Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Não sei mais viver sem você

#21
Oh Dumpling Esperancoso
Oh pá, o Mamoru está cá numa encruzilhada! Isto já parece os jogo do gato e do rato, tudo a fugir uns dos outros!
Eu mal posso esperar para saber como vai ser o reencotro dos dois! Fiquei coma pulga atrás da orelha com este final, estou mesmo curiosa para saber do que se trata!
Apaixonante e deliciosa, estou ansiosa por outro capitulo desta fic linda! Esperancoso

PS: Oh pá, tenho que ler essa fic, tenho ideia que cheguei a lê-la, mas agora que falas, acho que começei a ter muito que fazer na escola e deixei de a seguir! O que é uma pena! Vou tentar relê-la quando tiver tempo, mas não desesperes, todas as fics têm essa fase! Embaracoso

bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#22
Oh obrigada Lulu. Sabes que é por pessoas como tu que posto, senão não conseguiria postar aqui. É triste estar em sítios em que a maioria é brasileira e reconhecem-me, e lêem e comentam e chegar a um fórum português e ver isto... Mas enfim, acho que só quem em um pouco de paixão pela leitura consegue ler porque não escrevo duas linhas e pronto, como muitos fazem. Eu não estou a dizer que a minha fic seja boa, mas reconheço bem o meu nível de escrita e de sentimentos que passo, o que não acontece em muitas aqui. Mas lá está, é preciso gostar de ler.
Mas vejo que entendes-te a mensagem. Este capítulo é mesmo um jogo de "gato e rato". O reencontro... vai ser trágico ou romântico, ainda não está decidido mas também não meto um género de "dêem opiniões" porque não iam ser suficientes para haver um género de balanço.
Muito obrigada pelo comentário, - eu sei que a escola não facilita a vida de ninguém.
Espero que continues a acompanhar. Beijinhos.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#23
Entendo-te perfeitamente, dumpling! ás vezes também me sinto como tu. Quando eu me inscrevi cá no fórum, acho que havia muito mais movimento nas salas das fic's, mas com o passar do tempo, parece que só se criam historias sem nexo, que nem sequer são terminadas (coisa que eu odeio!). por acaso não estou inscrita em nenhum site, mas a maioria das fic's que leio são de sites brasileiros, já que, por muito que queira ler uma fic em portugues de Portugal, são escassos os sites em que se consegue encontrar alguma (e ainda por cima decente). Verdade seja dita, os portugueses parece que cada vez lêem menos. Uma pessoa sente-se desmotivada, e é por estes motivos que nem na televisão passam série e filmes nacionais, porque parece que só se dá valor ao de fora! Desiludido
Enfim, fico contente por te dar algum incentivo para postares cá no forum, mas se alguma vez perderes a paciencia, não te esqueças de me dizer os sites em que estás inscrita para eu poder seguir! Embaracoso
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#24
Olá Dumpling Smile
Hoje comecei a ler esta fantástiic fanfic e tenho que dizer..não me arrependi mesmo nada Very Happy
Está linda e sem dúvida que prende mesmo uma pessoa à leitura. Smile
Por um lado foi bom começar a ler agora porque fiquei de tal maneira presa à leitura que não me importava quando os capítulos acabavam..mas agora que acabei de ler este último enfim...fiquei desanimada.XD querida ler mais.XD
Bom...
Eu não vou comentar os outros senão nunca mais saio daqui.Matreiro
Em relação a este capítulo...por um lado tenho imensa pena do Mamoru, nota-se que ele ama muito a Usagi e eu gosto tanto de os ver juntos que não estou a gostar nada de o ver assim triste ...mas por outro lado é muito bem feito...ele não devia ter partido assim para o Estrangeiro e dar a novidade no dia de Natal ! Pobre Usagi ...
E tal como foi dito este capítulo parece mesmo "2o gato e o rato" e o "cão e o gato" enfim...só espero que não aconteça nada entre a Usa e o Ryo...ele pode ser muito amável mas, a Usa é do Mamu e pronto !
A Rini*.* Deve ser mesmo adorávelEmbaracoso Até agora, do que li..ela é a personagem mais fofinha da fic*.* mesmo amorosa e fofinha*.*
Bom..
Sem dúvida que tens imenso jeito para descrições e tens uma belíssima escrita.
É verdade que com as aulas e mais o resto da vida pessoal muitas vezes não ajudam nada...mas por favor não deixes de escrever porque até é um desperdício deitar um talento tão bom fora (desculpa eu queria ter dito isto de outra maneira mas n sabia como-.-') Smile
Eu também adoro escrever, mas depois do que li aqui no fórum, incluindo esta bela fic, até tenho vergonha.XD
Fico à espera do próximo capítulo =)
Vou acompanhar esta fanfic até ao fim Very Happy


Obrigada Atalantav =)

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#25
Pois é lulu, eu acho o mesmo... e é pena não haver reconhecimento. Eu posso dizer que falei com uma amiga minha e disse-lhe que escrevia no entanto eu nunca comentei esse facto com amigas, colegas, a minha mãe sabe mas eu digo-lhe que quando terminar poderá ler... e é por vergonha e essa minha amiga diz "mas vergonha do quê?". É que a real é que se não vejo reconhecimento de fora, como saberei por dentro? E lá está, há cada vez mais coisas sem nexo, e outras muito boas por terminar, outras óptimas como já disse o caso da Anita4 que é uma autora que digo que me corta a respiração e ela tem uns 2 comentários no máximo por capítulo. Tudo bem que ela só tem aprox. 4, mas são enormes cada um! E depois há esta desmotivação, mesmo pensando que no início havia gente e agora não. Depois surpreendi-me muito mesmo no ff e no nyah, mas no ff quando dei a mensagem que me sentia desmotivada eu tive gente que lê a fic e nunca comentou a darem-me palavras lindas e eu fiquei "wow, não comentam mas quando o fazem..." e vale a pena pelos vistos mesmo assim... Obrigada pelo incentivo a sério que é enorme porque a faculdade não é fácil e este é o meu meio de liberdade. Beijinhos.

Oh Moreira. Obrigada, devo dizer-te que me surpreendi ver-te aqui já que não és assídua na parte das fics. Mas gostei de te ter "prendido" à história. Obrigada por lhe chamares "talento" e espero que realmente possas continuar a acompanhar. E, quem sabe, com tempo se puderes ler a minha fic "Silêncio do Olhar" que já está mais longa mas tem sido muito importante para mim e está nos términos.
Quanto a teres vergonha de publicar, é assim, eu tenho coisas que realmente sinto vergonha de expor mas há outras que claro que não e irão ser boas para haver uma crítica construtiva ou outra e isso faz-nos crescer, sem dúvida. Não é vergonha nenhuma, eu vejo fics muito más que é só diálogo e vê-se a falta de estrutura, a descontextualização... sim, existe. Mas é para isso que há os leitores, os sinceros claro. Costumo dizer que quando critico e sou "má" é porque me preocupei, ao contrário de quem diz "lindo continua", já disse isso à Tinoco. É assim... porque não um "Olha acho esta parte interessante, esta menos, acho que podes mudar isto, acho que podes dar um papel de... a esta personagem", sei lá, mas é estar a gostar do que se lê. É por isso que leio muito e por vezes nem comento logo. Porque leio capítulo a capítulo e faço uma crítica geral, e deixo que haja uma oportunidade boa, com tempo, para escrever um comentário mais extenso ou mesmo apenas de um último capítulo mas não sem dar alguma opinião dos outros contidos nele.
Desculpa porque realmente não tinha visto o comentário, mas aqueceu-me o coração. É mais uma leitora, das poucas, e isso é... algo que não sei bem explicar para mim. Não li antes porque nem venho aqui ver se alguém me comenta... não sou desistente mas nestes casos, talvez não seja persistente. E não recebo mails há muito com as actualizações não sei porquê, e hoje a um sábado fui à faculdade, é o dia que tenho mais livre, mas hoje fui para assistir a um Encontro de Português, muito interessante, e aprende-se imenso só de ouvir experiências de educadores e professores. E uma das coisas que me apercebi é mesmo do texto e qualidades não terem estrutura porque há falta de conhecimentos de gramática. Eu mesma tenho, mas agora uma menina de 12 anos escrever aqui por exemplo... duvido que saiba muito. Mas já vi realmente superações dessa expectativa. Por todas as faixas etárias que aqui há, e que publicam, não tenhas esse receio. Podem até dizer grandes barbaridades no dia-a-dia e quando têm um pedaço de papel à frente... ser completamente outra pessoa.
Desculpa lá também o testamento x) . E, again, se puderes... passa pela outra fic. Beijinhos*

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#26
Oh Dumpling Very Happy
Eu mal possa prometo que passo pela outra fic e leio Smile
Em relação ao testamento não tem mal nenhum Matreiro
Obrigada, já agora pelos conselhos Very Happy
Eu vou ver se começo também a escrever quando tiver mais tempo Smile
E prometo que logo que possa leio a outra fic Smile
Beijo


Obrigada Atalantav =)

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#27
Obrigada meninas :3 espero que continuem a acompanhar.
Escrevi mais um cap, posso dizer que é muito dedicado a uma amiga que fiz na faculdade que é, na verdade, alguém que idolatro, é uma lutadora de apenas 32 anos, com uma pequena de 2 nos braços, estuda, tem vários empregos... é mesmo alguém que certamente nunca irei esquecer e que espero que permaneça na minha vida, agora que vou muito provavelmente deixar os estudos para ir trabalhar (duas irmãs na faculdade e nem uma com bolsa é complicado), e bem... enfim, aqui vai Embaracoso


… E agora menos motivos tinha para sorrir. Motoki chegava perto de mim – Lamento se não era para lhe dizer, mas como chegou aqui e perguntou por você…

- Que faz você aqui?!


