Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[+16] O amor nao deixa sinal no atendedor de chamadas

#61
AAAAAAaiiiiiiiii

Gostei deste momento de amor intenso entre a Haruka e a Mariana, Tinoco.
Confesso que gostei mesmo. Foi muito bem descrito e detalhado.
Ficou bastante interessante, desde já te digo. Embaracoso
Tava tão lindinho o momento e vem agora uma ramo de rosas estragar o panorama todo! Embaracoso Bolas!
Tinoco-nee chan hihi
I loved


Fanfic: O princípio do fim: a verdadeira força de Serenidade cap.12 act 07/02/14
Tinoco-chan es simplesmente adorável, muito obrigada ^^
#62
Saturno escreveu:AAAAAAaiiiiiiiii

Gostei deste momento de amor intenso entre a Haruka e a Mariana, Tinoco.
Confesso que gostei mesmo. Foi muito bem descrito e detalhado.
Ficou bastante interessante, desde já te digo. Embaracoso
Tava tão lindinho o momento e vem agora uma ramo de rosas estragar o panorama todo! Embaracoso Bolas!
Tinoco-nee chan hihi
I loved

Ahhh Amor intenso *-* Soou bem *-*
Gostei de saber que gostaste das descriçoes. Adoro saber que os meus esforços estao a dar frutos, e que as descriçoes vos estao a tocar. Isso e o que importa, e faz-me sentir muuuito feliz (e deiam-se por felizes por EU nao por Yuri hentai, estava com vontade por acaso :lixa:)
O ramo de rosas e que vai estragar tudo, de facto. Sinceramente, este Yuri está a custar-me muito a escrever, porque vou acabar com ele, e eu, ainda pra mais, defendo com unhas e dentes este casal (apesar de aquela sereia peixeira nao merecer x.x)
Enfim
Matreiro
Ainda bem que gostaste do capitulo. Espero poder postar dentro de algum tempo. A minha perguicite aguda anda a dominar-me Matreiro muahahah
Saturno nee-chan Embaracoso Arigatou pelo comentario Embaracoso
Jokinhas ***



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#63
Dumpling entra de levezinho a horas impróprias
Poh mulher assim tá melhor. Não vou dizer que tá grande demais porque senão lançam-me labaredas x) nah, tá boa, obrigada aqui da vesga que usa óculos na mala.
Fiquei desapontada porque estavas a ser séria e de repente tive de me partir a rir "Uma voz que me soou na altura a um aspirador chamou por um nome." É que não se faz, tah? Possas a moça até que tem uma voz muito sensual (como uma amiga diz da minha ao telemóvel, só para me partir a rir à frente da senhora da tesouraria). Oh god... isto de estudar até horas muito más é do melhor.
Como pessoa simpática que sou, para ser sempre a ovelha negra do rebanho, digo-te que: 1- achei pequenino o capítulo, o que não lhe retira, de todo, a qualidade, quantidade não é qualidade, I know. 2- as '...' eu compreendo-te, também abuso das reticências mas estou a tentar deixar o vício, só que não inventaram ainda nada para largar isso. E como não há duas sem três, 3- um pequeno aviso são as repetições ao longo da frase, como li uma 'cabelo' e pouco mais à frente 'cabelo'. Eu sei que não se pode por 'pêlo' mas talvez madeixas, fios de 'ai qualquer coisa bonita e paneleira tipo 'fios que caem do céu'...Lol, é assim... Tudo isto, foram erros que já fiz ou que ainda faço, por isso compreendo, é normal, são apenas pequenos apontamentos que eu gosto que as minhas betas reader me dêem.
Tal como a escrita na primeira pessoa, é mais fácil - como acho que foi a ti que disse um dia -, no entanto há sempre coisas que nos complicam que seja realmente um tipo de escrita agradável a quem lê, eu compreendo isso, tal como te disse.
Há pouco tempo uma rapariga que escreve muito mal, dá muitos erros, pediu-me opiniões do que ela escreve e um dia não gostou - eu até estava mais irritada que o normal - mas enfim, não gostou do que eu lhe disse e deu logo a tacada "Olha tu na tua fic (uma que escrevo na 3ª pessoa até) também dás erros" e eu achei-lhe piada, para uma pessoa que dá erros que nem a minha afilhada de 9 anos, foi a minha primeira fic, nem tinha corrector ortográfico - já estou aqui a desabafar demais - mas são coisas que acontecem... Acredito que o que a miúda me disse me deitou abaixo apesar de tão bons comentários que tenho, não falo daqui do fórum que aqui tudo largou as minhas fics quase, mas de outros locais onde publico... E agora mal consigo escrever, por um comentário de uma miúda que escreve tão mal. Por isso, é assim... não me leves a mal, eu fui abaixo mas porque tenho visto falta de feedback, muito estudo e porque sou muito perfeccionista - Ah aqui vai outro desabafo: já me disseram que tenho traços de toc e isso revela-se muito todos os dias mas hoje... foi do pior. Eu só escrevo com uma certa cor, com uma caneta que eu gosto, porque é ela que, além de tudo nas aulas, é com que escrevo o que sinto, o que hei-de publicar e não, e tive de ir a 3 papelarias diferentes porque não havia o tom certo... e é kinda frustrante, porque as pessoas não sabem, e olham-te com impaciência... Enfim, tudo isto para te dizer que não leves a mal aquilo que escrevo, até porque gostei do teu feedback ao meu comentário, que foi e é sempre sincero, o que eu escrevo, no fundo, é uma maneira de te dizer aquilo que gostava que me escrevessem, ou seja, não só o bom, mas ir aos pequenos detalhes - boas escritoras, claro - e mostrar-te que se não gostasse da tua escrita, não continuava a tentar acompanhar.
E, como digo, a primeira vez nem sempre é a melhor e no entanto não posso dizer "nunca se esquece". Eu esqueci a minha primeira fic porque acho-a terrível, voltei a lê-la há uns dias e fiquei 'nah, isto não fui eu', bem como o começo de 'Silêncio'. Mas não há próxima vez sem ela. Dou-te apesar de tudo, força para continuar a reescrever e a apostar nela, não desistir de algo a que tenhas carinho, acho que não foi a tua primeira fic mas mesmo a segunda... seja.
Estás cada vez mais correcta a nível gramatical e verbal e apoio-te na tua continuação, quem sabe, na escrita de mais uma e, no que precisares... aqui está a ovelha negra.
Mais uma coisinha: concordo com a MoonSerenidade apesar de, se fores como eu, isso não resulta. Sou muito distraída e há vezes que, por exemplo o "Não posso mais viver sem você" está escrito e não posto porque nesse dia já postei "Silêncio do Olhar" e ... esqueço-me, é que não dá mesmo. E um dia tornam-se dias... Mas também tenho mais leitoras brasileiras na primeira que referi e muito poucas leitoras portuguesas e brasileiras na segunda, e em ambas as fics, poucas leitoras coincidem.
Força e inspiração Tinoco (Verdade, achei-te aqui há dias no facebook - não ligo nenhuma, mas encontrei-te num 'gosto' qualquer de sailor moon e achei que tens uma cara mesmo patusca Simpatico)
Beijinhos no teu coração com desejos de, se não voltarmos a falar, boas entradas e um óptimo 2011.
Dumpling abandona o fórum a horas impróprias sem qualquer espalhafato.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#64
Dumpling* escreveu:Dumpling entra de levezinho a horas impróprias
Poh mulher assim tá melhor. Não vou dizer que tá grande demais porque senão lançam-me labaredas x) nah, tá boa, obrigada aqui da vesga que usa óculos na mala.

Aroooo Embaracoso
Nao tens de agradecer Embaracoso Tudo pelos leitores Wink

Dumpling* escreveu:Fiquei desapontada porque estavas a ser séria e de repente tive de me partir a rir "Uma voz que me soou na altura a um aspirador chamou por um nome." É que não se faz, tah? Possas a moça até que tem uma voz muito sensual (como uma amiga diz da minha ao telemóvel, só para me partir a rir à frente da senhora da tesouraria). Oh god... isto de estudar até horas muito más é do melhor.

Razz Eu nao fiz nada de mal (A)
Foi a Haruka XD
Afinal de contas, ela ate falou a verdade... Aquela voz na versao portuguesa da Marianita(AKA Michiru) parece um aspirador entupido. Mas realmente, voz sexy, sem duvida alguma Embaracoso

Dumpling* escreveu:Como pessoa simpática que sou, para ser sempre a ovelha negra do rebanho, digo-te que: 1- achei pequenino o capítulo, o que não lhe retira, de todo, a qualidade, quantidade não é qualidade, I know. 2- as '...' eu compreendo-te, também abuso das reticências mas estou a tentar deixar o vício, só que não inventaram ainda nada para largar isso. E como não há duas sem três, 3- um pequeno aviso são as repetições ao longo da frase, como li uma 'cabelo' e pouco mais à frente 'cabelo'. Eu sei que não se pode por 'pêlo' mas talvez madeixas, fios de 'ai qualquer coisa bonita e paneleira tipo 'fios que caem do céu'...Lol, é assim... Tudo isto, foram erros que já fiz ou que ainda faço, por isso compreendo, é normal, são apenas pequenos apontamentos que eu gosto que as minhas betas reader me dêem.

Embaracoso Conselhos sao sempre bem vindos Embaracoso
Quanto ao facto de parecer pequeno o capitulo, eu estou a seguir o metodo que segui quando publiquei a reescriçao noutro forum. COmo o cap 3 tem cerca de 30 paginas word, mais coisa menos coisa, eu decidi dividi-lo em 5 partes. Assim, cortando nos momentos cruciais, para deixar sempre o leitor na expectativa. Em principio, nos outros capitulos nao vou ter essa necessidade. As reticencias...É perguiça pura... Eu gosto muito de as usar quando fico sem nada para dizer, ou quando me interrompem enquanto passo as coisas para o computador, e tenho assi uma ideia genial, e depois me perco. É horrivel, e eu fico "BAAAAAAH! E AGORA!!!!!?" Enfim, coisas da vida. Contudo, eu irei corrigir isso Embaracoso
(Repetiçoes?? OMG o que e que eu fui fazeeer x.x (nota mental:reler os caps antes de os publicar, doumo Dumpling Embaracoso)


Dumpling* escreveu:Tal como a escrita na primeira pessoa, é mais fácil - como acho que foi a ti que disse um dia -, no entanto há sempre coisas que nos complicam que seja realmente um tipo de escrita agradável a quem lê, eu compreendo isso, tal como te disse.

Eu gosto imenso de escrever na primeira pessoa, porque ao escrever na primeira pessoa, parece que os nossos sentimentos tambem tomam parte na acçao. De certa forma, é como se realmente um bocado de nós entrasse mesmo ali na narrativa. Nao sei porque, nunca consegui escrever na terceira pessoa. Sinto que e como se faltasse sentimento a escrita. Embora quando escrevo na primeira pessoa, as vezes acabo por alterar um pouco(senao muiiito) a personalidade da personagem. Desta vez, vou tentar evitar isso. mas e daquelas coisas.

Dumpling* escreveu:Há pouco tempo uma rapariga que escreve muito mal, dá muitos erros, pediu-me opiniões do que ela escreve e um dia não gostou - eu até estava mais irritada que o normal - mas enfim, não gostou do que eu lhe disse e deu logo a tacada "Olha tu na tua fic (uma que escrevo na 3ª pessoa até) também dás erros" e eu achei-lhe piada, para uma pessoa que dá erros que nem a minha afilhada de 9 anos, foi a minha primeira fic, nem tinha corrector ortográfico - já estou aqui a desabafar demais - mas são coisas que acontecem... Acredito que o que a miúda me disse me deitou abaixo apesar de tão bons comentários que tenho, não falo daqui do fórum que aqui tudo largou as minhas fics quase, mas de outros locais onde publico... E agora mal consigo escrever, por um comentário de uma miúda que escreve tão mal. Por isso, é assim... não me leves a mal, eu fui abaixo mas porque tenho visto falta de feedback, muito estudo e porque sou muito perfeccionista - Ah aqui vai outro desabafo: já me disseram que tenho traços de toc e isso revela-se muito todos os dias mas hoje... foi do pior. Eu só escrevo com uma certa cor, com uma caneta que eu gosto, porque é ela que, além de tudo nas aulas, é com que escrevo o que sinto, o que hei-de publicar e não, e tive de ir a 3 papelarias diferentes porque não havia o tom certo... e é kinda frustrante, porque as pessoas não sabem, e olham-te com impaciência... Enfim, tudo isto para te dizer que não leves a mal aquilo que escrevo, até porque gostei do teu feedback ao meu comentário, que foi e é sempre sincero, o que eu escrevo, no fundo, é uma maneira de te dizer aquilo que gostava que me escrevessem, ou seja, não só o bom, mas ir aos pequenos detalhes - boas escritoras, claro - e mostrar-te que se não gostasse da tua escrita, não continuava a tentar acompanhar.

