A Lágrima de Prata - O renascimento das guerreiras
Nossa... quanta coisa neste capítulo... vou ficar devendo um comentário maior...
Gostei dele, mas ele merece uma análise mais complexa, vou colocar no word :
':
Sobre o desenho já tinhamos comentado na chatbox, está lindo e gostei do detalhe da gargantilha. Que bom que seguiu a minha sugestão dos olhos fechados :
':, ela ficou legal assim :
:
Parabéns por mais um!
e não esquece da Pan Pan :
:
Gostei dele, mas ele merece uma análise mais complexa, vou colocar no word :
':Sobre o desenho já tinhamos comentado na chatbox, está lindo e gostei do detalhe da gargantilha. Que bom que seguiu a minha sugestão dos olhos fechados :
':, ela ficou legal assim :
:Parabéns por mais um!
e não esquece da Pan Pan :
:
Presente do Brancus- Visitem www.imagevisiondesign.com

Semi-ausente até março

Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
O inicio do capitulo está espetacular. As descriçoes estão fabulosas. Omg! Em tao curto espaço de tempo evoluiste bastante, mais uma vez tenho que te dar os parabens!!
A descriçao do tempo, a forma como a Terra estava triste, assim caiam as gotas de agua pela sua tristeza. Excelente mesmo.
Depois a descriçao do envolvente com os carros a andarem, deu um senso de realidade tao grande que eu me sentia envolvida com a tristeza da Terra e com a confusao dos automoveis.
Depois tive a noçao de como era a mansao e o seu anterior, assim de como a rapariga que bebia chá em chavenas de porcelana. Depois susana olhando para o jardim, parecia mesmo que eu estava vendo o jardim pelos olhos da susana. Gostei mesmo desta pequena descriçao inicial.
O facto da susana ter criado um demoni, mas que ninguem via, foi bastante criativo.
A parte em que a octavia dá conselhos à susana, por esta se sentir culpada com o que tinha acontecido à haruka, foi mesmo interessante, pois mostra a uniao das duas principalmente quando susana olha para ela e recorda-se que até há bem pouco tempo octavia era um bébé.
Depois as dores sentidas pela Haruka e o seu sofrimento, mais uma vez tao reais que me deixou bastante inquietante, por ela.
O que a octavia disse sobre novas batalhas virao, deixou-me tao curiosa.
Depois a batalha foi bastante interessante e mostraste-a de uma maneira envolvente. Parabens.
Gostei da forma como exposeste a relaçao das duas, Haruka e Mariana, mas ainda gostei mais de ver a mariana irritada e frustrada, pois ela é tao caracteristica por ser calminha. Amei mesmo.
Escrevi isto tudo, só para dizer que este capitulo está fabuloso, os meus parabens!!
*mim aguarda ansiosamente por um novo capitulo*
A descriçao do tempo, a forma como a Terra estava triste, assim caiam as gotas de agua pela sua tristeza. Excelente mesmo.
Depois a descriçao do envolvente com os carros a andarem, deu um senso de realidade tao grande que eu me sentia envolvida com a tristeza da Terra e com a confusao dos automoveis.
Depois tive a noçao de como era a mansao e o seu anterior, assim de como a rapariga que bebia chá em chavenas de porcelana. Depois susana olhando para o jardim, parecia mesmo que eu estava vendo o jardim pelos olhos da susana. Gostei mesmo desta pequena descriçao inicial.
O facto da susana ter criado um demoni, mas que ninguem via, foi bastante criativo.
A parte em que a octavia dá conselhos à susana, por esta se sentir culpada com o que tinha acontecido à haruka, foi mesmo interessante, pois mostra a uniao das duas principalmente quando susana olha para ela e recorda-se que até há bem pouco tempo octavia era um bébé.
Depois as dores sentidas pela Haruka e o seu sofrimento, mais uma vez tao reais que me deixou bastante inquietante, por ela.
O que a octavia disse sobre novas batalhas virao, deixou-me tao curiosa.
Depois a batalha foi bastante interessante e mostraste-a de uma maneira envolvente. Parabens.
Gostei da forma como exposeste a relaçao das duas, Haruka e Mariana, mas ainda gostei mais de ver a mariana irritada e frustrada, pois ela é tao caracteristica por ser calminha. Amei mesmo.
Escrevi isto tudo, só para dizer que este capitulo está fabuloso, os meus parabens!!
*mim aguarda ansiosamente por um novo capitulo*

Obrigada Tixa pelo Big comment!
o ceptro da susana parecia-me subaproveitado, por isso achei s ela tem controlo no tempo, pode invocar memórias palpáveis!
A octávia vai ter participação tambem nesta historia, há tantas coisas que não se sabem sobre ela...
estou esperando ansiosamente q me digam q o meu pc está bom...
ja tenho ideias pro proximo capitulo fresquinhas!
mim pula de alegria pelos comment da Tixa!
o ceptro da susana parecia-me subaproveitado, por isso achei s ela tem controlo no tempo, pode invocar memórias palpáveis!
A octávia vai ter participação tambem nesta historia, há tantas coisas que não se sabem sobre ela...
estou esperando ansiosamente q me digam q o meu pc está bom...
ja tenho ideias pro proximo capitulo fresquinhas!
mim pula de alegria pelos comment da Tixa!
Rmmr... acho que peguei o teu vírus 
Perdi toda a fic copiada
(formatei o PC)
Vou demorar pra escrever comentários, talvez consiga comentar tudo junto com o próximo
Desculpa, tá!
Abraços...

Perdi toda a fic copiada
(formatei o PC)Vou demorar pra escrever comentários, talvez consiga comentar tudo junto com o próximo

Desculpa, tá!
Abraços...

