Destino ( Actualizado 28/05- 7ºCapítulo)
Capitulo anterior:
“Tio Taiki!!” – Saltou para o colo de Taiki – “ Continuas o mesmo, sempre de portátil ao lado!”
“Quem é esta menina?” – Perguntou ao ver Usagi e Seiya.
“Longa história” – Disseram ambos.
Capitulo 5: O verdadeiro Reino da Lua
“ Eu explico, sim?” – Pediu Hoshi as seus futuros pais.
“Sim, mas vamos andando para casa, está a ficar tarde e frio!” – Disse Usagi.
Durante o caminho Hoshi contara tudo o que Seiya e Usagi sabiam. Falou de ChibiUsa e do seu empenho e sucesso nas aulas, com a ajuda da Ami. A Minako ajudava-a nas aulas de dança. Era um Hobby que adorava. O resto do caminho foi a falar sobre o presente. Taiki, Seiya, Yaten e Ami falaram de como eram as coisas no presente. Seiya, Taiki e Yaten falaram dos Three Lights e do planeta Kinmoku. Ami falou de como era Usagi agora e do ultimo inimigo que tiveram.
Usagi e Minako estavam um pouco mais atrás, ambas caladas e inquietas.
“Que se passa Usagi-chan?”
“Aconteceu tudo muito de repente. Não achas que está algo aqui de errado?”
“Não sinto que esteja algo errado, mas sinto que ainda há muito por contar. E isso pode também ter a ver com o comportamento do Mamoru.”
“Tu já sabias não era? Ele estava muito estranho. A verdade é que, a primeira vez que o vi, ele disse que as coisas mudaram. Já deve saber de alguma coisa.”
“Era uma boa ideia falar com ele, pode saber mais do que nos. Mas não vais sozinha, eu ou alguém mais irá contigo.”
“Sim, também não quero ir sozinha.”
Hoshi foi a primeira a adormecer. Mal chegara ao apartamento deitara-se no sofá e assim ficou. Seiya colocou uma almofada e uma manta por cima dela para não passar frio durante a noite. Taiki, Yaten e Ami foram ver um possível retorno dos Three Lights. Iriam começar por um concerto ou um anúncio na TV.
Usagi, Minako e Seiya estavam a conversar no quarto.
“Estás a querer dizer que deves ir falar com o Mamoru?!”
“Sim, ele deve saber mais do que nós! Porque não? Eu não vou sozinha, irei arranjar alguém para ir comigo. Talvez a Haruka, duvido que ele me faça algo com ela lá!”
“Isto é de malucos.” – Disse Seiya a negar com a cabeça. – “Vou ver como estão os outros. Avisa-me depois.”
“Vês! Ele ficou todo chateado e não aceitou!”
“Está preocupado contigo. Vê-se mesmo que gosta de ti” – Disse Minako com um suspiro. Usagi corou com o que ouvira.
“Estou com uma dor de cabeça impossível. Começou-me a doer quando conheci a Hoshi. Mas agora está a ficar pior!” – Disse Usagi a por as mãos na cabeça.
“Já é tarde, deves estar muito cansada. Mas a verdade é que a mim também me dói a cabeça. Não parece que seja nada demais. Vou ter com eles, vai descansar.” – Minako deu um beijo na testa de Usagi e saiu.
Usagi ficara sozinha. Vestiu o pijama e deitou-se por baixo dos cobertores. Sentia frio e as dores de cabeça não paravam de aumentar. Os olhos começavam a ficar embaciados e as primeiras tonturas apareceram. Usagi entrou em pânico mas não conseguira chamar ninguém. Tentava-se levantar, mas sem sucesso. Acabou por desistir de tanto cansaço e entregou-se a esta dor silenciosa.
No outro lado, estavam a acabar de apontar os números de telefone de alguns experientes em musica. Já estava tudo decidido. Iriam começar com um concerto e cantar as músicas anteriores. Mais tarde começariam um novo álbum com novas músicas. Minako estava empolgada, iria ajuda-los mais uma vez. Yaten deu a ideia de ela cantar uma música com eles. Lembrara-se do dia do concurso que Minako participara. Adorou vela a cantar.
“Nunca esperei ouvir isso de ti!” – Disse Seiya ainda espantado.
“Pois é… As coisas mudam, não é?”
“Eu sei que as coisas mudaram, mas ainda estou à espera que me digam” – Seiya olhou para Yaten e depois para Minako.
“Acho que não há muito para dizer” – Disse Minako ao agarrar na mão de Yaten – “Né Yaten?”
“O Seiya gosta de pormenores.” – Disse Taiki – “E eu também!”
“Nem eu sei como foi, aconteceu tudo muito de repente.” – Disse Minako a rir-se – “Mas não esperava nada que isto acontecesse.”
“Nem eu. O Yaten é tão frio e malvado!”- Disse Seiya a tentar puxar algo da conversa mas não teve sucesso.
“Bem, eu tenho de ir embora. Já é muito tarde, a minha mãe começa a ficar preocupada.” – Disse Ami a preparar-se para sair.
“Eu levo-te” – Disse Taiki – “Até já.”
“Até manha Ami-chan!” – Disseram Seiya, Yaten e Minako.
“Esta dor de cabeça não para!” – Disse Minako ao fechar os olhos. – “Seiya devias ir ver a Usagi-chan. Ela também estava com dores de cabeça. Mas devia estar pior que eu!”
“É melhor deitares-te” – Disse Yaten. Ajudou-a a levantar-se e ambos foram para o quarto.
Seiya fechou a portas atrás de si. Vira Usagi a dormir, mas estava bastante agitada. Os lençóis estavam caídos no chão e apenas estava coberta por um pouco do cobertor. Seiya pegou nos cobertores e voltou a cobri-la para ficar quente. A pele dela estava pálida e fria, mas via pequenas gotas na testa.
“Como é possível?” – Perguntou Seiya. – “ Odango, Odango.” – Usagi continuava de olhos fechados.
Seiya acabou por deitar-se junto dela. Talvez estivesse a ter um pesadelo e isso explicava a agitação e o suor. Agarrou-a pela cintura e acabara por adormecer.
Usagi voltara ao Reino da Lua. O vento soprava suavemente e Usagi sentiu a brisa quente do verão. Parecia uma noite calma e tranquila. Mas ouvira muitos risos vindo de dentro do edifício. Decidira então ir ver o que se passava. Na sala grande, onde se ocorriam as festas, amontoavam-se pessoas que nunca vira. Havia mordomos por todo o lado, e enormes mesas com comida, todas em fila. Usagi tentava identificar algumas pessoas, mas era quase impossível. Ao fundo, junto a uma janela encontrara uma mulher de cabelos brancos com dois odangos. Tinha um longo vestido branco, que combinava perfeitamente com os cabelos. A rainha Serenity estava junto de um homem de cabelos pretos. Usagi sabia que era Endymion. Ambos conversavam alegremente.
Usagi decidiu continuar o caminho e tentar descobrir a razão porque estava ali. Ouviu uns barulhos vindos do seu quarto e decidiu espreitar. Lá dentro estava ela e as suas amigas. Estavam-se a arranjar para o baile. Ami tinha um vestido azul que lhe dava pelos joelhos. O cabelo estava atado com um totó o que lhe dava um ar muito diferente. Makoto estava com um vestido verde-escuro e com um casaco cor-de-rosa. O seu cabelo estava como sempre, o que lhe dava um toque familiar para Usagi. Rei e Minako estavam parecidas. Os vestidos eram praticamente iguais, apenas mudavam a cor. O de Rei era vermelho e o de Minako era amarelo. Ambas tinham o cabelo feito em trança, presa com um laço. Sentada no tocador estava ela mesma com os seus odangos. Tinha um vestido que lhe dava pelos pés cor-de-rosa claro. Minako estava a acabar de lhe por a maquilhagem. Parecia uma mulher diferente.
“Estás linda Serenity!” – Dissera Ami.
“Estamos todas lindas.” – Corrigira Serenity.
“Sim estamos. Os guerreiros do planeta Kinmoku vão ficar de boca aberta!” – Dissera Minako a piscar o olhos às amigas.
As cinco raparigas saíram do quarto e foram para a sala onde decorria a festa. Usagi fora atrás delas. A sala agora parecia um concerto dos Three Lights. Mais pessoas tinham chegado e agora era quase impossível ver o chão. Junto da porta de entrada encontrava-se a princesa Kakyuu e três homens com um rabo-de-cavalo. Usagi sabia quem eram e ficou espantada por estarem lá numa altura daquelas.
Queria aproximar-se mais para ouvir a conversa que eles estavam a ter com a princesa. Não sabia se as pessoas a podiam a ver mas decidiu arriscar. Conseguiu passar por um grupo de senhoras que não a viu. Concluiu então que não havia risco de andar à vontade por lá.
“Princesa este reino é muito estranho” – Disse Seiya.
“Eu sei Seiya. Há algo que não bate certo aqui. Sinto que o mal está perto.” – A princesa Kakyuu olhou para as escadas que davam para a parte de cima da sala. – “Vêm aí as princesas.”
Usagi e os restantes três olharam para as escadas. Reparou que os Three Lights arregalavam os olhos ao ver as cinco raparigas descerem. A princesa Kakyuu sorriu para elas e dirigiu-se para as cumprimentar.
“Sou a princesa Kakyuu do planeta Kinmoku. É um enorme prazer estar aqui convosco.”
“O prazer é todo nosso. Ficamos contentes por ter aceite o nosso convite.” – Disse Serenity.
“Estes aqui são os meus guerreiros. Seiya, Yaten e Taiki.” – Apontou para cada um deles à medida que dizia os nomes. Os três cumprimentaram as princesas com um beijo na mão.
O tempo restante Usagi reparou como Serenity e Seiya conversavam. Fez-lhe lembrar o presente. Davam-se muito bem, pareciam cara-metade. Ami e Minako dançavam com Taiki e Yaten, respectivamente. Rei e Makoto dançavam com outros dois homens que Usagi não conhecia mas que pareciam familiares.
O tempo decorreu rápido para Usagi. Enquanto as cinco princesas dançavam, Usagi andou pelo edifício à procura de informação, mas sem sucesso. Decidiu andar pelo jardim, apanhar um pouco de ar. Estava confusa. Não percebia porque estava ali, nem o porquê da princesa Kakyuu e os outros estarem aqui. No meio de árvores, Usagi encontrou Endymon. Estava sozinho mas parecia que estava a falar com alguém. Aproximou-se um pouco mais para tentar ouvir o que dizia.
“Minha rainha, o tempo está a chegar.” – Os olhos de Endymon estavam pretos, idênticos às de um corvo. Era assustadora a expressão dele. Estava muito pálido e com grandes olheiras.
“Prepara o teu exército. Iremos atacar daqui a pouco tempo” – Disse alguém, com voz de mulher.
Usagi sentiu um aperto no coração. Não dava para acreditar o que tinha visto. Endymon estava possuído por um demónio qualquer e estava a ser usado. Iria atacar o Reino da Lua com o exército da Terra. Usagi voltou para sala onde decorria o baile. As princesas e os Three Lights já não estavam lá. Decidiu procura-los por toda a parte. Tinha de saber o que iria acontecer. A história que sabia do passado não tinha nada à ver com esta.
Ao fundo do corredor que dava para a cozinha encontrou Makoto e Rei sentadas no chão. Rei chorava enquanto Makoto a consolava. Usagi sentiu que as coisas estavam a piorar e decidiu apressar-se. Tinha de encontrar a princesa Serenity e ver o que lhe estava a acontecer. Ouviu vozes vindas do quarto de Minako e decidiu ver. Não parecia nada de errado. Estava Yaten e ela apenas a conversarem. Correu ao longo do enorme corredor que dava para os quartos das princesas mas não havia sinais de Serenity.
Usagi ouviu gritos vindos do jardim. Junto das árvores estava Endymon a agarrar o pescoço de Serenity. Atrás dele estava a Rainha Beryl e dois homens. Os mesmos homens que estavam a dançar com Makoto e Rei.
“Mata-a príncipe de Terra.” – Disse a Rainha Beryl.
Usagi sentia o mesmo que Serenity estava a sentir. O aperto forte da mão de Endymon no pescoço dela estava-a a sufocar.
“STAR SERIOUS LASER!” – O ataque de Fighter fez com que Endeymon retrocede-se e liberta-se Serenity. Usagi viu as restantes senshis junto de Serenity prontas para lutar.
“Vocês iram todas morrer!” – Disse o homem que dançara com Rei.
“Seliam… Não acredito!” – Rei começou a chorar ao ouvir o que homem disse.
O combate entre os dois homens e as senshis foi muito renhido. Serenity estava junto de Fighter enquanto esta lutava contra Endymon. Healer e Maker lutavam contra o homem que dançara com Makoto e as restantes contra o Seliam.
