Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Lenda da Lua Branca - Parte 1

#21
Olá.
Esta semana (e nas próximas) os capitulos sairão do Word, porque acrescentei mais coisas. Este em especial se não as tivesse não tinha piada (acho eu).
Espero que gostem.
Até para a semana.
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[b style="mso-bidi-font-weight: normal;"]XI

Entretanto na Lua Negra, Dravna e Zircónia, dançavam ao som da Valsa Negra. Apesar de nunca ter dançado, Dravna parecia que sempre tinha dançado: a delicadeza dos passos e a graciosidade dos saíam-lhe tão naturalmente que parecia era ela a conduzir a dança e não Zircónia.

Todos os convidados, incluindo Eliona e Orquédia, estavam espantados não só com a graciosidade da dança mas também com o par: durante toda a noite, a Princesa não estivera com mais ninguém senão Zircónia.

Quando a dança acabou, todos bateram palmas e ambos agradeceram com uma vénia. Saíram da pista para dar lugar a outros pares e Dravna pediu uma bebida a Zircónia pois a dança tinha-a deixado com sede.

Enquanto ele foi buscar a bebida, ela encaminhou-se para a varanda para apanhar um pouco de ar. Estava uma noite calma e sombria. Tudo á volta do Palácio parecia escuro e assustador. Dravna fechou os olhos para melhor apreciar a aragem que se fazia sentir de vez em quando.

Estava tão descontraída que não reparou que Eliona estava a seu lado. Apenas quando esta quebrou o silêncio:

- Estou a ver que te dás muito bem com o General Zircónia. Não o largaste toda a noite!-

Dravna respondeu não deixando de olhar em frente, agora com os olhos abertos:

- É um homem muito gentil e educado. E, além disso, dança bem. Acho que dará um bom Rei no futuro.-

Eliona ia responder mas foi interrompida por Zircónia que trazia as bebidas. Entregou um copo a Dravna e ofereceu outro a Eliona mas esta recusou dizendo que já tinha bebido muito. Fez uma vénia e retirou-se para o salão, deixando Dravna e Zircónia sozinhos na varanda.

Dravna segurava o copo do lado de fora da varanda. Estava de pé virada para a frente e Zircónia estava a seu lado na mesma posição. Estavam em silêncio a olhar a noite.

Foi Zircónia quem quebrou o silêncio:

- Dança muito bem, Princesa.-

Dravan soltou uma gargalhada. Depois olhou para ele e respondeu ainda meio a rir:

- Desculpe, nunca ninguém me tinha tratado com tanta gentileza e respeito. Mas a cara séria que fez quando me disse isso é que me fez rir.-

Fez uma pausa em que se acalmou e continuou:

- Não é preciso falar comigo como se estivesse a falar com as suas tropas. Afinal, somos comprometidos. Não é? Por isso devíamos deixar as formalidades de lado e tratarmo-no de uma forma mais descontraída. O que achas?-

Zircónia respondeu:

- Acho bem. Até porque não sou muito dado a formalidades. Principalmente com mulheres.-

Dravna fez um trejeito. Zircónia ficou atrapalhado e tentou explicar:

- Não me interpretes mal, por favor! Ultimamente até nem tenho estado com muitas mulheres por causa da Guarda Real Negra. A não ser com a minha mãe é claro por causa do compromisso, mas de resto mais ninguém! Mas também não precisas de ficar com essa cara. Afinal acabámos de nos conhecer! E ainda é cedo para ficares com ciúmes!-

Fez uma pausa e ia continuar mas foi «calado» por Dravna que cobriu a sua boca com a dele num beijo inesperado.

Ficaram assim durante algum tempo até se largarem e Dravna exclamar ainda meio atrapalhada:

- Não sei o que me deu, a sério. Peço desculpa. Mas é que tinha de arranjar uma forma de te calar e a única que encontrei foi esta… Por isso espero que me perdoes…-

Desta vez foi Zircónia que interrompeu Dravna com um beijo. Ficaram mais algum tempo assim até se largarem novamente e Zircónia respondeu:

- Eu perdoo-te. Não te preocupes. Agora, estamos quites.-

Ficaram um tempo em silêncio e depois disseram os dois ao mesmo tempo:

- Obrigado.-

No Salão de baile da Lua Branca, Célia e Afron dançavam. Tal como em Lua Negra, também Célia demonstrava uma grande capacidade nesta arte, apesar de nunca o ter feito antes.

Afron sabia acompanha-la e isso mostrava como eles combinavam perfeitamente em tudo. Até Tarina e Gordélia estavma surpreendidas. Talvez Tairna estivesse mais surpreendida porque nunca tinha visto ninguém fazer as pazes e zangar-se tão depressa. Ali havia coisa e não havia dúvida do que era: Amor, mas nenhum dos dois se tinha apercebido disso.

Tarina estava tão concentrada em Célia que quase não reparou no convite que recebera de um rapaz. Foi preciso Gordélia chamar-lhe a atenção. Era o pajem de Afron. Chamava-se Elion e já há agum tempo que a tentava convencer a ir dançar. Tarina aceitou e foram juntos para a pista.

Agora dois pares brilhavam na pista de dança: Célia e Afron e Tarina e Elion. Tal como Célia, também Tarina demonstrava que tinha talento para a dança, apesar de também nunca o ter antes. Até a própria estava admirada.

Quando a música parou, ambos fizeram uma vénia e retiraram-se para dar lugar a outros, no meio de uma salva de palmas que muito os surpreendeu e comoveu. Até Gordélia bateu palmas e se emocionou com a cena.

Depois, os rapazes foram buscar bebidas pois todos tinham ficado com sede depois de toda aquela dança. Entretanto as raparigas foram para a varanda novamente apanhar um pouco de ar.

O nervosismo e a ansiedade que sentiam tinham desaparecido com a dança e a agitação da festa, pelo que quer os rapazes como as raparigas estavam muito descontraídos e falavam alegremente enquanto tomavam as suas bebidas.

Entretanto, na Lua Negra, o cenário era bem diferente: Dravna e Zircónia pareciam entender-se cada vez melhor o que muito agradava a Orquédia, pois sentia que a sua retirada para Infinus iria estar para breve.

Depois dos agradecimentos, Dravna e Zircónia ainda estavam atrapalhados e em choque. Dravna tentava desculpar-se novamente:

- Aquilo foi inesperado. Desculpa. Não era bem isto que queria fazer e dizer, mas saiu-me pronto.-

Fez uma pausa e continuou:

- Deve ser dos copos que bebi. Fazem-me dizer e fazer coisas que não quero! Espero que me desculpes.-

Zircónia riu-se e disse:

- Não! Eu é que tenho de pedir desculpa! Afinal fui eu que te dei a bebida!-

Mas Dravna repostou:

- Não, não! Fui eu que te beijei! Tu não tiveste culpa de nada! Eu é que peço desculpa!-

Então, Zircónia agarrou no rosto de Dravna como quem segura um objecto frágil e beijou-a delicadamente. Depois disse:

- Desculpas aceites. Não se fala mais nisso.-

Dravna corou e com um ligeiro sorriso e aproximando-se de Zircónia, segredou-lhe ao ouvido:

- Eu sei que ainda agora nos conhecemos e que não devia estar a propor isto, mas queres passear comigo amanhã pelo reino? É que eu ainda não o conheço bem e como tu estás cá há mais tempo do que eu, pensei que talvez me quisesses mostrar as redondezas.-

Zircónia sorriu e, tal como Dravna, também lhe segredou ao ouvido:

- Eu aceito a tua proposta. Vou levar-te a conhecer o reino.-

E, dito isto, despediram-se e retiraram-se para os seus aposentos, sonhando com o dia seguinte. Mal sabendo eles que, quer na Lua Negra, quer na Lua Branca estava prestes a acontecer algo que vai mudar as suas vidas para sempre.     
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E mais uma vez espero que gostem.
Smile
Ps: Não se esqueçam de opinar sempre que vos apetecer.
      

