Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Crónicas de um rapariga singular

#1
Olá,
Em jeito de pausa na fic anterior (e a pedido de várias familias, como se costuma dizer, e porque achei que devia escrever algo sobre eles já que toda a gente anda a fazer) aqui fica a minha segunda fic. Desta vez é sobre o meu casal favorito (como não podia deixar de ser) Bunny e Gonçalo.
Aqui ficam o prólogo e o indice.
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Titulo: Crónicas de uma rapariga singular
Personagens: As principais pertencem á Naoko, mas há uma inventada por mim.
Género: Romance
Classifcação: Livre
Indice
Prólogo-----página 1
Capitulo 1------página 2
Capitulo 2------página 3
Capítulo 3 -----página 4
Capítulo 4-----página 5
Capítulo 5-----página 6
Capítulo 6-----página 7
Capítulo 7-----página 8
Capítulo 8-----página 9
Capítulo 9-----página 10
Capítulo 10-----página 11
Epílogo-----página 12
Prólogo:
Bunny estava frustada. Fazia um mês que Gonçalo tinha ido para a América. A última notícia que recebera dele foi a de que tinha conseguido um estágio numa empresa em Nova Iorque. A partir daí, mais nada.
Depois da confusão com a Galaxia, ele decidira ir na mesma. «É uma oportunidade que não posso perder» disse ele a caminho do aeroporto. «E depois podes sempre contactar-me», acrescentou com um sorriso e um beijo caloroso.
Ela bem que o tentou dissuadir, mas parecia que nada o fizera mudar de ideias.
Embarcou deixando-a em lágrimas pela segunda vez.
Agora, deitada na cama, revia tudo aquilo e de cada vez lhe parecia mais absurdo. Para quê estar sempre agarrada ao telefone ou a olhar para a caixa do mail se não acontecia nada? Ele bem que a avisara na despedida: «Mas receio que vá estar demasiado ocupado para falar contigo». Era verdade.
De tanto remoer, acabou por se fartar e levantou-se da cama. Desceu as escadas e foi até á sala onde os pais e o irmão estavam a ver televisão. Respirou fundo e quando eles se viraram, anunciou:
- Família, tomei uma decisão. Vou a Nova Iorque.-
Os pais ficaram surpreendidos. O irmão continuou indiferente como era seu hábito. O pai perguntou incrédulo:
- Tens a certeza?-
Nunca na sua vida Bunny estivera tão segura de uma decisão. Acrescentou com a mesma determinação com que fizera o anúncio:
- Vou ligar ás meninas a convidá-las a virem comigo.-
E voltou ao quarto.
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Pronto. Fiquem com este cheirinho e para a semana há mais.
Só mais uma coisa: Se estranharem o titulo, não se preocupem, ele será explicado no fim.
Mais uma vez, até para a semana. Smile
#2
Está interessante, eu aqui já a imaginar cada coisa (sinistro.... ahahahahahaha) Se fose eu a chegar ao pé dos meus pais, e dizer decididamente [sem gozo, nem brincadeiras] que vou para NY, lol não vou imaginar, é melhor não XD ( ainda para mais, tenho medo de andar de avião :s)


Eu espero o capitulo 1! 


Boa escrita!

//Gaby anda fugida ;^; ~ culpem os exames//



#3
Só de ler o prólogo já me interessei... concerteza vou acompanhar a tua fanfic .. ehehe vai ser a segunda ( a primeira ainda está inacabada - My Dear Devil -  não sei se conheçes) lol tenho a mania de ler as fics quando já estão acabadas lool é uma mania minha ..... fico sempre muito ansiosa. Embaracada  

Que tenhas muita inspiração pa tua fic. Fico há espera. BOA SORTE
PrincessAngel




#4
Muito obrigada pelos comentários. O primeiro capitulo está quase aí!! Smile
#5
Ora aqui está (finalmente) o primeiro capitulo, divirtam-se!!
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I
-O quê?! Tu vais o quê?!- Rita estava incrédula ao telefone.
-Foi isso mesmo que ouviste! Decidi ir visita-lo á América.- a sua voz continuava determinada.
-Mas tens mesmo a certeza que é isso que queres? Depois não digas que estás arrependida!- replicou Rita.
Bunny parecia mais determinada que nunca.
-Muito bem, mas temos de chamar as outras, não podemos ir só as duas. Tu sabes como elas ficavam tristes se não fossem. Encontramo-nos daqui a meia hora no café da Rua Principal. Não te atrases! Até logo!- Desligou.