Capítulo 5 – Você do meu lado

Allison. Teria sido por eu lembrar dela? Nunca mas nunca mesmo havia passado na minha cabeça que ela viesse atrás como dissera. Sabe o que é, pensamos que as pessoas não cumprem coisas assim ué, loucura demais vir de um lugar para outro sem conhecer nada e apenas me tendo como objetivo.

Motoki não sabia de nada, e lhe tinha indicado meu paradeiro.

- Mamoru, então, não está feliz por me ver? – Allison sorria inocente, sempre o fazia mesmo quando me dizia mais um copo não lhe fará mal nenhum, justo na hora que lhe dizia que não reagia bem com álcool, ficava sempre meio alegre demais para me orientar. – Pensou que eu não vinha? Darling, não sou de fugir a promessas.

- Allison, não veio em boa hora. Cheguei faz tão pouco e…

- Mamo-kun! – Me interrompia com um sorriso de sarcasmo incrível – Isso são maneiras de receber alguém? Lhe trouxe sua manteiga de amendoim preferida! E, como vê, aprendi japonês. Julgava meio complicado mas me enganei!

Allison era a garota tipicamente americana. Sabe o que é chegar num lugar como a América com uma idéia “holliwodesca” e descobrir que tudo era diferente do que víamos nesses filmes? Foi o que aconteceu quando cheguei a Harvard e minha República… até encontrar Allison. Isso. Ela tinha realmente sido líder de claque na sua high school,e por todo o lado abanava seu médio cabelo castanho escuro e seus olhos cor de avelã alcançavam seu próximo alvo enquanto caminhava pelos longos corredores de Harvard com sua roupa sempre in. Foi o que me aconteceu. Jason, meu colega de quarto me avisara no início de uma fatídica manhã de estudo, enquanto ele regressava de uma festa acadêmica “Isso Mr. Nipônico, ela o mirou, apontou sua seta e tau! Você é seu próximo alvo. Nem quis crer, tal como eu, que você era japonês pelos seus olhos normais, mas… ora… isso ainda a maravilhou mais no novo aluno ein. Homem de sorte você! Eheh! Então, boa noite.” e adormeceu depois desse longo aviso. Depois disso, logo vi todos os sinais. Eu fugia a toda a festa por dedicação ao estudo o que a desiludiu até conseguir convencer Jason a me atirar, literalmente, os livros janela fora.

E agora, vinha para o Japão, depois logo na nossa primeira conversa dar a sua opinião tão direta de que meu país não prestava e que tudo de bom estava ali e em certos cantos da Europa que ela já havia visitado, e que o Japão estava bem bem longe de seus destinos de sonho.

- Eu lhe disse que não sou de desistir fácil, Mamoru. Nunca um homem me encantou tanto como você… talvez seja desses… hum… encantos orientais, - E se vinha aproximando de mim cada vez menos delicada e com um ar estranho – será?

- Allison, eu lhe disse ter assuntos a resolver aqui em Tóquio. Não quero minhas atenções em nada mais que isso aí, por isso, me desculpe mas vai ter que voltar a Massachusetts ou mesmo sua família a deve estar esperando em Chicago, depois de tanto tempo em Harvard.

- E que assuntos você tem para resolver aqui? – Sabia que ela ia tocar na ferida, tal como me arrependia de lhe ter mencionado minha vida. – Não tem família, sua ex-namoradinha-loira-otária-pouco-compreensiva não lhe responde… Eu o quero bem ao contrário dessa gentinha.

Até que Motoki, que não se privara de ouvir todo esse bate papo retrucou para ela.

- E aí, moçinha? Que sabe você da vida de Mamoru? Todos o queremos bem, não julgue que por termos certas regras aqui e acolá que não somos caras legais e cuidamos de nossos amigos. Por isso, seja ponto assente na sua cabecinha de gossip girl xoxo que tem formas de falar, principalmente de Usagi, viu?

E uma louca discussão começou, até que perdi minha paciência e saí, ignorando se ela viria atrás, me tranquei no carro e saí cantando pneus.



.Usagi.

Lembrava as palavras de Rei no momento que mais precisava de apoio: Se tornou fria e odeio isso em você. Por muito que tentasse não pensar no assunto, sempre vinha na minha mente quando pensava se diria a verdade para Mamoru ou não. Mas sabia que não tinha opção, não tinha beco com tijolos por quebrar para fugir, não tinha fuga possível nem que medisse 2 centímetros de altura, nem uma luzinha do outro lado do muro. Eu sabia como era seu coração, mas também imaginava o que poderia ele fazer, e estava fora de cogitação perder Rini para ele.

Seus cabelos se espalhavam no meu colo enquanto via o dinossauro roxo de voz irritante e andar estranho na tela, alegre, naquela mesma posição batia palmas ao ritmo do boneco. Juro que evitei rir quando ela trauteava a música seguinte junto de palmas e fez um sonoro rosnar de irritação quando o boneco não terminou toda a canção pois fora interrompido por um outro boneco amarelo.

No mesmo instante pegou o controle e mudou, era um gênio e eu me surpreendia mais a cada dia. Não acertou no canal que queria, claro, mas não clicava nenhum botão que fosse dar a algum outro lado estranho, não, era inteligente e pegava em tudo o que fosse tecnologia, por vezes apanhava o celular cheio de teclas de Ryo e ele nem notava que tivesse sido remexido. Já eu, não grande apreciadora de tecnologia, poderia clicar em algo e avariar tudo no momento, já que aquele controle mais parecia o comando para uma nave espacial. Então, quando Rini me pediu que cumprisse a missão por ela, entrei em pânico ao olhar todo o número e botão possível e imaginário, até que Ryo entrou. Oh, salvação! Logo Rini entendeu o meu olhar torto olhando o controle e chamou Ryo que trazia duas caixas empilhadas sem esforço, o que logo me surpreendeu pelo peso de cada uma, vinha seguido de 3 homens com porte idêntico ou maior que o seu.

Peguei na caixa e já me preparava para a transportar quando ele correu para me retirar a caixa dos braços.

- Me desculpe Usako, mas hoje somos muitos, aproveite seu dia com Rini enquanto eu trato disso.

- Mas…

- Nada de mas, - gentilmente interrompeu – vou colocar as coisas de Rini no quarto que minha sobrinha costuma dormir e as suas no grande da frente, espero que não se importe com a porta de acesso para meu quarto, mas eu nunca prevera fazer uso do quarto.

- Não, isso não, mas…

- Mas Rini costuma dormir com você. É isso?

Em cheio, na mouche, como quiserem. Me lia os pensamentos como se de telepatia se tratasse. Nesse momento, olhei seus olhos mais fundo, o sol batia no seu rosto enquanto ele curvava sua cabeça para mim e notei com mais detalhe seus olhos: eram verde esmeralda e tinha um pouco de azul junto das pupilas, eram diferentes, sem dúvida alguma.

- É. E eu na outra casa tentei várias vezes que ela fosse para seu quarto, mas não tive grande sucesso não.

- Mas vai ter.

Aproveitei o resto do dia que nem uma princesa. Foi, como ele disse, meu último dia como oficialmente convidada pois partindo desse dia, eu viveria ali como se a casa fosse minha.

Aos poucos me adaptei, e sua técnica com Rini fora infalível. Retiro da chucha e hábitos de sono lhe foram implacavelmente impostos no mesmo dia. Chorara durante três horas e ele se certificou que eu não a ia acalmar. Me custava como Deus sabe, mas ele sabia o que estava fazendo. Nessas três horas íamos falando, pode-se dizer que metade de trabalho e outra metade sobre ele, fui desvendando aquele mistério que o envolvia, descobrindo suas fraquezas e suas barreiras protetoras. E aquele olhar parecia que me ia invadir a qualquer momento… em 10 segundos tinha de desviar o olhar durante 5, senão certamente me perderia e eu sabia o que ele sentia. Nessa mesma conversa ele falava sério de um assunto que eu inevitavelmente não conseguia levar sério.

