[+16] O amor nao deixa sinal no atendedor de chamadas
Paciência? Nos confins do universo. Não a tenho.
Tenho 7 capítulos para passar para o PC. Ainda não os passei. Nãoi sei se por falta de tempo, ou se é por nem estar motivada. Tenho andado ocupada com outras fics minhas, a rever fics tambem. Logo, ando cansada. Já para nao falar que nao tenho tido tempo para nada.
Não prometo, mas tentarei publicar, tanto numa como na outra, até ao carnaval.
Beijinhos a todas.

Já não posto há milhentas por isso aqui vai
Cap 5
Capítulo 5 – Primeiro confronto
- Haruka, porque recusaste o convite mesmo, sem ser por minha causa? – Perguntou Octávia, enquanto nós nos deslocávamos para o parque de estacionamento, onde estava a minha moto.
Ela continuava alegre, enquanto eu caminhava de mãos nos bolsos, remexendo no molho das chaves, de maneira nervosa. Olhei-a com um ar meio aborrecido, meio divertido, e depois, encolhendo os ombros descontraidamente, disse:
- Não confio neles... É só isso... – Acabei por sorrir. Octávia olhou para mim com um ar preocupado, e depois encostou-se na moto, o que me fez fazer um esgar de irritação. Odiava que se encostassem daquela maneira, quer fosse ao meu carro, quer fosse à minha mota. Era como se me ferissem o coração ao fazer aquilo. Não... Simplesmente fazia-me impressão ver alguém tratar um veículo como se fosse um banco de jardim.
Depois de lhe ter lançado outro olhar, desviei o olhar noutra direcção. Dali podia ver a professora Isabel encostada ao carro, enquanto procurava, provavelmente, as chaves do seu carro dentro da mala. No seu gesto nada denunciava de mal. Contudo, aquela sensação que eu tinha de que algo estava errado intensificava-se a cada momento que passava. Mesmo assim, acabei por ignorar. Isto deve ser saudades de ter alguma acção na minha vida... Nem que fosse por quinze segundos, mas se eu pudesse ter nem que fosse uma pequena luta... Já era muito bom... Tenho saudades das lutas... E tenho saudades de ser útil... Acabei por pensar, enquanto Octávia punha o capacete na cabeça. Acabei por voltar a sorrir. De seguida, montei-me na mota, pondo eu também de seguida o capacete. Não estávamos ali a fazer mais nada, e eu estava com vontade de chegar a casa o mais rápido possível, pois queria ir ver as notícias no canal de desporto. Eu sabia que aquilo era meio que uma forma de masoquismo, mas eu não resistia a ver aquilo, sobretudo acerca do mundo das motorizadas, pois elas interessavam-me particularmente, e eu sentia-me bem, apesar de tudo, a ouvi-las, embora Mariana me repreendesse por o fazer, apesar de eu a ignorar e continuar a fazê-lo uma e outra vez.
Todavia, toda a minha ilusão de fim de manhã monótona, acabou por se eclipsar em apenas um grito, grito esse vindo do outro lado do parque. Um grito de pânico e desespero. Isso deixou-me em alerta, mas antes que pudesse agir de alguma forma, já Octávia, que estava ainda a subir para cima da mota, voltou a sair dela, e tirou o capacete, atirando-o sabe-se lá para onde, e este só não caiu no chão porque eu, num acto de equilibrismo, apanhei-o.
- Octávia! – Gritei, enquanto ela corria na direcção do grito, que por mera ironia, até era da professora Isabel, o que me fez reagir ainda mais depressa, correndo depois atrás dela.
Apesar de eu não saber bem o que fazer, eu não podia evitar meter-me. Era como se as minhas preces tivessem sido ouvidas, contudo, eu não tinha a caneta de transformação comigo, pelo que a tarefa era mais difícil, se fosse algum inimigo que não pudesse combater a punho.
- Deixe a professora Isabel em paz! – Ouvi a voz entrecortada de Octávia dizer, enquanto uma mulher de longos cabelos ruivos e com um ar demoníaco, estava de volta da professora Isabel, com uma pistola que me pareceu familiar. Um brilho que me pareceu ele também familiar cegou-me por momentos, mas depois apagou-se, desaparecendo também a mulher, em risos maléficos. Eu aproximei-me da professora Isabel, enquanto o seu cristal estava fora do seu corpo. Cristais? Mas... Aquele vulto... Seria a Karionite ou a Eugénia? E para quê? Porque motivo andariam elas... Ridículo! Elas já sabem... Oh, esquece lá, Haruka... Elas morreram, lembras-te? Nenhum morto volta dos mortos... A minha mente já andava a divagar, enquanto Octávia me puxava a manga do casaco.
Eu olhei, e nós as duas estávamos rodeadas por quatro rapazes, todos com um ar altivo, e de certa forma ameaçador. Ambos estavam com os mesmos fatos vestidos, embora a cor das capas e das faixas que tinham à volta do pescoço fossem diferentes. Todos eles aparentavam ser-me familiares, tanto pelas suas aparências, e pela maneira de estar, e eu, de maneira defensiva, pus-me à frente de Octávia, enquanto os quatro rapazes, que mais pareciam guerreiros milenares, olhavam para nós, num tom avaliador:
- Quem são vocês?
- O que estão aqui a fazer?
- O que querem desta mulher?
- Porque a atacaram?– Cada um perguntou-nos uma coisa, todos ao mesmo tempo, o que me baralhou, mas depois não tive tempo para responder, pois atacaram de seguida, sem eu ou Octávia termos hipótese de responder.
- Ice Make – Lance![1] – O guerreiro da capa azul atirou com lanças feitas de gelo contra nós, que não nos acertaram por milímetros, graças a duas pessoas:
- Tiaraaaaaa Lunaaaaar! Acção! – Aquela voz soara-me familiar aos meus ouvidos, mas a voz que se pronunciara a seguir não ficava muito atrás.
- Wind Sword[2]! – O guerreiro, de cabelos prateados (e talvez o mais altivo dos quatro), atacou de volta, fazendo com que a tiara que fora lançada por alguém (que era nada mais nada menos que Chibiusa), caísse no chão. E como se não bastasse ter aparecido a Chibiusa, havia alguém que nestas alturas não podia faltar.
- Comose atrevem a atacar duas lindas raparigas indefesas! Isso é imperdoável! Nenhum rapaz deve atacar uma rapariga, mesmo que ela lhe dê motivos para o fazer! – Indefesas? Desde quando, Bunny Tsukino? Pensei naquele momento, um bocadinho chateada com Bunny – Nós não o podemos permitir! Somos duas lindas guerreiras...
- Do amor e da justiça!
- Sou a Navegante da Lua!
- E eu sou a Chibi Moon!
- Eemnomedalua, vamoscastigar-vos!
- Navegante da Lua?! Chibi Moon?! – Acabei por tartamudear, espantada por ver aquelas duas ali. Como adivinharam elas que corríamos perigo?
- Chibi Moon! Navegante da Lua! - Octávia parecia feliz por as ver, ao contrário de mim, que estava sobretudo surpreendida.
- Voltaremos a encontrar-nos, quando essas intrometidas não estiverem por cá!– Quando olhei de novo, os quatro guerreiros tinham desaparecido do nada, o que me deixou completamente passada dos carretos, mas de certa forma, aliviada.
- Bolas, fugiram... – Acabou Octávia por dizer, em coro comigo. A Navegante da Lua e a Chibi Moon olharam para nós, com um ar de quem pedia desculpa, mas eu acabei por sorrir, descontraidamente, como que a dizer que não fazia mal, apesar de eu não querer que eles escapassem impunes.
- Haruka, Octávia, vocês estão bem? – Perguntou-nos a Navegante da Lua, num tom preocupado. A Chibi Moon aproximou-se também de nós, com um ar igualmente preocupado, embora não tivesse sido para esse olhar que eu tivesse olhado de imediato. Chibi Moon, melhor, Chibiusa, crescera bastante desde a última vez que a vira, há três anos. Ao crescer, para além de ter ficado mais alta e também mais bonita, ficou muito parecida com a Navegante da Lua, melhor, Bunny. Tinham quase ficado como que uma fotocópia uma da outra. Elas, numa de disfarce, diziam que eram irmãs, mas era bem visível para quem convivia com elas todos os dias que elas eram mãe e filha. Quer dizer, que elas seriam mãe e filha, num futuro próximo. Enquanto isso, Chibiusa passeava-se do século XXX para o século XX, aprendendo coisas que depois lhe seriam importantes para a sua vida.
Eu acabei por sorri para elas. Um sorriso aberto e caloroso, como sempre lhes lançava, e elas sorriram de volta. Eu acabei por pôr um ar mais calmo, e num tom também ele calmo, disse:
- Sim, estamos bem, graças a vocês... Obrigada... Mas agora eu acho que deviam destransformar-se... Estão a dar muito nas vistas...
- Sim, tu tens razão, Haruka... – De seguida, elas apareceram-nos à frente completamente destransformadas. Octávia, feliz, acabou por abraçar Chibiusa emotivamente, enquanto eu e Bunny trocávamos olhares.
