Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

o anjo da destruição

#1
capitulo 1

Estamos no ano de 1344 na cidade de Pensilvânia.
Esta é a lenda do Anjo da Destruição, uma criatura poderosa, metade anjo metade demónio. Esta criatura é temida entre os mortais. Será da luz, da escuridão?Ninguém sabe ao certo, dizem que é uma alma perdida vinda do nada. Há quem diga que é a ultima esperança do mundo, que irá remediar o que está errado tornando assim o mundo puro de novo. No reino de Pensilvânia, num sombrio e enorme castelo habita o poderoso conde Vlad, que adoptara o apelido de Dracul, cuja sua amada mulher sofria de uma grave doença. Junto do seu leito Vlad rezava pela cura e bem-estar da sua amada. Num entanto numa manhã fria de Inverno os olhos puros do seu grande amor se cerraram para sempre. Revoltado e com o coração magoado pela dor que a morte da sua Donzela causará, Dracul revolta-se contra os céus.
Magoado com o destino um homem que fora em tempos apaixonado pela vida, tornara-se frio e malicioso. A loucura da perda da sua Donzela fizera-o cometer os mais horrorosos crimes. Procurando vingança contra os Deuses. Consumido pelo ódio, Dracul só pensava em morte e sofrimento. Empalar pessoas era o seu castigo predilecto.
Empalar consistia em espetar um grande tronco no fundo das costas, este saía pela boca partindo os ossos das vitimas.
As suas vítimas sofriam, gemiam, gritavam e choravam com dores. Dracul adorava o som do sofrimento, comia descansado assistindo aquele horrível espetaculo. O cruel Dracul já não tinha qualquer compaixão. Mulheres choravam, homens e crianças gritavam de desespero pois o seu soberano era um monstro. Enquanto Lorde Dracul passeava no campo viu um homem a trabalhar com as suas vestes rasgadas. Dracul perguntara ao homem se era casado e este respondeu que sim. O homem com medo de acabar empalado levou Dracul a sua casa como este o tinha ordenado. Dracul perguntou há mulher do camponês se esta se encontrava bem de saúde e se as colheitas tinham sido boas. A mulher com toda a delicadeza respondeu que sim. Foi então, que para espanto da família Dracul decide empalar a mulher.As razões para tal crime foi que ela não cuidava do marido como deve de ser visto que este tinha as suas vestes rasgadas.O tirano ditou a sua sentença. A filha do casal que ouvira a conversa escondida em seu quarto ajoelhou-se aos pés de Dracul chorando, pedindo ao tirano que poupa-se a sua mãeToda a família chorava pedindo a Dracul para poupar a mulher mas o seu coração frio não voltou a tras.Assim a mãe de família e amada mulher foi empalada em publico para servir de exemplo.“Monstro a tua hora vai chegar” pensou a jovem rapariga ao ouvir os gritos de sua mãe.Há noite enquanto toda a família preparava o funeral, a jovem deitada no chão da praça, abraçava a sua mãe que agora estava fria. A jovem chorava, as suas mãos estavam cobertos de sangue de sua mãe.Com ódio e tristeza no coração a jovem pediu a Deus que olha-se por sua mãe.Com o olhar virado para a lua pediu também que algo para trava-se o reinado de terror de Dracul.Nesse momento, no cimo do monte onde a lua brilhava apareceu um vulto, um anjo com grandes asas a tocar flauta.

