O que dizem as Estrelas
Indice~
Prólogo ~ Pág. 1
Capítulo 1 ~ Pág. 1
Capítulo 2 ~ Pág. 1
Capítulo 3 ~ Pág. 1
______________________________________
Tipo: Fanfic sobre Sailor Moon
Título: O que dizem as Estrelas
Rating: Livre
Género: Romance e Drama
Personagens: Usagi, Mamoru, Chibiusa e Seiya
Disclaimer: Esta história é da minha autoria, os personagens pertencem a Naoko Takeuchi.
Prólogo ~ Pág. 1
Capítulo 1 ~ Pág. 1
Capítulo 2 ~ Pág. 1
Capítulo 3 ~ Pág. 1
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Tipo: Fanfic sobre Sailor Moon
Título: O que dizem as Estrelas
Rating: Livre
Género: Romance e Drama
Personagens: Usagi, Mamoru, Chibiusa e Seiya
Disclaimer: Esta história é da minha autoria, os personagens pertencem a Naoko Takeuchi.
Prólogo
Tempo. O tempo, o tempo, o tempo. Aquela coisa que vai continuar a correr sem se cansar. A correr para sempre, como se fosse o seu desporto favorito. Talvez até seja. O tempo gosta de correr, e invejo-o por não se cansar. Também gostava que fosse assim comigo. Correr… mas correr porquê? Com qual finalidade? O tempo só trás desgostos. Uns atrás dos outros. Mas o tempo não vê isso, porque ele só se preocupo em correr. Esquece-se das consequências. As coisas devem ser levadas com calma, e não com tanta correria. Alguém devia fazê-lo parar. Parar e fazê-lo reparar nos estragos que fez. E, depois, castigá-lo. Um belo e grande castigo. Assim, talvez aprendesse de uma vez por todas. E ajudar-me-ia – e quem sabe a muito mais gente – a recuperar o tempo perdido. E sentimentos. E pessoas. Eu só gostava que tudo voltasse a ser como antes. Por favor…?
Tsukino U.
_____________________________*cofcof*
Pois bem, cá estou com a minha primeira fanfic sobre SM. Ainda só tenho um capítulo, mas gosto das ideias que tenho para ela e vou fazer os possíveis para que não me desleixe nela. Porém, não creio que vá haver capítulos assim com muuuita frequência porque tenho outra em mãos e preciso de me concentrar nela para a terminar nos próximos meses. Enquanto isso, vou escrevendo nesta também; até porque nunca estou somente fixa numa fic, estou sempre em muitas.
Espero que gostem e deixem a vossa opinião. :]
Beijinhos. *
Pois bem, cá estou com a minha primeira fanfic sobre SM. Ainda só tenho um capítulo, mas gosto das ideias que tenho para ela e vou fazer os possíveis para que não me desleixe nela. Porém, não creio que vá haver capítulos assim com muuuita frequência porque tenho outra em mãos e preciso de me concentrar nela para a terminar nos próximos meses. Enquanto isso, vou escrevendo nesta também; até porque nunca estou somente fixa numa fic, estou sempre em muitas.
Espero que gostem e deixem a vossa opinião. :]
Beijinhos. *
Nhyaa *O*
Que lindoo! Eu amei o prologo *O*
algo diz.me que esta vai ser uma fanfic que nao vou perder
-
Que lindoo! Eu amei o prologo *O*
algo diz.me que esta vai ser uma fanfic que nao vou perder
-Oficial Blog RafaKnight - http://pankax-e-pankadax.blogspot.com/
Os meus trabalhos [Knight Stuff] - http://knigh-stuff.blogspot.com/
Nyaaan~ fico mesmo contente que tenha cativado alguém. *w* Muito obrigada às 4.
Estou a aproveitar a pausa da escrita para vir cá deixar o senhor capítulo 1. Ahh, e aproveito para dizer que a fanfic tem esta (https://www.youtube.com/watch?v=XyOuah_jVkw) música como banda sonora. Ao contrário do Prólogo, a fanfic é contada na 3ª pessoa. Espero que gostem. [:
Estou a aproveitar a pausa da escrita para vir cá deixar o senhor capítulo 1. Ahh, e aproveito para dizer que a fanfic tem esta (https://www.youtube.com/watch?v=XyOuah_jVkw) música como banda sonora. Ao contrário do Prólogo, a fanfic é contada na 3ª pessoa. Espero que gostem. [:
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1.
Usagi bocejou. Lentamente, abriu os olhos e viu a pouca claridade do dia que começava lá fora. Um tímido raio de Sol tocou-lhe na face, e a jovem pôde sentir a fraca intensidade do calor que se fazia sentir àquela hora. Ergueu o tronco e esfregou os olhos, espreguiçando-se. Atrás de si, o relógio em forma de coelho exibia a posição dos ponteiros: seis horas e trinta e sete minutos. Estar acordada tão cedo era de admirar, mas estava sem sono.
Saiu da cama, ainda meia adormecida, vestiu um casaco quente e foi até à varanda. Estava frio, mas a aragem fresca sabia-lhe bem ao tocar-lhe nas bochechas quentes. Lá em baixo, na rua, passava um vizinho que de certeza iria para o trabalho. Ao vê-la ali tão serena, acenou-lhe e cumprimentou-a com um “bom-dia” acompanhado de um sorriso. Usagi sorriu-lhe e acenou-lhe também.
Quando um arrepio lhe percorreu o corpo, recolheu-se para o quarto e preparou-se para mais um dia de aulas. Se conseguisse despachar-se a tempo, chegaria cedo. Tirou o uniforme do armário, colocou-o sobre a cama e começou a preparar-se. Começou pelos lacinhos que tinha ao longo do cabelo. Em frente ao espelho, sorria enquanto o fazia.
Luna, que até então dormia, ao deparar-se com Usagi levantada, e tão cedo, olhou-a de sobrolho erguido.
- Já estás acordada? Estás doente? – Não evitou uma gracinha e espreguiçou-se.
- Não sejas má-língua, Luna. – Usagi olhou a gata, que se aproximava, e fez-lhe uma careta. – Acordei bem-disposta, só isso. – e continuou, não olhando mais para a amiga.
- Quero ver se não te atrasas de novo, como sempre, ao perderes tanto tempo a olhar-te ao espelho. Sabes, Usagi, não é assim que vais ficar mais bonita! – Luna riu-se de novo, soltando uma sonora gargalhada. Usagi deixou o cabelo e virou-se para Luna, pronta a bater-lhe.
- OUVE LÁ, SUA BICHANA! AO MENOS NÃO SOU NENHUMA GATA FOLOSA COMO TU, ESTÁS A OUVIR?! – Os seus berros fizeram-se ouvir bem alto, talvez por toda a casa da família Tsukino. Luna depressa fugiu dela e escondeu-se debaixo da cama. – Ao menos sou mais bonita do que tu… - E mostrou-lhe a língua. Virou-lhe costas de forma subtil, tentando mostrar-se uma rapariga bela, sensual e bastante feminina. Sem se aperceber, Luna ria-se nas suas costas.
Já vestida, pegou na sua pasta, colocada na cadeira da secretária no dia anterior, e saiu do quarto, averiguando se não se esquecia de nada. Em dias normais, Usagi Tsukino, uma jovem de dezoito anos cuja principal missão era assegurar o Bem na Terra, estaria, naquele momento, a sair de casa numa correria louca para chegar a tempo às aulas. Mas naquela manhã, não. Usagi, a Bela Guerreira da Lua, podia sentar-se à mesa com a sua família e tomar o pequeno-almoço descansada.
- Será que está mesmo acordada? – Questionava o seu pai com a sua mãe. Ele passou-lhe uma mão pelos olhos, no âmbito de concluir que a sua filha estava mesmo acordada, enquanto ela comia os seus cereais demolhados em leite na maior das descontracções. – Sim. Está mesmo.
- Nem parece nada dela… - Comentou a mãe, pousando um prato com bolachas de canela. – Estás bem, Usagi?
- Eu? Porque não haveria de estar? – Usagi passou o olhar pelos seus familiares, surpreendida com tal pergunta. – Não pode ser sempre a mesma coisa. – Ignorou-os e levou mais uma colherada de cereais à boca. Mas claro, todos dizem que eu sou uma trapalhona. – É por eu ter acordado mais cedo? – Semicerrou os olhos, fitando-os ferozmente.
- Ahm, bem… nós… - O seu pai tentava explicar-lhe a situação, sobretudo arranjar uma desculpa plausível para a pergunta que a mãe fizera. – Há que admitir que não é muito normal, filha. E estás com um sorriso tão grande no rosto que pensámos…
- Pensaram mal! – Disse, ofendida. Os outros três retraíram-se e calaram-se. Usagi depressa terminou o seu pequeno-almoço e pousou a taça no lava-loiça. – Já terminei. – Disse, sem os olhar. – Fiquem sabendo que estou a treinar a minha preguiça e vou ser uma filha exemplar. – Ao dizer aquilo, os três riram-se, não conseguindo ocultar a risada. – Não se riem! – Gritou, novamente ofendida. – Não estão a ajudar nada. – Choramingou, deitando abaixo a máscara de menina forte. – Vou-me embora! – Disse, pegando na pasta e saindo em passo apressado dali.
Eles iriam ver…
Quando deixou de os ouvir, soltou um longo suspiro. Era incrível o rumo que as coisas levaram. O Caos tinha voltado para o lugar que pertencia – o coração das pessoas -, há dois anos que não mexia no seu medalhão que a transformava em Guerreira e estava tudo em paz. Nem um único inimigo se atrevera a visitar a Terra e espalhar o Mal. Em parte, podia estar agradecida por nenhum ter tido tal ideia, mas…
Outro suspiro. Pousou a pasta no chão, ao seu lado, e calçou os sapatos. O relógio de pulso mostrava as horas. Faltavam cerca de vinte minutos para o começo das aulas. Tinha tempo, assim podia dar uma vista de olhos, embora muito curta, pelas montras das lojas e ver as novidades. Tal ideia desenhou-lhe um ténue sorriso nos lábios. Mais aliviada, saiu de casa.
- Hei, Usagi-chan! – Ouviu atrás de si. Conhecia bem aquela voz tão suave e característica de Ami. – Vinha agora mesmo chamar-te. Espera lá, já estás despachada?
- Nem perguntes. Já todos me fizeram essa pergunta hoje. – A jovem loira continuou a caminhar, aborrecida, enquanto Ami a acompanhava, ao lado. Olhou-a, escandalizada.
- Mas olha que é de estranhar… - Usagi olhou-a de esguelha, lançando-lhe um olhar mortífero. – Pronto, desculpa. – Pediu Ami, rendendo-se àquele olhar. Prosseguiram. – Então, e estás pronta para mais um ano lectivo? Já é o último do secundário, que maravilha…
Era verdade. O décimo segundo ano estava prestes a começar e, se não fosse a ajuda de Ami, depois da batalha com a Galáxia, não teria conseguido chegar tão longe. Seria-lhe eternamente grata pela ajuda.
