Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

As 12 Constelações

#1
Introdução

A nossa história começa em Londres, na companhia de uma jovem, Mariah Colin, uma excelente detective de homicídios.

Envolta num passado destroçado, Mariah não vive. Limita-se a existir, a pairar pelos espaços. Completamente acorrentada ao passado inicia, em pequenos passos, o seu renascer, voltando a trabalhar.

Tarefa difícil, quando se lida com a morte a toda a hora e como um companheiro que a ignora, totalmente.

Para piorar a situação Mariah, acolhe um caso de mortes em série, que a choca. Ao mergulhar na mente do criminoso, ela nota que não esta em frente de um caso meramente fácil, mas sim à frente de um homem com uma mente intensamente deteriorada.
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Outra fic. outro estilo!

Personagens:
Mariah Colin- uma rapariga marcada pelo passado. deseja a t odo custo "voltar a viver". por causa do que se passou no seu passado Possuí uma personalidade muito fraca e indecisa. Como o tempo isso mudará. ao longo da historia começa a descobir os horrores da mente de um assacino louco.
As 12 Constelações Hurt-2

Diego O'Neill- o tipico mandão e convencido e arrogante. Detesta Mariah e recusa trabalhar com ela.
As 12 Constelações Punk-1

Melinda Flores:Rebelde atrevida e mandona.são os 3 traços principais de Flores. Acaba por tomar Mariah como melhor amiga e ajuda-a a mudar. Embora tente rejeitar, tem um "fraco" por Ryan.
As 12 Constelações Evil_look


Ryan Conner:
A alma do grupo, brincalhão e irreverente, Bem disposto é uma vitima das 2 raparigas. Conheçe Diego desde a infancia e reprova a sua maneira de agir. E completamente "vidrado" em Flores, embora esta não lhe ligue.
As 12 Constelações Boy32

William Marques: Um rapaz sedutor, mulherengo, gava-se que conseguir conquistar qualquer mulher. Que acaba por fazer a vida negra a Mariah.
As 12 Constelações Addazk1wx3
#2
Esta despertou-me a curiosidade Embaracoso
Ou seja... quero ler o primeiro capitulo... xD

Investigacao... assassinatos... passados... isto agrada-me imenso... xD

Fico ansiosamente a espera para ler Embaracoso
"To be alive is to be loved. That's what my heart whispers to me"



Gostas de anjos? E de vampiros tambem? ----> Nas asas de um anjo
#3
aqui vai!



Capitulo 1º

Passado, Presente e Futuro.



A noite. A mariposa negra. O lençol de sombras que se abate sobre os adormecidos. Recordações arrastam-se por este pano sombrio. Recordações traçadas com fogo, com dor, com mágoa, com lágrimas. Vivemos neste mundo imaginário, somente criado pela nossa mente até que o dia desponte, e nos ilumine acariciando as nossas faces e corações que se encontram embrulhados neste país de faz de conta.

O despertador tocou, fazendo o som ressoar no ar oco da casa, que agora acordava de mais uma noite de sombras. Uma mão sonolenta emergiu dos cobertores, e silenciou abruptamente o estridente ruído que se propagava, violentamente na sua cabeça. Uma figura feminina fazia-se desenhar pelos lençóis brancos como cal, que emitindo um murmúrio, estirou-se paulatinamente e caminhou até à varanda.

Chovia intensamente, e consequentemente o céu tomava o cinzento carregado como cor central. Mariah esboçou um fino sorriso e colou a mão no vidro glacial. Sempre ouvira dizer que em Londres, a chuva já era considerada como uma velha amiga, que saudava os transeuntes na alvorada e no anoitecer. O vidro reflectia o corpo de uma mulher de 25 anos, de estrutura média, pele levemente morena que contrastavam com os mortiços olhos verdes. O cabelo castanho com reflexos avermelhados batia na cintura, ondulando displicente.

