Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

A Lenda da Lua Branca - Parte 1

#1
Olá, espero que esta fanfiction seja do vosso agrado. Já ando a trabalhar nela há alguns anos e já levou várias alterações. Pode dizer-se que esta é a mais recente. Este é  apenas o primeiro volume da saga que resolvi criar (como a dos vampiros, mas em sailor moon). Se depois de lerem este, quierem que publique o segundo volume, digam se não tudo bem.
Por agora fica aqui o prefácio. O primeiro capitulo será publicado em breve.

Então aqui vai alguma imformação sobre a história e sobre este primeiro volume:
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Título: A Lenda da Lua Branca- Parte 1
Personagens: Todas as personagens que aparecem são criadas por mim, excepto o Zircónia que é adaptado da história original, mas apenas o nome porque é um homem e tem uma função diferente.
Género: Romance/Aventura
Classificação: Livre
Aviso: Pode conter algumas cenas levemente intimas, embora não sejam descritas com muito detalhe. (Ok, talvez com um bocadinho, mas nada de muito transcendente)
Esqueci-me de dizer que também podem ser encontrados alguns elementos de Star Wars (parte tecnológica como comunicadores holgráficos e naves espaciais, nada de sabres de luz, se é o que estavam a pensar)

Prólogo --------- Página 1
I-----Página 2
II----Página 3
III----Página 4
IV-----Página 5
V------Página 6
VI------Página7
VII-----Página 8
VIII---Página 9
IX------Página 10
X-------Página 11
XI------Página 12
XII-----Página 13
XIII----Página 14
XIV-----Página 15
XV----Página 16
XVI-----Página 17
XVII-----Página 18

Prólogo:
No início dos tempos, quando a Lua Branca era governada por Xamãs, as rivalidades com a Lua Negra eram grandes. A Lua Negra ambicionava não só a tecnologia mas também o poder da Lua Branca e sabia que a única maneira de o conseguir era através da força. Por isso, invadiu a Lua Branca várias vezes mas sem sucesso.

Com tantas derrotas, os Xamãs da Lua Negra reuniram-se a fim de encontrar uma solução. E a única que encontraram foi a de adoptar uma nova forma de governação que lhes permitisse ser mais organizados e, assim, terem mais suceso nas suas invasões.
Mas o que não sabiam era que a Lua Branca tinha tido a mesma ideia.

E assim surgiram as primeiras Rainhas da Lua Branca e da Lua Negra: Ordélia, na Lua Negra e Amaya na Lua Branca, ambas com um Compromisso de Nascimento com os Generais das Guardas Reais dos respectivos planetas: Garlion e Oridel.

Depois de completarem os ensinamentos nas ordens de Manah e Infinus, com Arinah e Orphélia, Ordélia e Amaya regressaram aos seus planetas de origem para serem as suas governantes.
Durante bastante tempo ambos os planetas estiveram em paz e as Princesas casaram com quem lhes estava destinado tornaram-se Rainhas e tiveram as suas filhas: Amaya teve Selena e Célia e Ordélia Tanzanite e Dravna.

Um dia, Lua Negra resolveu atacar novamente a Lua Branca, mas desta vez cada uma tinha criado uma arma mais poderosa que antes: na Lua Branca foram criados os Cristal Prateado e o Ceptro Lunar e na Lua Negra o Cristal Negro e o Ceptro Negro. Mas também dois Exércitos Reais com alianças noutros planetas. Na Lua Branca o Exército Real Branco e na Lua Negra o Exército Real Negro.

Então, uma nova batalha começou e durou bastante tempo, o que deixou os dois exércitos esgotados, mas nunca desitiram.

Até ao dia em que a Rainha Ordélia decidiu atacar o Palácio da Lua Branca e as Princesas. Amaya ficou desesperada e não teve outro remédio senão enfrentá-la para proteger as filhas mas acabou ferida. Selena, vendo a mãe naquela situação, decidiu intervir sacrificando-se para salvar a mãe e a irmã. Amaya ficou em choque. Então Ordélia decidiu aproveitar o momento para atacar Célia que ainda era um bebé. Amaya então recupera e vai ao encontro das duas. Entre as ruinas trava-se a mais intensa luta entre Rainhas, que culmina com o sacríficio de ambas para salvar as suas filhas.

Mais tarde, as Princesas são enviadas, ainda bebés, para as ordens dos planetas para aprenderem a ser Rainhas.
E é aí, em Infinus e Manah, que começa a história da Lenda da Lua Branca, dez anos depois desta batalha.
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Como disse, aqui fica o prólogo. Espero que gostem. Se houver alguma coisa que não esteja bem, digam e se gostaram, digam também. Estou abert a todo o tipo de críticas. Como disse em breve publicarei o primeiro capitulo.
Bjs
#2
Joananascimenti, se ainda só publicaste o prefácio, como é que sabes que o capítulo V, por exemplo, vai estar na página 3?
O índice é para ser construído à medida em que vais publicando, não é logo de uma vez. Embaracoso
Já agora, aquele "Parte 1", que tens no título, refere-se a quê?

#3
Lá venho eu do mal Matreiro

Antes de mais quero apontar um erro (para além da questão que o Uranus já apontou).

O capítulo introdutório de uma fic/livro/ o que for,nao é um Prefácio mas sim um Prólogo. Um prefácio é normalmente onde o autor relata em algumas palavras os seus sentimentos relativos ao que vai escrever e em alguns casos até tecer alguns agradecimentos e/ou elogios a uma pessoa em especial ou grupo de pessoas. O prólogo,que é o que tens aí, é meio que uma pequena introdução,que nem precisa de se chamar prólogo. Nem todas as histórias/livros/fictions têm um prólogo. Isso vai de autor para autor. Mas isso que apresentaste aí é um prólogo e não um prefácio.

Segundo,eu estive a ler,e pessoalmente achei imensamente confuso.

Parece de certa forma não haver ligação entre parágrafos. Está tudo muito disconexo. É quase que quiseste reduzir uma mão cheia de ideias a meia dúzia de parágrafos,e o leitor meio que descortine tudo o que lê,pescando aqui e ali. Nos próximos capítulos tenta ter alguma atenção nisso. Podes sempre pôr algum mistério mas tenta pôr tudo o mais claro possível enquanto escreves. Lembra-te sempre que o que te parece bastante claro a ti,ao leitor não vai parecer,porque ele não está na tua cabeça,nem sabe o que queres dizer com certas coisas.
Também tem algum cuidado com certas expressões. Se dizes "a batalha durou muito tempo",no parágrafo a seguir não deves dizer "alguns dias depois" ou "ao fim de vários dias de luta". Quando dizes bastante tempo,o leitor vai pressupor que a batalha durou anos,até séculos. Logo a seguir deixas ali aquela ponta solta. É uma falha menor,mas facilmente corrigível.

Depois aquele fim,sinceramente não me agradou. Cortas ali uma frase essencial entre as duas frases finais. Ali em vez do ponto final,deveria ir uma vírgula. Eu pelo menos acho isso..

No geral,eu acho que tens uma ideia bem adaptável e concretizável. É uma questão de a usares bem e tirares o melhor partido dela. Tenta ao máximo descrever o que puderes e quando puderes. Se for a tua primeira fic,é normal que cometas erros,e provavelmente e da minha parte,eu vou-tos apontar. Contudo,não quero que os encares como "esta comenta para mandar abaixo". Encara-os como forma de aprendizagem. Eu também já cometi erros semelhantes nas minhas fics. Mas estamos sempre a aprender e é para isso que cá estamos. Vou acompanhar a tua fic Embaracoso

Um beijo,e boas escritas Embaracoso


P.S.: Uranus,eu suponho que o "Parte 1" seja uma forma de ela dizer que vai dividir a fic em duas partes ou mais,como se fosse uma colecção,como ela explicou.

P.S.2.: Joana,quando quiseres separar o que dizes do capítulo em si, usa "=========="(sem as aspas) várias vezes seguidas,para o leitor saber onde é o capítulo,e onde estão as tuas anotações pessoais



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#4
Olá,
Não vens nada do mal! Até me ajudaste! Obrigada pelas tuas dicas! foram fantásticas! É a minha primeira fic realmente.
Eu considero o que escrevi um prefácio só porque não gosto muito de lhe chamar prólogo. E é isso mesmo! Eu vou dividir a minha história em várias partes (tipo aqueles volumes de história que correspondem a uma época diferente) e cada uma delas vai ter difrentes personagens. Resolvi fazer assim porque achei que poderia criar algum suspanse. Vou editar a mensagem inicial usando as tuas dicas e espero que, desta vez, saia melhor. Mais uma vez tuda a ajuda é bem vinda e eu agradeço que apontem sempre os erros e/ou ideias que queiram acrescentar.
Bjs.
Ps: Já editei o prólogo. Espero que tenha ficado mais claro. Smile
#5
Eu por norma consigo perceber quando é a primeira fic de uma pessoa. Agora o prólogo parece menos confuso. Só aponto uma cosinha,é que escreveste "disistisse" em vez de "desistisse".

Eu também não sou um bom exemplo de boas escritas. A minha primeira fic foi bem desastrosa Matreiro Mas com as dicas de muitas pessoas vai-se melhorando. Foi assim que aprendi a escrever. Hoje ainda estou a reescrever a minha primeira fic, e quero empenhar-me em melhorá-la. Se quiseres dar uma vista de olhos para veres como tens de organizar certas coisas nos teus capítulos,procura por "O amor não deixa sinal no atendedor de chamadas - Reescrita". Ela ainda está nesta sala então não é difícil de achar. Há outras fics que são também boas bases para usares como guias, como as da Dumpling,AnA_Sant0s,Haruka Tenou, Lulumoon e ainda outros autores. As fics destas quatro meninas são bastante boas,e dá para teres uma ideia.