- Estou jurando, pare de rir, - parecia fazer beicinho que nem criança – seu pai foi implacável. Me disse que se eu lhe fizesse algum mal ia conhecer um samurai Tsukino ou um caçador exímio. Eu estremeci com aquela voz no celular, em nada esperava que ele se fizesse passar por cliente a você para chegar a mim.

- Oh, lamento Ryo – eu não agüentava mais de riso e aos poucos ouvia Rini deixar de soluçar. – Mas tem de admitir que se quis desmanchar de riso.

- Não Usa, nem por um segundo. Eu realmente fiquei amedrontado. E o que ele me disse que se não fosse com você e Rini no sábado jantar? É mau demais para falar a você como lady que é.

- Eu conheço bem meu pai, mas ele sabe que você me está ajudando e vai ver o quão gentil ele realmente é.

- Não duvido, princesa. Mas… e desculpe tocar no assunto, que fará ele se o pai de Rini lhe aparece na frente?

Certamente perdi expressão pelo que se seguiu.

- Desculpe Usa, sei que não devia ter questionado, por quem é e tudo mais.

- Não tem problema. Julgo que me tornei imune a ele depois de todo esse tempo. – Ele me mirou sério como se tivesse muita dúvida na sua mente. – Mas sim, o que quiser, pergunte.

- Você ainda o ama?

- Sabe a teoria de paixão e amor? – Ele acenou que sim com a cabeça, e eu suspirei longamente antes de começar - Eu julgo que, por tudo, apenas sinto paixão, amor deixei para alguém que realmente merece, como Rini. Certamente me poderá chamar fria, pois foi o único homem que tive na vida mas, é tudo o que consigo sentir. E saber que ele voltou, ainda trouxe à tona mais um sentimento, e é raiva, não amor.

- Hum, entendo, mas não é fria. Não teve mais ninguém na sua vida, mas de certo o imaginou a seu lado com Rini.

- Exato, nem minha mãe entendeu isso certo porque achou que eu tinha colocado na idéia que iria ser mãe solteira e ponto. Mas é por isso que minha depressão pós-parto está durando tanto, porque construí na minha mente, assim que tomei Rini nos braços, uma idéia de como seria uma família, digamos, completa e o medo de ficar só me assolou.

- Afinal, mal recuperou dessa separação teve de enfrentar toda a crise de gravidez. Mas bem, deixando de parte tudo isso, agora você está aqui junto de mim e como amigo que sou e fã número um de sua pequena, vou fazer de tudo para que as duas se sintam bem.

Aquele olhar e aquelas palavras me apertaram o coração, me imaginei em câmara lenta a beijá-lo ternamente e agradecendo tudo o que estava fazendo por nós, oxalá o tivesse conhecido antes, assim não teria de me sentir culpada por me estar apaixonando por ele.

- Já está fazendo com que nos sintamos bem, nem eu sei como lhe agradecer.

Todo o carinho durava, por mim, por Rini, éramos, como ele ternamente dizia ‘suas pequenas’ para ele, que deviam ser tratadas com todo o respeito. Eu ajudava nas tarefas de casa mas raro ele me deixava fazer algo mais intenso, ele próprio gostava de cuidar de tudo com o máximo cuidado. Como homem, por vezes com seus pequenos desalinhos ali e acolá, mas nada que me fizesse perder a paciência. E nesse sábado, no jantar com meus pais e irmão, todos se renderam a seus encantos, meu pai o respeitou como se tivesse sua idade, não o tratava como um garoto. Mamãe logo entendeu seus olhares sobre mim, e alguns meus sobre ele… o começava a olhar de modo diferente a pouco e pouco. Na mesma noite, Rini começou com febre alta e otite, chorava e mal falava, o que era raro numa criança tão tagarela, apenas balbuciava as dores que sentia, fomos às urgências e, após três horas, voltamos da mesma maneira que fomos, apenas com uma receita de xarope para baixar a febre.

Assim, por 3 noites não dormi apenas para estar junto dela até adormecer, Ryo ajudava apesar de eu lhe dizer para ir dormir, em troca, ele me dispensava e, quando ela melhorou, fui eu que deixei de conseguir dormir. O médico falara algo do tipo esgotamento nervoso por Rini ter ficado doente e nesses dias eu não ter parado, e eu tentava, tentava, mas nada resultava para adormecer por fim. Agora era Ryo junto de mim, anulando casos ou passando novos para colegas, nesse tempo assistiu a apenas duas audiências matinais, dizia que com tudo o que eu já passara, era claro que um dia iria mais abaixo mas não esperava não conseguir dormir.

Ryo tentava de tudo um pouco, esperava que o fato de me poder ajudar iria me acalmar, à noite, colocava música, aconchegava meus travesseiros, colocava panos quentes em minha testa, me fazia massagens de relaxe… tudo um pouco, ficava sempre ali e não ia dormir. Eu esquecia o que fazia no próprio dia, parecia mais um zombie e minhas palavras saíam deturpadas. E dia após dia, fui dormindo. Uma hora, duas… Até, por fim, um dia conseguir dormir 8 horas, no dia seguinte, ele voltou a ficar do meu lado após muita insistência, mas dormi as 8 horas na mesma, ele ficara até eu adormecer e saía de leve para não o notar.

Aos poucos voltara ao normal, sem recorrer a calmantes os quais fui contra desde o início, sem recorrer a ervas medicinais e tudo mais. Apenas técnicas que ele ia usando, e tudo se foi recompondo, voltara ao trabalho com mais energia que o normal e já trabalhávamos muito em conjunto dadas as pilhas de documentos acumulados por todo o tempo.

Eu não tinha como mais agradecer a Ryo, ele não tinha manias que o seu nível o podia fazer ter e humildade o definia por todos os poros.

Uma noite, ele foi verificar como eu estava antes de se dirigir para o seu com os olhos vermelhos e notavelmente cansado.

- Eu estou bem, já passou tudo, pode ir descansar.

- Você é uma guerreira mesmo. Boa noite, Usako.

Mas nada, nem a depressão nem o esgotamento poderiam prever minha atitude.

- Ryo… - me levantei lentamente da cama aconchegada e me dirigi a ele de porte largo, naquele momento com apenas calça de pijama.



Continua.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#28
Em relação ao teres de deixar a escola para trabalhar..força ! Animo ! Vais ver que tudo há-de voltar ao normal Smile
A crise está complicada e eu entendo o que estás a passar.
Vais ver que tudo vai correr bem Smile
E fiquei grande apreciadora da tua amiga Very Happy
Fantástico Smile
Muito trabalhadoraEmbaracoso


Agora o capítulo:

Ui...
Que raio de fim é este Dumpling? Dono da razao
És mesmo má.
Só em calsa de pijama?
Ai o que vai acontecer? :X
Vais separar o meu casalinho fofo: Usa e Mamo ?:X
ooohh..
Não faças isso não :X tadinhos


Obrigada Atalantav =)

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#29
Ai, aquela Allison entrou logo a meter nojo! --'
A tipica Bitch com teara. Cheira-me a Obcessao aquela insistência dela para com o Mamoru. E acho que ela ainda vai criar mais emoções entre o Mamoru e a Usagi.
Cada vez gosto mais da Chibiusa. Tão fofa ela! Esperancoso Estava mesmo a imagina-la de chucha na boca e olhar para a televisao e a cantarolar! Embaracoso
Well, agora fiquei admirada. Não estava nada á espera que a Usagi começasse a ceder ao Ryo, e que raio de final? O que é que uma pessoa fica a pensar depois disto? Que ela vai fazer-se a ele? que lhe vai pedir um copo de agua? Please, posta rápido que eu quero uma resposta!
bjokas
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#30
Finalmente consegui ler *-*
depois tenho de ler a Silêncio do Olhar
Como sempre, a historia sempre a agarrar, e eu a ficar cada vez mais curiosa x.x
Ito nao é justo x.x Eu nao acho bem que a Usa-chan use outra pessoa pa esquecer o Mamo-chan x-x Não é justo...
Ai, aquela loira pseudo-chefe-de-claque com a mania que é boa x.x Devia levar dois pares de estalos para parar de se fazer ao fiambre x.x
Quero saber o que se sucede
jokinhas, e continua Wink



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#32
Bem, está mesmo muito bom. A história, o enredo e as personagens são demais! Adorei Adorei Adorei!!
Foraç, continua, que tens talento Dumpling **
#33
I_Moreira, Eu não separo muitos casais, só às vezes... x) mas é isso que traz a emoção toda a história.
lulumoon, É verdade. e a Allison vai ser capaz de tudo... como vais notar neste capítulo.
A Chibiusa é um amor né? Criei-a assim super inteligente como já vi muitas crianças serem a partir de tenra idade, mesmo assim não perdendo a pureza da idade :3 Desculpa a demora, bem como a demora com a tua fic, vai indo aos poucos Embaracoso deparei-me recentemente é que já não escrevia há muito x)
Tinoco Ah finalmente ein :3 Silêncio do Olhar está a demorar um pouco mais mas vai lá aos poucos. Acho que desanimei pela perda de leitoras. A Usa digamos que se sente sensível, e precisa de alguém que a faça esquecer o Mamo-chan. Portanto espero que depois de leres este cap não me fuziles x)
Paken, Já é sabido que eu páro sempre na parte boa x P será que farei o mesmo neste capítulo? Hum, espero que leias para descobrir.
Mais Infinito, Oh eu li a tua review faz tempo mas normalmente deixo para responder quando posto um novo capítulo, não imaginas o quão feliz fico quando descubro que tenho leitoras novas, melhor ainda, que possam acompanhar. Obrigada pelos elogios :3

Bem aqui vai o capítulo, desculpem a demora e espero que gostem e comentem.



