Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Dicotomia [inspirado em Full Metal Alchemist]

#21
- Simplesmente fantastica. :b
Eu adorei Full metal alchemist, por isso quando vi que era baseado em FMA vim logo ver, mas só agora é que decici vir comentar, a preguiça não perdoa a ninguém. :$$
Fico á espera de mais, continua.
Beijinhos..
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Retain your fangs.
#23
WOW digo eu!
Tantos comentários! Muito obrigada! Very Happy
Bem, desde já peço desculpa pelo atraso pelo poste, mas a imaginação, infelizmente, não aparece quando queremos.

marki: muito obrigada pelo apoio que sempre me deste. Tu e a minha maninha estarão sempre cá dentro. Já agora, se não fosse a menina Juh talvez não conseguisse continuar, apesar de não gostar de deixar nada a meio...

Lena_Dias: Obrigada por teres gostado. Saber que gostas é importante para mim, pois adoro as histórias onde andas metida. Matreiro. Continua a ler se gostares, e depois comenta!

Andrew43: Oh priminho fofo! Surprised.o: Eu estou é arrependida de não ter vindo ver antes o teu comment. Só o vi mesmo hoje e fico tão feliz por essas palavras... Nestes ultimos tempos tens-me dado muito apoio! Obrigada por tudo.

Veronica Lee: Eu tbm adorei este anime! Apesar de ainda não teres visto quase nada relaccionado com o anime (só viste de vez em quando uma palavrita sobre alquimia e assim), esta história vai ter muita alquimia. E mais não conto!! Matreiro

Monica: Obrigada Monica. É sempre bom ler essas palavras. (:

Bem, próxima primeira parte do terceiro capítulo. Espero que gostem!

Capítulo três
(primeira parte)






— Mais logo sempre vens?

Robert fez um sorriso mesmo de maroto que me fez rir.

— Ver o teu… “Treino Privado e Super Secreto de Robert Petreli”? — Indaguei, por entre risos.

— Sim, esse mesmo.

— Mas, afinal, que treino é esse?

— Se fores mais logo ficas a saber…

Parecia mesmo que ele queria matar-me de curiosidade, mas isso já era típico dele. Robert já me tinha falado daquele treino durante toda a semana, descrevendo-o como algo de muito especial para ele. Disse que era onde ele podia deixar de ser o rapaz famoso e que as miúdas adoravam para tornar-se ele mesmo, o rapaz que estava por baixo da máscara.

— Hum… Eu vou pensar no teu caso — respondi, convencida de que, mesmo que fosse pensar (algo que não iria fazer) a resposta manter-se-ia inalterável. Eu não conseguia dizer “não” a Robert.

— Espero que a conclusão que chegues seja o meu “sim”.

— Ah, continua assim convencido que vais ver qual será a conclusão…

Rimo-nos os dois enquanto passeávamos pelo jardim daquele colégio. Era sexta-feira, um dia que eu adorava, mas que esta semana chegava mesmo a condenar.

Aquela semana foi uma das mais dicotómicas da minha vida. As aulas passavam muito devagar e quase uniformemente, com matéria atrás de matéria. Os polinómios e as funções (Matemática), o Salto em Altura com o Andebol (Educação Física), Saturno e o chumbo (Alquimia Teórica), Xilema e Floema (Biologia), a Força e a Gravidade (Física) e, claro, a declaração e o texto narrativo (Português). Porém, os intervalos entre as aulas eram muito curtos e simplesmente emocionantes para mim, pois o meu coração palpitava e eu suava que nem louca. Robert estava sempre à minha espera, à beira de uma das árvores do jardim, perto da fonte com o chafariz, ao invés de jogar andebol com a sua equipa no ginásio. Dávamos grandes passeios, enquanto os minutos passavam demasiado rápidos. Conversávamos, ríamo-nos, dávamos passos e sorríamos um ao outro. Nunca mais recebera um abraço ou um beijo na testa como o de segunda, mas sentia que cada vez estávamos mais próximos um do outro, mais vivos, mais felizes! Apesar de os intervalos serem mesmo muito curtos, foram eles que ficaram na minha memória.

— Às 21h estou em tua casa — declarou, enquanto eu subia a escadaria do meu edifício para ir ter aula de Biologia.

— Mas eu ainda não disse…

Porém, ele já tinha desaparecida por entre a porta da entrada.

