Eyes of a Deep Sadness
...
De regresso àquela árvore, no jardim por trás da escola…
- Então Bishoujou? – Meteu os braços em volta dos joelhos, olhando fixamente para mim – Que missão super secreta é essa em que te encontras?!
- Anoooo…. - Olhei para todos os lados, buscando uma boa desculpa, olhei para ele e apontei-lhe para a cara – Em nome da lua, não posso dizer-te! - Afirmei muito seria, afastando-me dele.
Oréé? - Junto à árvore em que antes estávamos as três, estava a minha mala tombada, meio aberta, com algo vermelho quase a sair dela. Ryo esticou a mão e apanhou o embrulho vermelho – Nani kore?!
- Nyyyaaaaaa!!! Nan demo arimasen!!- Corri para tirar-lhe o pacote das mãos. Ryo ao ver-me a correr na sua direcção levantou-se, e quando eu cheguei ao pé dele, ele usou o seu tamanho em relação ao meu como vantagem e com o braço esticado por cima da sua cabeça com o meu pacote, afastou-o do meu alcance.
- YAMATE! - Gritei - Dá-me, é meu! - Aos saltos tentava chegar até ao embrulho e ele afastava-se e ria.
- HAHAHAHA Ran-chan!! Quem é o sortudo que vai receber um chocolate teu?! - Correu para longe de mim, parou uns metros mais à frente e pôs-se à procura do nome para quem era destinado o embrulho.
Corri com todas as minhas forças e fui contra ele, atirando-o ao chão.
- NYYYAAAAAH!! Não vejas!! - Supliquei
Não me fazendo caso e a rir-se como um louco, ele deitado na relva e eu sentada por cima da suas ancas. Quando me dei conta disso, corei como acho que nunca tinha corado na vida, gritei e sai de cima dele, caindo para trás.
Estava toda a gente a olhar para nós, pelo barulho que fazíamos, Yoko e Tomoko rindo junto à entrada da nossa escola, e os amigos de Ryo uns abanando a cabeça reprovadoramente e outros a rirem a gargalhada.
- HAHAHAHA – Ryo ria-se perdidamente - És tão inocente Ran! - Olhou para a parte de trás do pacote, e viu o nome do destinatário - Ohhh... - – Abriu um grande sorriso- É para mim?! Ou para alguém com o mesmo nome que eu? - Riu-se à gargalhada.
Sentando-se abriu o pacote, e viu um grande chocolate em forma de coração, e escrito nele em letras grandes: “Daisuki”.
Fiquei a tremer de vergonha e sem saber o que fazer, vendo toda a gente a olhar para nós. Olhei para ele, ali sentado a olhar para o chocolate e depois olhou sério para mim.
- Arigatou… Ran – Exclamou, olhando para mim muito sério, como nunca antes o tinha visto.
Senti um estranho “back” horrível no coração, um pressentimento que algo não estava bem, e algo horrível ia acontecer…
Ele levantou-se, sacudiu-se, chegou-se junto a mim e abraçou-me, em frente de toda a gente.
Ouvindo expressões de supreza de algumas pessoas ao redor, senti que me ia derreter, de vergonha e de felicidade e durante uns segundos fiquei sem reacção. Depois retribui o abraço com muita força e comecei a chorar.
- Honto ni… Daisuki, Ryo-sempai!! – Exclamei numa voz abafada por estar com a cara no peito dele.
Ele afastou-me gentilmente pelos ombros, para me poder olhar para o rosto. Com os dedos limpou-me as lágrimas e sussurrou:
- Vem comigo Ran.
Fiquei confusa, sentia-me perdida, não sabia porque ele me estava a tratar assim à frente de toda a gente, sem se importar com nada nem ninguém. Eu sentia que isso era algo bom demais para estar a acontecer, mas também sabia que os amigos iriam gozar com ele, e ele podia meter-se em problemas… Apesar de eu detestar que me vissem somente como uma rapariguinha, sabia que a nossa diferença de idades era grande demais para ser aceite pelos outros.
Levou-me para a parte afastada de todos do jardim, sentou-se encostado ao tronco de uma cerejeira e sentou-me ao colo dele.
Sentia que a minha cara ia arder toda, de tão corada que estava.
- Ran… - Começou ele - Vou mudar-me para Tokyo para a Semana que vem - Disse de uma vez, olhando em frente.
Thump thump Thump thump Thump thump - O meu coração começou a acelerar, aquela sensação de que algo estava terrivelmente errado, uma sensação de enjoo e mal-estar – Nani?! – Perguntei, confusa, pois o que ele dissera, não fazia sentido nenhum para o momento.
Ele olhou para mim, com o rosto marcado de tristeza, e com um sorriso triste, disse:
- Consegui entrar para uma faculdade de arte. Vou especializar-me em desenho. Para os meus dojinshi… - Olhou para mim - Tu sabes que o meu sonho, é ser um profissional… Desenhar os melhores mangas históricos, quero realizar esse meu sonho Ran.
Como me soava estranho aquele seu tom sério. Não sabia se haveria de ficar triste ou feliz. Feliz por ele ter conseguido atingir o seu objectivo, triste por se ir embora. Dentro do meu peito um número sem fim de emoções contraditórias, dor e alegria, o meu coração bombeava tanto e tão depressa, que eu estava a começar a ficar tonta, enjoada.
- So... so... So desu ka? - Balbuciei - YOKATTA!! Eu sabia que ias conseguir! - Segurei-lhe as mãos - Estou muito feliz por ti, Ryo-sempai.
- Bishoujou... – Apertou-me junto a ele e sussurrou – Se eu pudesse, levava-te comigo, eu não te quero deixar aqui sozinha de novo e…
- Iee! – Afastei-o e olhei para ele, sem me dar conta de que tinha as lágrimas a escorrerem-me pelo rosto – Daijoubu! Eu não sou uma criança, eu fico bem sozinha, sempre fiquei! Tu vais realizar o teu sonho! Eu quero… - O meu peito começou com convulsões involuntárias, e eu nem me dava conta do quanto eu estava a chorar, eu só queria mostrar-lhe a minha força – Eu quero muito ler os teus mangas, totemo, totemo, totemo! Tens que ser o melhor de todos! Eu quero! Eu fico bem sozinha, eu espero por ti! – Abracei-me a ele e chorei até não aguentar mais.
Ele retribui-me o abraço, e ali ficámos os dois, no que considerei ser o momento mais romântico e trágico da minha vida…
***
Estava um dia bastante negro, apesar do calor e de abafado... Como se o tempo estivesse a sentir a minha tristeza…
Mais uma vez, assisti às mudanças da casa ao lado, mas desta vez não foi escondida atrás do cortinado no canto da janela, mas sim no meio dela.
Ajudei no que pude a empacotar as coisas, sentindo o coração como se estivesse a encolher e como que a murchar cada vez mais. Passava os dias com os olhos vermelhos e inchados, e já não me lembrava do que era sorrir.
Quando a última camioneta das mudanças partiu com as últimas coisas, olhei para aquela casa onde tinha sido tão feliz, sentindo-me tão vazia quando ela estava agora.
Em frente ao portão, o carro preto de Saito-san.
- Ran-chan – Azumi-san chegou-se junto a mim e com uma mão no meu ombro e outra tocando-me no rosto gentilmente disse – Alimenta-te bem, sim? Cuida de ti, toma cuidado… - Começou a chorar e abraçou-me – Tu és uma boa menina Ran, não te metas pelos maus caminhos, cuida de ti, e sempre que te sentires sozinha, lembra-te que gostamos mesmo muito de ti, e que queremos que nos venhas visitar - Abraçou-me com muita força, quase me magoando – Ganbatte! - Deu-me um beijo na face, e a chorar entrou no carro.
Eu não chorava mais, estava apática, vendo tudo a acontecer, como se apenas estivesse a assistir por fora, como se fosse outra pessoa apenas a assistir.
- Ran-chan! – Exclamou Saito-san pondo-se à minha frente – Vais estudar muito, para vires para Tokyo para ao pé de Ryo e de nós, né? – Despenteou-me o cabelo.
- Hai, Saito-san – Retorqui, com a voz rouca.
- Ganbatte! - Despenteou-me um pouco mais e foi para dentro do carro.
Ryo estava encostado ao portão, de braços cruzados olhando para mim. Olhei para ele e ele veio na minha direcção. Chegou junto a mim, pousou as suas mãos nos meus ombros e disse:
- Quem me dera que tivesses nascido uns anos mais cedo, Ran-chan - Murmurou, segurando-me pelo queixo. As minhas pernas tremiam e o meu coração batia freneticamente. Via tudo na minha cabeça acontecer, como se fosse irreal.
