[Terminada] Fever Of Love
Capítulo 10
Kagome
Custou imenso, mas conseguimos encontrar os nossos amigos. Levámos a Sango e o Miroku, mas o Naraku ficou para trás ainda não foi desta que o derrotamos. Seguimos em direcção ao poço come-ossos e contámos tudo que tinha acontecido até os encontrarmos, eles ficaram admirados e nem se lembraram de nada. Então decidimos continuar a lutar, fizemos um plano e seguimos em frente!
- Vamos à floresta! – disse Inuyasha
- Com este plano conseguimos capturar o Naraku de certeza! Não vai falhar. – exclamei
Seguimos em direcção à floresta e mesmo na altura que íamos pôr o plano em prática aparece aqueles horrorosos youkais.
- Oh não!!! Outra vez?? – afirmou o Shippou triste com aquele aparecimento inesperado.
- Já que estamos aqui lutemos contra tudo e todos. – disse o Kouga mostrando as suas
enormes garras.
Eram imensos youkais não estava a imaginar como sairíamos dali. Parecia impossível. A Kirara matava-os de uma só vez, facilitava muito o trabalho e o Shippou lutava com os youkais mais pequeninos. Tivemos horas a fio a lutar.
- Morreeeeeeee!!!! – gritou Inuyasha ao matar o último youkai.
- Boa! – felicitou o Miroku
- Agora o plano! – disse empenhada.
A Sango e o Miroku deitaram-se no chão juntamente com o Inuyasha, fingindo estarem mortos. Eram uma espécie de isco para apanharem o Naraku. O Kouga, eu, a Kirara e o Shippou escondemo-nos dentro de uma gruta ali perto. Depois de algum tempo de espera aparece quem tanto queríamos.
- Naraku!!! – disse eufórica.
- Calma Kagome, espera até cair no isco. – aconselhou-me o Kouga.
Naraku andou ali de roda deles pensando no que ia fazer, parecia-lhe muito bom para
ser verdade. Aí decidiu pegar neles e no momento certo Inuyasha levanta-se e agarra Naraku, logo de imediato Sango e Miroku levantam-se e lutam contra Naraku. Eu, farta de visualizar a mesma coisa de sempre, lanço uma das minhas setas….mas falho!
Inuyasha lembrou-se que a sua espada era própria para matar e concentrou-se em todo o ódio que tinha, ergueu a sua Tessaiga e atingiu Naraku!
Inuyasha
Kagome
27 de Março
Custou imenso, mas conseguimos encontrar os nossos amigos. Levámos a Sango e o Miroku, mas o Naraku ficou para trás ainda não foi desta que o derrotamos. Seguimos em direcção ao poço come-ossos e contámos tudo que tinha acontecido até os encontrarmos, eles ficaram admirados e nem se lembraram de nada. Então decidimos continuar a lutar, fizemos um plano e seguimos em frente!
- Vamos à floresta! – disse Inuyasha
- Com este plano conseguimos capturar o Naraku de certeza! Não vai falhar. – exclamei
Seguimos em direcção à floresta e mesmo na altura que íamos pôr o plano em prática aparece aqueles horrorosos youkais.
- Oh não!!! Outra vez?? – afirmou o Shippou triste com aquele aparecimento inesperado.
- Já que estamos aqui lutemos contra tudo e todos. – disse o Kouga mostrando as suas
enormes garras.
Eram imensos youkais não estava a imaginar como sairíamos dali. Parecia impossível. A Kirara matava-os de uma só vez, facilitava muito o trabalho e o Shippou lutava com os youkais mais pequeninos. Tivemos horas a fio a lutar.
- Morreeeeeeee!!!! – gritou Inuyasha ao matar o último youkai.
- Boa! – felicitou o Miroku
- Agora o plano! – disse empenhada.
A Sango e o Miroku deitaram-se no chão juntamente com o Inuyasha, fingindo estarem mortos. Eram uma espécie de isco para apanharem o Naraku. O Kouga, eu, a Kirara e o Shippou escondemo-nos dentro de uma gruta ali perto. Depois de algum tempo de espera aparece quem tanto queríamos.
- Naraku!!! – disse eufórica.
- Calma Kagome, espera até cair no isco. – aconselhou-me o Kouga.
Naraku andou ali de roda deles pensando no que ia fazer, parecia-lhe muito bom para
ser verdade. Aí decidiu pegar neles e no momento certo Inuyasha levanta-se e agarra Naraku, logo de imediato Sango e Miroku levantam-se e lutam contra Naraku. Eu, farta de visualizar a mesma coisa de sempre, lanço uma das minhas setas….mas falho!
