[FIC] Igual a Ti. [ ACTUALIZADA HOJE 26/06/09 ]
Eu vou postar apenas o Prefácio e uma pequena parte do Capitulo I. Não sei qual será a vossa reacção, por isso jogo pelo seguro.
Eu corria. Sem destino. Apenas corria. Ignorava inutilmente as lágrimas grossas que escorriam da minha face, molhando o meu vestido de um branco puro. Comigo, corria o som dos tacões no chão de mármore, à medida que me desorientava ainda mais. Uma estranha na sua própria casa.
Já nada fazia sentido. Não para mim. Não sem ele. Pior, contra ele.
Cansada da minha extenuante jornada, deslizei contra a parede gelada pelo vento. As lágrimas pesavam mais agora, carregadas de um pesar e de uma culpa que não sabia se devia sentir.
Tentei encontrar uma definição para a culpa, mas as lágrimas pesadas deixavam cada vez mais traços salgados na minha pele, proibiam-me de ver fosse o que fosse.
Desesperada, escondi a cabeça entre os joelhos e desejei o meu fim.
Recordava as palavras dele vezes e vezes sem fim. Relembrava a amargura dos seus olhos e o esgar que fizera quando se referira à minha pessoa.
Ele parecia enjoado, e odiava-me.
Mais lágrimas caíram, desta feita com menos intensidade.
Encarei o céu nocturno. Estava pejado de uma aura quase mágica tão fina que parecia desfazer-se a cada aragem do vento uivante.
E era isso que aconteceria. Acabaria por ruir. Tudo por culpa minha.
Gritei no escuro. Mais uma vez as palavras dele me assombravam, me magoavam, me dilaceravam.
Quis esquecer, mas não foi possivel. Quis morrer, mas algo me dizia que ainda havia algo mais a fazer.
Acabei por adormecer no chão frio.
Nessa noite fui invadida por pesadelos. Pesadelos com ele. Pesadelos com as suas palavras. O meu subconsciente relmbrou tudo aquilo que eu me esforçara para esquecer. Palavra por palavra, expressão por expressão, medo por medo, lágrima por lágrima.
O dia estava esquisito, de um tom escuro de cinzento, quase negro. Ignorava que aquilo era um sinal. Não havia vento, não havia Sol, e não se ouvia um som. Estava tudo demasiado quieto. Preocupada levantei-me e corri até à biblioteca para lhe transmitir os meus pressentimentos. Ele não estava lá.
Estranhei, mas nada fiz senão continuar a procurá-lo. Acabei por o encontrar no nosso quarto a olhar de maneira ausente pela enorme porta de vidro que dava acesso à varanda.
- Querido... - comecei timidamente.
- Temos de falar. - ele disse num tom de voz, demasiado profissional. Um tom de voz que nunca usava comigo.
Eu estremeci levemente, mas ergui a cabeça e incentivei-o.
- Fala...
Ele voltou-se para mim. Os seus olhos estavam ausentes de qualquer emoção.
- Eu vou partir. - Simples, fácil, doloroso.
Congelei no lugar tamanha a dor que sentia.
Quando recuperei a consciência, ele ainda me olhava, desta feita com uma expressão de repulsa.
- Tu, tu não... não podes deixar-me! - quase gritei, chorando.
Ele olhou-me com um esgar.
- Não fomos feitos um para o outro. Somos demasiado imcompativeis. Eu não quero esta vida para mim.
Frio, cortante. Como ele podia?
- Não fomos feitos um para outro? Imcompativeis? - eu disse a gritar. - O que eu fiz de mal? Diz-me! Eu não te entendo, juro que não.
- Não há nada para entender. Simplesmente, já não te quero mais. Adeus. - disse saltando a varanda e desaparecendo.
- NÃÃÃÃÃOOOO!
Acordei sobressaltada e aos gritos no chão de pedra. Ninguém me ouviria. Estava mais sozinha do que nunca.
Então um miado sobressaltou-me e eu olhei. Luna, a minha fiel amiga estava ali.
Chamei-a e afaguei-lhe as orelhas.
- Minha fiel amiga, só tu me podes ajudar. - murmurei. Recebi um ronronar como confirmação. - Vai até elas e avisa-as. Não nos resta muito mais tempo.
Ela partiu a toda a velocidade pelos corredores e eu levantei-me com um ar austero.
Vazia ou não, eu ainda tinha responsabilidades a cumprir. Eu ainda era eu.
Mesmo sozinha eu ainda era a Princesa Serenidade do Reino da Lua!
E então? Está muito mau? Opiniões, por favor!
Índice
Prólogo --» Página 1.
Capítulo I (O Pedido de Serenidade) --» Página 1.
Igual a Ti
by: DiiLuna
** Prefácio **
Prólogo --» Página 1.
Capítulo I (O Pedido de Serenidade) --» Página 1.
Igual a Ti
by: DiiLuna
** Prefácio **
Eu corria. Sem destino. Apenas corria. Ignorava inutilmente as lágrimas grossas que escorriam da minha face, molhando o meu vestido de um branco puro. Comigo, corria o som dos tacões no chão de mármore, à medida que me desorientava ainda mais. Uma estranha na sua própria casa.
Já nada fazia sentido. Não para mim. Não sem ele. Pior, contra ele.
