Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[Fic Vampire Knight] [+18] Laços do Amor

#21
Incredulo Honto? (wow as coisas que descubro Matreiro)

Mas tou velha sinhe Matreiro Porra 19 já é muito para minhe Matreiro



Ai god o Zero vai mudar para caraças Matreiro nem queiras saber. Quanto ao resto eu não vou adiantar muito, porque senão estrago-te a história toda Matreiro



Quanto à Rika, vais entender :3



Para aguçar a curiosidade, cap novo Matreiro



Capítulo 5 – Inversão de Papéis


Naquele dia o tempo estava muito desagradável. Ora estava calor, ora estava frio e isso fazia com que o tempo estivesse muito estranho para um dia de Outono. Ichiru estava, como sempre, a faltar às aulas e Maryanne procurava por ele que nem doida, por não saber dele e não querer que ele faltasse de novo. Ele, apesar de ser o filho do director, isso não lhe dava o direito de faltar às aulas. Sobretudo porque ele era um dos Guardiões da Night Class, pelo que tinha de dar o exemplo. E ele não o estava a fazer.

- Ichiru? Doko[1]? - Gritava ela por tudo quanto era lado, por todos os sítios onde passava, tentando encontrá-lo a qualquer custo, mas sem sucesso, pois ele estava bem escondido, ou pelo menos assim ele pensava – Seu idiota! Onde estás? – Voltara ela a gritar. Já estava a perder as estribeiras, e ele certamente apanharia assim que ela o encontrasse.

Haruka, por seu lado, não pudera dormir. Estava cansada e cheia de sono e mesmo assim teria de assistir às aulas da Day Class, já para não falar de que ainda teria de fazer a ronda com os Guardiões da Night Class. Isso seria um sacrilégio para ela. Ela não estava habituada a passar dias e noites acordada, melhor, ela nem estava habituada a andar à luz do dia. Ia contra a sua natureza, já para não falar que o sol, que apesar de brilhar com menos intensidade por ser sol de Outono, lhe feria os olhos e deixava as bochechas dela rubras da cor do sangue, por ficar escaldada, devido à sensibilidade que os Vampiros têm à luz do sol.

Puff... Vou dar em doida T.T” Acabou por pensar para consigo mesma, bocejando de seguida, enquanto caminhava pelo jardim, tentando apanhar lufadas de ar fresco para se manter acordada, após ter ido ao gabinete de Zero para ir buscar o horário e os uniformes da Day Class e depois de se ter trocado para parecer uma genuína aluna da Turma do Dia. Contudo, Haruka estava ensonada e não sabia se iria aguentar passar os dias e as noites acordada, mas mesmo assim, ela iria dar o seu melhor para terminar o castigo o mais depressa que pudesse, para poder voltar à Night Class, para junto dos seus, para o seu horário normal, para poder ser a Haruka Kuran de sempre e não ter de fingir ser amável ou simpática perante os Humanos.

Ao caminhar distraidamente pelo jardim, não se deu conta de um rapaz que dormitava debaixo de uma árvore, estendido na relva – alto e de cabelos de um tom acinzentado, com um ar angelical na sua face, era o filho de Zero, Ichiru Kiryuu – e como Haruka estava meio ensonada, acabou por tropeçar nos pés dele, caíndo-lhe em cima por acidente, fazendo com que ele acordasse atarantado, enquanto ela tinha raspado com o cotovelo no chão, ficando com ele esfolado, assim como o joelho, já para não falar que ficara deitada sobre ele de uma forma inocentemente perversa.

- I-Itai[2]... – Acabou ela por dizer, esfregando o cotovelo esfolado, sem reparar que o seu joelho sangrava intensamente. O cheiro de sangue chegou ao nariz de Ichiru e ele, invertendo as posições, ficando por cima dela, desatou a sua gravata e atou-a ao joelho dela, enquanto ela, corada e sem saber o que dizer, deixou-o fazê-lo, ficando calada.

- Estás bem, pequena? – Perguntou Ichiru, sorrindo docemente, depois sentando-a no relvado, para poder olhá-la nos olhos, calmamente – Foi uma esfoladela e tanto... Podias ter ficado em grandes sarilhos por causa do sangue...

- Eu não sou pequena! E não te preocupes... Isso seria o menor dos meus problemas – Reclamou Haruka, com um ar aborrecido, enquanto curava a esfoladela no cotovelo de forma discreta para que ele não reparasse, pois ao ver que ele estava com o uniforme da Day Class, pensou que ele fosse humano – Desculpa, eu não vi por onde ia, então não te vi aí deitado...

- Tudo bem, felizmente não foi a Maryanne que me caiu em cima... Ela está um pouco gorda... Então iria ser doloroso... – Acabou ele por dizer, num tom de malícia. Haruka ficou meio à toa, por não saber quem era Maryanne, ou do que ele estava a falar.

- Quem é que está gorda, Ichiru Kiryuu?! – Uma rapariga que Haruka considerou que era a tal de Maryanne de que o rapaz – que pelo que percebera era filho de Zero – se referia, apareceu furiosa – Aqui estás tu! Estou há mais de meia hora à tua procura! Está na hora de ir para as aulas...

- Eh, não me apetece ir... Podes ir sozinha...– Disse ele, sorrindo descaradamente, como que a demonstrar que não tinha medo de Maryanne.

- O QUÊ?! O teu pai odeia que faltes às aulas! Não vais faltar nem que te leve até à sala pelas orelhas!

- Estou a morrer de medo. E falo a sério quando o digo... - Disse ele, nitidamente sendo irónico. Isso irritou Maryanne muito mais.

