Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Lágrima de Prata - O renascimento das guerreiras

#141
rmmr111 escreveu:...
Cruz oh ainda bem que gostas! Pois ficou pequeno porque o outro ficou com 7 páginas do Word e o outro ants ficou com 8! xDD
Oh cruz o segredo é pores-te na pele de cada personagem,
acabas por escrever com maior facilidade, e fazer alguma pesquisa… pra comida tive de pesquisar pq não podia por elas a comerem caldo verde visto que são japonesas xDD
Oooooooooooh *mim pula de felicidade com as letrinhas pequenas da cruz* !

Pois é perco a noção do tempo… xDDD depois sai sempre maior do que
eu queria xDDD

O tempo que demoras a escrever não importa o que importa é o resultado… eu pra escrever a crazyfic demoro imenso tempo a ter ideias… mas depois de as juntar todas numa horita escrevo xDD
Espero continuar também com qualidade! E prender te ao ecrã por muitos capítulos.
Oh andas prai a divulgar o meu segredo da malukeira? O xanax com coca cola é so pra mim xDDDD.
como já disse á kaoru “Em nome das banhas vou castigar-te!
O segredo? Qual segredo? AAAAAH esse… mas é segredo!
xDDDD
bem acho que é tudo! Obrigada por
lerem e comentarem!

Ainda bem que gostaste das letras piquinhinas.. Embaracoso e eu não ando ai a divulgar nada só comento..XDDDD
Em relação à pesquisa é coisa que não paro de fazer.. quero o meu livro o mais completo possível, e para isso tenho que estudar sobre aquilo que vou falar..
E em relação à qualidade tenho a certeza que não me desiludes.. até porque ainda não o fizeste nem uma única vez..Embaracoso
Adorei essa frase "Em nome da manhas, vou castigar-te"..XDDDD é perfeita para mim..XDDD

PS - em relação ao obrigada, só as raparigas é que dizem, os rapazes dizem sempre obrigado.. a condição depende da pessoa que está a falar e não da quem se está a agradecer.. *me salta de alegria é a 1ª vez que corrige alguém... tenho pena é que tenhas sido tu a minha cobaia..XDD Wink


Jovems escritores, não resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando!
#142
Oh angeless/nessa ainda bem que estás a gostar! a minha presuasão resulta +as mil maravilhas como sempre xDDDD.
mas os capitulos vão aumentando o tamanhito por isso não te fies nas estimativas !

Oh cruzita poruqe tem de ser tão má pra mim???
:g11: :g11: :g11:
por acaso não sabia essa do agradecer! muito ObrigadO !!!!
kuanto ao capitulo... amanhã vou estar fora por isso talvez 2ª o publique
e essa frase NÃO se adequa nada a ti! ai k m xateio já akiii!
Obrigado plos comments! Wink
#143
Segunda é hoje, senhor rmmr! Neutral Veja lá se quer ficar sem ovos Kinder Razz
#144
Bem aqui vai mais um novo capitulo... este capitulo teve um título totalmente aleatório poruq não sei muito bem como resumir toda a informação que nele se encontra.
Espero que gostem... e comentem!


Capitulo 9 - Dúvidas


-Porque não lhes contaste?

Aquela pergunta ecoou no silêncio desconfortável que se abatera no apartamento de Ami Mizuno, como se cada partícula de pó que caia
lentamente como pequenos flocos de neve, iluminada pela luz do poente na janela carregasse consigo todas as palavras que deveriam ser proferidas mas que teimavam em sair.
As quatro raparigas encontravam-se num sono profundo, revivendo acontecimentos que as mudaram para sempre, imortalizando as suas
almas de guerreiras.
O seu tom de voz apresentava uma nota de apreensão misturada com uma rigidez que dava a entender que embora quisesse não conseguia entender a sua atitude.
Mariana olhou directamente Susana nos olhos, e, depois de olhar para a sala, certificando-se de que todas as 5 raparigas dormiam pacificamente, disse num tom um pouco frio:

-Não quero preocupá-las, Eu resolvo isto sozinha

Susana levantou o tom de voz claramente irritada com a afirmação de Mariana, não demonstrava aquela expressão pacífica que tão bem a caracterizava.

-Não tens o direito de lhes esconder isto! Elas são nossas aliadas! Elas são... – Parou como se buscasse dentro de si a palavra que melhor descrevesse o que eram para ela aquelas raparigas ingénuas e despreocupadas, desceu o tom de voz e proferiu com uma lamúria o resto da frase – Elas são nossas amigas!

Mariana sorriu sorumbática, Sabia que Susana não conseguiria compreender.

Quando lhe respondeu a sua voz saiu embargada pelas lágrimas, pelo sofrimento cortante que lhe dilacerava o coração de cada fôlego
inspirado que dava sem Haruka a seu lado.

-Sabes… Amanhã faziam 6 anos que nos conhecemos – Os seus olhos inundaram-se de lágrimas e um sorriso carinhoso apoderou-se da sua face -
… ontem enquanto arrumava as camisas de Haruka no armário descobri um enorme embrulho, tinha lá dentro um stradivarius* e um postal que ela me escrevera… não consegui lê-lo sequer.

As lágrimas molharam-lhe a face e atingiram o linho branco da camisa apertada que trazia vestida. Uma a uma caíram como chuva molhando a terra cansada, apaziguando a alma sofredora de Mariana. Passados uns segundos recompôs-se e continuou com uma voz sumida e quase inaudível.

-Prometemos que nos protegeríamos mutuamente, não posso quebrar essa promessa. A NOSSA PROMESSA!

As lágrimas molhavam-lhe o queixo e caiam como pequenos diamantes na sua pele de marfim.
Os seus olhos ficavam ligeiramente avermelhados devido ao cansaço e a luz que lhe batia na íris dava-lhe uma tonalidade de azul mais azul que o céu e o mar reunidos num abraço eterno, a tristeza apoderava-se de Mariana como um veneno que infecta lentamente a sua vítima.
Bunny mexeu-se no pouf, encontrava-se num estranha posição, com um pé no sofá e outro poisado na mesa e os imensos fios de cabelo doirado espalhados pelo cão, como se de milhares de minúsculos colares doirados se
tratasse.
A sua cara pacífica e sorridente mesmo enquanto dormia transmitia a quem quer que para ela olhasse uma imensa sensação de que tudo daria certo, de que nada poderia abalar aquela ilusória segurança que a envolvia.

Susana sentou-se na cadeira, não tão segura de que tudo seria tão fácil como mariana queria fazer parecer na sua visão toldada pelo terror da possível perda de Haruka.
#145
*****************************************************************************


Haruka finalmente acalmara dos sucessivos tremores, embora os suores fios continuavam a inundar-lhe a testa copiosamente dando á sua pele um brilho doentio que acentuava mais a sua cara de sofrimeno.
Octávia suspirou desesperada, certa de que os panos húmidos que colocava no seu corpo de nada serviam.

Levantou-se da cadeira forrada a veludo verde que estava encostada a uma pequena secretária de mogno castanho escuro e pisou determinadamente a alcatifa felpuda que cobria o chão do quarto dirigindo-se á cama e destapando o corpo de Haruka para observar a mesma imagem que lhe tirara o apetite, aquela imagem que sempre haveria de a perseguir e que lhe roubara as palavras dos lábios.
Haruka jazia na cama, quieta por instantes.
O seu corpo não estava normal.
O corpo de Haruka deixava entrever quase completamente os lençóis de linho branco, e as rugas causadas pela inquietude que Haruka demonstrava nestes últimos dias.

Haruka encontrava-se quase totalmente transparente, desfazendo-se
pouco a pouco como se no seu lugar ficasse uma estáta vítrea, uma imagem da sua ténue existência. Octávia tocou-lhe levemente na testa alumiada pelo símbolo planetário de Úrano constatando que se encontrava, cada vez mais fria e mais distante deste mundo.

Haruka morria lentamente e não havia nada que ela pudesse fazer.
Octávia escondera o gravíssimo estado de Haruka de Mariana, cobrindo-a com um espesso enderedon e enroscando-se a ela na cama, fingindo-se adormecida, por saber que Mariana não teria coragem de as perturbar nessa situação.

Octávia cerrou o seu punho direito com força em torno de um corpo de cristal que se partiu abruptamente, cortando a sua carne e causando um pequeno jorro de sangue que lhe manchou o pijama cor de rosa e os lençóis.

Indiferente á dor física olhou preocupada para Haruka.

Os seus olhos abriam-se de vez em quando, como se delirasse de uma febre anormal, mostrando uma ausência de pupilas que lhe dava um aspecto fantasmagórico devido á ausência de negro naqueles olhos castanhos-escuros.
A luz outrora fortíssima do seu símbolo planetário brilhava agora tenuemente como se as forças que a mantinham viva arranjassem maneira de avisar que escasseavam.
Octávia sabia perfeitamente a razão daquele lenta e doloroso deterioração, sabia que as veias latejavam pela ausência da substância luminosa, a sua Essência estelar.

