Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[ História original ] Last Dance

#1
Esta história é totalmente feita por mim, não se encontra baseada em nada em especifico.
Recusa-se cópias e tudo mais.


Ficha Técnica

Par Romântico: Ronnie e Lee.
Época: Actualidade.
Classificação: Maiores de 16 anos
Género: Romance/Sobrenatural

***Índice

Prólogo - Página Um
Capitulo 1 - Página Um

***Prólogo


Algumas vezes sentes-te só, diferente? Ou que a multidão passa por ti e tu simplesmente passas despercebida e queres gritar que estas ali?
É como eu me sinto neste momento! Aqueles momentos dourados que um dia consegui experimentar desapareceram lentamente e agora só vejo um véu preto que nunca me deixa ver o meu destino ou o caminho correcto para caminhar.
Estou no centro da minha nova escola e todos passam por mim e nem sequer uma única vez olham para mim. Sinto-me deslocada e um pedacinho a desmoronar. As minhas mãos tremem lentamente e agarrando com força o meu caderno de apontamentos novo e mordisco o meu lábio inferior.
Nunca tive facilidade em fazer amigos e isso sempre me afectou. Esta noite não consegui dormir descansada pensando em como seria os meus intervalos. Mesmo que falasse com alguém, essa pessoa fugiria de mim. Afinal, quem queria ser vista a falar com uma anormal como eu?
Dei lentos passos em direcção á sala onde devo de ter a primeira aula e conhecer a nova turma. Mais um dos meus problemas e complexos é esse. Ser apresentada a um monte de pessoas, com elas todas a olhar para mim e eu ter que sorrir para não ficar conhecida como a “idiota” da turma. Todos os nomes podem ser aplicados a mim: burra, desastrada, lunática, nerd, esquisita. Tudo bons elogios, não acham?
Quando olhei para a placa de uma sala e confirmei no horário que ela aquela, retirei os auriculares e desliguei o meu Ipod. Respirei muito profundamente e bati levemente.
Nada aconteceu.
Voltei a bater com um pouco mais de força e esperei e não nego que comecei a ficar cada vez mais nervosa e de certeza com o rosto vermelho, pois não sei o que fazer. Estava tão distraída que quando a porta se abriu e uma cabeça apareceu vindo do nada dei vários passos para trás e observei quem ali estava.
Um homem gordo, com as bochechas muito vermelhas e uns óculos super graduados olhava para mim com desconfiança.

Sem dúvida que seria um bom começo.
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#2
Ok, estou conquistada!
Acho que podes prosseguir com a historia, parece-me ser super interessante, e o modo como escreves ajuda imenso!
Por favor continua, fiquei curiosa!
bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#3
Capitulo 1

É hora de almoço e eu estou sentada nas escadas a ouvir “Sexy Chick” do David Guetta feat. Akon. Batendo o pé esquerdo com a batida da música e observei o horário. A primeira aula foi horrível como eu tinha esperado. Senti-me totalmente deslocada e envergonhada. Estar em frente à turma toda enquanto aquele professor horrível ficava ao meu lado fez me ficar intimidada.

Todos olharam para mim e enquanto falava de mim própria, viraram a cara e desviaram a sua atenção para coisas diferentes. Podia ter jurado que a minha cabeça tinha crescido tanto que nem passaria pela porta quando saísse.

Não podia deixar de notar no entanto que três raparigas mantinham-se fiéis a olhar para ela. Será que a minha voz era engraçada? Pois tudo que eu fazia era motivo para elas olharem. Até as minhas mãos elas seguiam.

Neste momento, estou a tentar recobrar a coragem para voltar a enfrentar toda a gente. Sempre dói quando sento-me aqui sozinha. Doeu quando todos saíram em grupos e eu fiquei para trás mais uma vez agarrada ao meu pequeno caderno.

