Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Coração de Esperança

#21
Ainda bem que gostas te Tinoco, eu vi ligo que este capitulo era a tua cara e que ias gostar Super contente
e acho que vais gostar do que se segue se bem que HarucaVSMariana só aparece nus capítulos mais a frente...e veremos quem vai dar um par de patins a quem...loll


Pois é Lulumoon, as santinhas nunca me enganaram e aquela a mim nunca me enganou a Susana sempre achei muito sem sal e como dizes" as santinhas são mesmo as piores!"...
Só vou poder postar no fim de semana pois tenho que ainda mandar pa minha revisora de finc....
Olha, Lulumoon onde posso ler as tuas fic?




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#22
miriam88 escreveu:
Olha, Lulumoon onde posso ler as tuas fic?

Aqui mesmo no forum! Embaracoso
Estão ambas na secção "fanfics gerais". Uma chama-se "unidos pelo destino, unidos por todos", mas francamente não recomendo! Nessa altura era cada palavra, cada erro, e apesar de a historia em si ter um pouco de interesse, foi a minha primeira e como tal ainda estava tudo muito desorientado!
A outra chama-se "Angelical", e na minha opinião é bem mais interessante, apesar de no inicio parecer um pouco deprimente.
Se quiseres ler, gostaria muito de ter uma nova leitora e agradeço comentários! Matreiro
bjx
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#24
O Seiya ta quase a aparecer na sua entrada triunfal.... Very Happy
Eu só estou ainda na fase de exames e nao tenho tempo para tudo mas ainda este mes coloco mais 2 capitulos e agora é que as coisas vao aquecer Twisted Evil

Fico contente por gostares!!!!




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#25
Uau Miriam, eu fiquei completamente chocadoChocado, mas pelo lado bom, tens mesmo jeito, quando comecei a ler parecia que estava a ver a história, como se eu fosse um espectador e tivesse a ver a tua história na tv Esperancoso ...
E quando lia as frases das personagens parecia-me que as ouvia a dizer, com as vozes do anime, conseguis-te mesmo captar as personalidades das personagens, como elas são e escreves-te muito bem, tal e qual como as personagens são...Pensativo 2
Eu adorei mesmo fico à espera de mais...eheheh Super contente

Muitoo Obrigadooo Amigo Secreto


3/4 nesta comunidade!
#26
Aqui esta depois do pedido de varias familias....espero que gostem e dem a vossa opinião esta historia já estava parada a um tempinho...mas agora vai!!!

5. Segredos antigos

Bunny foi acordada pela doce melodia do violino de Mariana. Levantou-se, e foi ter com ela à sala de música, onde Mariana toca, ainda em roupão e com o seu cabelo meio desajeitado tocava uma doce melodia que a caracterizava… era uma das suas músicas favoritas… em pezinhos de lã, aproximava-se da sua amiga, mas, naquele momento, a música não era uma bom remédio, pensou. Pois aquela música trazia várias recordações de algo que estava bem distante…

- Bom dia artista.
- Olá pequenina, dormiste bem? – Disse pousando o seu violino, olhando para a amiga com um olhar meigo e preocupado.
-Como se pode dormir bem quando partiram o nosso coração? - Nos seus grandes olhos azulados, surgiu um brilho que ela não deixou cair no seu rosto - E… contas-te às meninas o que se passou?

Bunny sabia que Mariana não ia guardar aquele segredo para si, sabia o quanto ela precisava de se sentir apoiada naquele momento, e como as suas amigas, principalmente aquelas que estavam longe, sempre foram o seu apoio elas seriam capazes de lidar melhor com aquela situação do que ela e a Haruka… E o seu lugar não era ali, mas sim no seu país, longe daquele cavaleiro de coração frio.
- Telefonei à Joana e disse-lhe o que se passou. Ela queria vir já ter contigo, mas eu disse que não havia necessidade, que nos tomávamos conta de ti… mas ela disse que ia preparar tudo para tua chegada.
- Obrigada por tudo, sabes que te adoro a ti e a Haruca, mas tenho de voltar e continuar a minha vida… - Disse Bunny num sussurro, apoiando a sua cabeça no ombro de Mariana.

- Mas deves ficar aqui mais tempo, tu não estás bem... E és bem-vinda aqui.