Endymon parecia dez vezes mais fortes do que o que era. Os poderes que a rainha Beryl lhe dera faziam dele mais poderoso do que Fighter. Jupiter e Marte foram as primeiras a sofrerem o golpe. Ambas caíram no chão com duas facas espetadas no coração.
“Não!” – Serenity foi a correr para junto das amigas – “Aguenta-te Júpiter, Marte!” – Abraçou as duas.
Fighter viu o que acontecera e perdeu a atenção de Endymon o que deu a oportunidade a este para lhe apanhar por trás. Com a espada que tinha na mão esquerda, espetou Fighter três vezes atingindo, a ultima no coração.
Usagi não se conseguia mover. Viu todas as suas amigas a morrer. Viu Fighter a ser morta pela pessoa que julgava amar para o resto da vida. Serenity estava sentada junto de Fighter a tirar a espada que estava espetada no coração. Estava destroçada. Sentiu um enorme carinho por esta pessoa. Um carinho e uma ligação muito forte por ela. Muito maior do que a ligação que sentia por Endymon. Sebia que a amava desde o momento que a viu e que não estava preparada para isto. Endymon aproximou-se dela e preparou o seu último golpe.
“Endymon…” – Sussurrou Serenity – “Nunca mais te perdoarei.”
Seiya acordou com os gritos de Usagi. Sentiu o corpo dela a tremer e os pingos de suor a sair pela testa. Tentou chama-la mas ela não acordou. Seiya pegou no balde de água e com um pano molhado limpou a cara de Usagi.
“Fighter! Seiya!” – Sussurrou Usagi enquanto sonhava.
Seiya agarrou a mão dela. – “Estou aqui”.
Usagi abriu os olhos e deparou-se com a rainha Serenity e a princessa Kakyuu a falarem. Estavam numa sala com janelas que dava para o baile. Conseguia ver da janela as pessoas a serem atacadas pelo exército de Endymon.
“Não acredito que isto está a acontecer!” – Disse a rainha Serenity a chorar.
“Temos de fazer algo! Eu vi, eu vi as princesas a serem mortas! Foi tudo obra daquele príncipe que tanto gostas! Os meus guerreiros morreram a tentar salvar as princesas!” – Disse a princesa Kakyuu.
“Volta para o teu planeta. Eu irei dar vida a todos de novo. Mas vão ser novas pessoas, com novas vidas noutro lugar. Por favor, não lhes contes nada do que ocorreu.” – A rainha Serenity foi ao encontro do inimigo enquanto a princesa Kakyuu desapareceu.
Usagi acordou com os primeiros raios de sol. Sentia-se muito zonza e cansada. Não percebeu o que acontecera, se era apenas um sonho fruto da sua imaginação ou algo mais. A dor de cabeça tinha passado o que era bom. Usagi estava sozinha no quarto. Reparou que tinha um pano na testa e tirou-o.
“O Seiya deve ter acordado com a minha agitação.” – Pensou Usagi para si. - “Será que aconteceu algo entre mim e ele no passado? Não deu para perceber bem…”
“Já acordas-te?” – Disse Seiya ao entrar no quarto com o pequeno-almoço no tabuleiro.
“Sim, mas estou cansada. Tive um pesadelo muito mau!”
“Eu sei. E ouvi gritares por mim. Que aconteceu lá?”
“Foi um sonho… Sobre o passado. E tu estavas lá, com a tua princesa.”
“Hum, parece confuso. Se calhar tiveste esse sonho porque apareceu a Hoshi e a tua imaginação é muito fértil!” – Riu-se e beijou a testa de Usagi – “Já passou de qualquer maneira.”
No outro quarto, Minako acordará com um pesadelo. Reparou que Yaten ainda dormia. Tentou sair da cama sem fazer barulho e dirigiu-se ao quarto de Seiya.
“Usagi-chan precisamos de falar” – Disse Minako com lágrimas na cara. – “Tive um pesadelo horrível, sobre o passado!”
“Tu também?” – Ambas as raparigas entreolharam-se.
“Tio Taiki!!” – Saltou para o colo de Taiki – “ Continuas o mesmo, sempre de portátil ao lado!”
“Quem é esta menina?” – Perguntou ao ver Usagi e Seiya.
“Longa história” – Disseram ambos.
Capitulo 5: O verdadeiro Reino da Lua
“ Eu explico, sim?” – Pediu Hoshi as seus futuros pais.
“Sim, mas vamos andando para casa, está a ficar tarde e frio!” – Disse Usagi.
Durante o caminho Hoshi contara tudo o que Seiya e Usagi sabiam. Falou de ChibiUsa e do seu empenho e sucesso nas aulas, com a ajuda da Ami. A Minako ajudava-a nas aulas de dança. Era um Hobby que adorava. O resto do caminho foi a falar sobre o presente. Taiki, Seiya, Yaten e Ami falaram de como eram as coisas no presente. Seiya, Taiki e Yaten falaram dos Three Lights e do planeta Kinmoku. Ami falou de como era Usagi agora e do ultimo inimigo que tiveram.
Usagi e Minako estavam um pouco mais atrás, ambas caladas e inquietas.
“Que se passa Usagi-chan?”
“Aconteceu tudo muito de repente. Não achas que está algo aqui de errado?”
“Não sinto que esteja algo errado, mas sinto que ainda há muito por contar. E isso pode também ter a ver com o comportamento do Mamoru.”
“Tu já sabias não era? Ele estava muito estranho. A verdade é que, a primeira vez que o vi, ele disse que as coisas mudaram. Já deve saber de alguma coisa.”
“Era uma boa ideia falar com ele, pode saber mais do que nos. Mas não vais sozinha, eu ou alguém mais irá contigo.”
“Sim, também não quero ir sozinha.”
Hoshi foi a primeira a adormecer. Mal chegara ao apartamento deitara-se no sofá e assim ficou. Seiya colocou uma almofada e uma manta por cima dela para não passar frio durante a noite. Taiki, Yaten e Ami foram ver um possível retorno dos Three Lights. Iriam começar por um concerto ou um anúncio na TV.
Usagi, Minako e Seiya estavam a conversar no quarto.
“Estás a querer dizer que deves ir falar com o Mamoru?!”
“Sim, ele deve saber mais do que nós! Porque não? Eu não vou sozinha, irei arranjar alguém para ir comigo. Talvez a Haruka, duvido que ele me faça algo com ela lá!”
“Isto é de malucos.” – Disse Seiya a negar com a cabeça. – “Vou ver como estão os outros. Avisa-me depois.”
“Vês! Ele ficou todo chateado e não aceitou!”
“Está preocupado contigo. Vê-se mesmo que gosta de ti” – Disse Minako com um suspiro. Usagi corou com o que ouvira.
“Estou com uma dor de cabeça impossível. Começou-me a doer quando conheci a Hoshi. Mas agora está a ficar pior!” – Disse Usagi a por as mãos na cabeça.
“Já é tarde, deves estar muito cansada. Mas a verdade é que a mim também me dói a cabeça. Não parece que seja nada demais. Vou ter com eles, vai descansar.” – Minako deu um beijo na testa de Usagi e saiu.
Usagi ficara sozinha. Vestiu o pijama e deitou-se por baixo dos cobertores. Sentia frio e as dores de cabeça não paravam de aumentar. Os olhos começavam a ficar embaciados e as primeiras tonturas apareceram. Usagi entrou em pânico mas não conseguira chamar ninguém. Tentava-se levantar, mas sem sucesso. Acabou por desistir de tanto cansaço e entregou-se a esta dor silenciosa.
No outro lado, estavam a acabar de apontar os números de telefone de alguns experientes em musica. Já estava tudo decidido. Iriam começar com um concerto e cantar as músicas anteriores. Mais tarde começariam um novo álbum com novas músicas. Minako estava empolgada, iria ajuda-los mais uma vez. Yaten deu a ideia de ela cantar uma música com eles. Lembrara-se do dia do concurso que Minako participara. Adorou vela a cantar.
“Nunca esperei ouvir isso de ti!” – Disse Seiya ainda espantado.
“Pois é… As coisas mudam, não é?”
“Eu sei que as coisas mudaram, mas ainda estou à espera que me digam” – Seiya olhou para Yaten e depois para Minako.
“Acho que não há muito para dizer” – Disse Minako ao agarrar na mão de Yaten – “Né Yaten?”
“O Seiya gosta de pormenores.” – Disse Taiki – “E eu também!”
“Nem eu sei como foi, aconteceu tudo muito de repente.” – Disse Minako a rir-se – “Mas não esperava nada que isto acontecesse.”
“Nem eu. O Yaten é tão frio e malvado!”- Disse Seiya a tentar puxar algo da conversa mas não teve sucesso.
“Bem, eu tenho de ir embora. Já é muito tarde, a minha mãe começa a ficar preocupada.” – Disse Ami a preparar-se para sair.
“Eu levo-te” – Disse Taiki – “Até já.”
“Até manha Ami-chan!” – Disseram Seiya, Yaten e Minako.
“Esta dor de cabeça não para!” – Disse Minako ao fechar os olhos. – “Seiya devias ir ver a Usagi-chan. Ela também estava com dores de cabeça. Mas devia estar pior que eu!”
“É melhor deitares-te” – Disse Yaten. Ajudou-a a levantar-se e ambos foram para o quarto.
Seiya fechou a portas atrás de si. Vira Usagi a dormir, mas estava bastante agitada. Os lençóis estavam caídos no chão e apenas estava coberta por um pouco do cobertor. Seiya pegou nos cobertores e voltou a cobri-la para ficar quente. A pele dela estava pálida e fria, mas via pequenas gotas na testa.
“Como é possível?” – Perguntou Seiya. – “ Odango, Odango.” – Usagi continuava de olhos fechados.
Seiya acabou por deitar-se junto dela. Talvez estivesse a ter um pesadelo e isso explicava a agitação e o suor. Agarrou-a pela cintura e acabara por adormecer.
Usagi voltara ao Reino da Lua. O vento soprava suavemente e Usagi sentiu a brisa quente do verão. Parecia uma noite calma e tranquila. Mas ouvira muitos risos vindo de dentro do edifício. Decidira então ir ver o que se passava. Na sala grande, onde se ocorriam as festas, amontoavam-se pessoas que nunca vira. Havia mordomos por todo o lado, e enormes mesas com comida, todas em fila. Usagi tentava identificar algumas pessoas, mas era quase impossível. Ao fundo, junto a uma janela encontrara uma mulher de cabelos brancos com dois odangos. Tinha um longo vestido branco, que combinava perfeitamente com os cabelos. A rainha Serenity estava junto de um homem de cabelos pretos. Usagi sabia que era Endymion. Ambos conversavam alegremente.
Usagi decidiu continuar o caminho e tentar descobrir a razão porque estava ali. Ouviu uns barulhos vindos do seu quarto e decidiu espreitar. Lá dentro estava ela e as suas amigas. Estavam-se a arranjar para o baile. Ami tinha um vestido azul que lhe dava pelos joelhos. O cabelo estava atado com um totó o que lhe dava um ar muito diferente. Makoto estava com um vestido verde-escuro e com um casaco cor-de-rosa. O seu cabelo estava como sempre, o que lhe dava um toque familiar para Usagi. Rei e Minako estavam parecidas. Os vestidos eram praticamente iguais, apenas mudavam a cor. O de Rei era vermelho e o de Minako era amarelo. Ambas tinham o cabelo feito em trança, presa com um laço. Sentada no tocador estava ela mesma com os seus odangos. Tinha um vestido que lhe dava pelos pés cor-de-rosa claro. Minako estava a acabar de lhe por a maquilhagem. Parecia uma mulher diferente.
“Estás linda Serenity!” – Dissera Ami.
“Estamos todas lindas.” – Corrigira Serenity.
“Sim estamos. Os guerreiros do planeta Kinmoku vão ficar de boca aberta!” – Dissera Minako a piscar o olhos às amigas.
As cinco raparigas saíram do quarto e foram para a sala onde decorria a festa. Usagi fora atrás delas. A sala agora parecia um concerto dos Three Lights. Mais pessoas tinham chegado e agora era quase impossível ver o chão. Junto da porta de entrada encontrava-se a princesa Kakyuu e três homens com um rabo-de-cavalo. Usagi sabia quem eram e ficou espantada por estarem lá numa altura daquelas.
Queria aproximar-se mais para ouvir a conversa que eles estavam a ter com a princesa. Não sabia se as pessoas a podiam a ver mas decidiu arriscar. Conseguiu passar por um grupo de senhoras que não a viu. Concluiu então que não havia risco de andar à vontade por lá.
“Princesa este reino é muito estranho” – Disse Seiya.
“Eu sei Seiya. Há algo que não bate certo aqui. Sinto que o mal está perto.” – A princesa Kakyuu olhou para as escadas que davam para a parte de cima da sala. – “Vêm aí as princesas.”
Usagi e os restantes três olharam para as escadas. Reparou que os Three Lights arregalavam os olhos ao ver as cinco raparigas descerem. A princesa Kakyuu sorriu para elas e dirigiu-se para as cumprimentar.
