Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Deficientes físicos e/ou mentais

#21
Bem, eu tive um colega meu com uma deficiencia. No 7º ano tinha aulas connosco, mas depois começou a ter aulas "a parte" e só estava connosco nas disciplinas não curriculares e educação física. Ele é uma pessoa como as outras e nos seus anos nós lhe fizemos uma festa surpresa (ena pa! foram três aninhos!) e ele ficava mesmo contente. Andava sempre a sorrir e quando estava triste notava-se logo. Lembro-me que no ano passado, tinhamos educação tecnológica com outra turma e havia dois parvos que o gozavam, porque ele também gaguejava (anormais!). Mas era um rapaz muito querido, as professoras gostavam muito dele e a turma (embora parva Nao te metas cmg2 ) também gostava dele.
Eu não sei muito sobre este assunto, mas sei que é preciso "ter muito jeito" e paciência para tratar com eles, porque no fundo, são como crianças grandes.


Falando também de deficiência auditiva, eu tenho um pequenino problema auditivo também Matreiro
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arigato ^^ amigo/a secreto/a
adorei :3
#22
Eu sempre lidei com a deficiência, já que tive uma prima com paralisia cerebral profunda, que não andava, não falava, bem, era basicamente um bebé. Deram-lhe uma esperança de vida pequena, e a realidade é que ela sobreviveu até aos 19 anos, pois da deficiência que ela tinha vinham outro tipo de problemas complicados.

Também já tive colegas com deficiências mentais menos graves que a minha prima, tanto na escola primária, como já no terceiro ciclo, e posso dizer que, apesar dos seus problemas, são pessoas excepcionais. A da escola primária era a pessoa mais querida do mundo, brincava connosco, e ninguém gozava com ela, era tratada como se fosse uma pessoa completamente normal. No 7º ano é que já foi um bocadinho diferente, porque essa outra colega chegava a agredir-nos, era uma pessoa que se irritava facilmente e também se mutilava a ela própria, e é claro, os mais velhos eram muito cruéis, gozavam imenso, e mesmo com todas as queixas que fizemos aos professores, eles não paravam --'


Também na primária, conheci um rapaz três anos mais velho que eu, cego, mas completamente brutal em termos de estudos, e creio que foi para Lisboa estudar Medicina, pelo que ouvi D:

Bom, depois disto tudo, o que eu quero dizer é que, apesar de serem diferentes, estas pessoas lutam todos os dias para terem uma vida normal, e não são os sentimentos de pena ou de compaixão que as vão ajudar, mas sim tratá-los como tratamos qualquer pessoa sem deficiências. É claro que por vezes, e necessário ajudá-las, mas desde que seja uma ajuda que não as sinta inferiores a nós.

thankes, *Kaoru : D


verde é verdocas , by lili 8D
#23
Bemm...por onde é que devo começar?

Primeiro quero dar os meus parabéns ao Uranus e à Merc pela força e coragem que tiveram e têm.Não é facil lidar com uma situação assim. Mas tabém...existe alguma coisa na nossa vida que é fácil?

Eu tive pelo menos 2 colegas com deficiência mental. Ambos no meu 2º ano...posso dizer qe a minha primeira reação era olhar...pode parecer estupido, mas eu nunca tinham conhecido ninguém assim e como nunca me tinham explicado nada eu simplesmente olha e ficava a espera de uma resposta Embaracoso'. Um dele era uma rapariga...tinha bastantes problemas, ela so tinha aulas conosco de manha...e so mesmo naquele ano, depois mudaram-na para uma escola especializada. A outra criança era um rapaz. Nós sempre o tratamos de igual para igual.Mas tb...na nossa escola primaria , se no maximos fosseos 35 eramos muitos. Quando ele foi para a escola básica sempre que me via dizia-me olá.~

Recentemente , não na minha familia, mas a cunhada da minha tia teve um bebé que nasceu com problemas. (ele tinha um aneurisma e como os médicos do amadora-sintra são a inteligência em pessoa, fizeram um parto natural...com a utilização da ventosa Smile é claro qe o resultado n foi dos melhores). Hoje em dia a criança tem de ser alimentada por sonda e, no passado sábado, a minha tia deu um grande almoço por causa dos anos do meu primo, e como tal a mãe da criança e a criança estavam lá.Eu pessoalmente, já não me faz impressão, especialmente porque sei que a mae dele (é um menino já agora) , trata muito bem dele e até arranjou uma terapeuta cubana para lhe dar terapia. O problema que a maior parte da familia da criança o que é que fez quando a mãe o teve de alimentar? ficou tudo ali a olhar como se aquilo fosse um espetáculo de teatro. Para além de não ajudarem...só estavam a empatar, porque depois a criança ficou muito agitada. Mais a tardinha a dita terapeuta foi lá e cm ja tinha acontecido ao almoço, caiu tudo em cima. Eu sinceramente acho triste...e desumano. A criança n merece ser tratada assim.


As pessoas deviam aprender a comportarem-se...é lamentavel que cenas assim acontençam, não acham? :s
#24
Dianuxka escreveu:Recentemente , não na minha familia, mas a cunhada da minha tia teve um bebé que nasceu com problemas. (ele tinha um aneurisma e como os médicos do amadora-sintra são a inteligência em pessoa, fizeram um parto natural...com a utilização da ventosa Smile é claro qe o resultado n foi dos melhores). Hoje em dia a criança tem de ser alimentada por sonda e, no passado sábado, a minha tia deu um grande almoço por causa dos anos do meu primo, e como tal a mãe da criança e a criança estavam lá.Eu pessoalmente, já não me faz impressão, especialmente porque sei que a mae dele (é um menino já agora) , trata muito bem dele e até arranjou uma terapeuta cubana para lhe dar terapia. O problema que a maior parte da familia da criança o que é que fez quando a mãe o teve de alimentar? ficou tudo ali a olhar como se aquilo fosse um espetáculo de teatro. Para além de não ajudarem...só estavam a empatar, porque depois a criança ficou muito agitada. Mais a tardinha a dita terapeuta foi lá e cm ja tinha acontecido ao almoço, caiu tudo em cima. Eu sinceramente acho triste...e desumano. A criança n merece ser tratada assim.


As pessoas deviam aprender a comportarem-se...é lamentavel que cenas assim acontençam, não acham? :s
Eu já tinha comentado bastante este tópico, agora é por outro motivo.

É assim Dianuxka, na minha família já tive 3 pessoas cuja a alimentação teve de ser dada por sonda, duas já cá não estão, uma está e espero que por muito tempo que muita falta me faz, acho que já cheguei comentar sobre isto, o meu ente querido teve de ser operado no ínicio deste ano, com essa operação ficou com outra "aparência", o problema situava-se na laringe, é cancro na laringe, parte dela foi extraída, a pessoa levou um corte de uma orelha a orelha (sim foi mesmo assim) quando entrei no hospital para o ver, que estava nos cuidados intensivos ia-me dando um ataque, mas já estava preparada para tudo, o problema é que o tumor foi para as zonas das glândulas, e tiveram de abrir tudo para o extrair, depois para respirar a pessoa encontra-se com um tubo na zona da garganta, isso também foi aberto, como é sangue do nosso sangue e deu-nos a vida, sinceramente custa-me ver o sofrimento, a luta que é todos os dias, mas não sinto nojo nem impressão em ver.
Só quero que recupere o mais depressa possivel, já lá vão 7 meses (foi em Fevereiro, está marcado para toda a vida), inicialmente custava-me imenso falar disto, mas agora é indiferente porque o que me revolta é que os "amigos" que adoravam festas e paródias, quando havia saúde e dinheiro (sim que uma coisa destas suga-nos até ao tutano) ligavam, apareciam frequentemente, andavam sempre por perto, desde que apareceu a doença, conta-se pelos dedos os amigos que se tem!
Ao menos sabemos com quem podemos contar e houve pessoas que nem eram muito presentes e passaram a estar presentes nas nossas vidas e tem sido um grande apoio.