- Erm... Minna-san[3]... – Haruka sentiu-se meio que a lés daqueles dois, como se eles a estivessem a ignorar, enquanto discutiam de forma embravecida, parecendo quase que se iriam matar ali um ao outro, à sua frente – Vocês importam-se de me explicar...

- Quem é que é a emproadinha? – Perguntou Maryanne, com um ar de desdém para Haruka – Alguma namorada tua, Ichiru?

- Maryanne, respeitinho – Ichiru sorriu docemente, ajudando Haruka a levantar-se – Eu sou Ichiru Kiryuu, sou filho do director... E esta é a Maryanne Collin, uma “ex-Vampire Hunter”, se éque ela alguma vez foi Hunter, – Ao ouvir aquele comentário, Maryanne olhou-o enfurecida, mas ele continuou a falar como se nada fosse com ele - Adoradora de vampiros bem-comportados como eu e que odeia Hunters e é também uma das guardiãs da Academia em conjunto comigo. Muito prazer em conhecer-te pessoalmente, Haruka Kuran-sama...

- Kuran-sama!? – Maryanne estava atónita – D-Desculpe! Eu... Eu não sabia... Peço mesmo muitas desculpas – Ela acabou por fazer uma vénia, tentando desculpar-se de alguma forma pela sua rudeza.

- Está tudo bem... Já estou habituada – Haruka desmanchou-se a rir – E não precisam de me chamar Haruka-sama ou Kuran-sama. Haruka está bom... Eu sou Haruka Kuran, como Ichiru-kun referiu. O prazer é meu... – Haruka, embaraçada, levantou-se com a ajuda de Ichiru e sacudiu o pó da saia após o ter feito – Ainda bem que não era o uniforme da Night Class, ou então a esta hora estava todo sujo...

- Pois, eu entendo... Tu vais passar esta semana connosco, não é, Haruka-san? – Perguntou Ichiru, curioso – O meu pai falou que tu tinhas atirado uma kunai ao Touga-sensei... Para azar de muita gente, ele é um velho rezingão... É normal que alguém perca a paciência com ele...

- Eu tive os meus motivos para o fazer. Não o fiz porque quis. Foi algo necessário... – Haruka sorriu de través e depois fez uma vénia – Espero que tomem conta de mim durante esta semana... – “E que não me façam perder as estribeiras...” Acabou por pensar, frustrada, tentando não o demonstrar. “Quero ir para a cama, estou podre de sono...”

- Claro que sim, Haruka-san. Contudo, a Day Class tem uma organização diferente da que a Night Class tem, então vamos ter de te mostrar as coisas. Vem connosco, por favor – Maryanne sorriu amavelmente, tentando remediar-se do que dissera à Pequena Kuran de alguma forma. Entendendo que Maryanne queria apenas fazê-la sentir-se bem no papel de “aluna” da Day Class, Haruka sorriu e assentiu, seguindo-os.

Maryanne falou o tempo todo, explicando tudo para Haruka entender como as coisas funcionavam e na hora em que eles tiveram de ir para as aulas, foi Maryanne que lhe arranjou maneira de ela ficar num lugar da sala em que ela poderia dormir sem ser apanhada pelo sensei, depois de terem feito a Pequena Kuran apresentar-se à turma, ainda que só fosse ali ficar por uns dias. Haruka adormeceu, nitidamente agradecida por algum descanso e Maryanne e Ichiru ficaram a tomar conta dela.

Contudo, Ichiru naquele momento queria mais do que tomar conta de Haruka. De alguma forma, aquela rapariga que lhe caíra nos braços tinha mexido com ele. Ela era totalmente diferente de todas as raparigas que Ichiru tinha conhecido ao longo da sua vida e ele não conseguia perceber o porquê.

Ichiru, sorrindo, passou a aula toda a observar Haruka a dormir, ficando alheado de tudo o que se passava à sua volta. A Pequena Kuran era demasiado interessante para ser ignorada.

- Kiryuu-kun...- O sensei já estava há algum tempo a chamar Ichiru e estava a ficar exasperado e no entretanto, já tinha reparado que Haruka dormia na aula, pelo que ela estaria em problemas.

- Ichiru... – Maryanne sacudiu o ombro dele, tentando chamá-lo à atenção, e ao dar-se conta que tinha sido apanhado distraído, acabou por corar, o que fez a turma rir-se, embora o sensei tenha logo reposto a ordem na sala.

- Silêncio – Disse ele, num tom aborrecido – Kiryuu-kun, o menino e a Kuran-san não podem dar-se ao luxo de estarem no mundo da lua... Ambos vão ter aulas extra. Quando a sua amiga acordar, avise-a disso, por favor...

- Sim sensei... Peço desculpa, não voltará a acontecer... – Ichiru suspirou e depois passou o resto da aula atento, embora de vez em quando o olhar dele se dirigisse para Haruka.

Por seu lado, Maryanne sentia ciúmes.

Apesar de esconder isso de Ichiru, Maryanne tinha desde o quinto ano uma grande paixão por ele. E ver que ele estava a olhar para outra rapariga estava a deixá-la doida. Maryanne sempre tivera Ichiru para si e como desde pequenos viviam juntos, ela sempre pensara que um dia, talvez, pudesse ficar com ele como namorado. Contudo, Ichiru, sempre bondoso, sempre a vira apenas como uma irmã mais nova e isso de alguma forma refreava a vontade de dizer-lhe que o amava.

