Memoirs of an Imperfect Angel - Twilight Fic.
Ora bem 8D 
Decidib começar uma história Twilight-based . A história passa-se quando uma rapariga muda de um sitio solarengo, para um chuvoso
Eu sei neste momento estão a pensar x) A protagonista da história vai
mudar-se para Forks mais cedo que a Bella. e vai conhecer o Sr. Cullen
mais cedo também, conhecer entre aspas claro x) Bem gostava que me dessem a vossa opinião se possível.
Prólogo:
Debruçava-me na cama em esperança de não vir o amanhã. Tentava, inutilmente, arranjar maneira de me esquivar ao amanhã. O sono teimava em não vir. Não vinha de maneira nenhuma, apesar dos comprimidos que tomei. Levantei-me da cama, e fui até ao sofá que havia no meu quarto.
O meu quarto era relativamente grande, um grande armário preenchia a parede este do meu quarto, enquanto que a cama se situava no centro. Os
cortinados, verde-alface, contrastavam com o azul da colcha. O meu sofá
era de veludo e tinha uns claros tons de castanho. Sempre tive o hábito de me sentar ali, quando tinha algum problema – e hoje não era excepção.
A Lua brilhava bem alta no céu. O céu limpo era algo a que sempre me
habituei; mas isso ia mudar. Mudar radicalmente. As estrelas ocupavam posições bem definidas e até se notava algumas constelações. Não
conseguia parar quieta. Mexia-me constantemente, não parando para o que
quer que fosse. Era claro que o que me ia acontecer amanhã me estava a
afectar. Lancei um olhar a cama por cima do olho. Não queria voltar
para lá, mas sempre seria mais confortável do que o sofá, já com alguma
idade. Afundei-me o mais que pude no sofá, e fechei-os olhos pelo que
seria a milésima vez aquela noite. Desta vez, parece que resultou. Aos
poucos senti o meu corpo relaxar, e rapidamente o sono me atingiu como
um relâmpago.
O sono foi tudo menos o que queria.
Estava numa sala de aula, que não conhecia. Só havia duas pessoas naquela sala: eu, e um rapaz.
Uma pessoa fraca em observação diria com certeza que ele era normal. Mas apesar da pouca luminosidade, verifiquei que assim não o era. Os seus olhos eram negros como a noite, e as veias dos seus braços, eram claramente notáveis. Tenso, era como ele se encontrava. O seu cabelo castanho arruivado, ligeiramente levantado para cima… Nunca tinha visto um cabelo daquela cor. A sua pele era mais branca que a neve, e parecia mais gélida que o gelo. Ele levantou-se com graciosidade do seu lugar, e começou a caminhar a longos passos até mim. Cruzamos os nossos olhares por uma milésima de segundo. Senti mais medo naquele momento, do que em toda a minha vida. Na boca do rapaz desenhou-se um pequeno sorriso.
O canto do lábio levantou-se ligeiramente, o suficiente para ver os seus dentes. A sua dentadura era imaculada. Dentes brancos perfeitamente encaixados e de uma brancura que só se igualava a sua pele.
Foi-se aproximando cada vez mais perto de mim. Não me retraí, nem tentei lutar. Estava sobre um tipo de hipnose. Sentia o seu bafo no meu pescoço. De repente alguma coisa me atingiu. Uma dor enorme formou-se no meu pescoço. Algo inexplicável. Elevei a minha mão até o sítio de onde essa dor provinha. Depois olhei para a palma da minha mão. Lá só se desenhava uma coisa: o sangue a percorrer as linhas da minha mão.
Acordei petrificada no momento a seguir. Elevei a minha mão ao pescoço, no sítio onde surgiu a marca, para ter a certeza que foi um sonho. Tal provou-se mais que correcto. Mas esse facto não me apaziguou. Suores frios teimavam em cair da minha testa. Levantei-me apressada e foi em direcção a casa de banho.
Lavei a cara com água gelada. Acalmou-me temporariamente. Voltei para a cama. Puxei os cobertores o mais alto possível, e tentei não pensar naquilo. No resto da noite, só pesadelos parecidos com este apareceram.
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Comentem

Decidib começar uma história Twilight-based . A história passa-se quando uma rapariga muda de um sitio solarengo, para um chuvoso

Eu sei neste momento estão a pensar x) A protagonista da história vai
mudar-se para Forks mais cedo que a Bella. e vai conhecer o Sr. Cullen
mais cedo também, conhecer entre aspas claro x) Bem gostava que me dessem a vossa opinião se possível.
Prólogo:
Debruçava-me na cama em esperança de não vir o amanhã. Tentava, inutilmente, arranjar maneira de me esquivar ao amanhã. O sono teimava em não vir. Não vinha de maneira nenhuma, apesar dos comprimidos que tomei. Levantei-me da cama, e fui até ao sofá que havia no meu quarto.
O meu quarto era relativamente grande, um grande armário preenchia a parede este do meu quarto, enquanto que a cama se situava no centro. Os
cortinados, verde-alface, contrastavam com o azul da colcha. O meu sofá
era de veludo e tinha uns claros tons de castanho. Sempre tive o hábito de me sentar ali, quando tinha algum problema – e hoje não era excepção.
A Lua brilhava bem alta no céu. O céu limpo era algo a que sempre me
habituei; mas isso ia mudar. Mudar radicalmente. As estrelas ocupavam posições bem definidas e até se notava algumas constelações. Não
conseguia parar quieta. Mexia-me constantemente, não parando para o que
quer que fosse. Era claro que o que me ia acontecer amanhã me estava a
afectar. Lancei um olhar a cama por cima do olho. Não queria voltar
para lá, mas sempre seria mais confortável do que o sofá, já com alguma
idade. Afundei-me o mais que pude no sofá, e fechei-os olhos pelo que
seria a milésima vez aquela noite. Desta vez, parece que resultou. Aos
poucos senti o meu corpo relaxar, e rapidamente o sono me atingiu como
um relâmpago.
O sono foi tudo menos o que queria.
Estava numa sala de aula, que não conhecia. Só havia duas pessoas naquela sala: eu, e um rapaz.
Uma pessoa fraca em observação diria com certeza que ele era normal. Mas apesar da pouca luminosidade, verifiquei que assim não o era. Os seus olhos eram negros como a noite, e as veias dos seus braços, eram claramente notáveis. Tenso, era como ele se encontrava. O seu cabelo castanho arruivado, ligeiramente levantado para cima… Nunca tinha visto um cabelo daquela cor. A sua pele era mais branca que a neve, e parecia mais gélida que o gelo. Ele levantou-se com graciosidade do seu lugar, e começou a caminhar a longos passos até mim. Cruzamos os nossos olhares por uma milésima de segundo. Senti mais medo naquele momento, do que em toda a minha vida. Na boca do rapaz desenhou-se um pequeno sorriso.
O canto do lábio levantou-se ligeiramente, o suficiente para ver os seus dentes. A sua dentadura era imaculada. Dentes brancos perfeitamente encaixados e de uma brancura que só se igualava a sua pele.
Foi-se aproximando cada vez mais perto de mim. Não me retraí, nem tentei lutar. Estava sobre um tipo de hipnose. Sentia o seu bafo no meu pescoço. De repente alguma coisa me atingiu. Uma dor enorme formou-se no meu pescoço. Algo inexplicável. Elevei a minha mão até o sítio de onde essa dor provinha. Depois olhei para a palma da minha mão. Lá só se desenhava uma coisa: o sangue a percorrer as linhas da minha mão.
Acordei petrificada no momento a seguir. Elevei a minha mão ao pescoço, no sítio onde surgiu a marca, para ter a certeza que foi um sonho. Tal provou-se mais que correcto. Mas esse facto não me apaziguou. Suores frios teimavam em cair da minha testa. Levantei-me apressada e foi em direcção a casa de banho.
Lavei a cara com água gelada. Acalmou-me temporariamente. Voltei para a cama. Puxei os cobertores o mais alto possível, e tentei não pensar naquilo. No resto da noite, só pesadelos parecidos com este apareceram.
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Comentem

"Presage 16
Conjoined here in the sky manifested
it enters
Little rain... the sky and earth dries,
Undone, death, caught, arrived at a bad hour"
Capitulo 1
Passei o resto da noite em branco. O misterioso rapaz não saia da minha cabeça. O sorriso perfeito, e os olhos negros mantinham-se na minha mente enquanto fazia a mala. Ponha a roupa ao calhas, não me preocupando com as dobras. Enquanto arrumava a roupa, as minhas camisas favoritas, de cor vermelha, lembrara-me ainda mais do sonho. O sangue a escorrer pelas linhas da minha mão. Fechei, furiosamente, a mala. Tentei arranjar alguma coisa melhor.