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Semi-ausente até março

Moon Revenge- exerto do volume 2 publicado 02/01
Ora bem, me prometeu ao papa que vinha aqui ler e comentar a sua fic, aquele q ele se queixa que ninguem lê
''
Vou falar só em relação ao ultimo capitulo..
Tenho tanta pena da Mariana , nota-se mesmo que a relação dela e a da Haruka é intensa, forte, e na minha ideia seria sempre mais ao contrario, a Mariana a ser magoada e a Haruka e a ficar furiosa, porque a Mariana parece muito mais frágil que a Haruka, mas gosto mais da maneira como escreveste!
' ela queria dizer que ela não tinha tanta força como a Haruka ou que ela não a podia derrotar/ajudar a Haruka?
''
Tou anciosa por saber o q é a lagrima de prata, desconfio que tem haver c a Minako mas ela já chorou pqausa do Ace e não se passou nada por isso não tenho mais ideias
''
Quanto as descrições que fazes, tão simplesmente fantasticas!
Ah, escritor nato e ainda diz que ninguem lê!
Adoro a fic
''Vou falar só em relação ao ultimo capitulo..
Tenho tanta pena da Mariana , nota-se mesmo que a relação dela e a da Haruka é intensa, forte, e na minha ideia seria sempre mais ao contrario, a Mariana a ser magoada e a Haruka e a ficar furiosa, porque a Mariana parece muito mais frágil que a Haruka, mas gosto mais da maneira como escreveste!
-Consideras-te uma guerreira? A tua força está muito aquém daesta parte não percebi muito bem
tua…-fez uma pausa á procura da palavra certa -…” companheira”…
' ela queria dizer que ela não tinha tanta força como a Haruka ou que ela não a podia derrotar/ajudar a Haruka?
''Tou anciosa por saber o q é a lagrima de prata, desconfio que tem haver c a Minako mas ela já chorou pqausa do Ace e não se passou nada por isso não tenho mais ideias
''Quanto as descrições que fazes, tão simplesmente fantasticas!
Ah, escritor nato e ainda diz que ninguem lê!
Adoro a fic