“Sou a princesa Kakyuu do planeta Kinmoku. É um enorme prazer estar aqui convosco.”
“O prazer é todo nosso. Ficamos contentes por ter aceite o nosso convite.” – Disse Serenity.
“Estes aqui são os meus guerreiros. Seiya, Yaten e Taiki.” – Apontou para cada um deles à medida que dizia os nomes. Os três cumprimentaram as princesas com um beijo na mão.
O tempo restante Usagi reparou como Serenity e Seiya conversavam. Fez-lhe lembrar o presente. Davam-se muito bem, pareciam cara-metade. Ami e Minako dançavam com Taiki e Yaten, respectivamente. Rei e Makoto dançavam com outros dois homens que Usagi não conhecia mas que pareciam familiares.
O tempo decorreu rápido para Usagi. Enquanto as cinco princesas dançavam, Usagi andou pelo edifício à procura de informação, mas sem sucesso. Decidiu andar pelo jardim, apanhar um pouco de ar. Estava confusa. Não percebia porque estava ali, nem o porquê da princesa Kakyuu e os outros estarem aqui. No meio de árvores, Usagi encontrou Endymon. Estava sozinho mas parecia que estava a falar com alguém. Aproximou-se um pouco mais para tentar ouvir o que dizia.
“Minha rainha, o tempo está a chegar.” – Os olhos de Endymon estavam pretos, idênticos às de um corvo. Era assustadora a expressão dele. Estava muito pálido e com grandes olheiras.
“Prepara o teu exército. Iremos atacar daqui a pouco tempo” – Disse alguém, com voz de mulher.
Usagi sentiu um aperto no coração. Não dava para acreditar o que tinha visto. Endymon estava possuído por um demónio qualquer e estava a ser usado. Iria atacar o Reino da Lua com o exército da Terra. Usagi voltou para sala onde decorria o baile. As princesas e os Three Lights já não estavam lá. Decidiu procura-los por toda a parte. Tinha de saber o que iria acontecer. A história que sabia do passado não tinha nada à ver com esta.
Ao fundo do corredor que dava para a cozinha encontrou Makoto e Rei sentadas no chão. Rei chorava enquanto Makoto a consolava. Usagi sentiu que as coisas estavam a piorar e decidiu apressar-se. Tinha de encontrar a princesa Serenity e ver o que lhe estava a acontecer. Ouviu vozes vindas do quarto de Minako e decidiu ver. Não parecia nada de errado. Estava Yaten e ela apenas a conversarem. Correu ao longo do enorme corredor que dava para os quartos das princesas mas não havia sinais de Serenity.
Usagi ouviu gritos vindos do jardim. Junto das árvores estava Endymon a agarrar o pescoço de Serenity. Atrás dele estava a Rainha Beryl e dois homens. Os mesmos homens que estavam a dançar com Makoto e Rei.
“Mata-a príncipe de Terra.” – Disse a Rainha Beryl.
Usagi sentia o mesmo que Serenity estava a sentir. O aperto forte da mão de Endymon no pescoço dela estava-a a sufocar.
“STAR SERIOUS LASER!” – O ataque de Fighter fez com que Endeymon retrocede-se e liberta-se Serenity. Usagi viu as restantes senshis junto de Serenity prontas para lutar.
“Vocês iram todas morrer!” – Disse o homem que dançara com Rei.
“Seliam… Não acredito!” – Rei começou a chorar ao ouvir o que homem disse.
O combate entre os dois homens e as senshis foi muito renhido. Serenity estava junto de Fighter enquanto esta lutava contra Endymon. Healer e Maker lutavam contra o homem que dançara com Makoto e as restantes contra o Seliam.
Endymon parecia dez vezes mais fortes do que o que era. Os poderes que a rainha Beryl lhe dera faziam dele mais poderoso do que Fighter. Jupiter e Marte foram as primeiras a sofrerem o golpe. Ambas caíram no chão com duas facas espetadas no coração.
“Não!” – Serenity foi a correr para junto das amigas – “Aguenta-te Júpiter, Marte!” – Abraçou as duas.
Fighter viu o que acontecera e perdeu a atenção de Endymon o que deu a oportunidade a este para lhe apanhar por trás. Com a espada que tinha na mão esquerda, espetou Fighter três vezes atingindo, a ultima no coração.
Usagi não se conseguia mover. Viu todas as suas amigas a morrer. Viu Fighter a ser morta pela pessoa que julgava amar para o resto da vida. Serenity estava sentada junto de Fighter a tirar a espada que estava espetada no coração. Estava destroçada. Sentiu um enorme carinho por esta pessoa. Um carinho e uma ligação muito forte por ela. Muito maior do que a ligação que sentia por Endymon. Sebia que a amava desde o momento que a viu e que não estava preparada para isto. Endymon aproximou-se dela e preparou o seu último golpe.
“Endymon…” – Sussurrou Serenity – “Nunca mais te perdoarei.”
Seiya acordou com os gritos de Usagi. Sentiu o corpo dela a tremer e os pingos de suor a sair pela testa. Tentou chama-la mas ela não acordou. Seiya pegou no balde de água e com um pano molhado limpou a cara de Usagi.
“Fighter! Seiya!” – Sussurrou Usagi enquanto sonhava.
Seiya agarrou a mão dela. – “Estou aqui”.
Usagi abriu os olhos e deparou-se com a rainha Serenity e a princessa Kakyuu a falarem. Estavam numa sala com janelas que dava para o baile. Conseguia ver da janela as pessoas a serem atacadas pelo exército de Endymon.
“Não acredito que isto está a acontecer!” – Disse a rainha Serenity a chorar.
“Temos de fazer algo! Eu vi, eu vi as princesas a serem mortas! Foi tudo obra daquele príncipe que tanto gostas! Os meus guerreiros morreram a tentar salvar as princesas!” – Disse a princesa Kakyuu.
“Volta para o teu planeta. Eu irei dar vida a todos de novo. Mas vão ser novas pessoas, com novas vidas noutro lugar. Por favor, não lhes contes nada do que ocorreu.” – A rainha Serenity foi ao encontro do inimigo enquanto a princesa Kakyuu desapareceu.
Usagi acordou com os primeiros raios de sol. Sentia-se muito zonza e cansada. Não percebeu o que acontecera, se era apenas um sonho fruto da sua imaginação ou algo mais. A dor de cabeça tinha passado o que era bom. Usagi estava sozinha no quarto. Reparou que tinha um pano na testa e tirou-o.
“O Seiya deve ter acordado com a minha agitação.” – Pensou Usagi para si. - “Será que aconteceu algo entre mim e ele no passado? Não deu para perceber bem…”
“Já acordas-te?” – Disse Seiya ao entrar no quarto com o pequeno-almoço no tabuleiro.
“Sim, mas estou cansada. Tive um pesadelo muito mau!”
“Eu sei. E ouvi gritares por mim. Que aconteceu lá?”
“Foi um sonho… Sobre o passado. E tu estavas lá, com a tua princesa.”
“Hum, parece confuso. Se calhar tiveste esse sonho porque apareceu a Hoshi e a tua imaginação é muito fértil!” – Riu-se e beijou a testa de Usagi – “Já passou de qualquer maneira.”
No outro quarto, Minako acordará com um pesadelo. Reparou que Yaten ainda dormia. Tentou sair da cama sem fazer barulho e dirigiu-se ao quarto de Seiya.
“Usagi-chan precisamos de falar” – Disse Minako com lágrimas na cara. – “Tive um pesadelo horrível, sobre o passado!”
“Tu também?” – Ambas as raparigas entreolharam-se.
Lunni...
... sua fic cada dia fica bem mas interesante...
vim aqui mim queixar e falar pq vc nunca mas tinha postado, e percebi que vc já tinha postado e eu não tinha visto
tenho que lhe dizer que sua historia cada dia melhora...
... estou super ansiosa pela continuação...
nossa quer dizer que Endymon é do mal????
e chibi-usa como vai nascer... acredito eu que usagi não vai querer ficar com ele depois deste sonho... creio que ela vai perceber que ele é do mal...
mas estarei aqui espero que não demores a postar
beijão
... sua fic cada dia fica bem mas interesante...
vim aqui mim queixar e falar pq vc nunca mas tinha postado, e percebi que vc já tinha postado e eu não tinha visto

tenho que lhe dizer que sua historia cada dia melhora...
... estou super ansiosa pela continuação...
Minha rainha, o tempo está a chegar.” – Os olhos de Endymon estavam
pretos, idênticos às de um corvo. Era assustadora a expressão dele.
Estava muito pálido e com grandes olheiras.
nossa quer dizer que Endymon é do mal????
e chibi-usa como vai nascer... acredito eu que usagi não vai querer ficar com ele depois deste sonho... creio que ela vai perceber que ele é do mal...

mas estarei aqui espero que não demores a postar
beijão


eu escolho te louvar senhor
com tudo o que sou, da minha vontade eu abro mão, pois eu escolho o som do céu....
ruuteee. escreveu:aii credo, rapariga!Desculpa o atrasado, mas tenho andado um pouco ocupada com os trabalhos da universidade
põe mais capítulos *-*
nunca mais postaste, estão tão ansiosa por ler mais :b
. Agora ando atarefada com muitos trabalhos e testes e começo a ter já exames no final de maio; mas é bom ver que tenho uma leitora muito interessada na minha fanfic, obrigada
Capitulo anterior:
No outro quarto, Minako acordará com um pesadelo. Reparou que Yaten ainda dormia. Tentou sair da cama sem fazer barulho e dirigiu-se ao quarto de Seiya.
“Usagi-chan precisamos de falar” – Disse Minako com lágrimas na cara. – “Tive um pesadelo horrível, sobre o passado!”
“Tu também?” – Ambas as raparigas entreolharam-se.
Capitulo 6: Raiden
“O teu sonho foi idêntico ao meu…” – Disse Minako enquanto tentava colocar em ordem tudo o que tinha ouvido de Usagi.
“Sim, mas é melhor não começarmos a tirar altas conclusões. Vamos esperar e ver se as outras tiveram o mesmo sonho. Até pode ser da nossa imaginação.
Seiya ouviu atentamente o que ambas estavam a conversar. Não tivera nenhum sonho desse género nem se lembra de alguma vez ouvir falar de algo sobre o reino da Lua. Se este sonho tivesse realmente acontecido no passado, de certeza que a sua princesa sabia e o diria.
Sem dizer uma palavra, Seiya dirigiu-se à sala para ver como Hoshi estava. Ainda dormia pacificamente. A sua cara estava serena e conseguia-se notar um pequeno sorriso nos seus lábios. Devia estar a sonhar com algo que a deixava feliz.
“Ao menos alguém que ainda conseguia estar bem e despreocupada nesta casa.” – Disse Seiya ao beijar a testa de Hoshi.
No quarto de Seiya, Minako e Usagi ainda discutiam sobre o sonho que tiveram.
“Este sonho pode estar relacionado com o aparecimento deste novo inimigo e da Hoshi.” – Disse Minako pensativa.
“Mas porquê? Que parvoíce Mina-chan! Porque haveria de ter algo?
“Não sei, é apenas uma hipótese. Mas também, não vale a pena bater no ceguinho não é? Não nos vamos preocupar mais com isto! Já temos bastantes preocupações que cheguem”
“Por falar nisso… Vou ver se falo com a Haruka, ficaram por comprar a câmara. Não sei como é que ela irá por lá dentro, mas espero que não conte comigo!” – Usagi começou ficar arrepiada quando se lembrou de ver aquela casa abandonada. Parecia mesmo vinda de um filme de terror.
“Boa ideia. Vou ter com o Yaten, deve estar a acordar e eu quero estar com ele.” – Disse Minako a piscar o olho.
Ao ficar sozinha no quarto, Usagi pegou no seu telemóvel e começou a procurar o número de Haruka. Depois de algum tempo a tocar, uma voz feminina atendeu a chamada.
“Haruka-chan, desculpa estar a ligar-te, mas queria saber como vão os preparativos para o nosso plano de descobrir afinal quem é o nosso inimigo.”
“Koneko-chan não te tens de preocupar com isso. Já temos a câmara e ainda hoje vamos a meter lá. Está tudo calmo por ai?”
“Sim está. Apenas tive um pesadelo péssimo! Sobre o passado…”
“Queres falar sobre isso?”
“Falamos depois. Já tive uma dose de conversa com a Minako sobre isso. Vou ver da Hoshi. Bye bye!”
A sala estava ainda com as luzes apagadas. Era provável que Hoshi ainda estivesse a dormir e por isso Usagi foi à cozinha para ver se Seiya lá estava. Sentado no banco e debruçado sob a mesa, Seiya estava com a cabeça deitada sob os braços. Usagi sentou-se no banco à frente dele e começou a mexer nos seus cabelos despenteados.
“Já acabou a conversa?”