   
#22
Olá.
Aqui vai mais um capitulo.
Na próxima semana, sou capaz de publicar o capitulo mais cedo que o habitual, uma vez que vou estar fora.
De qualquer modo, fica o de hoje.
Ps: Se não gostam de ler o mesmo duas vezes, por favor, respondam ao meu apelo.
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XII
Tal como tinham conbinado, Célia e Afron saíram para passear por Silver Millenium. Foram ambos a cavalo naquela manhã de sol.
Célia estava na Lua Branca há quase um mês e ainda tinha visto todo o planeta. Por isso, Afron oferecera-se para a guiar pelos sítios que lhe parecessem mais agradáveis.
Desde a festa que de boas vindas que não se falavam, salvo raras excepções em que se encontravam para discutir assuntos do Reino e, já dessas vezes, se começava a notar alguma cumplicidade entre os dois, mas sempre muito discreta, por ela estar ocupada com os assuntos do Reino e ele com os assuntos da Guarda.
E aquele dia era perfeito para dar um passeio depois de tanto tempo em casa.

Apesar de nunca ter montado um cavalo, pois em Manah não havia, Célia parecia que já montava há muito tempo, tal foi a eficácia com que subiu para cima do animal e seguiu a galope.
Ambos os cavalos eram belos e elegantes. O de Afron era castanho e de Célia branco.
Para além dos cavalos, levaram ainda um cesto com alguma comida preparada por Tarina e pelos cozinheiros reais.
Naquele dia, Célia vestia um vestido azul-claro, sabrinas brancas e uma longa capa branca. Já Afron vestia um fato castanho, botas de montar pretas e um cinto com uma espada.
Gordénia e Tarina estavam muito confiantes em relação a este passaeio pois tinham a certeza de que seria uma maneira de aproximar os dois e talvez fazer com que se entendessem melhor.

Na Lua Negra, também Dravna e Zircónia davam um passeio a cavalo pelo Reino. Tal como na Lua Branca, Dravna e Zircónia não se falavam desde a festa, ocupados com os assuntos do Reino e da Guarda, sendo os encontros ocasionais, mas já com alguns sinais de proximidade. Mas o cavalos eram de cores diferentes: o de Dravna era negro e o de Zircónia castanho.
Dravna levava um longo vestido cinza e Zircónia um fato de montar preto, botas castanhas e um cinto com uma espada. Dravna claçava sabrinas pretas.
Tal como Célia e Afron, também Dravna e Zircónia levarm um cesto de piquenique preparado por Eliona que, juntamente com Orquédia também partilhava muitas expectativas para esta passeio, dados os desenvolvimentos inesperados da noite da festa.
Dravna, tal como Célia, também não mostrou grande dificuldade em montar a cavalo. Até se surpreendeu como o conseguia fazer sabendo que nunca o tinha experimentado.

Entretanto, na Lua Branca, Célia e Afron já tinham iniciado o seu passeio pelo Reino: foram a Crystal Tokyo, onde compraram muitas peças de artesanato e provaram as especialidades gastronómicas como os bolos de lua ou o sumo de cristal.
Depois, seguiram caminho até á Floresta da Lua, onde comeram a comida preparada por Tarina. A Floresta da Lua era um local fresco e agradável, com grandes árvores que tapavam o céu, mas deixavam entrar os raios de sol (Nota da autora: estou com calor, por isso nada melhor que uma imagem refrescante) por entre os ramos, fazendo o efeito de percianas ao amanhecer. O pó que se levantava do chão ao bater a luz brilhava e parecia magia.
Os cavalos tinham sido presos a uma árvore, tinham estendido uma manta numa clareira perto de um pequeno lago com uma cascata e um caminho de pedras que ia desde a margem onde estavam até á outra. O chão estava coberto por relva verde e fresca e pintalgado aqui e ali por flores de várias cores. De vez em quando ouviam-se os pássaros no cimo das árvores a cantar e o zumbido dos insectos perto das flroes.

Estavam os dois sentados sobre a manta com o cesto aberto a um canto. Já tinham comido grande parte da merenda e estavam a aproveitar o ar fresco da floresta. Cèlia estava maravilhada com tudo o que já tinham visto: a cidade, os campos cultivados, as montanhas circundantes do Reino, os vales verdejantes e a flroesta.
-Obrigada por me teres mostrado este Reino. Não imaginava que fosse tudo tão lindo e alegre!- agradeceu Cèlia depois de comerem.
Afron respondeu sorrindo:
- Não foi nada. Afinal foi isso que conbinámos. Por isso tinha de te levar a todos os  sítios que achava que ias gostar.-
Célia sorriu com aquela resposta. Depois, levantou-se, tirou a capa, desclaçou-se, e, como uma criança, começou a correr pela relva e a dançar, convidando Afron para de juntar a ela. Dançaram os dois desclaços na relva até se cansarem e deitarem de barriga para cima ofegantes, olharem um para o outro e rirem ás gargalhadas. Depois, Célia levantou-se e foi até ao lago onde mergulhou os pés para os lavar. Afron juntou-se a ela e ambos refrescaram os pés.

Então, Célia levantou-se, mas como ainda tinha os pés molhados, escorregou e caiu em cima de Afron que se levantou e anparou. Os seus rostos estavam muito próximos, tão próximos que cada um podia ver os detalhes da cara do outro. Nesse momento, Célia sentiu um arrepio, voltou a desequilibrar-se, agarrou-se com tanta força a Afron encostou tão próximo o rosto ao dele que acabou por beijá-lo.
Ficaram assim durante um bocado até Célia o largar e se afastar, corada e atrapalhada. Foi até á manta voltou a calçar-se e disse, ainda corada:
- É melhor voltarmos, está a ficar tarde e elas já devem estar preocupadas.-
Afron voltou a calçar-se, desarmaram o piquenique, amarraram o cesto e a manta, dobrada, aos cavalos e seguiram de volta para o Palácio sem dizer uma única palavra.

Entretanto, na Lua Negra, o passeio de Dravna e Zircónia fora em muito semelhante ao de Célia e Afron. Também passaram pela Cidade Negra e provaram as especialidades: os bolos negros e o suco cristalite.
Depois, foram fazer o piquenique para a Flroesta Negra, que era escura e sinistra e não tinha quase luz nenhuma, mas não deixava de ser um local bastante romântico para um Casal Negro como eles. Comeram quase toda a mrenda preparada por Eliona e, entre beijos e abraços, mas também alguns passeios, Dravna disse:
- Obrigada, por me teres mostrado o Reino, não imaginava que fosse assim tão maravilhoso.-
Ao que Zircénia respondeu:
- Ainda bem que gostaste. Fico contente que tenha sido como imaginavas.-
Depois, arrumaram as coisas e puseram-se a caminho do Palácio.

Célia e Afron chegaram ao Palácio ao entardecer. Vinham ambos muito sérios e desviam o olhar um do outro cada vez que estes se encontravam, virando a cara muito corados. Ainda estavam ressentidos com o que acontecera na floresta.
Célia entrou no Palácio sem dirigir uma palavra a ninguém nem sequer a Tarina que achou estranho aquela atitude. Até Gorélia ficou surpreendida. Mas Tarina como Conselhiera Real mas também como amiga, tinha o dever de saber o que se passava, por isso, seguiu Célia até ao quarto.

Na Lua Negra, o cenário era diferente. Dravna e Zircónia chegaram muito animados do passeio e subiram juntos para o quarto deixando Orquédia e Eliona bastante surpreendidas.

