu juízo normal “LUTA!” “NÃO!” Gritei a plenos pulmões. O meu braço parecia que estava a ser arrancado do lugar, e isso também contribuiu um pouco para o grito. “LUTA Tenoh! E isto acaba!” |
*
ELE TA PARVO OU QE?
QUERES VER Q APANHAS E TE ENFIO UM ABALO DO MUNDO NU C*?
EM VEZ DE TERES LA UM MINI BURACO PASSAS A TER UM MEGA BURACO!
marisa es tao má
eu nao gosto do seiya, mas nao sou assim tao ma para ele pah 
| Citação: |
| “Seiya Kou, aliás, Sailor Star Fighter, passaste totalmente das marcas!” Disse, ofegante. “NAAAAAAAÃO!!!! Haruka!!!! Não o ataques!” Ouvi a voz aguda de Yaten, que se colocou imediatamente à minha frente. Seiya aproveitou a deixa para me atacar: “LASER POTENTE DA ESTRELAAAA!” Nesse instante, só sei que acabei a voar contra a estátua de Poseidon, deus grego dos mares. Depois, caí na inconsciência. |
N acredito q o Yaten o defendeu e ainda atacou-a!
o seiya atacou a Haruka
ele e tao parvo mas tao parvo, que até me da vontade de o comer vivinho da silva
*gotas*A Q RAIVA EU PARTO O PC E PARTO-LH A CARA TODA!
(N... acalma-t va... o pc n pq sem pc, n ah net e sem net, n ah SMPT e sem SMPT, n ah fic da Tinoco!)
ah pois... se partes o pc,depois tens de assaltar os da escola, que estao cheiinhos de virus, a internet é super lenta, e q para abrir o SMPT é um castigo infernal
| Citação: |
| “Haruka! Oh Haruka! Desculpa!”Ouvi a voz estridente de Seiya, que ressoava em todo o santo canto da minha cabeça. “Fui um parvo, por favor perdoa-me!” Ele estava deveras arrependido. |
| Citação: |
| Não te preocupes… Eu vou ficar bem…” Disse, lentamente. |
*??????????????????????????????????????
ok, n digo mais nada
acontece sempre tudo ao contrario do q eu digo.
Hum... ela ta mto qerida para ele... adoro isso
sei q isto na vrdd, nunca iria acntecer, mas gosto desta Haruka q se consegue controlar ao ponto de n espetar-lhe um murro depois de a ter magoado cm ele a magoou em combate
O SEIYA FOI UM PARVALHAO E NEM SE FALA MAIS NISSO X3
enfim... nao vale a pena
'| Citação: |
| De nada Loirinha!” Disse ele, piscando-me o olho. Mas o que raio este gajo pensa que está a fazer?! A bebida afectou-lhe os miolos, só pode… [...] “Foi de facto, um momento muito desagradável…” Disse ele, perto do meu ouvido. Eu afastei-me. Estava a senti-lo muito próximo. Uma energia trespassou-me novamente. |
*MAS O Q SE PASSA AQUI?
Q FOI ISTO?
Vou tentar fingir q n percebi

e melhor tentares perceber, senao na percebes os caps a seguir
| Citação: |
| Michiru ajudou-me a vestir cuidadosamente o vestido. Agora que observara melhor o vestido, podia descrevê-lo: seda branca, sem alças, do estilo de cai-cai, com uma cauda que arregalou os meus olhos de medo – era enorme! – era pouco rodado e pouco imponente. Em suma, o vestido de sonho de uma noiva que tem pavor a vestidos. Contudo, a cauda meteu-me um certo receio. Se não cair do altar, quando estiver a subi-lo, vai ser uma grande sorte… Pensei para mim, enquanto estava a criar essa situação caricata na minha cabeça. |
*
Tao lindo q ele aparenta ser!
ja tou a ver a cena do tropeçar no altar
| Citação: |
| [...] Disse, e corri para o meu quarto. Tinha de ir à casa de banho. Não sei porque mas deu-me uma vontade repentina de vomitar. [...] Só que ao entrar na sala de jantar, deu-me uma tontura, e só consegui encontrar apoio na ombreira da porta. |
*
cheira-me a bebé!
| Citação: |
| É bem possível… Tiveste alguma relação com o Kunzite nas últimas semanas?” “No dia em que ele me pediu em casamento… E na véspera da corrida…” Disse, sentindo-me ficar lívida. “Pelos meus cálculos… É bem possível que uma delas tenha coincidido com o ciclo de ovulação… Pelo que há uma grande probabilidade de estares grávida…” |
Estou chocada!Entao ela ta (quase de certeza,certezinha) e nunca descreveste nenhum momento entre eles?
Bem, foi da maneira q isto sofreu uma alta reviravolta!
as cenas de sexo estao muito bem omitidas (eu prefiro nem as descrever... odeio descrever cenas do género (nao me sinto bem a fazê-lo... )*gotas*
| Citação: |
| Desculpa Michiru… Mas lembras-te daquela conversa que tivemos há uns tempos atrás? Eu não queria ter filhos tão cedo. A minha carreira de Motocross acaba se o Sr. Nakazawa sabe que eu estou grávida. A minha vida acaba se eu deixar de correr. Vá, não acaba mas não vou ficar bem comigo se deixar de correr. E a minha vida não pode chegar a esse ponto outra vez… Isso não pode acontecer... Não agora…” Disse, reprimindo um vómito. “Haruka, mas agora vais ganhar novas responsabilidades: vais ser mulher, e, se chegares a confirmar, vais ser mãe…” [...] “Eu só tenho 20 anos Michiru, tenho muito tempo para ser mãe. Para além de não estar pronta para isso, não queria ser mãe agora!” “Michiru, nada vai ser como dantes! Vai ser um puto choramingas, a choramingar a toda a hora, a ter fraldas para mudar a toda a hora, e a querer comer a toda a hora… |
*Owlish sheat... pobre coitada... ela tem razao... o treinador dela deve "despedi-la" qnd souber
E ela tem razao novamente... é um puto choramingas e nha nha nha mas isso eh so o q dizem ao principio, pq qnd eles vêem a barriga a crescer e o fruto final já ca fora a brincar e a andar, eles n vao parar de se babar por inteiro!
I HATE CHILDREN X3 Odeio-as tanto tanto tanto

| Citação: |
| Fui à casa de banho, e fiz o que tinha a fazer. Acabando o que tinha de fazer, saí para o quarto. Estive mais de um minuto à espera que o teste divulgasse o resultado, e quando vi as duas riscas vermelhas indicadoras aparecerem na ranhura, caí para o lado. Não queria acreditar… O meu pesadelo tornara-se realidade... “Haruka!”Gritou Michiru, chamando-me. Eu levantei-me, a custo, e fui lá para baixo. “Já cá estou…” Disse, com ar abatido. “O que deu?” “Positivo…” Disse, desmanchando-me em lágrimas. Não, eu não queria ter aquela criança… |
Coitada! Deu.lh um treco!
positivo!

ela ja nem sabia para onde se virar,e depois a outra estarola a dizer 'ah, afinal o meu sonho realizou se' essas e mesmo do género 'I'm gonna Kill you!'
tao kidah esta part
| Citação: |
| Eu digo-te muito devagarinho, para tu perceberes: Tu… Vais… Ser… Pai…”Disse, incrédula com a naturalidade com que as palavras saíram da minha boca. Kunzite ficou lívido, e acabou por cair para o lado, tal como eu. Só que ele desmaiara realmente… Olha-me este agora… Pensei, abanando a cabeça. “Kunzite… Acorda… Por favor…” Disse eu, aflita. Ele não reagia a qualquer tentativa minha de o acordar. “Michiru!!!” Gritei por ela. Precisava de ajuda para acordá-lo. |
*Olha! Outro q bateu as botas!
Estas cenas deles os dois e dos desmaios estao demais!
adorei a parte critica! Eu digo-te muito devagarinho, para tu perceberes: Tu… Vais… Ser… Pai…
a Rakie-chan tambem disse que ADOROU essa parte, e que foi a que a marcou mais


Amei este cap!
ta lindu lindu lindooooooo!!!!
Mal posso esperar pela descriçao da noite de nupcias!
Bjinhos e parabens!*
ah, uma coisa
eu aconselho.t a pores hifens nas falas pq eu na minha segunda fic, tbm metia " aspas" e começaram logo cm coisinhas por imitar o FF.net. é so um conselho.
por acaso nem sabia que esses 'senhores' usavam aspas X3
eu e as aspas já temos um historial de 6 anos, e para mim é muito dificil largar o Hábito de carregar shift+2 X3
"Tu por acaso lês dialogos com aspas nos livros Haruka Tenou? Uma fic é como um livro! E NHA NHA NHA!"
os capitulos agora vao começar a evidenciar as desgraças que vao acontecer, dai eu dizer que o Seiya vai agora ganhar um papel de grande relevancia, tal como o Alex e a Azumi(minhas personagens 'desfavoritas' (neologismo yeaah!). Muitas desgraças vao acontecer mas no final o nosso casalinho vai ser muito muito feliz
enfim
adorei ler este comentario (começei a le-lo eram oito horas, so agora e que o acabei de comentar
) enfim.... COMA AUTÊNTICO XD) sou a maior. e agora que ja dei a conhecer um pouco mais dos proximos caps, fui

beijinhos e obrigada por continuares aqui a seguir esta fan fic dos diabos X3

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
lool, ha uma personagem minha numa historia tipo 'auto biografica' que eu estou a escrever e que apanha uma bebadeira, so diz isto (e que essa historia esta em ingles) 'Oh, look! So many stars
'
*LOOOOOOOL
mas serio! essa foi DE+
tao mazinha Marisa... O seiya so e convencido, estupido, anormal menino da mama e um idiota do pior
*Bem, ele pode ser isso tudo as vezes mas o pior msm é o Yaten... esse meu deus, n tem remedio santo... se ele n fosse mulher em SM, dizia q ele era irmao da Haruka... (por isso é q os juntei cm irmaos na minha nova fic
)
ah... coitadinho do rapaz...
que má
(esta semana estou com o do 'tu es mesmo má
'
)
*
Eu pensei msm q fosses descrever essa cena mas n... ah e essa do es mesm ma, n me importo de ouvir pois pa mim isso eh um elogio
marisa es tao má
*Obrigada
eu nao gosto do seiya, mas nao sou assim tao ma para ele pah
*Ele é todo bom
eh melhor q o Yaten. A unica coisa q gosto do yaten é os olhos... mas msm assim nunca substituiria os olhos safira do Seiya pelos olhos esmeralda do Yaten.
o seiya atacou a Haruka
ele e tao parvo mas tao parvo, que até me da vontade de o comer vivinho da silva
*gotas*
*Desculpa mas n entedi... isso foi uma boca para ele, e uma boca para mim por eu ser Marisa Silva? Ou é so um termo q as pessoas usam?
ah pois... se partes o pc,depois tens de assaltar os da escola, que estao cheiinhos de virus, a internet é super lenta, e q para abrir o SMPT é um castigo infernal ~
*Ah nao!
eu sou mais inteligente!
eu uso a net sem fios da escola pelo tele! eh assim q faço enqto tou la!
E msm q n tivesse tele, usava a net fixa e os pc fixos da escola,pois a net eh super rapida mas n nego q tens razao... os pc's tao cheios des virus.
O SEIYA FOI UM PARVALHAO E NEM SE FALA MAIS NISSO X3
enfim... nao vale a pena
'
*O seiya foi um parvalhao pq foi assim q o desenhaste na tua fic
e melhor tentares perceber, senao na percebes os caps a seguir
*Cm eu disse, prefiro FINGIR q n percebi pq isto está me a cheirar muito mal e n desejo nada q aqle pobre coitado sofra novamente por amor... so faltava msm ele apaixonar-se pela Haruka é q... ele morria de tantos desgostos amorosos!
OK, é isto msm q eu tou a pensar mas n quero admitir q seja msm isso
as cenas de sexo estao muito bem omitidas (eu prefiro nem as descrever... odeio descrever cenas do género (nao me sinto bem a fazê-lo... )*gotas*
*Ja vi q sim, es ao contrario de mim
mas msm assim, n te podes livrar de fazer isso na noite de nupcias. o minimo q podes fazer é colocares la isto e a ultima coisa q eles sabia, era q as roupas estavam caidas nos chao e os corpos friccionados um contra o outro.
caso contrario, a piada perde-se.
I HATE CHILDREN X3 Odeio-as tanto tanto tanto
*Tou chocada, nunca pensei
tbm sou sincera... n gosto mto de as aturar... mas qnd sao bebes so apatece-me apertar-lhes as bochechas! Mas n suporto o grito de fome ou de rabugisse deles

ela ja nem sabia para onde se virar,e depois a outra estarola a dizer 'ah, afinal o meu sonho realizou se' essas e mesmo do género 'I'm gonna Kill you!'
*MSM!!!!!
a Rakie-chan tambem disse que ADOROU essa parte, e que foi a que a marcou mais
*LOL
Foi sem duvidas, a mais querida e a segunda mais comica seguida do "oh! tantas estrelinhas"!

por acaso nem sabia que esses 'senhores' usavam aspas X3
eu e as aspas já temos um historial de 6 anos, e para mim é muito dificil largar o Hábito de carregar shift+2 X3
*Pois mas eh melhor começares a fazer um esforço, sinceramente. N me agradava nada ler comentarios novamente daqle genero...
os capitulos agora vao começar a evidenciar as desgraças que vao acontecer, dai eu dizer que o Seiya vai agora ganhar um papel de grande relevancia, tal como o Alex e a Azumi(minhas personagens 'desfavoritas' (neologismo yeaah!).
*Ah... ok, tou ca para ver... pq ainda n tou a perceber patavina!
Muitas desgraças vao acontecer mas no final o nosso casalinho vai ser muito muito feliz
*Espero bem q sim! mal posso esperar pela continuaçao!
eu até entrava em coma de tanto rir se acontecesse um momento comico do tipo,de qnd Seiya descobria a gravidez e dizia: "HARUKA, DESCULPA! IA-TE MATANDO A TI E AO BEBE (ou bebes
) CM A MINHA ESTUPIDEZ AGUDA DE TE LANÇAR CONTRA A ESTATUA DE POSEIDON!"
enfim
adorei ler este comentario (começei a le-lo eram oito horas, so agora e que o acabei de comentar
) enfim.... COMA AUTÊNTICO XD) sou a maior.
*Convencida

tou na brinca n leves a mal
agora que ja dei a conhecer um pouco mais dos proximos caps, fui
beijinhos e obrigada por continuares aqui a seguir esta fan fic dos diabos X3
*ah! entendi!
certo...
eu tbm..."fui"...
xau'xau
'*LOOOOOOOL
mas serio! essa foi DE+
tao mazinha Marisa... O seiya so e convencido, estupido, anormal menino da mama e um idiota do pior

*Bem, ele pode ser isso tudo as vezes mas o pior msm é o Yaten... esse meu deus, n tem remedio santo... se ele n fosse mulher em SM, dizia q ele era irmao da Haruka... (por isso é q os juntei cm irmaos na minha nova fic
)ah... coitadinho do rapaz...
que má
(esta semana estou com o do 'tu es mesmo má
'
)*

Eu pensei msm q fosses descrever essa cena mas n... ah e essa do es mesm ma, n me importo de ouvir pois pa mim isso eh um elogio
marisa es tao má
*Obrigada

eu nao gosto do seiya, mas nao sou assim tao ma para ele pah

*Ele é todo bom
eh melhor q o Yaten. A unica coisa q gosto do yaten é os olhos... mas msm assim nunca substituiria os olhos safira do Seiya pelos olhos esmeralda do Yaten.
o seiya atacou a Haruka
ele e tao parvo mas tao parvo, que até me da vontade de o comer vivinho da silva
*gotas**Desculpa mas n entedi... isso foi uma boca para ele, e uma boca para mim por eu ser Marisa Silva? Ou é so um termo q as pessoas usam?
ah pois... se partes o pc,depois tens de assaltar os da escola, que estao cheiinhos de virus, a internet é super lenta, e q para abrir o SMPT é um castigo infernal ~
*Ah nao!
eu sou mais inteligente!
eu uso a net sem fios da escola pelo tele! eh assim q faço enqto tou la!
E msm q n tivesse tele, usava a net fixa e os pc fixos da escola,pois a net eh super rapida mas n nego q tens razao... os pc's tao cheios des virus.
O SEIYA FOI UM PARVALHAO E NEM SE FALA MAIS NISSO X3
enfim... nao vale a pena
'*O seiya foi um parvalhao pq foi assim q o desenhaste na tua fic
e melhor tentares perceber, senao na percebes os caps a seguir
*Cm eu disse, prefiro FINGIR q n percebi pq isto está me a cheirar muito mal e n desejo nada q aqle pobre coitado sofra novamente por amor... so faltava msm ele apaixonar-se pela Haruka é q... ele morria de tantos desgostos amorosos!
OK, é isto msm q eu tou a pensar mas n quero admitir q seja msm isso
as cenas de sexo estao muito bem omitidas (eu prefiro nem as descrever... odeio descrever cenas do género (nao me sinto bem a fazê-lo... )*gotas*
*Ja vi q sim, es ao contrario de mim
mas msm assim, n te podes livrar de fazer isso na noite de nupcias. o minimo q podes fazer é colocares la isto e a ultima coisa q eles sabia, era q as roupas estavam caidas nos chao e os corpos friccionados um contra o outro.
caso contrario, a piada perde-se.
I HATE CHILDREN X3 Odeio-as tanto tanto tanto

*Tou chocada, nunca pensei
tbm sou sincera... n gosto mto de as aturar... mas qnd sao bebes so apatece-me apertar-lhes as bochechas! Mas n suporto o grito de fome ou de rabugisse deles

ela ja nem sabia para onde se virar,e depois a outra estarola a dizer 'ah, afinal o meu sonho realizou se' essas e mesmo do género 'I'm gonna Kill you!'
*MSM!!!!!

a Rakie-chan tambem disse que ADOROU essa parte, e que foi a que a marcou mais

*LOL
Foi sem duvidas, a mais querida e a segunda mais comica seguida do "oh! tantas estrelinhas"!

por acaso nem sabia que esses 'senhores' usavam aspas X3
eu e as aspas já temos um historial de 6 anos, e para mim é muito dificil largar o Hábito de carregar shift+2 X3
*Pois mas eh melhor começares a fazer um esforço, sinceramente. N me agradava nada ler comentarios novamente daqle genero...
os capitulos agora vao começar a evidenciar as desgraças que vao acontecer, dai eu dizer que o Seiya vai agora ganhar um papel de grande relevancia, tal como o Alex e a Azumi(minhas personagens 'desfavoritas' (neologismo yeaah!).
*Ah... ok, tou ca para ver... pq ainda n tou a perceber patavina!
Muitas desgraças vao acontecer mas no final o nosso casalinho vai ser muito muito feliz
*Espero bem q sim! mal posso esperar pela continuaçao!
eu até entrava em coma de tanto rir se acontecesse um momento comico do tipo,de qnd Seiya descobria a gravidez e dizia: "HARUKA, DESCULPA! IA-TE MATANDO A TI E AO BEBE (ou bebes
) CM A MINHA ESTUPIDEZ AGUDA DE TE LANÇAR CONTRA A ESTATUA DE POSEIDON!"
enfim
adorei ler este comentario (começei a le-lo eram oito horas, so agora e que o acabei de comentar
) enfim.... COMA AUTÊNTICO XD) sou a maior. *Convencida

tou na brinca n leves a mal
agora que ja dei a conhecer um pouco mais dos proximos caps, fui