No entretanto, a professora Isabel estava a acordar do ataque que lhe tinham feito. A senhora parecia meio atarantada, mas ao menos agora estava bem, e para mim era isso que importava. Depois de nos termos certificado de que ela ficava bem, eu e Octávia acabámos por nos ir embora, em direcção à minha mota, na companhia de Bunny e Chibiusa.
Apesar de estarmos bem, eu ainda estava irritada por não ter podido lutar. Porque é que raio eu não trouxe a caneta de transformação?! Eu podia ter lutado com aqueles idiotas e ter-lhes dado uma lição! Puff! Mas quem seriam eles? E de onde eles apareceram? E porque me pareciam tão familiares... Aquelas vozes, aquelas aparências... Tudo naqueles quatro guerreiros... E aquela maneira de atacar... Foi impressão minha, ou eles manipulam os elementos? Estou completamente confusa... Tenho uma leve impressão que aqueles quatro irmãos andam por detrás disto... Mas será que eles são inimigos, ou aliados? Ou será que são mais quatro pindéricos vindos de fora do Sistema Solar? Ai que confusão que me vai na cabeça... Adorava saber o porquê destas dúvidas todas... Acabei por pensar, mas acabei também por ser interrompida nas minhas divagações.
- Haruka, quem eram aqueles rapazes que vos estavam a atacar ainda agora? – Acabou por perguntar Bunny, com um ar preocupado. Apesar de eu também estar meio que preocupada, não tinha uma resposta para lhe dar.
- Se queres que te diga, Bunny, nem eu sei, mas gostava muito de o descobrir... Odeio que me ataquem sem que eu possa ripostar... – Disse num tom meio incisivo. Eu ainda estava meio que alerta, não fosse algo acontecer, contudo, e como nada aconteceu, acabei por baixar a guarda, sorrindo até. Contudo, estava com medo que algo para lá da nossa capacidade de reacção acontecesse.
- Haruka... – Octávia olhou para mim, com um ar sério – Sabes uma coisa? Aqueles cabelos ruivos fizeram-me lembrar algo... Eram muito familiares... – A afirmação que ela fizera soara-me como música para os meus ouvidos. Será que ela pensou o mesmo que eu? Acabei por pensar.
- Octávia... – Disse, meio que abismada. Mesmo que fossem a Karionite, ou a Eugénia... Ambas morreram... Mas de facto, aquele canhão... E o modus operandi... - Octávia, seriam...
- As Bruxas 5? Sim é possível... Mas improvável... – Acabámos por nos completar uma à outra. Bunny e Chibiusa acabaram por olhar para nós muito confusas, pois já não estavam a apanhar nada da conversa. Era como se elas estivessem num mundo à parte.
- Contudo, é uma possibilidade que temos de ter em conta, meninas... – Acabei por concluir o nosso raciocínio. No fundo, o que dissera era verdade. E por norma, as minhas intuições não costumam estar erradas.
- Mas elas não tinham morrido todas? A Karionite, a Eugénia, a Mimi, e todas as outras? – Perguntou Bunny, muito confusa, o que me confundiu ainda mais os pensamentos. Bunny tinha razão, elas estavam mortas. Mas de qualquer forma, não podia deixar de pensar naquela possibilidade, por muito absurda que ela pudesse parecer à primeira vista.
- Teoricamente... Sim... Praticamente, não tenho assim tanta a certeza... Estes acontecimentos são muito estranhos... E de certa forma fazem lembrar-me o que aconteceu na altura em que renasci como guerreira. Há fortes probabilidades de elas, ou alguém como elas estar a tentar fazer algo que esteja a quebrar o equilíbrio do universo. E isso é algo que temos de impedir. Mesmo assim, Bunny, Chibiusa... Agora não podemos responder-vos. Temos de investigar isto primeiro, para ter a certeza. Não podemos deixar estes acontecimentos impunes. Temos de fazer alguma coisa para acabar com isto – Acabei por dizer isto num tom duro. Odiava não ter respostas para dar a alguém. Contudo, naquele momento só podia limitar-me a aguardar que elas me chegassem às mãos por si. Não poderia acelerar esse processo, pois sabia não mo ser possível. Apenas poderia esperar pacientemente por elas, que elas haveriam de aparecer.
- Sim, Haruka... Não podemos deixar que nenhum perigo se aproxime da nossa princesa... – Disse Octávia, com um ar convicto, mas receoso ao mesmo tempo.
- Oh meninas, mas vocês sabem que não precisam de se preocupar comigo... – Bunny falou com um ar daqueles tolos já costume nela, e eu abanei a cabeça negativamente em resposta. Depois, num tom sério, disse:
- Bunny Tsukino... Não, Princesa do Reino da Lua, esta é a nossa missão como guerreiras dos confins do sistema solar: Proteger-te contra qualquer ameaça. Não podemos aceitar que alguém ameace a tua vida. Seja quem for, seja o que for, seja quando for. Seremos sempre a tua sombra, e proteger-te-emos sempre que necessário, mesmo que para isso tenhamos de dar as nossas vidas para te salvar, pois antes de nós, está a tua segurança. Contudo, o meu conselho neste momento é que a Chibiusa, pelo menos por enquanto, volte para o Século XXX. Ela pode correr grande perigo se continuar aqui. Não queremos que nada lhe aconteça.
- Tem mesmo de ser, Haruka? Eu ainda agora cheguei, e queria estar com as meninas... – Disse Chibiusa, com um ar triste. Octávia olhou para mim com um olhar triste também, como que a pedir-me que reconsiderasse. Eu acabei por sorrir condescendentemente.
- Pronto... Podes ficar cá por uns dias... Mas depois promete-me que voltas, Chibiusa...
- Está bem – Chibiusa sorriu, feliz, e depois, num tom alegre, disse – Vocês sempre vêm lá a casa tomar um chá? Eu queria tanto que fossem, por favor!
- Claro que vamos, melhor, Octávia... Se quiseres ir já com a Bunny e com a Chibiusa, podes ir. Eu aposto que não queres andar de moto de novo. E para além de mais, tenho de ir falar com a Mariana e com a Susana, se é que me faço entender. Depois eu apareço por lá.
- Fica descansada, Haruka, eu tomo conta da Octávia – Disse Bunny, num misto de entusiasmo e de seriedade. Eu sorri, e depois, colocando a minha mão no ombro dela, disse:
- Vai com cuidado...
- Sempre! – Depois, elas as três deixaram-me sozinha no parque de estacionamento. Eu acabei por suspirar, meio que frustrada, e depois caminhei mais um pouco, até chegar à minha moto. Depois, meti o capacete na cabeça e liguei a moto, arrancando de seguida em grande velocidade, em direcção a Tóquio.
*Num recanto qualquer em Tóquio*
- Mas quem são elas na verdade? – Perguntou o mais novo dos generais, Leo, o general do fogo, manifestamente irritado. Não gostara daquela intromissão de quatro idiotas, embora duas delas em particular tivessem uma energia estranha. E era isso que eles estavam ali a discutir naquele preciso momento - Será que elas é que eram o inimigo?
- Não! Impossível. Não viste que a Princesa Serenidade defendeu-as, Leo? – Acabou por dizer Sagittarius, num tom incisivo.
- Mas... – Acabou por dizer Aquarius, tentando contestar, embora Scorpio o tenha interrompido.
- Aquarius, Sagittarius tem razão... E para além de mais, não podemos preocupar-nos com isto. Temos de proteger o Cristal da Esperança... Melhor, temos de proteger os Cristais dos Elementos. Os nossos inimigos não os podem encontrar...
- Sim. Temos de pôr em prioridade a protecção dos Cristais. Descobrir a identidade delas, é algo secundário. Por enquanto, temos de garantir que ninguém descobre a nossa identidade, mas... Aquarius, Leo... Tenho uma tarefa para vocês.
- Sim,Sagittarius... – Disseram Aquarius e Leo, num tom baixo, como que ainda aborrecidos com a decisão do seu líder.
- Aquarius... Segue de perto aquela rapariga loira. E tu, Leo... Segue a rapariga mais nova. Mas apenas enquanto não estivermos a tentar impedir o inimigo de nos descobrir. O nosso segredo é bem mais importante que elas.
- E se elas forem o inimigo, Sagittarius, o que fazemos? – Perguntou Leo.
- Nesse caso... Temos de as eliminar então. Se bem que eu não acredito que isso seja necessário. Há algo nas estrelas que me diz que elas estão mais próximas de nós do que aquilo que nós pensamos... – Sagittarius sorriu, e depois abandonou o local de encontro, deixando os outros três generais a olhar uns para os outros.
[1] Este ataque é inspirado nos ataques utilizados pelo personagem Gray Fullbuster na anime Fairy Tail.
[2] Este ataque é inspirado nos ataques utilizados pelo personagem Erigor the Shinigami na anime Fairy Tail.