Mas nada, nem a depressão nem o esgotamento poderiam prever minha atitude.



Capítulo 6 – O passado de Ryo



- Ryo… - me levantei lentamente da cama aconchegada e me dirigi a ele de porte largo, naquele momento com apenas calça de pijama. E, simplesmente, o beijei.

Não, não era o beijo habitual como o de Mamoru, era pura adrenalina que corria em minhas veias naquele momento. Era tão estranho… Sentia o desespero naquele beijo, e esperava que ele não o sentisse. Pouco depois, ele traçou seus braços nas minhas costas e me puxou mais para si. Sentia aquele corpo junto do meu, e a sensação de proteção me invadiu, me levantou como se eu fosse uma pluma e, gentilmente, me deitou na cama. Até…

- Mamãe? – Rini me despertava da asneira perfeita que eu tinha acabado de cometer, ou quase... Ryo se removeu em menos de 1 segundo de cima de mim, arrumou sua postura e olhou Rini sério. – Tenho fome.

- A esta hora Rini? – A olhei torto, seria mesmo fome ou nós teríamos feito algum som sem perceber? – Anda. – E Ryo veio junto também.

Eu sabia que não tardaria para ela falar alguma coisa do que tinha acabado de ver. E eu não conseguia enxergar Ryo, apenas olhava Rini enquanto ele lhe colocava o pote de bolachas na frente e eu aquecia uma caneca de leite.

- São suas preferidas, certo? – Ele a mirava com receio.

- Sim. – E fez uns minutos de silêncio até estalar o plim do microondas. – Posso chamar você de papai?

Eu já bem que esperava… A inteligência prematura não era um traço meu, sem tirar nem pôr, eram de Mamoru. Ele mesmo me havia dito numa conversa de café da manhã que, desde muito cedo, questionava o mundo e o seu vocabulário era perfeito.

- Rini, eu não sou seu pai. – Agora eu o conseguia olhar, estava sério mas seu ar um pouco desalinhado, não o faziam parecer.

- Estava beijando mamãe. Apenas papais e mamães se beijam.

Tchan-nam… eu sabia que seria uma longa conversa para aquela hora e ocasião e logo evitei uma dura confusão na cabeça da pequena.

- Rini, falamos isso amanhã. – Entretanto ela terminara as bolachas e o leite – Agora, cama.

E Ryo a foi deitar enquanto eu me sentava na sala tentando entender o que se tinha passado na minha cabeça para o que acabara de acontecer.

A imagem de Mamoru vinha à minha mente. E meu coração aquecia imaginando aquele olhar, idêntico àquele que eu via todos os dias em Rini, porém, eram olhos com personalidade. Era o que eu costumava dizer… neles eu conseguia ver preocupação, amor e tristeza se eu me sentia em baixo; e alegria, brilho e paixão se eu me sentia feliz. Parecia sua voz soando na minha mente Você vale mais que isso, quando recordava o que acabara de acontecer. Vários flashs de momentos com ele passavam na minha mente, o que acabou me cansando como se tivesse tratado de 15 montes de papelada num dia… e ali adormeci.

Na manhã seguinte, senti minhas almofadas e mais umas quantas à minha volta como uma princesa. E o cheiro de tarte de maçã inundava toda a casa. Desci pé-ante-pé para puder visionar tudo bem, sem que ninguém me percebesse. Ryo continuava com a mesma roupa, ou falta dela, da noite anterior mas todo sujo de farinha: pelo cabelo, face, pelos braços, mãos, calça do pijama… e olhei minha Rini, exactamente igual, rindo contagiantemente.

Ryo parecia explicar a Rini como dispor a decoração pela tarte quando me apercebeu:

- Espiando sem ajudar? – Riu enquanto se dirigia até mim. Temia que ele quisesse falar da noite anterior. – Assim não é muito justo. – E me atirou com farinha por todo o cabelo parecendo neve. Rini ria alto e eu o fulminava com o olhar.

- Eh! Espiando não. Apenas estava tentando perceber que cheiro era esse.

- Me soa o mesmo que espiar. Rini queria saber como se fazia a tarte da Branca de Neve, e eu lhe ensinei.

E era a melhor tarte de maçã que eu já comera em toda minha vida. Cada pedaço de maçã continha amor e alegria em estado puro.

No entanto, o dia piorou um pouco mais tarde… Tudo tinha saído das caixas, tinha sido arrumado e posto em lugares certos. Uma, no entanto, permanecia no lugar, naquela pequena dispensa. Intacta. Era tudo de Mamoru: presentes, mesmo aquele último de Natal, cartas, bilhetes de todo o cinema que tinhamos assistido juntos, fotografias e mesmo cartas escritas por mim. A caixa permanecia naquele exacto local, e eu nunca lembrava dela, à exceção desse dia… Uma folha estava caída junto da caixa, mas ela sempre estivera ali para eu a esquecer… E, naquele momento, eu pegava a folha, e li. Era uma carta escrita por mim, durante minha gravidez, num momento de saudade e aperto no coração.

Um dia senti que o ia esquecer e deixar suas memórias para trás. As memórias de quando me amava intensamente e eu hesitei. E quando eu o amei e você se sentia confuso, bateu com a porta no meu coração. Você voltou e disse que a vida dá muitas voltas... E sua volta não tinha ponto de partida nem chegada: era a meu lado que queria estar, ou assim você dizia… Depois, deu de costas para nunca mais retomar. E tentei amar além de si, além dos seus olhos, além do seu coração... Foi a partir dessa decisão que enxerguei a realidade e soube que todos aqueles não eram seu reflexo. E, sem si, não passo do que julgam ser apenas uma mulher que não precisa de ser amada, apenas dar amor. E voltei atrás, para o que um dia tive com você, para o que senti e não sei se voltarei a sentir. E a dor permanece... Saiu ilesa de minha batalha com ela e a cicatriz não sarou... E aqui estou, sem si, ao passado presa... Perpetuamente.

Não consegui questionar Ryo durante todo o dia. Afinal, nossa programação era de um dia bom: ir a meus pais e passear com Rini. E assim foi, mas a curiosidade cutucava em toda a parte de meu cérebro. E não tardou muito a ele me estranhar…

- Está assim por causa da carta? – Raios, mas ele tinha algum identificador de sentimentos atachado a si?! Desviou os olhos da estrada para me ler, enquanto eu, surpreendida, voltei o olhar de Rini dormindo na cadeirinha para a frente sem nunca o encarar. – Eu entendo, e lamento, sei que não devia olhar suas coisas mas ia levar a caixa dali quando ela caiu, parece que eu por muito que a queira conhecer melhor, você sempre me empurra para trás.

- Não tinha mal ler. E sinto muito Ryo, mas não o quero fazer sentir mal… e, se você conhecer tudo sobre mim, certamente me irá querer afastar. Como todo o mundo…

- Usako, - Não… ele tocara no ponto mais fraco de mim. Se eu tivesse em pé, minhas pernas ficariam bambas. Ele um dia já me havia chamado por… esse nome… e eu lhe pedi que nunca mais o fizesse. – eu não a afasto, pelo contrário, você sabe o que sinto por você. Mesmo que você não queira mais ninguém que não ele, eu vou estar aqui por você. Nunca julguei ninguém, a menos que tivesse numa sala de tribunal, quanto mais a si…

- Ryo…

- Lhe peço que me oiça… - Interrompeu colocando sua mão no meu colo. – Eu leio seu olhar, você sabe. – Oh não, porque é que a casa de meus pais não eram mais perto? – E sei que esse Mamoru a fez sofrer como ninguém merece, e o amor é algo que supera a distância… Veja só, será que o amava a ponto de conseguir agüentar um tempo com Rini dentro de si e ele longe fazendo sabe Deus o quê? Admita que, no fundo, você sabia que isso não era um impedimento dele ir, então, algo já tinha morto o vosso amor. E quando o voltou a ver, você soube isso… Soube que a fúria o podia atingir, sem menor respeito podia atingir seu calcanhar de Aquiles. – Parou o carro na garagem e me olhava, e eu continuava olhando em frente, nesta vez, para os troféus ali expostos. – Também tenho o meu, - Engoliu em seco. – eu nunca disse isso para ninguém, nem mesmo minha mãe que me viu tão em baixo na época, mas tenho apenas 25 anos, e não me tornei bom advogado pela sensibilidade, mas sim por saber ser frio em certas situações. Quando preciso ser assim, eu penso… - Olhei-o para ver seu gesto, mordia seus lábios com um quê de raiva. – Penso na Misaki. Eu também tenho um passado, e ela o tornou muito doloroso… eu tinha 19 anos, estavamos fazendo 4 anos de namoro… Eu não tinha aproveitado minha adolescência, mas não me importava, tinha-a a ela, embora ninguém pudesse saber de nós pois meus pais eram muito conservadores, bem como os dela… E, naquele mesmo dia, ela decidiu me congratular… Não vacilou, olhou bem nos meus olhos, estava tudo bem e aquele olhar dela brilhava, logo, eu não podia esperar nada de mau dali, certo? Disse-me que tinha as malas feitas e que ia para a Itália para sempre... Pior, não me avisou, não disse que eu poderia ir com ela… porque ela já tinha companhia: Jun, meu irmão.