Quanto à população em geral, foge, assusta-se, uma prima minha bebé que adorava esse meu ente querido passou a ter medo dele (sendo bebé compreendo totalmente, e o que faço é mostrar que está tudo bem, tentar explicar a dizer que tem um "dói-dói" mas que é muito amigo, a bebé lá acaba por acalmar-se) na rua sempre que há qualquer coisa que precisa duma intervenção de mais alguém é olhares de lado, é gente a comentar, mesmo no hospital, os próprios "amigos" chegaram a vir com coisas, e muitos dizem que o vem ver, e nada (mais valia nem dizerem, certo?).
Por favor, o mal é de quem tem a doença e de quem convive com ela todo o dia, virem dizer isto, para mim, é sinónimo de que não são amigos, porque os verdadeiros custando ou não ficaram, quem passa por elas é que sabe.

Por isso Dianuxka concordo contigo, é desumano, não se faz, no meu caso o meu ente já tem idade suficiente para saber como é vida, no caso dessa criança é inadmissivel como as pessoas a podem tratar assim.
#25
Eu não gostei da atitude deles...mas que posso eu fazer? eu nem sou da familia. Eles viram a criança com problemas e n fizeram nd....a não ser olhar e chatear Mal disposto'


Ah e pior que isso. A mãe da criança pediu a minha tia se podia utilizar um dos quartos para poder fazer uma sessão de terapia com a criança. A minha tia disse que sim senhora, ela podia lá estar. A terapeuta veio e depois de toda aquela confusão pediu se podiam sair do quarto, porque precisava de privacidade para fazer o que ia fazer (desde colocar os dedos dentro da boca, para poder exercitar...a força-lo a ter a cabeça direita) e n dá jeito ter um bando de aves raras a chatear. Uma delas ficou bastante ofendida porque achava q a terapeuta iria fazer lgum mal a criança...Mal disposto'


E mesmo assim...seja adulto ou criança, são seres humano que merecem direitos e merecem ser bem tratados. Custa-me ver coisas assim...mas como é 3 ou 4 conseguem fazer a diferença, quando sao 100 ou 1000 a fazer asneiras?
#26
Realmente é um assunto interessante para se debater. A minha mãe é professora primária, mas devido a um elevado esforço da sua voz, as cordas vocais alargaram e a voz dela começou a ficar muito fraca, foi operada 2 vezes e já vai a terceira. Está arriscada a ficar sem voz se a esforçar. A solução dela, era deixar de dar aulas e tirou um curso bastante interessante, Educação Espacial, que permite dar aulas apenas a deficientes. Ela aprendeu imensas coisas sobre eles, e aprendeu também um pouco de língua gestual.

Na verdade acho bastante interessante estes cursos, porque isto faz-nos olhar para eles de forma diferente..não no mau sentido, mas sim no bom..porquê? Porque muitas vezes sentimos que eles até são mais felizes que nós...sei que parece estupido mas é verdade. Os deficientes são muito amorosos e muitas vezes, até são muito mais do que nós acreditem : ) A minha mãe começou a dar aulas de apoio, como n podia dar aulas, e o seu aluno era deficiente..Ele era um menino adorável..muito querido mesmo. Ele tinha síndrome de Down...

Aqui podem ver um aspecto de alguém com síndrome down
Spoiler
Deficientes físicos e/ou mentais Sindromededownfoto Deficientes físicos e/ou mentais Umapessoacomsindromeded
O menino tinha toda a gente ajuda-lo : )
E tratava-nos muito bem (a mim e à minha mãe), tratava-nos por amor e querida...era mesmo muito simpático : )

Nós não devemos trata-los como pessoas diferentes, eles não se sentem muito bem com isso. Eles gostam de ser tratados como nós Smile

Nem sei que dizer mais, há tanta coisa que se pode falar sobre isto que nem sei por onde começar Smile

Mas na minha opinião acho que não devemos tratar como "coitadinhos" porque eles sentem isso, mas se os tratarmos naturalmente, o que é difícil, eles não se sentem tão diferentes Smile


Obrigada Atalantav =)

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Eis aqui um forum para aprender e ensinar: http://regressoaulas.forumeiros.com/portal.htm
#27
Dianuxka escreveu:Eu não gostei da atitude deles...mas que posso eu fazer? eu nem sou da familia. Eles viram a criança com problemas e n fizeram nd....a não ser olhar e chatear Mal disposto'


Ah e pior que isso. A mãe da criança pediu a minha tia se podia utilizar um dos quartos para poder fazer uma sessão de terapia com a criança. A minha tia disse que sim senhora, ela podia lá estar. A terapeuta veio e depois de toda aquela confusão pediu se podiam sair do quarto, porque precisava de privacidade para fazer o que ia fazer (desde colocar os dedos dentro da boca, para poder exercitar...a força-lo a ter a cabeça direita) e n dá jeito ter um bando de aves raras a chatear. Uma delas ficou bastante ofendida porque achava q a terapeuta iria fazer lgum mal a criança...Mal disposto'


E mesmo assim...seja adulto ou criança, são seres humano que merecem direitos e merecem ser bem tratados. Custa-me ver coisas assim...mas como é 3 ou 4 conseguem fazer a diferença, quando sao 100 ou 1000 a fazer asneiras?
Exactamente, eu em certas situações manifesto-me, não consigo ficar calada e compactuar com certas atitudes, mas de que vale falar? Na hora dizem "sim tá bem, tem razão" mas a seguir até fazem pior se for preciso.

As pessoas não tem formação, acham que podem fazer e dizer o que querem e que isso não magoa, mas magoa sim, eles tem os problemas deles mas tem sentimentos, são humanos, eu não desejo mal a ninguém, mas se as pessoas se metessem no lugar das pessoas que tem problemas, ia ver que também sofriam não só física mas psicológicamente, que às vezes o psicológico consegue estar mais ferido do que o físico, em certos casos.

Peço desculpa mas I_Moreira não consigo ver a foto :s outras pessoas poderão ter interesse, eu já sei como é, era só mesmo para avisar que não dá para ver.
#28
Dianuxka escreveu:Peço desculpa mas I_Moreira não consigo ver a foto :s outras pessoas poderão ter interesse, eu já sei como é, era só mesmo para avisar que não dá para ver.

Off Topic

Peço desculpa Embaracoso'

Vou já resolver o problema..