Durante os primeiros meses em que postei esta fic, eu vi que havia quem lesse, por acaso ou nao do destino, deixei de ter leitores, enquanto novas ondas de fics foram surgindo. Eu dediquei meses da minha vida a escrever a primeira versão e estou há mais de um ano a reescrevê-la e tem-me tomado muito trabalho, horas de pesquisa e reescrição, horas de leitura e re-leitura, e tem-me consumido imenso o cérebro. E começo a ver que todo este trabalho tem sido em vão. Espero que este capítulo que posto não seja o último aqui no SMPt, onde comecei a postar as minhas fan fictions, onde tanto aprendi, onde tanto ensinei, e onde tanto quero continuar a aprender e desenvolver as minhas capacidades. Portanto aqui vai, aquele que espero que nao seja o meu último capítulo desta reescrição.
Comentários e sugestões aceitam-se

Capítulo 6 – Retorno ao passado ~Memórias perdidas~ (Parte 1)
Tinham-se passado dois meses desde aquele incidente no parque de estacionamento do Conservatório, e sobre o qual ainda perdia algumas horas a pensar no que acontecera realmente, porque de facto aquilo ainda me intrigava e eu queria imenso descobrir o que se passava na realidade.
Apesar de ter sido algo que poderia, de certo modo, afectar a segurança da nossa Princesa, eu, Susana, Octávia e Mariana, acabámos por concluir que nada daquilo teria a ver com ela, pelo que não teríamos de nos preocupar com isso e em conjunto com Bunny e Chibiusa, acabámos também por decidir que não iríamos contar nada às outras meninas, pelo menos por agora. Não valeria a pena preocupá-las com coisas desnecessárias, por assim dizer; e também porque aquele tinha sido um caso isolado, e nos dois últimos meses, as coisas até tinham estado calmas. Não havia nada que nos indicasse que iria haver mais situações daquelas ou pelo menos era isso que eu e as outras meninas pensávamos.
Todavia, e apesar de tudo isso, aquele vulto ainda me atormentava a cabeça todas as vezes que me lembrava daquele incidente.
Podiam ser de facto as Bruxas 5 a atacar de novo, mas elas tinham sido eliminadas. Como seria possível que pessoas mortas pudessem voltar à vida, e terem as suas memórias do passado, lembrando-se de tudo o que fizeram antes, e renascerem para fazer igual ou pior do que já tinham feito? E melhor, como era possível alguém que tinha sido eliminado voltar à vida passados quatro anos, sobretudo da maneira como elas morreram? Era algo, na minha opinião, impossível e não conseguia conjecturar nada que me explicasse o porquê de pensar tais coisas. Mesmo assim, não sou capaz de esquecer tal ideia. É a única teoria que consigo construir acerca disso, por causa daquilo que vira,
Algo absurdo para se pensar enquanto se está no banho, não achas, Haruka Tenoh? Pensei para comigo mesma, enquanto a água escorria livremente sobre o meu corpo e a espuma se dissolvia lenta e delicadamente e escorria para o chão da banheira, dissipando-se depois na água. Passado algum tempo, decidi fechar o ralo, enchendo a banheira. A seguir a tê-lo feito, despejei sais de banho na água, e deitei-me, aproveitando para relaxar, saboreando o calor que a água me proporcionava. Fiquei a pensar na minha situação durante uns tempos, e depois decidi sair, pegando na primeira toalha de banho que me veio à mão. Não estava com grandes pressas, visto que Octávia só sairia dali a duas horas, e Susana ficaria fora todo o dia. Mariana também estava fora de casa, com a sua orquestra numa Tour qualquer no Canadá. Eu acabei por ficar sozinha, por assim dizer. Apesar de, naquele momento não estar preocupada por estar sozinha, sentia de certa forma a falta delas. A casa parecia meio que vazia, comigo apenas a ocupar algum espaço vazio, o que se tornava melancólico de certa forma. Era uma sensação estranha. Não sabia bem o que pensar acerca daquilo. Bem, não estás a ser nada coerente neste momento, Haruka... Acabei por pensar para comigo mesma. E de facto não estava. E isso fez-me sorrir. Odeio ser coerente quando não há necessidade de o fazer. Apenas me faz perder tempo com coisas desnecessárias, e assim posso sempre divagar um pouco mais.
Aquela divagação acabou por ser dissipada da minha mente pelo som do telefone a tocar no andar de baixo. Por norma, as chamadas iam todas para o atendedor de chamadas, mas naquele momento, inexplicavelmente, isso não acontecera, o que me fizera, de toalha na mão e num ímpeto; sair da casa de banho e descer as escadas para o atender, apesar de nem saber quem era ou porque estava a ligar naquele momento.
- Estou sim... – Acabei por dizer, depois de ter batido não intencionalmente com o auscultador do telefone na mesa, para atender a chamada antes que esta se desligasse – Quem fala?
- Bom dia... Peço desculpa se estiver a incomodá-la... Mas será possível que eu possa falar com a senhorita Haruka Tenoh? – A voz que soava no outro lado da linha parecia ansiosa por uma resposta positiva. Apesar de não reconhecer a voz, ou sequer saber o motivo pelo qual aquela pessoa quereria falar comigo, respondi. Não sei o que iria sair dali, mas enfim. Não saberia se não respondesse.
- Sim... Está a falar com a própria... Posso saber com quem estou a falar? – Acabei por perguntar, mas também não iria dizer mais nada, enquanto não soubesse quem estava do outro lado da linha. Não me apetecia começar a dizer coisas, sobretudo se quem estivesse ali do outro lado fosse um jornalista. Tenho pouca paciência para esse tipo de gente bisbilhoteira, e não gosto de perder tempo com eles, ideia que acabei por reforçar – Se é algum jornalista ou algo parecido, esqueça, eu não dou entrevistas, e muito menos falo sobre a minha vida pessoal, ou sobre a minha carreira mais que acabada. E tenho-o dito: Não faço qualquer espécie de comentários.
A voz do outro lado soltou uma gargalhada nervosa, e depois, num tom que me pareceu objectivo, continuou a falar:
- O meu nome é Kenshin Nagazawa, penso que já deve ter ouvido falar de mim... – Depois de pensar por uns segundos, o nome não me pareceu estranho de todo. Contudo, achei um pouco fora do normal. Porque seria que alguém do mundo das motorizadas estaria a contactar-me, após eu me ter retirado há quase três anos? Era estranho de facto, contudo, continuei a ouvir. Podia ser que fosse algo que me interessasse, nem que fosse vagamente - Bem, eu liguei... Sabe como é... Sou um dos treinadores mais influentes e experientes, bem como com mais títulos que por aí anda, e eu gosto de ter jovens promissores a trabalhar comigo. E você é definitivamente uma das melhores pilotos no Japão. E eu gostava de lhe fazer uma proposta...