Respirei fundo e levantei-me. Foi no momento que me ia virar que vi um grupo de pessoas a passar por mim. Rapazes e raparigas misturados, todos de mãos dadas, deu logo para notar que eram casais. A rapariga loira que ia à frente chamou a minha atenção pois utilizando um mini vestido, seguiu em frente e abraçou um rapaz bonito que eu nem tinha notado que tinha se aproximado.

Antes de conseguir virar o rosto para não os ver aos beijos, memorizei o facto de ele ser alto e muito bonito. Aqueles cabelos pretos que chegavam a cobrir os seus olhos, brilhavam com os raios de sol. Virei-me e caminhei rapidamente para a minha sala. No entanto, apesar de todos os esforços, voltei a olhar para aquele rapaz. Pareceu que o tempo parou. No momento que olhei ele virou a sua cabeça e olhou também para mim, apesar de não conseguir ver se eu era realmente o centro das suas atenções pois aqueles óculos escuros não me permitiam ver os olhos. Fiquei completamente presa naquela direcção e comecei a sentir um frenesim por todo o meu corpo. O contacto, no entanto, foi quebrado quando aquela loira se agarrou nele e puxou a cara dele para lhe dar mais um beijo.

O frenesim só podia ter sido minha imaginação. Apressei-me a ir para a sala e sentei-me tentado me concentrar na aula. Porém, pareceu se tornar difícil.

O meu coração pulava sempre que a imagem daquele rapaz vinha á minha cabeça e chegou ao ponto que deu-me a sensação que o professor tinha virado o rapaz.

- Menina Ronnie? Pode responder à minha pergunta?

Como por magia aquela imagem desapareceu e aquele professor de óculos graduados olhava para mim com desconfiança. Aquela desconfiança era um pouco esquisita. Teria ele algum problema com os alunos?

- Desculpe?

A minha voz saiu num fio e tremeu. Toda a turma olhava para mim. Baixei os olhos, não podia suportar aquele tipo de atenção. Não me entendam mal, eu não sou feia. Até que sou mais ou menos… Uma rapariga normal! Normal nos parâmetros físicos porque fora disso, eu sou uma anormal. É só por isso que não faço amigos. Entendem?

- Pedi-lhe para responder à pergunta que acabei de colocar sobre a matéria que estou a explicar.

- Então … - Olhei fixamente para aqueles olhos e podia ouvir uma voz na minha cabeça. NÃO! Baixei de novo a cabeça, com desespero e fechei fortemente os meus olhos. Aquilo de novo não. Mas como posso lutar quando é inevitável? – A resposta é não.

- Porquê o não?

- Porque quando é por classes para obter a média precisamos de fazer … - A voz parou. Porque é que ele parou de pensar? De repente ela disse a palavra que era preciso. – O ponto médio.

- Muito bem. A resposta está certa. – Ele olhou mais uma vez desconfiado e virou-me as costas.

Por amor de Deus, porque é que tem que ser assim? Eu dou tudo para parar de ouvir aquelas vozes na minha cabeça.

A aula passou muito lentamente, chegando ao ponto de parecer que o tempo tinha parado. Liguei o meu Ipod e com a música a tocar nas alturas fui até ao carro que me esperava. Quando olhei para uma das raparigas que tinham fixado os seus olhares em mim durante a aula, um filme sem som apareceu na minha cabeça. Aquela rapariga de cabelos pretos encaracolados pelo que consegui ver estava quase a chegar à porta de casa quando um homem agarrou-a e puxou-a para o beco escuro que se encontrava ali perto.

O que é que eu posso fazer? Não posso deixar que ela seja violada mas também não posso interferir. Eu nem devia ter permitido que aquele filme entrasse na minha mente. E agora? Mesmo que eu escolha impedir tudo isto, como o posso fazer? Chego à beira dela e digo “Olá, vais ser violada hoje. Tens que fazer algo.” Não. Não posso dizer isso. Eu nem devo me meter nestas coisas.