“Pensava que estavas a dormir! Assustaste-me.” – Disse Usagi sobressaltada.
“É algo que me dá prazer, assustar-te.”
Usagi levantou-se sem dizer mais nada. Começou a preparar algo para o pequeno-almoço.
“Amuas-te foi?” – Disse Seiya ao levantar-se e a juntar-se a Usagi. – “Tens outra vez fome? Para a próxima levo o dobro para não teres de fazer nada.”
“Não é para mim. É para a Hoshi e para ti se quiseres.”
“Arigatou. Mas… Gostaria de comer outra coisa.”
Seiya agarrou a cintura de Usagi por trás e começou a beijar ao seu pescoço.
“Que estás a fazer?” – Disse Usagi a fugir dos braços de Seiya.
“Eu? Estava a começar a comer-te!” – Disse Seiya a rir-se ao ver Usagi a corar. – “Estou a brincar contigo, nunca te iria fazer nada sem antes ter o teu consentimento!”
“SEIYA NO BAKA!” – Usagi atirou com a panela que tinha à mão para cima de Seiya. Estava corada e chateada com o que fizera. Sabia que era normal entre namorados, mas Usagi ainda não estava preparada para esse tipo de brincadeiras.
“Autch! Isso magoou!”
“É bem feita! Merecias!” – Disse Usagi. Estava mesmo chateada, tão chateada que não podia ver a cara de Seiya durante seguintes 30 minutos.
“Odango, não fiques chateada! Foi só uma brincadeira! A ver se te descontraias e esquecias esse teu sonho estranho.
“É melhor que não fales comigo por agora, senão ainda te atiro com um tacho!”
“Assustador!” – Seiya saiu da cozinha e foi-se juntar a Hoshi ainda a dormir. Pela primeira vez em todo este tempo, nunca vira Usagi tão chateada.
“É algo que vou ter de lidar daqui para a frente não é?” – Pensou Seiya para si. Usagi estava a crescer e a ficar mais responsável. Já não era mais a rapariga que não entendia nada do que estava a sua volta.
“Mesmo assim continua a ser a menina chorona e desajeitada.” – Disse Seiya com um sorriso nos lábios.
Na cozinha Usagi acabara de fazer o pequeno-almoço. Sabia que Hoshi ainda continuava a dormir porque não ouvia barulho vindo da sala. Colocou um pano por cima do pequeno-almoço para não ficar exposto aos bichos. Usagi colocou o pequeno-almoço de Seiya em cima da mesa e foi para o quarto. Estava a pensar em ir dar uma volta para apanhar ar.
Seiya viu Usagi a ir para o quarto e seguiu-a.
“Que estás a pensar fazer hoje?” – Perguntou Seiya ao ver Usagi a tirar roupa do armário.
“Não sei, mas para já vou dar uma volta. Preciso de apanhar ar.”
“Posso ir contigo?”
“Não, ainda me podes comer na rua!” – Disse Usagi a deitar a língua de fora.
“Vais-me estar sempre a atirar isso à cara agora? É que estava apenas a brincar contigo…”
“Vou atirar-te isso à cara pelo menos até aos próximos 20 minutos. Agora sai daqui, quero-me vestir.”
“És mesmo má.”
Usagi escolhera um tipo de roupa que sempre gostava de vestir quando ia passear um pouco. Como estava frio, optara por umas calças de ganga cinzentas e uma camisola de lã com gola alta cor-de-rosa. Usava um casaco preto que lhe dava quase pelos joelhos.
O vento frio sentia-se mais na cara. Estava realmente um gelo. Não admirava. Estavam no inicio de Dezembro. O natal estava a porta.
“O natal! Nem me lembrava!”
Decidiu dar um passeio pelas lojas que mais gostava. Tinha de começar a pensar nas prendas que iria dar a todos os seus amigos. Começou por entrar nas lojas de roupa. Estava a pensar em dar uma saia à Minako e uma camisola de lã a Rei. Elas eram as raparigas que se preocupavam mais com a imagem. Para Ami e Taiki iria procurar os livros daqueles que Usagi considerava “demasiado cultos para o seu pequeno cérebro”. Para Yaten e Shingo estava a pensar em dar uns óculos de sol, mas era algo que ainda teria de pensar. Para os pais iria dar uma moldura com uma fotografia da família; de certeza que eles iriam gostar. Para Haruka iria dar umas luvas novas para usar quando andasse de mota. A prenda de Michiru seria difícil de comprar. Mas provavelmente iria optar por algo simples como um lenço de por ao pescoço. A Setsuna iria receber uns brincos e Hotaru uns ganchos. A prenda de Seiya seria a ultima a ser comprada. Ainda não sabia que lhe iria dar, mas queria que fosse algo especial e que lhe mostrasse todo o amor que sentia por ele e toda a gratidão por estes dias que passara com ela.
No apartamento dos Three Lights, Seiya e Hoshi estavam a comer o pequeno-almoço deixado por Usagi. Mais tarde Yaten e Minako juntaram-se a eles para conversarem um pouco.
“Onde anda a Usagi? E o Taiki? Acho que ele não está em casa.” – Disse Yaten.
“Penso que o Taiki acabou por ficar em casa da Ami e a Odango foi dar um passeio.” – Disse Seiya ainda aborrecido por não puder ter ido com ela.
“Papa, porque estás com essa cara? Pareces um monstro!”
“Não é nada. Estava a pensar em quanto a tua mãe é teimosa.” – Disse Seiya a fazer uma festa na bochecha direita de Hoshi.
“O papa também diz isso muito. O papa do futuro quero eu dizer!”
“É tão estranho esta coisa do “papa do presente” e do “papa do futuro.” – Disse Yaten a bocejar. Ainda precisava de umas boas horas de sono.
“A quem o dizes.”
“Hey querem fazer algo hoje? Temos que aproveitar este dia! Amanha já temos aulas!” – Disse Minako.
“Temos aulas, mas é por pouco tempo! As férias de natal estão a chegar! Se calhar podíamos ir ver umas lojas. Queria comprar uma prenda para ti.” – Disse Yaten a olhar para a Minako. – “Não é que goste muito do natal. Mas é bom dar prendas às pessoas que nos gostamos!”
“Já nem me lembrava do natal! Tenho de comprar algo para a Odango.”
“E para mim papa!” – Hoshi fez beicinho ao ver que o Seiya não se lembrara dela.
“Para ti também como é claro!”
“Então vou ligar às meninas, talvez também queiram vir connosco! Vamos é ver se a Usa-chan chega, já está a demorar.” – Disse Minako ao sair da cozinha.
Usagi começava a sentir-se cansada depois de tanto andar e de tanto procurar. Já tinha escolhido tudo o que iria comprar. Quando chegasse a casa iria ver o dinheiro que tinha. Andava a poupar para puder agora comprar as prendas. Passou por uma loja de doces e decidiu comprar um saco de gomas. A caminho do apartamento Usagi passou por um descampado onde ouviu o miar de um gato. O descampado era fechado com uma grade e apenas havia um espaço pequeno para passar. As ervas estavam enormes o que não facilitava o andar. Junto de uma pequena arvore estava um gatinho a comer de uma tigela. Junto dele estava um homem de cabelos brancos. Usagi não conseguia ver a sua cara, mas sentia que já o tinha visto em algum lado.
“O gatinho é seu?” – Acabou Usagi por perguntar para ver se o homem se virava.
“Não, encontrei-o à poucos dias aqui. Como não o posso levar para casa, venho aqui todos os dias para lhe dar comida e fazer-lhe companhia.” – O homem acabou por se virar para ver quem estava a falar com ele.
O rapaz de cabelos brancos era tal e qual o Helios. A única coisa que faltava era o corno, que não tinha na cabeça e os olhos eram negros como o carvão.
“Hum… Sou a Usagi.”
“Sou o Raiden, prazer em conhecer-te. Também gostas de gatos?” – Perguntou Raiden dando um aperto de mão a Usagi.
“Adoro. Tenho uma gatinha comigo. Se pudesse ter mais até ficava com esse. Mas não sei se posso…”
“Sempre podes vir cá fazer-lhe companhia. Eu agora não tenho tido muito tempo e ele passa maior parte do tempo sozinho. Arranjei-lhe um nome, acho que ele gostou. Chamo-lhe Rai.”
“É um nome bonito! Então eu venho cá todos os dias depois das aulas. Amanha já começo a dose.” – Resmungou Usagi – “Mas também são apenas mais uns dias!”
“Ainda bem que Rai arranjou mais um amigo.” – Disse Raiden a sorrir para Usagi. – “Espero-te encontrar mais vezes por aqui.”
“Eu também! Agora tenho de ir. Já estou um bom bocado atrasada. Vou levar na cabeça do meu namorado! Bye bye!”
“Usagi…” – Pensou Raiden para si – “Senti algo de muito poderoso vindo dela. Não me apetecia nada ter de a atacar, parece uma rapariga tão simpática!”
“Irmão não comeces a divagar. Tens de fazer o teu trabalho.”
“Kisirame tens mesmo de me vir chatear nos meus dias livres?” – Perguntou Raiden ao ver a sua irmã sentada junto de uma árvore. – “Tenho feito um bom trabalho e por isso é que a rainha me deu estes dias. Porque não vais tu continuar o teu?”
“Apenas estou preocupada contigo. Porque estás-te a afeiçoar a esta gente deste planeta. Ainda agora tiveste oportunidade de apanhar um espírito forte. Eu senti o poder vindo dela, e duvido que tu não o tenhas sentido.”
“Eu sei. Ninguém disse que iria ser a última vez que a vou ver. Vou tornar-me amiga dela. Talvez até queira juntar-se a nos!”
“Não sabes no que te estás a meter” – Disse Kisirame ao desaparecer.
“Ao contrário de ti ainda tenho alguma humanidade dentro de mim.” – Disse Raiden ao saber que Kirisame não ouvira.
Usagi chegara ao apartamento exausta. Ao fechar a porta de entrada sentiu 3 pares de olhos sob ela. Sabia que já ia ter de aturar aqueles três. Tinha dito que ia dar um passeio para apanhar ar. Mas a verdade é que ficou a passar mais de três horas.
“Onde raio andas-te?!” – Perguntou Minako com cara de enterro. Estava mesmo preocupada com Usagi. – “Tu sabes o que tem acontecido nestes dias não sabes?!”
“Bem é que, lembrei-me que estava quase o natal… Tive a ver as prendas que havia de dar. E também ouvi um miar e fui à procura do gatinho e depois… Conheci um rapaz que era o que tratava do gatinho e…”
“E o rapaz era giro?” – Perguntou Minako interessada, esquecendo o resto do assunto.
“Fez-me lembrar o Helios. Mas é giro! E é muito simpático!”
“Têm mesmo de falar sobre isso?” – Perguntou Seiya com as mãos na cabeça. – “Tu não me voltes a fazer isto. Se tiveres de demorar ligas-me.”
“Não levei telemóvel! Esqueci-me dele em casa. Desculpem…”
“De qualquer maneira, estávamos a pensar mesmo em vir as prendas do natal. Mas parece que já te adiantas-te. Queres vir na mesma?” – Perguntou Yaten.
“Hum, não me apetece. Estou cansada. Andei mesmo muito!”
“Queres que fique contigo?” – Perguntou Seiya. Não lhe apetecia nada ir sem ela ver as lojas.
“Vai com eles, eu não me importo! Prometo que vou estar atenta ao telemóvel! Também vais Hoshi?”
“Vou mamã! O papa disse que me ia dar uma prenda!”
“Fazes bem. Então até logo!”
Usagi acabou por ficar sozinha grande parte do dia. Seiya ligara-a varias vezes para saber como estava e para avisar que iriam chegar a casa por volta das 19 horas. Grande parte da tarde fora aborrecida. Não tinha nada para fazer. Já lera os mangas que trouxera de casa e os programas que davam na TV eram demasiado maçadores para ela. Decidiu levar comer para o gatinho. Preparou três garrafas de leite e uma manta para levar. Estava demasiado frio para o gatinho dormir no caixote sem uma manta. Lembrou-se de pegar em algum dinheiro para depois comprar umas latas de comida para gato.
A chegada ao descampado onde estava o gatinho fora rápido. Estava escuro, já eram quase 19 horas e não havia quase luz nenhuma no descampado.
“Ah, que medo. Não sabia que tinha tão pouca luz! Mesmo assim ainda dá para ver onde passo.”
O gatinho estava deitado dentro da caixa. Estava frio, mas naquela zona ainda mais frio estava. Usagi pegou na manta e colocou-a em volta do gato.
“Agora vais ficar bem melhor Rai! Trouxe-te leitinho para beberes amanhã!”
Usagi depositou o leite de uma das garrafas na tigela e abriu uma lata de comida. Sentou-se junto da caixa e começou a fazer festas ao gatinho.
“Por aqui, Usagi?”
“Eh Raiden! Não esperava que viesses. Disseste que andavas ocupado.”
