Memórias de Kyoto - (Rurouni Kenshin)
******
Era já noite quando o grupo chegou ao Shirobeko, que estava agora em grande azáfama com o jantar. Hiko acompanhara-os, pois sabia que podia o perigo estar à solta. Quando entraram no jardim de acesso ao edifício, Sae, que da porta da cozinha os tinha visto entrar, voltou para dentro e chamou pela médica.
- Megumi-sensei! Megumi-sensei! Eles chegaram!
Megumi, que desde a tarde tivera o coração tão mais leve, tremendo de alegria desceu rapidamente as escadas de madeira. Quando alcançou o andar inferior viu que os seus amigos já tinham chegado. A médica tinha lágrimas nos olhos, que agora caíam sem tino pelo rosto bem feito, molhando-lhe as faces alvas. Eles não notaram, à entrada, a sua presença silenciosa, e só quando Sanosuke ergueu os olhos após tirar os sapatos e levantar-se a notou. Á vista saltaram logo as lágrimas brilhantes, que, por alguma razão do destino, escondiam sabiamente o sorriso de júbilo de Megumi, cuja única vontade era gritar de alegria.
- Megumi… o que…
- O Kenshin… – começou Megumi, a voz meio deturpada pelas lágrimas, tentando sorrir sobre elas para que se apercebessem da sua felicidade – Ele…
Sanosuke sentiu o coração cair-lhe aos pés. Pelo tom da médica (e também pelas caras dos outros entendeu que não era o único que assim pensava) o Kenshin devia estar… morto… Não. Não pode. Quando abria a boca para falar ouviu o restante.
- … Acordou. Ele está bem, ele acordou!
Foi como se todos voltassem a respirar. No momento seguinte os olhos de Kaoru encheram-se de copiosas lágrimas, Misao e Yahiko dançavam de alegria, Okina sorria abertamente (tendo depois sub-repticiamente deixado a divisão para que comemorassem aquele momento em “família”) e Sanosuke, longe de qualquer expectativa, agarrou Megumi ao pela zona da cintura e rodopiou com ela num gesto de alívio, emoção e felicidade. Quando a pousou no chão, ambos rindo com gosto, no desequilíbrio do rodopelo os seus rostos ficaram separados por centímetros, o que precedeu um momento de tensão de cortar à faca e muitos rostos corados. Mas depois o momento passara. Megumi ia a frente com Kaoru, para que pudessem finalmente ver o rurouni.
- Vou entrar primeiro e acordá-lo. Não convém que entrem todos duma vez… ele ainda está muito fraco… Pode ser demasiado cansativo para ele se todos começarem a falar duma vez. Não quero que ninguém o faça cansar-se e principalmente – os seus olhos escuros procuraram Yahiko e Misao – nada de perguntas sobre Makoto Shishio, Monte Hihei, Espada de Gume Invertido, ou o que seja! – Os meninos pareceram minguar perante a rispidez destas palavras.
Megumi empurrou o soji do quarto do rurouni lentamente, entrou e fechou-o de novo, deixando do lado de fora uma expectação e nervos fora do comum.
- Ken-san! Ken-san, acorda. Eles chegaram e estão aqui para te ver!
Kenshin abriu lenta e pesadamente os olhos, e violeta brilhou, um pouco pardacento dos ferimentos e da febre.
- Eles… chegaram? Estão… cá… todos? – perguntou na sua voz tão gentil e delicada como sempre.
- Sim, Ken-san, todos. Mas quero que cada um te veja de cada vez, não quero que te exaltes.
- Mas…
- Nada de mas, Ken-san. – cortou Megumi – Enquanto estiveres a meu cargo, sugiro que acates as ordens de uma médica experiente
Kenshin sorriu, e consequentemente Megumi sorriu também. Ah, aquele sorriso…
A médica saiu. Kaoru estava à porta. As duas mulheres olharam-se momentaneamente. Depois, Megumi abriu o soji para ela passar e fechou-o logo depois. A médica olhou então para Sano e para os outros. Sabia que agora tinham de esperar… por muito que custasse… era assim que devia ser…
******
A shiondai de kendo do estilo Kamiya Kashin entrou pelo soji, que Megumi fechara logo quando ela passou por ele. Kaoru Kamiya tinha muito a custo tentado limpar as lágrimas dos seus olhos, o que tinha, em parte, conseguido: já não tinha um aspecto tão choroso, e embora não houvesse um espelho na divisão, ela tinha a certeza de que tinha um ar muito mais alegre do que nos dias antes daquele. Não queria, de modo nenhum, que a primeira coisa que Kenshin visse nela fossem as suas lágrimas. Muito cautelosamente aproximou-se do futon ao lado do qual adormecera tantas vezes a velar e acalmar o que la jazia deitado, meio morto. Kenshin parecia estar a dormir. Mas Kaoru sabia que não, estava simplesmente a poupar forças. Ela estava esperançosa que o seu estado o impedisse de ler as suas angústias e dos seus amigos. Já o conheciam bem… o mais certo era encontrá-lo no outro dia a fazer tudo por sair dali, com a Sakabatou atada à cintura. (Kaoru riu-se perante a imagem dum rurouni despenteado, completamente balhelhas a tentar andar com uma espada muito pesada para ele) Não… o melhor seria deixar que por uma vez, uma única vez, o pudessem poupar a essas preocupações. Ele não merecia ter de arcar com tal fardo, não agora… Ninguém lho dirá, ele não precisa de saber. Kaoru ajoelhou-se ao lado do futon.
A não ser que… que o descubra por si…
******
Kenshin jazia deitado, os olhos suavemente fechados, um aspecto tão ternurento como sempre… Embora o não soubesse, algumas das preces de Kaoru foram atendidas. Não… ele não podia sentir as presenças, as vibrações, os ínfimos pensamentos dos que o rodeavam, como quase sempre pudera. Muito sonolento e exausto não ouviu o suave deslizar do soji, nem os passinhos pequeninos e leves de Kaoru Kamiya, e só quando esta lhe tocou levemente no ombro ele abriu os olhos, fazendo com que um puro violeta pousasse sobre um profundo azul. Kaoru… pensou Kaoru, Kaoru, Kaoru…
- Kaoru-donno. Kaoru… - Kenshin, além de extremamente aborrecido por não poder levantar-se, poder ao menos sentar-se, sair daquela posição humilhante, ainda se sentiu mais vexado. Não seria capaz de dizer mais nada? Por que, por Kami-sama, não conseguia dizer uma palavra do que tem vindo a sonhar há tantos dias, porque não, pedir as desculpas que não sabia que pedira no seu delírio? Seria assim tão inútil ao ponto de não conseguir dizer o que o seu coração lhe gritava nos tímpanos fazendo tremer o seu peito tão cheio daquelas marcas de guerra e de solidão?