- Pois é! – Usagi exclamou, lembrando-se de alguns momentos com as amigas durante os anos anteriores. – Passou tão depressa! Nem acredito que já estamos no final.
- E depois disso, Usagi? Vais ficar em casa a dormir e a comer? – Uma outra voz, e depois uma gargalhada trocista. Só podia tratar-se de Rei, só ela é que implicava consigo e daquela maneira logo pela manhã.
- Rei. – Usagi olhou para ela e uniu o sobrolho. – Se eu vou ficar em casa a preguiçar, tu vais ficar em casa a pensar em mil maneiras para me irritares, não é? E depois vou rir-me quando formos mais velha e tu estiveres cheia de cabelos brancos e eu não! – Usagi riu-se da sua piada, numa gargalhada tão sonora que Rei ficou irritada.
- Usagi-chan! – Rei correu atrás dela, ouvindo as suas gargalhadas, e a loira começou a correr o mais rápido que pôde para não ser apanhada.
- Mas aquelas duas já estão às turras pela manhã? – Comentou Makoto, vendo-as naquela correria. Ami riu-se.
- Sabes o que dizem: de manhã é que começa o dia. – E riram-se as duas.
Entretanto, mais à frente – já as outras duas deviam estar no recinto da escola, pela correria que levavam -, encontraram Minako, que, mal as viu, chamou-as e acenou-lhes. Juntas, foram para a escola.
- A Usagi e a Rei? Estão doentes? – Perguntou Mina, estranhando a presença das outras duas amigas.
- Achas? Elas têm uma saúde de ferro, é impossível ficarem doentes. – Comentou Makoto, embora com um sorriso sarcástico nos lábios.
- Então onde é que elas estão? – Mal formulou a pergunta, ouviu-as a gritarem uma com a outra, à entrada da escola. Algum dia elas iriam mudar? – Como é que não me lembrei antes? – Bateu com uma mão na testa.
Ami, Makoto e Minako aproximaram-se das outras duas, acabando com a discussão delas. Cada uma foi para cada ponta. Elas nunca se iriam entender, pensavam as outras três.
«Quando formos mais velhas…»
Usagi lembrou-se do que tinha dito a Rei, há momentos atrás. O tempo passava, numa correria tão apressada que era impossível fazê-lo parar. Tinha medo do que o futuro lhe reservava. Ficaria com Mamoru? Seriam felizes para sempre, sobretudo donos e senhores do Milénio de Prata? Há tanto tempo que não tinha nada mais com que se preocupar do que com o futuro que chegava a ficar obcecada com o assunto. Mas logo se acalmava e voltava ao normal. Embora o assunto estivesse sempre presente na sua cabeça.
Despertou para a realidade quando o toque de entrada se fez soar. Deu pela falta de Rei, que já devia estar a caminho da escola onde estudava, e despediu-se das outras três amigas. Por estarem todas em turmas diferentes, procurou a sua. Reconheceu algumas colegas do ano anterior e juntou-se a elas, pois estavam quase a entrar.
- Finalmente chegámos ao décimo segundo ano. – Arfou Utau, uma das suas colegas. As outras, que a acompanhavam, concordaram. – Mal posso esperar pelo fim. Vou poder, finalmente, concretizar o meu sonho!
Usagi, que estava ali a ouvir a conversa delas – não que fosse cusca, mas estava perto o suficiente para ouvir. Aliás, quem quisesse, podia ouvir. Ela falava alto – sorriu e aproximou-se mais delas.
- Qual é o teu grande sonho, Utau?
- Quero tornar-me numa grande ginasta. – Respondeu, exibindo-lhe um sorriso de simpatia. Ela não se tinha importado com a pergunta. – Vai custar-me separar-me dos meus amigos, e vou ter muitas saudades, mas é o meu sonho.
- E nós compreendemos perfeitamente. – Uma das outras respondeu, sorrindo-lhe, estarrecida. Tinha o cabelo pelos ombros, negro, e se não estava em erro, aquela menina chamava-se Aiko.
- E qual é o teu sonho, Usagi-chan? – Utau perguntou, e todas olharam para ela.
- O meu sonho? Bem… - Casar com Mamuro e tornar-me Rainha do Milénio de Prata, pensou. Mas esse era o seu destino. Qual era o seu sonho, enquanto estivesse no corpo e vida de Usagi Tsukino? – Ahm… Ainda não pensei muito nisso. – Respondeu, coçando a nuca e exibindo um tímido sorriso.
- De qualquer das formas, tens até ao final do ano para decidir. – Completou Utau, esboçando um sorriso. – Tens tempo suficiente…
O toque de entrada fez-se ouvir pelo corredor e Utau e as meninas que a acompanhavam foram as primeiras a entrar. Usagi deixou-se ficar. Pensou no número total de dias que faltavam para o final. Eram muitos, mas para ela pareciam tão poucos.
Suspirou, desanimada. Não valeria a pena pensar naquele assunto, por enquanto. O tempo iria continuar a correr, na típica correria, e não conseguiria acompanhar-lhe o ritmo.
Saiu da cama, ainda meia adormecida, vestiu um casaco quente e foi até à varanda. Estava frio, mas a aragem fresca sabia-lhe bem ao tocar-lhe nas bochechas quentes. Lá em baixo, na rua, passava um vizinho que de certeza iria para o trabalho. Ao vê-la ali tão serena, acenou-lhe e cumprimentou-a com um “bom-dia” acompanhado de um sorriso. Usagi sorriu-lhe e acenou-lhe também.
Quando um arrepio lhe percorreu o corpo, recolheu-se para o quarto e preparou-se para mais um dia de aulas. Se conseguisse despachar-se a tempo, chegaria cedo. Tirou o uniforme do armário, colocou-o sobre a cama e começou a preparar-se. Começou pelos lacinhos que tinha ao longo do cabelo. Em frente ao espelho, sorria enquanto o fazia.
Luna, que até então dormia, ao deparar-se com Usagi levantada, e tão cedo, olhou-a de sobrolho erguido.
- Já estás acordada? Estás doente? – Não evitou uma gracinha e espreguiçou-se.
- Não sejas má-língua, Luna. – Usagi olhou a gata, que se aproximava, e fez-lhe uma careta. – Acordei bem-disposta, só isso. – e continuou, não olhando mais para a amiga.
- Quero ver se não te atrasas de novo, como sempre, ao perderes tanto tempo a olhar-te ao espelho. Sabes, Usagi, não é assim que vais ficar mais bonita! – Luna riu-se de novo, soltando uma sonora gargalhada. Usagi deixou o cabelo e virou-se para Luna, pronta a bater-lhe.
- OUVE LÁ, SUA BICHANA! AO MENOS NÃO SOU NENHUMA GATA FOLOSA COMO TU, ESTÁS A OUVIR?! – Os seus berros fizeram-se ouvir bem alto, talvez por toda a casa da família Tsukino. Luna depressa fugiu dela e escondeu-se debaixo da cama. – Ao menos sou mais bonita do que tu… - E mostrou-lhe a língua. Virou-lhe costas de forma subtil, tentando mostrar-se uma rapariga bela, sensual e bastante feminina. Sem se aperceber, Luna ria-se nas suas costas.
Já vestida, pegou na sua pasta, colocada na cadeira da secretária no dia anterior, e saiu do quarto, averiguando se não se esquecia de nada. Em dias normais, Usagi Tsukino, uma jovem de dezoito anos cuja principal missão era assegurar o Bem na Terra, estaria, naquele momento, a sair de casa numa correria louca para chegar a tempo às aulas. Mas naquela manhã, não. Usagi, a Bela Guerreira da Lua, podia sentar-se à mesa com a sua família e tomar o pequeno-almoço descansada.
- Será que está mesmo acordada? – Questionava o seu pai com a sua mãe. Ele passou-lhe uma mão pelos olhos, no âmbito de concluir que a sua filha estava mesmo acordada, enquanto ela comia os seus cereais demolhados em leite na maior das descontracções. – Sim. Está mesmo.
- Nem parece nada dela… - Comentou a mãe, pousando um prato com bolachas de canela. – Estás bem, Usagi?
- Eu? Porque não haveria de estar? – Usagi passou o olhar pelos seus familiares, surpreendida com tal pergunta. – Não pode ser sempre a mesma coisa. – Ignorou-os e levou mais uma colherada de cereais à boca. Mas claro, todos dizem que eu sou uma trapalhona. – É por eu ter acordado mais cedo? – Semicerrou os olhos, fitando-os ferozmente.
- Ahm, bem… nós… - O seu pai tentava explicar-lhe a situação, sobretudo arranjar uma desculpa plausível para a pergunta que a mãe fizera. – Há que admitir que não é muito normal, filha. E estás com um sorriso tão grande no rosto que pensámos…
- Pensaram mal! – Disse, ofendida. Os outros três retraíram-se e calaram-se. Usagi depressa terminou o seu pequeno-almoço e pousou a taça no lava-loiça. – Já terminei. – Disse, sem os olhar. – Fiquem sabendo que estou a treinar a minha preguiça e vou ser uma filha exemplar. – Ao dizer aquilo, os três riram-se, não conseguindo ocultar a risada. – Não se riem! – Gritou, novamente ofendida. – Não estão a ajudar nada. – Choramingou, deitando abaixo a máscara de menina forte. – Vou-me embora! – Disse, pegando na pasta e saindo em passo apressado dali.
Eles iriam ver…
Quando deixou de os ouvir, soltou um longo suspiro. Era incrível o rumo que as coisas levaram. O Caos tinha voltado para o lugar que pertencia – o coração das pessoas -, há dois anos que não mexia no seu medalhão que a transformava em Guerreira e estava tudo em paz. Nem um único inimigo se atrevera a visitar a Terra e espalhar o Mal. Em parte, podia estar agradecida por nenhum ter tido tal ideia, mas…
Outro suspiro. Pousou a pasta no chão, ao seu lado, e calçou os sapatos. O relógio de pulso mostrava as horas. Faltavam cerca de vinte minutos para o começo das aulas. Tinha tempo, assim podia dar uma vista de olhos, embora muito curta, pelas montras das lojas e ver as novidades. Tal ideia desenhou-lhe um ténue sorriso nos lábios. Mais aliviada, saiu de casa.
- Hei, Usagi-chan! – Ouviu atrás de si. Conhecia bem aquela voz tão suave e característica de Ami. – Vinha agora mesmo chamar-te. Espera lá, já estás despachada?
- Nem perguntes. Já todos me fizeram essa pergunta hoje. – A jovem loira continuou a caminhar, aborrecida, enquanto Ami a acompanhava, ao lado. Olhou-a, escandalizada.