“E costumo andar. Mas agora tenho os dias livres. Então que te trouxe aqui? Não é preciso vires tantas vezes.”
“Eu sei… Mas estava sozinha em casa. E lembrei-me de estar muito frio. Trouxe uma manta para ele, que tal? Tive a pensar que poderíamos construir uma casinha pequena, pelo menos para os dias de chuva e de neve que podem vir.”
“É uma óptima ideia. Vou tratar disso.”
Usagi sorriu para Raiden. Não conhecia nada dele mas parecia um rapaz muito bondoso.
“Eu posso ajudar-te!”
“Então combinamos para amanhã? A que horas?”
“Amanhã, hum… Pode ser às 16 horas?”
“Claro. Está combinado!” – Disse Raiden dando um aperto de mão a Usagi.
Raiden sentou-se junto de Usagi. Ficou a olhar para ela um bom tempo mas parecia que Usagi não deu conta. Estava a olhar para o céu tão atentamente que fez com que Raiden também olhasse.
“As estrelas são bonitas não achas? Aqui que não há muita luz é que se nota bem!”
“São sim…”
“Então de onde é que vens Raiden? Presumo que também andes na escola! Pareces ter a minha idade.”
Raiden sobressaltou-se ao ouvir as perguntas de Usagi. Não estava à espera de ela querer saber este tipo de coisas.
“Eu vim do país muito longe daqui. Infelizmente não ando na escola porque estou a ajudar os meus pais. Não temos muito dinheiro por isso eu trabalho.”
“Oh, isso é triste. Se precisares de algo eu posso tentar ajudar. Apesar de me chamarem desajeitada eu consigo fazer algumas coisas decentemente!”
“És muito amável Usagi-chan! E tu? És daqui? Andas na escola? ”
“Ah sim sou daqui. Ando na Juban!”
“Ah eu conheço essa escola. Passo por lá muitas vezes.” <É lá onde consigo encontrar alguns espíritos para a minha rainha> – Pensou Raiden para si.
“Gostavas de ir jantar a casa do meu namorado? Eu agora estou lá a passar os dias. E gostava de te apresentar aos meus amigos!”
Raiden inquietou-se com pergunta. Sabia que não se podia afeiçoar a estes humanos. Já fora avisado pela irmã sobre Usagi. Se ele fosse para casa dela como seria?
“Desculpa mas os meus pais esperam-me em casa…”
“Então combinamos para outro dia sim?” – Disse Usagi com um sorriso que fez Raiden ficar comovido.
“Claro!”
“Então agora vou andando.”
Usagi começou a levantar-se e a pegar na mala dela. Quando se preparava para ir embora, Raiden pegou no seu braço.
“Queres que te faça companhia até casa?”
“Claro que sim! Está escuro e eu detesto andar na rua nestas alturas!”
Durante o caminho, Usagi não parou de falar com Raiden. Raiden fazia-lhe imensas perguntas sobre a vida dela. Usagi começou a falar dos pais e do irmão. Falou dos amigos dela e de como se conheciam à muito tempo. Contou-lhe o que fazia nos tempos livres e das más notas que tinha por não lhe apetecer estudar. Lembrou-se de falar da Luna e prometeu-lhe que um dia a trazia para ele a ver. Raiden não contou nada da sua vida. Apenas disse a mesma coisa: os pais andavam com dificuldades financeiras e que ele trabalhava para os ajudar.
“É aqui, arigatou pela companhia Raiden-chan!”
“Foi um prazer. Vemo-nos amanhã?”
“Claro!”
Raiden deu um beijo na bochecha de Usagi e desapareceu no escuro.
O apartamento estava tal e qual desde que Usagi saiu. Ainda ninguém tinha chegado. Pegou no telemóvel e procurou o número de Seiya.
“Moshi moshi.”
“Onde é que vocês andam?”
“Estamos a chegar aí Odango.”
“É preciso fazer alguma coisa para o jantar?”
“Não, nos vamos levar. Ja ne!”
“Era a Usagi?” – Perguntou Yaten.
Seiya assentiu. Não gostou de ficar todo este tempo sem estar com ela. Sentiu-se culpado por não ter insistido em ficar para lhe fazer companhia.
“Autch!” – Seiya sentiu que algo embatera nele. Viu um rapaz um pouco mais baixo do que ele a apanhar o que deixara cair.
“Desculpa.”
“Foi culpa minha, estava distraído.” – Disse o rapaz enquanto apanhava os pedaços de madeira que caíram no chão.
“Oh que giro! De certeza que é o rapaz que Usa-chan falava!” – Disse Minako ao ver o rapaz.
“Usa-chan? Usagi?” – Perguntou o rapaz espantado.
“Conheces?” – Perguntou Seiya inquieto.
“Claro que sim! Ela está-me a ajudar a cuidar do Rai. O gatinho que encontrei na rua. Como não podemos ficar com ele combinamos em cuidar juntos dele.”
“Ok.” – Disse Seiya continuando a andar. Yaten e Minako seguiram atrás dele.
“Sentis-te?” – Perguntou Yaten.
“Sim senti. Ele tem uma aura negra à sua volta. E aqueles olhos… São o mesmo tipo de olhos que eu já vi em algum lado.”
“Não exagerem. Seiya tu estás é com ciúmes!” – Disse Minako a bater no ombro dele.
“Espero que seja apenas isso…”
Raiden apanhou a última tábua de madeira.
“Deve ser os amigos patéticos que Usagi falava.” – Pensou Raiden para si mesmo enquanto caminhava de volta ao descampado.
“Então irmão é amanhã que vais apanhar aquela miúda?”
“Não me chateies!”
“Não sabes no que te andas a meter. Essa rapariga, tu vais ficar a sentir algo por ela mais cedo ou mais tarde.”
“Não te metas! Eu sei o que faço!”
BTsukyno escreveu:ola
devo confessar que apesar de super viciada em fic de Usagi e Momoru esta prendeu-me completamente...
Na minha opinião nos não nos devemos fechar apenas naquilo que gostamos.
Antes de pensarem "Ah esta fic é sobre o assunto tal com as personagens
tal, então não vou gostar" deviam dar uma oportunidade e ler a fic como tu o fizeste! Ainda bem que a minha te prendeu. Vou dar o máximo para que o próximo capitulo seja melhor

Obrigada pelo comment. Beijinhos!
mafafaaa escreveu:
Mais um optimo capitulo. Adorei e espero pelo próximo
Desta vez vou tentar por o próximo muito em breve! Esta coisa dos trabalhos dá-me cabo do juízo

Obrigada pelo comment! Beijinhos!
ruuteee. escreveu:
aii credo, rapariga!
põe mais capítulos *-*
nunca mais postaste, estão tão ansiosa por ler mais :b
Desculpa o atrasado, mas tenho andado um pouco ocupada com os trabalhos da universidade . Agora ando atarefada com muitos trabalhos e testes e começo a ter já exames no final de maio; mas é bom ver que tenho uma leitora muito interessada na minha fanfic, obrigada
eu percebo, a minha irmã também anda da universidade, e coise e tal ...
mas pronto, aii que saudades da fic *-*
como já sabes: amei, amei, amei
fico à espera de mais ;b
beijinhos

estou a adorar ler a tua fic
eu já podia ter comentado a mais tempo mas não sei porque não comentei
lol 
eu já podia ter comentado a mais tempo mas não sei porque não comentei
lol 
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
Agora que aprendi a usar os multi-quotes já posso responder/agradecer pelos comentários
Um dia quando chegares a universidade vais sentir isso na pele eheh
Obrigada pelo comentário!
UsagiXSeiya RULLA
Obrigada pelo comentário Bianca
Tens de comentar mais vezes porque eu adoro ver comentários com opiniões e até mesmo criticas! Ajuda-me sempre a melhorar!
Obrigada pelo comentário!
ruuteee. escreveu:ruuteee. escreveu:
aii credo, rapariga!
põe mais capítulos *-*
nunca mais postaste, estão tão ansiosa por ler mais :b
Desculpa o atrasado, mas tenho andado um pouco ocupada com os trabalhos da universidade . Agora ando atarefada com muitos trabalhos e testes e começo a ter já exames no final de maio; mas é bom ver que tenho uma leitora muito interessada na minha fanfic, obrigada
eu percebo, a minha irmã também anda da universidade, e coise e tal ...
mas pronto, aii que saudades da fic *-*
como já sabes: amei, amei, amei![]()
fico à espera de mais ;b
beijinhos
Um dia quando chegares a universidade vais sentir isso na pele eheh
Obrigada pelo comentário!
Bianca escreveu:Adorei! Está simplesmente linda acho que passei a gostar mais do casal Usagi e Seiya, mas continuo a gostar do outro ainda mais. Continua tou anciosa
UsagiXSeiya RULLA

Obrigada pelo comentário Bianca
Monica escreveu:estou a adorar ler a tua fic![]()
![]()
eu já podia ter comentado a mais tempo mas não sei porque não comenteilol
Tens de comentar mais vezes porque eu adoro ver comentários com opiniões e até mesmo criticas! Ajuda-me sempre a melhorar!
Obrigada pelo comentário!

Capítulo anterior:
“Não sabes no que te andas a meter. Essa rapariga, tu vais ficar a sentir algo por ela mais cedo ou mais tarde.”
“Não te metas! Eu sei o que faço!”
Capítulo 7: A decisão
“Estou farta da escola!”
“Ainda agora começaram as aulas e já estás farta Usagi-chan?” – Perguntou Ami – “Não falta muito para as férias de natal!”
“Ami tu não entendes! Eu acho que nos noutra geração fomos irmãs… Irmãs gémeas!” – Disse Minako agarrando as mãos de Usagi – “Compreendo-te tão bem Usa-Chan!”
“Eu sei que me entendes!” – Disse Usagi com os olhos a brilhar.
“Acho que não há remédio para estas duas.” – Disse Makoto a esfregar a cabeça.
“Se elas não existissem deviam ser inventadas.” – Disse Yaten a sorrir.
O primeiro dia de aulas tinha sido atarefado. Os professores pareciam que andavam na maratona, davam a matéria demasiado rápido para os alunos poderem a apanhar bem.
Depois das aulas, os sete amigos decidiram ir ter com Rei para lancharem por lá. Hoshi tinha ficado aos cuidados dela. Estava frio e começavam a cair gotas de água. O natal estava quase a chegar e já era possível ver imensas árvores com luzes de várias cores.
No templo, Rei acabava de pendurar as luzes nas janelas.
“Hoshi!” – Acenou Usagi ao vê-la.
“Mama! Diverti-me muito com a Rei”
“Ainda bem que te divertis-te. Durante algum tempo vais ter de ficar aqui. Mas é pouquinho e eu venho cá sempre!”
“Ainda bem que vieram. Preciso da vossa ajuda meninas! Quero acabar a árvore de natal e sozinha não sou capaz. Aproveito e conto-vos uma conversa que tive com o meu avô. Como está melhor perguntei-lhe sobre aquilo dos espíritos. Lembram-se?”
“Vamos então! Vai ser divertido!” – Disse Minako.
Usagi ,Minako e Hoshi eram as únicas que estavam a decorar a árvore. Ambas discutiam sobre as cores das fitas e das bolas que iriam usar. Os restantes estavam a ouvir a história de Rei.
“Como sabem o espírito é a nossa alma após o desligamento dos laços que nos prendem ao corpo ou seja, o espírito acaba por ser a nossa fonte de sobrevivência e sem ele nos morremos. Segundo o meu avô, havia uma lenda que dizia que os espíritos tinham cores, consoante a nossa personalidade, desejos, etc… Quanto mais puro for o nosso espírito, mais forte é a sua energia e mais brilhante e clara é a sua cor. Pelo que a Usagi ouviu, as cores de baixo nível são o preto e o verde. Talvez o verde que eles tivessem a falar fosse um verde-escuro. Se formos a ver…”
“Se quando mais clara for a cor do espírito mais energia terá, então, podemos sopor que a cor mais poderosa e pura será o branco. ” – Disse Ami interrompendo Rei.
“Provável.” – Disseram todos.
“Mais isto são apenas ideias.” – Disse Yaten ainda a duvidar.
“São ideias mas isso não significa que as temos de descartar. Vamos ver ao longo do tempo não acham? Vamos aproveitar a câmara que a Haruka pôs no esconderijo do inimigo!” – Opinou Makoto.
“Eu irei falar com as outras sobre isto.” – Disse Ami apontando toda a conversa que tiveram num bloco de notas.
“Eu vou começar a pesquisar informações na internet. Talvez haja alguma coisa a falar disso” – Disse Taiki.
“Sim, isso seria uma grande ajuda!” – Concordou Makoto.
“Parece que aquelas duas não ouviram nada da conversa.” – Disse Seiya ao ver as duas raparigas a brincarem com as fitas que restaram.
“Nem vale a pena explicar, elas agora andam entusiasmadas com o natal.” – Disse Rei aborrecida.
“Parecem umas crianças.” – Disse Taiki.
