Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

O Último Degrau

#1
Bem vou-me estrear no mundo da escrita com um história que gosto muito. Inicialmente era suposto eu tentar fazer um "manga" com a história, mas com devem saber não é nada fácil, por tanto resolvi aproveitar a história e fazer uma fanfiction.

Aqui vai.

Título: The Last Degree
Género: Mistério/Romance/Aventura
Classificação: 12
Autor: Miguel Farias (Farias13)

Resumo:

Nakito é um rapaz tipicamente normal e feliz com a vida que tem. Vive com os seus pais, acabou a escola média e prepara-se para entrar, juntamente com a sua melhor amiga Saiyuki, na escola superior. Até que um dia os seus pais resolvem fazer uma viagem de férias de verão. O que seria de esperar de umas férias fantásticas cheias de sol e de praia, tornaram-se num pesadelo sombrio, do qual Nakito não irá acordar?


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1º Capítulo - O Segredo:

O despertador tocou. Nakito levanta-se ansioso, pois hoje seria o dia em que reveria Saiyuki. Ao vestir-se e ao olhar para o seu reflexo no espelho atrás da porta do seu quarto sentiu que tinha de estar preparado para a grande revelação que iria contar à sua melhor amiga. Desce as escadas a correr e tropeça no último degrau. Ao levantar-se vê o seu tio. O seu olhar de desprezo perturbou ainda mais Nakito. O seu tio Hajime era uma pessoa muito amarga e revoltada com todas as pessoas. Tal como o seu aspecto o transmitia. Cabelo escuro, barba grande e rosto pontiagudo.

Era hora de ir para o liceu e os nervos de Nakito aumentavam com os movimentos dos ponteiros do seu relógio. Estava na hora de contar à Saiyuki o que se passou no verão. Às portas do liceu Akasu, avistou a pessoa mais importante da sua vida, e a única em quem podia confiar. Neste momento o seu coração palpitava tanto como nos tempos em que corria para os braços do pai.

- Que saudades! – Disse Saiyuki abraçando Nakito.

- É verdade, este verão pareceu uma eternidade… - Desabafou o melhor amigo de Saiyuki.

- Mas porque raio não telefonaste? Pensei que tinhas esquecido de mim. Afinal de contas não devo ser assim tão importante para ti. Mas conta lá o querias contar. Ontem estavas muito estranho ao telefone.

- Claro que não me esqueci de ti, até pelo contrário. Mas estas férias foram os piores meses da minha vida, e não queria, nem podia, contar o que te tenho para contar por telefone.

- Vá conta lá! Já não estamos ao telefone... - Disse Sayuki mostrando-se bastante ansiosa.

- Os meus pais morreram num acidente de carro onde eu era suposto estar também. - Desafogou Nakito em quanto a pequena lágrima percorria da escuridão dos seus olhos para o seu pequeno rosto.

A reacção de Saiyuki foi a esperada. Uma surpresa e uma tristeza envolviam o pequeno espaço junto ao portão do liceu. Saiyuki abraçou-se a Nakito que estava a hidratar os olhos, como costumava dizer.



*
Ayashi e Maori tinham chegado à escola separados, o que não era normal, visto que desde que começaram a namorar, há cerca de cinco meses, vinham para a escola e iam para casa juntos. Contudo era o primeiro dia de escola desde das férias grandes, e como passaram o verão juntos, talvez a necessidade de estares sempre juntos não seja tão grande.

Ao encontrarem-se no liceu, Ayashi fez o espectáculo do costume, e abraçou e beijou Maori como não se vissem há messes, isto apenas para mostrar que ele é dela e que ninguém o tira. Mas o que Ayashi não sabe é que a Saiyuki, como não tinha o Nakito por perto nestas férias, aproximou-se de Maori e os dois estavam cada vez mais íntimos um com o outro, apesar de ainda não ter havido nada de concreto entre os dois, a química entre os dois era inevitável.

