Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Não sei mais viver sem você

#1
Índice

Capítulo 1 - página 1
Capítulo 2 - página 1
Capítulo 3 - página 1
Capítulo 4 - página 1
Capítulo 5 - página 2
Capítulo 6 - página 2
Capítulo 7 - página 2
Capítulo 8 - página 2
_

Bem eu escrevi esta fic inicialmente para ser uma one-shot no site fanfiction.net, na época do natal. Mas houve gente a pedir-me para a continuar e fazer mais capítulos com ela e isso deixou-me um pouco sem saber se sim, continuar e fazer dela um novo projecto, continuando junto da minha outra fic. Como a opinião de quem lê aqui no fórum conta muito para mim, eu gostava de saber o que acham. Se continuo ou não e uma opinião sobre o que escrevi se possível, está em brasileiro por a maioria das pessoas no ff o serem e perceberem melhor assim. Obrigada Embaracoso


Não sei mais viver sem você

Capítulo 1 - Natal (pouco) encantado
Sorri triste perante a árvore de Natal. Sob ela, algo recheava a alegria que as luzes já não pagavam. Não havia dor se não pensasse nos três dolorosos anos que tinham passado…

Mas, fazer o quê… ele partira levando meu amor atrás.

ELE SABIA QUE DOÍA!

Ele sabia… o que me ia fazer sofrer…

.

.

.

Já o esperava no quarto depois do ressoado grito de minha mãe, abriu a porta, mirei o corpo que desde os meus 14 anos me encantava – e ainda tinha esse efeito. Tinha acabado toda a guerra e podia ser finalmente a rapariga normal a qual sonhava ser há quase 2 anos. Sim, é, têm razão - tinha Cristal Tóquio pela frente, mas essa realização ainda ia longe… Ou talvez não tanto pelas descobertas feitas naquela manhã, três dias antes do Natal.

- Mamo-chan, - Sorri e saltei-lhe nos braços como uma criança feliz – que tal foi seu último dia?

- Bem… - Parecia tenso, os olhos não brilhavam e, sobretudo, não me contemplavam – tenho de falar com você Usako.

- Ótimo… também tenho algo para lhe dizer.

Sentou-se na ponta da cama parecendo carregar uma tonelada em cima dos ombros. Fez um gesto a eu me sentar. No momento, senti uma leve tontura por pensar o que estaria para vir… nada passava pela louca da minha mente. Esse tempo depois de o ter recuperado da Galáxia havia sido magnífico.

Havia paz, nesse momento, lá fora, não ali.

- Sabe que eu a amo imenso e não quero mais perdê-la.

Sorri de coração aos saltos, e ajustei o corpo ao assento enquanto permanecia um curto silêncio.

- Vou dizer tudo de uma vez. Vai custar menos. Passa-se que me convidaram de novo para Harvard, e você sabe que eu perdi uma chance pelo que se passou… ora, surgiu de novo uma oportunidade. Me comunicaram por mail que gostariam de me receber. – O coração estava a sair do sítio – Usa, me custa como você nem sonha, mas eu quero aceitar. – Moveu-se lentamente para o esófago. – Eu a amo, quero tudo com você, mas também quero realizar esse sonho, com você a meu lado. Mesmo que você esteja aqui, a levo sempre comigo… Eu quero ir, e só lhe peço compreensão. – Pulou, finalmente, pela boca.

Depois…

Silêncio.

E olhos escuros à espera de… resposta? Ele mesmo disse que só queria compreensão, não autorização. Tinha passado demasiado na época da Galáxia para isto… Não ia querer repetir a solidão e o vazio imenso de não o ter perto.

A maneira de ele falar… caiu sobre mim como pedras no asfalto. Nada doía mais, o coração parou de tanto bater, a minha mente estava limpa. E então lágrimas surgiram.

Se viessem directas do meu coração, seriam de sangue puro. Estremeci, e não aguentei o grito de dor, que parecia exagerado mas não o era no momento.

Na mão, enrolei o envelope – seu presente de Natal – amachucando bem, não tão machucado quanto meu interior que ia decaindo aos meus pés.

Olhei-o sob os olhos lacrimejados, e ele me olhava assustado. – Que se passa Usagi? – Era a única coisa que soava da sua boca.

- Que se passa? – Raramente perdia o controlo na voz - Passa que você me quer fazer sofrer de novo… não… dessa vez não permito. Foi esse o seu presente de Natal? Pois me conseguiu surpreender sem dúvida. Agora pode ir.

- Eu compreendo a reacção e espero que daqui a uns dias você compreenda, eu sei que me ama tanto quanto eu amo você, por isso, sei que tem a capacidade de me… já agora… você também tinha algo para me dizer.

- Capacidade de quê? – A voz saía rouca de tão fortes o grito anterior – Ah, sofrer… é minha vida desde os meus 14… agora continuo a ter de sofrer. Vá, siga seu sonho, de certo é maior que o meu.

- Usako, não há ninguém com sonhos mais belos que você… por favor me diga o que…

- CHEGA! Saia e nunca mais me apareça na frente.

- Mas Usagi...

- SAI!

Querem saber? Saiu. Nem minhas palavras fizeram ricochete. Apercebi-me que depois de anos lutando por ele, tinha de passar a vida a repeti-lo. Prova de amor? Não. Havia era cada vez mais um laco de compaixão.

Tentou ligar, várias vezes, ser recebido em minha casa, várias vezes, e despedir-se, uma vez.

Encontrei-o na rua uma última vez, 2 semanas após o desacato. Cabisbaixo, ia olhando o chão como se nada mais existisse. Pareceu então sentir-me e me mirou.

- Usako… - abraçou-me e eu o deixei, sentia a falta dele. – Por favor, tudo isto é loucura.

- Não é. – Tentei contradizer mesmo sabendo que mentia. – Se quer ir, vá.

O brilho que tinha existido momentos antes, desapareceu.

Me beijou a face e sussurrou um "adeus".

Não houvera piores presentes de Natal ou mesmo Aniversário nos três anos seguintes.

.

.

.

Tinha agora 19 anos e a vida tinha-me pregado breves partidas…

Nessa manhã de Véspera de Natal, após uma limpeza geral pela casa onde vivia favia quatro meses, e as últimas arrumações de Natal, encontrei… no gavetão da secretária do meu quarto da casa dos meus pais, há muito ignorada num canto, um envelope amachucado.

Após fitar a árvore de Natal e o além mais dos presentes sobre ela, peguei no envelope que tinha abandonado lá pela manhã por saber o que era…

O abri lentamente, com lágrimas querendo sair… Lá estava.



TSUKINO, Usagi.

E um pouco mais abaixo: Teste de Gravidez – Positivo.



Era o seu presente… e ele me preferiu dar aquele.

Sob a árvore estava a essência desses anos todos de sofrimento, brincando com as fitas dos presentes que sabia que não podia abrir.

- Mamãe, - despertei dos meus pensamentos com um sorriso sincero – falta muito para a meia noite?