Eu fixei o meu olhar no telefone, incrédula, enquanto a palavra “proposta” vagueava alegremente pela minha cabeça, e atravessou-me o espírito. Isso confundiu-me de certa forma. Daquela eu definitivamente não estava à espera.
- Sabe, Sr. Nagazawa... – Acabei por dizer, completamente atrapalhada, e sem saber bem o que dizer quanto àquilo – Não sei se sabe, mas eu deixei de correr... De todo... Há três anos que não corro…
- Sim, senhorita Haruka, eu sei de tudo isso... A sua história fez correr muita tinta, e percorreu muitas bocas no mundo dos desportos motorizados. E também sei que é difícil para si confiar de novo em alguém de forma plena e isso tudo. Mas eu gostava imenso... Que considerasse a hipótese de voltar a correr...
Aquela frase aterrara nos meus pensamentos de chapão e deixou-me completamente à nora. Eu acabei por me encostar à parede, e deslizei por ela abaixo, até que acabei por me sentar no chão, levando uma das mãos à cabeça. Voltar a correr... Seria tão bom... Embora Mariana não fosse achar grande piada à coisa... Ela sempre foi contra o facto de eu correr... Sobretudo depois do acidente, e suplicou-me tanto que parasse naquela altura... Bem, se ela sequer sonhasse que eu, às escondidas, tenho andado a correr por mero divertimento no Autódromo de Tóquio com uma 250cc... Mesmo assim, quais as minhas opções? Nem sei bem... Contudo... Aquele acidente... Aquele...acidente...
- Senhorita Haruka, Ainda está aí? – Uma voz do outro lado da linha relembrou-me de que estava a falar ao telefone e que a pessoa do outro lado da linha esperava uma resposta minha. Acabei por voltar à realidade, deixando de lado as dúvidas que pairavam no meu pensamento, e depois, deixando cair a mão em que apoiava a minha cabeça, e num tom meio que abalado, disse:
- Bem, Sr. Nagazawa... Confesso que me apanhou meio que de surpresa... E acho que vou precisar de um tempo para pensar sobre a sua proposta... Contudo, eu penso precisar de saber um pouco mais, se é que me faço entender.
- Claro... Então deseja encontrar-se comigo, é isso? – Perguntou Nagazawa, com um tom condescendente. Provavelmente já estava à espera que eu dissesse tal coisa. E não sei porquê, mas o meu sexto sentido apontava para que o homem já estava em Tóquio para isso. E também me soou, pelo tom que ele utilizara, que estava nitidamente aliviado por eu não lhe ter dado um “não” como resposta. E eu, de certa maneira, me sentia também aliviada por isso – Quando é que acha que tem disponibilidade para nos encontrarmos, e onde?
- Hoje mesmo se lhe for possível. O senhor conhece Juuban, ou deseja encontrar-se no centro de Tóquio? Para mim, é-me perfeitamente igual. Eu conheço ambos os sítios com a palma da minha mão.
- Hoje é possível. E se calhar dava-lhe mais jeito ser em Juuban, não? Quer dizer, eu também tenho de ir aí de qualquer forma.
- Como quiser – Limitei-me a dizer, já com um sorriso a assomar-me aos lábios. Eu sentia que aquele telefonema me trazia bons presságios, pela primeira vez em semanas - A partir de que horas? Tenho uma afilhada a meu encargo, e hoje não tenho ninguém em casa para tomar conta dela, pelo que para mim apenas daria por volta das três e meia, quatro horas. Assim tenho a certeza de que estou disponível.
- Claro. Sempre como lhe der mais jeito. Então por volta das três e meia está óptimo. Bem, só tenho que lhe agradecer, senhorita Haruka, tanto pela sua disponibilidade, bem como por não ter recusado de antemão a proposta. Foi um gosto falar consigo.
- O prazer foi todo meu, Sr. Nagazawa... – Depois de mais umas palavras, desliguei a chamada. O homem parecia nitidamente satisfeito por eu não ter recusado a proposta logo à cabeça. Contudo, mesmo depois de ter dito que iria pensar na proposta, tinha a certeza que provavelmente a iria recusar. O nome de Mariana vinha-me logo à cabeça e eu não conseguia pensar noutra coisa.
O nome de Mariana fazia-me lembrar que tinha-lhe feito uma promessa, que no entretanto já quebrara, ao comprar a 250cc sem ela o saber; e que Mariana me pedira veemente que cumprisse. A promessa de que não voltaria a correr, sob qualquer que fosse o pretexto.
Contudo, não sabia ainda o que haveria de fazer: Se aceitava, se recusava, se sequer perderia tempo a pensar no assunto.
Afinal de contas, as corridas eram a minha paixão. Elas faziam da minha vida o que ela era, contudo, há quase três anos que não entrava numa corrida oficial. Eu sabia que Mariana censurava o facto de eu gostar de correr, mas sabia também que era para minha segurança. E eu não conseguia pensar numa coisa destas de ânimo leve. Eu não queria magoar Mariana de novo, muito menos magoá-la mais do que já a magoei no passado, sobretudo, não queria que ela me visse de novo como me vira, depois daquele acidente. Muito menos queria que ela me visse morrer por causa de um acidente. Nunca iria querer que tal acontecesse. Só de pensar em tal coisa, o meu estômago dava voltas e voltas, revoltado. Mas por outro lado, eu própria tinha medo. Não sei porque tinha medo, pois não costumo ter medo de nada, mas desta vez, querendo ou não admitir, eu tinha medo que aquilo pudesse acontecer de novo, embora eu soubesse perfeitamente que nem todas as pessoas são iguais, contudo, nunca se sabe com que tipo de pessoas lidamos, e às vezes, sem sabermos, estamos a lidar com uma pessoa que não vale o nosso tempo. As pessoas podem parecer boas e doces por fora, e isso ser só aparência, mas por dentro podem tornar-se as maiores desilusões da vida de uma pessoa. Como se costuma dizer, as aparências iludem, mas no meu caso, cegaram completamente. Eu tinha absoluta confiança naquele treinador, e pus a minha vida nas suas mãos. E arrependi-me amargamente. A minha falta de inteligência quanto ao assunto foi tamanha, que quase me custou a vida. Seria difícil confiar em alguém agora. Mas, se depois da conversa que iria ter com o Sr. Nagazawa, e depois de ter pensado sobre tudo isto, a ideia me agradar, talvez aceite. Mas não tenho muita certeza acerca do assunto. Embora não esteja dentro do mundo do desporto há quase três anos, o nome Kenshin Nagazawa já andava nas bocas de todos na altura em que corria, e saber que ele era um treinador conceituado, e que todos os melhores pilotos do Japão lhe tinham passado pelas mãos aliviava-me de certa forma.