Fico feliz por os meus conselhos terem ajudado. Vou tentar acompanhar-te à medida que postas e comentar os capítulos para te ajudar a torná-los melhores. Tenho a certeza que, com o tempo,irás evoluir e a fic será uma fic boa de ler. As ideias estão lá,basta continuares a aplicá-las,manter a orientação e seguir em frente. Acho a ideia de dividires a fic arrojada para quem está a começar, mas parece-me que isso só torna o desafio ainda maior Embaracoso
Vemo-nos no próximo capítulo Embaracoso



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#6
Obrigada. Vou tentar.
Bjs.
Ps: amanhã teremos o primeiro capitulo. Espero que gostem.
Smile
#7
Olá, Aqui está, tal como prometido, o primeiro capitulo da minha fic. Espero que gostem.

I
«O amor é uma dádiva da vida», leu Célia numa das inscrições do Templo de Manah.
Estava um dia de sol magnífico e a luz inundava o jardim de cor.
Célia estava de pé, virada para uma parede do Templo Principal onde estava gravada, em Lingua Mágica Antiga, aquela frase que tanto a intragava.
Tinha acabado de sair de mais uma sessão de treino, na Sala de Treino Básico, com Kirinah, a Sacerdotisa-Mor de Manah, que, apesar de ter a mesma aparência jovem desde que Célia se lembrava, já tinha mais de mil anos de idade, mas isso era o segredo mais bem guardado de sempre.

Nesta altura, Célia tem 10 anos, mas já sabe que, dái a outros 10, será Rainha da Lua Branca. Era a única de que tinha a certeza. Nunca conhecera os pais. Tanto quanto sabia fora deixada á porta de Manah quando era apenas um bebé e, desde aí, fora criada pelas Sacerdotisas que lhe foram ensinando tudo o que sabiam. Mas a aprendizagem maior estava a ser dada por Kirinah. Ensinara-lhe a usar a magia e a desenvolver os seus poderes, através do treino intensivo, mas também a ensinou e ler e a escrever na Lingua Mágica Antiga e tudo sobre como ser uma Rainha.

Como qualquer criança da sua idade, Célia era muito curiosa e fazia perguntas sobre tudo o que a rodeava, mas sobretudo sobre o seu futuro lar: a Lua Branca.

- Como é a Lua Branca? Conte-me outra vez o que sabe.- Perguntava depois de cada sessão de estudo. E Kirinah respondia-lhe sempre da mesma maneira:
- Quando a vires, saberás.-

Célia tinha olhos castanhos, cabelo azul-claro comprido, entrançado numa parte. Usava um vestido branco comprido com um laço azul-escuro. Calçava sabrinas brancas e tinha ao pescoço um medalhão com o símbolo de Manah.

Kirinah e Célia gostavam de passear pelos jardins do Templo e sentar-se á sombra de uma árvore que ficava perto do quarto onde Célia dormia. Aí conversavam durante longos peródos de tempo, até Kirinah se levantar e anunciar que estava na hora de recolher aos aposentos.

Ao mesmo tempo, num outro Templo, da Ordem de Infinus, uma outra jovem era treinada para ser Rainha não da Lua Branca mas da Lua Negra. Chamava-se Dravna e tinha a mesma idade de Célia.
Dravna tinha o cabelo branco comprido e usava um vestido preto comprido, sabrinas pretas e um medalhão com o simbolo de Infinus.

Tal como Célia, Dravna também fora deixada á porta do Templo em bebé e, desde então, sempre vivera ali. Fora educada pela Sacerdotisa-Mor de Infinus, Gorélia e pelas outras Sacerdotisas do Templo.

Todos os dias, Dravna saía com Gorélia para treinar e estudar. Tal como Célia, também aprendera as Linguas Mágicas Antigas e Modernas bem como a desenvolver os seus poderes.

Ao contrário de Célia e de Kirninah, que eram bondosas e simpáticas, Dravna e Gorélia eram crueis e malvadas. E Infinus era um local sombrio e escuro. Os seus jardins não tinham tanta alegria e a maldade pairava em cada canto.

Nesta altura, quer a Lua Branca quer a Lua Negra estavam em paz. Os Reinos de Silver e Dark Millenium estavam ainda a recuparar da última batalha e precisavam de tempo para reorganizar o sistema de governação. Por isso, o Conselho dos Xamãs de ambos os planetas eram quem assegurava a governação até á chegada das novas Rainhas.
Assim, cada um dos planetas era governado provisoriamente por um reparesentante do Conselho. Gordélia para a Lua Branca e Orquédia para a Lua Negra.

Mas voltando a Manah.
Kirinah andava á procura de Célia:
- Célia, onde te meteste?- Chamou ela, andando de um lado para o outro.
- Estou aqui, Mestra.- Respondeu Célia, surgindo por detrás de uma coluna do Templo Principal.
- O que estás aí a fazer? Procurei-te por todo o lado!- Ralhou Kirinah indo ao seu encontro.
- Desculpe, mas é que vi esta inscrição que me chamou a atenção e não resisti a vir vê-la, mas não entendo o seu significado. Será que me poderia ajudar?-
Kirinah sorriu pois viu que Célia não fizera nada de mal e dirigiu-se para o sítio onde estava a menina, perguntando:
- Qual é a inscrição que tu não compreendes?-
Célia respondeu, apontando para uma das placas de pedra do Templo:
- É esta, Mestra: «o amor é uma dádiva da vida». O que significa?-
Kirinah olhou para a inscrição e voltou a sorrir, depois disse olhando para Célia:
- Célia, esta inscrição significa que deves amar todos os que te rodeiam sem execepção. Mas também se devem respeitar mutuamente. E isso tem a ver com os teus deveres de Rainha.-

Depois de ouvir a sua Mestra, Célia fez um ar confuso:
- Não entendi muito bem-

Kirinah fez-lhe uma festa na cabeça:
- Não tens de entender agora. Ainda és muito nova. Quando chegar o momento, irás entender.-

Mais conformada com aquela resposta, Célai decidiu que deveria seguir o conselho da sua Mestra e deixar as questões do reinado para a altura certa.

Ficaram durante um momento a olhar para a inscrição, até que Célia olhou para Kirinah e perguntou:
- Porque andava á minha procura, Mestra? Se é por causa dos treinos ou dos estudos não se preocupe porque tenho revisto as lições todos as noites.-

Nesse momento, Kirinah estava tão distraida com a inscrição que se esquecera do motivo que a levara a procuar Célia. Mas com aquela pergunta, lembrou-se e disse um pouco atrapalhada:
- Oh, sim isso! Chegou outra orfã ao nosso Templo. Ela deve ter mais ou menos a tua idade e vai ser tua colega.-
Então, Célia perguntou curiosa:
- Ela também vai treinar para ser Rainha da Lua Branca?-
Ao que Kirinah respondeu:
- Não. Ela está aqui para ser tua Conselheira Real. Ou seja, vai ajudar-te a decidir o destino do Reino. Mas também terá outras funções como ser ama dos teus filhos, ou tua dama de companhia nos primeiros tempos de reinado.-
Célia pareceu entusiasmada com a ideia de ter uma amiga mas não tanto se essa amiga fosse ser sua criada. Mas esqueceu rapidamente o assunto e disse com entusiasmo:
- Quero conhcer a minha nova colega!-
Então, Kirinah pegou-lhe na mão e disse, sorrindo:
- Vamos lá!-
E saíram da zona do Templo Principal.

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E pronto. Espero que seja do vosso agrado. Para semana há mais.
Bjs.
Smile
#8
Gosto da maneira como escreves mas eu senti-me confusa neste capítulo, talvez se tivesses separado as partes da lua branca e da lua negra com * já não criava confusão
Utiliza o asterisco para separar pontos chave de um capítulo especialmente quando fores descrever locais e personagens que sejam diferentes do local e das personagens que descreveste no texto em cima Embaracoso
Espero que tenhas precebido a minha dica

Contínua assim Embaracoso

http://yunime.ativoforum.com/
Aparece e diverte-te ^^
Novas novidades irão aparecer fica atento :) 
#9
Pelo que entendi por agora começaste por explicitar o passado de ambas,mas e por enquanto ainda não percebi bem a relação que a fic tem com Sailor Moon,sem ser a parte da Lua Branca e da Lua negra,embora com o tempo lá vá.

Quanto à escrita,continuo a considerá-la ainda meio abacalhoada. Talvez seja o problema que a Zir apontou, de não fazeres a devida separação entre momentos da fic, bem como e mais uma vez a disconexão de momentos. Contudo,penso que dá para perceber,depois de montarmos o puzzle,toda a mensagem que o capítulo quer mostrar.

quanto ao capítulo em si,fiquei de certo modo curiosa quanto à nova personagem que vai aparecer. Decerto saberemos quem é no próximo capítulo Embaracoso

Beijinhos e boas escritas Embaracoso



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#10
Olá,
Ok, não o altero! Mas por favor decidam-se! Está bem! Uns dizem que assim dizem que assim está confuso outros dizem que assim é que está bem! Decidam-se, ok?
Quanto á ligação á sailor moon é simples: A Célia e a Amaya (que referi no prólogo) são as antepassadas da Serenity! Resolvi a história do início, ou seja, quem foram as primeiras Rainhas da lua e de onde vem a ligação que a Lua tem com o resto do universo, bem como de onde surgiu a sua rivalidade com a Lua Negra. E mais não digo senão estrago o suspanse.
Uranus, se não queres esperar pelo capitulos, então não esperes! Quando tiver acabado de escrever tudo, vens cá ler, ok?
Já agora, aproveito para dizer que já tinha posto o capitulo seguinte, mas não sei onde foi parar, com esta confusão toda!
Por isso, vou pô-lo outra vez. Se, entretanto, reaparecer, apaguem a mensagem só a partir do capitulo.

II



Quando chegaram á entrada de Manah, Célia procurou
com olhar a sua companheira mas em vão.