Subi rapidamente os degraus da escada, quase desimpedida, e dirigi-me à porta da sala, sabendo que a professora já se encontrava lá dentro. Bati três vezes, rodei a maçaneta e espreitei por entre a fenda, com os dentes a morderem o meu lábio inferior. Como previ, a professora Lirís estava lá, à minha espera. Estava numa posição característica dela, de pé, com o rabo ligeiramente encostado à secretária de madeira polida, com os braços cruzados e um sorriso no rosto. Será que ela me iria perdoar (de novo) este atraso? Se me perdoasse eu nem saberia o que pensar…

— Peço imensa desculpa pelo atraso, professora… Posso entrar?

Não sei se tinha marcado o lábio inferior com os dentes ou se estava vermelha com um tomate. Só sabia que estava a ver a professora a esforçar-se por não se rir. Quando finalmente respondeu-me a sua voz estava melodiosa e doce:

— Vá lá, senta-te e abre o caderno. Vamos ter muita matéria para dar!

Dirigi-me para o lugar, enquanto vários colegas me lançavam olhares curiosos, e sentei-me, retirando logo os livros de Biologia, caderno e estojo.

— Todos se devem lembrar que na última aula, falámos que o Xilema circula sempre para cima devido a uma tensão nas folhas causada pela transpiração. Como existe défice de água, o Xilema é obrigado a subir por entre as…

Uma cotovelada do lado esquerdo seguido de um “Conta-me tudo” desviou-me a atenção da aula. Mais uma vez, Louise pedia-me o relato dos acontecimentos que se sucederam no intervalo. Eu nunca sabia o que lhe dizer, mas isso não a impedia de ela fazer-me a mesma pergunta todos os dias até arrecadar a resposta que tanto ansiava.

— Então, vocês já se… — Louise mordera a parte inferior do lábio, tentando impedir-se a si mesma de continuar.

— Não! Claro que não! Pára de perguntar isso! — os meus sussurros eram baixos, mas suficientemente graves para demonstrar o quanto estava aborrecida.

Louise encolheu-se no seu lugar, reprimindo um risinho. O meu relacionamento com Robert era o seu novo passatempo. Desde o inicio da semana que não falava de outra coisa que Robert Petreli, como se não fosse suficiente ele estar sempre no meu pensamento. Peguei no lápis e comecei a rabiscar qualquer coisa, só para parecer que estava a tirar apontamentos. Louise inclinou-se de novo sobre mim.

— De que falaram hoje? — murmurou ela, com os olhos postos sobre os meus rabiscos.

Não me dignei a levantar a cara na direcção dela para lhe responder.

— De várias coisas… — sussurrei.

— …e o conjunto do parênquima empaliçado com o parênquima lacunoso como se chama, Artemisa?

Por momentos, o meu coração parou, com o susto de ouvir o meu nome para responder à questão. Devia ter ficado branca, pela expressão da minha professora se ter alterado para um modo menos severo.

— Mesófilo! — ouvi a voz de Louise ao meu lado e bem baixinho.

— Mesófilo — respondi, desejando que Louise estivesse certa.

A professora abanou levemente a cabeça a indicar que era a resposta certa e partiu para uma nova questão, longe da minha mesa.

Suspirei ao de leve.

— Não precisas de ficar assim tão nervosa.

Louise reprimia de novo o seu risinho enquanto eu me recompunha.

— Explica-me só como é que tu, estando tão ou mais distraída que eu, conseguiste saber a resposta? Lês mentes ou és apenas um génio?

Desta vez, ela não conseguira reprimir o riso, tentando apenas rir-se baixinho.

— Estudei toda a matéria antes de vir para a aula. Estudo sempre.

— O quê? — perguntei atónita.

Louise parou de se rir e olhou para os lados, com um ar assustado. Depois, com a mão esquerda a tapar-lhe a visão para a frente e a inclinar-se para mim, segredou:

— És capaz de falar mais baixo? O Tiago e a Raquel já estão a olhar para nós. Comporta-te! E sim, estudo a matéria antes das aulas.

O meu olhar não conseguiu desviar-se um segundo dela. Quem era esta Louise que se dizia minha amiga mas que no fundo era uma doida obcecada pelos estudos? E pensava eu que a conhecia… Ela olhou para mim com um ar de “o que tem?” e eu decidi que não valia a pena fazer daquilo um escândalo. Por mais ridículo que aquilo fosse, foi isso que me salvou de apanhar uma reprimenda. Fechei os olhos e quando os abri já estava de novo entranhada nos meus rabiscos.

— Hoje vais sair com ele.

Aquilo não era, de certo, uma pergunta.

— Eu ainda não lhe dei a certeza.

— Oh, vá lá, Artemisa. Sabes perfeitamente que vais…

Abri a boca para ripostar, mas dela não saíra nada. Na verdade, não tinha como contrariar aquela afirmação. Fechei a boca e olhei de relance para Louise. No olhar dela via-se uma expressão de triunfo que quase me tirou do sério. Ela conhecia-me bem demais. Voltei-me de novo para os meus rabiscos.