- Oh amor, estás tão distante hoje, o que se passa? Já não gostas de mim, é? Eu sabia… - Disse Ayashi a Maori, enquanto o largava do abraço sufocado que deu ao namorado.

- Não comeces com os teus filmes, não é nada. Estou como sempre tive, como ontem tive, porque é que aqui na escola é que tens que armar essas confusões? Mas já que falas nisso, temos que falar sobre nós. – Dirigiu Maori à namorada, com um olhar distante.

- Olha, está a tocar. Desculpa amor, já sabes como eu sou, esquece o que disse, está bem? – Ayashi desviando a conversa com medo do resultado que poderia vir com aquele “falar sobre nós”.

- Temos que falar na mesma e vai ser depois das aulas. Por tanto não desapareças, como fizeste ontem. – Impondo-se Maori.

- Está bem amorzinho. – Respondeu Ayashi, sem contestar muito.





*


A campainha já tocava e os alunos do liceu Akasu já iam para a sua primeira aula do ano lectivo. Todos menos dois, Nakito Sanji e Saiyuki Kioh. Esta conversa não poderia espera por uma aula de história, apesar de tudo o que se passara no verão, Nakito ainda tinha uma pessoa em quem confiar e estava prestes a contar o seu segredo que guarda só para si, desde daquela terrível noite de verão.


Nakito preparava-se para contar o tão esperado segredo. Já não conseguia viver com tal informação só para si, estas férias resumiam-se a uma mistura de ódio, tristeza e indecisão sobre contar, ou não, à Saiyuki.


- Sabes o que eu te queria contar não era que os meus tinham morrido num acidente de carro, mas sim… - Ao prenunciar estas últimas palavras Nakito avista o seu tio mesmo atrás de Saiyuki.



Só espero que ele não tenha ouvido nada, penso Nakito, enquanto Hajime se aproximava deles. O seu olhar, envolto na escuridão, com o seu rosto peculiar assustava qualquer um, mas Nakito manteve a postura como se fosse uma situação normal, o tio estar exactamente ali à hora de entrada.


- Tio! – Mostrando cara de espanto. – O que fazes aqui?


- Passei aqui por acaso, tinha que ir tratar de uns assuntos, mas olha lá já não tocou para as aulas? – Questionou Hajime com um tom sarcástico ao mesmo tempo curioso.


- Sim, sim… Íamos mesmo agora para as aulas, não é Saiyuki? – Disse Nakito um tanto aflito.


- Sim… É verdade, vamos agora… - Respondeu Saiyuki curiosa com a figura que tinha ao seu lado, ao mesmo tempo intrigada, pois nunca tinha visto tal sujeito, o que não é de admirar, visto que conhecia muito pouco a família de Nakito.


- Vá até logo meninos. Ah e Nakito quando saíres vem logo para casa.


- Está bem tio. – Concordou como se fosse uma obrigação e não um simples pedido.



E assim foram, ainda com Hajime a ver se iam realmente para a escola, esperando até que entraram no edifício azul e branco, pela porta de vidro com puxador de metal.

- O teu tio é um bocado controlador não é? A cara dele meteu-me medo e então os olhos… Desculpa estar-te a dizer isto, sei que é teu tio, mas até me arrepiei toda… - Disse Saiyuki a esfregar os braços para que a pele de galinha passa-se.


- Não faz mal. E além disso tens razão, nem sabes como tem sido a minha vida desde que soube que era com ele que iria ficar, depois da… Tu sabes… - Salientou Nakito com tristeza.






*

Já dentro da sala, Nakito, que estava sentado ao lado de Saiyuki, encontrava-se distante. Não estava nem com atenção ao que o professor dizia, sobre a história antiga do Japão, na época Muromachi, governada por Xogunato Ashikaga entre 1392 e 1573, nem no barulho que ocorria lá fora, visto que estavam sentados à janela, nem mesmo no que a Saiyuki lhe tentava dizer. Voltou ao “mundo real” através de uma cotovelada que a amiga lhe dera.