Kirinah, que já a encontrara, fez-lhe um sinal com a
mão. Então Célia olhou para o sítio que Kirinah lhe indicava e lá estava ela:
mais ou menos da sua idade, tal como Kirinah dissera, um pouco mais baixa que
ela, de cabelo preto comprido, apanhado numa trança virada para frente; vestida
com um longo vestido azul-claro; calçava sabrinas brancas e usava ao pescoço,
um pendente com o símbolo de Manah, o que fazia com que ela fosse, tal como
Célia, uma Discípula de Manah e de Kirinah. Olhando mais aprofundadamente para
a sua cara, verificou que a rapariga tinha os olhos pretos brilhantes, boca e
nariz finos.




Depois de a avistar, Célia largou a mão de Kirinah e
dirigiu-se á outra rapariga. Pegou-lhe nas mãos e disse:




- Sê bem-vinda a Manah. Eu sou a Célia e esta é
Kirinah, a Sacerdotisa-Mor e vai ser a nossa Mestra enquanto aqui estiveres.
Como te chamas? –




Muito timidamente, a rapariga respondeu, não
largando as mãos de Célia:




- Muito obrigada pela recepção. Eu sou a Tarina e
estou aqui para estudar e treinar para ser Conselheira Real da Lua Branca.
Segundo me disseram, vou estudar com a futura Rainha da Lua Branca, mas ainda
não tive oportunidade de a conhecer. –




Desta vez, foi Kirinah quem entreviu:



- Mas tu acabaste de a conhecer! Está mesmo á tua
frente! –




Tarina olhou para Célia com um ar surpreendido.
Então. Largou as mãos e fez uma vénia, dizendo:




- Será uma honra estudar e treinar consigo,
Majestade. –




Célia sorriu e disse:



- Não precisas de me tratar como Rainha porque ainda
não o sou. E além disso, não quero que me trates como Rainha enquanto aqui
estivermos. E mesmo quando estivermos em Lua Branca, um tratamento tão formal
não será tolerado quando estivermos a sós no Palácio. –




Então, Tarina perguntou:



- Então, como devo tratá-la? –



Ao que Célia respondeu:



- Trata-me como amiga. Afinal é isso que és! –



Agora foi Tarina que sorriu e disse:



- Então, está bem! –



Dito isto, deram as mãos e seguiram Kirinah até á
zona de estudos.




Entretanto, em Infinus, também Dravna tinha uma
companheira que iria ser sua Conselheira. A nova discípula chamava-se Eliona,
tinha a mesma idade de Dravana, tinha o cabelo castanho longo, que usava solto,
vestia um vestido preto e usava um colar com o símbolo de Infinus. Tinha olhos
castanhos, boca e nariz finos.




Ao contrário do que acontecera em Manah, as
apresentações foram mais curtas e a zona de estudos e treinos foi logo
apresentada.




Durante muito tempo, a Lua Negra fora sempre uma
sombra da Lua Branca com um desenvolvimento mais tardio. Mas não era só por
causa da tecnologia que a Lua Negra era uma sombra era, sobretudo, por causa do
prestígio que a Lua Branca tinha em todo o Universo Mágico. E Dravna sabia que
para alcançar o poder absoluto era necessário conquista-lo e a única maneira
era pelo uso da força e como futura Rainha da Lua Negra era seu dever reunir
meios para alcáçar o tão desejado poder e deixar de ser uma sombra.




Outro dos deveres de uma Rainha era saber respeitar
os seus súbditos mas como na Lua Negra só havia diabretes e outras criaturas
malignas, o respeito era algo que quase não existia. Por isso, o dever dos
súbditos passava pela obediência e submissão perante a autoridade da Rainha.




A única a quem a Rainha devia respeito era á sus
Conselheira Real, uma vez que esta era a única com acesso ao Palácio e aos
aposentos reais, para além dos criados. A Conselheira Real também pode
representar a Rainha nos conselhos de decisão. Estas funções também se
aplicavam á Lua Branca.




Agora com as suas novas companheiras, as Princesas
aplicavam-se mais a fundo nos estudos e nos treinos.




Em Manah, Célia e Tarina desenvolveram os seus
poderes de uma forma surpreendente apesar da sua tenra idade, embora Célia
fosse mais forte que Tarina, o que era natural pois Célia seria a Rainha e
tinha como dever principal proteger o seu reino.




- Muitos parabéns às duas. Estão a melhorar a olhos
vistos. Principalmente tu, Tarina, estás a ficar mais forte. Mas lembra-te que
não podes ultrapassar a força da Rainha. Deves sim ultrapassar a força da
Guarda Real mas nunca a da Rainha.- Disse Kirinah depois de mais uma sessão de
treino de magia.




Estavam as três sentadas na escadaria do Templo
Principal. O sol batia de frente o que fazia com que a fachada do templo
brilhasse e realçasse os seus relevos arquitectónicos.




Manah era constituído por quatro partes interligadas
através dos jardins circundantes. Essas partes eram: a Área Sagrada, Área de
Treino. Área de Jardim e Área de Circulação.




A Área Sagrada era constituída por templos e era
frequentada por Sacerdotisas; a Área de Treino era constituída por uma zona de
repouso e pelas salas de treino, era frequentada por Célia e Tarina; a Área de
Jardim era constituída pelos jardins era frequentada por sacerdotisas
jardineiras que cuidavam das plantas todos os dias. A Área de Circulação é
frequentada por todos os habitantes do templo e atravessa todo o recinto.




O Templo Principal ou Templo da Lua é o maior e mais
imponente dos edifícios de Manah. Todo feito de mármore branco, com uma fachada
de quatro colunas de estilo dórico, que sustentam um pontão com relevos que
representam a Formação do Universo. A cobrir o templo, havia uma telhado e, no
centro, uma cúpula de vidro. O acesso ao templo faz-se por meio de uma enorme
escadaria. Localiza-se no centro do recinto de Manah.




E é no meio dessa escadaria que Kirinah e as suas
discípulas estão sentadas.




- É uma honra ser elogiada pela Sacerdotisa-Mor de
Manah.- Disse Tarina.




Kirinah sorriu e fez uma festa na cabeça de cada uma
das suas discípulas, dizendo:




- Não é preciso tratas-me com tanta formalidade,
Tarina. Só porque sou tua Mestra não quer dizer não seja tua amiga.-




Tarina fez uma cara confusa. Então Kirinah disse
ainda sorrindo:


- Não te preocupes. Com o tempo habituas-te.-

Então, levantaram-se e encaminharam-se para a zona
de treinos.



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Desculpem lá, mas é que este teve de vir do Word, porque já não me lembrava do que tinha escrito. A mudança de letra deve-se a isso. Por isso não estranhem, ok?
Amanhã há mais e espero que desta vez saia tudo bem.
Smile
#11
zirateb escreveu:Gosto da maneira como escreves mas eu senti-me confusa neste capítulo, talvez se tivesses separado as partes da lua branca e da lua negra com * já não criava confusão
Utiliza o asterisco para separar pontos chave de um capítulo especialmente quando fores descrever locais e personagens que sejam diferentes do local e das personagens que descreveste no texto em cima Embaracoso
Espero que tenhas precebido a minha dica

Contínua assim Embaracoso
Acho isso horrível. Uma coisa é fazer isso uma vez por outra, quando é para separar algo de realmente importante ou extraordinário.
Neste caso, não acho nada necessário separar os cenários. Aliás, acho que torna muito mais interessante uma leitura assim, com tudo seguido. Agora estou no cenário A e, logo a seguir, estou no cenário B. É óptimo para captar a atenção, porque assim o leitor tem que estar realmente interessado na história, tem que estar focado na leitura. E, no meu entender, é isso que distingue um bom livro de um mau livro (se capta a atenção do leitor). Depois, vai da capacidade de cada um saber usar a imaginação para criar os cenários e saber separá-los. Gosto especialmente quando se passam acções completamente diferentes, quase de seguida, em que se intercala as mesmas cenas divididas por bocados. E isso separado por asteriscos ou seja pelo que for perde toda a graça.

Tirando uns quantos quês, como o excesso de personagens logo no início, acho que, está bastante bem escrito. Não se vê muito deste tipo de escrita aqui. Honestamente, fiquei surpreendido, Joananascimenti. Pareceu-me muito bem. Não sei se vou acompanhar, principalmente agora que está no início, porque não tenho pachorra para esperar por capítulos, mas fiquei interessado, o que é raro, já que não sou nada adepto de leituras. Parece-me que não estás a pisar terreno desconhecido, com esses nomes e esses termos menos comuns.

Ah, e, por favor, não passes a vida a alterar os capítulos. Então eu agora leio o capítulo escrito de uma forma, tu vens, alteras e eu tenho que ler novamente porque pode estar tudo diferente. É meio caminho andado para perderes leitores.

#12
Olá,
Espero que continuem a serguir a minha história, apesar das confusões.
Bom, mas confusões á parte, aqui vai o terceiro capitulo.
(Desta vez é genuino, quem não gostar, paciência)
Enjoy it!
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III
Em Infinus, também a Princesa Dravna e Eliona tinham desenvolvido os seus poderes de forma surpreendente.

- Estou muito orgulhosa de vocês. A este ritmo vão atingir o poder total num instante. - Felicitou Gorélia, sorrindo ás suas discipulas.

Ao contrário de Manah, Infinus era constituido por um recinto um pouco mais pequeno. Enquanto Manah era constituido por quatro zonas, Infinus apenas tinha três: Zona Sagrada, Zona de Treino e Zona de Circulação.

Na Zona Sagrada, existiam os templos e, no centro do recinto, tal como em Manah, estava o Templo Principal, com uma estrutura semelhante á de Manah, mas em vez de ter nos seus relevos do frontão a Formação do Universo tem apenas uma Lua Negra.