Lentamente, olhando-me nos olhos, ele baixou os seus lábios sobre os meus e pousou-os gentilmente, mantendo-os unidos por um tempo que me pareceu docemente infinito, mas ao mesmo tempo, terrivelmente curto.
- Sayonara... Ran-chan, minha Bishoujou… - Fez-me uma festa no cabelo - Nunca desistas de ser quem és, nem percas esse teu sorriso, nem esse brilho lindo dos teus olhos - Com as mãos nos meus ombros, apertou-os e disse: - Sê feliz, Ran. Não deixes ninguém te pisar e humilhar! Vais-te tornar, numa bela mulher, acredita!!
Com isto, virou as costas e caminhou para o carro, sem olhar para trás. Parecendo-me que estava parada no tempo, e que tudo acontecia em câmara lenta, vi aquele carro preto afastar-se cada vez mais.
Azumi-san dizendo adeus pondo a cabeça fora de janela olhando para mim, Saito-san apitando com a buzina do carro, e Ryo olhando através do vidro de trás, fazendo-me uma leve continência com dois dedos, até que o carro fez uma curva e eu o perdi de vista.
E assim se foram, deixando-me uma sensação de vazio, perda e desespero no peito. E ali eu fiquei, por quanto tempo não sei, até sair do meu estupor.
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De regresso àquela árvore, no jardim por trás da escola…
- Então Bishoujou? – Meteu os braços em volta dos joelhos, olhando fixamente para mim – Que missão super secreta é essa em que te encontras?!
- Anoooo…. - Olhei para todos os lados, buscando uma boa desculpa, olhei para ele e apontei-lhe para a cara – Em nome da lua, não posso dizer-te! - Afirmei muito seria, afastando-me dele.
Oréé? - Junto à árvore em que antes estávamos as três, estava a minha mala tombada, meio aberta, com algo vermelho quase a sair dela. Ryo esticou a mão e apanhou o embrulho vermelho – Nani kore?!
- Nyyyaaaaaa!!! Nan demo arimasen!!- Corri para tirar-lhe o pacote das mãos. Ryo ao ver-me a correr na sua direcção levantou-se, e quando eu cheguei ao pé dele, ele usou o seu tamanho em relação ao meu como vantagem e com o braço esticado por cima da sua cabeça com o meu pacote, afastou-o do meu alcance.
- YAMATE! - Gritei - Dá-me, é meu! - Aos saltos tentava chegar até ao embrulho e ele afastava-se e ria.
- HAHAHAHA Ran-chan!! Quem é o sortudo que vai receber um chocolate teu?! - Correu para longe de mim, parou uns metros mais à frente e pôs-se à procura do nome para quem era destinado o embrulho.
Corri com todas as minhas forças e fui contra ele, atirando-o ao chão.
- NYYYAAAAAH!! Não vejas!! - Supliquei
Não me fazendo caso e a rir-se como um louco, ele deitado na relva e eu sentada por cima da suas ancas. Quando me dei conta disso, corei como acho que nunca tinha corado na vida, gritei e sai de cima dele, caindo para trás.
Estava toda a gente a olhar para nós, pelo barulho que fazíamos, Yoko e Tomoko rindo junto à entrada da nossa escola, e os amigos de Ryo uns abanando a cabeça reprovadoramente e outros a rirem a gargalhada.
- HAHAHAHA – Ryo ria-se perdidamente - És tão inocente Ran! - Olhou para a parte de trás do pacote, e viu o nome do destinatário - Ohhh... - – Abriu um grande sorriso- É para mim?! Ou para alguém com o mesmo nome que eu? - Riu-se à gargalhada.
Sentando-se abriu o pacote, e viu um grande chocolate em forma de coração, e escrito nele em letras grandes: “Daisuki”.
Fiquei a tremer de vergonha e sem saber o que fazer, vendo toda a gente a olhar para nós. Olhei para ele, ali sentado a olhar para o chocolate e depois olhou sério para mim.
- Arigatou… Ran – Exclamou, olhando para mim muito sério, como nunca antes o tinha visto.
Senti um estranho “back” horrível no coração, um pressentimento que algo não estava bem, e algo horrível ia acontecer…
Ele levantou-se, sacudiu-se, chegou-se junto a mim e abraçou-me, em frente de toda a gente.
Ouvindo expressões de supreza de algumas pessoas ao redor, senti que me ia derreter, de vergonha e de felicidade e durante uns segundos fiquei sem reacção. Depois retribui o abraço com muita força e comecei a chorar.
- Honto ni… Daisuki, Ryo-sempai!! – Exclamei numa voz abafada por estar com a cara no peito dele.
Ele afastou-me gentilmente pelos ombros, para me poder olhar para o rosto. Com os dedos limpou-me as lágrimas e sussurrou:
- Vem comigo Ran.
Fiquei confusa, sentia-me perdida, não sabia porque ele me estava a tratar assim à frente de toda a gente, sem se importar com nada nem ninguém. Eu sentia que isso era algo bom demais para estar a acontecer, mas também sabia que os amigos iriam gozar com ele, e ele podia meter-se em problemas… Apesar de eu detestar que me vissem somente como uma rapariguinha, sabia que a nossa diferença de idades era grande demais para ser aceite pelos outros.
Levou-me para a parte afastada de todos do jardim, sentou-se encostado ao tronco de uma cerejeira e sentou-me ao colo dele.
Sentia que a minha cara ia arder toda, de tão corada que estava.
- Ran… - Começou ele - Vou mudar-me para Tokyo para a Semana que vem - Disse de uma vez, olhando em frente.
Thump thump Thump thump Thump thump - O meu coração começou a acelerar, aquela sensação de que algo estava terrivelmente errado, uma sensação de enjoo e mal-estar – Nani?! – Perguntei, confusa, pois o que ele dissera, não fazia sentido nenhum para o momento.
Ele olhou para mim, com o rosto marcado de tristeza, e com um sorriso triste, disse:
- Consegui entrar para uma faculdade de arte. Vou especializar-me em desenho. Para os meus dojinshi… - Olhou para mim - Tu sabes que o meu sonho, é ser um profissional… Desenhar os melhores mangas históricos, quero realizar esse meu sonho Ran.
Como me soava estranho aquele seu tom sério. Não sabia se haveria de ficar triste ou feliz. Feliz por ele ter conseguido atingir o seu objectivo, triste por se ir embora. Dentro do meu peito um número sem fim de emoções contraditórias, dor e alegria, o meu coração bombeava tanto e tão depressa, que eu estava a começar a ficar tonta, enjoada.
- So... so... So desu ka? - Balbuciei - YOKATTA!! Eu sabia que ias conseguir! - Segurei-lhe as mãos - Estou muito feliz por ti, Ryo-sempai.
- Bishoujou... – Apertou-me junto a ele e sussurrou – Se eu pudesse, levava-te comigo, eu não te quero deixar aqui sozinha de novo e…
- Iee! – Afastei-o e olhei para ele, sem me dar conta de que tinha as lágrimas a escorrerem-me pelo rosto – Daijoubu! Eu não sou uma criança, eu fico bem sozinha, sempre fiquei! Tu vais realizar o teu sonho! Eu quero… - O meu peito começou com convulsões involuntárias, e eu nem me dava conta do quanto eu estava a chorar, eu só queria mostrar-lhe a minha força – Eu quero muito ler os teus mangas, totemo, totemo, totemo! Tens que ser o melhor de todos! Eu quero! Eu fico bem sozinha, eu espero por ti! – Abracei-me a ele e chorei até não aguentar mais.
Ele retribui-me o abraço, e ali ficámos os dois, no que considerei ser o momento mais romântico e trágico da minha vida…
***
A despedida…
Estava um dia bastante negro, apesar do calor e de abafado... Como se o tempo estivesse a sentir a minha tristeza…
Mais uma vez, assisti às mudanças da casa ao lado, mas desta vez não foi escondida atrás do cortinado no canto da janela, mas sim no meio dela.
Ajudei no que pude a empacotar as coisas, sentindo o coração como se estivesse a encolher e como que a murchar cada vez mais. Passava os dias com os olhos vermelhos e inchados, e já não me lembrava do que era sorrir.
Quando a última camioneta das mudanças partiu com as últimas coisas, olhei para aquela casa onde tinha sido tão feliz, sentindo-me tão vazia quando ela estava agora.
Em frente ao portão, o carro preto de Saito-san.
- Ran-chan – Azumi-san chegou-se junto a mim e com uma mão no meu ombro e outra tocando-me no rosto gentilmente disse – Alimenta-te bem, sim? Cuida de ti, toma cuidado… - Começou a chorar e abraçou-me – Tu és uma boa menina Ran, não te metas pelos maus caminhos, cuida de ti, e sempre que te sentires sozinha, lembra-te que gostamos mesmo muito de ti, e que queremos que nos venhas visitar - Abraçou-me com muita força, quase me magoando – Ganbatte! - Deu-me um beijo na face, e a chorar entrou no carro.