Penso que assim já consegues abrir a foto Very Happy


Obrigada Atalantav =)

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#29
Sim já dá, obrigada I_Moreira, penso que esta é daquelas doenças com que as pessoas reconhecem mais quando vêem, está mais divulgada, na instituição me que estive a trabalhar pelo programa OTL (IPJ) como já falei noutro comentário que foi o primeiro emprego que tive, era muito comum vermos pessoas com essas doenças, mas pelo menos nessa instituição são bem tratadas e tem respeito como todos nós.
#30
Sofia tens razão...Mas eu acho que o não ter formação não pode ser desculpa...se n essa seria desculp para todo o tipo de asneiras. As pessoas precisam de ter 2 dedos de testa para perceber se estão a agir bem ou não :/
#31
Dianuxka escreveu:Sofia tens razão...Mas eu acho que o não ter formação não pode ser desculpa...se n essa seria desculp para todo o tipo de asneiras. As pessoas precisam de ter 2 dedos de testa para perceber se estão a agir bem ou não :/
Pois precisam Dianuxka, concordo totalmente contigo, mas já tenho visto também com cada coisa que nem sei, tenho colegas que não dão uma para a caixa, às vezes pergunto-me se serão insensiveis, se não terão formação ou se são apenas egocêntricas e não vêem que as outras pessoas sofrem. Quer dizer as pessoas deviam ter noção do bem e do mal, do correcto e do incorrecto e parece que as pessoas não querem saber disso, desde que estejam bem, tenho uma suposta "grande amiga" (digo-o entre aspas já vais entender) que um dia estava a comentar algo sobre este tipo de problemas e a criatura que mal o namorado acaba com ela ou alguém é mais bruta com ela, ou simplesmente porque algo na escola não corre bem desata num pranto, manda SMS por tudo e por nada a dizer que está muito mal nessas situações, faz dramas, vira-se e diz passo a citar "e que eu tenho a ver com isso? Eu tou bem, quero lá saber dos outros..." eu fiquei Shocked uau, já sei quem vai ser a "miss frozen" deste ano Embaracoso algumas pessoas vivem num mundo em que são completamente indiferentes a estes tipos de problemas, e que tem atitudes horriveis.

Na escola tenho um colega que tem autismo, sinceramente respeito-o e aceito-o como todos os outros, e se vejo que precisa de ajuda, tento ajudar, as minhas colegas não (tenho uma turma só de raparigas) viram-se para ele "oh ***** dás-me um beijinho?", "oh ****** tens namorada???", "****** achas a ****** gira? Queres namorar com ela?".
Agora pergunto que é isto? Estão a gozar com o rapaz à força toda, é daquelas coisas que já expressei a minha opinião sobre este tipo de comportamento e fui ignorada, pior que isto é quando uma professora que era a nossa DT é tão má ou pior do que as minhas colegas e para além de gozar com ele nas aulas que ele tinha com ela ainda mandava bocas e picava com o pobre rapaz.
Não são humanos que aqui andam. São monstros. Usam os outros, para se sentirem superiores, aproveitam-se dos problemas deles. Odeio estas pessoas assim.
#32
Nesse caso, se fizesses queixa da professora, nem que fosse ao encarregado de educação do dito rapaz, a professora podia ter graves problemas. Os autistas são pessoas bastante inteligentes...mas simplesmente vivem no seu proprio mundo e têm problemas de comunicação e atitudes assim não ajdam nada :/

Mas o que se devia fazer é falar e expor. Eu na minha escola este ano tive um colega cego. Ele é uma optima pessoa, simplesmente n consegue ver e este ano com a escola em obras ele precisava de ajuda das funcionarias porque nunca conseguia ter um ponto de referência fixo. Os colegas dele tentavam sempre gozar com ele fazer piadas e tudo mais...só que uma turma do 12º de ciências descobriu o que eles andavam a fazer e deu-lhes na orelhas para que eles percebecem o mal que andavam a fazer.

Nós não devemos maltratar os outros só porque sao diferentes...deviamos era dar graças por sermos aquilo a que as pessoas chamam normal.
#33
Dianuxka escreveu:Nesse caso, se fizesses queixa da professora, nem que fosse ao encarregado de educação do dito rapaz, a professora podia ter graves problemas. Os autistas são pessoas bastante inteligentes...mas simplesmente vivem no seu proprio mundo e têm problemas de comunicação e atitudes assim não ajdam nada :/

Mas o que se devia fazer é falar e expor. Eu na minha escola este ano tive um colega cego. Ele é uma optima pessoa, simplesmente n consegue ver e este ano com a escola em obras ele precisava de ajuda das funcionarias porque nunca conseguia ter um ponto de referência fixo. Os colegas dele tentavam sempre gozar com ele fazer piadas e tudo mais...só que uma turma do 12º de ciências descobriu o que eles andavam a fazer e deu-lhes na orelhas para que eles percebecem o mal que andavam a fazer.

Nós não devemos maltratar os outros só porque sao diferentes...deviamos era dar graças por sermos aquilo a que as pessoas chamam normal.
Exactamente, este meu colega tira excelentes notas, apenas é mais reservado, estas atitudes só o prejudicam. A dita stora mudou de escola, isto já foi há 1 ano e tal, e mesmo as raparigas acalmaram, é assim: elas tem cabeça para pensar, mas na altura quem devia dar o exemplo também não dava, eu falei mas ainda assim fui ignorada, mas concordo que devemos expor a situação, espero que este ano já tenha tudo crescido e que não o massacrem mais.

Na minha escola este ano temos dois colegas cegos, porque o ano passado a nossa escola teve em obras e agora ficou como escola de referência para invisuais, são de todos os que tem menos problemas, pelo menos o rapaz é bastante autónomo, um orgulho para colegas e professores, todos falam bem dele, respeitam-no e ajudam-no, fazem-no sentir bem, isso sente-se e todos concordam, a rapariga é da minha turma, já é diferente, tem muitos problemas a nível de saúde e pessoais acaba por ser díficil às vezes lidar com ela, o feitio também não ajuda, no entanto não creio que seja gozada apenas é mal compreendida, ás vezes, ela dado aos problemas que tem, tem reacções que nem sempre são as melhores desde ser um pouco rude para professores, a interpretar mal os colegas e aqui gera-se conflitos e intrigas, mas contudo é bem tratada e respeitada, ao menos isso.
Quanto a mim não conheço pessoalmente o rapaz mas tenho sempre ouvido bem dele, a rapariga é assim ajudo-a no que puder, cheguei a tar em trabalhos de grupo com ela, mas não é uma pessoa que eu considere minha amiga, no entanto penso que sou boa colega estou lá quando é preciso e pronto.

No final do ano tivemos de responder a um questionário, feito pelo professor de apoio deles que por acaso (o professor explicou-nos que é mera coincidência podia ser um professor qualquer) é também ele invisual, e eu fui o mais sincera possivel quanto ao caso da minha colega (eram perguntas a nível geral se a escola e as pessoas estavam preparadas para os colegas e depois a nível pessoal) a nível geral eu creio que a escola está bem preparada assim como as pessoas, a nível pessoal quanto ao caso que conheço não é só os outros que se tem de ajudar, mas sim a própria pessoa, se ela não fizer por ela, ninguém o fará, todos lhe dizemos isto, mas tem sido realmente dificil, espero que neste novo ano que está à porta a atitude dela melhore, porque tanto o professor como o rapaz fazem tudo sozinhos, são extremamente autónomos, e ela acaba por ser "um peso" para algumas pessoas da turma. Há que também ver que em certos casos tudo depende da vontade da pessoa e que os outros pouco podem fazer a esse respeito.
#34
Sim, mas o problema das escolas e que muitas vezes não estão preparadas. A minha escola primaria era um pré-fabricado com 2 salas e 2 casas de banho. Era impossivel dar-se todo o apoio necessário.