Fui para a casa de banho arrumar as coisas.
Estava de viagem. Os meus pais tinham-se acabado de divorciar, e eu ia viver para longe daquela terra. Da terra que me viu crescer, e onde eu conheci alguma das melhores pessoas do mundo. Mas, por azar do destino, esses dias iam acabar. Os inúmeros dias que passava na praia, as vezes que apanhava Sol sem sair de casa. Vão ser só memórias. Estranhamente, uma parte de mim estava contente. Apesar de não ter a menor ideia do porquê desta felicidade. Arrumar as coisas foi mais rápido que pensei. O facto de ter estado a pensar noutras coisas ajudou-me a fazer isto rapidamente.
Voltei para o quarto coberto por luz natural. As paredes brancas ficavam ainda mais perfeitas. Abri a janela para ir até a varanda. Sentia o vento a passar-me pelos cabelos, dando-me uma sensação de frescura. Ainda nem tinha saído da cidade e já estava a sentir falta daquele sítio.
- Estás pronta? – pergunta-me a minha mãe. Ela era uma rapariga que nem era velha nem nova. Tinha mais de quarenta anos, mas normalmente as pessoas davam-lhe entre trinta a trinta cinco anos. Sempre que estava presente nessas alturas, largava um pequeno riso. Apesar de pequeno parecia ser alto o suficiente para que as pessoas ouvissem, e começarem-se a rir também. Ela tinha caracóis bem definidos, de cor castanha bastante clarinha, o que mais uma vez levava as pessoas a pensarem que era loira. As roupas dela eram provavelmente o porquê das pessoas lhe darem a idade que lhe dão. Às vezes levava as minhas emprestadas, para quando ia dar uma volta.
- Sim. – menti ligeiramente – Só me falta arrumar o resto da roupa na mala e estou pronta para ir. – tentei dissimular um sorriso nos lábios . Ela começou a dirigir-se para a mala, abrindo-a cuidadosamente. Na sua cara, umas feições estranhas de choque apareceram. Não conseguia perceber o porquê daquela cara. E não perguntei, já sabia que ela o ia fazer sem quaisquer intervenções da minha parte.
- Que roupas são estas? – perguntou enquanto tirava a roupa, desajeitadamente arrumada, para cima da mala – Querida, para onde nós vamos não podes usar estas roupas. – afirmou. Eu sabia que ela tinha razão, mas desejava que não o tivesse. Desejava que aquilo fosse apenas um mau sonho e que pudesse acordar de
repente e ver que aquilo não era mais que um pesadelo.
- Mas, mãe, eu não tenho mais nada que vestir. Não se anda propriamente pela cidade com manga comprida, e com gabardines anti-chuva. E não é como se fossemos ali a esquina e viéssemos uma loja de artigos de inverno. – disse sarcasticamente. Morava numa zona quente do estado de Arizona. Scottsdale era a minha cidade. Aqui os verões eram extremamente quentes, enquanto os Invernos eram amenos. Devido a esse facto, o meu guarda-roupa referente a gabardines e coisas do género, eram deverás limitado.
- Bem, - riu-se – Estás certa. – concordou comigo. – Eu ainda tenho um bocado de roupa dos meus tempos quando morava no sitio para onde vamos. E era da tua idade e estatura mais ao menos, por isso… Deve se te servir, e mais quando lá estiveres pedes dinheiro aos teus avós e vais comprar roupa que há lá uma loja…. – Quando a minha mãe começava a falar da sua cidade natal, eu queria sempre encontrar uma toca para me enfiar e ficar lá, até não poder mais. Após muita paciência, consegui convencer a minha mãe a sair do meu quarto e a deixar-me fazer a minha própria mala. Coisa quase impossível, já que ela amava supervisionar
tudo. Naquele momento percebi o porquê de gostar de ir ter com os meus avós.
Eles eram pessoas sossegadas, que não me controlavam, e me deixavam fazer as coisas dentro dos possíveis. Não tinhas mais que responder a perguntas do género:” Onde é que vais?”;”Com quem vais sair?”;”Chegas muito tarde”;”Com quem é que estas a falar no computador?”. A certeza de que a minha mãe iria instruir os meus avós sobre o que deveriam fazer, assombrava-me, sabia que eles tentar ignorar aquilo o mais possível.
A roupa que a minha mãe trouxe era escassa. Mas não tão escassa como a minha roupa de inverno. As roupas eram claramente da adolescência da minha mãe. Ia sentir-me estranhamente constrangida por ter de vestir aquilo. Delineei, então, um plano simples. Mal chegasse a casa dos meus avós, ia logo a procura de uma loja com roupas modernas custasse o que custasse. A mala ficou feita num instante. Meti as minhas roupas preferidas no fundo da mala, e as da minha mãe no topo. Sabia que ela não iria dar conta da falta daquelas peças.
Dirigi-me ao armário a procura de uma mala onde guardar o portátil. Demorei um bocado a encontrá-la, devido a confusão em que o armário se encontrava. Coloquei a mala em cima da secretária, desliguei o portátil da ficha. Quando me preparava para o arrumar, tive uma excelente ideia.
Liguei-o. O portátil não demorou muito até aceder a página principal. Escrevi o nome da cidade para onde estava prestes a ir. Acedi a página da cidade. Procurei por um separador denominado “Lojas”. Cliquei nele, e pôs-me a procura de uma loja com artigos bonitos e acessíveis. A “Loja Newton” pareceu-me a melhor dentro dos parâmetros que procurava. Juntamente com um breve resumo dos artigos na loja, estava um mapa sobre como lá chegar. Copiei a página, e imprimi-a. Guardei-a na pasta, juntamente com o portátil.
Levei tudo para o andar de baixo, onde a minha mãe se preparava para arrumar as coisas no carro, e irmos para o aeroporto. A viagem ia ser demorada, pelo que decidi ir buscar um mp3, para ouvir no caminho. Com receio que a bateria acabasse rapidamente, decidi levar também um leitor de CD’s portátil. Coloquei tudo dentro da mala, e comecei a despedir-me do quarto que me viu crescer. Fechei a porta. Desci, lentamente as escadas. A minha mãe já gritava a altos pulmões. Entrei no carro, coloquei os phones, e vi a cidade a movimentar-se rapidamente. A única vista que ia ter da cidade tão cedo.
Forks. A cidade mais chuvosa dos Estados Unidos. Uma cidade coberta por nuvens e chuva que caí sem parar. Um sítio perfeito para alguém que ama este tipo de tempo. Mas uma tortura para uma rapariga como eu. Uma tortura para alguém que ama mais do que tudo o Sol, e o sal do mar na sua pele.
Quando a minha mãe me contou que havia praias próximas de Forks, e que nem eram tão más como parecia, fiquei um bocado mais alegre. Todavia, aquilo não bastou. Forks continuava a ser a cidade mais deprimente no mundo.
Ia no carro, com os meus avós e a minha mãe a conduzir. A minha avó era uma senhora vaidosa. Rodava já os sessenta anos. Pintava o cabelo de loiro, para não ser recordada diariamente da sua idade. Vestia umas calças de ganga, adornadas na parte de trás, e uma blusa rosa. Já o meu avô era um homem mais simples. Era um bocado careca, e era mais velho que a minha avó, por três anos. Eles contavam as novidades todas a minha mãe, do que se tem passado em Forks. Quando me apercebi desse facto, coloquei a música ainda mais alta. Ser cusca, era algo que não gostava de ser, e tentava abstrair-me de qualquer pessoa que assim o fosse. Olhava pela janela. Via o verde das árvores, passar rapidamente pelos meus olhos. Forks, tinha em beleza, aquilo que não tinha em termos de clima. Sorri a este facto.
A viagem até casa dos meus avós foi rápida. Uma hora.
A casa deles era grande. Dois pisos. Pintada de branco. Os contornos das janelas, e das portas era preto. O
jardim era bem tratado. Supôs que fosse o trabalho de um jardineiro, contratado pelos meus avós para tratar disso, já que eles não tinham idade para fazer este tipos de coisas. Saí do carro. Deixei a porta aberta para os meus avós saírem.
A minha mãe já estava a levar as coisas, as poucas coisas para ser exacta, para dentro de casa. Peguei no portátil, e dirigi-me até lá dentro.
O interior era tão agradável como o exterior. Os sofás eram negros. As paredes mais uma vez eram brancas.
