Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Destinos Desencontrados

#1
estou a começar a pensar em colocar a fic que tenho andado a fazer,não e grande coisa adimito enfim!:(ju2):
mas personagens vao ser estas:

Reiko:guerreira,neta de Hélios,toca maravilhosamente flauta,reside em Onara
Klaus:guerreiro da região de Yumata

Marcos: Irmão mais novo de Klaus.

Hélios:avó de Reiko,mestre em artes marciais.
mas haver mais personagens mas por enquanto centro-me nestas!

Ora muito bem ,aqui vai o primeiro capitulo,espero que gostem .
qualquer ideia e bem vinda!

Destinos Desencontrados Untitl10


Capitulo 1º – A Notícia.



As nuvens brincavam preguiçosamente no imenso manto ciano.

O vento primaveril dançava alegremente com as pétalas de cerejeira.

O sol anunciava a sua chegada originando o maravilhoso canto dos pássaros, que tinham regressado.



Sentada sobre uma cerejeira em flor, estava Reiko, era a mais dócil e bela criatura jamais vista naquela pacata aldeia de Onara.

Cabelos compridos de cor de ébano flutuavam a cada movimento do vento. Olhos de um cinzento translúcido que tão fora eram do normal naquelas paragens.

Pele cor de areia, rosto suave e carinhoso, de criança embora já não o fosse. O seu sorriso dócil e calmo tinha o poder de acalmar tempestades e trazer de volta o sol.

Dedos esguios e delicados bailavam calmamente numa flauta, bege com um dragão escarlate elegantemente gravado.

Reiko deliciava-se passando horas tocando melodias cheias de vida, alegres e felizes.

Quem ouvia as maravilhosas melodias que fluíam instintivamente do admirável instrumento musical, ficava enternecido com a beleza que elas possuíam.

E aí estava Reiko, tocando no seu lugar preferido, a cerejeira em flor próxima do lago Yoki.



Não muito longe, um rosto marcado pelo tempo contendo algumas cicatrizes, que traziam ao seu dono terríveis memórias de um batalha, onde muitos dos seus amigos faleceram, observava Reiko com um misto de sensações. Em seu rosto podia contemplar-se carinho e beatitude, porém ao mesmo tempo infelicidade e amargura.

Voltou para dentro de casa, para bebericar o seu chá enquanto escutava a música encantadora.

Estava mergulhado nos seus pensamentos quando alguém batera a porta.

Resmungando fora abrir a porta. Quem o viria incomodar aquela hora da tarde? (pensou indignado)



- HÉLIOS!!! Meu bom velho amigo, a quando tempo? Venha daí um abraço (disse alegremente a visita).



- An-Andy!!! Entra, entra.

(Na sala)



- Andy, então por onde tens andado? À tanto tempo que não tinha o prazer de te aturar!



- Sempre o mesmo engraçadinho – (rindo-se). Tenho andado a viajar pelo país, mas verdade seja dita, não há nada como voltar as raízes. Onara continua na mesma, como na minha infância.



- Pois é, continua... (disse Hélios bebendo calmamente o seu chá)



(silêncio, no qual se ouve os sons que a flauta de Reiko emitia)



- Hélios, tens alguma fada no jardim? (Andy tentando olhar a todo o custo olhar por cima do ombro do amigo, para deslumbrar a origem dos sons)



- Não. (disse secamente)



- Então qual é a origem desta beleza de som?



- Obviamente vem de algo. (disse sem mais nada adiantar)



- Hélios!!!! (disse com uma gotinha a escorrer da testa)



- (suspirando) Esta melodia vem da minha neta que esta a tocar no jardim.



- A tua neta toca o que?



- Flauta. A flauta que a mãe lhe deixou como última recordação da sua vida terrena.



- A tua neta toca maravilhosamente! (disse admirado) – Parece um anjo!



- Saiu a mãe na beleza e dotes musicais e ao pai na coragem e no espirito de luta. (disse com um sorriso de meter dó)



- Realmente. (disse aproximando se do jardim) – Já pensaste em algum companheiro para ela? Eu conheci um rapaz rico que teria muito gosto em....



- Basta!!!! (batendo delicadamente com a taça de chá na pequena mesa) – Não, não pensei e não tenho ideias de pensar, quero que ela se case por amor. Não a obrigo a casar.



- Mas....isso é uma ideia ABSURDA!!! Tens que a entregar a alguém que a consiga proteger dos infortúnios deste mundo! Nem eu nem tu estamos a ficar novos!!!! Sinceramente não deves estar bem! (disse incrédulo) – E...e...e quando estourar outra batalha? Achas-te capaz de a proteger???



- Batalha??? O que queres dizer com isso??? (ligeiramente assustado)


- Quero dizer que, não faltará pouco para outra batalha eclodir. Os povos da região vizinha, já demonstraram interesse nesta pacata aldeia. Já tentaram a aproximação amigável, mas como é óbvio o conselho recusou. O próximo passo, será a aproximação agressiva e violenta. E o conselho já está a treinar o pequeno exército, para se algo de imprevisto acontecer.

Portanto, a guerra está prestes a estalar (disse tristemente esfregando as têmporas)



- Compreendo (disse pensativo) – E há alguma maneira de viajar para o estrangeiro?



- Não, só em casos muito especiais, para não deixar entrar nem sair espiões. Até para mim, foi difícil vir para aqui.



- Entendo. (disse voltando calmamente a bebericar o chá)



- Não te reconheço!? Conformaste tão facilmente! Perdes-te a vontade de lutar pela vida?! Até deixas a tua preciosa neta a mercê da morte?!!



- De maneira nenhuma, nunca, mas que heide eu fazer se não há escapatória? Cortaram-nos todas as fontes de ar!



- Nem todas! Deve haver alguma forma de evitar esta batalha.



- Enquanto não descobrimos a resposta, só temos uma alternativa. Lutar honrosamente pela nossa amada terra!



- Sim, tens razão (disse tristemente)



- Meu amigo, a vida é injusta, até para os justos. No entanto temos que a enfrentar com confiança e sem temor. Porque depois receberemos a merecida recompensa, no reino dos céus!



- Realmente inspirador, muito inspirador (disse sorrindo) – Olha as horas?!!! Meu bom amigo, ainda tenho um compromisso de grande importância pendente. Acompanhas-me até a porta?



- Sim (disse resmungão)



- Até qualquer dia Hélios, toma bem conta de ti e da tua neta, ela merece (disse despedindo-se e encaminhando-se para a saída)



- Eu sei (disse para consigo) – Será que o futuro seria sorridente e feliz ou cheio de dor e mágoas? Não, ele impediria fosse quem fosse, de causar dor a sua adorada neta! Era uma promessa.



A música cessara, Reiko observava o céu imenso, que outrora ostentava um ciano claro e agora o sol jogara as escondidas, e encontrava-se atrás das nuvens, e até o vento tornara-se mais gélido.



- Ventos da mudança. – (disse Reiko rindo-se docilmente)

Encaminhara-se agora para casa em busca de calor e conforto.



(Em casa)



-Avozinho, avozinho, onde está? Lá fora está um vento de gelar o sangue! Que estranha mudança do tempo!



-Reiko, vem aquecer-te na sala e depois vamos treinar para corrigir as tuas lacunas, sim?



-Pois é, o treino! (disse pondo a língua de fora) – Mas desta vez tente ser mais meigo, da última vez fiquei com o pulso magoado! (disse teatralmente)



-Tens razão, abusei um pouco, mas é para o teu bem. (disse sério)



-Eu sei vó, é um anjo (disse beijando-lhe a face) -mas um anjo que fere (mostrando o pulso ainda ligado).



-Pois, mas já está melhor? (examinando o pulso)



-Sim está! Venha, temos de treinar que é para o meu próprio bem. (disse rindo-se angelicalmente puxando pelo avô)



O avô de Reiko era um mestre nas artes marciais. Reiko aprendera-as desde pequena, desde a morte misteriosa dos seus pais.