Irmã mais nova, neh?” Acabou ela por pensar, suspirando discretamente. “Devia dizer-lhe o que sinto, mas mesmo assim... Eu sei que ele só me ama como a sua pequena irmã que ele teve de acolher quando os meus pais se separaram e me mandaram para o Japão, afastando-me dos meus amigos, da minha família, de todos... O Zero-san cuidou de mim como se eu fosse filha dele e a Maria-san cultivou-me o amor pelos Vampiros, fazendo com que eu largasse o meu sonho de me tornar uma Hunter como os meus pais... Mas foi o Ichiru que me ensinou a falar Japonês e que foi o meu primeiro amigo aqui... Ele sempre me protegeu daqueles que gozavam comigo por o meu Japonês não ser perfeito como o deles, por ser apenas uma gaijin[4]... Lembro-me como se tivesse sido ontem do que aconteceu a primeira vez que tentei fazer amigos sozinha...



*Flashback*
Lembro-me de estar no jardim da Academia, ainda andava no quarto ano, e o Ichiru no quinto. Apesar de ele ser um ano mais velho que eu, ele aproveitava os intervalos para estar comigo, mas naquele dia, ele estava doente, então não saiu da cama e eu tive de ir para as aulas sozinha. Apesar de tudo, estava confiante. Já sabia falar melhor Japonês do que falava quando aqui chegara e Ichiru tinha-me explicado como fazer amigos naquela Academia: ser eu mesma. E era o que eu estava disposta a fazer.

Contudo, e de certa forma, tinha medo. Eu não sabia lidar com tudo e havia coisas que eu ainda não sabia, ou estava à espera de saber lidar com e quando aquilo aconteceu, eu não sabia como reagir.

- Ei, gaijin-san! – Ouvira uma voz ao longe. Eu não sabia na altura o que a palavra “gaijin” significava, nem sabia sequer que eles se estavam a dirigir a mim, pelo que ignorei e enquanto procurava um sítio para poder lanchar antes de tentar fazer algumas amizades, um grupo de rapazes da minha turma e alguns de outras turmas acercou-se de mim, fazendo uma rodinha à minha volta. Eles já se tinham dado conta que Ichiru não iria estar comigo e mesmo sabendo que eu era a protegida do Director e talvez mais por isso, iriam fazer-me a vida negra. Pela primeira vez desde que chegara a esta terra onde o nascer do sol é o mais bonito de todos no mundo, senti medo. Não estava habituada àquela situação e não sabia o que fazer e para além de mais, não tinha nem Ichiru ou Zero-san, nem mesmo a Maria-san para me protegerem – Ei, gaijin-san, não estás a ouvir? Ah, é verdade, não falas Japonês tão bem como nós então não deves estar a entender!

- Q-Que querem de mim, idiotas? – Lembro-me da minha voz trémula a tentar parecer ameaçadora, tal como os meus pais me tinham ensinado para me poder proteger de pessoas deste género, as pernas que pareciam feitas de gelatina, os suores frios que me corriam pela face. Eu sentia um medo intenso e não sabia o que fazer. Gritar por ajuda não me serviria de nada. Ninguém me ajudaria ali. Eu era apenas mais uma criança a sofrer de violência entre pares, ou como diriam no meu país, bullying. Para eles aquilo era normal.

- Olha, a gaijin-san respondeu torto, Shibutaka-san! – Dissera um deles, Soichiro Kagamine. Tanto Luka Shibutaka como ele eram os repetentes da minha turma, e eram conhecidos por serem violentos e escolherem sempre alguém da turma para ser o brinquedinho deles durante todo o semestre. E desta vez e isto já decorria desde o primeiro dia de aulas, seria eu o brinquedo. Tinha vindo de Inglaterra para isto. A melhor da classe, sempre bem comportada e estudiosa Maryanne Collin seria tratada como lixo na terra do sol nascente. Os restantes rapazes não os conhecia, mas lembrava-me de que um era da turma de Ichiru. Um rapaz que, num dia, eu evitara que batesse no meu melhor amigo, Ichiru Kiryuu.

- Ah pois foi! Vamos ter de ensinar boas maneiras à gaijin-san... – Dissera esse rapaz, que acabou por me empurrar contra a árvore que estava mesmo por detrás de mim, pois à medida que eles apertavam a roda, cercando-me de forma a que eu não fugisse, eu andara para trás e fizera precisamente o que eles queriam: que, de certa forma, eu cavasse a minha própria sepultura.

- Parem por favor... – Disse eu, começando a chorar, assustada, enquanto eles se acercavam de mim, preparando-se para me dar uma lição à moda deles. Eles não se importavam se era rapaz ou rapariga. Apenas iriam fazê-lo – PAREM!!!

Contudo tudo pareceu um filme em câmara lenta e eu não pude aperceber-me bem do que acontecera.

Num momento tinha-os todos à minha volta e Shibutaka ia bater-me. No momento seguinte estavam todos deitados no chão, enrolados sobre si mesmos, a gemer de dores e a sombra de alguém pairava na minha frente, abraçando-me fortemente e de forma protectora.

- Mary-chan, estás bem? - Perguntou-me aquele vulto quente e acolhedor, no qual me aninhei. Apesar de estar morta de susto, aquele calor, aquele cheiro doce, que mais ninguém naquela Academia poderia emanar sem ser três pessoas em especial, eu sabia quem era aquela pessoa. Aquele era sem dúvida o cheiro de Ichiru.

- S-sim... Estou bem... Devias estar na cama, Ichiru-nii-chan... – Acabei por dizer pelo meio de soluços. Eu ainda chorava, e para fazer com que eu parasse, ele começou a mimar-me, enquanto eu, aos poucos, me acalmava e apreciava aquele doce toque. Aquele momento, quente como aquele dia de fim de Verão, ficaria para sempre gravado na minha memória, assim como o facto de que ele me tinha salvo das trevas...