Eu como ja te tinha dito, penso eu, foste tu uma das minhas inspiraçoes para começar a escrever fics. Eu acho que se nao tivesse lido uma fic tua, e depois uma da Marisa, nunca teria começado a escrever fics. A primeira nao correu bem, e levei assim uma descompostura desgraçada, mas isso sao aguas passadas. Na altura tambem fiquei meio que em baixo mas recuperei. Quando começamos a escrever, temos de nos habituar às criticas e temos de crescer com elas, mas há sempre aquelas criticas mesquinhas, que julgo que foi o caso dessa moçinha, a qual nem sequer deves ligar. Ha pessoas que tem muita dor de cotovelo, e que por vezes deixam escapar barbaridades sem sentido, e nao vale a pena ficares em baixo por uma coisa dessas. Tu sabes o que vales, e se as outras pessoas dizem que está bom, e se sao mais a dizer que está bom do que está uma trampa, deves levar a serio. Se nao forem criticas negativas bem fundamentadas, epah, ve-se logo que e mesmo para chatear e deitar abaixo. Pensa em todas aquelas boas criticas que tens, e ai tens um bom incentivo para continuar, my friend Embaracoso
Quanto a essa da caneta, eu compreendo. Eu tambem sou meio que assim. Eu detesto quando nao consigo ter aquilo que quero para os meus trabalhos. Tal como tu, eu tenho os meus metodos e tenho uma especie de caderno em que, e so nele, escrevo todos os rascunhos das fics. E houve uma vez que nao sabia onde ele estava. Aquele pensamento de trabalho perdido deixou-me completamente frustrada, e as pessoas nao compreendiam o porque da minha frustraçao. E eu ainda mais frustrada me sentia. Contudo la o encontrei,e as pessoas olhavam para mim com um ar daqueles "Tanto stress por um caderno velho". Eu odeio essas coisas. E sinceramente, detesto a incompreensao nas pessoas.
(ja agora,sempre que quiseres desabafar, é na boa Wink)

Dumpling* escreveu:E, como digo, a primeira vez nem sempre é a melhor e no entanto não posso dizer "nunca se esquece". Eu esqueci a minha primeira fic porque acho-a terrível, voltei a lê-la há uns dias e fiquei 'nah, isto não fui eu', bem como o começo de 'Silêncio'. Mas não há próxima vez sem ela. Dou-te apesar de tudo, força para continuar a reescrever e a apostar nela, não desistir de algo a que tenhas carinho, acho que não foi a tua primeira fic mas mesmo a segunda... seja.
Estás cada vez mais correcta a nível gramatical e verbal e apoio-te na tua continuação, quem sabe, na escrita de mais uma e, no que precisares... aqui está a ovelha negra.


Nesse aspecto, concordo contigo. Custa-me imenso ler a minha "primeira" fic. Eu olho para aquilo e chamo aquilo literalmente de lixo. Nao sabes as vezes que me apeteceu carregar delete e mandar aquilo com o caraças. Contudo nao o faço, porque foi a minha primeira experiencia, e a minha bebezinha a minha coisa linda, e para alem demais, da jeito manter o ficheiro x.x (convem, alias Matreiro)
Obrigada pela força,e continuarei, alias, porque tenho a sensaçao que nao me deixavam parar Razz E tambem porque tenho sempre motivos para poder continuar a escrever, mesmo que seja para ter vontade de continuar com a vida para a frente Wink

Dumpling* escreveu:Mais uma coisinha: concordo com a MoonSerenidade apesar de, se fores como eu, isso não resulta. Sou muito distraída e há vezes que, por exemplo o "Não posso mais viver sem você" está escrito e não posto porque nesse dia já postei "Silêncio do Olhar" e ... esqueço-me, é que não dá mesmo. E um dia tornam-se dias... Mas também tenho mais leitoras brasileiras na primeira que referi e muito poucas leitoras portuguesas e brasileiras na segunda, e em ambas as fics, poucas leitoras coincidem.

Eu agora ja sigo esse conselho. Eu agora, nao sei se reparaste (mas isto deve-se tambem a nao me apetecer, pois eu tenho essa parte ja escrita) apenas publiquei na outra fic, deixando esta mais para o paradita Embaracoso Mas assim que puder, talvez para a semana, publico nesta Embaracoso


Dumpling* escreveu:Força e inspiração Tinoco (Verdade, achei-te aqui há dias no facebook - não ligo nenhuma, mas encontrei-te num 'gosto' qualquer de sailor moon e achei que tens uma cara mesmo patusca Simpatico)
Beijinhos no teu coração com desejos de, se não voltarmos a falar, boas entradas e um óptimo 2011.
Dumpling abandona o fórum a horas impróprias sem qualquer espalhafato.

Doumo arigatou mais uma vez pela inspiraçao Embaracoso (Ah! Encontraste-me no face Esperancoso E giro quando me encontram lá Embaracoso Obrigada Embaracoso )
Espero que tu tambem tenhas um optimo 2011 (com uma quantidade enorme de atraso ) e que tenhas tudo de bom minha querida. Jokinhas ***



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#65
Não sei quanto tempo depois...
Obrigada pelas palavras :3
Mas realmente, fico em baixo e sem iniciativa... ando a voltar a escrever - mas agora o meu pc berrou T.T sistema de arranque do disco ou wtv e vou ter de comprar um disco novo - por sorte, os ficheiros foram recuperados.
Mas moh eu só te ia responder quando postasses um novo capítulo.
Que é dele?!?

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#66
Dumpling* escreveu:Não sei quanto tempo depois...
Obrigada pelas palavras :3
Mas realmente, fico em baixo e sem iniciativa... ando a voltar a escrever - mas agora o meu pc berrou T.T sistema de arranque do disco ou wtv e vou ter de comprar um disco novo - por sorte, os ficheiros foram recuperados.
Mas moh eu só te ia responder quando postasses um novo capítulo.
Que é dele?!?


Lool XD
Desde já olá Embaracoso

Não tens de agradecer pelas palavras, são ditas do fundo do coração Embaracoso
Eich... Odeio quando isso acontece x.x
O meu portátil também está meio que assim (tem as definições de rede mortas x.x nao as consigo repor, e para formatar o pc tenho de mandar arranjar o leitor de cd's mas a perguiça e a alta de $$ não ajudam x.x (por isso é que agora demoro eternidades a cá vir, e ler fan fics está fora de questão e é verdade que já tenho montes de saudades de as ler x.x)
O capítulo... bem eu vou tentar postar (nao prometo) amanhã ou quinta feira à hora de almoço. As coisas cá pós meus lados tem andado complicadas, tive nega a portugues e neste momento estou a usar um computador da escola, com net super lenta e afins e coisas assim x.x (ODEIOOO X.X)
Enfim Embaracoso

Jokinhassss
*-*


[EDIT] 1.Fev.11

para nao fazer double-post, aqui vai a 3ºparte do 3º cap Embaracoso boa leitura Embaracoso

Capítulo 3 - Parte 3


- Sim… Um ramo… Foi entregue mesmo agora… Ai Mariana, tens um admirador secreto…

Eu fiquei a olhar Mariana, que estava completamente escarlate, enquanto eu ainda a observava, agora com um ar totalmente aborrecido. Ela meio que se retraiu, mas depois levantou-se, com um sorriso resplandecente e puxou-me para fora da cama.

- Vem comigo, Haruka… Anda! Até porque tens de tomar o pequeno-almoço, aposto que estás cheia de fome. Comemos, e vemos as rosas…

- Mas… - Disse eu, completamente sem reacção ao entusiasmo dela.

- Anda! – Ela puxou-me mais uma vez, e eu desisti de resistir, acabando por ter de a seguir até ao andar de baixo. Susana seguiu atrás de nós, a rir que nem uma perdida, e eu até descontraí por um bocado, esquecendo por completo as rosas, e que elas me causavam irritação. Até que chegámos ao andar de baixo.

- Bem, Mariana, a Haruka esmerou… - Octávia ia para dizer algo sobre as rosas, mas logo se arrependeu, ao ver o meu semblante tornar-se novamente carregado – Já vi que não foste tu que as enviou à Mariana… Gostava de saber quem foi… Fiquei deveras curiosa agora…

Eu ignorei completamente o comentário de Octávia, e depois dirigi-me à sala de estar, nem dando tempo a Mariana para lá chegar. Em cima da mesa de chá, estava o ramo de rosas encarnadas, que era exageradamente grande, e, por entre as rosas, destacava-se um envelope verde-mar, mais ou menos da cor dos cabelos de Mariana, que eu peguei, enraivecida. Como é que alguém se atreve a mandar rosas à Mariana…

Abri o bilhete, e a pessoa que o escrevera, pelos vistos tinha uma caligrafia lindíssima, com uma letra redonda, e recheada de alguns floreados, que ainda embelezavam mais a caligrafia. Comecei a ler o bilhete, e a minha cara ficou vermelha de cólera.

Adoro as notas sublimes que tocas com o teu violino, elas deixam-me a sonhar com coisas belas.

Quase tão belas quanto tu, mas é mau comparar a sua beleza à tua… Pois és bela demais para ser comparada a algo…

Gostava de te conhecer melhor… Mas por enquanto, deixo-te estas rosas, como sinal da minha profunda admiração por ti…

Encontrar-te-ei no concerto desta noite, que mais uma vez assistirei com todo o prazer.

Um beijo do teu
Admirador Secreto <3


A vontade que me deu naquele preciso momento foi de amachucar aquele bilhete todo, de o esfrangalhar na “1,2,3”, de o despejar no destruidor de papéis, de o fazer desaparecer completamente da minha frente. Que ousadia, sabendo que ela tem “namorada” e manda uma coisa destas! Se eu descubro quem é este safado, nem sei o que lhe acontece. Mas bem tratado não fica, ai não, eu não perdoo isto. Mas no entanto, e apesar de a minha vontade por norma se sobrepor às acções correctas, eu acabei por, com um gesto seco, passar o bilhete a Mariana, sem a olhar nos olhos ou dizer algo, e depois afastei-me, indo sozinha para a cozinha. Sentia que todo o clima de romance que estava entre mim e Mariana acabara de desaparecer como uma brisa fraca de Verão, daquelas que sopra uma vez, e que depois nunca mais sopra. Quase que como um suspiro lançado por alguém. Algo de curta duração. Algo que não dava mais do que para uma recordação. Apesar de eu saber… Apesar de tudo… Eu simplesmente não queria acreditar… Não em algo como aquilo…

Sim… Mariana não era como eu. Mariana podia sentir o mesmo que sente por mim, por um rapaz. E sabia também que a qualquer momento, num rasgo de azar perpétuo, um rapaz poderia aparecer na vida de Mariana. Um rapaz que lhe interessasse mais do que eu. Um rapaz que a fizesse mais feliz que eu. No entanto… Eu não suportava isso, e admito, o facto de Mariana ter um admirador secreto não me satisfaz em nada. O ciúme cáustico estava a corroer-me completamente por dentro, e eu não o conseguia evitar, de maneira nenhuma. Mariana naquele momento era minha, e ninguém ma podia tirar de mim. Ninguém. Ela é o centro do meu mundo, e sem ela, não vivo. Sem ela, o meu mundo é igual a uma roseira sem rosas, um lago sem água, um ribeiro sem peixes, o vento sem mar… O vento sem mar… Essa súbita recordação enervou-me, e fez-me bater com o punho na bancada, onde me encostara no entretanto. Eu estava nervosa sim, e enquanto assim estivesse, não valeria a pena falar com Mariana.

- Haruka! - Ouvi a voz de Mariana ecoar pela sala, e a aproximar-se da cozinha – Haruka! – Eu não respondi ao seu chamamento, pois tinha medo de dizer algo que a magoasse profundamente, e que a afastasse ainda mais de mim, do que já estávamos. Contudo, aquela voz de sereia parecia encantar-me a cada sílaba que pronunciava, quando eu, àquela voz só queria resistir. A voz dela era como se o mar quisesse chamar o vento, para ambos irem brincar na tarde calma. Mas eu não queria… Sentia medo. Medo de tudo. Bem, nem sei… Mas enfim…

Encostei-me à bancada da cozinha enquanto Mariana aparecera à porta desta, com um ar extático. Acabei por a ignorar por momentos, enquanto tirava café acabado de fazer da cafeteira para uma caneca.