Sabia decor a antiga história sussurrada pelas suas amas durante a sua encarnação como princesa Hotaru, a guardiã de Saturno.

Octávia fechou os olhos transportando-se para o escuro palácio parcamente iluminado por velas negras e aonde a noite era quase
permanente.

A mulher á sua frente estava vestida com grossíssimas vestes
de pêlo de seltoin, uma espécie de ovelha local que fornecia lã muito espessa embora muito áspera, tingido de vermelho-escarlate , ideal para as baixíssimas temperaturas que se sentiam á superfície de Saturno.
A mulher deitara a princesa na enorme cama de um material
ferroso da mesma cor da prata mas de maior resistência, com inúmeras mantas cobrindo a frágil criança e protegendo-a do violento frio que se fazia sentir no infindável inverno de Saturno, um planeta desolado pela solidão e pelo silêncio.
Lá fora a neve caía e um vento tempestuoso embatia nas janelas que tremiam violentamente.
A ama dirigiu-se a elas e fechou com cuidado os estores de madeira negra e o quarto ficou rapidamente submerso em escuridão que ao invés de assustar a criança a fazia sentir confortável.
Ligaram-se vários candelabros que deram ao quarto um ar sombrio e sossegado, a ama sentou-se calmamente na cama e acariciou os longos cabelos negros da princesa.
A sua voz maviosa soava como um embalo.

-Querida está na hora de descansar… deve descansar porque amanhã farás uma longa viagem.

-Conta-me uma história.

A pequena criança não devia ter mais de 6 anos mas os seus olhos transmitiam uma sabedoria que não parecia enquadrar-se na sua aparência
pueril.
A ama sorriu calorosamente. Nunca conseguia negar nada á pequena Hotaru com aqueles olhos púrpura determinados e sensíveis.

-Vou contar-te uma lenda… uma lenda que se conta desde o inicio dos tempos…
A criança anuiu com um olhar brilhante de ansiedade e
expectativa por ouvir uma história milenar.

“ … Nem sempre houve vida no universo, aliás nem sempre houve universo… O enorme universo em que vivemos foi outrora um amontoado de nada, um sitio que não o era.

E então, um súbito impulso cósmico, fruto de forças que desconhecemos até hoje criou-se, trazendo consigo duas formas de vida dormentes.
Lado a lado na imensidão do cosmos dois corpos inertes flutuavam, como se esperassem pelo seu destino.
Uma das silhuetas que adormecida jazia na ausência de gravidade e oxigénio era chamada de Inochi.
Os seus cabelos cor de prata ondulavam pelo cosmos, quais raios de luz, contrastando com os seus olhos azul celeste que se encontrava vazios de qualquer emoção.
Inochi foi a primeira a despertar, Diz-se que O seu sopro era capaz de dar vida aos planetas inanimados espalhados nas imensas galáxias as suas lágrimas criavam rios mares e oceanos e o seu olhar protector zelava pela prosperidade das vidas que originara.

No entanto os tempos de paz não foram longos.

Outra entidade despertou tardiamente e os seus poderes deram origem ao seu nome: Chaos.
Chaos o irmão sombrio de Inochi foi criado, para que existisse um equilíbrio no universo, luz e sombra, preto e branco, no entanto o negrume que cobria o seu coração corrompeu a sua alma e tornou-o numa fonte de ódio e destruição.
O ódio de ter sido esquecido pela sua irmã fê-lo atacar violentamente trazendo consigo um raio de destruição morte e desgraça aos povos outrora prósperos.
Corrompidos pela amargura do Chaos Os homens perderam a vontade de viver, deixando que a destruição se apoderasse deles.
Inochi desesperada pelo triste destino dos homens invocou a si uma filha a que chamou Toku.
A
beleza de Toku diz-se ser apenas suplantada pela sua criadora, os seus olhos negros carregavam consigo uma inocência fora do comum, Toku tinha uma pele branca como o marfim.
Toku trouxe consigo a felicidade aos corações cansados dos sobeviventes

Durante milénios Toku trouxera aos povos de todas as galáxias confiança e honestidade que solidificaram as então primordiais civilizações, que recebiam de Inochi a vida.

Diz- que os corações dos homens foram iluminados por uma luz de honestidade e confiança, e as suas vidas voltaram pouco a pouco ao normal, reconstruído das cinzas as civilizações destruídas e trazendo um brilho de determinação nos olhares.

O ódio do Chaos teve em si tamanha força que criou Nikui.

Nikui trouxe a desconfiança e a guerra a todos os planetas influenciando os seus habitantes e fomentando o ódio. Diz-se que os seus cabelos são tão vermelhos quanto o sangue, e que mesmo hoje em dia se olharmos nos olhos de uma pessoa com ódio podemos ver de relance aqueles olhos magenta vivo.

Inochi desesperada viu os homens matarem-se numa chacina sem fim, dando ao Chaos força para continuar a sua demanda por poder.
As suas lágrimas trouxeram chuva e com a chuva nasceu Kibou, o segundo primogénito de Inochi.
Com a sua chegada instalou-se no coração dos homens a esperança de uma era melhor. Com a ajuda de Toku conseguiu que os homens voltassem a acreditar na paz, voltassem a confiar uns nos outros, com que reconstruíssem as alianças quebradas reforçando-as com a esperança trazida pelos profundos olhos verdes e pela cara de inocente de Kibou.

O chaos não conformado com a situação criou dois primogénitos, os gémeos Shi e Kodoku.

Os seus olhos negros e inexpressivos ficaram para sempre na memória do cosmos, antes de corromperem um planeta e destruírem todas as formas de vida que nele habitavam diz-se que o seu olhar parava o tempo por um segundo e que o seu riso congelava o sangue do mais bravo dos guerreiros.
Quando cessaram o seu ataque, por todo o cosmos a morte reinava e a escuridão ensombrava qualquer réstia de esperança que pudesse existir.
Tudo estava perdido.

Kibou morrera de desgosto ao ver que os homens perderam a fé e que se dignavam a aceitar uma vida de infelicidade e escuridão eternas.

Toku rezava incessantemente pela mudança que tardava em vir, enquanto chorava dia e noite as vidas perdidas. Inochi perdera todas as suas forças na batalha deixando que o chaos governasse tudo.

Inochi soltou o seu derradeiro suspiro, desistindo de lutar por uma causa perdida, decidira entregar-se ás mãos do destino pronta a morrer ás mãos do Chaos.

Desse ultimo suspiro surgiu uma luz.

Banhada em luz e calor surgiu Eien no Seishin.

Eien no Seishin de um gesto desfez Kodoku e Shi em poeira negra que aprisionou numa esfera de cristal. O seu beijo trouxe á vida Kibou, e o seu sorriso iluminou as galáxias trazendo um fôlego de esperança os planetas
destruídos pelo ódio e desolados pela solidão.


O chaos fragilizado pelo poder de Eien entrou num estado latente, dando oportunidade aos filhos da luz para se sacrificarem pelo bem do universo.

A reunião dos 3 primogénitos causou um impulso de energia. Essa energia reduziu a poeira cósmica os filhos do Chaos e aprisionou-o num sono profundo, mas como consequência Eien Toku e Kibou desfizeram-se
também em poeira ao libertar o seu derradeiro poder.


Desesperada Inochi sacrificou a sua vida, e fez com que os seus filhos se mantivessem vivos no coração dos homens.

Toku, a virtuosa foi tansformada em milhares de resplandecentes cristais, e protegeu no seu interior as qualidades dos humanos e a sua força de viver, o seu nome passou a ser coração puro.

Kibou transformou-se em milhares de espelhos que armazenaram os sonhos, para lembrar aos homens que sem sonhos a vida não tem sentido, os milhares de espelhos foram chamados de espelhos dos sonhos.

Eien no Seishin carregou consigo o fardo dos espíritos dos homens, a sua personalidade e toda as suas memórias foram armazenadas numa pequena semente cristalina aprisionada em pétalas de eternidade.

Inochi espalhou-os pelo interior dos homens garantindo assim a sua existência perpétua, no entanto para que pudessem continuar a existir necessitavam de uma energia que os alimentasse, uma força que lhes desse vida.

Inochi chorou de felicidade, e com cada lágrima que caia um pequeno grânulo do seu ser se transformava em luz e entrava no coração dos homens alimentando os seus corações puros, espelhos dos sonhos e sementes de estrela.

Inochi tornou-se essência estelar, eterna e imutável.

Quanto ao chaos, este enviou no seu último impulso de força os seus primogénitos pelo universo, com o intuito de corromperem os homens.