Entretanto, na Lua Branca, Célia subia as escadas de acesso ao quarto apressadamente, seguida por Tarina. Ao entrarem no quarto, Célia fechou a porta com força a lançou-se nos braços de Tarina. Ficaram em silêncio durante um tempo, até Tarina perguntar, sem largar Célia:
- Queres contar-me o que se passou no passeio ou vais continuar calada?-
Célia largou Tarina e sentou-se na cama batendo no espaço ao lado para que a outra se sentasse ao seu lado. Assim que se sentaram, Célia segurou nas mãos de Tarina tal como fizera no primeiro dia que se viram, em Manah. Depois Célia disse, ainda um pouco hesitante:
- Tarina, promete-me que não contas nada a ninguém, nem a Gordélia. É mesmo muito importante. Isto tem de ficar entre só entre nós. Pelo menos até ter a certeza de que é definitivo.-
Tarina assentiu com a cabeça, sem dizer nada. Célia já sabia o que aquilo significava: que não ia mesmo contar a ninguém. Fazia sempre aquela expressão quando queria fazer uma promessa. Acontecera o mesmo em Manah quando alguma delas queria proteger a outra de um sermão de Kirinah por causa de um disparate que alguma delas tinha feito e não queria que se soubesse. E Tarina cumpria sempre as suas promessas por mais dificeis que fossem. E, naquele momento, não era excepção.

Então, Célia disse, sem largar as mãos de Tarina:
- Eu e o Afron beijámo-nos na foresta. Foi muito rápido: eu tinha ido molhar os pés no lago e depois escorreguei e ele anparou-me, mas ficámos tão próximos que acabei por beijá-lo. E agora não sei se deva pedir-lhe desculpas ou simplesmente ignorá-lo. Estou confusa, acho que ainda não me sinto preparada para começar uma relação tão rapidamente. Preciso de ajuda e tu és a única que me compreende.-
Tarina sorriu e depois rui-se com gargalhadas sonoras. Depois ficou séria, mas ainda meio a rir-se disse:
- Mas era só por causa disso que estavas chateada? Pensei que fosse mais grave! Que se relacionasse com a governação ou outra coisa qualquer! Agora isso! Célia, não deves ter medo daquilo que sentes! Se gostas dele, então vai á luta! Não desistas!-
Célia corou e tentou ripostar:
- Pára com os disparates o assunto é sério!- Depois levantou-se, largou as mãos de Tarina, e foi até á varanda. Pousou as mãos no ferro, e olhando para o jardim, disse:
- Sabes, pensava que ia ser fácil esta coisa de ser Rainha e de amar, mas depois percebi que era mais dificil do que suportar os treinos de Manah que já de si eram duros. Mas a vida real é muito mais dura.-
Virou-se e continuou:
- Por isso ainda não me habituei á ideia do amor e gostava de ir com calma. Mas parece que o destino quer andar mais depressa e isso deixa-me confusa mas ao mesmo tempo anciosa. Entendes?-
Quando acabou de falar, sentiu Tarina ao seu lado na varanda e depois a abraçá-la de novo e a sussurrar:
- Não tenhas pressa. Faz tudo a seu tempo.-
Depois, acrescentou:
- E se fosses tomar um banho, mudar de roupa e descer? Gordélia já deve estar á nossa espera para jantar.-
Célia concordou e voltaram para o quarto, fechando a varanda atrás de si.

Entretanto, na Lua Negra, Dravna e Zircónia agiam como se já estivessem casados: entregando-se aos prazeres do amor, no quarto de Dravna onde declararam, pela primeira vez, algo que iria mudar as suas vidas: Amo-te.
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E pronto. É mais um. Espero que gostem.
Mais uma vez peço que me apaguem as mensagens repetidas, para não terem de ler tudo duas vezes.
Para a semana há mais.
Smile
#23
Olá,
afinal só vou mais tarde.
Por isso para a semana não há capitulo. Mas não se preocupem porque daqui a 15 dias eu volto.
Aviso (já o tinha feito no inicio, mas nunca é demais repetir):
Este capitulo contém descrições um tanto ou quanto intimas. No entanto, não impeço ninguém do ler.
Espero que gostem ( e não corem muito, por favor).
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XIII
Dravna levantou-se na manhã seguinte sentindo-se uma traidora por ter passado a noite com o General da Guarda Real. Mas era uma traidora muito satisfeita. Sentou-se na cama e olhou para o lado para contemplar o belo corpo adormecido. Era esbelto e musculado, com a pele branca como mármore, parecendo os músculos esculpidos. Estava deitado de barriga para baixo com a cabeça virada para o outro lado, encaixada na almofada de seda com um tufo de cabelo preto a cobrir-lhe o rosto. O lençol tapava-lhe apenas as pernas e a cintura deixando-lhe ver as costas nuas i musculdas.

As roupas do dia anterior estavam espalhadas pela cama e pelo quarto como se de uma festa se tivesse tratado. O que não deixava de ser verdade pois o amor é uma festa. Fora uma noite inesquecível, cheia de beijos, abraços e carícias de prazer que se prolongaram até aquela manhã que, pela primeira vez na Lua Negra, deixava ver os raios de sol por entre as nuvéns como que a saudar o casal e o seu amor.

Completamente nua, e com o cabelo a esvoaçar nas costas, levantou-se da cama e encaminhou-se para a casa-de-banho a fim de se banhar nas águas quentes e perfumadas do tanque. Mergulhou o corpo e só depois a cabeça, nadando um pouco como se de uma piscina se tratasse. A água era suave e quente e aconchegava-lhe o corpo.
Ao voltar para trás para se encostar á parede deparou-se com uma superfície suave e quente que a abraçou contra si muito suavemente. Era Zircónia que acordara e não dando pela presença de Dravna, se levantara para a procurar. Como não a encontrou no quarto foi até á casa-de-banho e encontrou-a a banhar-se no tanque qual ninfa das águas e decidiu surpreendê-la com um abraço.
Dravna espreitou por entre os braços e viu a cara sorridente de Zircónia que olhava fascinado como uma criança olha para uma montra no Natal. Depois beijaram-se. Foi um beijo longo e molhado, até Dravna lhe pedir que esfregasse as costas. Os movimentos suaves da esponja eram tão relaxantes que quando Zircónia terminou, ela também lhe quis lavar as costas. Depois das massagens, voltaram a abraçar-se e entrelçaram as mãos.
Foi então que Dravna disse:
- Amo-te, sabias?-
Não foi precisa uma resposta de Zircónia para ter a certeza que o sentimento era mútuo.

Entretanto, na Lua Branca, Célia já se levantara, vestira um vestido de linho fino, branco e já saíra com Tarina decidida a falar com Afron sobre o que se tinha passado durante o passeio do dia anterior. Iria encontrá-lo no campo de Treinos Militar da Guarda Real.
Tarina ficou um pouco atrás de maneira a permitir que Célia falasse sozinha com Afron.
O sol brilhava em todo o seu explendor. Estava um dia de Verão muito agradável e sereno. De vez em quando soprava uma briisa suave.