Olhei-o perplexa. Seus olhos marejados. Guardara tudo aquilo para ele durante anos, tinha sua história em comum com a minha, porém, traído por alguém de sua própria família… Ele parecia que ia desabar a qualquer momento e, calmamente, lhe pedi que terminassemos a conversa em casa. Após deitar Rini, ele esperava em seu quarto já em pijama, sentado, com as mãos na cabeça servindo de apoio. Sentei do seu lado, pronta a ouvir e questionar, mas ele ficava em silêncio…

- Ryo, lhe posso perguntar se seu irmão alguma vez o contatou?

- Várias vezes, - Me olhou melancólico e depois pegou minha mão como se fosse um entretém, brincava com seus dedos nos meus. – em vão. Eu não o queria ouvir, sequer queria imaginar aquela voz. – Olhou-me bem fundo, naquele jeito que me conseguia fazer perder. – Suas mãos são tão suaves… como seus olhos. Nunca teria conseguido falar isso para ninguém se não fosse esse seu jeito. Eu entretanto falei com ele, continua em Itália… sempre que vem ao Japão ver meus pais eu me recuso a ir, bastou a primeira vez que os encarei e ela tinha por todo o seu corpo pena. Eu leio olhares, é terrível como desenvolvi essa capacidade desde que ela partiu, sou um jeito de Dr. Lightman* - Sorri com a menção daquela série que nos punha colados ao ecrã, para depois adormecermos na sala, porém, aquela capacidade não me espantou, e eu mesma era assim com Mamoru. – E ele veio aqui falar comigo e, como sempre, eu sou dos 4 o irmão mais novo, então tinha de compreender tudo o que eles diziam… mas mesmo ele sendo meu irmão mais velho, nunca teve um comportamento exemplar... Raramente confio em alguém… Quando Shinta traz aqui minha sobrinha, em almoços de família, sempre tenta puxar assunto tipo Já ligou a Jun? E calculo que ele saiba o porquê… mas não entendeu nunca que era um assunto que me fazia sofrer. Usa, eu compreendo o que você sente… creia em mim, perdi minha adolescência, saídas de amigos, experiências da idade… para uma mulher. E nunca mais amei alguém… Até ver uma bela loira reprimida defronte uma empregada de café. Tão perfeita… Você emana calma, confiança, luz e uma pureza como ninguém.

Sua voz ia suavizando à medida que falava de mim.

Ah, sim… era o que estava precisando de ouvir. Música para meus ouvidos, seja. Sequer precisamos de conversar sobre a noite anterior porque 5, 4, 3, 2, 1… plim! A noite anterior se repetia. Mas agora não tinha uma Rini esfomeada que não batia na porta educadamente… era apenas eu e ele… num nós perfeito.

Sentia o seu beijo de conforto e seu toque em minha pele me arrepiava. Paramos e falamos de coisas que nos fariam esquecer a dor, sempre de testa encostada com a dele… No quão tinhamos sofrido, e o quanto mereciamos a felicidade. E me entreguei para ele, de corpo e alma.

E pela manhã, os raios de sol batiam na janela após uma noite de trovoada. Tudo soou no devido lugar. Esquecendo o passado e seguindo em frente, era o que aquele momento significava. Não mais Misaki nem Mamoru para nos apertar o coração de lembranças que nos impediam de seguir... Ele me olhava calmo, a vermelhidão no seu olhar passara, a dor tinha escorrido por seus olhos. E permanecemos em silêncio, ele brincando com meu cabelo e eu olhando naquele olhar verde esmeralda… Até ouvir Rini gritando por nós. Então sorrimos, vestimos os roupões e descemos.



.Mamoru.

Aquela noite de sábado era essencial para mim.

Tomara a decisão de fazer essa rotina, que não poderia falhar a menos que Usako voltasse, assim que chegasse a Tóquio: sentar na cadeira da grande sacada a partir das 10 dessa noite, junto da mesa que apoiava o café, observando o movimento sempre acelerado da grande cidade.

Era a hora em que me dedicava a olhar para meu interior, meditando. E aquela tarde do dia anterior com a estridente Allison me tirara do sério. Ela era capaz de tudo… e provara isso exatamente. Mas como dizer a uma mulher que não é amada por quem ama? Ou fosse lá o que ela sentia… Era meu problema… eu nunca o tinha feito, pois apenas havia pronunciado um Amo-te para uma mulher só, a mesma que amava fazia séculos, amo agora e iria amar sempre.

Mas bastaram segundos para toda a calma desaparecer. Um número desconhecido aparecia na tela do celular e eu jurei a mim mesmo que se Motoki tivesse dado meu número a Allison, ele seria um homem morto. Após atender, percebi que o que temia se tornara real e, sem paciência, respondi brutamente que não tinha tempo para brincadeiras, que não tinha direito de pedir meu contato a Motoki e ia desligar.

- Ora meu amor, calma… seja brando por favor. Motoki me deu seu número porque eu acho que somos os dois grandinhos, e sabemos falar de nós sem recorrer a intermédio de seu amigo, certo?

- Certo, agora apaga o número e volta para Harvard. – Respondi impaciente, logo na hora que eu queria descanso vinha essa… - Ou para Chicago, seja. Mas vai!

Simplesmente não aguentava mais aquela voz tipo sarcástica.

- Oh, que pena… - Suspirou. – Logo eu que sei onde está a Tsuki… Tsu, ki, no… Isso! Tsukino.

- O quê!? – Como podia ela saber onde estava ela? Motoki nunca seria burro a ponto de lhe dar sua localização, corria risco de ela me vir logo dizer… então, de que outra maneira podia ela saber? Mas também, porque mentiria ela? – Você sabe onde está a Usagi?!

- Usagi, - Dizia seu nome soletrando, e em americano, ficava algo parecido com “you sai jai”. – a menina também nada idêntica ao vulgar no seu país, imatura, loira, cara de boneca com um penteado género anos 50 pela foto… sim. Ah e que nome idiota esse… de tanto nome vosso que já ouvi.

- Me diz onde, por favor! – Ignorei suas insinuações à mulher de minha vida, só queria a resposta!

- Não soe tão desesperado. E idiota. – Riu suspirando. – Está achando que lhe vou dizer do nada por celular? Keep dreaming, darling*.

- Allison, por favor, me diga.

- Mas você me toma por idiota?! Claro que não tenho uma informação dessa e lhe vou dar de mão beijada! Me diga você onde vive, e eu vou até aí… tudo tem um custo, logo logo você descobrirá qual.

- Certo, - Que queria ela, qual sua intenção para vir a meu apartamento? - eu lhe digo onde vivo. Desde que prometa que me vai dizer onde!

- Prometo, honey.



Continua
*Keep dreaming, darling: Continue sonhando, querido. (para os menos entendidos no inglês)



Notas finais:

Espero que tenham entendido a localização temporal. Na tarde de sexta foi o reencontro de Allison com Mamoru no Acrobe e na noite do mesmo dia, foi quando Usagi cometeu sua loucura. Sábado quando a comete de novo e, por seu turno, e como explicado, quando Mamoru está na sacada. Espero não ter sido confusa.

Lamento o tempo que demorei, não vou dizer de novo que para a próxima tenho mais tempo, porque digo sempre isso. Mas vou tentar ser breve, isso posso dizer. Minha vida tem sido uma barafunda.

Aproveito para dizer que o texto que Ryo encontra, fui eu mesma que escrevi, apenas adaptei para o conteúdo da história, ainda que com umas quantas alterações.

Em breve, para quem acompanha, irei postar o penúltimo de Silêncio do Olhar.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#34
Olá querida Dumpling!