Cansada da minha extenuante jornada, deslizei contra a parede gelada pelo vento. As lágrimas pesavam mais agora, carregadas de um pesar e de uma culpa que não sabia se devia sentir.
Tentei encontrar uma definição para a culpa, mas as lágrimas pesadas deixavam cada vez mais traços salgados na minha pele, proibiam-me de ver fosse o que fosse.
Desesperada, escondi a cabeça entre os joelhos e desejei o meu fim.
Recordava as palavras dele vezes e vezes sem fim. Relembrava a amargura dos seus olhos e o esgar que fizera quando se referira à minha pessoa.
Ele parecia enjoado, e odiava-me.
Mais lágrimas caíram, desta feita com menos intensidade.
Encarei o céu nocturno. Estava pejado de uma aura quase mágica tão fina que parecia desfazer-se a cada aragem do vento uivante.
E era isso que aconteceria. Acabaria por ruir. Tudo por culpa minha.
Gritei no escuro. Mais uma vez as palavras dele me assombravam, me magoavam, me dilaceravam.
Quis esquecer, mas não foi possivel. Quis morrer, mas algo me dizia que ainda havia algo mais a fazer.
Acabei por adormecer no chão frio.
Nessa noite fui invadida por pesadelos. Pesadelos com ele. Pesadelos com as suas palavras. O meu subconsciente relmbrou tudo aquilo que eu me esforçara para esquecer. Palavra por palavra, expressão por expressão, medo por medo, lágrima por lágrima.
O dia estava esquisito, de um tom escuro de cinzento, quase negro. Ignorava que aquilo era um sinal. Não havia vento, não havia Sol, e não se ouvia um som. Estava tudo demasiado quieto. Preocupada levantei-me e corri até à biblioteca para lhe transmitir os meus pressentimentos. Ele não estava lá.
Estranhei, mas nada fiz senão continuar a procurá-lo. Acabei por o encontrar no nosso quarto a olhar de maneira ausente pela enorme porta de vidro que dava acesso à varanda.
- Querido... - comecei timidamente.
- Temos de falar. - ele disse num tom de voz, demasiado profissional. Um tom de voz que nunca usava comigo.
Eu estremeci levemente, mas ergui a cabeça e incentivei-o.
- Fala...
Ele voltou-se para mim. Os seus olhos estavam ausentes de qualquer emoção.
- Eu vou partir. - Simples, fácil, doloroso.
Congelei no lugar tamanha a dor que sentia.
Quando recuperei a consciência, ele ainda me olhava, desta feita com uma expressão de repulsa.
- Tu, tu não... não podes deixar-me! - quase gritei, chorando.
Ele olhou-me com um esgar.
- Não fomos feitos um para o outro. Somos demasiado imcompativeis. Eu não quero esta vida para mim.
Frio, cortante. Como ele podia?
- Não fomos feitos um para outro? Imcompativeis? - eu disse a gritar. - O que eu fiz de mal? Diz-me! Eu não te entendo, juro que não.
- Não há nada para entender. Simplesmente, já não te quero mais. Adeus. - disse saltando a varanda e desaparecendo.
- NÃÃÃÃÃOOOO!
Acordei sobressaltada e aos gritos no chão de pedra. Ninguém me ouviria. Estava mais sozinha do que nunca.
Então um miado sobressaltou-me e eu olhei. Luna, a minha fiel amiga estava ali.
Chamei-a e afaguei-lhe as orelhas.
- Minha fiel amiga, só tu me podes ajudar. - murmurei. Recebi um ronronar como confirmação. - Vai até elas e avisa-as. Não nos resta muito mais tempo.
Ela partiu a toda a velocidade pelos corredores e eu levantei-me com um ar austero.
Vazia ou não, eu ainda tinha responsabilidades a cumprir. Eu ainda era eu.
Mesmo sozinha eu ainda era a Princesa Serenidade do Reino da Lua!
E então? Está muito mau? Opiniões, por favor!

Oh lovely *-*
Já que vou ser a primeira a comentar, vou esmerar-me no comentario XD
Primeiro acho que tens uma maneira de escrever bastante propria, utilizas palavras diferentes, sublimes que realçam muito a história ou pelo menos o prefácio. Descreves tudo ao pormenor, eu gosto disso, sinto-me dentro da historia quando existem descrições assim. Sabes cativar e deixar as pessoas curiosas, eu pelo menos falo por mim, pois fiquei curiosa para saber o que se vai passar. E mais uma coisa, adoro o titulo que deste à fic.
Fico então à espera de mais capitulos para poder fazer uma melhor avaliação.
Beijokitas querida DiiLuna
Primeiro acho que tens uma maneira de escrever bastante propria, utilizas palavras diferentes, sublimes que realçam muito a história ou pelo menos o prefácio. Descreves tudo ao pormenor, eu gosto disso, sinto-me dentro da historia quando existem descrições assim. Sabes cativar e deixar as pessoas curiosas, eu pelo menos falo por mim, pois fiquei curiosa para saber o que se vai passar. E mais uma coisa, adoro o titulo que deste à fic.
Fico então à espera de mais capitulos para poder fazer uma melhor avaliação.
Beijokitas querida DiiLuna

Obrigado Dumpling <3
Promete.