*Fim do Flashback*


Se tudo pudesse ser como naquela altura...”



- Mary-chan... Mary-chan... – Ichiru já a chamava há um bom bocado. Sem se dar conta, Maryanne chorava. Era como se as recordações daquele passado, agora distante, a tivessem magoado mais do que quando elas tinham de facto acontecido e isso provocara uma reacção tal nela, que o seu corpo, inconscientemente, começara a chorar – Maryanne, porque choras? Está tudo bem?

- U-un? – Acabou ela por dizer, meio que aterrando na realidade de chofre. Ela não tinha dado conta que se tinha perdido nos seus pensamentos, muito menos de que estava a chorar e quando sentiu a sua face húmida corou de embaraço. Ela já não chorava na frente de ninguém fazia anos e aquilo deixara-a um pouco constrangida. Reparando nesse facto, Ichiru abraçou-a, aninhando-a a si, meigo.

- Em que estavas a pensar para ficares nesse estado, Mary? – Acabou ele por perguntar, nitidamente preocupado. Foi nessa altura que Maryanne se apercebeu de que já não estavam em aula, então ela ainda mais envergonhada se sentiu – O sensei acabou a aula mais cedo, depois tu começaste a chorar, então ele mandou a turma ir toda para o intervalo mesmo fora de horas. A Haruka-san ainda dorme também...

- Erm... Não foi nada de especial – Maryanne tentou disfarçar, limpando rapidamente as lágrimas – Se o sensei nos mandou para o intervalo não podemos ficar aqui. Arranjaremos problemas com o Responsável da Turma se não sairmos...

No entretanto, Haruka começara a acordar, mas a sua disposição não era das melhores. A Pequena Kuran sentia vontade de chorar. Quando se lembrou de onde estava, teve de se conter, para não preocupar os seus dois novos amigos, que ainda falavam num tom baixo e levantando-se sem eles se darem conta, pegou nas suas coisas e foi para o jardim.

Sentando-se debaixo da sombra de uma árvore, Haruka começou a chorar. Sentia saudades da sua irmã e acima de tudo, de estar com Hanabusa. Naquela turma, afastada dos seus, sentia-se solitária. Mesmo rodeada de gente, Haruka sentia um enorme vazio no seu coração, como se no fundo, ninguém estivesse por perto. A Pequena Kuran detestava sentir-se assim e mesmo que só tivessem passado umas horas desde que vira a irmã e Hanabusa pela última vez, as saudades apertavam como se ela não os visse há anos e isso torturava-a imenso.

Pensando que estava sozinha, Haruka deixou-se estar ali como estava, contudo, perto de si, havia quem não tivesse muito boas intenções.

Apesar de saberem que provavelmente arranjariam problemas se aborrecessem a aluna nova, Shibutaka e Kagamine não se importavam com tal. Alunos do décimo primeiro ano e da mesma turma que Haruka, por terem chumbado no quarto ano; eram os arruaceiros da Academia e adoravam espicaçar os alunos novos ou que lhes parecessem bons alvos para o seu divertimento embora ligeiramente mórbido. Sem terem medo das consequências, aproximaram-se silenciosamente da árvore onde estava Haruka e colocando-se cada um de seu lado da Pequena Kuran, ficaram à espera do momento ideal.

Haruka, alheada como estava não deu por eles se aproximarem, contudo ao sentir que os raios de sol que lhe batiam na face tinham sido tapados olhou para cima. Aborrecida por ter sido apanhada a chorar e num tom feroz, disse:

- Que é que vocês querem, idiotas? Estão a tapar-me o sol!

- Olha, que a pirralha só porque é novata pensa que é mais que nós! Tão amorosa... – Shibutaka pegou Haruka pelos colarinhos, puxando-a para si, prensando-a depois contra a árvore, não dando sequer hipótese a que Haruka pudesse fugir – Até que és bonitinha... Não queres ser minha namorada?

- Nem que fosses o último sujeito à face da terra, Qualquer-coisa-san... Ou devo dizer Baka-san[5]? – Apesar de Haruka saber o nome de todos os seus colegas, tinha feito uma análise detalhada dos que queria como amigos enquanto estivesse na Day Class e os que queria que se mantivessem longe. E aqueles dois estavam dentro da sua lista negra. Definitivamente, não os queria por perto, mas agora eles estavam perto demais e as ideias que lhes passavam pela cabeça e que ela era capaz de ler nas suas mentes acerca do que fariam consigo, deixavam Haruka enojada.

- Tens a certeza, Queridinha? – Disse Kagamine, pousando a mão na cintura dela, perto do fim do casaco. Isso irritou peremptoriamente Haruka e ela começou a tentar debater-se contra aqueles dois sujeitos, mas ambos tinham força e conseguiram manter Haruka presa. Gritar não lhe serviria de nada e usar os seus poderes só lhe causaria mais problemas. Ela teria de fazer algo, mas não sabia o quê. A única coisa que ela sabia naquele momento é que estava em maus lençóis e não tinha como se safar daquela.

No entretanto, Maryanne e Ichiru procuravam por ela pela academia toda, por só terem dado conta da ausência de Haruka muito depois de ela ter sumido da sala e ambos estavam preocupados, sobretudo porque Maryanne, enquanto Ichiru estivera abstraído da aula, ouvira Kagamine e Shibutaka a planear tornar Haruka o seu novo brinquedo. E Maryanne não o podia permitir, nem que tivesse de arranjar problemas por infringir as regras da Academia. Não ia deixar que aqueles dois sujeitos fizessem pouco de Haruka como tinham feito de si há uns anos atrás. Isso seria imperdoável.