Diz-se que até hoje o chaos repousa num local inalcançável, preso pelo amor que Eien Kibou Toku e Inochi partilharam…

Diz-se que até hoje podemos ouvir o lamento de Kodoku e que antes de morrer cada pessoa tem uma visão com Shi.”

Hotaru dormia enroscada abraçando a almofada de penas.

A ama sorriu afagou-lhe os longos cabelos negros e cobriu-a com o edredon levantou-se e saiu do quarto silenciosamente.
#146
Por esta altura Octávia retornava ao presente alheia aos acontecimentos que se passariam de seguida, sem ver a ama pegar na foice bifurcada que envergaria quando adulta, sem ver que a causa do vento demoníaco era na verdade um bando de youmas que queriam destrui-la, sem ver que a ama se
sacrificou naquele momento, deu a sua vida para que a criança repousando na cama não tivesse que despertar precocemente para a batalha sangrenta que a aguardava.

O seu símbolo planetário, símbolo do planeta Saturno, emitia uma luz roxa forte que iluminou por segundos o quarto escuro com as persianas fechadas.

Octávia como Susana tinha a capacidade de aceder com facilidade a todas as suas memórias referentes ao milénio prateado e anteriormente a isso, quando era ainda uma princesa no planeta do silêncio, Saturno.
Lembrou-se então de onde ouvira pela primeira vez aquele nome.

Essencia estelar.

Sem ela o coração puro enegrece, o espelo dos sonhos fica vazio e a semente de estrela apaga-se de memórias e vontades.
Sem ela sofre-se uma morte lenta e dolorosa, uma desintegração total do corpo e uma perca total da sua alma.
Octávia sabia que a única forma de curar Haruka era restabelecer ao seu corpo a essência estelar antes de o corpo se ter consumido totalmente pela sua falta, antes que a essência estelar se funda com o universo e que a alma do seu portador se perca para sempre.

O sangue continuava a correr do corte fundo resultante dos vidros
do copo, banhando-lhe a mão direita e fundindo-se com o fino tecido da camisa de dormir, criando um enorme padrão vermelho escuro.

Subitamente um inaudível ruído despertou a minuciosa atenção de Octávia, algo não estava bem.

Acorreu á mesa-de-cabeceira de Haruka ,onde mantinha há 2 dias a sua caneta de transformação guardada, pronta a defendê-la se necessário, e de um gesto ágil criou um rio de luz roxa que a envolveu quando gritou:

-SATURN PLANET POWER MAKE UP!

Sentiu o seu corpo invadido por toda aquela imensa energia, aquela energia que não sentia desde que batalhara contra galáxia, aquele imenso
poder que carregaria para toda a sua vida, tão familiar mas ao mesmo tempo tão novo e desconhecido.
Sentiu que a ferida na sua mão se fechava, a luz curava-a de todas as maleitas e vestia-a numa roupa de marinheiro com cores roxa e castanho-escuro.

Aquele espectáculo de luz e energia durou apenas uns segundos, trazendo ao quarto a guerreira da morte e do renascimento, navegante de Saturno.

Algo estava diferente, Octávia sentia que o poder que a invadira fora forte, mais forte do que alguma vez o experimentara, e foi com surpresa que descobriu preso no laço um coração puro, o mesmo coração puro que tinha quando se tornou pela primeira vez na guerreira de Saturno.

Assumiu rapidamente uma posição de combate e desceu a escadaria que dava para o hall.

*****************************************************************************

Mariana limpava as lágrimas pressionando com força as pálpebras como se quisesse obrigar os seus olhos a parar de as verter com tamanha intensidade.

Susana levantou-se novamente e deixando-a sozinha dirigiu-se á sala par verificar se algo de errado se passava com As quatro guerreiras adormecidas no sofá, deparando-se com quatro raparigas de diversas expressões faciais contrastantes e com os símbolos de Mercúrio de Marte , Júpiter e Vénus brilhando intensamente.

Bunny roncava ruidosamente enquanto proferia frases sem sentido

-Não Galáxia não te deixarei comer todos os bolos do universooo! – Fez uma expressão determinada que arrancou imediatamente a Susana uma gargalhada sonora - Larga o croissant do Gonçalo seu espantalho metálico!

Susana regressou á sala e sentou-se novamente na mesma cadeira olhando para Mariana com aquele olhar inexpressivo que chegava a roçar o intimidativo.

-Sabes talvez tenha sio um pouco brusca contigo há pouco, mas não acho justo quereres isolar-te dessa forma. Elas também se preocupam com a Haruka raios!

Mariana sorriu.
Embora odiasse admiti-lo sabia tão bem quanto ela que elas dariam tudo por tudo para a as ajudar, mas não conseguia deixar de ser egoísta, de querer acabar com a vida daquela mulher demoníaca, de sentir na boca o gostinho de vingança, de salvar Haruka como tantas vezes já ela a salvara.

-Talvez tenhas razão. A Ami apercebeu-se de que algo não estava bem… quando elas acordarem dir-lhes-ei podes…

Subitamente um estranho um formigueiro de inquietação atingiu a sua mente, como se um alarem fosse activado avisando-a d que algo de mau se aproximava.
Levantou-se num ápice e correu ao bengaleiro na entrada da casa, deixando Susana estupefacta com a sua atitude.
O hall da casa de Ami tinha uma pequena mesa de mogno, uma
estrutura onde sete pares de sapatos repousavam (no Japão tem-se por tradição descalçar os sapatos á entrada de casa, considerando-se uma falta de respeito utilizar os sapatos dentro de casa), uma janela enorme que deixava ver a cidade de um ângulo superior, e um bengaleiro.
Dois casacos grossos e 4 cachecóis pertencentes ás outras raparigas repousavam num imponente bengaleiro de madeira escura com vários
contornos curvos formando a sua estrutura.
Mariana desesperada jogou no chão de madeira fria os casacos e arrancou do cadibe mais alto uma pequena bolsa preta onde carrgava os bens necessários.

Vasculhou a bolsa freneticamente, era incrível como mesmo uma bolsa tão pequena conseguia conter tamanha quantidade de inutilidades.
Um pente; um monte de talões do supermercado ; uma pequena agenda telefónica com motivos marítimos; um baton rosa claro (a cor que Haruka
mais apreciava nos lábios de Mariana); um frasco de perfume; um telefone e por fim um espelho de mão com um cabo azul e doirado e com um símbolo nas costas, o símbolo de Neptuno.

A face espelhada que em momentos de paz apenas reflectia a face de mariana brilhava agora intensamente, mostrando uma imagem distorcida de
uma mulher em roupas de marinheiro roxas.

Embora a imagem estivesse distorcida, como se fosse um reflexo mostrado numa superfície de água, o som era bastante nítido, e os gritos de Octávia gelaram-lhe o sangue.

A adrenalina envolveu-lhe o corpo e sem pensar nas consequências, escancarou a janela e saltou em direcção ao chão a uma velocidade assustadora, deixando atrás de si uma Susana impossibilitada de a seguir por se ver obrigada a zelar pelas raparigas que poderiam perder-se no fluxo do espaço tempo.
Mariana sentia o vento bater-lhe na cara e o chão a aproximar-se a uma velocidade exponencial.
Talvez não tivesse sido tão boa ideia saltar de um 9º andar em pleno centro de Juuban, mas o impulso apoderou-se dos seus actos e sem se dar conta caia em direcção ao solo com o zumbido da velocidade latente na sua
cabeça.
Sabia que numa situação vulgar o seu corpo sofreria danos irreparáveis com a força do impacto, mas sabia o que fazer.

-NEPTUNE PLANET POWER MAKE UP!

O seu corpo foi envolvido por uma luz azul esverdeada que atraiu alguns olhares curiosos, parecia um pirilampo azul que não podia voar caindo a pique cada vez mais próxima de uma queda fatal.

Ergueu as mãos e rodopiou no ar, um rodopio facilitado pela velocidade que trazia e gritando furiosamente invocou as águas dos oceanos seus protectores.

-DEEP SUBMERGE!!!!

Quando estava prestes a embater contra o passeio de granito cinzento uma enorme esfera de água surgiu actuando como protecção, e permitindo que Neptuno aterrasse na água e corresse encharcada pelas ruas atraindo os
olhares dos transeuntes mais distraídos.
As pessoas regressavam na sua maioria para casa, logo as ruas encontravam-se praticamente desertas dando a Neptuno a liberdade de correr em auxílio de Haruka e Octávia.

As lágrimas corriam pela sua face, misturando-se com a água do mar que lhe pingava dos cabelos.
Sentia frio, doíam-lhe as costas do embate contra a água, estava cansada, nada disso importava, o que importava era a segurança de Haruka…
E Octávia… Octávia estava em perigo, decerteza que algo se passava.