- Não te preocupe, sou forte. Afinal, sou ou não uma guerreira? – Sorriu, tentando aliviar aquele clima pesado.
Haruka entra na sala e escuta a conversa colocando a mão sobre o ombro da Mariana, interrompendo aquele momento: - Tu sabes que nós te amamos, mas eu concordo contigo. O melhor é voltares para junto da tua família e amigos, pois aqui estás muito próxima daquele traste.

- Tens razão. E não levem isto como uma falta de agradecimento, mas preciso de voltar, pegar nas minhas coisas e ir no primeiro avião para o Japão… mas deixei as minhas coisas na casa dele… que vou eu fazer?
- Não te preocupes. Enquanto dormias, fui até casa dele e trouxe as tuas coisas.
- E ela ainda lá estava? - Perguntou Bunny, virando costas para elas, com os olhos pousados no chão para não mostrar os seus tristes olhos.
- Que importa isso, não penses mais nele! Se ele agora está com ela... Tu, minha linda, tens de seguir em frente! Esquece-o!
- Mas talvez tenha sido só um caso de uma noite, e ele esteja arrependido… Achas que ele ainda me ama? Que esta arrependido? - Sorriu com uma réstia de esperança, tentando aliviar aquela dor, esperava uma resposta positiva.
- Bunny ele não te merece. Ele não gosta de ninguém a não ser dele mesmo.
- Porque dizes isso? O que é que ele te disse? Como foi a vossa conversa?
Haruca não aguentou mais ver a sua amiga iludida e, sem aguentar mais, disse-lhe com toda a sua raiva:
- ELE NÃO PRESTA, ELE JÁ TE TRAIU VÁRIAS VEZES…. – Respirou fundo numa tentativa de se acalmar - Não só com a Susana mas também com outras…


Bunny virou-se de frente para Haruka ficando quase colada ao seu rosto e com os seus grandes olhos azuis meios húmidos perguntou:
-Que outras? O que é que tu sabes?
Haruka sentiu o olhar das duas, o que lhe perturbava o espírito. Sofreu o medo de perder o amor da sua vida e a sua mais querida amiga... A sua voz começou a falhar. Mariana apercebeu-se que não se sentia a vontade e que aquele tema a perturbava, então segurou-lhe a mão cedendo-lhe apoio. Haruka não podia mais esconder aquele segredo… estava disposta a tirar aquele peso de cima, ela não era mulher de ter segredos… e estava cada vez mais difícil guardar aquele. Quem sabe, Gonçalo não lhe iria contar… ele era bem capaz disso, pensou… finalmente, encheu o peito de ar e não pensou duas vezes.
-Eu já beijei o Gonçalo há anos atrás! Antes de te casares Bunny… Não passou daí, foi só um beijo inconsciente e estou tão envergonhada… Perdoa-me Mariana… e tu Bunny!
Mariana ficou incrédula a olhar para Haruka, largou a sua mão e começou a afastar-se dela como se já não a conhecesse. Bunny, porém, aproximou-se de Haruka e, passando a mão pelo seu rosto, com um simples olhar, sorriu.
- Independentemente do que aconteceu, eu gosto muito de ti e agradeço que me tenhas contado.
Haruka não estava à espera aquela reacção de Bunny.

- Tu sabes que nunca, nunca seria minha intenção magoar-te. És a minha pequena princesa. – Sorriu, abraçando-a.
Parada num canto da sala, Mariana continuava com o rosto fechado e olhando Haruka sem pestanejar. Não sabia qual era aquele sentimento: raiva , ciúme, pena, carinho, ódio… talvez fosse uma mistura de vários. Haruka olhou para ela e estendeu-lhe a mão esperando a dela… não era uma situação fácil, mas Mariana estendia-a sempre nos momentos mais difíceis… Agora apenas olhava sem saber o que fazer. Bunny que contemplava aquela cena, vai buscar a mão de Mariana que estava longe e encolhida contra o seu corpo e levou-a até à mão de Haruka.
- A Haruka ama-te… e só o facto de ela nos ter contado isto, demonstra que gosta mesmo de nós. Perdoa-a. Certamente ela agiu sem pensar…
- Depois eu e a Haruka iremos ter uma longa conversa… Mas… tu, Bunny, como conseguiste perdoar tão facilmente?