Mas estas perguntas ficaram sem resposta. Os olhos dele olharam para ela como se há muitos anos não a visse, como se tivesse encontrado o maior tesouro do mundo. Aquele sorriso… ah, como eu precisava daquele sorriso. Tão doce, tão puro… Como eu senti…a tua… falta…
Os olhos de Kaoru, que tão dificilmente as tinham retido, encheram-se de lágrimas. Mas ela deixou-as correr. Já não importava. Mais nada era importante. Agora era só ele e o sorriso dele, e os olhos dele… e todo o carinho que ele podia demonstrar num sorriso. Agora ela estava muito perto dele. Conseguiu ver como estava magro, como estava pálido, mas também como estava vivo e acordado. Forçada pelas lágrimas, ela baixou a cabeça entre os braços, sobre o lençol do seu futon.
- Kaoru… não… não chores… peço desculpa…
Kaoru, finalmente, encontrou a voz.
- Desculpa?? Kenshin no baka! Não sabes… não sabes como eu senti a tua falta, não sabes! Não sabes como eu chorei todas as noites! E agora tu estás aqui… e estás bem… E estás comigo… e… não sabes a minha felicidade… não sabes…
- Kaoru-donno… - Kenshin tinha sempre um tom de voz que conseguia faze-la sentir-se tão bem… - Eu sei… acredita que eu sei… e tenho sonhado poder ver esse sorriso outra vez, de gozaru yo…
******
- Muito silencioso lá dentro, não achas?
- Shh, cala-te, senão não consigo ouvir nada.
- Ei, doninha, é a minha vez de espreitar… chega-te para lá…
- Parece que pararam de falar agora…
- Consegues ver alguma coisa?
- Naaa… nada de interessante…
- Que achas que se está a passar?
- Ei, já pensaram que eles podem…
- MAS O QUE É QUE VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO A FAZER??!
Sanosuke, Yahiko e Misao, que tinham estado com os ouvidos colados ao soji e a espreitar pelas finas fissuras entre as placas do mesmo deram um salto e caíram no chão (N/A: very anime style, ne? )
- Ahm… Megumi, nós estávamos… ahm… pois nós… estávamos…
- ROOSTER HEAD! Isto é inacreditável… nem acredito nisto!...
Os três ficaram muito, muito corados, olhando para os pés como se estes, de repente, se tivessem tornado muito interessantes. Olharam uns para os outros. Megumi fulminou-os com o olhar mas depois suavizou.
- Não se deixem ser apanhados… (orelhinhas de raposa apareceram sobre a sua cabeça) – disse Megumi, descendo para o andar inferior deixando os três de boca aberta.
Era já noite quando o grupo chegou ao Shirobeko, que estava agora em grande azáfama com o jantar. Hiko acompanhara-os, pois sabia que podia o perigo estar à solta. Quando entraram no jardim de acesso ao edifício, Sae, que da porta da cozinha os tinha visto entrar, voltou para dentro e chamou pela médica.
- Megumi-sensei! Megumi-sensei! Eles chegaram!
Megumi, que desde a tarde tivera o coração tão mais leve, tremendo de alegria desceu rapidamente as escadas de madeira. Quando alcançou o andar inferior viu que os seus amigos já tinham chegado. A médica tinha lágrimas nos olhos, que agora caíam sem tino pelo rosto bem feito, molhando-lhe as faces alvas. Eles não notaram, à entrada, a sua presença silenciosa, e só quando Sanosuke ergueu os olhos após tirar os sapatos e levantar-se a notou. Á vista saltaram logo as lágrimas brilhantes, que, por alguma razão do destino, escondiam sabiamente o sorriso de júbilo de Megumi, cuja única vontade era gritar de alegria.
- Megumi… o que…
- O Kenshin… – começou Megumi, a voz meio deturpada pelas lágrimas, tentando sorrir sobre elas para que se apercebessem da sua felicidade – Ele…
Sanosuke sentiu o coração cair-lhe aos pés. Pelo tom da médica (e também pelas caras dos outros entendeu que não era o único que assim pensava) o Kenshin devia estar… morto… Não. Não pode. Quando abria a boca para falar ouviu o restante.
- … Acordou. Ele está bem, ele acordou!
Foi como se todos voltassem a respirar. No momento seguinte os olhos de Kaoru encheram-se de copiosas lágrimas, Misao e Yahiko dançavam de alegria, Okina sorria abertamente (tendo depois sub-repticiamente deixado a divisão para que comemorassem aquele momento em “família”) e Sanosuke, longe de qualquer expectativa, agarrou Megumi ao pela zona da cintura e rodopiou com ela num gesto de alívio, emoção e felicidade. Quando a pousou no chão, ambos rindo com gosto, no desequilíbrio do rodopelo os seus rostos ficaram separados por centímetros, o que precedeu um momento de tensão de cortar à faca e muitos rostos corados. Mas depois o momento passara. Megumi ia a frente com Kaoru, para que pudessem finalmente ver o rurouni.
- Vou entrar primeiro e acordá-lo. Não convém que entrem todos duma vez… ele ainda está muito fraco… Pode ser demasiado cansativo para ele se todos começarem a falar duma vez. Não quero que ninguém o faça cansar-se e principalmente – os seus olhos escuros procuraram Yahiko e Misao – nada de perguntas sobre Makoto Shishio, Monte Hihei, Espada de Gume Invertido, ou o que seja! – Os meninos pareceram minguar perante a rispidez destas palavras.
Megumi empurrou o soji do quarto do rurouni lentamente, entrou e fechou-o de novo, deixando do lado de fora uma expectação e nervos fora do comum.
- Ken-san! Ken-san, acorda. Eles chegaram e estão aqui para te ver!
Kenshin abriu lenta e pesadamente os olhos, e violeta brilhou, um pouco pardacento dos ferimentos e da febre.
- Eles… chegaram? Estão… cá… todos? – perguntou na sua voz tão gentil e delicada como sempre.
- Sim, Ken-san, todos. Mas quero que cada um te veja de cada vez, não quero que te exaltes.
- Mas…
- Nada de mas, Ken-san. – cortou Megumi – Enquanto estiveres a meu cargo, sugiro que acates as ordens de uma médica experiente
Kenshin sorriu, e consequentemente Megumi sorriu também. Ah, aquele sorriso…
A médica saiu. Kaoru estava à porta. As duas mulheres olharam-se momentaneamente. Depois, Megumi abriu o soji para ela passar e fechou-o logo depois. A médica olhou então para Sano e para os outros. Sabia que agora tinham de esperar… por muito que custasse… era assim que devia ser…
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A shiondai de kendo do estilo Kamiya Kashin entrou pelo soji, que Megumi fechara logo quando ela passou por ele. Kaoru Kamiya tinha muito a custo tentado limpar as lágrimas dos seus olhos, o que tinha, em parte, conseguido: já não tinha um aspecto tão choroso, e embora não houvesse um espelho na divisão, ela tinha a certeza de que tinha um ar muito mais alegre do que nos dias antes daquele. Não queria, de modo nenhum, que a primeira coisa que Kenshin visse nela fossem as suas lágrimas. Muito cautelosamente aproximou-se do futon ao lado do qual adormecera tantas vezes a velar e acalmar o que la jazia deitado, meio morto. Kenshin parecia estar a dormir. Mas Kaoru sabia que não, estava simplesmente a poupar forças. Ela estava esperançosa que o seu estado o impedisse de ler as suas angústias e dos seus amigos. Já o conheciam bem… o mais certo era encontrá-lo no outro dia a fazer tudo por sair dali, com a Sakabatou atada à cintura. (Kaoru riu-se perante a imagem dum rurouni despenteado, completamente balhelhas a tentar andar com uma espada muito pesada para ele) Não… o melhor seria deixar que por uma vez, uma única vez, o pudessem poupar a essas preocupações. Ele não merecia ter de arcar com tal fardo, não agora… Ninguém lho dirá, ele não precisa de saber. Kaoru ajoelhou-se ao lado do futon.