Eu não chorava mais, estava apática, vendo tudo a acontecer, como se apenas estivesse a assistir por fora, como se fosse outra pessoa apenas a assistir.
- Ran-chan! – Exclamou Saito-san pondo-se à minha frente – Vais estudar muito, para vires para Tokyo para ao pé de Ryo e de nós, né? – Despenteou-me o cabelo.
- Hai, Saito-san – Retorqui, com a voz rouca.
- Ganbatte! - Despenteou-me um pouco mais e foi para dentro do carro.
Ryo estava encostado ao portão, de braços cruzados olhando para mim. Olhei para ele e ele veio na minha direcção. Chegou junto a mim, pousou as suas mãos nos meus ombros e disse:
- Quem me dera que tivesses nascido uns anos mais cedo, Ran-chan - Murmurou, segurando-me pelo queixo. As minhas pernas tremiam e o meu coração batia freneticamente. Via tudo na minha cabeça acontecer, como se fosse irreal.
Lentamente, olhando-me nos olhos, ele baixou os seus lábios sobre os meus e pousou-os gentilmente, mantendo-os unidos por um tempo que me pareceu docemente infinito, mas ao mesmo tempo, terrivelmente curto.
- Sayonara... Ran-chan, minha Bishoujou… - Fez-me uma festa no cabelo - Nunca desistas de ser quem és, nem percas esse teu sorriso, nem esse brilho lindo dos teus olhos - Com as mãos nos meus ombros, apertou-os e disse: - Sê feliz, Ran. Não deixes ninguém te pisar e humilhar! Vais-te tornar, numa bela mulher, acredita!!
Com isto, virou as costas e caminhou para o carro, sem olhar para trás. Parecendo-me que estava parada no tempo, e que tudo acontecia em câmara lenta, vi aquele carro preto afastar-se cada vez mais.
Azumi-san dizendo adeus pondo a cabeça fora de janela olhando para mim, Saito-san apitando com a buzina do carro, e Ryo olhando através do vidro de trás, fazendo-me uma leve continência com dois dedos, até que o carro fez uma curva e eu o perdi de vista.
E assim se foram, deixando-me uma sensação de vazio, perda e desespero no peito. E ali eu fiquei, por quanto tempo não sei, até sair do meu estupor.
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ai lili!...
Fiquei tao emocionada com esta parte do capitulo! :g1:
odeio despedidas deste genero, principalmente quando as pessoas gostam tanto umas das outras! :='(:
A forma como descreveste tudo, parecia que até podia sentir Agora percebo porque te custou tanto a ecsrever, é realmente triste!
Espero ansiosamente pelo proximo capitulo, para ver se entretanto a felicidade da ran reaparece!
bjinhos
Fiquei tao emocionada com esta parte do capitulo! :g1:
odeio despedidas deste genero, principalmente quando as pessoas gostam tanto umas das outras! :='(:
A forma como descreveste tudo, parecia que até podia sentir Agora percebo porque te custou tanto a ecsrever, é realmente triste!
Espero ansiosamente pelo proximo capitulo, para ver se entretanto a felicidade da ran reaparece!

bjinhos
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
Oh Lili...desde que comecei a ler esta tua fic que as lágrimas têm sido uma constante, ora de alegria ou de tristeza e emoção.
E este último capitulo aiiiiii aguenta coração..oh Lili que tristeza. Foi tão emocionante esta despedida que não contive as lágrimas
, está tão bem escrito que cada palavra toca-nos de uma forma muito intensa no coração.
Agora estou desejando de saber o que vai acontecer em seguida e como a Ran vai recuperar e quando irá voltar a ver o Ryo..espero que o reencontre e não demore muito.
Agora espero que não demores a escrever mais, estou aqui a roer as unhas de ansiedade!
Beijinho grande e PARABÉNS pela magnifica fic que estás a escrever expectacularmente bem!
Bane
E este último capitulo aiiiiii aguenta coração..oh Lili que tristeza. Foi tão emocionante esta despedida que não contive as lágrimas
, está tão bem escrito que cada palavra toca-nos de uma forma muito intensa no coração.Agora estou desejando de saber o que vai acontecer em seguida e como a Ran vai recuperar e quando irá voltar a ver o Ryo..espero que o reencontre e não demore muito.
Agora espero que não demores a escrever mais, estou aqui a roer as unhas de ansiedade!
Beijinho grande e PARABÉNS pela magnifica fic que estás a escrever expectacularmente bem!
Bane
Lulumoon - Obrigada mais uma vez por estares a acompanhar!!
.o:
A nova etapa da vida de Ran já esta a ser escrita todos os dias um bom bocado, vou já postar a primeira parte!
Bane - Até eu chorei a escrever a última parte!! :
': Agora começa a nova etapa da vida de Ran, veremos como ela se deu com o desgosto....
Pitchi - Obrigada por estares a ler a fic,
Eu conto postar frequentemente, ando a escrever bastante, mas espero também manter sempre o mesmo ritmo e a qualidade na escrita, e transmitir tudo aquilo que pretendo... :vergonha:
****
Nos dias que se passaram, todas as noites com a testa apoiada no vidro da minha janela, olhava em frente esperando ver sair de lá sorridente Ryo, convidando-me para ir para casa dele, mas isso nunca mais aconteceu....
E eu ficava ali horas de pensamentos perdidos, recordando dos momentos que passara com eles.
Voltei a fechar-me em casa sozinha a ler manga e ver animes, sem ânimo para nada...
***
Nos meses que se seguiram, tudo foi mudando gradualmente na minha vida, quase sem que eu me desse conta...
Em vez de andar à luta, comecei a sair com os rapazes, a arranjar-me e a divertir-me e a ser ainda mais extrovertida e também a ser mais rebelde.
Sentia-me frequentemente revoltada com tudo e todos e só me sentia bem a fazer tudo mal. Entrando em lutas com raparigas que olhavam demais para os meus namorados, que discordavam de mim e por outras coisas insignificantes. Eu era provocadora e irritadiça, e via tudo como uma ofensa pessoal…
Chegava muitas vezes tarde às aulas, ou fazia gazeta para ficar a ler mangas ou a namorar lá fora. Ficava quase todos os dias de castigo, levava com limpezas e trabalhos de casa extra, os quais eu nunca fazia, ou arranjava sempre um rapaz babado por mim para mos fazer.
E assim se passavam os meus dias….
***
- Um dia sem avisoooo!! Toda a minha vida mudooouuu!! – Cantava eu alto andando pelos corredores da escola, com Yoko e Tomoko escondendo a cara com as pastas – Encontrei-te junto a mim!!! E toda a minha vida mudoooou!!
- Ran-chan! - Exclamou Yoko puchando-me pela manga - Estão todos a olhar para ti!
Ignorei-a.
-É tãaao complicadoooo, viver asssiiimmm contigo ao meu ladooooo, e às vezes não sei, o que fazer, e eu para aqui, sempre a sofr…
Ouvi rapazes a passarem por mim a rir à gargalhada, principalmente o mais alto deles todos, de cabelo negro.
-Ran!! – Tomoko e Yoko ajudaram-me a levantar – Daijoubu?
- Foi aquele grande macaco que me pregou uma rasteira! – Gemi, levantando-me. Voltei-me para ele e gritei – OMAE O!!BAKEMONO! MACACO-MOON! VEM AQUI QUE EU JÁ te…
- Shhhhiiiiiiiuuuuuuuu!! – Yoko tapou-me a boca e Tomoko encostou-me à parede
- Onegai, Ran-chan! Onegai! Não te metas mais em lutas! Ainda és expulsa de uma vez! Andas a arriscar-te demais e tens tido sorte em te perdoarem, não estragues tudo! – Grunhiu Yoko –E já viste o tamanho dele? Dava-te uma sova que…
- NÃO QUERO SABER!!! – Gritei, empurrando-lhe as mãos que me tapavam a boca e afastei-me da parede – Quem é que aquele aho julga que é? - Desajeitei o uniforme como era meu vicio – Afinal quem é ele?! – Perguntei.
- Não sei – Respondeu Tomoko, olhando por onde os rapazes tinham passado – Mas estamos a ficar sem tempo para almoçar... Vamos! – Pegou-me na mão e encaminhou-nos para o refeitório.
********
Nas semanas que se seguiram, foi uma guerra.