Como em Infinus estava sempre escuro e cinzento, os edificios pareciam todos negros. Mas, na verdade, todos os edificios de Infinus eram de mármore branco.

As Sacerdotisas de Infinus andavam vestidas de cinzento, enquanto as de Manah andavam vestidas de branco.

A Zona Sagrada era frequentada pelas Sacerdotisas.

Na Zona de Treino, frequentada pelas Discipulas Dravna e Eliona, era constituida por uma zona de repouso e pelas Salas de Treino.

A Zona de Circulação era frenquentada por todos os habitantes do templo e era constituida por caminhos que interliguam as outras zonas.

Infinus não tinha, como Manah, uma zona de jardim, porque não tinha jardins. Uma das razões para não ter era por causa do clima, por ser sempre chuvoso e tempestuoso, era dificíl manter plantas nos seus campos. Em vez disso, tinha plantas espinhosas e negras e flores de gelo.

O Templo Principal de Infinus tinha, tal como em Manah, uma grande escadria e era nessa escadaria, no meio, que estavam Gorélia e as suas Discipulas.

Já tinham terminado os treinos e estavam a aproveitar o intervalo para relaxar. Tinha sido um dia longo e todas precisavam de descansar.

- Hoje o dia foi muito proveitoso. Especialmente para ti, Eliona, portaste-te muito bem. Mostraste estar á altura das tuas capacidades.- disse Gorélia, afagando a cabeça de Eliona.

Depois continuou, levantando-se e olhando para as duas:
- Mas lembrem-se de que não podem ultrapassar os poderes uma da outra.- Olhando directamente para Dravna, acrescentou:
- Tu como Rainha não deves ficar abaixo dos teus poderes. - Depois olhou para Eliona:
- E tu como Conselheira Real não deves ultrapassar o poder da Rainha. Apenas o da Guarda Real.-

E, dito isto, ambas se levantaram e dirigiram-se para a Zona de Treinos.

Entretanto, em Manah, Tarina e Célia faziam uma pausa nos seus estudos. Sentaram-se as duas num banco de jardim debaixo de uma árvore a conversar.
Kirinah autorizara a que elas fizessem uma pausa no fim do dia, pois dizia que revigorava a alma e fazia bem ao corpo descansar depois de um dia longo de treinos e estudos.

Tinham ido á Biblioteca de Manah buscar livros que complementassem os estudos e ficaram surpresas com a quantidade de informação de que dispunham.

A Biblioteca de Manah era o segundo maior edificio da Zona de Treinos a seguir ás Salas de Treino. Muito semelhante ao Templo Principal, mas não tão grandioso, a Biblioteca albergava todos os livros sobre todas as coisas que há para saber sobre o Universo Mágico.
Este edificio estava dividido em três zonas: a Zona Pública, a Zona de Arquivo e a Zona Proibida.
A Zona Pública era frequentada pelas discipulas e pelas Sacerdotisas professoras. Tinha grandes colunas com prateleiras onde estavam guardados os livros. As colunas iam até ao tecto, pelo que era preciso uma escada para chegar ás prateleiras mais altas.

Na Zona de Arquivo, só entravam as Sacerdotisas Bilbliotecárias. Era o sítio onde se guardavam todos os livros e pergaminhos novos mas também o material de estudo das discipulas.

A Zona Proibida era uma zona onde só a Sacerdotisa- Mor e Membros da Realeza da Lua Branca ou Membros do Conselho Mágico podiam entrar. As Discipulas só podiam entrar nesta zona acompanhdas pela Sacerdotisa- Mor ou pela sua Mestra de Estudos. Se fossem sozinhas, só com a apresentação de uma Autorização da Sacerdotisa-Mor.
Nesta zona, estavam guardados todos os manuscritos antigos e sagrados. As Leis Mágicas também se encontravam nesta zona, bem como os Compromissos de Nasciemento Reais.

Em Infinus, também existia uma Bilblioteca que, tal como a de Manah, tinha três zonas distintas: a Zona Pública, frequentada pelas discipulas e demais sacerdotisas; a Zona de Arquivo, frequentada apenas pelas sacerdotisas bibliotecárias e a Zona Proibida apenas frequentada pela Sacerdotisa- Mor e outros Membros do Conselho Mágico.
Tal como em Manah, também em Infinus se guardavam as Leis Mágicas na Zona Proibida. Os dois Templos partilhavam as mesmas leis, pelo que as mantinham fechadas no mesmo espaço.

Os livros da biblioteca que sejam adquiridos na zona pública podem ser levados para fora do edificio da biblioteca mas não para fora de Manah. Os livros adquiridos na zona Proibida não podem ser levados para fora da biblioteca, sendo apenas consultáveis pelas discipulas mediante uma autorização especial da sua Mestra de estudos á Sacerdotisa- Mor.

Os livros que as duas discipulas tinham ido buscar foram adquiridos na zona pública pelo que podiam leva-los para fora da biblioteca e até para os seus quartos. As requisições feitas em Manah na zona de treinos não têm limite de entrega. As feitas fora de Manah ou da zona de treinos por sacerdotisas ou discipulas, têm um limite de três dias para entrega.
Se a requisição for feita pela Sacerdotisa- Mor ou por outros Membros do Conselho Mágico esta não tem qualquer prazo de entrega.

O livro escolhido por Célia era sobre as origens da Realeza da Lua Branca. Ao passo que o de Tarina era sobre as origens do Conselherio Real da Lua Branca.

Estavam tão entretidas a ler que nem deram pela chegada de Kirinah que as surpreendeu quando as avisou que estava na hora de jantar.
Então, as meninas fecharam os livros e dirigiram-se para a Zona de Refeições, seguidas por Kirinah.
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E pronto já está. Espero que gostem. Alguma coisa é só dizerem.
Vemo-nos amanhã.
Bjs Smile
#13
Olá,
Aqui vai mais um capitulo para adoçar a curiosidade.
IV
Depois do jantar, Kirinah e as suas Discipulas foram passear para o jardim. Estava uma noite calma e agradável. A lua iluminava o jardim como um holofote.

Kirinah e as Discipulas sentaram-se no mesmo banco que as duas meninas se haviam sentado naquela tarde.
Então, a Sacerdotisa olhou para as duas meninas e depois para a lua e disse:
- Sabem, meninas aquele planeta brilhante que veêm no céu é Lua Branca. - Fez uma pausa, enquanto as raparigas se aninhavam ao seu lado, e prosseguiu:
- A Lua Branca é um planeta muito poderoso e respeitado pelo Mundo Mágico. Mas existe outro igualmente poderoso a Lua Negra.-
Então, Célia exclamou ao ouvir aquilo:
- Mestra, eu já li algo sobre a Lua Negra num livro. Dizem que esse planeta também é governado por Xamãs e que também faz parte do Conselho Mágico. Mas que, apesar disso, não é tão respeitado como a Lua Branca. Porquê? Se tem o mesmo poder não deveria ser respeitado também?-

Kirinah sorriu ao perceber a dúvida de Célia e respondeu:
- Minha querida, ainda és muito nova para compreender o que se passa. Mas com o tempo, tudo se tornará mais claro. Não deves preocupar-te com isso agora. Deixa que o tempo se encarregue disso. E o mesmo se aplica a ti, Tarina. - disse Kirinah, virando-se para Tarina.

Dito isto, levantaram-se e dirigiram-se para a zona dos quartos.
Esta zona era constituida por um grande edificio com portas de madeira e janelas pequenas. Os quartos de Célia e Tarina ficavam em frente um ao outro e eram bastante cómodos: tinham uma cama com uma colcha de retalhos de várias cores, encostada á parede, um armário e uma secretária com cadeira. Era na secretária que Célia e Tarina passavam o tempo a estudar, quando não iam para a biblioteca ou para a sala de treino, onde treinavam magia.
Anexada a cada um dos quartos, havia uma casa-de-banho cujo acesso se fazia por meio de uma porta no interior. Assim, as discipulas não precisavam de usar a casa-de-banho comum das Sacerdotisas. Também Kirinah tinha a sua suite, perto do Templo Principal.

Percorreram o corredor até chegarem ás portas dos quartos das Discipulas. Assim que lá chegaram, despediram-se de Kirinah, que lhes deu as boias-noites, e entraram nos quartos.

Entretanto, em Infinus, a situação era semelhante: também Dravna e Eliona estavam a ir dormir.

Tal como em Manah, as discipulas tinham nos seus quartos, uma casa-de-banho anexada, pelo que não tinham de usar a das Sacerdotisas.

Tanto a zona de treino de Manah como a zona de treino de Infinus, tinham uma zona termal. A água destas termas era aquecida diariamente de maneira a garantir que não faltava nada ás Discipulas e que eram sempre bem cuidadas.

Os Templos de Manah e Infinus estão divididos em três hierarquias de Sacerdotisas: as Menores, que albrangiam as Sacerdotisas jardineiras, cozinheiras, enfermeiras, e até algumas professoras não especializadas; as Médias, á qual pertenciam as bibliotecárias e as funcionárias do templo; e as Superiores, que albrangiam as Representantes do Conselho Mágico, as professoras especializadas e a Sacerdotisa-Mor.

Só as Discipulas que pertenciam á Realeza ou ao Conselho Real podiam ter aulas com a Sacerdotiasa-Mor. Daí que Célia e Tarina estivessem incluidas nessa lista, por não só fazerem parte do Conselho Real, no caso de Tarina e Eliona, mas também por serem as futuras Rainhas da Lua Branca e Lua Negra, no caso de Célia e Dravna.

Mas voltando á história.
Nesta altura, as Discipulas de cada um dos Templos, estão a dormir, pois no dia seguinte, têm mais treinos e sessões de estudo.
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E pronto. Cá está mais outro.
Agora só na sexta é que há mais, porque amanhã tenho coisas para fazer.
Por isso, até sexta.
Bjs Smile
#14
Olá,
Tal como prometido aqui fica outro capitulo da minha história.
O próximo fica para segunda. Bom fim-de-semana.
V
Nesta altura, tanto as Discipulas de Manah como as de Infinus tinham 15 anos, faltavam cinco anos para partirem para os planetas que haviam de governar.