A não ser que… que o descubra por si…
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Kenshin jazia deitado, os olhos suavemente fechados, um aspecto tão ternurento como sempre… Embora o não soubesse, algumas das preces de Kaoru foram atendidas. Não… ele não podia sentir as presenças, as vibrações, os ínfimos pensamentos dos que o rodeavam, como quase sempre pudera. Muito sonolento e exausto não ouviu o suave deslizar do soji, nem os passinhos pequeninos e leves de Kaoru Kamiya, e só quando esta lhe tocou levemente no ombro ele abriu os olhos, fazendo com que um puro violeta pousasse sobre um profundo azul. Kaoru… pensou Kaoru, Kaoru, Kaoru…
- Kaoru-donno. Kaoru… - Kenshin, além de extremamente aborrecido por não poder levantar-se, poder ao menos sentar-se, sair daquela posição humilhante, ainda se sentiu mais vexado. Não seria capaz de dizer mais nada? Por que, por Kami-sama, não conseguia dizer uma palavra do que tem vindo a sonhar há tantos dias, porque não, pedir as desculpas que não sabia que pedira no seu delírio? Seria assim tão inútil ao ponto de não conseguir dizer o que o seu coração lhe gritava nos tímpanos fazendo tremer o seu peito tão cheio daquelas marcas de guerra e de solidão?
Mas estas perguntas ficaram sem resposta. Os olhos dele olharam para ela como se há muitos anos não a visse, como se tivesse encontrado o maior tesouro do mundo. Aquele sorriso… ah, como eu precisava daquele sorriso. Tão doce, tão puro… Como eu senti…a tua… falta…
Os olhos de Kaoru, que tão dificilmente as tinham retido, encheram-se de lágrimas. Mas ela deixou-as correr. Já não importava. Mais nada era importante. Agora era só ele e o sorriso dele, e os olhos dele… e todo o carinho que ele podia demonstrar num sorriso. Agora ela estava muito perto dele. Conseguiu ver como estava magro, como estava pálido, mas também como estava vivo e acordado. Forçada pelas lágrimas, ela baixou a cabeça entre os braços, sobre o lençol do seu futon.
- Kaoru… não… não chores… peço desculpa…
Kaoru, finalmente, encontrou a voz.
- Desculpa?? Kenshin no baka! Não sabes… não sabes como eu senti a tua falta, não sabes! Não sabes como eu chorei todas as noites! E agora tu estás aqui… e estás bem… E estás comigo… e… não sabes a minha felicidade… não sabes…
- Kaoru-donno… - Kenshin tinha sempre um tom de voz que conseguia faze-la sentir-se tão bem… - Eu sei… acredita que eu sei… e tenho sonhado poder ver esse sorriso outra vez, de gozaru yo…
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- Muito silencioso lá dentro, não achas?
- Shh, cala-te, senão não consigo ouvir nada.
- Ei, doninha, é a minha vez de espreitar… chega-te para lá…
- Parece que pararam de falar agora…
- Consegues ver alguma coisa?
- Naaa… nada de interessante…
- Que achas que se está a passar?
- Ei, já pensaram que eles podem…
- MAS O QUE É QUE VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO A FAZER??!
Sanosuke, Yahiko e Misao, que tinham estado com os ouvidos colados ao soji e a espreitar pelas finas fissuras entre as placas do mesmo deram um salto e caíram no chão (N/A: very anime style, ne? )
- Ahm… Megumi, nós estávamos… ahm… pois nós… estávamos…
- ROOSTER HEAD! Isto é inacreditável… nem acredito nisto!...
Os três ficaram muito, muito corados, olhando para os pés como se estes, de repente, se tivessem tornado muito interessantes. Olharam uns para os outros. Megumi fulminou-os com o olhar mas depois suavizou.
- Não se deixem ser apanhados… (orelhinhas de raposa apareceram sobre a sua cabeça) – disse Megumi, descendo para o andar inferior deixando os três de boca aberta.
Spoiler
honto arigato, sandrita <3 chrno *.*
Onde será que se meteu o senhor Hiko?...
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O soji abriu-se lentamente e Kaoru Kamiya saiu do quarto do rurouni, o rosto ainda manchado pelas lágrimas de alegria e um brilho inexoravelmente feliz nos olhos de safira. O mínimo ruído do arrastar e abrir da porta fez com que Yahiko, Misao e Sanosuke se sobressaltassem no lugar onde se tinham sentado encostados às paredes alvas do corredor, quando já haviam desistido de tentar escutar a conversa entre Kenshin e Kaoru.
Não saíram daqui… pensou. Kaoru forçou uma lágrima teimosa a conter-se. Não havia, naquele mundo, nada mais forte que aquilo que se deparava em frente dos seus olhos de azul profundo. Não era o poder de uma espada, nem do braço que a comandava. Não era o poder de uma força de elite. Não era o poder de uma guerra como a que acabavam de terminar, nem o domínio de todas armas do mundo. Era uma força suficientemente poderosa para a reduzir a lágrimas, suficientemente forte para lhe arrancar um sorriso, com a magnitude de a fazer despir o kimono e envergar um fato de combate e para colocar uma criança ferida de pé em frente de um gigante. Era tal que fazia com que um edifício em chamas fosse mero obstáculo; fazia com que arriscar a vida fosse pouco preço a pagar por um sorriso. Era o amor que neles crescia, em todos eles… E só o amor que os fizera lutar os prendia agora junto daquela porta, o mesmo amor que os fizera percorrer quilómetros e quilómetros para encontrar algo que tinham perdido. Era o amor e nada mais que os fazia esperar com o coração alvoroçado pelo abrir daquele soji.
Os olhos dos três elevaram-se para olhar a mestre assistente do estilo Kamiya Kashin e depararam-se com um sorriso radiante. Aquele sorriso que ela não mostrava desde que tinham partido de Tokyo. Aquele sorriso tão precioso para todos eles…
- Venham… – disse ela numa voz que transparecia alegria – O Kenshin quer ver-vos… Mas por favor, um de cada v…
Os pequenos e Sano não ouviram, no entanto o final da frase de Kaoru, tendo entrado de precipitadamente no quarto quente e abafado, onde Kenshin estava deitado, os olhos meigamente fechados pelo cansaço e pela dor que sofria em silêncio. Embora os seus sentidos se encontrassem velados, não pôde deixar de ouvir os passos corridos das crianças e as passadas largas de Sanosuke na sua direcção.
