A Lágrima de Prata - O renascimento das guerreiras
rmmr111 escreveu:Caros leitores venho só avisar que Hoje vou postar um capitulo novo
esta quase pronto e ja tem umas fanartzinhas
ate jaaa
Uebaaaaaaaaaaaaaa
.o:Mal posso esperar pra ler

Vamos ver se volto pra comentar :
':
Presente do Brancus- Visitem www.imagevisiondesign.com

Semi-ausente até março

Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
rmmr111 escreveu:Caros leitores venho só avisar que Hoje vou postar um capitulo novo
esta quase pronto e ja tem umas fanartzinhas
ate jaaa
Um capítulo novo hoje?
.o:
.o:
.o:
.o: mal posso esperar para ler.. :
=D: Os teus capítulos são sempre uma alegria para o meu coração, espero que o possa ler hoje.
Capitulo 11 – Sonhos
desfeitos
Vermelho…
Tudo á sua volta era uma imensidão de vermelho, vermelho pulsante e hipnótico.
Rita sentia a mesma paz de espírito que sentia em frente do fogo quando tentava comunicar com deuses ancestrais, pedindo protecção e sabedoria para si e para os seus amigos.
Andou por momentos intermináveis, acabando por se sentir presa na noção de falsa liberdade que o ambiente em seu redor lhe transmitia. Subitamente duas luzes vermelhas alaranjadas surgiram como pirilampos incansáveis. Pairaram em redor da sua cabeça, cruzando as suas orbitas opostas numa dança de luz e de cor, temperada por risos infantis.
Penas negras saíram das órbitas e estas adquiriram formas humanóides repentinamente. Á sua frente surgiram duas figuras andróginas de aspecto pueril e com grandes olhos negros. Olharam-na confidentemente e soltando pequenas risadas estenderam-lhe as suas pequenas mãos. Envergavam uas
togas brancas exactamente iguais, com um pequeno alfinete de peito a prendê-las, e uma fita vermelha em torno da cintura.
Rita olhou para as suas faces e soube instintivamente quem eram aquelas crianças.
-Phobos? Deimos?
Sorriram e anuíram com as cabeças repletas de cabelo negro lustroso.
-Nós somos parte de ti… – disse o primeiro
-…E tu és parte de nós – disse o segundo
Era muito difícil distingui-los * pois eram ambos muito parecidos, a única diferença que Rita conseguia discernir era a posição que apresentava uma pequena tatuagem azulada com um símbolo estranho, descobriu depressa que Phobos, o mais falador e enérgico, tinha a tatuagem no pulso direito, enquanto Deimos, mais ponderado e perspicaz a tinha no lado direito do
pescoço.
Rita fervilhava com milhares de perguntas que desejava ver respondidas.
-Mas… porque é que vocês só surgiram uma vez na vossa forma humana? Porque não se juntaram a nós na batalha contra o Chaos?
Phobos sorriu descontraidamente mostrando dentes simétricos e anormalmente brancos que davam ao seu cabelo negro um destaque Estranho, como se tivesse uma lanterna dentro da boca.
-Para que nós possamos adquirir a nossa forma Humana é necessário
despender de mais energia, energia essa que não podes dispensar nas batalhas, como deves ter sentido da ultima vez que utilizaste o teu novo ataque a tua energia acabou por se elevar a um patamar que não tinhas vivenciado antes, deixaste que nós nos fundíssemos contigo e conseguiste usar parte da tua essência…
Rita anuiu. Realmente sentira que se completava, que tinha acesso a uma energia que até então lhe fora bloqueada, guardada até que estivesse Pronta a ser usada, no seu âmago.
Deimos continuou a frase, uma mania que Rita reparara ser frequente entre eles, como se soubessem antecipadamente o que o outro ia dizer.
-Em Marte O corvo é um elemento sagrado, sendo parte do brasão real. - Rita olhou atentamente para o alfinete de peito de Deimos, um corvo delineado a ouro segurava na pata o símbolo de Marte e uma flor vermelha adornada de rubis em várias tonalidades vermelhas - Quando renascemos depois da destruição do milénio prateado a única opção que tivemos para te podermos proteger foi adoptar a forma de corvo, estabelecendo assim a tua ligação com a dimensão espiritual, abrindo a tua mente á essência de tudo o que te rodeia.
Rita lembrou-se de quando os pequenos corvos e ela entraram em contacto pela primeira vez… não deveria ter mais de 6 anos mas sentiu naquele mesmo instante uma força percorre-la sentiu que algo dentro de si mudara… um dom que se desenvolveu ao longo dos anos.
-Mas…Porque não me tentaram contactar mais cedo?
Deimos respondeu prontamente
-Estavas demasiado concentrada em te protegeres a ti e às tuas amigas da influência do Chaos, tinhas demasiadas barreiras para que nós as conseguíssemos atravessar.
-Mas… podiam ter tentado contactar a Luna ou o Artémis.
Phobos riu-se sonoramente e respondeu o melhor que pode.
-Se eles não nos tentassem comer como se fossemos um peru de natal cada vez que nos aproximamos…
-PHOBOS! – Deimos sibilou constrangido
Rita não conseguiu conter as gargalhadas, quando Phobos mostrou a língua a Deimos .
-Não temos tempo para isto! - Estendeu as mãos agarrando a mão de Deimos e de Rita, e esperando impacientemente que estes o imitassem, formando um triângulo. -É tempo de recordar…
Tudo á volta deles pareceu girar subitamente e um calor imenso abateu-se sobre Rita. Tentou manter os olhos abertos, mas a luz vermelha feria-lhe os olhos e a constante rotação fazia o seu estômago revirar-se em agonia. Tentou ver uma das figuras que a acompanhavam, mas apenas conseguiu vislumbrar vultos indefinidos.
Resignada fechou os olhos e esperou ansiosa pelo fim daquela atribulada viagem ao seu passado.
******************** ************************
Susana andava em círculos pela sala.
Tentara de tudo para se abster da preocupação que lhe dilacerava o coração, ligou para o telemóvel de Mariana, apenas para descobrir que este se encontrava no pequeno monte de coisas que deixara no hall de entrada,
esteve tentada a experimentar utilizar o seu bastão para se teletransportar
para junto de Octávia, não queria que a pequena sofresse… tão jovem e já tão sofrida… apenas não o fez por saber que poderia causar uma descontinuidade no fluxo espácio-temporal, o que poderia causar a morte das 4 jovens adormecidas no sofá.
Acabou por se voltar a sentar resignada, brincando com os restos de cogumelos no prato de Joana. Realmente Ami esmerara-se cOm o jantar,até Joana que tanto odiava cogumelos acabou por repetir a dose…
Deixou que um pequeno cogumelo preso entre os Hashis adornados com pequenos kanjis, que invocavam valores como “união” “plenitude” “satisfação” com o objectivo, segundo o costume local de Juuban, de abençoar a refeição de quem os usasse, e deixou escorrer um fio espesso de molho acastanhado.
Olhou novamente para o relógio preto e branco decorado com um padrão de riscas diagonais, apercebendo-se que eram já duas e meia da manhã, faziam exactamente três horas desde que Mariana se precipitara pela janela
correndo ao encontro de Haruka e Octávia. No entanto aqueles ponteiros pareciam teimar em mover-se e cada segundo parecia uma hora, uma hora de espera interminável por qualquer notícia que pudesse ter das suas amigas.
Da sua… filha.
Quatro pequenos pares de patas ágeis aterraram quase inaudíveis no chão, fazendo com que Susana olhasse imediatamente para os dois gatos que de olhos brilhantes e atentos lhe examinavam a alma. Artémis foi o
primeiro a quebrar o silêncio.
-Sentimos uma presença estranha a uns quarteirões daqui…
Luna seguiu-o
- …na vossa casa…
Uma grossa lágrima escorreu pela sua face morena, o seu lábio tremeu relutante, mas a sua postura manteve-se rígida e controlada.
-o jardim está quase completamente destruído, as janelas estão partidas e a sala está revirada do avesso…
-quando lá chegámos, não estava ninguém nos arredores...
“Não… não pode ser… “
Abanou a cabeça inconformada e incapaz de emitir qualquer som, levantando-se apenas para se deparar com uma súbita fraqueza nas pernas, que teimaram em deixá-la cair desamparada entregue á dor de uma perda que nunca conseguiria suportar.
Três batidas na porta antecederam o ruído da maçaneta a girar sobre si, emitindo gemidos cansados de muita utilização. Susana não ouviu os passos numerosos e as pequenas risadas de satisfação das três raparigas que entravam dando uma nova vida á casa silenciosa.
Haruka entrou acompanhada de Mariana, tinham mudado as roupas. Mariana envergava um vestido laranja enfeitado por centenas de flores multicoloridas, como um espelho da sua felicidade luminosa, trazia o cabelo
apanhado com um enorme gancho que imitava uma coroa de flores e dava o braço a uma Haruka totalmente restabelecida. Haruka por sua vez trazia uma camisa branca simples e umas calças pretas com a cintura alta. Trazia às cavalitas uma Octávia exausta que encostava a sua cabeça de cabelo negro ao seu ombro.
Demasiado cansada para mudar de roupa trazia um pijama cor-de-rosa meio
desbotado que tinha vestido quando se transformara em sailor Saturno.
O espanto e a alegria engoliram totalmente qualquer réstia de lágrimas que pudessem querer sair de Susana, e Haruka mal teve tempo de se mexer sendo praticamente knocauteada no chão com a força do abraço de Susana. Pegou de seguida em Octávia ao colo, enchendo-lhe a face de beijos e agarrando-lhe com uma delicadeza só utilizada para manusear o tesouro mais valioso do mundo.
Aquelas manifestações de afecto eram completamente destoantes do carácter rígido e fechado de Susana, deixando por momentos Mariana e Harukas surpresas e sensibilizadas.
-O que se passou? Mas eles disseram que estava tudo destruído! Aonde se meteram? Como te curaste dessa forma? – Susana engasgava-se nas inumares perguntas que lhe jorravam dos lábios numa torrente incontrolável
regida pela preocupação e pela dúvida, parou por uns segundos e reparou em algumas nódoas negras no braço de Octávia e um pequeno arranhão no seu calcanhar – quem vos atacou? Porquê?
Octávia ainda sonolenta explicou como sentira uma energia estranha, explicou como os seus poderes sofreram uma alteração, e como aquela
mulher entrara pela casa adentro atacando-a com os demónios de vidro. Mariana continuou a explicação, contou como quase fora atropelada na linha de comboio, de como chegara a casa e ajudara Octávia, de como juntas atacaram Sieltenite, de como o seu espelho se quebrara.
Susana olhou atentamente o espelho, por uns segundos fugazes, reparando que o seu vidro se mostrava mais brilhante do que nunca e que não apresentava qualquer sinal de ter sido sequer arranhado.
Octávia respondeu á dúvida calada de Susana quebrando o silêncio
que em segundos deixara todas as faces pensativas.
-A Sieltenite ia matar-nos, eu sei que ia! Mesmo com os olhos fechados consegui sentir a sua energia aumentar, preparava-se para nos atacar… mas então ela chegou.
-Ela?
Octávia e Mariana entreolharam-se e Mariana acabou por falar.
-Há uma outra guerreira – viu os olhos de Susana arregalarem-se de genuína surpresa – Chou senshi .
desfeitos
Vermelho…
Tudo á sua volta era uma imensidão de vermelho, vermelho pulsante e hipnótico.
Rita sentia a mesma paz de espírito que sentia em frente do fogo quando tentava comunicar com deuses ancestrais, pedindo protecção e sabedoria para si e para os seus amigos.
Andou por momentos intermináveis, acabando por se sentir presa na noção de falsa liberdade que o ambiente em seu redor lhe transmitia. Subitamente duas luzes vermelhas alaranjadas surgiram como pirilampos incansáveis. Pairaram em redor da sua cabeça, cruzando as suas orbitas opostas numa dança de luz e de cor, temperada por risos infantis.
Penas negras saíram das órbitas e estas adquiriram formas humanóides repentinamente. Á sua frente surgiram duas figuras andróginas de aspecto pueril e com grandes olhos negros. Olharam-na confidentemente e soltando pequenas risadas estenderam-lhe as suas pequenas mãos. Envergavam uas
togas brancas exactamente iguais, com um pequeno alfinete de peito a prendê-las, e uma fita vermelha em torno da cintura.
Rita olhou para as suas faces e soube instintivamente quem eram aquelas crianças.
-Phobos? Deimos?
Sorriram e anuíram com as cabeças repletas de cabelo negro lustroso.
-Nós somos parte de ti… – disse o primeiro
-…E tu és parte de nós – disse o segundo
Era muito difícil distingui-los * pois eram ambos muito parecidos, a única diferença que Rita conseguia discernir era a posição que apresentava uma pequena tatuagem azulada com um símbolo estranho, descobriu depressa que Phobos, o mais falador e enérgico, tinha a tatuagem no pulso direito, enquanto Deimos, mais ponderado e perspicaz a tinha no lado direito do
pescoço.
Rita fervilhava com milhares de perguntas que desejava ver respondidas.
-Mas… porque é que vocês só surgiram uma vez na vossa forma humana? Porque não se juntaram a nós na batalha contra o Chaos?
Phobos sorriu descontraidamente mostrando dentes simétricos e anormalmente brancos que davam ao seu cabelo negro um destaque Estranho, como se tivesse uma lanterna dentro da boca.
-Para que nós possamos adquirir a nossa forma Humana é necessário
despender de mais energia, energia essa que não podes dispensar nas batalhas, como deves ter sentido da ultima vez que utilizaste o teu novo ataque a tua energia acabou por se elevar a um patamar que não tinhas vivenciado antes, deixaste que nós nos fundíssemos contigo e conseguiste usar parte da tua essência…
Rita anuiu. Realmente sentira que se completava, que tinha acesso a uma energia que até então lhe fora bloqueada, guardada até que estivesse Pronta a ser usada, no seu âmago.
Deimos continuou a frase, uma mania que Rita reparara ser frequente entre eles, como se soubessem antecipadamente o que o outro ia dizer.
-Em Marte O corvo é um elemento sagrado, sendo parte do brasão real. - Rita olhou atentamente para o alfinete de peito de Deimos, um corvo delineado a ouro segurava na pata o símbolo de Marte e uma flor vermelha adornada de rubis em várias tonalidades vermelhas - Quando renascemos depois da destruição do milénio prateado a única opção que tivemos para te podermos proteger foi adoptar a forma de corvo, estabelecendo assim a tua ligação com a dimensão espiritual, abrindo a tua mente á essência de tudo o que te rodeia.
Rita lembrou-se de quando os pequenos corvos e ela entraram em contacto pela primeira vez… não deveria ter mais de 6 anos mas sentiu naquele mesmo instante uma força percorre-la sentiu que algo dentro de si mudara… um dom que se desenvolveu ao longo dos anos.
-Mas…Porque não me tentaram contactar mais cedo?
Deimos respondeu prontamente
-Estavas demasiado concentrada em te protegeres a ti e às tuas amigas da influência do Chaos, tinhas demasiadas barreiras para que nós as conseguíssemos atravessar.
-Mas… podiam ter tentado contactar a Luna ou o Artémis.
Phobos riu-se sonoramente e respondeu o melhor que pode.
-Se eles não nos tentassem comer como se fossemos um peru de natal cada vez que nos aproximamos…
-PHOBOS! – Deimos sibilou constrangido
Rita não conseguiu conter as gargalhadas, quando Phobos mostrou a língua a Deimos .
-Não temos tempo para isto! - Estendeu as mãos agarrando a mão de Deimos e de Rita, e esperando impacientemente que estes o imitassem, formando um triângulo. -É tempo de recordar…
Tudo á volta deles pareceu girar subitamente e um calor imenso abateu-se sobre Rita. Tentou manter os olhos abertos, mas a luz vermelha feria-lhe os olhos e a constante rotação fazia o seu estômago revirar-se em agonia. Tentou ver uma das figuras que a acompanhavam, mas apenas conseguiu vislumbrar vultos indefinidos.
Resignada fechou os olhos e esperou ansiosa pelo fim daquela atribulada viagem ao seu passado.
******************** ************************
Susana andava em círculos pela sala.
Tentara de tudo para se abster da preocupação que lhe dilacerava o coração, ligou para o telemóvel de Mariana, apenas para descobrir que este se encontrava no pequeno monte de coisas que deixara no hall de entrada,
esteve tentada a experimentar utilizar o seu bastão para se teletransportar
para junto de Octávia, não queria que a pequena sofresse… tão jovem e já tão sofrida… apenas não o fez por saber que poderia causar uma descontinuidade no fluxo espácio-temporal, o que poderia causar a morte das 4 jovens adormecidas no sofá.
Acabou por se voltar a sentar resignada, brincando com os restos de cogumelos no prato de Joana. Realmente Ami esmerara-se cOm o jantar,até Joana que tanto odiava cogumelos acabou por repetir a dose…
Deixou que um pequeno cogumelo preso entre os Hashis adornados com pequenos kanjis, que invocavam valores como “união” “plenitude” “satisfação” com o objectivo, segundo o costume local de Juuban, de abençoar a refeição de quem os usasse, e deixou escorrer um fio espesso de molho acastanhado.
Olhou novamente para o relógio preto e branco decorado com um padrão de riscas diagonais, apercebendo-se que eram já duas e meia da manhã, faziam exactamente três horas desde que Mariana se precipitara pela janela
correndo ao encontro de Haruka e Octávia. No entanto aqueles ponteiros pareciam teimar em mover-se e cada segundo parecia uma hora, uma hora de espera interminável por qualquer notícia que pudesse ter das suas amigas.
Da sua… filha.
Quatro pequenos pares de patas ágeis aterraram quase inaudíveis no chão, fazendo com que Susana olhasse imediatamente para os dois gatos que de olhos brilhantes e atentos lhe examinavam a alma. Artémis foi o
primeiro a quebrar o silêncio.
-Sentimos uma presença estranha a uns quarteirões daqui…
Luna seguiu-o
- …na vossa casa…
Uma grossa lágrima escorreu pela sua face morena, o seu lábio tremeu relutante, mas a sua postura manteve-se rígida e controlada.