Eu acabei por me levantar do chão, ainda meio atarantada com o telefonema e voltei ao andar de cima, que se em silêncio estava, em silêncio se manteve, em conjunto com o branco das paredes e o pormenor peculiar da estátua de Neptuno, o deus dos Mares, ao fundo do corredor.
Após passar algumas portas, entrei na penúltima porta, que era a do meu quarto.
Ao entrar, fechei a porta atrás de mim, fechando-a à chave, para não ser incomodada, caso alguém entrasse em casa. Queria sentir-me sozinha, e poder estar sozinha. Era um sentimento bom naquele momento.
Eu acabei por me estatelar na cama, a olhar para o tecto do quarto. Sorri por momentos, enquanto o meu olhar viajava pelo quarto, observando primeiramente as paredes, de um tom azul-escuro, que me fazia lembrar o céu nocturno, quando não há nuvens a cobri-lo, e me permitia ver as estrelas e as constelações no céu, depois, olhando os móveis, que eram de um tom castanho-mel, e que combinavam deliciosamente com o dourado das cortinas que tapavam a janela, não permitindo que observadores indiscretos observassem o interior do quarto. Ao olhar de novo, apercebi-me de que aquele quarto me deixava com um sentimento de conforto. Bem, afinal de contas, era um simples quarto, e era onde eu dormia todos os dias, incluindo naquele período após o acidente.
Ao lembrar-me de tal facto, os meus olhos focaram meio que automaticamente a cómoda, onde tinha todas as minhas taças. As taças de Fórmula 1, as taças de Motocrosse, as taças de toda uma juventude recheada de adrenalina. Olhar para elas, tentava-me mais a aceitar a proposta que me tinha sido feita. Contudo, ao olhar para uma moldura em particular, senti uma pontada de dor, que tinha sido quase como que uma facada no coração, que acabou por matar ligeiramente tais desejos.
A foto que Mariana nos tirou na primeira vez que eu pude sair de casa pelo meu próprio pé, após o acidente, em que, num belo dia de Inverno, em que a neve caía suavemente sobre o nosso relvado, Mariana divertiu-se a tirar-nos fotos.
Como eu me lembro na perfeição desse dia, como se ele tivesse sido ontem...
Acabei por desviar o meu olhar dela por momentos, deixando-o recair sobre o branco da neve, que cobria o relvado outrora verde, deixando-o por lá ficar por alguns momentos, enquanto a meu lado, Mariana se remexia no baloiço, e depois, apanhando-me desprevenida, abraçou-me, encostando-se a mim, e quando dei por ela, tinha o flash a disparar sobre nós, e acabei por ficar ofuscada por este. Eu odiava câmaras fotográficas por causa disso. Apesar de estar atordoada pelo flash, isso não impediu que eu começasse a barafustar por causa do que Mariana fizera.
- Bolas Mariana! Porque é que não me avisaste que irias disparar essa... – Senti os seus lábios tocarem os meus, novamente sem aviso. Mariana acabara por silenciar o meu protesto, como sempre fazia. Apesar de não me ter avisado de tal coisa, eu já estava meio que à espera que ela o fizesse, e então deixei-me encostar para trás, deixando o corpo dela cair lentamente sobre o meu, enquanto aprofundava mais o beijo, deixando-a praticamente sem fôlego.
Contudo, para meu descontentamento, ela acabou por se afastar, já completamente escarlate. Não deveria estar à espera que eu aprofundasse daquela maneira. Apesar disso, Mariana acabou por recuperar a compostura, repondo na sua face aquele ar sério que ela tinha antes de tirar a foto. Isso deixou-me ainda mais confusa.
- Haruka... Eu tirei esta foto... Porque eu quero que ela seja o assinalar de uma promessa que tu me vais fazer... – Disse-me ela, naquele seu ar naturalmente calmo dela.
- Promessa? – Acabei por perguntar, confusa. “Que promessa quer ela que eu faça?” Pensei para mim. Não fazia muito sentido, na verdade. Naquela altura, ainda estava em convalescença. Iria faltar muito tempo até poder voltar ao activo seja no que for, até nas corridas. Mas mal eu sabia que aquela promessa me iria fazer abdicar daquilo que eu mais gostava de fazer na minha vida.
- Sim, uma promessa... Haruka, eu já te falei disto muitas vezes, mas tu sempre fizeste ouvidos moucos, mas desta vez... Por favor, Haruka, tens de me prometer que nunca mais voltas a correr! – Ela falou num tom meio que choroso e suplicante, e as lágrimas brilhavam no seu olhar, como pequenos diamantes. Eu fiz um ar admirado, pois não estava nada à espera. É verdade que Mariana já me falara naquilo antes, contudo eu já fazia planos para voltar a solo às corridas, mas apesar disso, Mariana sempre discordara. Claro que isso, muitas vezes deu azo a discussões, que acabavam sempre da mesma maneira. Mariana por uns tempos até esqueceu o assunto. Não entendia o porquê de ela querer voltar a falar disto. Sinceramente não compreendia.
- Mariana, nós já discutimos isto antes... – Disse, num tom nada convincente de que não queria ter aquela discussão de novo. Contudo, algo deixou-me completamente espantada. Aquele tom de Mariana acabou por suscitar uma reacção em mim que era absurda: eu estava a chorar. Sim, as lágrimas tinham começado a cair-me pela face. Não sei o que me dera, mas talvez o facto de Mariana querer que eu prometesse algo que para mim era meio que impossível, pois sair daquele mundo era como arrancar um pouco do meu coração e deitá-lo fora; estivesse a corroer-me por dentro. Eu não suportaria tal coisa. Não conseguiria prometer cumprir algo que sabia que não iria cumprir de certeza absoluta, mesmo que disso dependesse a minha vida. E isso talvez fosse a razão de tal reacção em mim.
- Eu sei que sim, mas... Eu não consigo deixar de ficar preocupada contigo de um dia para o outro, Haruka – Mariana abraçou-me, olhando-me depois nos olhos – Tu sempre a planear voltar, como se nada se tivesse passado, como se este acidente não tivesse sido nada... Haruka, tu ias morrendo, lembras-te? Tu estiveste três meses em coma, só há duas semanas conseguiste voltar a andar, apenas hoje conseguiste sair de casa pelo teu próprio pé, Haruka... – Mariana chorava agora a bom chorar. As lágrimas escorriam-lhe pela face ebúrnea, deixando-me completamente indefesa – Haruka, eu não quero ver-te assim de novo. Eu amo-te demais para te ver sofrer daquela maneira. O olhar perdido que ostentavas sempre que alguém entrava no quarto, aquele olhar de incapacidade, aquele olhar triste, aquele olhar recheado de puro vazio... Os teus olhos só voltaram a ser os mesmos há duas semanas, Haruka... Por pouco não ficaste agarrada a uma cadeira de rodas para o resto da vida, e por muito pouco não morreste... Por muito pouco... Haruka, eu nunca mais quero ter de te ver passar por tudo isto! – Mariana acabou por me abraçar ainda mais forte, acabando por encostar a sua cabeça no meu ombro, e depois, num tom baixo, disse – Eu não te quero perder assim desta forma... Por favor Haruka...