“Não parecem… São!” – Disseram Ami e Makoto.
“Já está pronta! Gostam?” – Perguntou Minako enquanto se sentava junto de Yaten e o agarrava.
“Tivemos uma discussão muito grande por causa das cores, mas chegamos a um consenso!” – Disse Usagi com um enorme sorriso nos lábios.
“Está muito bonita, obrigada meninas!” – Agradeceu Rei.
“Vamos lanchar! Estou cheia de fome!” – Rabujou Minako.
Os seis amigos começaram a preparar o lanche juntos. As três raparigas tratavam de fazer as sandes e os rapazes de fazerem os sumos. Usagi estava ainda distraída a por os últimos decorativos na árvore. Hoshi andava a brincar com as fitas e as bolas da árvore de natal que restaram.
“Está muito melhor agora!” – Disse Usagi. A sua barriga começou a lamentar-se. – “Que horas serão? Estou cheia de fome!”
“Não nos vens ajudar?” – Perguntou Seiya ao ver que Usagi tinha acabado.
“Vou, diz-me horas, rápido!”
“16h15min.”
“Ah não! Já estou atrasada!” – Usagi começou a calçar-se para sair. Seiya agarrou-lhe o braço e obrigou-a a virar-se para ele.
“Onde é que vais? Estás atrasada para quê? Agora já nem me dizes para onde vais é?” – Perguntou Seiya desconfiado.
“Prometi ao Raiden que ia ter com ele as 16h! Vou ajuda-lo a construir uma casinha para o gatinho!”
“Nos temos de falar sobre esse rapaz.” – Disse Seiya mas foi interrompido por Usagi.
“Não é altura para estares com ciúmes ok? Depois falamos. Cuida da Hoshi!” – Disse Usagi ao sair.
“Que se passa Seiya?” – Perguntou Yaten ao ouvir a porta a bater.
“Será que sou muito ciumento?” – Perguntou Seiya confuso.
“Provável!” – Yaten sorriu.
“Ah! Estou tão atrasada! De certeza que se foi embora!” – Disse Usagi ao chegar ao descampado.
Junto da árvore estava uma casota de madeira, idênticas às dos cães. Era possível entrar uma pessoa lá dentro dobrada. Raiden estava a acabar de fazer a porta enquanto Rai estava sentado a observa-lo.
“Desculpa o atraso!” – Disse Usagi enquanto se sentava junto de Rai. – “Já fizeste quase tudo.”
“Era para te fazer uma surpresa. Está bonita não está?”
“Está linda! De certeza que o Rai está muito contente.”
“Eu sei que está. Depois de terminar isto queres ir fazer algo?”
“Claro! Ainda nem lanchei. Estou cheia de fome!”
“Eu também não, fica por minha conta sim?”
“Arigato!”
Usagi ajudou Raiden a por os cobertores dentro da casota e as taças com comida. A porta, agora acabada, era leve e abria para a frente e para trás. Rai conseguia empurra-la para entrar e para sair. No final ambos foram a um café que Raiden dizia gostar muito.
“Olá Ojiisan!” – Disse Raiden ao dono.
“Que bom ver-te Raiden! Vejo que tens companhia. É a tua namorada?” – Perguntou o senhor a Raiden piscando o olho.
“Por enquanto não. É uma amiga muito especial.” – Disse Raiden olhando para Usagi que estava a corar.
“Então que desejam?”
“A mim é o costume. Usagi vou-me sentar numa mesa, escolhe tudo o que quiseres sim?”
Usagi acabara por ficar a falar com o senhor enquanto ele preparava a comida. Raiden tinha pedido um copo de leite natural e uma sandes enquanto Usagi pedira uma Coca- Cola e dois bolos.
“Parece que estás em forma.” – Disse Raiden a rir-se.
“Estou com fome! E não me interessa se fico gorda ou não! Sem doces sou infeliz.”
“Estou a ver. Então tenho de pensar em começar a poupar para poder-te dar muitos doces.”
“Hum?”
“Queres vir visitar o meu país? Talvez gostes e queiras ficar por lá. Estou farto de estar aqui, não me sinto bem. É tudo muito diferente do meu.”
“Adoraria ir visitar o teu pais contigo. Mas ficar, não podia… Tenho todas as pessoas que amo aqui. Não as podia deixar desculpa.”
“Isso é porque ainda não viste como são lá as coisas! As pessoas são muito simpáticas, iriam tratar-te como uma rainha! De certeza que lá não te deixariam sozinha.”
“Eu já te expliquei Raiden… Não é por mim…” – Usagi estremeceu ao ver a expressão de Raiden – “Mas posso ir nas ferias do natal visitar o teu país claro!”
“Então não é por ti, é pelos que amas? Então o que eu sou para ti? Não me consideras tão amigo como eles?”
“Claro que sim e por isso é que digo que posso ir lá contigo todas as vezes que quiseres.”
“Mas eu quero sempre! – Berrou Raiden, mas arrependeu-se ao ver Usagi horrorizada – “Podemos levar o Rai e a Luna se quiseres. Podemos vir visitar os teus amigos de tempos em tempos!”
“Raiden eu não posso…”
“Vamos fazer assim, vamos os dois. Tu vês como é, e depois decides, pode ser?”
“ Sim, mas…” – Usagi foi interrompida por o riso de alguém. À frente deles apareceu uma mulher de cabelos longos e brancos. Os seus olhos eram negros como os de Raiden.
“Eu avisei-te que ela não viria.” – Disse Kirisame.
“Porque estás aqui! Ninguém te mandou vir!”
“Raiden, quem é?” – Perguntou Usagi assustada.
“Não te preocupes, é a minha irmã.”
“A tua irmã? Que fixe!” – Usagi levantou-se e pegou nas mãos de Kirisame – “ Prazer em conhecer-te! Sou a Usagi e sou grande amiga do Raiden!” – Disse com os olhos a brilhar.
“Ah hum Ah Kirisame…” – Disse Kirisame confusa. – “Raiden eu avisei-te! Agora a Rainha está furiosa connosco!”
“Cala-te! Não digas nada à frente dela!” – Disse Raiden agarrando em Usagi para lhe tapar os ouvidos.
“Rainha? De que estás a falar?”
“Temos de a levar já para a rainha! Ela sabe que essa rapariga é.”
“Mas ela é uma humana vulgar.”
“Não não é! Essa é a rapariga que ela esteve à procura todos estes anos!”
“Eu? Do que estão a falar?” – Disse Usagi a tremer – “ Raiden o que querem de mim! Pensava que eras meu amigo!”
“E sou. Kirisame eu próprio irei falar com a rainha. Dá-lhe tempo. Ela ainda não decidiu.”
“Tu é que sabes.” – Disse Kirisame desaparecendo.
“Que foi isto Raiden! Explica-me.”
“Eu explico-te, mas agora tens de ir para casa.”
Raiden caminhava junto de Usagi para casa. Agora que a rainha tinha descoberto tudo, Usagi corria um grande perigo.
“Já me podes explicar o que se passa?”
“É complicado, nem tu irias acreditar…”
“Eu sou capaz de acreditar em tudo.”
“Quando eu disse que vivia noutro país estava a mentir. Na verdade eu vivo noutro planeta. Um planeta muito longe daqui, mas que é possível chegar lá num piscar de olhos. O meu planeta natal foi destruído por uma mulher que se auto-proclamava a filha da rainha Beryl. Supostamente a mãe, rainha Beryl, selou-a com uma magia negra que fazia com que ela parasse no tempo e enviou-a para um planeta, que por coincidência era o meu. Mais tarde, não sei como, a filha da rainha Beryl, Ankoku, despertou e começou a absorver todos os espíritos dos habitantes do meu planeta. Eu e a minha irmã fomos os últimos. Lembro-me de ela dizer que os nossos espíritos eram muito fortes. E deu-nos a oportunidade de viver mesmo sem eles, mas para isso tínhamos de obedecer às ordens dela.”
“Então tu aceitas-te a proposta dela.”
“Aceitei apenas pela minha irmã. Ela não queria morrer. E eu também não a queria deixar sozinha. É por isso que te digo para vires comigo. Agora que sabem que és, vão querer buscar-te à força toda. Se vieres comigo eles ainda te dão uma oportunidade e podes ficar como eu.”
“Eu não os posso deixar…”
“Tens tempo para pensar. Mas por enquanto não me venhas ver. Estás nos a por em perigo.”
“Então como podemos falar?”
“Quando tomares uma decisão, aí sim vens falar comigo.”
Usagi ficou a pensar. Estava preocupada por ter colocado Raiden naquela situação. Pegou no seu telemóvel e deu a Raiden.
“Não tens isto pois não?”
“Que é?”
“É uma forma de poder falar contigo mesmo estando longe. Quando vires aí escrito a palavra “AI” ou “AI home” carrega no botão verde. Sou eu. Se vires outro nome não atendas.”
“Ok… Ari…Arigato.”
“Como te disse, és importante para mim. Quero ter a certeza que vais ficar bem. Preciso mesmo de pensar antes de dar a minha palavra. O que te vai acontecer se não me levares?”
“Simples não é? Desapareço.” – Disse Raiden com um sorriso irónico.
“Eu vou-te dar uma resposta o mais rápido possível.”
“Espero que sim. Falamos depois então?”
“Sim, vou-te ligar todos os dias. Até logo.”
“Até logo Usagi” – Disse Raiden dando lhe um beijo na bochecha.
Usagi acabara por voltar a sua casa. Já estava demasiado tempo sem lá aparecer e precisava de pensar sozinha sobre o que ia fazer.
“Usagi que bom ver-te! Tens te divertido?” – Perguntou ikuko.
“Sim mãe, tem sido espectacular! O pai não está chateado pois não?”
“Tivemos sorte. O teu pai teve de trabalhar para fora uns dias. Como tu não tinhas vindo, eu combinei com o teu irmão passarmos uns dias com o teu pai. Estávamos a pensar em ir já amanha.”
“Ah, não faz mal! Mas ainda bem que vim aqui então. Aproveito e levo mais roupa para lá. Eles tratam-me muito bem mãe.”
“Eu consigo ver isso.” – Disse Ikuko ao ver a sua filha com um sorriso tão brilhante.
Usagi começou a arrumar as roupas mais quentes. O tempo só iria piorar. Pôs alguns pijamas quentes e roupa interior.
“Já não te via algum tempo Usa-chan.” – Disse Luna atrás de Usagi.
“Desculpa Luna… Queres vir comigo para casa dos Three Lights? A casa vai ficar vazia e não te queria sozinha.”
“O Yaten está lá não está?” – Perguntou Luna com os olhos a brilhar – “Então sim! Quero!”
“Óptimo, só estou a arrumar aqui umas coisas e vamos.”
A mala de Usagi pesava quase tanto como dois garrafões de água.
“Acho que exagerei!” – Disse Usagi a rir-se.
“Eu até me mudava para humana. Mas não me apetece levar isso.” – Disse Luna deitando a língua de fora.
“És tão mazinha!”
“Apenas estou a tentar-te animar. Sei que não estás bem. Queres falar?”
“Não, mas gostava de te fazer uma pergunta!” – Usagi fez uma pausa e continuou – “Imagina que estás no teu planeta e tens as pessoas que gostas a tua volta. Eu estava lá contigo, mas tinha de voltar para o meu planeta, porque senão corro um grande perigo e, infelizmente, precisava de ti. Que farias? Ias comigo, ou ficavas?”
“Que pergunta parva Usagi-chan! Claro que ia contigo! Se não estarias bem, então claro que ia.”
“Era mesmo isso que precisava de saber.”
A chegada ao apartamento foi rápida. Era quase horas de jantar e ainda ninguém tinha chegado. Usagi levou as suas coisas para o quarto de Seiya e começou as a arrumar.
“Estou cansada, vou dormir um pouco.”- Disse Luna.
“Eu depois acordo-te quando todos chegarem. Dorme bem.”
Usagi pegou no telefone e começou a marcar o seu número de telemóvel.
“Raiden?”
“Usagi-chan! Como estás? Não esperava que falasses comigo tão cedo.”
“Tens visto muitos nomes no ecrã?”
“Não sei, tenho andado ocupado. Só agora é que vi este.”
“Hum, ainda bem então. Estás bem? A tua irmã não te disse nada?”
“Por enquanto não. Mas eu prometi que iria falar com a rainha ainda hoje. Vai ser difícil falarmos.”
“Sim, então fica para amanha. Desculpa tenho de desligar, os meus amigos já chegaram.”
“Foi tão divertido não acham?” – Perguntou Minako aos restantes.
“Pois foi! Comi até não poder mais!” – Disse Yaten.
“Estou tão cansado. Acho que vou dormir um pouco. Tratem vocês do jantar.” – Disse Taiki.
“Mas que lata que ele tem!” – Resmungou Seiya.
“OI Seiya estás muito rabugento hoje.” – Disse Yaten.