- Eu acredito na Haruka e sei que ela está arrependida. E ela nunca gostou dele, devia estar mesmo num mau momento… está nos olhos dela o sofrimento que isso lhe causa. Acho que esta é a altura certa para eu ir embora e deixar-vos tratar disto sozinhas, vocês precisam de falar… e eu só quero voltar para casa.
- Quando te queres ir embora? – Perguntou Haruka.
Bunny sorriu, e elas perceberam imediatamente. O casal levou Bunny até ao aeroporto, a alta velocidade, Haruka tenta meter conversa para aligeirar aquele clima pesado, mas sem sucesso. Não era altura para piadas ou conversas banais. Chegada a altura da despedida, Bunny abraça-se às suas amigas, agradecendo-lhes por tudo. Era altura de dizer adeus. Pegou na sua pequena mala e olhou para trás, em lágrimas.
- Adoro-vos muito. Não percam o amor verdadeiro que vocês sentem. É difícil encontrar a nossa alma gémea e vocês já a encontraram.
Entrou o portão de embarque com os olhos tristes, mas com um sorriso forçado para as amigas não se preocuparam tanto com ela. Mas ela não conseguia mais disfarçar o que sentia. Estava a perder o seu espírito, até quando iria conseguir aguentar aquela mágoa?


Já no avião, senta-se no seu lugar em primeira classe, direito que iria perder, visto que o seu casamento acabou e ela dependia monetariamente do marido… Agora sabia que não teria mais quem lhe pagasse os luxos e ate mesmo o colégio privado.
O seu avião ia praticamente vazio. Além dela, só havia um casal de recém-casado mesmo à sua frente muito apaixonados, deviam estar em lua-de-mel. Bunny olhava para eles e recordando como foi a sua. Foram para um hotel luxuoso em Cuba, onde ele passou o tempo todo a atender chamadas que dizia ser de trabalho… mas agora já começava a duvidar se seriam mesmo do trabalho, ou se já naquela altura já ele tinha a Susana… ou talvez outra, pensou.

Passou a viagem toda de rosto vincado no chão pensando em como aquele amor, que pensava ser eterno estava agora em ruínas… Mas ela ainda o amava, e aquele sentimento fazia odiá-la a si mesma, pois ele não pensou nela quando a traiu... Ela deixou de ter vida por ele, o seu príncipe encantado. Deixou de sair porque ele a proibia, não saía com as amigas porque não sabia quando ele voltaria, ficara com a sua vida parada em prol da dele, anulando-se completamente como pessoa.

Chegada finalmente a Tóquio, sente-se triste por não ter ninguém à sua espera. Como era possível as amigas não a terem vindo buscar, nem mesmo a sua família, que certamente já estava a par do que se tinha passado em Nova Iorque.
Bunny pega a sua pequena mala vermelha e, dirigindo-se para a saída, encontra uma grande multidão no aeroporto como se algo de importante estivesse a acontecer.
Podia-se ouvir uma data de miúdas aos gritos, “alguém importante”, pensou.
Algo que não a incomodava muito, pois só queria chegar a casa, ao seu lar… e para isso tinha de passar por dezenas de jovens aos gritos, quando chegou à porta viu que estava uma chuva torrencial e um frio glaciar, apercebendo-se que seria impossível apanhar um táxi ou até mesmo ir até uma gare de autocarros, principalmente com o vestido primaveril que trazia, e com aqueles sapatos de salto alto naqueles rios em que se tinham tornado as ruas...

Ficou por alguns minutos perto da porta do aeroporto na esperança de conseguir um táxi, mas o frio estava a tornar-se mais forte. Para se proteger, soltou os seus longos cabelos sempre a resguardavam um pouco daquele frio servindo de manta nas suas costas, mas nem assim parou de tremer… até que vê um táxi chegar do outro lado da estrada, e desata a correr para o poder alcançar, mas ele pára e um homem muito bem vestido entra dentro dele.
- Aahh não! Não me molhei toda e quase fui atropelada para um playboy de meia tigela me tirar o táxi! - Exclamou Bunny sem ar, entrando toda desarranjada no táxi, logo a seguir ao rapaz.

- Que pensa que está a fazer? Está a seguir-me? – Interrogou-a com um esgar.
-Olha esta agora! Estou a seguir o táxi e não o senhor! Acha mesmo que me desarranjava toda e corria na chuva por causa de si, ora…deve-se achar! Este táxi é meu, eu vi-o primeiro!

Os dois começam a discutir, até que o motorista diz muito chateado:
- Ou vocês se decidem ou não vai nenhum. Tenho mais clientes à espera!
Assim que o homem falou, Bunny olhou para a sua figura no espelho retrovisor: os seus longos cabelos loiros sobre o rosto todos desgadelhados e irisados, nunca tinha estado com tão mau aspecto, a roupa molhada e transparente moldava-lhe o corpo e fazia salientar as curvas, o que esquentou o seu rosto.