- Haruka-san! – Gritaram Ichiru e Maryanne em uníssono, tentando fazer as suas vozes chegarem até Haruka, que não estava muito longe deles e ao ouvir aquelas vozes conhecidas, relaxou de alguma forma e dando uso à sua voz, gritou, meio que em pânico:

- Maryanne-san! Ichiru-san! Estou aqui! Ajudem-me!

- Maldição, cala a boca! – Shibutaka, furioso, sacudiu-a contra a árvore fazendo com que ela batesse com a cabeça com alguma violência nesta, acabando por perder os sentidos.



*****


- Haruka-san, acorda, por favor!

- Maryanne, tem calma...

- Oh não Ichiru, queres ver que chegámos tarde demais?

- Não... Ela ainda respira, não sejas tonta... Acho que foi só da pancada...

- Oh Ichiru, nunca devíamos ter tirado os olhos de cima dela... Aqueles dois malditos...

- Relaxa Maryanne... Ela... Olha, vês? Ela já está a acordar...

Haruka sentia-se tonta. Pela primeira vez em semanas, sentia que ia vomitar. A sua cabeça andava à roda e assim que acordou, piscou várias vezes os olhos para tentar fazer desaparecer os pontinhos brancos que via a pairar à sua volta.

- Haruka-san, graças a Deus acordaste... – Disse Maryanne, sorrindo nitidamente aliviada por ela aparentar estar bem.

- Como te sentes, Haruka-san? – Perguntou Ichiru, preocupado também.

- E-Estou bem... Acho... Sinto-me tonta... Onde estou? – Acabou por perguntar a Pequena Kuran, tentando sentar-se de seguida, mas ao sentir náuseas, acabou por se voltar a deitar.

- Ainda estamos no jardim... Agora vamos levar-te até à enfermaria. Ficaste com um corte feio na nuca... Estavas a sangrar bastante até há um...

- HARUKA-SAMA! – Haruka, Maryanne e Ichiru ouviram uma voz que vinha ali de perto. Hanabusa, tendo sentido o cheiro de sangue no ar decidiu investigar o que tinha acontecido mas passado algum tempo apercebeu-se de que aquele cheiro doce pertencia à Pequena Kuran e, assim que se apercebeu disso e em pânico, correu desde o Dormitório da Lua até ao jardim da Academia, mesmo que isso infringisse as regras – HARUKA-SAMA! O QUE LHE ACONTECEU!?

Haruka, ainda meio atordoada, não conseguiu entender quem a chamava e tentou, de novo, e de forma frustrada, sentar-se. A única coisa de que foi capaz foi de vomitar o pequeno-almoço que tomara antes de ir para as aulas da manhã. Preocupado, Hanabusa aproximou-se dela e abraçou-a e, irado, olhou para Ichiru e Maryanne, pensando que tivesse sido por causa deles que a Pequena Kuran estava naquele estado.

- Que é que vocês lhe fizeram!? Eu bem disse àquele imprestável...

- H-Hanabusa...kun... – Acabou Haruka por dizer a custo, ao sentir a aura dele – A culpa... Não foi da Maryanne-san... Nem do Ichiru-kun...

- Aidou-senpai... A Haruka-san tem razão... Nós é que a salvamos... – Maryanne falou com a voz a tremer. Ela estava nitidamente nervosa com o estado em que Haruka ficara e não sabia mais o que dizer.

- Aidou-san, ela foi agredida por dois colegas da nossa turma... Se for preciso eu estarei disposto a assumir a responsabilidade perante os actos deles... Eu é que apesar de me ter comprometido a proteger a Haruka-sama deixei essa prioridade de parte... Peço imensas desculpas... – Ichiru, fazendo uma vénia como que a pedir perdão, olhou com um olhar feroz para Hanabusa, como que a dizer que não estava a gostar da proximidade entre ele e a Pequena Kuran, muito menos como Hanabusa se ia pronunciando acerca do seu pai. Contudo, Hanabusa, ignorando aqueles olhares, sorriu e, num tom calmo, disse:

- Vocês não se preocupem. Vão fazer a vossa ronda e garantam que a Day Class não “invade” o nosso Dormitório. Eu levo a Haruka-sama à enfermaria.

- Mas, Aidou-senpai... – Maryanne tentou contestar.

- Não te preocupes... Ela ficará bem comigo – Hanabusa sorriu de novo – Eu já tomo conta dela desde pequena, então não tem problema. Podem ir, a sério...

- Sendo assim, vamos Maryanne... – Apesar de nitidamente contrariado, Ichiru acabou por acatar o pedido de Hanabusa e, agarrando o braço de Maryanne, levou-a dali para fora. Hanabusa sorriu e depois pegou na Pequena Kuran ao colo, que no entretanto já tinha desmaiado de novo e levou-a para o Dormitório da Lua, antes que fosse apanhado por Zero.












[1] Doko? – “Doko?” significa “onde estás?” em Japonês


[2] Itai – “Itai” significa “dói” em Japonês


[3] Minna – “Minna” significa “pessoal” no sentido de grupoem Japonês


[4] Gaijin – “Gaijin” significa “estrangeiro” em Japonês. Contudo, esta palavra pode ser usada com outra conotação e então pode significar também “canalha” ou “bastardo”, ou seja, pode ter também um sentido pejorativo, embora a própria palavra em si já tenha um sentido maldoso, porque sempre que se usa esta palavra, está-se a rotular alguém.