Ignorando a situação segui em frente e entrei no carro do meu pai. Ele cumprimentou me mas nem respondi. A nossa relação é mesmo assim. Ele abandonou a minha mãe quando soube que ela estava grávida e só desde há dois anos para cá, é que ele tentou ter contacto comigo. Não sei a razão do interesse dele por mim, mas acho que a solidão que ele sentia era muito forte. Como eu percebo o que ele sentia. Porém, a consciência dele também o devia de estar a matar. Não pensem que o perdoei, porque não é verdade. Eu cresci num mundo de auto-destruição por parte da minha mãe.

Ninguém tem consciência do quanto eu sofri nas mãos de uma mãe que passava de homem em homem e consumia drogas para esquecer que não me podia dar um tecto. Nunca a julguei e apesar dos erros, ela até que era carinhosa. Só tenho pena que a vida instável que ela tinha, a tivesse levado à morte.

Agora aqui estou eu ao lado do homem que por 15 anos não se importou comigo ou, pelo que entendi, ele até importou-se mas nunca teve coragem de me enfrentar. Fraqueza e covardia era algo que eu repudiava mas se pensar melhor, não é o que eu estou a fazer neste momento? Dando as costas para uma situação horrível só porque não tenho coragem ou tenho medo de lembrar da anormal que sou? Quero esconder a todo o custo o que se passa comigo que nem para salvar alguém sou capaz. Isso também faz de mim egoísta. Como vou conseguir aguentar o peso da consciência? Amanhã quando toda a gente falar do que aconteceu àquela pobre rapariga, vou pensar que podia ter impedido.

Olhei só mais uma vez para ela enquanto o meu pai colocava o carro para trabalhar.

Lamento por ela… Mas nesta vida, quem é que lamenta por mim? Com este pensamento virei a cara e fechei os olhos, só voltei a abrir quando o carro parou na minha nova casa.

Estava só no terceiro degrau quando o meu pai decidiu falar.

- Como é que foi o primeiro dia?

- Podia ter sido pior.

- Fizes-te amigos?

- Nem por isso.

- Ronnie, podes ao menos fazer com que isto seja mais fácil?

- Você pensar nisso. Talvez pelo menos tente.

O que é que ele afinal queria? Subi as escadas a correr e entrei no quarto batendo a porta com força. Fazer isto mais fácil? Ele nunca se aproximou de mim. Ele abandonou a minha mãe quando soube que ela estava grávida. Ele nunca me mandou um presente ou nunca me desejou um feliz aniversário. Ele nunca esteve nas minhas festas da escola e nunca sentiu o que era todos os meninos terem os seus pais presentes e ele ficar desviado em um canto sem ninguém, porque o pai não queria ter conhecido ele e a mãe estava atrás de mais um homem. Não. Fui eu que tive sempre de dizer que o meu pai tinha morrido ou que ele trabalhava em outro país.

Sentei-me na numa cadeira em formato de ovo e encostei a testa nos joelhos. O que é que eu devo fazer? Agora sinto-me responsável por aquela rapariga. Porquê comigo? Porque é que eu me envolvo sempre com este tipo de situações? Começo a sentir me frustrada e desesperada pois não há maneira de desfazer-me desta coisa que tenho mas também não posso pedir ajuda a ninguém sem fazer com que essa pessoa ache que sou uma doidinha que precisa de ir para um hospício.

Bati com a mão na minha cadeira e fui até á janela do meu quarto. A vista era magnífica. Como poderia não ser? Estou em Laguna Beach e a mansão do meu pai dá-me uma vista privilegiada para o mar. Basta-me só dar 6 passos e estarei a calcar os grãos de areia quente da praia. Quem diria que o meu pai tinha tanto dinheiro? Eu nunca pensaria nisso e posso apostar que este quarto foi responsabilidade de um decorador de renome? O meu pai certamente nunca teria tão bom gosto.