beijinhos e obrigada por continuares aqui a seguir esta fan fic dos diabos X3
*ah! entendi!
certo...
eu tbm..."fui"...
xau'xau
eu segunda comento isto melhor pois agoa estou numa ansia de publicar mais caps 
XD
Aqui vai e um bom fim de semana
Acordei na manhã seguinte, mais uma vez, com um vómito atravessado na garganta.
“Que ódio...” Resmunguei.
Depois, desci as escadas, e fui com intenções de ir à cozinha. Sabia que não valia muito a pena comer, mas enfim… Tinha de ser. Mas quando cheguei cá abaixo, senti o cheiro a comida.
“Mas que? A Michiru ainda não chegou –”
“Bom dia Haruka!” Disse uma voz por detrás de mim e que me assustou. Não era Michiru, mas eu sabia perfeitamente quem era.
“SEIYA?! Que raio estás aqui a fazer?” Perguntei, incrédula.
“O Kunzite não acordou ainda, e a Michiru não se sentiu bem em deixar Kunzite até saber que ele acordou. Ela pediu-me se eu não podia ficar contigo até ela voltar.”
“Oh minha nossa… O que é que eu fui fazer…” Disse, sorrindo de través.
“Não sei… Não percebi bem o que aconteceu…” Disse Seiya, meio confuso.
“Nem queiras saber…” Disse, azedamente. Bem, agora quem não percebeu o porque de ter usado aquele tom de voz fui eu.
“Sabes Haruka… Eu preocupo-me muito contigo…”Disse ele, aproximando-se de mim. Uma energia trespassou-me. Essa energia fez-me ter uma tontura, que se não fosse Seiya a agarrar-me nos seus braços, cairia. A sensação de electricidade a trespassar-me o corpo intensificou-se. Ele aproximou a sua face da minha, e beijou-me. O seu beijo era quente, mas não era doce como o de Kunzite. Ficámos assim um pouco, até que me apercebi do que estava a acontecer, e afastei-o com uma bofetada.
“Que raio pensas que estás a fazer Seiya!” Disse indignada.
“Eu… A demonstrar o que eu sinto por ti…” Disse ele, embevecido, apesar de ter uma das mãos na cara, no lugar onde lhe acertara.
“Mas que raio andaste a beber desta vez?!”
“Eu… A bebida do amor…” A sua voz trazia um laivo de loucura patente.
Eu agarrei Seiya pelos colarinhos, e disse:
“Vê se metes isto na tua cabeça Seiya: Eu não te amo dessa maneira! Gosto muito de ti, mas apenas como amigo! Mas o caminho que estás a tomar é o caminho do ‘Se tu não parares, a coisa vai azedar!’ O meu coração pertence ao Kunzite!” Depois larguei-o, estava a sentir-me mal. Realmente, não me devia ter enervado.
“Haruka!” Gritou Seiya, já sem o laivo de loucura a brilhar na voz.
“Afasta-te!” Disse-lhe. Não queria que ele se voltasse a aproximar de mim.
“Mas –”
“Traíste a minha confiança, Seiya! Não sei se te quero tão perto de mim, tão cedo!”
“Ao menos deixa-me ajudar-te…”
“SEIYA! Por favor desaparece! Eu quero ficar sozinha! Volta para Neptuno… Eu ficarei bem…”
“Tens a certeza?”
“Sim… Agora vai!” Disse-lhe, enervada novamente.
“Até logo então… E come o que te preparei… A Michiru não gostaria de saber que tu não andas a comer decentemente…” Ele saiu de casa, e depois só se conseguiu ver um flash de luz. Ele tinha partido para Neptuno.
Após a sua partida, a minha cabeça ficou uma grande confusão, tal como o meu coração. Aquele beijo deixou-me atrapalhada. Eu amo o Kunzite, mas aquelas aproximações de Seiya mexem comigo. Contudo, eu não gosto do Seiya dessa maneira. Aliás, o meu ódio por ele estava quase como que a reacender-se. Sentia que ainda havia algo no Seiya que mexia com os meus nervos, contudo, não podia reagir contra ele. Faltam três dias para o casamento, e nós, como padrinhos de Michiru e Jedite, tínhamos de nos dar bem.
Acabei por deixar de pensar nisso, e fui comer o que Seiya preparara para o meu pequeno-almoço. Depois, fui procurar os comprimidos anti-enjoo que eu sabia que estavam algures lá por casa. Quando os encontrei, tirei um e depois fui dormir.
Falta finalmente um dia para o casamento!
Isto quer dizer que o dia de hoje é também o dia da despedida de solteiro. Para mim vai ser um sacrilégio. A minha cabeça tem andado uma confusão há três dias. Desde que soube que estava grávida (embora já me tenha habituado a essa realidade. Agora aceito muito bem a realidade. O Kunzite é que demorou um pouco a aceitá-la, mas agora já assume com mais naturalidade), e depois aquele beijo de Seiya… Bem… O que esse beijo me tem dado volta à cabeça…
Já não sei o que pensar acerca disso, mas de uma coisa tenho a certeza: eu não amo o Seiya. Pelo menos da maneira que ele supostamente me ama. Eu já mal o posso suportar. Antes ainda o conseguia aguentar, mas desde que ele apanhou a panca por mim, a nossa relação deteriorou-se. Voltámos quase a odiar-nos novamente, apesar de termos estado mais amigos ultimamente. Kunzite não aprovava a nossa amizade, e eu compreendia perfeitamente. Os olhares que Seiya me lançava, mesmo em frente de Kunzite, deixavam-no enraivecido a meu lado. Às vezes tenho medo do que o Kunzite pode vir a fazer. E do que Seiya pode fazer. Ou do que é que o confronto destes dois pode dar. Não sei o que acontecerá a Seiya, quando Kunzite souber do que aconteceu entre mim e Seiya.
Eu e Michiru caminhávamos pelos corredores do palácio, e conversávamos animadamente, até que uma energia que me perturbava cada vez que me trespassava a alma, me trespassou repentinamente: Seiya passou mesmo rente a mim, e vinha distraído, dando-me um encontrão.
“Oh, desculpa… Olá Haruka!” Disse ele, corando. Michiru não entendeu o motivo do embaraço de Seiya, mas eu entendi.
“Adeus Seiya! Anda Michiru…”Disse, não queria trocar quaisquer palavras com Seiya.
“Espera Haruka, eu preciso de –”
“Agora não dá Seiya! Tenho coisas para tratar antes do almoço…”
“E depois do almoço, podemos falar?” Disse ele, suplicando com o olhar.
“Tudo bem…” Disse secamente, e desviando o meu olhar do olhar hipnotizador de Seiya.
“OK…Adeusinho, Loirinha…” Disse ele, sorrindo provocantemente.
“Ah… Como aquele rapaz me entra nos nervos…” Disse, fechando o punho de raiva.
“Tu e o Seiya tem andado muito afastados… Está tudo bem entre vocês?” Perguntou Michiru.
“Na perfeição…”Disse, ironicamente.
“Tenho reparado que desde há uns dias atrás que o Seiya anda a olhar-te de uma maneira diferente… Como se estivesse apaixonado por ti… Ele tentou fazer-te alguma coisa, Haruka?”
“Não! Nada disso… Não aconteceu nada, que ideia….” Disse, num tom que sugeria que queria mudar de conversa. O que Michiru dissera não estava muito longe da verdade.
“Estás a esconder-me alguma coisa, eu sinto-o…”Disse ela, fazendo aparecer o seu espelho, e começou a observar-me através dele. Eu sabia perfeitamente que não tinha hipótese de esconder nada dela, ela simplesmente puxaria do seu espelho, e veria o que acontecera. “Uhm… Já percebi…”
“Já percebeste o quê?” Perguntei, inocentemente.
“O Seiya beijou-te, e agora estás de pé atrás com ele… Foi isso não foi?” Perguntou ela, compassiva.
“Não tens nada a ver com isso… Nem quero falar nada de nada acerca disso…”
“Sinto que precisas de desabafar, Haruka… mas estás renitente…” Disse ela, tentando fazer-me falar.
“Michiru… Eu só quero esquecer o que aconteceu…” Disse, desprezando totalmente o tom de voz dela.
“Tudo bem.. Eu não insisto mais, mas se quiseres desabafar…”
“Obrigada…”Disse, sorrindo.
“Bem… Vamos escolher a roupa para logo?”
“Sim…Vamos…”Disse. Só queria esquecer aquela conversa estúpida. Não queria falar mais de Seiya. Nem dele, nem do que aconteceu entre nós.
Fomos para o quarto, e enquanto Michiru remexia no meu armário, tentando encontrar alguma coisa que eu pudesse usar na despedida de solteiro, mas no meu armário não estava nada que se pudesse aproveitar. Então Michiru levou-nos até ao seu armário.
“Michiru, tu és, de longe, mais baixa que eu… De maneira nenhuma vais encontrar aí alguma coisa que me sirva…”
“Vou.. Vais ver que vou… Sobretudo um destes…”Disse ela, tirando, a custo, um vestido branco e dourado do armário.
“Eh…Michiru…Estás mesmo a ver-me aí dentro?”
“Claro que estou… Vai lá experimentar…Vá mexe-te!” Disse Michiru, divertida, empurrando-me para detrás do biombo. Bem… Assumo que usar este vestido seja já um treino para amanhã…
‘
Acabada de vestir o vestido, olhei-me ao espelho: dava-me outro ar, contudo, aquele vestido não me assentava bem. Havia qualquer coisa de errado (Eu bem sei o que é… Lá estou eu a ficar mais gordinha
‘ ). Depois, saí de trás do biombo, para poder mostrar a Michiru.
“Uhm… Não gosto de te ver dentro desse… Não te assenta muito bem… Experimenta este…” Disse ela, passando-me um cabide com um vestido azul com bordados dourados.
“Está bem…” Disse suspirando.
Voltei a trocar novamente. Este vestido assentou-me melhor, mas mesmo assim, não gostava de estar dentro dele.
“Ah…Esse já te fica muito melhor… Para além de disfarçar a barriguinha, realça a cor dos teus olhos… Fica-te muitíssimo bem e acho que por mim, levas esse.”
“Que simpática em teres reparado na minha barriguinha…. Deixa lá o teu sobrinho crescer em paz… Bem, se tu dizes que me fica bem, então levo este… Tu é que sabes…” Disse, sorrindo. Não quero perder nem mais um minuto com vestidos, eles assustam-me de morte.
“Bem… Que horas são?” Perguntou Michiru, meio confusa. Ela não tinha relógio.
“Meio-dia…” Disse, distraidamente olhando para o relógio.
“Temos de ir almoçar… vá anda!”Disse ela, sorrindo abertamente.
“Sim…Vamos…” Disse sorrindo também. “Mas primeiro deixa-me despir isto…”
“Claro…”
Fui vestir novamente a roupa que tinha vestida antes de todas estas trocas e baldrocas, e depois descemos as duas para almoço.
O almoço decorreu com alguma agitação, nomeadamente causada por nós raparigas. Estávamos todas contentes com a festa, embora eu estivesse apreensiva. Os rapazes eram mais comedidos, trocando apenas uma ou outra opinião. Enquanto elas conversavam, olhei para a mesa do almoço, e só agora é que consegui aperceber-me da quantidade de pessoas que vinham ao meu casamento: A Minako, o Yaten, o Taiki, o Seiya, a Makoto, o Mamoru, a Usagi, o Motoki (que veio com a Makoto (eu nem sabia que eles estavam juntos… E ele sabia do nosso segredo
’ ?!), a Rei, o Fernando (boa… a Rei finalmente assumiu o que sentia por ele… Cada vez que me lembro da figura triste que ele fez comigo
‘), a Ami, a Setsuna, o Jedite, o Neflite, o Zoicite, a Michiru, o Kunzite, a Hotaru, o Helios, a Chibiusa, a Luna, o Artemis, os meus pais, os pais da Michiru, os pais da Setsuna, os pais da Hotaru, mais o resto das pessoas que viriam ao casamento. Ohminhanossa! Ah, e sem contar com o facto da Princesa Kakyuu vir também, mais a sua guarda pessoal, a convite da Michiru. (SENHORES! Palavras a dizer: Como o meu casamento virou telenovela…
‘)
“Haruka?” Alguém chamou por mim.
“Uh?!” Disse, corando. “Oh… Desculpem… Estava distraída…”
“Nós reparámos…” Disse Ami. “Estávamos a perguntar se tu querias fazer Karaoke na despedida de solteiros…”
“Pode ser, porque não?” Disse, sorrindo. Contudo, não me interessava muito. Só queria que o dia de amanhã chegasse.
“Tudo bem… Então fazemos Karaoke…”
Depois, voltei às nuvens. Só conseguia imaginar como seria casar com Kunzite. A cerimónia… O beijo… Tudo… Mas de repente, a minha imagem de casamento perfeito foi aniquilada pela voz de Seiya.
“Podemos falar agora?” Disse ele, com um sorriso na face, mesmo à minha frente. A sala de jantar estava vazia, todos tinham saído, menos eu, que estava completamente abstraída de todo. Não reparara que Kunzite saíra. Ele não me dizia nada de nada desde ontem.
“Podemos…”Disse, fazendo uma expressão carrancuda.
“Bem, Haruka… Eu só te queria pedir desculpa pela minha atitude… Tu vais casar com o Kunzite, e eu beijei-te daquela maneira…Fui um asno… Desculpa-me…” Disse ele, com um ar arrependido. Parecia normal, e sem aquele laivo de loucura a brilhar nos seus olhos azuis.
“Seiya… Não é a pedires desculpa que vais resolver esta situação… TU nem sabes os estragos…. Melhor eu digo-te, tu já fizeste todos os estragos possíveis e imaginários que podias fazer na minha cabeça… Eu já não sei que pensar Seiya…”
Mas quando olhei novamente para ele, o seu olhar era de pura loucura, como se estivesse debaixo de um feitiço de paixão, não o conseguia entender de todo:
“Beija-me… É só o que eu quero de ti, Haruka… Eu amo-te, e foi pena não nos termos conhecido antes, melhor, ter-me sequer apercebido que gostava de ti antes…”
“Seiya… Eu não quero que penses dessa maneira! Esquece-me! Tu nunca me vais ter! EU AMO O KUNZITE!”
“E eu amo-te a ti!”
“SEIYA! Mete isto na tua cabeça: EU.NÃO.TE.AMO!” Disse, gritando.
Seiya agarrou-me pelos braços e tentou beijar-me novamente. Eu a todo o esforço tentei evitar essa situação, desviando-me. Só que ele apertava-me cada vez com mais força, até que não consegui lutar mais. Ele conseguiu… Mais uma vez… Mas depois senti que Seiya me largara e que voara violentamente na direcção oposta à minha. Eu por minha vez, estava sentada no chão, sem bem saber como.
“Como te atreves?! Como te atreves a tentar beijá-la, meu safado?!” Ouvi uma voz grave que me soou bem conhecida dos meus ouvidos, mas que não associei logo à pessoa a que pertencia. “Haruka? Estás bem? Desculpa ter-te feito cair, minha querida… Desculpa sim? Agora já está tudo bem…” Disse ele abraçando-me, para me acalmar, e encostou os seus lábios na minha testa, dando me um beijo carinhoso.
Depois, vi Seiya levantar-se e desferir um soco na direcção de Kunzite, acertando em cheio.
“Não! Meninos! Por favor não lutem! Parem!” Gritei, aflita. “Kunzite, por favor!”
“Nem pensar! O Seiya vai ter o castigo que merece!” Gritou ele, enraivecido, não comigo, mas sim com Seiya.
“Vá! Mostra lá que és homem, Kunzite!” Disse Seiya, em tom provocador.
Eles continuaram a lutar até que me passei e transformei-me.
“ABALO DO MUNDOOO!” Os dois esquivaram-se ao meu ataque, embora a minha intenção não fosse acertar-lhes, era mesmo a de os assustar. Contudo, acabei por cair de joelhos. Não devia ter me transformado, muito menos ter-me enervado. E acima de tudo, esta situação não deveria ter acontecido.
“HARUKA!” Exclamaram os dois, de preocupação.
Kunzite correu para mim, mas eu não o deixei aproximar-se. Não… Não queria que ele se aproximasse. Ele… eu pedi-lhe… E ele continuou…. Não… Não queria.
“Não Kunzite! Não preciso da tua ajuda! Deixa-me em paz!” Disse, levantando-me e, de lágrimas nos olhos, saí dali.
Fui fechar-me no quarto, não queria ver ninguém. Queria poder resolver em paz e sossego toda esta confusão que está na minha cabeça.
“Haruka! Por favor! Abre a porta! Deixa-me falar contigo!” Disse Kunzite, do outro lado da porta. Eu estava com a cabeça debaixo da almofada, e tinha posto a música em altos berros. Mas sinceramente, não sei o que me deu na cabeça para estar a ignorar Kunzite. Eu não devia estar chateada com ele, mas sim com Seiya!
“Haruka! Desculpa! Eu sei que fui um parvo, eu devia ter-te dado ouvidos! Devia ter parado… Por favor, vamos conversar como adultos que somos… Haruka…” Ele chamava do outro lado da porta.
“Desaparece Kunzite! Quero estar sozinha!” Gritei pelo meio da música.
“Kunzite… Passa-se alguma coisa?” Ouvi a voz do meu pai do outro lado da porta.
“Nada, Sr. Tenoh… Até já…” Finalmente… Ele foi-se embora… Pode ser que agora tenha um pouco de paz…
“Haruka! Abre essa porta já imediatamente!” Disse o meu pai, que ficara lá fora.
Eu levantei-me contrariada, e destranquei a porta. O meu pai entrou e voltei a trancar a porta. Ninguém mais iria entrar lá dentro.
“Haruka, estás um farrapo… O que te aconteceu?” Perguntou-me, vendo a tristeza profunda patente no meu semblante, e nas minhas lágrimas.
“Não se passou nada… Rigorosamente nada… Eu é que sou uma grandessíssima parva!” Disse, limpando as lágrimas.
“Haruka, tu não choras sem um motivo…”
“Eu não quero falar sobre isto pai… Acredite, são pormenores que eu apenas quero esquecer…”
“Haruka, eu sei que é difícil falar acerca das coisas que nos magoam, mas tens de falar filha… Estares sempre a guardar para dentro tudo o que te magoa, qualquer dia tu ‘explodes’… E isso não te faz bem… Sabes que me podes contar tudo, Haruka…” Lá estava o meu pai com aqueles discursos à psicólogo… Por amor de deus eu já não sou criancinha nenhuma… Será que não posso ter nenhuma privacidade?!
“Pai, por favor… Não insistas… Eu… Eu não quero falar no assunto… Simplesmente não quero falar de nada…” Disse, limpando novamente as lágrimas que teimavam em cair contra minha vontade. “Pai, por favor, se não te importares, eu preciso de estar sozinha… E não quero ser incomodada…”
“Haruka… Se assim o queres… Mas já sabes…”
“Sim pai… obrigada…” Disse, acabando ali com a conversa. Simplesmente não queria gastar palavras… Depois, o meu pai saiu e eu pude ficar só no quarto.
Milhões de coisas passavam no meu cérebro a mil à hora, e isso fazia-me sentir confusa. Não sabia que fazer, não sabia que sentir… O meu coração estava confuso e já não sabia que sentir nem quem amar. Contudo, sempre que pensava em Kunzite, sentia o meu coração a palpitar entusiasticamente. Mas depois pensava em Seiya, e o meu coração reagia também, mas não com tanto entusiasmo. Dei voltas e voltas à minha cabeça e parecia que não havia esperança para a resolução deste dilema. Felizmente, acabei por encontrar a conclusão de que sempre estivera à espera que fosse: Eu amo o Kunzite.
Chegar a esta conclusão fez-me sentir muito melhor. Todas as nuvens de dúvida dissipavam-se agora da minha mente e coração. Sentia-me leve e acima de tudo feliz. Era assim que eu gostava de me sentir sempre.
“Acho que ela me odeia neste momento…” Disse a Yaten, enquanto segurava um copo de Whisky na mão.
“Não digas isso Kunzite… Ela deve estar apenas confusa… Diz lá que, tu amando a Haruka, se te aparecesse outra rapariga a dizer que te ama loucamente e a tentar beijar-te, que não ficarias totalmente confuso…” Disse Yaten, olhando para mim, também ele com um copo na mão.
“Possivelmente… Não sei… Nunca me aconteceu…” Disse, enquanto bebericava o Whisky.
“Aposto que para a Haruka, este momento está a ser muito difícil… E eu entendo-a completamente… Se um rapaz lá em Kinmoku me dissesse que me amava, e me tentasse beijar, e eu amando Francis, não saberia o que pensar… Possivelmente ficaria com o cérebro às voltas…”
“Eu sei disso tudo Yaten… Mas ela já está trancada naquele quarto há horas!” Disse, com um laivo de frustração na voz.
“Daqui a bocado vais ver que ela sai com um ar totalmente feliz e tudo estará resolvido –” Estava Yaten a dizer, mas ele fora interrompido:
“Menino Kou, menino Kou! É melhor vir comigo…” Era um dos criados do palácio.
“Deixe-me adivinhar… o que é que o Seiya fez agora?” Disse ele, com um ar desolado, abanando o resto de Whisky que tinha no copo, acabando por engoli-lo de um só trago.
“Venha comigo…”
“Bem… Nós acabamos esta conversa mais logo… Até já Kunzite…”
“Até já…” Disse, enquanto ele abandonava o jardim. Depois bebi o resto do Whisky.
“Disseram-me que estavas aqui… Podemos falar?” Perguntou uma voz que me pareceu familiar.
“Disseram-me que estavas aqui… Podemos falar?” Disse, sorrindo timidamente.
“Haruka…” Disse ele, incrédulo.
“Oh Kunzite… Desculpa-me…” Disse, abraçando-o.
“Tem calma… Não tens de pedir desculpa…”Murmurou ao meu ouvido, calmamente.
“Fui tão parva, tão estúpida, tão insegura…”
“Não foste nada… Estavas confusa… Isso acontece…”
“Não devia ter acontecido… És tu que eu amo, nada mais… Nada deveria abalar essa certeza…”Disse, com um laivo de raiva na voz, não para Kunzite, mas comigo própria.
“Não penses mais nisso… Não vale a pena… Haruka, o que nos interessa agora é ficarmos bem um com o outro…”
“Eu sei Kunzite…”
“Tu nem sabes o quanto te amo…”
“Seja como for, eu amo-te mais…”Disse olhando para ele nos olhos.
“Não sei se acredito… Prova-me…” Disse ele, provocando-me.
“Se eu disser que és a pessoa mais importante na minha vida, acreditas?”
“Acredito…”
“Então para mim é prova quanto baste…” Disse, sorrindo.
Os seus lábios quentes e doces tocaram os meus acabando com quaisquer dúvidas que ainda me pudessem trespassar o espírito. Sentia-me feliz, assim com ele a meu lado.
“Haruka…” Disse Kunzite, quebrando o doce silêncio que pairava entre nós.
“Sim Kunzite…” Disse, sussurrando.
“Ele tentou beijar-te mais alguma vez… para além daquela em que eu o apanhei?”
“Tu disseste que não valia a pena pensar mais neste assunto…”Disse, querendo desviar a conversa.
“Por favor Haruka… Eu preciso de saber…” Disse ele, suplicando com o olhar. Ele era irresistível quando me olhava daquele jeito.
“Tudo bem… Eu digo… Enquanto tu estavas em Neptuno, a Michiru não queria deixar-te sem saber se estavas bem, então enviou Seiya para tomar conta de mim… e ele beijou-me… Bem… Agora já sabes…”Disse, cabisbaixa.
“Aquele safado fez o QUÊ?!!”
“Eu disse-te que não queria contar… Eu já sabia que irias reagir assim…”
“Se o apanho…”
“Kunzite não vais fazer nada! Não vale a pena…”
“Não o estás a defender –”
“Kunzite… Já estivemos a conversar melhor…” Disse, com voz azeda. Não estava a gostar das insinuações do Kunzite.
“Desculpa…” Disse ele, arrependido.
“Desculpa eu… Eu devia ter-te contado…”
“Agora é que já não vamos mesmo falar sobre o assunto…”
“Sabes uma coisa?”
“O quê?” Perguntou ele, curioso.
“Vou ter muitas saudades tuas logo à noite…”
“Eu também…”
“Amo-te…”
“E eu amo-te loucamente…” Disse ele.
Finalmente estávamos bem um com o outro, e já não haviam segredos entre nós.
Kunzite pegou-me ao colo, com a intenção de me levar até lá dentro.
“Ei! Ei! O que estás a fazer?!” Disse, rindo-me.
“Vou levar a minha bebé para dentro, está a ficar frio demais para ti…” Disse ele, provocando-me.
“Ai está?! Olha que eu não acho… E para além de mais, eu acho que ainda consigo andar…” Disse, fulminando-o com o olhar, mas depois ri-me da sua expressão, que era de regozijo total.
“Tolinha…” Disse ele, dando-me um piparote no nariz.
“Agora vais pôr-me no chão, senão vão todos pensar que me está a dar alguma coisa má.” Disse, assumindo um olhar sério.
“Está bem…” Disse ele, com ar de cachorrinho abandonado.
“Não me olhes com esse olhar… Se nem uma criança como a Hotaru ou a Chibiusa me convencem com esse olhar, não vais ser –” Ele aproximou-se de mim, e deu-me um beijo, silenciando o meu protesto. Ai como às vezes consegues ser um tolinho apaixonado…
“Agora que já acabaste de protestar, vamos voltar lá para dentro?” Disse ele, sorrindo-me diabolicamente.
“Eu? Protestar? Desde quando?” Disse, inocentemente.
“Digamos que de vez em quando lembras-te…”
“Ah, que engraçadinho…”Ri-me e depois voltámos para dentro.
“Ainda bem que já estão bem um com o outro…” Disse uma voz aguda minha conhecida. Era Yaten. “Vês Kunzite, eu disse-te…”
“Obrigado Yaten, se não fosses tu eu não sei que teria feito…”
“Possivelmente ter-te-ias passado dos carretos e possivelmente terias dado uma tareia de caixão à cova no Seiya…” Disse Yaten, sorrindo.
“Possivelmente…”
“Bem… Rapazes… Eu ainda aqui estou…” Disse, simulando estar ofendida com o desprezo deles, por parecerem que eles estavam a falar como se eu não estivesse ali.
“Oh…. Desculpa Haruka…”Disseram os dois em coro, rindo-se.
“Estava só a brincar convosco rapazes…” Disse, rindo-me também. Na verdade, não estava muito interessada na conversa deles.
“… Eu tenho de ir andando… Sabes como é… Tenho de ir buscar a Princesa a Kinmoku…” Apanhei uma das últimas frases de Yaten.
“Ah, pois é… A Kakyuu vem também ao casamento…” Disse, constatando um facto.
“Sim… Bem, até já… Tenho mesmo que ir…” Disse Yaten, e depois correu para o exterior.
“Ai ai… Este rapaz…” Disse eu, suspirando.
‘