Num canto da sala, estava um antigo relógio. Havia igualmente, quadros de antigos pintores pelas paredes.
- Gostas da casa Melinda? – perguntou a minha avó.
- Sim. – respondi afirmativamente – Acho que está muito bem decorada. – sorri. Andei a procura da cozinha. Não foi difícil de achar pelo barulho que a minha mãe estava a fazer. Entrei na cozinha. O chão tinha a forma de xadrez. Uma mesa redonda situava-se no meio. O frigorífico estava na ponta esquerda da cozinha. O fogão na direita. Entre eles, estavam os balcões, e o lavatório. A minha mãe estava-se a preparar para cozinhar. Decidi usar o meu estatuto de recém-chegada para ir comer fora. Senão, decerto que iria passar a noite no hospital.
– Mãe – comecei nervosamente – Que tal irmos comer fora? É que, sinceramente, não me está a apetecer
conhecer o hospital de Forks tão cedo. – A cara da minha mãe ficou corada. O tom branco da sua pele, passou para um vermelho carregado.
- Tens razão. – suspirou. – Vou dar uma volta por aí, a procura de um restaurante take-away. – Dito isto, abandonou imediatamente a cozinha. Segui atrás dela.
Sentei-me na sala e liguei a televisão, na esperança que houvesse alguma coisa interessante. Os meus avós
tinham saído para dizer a minha mãe, onde era o take-away mais próximo. Percorri os canais todos que a TV tinha, mas não vi nada de jeito.
Lembrei-me então de uma coisa. Fui buscar a mala do computador ao hall de entrada. Peguei no papel que tinha feito mais cedo, enquanto ainda me encontrava em Scottsdale. Arranjei num bocado de papel e escrevi um bilhete. Feito isto, peguei no casaco que tinha mais à mão, a mala e pôs me no caminho.
Andei um bocado e apercebi-me de que a loja ainda ficava um bocado longe para se ir a pé. Voltei a casa para arranjar o número de um táxi. Vasculhei nas gavetas da cozinha, o contacto de alguma empresa de transportes; Sem sucesso. Olhei para cima da mesa. Estavam ali umas chaves. Dirigi-me a garagem. Lá vi um Toyota Carmy cinzento. Gostei bastante dele. Abri as portas do carro, para encontrar um envelope.
“Querida Melinda,
Isto é o nosso presente de boas vindas. Espero que te portes bem com ele, e que não faças nenhum disparate.
Beijinho dos avós.”
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"Presage 16
Conjoined here in the sky manifested
it enters
Little rain... the sky and earth dries,
Undone, death, caught, arrived at a bad hour"
Sorri. Coloquei a chave na ignição. E dirigi-me até a loja dos Newton. O caminho era fácil de se seguir. Mesmo sem a ajuda de um mapa. Estacionei cuidadosamente no único lugar disponível do estacionamento
ao lado da loja.
Entrei na loja. Era uma loja ainda mais bonita ao vivo que nas fotos. O chão cuidadosamente cuidado, castanho parecia mais vivo que nunca. Tudo estava bem-posto e nos seus devidos lugares. Atrás da máquina registadora estava um rapaz. Um rapaz que presumi ser o filho dos donos da loja, devido a sua roupa de marca. A sua cara era a cara de um bebé, cabelo louro claro cuidadosamente moldado com gel, alinhadamente espetado. A camisa que empregava, por debaixo do avental da loja, era a última que se situava na fila esquerda de roupa. Os seus sapatos de couro, estavam igualmente colocados na loja. Fui até a zona dos casacos das senhoras a procura de alguma coisa que fosse quente o suficiente para o tempo de Forks. Passei cuidadosamente por cada casaco. Finalmente encontrei um caso de ganga que gostei bastante.
Decidi avançar para a próxima secção. Demorei perto de trinta minutos a comprar toda a roupa que precisava para o meu primeiro dia de aulas. Cheguei ao pé da caixa registadora.
- Olá. – disse o rapaz. – Eu conheço-te? – perguntou. Claramente, que os meus avós não fizeram o caso de avisar todos os seus amigos/conhecidos que a neta deles vinha para a cidade.
- Melinda – estendi a mão. Ele apertou-a.
- És como a Madonna, ou a Cher ou tens apelido? – perguntou brincando com o facto de não ter apresentado o meu apelido. Decidi brincar também.
- Sou exactamente como elas. Não tenho apelido – sorri. Ele retribuiu o sorriso. – Estou a brincar claro que tenho apelido. Melinda. Melinda Warns.
- Mike Newton – apresentou-se ele. - Espera, não és tu a neta dos Warns? Aqueles senhores idosos que vivem ali há umas quantas ruas daqui? – Parece que a minha suposição estava errada. Naquele
momento apetecia-me pegar nas coisas e sair dali. Mas sabia que aquilo não ia causar boa impressão.
- Sim, essa mesmo. – Disfarcei um sorriso. O Mike riu-se. Tentei, perceber o porquê daquele riso, mas percebi
que seria mal sucedida. Ficamos algo tempo à conversa. A loja esteve maioritariamente vazia aparecendo esporadicamente uma ou outra pessoa, turistas pelo que percebi. Mike decidiu fechar a loja, para ir tomar um
café comigo. Deixei as coisas no carro, e fui ter com ele até ao café mais próximo dali.
Percebi que me ia dar bem com ele. Sentamo-nos a esplanada. Ele bebia uma cerveja, coisa a que protestei, e eu fiquei-me pelo sumo de laranja.
O tempo passou bastante rápido. Mais rápido do que qualquer um de nós desejaria.
Começou a chover. Ele acompanhou até ao carro. Entrei no interior, e liguei a ignição. Apesar de ter começado a chover a pouco tempo, já tinha chovido mais do que qualquer outra altura na minha cidade natal.
Avistei a casa dos meus avós. Estacionei mesmo a frente da garagem. Ainda não estava lá nenhum carro, pelo que supôs que os meus avós e a minha ainda não tinham chegado. Saí do carro, apressada, fui buscar as coisas, e entrei em casa o mais depressa possível. Subi as escadas e fui até ao meu quarto.
O meu quarto era branco, como o resto da casa. Mas havia tiras azuis claras no quarto. Apercebi-me que tinha sido a minha avó a mandar pintar as paredes, tendo decerto sido inspirada pelas cores da minha mãe quando tinha a minha idade. A cama era uma cara de casal. Ao lado havia uma mesinha de cabeceira, castanha clara. O armário era na parte esquerda do quarto e era bastante espaçoso. Pousei os sacos na
colcha, em forma de xadrez, com caracteres japoneses. Peguei na mala, abri-a e tirei de lá uma roupa confortável. Escolhi uma camisola de manga comprida, e umas calças de fato treino. Apanhei o cabelo num
rabo-de-cavalo e dirigi-me para baixo, para ver televisão.
Sentei-me no sofá mais pequeno da sala. Liguei a televisão num canal de música para matar tempo. Pouco tempo depois, ouvi alguém a colocar a chave na fechadura, abrindo-a. Era a minha mãe, seguida dos meus avós com sacos de comida. Olhei para os sacos, e reparei que não havia só comida, como também algumas coisas para cozinhar. Apressei-me para os ajudar. Levamos os sacos para a cozinha, e começamos a por a mesa. Tinham trazido bacalhau à Brás. Um dos meus comeres favoritos, apesar de que era um comer que só comia quando estava em Scottsdale. Preferia ter mantido aquilo assim, mas não levantei objecções.
- Então, Melinda? – começou a minha avó – Como é que foi a primeira tarde nesta pequena cidade? – levei um
bocado de comer a boca enquanto pensava. Limpei a boca, após ter engolido o bocado de comida.
- Bem. – disse. – Fui às compras.
- As compras?! – disse a minha mãe surpreendida – Já foste as compras?
- Claro. – afirmei. – Não ia usar aquelas roupas antigas.
- E foste a que loja? – perguntou a minha avó, claramente para evitar dar explicações a minha mãe. Sorri-lhe em sinal de agradecimento.
- A dos Newton – disse, enquanto levava o ultimo bocado a boca. Engoliu-o e dirigi-me até o lava-loiça
para colocar os talheres sujos. – O rapaz era simpático. – Liguei a água, e passei o prato por água, juntamente com os talheres e o copo. Era o tipo de tarefas que já estava acostumada a fazer quando vivia só com a minha mãe, e tinha prometido a mim mesma não me tornar desleixada durante o período em que
ficaria em Forks. Saí da cozinha, deixando os meus avós livres para falarem com a minha mãe. Subi as escadas até que entrei no meu quarto. Comecei a arrumar as coisas todas que tinha ainda nas malas, assim como as que estavam no saco. Esta tarefa, no entanto, não parecia ser o suficiente para manter a minha mente ocupada.