- Sabe que mais Rini? É a terceira vez que me pergunta isso em 10 minutos, por isso… - andei até ela, a olhei e sorri, preparando as mãos como garras de gato – Ataque de Cosquinha!

Nada mais interessava. Era a noite dela.

Não havia remorsos, nem arrependimentos. Não existia dor, pular do coração em tristeza – apenas alegria em estado puro.

Ele tinha feito sua escolha. E eu fiz a minha escolha perfeita.

Desci rapidamente a escadaria do prédio com Rini no colo, prontas para mais uma noite de Natal na doce e acolhedora casa de meus pais… Rini fingia miar como o gato que vira passar na rua, enquanto a sentava na cadeirinha do carro.

Fechei a porta e dei a volta ao simples carro que me havia permitido comprar após um trabalho de férias. Coloquei a chave na ignição e quando olhei para a frente, pensei estar sonhando através dos sons animalescos de Rini.

Ali estava ele… Com o intenso olhar azul-escuro.

Não… havia demorado muito a esquecê-lo… ele não podia voltar, não agora.

Liguei o carro rapidamente e passei por ele como se de um obstáculo se tratasse. Guiei rapidamente até casa.

Mamãe pegou Rini… e eu me dirigi ao quarto ofegante. Logo Shingo bateu na porta com o telefone na mão. É para você.

- Usako… não fuja de novo. Não sei mais viver sem você.

Continua.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#2
Adorei esta muito bom! Eu quero mais!!

Se não sabes mentir, também não sabes quando te estão a mentir!
#3
Adorei Dumpling! por mim tens passe para continuar, adorava saber qual seria a reacçao do Mamoro ao saber da Rini, mas sei que antes disso ainda muito se ia passar! Hehehe!
Gostei muito! Embaracoso
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#4
Olá Dumpling Simpatico
Confesso que esta é a primeira vez que leio algo teu, mas tive curiosidade, e talvez considere ir ler as tuas outras fics, gosto muito da tua maneira de escrever.
Pelo que li agora, estou a gostar imenso. É pena que o Mamoru tenha querido ir para Harvard e tenha deixado a Usagi sozinha com a pequena Chibiusa. Foi muito triste...
Estou a gostar imenso, e espero poder continuar a seguir esta fic
Beijinhos



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#5
Obrigada a todas meninas. Sim lulu x) ainda vai acontecer muito até o Mamoru saber da Rini, mas estou a planear que seja engraçado e Tinoco, espero que assim, no caso de gostares da minha maneira de escrever, possas passar pelas minhas outras fics.
Eu sei que não comento muita gente aqui no fórum, mas pouco tenho tempo para ler. E quando tenho tempo, tenho estado a acompanhar uma série x) . Trabalho no continente e tem sido de doidos T^T por vezes as pessoas nem se apercebem que estão a ser mazinhas.
Enfim... aqui vai o segundo capítulo, revisado pela Beka, porque o meu brasileiro para o site do ff nunca ia ser o melhor x) espero que gostem e comentem.




Capítulo 2 – Te recordando

Revirei os olhos, dos cantos ao teto, me sentia confusa e com todos os sentimentos passados a virem à tona. Que importava se ele tinha voltado? Eu iria continuar minha vida, certo? Nada me fazia sair tudo aquilo da mente naquele momento. Nem os berros de Rini ao abrir o presente dos meus pais, nem mesmo ela me chamando para a ver em cima do triciclo rosa da hello kitty que ela tanto pedira para eles. Nada. E em tanto tempo eu só queria saber dela e nada, nada, nada mais importava. Criara imensa expectativa em três longos anos acerca da sua vinda, nos primeiros meses então… céus… em cada segundo eu alucinava com minha mãe gritando ‘Mamoru chegou!’ e não passava disso mesmo… de uma ilusão criada estúpida e irracional na minha mente. Mas pedir o quê? Era apenas uma menina imatura de 17 anos, grávida e aflita, sabia que ele era responsável e sabia que iria poder contar com ele… Tinha estado um mês sabendo o que se passava comigo, notando cada diferença em meu corpo, resultado de um jantar à luz das velas e, não lhe consegui dizer nada durante um mês! E tinha sido confuso para mim… Estava melhorando as notas na escola e nesse mês, as minhas notas 15 se tornaram num 9, e de novo, entrava na pressão de saber que minhas más notas iam voltar… mas pior! Que era Dezembro e toda a gente na escola ia descobrir. Mas que estupidez engravidar numa época turbulenta na escola! Ora tinha engravidado em Novembro, descoberto no inicio de Dezembro e lhe decidira contar no Natal, como presente… Até lá, podia preparar um discurso… Mas foi inútil. Todos os meus planos caíram nos meus pés no momento em que ele me dizia que ia para a América. Sabe aqueles momentos em que parece que tudo cai aos seus pés? Foi isso que senti. E não o queria ouvir mais… Tinha de planejar toda a minha vida desde ali, sozinha e com um filho nos braços. Que iria eu fazer?!

Aos poucos tudo passou. Tive uma gravidez sempre muito nervosa, no inicio pensando que dizer aos meus pais, depois porque o médico me dizia que ia ser uma gravidez complicada e que tinha de repousar muito e relaxar. Lembro-me de gritar ao médico nesse dia ‘quer que eu lhe ponha o nenê na sua barriga, lhe diga que está só e que vai ter que contar aos seus pais, e aí tem de se arranjar sozinho porque ninguém mais vai querer saber?!’ mas eu errei. Quando contei à minha mãe parecia que tinha sido o dia mais feliz do dia dela, meu pai não reagiu bem assim mas aos poucos aceitou, e Shingo ria e pulava por ser tio… Mas mamãe... Cheguei a arrepiar por ela não ter feito cara de fúria. Sorriu e começou logo fazendo planos para adaptar o meu quarto, pensou mesmo em mudar-me para o quarto deles que era no andar de baixo, enfim, tudo isto depois de saber que Mamoru não estava mais ali... Chorei nos braços dela, como não tinha ainda tido oportunidade de chorar no ombro de alguém… rapidamente tratou de me dizer que não fazia mal eu ficar com o ano perdido, e podia fazer um gênero de ‘suplementar’ depois do bebê nascer em Agosto, um modo de começar o 12º mas terminar o 11º ao mesmo tempo, era uma questão de falar com o diretor. E aí tudo bem, sempre alguns nervos e saudade, mas tinha mais que pensar pela bebê… Até ao parto. Foi complicado, desmaiei a meio com dores e tiveram de forçar mais a saída da bebê, após umas duras 20 horas. Apesar disso, Rini nasceu saudável com 3.500 kg e 47 cms. Quando a pousaram nos meus braços foi tudo tão mágico… e lágrimas se misturavam na minha face. De alegria por a ter ali, e de tristeza por não o ter do meu lado, por não ele não a ver…

Tudo voltara. Como uma tempestade repentina em bom tempo. Tinha-o tentado esquecer, mas quando ele se colocou na frente do carro… Pareceu-me ouvir um estrondo do meu coração a cair perto dos pedais. Estupidamente só pensei se ele tinha visto Rini, tinha medo, muito medo que ele a tivesse percebido… só pensava que ele podia ficar furioso e me tirar ela… foi tudo o que passou na minha mente desde a viagem do meu apartamento até a casa de meus pais. Arrepiava-me com a velocidade a que chegava e com os dois stops que tinha passado. Rini cantarolava algo da sua escolinha, e eu apenas me concentrava nos meus pensamentos. No porquê de ele ter voltado, como sabia onde eu estava, porque estariam seus olhos encharcados… nem sei… todas as palavras passavam na minha mente.