“Olá! Hoshi sabes quem está aqui hoje?” – Preguntou Usagi ao abraçar a sua filha.
“Quem mama?”
“Uma gatinha muito querida. De certeza que gostas muito dela no futuro! A Luna.”
“Quero ir vê-la!” – Disse Hoshi entusiasmada.
“Ela está no quarto do Seiya. Deve estar a dormir, por isso tem cuidado a acorda-la!” – Hoshi já tinha desaparecido. Era provável que não tinha ouvido nada do que Usagi dissera.
“Usagi onde andas-te?” – Perguntou Minako – “Foi tão divertido depois de ires embora. A única parte chata foi o Seiya não parar de mandar vir!”
“Tive umas coisas para fazer.”
“E por isso não atendeste o telemóvel não é?” – Perguntou Seiya aborrecido.
“Ah.. hum… Perdi o telemóvel! Quando estava a fazer a casinha para o gatinho. Como estava um pouco escuro não consegui encontrar.”
“Estás a brincar não estás? Tu deixas as pessoas preocupadas sabias?”
“Eu sei, desculpa.”
“Sempre a mesma coisa...” – Disse Seiya abraçando Usagi – “Espero bem que não me voltes a fazer isto. Ficas com o meu telemóvel enquanto não encontrares ou comprarmos outro.”
“Arigato!”
Minako e Yaten acabaram por ser os únicos a fazer o jantar. Luna e Hoshi conversavam na sala sobre o futuro e como as coisas andavam. Usagi estava ainda a tomar a decisão de explicar ou não muito resumidamente o que se estava a passar a Seiya.
“Então o que querias falar comigo?” – Perguntou Seiya a fechar a porta do quarto.
“Basicamente eu tomei uma decisão sobre algo que não é nada importante.” – Disse Usagi tentado acalmar e acabar a tensão que existia.
“Então e qual é a coisa nada importante e que decisão é?” – Perguntou Seiya intrigado.
“Por não ser nada de importante não te vou dizer. Apenas te digo que a minha decisão é para ajudar todos nos.”
“Então se não é nada demais e se é para ajudar todos nos isso é bom certo?”
“Achas que é? Então assim sinto-me melhor!” – Mesmo que Seiya não saiba nada, Usagi sentia-se melhor com as palavras dele. Sentia que era a coisa mais acertada a se fazer.
“Mas não me queres contar? Continua a haver segredos entre nos.”
“Não é nada disso!” – Disse Usagi abraçando Seiya. “Amo-te muito Seiya. Obrigada por estares comigo.”
“Já estás a mudar a conversa.”
“Não estou nada.” – Usagi abraçou Seiya e beijou-o levemente nos lábios.
“Odango…” – Seiya pegou em Usagi e deitou-a na cama. Os seus beijos iam enchendo Usagi de ternura e ao mesmo tempo de prazer. Beijos de amor que percorriam todo o seu corpo. Os seus lábios eram tão sensuais enquanto desciam e beijavam o seu pescoço fazendo-lhe calafrios ao toque da pele. Hoje Usagi não o iria parar porque hoje poderia ser o último dia que o veria. Pequenas lágrimas lhe caiam pela face enquanto saboreava freneticamente aqueles lábios que eram seus. Seiya acariciava todo o seu corpo com as suas macias e sublimes mãos. Arrastou Usagi para mais perto e os seus braços apertaram-se a minha volta. Usagi conseguia sentir um leve tremelicar vindo dele. Os seus lábios viajavam lentamente, passando cuidadosamente pelo pescoço e tocando levemento no peito de Usagi.
“Seiya…”
Usagi acabou por desligar-se do mundo em que vivia e entregou-se aquele sonho inesquecível e surpreendente.
“Não sabes no que te andas a meter. Essa rapariga, tu vais ficar a sentir algo por ela mais cedo ou mais tarde.”
“Não te metas! Eu sei o que faço!”
Capítulo 7: A decisão
“Estou farta da escola!”
“Ainda agora começaram as aulas e já estás farta Usagi-chan?” – Perguntou Ami – “Não falta muito para as férias de natal!”
“Ami tu não entendes! Eu acho que nos noutra geração fomos irmãs… Irmãs gémeas!” – Disse Minako agarrando as mãos de Usagi – “Compreendo-te tão bem Usa-Chan!”
“Eu sei que me entendes!” – Disse Usagi com os olhos a brilhar.
“Acho que não há remédio para estas duas.” – Disse Makoto a esfregar a cabeça.
“Se elas não existissem deviam ser inventadas.” – Disse Yaten a sorrir.
O primeiro dia de aulas tinha sido atarefado. Os professores pareciam que andavam na maratona, davam a matéria demasiado rápido para os alunos poderem a apanhar bem.
Depois das aulas, os sete amigos decidiram ir ter com Rei para lancharem por lá. Hoshi tinha ficado aos cuidados dela. Estava frio e começavam a cair gotas de água. O natal estava quase a chegar e já era possível ver imensas árvores com luzes de várias cores.
No templo, Rei acabava de pendurar as luzes nas janelas.
“Hoshi!” – Acenou Usagi ao vê-la.
“Mama! Diverti-me muito com a Rei”
“Ainda bem que te divertis-te. Durante algum tempo vais ter de ficar aqui. Mas é pouquinho e eu venho cá sempre!”
“Ainda bem que vieram. Preciso da vossa ajuda meninas! Quero acabar a árvore de natal e sozinha não sou capaz. Aproveito e conto-vos uma conversa que tive com o meu avô. Como está melhor perguntei-lhe sobre aquilo dos espíritos. Lembram-se?”
“Vamos então! Vai ser divertido!” – Disse Minako.
Usagi ,Minako e Hoshi eram as únicas que estavam a decorar a árvore. Ambas discutiam sobre as cores das fitas e das bolas que iriam usar. Os restantes estavam a ouvir a história de Rei.
“Como sabem o espírito é a nossa alma após o desligamento dos laços que nos prendem ao corpo ou seja, o espírito acaba por ser a nossa fonte de sobrevivência e sem ele nos morremos. Segundo o meu avô, havia uma lenda que dizia que os espíritos tinham cores, consoante a nossa personalidade, desejos, etc… Quanto mais puro for o nosso espírito, mais forte é a sua energia e mais brilhante e clara é a sua cor. Pelo que a Usagi ouviu, as cores de baixo nível são o preto e o verde. Talvez o verde que eles tivessem a falar fosse um verde-escuro. Se formos a ver…”
“Se quando mais clara for a cor do espírito mais energia terá, então, podemos sopor que a cor mais poderosa e pura será o branco. ” – Disse Ami interrompendo Rei.
“Provável.” – Disseram todos.
“Mais isto são apenas ideias.” – Disse Yaten ainda a duvidar.
“São ideias mas isso não significa que as temos de descartar. Vamos ver ao longo do tempo não acham? Vamos aproveitar a câmara que a Haruka pôs no esconderijo do inimigo!” – Opinou Makoto.
“Eu irei falar com as outras sobre isto.” – Disse Ami apontando toda a conversa que tiveram num bloco de notas.
“Eu vou começar a pesquisar informações na internet. Talvez haja alguma coisa a falar disso” – Disse Taiki.
“Sim, isso seria uma grande ajuda!” – Concordou Makoto.
“Parece que aquelas duas não ouviram nada da conversa.” – Disse Seiya ao ver as duas raparigas a brincarem com as fitas que restaram.
“Nem vale a pena explicar, elas agora andam entusiasmadas com o natal.” – Disse Rei aborrecida.
“Parecem umas crianças.” – Disse Taiki.
“Não parecem… São!” – Disseram Ami e Makoto.
“Já está pronta! Gostam?” – Perguntou Minako enquanto se sentava junto de Yaten e o agarrava.
“Tivemos uma discussão muito grande por causa das cores, mas chegamos a um consenso!” – Disse Usagi com um enorme sorriso nos lábios.
“Está muito bonita, obrigada meninas!” – Agradeceu Rei.
“Vamos lanchar! Estou cheia de fome!” – Rabujou Minako.
Os seis amigos começaram a preparar o lanche juntos. As três raparigas tratavam de fazer as sandes e os rapazes de fazerem os sumos. Usagi estava ainda distraída a por os últimos decorativos na árvore. Hoshi andava a brincar com as fitas e as bolas da árvore de natal que restaram.
“Está muito melhor agora!” – Disse Usagi. A sua barriga começou a lamentar-se. – “Que horas serão? Estou cheia de fome!”
“Não nos vens ajudar?” – Perguntou Seiya ao ver que Usagi tinha acabado.
“Vou, diz-me horas, rápido!”
“16h15min.”
“Ah não! Já estou atrasada!” – Usagi começou a calçar-se para sair. Seiya agarrou-lhe o braço e obrigou-a a virar-se para ele.
“Onde é que vais? Estás atrasada para quê? Agora já nem me dizes para onde vais é?” – Perguntou Seiya desconfiado.
“Prometi ao Raiden que ia ter com ele as 16h! Vou ajuda-lo a construir uma casinha para o gatinho!”
“Nos temos de falar sobre esse rapaz.” – Disse Seiya mas foi interrompido por Usagi.
“Não é altura para estares com ciúmes ok? Depois falamos. Cuida da Hoshi!” – Disse Usagi ao sair.
“Que se passa Seiya?” – Perguntou Yaten ao ouvir a porta a bater.
“Será que sou muito ciumento?” – Perguntou Seiya confuso.
“Provável!” – Yaten sorriu.
“Ah! Estou tão atrasada! De certeza que se foi embora!” – Disse Usagi ao chegar ao descampado.
Junto da árvore estava uma casota de madeira, idênticas às dos cães. Era possível entrar uma pessoa lá dentro dobrada. Raiden estava a acabar de fazer a porta enquanto Rai estava sentado a observa-lo.
“Desculpa o atraso!” – Disse Usagi enquanto se sentava junto de Rai. – “Já fizeste quase tudo.”
“Era para te fazer uma surpresa. Está bonita não está?”
“Está linda! De certeza que o Rai está muito contente.”
“Eu sei que está. Depois de terminar isto queres ir fazer algo?”
“Claro! Ainda nem lanchei. Estou cheia de fome!”
“Eu também não, fica por minha conta sim?”
“Arigato!”
Usagi ajudou Raiden a por os cobertores dentro da casota e as taças com comida. A porta, agora acabada, era leve e abria para a frente e para trás. Rai conseguia empurra-la para entrar e para sair. No final ambos foram a um café que Raiden dizia gostar muito.
“Olá Ojiisan!” – Disse Raiden ao dono.
“Que bom ver-te Raiden! Vejo que tens companhia. É a tua namorada?” – Perguntou o senhor a Raiden piscando o olho.
“Por enquanto não. É uma amiga muito especial.” – Disse Raiden olhando para Usagi que estava a corar.
“Então que desejam?”
“A mim é o costume. Usagi vou-me sentar numa mesa, escolhe tudo o que quiseres sim?”
Usagi acabara por ficar a falar com o senhor enquanto ele preparava a comida. Raiden tinha pedido um copo de leite natural e uma sandes enquanto Usagi pedira uma Coca- Cola e dois bolos.
“Parece que estás em forma.” – Disse Raiden a rir-se.
“Estou com fome! E não me interessa se fico gorda ou não! Sem doces sou infeliz.”
“Estou a ver. Então tenho de pensar em começar a poupar para poder-te dar muitos doces.”
“Hum?”
“Queres vir visitar o meu país? Talvez gostes e queiras ficar por lá. Estou farto de estar aqui, não me sinto bem. É tudo muito diferente do meu.”
“Adoraria ir visitar o teu pais contigo. Mas ficar, não podia… Tenho todas as pessoas que amo aqui. Não as podia deixar desculpa.”
“Isso é porque ainda não viste como são lá as coisas! As pessoas são muito simpáticas, iriam tratar-te como uma rainha! De certeza que lá não te deixariam sozinha.”
“Eu já te expliquei Raiden… Não é por mim…” – Usagi estremeceu ao ver a expressão de Raiden – “Mas posso ir nas ferias do natal visitar o teu país claro!”
“Então não é por ti, é pelos que amas? Então o que eu sou para ti? Não me consideras tão amigo como eles?”
“Claro que sim e por isso é que digo que posso ir lá contigo todas as vezes que quiseres.”
“Mas eu quero sempre! – Berrou Raiden, mas arrependeu-se ao ver Usagi horrorizada – “Podemos levar o Rai e a Luna se quiseres. Podemos vir visitar os teus amigos de tempos em tempos!”
“Raiden eu não posso…”
“Vamos fazer assim, vamos os dois. Tu vês como é, e depois decides, pode ser?”
“ Sim, mas…” – Usagi foi interrompida por o riso de alguém. À frente deles apareceu uma mulher de cabelos longos e brancos. Os seus olhos eram negros como os de Raiden.
“Eu avisei-te que ela não viria.” – Disse Kirisame.
“Porque estás aqui! Ninguém te mandou vir!”