-Vá pode ficar com o táxi, eu espero o próximo - Disse Bunny em voz baixa enquanto abria a porta.
- Primeiro vamos levar a senhora, ou onde quiser depois eu sigo para o meu destino.
Onde quer ir? - Disse o rapaz, segurando-lhe o braço firmemente enquanto ela já estava preparada para sair do carro.
- Para casa, só quero ir para casa. Mas ainda é longe para o senhor andar às voltas comigo no táxi. É do outro lado da cidade, perto da praia.
- Eu também vou para esses lados. Por isso, senhor motorista, siga para Vila Nevada. – Afirmou o jovem rapaz dando-lhe um toque no ombro, fazendo sinal para arrancar.

O rapaz não parava de olhar Bunny durante toda a viagem, algo que a incomodava… ele era estranho, misterioso, e aqueles óculos de sol naquele dia cinzento, estavam a enervá-la.
- Quer o meu casaco? É que não pára de tremer… a menos que queira ir por aí dizer o quão eu não sou nada cavalheiro… Os jornalistas iriam adorar…
- Quê? Acha-me com cara de jornalista? Mas sim, aceito o seu casaco, estou a morrer de frio.

Tirando o seu comprido e negro casaco, o rapaz fica com uma simples t-shirt branca, vendo-se todo o seu corpo super musculado, prendendo a atenção de Bunny que olha por entre os seus longos cabelos que ainda estava colados no seu rosto, ao estender-lhe o casaco, ele toca na sua mão gelada e roxa de frio, sente pena dela. Bunny depressa veste o casaco que estava quente e tinha um intenso cheiro a perfume masculino.

- Se quiser pode chegar-se mais perto de mim que eu aqueço-a, não quero que morra de frio. E eu estou cheio de calor para dar…- disse com um grande sorriso e esticando o seu braço nas costas do banco ficando com a sua mão mesmo no ombro de Bunny .
- Aff! Vocês homens são todos iguais, não podem ver um rabo de saias que começam logo a atirar-se. Vejo que tem aliança, é casado e mesmo assim está-se a fazer a mim? Vocês não valem mesmo nada!
- Heiiii, calma!

- Calma o caraças, só quer é aproveitar-se! Não tem mulher em casa para aquecer? Ahhhh! Chega! Os homens são mesmo todos iguais… sempre ouvi isto. Pare já o táxi. Eu fico já aqui, não quero mais ir com um tarado.
-Mas... espera! – Diz sem conseguir falar perante os gritos dela.

O táxi pára mesmo ao lado de uma gare de autocarros. Parecia que ali a chuva ainda não tinha chegado e o céu ainda estava tranquilo. Bunny sai rapidamente do táxi, afastando os seus longos cabelos do rosto deitando-lhe um ar furioso, batendo violentamente a porta do carro, batendo no tejadilho para seguir.

Furiosa olha para o táxi que seguia até ao fim da rua até desaparecer na curva e, colocando a sua mala vermelha no ombro, repara que ficou com o casaco daquele rapaz “Bem feito. Ele agora vai ao frio enquanto eu vou quentinha”. Nisto, Bunny leva a mão ao bolso de lado do casaco e repara num pedaço de papel que estava no seu fundo. Ao retirá-lo fica pasmada ao reparar que é um recorte de um jornal antigo que descreve algumas aventuras da guerreira do amor e da justiça. Ela nem queria acreditar… qual era o interesse daquele estranho? Ela já não era Sailor Moon há seis anos… que queria aquilo dizer?






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#27
iiiii! Fixe! Gostei! Smile Quem seria o sujeito? Estou muito curiosa mas tenho palpites! ;D Espero que a Bunny melhore o astral e quero mesmo saber o que significava aquele recorte!
Parabens Miriam, escreves bastante bem! Embaracoso
Fico à espera de outro capitulo para conhecer melhor o enredo da historia! Smile
Bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#28
Adoro esta fanfic, é simplesmente maravilhosa!! Esperancoso Estou ansiosa para que entre o Seiya! (será o Seiya aquele sujeito? =\ )
#29
Muito Obrigado pessoal pelos elogios, fico muito feliz Very Happy
Assim vocês dão me ainda mais força para escrever...e não parar!