Quando chegava a casa estava descontrolada e me fechava no quarto até àquela ligação…

- Usako… não fuja de novo. Não sei mais viver sem você.

Eu não conseguia dizer mais nada. Me encostei na parede deslizando minhas costas ouvindo-o ofegante. Não controlei mais e chorei, todas as lágrimas que evitara perante Rini, deixei a lucidez de parte e chorei, quase gritando.

-Usa, por favor, não chore… não é minha intenção. Mas a amo tanto que não consigo mais – meu estômago revirava inteiro, doía e revirava de novo, meu coração apertava e as lágrimas eram cada vez mais, já soluçava e não conseguia dizer nada – quando a vi eu sequer quis crer, me perdoe me ter colocado na frente do carro… céus, você mudou tanto Usako. Eu a amo tanto, nunca a esqueci e meu coração diz que nunca vou ter forças suficientes para esquecer. E quando a vi, tive essa certeza.

Conclui que não devia ter visto Rini, nesse caso, teria falado algo. Apenas continuava dizendo que sentia muito a minha falta até perguntar se me podia ver.

Não emiti um som da minha boca que não fosse soluçar, chorava continuamente.

- Usako, diga algo… por favor.

Repetia isso constantemente, até que não aguentei mais e desliguei. Continuei chorando por uns segundos, depois, me levantei fui até ao banheiro e lavei a cara até ficar apenas ligeiramente inchada pelo choro.



Então seguia para a sala, para a alegria da minha vida…

Continuava abrindo os presentes e rapidamente a árvore de natal de meus pais vazava. Eles a mimavam demasiado, era bom por uma parte, mas por outra… céus, Rini nem podia ir comigo na rua que pedia um mundo e o outro, e se ouvisse ‘não’ rapidamente dizia que a vovó lhe daria. Nestas pequenas coisinhas eu sentia que necessitava dele para ter pulso firme, eu passava a maior vergonha por vezes quando ela chorava sem parar. Eu era a mamãe, mas muita vez me sentia incapaz de o ser…

Os primeiros meses tinham sido fáceis, na prática claro, em coisas como amamentar, adormecê-la e algo que me julgava incapaz de conseguir, mudar fraldas. Porém, havia 2 anos que eu não dormia. Na gravidez era complicado, e depois do seu nascimento pior ainda. Minha mãe ajudava, por vezes me dizia para não acordar que ela resolvia, mas me sentia sempre com um peso na consciência de estar ainda tão dependente. Daí que, quando ela fez 2 anos eu resolvi comprar um apartamento. Minha mãe nem sonhava as dificuldades que eu por vezes passava para Rini apenas ter suas necessidades completas, o quanto eu me desleixava comigo mesma… Mas recusava-me sempre a aceitar uma moeda que fosse da minha mãe. Dai que na noite de natal ela tinha o plano dela todo bem armado. Eu abria os presentes um a um até ver uma carta, e muito dinheiro dentro. Ela simplesmente sorria.

- É uma ajuda filha, não tome como ofensa. Mas desde que vive sozinha sei que fica complicado com as fraldas de Rini e tudo o mais.

- Mamãe, peço desculpa mas não posso.

- Deixe o orgulho de lado Usagi! É o meu presente e respeite isso apenas.

- Obrigada mamãe. – Sabia que era impossível recusar e que a minha teimosia provinha dela – mas mais tarde eu lho devolvo.

- Nada disso. Presente é presente, ponto. – Entretanto Rini caia do triciclo e rapidamente se levantava sorrindo – Rini, diga para sua mamãe que ela é tonta.

- Mamãe você é tonta. – Elas sempre conseguiam isso. – Olha, quando pudemos ir para casa abrir os seus presentes?

- Quando você me disser que presente já andou metendo o olho.

- Ah mamãe. Eu apenas abri um pouquinho.

Como era possível eu pensar nele quando tinha ela que me preenchia por completo? E me ocupava todo o pouco tempo que tinha.

Mas… por muito que tentasse, não conseguia tirá-lo da minha mente, ele tinha voltado. Já não estava mais longe, estava bem perto e sabia onde eu vivia. Não julgo que tenha ali passado ocasionalmente, e tinha ainda de descobrir como ele sabia… Decidi então perguntar à Rei, passando em sua casa antes de finalmente ir para o meu aconchegante lar. Fazia 3 anos que o Natal não tinha o mesmo significado para mim…

Mas ninguém atendeu a porta, nem insisti. Rini teimava em ir para casa por causa dos presentes e eu sequer ia negar mais um segundo.

Subimos as escadas com o seu cantarolar baixinho, já era perto da meia noite e meu celular já tocava 7 vezes. Me surpreendi quando cheguei na porta… Tinha um embrulho enorme.

- Uau mamãe, foi o papai Noel que trouxe para mim?

- Não filha, penso que desta vez foi mesmo para sua mamãe.

- Que sortuda!

- Não tanto quanto você! – Sorri de leve. – Vá, pode abrir os seus presentes.

Abri o embrulho, continha uma grande boneca da Sailor Moon. Tinha um bilhete: “Sailor Moon também chegou na América. Me doeu imenso quando a vi, lembrei você, te amo tanto… Me senti destroçado quando me deixou. Só queria desaparecer de uma vez. Mas voltei, e vou lutar de novo por você. Beijos. Do seu, Mamoru.”

Voltei as atenções para a caixa de mensagens do celular… e então me assustei com uma em especial e completamente inesperada.

Mas desta vez, não era nada de Mamoru.



Continua.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#6
Hoo entao? Eu quero saber de quem era. A Historia esta LINDA,FABULOSA! Esta muito boa mesmo adorei!
Estas de parabens!

Beijos!