Fiquei simplesmente deslumbrada com este capitulo...mas o inicío deixou.me sem fôlego....As descrições são tão expressivas que nos deixam sem ar para respirar. fantasticas..algo que me tocou imenso..estou até com dificuldade em responder como deve ser
Vou lvar o capitulo para casa e responder com toda a tenção que tu mereces.
Neste momento o que é possivel dizer é....
Arrepiante...sentir cada emoção como se fosse eu própria a sentir. É isto que faz com que eu te admire de uma forma inigualável...pela sensibilidade que tens, sinto-a como se fosse eu própria a deixar fluir para o pc as emoções sentidas na minha cabeça.
Muitos beijinhos rmrm, está divino este capitulo!
Vou lvar o capitulo para casa e responder com toda a tenção que tu mereces.
Neste momento o que é possivel dizer é....
Arrepiante...sentir cada emoção como se fosse eu própria a sentir. É isto que faz com que eu te admire de uma forma inigualável...pela sensibilidade que tens, sinto-a como se fosse eu própria a deixar fluir para o pc as emoções sentidas na minha cabeça.
Muitos beijinhos rmrm, está divino este capitulo!
OOOh! um commentario da mina filhota!
Ainda bem que gostaste!
Já tenho ideias para o proximo capitulo mas só posso escrever qd receber o Pc!
:g11:
Quanto ao ultimo capitulo é assim canasva-me um pouco a Mariana ser sempre aquela enjoadinha adorável! tipo Haaa! então resolvi dar-lhe uma personalidade mais vincada... talvez foque mais a personalidade mais feminina da Haruka... quiçá...
Agora vou te esclarecer!
Oh Bane obrigado pelas doces palavras!
espero ansiosamente!!!
Ainda bem que gostaste!
Já tenho ideias para o proximo capitulo mas só posso escrever qd receber o Pc!
:g11:
Quanto ao ultimo capitulo é assim canasva-me um pouco a Mariana ser sempre aquela enjoadinha adorável! tipo Haaa! então resolvi dar-lhe uma personalidade mais vincada... talvez foque mais a personalidade mais feminina da Haruka... quiçá...
Agora vou te esclarecer!
Bahnny escreveu:Queria dizer que a Haruka tinha mais força que a Mariana, mas não é bem assim espera e verás!...-Consideras-te uma guerreira? A tua força está muito aquém daesta parte não percebi muito bem
tua…-fez uma pausa á procura da palavra certa -…” companheira”…' ela queria dizer que ela não tinha tanta força como a Haruka ou que ela não a podia derrotar/ajudar a Haruka?
''
Oh Bane obrigado pelas doces palavras!
espero ansiosamente!!!
tenho que confessar que este tambem foi um dos meus capitulos preferidos, se nao mesmo o meu preferido!
esta excelente papa!!!
nem acredito que ainda nao o tinha lido...
o inicio esta muito bom...as tuas descriçoes estao cada vez melhores!
e ver Mariana assim tao revoltada e desesperada..so posso dizer que esta lindo!
Octávia tambem me espantou muito..adorei a forma como a retrataste! e quando ela disse que o facto de Mariana estar a lutar nao iria trazer melhoras a Haruka caiu-me tudo ao chao...pensei logo o que se teria passado com ela..
Mas fiquei ainda mais curiosa com o porque dos ataques de Mariana estarem mais fracos?!
E Haruka cheia de dores..coitada..o que se passa com ela...aquela coisa preta a correr-lhe nas veias...e ficou sem a tal bola, tal como Ace...mas afinal o que é a essencia estelar?! ai papa deixaste me ansiosa por mais e mais capitulos...
O momento delas no parque esta lindo! tao romantico..
tinha que aparecer aquela Sieltenite! Tao ma... (ja agr o desenho esta excelente!)
E Haruka a proteger Mariana *quase em lagrimas*
a parte da batalha esta muit bem descrita tambem!
Coitada de Mariana...a querer lutar e os seus ataques a fraquejar...
paizinho parabens! esta tudo maravilhoso! e deixaste a tua filhota a beira de um ataque de ansiedade por mais um capitulo!!!!!
*neptune estende um belo ovo kinder ao papa para ele se deliciar enquanto escreve novos capitulos*
esta excelente papa!!!
nem acredito que ainda nao o tinha lido...o inicio esta muito bom...as tuas descriçoes estao cada vez melhores!
e ver Mariana assim tao revoltada e desesperada..so posso dizer que esta lindo!
Octávia tambem me espantou muito..adorei a forma como a retrataste! e quando ela disse que o facto de Mariana estar a lutar nao iria trazer melhoras a Haruka caiu-me tudo ao chao...pensei logo o que se teria passado com ela..
Mas fiquei ainda mais curiosa com o porque dos ataques de Mariana estarem mais fracos?!
E Haruka cheia de dores..coitada..o que se passa com ela...aquela coisa preta a correr-lhe nas veias...e ficou sem a tal bola, tal como Ace...mas afinal o que é a essencia estelar?! ai papa deixaste me ansiosa por mais e mais capitulos...
O momento delas no parque esta lindo! tao romantico..
tinha que aparecer aquela Sieltenite! Tao ma... (ja agr o desenho esta excelente!)
E Haruka a proteger Mariana *quase em lagrimas*
a parte da batalha esta muit bem descrita tambem!
Coitada de Mariana...a querer lutar e os seus ataques a fraquejar...
paizinho parabens! esta tudo maravilhoso! e deixaste a tua filhota a beira de um ataque de ansiedade por mais um capitulo!!!!!
*neptune estende um belo ovo kinder ao papa para ele se deliciar enquanto escreve novos capitulos*
ora bem , aqui está mais uma granda capitulo da lágrima de prata . A tua história está cada vez mais interessante e intrigante parabens .
só não percebi uma cena da tua história . A susana , navegante de plutão cria demónios ? (ou será que eu li mal ? ) bem tanto me faz depois explicas , não é ? agradecida .
olha , a lágrima de prata não será um cristal que irá dar novos poderes quem a possuir ? , e também pensei que ela só emergirá quando , a quem possuir tiver todas as esferas das navegantes ou se encontra numa delas , que aposto que seja a joana (minako) .
apenas responde se estou no caminho certo ou não . está bem ?
Escreve muito e fica bem .
só não percebi uma cena da tua história . A susana , navegante de plutão cria demónios ? (ou será que eu li mal ? ) bem tanto me faz depois explicas , não é ? agradecida .
olha , a lágrima de prata não será um cristal que irá dar novos poderes quem a possuir ? , e também pensei que ela só emergirá quando , a quem possuir tiver todas as esferas das navegantes ou se encontra numa delas , que aposto que seja a joana (minako) .
apenas responde se estou no caminho certo ou não . está bem ?
Escreve muito e fica bem .
neptune escreveu:tenho que confessar que este tambem foi um dos meus capitulos preferidos, se nao mesmo o meu preferido!
esta excelente papa!!!nem acredito que ainda nao o tinha lido...
o inicio esta muito bom...as tuas descriçoes estao cada vez melhores!
e ver Mariana assim tao revoltada e desesperada..so posso dizer que esta lindo!
Octávia tambem me espantou muito..adorei a forma como a retrataste! e quando ela disse que o facto de Mariana estar a lutar nao iria trazer melhoras a Haruka caiu-me tudo ao chao...pensei logo o que se teria passado com ela..
Mas fiquei ainda mais curiosa com o porque dos ataques de Mariana estarem mais fracos?!
E Haruka cheia de dores..coitada..o que se passa com ela...aquela coisa preta a correr-lhe nas veias...e ficou sem a tal bola, tal como Ace...mas afinal o que é a essencia estelar?! ai papa deixaste me ansiosa por mais e mais capitulos...
O momento delas no parque esta lindo! tao romantico..
tinha que aparecer aquela Sieltenite! Tao ma... (ja agr o desenho esta excelente!)
E Haruka a proteger Mariana *quase em lagrimas*
a parte da batalha esta muit bem descrita tambem!
Coitada de Mariana...a querer lutar e os seus ataques a fraquejar...
paizinho parabens! esta tudo maravilhoso! e deixaste a tua filhota a beira de um ataque de ansiedade por mais um capitulo!!!!!
*neptune estende um belo ovo kinder ao papa para ele se deliciar enquanto escreve novos capitulos*
Oh obrigada filhota! ainda bem que gostaste! queria mesmo realçar o forte sentimento que une estas personagens tão enigmáticas... a sua historia pessoal será mais aprofundada...
Quanto á essencia estelar vai ser explicada neste novo capitulo...
A sieltenite terá o seu passado bem explorado para que se perceba a sua personalidade.
espero que continues a gostar!
hopeless escreveu:ora bem , aqui está mais uma granda capitulo daFico feliz por teres gostado!!!
lágrima de prata . A tua história está cada vez mais interessante e
intrigante parabens .
só não percebi uma cena da tua história .
A susana , navegante de plutão cria demónios ? (ou será que eu li mal ?
) bem tanto me faz depois explicas , não é ? agradecida .
olha
, a lágrima de prata não será um cristal que irá dar novos poderes quem
a possuir ? , e também pensei que ela só emergirá quando , a quem
possuir tiver todas as esferas das navegantes ou se encontra numa delas
, que aposto que seja a joana (minako) .
apenas responde se estou no caminho certo ou não . está bem ?
Escreve muito e fica bem .
É assim a Susana não cria demónios... ela invoca memórias de demónios
já derrotados, como é a controladora do tempo achei que era interessante
que conseguisse reproduzir acontecimentos do passado.
A lágrima de prata não é bem assim... está ligada a outra coisa q só se
saberá lá para a frente... neste capitulo porem vou abordar um pouco
sobre o que poderá ser a lágrima de prata... as esferas são outra coisa
que tambem está ligada aos poderes das navegantes mas não serão elas a
ter capacidade de invocá-la, embora a minako seja parte interveniente
na sua utilização...
Aqui vem novo capitulo !!!! desculpem tar tão pequeno mas já tava nas 10 páginas e resolvi dividi-lo pra não ficar muito maçudo
o proximo não tarda muito está pronto!
leiam e comentem ;-)
Capitulo 7 - Revelações
Ami cortava cuidadosamente um pedaço comprido de renkon, uma
raiz amarelada e grossa proveniente do lótus, deitando um odor forte e
ligeiramente picante.
Na pequena cozinha do seu apartamento da periferia de Juuban
duas panelas repousavam sobre o lume, cada uma cozinhando um prato diferente para a refeição que preparava naquela manhã chuvosa.
Juntou as finas fatias do tubérculo de aparência estranha
com um pequeno molho de Enokitake cogumelos tradicionalmente utilizados na culinária Japonesa, de textura fibrosa e sabor suave.
Um espesso caldo de cor bege borbulhava silenciosamente na
panela ao receber a mistura de legumes que Ami preparara emanou um aroma suave e delicioso, despertando os sentidos dos convidados que esperavam ansiosamente na sala.
Ami suspirou resignada, e pegou num pouco de cebolinho verde
que picou habilmente, embora não tivesse os dotes culinários de Maria fora
obrigada desde cedo a sobreviver praticamente sozinha devido á constante
ausência da sua mãe, uma médica de renome, tendo por isso capacidade de
cozinhar razoavelmente bem.
Num ápice o frio metal da faca afiada penetrou-lhe na frágil
carne do dedo indicador, fazendo com que um fino fio de sangue de cor rubi
escorresse pela sua mão manchando a bancada de mármore branco.
Ami levou instintivamente o dedo á boca mas nessa curta
trajectória uma gota perfeita atingiu um copo cheio de água, fundindo-se
rapidamente formando um estranho padrão disperso.
Naquele mesmo instante uma voz atingiu a sua mente, uma
frase ecoou na sua cabeça.
“Sangue será derramado” foi uma sensação estranhíssima que lhe percorreu todo o corpo, deixando-a desconfortável com a incerteza da proveniência de tais palavras.
Resolveu ignorá-las, não fazia sentido algum.
Se bem que nem tudo o que era relacionado com os seus
inúmeros inimigos tinha muito sentido na lógica com a qual se habituara a
interpretar a vida.
Passou a ferida por água corrente e dirigiu-se á sala de
jantar, com um penso em volta do dedo e carregando nas mãos uma panela de sopa fumegante, libertando com mais intensidade aquele delicioso aroma que preencheu cada espaço vazio do apartamento.
Uma enorme mesa de doze lugares encontrava-se rigorosamente preparada,
com 7 pratos de porcelana preta, com colheres de lado e um par de Hashis
(vulgarmente conhecidos como “pauzinhos”) na frente de cada um dos pratos.
Estavam dispostas aleatoriamente, Joana maquilhando-se
enquanto olhava para um pequeno espelho de mão dourado, ladeando Bunny, que conversava alegremente com Maria sentada ao lado de Susana.
Rita, carregava uma expressão dura e pesada que parecia
enfatizar as revelações que esperavam ouvir e Mariana que se encontrava
estranhamente silenciosa naquele dia, perdida nos seus pensamentos, os seus olhos azul-marinhos focados no infinito.
Susana ligara-lhe no dia anterior, pedindo-lhe se não se
poderiam encontrar noutro sítio não especificando o motivo. Ami disponibilizou-se de imediato para ceder a sua casa para a reunião que deviam ter, sem sequer se
importar em perguntar qual o motivo da súbita alteração de planos.
