Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Sailor B stars

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Esta sondagem está encerrada.

#21
13 paginas???? WAW!!!! Ainda melhor!!!!! kuanto mais melhor!!! continua... e fico é espera que o coloques..
#22
Lol, eu pensava que quanto mais páginas, mais assustava o pessoal XD mas pelos vistos até há quem goste Wink thanks neptuno-avista Razz

enfim, decidi que o melhor a fazer era mesmo dividir o capítulo em 2. Assim ficou o 5º capítulo com 7 páginas e o 6º com 6. Not bad Razz

Portanto aqui fica o novo capítulo:
___________________________________________________
5º CAPÍTULO – FINALMENTE FÉRIAS! NOVA EM TÓQUIO! UMA BOA AMIZADE!

Finalmente chegara o dia do último exame. Hikari caminhava para a escola onde faria o seu exame de admissão: A escola Juuban. Sentia um misto de nervos, ansiedade e alivio. Dentro de poucas horas teria menos uma tarefa a cumprir e um pouco mais de tempo para si mesma.
Enquanto andava avistou uma cara conhecida. Era Shuji! Sentiu uma vontade enorme de correr até ele, mas quando estava prestes a fazê-lo, Matsumoto apareceu junto do rapaz.
- Então? Já me podes contar como correram as coisas no outro dia? - perguntou.
- Ah! Matsumoto! - exclamou Shuji quando sentiu o amigo a parar perto de si - Desculpa, ainda não te agradeci por me teres vindo buscar à festa.
- Naaah, não precisas agradecer, eu andava por aquela zona. Mas conta lá: como ficaram as coisas com a Ayanami?
- Se queres que te diga, não sei. Houve um terramoto quando eu ia começar a falar, e ela teve de ir ver o que se passava (afinal, a festa era da família dela).
- Pois... também o senti. Mas não conseguiste falar com ela depois disso?
- Não... A confusão era tanta e ela tinha mais em que pensar, por isso decidi vir-me embora...
Entretanto Shinji sentiu que estava alguém a poucos metros deles e olhou para trás:
- Hey! Hikari-chan! - a expressão triste foi substituida por um sorriso alegre - Vem cá ter connosco!
Hikari não teve como negar o pedido e correu até eles. Caminharam juntos até à sala de exames. Mas a face de Hikari não conseguia esconder a tristeza que sentia, o que não passou despercebido a Matsumoto.

***

Já se passara uma hora desde que começara o exame. Lá fora começavam a aparecer os estudantes que já tinham terminado a sua tarefa e que agora discutiam as questões em que tinham tido mais dúvidas. No entanto havia uma rapariga que se distanciara dos grupos que se tinham formado. Dirigiu-se para o campo de jogos e sentou-se numa das bancadas. Da sua sacola retirou um caderno de desenho e começou rabiscar nele.
- Gosto dos teus desenhos - disse uma voz por detrás dela. Ela olhou uma rapariga, tinha cabelos negros aos canudos e vestia um vestido de gothic lolita.
- E eu gosto da tua roupa. Mas hoje não é domingo (*). - este ultimo comentário foi feito de uma forma rude e de seguida voltou a sua atenção para o desenho que fazia.
- Tens razão. Mas para quê vestirmo-nos daquilo que gostamos só em certos dias da semana?
- Porque se o fizermos deixam de ser especiais. - e não tirava os olhos do caderno.
- São opiniões. Mas tu também deves gostar de moda, senão não desenhavas esse vestido. - a gothic lolita apontava para o desenho que a rapariga estava a fazer. Esta fechou o caderno abruptamente.
- Desculpa, mas gosto de estar concentrada enquanto desenho. - levantou-se e caminhou para longe da rapariga que a perturbava.

(*) - nota explicativa - a rapariga está a referir-se aos grupos de gothic lolitas que se juntam aos domingos nas ruas de Harajuku. Esta zona não é só invadida por lolitas mas por muitos outros grupos relacionados com a cultura pop japonesa.

***

- Pousem as canetas e entreguem os testes! - disse a professora numa voz de controlo.
Ouviu-se um burburinho na sala e os estudantes começaram a levantar-se.
- Aaah, bolas! Não consegui responder à ultima pergunta! - queixou-se Hikari, já no corredor.
- Não te preocupes, a cotação para essa questão era bem baixa. - confortou-a Shuji.
- Arisuuuuu!! - ouviram chamar e de seguida passou uma rapariga de tranças loiras a correr vinda detrás deles.
Elas só parou perto de outra rapariga de cabelos negros lisos e olhos verdes que carregava um caderno de desenho.
- Então? Como é que correu o exame? - perguntou a rapariga dos cabelos negros.
- Moooh, tive de inventar 5 respostas! - respondeu a outra rapariga.
- Shuji-kun!! - chamou alguém por detrás das raparigas. Era Ayanami que caminhava agora para eles.
- Han?! Não me tinhas dito que ela ia ficar à tua espera! - exclamou Matsumoto mas de forma a que Ayanami não ouvisse.
- Nem eu sabia... - murmurou Shuji.
- Bem, sendo assim, acho que está na hora de nos irmos embora, né Hikari-chan? - disse Matsumoto, dando o braço a Hikari e arrastando-a para longe do parzinho.
- Mas desde quando é que eu te deu permissão para me chamares Hikari-chan?! - refilou Hikari. Mas os seus olhos estavam presos na rapariga que agora falava com Shuji. Era linda... Hikari sentia-se estranhamente feia e desengonçada perante toda aquela graciosidade.
Matsumoto arrastou-a até à bancada do campo de jogos e por fim largou-a.
- Bolas, que é que te deu!? Não precisavas de me trazer para tão longe! - refilou Hikari.
- Aqueles dois precisam de conversar. - disse ele ignorando os protestos da rapariga.
- Mas o que é que isso tem a ver comigo?! Eu podia entender pela atmosfera e ter-me vindo embora por...
- Tu gostas dele, não é verdade? - interrompeu Matsumoto.
Hikari estacou. Quem é que aquele idiota pensava que era para falar assim dos seus sentimentos?
- Ouve lá, quem és tu para... - começou a dizer.
- Hikaaaaariiiiii!!!! - chamou alguém ao de longe.
A rapariga olhou e viu uma limusina estacionada no portão da escola, à janela encontrava-se Margaret a esbracejar:
- Hikari!! Vamos para o karaoke!! - chamou.
- Maru-chan, olha o estrilho... - do interior do carro, Yumiko tentava controlar Margaret.
Hikari não teve outra solução a não ser ir ter com as amigas, mas não sem antes lançar um olhar furioso a Matsumoto.
- Má abordagem... - murmurou Matsumoto à medida que via Hikari a afastar-se.

***

- Hey, Arisu! Que tal irmos dar uma volta à cidade? - perguntou a rapariga com tranças.
- Não sei, Makino... - respondeu Arisu com um ar aborrecido - Eu por mim ia para casa desenhar mais um bocado.
- Moooh, estás sempre fechada em casa a desenhar. - resmungou Makino. - Não era melhor para ti, saíres um pouco? Até mesmo para ganhares inspiração para os teus desenhos!
- Está bem... - suspirou Arisu - Para onde queres ir, então?
- Vamos a um templo! Sempre quis ver um! Lá em Kurozuki não havia nada! - Makino referia-se à sua terra, uma pequena aldeia no interior do país.
- Bom, está na hora de conheceres Tóquio - disse Arisu que sempre morara na cidade. - Vamos lá ao templo...

***

- Não acham estranho o facto do Formalhaut já não dar notícias há umas semanas? - perguntou Aldebaran.
Os 3 gatos tinham seguido as raparigas para a sala de karaoke, mas encontravam-se a alguma distância delas.
- Bem, a verdade é que nós também não lhe temos dado grandes novidades. - constatou Antares.
- Desde o último ataque que anda tudo demasiado calmo... - disse Regulus olhando para Margaret que aplaudia entusiasticamente a actuação de Hikari.
As raparigas tinham-se tornado grandes amigas, Margaret era como se fosse o elo que as unia a todas. Tal como Hikari, também era fan da Minako Aino. E desde pequena que fora habituada a ouvir música clássica, como Yumiko.
- E agora vou cantar... - Hikari folheava o caderno de canções - "Starlights of my heart" da Minako-chan!!

***

- Aquilo é o templo? - perguntou Makino vendo uma grande escadaria na sua frente.
- Sim, se subires isso tudo, chegas lá. - e quando Arisu olhou para Makino, ela já lá não estava e encontrava-se a subir as escadas em alta velocidade.
- Miúdas do campo... - suspirou com um sorriso e começou a subir a escadaria.
Quando chegou lá acima encontrou Makino a arfar, mas esta ainda não tinha perdido a energia:
- Olha! Há amuletos da sorte!! - e apontou para um pequeno ponto de venda que ali se encontrava.
- Vai comprar um então. - disse Arisu - Já que aqui estamos... - entretanto o seu olhar prendera-se num poster que anunciava uma festa no templo no dia seguinte.
Makino correu para a banca e começou a pesquisar os amuletos existentes.
- Hmmmm, sorte nos estudos, no amor, na amizade, na família, no dinheiro... - murmurava a rapariga.
- Então? Já te decidiste? - perguntou Arisu.
- Já! Dois amuletos para a amizade, um para a família e um para o amor!
Quando teve os 4 amuletos na mão deu dois a Arisu e ficou com outros dois para si.
- Hein? Para que é isto? - perguntou Arisu.
- Então: um amuleto da amizade para cada uma, um amuleto da família para mim que tenho a minha lá longe em Kurozuki e um do amor para ti, para ver se arranjas um namorado depressa para te tirar de casa! - e riu, fugindo da amiga.
- Makino!!

***

O quarto escuro.
Alcyone abriu a porta mais uma vez. Estava tudo em silêncio e desta vez nem a voz meteu conversa.
- É só para dizer que as minhas irmãs já estão preparadas. - disse Alcyone.
- Isso é bom. - uma resposta seca.
Alcyone preparava-se para fechar a porta quando a voz voltou a falar.
- Depois destas só te resta Celaeno, não é verdade?
- Sim. Mas creio que não será preciso usá-la. Duas irmãs chegam para destruir aquelas senshis.
- Espero bem que sim. - era uma voz séria - Sabes que estimo Celaeno. É a única pleiade que suporto.
- É bom saber isso. - havia um pouco de ironia na voz de Alcyone - Afinal sempre tens alguns sentimentos, sem ser o ódio por aquele guardião. - e temendo represálias fechou a porta.
Imediatamente sentiu que alguém esmurrava e pontapeteava a porta, gritando que a matava se voltasse a falar nele.