- Nakito ouviste o que eu disse? – Disse Saiyuki preocupada com o desatento do colega de mesa.

- Desculpa, diz. Estava a pensar numa coisa… - Respondeu Nakito com um ar pensativo.


- Nada de importante, mas estas bem? Quer dizer depois de tudo o que se passou é normal que… - Mostrando-se compreensiva com o amigo.


- Sim, não é nada.


- Querem partilhar alguma coisa com a turma, vocês os dois? - Perguntou o professor de História que parecia um tanto indignado com a situação.

- Não deixe estar, não é nada de importante. – Respondeu Saiyuki, logo de seguida.


- Bem continuando, têm que saber bem esta parte da matéria…


Suspirando de alívio, Saiyuki apercebeu-se que se continuassem a conversa iam era directos para a rua, e como já não era a escola média, tal coisa não poderia acontecer.


Na mesa ao lado de Nakito estava Maori a olhar fixamente para Saiyuki. Uma coisa que Nakito reparou mas não ligou muita atenção, ao contrário da namorada de Maori, Ayashi, que não achou graça nenhuma e começou a pensar no que o namorado lhe dissera antes da aula, “Temos que falar”, e pensou que a causa dessa tragédia não seria a irritante Saiyuki, como ela costumava dizer.


Deixando o “mundo real” outra vez, Nakito lembra-se da noite do acidente. Parecia uma noite como todas as outras noites desde que estavam de férias, até aquele instante tinham sido as melhores férias da vida de Nakito, e como ainda faltava algum tempo para as férias acabar, parecia-lhe que estavam a passar demasiado depressa, no fundo é como tudo na vida o que nos sabe bem, sabe-nos a pouco, quando gostamos de um filme, parece-nos pequeno… Mas Nakito estava longe de imaginar que era nessa exacta noite que o paraíso iria se tornar no pior inferno alguma vez imaginado. Os seus pais iam jantar fora com o seu tio Hajime, que por sua vez se encontrava de férias também naquele paraíso. A despedida dos pais com o filho fora um até já, um simples beijo de boa noite, da mãe, e um abraço forte, do pai. O habitual também foi ouvido, “ Vai-te deitar cedo, não fiques acordado até tarde”, “Grava-me o jogo de Baseball que vai dar as 11” disse o pai, na tentativa de Nakito ficar acordado até mais tarde. Era já hábito pai e filho ficarem até tarde a verem programas de televisão e Nakito adorava. A última recordação que ficara na memória de Nakito, dos seus pais era uma despedida com um simples até logo, ficando apenas com a sensação do beijo suave da mãe e do abraço sufocante do pai, que desejara, agora, como nunca desejara nada na vida.
Nakito desperta, não com uma cotovelada da pequena Saiyuki, mas sim com o toque enfurecido da campainha.




*
No portão da escola, Maori, que finalmente vai ter a oportunidade de falar com Ayashi sobre a relação, é “convidado” a ir ao salão de jogos da cidade pela namorada, na tentativa deste se esquecer, pelo menos por momentos, da conversa importante que o casal tem que ter.


- Anda lá! Acho que ontem bateram o teu record no Kibito. Vais deixar que te passem? A ti o melhor jogador de Kibito da cidade? – Ayashi tentando convencer Maori a ir, para conseguir com que a conversa seja adiada.


- Estou a ver que tenho mesmo que ir, mas não te livras da conversa! Conversamos lá. – Afirmou Maori, mostrando que não irá adiar mais o “Temos que falar”.


Entretanto Saiyuki, que ouviu Maori disser que vai ao salão de jogos, decide convidar Nakito a ir também, para que este se distraia um pouco. Nakito aceita, sem se lembrar do aviso que o seu tio lhe deu antes das aulas. Assim falamos lá, pensou Nakito ainda a pensar na conversa inacabada com Saiyuki.