Mas esta riqueza não me consegue cativar ou mudar. Parece até mesmo, ser capaz de me irritar mais do que eu já estou. E eu nunca estive tão irritada como hoje.

Olhei para aquela grande bola alaranjada e sem raciocinar peguei no meu biquíni e fui em direcção dela.

O calor infernal fez-me descartar rapidamente os meus calções minúsculos e da t-shirt dos Metallica que tinha diminuído por culpa do nó que dei, deixando o meu umbigo e piercing à mostra. A pequena estrela que tinha a lua recortada por dentro reluziu quando os raios tocaram nela e como se fosse um incentivo, corri para o mar, entrando naquelas águas azuis sem olhar para trás.

Nadei um pouco e quando já não podia sentir os meus braços decidi desistir. Quando saí, espremi o cabelo e passei as mãos na cara. Dei um grito estridente pois a imagem daquela rapariga voltou aparecer e aquela vozinha perguntou-me se eu era capaz de deixar algo de mal acontecer a ela.

Deixei os braços caírem em derrota, apanhei as minhas coisas e foi quando levantei a cabeça para começar a ir embora que o vi.

Ele encontrava-se bem em frente a ela, separados apenas por alguns metros, e ele sentado observava tudo que ela fazia. Desde os pequenos gestos e movimentos até ao seu corpo molhado com o biquíni preto que na parte inferior tinha um nó em cada lado para o prender.

Não posso dizer se foi o olhar dele quando se fixou nos olhos dela ou do frio que sentia por culpa de ter saído da água e ainda estar molhada, mas sentiu um arrepio que chegou a fazer me tremer. Apertei com força as minhas roupas e comecei a ir na direcção de minha casa. Ele escolheu aquele momento para se levantar e vir a correr em direcção do mar. Quando passamos lado a lado o tempo parece ter parado. Ele deu um sorriso e continuou a correr. Virei-me a tempo de o ver entrar no mar e dar um mergulho por entre as ondas.

Corri toda desastrada para casa. Tropeçava nos meus próprios pés que até cheguei a escorregar pois os meus pés continuavam descalços e molhados.

O som do piano soou e não foi preciso muito tempo para saber que o meu pai estava a tocar na sala. Encostei-me na porta e fiquei a ouvir aquelas notas suaves. Fechei os olhos e aquele rapaz apareceu na minha mente. Mais uma vez não consegui ver a cor dos seus olhos porque o sol não me tinha deixado mas ele tem um corpo muito bonito. Perfeito, eu diria.

Deixei-me relaxar e coloquei a mente em branco. Quando a melodia terminou, sem fazer o mínimo barulho, subi as escadas.

Não posso dizer como tudo foi, mas quando dei comigo, eu estava em frente à casa da rapariga. Eu tinha saído para fazer umas compras de roupa que estava a precisar e vi ela em uma esplanada com as amigas. Depois de grandes voltas pelo shopping, segui atrás dela e aqui estou. Ainda não tinha acontecido nada. Será que tinha sido tudo imaginação dela?

O cheiro do caixote do lixo que me encobri estava a começar a fazer efeito em mim. Podia sentir o Big Mac que tinha devorado a dar voltas e voltas. A impaciência fez efeito e foi quando me levantei para ir embora que a rapariga voltou a sair de casa. Estaquei naquele lugar e vi quando ela pousou o lixo e voltava para casa. Eu paralisei, ansiando pelo que viria a seguir.

Nada aconteceu e eu suspirei de alívio. A rapariga já estava quase a chegar à maçaneta, e certamente que nada iria acontecer. O que eu consegui ver quando estava na escola, o homem tinha agarrado nela quando ela ia começar a subir as escadas mas nada disso aconteceu.

Bom, è hora de eu ir embora.

Bastou-me virar e dar 5 passos para ouvir um grito abafado. Estaquei e senti que o meu corpo gelava totalmente. Não sei quantos segundos demorei a registar aquilo que estava a acontecer, só sei que fiquei parada a olhar enquanto o homem agarrava a moça Sem pensar duas vezes, deixei cair o saco com as roupas novas e corri na direcção deles.