***

- Vá, vamos para casa que já está a ficar tarde. - disse Arisu.
- Moooh... eu ainda queria ir a Shinjuku... - queixou-se Makino.
- A esta hora não vês nada de especial. Anda. - e dirigiram-se as duas para a sua casa.
Quando já estavam a subir as escadas do condomínio, Makino deu um berrinho.
- Fica aí! - disse para Arisu e atirou-se para o canto do corredor.
- Makino, não temos o dia todo. Que é que tu estás a... Aaaaaaah!!! - Makino levantou-se e trazia um rato nas mãos.
- Atira isso lá para fora!!! - gritou Arisu.
- Oh... mas é só um ratinho. Ainda o pisam... - disse Makino a olhar embevecida para o rato - coitadinho... ratos da cidade não são tão resistentes como os ratos do campo...
- Não me digas que...
- Vou ficar com ele - disse com um grande sorriso. - Vai-se chamar Micha!
- Tu nem penses!!! - exclamou Arisu - o meu pai nunca vai deixar tu ficares com um rato em casa! E onde é que o vais pôr? Numa gaiola? Que eu saiba não trouxeste nenhuma...
- Trouxe sim! - e não tirava os olhos do rato que nem se tentava libertar das suas mãos, como se entendesse que ela não lhe queria fazer mal. - e o tio é um amor de pessoa. Não me vai negar este animalzinho de estimação que tanto me lembra a minha terrinha. - disse enquanto fazia festas na cabeça do animal.
- Eu não acredito nisto...

***

- Bem, meninas está na hora de irmos para casa... - avisou Yumiko que se mostrava consideravelmente cansada com aquela tarde no karaoke.
- Pois, já está tarde. - disse Margaret consultando o seu relógio.
- Oooh... Mas não me apetece nada ir para casa... - queixou-se Hikari.
- Vá Hikari! - disse Aldebaran - A tua mãe já deve estar preocupada. E precisas de...
- treinar... treinar... baaaah... Temos tão poucos momentos de diversão...
- Por falar em diversão: amanhã vai haver uma festa no tempo Aikawa! Podiamos ir lá. - disse Yumiko.
- Não! - cortou Regulus. - Vocês têm de treinar! Já perdemos muito tempo hoje!
- Mas a festa é só à noite! - disse Yumiko. - A Hikari já disse que de noite não pode tocar lira porque os pais precisam descansar, e a Margaret não consegue treinar os cães depois de uma certa hora.
Regulus queria contra-atacar mas não encontrou nada para dizer.
- Pronto, podem ir. - as raparigas deram "vivas" de alegria - Mas não venham muito tarde!! No dia seguinte precisam de estar frescas para treinar novamente!
- Sim, Regulus. - concordou Yumiko.

***

- E agora ficas aqui. - disse Makino, fechando a portinhola da gaiola onde depositara o ratinho. - vou buscar qualquer coisa para tu comeres. - e saiu do quarto.
- Esta miúda não existe... - murmurou Arisu levantando-se da cama para ver melhor o rato.
O animal olhava para ela com olhos curiosos.
- Até que é fofo... - pensou. Sem se aperceber, levou a mão ao bolso e sentiu que tinha lá algo. - o que é isto?...
Eram os amuletos que Makino tinha comprado durante a tarde. Arisu olhou para eles atentamente, de seguida pousou o da amizade em cima da mesa de cabeceira e ficou a brincar com o amuleto do amor.
- Beeh... Para que é que eu preciso disto? - e ficou ali a baloiçar o amuleto. O rato acompanhava com os olhos, parecendo hipnotizado.
- Gostas disto? - e Arisu aproximou o amuleto do animal.
O rato cheirou-o e de seguida guinchou aflitivamente.
- Que é que tu lhe estás a fazer?! - Makino entrara no quarto e entendera que Arisu estava a fazer mal ao bicho.
- Nada! - mas Makino já se pusera entre a gaiola e Arisu.
- Pobrezinho... - a rapariga das tranças tentou acalmar o animal, com palavras meigas. De seguida virou-se para Arisu - Que é que te deu?
- Mas eu não fiz nada! Só tentei brincar um pouco com ele e...
- Bem, pelos vistos ele não gostou da tua brincadeira! Não a repitas!
- Mas eu só...
- Bem, vamos dormir. Já vi que o tio hoje não chega a tempo para eu poder falar com ele. - e começou a abrir a cama.
Arisu olhou para o rato com um ar amuado.

***

Hikari estava a escovar os seus longos cabelos loiros ondulados, antes de ir para a cama.
- Finalmente estou de férias! - disse em voz alta, despertando a atenção do gato.
- É... assim já podemos treinar-vos em conjunto. Como vão as aulas de lira?
- Segundo a Yumi-chan, já estou numa fase aceitável. Já consigo ler partituras, mas ainda demoro algum tempo a compreende-las e interpretá-las. Ela diz que é uma questão de prática. Mas já decorei algumas melodias mais simples e consigo tocá-las sem auxiliares. - e de seguida pegou na lira e começou a tocar uma das ditas músicas.
- Hikari!! Já não são horas para estares a tocar!! - gritou a mãe.
- Mooooh... - Hikari pousou a lira e preparava-se para desligar a luz quando ouviu o telemóvel a vibrar.
- O que será a esta hora? - pegou no telemóvel e constatou que tinha uma mensagem. O seu coração falhou uma batida quando viu quem era o remetente - Shuji-kun!
- Hein? - Aldebaran levantou a cabeça do seu cestinho, mas logo de seguida voltou a deitar-se.
"Olá Hikari-chan. Preciso de falar contigo. Podemos sair amanhã?"
Os olhos de Hikari esbugalharam-se. Estaria a ler bem? O Shuji estava a convidá-la para sair? Mas porquê??
- Será que o Matsumoto-kun lhe foi contar que eu gostava dele?! E ele agora vai dizer-me que não tenho a mínima hipótese? Oh não... que vou fazer?... - pensava para si mesma. - Mas seja o que for, eu tenho de saber...
E escreveu a mensagem de resposta:
"Sim, estou livre. Diz-me quando e onde Wink "

***
(continua em baixo)

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#23
(continuação do 5º capítulo)

Na manhã do dia seguinte, Makino acordou com um grito de Arisu.
- Que é que foi? - perguntou, enquanto esfregava os olhos e se sentava na cama.
- Os amuletos! - Arisu segurava os amuletos, ou o que restara deles. - Estão todos roídos!!
- O quê?! - Makino correu para a amiga para verificar os amuletos e de seguida foi para a gaiola do rato.
O ratinho olhava para ela com um ar sereno, e a portinhola encontrava-se bem fechada.
- Como é que é possível...
- Mas só os amuletos é que estão roídos. - constatou Arisu - Não há mais nada no quarto que tenha sido tocado.
Entretanto alguém bateu à porta do quarto.
- Oh não... devo ter acordado o meu pai... - murmurou Arisu.
E de facto quem olhava agora pela porta entreaberta era o pai dela.
- Que é que se passa? Ouvi um grito... - disse o pai com um ar preocupado e ensonado.
Makino correu para a frente da gaiola, de modo a que o tio não a visse.
- Foi a Arisu que teve um pesadelo! - disse com um ar nervoso - Já falei com ela. Não se preocupe, tio.
- Ah ok... - preparava-se para sair mas lembrou-se de algo - É verdade Makino! Ainda não te tinha visto! Está tudo bem contigo? Como estão os teus pais?
- Está tudo bem comigo e com eles - Makino tentava não sair do local onde estava.
- Hmmm, ok. - Ah! É verdade! Ouvi dizer que vai haver um festival hoje à noite, no templo Aikawa, porque é que vocês não vão lá ter? Era uma boa ocasião para a Makino conhecer as pessoas aqui de Tóquio.
- Festival? - Arisu franziu o sobrolho.
- A sério?! Isso não foi o templo onde estivemos ontem? Arisu temos de ir!! - Makino virou-se para a prima com olhos pedinchões.
- Ok... vamos lá...

***

Depois de almoço, Hikari saiu de casa sem que Aldebaran desse por nada. Ia ter com Shuji ao café ao lado da escola de apoio.
- Acho que te devo um pedido de desculpas - começou Shuji.
- Desculpas? Mas porquê?
- Bem, ontem o Matsumoto limitou-se a arrastar-te para longe e sem qualquer explicação. Sinto-me culpado por teres sido envolvida dessa forma.
- Oh, não tem mal nenhum, está tudo bem...
- Mas eu quero que tu saibas.
- Han?
- Quero que saibas o que é que se passou entre mim e a Ayanami.
Por aquela Hikari não estava à espera. Shuji a querer falar-lhe do seu relacionamento com outra pessoa? Por um lado Hikari tinha curiosidade em saber, mas por outro tinha medo. Ela gostava de Shuji e não sabia se iria aguentar ouvi-lo a falar do amor que sentia por outra pessoa. Mas aquela era a oportunidade que ela tanto ansiara. A oportunidade de se aproximar dele.
- A Ayanami era a rapariga de ontem, não é? - disse Hikari como que indicando que estava pronta para o ouvir.
- Sim...

***

Entretanto no tempo Aikawa tinham começado os preparativos para a festa dessa noite. Estavam todos tão atarefados que nem viram uma sacerdotisa do templo Hikawa a subir a escadaria e a olhar para os trabalhadores. Só passados 10 minutos é que alguém foi ter com ela.
- Hino-san! - exclamou uma sacerdotisa com o símbolo do templo Aikawa. - Há quanto tempo! O que a trouxe aqui hoje?
- Ouvi dizer que ia haver um festival. - disse a mulher dos cabelos negros e olhos violeta.
- Sim, é verdade! Estamos agora a fazer os preparativos.
- Qual é o motivo da celebração? - a sacerdotiza do templo Hikawa estava com um ar desconfiado. - Que eu saiba não há nada para celebrar nesta altura do ano.
- Oh, é apenas um simples festival. Recebemos algumas doações e decidimos fazê-lo.
- Bem, parece uma explicação bastante simples. - de seguida olhou em redor - Vejo que está tudo a ir bem. - e com o olhar perdido, acrescentou num tom mais baixo - Mas tenham atenção a imprevistos.
- A senhora Hino teve alguma visão?! - perguntou alarmada.
- Pareceu-me ver algo... mas devo ter visto mal...
- Esperemos que sim.