Esta aprendia rápido os ensinamentos e por mais difíceis que estes fossem, a jovem não desistia até os executar com perfeição.

Era uma aprendiza aplicada o que deixava feliz o avô.



(No pais vizinho)



-KLAUS!!!!! Acorda, já amanheceu, anda, despacha-te!



-Vai chatear outro, Marcos. (disse rabugento)



-Mas….



-DEIXA-ME DORMIR. (disse virando-se para o outro lado da cama)



-Tu é que pediste. (Marcos transportava um balde com água e posicionara-o em cima da cabeça do rapaz adormecido)



- Chuassseeee. (barulho da agua gélida e tocarem do corpo do rapaz)



-MARCOS!!!!!!!! (Klaus lançara-se completamente molhado atrás do moço traquinas.

-Klaus, calma …o presidente do conselho quer falar contigo. (Klaus largará o pescoço de Marcos e olhava-o com curiosidade)



-Comigo? Porque razão? (Marcos encolhera os ombros) -Mas é agora? (Marcos assentiu com a cabeça). - Porque não acordas-te me mais cedo (disse Klaus vestindo-se rapidamente).



Marcos, caíra da cadeira com uma gotinha a escorrer pela cabeça. - Eu bem tentei mas….



-Mas nada anda. (Klaus já puxava-o atrás de si) -Vens comigo!



E os dois irmãos desataram a correr pelas ruas da aldeia até ao conselho

_____________________*________________________*__________
Espero que tenham gostado. Depois digam-me algo:(moon3):
#2
Ta muito giro...=) gostei imenso. Adoro essa imagem q escolheste...Postei-a uma vez no meu blog. é mm linda=)

parabens por tudo e continuaçao de bom trabalho

I never got my letter to Hogwarts...so I'm moving to Forks to live with the Cullens.xD
#3
Ta muitoooooooo fixe ! Adorei as descriçoes! AInda dizes que nao é gd coisa? Eu adorei! Quero mais!

Oh pah... isto aqui tem muitos bons escritores mesmo...
#5
desculpem o double post.
como o forum teve encerado para ferias,tive tempo para fazer mais capitulos !
aqui vai o 2.




Capítulo 2º

A Proposta



Respiração acelerada, rosto afogueado e prestes a desmaiar, estava Marcos, depois de ter percorrido a imensa aldeia a correr para chegar ao conselho.

Klaus, aguentava perfeitamente o esforço feito e ajudará o irmão exausto a sentar-se para readquirir as forças.

Depois o jovem entrará na sala pouco iluminada.



-Klaus!!! Bons olhos te vejam! Continuas na mesma! (o jovem supões que se tratará de um elogio do chefe e não retribuiu o cumprimento)



-Mandou-me chamar porém desconheço a razão. Podia fazer o favor de me elucidar?



-Claro, claro. A razão e a seguinte, preciso de um líder vivaz e com autoridade e gostaria que tu preenchesses esse lugar.



- Líder (piscando os olhos confuso pois nunca ninguém lhe fizera tal oferta). Desculpai-me a minha ignorância, mas necessita de um líder exactamente para chefiar o quê?



-Klaus, Klaus, um exército oras! (disse teatralmente o chefe do concelho)



-Um exército?! Vejo (disse pensativo) porém qual será a vítima desta vez?



-Uma pacata aldeia chamada Onara. (sorriu maliciosamente)



- Onara??? Que vê o senhor nessa miserável aldeia de onde transbordam pobres? Que eu saiba não possui nenhuma riqueza e se me permite a ousadia acho um desperdício de tempo atacar tal sitio (disse batendo com as mãos no tampo da mesa) – E se foi para isso que fui acordado, sinto-me insultado. (virando-se para sair) – Com a sua licença.



-É isso que aprecio em ti. Tens pulso, mas desta vez tenho que te dizer que estas errado. (o jovem virara se embora não sai-se do sítio.) Há pouco tempo descobri milagrosamente que Onara possui uma vasta riqueza em diamantes.



-Diamantes? (rindo-se como que a gozar essa ideia absurda) – Ousa enganar…. (a frase ficara a meio, pois nesse momento o chefe tirara do casaco um extraordinário diamante que fabricará imediatamente, assim que a luz lhe embatera, um arco-íris majestoso que percorreu a sala toda.) -Isso é… (disse incrédulo)



-Um diamante? E genuíno (batendo com força com o diamante na mesa) como vês não se partiu e é originário de Onara (disse maliciosamente).



-Tem a certeza? Pois se se atreve a enganar-me, eu….



-Klaus (sentou-se esfregando as têmporas) – Se fosse mentira porque razão te chamaria para te dar o lugar no meu admirável exército? Explica-me.



- (Klaus senta-se, cruza os braços e fecha os olhos) -Pois, porque queria que eu executa-se alguma vingança em seu nome, (abre lentamente os olhos) porem não se pode ignorar que é muito aproveitador, ou seja faz tudo para possuir todo o que gozar de riquezas.



-Pois bem vês que não poderia ser mentira, pelas razões que tu próprio indicas-te. E quanto as vinganças, sabes que não sou homem disso. (Klaus, fixa seriamente o chefe) – Pronto, talvez um pouco, mas imagina a quantidade de diamantes que lá deve haver??? Olha só o tamanho deste, que estava a poucos metro de profundidade. (fala tentando aliciar o rapaz)



(O jovem olha para o diamante e imagina o jeito que lhe fazia. Para ajudar o irmão, para os medicamentos, para a alimentação e para outras coisas do mesmo tipo, suspirou baixando os olhos como sinal de derrota).



-Klaus (disse manipulando o diamante) sei que o teu irmão sobre de asma e que os medicamentos são muitos caros e tu não tens possibilidades de os comprar. Por isso fica sabendo que um destes bebés, daria dinheiro mais que suficiente para comprar medicamentos por uma porção de anos.



(uma luz muito viva imunda os olhos do rapaz). - Pois bem, então dizei-me qual será a minha missão.



-Ora, daqui a 2 dias partirás para Onara e chegaras lá dentro de uma semana, levarás o meu exército e atacarás a aldeia, já que a minha aproximação amigável não resultou.



- Compreendo (disse sério)



-Concluiu que aceitas o cargo que propôs, certo?



-Será uma honra aceitar o cargo e decerto que não o desiludirei.



-Assim o espero. (disse com um fino sorriso nos lábios)



-Pode estar certo disso. (disse muito sério)



-Pois muito bem então (disse poisando as mãos sobre a mesa)



-Com a sua licença retirar-me-ei, pois tenho compromissos.



-Pois sim, pois sim. Boa sorte.



Klaus veio ter com o irmão que brincava com um gatinho malhado.



-Então estas melhor? (perguntou brincalhão mas podia se ver preocupação na sua jovem cara)



- Claro, sou um homem forte por quem me tomas?



-Pelo meu irmão, o meu pequeno irmão. (disse brincalhão)



-Klaus (disse Marcos com uma gotinha na testa) – Olha sobre que queria falar contigo o chefe? (sério)



- Sobre, ora sobre… (muito atrapalhado)



- Sobre uma missão, certo? (baixa os olhos tristemente. Klaus saia agora com muita frequência para missões de onde era um milagre sair vivo. A razão principal era par arranjar dinheiro para os medicamentos de Marcos, mas como estes eram muitos caros, o dinheiro desaparecia como fumo por entre os dedos de Klaus.)



-Sim, era sobre outra missão, mas esta será a última. (disse confiante). Há diamantes no horizonte, e tudo ficara mais fácil vais ver. (afagando a cabeça de Marcos)



- Klaus, tu fazes tantos sacrifícios, por mim que eu nunca te conseguirei recompensar. Eu quero ajudar (disse agarrando-se a Klaus chorando.)