Inuyasha lembrou-se que a sua espada era própria para matar e concentrou-se em todo o ódio que tinha, ergueu a sua Tessaiga e atingiu Naraku!
Até à próxima diário
Kagome
Kagome
Inuyasha
27 de Março
O nosso plano parecia ser infalível, mas que burros somos! Esquecemo-nos do mais importante: o corpo do Naraku se refazia novamente! Continuámos, mesmo assim, a lutar o mais que podíamos, não poderíamos perder agora.. agora que tínhamos chegado tão longe!
Sango atirava vezes sem conta o seu Hiraikotsu, o Miroku absorvia cada parte do corpo cortado de Naraku com a sua Kazaana e eu ia cortando o Naraku aos pedaços.
Uma seta purificadora surgiu por entre a floresta escura, aquela flecha não havia sido enviada pela Kagome, por isso só podia ter sido… a Kikyou!
Tal como eu imaginava, ela surge por entre a densa folhagem de arco em punho e uma outra seta na outra mão, o seu olhar era frio e cheio de ódio.
- Naraku, prepara-te para morreres!
- AHAHAHAH! Vocês ainda pensam mesmo que eu, Naraku, irei morrer facilmente nas mãos de amadores como vocês? Ninguém será capaz de matar o grande e poderoso Naraku! AHAHAHAH!
Uma luz rosa surgiu de dentro do corpo de Naraku, essa mesma luz fez com que o seu corpo se formasse novamente e aumentasse cada vez mais. Aquele poder, só podia provir da Esfera de Quatro-Almas! O riso sarcástico de Naraku ecoava na minha cabeça, a minha fúria aumentava ainda mais! Quando me preparava para o atacar novamente, Miroku parou-me e apontou para a nossa frente. Kikyou corria em direcção de Naraku, não sei qual seria a sua intenção, mas não podia deixar que ela cometesse aquela loucura! Sem dar conta, Kagome também corria na mesma direcção de Kikyou, agora achava que ambas tinham enlouquecido de vez!
- Elas estão doidas? O que pensam que estão elas a fazer?
- Espera Inuyasha, eu julgo saber qual a ideia delas. Não te esqueças que ambas são praticamente a mesma pessoa.
- O que queres dizer com isso, Miroku?
- Vê e tira a tua própria conclusão.
Não entendia o que o Miroku queria dizer com aquelas suas palavras vagas, mas uma coisa era certa, Kagome e Kikyou juntaram as suas mãos e uma aura enorme e brilhante começou por fluir em volta das duas, um enorme poder começava a surgir e a crescer cada vez mais. Naraku ficou subitamente com uma estranha expressão estampada em seu rosto, parecia estar assustado.
Kagome e Kikyou gritaram umas palavras que nem eu mesmo percebi o que significavam, uma enorme bola de energia se formou entre as duas e foi cair direitinha em cima de Naraku. Achei que esta era a deixa perfeita para eu intervir. Kouga juntou-se a mim e ambos começámos a correr o mais rápido que podíamos ao encontro daquela imensa luz provocada por aquela bola de energia.
- Kaze no Kizu!
Vários remoinhos se formaram não só a partir da minha espada, como também do corpo de Kouga, os nossos poderes se fundiram e foram embater naquela bola de energia, a mesma aumentou a sua dimensão e explodiu.
Ficámos uns minutos inconscientes no chão, quando abri os olhos levantei-me rapidamente. A minha preocupação foi saber onde se encontrava o paradeiro da Kagome e vi que por cima dela estava a Kikyou.. ela estava muito ferida! Corri até ambas e aninhei o corpo da Kikyou nos meus braços, os seus olhos mal se abriram.
- Inu.. yasha…
- Não fales Kikyou! Tu vais ficar bem!
- Não impor… ta que eu morra… ao menos… morrerei feliz por saber… que és feliz…
- Kikyou, por favor… não sejas teimosa!
- Engraçado… esta deve ser a única coisa que mais temos em comum…
- Kikyou…
- Inuyasha… sê feliz… e nunca te esqueças… que eu… te amo…
Dito isto, os seus olhos se fecham por completo e sinto o seu corpo ficar mole.. ela desta vez tinha morrido… para sempre!
Não entendendo bem porquê, uma lágrima teimosamente caía pelo meu rosto. Pousei suavemente o corpo dela no chão e fui ver o estado da Kagome. Ela ainda respirava e apenas tinha pequenos arranhões. A Kikyou a tinha protegido com a sua própria vida!
- Inuyasha… - a voz de Kagome estava fraca
- Eu estou aqui, meu amor. A Kikyou…
- Ela protegeu-me, não foi? Como ela está?
- Ela…
- Como ela está, Inuyasha? – a sua voz estava cada vez mais assustada
- Ela… morreu…
- Oh não..!