Se não sabes mentir, também não sabes quando te estão a mentir!
#7
Ah! Oh pá, de quem era a outra mensagem?! Estou tao curiosa Dumpling! adorei o capitulo!
Lol, comigo é assim, basta ver que quem escreve a fic tem o nome de "Dumpling" que eu sei logo que vou gostar, e gosto mesmo! E mais, eu adoro o portugues do brasil, e assim até me dá pica ler! Hehehe
Estou ansiosa pela continuaçao!
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#8
Dumpling escreveu:Tinoco, espero que assim, no caso de gostares da minha maneira de escrever, possas passar pelas minhas outras fics.
Eu quando digo uma coisa não é só por dizer, é porque falo verdade. Depois se puder, passarei por lá para ler Embaracoso
Quanto ao novo capítulo:
Gostei muito, e estou curiosa quanto à mensagem que ela recebeu no telemóvel. Quem é quem é??
Curiosíssima Embaracoso

Bem, continua Embaracoso
Beijinhos



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#9
aaaaaaaaaahhhhhhhhhhh kkkkkkkeeeeerrrrrrrrroooooooo mmmmmmmmmaaaaaaaiiiiiiiiiiisssssssssss!!!!!! está linda!!!!!!!!!!! auuuuuu kusta tanto esperar pelo proximo cap.... Sad
There is always a way of get out... dont do stupid things, they are useless.
- KAIWAIII!
#10
ih pá possa logo ai? Sad , nao podias ter parado depois de ter dito de quem era a mensagem? agr vou ficar aqui , a morrer de curiosidade Sad Sad



Lol, parabéns por mais uma das tuas maravilhosas fanfics, sou nova aqui (hmm bem, mto mto nova aqui no forúm Matreiro) mas apesar disso já li umas quantas fics(pois eu leio bastante rapido e qdo gosto da historia ainda pior Matreiro), e esta sem duvida é umas das que eu gosto mais, adoro a maneira como escreves, como expressas bem os sentimentos das personagens , já tinha lido o primeiro capítulo desta fanfic também no FF....





E pronto. Mais uma vez parabéns Dumpling* continua com o optimo trabalho, aguardo ansiosisima pela continuação.. (que remedio tenho senao roer-me toda de curiosidade ...Embaracoso)

Bjnhs Very Happy Very Happy
#11
Terri-chan escreveu:ih pá possa logo ai? Sad , nao podias ter parado depois de ter dito de quem era a mensagem? agr vou ficar aqui , a morrer de curiosidade Sad Sad



Lol, parabéns por mais uma das tuas maravilhosas fanfics, sou nova aqui (hmm bem, mto mto nova aqui no forúm Matreiro) mas apesar disso já li umas quantas fics(pois eu leio bastante rapido e qdo gosto da historia ainda pior Matreiro), e esta sem duvida é umas das que eu gosto mais, adoro a maneira como escreves, como expressas bem os sentimentos das personagens , já tinha lido o primeiro capítulo desta fanfic também no FF....





E pronto. Mais uma vez parabéns Dumpling* continua com o optimo trabalho, aguardo ansiosisima pela continuação.. (que remedio tenho senao roer-me toda de curiosidade ...Embaracoso)

Bjnhs Very Happy Very Happy


1º a Dumpling pára SEMPRE na melhor parte , ela faz de perposito , ser do demonio (sabes que tou a brincar neh , martinha? eu adoro tu Simpatico2)

2ºSim , quando nos aprisionamos a leitura, é dificil nao ir ver de 5 em 5 minutos se actualizou, e quando actualiza estamos constantemente a olhar para aquela barrinha que desliza ate ao final da pag. a rezar pa faltar mtt Matreiro

3ºeu tambem, nao só o primeiro como o segundo, fui uma das a pedir pa dumpling continuar





--




Martinha , cá vens tu com esta belíssima historia Embaracoso

sabias que o q sempre gostei mais da historia foi a parte que a Rina-chan diz "E ELE SABIA QUE DOÍA"

nao sei porque ....estranho


whatever, nao perciso de dizer que progrediste imenso desde a primeira fanfic que li tua neh? :'D

ainda me lembro... foi apartir do 6º ou 8º capitulo da "Amor intenso , amor que dói" inscrevi'me mesmo so pra a comentar xp

olha agora o teu nivel de escrita? ta excelente Embaracoso


Sabes que pessoalmente nao sou grande amante de drama , e acho que as unicas historias assim desse genero que consigo soportar ler, são as tuas, porque detesto drama mesmo ..talvez pelo que ja vivenciei este ultimo ano, quem sabe..


Mas pronto, eu quero é que darien pegue serena de jeitoo , cara ! xp

Sabes que te vou apoiar sempre querida, não importem as circunstancias, nem as barreiras, muito menos os motivos (:

Brigada Lolli, amei mesmo ;D


Spoiler:
 


#12
Obrigada meninas. É muito importante para mim ter os vossos comentários Embaracoso
Lulu, não digas isso do meu nome eheh qui mentira x) também já li um cadinho das tuas mas é como digo, eu leio mas faço sempre comentários enormes e o teu caso foi que li ia fazer um enorme comentário e até hoje. Mas não esqueço Embaracoso' Beijinho.
E Terri que bom que lês as minhas fics há muito tempo Simpatico Espero que continues a acompanhar aqui.
Eu depois faço uns comentários maiores às reviews que agradeço do fundo do coração, só estou mais com pressa para a caminha porque amanhã é o meu primeiro dia na faculdade e, sem mais, tiro-vos a curiosidade. Espero que não seja secante (A Beka, que me reviu pelo brasileiro, diz que não mas eu penso que sim) talvez porque eu esteja a explicar a história melhor, espero que entendam que estes primeiros capítulos tem mesmo de ser explicações do passado. Beijinhos.




Capítulo 3 - Liberdade



Sabe quando se sente presa a algo e, por muito que tente não se consegue libertar? Bem, era o que eu sentia em relação a essa última mensagem. Não tirava os olhos do celular por um segundo, mesmo o conteúdo ser simples, claro e nada de grande alarme.

Fui ensinada, ao longo de muitos anos, que devia ignorar o que não importava, jogar fora o que apertava o coração, contando até dez e andando de uma extremidade de uma sala a outra, mas havia certas coisas na minha vida que não eram simples de esquecer em breves segundos. Sentia três pressões em cima: minha mãe tentando sempre arranjar maneiras de me dar dinheiro, Mamoru que voltava e agora esta mensagem… Era tudo demasiado para mim e sentia que minha cabeça ia explodir. Espera lá, mas que mal tinha eu feito este ano para receber isto na minha vida?! Eu não pedira para Mamoru voltar, muito pelo contrário, depois de o esquecer para que pediria para ele voltar?

Enfim, não queria nem conseguia pensar mais nele. Me concentrava na mensagem, Ryosuke, ou como todos lhe chamam, Ryo a havia enviado. Ryo: advogado na empresa em que eu trabalho como secretária de uns meses para cá. Ryo foi a primeira pessoa realmente simpática com que eu me deparara no primeiro dia após a formação. Sentia que era cada um por si, e que por muito que eu precisasse até de um segundo que fosse para ir no banheiro, era impossível, o advogado para quem eu trabalhava era demasiado nervoso e parecia descarregar tudo o que sentia em mim, de espírito leve aceitei todas as palavras, chegando no final do dia a implorar por um café para agüentar mais uma noite sem dormir. Me dirigi na cafeteria e minha chávena vinha com marca de batom e, desde muito nova que eu ficava com pele de galinha com situações assim, digamos… pouco ou nada higiênicas. Pedi então para ela trocar e ela me disse ‘é só um pouco de batom, e então, você não usa?’ e, brava, deitou o café no lavatório barafustando de eu ser apenas uma secretária e que eu devia tirar meu próprio café. Não a consegui encarar e baixei os olhos para minhas mãos em cima do balcão, colocou a chávena na minha frente e movi minhas mãos para apanhar a chávena quando ele colocou a mão por cima da minha e disse para ela ‘Troca imediatamente a chávena por uma bem limpa para essa senhora que mesmo sendo secretária é superior a você, está aqui como cliente e, tanto quanto sei, merecem todos ser tratados como iguais. Por isso, se não quer perder seu emprego, é bom que sirva outro café numa chávena limpa e com a delicadeza que esta senhora merece’. E assim o fez, ainda baixando a cabeça, nervosa dizia ‘Peço imensa desculpa, doutor’.