-o jardim está quase completamente destruído, as janelas estão partidas e a sala está revirada do avesso…
-quando lá chegámos, não estava ninguém nos arredores...
“Não… não pode ser… “
Abanou a cabeça inconformada e incapaz de emitir qualquer som, levantando-se apenas para se deparar com uma súbita fraqueza nas pernas, que teimaram em deixá-la cair desamparada entregue á dor de uma perda que nunca conseguiria suportar.
Três batidas na porta antecederam o ruído da maçaneta a girar sobre si, emitindo gemidos cansados de muita utilização. Susana não ouviu os passos numerosos e as pequenas risadas de satisfação das três raparigas que entravam dando uma nova vida á casa silenciosa.
Haruka entrou acompanhada de Mariana, tinham mudado as roupas. Mariana envergava um vestido laranja enfeitado por centenas de flores multicoloridas, como um espelho da sua felicidade luminosa, trazia o cabelo
apanhado com um enorme gancho que imitava uma coroa de flores e dava o braço a uma Haruka totalmente restabelecida. Haruka por sua vez trazia uma camisa branca simples e umas calças pretas com a cintura alta. Trazia às cavalitas uma Octávia exausta que encostava a sua cabeça de cabelo negro ao seu ombro.
Demasiado cansada para mudar de roupa trazia um pijama cor-de-rosa meio
desbotado que tinha vestido quando se transformara em sailor Saturno.
O espanto e a alegria engoliram totalmente qualquer réstia de lágrimas que pudessem querer sair de Susana, e Haruka mal teve tempo de se mexer sendo praticamente knocauteada no chão com a força do abraço de Susana. Pegou de seguida em Octávia ao colo, enchendo-lhe a face de beijos e agarrando-lhe com uma delicadeza só utilizada para manusear o tesouro mais valioso do mundo.
Aquelas manifestações de afecto eram completamente destoantes do carácter rígido e fechado de Susana, deixando por momentos Mariana e Harukas surpresas e sensibilizadas.
-O que se passou? Mas eles disseram que estava tudo destruído! Aonde se meteram? Como te curaste dessa forma? – Susana engasgava-se nas inumares perguntas que lhe jorravam dos lábios numa torrente incontrolável
regida pela preocupação e pela dúvida, parou por uns segundos e reparou em algumas nódoas negras no braço de Octávia e um pequeno arranhão no seu calcanhar – quem vos atacou? Porquê?
Octávia ainda sonolenta explicou como sentira uma energia estranha, explicou como os seus poderes sofreram uma alteração, e como aquela
mulher entrara pela casa adentro atacando-a com os demónios de vidro. Mariana continuou a explicação, contou como quase fora atropelada na linha de comboio, de como chegara a casa e ajudara Octávia, de como juntas atacaram Sieltenite, de como o seu espelho se quebrara.
Susana olhou atentamente o espelho, por uns segundos fugazes, reparando que o seu vidro se mostrava mais brilhante do que nunca e que não apresentava qualquer sinal de ter sido sequer arranhado.
Octávia respondeu á dúvida calada de Susana quebrando o silêncio
que em segundos deixara todas as faces pensativas.
-A Sieltenite ia matar-nos, eu sei que ia! Mesmo com os olhos fechados consegui sentir a sua energia aumentar, preparava-se para nos atacar… mas então ela chegou.
-Ela?
Octávia e Mariana entreolharam-se e Mariana acabou por falar.
-Há uma outra guerreira – viu os olhos de Susana arregalarem-se de genuína surpresa – Chou senshi .
Abriu os olhos a custo.
Toda aquela agitação deixara-a completamente desnorteada, mas soube imediatamente onde se encontrava.
Marte
A sua visão andava continuamente para trás e para a frente, enquanto mirava uma paisagem de tirar o fôlego. Uma enorme lagoa azul cristalina contrastava com todo o terreno circundante, de cor avermelhada, terra argilosa e plantas verdes. Apertava nas mãos finos caules de flores vermelhas, que entrelaçados entre si formavam uma espécie de corda forte e resistente, estava num baloiço! Sentia que fazia força com as pernas para prolongar a sensação falsa de voo livre. Será que tinha acedido a uma memória Dos seus tempos de criança? Não… as suas mãos eram muito grandes para ser ainda uma criança.
Rita estudou toda a vegetação com predominância nas cores quentes, diversas folhas de tonalidades doiradas e laranjas faziam com que todo o planeta estivesse coberto por um falso Outono. Ao contrário da atmosfera de Júpiter, fresca e leve, em Marte o ar era denso e quente pautado por um céu esverdeado e sem nuvens.
O balanço foi diminuindo e o baloiço parou a sua marcha, e Rita sentiu-se a cair por uma pequena altura, aterrando na relva amarela e suave. Sacudiu as roupas e virou-se na direcção oposta á do jardim, andando suavemente pela relva até a uma pequena aldeia. As casas aglomeravam-se em conjuntos de três, e o material argiloso que as constituía dava-lhes um ar rude mas acolhedor, e algumas das janelas eram adornadas por pequenas lanternas circulares que funcionavam a um fogo azul estranhamente quieto.
Phobos e Deimos juntaram-se a Rita, conversando com ela telepaticamente, explicavam-lhe costumes e lendas locais. Rita aprendeu que em Marte existiam 5 classes sociais, e que a sua hierarquização era muito bem estruturada, quer na vertente social quer na organização geográfica, cada classe tinha determinado sector da aldeia, e as classes não se poderiam misturar, podendo causar contendas entre as famílias intervenientes. Descobriu que a maioria das crianças era leccionada em casa, não existindo escolas ou qualquer tipo de organização com o intuito de as educar. Soube que a sua mãe Rothidora pertencera em tempos á classe mais baixa da plebe, mas que o rei se apaixonara por ela, ignorando as leis milenares, o que deixou muitos descontentes. Rita, ou Rei era conhecida pela maioria como “Princesa do povo” devido ás origens da sua progenitora.
Rita absorvia todas as informações possíveis, ciente de que não poderia explorar livremente como era de sua vontade. Á sua passagem homens mulheres e crianças de vários aspectos faziam vénias profundas, e abriam-lhe passagem. Quanto mais se distanciava do jardim, melhores eram as condições das casas, a hierarquização era realmente bastante evidente. Em vez de terra batida os passeios era agora abundantes formados por diversas lajes arroxeadas que tornavam o caminho mais agradável. As casas eram agora feitas de tijolos de um material mais resistentes, e as portas e janelas demonstravam um maior requinte de confecção bem como uma maior quantidade de adornos. Algumas crianças de vestes delicadas brincavam com uma espécie de tabuleiro disposto no chão com diversas peças que se pareciam mexer sozinhas, o que atraiu por instantes a atenção de Rita.
Chegada ao fim do seu percurso, Rita entrou num enorme pavilhão. A luz entrava por apertadas clarabóias fazendo com que os seus olhos ficassem inaptos de captar qualquer imagem por breves instantes. Ouvia-se o barulho de metal a entrechocar continuamente, intercalado por alguns silvos de bloqueio, Quando recuperou a visão Rita apercebeu-se que se encontrava num campo de treino de batalha.
-Ora Ora… o que faz aqui a nossa ilustre princesa?
A rapariga ignorou a voz e continuo a sua marcha, parando em frente a um espelho circular pendurado numa parede, ladeado por suportes de parede carregados de Alabardas, Escudos, espadas e lanças já gastas pelo excessivo uso, ajeitou o enorme cabelo negro e pressionou os lábios vermelhos um contra o outro fazendo-os enrubescer mais, falando de seguida bem lentamente e em tom provocativo.
-Oh Mas o que se há-de fazer num campo de treino? Combater Yuuchirou! – Fez uma pausa e passou o dedo fino pelo cabo de uma lança de cor cóbrea, olhando de seguida com ar brincalhão para Yuuchirou - Não me digas que não te ensinaram sequer isso?
Virou-se directamente para o rapaz á sua frente, os seus olhos azuis eram diferentes, a sua postura era mais altiva e a sua voz deixava transparecer uma nota de desdém, mas mesmo assim Rita reconheceu aquele rosto. Fernando.
-Sabe perfeitamente o que Seifukusham seu pai não está de acordo com a sua envolvência no campo de batalha! O seu lugar é na corte junto da sua mãe e das famílias nobres!
-Sou perfeitamente capaz de te derrotar em menos de 20 minutos Yuu! – O jovem tossicou embaraçado – o meu pai tem medo de admitir que uma mulher possa ter a coragem de arriscar a vida, de se mostrar tão ou mais hábil que um homem no campo de batalha.
Pegou numa enorme alabarda, que ergueu, revelando a sua baixa estatura. A lâmina da arma ficava-lhe um palmo acima da cabeça. Os dois jovens que há minutos escoltavam Yuuchirou tinham entretanto chamado uma pequena multidão que soltava pequenos bramidos excitados, de vez em quando a princesa costumava vir ao campo de treino, á socapa do seu pai. A última vez havia sido há dois anos. Os Jovens do campo de treino de Kyuruke (a cidade central de Marte, o local de habitação do rei e da sua corte) esperavam ansiosamente pelo contacto com uma figura feminina, ainda para mais uma tão atraente. Assistiam de longe cientes de que se se arriscassem a tocar-lhe o seu destino poderia ser pior do que o resultado de uma qualquer batalha.
-Mas… queres lutar... assim vestida?
Alguns risos tensos seguidos de dezenas de olhos postos na sua indumentária reveladora apenas a fizeram sorrir.
-A roupa é leve, dá-me agilidade
Leve não deveria bem ser o adjectivo a usar. Um apertado corpete sufocava as suas curvas delineadas e fazia-as sobressair. A cor roxa do mesmo fazia a sua pele clara parecer mais lúgubre e transparente. Pequenos adornos doirados cobriam o corpete e o veludo que cobria algumas áreas brilhava com a luz do sol que passava pelas clarabóias. Umas finas calças de seda arroxeada reflectiam raios de luz vermelha e deixavam ver quase completamente as suas pernas brancas.
Os seus olhos negros estavam pintados nos cantos, dando-lhe um ar exótico, brilhando com a simples ideia de um desafio (aprendera esta técnica numa das suas visitas formais a Vénus) e a sua boca tinha um tom vermelho que tornava o seu sorriso mais adulto.
Yuuchirou sorriu divertido acabando por anuir com a cabeça.
-Consegues sempre o que queres Rei!
Pegou numa espada prateada com uma jóia verde incrustada no cabo, e agitou-a no ar.
Pequenos gemidos estupefactos invadiram a sala, sabiam que apenas Yuuchirou se podia dar ao luxo de enfrentar Rei, era um privilegiado de certa forma. A sua mãe morrera vitima do ataque do povo do espaço exterior, viajantes do espaço que pilhavam e destruíam os planetas á sua passagem, derrotados há alguns anos pelo rei Seifukusham. Acolheu o jovem ainda criança de colo e criou-o em conjunto com a sua filha Única, Rei. Passados os anos dada a apetência do jovem pelo combate o rei deixou que se alistasse no exercito de Marte, conhecido pelas suas numerosas vitórias e pelos soldados mais hábeis e leais.
Dirigiram-se a um círculo no chão onde trocaram uma vénia mútua. Um dos jovens da multidão apressou-se a lançar um feitiço nas lâminas das armas impedindo-as de perfurar a carne e de derramar o sangue dos seus adversários, voltando de seguida para o meio da multidão e esperando pacientemente que se formasse o pequeno campo de batalha improvisado.
Do solo protuberâncias ergueram-se formando uma pequena parede que os isolou dos assistentes, permitindo-lhe no entanto observar a luta em segurança, o chão que ainda há segundos estava totalmente polido apresentava agora uma textura rochosa que tornava a aderência ao solo maior.
Rei e Yuuchirou andavam em círculos estudando-se mutuamente, atentos á mínima mudança de atitude um do outro. Yuuchirou atacou velozmente com a espada atingindo as costelas de rei de raspão, enquanto esta realizava um elaborado salto para se esquivar.
Faíscas voaram pelo ar quando as duas lâminas chocaram bruscamente, enquanto tanto Rei como Yuuchorou pensavam na melhor maneira de atingir o adversário. No fundo era tudo apenas um jogo, quem imobilizar no chão o adversário por mais de 10 minutos ganha… eles queriam os dois ganhar…
Rei utilizou o cabo da alabarda como atordoante, atingindo-o nos calcanhares fazendo-o aterrar de costas com um sonoro baque.
Rei sorriu vitoriosa e dirigindo-se á pequena plateia afirmou
-primeira lição: Olhos sempre abertos nunca se sabe q…
Arregalou os olhos quando sentiu o aço frio no pescoço obrigando-a a ajoelhar-se, Yuuchirou levantava-se rapidamente empunhando a espada no ar enquanto os cabelos de Rei esvoaçavam aterrando nos seus ombros inquietos e ofegantes
-Segunda lição: Não te vanglories demasiado, há sempre um contra ataque.
Rei sorriu maliciosamente, deu um impulso com as pernas e de cabeça para baixo atingiu-o no queixo, fazendo-o embater contra o muro falso que libertou pó, graças á força do embate.
-vejo que te subestimei Yuu-Kun!
Por uns segundos encostou-se ao cabo da alabarda respirando sorridente.
-tenho que dizer o mesmo Rei-Chan!
Yuuchirou aproveitou para tentar um novo ataque dirigido á perna esquerda de Rei, mas o ataque foi mal sucedido, fazendo com que caísse novamente quando Rei se desviou de forma rápida. Rei tentou dar-lhe uma estocada que seria mortal se as laminas não se encontrassem protegidas pelo simples encantamento. Yuuchirou Rolou sobre si mesmo, rasteirando de seguida Rei que por momentos perdeu o sorriso auto confiante e irritante.
Rita não estava a gostar minimamente daquelas memórias, o seu corpo cobria-se de dores, a cabeça latejava-lhe e não havia nada que pudesse fazer para o impedir, para colmatar tanto Phobos como Deimos se silenciaram deixando-a sozinha e com vontade de esganar Susana por não lhe ter avisado de que iria sentir tudo o que tivesse já vivido.
Yuuchirou deu-lhe um pontapé nos rins que a fez lacrimejar, deixando-a cair no chão. Passou por ela e com uma expressão vitoriosa afirmou:
-terceira Lição: nunca desafies para um duelo quem te pode derrotar facilmente.
Ainda ofegava cansado quando Rei se reergueu, atingindo com a alabarda nas costas, atirando-o ao chão. Antes que sequer se tentasse levantar Rei aprisionou-o com as suas coxas, enquanto quase o sufocava com o cabo da alabarda contra o seu pescoço de veias latejantes.
-quarta e ultima lição: nunca confies no inimigo
Rei manteve-se quieta sobre ele recobrando a respiração ofegante enquanto as suas coxas, fortes mas delicadas, se deixavam avistar pelo tecido sedoso num tom púrpura que combinava com a indumentária de frágil concepção, de momento totalmente amassada com a luta enérgica. Rita conseguiu ver nos olhos azuis celestes de Yuuchirou uma centelha de ódio, um ódio frio e amargo… algo não estava bem. Lembrou-se da última frase que Phobos lhe dissera “A aparência é a arma mais poderosa”
Toda aquela agitação deixara-a completamente desnorteada, mas soube imediatamente onde se encontrava.
Marte
A sua visão andava continuamente para trás e para a frente, enquanto mirava uma paisagem de tirar o fôlego. Uma enorme lagoa azul cristalina contrastava com todo o terreno circundante, de cor avermelhada, terra argilosa e plantas verdes. Apertava nas mãos finos caules de flores vermelhas, que entrelaçados entre si formavam uma espécie de corda forte e resistente, estava num baloiço! Sentia que fazia força com as pernas para prolongar a sensação falsa de voo livre. Será que tinha acedido a uma memória Dos seus tempos de criança? Não… as suas mãos eram muito grandes para ser ainda uma criança.
Rita estudou toda a vegetação com predominância nas cores quentes, diversas folhas de tonalidades doiradas e laranjas faziam com que todo o planeta estivesse coberto por um falso Outono. Ao contrário da atmosfera de Júpiter, fresca e leve, em Marte o ar era denso e quente pautado por um céu esverdeado e sem nuvens.
O balanço foi diminuindo e o baloiço parou a sua marcha, e Rita sentiu-se a cair por uma pequena altura, aterrando na relva amarela e suave. Sacudiu as roupas e virou-se na direcção oposta á do jardim, andando suavemente pela relva até a uma pequena aldeia. As casas aglomeravam-se em conjuntos de três, e o material argiloso que as constituía dava-lhes um ar rude mas acolhedor, e algumas das janelas eram adornadas por pequenas lanternas circulares que funcionavam a um fogo azul estranhamente quieto.
Phobos e Deimos juntaram-se a Rita, conversando com ela telepaticamente, explicavam-lhe costumes e lendas locais. Rita aprendeu que em Marte existiam 5 classes sociais, e que a sua hierarquização era muito bem estruturada, quer na vertente social quer na organização geográfica, cada classe tinha determinado sector da aldeia, e as classes não se poderiam misturar, podendo causar contendas entre as famílias intervenientes. Descobriu que a maioria das crianças era leccionada em casa, não existindo escolas ou qualquer tipo de organização com o intuito de as educar. Soube que a sua mãe Rothidora pertencera em tempos á classe mais baixa da plebe, mas que o rei se apaixonara por ela, ignorando as leis milenares, o que deixou muitos descontentes. Rita, ou Rei era conhecida pela maioria como “Princesa do povo” devido ás origens da sua progenitora.
Rita absorvia todas as informações possíveis, ciente de que não poderia explorar livremente como era de sua vontade. Á sua passagem homens mulheres e crianças de vários aspectos faziam vénias profundas, e abriam-lhe passagem. Quanto mais se distanciava do jardim, melhores eram as condições das casas, a hierarquização era realmente bastante evidente. Em vez de terra batida os passeios era agora abundantes formados por diversas lajes arroxeadas que tornavam o caminho mais agradável. As casas eram agora feitas de tijolos de um material mais resistentes, e as portas e janelas demonstravam um maior requinte de confecção bem como uma maior quantidade de adornos. Algumas crianças de vestes delicadas brincavam com uma espécie de tabuleiro disposto no chão com diversas peças que se pareciam mexer sozinhas, o que atraiu por instantes a atenção de Rita.