- Inuyasha, Kagome! Vocês estão bem?
- Sim Miroku… algum sinal do Naraku?
- Não… apenas encontrámos isto no mesmo sítio onde antes estava o corpo dele.
Miroku abriu a sua mão e dentro dela encontrava-se a Esfera de Quatro-Almas.
- Isso é…!
- Sim, é a Esfera… toma Kagome, junta-lhe os restantes fragmentos que tens contigo.
Kagome anuiu e assim o fez. A Esfera agora estava completa e emitia uma enorme luz brilhante.
- Agora o que pensam fazer com a esfera? – perguntou Kouga ao se juntar a eles seguido de Sango, Shippou e Kirara
- Agora.. agora temos de destruir esta Esfera para que não mais volte a cair nas mãos erradas.

Capítulo 11
Kagome
Tinha tudo a meu dispor para acabar com todas as desavenças, tinha a Esfera de Quatro-Almas mesmo na minha mão, só tinha de pedir o meu desejo ao lado do Inuyasha.
Miroku, Sango, Kouga, Shippou e Kirara mantiveram-se a meu lado juntamente com o Inuyasha. Estendi as mãos com a grande Esfera pousada sobre as minhas palmas e fechei os olhos. Concentrei-me e disse alto e bom som:
- Este é o meu desejo! A grande mudança! Que a Esfera de Quatro-Almas desapareça definitivamente!
Ao acabar de dizer tais palavras a Esfera eleva-se no ar lentamente emitindo uma luz brilhante em tons de rosa, aquela luz enchia o olhar de tanta luminosidade e de repente estilhaça-se em milhares de pedacinhos pequenos em que os fragmentos evaporam um por um na frente de todos. Senti uma enorme alegria dentro de mim, tudo voltara ao normal.
Hoje, tal como estava destinado, estávamos todos perto do Poço Come-Ossos para se despedirem de mim.
- Tens mesmo de ir, Kagome? – perguntou Shippou um tanto triste.
- Sim, tem mesmo de ser, mas não te aflijas não será a última vez que me verás.
A Kirara estava mimosa dando voltas nas minhas pernas.
- Terei saudades tuas, Kirara.
A Sango abraçou-me e disse:
- Estarei sempre aqui. – e põe a sua mão no meu peito do lado do coração.
Miroku estava a fazer-se de difícil, mas não resistiu e deu-me um abraço e gritou:
- És uma grande mulher, Kagome-sama!
Aí todos nós nos rimos. O Kouga aproximou-se de mim empurrando o Inuyasha e pegou nas minhas mãos, dizendo:
- Kagome, volta depressa. Vou ter muitas saudades tuas, eu estarei aqui à tua espera. Quando voltares irei fazer-te minha mulher para sempre! – dizia ele convicto.
Eu apenas sorri, mas quem não gostou mesmo de ouvir aquelas palavras foi o Inuyasha que se preparava já para desencadear uma luta. Pedi para que parassem os dois e dirigi-me até ao Inuyasha. Ele limitou-se só a dar-me um abraço, não gosta de despedidas quanto menos ver a pessoa que ama partir.
- Agora tem de ser, vou voltar para a minha Era. – disse a todos.
Ao virar as costas para caminhar até ao poço novamente, o Inuyasha agarra o meu braço e puxa-me para ele, dando-me um beijo doce e ternurento nos meus lábios.
- Lembrar-me-ei de ti todos os dias da minha vida! – sussurrou ele ao meu ouvido.
Agarrei na mão dele e exclamei alto, antes de saltar para dentro do poço:
- Este não foi o meu ADEUS, mas sim um ATÉ JÁ!
Inuyasha
Finalmente a Esfera foi destruída. Não me importei com esse facto, pois não me interessa mais me transformar num youkai completo, desde que tenha a Kagome e os meus amigos a meu lado.
Mas… sobre isso… a Kagome me surpreendeu quando hoje nos disse que ia voltar para a Era dela porque a sua missão aqui estava terminada. Eu não tive reacção quando ouvi aquelas suas palavras, foi como se me tivessem trespassado o coração. Saí da cabana e fui para a floresta. A morte do Naraku, a morte da Kikyou, todos aqueles dias inesquecíveis que passei com a Kagome e agora esta sua súbita decisão fervilhava na minha cabeça. Metade alegria, metade tristeza. Não conseguia suportar esta dor. Dor. As palavras da Kikyou não me saiam da cabeça, ela morreu para salvar a pessoa que eu amo, ela disse que estava feliz por mim por ter alguém a meu lado, e agora… e agora a Kagome vai se embora! Não! Não queria isso! Corri o mais que pude de volta à cabana. Eles já lá não se encontravam, então fui até à floresta onde está o poço come-ossos.