***

Hikari ainda estava abananada com tudo o que se passara. Shuji contara-lhe da sua relação com Ayanami. Basicamente, os dois tinham sido colegas na escola, tinham-se apaixonado e começado a namorar. Entretanto Ayanami começou a ter problemas na família e a ausentar-se bastante das aulas. Shuji mal conseguia falar-lhe e umas semanas depois teve a notícia de que ela ia mudar de escola, pois o seu pai tornara-se no homem mais rico do Japão e temia que a filha andasse numa escola normal.
A rapariga foi-se embora e nem se despediu de Shuji. Pouco tempo depois, o rapaz tentou contactá-la mas ela enxutou-o como se não tivesse nada a ver com ele. Depois disto ele escreveu-lhe um mail em que dizia para ela lhe explicar o que estava a acontecer e o porquê de tudo aquilo. Passou-se meio ano até que ela finalmente decidiu falar com ele.
E fora no dia anterior, em que Hikari assistira à chegada da rapariga, que eles tinham posto tudo em pratos limpos. Já não dava para continuar. Os dois já mal se conheciam e dificilmente voltariam ao que eram.
Mas o que deixara Hikari mais aparvalhada fora o que Shuji dissera a seguir:
- Eu de facto mudei muito ao longo do tempo. Sempre me foi difícil falar de mim e é raro dizer a alguém aquilo que me preocupa. No entanto, contigo e o Matsumoto-kun sinto que posso fazê-lo sem problemas. E gostava que vocês os dois também pudessem contar comigo. - e olhou Hikari nos olhos - Hikari-chan, se algum dia tiveres algum problema, não hesites em pedir a minha ajuda, está bem?
Hikari sentiu um misto de espanto, alegria e tristeza. Por um lado gostava de poder fazer aquilo que Shuji lhe pedia, mas por outro sabia que não o podia fazer, pois o seu papel como guerreira que ia salvar o universo não lho permitia.
- Sim! - deu por si a responder.
- Óptimo! Sem segredos um para o outro! - o rapaz sorria - Já agora, logo à noite vou ao festival do tempo Aikawa mais o Matsumoto, queres vir connosco?
- Oh, desculpa. Mas já combinei ir com umas amigas minhas. No entanto podemos encontrar-nos por lá.
- Oh... - disse Shuji tristemente. - Mas ok, então encontramo-nos por lá! Já agora, tens alguma amiga gira? É que aquele Matsumoto bem que precisa de uma namorada para lhe tirar aquele ar carrancudo.
Hikari riu e disse que ia ver o que podia fazer. De seguida despediram-se e foi cada um para sua casa.
Mas agora é que tudo começava a entrar na cabeça da rapariga. Shuji tinha-a escolhido para amiga intima. Sem segredos!
- Weeeee. Estou tão feliiiiiiiz. - cantarolou enquanto entrava no quarto.
- É bom que estejas!!!! - resmungou Aldebaran - Onde é que estiveste a tarde toda?!


FIM DO 5º CAPÍTULO (contínua no 6º)

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#24
6º CAPÍTULO – O FESTIVAL. FOMALHAUT. MAIS SENSHIS!!

- Makino, estou à tua espera... - disse Arisu de pé ao lado da porta.
- Já vou, deixa-me só arrumar a mala.
- Mas para que é que tu queres levar uma mala para o festival?
- Mooh, quero levar a máquina fotográfica e coisas assim. E uma mulher deve andar sempre com uma mala atrás.
- Isso é relativo... enfim, já estás?
- Sim! - disse Makino e as duas abandonaram o apartamento.
Só não repararam na gaiola que estava vazia...

***

- Finalmente o meu primeiro festival em Tóquio! - Makino estava bastante excitada à medida que subia a escadaria do templo.
- Wooh que maravilha... - murmurou Arisu que não parecia minimamente entusiamada.
- Olha Arisu! Estão a oferecer amuletos à entrada! - a rapariga apontava para a banca onde tinham comprado os amuletos na tarde anterior. - Assim podemos repôr os que perdeste ontem!
- Oh, the joy... - mas Makino já tinha corrido para a banca pedir mais dois amuletos.

***

- Yeeee-eeeey! Festival! Festival! Lalalala - cantarolava Hikari.
- Ela está mesmo animada. - constatou Yumiko.
- É... tem estado assim a tarde toda... - resmungou Aldebaran que não conseguira arrancar uma palavra à rapariga sobre onde ela estivera.
- Ah! É verdade! - exclamou Hikari e virou-se para as amigas - Alguma de vocês tem namorado?
As duas engasgaram-se.
- Que raio de pergunta vem a ser essa agora? - perguntou Yumiko.
- Eu estou livre! - disse Margaret com um ar alegre. - Se tiveres amigos giros apresenta-me.
- Maru-chan! - Hikari abraço-se à amiga.
- Ah! Mas convem que sejam ricos... - Hikari largou-a - Sim, não estou para ir a uma festa com um pobretanas a meu lado, olha só a vergonha... As outras meninas fariam pouco de mim! Oh... se ao menos o filho do embaixador da Suíça não fosse gay...
- Definitivamente, a vida da alta sociedade não é para mim... - pensou Hikari.
- Mas porque é que estavas a perguntar? - inquiriu Yumiko.
- É que... bem... há um amigo, de um amigo meu que... precisava de... enfim uma namorada não lhe faria mal!
- Basicamente: o amigo desse teu amigo está a atrapalhar os teus planos para te afiambrares ao teu amigo e por isso queres arranjar-lhe uma namorada para que ele fique entretido. - disse Antares.
- Não! - o rubor subiu à face de Hikari - Não é nada disso!! Até foi esse meu amigo que disse que...
- AAAAh, mas existe esse teu amigo! - exclamou Margaret.
- Agora já faço uma ideia do que se passou durante a tarde... - resmungou Aldebaran.
- Não é nada disso!! Vocês estão a entender tudo mal!! - mas cada vez ficava mais vermelha.
- Já estamos a chegar. - disse Regulus que não parecia interessar-se pela vida sentimental de Hikari.
De facto já se viam as lampadas que iluminavam a escadaria.
- Yeeey, 'bora lá! - Margaret incitou os companheiros a correrem até lá, mas só as meninas é que a acompanharam.
- Esta juventude... - suspirou Antares.

As raparigas chegaram à entrada e receberam os seus amuletos. Hikari ficou com um para o amor, Yumiko teve uma para o trabalho e Margaret preferiu um para a família. De seguida entraram no festival e nem esperaram pelos gatos.

***

Entretanto Arisu e Makino já se tinham inflitrado na festa e gozavam as atrações disponíveis.
- Oooh, eu quero comer algodão doce! E a seguir quero apanhar um peixinho dourado! - pedia Makino.
- Do as you please... - Arisu estava mesmo aborrecida com o festival. Na verdade detestava multidões.
- Fixe!! - mas nesse instante sentiu que algo se movia dentro da sua mala e de uma forma frenética!
- Passa-se alguma coisa? - perguntou Arisu quando sentiu que a prima ficava para trás.
Makino abriu a mala e ouviu um guincho horroroso vindo de lá de dentro. Poucos segundo depois viu a cabeça do rato a irromper pela mala.
- Micha! - chamou-o, mas no momento seguinte o rato escapulia-se por entre a multidão.
- Bonito... Era uma vez um rato... - suspirou Arisu, mas naquele instante Makino começou a correr atrás do rato. - Mas o que é que tu estás a fazer?!
- É o meu rato de estimação!! Não o posso perder!! - exclamou Makino sem tirar os olhos do rato.
- Makino, é só um rato!! - Arisu agarrou-a impedindo que ela corresse mais.
- Mas ele assim vai perder-se!! E podem pisá-lo e...
- Makino... é só um rato! E é impossível encontra-lo nesta multidão!
- Mas... - Makino baixou a cabeça como que aceitando o inevitável. - Pobre Micha...

***

Por seu lado o ratinho corria a alta velocidade tentando não ser espezinhado pelos pés das pessoas que caminhavam pelo festival. Só parou quando sentiu que já não tinha mais forças para correr, mas nesse instante reparou que estavam 3 gatos a olhar fixamente para ele. Mas ao invés de o atacar, o gato preto exclamou:
- Fomalhaut!!!
- O quê?! - exclamaram os outros gatos.
- Regulus tu estás bem?! - perguntou Aldebaram, pensando que o companheiro enlouquecera.
- É ele! Reconhece-lo-ia em qualquer lado! - Fomalhaut tu estás bem?
Mas o rato só guinchava, não conseguia exprimir-se da mesma forma que os gatos o faziam.
- Bolas... Ele não consegue falar.
- Tens a certeza que esse rato é o Fomalhaut? - perguntou Antares incrédulo.
- É claro que é! consegues imaginar algum rato terrestre a parar perante 3 gatos e tentar comunicar com eles?!
- Mas então porque é que ele está neste estado? - perguntou Aldebaran.
- Fomalhaut não pertence à aliança Beheniana, logo os seus poderes na Terra são muito inferiores aos nossos. Esperem! eu ajustei o meu intercomunicador! posso adaptá-lo à linguagem de qualquer animal terrestre, é uma questão de seleccionar bem a frequência. - e levou a mão ao pescoço onde se encontrava uma coleira oculta no seu pêlo.
De seguida retirou-a e começou a ajustar os pequenos botões com a ponta da unha. Por fim entregou-a ao ratinho.
- Aldebaran liga o teu intercomunicador.
O outro gato assim o fez e Regulus fez sinal a Fomalhaut para que começasse a falar.
- Finalmente alguém me pode ouvir!! - ouviu-se através do intercomunicador. - Tenho muito para vos contar, mas há coisas mais importantes neste momento! Regulus, há algo errado com este festival! Os amuletos que têm dado às pessoas, estão cheios de poder algoliano! Penso que seja algum modo de absorver a energia das pessoas que os carregam!
- O quê?! - disseram os 3 gatos em uníssono.
- Tens a certeza do que estás a dizer?! - perguntou Antares.
- Sim, já tive o desprazer de roer alguns deles. E há sementes algolianas lá dentro.
- Isto só pode significar uma coisa... - começou Aldebaran
- ... há um inimigo por detrás deste festival. - completou Regulus.