- Tu tens sido forte, um grande homem e isso ajuda-me muito a olhar em frente, és o meu apoio. Por isso vês como ajudas imenso! (sorrindo carinhosamente)



-Eu quer ir contigo, para a batalha! (disse quase gritando)



-Não, é muito perigoso, não suportaria perder-te, tira essa ideia maluca da cabeça (sério)



-Mas, mas….



-Não e tenho-o dito.



(Marcos olha o irmão e chora desalmadamente agarrado a este.)



-Então tu não disses-te que eras um homem forte? (levantando delicadamente a cara o rapaz choroso) -Homens fortes não choram! (limpando-lhe as lágrimas e sorrindo.)



-Sim, tens razão mas….



- Olha, tenho fome, e tu? (tentando despistar a conversa)



-Mas nós temos dinheiro? (admiração)



-Sim! (abanando uma saquinha e ouvindo o tilintar de moedas) – O chefe pagou um extra por eu aceitar o lugar de líder. (explicou)



- Então vamos comer!!!! (entusiasmado)



-Vamos!!!



Comeram como reis, encheram o estômago que tantas vezes se encontrará vazio. Regalaram-se como nunca na vida.

Iriam descansar sossegados e satisfeitos nessa noite.

Mais um dia tinha passado, mas quanto ao futuro nada sabiam.



Talvez muitos dias como este, maravilhosos, ou outros imersos na escuridão. Quais os esperavam?

Klaus emaranhava-se nestes pensamentos antes de se deitar, olhando o céu.

As estrelas pareciam dançar anunciando glória e felicidade. O jovem sorriu tristemente e desejou que o anunciado se realiza-se.

Com aquela missão a vida dos dois tornar-se-ia, mais fácil.

Ele tinha de fazer o que era necessário para o melhor dos dois.

Voltou para dentro de casa e deitou se na sua cama ao lado de Marcos, para o caso de alguma reacção se desencadear.

O pequeno rapaz dormia sossegadamente e parecia estar indiferente ao mundo em redor.

Klaus passou-lhe a mão pelos dourados cabelos e recordou-se das mais variadas memórias. Eram principalmente dolorosas mas, por estranho que lhe parece-se, eram as memórias que continham alegria que lhe assaltavam mais vezes a mente.

Gargalhadas? Sorrisos verdadeiros? Ele já não sabia qual a verdadeira emoção que os nutria.

Tinha andado muito tempo a confrontar a infelicidade com sorrisos cheios de uma emoção que lhe era agora estranha.

(sentou-se olhando para uma foto, onde estavam 2 jovem sorrindo alegremente e atrás 2 pessoas abraçadas demonstrando paixão)

Quando soube que Marcos sofria de asma e ele não ter como o ajudar, como comprar os medicamentos necessários, um manto negro e gélido abatera-se sobre si. O desespero, o pânico e outras emoções do mesmo tipo cravaram-se sem dó no seu desprotegido coração.



Agora com o passar do tempo, o véu começará a ser puxado e era possível desprender-se totalmente dele, e Klaus sabia o que a fazer.



Suspirou e deixou que o sono lhe leva-se as mágoas e dor do seu corpo cansado.

Deu uma última espreitadela as estrelas e sorriu alegremente e confiante.

O futuro estava prestes a ser escrito.

#6
lindoooooooooooooooooo.......

parabens......

beijinhos~~



familia 4 elementos a familia mais louca de todas......

sou mana da dianuxka e da Ana c. ferreira, e sou mama da sar4hhh, kasei, dizzy22 e da neo queen serenity...
#8
obrigada !!!!
vai o 3.





Capitulo 3

O confronto suas consequenciais



Acordou sonolenta, o dia sorria, incentivando um passeio pelo lago Yoki, onde as carpas movimentavam-se suavemente por entre os tecidos aquosos, onde as pétalas jaziam dando um toque harmonioso e atapetado ao lago.



Reiko levantou-se então energética e correu até ao jardim, porém na correria calcara o seu vestido, causando o seu desequilíbrio.

A jovem apenas fechou os olhos e esperou o embate com o cruel solo.

Uma forte dor percorrera-lhe o corpo dolorido.Com desespero apercebera-se que magoara novamente o pulso, que aos pouco tingia-se de com pálido vermelho.

O avô acorrera logo que ouvira o som da colisão e posteriormente as lamúrias murmuradas por Reiko.

No entanto demorava um pouco a chegar, pois não conseguira perceber exactamente onde estava a neta.

Quando chegará finalmente a neta já se levantará:

-Reiko querida, encontras -te bem?

-Não ligue avó! Não foi nada de grave.

-Não te feris-te?

-De maneira alguma (mentiu) -Como me poderia magoar se a queda me foi amparada pelo mais belo colchão verdejante e fofo?

(o avó não respondeu parecia confuso)

-A relva amparou-me a queda. Bom e de certa forma comportei-me como uma criança, devia ter andado mais calmamente! (riu inocentemente)

- Pois filha quantas vezes te tenho dito que a vida não pode ser passada a correr? Pois se corres, haverá um dia de cair em ti e lamentar por não a ter desfrutado.

Sabes uma coisa Carpem Diem.

-Pois, tem razão! O avô diz sempre coisas de uma beleza inigualável, até lhe invejo a sabedoria!

-Tudo a seu tempo! A Posteriori de mim, tu própria saberá muito mais. Tanto que invejada serás.

-Espero que tenha razão (sem ser indelicada, Reiko detestava quando o avó começava a incluir palavras latinas na sua fala, pois ela não aprendera tal língua, portanto não entendia nada.

Despediu-se do avô respeitosamente e dirigiu-se para o lago onde passou a maior parte do dia.



(no pais vizinho)

-Já vais? - Perguntou o jovem Marcos infeliz

-Sim (respondeu vestindo-se atrapalhadamente) – Porta-te bem e não chateies a senhora Uymatauy, compreendido?

-Já não sou menino nenhum, sou um Homem!!!! (-disse bufando)

-Eu sei, mas estarás mais seguro com ela.

-Ah pois, (revoltado) como é que uma velha decrépita pode me proteger? Não sabe lutar mais depressa eu a protejo.

-Marcos! (falou muito sério mas teve de virar o cara para esconder um sorriso maroto) – Não sejas assim, ela tem sido muito tu amiga e eu não tolero que sejas mal-educado para ela, entendido???

-Mas… ela empanturra-me de chá e obriga-me a ver os fotos dos gatos dela. E teve para ai uns vinte, morreram todos! Deve ter sido do excesso de chá e de tédio.

-Bom, ao menos não morres à sede!

-Que mau és!!! (fazendo birra)

-Talvez…por te deixar num lugar seguro como este e não te levar comigo para a frente de batalha onde a morte dorme connosco, não é? Sou um irmão desnaturado, devia obrigar-te a vir comigo não é? (disse divertido teatralmente).

-Devias!!!! Eu não saio do acampamento juro! Ficar com a senhora Uymatauy é UMA TORTURA!!!!!

-Já falamos disso e sabes a minha opinião e estamos falados!

-Mas….

-Estou pronto (disse apertando por último a joelheira.) -Bom está na hora.

-Klaus boa sorte, volta saudável, sim?

-Claro um anjo da Guarda ira-me proteger. Porta-te bem mano, voltarei em breve a vida será muito diferente. Está de olho no horizonte um dia estarei lá.

-Klaus (Marcos abraça o irmão e beijando-o na face despede-se)

Marcos vê o irmão notável afastando-se acenando com afecto. Assim que cavalga em direcção ao horizonte e desaparece, Marcos cai de joelhos no frio solo e um fio de cristais galgam sua face.