Chegada ao fim do seu percurso, Rita entrou num enorme pavilhão. A luz entrava por apertadas clarabóias fazendo com que os seus olhos ficassem inaptos de captar qualquer imagem por breves instantes. Ouvia-se o barulho de metal a entrechocar continuamente, intercalado por alguns silvos de bloqueio, Quando recuperou a visão Rita apercebeu-se que se encontrava num campo de treino de batalha.
-Ora Ora… o que faz aqui a nossa ilustre princesa?
A rapariga ignorou a voz e continuo a sua marcha, parando em frente a um espelho circular pendurado numa parede, ladeado por suportes de parede carregados de Alabardas, Escudos, espadas e lanças já gastas pelo excessivo uso, ajeitou o enorme cabelo negro e pressionou os lábios vermelhos um contra o outro fazendo-os enrubescer mais, falando de seguida bem lentamente e em tom provocativo.
-Oh Mas o que se há-de fazer num campo de treino? Combater Yuuchirou! – Fez uma pausa e passou o dedo fino pelo cabo de uma lança de cor cóbrea, olhando de seguida com ar brincalhão para Yuuchirou - Não me digas que não te ensinaram sequer isso?
Virou-se directamente para o rapaz á sua frente, os seus olhos azuis eram diferentes, a sua postura era mais altiva e a sua voz deixava transparecer uma nota de desdém, mas mesmo assim Rita reconheceu aquele rosto. Fernando.
-Sabe perfeitamente o que Seifukusham seu pai não está de acordo com a sua envolvência no campo de batalha! O seu lugar é na corte junto da sua mãe e das famílias nobres!
-Sou perfeitamente capaz de te derrotar em menos de 20 minutos Yuu! – O jovem tossicou embaraçado – o meu pai tem medo de admitir que uma mulher possa ter a coragem de arriscar a vida, de se mostrar tão ou mais hábil que um homem no campo de batalha.
Pegou numa enorme alabarda, que ergueu, revelando a sua baixa estatura. A lâmina da arma ficava-lhe um palmo acima da cabeça. Os dois jovens que há minutos escoltavam Yuuchirou tinham entretanto chamado uma pequena multidão que soltava pequenos bramidos excitados, de vez em quando a princesa costumava vir ao campo de treino, á socapa do seu pai. A última vez havia sido há dois anos. Os Jovens do campo de treino de Kyuruke (a cidade central de Marte, o local de habitação do rei e da sua corte) esperavam ansiosamente pelo contacto com uma figura feminina, ainda para mais uma tão atraente. Assistiam de longe cientes de que se se arriscassem a tocar-lhe o seu destino poderia ser pior do que o resultado de uma qualquer batalha.
-Mas… queres lutar... assim vestida?
Alguns risos tensos seguidos de dezenas de olhos postos na sua indumentária reveladora apenas a fizeram sorrir.
-A roupa é leve, dá-me agilidade
Leve não deveria bem ser o adjectivo a usar. Um apertado corpete sufocava as suas curvas delineadas e fazia-as sobressair. A cor roxa do mesmo fazia a sua pele clara parecer mais lúgubre e transparente. Pequenos adornos doirados cobriam o corpete e o veludo que cobria algumas áreas brilhava com a luz do sol que passava pelas clarabóias. Umas finas calças de seda arroxeada reflectiam raios de luz vermelha e deixavam ver quase completamente as suas pernas brancas.
Os seus olhos negros estavam pintados nos cantos, dando-lhe um ar exótico, brilhando com a simples ideia de um desafio (aprendera esta técnica numa das suas visitas formais a Vénus) e a sua boca tinha um tom vermelho que tornava o seu sorriso mais adulto.
Yuuchirou sorriu divertido acabando por anuir com a cabeça.
-Consegues sempre o que queres Rei!
Pegou numa espada prateada com uma jóia verde incrustada no cabo, e agitou-a no ar.
Pequenos gemidos estupefactos invadiram a sala, sabiam que apenas Yuuchirou se podia dar ao luxo de enfrentar Rei, era um privilegiado de certa forma. A sua mãe morrera vitima do ataque do povo do espaço exterior, viajantes do espaço que pilhavam e destruíam os planetas á sua passagem, derrotados há alguns anos pelo rei Seifukusham. Acolheu o jovem ainda criança de colo e criou-o em conjunto com a sua filha Única, Rei. Passados os anos dada a apetência do jovem pelo combate o rei deixou que se alistasse no exercito de Marte, conhecido pelas suas numerosas vitórias e pelos soldados mais hábeis e leais.
Dirigiram-se a um círculo no chão onde trocaram uma vénia mútua. Um dos jovens da multidão apressou-se a lançar um feitiço nas lâminas das armas impedindo-as de perfurar a carne e de derramar o sangue dos seus adversários, voltando de seguida para o meio da multidão e esperando pacientemente que se formasse o pequeno campo de batalha improvisado.
Do solo protuberâncias ergueram-se formando uma pequena parede que os isolou dos assistentes, permitindo-lhe no entanto observar a luta em segurança, o chão que ainda há segundos estava totalmente polido apresentava agora uma textura rochosa que tornava a aderência ao solo maior.
Rei e Yuuchirou andavam em círculos estudando-se mutuamente, atentos á mínima mudança de atitude um do outro. Yuuchirou atacou velozmente com a espada atingindo as costelas de rei de raspão, enquanto esta realizava um elaborado salto para se esquivar.
Faíscas voaram pelo ar quando as duas lâminas chocaram bruscamente, enquanto tanto Rei como Yuuchorou pensavam na melhor maneira de atingir o adversário. No fundo era tudo apenas um jogo, quem imobilizar no chão o adversário por mais de 10 minutos ganha… eles queriam os dois ganhar…
Rei utilizou o cabo da alabarda como atordoante, atingindo-o nos calcanhares fazendo-o aterrar de costas com um sonoro baque.
Rei sorriu vitoriosa e dirigindo-se á pequena plateia afirmou
-primeira lição: Olhos sempre abertos nunca se sabe q…
Arregalou os olhos quando sentiu o aço frio no pescoço obrigando-a a ajoelhar-se, Yuuchirou levantava-se rapidamente empunhando a espada no ar enquanto os cabelos de Rei esvoaçavam aterrando nos seus ombros inquietos e ofegantes
-Segunda lição: Não te vanglories demasiado, há sempre um contra ataque.
Rei sorriu maliciosamente, deu um impulso com as pernas e de cabeça para baixo atingiu-o no queixo, fazendo-o embater contra o muro falso que libertou pó, graças á força do embate.
-vejo que te subestimei Yuu-Kun!
Por uns segundos encostou-se ao cabo da alabarda respirando sorridente.
-tenho que dizer o mesmo Rei-Chan!
Yuuchirou aproveitou para tentar um novo ataque dirigido á perna esquerda de Rei, mas o ataque foi mal sucedido, fazendo com que caísse novamente quando Rei se desviou de forma rápida. Rei tentou dar-lhe uma estocada que seria mortal se as laminas não se encontrassem protegidas pelo simples encantamento. Yuuchirou Rolou sobre si mesmo, rasteirando de seguida Rei que por momentos perdeu o sorriso auto confiante e irritante.
Rita não estava a gostar minimamente daquelas memórias, o seu corpo cobria-se de dores, a cabeça latejava-lhe e não havia nada que pudesse fazer para o impedir, para colmatar tanto Phobos como Deimos se silenciaram deixando-a sozinha e com vontade de esganar Susana por não lhe ter avisado de que iria sentir tudo o que tivesse já vivido.
Yuuchirou deu-lhe um pontapé nos rins que a fez lacrimejar, deixando-a cair no chão. Passou por ela e com uma expressão vitoriosa afirmou:
-terceira Lição: nunca desafies para um duelo quem te pode derrotar facilmente.
Ainda ofegava cansado quando Rei se reergueu, atingindo com a alabarda nas costas, atirando-o ao chão. Antes que sequer se tentasse levantar Rei aprisionou-o com as suas coxas, enquanto quase o sufocava com o cabo da alabarda contra o seu pescoço de veias latejantes.
-quarta e ultima lição: nunca confies no inimigo
Rei manteve-se quieta sobre ele recobrando a respiração ofegante enquanto as suas coxas, fortes mas delicadas, se deixavam avistar pelo tecido sedoso num tom púrpura que combinava com a indumentária de frágil concepção, de momento totalmente amassada com a luta enérgica. Rita conseguiu ver nos olhos azuis celestes de Yuuchirou uma centelha de ódio, um ódio frio e amargo… algo não estava bem. Lembrou-se da última frase que Phobos lhe dissera “A aparência é a arma mais poderosa”
Cerrou os olhos por um segundo, um segundo que sabia a pouco, Tentou esvaziar a mente, fundindo-se com os ruídos da noite, e envolto numa atmosfera quase mística deixou que passasse o tempo lentamente com uma ampulheta desobediente que teima em parar a sua marcha.
Os carros passavam velozmente deixando no seu rastro pequenos zumbidos, reduzindo-se ao tamanho de um mosquito no horizonte e prosseguindo com a sua marcha infindável, milhares de pés calcorreavam as calçadas gastas de Juuban, e vozes silenciadas pelo vento proferiam frases soltas que formavam um diálogo global confuso e automatizado.
Aquele ruído todo trazia-lhe uma paz imensa, como um aviso de que tudo estava a seguir o seu rumo, uma esperança de que a Humanidade não caminhava para a autodestruição.
Um ruído contínuo destoou de toda aquela cacofonia organizada
Uma vez
Duas vezes
Três vezes
Abriu os seus olhos amendoados especialmente azuis á luz daquela lua perfeitamente redonda e imaculadamente branca, e, sacudindo os cotovelos entorpecidos do contacto com a portada da janela, abriu a porta da entrada deixando entrar de seguida um lindo felino que a atravessou como uma sombra prateada veloz.
-Bast já te disse para não arranhares a porta! - Olhou da maneira mais reprovadora possível para a linda gata que subia agilmente uma cadeira e lhe pulava para o colo, mas acabou por rir de forma paternalista para aqueles olhos brilhantes, acariciando-lhe de seguida a queixada. Recebeu como agradecimento um miado enérgico e alegre. – Da próxima vez utiliza a portinhola sim?
Poisou-a no sofá e foi ver os estragos causado pelas suas unhas fortes na porta de entrada. Suspirou resignado, lá teria de manhã cedo que comprar uma lata de verniz para tapar os arranhões profundos que danificavam a porta de mogno vermelho.
Quando se preparava para fechar a porta, uma jorrada de vento invadiu o hall de entrada precipitando-se para a sala derrubando uma pasta negra que despejou prontamente o seu conteúdo no chão. Dezenas de papes cobriram o chão da sala atraindo a atenção da gata.
Ozami praguejou veemente, fechando com força a porta, e correndo para apanhar todas as folhas antes que voassem pela janela que deixara escancarada.
Dezenas de rabiscos, e alguns desenhos a carvão amontoavam-se pelo chão, como um manto de imagens, algumas fantasiosas, algumas mais realistas.
Fechou a janela e apressou-se a juntar todos o pape num monte desorganizado que prendeu com uma pequena mola, colocando-os numa pasta negra que fechou com um elástico.
“Estranho… como se soltou tudo isto só com uma lufada de vento?”
Encolheu os ombros
Preparava-se para guardar a pasta numa gaveta quando reparou numa imagem pitoresca.
Bast olhava atentamente para uma folha de papel que aterrara distante das outras, a sua cauda dourada com um pequeno anel branco na ponta abanava-se lenta e constantemente, sendo a única parte do seu corpo que se mexia. Aproximou-se e afagou-lhe a pequena cabeça felpuda, olhando de seguida para o desenho.
-Gostaste do desenho ou queres só um novo poste de arranhar? Sabes q…
Sentiu imediatamente um arrepio que lhe percorreu todo o corpo, fazendo com que esfregasse avidamente os ombros numa tentativa infrutífera de se aquecer.
Na folha branca de papel uma mulher encarava-o com uns olhos doces e sofredores, os seus cabelos esvoaçavam ao vento, e os seus lábios delicados semicerravam-se num grito silenciado pelo carvão. Estendia uma mão ao céu como se tentasse alcançar algo, e o vestido aos folhos deixava entrever a sua cintura fina e as suas pernas longas.
Não era o desenho que impressionava Ozami mas sim a enchente de sentimentos que o possuíam de cada vez que para ele olhava.
Surgira-lhe num sonho aquela mulher, como uma sombra chorando por socorro. Não lhe vira a face, por isso não pudera desenhar-lha. Tinha deixado um espaço em branco naquela face, um espaço que preenchera há uma semana atrás… como que por impulso desenhara aquela boca suave e aqueles olhos… aqueles olhos estranhamente vivos que o fitavam atravessando-o como uma espada fria.
Não sabia bem porque mas aquela mulher lembrava-lhe algum do seu passado, uma memória distante que lhe fugia por entre os dedos como areia. Ainda conseguia ouvir o nome que ecoava nos seus sonhos, desde que se tomava por gente.
Minako.
Se olhasse atentamente para a gata malhada em tons pratas e doirados, veria que os seus olhos de cores diferentes, um azul celeste e um amarelo, analisavam pormenorizadamente cada detalhe do desenho.
O seu olhar não parecia de uma simples gata.
**************************** *************************************
O som de palmas sobressaltou os jovens fazendo com que os seus olhares atentos passassem para o Homem alto e musculado com uma enorme tatuagem de um dragão negro no braço esquerdo. As suas mãos enormes colidiam uma contra a outra emitindo sons fortes e secos que ecoavam por curtos períodos de tempo.
-Que espectáculo deplorável!
Phobos e Deimos voltaram a entrar em contacto com Rita, explicando-lhe que o homem á sua frente era Seikou, General de alto prestigio no Exercito real, encarregue pelo treino dos futuros soldados e defensores do reino. Era conhecido pela sua sólida disciplina e pelo seu temperamento insuportável. Apenas obedecia ao rei sendo um oponente perigoso no campo de batalha, visto dominar a magia com uma habilidade incomum.
Os Jovens endireitaram-se rapidamente evitando manter contacto visual com o homem e formando cinco fileiras perfeitas, formando uma espécie de corredor até ao circulo no solo onde Yuuchirou e Rei se encontravam ofegantes.
-Yuuchirou Kumada! Deixas que uma simples mulherzinha traga desonra ao campo de batalha? Puxou Rei bruscamente fazendo os seus cabelos agitar violentamente no ar - E tu jovenzinha? Não sabes que… - estacou ao aperceber-se que estava a apertar o braço da princesa, ficando com a pele pálida e apressando-se a fazer uma vénia baixando o tom de voz e perdendo a Altivez a postura perigosa de há segundos – Princesa... perdão pensei que não fizesse parte da sua rotina vir ao campo de treino, perdão pela minha atitude inconsequente!
-Ora Seikou! Isto não foi nada – virou-lhe as costas e fechou os olhos com força lamentando-se silenciosamente da dor que latejava no seu antebraço. De seguida dirigiu-se ao suporte de madeira polida e voltou a colocar a alabarda no lugar em que esta se encontrava originalmente, passando os dedos pelo seu cabo liso e áspero de madeira escura – Vamos manter isto entre nos está bem?
Piscou-lhe o olho, e apontando para Yuuchirou disse solenemente.
-Tem aí um guerreiro de valor
“Que até uma princesinha mimada conseguiu derrotar em pouco tempo” pensou amargamente Seikou, embora continuasse com uma expressão neutra e anuísse atentamente. Sabia que aquela atitude impensada lhe podia custar a carreira de Militar, ou até mesmo a vida se aquela rapariga resolvesse ter um ataque de capricho e fosse chorar no colo do seu pai. Embora lhe custasse a admitir Yuuchirou era dos seus aprendizes mais brilhantes. Tinha participado já em algumas Missões diplomáticas mostrando-se uma peça vital no campo de batalha, tendo uma grande perícia no manejo de armas e conseguindo invocar facilmente alguns feitiços de Cura, mesmo não lhe tendo sido ensinado o manuseamento da magia. Não conseguia deixar de se rever um pouco nele. Era por isso que lhe custava tanto que a rapariga com roupas luxuriosas e pele de porcelana tivesse sido capaz de derrubar um dos seus melhores soldados.
Os carros passavam velozmente deixando no seu rastro pequenos zumbidos, reduzindo-se ao tamanho de um mosquito no horizonte e prosseguindo com a sua marcha infindável, milhares de pés calcorreavam as calçadas gastas de Juuban, e vozes silenciadas pelo vento proferiam frases soltas que formavam um diálogo global confuso e automatizado.
Aquele ruído todo trazia-lhe uma paz imensa, como um aviso de que tudo estava a seguir o seu rumo, uma esperança de que a Humanidade não caminhava para a autodestruição.
Um ruído contínuo destoou de toda aquela cacofonia organizada
Uma vez
Duas vezes
Três vezes
Abriu os seus olhos amendoados especialmente azuis á luz daquela lua perfeitamente redonda e imaculadamente branca, e, sacudindo os cotovelos entorpecidos do contacto com a portada da janela, abriu a porta da entrada deixando entrar de seguida um lindo felino que a atravessou como uma sombra prateada veloz.
-Bast já te disse para não arranhares a porta! - Olhou da maneira mais reprovadora possível para a linda gata que subia agilmente uma cadeira e lhe pulava para o colo, mas acabou por rir de forma paternalista para aqueles olhos brilhantes, acariciando-lhe de seguida a queixada. Recebeu como agradecimento um miado enérgico e alegre. – Da próxima vez utiliza a portinhola sim?
Poisou-a no sofá e foi ver os estragos causado pelas suas unhas fortes na porta de entrada. Suspirou resignado, lá teria de manhã cedo que comprar uma lata de verniz para tapar os arranhões profundos que danificavam a porta de mogno vermelho.