Virou as costas a chuva e deixou-se escorregar pelo vidro acabando por abraçar as suas próprias pernas. Uma imensidão de questões assolou a sua mente com uma ferocidade violenta. Tentando repor a ordem no seu interior, deixou a cabeça tombar nos joelhos. Acabou por adormecer e foi dominada pelas sombras, que a haviam visitado durante a noite.



“ Ouvia gritos desesperados ao longe. Ouviu ordens gritantes. Mariah caminhava vacilante pelos corredores escuros de uma casa degradada. Cheirava a mofo e a bolor, o ar agonizava-a. Levou a mão a anca e sentiu o metal encostar a pele nua. Suspirou satisfeita, pois não se tinha esquecido da arma. Todos os sentidos tinham adquirido uma sensibilidade extrema, a respiração saia trémula e receosa. Então, choro de criança rasgou, sem dó, a atmosfera. Mariah automaticamente seguiu o som, aterrorizada, e abriu violentamente, já com a arma na mão, uma porta de madeira escura. Dentro do compartimento banhado em escuridão, um homem com um olhar demente segurava uma criança, apontando-lhe uma arma branca ao pescoço.

-Joe, peço-te, pára com isso! Larga a arma e tudo vai correr bem. - Implorou Mariah, receando dar algum movimento brusco, que desencadeasse a loucura do homem.

- Cala-te sua fedelha de uma figa. Julgavam que me conseguiam apanhar, não é? Pois não vão conseguir. Larga a porcaria da arma, senão quem morre é esta menina aqui! Não me importo de lhe cortar a garganta! Estou-te a avisar.

-Muito bem. Pronto. - Mariah atirou a arma para longe e voltou a encarar os olhos esgazeados do homem. - Joe estás a arruinar a tua vida! Já matas-te a tua mulher e agora se fizeres algum mal a essa menina, vais passar a tua vida atrás das grades. Confia em mim, solta a miúda! Vamos falar calmamente! Pensa! Estão vidas em risco!

- Já te disse para te calares! - Joe apanhou a arma que repousava no chão e apontava-a a Mariah!- Detective do diabo, devias arder no inferno! - Baixou a cabeça bruscamente. - Ela merecia, ela merecia. - Joe falava dementemente para si próprio. - Ela andava-me a enganar com outro fulano, mas eu descobri, eu descobri. E quando a encontrei. - Gargalhou loucamente. – Foi ter com o seu amante, no céu! Ela merecia. Enganou-me, enganou. Todos estes anos, todos estes anos!

- Joe, JOE! Entrega-te. É o melhor podemos conservar, não arruínes mais a tua vida percebo a tua angústia mas…

- CALA-TE FEDELHA! - Ouviu-se uma horrível som e Mariah foi alvejada no ombro, caindo no chão. Apertou o braço, numa tentativa de estancar o sangue, que jorrava em finos rios. A criança horrorizada soltava altos prantos, e esperneava, ainda enclausurada nos braços do assassino. – Agora vais fazer companhia à minha mulher! E diz-lhe que eu desejo que ela apodreça no inferno. - Joe aproxima-se ameaçadoramente, de arma na mão e apontava-a ao peito de Mariah.

Aos ouvidos de Mariah chegou o som de algo em fúria que percorria aos corredores da casa. O seu nome foi gritado, desesperadamente, quase em agonia.

-MARIAH, MARIAH!

Joe recuou assustado e agora escondia-se na penumbra deixando Mariah, deitada no chão. Esta levantou-se cambaleante e ficou de joelhos no chão, reprimindo o grito atormentado. Conhecia o portador daquela voz.

A porta foi arrombada e agora balouçava nas dobradiças, e um homem de 20 anos de cabelo louro e olhos azuis entrou completamente fora de si.