- Mas olha que é de estranhar… - Usagi olhou-a de esguelha, lançando-lhe um olhar mortífero. – Pronto, desculpa. – Pediu Ami, rendendo-se àquele olhar. Prosseguiram. – Então, e estás pronta para mais um ano lectivo? Já é o último do secundário, que maravilha…
Era verdade. O décimo segundo ano estava prestes a começar e, se não fosse a ajuda de Ami, depois da batalha com a Galáxia, não teria conseguido chegar tão longe. Seria-lhe eternamente grata pela ajuda.
- Pois é! – Usagi exclamou, lembrando-se de alguns momentos com as amigas durante os anos anteriores. – Passou tão depressa! Nem acredito que já estamos no final.
- E depois disso, Usagi? Vais ficar em casa a dormir e a comer? – Uma outra voz, e depois uma gargalhada trocista. Só podia tratar-se de Rei, só ela é que implicava consigo e daquela maneira logo pela manhã.
- Rei. – Usagi olhou para ela e uniu o sobrolho. – Se eu vou ficar em casa a preguiçar, tu vais ficar em casa a pensar em mil maneiras para me irritares, não é? E depois vou rir-me quando formos mais velha e tu estiveres cheia de cabelos brancos e eu não! – Usagi riu-se da sua piada, numa gargalhada tão sonora que Rei ficou irritada.
- Usagi-chan! – Rei correu atrás dela, ouvindo as suas gargalhadas, e a loira começou a correr o mais rápido que pôde para não ser apanhada.
- Mas aquelas duas já estão às turras pela manhã? – Comentou Makoto, vendo-as naquela correria. Ami riu-se.
- Sabes o que dizem: de manhã é que começa o dia. – E riram-se as duas.
Entretanto, mais à frente – já as outras duas deviam estar no recinto da escola, pela correria que levavam -, encontraram Minako, que, mal as viu, chamou-as e acenou-lhes. Juntas, foram para a escola.
- A Usagi e a Rei? Estão doentes? – Perguntou Mina, estranhando a presença das outras duas amigas.
- Achas? Elas têm uma saúde de ferro, é impossível ficarem doentes. – Comentou Makoto, embora com um sorriso sarcástico nos lábios.
- Então onde é que elas estão? – Mal formulou a pergunta, ouviu-as a gritarem uma com a outra, à entrada da escola. Algum dia elas iriam mudar? – Como é que não me lembrei antes? – Bateu com uma mão na testa.
Ami, Makoto e Minako aproximaram-se das outras duas, acabando com a discussão delas. Cada uma foi para cada ponta. Elas nunca se iriam entender, pensavam as outras três.
«Quando formos mais velhas…»
Usagi lembrou-se do que tinha dito a Rei, há momentos atrás. O tempo passava, numa correria tão apressada que era impossível fazê-lo parar. Tinha medo do que o futuro lhe reservava. Ficaria com Mamoru? Seriam felizes para sempre, sobretudo donos e senhores do Milénio de Prata? Há tanto tempo que não tinha nada mais com que se preocupar do que com o futuro que chegava a ficar obcecada com o assunto. Mas logo se acalmava e voltava ao normal. Embora o assunto estivesse sempre presente na sua cabeça.
Despertou para a realidade quando o toque de entrada se fez soar. Deu pela falta de Rei, que já devia estar a caminho da escola onde estudava, e despediu-se das outras três amigas. Por estarem todas em turmas diferentes, procurou a sua. Reconheceu algumas colegas do ano anterior e juntou-se a elas, pois estavam quase a entrar.
- Finalmente chegámos ao décimo segundo ano. – Arfou Utau, uma das suas colegas. As outras, que a acompanhavam, concordaram. – Mal posso esperar pelo fim. Vou poder, finalmente, concretizar o meu sonho!
Usagi, que estava ali a ouvir a conversa delas – não que fosse cusca, mas estava perto o suficiente para ouvir. Aliás, quem quisesse, podia ouvir. Ela falava alto – sorriu e aproximou-se mais delas.
- Qual é o teu grande sonho, Utau?
- Quero tornar-me numa grande ginasta. – Respondeu, exibindo-lhe um sorriso de simpatia. Ela não se tinha importado com a pergunta. – Vai custar-me separar-me dos meus amigos, e vou ter muitas saudades, mas é o meu sonho.
- E nós compreendemos perfeitamente. – Uma das outras respondeu, sorrindo-lhe, estarrecida. Tinha o cabelo pelos ombros, negro, e se não estava em erro, aquela menina chamava-se Aiko.
- E qual é o teu sonho, Usagi-chan? – Utau perguntou, e todas olharam para ela.
- O meu sonho? Bem… - Casar com Mamuro e tornar-me Rainha do Milénio de Prata, pensou. Mas esse era o seu destino. Qual era o seu sonho, enquanto estivesse no corpo e vida de Usagi Tsukino? – Ahm… Ainda não pensei muito nisso. – Respondeu, coçando a nuca e exibindo um tímido sorriso.
- De qualquer das formas, tens até ao final do ano para decidir. – Completou Utau, esboçando um sorriso. – Tens tempo suficiente…
O toque de entrada fez-se ouvir pelo corredor e Utau e as meninas que a acompanhavam foram as primeiras a entrar. Usagi deixou-se ficar. Pensou no número total de dias que faltavam para o final. Eram muitos, mas para ela pareciam tão poucos.
Suspirou, desanimada. Não valeria a pena pensar naquele assunto, por enquanto. O tempo iria continuar a correr, na típica correria, e não conseguiria acompanhar-lhe o ritmo.
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Eu sei que isto ainda não avança muito da história, mas primeiros capítulos serão sempre primeiros capítulos. Aliás... talvez até revele qualquer coisita, mas nada de muito explícito.
Bri-san, gostei do capítulo, mas sinto que vou gostar mais quando se começar a revelar mais qualquer coisa. ;3 Quero saber mais sobre as novas personagens e sobre o sonho da Usagi.
Já que estás a usar os nomes originais, podias escrever "Rei" e "Mamoru". Além disso, na série, as raparigas chamam "Usagi-chan" à Usagi.
Espero pelo próximo capítulo!
Já que estás a usar os nomes originais, podias escrever "Rei" e "Mamoru". Além disso, na série, as raparigas chamam "Usagi-chan" à Usagi.

Espero pelo próximo capítulo!
Eu só consegui ler por alto o prólogo, e devo dizer que já me prendeu, e sao poucas as fics que hoje o fazem. Eu como tou com um bocado de pressa, depois dou um olhinho com mais calma na tua fic, porque isto hoje esta mesmo apertado de tempo. Prometo que vou acompanhar *-*

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Tinoco escreveu:Eu só consegui ler por alto o prólogo, e devo dizer que já me prendeu, e sao poucas as fics que hoje o fazem. Eu como tou com um bocado de pressa, depois dou um olhinho com mais calma na tua fic, porque isto hoje esta mesmo apertado de tempo. Prometo que vou acompanhar *-*
Muito obrigada, Tinoco.
Ah, é na boa. É quando quiseres, não obrigo ninguém a ler isto.
Obrigada pelo comentário. (:
Beijinhos. *
brilouderx escreveu:Tinoco escreveu:Eu só consegui ler por alto o prólogo, e devo dizer que já me prendeu, e sao poucas as fics que hoje o fazem. Eu como tou com um bocado de pressa, depois dou um olhinho com mais calma na tua fic, porque isto hoje esta mesmo apertado de tempo. Prometo que vou acompanhar *-*
Muito obrigada, Tinoco.Ah, é na boa. É quando quiseres, não obrigo ninguém a ler isto.
![]()
Obrigada pelo comentário. (:
Beijinhos. *
Prontes...Ja tive um tempinho para o primeiro cap *-*
Priemeira coisinha minima a apontar:
- Quando tu metes a Rei a aparecer, primeiro dizes Rey e depois já dizes Rei. É isso

Coisinha que me chamou mais a atençao:
brilouderx escreveu:- OUVE LÁ, SUA BICHANA! AO MENOS NÃO SOU NENHUMA GATA FOLOSA COMO TU, ESTÁS A OUVIR?!
epah, eu juro, morri a rir. Foi hilariante

Ora mais...
Ao ler o capítulo, vi que nao quiseste desde logo expor muito a historia, e isso é bom, porque prende o leitor, e deixa-o curioso para o que vai acontecer a seguir. (acho q vou começar a aprender contigo para conseguir cativar mais leitores que as minhas fics ultimamente andam nas ruas da amargura
)De qualquer forma, parabéns, ja tens ua leitora fixa, posso e ter alguma dificuldade em apanhar os cpas todos, e posso, de vez em quando, demorar a comenta-los
Beijinhos***

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
@Tinoco: Ia jurar que tinha corrigido o nome da Rei e não tinha deixado nenhum para trás. Obrigada, de qualquer das formas.
Não quis revelar nada neste primeiro capítulo porque assim ia perder a piada toda. Além disso, isto é uma fanfic que ainda não tem rumo certo, e se, futuramente, acontecer uma coisa que depois, mais tarde, não bate certo com a anterior, estraga-se isto tudo.
Por isso, mantenho sigilo absoluto até tomar uma decisão. Até porque estou indecisa em se devo fazer uma coisa ou outra, e tenho que me decidir rápido para dar rumo certo à história. Convém.
Ah, não te preocupes com isso de acompanhares a fanfic no momento em que eu publico os capítulos, até porque nem eu própria sei quando virei com o 2º
So... estás à vontade.
Obrigada pelo comentário. :3
Beijinhos. *
Não quis revelar nada neste primeiro capítulo porque assim ia perder a piada toda. Além disso, isto é uma fanfic que ainda não tem rumo certo, e se, futuramente, acontecer uma coisa que depois, mais tarde, não bate certo com a anterior, estraga-se isto tudo.
Por isso, mantenho sigilo absoluto até tomar uma decisão. Até porque estou indecisa em se devo fazer uma coisa ou outra, e tenho que me decidir rápido para dar rumo certo à história. Convém. Ah, não te preocupes com isso de acompanhares a fanfic no momento em que eu publico os capítulos, até porque nem eu própria sei quando virei com o 2º
So... estás à vontade. Obrigada pelo comentário. :3
Beijinhos. *
brilouderx escreveu:@Tinoco: Ia jurar que tinha corrigido o nome da Rei e não tinha deixado nenhum para trás. Obrigada, de qualquer das formas.Não quis revelar nada neste primeiro capítulo porque assim ia perder a piada toda. Além disso, isto é uma fanfic que ainda não tem rumo certo, e se, futuramente, acontecer uma coisa que depois, mais tarde, não bate certo com a anterior, estraga-se isto tudo.