- Kenshin!
- Himura!!
-KENSHIN!
O pequeno samurai abriu preguiçosa e dolorosamente os olhos, deixando raiar um brilho violeta. Tinha três pares de olhos pousados nele. Não pôde deixar de sorrir.
- Yahiko… Misao… Sano… como estão? – procurou manter um nível de voz firme, para o que teve que prescindir de uma força de vontade gigantesca.
- Kenshin! Que bom que aqui estás connosco!
- Himura… estávamos tão preocupados…
- Como te sentes?
Os pequenos falavam sem parar, atropelando as perguntas um do outro. Kaoru ficara junto da porta, não entendendo o porquê de não se unir aos outros naquela manifestação de júbilo, mas compreendendo que era assim que mandava o seu coração naquele momento. O seu olhar caiu, no entanto, em Sanosuke que, imóvel e um pouco afastado do futon, com as mãos a ladear o corpo olhava para o ruivo. Este, deitado, escutava com um sorriso silencioso Misao e Yahiko como se todo aquele amontoado de palavras ora gritadas ora sussurradas fosse para ele um tesouro inexplicável. O cenho de Kaoru franziu-se um pouco perante a incapacidade de expressão daquele a quem tomava como a um irmão. Sanosuke…
Sanosuke, porém avançou um passo em direcção ao futon, com o olhar preso no amigo ferido. Kenshin olhou para o ex-lutador de rua com um daqueles sorrisos ternos que tanto o assinalavam. Sanosuke expressou a sombra de um sorriso. Por um segundo contemplaram-se sorrindo um para o outro. No segundo seguinte os olhos de Sano tinham-se enchido de lágrimas que lhe correram apressadamente pelo rosto marcado pela luta e pela fadiga e ele ajoelhou-se ao lado do rurouni e, envergonhado pelas suas próprias lágrimas, falou numa voz que pouco lhe pertencia.
- Kenshin… - soluçou – Kenshin, se te acontecesse alguma coisa… se tu… se tu…
Parecia incapaz de continuar. Tremia sem controlo e parecia abismado com o aflorar das suas emoções. O sorriso de Kenshin morrera para dar lugar a uma expressão de puro espanto e afecto. Quando o lutador voltou a ter algum domínio na voz continuou.
- Se… s-se t-te acontece-s-se algum-ma coi-sa… eu juro que…
Sem mais palavras deixou as lágrimas correrem livremente enquanto Kenshin (visto que a sua humilhante posição o impedia de colocar a mão no seu ombro) dizia
- Obrigado, Sano…
Sanosuke olhou para ele
- Por teres salvo a minha vida e – o volume da sua voz desceu tanto que apenas Sanosuke o podia escutar – por teres cuidado da menina Kaoru.
Um sorriso choroso passou pelos lábios de Sano, enquanto Yahiko e Misao recomeçavam com a algazarra.
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A noite caíra em Kyoto. Ao contrário da noite em que Kenshin voltara, as estrelas salpicavam o céu de querosene, acompanhando a lua. De longe, as ruas iluminadas eram pequenos pontos brilhantes, contrastando com as matas negras em redor da cidade. Numa casa que defrontava a rua deserta, as luzes do restaurante já se tinham apagado. Dentro dela, numa salinha acolhedora, sobre uma mesinha de madeira trabalhada, um bule branco decorado com rubras pétalas pintadas fumegava, deixando na sala um suave aroma a chá de margaça. Megumi, Sanosuke, Yahiko, Sae, Okina, Misao, Kaoru, Shiro e Kuro tinham-se reunido na sala para tomarem chá, em parte comemorando o facto de Kenshin ter, finalmente, voltado para eles.
- Mas… – começou Yahiko pousando a chávena e dando uma trinca bastante avantajada num dos bolinhos de polvilho que Sae colocara na mesinha – porque é que não podemos comemorar com o Kenshin se estamos a “festejar” por causa dele?
- Yahiko… – Megumi acabara de pousar também a sua chávena – tensa de compreender que o Kenshin está exausto e que o que ele mais quer agora, provavelmente, é um pouco de sossego. A Omasu e a Okon ficaram de guarda, não te preocupes.
No entanto, Megumi Takani não revelava os seus próprios medos. Temia que a ocasião fosse pouco oportuna para isso e para mais nunca aprendera, de facto, a confiar as suas preocupações e os seus problemas a ninguém, o que tornava a situação muito mais complicada. Mas na realidade, durante toda essa tarde estivera com Kaoru Kamyia lá em cima, no quarto do samurai, a procurar cura-lo da desidratação que já o consumia. Felizmente Kaoru precisara de sair. “Tenho de treinar um pouco como Yahiko, já lho prometi há séculos…” dissera a mestre ajudante de kenjutsu. Após ela ter saído, Megumi colocou umas almofadas atrás de Ken-san e procurou sentá-lo apoiado nelas. Muito a custo conseguiu carregá-lo para cima das almofadas e pô-lo numa posição mais adequada para lhe tratar os golpes e para o alimentar. “Bem, Kenshin, já está na hora de começares a comer alguma coisa…” dissera, enquanto se voltava para ir buscar algo às cozinhas. No entanto, ela, que esperava ouvir alguma resposta, estranhou o silêncio. Voltou-se. “Ken-san, eu perguntei se…” a sua repetição da pergunta foi cortada. “Não tenho fome, menina Megumi.” Megumi olhara-o e logo que lhe pôs os olhos em cima sentiu na pele que algo não estava bem. A pele dele estava de um horrendo tom cinza e os olhos contorciam-se de o que aparentava ser dor… Megumi cobriu a distância que a separava do futon em segundos, olhando novamente para ele no momento em que ele fechava os olhos. Tirou sem mais delongas as cobertas que o cobriam e pôde ver, sem grande surpresa, uma mancha escarlate nas ligaduras que acabara de pôr. “Não…”. No entanto, conseguiu estancar de novo a hemorragia. Kenshin estava de novo estável, no entanto o seu corpo desabituado não aguentara convenientemente o alimento e a médica apercebeu-se de que era algo que precisava de ser feito aos poucos. Cuidara-o até cair a noite e Kaoru chegar para a render. Nada lhe dissera. Agora ele dormia, lá em cima e eles bebiam o chá reconfortante, num momento de sossego e descontracção.
- Porque – Sanosuke perguntou na sua cortesia já familiar a todos eles – é que estamos a beber chá? Comemorações pedem sake e não cházinhos…
- Rooster head… – a médica fora abruptamente arrancada aos seus pensamentos por aquela falta de tacto… – sinceramente, não acho que seja ocasião para sake, e além do mais estamos com crianças…
- Ei, nós já somos crescidos! – ripostaram Misao e Yahiko em uníssono.
- …e já é tarde, temos de manter a cabeça no lugar. – finalizou Megumi.
- Então é por isso que o Hiko não apareceu… – comentou o ex-gangster.
Seijuro Hiko levara-os até ao Shirobeko após o pequeno incidente na rua escura. Depois entrara, soubera que Kenshin havia acordado e saíra sem mais palavra.