- Mariah! O que te aconteceu?! Onde está aquele imbecil? Ouvi o tiro e não aguentei, tive medo demais. Sua burra! Eu já devia saber que isto ia acontecer! Não te posso perder! - Correu para abraçar a moça que sangrava abundantemente, quando da escuridão emergiu um novo estalido e uma bala foi cuspida o baleando-o no pescoço. O corpo do homem baleado arqueou-se levemente para trás e logo caiu cruelmente, completamente desprotegido.

Mariah tapou a boca com as mãos e estacou, as lágrimas fugiam dos seus olhos automaticamente.

- NÃOOO! - Gritou e correu para o corpo estendido no chão. - Peter, Peter! Ouve-me, não podes deixar-me. Peter! Ouve-me, fala comigo, por favor!! Diz alguma coisa! Peter! Não, por favor! Peço-te! – Mariah acariciava o rosto do seu marido fervorosamente. Este não lhe respondia. Lentamente Peter encarou Mariah levando a sua mão a barriga desta, passou-lhe a mão carinhosamente e esboçou um triste sorriso.

- Adorava tanto ver o meu filho nascer e crescer. Ouvir as suas primeiras palavras, tê-lo nos meus braços. Ser um pai presente. E ter-te como minha perpétua esposa. Desculpa Mariah, toma conta dele por mim. Suplico-te.

-Não digas isso Por favor. Não voltes a dize-lo. Tu vais vê-lo, vais vê-lo. Tu vais ver os seus primeiros passos, as suas primeiras asneiras, vais ensina-lo a surpreender as raparigas, vais pescar, vais vestir te de pai natal, para lhe entregar os presentes! Vamos ser uma família feliz.

- Como eu queria! Ser feliz…. – Soluçou finalmente e olhos perderam o brilho, tornaram-se baços, a cabeça tombou para trás e o coração parou.

- PETER! – Soluçou, deixando-se cair sobre o peito do amante. Chorou compulsivamente e todo o seu corpo termia. Viu a criança fugir e desaparecer no interior da casa, em direcção à rua. Mariah sentiu então o metal frio e pecador na sua cabeça.

- Queres ir fazer companhia, ao teu marido, Miss Fedelha? – Joe riu sarcasticamente

Ouviu-se tiros descontrolados e Joe caiu morto no chão. A polícia, que até agora se conservava no exterior, entrou na casa e salvou Mariah de uma morte certa.”



Mariah acordou branca e termia, as lágrimas lavavam a pele cansada do sofrimento. Um sofrimento capaz de despedaçar o coração em soluços desoladores. Tudo se havia passado há 5 anos e na mente da rapariga esta memória estava gravada a ferro e fogo. Tão presente como o ar respirado por si. Abanou a cabeça, tentando libertar a angústia, porém esta passeava no seu coração e encontrava-se relutante em o abandonar. Mariah levantou-se e andou penosamente até cómoda onde se encontrava um copo, a rapariga atirou-o ao chão fazendo com que este fragmentar-se totalmente no chão branco. Pegou num dos estilhaços e encostou-se à parede. Abriu a manga do pijama deixando à vista a pele nua do pulso esquerdo. Engoliu em seco, lançou a cabeça para trás e mergulhou o vidro na carne. O sangue começou a aflorar-se e a pingar lentamente nas lajes. Mariah mordeu a língua amordaçando um gemido de dor e afundou ainda mais o objecto cortante, tentando encontrar uma dor mais atroz e agonizante que a dor psicológica. As pernas cederam e Mariah embateu com um dos ombros violentamente na parede, suspirou lamuriosamente atirando para longe o pedaço de vidro. Sentia-se tonta e enjoada, preste a desmaiar. As gotas vermelhas rebrilhavam a luz cálida do candeeiro. Eram como memórias que se haviam despedaçado e agora morriam nas lajes brancas. Mariah envolveu o pulso dilacerado numa ligadura e colocou por cima uma grossa pulseira, como sempre fazia.