Tá linda msm! o titulo dá logo o ar de mistério, que incentiva a ler.
E a história! Uau, uma das melhores.
Está dificil encontrar fics de jeito. A fic's mt boas, mas que nao tem titulos de jeito, e sem duvida, a tua nao é uma delas.
E também há aquelas que têm titulos excelentes mas sao uma bosta msm :/ isso desincentiva o leitor.
Mas a tua tá no ponto mesmo
Tá linda msm! o titulo dá logo o ar de mistério, que incentiva a ler.
E a história! Uau, uma das melhores.
Está dificil encontrar fics de jeito. A fic's mt boas, mas que nao tem titulos de jeito, e sem duvida, a tua nao é uma delas.
E também há aquelas que têm titulos excelentes mas sao uma bosta msm :/ isso desincentiva o leitor.
Mas a tua tá no ponto mesmo

Aqui esta um bom exemplo de quem escreve bem e sabe fazer descriçoes...e nao so...
DiiLuna...adoro como escreves...cada pronemor,cada palavra...sabemos como ela se sente...acho que transmite os sentimentos...eu consigo imagianr bem como ela esta
A tua fic promete...e vou tenatr ser uma leitora assidua ok
Parabens
DiiLuna...adoro como escreves...cada pronemor,cada palavra...sabemos como ela se sente...acho que transmite os sentimentos...eu consigo imagianr bem como ela esta

A tua fic promete...e vou tenatr ser uma leitora assidua ok

Parabens


Arigatou Dumpling*
Ceus ... o Suspense que ficou no ar... fiquei com uma curiosidade enorme mesmo.
Lindo Lindo... e é so o prologo...
Vou acompanhar toda e espero que continues sempre com a mesma descriçao de emoçoes. Este prefacil está 5*'s mesmo!
Adoro essa parte de sentimentos escritos e pontuados, quando sao bem lidos ceus... da mesmo impacto...
Continua
Beijinho*
Lindo Lindo... e é so o prologo...
Vou acompanhar toda e espero que continues sempre com a mesma descriçao de emoçoes. Este prefacil está 5*'s mesmo!
Adoro essa parte de sentimentos escritos e pontuados, quando sao bem lidos ceus... da mesmo impacto...
Continua
Beijinho*

gomawo Tinoco-chan ♡♡ a dor passa, mas a beleza permanece ♥
Eu sabia que daqui ia sair alguma coisa muito boa!
Desde a tua apresentação, em que expressaste as tuas qualidades, eu sabia que serias um talento.
Escreves de uma maneira muito delicada, usas as palavras certas, o teu vocabulário é bem alargado. E além disso não é daquelas fanfics literalmente inundadas de diálogo, e sem descrição nenhuma, sem pormenores, etc... Mas isso não interessa aqui...
Espero que a tua fic tenha tanta qualidade quanto o prefácio.
Desde a tua apresentação, em que expressaste as tuas qualidades, eu sabia que serias um talento.
Escreves de uma maneira muito delicada, usas as palavras certas, o teu vocabulário é bem alargado. E além disso não é daquelas fanfics literalmente inundadas de diálogo, e sem descrição nenhuma, sem pormenores, etc... Mas isso não interessa aqui...
Espero que a tua fic tenha tanta qualidade quanto o prefácio.

AKIYAMA MIO ♥
esta fic promete...
Muitas emoções;
Muitos misterios;
Muitas coisas intereçantes que não sei descrever com palavras...
Adorei teu jeito de escrever , tem muita abilidade para colcar palavras onde devem ser postas e com as palaras dificeis também...
Resumindo...A-DO-REI
Muitas emoções;
Muitos misterios;
Muitas coisas intereçantes que não sei descrever com palavras...
Adorei teu jeito de escrever , tem muita abilidade para colcar palavras onde devem ser postas e com as palaras dificeis também...
Resumindo...A-DO-REI
"O agradecimento silencioso não serve muito a ninguém." ( Gertrude Stein ) Por isto...Agradeço a todos pelo apoio e principalmente a Ruka-chan e a Jô-chan!
ღ Gaby-Br=^.^= ღ
Dizinha parabéns pelo prefácio.
A tua qualidade na escrita é visível em cada palavra, em cada descrição.
Demonstras na escrita os sentimentos das personagens e os sentimentos que sentiste ao escreveres esta parte da fic.
Devido à prática que tens escreves claramente melhor do que eu sem sombra de dúvidas e na próxima remessa de fics para o site a tua certamente será uma daquelas que vou escolher para meter, pois pelas palavras vejo que esta fanfic merece ser eleita no futuro que promete bastante.
Podes contar com os comentários à tua fic porque ela transmite energias, vibrações, sentimentos e isso cativa-me
A tua qualidade na escrita é visível em cada palavra, em cada descrição.
Demonstras na escrita os sentimentos das personagens e os sentimentos que sentiste ao escreveres esta parte da fic.
Devido à prática que tens escreves claramente melhor do que eu sem sombra de dúvidas e na próxima remessa de fics para o site a tua certamente será uma daquelas que vou escolher para meter, pois pelas palavras vejo que esta fanfic merece ser eleita no futuro que promete bastante.