Octávia não pudera vir mas nenhuma das Inners desconfiava
qual a razão que a prendia em casa, não sabiam que zelava por Haruka.
Ami entrou rapidamente na sala de jantar impecavelmente
arrumada, carregando consigo uma enorme panela contendo a espessa sopa, poisou-a no centro da mesa e serviu todos os pratos um a um cuidadosamente.
-Se não soubesse que a Maria está sentada á minha frente
desde que aqui cheguei, pensava que ela é que tinha cozinhado! - uma gargalhada infantil ecoou pela sala enquanto Bunny coçava a barriga - Ai que cheirinho tão boooom! Enche bem o meu prato!
Ami não consegui evitar uma pequena gargalhada jovial
seguida de um aceno compadecido, adorava aquela personalidade inocente e espontânea de Bunny, tinha uma capacidade enorme de animá-la independentemente da circunstância.
-Ai Bunny és sempre a mesma coisa – Rita Hino falava em tom
de provocação, utilizado para irritar frequentemente Bunny – se continuas a
comer desse jeito vais realmente tornar-te a navegante da lua cheia!
-Sua parvalhona! Oh Ami não é verdade pois não
Virou a sua expressiva face para Ami com uns olhos
brilhantes que lhe davam o aspecto de uma criança curiosa.
-Ami não defendas essa cria de guaxini mal amamentada! Ela
tem de ser chamada á realidade!
Uma enxurrada de gritos e choraminguice inundou a sala que
subitamente deixou de parecer tão ampla para todo o barulho causado pela enorme discussão que se formara.
Ami sorriu e continuou a servir os pratos, chegando ao lugar
onde se encontrava sentada Mariana.
Pediu-lhe suavemente o prato, mas não obteve resposta.
-Mariana…Mariana…Podes passar-me o prato por favor?
Mariana pareceu acordar de um longo sonho, e meio
acabrunhada estendeu-lhe o prato, suspirando um pedido de desculpas quase inaudível.
-O que se passa contigo hoje? Vejo-te tão distante…
Mariana olhou-a directamente nos olhos, aqueles olhos azul-escuro
determinados mas doces, e sentiu-se melhor, segura e calma como se tivesse renascido dentro de si a esperança de que Haruka iria ficar bem.
Mariana sentiu-se culpada ao ouvir aquela pergunta, culpada
por não ter conseguido ajudar Haruka, culpada por quase esquecer que as
ligações entre ela e aquelas cinco eram muito mais do que apenas uma aliança no combate do mal, culpada por não confiar nelas, e assim como se nada se tivesse passado soltou um sorriso radioso e apenas respondeu que tudo estava bem.
Daqui a uns minutos Ami perceberia o porque da sua tristeza.
Finalmente Ami sentou-se servindo-se em último lugar, como
mandava a boa etiqueta.
Pequenos gemidos de satisfação atravessaram a mesa quando as
colheres cheias de sopa eram saboreadas por todos.
-Está óptima Ami! Suave mas ligeiramente picante e com um
aroma forte e encorpado! - Maria fora a primeira a pronunciar-se sobre a
refeição – Qual é o segredo?
Ami corou ligeiramente, um elogio aos seus dotes culinários
era só por si óptimo de se ouvir, mas um elogio desses vindo de Maria… Maria a melhor cozinheira que ami conhecera desde sempre!
-Oh se eu contasse não seria segredo…
Maria fingiu-se ofendida e em tom de brincadeira disse
apenas.
-Oh se não me dizes só repito mais uma vez!
-Oh Maria então não sabes que “o segredo traz a alma ao
cozinheiro”?
-Não seria “o segredo é a alma do negócio”?
Um gargalhar geral atravessou toda a mesa, e o ambiente que
há minutos se encontrava pesado e firo estava agora caloroso e acolhedor.
O almoço decorreu animadamente, e depois de todas terem
comido até ao último pedaço do cheesecake que Ami preparara para a sobremesa, Susana tossicou sonoramente impondo um silêncio necessário.
-Bem o almoço estava óptimo e pudemos aproveitar da
companhia umas das outras, mas devemos focar-nos no verdadeiro sentido desta reunião.
Todas as raparigas olharam para Susana que se levantava
naquele momento, atraindo as atenções para si e para o enorme ceptro prateado em forma de chave que surgira subitamente na sua mão, era estranho vê-la envergar o ceptro estando na sua forma normal, com uma simples saia cinzenta e uma camisa branca com rebordos bordados.
-Pelo que sabemos, um novo inimigo surgiu há umas semanas…-
Olhou-as uma a uma nos olhos enquanto discursava – pelo que sei uma de vocês teve acesso a memórias da sua vida anterior, antes de servir o milénio prateado.
Joana acenou com a cabeça meio embaraçada por todos os
olhares se voltarem subitamente para si, não tivera tempo de contar a ninguém a visão que tivera, por isso era uma novidade para todos os presentes na sala incluído Artémis e Luna que chegavam nesse mesmo momento pulando agilmente pela janela da sala de jantar e aterrando em duas cadeiras que se encontravam vazias.
-Hemm…- Joana tentou reunir toda a enorme quantidade de
informação reproduzindo-a da maneira mais fiel possível sendo atentamente
escutada por todos Bunny parecia deslumbrada com a descrição do palácio e com a sumptuosidade do salão de baile, Ami Maria e Rita soltavam ligeiros suspiros de surpresa, até chegarem á parte que mais lhe custava recordar com clareza -… mas subitamente a mulher uma tal de Sieltenite…
Lágrimas finas escorreram pela face de Mariana ao ouvir
dizer aquele nome, uma enorme onda de revolta percorreu o seu âmago e reviu rapidamente na sua mente o encontro fugaz com aquela monstruosa mulher que lhe roubara Haruka, molhando o prato onde pequenas migalhas de cheesecake se encontravam.
Apenas Ami reparou que Mariana Chorava, mas achou melhor não
dizer nada, sabia que mais cedo ou mais tarde Mariana acabaria por ter de se explicar.
-…e envolveu todas as princesas em correntes de energia bem
como a nova guerreira Chousenshi e dirigiu-se á rainha Afrodite, uma bola
brilhante flutuou sobre ela… ela simplesmente ingeriu-a, e foi como se a rainha se dissolvesse no ar - Bunny sentiu-se desconfortável ao lembrar-se de quando todas as navegantes se dissolviam em poeira cósmica graças ao ataque de galáxia… esses pensamentos atormentavam-na á noite diversas vezes - e tentou destruir-me mas e utilizei um diadema… não me consigo lembrar do seu aspecto…
as memórias começaram a fundir-se á minha frente e tudo se tornou num enorme emaranhado, quando abri novamente os olhos já estava no “Juuban Starlight”.
Susana assentiu como se já soubesse de todos os detalhes.
-Demoraste a lembrar-te.
Aquela frase atingiu-a como uma bala.
-M…mas – subitamente a sua face iluminou-se em compreensão –
foste tu quem me provocaste esta visão! Eu vi a sailor Plutão numa imensidão de branco antes de ser transportada para a minha visão!
-como guardiã do tempo parte do meu ser tem a capacidade de
trazer de volta memórias de vidas passadas, mas eu não controlo essa parte de mim. – Joana ficou momentaneamente confusa, assimilando lentamente a informação que Susana lhe transmitia, acenando de seguida como que dando a Susana autorização para continuar – pelo que sei todas as vossas canetas de cristal perderam os seus poderes há já algum tempo…
Rita interrompeu-a subtilmente
-Mas o Artémis foi capaz de invocar duas canetas de
transformação, uma minha e uma da Joana.
Rita vasculhou numa pequena bolsa de mão vermelha e roxa, e finalmente retirou do seu interior uma caneta vermelha e dourada com o símbolo planetário de Marte inscrito no centro e um pequeno botão oco no topo do qual saíram no outro dia chamas que a envolviam dando-lhe os poderes de Marte.
Susana olhou curiosa para a pequena caneta, pegando-lhe e
estudando-a atentamente por instantes, devolvendo-a a Rita e continuando de onde fora interrompida.
-…soube pela Ami que os cristais se deterioraram sem explicação,
mas e tu Bunny… o teu alfinete continua a funcionar? Consegues transformar-te em eternal sailromoon?
Aquela pergunta gelou-lhe o sangue quase instantaneamente.
Arrependia-se do seu egoísmo, mas nunca mais usara aquele
alfinete dourado com o formato de um coração e de uma lua sobrepostos desde a sua batalha com galáxia.
Não queria mais batalhas… não se considerava uma guerreira,
não gostava de lutar.
Respondeu baixinho, como se tivesse medo da reacção das
amigas.
-n…não sei… da última vez que tentei não aconteceu nada…
simplesmente não senti aquele calor, aquela força…
-bem chegou a altura então… a altura de saberem de onde vêem
os vossos poderes, de como os obtiveram…
Ami, silenciosa até ao momento levantou-se envergando uma
expressão confusa.
-Mas não foi a rainha Serenidade que nos deu as canetas de
transformação no milénio prateado?
Susana sorriu compreendendo a confusão que inquietava Ami.
-As canetas são apenas uma forma de canalizar os vossos
poderes, mas não foi sempre assim que os utilizaram - Susana apontou com o ceptro para o sofá redondo de Ami sugerindo-lhes que se sentassem – terei que usar os meus poderes para que possam lembrar-se… talvez assim consigam evocar os vossos poderes na sua verdadeira forma… como a Rita o faz.
Não puderam deixar de reparar que não tinha referido o nome
de Joana, mas resolveram ignorá-lo e sentaram-se no amplo sofá de napa azul claro, mariana continuou na cadeira da mesa de jantar, olhando directamente para elas, visto a sala de jantar estar directamente ligada á sala de estar por um arco adornado de finos cortinados de seda bege, enquanto Bunny se sentara num pouf de couro bege olhando atentamente para Susana.
Susana ergueu o ceptro no ar, girando-o no ar, deixando á
sua passagem rastros de luz vermelha, que pareciam poisar sobre as raparigas como se de partículas de pó se tratasse.
-Chronos Pacific meditation!
As quatro raparigas começaram a sentir-se sonolentas,
membros pesados e pálpebras que custavam a manter-se abertas.
Ami sentia-se leve, como quando a sua mãe lhe passava a mão
pelo cabelo quando era pequena enquanto o seu pai lhe contava pequenas
histórias sobre príncipes e dragões, princesas e fadas naqueles pequenos
momentos de felicidade extrema.
Mesmo antes de ceder ao sono apelativo que Susana lhes impunha,
Ami não pôde deixar de reparar na imensa tristeza que mariana carregava no seu olhar, como se carregasse o mundo nas suas costas, Ami quis confortá-la mas não
conseguiu pronunciar uma única frase de incentivo, limitando-se apenas a sorrir pacificamente.
Uma a uma cederam ao sono que subitamente se abatera sobre
elas, certas de encontraram respostas ás suas infindáveis questões.
Bunny semicerrava também os olhos no pequeno pouf, bocejando
e espreguiçando-se.
-Ai esse feitiço é mesmo forte Susana! Estou a ficar cheia
de sono!
Mariana riu-se com a ingenuidade de Bunny, que parecia não
ter percebido que Susana não havia usado os seus poderes nela, bocejando
sonoramente e enroscando-se no pouf pronta para revelações que não iria
receber.
o proximo não tarda muito está pronto!
leiam e comentem ;-)
Capitulo 7 - Revelações
Ami cortava cuidadosamente um pedaço comprido de renkon, uma
raiz amarelada e grossa proveniente do lótus, deitando um odor forte e
ligeiramente picante.
Na pequena cozinha do seu apartamento da periferia de Juuban
duas panelas repousavam sobre o lume, cada uma cozinhando um prato diferente para a refeição que preparava naquela manhã chuvosa.
Juntou as finas fatias do tubérculo de aparência estranha
com um pequeno molho de Enokitake cogumelos tradicionalmente utilizados na culinária Japonesa, de textura fibrosa e sabor suave.
Um espesso caldo de cor bege borbulhava silenciosamente na
panela ao receber a mistura de legumes que Ami preparara emanou um aroma suave e delicioso, despertando os sentidos dos convidados que esperavam ansiosamente na sala.
Ami suspirou resignada, e pegou num pouco de cebolinho verde
que picou habilmente, embora não tivesse os dotes culinários de Maria fora
obrigada desde cedo a sobreviver praticamente sozinha devido á constante
ausência da sua mãe, uma médica de renome, tendo por isso capacidade de
cozinhar razoavelmente bem.
Num ápice o frio metal da faca afiada penetrou-lhe na frágil
carne do dedo indicador, fazendo com que um fino fio de sangue de cor rubi
escorresse pela sua mão manchando a bancada de mármore branco.
Ami levou instintivamente o dedo á boca mas nessa curta
trajectória uma gota perfeita atingiu um copo cheio de água, fundindo-se
rapidamente formando um estranho padrão disperso.
Naquele mesmo instante uma voz atingiu a sua mente, uma
frase ecoou na sua cabeça.
“Sangue será derramado” foi uma sensação estranhíssima que lhe percorreu todo o corpo, deixando-a desconfortável com a incerteza da proveniência de tais palavras.
Resolveu ignorá-las, não fazia sentido algum.
Se bem que nem tudo o que era relacionado com os seus
inúmeros inimigos tinha muito sentido na lógica com a qual se habituara a
interpretar a vida.
Passou a ferida por água corrente e dirigiu-se á sala de