- Como já passaram cinco anos desde aqui estão, e até então só têm aprendido as noções e feitiços básicos da magia, decidi que, a partir de hoje e durante os próximos cinco anos, começarão com o Treino Avançado.- anunciou Kirinah.

Estavam na Sala de Estudos, quando foram chamadas por uma Sacerdotisa-Auxiliar á presença de Kirinah, que se encontrava no jardim. Para surpresa de Kirinah, nenhuma das Discipulas se mostrou entusiasmada por passar, finalmente, para a Sala de Treino Especial reservada apenas para as Discipulas Reais a cargo da Sacerdotisa-Mor.

- Mestra.- Começou por dizer Célia, depois acrescentou:
- Não seria melhor esperar mais um ano? Ainda não me sinto preparada para esta prova.-

-O mesmo se aplica a mim.- disse Tarina, acrescentando depois:
- Também acho que ainda é muito cedo. Esperemos mais um ano, Mestra. Por favor, a nossa magia básica ainda precisa de ser aprefeiçoada.-

Kirinah respondeu com um sorriso:
- Minhas queridas, vocês não deixam de ter razão. Se calhar ainda é cedo. Mas, mesmo assim, deixem-me, pelo menos, mostrar-vos o sítio onde se pratica este tipo de treino.-

As Discipulas concordaram e seguiram-na para a Sala de Treino Especial.

Entretanto em Infinus, também fora anunciado ás Discipulas que iriam começar o Treino Avançado. Mas, ao contrário de Célia e Tarina, Dravna e Eliona não quiseram esperar mais um ano, quiseram começar já.
Mas Gorélia teve de as fazer ver a realizadade:
- Minhas queridas, Discipulas, eu sei que estão impacientes por começar este treino. Mas acho que deveriam esperar mais um ano, porque vocês ainda não estão suficientemente prontas para enfrentar esta prova. Aviso-vos de que é muito perigosa, até para mim que sou vossa Mestra. Este treino exige o uso de uma grande quantidade de energia e vocês ainda não são capazes de concentrar tanta energia num só ponto. A única coisa que posso fazer neste momento é mostrar-vos o sítio onde se realiza este treino.-

Dravna e Eliona pareceram concordar com o que Gorélia dissera e seguiram-na para a Sala de Treino Negra.

Começaram por atravessar um extenso corredor, ladeado por colunas altas, que terminava numa porta de madeira castanha que tinha uma maçaneta de ouro.

- Chegámos.- anunciou Kirinah, parando junto da porta. Célia e Tarina recuaram para trás da Sacerdotisa, agarrando-lhe a túnica. Kirinah tentou sossega-las:
- Calma, não há motivo para terem medo. Por trás daquela porta não há nenhuma criatura maligna nem nada que vos possa causar medo. Alás, até vos posso dizer que atrás da porta não existe rigorasamente nada. -

As meninas mostraram-se confusas, por isso Kirinah abriu a porta. Quando esta se abriu, elas poderam comprovar o que a Mestra lhes dizia: atrás da porta não havia nada que lhes podesse causar medo, porque, de facto, não havia nada.

A Sala de Treino Especial de Manah não era mais do que um grande espaço vazio branco. Não se via quaisquer vestigios de aparelhos de ginástica nem de alvos para se praticar magia.

A principio, as meninas ficaram a olhar embasbacadas para o espaço, sem perceberem nada do que viam. Mas depois, Kirinah, vendo a sua atrapalhação, apressou-se a explicar:
- Esta sala é assim, como podem ver, porque o Treino Avançado não requer nenhum aparelho de treino daqueles a que vocês estão habituadas. Apenas precisa de um: a mente.-

Foi então que Célia, ainda confusa, perguntou:
- Mas, Mestra, como se treina a mente num espaço vazio como este?-
Ao que Kirinah respondeu:
- Pois bem, é através da concentração de energia que se consegue realizar este treino. Mas pode levar anos até se antingir o poder total. -

Desta vez foi Tarina que perguntou:
- E como se atinge o poder total?-

Kirinah respondeu com o mesmo sorriso:
- Com muito esforço e dedicação. Só assim se conseguem atingir os nossos objectivos.- Fez uma pausa e depois acrescentou:
- Mas vocês ainda são muito jovens para aprenderem a realizar este tipo de treino. Por isso é que ele é tão pouco ensinado na academia. Mas existe outra razão pela qual vocês ainda não podem realiza-lo: este treino é muito demorado e penoso para a vossa mente, o que o torna perigoso nesse aspecto. Penso que só depois de serem governantes da Lua Branca é que o poderão realizar. Até lá aprendam apenas o essencial.-

E, dito isto, fecharam a porta da sala. Mestra e alunas voltaram para a Zona de Treinos de Manah deixando para trás uma sala que, por agora, não iria ser precisa.

No caminho para a Zona de Treinos, Kirinah lembrou-se de mais uma coisa que tinha para dizer:
- Ainda sobre o Treino Avançado, além de só o poderem realizar quando forem governantes da Lua Branca, também só o devem usar em último caso, ou seja, quando todos os recursos vos faltarem, usem este treino. Mas só em casos extremos.-
As raparigas acenaram que «sim» com a cabeça e entraram na Sala de Estudos.

Em Infinus, a Sala de Treino Negra era idêntica á de Manah, mas em vez de ser um espaço branco era negro.

- Como vêem, esta sala é diferente das outras. Não tem os equipamentos a estão habituadas. Esta sala serve apenas para treino espiritual. E isso vocês ainda não dominam. Só dominarão quando forem governantes de Lua Negra. - Explicou Gorélia ás suas Discipulas.
As raparigas não disseram nada. Continuaram a olhar para a sala embasbacadas. Com um misto de medo e nervosismo.
Então, Gorélia retomou o discurso:
- Lembrem-se sempre disto: só realizem este treino quando for mesmo necessário, porque pode ser perigoso para as vossas mentes. Não se sabe qual é o limite do poder obtido e isso pode ter consequências bem mais graves do que aquelas que se espram. Por isso, já sabem: só o usem em casos extremos e apenas quando forem governantes e tiverem controlo sobre o vosso poder.-

Depois daquela visita á Sala de Treino Negra, Gorélia e as suas Discipulas dirigiram-se navamente para a Sala de Estudos.

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E pronto. Espero que gostem.
Bjs Smile
#15
já li quase tudo e estou a adorar, continua assim
^^
Adoro este forum *-*

#16
Olá, antes de mais queria agradecer á Akari Sakura pelo seu comentário. Ainda bem que estás a gostar.
Agora, gostava de avisar todos os meus seguidores que a partir de hoje, vou passar a publicar sempre á sexta-feira porque nos outros dias não tenho tempo. Depois, para a semana não há caputilo porque não estou, mas para outra haverá, não desesperem!!
Bom dados os avisos, vamos ao capitulo:
VI
Durante os anos que se seguiram, as discípulas de Manah e Infinus aprefeiçoaram a sua magia e as suas capacidades governativas.
Com execelentes resultados na teoria e na prática, tanto as fututras Rainhas como as Conselheiras Reais estavam prontas para abandonar os templos e começarem as suas vidas de governantes nos respectivos planetas.

Os 10 anos de treino e de estudos em Manah e Infinus tinham fianalmente terminado. Nesta altura, já Célia e Dravna tinham 20 anos, bem como as suas Conselheiras Reais, Tarina e Eliona. Só faltava uma coisa: assumirem as suas funções na Lua Branca e Lua Negra.

Célia usava, nesta altura, um vestido branco comprido com mangas compridas, uma capa que era presa por uma pregadeira redonda com o símbolo da Lua Branca. O vestido tinha um laço azul-claro na cintura. O penteado era o mesmo e calçava sabrinas brancas.
Tarina não mudara a sua endomentária. Apenas o penteado. Agora, usava o cabelo apanhado num rabo-de-cavalo.

Em Infiunus, Dravna continuva com a mesma roupa assim como Eliona.

Manah e Infius tinham, para além da zona dos templos, uma zona onde descolavam e aterravam naves vindas dos planetas vizinhos ou de reinos que traziam discipulos para os templos.
Era constituido por uma gare onde aterravam as naves. Mais ou menos como num aeroporto. A única diferença estava nos destinos e no tipo de veículos.

As naves de Célia e Dravna já estavam preparadas para partir. As malas das Princesas e das Conselheiras já estavam nos porões de carga. As portas estavam abertas e uma rampa dava acesso a cada uma delas.

A nave de Célia e Tarina era branca e tinha o símbolo da Lua Branca gravado na porta; enquanto que a de Dravna e Eliona era negra e tinha o símbolo da Lua Negra.

Ambas as Princesas e Conselhieras estavam nervosas com a partida. Era a primeira vez que saíam dos templos e não tinham a certeza do que iriam encontrar.

Em Manah, Kirinah tentava acalmar as suas ex-discipulas:
- Não se preocupem. Vai correr tudo bem, vão ver! Foi para isto que treinaram e estudaram, por isso só têm de dar o vosso melhor e esperar que o povo vos aceite da melhor maneira possivel. Lembrem-se que é sempre importante ganhar o respeito do povo logo no começo do reinado.-
Ambas acentiram com a cabeça e encaminharam-se para a zona onde estava a nave.
Estavam as três de pé junto da nave branca na gare de Manah. Tinham as três lágrimas nos olhos por causa da emoção da partida.