Quando se preparava para fechar a porta, uma jorrada de vento invadiu o hall de entrada precipitando-se para a sala derrubando uma pasta negra que despejou prontamente o seu conteúdo no chão. Dezenas de papes cobriram o chão da sala atraindo a atenção da gata.
Ozami praguejou veemente, fechando com força a porta, e correndo para apanhar todas as folhas antes que voassem pela janela que deixara escancarada.
Dezenas de rabiscos, e alguns desenhos a carvão amontoavam-se pelo chão, como um manto de imagens, algumas fantasiosas, algumas mais realistas.
Fechou a janela e apressou-se a juntar todos o pape num monte desorganizado que prendeu com uma pequena mola, colocando-os numa pasta negra que fechou com um elástico.
“Estranho… como se soltou tudo isto só com uma lufada de vento?”
Encolheu os ombros
Preparava-se para guardar a pasta numa gaveta quando reparou numa imagem pitoresca.
Bast olhava atentamente para uma folha de papel que aterrara distante das outras, a sua cauda dourada com um pequeno anel branco na ponta abanava-se lenta e constantemente, sendo a única parte do seu corpo que se mexia. Aproximou-se e afagou-lhe a pequena cabeça felpuda, olhando de seguida para o desenho.
-Gostaste do desenho ou queres só um novo poste de arranhar? Sabes q…
Sentiu imediatamente um arrepio que lhe percorreu todo o corpo, fazendo com que esfregasse avidamente os ombros numa tentativa infrutífera de se aquecer.
Na folha branca de papel uma mulher encarava-o com uns olhos doces e sofredores, os seus cabelos esvoaçavam ao vento, e os seus lábios delicados semicerravam-se num grito silenciado pelo carvão. Estendia uma mão ao céu como se tentasse alcançar algo, e o vestido aos folhos deixava entrever a sua cintura fina e as suas pernas longas.
Não era o desenho que impressionava Ozami mas sim a enchente de sentimentos que o possuíam de cada vez que para ele olhava.
Surgira-lhe num sonho aquela mulher, como uma sombra chorando por socorro. Não lhe vira a face, por isso não pudera desenhar-lha. Tinha deixado um espaço em branco naquela face, um espaço que preenchera há uma semana atrás… como que por impulso desenhara aquela boca suave e aqueles olhos… aqueles olhos estranhamente vivos que o fitavam atravessando-o como uma espada fria.
Não sabia bem porque mas aquela mulher lembrava-lhe algum do seu passado, uma memória distante que lhe fugia por entre os dedos como areia. Ainda conseguia ouvir o nome que ecoava nos seus sonhos, desde que se tomava por gente.
Minako.
Se olhasse atentamente para a gata malhada em tons pratas e doirados, veria que os seus olhos de cores diferentes, um azul celeste e um amarelo, analisavam pormenorizadamente cada detalhe do desenho.
O seu olhar não parecia de uma simples gata.
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O som de palmas sobressaltou os jovens fazendo com que os seus olhares atentos passassem para o Homem alto e musculado com uma enorme tatuagem de um dragão negro no braço esquerdo. As suas mãos enormes colidiam uma contra a outra emitindo sons fortes e secos que ecoavam por curtos períodos de tempo.
-Que espectáculo deplorável!
Phobos e Deimos voltaram a entrar em contacto com Rita, explicando-lhe que o homem á sua frente era Seikou, General de alto prestigio no Exercito real, encarregue pelo treino dos futuros soldados e defensores do reino. Era conhecido pela sua sólida disciplina e pelo seu temperamento insuportável. Apenas obedecia ao rei sendo um oponente perigoso no campo de batalha, visto dominar a magia com uma habilidade incomum.
Os Jovens endireitaram-se rapidamente evitando manter contacto visual com o homem e formando cinco fileiras perfeitas, formando uma espécie de corredor até ao circulo no solo onde Yuuchirou e Rei se encontravam ofegantes.
-Yuuchirou Kumada! Deixas que uma simples mulherzinha traga desonra ao campo de batalha? Puxou Rei bruscamente fazendo os seus cabelos agitar violentamente no ar - E tu jovenzinha? Não sabes que… - estacou ao aperceber-se que estava a apertar o braço da princesa, ficando com a pele pálida e apressando-se a fazer uma vénia baixando o tom de voz e perdendo a Altivez a postura perigosa de há segundos – Princesa... perdão pensei que não fizesse parte da sua rotina vir ao campo de treino, perdão pela minha atitude inconsequente!
-Ora Seikou! Isto não foi nada – virou-lhe as costas e fechou os olhos com força lamentando-se silenciosamente da dor que latejava no seu antebraço. De seguida dirigiu-se ao suporte de madeira polida e voltou a colocar a alabarda no lugar em que esta se encontrava originalmente, passando os dedos pelo seu cabo liso e áspero de madeira escura – Vamos manter isto entre nos está bem?
Piscou-lhe o olho, e apontando para Yuuchirou disse solenemente.
-Tem aí um guerreiro de valor
“Que até uma princesinha mimada conseguiu derrotar em pouco tempo” pensou amargamente Seikou, embora continuasse com uma expressão neutra e anuísse atentamente. Sabia que aquela atitude impensada lhe podia custar a carreira de Militar, ou até mesmo a vida se aquela rapariga resolvesse ter um ataque de capricho e fosse chorar no colo do seu pai. Embora lhe custasse a admitir Yuuchirou era dos seus aprendizes mais brilhantes. Tinha participado já em algumas Missões diplomáticas mostrando-se uma peça vital no campo de batalha, tendo uma grande perícia no manejo de armas e conseguindo invocar facilmente alguns feitiços de Cura, mesmo não lhe tendo sido ensinado o manuseamento da magia. Não conseguia deixar de se rever um pouco nele. Era por isso que lhe custava tanto que a rapariga com roupas luxuriosas e pele de porcelana tivesse sido capaz de derrubar um dos seus melhores soldados.
Phobos e Deimos aproveitavam os momentos de silêncio para instruir Rita sobre mais costumes locais. Ficou assim a saber que em Marte não era permitido às mulheres participarem de qualquer tipo de batalha, embora a princesa Rei tenha lutado por esse direito. Essa relutância deve-se a uma mulher que apaixonada pelo seu inimigo traiu o rei causando a destruição quase total da civilização Marciana. Deimos explicou-lhe que Marte foi em tempos o local do sistema solar onde grande parte da magia residia, sendo apenas os seus residentes mais nobres capazes de a manusear correctamente.
Rei sacudiu as roupas cheias de pó e depois de se despedir cordialmente de todos os presentes, após frisar que o incidente embora perdoado não seria esquecido (sendo a única maneira que encontrou para manter Seikou ciente de que não deveria exceder-se nas suas atitudes, arriscando-se a ficar mal perante o rei), dirigiu-se á porta e caminhou para o palácio, deixando Yuuchirou enfrentar a ira do seu mentor.
Rapidamente se encontrou em frente de uma enorme escadaria de pedras vermelhas polidas, ladeada por um enorme corrimão branco com adornos florais em todo o seu comprimento. Os degraus eram tantos que o final da escadaria só foi visível quando Rei atingiu metade do percurso. Rita curiosa perguntou a Phobos como tinham construído uma escadaria tão enorme com tamanha minuciosidade, ao que este lhe respondeu que só com a reunião de dez utilizadores da magia foi possível moldar a terra e alterar as características mineralógicas do solo dando-lhe o aspecto polido que apresentava actualmente. Rei parou ofegante encostada ao Corrimão, mexendo brevemente no colar adornado que se soltara durante a batalha. Cinco Rubis provenientes da Terra polidos e cortados em forma circular assentavam em cinco placas de ouros com gravações inscritas na superfície. Aquele colar era um presente do reino de Júpiter, com o qual as relações diplomáticas eram mais frequentes. Recebera há uns meses a notícia de que a princesa do planeta aéreo (como era conhecido Júpiter devido á leveza da sua atmosfera) recebera a dádiva dos poderes da essência do seu planeta. Rei sentia inveja.
O castelo surgiu no seu campo de visão como uma miragem. Esperava encontrar uma construção ao estilo do palácio do milénio prateado, na lua, mas as características do palácio prostrado á sua frente não tinham praticamente nenhuma semelhança com o palácio Lunar.
As paredes construídas numa matéria arenosa alaranjada eram adornadas por bastantes janelas que lhe recordavam palacetes árabes que avistava de vez em quando em revistas de viagens. Existiam bastantes torreões com guardas no topo, guardando incessantemente o palácio de possíveis ataques de inimigos. Cúpulas pontiagudas erguiam-se nos céus envergando bandeiras com o emblema da família real e um círculo com símbolos indecifráveis dada a distancia a que se encontravam, no entanto Rita ficou a saber que nos círculos se encontravam os símbolos de Júpiter Marte e Vénus. Existia a crença que Marte surgiu na sequência da colisão de Juno (um asteróide) e Júpiter. Embora distanciados entre si Júpiter e Marte sempre mantiveram as suas ligações oficiais activas, sendo aliado seculares desde o inicio dos tempos.
O portão de pedra gravada era guardado por dois homens Altos envergando armaduras de cor cóbrea e capacetes elaborados. Carregavam numa mão uma lança e na outra um escudo com o brasão real. Rei olhou para ambos os homens e com um sorriso cordial prosseguiu cumprimentando-os á passagem, enquanto as lanças se abriam deixando-lhe o caminho livre.
Eram inúmeras as portas que se apresentavam pelos infindáveis corredores iluminados pela forte luz solar, adornados de diversas tapeçarias que teciam nas linhas intemporais do tempo a história do sistema solar. Rei subiu mais um lance de escadas e entrou num das portas que acedia ao seu quarto. Um cheiro inebriante de canela e rosas entrou-lhe pelas narinas deixando-a sonolenta. Dirigiu-se ao enorme armário embutido na parede e puxou uma das portas para se deparar com uma enorme quantidade de Roupas da mais delicada confecção, fazendo-a sentir-se como num conto de fadas. Reparou que aquele armário era maior que o seu singelo quarto no templo de Hikawa, fazendo-a sentir-se momentaneamente constrangida, e que a roupa estava organizada por cores, leveza e tipo de tecido. Um espelho de corpo completo e rebordos doirados reflectia-a enquanto desapertava o corpete e despia as calças, olhando-se de seguida e ajeitando os cabelos enquanto fazia caretas ao espelho. Vestiu um vestido branco simples de toque acetinado e felpudo, que Rita identificou como um pijama, e dirigiu-se para a cama. O quarto não tinha uma única jarra de flores nem uma mesa onde pusesse assentar uma. Um toucador doirado repleto de produtos de beleza e vários espelhos de latão polido que reflectiam a luz incomodando os seus olhos. A parede estava coberta de estuque vermelho com flores amarelas, e um conjunto de cortinados beges encontrava-se presos por um fio doirado e laranja.
A cama de Dossel vermelho enchia o quarto e a maciez da colcha de seda envolveu Rei quando se deixou cair no colchão fofo. Bocejou cansada e fechou os olhos e adormeceu rapidamente.
Quando acordou o sol estava no meio do céu, deveria ter dormido apenas uma ou duas horas, embora lhe tenha parecido uma eternidade, bocejou e espreguiçou-se ainda atordoada pelo sono, ouvindo de seguida 4 batidas rápidas e incisivas na sua porta. Vestiu rapidamente um vestido amarelo com folhos semitransparentes de cores avermelhadas e um alfinete de peito em forma de flor de fogo (uma flor originaria de Marte que floresce a cada 2 meses nas planícies de Kyuruke assemelhando-se a um incêndio.).
Abriu a porta de seguida deixando entrar uma jovem com o cabelo apanhado numa trança enrolada sobre si, um vestido de linho branco com um avental e um adorno para a cabeça que deixava perceber que se tratava de uma serviçal. A jovem tossicou e falou, revelando uma voz maviosa e fina que nada tinha a ver com os seus olhos alheados e á sua expressão perdida.
-Princesa, o rei chama-a com urgência á biblioteca real!
coçou os cotovelos dando a entender que se encontrava desconfortável com algo, enquanto se afastava e murmurando frases sem sentido aparente. Rei seguiu-a obedientemente, reparando que a luz do sol era agora mais forte e que o calor aumentara enquanto ela dormia. Passaram por algumas portas abertas que revelaram várias divisões, maioritariamente quartos de hóspedes decorados luxuriantemente.
Chegaram a uma porta de madeira vermelha e a empregada bateu á porta 3 vezes esperando pacientemente pela ordem para entrar, sendo imediatamente seguida por Rei. A mulher fez uma vénia e retirou-se prontamente deixando-os sós.
Rita sentiu-se um pouco desiludida com a imagem do rei que se encontrava á sua frente. Imaginara um colosso de olhos profundos, mas na sua frente um homem atarracado com um pescoço quase inexistente e uma face vermelha de feições austeras. Era um palmo e meio mais baixo que ela, com uma altura bastante semelhante á do seu avô. A sua voz cavernosa ergueu-se na sala.
-Já soube da tua pequena “aventura” esta tarde, o Seikou contou-me - Rei tentou responder, mas a mão do homem ergueu-se no ar silenciando-a de imediato – não quero ouvir as tuas desculpas, os teus caprichos são cada vez mais frequentes! O que ganhas com essas atitudes? Sabes que não te vou deixar combater, o teu lugar não é no campo de batalha!
Rei ergueu a voz exaltada
-Então onde é o meu lugar? No meio de uma nobreza fútil e despreocupada? Rodeada de luxúria enquanto lá fora o meu povo luta pela sobrevivência? Não quero!
-Não sejas insolente, sabes que um ataque se aproxima e não te posso deixar correres riscos inconsequentes!
Rita soube imediatamente do que o rei falava, Deimos tinha-lhe dito que Marte se encontrava em guerra civil, uma facção de rebeldes tencionava destronar o rei e tomar posse do poder, embora isso pudesse vir a trazer grandes problemas ao povo. Deimos tinha sido bastante vago e desde que Rei adormecera não tinha havido qualquer contacto com eles.
-O que queres que eu faça? Não vou fugir como uma cobarde! – Rei chorava furiosa enquanto cerrava os punhos e encarava o homem á sua frente. – Nem penses que me vais conseguir controlar como uma marioneta!
O rei ignorou as suas lágrimas e dirigiu-se a uma das estantes repletas de livros poeirentos, procurando por um livro em particular, um livro com uma lombarda anormalmente grossa, sendo necessário pegar-lhe com ambas as mãos.
Abriu-o revelando um recheio oco que escondia uma caixa vermelha com relevos doirados e uma fechadura em forma de folha. Pegou-lhe cuidadosamente e entregou-lha em mãos, removendo um fio de ouro com uma chave elaborada.
-Ninguém sabe da existência desta caixa – inseriu a chave na ranhura e abriu delicadamente a caixa revelando no seu interior uma estrutura em forma oval que emitia um brilho vermelho alaranjada – Foi-me entregue pelo meu pai Forthullas, é chamado de “Gema da destruição”, é a única forma de invocar o guardião deste planeta. No entanto até hoje ninguém soube como realizar a invocação.
Rei abria os olhos espantada
-M…Mas o que queres que faça com isto? Eu não sei como o invocar!
-Soube que os rebeldes descobriram a sua existência. Temo que tentem adulterar a gema para poderem controlar os seus poderes.
– Fechou a caixa e removeu a chave enrolando a corrente e entregando-lhe a chave – Vais guardar esta caixa até chegares a Returij, uma província de Júpiter aonde és esperada pelos meus aliados.
Rei sacudiu as roupas cheias de pó e depois de se despedir cordialmente de todos os presentes, após frisar que o incidente embora perdoado não seria esquecido (sendo a única maneira que encontrou para manter Seikou ciente de que não deveria exceder-se nas suas atitudes, arriscando-se a ficar mal perante o rei), dirigiu-se á porta e caminhou para o palácio, deixando Yuuchirou enfrentar a ira do seu mentor.
Rapidamente se encontrou em frente de uma enorme escadaria de pedras vermelhas polidas, ladeada por um enorme corrimão branco com adornos florais em todo o seu comprimento. Os degraus eram tantos que o final da escadaria só foi visível quando Rei atingiu metade do percurso. Rita curiosa perguntou a Phobos como tinham construído uma escadaria tão enorme com tamanha minuciosidade, ao que este lhe respondeu que só com a reunião de dez utilizadores da magia foi possível moldar a terra e alterar as características mineralógicas do solo dando-lhe o aspecto polido que apresentava actualmente. Rei parou ofegante encostada ao Corrimão, mexendo brevemente no colar adornado que se soltara durante a batalha. Cinco Rubis provenientes da Terra polidos e cortados em forma circular assentavam em cinco placas de ouros com gravações inscritas na superfície. Aquele colar era um presente do reino de Júpiter, com o qual as relações diplomáticas eram mais frequentes. Recebera há uns meses a notícia de que a princesa do planeta aéreo (como era conhecido Júpiter devido á leveza da sua atmosfera) recebera a dádiva dos poderes da essência do seu planeta. Rei sentia inveja.
O castelo surgiu no seu campo de visão como uma miragem. Esperava encontrar uma construção ao estilo do palácio do milénio prateado, na lua, mas as características do palácio prostrado á sua frente não tinham praticamente nenhuma semelhança com o palácio Lunar.
As paredes construídas numa matéria arenosa alaranjada eram adornadas por bastantes janelas que lhe recordavam palacetes árabes que avistava de vez em quando em revistas de viagens. Existiam bastantes torreões com guardas no topo, guardando incessantemente o palácio de possíveis ataques de inimigos. Cúpulas pontiagudas erguiam-se nos céus envergando bandeiras com o emblema da família real e um círculo com símbolos indecifráveis dada a distancia a que se encontravam, no entanto Rita ficou a saber que nos círculos se encontravam os símbolos de Júpiter Marte e Vénus. Existia a crença que Marte surgiu na sequência da colisão de Juno (um asteróide) e Júpiter. Embora distanciados entre si Júpiter e Marte sempre mantiveram as suas ligações oficiais activas, sendo aliado seculares desde o inicio dos tempos.