***

Hikari e as amigas já se tinham embrenhado pela festa. Estavam Margaret e Yumiko a tentar apanhar peixinhos dourados quando Hikari sentiu que alguém lhe batia no ombro. Quando olhou viu que era Shuji acompanhado por Matsumoto.
- Hey! Sempre nos encontrámos! - disse Shuji com um sorriso.
- Parece que sim - respondeu Hikari retribuindo o sorriso aparvalhado.
- Hey, Hikari esses é que são os teus "amigos"? - Margaret surgiu por detrás da amiga com um ar atrevido.
- Heeeer, sim são eles. - disse Hikari com um ar atrapalhado e aproveitou a deixa para os apresentar.
Margaret parecia estudar o aspecto dos rapazes. Matsumoto tinha cabelo castanho escuro e olhos azuis noite, era bem alto - devia ter à volta de um metro e oitenta - e tinha ombros largos - provavelmente devido à prática de algum desporto. Por seu lado Shuji era do tipo de rapaz fofo que as raparigas como Hikari tanto apreciavam. Tinha um aspecto menos atlético, mas um ar angelical com os seus olhos azuis claros, cabelo loiro e era ligeiramente mais baixo que o amigo. Matsumoto vestia-se com cores escuras, enquanto que Shuji optava por variar entre o claro e o escuro.
- Parecem-me bem... - disse Margaret - Qual deles é que estava a precisar de uma namorada?
Ficaram todos a olhar para Margaret com o queixo caído.
- Maru-chan!! - começou Hikari.
- Ah! Aqui o Shuji-kun parece que anda à procura duma. - gozou Matsumoto - Pobrezinho, acabou de sair de uma relação complicada e anda à procura de alguém que o queira consolar. Tomem bem conta dele! - empurrou o amigo para a frente e aproveitou a deixa para fugir dali.
- Matsumoto!!! - chamou Shuji e de seguida virou-se para Hikari - Parece que o nosso plano foi por água abaixo...
- Aaaaah!!! - exclamou Margaret.
- O que foi? - perguntou Yumiko.
- Aaaaah - parecia que estava a querer improvisar algo - her... os gatos! sim, temos de encontrar o gatos! Onde será que eles andam? Oh, Yumiko! temos de os encontrar! Hikari, a gente já se vê, 'tá? Qualquer coisa é só 'fonar - e arrastou Yumiko pela multidão.
- Aquela miúda... - pensou Hikari para si mesma.
- Mas qual será o problema do Matsumoto? - perguntou Shuji interrompendo os pensamentos da rapariga.
- Pois... Não sei... Acho que ele pensa que esta coisa dos namorados e isso tudo é demasiado infantil para ele. Pelo menos é a sensação que me dá.
- É... ele parece que tem medo de se relacionar com raparigas.
- Se calhar tem algum trauma - riu Hikari.
- Ou simplesmente não tem jeito. - acompanhou Shuji.
Os dois riram.
- Bem, se calhar o melhor era ir procurá-lo. - disse Shuji.
- Sim... - concordou Hikari - Tens o número dele? É que encontrá-lo nesta multidão não vai ser fácil.
- Tenho sim. - E tirou o telemóvel do bolso.
Passados poucos segundos voltava a guardar o instrumento de comunicação.
- Está desligado. - suspirou - Acho que vamos ter de o procurar à maneira antiga. Vens comigo?
- Claro! - e preparava-se para se juntar a ele quando o seu telemóvel começou a tocar.
- Hikari! Temos problemas!!! - gritava Aldebaran do outro lado. - Vem ter connosco à entrada que já te explicamos tudo. Entretanto desfaz-te do amuleto que te deram!
- Sim, vou já para aí. - desligou o telefone e suspirou tristemente. De seguida olhou para Shuji - Elas estão a chamar-me...
- Ok, não há problema - disse Shuji sorrindo. Ele estava sempre a sorrir. - Ele não deve ter ido longe, por isso devo encontrá-lo rapidamente. Vai lá. - e piscou-lhe o olho.

***

- Olha! Vai começar o espectáculo!! - Makino agitava-se no banco enquanto apontava para o palco no centro das bancadas que acabara de acender as luzes.
- Será que vai haver algum teatro? - perguntou Arisu para si mesma.
- É bom que não seja uma palhaçada... - disse uma voz a seu lado.
Era Matsumoto que se tinha refugiado no meio das bancadas para evitar ser visto por Shuji e as suas amigas.
- Qualquer coisa há de ser melhor que a palhaçada do dia a dia. - suspirou Arisu.
- Apoiada. - concordou Matsumoto. Arisu olhou para o rapaz, mas a voz de Makino chamou-lhe a atenção para outro lado.
- Olha! Está alguém no palco!
E de facto havia duas mulheres no palco. Estavam vestidas de sacerdotizas e dirigiam-se para os microfones.
- Parece que vão cantar... - disse Makino.
As suspeitas da rapariga do campo foram confirmadas quando se começaram a ouvir as vozes das sacerdotizas. No entanto era uma canção bastante triste, falava de uma deusa que se apaixonara por um homem mortal provocando a ira da sua família e que por isso fora expulsa dos céus.
- É tão triste... - disse Arisu.
- Hei, Arisu... - a voz de Makino tremia. - Há algo errado... As pessoas estão todas a adormecer...
Arisu olhou em volta e constatou que aquilo que Makino estava a dizer, era verdade! Até o rapaz, que se sentara junto a ela, adormecera.
- Que é que se está a passar?!
Por fim a música cessou. Só elas as duas se encontravam acordadas.
- Vocês!!! - gritou uma das sacerdotizas - Onde estão os vossos amuletos?!
Sem se dar conta, Makino levou a mão à mochila e de lá retirou os amuletos todos roídos.
- Bem... vamos ter de as matar... - e as duas mulheres saltaram do palco prontas para atacar as raparigas indefesas.
As duas raparigas ficaram em pânico e tentaram fugir, mas Makino tropeçou no corpo de uma pessoa caída. O conteúdo da sua mala ficou todo espalhado no chão e de lá caíram dois objectos que ela não tinha colocado lá, juntamente com um bilhete.
"Se se virem em apuros, usem estes medalhões e gritem as seguintes palavras..."
Sem pensar, Makino fez aquilo que estava escrito no papel:
- Arcturus Star Power! Make Up!!!
De seguida a rapariga apareceu com um uniforme laranja e amarelo e com uma pesada espada na mão.
Mas havia uma sacerdotiza que já se encontrava quase em cima dela. Makino só teve tempo de se defender com a sua espada.
- Uma guerreira! - gritou a sacerdotiza - Merope!! Tem cuidado!! Elas não são simples humanas!!
- Arisu! Apanha! - Makino aproveitou a distração da agressora para atirar o medalhão e o papel à amiga.
Arisu, não sabia o que se estava a passar, mas gritou as palavras que estavam escritas no papel:
- Spica Star Power! Make Up!!
Uma esmeralda da mesma cor que os seus olhos emergiu da sua testa e criou-lhe um uniforme de cor verde. Do peito saíram flores lilazes que se transformaram num laço que adornou o amuleto que usara para se transformar.
No entanto não possuía nenhuma arma para se defender e só se pôde desviar do ataque da sacerdotiza.
- Dog's Heat!!!
Uma barreira de fogo formou-se à volta de Arisu, protegendo-a dos ataques da sacerdotiza.
As 3 senshi e os gatos tinham chegado.
- São Merope e Electra! - gritou Fomalhaut através do intercomunicador. - Cuidado elas usam os poderes do artico!
E no instante seguinte o fogo que se formara do ataque de Sailor Sirius, desapareceu com um ataque de neve vindo de Electra.
- Moooh... Isto vai contra a lógica do Pokémon... - mas no momento seguinte Margaret teve de se desviar das estacas de gelo que Merope lhe lançou.
A pequena distração da sua adversária, foi aproveitada por Makino que espetou a espada no seu flanco.
A pleiade gritou de dor e recuou para junto da irmã.
Por seu lado, Arisu parecia que tinha entrado num transe. Os seus olhos estavam fechados, mas há sua volta a poeira começava a levitar como que atraída por uma grande energia.
- Ceres Rage!!! - gritou, e milhares de plantas começaram a emergir por debaixo do chão de cimento e a atacar as duas pleiades. Estas tentaram defender-se mas quando deram por si tinham sido imobilizadas pelos caules das verdes plantas.
Hikari preparava-se para dar o golpe final com a sua lira, mas viu que o ataque de Sailor Spica ainda não terminara. Esta correra para junto de Sailor Arcturus e as duas agora encontravam-se de olhos fechados com as mãos dadas ao nivel destes. De repente abriram os olhos e gritaram:
- Calf of the Lion!! Make Up!!!
Um Leão de luz apareceu no ar. Este rugiu e começou a correr na direcção das pleiades e soltando um rugido final engolui-as numa explosão de luz cegando por instantes todos aqueles que o observavam.
Quando a visão lhes voltou puderam ver que só sobravam dois montinhos de pó no sitio onde tinham estado as pleiades.
- Yeeey! Conseguimos! - gritou Makino dando pequenos pulinhos.
- Meninas venham cá!!! - chamou Regulus. - As pessoas estão a acordar e não podem ver-vos!!!
As raparigas continuavam a não compreender o que se passava, mas fizeram aquilo que o gato falante lhes disse. Mas antes de irem embora, Hikari não deixou de ver Matsumoto adormecido em cima da bancada.