- Mariana... – Disse, completamente derrotada. Não sei o que me dera naquele dia, mas eu não conseguia arranjar aqueles argumentos bem estruturados que costumava arranjar sempre para estas discussões entre nós. Tudo o que Mariana dissera era a mais pura e cruel das verdades. Eu não podia negar nada do que ela dissera, pois sentira tudo na minha pele. Ainda me lembro que há seis meses, não conseguia sequer ir à casa de banho sozinha. Há seis meses, não conseguia andar. Há seis meses, tudo o que fazia era meramente instintivo. Só recuperara com muita insistência de Mariana. Mesmo assim, uma “recuperação em tempo recorde”, como alguns médicos tinham dito a Mariana, mas isso não quereria dizer que da próxima vez que isto me acontecesse me pudesse safar. Era muito improvável que uma próxima vez acontecesse, muito menos que dessa vez sobrevivesse.
Eu acabei por sair derrotada desta luta contra o destino. Não podia evitar que tal acontecesse pois Mariana só queria o meu bem, e se, para o meu bem tivesse de deixar de correr, que fosse. Mas a partir daquele momento, uma parte de mim morreria, talvez para sempre.
Eu acabei por baixar a cabeça, encostando-a no ombro de Mariana, enquanto ainda chorava. A neve recomeçara a cair em pequenos flocos, e recomeçara a amontoar-se no local onde eu antes estivera a fazer anjos de neve. Eu acabei por deixar cair um dos braços que abraçava Mariana, e coloquei-o discretamente atrás das costas, usando a minha mão para fazer figas. Não tinha a certeza se seria capaz de manter aquela promessa por muito tempo, por isso mais valia cortá-la logo ao princípio. Depois, levantando a cabeça de Mariana com a outra mão, fazendo-a olhar nos meus olhos, disse, num tom embargado:
- Mariana... Prometo-te, por tudo o que me é mais querido na vida, que não voltarei a correr. Se é para te ver assim nesse estado, prefiro abdicar daquilo que mais gosto de fazer, para que não fiques assim, mesmo que muito me custe parar... – Depois, eu acabei por lhe beijar carinhosamente a testa, e, limpando as suas lágrimas com a minha mão, disse – Agora não chores mais, por favor. Sabes que odeio ver raparigas a chorar... Sobretudo tu, Mariana...
- Olha quem fala... – Disse ela, sorrindo frouxamente, e depois, olhando-me nos olhos, disse – Obrigada, Haruka... Obrigada... – Depois, ela acabou por se encostar a mim, abraçando-me. Eu acabei por sorrir, fechando depois os meus olhos, enquanto sentia a neve a cair sobre nós, através dos orifícios da cadeira de baloiço.
*****
Levantei-me da cama, meio estremunhada, e reparei que me tinha esquecido completamente com aquilo tudo de me vestir. Acabei por abrir o armário e tirei umas roupas ao acaso. Por acaso, essa espécie de sorteio aleatório até acabou razoavelmente bem, e até vesti algo que não me parecia muito berrante ou ridículo. Depois, pus o meu relógio no pulso. Olhei para ele, e sorri aliviada. Ainda eram onze e meia, pelo que não estava atrasada para ir buscar Octávia. Ela só sairia dali a meia hora. Assim, aproveitei para fazer a cama, e colocar a toalha para lavar. Depois fechei a janela, para que não ficasse aberta. Assim que deixei o quarto minimamente arrumado, destranquei a porta, saindo de seguida.
Ao chegar ao andar de baixo, o meu olhar parou no relógio de parede, para onde eu olhava sempre que descia as escadas, e a minha face, de certa forma, assumiu um tom de pânico. Voltei a olhar o meu relógio de pulso e aí me apercebi de que o meu relógio tinha parado. E não eram onze e meia como ele me fazia crer, mas sim meio-dia e meia. O que me fez pensar que, e para meu infortúnio, estava atrasada para ir buscar Octávia à escola. Para piorar a minha situação, hoje ela trazia Zoicite consigo para fazerem um trabalho e isso não abonava a meu favor, visto que eu ficara de os ir buscar, e eles já tinham saído havia passado meia hora. O que só prova que iria ouvir das boas e bonitas.
Essa noção com que fiquei só me fez ir, num ímpeto, para o andar de cima para ir calçar os meus All-Stars, para ir buscar Octávia à escola. Ignorei tudo à minha volta, até mesmo o atendedor de chamadas que apitava que nem louco por ter mensagens lá gravadas. Mas isso não me importou naquele momento. Tinha mais que fazer do que me preocupar com aquela máquina barulhenta.
Abri a porta do quarto e assim que entrei, procurei que nem doida os meus ténis, contudo não os achei à primeira e isso irritou-me mais do que já estava naquele momento pelo que acabei por desistir de os tentar encontrar, e isto também porque, no entretanto, alguém tinha tocado à campainha. Ao ouvi-la, saí do quarto, e fui de novo para o andar de baixo, passando muito rapidamente pela sala vazia e entrando no hall de entrada. De seguida, destranquei a porta muito rapidamente, e abri-a sem usar sequer o intercomunicador para tentar saber de quem se tratava. Qual foi o meu espanto ao ver do outro lado da porta Octávia e Zoicite. Acho que, por pouco, o meu coração não saltou pela boca, porque eu estava deveras admirada.
- Octávia? - Acabei por dizer, admirada. De todas as pessoas que me podiam bater à porta, ela era a que menos eu estava à espera. Tal era-me impensável, pois pensava que ela esperaria que eu chegasse ao Conservatório para a trazer de volta a casa.
- Haruka... Acordaste agora? – Perguntou-me ela, com um ar de puro gozo. Eu acabei por desviar o olhar para o espelho que estava no hall de entrada, e ao olhar atentamente, percebi. Estava completamente despenteada e com a pressa, nem tinha penteado o cabelo, pelo que estava meio que com o ar de um cientista maluco, um Einstein ou algo assim do género. Isso fez com que me risse também da minha figura idiota. Também não tinha grande escolha, pois aparecer perante dois jovens de dezasseis anos com o aspecto com que apareci, não abonava muito a favor da minha integridade como adulta responsável, pelo que não havia outra solução senão rir-me também.