O portão de pedra gravada era guardado por dois homens Altos envergando armaduras de cor cóbrea e capacetes elaborados. Carregavam numa mão uma lança e na outra um escudo com o brasão real. Rei olhou para ambos os homens e com um sorriso cordial prosseguiu cumprimentando-os á passagem, enquanto as lanças se abriam deixando-lhe o caminho livre.
Eram inúmeras as portas que se apresentavam pelos infindáveis corredores iluminados pela forte luz solar, adornados de diversas tapeçarias que teciam nas linhas intemporais do tempo a história do sistema solar. Rei subiu mais um lance de escadas e entrou num das portas que acedia ao seu quarto. Um cheiro inebriante de canela e rosas entrou-lhe pelas narinas deixando-a sonolenta. Dirigiu-se ao enorme armário embutido na parede e puxou uma das portas para se deparar com uma enorme quantidade de Roupas da mais delicada confecção, fazendo-a sentir-se como num conto de fadas. Reparou que aquele armário era maior que o seu singelo quarto no templo de Hikawa, fazendo-a sentir-se momentaneamente constrangida, e que a roupa estava organizada por cores, leveza e tipo de tecido. Um espelho de corpo completo e rebordos doirados reflectia-a enquanto desapertava o corpete e despia as calças, olhando-se de seguida e ajeitando os cabelos enquanto fazia caretas ao espelho. Vestiu um vestido branco simples de toque acetinado e felpudo, que Rita identificou como um pijama, e dirigiu-se para a cama. O quarto não tinha uma única jarra de flores nem uma mesa onde pusesse assentar uma. Um toucador doirado repleto de produtos de beleza e vários espelhos de latão polido que reflectiam a luz incomodando os seus olhos. A parede estava coberta de estuque vermelho com flores amarelas, e um conjunto de cortinados beges encontrava-se presos por um fio doirado e laranja.
A cama de Dossel vermelho enchia o quarto e a maciez da colcha de seda envolveu Rei quando se deixou cair no colchão fofo. Bocejou cansada e fechou os olhos e adormeceu rapidamente.
Quando acordou o sol estava no meio do céu, deveria ter dormido apenas uma ou duas horas, embora lhe tenha parecido uma eternidade, bocejou e espreguiçou-se ainda atordoada pelo sono, ouvindo de seguida 4 batidas rápidas e incisivas na sua porta. Vestiu rapidamente um vestido amarelo com folhos semitransparentes de cores avermelhadas e um alfinete de peito em forma de flor de fogo (uma flor originaria de Marte que floresce a cada 2 meses nas planícies de Kyuruke assemelhando-se a um incêndio.).
Abriu a porta de seguida deixando entrar uma jovem com o cabelo apanhado numa trança enrolada sobre si, um vestido de linho branco com um avental e um adorno para a cabeça que deixava perceber que se tratava de uma serviçal. A jovem tossicou e falou, revelando uma voz maviosa e fina que nada tinha a ver com os seus olhos alheados e á sua expressão perdida.
-Princesa, o rei chama-a com urgência á biblioteca real!
coçou os cotovelos dando a entender que se encontrava desconfortável com algo, enquanto se afastava e murmurando frases sem sentido aparente. Rei seguiu-a obedientemente, reparando que a luz do sol era agora mais forte e que o calor aumentara enquanto ela dormia. Passaram por algumas portas abertas que revelaram várias divisões, maioritariamente quartos de hóspedes decorados luxuriantemente.
Chegaram a uma porta de madeira vermelha e a empregada bateu á porta 3 vezes esperando pacientemente pela ordem para entrar, sendo imediatamente seguida por Rei. A mulher fez uma vénia e retirou-se prontamente deixando-os sós.
Rita sentiu-se um pouco desiludida com a imagem do rei que se encontrava á sua frente. Imaginara um colosso de olhos profundos, mas na sua frente um homem atarracado com um pescoço quase inexistente e uma face vermelha de feições austeras. Era um palmo e meio mais baixo que ela, com uma altura bastante semelhante á do seu avô. A sua voz cavernosa ergueu-se na sala.
-Já soube da tua pequena “aventura” esta tarde, o Seikou contou-me - Rei tentou responder, mas a mão do homem ergueu-se no ar silenciando-a de imediato – não quero ouvir as tuas desculpas, os teus caprichos são cada vez mais frequentes! O que ganhas com essas atitudes? Sabes que não te vou deixar combater, o teu lugar não é no campo de batalha!
Rei ergueu a voz exaltada
-Então onde é o meu lugar? No meio de uma nobreza fútil e despreocupada? Rodeada de luxúria enquanto lá fora o meu povo luta pela sobrevivência? Não quero!
-Não sejas insolente, sabes que um ataque se aproxima e não te posso deixar correres riscos inconsequentes!
Rita soube imediatamente do que o rei falava, Deimos tinha-lhe dito que Marte se encontrava em guerra civil, uma facção de rebeldes tencionava destronar o rei e tomar posse do poder, embora isso pudesse vir a trazer grandes problemas ao povo. Deimos tinha sido bastante vago e desde que Rei adormecera não tinha havido qualquer contacto com eles.
-O que queres que eu faça? Não vou fugir como uma cobarde! – Rei chorava furiosa enquanto cerrava os punhos e encarava o homem á sua frente. – Nem penses que me vais conseguir controlar como uma marioneta!
O rei ignorou as suas lágrimas e dirigiu-se a uma das estantes repletas de livros poeirentos, procurando por um livro em particular, um livro com uma lombarda anormalmente grossa, sendo necessário pegar-lhe com ambas as mãos.
Abriu-o revelando um recheio oco que escondia uma caixa vermelha com relevos doirados e uma fechadura em forma de folha. Pegou-lhe cuidadosamente e entregou-lha em mãos, removendo um fio de ouro com uma chave elaborada.
-Ninguém sabe da existência desta caixa – inseriu a chave na ranhura e abriu delicadamente a caixa revelando no seu interior uma estrutura em forma oval que emitia um brilho vermelho alaranjada – Foi-me entregue pelo meu pai Forthullas, é chamado de “Gema da destruição”, é a única forma de invocar o guardião deste planeta. No entanto até hoje ninguém soube como realizar a invocação.
Rei abria os olhos espantada
-M…Mas o que queres que faça com isto? Eu não sei como o invocar!
-Soube que os rebeldes descobriram a sua existência. Temo que tentem adulterar a gema para poderem controlar os seus poderes.
– Fechou a caixa e removeu a chave enrolando a corrente e entregando-lhe a chave – Vais guardar esta caixa até chegares a Returij, uma província de Júpiter aonde és esperada pelos meus aliados.
-Mas como viajarei até Júpiter? Os portais que invocamos com recurso á magia atraem demasiado as atenções…
-Pedi a Seikou que invocasse um pequeno portal no deserto
de Deiruch. Yuuchirou acompanhar-te-á até lá para se assegurar de que não és atacada por um bando de rebeldes.
Rei respirou fundo e apertou a mão do pai.
-Obrigado por teres confiado em mim para esta missão.
Abraçou-o emocionada e retirou-se para os seus aposentos, levando consigo apenas o essencial, uma indumentária leve, adequada para o tempo inóspito que a esperava, e o pendente que recebera á nascença, com os nomes dos seus pais gravados no interior e runas de protecção no exterior.
Saiu do quarto envergando um conjunto semelhante ao que trouxera durante a manhã, em tons beges e com um corpete mais detalhado. As calças eram mais escuras e espessas para que o sol não queimasse a pele das suas pernas.
Yuuchirou esperava-a impacientemente na enorme escadaria vermelha montando um cavalo de pelagem negra com uns olhos vermelhos que denunciavam que a sua origem não era terrestre. Um outro corcel esperava por ela com um pelo laranja e uma crina invulgarmente branca. Relinchou hesitante quando sentiu o peso da princesa com o seu saco de pano sobre o seu lombo.
A viagem ia ser longa durando aproximadamente 4 dias. Rei carregava dentro da sacola mantimentos suficientes para uma semana, e Yuuchirou encarregara-se de transportar a água. Paravam regularmente para deixar descansar as montadas e para dormir. Cada dia que passava o terreno em redor ficava mais árido e os locais sombreados começavam a escassear bem como os cursos de água onde os animais saciavam a sede. Os diálogos eram escassos, mas Rita conseguia ficar cada vez mais incerta das intenções de Yuuchirou. Não lhe parecia uma pessoa totalmente honesta.
Ao terceiro dia de viagem acamparam em pleno deserto quando as luas de Marte (Phobos e Deimos) brilhavam mais intensamente.
Yuuchirou acendeu uma fogueira, deveriam tentar manter-se quentes e comer uma refeição quente o mais rapidamente possível, antes que o vento do deserto lhes roubasse a chama e os obrigasse a enterrarem-se quase totalmente na areia para não serem descobertos (utilizando para isso um feitiço que Yuuchirou ensinara a Rei).
Rei olhava para as estrelas que brilhavam intensamente, falando com Yuuchirou.
-Porque te quiseste juntar ao exercito?
O jovem pareceu realmente incomodado com aquela súbita aproximação.
-Não sei… Gosto de combater. Apenas isso.
Rei anuiu conformada com a resposta embora não satisfeita.
O barulho de dezenas de cascos sobressaltou-a olhando para Yuuchirou.
-São rebeldes! O que devemos fazer? Não vamos conseguir esconder…
Uma pancada com o cabo da espada prateada de Yuuchirou deixou-a imediatamente inconsciente.
Este desmaiada por alguns minutos que lhe pareceram horas, e quando voltou a abrir os olhos sentiu uma enorme dor de cabeça seguida de náuseas. Tentou levantar-se mas tinha as mãos amarradas uma contra a outra e as suas pernas estavam juntas, com nós muito apertados.
-Yuuchirou! Estás bem?
Yuuchirou aproximou-se dela sorrindo, brincando com a caixa que Rei guardara religiosamente até há uns minutos atrás. O seu sorriso soltava desdém e escárnio.
-Não podia estar melhor.
-Mas… e os rebeldes? – Rita teve vontade de sair do corpo de Rei, dar-lhe um valente estalo e gritar-lhe que ele era seu inimigo, mas não precisaria de o fazer – eles não te magoaram? Ajuda-me a tirar estas cordas, temos que prosseguir… mas como sabias da existência dessa caixa? Como … - A sua voz desceu de tom ate se aperceber da dura realidade – Tu estás com eles não estás?
-Correcção: ELES estão COMIGO! – Sorriu triunfante – fui eu que criou a facção de rebeldes, nunca pensei que fosse tão fácil reunir tantos oponentes ao teu papá el rei… ou devo dizer… futuro ex rei e inimigo da futura coroa de Marte – fez uma pausa e enfatizou as ultimas palavras – Punido com a morte.
-NÃO !!!
Tentou libertar-se o que se demonstrou inútil, com os dedos palpou a cintura em busca da corrente que prendia a chave, não encontrando nada. Ouviu um tilintar e olhou para Yuuchirou.
-Estás á procura disto?
Pegou na chave e abriu a pequena caixa, retirando a gema bruscamente.
-Então é esta a gema da destruição…
-Porque? O meu pai tratou-te como um filho! Ele é um rei justo e correcto!
Yuuchirou riu-se
-Como um filho? Ele sempre me isolou! Enquanto vocês jantavam na sala de jantar eu ficava entregue ás amas horas a fio! Deixavam-me com a criadagem nas vossas viagens oficiais, e nunca sequer se dignou a arranjar-me um tutor, enquanto tu te instruías eu apenas tinha como opção brincar na rua com os filhos das empregadas… eu era apenas uma fachada para que ele demonstrasse o quão caridoso podia ser!
Rei calou-se esmagada pela verdade intricada nas palavras amargas dele.
-Mas… não tem que ser assim! Tu não és mau! Se te entregares o meu pai será brando! Pode ser…
-CHEGA!
Yuuchirou desembainhou a espada prateada com a qual lutara há uns dias atrás. E olhou a sua lâmina reluzente. Aproximou-a do seu pescoço.
-é uma pena ter que acabar contigo… se sobreviveres podes reclamar a coroa… e nós não quereríamos isso pois não?
Rei gritou esperando atingir o seu calcanhar de Aquiles, o seu orgulho.
-Cobarde! Só me atacas amarrada!
Yuuchirou estacou, dando-lhe tempo de utilizar a adaga que escondera e de o atingir no braço, fazendo um jorro contínuo de sangue tingir-lhe a roupa de escarlate. Apressou-se a cortar as cordas e tentou atacá-lo, mas foi empurrada de encontro á areia libertando poeira laranja. Um estalo forte atingiu-lhe a face rebentando-lhe o lábio, e fazendo um fio de sangue escorreu da sua boca. Yuuchirou subiu-lhe para cima prendendo-lhe as mãos debaixo do seu corpo e encostou o gume da espada na sua garganta.
Os rebeldes aproximaram-se e Rei sentiu-se enojada ao reconhecer na pequena multidão alguns dos seus ministros, e o próprio Seikou. Todos riam, vitoriosos. fora vítima de um enorme complô com o objectivo do controlo de um planeta
-Vocês enojam-me!
-CALADA PIRRALHA INSOLENTE! - Seikou gritou irritado – Estou farto de aturar as tuas fitas e caprichos… Mata-a Yuuchirou! Honra a nossa causa.
Subitamente algo mudou.
A gema elevou-se no céu explodindo numa bola de fogo laranja que iluminou a escura noite. Um grito estranho penetrou os céus como um trovão, um aviso de que algo estava diferente.
Yuuchirou largou a espada mostrando-se totalmente vulnerável, mas Rei também não teve forças para o atacar, era como se qualquer ruído que se fizesse quebrasse a magia daquele momento. Duas asas de fogo batiam lentamente iluminando o céu á sua passagem, os olhos negros e dóceis da criatura olhavam-nos a todos.
Rei sentiu uma energia vibrante… um fogo que a queimav por dentro, e subitamente o seu corpo flutuava frente a frente ao da criatura magica e vigilante. Rei fundiu a sua alma á daquela Fénix e subitamente uma enorme corrente de energia invadiu-a por completo, tornando as imagens e os sons manchas difusas.
Quando Rita abriu os olhos não sabia se tinha mais duvidas ou respostas resultantes daquele sonho.
Gente amanhã eu deixo aki as notinhas... como não as escrevi ainda e estou a morrer de sono deixo apenas 2 fanarts
As armas usadas no combate da Rei e do Yuuchirou
http://img28.picoodle.com/img/img28/3/8/10/rmmr111/f_armasm_1e18465.png
Um esboço das roupas da Rei
http://img37.picoodle.com/img/img37/3/8/10/rmmr111/f_Reim_d1b4bfb.jpg
-Pedi a Seikou que invocasse um pequeno portal no deserto
de Deiruch. Yuuchirou acompanhar-te-á até lá para se assegurar de que não és atacada por um bando de rebeldes.
Rei respirou fundo e apertou a mão do pai.
-Obrigado por teres confiado em mim para esta missão.
Abraçou-o emocionada e retirou-se para os seus aposentos, levando consigo apenas o essencial, uma indumentária leve, adequada para o tempo inóspito que a esperava, e o pendente que recebera á nascença, com os nomes dos seus pais gravados no interior e runas de protecção no exterior.
Saiu do quarto envergando um conjunto semelhante ao que trouxera durante a manhã, em tons beges e com um corpete mais detalhado. As calças eram mais escuras e espessas para que o sol não queimasse a pele das suas pernas.
Yuuchirou esperava-a impacientemente na enorme escadaria vermelha montando um cavalo de pelagem negra com uns olhos vermelhos que denunciavam que a sua origem não era terrestre. Um outro corcel esperava por ela com um pelo laranja e uma crina invulgarmente branca. Relinchou hesitante quando sentiu o peso da princesa com o seu saco de pano sobre o seu lombo.
A viagem ia ser longa durando aproximadamente 4 dias. Rei carregava dentro da sacola mantimentos suficientes para uma semana, e Yuuchirou encarregara-se de transportar a água. Paravam regularmente para deixar descansar as montadas e para dormir. Cada dia que passava o terreno em redor ficava mais árido e os locais sombreados começavam a escassear bem como os cursos de água onde os animais saciavam a sede. Os diálogos eram escassos, mas Rita conseguia ficar cada vez mais incerta das intenções de Yuuchirou. Não lhe parecia uma pessoa totalmente honesta.
Ao terceiro dia de viagem acamparam em pleno deserto quando as luas de Marte (Phobos e Deimos) brilhavam mais intensamente.
Yuuchirou acendeu uma fogueira, deveriam tentar manter-se quentes e comer uma refeição quente o mais rapidamente possível, antes que o vento do deserto lhes roubasse a chama e os obrigasse a enterrarem-se quase totalmente na areia para não serem descobertos (utilizando para isso um feitiço que Yuuchirou ensinara a Rei).
Rei olhava para as estrelas que brilhavam intensamente, falando com Yuuchirou.
-Porque te quiseste juntar ao exercito?
O jovem pareceu realmente incomodado com aquela súbita aproximação.
-Não sei… Gosto de combater. Apenas isso.
Rei anuiu conformada com a resposta embora não satisfeita.
O barulho de dezenas de cascos sobressaltou-a olhando para Yuuchirou.
-São rebeldes! O que devemos fazer? Não vamos conseguir esconder…
Uma pancada com o cabo da espada prateada de Yuuchirou deixou-a imediatamente inconsciente.
Este desmaiada por alguns minutos que lhe pareceram horas, e quando voltou a abrir os olhos sentiu uma enorme dor de cabeça seguida de náuseas. Tentou levantar-se mas tinha as mãos amarradas uma contra a outra e as suas pernas estavam juntas, com nós muito apertados.
-Yuuchirou! Estás bem?
Yuuchirou aproximou-se dela sorrindo, brincando com a caixa que Rei guardara religiosamente até há uns minutos atrás. O seu sorriso soltava desdém e escárnio.
-Não podia estar melhor.
-Mas… e os rebeldes? – Rita teve vontade de sair do corpo de Rei, dar-lhe um valente estalo e gritar-lhe que ele era seu inimigo, mas não precisaria de o fazer – eles não te magoaram? Ajuda-me a tirar estas cordas, temos que prosseguir… mas como sabias da existência dessa caixa? Como … - A sua voz desceu de tom ate se aperceber da dura realidade – Tu estás com eles não estás?