“Raiden, quem é?” – Perguntou Usagi assustada.
“Não te preocupes, é a minha irmã.”
“A tua irmã? Que fixe!” – Usagi levantou-se e pegou nas mãos de Kirisame – “ Prazer em conhecer-te! Sou a Usagi e sou grande amiga do Raiden!” – Disse com os olhos a brilhar.
“Ah hum Ah Kirisame…” – Disse Kirisame confusa. – “Raiden eu avisei-te! Agora a Rainha está furiosa connosco!”
“Cala-te! Não digas nada à frente dela!” – Disse Raiden agarrando em Usagi para lhe tapar os ouvidos.
“Rainha? De que estás a falar?”
“Temos de a levar já para a rainha! Ela sabe que essa rapariga é.”
“Mas ela é uma humana vulgar.”
“Não não é! Essa é a rapariga que ela esteve à procura todos estes anos!”
“Eu? Do que estão a falar?” – Disse Usagi a tremer – “ Raiden o que querem de mim! Pensava que eras meu amigo!”
“E sou. Kirisame eu próprio irei falar com a rainha. Dá-lhe tempo. Ela ainda não decidiu.”
“Tu é que sabes.” – Disse Kirisame desaparecendo.
“Que foi isto Raiden! Explica-me.”
“Eu explico-te, mas agora tens de ir para casa.”
Raiden caminhava junto de Usagi para casa. Agora que a rainha tinha descoberto tudo, Usagi corria um grande perigo.
“Já me podes explicar o que se passa?”
“É complicado, nem tu irias acreditar…”
“Eu sou capaz de acreditar em tudo.”
“Quando eu disse que vivia noutro país estava a mentir. Na verdade eu vivo noutro planeta. Um planeta muito longe daqui, mas que é possível chegar lá num piscar de olhos. O meu planeta natal foi destruído por uma mulher que se auto-proclamava a filha da rainha Beryl. Supostamente a mãe, rainha Beryl, selou-a com uma magia negra que fazia com que ela parasse no tempo e enviou-a para um planeta, que por coincidência era o meu. Mais tarde, não sei como, a filha da rainha Beryl, Ankoku, despertou e começou a absorver todos os espíritos dos habitantes do meu planeta. Eu e a minha irmã fomos os últimos. Lembro-me de ela dizer que os nossos espíritos eram muito fortes. E deu-nos a oportunidade de viver mesmo sem eles, mas para isso tínhamos de obedecer às ordens dela.”
“Então tu aceitas-te a proposta dela.”
“Aceitei apenas pela minha irmã. Ela não queria morrer. E eu também não a queria deixar sozinha. É por isso que te digo para vires comigo. Agora que sabem que és, vão querer buscar-te à força toda. Se vieres comigo eles ainda te dão uma oportunidade e podes ficar como eu.”
“Eu não os posso deixar…”
“Tens tempo para pensar. Mas por enquanto não me venhas ver. Estás nos a por em perigo.”
“Então como podemos falar?”
“Quando tomares uma decisão, aí sim vens falar comigo.”
Usagi ficou a pensar. Estava preocupada por ter colocado Raiden naquela situação. Pegou no seu telemóvel e deu a Raiden.
“Não tens isto pois não?”
“Que é?”
“É uma forma de poder falar contigo mesmo estando longe. Quando vires aí escrito a palavra “AI” ou “AI home” carrega no botão verde. Sou eu. Se vires outro nome não atendas.”
“Ok… Ari…Arigato.”
“Como te disse, és importante para mim. Quero ter a certeza que vais ficar bem. Preciso mesmo de pensar antes de dar a minha palavra. O que te vai acontecer se não me levares?”
“Simples não é? Desapareço.” – Disse Raiden com um sorriso irónico.
“Eu vou-te dar uma resposta o mais rápido possível.”
“Espero que sim. Falamos depois então?”
“Sim, vou-te ligar todos os dias. Até logo.”
“Até logo Usagi” – Disse Raiden dando lhe um beijo na bochecha.
Usagi acabara por voltar a sua casa. Já estava demasiado tempo sem lá aparecer e precisava de pensar sozinha sobre o que ia fazer.
“Usagi que bom ver-te! Tens te divertido?” – Perguntou ikuko.
“Sim mãe, tem sido espectacular! O pai não está chateado pois não?”
“Tivemos sorte. O teu pai teve de trabalhar para fora uns dias. Como tu não tinhas vindo, eu combinei com o teu irmão passarmos uns dias com o teu pai. Estávamos a pensar em ir já amanha.”
“Ah, não faz mal! Mas ainda bem que vim aqui então. Aproveito e levo mais roupa para lá. Eles tratam-me muito bem mãe.”
“Eu consigo ver isso.” – Disse Ikuko ao ver a sua filha com um sorriso tão brilhante.
Usagi começou a arrumar as roupas mais quentes. O tempo só iria piorar. Pôs alguns pijamas quentes e roupa interior.
“Já não te via algum tempo Usa-chan.” – Disse Luna atrás de Usagi.
“Desculpa Luna… Queres vir comigo para casa dos Three Lights? A casa vai ficar vazia e não te queria sozinha.”
“O Yaten está lá não está?” – Perguntou Luna com os olhos a brilhar – “Então sim! Quero!”
“Óptimo, só estou a arrumar aqui umas coisas e vamos.”
A mala de Usagi pesava quase tanto como dois garrafões de água.
“Acho que exagerei!” – Disse Usagi a rir-se.
“Eu até me mudava para humana. Mas não me apetece levar isso.” – Disse Luna deitando a língua de fora.
“És tão mazinha!”
“Apenas estou a tentar-te animar. Sei que não estás bem. Queres falar?”
“Não, mas gostava de te fazer uma pergunta!” – Usagi fez uma pausa e continuou – “Imagina que estás no teu planeta e tens as pessoas que gostas a tua volta. Eu estava lá contigo, mas tinha de voltar para o meu planeta, porque senão corro um grande perigo e, infelizmente, precisava de ti. Que farias? Ias comigo, ou ficavas?”
“Que pergunta parva Usagi-chan! Claro que ia contigo! Se não estarias bem, então claro que ia.”
“Era mesmo isso que precisava de saber.”
A chegada ao apartamento foi rápida. Era quase horas de jantar e ainda ninguém tinha chegado. Usagi levou as suas coisas para o quarto de Seiya e começou as a arrumar.
“Estou cansada, vou dormir um pouco.”- Disse Luna.
“Eu depois acordo-te quando todos chegarem. Dorme bem.”
Usagi pegou no telefone e começou a marcar o seu número de telemóvel.
“Raiden?”
“Usagi-chan! Como estás? Não esperava que falasses comigo tão cedo.”
“Tens visto muitos nomes no ecrã?”
“Não sei, tenho andado ocupado. Só agora é que vi este.”
“Hum, ainda bem então. Estás bem? A tua irmã não te disse nada?”
“Por enquanto não. Mas eu prometi que iria falar com a rainha ainda hoje. Vai ser difícil falarmos.”
“Sim, então fica para amanha. Desculpa tenho de desligar, os meus amigos já chegaram.”
“Foi tão divertido não acham?” – Perguntou Minako aos restantes.
“Pois foi! Comi até não poder mais!” – Disse Yaten.
“Estou tão cansado. Acho que vou dormir um pouco. Tratem vocês do jantar.” – Disse Taiki.
“Mas que lata que ele tem!” – Resmungou Seiya.
“OI Seiya estás muito rabugento hoje.” – Disse Yaten.
“Olá! Hoshi sabes quem está aqui hoje?” – Preguntou Usagi ao abraçar a sua filha.
“Quem mama?”
“Uma gatinha muito querida. De certeza que gostas muito dela no futuro! A Luna.”
“Quero ir vê-la!” – Disse Hoshi entusiasmada.
“Ela está no quarto do Seiya. Deve estar a dormir, por isso tem cuidado a acorda-la!” – Hoshi já tinha desaparecido. Era provável que não tinha ouvido nada do que Usagi dissera.
“Usagi onde andas-te?” – Perguntou Minako – “Foi tão divertido depois de ires embora. A única parte chata foi o Seiya não parar de mandar vir!”
“Tive umas coisas para fazer.”
“E por isso não atendeste o telemóvel não é?” – Perguntou Seiya aborrecido.
“Ah.. hum… Perdi o telemóvel! Quando estava a fazer a casinha para o gatinho. Como estava um pouco escuro não consegui encontrar.”
“Estás a brincar não estás? Tu deixas as pessoas preocupadas sabias?”
“Eu sei, desculpa.”
“Sempre a mesma coisa...” – Disse Seiya abraçando Usagi – “Espero bem que não me voltes a fazer isto. Ficas com o meu telemóvel enquanto não encontrares ou comprarmos outro.”
“Arigato!”
Minako e Yaten acabaram por ser os únicos a fazer o jantar. Luna e Hoshi conversavam na sala sobre o futuro e como as coisas andavam. Usagi estava ainda a tomar a decisão de explicar ou não muito resumidamente o que se estava a passar a Seiya.
“Então o que querias falar comigo?” – Perguntou Seiya a fechar a porta do quarto.
“Basicamente eu tomei uma decisão sobre algo que não é nada importante.” – Disse Usagi tentado acalmar e acabar a tensão que existia.
“Então e qual é a coisa nada importante e que decisão é?” – Perguntou Seiya intrigado.
“Por não ser nada de importante não te vou dizer. Apenas te digo que a minha decisão é para ajudar todos nos.”
“Então se não é nada demais e se é para ajudar todos nos isso é bom certo?”
“Achas que é? Então assim sinto-me melhor!” – Mesmo que Seiya não saiba nada, Usagi sentia-se melhor com as palavras dele. Sentia que era a coisa mais acertada a se fazer.
“Mas não me queres contar? Continua a haver segredos entre nos.”
“Não é nada disso!” – Disse Usagi abraçando Seiya. “Amo-te muito Seiya. Obrigada por estares comigo.”
“Já estás a mudar a conversa.”
“Não estou nada.” – Usagi abraçou Seiya e beijou-o levemente nos lábios.
“Odango…” – Seiya pegou em Usagi e deitou-a na cama. Os seus beijos iam enchendo Usagi de ternura e ao mesmo tempo de prazer. Beijos de amor que percorriam todo o seu corpo. Os seus lábios eram tão sensuais enquanto desciam e beijavam o seu pescoço fazendo-lhe calafrios ao toque da pele. Hoje Usagi não o iria parar porque hoje poderia ser o último dia que o veria. Pequenas lágrimas lhe caiam pela face enquanto saboreava freneticamente aqueles lábios que eram seus. Seiya acariciava todo o seu corpo com as suas macias e sublimes mãos. Arrastou Usagi para mais perto e os seus braços apertaram-se a minha volta. Usagi conseguia sentir um leve tremelicar vindo dele. Os seus lábios viajavam lentamente, passando cuidadosamente pelo pescoço e tocando levemento no peito de Usagi.
“Seiya…”
Usagi acabou por desligar-se do mundo em que vivia e entregou-se aquele sonho inesquecível e surpreendente.
nossa tanto tempo que não venho aqui... estava com muita saudade...
1capitulo:6 Raiden
destaquei esse trecho por achar interresante...
amei todo contexto... mas gostaria mesmo que o raiden não
fosse mal, e o Saiya com Usagi estão tão bonitos... só não vi
rastros do Mamuru... o que aconteceu com ele????
tou louca pra saber... esse capitulo está realmente interresante será que Raiden vai ser capaz de roubar o espirito da Usagi??? espero que não... e a irmã dele será q não tem nem um pouco de humanidade... vamos prosseguir...
amanhã passo por aqui para falar do próximo capitulo
que está bastante interresante... Usagi se rendendo aos
carinhos de Saiya...
dessa vez parece que ela não vai jogar uma panela nele...rsrsrs 
1capitulo:6 Raiden
“Então irmão é amanhã que vais apanhar aquela
miúda?”
“Não me chateies!”
“Não sabes no que te andas a meter.
Essa rapariga, tu vais ficar a sentir algo por ela mais cedo ou mais
tarde.”
“Não te metas! Eu sei o que faço!”
destaquei esse trecho por achar interresante...
amei todo contexto... mas gostaria mesmo que o raiden não
fosse mal, e o Saiya com Usagi estão tão bonitos... só não vi
rastros do Mamuru... o que aconteceu com ele????
tou louca pra saber... esse capitulo está realmente interresante será que Raiden vai ser capaz de roubar o espirito da Usagi??? espero que não... e a irmã dele será q não tem nem um pouco de humanidade... vamos prosseguir...
amanhã passo por aqui para falar do próximo capitulo
que está bastante interresante... Usagi se rendendo aos
carinhos de Saiya...
dessa vez parece que ela não vai jogar uma panela nele...rsrsrs 

eu escolho te louvar senhor
com tudo o que sou, da minha vontade eu abro mão, pois eu escolho o som do céu....
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