Podes contar com os comentários à tua fic porque ela transmite energias, vibrações, sentimentos e isso cativa-me

http://yunime.ativoforum.com/
Aparece e diverte-te ^^
Novas novidades irão aparecer fica atento :)
- Fiquei feliz por ver a qualidade do prefácio.
Gostei especialmente da tua maneira de escrever, deixas-te tudo em suspance até ao fim, no inicio nem estava a perceber nada graças a minha ignorancia
Mas depois percebi. Continua, acho que vai dar uma boa fanfic 
Gostei especialmente da tua maneira de escrever, deixas-te tudo em suspance até ao fim, no inicio nem estava a perceber nada graças a minha ignorancia
Mas depois percebi. Continua, acho que vai dar uma boa fanfic 
Live is just a game...
Retain your fangs.
Retain your fangs.
Peço imensa desculpa pelo atraso do capítulo. Mas houveram imprevistos e nunca ninguém conta com eles. Well, Capítulo I ON!
7.15. O despertador inalteravelmente pontual e preciso soltou o sou apito agudo e vibrante. O som acompanhado por um compasso estranhamente ritmado e persistente acabou por fazer com que abrisse muito lentamente os olhos. A claridade radiosa que não era filtrada pelas cortinas de um tom descolorado de rosa surpreendeu-me, fazendo com que piscasse várias vezes até me adaptar a ela.
Suspirei resignada e movi o meu corpo de modo a ficar sentada com as costas apoiadas na barra da cama. Senti a maciez dos lençóis de linhos branco roçar a minha pele quando os afastei de mim e movi as minhas pernas para fora da cama. Os meus pés tocaram ao de leve no chão frio, mas foi o suficiente para um arrepio me assaltar e percorrer toda a extensão do meu corpo.
Esfreguei os olhos preguiçosamente e bocejei antes de, com passos exageradamente lentos, me dirigir à casa de banho.
Deixei escorregar a camisa de noite pelo corpo até esta cair com um baque surdo no chão de mosaicos. Liguei a água do chuveiro e deixei as gotas quentes relaxarem os meus ombros, tentando levar com elas as estranhas preocupações que me assolavam. Molhei a minha face numa tentativa vã de esquecer mas tudo o que consegui foi que a água quente me queimasse a pele deixando um rasto de vermelho por onde passava.
Desisti da água quente e dirigi-me ao quarto precariamente embrulhada numa toalha com o cabelo a pingar para o chão de madeira.
Caminhei até ao armário abrindo as suas portas de madeira de cerejeira. Olhei no seu interior e vasculhei pelo vestido florido que a minha mãe tinha comprado à cerca de duas semanas.
Após o ter vestido, fui até à cómoda e peguei no pente fino cor de marfim, penteando o meu cabelo loiro em dois puxos que se assemelhavam a odangos.
No final, espreitei-me no espelho grande. A figura de uma rapariga com aparentemente 19 anos, num vestido com um florido azul e branco estampado, pelo joelho e cabelo cor de Sol fixava-me através de um par de olhos de um azul brilhante.
Encolhei os ombros, após me mirar mais uma vez, como se a figura reflectida não me importasse minimamente e recolhi os meus livros nos braços.
Bati a porta do quarto subtilmente quando saí e desci as escadas em passos leves.
Ao chegar ao fundo das escadas senti o característico cheiro das panquecas da minha mãe.
- Bom dia Bunny, querida! - saudou a minha mãe com uma boa disposição incomparável.
- Bom dia mãe. - respondi com muito menos entusiasmo que ela enquanto me servia de uma torrada e de um copo de sumo de laranja.
O sorriso da minha mãe diminuiu consideravelmente enquanto me olhava atentamente. Pelo ar dela, parecia-me preocupada.
- O que se passa, Bunny Tsukino? - ela perguntou. A preocupação que estava estampada nos seus olhos, agora evidente nas suas palavras. - Andas tão estranha filha.
Baixei o olhar, sabendo ao que ela se referia.
Ia fazer cerca de 2 meses que eu me tornara numa pessoa completamente diferente.
De um dia para o outro, eu tornara-me numa Bunny mais madura e adulta. Mas o amadurecimento fora tão abrupto que até a mim me assustara. Agora, eu dava tudo para ser a Bunny infantil, comilona e choramingas que era dantes.
Abanei a cabeça como se assim pudesse afastar estes e pensamentos e levantei-me.
- Bem, mãe. Vou indo para a Faculdade. Tenho aulas importantes e não quero atrasar-me. - dei-lhe um beijo na bochecha e ela abraçou-me, lançando-me um olhar observador.
- Tão diferente. - ouvi-a dizer para si mesma antes de eu bater a porta.
A Faculdade ainda ficava longe de minha casa e por isso decidi caminhar num passo rápido.
Eu estudava Ciências Políticas. Na altura a minha média era demasiado baixa para eu poder ambicionar entrar noutros cursos mais exigentes, por isso Ciências Políticas parecera-me um curso plausível.
Ia tão distraída com os meus pensamentos que nem me apercebi do carro desportivo em tons de vermelho que passava a toda a velocidade junto a mim, até este parar mesmo à minha frente impedindo-me o caminho.
Suspirei de aborrecimento ao reconhecer o carro. Não tardou muito até o seu dono se manifestar.
- Então viva, Cabeça de Serradura! - Gonçalo Chiba, o popular Universitário, estudante de Medicina "saudou". Se é que se pode chamar saudação.