- Haruka… - Ela chamou-me uma terceira vez, enquanto se aproximava de mim pelas minhas costas, pousando depois as suas mãos nos meus ombros tensos. Ao tentar fugir dela, por não a querer sentir, acabei por deixar cair a caneca do café, que se quebrou ruidosamente ao embater no chão. O café salpicou por tudo quanto é lado, incluindo para cima das minhas pantufas.

Acabei por lançar um olhar aos cacos de vidro, e para o líquido acastanhado, que se entranhava agora no branco das pantufas, enquanto Mariana fazia o mesmo, e, ao cruzarmos o olhar as duas, acabámos por nos desmanchar em risos. Eu acabei por, e tristemente, murmurar.

- Bolas, acabei de sujar as minhas pantufas todas…

- Haruka, estás bem? – Perguntou ela, preocupada, enquanto eu tinha pegado na vassoura e na pá para apanhar os cacos ensopados em café, e depois de ter pegado a esfregona para limpar o café que se espalhara no chão. Ao lembrar-me que o café estava a ferver quando o tirara para a caneca, lembrei-me também que o café tinha caído em cima das pantufas e que me estava a queimar. Sentei-me num dos bancos da cozinha, e tirei as pantufas. Olhei para Mariana, com um ar de sofrimento, e depois ri-me. Ela riu-se também, embora o seu semblante ainda conotasse preocupação. Sem responder à sua pergunta, acabei por suspirar, e dizer algo que ela não estava à espera que saísse da minha boca naquele momento.

- Desculpa… - O silêncio acabou por se instalar entre nós, por longos minutos. O meu olhar avaliador pousou-se no seu semblante, enquanto o seu olhar também passava uma e outra vez em mim, avaliando-me também, tentando a qualquer custo encontrar algo em mim que a fizesse duvidar das minhas palavras, ou dos meus sentimentos ao dizer aquilo. Não sei bem, mas sentia que ela duvidava de mim. Contudo, ela acabou por sorrir, voltando a olhar-me.


- Tudo bem, Haruka… Mas não sejas tão ciumenta… Agora estou contigo, não estou? – Ela pôs ênfase demais na palavra “agora”. Eu fiquei apreensiva com aquela ênfase, e retorqui, confusa.

- Sim… Mas… - Ela silenciou-me com os seus lábios carnudos. O despertar de sentimentos levou-me a um êxtase tal que até me esqueci que estávamos na cozinha e que Octávia ou Susana podiam entrar ali a qualquer momento, mas nem quisemos saber disso. Abracei-a junto a mim, enquanto as mãos dela se enfiavam debaixo da minha camisola, acariciando-me delicadamente, as costas, enquanto nos beijávamos incessantemente. Naquele momento, toda a névoa de ciúme e insegurança que pairava sobre nós desapareceu completamente, e deu luz ao amor. As minhas mãos pousaram-se suavemente na cintura dela, depois pousando delicadamente a cabeça no seu ombro, quebrando ali o beijo.

- Odeio quando me fazes isto, Mariana Kaioh… - Acabei a dizer, num tom brincalhão, enquanto ainda ofegava e Mariana fazia subir as suas mãos lentamente ao longo do meu corpo, até pararem ligeiramente abaixo dos meus seios – Tu quase me matas de prazer, ainda para mais provocas-me tentadoramente, sabendo que elas podem entrar cozinha adentro. Sabes bem que não podemos fazer estas coisas aqui, Mariana…

- Oh… - O tom de voz dela, meloso e sedutor, deixou-me louca – Mas podemos ir para o quarto… - As mãos dela queriam subir mais, e eu queria deixá-la continuar, mas não podia. Tinha de resistir.

- Não… - Disse, firmemente, enquanto lhe pegava os pulsos, e os fazia descair até à minha cintura – Agora… Vais contar-me a surpresa que tens para mim… E para além de mais, nós não podemos ficar a brincar. Temos de ir para o teatro municipal, lembras-te? Ainda temos de fazer um último ensaio antes do concerto de logo à noite…

- Ah… Pois é… - Ela parecia desiludida pela minha resistência, mas acabou por sorrir, e pousar os seus lábios no meu pescoço, provocando-me um arrepio de prazer, que me percorreu a espinha fugazmente. Eu acabei por me rir, e afastei-a suavemente, para a poder olhar nos olhos.

- Qual é a surpresa? – Esbocei um sorriso malandro, enquanto ela se ria suavemente, ao ver o meu olhar persuasivo, aproximando depois os seus lábios dos meus, mas sem os tocar, deixando-me louca de tentação, depois sussurrando.

- Hoje… Tu não tocas piano…- Depois, quase como que acedendo ao mais profundo dos meus desejos naquele momento, ela beijou-me de novo, enquanto os seus dedos esguios de violinista se entranhavam nos meus cabelos, e os meus se envolviam selvaticamente nos seus. Ela acabou por se sentar no meu colo, enquanto ainda me beijava. Eu larguei depois o cabelo dela, pondo as minhas mãos no fundo das costas dela, apertando-a contra mim, para poder senti-la mais perto, e poder auscultar melhor o seu batimento cardíaco, que era acelerado. Estávamos ali, sem dar por nada, como se apenas nós duas estivéssemos em casa. Mas tudo terminou, tão depressa como começou.

- Cof Cof… - Um ruído pronunciado notoriamente por Octávia ouviu-se vindo da entrada da cozinha. Eu fiquei completamente engasgada e Mariana corou, saltando de seguida para fora do meu colo. Eu acabei por corar também, e Octávia riu-se, olhando depois seriamente para nós – Isso são coisas que se fazem no quarto… Mariana, Haruka… - Olhou para cada uma de nós, e eu, ao ver o olhar dela, senti-me ainda mais embaraçada, querendo naquele momento achar um buraco para me esconder.

- Des…culpa… Octávia… Não devias mesmo ter visto esta…uhm… Pequena indecência nossa… - Disse, ainda completamente escarlate. Depois, levantei-me da cadeira, e encostei-me de novo na bancada, enquanto Mariana, numa tentativa frustrada de tentar disfarçar o embaraço que sentia, tirava duas canecas do armário, e depois, enchendo-as com café, passou-me uma – Obrigada, Mariana.

- Oh… Não tem mal Haruka. Apenas acho que vocês não deviam fazer isto aqui… De qualquer forma, só cá vim buscar uma caneca de leite com mel… - Ela abriu o frigorífico, tirando de lá o pacote do leite, e do armário, tirou o frasco do mel. Depois, pediu a Mariana, visto que ela estava perto do armário dos copos, uma caneca, e dedicou-se a preparar o seu leite, metendo-o depois no micro-ondas. Entretanto, e enquanto ainda tentava recuperar a minha respiração normal, comecei a beber o café. Para meu alívio, Mariana acabou por mudar de assunto.

- Haruka, ainda sabes tocar violoncelo, não sabes? – Acabou por me perguntar, com um sorriso, do outro lado da bancada. Eu sorri de volta, e depois beberiquei mais um pouco do café.

- Claro que sim, Mariana, e mais, por acaso estava a apetecer-me mudar um pouco os instrumentos que toco. Há muito que já não toco violoncelo, também porque acabei por vender o meu…

- Ah… Mas sem problema, pedes emprestado a uma das violoncelistas da orquestra, alguma delas há-de to emprestar… Ainda para mais, hoje queria fazer um dueto contigo no final do concerto… E Haruka & Michiru não foi composta para ser tocada em piano…

- Pois não… Ela foi composta para ser tocada em violoncelo e violino. Tocada em piano não tem encanto nenhum… Obrigada, Mariana… Ouve…

- Diz, Haruka…

- Amo-te muito…

- Eu também te amo, Haruka…



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#67
Estes pcs... são uns traidores x) e para serem arranjados são um balúrdio. Sistema de arranque e fica-me desta maneira T.T
Quanto à nega a português, calma com isso. Eu tive no 10º, depois no 12º não porque mudaram de prof, e adorei a matéria de 12º... tanto que o exame só não foi mais fácil pela parte gramatical e por escrever demais na composição x3 depois lá andei a encurtar. Mas isso agora melhora... Com o Felizmente há luar e o Memorial do Convento, eu gostei muito destes dois :3 mas pronto, sou uma nerd com o português.

Uh pôxa o café foi realmente o salvador dessa 'zanga' entre elas x)
E a Octávia... tadica, ainda fica traumatizada a ver cenas assim, logo entre duas mulheres Mad
Gostei Tinoco-chan. Continua Embaracoso

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#68
Concordo plenamente com a Dimpling..
Tadita da Octávia, tão nova e já vê coisas que n deve Matreiro
Ai adoro estes capítulos ! Matreiro
São um máximo ! Matreiro

Adoro a tua escrita Tinoco Smile
Ainda bem que li de novo ! Very Happy
Já n me lembrava desta parte XD


Obrigada Atalantav =)

Inscrevam-se: http://sakuraportugal.forumeiros.com/forum.htm"

Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
#69
Dumpling* escreveu:Estes pcs... são uns traidores x) e para serem arranjados são um balúrdio. Sistema de arranque e fica-me desta maneira T.T
Quanto à nega a português, calma com isso. Eu tive no 10º, depois no 12º não porque mudaram de prof, e adorei a matéria de 12º... tanto que o exame só não foi mais fácil pela parte gramatical e por escrever demais na composição x3 depois lá andei a encurtar. Mas isso agora melhora... Com o Felizmente há luar e o Memorial do Convento, eu gostei muito destes dois :3 mas pronto, sou uma nerd com o português.

Uh pôxa o café foi realmente o salvador dessa 'zanga' entre elas x)
E a Octávia... tadica, ainda fica traumatizada a ver cenas assim, logo entre duas mulheres Mad
Gostei Tinoco-chan. Continua Embaracoso

Podes crer X.X Os computadores são maus x.x (ah, já agora Desculpaaaaaa x.x nao tenho tido tempo nenhum para ler a tua fic x.x Melhor, eu nao consigo ler-la aqui neste pc, porque faço um esforço danado para estar atenta a olhar pró ecrã. Este ecrã cansa-me x.x (tenho de pedir à minha primus reader para me emprestar o laptop dela x.x)

Quanto à negativa, eu ja desisti de me preocupar. Eu acho que consigo recuperar Wink Só tenho de me preocupar com o facto do Exame Matreiro

Sim, o café é que salvou o dia XD
Ja sabes, discussão com um amigo ou namorado, nada melhor que um café para remediar as coisas Matreiro
A Octávia é que entra quando não deve (eu confesso o porquê de ela ter entrado Matreiro É que eu não queria fazer a cena que me ia na cabeça (assim daquelas muito picantes) e pronto, meti a rapariga a acabar com os meus desejos mórbidos)
Obrigada pela visita, e pelo incentivo, continuarei com certeza Wink

I_Moreira escreveu:Concordo plenamente com a Dimpling..
Tadita da Octávia, tão nova e já vê coisas que n deve Matreiro
Ai adoro estes capítulos ! Matreiro
São um máximo ! Matreiro

Adoro a tua escrita Tinoco Smile
Ainda bem que li de novo ! Very Happy
Já n me lembrava desta parte XD


Como afirmei lá em cima, foi para parar as minhas perversidades que eu pus a octávia Matreiro
Estes capitulos são os melhores. Mas uma coisa garanto. Ainda nao passei para o pc, mas os próximos caps que publicar no Ojamajo prometem. Já nao estao a respeitar a versao original desta fic, e é isso que eu estou a gostar: estou a conseguir inovar. Por isso acho q vais adorar Wink
Jokinhas e continua a seguir, é sempre bom ter pessoas que nos leem Embaracoso



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#70
Passado algum tempo, aqui vem a ultima parte do cap 3 Embaracoso
Ja andava para postar isto há algum tempo, e ontem ate era para postar, mas fui "apanhada" por um stor meu na aula, e ele ja nao me deixou Matreiro
De qualquer forma, hoje nao tou em aula entao e vou publicar *-*
Boa leitura entao Embaracoso

(dedicado à Saturno, à I_Moreira, à Mafafaaa, à Moonserenidade, à Dumpling* bem, a todas que seguem a minha fic, um muito obrigada Embaracoso)

Capítulo 3 - 4º parte

*****


O arco do violoncelo passava alegremente pelas cordas, enquanto os meus dedos dedilhavam firmemente o braço do violoncelo, pressionando as cordas, esboçando as notas suaves e quentes da música que eu e Mariana tínhamos composto, há uns anos atrás[1]. Era agora a última música que tocávamos naquele concerto, e de certa forma, era uma música simbólica, tanto pela música que era, ainda como pelo facto de ser a primeira vez que tocava violoncelo em público em muitos anos, depois de tanto tempo passado desde a venda do meu violoncelo. Mas estava a sentir-me bem, e estava a amar a sensação de nostalgia que estava a sentir naquele momento. Deixar o piano de lado deixara-me feliz, e apesar de ser apenas por uma canção, e só por estar a tocá-la com Mariana, sentia-me no paraíso. E era assim que eu queria poder estar sempre. Mas tudo o que é bom acaba depressa.