[5] Baka-san – “Baka” significa “idiota” em Japonês. Neste sentido, a palavra é usada com a expressão “-san” com o intuito de ser usado como forma de gozar com Shibutaka.



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#22
Mais um capitulo... Smile

Epa o filho do Zero é tao fofinho gostei do moço...ainda vamos ter casal novo com a Hakura...hehehe, mas tive pena da Maryanne, mas vai ter de se conformar. Muito fixe este capitulo, gostei muito. Quando o vi pensei:"epa vamos ver se consigo ler tudo hoje"...mas mal o comecei a ler fiquei logo agarrada a historia, mais uma vez parabéns. E tambem já aprendi umas palavrinhas em Japonês graças a ti Razz

Fico a espera do proximo capitulo...esta mesmo a valer apena seguir esta historia, tou mesmo viciada!

Bjinhos*




»»»A minha 1ºfic: Coração de Esperança«««

Vendo Manga da Sailor Moon Super contente NOVOS.



#23
oh filha, vais aprender muito japonês à minha pala Matreiro ainda tenho muitas para esgotar.

Quanto à possibilidade de um casal entre a Haruka e o Ichiru... Talvez. A Maryanne vai passar maus momentos e bons momentos, mas quanto ao casal já se está mesmo a ver qual vai ser (pelo menos um deles :3)

O cap era grande sim. Mas merece a pena ser lido.



Obrigada por teres lido quase assim que postei Embaracoso Fico feliz Embaracoso
Next soon :3



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#24
Adorei o capitulo, aliás gosto sempre Esperancoso

Escreves muito bem e ficooo com uma vontade de ler o próximo.
Adoro a Rika não sei porquê mas quando leio as falas dela penso numa miuda de 5 anos e não numa de 14 Razz

Espero que consigas postar rapidamente... sou uma mega fã desta fic.

Continua estás a ir muito bem Wink

Edit: hahaha obrigada estava-me a faltar o número 5 Razz
Tambem estou muito feliz por ter voltado a ler esta fic nao sabes o quanto é viciante Very Happy
Tenho a sempre nos marcadores do iPod para ver se já fizeste alguma actualização Wink

Continua adoro a tua escrita sou uma mega fã Matreiro
#25
Ola Embaracoso

Há mt que não te via e fiquei feliz pelo teu comentário :3

Ai god, saudadinhas :abraça:

(já e a terceira vez hj que tento escrever uma resposta decente a este teu comentário Matreiro)

Fico feliz por teres gostado do que postei até agora e epah, de certa forma alegra-me o espírito. Andava a precisar de comentários positivos.

Quanto ao que disseste sobre a Rika nao entendi muito bem. acho que te falhou ali qualquer coisinha (ou eu sou mt lenta Matreiro)



Mas enfim Matreiro
Obrigada por teres lido. POstarei em breve :3



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#27
miriam88 escreveu:Mais um capitulo... Smile

Epa o filho do Zero é tao fofinho gostei do moço...ainda vamos ter casal novo com a Hakura...hehehe, mas tive pena da Maryanne, mas vai ter de se conformar. Muito fixe este capitulo, gostei muito. Quando o vi pensei:"epa vamos ver se consigo ler tudo hoje"...mas mal o comecei a ler fiquei logo agarrada a historia, mais uma vez parabéns. E tambem já aprendi umas palavrinhas em Japonês graças a ti Razz

Fico a espera do proximo capitulo...esta mesmo a valer apena seguir esta historia, tou mesmo viciada!

Bjinhos*

Alô Mi-chaaan Embaracoso

Vim deixar-te uma prendinha para quando vieres das férias.

Quanto ao teu comentário ainda bem que gostaste do Ichiru. Quem sabe seele vem ou nao a ter um papel importante na narrativa Embaracoso

Ai andas a aprender japonês à minha custa Matreiro São 50€ por lição (JK XD).



Bem, hoje tou com perguiça de me alongar no comentário, mas obrigada por leres. Aqui vai o 6º Capítulo Embaracoso

Capítulo 6 – Ser uma Kuran já não ajuda em nada


Rika acordara naquele dia sem vontade de ir às aulas. Depois do fim da última aula do dia anterior, ficara a saber por Hanabusa que a sua irmã fora castigada e que esse castigo consistia em ela ficar a assistir às aulas da Day Class. Isso causara-lhe de certa forma algum receio. Sem Haruka para a proteger, estaria facilmente à mercê de Ruka. E pensar nisso angustiava-a profundamente.

A cada dia que passava, o seu medo por Ruka crescia. E para piorar, Ruka descobrira que ela estava no mesmo quarto que Kain. Isso tornava a sua vida muito mais difícil do que aquilo que já era normalmente. Se antes vivia assustada, agora ainda era pior.

Mesmo com isso em mente, levantou-se da cama, apesar de relutante. Foi tomar um banho e vestiu-se. Depois, pegou numa caixa com tabletes de sangue e tomou duas com um pouco de água e após o ter feito, pegou nas coisas que necessitaria para as aulas daquele dia.

Enquanto a Princesa Puro-sangue Kuran o fazia, Kain dormia profundamente, nem parecendo ter frio, o que contrastava com o frio que estava no exterior do dormitório, por estar a dormir apenas de boxers e a sua camisa do pijama estar toda aberta, deixando os abdominais e peitorais bem definidos à vista e que subiam e desciam ao ritmo da respiração dele, que era lenta e pesada. Os lábios dele, entreabertos, davam-lhe um ar pecaminoso mas ao mesmo tempo angelical.