— O que estás a desenhar é a prova de que vais.

— O que estou a desenhar? — perguntei, olhando para ela — Mas eu não estou a desenhar…

Fiquei atónita. Enquanto murmurava os meus olhos tinham-se dirigido para os meus rabiscos e agora sabia de que desenho Louise estava a falar. Daquelas linhas tortas, círculos curvos e pintadelas à toa que fizera, saiu a imagem do rosto de Robert. Não estava bem desenhado, pois nunca fora boa para artes, mas via-se perfeitamente os lábios finos e estreitos, as sobrancelhas também finas, o nariz arrebitado, as orelhas redondas e o cabelo pelas orelhas. Os olhos estavam maravilhosos, com aquele brilho que eu reconhecia, com as pestanas pouco longas e um olhar aberto. Devia ser a única coisa que eu sabia desenhar bem…
#24
O resto da aula passou-se sem mais interrupções na minha cabeça. Louise, de quinze em quinze minutos, perguntava mais alguma coisa, mas sentia que as perguntas que fazia eram apenas para ter algo que falar. Eu tentei concentrar-me na aula, mas não consegui absorver nada. Estranho, pois biologia sempre fora uma disciplina que eu gostava e a professora explicava muito bem a matéria. Talvez a causa fosse apenas a minha cabeça estar em Robert e os meus olhos no rosto dele. É, talvez…

Um zumbido estridente soou pela escola e ouvia-se exclamações de prazer e suspiros cansados na sala de aula, enquanto a professora ainda escrevia no quadro o trabalho para casa. Mal anotei, peguei nos livros e estojo e enfiei-os na minha mochila acastanhada e já gasta. Louise já estava de pé e pronta a partir, por isso levantei-me e segui-a até ao exterior da sala de aula. O corredor, como sempre, estava cheio de gente a andar de um lado para o outro, mas a maior parte dirigia-se para as escadas que davam acesso à porta de saída do edifício C. Entre toda a gente que por ali deambulava, avistei Rúben Petreli, o que me levou a desviar imediatamente o olhar e a tentar passar despercebida. Rúben era a pessoa que menos queria encontrar, sobretudo desde o incidente que se passou no ginásio. Louise começava a avançar pelo meio da multidão e eu segui-a o melhor que pude. Finalmente chegamos às escadas e começamos a descer cautelosamente. Por fim, estávamos cá fora.

O sol escondia-se por entre nuvens espessas e negras, dando uma cor acinzentada a todo o colégio. As árvores, que noutros dias tinham um verde quase florescente, estavam desta vez pintadas de um verde muito escuro, que mais parecia doente. Os tijolos da escola, que eram vermelho alaranjado, pareciam castanhos. Não se viam pássaros em lado nenhum. O vento corria de rajada, ora de Norte ora de Sul, ora de Este ora de Oeste, tendo como consequência o esgotamento da paciência das raparigas daquele colégio para ajeitar os cabelos. Eu trouxera naquele dia o cabelo apanhado num rabo-de-cavalo, por isso o vento não me chegou a incomodar tanto. Apenas me incomodavam as borboletas que começava a sentir sempre que pensava que ia estar com Robert naquela noite.

Enquanto passávamos por aquele pátio enorme com lugares para os carros estacionarem, Louise permanecia pensativa e, sobretudo, calada. Surpreendida, olhei para aquela cara e encontrei uma expressão que já conhecia: olhos bem abertos, sobrancelhas esticadas, tez da testa enrodilhada, pequenas gotas de suor que partiam da parte de baixo da orelha, a cara mais pálida que o usual e o lábio inferior a tremer. Ela estava, como eu costumo dizer, a ter uma visão.

— Louise, estás bem? — perguntei, meia aflita, como sempre que ela tinha aquelas visões.

Mal toquei nela, com ar de preocupada, Louise caiu de joelhos no chão. A sua cara transmitia cada vez mais horror àquilo que via e eu, preocupada, comecei a agitar-lhe os ombros. Normalmente, não costuma ser assim tão simples, mas desta vez ela despertou daquele estado de transe e olhou-me com pavor. Suspirei de alívio, e ajudei-a a levantar-se com uma mão nas costas dela e a outra a segurar-lhe o braço. Só quando nos erguemos é que percebi que metade da escola via aquela cena.