***
(continua em baixo)

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#25
***

Em poucos minutos tentaram explicar o que se passava a Arisu
e Makino, mas Hikari arranjou um modo de se escapulir sem que ninguém
desse por nada. Só alguns segundos depois é que Aldebaran deu pela
falta da rapariga.
- E para onde é que ela foi agora?...
Hikari
tinha voltado para as bancadas, onde agora as pessoas estavam todas
despertas. Só Matsumoto é que parecia ainda dormitar no mesmo sitio.
- Hey, Matsumoto-kun! - chamou Hikari, mas este não deu quaisquer sinais. - Matsumootooo - abanou-o com mais força.
-
Moooh.... o que é que foi? - o rapaz abriu os olhos por fim. Pareceu
surpreso por ver Hikari à sua frente. - Que é que se passou? - olhou
então em volta e a memória começou a voltar. - Ah... adormeci durante o
espectáculo... A música era tão aborrecida.
- Ne, Matsumoto... Porque é que fugiste e deixaste o Shuji sozinho, há bocado? - perguntou Hikari.
- Não estava a gostar do rumo da conversa. - respondeu de uma forma séria.
- Mas qual é o mal? Tens medo de arranjar uma namorada?
- E não posso ser eu a escolher? Aliás, que é que vocês têm a ver com isso?
- Tenho tanto a ver como tu tinhas quando insinuaste que eu gosto do Shuji!!
Matsumoto ficou calado.
- Ok... admito que fui um intrometido naquela hora. - Matsumoto olhava para o chão - Mas só estava preocupado contigo.
- Preocupado comigo?
- Sim... Sei qual é a sensação de ver a pessoa que amo a falar com a que ela ama e que não sou eu.
Hikari
não sabia o que responder. Ela que nunca fora com a cara de Matsumoto
ficara agora a saber que o rapaz até se preocupava com ela. E estava a
contar-lhe algo intimo.
- O... Obrigada, penso eu...
- Ah! Então admites que gostas dele!! - o tom do rapaz agora era de gozo.
- Moooooh!! Isso não tem nada a ver!!!! - a rapariga tinha corado violentamente.
- Ok, ok... Não te preocupes. Eu sei guardar um segredo. - agora tinha um ar compreensivo.
- Mas...
- Excusas de tentar negar... Vê-se tudo na tua cara.
Hikari
ficou sem resposta. Já não sabia o que pensar de Matsumoto. Por um lado
era irritante e carrancudo, mas por outro lado parecia preocupar-se
bastante com as pessoas à sua volta. Fora ele a quem Shuji confiara
primeiro a sua história e agora parecia querer proteger Hikari. No
fundo ele até era boa pessoa.
- Ah!! Vocês estão aí!!! - gritou Shuji que entrara no recinto dos espectáculos.
- É! encontrei este menino a dormir que nem um bébe em cima da bancada. Até parecia um mendigo!
-
Hei, não precisas exagerar... - Matsumoto voltara ao seu estilo
carrancudo. E os dois amigos não conseguiram evitar uma gargalhada.

FIM DO 6º CAPÍTULO


__________________________________

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção Wink

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#26
Está na hora de começar a acção???? mas quando é que é ixo???? é que agora fiquei muito curiosa!!!!!!

exes 2 capitulos estão maravilhosos!!!! kero mais!!!!!
#27
Obrigada Neptuno Embaracoso

e bem, agora que acabaram todas as épocas festivas, lá vou eu concentrar-me no capítulo 7. Acho que se vai tornar noutro capítulo duplo (eu escrevo sempre demais). E... enfim, vai ter uma surpresinha logo no inicio, espero que gostem Wink (não é nada de especial, mas pronto Embaracoso' ).
Hoje ou amanhã já deve estar pronto :luna-p:

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#28
Finalmente!!!!! então fico á espera de o ler logo k saia do forno!!!! e tou ansiosa agr k dixeste k tem uma surpresa.....
#29
Ai ai ai... o 7º capítulo já está terminado Embaracoso mas ainda não escrevi uma única linha do 8º Falaste demais 2
espero que não me lembre de algo que queira modificar Embaracoso'

Pois então cá fica o novo capítulo Wink




CAPÍTULO 7 - A
REUNIÃO TÃO ESPERADA. OS TREINOS. NA TENDA DA VIDENTE.








Anoitecia em Tóquio.

Yujirou preparava-se para fechar a
entrada do templo Hikawa, mas Rei apareceu e pediu-lhe que não
o fizesse.

- Estou à espera de visitas. Mas
podes ir recolher-te, eu trato delas. - E com isto voltou para o
interior do templo.

O jovem olhou espantado para a sua
patroa. Não era costume ela receber visitas a horas tão
tardias.

- Será um amante? - um ar
atrevido formou-se na sua face. Mas no instante seguinte alguém
começou a subir as escadas do templo. Yujirou queria ver quem
era, mas sem ser visto, por isso escondeu-se atrás de um
arbusto. Esperou que o som dos passos lhe indicasse que o visitante
estava mais próximo de si, quando sentiu que era a altura
certa, espreitou. Os seus olhos prenderam-se numa mulher de longos
cabelos azuis e os olhos eram da mesma cor. Ela olhou em volta e
suspirou:

- Já há muito tempo que
não vinha aqui... - e dirigiu-se para o interior do templo.

Yujirou estava estupefacto. Rei tinha
um caso com uma mulher?! Não era possível! No entanto a
jovem que entrara era bastante bela.

- Nem uma mulher resistiria. - disse
para si mesmo.

Mas novamente ouviu o som de passos e
voltou a esconder-se. Seguiu o mesmo método e viu uma mulher
jovem de cabelos negros curtos, esta olhava para trás como que
esperando por alguém.

- Michiru, Haruka!

Duas mulheres tinham aparecido e a
jovem correu para elas.

- Vocês sabem o que é que
se está a passar? - perguntou. - Porque é que a Rei nos
chamou?

- Fazemos uma ideia. - disse Haruka
trocando olhares cumplices com Michiru.

- Mas é melhor falarmos lá
dentro. - Michiru lançou um olhar para o arbusto onde Yujirou
se escondia.

- Raios... - pensou o jovem - Ela sabe
que eu estou aqui e vai fazer queixa à patroa... É
melhor ir-me embora.

E com estes pensamentos, o rapaz partiu
para a sua casa. E assim não viu as restantes mulheres que
chegaram ao templo Hikawa.




***




Rei olhou em volta. Seis mulheres
estavam sentadas à volta de um fogareiro e olhavam para ela.

- Já só faltam 3
pessoas...

Nesse instante a porta do templo bateu
com força e entrou um rapariga loira, de óculos
escuros, chapéu e com um casaco que lhe cobria o corpo todo.

- Aaaaargh... Pensava que não
conseguia chegar. - Minako arfava enquanto despia aquele excesso de
roupa. - Malditos paparazzis! Acreditam que tive de estacionar a 3
quarteirões daqui e dar 5 voltas ao templo para os conseguir
despistar?

- É o preço de te teres
tornado uma idol, mas tu sempre quiseste isso. - riu Makoto.

- Sim, é verdade - Minako sorriu
- Mas estou aqui a queixar-me e nem sequer vos cumprimentei!!!
Meninas!! - e seguiram-se os abraços que ainda ninguém
se lembrara de dar, devido à seriedade do aviso de Rei.

Quando estavam a terminar, a porta
voltou a abrir-se e entrou uma rapariga de cabelos dourados preso em
odangos.

- Usagi!! - chamaram todas as mulheres
que estavam na sala.

- Meninas!! Desculpem o atraso!! - e
novamente seguiu-se a cena dos abraços e cumprimentos.

- Que aconteceu ao Mamoru? Ele não
era para vir também? - perguntou Ami.

- Oh, Ami! Deixaste crescer o cabelo! -
exclamou Usagi. - O Mamoru não pode vir. Ficou a tomar conta
da Chibiusa. Ela hoje estava eléctrica. Não a conseguia
meter na cama de maneira nenhuma! Por isso ele teve de ficar em casa.

- Bem, sendo assim vamos ter de começar
sem ele. - disse Rei, recordando-as que aquilo não era um
reencontro amigável, mas sim uma reunião entre senshis.

As raparigas tomaram os seus lugares e
fixaram o olhar em Rei, esperando que ela dissesse algo.

- Mako-chan, Haruka-san, Michiru-san!
vocês têm a palavra. Digam aquilo que presenciaram nos
últimos dias. - disse Rei, iniciando assim a reunião
das senshis do sistema solar.




***




- Dog's Heat!!

Uma barreira de fogo formou-se à
volta da Margaret protegendo-a do ataque de Sailor Spica.

- Muito bem, Margaret! - aplaudiu
Antares de um local seguro.

Estavam num descampado rodeado apenas
por árvores e pequenos montes. Era uma das propriedades
abandonadas do pai de Margaret, mas que se revelara bastante útil
para as raparigas treinarem os seus poderes.

- Hikari, tens aqui estas partituras. -
Fomalhaut tentava arrastar uma pilha de folhas de papel para Hikari,
mas a sua forma de rato não lhe dava forças para o
fazer.

- Deixa-me ver... - Hikari pegou na
partitura que se encontrava no cimo e começou a estudá-la.

- É um bocado complicado para
ti... - disse Yumiko que espreitava por cima do ombro de Hikari. -
Tem este acorde aqui que tu ainda não dominas completamente -
disse apontando para a partitura. - Que músicas são
estas Fomalhaut?

- São as melodias do sistema de
Vega. Disseram-me que eram as músicas que a princesa anterior
costumava tocar na sua lira.

- Deixa-me cá experimentar... -
e Hikari começou a treinar os primeiros acordes. Mas mal os
tocou, pareceu que as suas mãos sabiam o resto do caminho e
até mesmo o acorde que antes lhe parecera tão difícil
lhe saiu com uma grande facilidade.

Yumiko, Fomalhaut e Aldebaran estavam
de queixo caído.

- Não há dúvida
que tu és a reencarnação da princesa de Vega...
- disse Aldebaran embasbacado.

Hikari não sabia o que
responder. Por um lado ficava feliz, mas por outro sentia-se
envergonhada. Não era todos os dias que Aldebaran a elogiava.

- E que acontecerá se eu tocar
esta melodia na Alpha Lirae? - perguntou.

- Não sei... É uma
questão de experimentar. - disse Fomalhaut.

- Espera! Tu ainda não viste
aquilo que aquela lira é capaz de fazer! - Aldebaran parecia
achar que aquilo não era lá muito boa ideia - O melhor
é fazermos as preparações necessárias
antes de a deixarmos tocar!