jantar, com um penso em volta do dedo e carregando nas mãos uma panela de sopa fumegante, libertando com mais intensidade aquele delicioso aroma que preencheu cada espaço vazio do apartamento.
Uma enorme mesa de doze lugares encontrava-se rigorosamente preparada,
com 7 pratos de porcelana preta, com colheres de lado e um par de Hashis
(vulgarmente conhecidos como “pauzinhos”) na frente de cada um dos pratos.
Estavam dispostas aleatoriamente, Joana maquilhando-se
enquanto olhava para um pequeno espelho de mão dourado, ladeando Bunny, que conversava alegremente com Maria sentada ao lado de Susana.
Rita, carregava uma expressão dura e pesada que parecia
enfatizar as revelações que esperavam ouvir e Mariana que se encontrava
estranhamente silenciosa naquele dia, perdida nos seus pensamentos, os seus olhos azul-marinhos focados no infinito.
Susana ligara-lhe no dia anterior, pedindo-lhe se não se
poderiam encontrar noutro sítio não especificando o motivo. Ami disponibilizou-se de imediato para ceder a sua casa para a reunião que deviam ter, sem sequer se
importar em perguntar qual o motivo da súbita alteração de planos.
Octávia não pudera vir mas nenhuma das Inners desconfiava
qual a razão que a prendia em casa, não sabiam que zelava por Haruka.
Ami entrou rapidamente na sala de jantar impecavelmente
arrumada, carregando consigo uma enorme panela contendo a espessa sopa, poisou-a no centro da mesa e serviu todos os pratos um a um cuidadosamente.
-Se não soubesse que a Maria está sentada á minha frente
desde que aqui cheguei, pensava que ela é que tinha cozinhado! - uma gargalhada infantil ecoou pela sala enquanto Bunny coçava a barriga - Ai que cheirinho tão boooom! Enche bem o meu prato!
Ami não consegui evitar uma pequena gargalhada jovial
seguida de um aceno compadecido, adorava aquela personalidade inocente e espontânea de Bunny, tinha uma capacidade enorme de animá-la independentemente da circunstância.
-Ai Bunny és sempre a mesma coisa – Rita Hino falava em tom
de provocação, utilizado para irritar frequentemente Bunny – se continuas a
comer desse jeito vais realmente tornar-te a navegante da lua cheia!
-Sua parvalhona! Oh Ami não é verdade pois não
Virou a sua expressiva face para Ami com uns olhos
brilhantes que lhe davam o aspecto de uma criança curiosa.
-Ami não defendas essa cria de guaxini mal amamentada! Ela
tem de ser chamada á realidade!
Uma enxurrada de gritos e choraminguice inundou a sala que
subitamente deixou de parecer tão ampla para todo o barulho causado pela enorme discussão que se formara.
Ami sorriu e continuou a servir os pratos, chegando ao lugar
onde se encontrava sentada Mariana.
Pediu-lhe suavemente o prato, mas não obteve resposta.
-Mariana…Mariana…Podes passar-me o prato por favor?
Mariana pareceu acordar de um longo sonho, e meio
acabrunhada estendeu-lhe o prato, suspirando um pedido de desculpas quase inaudível.
-O que se passa contigo hoje? Vejo-te tão distante…
Mariana olhou-a directamente nos olhos, aqueles olhos azul-escuro
determinados mas doces, e sentiu-se melhor, segura e calma como se tivesse renascido dentro de si a esperança de que Haruka iria ficar bem.
Mariana sentiu-se culpada ao ouvir aquela pergunta, culpada
por não ter conseguido ajudar Haruka, culpada por quase esquecer que as
ligações entre ela e aquelas cinco eram muito mais do que apenas uma aliança no combate do mal, culpada por não confiar nelas, e assim como se nada se tivesse passado soltou um sorriso radioso e apenas respondeu que tudo estava bem.
Daqui a uns minutos Ami perceberia o porque da sua tristeza.
Finalmente Ami sentou-se servindo-se em último lugar, como
mandava a boa etiqueta.
Pequenos gemidos de satisfação atravessaram a mesa quando as
colheres cheias de sopa eram saboreadas por todos.
-Está óptima Ami! Suave mas ligeiramente picante e com um
aroma forte e encorpado! - Maria fora a primeira a pronunciar-se sobre a
refeição – Qual é o segredo?
Ami corou ligeiramente, um elogio aos seus dotes culinários
era só por si óptimo de se ouvir, mas um elogio desses vindo de Maria… Maria a melhor cozinheira que ami conhecera desde sempre!
-Oh se eu contasse não seria segredo…
Maria fingiu-se ofendida e em tom de brincadeira disse
apenas.
-Oh se não me dizes só repito mais uma vez!
-Oh Maria então não sabes que “o segredo traz a alma ao
cozinheiro”?
-Não seria “o segredo é a alma do negócio”?
Um gargalhar geral atravessou toda a mesa, e o ambiente que
há minutos se encontrava pesado e firo estava agora caloroso e acolhedor.
O almoço decorreu animadamente, e depois de todas terem
comido até ao último pedaço do cheesecake que Ami preparara para a sobremesa, Susana tossicou sonoramente impondo um silêncio necessário.
-Bem o almoço estava óptimo e pudemos aproveitar da
companhia umas das outras, mas devemos focar-nos no verdadeiro sentido desta reunião.
Todas as raparigas olharam para Susana que se levantava
naquele momento, atraindo as atenções para si e para o enorme ceptro prateado em forma de chave que surgira subitamente na sua mão, era estranho vê-la envergar o ceptro estando na sua forma normal, com uma simples saia cinzenta e uma camisa branca com rebordos bordados.
-Pelo que sabemos, um novo inimigo surgiu há umas semanas…-
Olhou-as uma a uma nos olhos enquanto discursava – pelo que sei uma de vocês teve acesso a memórias da sua vida anterior, antes de servir o milénio prateado.
Joana acenou com a cabeça meio embaraçada por todos os
olhares se voltarem subitamente para si, não tivera tempo de contar a ninguém a visão que tivera, por isso era uma novidade para todos os presentes na sala incluído Artémis e Luna que chegavam nesse mesmo momento pulando agilmente pela janela da sala de jantar e aterrando em duas cadeiras que se encontravam vazias.
-Hemm…- Joana tentou reunir toda a enorme quantidade de
informação reproduzindo-a da maneira mais fiel possível sendo atentamente
escutada por todos Bunny parecia deslumbrada com a descrição do palácio e com a sumptuosidade do salão de baile, Ami Maria e Rita soltavam ligeiros suspiros de surpresa, até chegarem á parte que mais lhe custava recordar com clareza -… mas subitamente a mulher uma tal de Sieltenite…
Lágrimas finas escorreram pela face de Mariana ao ouvir
dizer aquele nome, uma enorme onda de revolta percorreu o seu âmago e reviu rapidamente na sua mente o encontro fugaz com aquela monstruosa mulher que lhe roubara Haruka, molhando o prato onde pequenas migalhas de cheesecake se encontravam.
Apenas Ami reparou que Mariana Chorava, mas achou melhor não
dizer nada, sabia que mais cedo ou mais tarde Mariana acabaria por ter de se explicar.
-…e envolveu todas as princesas em correntes de energia bem
como a nova guerreira Chousenshi e dirigiu-se á rainha Afrodite, uma bola
brilhante flutuou sobre ela… ela simplesmente ingeriu-a, e foi como se a rainha se dissolvesse no ar - Bunny sentiu-se desconfortável ao lembrar-se de quando todas as navegantes se dissolviam em poeira cósmica graças ao ataque de galáxia… esses pensamentos atormentavam-na á noite diversas vezes - e tentou destruir-me mas e utilizei um diadema… não me consigo lembrar do seu aspecto…
as memórias começaram a fundir-se á minha frente e tudo se tornou num enorme emaranhado, quando abri novamente os olhos já estava no “Juuban Starlight”.
Susana assentiu como se já soubesse de todos os detalhes.
-Demoraste a lembrar-te.
Aquela frase atingiu-a como uma bala.
-M…mas – subitamente a sua face iluminou-se em compreensão –
foste tu quem me provocaste esta visão! Eu vi a sailor Plutão numa imensidão de branco antes de ser transportada para a minha visão!
-como guardiã do tempo parte do meu ser tem a capacidade de
trazer de volta memórias de vidas passadas, mas eu não controlo essa parte de mim. – Joana ficou momentaneamente confusa, assimilando lentamente a informação que Susana lhe transmitia, acenando de seguida como que dando a Susana autorização para continuar – pelo que sei todas as vossas canetas de cristal perderam os seus poderes há já algum tempo…
Rita interrompeu-a subtilmente
-Mas o Artémis foi capaz de invocar duas canetas de
transformação, uma minha e uma da Joana.
Rita vasculhou numa pequena bolsa de mão vermelha e roxa, e finalmente retirou do seu interior uma caneta vermelha e dourada com o símbolo planetário de Marte inscrito no centro e um pequeno botão oco no topo do qual saíram no outro dia chamas que a envolviam dando-lhe os poderes de Marte.
Susana olhou curiosa para a pequena caneta, pegando-lhe e
estudando-a atentamente por instantes, devolvendo-a a Rita e continuando de onde fora interrompida.
-…soube pela Ami que os cristais se deterioraram sem explicação,
mas e tu Bunny… o teu alfinete continua a funcionar? Consegues transformar-te em eternal sailromoon?
Aquela pergunta gelou-lhe o sangue quase instantaneamente.
Arrependia-se do seu egoísmo, mas nunca mais usara aquele
alfinete dourado com o formato de um coração e de uma lua sobrepostos desde a sua batalha com galáxia.
Não queria mais batalhas… não se considerava uma guerreira,
não gostava de lutar.
Respondeu baixinho, como se tivesse medo da reacção das
amigas.
-n…não sei… da última vez que tentei não aconteceu nada…
simplesmente não senti aquele calor, aquela força…
-bem chegou a altura então… a altura de saberem de onde vêem
os vossos poderes, de como os obtiveram…
Ami, silenciosa até ao momento levantou-se envergando uma
expressão confusa.
-Mas não foi a rainha Serenidade que nos deu as canetas de
transformação no milénio prateado?
Susana sorriu compreendendo a confusão que inquietava Ami.
-As canetas são apenas uma forma de canalizar os vossos
poderes, mas não foi sempre assim que os utilizaram - Susana apontou com o ceptro para o sofá redondo de Ami sugerindo-lhes que se sentassem – terei que usar os meus poderes para que possam lembrar-se… talvez assim consigam evocar os vossos poderes na sua verdadeira forma… como a Rita o faz.
Não puderam deixar de reparar que não tinha referido o nome
de Joana, mas resolveram ignorá-lo e sentaram-se no amplo sofá de napa azul claro, mariana continuou na cadeira da mesa de jantar, olhando directamente para elas, visto a sala de jantar estar directamente ligada á sala de estar por um arco adornado de finos cortinados de seda bege, enquanto Bunny se sentara num pouf de couro bege olhando atentamente para Susana.
Susana ergueu o ceptro no ar, girando-o no ar, deixando á
sua passagem rastros de luz vermelha, que pareciam poisar sobre as raparigas como se de partículas de pó se tratasse.
-Chronos Pacific meditation!
As quatro raparigas começaram a sentir-se sonolentas,
membros pesados e pálpebras que custavam a manter-se abertas.
Ami sentia-se leve, como quando a sua mãe lhe passava a mão
pelo cabelo quando era pequena enquanto o seu pai lhe contava pequenas
histórias sobre príncipes e dragões, princesas e fadas naqueles pequenos
momentos de felicidade extrema.
Mesmo antes de ceder ao sono apelativo que Susana lhes impunha,
Ami não pôde deixar de reparar na imensa tristeza que mariana carregava no seu olhar, como se carregasse o mundo nas suas costas, Ami quis confortá-la mas não
conseguiu pronunciar uma única frase de incentivo, limitando-se apenas a sorrir pacificamente.
Uma a uma cederam ao sono que subitamente se abatera sobre
elas, certas de encontraram respostas ás suas infindáveis questões.
Bunny semicerrava também os olhos no pequeno pouf, bocejando
e espreguiçando-se.
-Ai esse feitiço é mesmo forte Susana! Estou a ficar cheia
de sono!
Mariana riu-se com a ingenuidade de Bunny, que parecia não
ter percebido que Susana não havia usado os seus poderes nela, bocejando
sonoramente e enroscando-se no pouf pronta para revelações que não iria
receber.
Pai rmmr mais um capitulo brilhante!
mas nao devias ter separado em dois..agora ja estou curiosa com o que vai acontecer a seguir!lol!
as tuas descriçoes estao muito boas, cada vez melhores...
a Ami a cozinhar, o modo como se cortou...estava tudo muito bem descrito...
E a tristeza de Mariana era de partir o coraçao..mais uma vez muito bem transmitido pelas tuas palavras...
estou a gostar muito dos poderes que estas a atribuir a Susana, das-lhe mais importancia...
.o:
Agora quero ver o que as navegantes vao recordar e se conseguirao encontrar o seu verdadeiro poder como Rita...
e tambem fiquei curiosa porque Susana nao referiu Joana...
como nao pudia deixar de ser adicionaste uma parte comica ao teu capitulo..lol!
o que eu me ri com Bunny a bocejar convencida que era o poder de Susana a actuar!lol!
Parabens papa rmmr! continua o belissimo trabalho!
*me estende um ovo kinder ao paizinho*
mas nao devias ter separado em dois..agora ja estou curiosa com o que vai acontecer a seguir!lol!