Naquela manhã, os treinos militares tinham sido muito duros e todos se tinham ido resfrescar no rio perto do campo. Incluindo Afron.
Por isso, quando as raparigas chegaram ao campo tiveram de perguntar a uma sentinela para onde tinha ido a Guarda pois não se via ningém. O guarda disse-lhes que seguissem na direcção do rio e foi isso que fizeram.
Quando lá chegaram, viram um grupo de homens, todos em tronco nu, á beira da água. Náo poderam evitar ficar coradas perante aquele cenário tão vigoroso.
Célia ainda levou alguns minutos a descobrir Afron no meio do grupo. Mas, passado um tempo, lá conseguiu avistá-lo: estava ainda dentro de água pelo que só se via a cabeça molhada. Tinha o cabelo colado á nuca e Célia pôde ver-lhe o percoço: era elegante e um pouco musculado.
Como estava de costas, não se apercebeu da presença de Célia e Tarina. Apenas quando um soldado lhe chamou a atenção.
Então, rapidamente, Afron saiu da água e foi ao encontro de Célia. Quando se aproximou, Célia ficou vermelha como um tomate, pois era a primeira vez que via um homem de tronco nu de perto. Afron tinha um tronco fino e muscolado, havendo algumas zonas onde os musculos se notavam mais, mas era perfeito.
Célia estava tão atrapalhada que tapou a cara com as mãos e apenas conseguiu dizer:
- Por favor, veste qualquer coisa para podermos conversar. Não te deves apresentar a uma Princesa nesses preparos!-
Mas Afron respondeu-lhe com um sorriso maroto:
- Lamento, mas sou obrigado a desobedecer-lhe. É que está muito calor e a farda é muito pesada. Além disso, ainda estou molhado pois acabei de sair da água. Por isso, se não te importas tira as mãos da cara e diz o que tens a dizer.-
 Célia destapou a cara muito timidamente e depois começou a falar ainda meio atrapalhada:
- Vim para te pedir desculpa pelo beijo que te dei ontem no nosso passeio. Foi sem querer mas é que quando escorreguei não consegui evitar e qaundo dei por mim já tinha acontecido. Peço desculpa.-
Afron riu-se e rispostou:
- Era só isso? E eu a pensar que me vinhas convidar para outro passeio! Afinal foi para pedir desculpa por causa de um beijo! Imagimem! Um beijo!-
E voltou a rir-se. Célia corou e gritou meio irritada:
- Não te rias! O assunto é sério! Não sei o que fazer! Estou confusa! Preciso de espaço e de tempo para pensar no que devo fazer! Por favor, pára de rir!-
Então, Afron ficou sério. Os seus olhos brilhavam á luz do sol, bem como os de Célia. Viraram-se um para o outro e Afron disse com uma voz suave:
-Só há uma maneira de remediar as coisas.-
Pegou delicamente no rosto de Célia com as duas mãos e beijou-a nos lábios. Depiis largaram-se e sorriram.
Abraçaram-se e Célia pôde sentir o calor do corpo de Afron. Depois beijaram-se outra vez. Largaram-se novamente e Célia disse, abraçando-se com força a Afron:
- Agora estamos quites.-

Entretanto, na Lua Negra, o ambiente entre Dravna e Zircónia era igualmente romântico.
Já tinham saído do banho e vestido. Tomavam o pequeno-almoço na varanda do quarto de Dravna para aproveitar o sol que espreitava por entre as nuvens.
- Então como te sentes depois destes momentos tão intensos?- perguntou Dravna ao seu amado enquanto saboreava uma colherada de iogurte.
Estavam os dois sentados em frente a uma mesa de ferro com cadeiras a condizer. A mesa estava cheia de comida e bebida desde sumos, a fruta, passando pelos bolos e pelos biscoitos entre outras coisas.
Dravna escolhera um iogurte de fruta, enquanto Zircónia bebia uma chávena de café. Respondeu a Dravna com um largo sorriso e a seguir a um gole de café:
- Nunca me senti tão feliz em toda a minha vida. Não imaginava que nos fôssemos entender logo passado um mês. Não pensei que fôsses tão fugaz!-
Dravna riu-se. Depois levantou-se, foi até ao lugar de Zircónia, puxou a cadeira dele um pouco para trás, sentou-se no seu colo e sussurrou-lhe ao ouvido:
- Eu também estou feliz. E confesso que também não sabia que era assim tão indiscreta nas minhas relações, mesmo sendo esta a primeira. Acho que se pode dizer que tiveste muita sorte.-
E, dito isto, agarrou no rosto dele e beijou-o nos seus lábios finos.
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E pronto.
Espero que gostem e que, mais uma vez, não corem muito.
Vemo-nos, então, daqui a 15 dias.
Até lá boas leituras.
Smile
#24
Queria agradecer a administração por ter desfeito a confusão. Mais capítulos virão por aí!! Nao se preocupem!! 
Só que eu agora estou um pouco ocupada para os postar. 
Mas quando puder, volto a carga. Ainda ha muita coisa por vir!! 
Desculpem as ausências. Prometo ser breve. 
Bjs
Smile
#25
Olá,
Eu sei que não tenho escrito, mas é que tenho andado ocupada com outras coisas.
Bom, mas agora estou de volta á fic.
Já sabem, uma semana um capítulo. (já está a entrar nos últimos!!)
E agora, aqui fica o dito.
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XIV

Entretanto, na Lua Branca, Célia e Afron passeavam pelo Campo Militar. Afron vestia apenas a camisa da farda e as calças já que estava muito calor para a usar completa.

- Lembras-te? Foi aqui que nos vimos pela 1ª vez, há precisamente um mês. Cheguei a odiar-te mas ao mesmo tempo não conseguia deixar de pensar em ti. Foi como se me tivesses enfeitiçado.- Recordou Célia.

Passeavam de mãos dadas á sombra das árvores que deixavam passar os raios de sol por entre as folhas, reflectindo os dourados e prateados na relva fresca e macia. De vez em quando, Célia encostava a cabeça ao ombro largo e forte de Afron. Quando esta se apercebia, ela levantava a cabeça e corava um pouco.

Andaram um pouco mais, até que se sentaram á beira do riacho onde tinham ficado no passeio do dia anterior. A sombra era fresca e agradável e, de vez em quando, soprava uma brisa suave que acariciava os rostos do casal.

Entretanto, na Lua Negra, Eliona saíra do seu quarto para ir ao encontro de Dravna. Os quartos encontravam-se em frente um ao outro, tal como na Lua Branca, pelo que Eliona apenas teve que dar alguns passos até chegar á porta do quarto de Dravna.

Estendeu a mão e bateu na madeira escura e lisa da porta. Do outro lado não obteve resposta. Então, bateu outra vez e de novo o silêncio. Um pouco preocupada, resolveu bater 3ª vez. Como voltou a não obter resposta, resolveu chamar Orquédia. Esta veio logo a correr:

- O que é que se passa?- Perguntou ainda meio ofegante. Eliona respondeu ainda meio aflita:

- Já bati três vezes mas ninguém responde! Começo a ficar preocupada! Normalmente, ela abre á 1ª!-

Então, Orquédia bateu uma vez e chamou:

- Alteza, está tudo bem? Responda, por favor! Alteza?-

Não obteve resposta. Quando foi bater 2ª vez, ouviu-se um pequeno estrondo e depois um grito. Depois novamente o silêncio. Apreensiva, Orquédia ia bater outra vez, mas a porta abriu-se e Dravna apareceu do outro lado com o ar mais calmo do mundo. Ninguém ousou fazer perguntas. Dravna fez sinal para que só Eliona entrasse e a porta fechou-se. Assim que se encontraram sozinhas, Eliona começou a bombardeá-la com perguntas:

- O que se passou? Porque não abrias a porta? Que estrondo e gritos foram aqueles? Aleijaste-te?-

Dravna conseguiu impedir Eliona de continuar, pois já estava a ficar sem folêgo com tantas perguntas:

- Acalma-te! Respira fundo!- Recomendou Dravna.

Eliona deu um longo suspiro e depois acalmou-se. – Agora que estás mais calma, podemos conversar.- Sentaram-se na cama uma ao lado da outra e Dravna começou a contar:

- Respondendo às tuas perguntas: não, não me aleijei. Está tudo bem. Quanto ao que se passou para não abrir a porta… isso já é mais complicado.- Fez uma pausa. Eliona olhava para ela com expectativa. Dravan retomou o discurso um pouco hesitante:

- Bom… Acontece que eu e o Zircónia passámos a noite juntos.-

Eliona arregalou os olhos com aquela notícia. Depois, meio surpresa, conseguiu articular algumas palavras:

- Como é que isso aconteceu? Vocês só se conhecem há um mês! Salvo as vezes em que precisaram de se encontrar para discutir assuntos do Reino, praticamente não se viram! Como é possível que só um passeio tenha sido o suficiente? Eu bem reparei que vinham muito animados ontem e na festa também, mas daí a passarem a noite juntos, parece-me um pouco demais! E depois, não era contra as Leis Mágicas dormir com o comprometido antes do casamento?-

As Leis Mágicas dizem que só se deve dormir com o comprometido, ou seja, co aquele com quem se assumiu um compromisso de Nascimento, depois de casar, o que ainda não era o caso de Dravna e Zircónia. E ainda para mais só se tinham conhecido há um mês e por isso era cedo para travarem um conhecimento mais intimo.