O último acorde da música foi lançado no ar e logo de seguida uma chuva de aplausos choveu sobre nós. Mariana olhou-me de soslaio, enquanto pousava suavemente o violino em cima do piano preto de cauda, em que costumava tocar nos concertos.

Sorri-lhe enviesadamente e depois olhei-a novamente, e pela enésima vez, de alto a baixo. O vestido preto que lhe ficava ligeiramente acima do joelho, era-lhe justo ao corpo, deixando transparecer todas as curvas de Mariana. A imagem mental das minhas mãos a percorrer o seu corpo deixou-me com uma sensação de borboletas no estômago, e acabei mesmo por corar ligeiramente. Acabei por me levantar, ajeitando a casaca, enquanto a orquestra começava a arrumar o palco. Mariana aproximou-se de mim, e sussurrou feliz ao meu ouvido.

- Foste perfeita, Haruka…

- Obrigada… - Apesar de tudo, sussurrei também. Queria que aquela conversa fosse apenas entre nós, e que mais ninguém se metesse nela. Se agíssemos assim, ninguém se aproximaria para ser indiscreto.

- Fiquei nostálgica… As memórias que me vieram enquanto te ouvia tocar, Haruka… Há muito que já não tocavas assim… Já tinha saudades…

- Confesso que também já tinha saudades… Mas agora, vamos para o camarim, sim?

- Vamos… - Mariana sorriu, e depois pegou no seu violino, arrumando-o na maleta dele. Depois, a rapariga da orquestra que me emprestara o seu violoncelo aproximou-se de nós, possivelmente para recolher o violoncelo de volta. Eu virei-me repentinamente para ela, e lancei-lhe um sorriso simpático. Ela corou, o que me fez rir para mim mesma.

- Parabéns, menino Tenoh… Tocou lindamente… - Ela sorriu, tentando disfarçar o seu embaraço. Eu sorri de novo, e depois, num gesto delicado, passei-lhe o violoncelo, e o arco. Eu, sem querer, toquei a mão da violoncelista de cabelos ruivos ondulados e olhos verde-esmeralda, que, se já estava embevecida a olhar para mim, agora ficara completamente derretida, por ter sentido o meu toque. Toda ela agora tremia de excitação, e as faces dela ficaram rubras de embaraço. Mariana lançou-me um esgar, que demonstrava que estava divertida com a situação, e eu acabei por lhe lançar um sorriso apaixonado. Ao estar com a face no campo de visão da violoncelista, ela pensou que o sorriso era para ela, e acabou por olhar ainda mais embevecida. Já suspeitava que aqui me tratavam como sendo um rapaz… Mas esta é mesmo tola… Vai dar gozo gozar com ela…

- Obrigado… - Acabei por dizer, numa voz rouca e apaixonada, e depois, pegando a mão dela, que fez com que os seus olhos brilhassem de entusiasmo – É bom saber quando a minha arte é apreciada… Obrigado também por me ter emprestado o seu violoncelo… Foi muito simpático da sua parte…

- O…A…. Não tem de quê, menino Tenoh… Sempre às ordens… Tenha uma boa noite… E a menina Kaioh também… - Ela, completamente ofegante, pegou no seu violoncelo, e retirou-se do palco. De certeza que já iria contar às outras raparigas da orquestra que conseguira falar com o “menino Tenoh” embora o “menino” fosse uma menina. Assim que a violoncelista desapareceu do meu campo de visão, desmanchei-me em gargalhadas, e tive de me apoiar no piano para não cair no chão a rir.

Mariana aproximou-se de mim, rindo silenciosamente, mas ao cruzar o olhar com o meu, fez um ar sério, o que me fez parar, e recompor-me.

- Ai Haruka, tens de deixar de ser tão atraente para o sexo feminino, senão eu fico com ciúmes… - Ela fez um esgar de falso ciúme, o que me fez rir de novo. Mariana não era assim. Mariana não tinha ciúmes. Eu é que os tinha.

- Se eu não fosse atraente… Tu não me querias… - Acabei por dizer, num tom rouco e cavo, enquanto envolvia a sua cintura com os meus braços, puxando-a para perto de mim, pousando o meu queixo no seu ombro despido – Não é verdade?

- Mesmo que fosses feia, mesmo que fosses perneta ou até mesmo que tivesses um terceiro olho, se continuasses a ser a mesma pessoa, eu amar-te-ia da mesma maneira que te amo agora, Haruka…- Disse ela, sussurrando ao meu ouvido as palavras doces que eu queria ouvir vindas dela.

- Amo-te… - Acabei por sussurrar aquela palavra com tanta ênfase, que quase achava surreal tal sentimento. Depois, libertei-a do meu abraço, e deixei que ela finalmente pegasse na maleta do violino, e pudéssemos ir para os camarins. Agora só queríamos despachar-nos, para irmos para casa. A noite já ia longa, e amanhã teria de me levantar cedo, para ir à apresentação da Octávia, visto que Susana e Mariana estariam ocupadas demais para tal. Susana iria dar aulas na faculdade, e Mariana teria de ir dar aulas de violino particulares, à mesma hora da apresentação de Octávia, pelo que eu era a única que sobrava. Se bem que não me importava, de qualquer maneira. Desde que pudesse sair de casa, fosse para onde fosse, se pudesse desanuviar, tudo bem.

- Haruka, amanhã sempre vais à apresentação da Octávia?





- Sim…Vou… Vocês como estão ocupadas, não vos quero fazer ficar ainda pior. Não te preocupes com nada, Sereia…

- Eu sei que contigo não tenho nada com que me preocupar. Tu és perfeita em tudo…

- Eu sei que sou… - Disse, sorrindo ironicamente, enquanto destrancava a porta do camarim, que por precaução deixávamos sempre trancada. Mariana envolveu-me com os seus braços, apertando-me a cintura, e assim entrámos as duas no camarim, fechando depois a porta por detrás de nós.

Assim que entrámos no camarim de paredes pintadas de dourado, uma divisão razoavelmente grande, com algumas cadeiras, um toucador, cuja moldura do espelho era dourada, um puff castanho encostado a um canto e um mini-bar; parecia que tínhamos entrado numa dimensão em que apenas nós duas existíamos, as duas em perfeita harmonia. Primeiro as carícias, depois os beijos, que eram trocados a uma velocidade alucinante. Éramos as duas um só, e sentíamo-nos bem assim. Mariana tirou-me a casaca, atirando-o para cima de uma das cadeiras, e depois envolveu-me carinhosamente com os seus braços, enquanto eu beijava o seu pescoço sofregamente, e enquanto as minhas mãos tentavam chegar-lhe ao fecho do vestido, mas bateram à porta. Automaticamente parei, e as minhas mãos ficaram a meio das costas dela. Ela lançou-me um olhar de frustração, e eu retribuí-lhe o olhar. Ela deu-me um beijo rápido na bochecha, e depois afastou-se de mim.

- Pode entrar… - Disse ela, enquanto se sentava à frente do toucador, remexendo no cabelo, e enquanto me sentava, abrindo depois a maleta do violino de Mariana, e aproveitei para me divertir a tocar uma ária de Tschakovsky neste. Entretanto, dois rapazes entraram no camarim.

- Boa noite… - Disse o rapaz que entrara primeiro. Tanto ele como o rapaz que vinha atrás dele, nitidamente de má vontade, vinham vestidos com fatos pretos, com uma sobrecasaca longa, que os fazia parecer mais altos do que eles já eram. O rapaz que falara era loiro, de grandes olhos azuis, da cor do céu, com um porte altivo. A aparência dele era claramente uma aparência que chama a atenção das raparigas. Apesar disso, não foi para ele que a minha atenção se virou. A minha atenção virou-se para o outro rapaz, que era ligeiramente mais alto que o loiro, de longos cabelos num tom de prata, e uns quase tão belos olhos azul-cinza, que se enquadravam perfeitamente no seu semblante calmo. O seu corpo, escultural, faria inveja a muitos dos membros da orquestra. Ele era simplesmente belo, e naquele preciso momento, os seus olhos fixaram-se em mim, com uma curiosidade patente nestes. Desviei de repente o olhar dele, e depois voltei a fixar o olhar no braço do violino e no arco, continuando a tocar.

- Olá… - Disse Mariana, girando a cadeira na direcção da porta do camarim, e sorriu amavelmente aos dois rapazes, que sorriram de volta.

- Parabéns pelo concerto, vocês as duas tocam muitíssimo bem… - Disse o loiro, sorrindo em demasia na direcção de Mariana. Eu ignorei, e continuei a tocar.

- Obrigada… Eu sou a Mariana Kaioh, e esta é a Haruka Tenoh… Temos muito prazer em conhecer-vos… Não é, Haruka? – Aquela frase tinha sido mesmo para mim? Pensei. Mas depois vi que sim. Mariana estava mesmo a falar comigo.

- Sim… Muito prazer em conhecer-vos… – Respondi de maneira ligeiramente seca. Nem parecia eu a falar. Mas não o conseguia evitar.

- Eu sou o Jedite, e este é o meu irmão, Kunzite… - O rapaz loiro apontou na direcção do rapaz cabelos cor de prata, que olhava corado para mim, eu continuei a ignorar, e a ouvir ao mesmo tempo a conversa – Espero que tenhas gostado das rosas que te enviei… Escolhi-as especialmente para ti…

- Ah… Então tu é que eras o admirador secreto… - Disse Mariana, com um sorriso embevecido. Eu parei repentinamente para olhar a face de Mariana, e a sua face ficou corada. Não pelo rapaz em si, mas pelo facto de eu ter olhado para ela com um ar avaliador.

- Fui… Espero que tenhas gostado da surpresa…

- Adorei… Eram muito bonitas… - Eu ouvia aquilo, e sentia-me completamente ciumenta, mas mesmo assim, queria ignorar. Peguei no arco de novo, e retomei a ária que estava a tocar antes. Estava completamente focada agora em tentar não me enganar nas notas que estava a tocar com tanto afinco, tentando mesmo abstrair-me completamente daquela conversa entre Mariana e o “admirador secreto” dela, e também ignorar o olhar curioso do irmão dele.

Após ter acabado de tocar a última nota, ouvi a voz do rapaz de cabelos cor de prata a pronunciar-se. Uma voz calma e coerente, uma voz que me despertava confiança. Parecia uma voz que já conhecera num passado distante. Mas de certa forma quis ignorar.

- Pensava que só tocavas piano… Mas parece que tocas bem todos os instrumentos… Isso era Tschakovsky não era? Pelo menos pareceu-me…

- Sim, era… Estava a necessitar de tocar algo diferente… Tu pareces ser alguém bastante interessado em música… - Disse, olhando para ele, avaliando até que ponto ele estava interessado em ouvir uma conversa sobre música.

- Com dois irmãos completamente obstinados por música, é impossível não gostar, embora a minha onda musical não seja bem esta… - Ele revirou os olhos, mas depois sorriu. Eu soltei uma pequena gargalhada. Com ele, por estranho que parecesse, sentia-me à vontade.

- Eu gosto particularmente deste tipo de música, sobretudo porque me faz sonhar… Mas são gostos, claramente… - Apesar do pequeno à-vontade, os meus instintos ainda me alertavam. Aquela sensação estranha igual à de ontem estava a trespassar-me de novo, não sei o porquê de tal coisa. Mas Jedite, Kunzite, Zoicite e Neflite, não eram quem diziam ser. E eu havia de descobrir a verdade. Mas não agora. Este não é o momento ideal para tal.