Todos eles estavam lá, a despedirem-se dela. Caminhei devagar até perto de todos eles, o Kouga empurra-me para chegar primeiro a ela. Estava já eu preparado para o atacar quando a Kagome pede para pararmos e se dirige a mim. Abracei-a, um abraço curto mas forte. Deixei-a partir, mas o meu coração pediu para voltar a tê-la nos meus braços. Agarro o seu braço e a puxo para mim, dou-lhe um longo beijo e sussurro-lhe ao ouvido “Lembrar-me-ei de ti todos os dias”. Quando ela exclama, antes de entrar no poço, que este era apenas um “até já”, o meu coração encheu-se novamente de esperança. Iríamos voltar a vê-la! Mas… quando? Será que até lá eu aguento? Por favor Kagome, volta depressa para mim…
Quatro meses. Para mim parecem quatro décadas. A Kagome não aparece e eu sinto-me cada vez mais sozinho. Claro que tenho aqui o Miroku, a Sango e a Kirara. O Shippou foi para a floresta treinar, mas continua a viver connosco. A Sango teve trigémeos. O Miroku está completamente babado, duas filhas e um filho. Também não é para menos, conseguiu o que tanto queria, um filho.
Continuamos todos na aldeia da Kaede, na casa dela. Por vezes eu e o Miroku vamos a várias aldeias exterminar youkais. Fora isto, está tudo calmo por aqui.
As saudades da Kagome é que apertam cada vez mais. O que estará ela a fazer neste momento?
Não aguento mais! Qual será o “até já” dela?? Pela manhã, saí da cabana e dirigi-me o mais rápido que consegui para o poço, saltei lá para dentro e em poucos segundos já me encontrava em chão sólido. Saí de dentro do poço e abri a porta daquela pequena cabana que cobria aquele sítio. Saltei até à janela do quarto da Kagome e a encontrei sentada na cama. Eu quase caí do telhado abaixo quando a vi com uma grande barriga! Ela viu-me e abriu a janela, entrei. Olhámo-nos por uns segundos e abraçámo-nos. Aquele abraço parecia eterno! As saudades de ambos eram imensas.
- Kagome, meu amor…
- Inuyasha! Perdoa-me por ainda não ter voltado. – dizia-me ela entre soluços.
- Não te importes com isso, o que interessa é que estamos os dois juntos agora…
- Tenho uma coisa para te contar. Como podes ver… eu…
- Não voltaste por causa disto, não foi? – perguntei eu docemente ao pousar a minha mão na sua barriga.
Senti um pontapé. Fiquei super feliz! A Kagome estava grávida! Um filho meu.. nem me cabia de tanta felicidade! Agachei-me e encostei o meu ouvido na barriga dela. A Kagome acariciava os meus cabelos emocionada. Perguntei-lhe se estava tudo bem com o nosso filho, ela disse que sim, mas que não era filho.
- Não?? Então vai ser uma menina?
- Não – responde a sorrir – Vai ser um casal de gémeos.
Eu não queria acreditar. Gémeos! Dois filhos!
- Do.. dois??
- Sim – o seu sorriso era tão reconfortante – Um menino e uma menina!
- Também??
- Como assim, também?
- A Sango teve trigémeos, duas meninas e um menino.
- A sério?? Ohhh, kawaii!! Tenho de vê-la!
- Não há problema se voltarmos?
- Eu quero primeiro fazer as malas e despedir-me da minha família, eu já me decidi. Vou viver convosco.
Agora é que eu não me cabia mesmo em tanta felicidade!
Ajudei-a a fazer as malas (as mulheres têm sempre que levar tanta coisa… que raios) e despedimo-nos da sua mãe, avô e irmão. Uma despedida emotiva, mas a Kagome tomara a sua decisão. Voltámos ao poço e após mais uns abraços e beijos entrámos nele.
Voltámos à floresta. Carregar aquelas malas todas foi um pouco difícil, mas consegui dar conta do recado. Entrámos em casa e toda a gente calorosamente deu as suas boas-vindas à Kagome. Tal como eu, ficaram todos surpreendidos com a gravidez dela.
Este era sem dúvida um dos dias mais felizes da minha vida.
Estava muito nervoso, a Kagome entrou em trabalho de parto. Apenas a Kaede e a Sango se encontravam dentro de casa com ela. Várias horas se passavam e nenhuma novidade havia. Eu estava a ficar cada vez mais nervoso, tanto que já ameaçava entrar pela porta adentro se não fosse o Miroku a segurar-me.
- Calma companheiro! Não te esqueças que são dois. Logo logo ouviremos o choro deles e verás que estará tudo bem com os três.
- Não consigo esperar mais!