Bunny começou a arranjar-se. Estava uma tarde de sol radiosa que convidava a um refresco e um gelado na esplanda.
Ajeitou os ondangos e saiu de casa.
- Até logo! Vou encontrar-me com as minhas amigas!- disse, despedindo-se da família.

Quando chegou ao café, viu todas as suas amigas sorriu e correu até elas.
- Olá! Não estou atrasada, pois não?- Todas olharam para ela com um ar surpreendido. Rita veio ao pé dela e começou a olhá-la de uma forma esquisita.
- Passa-se alguma coisa, Rita?- perguntou Bunny, fazendo um esgar.
- Não se passa nada.- respondeu- Estava só a verificar se eras mesmo tu, Bunny. Como não costumas chegar a horas, achei estranho.-
Bunny sorriu e as outras também. Depois sentaram-se na esplanada.
Pediram gelado para todas pois o calor era insuportável e elas precisavam de se refrescar.
- Tens a certeza de que é isto que queres, Bunny?- perguntou Joana. - Eu sei que passou um mês, mas não achas que é muito precipitado? Se fosse a ti pensava melhor no assunto.-
Bunny olhou para os olhos azuis vivos da amiga. Respondeu-lhe como respondera a Rita pelo telefone:
- Claro que tenho a certeza. Não imaginam como me fartei de pensar e repensar. Passei muitoas noites em claro por causa disto. Por isso não há mais nada para pensar. Eu vou vê-lo e pronto.- Meteu uma colher de gelado na boca.

- Tu sabes como é a Bunny.- acrescentou Maria, entre uma colher de gelado.- Quando tem alguma coisa na cabeça é difícil tira-la.-
Todas se riram ás gargalhadas. Amy, que até então tinha estado calada, quebrou o silêncio:
- Bunny, telefonaste ao Gonçalo a avisar da tua partida?-
Bunny corou ligeiramente antes de falar:
- Bom... Na verdade, eu quero fazer-lhe uma surpresa.-
Rita foi a primeira a reagir como era de esperar:
- Isso é muito romântico. E, como prova do teu amor, acho que lhe devias dar um presente. Nós ajudamos-te a escolher.-
Bunny voltou a corar. Abriu a mala e tirou de lá um porta-chaves com um coração e uma rosa vermelha.
- Fiz isto para lhe dar. Como sei que ele gosta de rosas, achei que lhe podia dar algo que simbolizasse o nosso amor.- fez uma pausa e acrescentou:
- E há mais uma coisa: eu quero que vocês venham comigo. Foi por isso que vos chamei. Não consigo fazer isto sozinha. Preciso das minhas amigas.-
Todas ficaram surpreendidas, mas, ao mesmo tempo, entusiasmadas com a ideia de viajarem todas juntas. Foi Joana quem mostrou entusiasmo por todas:
- Muito bem, vamos lá para Nova Iorque!-
E, dito isto, acabaram os gelados, pagaram, despediram-se e foram para casa preparar-se para a viagem.
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E pronto. Já sabem: vemo-nos para a semana.
#6
Pequenino, mas interessante, gosto da atitude da Bunny. 
Vamos a ver o que vai dar essa viagem hihihi. 
Fico há espera do próximo capítulo.  Mas tenta fazê-lo um cadinho maior.  
Boa sorte e ja ne
PrincessAngel




#7
Eu gostei Embaracoso hmmm, ai há coisa, e a Rita deve saber, Matreiro eu faço filmes, quero saber o que vai acontecer, posta logo ;-;

//Gaby anda fugida ;^; ~ culpem os exames//



#8
Obrigada peolos comentários, na sexta há novo capitulo.
Até lá aguentem só mais um bocadinho, sim? Smile
#9
Aqui está (finalmente) o capitulo desta semana.
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II
Quando Bunny chegou a casa, foi logo para o quarto preparar a mala.
Não podia ser uma mala muito grande, mas também não podia ser pequena uma vez que iam ficar duas semanas. Pedira á Amy para que tratasse das reservas e dos bilhetes pois, como é sabido, e a Rita fez questão de lhe lembrar antes de se despedirem, ela não percebe nada disso. Também lhe pediu para ver como estaria o tempo nos EUA. Queria ter a certeza que levava a roupa certa.