- Pois são… - Ele já não disse mais nada, enquanto eu voltei a pegar no violino, e comecei a tocar de novo, desta vez Vivaldi. Kunzite parecia quase enfeitiçado, ao deixar os seus olhos completamente colados em mim, enquanto eu fazia passar o arco suavemente pelas cordas do violino de Mariana, enquanto nestas dedilhava as notas que depois saiam em forma de sons harmoniosos. A música era algo alegre e fazia-me sentir bem, ao mesmo tempo que me fazia pensar em Mariana. A música que tocava agora, fora a primeira música que ela me tocara, e que ficara sempre gravada no meu coração.

Olhei de soslaio na direcção de Mariana, mas ela parecia absorta demais na conversa de Jedite, e ambos sorriam, ambos riam um com o outro. Apesar de os ciúmes estarem a roer o meu interior, sentia-me de certa forma feliz. Desde que Mariana estivesse bem, eu estaria bem também.

Parei de tocar violino de repente. Não sei porquê, mas parecia que a ária de Vivaldi que tocava antes desaparecera completamente da minha cabeça, e tive mesmo de parar. Nada me saia, e os dedos não se mexiam. Abanei a cabeça em protesto, e suspirei. Tirei o violino de debaixo do meu queixo, e arrumei-o de volta na maleta, enquanto sentia ainda o olhar de Kunzite preso em mim, o que me deixava incomodada, de certa forma, pois não gosto de me sentir observada. Mas por outro lado, nem estava minimamente preocupada.

- Mariana… - Acabei por dizer, num tom doce – Temos de ir embora… - Involuntariamente, bocejei. O sono estava claramente a manifestar-se àquela altura. Mariana riu baixinho, e depois anuiu.

- Claro, Haruka, de qualquer forma, já estava aqui a dizer ao Jedite que nós tínhamos que ir, pois já não é nada cedo.

- Claro… E o Kunzite também amanhã tem de se levantar cedinho amanhã, não é, irmãozinho? - Jedite assumiu um tom jocoso. Kunzite levantou a sobrancelha conotando alguma fúria, e depois respondeu.

- Sim…

- Foi bom conhecer-vos às duas, apesar de praticamente não ter trocado nenhuma palavra contigo, Haruka. Peço desculpa, acho que fui um pouco indelicado.

- Sem problema… - Fiz um sorriso forçado, tentando ao máximo parecer cortês, para esconder tudo o que sentia, a raiva que naquele momento me corroía o espírito.

- Também foi bom conhecer-vos… Sobretudo a ti, Jedite… - Disse Mariana, sorrindo amavelmente a Jedite e a Kunzite. Eles sorriram também. Kunzite colocou a sua mão em trejeito de cumprimento, na minha direcção.

- Obrigada pelo vosso tempo… Menina Kaioh, Menina Tenoh… Foi um prazer conhecer ambas… - Eu apertei aquela mão, e a mesma energia que me parecia estranha trespassou-me, mas de uma maneira diferente. A reacção àquele toque foi completamente absurda e estranha. O meu coração quase me saltou pela boca, e parecia que memórias passadas, bem escondidas no meu inconsciente, saltavam agora para o consciente, deixando-me sem reacção alguma. As minhas bochechas acabaram por ficar rubras, e só ouvi o riso harmonioso de Mariana, enterrando-me ainda mais do que já estava. Para tentar disfarçar o meu embaraço, acabei por sorrir enviesadamente. Não… A Haruka Tenoh não fica embaraçada, muito menos por rapazes… Não… Por rapazes não… Pensei para comigo. Mas não podia esconder o facto de que sim, ficara embaraçada por causa daquele rapaz.

- O… O prazer é…é todo nosso… - Disse, engasgando-me toda pelo meio. Jedite e Kunzite ficaram bem sem saber o que dizer, mas depois riram-se, em conjunto com Mariana, que já ria a bandeiras despregadas. Eu, tentando descomprimir também, acabei por me rir, embora fosse um riso frouxo. Não gostava de me rir quando era algo que acontecera à minha custa. Sentia-me ridícula.

- Bem… Adeus então… - Eles acabaram por dizer, no meio de respirações ofegantes e de uma ou outra gargalhada que Mariana ainda lançava no ar, e depois saíram do camarim, em passos bem calculados e simultâneos, muito seguros de si mesmos.

- Estás bem, Haruka? – Perguntou-me Mariana, depois de ter conseguido controlar o riso – Tu nunca ficaste assim e muito menos por causa de um rapaz…

- Uh… Estou… Nada… - Disse, já sem dizer coisa com coisa.

- Estás toda trocada… Ai Haruka, estás toda… Mas toda trocada! Não me digas que ele mexeu contigo! – Disse-me ela, num tom jocoso, que me fez corar de novo. Depois olhei para ela seriamente, e ao ver o semblante calmo dela, desmanchei-me a rir. Ela sorriu-me.

- Não te preocupes… - Acabei por dizer depois de um longo minuto de silêncio entre nós – Eu estou bem. Agora só quero ir para casa. Estou cansada…

- Eu sei, tolinha… Anda… - Ela abraçou-me daquela maneira que só ela sabia abraçar, dando-me depois um beijo no pescoço. Eu arrepiei-me toda, e depois retribui o gesto, tendo ela pegado na maleta do violino de seguida, apagado as luzes do camarim, e assim saímos.








*[1] Referência à música “Haruka & Michiru” ~ https://www.youtube.com/watch?v=YR_Mum_EJoE&feature=related ~



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#71
Acabei agora de ler a tua fic e esta altamente, é a primeira fic que leio que quem como personagens principais a Mariana e a Haruca e estou "colada" a esta fic.

Achei o titulo super curioso e divertido o que me fez logo pegar na historia, a maneira como descreves as cenas é altamente mesmo bom...
Adorei aquela parte em que ela diz : "Mesmo que fosses feia, mesmo que fosses perneta ou até mesmo que tivesses um terceiro olho, se continuasses a ser a mesma pessoa, eu amar-te-ia da mesma maneira que te amo agora, Haruka…- Disse ela, sussurrando ao meu ouvido as palavras doces que eu queria ouvir vindas dela."

Parece que ganhas te mais uma fã!




»»»A minha 1ºfic: Coração de Esperança«««

Vendo Manga da Sailor Moon Super contente NOVOS.



#73
Oláaa
Bem, vou comentar todos e desde ja quero agradecer por me continuarem a seguir Embaracoso E agradecer aos novos seguidores, nomeadamente à miriam88 Embaracoso

@miriam88 ~ Olá Embaracoso
Obrigada por teres vindo ler-me, fico muito feliz por estares a gostar Embaracoso
Eu estou a reescrever esta fic, que por acaso a primeira versao tambem esta ca, mas esta horrivel,desaconselhavel x.x Eu estou a relê-la, e nunca pensei escrever tao mal x.x devia estar mesmo mal na altura.
Mas ha que fazer um pequenino esclarecimento.
Estes primeiros caps sao para explicar a confusao dos primeiros caps do original. O casal não é Haruka x Michiru, (qer dizer nesta fase inicial sim) mas numa segunda fase, vai ser Haruka x Kunzite. (invençoes morbidas da minha cabeça pensante Matreiro)
ai, essa fala e monumental... Lembrei-me dela, porque eu uma vez disse isso a uma pessoa de quem eu gostava muito, contudo, essa pessoa deixou-me. E enfim T.T
Aparte a parte
Obrigada por seguires, fico mesmo feliz Wink

@I_Moreira ~ Olaaaaa
Lool ja andas aqui a spoilar? olha que eu dou tau tau Matreiro
Nao tens de agradecer pela dedicatoria, dediquei do fundo do coraçao Embaracoso
Jokinhas, e publico em breve Embaracoso



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#74
Tinoco escreveu:@I_Moreira ~ Olaaaaa
Lool ja andas aqui a spoilar? olha que eu dou tau tau Matreiro
Nao tens de agradecer pela dedicatoria, dediquei do fundo do coraçao Embaracoso
Jokinhas, e publico em breve Embaracoso

Eu não disse nada Smile
Tu disses-te no inicio que esta fic está escrita noutro fórum, por isso não me culpes que eu não dei pormenores Razz


Obrigada Atalantav =)

Inscrevam-se: http://sakuraportugal.forumeiros.com/forum.htm"

Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
#75
I_Moreira escreveu:
Tinoco escreveu:@I_Moreira ~ Olaaaaa
Lool ja andas aqui a spoilar? olha que eu dou tau tau Matreiro
Nao tens de agradecer pela dedicatoria, dediquei do fundo do coraçao Embaracoso
Jokinhas, e publico em breve Embaracoso

Eu não disse nada Smile
Tu disses-te no inicio que esta fic está escrita noutro fórum, por isso não me culpes que eu não dei pormenores Razz

Tou a brincar contigo fofinha Embaracoso
Eu sei q nao spoilaste nada Razz



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#76
Txi... Já não venho comentar isto à tanto tempo... E já tinha lido o outro capitulo...
Obrigada pelo capitulo Smile
A Haruka é mesmo ciúmenta... mas é muito prestável.
Já tou farta da Michiru... Quando é que ela "desaparece"? XD
Tinoco escreveu:Eu estou a reescrever esta fic, que por acaso a primeira versao tambem esta ca, mas esta horrivel,desaconselhavel x.x Eu estou a relê-la, e nunca pensei escrever tao mal x.x devia estar mesmo mal na altura.
A primeira versão não está assim tão má Tinoco. Vê-se que aperfeiçoas-te bastante a escrita nesta versão, mas a história da primeira está boa.
Fico à espera do próximo capitulo (que pelo que parece vais ser bom XD)
Beijinhos
#77
MoonSerenidade escreveu:Txi... Já não venho comentar isto à tanto tempo... E já tinha lido o outro capitulo...
Obrigada pelo capitulo Smile
A Haruka é mesmo ciúmenta... mas é muito prestável.
Já tou farta da Michiru... Quando é que ela "desaparece"? XD
Tinoco escreveu:Eu estou a reescrever esta fic, que por acaso a primeira versao tambem esta ca, mas esta horrivel,desaconselhavel x.x Eu estou a relê-la, e nunca pensei escrever tao mal x.x devia estar mesmo mal na altura.
A primeira versão não está assim tão má Tinoco. Vê-se que aperfeiçoas-te bastante a escrita nesta versão, mas a história da primeira está boa.
Fico à espera do próximo capitulo (que pelo que parece vais ser bom XD)
Beijinhos
Olaaa Embaracoso
@MoonSerenidade: É verdade, ja ca nao andavas ha algum tempo, mas na faz mal Embaracoso Eu agradeco que venhas, seja a que altura for *-*
E nao tens de agradecer pela dedicatória, eu faço-as sempre com o maior gosto Embaracoso
A Haruka? ciumenta? Naaaa... (aquilo nao é so ciume Matreiro e mais que isso Matreiro) Eu fiz a Haruka assim, porque eu gosto. Acho engraçado *___* E ficou engraçado Embaracoso
Oh a historia pode estar boa, mas eu nao o acho. Houve muitas falhas, e eu a ler aquilo, nem acredito que escrevi tal coisa. Meti a pata na poça tantas vezes, que nem lhes consigo fazer conta... Mas agora, a começar a entrar nos eixos e a achar novas inspiraçoes, vou tornar esta reescriçao mais rica do que o prototipo de fic que escrevi Embaracoso
O proximo cap... Nem sei quando o postarei.. Ainda nao escrevi, e como tou praticamente separada de pc's... Provavelmente so depois das ferias da páscoa Embaracoso''
Beijocas, e continua a seguir Embaracoso



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#78
Depois de uma baldice de muito tempo...
aqui esta o cap 4.
Peço imensas desculpas, mas nao ando a passar por uma fase muito boa,e vou estar fora dos pcs por uns tempos.
Quando houver novidades passarei por aqui
Beijinhos e boa leitura



Capítulo 4 - Coincidências



Segunda de manhã.

Acordei relativamente cedo, em relação à hora em que me devia, efectivamente, levantar.

Eram seis da manhã, eu já estava na cozinha a fazer café e a comer torradas, ainda completamente ensonada. A minha noite não tinha sido muito boa, e os pesadelos que já me atormentavam o pensamento havia umas semanas, continuaram a atormentar-me a cabeça durante o sono, não me deixando descansar propriamente. Não sabia ainda bem o que eles significavam, mas sentia que a paz na Terra iria ser abalada por algo ou alguém. Mas neste momento, mal me interessava isso. Queria, neste momento, preocupar-me com o presente, deixando o futuro de lado. Já tivera os problemas, mais do que suficientes, para saber que deveria afastar o futuro da minha vida presente, visto que no passado, dei muita importância ao futuro, em vez de me preocupar com o que era realmente importante.