Continuou a correr esperando chegar a tempo.

A tempo de salvar octávia.

A tempo de salvar Haruka.

A tempo de se salvar a si própria.

Notas:
Spoiler

Stradivarius: É simplesmente a marca de violinos com maior qualidade em todo o planeta, existem apenas 600 em todo o mundo,e só e possivel adquirir um em leilões de acesso restrito, são carissimos chegando a custar no mínimo 1 milhão de dolares por unidade.
quanto á lenda... eu arranjei nomes que reflectissem as qualidades dos elementos.
Inochi=vida--------representa a essencia estelar que é fonte de vida, logo simplesmente achei que dicaria bem
Toku=virtude------- eu primeiro keria por ureza mas achei demasiado óbvio por isso optei por virtude para caracterizar a antiga forma dos corações puros
Kibou=esperança------Esperança e sonhos interligam-se, logo achei que ficaria bem
Eien= Eternidade, Seishin=Espirito ------Como as semetes de estrela carregam a alma ... gostei e pronto
Nikui=ódio---corrompe a virtude
Kodoku=solidão-----afasta a esperança e enfraquece-a
Shi=morte---------separa o espirito da carne
#147
ora aqui está mais um bravo capitulo "dúvidas " , simplesmente fundamenal .

adorei a história sobre a origem do universo que inicialmente era o nada e que epois se formento após as duas criaturas que lá estavam Inochi e caos , o bem e o mal .

ao ler esta história que a ama de Otáva contou , fez-me lembrar duas personalides da biblia o Abel e Caim primeiros filhos de Adão e Eva . Abel era pastro de ovelhas e Claim lavrador .
um dia escolhido por Deus ,Caim oferceu os seus produtos agricolas e Abel uma ovelhinha . Deus aprovou Abel e não Caim , este perguntou porque Deus rejeitou a sua oferta , este disse que sacrificio sem sangue não perdoaria os pecadosa. No entanto Claim não obedeceu e culpou Abel , matando-o no campo .mais tarde Deus fez questões ode localizar Abel nas quais Claim fingiu não saber depois de tomar conhecimento o amaldiçou com sangue de Abel e Claim afastou-se do senhor .A sua rebeldia causou o primiero assasinato no mundo .

esta foi a parte que mais gostei da tua história . continua .

P.s. os nomes que atribuiste ás personagens da história do universo são verdaeiros ? , ou seja o significado que mostraste no spoiler estão correctamente trazidos ou foi a tua mente brilhante que as criou ?

não chateio mais , fico á espera de ler mais capitulos FORÇA !!
#148
Bom, li ontem mesmo o novo capítulo, mas deixei o comentário para hoje para que pudesse reflectir tudo o que pensei sobre este capítulo Smile

Sem dúvida que foi o meu preferido, a seguir ao da histórida da Chou senshi. Parece-me que este capítulo é mesmo muito importante para o desenrolar da história, e gostei muito como explicaste e introduziste elementos da mitologia oriental, ficou fantástico!

Mas começando pelo início... Achei muito misteriosa a conversa da Mariana com a Susana. Mostraste realmente que a Mariana preocupa-se e ama muito a Haruka, de tal forma que não suporta a ideia de perdê-la. E mostraste, claramente, que as coisas podem não correr bem... Gostei muito como abordaste a angústia da Mariana, a racionalidade da Susana.

A minha parte favorita foi, sem sombra de dúvida, quando exploraste o passado da Octávia, juntamente com as descrições do lugar sombrio onde vivia, a ama e a história que lhe contou. É muito interessante a forma como abordaste o nascimento do Caos! Adorei, sinceramente, e muito Smile É engraçado como ambos vamos abordar, embora de forma distinta, o nascimento dele nas nossas histórias Razz

A história toda à volta da Essência Estelar, bem bomo as sementes de estrela e os espelhos foi muito bem construída. Gostei realmente muito e penso que faz sentido no âmbito da tua história. E magoou-me mesmo ver a Haruka naquele estado de sofrimento, prestes a desaparecer, sem a sua Essência... A forma como a Octávia tem vindo a esconder esse facto da Mariana e a maneira como cuida dela...

E, por fim, os estranhos acontecimentos em redor da Octávia! A Mariana a atirar-se da janela e a usar o seu ataque... Imaginei esta parte com uma grande precisão Embaracoso E gostei muito de como descreveste todos os acontecimentos e sentimentos que a Mariana experimentou até pegar no seu espelho e ver que a Octávia estava em perigo.

Só uma coisa; a Saturno sentiu um poder diferente a acordar dentro de si, não foi?

Agora estou ansiosa para saber o que vai acontecer! Very Happy A história está a ficar cada vez melhor e a sofrer uma viragem Smile E este foi, sem dúvida, o melhor capítulo que escreveste Smile (na minha opinião, claro!)

*dá dois ovos Kinders ao rmmr* Quero o próximo Razz
#149
Oh Hopeless ainda bem que gostste assim tanto do capitulo.
Eu adoro todo e qualquer tipo de mitologia, e lemrei-me de criar esta lenda.
Os nome que referi são reais, são kanjis como os que formam o nome das navegantes.

Oh vejo que a reflexão valeu a pena kaoru! mais um belo comment. sim etse capitulo é bastante importante oruqe para alem de explicar a aaprição do Chaos explica parte das suas atitudes, e terá a ver com acontecimentos futuros.
Pois a Mariana... eu odeio aquela redoma de perfeição que a naoko ergueu em seu redor, parece que não consegue ter pensamentos impuros ou agir de modo egoista.
achei melhor da-lhe uma faceta mais humana, explorar o amor quase obssessivo que tem com Haruka, e o esxtremo que seria capaz de atingir pra o preservar.
O planeta saturno.... achei que ficaria melhor uma superficie fria e solitária, porque para alem de estar muito afastado dos outros planetas é afastado do sol e não recebe o seu calor, e ainda assim achei que combinava com o lado dark da Octavia. oh kaoru ainda bem k gostaste da criação do cosmos segundo a minha cabeça , foi a parte mais trabalhosa do capitulo mesmo, embora fosse a que mais gozo me deu.
Esses 3 elementos (as sementes de estrela os espelhos e os corações puros) pareciam-me demasiado semelhantes e ao mesmo tempo tão distintos... logo achei melhor criar uma ligação entre eles!
A octávia tem-nas a elas como a sua familia, porque algo aconteceu ao seu pai, então afeiçoou-se a elas de uma forma muito profunda, e preocupa-se com o sofriemnto de Mariana.
Sim a mariana ficou muito sensitiva neste momento, e segue mais o seu impulso.
sim a Octávia ganhou novos poderes , mas não ganha novo fato, vou só juntar caracteristicas que gostei mais nos fatos dela e crio um novo (a isto se chama reaproveitar), mas aina não os sabe dominar completamente.
O melhor?Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o:
2 kinders? Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o: Surprised.o:
mim fica feliz com estes comments tão bons!
#150
.. Bem .. já fiz as malas.. vou para a reforma.. não dá para competir com gente a este nível.. Embaracoso'
custou a sair este capitulo, mas valeu mt bem a pena.. neste esmeraste-te .. Smile
Só me lembro de ter lido uma vez algo assim com qualidade.. e foi um livro de Dan Brown.. até acho que a certo ponto ultrapassaste a escrita dele.. pelo menos para mim..(e acredita que não estou a exagerar) Tás de parabéns... fiquei oficialmente fã da tua escrita.. és um exemplo a seguir neste ramo.. acho que devias começar em pensar a escrever um livro.. te garanto que tinhas leitores..
A tua escrita foi algo que me espantou mt .. não esperava de todo, quando entrei para este fórum chegar a algum dia ver talentos como já vi, e como já te disse uma vez és definitivamente o meu favorito.. adoro a maneira como escreves e como descreves as coisas á tua volta.. tu fazes as pessoas viverem o personagem.. e isso, é mesmo como tu dizes.. é necessário "estar na pele do personagem" .. e fazes isso extremamente bem.. também fazes algo que mt pouca gente faz que é a pesquisa.. e consegues relaciona-la em perfeito com a tua história.. não fazes nada ao acaso.. não deixas escapar um pormenor.. é algo, por vezes, difícil de se fazer.. mas vindo de ti já nada agora me espanta.. depois disto acredito sinceramente que tem caminho para andar.. e definitivamente aconselho-te.. não desperdices o talento que tens..
Por mais palavras que diga, não adianta que nunca vou conseguir descrever o que sinto quando leio algo escrito por ti.. já sei que é sempre algo com qualidade.. também estou a acabar de ler a tua crazy fic.. e é outra que tal .. mesmo sendo a aparvalhar nota-se perfeitamente a tua qualidade na escrita.. nesta também consegues.. saber o momento exacto para dizer as coisas... para desvendar os segredos.. sem nunca os desvendares todos ao total.. deixando o leitor.. numa expectativa emocionante.. nunca fiquei desiludida com alguma das conclusões que fizeste.. bem pelo contrario.. nunca esperava que certos acontecimentos se fossem suceder..
Sei que já te disse isto.. mas vou voltar a dizer.. Parabéns.. pelo óptimo trabalho que tens feito até agora .. e fico a aguardar mais um capitulo (sem pressas Wink ) .. que será com toda a certeza.. mais um excerto de qualidade..
E vou-me calar porque já estou a falar de mais..
.. E antes que me esqueça aqui tens a tua recompensa
Spoiler