Só um pouco mais a frente é que se vai saber de quem é o famoso casaco...quanto ao Seiya ta quase a aparecer, mas vem um pouquinho diferente. Mas acho que vão gostar do que vem por ai! Amanha espero já postar o próximo capitulo.

Beijinhos*




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#31
Este capitulo esta demais!Very Happy
Acho que o sujeito famoso é o Seiya, mas se fosse ele não teria logo reconhecido o seu "Pudinzinho"?Pensativo 2
Estou ansiosa de descobrir quem é esse sujeito famoso!Simpatico2
Adoro Sailor moon!Very Happy

Fic : Mudança do destino
#32
6.Encontro de sentimentos

Bunny, ao chegar à cidade, dirige-se ao seu apartamento, pronta a fazer as malas e voltar para casa da sua mãe, pegando só no essencial, pois não queria ficar com nada que não lhe pertencesse. Doía-lhe estar ali… toda a sua alma chorava.
Mas era difícil deixar aquela casa. Afinal, ela tinha-a decorado e enchido de sonhos…

Já falavam em filhos; chegaram mesmo a tentar, mas sem sucesso. Como doía aquele momento: era o fechar da porta ao lugar partilhado com o que julgava ser o amor da sua vida, mas era também o começo de uma nova mulher.

Ao chegar a casa dos pais, Bunny não sabia o que fazer. Permaneceu imóvel com as malas aos seus pés defronte a casa que, exteriormente, estava igual ao que ela lembrava tão bem. Perguntava-se como ia contar o que se passara e como iria ser a sua vida dali para a frente… apercebeu-se, então, que não tinha projectos.

Até finalmente arranjar coragem e tocar à campainha. O seu pai, ao abrir a porta e ao ver a sua Bunnyzinha, compreendeu de imediato que algo de muito sério se passava.
Agarrou-a como se tivesse de novo 6 anos e 25 quilos, erguendo-a no ar, e de seguida levando-a para dentro de casa, num abraço muito caloroso, que ela tanto necessitava naquele momento.

- Minha pequenina, o que se passou? Porque estás assim? Porque trazes malas?
-Oh pai… não vais acreditar no que aconteceu. – Respirou fundo, pronta a dizer a verdade ao único homem que nunca a tinha desiludido. - O Gonçalo traiu-me. Ainda não sei como foi capaz. Só consigo pensar o que tenho eu de errado, o que fiz. Sinto-me...
- A culpa não é tua, – Falou depois de uns segundos, provavelmente utilizados para pensar o que dizer. - ele é que não merecia alguém como tu. Sempre notei que não eras feliz naquele casamento… foste perdendo o brilho, a alegria. Ele estava a destruir-te por dentro, filha.

Ao ouvir a conversa, a mãe de Bunny sai da cozinha e com um tom de arrogância, diz:
- Eu sabia que não ias aguentar. Deixaste um marido como ele por causa de um deslize? – Suspirou. – Tens de ir à luta pelo que é teu!
- Mãe, ele traiu-me. Disse que não me queria mais...
- Outra mais esperta que tu, - Interrompeu – tirou-te o marido. Agora diz-me onde vais arranjar um partido melhor que aquele? E quem vai querer uma mulher divorciada?
- Estás a ser muito injusta! - Bunny levantou-se do sofá, aborrecida. - Não vês que estou a sofrer?! Em vez de me dares uma palavra de conforto estás preocupada com a minha posição social? Nunca imaginei isso de ti…
- Porquê? Tu também devias pensar assim! Ah, espera… claro… Esqueci-me do quanto és infantil. Se ao menos tivesses engravidado, ias conseguir prendê-lo… mas não! És uma fraca, tal e qual o teu pai.


Bunny não aguenta mais e corre com lágrimas nos olhos em direcção ao seu quarto. Como era possível a sua própria mãe ser assim?
Era com ela que contava para desabafar. Afinal, como mulher devia compreender... Mas acabou por se deparar com alguém que quase sentia ódio por uma atitude da qual não devia ser recriminada. Encostou-se à porta do quarto, arrastando-se até ao chão. Sentia-se só.
Pouco depois, volta a respirar fundo e começa a arrumar as suas coisas no armário e lá encontra o seu velho e esquecido diário. Não resistindo, começou a relê-lo e então a lembrar como foram bons os momentos que passara. Nas páginas finais, encontra uma fotografia do dia que passou com Seiya, no parque de diversões. Já nem se lembrava daquela foto… mas, por breves momentos, foi ela que lhe proporcionou a oportunidade de esboçar um sorriso, como não fazia há muito.