- Pois... Desculpem, acabei completamente por adormecer... – Acabei por dizer após algum tempo de silêncio entre nós e depois de ter recebido um olhar discreto por parte de Octávia, como que a dizer para descontrair que nada de mal iria acontecer – Mas agora olhando bem... Como é que vocês dois vieram aqui parar? – Acabei por indagar, lembrando-me do facto de que Octávia me tinha dito que Zoicite já tinha falado da sua ida a nossa casa aos seus irmãos, e que nenhum ficara de o ir buscar, pelo que, a não ser que viessem de transportes, ficariam até eu os ir buscar no Conservatório.
- Bem... O Kunzite é meio esquecido e esqueceu-se que hoje não tinha de me vir buscar… – Acabou por dizer Zoicite, respondendo tímida e pouco à vontade à minha pergunta – Ao ver que tu não aparecias para nos vir buscar, ele deixou-nos aqui antes de ir tratar de uns compromissos profissionais dele...
- Ah, entendo... – Acabei por dizer, mostrando um sorriso amarelo – Bem, não vamos ficar aqui à entrada... Entrem, e Zoicite, fica e age como se estivesses em tua casa, e não tenhas vergonha de perguntar ou pedir o que quer que seja – Querendo mostrar que apesar de me ter “esquecido” de os ir buscar, até era boa anfitriã, tentei, apesar de não ter vontade nenhuma de o ter em minha casa, mostrar que eu não era nenhum bicho papão e que os convidados eram bem-vindos, pelo que lhe sorri amistosamente.
- Obrigado – Ele acabou por me presentear com um sorriso aberto, embora tímido, e depois entrou com Octávia, que fechou a porta atrás de si, sorrindo aliviada por eu não estar a fazer um drama daquilo. Mas como eu lhe prometera na noite anterior, eu ir-me-ia portar exemplarmente, ou pelo menos tentaria fazê-lo. Se acontecesse algo que me fizesse subir a mostarda ao nariz, não iria ficar calada. Simplesmente não o conseguiria fazer, pelo menos de livre vontade.
Depois de terem entrado, eu encaminhei-os para a cozinha, pois teria de pensar naquele momento com eles o que eles iriam almoçar, visto que não tinha feito nada, não que a minha culinária fosse muito recomendável à saúde, mas pelo menos era comestível; pelo que teria de lhes perguntar o que queriam comer. Contudo, antes de ter tido tempo de perguntar o que quer que fosse, Octávia falou:
- Bem me parecia que tinhas adormecido, Haruka... Eu sabia perfeitamente que hoje não ias sair para lado nenhum, e eu fartei-me de telefonar para casa e ninguém atendeu...
- Então foste tu que entupiste o atendedor de chamadas, não foste? – Acabei por dizer, na brincadeira. Contudo, Octávia acabou por não achar piada nenhuma, e eu fiquei calada depois disso. De certa forma, eu preferia não deixar o ambiente demasiado pesado, ou pelo menos ser eu a causar isso.
Algum tempo depois, Octávia, tentando desanuviar o ar pesado que se fazia sentir na cozinha, e tentando de alguma forma ignorar os olhares discretos de curiosidade que Zoicite lhe lançava, acabou por falar, e num tom que me pareceu de brincadeira, disse:
- Oh Haruka… Bem que podias fazer pizza para o nosso almoço, visto que és a melhor cozinheira de pizzas pré-congeladas que eu conheço?
- Não me parece que o Zoicite vá apreciar essa minha iguaria…- Acabei por lhe lançar um olhar de fúria, embora a minha vontade fosse de me enfiar num buraco bem fundo, envergonhada. Odiava quando me lembravam que a única coisa que sabia cozinhar decentemente era pizza pré-congelada. De certa forma, isso irritava-me.
- Erm… Haruka-senpai… Eu não me importo se tiver de comer pizza. Eu até gosto… Os meus irmãos não sabem também cozinhar grande coisa, então normalmente é sempre comida de micro-ondas. Pelo que não é grande incómodo… Até podemos ser nós a fazê-la. Não quero dar muito trabalho… – Zoicite sorriu timidamente, querendo safar-me de alguma forma. Eu acabei por desanuviar, e num tom amável, até demais para a pessoa a quem me dirigia, disse:
- Tudo bem… Sendo assim eu faço pizza para o almoço. Mas só porque o Zoicite não se importa, senão era tudo corrido a sushi…
- Obrigada Haruka! – Octávia saltou do banco onde no entretanto se tinha sentado e veio abraçar-me, felicíssima. Eu ri, e depois num tom autoritário, disse:
- Se queres pizza e ao mesmo tempo ter tempo para fazeres o trabalho, faz favor de me deixares fazer o que me compete e ir pôr o forno a aquecer, isto se não for muito incómodo para ti, claro…
- Oh, claro que não… Desculpa Haruka – Octávia corou, e depois libertou-me do seu abraço, indo sentar-se. Zoicite ria, e eu acompanhei-o nas suas risadas. Contudo, ao cruzarmos o olhar, ele ficou com ele preso ao meu, e passado algum tempo, acabou por me fazer uma pergunta que eu às vezes me fazia a mim mesma.
- Erm… Haruka-senpai, nós já não nos encontrámos antes? Não sei porquê, mas a tua cara não me é nada estranha…
- Provavelmente… O mundo é pequeno… Bem, Octávia, eu quero avisar-te que daqui a bocado vou ter de sair, tenho coisas a tratar por aí, pelo que vão ter de ficar sozinhos até a Susana chegar…
- Vais sair? Porque é que eu estou com um feeling de que tu vais encontrar-te com alguém do mundo do motocrosse? – Acabou ela por indagar, com um ar avaliador, como se no fundo, já suspeitasse de algo. Eu ri-me daquilo. Se ela soubesse como estava perto da realidade…
- Eu? Achas? Eu prometi à Mariana, lembras-te? Não vou voltar a correr nunca mais.
- Sim, sim, Haruka… E a factura que encontrei debaixo…- Octávia ia para me acusar de algo, mas antes que ela pudesse continuar, Zoicite a interrompeu, com um entusiasmo até para mim constrangedor.
- Motocrosse? Tu praticas motocrosse?
- Já pratiquei, faz parte de um passado que quero esquecer – Acabei por responder num tom de pouco à-vontade. O assunto das corridas era um tabu, e não queria falar nele… Pelo menos por enquanto, não é, menina Haruka? Acabei por pensar para comigo mesma.
- Mesmo assim, isso é tão fixe! O Kunzite e o Neflite também praticam, mas eles é raro o dia em que metem os pés na pista… Embora eu ache que a música seja um vício bem mais saudável…
- Sim… É deveras fixe, como tu dizes… - Eu sorri de través – Bem, podem ir para a sala, eu depois vou levar-vos o almoço lá…
-Obrigada Haruka… Então se nos dás licença… - Octávia levantou-se e depois, empurrando Zoicite para fora do seu banco, encaminhou-o para a sala, enquanto eu ficara na cozinha, de volta do almoço.