A Lágrima de Prata - O renascimento das guerreiras - Página 3 2005
PS - ooohh pá.. já que sou fã um dia destes tens de me dar um autografo Surprised.o: ..XDD Wink


Jovems escritores, não resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando!
#151
Ai meu Deus cruz.... até me deixaste a bater mal.
Dan Brown? O Dan Brown? ai rapariga então quando leres a fic da kaoru até a comparas com o fernando pessoa ou com o Shakespear xDDDD!
por acaso já pensei escrevr um livro mas qd o pc avariou perdi as paginas k ja tinha escritas... e aborreci-me de escrever again.
Oh ainda bem que consigo que te sintas na pele dos personagens, é uma das coisas que realmente me esforço por fazer, entrar na sua mente, se eles tão tristes eu tenho k ficar triste pra os poder caracterizar.
Oh a minha pesquisa limitou-se aos nomes (ok e tb peskisei comidas japonesas xDDD).
Eu tenho até a noção que esta fic acaba por não ter tantos leitores pk me ligam mt á crazyfic, e pensam que não consigo escrever no registo mais sóbrio xDD!
Oh e os segredos são a alma das historias... qual seria a graça, já agora acabava tambem com finais do tipo: Não percas o proximo capitulo, ou continua xDDDD
Gosto de surpreender. Ainda vais apanhar mais umas grandes surpresas...
mas não posso dizer...
Fica ligada na fic e logo vês!
Ainda bem que gostas tanto da minha escrita!
MMMMM belo kinderr!
*mim deixa um autografo*
#152
meu deus vou ficar deprimida por naun ter visto antes q tinhas posto um nvo capitulo ainda por cima taun maravilhoso e lindo Surprised.o:
aqela conversa entre a Susana e a Mariana, coitadinha, ela sofre tanto por sber q a Haruka ta mal mas naun a ter visto msmo de ver, o sofrimento dela, a ansia q tem de pder juda.la e dpois a susana foi um pouco fria com ela
achei piada a parte em q a susana naun sbia como classificar as navegantes acabando por dzer amigas Matreiro
o q a Mariana disse sobre aqela prenda da Haruka :g1: os sentimentos delas as duas taun verdadeiros e lindos Surprised.o:
as lágrimas dela, as tuas descrições estiveram msmo em alta, fabulosas msmo
coitadinha da Haruka, a Octavia ali a esconde.la da Mariana, a tentar naun preocupa.la mas sbendo q aqele sofrimento de Haruka era uma prova d q iria morrer s continuasse sem a sua essencia estrelar
mas o ponto alto da história foi se duvida a formação do universo, do chaos e d tdo, da vida, da morte.. a história fzia mto sentido, tava linda Surprised.o: parecia msmo ter sido inventada por um génio como aqele do codigo da vinci e até da kaoru, uma lenda msmo mto bem estruturada Surprised.o:
as sementes estrela, os espelhos, os corações tdo encaixa bem e tda aqela história da vida, da luz, maravilhosa Surprised.o: e dpois aqela ultima parte cheia de emoções e um final bem tipico de tdas as histórias em q nos deixam aqi a morrer d ansiedade Embaracoso
amei, foi realmente o melhor d tdos n minha opinião Embaracoso
agora q já entrei no gang Embaracoso
*mim dá 9 mega ovos kinder pelos capitulos maravilhosos com q nos tem deliciado*



merci, André <3
_______________________________

Hapinnes in colour motion... porque a cor é, afinal, a base de toda a felicidade! - by dizzy

#153
Oh princess! ainda bem que gostaste!
A Mariana é uma pessoa bem atenciosa e o seu amor por haruka é bastante profundo. A dificuldade de arranjar um stradivárius era pra realçar a importanica que haruka dá a mariana, e parte da sua culpa é por .... (não posso dizer porque isso será parte de um outro capitulo!) fica na duvida xDDDD!
Como eu ja disse quero realçar alguns aspectos que não vi explorados no anime, e que segundo as perguntas que fiz tb não o foram no manga!
O proximo capitulo será + demorado... tenho que estudar mas infelizmente ando sem animo...
Oh a lenda! fiquei tão feliz de terem tds gostado! foi a parte qu mais gostei de escrever e a k deu mais trabalho! é recompensante! espero que gostes dos proximos capitulos!
*mim papa os ovinhos todos!*
*mim fala de boca cheia*
*kewo mais!*
#154
Depois de muito tempo, a Chou comenta 4 capítulos Wink
Desculpa rmmr pela demora :g11:

“A chuva começou a cair repentinamente, sina da terra chorando as suas dores.” Assim eu começo este comentário. Ao reler esta frase lembrou-me de uma velha história sobre a chuva. Muito bem colocado!

O capítulo 6 começa com um treinamento, pouco mostrado na obra da Naoko. Gostei da idéia da ilusão. E a maneira séria da Hotaru :Matreiro:

Cena da Haruka e Michiru... assanhado!! :Matreiro: não te esqueces que Sailor Moon é um shoujo :Matreiro: Brutal a inclusão da Sieltenite:

- TscTsc… Bem me disseram que os humanos têm formas primitivas de demonstrar os seus afectos.
Rolar

A fanart, sem comentários, mas gostei muito da descrição dela.

Haruka sempre afobada, paga o pato.
-Livra-te delas Calisto!
Pô, Calisto? De onde desencantaste o nome, bem se vê que assiste as novelas da vênus platinada (leia-se Rede Glóbulo de TV).

A tua força está muito aquém da tua…-fez uma pausa á procura da palavra certa -…” companheira”…
Até eu fiquei com raiva dela, deu-me vontade de dar pontapés :Matreiro:

E a Sieltenite é uma bitch... estou vendo que é uma vilã daquelas :Matreiro:

Gostei muito da afetuosidade delas... descreveste-a bem Wink
_______________________________________________________
O capítulo 7 retrata bem a solidão da Ami em seu apartamento. A descrição de cada tempero fez-me sentir o odor deles, mesmo sem conhecer. Gostei :Embaracoso':

“Sangue será derramado”
Bei, esta me arrepiou :Matreiro:, quase me amarguei :Matreiro:

Ami, como de praxe, se vira nos 30 Very Happy,
- Ai que cheirinho tão boooom! Enche bem o meu prato!
Ai que fome! :Embaracoso':
-Ami não defendas essa cria de guaxini mal amamentada! Ela tem de ser chamada á realidade!
Guaxinim? Com certeza não é o mesmo daqui Wink

Tens que cuidar uma coisa:
Daqui a uns minutos Ami perceberia o porque da sua tristeza. Finalmente Ami sentou-se servindo-se em último lugar, como mandava a boa etiqueta.
Evita repetir o nome da personagem quando não há a presença de uma representante do sexo feminino, isto torna a leitura muito chata. Procura citá-la através de características.
“Daqui a uns minutos, Ami perceberia o porquê de sua tristeza. Após servir às amigas, ela sentou e serviu-se por último, respeitando à etiqueta.”

-como guardiã do tempo parte do meu ser tem a capacidade de trazer de volta memórias de vidas passadas, mas eu não controlo essa parte de mim.
Interessante esse excerto :Embaracoso':

Usagi sempre odiou lutar e isso é mais evidente aqui. Retrataste bem o egoísmo e o medo da nossa heroína Very Happy

-Ai esse feitiço é mesmo forte Susana! Estou a ficar cheia de sono!
Mariana riu-se com a ingenuidade de Bunny, que parecia não ter percebido que Susana não havia usado os seus poderes nela, bocejando sonoramente e enroscando-se no pouf pronta para revelações que não iria receber.
Essa eu tive que rir :Matreiro:, essa Usagi Very Happy
_________________________________________________________
Capítulo 8
Dou-me de cara com isto:

Vislumbrou memórias que quase havia esquecido, como o bolo de laranja da sua avó que lhe fazia água na boca quando ela tinha apenas 6 anos, ou Futsi o seu gatinho de estimação que o seu pai trouxera para casa ás escondidas da sua mãe, bem como da discussão que ambos tiveram quando a senhora Mizuno descobriu a doce criatura a arranhar os seus cortinados de design italiano.