XD
Aqui vai e um bom fim de semana

Capítulo 15 – O abuso de Seiya
Acordei na manhã seguinte, mais uma vez, com um vómito atravessado na garganta.
“Que ódio...” Resmunguei.
Depois, desci as escadas, e fui com intenções de ir à cozinha. Sabia que não valia muito a pena comer, mas enfim… Tinha de ser. Mas quando cheguei cá abaixo, senti o cheiro a comida.
“Mas que? A Michiru ainda não chegou –”
“Bom dia Haruka!” Disse uma voz por detrás de mim e que me assustou. Não era Michiru, mas eu sabia perfeitamente quem era.
“SEIYA?! Que raio estás aqui a fazer?” Perguntei, incrédula.
“O Kunzite não acordou ainda, e a Michiru não se sentiu bem em deixar Kunzite até saber que ele acordou. Ela pediu-me se eu não podia ficar contigo até ela voltar.”
“Oh minha nossa… O que é que eu fui fazer…” Disse, sorrindo de través.
“Não sei… Não percebi bem o que aconteceu…” Disse Seiya, meio confuso.
“Nem queiras saber…” Disse, azedamente. Bem, agora quem não percebeu o porque de ter usado aquele tom de voz fui eu.
“Sabes Haruka… Eu preocupo-me muito contigo…”Disse ele, aproximando-se de mim. Uma energia trespassou-me. Essa energia fez-me ter uma tontura, que se não fosse Seiya a agarrar-me nos seus braços, cairia. A sensação de electricidade a trespassar-me o corpo intensificou-se. Ele aproximou a sua face da minha, e beijou-me. O seu beijo era quente, mas não era doce como o de Kunzite. Ficámos assim um pouco, até que me apercebi do que estava a acontecer, e afastei-o com uma bofetada.
“Que raio pensas que estás a fazer Seiya!” Disse indignada.
“Eu… A demonstrar o que eu sinto por ti…” Disse ele, embevecido, apesar de ter uma das mãos na cara, no lugar onde lhe acertara.
“Mas que raio andaste a beber desta vez?!”
“Eu… A bebida do amor…” A sua voz trazia um laivo de loucura patente.
Eu agarrei Seiya pelos colarinhos, e disse:
“Vê se metes isto na tua cabeça Seiya: Eu não te amo dessa maneira! Gosto muito de ti, mas apenas como amigo! Mas o caminho que estás a tomar é o caminho do ‘Se tu não parares, a coisa vai azedar!’ O meu coração pertence ao Kunzite!” Depois larguei-o, estava a sentir-me mal. Realmente, não me devia ter enervado.
“Haruka!” Gritou Seiya, já sem o laivo de loucura a brilhar na voz.
“Afasta-te!” Disse-lhe. Não queria que ele se voltasse a aproximar de mim.
“Mas –”
“Traíste a minha confiança, Seiya! Não sei se te quero tão perto de mim, tão cedo!”
“Ao menos deixa-me ajudar-te…”
“SEIYA! Por favor desaparece! Eu quero ficar sozinha! Volta para Neptuno… Eu ficarei bem…”
“Tens a certeza?”
“Sim… Agora vai!” Disse-lhe, enervada novamente.
“Até logo então… E come o que te preparei… A Michiru não gostaria de saber que tu não andas a comer decentemente…” Ele saiu de casa, e depois só se conseguiu ver um flash de luz. Ele tinha partido para Neptuno.
Após a sua partida, a minha cabeça ficou uma grande confusão, tal como o meu coração. Aquele beijo deixou-me atrapalhada. Eu amo o Kunzite, mas aquelas aproximações de Seiya mexem comigo. Contudo, eu não gosto do Seiya dessa maneira. Aliás, o meu ódio por ele estava quase como que a reacender-se. Sentia que ainda havia algo no Seiya que mexia com os meus nervos, contudo, não podia reagir contra ele. Faltam três dias para o casamento, e nós, como padrinhos de Michiru e Jedite, tínhamos de nos dar bem.
Acabei por deixar de pensar nisso, e fui comer o que Seiya preparara para o meu pequeno-almoço. Depois, fui procurar os comprimidos anti-enjoo que eu sabia que estavam algures lá por casa. Quando os encontrei, tirei um e depois fui dormir.
Capítulo 16 – Adeus solteiriçe! O grande disparate de Seiya. O fim de tudo.
Falta finalmente um dia para o casamento!
Isto quer dizer que o dia de hoje é também o dia da despedida de solteiro. Para mim vai ser um sacrilégio. A minha cabeça tem andado uma confusão há três dias. Desde que soube que estava grávida (embora já me tenha habituado a essa realidade. Agora aceito muito bem a realidade. O Kunzite é que demorou um pouco a aceitá-la, mas agora já assume com mais naturalidade), e depois aquele beijo de Seiya… Bem… O que esse beijo me tem dado volta à cabeça…
Já não sei o que pensar acerca disso, mas de uma coisa tenho a certeza: eu não amo o Seiya. Pelo menos da maneira que ele supostamente me ama. Eu já mal o posso suportar. Antes ainda o conseguia aguentar, mas desde que ele apanhou a panca por mim, a nossa relação deteriorou-se. Voltámos quase a odiar-nos novamente, apesar de termos estado mais amigos ultimamente. Kunzite não aprovava a nossa amizade, e eu compreendia perfeitamente. Os olhares que Seiya me lançava, mesmo em frente de Kunzite, deixavam-no enraivecido a meu lado. Às vezes tenho medo do que o Kunzite pode vir a fazer. E do que Seiya pode fazer. Ou do que é que o confronto destes dois pode dar. Não sei o que acontecerá a Seiya, quando Kunzite souber do que aconteceu entre mim e Seiya.
Eu e Michiru caminhávamos pelos corredores do palácio, e conversávamos animadamente, até que uma energia que me perturbava cada vez que me trespassava a alma, me trespassou repentinamente: Seiya passou mesmo rente a mim, e vinha distraído, dando-me um encontrão.
“Oh, desculpa… Olá Haruka!” Disse ele, corando. Michiru não entendeu o motivo do embaraço de Seiya, mas eu entendi.
“Adeus Seiya! Anda Michiru…”Disse, não queria trocar quaisquer palavras com Seiya.
“Espera Haruka, eu preciso de –”
“Agora não dá Seiya! Tenho coisas para tratar antes do almoço…”
“E depois do almoço, podemos falar?” Disse ele, suplicando com o olhar.
“Tudo bem…” Disse secamente, e desviando o meu olhar do olhar hipnotizador de Seiya.
“OK…Adeusinho, Loirinha…” Disse ele, sorrindo provocantemente.
“Ah… Como aquele rapaz me entra nos nervos…” Disse, fechando o punho de raiva.
“Tu e o Seiya tem andado muito afastados… Está tudo bem entre vocês?” Perguntou Michiru.
“Na perfeição…”Disse, ironicamente.
“Tenho reparado que desde há uns dias atrás que o Seiya anda a olhar-te de uma maneira diferente… Como se estivesse apaixonado por ti… Ele tentou fazer-te alguma coisa, Haruka?”
“Não! Nada disso… Não aconteceu nada, que ideia….” Disse, num tom que sugeria que queria mudar de conversa. O que Michiru dissera não estava muito longe da verdade.
“Estás a esconder-me alguma coisa, eu sinto-o…”Disse ela, fazendo aparecer o seu espelho, e começou a observar-me através dele. Eu sabia perfeitamente que não tinha hipótese de esconder nada dela, ela simplesmente puxaria do seu espelho, e veria o que acontecera. “Uhm… Já percebi…”
“Já percebeste o quê?” Perguntei, inocentemente.
“O Seiya beijou-te, e agora estás de pé atrás com ele… Foi isso não foi?” Perguntou ela, compassiva.
“Não tens nada a ver com isso… Nem quero falar nada de nada acerca disso…”
“Sinto que precisas de desabafar, Haruka… mas estás renitente…” Disse ela, tentando fazer-me falar.
“Michiru… Eu só quero esquecer o que aconteceu…” Disse, desprezando totalmente o tom de voz dela.
“Tudo bem.. Eu não insisto mais, mas se quiseres desabafar…”
“Obrigada…”Disse, sorrindo.
“Bem… Vamos escolher a roupa para logo?”
“Sim…Vamos…”Disse. Só queria esquecer aquela conversa estúpida. Não queria falar mais de Seiya. Nem dele, nem do que aconteceu entre nós.
Fomos para o quarto, e enquanto Michiru remexia no meu armário, tentando encontrar alguma coisa que eu pudesse usar na despedida de solteiro, mas no meu armário não estava nada que se pudesse aproveitar. Então Michiru levou-nos até ao seu armário.
“Michiru, tu és, de longe, mais baixa que eu… De maneira nenhuma vais encontrar aí alguma coisa que me sirva…”
“Vou.. Vais ver que vou… Sobretudo um destes…”Disse ela, tirando, a custo, um vestido branco e dourado do armário.
“Eh…Michiru…Estás mesmo a ver-me aí dentro?”
“Claro que estou… Vai lá experimentar…Vá mexe-te!” Disse Michiru, divertida, empurrando-me para detrás do biombo. Bem… Assumo que usar este vestido seja já um treino para amanhã…
‘Acabada de vestir o vestido, olhei-me ao espelho: dava-me outro ar, contudo, aquele vestido não me assentava bem. Havia qualquer coisa de errado (Eu bem sei o que é… Lá estou eu a ficar mais gordinha
‘ ). Depois, saí de trás do biombo, para poder mostrar a Michiru.“Uhm… Não gosto de te ver dentro desse… Não te assenta muito bem… Experimenta este…” Disse ela, passando-me um cabide com um vestido azul com bordados dourados.
“Está bem…” Disse suspirando.
Voltei a trocar novamente. Este vestido assentou-me melhor, mas mesmo assim, não gostava de estar dentro dele.
“Ah…Esse já te fica muito melhor… Para além de disfarçar a barriguinha, realça a cor dos teus olhos… Fica-te muitíssimo bem e acho que por mim, levas esse.”
“Que simpática em teres reparado na minha barriguinha…. Deixa lá o teu sobrinho crescer em paz… Bem, se tu dizes que me fica bem, então levo este… Tu é que sabes…” Disse, sorrindo. Não quero perder nem mais um minuto com vestidos, eles assustam-me de morte.
“Bem… Que horas são?” Perguntou Michiru, meio confusa. Ela não tinha relógio.
“Meio-dia…” Disse, distraidamente olhando para o relógio.
“Temos de ir almoçar… vá anda!”Disse ela, sorrindo abertamente.
“Sim…Vamos…” Disse sorrindo também. “Mas primeiro deixa-me despir isto…”
“Claro…”
Fui vestir novamente a roupa que tinha vestida antes de todas estas trocas e baldrocas, e depois descemos as duas para almoço.
O almoço decorreu com alguma agitação, nomeadamente causada por nós raparigas. Estávamos todas contentes com a festa, embora eu estivesse apreensiva. Os rapazes eram mais comedidos, trocando apenas uma ou outra opinião. Enquanto elas conversavam, olhei para a mesa do almoço, e só agora é que consegui aperceber-me da quantidade de pessoas que vinham ao meu casamento: A Minako, o Yaten, o Taiki, o Seiya, a Makoto, o Mamoru, a Usagi, o Motoki (que veio com a Makoto (eu nem sabia que eles estavam juntos… E ele sabia do nosso segredo
’ ?!), a Rei, o Fernando (boa… a Rei finalmente assumiu o que sentia por ele… Cada vez que me lembro da figura triste que ele fez comigo
‘), a Ami, a Setsuna, o Jedite, o Neflite, o Zoicite, a Michiru, o Kunzite, a Hotaru, o Helios, a Chibiusa, a Luna, o Artemis, os meus pais, os pais da Michiru, os pais da Setsuna, os pais da Hotaru, mais o resto das pessoas que viriam ao casamento. Ohminhanossa! Ah, e sem contar com o facto da Princesa Kakyuu vir também, mais a sua guarda pessoal, a convite da Michiru. (SENHORES! Palavras a dizer: Como o meu casamento virou telenovela…
‘) “Haruka?” Alguém chamou por mim.
“Uh?!” Disse, corando. “Oh… Desculpem… Estava distraída…”
“Nós reparámos…” Disse Ami. “Estávamos a perguntar se tu querias fazer Karaoke na despedida de solteiros…”
“Pode ser, porque não?” Disse, sorrindo. Contudo, não me interessava muito. Só queria que o dia de amanhã chegasse.
“Tudo bem… Então fazemos Karaoke…”
Depois, voltei às nuvens. Só conseguia imaginar como seria casar com Kunzite. A cerimónia… O beijo… Tudo… Mas de repente, a minha imagem de casamento perfeito foi aniquilada pela voz de Seiya.
“Podemos falar agora?” Disse ele, com um sorriso na face, mesmo à minha frente. A sala de jantar estava vazia, todos tinham saído, menos eu, que estava completamente abstraída de todo. Não reparara que Kunzite saíra. Ele não me dizia nada de nada desde ontem.
“Podemos…”Disse, fazendo uma expressão carrancuda.
“Bem, Haruka… Eu só te queria pedir desculpa pela minha atitude… Tu vais casar com o Kunzite, e eu beijei-te daquela maneira…Fui um asno… Desculpa-me…” Disse ele, com um ar arrependido. Parecia normal, e sem aquele laivo de loucura a brilhar nos seus olhos azuis.
“Seiya… Não é a pedires desculpa que vais resolver esta situação… TU nem sabes os estragos…. Melhor eu digo-te, tu já fizeste todos os estragos possíveis e imaginários que podias fazer na minha cabeça… Eu já não sei que pensar Seiya…”
Mas quando olhei novamente para ele, o seu olhar era de pura loucura, como se estivesse debaixo de um feitiço de paixão, não o conseguia entender de todo:
“Beija-me… É só o que eu quero de ti, Haruka… Eu amo-te, e foi pena não nos termos conhecido antes, melhor, ter-me sequer apercebido que gostava de ti antes…”
“Seiya… Eu não quero que penses dessa maneira! Esquece-me! Tu nunca me vais ter! EU AMO O KUNZITE!”
“E eu amo-te a ti!”
“SEIYA! Mete isto na tua cabeça: EU.NÃO.TE.AMO!” Disse, gritando.
Seiya agarrou-me pelos braços e tentou beijar-me novamente. Eu a todo o esforço tentei evitar essa situação, desviando-me. Só que ele apertava-me cada vez com mais força, até que não consegui lutar mais. Ele conseguiu… Mais uma vez… Mas depois senti que Seiya me largara e que voara violentamente na direcção oposta à minha. Eu por minha vez, estava sentada no chão, sem bem saber como.
“Como te atreves?! Como te atreves a tentar beijá-la, meu safado?!” Ouvi uma voz grave que me soou bem conhecida dos meus ouvidos, mas que não associei logo à pessoa a que pertencia. “Haruka? Estás bem? Desculpa ter-te feito cair, minha querida… Desculpa sim? Agora já está tudo bem…” Disse ele abraçando-me, para me acalmar, e encostou os seus lábios na minha testa, dando me um beijo carinhoso.
Depois, vi Seiya levantar-se e desferir um soco na direcção de Kunzite, acertando em cheio.
“Não! Meninos! Por favor não lutem! Parem!” Gritei, aflita. “Kunzite, por favor!”
“Nem pensar! O Seiya vai ter o castigo que merece!” Gritou ele, enraivecido, não comigo, mas sim com Seiya.
“Vá! Mostra lá que és homem, Kunzite!” Disse Seiya, em tom provocador.
Eles continuaram a lutar até que me passei e transformei-me.
“ABALO DO MUNDOOO!” Os dois esquivaram-se ao meu ataque, embora a minha intenção não fosse acertar-lhes, era mesmo a de os assustar. Contudo, acabei por cair de joelhos. Não devia ter me transformado, muito menos ter-me enervado. E acima de tudo, esta situação não deveria ter acontecido.
“HARUKA!” Exclamaram os dois, de preocupação.
Kunzite correu para mim, mas eu não o deixei aproximar-se. Não… Não queria que ele se aproximasse. Ele… eu pedi-lhe… E ele continuou…. Não… Não queria.
“Não Kunzite! Não preciso da tua ajuda! Deixa-me em paz!” Disse, levantando-me e, de lágrimas nos olhos, saí dali.
Fui fechar-me no quarto, não queria ver ninguém. Queria poder resolver em paz e sossego toda esta confusão que está na minha cabeça.
“Haruka! Por favor! Abre a porta! Deixa-me falar contigo!” Disse Kunzite, do outro lado da porta. Eu estava com a cabeça debaixo da almofada, e tinha posto a música em altos berros. Mas sinceramente, não sei o que me deu na cabeça para estar a ignorar Kunzite. Eu não devia estar chateada com ele, mas sim com Seiya!
“Haruka! Desculpa! Eu sei que fui um parvo, eu devia ter-te dado ouvidos! Devia ter parado… Por favor, vamos conversar como adultos que somos… Haruka…” Ele chamava do outro lado da porta.
“Desaparece Kunzite! Quero estar sozinha!” Gritei pelo meio da música.
“Kunzite… Passa-se alguma coisa?” Ouvi a voz do meu pai do outro lado da porta.
“Nada, Sr. Tenoh… Até já…” Finalmente… Ele foi-se embora… Pode ser que agora tenha um pouco de paz…
“Haruka! Abre essa porta já imediatamente!” Disse o meu pai, que ficara lá fora.
Eu levantei-me contrariada, e destranquei a porta. O meu pai entrou e voltei a trancar a porta. Ninguém mais iria entrar lá dentro.
“Haruka, estás um farrapo… O que te aconteceu?” Perguntou-me, vendo a tristeza profunda patente no meu semblante, e nas minhas lágrimas.
“Não se passou nada… Rigorosamente nada… Eu é que sou uma grandessíssima parva!” Disse, limpando as lágrimas.
“Haruka, tu não choras sem um motivo…”
“Eu não quero falar sobre isto pai… Acredite, são pormenores que eu apenas quero esquecer…”
“Haruka, eu sei que é difícil falar acerca das coisas que nos magoam, mas tens de falar filha… Estares sempre a guardar para dentro tudo o que te magoa, qualquer dia tu ‘explodes’… E isso não te faz bem… Sabes que me podes contar tudo, Haruka…” Lá estava o meu pai com aqueles discursos à psicólogo… Por amor de deus eu já não sou criancinha nenhuma… Será que não posso ter nenhuma privacidade?!
“Pai, por favor… Não insistas… Eu… Eu não quero falar no assunto… Simplesmente não quero falar de nada…” Disse, limpando novamente as lágrimas que teimavam em cair contra minha vontade. “Pai, por favor, se não te importares, eu preciso de estar sozinha… E não quero ser incomodada…”
“Haruka… Se assim o queres… Mas já sabes…”
“Sim pai… obrigada…” Disse, acabando ali com a conversa. Simplesmente não queria gastar palavras… Depois, o meu pai saiu e eu pude ficar só no quarto.
Milhões de coisas passavam no meu cérebro a mil à hora, e isso fazia-me sentir confusa. Não sabia que fazer, não sabia que sentir… O meu coração estava confuso e já não sabia que sentir nem quem amar. Contudo, sempre que pensava em Kunzite, sentia o meu coração a palpitar entusiasticamente. Mas depois pensava em Seiya, e o meu coração reagia também, mas não com tanto entusiasmo. Dei voltas e voltas à minha cabeça e parecia que não havia esperança para a resolução deste dilema. Felizmente, acabei por encontrar a conclusão de que sempre estivera à espera que fosse: Eu amo o Kunzite.
Chegar a esta conclusão fez-me sentir muito melhor. Todas as nuvens de dúvida dissipavam-se agora da minha mente e coração. Sentia-me leve e acima de tudo feliz. Era assim que eu gostava de me sentir sempre.
*MOMENTO KUNZITE*
“Acho que ela me odeia neste momento…” Disse a Yaten, enquanto segurava um copo de Whisky na mão.
“Não digas isso Kunzite… Ela deve estar apenas confusa… Diz lá que, tu amando a Haruka, se te aparecesse outra rapariga a dizer que te ama loucamente e a tentar beijar-te, que não ficarias totalmente confuso…” Disse Yaten, olhando para mim, também ele com um copo na mão.
“Possivelmente… Não sei… Nunca me aconteceu…” Disse, enquanto bebericava o Whisky.
“Aposto que para a Haruka, este momento está a ser muito difícil… E eu entendo-a completamente… Se um rapaz lá em Kinmoku me dissesse que me amava, e me tentasse beijar, e eu amando Francis, não saberia o que pensar… Possivelmente ficaria com o cérebro às voltas…”
“Eu sei disso tudo Yaten… Mas ela já está trancada naquele quarto há horas!” Disse, com um laivo de frustração na voz.
“Daqui a bocado vais ver que ela sai com um ar totalmente feliz e tudo estará resolvido –” Estava Yaten a dizer, mas ele fora interrompido:
“Menino Kou, menino Kou! É melhor vir comigo…” Era um dos criados do palácio.
“Deixe-me adivinhar… o que é que o Seiya fez agora?” Disse ele, com um ar desolado, abanando o resto de Whisky que tinha no copo, acabando por engoli-lo de um só trago.
“Venha comigo…”
“Bem… Nós acabamos esta conversa mais logo… Até já Kunzite…”
“Até já…” Disse, enquanto ele abandonava o jardim. Depois bebi o resto do Whisky.
“Disseram-me que estavas aqui… Podemos falar?” Perguntou uma voz que me pareceu familiar.
*FIM DO MOMENTO KUNZITE*
“Disseram-me que estavas aqui… Podemos falar?” Disse, sorrindo timidamente.
“Haruka…” Disse ele, incrédulo.
“Oh Kunzite… Desculpa-me…” Disse, abraçando-o.
“Tem calma… Não tens de pedir desculpa…”Murmurou ao meu ouvido, calmamente.
“Fui tão parva, tão estúpida, tão insegura…”
“Não foste nada… Estavas confusa… Isso acontece…”
“Não devia ter acontecido… És tu que eu amo, nada mais… Nada deveria abalar essa certeza…”Disse, com um laivo de raiva na voz, não para Kunzite, mas comigo própria.
“Não penses mais nisso… Não vale a pena… Haruka, o que nos interessa agora é ficarmos bem um com o outro…”
“Eu sei Kunzite…”
“Tu nem sabes o quanto te amo…”
“Seja como for, eu amo-te mais…”Disse olhando para ele nos olhos.
“Não sei se acredito… Prova-me…” Disse ele, provocando-me.
“Se eu disser que és a pessoa mais importante na minha vida, acreditas?”
“Acredito…”
“Então para mim é prova quanto baste…” Disse, sorrindo.
Os seus lábios quentes e doces tocaram os meus acabando com quaisquer dúvidas que ainda me pudessem trespassar o espírito. Sentia-me feliz, assim com ele a meu lado.
“Haruka…” Disse Kunzite, quebrando o doce silêncio que pairava entre nós.
“Sim Kunzite…” Disse, sussurrando.
“Ele tentou beijar-te mais alguma vez… para além daquela em que eu o apanhei?”
“Tu disseste que não valia a pena pensar mais neste assunto…”Disse, querendo desviar a conversa.
“Por favor Haruka… Eu preciso de saber…” Disse ele, suplicando com o olhar. Ele era irresistível quando me olhava daquele jeito.
“Tudo bem… Eu digo… Enquanto tu estavas em Neptuno, a Michiru não queria deixar-te sem saber se estavas bem, então enviou Seiya para tomar conta de mim… e ele beijou-me… Bem… Agora já sabes…”Disse, cabisbaixa.
“Aquele safado fez o QUÊ?!!”
“Eu disse-te que não queria contar… Eu já sabia que irias reagir assim…”
“Se o apanho…”
“Kunzite não vais fazer nada! Não vale a pena…”
“Não o estás a defender –”
“Kunzite… Já estivemos a conversar melhor…” Disse, com voz azeda. Não estava a gostar das insinuações do Kunzite.
“Desculpa…” Disse ele, arrependido.
“Desculpa eu… Eu devia ter-te contado…”
“Agora é que já não vamos mesmo falar sobre o assunto…”
“Sabes uma coisa?”
“O quê?” Perguntou ele, curioso.
“Vou ter muitas saudades tuas logo à noite…”
“Eu também…”
“Amo-te…”
“E eu amo-te loucamente…” Disse ele.
Finalmente estávamos bem um com o outro, e já não haviam segredos entre nós.
Kunzite pegou-me ao colo, com a intenção de me levar até lá dentro.
“Ei! Ei! O que estás a fazer?!” Disse, rindo-me.
“Vou levar a minha bebé para dentro, está a ficar frio demais para ti…” Disse ele, provocando-me.
“Ai está?! Olha que eu não acho… E para além de mais, eu acho que ainda consigo andar…” Disse, fulminando-o com o olhar, mas depois ri-me da sua expressão, que era de regozijo total.
“Tolinha…” Disse ele, dando-me um piparote no nariz.
“Agora vais pôr-me no chão, senão vão todos pensar que me está a dar alguma coisa má.” Disse, assumindo um olhar sério.
“Está bem…” Disse ele, com ar de cachorrinho abandonado.
“Não me olhes com esse olhar… Se nem uma criança como a Hotaru ou a Chibiusa me convencem com esse olhar, não vais ser –” Ele aproximou-se de mim, e deu-me um beijo, silenciando o meu protesto. Ai como às vezes consegues ser um tolinho apaixonado…
“Agora que já acabaste de protestar, vamos voltar lá para dentro?” Disse ele, sorrindo-me diabolicamente.
“Eu? Protestar? Desde quando?” Disse, inocentemente.
“Digamos que de vez em quando lembras-te…”
“Ah, que engraçadinho…”Ri-me e depois voltámos para dentro.
“Ainda bem que já estão bem um com o outro…” Disse uma voz aguda minha conhecida. Era Yaten. “Vês Kunzite, eu disse-te…”
“Obrigado Yaten, se não fosses tu eu não sei que teria feito…”
“Possivelmente ter-te-ias passado dos carretos e possivelmente terias dado uma tareia de caixão à cova no Seiya…” Disse Yaten, sorrindo.
“Possivelmente…”
“Bem… Rapazes… Eu ainda aqui estou…” Disse, simulando estar ofendida com o desprezo deles, por parecerem que eles estavam a falar como se eu não estivesse ali.
“Oh…. Desculpa Haruka…”Disseram os dois em coro, rindo-se.
“Estava só a brincar convosco rapazes…” Disse, rindo-me também. Na verdade, não estava muito interessada na conversa deles.
“… Eu tenho de ir andando… Sabes como é… Tenho de ir buscar a Princesa a Kinmoku…” Apanhei uma das últimas frases de Yaten.
“Ah, pois é… A Kakyuu vem também ao casamento…” Disse, constatando um facto.
“Sim… Bem, até já… Tenho mesmo que ir…” Disse Yaten, e depois correu para o exterior.
“Ai ai… Este rapaz…” Disse eu, suspirando.
‘
さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
“Harukaaa!!!!”Ouvi uma voz estridente, cuja dona me abraçou fortemente.
“Usagi…” Disse eu, respirando a custo.
“Oh… Desculpa Haruka…” Disse ela, rindo-se, e depois abraçou Kunzite, mas mais gentilmente. “Então, é hoje que se acaba a solteirice?” Comentou ela.
“Infelizmente… Mas vai valer a pena…”Disse eu, sorrindo.
“Pois é… Vai valer muito a pena…” Disse Kunzite, sorrindo e pondo um braço à volta do meu ombro, fazendo-me corar. Eu dei-lhe um murro brincalhão nas costelas, que o fez fazer um trejeito de dor.
“Bem… Eu tenho uma novidade para te dar Haruka… Eu vou casar também… O Mamo-chan pediu-me em casamento.” Disse ela, radiante.
“Parabéns, Usagi! Isso é fantástico!” Disse eu, sorrindo. Eu adorava ver Usagi feliz.
“Obrigada… Admitamos, já não era sem tempo ele pedir-me em casamento…”
“Pois é… Enfim… Faltam três horas para a minha ‘pré-tortura’ não é?”Perguntei eu, sorrindo diabolicamente.
“Sim… Mais coisa menos coisa… Vais ver que nos vamos divertir imenso…”
“Acredito que sim… Acredito que sim…” Disse, ironicamente.
“Haruka não sejas mazinha…”Disse Usagi, com olhar maldoso.
“Eu não estou a ser má… Sou apenas realista…”Disse, rindo-me de Usagi.
“AHG! És mesmo mazinha…”
“Bem Usagi… Eu queria poder ir comer…Sabes, eu estou esfomeada (de repente faz-me lembrar tu…). Se não te importasses…” Disse, querendo acabar com a conversa. De qualquer maneira, a minha verdadeira intenção era de poder estar estes últimos momentos com Kunzite, pois só o poderia voltar a ver amanhã, no altar.
“Claro! Vamos jantar!” Disse Usagi, esfregando as mãos.
“Sim… Vamos…” Disse Kunzite, sorrindo. Ele percebeu o que eu queria dizer com aquilo. “Mas vai andando… Que a gente já lá vai ter…”
“Tudo bem… Até já!” E ela deixou-nos. Depois, Kunzite beijou-me durante um longo curto minuto. Depois, eu e Kunzite fomos para a sala de jantar. Quando lá chegámos, Yaten chegara também com Kakyuu, um rapaz de cabelo castanho e olhos verdes e outro que reconheci como sendo Alex, o ex-namorado da Fighter. Falando nela, nem Seiya nem Taiki estavam na sala.
“Então Yaten, vais nos apresentar esse belo rapaz que trazes aí a teu lado?” Perguntei, gracejando.
“Ah que gracinha Haruka… Bem, de qualquer modo, este é o Francis. Francis, esta é a Haruka Tenoh, a minha afilhada.”
“Muito prazer em conhecer-te, Haruka.” Disse Francis.
“Muito prazer em conhecer-te também. O Yaten falou-me muito de ti.” Disse, gentilmente.
“Eu sou o Kunzite, o noivo da Haruka.” Ele cumprimentou Francis.
“Muito prazer.”
“Sê bem-vinda Kakyuu, espero que tenhas feito uma boa viagem…”Disse, cumprimentando a Princesa de Kinmoku.
“Obrigada, Haruka… Sim, fiz uma boa viagem… Também, na companhia destes dois, é impossível a viagem correr mal…” Disse ela, sorrindo para mim.
Depois, virei-me para Yaten, querendo saber de Seiya e de Taiki. “Onde estão Seiya e Taiki?” Sussurrei ao ouvido de Yaten.
“Eles já descem… O Seiya está a recompor-se… Como já reparaste o Alex está cá e ninguém disse ao Seiya que ele vinha, e ele ficou possesso quando o viu. O Taiki está a dar-lhe apoio…” Disse Yaten, segredando também ao meu ouvido.
“E a Azumi, também veio?”
“Não… Só vieram dois guardiões… Não eram precisos mais…”
“Ainda bem…Embora a ideia de Alex cá estar não me traga conforto nenhum…”
“Princesa Haruka…” Ouvi uma voz que evocava o meu nome.
“Alex!” Exclamou Yaten.
“Alex… Sê bem-vindo a Neptuno… Apesar de este não ser o meu planeta natal…”Reparei que ele estava corado, embora eu não percebesse o porquê… (não me digas que este também se apaixonou por mim… Pensava que tinha um repelente de rapazes, mas ultimamente eles têm-me aparecido que nem moscas…).
“Obrigada… Princesa…” Ele fez uma vénia. Este quer festa… Só pode… Pensei para mim. Kunzite a meu lado estava tenso. Eu podia senti-lo.
“Bem…Onde é que anda a minha madrinha?” Perguntei, como que ignorando Alex.
“Aqui!” Disse ela, aparecendo por trás de mim.
“Michiru!” Disse, surpreendida. “Andava mesmo à tua procura!”
“Eu sei… Eu ouvi!” Disse ela, sorrindo. “Kakyuu… Obrigada por aceitares o meu convite…” Disse ela a Kakyuu. Depois, virando-se para os outros dois: “Sejam bem-vindos a Neptuno, como já perceberam, eu sou a Princesa Michiru, de Neptuno, muito prazer…” Ela estava toda sorrisos, mas ao observar Alex com atenção, e a maneira como este olhava avidamente para mim, o seu sorriso apagou-se completamente.