Dravna ficou atónica com o discurso de Eliona. Era suposto apoia-la e não dar-lhe sermões. Isso caberia a Orquédia. Ainda hesitou durante uns momentos antes de começar a responder aquelas perguntas que mais pareciam de uma mãe do que propriamente de uma Conselheira Real e amiga. Mas respirou fundo e respondeu, corando as faces brancas:

- Bem sei é contra as Leis Mágicas, mas que querias? Percebi que estava realmente apaixonada por ele e não pude resistir. E antes que comeces a criticar-me deixa-me dizer-te que ele foi muito gentil comigo. Quando percebeu que eu ainda não tinha experimentado as artes do amor, guiou-me pelos seus trilhos e foi tão bom que nem imaginas!-

As suas faces ficaram ainda mais vermelhas quando se recordou dos acontecimentos da noite passada. Depois continuou:

- Quando tu bateste á porta, estávamos na varanda a tomar o pequeno-almoço. Eu pensei que fosse Orquédia e, como não queria que ela visse o Zircónia, Comecei a pensar numa forma de ele sair.-

Levantou-se e foi até á varanda aberta, entrou e agarrou-se ao parapeito de ferro. Eliona foi ao seu encontro e ambas olharam para baixo. Depois, Dranva explicou, sorrindo:

- … E foi aqui que ele saiu! Chamou o cavalo lá de baixo e saltou-lhe para a cima. Originando o estrondo que ouviste. O grito era eu a verificar que não se tinha magoado.-

Quando Dravna acabou, Eliona olhou para baixo e depois para cima vezes sem conta até olhar para Dravna e as duas começarem a rir às gargalhadas com o irónico da situação.

Entretanto, na Lua Branca, Célia e Afron voltavam ao Palácio vindos do seu segundo passeio de mãos dadas seguidos por Tarina.

Quando chegaram aos portões dos jardins reais, despediram-se com um beijo e Célia entrou seguida por Tarina. Ainda se detiveram um pouco junto ao portão para que o casal se despedisse mais uma vez e depois entraram no Palácio.

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E pronto esperem matem muitas saudades.
Vemo-nos para a semana. Smile

 

  

 
#26
Olá,
Como prometido aqui fica mais um capitulo.
Espero que gostem.
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XV

Nessa noite, depois de ter sido ajudada a vestir por Tarina, Célia foi até á varanda do quarto e ficou a comtemplar as estrelas. Tinha um ar tranquilo e feliz. Virou-se para Tarina que estava sentada na cama e disse com uma voz tranquila:

- Sabes, nunca pensei vir a ser tão feliz aqui como sou agora.- Fez uma pausa e entrou no quarto. Sentou-se ao lado de Tarina. Retomou o discurso:

- Quando aterrei pela 1ª vez, há apenas um mês, nunca pensei que pudesse vir a apaixonar-me assim por este Reino, nem tão pouco por alguém. Julguei que era impossível gostar da Lua Branca por ser um lugar distante e desconhecido, mas agora acho-o bastante acolhedor. Kirinah bem me avisou para não fazer muitas perguntas, para descobrir por mim como seria o meu Reino.- Fez uma pausa e depois acrescentou:

- No dia em que te conheci, estava a ler uma inscrição de uma das colunas do Templo de Manah que dizia: «O amor é uma dádiva da vida». Na altura não percebi o que queria dizer, mas hoje compreendo. Aquela inscrição não tem só a ver com o respeito pelo povo tem também a ver com o meu amor-próprio que eu descobri com a nossa amizade mas também através do amor de Afron. E isso é bem mais importante que tudo o resto que me ensinavam.-

Depois sorriu e Tarina sorriu com ela como no dia em que se conheceram há 20 anos em Manah.

Entretanto, na Lua Negra, Dravna fora aconselhada por Eliona deixar de ver Zircónia por algum tempo para que ninguém soubesse o que acontecera na noite do passeio em Dark Millenium.

Por isso, durante os dias que se seguiram, Dravna recomeçou o seu conhecimento dos deveres enquanto Princesa da Lua Negra e de Dark Millenium, o principal Reino do planeta.

Foi durante esse tempo que Dravna e Eliona conheceram melhor o Palácio, já que, no período a seguir á festa de apresentação da Princesa ao Reino, que durou um mês, só conhecera as Salas de Reuniões, de visitas, do trono, o jardim e os seus quartos. Dravna decidiu que, se queria ser uma boa Rainha, deveria conhecer o Palácio onde estava a viver. Mas, para isso, precisava da ajuda de Orquédia, já que esta o conhecia melhor. Não precisou de começar pelos sítios onde já tinha estado. Havia outras divisões por explorar e eram essas que deveriam ser mostradas.

No rés-do-chão, para além de haver o corredor que dava para a Sala de Visitas e para a Sala de Reuniões e do Trono, havia outro que dava para outra sala um pouco mais pequena mas igualmente bela. Tinha um varandim, longas cortinas de veludo cinzento. No centro havia tal como na outra, um tapete mas este tinha apenas motivos geométricos. Nas paredes, estavam quadros com retractos de Xamãs da Lua Negra.

De entre todos aqueles rostos, houve um que prendeu a atenção de Dravna: tratava-se de uma mulher, com o cabelo e olhos pretos, boca e nariz finos. Usava um longo vestido cinzento e parecia sorrir para ela como se a pudesse ver.

Dravna ficou intrigada e perguntou a Orquédia:

- Quem é esta mulher do retracto?-

Orquédia estava distraída e não se apercebeu da pergunta. Então, Dravna tocou-lhe no ombro ao de leve e ela deu um pequeno salto. Depois apontou para o quadro como se estivesse a perguntar mentalmente. Orquédia olhou para o retracto e depois para Dravna e respondeu com um ar sério:

- Essa era Ordélia. A 1ª Rainha da Lua Negra. Por outras palavras era a tua mãe.-

Dravna ficou a olhar para um momento para o quadro e as lágrimas vieram-lhe aos olhos. Sem tirar os olhos do rosto de olhos pretos, perguntou:

- Como é que ela era? Tu conheceste-a, não foi? Quer dizer, vocês devem ter andado juntas em Infinus. Conta-me! Quero saber tudo sobre ela.-

Orquédia sentou-se numa cadeira ali perto e indicou outra ao lado para Dravna. Esta sentou-se e, então, Orquédia começou a falar:

- Sim, eu conheci-a. Era uma mulher corajosa e muito determinada. Mas nunca andei com ela em Infinus. Nem sequer fomos colegas.- Fez uma pausa e apontou para outro retracto ao lado do de Ordélia. Este, mais pequeno, representava uma mulher de cabelo a olhos castanhos, boca e nariz finos. Usava um vestido cinzento, mas mais claro. Dravna olhou para o retracto e depois para Orquédia, que prosseguiu respondendo á pergunta mental de Dravna:

- Esta era a sua Conselheira Real, Roxanna. Ela andou com a tua mãe em Infinus.-

Dravna ficou comovida com aquelas palavras. Depois levantou-se e saiu da sala decida a descobrir mais sobre a sua mãe e a sua Conselheira Real.