Estavaa tão distraída a pensar no que ia levar que nem se apercebeu de que a mãe entrara no quarto.
-Então, já trataste de tudo com as tuas amigas? Elas concordaram?-
Bunny sorriu.
- Sim. Elas concordaram.- Acrescentou:- Estou ansiosa por conhecer a cidade! Dizem que é tão grande como a nossa!-
Fernanda olhou para a filha. Nunca a tinha visto assim. Estava feliz e confiante! Nem parecia a mesma Bunny! Tantas vezes a vira chorar pelos cantos por causa do Gonçalo que, afinal, só conhecera uma vez ainda Bunny andava no liceu. Não pôde evitar as lágrimas e o sorriso ao mesmo tempo.
Bunny olhou para ela surpreendida:
- Está tudo bem, mãe?-
Fernanda limpu as lágrimas e tranquilizou-a:
- Está tudo bem. Sou só eu que estou com saudades antecipadas.-
Abraçaram-se. Depois, Fernanda saiu do quarto de modo a deixar Bunny fazer a mala.

Bunny recomeçou de onde tinha ficado. Foi ao armário procurar uma mala de viagem. Ao remexer nas caixas, uma chamou-lhe a atenção. Tirou-a para cima da cama. Abriu-a a fez uma expressão de choque e alegria ao mesmo tempo. Dentro da caixa estavam os sapatos de cristal que Gonçalo lhe oferecera na primeira vez que soubare do seu aniversário. Aqueles sapatos tinham-na metido num belo sarilho! Suspirou ao lembrar-se. Naquela altura era tão jovem e inocente. Fechou a caixa e voltou a guarda-la no armário. Não ia levar más recordações para a América.
Quando estava a arrumar a caixa dos sapatos, reparou noutra ao lado. Tirou-a e abriu-a. Era o medalhão de Sailor Moon Eterna: o coração amarelo com as asas brancas. Há muito tempo que não o usava. A última vez fora há dois anos contra a Galáxia. «Não vou precisar disto.» Pensou. «A Sailor Moon não será precisa por bastante tempo». Fechou a caixa e guardou-a junto da dos sapatos. Não queria que nada pertubasse a sua viagem.

Nesse momento, o telemóvel começou a tocar. Era o toque de mensagem. Foi ver e era a Amy a dizer que já tinha reservado o avião e o hotel. Partiam no dia seguinte bem cedo. O tempo não seria muito diferente daquele que se fazia sentir no Japão, visto estarem no Verão. Mas, ainda assim, deveria levar um casaco para a noite.
Agradeceu a mensagem e continuou a fazer a mala. Colocou roupa mais ligeira mas também um casaco como recomendara Amy.

A pensar no encontro romântico, tinha decidido levar o vestido que usara quando saíra pela primeira vez com o Gonçalo mas já estava muito gasto e de certeza que já estava farto dele. Por isso decidiu que ia levar um azul-claro de saia curta e uns sapatos a condizer.
Fechou a mala a tempo do jantar. Desceu as escadas e foi para a cozinha onde estava o resto da família incluindo Luna que se tinha transformado numa gata normal. Estavam á sua espera para começar a comer. Durante a refeição, o pai de Bunny não pôde evitar paerguntar quando seria a viagem.
- Amanhâ!? Não podias ter marcado para mais tarde? E a que horas tens de estar no aeroporto?-
Bunny pensou um pouco antes de responder:
- Queria que fosse o mais rápido possível. O voo é ás 9.00 horas. Combinei com as meninas por volta das 7.30. Temos de estar cedo para dar tempo de fazer o check-in. Mas não te preocupes eu apanho um táxi não há necessidade de te levantares cedo para me levares.-
O pai contrapôe:
- Não, senhora! Eu levo-te! É a primeira vez que vais para fora e eu quero despedir-me como deve ser. Quanto tempo vão ficar?-
Ela respondeu:
- Duas semanas. Mas se tudo correr bem, pode ser que se prolongue para mais uma.-