“Mas será que ninguém o pode mandar embora! Eu não o quero cá!!!” Ouvimos a voz perturbada de Seiya, que descia as escadas na companhia de um atrapalhado Taiki.
“Princesa!”Disse Taiki, envergonhado, por ter de permitir que a sua princesa tivesse que ouvir os lamentos de Seiya.
“Fighter, Maker!” Disse ela, abraçando os dois “Tive tantas saudades vossas!”
“Ai! Ai! Ai!” Guinchou Seiya.
“Desculpa, mas vocês fazem tanta falta lá em Kinmoku… Já não vos via há muito tempo…”
“É bom vê-la também Princesa!” Disse Seiya.
“Bem, sei que isto é um momento de grandes emoções, mas será que podemos jantar?” Perguntei eu. Estava completamente esfomeada.
“Podemos pois… Usagi nº 2” Disse Michiru, gozando comigo.
Fiz de tudo para me sentar perto de Kunzite, e longe de quaisquer olhares indiscretos.
“Não vais fazer nenhum disparate durante a festa, pois não Kunzite?” Segredei ao seu ouvido.
“Só se me provocarem…Sabes disso…”
“Contas-lhes a novidade? Eu conto às raparigas…”
“Sim eu conto… Não te preocupes…”
“Haruka… Tu estás mais rechonchuda não estás?” Perguntou Taiki, sorrindo diabolicamente. Estou?! A sério?! Não me digas que já se nota… Pensei, alarmada.
“Eu? Não… Isso é só impressão tua… Porque dizes isso?” Disse, inocentemente.
“Acredita que pareces mais cheiinha… Aí há gato…” Disse ele, rindo-se.
“Vai sonhando Taiki, não é nada disso que andas a pensar…” Disse, rindo-me também… Não valia a pena, ele já desconfiava.
“Não sei não… Olha que parece mesmo…” Disse ele, rindo-se novamente. Parecíamos duas crianças a discutir. Isso deu-me vontade de rir a bandeiras despregadas.
“Ai, ai meninos, que é que vocês os dois andaram a fazer?” Perguntou a minha mãe, que percebera inteiramente o motivo da conversa, e que começara a olhar atentamente para mim, tentando ver o que Taiki via.
“Nada!”Dissemos eu e Kunzite em coro, corando, e depois rimo-nos os dois.
“Mãe?!”Disse eu, querendo parecer escandalizada, por a minha mãe estar a por a hipótese de eu sequer estar grávida. Esperem aí, eu estou mesmo grávida!
“Desculpa filha…”Disse a minha mãe, envergonhada.
“Se calhar conto já não achas Kunzite? Já todos a esta hora estão a desconfiar, e acho que assim é melhor, estão aqui todos, e para além de mais, se nós contássemos durante a festa nem todos saberiam….”
“Sim… Acho que é o melhor…” Disse ele, sorrindo para mim.
“Contar o quê?”Perguntou Taiki.
“Vê lá se adivinhas…Já lá andaste perto…” Disse eu, sorrindo para Taiki.
Ele ficou a pensar por um pouco, e depois disse, num murmúrio muito audível: “Ah… Afinal sempre era isso… Sempre tinha razão…”
“O quê?! Alguém nos explica?!” Exclamaram todos.
“Bem… Eu estou grávida… Vou ter um bebé…” Disse, sorrindo graciosamente.
Todos ficaram a olhar para mim, estupefactos. Não sabiam o que haviam de dizer.
“Parabéns filha… Um neto…Vou ter um neto…” Disse o meu pai, incrédulo e comovido.
“Pai, não vamos chorar pois não?”Disse eu. Eu não queria chorar.
“Não, não vamos… Mas pelos vistos a tua mãe já está a chorar…”
“Então fora por isso que tu no outro dia te sentiste mal… Não foi Haruka…” O quê?! Também tinhas reparado nisso?! WOW! Só eu para marcar uma presença…
“Sim, Yaten… Foi por isso…” Disse, sorrindo.
“Bem… Só tenho uma palavra… Parabéns!”
Todos transmitiram o mesmo desejo, e eu sorri. Mas a minha mãe continuava num pranto. Acabei por me levantar e fui abraçá-la.
“Então mãe… não estás feliz?”
“Não é nada disso filha… É só que cresceste tão depressa… Há tão pouco tempo eras uma menina, e agora vais casar… E vais ter um filho… Estou tão feliz por ti, minha bebé…”Disse ela, sorrindo entre lágrimas. Eu sorri, embaraçada com a alcunha que ela usara para me denominar.
“Eu também estou muito feliz, mãe…” Disse, sorrindo abertamente, enquanto duas lágrimas caíram de comoção.
“Bem… Nós já acabámos de jantar, vamos sair para vos deixar divertirem-se à vontade, mesmo assim, portem-se com juízo!” Disseram os nossos pais, deixando a sala de jantar.
“Bem… Minhas queridas e meus queridos, alguém ainda quer fazer festa de despedida de solteiros hoje?” Perguntou Michiru, sorrindo diabolicamente.
“Já?! Mas eu queria estar um pouco mais com a Haruka…” Disse Kunzite, quase choramingando.
“Realmente Michiru, parece que te queres ver já livre de mim…” Disse Jedite, rindo-se.
“Tem mesmo de ser?” Disse Neflite.
“Para nosso infortúnio tem de ser… Vá rapazes não é o fim do mundo…Amanhã já estamos todos juntos outra vez…”Disse sorrindo abertamente. “Vá… Pisguem-se! A sala de jantar é nossa!”
“Tudo bem… Nós ficamos com o jardim!” Disseram o Seiya e o Yaten em conjunto. Seiya já parecia normal, sem grandes mazelas da loucura de hoje. Mas mesmo assim, o olhar dele parecia alucinado.
“Bem… Eu e a Michiru já voltamos…” Disse eu, puxando Michiru pelo braço. Ela riu-se, e eu também, e fomos até ao quarto.
“Estás feliz?” Perguntou ela.
“Sim… Muito… Até mais do que nunca…” Afirmei
“Finalmente assumiste a gravidez… Pensei que fosses esconder até dar demasiado nas vistas…”
“Pois foi… Afinal de contas, já havia quem desconfiasse… Não me servia de muito esconder durante mais tempo…”
“Pois… Ficar com uma barriga do dobro do tamanho em três meses… Isso é muito estranho para uma pessoa que sempre foi magrinha…” Disse ela rindo, mas depois, assumindo um tom sério. “Sempre vais falar com o teu promotor?”
“Vou… Tenho de lhe contar… A minha carreira vai acabar, mas que mas posso fazer?” Disse, baixando o olhar.
“Podes sempre voltar aos concertos de piano Haruka… Sempre tiveste muito jeito…”
“Não sei… Tenho de pensar nisso… Mesmo assim… Eu já não toco há muito tempo… E não estou habituada a tocar com outras pessoas também há muito…”
“Podes sempre acompanhar-me, como nos velhos tempos…” Disse ela, com ar sonhador.
“Talvez…” Disse, enquanto apertava o fecho do vestido. Até que não me fica muito mal… Pensei.
“Bem… Agora que já estamos prontas, vamos?”
“Vamos…” Disse, sorrindo “Quanto ao assunto do piano… Se quiseres, talvez depois da lua de mel… depois combinamos…”
“Claro…Quando quiseres… É só pedires…”
Quando chegámos lá abaixo, fiquei impressionada. A sala que antes tinha dado lugar a um jantar, estava agora transformada numa sala de festas.
“Bem… Eficiência feminina…”Comentei, baixinho.
“Sabes como é…” Disse Michiru, rindo.
“Já estão de volta!!!! Então que vamos fazer?” Disse Minako, super agitada.
“Não sei… Que tal começarmos com Karaoke?”
“Oh não… Não sei não…”Disse, petrificada. Cantar?!
’
“Uhm… Não sei se é boa ideia… As musicas estão todas em inglês…” Disse Usagi, com uma cara cómica, enquanto ela mexia na caixa do Singstar. Espera lá! Quem é que teve a triste ideia de trazer a Playstation 2[1] para Neptuno?
“Sendo assim… Já vale a pena…” Disse Michiru, sorrindo maldosamente.
“Eu gosto da ideia…” Disse, sorrindo também.
“Então se gostas assim tanto, vais começar tu!” Disse a Makoto.
“Tudo bem… eu começo…” Disse, com cara de enterro. Todas riram-se, e eu acabei por rir um pouco também. “O que vais escolher para eu cantar?”
“Não sei… Escolhe tu…”
“Uhm… Não… Esta também não… Não… Ah! Esta é perfeita!” Disse, apontando para ‘Two Steps Behind’ dos Def Lepperd.
“Tens a certeza que –”Disse a Rei, mas eu interrompi-a.
“Tenho… Vá… Ponham aí.” Disse, pegando no microfone.
Então, a Rei pôs a música a tocar.
Walk away, if you want to
It’s ok, if you need to
You can run, but you can never hide
From the shadow, that’s creeping up inside of you
There’s a magic running through your soul
But you can’t have it all
Chorus:
Whatever you do, I’ll be two steps behind you
Wherever you go, and I’ll be there to remind you
That it only takes a minute of your precious time
To turn around, I’ll be two steps behind
Take a time, to think about me
Just walk the line, you know you just can’t find it
Take a look around, you’ll see what you can find
Like the fire, that’s burning inside of me
There’s a magic running through your soul
But you can’t have it all
Chorus:
Whatever you do, I’ll be two steps behind you
Wherever you go, and I’ll be there to remind you
That it only takes a minute of your precious time
To turn around, I’ll be two steps behind
Yeah, yeah…
Oh, owoh…
BRIDGE (GUITAR SOLO)
Oh, owoh
There’s a magic running through your soul
But you, you can’t have it all
Chorus:
Whatever you do, I’ll be two steps behind you
Wherever you go, and I’ll be there to remind you
That it only takes a minute of your precious time
To turn around, I’ll be two steps behind
Yeah baby,
Two steps behind
Oh sugar,
Two steps behind
Cheguei ao fim da canção cansada e ofegante. Nunca pensei ser capaz de cantar esta canção… Mas fui.
“WOW Haruka! Não sabia que sabias cantar tão bem! 15000 pontos! Ninguém que eu conheça sem ser o Yaten ou o Seiya conseguem obter esta pontuação ou tão próximo dela, especialmente nesta música!”Disse a Minako, surpreendida.
“Obrigada…” Disse, sorrindo.
“Agora é a vez da Usagi!”Disse a Rei, sorrindo diabolicamente.
“Eu?!”
“Sim, tu! Está aqui mais alguma Usagi?” Disse a Michiru, rindo-se.
“ Não…”Respondeu Usagi, cabisbaixa. “Mas eu não sei nada de inglês!”
“É Karaoke Usagi! Podes ler as letras...” Disse, rindo-me até não poder mais.
“Nã! Nã!! Eu passo a minha vez… Minako…”
“O que?”
“É a tua vez..”
“Ah, ah! Não… Acho que passo a minha vez à Rei…”
“Está bem! Eu vou cantar esta aqui, Haruka…” Disse ela, apontando-me a música que iria cantar, visto que eu é que tinha o comando na mão.
“Isso não é demasiado triste para um dia como este?” Perguntei, ao ver o título da música.
“Claro que não! Serve perfeitamente para o propósito. É para cantar não é?” Disse Rei, segura dela mesma.
“Sim…Sem dúvida… tu é que sabes…” Disse, desistindo. Acabei por lhe passar o microfone, e deixei-a ao ritmo da música.
(Guitar playing at the beginning)
Misery likes company, I like the way that sounds
I’ve been trying to find the meaning, so I can write it down
Staring out the window, it’s such a long way down
I’ll like to jump, but I’m afraid to hit the ground
Chorus:
I can’t write a love song, the way I feel today
I can’t sing no song of hope, I’ve got nothing to say
Life is feeling kind of strange, since you went away
I sing this song to you wherever you are
As my guitar lies bleeding in my arms
I’m tired of watching T.V., it makes me want to scream
Outside the world is burning, man that’s so hard to believe
Each day you know you’re dying, from the cradle to the grave
I get so numb sometimes, that I can’t feel pain
Chorus:
I can’t write a love song, the way I feel today
I can’t sing no song of hope, I’ve got nothing to say
Life is feeling kind of strange, it’s strange enough these days
I send this song to you whoever you are
As my guitar lies bleeding in my arms
BRIDGE (GUITAR SOLO)
Staring at the paper, I don’t know what to write
I’ll have my last cigarette, well – turn out the lights
Maybe tomorrow, I’ll feel a different way
But here in my delusion, I don’t know what to say
I can’t write a love song, the way I feel today
And I can’t sing no song of hope, I’ve got nothing to say
I can’t fight the feelings that are running in my veins
I send this song to you wherever you are
As my guitar lies bleeding –
I can’t write a love song, the way I feel today
And I can’t sing no song of hope, there’s no one left to save
And I can’t fight the feelings, buried in my brains
I send this song to you wherever you are
As my guitar lies bleeding in my arms
As my guitar lies bleeding in my arms(2x)
“Realmente a Haruka tinha razão… A música era triste…”
“7000 pontos… Ainda estás longe…”Disse eu, rindo.
“Bem… Agora é a minha vez…”Disse a Makoto “Haruka, eu quero essa…” Disse ela, apontando para ‘Courage’ dos Manowar.
“Tens a certeza absoluta que queres cantar isso?” Disse eu, preocupada.
“Claro que tenho…”
“Tudo bem…”Disse, encolhendo os ombros.
“Mas olha…Tu é que sabes… Mas olha que eu toquei uma vez com esta banda, e olha que o vocalista tem uma voz poderosa… E vais ter de te esforçar muito para conseguires uma boa pontuação…” Disse Michiru.
“Não faz mal… Haruka… Podes meter a música?”
Eu meti a música, a medo do que viria aí.
Courage
By: Manowar
Written by: Joey Demaio
(Sang by: Makoto Kino)
(PIANO SOUND, ORCHESTRA PLAYING)
Some want to think hope is lost, see me stand alone
I can't do what others may want, then I'll have no home
Chorus:
So for now wave good-bye and leave your hands held high
Hear this song of courage, long into the night
So for now wave good-bye and leave your hands held high
Hear this song of courage, long into the night
And the wind will bear my cry to all who hope to fly
Hear this song of courage, ride into the night
Battles are fought by those with the courage to believe
They are won by those who find the heart
Find a heart to share
This heart that fills the soul will point the way to victory
If there's a fight then I'll be there, I'll be there
Chorus:
So for now wave good-bye, leave your hands held high
Hear this song of courage, long into the night
And the wind will bear my cry to all who hope to fly
Lift your wings up high my friend, fearless to the end
So for now wave good-bye, leave your hands held high
Hear this song of courage, ride into the night
“3000 pontinhos… Nós avisamos Makoto…” Disse eu, abanando a cabeça.
“Michiru, tenta tu agora…” Disse a Ami.
“Mas tu não vais tentar Ami?” Disse ela, aterrorizada com a ideia de ser ela a seguir.
“Não… Fica para depois…”
“Tudo bem… Michiru, parece que não te safas…” Disse, rindo-me.
“Está bem… Mete a música ‘Lie to Me’” Disse ela, acabando por sorrir para mim.
“Ok.. Boa sorte com essa empreitada.”Disse, retribuindo o sorriso.
Rumors said that your dad is coming down, he’s gonna pay the rent
Tell me baby is this as good as this life is gonna get
Feels like there’s a stranger, who’s standing in this shoes
But I know I can’t lose me, ‘cause than I’d be losing you
I know I promised babe that I would be the one who make our
Dreams come true
I ain’t proud of all the struggles and the hard times we’ve been trough
When this cold world comes between us, please tell me you’d be brave
‘Cause I can realize the danger when forgiveness fades away
Chorus:
If you don’t love me, lie to me
‘Cause baby you’re the one thing I believe
Let it all fall around us, if that’s what’s meant to be
Right now if you don’t love me baby, lie to me.
Pour another cup of coffee baby, I’ve got something to say to you
But I ain’t got the winning ticket, not the one who’s gonna pull us through
No one said that it would be easy, let your old man take you home
But know if you walk out on me, then darling I’d be gone
Chorus:
If you don’t love me, lie to me
‘Cause baby you’re the one thing I believe
Let it all fall around us, if that’s what’s meant to be
Right now if you don’t love me babe, lie to me.
‘Cause baby I can take it
It’s a bitch but life is a roller coaster ride
The ups and downs will make you scream sometimes
It’s hard believing that the thrill is gone
But we have to go around again, so let’s hold on
Chorus:
If you don’t love me, lie to me
‘Cause baby you’re the one thing I believe
Let it all fall around us, if that’s what’s meant to be
Right now if you don’t love me baby, lie to me.
‘Cause baby I can take it
“Bem… 14990 pontos! Não a ultrapassaste por dez pontinhos… Bem, Kakyuu, queres tentar?”Disse a Usagi.
“Não obrigada, prefiro deixar para vocês…”
“Setsuna, só faltas tu…”
“Não obrigada…”
“Bem… resta-nos desempatar… Haruka…”
“Queres mesmo desempatar?” Disse eu, em tom de desafio.
“Sim… Claro! Vamos cantar esta aqui…” Disse ela, apontando para uma música que fazia parte da banda sonora de um filme dos anos 70 que eu adoro.
“Tudo bem… Tu cantas a parte da Sandy, que eu fico-me pelo Danny… Tens noção que vais perder não tens?” Disse, brincalhona.
“Eu sei disso…” Disse ela, sorrindo à minha provocação.
I got chills, they’re multiplying
And I’m losing control
‘Cause the power you’re supplying
It’s electrifying!
You’d better shape up
‘Cause I need a man
And my heart is set on you
You’d better shape up
You’d better understand
To my heart it must be true
Step in love –
Step in love for me and you
Chorus:
You’re the one that I want
The one that I want
The one I need
Oh yes, indeed
If you feel with affection
And you’re too shy, to say
Meditate, my direction
Just feel your way
I’d better shape up
‘Cause you need a man
I need a man
Who can keeps me satisfied
I’d better shape up
‘Cause I’m gonna prove
You’d better prove
That my faith is justified
Are you sure?
Yes I’m sure down deep inside
Chorus:
You’re the one that I want
The one that I want
The one I need
Oh yes, indeed
(repetir 3x)
Vermelho – Danny – Haruka
Verde – Sandy – Michiru
Castanho – Both – Michiru e Haruka
“Bem…Vocês as duas a cantar fazem um duo espectacular… Mas não vale a pena… Se continuássemos a noite toda… Vocês iriam sempre continuar empatadas…” Disse Minako “Afinal eu vou cantar…”
“Vais mesmo?”
“Vou! Só não sei o que vou cantar…”
“Canta esta aqui…” Disse eu, rindo-me.
“Mas isto não é em inglês! É português!”
“É pegar ou largar!”
“Tudo bem… Eu canto…” Disse ela, cabisbaixa.
Acção deu o clique da claquette,
Presta atenção a este show de marionetes
Onde histórias são vividas, conduzidas
No teu ecrã dia-a-dia reflectidas.
Está na hora de novas aventuras
As aulas terminaram o verão é de loucuras
Aperte bem o cinto e entra na viagem
Neste mundo alucinado em que tudo é miragem
Neste verão eu estou afim
(sinto que algo vai acontecer)
Dê no que der eu vou curtir
(comigo ‘tá-se bem)
Soltar a energia em mim
(check, check movimenta)
Sempre que o calor apertar na praia eu vou estar
REFRÃO:
Dá-me esse teu calor
Eu quero um verão azul
Recebe o meu calor
Sente este verão (repetir 2x)
Shh continua a odisseia
É noite de verão e brinda com a lua cheia
O ambiente é sempre na descontra
Com tanta comida e bebida não há quem fique pela montra
Sobretudo se souberes com quem contar
Os bons momentos que podes partilhar
Juntos sorrimos, cantámos, dançámos
E até os momentos tristes partilhamos
Neste verão eu estou afim
(sinto que algo vai acontecer)
Dê no que der eu vou curtir
(comigo tá-se bem)
Soltar a energia em mim
(check, check it out)
Sempre que o calor apertar na praia eu vou estar
REFRÃO: (repetir 2x)
BRIDGE:
Yo meu irmão sente esta batida D’ZRT Yo não
Não digas que não gostas sem ouvires com atenção
Balança o teu corpo até ao chão devagarinho
Yo meu irmão sente esta batida D’ZRT Yo não
Não digas que não gostas sem ouvires com atenção
REFRÃO: (repetir 4x)
“E tu aí com um medo pegado dos portugueses, que são uns santos que não fazem mal a ninguém… 11000 pontos!” Disse eu, sorrindo diabolicamente (Cruz credo… Que mal fiz eu para ouvirmos isto…Bem… Fui eu que a escolhi…
).
“Pois é…” Disse ela, fazendo uma cara parola, que nos fez rir.
“Sabem que mais, eu vou para a cama… Estou cansada…” Disse, finalmente demonstrando o que sentia cá dentro.
“Já? Ainda é cedo…” Disse Michiru.
“Eu já estou cansada, e para além de mais, não me estou a sentir muito bem… Acho que dormir é o remédio santo…”
“Tudo bem… Então até amanhã… E vê lá se acordas a horas!”
“Acordarei… Prometo…Boa noite a todas…” Disse e saí da sala de jantar.
Assim que cheguei ao quarto, não me importei se tinha ainda o vestido nem nada. Estatelei-me na cama e adormeci.
A festa para mim estava a ser uma seca, e a presença de Seiya piorava a situação. A vontade que sentia de espetar uma tareia em Seiya era cada vez maior, à medida que os minutos passavam. E a expressão que de vez em quando ele me lançava, irritava-me ainda mais. Depois, o Taiki estava a tentar manter Seiya e Alex dentro de controlo, pois eles estavam a discutir azedamente. E a sua discussão era audível.
“Não devias ter vindo!” Disse Seiya, furibundo.
“Eu vim para te ver! Eu ainda te amo!”
“Eu não te amo! Aliás eu odeio-te, a ti e à tua irmã!”
“Não quero saber! Eu amo-te mesmo que tu não me ames!” Disse Alex, de olhar perdido. “É por causa daquela rapariga loira não é?”
“Não tens nada a ver com isso!”
“Eu sei que a amas!”
“E se amar! Não te interessa!”
“Mas nós amávamo-nos!”
“Mas eu não te amo! E se queres saber, eu vou lutar pela Haruka!”
“Ai vais?!”a mostarda subiu-me ao nariz com aquela última frase de Seiya. “Então podes lutar já!”
“Queres porrada?!”
“Quero pois! Luta se és homem, ou melhor, mulher!” Disse, irado.
“Por favor Kunzite, Seiya, vocês não podem lutar!” Disse Yaten tentando refrear os ânimos, mas sem sorte.
“Vá… Vocês já beberam demais e isto é só o efeito da bebida… Vamos acalmar os â –” Disse Jedite, mas eu ignorei, espetei um murro na cara do Seiya. Não queria saber das consequências. Queria era castigar Seiya, ele há muito que andava a pedi-las.
“Seu sacana!” Gritou Seiya. Ele tentou dar-me um murro de resposta, mas só conseguiu encontrar outra vez o meu punho cerrado. Depois, senti um conjunto de braços agarrar-me: Neflite e Jedite evitaram que eu investisse novamente contra Seiya, que era agarrado por Taiki e Mamoru.
“Eh! Larga-me!” Guinchou Seiya, furioso.
“Eh! Deixa-me ir-me a ele!” Gritei, furioso.
“Não! Vocês não se vão os dois pegar ao estalo!”Disse Zoicite.
Reparei que Alex abandonara o jardim, ele já não estava ali para assistir aquela fantochada.
“Deixem-me lutar!” Disse eu, querendo libertar-me dos braços dos meus irmãos.
“Não! Ninguém vai lutar!” Disse Mamoru, impondo a ordem.
“O que se passa aqui?” Ouvi uma voz que não reconheci de imediato, mas não liguei.
“Eh… Uma pequena confusão… Nada demais…” Disse Yaten, querendo disfarçar a situação. Aproveitei a distracção deles para me soltar e dar outro murro no Seiya, o qual ele respondeu com um murro, que me acertou em cheio.
“Tu estás mesmo a pedi-las!” Disse, furioso.
“KUNZITE!” Ouvi novamente a voz, que agora reconhecia plenamente.
“H…Haruka…” Disse eu, atrapalhado, e acima de tudo, embaraçado.
“Tu prometeste-me que não te ias meter em confusões Kunzite…” Disse ela, num tom aborrecido, mas com uma cara cómica, que quase me fez rir, mas evitei, para evitar que ela ficasse chateada…
“Só se não me provocassem… Foi isso que te prometi…”
“Enfim… Não vale a pena… Eu de qualquer maneira só vim cá ver o que se passava… Mas por favor Kunzite… Não te exaltes mais… Eu não quero mais confusões entre ti e o Seiya… Boa noite rapazes…” Disse ela, preparando-se para voltar as costas.
“Podemos falar?” Disse-lhe, querendo pedir-lhe desculpa.
“Kunzite, eu estou cansada, com sono, umas dores de cabeça infernais… Só quero voltar para a cama…”
“Mas tu não estavas –”
“Não… Eu estava a dormir, mas vocês acordaram-me com a vossa gritaria…”
“Tudo bem… Eu deixo-te ir…”
“Boa noite tolinho…”Disse ela, dando-me um beijo na testa, e depois voltou para dentro.
Em vez de voltar ao quarto, decidi voltar atrás. Eu reparara em algo que me intrigara: o Alex não estava no jardim. Desde que ele chegara, que andava com umas atitudes muito estranhas. E também achei estranho, porque, sabendo que ele amava o Seiya, pensei que ele andasse sempre grudado a ele. Mas isso não estava a acontecer. Era estranho. De repente, ouvi a voz dele ecoar numa das salas do palácio. Entrei sorrateiramente, e escondi-me atrás de uma das colunatas, a ouvir.
“Sim, Azumi… O nosso plano está a resultar às mil maravilhas… Mas o feitiço na Sayako não está a funcionar como esperado… Há algo aqui que afecta o desempenho dos teus feitiços…”
“Eu sei Alex, mas continua a pressionar… Iremos fazer de tudo para que isto resulte, sem o nosso peão ou com ele. Isto vai resultar, nem que tenhamos de matar alguém para o conseguir. Vais ver que a Haruka irá cair aos teus pés… Assim que este casamento estiver arruinado, graças ao ‘Seiya’, tu avanças e conquista-la!” Peão?! Matar alguém para conseguir?! Eu cair aos seus pés?! Casamento arruinado?!
“Mas ela ama aquele rapaz, com a cabeça e com o coração…”
“Deixa isso comigo…Eu arranjarei uma solução…”
Mas o que raio se passa aqui?! Não quis ouvir mais. Saí tão sorrateiramente como entrei, e voltei para o quarto. Queria acreditar que tudo aquilo tinha sido um sonho, melhor, um pesadelo! Não… Simplesmente aquilo não acontecera, nem aqui nem noutra dimensão. Não queria mesmo acreditar que aquilo fazia tudo de um plano pré-concebido…Não queria mesmo acreditar…
Deitei-me novamente, tentando voltar a adormecer, mas não consegui. Depois, lembrei-me que ainda tinha o vestido no corpo. Despi-o e vesti o pijama. De seguida, sentei-me à secretária. Retirei um papel e uma caneta da gaveta, e comecei a escrever para Kunzite:
“ Querido Kunzite,
Eu sei que esta carta vai soar estranha, por causa do teor da mesma, e que devia falar sobre isto cara a cara contigo, mas achei melhor falar contigo por papel. Assim ninguém saberá desta conversa…
Sabes bem que têm havido pessoas que se tem querido meter na nossa relação, e a tentar pôr-lhe um fim. E também sabes bem que isso nos está a afectar, e muito.
Agora percebi quem se quer meter na nossa relação, sem ser o Seiya (e acredita, ele é o que tem menos culpa desta situação. Ele está a ser um peão do verdadeiro culpado). Contudo, eu não te vou dizer quem é que está por detrás deste plano pré-concebido para nos afastar, pois não te quero colocar em risco. Não sei o que estas pessoas que nos querem tanto mal te fariam, se soubessem que tu sabias, nem eu sei o que me fariam se soubessem que eu sei de tudo dos seus planos.
Eu peço-te por favor, que não comentes esta carta com ninguém, nem que me faças perguntas sobre isto.
Eu peço-te também que no casamento, propicies a situação para que um de nós fuja do altar. Este casamento não pode acontecer, de maneira nenhuma (mas acredita no que te digo, eu não estou a desistir de ti. Eu amo-te loucamente e estar a pedir-te isto, está a ser para mim um verdadeiro tormento). Contudo, não consigo pensar em casar contigo, sabendo que alguém nos poderá fazer mal se isso acontecer. Eu temo por ti, por mim, pelo bebé, por nós!
Mais uma coisa, quando leres este bilhete, por favor, não o mostres a ninguém e esconde-o num lugar onde ninguém o encontre…
Eu sei que nos vai fazer sofrer, mas vamos ter de o fazer…
Acredita que te amo imenso, Kunzite, e nunca vou deixar de te amar, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, venha quem vier.
Amo-te muito…
P.S.: A esperança é a última a morrer… O facto de assinar esta carta com o meu futuro nome de casada (apesar de tudo, vamos casar, acredita que vamos. Eu amo-te demais para não ficar contigo desse jeito), diz-te exactamente isso. Nunca te esqueças de tal. Sempre te amarei…”
Cada palavra que escrevera fazia-me chorar. Só de pensar que ia acabar com tudo o que sonhara para nós, e que iria acabar com aquele casamento, fazia o meu coração tolher-se de sofrimento.
“Haruka… Ainda acordada?” Ouvi uma voz.
Escondi a carta na gaveta, não podia permitir que alguém lesse aquilo.
“Que estás a fazer aqui Alex?” Disse “E como sabias que o meu quarto era este?”
“Disseram-me… Bem… Sabes, eu tenho muita pena que o Seiya se esteja a querer meter na tua relação com o Kunzite, mesmo nas vésperas do casamento… Tu e o Kunzite até que fazem um belo par…”Disse ele, com uma voz hipnotizante, que ignorei, e ainda lhe respondi com azedume.
“Obrigada pela preocupação, mas não preciso da tua pena para nada! E tão pouco me interessa que tu dizes! Agora, se já acabaste, desaparece do meu quarto! Eu tenho de dormir porque tenho um casamento amanhã logo pela manhã! Desaparece já disse!”
“Tudo bem, Haruka… Até amanhã…” Disse ele, novamente com uma voz hipnotizante, que voltei a ignorar. Para mim, só Kunzite é que importava. Mais ninguém!
Depois, retirei a carta da gaveta, e enfiei-a num envelope, que pus debaixo da minha almofada. Depois deitei-me na cama, e adormeci, com as lágrimas suprimidas no canto do olho.
[1] Salientemos, em mil novecentos e picos não existia Playstation 2, por isso é que nem salientei a 3… (e não havia Singstar para a Playstation 1…
‘).
peço mais uma vez desculpa pelo double post (tinha de completar o cap