A minha também é, mas tudo isto das obras complica. Temos é de saber ajudar! Sim às vezes eles são orgulhosos e n a querem...mas será que temos o direito a 'reclamar'? Afinal de contas estão a reclamar a sua independência :/ Percebo que possa ser chato, mas mesmo assim temos que respeitar. Nem todos estão preparados para compreender...se as vezes n compreendem quem é 'normal' , quanto mais quem tem problemas. Eu no meu caso tenho uma grande dt. Posso afirmar q é a melhor dt da escola!porque? preocupa-se um pouco mais conosco...e as vezes e isso que faz a diferença!
#35
Dianuxka escreveu:Sim, mas o problema das escolas e que muitas vezes não estão preparadas. A minha escola primaria era um pré-fabricado com 2 salas e 2 casas de banho. Era impossivel dar-se todo o apoio necessário.

A minha também é, mas tudo isto das obras complica. Temos é de saber ajudar! Sim às vezes eles são orgulhosos e n a querem...mas será que temos o direito a 'reclamar'? Afinal de contas estão a reclamar a sua independência :/ Percebo que possa ser chato, mas mesmo assim temos que respeitar. Nem todos estão preparados para compreender...se as vezes n compreendem quem é 'normal' , quanto mais quem tem problemas. Eu no meu caso tenho uma grande dt. Posso afirmar q é a melhor dt da escola!porque? preocupa-se um pouco mais conosco...e as vezes e isso que faz a diferença!
Concordo a minha escola antigamente não estava nada preparada, agora é um "palácio" Smile

Sabes que nós não reclamamos a maior parte do ano?
A partir do 2º período é que começou a surgir problemas...

Ela simplesmente não quer usar o bastão, enquanto o rapaz usa sempre. Nós respeitamos a decisão dela o máximo possivel porque ela alega que (passo a citar): "se eu usar o bastão elas vão deixar de andar comigo". Era isto que ela dizia e o que aconteceu foi precisamente o contrário. Vou contar o que é:

Basicamente se eles usarem o bastão, são identificados, se alguém chocar contra eles a culpa é da pessoa. O que aconteceu mais do que uma vez foi que por exemplo alguém ia com ela ao café ou outro sítio e alguém chocava com ela, quem ia com ela não era de meias medidas e começava assim:
"OIÇA LÁ! Não sabe que ela é invisual?? Deu-lhe um encontrão!"
E quem deu o encontrão: "Desculpe, não sabia."

É que sem o dito cujo ela passa por uma pessoa como nós, ou seja, quem passa ao pé pensa que ela se vai desviar e não foi o caso.

Depois outra coisa: ela quer ir com a gente para todo o lado, e nós tudo bem, isto do tudo bem até meio do ano causou com que ela nunca se esforça-se minimamente para contar os passos, esforçar-se para ter noção da dimensão da escola, tudo isso, até que a meio do ano uma que era suposta a "melhor amiga" começou a deixar de andar com ela, é assim não concordo com esta atitude, sendo com quem foi, foi demasiado bruta mas teve a sua razão de ser, é que nestas idades há os namoricos, há isto e aquilo e acaba por ser complicado tê-la por perto, nem ela queria nessas situações mas também não tinha orientação.

Então os professores começaram a aperceber-se do problema em si, da falta de vontade dela e isto chegou ao cúmulo de nem a deixarem ir a uma visita de estudo, disseram-lhe isto: ou levas o bastão como o teu colega, ou não vais, tens de ser forte, não é por andares com bastão que elas se afastam! E ela disse que não levava, creio que pagou e não sei se foi reembolsava (com esta parte discordo).

Mais tarde houve um pé de vento na turma, porque as pessoas que andavam com ela não aguentaram mais, e disseram tudo o que possas imaginar, isto em plena sala para todos ouvir inclusivé professores, ela apenas ficou calada (imagino que deve ter sido um balde de água fria muito grande) mas no dia a seguir, advinha o que veio na mala dela: o bastão Very Happy

Com muito gosto e por eu não poder fazer educação física dado a um problema no joelho e na coluna (esta parte dos meus problemas, já não é com gosto, mas adiante --'), lá fui com ela dar a volta à escola, indicar os espaços, pedir para ela ter noção da dimensão, contar os passos, etc...
E isso começou a acontecer, não imaginas o alívio que foi quando ela foi ao WC sozinha! Coisa que antigamente não acontecia! Ela ia para todo o lado com alguém, comida eramos nós que tinhamos de ir buscar comida, e agora para o fim começou finalmente a ser autónoma!

Como viste o reclamar neste caso funcionou :s porque era mesmo falta de vontade, acho que as discussões e brigas poderiam ter sido evitadas, ela simplesmente tornou-se muito dependente de nós, acho que isto só insentivou o "não uso" do bastão, eu chegava a puxar conversa para isso com ela a sós, porque odeio dar nas vistas, e ela desvia totalmente a conversa Shocked eu falava do bastão ela falava de queijo (ok doutra coisa qualquer) eu com medo de a magoar calava-me, ia com pequenas tentativas e nada acontecia, uma multidão a criticá-la fez o que fez, mas acho que as zangas estas coisas em público podiam ter sido evitadas, se partisse dela, coisa que não aconteceu, os stores chegaram mesmo a dizer-me que ela é do estilo "sou cega, têm a obrigação de me ajudar" e por isso pouco ou nada fazia para ser diferente. O meu stor de EF chegou a perguntar-lhe como é que era quando tava sozinha, ela respondia que só ia a sítios que conhecia, e ele perguntou-lhe se houvesse uma emergência ou não tivesse ninguém (infelizmente na vida nem sempre estaremos acompanhados) como ela fazia? Ela encolhia os braços...

Mas olha o que importa é que para o fim entendeu, espero que continue a trabalhar para melhorar e ser independente.
#36
SofiaFlower escreveu:
Agora pergunto que é isto? Estão a gozar com o rapaz à força toda, é daquelas coisas que já expressei a minha opinião sobre este tipo de comportamento e fui ignorada, pior que isto é quando uma professora que era a nossa DT é tão má ou pior do que as minhas colegas e para além de gozar com ele nas aulas que ele tinha com ela ainda mandava bocas e picava com o pobre rapaz.
Não são humanos que aqui andam. São monstros. Usam os outros, para se sentirem superiores, aproveitam-se dos problemas deles. Odeio estas pessoas assim.