-Correcção: ELES estão COMIGO! – Sorriu triunfante – fui eu que criou a facção de rebeldes, nunca pensei que fosse tão fácil reunir tantos oponentes ao teu papá el rei… ou devo dizer… futuro ex rei e inimigo da futura coroa de Marte – fez uma pausa e enfatizou as ultimas palavras – Punido com a morte.
-NÃO !!!
Tentou libertar-se o que se demonstrou inútil, com os dedos palpou a cintura em busca da corrente que prendia a chave, não encontrando nada. Ouviu um tilintar e olhou para Yuuchirou.
-Estás á procura disto?
Pegou na chave e abriu a pequena caixa, retirando a gema bruscamente.
-Então é esta a gema da destruição…
-Porque? O meu pai tratou-te como um filho! Ele é um rei justo e correcto!
Yuuchirou riu-se
-Como um filho? Ele sempre me isolou! Enquanto vocês jantavam na sala de jantar eu ficava entregue ás amas horas a fio! Deixavam-me com a criadagem nas vossas viagens oficiais, e nunca sequer se dignou a arranjar-me um tutor, enquanto tu te instruías eu apenas tinha como opção brincar na rua com os filhos das empregadas… eu era apenas uma fachada para que ele demonstrasse o quão caridoso podia ser!
Rei calou-se esmagada pela verdade intricada nas palavras amargas dele.
-Mas… não tem que ser assim! Tu não és mau! Se te entregares o meu pai será brando! Pode ser…
-CHEGA!
Yuuchirou desembainhou a espada prateada com a qual lutara há uns dias atrás. E olhou a sua lâmina reluzente. Aproximou-a do seu pescoço.
-é uma pena ter que acabar contigo… se sobreviveres podes reclamar a coroa… e nós não quereríamos isso pois não?
Rei gritou esperando atingir o seu calcanhar de Aquiles, o seu orgulho.
-Cobarde! Só me atacas amarrada!
Yuuchirou estacou, dando-lhe tempo de utilizar a adaga que escondera e de o atingir no braço, fazendo um jorro contínuo de sangue tingir-lhe a roupa de escarlate. Apressou-se a cortar as cordas e tentou atacá-lo, mas foi empurrada de encontro á areia libertando poeira laranja. Um estalo forte atingiu-lhe a face rebentando-lhe o lábio, e fazendo um fio de sangue escorreu da sua boca. Yuuchirou subiu-lhe para cima prendendo-lhe as mãos debaixo do seu corpo e encostou o gume da espada na sua garganta.
Os rebeldes aproximaram-se e Rei sentiu-se enojada ao reconhecer na pequena multidão alguns dos seus ministros, e o próprio Seikou. Todos riam, vitoriosos. fora vítima de um enorme complô com o objectivo do controlo de um planeta
-Vocês enojam-me!
-CALADA PIRRALHA INSOLENTE! - Seikou gritou irritado – Estou farto de aturar as tuas fitas e caprichos… Mata-a Yuuchirou! Honra a nossa causa.
Subitamente algo mudou.
A gema elevou-se no céu explodindo numa bola de fogo laranja que iluminou a escura noite. Um grito estranho penetrou os céus como um trovão, um aviso de que algo estava diferente.
Yuuchirou largou a espada mostrando-se totalmente vulnerável, mas Rei também não teve forças para o atacar, era como se qualquer ruído que se fizesse quebrasse a magia daquele momento. Duas asas de fogo batiam lentamente iluminando o céu á sua passagem, os olhos negros e dóceis da criatura olhavam-nos a todos.
Rei sentiu uma energia vibrante… um fogo que a queimav por dentro, e subitamente o seu corpo flutuava frente a frente ao da criatura magica e vigilante. Rei fundiu a sua alma á daquela Fénix e subitamente uma enorme corrente de energia invadiu-a por completo, tornando as imagens e os sons manchas difusas.
Quando Rita abriu os olhos não sabia se tinha mais duvidas ou respostas resultantes daquele sonho.
Gente amanhã eu deixo aki as notinhas... como não as escrevi ainda e estou a morrer de sono deixo apenas 2 fanarts
As armas usadas no combate da Rei e do Yuuchirou
http://img28.picoodle.com/img/img28/3/8/10/rmmr111/f_armasm_1e18465.png
Um esboço das roupas da Rei
http://img37.picoodle.com/img/img37/3/8/10/rmmr111/f_Reim_d1b4bfb.jpg
Bem, rmmr, como já te desejei os parabéns no tópico, fiquei aqui para fazer um comentário como mereces! Digamos que é o pequenino presente dentro do ovo Kinder
Espero que gostes, vamos ver se consigo resumir tudo nestas simples palavras!
Quando li o título do capítulo a minha primeira reacção foi exactamente para pensar na Rita. Confesso que estava muito ansiosa pelo capítulo dela e pela forma como irias abordá-la! É sempre um mistério saber como imaginas o passado de cada uma, os respectivos planetas e histórias. Por isso, quando descreveste um ambiente encarnado, não pude deixar de pensar o quão bem isso combina com a navegante de Marte!
Também achei muito bem pensado introduzires a Phobos e Deimos. Mas aqui houve algo que me fez confusão, o facto de os tratares como homens. É porque te inspiraste no anime, sendo eles corvos (masculinos) e porque nunca apareceram aí nas suas formas humanas ou é apenas porque têm nomes masculinos mas são mulheres? Confesso que isto me fez um pouco de confusão
Mas, ultrapassando isto, devo dizer que gostei imenso das suas explicações quanto ao facto de não se terem revelado antes (e a parte da Luna e Artémis os poderem comer
). Além disso, gostei muito das suas personalidades! Imaginaste estas personagens de uma excelente forma, parabéns! 
E a parte da Susana! Caramba, conseguiste mesmo surpreender-me com os pequenos gestos dela que serviam para denotar o nervosismo que sentia, aquela sensação que nos calha a todos. Não sei porquê, mas adorei o pormenor dos kanji nos hashi e os valores que eles evocavam em Juuban, foi um pormenor mesmo muito bom
E o reencontro delas! Tão genuíno e bonito! Gostei muito da manifestação de alegria da Susana, a qual supostamente não combinaria muito com a sua personalidade, mas parece que estava realmente a vê-la assim, feliz e aliviada.
Mas o que realmente me surpreendeu foi a tua enorme capacidade para imaginares o planeta Marte e a forma como a sua sociedade estava estruturada! É que adorei mesmo, rmmr! Ainda gostei mais do que os anteriores que, por si só, já tinham sido muito bons. Mas este, não sei... Deve ter sido pelo facto de teres feito descrições bastante elaboradas, juntamente com o facto da princesa ser apelidade de "Princesa do Povo" por causa das suas origens. Até nisto pensaste! Adorei esta parte, de verdade!
E, de seguida, a surpresa... O Fernando! Bem, confesso que não estava à espera dele, tinha a ideia que não gostavas do casal, mas adorei a sequência seguinte; a provocação dele, a resposta da Rita (melhor dizendo, Rei), a descrição do local e das pessoas que os olhavam... E as roupas da Rei, pensaste mesmo em tudo (ainda estou surpreendida com a tua enorme imaginação!). Adorei quando mencionaste o passado da Rei, não deixando passar nada em branco e referindo o seu pai, a morte da mãe e o facto dela e do Yuuchirou terem sido criados juntos. Tão fantástico como isto foi o facto de te teres lembrado de um feitiço que impedisse que alguém se magoasse, excelente pormenor! E as lições! Ri-me tanto com isto, parecia que estava a ver tudo a desfilar diante dos meus olhos
Mas aquele olhar dele...
De seguida, a descrição da casa do Ozami e de todo o ambiente que o envolvia. Achei esta parte muito boa em termos descritivos, especialmente o ruído dos carros e a sensação que lhe transmitia. É peculiar o nome que deste à sua gata, Bast, deusa egípcia e com aspecto de gata. Cá para mim esta gata ainda vai dar muito que falar... E isso foi confirmado pela última frase desta parte! Gostei também imenso da corrente de sentimentos que invadiu o Ozami. Adorei também aqui a descrição do momento, de como se sentiu ao olhar para o desenho, o invocar inconsciente das suas memórias... Excelente, uma vez mais!
Achei interessante a introdução do general, a sua personalidade combina exactamente com o tipo de pessoa que caracterizaste. Estes pormenores podem parecer pequenos, mas enriquecem a história de uma maneira fantástica, algo que dominas por completo, de tal modo que só de ler pela primeira vez a descrição do Seikou já o via na minha mente.
A última parte do capítulo está povoada por descrições fantásticas e ideias soberbas. Digo isto com a maior das honestidades, porque tais pensamentos nunca me teriam ocorrido, e a tua imaginação é digna de ser aplaudida. À medida que ia lendo a história de Marte, a magia que nele reside, as relações diplomáticas entre Júpiter e o próprio facto de como o corrimão tinha sido elaborado, assim como a visão fantástica do castelo (que combina lindamente com o Planeta) perguntei-me como é que a Naoko não explorou mais esta vertente fantástica da história. Adorei as tuas ideias e, muito sinceramente, acho que a Naoko devia mesmo dar uma olhada por elas! O quarto da Rita está povoado de elementos que combinam com ela, transmitindo um ambiente exótico. Até nisso te esmeraste!
A ideia da guerra civil foi um excelente pretexto para introduzires o guardião, assim como a chamada Gema da Destruição. E quando, por fim, o Yuuchirou se revelou, fica aqui a minha dúvida... Será que ele na sua forma presente também é assim? De qualquer das formas, confesso que gostei muito da ideia! A as suas justificações também foram excelentes, demonstraste que ele não ficou assim aleatoriamente, mas com razões, até.
E... Uau, adorei o guardião (era o guardião, certo?)! Como se fosse uma Fénix (e eu adoro este elemento mitológico), e achei uma excelente escolha, primeiro por estar relacionado com o elemento fogo e, depois, pelo facto de ser um pássaro (já que as suas guardiãs também o são!).
As fanarts estão lindíssimas, adorei as espadas e a roupa da Rei, combina tão bem com a atmosfera deste capítulo!
Sinceramente, estou demasiado boquiaberta neste momento para explorar muito mais, chegada a este ponto! Fiquei deliciada com todas as descrições, ideias e diálogos, cada vez me convenço mais que a tua imaginação não tem limites! Este foi, sem dúvida, um dos melhores e mais ricos capítulos que escreveste até hoje!
E com isto apenas te desejo novamente os meus mais sinceros parabéns: pelo capítulo e aniversário!
Ah, e a promessa de que em breve receberás em tua casa um ovo Kinder oferecido por mil clones da Lara Croft (que tal?
)
Espero que gostes, vamos ver se consigo resumir tudo nestas simples palavras!Quando li o título do capítulo a minha primeira reacção foi exactamente para pensar na Rita. Confesso que estava muito ansiosa pelo capítulo dela e pela forma como irias abordá-la! É sempre um mistério saber como imaginas o passado de cada uma, os respectivos planetas e histórias. Por isso, quando descreveste um ambiente encarnado, não pude deixar de pensar o quão bem isso combina com a navegante de Marte!
Também achei muito bem pensado introduzires a Phobos e Deimos. Mas aqui houve algo que me fez confusão, o facto de os tratares como homens. É porque te inspiraste no anime, sendo eles corvos (masculinos) e porque nunca apareceram aí nas suas formas humanas ou é apenas porque têm nomes masculinos mas são mulheres? Confesso que isto me fez um pouco de confusão
Mas, ultrapassando isto, devo dizer que gostei imenso das suas explicações quanto ao facto de não se terem revelado antes (e a parte da Luna e Artémis os poderem comer
). Além disso, gostei muito das suas personalidades! Imaginaste estas personagens de uma excelente forma, parabéns! 
E a parte da Susana! Caramba, conseguiste mesmo surpreender-me com os pequenos gestos dela que serviam para denotar o nervosismo que sentia, aquela sensação que nos calha a todos. Não sei porquê, mas adorei o pormenor dos kanji nos hashi e os valores que eles evocavam em Juuban, foi um pormenor mesmo muito bom
E o reencontro delas! Tão genuíno e bonito! Gostei muito da manifestação de alegria da Susana, a qual supostamente não combinaria muito com a sua personalidade, mas parece que estava realmente a vê-la assim, feliz e aliviada.Mas o que realmente me surpreendeu foi a tua enorme capacidade para imaginares o planeta Marte e a forma como a sua sociedade estava estruturada! É que adorei mesmo, rmmr! Ainda gostei mais do que os anteriores que, por si só, já tinham sido muito bons. Mas este, não sei... Deve ter sido pelo facto de teres feito descrições bastante elaboradas, juntamente com o facto da princesa ser apelidade de "Princesa do Povo" por causa das suas origens. Até nisto pensaste! Adorei esta parte, de verdade!
E, de seguida, a surpresa... O Fernando! Bem, confesso que não estava à espera dele, tinha a ideia que não gostavas do casal, mas adorei a sequência seguinte; a provocação dele, a resposta da Rita (melhor dizendo, Rei), a descrição do local e das pessoas que os olhavam... E as roupas da Rei, pensaste mesmo em tudo (ainda estou surpreendida com a tua enorme imaginação!). Adorei quando mencionaste o passado da Rei, não deixando passar nada em branco e referindo o seu pai, a morte da mãe e o facto dela e do Yuuchirou terem sido criados juntos. Tão fantástico como isto foi o facto de te teres lembrado de um feitiço que impedisse que alguém se magoasse, excelente pormenor! E as lições! Ri-me tanto com isto, parecia que estava a ver tudo a desfilar diante dos meus olhos
Mas aquele olhar dele... De seguida, a descrição da casa do Ozami e de todo o ambiente que o envolvia. Achei esta parte muito boa em termos descritivos, especialmente o ruído dos carros e a sensação que lhe transmitia. É peculiar o nome que deste à sua gata, Bast, deusa egípcia e com aspecto de gata. Cá para mim esta gata ainda vai dar muito que falar... E isso foi confirmado pela última frase desta parte! Gostei também imenso da corrente de sentimentos que invadiu o Ozami. Adorei também aqui a descrição do momento, de como se sentiu ao olhar para o desenho, o invocar inconsciente das suas memórias... Excelente, uma vez mais!
Achei interessante a introdução do general, a sua personalidade combina exactamente com o tipo de pessoa que caracterizaste. Estes pormenores podem parecer pequenos, mas enriquecem a história de uma maneira fantástica, algo que dominas por completo, de tal modo que só de ler pela primeira vez a descrição do Seikou já o via na minha mente.
A última parte do capítulo está povoada por descrições fantásticas e ideias soberbas. Digo isto com a maior das honestidades, porque tais pensamentos nunca me teriam ocorrido, e a tua imaginação é digna de ser aplaudida. À medida que ia lendo a história de Marte, a magia que nele reside, as relações diplomáticas entre Júpiter e o próprio facto de como o corrimão tinha sido elaborado, assim como a visão fantástica do castelo (que combina lindamente com o Planeta) perguntei-me como é que a Naoko não explorou mais esta vertente fantástica da história. Adorei as tuas ideias e, muito sinceramente, acho que a Naoko devia mesmo dar uma olhada por elas! O quarto da Rita está povoado de elementos que combinam com ela, transmitindo um ambiente exótico. Até nisso te esmeraste!
A ideia da guerra civil foi um excelente pretexto para introduzires o guardião, assim como a chamada Gema da Destruição. E quando, por fim, o Yuuchirou se revelou, fica aqui a minha dúvida... Será que ele na sua forma presente também é assim? De qualquer das formas, confesso que gostei muito da ideia! A as suas justificações também foram excelentes, demonstraste que ele não ficou assim aleatoriamente, mas com razões, até.
E... Uau, adorei o guardião (era o guardião, certo?)! Como se fosse uma Fénix (e eu adoro este elemento mitológico), e achei uma excelente escolha, primeiro por estar relacionado com o elemento fogo e, depois, pelo facto de ser um pássaro (já que as suas guardiãs também o são!).
As fanarts estão lindíssimas, adorei as espadas e a roupa da Rei, combina tão bem com a atmosfera deste capítulo!
Sinceramente, estou demasiado boquiaberta neste momento para explorar muito mais, chegada a este ponto! Fiquei deliciada com todas as descrições, ideias e diálogos, cada vez me convenço mais que a tua imaginação não tem limites! Este foi, sem dúvida, um dos melhores e mais ricos capítulos que escreveste até hoje!
E com isto apenas te desejo novamente os meus mais sinceros parabéns: pelo capítulo e aniversário!
Ah, e a promessa de que em breve receberás em tua casa um ovo Kinder oferecido por mil clones da Lara Croft (que tal?
)
Nossa, você que faz aniversário e nós ganhamos este belo presente! Bem, como já sabes, ando bastante ocupada e sem tempo para grandes comentários, mas este capítulo no qual dei uma passada de olhos eu amei
.o:, está bem que eu gosto mais da tua personal character
, mas este capítulo foi o que mais gostei 
Parabéns em dobro rm
', tenho bastante coisa a perguntar, mas deixa para outro momento 
.o:, está bem que eu gosto mais da tua personal character
, mas este capítulo foi o que mais gostei 
Parabéns em dobro rm
', tenho bastante coisa a perguntar, mas deixa para outro momento 

Presente do Brancus- Visitem www.imagevisiondesign.com

Semi-ausente até março

Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
Antes de agradecer e responder ás duvidas colocadas, vou mostrar as notas referentes a este capitulo.
Aconselho a lerem-nas depois de lerem o capitulo para ficaram com um maior esclarecimento quanto aos pormenores.
Notas:
-eu refiro-me a Phobos e Deimos no masculino por 2 razões. Os nomes são masculinos (ou pelo menos parecem-me) e resolvi interpretá-los como figuras androginas, sem sexo. adquiriam a forma feminina enquanto senshis por se basearem na aparência da sua protegida(Rei neste caso), pois se repararem as semelhanças entre eles/elas e Rei são bastante óbvias, resolvi então dar a entender que não tem sexo e que a sua forma natural não é aquela.