Kaoru levantou-se do chão onde estava sentada.
- Vou lá acima – disse – Elas já devem estar cansadas…
E, saindo da sala, começou a subir com delicadeza os degraus emadeirados. Quando o seu kimono rosa já não era visível através do vão da escada, Megumi voltou-se para falar com Sano mas descobriu que ele também se levantara do seu lugar. Perscrutou a sala em busca daquele cabelinho espetado, mas dele não encontrou sinal. Sae saiu também, com a bandeja do chá e com aquele sorriso meigo no rosto. Os meninos falavam, como sempre nos últimos dias, das batalhas que tinham travado (muitas delas já tinham agora pormenores um tanto ou quanto duvidosos, como o facto de Yahiko ter voado quarenta metros acima do chão e Misao ter levado com uma massa de espigões envenenados. Mas Megumi sabia que era apenas o seu lado infantil e que, na realidade, eles sabiam bem o que tinham enfrentado e quão grandemente o tinham feito). Megumi reparou que o soji para a varanda estava escancarado.
Lá fora, Sanosuke olhava para o céu com uma expressão facial pouco típica dele.
- Sanosuke?
Ele não olhou para ela, não obstante ter estranhado a ausência do nickname.
- Foi numa noite assim – começou – que desafiei o Kenshin… perdi, claro. Foi tão humilhante na altura…
Megumi olhou melhor para ele. Nunca o imaginou tão nostálgico nem tão… dócil e… sensível.
- Mas sabes… – olhou para ela finalmente, e tinha um sorriso que fazia lembrar o radiante sorriso de Kenshin – sinceramente acho que, apesar de tudo… até ganhei… e foi mais que uma luta… foi tudo isto.
E colocando-lhe um braço ao redor dos ombros, olhou de novo para o céu estrelado.
(fim do capítulo VI)
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O soji abriu-se lentamente e Kaoru Kamiya saiu do quarto do rurouni, o rosto ainda manchado pelas lágrimas de alegria e um brilho inexoravelmente feliz nos olhos de safira. O mínimo ruído do arrastar e abrir da porta fez com que Yahiko, Misao e Sanosuke se sobressaltassem no lugar onde se tinham sentado encostados às paredes alvas do corredor, quando já haviam desistido de tentar escutar a conversa entre Kenshin e Kaoru.
Não saíram daqui… pensou. Kaoru forçou uma lágrima teimosa a conter-se. Não havia, naquele mundo, nada mais forte que aquilo que se deparava em frente dos seus olhos de azul profundo. Não era o poder de uma espada, nem do braço que a comandava. Não era o poder de uma força de elite. Não era o poder de uma guerra como a que acabavam de terminar, nem o domínio de todas armas do mundo. Era uma força suficientemente poderosa para a reduzir a lágrimas, suficientemente forte para lhe arrancar um sorriso, com a magnitude de a fazer despir o kimono e envergar um fato de combate e para colocar uma criança ferida de pé em frente de um gigante. Era tal que fazia com que um edifício em chamas fosse mero obstáculo; fazia com que arriscar a vida fosse pouco preço a pagar por um sorriso. Era o amor que neles crescia, em todos eles… E só o amor que os fizera lutar os prendia agora junto daquela porta, o mesmo amor que os fizera percorrer quilómetros e quilómetros para encontrar algo que tinham perdido. Era o amor e nada mais que os fazia esperar com o coração alvoroçado pelo abrir daquele soji.
Os olhos dos três elevaram-se para olhar a mestre assistente do estilo Kamiya Kashin e depararam-se com um sorriso radiante. Aquele sorriso que ela não mostrava desde que tinham partido de Tokyo. Aquele sorriso tão precioso para todos eles…
- Venham… – disse ela numa voz que transparecia alegria – O Kenshin quer ver-vos… Mas por favor, um de cada v…
Os pequenos e Sano não ouviram, no entanto o final da frase de Kaoru, tendo entrado de precipitadamente no quarto quente e abafado, onde Kenshin estava deitado, os olhos meigamente fechados pelo cansaço e pela dor que sofria em silêncio. Embora os seus sentidos se encontrassem velados, não pôde deixar de ouvir os passos corridos das crianças e as passadas largas de Sanosuke na sua direcção.
- Kenshin!
- Himura!!
-KENSHIN!
O pequeno samurai abriu preguiçosa e dolorosamente os olhos, deixando raiar um brilho violeta. Tinha três pares de olhos pousados nele. Não pôde deixar de sorrir.
- Yahiko… Misao… Sano… como estão? – procurou manter um nível de voz firme, para o que teve que prescindir de uma força de vontade gigantesca.
- Kenshin! Que bom que aqui estás connosco!
- Himura… estávamos tão preocupados…
- Como te sentes?
Os pequenos falavam sem parar, atropelando as perguntas um do outro. Kaoru ficara junto da porta, não entendendo o porquê de não se unir aos outros naquela manifestação de júbilo, mas compreendendo que era assim que mandava o seu coração naquele momento. O seu olhar caiu, no entanto, em Sanosuke que, imóvel e um pouco afastado do futon, com as mãos a ladear o corpo olhava para o ruivo. Este, deitado, escutava com um sorriso silencioso Misao e Yahiko como se todo aquele amontoado de palavras ora gritadas ora sussurradas fosse para ele um tesouro inexplicável. O cenho de Kaoru franziu-se um pouco perante a incapacidade de expressão daquele a quem tomava como a um irmão. Sanosuke…
Sanosuke, porém avançou um passo em direcção ao futon, com o olhar preso no amigo ferido. Kenshin olhou para o ex-lutador de rua com um daqueles sorrisos ternos que tanto o assinalavam. Sanosuke expressou a sombra de um sorriso. Por um segundo contemplaram-se sorrindo um para o outro. No segundo seguinte os olhos de Sano tinham-se enchido de lágrimas que lhe correram apressadamente pelo rosto marcado pela luta e pela fadiga e ele ajoelhou-se ao lado do rurouni e, envergonhado pelas suas próprias lágrimas, falou numa voz que pouco lhe pertencia.
- Kenshin… - soluçou – Kenshin, se te acontecesse alguma coisa… se tu… se tu…
Parecia incapaz de continuar. Tremia sem controlo e parecia abismado com o aflorar das suas emoções. O sorriso de Kenshin morrera para dar lugar a uma expressão de puro espanto e afecto. Quando o lutador voltou a ter algum domínio na voz continuou.
- Se… s-se t-te acontece-s-se algum-ma coi-sa… eu juro que…
Sem mais palavras deixou as lágrimas correrem livremente enquanto Kenshin (visto que a sua humilhante posição o impedia de colocar a mão no seu ombro) dizia
- Obrigado, Sano…
Sanosuke olhou para ele
- Por teres salvo a minha vida e – o volume da sua voz desceu tanto que apenas Sanosuke o podia escutar – por teres cuidado da menina Kaoru.
Um sorriso choroso passou pelos lábios de Sano, enquanto Yahiko e Misao recomeçavam com a algazarra.