Após a morte do marido, numa tentativa desesperada de afogar a amargura, Mariah descobriu que ao desferir golpes no seu corpo, diminuía a dor psicológica,



Ausentou-se do trabalho por 6 meses e agora resolverá, voltar a exercer a sua profissão, tentar construir de novo a sua vida. Escrever em folha branca , renascer, como a Fénix, renasce das cinzas. Ia tentar abafar levemente o passado, e esperava que o futuro lhe reserva-se boas novas. No entanto tudo isto lhe parecia fantasia, como criança que sonha ser princesa. Parecia que os murros se haviam elevado demasiado e nunca os conseguiria superar, por mais que quisesse. Mas esperava que a Fénix baila-se á sua volta libertando alguns grãos de mudança. Olhou para o relógio e apercebeu-se que estava atrasada. Vestiu-se, engolindo apressadamente um pão e saiu para a rua. Hoje ia para um novo departamento em Londres, porque pediu transferência, pois não aguentava voltar a confrontar os fantasmas de Peter no seu antigo lugar de trabalho. Peter era detective de homicídios, assim como Mariah, que corria agora pelas ruas movimentadas de Londres, para conhecer o seu novo companheiro de trabalho. Tinha o terrível sentimento que nada de bom a esperava, mas mesmo assim não recuou e continuou o seu caminho, em busca de mudança.


_________________________espero que gostem!
#4
I love it Embaracoso

Esta o maximo... adorei mesmo Embaracoso
Tens muito geito para fazer descricoes e conseguiste transpor bem os sentimentos naquele homicidio a sangue frio (ou quente... nunca sei a diferenca... xD)

De qualquer forma... esta 5 estrelas Embaracoso
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#8
adorei|!!!!!!
só tenho uma coisa a dizer:continua!!!
adoro a tua maneira de escrever...é unica *____*
#9


2ª Capítulo.

“ O inicio”



O relógio já marcava 30 minutos de atraso.

- Estou a ficar desiludido contigo Frederic. Pensava que sabias escolher, pessoas decentes e pontuais. Logo no primeiro dia! Não há duvida que é uma boa escolha. - Ironizou, chateado um homem de 27 anos, que se encontrava sentado de frente ao chefe.

- Que paciência. Deixa a rapariga em paz. Sou eu que devia ficar chateado e não tu. Que feitio!

- Estamos a falar da tua falta de sensibilidade para escolheres pessoal. Cada vez escolhes pior.

- Ouve lá uma coisa, eu sou o teu chefe! Tem lá respeito!

- Tinha respeito, se escolhesses pessoas em condições.

- Olha habitua-te! Não tens escolha. E ponto final.



Mariah irrompeu pela porta de entrada e deslizou a toda a velocidade pelo piso. “ Trinta minutos de atraso, não acredito. Que vão pensar de mim?”

Envolvida nos seus pensamentos, não reparou numa montanha de papel que apareceu a sua frente. Apercebeu-se tarde demais disso e colidiu com ela. As folhas voaram por todo o lado causado a confusão. Mariah caiu no chão e notou que mais alguém também tinha caído.

- Desculpe. - Gaguejou a rapariga enquanto se levantava.

- Vê lá se olhas por onde andas, pá! Que confusão! -Perante a imensidão de papéis emergiu um rapaz que tinha por volta de 26 anos de estrutura média, os olhos eram extremamente azuis e o cabelo era bastante claro.

- Olhe eu venho já ajuda-lo a arrumar isto, mas agora tenho um compromisso muito importante para fazer. - Saltou por cima da balbúrdia de papéis e largou-se a correr.

- Ai de mim! Que confusão vai aqui!

- Conner, o que se passou aqui? - Diana observava o panorama de olhos bem abertos. - Olha, não tinhas de levar isto à Flores?

-Pois tinha, avisa-a que vou demorar sim!

-Claro! Depois diz-me quando é o teu funeral! Como ela é, decerteza que te vai estrangular.