-Se repararem neste capitulo abordo mais as tradições do planeta de origem de uma das princesas. Aproveitei para o fazer visto que tinha com ela os seus guardiões. não expliquei tão intensamente os costumes locais e crenças , bem como as regras sociais, porque visto as navegantes estarem limitadas a ver apenas o que se passava nas memorias a que acediam, não faria mt sentido elas ficarem a saber coisas que não estivessem relacionadas com o ambiente em que se encontrava. gostei de inventar regras sociais e crenças antigas, penso que o farei quando voltar a abordar mais á frente outras memorias passadas das princesas.
-Há uma parte em que eu refiro que a criação de Marte estava ligada à colisão de Juno e Jupiter. foi baseado na mitologia grega, que diz que Juno (conhecida por Hera) e Jupiter (ou Zeus) tiveram como fruto da sua união Marte. os símbolos nas bandeiras são apenas os de Marte Jupiter e Vénus também devido a mitologia, pois como sabem Vénus e Marte tinham uma ligação amorosa e Jupiter como pai de Marte.
achei que ficava giro
-As roupas dela saíram assim pq eu sempre achei aborrecido que todas as princesas tivessem um vestido só e que fossem todos extremamente parecidos. o que me pareceu bastante improvável, visto elas serem de Planetas com culturas e crenças diferentes.
Bem e quanto a notas acho que é tudo.
.o: Mega comment da Káká!!
sinceramente os passados delas dependem de pra onde eu acordar virado xDDDDD gostei da ideia de uma sociedade bem diferente das outras, e com maior possibilidade de se "fragmentar" com facilidade
O vermelho foi exatamente pq m baseei no seu poder, que é vermelho vivo. como ela estava dentro do seu subconsciente e os seus poderes eram a parte visada resolvi dar uma tonalidade vermelho vivo.
Também achei muito bem pensado introduzires a Phobos e Deimos. Mas aqui houve algo que me fez confusão, o facto de os tratares como homens. É porque te inspiraste no anime, sendo eles corvos (masculinos) e porque nunca apareceram aí nas suas formas humanas ou é apenas porque têm nomes masculinos mas são mulheres? Confesso que isto me fez um pouco de confusão
Essa parte do Phobos e Deimos está esxplicada nas notas, era a unica nota que eu tinha pronta para apresentar, mas preferi juntá-las tdas
Eu pensei bastante para que pudesse haver uma explicaação para que, sendo eles/elas capazes de assumirem formas de senshis, não se tivessem juntado a batalha mais cedo ou por mais vezes. a explicação que me pareceu mais plausivel foi a que apresentei. Sabes eu esqueci-me por completo de ver qual das luas (Phobos ou deimos era maior) para que as suas caracteristicas fossem mais evidentes, apenas fui pelo que a sonoridade dos nomes me invocava.
( e eu cá não acredito que como gatos que são , mal ou bem, nunca tenham tdo vontade qualquer de comer um passarito... xDDD )
Sim a Susana vai ser ainda mais abordada, quero explicar o porque da sua personalidade (ja tenho a historia beeem estruturada nesse sentido, só me falta que mora uma pessoazinha depois posso revelar mais
) achei que não é preciso logo saltar para a parte em que elas se põe feitas loucas aos berros e a dizer que não conseguem umas sem as outras e balblabla. ela é uma humana, ela é muito formal, não é do seu feitio começar a chorar fieta louca, embora o tenha feio por não aguentar a pressão (o que é uma maneirazinha de revelar o qao fortes são os elos que as unem).
Eu nem sei se existe tal costume em Juuban, mas sinceramente no outro dia olhei pra uns pauzinhos que tenho aqui no quarto (d vez em qd dá m a pancada e tento comer as mais diversas coisas com eles
) e pensei que é mt foleiro os pauzinhos terem inscrito so o nome do restaurante então xaraaam nasceu um costume de Juuban
.
O reencontro foi quase quase quase quase removido da historia (tinha medo da lamechice ser demasiada) mas depois optei por manter
'
é uma cena que será prolongada mais á frente.
Como referi nas notas acima este capitulo foi mais rico na historia do planeta porque a Rita tinha os seus guardiões para lhe descreverem os seus costumes. os restantes planetas também vão ser mais explorados, mas só mais à frente! fico felicíssimo que tenhas gostado tanto!
Sim princesa do povo... eu resolvi dar um lado mais humano á historia do passado dela, não quis que ela fosse mais uma princesa nascida de familias exclusivamente nobres.
eu não gosto do casal Humf! Rita subaproveitada!!! mas não foi (só) por isso que eu o inseri assim... ele (Yuuchirou) mais á frente tambem vai entrar mais. A Rei vem do planeta do fogo, logo é bastante passional e impetuosa, gostei da ideia de ela ser uma boa lutadora (uma coisa que não se encontra no meio das mulheres da nobreza). As roupas eram provocativas e acima de tudo diferentes... quis dar uma ideia diferente de vestuario e deu nisto. ainda bem que gostaste
Sim as lições eu achei que ficava giro tipo pk ela é bastante orgulhosa e precipitada, bem como ele. sentem sempre que estão no controlo, mesmo que estejam em baixo. O olhar dele foi mm pa aguçar o apetite !
A parte do Ozami veio baseada em algumas manias que eu tenho... eu de vez em quando fico a olhar pra cidade á noite, é bem relaxante! Achei que podia imprimir uma pequena parte de mim na personagem!
Bast... não posso dizer mt sobre ela só que tem um papel importante.
Como ja sabes o Ozami está ligado á Joana pelo seu passado, embora talvez não da maneira que muitos pensam, resolvi aumentar o misterio em torno dessa ligação, visto que não falava dele há milenios xDDD.
O meu problema maior é encontrar nomes decentes pras personagens, Seikou significa Sucesso, simboliza o sucesso dele no campo de batalha, ele é muito rigido por causa de uma coisa wue lhe aconteceu no passado, mas isso será abordado muito mais á frente, sinto m lisonjeado com os teus elogios!!!
Sim eu gosto mais de descrever, diálgos demais tiram um pouco o interesse se não forem muito bem explicados. os ultimos paragrafos ja tava mesmo com medo de ficarem uma porcaria, tava a escrever e tava cheio de sono, mas como ja tinha posto o capitulo todo menos essa parte não podia deixar a meio.
Olha quando eu arranjar o nº de telefone da naokinha eu digo-lhe "miga olhe venha lá aki ao algarve ler a minha historinha e a da káká! pode ser que faça mais uma série da sailor moon!" xDDD
.o:
Exacto! foi mesmo um pretexto! foi o que me ocorreu na hora! (Deus da guerra, planeta em guerra, foi uma associação bem simples). é assim a gema da destruição não é bem uma joia (eu utilizei a palavra gema porque tem duplo significado) a gema é um ovo. Yuuchirou e Fernando não são a mesma pessoa, mas podem partilhar caracteristicas...
ficas na duvida!
Sim eu não gosto cá da ideida de "ah e tal eu sou mau pk m deu na corneta e talz"
O guardião foi parcamente descrito por 2 razões, uma das quais é a mesma razão pela qual Phobos e Deimos desapareceram subitamente da mente de Rita... é uma ave sim... vais perceber o porque destes rodeios!
.o: Ainda bem que gostaste das fanarts, sinceramente a fanart da Rei ficou meio estranha pk a cara não ficou nada como eu queria... mas isso corrige-se
a espada foi bastante facil de fazer
e gostei do resultado, bem como a alabarda.
Oh kaoru a sério foi das melhores prendas de anos que poderia receber, um comment destes deixa qualquer escritor super orgulhoso (vê lá se eu não me habituo hã?)
Mil clones de lara croft? aonde vais arranjar essas todas? xDDD manda manda
.o: muito obrigado mesmo!
Obrigado pelo comment Chou eu sei que quando vc tiver tempo vem comentar né? (rmmr111 segura no alter ego da chou pelo braço, deixando ela desamparaada com um penhasco por baixo ) bem a chou tamebm não pode ser explorada né? tenho que dar uma folgunha nela pra não ser muito cansativa (aina tem muito pra ela fazer antes de se juntar totalmente as senshis)
Aconselho a lerem-nas depois de lerem o capitulo para ficaram com um maior esclarecimento quanto aos pormenores.
Notas:
-eu refiro-me a Phobos e Deimos no masculino por 2 razões. Os nomes são masculinos (ou pelo menos parecem-me) e resolvi interpretá-los como figuras androginas, sem sexo. adquiriam a forma feminina enquanto senshis por se basearem na aparência da sua protegida(Rei neste caso), pois se repararem as semelhanças entre eles/elas e Rei são bastante óbvias, resolvi então dar a entender que não tem sexo e que a sua forma natural não é aquela.
-Se repararem neste capitulo abordo mais as tradições do planeta de origem de uma das princesas. Aproveitei para o fazer visto que tinha com ela os seus guardiões. não expliquei tão intensamente os costumes locais e crenças , bem como as regras sociais, porque visto as navegantes estarem limitadas a ver apenas o que se passava nas memorias a que acediam, não faria mt sentido elas ficarem a saber coisas que não estivessem relacionadas com o ambiente em que se encontrava. gostei de inventar regras sociais e crenças antigas, penso que o farei quando voltar a abordar mais á frente outras memorias passadas das princesas.
-Há uma parte em que eu refiro que a criação de Marte estava ligada à colisão de Juno e Jupiter. foi baseado na mitologia grega, que diz que Juno (conhecida por Hera) e Jupiter (ou Zeus) tiveram como fruto da sua união Marte. os símbolos nas bandeiras são apenas os de Marte Jupiter e Vénus também devido a mitologia, pois como sabem Vénus e Marte tinham uma ligação amorosa e Jupiter como pai de Marte.
achei que ficava giro-As roupas dela saíram assim pq eu sempre achei aborrecido que todas as princesas tivessem um vestido só e que fossem todos extremamente parecidos. o que me pareceu bastante improvável, visto elas serem de Planetas com culturas e crenças diferentes.
Bem e quanto a notas acho que é tudo.
.o: Mega comment da Káká!!sinceramente os passados delas dependem de pra onde eu acordar virado xDDDDD gostei da ideia de uma sociedade bem diferente das outras, e com maior possibilidade de se "fragmentar" com facilidade
O vermelho foi exatamente pq m baseei no seu poder, que é vermelho vivo. como ela estava dentro do seu subconsciente e os seus poderes eram a parte visada resolvi dar uma tonalidade vermelho vivo.
Também achei muito bem pensado introduzires a Phobos e Deimos. Mas aqui houve algo que me fez confusão, o facto de os tratares como homens. É porque te inspiraste no anime, sendo eles corvos (masculinos) e porque nunca apareceram aí nas suas formas humanas ou é apenas porque têm nomes masculinos mas são mulheres? Confesso que isto me fez um pouco de confusão
Essa parte do Phobos e Deimos está esxplicada nas notas, era a unica nota que eu tinha pronta para apresentar, mas preferi juntá-las tdas
Eu pensei bastante para que pudesse haver uma explicaação para que, sendo eles/elas capazes de assumirem formas de senshis, não se tivessem juntado a batalha mais cedo ou por mais vezes. a explicação que me pareceu mais plausivel foi a que apresentei. Sabes eu esqueci-me por completo de ver qual das luas (Phobos ou deimos era maior) para que as suas caracteristicas fossem mais evidentes, apenas fui pelo que a sonoridade dos nomes me invocava.

( e eu cá não acredito que como gatos que são , mal ou bem, nunca tenham tdo vontade qualquer de comer um passarito... xDDD )
Sim a Susana vai ser ainda mais abordada, quero explicar o porque da sua personalidade (ja tenho a historia beeem estruturada nesse sentido, só me falta que mora uma pessoazinha depois posso revelar mais
) achei que não é preciso logo saltar para a parte em que elas se põe feitas loucas aos berros e a dizer que não conseguem umas sem as outras e balblabla. ela é uma humana, ela é muito formal, não é do seu feitio começar a chorar fieta louca, embora o tenha feio por não aguentar a pressão (o que é uma maneirazinha de revelar o qao fortes são os elos que as unem).Eu nem sei se existe tal costume em Juuban, mas sinceramente no outro dia olhei pra uns pauzinhos que tenho aqui no quarto (d vez em qd dá m a pancada e tento comer as mais diversas coisas com eles
) e pensei que é mt foleiro os pauzinhos terem inscrito so o nome do restaurante então xaraaam nasceu um costume de Juuban
.O reencontro foi quase quase quase quase removido da historia (tinha medo da lamechice ser demasiada) mas depois optei por manter
'é uma cena que será prolongada mais á frente.
Como referi nas notas acima este capitulo foi mais rico na historia do planeta porque a Rita tinha os seus guardiões para lhe descreverem os seus costumes. os restantes planetas também vão ser mais explorados, mas só mais à frente! fico felicíssimo que tenhas gostado tanto!
Sim princesa do povo... eu resolvi dar um lado mais humano á historia do passado dela, não quis que ela fosse mais uma princesa nascida de familias exclusivamente nobres.
eu não gosto do casal Humf! Rita subaproveitada!!! mas não foi (só) por isso que eu o inseri assim... ele (Yuuchirou) mais á frente tambem vai entrar mais. A Rei vem do planeta do fogo, logo é bastante passional e impetuosa, gostei da ideia de ela ser uma boa lutadora (uma coisa que não se encontra no meio das mulheres da nobreza). As roupas eram provocativas e acima de tudo diferentes... quis dar uma ideia diferente de vestuario e deu nisto. ainda bem que gostaste
Sim as lições eu achei que ficava giro tipo pk ela é bastante orgulhosa e precipitada, bem como ele. sentem sempre que estão no controlo, mesmo que estejam em baixo. O olhar dele foi mm pa aguçar o apetite !
A parte do Ozami veio baseada em algumas manias que eu tenho... eu de vez em quando fico a olhar pra cidade á noite, é bem relaxante! Achei que podia imprimir uma pequena parte de mim na personagem!
Bast... não posso dizer mt sobre ela só que tem um papel importante.
Como ja sabes o Ozami está ligado á Joana pelo seu passado, embora talvez não da maneira que muitos pensam, resolvi aumentar o misterio em torno dessa ligação, visto que não falava dele há milenios xDDD.
O meu problema maior é encontrar nomes decentes pras personagens, Seikou significa Sucesso, simboliza o sucesso dele no campo de batalha, ele é muito rigido por causa de uma coisa wue lhe aconteceu no passado, mas isso será abordado muito mais á frente, sinto m lisonjeado com os teus elogios!!!
Sim eu gosto mais de descrever, diálgos demais tiram um pouco o interesse se não forem muito bem explicados. os ultimos paragrafos ja tava mesmo com medo de ficarem uma porcaria, tava a escrever e tava cheio de sono, mas como ja tinha posto o capitulo todo menos essa parte não podia deixar a meio.
Olha quando eu arranjar o nº de telefone da naokinha eu digo-lhe "miga olhe venha lá aki ao algarve ler a minha historinha e a da káká! pode ser que faça mais uma série da sailor moon!" xDDD
.o: Exacto! foi mesmo um pretexto! foi o que me ocorreu na hora! (Deus da guerra, planeta em guerra, foi uma associação bem simples). é assim a gema da destruição não é bem uma joia (eu utilizei a palavra gema porque tem duplo significado) a gema é um ovo. Yuuchirou e Fernando não são a mesma pessoa, mas podem partilhar caracteristicas...
ficas na duvida!Sim eu não gosto cá da ideida de "ah e tal eu sou mau pk m deu na corneta e talz"
O guardião foi parcamente descrito por 2 razões, uma das quais é a mesma razão pela qual Phobos e Deimos desapareceram subitamente da mente de Rita... é uma ave sim... vais perceber o porque destes rodeios!
.o: Ainda bem que gostaste das fanarts, sinceramente a fanart da Rei ficou meio estranha pk a cara não ficou nada como eu queria... mas isso corrige-se
a espada foi bastante facil de fazer
e gostei do resultado, bem como a alabarda.Oh kaoru a sério foi das melhores prendas de anos que poderia receber, um comment destes deixa qualquer escritor super orgulhoso (vê lá se eu não me habituo hã?)
Mil clones de lara croft? aonde vais arranjar essas todas? xDDD manda manda
.o: muito obrigado mesmo!Obrigado pelo comment Chou eu sei que quando vc tiver tempo vem comentar né? (rmmr111 segura no alter ego da chou pelo braço, deixando ela desamparaada com um penhasco por baixo ) bem a chou tamebm não pode ser explorada né? tenho que dar uma folgunha nela pra não ser muito cansativa (aina tem muito pra ela fazer antes de se juntar totalmente as senshis)
Caro escritor .
Obrigado por este capitulo que me deixou , assim como outros fãs da tua história fascinados .
Este capitulo que revelou tudo o que tinha dito dos meus comments anteriores está Brilhante parabens .
O Titulo vermelho está bem conetado com a história , tu tens uma facilidade de relacionar tudo ao pornmenor sem nada a falhar o que chamo isto de génio .
adorei as descrições que fizeste ao dito planeta , á rei , á susana e ozami está tudo realmente fantástico .
Agora as perguntinhas :
Onde é que tu vais a essas mitologias ?, por acaso tens alguma aula na universidade relacionada com elas ?
o Deimos e phobos aparecem na sailor moon action live ou no manga ou foste tu que as inventaste ?
e ozima será que tu vais fazer com que esta personagem se lembre na sua vida anterior ?
bem a ver vamos .
fico á espera demais capitulos teus . Neste tu realmente esmeraste os meus parabens ( mais uma vez
) .
lamento se o meu coment ficou lamechas , mas sabes eu não sei usar adequadamente as palavras tão bem como tu fazes . Sim porque tu dá vida ás palavras e com essa vida elas dão um efeito grande á tua fic .
Obrigado por este capitulo que me deixou , assim como outros fãs da tua história fascinados .
Este capitulo que revelou tudo o que tinha dito dos meus comments anteriores está Brilhante parabens .
O Titulo vermelho está bem conetado com a história , tu tens uma facilidade de relacionar tudo ao pornmenor sem nada a falhar o que chamo isto de génio .
adorei as descrições que fizeste ao dito planeta , á rei , á susana e ozami está tudo realmente fantástico .