Imagino a Ami rindo deste detalhe :Matreiro: amei Esperancoso, tão doce lembrança Very Happy

Realmente estava especialmente bonita naquele solarengo dia de mercúrio.

Não pude deixar de lembrar, creio que a princesa tinha um filtro solar fator 2000, pois o sol de Mercúrio é mesmo de rachar :Matreiro:

Bom, está muito bem descrita a escalada e a curiosidade de Ami, mas um excerto chamou-me a atenção:

-Essa determinação… esse altruísmo… - parou e na sua face totalmente transparente uma expressão de duvida abateu-se subitamente -não, não é possível que sejas capaz de aguentar os seus poderes!

Ami altruísta? Nossa, não pensava nesta faceta dela, que interessante pensamento. E que testezinho, ô ninfa sem-vergonha :Matreiro:
____________________________________________________
Capítulo 9 (por que deixei tantos? :g11:)
Michiru sempre a se fazer de fortona, é convivência com a Haruka :Matreiro:
Acredita que ao ler a preocupação de Michiru estava escutando November Rain, do Guns N’Roses? Arrepiei-me Very Happy
Olha a repetição do Haruka várias vezes... tens que acertar isto na revisão, meu fio Wink

A história que Hotaru sabia de cor :Matreiro:, que bela concepção! Bem pensado! É mais baseado em mitologia, mas gosto mesmo assim Smile

O que vai acontecer com a Haruka agora? Hotaru vai a sacrificar para salvar a semente dela?

-Não Galáxia não te deixarei comer todos os bolos do universooo! – Fez uma expressão determinada que arrancou imediatamente a Susana uma gargalhada sonora - Larga o croissant do Gonçalo seu espantalho metálico!
Rindo de novo :Matreiro:
A preocupação da Setsuna, raios! :Matreiro: E o pressentimento sobre a Haruka e o vasculhar da bolsa, muito bem :Embaracoso':
De resto, gostei muito dos capítulos que li e quero sabem como vai continuar esta história. Espero que voltes logo a ela que em breve volto aqui nem que seja pra ler Very Happy

Perdoe-me pela demora :Embaracoso':
*Chou deixa um botão de rosa ao amigo de presente*
Como diria a Mikako de Gokinjo Monogatari: WARP! :Matreiro:

Presente do Brancus- Visitem www.imagevisiondesign.com

Semi-ausente até março Neutral
Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
#155
Ai rmmr...quando colocas o proximo capitulo??


Esta um maximo...por favor quero ver mais Surprised.o:
a lagrima de prata ate aposto quem a tem mas nao digo eiei

Estou à espra do proximo capitulo

Arigatou Dumpling* I love you
#156
Senhor rmmr, venho por este meio reclamar por um novo capítulo, ou de outra forma não receberá os senhores Kinders que tenho para lhe oferecer! Veja lá se trata disso Razz
#157
Ok... eu não keria ainda responder aos comments pk estouy a acabar o capitulo e vou posta-lo ainda hj!
mas pronto não resisti
Chou... Ainda bem que gostaste! Ora benhe respondendo ao teu super enorme e completo comment:
Cap 6
Sim tadinhas da Haruka e da Michiru pôh! aquela chuva que cai mas não molha deve ser dificil de suportar... enão eu dei um pouco mais de romance a elas... nem foi nada de mutio explicito não vou tornar isto num hentai Yuri (ou como se escreve mesmo) xDDDDDDDDDD.
Oh a Sieltenite é mesmo isso uma Bitch das assumidas! xDDDDD
neste capitulo vem fazer mais das suas bitchezas... e com o passar dos capitulos vou revelando mais da sua personalidade e dos seus caprichos (sim vilã q é vilã é caprichosa)
Spoiler
Oh calisto foi mesmo o primeiro nome que me ocorreu Matreiro tava a ouvir uma musica da adriana calcanhoto "porto alegre" Surprised.o: que tem uma frase muito recorrente "E então caí nas graças de Calypso, eu sucumbi ao encanto de calypso, não resisti" e prnto de Calypso a Calisto foi um passo pequeno xDDDDDD
Cap 7
Sim sabe como é eu não resisti a quebrar aquele clima meio melancólico que estava se formando... xDDD
Bem vc deve ter visto a Pocahontas guaxini é aquela coisinha cinzenta e peluda que está sempre com ela e com o colibri
Spoiler
A Lágrima de Prata - O renascimento das guerreiras - Página 4 Meeko_ruff_1
Aki ó!
Esses erros ortográficos e gramáticos prometo ter mais atenção pra proxima Chou!!! Wink
Sim a Setsuna vai ser uma das personagens que vai ganhar mais funções pk eu achei que ela estava bastante subaproveitada... acho que tem bem mais coisas que se pode escrever sobre ela mesmo.
é esse egoismo da usagi que eu quero mesmo mostrar... ela vei ter que vencer esse egoismo para poder combater de novo... é esperar pra ler!
Cap 8
Erh... eu tava meio com fome qd comecei escreverndo isso
e me veio ao nariz cheiro de bolo (mesmo não havendo bolo nenhum nas redondezas xDDDD)e então resolvi que a avó dela cozinha bolo de laranja xDDDD
xDDD sim a Ami tinha couro no lugar da pele xDDDD o sol de lá é bom pra pegar um bronzezinho... mas eu fiz assim quente e tal mesmo por isso, a distancia curtissima do sol tornaria impossivel a existencia de vida, mas a magia da ninfa fazia o calor suportavel (tive d arrajar conexão entre gelo q é o poder da mercurio e entre o planeta mais quente do sistema solar xDDDD)
Cap 9
bem este capitulo acaba se ligando c parte do capitulo que postarei Hoje ainda... Vc vai ver o k se passará com a Haruka... e tenho o pressentimento que a nossa amiguinha de cabelo azul escuro e olhos purpuras vai aparecer...
SandritaMoon fiquei super satisfeito por teres lido a minha fic de entre tantas fics boas e k tenhas gostado assim tanto Embaracoso
Espero que continues a acompanhar e a gostar Wink
Kaoru Hj vou tirar o pó a esta fic... estou a acabar o capitulo e lá pra noitinha posto Embaracoso
#158
Ora bem aqui vem um novo capitulo... está um pouco maior que o habitual espero que gostem Embaracoso

Cap. 10- Memórias de corações despedaçados

O vento embatia-lhe na face, e ao fechar os olhos as memórias afluíam-lhe como doces carícias. Sentia o cabelo Azul, escuro e longo, esvoaçar livremente como se brincasse com o vento travesso, mas não se importava… nada disso era agora importante.

Tinha lutado demasiado tempo sozinha,
em busca dela.

Os seus olhos púrpura soltaram um fino fio de lágrimas fugidias, resultantes do misto de alegria alívio e medo que lhe assolava a mente naquele momento.
Do telhado de um enorme prédio conseguia ver as luzes de Juuban ligarem-se com um pequeno e colorido enxame de pirilampos intermitentes,
a noite decorreria calma… tinha de se certificar disso.
Os seus olhos fixavam-se numa janela, num prédio vizinho, num condomínio privado.

Dali conseguia ver perfeitamente aquela que procurava há tanto tempo… A bela jovem de longos cabelos loiros dormia num sofá com uma expressão enigmática enquanto brilhava na sua testa um símbolo laranja, Símbolo do seu planeta originário. Sabia que a hora chegaria em breve… talvez mais breve do que esperava tão pacientemente.

Sorriu, um sorriso de alívio que contrastava com as lágrimas, em breve deixaria de estar só…

Muito em breve, mas não agora.

As suas botas brancas embateram no telhado enquanto corria rapidamente, na direcção exactamente oposta àquele prédio, a sua saia púrpura aos folhos esvoaçava ao vento e a sua respiração acelerou, até chegar ao parapeito.
Ergueu os braços, como uma ave prestes a levantar voo e deixou que o abraço frio e solto do vento a envolvesse enquanto caía desamparada. A luz da noite fazia a sua pele parecer ainda mais branca e os seus olhos mais púrpuras, talvez devido ao brilho de emoção, talvez á esperança que lhe iluminava pouco a pouco o coração.

Em breve… muito em breve.

Sorriu e subitamente envolta por uma luz forte de diversas tonalidades do roxo ao violeta evaporou-se no ar, deixando a noite decorrer naquela enorme sensação de calma.
#159
Naquele mesmo prédio Maria sonhava.

Não era um sonho vulgar, como os milhares de sonhos em que encontrava o rapaz dos seus sonhos casavam numa linda igreja com um lindo vestido Branco repleto de flores, não era um sonho em que ganhava o título de melhor cheff de Tóquio, ou até mesmo do mundo, era um sonho que lhe traria de volta memórias adormecidas… revelações que em tempos guardara com a vida.