Entretanto, em Infinus, o cenário era o mesmo: Gorélia e as suas ex-discipulas despediam-se com emoção. Gorélia tentava, também, acalmar as raparigas:
- Lembrem-se de tudo o que aprenderam e tudo correrá bem. Não precisam de se preocupar! Vocês são capazes! Pode parecer um pouco dificil ao princípio, mas depois habituam-se. -

Quer em Manah como em Infinus, a tripulação das naves começou a entrar, anunciando a hora da partida. Então, mestras e alunas abraçaram-se num abraço forte e as raparigas entraram nas naves.

Tarina já estava instalada no interior da nave, mas Célia tinha ficado na rampa a acabar de se despedir de Kirinah:
- Agradeço-lhe por tudo o que nos ensinou a mim e á Tarina. Tenho a certeza de que faremos bom uso dos seus ensinamentos e conselhos.-
Então, num gesto, Célia tirou o colar de Manah. Mas quando ia entregá-lo a Kirinah, esta disse:
- Fica com ele. Assim podes vir visitar-nos quando quiseres, sem ser preciso uma Autorização Sagrada. Além disso, serve de recordação.-
E, dito isto, abraçaram-se mais uma vez e Célia entrou para a nave.

Em Infinus, aconteceu o mesmo e quando as portas se fecharam, as naves dos dois templos descolaram levando consigo aquelas que iriam ser as governantes dos dois planetas mais poderosos do Universo Mágico: A Lua Branca e a Lua Negra.
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E pronto, espero que gostem. Já sabem o que acontece para a semana, por isso vemo-nos daqui a 15 dias.
Bjs
Smile
#17
Olá, como já devem ter reparado (ou não) estou de volta!!!
O que significa mais um capitulo:
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VII
A nave branca era grande. Tinha dois pisos. No primeiro, ia a tripulação, que dirigia a nave para o seu destino. Este piso era constituido por monitores e botões que serviam para conduzir a nave. A tripulação estava sentada e primia os botões consoante a drecção que o aparelho tomava.

No segundo piso, iam as passageiras. Estavam sentadas uma de frente para a outra com um ar sério e calmo. Não disseram uma palavra desde que entraram e iniciaram a viagem.
Cada uma ia mergulhada nos seus pensamentos. Célia pensava em tudo o que Kirinah lhe havia dito sobre a governação, mas também sobre o amor. Lembrava-se que ela tinha dito que era «um assunto que só a ela dizia respeito» e que a governação dizia respeito a toda a corte, bem como á Guarda Real, da qual o seu comprometido fazia parte.
Pensava, também, no seu comprometido. Nada sabia sobre ele além de que era General da Guarda Real e que se chamava Afron. Não sabia se era novo ou velho, alto ou baixo, gordo ou magro, bonito ou feio.
Sabia, também, que estaria á sua espera na Lua Branca.

Tarina também ia mergulhada em pensamentos. Mas os seus eram diferentes. Estes não englobavam o amor uma vez que não estava comprometida. Mas englobavam a governação: Kirinah tinha-lhe ensinado como ser uma Conselheira Real, mas ainda assim, não conseguia deixar de pensar como seria na vida real. O que aconteceria se não conseguisse aconselhar bem a sua Rainha? Não queria pensar nessa possibilidade pois sabia que Célia estaria lá para a ajudar.

A nave negra também era grande. Também tinha dois pisos. No primeiro, também ia a tripulação sentada a conduzir. No segundo, Dravna e Eliona também estavam sentadas em frente uma da outra em silêncio.

Ao contrário de Célia e Tarina, Dravna e Eliona tentavam não pensar muito no que tinham pela frente. Apenas se preocupavam com a viagem. Mas era dificil. Dravna sabia que devia seguir os conselhos de Gorélia, mas era dificil quando se tratava de pô-los em prática. Mas ia ser Rainha, por isso tinha de conseguir.

Já Eliona questionava-se sobre quais seriam as reaias funções de uma Conselheira Real. Sabia que deveria aconselhar a Rainha em questões governativas, mas também em questões pessoais. Gorélia sempre lhe dissera que a governação estava em primeiro lugar, mas as questões pessais também eram importantes.

Estavam elas mergulhadas nestes pensamentos, quando um aviso do Comandante as faz interromper. Era o aviso de que estavam quase a chegar.

Célia e Tarina olharam pela janela e viram que se aproximavam de um pequeno planeta quase perdido na imensidão do espaço, branco, rodeado por uma camada de estrelas como que a protegê-lo; e a gravitar á volta de uma Estrela Narah amarelada reluzente. Era a Lua Branca.

Um aviso na nave negra veio interromper os pensamentos de Dravna e de Eliona. Era do Comandante e dizia que estavam, também, a chegar.
Olahram as duas pela janela e viram um pequeno planeta negro, rodeado por uma espessa camada negra, que o protegia. Também gravitava á volta de uma Estrela Narah e também parecia perdido no espaço, tal como a Lua Branca.
Este pequeno planeta, que Dravna e Eliona viam pela primeira vez, era a Lua Negra.
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E pronto. Espero que gostem. Vemo-nos para a semana.

Ps: A partir da próxima semana, a história vai tomar um novo rumo. Até para a semana. Smile
#18
Olá,
Cá estou eu para mais um capitulo semanal.
Como eu disse a semana passda, a partir daqui vão começar a acontcer coisas.
E mais não digo. Fiquem atentos.
Agora vamos ao capitulo.
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VIII
A nave aterrou suavemente no aeródromo da Lua Branca.
A porta abriu-se e a rampa surguiu automaticamente. Célia e Tarina, escoltadas pela tripulação, saíram da nave pela rampa.

Cá fora, uma multidão aguardava pela nova Princesa e pela sua Conselheira Real. Era, na sua maioria, constituida por Xamãs que tinham assumido a gorvernação. Do meio da multidão, surgiu uma mulher baixa, velha, vestida com um vestido azul-escuro, calçava sabrinas da mesma cor, tinha o cabelo apanhado num totiço e usava um medalhão com o mesmo símbolo que a pregadeira de Célia.
Dirigiu-se ás recém-chegadas, fazendo uma vénia e dizendo:
- Princesa Célia e Conselheira Tarina, sejam bem-vindas a Lua Branca. Eu sou Gordélia, a Xamã- Chefe. Fui eu quem vos substitituiu durante o periodo em que estiveram em Manah. - Fez uma pausa, durante a qual Célia aproveitou para agradecer. Depois, Gordélia continuou:
- Aguardámos durante 10 anos a vossa chegada e acompanhámos todos os vossos treinos através de Kirinah que nos foi informando de todos os vossos progressos, até á data da vossa chegada, ou seja, hoje.-

Agora, foi a vez de Tarina se pronunciair:
- Então, segundo percebi, já sabiam que viríamos hoje, não é assim?-
Ao que Gorélia respondeu:
- Exactamente.-
Depois, acrescentou, derenrolando um pergaminho que outra mulher, que entretanto se chegou ao seu lado, lhe entregou:
- E, para o provar aqui está a carta que Kirinah nos enviou na véspera da vossa chegada.-
As rapargas obvervaram-no com atenção e reconheceram a letra retrocida de Kirinah bem como o Selo de Manah.

Prestados os esclarecimentos e feitas as apresentações, a tripulação foi dispensada e as raparigas foram escoltadas por Gordélia e por alguns menbros da Guarda Real, até uma carruagem puxada por dois cavalos brancos unicórnio. Entraram com Gordélia e esta partiu rumo ao Palácio da Lua.

No caminho, Célia e Tarina iam deslumbrando a paisagem: havia flores por todo o lado. O sol brilhava e o céu era de um azul suave. A carruagem subiu por uma colina que atravessava campos verdejantes, onde pastavam ovelhas e cavalos. Por onde passavam, os habitantes daqueles campos acenavam em sinal de boas-vindas á Princesa e á sua Conselheira Real.

Passada a parte rural, começava a aparecer a parte urbana de Lua Branca. Esta zona, era constituida por uma cidade chamada Cidade da Lua ou Crystal Tokyo, que tinha casas e lojas. Ao passarem pela Avenida da Lua, as raparigas puderam ver que as casas tinham sido enfeitadas com flores rosa e brancas e pequenos cristais.

Estavam tão distraídas a olhar para os enfeites que foi preciso que Gordélia lhes chamsse a atenção para o próximo destino.
Quando olharam, nem quiseram acreditar no que viam: á sua frente estava o Palácio da Lua, um gigantesco e imponente edifício todo feito de pedra e tijolo brancos. Na torre mais alta do Palácio, que era a principal, estava o símbolo da Lua Branca, uma lua amarela virada para cima.
Este símbolo estava gravado na testa de todos os habitantes do planeta, incluindo Célia e Tarina, que tinham gravado desde bebé.
A ladear o Palácio, havia um enorme campo de flores de todas as cores que estava sempre a ser arranjado por um grupo de 50 Jardineiros Reias. De cada lado do jardim, havia um conjunto de colunas com jorros de água que lembravam as colunas romanas.
O Palácio da Lua Branca era guardado por guardas grandes,fortes e rubostos que eram tembém a polícia do planeta, que impunha ordem e respeito.