- Muito bom dia. - respondi com desprezo. Uma leve nota de histeria a demonstrar a minha irritação. - Agora se me dás licença.
Fiz menção de continuar o meu caminho e ignorar o rapaz que me dava cabo dos nervos e ao mesmo tempo me deixava perdida naqueles olhos cor de noite.
A nossa relação era assim desde que eu me lembrava. Embirrando um com o outro por coisas supérfluas e sem qualquer nexo.
Fiz uma careta quando me lembrei de que Luna tinha referido que eu e ele estavámos destinados. Constatava-se agora, que tudo tinha acabado, que as Navegantes tinham visto o seu fim, tanto eu como ele continuávamos a viver as nossas vidas. O único contacto que mantínhamos eram as provocações constantes cada vez que nos cruzávamos e agora isso deixava-me agoniada. Pensar que só existíamos para nos odiar quando supostamente o nosso destino era amar-nos um ao outro.
Uma mão segurou o meu braço impedindo-me de continuar o meu caminho.
- Bunny. - a sua voz pronunciava o meu nome, que dito pelos seus lábios parecia-me mais bonito. - É assim que vamos ficar?
A pergunta dele deixou-me confusa. Olhei para os seus olhos tristes.
- O que queres dizer com isso? - perguntei.
Ele sorriu triste antes de responder.
- Entra no carro. - disse enquanto abria a porta do passageiro para mim. - Eu e tu precisámos de falar.
Caminhávamos por um jardim. Estávamos em silêncio, aliás como tinha acontecido durante toda a viagem de carro.
O lugar era magnifico. As rosas coloridas pontilhavam o verde resplandecente dando um aspecto quase mágico a tudo à sua volta.
À sombra das árvores altas espreitavam pequenos baquinhos de pedra branca. Alguns deles meios consumidos pelas roseiras e heras que trepavam pelos seu braços e pernas e se alastravam pelas seus encostos.
Ao longe soava o murmúrio de um ribeiro que se misturava com o canto dos pássaros.
Deixei escapar um suspiro de encanto enquanto contemplava o espaço à minha volta.
- E então? - a voz grave de Gonçalo soou em harmonia com o espaço em volta. - Gostaste deste lugar?
- É simplesmente maravilhoso. - respondi ainda maravilhada com tudo à minha volta. - Como descobriste este lugar?
Assim que perguntei, virei-me para o encarar. Arrependi-me de imediato.
Ele parecia parte daquele cenário mágico. A sua figura perfeita enquadrava-se com as cores e a beleza à sua volta. E o seu sorriso parecia ter sido moldado para brilhar naquele lugar.
- Eu costumo vir para aqui pensar. - ele disse na sua voz perfeita.
Sorri e comecei a caminhar por entre as folhas e os fetos verdes, não me preocupando em seguir os trilhos marcados.
Senti os passos de Gonçalo atrás de mim e parei para lhe dizer o quanto maravilhada estava.
Assim que me virei apercebi-me que estávamos perto. Demasiado perto.
Os nossos corpos encontravam-se praticamente colados e os nossos rostos demasiado perto.
- Bunny... - a sua voz estava rouca e provocou-me arrepios.
Senti a sua mão rodear a minha cintura e puxar-me mais perto de si.
Os nossos lábios tocaram-se muito de leve. Como se ambos quiséssemos saber a reacção do outro.
Senti a sua língua pedir permissão para aprofundar o beijo e entreabri levemente os lábios concedendo-lhe passagem.
O sabor da sua boca era tão fantástico quanto o seu cheiro. Sabia a lilás, morango e Sol. Um sabor que eu não sabia definir com as palavras que me eram dadas.
A sua mão percorria a minha nunca e tentava juntar os nossos corpos já impossivelmente colados.
Quando o oxigénio se mostrou insuficiente separamos-nos mas a as nossas testas continuaram coladas enquanto ambos ofegávamos.
- E agora Bunny? Como ficámos? - ele perguntou com uma voz sorridente.
Sorri-lhe o mais que podia.
- Eu quero-te aqui, ao meu lado, agora e para sempre. Estás disposto a aceitar isso? - perguntei corada.
Ele afagou a minha face carinhosamente enquanto me olhava carinhosamente.
- Para sempre. - concordou, sorrindo.
23.45. Olhava a luz da Lua banhar graciosamente tudo à sua volta e sorri.
Hoje tinha sido o dia mais feliz da minha vida e eu tinha certeza de que nada podia mudar isso.
Enquanto olhava abstraída a Lua cheia pareceu-me distinguir a forma de um gato cruzar a sua luz. Pisquei os olhos várias vezes, mas o gato já tinha desaparecido.
Sorrindo da minha parvoíce fui vestir o meu pijama.
Estava prestes a deitar-me quando o barulho na janela me alertou.
Assustada corri até lá e afastei as cortinas.
Um gato preto com uma Lua em quarto crescente dourada marcada na testa, arranhava com a pata o vidro da minha janela.
Tinha na boca preso um bilhete dobrado e nos olhos uma preocupação urgente.
- Luna? - perguntei estupefacta, abrindo a janela para ela entrar. - Que fazes aqui?
Ela deixou cair o bilhete que tinha preso na boca e atirou-o para mim com a pata.