*******
A noite caíra em Kyoto. Ao contrário da noite em que Kenshin voltara, as estrelas salpicavam o céu de querosene, acompanhando a lua. De longe, as ruas iluminadas eram pequenos pontos brilhantes, contrastando com as matas negras em redor da cidade. Numa casa que defrontava a rua deserta, as luzes do restaurante já se tinham apagado. Dentro dela, numa salinha acolhedora, sobre uma mesinha de madeira trabalhada, um bule branco decorado com rubras pétalas pintadas fumegava, deixando na sala um suave aroma a chá de margaça. Megumi, Sanosuke, Yahiko, Sae, Okina, Misao, Kaoru, Shiro e Kuro tinham-se reunido na sala para tomarem chá, em parte comemorando o facto de Kenshin ter, finalmente, voltado para eles.
- Mas… – começou Yahiko pousando a chávena e dando uma trinca bastante avantajada num dos bolinhos de polvilho que Sae colocara na mesinha – porque é que não podemos comemorar com o Kenshin se estamos a “festejar” por causa dele?
- Yahiko… – Megumi acabara de pousar também a sua chávena – tensa de compreender que o Kenshin está exausto e que o que ele mais quer agora, provavelmente, é um pouco de sossego. A Omasu e a Okon ficaram de guarda, não te preocupes.
No entanto, Megumi Takani não revelava os seus próprios medos. Temia que a ocasião fosse pouco oportuna para isso e para mais nunca aprendera, de facto, a confiar as suas preocupações e os seus problemas a ninguém, o que tornava a situação muito mais complicada. Mas na realidade, durante toda essa tarde estivera com Kaoru Kamyia lá em cima, no quarto do samurai, a procurar cura-lo da desidratação que já o consumia. Felizmente Kaoru precisara de sair. “Tenho de treinar um pouco como Yahiko, já lho prometi há séculos…” dissera a mestre ajudante de kenjutsu. Após ela ter saído, Megumi colocou umas almofadas atrás de Ken-san e procurou sentá-lo apoiado nelas. Muito a custo conseguiu carregá-lo para cima das almofadas e pô-lo numa posição mais adequada para lhe tratar os golpes e para o alimentar. “Bem, Kenshin, já está na hora de começares a comer alguma coisa…” dissera, enquanto se voltava para ir buscar algo às cozinhas. No entanto, ela, que esperava ouvir alguma resposta, estranhou o silêncio. Voltou-se. “Ken-san, eu perguntei se…” a sua repetição da pergunta foi cortada. “Não tenho fome, menina Megumi.” Megumi olhara-o e logo que lhe pôs os olhos em cima sentiu na pele que algo não estava bem. A pele dele estava de um horrendo tom cinza e os olhos contorciam-se de o que aparentava ser dor… Megumi cobriu a distância que a separava do futon em segundos, olhando novamente para ele no momento em que ele fechava os olhos. Tirou sem mais delongas as cobertas que o cobriam e pôde ver, sem grande surpresa, uma mancha escarlate nas ligaduras que acabara de pôr. “Não…”. No entanto, conseguiu estancar de novo a hemorragia. Kenshin estava de novo estável, no entanto o seu corpo desabituado não aguentara convenientemente o alimento e a médica apercebeu-se de que era algo que precisava de ser feito aos poucos. Cuidara-o até cair a noite e Kaoru chegar para a render. Nada lhe dissera. Agora ele dormia, lá em cima e eles bebiam o chá reconfortante, num momento de sossego e descontracção.
- Porque – Sanosuke perguntou na sua cortesia já familiar a todos eles – é que estamos a beber chá? Comemorações pedem sake e não cházinhos…
- Rooster head… – a médica fora abruptamente arrancada aos seus pensamentos por aquela falta de tacto… – sinceramente, não acho que seja ocasião para sake, e além do mais estamos com crianças…
- Ei, nós já somos crescidos! – ripostaram Misao e Yahiko em uníssono.
- …e já é tarde, temos de manter a cabeça no lugar. – finalizou Megumi.
- Então é por isso que o Hiko não apareceu… – comentou o ex-gangster.
Seijuro Hiko levara-os até ao Shirobeko após o pequeno incidente na rua escura. Depois entrara, soubera que Kenshin havia acordado e saíra sem mais palavra.
Kaoru levantou-se do chão onde estava sentada.
- Vou lá acima – disse – Elas já devem estar cansadas…
E, saindo da sala, começou a subir com delicadeza os degraus emadeirados. Quando o seu kimono rosa já não era visível através do vão da escada, Megumi voltou-se para falar com Sano mas descobriu que ele também se levantara do seu lugar. Perscrutou a sala em busca daquele cabelinho espetado, mas dele não encontrou sinal. Sae saiu também, com a bandeja do chá e com aquele sorriso meigo no rosto. Os meninos falavam, como sempre nos últimos dias, das batalhas que tinham travado (muitas delas já tinham agora pormenores um tanto ou quanto duvidosos, como o facto de Yahiko ter voado quarenta metros acima do chão e Misao ter levado com uma massa de espigões envenenados. Mas Megumi sabia que era apenas o seu lado infantil e que, na realidade, eles sabiam bem o que tinham enfrentado e quão grandemente o tinham feito). Megumi reparou que o soji para a varanda estava escancarado.
Lá fora, Sanosuke olhava para o céu com uma expressão facial pouco típica dele.
- Sanosuke?
Ele não olhou para ela, não obstante ter estranhado a ausência do nickname.
- Foi numa noite assim – começou – que desafiei o Kenshin… perdi, claro. Foi tão humilhante na altura…
Megumi olhou melhor para ele. Nunca o imaginou tão nostálgico nem tão… dócil e… sensível.
- Mas sabes… – olhou para ela finalmente, e tinha um sorriso que fazia lembrar o radiante sorriso de Kenshin – sinceramente acho que, apesar de tudo… até ganhei… e foi mais que uma luta… foi tudo isto.
E colocando-lhe um braço ao redor dos ombros, olhou de novo para o céu estrelado.
(fim do capítulo VI)
Spoiler
honto arigato, sandrita <3 chrno *.*
.o:
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.o: Ai kaoru-chan, tu nao te atrevas a matar-me o moço, ouvis-te bem???? keres dar cabo de mim????
Kaoru-chan escreveu:No entanto, ela, que esperava ouvir alguma resposta, estranhou o silêncio. Voltou-se. “Ken-san, eu perguntei se…” a sua repetição da pergunta foi cortada. “Não tenho fome, menina Megumi.” Megumi olhara-o e logo que lhe pôs os olhos em cima sentiu na pele que algo não estava bem. A pele dele estava de um horrendo tom cinza e os olhos contorciam-se de o que aparentava ser dor…
*coraxaumzinh de carillon bate descompassadamente, de medo pelo seu pequeno rurouni
Nem penses nisso!!! Não sei ate que ponto o k escreves se pode considerar ou um "extra" do anime, ou entao um final completamente alternativo, mas se for este o caso, pelo amor da santa, nao lhe arranques a vida de uma maneira tao penosa (isto é pa veres o meu grau de envolvimento na tua fic!!! :='(: )
Está taaaaoo linda!!!!!! Já nao tens mais?? Não vais continuar a escrever???