E assim foram os quatro directos ao salão de jogos mais conhecido da cidade, cada um com o seu motivo. Ayashi na tentativa de escapar ao fim da sua relação. Maori com a esperança de conversar com a namorada e melhorar o seu record em Kibito. Saiyuki com a intenção de distrair Nakito e de estar mais perto de Maori. E Nakito querer terminar a conversa inacabada com a melhor amiga.

_________________________

Fim Do 1º Capítulo.

Espero que gostem!Very Happy



#2
Olha Farias digo-te desde já que me surpreendi ao ver-te no tópico das Fan Fics, não é costume andares por estes lados, e fiquei mesmo admirada. É bom de vez em quando ler algumas novas fics, e vejo que esta é uma que vale a pena ler, porque para primeira fic está mesmo muito boa, porque não é como as que têm aparecido por aí ultimamente que têm tirado a toda a gente a vontade de ler fics.

Mas a tua não. A tua tem um equilíbrio entre diálogo e momentos descritivos/narrativos, o que não a torna cansativa de ler. No entanto, nem tudo pode ser um mar de rosas. Tens algumas coisas que podes e na minha opinião tens de corrigir:

O que seria de esperar de umas férias fantásticas cheias de sol e de praia, tornaram-se num pesadelo sombrio, que Nakito não irá conseguir acordar.

Aqui poderias acabar com uma interrogação e em vez "(...)que Nakito não irá acordar.", ficar "(...)do qual Nakito não irá acordar?



Ao longo do capítulo cometes uns erros gramaticais e de construção frásica. Por exemplo, na:

O despertador tocava. Nakito levanta-se ansioso[...]

Seria "O despertador tocou. Nakito levanta-se ansioso[...]" pelo menos na minha humilde e suspeita opinião, que sou uma picuinhas com a gramática Matreiro

Depois no penúltimo parágrafo tens "Entredando" e é "Entretanto".



De qualquer forma, a história parece interessante, e se tu não postares um cap em breve ou sequer te atreveres a abandonar esta fic eu em nome da lua castigo-te! Matreiro just kidding



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#3
Muito obrigado por gostares da minha história e já fiz as alterações que sugeriste! Mongloide
Bem é que claro que tinha que ter erros, eu era péssimo a português, até fico admirado em ser tão poucos.
Contudo à uma coisa que me deixa a pensar, a ideia da 1ª frase "O despertador tocava.[...]" era dar uma ideia de continuidade, ou seja ele levanta-se e o despertador continua a tocar. Mas também acho que em termos gramaticais está errado.

Em relação à continuação da história, é certo que vou continua-la e não abandoná-la. Mas o próximo capitulo, que por sua vez já esta a ser escrito, vai demorar um bocado devido a frequências esta semana. mas no fim de semana já deve estar aqui.
Mais uma vez obrigado por leres e gostares da minha historia. Very Happy



#4
Oh meu desgraçado Matreiro (just kidding :hugs: )

Eu secalhar não vi todas né? tenho tendência para não ver tudo, e eu li mais para entender do que falava, e aqueles saltaram-me à vista e apontei.



Entendo essa ideia que quiseste dar, mas fez-me aquela impressão desgraçada (então eu que sou uma picuinhas com a gramática Matreiro Toda a gente me odeia por causa disso Matreiro) e tive de dar a dica. Mas é uma questão de ires confrontando com outros autores, e epah, com o tempo vais lá Embaracoso é como eu, eu também já recebi bons sermões por causa da minha forma de escrever ao início. Mas agora arranjei uma forma de dar uma volta às coisas.



Quanto ao Português, isso é relativo. Tu podes ter 10 ou 9 nas aulas, mas epah, a escrita é que importa. Às vezes esses 9 e 10 são à custa dos autores que se estudam (no meu caso pelo menos) e isso é o que me irrita um bocado.



Contudo não escreves mal de todo, e eu vou mesmo querer ler-te, porque deve ser das melhores fics que têm sido postadas nos últimos tempos (porque ando enjoada de "só ver díalogos" por aí.



E eu espero Embaracoso E desejo-te muito boa sorte com as frequências Embaracoso



Beijinhos**



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

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