Amanhã seria o meu primeiro de aulas, e eu não estava ansiosa por isso.
Alguns minutos depois, já tinha tudo arrumado. Olhei para o relógio na mesinha de cabeceira, e reparei que
ainda era cedo. Nove horas e trinta minutos, para ser exacta. Peguei na almofada, coloquei-a no topo da cama. Fui a estante de livros que havia mesmo ao pé da secretária, buscar um dos meus livros favoritos. Anjos & Demónios de Dan Brown. Apesar de já o ter lido mais de milhentas vezes, sempre
me parecia uma óptima opção para se ler nos momentos em que não tinha nada para fazer.
A leitura do livro dava-se rapidamente. A personagem masculina do livro, Robert Langdon, estava numa antiga casa na preferia de Roma atrás do assassino do Papa. Percebi, após a leitura de mais algumas páginas, que o livro se começava a tornar enfadonho. Já sabia as coisas de trás para a frente. Decidi arruma-lo novamente no seu sitio. Olhei novamente para o relógio. Passava apenas dez minutos, desde que começara a ler o livro.
Decidi ir dormir. Fui até ao andar de baixo, despedir-me da minha mãe que se ia embora bem cedo. Dei as
boas noites aos meus avós e voltei para cima.
Vesti rapidamente o pijama. Desprendi o rabo-de-cavalo, penteei o cabelo e pôs me debaixo dos lençóis. Ouvia o som da chuva a cair no telhado, e isso impedia-me de adormecer.
Comecei a reflectir sobre aquele dia. Achei até positivo a mudança. O sonho, não me saía da cabeça naquele momento. Tomei aquilo como um presságio, apesar de que naquele dia nada de mal
me aconteceu. Finalmente após algum tempo de reflexão, afundei-me no sono.
P.S - Comentem-se faz favor
ao lado da loja.
Entrei na loja. Era uma loja ainda mais bonita ao vivo que nas fotos. O chão cuidadosamente cuidado, castanho parecia mais vivo que nunca. Tudo estava bem-posto e nos seus devidos lugares. Atrás da máquina registadora estava um rapaz. Um rapaz que presumi ser o filho dos donos da loja, devido a sua roupa de marca. A sua cara era a cara de um bebé, cabelo louro claro cuidadosamente moldado com gel, alinhadamente espetado. A camisa que empregava, por debaixo do avental da loja, era a última que se situava na fila esquerda de roupa. Os seus sapatos de couro, estavam igualmente colocados na loja. Fui até a zona dos casacos das senhoras a procura de alguma coisa que fosse quente o suficiente para o tempo de Forks. Passei cuidadosamente por cada casaco. Finalmente encontrei um caso de ganga que gostei bastante.
Decidi avançar para a próxima secção. Demorei perto de trinta minutos a comprar toda a roupa que precisava para o meu primeiro dia de aulas. Cheguei ao pé da caixa registadora.
- Olá. – disse o rapaz. – Eu conheço-te? – perguntou. Claramente, que os meus avós não fizeram o caso de avisar todos os seus amigos/conhecidos que a neta deles vinha para a cidade.
- Melinda – estendi a mão. Ele apertou-a.
- És como a Madonna, ou a Cher ou tens apelido? – perguntou brincando com o facto de não ter apresentado o meu apelido. Decidi brincar também.
- Sou exactamente como elas. Não tenho apelido – sorri. Ele retribuiu o sorriso. – Estou a brincar claro que tenho apelido. Melinda. Melinda Warns.
- Mike Newton – apresentou-se ele. - Espera, não és tu a neta dos Warns? Aqueles senhores idosos que vivem ali há umas quantas ruas daqui? – Parece que a minha suposição estava errada. Naquele
momento apetecia-me pegar nas coisas e sair dali. Mas sabia que aquilo não ia causar boa impressão.
- Sim, essa mesmo. – Disfarcei um sorriso. O Mike riu-se. Tentei, perceber o porquê daquele riso, mas percebi
que seria mal sucedida. Ficamos algo tempo à conversa. A loja esteve maioritariamente vazia aparecendo esporadicamente uma ou outra pessoa, turistas pelo que percebi. Mike decidiu fechar a loja, para ir tomar um
café comigo. Deixei as coisas no carro, e fui ter com ele até ao café mais próximo dali.
Percebi que me ia dar bem com ele. Sentamo-nos a esplanada. Ele bebia uma cerveja, coisa a que protestei, e eu fiquei-me pelo sumo de laranja.
O tempo passou bastante rápido. Mais rápido do que qualquer um de nós desejaria.
Começou a chover. Ele acompanhou até ao carro. Entrei no interior, e liguei a ignição. Apesar de ter começado a chover a pouco tempo, já tinha chovido mais do que qualquer outra altura na minha cidade natal.
Avistei a casa dos meus avós. Estacionei mesmo a frente da garagem. Ainda não estava lá nenhum carro, pelo que supôs que os meus avós e a minha ainda não tinham chegado. Saí do carro, apressada, fui buscar as coisas, e entrei em casa o mais depressa possível. Subi as escadas e fui até ao meu quarto.
O meu quarto era branco, como o resto da casa. Mas havia tiras azuis claras no quarto. Apercebi-me que tinha sido a minha avó a mandar pintar as paredes, tendo decerto sido inspirada pelas cores da minha mãe quando tinha a minha idade. A cama era uma cara de casal. Ao lado havia uma mesinha de cabeceira, castanha clara. O armário era na parte esquerda do quarto e era bastante espaçoso. Pousei os sacos na
colcha, em forma de xadrez, com caracteres japoneses. Peguei na mala, abri-a e tirei de lá uma roupa confortável. Escolhi uma camisola de manga comprida, e umas calças de fato treino. Apanhei o cabelo num
rabo-de-cavalo e dirigi-me para baixo, para ver televisão.
Sentei-me no sofá mais pequeno da sala. Liguei a televisão num canal de música para matar tempo. Pouco tempo depois, ouvi alguém a colocar a chave na fechadura, abrindo-a. Era a minha mãe, seguida dos meus avós com sacos de comida. Olhei para os sacos, e reparei que não havia só comida, como também algumas coisas para cozinhar. Apressei-me para os ajudar. Levamos os sacos para a cozinha, e começamos a por a mesa. Tinham trazido bacalhau à Brás. Um dos meus comeres favoritos, apesar de que era um comer que só comia quando estava em Scottsdale. Preferia ter mantido aquilo assim, mas não levantei objecções.
- Então, Melinda? – começou a minha avó – Como é que foi a primeira tarde nesta pequena cidade? – levei um
bocado de comer a boca enquanto pensava. Limpei a boca, após ter engolido o bocado de comida.
- Bem. – disse. – Fui às compras.
- As compras?! – disse a minha mãe surpreendida – Já foste as compras?
- Claro. – afirmei. – Não ia usar aquelas roupas antigas.
- E foste a que loja? – perguntou a minha avó, claramente para evitar dar explicações a minha mãe. Sorri-lhe em sinal de agradecimento.
- A dos Newton – disse, enquanto levava o ultimo bocado a boca. Engoliu-o e dirigi-me até o lava-loiça
para colocar os talheres sujos. – O rapaz era simpático. – Liguei a água, e passei o prato por água, juntamente com os talheres e o copo. Era o tipo de tarefas que já estava acostumada a fazer quando vivia só com a minha mãe, e tinha prometido a mim mesma não me tornar desleixada durante o período em que
ficaria em Forks. Saí da cozinha, deixando os meus avós livres para falarem com a minha mãe. Subi as escadas até que entrei no meu quarto. Comecei a arrumar as coisas todas que tinha ainda nas malas, assim como as que estavam no saco. Esta tarefa, no entanto, não parecia ser o suficiente para manter a minha mente ocupada.
Amanhã seria o meu primeiro de aulas, e eu não estava ansiosa por isso.
Alguns minutos depois, já tinha tudo arrumado. Olhei para o relógio na mesinha de cabeceira, e reparei que
ainda era cedo. Nove horas e trinta minutos, para ser exacta. Peguei na almofada, coloquei-a no topo da cama. Fui a estante de livros que havia mesmo ao pé da secretária, buscar um dos meus livros favoritos. Anjos & Demónios de Dan Brown. Apesar de já o ter lido mais de milhentas vezes, sempre
me parecia uma óptima opção para se ler nos momentos em que não tinha nada para fazer.