as tuas descriçoes estao muito boas, cada vez melhores...
a Ami a cozinhar, o modo como se cortou...estava tudo muito bem descrito...
E a tristeza de Mariana era de partir o coraçao..mais uma vez muito bem transmitido pelas tuas palavras...
estou a gostar muito dos poderes que estas a atribuir a Susana, das-lhe mais importancia...
.o: Agora quero ver o que as navegantes vao recordar e se conseguirao encontrar o seu verdadeiro poder como Rita...
e tambem fiquei curiosa porque Susana nao referiu Joana...
como nao pudia deixar de ser adicionaste uma parte comica ao teu capitulo..lol!
o que eu me ri com Bunny a bocejar convencida que era o poder de Susana a actuar!lol!
Parabens papa rmmr! continua o belissimo trabalho!

*me estende um ovo kinder ao paizinho*
“Sangue será
derramado” foi uma sensação estranhíssima que lhe percorreu todo o corpo,
deixando-a desconfortável com a incerteza da proveniência de tais palavras.
esta parte deixou.m a pensar e ali a fzer as minhas teorias q nunca batem certo

tava mto giro, a parte me q falas da Ami dá um certo sentimento de solidão..
Mariana riu-se com a ingenuidade de Bunny, que parecia não
ter percebido que Susana não havia usado os seus poderes nela, bocejando
sonoramente e enroscando-se no pouf pronta para revelações que não iria
receber.
só msmo a Bunny
qem é q precisade a adormecer? ela adormece num instante sem ser necessario recorres a algum meio 
tava mto bom, a tua escrita ta fantastica