- Bunnyzinha. - ela disse com um tom urgente. - Abre. É urgente.
Peguei no bilhete de um tom amarelado e com ar maltratado.
A letra não era a melhor, mas podia distinguir-se entre a caligrafia arranhada "Para a minha querida Sailor Moon."
Abri o bilhete e li atentamente o seu conteúdo. Os meus olhos foram-se arregalando à medida que absorvia as palavras.
Quando terminei, os meus olhos estavam cobertos de lágrimas grossas.
- Luna... - chamei baixinho. - Isto é mesmo verdade? Eu t...te..tenho mesmo ... ?
Ela aninhou-se junto a mim antes de responder.
- Querida Bunnyzinha... - ela começou com voz meiga. - É a unica solução. Cumpre o pedido dela. Cumpre o pedido de Serenidade.
Entretanto, muito longe dali ...
Um vulto caminhava lentamente por entre o que parecia um castelo em destroços. A escuridão cegava-o e ele estava visivelmente desorientado.
Por fim, uma luz negra chamou-lhe a atenção e resolveu segui-la. Os seus passos ecoavam no chão e de certo que alguém já os tinha ouvido.
Por fim, chegou à sala iluminada. Uma cadeira alta rodeada do que pareciam heras mortas faziam o papel principal de toda a divisão. Ao redor da sala iam alternando entre espelhos e vitrais partidos, com buracos que de certo levavam a mais dimensões do palácio.
- Ah! Meu querido... - exclamou uma voz histérica e cortante. - Mesmo a tempo que chegaste, meu bem.
Virou-se na direcção da voz. O vulto estava sentado na cadeira alta e exibia um par de reféns amordaçadas e presas com as tais heras negras.
Reconheceu de imediato as reféns e o choque atravessou o seu rosto.
- Solta-as! - exigiu de imediato numa voz rouca por ter permanecido tanto tempo em silêncio.
O vulto riu, um riso esganiçado.
- E quem és tu para exigir seja o que for? - perguntou num tom irónico. - Pertences-me desde o momento em que puseste aqui os pés. E agora vai. Cumpre a missão que te dei.
O vulto soltou mais uma risada esganiçada e maléovola.
- Em breve tudo o que conheces será meu!
E então? Qual a vossa apreciação?
Igual a Ti
by: DiiLuna
** Capítulo I **
O Pedido de Serenidade
by: DiiLuna
** Capítulo I **
O Pedido de Serenidade
7.15. O despertador inalteravelmente pontual e preciso soltou o sou apito agudo e vibrante. O som acompanhado por um compasso estranhamente ritmado e persistente acabou por fazer com que abrisse muito lentamente os olhos. A claridade radiosa que não era filtrada pelas cortinas de um tom descolorado de rosa surpreendeu-me, fazendo com que piscasse várias vezes até me adaptar a ela.
Suspirei resignada e movi o meu corpo de modo a ficar sentada com as costas apoiadas na barra da cama. Senti a maciez dos lençóis de linhos branco roçar a minha pele quando os afastei de mim e movi as minhas pernas para fora da cama. Os meus pés tocaram ao de leve no chão frio, mas foi o suficiente para um arrepio me assaltar e percorrer toda a extensão do meu corpo.
Esfreguei os olhos preguiçosamente e bocejei antes de, com passos exageradamente lentos, me dirigir à casa de banho.
Deixei escorregar a camisa de noite pelo corpo até esta cair com um baque surdo no chão de mosaicos. Liguei a água do chuveiro e deixei as gotas quentes relaxarem os meus ombros, tentando levar com elas as estranhas preocupações que me assolavam. Molhei a minha face numa tentativa vã de esquecer mas tudo o que consegui foi que a água quente me queimasse a pele deixando um rasto de vermelho por onde passava.
Desisti da água quente e dirigi-me ao quarto precariamente embrulhada numa toalha com o cabelo a pingar para o chão de madeira.
Caminhei até ao armário abrindo as suas portas de madeira de cerejeira. Olhei no seu interior e vasculhei pelo vestido florido que a minha mãe tinha comprado à cerca de duas semanas.
Após o ter vestido, fui até à cómoda e peguei no pente fino cor de marfim, penteando o meu cabelo loiro em dois puxos que se assemelhavam a odangos.
No final, espreitei-me no espelho grande. A figura de uma rapariga com aparentemente 19 anos, num vestido com um florido azul e branco estampado, pelo joelho e cabelo cor de Sol fixava-me através de um par de olhos de um azul brilhante.
Encolhei os ombros, após me mirar mais uma vez, como se a figura reflectida não me importasse minimamente e recolhi os meus livros nos braços.
Bati a porta do quarto subtilmente quando saí e desci as escadas em passos leves.
Ao chegar ao fundo das escadas senti o característico cheiro das panquecas da minha mãe.
- Bom dia Bunny, querida! - saudou a minha mãe com uma boa disposição incomparável.
- Bom dia mãe. - respondi com muito menos entusiasmo que ela enquanto me servia de uma torrada e de um copo de sumo de laranja.
O sorriso da minha mãe diminuiu consideravelmente enquanto me olhava atentamente. Pelo ar dela, parecia-me preocupada.