A leitura do livro dava-se rapidamente. A personagem masculina do livro, Robert Langdon, estava numa antiga casa na preferia de Roma atrás do assassino do Papa. Percebi, após a leitura de mais algumas páginas, que o livro se começava a tornar enfadonho. Já sabia as coisas de trás para a frente. Decidi arruma-lo novamente no seu sitio. Olhei novamente para o relógio. Passava apenas dez minutos, desde que começara a ler o livro.
Decidi ir dormir. Fui até ao andar de baixo, despedir-me da minha mãe que se ia embora bem cedo. Dei as
boas noites aos meus avós e voltei para cima.
Vesti rapidamente o pijama. Desprendi o rabo-de-cavalo, penteei o cabelo e pôs me debaixo dos lençóis. Ouvia o som da chuva a cair no telhado, e isso impedia-me de adormecer.
Comecei a reflectir sobre aquele dia. Achei até positivo a mudança. O sonho, não me saía da cabeça naquele momento. Tomei aquilo como um presságio, apesar de que naquele dia nada de mal
me aconteceu. Finalmente após algum tempo de reflexão, afundei-me no sono.
P.S - Comentem-se faz favor

"Presage 16
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it enters
Little rain... the sky and earth dries,
Undone, death, caught, arrived at a bad hour"
Capitulo 2
Starless Night
Starless Night
Acordei, embalada, pela som da chuva a cair sobre o telhado.
Levantei-me da cama com dificuldade. A noite tinha sido curta; curta demais. O sono encontrava-se, ainda presente, em mim.
Parecia demasiado difícil para mim, superá-lo.
Fui, em leves passadas, até a casa de banho. A água quente, libertada pelo jacto, fazia cada célula do meu corpo acordar. Cada pedaço do meu ser estava agora a despertar.
Olhei pela pequena janela que havia perto do lavatório. Chovia tanto como quando tinha acordado. O céu estava carregado de nuvens pretas e hostis. Prontas a descarregarem a sua fúria.
Arranjei uma roupa casual para vestir naquele dia chuvoso. A chuva teimava em cair pelo que decidi pegar um casaco preto, e uma roupa de lã. O dia previa ser demasiado chuvoso.
Desci as escadas, entristecida, pela chuva. Os meus avós já aparentavam ter saído. Comi uma simples torrada, e dirigi-me porta fora para o meu primeiro dia de aulas.
Carregava comigo um chapéu-de-chuva cinzento. Algo que nunca me teria ocorrido usar em Scottsdale. Abri-o para ultrapassar a temerosa queda de chuva.
O carro estava quente – o meu avô decerto tinha estado um bom bocado com ele ligado para o aquecer daquela forma.
Liguei a ignição e dirigi-me até a escola.
A escola era constituída por três prédios e era rodeada de verde – as árvores, as plantas, até o próprio ar parecia ser verde. Tinha sido a primeira vez que tinha visto isso.
Apesar da chuva torrencial que se fazia sentir lá fora, os alunos não carregavam qualquer guarda-chuva; na verdade até parecia que estavam a brincar com o facto de a chuva ser fraca. «O que pode ser torrencial para mim, pode não ser para eles mas....mesmo assim»
Deixe-me ficar por mais um bocado sentada no carro, esperando para fazer uma avaliação da escola
O ambiente na escola parecia ser simpático. As pessoas riam-se sonoramente, com as piadas dos seus respectivos grupos. Fiquei contente, por ver que aqui as pessoas davam-se bem. Que não havia, aparentemente, mentiras e falsidades de qualquer género; sabia que isso era quase impossível. Em todos os sítios, por mais pequenos que sejam, há sempre alguém que acabava por lançar a discórdia. Não queria pensar nisso.
Enquanto andava em direcção a secretaria, ou assim pensava, tentava decorar mentalmente a cara das pessoas que vinham ter comigo.
Continuei a caminhar até que cheguei a um beco. A frente, tinha uma espécie de banco, em pedra, onde me sentei. Tirei um livro da mochila e desfolhei-o. Ele era interessante; quando não estava, prestes a entrar numa escola cheia de gente desconhecida. Gente, que nunca tinha visto, e gente que não sabia como me receberiam.
Ouvi o toque de entrada. Peguei na mochila, fechei o livro, e tentei ir para a aula – se encontrasse a sala onde esta se iria realizar. Segui uma rapariga loira, alta. Esperei que ela fosse da minha turma, já que aparentava ter a minha idade, e pelos comentários estava descontente com a turma que tinha.
Senti uma mão em cima do meu ombro. Olhei para trás, e vi-o. O rapaz simpático que tinha conhecido ontem. Hoje o seu cabelo estava ainda mais para cima, e trazia um sorriso sorridente.
- Olá! – exclamei alegremente, por ter o visto ali, no meio de uma multidão de pessoas que desconhecia.
. Olá! – respondeu ele. – Já não devias estar a ir para a sala de aulas? – sorriu. – Já tocou. – Fiquei envergonhada. Seria me difícil explicar-lhe que não sabia em que sala, nem que turma frequentava. Respirei fundo, disfarçadamente, e respondi a sua pergunta:
- Pois... Sabes é que eu não sei onde é a secretaria, e portanto não fui buscar os papéis que precisava. Logo.. Não sei onde é que é a minha aula, nem sei a minha turma – As faces da minha cara ficaram rosadas. Ele soltou uma gargalhada, que decerto foi audível em toda a escola; O que só piorou a minha situação naquela altura – Não sei onde está a piada – olhei para o lado. Ele não disse nada, e pegou-me pela mão. Fomos na direcção oposta aquela em que eu estava a ir; aquela onde eu pensava que era a secretaria.
Começou a chover. Fomos para debaixo da cobertura da escola. Ele continuava com um grande sorriso nos lábios. Não demoramos muito até termos chegado ao edifício principal.
O edifício principal era igual aos outros todos, mas com uma diferença: enquanto os outros tinham riscas azuis, este tinha riscas brancas. Estava completamente deserto; já tinha tocado para o segundo toque, e por tal, os alunos já tinham todos ido para as suas respectivas salas de aula.
A senhora da secretaria, tinha já uma certa idade. O seu cabelo era completamente branco. Os seus óculos, fundo de garrafa, estavam até ao final do nariz. Vestia uma camisola de renda, as bolinhas; Parecia simpática.
- Olá querida. – sorriu. – O que desejas?
- Queira o meu horário, e aquela coisa que se devia apresentar aos professores a dizer que fui a aula... Não me lembro do nome. – sorri envergonhada.
- Eu sei o que queres dizer.... – ela ficou um pouco a pensar. De repente parece que se lembrou de alguém. – És a rapariga nova não és? – perguntou, enquanto procurava o papel.
- Sim. – respondi. Apercebi-me naquela altura, que aquela seria a pergunta que todos me iriam fazer. Mike fê-la, e decerto que os restantes também. A senhora não avançou com mais perguntas. Deu me o papel e desejou me a continuação de um bom dia. Olhei para o papel, e vi qual seria a minha primeira aula: trigonometria. Mike roubou me o papel da mão, e olhou ele próprio para ele. Ficou desiludido com alguma coisa. Percebi após me levar ao edifico numero 4, em que teria aula, o porquê. Mike, ia ter inglês naquela hora, e não trigonometria.
Eu própria fiquei assim; Mike era a única pessoa que conhecia, e decerto que poderia precisar da sua ajuda na primeira aula. Despedi-me dele com um beijo suave na face, e dirigi-me para dentro do edifício.
Tentei fazer pouco barulho enquanto me movimentava pelo edifico. As aulas já decorriam a algum tempo, e por conseguinte, não queria incomoda-las.
Avistei a minha sala, rapidamente. Encostei suavemente a minha orelha a porta, para ter uma previa do acontecimento. Se o professor parecesse simpático, então, iria enfrentar a maior vergonha da minha vida, e entrar apesar de mais da minha meia hora de atraso; Senão, iria dar uma volta e acomodar-me a escola.
A voz do homem não parecia rude; era suave. Bati suavemente a porta. Ninguém abriu. Supôs que fosse pelo facto de ter batido leve demais. Bati a porta com mais força. Foi o suficiente para a porta se abrir.
Não teria suspeitado da forma do professor pela voz.
O professor era um homem, de 40 anos, cabelos brancos. Apesar dos seus quarenta anos ele tinha rugas visíveis pela área dos olhos. Vestia umas calças de ganga normais, com uma camisa de xadrez. A placa que tinha no peito esquerdo, tinha como nome “Jared Sparks”.