simplesmente belo! obrigada
#2
capitulo 2

Uma doce melodia que podia acalmar a mais perigosa das feras.Os seus olhos eram vermelhos como o sangue, delicado e belo, aparentava ser uma mulher pelas suas curvas suaves e cabelos longos.“As tuas preces foram ouvidas jovem, a loucura de Dracul irá acabar amanha á luz da lua cheia”.A aurora rompeu a fria noite, Dracul preparava-se para mais um dia de sofrimento.Mais um dia mais vitimas, 3 pobres embaixadores que não retiraram o chapéu em sua presença pois estes eram estrangeiros.Dracul para lhes dar uma lição mandou os seus guardas pregar os chapéus ás cabeças dos pobres homens. Sem qualquer emoção o tirano mais uma vez apreciava o espectáculo.A noite chegou, Dracul estava a jantar na sala de jantar, um grande banquete para si mesmo.Há sua volta a sala estava repleta de corpos de suas vítimas. Cujas famílias não conseguiram recuperar.De repente Dracul escuta uma doce melodia, parecia ser tocada por anjos.Olhando para a lua, a doce melodia parecia estar cada vez mais perto.De súbito a surgir das profundezas do corredor escuro do palácio de Dracul, uma mulher de asas negras avançava em sua direcção tocando uma flauta que brilhava como o fogo.“Quem és tu mulher? Como te atreves a entrar sem pedir?”, perguntou o conde Dracul.Não obteve qualquer resposta, apenas a melodia.Numa tentativa de obter resposta Dracul empunha a sua temível espada.Abrindo os seus olhos a mulher pára a musica, sorri e com a sua doce voz diz: “foste longe de mais, a tua loucura acaba aqui”.Dracul riu, “que pensas que és? Guardas empalem essa louca criatura.” Ninguém respondeu ao seu chamado, Dracul estava só.“Muito bem, faço-o sozinho” – Dracul avançou de espada em punho contra a delicada criatura.Ela estendeu a mão.Dracul ficou estático, não conseguia mexer qualquer músculo, deixou assim cair a espada.“estão agora livres meus amigos” disse ela.De repente os corpos das vitimas, ensanguentados levantam-se dirigindo-se ao cruel assassino.Todos riem com alegria e alivio e agradeceram há bela mulher.Caíram de novo no chão, “agora és tu Vlad Dracul” disse o anjo empunhando a sua flauta.As suas asas negras transformaram-se em tentáculos negros e ensanguentados.Os seus olhos vermelhos como o sangue fitaram Dracul, ele sentiu o medo.
Tentou lutar contra ela mas os seus tentáculos agarraram os seus braços e as suas pernas. Dracul ficou suspenso no ar por cima dela.A bela mulher estendeu a sua delicada mão, a sua flauta começou a arder intensamente transformando-se num arco de fogo, na outra mão surgiu-lhe uma flecha.Ela fez mira para o gélido coração de Dracul, estava pronta para dar o golpe final.De repente um espírito puro rompeu pela sala metendo-se á frente da Dracul.
Era a sua Donzela que falecera.Esta suplicou ao Anjo que poupa-se Dracul, para lhe aliviar a sentença.Comovida com as lágrimas da Donzela a mulher cessou fogo.O arco e a flecha voltaram a ser a flauta dourada.“Não te matarei Vlad Dracul mas farei com que jamais faças mal a alguém.” Disse o Anjo.Tocando uma bela melodia Dracul sentiu uma enorme dor, o seu corpo todo estava a mudar radicalmente.As suas mãos eram agora patas de garras grossas, as suas orelhas eram grandes e peludas, a sua face era agora um focinho comprido com dentes afiados como laminas, Dracul tinha sido transformado num lobo.Viu a sua Donzela chorar, pedindo-lhe que leva-se uma boa vida.Dracul desmaiou, apenas viu escuridão e os olhos vermelhos como o sangue e a voz dizendo: “tens uma nova oportunidade Vlad Dracul”.

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#3
capitulo 3

A aurora rompeu a escura noite, Dracul acordou.“Terei sonhado?”-pensou Dracul.
Não, ainda eram um animal.Horrorizado pelo seu aspecto, o tirano mutilou os corpos que se encontravam há sua volta.Confuso e revoltado, Dracul fugiu para a floresta.As árvores abanavam ao sabor do vento Dracul estava deitado no chão olhando para o céu.Mas não parava de pensar na sua amada.“As tuas lágrimas serão vingadas meu amor” pensou Dracul.
“Não é por estar assim que irei desistir do meu prazer” gritou furioso aos céus.Assim Dracul aperfeiçoou a técnica de andar sobre duas patas e alguns hábitos humanos, mas a sua natureza maliciosa pedia sangue, dor e vingança.Dracul decide então caçar humanos dando assim origem há lenda do lobisomem.Passaram 5 anos desde a transformação de Dracul, o nível de mortes aumentara.Aldeões abandonaram suas casas pensando que a sua amada Pensilvânia estava amaldiçoada.Todas as luas cheias Dracul invadia as aldeias uivando e murmurando.As donzelas que estavam nos campos há luz lua cheia eram atraídas para a escuridão do bosque pelas belas palavras de Dracul ou os seus gritos de socorro.A inocência e boa fé das pessoas era muitas das vezes a sua perdição.Numa noite quente de verão uma criança cheia de sonhos brincava á porta de casa sobre o olhar atento de sua mãe.Num entanto a mulher teve de ir tratar do jantar e a criança escapara da sua vigia.Brincava com uma bola contente e muito divertida por azar do destino a bola cai para o lado da floresta, mal sabia a pobre criança que no meio da escuridão os olhos negros de Dracul observavam-no.Como qualquer menino este correu atrás da bola entrando assim na floresta escura.Dracul uivou alto para dar a conhecer a sua presença. O coração da mulher parou ao ouvir o uivado e vendo o lugar do menino vazio, correu para a porta chamando-o receando o pior.No meio da floresta Dracul caminhava lentamente em direcção ao rapaz os olhos dele estavam recheados de ódio e rancor.Com terror nos olhos o rapaz decide correr para a aldeia de onde a sua mãe gritava com medo, mas Dracul era mais rápido.O menino decide então trepar a uma arvore mas num entanto cai, nesse momento Dracul prepara-se para saltar de modo a matar o pequeno.
Nesse momento uma sobra negra leva o rapaz para a árvore ao lado.Lá estava ela, linda e de olhar impiedoso o Anjo da Destruição.
Frente a frente os dois se olham com ódio, assustado o menino olha para o anjo mas como era inocente conseguia ver o lado doce do anjo e assim já não sentia o medo.“Foste longe de mais Vlad, não te perdoarei por todos estes anos de sofrimento que causas-te” disse o anjo empunhando a sua flauta de fogo.Foi então que uma luz branca percorria o bosque, era o espírito da sua donzela.Ao chegar ela depara-se com o confronto, o anjo ordenou-lhe que esta leva-se a criança de volta á sua família em segurança.“Agora nós Vlad, vou-te dar a oportunidade de te defenderes”. Voltou a tocar a mesma melodia que transformou Dracul num lobo.De volta á sua forma original dá-se assim a batalha final. Transformando a sua flauta numa espada o anjo e Dracul começam a lutar.Dracul era adversário para o anjo embora os seus esforços tenham sido em vão.Depois de uma luta renhida Dracul acaba de novo suspenso no ar pelos tentáculos do anjo.Tentava soltar-se contorcia-se gritava de raiva, a sua amada corria de volta para a tentativa de salvar Dracul.Ao chegar ao local da luta ela vê o anjo a mirar com o arco de fogo o coração do amado.Demasiado tarde a flecha já trespassara o coração de Dracul, deixou-o cair no chão frio.“Meu amor, não…” dizia a donzela acariciando o seu rosto.“Eu queria tanto ver-te de novo, não queria ver-te a chorar.” disse Dracul segurando a mão da sua amada.
O anjo assistia á cena de cabeça baixa e olhar fixo no chão disse baixo “lamento”.
No beijo de despedida entre Dracul e a sua eterna amada o coração de ambos se enche de tristeza pensando ser esta a despedida.Estendendo a mão o anjo sopra um pó brilhante sobre ambos. “Um coração que reconhece o verdadeiro amor não pode ser totalmente malicioso.” Assim o espírito de Dracul é libertado.Caminhando com a sua amada pelo braço este agradece ao anjo com uma vénia tal como um verdadeiro cavalheiro que era.Assim se dirigem para a luz da eterna lua felizes.Tocando a sua doce melodia o anjo desaparece por entre a folhas do vento reaparecendo assim no cimo do monte com as suas belas asas abertas, sentindo o vento no rosto.
Ela ainda vagueia pelo mundo se escutar-mos o vento com atenção poderemos ouvir a sua doce melodia.