A seguir ao jantar, ainda ficaram um pouco a conversar e a ver televisão. Depois Bunny subiu.
Precisava de dormir bem para suportar a viagem do dia seguinte.
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E pronto. Espero que desta vez não esteja pequeno e que tenham recordado alguns momentos da série.
Para a semana há mais. Até lá!Smile
#10
huuuummmm eu gostei hihihi ... sim fez-me recordar da série .... também noto que a Bunny está mais madura... gosto disso na tua fanfic .... em muitas que leio, ela mesmo com mais idade é sempre infantil e isso já farta um bocadinho. mesmo que ela seja assim na série tem que se pensar que as pessoas mesmo apesar de serem infantis amadurecem com o tempo. Dou-te os parabéns por demonstrares isso na tua história. fico há espera do próximo. até lá Emocionada
PrincessAngel




#11
Eu quero saber o que vai acontecer lá, na América ;-; 
Realmente é uma coisa que imaginava num episódio Embaracoso uma continuação ;D


Continua Embaracoso

//Gaby anda fugida ;^; ~ culpem os exames//



#12
Calma! A pressa não leva a lado nenhum!! 
Só posso dizer que vão ter a maior surpresa das vossas vidas. 
(Esperem por sexta!)  ou querem que mude o dia de postar capítulos para as segundas? Eu não me importo, mas acho que assim tem mais graça.
Smile
#13
Olá,
Aqui vai o capítulo da semana e o primeiro de Novembro.
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III
Na manhã seguinte e como haviam combinado, o pai de Bunny foi leva-la ao aeroporto. Entre despedidas emocionadas e conselhos, lá conseguiu ir ao encontro das amigas e, dái a pouco tempo, embarcaram.

O avião aterrou, passadas umas horas, e o aviso de chegada foi dado. Bunny dormitava no banco com a cabeça encostada ao vidro da janela.
Rita deu-lhe um abanão e ela acordou sobressaltada.
- O que se passa?- perguntou atrapalhada.
-Já chegámos, tonta! Adormeceste!- respondeu Rita ajudando-a a sair da fila de lugares com as outras.

Uma vez cá fora, já depois de terem recolhido as malas, foram á procura de um táxi. Amy chamou-o porque, como é sabido, é a única que sabe falar inglês. Disse ao motorista para ir para o hotel e o táxi arrancou.
No caminho, foram vendo as avenidas largas e cheias de gente, os anúncios de neon que faziam publicidade a artigos de luxo como jóias, carros ou perfumes. Olhavam todas maravilhadas.

O hotel ficava numa rua próxima do centro da cidade. Era um edifício alto como todos os que havia em Nova Iorque.
O táxia parou á porta e elas desceram, depois de serem ajudadas com as malas.
Entraram pela porta giratória e dirigiram-se á recepção.
Mais uma vez foi Amy quem fez o check-in. Os quartos ficavam no terceiro andar, pelo que foram de elevador.
A primeira porta era a do quarto de Bunny, depois eram os quartos das outras. Cada uma entrou no seu.
O quarto era amplo e tinha uma grande janela de onde se via a cidade.
A cama era larga e tinha os lençóis brancos dos hotéis. Tinha, também, uma mesa com uma cadeira. Em cima da mesa, a habitual publicidade.
Anexa ao quarto, estava a casa-de-banho.
Bunny pousou as malas e atirou-se para a cama. A viagem tinha sido longa e estava esgotada. Precisava de descansar. Fechou os olhos e adormeceu.