.o: *Carillon* escreveu:.o:
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Ai kaoru-chan, tu nao te atrevas a matar-me o moço, ouvis-te bem???? keres dar cabo de mim????![]()
*coraxaumzinh de carillon bate descompassadamente, de medo pelo seu pequeno rurouni![]()
Nem penses nisso!!! Não sei ate que ponto o k escreves se pode considerar ou um "extra" do anime, ou entao um final completamente alternativo, mas se for este o caso, pelo amor da santa, nao lhe arranques a vida de uma maneira tao penosa (isto é pa veres o meu grau de envolvimento na tua fic!!! :='(: )
Está taaaaoo linda!!!!!! Já nao tens mais?? Não vais continuar a escrever???.o:
obrigadaaaapor enquanto ainda não tenho mais, mas ja me estou a sentir mais motivada para escrever. talvez amanha a noite, que é quando ja estou livre de exames, escreva um bocadito

Spoiler
Mas não te preocupes... (embora isto tire um bocado o suspense, lol
) a minha fic vai andar sempre dentro (o mais possivel) das linhas da historia. É como que o "tapa-buraco" do tempo que Watsuki deixou em "branco" entre o regresso a Aoiya e o dia em que o Kenshin visita o túmulo da Tomoe. Portanto ele fica vivinho da silva x)
(o que nao quer dizer que eu nao o massacre um pouco... *pobrezinho* :='(:

Spoiler
honto arigato, sandrita <3 chrno *.*
Eu não tenho comentado porque apesar de ser apaixonada por esta fanfic (tu bem sabes o quanto adoro a tua escrita)... Até aqui é tudo o que está no fórum de Rurouni Kenshin, e até aqui eu comentei os caps todinhos, lá mesmo =)
Mas olha, vou copiar de lá o comentário que fiz a este cap!
Pera lá
*mim dá um saltinho ao outro fórum*
"
"
Eheheh Pronto, agora tens também aqui + um comment à tua magnífica fanfic!
Quero ler mais uns capitulozinhos, sim!? =)
*me pensa para consigo que também tem de ver se, quando acabarem de x os exames, adianta uns caps da sua propria fanfic, porque isto já são meses a + sem actualizações
*
Mas olha, vou copiar de lá o comentário que fiz a este cap!
Pera lá *mim dá um saltinho ao outro fórum*
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| Assunto: Re: Memórias de Kyoto... (fanfic - tipo: continuação) |
| Ahhhh Eu não digo!! Eu AMO o teu sanosuke ISto é, o Sano k tu escreves.Por um lado não é dificil imaginá-lo assim, porque ele tem esses lados... Mas no anime é raro mostrar então é simplesmente lindo ler na tua fanfic este lado tão.. "dócil e sensivel" (como diz a Megumi eheh) dele ![]() Adorei + este capitulo ![]() Estou preocupada com o Kenshin... Voltou a sangrar coitadinho...Fico à espera de + capitulos senhorita Kaoru! eheh ![]() Muitos parabens, continuas uma escritora de mão cheia! ![]() |
Eheheh Pronto, agora tens também aqui + um comment à tua magnífica fanfic!

Quero ler mais uns capitulozinhos, sim!? =)
*me pensa para consigo que também tem de ver se, quando acabarem de x os exames, adianta uns caps da sua propria fanfic, porque isto já são meses a + sem actualizações
*Sailor S escreveu:Eu não tenho comentado porque apesar de ser apaixonada por esta fanfic (tu bem sabes o quanto adoro a tua escrita)... Até aqui é tudo o que está no fórum de Rurouni Kenshin, e até aqui eu comentei os caps todinhos, lá mesmo =)
Mas olha, vou copiar de lá o comentário que fiz a este cap!Pera lá
*mim dá um saltinho ao outro fórum*
"
Assunto: Re: Memórias de Kyoto... (fanfic - tipo: continuação)Qua Jan 09, 2008 9:52 pm
Ahhhh Eu não digo!!
Eu AMO o teu sanosukeISto é, o Sano k tu escreves.
Por
um lado não é dificil imaginá-lo assim, porque ele tem esses lados...
Mas no anime é raro mostrar então é simplesmente lindo ler na tua
fanfic este lado tão.. "dócil e sensivel" (como diz a Megumi eheh) dele
Adorei + este capitulo
Estou preocupada com o Kenshin...Voltou a sangrar coitadinho...
Fico à espera de + capitulos senhorita Kaoru! eheh
Muitos parabens, continuas uma escritora de mão cheia!"
Eheheh Pronto, agora tens também aqui + um comment à tua magnífica fanfic!
Quero ler mais uns capitulozinhos, sim!? =)
*me pensa para consigo que também tem de ver se, quando acabarem de x os exames, adianta uns caps da sua propria fanfic, porque isto já são meses a + sem actualizações*
Arigatoo
.o:
.o:
.o: :vergonha: :g1: Sim, ver se logo a noite posto em ambos os foruns aquilo que ja estou a magicar na minha cabecinha
*obrigada faculdade, por nos tornares a todos seres anti-sociais, menos atractivos e com menos tempo para escrever fanfics*
x)
Spoiler
honto arigato, sandrita <3 chrno *.*
Kaoru-chan escreveu:
obrigadaaaapor enquanto ainda não tenho mais, mas ja me estou a sentir mais motivada para escrever. talvez amanha a noite, que é quando ja estou livre de exames, escreva um bocadito

Ainda bem que gostaste :g1: :g1: fico muito muito contente, esta fic ja tem tanto tempo e eu ja n escrevo ha tanto... vou recomeçar

Aaaawww, ainda bem que o meu incentivo te reacendeu um bocadinho a chama da inspiração!!! :xd2: Mas vê lá kaoru, se estás em epoca de frequencias e afins nao percas o teu tempo pelo meu capricho (apesar de ja ter reparado, plo k a Sailor S disse k nao sou a unica k fiquei fascinada
).Obrigada, de qualquer maneira adorei o que já escreves-te e já sabes que a partir de agora tens aqui uma fã!! :g1: :g1:
Spoiler
Mas eu suspeitei k havia mulher no assunto quando, no dia em que se pôs de joelhos em frente a um tumulo em Kyoto, o meu rurouni levou a mão à sua face marcada pelo sofrimento e eu olhei para aquele olhar violeta tao repleto de mágoa e tristeza!!! E eu pensei logo:
"Mulher!!! Só pode ser!! Há amor por tras disto!! Há paixão e perda!!! Esta cicatriz ainda tem muito pa contar!!!"
Será que estou certa??? Não me contes mais nada!!!!!!! Please!! Tenho que fazer download das OVAs, vê-las, chorar, e dps (se estiveres a fim) venho-te carraçar o juizo!!!!! looool Posso??