Agora as perguntinhas :
Onde é que tu vais a essas mitologias ?, por acaso tens alguma aula na universidade relacionada com elas ?
o Deimos e phobos aparecem na sailor moon action live ou no manga ou foste tu que as inventaste ?
e ozima será que tu vais fazer com que esta personagem se lembre na sua vida anterior ?
bem a ver vamos .
fico á espera demais capitulos teus . Neste tu realmente esmeraste os meus parabens ( mais uma vez
) . lamento se o meu coment ficou lamechas , mas sabes eu não sei usar adequadamente as palavras tão bem como tu fazes . Sim porque tu dá vida ás palavras e com essa vida elas dão um efeito grande á tua fic .
Hopeless! muito obrigado plo comment!
Este capitulo foi muito... Variado !Abordei 3 locais diferentes para que não se tornasse monotono tudo sobre o mesmo local e pessoa (neste caso a Rita)
Já tava com medo que o Ozami caisse no esquecimento.
xDDD
não tenho cadeira nenhuma ! a Mitologia invento-a toda... como eu adoro mitologia não é muito dificil criar essas lendas e crenças.
Phobos e Deimos aparecem ocasionalmente no anime na forma e corvos, como humanas apenas aparecem num acto do manga como podes ver na imagem abaixo.

O ozami... vais saber mais nos proximos capitulos!
Não te lamentes pelo comment! Fico felicissimo que dispenses uns momentos por mais curtos que sejam para ler e comentar a minha fic!
Arigatou
.o:
Gostei muito das notas, rmmr, fiquei a perceber o que querias dizer e também esclarecida quanto à pergunta sobre Phobos e Deimos
Quanto às outras, deixaste o mistério no ar, mas eu compreendo
Vou ter de esperar para ver!
E é claro que gostei imenso do capítulo! E volto a reafirmar aquilo que disse
Quanto a isso de ligarmos à Naoko, acho boa ideia, sim senhor! Vamos a isso!
Hehe
Já agora, para quando o próximo capítulo? (já estou ansiosa depois de uma semana de férias, ah pois é!
)
Quanto às outras, deixaste o mistério no ar, mas eu compreendo
Vou ter de esperar para ver!E é claro que gostei imenso do capítulo! E volto a reafirmar aquilo que disse
Quanto a isso de ligarmos à Naoko, acho boa ideia, sim senhor! Vamos a isso!
HeheJá agora, para quando o próximo capítulo? (já estou ansiosa depois de uma semana de férias, ah pois é!
)
*mim entra espreita*
Eu já acompanho a tua fanfic há muito tempo mas só agora é que perdi a vergonha de comentar
não sei pk mas deve ser pelo facto de os meus posts serem curtos 
Quanto ao capítulo adorei! todas as tuas descrições e interligações que fazes são uma regalia para quaisquer olhos. Parabéns
PS. para próxima escrevo comment com mais duas linhas
Eu já acompanho a tua fanfic há muito tempo mas só agora é que perdi a vergonha de comentar
não sei pk mas deve ser pelo facto de os meus posts serem curtos 
Quanto ao capítulo adorei! todas as tuas descrições e interligações que fazes são uma regalia para quaisquer olhos. Parabéns
PS. para próxima escrevo comment com mais duas linhas


http://yunime.ativoforum.com/
Aparece e diverte-te ^^
Novas novidades irão aparecer fica atento :)
Txééééeéé*limpa o mofo*
Ok xDDD
*le o comment d há quase um ano d que ia postar um capitulo*
Ok... isto tem sido complicado...
n tenho tido tempo nenhum pra escrever nada de jeito e só agora peguei na fic... Os leitores ja num s devem alembrar de mim xDDD vou postar aqui metade do capitulo, enquanto acabo a outra metade. estejam á vontade pra comentar
Capitulo 12- Descoberta (parte 1)
Joana abriu os olhos esperando encontrar novamente Susana envergando o
seu traje de Senshi, Esperava que a guiasse numa jornada de descoberta, eu lhe explicasse o que deveria entender, o que esperar das suas memórias… mas em vez disso deparou-se com escuridão.
Não era uma escuridão fétida mas sim uma espécie de repouso, um escuro envolvente e protector que a acalmava apaziguando-lhe os medos e fazendo com que as suas duvidas se dissipassem rapidamente.
Os murmúrios Começaram a aparecer lentamente, como uma melodia cacofónica de vociferações sobrepostas e carregadas de desespero e dor adensando-se na sua mente como uma rede formada por fios de incerteza… soube nesse momento que esta não era uma visão comum.
A escuridão que há segundos reinava em seu redor tornou-se numa explosão de luz e formas desfocadas, cores indefinidas e movimentos disformes.
Quis mexer-se mas era impossível fazê-lo, quis focar a visão mas não conseguia concentrar-se o suficiente.
Uma voz familiar ecoou destacando-se dos outros sons.
-Minako?
Levantou ligeiramente a cabeça vislumbrando uma silhueta feminina a correr na sua direcção. Pandora. Joana sentia-se ligeiramente confusa, não compreendia como conseguira estabelecer uma ligação com uma pessoa com a qual nunca sequer tivera contacto, uma memória não totalmente sua… uma passado que embora tão real lhe parecia impossível.
Á medida que a sua visão melhorava Joana conseguia ver os destroços do
magnifico palácio do seu antigo reino, escombros soterravam corpos de soldados que combatiam lado a lado pela sua protecção, o cheiro a carne queimada deixá-la-ia enjoada se pudesse senti-lo. Pandora corria com o seu uniforme de senshi, a saia recém rasgada da batalha deixava entrever um profundo corte na coxa, uma das suas luvas estava parcialmente destruída e os seus cabelos azuis esvoaçavam rapidamente enquanto se movimentava com esforço por entre os escombros.
Doíam-lhe os músculos e não conseguia recordar-se do que acontecera exactamente, Apenas se recordava de uma mulher…. Sieltenite… Odiava-a com todas as suas forças… mas o que era feito dela? Ela era a responsável! Mas Porque? E o que era a Lágrima de prata?
Não conseguia lembrar-se exactamente do que ocorrera após invocar um
poder que desconhecia, soube que sentiu um calor, como um beijo, uma força que a reavivou… mas tudo o resto era uma explosão de luz, uma imagem que não conseguia descodificar…
Pandora aproximou-se e perguntou-lhe em tom meio preocupado:
-Como conseguiste fazer aquilo? Estás bem?
Conseguiu sentir um sorriso esboçar se na sua face, balbuciando de seguida a custo
-Destino….
As dores intensificaram-se a tal ponto que se tornou impossível manter-se consciente, desmaiando com um suspiro de desistência, sentindo apenas os braços de Pandora ampararem-lhe a queda.
********* *********
O céu desnudo de estrelas de Tóquio parecia pressagiar algo de errado, a Lua Mudava a sua forma lentamente atingindo um quarto minguante cada vez mais fino, uma réstia de luz que lutava para iluminar a terra com os seus raios de prata delicada.
Susana Olhava pela Janela abstraindo-se da realidade como tantas vezes
fazia. Haruka e Mariana Tinham regressado a casa com Octávia ao colo, a pobre rapariga rendera-se ao cansaço deixando-se adormecer enquanto as companheiras contavam a Bunny os acontecimentos mais recentes, a aparição de uma nova guerreira, e o ataque de um novo inimigo… Tudo isto deixara Susana Bastante confusa.
Tentava estabelecer contacto com o seu planeta guardião há alguns dias, o seu meio de comunicação com a corrente do espaço e do tempo, mas ultimamente as mensagens que recebia deste não eram totalmente claras, cegando a demonstrar uma certa ambiguidade que lhe causava um desconforto crescente.
-Queres Chá?
Sobressaltou-se por um instante quando ouviu a Voz de Bunny
-Não Obrigado. - Parou e olhou para a rapariga atentamente, embora fosse trapalhona e infantil, conseguia ver perfeitamente nela uma soberana, atenciosa e serena – Sabes que podes ir para casa… Já passa das três da manhã, talvez isto demore mais do que eu pensava, eu cuido delas.
Bunny continuou a vasculhar os armários com uma expressão ligeiramente
espantada
-Não consigo perceber como é que a Ami tem sempre tudo tão arrumado… Os chás estão dispostos por tipos… - Começou a enumerar os diversos tipos como uma criança a ler uma legenda num museu, parando ao ver um que lhe pareceu particularmente interessante – ooooh! Chá Oolong! Uma vez a Maria fez deste chá com aqueles bolinhos de ameixa tão booons! Ela disse que era Chinês e que a Importação para o Japão não era muito frequente… mas eu não ouvi o resto porque estava entretida a comer os bolinhos com a Joana - Soltou uma gargalhada infantil coçando a cabeça envergonhada – Mas disseste alguma coisa Susana?
Susana Sorriu ligeiramente abanando a cabeça numa espécie de repreensão
maternal.
-Nada de importante…
Um brilho intenso Surgiu na sala, um vermelho sangue inundou as paredes pintadas em tons neutros, Bunny conseguiu Vislumbrar Rita Soerguer-se no sofá com um pequeno símbolo na testa a brilhar intensamente. O brilho cessou rapidamente, no momento em que Rita abriu os olhos.
Bunny Soltou um pequeno grito de surpresa e apressou-se a correr na direcção de amiga, derrubando uma pequena caixa com saquetas de um chá
avermelhado pelo balcão da cozinha.
-Como estás, o que viste? Está tudo bem contigo?
As perguntas atabalhoadas pareceram confundir, por segundos, Rita.
A sua tez clara estava morbidamente pálida, a sua respiração lenta parecia diminuir o ritmo a cada segundo que passava e os seus olhos negros prendiam-se num ponto longínquo no infinito, presa a uma ideia longínqua, não reagiu sequer aos abanões de Bunny ou ás suas intermináveis questões.
Susana interrompeu Bunny prontamente com a sua voz ligeiramente exasperada.
-Calma! Ela ainda está demasiado presa ás memórias, não consegue assimilar correctamente a informação agora, tens que lhe dar uns segundos.
Bunny Ficou subitamente cabisbaixa
-Desculpa… não sabia…
Susana afagou as mãos de Bunny e sorriu de forma maternal.
-Porque não fazes aquele chá de que falavas? Tenho a certeza que a Rita
vai gostar bastante de uma boa chávena de chá!
Os seus olhos brilharam com uma nova energia e acorreu prontamente á cozinha, onde se ouviu um enorme alarido de chaleiras e panelas a caírem em cascata do armário, seguido de um suspiro desesperado e um queixume infantil exagerado.
Susana não conseguiu conter um sorriso
-Típico… - Observou de seguida Rita que Recuperava lentamente a sua cor
natural, afastando-lhe uma madeixa de cabelo negro da testa suada – Vai tudo ficar bem
******* *******
Ok xDDD
*le o comment d há quase um ano d que ia postar um capitulo*
Ok... isto tem sido complicado...
n tenho tido tempo nenhum pra escrever nada de jeito e só agora peguei na fic... Os leitores ja num s devem alembrar de mim xDDD vou postar aqui metade do capitulo, enquanto acabo a outra metade. estejam á vontade pra comentar

Capitulo 12- Descoberta (parte 1)
Joana abriu os olhos esperando encontrar novamente Susana envergando o
seu traje de Senshi, Esperava que a guiasse numa jornada de descoberta, eu lhe explicasse o que deveria entender, o que esperar das suas memórias… mas em vez disso deparou-se com escuridão.
Não era uma escuridão fétida mas sim uma espécie de repouso, um escuro envolvente e protector que a acalmava apaziguando-lhe os medos e fazendo com que as suas duvidas se dissipassem rapidamente.
Os murmúrios Começaram a aparecer lentamente, como uma melodia cacofónica de vociferações sobrepostas e carregadas de desespero e dor adensando-se na sua mente como uma rede formada por fios de incerteza… soube nesse momento que esta não era uma visão comum.
A escuridão que há segundos reinava em seu redor tornou-se numa explosão de luz e formas desfocadas, cores indefinidas e movimentos disformes.
Quis mexer-se mas era impossível fazê-lo, quis focar a visão mas não conseguia concentrar-se o suficiente.
Uma voz familiar ecoou destacando-se dos outros sons.
-Minako?
Levantou ligeiramente a cabeça vislumbrando uma silhueta feminina a correr na sua direcção. Pandora. Joana sentia-se ligeiramente confusa, não compreendia como conseguira estabelecer uma ligação com uma pessoa com a qual nunca sequer tivera contacto, uma memória não totalmente sua… uma passado que embora tão real lhe parecia impossível.
Á medida que a sua visão melhorava Joana conseguia ver os destroços do
magnifico palácio do seu antigo reino, escombros soterravam corpos de soldados que combatiam lado a lado pela sua protecção, o cheiro a carne queimada deixá-la-ia enjoada se pudesse senti-lo. Pandora corria com o seu uniforme de senshi, a saia recém rasgada da batalha deixava entrever um profundo corte na coxa, uma das suas luvas estava parcialmente destruída e os seus cabelos azuis esvoaçavam rapidamente enquanto se movimentava com esforço por entre os escombros.
Doíam-lhe os músculos e não conseguia recordar-se do que acontecera exactamente, Apenas se recordava de uma mulher…. Sieltenite… Odiava-a com todas as suas forças… mas o que era feito dela? Ela era a responsável! Mas Porque? E o que era a Lágrima de prata?
Não conseguia lembrar-se exactamente do que ocorrera após invocar um
poder que desconhecia, soube que sentiu um calor, como um beijo, uma força que a reavivou… mas tudo o resto era uma explosão de luz, uma imagem que não conseguia descodificar…
Pandora aproximou-se e perguntou-lhe em tom meio preocupado:
-Como conseguiste fazer aquilo? Estás bem?
Conseguiu sentir um sorriso esboçar se na sua face, balbuciando de seguida a custo
-Destino….
As dores intensificaram-se a tal ponto que se tornou impossível manter-se consciente, desmaiando com um suspiro de desistência, sentindo apenas os braços de Pandora ampararem-lhe a queda.
********* *********
O céu desnudo de estrelas de Tóquio parecia pressagiar algo de errado, a Lua Mudava a sua forma lentamente atingindo um quarto minguante cada vez mais fino, uma réstia de luz que lutava para iluminar a terra com os seus raios de prata delicada.
Susana Olhava pela Janela abstraindo-se da realidade como tantas vezes
fazia. Haruka e Mariana Tinham regressado a casa com Octávia ao colo, a pobre rapariga rendera-se ao cansaço deixando-se adormecer enquanto as companheiras contavam a Bunny os acontecimentos mais recentes, a aparição de uma nova guerreira, e o ataque de um novo inimigo… Tudo isto deixara Susana Bastante confusa.
Tentava estabelecer contacto com o seu planeta guardião há alguns dias, o seu meio de comunicação com a corrente do espaço e do tempo, mas ultimamente as mensagens que recebia deste não eram totalmente claras, cegando a demonstrar uma certa ambiguidade que lhe causava um desconforto crescente.
-Queres Chá?
Sobressaltou-se por um instante quando ouviu a Voz de Bunny
-Não Obrigado. - Parou e olhou para a rapariga atentamente, embora fosse trapalhona e infantil, conseguia ver perfeitamente nela uma soberana, atenciosa e serena – Sabes que podes ir para casa… Já passa das três da manhã, talvez isto demore mais do que eu pensava, eu cuido delas.
Bunny continuou a vasculhar os armários com uma expressão ligeiramente
espantada
-Não consigo perceber como é que a Ami tem sempre tudo tão arrumado… Os chás estão dispostos por tipos… - Começou a enumerar os diversos tipos como uma criança a ler uma legenda num museu, parando ao ver um que lhe pareceu particularmente interessante – ooooh! Chá Oolong! Uma vez a Maria fez deste chá com aqueles bolinhos de ameixa tão booons! Ela disse que era Chinês e que a Importação para o Japão não era muito frequente… mas eu não ouvi o resto porque estava entretida a comer os bolinhos com a Joana - Soltou uma gargalhada infantil coçando a cabeça envergonhada – Mas disseste alguma coisa Susana?
Susana Sorriu ligeiramente abanando a cabeça numa espécie de repreensão
maternal.
-Nada de importante…
Um brilho intenso Surgiu na sala, um vermelho sangue inundou as paredes pintadas em tons neutros, Bunny conseguiu Vislumbrar Rita Soerguer-se no sofá com um pequeno símbolo na testa a brilhar intensamente. O brilho cessou rapidamente, no momento em que Rita abriu os olhos.
Bunny Soltou um pequeno grito de surpresa e apressou-se a correr na direcção de amiga, derrubando uma pequena caixa com saquetas de um chá
avermelhado pelo balcão da cozinha.
-Como estás, o que viste? Está tudo bem contigo?
As perguntas atabalhoadas pareceram confundir, por segundos, Rita.
A sua tez clara estava morbidamente pálida, a sua respiração lenta parecia diminuir o ritmo a cada segundo que passava e os seus olhos negros prendiam-se num ponto longínquo no infinito, presa a uma ideia longínqua, não reagiu sequer aos abanões de Bunny ou ás suas intermináveis questões.
Susana interrompeu Bunny prontamente com a sua voz ligeiramente exasperada.
-Calma! Ela ainda está demasiado presa ás memórias, não consegue assimilar correctamente a informação agora, tens que lhe dar uns segundos.
Bunny Ficou subitamente cabisbaixa
-Desculpa… não sabia…
Susana afagou as mãos de Bunny e sorriu de forma maternal.
-Porque não fazes aquele chá de que falavas? Tenho a certeza que a Rita
vai gostar bastante de uma boa chávena de chá!
Os seus olhos brilharam com uma nova energia e acorreu prontamente á cozinha, onde se ouviu um enorme alarido de chaleiras e panelas a caírem em cascata do armário, seguido de um suspiro desesperado e um queixume infantil exagerado.
Susana não conseguiu conter um sorriso
-Típico… - Observou de seguida Rita que Recuperava lentamente a sua cor
natural, afastando-lhe uma madeixa de cabelo negro da testa suada – Vai tudo ficar bem
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