- DEIXA-A EM PAZ! – Gritei enquanto dava tudo de mim para correr o máximo que as minhas pernas permitiam. - PÁRA!

As luzes de algumas casas acenderam-se e eu podia desconfiar que o meu grito tinha chamado a atenção de algumas pessoas. O homem deve ter pensado o mesmo pois nesse preciso momento largou a moça e antes de começar a correr para o beco, ele olhou de para mim e passou o dedo na garganta como uma óbvia declaração.

Quando finalmente alcancei a rapariga, ela tremi como varas verdes. Ajoelhei-me e peguei nas suas mãos frias tentando mantê-la calma.

- Hey, já está tudo bem. – Eu sussurrei tocando com a outra mão no rosto molhado dela e levantando a sua cabeça para que eu olhasse para os olhos dela. – Ele já foi embora.

- Obrigada. – Aquela voz repleta de emoção fez com que uma mão invisível apertasse o meu coração. Agora sei que se não a tivesse ajudado nunca me teria perdoado.

- Deixa-me ajudar-te a levantar. Vais entrar e tomar algo. Tudo já passou. – A força que tive que usar para coloca-la de pé deixou-me esgotada. Ela não parecia aguentar as próprias pernas, o que fez-me ter que usar a força do meu corpo para apoiá-la.

Só consegui sair daquela casa quase uma hora depois, cheia de agradecimentos e tudo que uma heroína tinha direito. Os pais da jovem fizeram questão que eu tomasse café, quando na realidade tudo o que eu queria era sair daquele lugar. Já fiz a boa acção do dia e posso dizer yupiiii para mim.

Uma dor de cabeça fazia sentir-se desde o momento que ajudei-a e não tem maneira de passar. Parecia que o pequeno coração que se instalara na lateral da minha cabeça se fazia sentir cada vez mais forte e eu posso apostar como não vou conseguir dormir esta noite.

Um sentimento de insegurança perdura desde que aquele homem deixou a sua preciosa mensagem. Algo dentro de mim diz-me que não foi ocasionado. Aquilo fazia me sentir que tinha sido… planeado! Eu devo estar com a mania das conspirações, mas este sentimento não me deixa relaxar. Mas porque seria propositado? A família da jovem não parecia ser rica e pelo que entendi da conversa do pai dela não tinham inimigos. Tinha que ter algum significado e eu neste momento não estou a conseguir descobrir qual!

“Ronnie, Ronnie, Ronnie. Jovem anormal, aonde é que te estás a meter?”

Não consegui evitar um sorriso sarcástico. O meu nariz tem sempre que se meter e não consigo evitar.

Dei uma espreitadela ao relógio de pulso da Miss Sixty que tinha sido oferecido pelo melhor homem que na minha opinião foi o melhor “namorado” da minha mãe. Era um homem gentil, carinhoso, amoroso e conversador. Pena que a minha o tenha traído com o irmão dele. Ainda sinto mais por ele, afinal descobriu tudo quando os apanhou aos dois na sua própria cama. E mais pena ainda foi a morte dele de carro, quando saiu descontrolado da descoberta. Não sei dizer se foi acidente ou homicídio, nunca se descobriu.

Meu deus, já é tão tarde?

Era nesta parte que eu devia ter dito “ o meu pai vai me matar”. Mas ele não faz esse tipo. Ou será que fazia?

Não sei mas neste momento também não tenho interesse de saber. Ele fica com a sua vida e eu com a minha. Podíamos nem sequer nos cruzar naquela casa. Mas eu não tenho tal sorte.

Quando entrei em casa, ele estava à minha espera. Pelos vistos ele faz parte daquele grupo de pais que vão matar as filhas.

- Algo errado? – Sei que a minha voz saiu com brutidão. Mas depois de um dia horrível, o que podia esperar?