Abriu os seus olhos verde seco e olhou em redor.

Uma imensidão de nada cercava-a e milhares de fios finos de luz pareciam esvoaçar movidos por um vento inexistente em seu redor, contrastando com a escuridão do ambiente circundante misterioso e carregado.

Um desses fios saiu do seu percurso e prostrou-se perante os
olhos curiosos de Maria. A luz que o percorria parecia formar um ciclo de intensidade apelativa, Maria quis tocar-lhe, mas antes que a sua mão se aproximasse da fonte de luz o seu brilho aumentou e a sua forma esguia tornou-se circular e plana, como um espelho de luz que crescia cada vez mais, crescendo até a envolver por completo sugando-a para o seu interior.

Uma força inexplicável arrastou-a por entre sons e imagens que lhe pareciam familiares… mas ao mesmo tempo desagradavelmente distantes. Algumas conseguiam invadir-lhe a mente e faziam com que revivesse coisas que esquecera num recôndito canto da sua memória.
Os seus olhos fecharam-se por um segundo, um segundo quase eterno, um segundo de escuridão reconfortante onde as vozes familiares lhe inundavam a memória novamente, onde uma cacofonia desordenada se tornava numa melodia ondulante que a embalava.

Abriram-se lentamente, como se cada pálpebra pesasse toneladas, com se não se quisessem abrir.

Encontrava-se deitada Sobre as raízes de uma enorme árvore de esguios galhos com uma densa folhagem estranhamente azulada, sentindo o vento estranhamente doce inundar a atmosfera, e carregando consigo folhas de formas delicadas e únicas.

A vegetação era irregular mas abundante, e o verde era cor predominante na paisagem suavemente acariciada pelos raios de ouro do sol, dando um tom idílico ao ambiente. Maria sentiu uma sensação de conforto e aconchego que lhe deu a instantânea certeza do local em que se encontrava… Júpiter.

Aquela mesma paisagem invadira-lhe em tempos os sonhos de
criança, embora nunca conseguisse explicar o que sentia.

Inalou lentamente golfadas daquele ar delicioso e sentiu um cheiro exótico e inebriante, o cheiro que nenhuma das outras 3 raparigas nas suas memórias conseguiria alcançar, quis levantar-se mas deu consigo presa no seu próprio corpo, sem controlo sobre ele como se se tratasse de um outro ser com vontades próprias que apenas partilhava consigo os 5 sentidos básicos.

Sentiu-se a ser elevada e o esforço dos seus músculos ainda entorpecidos pelo descanso, os ossos reclamaram por mais uns segundos de repouso, sacudiu a saia comprida e fina de tecido verde endireitando-se e Olhou
em seu redor.
Olhou para o céu Doirado e reparou na ausência de nuvens e na abundância de criaturas aladas, desde pequenos pássaros com diversos pares de asas a pequenos mamíferos alados com pelagem multicolorida. Quatro luas dispostas num padrão arqueado brilhavam intensamente, e ao longe no espaço avistavam-se enormes e delicadas correntes de luz vibrante que envolviam o planeta, os seus anéis.

Vozes alegres encheram-lhe os ouvidos enquanto uma pequena multidão se aproximava lentamente. A conversa seguia animada enquanto se dirigiam para o interior da densa floresta multicolor, chefiados por um Galanteador Jovem que fez ruborizar imediatamente Maria.
Os seus cabelos lisos e loiros estavam presos num pequeno rabo-de-cavalo e os seus ombros esculpiam-se como um mármore de dentro da sua camisa de Linho branco, Maria reparou que um fino colete composto de pequenos
laços de um metal de cor cóbrea, mas com um brilho intenso e hipnótico, preso por um cinto de couro negro á sua cintura fina mas definida.

Lançou-lhe um sorriso lascivo de dentes branco pérola, o seu olhar negro e penetrante invadiu-lhe a alma, e afastou-se do grupo, que parou por uns segundos expectante, as raparigas com complexos penteados soltavam
risinhos e suspiros enquanto os rapazes a olhavam com um misto de curiosidade e admiração.

Quando se aproximou a semelhança com Mário deixou-a Estarrecida.
O mesmo olhar, desafiador mas doce, a mesma face rosada mas máscula, a mesma voz, a voz que o fizera o seu coração bater depressa tantas vezes.

Fez uma vénia sorrindo, uma vénia em tom brincalhão, enquanto lhe beijava a mão adornada por correntes prateadas.


-Vossa alteza vejo que decidistes juntar-te a nós, simples plebe… Será digna da graça dos Deuses? - Piscou-lhe o olho e segurando-lhe na mão com ternura virou-se para o pequeno grupo, com um tom irónico mas ao mesmo tempo carinhoso – Temos entre nós a ilustre Princesa Makoto!

-Oh pára com isso Motoki!

Corou violentamente e apressou-se a cumprimentar todos cordialmente, sem prestar muita atenção às expressões de espanto que se apossavam das suas faces, tentando parecer menos nervosa do que de facto estava.
Conseguia ouvir Mayalla, sua mãe, com a sua voz estridente e os seus espartilhos apertados a gritar escandalizada “É deveras ultrajante! Uma vergonha para a família real!”, sabia que se ficassem a saber da sua pequena escapadela estaria em maus lençóis, mas valia a pena para estar perto de Motoki, a sua paixão de infância, o charmoso e rebelde ferreiro da pequena aldeia de Jutial, filho da sua ama-de-leite.

O amor de Calirroe… Já tinha ouvido falar Dessa história por entre sussurros entre as criadas mais idosas do palácio, porém pensava tratar-se de uma antiga lenda esquecida pelo tempo. Esperava agora que não passasse de uma desculpa para poder namoriscar com Motoki a ver as estrelas deitados na relva fofa, visto que desde que começara as suas aulas de relações diplomáticas não tinha tempo para se esgueirar com ele para os jardins reais… Mal sabia que a noite iria ser tudo menos romântica.

Uma rapariga de cabelos loiros presos num rabo-de-cavalo enfeitado por flores multicolores, dirigiu-se para o centro da clareira e aclarou a garganta duas vezes, proferindo de seguida um pequeno discurso.
Envergava uma longa vestimenta azul celeste com pequenos bordados brancos, a sua postura erecta denunciava uma educação formal e rígida,
deveria ser uma menina da corte.

- “Diz-se que no inicio dos tempos, quando os homens não se prendiam a convenções ou a regras, Um amor impossível aconteceu. Semit, um homem Jupiteriano apaixonou-se por Calirroe uma lua de Júpiter, dedicando-lhe a sua adoração e a sua vida.
O seu amor era interpretado como uma loucura impossível, um delírio de um sonhador incauto. Semit rezou às estrelas fervorosamente, Implorou pela concretização do seu amor, os dias passaram e a sua vida esvaia-se a cada segundo que passava, mas não era capaz de abandonar Calirroe, não conseguia deixar de a mirar.
As divindades do cosmos embevecidas pela paixão do pobre homem concederam-lhe um último desejo, transformando-a numa bela mulher de
longos cabelos verdes. O seu beijo despertou o núcleo de Júpiter, a sua
essência despertou completamente com a força do seu amor. Semit Morreu
consumido pela paixão, e calirroe regressou aos céus, para junto das suas
irmãs. A cada 500 anos os Deuses cedem um desejo àquele que tenha o amor mais genuíno, para louvar o amor impossível de Calirroe e Semit.” – O silêncio espalhou-se no ar, como se as palavras se tivessem prendido nos ramos das árvores que os rodeavam, e a rapariga voltou a falar, após uma rápida troca de Olhares com Motoki, não correspondido – isto acontece quando os 4 anéis de Júpiter se alinham com as 63 luas formando um circulo perfeito em seu redor, nesta mesma clareira onde Semit foi consumido pelo amor perpetrado pela memória de todos.

Maria sentia-se confusa, Não sabia bem porquê mas aquela rapariga não lhe inspirava confiança, os seus olhos cor de âmbar eram frios e pareciam esconder algo, e a sua imagem de perfeição parecia demasiado insípida.
Interrompendo o seu pensamento desconfiado um jubileu de cor inundou os céus, Milhares de estrelas caíram dos céus fundindo-se com 4 anéis de luz que envolviam num abraço protector o planeta Júpiter. Estes eram enfeitados por sessenta e três esferas que emitiam brilhos multicores.

O fenómeno roubou pequenos suspiros de espanto, e as trocas de sussurros de excitação encheram o ar, Makoto abraçava-se fortemente a Motoki sentindo a sua respiração constante e os seus batimentos cardíacos melodiosamente cronometrados.

Ninguém reparou que a rapariga loira tirava cuidadosamente das pregas do vestido um pequeno cristal vermelho sangue, erguendo-o de seguida no ar enquanto murmurava palavras esquecidas pelo tempo.
Os acontecimentos que se seguiram foram demasiado rápidos para que alguém os pudesse evitar.