Sem saber como ou porquê, sempre que eu e aquele rapaz alto de cabelo preto passávamos ao pé um do outro, ou pregávamos rasteiras, ou ele me pegava na cabeça e esfregava com os nós dos dedos ou eu lhe mandava chutos nas canelas, e em situações piores envolvíamos-nos em lutas mais sérias em que realmente nos magoávamos e que os nossos colegas tinham que nos separar, isto sem mesmo sabermos o nome um do outro.
Simplesmente olhar para a cara dele me dava raiva, e quando comecei a vê-lo todo convencido com aquele ar de superior a ser o centro das atenções das raparigas todas, enquanto ele jogava à bola no clube da escola, mais nojo e raiva me dava. Nutria por ele um profundo ódio e desprezo.
- Ele não passa de um Aho convencido – Disse para Yoko e Tomoko enquanto passávamos pelo campo da bola, vendo-o ao fundo nas bancadas rodeado de raparigas aos gritinhos à volta dele – Ele tem coragem de bater em mulheres, esse nojento e ainda o acham o máximo!
- Sinceramente Ran – Começou Yoko com ar serio – Não creio que ele te veja como uma mulher, pela maneira como te ataca…
- Isso ainda mais raiva me dá! – Gritei, sentindo a raiva a borbulhar dentro de mim – Ele não é homem, não é nada!
- Ele mete-me um bocado de medo – Disse numa voz baixa Tomoko. Virei-me para ela surpreendida.
- Doshite? - Perguntei
- Aqueles olhos … Os olhos dele são cruéis! – Murmurou – Principalmente quando olha para ti, Ran! – Parou de andar e olhou para mim - Ran, eu tenho medo que um dia ele te magoe a serio!
Olhei para ela, piscando os olhos de confusão, e depois olhei para onde ele estava, lá ao fundo do outro lado do campo a tentar meter um colega no chão, na brincadeira.
- Incrível como eu odeio tanto um rapaz que apareceu do nada e nem sequer sei o nome… - Pensei em voz alta.
- Kou, Ryuu. Sala 6 – Replicou Tomoko.
Olhei para ela surpresa.
- Fui aos registos verificar – Justificou, vendo o meu olhar de curiosidade.
Olhei mais uma vez para onde ele estava, em cima do colega que acabara por mandar ao chão e não deixava levantar, rindo os dois numa luta fingida.
- Então é esse o nome do meu inimigo… - Murmurei.
.o: A nova etapa da vida de Ran já esta a ser escrita todos os dias um bom bocado, vou já postar a primeira parte!

Bane - Até eu chorei a escrever a última parte!! :
': Agora começa a nova etapa da vida de Ran, veremos como ela se deu com o desgosto.... Pitchi - Obrigada por estares a ler a fic,
Eu conto postar frequentemente, ando a escrever bastante, mas espero também manter sempre o mesmo ritmo e a qualidade na escrita, e transmitir tudo aquilo que pretendo... :vergonha:****
2ºcapitulo - Somos Inimigos!!
Nos dias que se passaram, todas as noites com a testa apoiada no vidro da minha janela, olhava em frente esperando ver sair de lá sorridente Ryo, convidando-me para ir para casa dele, mas isso nunca mais aconteceu....
E eu ficava ali horas de pensamentos perdidos, recordando dos momentos que passara com eles.
Voltei a fechar-me em casa sozinha a ler manga e ver animes, sem ânimo para nada...
***
Nos meses que se seguiram, tudo foi mudando gradualmente na minha vida, quase sem que eu me desse conta...
Em vez de andar à luta, comecei a sair com os rapazes, a arranjar-me e a divertir-me e a ser ainda mais extrovertida e também a ser mais rebelde.
Sentia-me frequentemente revoltada com tudo e todos e só me sentia bem a fazer tudo mal. Entrando em lutas com raparigas que olhavam demais para os meus namorados, que discordavam de mim e por outras coisas insignificantes. Eu era provocadora e irritadiça, e via tudo como uma ofensa pessoal…
Chegava muitas vezes tarde às aulas, ou fazia gazeta para ficar a ler mangas ou a namorar lá fora. Ficava quase todos os dias de castigo, levava com limpezas e trabalhos de casa extra, os quais eu nunca fazia, ou arranjava sempre um rapaz babado por mim para mos fazer.
E assim se passavam os meus dias….
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- Um dia sem avisoooo!! Toda a minha vida mudooouuu!! – Cantava eu alto andando pelos corredores da escola, com Yoko e Tomoko escondendo a cara com as pastas – Encontrei-te junto a mim!!! E toda a minha vida mudoooou!!
- Ran-chan! - Exclamou Yoko puchando-me pela manga - Estão todos a olhar para ti!
Ignorei-a.
-É tãaao complicadoooo, viver asssiiimmm contigo ao meu ladooooo, e às vezes não sei, o que fazer, e eu para aqui, sempre a sofr…
TRÀÀÀÀZZZZ!!!
Espalhei-me ao comprido no chão no meio do corredor.Ouvi rapazes a passarem por mim a rir à gargalhada, principalmente o mais alto deles todos, de cabelo negro.
-Ran!! – Tomoko e Yoko ajudaram-me a levantar – Daijoubu?
- Foi aquele grande macaco que me pregou uma rasteira! – Gemi, levantando-me. Voltei-me para ele e gritei – OMAE O!!BAKEMONO! MACACO-MOON! VEM AQUI QUE EU JÁ te…
- Shhhhiiiiiiiuuuuuuuu!! – Yoko tapou-me a boca e Tomoko encostou-me à parede
- Onegai, Ran-chan! Onegai! Não te metas mais em lutas! Ainda és expulsa de uma vez! Andas a arriscar-te demais e tens tido sorte em te perdoarem, não estragues tudo! – Grunhiu Yoko –E já viste o tamanho dele? Dava-te uma sova que…
- NÃO QUERO SABER!!! – Gritei, empurrando-lhe as mãos que me tapavam a boca e afastei-me da parede – Quem é que aquele aho julga que é? - Desajeitei o uniforme como era meu vicio – Afinal quem é ele?! – Perguntei.
- Não sei – Respondeu Tomoko, olhando por onde os rapazes tinham passado – Mas estamos a ficar sem tempo para almoçar... Vamos! – Pegou-me na mão e encaminhou-nos para o refeitório.
***
Spoiler
Apresentando a Minha Ran nesta parte da historia e na que se segue:

Ran-Chan - 13/16 anos

"Macaco_Moon" a.k.a Kou, Ryuu / Outubro - 16 anos / Escorpião-Rato / GS: A / Futebol

Ran-Chan - 13/16 anos

"Macaco_Moon" a.k.a Kou, Ryuu / Outubro - 16 anos / Escorpião-Rato / GS: A / Futebol
Nas semanas que se seguiram, foi uma guerra.
Sem saber como ou porquê, sempre que eu e aquele rapaz alto de cabelo preto passávamos ao pé um do outro, ou pregávamos rasteiras, ou ele me pegava na cabeça e esfregava com os nós dos dedos ou eu lhe mandava chutos nas canelas, e em situações piores envolvíamos-nos em lutas mais sérias em que realmente nos magoávamos e que os nossos colegas tinham que nos separar, isto sem mesmo sabermos o nome um do outro.
Simplesmente olhar para a cara dele me dava raiva, e quando comecei a vê-lo todo convencido com aquele ar de superior a ser o centro das atenções das raparigas todas, enquanto ele jogava à bola no clube da escola, mais nojo e raiva me dava. Nutria por ele um profundo ódio e desprezo.
- Ele não passa de um Aho convencido – Disse para Yoko e Tomoko enquanto passávamos pelo campo da bola, vendo-o ao fundo nas bancadas rodeado de raparigas aos gritinhos à volta dele – Ele tem coragem de bater em mulheres, esse nojento e ainda o acham o máximo!
- Sinceramente Ran – Começou Yoko com ar serio – Não creio que ele te veja como uma mulher, pela maneira como te ataca…
- Isso ainda mais raiva me dá! – Gritei, sentindo a raiva a borbulhar dentro de mim – Ele não é homem, não é nada!
- Ele mete-me um bocado de medo – Disse numa voz baixa Tomoko. Virei-me para ela surpreendida.
- Doshite? - Perguntei
- Aqueles olhos … Os olhos dele são cruéis! – Murmurou – Principalmente quando olha para ti, Ran! – Parou de andar e olhou para mim - Ran, eu tenho medo que um dia ele te magoe a serio!
Olhei para ela, piscando os olhos de confusão, e depois olhei para onde ele estava, lá ao fundo do outro lado do campo a tentar meter um colega no chão, na brincadeira.
- Incrível como eu odeio tanto um rapaz que apareceu do nada e nem sequer sei o nome… - Pensei em voz alta.
- Kou, Ryuu. Sala 6 – Replicou Tomoko.
Olhei para ela surpresa.