- Muito bem. - disse Regulus
aproximando-se - Sendo assim vamos pôr as outras senshis a
tentarem bloquear o ataque que poderá vir.

- Mas, elas podem ficar com danos
irreversíveis!! - exclamou Aldebaran.

- Elas são quatro e cada uma
delas consegue defender-se bem de um inimigo. Não te
preocupes...

De seguida Regulus chamou as restantes
guerreiras. Spica e Sirius pararam a sua pequena batalha, Arcturus
cessou o seu treino com a espada e Yumiko saiu do pé de
Hikari. As quatro colocaram-se onde antes Margaret se defendera,
enquanto que Sailor Vega se posicionou onde antes de estivera Arisu.

- Podes começar! - gritou
Regulus e escondeu-se atrás de uma moita, tendo o cuidado de
tapar as orelhas com algodão, não fosse o ataque
afectar todos aqueles que ouvissem a melodia.

Hikari começou a dedilhar a lira
de Vega, mas nada parecia acontecer. De repente uma luz prateada
rodeou Hikari e as suas companheiras.

- O que é isto?! - gritou
Margaret e sem pensar, criou uma barreira de fogo para se proteger.

Makino segurava a espada com todas as
suas forças, apesar de não saber o que faria com ela.

Por fim a música acabou e com
ela também desapareceu a luz. Mas não haviam alterações
visíveis.

- Hein? Será que esta música
anula o poder da lira? - e Hikari decidiu vibrar uma corda, mas isso
provocou que o ramo da árvore á sua frente fosse
completamente pulverizado. - Oops (ainda bem que não estava a
apontar para ninguém).

- Meninas! Vocês estão
bem? - perguntou Aldebaran saindo por detrás da moita onde se
escondera junto com Regulus.

- Eu não noto diferença
nenhuma. - disse Yumiko.

- Eu até acho que estou melhor
do que à bocado. - disse Makino.

- Hein? Eu também! - exclamou
Margaret.

- Se querem que vos diga, também
me parou de doer o ombro. - disse Arisu.

- Se calhar o poder é esse! -
exclamou Fomalhaut - o poder da cura!

- E olha que é dos bons. Este
ombro já me doía há alguns dias... - disse Arisu
começando a mover o braço livremente.




***




O quarto escuro estava vazio.

A porta tinha sido deixada aberta. Mas
não estava ninguém lá dentro.

- Para onde é que aquela
aberração foi... - perguntou Alcyone encostando-se à
ombreira da porta.




***




Havia um monte de trapos no meio de um
quarto branco. O quarto era completamente alvo e não tinha
mobília nenhuma. Havia apenas uma porta e uma janela por onde
entrava a luz do sol.

- Celaeno. - chamou alguém.

O monte de trapos começou a
mexer-se. Uma cabeça de cabelos brancos apareceu e olhou em
redor, até o seu olhar se prender num canto do quarto.

- Polaris... - disse com uma voz rouca.
- que fazes aqui? Não devias estar a tratar da Senhora?

- E como é que eu poderia
ignorar o facto da tua irmã te ir sacrificar sem qualquer dó
nem piedade?

Celaeno riu-se baixinho o que provocou
que os trapos à sua volta se movessem:

- Já devias saber como é
que nós pleiades funcionamos.

- Mas tu tinhas potencial para ser mais
do que uma simples pleiade. TU podias ser a lider das pleiades! E não
a tua irmã Alcyone! Ela mal sabe o que faz! Só quer
resultados rápidos e nem se preocupa com os meios que...

- Será que é mesmo ela
que funciona assim? - interrompeu Celaeno.

- O que queres dizer? - Polaris estava
confusa.

- Alcyone sempre se preocupou connosco.
Ela está a sofrer bastante com a perda das nossas irmãs.
Até mais do que eu. - seguiu-se uma pausa - Ela só faz
o que faz porque ELA lhe pede para o fazer. Alcyone odeia-se por ser
obrigada a obedecer às ordens da tua senhora.

Polaris sentiu a raiva a tomar conta de
si.

- Estás a rebelar-te? -
perguntou com um olhar frio. Já não havia simpatia na
sua voz. - Sabes que essas palavras podem custar-te bem caro. A ti e
à tua irmã.

- Mas tu não me vais denunciar,
pois não? - apesar do tom ser modesto, havia confiança
na sua voz.

- Limita-te a cumprir as ordens que te
são dadas... - o discurso de Polaris tinha mudado
completamente. E de seguida abandonou a sala iluminada e voltou a
refugiar-se no quarto escuro.




***




Uma águia voava no céu.
Voou em círculos sempre com o olhar fixo no solo como que
procurando algo. Como parecia não encontrar, voltou para trás,
de volta à janela de onde saíra. O compartimento onde
se encontrava agora era uma simples sala com um sofá virado de
costas para a janela.

- Hey Alshain... - saudou o jovem que
se encontrava deitado num sofá, olhando para o tecto.

A águia pousou perto do seu dono
e olhou para ele com um ar inteligente.

- Achas que ela se lembra de mim? -
perguntou o jovem, ainda com o olhar fixo. De seguida deu um longo
suspiro. - O mais provável é não se lembrar... -
levantou-se do sofá e foi até à cozinha encher
um copo de água. - Eu queria poder ajuda-la, mas parece que
ela não precisa de mim... - lembrou-se de todas as vezes que a
seguira e ela fora salva pelas companheiras.

O rapaz encaminhou-se para a porta que
o levaria para outra divisão. Abriu-a mas não acendeu a
luz. Na penumbra do quarto podia-se ver uma cama e em cima dela
estava um estranho fato.

- Acho que não tenho outra
solução...




***




Quando o treino terminou já era
quase de noite. Makino não sentia os braços de tanto
ter esgrimido contra inimigos invisíveis.

- Moooh, eu precisava era de um
adversário a sério... - queixou-se.

- Lamento, mas com esta forma de gato é
impossível ajudar-te. - disse Regulus - Vais ter de esperar
mais um pouco.

- O que é que é preciso
para vocês voltarem às vossas formas? - perguntou
Yumiko, aproximando-se.

- Precisamos da energia de uma senshi
poderosa.

- Ué!? E nós não
servimos? - intrometeu-se Margaret.

- Vocês ainda estão numa
fase muito primitiva dos vossos poderes. - explicou Antares - Ainda
mal sabem manuseá-los e tirar o maior proveito deles.

- E há uma de vós que é
demasiado namoradeira para os treinar em casa... - picou Aldebaran.

- Luluuuu, queres um gato intrometido
para o jantar? - chamou Hikari. A cadela levantou a cabeça e
pareceu interessada no petisco.

Hikari não compreendia porque
Aldebaran implicava tanto com o facto de ela sair e não lhe
dizer onde ia, nem o que ia fazer. Afinal ela era uma adolescente,
tinha era que aproveitar o tempo e não depender de um gato que
não tinha mais nada que fazer do que mandá-la treinar.

- Bem, dou o treino por terminado. -
disse Antares - E Margaret, vê se controlas aquelas duas que
não estou a gostar da maneira como elas estão a olhar
para nós. - estava a referir-se a Fifi e Lulu que estavam a
aproximar-se lentamente do grupo.




***




Makino e Arisu caminhavam para a sua
casa. Estavam a atravessar uma rua bastante movimentada quando Makino
interrompeu o silêncio.

- Mooooooh, dói-me o corpo todo!
Quero férias!

- Tu estás de férias... -
disse Arisu, mas ao mesmo tempo olhou para as suas mãos:
estavam cheias de arranhões e algumas queimaduras ligeiras
provocadas pela luta com Margaret. - Aquela rapariga tem de aprender
a controlar-se... Por pouco não virei carne para churrasco.

- Eeeeeh... mas o Regulus não
diz nada. Só diz para treinarmos mais... Felizmente que a
Hikari aprendeu aquela melodia para nos curar. Só que
esqueceu-se de a tocar no fim do treino!

- Eu já só quero ir para
casa e tomar um banho...

- Hein?! Nem penses! A banheira é
minha! - e começou a correr.

- Mas será que ela nunca perde a
energia?... - disse Arisu para si mesma, pois Makino já levava
alguns metros de distância, quando decidiu parar.

- O que é aquilo? - apontava
para algo à sua direita.

Arisu olhou para onde Makino apontava.
Onde antes se vira um beco repleto de caixotes do lixo, encontrava-se
agora uma tenda, pelo aspecto deveria ser algo místico como
uma vidente ou algo assim.

- Não faço a mínima
ideia. - Arisu aproveitou a distracção de Makino para
lhe passar à frente e correr para o apartamento.

Mas Makino não pareceu
importar-se. Aproximou-se da tenda, mas quando estava prestes a
entrar, alguém saiu dela. Era uma senhora de cabelos loiros e
com um ar bastante aliviado como se tivesse recebido uma boa notícia.
Makino tinha fixado o olhar nesta mulher e nem reparou que vinha
outra atrás.

- Peço desculpa, mas já
acabamos as consultas por hoje. - disse a senhora num tom simpático.
Era uma jovem perfeitamente normal tal como Makino, mas vestia um
manto que a fazia lembrar uma personagem de Harry Potter.

- Ah... - Makino ficou atrapalhada. Ela
só se tinha aproximado por curiosidade e não tinha
coragem de perguntar o que se passava lá dentro.

- Mas amanhã estaremos cá
de novo. Tome! - a senhora tirou um molhe de folhas do bolso do manto
e deu uma a Makino. Era um folheto com publicidade à vidente.
- Tem aqui os horários e o número de telefone que deve
ligar para marcar uma consulta. Digo-lhe desde já que até
hoje a senhora Celaeno nunca se enganou e promete sigilo completo.


- Ah... 'tá... - Makino estava
demasiado atrapalhada para falar. Nunca antes na sua vida, vira uma
vidente. Pensava que tudo aquilo não passava de invenções,
ou pelo menos era o que a sua avó lhe estava sempre a dizer.
Mas por outro lado tinha curiosidade em saber aquilo que o futuro lhe
reservava, por isso dobrou o folheto ao meio e guardou-o na mala. -
Vou pensar no assunto...

- Ah e esqueci-me de lhe dizer! A
primeira consulta é grátis!