Mas tudo aquilo não ia voltar, ficara no armário como representação do seu passado; cada uma das pessoas referidas página a página tinham seguido a sua vida, tal como ela. Inevitavelmente recordava Seiya… A verdade é que nada sabia dele, perdeu o seu contacto e ele também nunca mais a procurara.

Ao afastar o cobertor para fazer a cama, o telemóvel toca.
- Sim? - Diz, sentindo o sabor salgado das suas lágrimas.
- Bunnyzinha, é a Joana. Estou a ligar para saber como estás e se já chegaste a casa.
- Sim, estou em casa dos meus pais.

- Então ainda melhor, pois já sei o que se passou… a Haruka contou-me tudo. Desculpa, mas nem sei o que te dizer amiga. Estava com medo de falar contigo… Tu sabes que eu sou meio destravada e ainda me passo com aquele...! É melhor não falar daquele traste! Estou a ligar a convidar-te para uma festa.
- Uma festa Joana? – Suspirou. - Achas mesmo que estou com espírito para festas?
- Mas tu tens de vir! Há quanto tempo não estamos todas reunidas como antigamente?! Anda lá! Faz isso por mim… A última vez que tivemos todas juntas foi quando caminhavas em direcção à forca do teu casamento.
- Hum, não sei… Vou pensar. Quando é?
- É já este sábado à noite. Vai ser na minha casa, é só entre amigos, então não estará muita gente. Mas não te esqueças! É uma festa de máscaras. Vais adorar, vai ser óptimo para não pensares mais naquele traste. Vamos fazer com que o esqueças mais depressa do que julgas.
-Ok, logo se vê. Agora vou ter de desligar, lembrei-me agora que tenho de ir às compras. Esqueci-me de trazer a escova e a pasta de dentes.

A meio do caminho em direcção ao supermercado, Bunny tem a sensação de estar a ser seguida, mas não dá importância. Entretanto aquele sentimento persiste, alguém a segue, tem a certeza. Com o medo de se tratar de algum ladrão, volta para casa e dirige-se até à janela discretamente, tentando ver quem é. Então repara num rapaz muito bem vestido, olhando para a sua janela com um certo ar suspeito, o que lhe provoca algum medo. Fechou a janela e começou a pensar se não seria um espia que o Gonçalo tinha posto atrás dela; como na altura em que ela mantinha contacto com o Seiya. “Não seria a primeira vez”, pensou. Ela não era cega, e notara bem as mudanças nele depois de ter sido raptado pela Galáxia: tornou-se extremamente ciumento e controlador, o que a fez separar-se das amigas e também de Seiya, o que consequentemente a fez viver em função do marido.
Bunny começou a sentir-se cada vez mais fraca, invadida com uma forte sensação que não sabia explicar… como se algo de muito importante fosse acontecer.

...---...---...---...---...---...

Sábado chegou e, com ele a festa que tanto Joana ansiava. Mesmo não estando com a mínima disposição para festas, Bunny fez um esforço para comparecer. Joana lembrava-a diariamente até ao esperado dia já que, pela primeira vez desde o casamento de Bunny, ia conseguir reunir o seu grupo de amigas.
Bunny chega e toca suavemente à campainha da nova e grande casa de Joana e Yaten.
-Bunnyzinha, que saudades! - Grita Joana mal abre a porta, abraçando a amiga – Estás tão linda, até fico com inveja!
- Só tu para me fazeres vestir estas roupas, sinto-me idiota!

- Não digas isso! Estás linda com essas roupas de vampira… Que medo! O que conta é que te divirtas ao máximo nesta festa e deixes o passado onde pertence. Então, gostas da minha roupa de tropa? – Riu.