De certa forma, o silêncio era perturbador, pois eu não estou habituada a este silêncio monótono, embora nem sempre ele seja desagradável. Há momentos em que o silêncio é essencial para uma pessoa, sobretudo quando queremos pensar em coisas que de outra maneira não conseguimos pensar. Os problemas da vida, os problemas da alma, os problemas que nos deixam sem dormir, os que nos deixam sem bem saber o que fazer. Gostava do silêncio nessas alturas. Sabia bem poder estar em silêncio sem que nos incomodassem com coisas triviais. De qualquer forma, sentia-me só.

O café estava a arrefecer a ritmo lento dentro da caneca, enquanto eu observava o vapor a escapar-se alegremente pela caneca e punha marmelada nas torradas, ao invés da minha habitual manteiga. Hoje estava numa de ser diferente, nem bem sei porquê, mas continuei a fazê-lo.

A cozinha, ampla, com armários em carvalho, com um ar rústico, que permitiam que a cozinha se mantivesse arrumada. A mesa e as cadeiras, também elas em carvalho, apenas estavam ocupadas por mim, e contrastavam com o creme das paredes.

Mariana, apesar de ainda ser cedo, já tinha saído, e Susana e Octávia ainda estavam a dormir ferradas, apesar de saberem que tinham de se levantar para cumprir as suas obrigações, estavam descontraidamente a dormir. Mas também, de qualquer forma, eram apenas seis e um quarto da manhã, logo, eu deixava elas dormirem mais um bocado.

Beberiquei o café sofregamente, desfrutando do pouco calor que ele ainda emanava, apesar de não estar tão quente como estava quando o tirei da cafeteira. Comi também as torradas, pois comê-las frias não tem graça alguma, e ao terminar, acabei de beber o café, colocando depois a caneca no lava-louças, para depois do pequeno-almoço, pôr a loiça na máquina de lavar. Depois voltei a sentar-me na cadeira, colocando os braços em cima da mesa, deitando a cabeça sobre estes, deixando-me ali ficar, enquanto esperava que Octávia acordasse, para depois irmos então para o Conservatório, para a apresentação dela, que iria ser o primeiro contacto dela com a nova escola e os novos colegas. E eu sentia-me feliz por fazer parte deste momento da vida de Octávia. Era um momento especial para ela, e eu queria fazer dele algo ainda mais especial, algo que ela nunca mais se esquecesse.

Enquanto estava ali, em silêncio, com a cabeça debruçada sobre os meus braços, pensava em como era ter aulas no Conservatório. Eu lembro-me de ter lá estado cinco anos, e que fora lá que aprendera a tocar piano e violoncelo, e fora lá também que conhecera a Elsa Gray. E fora por causa de Elsa que conhecera Mariana… Mariana… O nome dela viajou pela minha mente deixando-me ali a recordar como tudo acontecera, há uns anos atrás…

- Bom dia, Haruka… - Naquele momento, estava a fazer círculos imaginários com o dedo no tampo da mesa, e ao ouvir aquela voz tanto o meu movimento como a minha linha de pensamento se quebraram, fazendo com que levantasse a cabeça de cima da mesa. Assim que vislumbrei a dona da voz, sorri-lhe, era Octávia, e ela parecia estar acelerada.

- Bom dia Octávia… Levantaste-te cedo… - Disse, tentando acalmá-la, mas isso só contribuiu para que ela me olhasse com um esgar de gozo.

- Cedo? Já não é nada cedo, Haruka… Sabes que horas são? São sete e meia!

- Sete… e meia?! – Acabei por dizer, completamente admirada. Como é que uma hora e um quarto passaram tão depressa?!

- Sim… Sete e meia! Bem… Tens café feito ou algo assim do género? É que não dormi quase nada, e estou a precisar drasticamente de acordar…

- C..laro… Tens aí na cafeteira… - Disse apontando para cima da bancada – Não dormiste? São os…

- Sim… Os pesadelos… O mais estranho é que só está a acontecer connosco, Haruka… Nem a Mariana nem a Susana têm tido estes pesadelos com tanta frequência como nós… Connosco têm sido pesadelos atrás de pesadelos quase todos os dias…

- Pois… Podes crer… - Disse, enquanto massajava as têmporas, tentando de alguma forma parar as dores de cabeça que sentia naquele momento – Será isto um sinal, Octávia? Um sinal de que as coisas não vão ficar bem, um sinal de que há perigo para a Cara de Lua?

- Talvez sim… - Disse ela, pondo um dedo debaixo do queixo – Ou talvez não, Haruka… Podem ser meros fragmentos do nosso passado… E que nos estejam agora a aparecer, por esse passado ir interferir no nosso presente e futuro…

- Mas porque é que o nosso passado haveria de interferir agora com o futuro, ainda por cima um passado que já está mais que morto e enterrado? – Disse, desvalorizando completamente o que Octávia dissera, e acabando por tirar a caneca que usara antes para beber café do lava-louças, passando-a por água, e depois enchendo-a de novo de café. Ao menos que tivesse algo que me distraísse, mesmo sendo algo trivial como beber um liquido acastanhado e ensopado em cafeína.

- Porque quando a Octávia está a falar em passado, não se está a referir ao passado mas sim ao Passado… O passado antes de renasceres, Haruka… - Ouvi a voz entrecortada de Susana ecoar pela cozinha. Passado antes de renascer? Pensei confusa. Qual passado? Que quer ela dizer com isso?

- Bom dia para ti também, Susana… - Disse, depois de quebrar a linha de pensamento – Olha lá… Que queres dizer quando dizes “o passado antes de renascer”?

- Tu não sabes de nada, pois não, Haruka? – Disse ela, enquanto, descontraidamente, preparava uma tosta. Eu olhei para ela, com um ar de irritação.

- Que queres dizer com isso, Susana? Como assim não sei de nada? – A cada palavra que pronunciava, mais perguntas se formavam no meu pensamento. Como era possível um passado do qual mal me lembrava estar a interferir com a minha vida naquele momento. Não… Isso era completamente absurdo, e não podia estar a acontecer. Completamente… Absurdo…. Não sei… Mas eu… Isso é ridículo… Como pode… Não… Ahf! Acabei por rir ironicamente. Como poderia eu estar a hesitar, ou sequer a permitir esta confusão na minha cabeça… Disparate!

- Sabes… Eu acho melhor tu descobrires por ti mesma… É algo que não posso contar-te… Seria estar a interferir com o teu futuro, pois eu já o sei de antemão… E a minha jura de lealdade para com a Rainha Serenidade não mo permite… Desculpa Haruka…

- Quer dizer… Começas a falar mas não contas? Não entendo… - Disse, completamente passada com Susana. Odiava que me escondessem coisas, sobretudo se elas me afectassem de alguma forma – Mas que raio! Às vezes a tua omnipresença irrita-me… Sabem que mais? Vou vestir-me. Se precisarem de mim, estou no quarto… - Disse, depois de me ter levantado furiosamente da cadeira. Mas depois, exibindo uma face dócil para Octávia – Quando estiveres pronta, chama-me…

- Claro, Haruka… - Depois daquela resposta, coloquei a caneca no lava-louças, e fui-me embora da cozinha. Ao chegar ao hall, subi as escadas que levavam ao andar de cima. Dali à porta do quarto, foi um instante. Abri-a e entrei no quarto, fechando a porta de seguida por detrás de mim. Depois, acabei por me esparramar na cama, vidrada nos meus pensamentos. Sem Susana me contar nada… Eu não vou saber… Mas eu já não sei o que faça. Queria compreender tudo isto, mas não consigo. Queria poder saber o que raio o meu passado antes de renascer tem a ver com o meu presente, ou sequer com o meu futuro… Queria poder entender tudo… Mas neste momento, não quero entender. Só quero poder viver normalmente, senão nem sossego tenho. Mas que raio, porque perco tempo a pensar nisto? Tenho de me ir vestir… Caramba, Haruka Amara Tenoh, mexe-te!







Acabei por me levantar da cama, e abri o armário, completamente stressada, sem saber o que ia vestir. Vasculhei as camisas e as calças de ganga, e acabei por pegar numa camisa branca, e numas calças pretas, e vesti-as, sem me importar com o facto de parecer um tabuleiro de xadrez. Depois, calcei uns All-stars pretos, e vesti um blazer também ele preto. Pronto, já não pareço um tabuleiro de xadrez. Agora pareço um poste com um lençol atado a ele. Francamente… Acabei por pensar. Isso fez-me rir, mas também já só tive tempo de entrar na casa de banho, para lavar os dentes.

Knock-knock – Ouvi baterem à porta, enquanto, numa tentativa frustrada, tentava acabar de lavar os dentes.

- Quem…é? – Disse, com a escova de dentes dentro da boca, enquanto tentava lavá-los de forma célere.

- Despacha-te, Haruka, já estamos a ficar mais do que atrasadas! – Disse ela, do outro lado da porta, naturalmente aborrecida.

- Já…vou… - Depois, saí da casa de banho, indo à gaveta da cómoda, tirando de lá as chaves da mota, as chaves de casa, a carteira e o telemóvel. Depois, abri a porta, e dei de caras com uma Octávia com um ar completamente divertido.

- Estás com ar de noivo pronto a casar, Haruka… - Disse ela entre risos. Eu ri também, e depois, num tom brincalhão, olhei para ela. Ela sorriu e depois eu acabei por falar.

- Desculpa a demora, Octávia… Bem, estás pronta para ir? – Acabei por sorrir matreiramente.

- Sim! Vá, vamos! Depressa! – Aquela frase de Octávia correspondera aos meus desejos mais profundos, e eu senti o meu sorriso alargar-se para um sorriso de orelha a orelha. Octávia por segundos ficou com uma expressão de receio na face, o que me fez ficar ainda mais divertida com o facto.

- Tens a certeza que queres ir depressa? – Acabei por perguntar, lançando um olhar de desafio para Octávia.

- Sim, quero! – Ela olhou para mim, com um ar de fúria controlada, por eu estar a adiar a saída de casa.

- Tudo bem, tu é que pediste… - Acabei por dizer, encolhendo os ombros, sem mais nada dizer. Apenas me limitei a fechar a porta do quarto, e a encaminhar Octávia para as escadas.



*****


Chegámos ao Conservatório um minuto antes da hora, embora o director de turma de Octávia ainda não estivesse na sala. Achei algo estranho, pois os professores do conservatório sempre foram pontuais, e para além de mais, nas apresentações, os professores é que chegam primeiro. Contudo, Octávia agradeceu o facto. Também, depois de dez minutos a andar à pendura numa mota a quase 120 Km/h, numa estrada onde milhares de carros fazem o seu trajecto para o seu destino, e comigo como condutora, não me admira que agradeça o facto, sobretudo se tiver estômago fraco como Octávia tem. Ela ficara enjoada, mas não tenho culpa de levar bem a sério quando as pessoas me dizem que querem ir rápido.

Eu acabei por rir que nem uma desalmada com a situação, e após Octávia ter de ter ido à casa de banho, fomos finalmente para a porta da sala. E ali ficámos, à espera que alguém aparecesse para a apresentação. O que não esperava que acontecesse tão depressa. Contudo, nem me preocupei com o assunto, assim poderia ficar por um pouco a observar o ambiente.

Encostado à parede do lado contrário ao qual eu estava encostada, estavam dois rapazes, que de certa forma contrastavam um com o outro. Um, mais alto e mais velho, parecia-me familiar, como se já o tivesse visto em algum lado. O outro, mais baixo e mais novo, também ele familiar, deixaram-me de certa forma com uma ponta de curiosidade, contudo, acabei por desviar o olhar, e tomar atenção a Octávia, que já me chamava há algum tempo.

- Olha, Haruka, já viste? – Apontou para uma vitrina cheia de troféus – Está ali um troféu com o teu nome… Não sabia que tinhas andado aqui – Acabou por sorrir, depois fixando o olhar atentamente nos troféus, que de certa forma me eram familiares, por ter sido eu a segurar alguns deles, nas diversas vitórias que trouxe para o Conservatório. Eu, sem nada dizer, sorri, e depois voltei a fixar o olhar nos dois rapazes.