Por isso, mantenho sigilo absoluto até tomar uma decisão. Até porque estou indecisa em se devo fazer uma coisa ou outra, e tenho que me decidir rápido para dar rumo certo à história. Convém.
Ah, não te preocupes com isso de acompanhares a fanfic no momento em que eu publico os capítulos, até porque nem eu própria sei quando virei com o 2ºSo... estás à vontade.
Obrigada pelo comentário. :3
Beijinhos. *
Não tens de agradecer. Eu tambem já fui corrigida por causa dessas coisas diversas vezes pela minha leitora de teste. Está sempre a dizer que em vez de escrever mariana escrevo michiru xDD
Eu compreendo essa tua decisao, e fazes bem em establecer as coisas dessa forma, para manter alguma coerencia na fic, para depois nao seres como eu que faço trocas e baldrocas e a bota acaba por nao bater com a perdigota. Mas isso sou eu que sou totó e nao faço as coisas como devia xDD
Contudo, por estares a fazer isto é que me prendeste oras
isto nao da condiçoes xDDDAgora vou querer compensaçao por danos
(just kidding
)Eu esperarei. Sou paciente (ao ponto de estar quase ha um ano a espera de um cap de uma escritora q ja nao aparece p publicar aqui ha seculos
) Eu queria ver e se angariava uns leitores para as minhas, ando meio desmoralizada porque ninguem comenta aquilo, e entao nao me da vontade de continuar os caps. E triste mas enfim XDDDBem, vou deixar de ser chata

Quando tiveres novo cap eu tou ca caida *_*
Beijinhos***

さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...
Gomenasai pela demora, mas estava completamente à nora sem saber o que escrever neste capítulo. >.<
Espero que gostem, mas ainda não esperem "acção" neste capítulo.
Estou a guardar-me para os próximos.
Beijinhos. *
Espero que gostem, mas ainda não esperem "acção" neste capítulo.
Estou a guardar-me para os próximos. Beijinhos. *
_____________________________
2.
2.
O toque de saída ressoou e logo se ouviram as cadeiras e as mesas arrastar. Marcava-se o fim das aulas daquele dia. Usagi arrumou o seu material na pasta com um sorriso na cara. Iria continuar a ser o tipo de rapariga que aguarda ansiosamente aquela hora para poder inspirar o ar puro da rua e ter liberdade para ir onde quiser sem se preocupar com as horas. Poderia passear com as amigas e, mais tarde, ir ter com Mamoru para desfrutarem um tempinho só para eles.
À entrada da escola, encontrava-se Ami e Mina, faltando Mako-chan.
- Ela já saiu. – Disse Mina, avançando para fora da escola. – Ao que parece, não teve aulas de tarde porque a professora de Química adoeceu. Mas ela vem ter connosco.
As três prosseguiram. Tinham combinado encontrar-se no café do costume, mas de certeza que Rei seria a primeira a chegar. Só se perdesse tempo a verificar se não tinha cabelos brancos, depois do que lhe dissera de manhã.
- Estás muito calada hoje, Usagi-chan. – Observou Mina, colocando a mala atrás das costas. – Nem parece teu. Costumas ir sempre a guinchar e a criticar… Estás doente?
Usagi virou a cara, amuando. – Não! – Disse, colocando a pasta como a amiga. – Só… ando preocupada com umas coisas… mais nada.
- Argh, não me digas que é outra vez o mesmo. – Refilou Mina, retomando à postura séria. – Usagi, já te dissemos que vai correr tudo bem. Não te preocupes tanto, rapariga.
Usagi descaiu os ombros e fitou as amigas. Começava a pensar que estava ser chata por estar sempre a falar na mesma coisa. E, acima de tudo, a preocupar-se demasiado. Tinhas amigas tão boas, e elas sempre garantiram que iam estar ao seu lado, independentemente do que acontecer. Devia confiar mais nelas; mais ainda. Respirar fundo, ganhar coragem e deixar-se levar. Tinha de ser assim. Não era por acaso que ela era a Princesa da Lua, não podia ser fraca. Tinha de ser forte, tanto por si como pelas suas amigas.
Sorriu, ternamente. – Têm razão. – Disse, num tom de voz baixo. – Desculpem por ser tão chata.
- Nem acredito que só deste conta que és chata agora, Usagi-chan. – Troçou Mina, rindo-se à descarada. Usagi deu-lhe um carolo, cessando a gargalhada dela. – Isso doeu! – Choramingou, colocando as mãos na cabeça.
- Quero lá saber. – Usagi encolheu os ombros e continuou a caminhar. Exibia um sorriso maroto e estava quase a explodir numa gargalhada.
- Vais pagá-las, Us- - Mina parou de falar quando uma rajada de vendo fez um papel bater na sua cara. Era um folheto. Mina tirou-o da cara e leu-o. – Eh, meninas. Vejam isto.
As outras duas aproximaram-se. O folheto anunciava a abertura de um aquário com uma vasta variedade de peixes. Estaria aberto ao público até ao final do ano. As três entreolharam-se e tiveram a mesma ideia.
- Que tal se lá fossemos? Vamos levar este folheto para a Rei e a Mako-chan verem.
Todas concordaram e Mina guardou o folheto na pasta. Seguiram caminho para o Templo Hikawa para se encontrarem com Rei, mas antes, Mina parou numa papelaria para comprar a revista da semana.
- Tens mesmo de comprar isso? – Questionou Usagi antes de ela entrar. Surpreendeu-se ao ver Ami caminhar atrás dela e puxá-la por uma mão.
- Anda, eu vou ver se há uns livros que procuro.
Usagi não teve outro remédio senão ir. Se bem se lembrava, ainda não tinha entrado naquele lugar. Devia ter aberto há pouco tempo. Ou então era simplesmente um lugar que não lhe chamasse à atenção por não ser de algo que gostasse. Bolos, por exemplo… E, agora que se lembrava disso, já sentia alguma fome.
- Vão demorar muito, aqui? Estou com fome. – E coçou a nuca. Nenhuma delas pareceu ouvi-la, o que a deixou frustrada. – Por acaso ouviram-me?
- Ah! Não acredito que já há à venda! E a tão baixo custo! Vou levá-lo! – Ami exclamou, com um olhar e um sorriso tão resplandecente nos lábios que Usagi jurou ver a sala toda iluminada. – Não vais levar nada, Usagi-chan?
- Vocês não me ouviram… - Choramingou, cruzando os braços e virando a cara para o lado. – Além disso, não há nada que me agrade… Vão demorar? Tenho fome.
- Usagi, nós ouvimos à primeira… - Refilou Mina, olhando-a com um sorriso travesso.
- Então porque é que não me responderam?!
- Pronto, desculpa. Tens razão. – Mina fechou a revista, coçou a nuca e aproximou-se das outras duas. – De certeza que nada te enche o olho? Tens muito por onde escolher… - e apontou para as outras estantes.
De facto, havia. Jogos de vídeo, livros de manga, revistas cor-de-rosa, revista teen… Mas Usagi não queria nada daquilo. A única coisa que queria era comer, e não eram, de todo, folhas!
- Só quero comer… - Murmurou Usagi, olhando-as com um brilho nos olhos. As outras duas suspiraram. Usagi nunca mudaria.
- Vamos lá então.
Ambas pagaram e retomaram o caminho para o Templo. Ao lá chegarem, só encontraram Rei, continuando a faltar Makoto. Antes que alguém perguntasse por ela, Makoto chegou numa correria.
- Desculpem o atraso, estive a fazer um bolo. – Falou Mako-chan, ofegante.
Quando ela exibiu a caixa que trazia na mão, os olhos de Usagi brilharam e ofereceu-se logo para levar o bolo para dentro. Cheirava tão bem! Na sala onde costumavam tomar chá, Usagi colocou a caixa no centro da mesa e colocou os pratos e os talheres.
- Estás bem, Usagi-chan? – Perguntou-lhe Makoto, estranhando aquele comportamento.
- Está com fome. – Disse Mina, respondendo na vez dela. Todas suspiraram.
Enquanto elas se sentavam, Rei trouxe o chá e Usagi cortou o bolo em fatias. Era de morango, e aqueles morangos demolhados em chantilly estavam mesmo a pedir uma trinca! Usagi foi a primeira a provar. Depois de ter dado a primeira dentada, não conseguiu parar. Mako-chan tinha um jeito para a cozinha de fazer inveja. Usagi desejava fazer bolos como ela para depois poder oferecer a Mamoru e comerem juntos… Se fizesse um bolo como aquele, teria o prazer de passar o dedo pelo chantilly e sarapintar o rosto de Mamoru, sucedendo-se uma brincadeira só deles. O problema era que nem um ovo sabia estrelar! Sempre que o fazia a casca partia-se toda e sujava tudo. Por isso, preferia que a mãe fizesse as misturas e ela colocava no forno. Era mais simples.
- Estás bem, Mina-chan? – Ouviu Makoto perguntar. Minako estava a tossir que nem louca, com o rosto quase roxo, a sufocar. Rei e Ami estavam a fazer-lhe vento com a revista que ela comprara, aflitas.
- Chá! Chá! – Usagi conseguiu percebê-la e deu-lhe a sua chávena. Ela bebeu o chá, sofregamente e como se dependesse dele para sobreviver. Bem, talvez, naquele momento, precisasse mesmo!
- Engasgaste-te, foi? – Perguntou Usagi. Ami e Rei continuaram a fazer-lhe vento. No entanto, ela já estava mais calma e já não tossia.
Foi então que Mina retirou a revista das mãos de Ami e folheou a revista. Usagi ia jurar que tinha visto o fogo nos olhos dela, quando esse elemento pertencia a Rei.
- Aqui! – Mina atirou a revista para a mesa e apontou para um artigo. Todas esbugalharam os olhos, incrédulas com o que viam.
- Os Three Lights? Mas porquê? – Perguntou Usagi, observando o artigo. Sem saber porquê, ver a fotografia deles deu-lhe um aperto no coração.
- Parece que deram pela ausência deles. – Disse Mina, lendo o artigo. – Falam aqui da sua última aparição, e até mesmo de quando eles permaneceram por cá alguns tempos. Segundo este artigo, estão a assinar várias petições para os trazerem de volta.
- Ao fim de tanto tempo? Mas já passaram dois anos! – Falou Makoto, pensativa.
- Mas espera lá; se é só isso, porque é que te engasgaste daquela forma? – Perguntou Rei, olhando para a amiga com cara de caso. – Não me digas que foi por causa do Yaten…
Todas se riram, deixando Mina vermelha que nem um tomate. Seria melhor se elas não entrassem no seu quarto, ou veriam as fotografias dele espalhadas por toda a divisão.