Bunny usava um vestido negro muito justo ao corpo, um grande decote mostrando toda a sua sensualidade que por vezes hesitava mostrar, com uns dentes de vampiro e uma longa peruca negra adornada com algumas madeixas vermelhas, até parecia outra pessoa! Ao chegar à sala de festas, Bunny repara que não é uma festa só para amigos, mas sim para metade da população da cidade. Ela não conhecia ninguém e começou a sentir-se como peixe fora de água.
- Joana Maria, eu vou te matar! Tu disseste que só vinham amigos, e estão aqui mais de 100 pessoas!
- Então e daí? Tens de conhecer pessoal novo! Anda, vamos ter com as meninas que estão na cozinha à nossa espera.
- Bunny! Uau, que poderosa! – Dizem todas em uníssono.
Rita abraça a sua amiga com força, que desata a chorar nos seus braços.
- Não chores mais, ele não merece. Quero-te ver sorrir. – Diz Rita, enquanto limpa as lágrimas da amiga.
- O que tu precisas é de uma tequila para alegrar! E hoje estás proibida de dizer o nome daquele traste! – Exclama Yaten que segurava um copo de vinho.

- Senti tantas saudades vossas! Eu queria estar com vocês, mas o Gon…
- Ei! Não ouviste o Yaten? Não queremos ouvir o nome daquele cujo nome não pode ser prenunciado. – Comentou Rita, enquanto colocava os seus corninhos de diabinha.
- Quem, o Valdemort? Mas esse não é do Harry Potter?!
- Oh Joana! - Disse Bunny, enquanto ria.

- Estás a ver?! O que era de ti sem uma amiga para te alegrar?! E para te animares ainda mais vamos mas é para a pista de dança!
Lá, enquanto falavam e dançavam, riram ao notar as máscaras mais estranhas que iam aparecendo… era como se tivessem de novo 15 anos.
Bunny conseguiu esquecer por momentos aquele passado infeliz que viveu ao lado de quem lhe dera tudo menos o essencial: amor. De repente, começa a sentir-se maldisposta; provavelmente derivado do calor, pensou.
Então, vai até à grande varanda do 1.º andar. As amigas nem notam a sua ausência. Ao chegar inspira fundo perante o vento fresco e, pouco depois, começa a sentir-se ainda mais fraca, com fortes dores de barriga. Sem tempo de ir para outro lugar, vai até um canto e começa a vomitar todo vinho acabara de beber. Subitamente, aparece um estranho vestido de Batman, que lhe segura o cabelo e lhe afaga as costas nuas enquanto vomita. Assim que acaba, sente-se cambalear. O rapaz, que reage rapidamente, pega-a ao colo e transporta-a para o quarto da Joana e Yaten, deitando-a na cama. Bunny, ainda muito debilitada, tenta-se levantar da cama, mas depressa desmaia. O misterioso homem tira-lhe os sapatos e agarra-a no pulso, começando a medir-lhe as pulsações. É então e só ao retirar-lhe a peruca que descobre quem é aquela rapariga....

________________________________________________
Aqui esta o novo capitulo, com forme o prometido, espero que gostem Very Happy Fica aqui o meu agradecimento a todos que me continuam a dar força para continuar esta historia....mas em especial a Dumpling* por continuar a ser o meu braço direito ajudando nos meus erros I love you




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#33
*---* Nem tenho palavras pra descrever esta Fanfic! É simplesmente D++++! Estou ansiosa para que apareça o Seiya! Apaixonada
#35
Ainda bem que gostaram... bem preciso da vossa força.

Ohh Juju ele ta quase a aparecer vais gostar tantooo...
Misaki não percas então o próximo capitulo Very Happy

No fim de semana espero ja colocar o proximo capitulo




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#36
Ai a Mãe dá Bunny virou uma interesseira!! :O Parva, se desse apoio à filha...!
A joana é mesmo a maior. Tira a Bunny de casa e ainda se sai coma do Harry Potter! Matreiro Que verdadeira! Matreiro
Uma coisa que me passou pela cabeça agora: a bunny vomitou por ter bebido, certo? Matreiro É que até já estou com ideias!
Francamente nao faço ideia de quem seja o sujeiro. Estou dividida entre o Seiya e o sujeito do casaco (que tambem pode ser o Seiya! Matreiro)
Fico à espera de mais! Bjokas
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-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#37
estou a adorar a tua fic, estou ansiosa pelo proximo capitulo....
tens muito geito Very Happy

Não era no fim de semana que colocavas mais Smile

Eu quero ler Sad Sad





'Há dois anos nesta comunidade fantástica' *-*

#39
Visito este tópico todos os dias desde que postaste o último capítulo! OMG, eu quero o próximo Emocionada Adoro muito esta fanfic
#40
Então já somos duas...

Quando é que poes o proximo... tou tão curiosa... Queres nos matar de curiosiedade?! Razz Razz





'Há dois anos nesta comunidade fantástica' *-*

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