-Ah ah ah . Que engraçada, não há duvida!



Mariah ajeitou o cabelo, bateu à porta de leve e entrou hesitantemente.

- Mariah! Bom dia jovem. O relógio ficou esquecido hoje, não foi? - Frederic riu mansamente. - Bom… vamos começar a trabalhar! O teu companheiro é este simpático rapaz. - Diego O’ Neill.

- Frederic, convence te de uma coisa, eu não vou trabalhar com esta fedelha! Tem ar de mimada! Estou aqui só porque tu me obrigas-te!

- Mimada? - Mariah não estava contar com este tipo de coisas. Estava completamente aparvalhada.

- O’ Neill, pára lá com isso! - O rosto do chefe começava se a colorar de um vermelho pálido.

-Já disse tudo o que tinha para dizer! - E saiu empurrando Mariah contra a porta violentamente.

-O’NEILL! Volta aqui! Este rapaz dá-me cabo da cabeça. Arrogante! Convencido! Se não fosse tão inteligente já o tinha despedido! Mariah, já sabes com o que vais lidar! Desejo-te boa sorte! Ele nunca teve um companheiro que durasse mais de 2 meses. Despedem-se todos e andam a anti-depersivos. Boa sorte miúda!

- Obrigada! - E saiu ainda um pouco abalada. Sentiu alguém a tocar-lhe no braço e quando se virou deparou-se com o “Rapaz das Folhas”

- És a nova vítima? - Tinha um ar sério e brincalhão ao mesmo tempo.

-Aha?

- Colega, não é fácil lidar com o Diego! Tem um temperamento difícil.

- Já deu para perceber! Mas obrigada por me avisares!

-Então, és nova aqui! Olá, sou o Ryan Conner. Trabalho nas análises. Bem-vinda, à nossa família!

- Obrigada Ryan! - Esboçou um sorriso e ficou a olhar o vazio onde Diego havia desaparecido!

- RYAN!!! - Um grito zangado entoou nas paredes vorazmente. Uma rapariga de 25 anos, com o cabelo curto e loiro, e de olhos intensamente castanhos que destacavam-se na pele branca caminhava assustadoramente de mão na anca. – É só deixar-te um pouco sozinho, que logo desapareces!

- Flo…Flores! Eu vim dar as boas vindas à nova colega. - Envolveu a cintura de Flores com os seus braços e puxou-a.

-Não me chateies Ryan! - Desprendeu-se do rapaz e virou para Mariah. -Olá, sou a Melinda Flores! Vais te divertir por cá, vais ver! E tu és?

- Mariah Colin.

- Queres vir tomar um café? - Ryan perguntava isso enquanto puxava novamente Flores para si.

- És um chato! - Encarou-o furiosa.

-Obrigada, mas não costumo tomar café de manhã. São muito simpáticos. Vemo-nos por aí!

Distanciou-se deles e começou a percorrer os longos corredores, em busca do seu local de trabalho. Depois de algum tempo perdida, acabou por encontrar o gabinete. Entrou e deparou-se com Diego sentado comodamente, com os pés em cima da secretária e a cabeça atirada para trás. Os cabelos parecias folhas de Outono, leves, castanhos e rebeldes. Mal a rapariga entrou no compartimento, este levantou-se logo e disparou:

-Vamos pôr umas coisas assentes, tu aqui não dás palpites, não respiras, não me diriges a palavras, não vamos trabalhar em conjunto, não vamos ser nenhum tipo de equipa pindérica. Fiz-me entender? - Diego assustou-a tanto, que Mariah instintivamente colou-se à parede, mas após ter ouvido tudo respondeu desorientada.

- Sim. - Mariah olhava-o como criança que vê uma aranha enorme e aterradora. Diego olhou-a como repugnância, empurrou-a já que ela se encontrava colada na porta e saiu, sem dizer uma palavra.