Acordou, passado um bocado, com um leve bater na porta. Levantou-se e, a cambalear, foi ver quem era. Rita apareceu do outro lado. Atrás dela, vinham as outras.
- Podemos entrar?- perguntou. Bunny respondeu:
- Claro! Entrem.- Entraram e ela fechou a porta. Instalaram-se todas pelo quarto. Rita sentou-se na cadeira junto á mesa, Amy e Joana á beira da cama e Maria no chão.
Bunny sentou-se perto de Amy.
Rita quebrou o silêncio:
- Agora que estamos instaladas, podíamos ir explorar a cidade.-
Joana disse:
-É uma boa ideia! Ouvi dizer que as lojas aqui são demais!-
Amy contrapôs:
- Eu acho que devíamos deixar a Bunny decidir. Afinal foi ela que quis vir.-
Maria perguntou:
- Então, Bunny o que decides? Onde gostarias de ir primeiro?-
Bunny ficou pensativa. De repente, levantou-se, foi até ao sítio onde estava o casaco e tirou do bolso um papel dobrado. Era a morada do Gonçalo. Ele dera-lha antes de partir no caso de acontecer alguma coisa.
Apertou-o contra o peito e disse:
- Quero ir ver o Gonçalo.-
Foi Rita quem falou:
- Está bem, mas não seria melhor vermos a cidade primeiro? Nunca viemos cá podíamos aproveitar! E depois, íamos a casa dele.-
Todas concordaram.
Ajeitaram a roupa e saíram do hotel.
Amy chamou um táxi que as levou a todos os lugares turísticos. Estava um fim de tarde magnífico.
Depois, voltaram ao táxi e Bunny deu o papel ao motorista para que as levasse aquela morada. O carro seguiu o parou junto a um bloco de apartamentos altos.
Era o prédio onde morava o Gonçalo. Saíram do táxi, depois de Amy pagar, e dirigiram-se para o prédio.

O coração de Bunny batia disparado quando chegaram perto da porta da casa. A placa dizia «Gonçalo Chiba» Bunny tocou á campainha. Um momento depois, a porta abriu-se e, para surpresa de todas, apareceu uma rapariga. Era parecida com o Gonçalo, mas tinha os olhos castanhos. Vestia uma roupa leve constituida por uns calções e uma t-shirt.
Bunny ficou atrapalhada:
- Desculpe, enganamo-nos na porta. Deve ser outro apartamento.-
Quando se iam embora, a rapariga veio á porta e começou a gritar:
- Esperem!- Bunny voltou para trás e as outras seguiram-na.
Bunny, ainda um pouco nervosa, perguntou:
- É aqui que mora o Gonçalo?-
Amy tentou interceder para traduzir, mas, para sua surpresa, a rapariga falava a sua lingua:
- Sim, é aqui. Por favor entrem.-
Elas entraram. O apartamento não era muito grande, tinha o tamanho certo para um rapaz viver sozinho. Pelo menos assim pensava Bunny.
- Querem comer alguma coisa? Posso oferecer-vos chá e bolinhos. São comprados, mas são muito bons.-
Elas aceitaram. Sentaram-se na mesa da cozinha que se ligava á sala por uma porta em arco. A sala tinha um sofá, uma janela com varanda e uma mesa com a televisão.
No tecto estava um candeeiro simples.

A rapariga sentou-se com elas depois de servir o chá.
Resolveu quebrar aquele silêncio desconfortável que se tinha instalado:
- Espero que estaja tudo do vosso agrado. - Elas assentiram.
Depois olhou para  a Bunny:
- Tu deves ser a Buny. O Gonçalo falou-me muito de ti. E eu tive curiosidade em conhecer-te.-
Bunny sorriu e perguntou, com ligeira raiva a crescer no peito:
- E tu quem és? E como conheces tão bem o Gonçalo?-
A rapariga ficou surpreendida.
Respondeu-lhe com toda a calma:
- Cabeça a minha! Esqueci-me de me apresentar! Eu sou a Myo, a irmã mais nova do Gonçalo.-

Todas ficaram surpreendidas. Desde quando é que o Gonçalo tinha uma irmã? E porque é que nunca lhes contara nada? Mais importante: porque escondera ele isto da Bunny?
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E pronto. Espero que gostem e fiquem tão surpreendidos como elas.
Até para a semana.
#14
gostei...... no fim uma revelação bombastica. ah espera do novo capítulo
PrincessAngel




#15
Olá Joana! Sinceramente já tinha notado que andavas a escrever a tua história, mas nunca tive aquela curiosidade para a ler....mas engraçado que como nada tinha para fazer, decidi começar a lê-la, e não foi que, para espanto meu, fiquei agarrado. 
Adoro a tua escrita simples, já se nota o cuidado com as palavras, tens evoluído, porque antes eu ia dando uma olhada aos teus trabalhos anteriores, e já se observa uma grande diferença. Dou-te os parabéns pelos progressos! 
E só para avisar que ganhas-te um novo leitor assíduo (:

Muitoo Obrigadooo Amigo Secreto


3/4 nesta comunidade!
#16
Oii Joana
(Asuasahuaauhnu pensei que a garota era outra coisa Matreiro)
Por essa não esperava o.O uma irmã? Desde quando? 
LOL estranho... Mamoru é muito estranho Matreiro Se fosse a Usagi pedia explicações Matreiro 


Opá vais mesmo fazer-me esperar até sexta ? ;-; têm dó de mim, estou doente (e surda de um ouvido =" ).