A curiosidade estava a vencer o bom
senso...




***

(continua em baixo)

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#30
(continuação do 7º capítulo)


No dia seguinte houve mais um treino.
Mas desta vez Makino ficou emparelhada com Arisu. A sua tarefa agora
era defender-se dos ataques de raízes e caules de plantas que
a amiga lhe lançava. Mas esta parecia ser mais rápida e
por diversas, Makino não conseguiu defender-se acabando com
uns golpes muito feios que Hikari teve de sarar.

- Ainda não manejas a espada com
a velocidade suficiente... - disse Antares. - Se calhar não
foi boa ideia por-te a lutar com Arisu.

- Mas ela é a única que
tem um ataque físico que a Makino consegue tocar. - justificou
Regulus. - Não a podemos por a lutar com a Margaret que
controla o fogo ou com a Yumiko que controla o vento. A sua espada
será inútil contra esses ataques.

A irritação de Makino
começava a aumentar.

- Estou farta... - murmurou. - Será
que sou a única inútil do grupo?

- Não foi isso que eu quis
dizer... - desculpou-se Regulus.

- Mas eu sozinha não sirvo para
nada! De que me adianta esta espada? Ela só bloqueia ataques
físicos! E se o inimigo atacar de longe? Serei um fardo para a
equipa.

- Não digas isso! - interrompeu
Arisu - Sabes que preciso de ti para fazer o "Calf of the
Lion
"!

- Sendo assim eu só valho por
meia senshi. - e virou as costas.

- Para onde é que tu vais? -
perguntou Arisu.

- Vou para casa. Aqui não sirvo
de nada...

- Makino! não sejas estú...
- mas nesse instante foram atingidos por uma rajada de vento que
quase os atirou ao chão.

- Desculpem! - pediu Yumiko. Parecia
que o seu ataque se tinha descontrolado um pouco.

Quando voltaram a olhar, Makino já
tinha desaparecido.




***




A rapariga agora caminhava sozinha pela
rua onde passara na noite anterior.

- Eu nunca sirvo para nada... -
queixava-se. - Primeiro tenho de treinar sozinha porque não há
ninguém que me ajude e depois põem-me logo a lutar
contra a Arisu. Não percebem que são passos demasiado
grandes para mim? - mas a seguir calou-se... a sua atitude também
não fora a mais correcta. Devia ter ficado e treinado um pouco
mais em vez de virar as costas como uma criança mimada. Mas
naquele momento estava com a cabeça demasiado quente e só
queria que tudo aquilo lhe desaparecesse da frente. - Se calhar é
melhor voltar para lá...

Mas quando estava a mudar o sentido da
sua marcha, os seus olhos prenderam-se na estranha tenda e a
curiosidade voltou a tomar conta de si.

- Eu queria tanto saber o que o futuro
me reserva... - pensou e quando deu por si já caminhava a
passos largos para a tenda.




***




- Fomalhaut, podias dar-me outra
partitura? - pediu Hikari sem tirar os olhos da lira.

Mas não obteve uma resposta.

- Fomalhaut? - a rapariga procurou o
rato com os olhos. Como não o encontrava, gritou para
Aldebaran. - Aldi! Viste o Fomalhaut?

- Han? Ele não está
contigo?

- Neste momento não.

- Ele passou a noite toda a estudar. -
informou Arisu. Fomalhaut tinha ido morar para a casa das meninas a
pedido de Makino. - Se calhar foi dormir um bocado... - e de seguida
ficou com um ar alarmado - ...na cama dentro da mala da Makino... - e
tapou a cara com a mão.

- Bonito...




***




- Desculpe... - Makino tinha entrado na
tenda que era bastante maior do que parecia do lado de fora. Havia um
pequeno corredor que parecia levá-la para a sala principal
onde se efectuavam as consultas.

- Pode entrar, esteja à vontade.
- respondeu uma voz rouca vinda do fundo da tenda.

Makino seguiu a voz e entrou no
compartimento. Ao contrário do que ela imaginava, não
era uma sala escura iluminada a velas e cheia de elementos misticos.
Tratava-se de uma sala branca, iluminada pela luz do sol que entrava
por uma janela de plástico transparente. A rapariga olhou em
volta procurando pela senhora que a chamara, mas só viu um
monte de trapos empilhados num monte.

- Seja bem-vinda. - a voz vinha do
monte de trapos que se começou a mexer. Do seu interior saiu
uma cabeça com longos cabelos brancos. Quando o seu olhar
encontrou o da rapariga, esta não conseguiu evitar um
pensamento em como a mulher era bastante bela. Mas a mulher parecia
não pensar o mesmo, quando fixou o rosto da jovem, fez um
esgar de horror e soltou um estranho grunhido.

- Passa-se alguma coisa? - perguntou
Makino preocupada.

- Uma senshi!! - mulher levantou-se e
deixou cair os trapos que lhe cobriam o corpo.

Makino ficou horrorizada com o que viu.




FIM DO 7º CAPÍTULO
(continua no 8º)

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#31
quero ler essa supresa hiraki adoro a tua fic está linda. uma coisa que nao percebi: aquelas frases em ingles foram postas de proposito?

http://yunime.ativoforum.com/
Aparece e diverte-te ^^
Novas novidades irão aparecer fica atento :) 
#32
Eu disse que a surpresa não era grande coisa ^^U era a aparição das antigas navegantes Embaracoso'
Frases em inglês o.o? Estás a falar do nome dos ataques? "Calf of the Lion" é o nome do ataque que a Sailor Spica e a Sailor Arcturus fazem em conjunto. Apareceu no final do 6º capítulo.
Agora o porquê dos nomes... hmmm digamos que nesta fic tudo tem uma justificação. Até as cores dos fatos das senshi têm uma razão de ser Razz Digamos que pesquisei muito sobre as estrelas behenianas antes de começar a escrever esta fic. Sim, o conceito de estrela Beheniana já existe pelo menos desde o século XVI. Podem procurar na wikipédia que encontrarão lá algo Wink Mas não leiam muito Razz Senão podem encontrar spoilers Falaste demais 2

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#33
Tudo tem justificação???? até as cores???? Foge, tudo está preparado ao pormenor....... fico á espera do proximo capitulo!"!!!!!
#35
ta espectacular....continua...

bjs
_______
sonhar nao mata...mas magoa...e por vezes ainda mais do que qualquer ferida fisica...
#36
Bem... Eu já tinha começado a ler esta fic há algum tempo, mas como não tive tempo acabou por ficar esquecida na minha cabeça despassarada e cheia de coisas para ler.
Estive agora a ler os capitulos todos (e que grandes capitulos! Very Happy) e devo dizer-te que tou a adorar!!
Escreves muito bem, o pouco que sei sobre as estrelas e constelações está-me a ajudar um bocado nalgumas partes. Tens um geito fantástico para inventar novas personagens e sailors!
Tou a adorar a história, é uma história que prende e quando acabamos um capitulo ficamos com vontade de ler mais!! A propósito kd há mais??
Parabéns pela fic, tou a adorar! Continua! Mongloide


Hikari escreveu:
Frases em inglês o.o? Estás a falar do nome dos ataques? "Calf of the Lion" é o nome do ataque que a Sailor Spica e a Sailor Arcturus fazem em conjunto. Apareceu no final do 6º capítulo.

Acho k a Zirateb se está a referir às frases em inglês que a Asura diz de vez em quando Wink

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#37
Obrigada S.E.A.! Very Happy
de facto fiz uma pesquisa às estrelas em questão para saber quais as suas constelações, se havia alguma história mitológica por detrás delas e ainda fui a sites de astrologia ver como influenciavam as pessoas (god isto foi o abuso XD ).
Em relação às frases em inglês... epah a verdade é que me saem já sem eu pensar ^^U e a Arisu é a personagem que provavelmente tem uma maneira de pensar mais parecida com a minha, por isso pu-la a falar um pouco como eu o faço :Embaracoso':

Ela usa o inglês para aumentar o sentimento sarcástico, por exemplo: "Oh, the joy" (Ó, a alegria), quando no fundo ela está profundamente aborrecida. Ou "Do as you please" - faz o que te apetecer - sinceramente não me importo... Estás a ver aquele ar de pseudo-intelectual que às vezes até irrita? pronto, é nesse sentido Razz

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#38
Lool tou a ver sim!
N é exagero nenhum nas pesquisas! às vezes é preciso pesquisar mt para se poderem escrever coisas boas e com sentido! Olha a JK.Rowling com o Harry Potter. Só para arranjar tantos nomes e referencias mitológicas teve mesmo de de fazer mt pequisa!
A propósito, as piadas k a Hikari diz sobre o Harry Potter. Já vi k gostas!! Eu tb!! Surprised.o: Surprised.o: Até me lembrei de uma piada sobre a sailor sirius e o regulos XD

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^



Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
#39
Looool, pois o Sirius agora mudou de sexo e é uma mulher muito fogosa XD


e vim avisar que o 8º capítulo está pronto Wink

E agora que todas as senshis foram apresentadas, está na hora de começar a acção
#40
Capítulo 8. - A
Hárpia. O Senhor das Aves. O sonho.





Quando as vestes caíram no chão,
deixaram a descoberto um ser que pouco tinha de humano. Tinha a
cabeça e o peito desnudado de uma mulher, o resto do corpo era
o de uma ave de rapina negra, contrastando com o cabelo alvo da
criatura.

Por instantes formou-se uma imagem na
cabeça de Makino, algo que ela tinha visto num livro de
mitologia grega: uma hárpia!

Não conseguiu evitar um grito de
horror.

- Mas o que é que se passa... -
ouviu-se vindo da sua mala e de lá saiu a cabeça de um
rato com olhos ensonados.

O animal tentava perceber onde se
encontrava quando fixou o seu olhar na hárpia.

- Chiça Penico!!! - gritou o
rato com os olhos arregalados - Transforma-te já!!

- Arcturus Star Power, Make Up!!

Ao mesmo tempo a criatura decidiu
atacar, e rajadas de vento fortíssimas atiraram a senshi de
encontro ao pano da tenda, que não aguentou e foi abaixo. Isto
fez com que as aves que se encontravam no seu topo levantassem voo.
Entre dezenas de pombos e pardais encontrava-se uma águia que
voou para longe.