Quando dei apenas uns quatro passos, ouvimos dois bebés a chorar, um após o outro. O meu coração deu um pulo de alegria, os meus filhos acabavam de nascer! Não aguentando mais, irrompi pela porta adentro e fui ter com elas. A Kagome estava deitada com um sorriso de orelha a orelha com os dois bebés em cada um dos seus braços. O seu rosto brilhava de felicidade! Eu juntei-me a ela e olhei para aquelas duas crianças em seus braços. Peguei no rapaz, ele era parecidíssimo com a Kagome, o mesmo cabelo escuro, o mesmo olhar. A rapariga tinha puxado a mim, o seu cabelo era clarinho, igual ao meu. Nenhum nascera com orelhas como as minhas, por um lado senti-me aliviado. Na verdade, ambos são mais humanos que youkais.
- Mas ambos têm uma extrema força espiritual dentro deles! – exclamou Miroku.
- Agora que falas nisso, eu também sinto o mesmo. – disse Kagome.
- Herdaram a tua espiritualidade como Miko, Kagome, e a força de um youkai do Inuyasha. – explicou Kaede.
Os meus filhos tinham a força dos seus pais. Sabia que com isso eles iriam conseguir se safar bem neste mundo. Não só têm a nossa força como também têm a força da amizade e do amor, e são estas as forças mais importantes que existem dentro de nós.
Muito nervosismo, sem sombra de dúvida. O Miroku estava comigo naquela espécie de altar, estávamos todos á espera da Kagome. A Sango estava com ela, o Shippou segurava num pequeno tufo branco onde estavam sobre ele duas alianças. O nosso dia. O dia do nosso casamento.
Já deveria ter passado uma meia hora quando avisto finalmente a Kagome a sair da porta da nossa casa. Ao seu lado estava a Sango, ambas de braço dado. A Kagome estava linda! Um vestido branco sem alças e muito comprido, acentuava-lhe perfeitamente nas suas belas curvas, o seu cabelo muito bem arranjado e apanhado em cima, adornado por algumas flores brancas que Shippou tinha colhido pela manhã. Eu estava com o mesmo fato que havia usado no primeiro jantar romântico que tivemos na floresta.
As duas já estavam a meu lado, Sango dá um beijo no rosto de Kagome e vai para junto de Kaede. A Kagome agarra-se ao meu braço e me sorri. Ambos estávamos muito felizes.
Virámo-nos para o Miroku, era ele que ia celebrar aquela cerimónia. Após várias palavras trocadas, chegava a hora de trocarmos agora as alianças. Cada um as colocou no seu respectivo dedo anelar da mão esquerda. Os nossos olhos brilhavam, por momentos nem queríamos acreditar que finalmente estávamos casados. Uma enorme festa foi feita depois da cerimónia, que ocorreu até à noite. Saímos primeiro e fomos para a nossa casa.
Peguei-a ao colo e entrámos, dirigi-me até ao nosso quarto e pousei-a na nossa cama. Deitei-me a seu lado, olhei-a nos olhos por uns momentos e beijei-a docemente. A minha mão acariciava a sua face, como adorava a sua pele macia e quente. Lentamente nos fomos despindo um ao outro, sempre acompanhado por beijos e inúmeras carícias. Fui para cima dela e penetrei-a suavemente. Queria que aquele dia fosse mesmo inesquecível para ambos. Enquanto fazíamos amor, sussurrei-lhe ao seu ouvido “Fazes-me cada vez mais feliz”, ela abraçou-me com mais força e respondeu “Amo-te para sempre”.
A morte da Kikyou não foi em vão. Eu estou feliz com a Kagome, os meus dois filhos e os meus amigos. Obrigado Kikyou… Obrigado Kagome…
Kagome
28 de Março
Tinha tudo a meu dispor para acabar com todas as desavenças, tinha a Esfera de Quatro-Almas mesmo na minha mão, só tinha de pedir o meu desejo ao lado do Inuyasha.
Miroku, Sango, Kouga, Shippou e Kirara mantiveram-se a meu lado juntamente com o Inuyasha. Estendi as mãos com a grande Esfera pousada sobre as minhas palmas e fechei os olhos. Concentrei-me e disse alto e bom som:
- Este é o meu desejo! A grande mudança! Que a Esfera de Quatro-Almas desapareça definitivamente!
Ao acabar de dizer tais palavras a Esfera eleva-se no ar lentamente emitindo uma luz brilhante em tons de rosa, aquela luz enchia o olhar de tanta luminosidade e de repente estilhaça-se em milhares de pedacinhos pequenos em que os fragmentos evaporam um por um na frente de todos. Senti uma enorme alegria dentro de mim, tudo voltara ao normal.