simplesmente belo! obrigada
#4
icieWind, eu gostei da tua fanfic!
Tem imaginação...
Um Homem apaixonado, perdeu a sua força e a sua vida com a sua donzela, deixando apenas o ódio e a vingança para tomar o seu corpo. As maldades que fez foram horriveis... Mas será que há maldade maior que um coração despedaçado? Ferido?? A vida dele apenas fazia sentido se os outros pudessem sofrer como ele sofreu! E acho que é isso que as pessoas hoje em dia pensam! Não admitem, mas no fundo, quando se sentem deprimidas porque perderam alguém a quem amavam muito, ficam tão horrorizadas com a alegria dos outros, a alegria de viver que elas perderam, que só lhes apetece tirar'lhes tudo o que os fazem felizes! Acho que demonstraste muito bem isso na tua história. Deixaste'me a odiar aquele monstro, mas também a ter compaixão por ele. É engraçado como estes sentimentos podem existir mutuamente... Embaracoso

Depois vem o anjo, o "Anjo da Destruição", que é uma personagem pouco presente, mas marcante... Um anjo que define a sentença da vida do Conde Dracul. Uma personagem interessante e, sendo ele o portador do título, devias fazer mais descrições sobre o seu comportamento, as vestes e tudo o que acontecia à sua volta quando ele aparecia...

Como eu tbm já te tinha dito, deves fazer mais descrições do lugar e sentidos despertados, além dos próprios sentimentos...

De resto, está óptima, gostei porque (como eu já te tinha dito) faz'me lembrar uma lenda escrita numa folha amarelada perdida na brisa do tempo... E que acabou por parar na tua imaginação! :Mongloide:
#5
Ola icieWind!

Wow estou sem palavras!
A tua historia arrebatou-me .... Podemos ver o quão forte podem ser os sentimentos de uma pessoa e o que estes nos podem fazer.
O Vlad ficou consumido na sua dor e tristeza qe a unica maneira q arranjou foi espalhar esses sentimentos por todos aqeles q o serviam, o qe tal como a LunaR disse é o q muitos de nos por vezes qando estamos em baixo qeremos q todos a nossa volta tbm estejam.
Consegues captar muito bem as emoções... Fazer com q o Vlad seja um tirano horrivel mas ao mesmo tempo uma pessoa incompreendida.
Acho q o anjo é uma personagem q apenas procura trazer justiça e foi isso q fez qnd libertou a alma do Vlad.
O final esta muito bonito e comovente.
Espero q possas brindar-nos mais com historias destas!

Bju*

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