formataçao corrigidíssima
“Usagi…” Disse eu, respirando a custo.
“Oh… Desculpa Haruka…” Disse ela, rindo-se, e depois abraçou Kunzite, mas mais gentilmente. “Então, é hoje que se acaba a solteirice?” Comentou ela.
“Infelizmente… Mas vai valer a pena…”Disse eu, sorrindo.
“Pois é… Vai valer muito a pena…” Disse Kunzite, sorrindo e pondo um braço à volta do meu ombro, fazendo-me corar. Eu dei-lhe um murro brincalhão nas costelas, que o fez fazer um trejeito de dor.
“Bem… Eu tenho uma novidade para te dar Haruka… Eu vou casar também… O Mamo-chan pediu-me em casamento.” Disse ela, radiante.
“Parabéns, Usagi! Isso é fantástico!” Disse eu, sorrindo. Eu adorava ver Usagi feliz.
“Obrigada… Admitamos, já não era sem tempo ele pedir-me em casamento…”
“Pois é… Enfim… Faltam três horas para a minha ‘pré-tortura’ não é?”Perguntei eu, sorrindo diabolicamente.
“Sim… Mais coisa menos coisa… Vais ver que nos vamos divertir imenso…”
“Acredito que sim… Acredito que sim…” Disse, ironicamente.
“Haruka não sejas mazinha…”Disse Usagi, com olhar maldoso.
“Eu não estou a ser má… Sou apenas realista…”Disse, rindo-me de Usagi.
“AHG! És mesmo mazinha…”
“Bem Usagi… Eu queria poder ir comer…Sabes, eu estou esfomeada (de repente faz-me lembrar tu…). Se não te importasses…” Disse, querendo acabar com a conversa. De qualquer maneira, a minha verdadeira intenção era de poder estar estes últimos momentos com Kunzite, pois só o poderia voltar a ver amanhã, no altar.
“Claro! Vamos jantar!” Disse Usagi, esfregando as mãos.
“Sim… Vamos…” Disse Kunzite, sorrindo. Ele percebeu o que eu queria dizer com aquilo. “Mas vai andando… Que a gente já lá vai ter…”
“Tudo bem… Até já!” E ela deixou-nos. Depois, Kunzite beijou-me durante um longo curto minuto. Depois, eu e Kunzite fomos para a sala de jantar. Quando lá chegámos, Yaten chegara também com Kakyuu, um rapaz de cabelo castanho e olhos verdes e outro que reconheci como sendo Alex, o ex-namorado da Fighter. Falando nela, nem Seiya nem Taiki estavam na sala.
“Então Yaten, vais nos apresentar esse belo rapaz que trazes aí a teu lado?” Perguntei, gracejando.
“Ah que gracinha Haruka… Bem, de qualquer modo, este é o Francis. Francis, esta é a Haruka Tenoh, a minha afilhada.”
“Muito prazer em conhecer-te, Haruka.” Disse Francis.
“Muito prazer em conhecer-te também. O Yaten falou-me muito de ti.” Disse, gentilmente.
“Eu sou o Kunzite, o noivo da Haruka.” Ele cumprimentou Francis.
“Muito prazer.”
“Sê bem-vinda Kakyuu, espero que tenhas feito uma boa viagem…”Disse, cumprimentando a Princesa de Kinmoku.
“Obrigada, Haruka… Sim, fiz uma boa viagem… Também, na companhia destes dois, é impossível a viagem correr mal…” Disse ela, sorrindo para mim.
Depois, virei-me para Yaten, querendo saber de Seiya e de Taiki. “Onde estão Seiya e Taiki?” Sussurrei ao ouvido de Yaten.
“Eles já descem… O Seiya está a recompor-se… Como já reparaste o Alex está cá e ninguém disse ao Seiya que ele vinha, e ele ficou possesso quando o viu. O Taiki está a dar-lhe apoio…” Disse Yaten, segredando também ao meu ouvido.
“E a Azumi, também veio?”
“Não… Só vieram dois guardiões… Não eram precisos mais…”
“Ainda bem…Embora a ideia de Alex cá estar não me traga conforto nenhum…”
“Princesa Haruka…” Ouvi uma voz que evocava o meu nome.
“Alex!” Exclamou Yaten.
“Alex… Sê bem-vindo a Neptuno… Apesar de este não ser o meu planeta natal…”Reparei que ele estava corado, embora eu não percebesse o porquê… (não me digas que este também se apaixonou por mim… Pensava que tinha um repelente de rapazes, mas ultimamente eles têm-me aparecido que nem moscas…).
“Obrigada… Princesa…” Ele fez uma vénia. Este quer festa… Só pode… Pensei para mim. Kunzite a meu lado estava tenso. Eu podia senti-lo.
“Bem…Onde é que anda a minha madrinha?” Perguntei, como que ignorando Alex.
“Aqui!” Disse ela, aparecendo por trás de mim.
“Michiru!” Disse, surpreendida. “Andava mesmo à tua procura!”
“Eu sei… Eu ouvi!” Disse ela, sorrindo. “Kakyuu… Obrigada por aceitares o meu convite…” Disse ela a Kakyuu. Depois, virando-se para os outros dois: “Sejam bem-vindos a Neptuno, como já perceberam, eu sou a Princesa Michiru, de Neptuno, muito prazer…” Ela estava toda sorrisos, mas ao observar Alex com atenção, e a maneira como este olhava avidamente para mim, o seu sorriso apagou-se completamente.
“Mas será que ninguém o pode mandar embora! Eu não o quero cá!!!” Ouvimos a voz perturbada de Seiya, que descia as escadas na companhia de um atrapalhado Taiki.
“Princesa!”Disse Taiki, envergonhado, por ter de permitir que a sua princesa tivesse que ouvir os lamentos de Seiya.
“Fighter, Maker!” Disse ela, abraçando os dois “Tive tantas saudades vossas!”
“Ai! Ai! Ai!” Guinchou Seiya.
“Desculpa, mas vocês fazem tanta falta lá em Kinmoku… Já não vos via há muito tempo…”
“É bom vê-la também Princesa!” Disse Seiya.
“Bem, sei que isto é um momento de grandes emoções, mas será que podemos jantar?” Perguntei eu. Estava completamente esfomeada.
“Podemos pois… Usagi nº 2” Disse Michiru, gozando comigo.
Fiz de tudo para me sentar perto de Kunzite, e longe de quaisquer olhares indiscretos.
“Não vais fazer nenhum disparate durante a festa, pois não Kunzite?” Segredei ao seu ouvido.
“Só se me provocarem…Sabes disso…”
“Contas-lhes a novidade? Eu conto às raparigas…”
“Sim eu conto… Não te preocupes…”
“Haruka… Tu estás mais rechonchuda não estás?” Perguntou Taiki, sorrindo diabolicamente. Estou?! A sério?! Não me digas que já se nota… Pensei, alarmada.
“Eu? Não… Isso é só impressão tua… Porque dizes isso?” Disse, inocentemente.
“Acredita que pareces mais cheiinha… Aí há gato…” Disse ele, rindo-se.
“Vai sonhando Taiki, não é nada disso que andas a pensar…” Disse, rindo-me também… Não valia a pena, ele já desconfiava.
“Não sei não… Olha que parece mesmo…” Disse ele, rindo-se novamente. Parecíamos duas crianças a discutir. Isso deu-me vontade de rir a bandeiras despregadas.
“Ai, ai meninos, que é que vocês os dois andaram a fazer?” Perguntou a minha mãe, que percebera inteiramente o motivo da conversa, e que começara a olhar atentamente para mim, tentando ver o que Taiki via.
“Nada!”Dissemos eu e Kunzite em coro, corando, e depois rimo-nos os dois.
“Mãe?!”Disse eu, querendo parecer escandalizada, por a minha mãe estar a por a hipótese de eu sequer estar grávida. Esperem aí, eu estou mesmo grávida!
“Desculpa filha…”Disse a minha mãe, envergonhada.
“Se calhar conto já não achas Kunzite? Já todos a esta hora estão a desconfiar, e acho que assim é melhor, estão aqui todos, e para além de mais, se nós contássemos durante a festa nem todos saberiam….”
“Sim… Acho que é o melhor…” Disse ele, sorrindo para mim.
“Contar o quê?”Perguntou Taiki.
“Vê lá se adivinhas…Já lá andaste perto…” Disse eu, sorrindo para Taiki.
Ele ficou a pensar por um pouco, e depois disse, num murmúrio muito audível: “Ah… Afinal sempre era isso… Sempre tinha razão…”
“O quê?! Alguém nos explica?!” Exclamaram todos.
“Bem… Eu estou grávida… Vou ter um bebé…” Disse, sorrindo graciosamente.
Todos ficaram a olhar para mim, estupefactos. Não sabiam o que haviam de dizer.
“Parabéns filha… Um neto…Vou ter um neto…” Disse o meu pai, incrédulo e comovido.
“Pai, não vamos chorar pois não?”Disse eu. Eu não queria chorar.
“Não, não vamos… Mas pelos vistos a tua mãe já está a chorar…”
“Então fora por isso que tu no outro dia te sentiste mal… Não foi Haruka…” O quê?! Também tinhas reparado nisso?! WOW! Só eu para marcar uma presença…
“Sim, Yaten… Foi por isso…” Disse, sorrindo.
“Bem… Só tenho uma palavra… Parabéns!”
Todos transmitiram o mesmo desejo, e eu sorri. Mas a minha mãe continuava num pranto. Acabei por me levantar e fui abraçá-la.
“Então mãe… não estás feliz?”
“Não é nada disso filha… É só que cresceste tão depressa… Há tão pouco tempo eras uma menina, e agora vais casar… E vais ter um filho… Estou tão feliz por ti, minha bebé…”Disse ela, sorrindo entre lágrimas. Eu sorri, embaraçada com a alcunha que ela usara para me denominar.
“Eu também estou muito feliz, mãe…” Disse, sorrindo abertamente, enquanto duas lágrimas caíram de comoção.
“Bem… Nós já acabámos de jantar, vamos sair para vos deixar divertirem-se à vontade, mesmo assim, portem-se com juízo!” Disseram os nossos pais, deixando a sala de jantar.
“Bem… Minhas queridas e meus queridos, alguém ainda quer fazer festa de despedida de solteiros hoje?” Perguntou Michiru, sorrindo diabolicamente.
“Já?! Mas eu queria estar um pouco mais com a Haruka…” Disse Kunzite, quase choramingando.
“Realmente Michiru, parece que te queres ver já livre de mim…” Disse Jedite, rindo-se.
“Tem mesmo de ser?” Disse Neflite.
“Para nosso infortúnio tem de ser… Vá rapazes não é o fim do mundo…Amanhã já estamos todos juntos outra vez…”Disse sorrindo abertamente. “Vá… Pisguem-se! A sala de jantar é nossa!”
“Tudo bem… Nós ficamos com o jardim!” Disseram o Seiya e o Yaten em conjunto. Seiya já parecia normal, sem grandes mazelas da loucura de hoje. Mas mesmo assim, o olhar dele parecia alucinado.
“Bem… Eu e a Michiru já voltamos…” Disse eu, puxando Michiru pelo braço. Ela riu-se, e eu também, e fomos até ao quarto.
“Estás feliz?” Perguntou ela.
“Sim… Muito… Até mais do que nunca…” Afirmei
“Finalmente assumiste a gravidez… Pensei que fosses esconder até dar demasiado nas vistas…”
“Pois foi… Afinal de contas, já havia quem desconfiasse… Não me servia de muito esconder durante mais tempo…”
“Pois… Ficar com uma barriga do dobro do tamanho em três meses… Isso é muito estranho para uma pessoa que sempre foi magrinha…” Disse ela rindo, mas depois, assumindo um tom sério. “Sempre vais falar com o teu promotor?”
“Vou… Tenho de lhe contar… A minha carreira vai acabar, mas que mas posso fazer?” Disse, baixando o olhar.
“Podes sempre voltar aos concertos de piano Haruka… Sempre tiveste muito jeito…”
“Não sei… Tenho de pensar nisso… Mesmo assim… Eu já não toco há muito tempo… E não estou habituada a tocar com outras pessoas também há muito…”
“Podes sempre acompanhar-me, como nos velhos tempos…” Disse ela, com ar sonhador.
“Talvez…” Disse, enquanto apertava o fecho do vestido. Até que não me fica muito mal… Pensei.
“Bem… Agora que já estamos prontas, vamos?”
“Vamos…” Disse, sorrindo “Quanto ao assunto do piano… Se quiseres, talvez depois da lua de mel… depois combinamos…”
“Claro…Quando quiseres… É só pedires…”
Quando chegámos lá abaixo, fiquei impressionada. A sala que antes tinha dado lugar a um jantar, estava agora transformada numa sala de festas.
“Bem… Eficiência feminina…”Comentei, baixinho.
“Sabes como é…” Disse Michiru, rindo.
“Já estão de volta!!!! Então que vamos fazer?” Disse Minako, super agitada.
“Não sei… Que tal começarmos com Karaoke?”
“Oh não… Não sei não…”Disse, petrificada. Cantar?!
’“Uhm… Não sei se é boa ideia… As musicas estão todas em inglês…” Disse Usagi, com uma cara cómica, enquanto ela mexia na caixa do Singstar. Espera lá! Quem é que teve a triste ideia de trazer a Playstation 2[1] para Neptuno?
“Sendo assim… Já vale a pena…” Disse Michiru, sorrindo maldosamente.
“Eu gosto da ideia…” Disse, sorrindo também.
“Então se gostas assim tanto, vais começar tu!” Disse a Makoto.
“Tudo bem… eu começo…” Disse, com cara de enterro. Todas riram-se, e eu acabei por rir um pouco também. “O que vais escolher para eu cantar?”
“Não sei… Escolhe tu…”
“Uhm… Não… Esta também não… Não… Ah! Esta é perfeita!” Disse, apontando para ‘Two Steps Behind’ dos Def Lepperd.
“Tens a certeza que –”Disse a Rei, mas eu interrompi-a.
“Tenho… Vá… Ponham aí.” Disse, pegando no microfone.
Então, a Rei pôs a música a tocar.
Two Steps Behind
By: Def Lepperd
Written by: Joe Elliot
(Sang by: Haruka Tenoh)
By: Def Lepperd
Written by: Joe Elliot
(Sang by: Haruka Tenoh)
Walk away, if you want to
It’s ok, if you need to
You can run, but you can never hide
From the shadow, that’s creeping up inside of you
There’s a magic running through your soul
But you can’t have it all
Chorus:
Whatever you do, I’ll be two steps behind you
Wherever you go, and I’ll be there to remind you
That it only takes a minute of your precious time
To turn around, I’ll be two steps behind
Take a time, to think about me
Just walk the line, you know you just can’t find it
Take a look around, you’ll see what you can find
Like the fire, that’s burning inside of me
There’s a magic running through your soul
But you can’t have it all
Chorus:
Whatever you do, I’ll be two steps behind you
Wherever you go, and I’ll be there to remind you
That it only takes a minute of your precious time
To turn around, I’ll be two steps behind
Yeah, yeah…
Oh, owoh…
BRIDGE (GUITAR SOLO)
Oh, owoh
There’s a magic running through your soul
But you, you can’t have it all
Chorus:
Whatever you do, I’ll be two steps behind you
Wherever you go, and I’ll be there to remind you
That it only takes a minute of your precious time
To turn around, I’ll be two steps behind
Yeah baby,
Two steps behind
Oh sugar,
Two steps behind
Cheguei ao fim da canção cansada e ofegante. Nunca pensei ser capaz de cantar esta canção… Mas fui.
“WOW Haruka! Não sabia que sabias cantar tão bem! 15000 pontos! Ninguém que eu conheça sem ser o Yaten ou o Seiya conseguem obter esta pontuação ou tão próximo dela, especialmente nesta música!”Disse a Minako, surpreendida.
“Obrigada…” Disse, sorrindo.
“Agora é a vez da Usagi!”Disse a Rei, sorrindo diabolicamente.
“Eu?!”
“Sim, tu! Está aqui mais alguma Usagi?” Disse a Michiru, rindo-se.
“ Não…”Respondeu Usagi, cabisbaixa. “Mas eu não sei nada de inglês!”
“É Karaoke Usagi! Podes ler as letras...” Disse, rindo-me até não poder mais.
“Nã! Nã!! Eu passo a minha vez… Minako…”
“O que?”
“É a tua vez..”
“Ah, ah! Não… Acho que passo a minha vez à Rei…”
“Está bem! Eu vou cantar esta aqui, Haruka…” Disse ela, apontando-me a música que iria cantar, visto que eu é que tinha o comando na mão.
“Isso não é demasiado triste para um dia como este?” Perguntei, ao ver o título da música.
“Claro que não! Serve perfeitamente para o propósito. É para cantar não é?” Disse Rei, segura dela mesma.
“Sim…Sem dúvida… tu é que sabes…” Disse, desistindo. Acabei por lhe passar o microfone, e deixei-a ao ritmo da música.
My Guitar Lies Bleeding In My Arms
By: Bon Jovi
Written by: Jon Bon jovi and Richie Sambora
(Sang by: Rei Hino)
By: Bon Jovi
Written by: Jon Bon jovi and Richie Sambora
(Sang by: Rei Hino)
(Guitar playing at the beginning)
Misery likes company, I like the way that sounds
I’ve been trying to find the meaning, so I can write it down
Staring out the window, it’s such a long way down
I’ll like to jump, but I’m afraid to hit the ground
Chorus:
I can’t write a love song, the way I feel today
I can’t sing no song of hope, I’ve got nothing to say
Life is feeling kind of strange, since you went away
I sing this song to you wherever you are
As my guitar lies bleeding in my arms
I’m tired of watching T.V., it makes me want to scream
Outside the world is burning, man that’s so hard to believe
Each day you know you’re dying, from the cradle to the grave
I get so numb sometimes, that I can’t feel pain
Chorus:
I can’t write a love song, the way I feel today
I can’t sing no song of hope, I’ve got nothing to say
Life is feeling kind of strange, it’s strange enough these days
I send this song to you whoever you are
As my guitar lies bleeding in my arms
BRIDGE (GUITAR SOLO)
Staring at the paper, I don’t know what to write
I’ll have my last cigarette, well – turn out the lights
Maybe tomorrow, I’ll feel a different way
But here in my delusion, I don’t know what to say
I can’t write a love song, the way I feel today
And I can’t sing no song of hope, I’ve got nothing to say
I can’t fight the feelings that are running in my veins
I send this song to you wherever you are
As my guitar lies bleeding –
I can’t write a love song, the way I feel today
And I can’t sing no song of hope, there’s no one left to save
And I can’t fight the feelings, buried in my brains
I send this song to you wherever you are
As my guitar lies bleeding in my arms
As my guitar lies bleeding in my arms(2x)
“Realmente a Haruka tinha razão… A música era triste…”
“7000 pontos… Ainda estás longe…”Disse eu, rindo.
“Bem… Agora é a minha vez…”Disse a Makoto “Haruka, eu quero essa…” Disse ela, apontando para ‘Courage’ dos Manowar.
“Tens a certeza absoluta que queres cantar isso?” Disse eu, preocupada.
“Claro que tenho…”
“Tudo bem…”Disse, encolhendo os ombros.
“Mas olha…Tu é que sabes… Mas olha que eu toquei uma vez com esta banda, e olha que o vocalista tem uma voz poderosa… E vais ter de te esforçar muito para conseguires uma boa pontuação…” Disse Michiru.
“Não faz mal… Haruka… Podes meter a música?”
Eu meti a música, a medo do que viria aí.
Courage
By: Manowar
Written by: Joey Demaio
(Sang by: Makoto Kino)
(PIANO SOUND, ORCHESTRA PLAYING)
Some want to think hope is lost, see me stand alone
I can't do what others may want, then I'll have no home
Chorus:
So for now wave good-bye and leave your hands held high
Hear this song of courage, long into the night
So for now wave good-bye and leave your hands held high
Hear this song of courage, long into the night
And the wind will bear my cry to all who hope to fly
Hear this song of courage, ride into the night
Battles are fought by those with the courage to believe
They are won by those who find the heart
Find a heart to share
This heart that fills the soul will point the way to victory
If there's a fight then I'll be there, I'll be there
Chorus:
So for now wave good-bye, leave your hands held high
Hear this song of courage, long into the night
And the wind will bear my cry to all who hope to fly
Lift your wings up high my friend, fearless to the end
So for now wave good-bye, leave your hands held high
Hear this song of courage, ride into the night
“3000 pontinhos… Nós avisamos Makoto…” Disse eu, abanando a cabeça.
“Michiru, tenta tu agora…” Disse a Ami.
“Mas tu não vais tentar Ami?” Disse ela, aterrorizada com a ideia de ser ela a seguir.
“Não… Fica para depois…”
“Tudo bem… Michiru, parece que não te safas…” Disse, rindo-me.
“Está bem… Mete a música ‘Lie to Me’” Disse ela, acabando por sorrir para mim.
“Ok.. Boa sorte com essa empreitada.”Disse, retribuindo o sorriso.
Lie to Me
By: Bon Jovi
Written by: Jon Bon Jovi and Richie Sambora
(Sang by: Michiru Kaioh)
By: Bon Jovi
Written by: Jon Bon Jovi and Richie Sambora
(Sang by: Michiru Kaioh)
Rumors said that your dad is coming down, he’s gonna pay the rent
Tell me baby is this as good as this life is gonna get
Feels like there’s a stranger, who’s standing in this shoes
But I know I can’t lose me, ‘cause than I’d be losing you
I know I promised babe that I would be the one who make our
Dreams come true
I ain’t proud of all the struggles and the hard times we’ve been trough
When this cold world comes between us, please tell me you’d be brave
‘Cause I can realize the danger when forgiveness fades away
Chorus:
If you don’t love me, lie to me
‘Cause baby you’re the one thing I believe
Let it all fall around us, if that’s what’s meant to be
Right now if you don’t love me baby, lie to me.
Pour another cup of coffee baby, I’ve got something to say to you
But I ain’t got the winning ticket, not the one who’s gonna pull us through
No one said that it would be easy, let your old man take you home
But know if you walk out on me, then darling I’d be gone
Chorus:
If you don’t love me, lie to me
‘Cause baby you’re the one thing I believe
Let it all fall around us, if that’s what’s meant to be
Right now if you don’t love me babe, lie to me.
‘Cause baby I can take it
It’s a bitch but life is a roller coaster ride
The ups and downs will make you scream sometimes
It’s hard believing that the thrill is gone
But we have to go around again, so let’s hold on
Chorus:
If you don’t love me, lie to me
‘Cause baby you’re the one thing I believe
Let it all fall around us, if that’s what’s meant to be
Right now if you don’t love me baby, lie to me.
‘Cause baby I can take it
“Bem… 14990 pontos! Não a ultrapassaste por dez pontinhos… Bem, Kakyuu, queres tentar?”Disse a Usagi.
“Não obrigada, prefiro deixar para vocês…”
“Setsuna, só faltas tu…”
“Não obrigada…”
“Bem… resta-nos desempatar… Haruka…”
“Queres mesmo desempatar?” Disse eu, em tom de desafio.
“Sim… Claro! Vamos cantar esta aqui…” Disse ela, apontando para uma música que fazia parte da banda sonora de um filme dos anos 70 que eu adoro.
“Tudo bem… Tu cantas a parte da Sandy, que eu fico-me pelo Danny… Tens noção que vais perder não tens?” Disse, brincalhona.
“Eu sei disso…” Disse ela, sorrindo à minha provocação.
You’re the one that I want
Grease BSO
Original version sang by: John Travolta and Olivia Newton-John.
(Sang by: Michiru Kaioh and Haruka Tenoh)
Grease BSO
Original version sang by: John Travolta and Olivia Newton-John.
(Sang by: Michiru Kaioh and Haruka Tenoh)
I got chills, they’re multiplying
And I’m losing control
‘Cause the power you’re supplying
It’s electrifying!
You’d better shape up
‘Cause I need a man
And my heart is set on you
You’d better shape up
You’d better understand
To my heart it must be true
Step in love –
Step in love for me and you
Chorus:
You’re the one that I want
The one that I want
The one I need
Oh yes, indeed
If you feel with affection
And you’re too shy, to say
Meditate, my direction
Just feel your way
I’d better shape up
‘Cause you need a man
I need a man
Who can keeps me satisfied
I’d better shape up
‘Cause I’m gonna prove
You’d better prove
That my faith is justified
Are you sure?
Yes I’m sure down deep inside
Chorus:
You’re the one that I want
The one that I want
The one I need
Oh yes, indeed
(repetir 3x)
Vermelho – Danny – Haruka
Verde – Sandy – Michiru
Castanho – Both – Michiru e Haruka
“Bem…Vocês as duas a cantar fazem um duo espectacular… Mas não vale a pena… Se continuássemos a noite toda… Vocês iriam sempre continuar empatadas…” Disse Minako “Afinal eu vou cantar…”
“Vais mesmo?”
“Vou! Só não sei o que vou cantar…”
“Canta esta aqui…” Disse eu, rindo-me.
“Mas isto não é em inglês! É português!”
“É pegar ou largar!”
“Tudo bem… Eu canto…” Disse ela, cabisbaixa.
Verão Azul
By: D’ZRT
(Sang by: Minako Aino)
By: D’ZRT
(Sang by: Minako Aino)
Acção deu o clique da claquette,
Presta atenção a este show de marionetes
Onde histórias são vividas, conduzidas
No teu ecrã dia-a-dia reflectidas.
Está na hora de novas aventuras
As aulas terminaram o verão é de loucuras
Aperte bem o cinto e entra na viagem
Neste mundo alucinado em que tudo é miragem
Neste verão eu estou afim
(sinto que algo vai acontecer)
Dê no que der eu vou curtir
(comigo ‘tá-se bem)
Soltar a energia em mim
(check, check movimenta)
Sempre que o calor apertar na praia eu vou estar
REFRÃO:
Dá-me esse teu calor
Eu quero um verão azul
Recebe o meu calor
Sente este verão (repetir 2x)
Shh continua a odisseia
É noite de verão e brinda com a lua cheia
O ambiente é sempre na descontra
Com tanta comida e bebida não há quem fique pela montra
Sobretudo se souberes com quem contar
Os bons momentos que podes partilhar
Juntos sorrimos, cantámos, dançámos
E até os momentos tristes partilhamos
Neste verão eu estou afim
(sinto que algo vai acontecer)
Dê no que der eu vou curtir
(comigo tá-se bem)
Soltar a energia em mim
(check, check it out)
Sempre que o calor apertar na praia eu vou estar
REFRÃO: (repetir 2x)
BRIDGE:
Yo meu irmão sente esta batida D’ZRT Yo não
Não digas que não gostas sem ouvires com atenção
Balança o teu corpo até ao chão devagarinho
Yo meu irmão sente esta batida D’ZRT Yo não
Não digas que não gostas sem ouvires com atenção
REFRÃO: (repetir 4x)
“E tu aí com um medo pegado dos portugueses, que são uns santos que não fazem mal a ninguém… 11000 pontos!” Disse eu, sorrindo diabolicamente (Cruz credo… Que mal fiz eu para ouvirmos isto…Bem… Fui eu que a escolhi…
).“Pois é…” Disse ela, fazendo uma cara parola, que nos fez rir.
“Sabem que mais, eu vou para a cama… Estou cansada…” Disse, finalmente demonstrando o que sentia cá dentro.
“Já? Ainda é cedo…” Disse Michiru.
“Eu já estou cansada, e para além de mais, não me estou a sentir muito bem… Acho que dormir é o remédio santo…”
“Tudo bem… Então até amanhã… E vê lá se acordas a horas!”
“Acordarei… Prometo…Boa noite a todas…” Disse e saí da sala de jantar.
Assim que cheguei ao quarto, não me importei se tinha ainda o vestido nem nada. Estatelei-me na cama e adormeci.
*MOMENTO KUNZITE*
A festa para mim estava a ser uma seca, e a presença de Seiya piorava a situação. A vontade que sentia de espetar uma tareia em Seiya era cada vez maior, à medida que os minutos passavam. E a expressão que de vez em quando ele me lançava, irritava-me ainda mais. Depois, o Taiki estava a tentar manter Seiya e Alex dentro de controlo, pois eles estavam a discutir azedamente. E a sua discussão era audível.
“Não devias ter vindo!” Disse Seiya, furibundo.
“Eu vim para te ver! Eu ainda te amo!”
“Eu não te amo! Aliás eu odeio-te, a ti e à tua irmã!”
“Não quero saber! Eu amo-te mesmo que tu não me ames!” Disse Alex, de olhar perdido. “É por causa daquela rapariga loira não é?”
“Não tens nada a ver com isso!”
“Eu sei que a amas!”
“E se amar! Não te interessa!”
“Mas nós amávamo-nos!”
“Mas eu não te amo! E se queres saber, eu vou lutar pela Haruka!”
“Ai vais?!”a mostarda subiu-me ao nariz com aquela última frase de Seiya. “Então podes lutar já!”
“Queres porrada?!”
“Quero pois! Luta se és homem, ou melhor, mulher!” Disse, irado.
“Por favor Kunzite, Seiya, vocês não podem lutar!” Disse Yaten tentando refrear os ânimos, mas sem sorte.
“Vá… Vocês já beberam demais e isto é só o efeito da bebida… Vamos acalmar os â –” Disse Jedite, mas eu ignorei, espetei um murro na cara do Seiya. Não queria saber das consequências. Queria era castigar Seiya, ele há muito que andava a pedi-las.
“Seu sacana!” Gritou Seiya. Ele tentou dar-me um murro de resposta, mas só conseguiu encontrar outra vez o meu punho cerrado. Depois, senti um conjunto de braços agarrar-me: Neflite e Jedite evitaram que eu investisse novamente contra Seiya, que era agarrado por Taiki e Mamoru.
“Eh! Larga-me!” Guinchou Seiya, furioso.
“Eh! Deixa-me ir-me a ele!” Gritei, furioso.
“Não! Vocês não se vão os dois pegar ao estalo!”Disse Zoicite.
Reparei que Alex abandonara o jardim, ele já não estava ali para assistir aquela fantochada.
“Deixem-me lutar!” Disse eu, querendo libertar-me dos braços dos meus irmãos.
“Não! Ninguém vai lutar!” Disse Mamoru, impondo a ordem.
“O que se passa aqui?” Ouvi uma voz que não reconheci de imediato, mas não liguei.
“Eh… Uma pequena confusão… Nada demais…” Disse Yaten, querendo disfarçar a situação. Aproveitei a distracção deles para me soltar e dar outro murro no Seiya, o qual ele respondeu com um murro, que me acertou em cheio.
“Tu estás mesmo a pedi-las!” Disse, furioso.
“KUNZITE!” Ouvi novamente a voz, que agora reconhecia plenamente.
“H…Haruka…” Disse eu, atrapalhado, e acima de tudo, embaraçado.
“Tu prometeste-me que não te ias meter em confusões Kunzite…” Disse ela, num tom aborrecido, mas com uma cara cómica, que quase me fez rir, mas evitei, para evitar que ela ficasse chateada…
“Só se não me provocassem… Foi isso que te prometi…”
“Enfim… Não vale a pena… Eu de qualquer maneira só vim cá ver o que se passava… Mas por favor Kunzite… Não te exaltes mais… Eu não quero mais confusões entre ti e o Seiya… Boa noite rapazes…” Disse ela, preparando-se para voltar as costas.
“Podemos falar?” Disse-lhe, querendo pedir-lhe desculpa.
“Kunzite, eu estou cansada, com sono, umas dores de cabeça infernais… Só quero voltar para a cama…”
“Mas tu não estavas –”
“Não… Eu estava a dormir, mas vocês acordaram-me com a vossa gritaria…”
“Tudo bem… Eu deixo-te ir…”
“Boa noite tolinho…”Disse ela, dando-me um beijo na testa, e depois voltou para dentro.
*FIM DO MOMENTO KUNZITE*
Em vez de voltar ao quarto, decidi voltar atrás. Eu reparara em algo que me intrigara: o Alex não estava no jardim. Desde que ele chegara, que andava com umas atitudes muito estranhas. E também achei estranho, porque, sabendo que ele amava o Seiya, pensei que ele andasse sempre grudado a ele. Mas isso não estava a acontecer. Era estranho. De repente, ouvi a voz dele ecoar numa das salas do palácio. Entrei sorrateiramente, e escondi-me atrás de uma das colunatas, a ouvir.
“Sim, Azumi… O nosso plano está a resultar às mil maravilhas… Mas o feitiço na Sayako não está a funcionar como esperado… Há algo aqui que afecta o desempenho dos teus feitiços…”
“Eu sei Alex, mas continua a pressionar… Iremos fazer de tudo para que isto resulte, sem o nosso peão ou com ele. Isto vai resultar, nem que tenhamos de matar alguém para o conseguir. Vais ver que a Haruka irá cair aos teus pés… Assim que este casamento estiver arruinado, graças ao ‘Seiya’, tu avanças e conquista-la!” Peão?! Matar alguém para conseguir?! Eu cair aos seus pés?! Casamento arruinado?!
“Mas ela ama aquele rapaz, com a cabeça e com o coração…”
“Deixa isso comigo…Eu arranjarei uma solução…”
Mas o que raio se passa aqui?! Não quis ouvir mais. Saí tão sorrateiramente como entrei, e voltei para o quarto. Queria acreditar que tudo aquilo tinha sido um sonho, melhor, um pesadelo! Não… Simplesmente aquilo não acontecera, nem aqui nem noutra dimensão. Não queria mesmo acreditar que aquilo fazia tudo de um plano pré-concebido…Não queria mesmo acreditar…
Deitei-me novamente, tentando voltar a adormecer, mas não consegui. Depois, lembrei-me que ainda tinha o vestido no corpo. Despi-o e vesti o pijama. De seguida, sentei-me à secretária. Retirei um papel e uma caneta da gaveta, e comecei a escrever para Kunzite:
“ Querido Kunzite,
Eu sei que esta carta vai soar estranha, por causa do teor da mesma, e que devia falar sobre isto cara a cara contigo, mas achei melhor falar contigo por papel. Assim ninguém saberá desta conversa…
Sabes bem que têm havido pessoas que se tem querido meter na nossa relação, e a tentar pôr-lhe um fim. E também sabes bem que isso nos está a afectar, e muito.
Agora percebi quem se quer meter na nossa relação, sem ser o Seiya (e acredita, ele é o que tem menos culpa desta situação. Ele está a ser um peão do verdadeiro culpado). Contudo, eu não te vou dizer quem é que está por detrás deste plano pré-concebido para nos afastar, pois não te quero colocar em risco. Não sei o que estas pessoas que nos querem tanto mal te fariam, se soubessem que tu sabias, nem eu sei o que me fariam se soubessem que eu sei de tudo dos seus planos.
Eu peço-te por favor, que não comentes esta carta com ninguém, nem que me faças perguntas sobre isto.
Eu peço-te também que no casamento, propicies a situação para que um de nós fuja do altar. Este casamento não pode acontecer, de maneira nenhuma (mas acredita no que te digo, eu não estou a desistir de ti. Eu amo-te loucamente e estar a pedir-te isto, está a ser para mim um verdadeiro tormento). Contudo, não consigo pensar em casar contigo, sabendo que alguém nos poderá fazer mal se isso acontecer. Eu temo por ti, por mim, pelo bebé, por nós!
Mais uma coisa, quando leres este bilhete, por favor, não o mostres a ninguém e esconde-o num lugar onde ninguém o encontre…
Eu sei que nos vai fazer sofrer, mas vamos ter de o fazer…
Acredita que te amo imenso, Kunzite, e nunca vou deixar de te amar, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, venha quem vier.
Amo-te muito…
Haruka Tenoh Okinawa
P.S.: A esperança é a última a morrer… O facto de assinar esta carta com o meu futuro nome de casada (apesar de tudo, vamos casar, acredita que vamos. Eu amo-te demais para não ficar contigo desse jeito), diz-te exactamente isso. Nunca te esqueças de tal. Sempre te amarei…”
Cada palavra que escrevera fazia-me chorar. Só de pensar que ia acabar com tudo o que sonhara para nós, e que iria acabar com aquele casamento, fazia o meu coração tolher-se de sofrimento.
“Haruka… Ainda acordada?” Ouvi uma voz.
Escondi a carta na gaveta, não podia permitir que alguém lesse aquilo.
“Que estás a fazer aqui Alex?” Disse “E como sabias que o meu quarto era este?”
“Disseram-me… Bem… Sabes, eu tenho muita pena que o Seiya se esteja a querer meter na tua relação com o Kunzite, mesmo nas vésperas do casamento… Tu e o Kunzite até que fazem um belo par…”Disse ele, com uma voz hipnotizante, que ignorei, e ainda lhe respondi com azedume.
“Obrigada pela preocupação, mas não preciso da tua pena para nada! E tão pouco me interessa que tu dizes! Agora, se já acabaste, desaparece do meu quarto! Eu tenho de dormir porque tenho um casamento amanhã logo pela manhã! Desaparece já disse!”
“Tudo bem, Haruka… Até amanhã…” Disse ele, novamente com uma voz hipnotizante, que voltei a ignorar. Para mim, só Kunzite é que importava. Mais ninguém!
Depois, retirei a carta da gaveta, e enfiei-a num envelope, que pus debaixo da minha almofada. Depois deitei-me na cama, e adormeci, com as lágrimas suprimidas no canto do olho.
[1] Salientemos, em mil novecentos e picos não existia Playstation 2, por isso é que nem salientei a 3… (e não havia Singstar para a Playstation 1…
‘). peço mais uma vez desculpa pelo double post (tinha de completar o cap