-Querido não chores, tenho uma solução para esse desespero! (a senhora Uymatauy apareceu atrás dele embargando um Quimono de tons acastanhados, onde se deslumbrava cervos e veados esfregando o focinho na relva dourada.

Marco não a ouve, tem mais coisas mais em que pensar.
* * *




Uma paisagem viva alegre e sedutora causa admiração a Klaus.

Chegará a fronteira de Onará e nesse dia, montaram acampamento num sítio longe da população para não causar alarido e pânico.

Klaus estava deitado numa margem do rio, saboreando o vento e sorvendo a cama existente nesse lugar.

Sabia que não devia estar sozinho em tal sítio mas sentia-se seguro naquele lugar.

Era uma sensação deveras estranha para ele. Os olhos teimavam em fechar-se, mas ele resistia a isso, embora se sentisse seguro, sabia que ainda existiam perigos.

Corpo e mente apelavam por descanso, já que não dormia à 3 dias.

Era normal querer descansar mas naquele lugar era um descuido.

Por isso encaminhou-se para o rio e submergiu a face nas límpidas águas numa tentativa de despertar.

Quando voltou a superfície uma fraca melodia chegou-lhe aos ouvidos.

Escutou-a como se de água se trata-se, porem não se moveu, o corpo recusava-se. Riu pateticamente e supões que fosse fruto do cansaço.

Quando por fim a melodia cessou.O jovem saiu do “transe ” e voltou a realidade.

O sol estava-se a pôr e o céu parecia pintalgado por mãos de crianças que se divertiam a misturar cores quentes.

Num lençol manchado de escarlate, amarelo e laranja uma imensa bola de fogo mergulhava.



De volta ao acampamento, o jovem caminhava calmamente e com uma felicidade estranha para si.

Foi então que uma flecha raspará em seu braço indo embater no chão.

Tomado pelo pânico olhava em volta, pois embora fosse bom no manejo da espada, não teria hipóteses se se trata-se de uma emboscada.

Calmamente ouviu os sons da floresta que pudessem denunciar algum movimento, embora ouvisse mais depressa o seu coração a bater desenfreadamente.

Acabara por ouvir movimento em cima de uma árvore, imediatamente arremessa uma pedra que apanhara e com satisfação, ouvi o choque de um embate, e um homem já idoso cai da árvore.



Klaus cautelosamente aproxima-se do idoso que parecia mais morto que vivo, mas inesperadamente este levanta-se e começa a atacar o jovem.



Porem num movimento rápido o idoso é desarmado e encostado a uma árvore com uma elegante espada posicionada em sua garganta.



-Ousas atacar-me velho caduco????? - (Berra) – Pois fizes-te a escolha errada, infelizmente para ti! (diz preparando-se para desferir o golpe mortal.)

-Esperai, poupai-me. Tenho uma família para cuidar, o meu neto está terrivelmente doente, e eu sou a única fonte de sustento.

Se me matares, estarás a condenar uma família inteira a morte.

Por favor tende piedade.



Estas palavras tocaram o jovem, que deslocou a espada do pescoço do senil.

-Vai em paz, porém nada comentais sobre o que vistes hoje, pois se vos atraveis irás sofrer a minha vingança.

-Muito, muito obrigado, estou em divida para consigo, e sossegado estais pois nada direi. Estes lábios não se abriram.

(disse ajoelhando-se aos pés de Klaus e depois partiu.)



Passado 2 dias Klaus resolve traçar uma estratégia e atacar essa mesma noite.



(Na Aldeia)

-Avó, algo vai acontecer, eu sinto-o e você?

-Eu sinto sede, podes preparar-me um chá?

-Sim, vó. (sentindo-se um pouco ignorada)



Quando voltou com o chá sentou-se muito inquieta.

O avô notou a inquietação da neta e começou a conversar com ela de forma a acalma-la.

Pouco depois Reiko já estava envolvida nas belas palavras proferidas pelo o avô, já tinha acalmado e sorria gentilmente.



Momentos depois os tambores rufaram, anunciando o ataque de Klaus.



-Avó o que quer dizer isto??? (levantando-se assustada)

-Reiko tens de fugir, já !!!! Vai pelas traseiras, depois corre sempre em frente e encontrarás uma gruta. Fica aí. Estás segura nesse lugar. (disse segurando fortemente a cabeça da jovem aterrorizada.)

-Mas e o avô?

-Eu tenho de proteger a nossa terra com Honra! VAI.

-Não, Nunca. Vou ficar aqui consigo lutar. Nunca o abandonarei.

-VAI!!!!! Quero que estejas segura não te quero ferida, não perdoaria.

-Não o vou deixar sozinho.

-Reiko, isto não e um jogo. Faz o que te mandei, JÁ!

-Avó ouça-me eu……

Nesse momento entraram inimigos pelas portas e janelas.

Reiko e o avô encontravam-se ambos desarmados, porém derrotaram alguns dos intrusos. Durante a batalha dentro da caso a jovem vê o avô ser ferido, tenta-se aproximar mas a passagem é lhe impedida. Numa tentativa desesperada de salvar o avô, a jovem atrai a atenção dos guerreiros para o jardim.

No jardim vê-se cercada, eram imensos contra ela. Reiko olha para dentro de casa e vê o avô deitando mas ainda respirando. Enquanto isso um dos inimigos resolve ataca-la pelas costas, mas esta esquiva-se e automaticamente retira-lhe a arma. Reiko encontrava-se agora armada. Era uma batalha impossível, ela sabia, mas tinha de continuar, pelo avô.

Alguns cortes surgiram em suas roupas que depois se tingiam de um escarlate vivo.

Não muito longe dali, Klaus lutava, quando teve o deslumbre do degradante espectáculo por parte dos seus homens. Desferiu os últimos golpes e depois cavalgará até eles. “Onde já se viu 20 homens ou mais atacar uma inocente mulher? Isso era de loucos “ pensava enquanto se encaminhava para lá.



-PAREM!!!!! -Ordenou. - JÁ!!!



Reiko, exausta já só conseguira ver um cavaleiro, dando ordens, mas já não o ouvia. Os joelhos tremiam, corpo doía, a visão estava desfocada e o desespero tomara conta dela.

Foi então que uma sensação de dormência inundara o seu corpo. Os olhos pesavam, já não tinha dores, parecia anestesiada. E neste estado deixou que o solo fosse o seu lençol e o céu o cobertor e lentamente se deitou nele. No entanto continuava a ver o cavaleiro dando ordens, enraivecido, e por uma vez apontara para ela, mas depois disto nada mais viu. Pois caíra num sono reconfortante.
* * *


Corria desesperada por entre um campo verdejante, gritava seu nome repetidamente ao vento, porém só o silêncio mortal como resposta recebia.

Reluzentes gotas de orvalho floriam em sua face onde a tristeza estava cruelmente gravada.

Uma forte luz cegara-a por momento, a jovem reconheceu imediatamente o roto amável e amigo que tantas vezes observará. Avó sorria-lhe e estendera-lhe carinhosamente a mão.

Reiko corria a grande velocidade para abraçar esse amável homem que tanto amava.

Grossos fios de prata envolveram o corpo de Reiko, impedindo-a de avançar, e embora esta luta-se para se desprender nada acontecia.

O vulto começou então a desaparecer por detrás de uma cortina cinza cintilante.

Enquanto desaparecia brindava Reiko, com o sorriso mais carinhoso e calmo que esta nunca vira.



-AVÔ, AVÔ, NÃOOOO, VOLTE. - Reiko acordou gritando com o coração a bater tresloucado.

-Vejo que já acordou. -Klaus entrava no compartimento onde a jovem se encontrava. -Como se sente? Desculpai -me pelo acto de corvadia dos meus homens, já que atacar uma mulher é no mínimo covarde.



Reiko nada respondeu, somente fixava o jovem estranho com um olhar capaz de gelar o inferno.