- Pois, pois… Mas o Seiya bem que gostava de ti, Usagi! E o Taiki da Ami! – Gritou, em sua defesa, apontando para as duas amigas. Elas coraram e coçaram a cabeça, redimindo-se. – Pois! Eu não me esqueço dessas coisas! – e cruzou os braços, amuada.
- És sempre a mesma coisa, Mina-chan. – Suspirou Rei. Tirou-lhe a revista e folheou-a, no âmbito de ver o que as celebridades vestiam.
Dois anos, pensou Usagi. Lembrava-se tão bem dos momentos que passara com eles que pareciam ter sido ontem. Jamais se iria esquecer de alguém que estivera com ela e a apoiara tanto como Seiya fizera nos tempos que Mamoru passou nas mãos de Galáxia. Ele sabia sempre como a fazer rir. Mas, infelizmente, ele não pudera ficar por perto depois da última batalha. O lugar dele era ao lado da sua princesa. Cada vez que se lembrava dele perguntava-se se algum o tornaria a ver. As hipóteses eram nulas, mas havia sempre uma esperança mínima. Tinha saudades, não havia como negar, e imaginava-se a abraçá-lo num futuro próximo.
Ao lembrar-se de futuro próximo, lembrou-se de Chibiusa. Como estaria ela? Tinha tantas saudades, também. Ansiava voltar a vê-la para poder chatear-lhe a cabeça só mais um bocadinho. Também já não a via há imenso tempo; há quase três anos. Quando é que ela viria à Terra outra vez? Desde que não se aproximasse de Mamoru, tudo bem. Não conseguiu evitar uma pequena gargalhada ao lembrar-se das vezes que ela fazia isso. Na altura, era a pior coisa que podia fazer, mas deixou de ser um problema com o passar do tempo. Usagi amadurecera – de qualquer forma, era obrigada a isso – e deixara de ser algo preocupante. Talvez por estarem distantes, quem sabe.
Quando deu por si, encontrou as outras quatro a conversarem sobre o novo aquário. Planeavam visitá-lo no fim-de-semana, mais concretamente no Domingo, um dia após a abertura. Mas Usagi também queria visitá-lo com Mamoru, num passeio romântico. Enquanto as aulas dele não começassem, poderia ir quando quisesse.
- Então está combinado. – Finalizou Mina, com a sua tão característica boa-disposição. – Domingo, às quatro da tarde no parque do costume. Não se atrasem!
- Acho que isso só se aplica a ti. – Observou Rei com um laivo de troça na voz. Mina amuou.
- Ai, vocês! Sempre à briga… - Resmungou Ami, batendo, levemente, com uma mão na testa. – Bem, vou ter de ir. Tenho que estudar para o teste oral de inglês. Alguém vem?
- Eu. – Disse Usagi, levantando-se e pegando na sua pasta. – Tenho que ir fazer umas compras à minha mãe. – Respondeu, um pouco descontente. Perguntava-se, mentalmente, porquê que tinha de ir ela em vez da mãe. – Vemo-nos amanhã, meninas.
Ami e Usagi despediram-se das outras três amigas e saíram. No entanto, depois de descerem as escadas de acesso ao templo, separaram-se e caminharam em sentidos opostos, despedindo-se. Tinha de admitir: mesmo que ir às compras fosse uma tarefa chata, ao menos podia comprar algo para si antes de ir para casa. Nesse aspecto, seria sempre a infantil Usagi Tsukino, aquela menina que adora doces.
À entrada da escola, encontrava-se Ami e Mina, faltando Mako-chan.
- Ela já saiu. – Disse Mina, avançando para fora da escola. – Ao que parece, não teve aulas de tarde porque a professora de Química adoeceu. Mas ela vem ter connosco.
As três prosseguiram. Tinham combinado encontrar-se no café do costume, mas de certeza que Rei seria a primeira a chegar. Só se perdesse tempo a verificar se não tinha cabelos brancos, depois do que lhe dissera de manhã.
- Estás muito calada hoje, Usagi-chan. – Observou Mina, colocando a mala atrás das costas. – Nem parece teu. Costumas ir sempre a guinchar e a criticar… Estás doente?
Usagi virou a cara, amuando. – Não! – Disse, colocando a pasta como a amiga. – Só… ando preocupada com umas coisas… mais nada.
- Argh, não me digas que é outra vez o mesmo. – Refilou Mina, retomando à postura séria. – Usagi, já te dissemos que vai correr tudo bem. Não te preocupes tanto, rapariga.
Usagi descaiu os ombros e fitou as amigas. Começava a pensar que estava ser chata por estar sempre a falar na mesma coisa. E, acima de tudo, a preocupar-se demasiado. Tinhas amigas tão boas, e elas sempre garantiram que iam estar ao seu lado, independentemente do que acontecer. Devia confiar mais nelas; mais ainda. Respirar fundo, ganhar coragem e deixar-se levar. Tinha de ser assim. Não era por acaso que ela era a Princesa da Lua, não podia ser fraca. Tinha de ser forte, tanto por si como pelas suas amigas.
Sorriu, ternamente. – Têm razão. – Disse, num tom de voz baixo. – Desculpem por ser tão chata.
- Nem acredito que só deste conta que és chata agora, Usagi-chan. – Troçou Mina, rindo-se à descarada. Usagi deu-lhe um carolo, cessando a gargalhada dela. – Isso doeu! – Choramingou, colocando as mãos na cabeça.
- Quero lá saber. – Usagi encolheu os ombros e continuou a caminhar. Exibia um sorriso maroto e estava quase a explodir numa gargalhada.
- Vais pagá-las, Us- - Mina parou de falar quando uma rajada de vendo fez um papel bater na sua cara. Era um folheto. Mina tirou-o da cara e leu-o. – Eh, meninas. Vejam isto.
As outras duas aproximaram-se. O folheto anunciava a abertura de um aquário com uma vasta variedade de peixes. Estaria aberto ao público até ao final do ano. As três entreolharam-se e tiveram a mesma ideia.
- Que tal se lá fossemos? Vamos levar este folheto para a Rei e a Mako-chan verem.
Todas concordaram e Mina guardou o folheto na pasta. Seguiram caminho para o Templo Hikawa para se encontrarem com Rei, mas antes, Mina parou numa papelaria para comprar a revista da semana.
- Tens mesmo de comprar isso? – Questionou Usagi antes de ela entrar. Surpreendeu-se ao ver Ami caminhar atrás dela e puxá-la por uma mão.
- Anda, eu vou ver se há uns livros que procuro.
Usagi não teve outro remédio senão ir. Se bem se lembrava, ainda não tinha entrado naquele lugar. Devia ter aberto há pouco tempo. Ou então era simplesmente um lugar que não lhe chamasse à atenção por não ser de algo que gostasse. Bolos, por exemplo… E, agora que se lembrava disso, já sentia alguma fome.
- Vão demorar muito, aqui? Estou com fome. – E coçou a nuca. Nenhuma delas pareceu ouvi-la, o que a deixou frustrada. – Por acaso ouviram-me?
- Ah! Não acredito que já há à venda! E a tão baixo custo! Vou levá-lo! – Ami exclamou, com um olhar e um sorriso tão resplandecente nos lábios que Usagi jurou ver a sala toda iluminada. – Não vais levar nada, Usagi-chan?
- Vocês não me ouviram… - Choramingou, cruzando os braços e virando a cara para o lado. – Além disso, não há nada que me agrade… Vão demorar? Tenho fome.
- Usagi, nós ouvimos à primeira… - Refilou Mina, olhando-a com um sorriso travesso.
- Então porque é que não me responderam?!
- Pronto, desculpa. Tens razão. – Mina fechou a revista, coçou a nuca e aproximou-se das outras duas. – De certeza que nada te enche o olho? Tens muito por onde escolher… - e apontou para as outras estantes.
De facto, havia. Jogos de vídeo, livros de manga, revistas cor-de-rosa, revista teen… Mas Usagi não queria nada daquilo. A única coisa que queria era comer, e não eram, de todo, folhas!
- Só quero comer… - Murmurou Usagi, olhando-as com um brilho nos olhos. As outras duas suspiraram. Usagi nunca mudaria.
- Vamos lá então.
Ambas pagaram e retomaram o caminho para o Templo. Ao lá chegarem, só encontraram Rei, continuando a faltar Makoto. Antes que alguém perguntasse por ela, Makoto chegou numa correria.
- Desculpem o atraso, estive a fazer um bolo. – Falou Mako-chan, ofegante.
Quando ela exibiu a caixa que trazia na mão, os olhos de Usagi brilharam e ofereceu-se logo para levar o bolo para dentro. Cheirava tão bem! Na sala onde costumavam tomar chá, Usagi colocou a caixa no centro da mesa e colocou os pratos e os talheres.
- Estás bem, Usagi-chan? – Perguntou-lhe Makoto, estranhando aquele comportamento.
- Está com fome. – Disse Mina, respondendo na vez dela. Todas suspiraram.
Enquanto elas se sentavam, Rei trouxe o chá e Usagi cortou o bolo em fatias. Era de morango, e aqueles morangos demolhados em chantilly estavam mesmo a pedir uma trinca! Usagi foi a primeira a provar. Depois de ter dado a primeira dentada, não conseguiu parar. Mako-chan tinha um jeito para a cozinha de fazer inveja. Usagi desejava fazer bolos como ela para depois poder oferecer a Mamoru e comerem juntos… Se fizesse um bolo como aquele, teria o prazer de passar o dedo pelo chantilly e sarapintar o rosto de Mamoru, sucedendo-se uma brincadeira só deles. O problema era que nem um ovo sabia estrelar! Sempre que o fazia a casca partia-se toda e sujava tudo. Por isso, preferia que a mãe fizesse as misturas e ela colocava no forno. Era mais simples.
- Estás bem, Mina-chan? – Ouviu Makoto perguntar. Minako estava a tossir que nem louca, com o rosto quase roxo, a sufocar. Rei e Ami estavam a fazer-lhe vento com a revista que ela comprara, aflitas.
- Chá! Chá! – Usagi conseguiu percebê-la e deu-lhe a sua chávena. Ela bebeu o chá, sofregamente e como se dependesse dele para sobreviver. Bem, talvez, naquele momento, precisasse mesmo!
- Engasgaste-te, foi? – Perguntou Usagi. Ami e Rei continuaram a fazer-lhe vento. No entanto, ela já estava mais calma e já não tossia.
Foi então que Mina retirou a revista das mãos de Ami e folheou a revista. Usagi ia jurar que tinha visto o fogo nos olhos dela, quando esse elemento pertencia a Rei.
- Aqui! – Mina atirou a revista para a mesa e apontou para um artigo. Todas esbugalharam os olhos, incrédulas com o que viam.
- Os Three Lights? Mas porquê? – Perguntou Usagi, observando o artigo. Sem saber porquê, ver a fotografia deles deu-lhe um aperto no coração.