Hoje, tal como estava destinado, estávamos todos perto do Poço Come-Ossos para se despedirem de mim.
- Tens mesmo de ir, Kagome? – perguntou Shippou um tanto triste.
- Sim, tem mesmo de ser, mas não te aflijas não será a última vez que me verás.
A Kirara estava mimosa dando voltas nas minhas pernas.
- Terei saudades tuas, Kirara.
A Sango abraçou-me e disse:
- Estarei sempre aqui. – e põe a sua mão no meu peito do lado do coração.
Miroku estava a fazer-se de difícil, mas não resistiu e deu-me um abraço e gritou:
- És uma grande mulher, Kagome-sama!
Aí todos nós nos rimos. O Kouga aproximou-se de mim empurrando o Inuyasha e pegou nas minhas mãos, dizendo:
- Kagome, volta depressa. Vou ter muitas saudades tuas, eu estarei aqui à tua espera. Quando voltares irei fazer-te minha mulher para sempre! – dizia ele convicto.
Eu apenas sorri, mas quem não gostou mesmo de ouvir aquelas palavras foi o Inuyasha que se preparava já para desencadear uma luta. Pedi para que parassem os dois e dirigi-me até ao Inuyasha. Ele limitou-se só a dar-me um abraço, não gosta de despedidas quanto menos ver a pessoa que ama partir.
- Agora tem de ser, vou voltar para a minha Era. – disse a todos.
Ao virar as costas para caminhar até ao poço novamente, o Inuyasha agarra o meu braço e puxa-me para ele, dando-me um beijo doce e ternurento nos meus lábios.
- Lembrar-me-ei de ti todos os dias da minha vida! – sussurrou ele ao meu ouvido.
Agarrei na mão dele e exclamei alto, antes de saltar para dentro do poço:
- Este não foi o meu ADEUS, mas sim um ATÉ JÁ!
Até breve diário!
Kagome
Kagome
Inuyasha
28 de Março
Finalmente a Esfera foi destruída. Não me importei com esse facto, pois não me interessa mais me transformar num youkai completo, desde que tenha a Kagome e os meus amigos a meu lado.
Mas… sobre isso… a Kagome me surpreendeu quando hoje nos disse que ia voltar para a Era dela porque a sua missão aqui estava terminada. Eu não tive reacção quando ouvi aquelas suas palavras, foi como se me tivessem trespassado o coração. Saí da cabana e fui para a floresta. A morte do Naraku, a morte da Kikyou, todos aqueles dias inesquecíveis que passei com a Kagome e agora esta sua súbita decisão fervilhava na minha cabeça. Metade alegria, metade tristeza. Não conseguia suportar esta dor. Dor. As palavras da Kikyou não me saiam da cabeça, ela morreu para salvar a pessoa que eu amo, ela disse que estava feliz por mim por ter alguém a meu lado, e agora… e agora a Kagome vai se embora! Não! Não queria isso! Corri o mais que pude de volta à cabana. Eles já lá não se encontravam, então fui até à floresta onde está o poço come-ossos.
Todos eles estavam lá, a despedirem-se dela. Caminhei devagar até perto de todos eles, o Kouga empurra-me para chegar primeiro a ela. Estava já eu preparado para o atacar quando a Kagome pede para pararmos e se dirige a mim. Abracei-a, um abraço curto mas forte. Deixei-a partir, mas o meu coração pediu para voltar a tê-la nos meus braços. Agarro o seu braço e a puxo para mim, dou-lhe um longo beijo e sussurro-lhe ao ouvido “Lembrar-me-ei de ti todos os dias”. Quando ela exclama, antes de entrar no poço, que este era apenas um “até já”, o meu coração encheu-se novamente de esperança. Iríamos voltar a vê-la! Mas… quando? Será que até lá eu aguento? Por favor Kagome, volta depressa para mim…
20 de Julho
Quatro meses. Para mim parecem quatro décadas. A Kagome não aparece e eu sinto-me cada vez mais sozinho. Claro que tenho aqui o Miroku, a Sango e a Kirara. O Shippou foi para a floresta treinar, mas continua a viver connosco. A Sango teve trigémeos. O Miroku está completamente babado, duas filhas e um filho. Também não é para menos, conseguiu o que tanto queria, um filho.
Continuamos todos na aldeia da Kaede, na casa dela. Por vezes eu e o Miroku vamos a várias aldeias exterminar youkais. Fora isto, está tudo calmo por aqui.
As saudades da Kagome é que apertam cada vez mais. O que estará ela a fazer neste momento?