Hehe ~ (=^Δ^=)

//Gaby anda fugida ;^; ~ culpem os exames//



#17
Obrigada pelos comentários. 
Gaby, espero que recuperes rapidamente! Eu também estou meio constipada. Este tempo não ajuda nada. (Fim do off) 
Quanto a postar o capítulo, e como disse, posso mudar para segunda, mas, não sei, não tenho tanta vontade de escrever a segunda como tenho a sexta. Mas, se insistes muito, eu mudo e, a partir da próxima semana, passo a postar os capítulos a segunda, não há problema! 
Mais uma vez, as melhoras, Gaby! Smile
#18
Obrigada Joana Embaracoso (sim, este tempo está uma porcaria ;'( faz frio, faz calor enfim Matreiro ), espero que também melhores! gente doente, ou triste são as coisas que menos gosto de ver ;3
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Oh, não precisas de mudar assim, por minha causa Matreiro se te dá mais "inspiração" a sexta, que seja Embaracoso 
Além disso o tempo ia ser o mesmo Embaracoso Boa escrita ;D




Bijus ~

//Gaby anda fugida ;^; ~ culpem os exames//



#20
Olá
Aqui fica o capitulo desta semana.
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IV
Myo sorriu. O seu sorriso fez lembrar a Bunny o de Gonçalo. Sorria sempre que se surpreendia com alguma coisa. Nisso eram parecidos.

Passado o choque inicial e já mais calma, Bunny perguntou olhando para as folhas de chá a flutuarem na chávena:
- Então...moras com ele? O que é que fazes aqui? Porque é que ele nunca me contou que tinha uma irmã?-
Myo soltou uma risada. Bunny corou ao aperceber-se que estava a ser indelicada. Myo não se mostrou ofendida. Respondeu-lhe com a maior naturalidade:
- Quando eu nasci, o Gonçalo tinha três anos, por isso não foi difícil para ele habituar-se á ideia de ter uma irmã mais nova.- Fez uma pausa durante a qual terminaram o chá e, com a ajuda de todas, arrumaram a cozinha. Depois foram para a sala onde a conversa foi retomada:
- Durante a nossa infância, éramos muito chegados. No entanto, mostrávamos interesses diferentes. O Gonçalo pela natureza, como sabes, e eu por artes, mais especificamente por escultura.- Olhou para Bunny que sorriu. Continuou:
- Acho que foi por influência da nossa mãe, que era escultora. Eu gostava de admirar as obras dela, mas também o atelier onde trabalhava.- As lágrimas vieram-lhe aos olhos ao lembrar-se. Limpou-as rapidamente e continuou:
- Tudo corria bem até ao dia do acidente. Nós fomos os únicos sobreviventes. Fomos levados para o hospital em estado muito grave. O Gonçalo tinha perdido a memória com o choque, mas eu não. Durante o tempo em que estivémos no hospital, eu tentei reavivar-lhe a memória mas sem resultado. Foram dias muito angustiantes. Entretanto, os médicos contacteram com a família mais próxima e apenas conseguiram que uma tia nos viesse buscar, passado muito tempo. Ela levou-nos para a sua casa e cuidou de nós até o Gonçalo acabar o secundário e entrar na faculdade. Nessa altura, eu já tinha o sonho de ir estudar para a América. Como a minha tia conhecia gente cá que tinha uma escola de belas artes, levou-me com ela e inscreveu-me nessa escola. Custou-me muito deixar o meu irmão sozinho, mas queria muito cumprir o meu sonho. Durante muito tempo, mantivemos contacto, mas depois deixamo-nos de falar. Mais tarde, soube que vinha para cá estudar e trabalhar. Nem podia acreditar que ia ver o meu irmão passados tantos anos. Há muito tempo que não o abraçava e foi recomfortante ver que estava bem.-
Bunny ficou comovida com a história. Não fazia ideia que Gonçalo tinha passado por tanto. Ficaram todas. Myo quebrou o silêncio mais uma vez:
- Mas chega de histórias tristes! Querem ver a casa? Não é muito grande, mas dá para fazer uma visita guiada.-
Todas concordaram. Levantaram-se e Myo começou a visita:
- Aqui já conhecem. É a sala e ali é a cozinha.- Indicou, sorrindo.
- Sigam-me.- Disse ela. Foram por um corredor até chegarem a uma porta que dava para a casa-de-banho. Continuaram e foram dar a outra porta. Myo abriu-a e entraram. Era uma divisão média, com uma cama encostada á parede, uma janela que dava para a rua, uma estante com livros e um armário de roupa. Era o quarto de Gonçalo. Ao pé da cama, havia, ainda, uma secretária. em cima desta, estava uma fotografia emoldurada. Bunny olhou para a fotografia e as lágrimas vieram-lhe aos olhos. Rita consolou-a. Era uma fotografia dela com Gonçalo. Fora tirada no dia da partida durante um passeio.
Myo aproximou-se:
- Foi assim que te conheci. Fiquei muito feliz por saber que ele tinha encontrado uma rapariga tão gentil e carinhosa.-
Bunny corou de agradecimento. As outras sorriram porque sabiam que era verdade. Ficaram em silêncio a olhar para a fotografia. Até que, de repente, Myo lembrou-se de algo:
- Com tanta conversa, esqueci-me de perguntar quem são estas raparigas que vieram contigo e o que te traz por cá.-
Bunny ficou um pouco atrapalhada:
- Bom, antes de mais deixa-me apresentar as minhas amigas: Rita, Joana, Maria e Amy. Eu quis fazer uma surpresa ao Gonçalo e elas vieram comigo para me apoiar.-
Myo voltou a sorrir:
- É bom ter amigas que nos apoiem nos momentos importantes.-
Depois lembrou-se de outra coisa:
- Ainda não respondi ás outras perguntas da Bunny!- Corou e apressou-se a responder:
- Eu moro ao fundo da rua, mas, de vez em quando, gosto de vir dar um jeitinho á casa. Não que precise, porque o Gonçalo é bastante organizado, mas, ás vezes, faz falta um toque feminino.-