Entretanto, na Lua Branca Célia e Tarina também decidiram explorar o Palácio, já que também só tinham estado nas Salas de Reuniões, do Trono, de Visitas e nos respectivos quartos. Escolheram Gorélia para sua guia, visto ser a única que conhece suficientemente bem o Palácio por lá viver há mais tempo.

Primeiro, foram conduzidas a uma sala ao lado da Sala de Visitas, mas mais pequena. Tinha uma pequena varanda, um tapete com motivos floridos, uma pequena mesa e algumas cadeiras. As paredes estavam cobertas por quadros, quase todos retractos. Célia e Tarina passaram os olhos por todos até pararem num conjunto de retractos. O maior representava uma mulher com cabelo louro apanhado num toutiço, deixando duas madeixas, tinha os olhos azuis, boca e nariz finos e usava um vestido comprido branco. O outro ao lado, um pouco mais pequeno, representava uma rapariga de cabelo curto castanho-claro, olhos azuis, boca e nariz finos. Usava um vestido azul-claro. Ao lado deste, estava outro de mulher, mas com o cabelo comprido preto solto, olhos castanhos boca e nariz finos. Usava um vestido azul-escuro.

Gorélia, que estava a ver os quadros das Xamãs da Lua, reparou que as duas estavam diante daqueles e aproximou-se. Foi Célia que perguntou, sem tirar os olhos dos quadros:

- Quem são estas mulheres?-

Gorélia sentou-se numa cadeira ali perto e as raparigas seguiram-lhe o exemplo. Depois olhou para elas e respondeu:

- A mulher do quadro maior foi Amaya a 1ª Rainha da Lua Branca. A 2ª era Selena a sua filha mais velha. Quanto á 3ª era Rosemary, a sua Conselheira Real.- Respirou e continuou:

- Amaya era a tua mãe, Célia e Selena a tua irmã. Quanto á outra mulher, era a tua mãe Tarina.-

As raparigas ficaram chocadas e maravilhadas ao mesmo tempo. Tarina perguntou:

- O que lhes aconteceu?-

Gorélia levantou-se e foi até ao varandim. Olhou para o jardim. Respondeu sem deixar de olhar pela janela:

- Há muita coisa que nunca vos foi contada. Isso aconteceu porque quer a Rainha quer Kirinah quiseram proteger-vos da verdade. Mas penso que chegou finalmente o momento de saberem de tudo, visto que serão as próximas governantes.- Gorélia virou-se para elas. Os raios de sol que entravam pela janela faziam-na brilhar. Era como se tivesse um holofote apontado a si. Respirou fundo novamente e começou a falar:

- Como sabem, pelas aulas que tiveram em Manah, o Universo foi criado por um meteorito que se dividiu em vários bocados. Dois desses bocados deram origem a dois tipos de Cristais. O Cristal Prateado, que originou a Lua Branca e o Cristal Negro que originou a Lua Negra. Durante muito tempo estes dois planetas conviveram em paz. Mas a ganância pelo poder da Lua Negra foi crescendo. E foi aí que as invasões começaram. Umas atrás das outras, mas sempre sem sucesso. Nesse tempo, as duas Luas eram governadas por Xamãs poderosos, mas mesmo assim não conseguiram derrotar a Lua Branca. Depois de tantas derrotas, a Lua Negra decidiu que o melhor era mudar a forma de poder. Foi aí que surgiram as Monarquias da Lua. Tanto a Lua Negra como a Lua Branca adoptaram este sistema governativo. Então, nomearam a Xamã mais poderosa para que escolhesse a 1ª Rainha. Na Lua Branca, a Xamã escolhida foi Lunia e na Lua Negra foi Metallia.- Apontou para o quadro de uma Xamã vestida de branco com o cabelo louro e um Ceptro da Lua.- Essas Xamãs escolheram para 1ªs Rainhas Amaya e Ordélia respectivamente.- Apontou para o quadro maior. – Durante algum tempo, houve paz, mas depressa voltou a guerra, e desta vez foi mais violenta. Por isso, cada Rainha criou o seu próprio Exército Real composto por outras Rainhas de outros planetas aliados. Formando a Aliança do Millenium. E com ele conseguiram vencer a batalha.- Fez uma pausa, voltou a respirar fundo e continuou:

- Ora acontece que, durante o período de paz, as Rainhas casaram e tiveram as suas filhas. Amaya teve duas meninas Selena e Célia. Ordélia também teve duas filhas Tanzanite e Dravna. As Conselheiras Reais também casaram e também tiveram as suas filhas. No ano a seguir ao teu nascimento, Selena casou e teve uma filha. Chamava-se Chastity e era para ser a próxima Rainha, se a Lua Negra não tivesse resolvido atacar. A Rainha e a sua filha lutaram corajosamente para proteger as suas filhas. Também Rosemary lutou para proteger a sua filha. Mas a Lua Negra era muito forte e acabaram por se sacrificar. Antes do sacrifício, as Princesas e a futura Conselheira Real, foram colocadas em cápsulas de fuga para Manah, para aí ficarem em segurança. Mas a cápsula onde estava Chastity e Tarina foram atacadas pela Lua Negra. A de Célia foi a única que conseguiu chegar ao destino. As cápsulas de Chastity e Tarina foram encontradas destruídas num campo de ruinas, algum tempo mais tarde. Infelizmente, a Princesa não sobrevivera. Mas tivemos a sorte de encontrar Tarina. Como não podíamos envia-la para Manah, sob o risco de ser localizada pela Lua Negra, decidiu-se que ficaria aos cuidados de uma Xamã chamada Orívia, até que a crise passasse. Quando a guerra acalmou, passados 10 anos, Tarina foi enviada para Manah. O resto vocês já sabem.-

Quando acabou, Célia e Tarina tinham lágrimas nos olhos. Levantaram-se em silêncio e saíram da sala.

Finalmente perceberam porque é que cada vez que perguntavam a Kirinah sobre o seu passado ela não lhes contava. Estava a poupá-las de um choque maior. Agora, percebiam a função da Rainha e da Conselheira Real: proteger o Universo e a Lua Branca da Lua Negra, tal como as suas mães fizeram no passado.

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E pronto. Mais uma vez espero que gostem. Está quase a acabar, mas para a semana ainda há! Até lá, divirtam-se!! Smile

 

 

        
#27
Olá,
Aqui vai mais um capitulo. Espero que gostem. (Está quase no fim!!)
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XVI
Célia saiu do Palácio a correr. Tinha de contar a Afron o que descobrira. Precisava de apanhar ar e de tempo para digerir aquilo tudo. Era muita informação e ainda havia tanto que não compreendia. Só Célia tivera coragem de sair. Tarina estava demasiado confusa para sair do quarto. Queria estar longe do Palácio durante o máximo de tempo possível para poder arrumar as ideias. Com as lágrimas a misturarem-se com o suor, devido á corrida, mas também devido ao calor, correu como nunca correra na vida. Nem sequer quando corria em Manah com Tarina nos intensos treinos se sentira tão cansada. Percorreu todo o campo sem parar até chegar aos Campos de Treino Militar. Também não parou junto aos portões, abrindo-os com ambas as mãos e entrando como um furacão, deixando a sentinela tonta.

Atravessou o campo de treino e dirigiu-se ao Edifício da Guarda Real. As sentinelas tentaram impedi-la de entrar, dizendo que ali só podiam entrar membros da Guarda Real e mais ninguém. Mesmo pertencendo á Família Real. Mas em vão, Célia empurrou-os como se fossem bonecos e entrou. Atravessou os corredores até ir dar a uma porta. Do outro lado, uma reunião militar decorria e Célia pode ouvir a voz de Afron. Sem meias medidas, empurrou a porta e entrou na sala, onde estavam sentados militares da Guarda Real a uma mesa com mapas holográficos e outros instrumentos de estratégia militar. No topo da mesa a presidir a reunião, estava Afron com o seu uniforme de Guarda, que se levantou. Célia avançou como se a sala estivesse vazia e só parou quando abraçou Afron com toda a força ocultando a cara no seu peito, ainda a chorar. Afron ficou surpreendido mas abraçou-a também com força. Entretanto, as sentinelas estavam á porta e um deles apenas disse:

- Nós tentámos impedi-la, senhor. Mas foi impossível. Ela forçou a entrada e nada pudemos fazer.- 

Afron ia dizer que estava tudo bem e que tratava do assunto, mas Célia levantou a cabeça e beijou-o. Afron, ainda mais atrapalhado mas enternecido pelo beijo, fez sinal para que todos se retirassem dando a reunião por terminada.