— Foi só uma quebra de tenção, está tudo bem! — improvisei, enquanto ajudava Louise a avançar pelo meio da multidão. Ela percebeu rapidamente o que se passava e pôs a mão na testa a fingir uma tontura. Fingiu tão bem que já não sabia se aquilo era apenas uma encenação. Olhei em frente para ver um local onde a pudesse sentar quando vi o carro do avô dela. Puxei-a naquela direcção mal cheguei ao carro empurrei-a para o assento de trás. Sentei-me de seguida e fechei a porta. Já era normal o avô de Louise levar-me para casa.

— O que se passa com ela? — perguntou-me ele naquela voz grossa, enquanto as suas mãos firmavam mais o volante, numa tentativa de não se virar e examinar a sua neta.

— Acho que foi uma outra visão… — respondi prontamente, alcançando com a minha a mão dela e entrelaçando os nossos dedos. Agora via que Louise não fingira que tinha tonturas, ficando eu ainda mais assustada.

— Está tudo bem, vô. Não te preocupes, olha é para a estrada. — disse ela, com uma voz que parecia bastante fraca. Apertei-lhe ainda mais a mão até ver a carne dela a ficar branca. Aí, aliviei a pressão.

— O que viste? — indaguei, curiosa de mais e também preocupada. Ela tinha ficado horrorizada com o que vira.

— Ai, Artemisa, falas disto como se eu fosse mesmo uma vidente! Já te disse que eu não vejo nada! — a voz dela readquiria a força e notava-se já um certo tom de arrufo. Sorri para mim mesma… Ela estava a recuperar.

— Ai não vês? — questionei meia irónica, meia aos risos. Uma onde de alívio inundou-me o meu peito ao ver a sua cor voltar ao normal.

Louise virou a cara para o lado direito, olhando através do vidro e vendo as gotas de chuva que já caiam. Os seus olhos mel estavam mais escuros que o habitual, tomando uma cor negra e avassaladora.

— Eu não consigo ver nada, já te expliquei. As minhas memórias é que se confundem e fundem-se umas com as outras, formando novas memórias! É só isso! É como quando sonhas que uma aranha gigante anda atrás da tua irmã, mas não tens que te preocupar, pois o Super Sapato vai salvá-la dessa alhada! Tu utilizaste a memória de uma aranha que te assustou mais que tudo, da tua irmã a fugir no jogo da apanhada e do sapato que levaste na cabeça quando eras mais nova e estavas a brincar com o teu tio Éric!

— Não é nada assim, Louise — exclamei, ainda arrepiada por o assunto ter levado directo às aranhas. Odiava aqueles bichos — Porque apesar de eu fundir as minhas memórias, elas não se tornam verdade no dia seguinte! A minha irmã nunca será perseguida por uma aranha gigante e nenhum sapato enorme matá-la-á! As tuas “memórias fundidas”, como tu chamas, tornam-se reais! Tu sabes disso! O que é que tu viste desta vez?

— Já chega!

Sobressaltei-me e saltei do meu assento, soltando um pequeno gemido. O berro que o avô de Louise tinha libertado ainda ecoava nos meus ouvidos, enquanto uns olhos selvagens me olhavam através do pequeno espelho retrovisor ao lado do motorista. Já tinha visto aqueles olhos uma vez, mas não me tinham sido dirigidos a mim. Desta vez, eu era o alvo.

— Peço desculpa, senhor Campbell. Eu exagerei. — proferi baixinho, como uma raposa que se esconde de um caçador. Os olhos que quase me comiam viva modificaram para um olhar menos canibal e mais calmo.

— Apenas não voltes a fazê-lo, Artemisa. Se a Louise diz que não viu nada, é porque não viu nada! Não insistas!

Um queixume saiu da sua boca já cansada do tempo. Não, não voltaria a insistir… Pelo menos à frente do avô. Eu vira a expressão dela, horrorizada e amedrontada. Não podia deixar que aquilo me passasse em branco. A minha mão ainda agarrava a de Louise, e esta fazia-me festas com o polegar em forma de círculo para me tranquilizar. Ela sabia que eu tinha ficado assustada por ver o lado selvagem do seu avô a virar-se contra mim.

Quando chegamos a minha casa, a chuva tornara-se torrencial e ouvia-se ao longe um barulho que mais parecia um camião gigante que atravessava uma rua de paralelos. Um trovão.

— Vem aí tempestade… — proferiu o avô Campbell, olhando através do vidro e vendo algo que eu não via. Eu apenas disse um “Pois” mal articulado e saí do carro, sem guarda-chuva.