Eu disse a Ryo que não precisava de tanto e ele disse que precisava pois não admitia que ela apenas passasse minha chávena por água sem a lavar e me tratasse da maneira grosseira que tratou quando eu fui gentil. Logo me encantei, apenas por não sentir proteção há muito, e sorri como há muito não fazia sem ser com Rini, se sentou comigo numa mesa e conversámos um pouco. Alguns dias depois, vi meu emprego em risco quando o advogado para o qual eu trabalhava havia sido despedido, mas Ryo logo no dia agiu dizendo que precisava de uma secretária, ao que todos se surpreenderam pois ele sempre havia dito que dispensava ajuda num trabalho que o realizava. Assim, comecei trabalhando para ele e tudo corria com muito mais calma, apesar de, por vezes, sentir uns olhares estranhos dele sobre mim. Quando a ama de Rini não podia nem mesmo minha mãe, ele permitia que eu a levasse e brincava com ela como nem eu por vezes sentia capacidade de o fazer.

Começou a tornar-se uma pessoa regular nos meus dias, uma visita em minha casa, e eu pouco a pouco tomava consciência da influência que poderia ter na vida de Rini. E esse dia chegou mais breve do que eu pensava, quando Rini me perguntou porque eu tinha mãe e pai e ela não, engoli em seco, e antes de poder responder o que fosse, ela me perguntou ‘Meu pai é Ryo?’ e, sem mais, decidi que para não iludir Rini tinha de afastar Ryo da minha vida pessoal, não me podendo dar ao luxo de desistir da minha vida profissional. Quando o fiz, ele admitiu que tinha sentimentos por mim. Mas eu não. Atração, talvez, afinal Ryo era um homem lindíssimo de curto cabelo castanho e olhos verdes, com uma estatura musculada por baixo do terno e bem mais alto que eu… Mas não passava disso mesmo.

Isso havia sido um mês atrás. Trabalhar com ele era uma constante pressão, sabia que ele me olhava a todo o momento e que eu ignorava, mesmo cada toque quando me dava algum documento passando sua mão na minha.

Sua mensagem dizia «Feliz Natal para as duas pequeninas mais doces deste Universo. Sei que é demais, mas este ano estou passando meu Natal sozinho e gostaria de saber se, como amigos, não gostaria de vir com Rini no dia 26 para um simples jantar, repito, de amigos. Espero resposta. Beijo». Surgiu então novamente uma tempestade na minha cabeça… Sentia pena de ele passar um dia tão especial sozinho e que eu podia fazer algo, mas também sentia que mesmo por ser uma época especial passada em família, ainda que um dia depois, passá-lo com Rini junto podia soar estranho…

Odiava minha confusão de idéias… mas, ele durante muito tempo era o único amigo que eu tinha, visto que minhas amigas também seguiam a sua vida de estudos, e, quem sabe, eu poderia desabafar com ele sobre a vinda do pai de Rini.

Então respondi positivamente e passado o dia de Natal fui ter com ele.

Abriu a porta com um sorriso terno e sincero, eu sabia que o era, e logo começou fazendo gracinhas com Rini.

- Como você está Usa? – Desviava minha atenção das cócegas que Rini recebia no colo dele para sua face encantada com ela – Não sei porquê, mas me parece um pouco em baixo…

- Não é nada não. – Decidi por ora desviar conversa já que Rini ali estava. - Então, e foi você quem preparou a janta ou mandou vir?

- Ah, - me indicou a cadeira, sentando Rini numa cadeira alta, que na hora eu me perguntava onde ele a havia arranjado mas logo ignorando o pensamento – vai ter de provar para ver.

Ia então até à cozinha e voltava trazendo uma travessa com um cheiro delicioso.

- Não quer ajuda?

- Usa, afinal, quem é convidado aqui? – Sorriu tirando a tampa da travessa – peixe com batata no forno. Rini já pode comer, peixe não?

- Poder pode – ria enquanto Rini fazia careta – só não gosta, tem de aprender a gostar. Você que fez?

Descobri que sim. E que até Rini gostou, depois de ele cuidadosamente verificar que não tinha mesmo nenhuma espinha e lhe dar ele próprio. Depois da sobremesa, Rini foi brincar com umas quantas bonequinhas na sala o que, novamente, estranhei. E ele pareceu me lendo pensamentos.

- Meu irmão tem uma filha e muita vez ela vem cá e, como menina mimada do tio que é, tem mesmo um quarto dela aqui. Era nisso que estava pensando, certo?

- Acertou. – Sorri de leve para ele. – Que sobrinha sortuda, ein.

- É Usa, mas sinto sempre a falta dela. Uma criança muda completamente uma casa por muito silenciosa e escura que seja, a ilumina e lhe dá um som lindíssimo.

Decidi então enfrentá-lo com algo que me havia ouvido na empresa.

- Desculpa perguntar Ryo, mas… o que se conta, é verdade?

- Infelizmente sim, Usagi. – Todos na empresa pareciam saber a real história de Ryo que quatro anos atrás, havia enfrentado seu primeiro caso como ainda estagiário. Uma criança que era mal tratada por seus pais e que por três vezes fora a tribunal, Ryo junto com o advogado que trabalhava, a tentara tirar aos pais e colocá-la num local que toda a criança merece, de paz e felicidade, mas toda a vez a mãe se desculpava e dizia que ia largar o álcool. Ryo, como só cuidara do caso como estagiário, se oferecera para ir com a assistente social na casa deles e se apegara ao menino, revendo-se a si mesmo, pois seu pai também era alcoólatra quando ele era criança, o que o espantava era o caso ser de dois pais viciados em álcool e drogas, mesmo um pai que ele via raramente toda a vez sovava na criança. Ryo sentiu sempre uma necessidade enorme de salvar o menino e, após a primeira vez, numa das visitas viu marcas no seu corpo, bem profundas. Mas, como na primeira, a mãe fez promessa no tribunal e mostrou que sua mãe ia tomar conta do menino enquanto se tratava. Bastou algumas visitas e muito apego de Ryo pelo menino, dias depois a criança fora agredira pelo pai violentamente e havia morrido. Ainda como estagiário, Ryo entrou numa enorme depressão, sentindo que lhe tinha fugido alguém que ele podia salvar.