Já sozinhos e, com Célia mais calma, Afron pôde, então, perguntar:

- Estás maluca? Não podias ter esperado até ao final da reunião? Eu sei que estivemos muito tempo separados e que deves ter ficado com saudades, mas não era preciso fazer este escarcéu todo! O que é que te deu para fazeres isto? E porque estavas a chorar? O que aconteceu?-

Célia limpou as lágrimas e respondeu ainda com a voz ofegante:

- Descobri algo terrível acerca do meu passado que me deixou muito abalada. E como fiquei confusa, decidi sair do Palácio para arrumar as ideias. E como não podia contar com mais ninguém, vim ter contigo. Eu não te queria envergonhar, peço desculpa mas é que não aguentava mais. Precisava de falar com alguém. De preferência fora do Palácio.-

Afron fez uma expressão interrogativa. Célia endireitou-se na cadeira, pois tinham-se sentado para Célia recuperar o fôlego depois daquela corrida, olhou-o nos olhos e contou-lhe que tinha visto os quadros da sua mãe, a Rainha anterior, e da sua filha mais velha e também da Conselheira Real. Depois contou-lhe a história que Gorélia lhe contara. Quando acabou, Afron fez uma cara de espanto mas, ao mesmo tempo, de admiração, pois fora precisa muita coragem para contar a verdade ao fim destes anos, pois, tal como Célia, também era a 1ª vez que ouvia uma história daquelas.

- Compreendes agora porque não quis desabafar com mais ninguém?- Constatou Célia depois de lhe ter contado. Afron fez-lhe uma carícia na cara. Depois puxou-a para si e beijou-a com todo o seu fulgor. A seguir ficaram em silêncio. Depois perguntou:

- E agora, o que vais fazer? Já pensaste se queres continuar a ser Rainha ou vais deixar o trono?-

Célia levantou-se e foi até á janela. Encostou as mãos ao peito e respondeu, olhando para o Campo:

- Vou a Manah pesquisar mais sobre a Lua Negra. Quero saber o máximo possível para poder continuar o legado da minha mãe. Depois vou procurar os antigos aliados e criar um novo Exército Real.- Fez uma pausa, virou-se para Afron que estava junto á janela de pé. Continuou:

- Mas para conseguir tudo isto preciso da tua ajuda e de Tarina. Para ter acesso aos documentos que preciso, tenho de ser Rainha e para isso acontecer temos de nos casar. Por isso quando tiver feito um ano de estadia aqui, casamos e vamos para Manah com Tarina.- Afron aproximou-se dela e abraçaram-se. Depois, ele disse:

- É melhor voltarmos. Está a ficar tarde e devem estar preocupados contigo. Eu acompanho-te.-

Célia consentiu e saíram da sala e do Campo Militar para o Palácio da Lua. Quando lá chegaram, no cavalo de Afron, Gorélia estava á porta juntamente com Tarina, com um ar muito preocupado:

- Célia! Onde estiveste? Saíste daqui desenfreada! Sem dizer nada a ninguém! Já estava a pensar que te tinha acontecido alguma coisa!- Repreendeu Gorélia.

Célia e Afron entraram no Palácio sem dizer uma palavra e subiram para o quarto. Gorélia tentou ainda intervir mas Célia cortou-lhe a palavra:

- O Afron fica esta noite comigo. Por favor, manda servir o jantar no meu quarto. Depois, não nos incomodem mais.- E subiram as escadas.

Quando chegaram, entraram e Célia deixou entrar a criada com a comida. A mesa da varanda já estava posta para o jantar. Comeram silenciosamente. Deixaram que levasse a loiça e depois Célia trancou a porta. Levantaram-se e a janela foi fechada. E, sempre em silêncio, entregaram-se aos prazeres do amor.

Entretanto, na Lua Negra, Dravna vasculhava no Arquivo Real informações sobre a sua família. E descobriu coisas bastante interessantes, entre as quais que existia um planeta chamado Lua Branca do qual a Lua Negra era rival. Descobriu, ainda, que tinha tido uma irmã mais velha de nome Tanzanite, que se sacrificara juntamente com a sua mãe, para a salvar e á Lua Negra. Também descobriu que a outra mulher do quadro, a Rosemary, era a mãe de Eliona. Para além disso ainda ficou a saber que ela e Eliona eram para ter sido enviadas para Infinus ao mesmo tempo, mas por causa de um ataque da Lua Branca, a nave que transportava Eliona sofreu um acidente. Tendo sido encontrada por uma Xamã chamada Gorana que a manteve em local seguro até aos dez anos, altura em foi para Infinus.

Irritada, resolveu contar a Eliona o que tinha descoberto. Esta ficou surpreendida mas também chocada com tudo aquilo. Dravna ficou furiosa com todas aquelas revelações e declarou:

- Eliona, temos de continuar o legado da minha mãe e vingarmo-nos da Lua Branca de uma vez por todas. Mas para isso precisamos de ir a Infinus procurar mais informações. Mas para ter acesso ao arquivo preciso de ser Rainha e para ser Rainha tenho de casar. E para isso só há uma solução: quando a minha estadia aqui fizer um ano, caso-me e vou a Infinus.- Fez uma pausa. Estavam as duas sentadas na varanda do quarto de Dravan e tinham os papéis espalhados pela mesa. Levantou-se, foi para a entrada da varanda e continuou:

- Vou criar um novo Exército Negro que nos possa ajudar a derrotar a Lua Branca.-

E, dito isto, atravessou o quarto, abriu a porta e disse a Eliona que entretanto se lhe tinha juntado:

- Vamos, temos muito que fazer. A primeira coisa a fazer é ir para a Sala de Reuniões Reais. –

E saíram do quarto.
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 E pronto. Para a semana é o último capitulo. Até lá!! Smile 

 

   

  

  

 

 

 
#28
Eu gostei da tua "história"
Não sou muito de passar por este sitio do forum Embaracoso'' mas como despertou uma curiosidade em mim há algum tempo, decidi "aventurar-me" e ler uma fanfic sem ser da SM lol


Ainda não li toda, mas vou tratar disso Embaracoso então vou seguir-te até ao final ok? XD 


Boa escrita, Joana ^3^

(▽^)

//Gaby anda fugida ;^; ~ culpem os exames//



#29
Obrigada. Ainda bem que estás a gostar.
Apesar de não falar da sailor moon directamente, tem a ver com ela.
Continua a acompanhar e não te esqueças de comentar no fim! Gosto de saber o que acharam.
Até sexta.
Smile
#30
Olá,
Aqui vai o último capitulo da primeira parte. Espero que gostem. Se estiverem interessados, um dia posso publicar a segunda.
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XVII
Passou-se um ano desde a chegada das Princesas e das Conselheiras aos respectivos planetas. Durante o tempo que se seguiu às revelações da família, as Princesas passaram o ultimo ano a preparar os seus casamentos. O corrupio nos Palácios da Lua Branca e Negra era grande pois não se falava noutra coisa desde que foram anunciados os noivados. Estava tudo ansioso por aquele dia.