- Bom dia – começou por dizer – O que deseja? – perguntou-me enquanto mandava um aluno para o quadro.
- Eu sou a aluna transferida. – respondi-lhe. Mostrei-lhe o cartão com os meus dados. Ele anuiu, e sem apresentações, pediu-me para ir até a única mesa livre da sala; a mesa que estava mesmo ao pé da janela. Pela reacção das pessoas, percebi que a mesa já estava com um ocupante. Um. Sentei-me na cadeira ao pé da janela.
A aula prosseguiu normalmente, sem grandes interrupções. De vez em quando alguém olhava para trás. O professor chamava a atenção sempre que isso acontecia.
Olhei por fora da janela para ver como estava o dia. Continuava a chover. A água da chuva formava ténues linhas de água, que por sua vez, formava uma espécie de desenho ambíguo. Estava a ser constantemente distraída pela forte chuva que algumas vezes se faziam sentir; apesar de ninguém se assustar. Calculei que isso fosse frequente por aqui.
A aula terminou mais depressa do que antecipei. Reuni as minhas coisas rapidamente, e apressei-me por sair pela porta; mas o braço de alguém me agarrou impedindo-me de avançar. Olhei para trás para ver quem era. Tinha uma pele branca (Tal parecia ser propicio nas pessoas daqui), e o cabelo curto, espigado nas pontas. Era pequena em estatura. Ela foi uma das pessoas que olhou para mim quando fui me sentar no final da mesa. Ela rapidamente se apresentou:
- Olá! O meu nome é Christy. – estendeu-me a mão. Apressei-me a apertar também.
- Eu sou a Melinda – sorri. Ela retribuiu o sorriso. Acompanhou-me até a saída. Olhei em volta a ver se encontrava o Mike; ele estava a minha esquerda encostado a parede com um guarda-chuva – o que eu precisava naquele momento. Perguntei a minha nova amiga que aula é que ela ia ter a seguir. A resposta foi negativa já que ela não ia ter a mesma aula que eu.
Uma pequena quantidade de tristeza abalou-me o espírito. Tentei não parecer magoada do lado de fora, mas parte de mim chorava no interior – ela era, de facto, a única companhia feminina que tinha naquela escola.
Mike continuava a minha espera. Corri o mais depressa possível que os meus sapatos permitiam até ficar por debaixo do chapéu.
Enquanto caminhávamos até ao próximo edifício onde teria aula, Mike, questionou-me sobre quem era o meu professor de trigonometria. Respondi, com alegria aquelas perguntas. Ele riu-se enquanto lhe contei a cena da chuva. No entanto, algo atormentava a minha mente.
De quem seria a mesa onde me sentei? Porque é que todas as pessoas, menos duas, se viraram para trás enquanto me sentava? O que é que aquilo significaria?
Os meus pensamentos foram dissipados pelo barulho da campainha a tocar.
- Então? – perguntou Mike – Onde é que vai ser a tua aula? – Tirei da carteira o papel. Li cuidadosamente o papel.
- Bloco quatro, inglês. – acabei finalmente por disser.
- Eu também vou ter inglês! – referiu alegremente. Tirou o papel da minha mão, tal como o fizera mais cedo. Um sorriso ainda maior se começou a delinear na sua cara. – E é na mesma sala que eu! – Agora a sua expressão era a de uma pequena criança que acaba de abrir um presente na noite de Natal. – E eu tenho o meu lugar ao lado vazio. Podes vir te sentar ao pé de mim... Ou isso, ou sentares-te ao pé do mau cheiroso do Quirll. O que escolhes? – Não precisei de pensar na escolha; era obvio que me iria sentar ao pé de Mike. Anui a sua proposta e dirigimos nos até ao pé do bloco.
A aula foi exactamente cópia da outra; com excepção de que desta vez as pessoas não iriam ganhar um torcicolo a olhar para trás – estava na mesa da frente.
Mike pareceu não se importar com o facto de toda a sala estar concentrada em nós. Falou na descontraída comigo; fingi que prestava atenção. Na verdade, estava mais preocupada com os olhares do que com ele. Ele notou rapidamente isto e virou-se para o professor.
A última aula da manhã foi a pior delas todas. Educação Física. Arranjei um motivo para faltar a aula; um motivo verdadeiro: Não tinha comigo o papel do dia anterior pelo qual não podia fazer aula. A stora depressa se tratou de verificar se era verdade. Após confirmada ela deixou-me ficar a assistir.
Não reconhecia nenhuma cara das que estavam ali. Christy aparentemente só tinha uma aula comigo; Um facto que me deixou triste.
A campainha depressa tocou para a hora de almoço. Era algo que ansiava a muito.
Já sabia onde se localizava a cantina. Mike tinha-me mandado mensagem a dizer para me encontrar com ele numa mesa qualquer; o seu único pedido foi para ir ter com ele. E assim o fiz.
Quando entrei na cantina, está estava super lotada. Ali reconheci algumas das caras que passaram por mim, ou caras que tinham tido parte das aulas comigo.
Pôs-me na fila que havia mesmo ao meu lado, para ir buscar comida. Aguardava pacientemente a vinda de Mike, olhando de um em um segundo para a porta, que ficava cada vez mais longe de mim, à medida que a fila prosseguia.
Quando finalmente chegou a minha vez, tinha pegado apenas num Sumol. Procurei por uma mesa vazia no amplo espaço. Uma mesa tinha captado a minha atenção; mas Mike apareceu naquele momento.
- Então? A procura de mesa? – perguntou. Atrás dele vinham mais outras seis pessoas, das quais conhecia de cara três. Mike já me tinha dito os seus nomes, quando tínhamos passado por eles no segundo intervalo da manhã. A de óculos era a Angela. Angela, era uma rapariga simples. Tinha cabelo escuro, comprido; mas usava-o sempre apanhado. Os seus olhos eram de uma tonalidade verde-acastanhada, sendo tapados pelos óculos que usava. Naquele dia, vestia uma simples camisola de manga comprida, azul, com umas calças de ganga. Ao seu lado, estava Jessica. Jessica era uma rapariga de tamanho médio. Media cerca de 1.62, tinha cabelo negro, bem encaracolado. Os seus olhos eram castanhos. Era algo mais complicada que Angela no que tocava a roupa; Usava uma camisola de manga comprida – mas tinha as mangas arregaçadas até a zona do cotovelo. A sua camisola era rosa, e vestia umas calças azuis-escuros. A última pessoa chamava-se Eric. Era poucos centímetros mais alto que eu; vestia uma camisa aos quadrados, com umas calças pretas.
- O que achas daquela mesa ali ao fundo? – apontei-lhe aonde me planeava sentar; ele discordava dela completamente. – Porquê? – perguntei resignada com a sua resposta negativa.
- Porque ali é onde os Cullens se sentam. E lá por eles não estarem cá, não quer dizer que nós devamos sentar lá. – Fiquei admirada; não por não nos sentarmos naquela mesa, mas sim pelo nome Cullen. Era a primeira vez que ouvia aquele nome. Não me atrevi a perguntar quem eram.
Voltei a dar uma olhadela por toda a área do refeitório. Tinha encontrado uma mesa mais para o fim da sala. Indiquei a Mike onde ia, e dirigi-me até lá.
Sentei me na cadeira mais próxima da janela.
A minha mente estava agora a vaguear. A imaginar quem é que poderiam ser os Cullens, e porque razão é que o Mike não queria ir para lá.
Eles depressa quebraram a minha corrente de pensamentos; ou melhor, o barulho provocado pelas cadeiras a serem arrastadas. Mike apresentou-me as outras três pessoas que eu desconhecia o nome. Tentei parecer simpática e cumprimentei-os, mas quando me sentei já não me lembrava dos nomes.
A campainha tocou para a entrada pouco tempo depois.
O caminho para a aula de Biologia foi tranquilo. Aquela, seria, provavelmente a aula mais simpática que ia ter.
Mike acompanhou-me até a sala; ele ia ter aquela aula também naquele dia. Ao contrário de inglês, desta vez eu ia ter de me sentar com outra pessoa – o lugar ao lado de Mike já estava ocupado por um rapaz cujo nome ele mencionou, mas que eu fiz questão de esquecer.
A sala não era diferente daquilo que costumava ser na minha cidade natal. As bancas eram pretas no topo, e vermelhas por baixo. Cada bancada dava para duas pessoas. Ao olhar pela sala, reparei que uma bancada estava completamente vazia. Era ao lado da do Mike, e por isso decidi-me sentar lá.