20 de Setembro
Não aguento mais! Qual será o “até já” dela?? Pela manhã, saí da cabana e dirigi-me o mais rápido que consegui para o poço, saltei lá para dentro e em poucos segundos já me encontrava em chão sólido. Saí de dentro do poço e abri a porta daquela pequena cabana que cobria aquele sítio. Saltei até à janela do quarto da Kagome e a encontrei sentada na cama. Eu quase caí do telhado abaixo quando a vi com uma grande barriga! Ela viu-me e abriu a janela, entrei. Olhámo-nos por uns segundos e abraçámo-nos. Aquele abraço parecia eterno! As saudades de ambos eram imensas.
- Kagome, meu amor…
- Inuyasha! Perdoa-me por ainda não ter voltado. – dizia-me ela entre soluços.
- Não te importes com isso, o que interessa é que estamos os dois juntos agora…
- Tenho uma coisa para te contar. Como podes ver… eu…
- Não voltaste por causa disto, não foi? – perguntei eu docemente ao pousar a minha mão na sua barriga.
Senti um pontapé. Fiquei super feliz! A Kagome estava grávida! Um filho meu.. nem me cabia de tanta felicidade! Agachei-me e encostei o meu ouvido na barriga dela. A Kagome acariciava os meus cabelos emocionada. Perguntei-lhe se estava tudo bem com o nosso filho, ela disse que sim, mas que não era filho.
- Não?? Então vai ser uma menina?
- Não – responde a sorrir – Vai ser um casal de gémeos.
Eu não queria acreditar. Gémeos! Dois filhos!
- Do.. dois??
- Sim – o seu sorriso era tão reconfortante – Um menino e uma menina!
- Também??
- Como assim, também?
- A Sango teve trigémeos, duas meninas e um menino.
- A sério?? Ohhh, kawaii!! Tenho de vê-la!
- Não há problema se voltarmos?
- Eu quero primeiro fazer as malas e despedir-me da minha família, eu já me decidi. Vou viver convosco.
Agora é que eu não me cabia mesmo em tanta felicidade!
Ajudei-a a fazer as malas (as mulheres têm sempre que levar tanta coisa… que raios) e despedimo-nos da sua mãe, avô e irmão. Uma despedida emotiva, mas a Kagome tomara a sua decisão. Voltámos ao poço e após mais uns abraços e beijos entrámos nele.
Voltámos à floresta. Carregar aquelas malas todas foi um pouco difícil, mas consegui dar conta do recado. Entrámos em casa e toda a gente calorosamente deu as suas boas-vindas à Kagome. Tal como eu, ficaram todos surpreendidos com a gravidez dela.
Este era sem dúvida um dos dias mais felizes da minha vida.
24 de Setembro
Estava muito nervoso, a Kagome entrou em trabalho de parto. Apenas a Kaede e a Sango se encontravam dentro de casa com ela. Várias horas se passavam e nenhuma novidade havia. Eu estava a ficar cada vez mais nervoso, tanto que já ameaçava entrar pela porta adentro se não fosse o Miroku a segurar-me.
- Calma companheiro! Não te esqueças que são dois. Logo logo ouviremos o choro deles e verás que estará tudo bem com os três.
- Não consigo esperar mais!
Quando dei apenas uns quatro passos, ouvimos dois bebés a chorar, um após o outro. O meu coração deu um pulo de alegria, os meus filhos acabavam de nascer! Não aguentando mais, irrompi pela porta adentro e fui ter com elas. A Kagome estava deitada com um sorriso de orelha a orelha com os dois bebés em cada um dos seus braços. O seu rosto brilhava de felicidade! Eu juntei-me a ela e olhei para aquelas duas crianças em seus braços. Peguei no rapaz, ele era parecidíssimo com a Kagome, o mesmo cabelo escuro, o mesmo olhar. A rapariga tinha puxado a mim, o seu cabelo era clarinho, igual ao meu. Nenhum nascera com orelhas como as minhas, por um lado senti-me aliviado. Na verdade, ambos são mais humanos que youkais.
- Mas ambos têm uma extrema força espiritual dentro deles! – exclamou Miroku.
- Agora que falas nisso, eu também sinto o mesmo. – disse Kagome.
- Herdaram a tua espiritualidade como Miko, Kagome, e a força de um youkai do Inuyasha. – explicou Kaede.
Os meus filhos tinham a força dos seus pais. Sabia que com isso eles iriam conseguir se safar bem neste mundo. Não só têm a nossa força como também têm a força da amizade e do amor, e são estas as forças mais importantes que existem dentro de nós.
2 de Outubro
Muito nervosismo, sem sombra de dúvida. O Miroku estava comigo naquela espécie de altar, estávamos todos á espera da Kagome. A Sango estava com ela, o Shippou segurava num pequeno tufo branco onde estavam sobre ele duas alianças. O nosso dia. O dia do nosso casamento.