Makino ficara coberta pelos panos da
tenda e não conseguia ver nada. Então sentiu a espada
nas sua mão direita e começou a cortar o tecido,
tentando procurar um caminho que a levasse de volta à luz.

Entretanto no interior da mala da
rapariga, Fomalhaut alcançara o telemóvel e estava a
marcar o número do intercomunicador de Regulus.

Quando Makino se viu livre do tecido da
tenda, ficou encandeada com a luz do sol que a cegou por poucos
segundos. Quando conseguiu voltar a focar, viu uma pequena plateia a
olhar para ela.

- Heeeer... - a rapariga não
conseguia articular uma palavra e ficou a olhar para as pessoas,
sorrindo estupidamente.

- Isto não é altura para
te estares a rir!!! - gritou Fomalhaut de dentro da mala, fazendo os
possíveis para não ser visto pelas pessoas. No instante
seguinte, uma sombra tapou o sol.

Instintivamente Makino levantou o olhar
e viu-a lá em cima. Tinha pousado no cimo do prédio ao
seu lado e estava a olhar cá para baixo como que a considerar
o próximo ataque.

- (palavra feia!)... - rosnou entredentes, de
seguida gritou - Fujam!!! Não estão seguros aqui!!

Mas quase que nem fora preciso dizer
nada, mal viram a estranha criatura, tinham começado a gritar
e correr.

Makino segurou a sua espada com mais
força e fixou o olhar na hárpia. Esta não se
mexia, como se esperasse que fosse ela a atacar.

- Mooooh, era isto que eu temia... -
sussurrou Makino de modo que só Fomalhaut a ouvisse - Como é
que eu a vou atacar a tão grande distância?

- Usa o arco de Boötes! - gritou
Fomalhaut pondo a cabeça de fora da mala.

- Usar o quê? - perguntou
incrédula, olhando para o rato.

Mas esse era o momento que a hárpia
estava à espera. Com um movimento ligeiro das suas asas formou
dois pequenos tornados que foram lançados na direcção
da rapariga.

- Cuidado!!! - gritou o rato. Por um
triz o primeiro tornado não atingiu a cabeça de Makino.
Mas o segundo acertou na alça da mala que foi atirada para o
fundo do beco juntamente com Fomalhaut.

- Fomalhaut!!! - gritou a rapariga.

- Eu estou bem! Preocupa-te contigo! -
gritou numa voz longínqua.

Makino tentou concentrar-se no seu
próximo movimento. Fomalhaut avisara-a do arco de Boötes,
mas o que era isso?

Nem teve tempo para pensar, pois no
instante seguinte haviam mais mini-tornados a vir na direcção
dela e só teve tempo de brandir a espada para se defender.
Felizmente quando eram golpeados estes desfaziam-se no ar. Não
fosse pela quantidade e velocidade a que eles vinham e Makino quase
dissera que era uma tarefa fácil.

Mas nesse instante sentiu umas fortes
garras a entranharem-se nos seus ombros. Não conseguiu evitar
um grito de dor ao sentir a pele e a carne a serem perfuradas. Quando
olhou para ver o que a estava a agarrar viu um abutre negro. Ele
olhava para os olhos dela como se considerasse arranca-los à
bicada. Makino não conseguia parar de gritar, tentou levantar
a espada, mas isso só lhe causava mais dores.

- Amalthea's Horn! - e uma rajada de
vento atingiu o abutre fazendo com que este largasse Makino e voasse
para longe.

Makino caiu de joelhos no chão,
sem conseguir mover os braços. Cada movimento que fazia era
uma dor lancinante que lhe percorria o corpo. Ouviu alguém a
chamar o seu nome e a correr para a sua frente, tentando encara-la,
mas tudo ficara turvo e sem definição.

- Hikari, faz alguma coisa!! - gritou
Arisu em frente à prima. - Ela não está bem!!
Makino!!

- Eu... - Hirari ficara impressionada
com a quantidade de sangue que manchava o uniforme da amiga e mal se
conseguia mover.

- Toca a lira, sua parva!!! - ordenou
Aldebaran a seu lado.

- S... Sim!!! - Hikari chamou a si a
lira de Vega, mas por instantes varreu-se-lhe tudo da mente... qual
era a melodia para curar?

- Ceres Rage!! - Arisu fora obrigada a
intervir pois um pequeno tornado quase as atingira. - Tenham cuidado!
Nós estamos aqui! - gritou para Siris e Capella que lutavam
agora com a pleiade.

Mas as amigas nem ligaram. A inimiga
era mais forte do que estavam à espera, para além dos
ataques de vento, também chamara aves de rapina e necrófagas
para as atacarem.

- Faz alguma coisa! Não a deixes
assim! - as lágrimas tinham chegado aos olhos de Arisu ao ver
a prima naquele estado.

- Precisamos de ajuda! Aaaah - gritou
Yumiko, enquanto era duplamente atacada por tornados e falcões
cujas garras já lhe tinham provocado cortes feios na cara e
nos membros.

Arisu não teve outra solução
a não ser ir ter com as companheiras, deixando os cuidados de
Makino para Hikari.

Hikari tentou lembrar-se da melodia,
começando a trautea-la baixinho, mas os sons vindos da batalha
não a estavam a ajudar.

- Bolas, não me consigo lembrar.
- gritou enervada dando um murro no cimento que só lhe magoou
mais a mão.

- VEGA!!! - ouviu Aldebaran a gritar e
quando levantou os olhos só viu as garras do abutre a
avançarem rapidamente para a sua cara.

- NAAAAAAAAAAAAAAOOOO - sem pensar,
fechou os olhos e virou as costas, esperando pelo embate, mas este
não aconteceu.

A medo, abriu os olhos, com receio de
ver o que se estava a passar. Na sua frente havia alguém que
lutava com o abutre, usando apenas os braços para se defender
das garras da ave.

Hikari não percebeu quem poderia
ser, mas após poucos segundos de luta, o abutre deu-se por
vencido. Nas suas costas encontrava-se uma grande águia que
cravara as suas garras na ave necrófaga.

O seu salvador recuou e examinou os
braços. Hikari reparou que estes estavam protegidos com o
couro especial que já vira tratadores de aves a usar. De
seguida ele virou-se para a rapariga e esta pôde ver o seu
aspecto. Vestia um manto negro que lhe cobria o corpo. A sua face
estava escondiada por uma máscara branca que apenas lhe
deixava boca à mostra. Nem a cor do seu cabelo era visível
pois o capuz do manto escondia-o.

- Estás bem? - perguntou, era a
voz de um homem, talvez um rapaz da mesma idade de Hikari.

- Eu... estou. - Hikari estava a olhar
para ele como que hipnotizada, de repente saiu do transe e pôs-se
em frente dele - E tu?, não tens nenhum ferimento? - perguntou
preocupada, ignorando tudo o resto.

Ele sorriu ligeiramente.

- Eu estou bem. - disse num tom suave -
as tuas amigas é que não. É melhor irmos
ajudá-las.

- Mas quem és tu?

- Isso fica para depois, tens ali uma
rapariga a esvair-se em sangue. - disse virando a cara para Makino
que já quase desmaiara.

Hikari correu para junto da amiga e
começou a tocar lira. De repente tinha-se lembrado de todas as
melodias que tinha aprendido nos últimos dias. As feridas nos
ombros da rapariga começaram a sarar a olhos vistos. Em poucos
segundos já só restavam os buracos no uniforme. Aos
poucos Makino começou a mover-se. De inicio só gemia e
mexia a cabeça.

- Arcturus, acorda por favor. - pediu
Hikari ajoelhada no chão e apoiando a amiga nos seus braços.

- hmmm - gemeu a rapariga e por fim
abriu os olhos. - O que é que se passou? - perguntou numa voz
fraca.

Mas sem que Hikari dissesse nada,
pareceu acordar totalmente e agarrou-se ao sítio onde antes
estivera o abutre.

- Está sarado... - disse para si
mesma e de seguida agradeceu a Hikari. Depois pôs-se de pé
a custo, como que recuperando o equilíbrio após o sono.
- Está na hora de eu entrar em acção.

Hikari ergueu o olhar para encontrar o
da amiga, mas esta tinha-o fechado e segurava a espada com as duas
mãos. Ergueu-a com a ponta virada para cima, até que o
punho ficasse ao nível dos seus olhos e disse algumas palavras
incompreensíveis:

- Al Simak al Ramih!!! - quando acabou
de proferir estas palavras a espada começou a irradiar e
pareceu contorcer-se no ar. Aos poucos começou a mudar de
forma e dividiu-se em duas, até que a luz cessou e nas mãos
de Makino estava agora um arco e uma aljava com flechas. A rapariga
pôs a aljava às costas e correu para junto das outras
guerreiras.

- Arcturus!! - Sirius foi a primeira a
ver a companheira e chamou pelo seu título. Arisu não
pôde evitar um sorriso de alívio quando viu a amiga a
seu lado.

- Onde é que ela está? -
perguntou Makino enquanto olhava para o céu procurando a
inimiga.

- Está ali! - Yumiko apontou
para o topo do maior edifício das redondezas.

- Óptimo... - Makino tirou uma
flecha da aljava e posicionou-a no arco.

- Mas o que é que tu estás
a pensar? Ela está muito longe! Um arco nunca conseguiria
chegar àquela distância! - disse Margaret.

- Este é o arco de Boötes.
Ele consegue. - disse calmamente, de seguida fechou os olhos e fez
uma pequena reza - que Boötes guie esta flecha - e largou o fio.

No topo do edifício, Celaeno
limitava-se a observar o que se passava lá em baixo. Tinha
acabado de chamar um bando gigantesco de aves carnívoras que
escureciam os céus de Tóquio. Agora esperava para ver
os efeitos que eles causariam. Estava tão distraída que
nem viu a flecha a aproximar-se. Só a ouviu quando era muito
tarde e esta já lhe furara o peito.

- Não é possível...
- disse numa voz fraca e perdeu o equilíbrio, caindo do
edifício abaixo. De repente as asas tinham deixado de lhe
obedecer e agora via a sua morte a aproximar-se.

- Perdoem-me irmãs... - foram
estas as suas últimas palavras.




***
(continua em baixo)

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