Na Lua Branca, os trabalhadores eram, na sua maioria, agricultores homens. As mulheres trabalhavam como cozinheiras e criadas no Palácio.
Na cidade, havia muitos comerciantes e artesãos que vendiam os seus trabalhos a toda a gente.
Durante muito tempo, a Lua Branca tinha sido governada por Xamãs e Gordélia era quem chefiava a governação. Mas agora, com a chegada de Célia e Tarina, o regime ia mudar: passava a ser uma Monarquia. Para ajudar Célia nas decisões de governação, fora nomeado um Conselho de Ministros com a ajuda de Kirinah e Gordélia.
Mas voltando á história.
A carruagem atravessou o caminho ladeado pelas colunas que dava acesso directo á porta principal do Palácio da Lua.
Esta era castanha e tinha uma maçaneta prateada.
Quando a carruagem parou, o cocheiro abriu a porta e as passageiras saíram.
As malas foram desamarradas do tejadilho e colocadas no chão. Gordélia deu sinal para que as portas se abrissem.
Depois fez sinal para que as raparigas a seguissem.
Assim que entraram, as portas fecharam-se atrás delas e elas poderam dislumbrar uma enorme sala ladeda por colunas e com umas escadas ao fundo. Em frente, havia um corredor que dava para uma porta, que Gordélia abriu. Por detrás desta, estava uma sala, mais pequena que a outra, com uma mesa e cadeiras. Tinha, ainda, um tapete com motivos floridos e geométricos.
Sentaram-se á mesa e Gordélia mandou servir um chá. Depois anunciou:
- Esta noite daremos uma festa em honra da Princesa e da Conselheira Real, ou seja, em vossa honra. Será nesta festa que irá conhecer o seu noivo e formalizar o compromisso. O casamento ainda não está agendado, dado que vocés precisam de tempo para se conhecerem. Quando acharem que chegou a altura de casar, comuniquem-me. Nessa altura, tratarei dos preparativos da Coroação. Depois disso, retirar-me-ei para Manah e tu, Célia, serás a Rainha. Por agora, descansem que a viagem foi longa e devem estar cansadas. Depois, podem explorar as redondezas.
E, dito isto, ficaram sentadas a tomar chá na varanda do Palácio da Lua.
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E pronto. Cá está mais outro.
Como sempre, vemo-nos para a semana.
Smile
#19
Olá, cá vai outro capitulo da minha história. Espero que gostem.
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IX
Entranto, na Lua Negra, a nave de Dravna e Eliona acabava de aterrar. Tal como em Lua Branca, havia uma multidão á espera da Princesa e da sua Conselheira Real.

A Xamã-Chefe que as esperava chamava-se Orquédia e, como na Lua Branca, também tinha acompanhado os treinos das duas e sabia que viriam naquele dia.
Conduziu-as a uma carruagem que as iria levar até ao Palácio Negro.
No caminho, puderam ver que na Lua Negra era tudo escuro e sombrio. Não havia um único campo florido nem camponeses a sauda-las. Apenas diabretess e palntas negras.

Depois de passarem pela zona rural, dirigiram-se para a cidade. A Cidade Negra, como lhe chamavam, era constituida por casas negras onde habitavam as familias e os comerciantes de artigos amaldiçoados.

Ao atravessarem a Praça Negra, Dravna e Eliona viram que todas as casas e lojas tinham sido enfeitadas com cristais negros e pequenas luzes terrificas.

Iam tão distraidas a olhar para os enfeites que foi preciso Orquédia chamr-lhes a atrenção de que estavam a chegar ao Palácio.
Quando elas olharam, ficaram maravilhadas: no alto de uma colina estava o Palácio Negro. Um gigantesco edificio de pedra negra, rodeado por um fosso de lava encandescente superficial, flores de gelo e espinhos pontiagudos. Na torre principal e mais alta do Palácio, havia, como na Lua Branca, o simbolo da Lua Negra em pedra.
O Palácio era guardado por demónios que impunham a ordem e o respeito.

Tal como na Lua Branca, também a Princesa e a Conselheira Real tinham o simbolo do planeta gravado na testa.

A carruagem aproximou-se do Palácio até chegar junto de uma porta de madeira negra com uma maçaneta em forma de demónio.
Orquédia, Dravna e Eliona desceram da carruagem, ajudadas pelo cocheiro, que lhes carregou as malas. Depois Orquédia abriu a porta e as três entraram dentro do Palácio.
O hall de entrada era um enorme salão negro onde se viam alguns quadros com imagens de Xamãs Negras. Avançaram até chegarem a uma outra sala, mais pequena, que tinha uma varanda onde estava uma mesa e cadeiras e onde tinha sido servido um chá. Entraram e sentaram-se á mesa.
Então, Orquédia disse:
- Como sabem, será realizada uma festa em vossa honra. Nessa festa terás, Dravna, a oportunidade de conhecer o teu noivo, o General Zircónia. É claro que vos será dado algum tempo para se conhecerem melhor até decidirem casar. Mas quando essa altura chegar serei avisada para preparar a cerimónia de coroação. Por agora descansem porque a viagem deva ter sido cansativa.-
 
Entretanto, na Lua Branca, Célia saíra para explorar as redondezas com Tarina. Andavam a passear pelos jardins nos arredores do Palácio depois de terem estado na cidade.
Célia tinha apanhado algumas flores e com elas fazia coroas mas também outros adornos para o cabelo como ganchos.
Tarina acompanhava-a sempre vigilante para ver se ela nã fazia nenhum disparate.

Andram durante um bocado até Célia dizer que estava cansada e se sentarem num banco de jardim ali perto.
Foi nesse momento que apareceu um rapaz acompanhado do seu pagem. Era alto, tinha o cabelo castanho escuro, boca e nariz finos. Vestia uma farda constituida por umas calças pretas, botas da mesma cor, um casaco azul escuro, um cinto com uma espada e uma capa azul escura.
O pagem trazia umas calças castanhas, uma camisa branca e botas pretas. Não era muito alto, tinha o cabelo preto, olhos da mesma cor, boca e nariz finos.
Aproximaram-se os dois das raparigas que dormitavam. O mais alto baixou-se na direcção de Célia e segredou-lhe com uma voz suave:
- Quem são vocês e o que fazem aqui?-
Célia abriu os olhos de repente e quando viu o rapaz assustou-se e deu um salto para trás, gritando:
- Mas quem é que o senhor pensa que é para me acordar dessa maneira?-
O rapaz começou a rir. Célia não achou muita piada. Fez ujm trejeito e disse com um ar zangado:
- Não sei onde está a graça.-
Então, ele respondeu:
- Desulpe, não era minha intensão assusta-la. Mas é que estão no campo de treino militar. - Célia ia responder-lhe, mas Tarina cortou-lhe a palavra:
- Desculpe. Nós não sabiamos. Sò estavamos a passear. Acabámos de chegar e ainda não conhecemos o sítio. Por favor, desculpe-nos. Nós vamos já embora. -

Iam começar a andar, quando o rapaz disse:
- Perdoem-me também não fazia ideia de que fossem novas. Vieram de onde?-
Desta vez foi Célia que respondeu:
- De Manah. Porquê? Tem algum problema com isso?-
O rapaz respondeu com um sorriso:
- De Manah, heim? Então deduzo que tenham sido lá discipulas.-
 Célia respondeu:
- Sim, fomos. E digo-lhe mais: fomos discipulas de Kirinah.-
O rapaz ficou admirado e disse:
- De Kirnah? Têm a certeza? Não parecem muito do tipo que tenha sido ensinado por ela. -
Célia estava irritada e perguntou:
- Então porquê?! Diga lá!-
Ao que o rapaz respondeu:
- Porque só os membros da realeza é que são ensinados por ela. E, deculpe que lhe diga, mas não me parece que seja da realeza com esses modos.-
Célia ia responder-lhe, mas Tarina interrompeu-a:
- Vai ter de nos desculpar. Mas temos de ir para o Palácio a fim de nos prepararmos para a festa desta noite. Presumo que o senhor irá fazer o mesmo, não?-

O rapaz fez uma vénia de satisfação e disse:
- Sim de facto tenho de me preparar também.-
Depois acrescentou:
- Veja lá se acalma a sua amiga. Parece-me que está muito nervosa.-

Célia ficou ainda mais irritada com aquela comentário e ia responder-lhe mas foi impedida por Tarina que lhe lembrou que tinham de se preparar para a festa dessa noite.
Então, abandonaram o campo de treino e dirigiram-se para o Palácio, deixando para trás o rapaz e o seu pagem.
Quando chegaram, Célia já estava mais calma, mas ainda assim tinha uma réstia de furia. que a fez dizer:
- Neste planeta, há pessoas mesmo irritantantes.-
Tarina deduziu que se tratava do rapaz de há pouco e decidiu ignoar.

Mas mal sabiam elas quem era o rapaz e o que ele representava para o futuro.
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E pronto. Para a semana há mais. Continuem ligados porque ainda há muita coisa por acontecer.
Smile
#20
Não sei o que aconteceu, mas acabei de perder aquilo que estava a escrever.
Por isso, aqui vai (outra vez) o capitulo desta semana. Desta vez vem directamente do Word, para não estar a escrever tudo outra vez.
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X

O Salão Negro estava todo enfeitado com cristais negros. Algumas velas faziam a iluminação da sala, deixando-a um pouco menos sombria. Os convidados começaram a entrar para a festa de recepção á Princesa Dravna da Lua Negra. Traziam vestidos os seus melhores trajes cujas cores variavam entre o cinzento e o preto.

Dravna ainda estava no quarto a acabar de se arranjar quando a festa começou. Tinha vestido um longo vestido preto de cetim. O cabelo solto era penteado por Eliona em frente ao espelho do quarto.

O quarto de Dravna era amplo e espaçoso. Tinha uma grande cama de dossel decorada com motivos geométricos negros. Ao lado da cama estava uma mesa-de-cabeceira. Ao lado da porta, havia um grande armário negro onde era guardada a sua roupa. Em frente á cama, estava um enorme tocador com um espelho, também grande e largo, com um banco onde Dravna estava sentada estando Eliona atrás a pentear-lhe o cabelo. No lado, oposto, estava uma grande varanda que dava para o jardim.

Dravna estava surpreendentemente calma. Era a 1ª vez que ia a uma festa da Lua Negra onde iria conhecer o seu noivo, e, no entanto, sentia-se demasiado tranquila. Era como se nunca tivesse saído dali e aquela fosse mais uma festa a que iria.

Eliona estava mais apreensiva. Não sabia como lidar com tanta gente e muito menos com nobres numa festa. Mas sabia que Dravna ia estar lá para a ajudar e que tudo iria correr bem.