Ao virar-se para sair do quarto, Rika fixou o olhar nos lábios dele. Pareciam carnudos e suaves ao toque e com a curiosidade a queimar-lhe a alma e timidamente, aproximou-se dele, sentando-se à beira da cama ficando ali a admirá-lo, enquanto cautelosamente passava as mãos e dedos, primeiramente pela face, depois descendo os dedos, tocando os lábios dele, entreabrindo-os, com a cara ligeiramente próxima da dele, sentindo o cheiro do hálito dele, ficando meio embriagada com aquele cheiro adocicado. Deslizou as mãos pelo pescoço e depois pelo peito dele, sentindo as formas dos seus abdominais, dos seus músculos bem torneados. Rika, corada e sem bem saber o que fazer, aproximou um pouco mais a face da de Kain, quase colando os seus lábios trémulos aos dele. O seu coração batia descompassadamente e uma espécie de campainha de aviso disparava dentro dela, como que a dizer “Rika, e se a Ruka entra de repente?! Afasta-te, Rika!”. Contudo, decidida a não recuar e a não deixar o medo tomar conta das suas emoções, pousou os seus lábios nos dele delicadamente.

Ao fazê-lo, o seu coração bateu ainda mais descompassadamente.

[Cena Para Maiores de 16/18]
Contudo, assim que o fez, Kain acordou. Em vez de quebrar o beijo e de a afastar de si, acabou por retribuir o beijo, deixando Ruka meio que sem reacção, por estar surpresa com a atitude dele e mesmo assim, abraçou-o, completamente entregue. Ela tinha entregue aquele que era o seu primeiro beijo ao homem que mais amava na sua vida, Akatsuki Kain, e naquele momento, mal podia esperar para se tornar dele e apenas dele. Deixou-se levar por aquele beijo, fechando os olhos, querendo apenas apreciar aquele momento com os sentidos.

Por seu lado, Kain, meio surpreso, acabou por se deixar levar por aquele beijo tímido mas genuínamente apaixonado. Pela primeira vez em anos, ele sentia que beijava alguém com vontade, acabando por aprofundar o beijo, inconscientemente pondo as mãos no rabo dela, segurando-a contra si. Isso fê-la gemer baixinho, como que a pedir ao seu amado por mais. De alguma forma, Kain entendera e acedera àquele pedido indiscreto dela, descendo as suas mãos grandes e sedosas pelas ancas e coxas dela, enquanto Rika, sentindo-se mulher pela primeira vez, deslizou as suas mãos pelo peito dele, acariciando os seus mamilos, fazendo-o soltar um gemido rouco. Os mamilos ficaram automaticamente duros e o seu membro, teso e pulsante, muito desejoso de a ter e como que a chamar por ela, enquanto ela se sentia molhada e desconfortável, pois não entendia que sensação era aquela, nem o porquê de sentir um pequeno formigueiro nos seus seios. Mas algo dentro de si lhe dizia que ela queria ser una com Kain, entregar o seu corpo àquele homem e dentro dele, o seu corpo desejava também ser uno com Rika. As suas mãos subiram ao longo do tronco esguio de Rika até ao casaco, desapertando o laço e depois os botões em forma de rosa, deixando-a apenas de camisa e saia. Só que no preciso momento em que ele o fizera, Rika caiu na real.

[Fim da Cena Para Maiores de 16/18]
Ao ver a situação constrangedora em que se metera, Rika, corando que nem um tomate, afastou-se rapidamente dele, deveras embaraçada, voltando a vestir o casaco, com as mãos a tremer do nervosinho míudo. Kain, ainda a assimilar o que acontecera, olhou para ela, corado também.

- K-Kain... G-Gomenasai[1]... – Acabou por dizer, ao fim de um longo e tortuoso período de silêncio em que nenhum deles falara, apenas trocaram alguns olhares, meio embaraçados.

- Tudo bem... A culpa foi minha... eu é que...

No momento em que ele a dizer que tinha sido ele a provocar aquela situação, bateram à porta. Rika, aproveitando a deixa, pegou nas suas coisas, abrindo a porta do quarto e chocando com Ruka, que fora quem batera. Cruzando olhares com ela, estremeçeu e depois afastou-se rapidamente dali, sem sequer pedir desculpa pelo sucedido.

Assim que conseguira alcançar uma distância que considerou segura do seu quarto e de Kain, Rika parou, ofegante, encostando-se na porta de um quarto ao acaso. A sua face, ainda vermelha de embaraço, mostrava o que sentia desde que saíra daquele quarto e ainda causa do que acontecera minutos antes no quarto com Kain. Rika levou os dedos aos lábios, inchados do beijo e sentiu-os. Estavam quentes e mais aveludados que antes. Estavam trémulos também, como nunca tinham estado. Mais em baixo, na sua intimidade, sentia-se molhada e em todo o seu corpo sentia-se quente. Ela sentia-se outra pessoa, não ela mesma. Sentia-se uma mulher, não uma singela adolescente.

Mas aqueles seus pensamentos de rejúbilo foram interrompidos pela verdadeiro lado das coisas. Interrompidos por um profundo sentimento de culpa. Rika tinha beijado um homem casado. O seu melhor amigo. A única pessoa que, para além da sua irmã e do seu pai, a tratava como sendo alguém. Tinha beijado alguém que nunca pensara vir a beijar na sua vida. Tinha beijado Kain Akatsuki.

Fora algo sem igual.

Algo que era diferente do normal.

Muito menos certo.

Distraída como estava, não deu pela porta a abrir-se por detrás de si, acabando por caír para trás, caindo nos braços de Misaki que saia do quarto dele e de Ruka, para poder ir para as aulas, embora a sua vontade fosse de faltar. Simplesmente, ele não estava com paciência para frequentar aquelas aulas que não tinham para ele interesse nenhum.