O mais alto tinha longos cabelos cor de prata, o que me trazia à memória o dia de ontem. Um dos rapazes que tinha ido ao meu camarim tinha os cabelos exactamente da mesma cor, e a sua maneira de estar era exactamente igual. O seu olhar, profundo e calmo, e o seu semblante belo, destacavam-se acima de tudo. Tudo apontava para que o rapaz do camarim, e aquele rapaz fossem exactamente a mesma pessoa. Eu acabei por nem dar mais importância a isso, e olhei para o outro rapaz, de cabelos castanho-alourados, que de certa forma, me fazia lembrar o rapaz do parque. Eu acabei por me rir para mim mesma, pois parecia que já andava a ver coisas. Era coincidência a mais dois rapazes, os quais apenas tinha visto uma vez, estarem ali, no mesmo sitio que eu. Era absurdo.

Ao manter o olhar fixo no rapaz mais novo, acabei por inadvertidamente cruzar o olhar com ele. Os seus olhos verde-esmeralda, recordavam-me os olhos do rapaz que me acudira quando desmaiara no parque. Acabei por desviar o olhar, enquanto de esguelha vi um sorriso do rapaz de olhos verdes. Parecia ter-me reconhecido, e parecia ter comentado exactamente isso com o rapaz de cabelos prateados. Ele sorriu, e depois olhou para mim, o que me fez desviar completamente o olhar, após ter cruzado o meu olhar com o dele. Os olhos dele, azuis e observadores, deixaram-me sem margem para dúvidas de que aquele era o rapaz do camarim. Eu sentia-me completamente embaraçada por os estar a espiolhar, mas a curiosidade era maior que a vergonha. Então, acabei por olhar de novo, aproveitando que eles estavam completamente distraídos. Olhei ambos da cabeça aos pés, vendo a maneira como, tão diferentes, eram iguais. Apesar de o mais novo estar vestido com o uniforme do conservatório e o mais velho com roupas casuais, a maneira de estar deles era relativamente igual. Pareciam, tal como o rapaz de cabelos prateados e Jedite (cujo nem sei o motivo pelo qual decorei o seu nome) no camarim. Os mesmos movimentos, ao mesmo tempo, quase como dois robôs. Isso metia-me de certa forma impressão, e fez-me desviar de novo o olhar.

Acabei por tomar atenção a mim mesma, e sentir aquilo que sentira desde que entrara ali.

Desde que entrara no conservatório que sentia uma energia estranha dentro do edifício. Não era de todo uma energia normal, e isso deixava-me com os sentidos de guerreira alerta. Sentia-me ameaçada, e não gostava da sensação. Sentia que a qualquer momento, poderíamos ser atacadas por algum inimigo, e que as coisas podiam não correr bem, contudo, não era só isso. A energia negativa que sentia, parecia emanar daqueles dois rapazes. Isso deixou-me de certa forma ainda mais tensa, e estive quase para me chegar à frente e ir caçar um rumo para descobrir o verdadeiro motivo da minha desconfiança, quando Octávia me agarrou o braço de maneira discreta, mas chamando-me à atenção. Eu acabei por olhar para ela, sorrindo, e ela, num sussurro, pediu que me baixasse, para me dizer algo. Eu acedi, e baixei-me ligeiramente.

- Haruka… Tem calma… Eles não são ameaça para nós… - Sussurrou de novo, num tom reconfortante. Contudo, eu não consegui convencer-me de que não havia alguma ameaça. Eu sentia algo de errado.

- Mas como tens a certeza disso? Não sentes… - Acabei por lhe responder. Tinha de ter uma resposta, mas tinha de ser uma resposta que me satisfizesse. Não podia ser qualquer tipo de resposta.

- Sinto… Mas não são eles… É algo mais poderoso que isso. Mas agora não podemos fazer nada senão esperar que se revele… - Octávia libertou-me o braço, e depois voltou a olhar para a vitrina, como se nada se tivesse passado. Mas as frases dela foram quase que um interruptor para incendiar ainda mais a minha curiosidade.

- Tudo bem… Estou sem entender o que me dizes, Octávia, mas não vou duvidar do teu discernimento… - Eu acabei por me endireitar, e olhar o vazio, enquanto Octávia olhava nervosamente uma e outra vez para a vitrina, trocando depois olhares comigo. Eu limitei-me a sorrir, e a mais nada fazer, até olhar para o meu relógio de pulso – Ouve lá, Octávia, a tua apresentação já não devia ter começado há quase um quarto de hora?





- É verdade… - Ela olhou para o meu relógio, com um ar soturno – Já devia ter começado… Mas já se sabe como é… Os professores adoram chegar atrasados a estas coisas… Aff… Já estou farta de estar aqui… Haruka… Olha… Sempre vamos lanchar a casa da Bunny? É que eu soube que a Chibiusa veio visitá-las… E eu tenho muitas saudades dela…

- Eu disse-te que sim, não disse? Mas antes, temos de ir almoçar com aquele promotor, lembras-te? Hoje somos duas raparigas com a agenda muito preenchida – Sorri para ela, ao que ela respondeu também com outro sorriso. Depois, não tivemos mais tempo para conversas.

Do meio das pessoas que esperavam impacientes, apareceu um vulto feminino. Uma mulher ligeiramente mais alta que Octávia, de cabelos castanho-claros que lhe batiam pelos ombros, tez clara e olhos castanho-avelã[1] passou por nós, completamente atolada em papelada. Entrou na sala, seguida depois de todos os pais e alunos. Eu e Octávia trocámos um olhar rápido, e depois de todos, entrámos. Octávia ocupou a última mesa livre, e eu encostei-me numa parede, longe de todos. Queria poder pensar em paz por um bocado. Contudo, isso não me foi possível. Tanto o rapaz dos cabelos prateados, como o rapaz dos cabelos castanho-alourados me ocuparam o pensamento. Enquanto o segundo se sentara mesmo ao lado de Octávia, o primeiro foi-se encostar quase no mesmo sítio que eu, a alguns passos de distância. Eu não achei piada, por ainda sentir desconfiança acerca daqueles dois, mas acabei por enfiar as mãos nos bolsos, e me deixar ficar ali, calada e sem me mexer, olhando apenas à minha volta. Era o que eu podia limitar-me a fazer naquele momento.

- Bom dia… Desde já peço imensa desculpa pelo meu atraso, mas é que apanhei um trânsito desgraçado desde onde eu vivo até aqui. O meu nome é Isabel Mendes, e para além de ser a vossa Directora de Turma, sou a vossa professora de Filosofia. Sim, que lá por vocês vierem para um Conservatório de Música e Artes Performativas, não quer dizer que se safem da disciplina que lecciono – Com um sorriso afável e um ar gozão, a Directora de Turma de Octávia conseguiu arrancar alguns risos da audiência. Eu ri-me também, mas de forma discreta. Eu já conhecia aquela senhora há uns anos. Ela fora minha professora de Filosofia durante os tempos em que andei no conservatório, e fora ela que me aconselhara a participar nas corridas de Fórmula 1. E sentia-me agradecida pelo facto. Ela olhou para o fundo da sala, e ao ver-me, sorriu-me afavelmente. Eu sorri de volta, e depois voltei ao meu estado de passividade perante a situação. Contudo, não me foi permitido continuar assim – Agora que já se riram um pouco, pois o ar estava tão tenso que até me custava a respirar, vou fazer a chamada, para que vocês se apresentem, até porque aqui o ambiente está tão gelado, que até era possível fazer cubos de gelo… - A professora abriu o livro de ponto, e começou a chamar um por um os alunos da turma de Octávia, até que chegou ao rapaz de cabelos castanho-alourados – Okinawa, Zoicite… - O rapaz ao lado de Octávia levantou-se e começou a falar. Olhei de esguelha, e o rapaz a meu lado olhava atentamente para mim, e ao mesmo tempo para Zoicite. O nome não me era estranho, nem a aparência, tal como suspeitara ao princípio quando os vira. Sem dúvida eram aqueles rapazes que eu já achara antes. Contudo, não tinha motivos para falar com eles, ou até saber algo mais. Simplesmente, nem estava preocupada. Depois de uma última olhada, desliguei completamente, até ouvir o nome de Octávia. Ao vê-la ali, confiante, fez-me sorrir, e de certa forma comoveu-me. Contudo, não tive tempo para ficar muito comovida.

- Nós já nos conhecemos antes, não já? – Ouvi uma voz a meu lado, e que me arrepiou toda. A voz, impregnada de charme e sedução, alcançou os meus ouvidos, e a minha vista arregalou-se. Olhei para o lado de onde viera aquela voz, e o rapaz de cabelos prateados ostentava um sorriso bem aberto para mim – Bem me parecia que eras tu, Haruka… Não sabia que tinhas uma filha a frequentar o Conservatório… O mundo é realmente pequeno…

- Pois é… Mas a Octávia não é minha filha… - Disse, num tom meio seco. Não estava a gostar do rumo da conversa – É minha afilhada… Mas acho que não tenho de te dar satisfações, … Kunflite? - Arrisquei a tentar adivinhar o nome dele. Realmente não me lembrava, e apenas sabia que era algo parecido com aquilo. Ele sorriu, meio triste, como que desiludido por, apesar de nos termos conhecido ontem, já nem o nome dele saber, embora tenha mais que fazer que decorar os nomes de todas as pessoas que conheço.

- Kunzite… Com “z”… Desculpa se pareço intrometido ou assim… Foi mera curiosidade… - Ele sorriu amistosamente, como que a dizer que podia confiar nele, contudo, não era capaz. Aquela aura que já sentira antes, e a aura que sentia perto dele deixava-me desconfiada, apesar de a voz do rapaz me hipnotizar, quase deixando-me sem resposta, e sem a minha capacidade de ser evasiva.

- Sem problema… Contudo, devias aprender a ser menos abelhudo… Isso pode dar mau resultado, sabias? – Acabei por conseguir ser evasiva, o que fez com que ele recuasse. Eu sorri escarninhamente, e depois desviei o olhar dele. Teria de o ignorar, se queria reduzir o meu batimento cardíaco. Desde que o “Kun-qualquer-coisa” me tinha dirigido a palavra que o meu coração batia que nem louco, e isso estava a deixar-me frustrada. Não sei que de especial aquele rapaz tinha, mas que estava a dar comigo em doida, estava.

- Sei. Apenas perguntei porque fiquei admirado. És tão nova…

- Epah, vai ver se está a chover lá fora e deixa-me sossegada por um bocado, boa? – Eu já me estava a passar, e já não estava para o ouvir, e acabei mesmo por ser rude. Num acto de infantilidade, virei a cara, e depois voltei a tomar atenção ao que se estava a passar.

Olhei à minha volta, e depois acabei por reconhecer aquela sala como sendo uma das quais em que eu tivera aulas, há seis anos atrás. A disposição das cadeiras, os armários em madeira de pinho, já com um ar antigo, o quadro de ardósia preta, tudo me dava a ideia de familiaridade com o passado há muito esquecido por mim. Olhei de novo. A sala, que quando tinha 14 anos de idade me parecia enorme, aos meus olhos de 20 anos parecia minúscula. E também, e apesar disso, eu sabia perfeitamente que só as salas de aula normais é que eram daquele tamanho. As das aulas específicas eram maiores, até porque tinham de albergar diversos instrumentos de trabalho extra. Eu acabei por sorrir, ao lembrar-me dos bons momentos que aqui passara, antes de me infiltrar na Escola Mügen.

- De entre muitos nomes de sucesso que saíram daqui, temos felizmente o prazer de conhecer hoje aqui um exemplar, a senhorita Haruka Tenoh, que foi uma das melhores alunas a passar aqui pelo conservatório… - De repente, a minha linha de pensamento foi quebrada, ao ouvir o meu nome, e eu acabei por corar. O único pensamento que me passava pela cabeça, era o de querer achar um buraco para me esconder, pois ardia de vergonha. Não estava habituada a que fizessem referência à minha passagem pelo Conservatório, e naquele momento, não sabia já o que fazer – Haruka… Achas que podes tocar aqui um pouco para esta audiência de jovens que pretende seguir carreira musical? Acho que serias para eles um bom modelo em quem se inspirar… - A professora Isabel sorriu-me, e eu, sem grande remédio, aceitei, pois sabia que aquela senhora não aceitava um não como resposta. Ela sorriu, e depois tirou de um dos armários uma maleta com um violino. Eu engoli em seco. Apesar de ontem ter tocado violino, não era dos meus instrumentos favoritos. Contudo, acabei por me resignar, e me chegar lá à frente.