- Fui aos registos verificar – Justificou, vendo o meu olhar de curiosidade.
Olhei mais uma vez para onde ele estava, em cima do colega que acabara por mandar ao chão e não deixava levantar, rindo os dois numa luta fingida.
- Então é esse o nome do meu inimigo… - Murmurei.
Opah! Esta um espetaculo cada vez gosto mais da tua historia
Já tinha lido o cap anterior mas não tinha tido tempo para comentar...
Fiqei muito triste qnd o Ryo partiu...Acho q captas muito bem as emoçoes principalmente o vazio em q a Ran ficou.
Qanto a este cap adorei...Adoro qnd existe este tp de relação em q os portagonistas não gostam mt um do outrou.
Estou curiosa para saber se é ele o rapaz q vai tirar a tristeza dos seus olhos...Ou se é o Ryo!
Força aí desse lado q deste lado eu ficou a espera de mais
Já tinha lido o cap anterior mas não tinha tido tempo para comentar...
Fiqei muito triste qnd o Ryo partiu...Acho q captas muito bem as emoçoes principalmente o vazio em q a Ran ficou.
Qanto a este cap adorei...Adoro qnd existe este tp de relação em q os portagonistas não gostam mt um do outrou.
Estou curiosa para saber se é ele o rapaz q vai tirar a tristeza dos seus olhos...Ou se é o Ryo!
Força aí desse lado q deste lado eu ficou a espera de mais

mais uma vez adorei o capitulo! 
vamos lá ver o quem é esse rapaz! ;D
gostei da forma como a Ran agora se comporta, é rebelde, mas acho-lhe piada!
espero pela continuaçao! bjinhos

vamos lá ver o quem é esse rapaz! ;D
gostei da forma como a Ran agora se comporta, é rebelde, mas acho-lhe piada!

espero pela continuaçao! bjinhos
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
bem
nao vim aqui durante dois dias e ja me pusestede bom humor e me tiraste a dor dos pes
Lili esta faceta rebelde da Ran faz-me lembra tu quando ás vezes me contas o que andavas a fazer quando frequentavas a escola
digamosque fiquei triste quando o Ryo foi embora
mas o que se ai passar la com o inimigo dela?
quero saber
.o:
continua assim Lili, estou a adorar
.o:
nao vim aqui durante dois dias e ja me pusestede bom humor e me tiraste a dor dos pes
Lili esta faceta rebelde da Ran faz-me lembra tu quando ás vezes me contas o que andavas a fazer quando frequentavas a escola
digamosque fiquei triste quando o Ryo foi embora
mas o que se ai passar la com o inimigo dela?
quero saber
.o: continua assim Lili, estou a adorar
.o: 
É o que acontece quando não posso vir ao fórum... Perco as aventuras todas... :='(:
Li tudo, já que até ao momento só tinha lido mesmo o teu primeiro post. Acho a personagem principal muito... invulgar, talvez. Faz'me lembrar uma pessoa que conheço...
.
Adorei tudo até agora. Tudo mesmo.
Continua o bom trabalho, Lili, e nunca desistas dos teus sonhos nem deixes de acreditar em ti.
Li tudo, já que até ao momento só tinha lido mesmo o teu primeiro post. Acho a personagem principal muito... invulgar, talvez. Faz'me lembrar uma pessoa que conheço...
. Adorei tudo até agora. Tudo mesmo.
Continua o bom trabalho, Lili, e nunca desistas dos teus sonhos nem deixes de acreditar em ti.
ClairDeLune - Muito obrigada por estares a acompanhar a história!
.o:
Ora bem, quem será que se comprometeu a tirar-lhe a tristeza dos seus olhos? hum....
usagi_430 - Muito obrigada pelo apoio! Espero que continues a gostar! :vergonha:
lulumoon - Obrigada mais uma vez por estares a acompanhar! A Ran está a passar por uma fase mesmo "fresca" lool em que julga que tem a certeza de tudo e que sabe sempre que sabe o que está a fazer... Vamos ver no que dá...
markikita - Fico muito feliz por estares a gostar!! E ainda mais por saber que esta historia serviu para te dar um pouco de bom humor, isso é mesmo muito gratificante para mim e dá-me muita vontade de continuar, Obrigada!!
LunaR - Muito obrigada pelas tuas palavras de apoio, sempre que me vou um pouco abaixo basta me recordar delas e sinto a força de vontade de continuar, principalmente em certas partes que ainda estão para vir e são temas bastante complicados, mas assim faz-me sentir que vale a pena transmitir tudo isso! Obrigada!
.o:
****
Nota: Para que percebam uma certa reacção na história, para quem não sabe "Basu" é a pior ofensa que se pode dizer a uma mulher. Significa: "feia" "horrorosa" é um insulto muito grave no Japão, e já deu para perceber, não é um nome nada simpático! :
': :
':
e
- Buru hairu: esta expressão se usa quando as coisas não vão bem.
******
Por algum motivo, comecei a provoca-lo ainda mais depois de saber o seu nome.
Sempre que passava pelo campo e lá estava ele rodeado de raparigas histéricas, eu punha-me a fazer figuras a fingir que dava abraços no ar, sons de beijos e a gritar impropérios como: “Ryuu-Kun é tãããooo kawaiiiiiiiiii! HAAAAAAAAAAAA! KAWAAAAIIIIII”."És tão estupidamente BAKA que só BAKAS como tu poderiam achar que vales para alguma coisa!". E outras provocações mais a que me arriscava, levando olhares ameaçadores e reprovadores dos seus amigos e das raparigas que se encontravam com ele. Muitas vezes ele se picava com o que eu dizia, e vinha a correr atrás de mim e eu fugia o mais rápido que conseguia. Mas quase sempre me apanhava e fazia a coisa que eu mais detestava, esfregar-me o topo da cabeça com os nós dos dedos enquanto me chamava "Chibi-chibi".
Também sempre que ele passava por mim e me via sentada atrás da escola a namorar, se punha a fazer sons obscenos e repulsivos.
- O que é que tu tens com aquele tipo? – Perguntou-me Yori-Kun, o rapaz com quem estava a sair.
- Nandemo nai yo!! – Repliquei, e beijei-o para o distrair.
- Chibi-chibi, não é para ai que se cospe! – Gritou-me ele a rir-se à gargalhada.
- Vai pastar caracóis Teme!! – Gritei em resposta.
- Queres que vá dar uma lição naquele tipo? – Perguntou Yori, levantando-se.
- Iieee Yori! – Empurrei-o para que se sentasse de novo, e sentei-me ao seu colo – Ele é só um macaco desprezível com falta de algo – Olhei para ele de lado cheia de raiva.
****
Um dia, as coisas correram terrivelmente mal.
Nesse dia, eu estava especialmente mal-humorada e aborrecida. Fui à biblioteca faltando a uma aula a ver se havia algo de novo para eu ler. Na saída, abri a porta e distraída com os meus pensamentos, nem olhei em frente e bati com toda a força contra alguém que ia a entrar, caindo para trás.
- ITTAAAAIII – Exclamei esfregando as nádegas - Gomen na …… - Ao me desculpar, olhei para a pessoa e quando vi quem era, até se me gelou o sangue.
- Só podias ser tu, cabeça de vento! Não vês para onde andas? –
Levantei-me num pulo.
- TEME!! És mesmo uma besta só por seres maior que eu julgas que…
- Damare!! Basu…
Antes que eu me apercebesse do que estava a fazer, tinha-lhe mandado um valente estalo, que me pôs a mão toda a arder e como que parado no tempo, parece que o som ecoou pelo corredor vazio e a biblioteca silenciosa.
Engoli em seco quando me apercebi do que fizera. Ele ficou de cara virada, com uma grande marca vermelha onde eu tinha acertado. Lentamente olhou para mim, e eu vi aqueles olhos esverdeados como que se estivessem a arder de raiva, e tal como Tomoko tinha dito, naquele momento sim, eu senti verdadeiramente medo como nunca tinha sentido de alguém.
- Maldita… - Rosnou, virou-se para mim e eu quando o vi e vir na minha direcção desatei a fugir pelo corredor fora, ele veio atrás de mim, e com aquelas pernas enormes em poucos segundos me apanhou pelo braço e torceu-mo atrás das costas, fazendo com que eu gritasse e me viessem lágrimas de dor aos olhos.
- IIITTTAAAAIIII!!! YAMERO!! Kisama!! – Gritei em plenos pulmões
Senti com grande alívio quando senti ele largar-me o braço, voltei-me rapidamente e o que vi gelou-me de terror.
Morita-sensei pegando Ryuu pelo pescoço com a dobra do seu braço e atirando-o ao chão.