O título deste capítulo deixou-me logo curiosa, revelações é algo que gosto imenso de ler e de descobrir, por isso, fiquei logo ansiosa! 
Gostei do início e do modo como descreveste a Ami a cozinhar, algo prática e objectiva, assim como ela se cortou, a descrição do sangue a fundir-se na água... E quase que conseguia sentir aquele aroma delicioso da sopa (acabei de jantar e já estou com fome outra vez!
)! Realmente tem sentido a Ami saber cozinhar bem, visto tê-lo feito devido à ausência da mãe.
O teu sentido de humor surpreende-me sempre! Adorei a parte da navegante da lua cheia x) Imaginei mesmo com precisão a Rita a dizer aquilo! E, claro, o provérbio trocado da Joana (já é da praxe
), hehe.
Também gostei bastante da forma como expuseste o sentimento de angústia e dor que a Mariana sentia por não ter sido capaz de proteger a Haruka e a preocupação da Ami com o seu estado. A Susana também me surpreendeu neste capítulo, pareceu saber muito mais daquilo que revela! E a revelação de que elas nem sempre usaram as canetas, faz bastante sentido
Há qualquer coisa com a Joana que não bate certo... Mas o que será?! Não podia estar mais curiosa... De certeza que ela tem um papel muito importante, e estou ansiosa por saber qual é! E parece-me que agora vêm aí memórias, que é coisa que adoro mesmo ler ^__^ E a parte final da Bunny se sentir sonolenta... Era mais da comida, não?
Grande capítulo, rmmr, e não te demores a colocar o próximo, por favor!
*dá um ovo Kinder bem grande para que não demores*