- Parece que deram pela ausência deles. – Disse Mina, lendo o artigo. – Falam aqui da sua última aparição, e até mesmo de quando eles permaneceram por cá alguns tempos. Segundo este artigo, estão a assinar várias petições para os trazerem de volta.
- Ao fim de tanto tempo? Mas já passaram dois anos! – Falou Makoto, pensativa.
- Mas espera lá; se é só isso, porque é que te engasgaste daquela forma? – Perguntou Rei, olhando para a amiga com cara de caso. – Não me digas que foi por causa do Yaten…
Todas se riram, deixando Mina vermelha que nem um tomate. Seria melhor se elas não entrassem no seu quarto, ou veriam as fotografias dele espalhadas por toda a divisão.
- Pois, pois… Mas o Seiya bem que gostava de ti, Usagi! E o Taiki da Ami! – Gritou, em sua defesa, apontando para as duas amigas. Elas coraram e coçaram a cabeça, redimindo-se. – Pois! Eu não me esqueço dessas coisas! – e cruzou os braços, amuada.
- És sempre a mesma coisa, Mina-chan. – Suspirou Rei. Tirou-lhe a revista e folheou-a, no âmbito de ver o que as celebridades vestiam.
Dois anos, pensou Usagi. Lembrava-se tão bem dos momentos que passara com eles que pareciam ter sido ontem. Jamais se iria esquecer de alguém que estivera com ela e a apoiara tanto como Seiya fizera nos tempos que Mamoru passou nas mãos de Galáxia. Ele sabia sempre como a fazer rir. Mas, infelizmente, ele não pudera ficar por perto depois da última batalha. O lugar dele era ao lado da sua princesa. Cada vez que se lembrava dele perguntava-se se algum o tornaria a ver. As hipóteses eram nulas, mas havia sempre uma esperança mínima. Tinha saudades, não havia como negar, e imaginava-se a abraçá-lo num futuro próximo.
Ao lembrar-se de futuro próximo, lembrou-se de Chibiusa. Como estaria ela? Tinha tantas saudades, também. Ansiava voltar a vê-la para poder chatear-lhe a cabeça só mais um bocadinho. Também já não a via há imenso tempo; há quase três anos. Quando é que ela viria à Terra outra vez? Desde que não se aproximasse de Mamoru, tudo bem. Não conseguiu evitar uma pequena gargalhada ao lembrar-se das vezes que ela fazia isso. Na altura, era a pior coisa que podia fazer, mas deixou de ser um problema com o passar do tempo. Usagi amadurecera – de qualquer forma, era obrigada a isso – e deixara de ser algo preocupante. Talvez por estarem distantes, quem sabe.
Quando deu por si, encontrou as outras quatro a conversarem sobre o novo aquário. Planeavam visitá-lo no fim-de-semana, mais concretamente no Domingo, um dia após a abertura. Mas Usagi também queria visitá-lo com Mamoru, num passeio romântico. Enquanto as aulas dele não começassem, poderia ir quando quisesse.
- Então está combinado. – Finalizou Mina, com a sua tão característica boa-disposição. – Domingo, às quatro da tarde no parque do costume. Não se atrasem!
- Acho que isso só se aplica a ti. – Observou Rei com um laivo de troça na voz. Mina amuou.
- Ai, vocês! Sempre à briga… - Resmungou Ami, batendo, levemente, com uma mão na testa. – Bem, vou ter de ir. Tenho que estudar para o teste oral de inglês. Alguém vem?
- Eu. – Disse Usagi, levantando-se e pegando na sua pasta. – Tenho que ir fazer umas compras à minha mãe. – Respondeu, um pouco descontente. Perguntava-se, mentalmente, porquê que tinha de ir ela em vez da mãe. – Vemo-nos amanhã, meninas.
Ami e Usagi despediram-se das outras três amigas e saíram. No entanto, depois de descerem as escadas de acesso ao templo, separaram-se e caminharam em sentidos opostos, despedindo-se. Tinha de admitir: mesmo que ir às compras fosse uma tarefa chata, ao menos podia comprar algo para si antes de ir para casa. Nesse aspecto, seria sempre a infantil Usagi Tsukino, aquela menina que adora doces.
Mais um capitulo
Eu estava a espera de mais acção!!! Eu pensei que já vinha ai o Seiya montado num cavalo branco (bah já la estou outra vez a sonhar)....no proximo capitulo(que espero que seja rapidissimo) quero ver o seiya ou o taiki( para a ami).
Bem continua a escrever que tas a ir muito bem...mas quero mais mortos e feridos...(lolll nao ligues que hoje nao ando bem)
Eu estava a espera de mais acção!!! Eu pensei que já vinha ai o Seiya montado num cavalo branco (bah já la estou outra vez a sonhar)....no proximo capitulo(que espero que seja rapidissimo) quero ver o seiya ou o taiki( para a ami).
Bem continua a escrever que tas a ir muito bem...mas quero mais mortos e feridos...(lolll nao ligues que hoje nao ando bem)
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3.
3.
Usagi entrou no seu quarto ainda a comer o bolo de arroz que comprara. Já era de noite, mas não era necessário ligar a luz. A Lua Cheia iluminava a divisão, logo, não era preciso. Depois de ter terminado de comer o bolo, despiu o uniforme da escola e envergou o pijama. Sentia-se mais confortável assim.
Só que Luna estava há imenso tempo à porta da varanda, a olhar para a Lua. Reparara nela assim que entrara.
- O que é que se passa, Luna? – Perguntou a jovem, sentando-se atrás nela, na cama. Olhou também para enorme lua.
- Estou com um pressentimento. – Disse ela, sem tirar os olhos da lua. – Um dos bons. Pressinto que algo de bom está para chegar.
- Será que me vai sair a Lotaria? – A jovem não evitou lançar uma gargalhada, sem no entanto conseguir que se alastrasse à gata. – Então, isso é bom.
- Não sejas pateta. É… é outra coisa. Não me parece que tenha a ver com isso. – Luna suspirou e saltou para a cama, ficando ao lado dela. – Vamos esperar para ver. – e sorriu.
Usagi assentiu, sorrindo-lhe, e olhou também para a lua. A conversa que tive de manhã com as colegas de turma veio-lhe à memória. Futuro. Não sabia mesmo o que fazer enquanto ainda residisse na Terra. Nem queria. Desejava que o tempo passasse depressa e o dia do seu regresso à Lua chegasse. Não queria ter de se ocupar com algo que servisse apenas para se manter ocupada.
- Usagi – Luna fê-la despertar dos seus pensamentos. -, não penses mais nisso. Tudo a ser tempo. Além disso, vais ter de te preparar muito bem antes de regressares à Lua. Eu sei que te tens esforçado imenso; notasse pela maneira como te tens comportado nos últimos tempos. Ainda falta muito tempo para o grande dia. Não penses tanto em como vai ser e no que vais fazer, mas limita-te a viver e a aproveitar o tempo que vais passar aqui. – Luna sorriu-lhe, encorajando-a. – Estão todos à tua espera, é certo, mas todos sabem esperar.
Usagi baixou a cabeça, pensativa, e sentiu a boca ficar seca. Não sabia porquê, mas estava triste. Lembrou-se da sua família, da que sempre conhecera e lhe ensinara tudo o que sabia até ao presente, e não queria deixá-los. Amava a sua família, acima de tudo. No entanto, sabia que, quando regressasse ao seu reino, a filha que outrora tiveram, desapareceria dos seus corações, como se não tivesse nascido. E isso entristecia Usagi. Se ela não os esqueceria, eles também não deviam esquecê-la. Mas haveria maneira de isso acontecer?
- Só não quero… que eles se esqueçam de mim… - As lágrimas não deixaram que falasse mais alto que um sussurro. Luna olhou-a, compreendendo o que sentia. – Luna, por favor. Faz qualquer coisa para eles se lembrarem de mim, e me continuarem a amar, como sempre o fizeram. – Fungou e limpou as lágrimas à manga do pijama. – Tem que ser possível. Tem que ser.
- Entendo. – Disse Luna. Era algo que sempre a preocupara. - Mas, se não queres ser esquecida, sempre podes usar o poder do Cristal Prateado. Conta-lhes a verdade e faz com que se lembrem, para sempre, de ti. É capaz de resultar.
Usagi assentiu uma vez com a cabeça. Secou as lágrimas e deixou-se ficar ali, a observar a Lua. O seu futuro reino.
Só que Luna estava há imenso tempo à porta da varanda, a olhar para a Lua. Reparara nela assim que entrara.
- O que é que se passa, Luna? – Perguntou a jovem, sentando-se atrás nela, na cama. Olhou também para enorme lua.
- Estou com um pressentimento. – Disse ela, sem tirar os olhos da lua. – Um dos bons. Pressinto que algo de bom está para chegar.
- Será que me vai sair a Lotaria? – A jovem não evitou lançar uma gargalhada, sem no entanto conseguir que se alastrasse à gata. – Então, isso é bom.
- Não sejas pateta. É… é outra coisa. Não me parece que tenha a ver com isso. – Luna suspirou e saltou para a cama, ficando ao lado dela. – Vamos esperar para ver. – e sorriu.
Usagi assentiu, sorrindo-lhe, e olhou também para a lua. A conversa que tive de manhã com as colegas de turma veio-lhe à memória. Futuro. Não sabia mesmo o que fazer enquanto ainda residisse na Terra. Nem queria. Desejava que o tempo passasse depressa e o dia do seu regresso à Lua chegasse. Não queria ter de se ocupar com algo que servisse apenas para se manter ocupada.
- Usagi – Luna fê-la despertar dos seus pensamentos. -, não penses mais nisso. Tudo a ser tempo. Além disso, vais ter de te preparar muito bem antes de regressares à Lua. Eu sei que te tens esforçado imenso; notasse pela maneira como te tens comportado nos últimos tempos. Ainda falta muito tempo para o grande dia. Não penses tanto em como vai ser e no que vais fazer, mas limita-te a viver e a aproveitar o tempo que vais passar aqui. – Luna sorriu-lhe, encorajando-a. – Estão todos à tua espera, é certo, mas todos sabem esperar.
Usagi baixou a cabeça, pensativa, e sentiu a boca ficar seca. Não sabia porquê, mas estava triste. Lembrou-se da sua família, da que sempre conhecera e lhe ensinara tudo o que sabia até ao presente, e não queria deixá-los. Amava a sua família, acima de tudo. No entanto, sabia que, quando regressasse ao seu reino, a filha que outrora tiveram, desapareceria dos seus corações, como se não tivesse nascido. E isso entristecia Usagi. Se ela não os esqueceria, eles também não deviam esquecê-la. Mas haveria maneira de isso acontecer?