Corri até à porta de casa abrindo-a o mais depressa possível e descalcei as sapatilhas brancas que tinha levado naquele dia. Despi o meu casaco que mais parecia uma chouriça, suspendendo-o no cabide da entrada. Sentia-me como se tivesse sido atirada para uma piscina pois, apesar de a camisola estar seca, as calças estavam completamente encharcadas, pondo-me desconfortável. As meias não estavam melhores. Sabia que me saberia muito bem ir tomar banho, vestir o pijama e sentar-me no sofá a ler alguma coisa, mas hoje tinha natação e, por isso, tirei apenas as calças e as meias e vesti umas calças de treino.

Fui à cozinha buscar um iogurte para comer e sentei-me no sofá da sala, saboreando o sabor do kiwi com ananás. Em cima da mesa ainda se encontrava aquele livrinho que o meu pai comprara e que nunca mais lera. Agora que era de dia, conseguia ver as características da capa, que tinha um aspecto muito estranho. Esta era simplesmente castanho com um desenho tribal dourado. De lado notavam-se as rugas que o tempo marcara naquele papel e viam-se algumas páginas soltas. Pousei o iogurte que ainda estava a meio na mesinha e peguei no livrito.

A última vez que o tinha lido fora na quarta-feira, enquanto “fazia horas” para ir para a piscina, e hoje a situação repetia-se. Da última vez, a criatura em questão era Cérbero, um cão com normalmente três cabeças e guardador do portão da Morte. Quando as almas queriam entrar, este cão mostrava-se dócil, brincalhão e bem disposto. Mas quando as almas queriam sair… Cérbero era a mais temível criatura, com temperamento raivoso e feroz. Lembro-me de ver uma imagem feita a carvão deste animal no livro. Estava muito mal feita, com as cabeças quase rectângulos e as proporções do corpo estavam um pouco erradas… Nada comparado com a imagem magnífica da Fénix.

Hoje, ia conhecer Basilisco. Comecei a folhear até encontrar a página pretendida. Esta, como todas as outras, estava amarelada mas também se encontrava solta. Adorei aquele aspecto velho e gasto… Sempre gostei de ver livros antigos. Faz-nos pensar nas histórias que eles devem ter vivido e pelas mãos que passaram.



BASILISCO



Serpente fantástica, com face de galo e coroa na cabeça. Nos machos, apresenta uma pluma vermelha no lugar da coroa. Comparado muitas vezes a um dragão ou a um lagarto, o Basilisco é, na verdade, um frango, pois nasce de um galo e para se formar um Basilisco o galo tem de ter sete anos e o ovo tem de ser chocado por um sapo. Este animal mata todas as criaturas que o olhem nos olhos, sendo um animal mortífero, e possuí também grandes quantidades de um veneno muito tóxico, que mata só de tocar na pele da vítima. Quando um animal que Basilisco olhe não morra (sendo isso quase impossível), este fica tão irritado que mata as plantas fixando-lhes o olhar. O seu inimigo mortal é o Grifo, um animal com cabeça e asas de águia e corpo de leão (ver pág. 65), mas também é temido por outras criaturas, como as aranhas que o sentem e fogem dele. O ser humano, quando encontrava um Basilisco morto, fazia vários objectos um pouco decorativos, cuja principal função era afastar as aranhas. Actualmente, o ser humano nada faz, pois o Basilisco é um animal muito raro e o Homem teme-o, não estando disposto a procurá-lo. A única maneira de matar um Basilisco é ele ver o reflexo dos seus olhos.
#26
Rafaela eu já não tenho palavras para descrever a fic
e eu sei que a tua mana não te ia deixar que não escrevesses a fic (teimosia não lhe falta, sai á mae Matreiro)
quero mesmo ver o que o Rob lhe vai mostrar Surprised.o:
continua a escrever filhota aka Rafaela e nunca desistas dos teus sonhos

#27
-Adoreii :'DD
Sim, a história está mesmo muito interessante, estou ansiosa por ver o resto.
Fixe, eu amo tudo o que tenha haver com alquimiaa .
Beijinhos.
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#28
Maninha lindaaa *-*
Como tu sabes eu gosto tanto mas tanto da tua fic, se não Gostasse não te ameaçava para escreveres Wink
O que será que o Rob lhe vai mostra.
Aranhas, também eu as odeio.
Odeio quando me deixas curiosa.
Tenho de te ameaçar mais *-*
Como a maezinha aka markikita disse nunca desistas.
#29
eu adoro este capitulo LunaR *-* como deves saber *-*

e já li o resto :b *-* que esta divinal *-* especialmente a parte do fim *-*
Lindo <3 Matreiro

"Presage 16
Conjoined here in the sky manifested
it enters
Little rain... the sky and earth dries,
Undone, death, caught, arrived at a bad hour"

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