No Palácio da Lua, Célia fazia a prova final do vestido. Era longo, de um branco brilhante e limpo, que simbolizava a pureza da lua. As costureiras acetavam as pontas maiores e a bainha para que a futura Rainha não tropeçasse durante a cerimónia que se iria realizar na semana a seguir. Para além do vestido, levava também um conjunto de jóias constituído por um colar de pérolas rosa, uma pulseira igual e uma tiara com o símbolo da lua gravado. 

Entretanto, na Lua Negra, também se preparava o casamento de Dravna com Zircónia. Ao contrário do vestido de Célia, que era branco, o de Dravan era cinzento. Também tinha um conjunto de jóias com um colar, uma pulseira e uma tiara. Mas ao contrário das de Célia, as de Dravna eram negras.

Estranhamente, nem Célia nem Dravna se mostravam ansiosas com o casamento. Embora amassem os seus futuros maridos, não o levavam com muito entusiasmo. Parecia que se tratava de mais uma obrigação que um acto de felicidade. Ambas tinham feito uma promessa e agora estavam a cumpri-la. Era a única coisa que interessava naquele momento.

O local onde se iriam realizar as cerimónias já estava quase pronto. Tratava-se das Salas dos Tronos de Silver e Dark Millenium, os reinos destes planetas. Estas eram enfeitadas com cristais brancos e flores rosa no Palácio da Lua Branca e com cristais negros e flores cinzentas no Palácio da Lua Negra. Mas não só nos Palácios havia decoração. Nas cidades de Crystal Tokyo e Dark Tokyo, as casas também estavam enfeitadas com cristais rosa e brancos na Lua Branca e cinzentos e pretos na Lua Negra.

Durante os dias que antecederam o casamento, nenhuma das Princesas travou contacto com os respectivos noivos. Apenas Dravna dava uma escapadela de vez em quando para estar com o seu amado. Mas Célia nunca se encontrou com Afron. Os preparativos para o casamento tinham-se tornado uma prioridade quase absoluta nas suas vidas, quer de Célia quer de Dravna.

Finalmente, chegou o dia do casamento. Célia levantou-se como em qualquer outra manhã. Apesar de calma, nos últimos dias, esta era apenas aparente: o nervosismo e a ansiedade pelo grande dia, eram agora visíveis no rosto de Célia. Saiu da cama e dirigiu-se á varanda, que abriu, a fim de ser agraciada pela brisa suave da manhã. Nesse momento, bateram á porta. Como ninguém a foi abrir, esta abriu-se sozinha e Tarina entrou timidamente no quarto. Como não encontrou Célia na cama, foi até á varanda.

-Bom dia, Majestade.- Cumprimentou Tarina, sorrindo. – Como te sentes hoje?-

Célia sobressaltou-se quando a viu a seu lado. Olhou para a porta e deduziu que tinha entrado sem que ela se apercebesse. Com um sorriso nervoso na cara, Célia respondeu inspirando uma golfada de ar e depois expirando:

- Bom dia, Tarina. Estou uma pilha. Como deves imaginar é a primeira vez que vou casar. Tarina tentou conforta-la:

- Vai correr tudo bem. Afinal vais casar com o homem que amas. Por isso só pode correr bem, não te preocupes.-

Entraram no quarto para se preparem para o acontecimento daquele dia.

Entretanto, na Lua Negra, Dravna também se levantara muito nervosa. Tinha estado a disfarçar durante os últimos dias, mas agora não podia esconder mais. O casamento era demasiado novo para ela, como era tudo naquele planeta. Mas, tal como se conseguira adaptar á sua nova casa, também se ia conseguir adaptar á sua nova vida, que começava a partir daquele dia.

Apesar dos nervos e de toda ansiedade, nenhuma das Princesas conseguiu esconder a felicidade que sentia.

Cada uma passou a manhã a arranjar-se para os casamentos que iriam ter lugar daí a algumas horas. Tudo tinha de estar perfeito para os dias mais importantes das suas vidas. Célia e Dravna estavam ansiosas.

Os casamentos realizaram-se com grande aparato. A Coroação foi o ponto alto da cerimónia, com os novos soberanos das Luas Branca e Negra a receberem as Bênçãos das Sacerdotisas-Mor de Manah e Infinus respectivamente. Assim que acabou a cerimónia, todos os habitantes da Lua Branca e Negra aclamaram os novos soberanos, atirando-lhes flores e fitas de várias cores em sinal de respeito e admiração. Todos os convidados estavam felizes e a festa durou até á manhã seguinte, já depois de os casais terem ido para os seus quartos.

Uns dias depois do casamento de Célia, Tarina casava com o escudeiro do Rei, e Eliona com o escudeiro de Zircónia.

Fim da Primeira Parte
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 E pronto. A primeira parte está concluida. Espero que gostem.
Entretanto, escrevi uma fic acerca da sailor moon (mais concretamente sobre o meu casal favorito anime) se quiserem, posso publicar.
Até breve. Smile 
#31
Eu gostei muito da tua fic Joana Embaracoso Mas já acabou oh T-T 
E eu notei uma coisinha mesmo insignificante(desmancha prazeres lol): Enganas-te ali [Crystal tokyo e dark tokyo] a escrever dark Embaracoso
u.ú uma fic sobre a Sailor Moon? Gostava muito de a ler Embaracoso Apesar de não saber qual é o teu casal preferido Embaracoso''

//Gaby anda fugida ;^; ~ culpem os exames//



#32
Ainda bem que gostaste. Como disse, já comecei a escrever a segunda parte. Pode ser que um dia a publique (se estiveres interessada). Para a semana publico, então. O meu casal preferido de todas as animes é o Bunny e Gonçalo claro! A próxima é dedicada a eles. Posso desde já adiantar que terá uma personagem nova criada por mim (só não digo qual para não estragar a surpresa).
Mais uma vez, obrigada. Smile
Diz-me me que capitulo está o erro que eu não encontro.
#33
Eu gostava muitooo de ler a segunda parte ^-^ Ela que venha! Matreiro 
Claro, só podia ser Usa x Mamo XD Ok, eu sou a favor de outro casal, mas quero ler a tua fic Esperancoso Vou segui-la do inicio ao fim, acredita u.ú
O "erro" está neste ultimo capitulo (XVII)
Sendo precisa lol: Está na penúltima linha do 5º parágrafo (Não considero um erro o.O só trocas-te duas letrinhas XD coisa insignificante)

//Gaby anda fugida ;^; ~ culpem os exames//



#34
Muito obrigada. Ás vezes, estou a escrever e nem me aprecebo dos erros ou das letras trocadas. Vou já corrigir.
É como disse: pode ser que um dia a publique, mas por agora, queria mostrar esta.
Ainda bem que a vais seguir, prometo que não te vais arrepender!!
(Entretanto, já corrigi a troca) Smile
#35
Olá Joana,

Após à leitura da 1ª parte da história devo confessar que gostei da tua forma de escrita. Felicito a boa capacidade de descrição sobre os cenários, as acções e personagens mas a tua imaginação é pouco fértil no sentido de repetires os mesmos acontecimentos às duas princesas da Lua Branca e Lua Negra tendo única diferença a maturidade de ambas sendo a princesa da lua negra mais madura do que a princesa da lua branca mas isso deve ser um aspecto caraterístico que fizeste em relação à sailor moon. (creio). Outro aspecto a reter: Atenção à Ortografia. Aguardo a 2ª parte da história. Tenho a certeza que esta promete e muito!







A minha Segunda Fanfic de Sailor Moon: Nêmesis, A Deusa da Vingança. [17/07/2014]

A minha primeira Fanfic de Sailor Moon: Sailor Moon: Uma Alternativa à sua história de Origem


[+13] [Epílogo 14/04/14]

                                                                                                                             

#36
Estou a trabalhar nisso, mas como agora não tenho tido muita inspiração, estou com a outra. Quando acabar a outra, logo volto a esta. Fica atenta!

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