formataçao corrigidíssima


さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Estou sem palavras...
nem sei o q comentar (mas tambem tenh de ser rapida q daqi a pouco vou sair)
Bem,primeiro q tudo, tenho q te agradecer por tares a fazer cenas entre H/S. nao nego q me dá gozo le-las, apesar disto ser muito mau para o Kunzite e para a Haruka
aquele plano foi diabolico! Aquilo nao se faz! Destesto aqle Alex! Nao so traiu a fighter, como agora anda a usa.la para destruir o casamento e para que ela carrege as culpas!
AI E DEPOIS... "sabes, eu tenho muita pena que o Seiya se esteja a querer meter na tua relação com o Kunzite, mesmo nas vésperas do casamento… Tu e o Kunzite até que fazem um belo par…" ... QND LI ISSO, EU PASSEI-ME AINDA MAIS DE QND LI A CARTA!
nem acredito q o casamento vais ser um desastre! Coitada, mas é o melhor a fazer. Ela tem de por a vida da criança em primeiro.
Mas, falando agora de coisas boas!
a cena da revelaçao da gravidez!
5Estrelas!
Amei a parte da mae da Haruka ficar num pranto!
Coitada!
Apesar de chocante, todos reagiram super bem! Adorei msm saber q ela iria ser apoiada por todos!
Ta lindo lindo o cap, apesar de revoltante e triste.
Bjinho*
nem sei o q comentar (mas tambem tenh de ser rapida q daqi a pouco vou sair)
Bem,primeiro q tudo, tenho q te agradecer por tares a fazer cenas entre H/S. nao nego q me dá gozo le-las, apesar disto ser muito mau para o Kunzite e para a Haruka
aquele plano foi diabolico! Aquilo nao se faz! Destesto aqle Alex! Nao so traiu a fighter, como agora anda a usa.la para destruir o casamento e para que ela carrege as culpas!
AI E DEPOIS... "sabes, eu tenho muita pena que o Seiya se esteja a querer meter na tua relação com o Kunzite, mesmo nas vésperas do casamento… Tu e o Kunzite até que fazem um belo par…" ... QND LI ISSO, EU PASSEI-ME AINDA MAIS DE QND LI A CARTA!
nem acredito q o casamento vais ser um desastre! Coitada, mas é o melhor a fazer. Ela tem de por a vida da criança em primeiro.
Mas, falando agora de coisas boas!
a cena da revelaçao da gravidez!
5Estrelas!
Amei a parte da mae da Haruka ficar num pranto!
Coitada!
Apesar de chocante, todos reagiram super bem! Adorei msm saber q ela iria ser apoiada por todos!
Ta lindo lindo o cap, apesar de revoltante e triste.
Bjinho*
muito bom estes capitulos.
eu podia tar a citar as partes que mais gostei, mas para que?! eu gostei de tudo, tudo tudo...
podes crer marisa-chan odeio o Alex, que idiota, eu sou boazinha, mas da-me vontade de lhe bater tantu tantu, que ele ficava a ver starlightzinhas á roda na cabeça.
bjinhu
eu podia tar a citar as partes que mais gostei, mas para que?! eu gostei de tudo, tudo tudo...
podes crer marisa-chan odeio o Alex, que idiota, eu sou boazinha, mas da-me vontade de lhe bater tantu tantu, que ele ficava a ver starlightzinhas á roda na cabeça.
bjinhu
**podem tratar-me por Vânia ou Banny-chan**
fic: Sayonara sweet days
fic: Sayonara sweet days
oh que fofinhaaaaaaaaaaaaaas
obrigada,obrigada, obrigada por todos os comments hilariantes
eu tambem nao gosto do alex eu ODEIO-O tanto
eu depois ja passo aqui e comento melhor
tou na aula de geo e o me stor ja nos estaa querer expulsar da mediateca, por estarmos a fazer o que nao deviamos
Ate ja x3
obrigada,obrigada, obrigada por todos os comments hilariantes

eu tambem nao gosto do alex eu ODEIO-O tanto

eu depois ja passo aqui e comento melhor

tou na aula de geo e o me stor ja nos estaa querer expulsar da mediateca, por estarmos a fazer o que nao deviamos
Ate ja x3