Saíram do quarto e voltaram á sala. Então, Bunny voltou a perguntar:
- Onde está o Gonçalo? Eu sei que já devia ter feito esta pergunta há mais tempo, mas com a conversa, esqueci-me.-
 Myo respondeu:
- Deve estar a chegar. Se quiserem podem esperar aqui. Ele vai ficar contente de vos ver. Especialmente a ti, Bunny.-
Bunny estava hesitante. Rita incentivou-a:
- Vá lá, fica! Ele vai ter uma grande surpresa!-
Quando Bunny estava prestes a pronunciar-se, ouve-se um barulho de chaves vindo do lado de fora. Uma delas entra na fechadura e abre a porta com um clique. Um rapaz alto, de cabelo preto, olhos claros, calças castanhas, sapatos a condizer e camisa clara, entra no apartamento com uma pasta de trabalho que pousa na mesa do hall de entrada. Chama com a sua voz doce:
- Myo, estás aí?-
Esta responde-lhe:
- Sim, estou na sala com umas amigas.-
Gonçalo estranha. Não é costume a irmã trazer amigas para a sua casa sem avisar. Dirige-se á sala. Os seus olhos azuis arregalam-se de surpresa. Ainda consegue perguntar:
- O que fazes aqui?-
Mas a única resposta que recebe é um abraço em lágrimas que lhe mancham a camisa e um beijo enternecido de Bunny.
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E pronto. Vemo-nos para a semana.
Não chorem muito, está bem?
Como não sei ao certo qual é a área que o Gonçalo estuda (não me lembro de ler no manga ou de ver referido no anime), pus aquela. Se não for, por favor digam para eu corrigir.
Mais uma coisa: na altura do acidente, o Gonçalo tinha 10 anos e a Myo 7. Pu-lo mais velho que na série porque, de outra maneira, seria difícil a Myo tentar reavivar-lhe a memória (porque se fosse pela idade da série, a Myo teria 3 anos uma vez que é dito que ele tem 6 e isso seria estranho. Assim fica mais claro).
Mais uma vez espero que gostem e bom fim-de-semana. Smile

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