*Carillon* escreveu:Kaoru-chan escreveu:![]()
obrigadaaaa
por enquanto ainda não tenho mais, mas ja me estou a sentir mais motivada para escrever. talvez amanha a noite, que é quando ja estou livre de exames, escreva um bocadito
Ainda bem que gostaste :g1: :g1: fico muito muito contente, esta fic ja tem tanto tempo e eu ja n escrevo ha tanto... vou recomeçar
Aaaawww, ainda bem que o meu incentivo te reacendeu um bocadinho a chama da inspiração!!! :xd2: Mas vê lá kaoru, se estás em epoca de frequencias e afins nao percas o teu tempo pelo meu capricho (apesar de ja ter reparado, plo k a Sailor S disse k nao sou a unica k fiquei fascinada
).Obrigada, de qualquer maneira adorei o que já escreves-te e já sabes que a partir de agora tens aqui uma fã!! :g1: :g1:
Spoiler
Mas eu suspeitei k havia mulher no assunto quando, no dia em que se pôs de joelhos em frente a um tumulo em Kyoto, o meu rurouni levou a mão à sua face marcada pelo sofrimento e eu olhei para aquele olhar violeta tao repleto de mágoa e tristeza!!! E eu pensei logo:
"Mulher!!! Só pode ser!! Há amor por tras disto!! Há paixão e perda!!! Esta cicatriz ainda tem muito pa contar!!!"
Será que estou certa??? Não me contes mais nada!!!!!!! Please!! Tenho que fazer download das OVAs, vê-las, chorar, e dps (se estiveres a fim) venho-te carraçar o juizo!!!!! looool Posso??
*Bendita Universidade, que reduzes a nossa existência aos chavenões de café, aos diapositivos, tabaco e noites mal dormidas!! Obrigada por nos tirares qualquer esperança de vida propria!!! :
: Sailor S escreveu:*Carillon* escreveu:kaoru-chan escreveu:![]()
obrigadaaaa
por enquanto ainda não tenho mais, mas ja me estou a sentir mais motivada para escrever. talvez amanha a noite, que é quando ja estou livre de exames, escreva um bocadito
Ainda bem que gostaste :g1: :g1: fico muito muito contente, esta fic ja tem tanto tempo e eu ja n escrevo ha tanto... vou recomeçar
Aaaawww, ainda bem que o meu incentivo te reacendeu um bocadinho a chama da inspiração!!! :xd2: Mas vê lá kaoru, se estás em epoca de frequencias e afins nao percas o teu tempo pelo meu capricho (apesar de ja ter reparado, plo k a Sailor S disse k nao sou a unica k fiquei fascinada).
Obrigada, de qualquer maneira adorei o que já escreves-te e já sabes que a partir de agora tens aqui uma fã!! :g1: :g1:*Bendita Universidade, que reduzes a nossa existência aos chavenões de café, aos diapositivos, tabaco e noites mal dormidas!! Obrigada por nos tirares qualquer esperança de vida propria!!! :Spoiler
Já agora, eu devia ter sido mais especifica quando comecei a comentar a tua fanfic, e dizer-te desde o inicio que inda nao tinha visto nem as OVAs nem o filme!!! Essa aí de falares do tumulo de uma personagem misteriosa deixou-me à rasca!!!
Mas eu suspeitei k havia mulher no assunto quando, no dia em que se pôs de joelhos em frente a um tumulo em Kyoto, o meu rurouni levou a mão à sua face marcada pelo sofrimento e eu olhei para aquele olhar violeta tao repleto de mágoa e tristeza!!! E eu pensei logo:
"Mulher!!! Só pode ser!! Há amor por tras disto!! Há paixão e perda!!! Esta cicatriz ainda tem muito pa contar!!!"
Será que estou certa??? Não me contes mais nada!!!!!!! Please!! Tenho que fazer download das OVAs, vê-las, chorar, e dps (se estiveres a fim) venho-te carraçar o juizo!!!!! looool Posso??:
Tens duas hipóteses para descubrir aquilo que pretendes: assistes à 1ª OVA (a 2ª não interessa.. eu odeio-a :X E sai completamente das ideias do criador de RK, conforme o próprio disse. Ele também não gosta dessa OVA que fizeram), a Tsuiokuhen (acho que é assim o nome), que tem 4 episódios, se não estou em erro...
Ou então também podes ler o início da saga Jinchuu do manga de Rurouni Kenshin. Essa parte da história é contada a partir do capítulo 164 (volume 19 do manga) até ao capítulo 180 (volume 21 do manga). Podes ler no http://www.mangapt.net . Não te esqueças que estes volumes/capítulos já são parte da Saga Jinchuu, e não da Saga Shishio(a retratada no anime).
Vais adorar... eu amei ler esta parte da história, e o OVA Tshuiokuhen é simplesmente 100% fiel ao manga *-*
Brigada pela dica Sailor S :g1: :g1: Uma simpatia, tu!!!
Eu por acaso já tenho a 2ª OVA, e tenho que arranjar tempo (e dinheiro) para fazer o download da 1ª OVA (são quatro episodios sim).
A tua opinião só me veio comprovar o que já me tinham dito sobre a 1º OVA - que era excelente!!!! Mesmo muito boa!! E claro, agora que tu te mostras-te tão apaixonada poe esta ainda me apetece mais ver!!!! Mas infelizmente vai ter que esperar, porque estou agora a terminar a última fase de frequencias, e só pá semana é que tenho um tempinho pa mim, e quero ver com muita calminha e tempo as OVAs, para poder saborear tudo muito bem e depois chorar à vontade!!!!! :
': Looool oh desgraça!!!
Só uma coisa - qual das OVAs é a chamada Trust and Betrayal em ingles????
P.S. Quanto ao manga comecei à pouco tempo e estou simplesmente a amar!!! Estou desejante de chegar a essa saga, porque também já me tinham falado dela, mas enfim... é mais uma daquelas coisas que terá que ficar para a proxima semaninha!!!
Oro

*Carillon* escreveu:
Só uma coisa - qual das OVAs é a chamada Trust and Betrayal em ingles????
Bem, nunca vi a versão inglesa, mas é mesmo essa, a primeira, também a única de que gosto =3
Ainda bem que vais ver a OVA1 porque eu mais para a frente vou ter umas coisas na fic que remetem para ela

Spoiler
honto arigato, sandrita <3 chrno *.*
Serena escreveu:
Existe mais alguma para além destas duas ova's, e qual delas a melhor?
1) Essas são as únicas OVAs.
2) sobre qual a melhor:
Sailor S escreveu:
Tens duas hipóteses para descubrir aquilo que pretendes: assistes à 1ª OVA
(a 2ª OVA não interessa.. eu odeio-a :X E sai completamente das ideias do
criador de RK, conforme o próprio disse. Ele também não gosta dessa OVA
que fizeram), a Tsuiokuhen (acho que é assim o nome), que tem 4 episódios, se não estou em erro...
Vais adorar... eu amei ler esta parte da história, e o OVA Tshuiokuhen é simplesmente 100% fiel ao manga *-*
Tens de entrar para responderes neste tópico.

ISto é, o Sano k tu escreves.
Voltou a sangrar coitadinho...


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