- O que se passa, Bunny Tsukino? - ela perguntou. A preocupação que estava estampada nos seus olhos, agora evidente nas suas palavras. - Andas tão estranha filha.
Baixei o olhar, sabendo ao que ela se referia.
Ia fazer cerca de 2 meses que eu me tornara numa pessoa completamente diferente.
De um dia para o outro, eu tornara-me numa Bunny mais madura e adulta. Mas o amadurecimento fora tão abrupto que até a mim me assustara. Agora, eu dava tudo para ser a Bunny infantil, comilona e choramingas que era dantes.
Abanei a cabeça como se assim pudesse afastar estes e pensamentos e levantei-me.
- Bem, mãe. Vou indo para a Faculdade. Tenho aulas importantes e não quero atrasar-me. - dei-lhe um beijo na bochecha e ela abraçou-me, lançando-me um olhar observador.
- Tão diferente. - ouvi-a dizer para si mesma antes de eu bater a porta.
A Faculdade ainda ficava longe de minha casa e por isso decidi caminhar num passo rápido.
Eu estudava Ciências Políticas. Na altura a minha média era demasiado baixa para eu poder ambicionar entrar noutros cursos mais exigentes, por isso Ciências Políticas parecera-me um curso plausível.
Ia tão distraída com os meus pensamentos que nem me apercebi do carro desportivo em tons de vermelho que passava a toda a velocidade junto a mim, até este parar mesmo à minha frente impedindo-me o caminho.
Suspirei de aborrecimento ao reconhecer o carro. Não tardou muito até o seu dono se manifestar.
- Então viva, Cabeça de Serradura! - Gonçalo Chiba, o popular Universitário, estudante de Medicina "saudou". Se é que se pode chamar saudação.
- Muito bom dia. - respondi com desprezo. Uma leve nota de histeria a demonstrar a minha irritação. - Agora se me dás licença.
Fiz menção de continuar o meu caminho e ignorar o rapaz que me dava cabo dos nervos e ao mesmo tempo me deixava perdida naqueles olhos cor de noite.
A nossa relação era assim desde que eu me lembrava. Embirrando um com o outro por coisas supérfluas e sem qualquer nexo.
Fiz uma careta quando me lembrei de que Luna tinha referido que eu e ele estavámos destinados. Constatava-se agora, que tudo tinha acabado, que as Navegantes tinham visto o seu fim, tanto eu como ele continuávamos a viver as nossas vidas. O único contacto que mantínhamos eram as provocações constantes cada vez que nos cruzávamos e agora isso deixava-me agoniada. Pensar que só existíamos para nos odiar quando supostamente o nosso destino era amar-nos um ao outro.
Uma mão segurou o meu braço impedindo-me de continuar o meu caminho.
- Bunny. - a sua voz pronunciava o meu nome, que dito pelos seus lábios parecia-me mais bonito. - É assim que vamos ficar?
A pergunta dele deixou-me confusa. Olhei para os seus olhos tristes.
- O que queres dizer com isso? - perguntei.
Ele sorriu triste antes de responder.
- Entra no carro. - disse enquanto abria a porta do passageiro para mim. - Eu e tu precisámos de falar.
x.x.x.x.x.x.x.x
Caminhávamos por um jardim. Estávamos em silêncio, aliás como tinha acontecido durante toda a viagem de carro.
O lugar era magnifico. As rosas coloridas pontilhavam o verde resplandecente dando um aspecto quase mágico a tudo à sua volta.
À sombra das árvores altas espreitavam pequenos baquinhos de pedra branca. Alguns deles meios consumidos pelas roseiras e heras que trepavam pelos seu braços e pernas e se alastravam pelas seus encostos.
Ao longe soava o murmúrio de um ribeiro que se misturava com o canto dos pássaros.
Deixei escapar um suspiro de encanto enquanto contemplava o espaço à minha volta.
- E então? - a voz grave de Gonçalo soou em harmonia com o espaço em volta. - Gostaste deste lugar?
- É simplesmente maravilhoso. - respondi ainda maravilhada com tudo à minha volta. - Como descobriste este lugar?
Assim que perguntei, virei-me para o encarar. Arrependi-me de imediato.
Ele parecia parte daquele cenário mágico. A sua figura perfeita enquadrava-se com as cores e a beleza à sua volta. E o seu sorriso parecia ter sido moldado para brilhar naquele lugar.
- Eu costumo vir para aqui pensar. - ele disse na sua voz perfeita.
Sorri e comecei a caminhar por entre as folhas e os fetos verdes, não me preocupando em seguir os trilhos marcados.
Senti os passos de Gonçalo atrás de mim e parei para lhe dizer o quanto maravilhada estava.
Assim que me virei apercebi-me que estávamos perto. Demasiado perto.
Os nossos corpos encontravam-se praticamente colados e os nossos rostos demasiado perto.
- Bunny... - a sua voz estava rouca e provocou-me arrepios.
Senti a sua mão rodear a minha cintura e puxar-me mais perto de si.
Os nossos lábios tocaram-se muito de leve. Como se ambos quiséssemos saber a reacção do outro.
Senti a sua língua pedir permissão para aprofundar o beijo e entreabri levemente os lábios concedendo-lhe passagem.
O sabor da sua boca era tão fantástico quanto o seu cheiro. Sabia a lilás, morango e Sol. Um sabor que eu não sabia definir com as palavras que me eram dadas.