De cada um dos satélites de Júpiter um feixo forte de luz saiu repentinamente em direcção do cristal, soerguendo-a no ar e levantando uma barreira vermelha de energia que aprisionou os jovens na clareira.

Os seus cabelos loiros soltaram-se de forma selvática numa selva de madeixas doiradas que se moveram por segundos, alimentadas pelo vento
que se erguia de forma surreal em seu redor. Os seus olhos carregavam ódio e a sua voz tornara-se mais forte e ameaçadora, lançou um olhar gélido e um sorriso de escárnio ergueu-se na sua face branca.

-Foi mais fácil do que esperava… nunca pensei que se deixassem atrair por uma lenda idiota! - Percorreu um pequeno círculo em redor do pequeno grupo que começava a demonstrar sinais de medo, como um predador cercando a sua presa indefesa e aterrorizada. –É uma pena ter de me livrar de vocês...-Encolheu os ombros e com um falso tom de pena na voz disse sorrindo - É a vida…

-Laryssa o que se passa? Isto não esta a ter graça nenhuma!

Motoki abraçou firmemente Makoto tentando protegê-la, o que fez com que Maria se alheasse á situação para o observar juntamente com Makoto, aquele olhar decidido e ameaçador que o tornava ainda mais atraente.

Laryssa Sorriu jocosa e em tom vitorioso sibilou

-Estão prestes a descobrir…
#160
A noite decorria num silêncio absoluto, um silêncio doentio que era sinónimo de problemas.
Octávia Tomoe desceu rapidamente a escadaria de madeira, envergando o seu fato de guerreira de Saturno, para se deparar com um cenário invulgar.
O vidro da porta rolante foi quebrado em milhares de pedaços por um demónio azul claro com textura transparente vítrea, o mesmo demónio que
se esquivara há dias dos ataques de Neptuno com uma facilidade incomum, tinha um braço ainda estilhaçado pelo ataque de Plutão, mas esse pormenor não o impedia de atacar com ferocidade A jovem rapariga de roupas roxas e cabelo negro.
Octávia esquivou-se mesmo a tempo de escapar do gume afiado
da espada que se fundia com o braço direito do demónio, efectuando uma pirueta elaborada seguida de uma aterragem perfeita, fruto dos anos de combate com centenas de outros inimigos.
Olhou em seu redor e poisou os olhos numa mulher de cabelos vermelho sangue e pupilas felinas, aquela mulher que pusera Haruka naquela maldita cama.

Sieltenite

Octávia ignorou o demónio esquivando-se habilmente dos seus ataques violentos, e destruindo-o com um ataque simples com a sua foice, dirigiu-se de seguida a Sieltenite, que olhava para os cacos da janela destruída com ar divertido.

-SILENCE GLAIVE SURPRISE!

Uma enorme bola roxa pulsante surgiu da ponta da sua foice e o chão formou pequenas rachas devido á pressão do poder imenso que controlava,
Octávia aprendera há bastante tempo como controlar os seus poderes, não havia o risco de morrer como da última vez que usara este mesmo ataque contra Nehelenia.

A bola atingiu Sieltenite e uma enorme explosão de luz cercou o campo de visão de Octávia por segundos, mas não importava, o que importava era que tinha morto Aquela bruxa horrorosa, podia subir as escadas e encontraria Haruka com um sorriso reconfortante e uma palavra amiga… seria tudo como dantes!
Aquela gargalhada desdenhosa destruiu as suas esperanças de forma esmagadora. Sieltenite encontrava-se de pé, com uma mão á frente do
corpo e uma fina barreira de energia a protege-la, o seu vestido folhado e com adornos amarelos estava intacto bem como a gargantilha com as duas luas simétricas e as 3 estrelas que brilhava intensamente.

-Não fazes ideia de com quem combates pois não? – Tentou fazer um beicinho – Pobre criança… Pensas que por destruíres aquele demónio idiota me conseguirias atingir? - Afastou alguns cabelos rebeldes da face branca com a mão – De onde veio aquele podem vir muitos mais!

Estalou os dedos e os estilhaços de vidro elevaram-se no ar, reduzindo-se repentinamente em minúsculos fragmentos e formando uma nuvem de
poeira brilhante que brilhou por instantes, alterando a sua forma para corpos humanóides.

-agora sai-me da frente! Tenho que extrair correctamente o restante da essência da tua amiguinha… sabes os poderes retidos na essência de uma protegida dão sempre jeito - piscou-lhe o olho de maneira provocativa e dirigiu-se para as escadas, gritando para o pequeno exército nas suas costas – Acabem com ela!

Diferentes tonalidades de verde pintavam os corpos dos demónios e na testa tinham o símbolo presente na gargantilha de Sieltenite, alguns tinham enormes arpões de vidro nas costas, e dispararam enormes estilhaços afiados. Saturno Desviava-se e atingia-os com a sua foice, lutando pela sobrevivência embora soubesse que não tinha hipótese contra um inimigo tão poderoso e em tão elevado numeroso, ainda mais agora que não podia de momento utilizar o seu ataque, seria demasiado perigoso, não podia desistir, não podia deixar que fizessem mal á Haruka, não permitiria que ela sofresse mais nem que para isso tivesse de pagar com a sua vida.

Começava a sentir-se cansada, embora não tivesse ainda sido atingida pelos golpes do inimigo, todo o esforço que se vira obrigada a fazer drenava-lhe a energia a um ritmo alarmante. Embora estivesse determinada a lutar até ao fim sabia que se não acontecesse uma reviravolta rapidamente, o fim seria mais cedo do que esperava.

Um grito súbito pareceu aos seus ouvidos a voz de um anjo

-DEEP SUBMERGE!

Neptuno saltara o muro alto de Granito que separava o jardim do passeio, e ainda ofegante assumia uma pose de ataque acompanhada de uma fúria faiscante no seu olhar, correu para dentro da casa e depois de se certificar
do estado de Octávia perguntou-lhe ansiosa.

-Para onde foi ela?

Correu escadas acima e sem pensar atacou a mulher com os punhos, fazendo-lhe um arranhão numa bochecha e arrancando-lhe um brinco
doirado e brilhante, enquanto pedia aos céus que os seus poderes chegassem para a combater. Um grito de Agonia preencheu a sala e Sieltenite apressou-se a olhar-se ao espelho do corredor, indiferente aos sucessivos ataques inúteis que Neptuno lhe atirava sem qualquer efeito, enquanto a sua expressão passava rapidamente de Horror para Fúria incontrolável.

-Sua criatura Horrorosa! Desfiguraste a minha face perfeita! - Ergueu a mão repleta de anéis de diversas cores metálicas e invocou uma bola de energia vermelha escura e atirou-a na direcção de Neptuno – NIENCLA SADORUS !

Milhares de finos cortes apareceram na sua pele alva, e a dor insuportável levou-a a ajoelhar-se gemendo enquanto o seu fato começava a apresentar também ele cortes que se manchavam com pequenos fios de sangue encarnado.

Sieltenite passou a mão pelo arranhão e este desapareceu apresentando no seu lugar uma bochecha rosada com uma pequena covinha causada pelo sorriso vitorioso que envergava. Aproximou-se lentamente de Neptuno e sussurrou-lhe aos ouvidos

-Quando eu voltar já trato de ti - riu-se por segundos – Fraca!

Mariana tentou responder mas as palavras queimavam-lhe a garganta, o seu espelho encontrava-se no chão estendido inanimado, com uma racha que o atravessava de uma ponta á outra, sem qualquer réstia do brilho que
lhe era característico.
Sieltenite abriu a porta do quarto e uma corrente de ar fez com que as suas narinas sentissem o cheiro a bafio formando com a boca um esgar de desdém .

-Ai os humanos não sabem o que é perfume? – Abanou a cabeça em tom repreensivo – Concentra-te Sieltenite!

Seguiu para a cama sentando-se ao lado da bela mulher com cabelos cor de avelã que delirava em sofrimento, estalou os dedos e nas suas mãos uma esfera de energia amarela flutuou suavemente, com um brilho mais intenso por estar perto da sua legítima dona. Iniciou um ritual antigo que aprendera com os anciãos do Clã, a bola de energia aumentava a cada segundo e Haruka tornava-se cada vez mais uma sombra do que fora outrora.

Sieltenite sabia que não era ela quem carregava a Lágrima de prata, mas mesmo assim a sua energia era forte, muito forte… tinha a certeza que a sua essência seria uma mais-valia.

Uma roçar nas cortinas atraiu a atenção das suas pupilas longas, um cheiro adocicado a Lírios espalhou-se no ar… Não, não podia ser… a mente às vezes prega-nos partidas… mas se calhar é melhor verificar…

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