Senti que ia morrer de aflição, que ia ser castigada, expulsa e uma rajada mais de pensamentos que me correram milhares em segundos pela cabeça, comecei a tremer, sentada no chão agarrando no meu braço dorido.
- EU – Travejou a voz do Sensei – Nem estou a acreditar nos meus olhos! - Olhava de mim para ele - Se eu não tivesse visto, não acreditava!!
Ao ouvir a sua voz tão chocada e zangada, comecei a tremer ainda mais e a sentir as lágrimas de medo começarem a correr.
- Ryuu!! – Apesar de o Sensei ser mais baixo que Ryuu, o Sensei pegou-lhe no colarinho e só com um braço pô-lo de pé – Vais-me explicar porquê estavas a agredir uma mulher!
- Ela não é uma mulher! – Replicou ele com raiva sem pensar.
Sensei encostou-o contra a parede com toda a força e falou-lhe a escassos centímetros da sua cara – Estou a olhar para um rapaz que acabou de ficar sem a equipa de futebol!
Vi pela primeira vez os olhos raivosos de Ryuu esbugalhados de terror, e a sua voz de súplica em seguida foi tão grande, que me doeu o coração e apesar do ódio que nutria, senti verdadeiramente pena dele.
- Sensei Morita, onegai!– Ryuu pôs-se no chão e fez uma vénia de perdão – Gomenasai! Eu faço tudo para me desculpar, faço tudo por favor, não me tire o futebol!
Comecei a sentir-me verdadeiramente horrível e enjoada, com um grande sentimento de culpa… Ver aquele rapaz, tão altivo e orgulhoso rebaixado assim para que não lhe tirassem o que mais gostava, e ainda por cima por minha culpa, estava a dilacerava-me o coração.
Apesar de extremamente incomodada e renitente apesar de estar com pena dele, ofegante, acabei por dizer:
- Se… Sensei – Falei baixo – Onegai, a culpa foi toda minha! Eu não vi por onde andava e….
- BASTA RAN! – Gritou-me o que me provocou um valente susto que até cai para trás – Eu vi tudo o que aconteceu desde que abriste a porta, e também ouvi tudo! E já estou farto de receber queixas de vocês os dois! E tu também Ran! Estás prestes a ser expulsa, e o Ryuu vai junto! – Disse, olhando de novo para ele.
Eu estava completamente de boca aberta, com o coração a bater que nem um louco e Ryuu continuava com a testa pousada no chão, visivelmente sem reacção.
Eu nem queria acreditar que Morita Sensei, o mais adorado e simpático Sensei de toda a escola, sempre me defendendo e desculpando as minhas atitudes, estava assim tão furioso ao ponto de nos ir expulsar aos dois.
- HAHAHAHAHAHAHA – O Sensei desatou-se a rir, agarrado à barriga indo contra as paredes de tanto rir.
Eu fiquei verdadeiramente chocada de olhos esbugalhados e boca aberta, não acreditando no que estava a ver. Ryuu levantou a cabeça e olhou também, com um ar menos chocado que o meu, mas mesmo assim mostrando muita confusão no rosto.
O riso de sensei ecoava pelos corredores silenciosos...
Quando Sensei se acalmou, limpando as lágrimas de tanto rir, disse:
- Vocês deviam de ter visto as vossas caras e as figuras que fizeram! – Gargalhou, apontando para nós.
Eu e Ryuu continuamos a olhar perplexos para ele. Sensei começou a olhar pelas portas em redor, e quando achou uma sala vazia, chamou:
- Venham cá os dois!
Ryuu levantou-se logo, mas eu continuava sentada sem reacção, segurando no meu ombro ferido. Ryuu esticou-me a mão para me ajudar a levantar, mas eu afastei-a com uma cacetada e levantei-me sozinha.
Segui-os para dentro da sala vazia. Sensei estava encostado a uma mesa, e Ryuu de pé, encostado a um cacifo de braços cruzados. Entrei na sala, fechei a porta e fiquei ali em pé.
- Yare yare - Começou Morita sensei – Já vi que temos aqui um problema de comunicação entre vocês os dois, né? – Olhou de mim para ele – Já toda a gente tem medo de ficar onde vocês dois se encontram, e as queixas são mais que muitas. Eu tenho ignorado, esperando que fosse só uma fase e vocês se cansassem, mas já vi que não. – Coçou o queixo, continuando a olhar de mim para ele – Portanto, eu não posso ficar mais à espera que isto se resolva por si só e pelo que eu vi só tem vindo a piorar e pode acabar por se tornar mais grave que um simples desentendimento, como o que se passou ainda à pouco, né?
Tanto Ryuu como eu nos limitamos a ouvir, calados e sem olhar um para o outro.
- Buru hairu - Retorquiu Sensei, pondo-se um pouco mais sério – Alguma coisa vamos ter que fazer em relação a isto – Voltou a coçar o queixo, com o olhar perdido em pensamentos em direcção à janela, onde se via um céu de nuvens negras e as árvores com as folhas a abanar ao vento – Yosh!! – Olhou de novo de mim para ele – HIIIIIIIIIIHIIIII – Fez um grande sorriso, mostrando os dentes todos, e eu senti um terrível "back" no coração, e senti que algo horrível lhe tinha passado pela cabeça.
O sensei era bem conhecido pelas ideias estranhas que tinha – Vocês - Levantando-se pôs-se em frente a Ryuu, pegou-lhe no ombro e caminharam até mim.
Sensei pôs a mão no meu ombro e segurou-nos lado a lado – Vão-se divertir imenso os dois, hehe – Eu já estava a começar a tremer outra vez com os nervos e Ryuu mostrava um ligeiro ar intrigado .
- O DIA DE TANABATTA ESTÁ A CHEGAR!!! – Gritou o sensei de repente esfregando as mãos, pregando-nos um valente susto que tanto eu como Ryuu demos um salto – E com ele, vão chegar vocês dois mais um lindo, maravilhoso e encantador projecto que tu! – Apontou para Ryuu – E tu! – Apontou para mim- Vão apresentar em frente à escola toda, né? Hehehehe.
Eu fiquei de boca aberta, e até Ryuu sempre sério e insensível mostrou um certo espanto e contradição.
- Sensei Morita… – Começou Ryuu
- Tens algo a dizer que te custe a saída do clube de futebol Kou-kun? – Cortou Sensei de um só folego com uma voz ameaçadora.
Senti Ryuu a contrair-se e calar-se a custo, visivelmente contrariado.
Eu estava sem reacção. Sabia que falar não me levava a nada, e só ia fazer com que o Sensei se enervasse e ainda pensasse em algo pior, mas estava a custar-me terrivelmente manter-me calada e pensando no que raio íamos nós fazer e como.
- Amanhã arranjo-vos uma sala vazia, onde vão poder ir todas as tardes da semana felizes e contentes das 18h as 19h, a essas horas já não há aulas nem actividades dos clubes escusam de tentar arranjar deculpas, e como os bons alunos exemplares que são – Deu-nos palmadinhas nas costas com mais força do que aquela que seria necessária – Não vão participar com as vossas salas nos projectos que cada uma está a realizar para o festival, mas vão sim ser um caso à parte e chamar bastante a atenção à escola toda com "ALGO" – Enfatizou bem o “algo” – Que será feito a "DOIS", e obviamente algo que terá que ser pensado somente por vocês, e basicamente se vocês tentarem fazer algo que não seja em conjunto, eu tenho a certeza que conseguirei um castigo bem mais interessante que envolve bem as palavras "não há mais futebol" e "expulsão" – Terminou, agarrando nas nossas caras e olhando-nos bem nos olhos com um ar furioso.
- Amanhã terei a sala disponível e mando-vos o recado, agora… - Pegou na orelha de Ryuu – Vais levar a Ran-chan à enfermaria bem direitinho, vais explicar à sensei o que lhe aconteceu com o braço, vais ouvir tudo o que a sensei te disser bem calado, e depois vais acompanhar a Ran-chan à sala e se...- Juntou-nos mais - Só por um acaso nesse percurso vocês se envolverem de novo – Segurou também na minha orelha e juntou-nos a cabeça com uma leve pancada – Não há choro ou reverencia que vos salve – Disse, soltando-nos - Podem ir!
Ryuu e eu arrastamos-nos cabisbaixos até à porta
- Ittekimasu – Dissemos os dois em uníssono, com uma voz arrastada.
- Itterashai – Replicou o sensei meio sarcástico com uma voz cantada.
Ouvindo os nossos passos arrastados afastarem-se, encostou-se à porta de braços cruzados e pensou: “Omoshiroi”.