E, pela primeira vez, vi lágrimas na sua face. Desabafou e, ficamos horas conversando, até Rini adormecer no sofá.

A conversa foi mudando tema e acabamos rindo de um trambolhão que uma advogada dera.

- Por vezes, só nos conseguimos rir dos males dos outros para aliviar os nossos já notou? – Sorriu para mim e acenei, sorrindo também. – Mas você não está bem Usa, que se passa?

- Nada não Ryo, está tudo bem.

- Não minta para mim, diga sinceramente. Há algo que não está bem com você e vai além das noites sem dormir.

- Bem, Ryo… - decidi lhe abrir o coração como ele abrira o dele. – Tem duas coisas… Que não sei bem que fazer.

- Diga. – me ofereceu um copo de vinho e, pelas horas e por Rini dormindo profundamente como não fazia há muito no enorme conforto daquele sofá, entendi que não ia dormir a casa, então aceitei.

- Primeiro, ouça isso apenas como amigo, por favor, e não como advogado – acenou que sim e continuei – tenho passado dificuldades, a roupa de Rini vai deixando de servir, como deixa de ser bebê as pessoas deixam de oferecer roupa e tenho tido que comprar, cada vez mais, pois a cada dia cresce, e todo o dinheiro tem ido para ela… o sítio onde vivo me pede uma renda naturalmente, e sinto dificuldade em a pagar, com ainda gastos do carro, água, luz, gás e tudo o mais. Se não fosse o subsídio de natal eu nem podia mesmo dar uma prenda a Rini, e ia estragar a tradição de natal. A diferença é que antes estava na casa da minha mãe… quis ganhar a minha independência e mostrar que era capaz, mas neste momento começo duvidando… E minha mãe insiste em…

- Me desculpa interromper, mas então é esse o motivo de você vir emagrecendo mais e mais de dia para dia?

- Ryo, eu me alimento. Claro que não muito bem, mas mal sinto apetite. E, como eu dizia, minha mãe insiste imenso em me dar dinheiro mas eu também sinto o meu orgulho, entende?

- Claro Usa, quis sua independência, e isso não é errado. Mas o pai de Rini não ajuda? Desculpa tocar no assunto, nunca perguntei por ele mas sempre pensei que podia estar passando melhor com sua ajuda.

- Não…

- Como não Usa?

- É o meu outro problema – desvaneci em lágrimas e ele rápido me abraçou e acalmou. – Ele não sabe, e agora voltou.

Vi seu olhar confuso e cruzou os braços sem perceber o que se passava.

- Como não sabe? Rini tem dois anos, não a viu com barriga sequer?

- Não. Quando eu lhe ia dizer ele anunciou que ia para os Estados Unidos estudar medicina e eu fiquei furiosa porque não podia ir com ele com um bebê na barriga nem muito menos pensar em pressões. Dai Rini ser uma criança hiperativa, e nem imagino como seria se eu tivesse continuado com ele. Agora, me preocupo. Não sei como, ele sabe onde vivo, e eu tenho medo que ele me tire Rini, eu sei que ele é bom homem, mas e se deixa de ser assim que descobre e faça de tudo para ma tirar?

- Bem… não lhe vou mentir, como advogado, sei que isso pode muito bem acontecer. Sobretudo sendo um médico, como disse. Não lhe quero pôr medos, mas é real. Lhe ocultou de qualquer maneira…

- Sei. E descobriu onde vivo. Não sei que fazer… Por momentos só queria um refúgio bem longe.

Ryo olhou para Rini, se levantou e foi ajeitar suas cobertas. Se sentou do seu lado e me olhou.

- Usa… e porque não fica aqui?



Continua.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#13
EU JA SUSPEITAVA!
Só podia ser o Mamoru :faz ar de má:
Dumpling como podes parar assim Chocado
Eu agora tava tao absorvida na leitura que nem dei pelo fim do capítulo chegar! Só reparei quando vi a tua sign XD Esperancoso
Enfim XD

Ai oh Dumpling-sama Esperancoso (se me permites que te chame assim)
Tá mesmo lindo...
Só espero e que o Ryo não se aproveite desta oportunidade para se fazer à Usagi --' (vou lá e ele vai ver :tenta entrar no mundo das fics XD : )
Enfim
Quero mais, ver o que acontece a seguir Embaracoso
E já agora, boa sorte com o início da Faculdade Embaracoso
Beijinhos



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#14
amei... realmente é bem verdade que o mamoru pode tirar a rini.. tou triste... e eu ke sempre achei o mamoru de bom coraçao... continua, vais mt bem !!!!
There is always a way of get out... dont do stupid things, they are useless.
- KAIWAIII!
#15
Lindo capitulo, Dumpling! Esse Ryo parece ser boa pessoa, e se eu não amasse tanto o casal Usagi & Mamoru nao me importava que a bunny se viesse a apaixonar pelo "Boss"! Matreiro
A Rini parece ser uma criancinha muito fofinha, e já conquistou toda a gente da historia, e até a mim! Esperancoso
Eu espero, sinceramente, que o Mamoru não seja tão (!!!) como a Usa julga! Mas estou disposta a surpresas! Hehehe!
Fico á espera de mais!
bjokas

PS: Ah, eu disse a verdade em relação ao teu Nick! Eu sei sempre que vou gostar das tuas historias, tanto do conteudo como da ecsrita! E olha que eu nao minto! se eu nao gostasse nem comentava! Matreiro E por falar em comentários, tu alguma vez leste uma fic minha? Hum, tou em choque! Matreiro
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#16
Eu depois comento o resto mas, sim lulu, já li parte a tua 'Angelical', só que eu não sou de comentar com duas linhas, mas sim imensas e prefiro ler e reler e comentar a sério o que farei em breve Embaracoso

Btw eu já notei aqui no fórum, sempre que actualizo uma das minhas fics, outra é actualizada, mas uma que não é há muito, desculpem lá se sou necessária para lembrar alguém. Curioso né Embaracoso'' sorte que não ando propriamente a dormir

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#17
Eu sou uma amiga mesmo desleixada, ainda nem tinha vindo aqui deixar um comentario

Como sempre qualquer uma das tuas fics me prende do principio ao fim e esta sem duvida não é excepção à regra...Começou de uma forma bastante conturbada, um Natal muito mau para Usagi e a partir daí só foi mesmo piorando...

Está muito boa, para variar tens já uma maneira de escrever muito propria e isso ajuda a que qualquer leitor veja sem dúvida o quanto amas aquilo que fazes apenas como hobbie.