A rapariga sentou-se cansada, e começou a perceber o quão era fraca, incapaz de responder a uma afronta deixara que Diego a reprime-se à vontade, para se abstrair da sua punição psicológica olhou em à sua volta. Era um gabinete pobre. As paredes estavam forradas a cinzento, e só havia uma janela e 2 secretárias. O que mais abundava era livros, de diversos géneros, pequenos e grande, em inglês ou francês. A desordem era total, e Mariah começou a arrumar todo, deixando assim todas as suas preocupações desvaneceram-se no trabalho. Quando acabou já o sol morria, em longas ondas laranjas. O espaço estava mais limpo, mais arejado, mais organizado. Sorriu preparando-se para sair do gabinete e ir para casa. Quando abriu a porta, encarou-se com Diego que supostamente ia a entrar.

- Até amanhã! - Gritou a rapariga já longe.

Diego entrou e apercebeu-se da mudança.

- Aquela fedelha irritante, arrumou tudo, até a minha secretária! - Rosnou e depois foi sentar-se na janela, adormecendo nela.



-Mariah! Espera! - Flores corria e mais atrás vinha Ryan com um sorriso brincalhão.

-Flores, Ryan! Olá de novo! - Saudou-os alegremente.

- Anda, quero saber tudo! Como sobrevives-te? - Brincou Ryan

-Que cusco! Vamos tomar alguma coisa e conversar pode ser? -repreendeu Flores.

-Claro!



O início, o começo, a primeira linha, das muitas que iam ser escritas, terminou naquele dia com a divertida conversa entre os 3 colegas.

#10
hum..tou a gostar!!
akele diego pah!!!que trol :Sem paciencia: não sabe mesmo ser um pouco simpático :Sem paciencia:

ó cap tá muito fixe =')
continua!!
#12
tá giro Embaracoso
mas fikei na dúvida...a Mariah tá grávida??
akele Diego >.<'''' é mesmo BURRO!!
continua!!!
#13
não vou contar,mais a frente vais descobrir se está...ou não. lol
#15
tra la la ! acabei o 3 cápitulo!!!
se tiver tempo ainda o coloco!
#16
*_____________________*
sinhe!!!!

Editado pela última vez em

#17
Acho que não tem erros ,mas sorry se tiver!
espero que gostem!
Capitulo 3
A primeira vida.




Os dias arrastavam-se lentos e preguiçosamente pelos longos dias de Inverno. O corpo cansado do dia-a-dia, repousava agora deitado, enfaixado nos cobertores. A calma possuía o lugar, a respiração pausada e lenta desenhava-se elegantemente no ambiente. O telefone rasgou o ar e sobressaltou o corpo adormecido.

- Mariah, vem depressa! - Gritou o chefe do outro lado da linha.

-Como?! - Disse ainda bocejando

-JÁ!!!



Ainda um pouco sonolenta e desnorteada entrou no gabinete do chefe.

- O que se passou? - Mariah amarrava o cabelo desalinhado num rabo-de-cavalo, enquanto confrontava assustada o homem a sua frente.

- Um corpo foi encontrado morto. – Disse rudemente.

-Entendo, e onde foi encontrado?

- Tens de esperar pelo O’Neill!

-Mas…

-Estou aqui! - O’Neill a pareceu na sala, mal-humorado por ter sido acordado aquelas horas da noite.

- Muito bem! Aqui está o lugar onde foi encontrado, vão – Entregou um papel a Diego e voltou a sentar-se.

- Ora, como isto é uma monotonia, sugiro que a novata seja posta à prova! – O jovem rapaz colocou uma boa pitada de sarcasmo na sua fala e dirigiu um olhar bastante maldoso a rapariga que se encontrava á sua frente.

- O’Neill estás a levar este jogo longe de mais!!!- Gritou furioso o chefe.

- Aposto que pensa que é um mar de rosas! Mimada! - Bufou irritado o rapaz.