Meu Deus, ainda estou um pouco gaga com o que li...
Primeiro, está muito bom, a escrita está perfeita, a linguagem é acessivel, mas sem sair de um estilo mais formal.
Segundo, como já referi antes, o enredo está fantástico. A fic está cada vez mais interessante e não vejo a hora de ler o próximo capítulo...(Mais Infinito inspira e expira em ritmo pausado para controlar a ansiedade!)
As personagens também estão muito bem construídas: uma Usagi muito forte e determinada, a não exteriorizar os seus sentimentos... Muito mais madura, mas ao mesmo tempo, com a mesma candura que todos sempre lhe conhecemos. Em suma, está perfeita. O Ryo, um homem (ai e que homem) que faz tudo pela mulher por quem se apaixonou. A maneira como ele fala com a Usa, a maneira como ele cuida dela e da Rini é tocante. O Mamoru parece que ainda não sabe ao certo o que fazer com a Usa. Parece-me bastante imprevisível e espero que me surpreenda (pela positiva, é claro). A Allison é uma bela de uma cabrinha! Onde já se viu exigir saber onde mora o Mamoru para lhe dar a morada da Usa??? Isso não se faz... Se ela quisesse realmente (ou a tivesse realmente (Mais Infinito fica muito pensativa com esta possibilidade... Surpreso ) ) dava-lha de uma vez... Allison, tu !!*???$$$##"#?%!"#$%.
A Rini é a coisinha mais fofinha que eu já vi em toda a minha vida Esperancoso !!!! Adoro-a. Ela é muito atenta e aquela saída " só os pais beijam as mãe!" partiu-me toda... Apecia-me cair no chão e rebolar a rir. Ela é sem dúvida uma criança inteligente e cheia de personalidade, mas também é doce e inocente (herdou as melhores caracteristicas do papá e da mamã eheheh).

A sério, Dumpling, espero que continues o teu bom trabalho, porque está fantástico, magnifico, esplendo, glorioso (mais adjectivos MUITO BONS que eu agora não me estou a lembrar)...
Ganhas-te uma fã!!!
Ave (Mais Infinito venera Dumpling)

Bjinho
#35
Dani entra no tópico com pézinhos de lã, sorri e lê todos os capitulos que ainda não comentou, comenta:

Muito Bom Dumping, adorei acho que já disse que tens muito jeito, lamento por não ter dito nada mas tenho andando muito ocupada ( a minha irmã já se dessinteressou).

Gostei muito de todos os capitulos estão muito interessantes e cativam para ler, parece daqueles mangás que só saem uma vez por mês e estão sempre a enrolar vampire cof cof cof knight cof cof ( acho que tenho de ir ao médico esta tosse está-se a tornar chata) mas que uma pessoa chega a data e ate da pulos da cama para ver o capitulo.

Conclusão Adorei, se alguma vez te tornares escritora dá-me um autógrafo porque eu sou fã das tua escrita
Beijos =)
Só uma coisa no fim dos capitulos para se tornar comico põe assim: Não percam o próximo capítulo porque eu também não! Hehehehe

Dani sai de novo para que nínguêm a veja. Sorri e diz adeus ao capitulos
#36
UhUh! Esperancoso
Ai caramba! Usagi, sua Marota! Matreiro
Não é por nada, mas cada vez gosto mais do Ryo! Desiludido Dumpling vais ter de conseguir que o Mamoru o supere, porque senão eu vou deixar de lado a Team Seiya e Team Mamoru para virar Team Ryo! Esperancoso
A Chibi-fofa é tão fofah! Esperancoso Gosto tanto daquele jeitinho ingénuo, mas inteligente que ela possui! É mesmo a mistura da Usagi e do Mamoru! Smile
E por falar em Mamoru, o homem está mesmo desnorteado com esta Alison! Cheira-me que ela inventou a desculpa de saber onde está a Usagi... --' Bitch!
Nem acredito que a Usagi e o Ryo...coise...?! *_* estou sem palavras! A minha gaveta tá cheia! o.O
O texto que escreveste estava bastante bonito. Nota-se que colocaste ali grande sentimento, e é o que se quer! Smile
Mal posso esperar pela proxima actualização!
Esperancoso
Bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#37
ola crida Dumpling*Simpatico2 (não te importas que diga isto ou importas:) )
a tua fics esta lindaEsperancoso mesmo lindaEsperancoso ... mas mesmo e quero que saibas que em muitos dos capítulos comecei a chorarChorar... bem mas eu também choro facilmente Embaracoso mas considera isto como um grande elogio Simpatico2
Uma coisa que eu não percebo é que normalmente quando leio fics em que o Mamoru e a Usagi não ficam juntos normalmente irrito-me asseri-o. Mas nesta fics não me irritei quase nada. Se calhar é por não meter transformações nem perda de poderes nem nada disso. Eu não conseguia fazer uma fics da sailor Moon sem meter Transformações e inimigosEmbaracoso . E um historia perfeitamente possível e que podia ser a historia de algum de nos. Escreves lindamente Esperancoso e consegues expressar-te com muita clareza e mesmo assim com uma beleza inacreditável! devias ir para escritora! E olha que não tou a gozar.
POR FAVOR POR FAVOR diz-me que vais continuar a escrever por-favor
Um grade beijinho da navigatore (que adora as tuas fics tens mais uma faAve )
Ah e só mais uma coisa se poderes e quiseres faz com que a o mamoru consiga superar o Roy e da cabo daquela odiosa da Alison ela e mesmo chataMartelar
#38
Bem, muito tem acontecido na minha vida... mas nada de mau!
Voltei à escola, fiz o 2.º semestre e correu muito bem, agora estudar para aquilo que deixei para trás por desistir... Muita coisa para fazer, fics para rever estão um pouco em stand-by, traduções e enfim... mas estou a tentar conciliar tudo.
Além disso, uma das melhores coisas aconteceu-me: aqui a Marta que nunca tinha ganho nada nem ido a lado nenhum, escreveu uma frase para um concurso e ganhou uma viagem ao México, no valor de 2500€ com tudo incluído para duas pessoas. Então, assim que terminei as aulas no dia 24 de Junho, parti para Lisboa (casa da minha irmã no Monte da Caparica) e no dia a seguir Aeroporto. Foi a primeira viagem que fiz em toda a minha vida. O mais longe que tinha ido foi Badajoz x) e é porque a minha irmã lá estava a estudar.

Adiante, como eu julgo já ter dito, quando tenho um capítulo semi-pronto ou pronto, não venho logo aqui responder. Neste caso, aplica-se a primeira. Esperei terminar e estar tudo ok para vos responder.
Mais Infinito. Julgo que foi dos melhores comentários que já recebi (não por dizeres que me veneras...ou então sim, kidding) realmente é esse o espírito que gosto que os leitores tenham: que queiram mais logo a seguir mas eu os deixe sofrer um cadinho. Quanto ao Ryo... bem, ele ainda esconde alguns segredos. A Rini é uma personagem bem caricata, apesar da Usagi ainda querer que ela agisse de acordo com a idade... o que não acontece x) Obrigada mesmo, fiquei derretida quando li esse comentário cheio de elogios (já não foi hoje a primeira vez que li). Espero que gostes deste capítulo.
Dani. Não tem problema, acho normal querer ter um leitor de volta mas há sempre coisinhas na vida que nos fazem ocupados e sem tempo para ler. Lol bem, quanto a tornar-me escritora... estou realmente a escrever um livro mas ainda sem grandes expectativas.
Lulumoon. O Mamoru vai tentar superar, sim. Apesar de estar um pouco mais longe... ele não desiste tão facilmente. Muito obrigada pelo teu comentário. Beijinhos.
navigatore della luna. Das coisas que mais gosto é saber que tenho uma nova leitora. O teres chorado (isso já me aconteceu em algumas fics e livros) faz com que eu entenda que deves ter percebido o sentimento que incuti na fic. Eu não desisto das fics, posso demorar um pouquinho mais, mas desistir é que não Embaracoso Beijinhos.



Bem, o capítulo 8 também está pronto x) sim, daí ter demorado mais... mas depende de vocês quando ele vai sair. Então... sem mais, aqui está o novo capítulo.



Capítulo 7 – Proteção

Era meu direito exigir saber de Usagi? Afinal, eu tinha saído de sua vida e o mais provável – e o que eu mais temia – é que ela tivesse continuado seu caminho com alguém… Por que tinha sido recebido daquela forma pelos pais e irmão de Usagi? Era uma forma de me demonstrar que eu não podia interferir em sua vida? Sentia-me perdido. Então, a campainha soou e depressa a abri, estava bem atrás dela fazia uns 10 minutos, tal a ansiedade. Allison entrava, descontraída de nariz para o ar rindo, olhando todos os pontos do meu apartamento. Mas só quando ela se adiantou ao convite, sentando-se no cadeirão, notei que tinha seu cabelo pintado de loiro.

- Você realmente se sabe cuidar…

- Onde está ela? – Meu sangue fervia, eu sentia todo o meu corpo tremer e esquentar em sintonia.

- Quem?

- Como quem? Usagi!

- Bem diante de si, querido. Não estou idêntica?