Vou ficar ansiosamente à espera dos restantes capitulos, sei que agora vai começar uma etapa dificil da tua vida, pois a faculdade, por muito boa que seja, é sempre dificil para conciliar estudo com outras coisas, mas o meu conselho é que não deixes de escrever, pois ajuda-te a manter a mente clara e ajuda a relaxar sem dúvidaEmbaracoso

Qualquer ajuda já sabes onde estou =)

Beijinho


Obrigado Dumpling <3
#18
Ola Dumpling desde ja quero dar os parabens pelo tua escrita que cada vez tem melhorado mais

Desculpa mas só agora é que li os capitulos da tua fanfic e digo desde ja que captataste-me a atenção completa para a leitura da fanfic .....ta fantastica

fico a espera do proximo capitulo

Paken


http://fullmoonportugal.forumeiros.net/forum

Há 1 ano e 1 mês nesta comunidade
#19
Enfim espero que mensagens como as que recebi não voltem a acontecer ...
Obrigada Paken Embaracoso que bom que voltaste a ler uma das minhas fics. Depois, como já disse, comento na integra as reviews = )

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece
#20
Capítulo 4 – Mudança

Não era boa idéia, sabia que não. No entanto, passava-me pela mente aceitar pois a imagem de Mamoru em fúria pelo que lhe escondia, me dava arrepios na espinha, me atacava com uma dor de cabeça incrível e Ryo, como sempre calmo, sorria confiante para que eu desse o braço a torcer pelo menos dessa vez.

- Ryo, eu não posso… sei que me quero esconder dele, esconder Rini, - suspirei um longo segundo – mas não o posso fazer. Me ter aqui, por muito que me diga, Rini é uma criança e ela faz disparate… E lhe ia causar mais custos.

- Oh Usa, por favor, eu sei bem que Rini se sabe comportar apesar da hiperatividade, e mesmo que faça disparate, não é mesmo essa a essência da infância? – Olhamos os dois na mesma hora para ela que dormia calma agarrada ao seu ursinho de pelúcia que sua vovó lhe havia oferecido – E veja só, trabalhamos no mesmo lugar, apenas tem de marcar a troca com a babá para aqui e feito! Não complique sua vida se há facilidade bem na sua frente.

- É…Mas…

- Não, nada de mas. Chega de mas. Se quiser pensar nisso, tudo bem, eu entendo mas pondere. – sorriu terno e se aproximou de mim – Vai considerar como chance? E, nem pense, pagar o que seja, eu que convidei, sequer ponha isso em causa.

Acenei que sim, sabia que não tinha alternativa e podia até ser uma maneira de ficar com menos peso financeiro por um tempo. Apesar de seus sentimentos por mim… Era a minha melhor solução, talvez mesmo única. Acabamos falando até tarde entre um copo e outro e quando novamente me dei conta, estava deitada numa confortável cama. Ele sabia mesmo me espantar, me devia ter levado para a cama sem mesmo eu sentir. E dormi como há muito não dormia, nunca conseguia…

Ouvi risos e desci uma longa escada rumo à cozinha onde estavam eles conversando, ela no colo dele, ele lhe dando o café da manhã. Olharam os dois para mim e sorriram, me dando um gostoso ‘bom dia’.

- Céus Usa, Rini é a criança mais inteligente que já vi na minha vida! Certeza que ela tem apenas 2 anos?

-Sei. Lhe daria mais como eu não é mesmo? Que outra menina dessa idade consegue encontrar presentes bem escondidos senão ela e com uma grande risada diz que só viu um pouquinho? Ou ceder em brincadeiras de minha mãe? Ou pedir vinte coisas no supermercado em 10 segundos? Apenas Rini. – Na mesma hora que Ryo fez cara de susto, de seguida riu e eu o acompanhei. – Ainda tem certeza que quer uma peste dessa aqui em sua casa?

- Maior certeza era impossível.



.Mamoru.



Caminhava pela rua, mas apesar dos sons, do movimento… apenas uma coisa martelava na minha cabeça: que era feito dela e como tinha ela havia mudado tanto… Certo que apenas a vi de relance no carro mas deu logo logo para ver aquele olhar, o cabelo preso em coque largando o seu estilo habitual… Que havia feito eu afinal? Tinha viajado e largado ela justo na hora que tudo se encontrava bem, eu deitava tudo por água abaixo com ela, seguindo o meu sonho a nível profissional.

Agora estava perdido e meio que sem saber o que havia de fazer, sem conseguir enxergar uma solução. Que cordel mexer para saber a que hora ela estaria em casa... Dirigi feito louco para o Acrobe e, apesar de ser um Sábado de manhã, lá estavam eles.

E logo quando a campainha da minha presença deu sinal, apenas ouvi o som de vidro partindo no chão. O autor? Motoki e bem no seu lado, Makoto, Rei e Mina boquiabertas. Nem sinal de minha coelhinha. Logo todo o mundo da lanchonete me olhava como se fosse uma estrela de cinema.

- Mamoru?! – Motoki largava a expressão de espanto para um grande sorriso e vinha ao meu encontro me abraçando – Quando você voltou?!

- E aí Motoki, voltei faz 3 dias!

- E não dizia nada não? – E se foi apercebendo que as três não saíram do lugar, confuso – Ei! Mamoru chegou, poderão vocês reagir? Dar um oi? Algum sinal?

Elas se aproximavam, mais parecia que eu era um monstro e comecei logo pensando porquê aquela reação ou falta dela. Seria por eu ter deixado Usagi? Ou mesmo Usagi lhes havia dito para não me passarem palavra?

- Oi Mamoru, - Mina se aproximou e me cumprimentou, logo todas as outras faziam o mesmo – como foi lá nos states?

- Ótimo. E vocês como vão?

- Ora! – Motoki replicou – Parece que não se vêm faz 10 anos ein! E então, já viu a peq…

- Motoki! – Makoto interrompeu - Olha Mamoru vou só ali com meu fofinho pequerruxinho e já venho ein.

Algo me soou estranho mas preferi ignorar. Estava cansado, não dormira na volta da viagem e de imediato fui até casa arrumar a bagagem e logo a procurei. E desde aí que não a via. Desde aquele telefonema ficara incontatável. E em Tókio seria quase impossível haver sinal dela. Decidi deixar o Acrobe para uma visita mais tardia e tentar, por fim, descansar um pouco.

Pior, era pensar em tudo na mesma hora, me deixava mais exausto. Pensar no porquê, no telefonema, em como voltar a vê-la… Não tinha terminado bem e ela havia dito que não me queria mais ver, mas depois de todo esse tempo ainda pensei na ínfima possibilidade de ela ter esquecido o que havia dito. Doía como ninguém imaginava, esses 3 anos haviam sido de uma imensa solidão. Certo que tinha amigos na residência e que muitas garotas tentavam conversa além de assuntos da faculdade, mas eu ignorava. Sim, tivera umas duas relações ocasionais, mas fora depois de noites que bebera descontroladamente e me arrependera na hora. A última, Allison, jurou que viria atrás de mim para Tókio.

Ignorei tudo e coloquei para trás das costas, larguei bons amigos de 3 anos mas aqui era onde eu pertencia, ainda mais, ao seu lado.



.Usagi.