A sua mão percorria a minha nunca e tentava juntar os nossos corpos já impossivelmente colados.
Quando o oxigénio se mostrou insuficiente separamos-nos mas a as nossas testas continuaram coladas enquanto ambos ofegávamos.
- E agora Bunny? Como ficámos? - ele perguntou com uma voz sorridente.
Sorri-lhe o mais que podia.
- Eu quero-te aqui, ao meu lado, agora e para sempre. Estás disposto a aceitar isso? - perguntei corada.
Ele afagou a minha face carinhosamente enquanto me olhava carinhosamente.
- Para sempre. - concordou, sorrindo.
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23.45. Olhava a luz da Lua banhar graciosamente tudo à sua volta e sorri.
Hoje tinha sido o dia mais feliz da minha vida e eu tinha certeza de que nada podia mudar isso.
Enquanto olhava abstraída a Lua cheia pareceu-me distinguir a forma de um gato cruzar a sua luz. Pisquei os olhos várias vezes, mas o gato já tinha desaparecido.
Sorrindo da minha parvoíce fui vestir o meu pijama.
Estava prestes a deitar-me quando o barulho na janela me alertou.
Assustada corri até lá e afastei as cortinas.
Um gato preto com uma Lua em quarto crescente dourada marcada na testa, arranhava com a pata o vidro da minha janela.
Tinha na boca preso um bilhete dobrado e nos olhos uma preocupação urgente.
- Luna? - perguntei estupefacta, abrindo a janela para ela entrar. - Que fazes aqui?
Ela deixou cair o bilhete que tinha preso na boca e atirou-o para mim com a pata.
- Bunnyzinha. - ela disse com um tom urgente. - Abre. É urgente.
Peguei no bilhete de um tom amarelado e com ar maltratado.
A letra não era a melhor, mas podia distinguir-se entre a caligrafia arranhada "Para a minha querida Sailor Moon."
Abri o bilhete e li atentamente o seu conteúdo. Os meus olhos foram-se arregalando à medida que absorvia as palavras.
Quando terminei, os meus olhos estavam cobertos de lágrimas grossas.
- Luna... - chamei baixinho. - Isto é mesmo verdade? Eu t...te..tenho mesmo ... ?
Ela aninhou-se junto a mim antes de responder.
- Querida Bunnyzinha... - ela começou com voz meiga. - É a unica solução. Cumpre o pedido dela. Cumpre o pedido de Serenidade.
Entretanto, muito longe dali ...
Um vulto caminhava lentamente por entre o que parecia um castelo em destroços. A escuridão cegava-o e ele estava visivelmente desorientado.
Por fim, uma luz negra chamou-lhe a atenção e resolveu segui-la. Os seus passos ecoavam no chão e de certo que alguém já os tinha ouvido.
Por fim, chegou à sala iluminada. Uma cadeira alta rodeada do que pareciam heras mortas faziam o papel principal de toda a divisão. Ao redor da sala iam alternando entre espelhos e vitrais partidos, com buracos que de certo levavam a mais dimensões do palácio.
- Ah! Meu querido... - exclamou uma voz histérica e cortante. - Mesmo a tempo que chegaste, meu bem.
Virou-se na direcção da voz. O vulto estava sentado na cadeira alta e exibia um par de reféns amordaçadas e presas com as tais heras negras.
Reconheceu de imediato as reféns e o choque atravessou o seu rosto.
- Solta-as! - exigiu de imediato numa voz rouca por ter permanecido tanto tempo em silêncio.
O vulto riu, um riso esganiçado.
- E quem és tu para exigir seja o que for? - perguntou num tom irónico. - Pertences-me desde o momento em que puseste aqui os pés. E agora vai. Cumpre a missão que te dei.
O vulto soltou mais uma risada esganiçada e maléovola.
- Em breve tudo o que conheces será meu!
E então? Qual a vossa apreciação?

Oh lovely *-*
esta tao linda!quem sera o vulto e as refens?e o que sera o pedido de serinidade?bem que podias postarmais um capitulo muito, muito rapido para responderes as muinhas perguntas mas senao for assim ficarei a espera assiosamente pelo proximo capitulo!parabens, a fic esta muito boa!
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deba escreveu:esta tao linda!quem sera o vulto e as refens?e o que sera o pedido de serinidade?bem que podias postarmais um capitulo muito, muito rapido para responderes as muinhas perguntas[...] !
Eu questiono-me sobre a mesma coisa... quem serão o vulto e os refens? O que era o pedido da serenidade? Estou bue ansiosa para saber o que vem a seguir! Posta depressa
Minha querida Dii cada vez gosto mais da tua fic...É tão mágica que me faz quase sonhar acordada...Mal tenho palacras para descrever a beleza da tua escrita, gosto imenso da vida que dás às descrições e emoções, consigo senti-las e adoro isso...
Fico ansiosamente à espera de mais
Beijokitas
Fico ansiosamente à espera de mais
Beijokitas

Obrigado Dumpling <3
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![[FIC] Igual a Ti. [ ACTUALIZADA HOJE 26/06/09 ] Signpicky](https://2img.net/h/i267.photobucket.com/albums/ii290/chousenshi/signpicky.png)

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