.o: Ora bem, quem será que se comprometeu a tirar-lhe a tristeza dos seus olhos? hum....
usagi_430 - Muito obrigada pelo apoio! Espero que continues a gostar! :vergonha:
lulumoon - Obrigada mais uma vez por estares a acompanhar! A Ran está a passar por uma fase mesmo "fresca" lool em que julga que tem a certeza de tudo e que sabe sempre que sabe o que está a fazer... Vamos ver no que dá...
markikita - Fico muito feliz por estares a gostar!! E ainda mais por saber que esta historia serviu para te dar um pouco de bom humor, isso é mesmo muito gratificante para mim e dá-me muita vontade de continuar, Obrigada!!
LunaR - Muito obrigada pelas tuas palavras de apoio, sempre que me vou um pouco abaixo basta me recordar delas e sinto a força de vontade de continuar, principalmente em certas partes que ainda estão para vir e são temas bastante complicados, mas assim faz-me sentir que vale a pena transmitir tudo isso! Obrigada!
.o: ****
Nota: Para que percebam uma certa reacção na história, para quem não sabe "Basu" é a pior ofensa que se pode dizer a uma mulher. Significa: "feia" "horrorosa" é um insulto muito grave no Japão, e já deu para perceber, não é um nome nada simpático! :
': :
': e
- Buru hairu: esta expressão se usa quando as coisas não vão bem.
******
Capitulo 2b - Inimigos, sempre!
Por algum motivo, comecei a provoca-lo ainda mais depois de saber o seu nome.
Sempre que passava pelo campo e lá estava ele rodeado de raparigas histéricas, eu punha-me a fazer figuras a fingir que dava abraços no ar, sons de beijos e a gritar impropérios como: “Ryuu-Kun é tãããooo kawaiiiiiiiiii! HAAAAAAAAAAAA! KAWAAAAIIIIII”."És tão estupidamente BAKA que só BAKAS como tu poderiam achar que vales para alguma coisa!". E outras provocações mais a que me arriscava, levando olhares ameaçadores e reprovadores dos seus amigos e das raparigas que se encontravam com ele. Muitas vezes ele se picava com o que eu dizia, e vinha a correr atrás de mim e eu fugia o mais rápido que conseguia. Mas quase sempre me apanhava e fazia a coisa que eu mais detestava, esfregar-me o topo da cabeça com os nós dos dedos enquanto me chamava "Chibi-chibi".
Também sempre que ele passava por mim e me via sentada atrás da escola a namorar, se punha a fazer sons obscenos e repulsivos.
- O que é que tu tens com aquele tipo? – Perguntou-me Yori-Kun, o rapaz com quem estava a sair.
- Nandemo nai yo!! – Repliquei, e beijei-o para o distrair.
- Chibi-chibi, não é para ai que se cospe! – Gritou-me ele a rir-se à gargalhada.
- Vai pastar caracóis Teme!! – Gritei em resposta.
- Queres que vá dar uma lição naquele tipo? – Perguntou Yori, levantando-se.
- Iieee Yori! – Empurrei-o para que se sentasse de novo, e sentei-me ao seu colo – Ele é só um macaco desprezível com falta de algo – Olhei para ele de lado cheia de raiva.
****
Um dia, as coisas correram terrivelmente mal.
Nesse dia, eu estava especialmente mal-humorada e aborrecida. Fui à biblioteca faltando a uma aula a ver se havia algo de novo para eu ler. Na saída, abri a porta e distraída com os meus pensamentos, nem olhei em frente e bati com toda a força contra alguém que ia a entrar, caindo para trás.
- ITTAAAAIII – Exclamei esfregando as nádegas - Gomen na …… - Ao me desculpar, olhei para a pessoa e quando vi quem era, até se me gelou o sangue.
- Só podias ser tu, cabeça de vento! Não vês para onde andas? –
Levantei-me num pulo.
- TEME!! És mesmo uma besta só por seres maior que eu julgas que…
- Damare!! Basu…
TÁÁÁÁZZZZZ
Antes que eu me apercebesse do que estava a fazer, tinha-lhe mandado um valente estalo, que me pôs a mão toda a arder e como que parado no tempo, parece que o som ecoou pelo corredor vazio e a biblioteca silenciosa.
Engoli em seco quando me apercebi do que fizera. Ele ficou de cara virada, com uma grande marca vermelha onde eu tinha acertado. Lentamente olhou para mim, e eu vi aqueles olhos esverdeados como que se estivessem a arder de raiva, e tal como Tomoko tinha dito, naquele momento sim, eu senti verdadeiramente medo como nunca tinha sentido de alguém.
- Maldita… - Rosnou, virou-se para mim e eu quando o vi e vir na minha direcção desatei a fugir pelo corredor fora, ele veio atrás de mim, e com aquelas pernas enormes em poucos segundos me apanhou pelo braço e torceu-mo atrás das costas, fazendo com que eu gritasse e me viessem lágrimas de dor aos olhos.
- IIITTTAAAAIIII!!! YAMERO!! Kisama!! – Gritei em plenos pulmões
Senti com grande alívio quando senti ele largar-me o braço, voltei-me rapidamente e o que vi gelou-me de terror.
Morita-sensei pegando Ryuu pelo pescoço com a dobra do seu braço e atirando-o ao chão.
Senti que ia morrer de aflição, que ia ser castigada, expulsa e uma rajada mais de pensamentos que me correram milhares em segundos pela cabeça, comecei a tremer, sentada no chão agarrando no meu braço dorido.
- EU – Travejou a voz do Sensei – Nem estou a acreditar nos meus olhos! - Olhava de mim para ele - Se eu não tivesse visto, não acreditava!!
Ao ouvir a sua voz tão chocada e zangada, comecei a tremer ainda mais e a sentir as lágrimas de medo começarem a correr.
- Ryuu!! – Apesar de o Sensei ser mais baixo que Ryuu, o Sensei pegou-lhe no colarinho e só com um braço pô-lo de pé – Vais-me explicar porquê estavas a agredir uma mulher!
- Ela não é uma mulher! – Replicou ele com raiva sem pensar.
Sensei encostou-o contra a parede com toda a força e falou-lhe a escassos centímetros da sua cara – Estou a olhar para um rapaz que acabou de ficar sem a equipa de futebol!
Vi pela primeira vez os olhos raivosos de Ryuu esbugalhados de terror, e a sua voz de súplica em seguida foi tão grande, que me doeu o coração e apesar do ódio que nutria, senti verdadeiramente pena dele.
- Sensei Morita, onegai!– Ryuu pôs-se no chão e fez uma vénia de perdão – Gomenasai! Eu faço tudo para me desculpar, faço tudo por favor, não me tire o futebol!
Comecei a sentir-me verdadeiramente horrível e enjoada, com um grande sentimento de culpa… Ver aquele rapaz, tão altivo e orgulhoso rebaixado assim para que não lhe tirassem o que mais gostava, e ainda por cima por minha culpa, estava a dilacerava-me o coração.
Apesar de extremamente incomodada e renitente apesar de estar com pena dele, ofegante, acabei por dizer:
- Se… Sensei – Falei baixo – Onegai, a culpa foi toda minha! Eu não vi por onde andava e….
- BASTA RAN! – Gritou-me o que me provocou um valente susto que até cai para trás – Eu vi tudo o que aconteceu desde que abriste a porta, e também ouvi tudo! E já estou farto de receber queixas de vocês os dois! E tu também Ran! Estás prestes a ser expulsa, e o Ryuu vai junto! – Disse, olhando de novo para ele.
Eu estava completamente de boca aberta, com o coração a bater que nem um louco e Ryuu continuava com a testa pousada no chão, visivelmente sem reacção.
Eu nem queria acreditar que Morita Sensei, o mais adorado e simpático Sensei de toda a escola, sempre me defendendo e desculpando as minhas atitudes, estava assim tão furioso ao ponto de nos ir expulsar aos dois.
- HAHAHAHAHAHAHA – O Sensei desatou-se a rir, agarrado à barriga indo contra as paredes de tanto rir.
Eu fiquei verdadeiramente chocada de olhos esbugalhados e boca aberta, não acreditando no que estava a ver. Ryuu levantou a cabeça e olhou também, com um ar menos chocado que o meu, mas mesmo assim mostrando muita confusão no rosto.
O riso de sensei ecoava pelos corredores silenciosos...
Quando Sensei se acalmou, limpando as lágrimas de tanto rir, disse:
- Vocês deviam de ter visto as vossas caras e as figuras que fizeram! – Gargalhou, apontando para nós.
Eu e Ryuu continuamos a olhar perplexos para ele. Sensei começou a olhar pelas portas em redor, e quando achou uma sala vazia, chamou:
- Venham cá os dois!
Ryuu levantou-se logo, mas eu continuava sentada sem reacção, segurando no meu ombro ferido. Ryuu esticou-me a mão para me ajudar a levantar, mas eu afastei-a com uma cacetada e levantei-me sozinha.