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
olaaaaaaaaaaaaaaaaaa
vou piblicar mai um cap
bjinhos
Acordei horas depois de ter adormecido, com a voz estridente da minha mãe:
“Haruka! Acorda! Já são horas!”
“Eu sei mãe, eu sei… Já vou… Bolas…” Disse, sonolenta. Escondi a cabeça debaixo da almofada, para não levar com os raios de sol directamente na cara. Depois, levantei-me e olhei para o relógio: eram oito da manhã. Boa… Cinco horas para o fim desta fantochada… E para o fim da nossa felicidade por um longo período. Pensei para mim, destroçada. Mesmo de pijama, saí do quarto, em busca de Yaten, para lhe pedir que entregasse o bilhete a Kunzite, mas não o encontrei em lado algum. Isso fez-me sofrer ainda mais, teria de encarar Kunzite, e entregar-lhe o bilhete em mão.
Kunzite estava no jardim, ele também em pijama. Parecia ter já acordado há algum tempo, e o seu semblante era deprimente, não percebia o que acontecera para ele estar assim.
“Kunzite…” Disse, com uma voz que me soou firme, embora me sentisse a desfazer por dentro. Aquilo que me ia na cabeça estava a dar cabo de mim.
“Haruka…” Disse ele, com a voz embargada, de sofrimento.
“Kunzite? O que se passa contigo?” Disse, preocupada com ele. Sentia que ele estava estranho.
“Sinto que algo vai acontecer que vai mudar o nosso destino… Há algo no ar…”
“Kunzite…” Disse, sentindo a minha voz a falhar. A dor que estava a sentir estava a ficar cada vez mais intensa. “Olha… Lê este bilhete depois de me ir embora… E por favor não te chateies comigo… Acredita que depois explicar-te-ei o que se passa, mas agora não posso falar… Segue o que está no bilhete à risca por favor…” Disse, começando a sentir as lágrimas a escorregar pela minha face.
“Haruka, diz-me por favor o que se passa –”
“Kunzite por favor! Faz o que te peço!” Disse, com voz sofrida. “Bem… Eu tenho de ir… Até mais logo…” Disse, e saí do jardim. Não queria que o Kunzite reparasse nas minhas lágrimas. O mundo para mim acabou de desabar neste momento.
Voltei ao quarto, e só consegui fechar a porta lentamente, e deixei-me cair, também lentamente no chão, desesperada por não existir qualquer outra solução. Fiquei assim durante segundos, minutos… Não… Simplesmente aquilo não podia estar a acontecer.
“Haruka! Por favor abre a porta! Deixa-me falar contigo por favor!” Disse a voz de Kunzite do outro lado da porta, suficiente alto para eu ouvir, mas baixo o suficiente para mais ninguém ouvir. Eu, contra minha vontade, levantei-me lentamente, e abri a porta.
“Que… Que queres…” Disse, gaguejando. Limpei as lágrimas da minha face.
“Diz-me Haruka, por favor, pela nossa sanidade, o que realmente se está a passar!” Disse ele, com o olhar marejado de lágrimas. Aquilo estava a fazê-lo sofrer tanto a ele como a mim.
“Não… Não te posso dizer nada… Não quero que nada de mal te aconteça… Não… Não o suportaria…” Disse de olhar baixo… Não queria encarar Kunzite. Não queria que ele me visse naquele estado. Simplesmente não queria que este momento estivesse a acontecer…
“Haruka! Olha-me nos olhos! Olha para mim, bolas!” Disse ele, pondo um dedo debaixo do meu queixo, fazendo-me olhá-lo nos olhos “Olha para mim, nos meus olhos… E diz que já não me amas…” Disse ele, suficientemente alto para todos ouvirem, contudo ele piscou o olho.
“Kunzite… Sabes que eu não seria capaz de dizê-lo… Nem a brincar…” Sussurrei, sentindo as lágrimas a picar-me os olhos.
“Di-lo Haruka, e este casamento não tem de acontecer!”
“Sabes que ninguém vai acreditar…” Sussurrei, em tom de desafio.
“Então di-lo bem alto… Alto para eu ouvir, alto para tu ouvires, alto para todo este palácio ouvir… Basta dizeres ‘Eu não te amo Kunzite’, e isto acaba… Di-lo simplesmente…”
“Kunzite, eu não sou capaz…”
“Fá-lo…”
“Eu amo-te demais para te perder agora, Kunzite…” Sussurrei, já a chorar.
“Às vezes perdemos aqueles que mais amamos, e os que mais odiamos continuam na nossa vida…” Disse ele, aproximando-se de mim, e beijou-me. Aquele beijo era um beijo diferente: um beijo desesperado, de despedida que não deveria acontecer. Era o último beijo que nós trocaríamos nos próximos tempos… Eu afastei-o, desesperada. Não… Não queria que aquela separação acontecesse… Ele era a minha vida… Não… Não queria que ele saísse da minha vida agora… Não…
“Não Kunzite… Não sou capaz…”
“Haruka, di-lo…”
“Não posso… Simplesmente não consigo…”
“Haruka, por favor!” Ele suplicou com o olhar aceso.
“Tudo bem… Mas por favor não me odeies por isto…”
“Nunca te odiaria por algo que te pedi que fizesses…”
“Amo-te loucamente… Nunca te esqueças…”
“Não me esqueço… Acredita nisso… E peço-te que também nunca te esqueças que eu amo-te mais do que tudo na minha vida…”
“Nunca esquecerei…” Sussurrei abraçando-o pela última vez, antes de fazer a crueldade que iria fazer dentro de segundos. Acabei por levantar a voz, embora a minha vontade fosse de o dizer bem baixo, só para ele ouvir… Ninguém mais precisava de ouvir o fim de tudo… “Kunzite desaparece daqui! Eu não te amo! Nem sei porque escolhi ficar contigo…. Recuso-me a casar! Desaparece!” A minha voz acabou por se embargar… Cada palavra proferida fazia-me sentir ainda mais desesperada. Não conseguia suportar esta dor…
“Sendo assim… Desculpa Haruka por te ter feito perder tempo… Adeus…” Ele sorriu-me de través e depois olhou para mim, com as lágrimas a escorrer pela sua face. Depois, baixou a cabeça, e saiu assim do quarto.
Assim que ele saiu, fechei a porta, e depois dei um murro na mesma, e deixei-me ir abaixo. Isto só pode ser um grande, grande, grande pesadelo… Não… Isto não pode estar a acontecer… Eu… Eu quero o meu Kunzite de volta… Não! Eu não posso ter feito isto… Bolas Haruka, porque o fizeste?! Pensei, enquanto as palavras de Kunzite ecoavam uma e outra vez na minha mente. As palavras dele pareciam punhais afiados que me trespassavam o coração. A dor era demasiada. Cada vez que me lembrava da sua cara quando saiu do quarto, ainda mais dor me provocava.
De repente, o meu desespero foi interrompido por um clarão súbito:
“Tomaste a decisão acertada, querida Guardiã de Urano…”
“Sailor Chibi-Uranus?! Que estás aqui a fazer?”
“Eu não tenho muito tempo para te explicar, mas principalmente, vim para te entregar isto…” Disse ela, fazendo aparecer à minha frente uma caneta de transformação. “Esta é a tua nova caneta de transformação. Vais precisar do poder que ela te dará nos tempos que se avizinham…”
“Mas –”
“Guardiã! Não há tempo para explicações! Quando te quiseres transformar, dizes ‘Pelo Poder do Cristal de Urano!’ Lembra-te, vai haver muitas dificuldades mas tu vais ser capaz de os ultrapassar! Agora tenho de voltar a Urano… Não pode ficar mais tempo desprotegido o nosso planeta… Lembra-te disto também: usa o teu poder com sensatez…” E depois desapareceu como aparecera.
Depois de a Sailor Chibi-Uranus ter abandonado o meu quarto, ainda mais confusa me senti. Quer dizer, primeiro engravido, depois, há um psicótico qualquer que se apaixonou por mim, e que me fez acabar tudo com a pessoa que mais amo acima de tudo neste mundo, e agora, para melhorar a festa, aparece-me a Sailor Chibi-Uranus, dizendo-me que os próximos tempos não vão trazer coisa boa…Isto é sem dúvida um pesadelo… Que irá acontecer a seguir neste mar de desgraças?!
Acabei por me estatelar na cama, sem me preocupar em vestir-me. Não interessava, aquele casamento estava cancelado. Enfiei a cabeça debaixo da minha almofada e desliguei de tudo.
Knock-Knock!
Ouvi alguém bater à porta, mas decidi ignorar completamente. Queria poder continuar afogada no mar do desespero.
“Haruka! Abre a porta imediatamente!” Ouvi a voz do Yaten no exterior do quarto. Eu continuei a ignorar as constantes batidas na porta, não queria saber de ninguém, nem queria ver ninguém, só queria estar sozinha…
“Haruka, se não abrires essa porta, nós entramos de outra maneira!” Disse Michiru, determinada. Eu mantive a minha cabeça debaixo da minha almofada. Contudo, eles acabaram por entrar na mesma, eles tinham a chave sobresselente (Bem… vantagens de se estar no seu próprio palácio…
‘). “Vês, acabámos por entrar na mesma!”
“Haruka, o que raio se passou nessa cabeça para acabares tudo com o Kunzite à última da hora?!” Disse Yaten, tirando a almofada de cima da minha cabeça.
“Vocês não iriam compreender!” Disse, num grito desesperado. Falar naquilo ainda me magoava mais.
“Se não nos contares…” Disse Yaten, novamente.
“Aí é que está! Eu não vos posso contar!” Disse, agressivamente.
“Eu não acredito que tu não ames o Kunzite como disseste que não amavas!” Disse ela, no mesmo tom que o meu. “Há mais alguma coisa por detrás!”
“Acredita que tudo isto me está a custar tanto quanto está a custar ao Kunzite… “ Murmurei, de olhar baixo…
“Tu ainda o amas… Não é? Mas há algo que vos está a ameaçar… Eu sinto-o… Mas também sei o motivo…” Disse Yaten, num tom compreensivo. “E sei mais ou menos quem foi… E sei que o Seiya estava debaixo de um feitiço –”
“O QUÊ?!” Exclamámos eu e Michiru em uníssono.
“Bem… Eu estava a tentar acabar… Mas vocês interromperam-me… Tudo aquilo que o Seiya te disse… De te amar loucamente e isso tudo… Era tudo devido a ele estar sobre um feitiço… Mas agora ele já está no seu estado normal…”
“Como… Como soubeste?!” Perguntei num sussurro.
“Senti que algo estava errado nas atitudes do Seiya, e também porque ouvi uma conversa muito, mas muito estranha entre o Alex e a Azumi, lá em Kinmoku… Haruka… São eles que estão por detrás disto… Por favor, garante-me que terás cuidado… Eu temo por ti…”
“Porque… Porque achas que eu e o Kunzite não vamos casar…”Disse eu, sofrendo com as palavras que pronunciara.
“Haruka…” Disse Michiru, surpreendida.
“Bem… É exactamente isso… Por favor, esta conversa não pode sair daqui… Se são capazes de usar o Seiya como peão, não sei o que seriam capazes de fazer com as pessoas que mais amo… E não… Não suportaria isso… Simplesmente isso destruir-me-ia…”
“Oh Haruka… Lamento que tenhas que passar por isto…” Disse Michiru, abraçando-me. “Sei que não é a altura ideal para perguntar, mas achas que ainda consegues ir ao meu casamento?”
“Sim… Claro que sim… Eu sou a tua madrinha… Descansa, eu vou lá estar… Eu vou lá estar…” Disse, com um ar abatido.
“Obrigada…” Ela chorava no meu ombro. Eu não sabia como reagir… Simplesmente não sabia… Neste momento só queria o meu Kunzite… Nada mais…
“Não tens de quê… O Jedite e o Neflite devem estar para me comer viva, depois do estado em que deixei o Kunzite… Mas enfim… Não vale a pena chorar sobre leite derramado… Ah… Michiru…”
“Sim…” Disse ela, limpando as lágrimas.
“Eu não vou nem ao casamento da Setsuna, nem ao copo de água… Eu vou-me embora no fim do teu casamento… Não vou aguentar estar perto do Kunzite… Simplesmente não vou aguentar…” Disse
“Sim… Eu compreendo… Acredita que compreendo…”
“Bem… Eu não sei se te vejo outra vez hoje… Eu vou-me despedir de ti, porque eu não vou voltar à Terra… Nós vamos voltar a Kinmoku, pelo Seiya, por ti, pelo Kunzite, pela verdade… Nós vamos descobrir o que aqueles dois andam a tramar… Se descobrirmos qualquer coisa, depois dizemos-te…” Disse Yaten, à beira das lágrimas.
“Oh, Yaten… Tens sido o meu grande apoio nestes últimos meses… Vou ter tantas saudades vossas…” Disse, abraçando-o. “E não sei quando te voltarei a ver…”
“Acredita que me verás mais cedo do que pensas…. Mas enquanto isso, ficas na companhia do Francis, ele vai contigo para a Terra a meu pedido… Para te proteger…”
“Não é preciso, Yaten… Eu fico muito bem sozinha…”
“Haruka, por favor faz isso por nós…” Disse Michiru, preocupada comigo. “Nós não vamos poder estar na Terra durante estas semanas, e não sabemos o que te pode acontecer…”
“Oh Michiru, eu sei tomar conta de mim própria… Não preciso que ninguém –” Faça de babysitter para tomar conta de mim… Queria dizer mas Yaten interrompeu-me.
“Haruka! O Francis fica contigo, e não se fala mais nisso!” Ele estava determinado.
“Pronto… Desisto… Está bem… Ele fica comigo…”
“Ainda bem…” Disse ele, aliviado.
“Espero não me arrepender…” Disse, suspirando.
“Não te arrependes, acredita…”
“Obrigada… Por tudo o que estão a fazer por mim…” Disse, de lágrima no canto do olho, mas estava determinada a não chorar.
“Não tens de quê…”
“Bem… Temos de nos ir vestir, não é menina Michiru? Daqui a bocado temos de ir levar-te para o altar, não é?” Disse eu sorrindo, como se nada tivesse acontecido.
“É verdade… Temos de ir…”
“Eu vou deixar-vos à vontade… Adeus Haruka…”
“Adeus Yaten… Espero ver-te em breve…” Disse, abraçando-o novamente. Depois, ele saiu do quarto. “Bem, minha menina, vai vestir o teu vestido de noiva, pois não queremos que tu chegues atrasada…”
“Sim… Eu vou buscá-lo, e dou-te algum tempo para se tu quiseres, tomares um duche para descomprimir… Eu dou-te tempo… Depois, eu visto-o aqui…”
“Sim…Vai lá…” Eu deixei-a ir buscar o vestido dela. Eu aproveitei que ela me daria tempo para isso, e fui tomar um duche.
Fiquei lá por um pouco, a seguir o conselho da Michiru: descomprimir. Mas o meu coração sentia-se deprimido. Ele queria Kunzite, tal como a minha mente. Saí do duche, e depois sequei-me, de seguida vesti o fato, a pouco e pouco. Acabei por me sentar na cama, à espera que Michiru voltasse do quarto.
Ela voltou algum tempo depois, com o vestido na mão, e um sorriso ténue na face.
“Ajudas-me Haruka?”
“Claro…”
Ela vestiu o vestido, e, com a minha ajuda, ficou deslumbrante.
“És a noiva mais graciosa que eu já vi…” Disse, sorrindo travessamente.
“Conheço outra que consegue ficar ainda mais graciosa que eu…” Ela riu-se. Eu ri também, embora não me apetecesse propriamente rir-me.
“Bem, que horas são?” Acabei por dizer.
“Oh… Já estou atrasada meia hora… Para variar a noiva tem de se atrasar sempre…”
“Bem… Eu vou chamar o teu pai… Para ele te levar até ao Jedite…”
“Ok… Haruka?”
“Sim… Diz…” Disse, voltando-me para ela. Já tinha quase saído do quarto.
“Obrigada, por, apesar de não estares com mínima paciência ou cabeça para isto, estares aqui comigo…”
“Assuntos pessoais fora do dever…” Disse eu, sorrindo.
“Tolinha…” Disse ela, sorrindo de través.
“Vá, eu já venho…”
Desci as escadas de mãos nos bolsos das calças, e procurei o pai da Michiru, que estava ao fundo da escadaria.
“Sr. Kaioh, a Michiru já está pronta…”
“Claro, eu subo já… Haruka…”
“Sim…”
“Tu és como uma filha para mim, e eu sinto muito por as coisas entre ti e o Kunzite não tenham resultado…” Disse ele, com um olhar compreensivo.
“Obrigada… Mas neste momento, é algo acerca do qual eu ainda não estou pronta para falar… Bem, eu vou andando… Até já…”
“Até já…” Disse ele, e subiu a escadaria.
Depois, eu saí para o jardim. Estava graciosamente decorado (assinatura da Michiru Kaioh, para variar x3), e estava ainda mais belo do que aquilo que costuma estar. Senti-me leve, por um pouco. Mas essa leveza acabou quando cheguei ao altar, e recebi um olhar recriminatório de Jedite. A expressão ‘Se o olhar matasse’ trespassou-me a mente. Vê-lo daquele jeito fez-me sentir culpada, mas acabei por sorrir. Não valia a pena agora estar triste. Afinal de contas, a Michiru iria casar.
Ela apareceu alguns minutos depois, no seu vestido imponente, de braço dado com o pai. Eu olhei de relance para o banco da frente, onde estava Kunzite, e os seus olhos transmitiam calma, embora com um laivo de tristeza, lá bem no fundo. Eu sorri, por ver que ele apesar de estar a sofrer, estava também ali. O seu olhar calmo estava a dar-me confiança, mas mesmo assim, sentia-me triste.
“Caros irmãos e irmãs, estamos aqui reunidos para assistir à união destas duas almas sob o santo matrimónio…” O padre começou para lá a falar, e eu desliguei-me por um pouco da cerimónia, a observar o ambiente. Queria principalmente abstrair-me da sensação incomodativa de ter Alex e Kunzite a olhar-me fixamente. “Michiru Kaioh, aceita casar com Jedite Okinawa, prometendo sob esta casa e a todas estas testemunhas amá-lo sempre, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, todos os dias da vossa vida?”
“Sim…” Disse ela, com um ar feliz, e sorrindo para Jedite.
“Jedite Okinawa, aceita casar com Michiru Kaioh, prometendo sob esta casa e a todas estas testemunhas amá-lo sempre, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, todos os dias da vossa vida?”
“Sim…” Disse ele, sorrindo também.
“Se ninguém tiver alguma coisa que não permita que estas duas almas se casem, eu, pelo poder que me foi concedido, declaro-vos marido e mulher… Pode beijar a noiva.” Jedite levantou cuidadosamente o véu de Michiru, e depois beijou-a apaixonadamente. Eu apenas sorri perante a situação.
Depois, despedi-me de todos, tinha de ir embora. Despedi-me dos meus pais, que me abraçaram durante minutos sem fim, e que por vontade deles, voltaria para Urano, para nunca mais voltar, mas eu já sou crescida, e tomo as minhas próprias decisões, e a minha é de ir para a Terra. Depois, despedi-me de Michiru e de Jedite. Acabámos por trocar algumas palavras, mas nada de mais, ele estava meio que aborrecido comigo. Michiru, pelo contrário, não queria deixar-me. Ela queria que eu ficasse bem, mas não me queria sozinha, ao que lhe relembrei que Francis ficaria comigo para tudo o que precisasse.
Quando estava para me ir embora, Kunzite agarrou-me no braço com autoridade.
“Eh!” Exclamei, mas que queria este agora?
“Eu vou para a Terra… Promete-me que vais ter cuidado, e assim que souberes alguma coisa acerca do sexo do bebé, mandas-me uma carta lá para casa a contar…”
“Claro… Não te preocupes com isso… Eu mantenho-te informado… Mas agora tenho de ir… Adeus Kunzite…” Disse, friamente.
“Adeus Haruka.” Disse ele, largando o meu braço e virando-me costas.
Francis veio ter timidamente comigo:
“Estás pronta para ir?”
“Sim… Vamos…” Disse, secamente.
“Então… Conta-me… Como é a Terra?”
“É um sítio agradável, quando não há inimigos por perto…” Comentei.
“Ah… Acredito que sim…” Disse ele, enquanto eu me transformara. Não queria falar mais. Depois, teleportámo-nos para a Terra. Assim que chegámos, eu limitei-me a destransformar-me e a começar a mostrar os cantos à casa ao Francis.
“Bem… Os quartos são lá em cima, cada quarto tem uma casa de banho privativa… Escolhe um e instala-te… A sala é ali, e a cozinha aqui… Ali é a sala de música, e na cave tens a sala de jogos. Ainda tens a piscina nas traseiras, e se precisares de ir a algum lado, tens na garagem muito por onde escolher, desde carros a motos, desde que tenhas cuidado, podes usá-los à vontade. Podes estar à vontade como se esta fosse a tua casa em Kinmoku… Se estiveres com dúvidas, perguntas-me… Bem… Desculpa se estou a parecer muito ríspida ou muito antipática, mas para além de não estar com a mínima paciência para isto, eu também não estou muito habituada a viver com rapazes, e eu sou muito irritadiça, pelo menos enquanto não me habituo à situação.”
“Não te preocupes com isso, Haruka… Eu já estou habituada a esses maus humores femininos… A Yumiko, desculpa, a Healer, quando quer, comporta-se desse jeito…” Disse ele, sorrindo abertamente.
“Realmente… Bem, desculpa também por não te acompanhar ao almoço, mas eu não tenho fome, e quero ver se durmo um pouco… Esta noite não dormi grande coisa…”
“Tudo bem, não te preocupes… Descansa, que eu amanho-me…”
“Obrigada… Bem, até logo…” Disse, e depois subi lá para cima. No fundo, queria dormir, mas tinha coisas para fazer antes disso, mas essas coisas tinha de ser eu a fazê-las, sozinha. Fui a Urano e a Neptuno para buscar as minhas roupas e objectos pessoais que lá ficaram, e depois voltei para casa. Finalmente, despi o fato, e vesti o pijama, enfiando-me de seguida na cama. Apesar de estar cansada, não consegui adormecer. O meu coração ‘gemia’ de dor. Eu só queria Kunzite: os seus beijos, os seus abraços, o seu amor, tudo… Eu não conseguia estar separada dele… Não… Simplesmente não conseguia. Eu amava-o demais, e cada segundo, cada minuto que estava longe dele magoava cada centímetro do meu coração. Acabei por desistir de tentar adormecer, e fui até lá abaixo. Fui dar uso ao meu telefone, que já há muito que não o via, nem usava. Telefonei para uma clínica em Juuban, para marcar a ecografia que me diria qual seria o sexo do bebé.
“Boa tarde, queria saber se era possível marcar uma ecografia… Sim, o meu nome é Tenoh, Haruka… Sim… Exactamente… Claro, essa data serve perfeitamente… Muito obrigada... Boa tarde…” Desliguei o telefone, sorrindo. Da próxima vez que visse Kunzite, seria para lhe dar uma boa notícia.
“Ah! Estás acordada…”
“Sim, não consegui adormecer…”
“É por causa do Kunzite não é? Eu compreendo que seja difícil estares longe dele, mas tens de ser forte…”
“Eu tento Francis, mas não consigo… Isto está a dar cabo de mim…”
“Haruka, acredita que eu compreendo o que estás a passar. Para mim, estar longe de Yumiko é difícil, mas eu aguento. Eu aguento, porque penso que daqui a pouco tempo vou estar com ela… Pensa assim Haruka, vais ver que ajuda…”
“Eu já sei disso tudo… Mas é muito difícil, mesmo assim, vou tentar… Obrigada por tentares me ajudar…”
“De nada… Olha, queres comer alguma coisa?”
“Sou bem capaz de comer qualquer coisinha… Queres que eu faça algo para nós?”
“Não… Deixa-te estar aí… Deixa isso comigo…”
“Tens a certeza?” Perguntei, desconfiada.
“Claro… Não te preocupes…” Disse ele, com ar confiante.
“Tudo bem…”Acabei por anuir, eu não tinha paciência para discussões acerca de quem cozinhava.
Ele ficou todo contente, e foi para a cozinha. Entretanto, eu sentei-me no sofá, e liguei a televisão, para ver se estava a dar algum programa interessante. Mas não estava, e por isso acabei por a apagar.
“Maldita televisão que tem tantos canais e nenhum deles dá coisa alguma de jeito…” Resmunguei, entredentes.
Acabei por me levantar e ir até à sala da música, e sentei-me ao piano. Comecei a tocar ‘Für Elise’ de Beethoven. Eu adorava tocar aquela música, e cada vez que a tocava, sentia-me melhor, mas desta vez, não me ajudou muito, se bem que hoje não estou nos meus dias… Acabei por desistir e voltei à sala.
Eram seis da tarde, e era hora do lanche.
“Haruka, o lanche está pronto…” Disse Francis, de sorriso nos lábios. Senti o cheiro de bolo no ar, e isso fez-me sentir esfomeada de repente.
“Obrigada Francis…” Disse, sorrindo. Depois, comecei a comer, e tive de tecer um comentário positivo. “Uhm… Está muito bom… De que é?”
“Esse é de iogurte…” Disse ele, corando subtilmente.
“Tens jeito para a cozinha, ao contrário de certas pessoas que eu conheço… Se eu não soubesse, diria que tu eras a versão masculina da Makoto…”
“Obrigada…” Disse ele, meio atrapalhado. “Já não cozinhava para outras pessoas há tanto tempo, e tive medo que não saísse grande coisa… Para mim foi um grande desafio. Mas gostei de saber que valeu a pena…”
“Estás oficialmente considerado o melhor cozinheiro que eu já conheci, e atenta no modo como digo…” Disse, sorrindo tenuemente.
“Obrigado, mais uma vez…”
“Bem…” Comecei a dizer, enquanto limpava a boca com o guardanapo. “Eu não me apetece estar aqui fechada… Queres ir dar uma volta?”
“Isso nem se pergunta…Assim aproveitas, e mostras-me as vistas…”
“A esta hora, não dá para te mostrar muito… No máximo só dá para ir até ao parque de Tóquio… Nada mais… Já é um pouco tarde…”
“Tudo bem… Vamos lá!”
Eu fui vestir-me e depois saímos. Francis ia acanhado a meu lado. Eu também tão pouco queria falar, mas quando chegámos ao parque, só o ouvi dizer:
“Que engraçado, este parque é muito semelhante ao parque em que eu conheci a Yumiko…”
“A sério?” Perguntei, curiosa.
“Sim…”
“Isso é muito giro… Bem… Foi neste parque que eu vi pela primeira vez o Kunzite, embora o nosso primeiro encontro imediato tenha sido lá em casa, por causa de Jedite e de Michiru. E depois… Depois foi o que se viu…” Disse, sentindo a minha voz ficar embargada de repente. Para mim era difícil recordar tudo aquilo…
“Imagino… Eu sinto que tu e o Kunzite têm uma ligação muito forte… Já deu para reparar que vocês tem um laço muito forte, talvez devido a uma relação numa encarnação passada, e isso ainda faz com que vocês sejam ainda mais unidos…”
“É verdade… Nós no nosso passado, também tivemos assim uma relação de ‘vai não vai…’. Só que no nosso passado, nós não ficámos juntos, porque eu no entretanto morri em batalha… E Kunzite sobreviveu, ficando sozinho. Mas agora, nós queremos estar um com o outro, mas nada disso é possível… É como se estivesse a morrer outra vez…” Disse, olhando para o horizonte, com o olhar perdido, não vendo nada.
“Vocês têm um grande azar…” Disse ele, olhando para o vazio.
“Obrigada por me compreenderes… Tu mal me conheces, mas sinto que é como se já te conhecesse há anos…”
“Não tens de quê…” Disse ele, sorrindo.
Ele sentou-se num dos baloiços, e eu fiz-lhe companhia. Corria uma leve aragem no ar, e que fazia tudo parecer propício a que a noite fosse fria. O céu começava agora a ficar escuro, e ficámos a observar o anoitecer. Eu adorava assistir a este fenómeno da natureza, desde que estivesse acompanhada.
“Estar aqui faz-te sentir bem, não é?” Perguntei, curiosa.
“Adoro observar o anoitecer… É algo que me faz sentir bem… E é algo a que também me habituei, desde que atingi a idade para ser guerreiro…”
“Quantos anos tens na realidade?”
“Aqui na Terra? Aparento ter dezanove, mas em Kinmoku… Acho que já nem os consigo contar…”
“Já deves ter visto muitos amanheceres e anoiteceres… Eu nem por isso… Só os comecei a observar com mais atenção há seis anos atrás…”
“Há quanto tempo és tu guerreira?”
“Penso que sempre o fui…Mas só há três anos é que ‘despertei’ para esta realidade.”
“É algo muito estranho viver uma vida normal e depois saber que afinal, nós somos outras pessoas, não é?”
“É… É algo que nos deixa sem reacção… Mas depois habituamo-nos…”
“É tão bom ser assim…” Disse ele, com ar sonhador.
“Bem… Acho que está na hora de irmos andando para casa…” Acabei por dizer, após um longo período de silêncio.
“Sim, é o melhor…”
“Vamos então…” Disse, e saímos dali.
Para meu azar, e também por meu descuido, pois estava distraída com os meus pensamentos, choquei contra alguém, e acabei por cair no chão. Algo de familiar existia no ar: aquele cheiro a relva acabada de cortar… Fazia-me lembrar Kunzite… Era aquele cheiro característico dele…
“Eh! Não sabes ver por onde andas?!” Disse Francis, indignado.
Eu olhei para cima, e reconheci o vulto que agora me estendia a mão, para me ajudar a levantar.
“Desculpa… Eu não te vi… Estava completamente distraído… Espero que estejas – Haruka?!” Disse ele, surpreendido.
“Kunzite…” Dizer o seu nome era para mim, um grande sacrilégio. “Eu também ia distraída… A culpa também é minha…”
“Não tem mal… Desde que estejas bem… Desculpem, eu tenho de ir… Adeus Haruka… Francis…” Disse ele, friamente. A frieza patente na sua voz e no seu olhar magoou-me profundamente.
“Adeus…” Disse apenas. Espero que aquilo seja só teatro… Que tudo aquilo seja só para nos proteger… Pensei.
“Estás bem Haruka?” Perguntou-me Francis, preocupado.
“Sim… Não te preocupes comigo…”Sorri timidamente.
Depois continuámos a caminhar em direcção a casa. Estava a começar a ficar frio, como previra, e eu estava a tremer convulsivamente. Francis não reparara sequer, ele estava com a cabeça noutro mundo, mais precisamente em Yaten. Quando chegámos a casa, eu encontrei um envelope caído no chão, com o meu nome inscrito. A letra parecia a do Kunzite. O meu coração palpitou com essa ideia. Eu peguei na carta, e corri para o meu quarto. Abri o envelope, e comecei a ler:
“ Haruka…
Acreditas que só passaram umas horinhas e que eu já morro de saudades tuas? A cada momento que passa amo-te cada vez mais, e estar longe de ti é para mim uma tortura constante, e faz o meu coração doer imenso.
A minha vontade era, de em vez de ter escrito esta carta, estar aí agora contigo, correr para ti, tomar-te nos meus braços, beijar-te até mais não…
Mas isso não é possível…
Quero que saibas Haruka, se alguma vez nos cruzarmos na rua, e se eu for frio contigo, é só uma tentativa frustrada de tentar acalmar a loucura do meu coração. O meu coração, cada vez que sente a tua presença, bate que nem louco. E agora, cada vez mais, bate incessantemente, à espera do dia em que possamos voltar a ficar juntos, como estávamos…
Quero também que saibas que podes contar sempre comigo, em tudo.
Com muito Amor e Saudade…
Ler aquela carta fez-me chorar. Não… Não aguentava ver aquilo. Estar longe dele, era o mesmo que me arrancarem parte da minha essência. Odeio, odeio, odeio o Alex! A culpa disto tudo é toda dele! Se não fosse por ele, e as suas psico-manias, a esta hora estaria num sítio bem longe desta agitação toda, com Kunzite, e já estaria casada, e não teria de viver nesta angústia.
“Haruka, queres jantar?”Ouvi a voz do Francis à porta do quarto.
“Eu já desço…” Disse, tentando fazer a minha voz parecer normal.
Depois levantei-me da cama, e arrumei a carta na gaveta. Contudo, já começava a pensar na resposta que escreveria a Kunzite. Saí do quarto, e desci as escadas.
“Gostas de sashimi?” Perguntou ele, sorrindo.
“Bem… Qualquer coisa neste momento serve…” Disse eu. Eu não me preocupava minimamente com o que quer que fosse a refeição. Desde que se pudesse comer…
Sentei-me à mesa e comecei a comer lentamente, meio à desconfiança. Sashimi não era dos meus pratos preferidos. Mas estava muito bom, Francis mais uma vez surpreendera-me.
“Obrigada Francis… Confesso que sashimi não é dos meus pratos favoritos, mas estava muito bom…”
“De nada… Bem, eu sinto-me muito cansado… Acho que vou dormir… Tem uma boa noite Haruka…”
“Tem uma boa noite tu também Francis…” Disse-lhe, enquanto ele subia as escadas, em direcção ao quarto.
Eu fiquei na sala, pois não sentia sono. Neste momento, queria poder estar com Kunzite. Sentir a sua respiração a cada segundo. Sentir os seus lábios tocar a minha pele. Sentir os seus cabelos a passar ao de leve pela minha cara. Sentir o cheiro hipnotizador do seu cabelo. Senti-lo feliz, só por estar a meu lado… Mas nada era possível. Senti as lágrimas caírem pela minha face ao recordar alguns momentos felizes que tive com Kunzite. Tudo isso magoava-me profundamente. Acabei por adormecer no sofá, de cansaço emocional.
vou piblicar mai um cap