- Só não quero… que eles se esqueçam de mim… - As lágrimas não deixaram que falasse mais alto que um sussurro. Luna olhou-a, compreendendo o que sentia. – Luna, por favor. Faz qualquer coisa para eles se lembrarem de mim, e me continuarem a amar, como sempre o fizeram. – Fungou e limpou as lágrimas à manga do pijama. – Tem que ser possível. Tem que ser.
- Entendo. – Disse Luna. Era algo que sempre a preocupara. - Mas, se não queres ser esquecida, sempre podes usar o poder do Cristal Prateado. Conta-lhes a verdade e faz com que se lembrem, para sempre, de ti. É capaz de resultar.
Usagi assentiu uma vez com a cabeça. Secou as lágrimas e deixou-se ficar ali, a observar a Lua. O seu futuro reino.
[…]
Rei olhava para o seu relógio de pulso de cinco em cinco minutos, cada vez mais irritada. Usagi estava atrasada, para não variar. Aquela rapariga nunca sabia chegar a horas! Ainda por cima era princesa!
- Vou dar um carolo naquela miúda quando aqui chegar! – Gritou Rei, cerrando a mão num punho.
- Tem calma. – Tentou sossegar Makoto, colocando-lhe uma mão num ombro. – Vamos esperar mais um pouco.
E assim fariam. Já estavam todas reunidas à porta do aquário, só faltava Usagi. Já lá iam vinte minutos depois da hora combinada, e Rei já deitava fumo pelas orelhas farta de esperar. Porque é que ela tinha sempre que se atrasar!? Era sempre, não havia excepções. Se ela ia ser rainha do Reino da Lua, então devia aprender a chegar sempre a horas!
No entanto, para alívio de todas antes que Rei explodisse de raiva, Minako avistou Usagi, ao fundo da rua. Vinha a correr. Era bom que inventasse uma desculpa bem plausível para o seu atraso, ou Rei acabaria por dar-lhe um valente sermão. Bem, de qualquer das formas, ia ouvi-lo na mesma…
- Mil desculpas, mas a minha mãe precisou de mim. – Desculpou-se, ofegante.
- Não tem problema. – Sossegou Ami, sorrindo-lhe.
- Ah, tem problema sim! – Objectou Rei, furiosa. Ela tinha os olhos a arder, um elemento tão característico dela… e do seu feitio. - Podias ter avisado mais cedo que ias chegar atrasada! Poupavas-nos esta seca!
- Não tenho saldo no telemóvel, peço desculpa! – Disse a loira em sua defesa.
- OK! – Makoto colocou-se no meio delas; caso contrário, iria começar a implicância do costume. – E que tal se entrássemos? – Makoto decidira ser assim: antes que aquelas duas brigassem a sério, acabaria com a discussão colocando-se no meio delas. O pior era quando, mesmo assim, se atacavam.
Ami deu um bilhete a cada uma e colocaram-se na fila. Enquanto esperavam, conversavam, colocando a conversa em dia. Como era Domingo, havia sempre assunto de conversa. Mina com os seus mexericos, o que acabava por interessar a Makoto, a Rei e claro, a Usagi. Ami ficava fora desse “grupo”.
- Ela saiu a correr da sala, porque o namorado acabou com ela por telemóvel! – Comentou Mina, soltando um silvo. Estavam dispostas em círculo, atentas, também, à fila. – Que cobarde, por telemóvel… Onde é que já se viu?
- Se era para acabar, dizia na cara. – Comentou Usagi, abanando a cabeça, negativamente. Felizmente não tinha problemas com isso com Mamoru.
- Ela ficou tão triste, coitada… - Mina lembrou-se de como a sua colega ficara. Logo tinha de ser alguém com quem se dava bem.
Chegara a vez delas entrarem. Foram abordadas pelo segurança da entrada para picar os bilhetes e entraram. Ficaram envoltas pela escuridão do local, onde existia um enorme aquário com diversas espécies de peixes. As cinco amigas olhavam para eles, entusiasmadas. Era sempre maravilhoso ver a forma como aquelas criaturas se deslocavam na água.
Usagi desejou que Mamoru estivesse ali com ela. Teria de o levar ali, mais tarde.
- Vou dar um carolo naquela miúda quando aqui chegar! – Gritou Rei, cerrando a mão num punho.
- Tem calma. – Tentou sossegar Makoto, colocando-lhe uma mão num ombro. – Vamos esperar mais um pouco.
E assim fariam. Já estavam todas reunidas à porta do aquário, só faltava Usagi. Já lá iam vinte minutos depois da hora combinada, e Rei já deitava fumo pelas orelhas farta de esperar. Porque é que ela tinha sempre que se atrasar!? Era sempre, não havia excepções. Se ela ia ser rainha do Reino da Lua, então devia aprender a chegar sempre a horas!
No entanto, para alívio de todas antes que Rei explodisse de raiva, Minako avistou Usagi, ao fundo da rua. Vinha a correr. Era bom que inventasse uma desculpa bem plausível para o seu atraso, ou Rei acabaria por dar-lhe um valente sermão. Bem, de qualquer das formas, ia ouvi-lo na mesma…
- Mil desculpas, mas a minha mãe precisou de mim. – Desculpou-se, ofegante.
- Não tem problema. – Sossegou Ami, sorrindo-lhe.
- Ah, tem problema sim! – Objectou Rei, furiosa. Ela tinha os olhos a arder, um elemento tão característico dela… e do seu feitio. - Podias ter avisado mais cedo que ias chegar atrasada! Poupavas-nos esta seca!
- Não tenho saldo no telemóvel, peço desculpa! – Disse a loira em sua defesa.
- OK! – Makoto colocou-se no meio delas; caso contrário, iria começar a implicância do costume. – E que tal se entrássemos? – Makoto decidira ser assim: antes que aquelas duas brigassem a sério, acabaria com a discussão colocando-se no meio delas. O pior era quando, mesmo assim, se atacavam.
Ami deu um bilhete a cada uma e colocaram-se na fila. Enquanto esperavam, conversavam, colocando a conversa em dia. Como era Domingo, havia sempre assunto de conversa. Mina com os seus mexericos, o que acabava por interessar a Makoto, a Rei e claro, a Usagi. Ami ficava fora desse “grupo”.
- Ela saiu a correr da sala, porque o namorado acabou com ela por telemóvel! – Comentou Mina, soltando um silvo. Estavam dispostas em círculo, atentas, também, à fila. – Que cobarde, por telemóvel… Onde é que já se viu?
- Se era para acabar, dizia na cara. – Comentou Usagi, abanando a cabeça, negativamente. Felizmente não tinha problemas com isso com Mamoru.
- Ela ficou tão triste, coitada… - Mina lembrou-se de como a sua colega ficara. Logo tinha de ser alguém com quem se dava bem.
Chegara a vez delas entrarem. Foram abordadas pelo segurança da entrada para picar os bilhetes e entraram. Ficaram envoltas pela escuridão do local, onde existia um enorme aquário com diversas espécies de peixes. As cinco amigas olhavam para eles, entusiasmadas. Era sempre maravilhoso ver a forma como aquelas criaturas se deslocavam na água.
Usagi desejou que Mamoru estivesse ali com ela. Teria de o levar ali, mais tarde.
[…]
O tempo passou depressa na companhia das suas amigas. Agora, Usagi estava de regresso a casa. Era quase noite, porém, as cores que tingiam o céu eram tons de vermelho e roxo. A jovem saiu à rua, na varanda, para apreciar aquele céu. Era incrível. Durante todo o dia, era tingido de azul, e agora tinha aquelas cores. Maravilhoso.
- Usagi-chan, telefone! – Gritou a sua mãe do andar inferior.
- Vou já! – Usagi saiu da varanda, deixando para trás aquele céu, e desceu as escadas de dois em dois degraus. Atendeu e ouviu a voz de Mamoru.
- Estive a pensar, e que tal se fossemos jantar fora, só os dois? – Sugeriu. Usagi ficou empolgada. – Gostaria de falar contigo sobre uns assuntos importantes… - Acrescentou, um pouco nervoso.
- Uhm… tem mesmo que ser hoje? Não me apetece sair de casa…
- É importante, Usagi-chan. – Disse ele, soando ligeiramente nervoso. – Por favor…
- Bom, se é importante, eu vou. Onde?
- No “Sumitaka”. Às oito. Pode ser?
- Lá estarei então. Até já. – Esperou que ele se despedisse e desligou.
O que quereria ele? Não fazia a mínima ideia do que pudesse ser, mas se era importante, então tinha que ser tratado com prioridade. Ah, talvez fosse sobre a sua colocação no estágio! Ele tinha pedido que o deixassem ficar em Tóquio, embora os directores do curso não tivessem concordado muito. Mamoru falara-lhes que era por causa de Usagi, por não querer deixá-la. Só esperava que tivesse conseguido convence-los.
Usagi voltou a subir ao andar superior para tomar um banho e arranjar-se. Luna observava-a, sem no entanto se pronunciar. Quinze minutos depois, apresentou-se de toalha no corpo e no cabelo. Vasculhou o seu guarda-roupa à procura da melhor roupa, mas como já era da praxe, não sabia o que vestir.
- Veste este vestido – Sugeriu Luna, colocando uma pata em cima de um vestido negro, de cavas e simples. – E este casaco. – Apontou para um casaco branco de meia manga. – A noite pode arrefecer.
- Obrigada, Luna!
Usagi pegou nas peças de roupa e envergou-as. Penteou os odangos, colocou uns brincos de prata e perfumou-se. No entanto, não conseguia deixar o nervosismo de parte quando se lembrava que tinham um assunto importante a falar. E, pior ainda, era que não sabia do que se tratava.
Despediu-se de Luna, que se enroscou ao fundo da sua cama, e avisou os pais que ia ter com Mamoru. Eram quase oito da noite, convinha despachar-se. Se bem que ele não era como Rei; perdoava sempre e era compreensível. Ao contrário da amiga, que perdia a cabeça à mínima coisa.
Ao chegar ao local combinado, logo avistou o seu namorado. Cumprimentaram-se com um beijo na face – algo que já não perturbava Usagi, depois de se habituar – e entraram. Mamoru pediu uma mesa para os dois, especialmente ao lado da janela, e logo o anfitrião os direccionou para uma ao fundo da sala.
O rapaz, como cavalheiro que era, despiu-lhe o casaco e pendurou-o nas costas da cadeira dela. Usagi corou. Em seguida, puxou-lhe a cadeira para trás e ela sentou-se. Estava tão envergonhada. Havia imensa gente no restaurante, e a maioria estava a olhar para eles.
O anfitrião entregou-lhes a ementa. Depois de pedirem, o homem retirou-se, deixando-os a sós.
- Mamo-chan, o que querias falar comigo? – Perguntou Usagi, sorvendo um gole da sua bebida. – Pela tua voz pareceu-me realmente importante.