-Vejo que ainda se encontra chocada com o sucedido. Trate de se acalmar. (Klaus virou-se e foi buscar um recipiente com agua e um pano, e quando voltou sentou-se perto da jovem, que se afastou rapidamente.)

(suspirou, molhou o pano e mostrou-o) -Veja é um pano com água para as feridas causadas. Escusa de fugir pois o pano não morde.



Tentara novamente tratar a cara de Reiko, mas esta acabara por atirar o pano para o chão.

-Faça como quiser. (Klaus já estava um pouco chateado com a forma de agir da moça e olhava-a directamente o que nunca antes fizera, dando seguidamente um murmúrio de espanto, aproximando-se de Reiko).

- Que olhos tão invulgares! Que cor tão extraordinária, parecem feitos de água! (disse levantando delicadamente a cabeça de Reiko, para os examinar mais de perto.)

Incomodada com a pequena distancia entre as suas cara e assustada, empurrou Klaus que se afastou imediatamente.



-Acalme-se que aqui ninguém lhe fará mal, por enquanto.

Limpe as feridas convenientemente senão podem originar infecção e provavelmente morrerá.

Aconselho-a a não fazer nenhuma loucura pois a pena será severa.

E não se arme em esperta, senão ira lhe acontecer o que aconteceu com a sua aldeia, será destruída.



Estas palavras bateram fortemente no coração de Reiko. A tristeza inundou a sua cabeça. Tantas memorias, felizes dessa aldeia, da sua querida aldeia.

Onde as cerejeiras enfeitavam as paisagens, os seus amigos, o adorado lago Yoki e principalmente o seu amado avô. O que acontecera com o seu avô? Estaria bem? Uma resposta desoladora atacou a ferozmente a sua mente, no entanto ela recusava-se a aceita-la. (baixou a cabeça tristemente e quando voltará a levantá-la, em seu belo rosto o sentimento de raiva, ódio e vingança estavam presentes.



Klaus que assistira a isto tudo compreendia a dor da rapariga e achou que seria melhor deixa-la sozinha.



-Como a sua licença. (e deu as costas a Reiko e encaminhou-se para a saída.

Neste Momento Tirara rapidamente uma faca que tinha guardado durante a luta de dentro do seu vestido e lançara-se furiosamente em direcção a Klaus com a intenção de o ferir.



Um uivo seco e doloroso inundou a noite. A dor e admiração inundaram seu corpo. E uma sombra cairá sobre o solo cruel.

Os pássaros cessaram o canto e a noite negra assistiu silenciosa ao que acontecerá, naquele pequeno acampamento, na fronteira da pacata vila de Onara.



---------------------------------------------------------

espero que gostem

:chibichibi:
#10
Está muito boa!
Continua! Embaracoso



The Forgotten Sailors 2-> 11ºCapitulo
Sailor Moon:The Crystal Desire->Epilogo (completo)
Amor sobre o Gelo->20ºCapitulo
Chance of a Lifetime-> 2ºCapitulo
#11
Mim ter gostado!!! Só n percebi se oavô morreu ou nao!!! Razz



Fanfic com Kasei (clica na imagem! =D):


Dos confins do Universo chega a navegante do infinito para salvar as guerreiras navegantes da destruição. O seu nome: Sailor Universe
#12
adava eu aki a ver umas fics e deparei-me com esta.....
o que e que eu posso dizer?.... esta liiiindaaa... muito romantica
depois tambem reparei que a ultima mensagem foi postada ha 5 meses
fiquei triste porque a historia ta linda e ficou a meio Sad

vais continuar a postar o resto?


#13
Desculpem já há imenso tempo que não vinha aqui!
Seguidamente:

Capitulo 4

Imprevistos



Mordia o lábio de forma a suster os soluços de dor. A admiração possuiu o seu corpo.

Reiko tinha se lançado furiosamente sobre Klaus, e quando dera por si, o seu pulso era agarrado e o seu braço obrigadoa dobrar-se atrás de si. A sombra da faca jazia no chão longe dos jovens.

Klaus posicionava-se atrás da jovem, segurando-lhe fortemente o pulso, impedindo-a de se movimentar.

A rapariga estava imóvel, já que Klaus inadvertidamente agarrará o seu pulso magoado.



-Com a vida que levo, aprendi a não confiar em ninguém, nem mesmo em mulheres. - Sussurrou o jovem ao ouvido de Reiko, o seu tom de voz denunciava que se divertia com a situação. -As mulheres são como dóceis criaturas, porém quando lhes viramos as costas transformam-se em lobos esfomeados, prontos a atacar à primeira oportunidade. Assim sendo até o mais deslumbrante anjo, pode-se tornar num terrível demónio.

É claro que você não foge a regra.



Reiko nada dizia, nem sequer prestava atenção ao discurso do jovem rapaz que se encontrava muito perto de si, pois conseguia sentir-lhe a respiração no ouvido.

A dor era insuportável, a sua boca já provará o amargo sabor do sangue, os seus olhos encontravam-se cerrados fortemente e a sua cara contraída de dor.

- Solte-me. - Disse, mas a voz saíra mais soluçada do que ela pretendia.

-Solta-la? Para me voltar a atacar? Não obrigado. Afinal fala, pensei que fosse muda.

- Se me soltar não o atacarei, mas solte-me. - Pronunciou com uma frágil voz.

-Promete? Não sei, acho que levarei algum tempo a pensar – na sua voz notava-se que este se encontrava divertido.



Reiko já não aguentava nem mais um minuto naquela tortura, a dor era tremenda. Resolveu então levantar o braço que se encontrava livre e Klaus observa aquele movimento com curiosidade.

Seguidamente o rapaz larga Reiko e dobra-se sobre si apertando o estômago. (o cotovelo da moça atingira-o)

Reiko, caíra e encontrava-se sentada apertando delicadamente o pulso que já se colorava de roxo.

Klaus, respirando ainda com dificuldade, repara por fim na moça e posteriormente no seu pulso arroxeado.



-Não era minha intenção magoa-la de tal forma. Tome - Klaus visivelmente preocupado com o pulso da jovem ,tinha rasgado parte da manga da sua camisola. - Sei que se trata de um trapo, mas infelizmente é unicamente o que tenho, ligue o pulso talvez a dor passe.



A jovem rejeitou pegar o que lhe era dado e desviou o olhar como ignorando a presença do rapaz.



-Sinceramente. De cá o pulso, que eu mesmo o ato. -Reiko esconde o pulso. - Por uma vez pare quieta, ninguém lhe vai fazer mal, não a vou magoar. Pela ‘mor de Deus. -disse respirando fundo.



Puxou delicadamente o pulso da jovem, alçou a manga e deslumbrou um pulso elegantemente esguio. Pegou então no tecido que tinha na mão e começou a enrola – lo delicadamente em volta deste.



Reiko deixara de resistir e observava com curiosidade os elegantes movimentos feitos pelas suaves mãos do jovem.



-Viu? Ficou uma obra de arte. -disse pondo a língua de fora .



A jovem limitou-se a olhar para o rapaz a sua frente. Cabelo escuro, curto e rebelde. Olhos de um castanho forte, o nariz bem delineado e a boca carnosa, e a pele possuía um tom moreno.

Não se apercebeu quanto tempo esteve a observa-lo ,porem quando voltou a si, sentia que fora uma falta de respeito olha-lo directamente nos olhos, e desviou os seus olhos para o pulso ligado.

Klaus levantou-se ainda observando a bela jovem e direccionou-se para a saída, mas um dos seus soldados entrou aflito pela tenda dentro.



-Senhor, desculpe o incómodo, mas suspeitamos que haja um espião dentro do acampamento.

- Um espião? Compreendo, mas quais são as provas para tal conclusão?