Estava Eliona mergulhada nos seus pensamentos, quando bateram á porta. Largou o que estava a fazer e foi abri-la. Era Orquédia a avisar para descerem pois a festa já tinha começado e requeria-se a presença da Princesa e da Conselheira Real. Então, Dravna levantou-se e seguiram Orquédia até ao Salão Negro.

Quando Dravna e Eliona desceram as escadas para o Salão, todos se viraram e fizeram uma vénia em sinal de respeito às recém-chegadas. Orquédia guiou-as até um grupo de Xamãs que se encontrava num dos cantos do Salão. Entre eles estava um rapaz mais ou menos da mesma idade que Dravna. Era alto, de cabelo preto, olhos da mesma cor boca e nariz finos. Tinha vestido um fato cinzento constituído por umas calças com um cinto e uma espada. A completar e indumentária uma capa também cinzenta.

Quando Orquédia e as raparigas se aproximaram, todos fizeram uma vénia até o rapaz. Depois, Orquédia pegou nas mãos de Dravna e do rapaz, uniu-as e anunciou:

- Princesa, apresento-te o teu noivo o General Zircónia da Guarda Real Negra.-

Dravna não ficou muito impressionada com aquele noivo. Mas fez uma vénia, largando as mãos dele, e cumprimentou-o:

- Encantada por conhecê-lo.-

Zircónia retribui o cumprimento:

- Igualmente, Princesa.-

Entretanto, na Lua Branca a festa de recepção a Célia e Tarina também tinha começado. O Salão da Lua estava enfeitado com cristais prateados e flores brancas e rosa. Os convidados começaram a chegar. Trazem os seus mais belos trajes de festa que variam entre as cores branca, rosa, azul e vermelho.

Todos aguardavam com grande expectativa o momento da chegada da Princesa e da Conselheira Real. No meio dos convidados, estava aquele que Célia menos esperava encontrar: o rapaz do campo de treinos com o seu pajem e amigo.

No andar de cima, no Quarto Real, Célia e Tarina ultimavam os preparativos para a festa. Célia estava sentada em frente ao espelho do tocador do quarto e vestia um vestido azul-claro com um laço branco á frente. Usava, ainda, uma pequena tiara com o símbolo da Lua. O cabelo ia solto numa parte e com tranças na outra.  

O quarto, esse, era amplo. Tinha uma grande cama de dossel com lençóis de linho fino. Ao lado, uma pequena mesa-de-cabeceira. Do lado direito, uma grande janela com varanda que dava para o jardim. Em frente á janela do lado esquerdo da porta, um enorme armário de madeira onde estavam guardadas as roupas da Princesa e, no lado oposto, o tocador onde estava Célia. Tarina encontrava-se atrás de si e dava-lhe os últimos acertos no cabelo. Célia estava séria mas nitidamente nervosa, apesar de querer parecer calma. Tarina já notara essa ansiedade na Princesa e sabia que se devia ao facto de estar prestes a conhecer o seu noivo.

Quando finalmente acabou de lhe arranjar o cabelo, Tarina murmurou: «já está». E, nesse momento, bateram á porta. Tarina foi abrir. Era Gorélia a anunciar que desciam para o recinto da festa.

Então, Célia levantou-se e, acompanhada por, Tarina seguiram-na até ao Salão Real.

Quando os seus nomes foram anunciados, a música parou e todos os convidados param e olharam para as escadas de acesso ao andar superior. Delas desceram Célia, Tarina acompanhadas por Gordélia.

Ao chegarem lá abaixo, Gordélia pediu-lhes que a seguissem mais uma vez, até a outra ponta da sala. Lá estava, de costas, um rapaz vestido com um facto militar de festa. Gordélia dirigiu-se ao rapaz e chamou-o com um toque de ombro:

- General Afron, deixe-me apresentar-lhe a sua noiva, a Princesa Célia.-

Quando Célia se virou para o cumprimentar, fez um ar surpreendido, bem como Afron: era o mesmo rapaz que, naquela manhã, a tinha expulsado do Campo Militar. Ficaram em silêncio até Gorélia o quebrar, dizendo:

- Vejo que já se conhecem. Por isso que tal ficarem um pouco a sós para conversarem?-

Mas Célia virou as costas muito irritada:

- Vamos, Tarina. Não tenho para dizer a esse rapaz.-

Tarina seguiu-a um pouco confusa com a situação.

Entretanto, na Lua Negra, a situação era bem diferente: Dravna não conversara com mais ninguém na festa sem ser Zircónia e parecia que os dois se estavam a dar muito bem. Eliona e Orquédia até estavam surpreendidas como é que em tão pouco tempo a Princesa já confraternzava com o seu noivo, apesar de isso naquele momento ser irrelevante.

Nesse momento, começou a tocar a Valsa Negra, música que abria o baile. Então, Zircónia pegou na mão de Dravna convidando-a para dança. Foram para o centro e começaram a dançar. Apesar de nunca ter dançado, Dravna parecia que já o sabia há muito tempo. Com movimentos suaves e delicados, dançaram uma valsa completa. Sendo, depois, acompanhados pelos outros convidados.

Na Lua Branca, Célia tentava ainda recuperar da surpresa. Estava na varanda com Tarina e segurava nas mãos um copo de bebida. Tinha um ar surpreendido mas também chateado. Olhava com indiferença para estrelas que iluminavam o céu nocturno como mil luzes.

Estava tão concentrada nos seus pensamentos que nem se apercebeu que Afron estava a seu lado. Só deu por isso quando este quebrou o silêncio fazendo com que se assustasse:

- Ainda está chateada por causa do que aconteceu esta manhã? Peço-lhe desculpa. Afinal não sabia quem era.-

Célia olhou para ele e perguntou ainda com um ar sério:

- Costuma ser assim com todas a gente? Ou é só por eu ser uma Princesa?-

Fez uma pausa, voltou a olhar para as estrelas e continuou:

- Se tivesse sabido antes quem eu era talvez não me tivesse tratado daquela maneira. Se eu lhe tivesse dito, talvez não fosse tão indelicado.-

Ia a sair da varanda, mas Afron agarrou-lhe o braço. Célia sentiu-se a corar:

- Espere, não se abandona uma conversa a meio. Além disso, acabou de me dizer que era indelicado. Mas está a sê-lo agora, o que vai contra a sua palavra.-

Célia soltou o braço e repostou:

- Sim, de facto, mas neste caso é diferente porque não temos mais nada a dizer um ao outro.-

Mas Afron insistiu, obrigando-a a ficar:

- Talvez tivesse agido de maneira diferente se soubesse que estava a falar com a Princesa. – Fez uma pausa durante a qual Célia olhou para ele. Continuou:

- Mas sabe eu nunca tinha visto uma rapariga muito menos uma Princesa no Campo Militar. Não é muito habitual que as mulheres visitem os lugares onde os militares estão.-

Então disse olhando novamente para as estrelas:

- Estava com curiosidade. É a 1ª vez que estou neste planeta. É natural que não conheça bem as redondezas e que não soubesse que aquele espaço era um campo de treinos militar. Como é que eu ia adivinhar? Pensei que fosse um simples jardim.- Depois acrescentou:

- Mas não estou apenas chateada por causa disso. Aliás nem foi por isso que fiquei chateada. Fiquei chateada por outro motivo, um motivo muito mais válido.-

Ao que Afron preguntou:

- E que motivo foi esse?-

Célia respondeu, olhando-o novamente nos olhos:

- O motivo que me levou a agir daquela maneira foi o modo como falou de Manah e Kirinah. Como se fossem um sítio e uma professora quaisquer. Que troçasse de mim e da minha amiga ainda consigo tolerar, mas de Manah ninguém troça muito menos de Kirinah.-

Com este discurso, Célia começou a chorar, enquanto continuava no meio de soluços e lágrimas:

- Manah foi a minha casa durante todos estes anos. Foi o lugar onde me senti realmente feliz e acarinhada. E Kirinah foi mais que uma professora, foi uma mãe para mim. Não me deu só educação também me deu carinho e afecto e isso representa muito mais do que eu poderia imaginar. Ela preparou-me para o mundo e para ser Rainha, isso é certo mas também me preparou para ser mulher. Para ser amada e respeitada pelo meu povo. E isso é algo que nunca irá compreender.-

Quando terminou, voltou-lhe as costas e saiu dali aa chorar. Afron ficou espantado com aquelas palavras. Deu uma risadinha, foi ao seu encontro. Ela estava num canto da sala com um ar triste e amuado. Aproximou-se dela e tentou desculpar-se:

- Oiça, não fique assim. Não fazia ideia de que tinha sido tão importante para si. A minha intensão não era ofender. Como prova do meu arrependimento convido-a a dar um passeio amanhã por Lua Branca. Para a conhecer melhor. O que me diz? Amigos desta vez?-

Célia olhou para ele. Sorriu ligeiramente e respondeu muito timidamente:

- Aceito. Mas com uma condição: já que vamos ser amigos e um dia casados será que nos podíamos tratar por «tu»? É que somos da mesma idade e isso constrange-me um pouco.-

Afron respondeu:

- De acordo. Também acho que devemos deixar as formalidades de lado. Não começamos da melhor maneira. Vamos recomeçar.- Estendeu-lhe a mão e cumprimentou-a:

- Olá, o meu nome é Afron e sou General da Guarda Real da Lua Branca, prazer em conhecer-te.-

Célia apertou-lhe a mão e também se apresentou:

- Sou a Célia, Princesa da Lua Branca e também é um prazer conhecer-te.-

Então Afron perguntou com um ar mais descontraído:

- Então, queres dançar?-

Célia corou ligeiramente e respondeu:

- Estava a ver que não perguntavas. Até porque está na hora de abrir o baile.-

E foram juntos para o centro do Salão.

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E pronto. Espero que gostem. E desculpem este contratempo. Espero que não se repita.
Até para a semana. 
Smile
 

 



   

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