***choque*** o.o
a sério, isso deixou m mesmo pior que estragada... um adulto com um pensar desses <.<
ainda bem que não apanhei essa professora por perto agora, porque senão não sei o que faria... alem de queixa eu não seria capaz de ficar calada...
eu adorava que inventassem alguma poção mágica que me fizesse ter sempre o mesmo aspecto para me infiltrar nas aulas e assim avaliar os professores... tive uma professora da pre-primaria que se ainda não reformou deve tar nalguma escola perto de mim e isso me revolta só de imaginar que crianças possam a sofrer as maos dela deixa m com raiva, e a 1º e ultima vez que a vi foi no básico numa festa da escola a minha vontade foi-lhe agredir... quanto mais eu olhava para ela, mais ódio eu tinha, e nem sei como aguentei, tive que chorar para não rebentar, porque a magoa era tanta que não conseguia deixar tudo cá dentro... (ah, o que ela fez... sei que não fui a única vitima, e espero que tenha sido a ultima... eu tinha 5 anos quando tive um pequeno desentendimento com uma professora que estava lá de passagem, não houve problemas nenhuns em concreto com ela, mas a que estava la a cuidar e era a professora que tinha houve... sem aviso previo arrastou m para a casa de banho e sem razao aparente começou a agredir m, e não foi apenas uma chapada, mas murros, pontapés, puxões de cabelo, pegava m pelos cabelos e batia m com a cabeça no chão, nas paredes, no lavatório, tentei fugir mas não tinha tanta agilidade como agora, e só tive uma tentativa para fugir que depois ela pos-se em cima de mim... e sei que não fui a única porque antes de mim tinha sido um colega encaminhado para a mesma casa de banho, e podia ouvir os gritos dele e ele a pedir para que pare-se... não vi mas ouvi, a única imagem que tenho do que ouvi é de estar na escada especada a olhar para a porta da casa de banho)...
peço desculpa o off-topic... foi um pequeno desabafo que ainda hj me mói por dentro... e isto fez m um pouco da pessoa que sou hoje...
mas há muitos maus professores... aquela foi a pior de todas e a mais grave... e isso é revoltante

SofiaFlower escreveu:Ela simplesmente não quer usar o bastão, enquanto o rapaz usa sempre.
Nós respeitamos a decisão dela o máximo possivel porque ela alega que
(passo a citar): "se eu usar o bastão elas vão deixar de andar comigo".

de certa maneira compreendo-a...
eu no básico cheguei a não usar aparelhos por causa de ser discriminada e usada... o meu problema servia sempre de desculpa das asneiras das outras pessoas... ou então como forma de virar amigos e colegas contra mim de maneira a passarem a ignorar...
no básico pouco ou nenhuma vez usava os aparelhos... e sim necessitava, mas ainda assim eles além de me incomodarem por causa do complexo que tenho por eles, também é chato andar com eles já que captam todo o som a volta de forma anormal (as vezes quando ta muito vento sem os aparelhos oiço melhor o que uma pessoa me esta a dizer que com eles)...
mas prontos, agora penso em usa-los porque a discriminação passa ao lado, e com o pensar de agora ignoro...
mas também tive bons exemplos que me apoiam e me orgulham...
como a joana santos, judoca do algarve, que para mim é bastante positiva, e o apoio que ela recebeu dos colegas foi excelente (clube)...
a conta de uns meses tive a treinar para exame de 1ºdan (negro), e além dos treinos que tinha em montelavar, ia treinar a fitares, e para surpresa minha as aulas de katas e afim eram tb junto com invisuais, e digo que adorei a experiência, muito simpáticos e... bem não dá mesmo para explicar, e adorava estar com eles que mesmo com o problema que tinham viviam como se nada fosse e aprendiam como os outros, claro que tínhamos que explicar por palavras e o tacto, mas mesmo assim faziam tudo... e debatiam-se bem em luta...
e a prova disso é o carlos dinis (quem vê o jornal da noite da sic possivelmente viu a reportagem dele), fez recentemente exame para 1ºdan e passou, mas antes disso precisou de um treino mais rigoroso já que o kata é feito de distâncias tb... e saber qual o nome de cada técnica sem nenhum suporte para ele decorar a não ser através de treinos intensivos só com palavras e tacto... teve mais dificuldades mas realizou o exame melhor do que muitos visuais que faziam erros atrás de erros...


bem já falaram de tanta coisa que me esqueço no que vou a dizer a seguir...
ah, a minha escola anteriormente (muito boa escola) tinha um aluno de cadeira de rodas que as aulas que podia ter tinham que ser sempre no resto chão, mas agora começou com obras e ja tem um dispositivo/maquina como quiserem chamar que os permite deslocar para o 1ºandar... tem nos 3 pavilhões principais, dois para dar as salas de aulas e 1 para dar a biblioteca, o único problema é serem muito lentos e em hora de ponta fazer grande fila atrás porque não deixa espaço para ninguém passar nas escadas...

edit: bem as pessoas as vezes ficam com curiosidade e olham, mas eu odeio mais aquelas que olham, ficam a olhar e tem o descaramento de depois ir comentar com a pessoa ao lado e apontar... ***irrita m as vezes a minha mãe comentar certas coisas, até compreendo que ela sinta pena, e é normal, mas vir com comentarios porque aquela pessoa assim e assado irrita m, porque nós podemos ser diferentes mas queremos ser tão normais como outra pessoa qualquer, sem chamar a atenção, mantemo-nos no anonimato enquanto podermos enquanto pessoas normais, se não podermos será por situações financeiras ou falta de ajuda... quantas pessoas precisam de dinheiro certos tratamentos porque o que ganham mal chega para comer quanto mais para tratamentos, quantas pais deixam de comer para dar aos filhos, quantos pais com certa idade tem filhos deficientes e não tem como tratar deles relativamente a higiene porque não tem forças para o carregar, e as vezes pedem ajuda aos vizinhos e caso eles não possam tem de recorrer a outros meios...
#37
JudokaSK escreveu:
SofiaFlower escreveu:
Agora pergunto que é isto? Estão a gozar com o rapaz à força toda, é daquelas coisas que já expressei a minha opinião sobre este tipo de comportamento e fui ignorada, pior que isto é quando uma professora que era a nossa DT é tão má ou pior do que as minhas colegas e para além de gozar com ele nas aulas que ele tinha com ela ainda mandava bocas e picava com o pobre rapaz.
Não são humanos que aqui andam. São monstros. Usam os outros, para se sentirem superiores, aproveitam-se dos problemas deles. Odeio estas pessoas assim.

***choque*** o.o
a sério, isso deixou m mesmo pior que estragada... um adulto com um pensar desses <.<
ainda bem que não apanhei essa professora por perto agora, porque senão não sei o que faria... alem de queixa eu não seria capaz de ficar calada...
eu adorava que inventassem alguma poção mágica que me fizesse ter sempre o mesmo aspecto para me infiltrar nas aulas e assim avaliar os professores... tive uma professora da pre-primaria que se ainda não reformou deve tar nalguma escola perto de mim e isso me revolta só de imaginar que crianças possam a sofrer as maos dela deixa m com raiva, e a 1º e ultima vez que a vi foi no básico numa festa da escola a minha vontade foi-lhe agredir... quanto mais eu olhava para ela, mais ódio eu tinha, e nem sei como aguentei, tive que chorar para não rebentar, porque a magoa era tanta que não conseguia deixar tudo cá dentro... (ah, o que ela fez... sei que não fui a única vitima, e espero que tenha sido a ultima... eu tinha 5 anos quando tive um pequeno desentendimento com uma professora que estava lá de passagem, não houve problemas nenhuns em concreto com ela, mas a que estava la a cuidar e era a professora que tinha houve... sem aviso previo arrastou m para a casa de banho e sem razao aparente começou a agredir m, e não foi apenas uma chapada, mas murros, pontapés, puxões de cabelo, pegava m pelos cabelos e batia m com a cabeça no chão, nas paredes, no lavatório, tentei fugir mas não tinha tanta agilidade como agora, e só tive uma tentativa para fugir que depois ela pos-se em cima de mim... e sei que não fui a única porque antes de mim tinha sido um colega encaminhado para a mesma casa de banho, e podia ouvir os gritos dele e ele a pedir para que pare-se... não vi mas ouvi, a única imagem que tenho do que ouvi é de estar na escada especada a olhar para a porta da casa de banho)...
peço desculpa o off-topic... foi um pequeno desabafo que ainda hj me mói por dentro... e isto fez m um pouco da pessoa que sou hoje...
mas há muitos maus professores... aquela foi a pior de todas e a mais grave... e isso é revoltante