-Bom, hoje o homem que estava encarregue de patrulhar o acampamento, aproximou-se de um arbusto e este fugiu-o, porem cercamo-lo, não creio que os arbustos desta região possuam pernas. Também temos dado falta de mantimentos ao longo destes dias. Suponho que sejam provas suficientes.

-Claro, assim sendo indicai-me o caminho.



O soldado saiu e kalus segui-o, mas antes de sair sentiu-se observado. Olhou em direcção da rapariga se que mostrou atrapalhada, desviando o olhar levemente corada. Klaus limitou-se a sorrir, quando desaparecia do compartimento.



Chegados ao sítio indicado, o jovem deparou-se com um arbusto cercado por homem.

Klaus aproximou-se desembainhando a espada. Quando estava bastante perto 2 olhos cor de mel, surgiram do interior.

Seguidamente o arbusto atira-se para cima de Klaus, causando o pânico entre os homens que acorreram em auxílio do líder, que se encontrava deitado.

Dentro do arbusto estava um rapaz traquinas, muito parecido com Klaus, não fosse as diferenças na coloração do cabelo.

-MARCOS. - Gritou o jovem ainda no chão. - Que fazes aqui? -Como vieste para cá? -Perguntou enlouquecido.

-Eu… -Já era puxado para dentro de uma tenda e obrigado a sentar-se.



Fora da tenda.

-Quem é aquele rapaz e porque reagiu o Klaus, assim? - Perguntou admirado um dos homens.

Das sombras aparece um homem que lhe responde.

-É o irmão dele, não vai ser uma briga bonita de se ver. - Respondeu o misterioso homem, que observava o céu tristemente.



Era verdade, Klaus parecia ter enlouquecido, Marco nunca antes o vira assim.

-PORQUE RAIOS ME DESOBEDECESTE?

-Tu falas-te que um anjo te ia proteger e eu pensei em desempenhar essa função.

-HAH? Eu… não era nada disso, tenho que te mandar de volta para um sítio seguro, para Yumata.

-Mas quero ajudar, lutar, proteger



-CHEGA! Estou farto de ouvir disparates, não te quero magoado, se te ferisses o que seria de mim? Amanha vou falar com o capitão e vais voltar para YUMATA , entendido? -E saiu.

-Klaus, estou farto de ser tratado como uma criança. Eu sei me defender, estas a ser muito protector.

Eu sei o que faço.

-Pois não parece. -disse muito sério da entrada.

-Tu é que me tratas como uma criança, que já não sou. Tu é que não queres ver que cresci. Já não sou criança nenhuma. Estas a tratar-me como um incapacitado.

-E para te proteger, não quero perder pessoas que amo novamente. - A voz saiu um pouco fraca.

-Klaus eu sou eu e ela é ela, não tenho culpa de ela não saber lutar, aliás se não a quisesses proteger tanto ela talvez apreende-se a lutar. Deixa de ser tão protector.

-Talvez tenhas razão mas…-A voz saia firme, mas o olhar era triste.

-Klaus para tu não és O PAI.

-Tens razão não sou, se quiseres fica. - E sau.



Marcos vira pela 1º vez os olhos do irmão pejados de água. Nunca em ocasião alguma Klaus vertera uma lágrima que fosse à sua frente. Marcos começara a ter noção que do que disparara sobre o irmão. Palavra cruéis, que ele não merecia ouvir. Palavras gélidas e infelizes que dilaceraram o coração de Klaus. Marcos sentia-se o pior face a ser da terra.



Klaus, sentara-se no lugar onde tinha ouvido aquela musica que o seduzira.

Estava a remoer as palavras proferidas pelo irmão.


Será que ele tinha razão? Estaria a agir bem em deixa-lo ficar? E muitas perguntas assaltaram a sua mente ferida.

Suspirou e encostou a cabeça numa árvore a procura de respostas. Marcos nunca antes tinha tido um ataque de raiva. Mas as suas palavras penetraram furiosamente o coração desarmado causando o caos nele.

Nesse momento alguém chegara a sua beira e sorria-lhe timidamente.

A escuridão ocultava o rosto do vulto. Klaus no entanto já vira antes aquele rosto, era-lhe familiar.



-LEO! És tu? - Klaus levantara-se num salto.

-Em carne e osso! - O vulto abandonara as sombras e agora a luz banhava-o.

-Que saudades! Como vieste parar aqui? Fazes parte do exército?

-Sim, queria ver como cresces te psicologicamente.

-ah ah – Klaus dera uma risada sem graça.

-Estas mais adulto e responsável.

-Achas? Pois eu não. - Nos seus olhos a tristeza transbordava.

-Não acho, tenho a certeza. Quanto a tua discussão com o teu irmão não penses mais nisso. Tudo foi dito sem intenção de magoar, acredita eu conheço-o.

-Ouviste? -levemente corado.

-Desconfio que ate as estrelas ouviram a vossa pequena conversa. - Sorriu sem graça.

-Ah, briga de irmãos, mais nada.

-Sabes como é os miúdos crescem.

-Pois, tens razão. - Klaus brincava com um pendente prateado com dois dragãos entrelaçados.

Uma triste melancolia inundou o ar com se vento fosse. A lua ofuscada ficou também possuída pela tristeza. Enevoados e vazios estavam os olhos de Klaus e a sua mente vieram memórias de uma sorridente rapariga.

Com esmeraldas em seus olhos e negros cabelos como breu.

Via repetindo o seu nome sempre de forma divertida, lançando-se em seus braços, beijando-o delicadamente e de forma apaixonada.

Queria correr, abraça-la. E então uma visão assombrou seus olhos. Um passeio pela uma margem de um rio, um ataque, uma flecha direccionada a Klaus, uma rapariga colocara-se a sua frente, atingindo-a em cheio no coração. Klaus acorrera para a moça fragilizada, e abraçou-a. Klaus vira-a falecer em seus braços, sem conseguir afastar a morte do belo corpo da jovem. Klaus sentia-se desesperado, porem a jovem ainda sorria-lhe carinhosamente e sussurrava-lhe palavras de eterno amor, beijando-o apaixonadamente com o último suspiro de vida. Lágrimas frias de ódio, juraram vingança naquela noite onde a lua se escondera dando à noite um tom ainda mais negro.


***



-Klaus, Klaus. - Leo abanava o amigo freneticamente.

-Sim? -O jovem sairá do transe e olhava para Leo distraidamente

-Estás bem? Estás pálido e a tremer! - Apontou para a mão de Klaus fortemente cerrada.

-Estou bem, já é tarde vamos? - Dirigindo-se para o acampamento.

- Voltas-te a pensar nela, não foi? -Leo agarrara fortemente o braço do amigo.

-Não. Vamos? - Desviando o olhar para o acampamento.

-Klaus, tu não tens culpa, ela… -Klaus tirara rispidamente o braço e dirigiu-se para ao acampamento ignorando o amigo.

-Continuas preso na infelicidade e na culpa da sua morte, mas quando ou quem te ajudará a sair dela, bom amigo? - Observava o jovem que já ia longe com uma grande mágoa.



A noite parecia querer reconfortar o jovem amargurado e por isso descobriu as estrelas, mas na mente e no coração de Klaus estava envolvido por onda gelada de melancolia.

--------------------------------------------------------
Espero que tenham gostado!


#14
tao lindoooo Surprised.o:

ainda bem que vais continuar a postar porque escreves muito bem e consegues transmitir muito bem os sentimentos das personagens

espero que continues

p.s. so uma pergunta a imagem que tens como " capa" e de algum anime ou e um fanart?


#15
não é nenhum anime suponho :(ju2): .
obrigada!
aqui vai:



Capitulo 5

Tristeza, sorrisos e Indecisões





Outro dia amanhecia.

Klaus levantou-se lentamente e saiu.

Como ainda era muito cedo e todo o acampamento dormia, decidiu dar um passei para alagar a cabeça com o delicioso vento matinal.