Mariah sentiu uma cólera horrorosa possui-la e caminhou assustadoramente em direcção a ele, arrancando-lhe o papel da mão e fixando o chefe. – O caso fica por minha conta! - dito isto saiu enraivecida.



- Tu gostas mesmo de testar as pessoas! Gostas de as tratar mal! Não te compreendo sinceramente. – Disse cansado o Frederic massajando as têmporas.

- Alguém te pediu para me compreenderes? Já que o assunto está resolvido, vou me embora! - E saiu



Mariah tinha chegado ao local a um bosque sombrio onde era noite cerrada, e ela caminhava na escuridão sentindo a raiva estalar no seu interior. Estava tão desconcentrada que acabou por tropeçar num tronco perdido e o seu corpo foi impulsionado para a frente de encontro ao solo. Da escuridão emergiram umas mãos que a seguraram não deixando que ela toca-se no chão.

-Will… William! - Mariah abriu os olhos e encontrou um rapaz com cabelos ruivos, alto e de olhos violentamente verdes que a segurava pela cintura. Este sorria-lhe com o seu típico ar maroto. Mariah conhecera-o no segundo dia de trabalho e desde aí davam-se muito bem. – Que fazes aqui?

- O “chefezito” mandou-me vir! Onde está o O’Neill?

-Não veio! – Mariah baixou o olhar e reparou que ainda estava a ser segura por William.

-Ainda bem! É sempre o mesmo burro!

- São personalidades! - Mariah levantou o olhar e fixou William, tentou recuar, de modo a separar aquele contacto físico, mas o braços do rapaz recusaram o pedido, apertando-a ainda mais. - Hum… Ah… Will… Estás a magoar-me! – Gemeu silenciosamente. Ele agora observava-a lentamente com aqueles olhos esmeralda sem pronunciar uma única palavra. As mãos debilitaram o aperto e libertaram-na.

- Vamos? - Questionou Will

-Si…sim! - E caminharam até ao local.



Um corpo de um jovem homem encontrava-se deitado de mãos e pés amarados, em posição fetal! A pele estava exageradamente roxa, os olhos brancos e as veias, visíveis por todo o corpo estavam intensamente azuis. Era um cenário horroroso!

- Aqui esta o homem! - Exclamou Mariah. - Mãos à obra!

Baixou-se e cortou as cordas que o amaravam e começou a analisar cada pedaço do corpo desfalecido. – Preciso que alguém faça umas analise ao sangue, por favor!

- Estou aqui! - De novo o rapaz ruivo apareceu e ajoelhou-se ao seu lado. Estava próximo, demasiado próximo. Mariah conseguia sentir a respiração dele no seu pescoço.

- Podes tirar um pouco de sangue para as análises. Parece que foi envenenado ou algo parecido. Olha para as veias - Apontou e Will fez um ar de enjoado. – Têm sinais de luta e resistência - Apontou para os diversos golpes. – Que tipo de mente faria isto?

- Um doido! – Disse Will com um ar bastante repugnado. – Olha o que é isto? No pescoço?

-Uma queimadura?

- Parece uma marca feita a ferro incandescente! - Aproximou-se e observou melhor a marca. – Parece ser o desenho de um homem com uma vasilha na mão, de onde saí um liquido, talvez água! Foi feito a pouco tempo a pele em redor ainda está vermelha.

-Hum… que estranho! Que quererá dizer isso?

- Ignoro. Mas agora também não vamos descobrir! Vamos chamar a equipa para levar o corpo e amanhã continuamos. Ok?

- Certo! - Olhou o relógio. Eram 3 da manhã e o sol ainda dormia.



A equipa chegou e encarregou-se do assunto. Mariah e Will podiam ir descansar para no outro dia, começar a investigação a sério. Mariah despediu-se de Will e direccionou-se para casa, mas sentiu o seu braço ser puxado para trás.

- Diz?