SofiaFlower escreveu:Ela simplesmente não quer usar o bastão, enquanto o rapaz usa sempre.
Nós respeitamos a decisão dela o máximo possivel porque ela alega que
(passo a citar): "se eu usar o bastão elas vão deixar de andar comigo".

de certa maneira compreendo-a...
eu no básico cheguei a não usar aparelhos por causa de ser discriminada e usada... o meu problema servia sempre de desculpa das asneiras das outras pessoas... ou então como forma de virar amigos e colegas contra mim de maneira a passarem a ignorar...
no básico pouco ou nenhuma vez usava os aparelhos... e sim necessitava, mas ainda assim eles além de me incomodarem por causa do complexo que tenho por eles, também é chato andar com eles já que captam todo o som a volta de forma anormal (as vezes quando ta muito vento sem os aparelhos oiço melhor o que uma pessoa me esta a dizer que com eles)...
mas prontos, agora penso em usa-los porque a discriminação passa ao lado, e com o pensar de agora ignoro...
mas também tive bons exemplos que me apoiam e me orgulham...
como a joana santos, judoca do algarve, que para mim é bastante positiva, e o apoio que ela recebeu dos colegas foi excelente (clube)...
a conta de uns meses tive a treinar para exame de 1ºdan (negro), e além dos treinos que tinha em montelavar, ia treinar a fitares, e para surpresa minha as aulas de katas e afim eram tb junto com invisuais, e digo que adorei a experiência, muito simpáticos e... bem não dá mesmo para explicar, e adorava estar com eles que mesmo com o problema que tinham viviam como se nada fosse e aprendiam como os outros, claro que tínhamos que explicar por palavras e o tacto, mas mesmo assim faziam tudo... e debatiam-se bem em luta...
e a prova disso é o carlos dinis (quem vê o jornal da noite da sic possivelmente viu a reportagem dele), fez recentemente exame para 1ºdan e passou, mas antes disso precisou de um treino mais rigoroso já que o kata é feito de distâncias tb... e saber qual o nome de cada técnica sem nenhum suporte para ele decorar a não ser através de treinos intensivos só com palavras e tacto... teve mais dificuldades mas realizou o exame melhor do que muitos visuais que faziam erros atrás de erros...


bem já falaram de tanta coisa que me esqueço no que vou a dizer a seguir...
ah, a minha escola anteriormente (muito boa escola) tinha um aluno de cadeira de rodas que as aulas que podia ter tinham que ser sempre no resto chão, mas agora começou com obras e ja tem um dispositivo/maquina como quiserem chamar que os permite deslocar para o 1ºandar... tem nos 3 pavilhões principais, dois para dar as salas de aulas e 1 para dar a biblioteca, o único problema é serem muito lentos e em hora de ponta fazer grande fila atrás porque não deixa espaço para ninguém passar nas escadas...

edit: bem as pessoas as vezes ficam com curiosidade e olham, mas eu odeio mais aquelas que olham, ficam a olhar e tem o descaramento de depois ir comentar com a pessoa ao lado e apontar... ***irrita m as vezes a minha mãe comentar certas coisas, até compreendo que ela sinta pena, e é normal, mas vir com comentarios porque aquela pessoa assim e assado irrita m, porque nós podemos ser diferentes mas queremos ser tão normais como outra pessoa qualquer, sem chamar a atenção, mantemo-nos no anonimato enquanto podermos enquanto pessoas normais, se não podermos será por situações financeiras ou falta de ajuda... quantas pessoas precisam de dinheiro certos tratamentos porque o que ganham mal chega para comer quanto mais para tratamentos, quantas pais deixam de comer para dar aos filhos, quantos pais com certa idade tem filhos deficientes e não tem como tratar deles relativamente a higiene porque não tem forças para o carregar, e as vezes pedem ajuda aos vizinhos e caso eles não possam tem de recorrer a outros meios...
Essa professora é horrivel :s e fazes bem em falar, porque assim desabafas Embaracoso o que choca mais é que eles não tem o papel de nos educar (isso é os pais ou seja quem for com que vivemos) mas ao menos deviam dar o exemplo, e não dão, muitos professores são extremamente rudes e mal educados, e prejudicam ainda mais quem tem problemas.

Cada caso é diferente e infelizmente há muito ser humano insensivel compreendo JudokaSK que não tenha sido fácil, mas por exemplo no caso dela o bastão era mesmo necessário, porque no caso dos invisuais é o que identifica, o professor invisual e o outro colega usam, são ambos admirados por usarem e serem tão autónomos quanto nós que temos as capacidades todas, aliás já cheguei a dizer isto: podem até ser melhores do que nós.

O rapaz usa o bastão e anda sempre acompanhado pelos amigos, para eles ele é um deles, brincam com ele, respeitam-no, tratam-no normalmente, só ás vezes nas escadas por exemplo ele agarra-os no ombro, já a moça da minha turma por ter sido teimosa e nunca querer trazer o dito cujo até ao "escandâlo" que armaram (que para mim foi desnecessário, eu desde o ínicio do ano que lhe perguntava pelo bastão ela simplesmente mudava de assunto ou calava-se) ela tinha mesmo o hábito de se agarrar mas agarrar mesmo a nós, não tem noção, eu raramente andei com ela, porque não gosto de ser agarrada e disse-lhe isto, ela compreendeu-me (eu cá digo tudo na cara, não gosto de armar confusão com as outras da turma) no dia em que ela trouxe o bastão, aí sim, dei-lhe o braço e ainda com ela nos intervalos, porque é algo que ela vai precisar no dia-a-dia, ela quer ir para a faculdade, na faculdade é cada um por si, ela não vai ter pessoas sempre de roda dela a vida inteira, mas é isso que não ela não entendia, e as pessoas dado a isto foram-se afastando ANTES de ela trazer o bastão, umas iam namorar, outras iam passear, eu por exemplo é escola-casa, casa-escola, não podia ficar com ela, e as outras tem as actividades delas Embaracoso é assim compreendo que ela não queira ser diferente de nós, mas acaba por ser, ela ao andar agarrada a nós acaba por chamar a atenção, coisa que ela não queria com o bastão mas toda a gente se apercebe na mesma que ela agarrada a nós algo se passa de errado.

Quanto aos aparelhos de que falaste Judoka não entendi de que tipo eram :s é assim eu cheguei a usar um para a coluna mas só de noite. Tive foi uma amiga que tinha de usar o aparelho para a coluna, sempre, mas sempre o caso dela era muito grave, mais tarde teve de ser operada e tudo, e com ela gozavam sempre. Hoje em dia já está quase formada e é um orgulho para todos Smile ela sempre ignorou os outros, não era fácil, mas ela queria era estar bem admiro isso nela.