Segui-os para dentro da sala vazia. Sensei estava encostado a uma mesa, e Ryuu de pé, encostado a um cacifo de braços cruzados. Entrei na sala, fechei a porta e fiquei ali em pé.
- Yare yare - Começou Morita sensei – Já vi que temos aqui um problema de comunicação entre vocês os dois, né? – Olhou de mim para ele – Já toda a gente tem medo de ficar onde vocês dois se encontram, e as queixas são mais que muitas. Eu tenho ignorado, esperando que fosse só uma fase e vocês se cansassem, mas já vi que não. – Coçou o queixo, continuando a olhar de mim para ele – Portanto, eu não posso ficar mais à espera que isto se resolva por si só e pelo que eu vi só tem vindo a piorar e pode acabar por se tornar mais grave que um simples desentendimento, como o que se passou ainda à pouco, né?
Tanto Ryuu como eu nos limitamos a ouvir, calados e sem olhar um para o outro.
- Buru hairu - Retorquiu Sensei, pondo-se um pouco mais sério – Alguma coisa vamos ter que fazer em relação a isto – Voltou a coçar o queixo, com o olhar perdido em pensamentos em direcção à janela, onde se via um céu de nuvens negras e as árvores com as folhas a abanar ao vento – Yosh!! – Olhou de novo de mim para ele – HIIIIIIIIIIHIIIII – Fez um grande sorriso, mostrando os dentes todos, e eu senti um terrível "back" no coração, e senti que algo horrível lhe tinha passado pela cabeça.
O sensei era bem conhecido pelas ideias estranhas que tinha – Vocês - Levantando-se pôs-se em frente a Ryuu, pegou-lhe no ombro e caminharam até mim.
Sensei pôs a mão no meu ombro e segurou-nos lado a lado – Vão-se divertir imenso os dois, hehe – Eu já estava a começar a tremer outra vez com os nervos e Ryuu mostrava um ligeiro ar intrigado .
- O DIA DE TANABATTA ESTÁ A CHEGAR!!! – Gritou o sensei de repente esfregando as mãos, pregando-nos um valente susto que tanto eu como Ryuu demos um salto – E com ele, vão chegar vocês dois mais um lindo, maravilhoso e encantador projecto que tu! – Apontou para Ryuu – E tu! – Apontou para mim- Vão apresentar em frente à escola toda, né? Hehehehe.
Eu fiquei de boca aberta, e até Ryuu sempre sério e insensível mostrou um certo espanto e contradição.
- Sensei Morita… – Começou Ryuu
- Tens algo a dizer que te custe a saída do clube de futebol Kou-kun? – Cortou Sensei de um só folego com uma voz ameaçadora.
Senti Ryuu a contrair-se e calar-se a custo, visivelmente contrariado.
Eu estava sem reacção. Sabia que falar não me levava a nada, e só ia fazer com que o Sensei se enervasse e ainda pensasse em algo pior, mas estava a custar-me terrivelmente manter-me calada e pensando no que raio íamos nós fazer e como.
- Amanhã arranjo-vos uma sala vazia, onde vão poder ir todas as tardes da semana felizes e contentes das 18h as 19h, a essas horas já não há aulas nem actividades dos clubes escusam de tentar arranjar deculpas, e como os bons alunos exemplares que são – Deu-nos palmadinhas nas costas com mais força do que aquela que seria necessária – Não vão participar com as vossas salas nos projectos que cada uma está a realizar para o festival, mas vão sim ser um caso à parte e chamar bastante a atenção à escola toda com "ALGO" – Enfatizou bem o “algo” – Que será feito a "DOIS", e obviamente algo que terá que ser pensado somente por vocês, e basicamente se vocês tentarem fazer algo que não seja em conjunto, eu tenho a certeza que conseguirei um castigo bem mais interessante que envolve bem as palavras "não há mais futebol" e "expulsão" – Terminou, agarrando nas nossas caras e olhando-nos bem nos olhos com um ar furioso.
- Amanhã terei a sala disponível e mando-vos o recado, agora… - Pegou na orelha de Ryuu – Vais levar a Ran-chan à enfermaria bem direitinho, vais explicar à sensei o que lhe aconteceu com o braço, vais ouvir tudo o que a sensei te disser bem calado, e depois vais acompanhar a Ran-chan à sala e se...- Juntou-nos mais - Só por um acaso nesse percurso vocês se envolverem de novo – Segurou também na minha orelha e juntou-nos a cabeça com uma leve pancada – Não há choro ou reverencia que vos salve – Disse, soltando-nos - Podem ir!
Ryuu e eu arrastamos-nos cabisbaixos até à porta
- Ittekimasu – Dissemos os dois em uníssono, com uma voz arrastada.
- Itterashai – Replicou o sensei meio sarcástico com uma voz cantada.
Ouvindo os nossos passos arrastados afastarem-se, encostou-se à porta de braços cruzados e pensou: “Omoshiroi”.
(Continua....)
Lili, comecei agora mesmo a ler a tua fic!!!
.o:
.o:
.o: Não tenho palavras, estou a gostar tanto!!!
.o:
O primeiro capítulo prendeu-me logo e não consegui deixar de ler o resto! O sofrimento, a dor, a solidão, a ângustia... são sentimentos que descreves perfeitamente, de tal forma que eu própria os sinto ao ler... :='(:
Apaixonei-me pela história e pela sua profundidade e já tens mais uma fã Lili!! :xd2:
A relação entre a Ran e o Ryuu é muito complexa
Ali há coisa...
:g6:
Bem, fico ansiosamente à espera de mais Lili!! E os meus parabéns!!!
beijinho
.o:
.o:
.o: Não tenho palavras, estou a gostar tanto!!!
.o: O primeiro capítulo prendeu-me logo e não consegui deixar de ler o resto! O sofrimento, a dor, a solidão, a ângustia... são sentimentos que descreves perfeitamente, de tal forma que eu própria os sinto ao ler... :='(:
Apaixonei-me pela história e pela sua profundidade e já tens mais uma fã Lili!! :xd2:
A relação entre a Ran e o Ryuu é muito complexa
Ali há coisa...
:g6: Bem, fico ansiosamente à espera de mais Lili!! E os meus parabéns!!!
beijinho
Amo..Amo..Amo...
O que posso dizer?
Gosto bastante da tua escrita e da maneira com descreves as situaçoes...
Juro fiqei cheia d medo quando o Ryuu foi atras da Ran e qase ..Enfim ainda bem q o professore apareceu
A ideia de os por juntos num castigo foi mt boa...Hum...Sera que vai haver coisa?!
Apesar d a relação deles ser puro odio espero q sim...pq como se diz o odio e é a outra faceta do amor
Opah espero q postes brevemente sim?!
Continua o optimo trabalho
O que posso dizer?
Gosto bastante da tua escrita e da maneira com descreves as situaçoes...
Juro fiqei cheia d medo quando o Ryuu foi atras da Ran e qase ..Enfim ainda bem q o professore apareceu
A ideia de os por juntos num castigo foi mt boa...Hum...Sera que vai haver coisa?!
Apesar d a relação deles ser puro odio espero q sim...pq como se diz o odio e é a outra faceta do amor
Opah espero q postes brevemente sim?!
Continua o optimo trabalho

eu gostei deste capitulo
principalmente quando o sensei se começa a rir e a Ran e o Ryuu ficam a olhar para ele perplexos
o que vai sair daí Lili? eu agora como ando menos no msn não te posso perguntar :g11:
talvez um mp resulte :
:
para quem não gosta de escrever na 1ª pessoa até se está a sair bem
eu estou a adorar mesmo que eu de proposito venho aqui ver se ha novidades
.o:
principalmente quando o sensei se começa a rir e a Ran e o Ryuu ficam a olhar para ele perplexos
o que vai sair daí Lili? eu agora como ando menos no msn não te posso perguntar :g11:
talvez um mp resulte :
: para quem não gosta de escrever na 1ª pessoa até se está a sair bem
eu estou a adorar mesmo que eu de proposito venho aqui ver se ha novidades
.o: 
"- Chibi-chibi, não é para ai que se cospe! "
loooll
achei piada a esta, até me ri!
E a ideia do sensei mete-los numa sala juntos.... huummm....!!
Será que vai dar caso entre eles dois?! Mas depois sempre existe o outro Ryuu! looll
espero para ver o que vai sair dessa cabeça!
bjinhhos, continua
loooll
achei piada a esta, até me ri!

E a ideia do sensei mete-los numa sala juntos.... huummm....!!
Será que vai dar caso entre eles dois?! Mas depois sempre existe o outro Ryuu! looll
espero para ver o que vai sair dessa cabeça!

bjinhhos, continua
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
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