Ao lá chegar, a professora Isabel passara-me a maleta, que eu abrira de imediato. Um violino, com um ar antigo, e um arco, mais decrépito que um Ford Mustang de ’62 numa sucata, mas ainda passível de ser usado, estavam lá dentro. Apesar de as coisas não estarem nas melhores condições, tive de me resignar, e até acabei por me rir comigo mesma. Este conservatório continua exactamente na mesma. Parece que ficou parado no tempo… Pensei, enquanto pegava no violino e no arco, e depois comecei a tocar exactamente a mesma música que tocara quando Jedite e “Kun-qualquer-coisa” foram ao nosso camarim. Sem pautas ou algo por onde me guiar, continuei a tocar por largos minutos, enquanto sentia os olhares da plateia fixos em mim, embora um olhar se destacasse dos outros todos. Uns olhos azul-cinza estavam embevecidamente focados em mim, e ao cruzar o olhar com eles, acabei por fechar os meus, e voltar a focar-me nas notas que tocava afincadamente no violino.

Ao terminar a ária, com alguma satisfação da minha parte, pois já me doíam os dedos de fazer pressão nas cordas, ouvi um coro de aplausos, e alguns “wow” vindos directamente da plateia. Eu fiz uma vénia, como que a agradecer, e depois arrumei o violino de volta na maleta, devolvendo-a à professora Isabel. Depois de lhe ter feito uma vénia, voltei ao sítio onde estava, encostando-me na parede, enquanto ainda sentia os olhares de alguns pais fixados em mim, como que a invejar-me. Isso fez-me rir para comigo mesma de novo, e depois fechar os olhos, e limitar-me a ouvir a professora Isabel a falar. Naquele momento não estava preocupada com mais nada.

- Tocas lindamente… Já o tinha dito, mas acho que não se perde nada em dizê-lo de novo… - A meu lado, uma voz voltou a pronunciar-se, ainda que num tom tímido. Eu não tinha a intenção de responder, contudo, nem sei bem porquê, fi-lo, enquanto fazia de tudo discretamente para esconder a minha face escarlate.

- Obrigada… - Respondi num sussurro. Enquanto isso, sentia o meu coração acelerar de novo. Parecia que aquela voz hipnotizante estava a dar comigo em doida, e já não sabia o que fazer quanto àquilo.





- Não tens de agradecer… As verdades existem para se serem ditas… - Ele corou, e eu acabei por me rir ao de leve, enquanto ele tentava disfarçar o seu embaraço. Depois, acabou por desviar o olhar de mim, e eu finalmente tive paz e sossego suficientes para poder desligar completamente da sala de aulas, e para me focar completamente nos meus pensamentos.

Pensamentos esses que iam confusos a vaguear pelo meu cérebro, a uma velocidade alucinante, quase comparável ao dobro ou triplo da velocidade à que eu costumo andar normalmente, quando conduzia. Parecia idiota aquela analogia com a minha condução para explicar o quão depressa eles andam na minha cabeça, contudo, não deixava de ser assim que me sentia. Mas mesmo assim, não me ajudava em nada estar confusa, e ter todos os meus sentimentos e pensamentos embrulhados num novelo difícil de desembaraçar. Sentia-me meio que perdida por causa disso. E a maneira como estava naquele momento era prova disso.

- Haruka… - Ouvi a voz de Octávia pronunciar-se perto de mim, e um par de mãos agarrar as minhas de maneira gentil. Acabei por acordar para a realidade, e depois notei que todos já tinham saído da sala, menos nós duas, e a professora Isabel, que estava a arrumar as suas coisas na pasta também para se ir embora. Olhei à volta, e depois corei de embaraço. É sempre a mesma coisa, quando me ponho a pensar nas coisas acabo por me esquecer do tempo…

- Desculpa… Estava distraída… - Acabei por retorquir num tom baixo. Octávia olhou para mim, sorrindo.

- Pois, logo vi que estavas no mundo da lua! – Ela acabou por transformar o seu sorriso numa gargalhada alegre, e eu, numa de desportiva, dei-lhe uma pancadinha ao de leve no ombro, rindo-me também. Depois finalmente saímos da sala, enquanto a minha mão se mantinha pousada no ombro dela, querendo guiá-la para fora do edifício. Apesar de por um lado gostar de estar ali, ainda sentia uma energia estranha a pairar no edifício. E para além demais, estava com fome. Apesar de ter comido bem ao pequeno-almoço, estava agora cheia de fome, e parecia mesmo que tinha um buraco no lugar do meu estômago. Isso fazia-me sentir como se não comesse há séculos e de certa forma, deixava-me desconfortável.

Ao chegarmos ao exterior do edifício, eu comecei a vasculhar os bolsos das calças à procura das minhas chaves. Contudo, estava com um certo problema em as encontrar, pois não estavam onde as costumo pôr.

- Haruka… Que estás a pensar fazer para o almoço? – Perguntou Octávia, num tom curioso, enquanto eu vasculhava os bolsos interiores do blazer.

- Não sei Octávia… Logo se vê… - Disse, acabando por desistir de procurar as chaves – Olha, viste onde é que eu pus as chaves...





- Por acaso não estás à procura disto… - Ouvi uma voz por detrás de mim que me pôs de sobreaviso, fazendo-me virar cautelosamente de costas. Ao ver que era Kunzite, vi também que ele tinha suspensas no ar, apenas seguradas pelos seus dedos esguios, as minhas chaves, e que eu procurara que nem doida. Eu fiquei admirada, enquanto ele sorria, e o seu irmão olhava de esguelha para Octávia, o que fez com que ela corasse que nem tomate, o que me surpreendeu de certa forma, pois Octávia era uma rapariga que não se deixava embeiçar por ninguém. Contudo, ignorei o facto, e depois sorri, de maneira forçada, para Kunzite, aceitando as chaves.

- Obrigada… Onde é que as encontraste? – Acabei por perguntar num tom falsamente gentil.

- Estavam caídas no corredor, ao pé do sítio onde estiveste encostada… Devem-te ter caído do bolso… - Ele sorriu de novo, como se quisesse demonstrar que queria algo mais que me entregar as chaves. Contudo, não podia deixar aquela conversa andar mais, até porque estava com pressa. Olhei-o de soslaio.

- Pois… Deve ter sido isso… Obrigada mais uma vez… - Estava a sentir-me pouco à vontade com ele ali, e só queria ir-me embora. Não queria estar nem mais um bocado perto dele, pois ele era estranho – Bem… Agora temos de ir… Até outro dia…

- Haruka, espera… - A voz dele fez-me estacar de novo. Eu voltei-me para ele, olhando-o com desconfiança, acima de tudo – Que…Querem vir almoçar connosco? Quer dizer… Nós pagamos…

Eu troquei olhares com Octávia, e ela discretamente disse que não. Eu sorri, e depois, com um sorriso sinistro na face disse, num tom meio sarcástico:

- Lamento, mas hoje não dá… Eu tenho montes de coisas para fazer, e a Octávia hoje tem de ensaiar violino. Mas claro que nós teremos todo o prazer em almoçar convosco um dia destes…

- Tudo bem – Ele sorriu, embora o seu olhar conotasse desilusão – Fica para outro dia…

- Com certeza… Mas agora temos de ir… Adeus – Depois, sem mais palavras, voltei a pousar a minha mão no ombro de Octávia, e fomos embora, em direcção do parque de estacionamento, deixando aqueles dois sozinhos na entrada do edifício.





[1] Inspirada na Stôra Cátia Pinheiro, minha directora de turma o ano passado e stôra de Filosofia e actual stôra de Psicologia B, à qual agradeço a autorização para a usar como personagem na Fan Fic Embaracoso



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#79
Olha Tinoco, estive a ler algumas fics (visto que sou nova por estas bandas), e a tua chamou-me a atenção por alguns motivos:

1º Escreves imensamente bem, parabéns! É difícil encontrar alguém que escreva tão bem e que a escrita se torne tão agradável que nos prenda cada vez mais à leitura. Utilizas muito texto corrido (visto que estás a escrever em primeira pessoa, no que diz respeito à personagem da Haruka) e isso acaba por prender as pessoas ainda mais à tua fic (pelo menos a mim agrada-me bastante que o faças e a maneira como o fazes Wink ).

2º Adorei o pormenor com que falas da relação homossexual entre a Haruka e a Mariana e como explicas tão bem os factos que implicam uma relação homossexual, além de abordares isso de uma maneira aberta, transmites através da tua fic a realidade das pessoas lgb, vi isso em alguns parágrafos que escreves-te e gostei bastante de ver isso, parabéns mais uma vez ;D.

3º O romantismo que transmites quando a Haruka e a Mariana estão juntas é realmente fantástico e transmites isso por palavras muito bem colocadas e sobretudo demonstras a diferença de amar de cada uma delas.



Desculpa o meu super grande comentário mas realmente foi das histórias que eu mais gostei de ler, tenho pena que ainda nao a tenhas acabado, mas vi num comentário anterior teu que estás um pouco ausente da Internet por uns tempos, bom espero que não estejas muito mais para que possas acabar a fic e eu saber o final porque estou muuuito curiosa Matreiro. **
#80
Pinkie Butterfly escreveu:Olha Tinoco, estive a ler algumas fics (visto que sou nova por estas bandas), e a tua chamou-me a atenção por alguns motivos:

1º Escreves imensamente bem, parabéns! É difícil encontrar alguém que escreva tão bem e que a escrita se torne tão agradável que nos prenda cada vez mais à leitura. Utilizas muito texto corrido (visto que estás a escrever em primeira pessoa, no que diz respeito à personagem da Haruka) e isso acaba por prender as pessoas ainda mais à tua fic (pelo menos a mim agrada-me bastante que o faças e a maneira como o fazes Wink ).

2º Adorei o pormenor com que falas da relação homossexual entre a Haruka e a Mariana e como explicas tão bem os factos que implicam uma relação homossexual, além de abordares isso de uma maneira aberta, transmites através da tua fic a realidade das pessoas lgb, vi isso em alguns parágrafos que escreves-te e gostei bastante de ver isso, parabéns mais uma vez ;D.

3º O romantismo que transmites quando a Haruka e a Mariana estão juntas é realmente fantástico e transmites isso por palavras muito bem colocadas e sobretudo demonstras a diferença de amar de cada uma delas.



Desculpa o meu super grande comentário mas realmente foi das histórias que eu mais gostei de ler, tenho pena que ainda nao a tenhas acabado, mas vi num comentário anterior teu que estás um pouco ausente da Internet por uns tempos, bom espero que não estejas muito mais para que possas acabar a fic e eu saber o final porque estou muuuito curiosa Matreiro. **



Olá Embaracoso

Primeira, não tens de pedir desculpa pelo comentário gigante, são destes que eu gosto de comentar *--*



Segunda, obrigada por achares que escrevo bem. Como deves calcular, e a *Dumpling pode dizê-lo melhor que eu porque ela está de fora, eu era péssima a escrever, e fui aprendendo a escrever aos poucos e agora ando a escrever "razoavelmente" melhor.Demorou um bocado mas acho que cheguei lá Embaracoso' Mas não te assustes, vão ocorrer muitas transições entre personagens, e há de haver alturas em que vou pôr a história sob a perspectiva de outros personagens.



Terceira, epah, eu vou contar-te o porquê de ser tão precisa nas situações de Yuri. Para além de conhecer o movimento LBG, eu conheço várias pessoas que são lésbicas e eu de certa forma tenho uma ligação emocional com estas pessoas. É a primeira vez que exponho este meu lado numa fan fiction à séria, e sinceramente não estava à espera que alguem percebesse a subtileza na coisa. Fiquei feliz por alguém ter reparado, thank you :3



Quarto, eu ADORO romantismo. Eu sem ele não vivo, e tinha de dar paixão ao meu casal Yuri. Apesar de elas terem duas perspectivas diferentes de amar, elas são como uma só e uma só são. Eu admiro a Haruka e a Mariana Aka Michiru, e estou feliz com o resultado final, embora este casal vá ser "exterminado" por assim dizer.



Quinta, obrigada mais uma vez, adoro leitores novos, e já me andava a sentir desmotivada. Tenho outra fic, também de Sailor Moon, que se chama O Amor é Complicado. Essa não é tão boa como esta, mas também tem uma história meio marada XD



De resto, só tenho a dizer que quando tiver mais um capítulo pronto, o que irá demorar séculos voltarei.

Beijocas ***



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

Tens de entrar para responderes neste tópico.

  • 3.603 tópicos
  • 188.722 mensagens
  • 1.339 membros
  • último membro: Arza77