Olha eu este ano só tenho tido problemas no meu joelho então cheguei a usar canadianas por mais do que 1 mês, às vezes aquelas pessoas que nunca sofrem nada (e repito não lhes desejo mal, só gostava que fossem menos fúteis) mandavam-me bocas a dizer que estava a fingir, isto e aquilo, a sério magoava, mas é assim eu precisava delas, não ia deixar de as usar porque pessoas sem cultura mandavam comentários daqueles, também usei aparelho dentário e ainda tenho um Embaracoso volta e meia ouvia-se qualquer coisa, mas ignorava Embaracoso por isso tás a ver, se não fizermos por nós ninguém o faz, e ainda temos remédio agora há outros que já não tem solucção Sad
#38
eu uso aparelhos auditivos (eu uso aqueles que quase não se bem, nao tem tubinho nem nd fora, mas ja cheguei a usar os com os moldes e caixa fora do ouvido)... e vou ter que andar para o resto da vida já que a audição é algo que ainda não tem cura, a tendência é para piorar mas espero ainda ter alguma audição quando ja for da 3ºidade, mas julgo que já nessa altura já não oiço a ponta de um corno Embaracoso
Spoiler
Deficientes físicos e/ou mentais Picture2
tb tenho miopia e o olho esquerdo tem uma tendência para piorar com uma velocidade que nem eu compreendo (definitivamente culpa do brilho do pc) <.<
eu ja tive que andar de moletas, mas eu foi por ter torcido o pé, um por uma razão bem estúpida (escorreguei no colchão da escola), e outra num torneio terem m pisado e como era um combate a serio o osso saiu do lugar e nem eu dei por nd, só mesmo quem tava lá a assistir (nem o meu mestre o.o)... mas já tive que usar as moletas tb quando tive estiramento na coxa (músculo rasgou-se), ou mesmo em problemas de joelhos ***vou ser muito boa de ossos***, mas nunca tive comentários desagradáveis, talvez por o clube ser numa escola e as noticias darem conta da situação, ou talvez porque não valia mesmo a pena chatearem m porque podia não m controlar a força que tinha na altura Embaracoso
graças a deus nunca precisei de aparelhos nos dentes e espero não vir a precisar caso aconteça algo a eles, até porque quem os vê pergunta m sempre se já usei tal aparelho Embaracoso
e compreendo, o bastao e o Braille tanto é essencial para um cego, como os aparelhos são essenciais para um surdo, ou mesmo quem nasce sem audição tem de aprender linguagem gestual porque sem sons não pode comunicar a não ser através do papel...

agora relativamente a comportamentos, irrita m imenso o meu irmão quando está com a minha avó que tem alzheimer, porque além de ele manter distância dela, tem tendência a gritar com ela e a fazer/dizer coisas que eu não acho próprio de alguém que liga com uma pessoa que não tem culpa nenhuma do que tem e não reconhece os erros... (ah, e ele tem 15 anos, ja devia saber reconhecer certas coisas)
ela já está numa fase em que num dia tanto pode estar bem como não, reconhece e desconhece os parentes, chega ao meio dia quer ir para casa quando está em casa, ja fez tentativas de fuga (quantas vezes ja tentou saltar pela janela), esconde as coisas e não se lembra, falamos de algo passado um bocado ja nao se lembra, tem sempre respostas "tortas" na ponta da lingua de forma a provocar alguem (minha mãe passou por uma fase complicada por lidar com ela todos os dias), quando toca de andar **o meu avô as vezes vai andar e ela vai com ele para se mexer** ela a tras dele vai a passe de bébé, mas quando é para fugir é capaz de andar 5x mais que o normal, já não consegue fazer as coisas mais simples como lavar a roupa, fazer comer, e até lavar-se...
é tudo um conjunto de coisas que eu sei que é cansativo, frustrante e que desgasta quem esteja e conviva com ela no dia a dia (no caso do meu avô que cada vez mais emagrece e ela mais engorda), a minha mãe também passa maior parte do tempo com ela por trabalhar mesmo ao pé da casa dos meus avós conseguiu superar um bom bocado o problema que a minha avó tem, e levar mais na brincadeira (sim, conversas muito giras em que a minha avó acusa a de ser mentirosa e tudo mais ***sem palavrões***), só não compreendo a atitude do meu irmão que as vezes grita com ela como se mandasse nela e como ela fosse alguma criança não se dando ao respeito, quantas vezes grito com ele para lhe fazer ver as coisas, mas não, ele é que sabe o que está a fazer, não pode tar calado... eu posso passar muito pouco tempo com ela, mas das vezes que estou com ela nunca foi preciso gritar, apenas falar calmamente e ela entendia, podia era esquecer-se e no momento a seguir ja tar a perguntar outra vez a mesma coisa e eu repetir o mesmo... mas eu vejo o meu irmão a falar com ela como se ela tivesse culpa do que tem... (mas tb acredito que a minha mãe tem culpa no cartório por desabafar com ele sabendo que isso podia o modificar na maneira de ser quando tivesse presente com a avó)...
ao fim e ao cabo ela é dependente de nós, porque a doença afecta psicologicamente como fisicamente, mas como outra pessoa qualquer não é nenhuma criança que tenha que voltar a aprender todos os passos, mas sim incentivada a executa-los, porque ela nesta fase ainda sabe se vestir, mas desleixa-se e deixa ficar a roupa td enrolada como se tivesse a espera que alguém acabasse o resto, mas se alguém puxar por ela, ela faz as coisas sem ajuda... ainda não está na ultima fase e mesmo que tivesse ela gostava se ser tratada como qualquer outra pessoa, ela no final acaba por estar igual ou pior que pessoas com problemas mentais ou fisicos, já que os problemas podem-se agravar fazendo a perder memória, perder fala, perder movimentos, ou seja um ser quase sem vida, mas mesmo assim não deixa de ser uma pessoa que deve ser tratada como um igual, até porque ela nunca fez mal a ninguém por isso não merece ser tratada como culpada de tudo...
sei que o problema muda a vida de uma pessoa (as mais próximas), mas meter uma pessoa num lar também não ajuda porque o tratamento seria pior já que lá não tão com muitas preocupações e enchiam lhe com calmantes até ir parar a uma cama de hospital...
as vezes revolta m certos comportamentos e certas atitudes de algumas pessoas, eu sei que todos erramos somos humanos, mas muitos não dão o braço a torcer e não querem afirmar que estão errados e mudarem... e isso é triste...

edit: ups, peço desculpa, estendi m demasiado Mal disposto
#39
As pessoas na maioria n percebem os problemas até que eles lhes apareçam. eu tenho um colega q tinha a mania de gozar com tudo e todos, mas este ano ele a jogar magoou-se num tendão e esteve o ano todo sem fazer ef e a andar de canadianas. Foi o bastante para aprender a ter respeito pelos outros.

Eu tenho uma colega e amiga q tem problemas na pernas, o andar dela e diferente e tudo, mas ela e bastante for te e é uma optima pessoa e a meio do ano quiseram gozar com ela por causa disso e eu n gostei e fui falar com a dt. foi preciso verem-na a chorar e perceberem o mal q tinham feito para pararem e pedirem desculpa.
#40
Olá a todos!
Só hoje reparei neste tópico e queria dar os meus parabéns a quem o criou ou seja à Starlight.