Eu temia que ela estivesse brincando com meus sentimentos todo o tempo que me ouvia em Harvard, e quando ela me dissera saber o paradeiro de Usagi, ainda temi mais isso… mas nunca julguei que ela fosse tão longe... Só alguém com o coração muito bem-posto poderia brincar daquela maneira. E doía; eu julgava que podia ser forte, mas doía demais.

- Você julga que pode vir aqui brincar com coisas sérias? – Fechei o punho. Jamais atingiria uma mulher, mas sentia-me quase perdendo o controlo. – Se você quer meu respeito, se dê ao respeito!

- Ora, meu querido, - Senti a proximidade de sua boca com minha orelha. – sou uma jogadora, você sabe isso muito bem. E, como tal, não poderia perder minha única chance de saber onde vive. Ah, Mamoru, - Colocou sua mão no ombro, deslizando uma alça do curto vestido vermelho. – sabe que me sinto só… não conheço ninguém e aquele seu amiguinho é meio idiota sempre com quatro menininhas também idiotas em seu redor, não se fazem amizades por aqui. Me dê um aconchego por essa noite, não pode dizer que não gostou de…

- Basta! – Me afastei ante o toque de sua mão abaixo de meu cinto. – Você está jogando sim, mas com minha paciência. E acredite ou não, ela se está esgotando para você.

- Não me vai bater! Eu conheço o seu tipo, nada ao jeito bruto de homem japonês, mas sim paciente e delicado. Então… me deixe passar essa noite com você.

É, eu não conseguiria bater em uma mulher. Mas sabia como pegar uma, que não sairia a bem sem brutidade e, então, a joguei porta fora. Ainda pude escutar alguns desabafos furiosos bem sonoros até finalmente ouvir eu vou, mas volto. Que fosse… homem ou mulher, não admitia gênero em assuntos sérios.

Determinado a saber naquela noite o paradeiro de Usako, saí. Apercebi-me que, em tão pouco tempo, já muito havia mudado em Tóquio. Entrei em um bar qualquer e bebi… Muito! E, ao sair, decidi que tinha de confrontar Motoki e desabar ali mesmo naquele balcão, sequer me importava se aquelas quatro meninas iriam ouvir.

- Tenho de falar com você.

- Ei, Mamoru, estou trabalhando… não tenho tempo agora.

- Não! Você me vai dizer agora onde está Usagi. – Meu tom de voz subira implacavelmente, apoderado pela bebida, todos ali me notaram e eu tão-pouco quis saber. Apenas queria saber dela, como era possível ter chegado a Tóquio e logo a encontrar e não mais?!

- Você está alterado. Conheço-o, deve ter bebido. O melhor é ir para casa Mamoru. E eu não sei de Usagi, acaso soubesse, já lhe teria dito como você pediu.

- PÁRA DE MENTIR! – Se havia alguém que não prestava atenção anteriormente, agora não podia deixar de notar. – Eu amo-a e apenas quero falar com ela. Que eu saiba ela já não é mais uma menininha que você e aquelas – Apontava com o dedo para as quatro cabeças mais atentas – possam proteger. Na altura ninguém o fez, ela se tratou sozinha. Pois bem… eu não sou um monstro, e ela é uma mulher que se sabe cuidar. Quero saber, JÁ!

- Eu creio Mamoru, - E ali eu vi um olhar com um misto de pena e incompreensão. – que você não tem direito algum de interferir na vida de Usagi. Ela seguiu sem você, foi sua opção deixá-la sozinha depois de tudo o que ela passou! Agora sofra as consequências e encare como um homem. Foi o que ela fez! Teve de deixar de ser uma menininha por sua culpa, teve de o esquecer para agora você voltar e pedir que ela o oiça, não lhe continue fazendo mal!

Senti lágrimas escorrendo na minha face. Não senti vergonha. Tudo o que temia, tudo o que evitara nesses anos todos, caia em cada gota. E, agora, baixava meu tom, só Motoki e elas que se aproximavam me podiam ouvir:

- Então é assim que me vêem? Como o que a abandonou e foi egoísta? Eu pensei nela esse tempo todo, mesmo antes de ir para Harvard, era minha ambição, não a impedia de concretizar nosso sonho anos mais tarde, ou seja, agora! Eu sou a besta no meio de tudo isso? Quando eu fui para Harvard, pensei em levá-la comigo, caso ela não aceitasse, eu nunca iria estar com ninguém além dela e mantinha sempre contacto, mesmo que tivesse de sair no meio de alguma aula! Tudo o que eu pensei, foi lhe puder dar um bom homem a seu lado, como ela merece, boa estabilidade para que ela não tivesse de pensar em mais nada e que pudéssemos ter nossa filha de forma saudável, sem remorsos… quem sabe mais se pudesse dar uma partida no destino. Para que nenhum de nós vivesse com pesares, para não a culpar de sonhos que não realizei. E apenas aí posso dizer que fui egoísta. Por querer ser mais que um homem a cambalear por aí, por querer viver um pouco mais para mim antes de viver para os outros! É injusto, tão injusto… chegar e saber que todos os meus amigos foram uma mentira… nenhum deles foi porque quis, mas sim por obrigação, por eu estar com a Usako. Não me querem dizer? Sequer me informar que ela só se está escondendo de mim? – Esperei um pouco para saber. – Ótimo então! Eu mesmo descubro!

- Mamoru! Espere! Não saia assim, está muito nervoso.

Virei costas, não ouvindo mais Motoki. Aquele silêncio… escondia mentiras, como fora em toda minha vida, para chegar e ninguém querer ouvir minha parte, o que eu sentia e o quanto precisava dela… Peguei um táxi, cheguei a casa e cai no sofá. Quando amanheceu, lembrava o sonho dela diante mim, nada mais em seu redor.

As suas asas, quebradas como ela. Num olhar cheio de céu e pedaços de nuvem, qualquer um cairia de deslumbre caso os olhasse mais que o tempo de uma pena cair ao chão. Os seus lábios rosados traçavam um trilho de mistério. Para chegar ao seu fim, era necessário respirar fundo caso faltasse o fôlego em meio caminho. Levando nos longos dedos histórias de um passado quase perfeito, as suas impressões são de desejos quase mágicos por realizar. Não leva máscara, leva encanto na linha maxilar delineada por deuses, o seu toque subtil no joelho não traz má intenção; apenas a torna discretamente sensual. Perfeições nos seus defeitos, nas hastes partidas que não a seguram ao céu. Livre em cima dos pés descalços, branco puro.

Apenas tinha sido um sonho… Mas o dia não ia ser bom, tinha essa certeza.



.Usagi.

- Eu sei lá porquê, filha.

- Mas mamãe, eu quero saber!

- Mas porquê perguntas assim logo de manhã?! Tenha calma com esses seus raciocínios. Chega aos 20 anos e tem cabelos brancos, querida. Faça favor de parar com perguntas e andar para o carro sem eu ter de a tirar daí?

- Fazem precisamente agora 15 minutos que vos estou esperando quando você disse me dê 1 minuto para calçar Rini.

- Desculpa... Então, por favor, resolva você o drama dela.

O dia começava com uma viagem até Aichi, onde um cliente esperava Ryo e aproveitaríamos para passar lá todo o fim-de-semana. Primeiro com a visita a meus pais, depois com Rini doente e com o ano novo passado no hospital, depois eu doente e os dias de trabalho… não nos tinha sido possível comemorar com uma saída sem preocupações. Então, chegara a altura… Mas Rini não nos estava facilitando a vida! Eu não sabia que lhe responder; normalmente inventava uma resposta ou pesquisava, mas essa ela exigia saber a ponto de se colocar num buraco entre uma estante e a parede e não querer sair dali.

- Qual é a pergunta dessa vez? – Ryo se colocou de cócoras diante da pequena, sorrindo. – Você sabe que se fizer muita pergunta sua mãe vai ganhar rugas num piscar de olhos?

- Ei! Ela quer saber porque foi à janela e viu a lua, sendo de dia.

- Ah, então pequena… é por que na noite anterior a lua esteve mais brilhante. Tal como sua mãe brilhou muito ontem, pois…

- Ryo! – Achei engraçada a sua comparação a mim e a lua, o que me fez, momentaneamente, voltar ao passado. – Isso só irá despoletar uma outra pergunta.

- Entendi. – Rini saiu e correu para o carro. Criança mais curiosa essa… porque tinha de ser mais precoce e fazer tanta pergunta? Não podia esperar fazer 4 anos?!

Finalmente, podíamos seguir viagem com mais calma. Ryo tinha um sorriso nos lábios como eu nunca tinha visto e o brilho no seu olhar estava diferente. Mas não me queria convencer de que tudo isso era por mim... Afinal, ainda julgava não valer tanto quanto um sorriso de um homem por mim. Passada uma hora de viagem, Rini já havia colocado mais 32 perguntas. Sim, eu contara! E quando Ryo colocou a sua mão no meu colo, fez mais uma: porque ele tem sua mão no seu colo.

- Não há xanax para crianças? – Ryo quase tirou as mãos do volante em uma curva de tanto rir pela minha questão. – Não tem piada, é sério.