- Não. – Ele só respondeu depois de alguns segundos de silêncio.

- Óptimo. Vou me deitar. - Nem um adeus ou boa noite. Nada. Afinal, não foi assim a minha vida toda? No lugar de um pai, havia só o silêncio. Nunca ninguém me disse “sonhos cor-de-rosas”. E certamente que não seria agora com 17 anos que ele faria isso.

Atirei a roupa suja para o chão e entrei no chuveiro. Esfreguei tanto o corpo que quando vi já estava vermelha como um tomate. Enrosquei-me em uma toalha bem fofa e tive que procurar a minha camisola dos Paramore. Dava-me pelas coxas e certamente não seria bonito nenhum pai ver uma filha neste traje.

Enquanto prendia o cabelo caminhei até à janela, pronta para fechá-la. Foi quando reparei num vulto que se movimentou.

Alguém tinha estado ali! Não dava para ver a cara nem os traços, simplesmente o facto de ser alto, vestido de preto e a olhar para a minha janela è que chamava a minha atenção. Só podia ser o tal homem!

Ele embrenhou-se na escuridão e eu fiquei ali desnorteada a olhar para o vazio. Como eu suspeitava… aquilo tinha que ter um significado! Mas qual?

Deitei-me e olhei o tecto. O sono não vinha e a minha cabeça está a funcionar mil à hora.

O que se está a passar? Mas… não quero saber! Não é nada comigo e nem quero que tenha haver. Chega que coisas sem sentido.

Esta é uma nova vida, um novo começo. É assim que deve ser! Ou não?

Aquela pergunta ficou na cabeça mas deixei-la em um canto da minha cabeça enquanto virava-me para um lado, tentando forçar-me adormecer.
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#4
Hum!!! Tanto misterio! Very Happy mim gosta!
A vida da Ronnie é tragica! Mae como se vê e pai ausente nao ha-de ser nada facil, mas eu torço para que as coisas melhorem!
Aquelas tres raparigas que a olharam fixamente devem ter alguma ligaçao com a Ronnie, especialmente agora que uma delas está a partilhar um inimigo com ela! Matreiro Elas ainda vao formar um grupinho, ou estou enganada?
E aquele grupo de casais? tem algum significado ou só o bonitao é que interesa? Espero que saia romance! Matreiro
Gosto das descriçoes que fazes, apesar de me ter confundido ali numa parte, mas isso foi culpa minha porque estava distraida! Embaracoso'
Nao te preocupes que nao tarda nada nao faltam comentarios!
continua!

PS: é bom saber que lês as minhas fic's! Por acaso nao fazia ideia, mas obrigada!

bjokas
as minhas fic's:
-Unidos pelo destino, unidos por todos!
-Angelical
Leiam, vale a pena! e nao se eskeçam de comentar! ^^
#5
estou a começar a gostar muito da tua fic Super contente
parece ter uma historia muito interessante Esperancoso
cá para mim esse tal rapaz ainda vai namorar com a Ronnie.Tramar alguma Esperancoso Simpatico2
continua Ave
a minha primeira fic "AS FILHAS DA LUA"passem na minha fic e comentem XD

Traços do destino

visitem o meu forum http://eterna-sailor-moon4.forumeiros.com/forum.htm
#6
ruuuuu....

nossa que tenção.... mas que bom ela ter conseguido salvar
a garota, mas e agora ela salvou a rapariga e quem há salvará???

está espetacular... com muitas descrições, isso dá uma vida a
fic... trabalho de proficional...

continua assim, estarei sempre atenta as atualizações... beijos
Very Happy

eu escolho te louvar senhor com tudo o que sou, da minha vontade eu abro
mão, pois eu escolho o som do céu....
#7
Adorei a história!Compreendo o que essa rapariga sente, embora só consiga explicar para mim própria esta muito boa continua! Very Happy
#8
Obrigada meninas pelas vossas palavras Very Happy
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