A calma cercava o acampamento e consequentemente o jovem madrugador.

Como medida de precaução decidiu passar pelo compartimento onde a jovem repousava.
Chamou-a, porém nenhuma reposta obteve. Adivinhando o que sucedera, entrou rapidamente no compartimento.

No entanto, a jovem não fugira.

Os olhos de Klaus foram banhados por uma beleza indescritível.

A moça rebelde dormia pacificamente. Um anjo inocente possuía o seu corpo. Uma longa madeixa descansava em seu rosto dando-lhe um ar extremamente dócil e meigo. Utilizava um vestido branco que lhe dava ainda um ar mais angelical.

Klaus, admirava esta visão sem palavras para descrever a beleza ali presente. Inconscientemente aproximou-se da jovem e ajoelhou-se. Questionava-se como era possível ser este belo anjo que horas antes, o tentara ferir desesperadamente.

Sua mão acariciou suavemente a delicada face da jovem. Quando a sua mão tocou-lhe a face, várias imagens de uma sorridente rapariga vieram a cabeça de Klaus.


O jovem ainda envolto nas memórias aproximou seu rosto do rosto de Reiko. Só alguns milímetros separavam os seus lábios.

No entanto Klaus voltou a realidade quando a jovem, ainda adormecida, agarrou meigamente a sua mão. Algum tempo estiveram de mãos dadas. Depois Klaus teve a noção da indelicadeza que cometera, pois a jovem estava num compartimento, só dela e poderia ter-se colocado a vontade.

Um intenso rubor habitou seu rosto e depois de se ter libertado delicadamente da mão da jovem, saiu atrapalhadamente e continuou o seu passeio.



Sentado na erva fresca, no seu lugar predilecto, Klaus libertava as suas questões naquela serenidade.

Sentia-se confuso, já que a jovem adormecida, reavivara memórias da sua amada noiva, que morrera a tentar protege-lo.

Sempre que a via, o rosto amável e risonho de Nagai, aparecia-lhe a frente.

Porque que aquela rapariga o fizera lembrar a antiga paixão? Porque mexia com ele como só Nagai conseguia fazer? Porque que lhe proporcionava batimentos tresloucados? Porque que o deixava ansioso? Será, que estaria novamente a ser traído pelo seu coração?

Perguntas voltas ao vento pelo coração confuso.

Desabafos contados as águas do rio que bailavam serenamente como que tentando reconforta-lo.

Acabou por perder a noção do tempo que ali passara.

A doce fragrância das cerejeiras embalavam-no, as águas cantavam uma maravilhosa canção, e Klaus deixou-se envolver na sensação de dormência daquele belo lugar. Em seus sonhos uma risonha moça viera o visitar.


***




Reiko acordou com uma decisão tomada .

Antes do final do dia já o seu corpo não estaria dentro do acampamento. Iria fugir de qualquer forma, só tinha de descobrir como.

Enquanto pensava, um rapaz com olhos cor de mel e cabelo dourado entrou, com a permissão da jovem, no compartimento transportando uma pequena taça com fruta fresca.

- O seu pequeno-almoço, menina.

-Podeis leva-lo, pois não sinto fome, mas sinto-me grata pelo gesto.

-O que a preocupa?

-Que dizes?

-O meu irmão desde pequeno que me diz que os olhos são como espelhos da alma. - Disse sentando-se no chão à frente da moça. -E os seus olhos estão banhados por uma onda de preocupação, tristeza e indecisão.

-Vejo que o teu irmão é um homem sábio – Reiko estava admirada com a coincidência dos factos.

-Tem razão, de certa forma tenho pena do destino dele.

-Pena? Porque razão?

- Por me ter com fardo se não fosse por minha causa, ele não estava aqui. Ele detesta guerra, desde aquele ataque em que… em que… ele gosta mais da paz. E como se isto não fosse suficiente, sinto que ontem o desiludi ao desobedecer-lhe. - Disse brincando com o tapete.



- Então eras o intruso? -esboçando um grande sorriso.

-Sim – corando muito.

- Pois. Eu ouvi a discussão. Aliás deves ter ouvido 2 descomposturas, do líder e do teu irmão. Digamos que não foi uma boa escolha teres seguido o teu irmão.

-Desculpe corrigi-la mas o líder e o meu irmão são a mesma pessoa.

-Perdoa-me a minha ignorância, pois não fazia ideia. - Reiko observava o pequeno rapaz e sentiu-se aliviada por não ter morto o irmão do rapaz.

-Ora, não tenho nada que perdoar, não disse nada de errado. -Disse fazendo uma pequena pausa. - Bom disse, mas não tem importância.



(Alguém chama o rapaz.)

-Bem, vou ter de cumprir o meu castigo. - Disse limpando os joelhos. -Vou ter de tratar das tarefas domésticas, mais propriamente, lavar a roupa. - Pondo a língua de fora. - Desculpe estar a importuna-la, com a minha conversa.

-De forma alguma, até foi divertido. - Neste momento Reiko teve uma ideia. - Vais lavar a roupa dos soldados?

-Sim, não é difícil, mas certamente vai ser demorado.

-Sabes, estou uma pouco enfadada de estar aqui. Será que me aceitas como tua ajudante? 4 Mãos lavam sempre mais rápido que 2.

-Aceitava de bom grado, mas a menina poderia fugir.

- Estás equivocado, tu estarás a vigiar-me, facilmente deter-me -ias. Há muito tempo que não deslumbro o sol.

-Pois tem razão, para não falar que haverá mais homens a vigia-la. Pois sendo assim, aceito.

E os 2 saíram em direcção a uma lagoa que existe no acampamento.



Marcos nunca vira tanta roupa junta. Quando acabou de lavar a 20º camisa e colocou-a no cesto, esta começou a saltar desenfreadamente pelo solo.

Marcos começou a correr atrás da camisa fugitiva e por onde passava causava risos por parte dos homens que viam.

Reiko aproveitando a confusão, guardou uma das vestimentas, dentro do seu vestido.

Marcos finalmente alcançou a camisa e descobriu dentro dela uma deslumbrante carpa, que se contorcia na ânsia de alcançar a água. O rapaz rapidamente correu para a lagoa e libertou-a e esta agradeceu, molhando-lhe o rosto.

As gargalhadas daquele momento inundaram o acampamento e até Reiko se atreveu a rir.

Depois de a tarefa estar terminada, Reiko encaminhou-se para o seu aposento e escondeu o fato, para o utilizar mais tarde. Só tinha de esperar pelo momento certo.


***





Longe dali, uma menina carinhosa e risonha fugia dos seus braços.

- Klaus? -Marcos tocou delicadamente no braço do rapaz adormecido.

-Sim? - Acordou sobressaltado e pálido.

-Estás bem? Parece que vistes um fantasma!

-Talvez até tenha visto. - Disse tristemente.

- Oh Klaus… - olhando-o melancolicamente pois percebera ao que o irmão se referia.

-Esquece. Porque razão me procuras-te? Foi por diversão ao por causa de outro assunto? - Disse levantando-se lentamente.

-Não foi por diversão! -disse mostrando-se aborrecido. - É que lá no acampamento, apareceu um homem com uma barbicha branca que lhe escorrega até à cintura, que exige a tua presença, diz que vem a mando do chefe do conselho.

- Vamos lá ver o que é que este velho quer, se não for nada de importante, MATO-O.

E foram os 2 em direcção ao acampamento




-----------------------------------------------------------

boa leitura
#17
peço desculpa pelo doble post mas como o ultimo ja foi a mais de 3 meses...

tenho tanta pena de não teres postado mais, tou a gostar tanto da história

e estou muito admirada de ser a unica leitora desta fic linda, o que e que se passa ta tudo cego??? XD

não deixes a fic parada, por favor eu fiquei apaixonada pela história


#18
está lindo!!!!!!!

fico à espera de mais

Espero que tenham gostado deste capítulo. O próximo vais demorar uma pouco porque agora ando em avaliações.
Fico à espera de comentários. Beijinhos para todos!!!!!
#19
Oii!!