Então assim seria. Impossível recusar quando se tratava de alguém que tanto carinho sentia por Rini e porque tinha medo, muito medo, só de pensar que Mamoru poderia revirar o que era e seu mundo e meu mundo, ao descobrir. Ryo se oferecera para buscar minhas coisas junto com amigos enquanto eu tomava conta de Rini que estava particularmente quieta. Raro. Mas sabia que não ia durar muito.

- Usa, seu celular está tocando.

- Oh obrigada Ryo. Alô.

- Usa, - Ryo sussurrava – vou indo ok? Deixa que trato de tudo. – E se despediu com uma adorável ternura de Rini que já queria ir atrás dele.

- Usagi! – Makoto do outro lado gritava enquanto eu me desculpava. – Você nem sabe, quase morri de coração agora. Se eu não amasse tanto Motoki, eu a deixaria cortá-lo em pedaçinhos bem pequenininhos que nem migalhinhas!

Previ de imediato ao que ela se podia estar referindo. - Mamoru?

- Sim! E Motoki já lhe ia perguntar se tinha visto Rini. Bem, ele não sabia, como você só nos ligou a nós mas foi por muito pouco, eu consegui dar a volta!

Um arrepio correu pela minha espinha ao imaginá-lo descobrindo e suspirei aliviada - Obrigada Makoto, lhe fico devendo viu!

- Nada Usa, temos de ser uns para os outros.

- Bem eu vou indo que Rini já está escalando paredes por não achar o controle da tela.

Então a ouvi murmurando hesitante. - Usagi… - Makoto interrompia o ‘quase’ final de chamada.

- Sim…

- Quando você lhe vai contar?

- Um dia… - suspirei brevemente. – Um dia…

Eu tinha medo. E me sentia inútil. Eu pensava simplesmente que a vida não tinha classificação, e a minha já parecia mais um drama. Mas… Rini! Apenas ela importava durante tanto tempo. Continuei a amá-lo durante todo esse tempo e procurava razões inexistentes para o esquecer, chegando até a inventar uma briga imaginária para o término de nossa relação. Mas mentira… mesmo depois de tudo, quando partiu, em silêncio ouvi suas mensagens que me deixara na caixa de voice mail. Lá ele cantava com sua voz doce e rouca, sempre canções de amor ou mesmo apenas falava de sentimentos.

Era puro, sim. Mas eu me sentira tão só durante todo o tempo que o julgara na América que era escusado tentar mais um ano e então após saber da gravidez… naquele tempo, apenas as meninas e Seiya eram incansáveis comigo mas sei, sei sim, que as meninas era por amizade… Seiya por procurar algo mais. E eu lhe partira o coração... Mas sabe como é, para ser feliz nem sempre outro no mundo estará igual a nós.

Infundamente eu continuava minha busca de motivos para odiar Mamoru mas depois sua voz vinha a minha mente como geada durante a noite. Repentinamente e linda, mas caindo gelada na minha pele, com gotas a curto prazo.

Aprendera que amar não era fácil, dar amor talvez sim, mas no que toca ao ato de dar e receber não era um caso justo. Procurei razões para mudar a menina que era e não era fácil, mas encontrei aos poucos a única razão: Rini. Me forçara a crescer e a jogar lágrimas fora e me sentia melancólica maioria do tempo. Ah não. Era tarde para ele voltar… demasiado tarde.



.Mamoru.



Voltara a tentar procurá-la em casa mas apenas me surpreendi quando bati na sua porta. Alguém abrira e meu coração quase pulara, até ver uma senhora de meia idade ao celular.

- Diga. Se esqueceram de algo?

Esquecer o quê? E quem? – Não. Eu estava procurando Usagi Tsukino, mas peço desculpa, devo ter errado o andar.

- Não errou meu filho. – A senhora desligara o celular e olhava sorridente para mim – Mesmo agora vieram buscar tudo da menina Tsukino. Ela se mudou.

- Como é? – Meu coração entrara em choque. – Não pode ser, mesmo há tão pouco ela estava aqui… Para onde ela foi?

- É verdade, mas certeza que não foi mais apanhado de surpresa que eu. E sinto muito meu jovem, mas não sei para onde ela foi morar. Ela sequer compareceu para as mudanças, que ora foi mesmo minutos atrás que terminaram. Penso que era seu companheiro tratando de tudo por ela pois me pagou a última renda ele mesmo.

Seria da minha chegada que ela saíra? Como podia ser possível… E… companheiro?

- Bem meu filho, lamento imenso. Licença.

Tentei buscá-la então na casa dos seus pais apesar de saber que podia novamente quase ser chutado por Shingo. Isso! Podia ser Shingo quem falou por Usagi. O tal “companheiro”. Afinal ele não era mais uma criança.

Guiei como louco e quando finalmente cheguei, sua mãe, Ikuko, me abria a porta com um sorriso.

Mas rapidamente seu sorriso desapareceu. – Que faz aqui?

- Lamento incomodar Sra. Tsukino, procuro Usagi. Ela está?

- Mesmo que tivesse eu não lhe iria dizer. – Tsukino-sama me falava da maneira mais arrogante, quase gritando. - Mas Usagi não está, agora dê o fora. – E quase me fechou a porta na cara, mas coloquei logo a mão para a abrir. – Já lhe disse! Vá embora seu… seu crápula! Mau caráter! E nem se atreva a voltar aqui!

Não consegui entender aquele tratamento mas desviei a mão. Estaria sua família tão chateada assim? Ou recebera ordens para me afastar?

Eu só conseguia pensar nela… E doía tanto. Doera todo esse tempo e continuava doendo, ainda mais sabendo que estaria tão perto e não a conseguia alcançar. Em como ela era dócil e pura, e no que ela se podia ter tornado agora depois desse tempo… Só de pensar me causava imensa mágoa, mágoa essa que não desaparecia nem se pensasse muito no assunto, nem se o tentasse esquecer.

Meus pensamentos então se desviavam com o som do celular tocando. No visor aparecia o nome: Motoki.

- Alô Mamoru. E aí como vai?

- Bem, - sorri levemente, afinal ainda me restava Motoki – pensando na confusão que foi voltar e que está sendo como uma re-integração.

Motoki riu, mas nervoso. Podia notar por seu tom que algo se passava, algo que não me poderia dizer como nessa tarde. – Mamoru, será pode passar aqui no Acrobe?

E arranquei no carro para a lanchonete que agora também já não era a mesma, já não havia mais a alegria e esperança de puder ouvir minha querida Usako.

… E agora menos motivos tinha para sorrir. Motoki chegava perto de mim – Lamento se não era para lhe dizer, mas como chegou aqui e perguntou por você…

- Que faz você aqui?!



Continua.

Apesar de andar um pouco em baixo, sem vontade de escrever... porque depois de tanto tempo a escrever Silêncio do Olhar ninguém neste fórum passou por lá... enfim... aqui está o capítulo. Há sempre quem nos levante a moral para cima.
Se puderem então, deixem uma review.

gomawo Tinoco-chan ♡  a dor passa, mas a beleza permanece

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