Já deveria ter passado uma meia hora quando avisto finalmente a Kagome a sair da porta da nossa casa. Ao seu lado estava a Sango, ambas de braço dado. A Kagome estava linda! Um vestido branco sem alças e muito comprido, acentuava-lhe perfeitamente nas suas belas curvas, o seu cabelo muito bem arranjado e apanhado em cima, adornado por algumas flores brancas que Shippou tinha colhido pela manhã. Eu estava com o mesmo fato que havia usado no primeiro jantar romântico que tivemos na floresta.
As duas já estavam a meu lado, Sango dá um beijo no rosto de Kagome e vai para junto de Kaede. A Kagome agarra-se ao meu braço e me sorri. Ambos estávamos muito felizes.
Virámo-nos para o Miroku, era ele que ia celebrar aquela cerimónia. Após várias palavras trocadas, chegava a hora de trocarmos agora as alianças. Cada um as colocou no seu respectivo dedo anelar da mão esquerda. Os nossos olhos brilhavam, por momentos nem queríamos acreditar que finalmente estávamos casados. Uma enorme festa foi feita depois da cerimónia, que ocorreu até à noite. Saímos primeiro e fomos para a nossa casa.
Peguei-a ao colo e entrámos, dirigi-me até ao nosso quarto e pousei-a na nossa cama. Deitei-me a seu lado, olhei-a nos olhos por uns momentos e beijei-a docemente. A minha mão acariciava a sua face, como adorava a sua pele macia e quente. Lentamente nos fomos despindo um ao outro, sempre acompanhado por beijos e inúmeras carícias. Fui para cima dela e penetrei-a suavemente. Queria que aquele dia fosse mesmo inesquecível para ambos. Enquanto fazíamos amor, sussurrei-lhe ao seu ouvido “Fazes-me cada vez mais feliz”, ela abraçou-me com mais força e respondeu “Amo-te para sempre”.
A morte da Kikyou não foi em vão. Eu estou feliz com a Kagome, os meus dois filhos e os meus amigos. Obrigado Kikyou… Obrigado Kagome…
FIM!

opah...nem acredito k so agora vim ler esta fic...lol. enfim...bem devo de confessar que foi com a fic das pervert lady's que descobri o anime do Inuyasha...e desde o primeiro episodio que fiquei fã...depois subitamente lembrei... "espera lá...eu vi algures uma fic do meu bichano preferido..." e pronto aqui estou eu..derretida com esta fic fantastica....pena ter sido pequenina....lol.
depois de a ler fiquei in love pelo Inuyasha.....lol. tonta!! hihi. enfim....uma historia muito bem construida... adorei cada momento....desconhecia era que o Inuyasha era assim tão...tão vigoroso!!! lol. sabes onde o posso encontrar?? é que não me importava de o ter aqui comigo!!! XD
olha espero que escrevas mais fics com o Inuyasha...porque vou ler de certesa!!! hehe
depois de a ler fiquei in love pelo Inuyasha.....lol. tonta!! hihi. enfim....uma historia muito bem construida... adorei cada momento....desconhecia era que o Inuyasha era assim tão...tão vigoroso!!! lol. sabes onde o posso encontrar?? é que não me importava de o ter aqui comigo!!! XD
olha espero que escrevas mais fics com o Inuyasha...porque vou ler de certesa!!! hehe
LOOOOOOOOL x'D *rofl*
Adorei o teu comentário, Usako XD
A fic ficou pequenina porque quem a escrevia comigo não tinha sempre grande disponibilidade em aparecer pela net, e então não me podia entregar sempre a sua parte sobre a Kagome... Mas penso que ainda assim ficou aqui uma grande fic, e que não vos decepcionámos
Epah, um Inuyasha como esse também eu queria a meu lado
quando eu encontrar dois, eu informo-te, ta bem?
um para mim e outro para ti X'D AHAH!
Tão cedo não tou a planear escrever outra sobre Inuyasha
mas caso venha a escrever, eu posto com certeza 
Fico contente por teres gostado assim tanto
obrigada 
Adorei o teu comentário, Usako XD
A fic ficou pequenina porque quem a escrevia comigo não tinha sempre grande disponibilidade em aparecer pela net, e então não me podia entregar sempre a sua parte sobre a Kagome... Mas penso que ainda assim ficou aqui uma grande fic, e que não vos decepcionámos

Epah, um Inuyasha como esse também eu queria a meu lado
quando eu encontrar dois, eu informo-te, ta bem?
um para mim e outro para ti X'D AHAH!Tão cedo não tou a planear escrever outra sobre Inuyasha
mas caso venha a escrever, eu posto com certeza 
Fico contente por teres gostado assim tanto
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