Atravessei a sala, cabisbaixa. Esta já se encontrava cheia, e por tal, quis fazer o máximo para não ser vista; tal não resultou.
Quando me ia para sentar na cadeira mais próxima da janela, senti o braço de Mike a tirar-me dali enquanto o professor não chegava.
Enquanto olhava para o seu rosto, confusa, reparei em algo que se passa na sala; todas as pessoas viraram-se na minha direcção, quando ouviram o barulho que fiz com a cadeira. Reconheci aquele incidente da aula de espanhol, mas tal como nessa fiquei sem perceber o porquê disto acontecer.
- O que se passa Mike? – perguntei admirada pela sua acção.
- O que se passa Melinda é que.... – ele tentou falar na voz mais baixa que conseguia -.. Nessa mesa senta-se um Cullen. E acredita em mim... Ele não é sociável.
Quando ele acabou de falar, o professor daquela disciplina tinha acabado de entrar. Afastei-me da cadeira onde me ia sentar, e fui ter com Angela.
O professor prosseguiu com a chamada; até ver o meu nome ali. Ele chamou-me, levantei-me e fui ter com ele com o papel que a senhora da secretária me tinha fornecido nessa manhã. Ele assinou-o, deu-me o livro daquela disciplina, e pediu para voltar a ir para o meu lugar.
A aula não me interessava. Na verdade, não fosse pelos aumentos de voz que ele dava, adormecia. A minha colega Angela, por outro lado, prestava atenção a cada coisa que o stor dizia.
Ocasionalmente, desviava o meu olhar para a mesa vazia. Não percebia o porquê de Mike e, aparentemente, todas as outras pessoas, odiarem as pessoas chamadas “Cullen”. Pensei em uma centena de possíveis respostas durante a aula; mas nenhuma me parecia correcta e suficientemente plausível. Tinha de ver alguma coisa mais e eu sabia-o.
Apesar da minha ausência mental da aula, o professor Banner (Como ele se chamava), pediu me para ir até ao quadro responder a uma questão sobre anatomia celular. Levantei-me cuidadosamente, e respondi, facilmente, a questão que estava no quadro preto
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Ele concordou com a resposta e eu fui devagar sentar-me no meu lugar.
Enquanto passava pelas bancadas cheias de gente, a bancada vazia chamou-me a atenção. Causou-me a ficar no mesmo sítio.
Aquela bancada era me familiar. Tentei perceber de aonde, mas as memórias não me deixavam ver onde a tinha visto.
Conseguia sentir os olhares curiosos dos meus colegas a virarem-se para mim, enquanto continuava a olhar; mas desliguei-me deles, concentrado me apenas na mesa que estava ao meu lado.
A cada pestanejar de olhos, a bancada parecia me cada vez mais familiar. Antes que o stor olhasse para mim, apressei-me a andar até chegar ao meu lugar. Nesse preciso momento, ele vira-se de costas do que estava a fazer. Suspirei, aliviada.
Continuei, a partir do sítio onde estava sentada, a observar aquele espaço vazio pela janela. Tentei lembrar-me de onde a tinha visto; esforcei-me ao máximo por saber, mas o que sentia não passava de isso mesmo – uma sensação de reconhecimento.
O desenrolar de sonhos mais recentes, continuava na minha mente. Movia-se cada vez mais depressa, como um foguete no espaço.
Desisti, finalmente, pelo toque. Reuni as poucas coisas que tinha abertas – o caderno e o estojo, apesar de não ter escrito nada aquela aula – e dirigi-me para a saída o mais rápido que pude. Ouvi a voz de Mike gritar por mim, enquanto saia pela porta, mas não voltei o olhar. Queria voltar para casa, e concentrar-me mais claramente.
Caminhei, a uma velocidade mediada entre o andar acelerado e o correr. Sabia que tinha de ir ainda a secretaria mostrar o papel; se não fosse algo obrigatório, não iria.
Cheguei a sala da secretaria rapidamente. A mesma mulher simpática de manhã, estava ali a sorrir. Entreguei-lhe o papel, esperei que ela me dissesse o que seria preciso para amanhã e parti o mais rápido possível para o lugar onde tinha estacionado o carro.
Enquanto andava, avistei o Mike a sair do perímetro escolar, ele olhava em todas as direcções. Via-se que andava a procura de algo e suspeitei logo do que seria – eu.
Escondi-me numa árvore que havia ali próxima, enquanto ele não saísse de ao pé da saída. Quando isto finalmente aconteceu, sai de trás da árvore e fui até ao carro.
Entrei e tranquei as portas e encostei-me ao banco. Liguei o rádio e relaxei um bocado. Não tinha razões para estar nervosa, mas, por algum motivo me desconhecido, estava-o.
Sentia o bater do coração mais forte, e a respiração mais rápida. Aquilo pareceu-me estranho. Olhei para as horas que marcava o relógio digital: 16h00. Os meus avós não se encontravam em casa.
Liguei-o motor e dirigi-me até casa – o único sítio onde podia tentar descansar.
Enquanto esperava, encalhada na fila de trânsito, avistei Christy da minha aula de Espanhol. Pensei em acenar-lhe; não tivesse Mike perto o suficiente para me ouvir. Ele ainda não tinha desistido. E nem sabia se o ia fazer.
A fila avançou mais rápido do que supôs. Perdida em pensamentos, ouvi a buzina do carro atrás de mim apitar. Isso só piorou o estado que eu desconhecia o motivo.
A viagem para casa foi pouco demorada. Estacionei o carro no interior da garagem. A garagem era um sitio um bocado desorganizado. Tintas de pintar estavam em cima de uma mesa, juntamente com utensílios para as usar. As paredes eram castanhas, assim como o chão. Ferramentas encontravam-se ao lado de onde eu costumava estacionar o carro – Num sábado livre, ia tirar aquilo dali, prometi a mim mesma.
Mal entrei em casa, a primeira coisa que fui fazer, foi ir até a cozinha. Esta estava como sempre, arrumada. Havia, contundo, um papel em cima da mesa. Olhei minuciosamente para o papel, e vi uma lista de compras. Vi que não era urgente comprar aquilo, pelo que deixei o papel no mesmo sítio onde estava.
Bebi um copo de leite e subi as escadas até ao meu quarto.
Deitei-me ao comprido na cama olhando para o tecto branco que estava por cima de mim. Pôs me de lado e olhei pela janela, tinha começado a chover – outra vez.
Sem vontade para pensar, e sem vontade de observar a queda da água da chuva, levantei-me, peguei nas minhas coisas e revi as aulas daquele dia.
Naquele momento, o meu telemóvel apita com um toque estridente. Estava contente de ser insociável naquela cidade; não conhecia muita gente, pelo que, não precisava de me preocupar com por o telemóvel em silêncio. Sabia, no entanto, que tinha de o fazer.. Não fosse o diabo tecer das dele.
Deixei o telemóvel na mala, e voltei para os cadernos. Não tinha nada para estudar, mas tinha de manter a cabeça ocupada – isso era a única coisa que me preocupava.
Pela altura que os meus avós chegaram, já tinha revisto aquilo, mil e uma vezes.
Desci para os ajudar com os sacos enquanto lhes contava sobre o meu monótono dia. Com os sacos arrumados, ajudei a minha avó a fazer o jantar.
Ela tinha algo demorado em mente; pelo que agradeci. Com tudo já encaminhado, sentei-me no sofá pequeno observando o jogo aborrecido que estava a dar na televisão.
Depressa chegou a hora de jantar, pela qual me dei grata – sabia que o dia estava a acabar e isso era o que mais me interessava naquele dia.
O jantar decorreu depressa. O tema de conversa reduzia-se ao que as pessoas tinham comentado no super mercado, e as notícias do dia. Pedi ao meu avô o jornal daquele dia – queira arranjar um emprego para me distrair.
Subi, de novo, até ao meu quarto onde me sentei na borda da cama enquanto percorria a zona dos classificados. Nada se adequava a algo que já tenha feito; não fosse o emprego de assistente para alguém de uma casa de leilões. Marquei aquele anúncio com um marcado vermelho, e decidi ir apresentar-me amanhã depois das aulas.
Fui até a cadeira onde tinha deixado a mala, buscar o telemóvel. Por incrível que pareça não me esqueci dele. Era uma mensagem do Mike. Li-a cuidadosamente. Mike perguntava-me se podia dar o meu número a Angela. Pensei um bocado antes de responder. Não conhecia Angela.. Mas parecia o tipo de pessoa com quem se podia falar. Respondi-lhe efectivamente.