Mesmo que sejam 1 ou 2 utilizadores a ler a história e não 100 ou 200, terás sempres esses leitores a apreciar aquilo que escreves e de certeza que não serei a única nem a última a gostar

Desculpem se fiz off mas tinha de o dizer à tinoco-sama o que acho.

http://yunime.ativoforum.com/

A minha justificação vai ser rápida e curta ahah, deves continuar a tua fic pois eu estou em pulgas para saber o que vai acontecer a seguir, quem é o inimigo de cabelos ruivos, logo de ínicio pensei na Beryl, apesar de teres referido algumas vezes as bruxas 5, tenho uma sensação que poderá ser a Beryl, já que os quatro generais também entram na história (se bem que as outer não entravam na série classic, mas já existiam, apesar de ninguém saber lool). Quero também ver o romance, gostaria imenso de ver um românce jovem entre a Octávia e o Zoicite, acho que seria super fofinho eheh e claro, ver a Haruka rendida a um homem, acho que a ideia tem muito por onde se lhe pegue.
Não posso comentar acerca do teu melhoramento, já que li a história já reescrita, já sabes que sou fã da tua maneira de escrever, os detalhes, a maneira como escreves que nos leva até à própria história, o facto de estarmos a ler e ao mesmo tempo parece que estamos a ver a série com as personagens e tal, nem toda a gente consegue fazer essa proesa.
Adorei ler os momentos quentes entre a Haruka e a Mariana, mas acho que vou gostar mais de ver a Haruka embaraçada com um novo amor *já estou a sonhar com tal*.
A minha sugestão é mesmo essa, de ver assim uns momentos quentes, apesar de não entrar no Hentai ahaha, entre a Octávia e o Zoicite, não nos podemos esquecer que já têm 16 anos e umas beijocas não fazem mal a ninguém eheh; também gostei de ver o aparecimento da tola da minha Bunny, que já deve estar um pouco mais responsavel. Espero que próximo capítulo esteja para breve, como te disse fiquei mesmo em pulgas para saber o que vai acontecer, quem é o novo inimigo, o desenrolar das relações amorosas, se a Haruka irá aceitar o convite, se brevemente os quatro generais (apesar de lhes teres dado outros nomes, Leo, Aquarius e etc) irão lutar ao lado das navegantes, enfim, são muitos os motivos pelos quais vou seguir agora a tua fanfic, como sabes não tenho muito tempo livre, mas sempre que puder, venho cá ler com todo o gosto, esta história prendeu-me e já sabes, continua

- Adoro a tua forma de escrever, descreves tudo ao pormenor, parece quase que estamos a vivê-lo.

- A minha navegante preferida é a Haruka, mas isso não é o factor determinante para eu estar a adorar a fic, pois acho que se fosse com outra qualquer ia gostar na mesma.

Eu já tinha lido a versão anterior, quando ainda não me tinha inscrito no fórum, e nota-se uma grande melhoria

Tens que continuar, por favor não pares de escrever a fic, ainda me dás um ataque de ansiedade!

Espero que continues a escrever, eu vou continuar a ler a fic.

Desculpa, eu não tenho grande jeito para comentários

Agora é o momento em que me ressaco da grande onda emocional que me deu na quarta-feira e que se prolongou pelo fim-de-semana. O fim desta semana não foi nada fácil para mim, descobri que posso vir a ter uma doença nada simpática mas como nada está confirmado não vou adiantar muito sobre isto. Para a semana vou fazer exames e depois logo veremos se não passa apenas de um susto (e espero que seja porque estou muito assustada, de verdade).
De qualquer forma, de todos os votos que recebi na votação e quero salientar dos cinco que recebi, os três dos quais recebi um feedback e aos quais quero agradecer do fundo do coração, à minha querida Zir, à minha querida Freyja e à minha querida Carlie Mason. Desde já agradeço às três pelas vossas palavras, deram um novo fôlego à minha pessoa, nunca pensei receber três comentários assim. Fiquei muito feliz por eles, e deram-me motivação para continuar. Obrigada. E Carlie obrigada também por afirmares que já a leras antes
Isso ainda me faz mais feliz. Assim podes com mais precisão perceber a evolução feita 
Obrigada mais uma vez. Em breve novo capítulo 

beijinhos e obrigada pelo comentario :3

Estou a adorar a tua fic!
Pus Sim na votação, porque acho que escreves e descreves lindamente mostrando os sentimentos de uma forma que parece que somos nós que os estamos a sentir e porque toda a escrita está fantástica!!
(acho que ganhaste mais uma fã!!)
Posta rápido ok?? Quero mais, QUERO MAIS, QUERO MAIS!!!!!
Beijokas
tuti escreveu:Olá Tinoco!
Estou a adorar a tua fic!
Pus Sim na votação, porque acho que escreves e descreves lindamente mostrando os sentimentos de uma forma que parece que somos nós que os estamos a sentir e porque toda a escrita está fantástica!!
(acho que ganhaste mais uma fã!!)
Posta rápido ok?? Quero mais, QUERO MAIS, QUERO MAIS!!!!!
Beijokas![]()
Olá tuti

eu era para ter comentado este teu comentário há mais tempo mas quando se está num telemóvel torna-se mais complicado.hj que tenho o pc comento.
Fico feliz por estares a gostar da minha fic, e por gostares da minha maneira de escrever. Nada e mais recompensador para mim que ouvir ou ler isso
Faz levantar um pouco a alma 
Quanto ao cap
Será para breve 
Beijinhos e obrigada pelo comentario
(acho que vou fazer uma lista de fãs
)
alo (eu puxo a brasa a sardinha e tu apareces muahahahaha).
Oh desculpa minha querida
eu vou ter de tratar do capitulo. O Photoshop andou-me a roubar tempo de escrita mas agora vou voltar a ela.falta-me cerca de pagina e meia de caderno pelo que deve estar pronto para breve.Obrigada pela paciencia :3
(ja agora menina ana cade capitulo 8? -acho q e 8- tenho saudades da tua fic :3)

alo (eu puxo a brasa a sardinha e tu apareces muahahahaha).
Oh desculpa minha querida
eu vou ter de tratar do capitulo. O Photoshop andou-me a roubar tempo de escrita mas agora vou voltar a ela.falta-me cerca de pagina e meia de caderno pelo que deve estar pronto para breve.Obrigada pela paciencia :3
(ja agora menina ana cade capitulo 8? -acho q e 8- tenho saudades da tua fic :3)

Foscasse! Rapariga, what a hell are you doing??? I am sorry as asneiras, mas eu vou-me passar! TU TENS QUE CONTINUAR PK EU TOU Á ESPERA DE A ACABARES........
E olha que eu uso o caps lock só quando tou irritada - tipo agora - e não sou de brincadeiras.... Tens que perguntar ás minhas colegas.
Mas a sério! CONTINUA A PORCARIA DA HISTÓRIA - ups... desculpa outra vez a asneira - MAS A SÉRIO.... NA FANFICTION.NET EU NÃO ABANDONEI A MINHA HISTÓRIA, QUER DIZER, EU ACHO QUE NÃO
Mas continuando, eu não quero morrer sem ter lido o final desta história!
Beijinhos - e não te esqueças do que está ali em cima! - e abraços;
Telma-chan
Em primeiro lugar quero dar os parabéns à tua escrita. Tal como disseste, as tuas primeiras fanfics não tiveram grande sucesso, mas reescreveres esta deu para ver que sabes transmitir os sentimentos, pensamentos e atitudes das personagens. Quando li o primeiro captiulo da versão reecrita ( não sei como era o original. Mas num comentário teu a consideras como um resultado insastifatório) Rendi -me completamente. Parei no capitulo 5. O 6 fica para a amanhã porque tenho dormir para amanhã ir trabalhar. Mas assim que tiver disponibilidade vou logo ler. Viste? A tua escrita prende as pessoas. E por isso ganhas mais uma leitora
Aguardo mais capitulos quando ficarem prontos. Se for, as melhoras da tua condição de saúde. 
A minha Segunda Fanfic de Sailor Moon: Nêmesis, A Deusa da Vingança. [17/07/2014]
A minha primeira Fanfic de Sailor Moon: Sailor Moon: Uma Alternativa à sua história de Origem
[+13] [Epílogo 14/04/14]
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