- E é. – Disse o rapaz. Aclareou a voz e chegou-se um pouco mais à frente. – Já sei onde fui colocado. – Usagi sorriu, contente. Finalmente ele ia começar o estágio, e só podia ser no hospital da cidade, ou na cidade vizinha. No entanto, não compreendia porque é que ele se mostrava reticente. – Usagi… Fui colocado no Brasil. É lá que vai ser o meu estágio.
Usagi gelou. Não podia ser verdade. Ele tinha jurado que ficava no Japão!
- Desculpa, os directores do curso não quiseram que ficasse cá. Não os consegui convencer com o motivo mais forte. – Mamoru dera pela reacção de Usagi, pelo que achou melhor agarrar-lhe a mão livre. Ela despertou do transe, pousou o copo, mas o rosto ardia-lhe. No entanto, iria conseguir dispersar a vontade de chorar para bem longe. – Mas ainda há outra coisa.
- Ainda mais? – Ele ainda ia continuar a torturá-la com mais notícias tristes?
- Vou levar-te comigo. – “Onde é que eu já ouvi isto?”, pensou. Recuou cerca de dois anos trás à velocidade da luz, quando Seiya lhe dissera o mesmo. E, no entanto, dois anos mais tarde, era Mamoru a dizer-lhe tal coisa e a reacção fora a mesma. – Não aguento ter-te tão longe. Preciso de ti lá.
- Mamoru… Eu… - O que havia de dizer? Fora completamente apanhada desprevenida. Sabia que não podia, a menos que continuasse os estudos no Brasil. Mas não sabia falar a língua deles. – Mamoru, sabes que não posso…
- Sim, sei. Infelizmente. – O rapaz largou-lhe a mão e baixou a cabeça. – Além disso, creio que não iria ter muito tempo para estar contigo. – Mamoru bebeu um gole da sua bebida. Usagi baixou a cabeça. Sabia que o estágio iria ocupar-lhe mais de metade da vida dele, o mesmo se passara há dois anos atrás. A diferença era que ele nessa altura estava na posse de Galáxia, e ali estava na posse dos directores de curso. Era mau na mesma, no entanto. – Virei visitar-te sempre, não te preocupes. E também podes lá ir, mas duvido que saibas desenrascar-te numa cidade tão grande…
- Olha a piada! – Usagi mostrou-lhe a língua, ficando um pouco mais alegre. Mamoru ficou contente quando a viu sorrir. Não queria que ela ficasse triste por ele ficar ausente durante um ano. Ele também sofreria, e seria pior se a visse chorar. – Mas… quando vais?
- No próximo mês. – Disse. Usagi fez as contas. Teria de aproveitar ao máximo o tempo com ele durante os próximos trinta dias.
A rapariga não disse nada. Fez que sim com a cabeça e bebeu um gole do sumo. Queria ir com ele para o Brasil, mas haviam tantos obstáculos. Não sabia Português, as aulas já tinham começado e… mesmo que fosse, ele estaria sempre ocupado. O que devia fazer?
- Usagi-chan, telefone! – Gritou a sua mãe do andar inferior.
- Vou já! – Usagi saiu da varanda, deixando para trás aquele céu, e desceu as escadas de dois em dois degraus. Atendeu e ouviu a voz de Mamoru.
- Estive a pensar, e que tal se fossemos jantar fora, só os dois? – Sugeriu. Usagi ficou empolgada. – Gostaria de falar contigo sobre uns assuntos importantes… - Acrescentou, um pouco nervoso.
- Uhm… tem mesmo que ser hoje? Não me apetece sair de casa…
- É importante, Usagi-chan. – Disse ele, soando ligeiramente nervoso. – Por favor…
- Bom, se é importante, eu vou. Onde?
- No “Sumitaka”. Às oito. Pode ser?
- Lá estarei então. Até já. – Esperou que ele se despedisse e desligou.
O que quereria ele? Não fazia a mínima ideia do que pudesse ser, mas se era importante, então tinha que ser tratado com prioridade. Ah, talvez fosse sobre a sua colocação no estágio! Ele tinha pedido que o deixassem ficar em Tóquio, embora os directores do curso não tivessem concordado muito. Mamoru falara-lhes que era por causa de Usagi, por não querer deixá-la. Só esperava que tivesse conseguido convence-los.
Usagi voltou a subir ao andar superior para tomar um banho e arranjar-se. Luna observava-a, sem no entanto se pronunciar. Quinze minutos depois, apresentou-se de toalha no corpo e no cabelo. Vasculhou o seu guarda-roupa à procura da melhor roupa, mas como já era da praxe, não sabia o que vestir.
- Veste este vestido – Sugeriu Luna, colocando uma pata em cima de um vestido negro, de cavas e simples. – E este casaco. – Apontou para um casaco branco de meia manga. – A noite pode arrefecer.
- Obrigada, Luna!
Usagi pegou nas peças de roupa e envergou-as. Penteou os odangos, colocou uns brincos de prata e perfumou-se. No entanto, não conseguia deixar o nervosismo de parte quando se lembrava que tinham um assunto importante a falar. E, pior ainda, era que não sabia do que se tratava.
Despediu-se de Luna, que se enroscou ao fundo da sua cama, e avisou os pais que ia ter com Mamoru. Eram quase oito da noite, convinha despachar-se. Se bem que ele não era como Rei; perdoava sempre e era compreensível. Ao contrário da amiga, que perdia a cabeça à mínima coisa.
Ao chegar ao local combinado, logo avistou o seu namorado. Cumprimentaram-se com um beijo na face – algo que já não perturbava Usagi, depois de se habituar – e entraram. Mamoru pediu uma mesa para os dois, especialmente ao lado da janela, e logo o anfitrião os direccionou para uma ao fundo da sala.
O rapaz, como cavalheiro que era, despiu-lhe o casaco e pendurou-o nas costas da cadeira dela. Usagi corou. Em seguida, puxou-lhe a cadeira para trás e ela sentou-se. Estava tão envergonhada. Havia imensa gente no restaurante, e a maioria estava a olhar para eles.
O anfitrião entregou-lhes a ementa. Depois de pedirem, o homem retirou-se, deixando-os a sós.
- Mamo-chan, o que querias falar comigo? – Perguntou Usagi, sorvendo um gole da sua bebida. – Pela tua voz pareceu-me realmente importante.
- E é. – Disse o rapaz. Aclareou a voz e chegou-se um pouco mais à frente. – Já sei onde fui colocado. – Usagi sorriu, contente. Finalmente ele ia começar o estágio, e só podia ser no hospital da cidade, ou na cidade vizinha. No entanto, não compreendia porque é que ele se mostrava reticente. – Usagi… Fui colocado no Brasil. É lá que vai ser o meu estágio.
Usagi gelou. Não podia ser verdade. Ele tinha jurado que ficava no Japão!
- Desculpa, os directores do curso não quiseram que ficasse cá. Não os consegui convencer com o motivo mais forte. – Mamoru dera pela reacção de Usagi, pelo que achou melhor agarrar-lhe a mão livre. Ela despertou do transe, pousou o copo, mas o rosto ardia-lhe. No entanto, iria conseguir dispersar a vontade de chorar para bem longe. – Mas ainda há outra coisa.
- Ainda mais? – Ele ainda ia continuar a torturá-la com mais notícias tristes?
- Vou levar-te comigo. – “Onde é que eu já ouvi isto?”, pensou. Recuou cerca de dois anos trás à velocidade da luz, quando Seiya lhe dissera o mesmo. E, no entanto, dois anos mais tarde, era Mamoru a dizer-lhe tal coisa e a reacção fora a mesma. – Não aguento ter-te tão longe. Preciso de ti lá.
- Mamoru… Eu… - O que havia de dizer? Fora completamente apanhada desprevenida. Sabia que não podia, a menos que continuasse os estudos no Brasil. Mas não sabia falar a língua deles. – Mamoru, sabes que não posso…
- Sim, sei. Infelizmente. – O rapaz largou-lhe a mão e baixou a cabeça. – Além disso, creio que não iria ter muito tempo para estar contigo. – Mamoru bebeu um gole da sua bebida. Usagi baixou a cabeça. Sabia que o estágio iria ocupar-lhe mais de metade da vida dele, o mesmo se passara há dois anos atrás. A diferença era que ele nessa altura estava na posse de Galáxia, e ali estava na posse dos directores de curso. Era mau na mesma, no entanto. – Virei visitar-te sempre, não te preocupes. E também podes lá ir, mas duvido que saibas desenrascar-te numa cidade tão grande…
- Olha a piada! – Usagi mostrou-lhe a língua, ficando um pouco mais alegre. Mamoru ficou contente quando a viu sorrir. Não queria que ela ficasse triste por ele ficar ausente durante um ano. Ele também sofreria, e seria pior se a visse chorar. – Mas… quando vais?
- No próximo mês. – Disse. Usagi fez as contas. Teria de aproveitar ao máximo o tempo com ele durante os próximos trinta dias.
A rapariga não disse nada. Fez que sim com a cabeça e bebeu um gole do sumo. Queria ir com ele para o Brasil, mas haviam tantos obstáculos. Não sabia Português, as aulas já tinham começado e… mesmo que fosse, ele estaria sempre ocupado. O que devia fazer?
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Eu sei que pediram mais acção, mas ainda não foi neste capítulo.
Mas está quase, prometo! Espero que gostem.
Beijinho.
OHHHH mais um episodio
Adorei, muito bom mesmo...
Fartei me de rir com aquela "pode ser que venha ai a lotaria"
e aquela do "vai levar um carolo"
fiquei mesmo presa ao capitulo quando o vi antes de ler disse "epa tanto..nao me apetecia"....e agora chego ao fim e quero mais!
aquela cena no restaurante estava prefeita, entao aquela frase do"vou levar-te comigo", epa muito bom...Gosto da tua escrita e descreves as personagens mesmo da forma como eu as consigo imaginar...
algo me diz que vem ai o Seiya
Quero o Seiya!!!e quero um capitulo rapido ...e quando vier os Seiya quero-o dedicado a mim!
Adorei, muito bom mesmo...
Fartei me de rir com aquela "pode ser que venha ai a lotaria"
e aquela do "vai levar um carolo"fiquei mesmo presa ao capitulo quando o vi antes de ler disse "epa tanto..nao me apetecia"....e agora chego ao fim e quero mais!
aquela cena no restaurante estava prefeita, entao aquela frase do"vou levar-te comigo", epa muito bom...Gosto da tua escrita e descreves as personagens mesmo da forma como eu as consigo imaginar...
algo me diz que vem ai o Seiya
Quero o Seiya!!!e quero um capitulo rapido ...e quando vier os Seiya quero-o dedicado a mim!
Tens de entrar para responderes neste tópico.



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