Pôs a mala em cima da secretária, e puxei a cadeira para ao pé da janela, já com o pijama vestido.
Olhava para o céu carregado, e a chuva que caía bruscamente.
Os pensamentos da aula de Biologia regressavam – mais fortes que nunca. Nesse instante lembrei-me, de há dois dias atrás, enquanto ainda estava em casa. Lembrei-me da noite em que não conseguia dormir, e que tinha ido observar a Lua e as estrelas numa tentativa de me acalmar; tal como agora. O sucesso desta vez era mínimo. A chuva só piorava o meu estado de espírito.
Foi nessa altura, que me apercebi – A noite deixou de ter estrelas a adornar a sua capa negra. Uma noite sem estrelas......
Enquanto passava pelas bancadas cheias de gente, a bancada vazia chamou-me a atenção. Causou-me a ficar no mesmo sítio.
Aquela bancada era me familiar. Tentei perceber de aonde, mas as memórias não me deixavam ver onde a tinha visto.
Conseguia sentir os olhares curiosos dos meus colegas a virarem-se para mim, enquanto continuava a olhar; mas desliguei-me deles, concentrado me apenas na mesa que estava ao meu lado.
A cada pestanejar de olhos, a bancada parecia me cada vez mais familiar. Antes que o stor olhasse para mim, apressei-me a andar até chegar ao meu lugar. Nesse preciso momento, ele vira-se de costas do que estava a fazer. Suspirei, aliviada.
Continuei, a partir do sítio onde estava sentada, a observar aquele espaço vazio pela janela. Tentei lembrar-me de onde a tinha visto; esforcei-me ao máximo por saber, mas o que sentia não passava de isso mesmo – uma sensação de reconhecimento.
O desenrolar de sonhos mais recentes, continuava na minha mente. Movia-se cada vez mais depressa, como um foguete no espaço.
Desisti, finalmente, pelo toque. Reuni as poucas coisas que tinha abertas – o caderno e o estojo, apesar de não ter escrito nada aquela aula – e dirigi-me para a saída o mais rápido que pude. Ouvi a voz de Mike gritar por mim, enquanto saia pela porta, mas não voltei o olhar. Queria voltar para casa, e concentrar-me mais claramente.
Caminhei, a uma velocidade mediada entre o andar acelerado e o correr. Sabia que tinha de ir ainda a secretaria mostrar o papel; se não fosse algo obrigatório, não iria.
Cheguei a sala da secretaria rapidamente. A mesma mulher simpática de manhã, estava ali a sorrir. Entreguei-lhe o papel, esperei que ela me dissesse o que seria preciso para amanhã e parti o mais rápido possível para o lugar onde tinha estacionado o carro.
Enquanto andava, avistei o Mike a sair do perímetro escolar, ele olhava em todas as direcções. Via-se que andava a procura de algo e suspeitei logo do que seria – eu.
Escondi-me numa árvore que havia ali próxima, enquanto ele não saísse de ao pé da saída. Quando isto finalmente aconteceu, sai de trás da árvore e fui até ao carro.
Entrei e tranquei as portas e encostei-me ao banco. Liguei o rádio e relaxei um bocado. Não tinha razões para estar nervosa, mas, por algum motivo me desconhecido, estava-o.
Sentia o bater do coração mais forte, e a respiração mais rápida. Aquilo pareceu-me estranho. Olhei para as horas que marcava o relógio digital: 16h00. Os meus avós não se encontravam em casa.
Liguei-o motor e dirigi-me até casa – o único sítio onde podia tentar descansar.
Enquanto esperava, encalhada na fila de trânsito, avistei Christy da minha aula de Espanhol. Pensei em acenar-lhe; não tivesse Mike perto o suficiente para me ouvir. Ele ainda não tinha desistido. E nem sabia se o ia fazer.
A fila avançou mais rápido do que supôs. Perdida em pensamentos, ouvi a buzina do carro atrás de mim apitar. Isso só piorou o estado que eu desconhecia o motivo.
A viagem para casa foi pouco demorada. Estacionei o carro no interior da garagem. A garagem era um sitio um bocado desorganizado. Tintas de pintar estavam em cima de uma mesa, juntamente com utensílios para as usar. As paredes eram castanhas, assim como o chão. Ferramentas encontravam-se ao lado de onde eu costumava estacionar o carro – Num sábado livre, ia tirar aquilo dali, prometi a mim mesma.
Mal entrei em casa, a primeira coisa que fui fazer, foi ir até a cozinha. Esta estava como sempre, arrumada. Havia, contundo, um papel em cima da mesa. Olhei minuciosamente para o papel, e vi uma lista de compras. Vi que não era urgente comprar aquilo, pelo que deixei o papel no mesmo sítio onde estava.
Bebi um copo de leite e subi as escadas até ao meu quarto.
Deitei-me ao comprido na cama olhando para o tecto branco que estava por cima de mim. Pôs me de lado e olhei pela janela, tinha começado a chover – outra vez.
Sem vontade para pensar, e sem vontade de observar a queda da água da chuva, levantei-me, peguei nas minhas coisas e revi as aulas daquele dia.
Naquele momento, o meu telemóvel apita com um toque estridente. Estava contente de ser insociável naquela cidade; não conhecia muita gente, pelo que, não precisava de me preocupar com por o telemóvel em silêncio. Sabia, no entanto, que tinha de o fazer.. Não fosse o diabo tecer das dele.
Deixei o telemóvel na mala, e voltei para os cadernos. Não tinha nada para estudar, mas tinha de manter a cabeça ocupada – isso era a única coisa que me preocupava.
Pela altura que os meus avós chegaram, já tinha revisto aquilo, mil e uma vezes.
Desci para os ajudar com os sacos enquanto lhes contava sobre o meu monótono dia. Com os sacos arrumados, ajudei a minha avó a fazer o jantar.
Ela tinha algo demorado em mente; pelo que agradeci. Com tudo já encaminhado, sentei-me no sofá pequeno observando o jogo aborrecido que estava a dar na televisão.
Depressa chegou a hora de jantar, pela qual me dei grata – sabia que o dia estava a acabar e isso era o que mais me interessava naquele dia.
O jantar decorreu depressa. O tema de conversa reduzia-se ao que as pessoas tinham comentado no super mercado, e as notícias do dia. Pedi ao meu avô o jornal daquele dia – queira arranjar um emprego para me distrair.
Subi, de novo, até ao meu quarto onde me sentei na borda da cama enquanto percorria a zona dos classificados. Nada se adequava a algo que já tenha feito; não fosse o emprego de assistente para alguém de uma casa de leilões. Marquei aquele anúncio com um marcado vermelho, e decidi ir apresentar-me amanhã depois das aulas.
Fui até a cadeira onde tinha deixado a mala, buscar o telemóvel. Por incrível que pareça não me esqueci dele. Era uma mensagem do Mike. Li-a cuidadosamente. Mike perguntava-me se podia dar o meu número a Angela. Pensei um bocado antes de responder. Não conhecia Angela.. Mas parecia o tipo de pessoa com quem se podia falar. Respondi-lhe efectivamente.
Pôs a mala em cima da secretária, e puxei a cadeira para ao pé da janela, já com o pijama vestido.
Olhava para o céu carregado, e a chuva que caía bruscamente.
Os pensamentos da aula de Biologia regressavam – mais fortes que nunca. Nesse instante lembrei-me, de há dois dias atrás, enquanto ainda estava em casa. Lembrei-me da noite em que não conseguia dormir, e que tinha ido observar a Lua e as estrelas numa tentativa de me acalmar; tal como agora. O sucesso desta vez era mínimo. A chuva só piorava o meu estado de espírito.
Foi nessa altura, que me apercebi – A noite deixou de ter estrelas a adornar a sua capa negra. Uma noite sem estrelas......
"Presage 16
Conjoined here in the sky manifested
it enters
Little rain... the sky and earth dries,
Undone, death, caught, arrived at a bad hour"
esta brutal, amo a tua fic
quando postas mais
quando postas mais

a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino
visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm

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Só li o prólogo.
O resto está demasiado pequeno, e o preto não ajuda em nada.
O resto está demasiado pequeno, e o preto não ajuda em nada.
Onde estou? Quem sou eu? Onde estão os meus medicamentos?
The Cat's Eyes - é o meu blog, sim. E depois?
B&M; Photo - o meu portfolio fotográfico
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Tens de entrar para responderes neste tópico.




esta muito bem escrito
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