Tenho andado a ler as suas fics, e estou simplesmente ADORANDOO!!! Wink ... continua a história, está muito boa (pelo que reparei faz muito tempo que não a actualiza)! Smile
#20
O.O Caramba é verdade!
J´já colooco um.

Capitulo 5

A tentativa de Fuga



Klaus, viera todo o caminho calado, ignorando tudo o que se passava a sua volta. Chegou mesmo a raspar a braço num ramo perdido e embora se nota-se um cortes nas suas roupas e a pele arranhada, parecia não proporcionar nenhuma atenção por parte do jovem.

Marcos tentou por várias vezes iniciar uma conversação, porem como não recebia nenhuma palavra por parte de Klaus, desistiu, colocando por fim as mãos nos bolsos e observou sem atenção a paisagem, enquanto se encaminhavam para ir ter com o homem que estava no acampamento.



A tristeza levanta-se como uma grande onda, que se abate impiedosa sobre nós, varrendo os outros sentimentos que de alguma forma nos podiam proporcionar sorrisos. Varre, deixando só os sentimentos infelizes que nos engolem satisfeitos. E nós fomos como pequenas crianças que nos vemos desarmadas perante tal força. Umas lutam não tentativa de não se afogar, outras desistem e mergulham sem resistir.

É uma rosa que se colora de negro, que nos inunda com a sua pesada fragrância, que penetra directamente o frágil coração, deixando-nos tontos e desesperados por algum tipo de ajuda que por vezes nunca aparece.



Chegados ao acampamento, Klaus fora directamente falar com o homem que exigiu a sua presença. E ficaram a falar.



Reiko, decidiu fugir nessa mesma tarde. Enrolou o seu longo cabelo dentro de um capacete e vestiu o melhor que sabia a vestimenta, como era esguia o tecido flutuava-lhe a volta do seu corpo.

Deu os últimos retoques e estava pronta para escapar sem que ninguém se apercebe-se, já que passava claramente por um homem.

Inspeccionou a entrada e concluiu que era seguro abandonar os aposentos.

Cruzou-se com alguns homens, mas nenhuma atenção era-lhe dada, pois passava por um homem normal. O seu coração batia furiosamente com o nervosismo.

Faltava pouco para alcançar finalmente a liberdade. Correr para os braços do avó, voltar para a sua amada aldeia e nunca mais voltar a colocar um pé que fosse no sítio onde esteve com refém. Olhou para trás, sentia qualquer coisa que a prendia ao acampamento que não a deixava ir, que a queria convencer a ficar, mas não o conseguia decifrar, era uma sensação estranha para ela. Tinha parado a olhar para o acampamento com um olhar meigo mas confuso. Que sensação era aquela?

Abanou a cabeça e concentrou-se no avô, tinha-o de ir ajudar pois ele tinha de estar vivo. Ela obrigava a mente a aceitar esta resposta e recusava-se a aceitar outra probabilidade.

Estava envolta nestes pensamentos, quando alguém lhe agarrou o ombro. Virou-se rapidamente e deu de caras com outro soldado que lhe apontava para o acampamento e puxava-a para lá.



- Olhe. - Afastando a mão do estranho do ombro. - Eu estou a fazer o meu turno e não o posso abandonar. - Tornando a voz mais grave possível.

- Eu sei amigo, mas o chefezinho mandou chamar todos os homens à sua presença. Ainda desconheço a razão, mas venha, temos de nos despachar, senão somos castigados!

- Mas...mas - Reiko não queria acreditar no que lhe estava a acontecer; pensou em correr, mas depois achou que não era boa ideia. Talvez consegui-se fugir depois.



Quando chegaram ao acampamento, havia muitos homens reunidos e lá à frente, estava o rapaz de cabelo escuro e de olhos meigos. Estava a conversar com um homem já de idade, com uma majestosa barba de onde pendiam longos fios brancos. O jovem ouvia atentamente o velho mas notava-se que não estava de bom humor.

Reiko, observava atentamente o rapaz, queria ficar ali só olhar como se não houve se um depois, um amanhã, um futuro. Não sabia porquê, mas já não se sentia tão envolvida pela onda de raiva como anteriormente estava.

O rapaz começou então a falar com os homens, mas como ela estava muito longe, não conseguiu perceber nem uma única palavra.

No entanto acabou por perceber, que todos os homens, incluindo ela, estavam a ser direccionados para tendas. Não percebia porque que estavam a ser mandados para lá mas sentia-se nervosa e não estava a gostar do que estava a acontecer.

Acabou por se esconder atrás de uma árvore. Suspirou de alívio, pois parecia que ninguém tinha dado importância, à sua fuga da fila. Encostou-se e colocou a mão sobre o coração, num sinal de alívio.

Quando abriu os olhos, deu de caras com o velho de longas barbas, que a observava atentamente.

- Olá meu rapaz, tanta energia que possuis! Serás o primeiro.

- Primeiro? Em que? - Interrogava-se, atrapalhada.

- Segue-me rapidamente e saberás as respostas. Mas rápido que não tenho o tempo todo rapaz. - Disse encaminhando-se para uma tenda, com as mãos atrás das costas.

- Mas...mas.

- Vens ou tenho de te puxar? – O seu olhar era ameaçador.

- Vou sim. - Disse finalmente com um olhar de derrotada.



Chegados a tenda o homem, sentou-se atrás de uma secretária e olhou para Reiko:

- Muito bem meu jovem, como te chamas?

- Reeeeeeeeee...no.

- Reno? Que nome estranho. – Olhando por cima dos óculos com uns olhos verde-escuros. – A coloração dos teus olhos é deveras impressionante.

- Herdei-os da minha mãe. – Disse um pouco nervosa.

- Pois bem Reno.- Disse o velho, e neste momento entra uma rapariga pela tenda vestida de branco e coloca-se ao lado de Reiko. – Vais para atrás daquele biombo para tirares a vestimenta para eu te examinar.

- Tiro o quê? - Sentia-se como se tivesse sido alvejada por uma bala.

- A roupa. Eu sou médico e essa moça a tua beira e a minha ajudante. Venho examinar os homens para ver se estão saudáveis. - Disse severo.

- Pois mas eu não me sinto muito a vontade. – Olhava atrapalha para o medico e para a ajudante. Queria ter calma, mas esta à muito que abandonara por completo o seu corpo.

- O filho somos os 2 homens, não há motivo para te sentires desconfortável. É a minha ajudante que te coloca desconfortável? - Colocando um riso um pouco perverso.

- Não, de maneira nenhuma, mas... – começava a entrar em pânico. – Eu fiz uma ferida há pouco tempo, e não pode estar em contacto com o ar. -Quando acabou de dizer isto teve a noção que fizera a maior asneira que podia ter feito.

- Uma ferida? Bom, então é melhor que eu a examine. Devias estar grato por teres um médico, para a tratar, pois não são todos os dias que isso acontece.

- Não é necessário, eu mesmo a tratei, obrigado. Não gaste mais tempo comigo. - Estava completamente tomada pelo pânico.

- Meu jovem, estas a começar-me a chatear. Fazes o que eu te digo, ou a minha ajudante tem de te obrigar a despir?



Reiko, arregalou os olhos, e recuou um pouco mas foi logo segura pela rapariga que estava atrás dela. A rapariga, pediu licença e começou logo a desapertar a roupa de Reiko. Esta, tomada pelo pânico e assustada, começou a resistir tanto que também o médico, teve de ir tentar domar a jovem que se debatia ferozmente.

Tens de entrar para responderes neste tópico.