bjinhos

Capítulo 17 – O sofrimento de Haruka e de Kunzite. O casamento de Michiru. A partida
Acordei horas depois de ter adormecido, com a voz estridente da minha mãe:
“Haruka! Acorda! Já são horas!”
“Eu sei mãe, eu sei… Já vou… Bolas…” Disse, sonolenta. Escondi a cabeça debaixo da almofada, para não levar com os raios de sol directamente na cara. Depois, levantei-me e olhei para o relógio: eram oito da manhã. Boa… Cinco horas para o fim desta fantochada… E para o fim da nossa felicidade por um longo período. Pensei para mim, destroçada. Mesmo de pijama, saí do quarto, em busca de Yaten, para lhe pedir que entregasse o bilhete a Kunzite, mas não o encontrei em lado algum. Isso fez-me sofrer ainda mais, teria de encarar Kunzite, e entregar-lhe o bilhete em mão.
Kunzite estava no jardim, ele também em pijama. Parecia ter já acordado há algum tempo, e o seu semblante era deprimente, não percebia o que acontecera para ele estar assim.
“Kunzite…” Disse, com uma voz que me soou firme, embora me sentisse a desfazer por dentro. Aquilo que me ia na cabeça estava a dar cabo de mim.
“Haruka…” Disse ele, com a voz embargada, de sofrimento.
“Kunzite? O que se passa contigo?” Disse, preocupada com ele. Sentia que ele estava estranho.
“Sinto que algo vai acontecer que vai mudar o nosso destino… Há algo no ar…”
“Kunzite…” Disse, sentindo a minha voz a falhar. A dor que estava a sentir estava a ficar cada vez mais intensa. “Olha… Lê este bilhete depois de me ir embora… E por favor não te chateies comigo… Acredita que depois explicar-te-ei o que se passa, mas agora não posso falar… Segue o que está no bilhete à risca por favor…” Disse, começando a sentir as lágrimas a escorregar pela minha face.
“Haruka, diz-me por favor o que se passa –”
“Kunzite por favor! Faz o que te peço!” Disse, com voz sofrida. “Bem… Eu tenho de ir… Até mais logo…” Disse, e saí do jardim. Não queria que o Kunzite reparasse nas minhas lágrimas. O mundo para mim acabou de desabar neste momento.
Voltei ao quarto, e só consegui fechar a porta lentamente, e deixei-me cair, também lentamente no chão, desesperada por não existir qualquer outra solução. Fiquei assim durante segundos, minutos… Não… Simplesmente aquilo não podia estar a acontecer.
“Haruka! Por favor abre a porta! Deixa-me falar contigo por favor!” Disse a voz de Kunzite do outro lado da porta, suficiente alto para eu ouvir, mas baixo o suficiente para mais ninguém ouvir. Eu, contra minha vontade, levantei-me lentamente, e abri a porta.
“Que… Que queres…” Disse, gaguejando. Limpei as lágrimas da minha face.
“Diz-me Haruka, por favor, pela nossa sanidade, o que realmente se está a passar!” Disse ele, com o olhar marejado de lágrimas. Aquilo estava a fazê-lo sofrer tanto a ele como a mim.
“Não… Não te posso dizer nada… Não quero que nada de mal te aconteça… Não… Não o suportaria…” Disse de olhar baixo… Não queria encarar Kunzite. Não queria que ele me visse naquele estado. Simplesmente não queria que este momento estivesse a acontecer…
“Haruka! Olha-me nos olhos! Olha para mim, bolas!” Disse ele, pondo um dedo debaixo do meu queixo, fazendo-me olhá-lo nos olhos “Olha para mim, nos meus olhos… E diz que já não me amas…” Disse ele, suficientemente alto para todos ouvirem, contudo ele piscou o olho.
“Kunzite… Sabes que eu não seria capaz de dizê-lo… Nem a brincar…” Sussurrei, sentindo as lágrimas a picar-me os olhos.
“Di-lo Haruka, e este casamento não tem de acontecer!”
“Sabes que ninguém vai acreditar…” Sussurrei, em tom de desafio.
“Então di-lo bem alto… Alto para eu ouvir, alto para tu ouvires, alto para todo este palácio ouvir… Basta dizeres ‘Eu não te amo Kunzite’, e isto acaba… Di-lo simplesmente…”
“Kunzite, eu não sou capaz…”
“Fá-lo…”
“Eu amo-te demais para te perder agora, Kunzite…” Sussurrei, já a chorar.
“Às vezes perdemos aqueles que mais amamos, e os que mais odiamos continuam na nossa vida…” Disse ele, aproximando-se de mim, e beijou-me. Aquele beijo era um beijo diferente: um beijo desesperado, de despedida que não deveria acontecer. Era o último beijo que nós trocaríamos nos próximos tempos… Eu afastei-o, desesperada. Não… Não queria que aquela separação acontecesse… Ele era a minha vida… Não… Não queria que ele saísse da minha vida agora… Não…
“Não Kunzite… Não sou capaz…”
“Haruka, di-lo…”
“Não posso… Simplesmente não consigo…”
“Haruka, por favor!” Ele suplicou com o olhar aceso.
“Tudo bem… Mas por favor não me odeies por isto…”
“Nunca te odiaria por algo que te pedi que fizesses…”
“Amo-te loucamente… Nunca te esqueças…”
“Não me esqueço… Acredita nisso… E peço-te que também nunca te esqueças que eu amo-te mais do que tudo na minha vida…”
“Nunca esquecerei…” Sussurrei abraçando-o pela última vez, antes de fazer a crueldade que iria fazer dentro de segundos. Acabei por levantar a voz, embora a minha vontade fosse de o dizer bem baixo, só para ele ouvir… Ninguém mais precisava de ouvir o fim de tudo… “Kunzite desaparece daqui! Eu não te amo! Nem sei porque escolhi ficar contigo…. Recuso-me a casar! Desaparece!” A minha voz acabou por se embargar… Cada palavra proferida fazia-me sentir ainda mais desesperada. Não conseguia suportar esta dor…
“Sendo assim… Desculpa Haruka por te ter feito perder tempo… Adeus…” Ele sorriu-me de través e depois olhou para mim, com as lágrimas a escorrer pela sua face. Depois, baixou a cabeça, e saiu assim do quarto.
Assim que ele saiu, fechei a porta, e depois dei um murro na mesma, e deixei-me ir abaixo. Isto só pode ser um grande, grande, grande pesadelo… Não… Isto não pode estar a acontecer… Eu… Eu quero o meu Kunzite de volta… Não! Eu não posso ter feito isto… Bolas Haruka, porque o fizeste?! Pensei, enquanto as palavras de Kunzite ecoavam uma e outra vez na minha mente. As palavras dele pareciam punhais afiados que me trespassavam o coração. A dor era demasiada. Cada vez que me lembrava da sua cara quando saiu do quarto, ainda mais dor me provocava.
De repente, o meu desespero foi interrompido por um clarão súbito:
“Tomaste a decisão acertada, querida Guardiã de Urano…”
“Sailor Chibi-Uranus?! Que estás aqui a fazer?”
“Eu não tenho muito tempo para te explicar, mas principalmente, vim para te entregar isto…” Disse ela, fazendo aparecer à minha frente uma caneta de transformação. “Esta é a tua nova caneta de transformação. Vais precisar do poder que ela te dará nos tempos que se avizinham…”
“Mas –”
“Guardiã! Não há tempo para explicações! Quando te quiseres transformar, dizes ‘Pelo Poder do Cristal de Urano!’ Lembra-te, vai haver muitas dificuldades mas tu vais ser capaz de os ultrapassar! Agora tenho de voltar a Urano… Não pode ficar mais tempo desprotegido o nosso planeta… Lembra-te disto também: usa o teu poder com sensatez…” E depois desapareceu como aparecera.
Depois de a Sailor Chibi-Uranus ter abandonado o meu quarto, ainda mais confusa me senti. Quer dizer, primeiro engravido, depois, há um psicótico qualquer que se apaixonou por mim, e que me fez acabar tudo com a pessoa que mais amo acima de tudo neste mundo, e agora, para melhorar a festa, aparece-me a Sailor Chibi-Uranus, dizendo-me que os próximos tempos não vão trazer coisa boa…Isto é sem dúvida um pesadelo… Que irá acontecer a seguir neste mar de desgraças?!
Acabei por me estatelar na cama, sem me preocupar em vestir-me. Não interessava, aquele casamento estava cancelado. Enfiei a cabeça debaixo da minha almofada e desliguei de tudo.
Knock-Knock!
Ouvi alguém bater à porta, mas decidi ignorar completamente. Queria poder continuar afogada no mar do desespero.
“Haruka! Abre a porta imediatamente!” Ouvi a voz do Yaten no exterior do quarto. Eu continuei a ignorar as constantes batidas na porta, não queria saber de ninguém, nem queria ver ninguém, só queria estar sozinha…
“Haruka, se não abrires essa porta, nós entramos de outra maneira!” Disse Michiru, determinada. Eu mantive a minha cabeça debaixo da minha almofada. Contudo, eles acabaram por entrar na mesma, eles tinham a chave sobresselente (Bem… vantagens de se estar no seu próprio palácio…
‘). “Vês, acabámos por entrar na mesma!”“Haruka, o que raio se passou nessa cabeça para acabares tudo com o Kunzite à última da hora?!” Disse Yaten, tirando a almofada de cima da minha cabeça.
“Vocês não iriam compreender!” Disse, num grito desesperado. Falar naquilo ainda me magoava mais.
“Se não nos contares…” Disse Yaten, novamente.
“Aí é que está! Eu não vos posso contar!” Disse, agressivamente.
“Eu não acredito que tu não ames o Kunzite como disseste que não amavas!” Disse ela, no mesmo tom que o meu. “Há mais alguma coisa por detrás!”
“Acredita que tudo isto me está a custar tanto quanto está a custar ao Kunzite… “ Murmurei, de olhar baixo…
“Tu ainda o amas… Não é? Mas há algo que vos está a ameaçar… Eu sinto-o… Mas também sei o motivo…” Disse Yaten, num tom compreensivo. “E sei mais ou menos quem foi… E sei que o Seiya estava debaixo de um feitiço –”
“O QUÊ?!” Exclamámos eu e Michiru em uníssono.
“Bem… Eu estava a tentar acabar… Mas vocês interromperam-me… Tudo aquilo que o Seiya te disse… De te amar loucamente e isso tudo… Era tudo devido a ele estar sobre um feitiço… Mas agora ele já está no seu estado normal…”
“Como… Como soubeste?!” Perguntei num sussurro.
“Senti que algo estava errado nas atitudes do Seiya, e também porque ouvi uma conversa muito, mas muito estranha entre o Alex e a Azumi, lá em Kinmoku… Haruka… São eles que estão por detrás disto… Por favor, garante-me que terás cuidado… Eu temo por ti…”
“Porque… Porque achas que eu e o Kunzite não vamos casar…”Disse eu, sofrendo com as palavras que pronunciara.
“Haruka…” Disse Michiru, surpreendida.
“Bem… É exactamente isso… Por favor, esta conversa não pode sair daqui… Se são capazes de usar o Seiya como peão, não sei o que seriam capazes de fazer com as pessoas que mais amo… E não… Não suportaria isso… Simplesmente isso destruir-me-ia…”
“Oh Haruka… Lamento que tenhas que passar por isto…” Disse Michiru, abraçando-me. “Sei que não é a altura ideal para perguntar, mas achas que ainda consegues ir ao meu casamento?”
“Sim… Claro que sim… Eu sou a tua madrinha… Descansa, eu vou lá estar… Eu vou lá estar…” Disse, com um ar abatido.
“Obrigada…” Ela chorava no meu ombro. Eu não sabia como reagir… Simplesmente não sabia… Neste momento só queria o meu Kunzite… Nada mais…
“Não tens de quê… O Jedite e o Neflite devem estar para me comer viva, depois do estado em que deixei o Kunzite… Mas enfim… Não vale a pena chorar sobre leite derramado… Ah… Michiru…”
“Sim…” Disse ela, limpando as lágrimas.
“Eu não vou nem ao casamento da Setsuna, nem ao copo de água… Eu vou-me embora no fim do teu casamento… Não vou aguentar estar perto do Kunzite… Simplesmente não vou aguentar…” Disse
“Sim… Eu compreendo… Acredita que compreendo…”
“Bem… Eu não sei se te vejo outra vez hoje… Eu vou-me despedir de ti, porque eu não vou voltar à Terra… Nós vamos voltar a Kinmoku, pelo Seiya, por ti, pelo Kunzite, pela verdade… Nós vamos descobrir o que aqueles dois andam a tramar… Se descobrirmos qualquer coisa, depois dizemos-te…” Disse Yaten, à beira das lágrimas.
“Oh, Yaten… Tens sido o meu grande apoio nestes últimos meses… Vou ter tantas saudades vossas…” Disse, abraçando-o. “E não sei quando te voltarei a ver…”
“Acredita que me verás mais cedo do que pensas…. Mas enquanto isso, ficas na companhia do Francis, ele vai contigo para a Terra a meu pedido… Para te proteger…”
“Não é preciso, Yaten… Eu fico muito bem sozinha…”
“Haruka, por favor faz isso por nós…” Disse Michiru, preocupada comigo. “Nós não vamos poder estar na Terra durante estas semanas, e não sabemos o que te pode acontecer…”
“Oh Michiru, eu sei tomar conta de mim própria… Não preciso que ninguém –” Faça de babysitter para tomar conta de mim… Queria dizer mas Yaten interrompeu-me.
“Haruka! O Francis fica contigo, e não se fala mais nisso!” Ele estava determinado.
“Pronto… Desisto… Está bem… Ele fica comigo…”
“Ainda bem…” Disse ele, aliviado.
“Espero não me arrepender…” Disse, suspirando.
“Não te arrependes, acredita…”
“Obrigada… Por tudo o que estão a fazer por mim…” Disse, de lágrima no canto do olho, mas estava determinada a não chorar.
“Não tens de quê…”
“Bem… Temos de nos ir vestir, não é menina Michiru? Daqui a bocado temos de ir levar-te para o altar, não é?” Disse eu sorrindo, como se nada tivesse acontecido.
“É verdade… Temos de ir…”
“Eu vou deixar-vos à vontade… Adeus Haruka…”
“Adeus Yaten… Espero ver-te em breve…” Disse, abraçando-o novamente. Depois, ele saiu do quarto. “Bem, minha menina, vai vestir o teu vestido de noiva, pois não queremos que tu chegues atrasada…”
“Sim… Eu vou buscá-lo, e dou-te algum tempo para se tu quiseres, tomares um duche para descomprimir… Eu dou-te tempo… Depois, eu visto-o aqui…”
“Sim…Vai lá…” Eu deixei-a ir buscar o vestido dela. Eu aproveitei que ela me daria tempo para isso, e fui tomar um duche.
Fiquei lá por um pouco, a seguir o conselho da Michiru: descomprimir. Mas o meu coração sentia-se deprimido. Ele queria Kunzite, tal como a minha mente. Saí do duche, e depois sequei-me, de seguida vesti o fato, a pouco e pouco. Acabei por me sentar na cama, à espera que Michiru voltasse do quarto.
Ela voltou algum tempo depois, com o vestido na mão, e um sorriso ténue na face.
“Ajudas-me Haruka?”
“Claro…”
Ela vestiu o vestido, e, com a minha ajuda, ficou deslumbrante.
“És a noiva mais graciosa que eu já vi…” Disse, sorrindo travessamente.
“Conheço outra que consegue ficar ainda mais graciosa que eu…” Ela riu-se. Eu ri também, embora não me apetecesse propriamente rir-me.
“Bem, que horas são?” Acabei por dizer.
“Oh… Já estou atrasada meia hora… Para variar a noiva tem de se atrasar sempre…”
“Bem… Eu vou chamar o teu pai… Para ele te levar até ao Jedite…”
“Ok… Haruka?”
“Sim… Diz…” Disse, voltando-me para ela. Já tinha quase saído do quarto.
“Obrigada, por, apesar de não estares com mínima paciência ou cabeça para isto, estares aqui comigo…”
“Assuntos pessoais fora do dever…” Disse eu, sorrindo.
“Tolinha…” Disse ela, sorrindo de través.
“Vá, eu já venho…”
Desci as escadas de mãos nos bolsos das calças, e procurei o pai da Michiru, que estava ao fundo da escadaria.
“Sr. Kaioh, a Michiru já está pronta…”
“Claro, eu subo já… Haruka…”
“Sim…”
“Tu és como uma filha para mim, e eu sinto muito por as coisas entre ti e o Kunzite não tenham resultado…” Disse ele, com um olhar compreensivo.
“Obrigada… Mas neste momento, é algo acerca do qual eu ainda não estou pronta para falar… Bem, eu vou andando… Até já…”
“Até já…” Disse ele, e subiu a escadaria.
Depois, eu saí para o jardim. Estava graciosamente decorado (assinatura da Michiru Kaioh, para variar x3), e estava ainda mais belo do que aquilo que costuma estar. Senti-me leve, por um pouco. Mas essa leveza acabou quando cheguei ao altar, e recebi um olhar recriminatório de Jedite. A expressão ‘Se o olhar matasse’ trespassou-me a mente. Vê-lo daquele jeito fez-me sentir culpada, mas acabei por sorrir. Não valia a pena agora estar triste. Afinal de contas, a Michiru iria casar.
Ela apareceu alguns minutos depois, no seu vestido imponente, de braço dado com o pai. Eu olhei de relance para o banco da frente, onde estava Kunzite, e os seus olhos transmitiam calma, embora com um laivo de tristeza, lá bem no fundo. Eu sorri, por ver que ele apesar de estar a sofrer, estava também ali. O seu olhar calmo estava a dar-me confiança, mas mesmo assim, sentia-me triste.
“Caros irmãos e irmãs, estamos aqui reunidos para assistir à união destas duas almas sob o santo matrimónio…” O padre começou para lá a falar, e eu desliguei-me por um pouco da cerimónia, a observar o ambiente. Queria principalmente abstrair-me da sensação incomodativa de ter Alex e Kunzite a olhar-me fixamente. “Michiru Kaioh, aceita casar com Jedite Okinawa, prometendo sob esta casa e a todas estas testemunhas amá-lo sempre, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, todos os dias da vossa vida?”
“Sim…” Disse ela, com um ar feliz, e sorrindo para Jedite.
“Jedite Okinawa, aceita casar com Michiru Kaioh, prometendo sob esta casa e a todas estas testemunhas amá-lo sempre, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, todos os dias da vossa vida?”
“Sim…” Disse ele, sorrindo também.
“Se ninguém tiver alguma coisa que não permita que estas duas almas se casem, eu, pelo poder que me foi concedido, declaro-vos marido e mulher… Pode beijar a noiva.” Jedite levantou cuidadosamente o véu de Michiru, e depois beijou-a apaixonadamente. Eu apenas sorri perante a situação.
Depois, despedi-me de todos, tinha de ir embora. Despedi-me dos meus pais, que me abraçaram durante minutos sem fim, e que por vontade deles, voltaria para Urano, para nunca mais voltar, mas eu já sou crescida, e tomo as minhas próprias decisões, e a minha é de ir para a Terra. Depois, despedi-me de Michiru e de Jedite. Acabámos por trocar algumas palavras, mas nada de mais, ele estava meio que aborrecido comigo. Michiru, pelo contrário, não queria deixar-me. Ela queria que eu ficasse bem, mas não me queria sozinha, ao que lhe relembrei que Francis ficaria comigo para tudo o que precisasse.
Quando estava para me ir embora, Kunzite agarrou-me no braço com autoridade.
“Eh!” Exclamei, mas que queria este agora?
“Eu vou para a Terra… Promete-me que vais ter cuidado, e assim que souberes alguma coisa acerca do sexo do bebé, mandas-me uma carta lá para casa a contar…”
“Claro… Não te preocupes com isso… Eu mantenho-te informado… Mas agora tenho de ir… Adeus Kunzite…” Disse, friamente.
“Adeus Haruka.” Disse ele, largando o meu braço e virando-me costas.
Francis veio ter timidamente comigo:
“Estás pronta para ir?”
“Sim… Vamos…” Disse, secamente.
“Então… Conta-me… Como é a Terra?”
“É um sítio agradável, quando não há inimigos por perto…” Comentei.
“Ah… Acredito que sim…” Disse ele, enquanto eu me transformara. Não queria falar mais. Depois, teleportámo-nos para a Terra. Assim que chegámos, eu limitei-me a destransformar-me e a começar a mostrar os cantos à casa ao Francis.
“Bem… Os quartos são lá em cima, cada quarto tem uma casa de banho privativa… Escolhe um e instala-te… A sala é ali, e a cozinha aqui… Ali é a sala de música, e na cave tens a sala de jogos. Ainda tens a piscina nas traseiras, e se precisares de ir a algum lado, tens na garagem muito por onde escolher, desde carros a motos, desde que tenhas cuidado, podes usá-los à vontade. Podes estar à vontade como se esta fosse a tua casa em Kinmoku… Se estiveres com dúvidas, perguntas-me… Bem… Desculpa se estou a parecer muito ríspida ou muito antipática, mas para além de não estar com a mínima paciência para isto, eu também não estou muito habituada a viver com rapazes, e eu sou muito irritadiça, pelo menos enquanto não me habituo à situação.”
“Não te preocupes com isso, Haruka… Eu já estou habituada a esses maus humores femininos… A Yumiko, desculpa, a Healer, quando quer, comporta-se desse jeito…” Disse ele, sorrindo abertamente.
“Realmente… Bem, desculpa também por não te acompanhar ao almoço, mas eu não tenho fome, e quero ver se durmo um pouco… Esta noite não dormi grande coisa…”
“Tudo bem, não te preocupes… Descansa, que eu amanho-me…”
“Obrigada… Bem, até logo…” Disse, e depois subi lá para cima. No fundo, queria dormir, mas tinha coisas para fazer antes disso, mas essas coisas tinha de ser eu a fazê-las, sozinha. Fui a Urano e a Neptuno para buscar as minhas roupas e objectos pessoais que lá ficaram, e depois voltei para casa. Finalmente, despi o fato, e vesti o pijama, enfiando-me de seguida na cama. Apesar de estar cansada, não consegui adormecer. O meu coração ‘gemia’ de dor. Eu só queria Kunzite: os seus beijos, os seus abraços, o seu amor, tudo… Eu não conseguia estar separada dele… Não… Simplesmente não conseguia. Eu amava-o demais, e cada segundo, cada minuto que estava longe dele magoava cada centímetro do meu coração. Acabei por desistir de tentar adormecer, e fui até lá abaixo. Fui dar uso ao meu telefone, que já há muito que não o via, nem usava. Telefonei para uma clínica em Juuban, para marcar a ecografia que me diria qual seria o sexo do bebé.
“Boa tarde, queria saber se era possível marcar uma ecografia… Sim, o meu nome é Tenoh, Haruka… Sim… Exactamente… Claro, essa data serve perfeitamente… Muito obrigada... Boa tarde…” Desliguei o telefone, sorrindo. Da próxima vez que visse Kunzite, seria para lhe dar uma boa notícia.
“Ah! Estás acordada…”
“Sim, não consegui adormecer…”
“É por causa do Kunzite não é? Eu compreendo que seja difícil estares longe dele, mas tens de ser forte…”
“Eu tento Francis, mas não consigo… Isto está a dar cabo de mim…”
“Haruka, acredita que eu compreendo o que estás a passar. Para mim, estar longe de Yumiko é difícil, mas eu aguento. Eu aguento, porque penso que daqui a pouco tempo vou estar com ela… Pensa assim Haruka, vais ver que ajuda…”
“Eu já sei disso tudo… Mas é muito difícil, mesmo assim, vou tentar… Obrigada por tentares me ajudar…”
“De nada… Olha, queres comer alguma coisa?”
“Sou bem capaz de comer qualquer coisinha… Queres que eu faça algo para nós?”
“Não… Deixa-te estar aí… Deixa isso comigo…”
“Tens a certeza?” Perguntei, desconfiada.
“Claro… Não te preocupes…” Disse ele, com ar confiante.
“Tudo bem…”Acabei por anuir, eu não tinha paciência para discussões acerca de quem cozinhava.
Ele ficou todo contente, e foi para a cozinha. Entretanto, eu sentei-me no sofá, e liguei a televisão, para ver se estava a dar algum programa interessante. Mas não estava, e por isso acabei por a apagar.
“Maldita televisão que tem tantos canais e nenhum deles dá coisa alguma de jeito…” Resmunguei, entredentes.
Acabei por me levantar e ir até à sala da música, e sentei-me ao piano. Comecei a tocar ‘Für Elise’ de Beethoven. Eu adorava tocar aquela música, e cada vez que a tocava, sentia-me melhor, mas desta vez, não me ajudou muito, se bem que hoje não estou nos meus dias… Acabei por desistir e voltei à sala.
Eram seis da tarde, e era hora do lanche.
“Haruka, o lanche está pronto…” Disse Francis, de sorriso nos lábios. Senti o cheiro de bolo no ar, e isso fez-me sentir esfomeada de repente.
“Obrigada Francis…” Disse, sorrindo. Depois, comecei a comer, e tive de tecer um comentário positivo. “Uhm… Está muito bom… De que é?”
“Esse é de iogurte…” Disse ele, corando subtilmente.
“Tens jeito para a cozinha, ao contrário de certas pessoas que eu conheço… Se eu não soubesse, diria que tu eras a versão masculina da Makoto…”
“Obrigada…” Disse ele, meio atrapalhado. “Já não cozinhava para outras pessoas há tanto tempo, e tive medo que não saísse grande coisa… Para mim foi um grande desafio. Mas gostei de saber que valeu a pena…”
“Estás oficialmente considerado o melhor cozinheiro que eu já conheci, e atenta no modo como digo…” Disse, sorrindo tenuemente.
“Obrigado, mais uma vez…”
“Bem…” Comecei a dizer, enquanto limpava a boca com o guardanapo. “Eu não me apetece estar aqui fechada… Queres ir dar uma volta?”
“Isso nem se pergunta…Assim aproveitas, e mostras-me as vistas…”
“A esta hora, não dá para te mostrar muito… No máximo só dá para ir até ao parque de Tóquio… Nada mais… Já é um pouco tarde…”
“Tudo bem… Vamos lá!”
Eu fui vestir-me e depois saímos. Francis ia acanhado a meu lado. Eu também tão pouco queria falar, mas quando chegámos ao parque, só o ouvi dizer:
“Que engraçado, este parque é muito semelhante ao parque em que eu conheci a Yumiko…”
“A sério?” Perguntei, curiosa.
“Sim…”
“Isso é muito giro… Bem… Foi neste parque que eu vi pela primeira vez o Kunzite, embora o nosso primeiro encontro imediato tenha sido lá em casa, por causa de Jedite e de Michiru. E depois… Depois foi o que se viu…” Disse, sentindo a minha voz ficar embargada de repente. Para mim era difícil recordar tudo aquilo…
“Imagino… Eu sinto que tu e o Kunzite têm uma ligação muito forte… Já deu para reparar que vocês tem um laço muito forte, talvez devido a uma relação numa encarnação passada, e isso ainda faz com que vocês sejam ainda mais unidos…”
“É verdade… Nós no nosso passado, também tivemos assim uma relação de ‘vai não vai…’. Só que no nosso passado, nós não ficámos juntos, porque eu no entretanto morri em batalha… E Kunzite sobreviveu, ficando sozinho. Mas agora, nós queremos estar um com o outro, mas nada disso é possível… É como se estivesse a morrer outra vez…” Disse, olhando para o horizonte, com o olhar perdido, não vendo nada.
“Vocês têm um grande azar…” Disse ele, olhando para o vazio.
“Obrigada por me compreenderes… Tu mal me conheces, mas sinto que é como se já te conhecesse há anos…”
“Não tens de quê…” Disse ele, sorrindo.
Ele sentou-se num dos baloiços, e eu fiz-lhe companhia. Corria uma leve aragem no ar, e que fazia tudo parecer propício a que a noite fosse fria. O céu começava agora a ficar escuro, e ficámos a observar o anoitecer. Eu adorava assistir a este fenómeno da natureza, desde que estivesse acompanhada.
“Estar aqui faz-te sentir bem, não é?” Perguntei, curiosa.
“Adoro observar o anoitecer… É algo que me faz sentir bem… E é algo a que também me habituei, desde que atingi a idade para ser guerreiro…”
“Quantos anos tens na realidade?”
“Aqui na Terra? Aparento ter dezanove, mas em Kinmoku… Acho que já nem os consigo contar…”
“Já deves ter visto muitos amanheceres e anoiteceres… Eu nem por isso… Só os comecei a observar com mais atenção há seis anos atrás…”
“Há quanto tempo és tu guerreira?”
“Penso que sempre o fui…Mas só há três anos é que ‘despertei’ para esta realidade.”
“É algo muito estranho viver uma vida normal e depois saber que afinal, nós somos outras pessoas, não é?”
“É… É algo que nos deixa sem reacção… Mas depois habituamo-nos…”
“É tão bom ser assim…” Disse ele, com ar sonhador.
“Bem… Acho que está na hora de irmos andando para casa…” Acabei por dizer, após um longo período de silêncio.
“Sim, é o melhor…”
“Vamos então…” Disse, e saímos dali.
Para meu azar, e também por meu descuido, pois estava distraída com os meus pensamentos, choquei contra alguém, e acabei por cair no chão. Algo de familiar existia no ar: aquele cheiro a relva acabada de cortar… Fazia-me lembrar Kunzite… Era aquele cheiro característico dele…
“Eh! Não sabes ver por onde andas?!” Disse Francis, indignado.
Eu olhei para cima, e reconheci o vulto que agora me estendia a mão, para me ajudar a levantar.
“Desculpa… Eu não te vi… Estava completamente distraído… Espero que estejas – Haruka?!” Disse ele, surpreendido.
“Kunzite…” Dizer o seu nome era para mim, um grande sacrilégio. “Eu também ia distraída… A culpa também é minha…”
“Não tem mal… Desde que estejas bem… Desculpem, eu tenho de ir… Adeus Haruka… Francis…” Disse ele, friamente. A frieza patente na sua voz e no seu olhar magoou-me profundamente.
“Adeus…” Disse apenas. Espero que aquilo seja só teatro… Que tudo aquilo seja só para nos proteger… Pensei.
“Estás bem Haruka?” Perguntou-me Francis, preocupado.
“Sim… Não te preocupes comigo…”Sorri timidamente.
Depois continuámos a caminhar em direcção a casa. Estava a começar a ficar frio, como previra, e eu estava a tremer convulsivamente. Francis não reparara sequer, ele estava com a cabeça noutro mundo, mais precisamente em Yaten. Quando chegámos a casa, eu encontrei um envelope caído no chão, com o meu nome inscrito. A letra parecia a do Kunzite. O meu coração palpitou com essa ideia. Eu peguei na carta, e corri para o meu quarto. Abri o envelope, e comecei a ler:
“ Haruka…
Acreditas que só passaram umas horinhas e que eu já morro de saudades tuas? A cada momento que passa amo-te cada vez mais, e estar longe de ti é para mim uma tortura constante, e faz o meu coração doer imenso.
A minha vontade era, de em vez de ter escrito esta carta, estar aí agora contigo, correr para ti, tomar-te nos meus braços, beijar-te até mais não…
Mas isso não é possível…
Quero que saibas Haruka, se alguma vez nos cruzarmos na rua, e se eu for frio contigo, é só uma tentativa frustrada de tentar acalmar a loucura do meu coração. O meu coração, cada vez que sente a tua presença, bate que nem louco. E agora, cada vez mais, bate incessantemente, à espera do dia em que possamos voltar a ficar juntos, como estávamos…
Quero também que saibas que podes contar sempre comigo, em tudo.
Com muito Amor e Saudade…
Kunzite”
Ler aquela carta fez-me chorar. Não… Não aguentava ver aquilo. Estar longe dele, era o mesmo que me arrancarem parte da minha essência. Odeio, odeio, odeio o Alex! A culpa disto tudo é toda dele! Se não fosse por ele, e as suas psico-manias, a esta hora estaria num sítio bem longe desta agitação toda, com Kunzite, e já estaria casada, e não teria de viver nesta angústia.
“Haruka, queres jantar?”Ouvi a voz do Francis à porta do quarto.
“Eu já desço…” Disse, tentando fazer a minha voz parecer normal.
Depois levantei-me da cama, e arrumei a carta na gaveta. Contudo, já começava a pensar na resposta que escreveria a Kunzite. Saí do quarto, e desci as escadas.
“Gostas de sashimi?” Perguntou ele, sorrindo.
“Bem… Qualquer coisa neste momento serve…” Disse eu. Eu não me preocupava minimamente com o que quer que fosse a refeição. Desde que se pudesse comer…
Sentei-me à mesa e comecei a comer lentamente, meio à desconfiança. Sashimi não era dos meus pratos preferidos. Mas estava muito bom, Francis mais uma vez surpreendera-me.
“Obrigada Francis… Confesso que sashimi não é dos meus pratos favoritos, mas estava muito bom…”
“De nada… Bem, eu sinto-me muito cansado… Acho que vou dormir… Tem uma boa noite Haruka…”
“Tem uma boa noite tu também Francis…” Disse-lhe, enquanto ele subia as escadas, em direcção ao quarto.
Eu fiquei na sala, pois não sentia sono. Neste momento, queria poder estar com Kunzite. Sentir a sua respiração a cada segundo. Sentir os seus lábios tocar a minha pele. Sentir os seus cabelos a passar ao de leve pela minha cara. Sentir o cheiro hipnotizador do seu cabelo. Senti-lo feliz, só por estar a meu lado… Mas nada era possível. Senti as lágrimas caírem pela minha face ao recordar alguns momentos felizes que tive com Kunzite. Tudo isso magoava-me profundamente. Acabei por adormecer no sofá, de cansaço emocional.

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
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