Fiquei a pensar e ponderar durante umas horas se deveria escrever ou não o que passo a citar, porque para além de ser algo muito pessoal é também algo que me dói muito falar sobre ele, mas sei que devemos enfrentar estes temas e estas situações sempre com a cabeça erguida.
Então vou falar-vos e partilhar convosco a minha situação.
Há dois anos atrás nunca poderia imaginar que um internamento num hospital (que aparentemente o efeito secundário que iria manifestar seria no máximo um sono profundo durante 2 ou 3 dias, e mais uma semana de repouso e eu voltaria à minha vida normal (se retornaria e traçaria o meu destino de um modo completamente imprivisível e mudaria a minha vida para sempre (talvez).
Longe de mim imaginar que o equilibrio e a força vital que perdi imediatamente após uma das (muitas) injecções administradas que atirou-me para o chão e já não me ergui sozinha e nunca mais andei e controlei as minhas coordenações motoras, tivesse sido fatal no sentido de nunca mais o recuperar. Sem contar com a agravante de outros problemas de saúde que já tinha limitarem o meu organismo e agora com toda esta situação deixar-me em situações muito delicadas e perigosas para a minha saúde deixar-me-ia dependente das outras pessoas.

No inicio tudo passou-me pela cabeça, mas sempre com esperança e em busca de um diagnóstico e de uma possível cura ou tratamento tudo o que mais queria era recuperar a minha vida, a minha energia (que por vezes era até um pouco excessiva) e acima de tudo a minha dignidade.
Procurei todos os melhores especialistas (e continuo a procurar) mas chegou o momento de aceitar o inevitável e enquanto não o fizer o meu sofrimento será sempre em quadruplicado ou mais ainda. Por mais que eu queira ser teimosa e persistente e negar que sou uma pessoa dependente, tenho de admitir que por mais força que eu tenha neste mundo, não há nada que me devolva o meu equilibrio e a minha força física (que é normal e precisa a qualquer ser humano) nada e nem ninguém mos devolve. perdi-os e não há como os recuperar.
È inimaginável o quão doloroso é para uma pessoa como eu ter de admitir que estou vencida, que tenho de parar de lutar, logo eu que desde sempre o que me dava força para ultrapassar todas as dificuldades era justamente "nunca querer desistir" mas tenho o dever de ser consciente de que tenho de fazê-lo, para talvez quem sabe.....ainda possa ter uma nova hipótese e a vida dê-me mais uma oportunidade, não do mesmo modo, não como sempre vivi, mas quem sabe ainda o possa fazer dignamente.
Talvez a vida seja mesmo boazinha comigo e ajude-me a resolver os outros problemas de saúde que neste momento afligem-me bastante e eu consiga suportar tudo com muita força, não sei onde irei buscá-la (confesso) mas tem de existir, eu tenho de resistir a tudo e depois recomeçar uma nova vida e esquecer que a vida que tive antes não a posso retomar, mas ainda posso ser feliz e posso de alguma maneira contribuir para o bem das outras pessoas e talvez até possa ajudar quem mais precisa de ajuda, muito limitada, mas por vezes "mais dá quem quer do que quem pode" (como dizia o meu pai).
É muito triste sentir-mo-nos dependentes... é frustrante, indigno, Para além das dificuldades que tenho, eu tento sempre fazer o máximo possível sozinha (de vez em quando lá vem uns hematomas e assim, mas nada de mais).

Queria dizer apenas mais duas coisas que acho extremamente importante.
Quando se fala aqui em descriminação e falta de respeito por parte das outras pessoas para com quem tem alguma deficiência ou alguma dificuldade eu quero dizer o seguinte.
Gostaria de salientar que a nossa sociedade infelizmente não está e nem é educada e nem formada e muito menos interessada o suficiente para conhecer melhor os problemas dos que nos rodeiam e que por algum motivo não conseguem fazer do mesmo modo as mesmas coisas que a maioria das pessoas fazem. Por isso reagem assim tristemente e com tanta maldade que por vezes provoca dor e sofrimento a quem tem essas dificuldades e a suas famílias. Eu posso considerar-me uma pessoa cheia de sorte e nem sequer por segundos vejo comparação com algumas pessoas que vejo na rua em Lisboa com imensas dificuldades e nem sei como conseguem sobreviver sozinhas e com a forma como são agredidas eu digo-vos mesmo muito sinceramente que estas pessoas são verdadeiros heróis e a eles sim deveriam ser atribuidas medalhas e valores por mérito por conseguirem sobreviver da forma como o fazem.
Eu própria oiço alguns comentários acerca de mim que me magoam, por vezes tenho de sair da sala de espera porque não aguento a pressão e nem as lágrimas. É como se fosse uma punição, as pessoas (muitas das vezes) fazem-no por puro egoísmo, nem é por maldade, mas a falta de conhecimento e de sensibilidade fazem-nos sofrer mesmo sem darem conta disso.
Mas também quero salientar que não entendo muito bem porque algumas pessoas deficientes ou com dificuldades dizem "ofender-se tanto" com o facto de alguém os querer auxiliar na rua ou mesmo dentro de casa, só porque eles não conseguem fazer e têm imensas dificuldades e sentem-se revoltados e muito frustrados e magoados não é motivo para serem "agressivos" com quem possa ter boa intenção de querer ajudar.
A mim já me auxiliaram algumas vezes, eu só aceito quando não consigo mesmo fazer sózinha e fico muito agradecida pelo gesto, porque sei que foi sincero, do mesmo modo que eu fazia e faço se puder por outra pessoa que precise de ajuda.

A outra questão de que queria falar era sobre as caixas prioritárias dos hiper mercados para os deficientes. Aconteceu-me há dois meses estava num super mercado em Grândola (no Modelo) e tive a necessidade de ir comprar alguns produtos, na realidade foram comprar-me e eu fiquei à espera próximo das caixas (porque não consigo aguentar-me muito tempo em pé) chegou a hora de pagar e eu lá tive de ir com muita dificuldade acompanhar a minha filha até a uma caixa normal, as filas eram intermináveis e eu já sentindo-me quase a desmaiar, não aguentava mais estar ali , reparei que na caixa ao lado era prioritária e tinha apenas uma pessoa então já desesperada a minha filha levou-me até lá e perguntei se podiamos pagar ali, eram apenas alguns produtos. A empregada disse que sim, com cara de poucos amigos mas disse que sim, quando a minha filha estava colocando os produtos no tapete rolante.( Ouvi a empregada dizer a uma senhora que nem sequer estava ainda na caixa para pagar e trazia uma criança na cadeirinha dentro do carro das compras) para passar à frente ou seja por cima de mim e da minha filha. Eu estava tão mal já que nem via e nem ouvia ninguém, só me lembro de dizer à minha filha para colocar tudo dentro do cesto e deixar ali mesmo em cima da caixa e irmos embora, porque eu ia mesmo cair ali ao chão. E assim foi! levou-me até ao carro e lá deixei as compras. Senti-me tão revoltada depois!
Nunca me quis aproveitar destas caixas, só a tentei utilizar porque estava mesmo desesperada e a sentir-me mesmo muito mal, e afinal de contas eu acho que prioritária é mesmo para alguém que está precisando dela.

E pronto com isto já escrevi o semelhante a mais de dez mensagens. (ups)

Uranus e Merc são os meus heróis já sabem, pelo que são e por todo o amor e carinho deste mundo e de todos os que possam existir, que têm e dão à Sofia e só por isso ela é a menina feliz que todos temos o prazer de conhecer. Tudo o que ela vos dá a vós vai buscar!
Beijinho muito grande e abraço muito apertado*

Sammu...Obrigada pelas tuas palavras que deixaste na tua mensagem no tópico, foram muito reconfortantes, apesar de não serem dirigidas para mim, mas graças a elas ajudaram-me a tomar a decisão de deixar aqui o meu testemunho.

Beijinho grande*







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