- Anda, eu levo te a casa! No meu carro! – Mariah não consegui ver, devido á escuridão o sorriso maroto e perverso que se desenhou na boca deste.

- Não é preciso, obrigada. Até manhã!

- Ora! Deixa-te de coisas! Anda. Não te preocupes! - E puxou-a



Na viagem a conversa rodava a volta do homicídio, tentavam inutilmente desvendar o mistério. Pouco depois tinham chegado à casa de Mariah.

- Obrigada! Até manhã és um amor, boa noite! – Ia a sair quando sentiu a porta trancar-se.

- Will a porta …- Willam olhava-a lentamente com um sorriso que ela começava a detestar. - Will abre a porta! – Então o rapaz sorriu ainda mais, e avançou para ela. Colocou uma das mãos sobre o cinto do carro dela, impossibilitando-lhe qualquer movimento. E aproximava-se mais e mais. – Will afasta-te! Abre a porta! Deixa-me sair! Por favor, estás-me a assustar!

- Relaxa! - As mãos dele já lhe passeavam atrevidamente no corpo. Olhava-a seriamente e Mariah viu, que nos olhos dele só se encontrava interesse e aproveito. Nada de sentimento. Assustada começou a mexer-se violentamente e levou as mãos ao peito dele, tentando-o afastar.

-Afasta-te! Por favor! Pára! Will! Afasta-te! AFASTA-TE! - Gritou desesperada ao sentir o corpo dele começar a tocar no seu.

- Aproveita a momento! - Suspirou Will enquanto lhe começava a morder o pescoço. Mariah tentava sem sucesso afasta-lo. Então Will sentiu as mãos da rapariga cederem e caiu pesadamente sobre ela. Pouco depois sentiu algo muito quente perto do seu pescoço. Mariah tinha na mão o isqueiro do carro incandescente e ameaça-lo queima-lo.

- Abre… a …porta! - As palavras saíram falhadas e nos olhos as lágrimas somavam-se. Termia assustadoramente, aterrorizada. William levantou-se e voltou a sentar-se no seu lugar enquanto a olhava furiosamente. -ABRE A PROCARIA DA PORTA! - Gemeu chorosamente a rapariga apavorada.

Assim que ouviu o “click” da porta, Mariah fugiu do carro, como homem que foge da morte.

- Imbecil - Rugiu ao rapaz no carro enquanto apertava a camisa, e ligava o carro.



Mariah voou até à banheiro e deixou a água lavar o seu corpo, esperando purifica-lo. Não compreendia a reacção do rapaz, pois sempre lhe inspirava confiança, e agora tinha percebido quais eram as verdadeiras intenções por detrás daqueles sorrisos afectuosos. Lavou a pele até a deixar quase em carne viva, não aguentava mais o cheiro dele que a possuía. Caminhou até a cama e deixou-se cair nela, esperando que a noite lhe cobrisse as faces para não ter de confrontar de novo aquele odioso rapaz. Que iria ele inventar? Que iria dizer? Que iria afirmar? De que iria troçar? Levou as mãos aos ouvidos e gritou angustiada, perante o seu desgraçado destino.



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O que acham que quer dizer a marca?
#18
hum...é a marca do assassino...deve ter alguma coisa haver com o passado do assassino...algo que o marque a ele e as vitimas (eu vejo mentes criminosas xD)
bahhh...odeio mais o will!!!ODEIO!ODEIO!!!
Hum...agora tou intrigada...tambémn adorei este capitulo =)
tens muito jeito!!
#19
Les-te rapido. Só te posso dizer que esta marca está presente no nosso dia a dia. Em revistas, na televisão ,em livros. talvez com a continuação se percebe melhor.!
obrigada,por estares a ler! Surprised.o: Estou comovida!
#20
de nada Embaracoso
Hum....mas pode ser algo que marcou o assassino Wink (acredita...eu vejo tanto policial que já acredito em tudo Matreiro)

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