- O que é “xanaz”, mamãe?

- Boa, mamãe. – Ryo me olhou torto. – Agora se vire.

A viagem continuou tranquila, e mesmo eu ignorara as vezes que Rini chamou pai a Ryo. Chegando ao destino, ele encostou o carro para ligar a seu cliente, afim de saber as direcções para a sua casa. Rini adormeceu e entrei com ela no colo. Recebidos por um homem nos seus 30 anos, numa enorme mansão, começámos a tratar do seu processo de divórcio; Ryo me deu sua mão a meio da conversa e, no fim, pediu o homem para assinar uns papéis enquanto ele ia à casa de banho.

- Vocês assistentes são todas iguais, não é mesmo? – O olhei confusa, diante do seu tom de voz, depois de guardar os papéis na pasta. – Não se deviam chamar assistentes, mas sim prostitutas.

- Desculpe, não estou a entender onde o senhor quer chegar. – Mirava-me com fúria, notei seu punho fechado e sua aproximação. Me levantei derrubando a cadeira acidentalmente. – Eu não sou nenhuma…

- Silêncio! – Quase gritou. Agora sentia medo e vontade de gritar por Ryo. – Não podem ver um homem bonito, de corpo musculado e, claro, muito dinheiro que lhes caiem logo em cima, não é mesmo?

- O senhor não me conhece, não tem…

- Eu disse silêncio. Ou você é surda?! Ryo tem dinheiro sim, mas quanto você quer por uma noite comigo? Você sabe que não deve resistir muito, eu sou um homem com muito poder. – Quando vi seu punho perto de minha face, rapidamente me afastei, tropeçando na cadeira e caindo no chão e o senti em cima de mim, esmurrando-me como se eu tivesse seu tamanho. O esbofeteei, pontapeei e gritei. Desejei muito ter meus poderes e capacidades de luta que tinha antes de volta, apenas meus bons reflexos se mantinham. Sem grande chance… rezei para que Ryo chegasse rápido. Sentia minha cabeça latejar e todo meu corpo doía. – Que vagabunda, ein? Mas é burra também… não entende que de nada vale gritar com minha mão sobre seus lábios e com a porta fechada?!

Do outro lado, ouvi Ryo tentando girar a maçaneta, gritando por Kento, e depois por mim. Senti a mão daquele homem que me continuava chamando nomes me tapar a boca, enquanto tentava rasgar minha camisa com a outra. Apercebendo-se que não tinha grande sucesso, tirou a de minha boca e aí gritei por Ryo. O homem me socou forte, me deixando quase inconsciente mas logo ouvi um pontapé de Ryo na porta e imediatamente começou lutando com o homem.

- Que raio de ideia era a sua?! – Gritou. E logo depois atirou o homem ao chão. – Você desta vez tem sorte, mas mova um dedo daí e chamo a polícia imediatamente! Que fique claro, Kento! Vou entregar o processo a um colega e não se atreva a entrar naquele escritório e se cruzar comigo.

Já aparentemente mais calmo, me pegou e pediu a uma empregada para levar Rini até ao carro. Ainda me sentia zonza quando Ryo me sentou no banco da frente e me começou examinando e tentando fechar minha camisa, sem sucesso. Encontrou em minha mala por uma nova e me vestiu. Procurei seu braço quando ele se virou e o abracei, chorando. Quem preveria que o dia ia começar assim?! Sussurrou no meu ouvido e me acalmei a pouco e pouco. Julgo que, quando tudo estava acontecendo, não sentia medo por saber que ele estava perto... Sentia a protecção que há muito necessitava, apesar de todas as dores que sentia.

Seguimos e tentámos fazer o dia normal sem grandes conversas; apenas com mais uma grande desculpa para Rini quando questionou o porquê do meu olho vermelho e inchado e meu lábio rebentado. Quando anoiteceu, partimos para o hotel. Após deitar Rini, me juntei a ele em silêncio. Sua respiração ainda era forte, nervosa.

- Se você se sentir melhor, eu ligo à polícia. – Começou a conversa, tirando esse peso de meus ombros. – Não tem de se sentir forçada só porque eu o conhecia.

- Não, julgo que não tem necessidade disso… eu estou bem porque você estava lá, caso contrário...

- Não pense sequer em se… - Suspirou levemente. - Você sabe que, tudo isso foi por que a mulher dele o deixou pelo chefe. No fundo, só achou em si uma figura em quem podia rever sua mulher. – Eu sabia que devia haver algo estranho em toda aquela conversa… afinal, eu não estava fazendo nada de mau com Ryo. O abracei. Durante muito tempo senti que apenas me podia defender a mim mesma mas ter alguém como ele, era bem diferente. – Claro que você não está errando. Apenas sendo feliz, e fazendo um homem feliz.

- É, que mentira!

- Como mentira?!

- Eu não o faço feliz… devo ser chata, aborrecida; por algum motivo Mamoru procurou algo mais do que eu. Ele podia ter cursado medicina aqui mas…

- Mas nada. – Interrompeu colocando seu indicador nos meus lábios, encostando sua testa na minha. – Eu não me chamo Mamoru. E não a acho nada aborrecida, pelo contrário, tem um ótimo sentido de humor e paciência de santa para lidar com as indagações da nossa pequena.

Não tinha escutado mal… ele tinha dito nossa. E eu não o negava. Rini estava cada vez mais próxima de Ryo e realmente gostava dele. Eu sabia que não era de meu direito fazer cair um pai desses do céu mas… e se até eu necessitava de alguém? Afinal, ele conseguiu o milagre de me permitir voltar a dormir 8 horas por noite e a acalmar Rini de forma natural. E, sobretudo, não queria que ela chegasse a adolescente me acusando de, pelo menos, não lhe ter dado oportunidade de uma figura paternal na sua vida. Acabei adormecendo no seu peito enquanto ele lia um livro qualquer mas acordara no minuto em que ouvia Rini, ouvido apurado de mãe provavelmente… mas permaneci de olhos fechados.

- P-pai posso dormir com vocês? – Sua voz estava mais infantil que o normal, que geralmente soava séria e quase correta em todas as palavras. Seria também esta figura masculina a salvação para que ela vivesse realmente a sua idade?

- Não consegue dormir?

- Não.

- Apenas hoje. Mas no meio, esta cama não tem grades. Está bem princesa?

- Obrigada. – Ouvi ela rir leve e se deitar junto a mim. – Você ama minha mamã?

- Muito Rini, muito.

- Quanto é muito, muito?

- É não poder contar pelos dedos, pelos braços, por metros ou qualquer medida.



Continua

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#39
Owh! Esperancoso Oh Dumpling, eu não tinha reparado que já tinhas actualizado a fic. Peço imensas desculpas por isso!
O que tenho a dizer? Uma única coisa: Devolve o Mamoru à Usagi e o Ryo fica para mim porque eu adoro-o! <3 ;D
agora a sério, nota-se que o Mamoru está mesmo decidido a recuperar a Usagi, o que é bom, mas aquela Allison... Grrr! Odiosa. "Jogadora", sem dúvida. Por um lado entendo a posição do Motoki e das meninas mas por outro... :/ Ele podia dar uma pista ;D Se bem que isso tirava a piada toda, portanto, deixemos o nosso Mascarado na ignorância! Embaracoso
A Usagi, o Ryo e a Rini fazem uma familia quase perfeita (há que excluir o facto que a Rini é o fruto do amor de outro homem pela Usagi Esperancoso). Como já disse, estou mesmo a amar o Ryo. Fiquei revoltada com aquele kento nojento. Havia de ficar sem sem fruta no quintal! Mal disposto'
Agora, a minha parte preferida do capitulo:

- P-pai posso dormir com vocês? – Sua voz estava mais infantil que o normal, que geralmente soava séria e quase correta em todas as palavras. Seria também esta figura masculina a salvação para que ela vivesse realmente a sua idade?

- Não consegue dormir?

- Não.

- Apenas hoje. Mas no meio, esta cama não tem grades. Está bem princesa?

- Obrigada. – Ouvi ela rir leve e se deitar junto a mim. – Você ama minha mamã?

- Muito Rini, muito.

- Quanto é muito, muito?

- É não poder contar pelos dedos, pelos braços, por metros ou qualquer medida.

Absolutamente fofo! Esperancoso
E como tu escreves em português do Brasil fica ainda mais querido. É uma coisa que gosto muito, o sotaque. Acho que os brasileiros falam de um jeitinho mais delicado e atencioso. Gosto disso! Smile

Uma ultima vez, lamento não ter visto antes o capitulo antes, mas mais vale tarde do que nunca e nesta fic é sempre bom comentar porque vale a pena! Smile
Bjokas Embaracoso
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#40
Hum... Esta foi a segunda que li do início até agora, e também estou a adorar bastante.
Estou ansiosa para saber o que irá acontecer. Smile
Espero pelo capítulo 8!! Very Happy

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