Gostei do início e do modo como descreveste a Ami a cozinhar, algo prática e objectiva, assim como ela se cortou, a descrição do sangue a fundir-se na água... E quase que conseguia sentir aquele aroma delicioso da sopa (acabei de jantar e já estou com fome outra vez!
)! Realmente tem sentido a Ami saber cozinhar bem, visto tê-lo feito devido à ausência da mãe.O teu sentido de humor surpreende-me sempre! Adorei a parte da navegante da lua cheia x) Imaginei mesmo com precisão a Rita a dizer aquilo! E, claro, o provérbio trocado da Joana (já é da praxe
), hehe.Também gostei bastante da forma como expuseste o sentimento de angústia e dor que a Mariana sentia por não ter sido capaz de proteger a Haruka e a preocupação da Ami com o seu estado. A Susana também me surpreendeu neste capítulo, pareceu saber muito mais daquilo que revela! E a revelação de que elas nem sempre usaram as canetas, faz bastante sentido

Há qualquer coisa com a Joana que não bate certo... Mas o que será?! Não podia estar mais curiosa... De certeza que ela tem um papel muito importante, e estou ansiosa por saber qual é! E parece-me que agora vêm aí memórias, que é coisa que adoro mesmo ler ^__^ E a parte final da Bunny se sentir sonolenta... Era mais da comida, não?

Grande capítulo, rmmr, e não te demores a colocar o próximo, por favor!
*dá um ovo Kinder bem grande para que não demores*
Tens de entrar para responderes neste tópico.





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