Para azar de Rika, tinha-se encostado na porta do quarto daquele rapaz com ares de mordomo inglês. Reconhecendo a face dela do primeiro dia de aulas, impediu que ela caísse no chão e num tom baixo, com voz sedutora, perguntou:
- Kuran-sama, daijoubu
[2]? – Os lábios dele, quase roçando a orelha dela,moviam-se devagar enquanto pronunciava aquelas palavras, de maneira sibilante.

Rika corou de embaraço. Ela não se sentia à vontade com rapazes que não Kain e aquilo incomodava-a bastante, pelo que esperava que pudesse sair dali o mais depressa possivel.

- Sim... Estou bem... Arigatou[3]... Erm... – Rika afastou-se dele, tentando ver quem ele era, contudo, não o conseguia reconhecer. A cara dele não lhe parecia conhecida. A voz também não, pelo que ela ficou ainda mais desconfiada dele. O rapaz vestia o uniforme da Night Class, que por incrivel que parecesse, não lhe assentava bem, o que era raro num Vampiro, contudo, aquele parecia só ficar bem com o preto, como a cor do seu cabelo e em parte também por ele ter olhos castanho-alaranjados. Misaki sorriu. Ele ganhara mais um objectivo para aquele ano lectivo.

- O meu nome é Misaki Matsumoto... Muito prazer, Rika Kuran-sama... – Misaki abracou-a contra a parede – Gostava de a conhecer melhor, Kuran-sama, se é que me faço entender. Acho-a deveras interessante.

Rika, sem saber o que fazer, acabou por colocar em si uma faceta de frieza, igual à de Kaname. Olhando para ele, com um ar irónico, disse:

- Não me parece que esteja interessada em alguém que mal conheço. Liberta-me, Misaki-san. – A sua voz soou autoritária, como a de um Puro-sangue deveria ser, contudo, Misaki não se afastou, pelo contrário, aproximou-se mais.

A sorte da Princesa Puro-sangue Kuran, fora a de que Zero ali pelo dormitório, porque precisava de falar com Hanabusa, embora não o tivesse encontrado no quarto e ao ver aquela situação, percebendo que algo estava errado, aproximou-se e interrompeu aquela pequena situação constrangedora. Misaki, resmungando baixo, libertou Rika, saindo dali e indo para as aulas. Rika, fazendo uma vénia, saiu dali, muito embaraçada, e correu para o jardim.



*****
Depois de discutir com Ruka, Kain fora tomar banho. Ele sentia necessidade de refrear a sua má disposição.

- Aquela rapariga tem mesmo o condão de me irritar... - Acabou por resmungar, embora parecesse... Não, Akatsuki Kain estava mesmo perdido nos seus pensamentos.

Enquanto discutia com Ruka e mesmo naquele momento, lembrara-se do que acontecera entre ele e a Princesa Puro-sangue Kuran. Aquele beijo e aquelas carícias deixavam-no confuso, pois ele nunca antes sentira algo semelhante na sua vida. O sentimento que o trespassara quando beijara Rika fora completamente diferente daquele que sentia quando beijava Ruka. Ele conseguia sentir amor naquele beijo, contudo, tinha medo de acreditar que isso fosse verdade. Rika era demasiado nova, demasiado inocente, demasiado ingénua. Aquilo que acontecera, na opinião dele, não podia ser fruto de um amor genuíno mas sim de uma paixão fugaz da adolescência. Não poderia ser verdade. Ou poderia?

Contudo, Kain tinha de esclarecer tudo aquilo de alguma forma, embora sentisse medo acerca daquilo que poderia descobrir. As coisas poderiam acabar mal para si, já para não falar que ainda nutria sentimentos por Ruka, embora já não fossem tão intensos como eram quando eles se tinham casado. Mesmo assim, ele teria de manter aquele casamento de fachada, por não querer prejudicar ninguém, pois para pedir o divórcio, teria de arranjar uma boa maneira de tornar o casamento nulo, para não sair lesado devido ao acordo pré nupcial que os pais de Ruka e os pais dele os tinham feito assinar no dia do casamento.

E também, para tornar as coisas piores, Kain não sabia por quanto tempo mais conseguiria aguentar aquele casamento sem amor verdadeiro, pois para ele, estar casado ou ter uma relação com alguém sem haver aquele sentimento de amor mútuo, não fazia sentido algum.

No entanto, Rika era a filha de Kaname. Se ele sequer sonhasse que Kain quase fizera a Princesa Puro-sangue perder a sua inocência, certamente as coisas ficariam negras para o lado dele, pois provocar o Rei dos Vampiros através das suas filhas, que eram o maior dos seus tesouros, era estar a cavar a sua própria sepultura. E Kain sabia disso melhor que ningúem. Kaname nutria um amor incondicional pelas filhas, e quem tocasse num fio de cabelo que fosse delas, seria certamente desfeito em pó[4]. Nada mudaria isso. Kaname tornara-se um homem devoto à sua família e quem conhecia a família Kuran tinha conhecimento disso. E para além de mais, Kain tinha jurado proteger as vidas dos dois maiores tesouros de Kaname, para toda a eternidade. Qualquer falha na sua tarefa meticulosa, levaria à sua morte. Porém, devoto à família Kuran como era, Kain era até capaz de morrer por eles, sem sequer pestanejar.

Kain, suspirando, acabou por se despir e entrar na banheira, abrindo a torneira da água fria, deixando a água correr célere sobre o seu corpo musculado. Todavia e ao contrário do que Kain pretendia, o efeito que a água provocava em si era bem pior do que aquele que ele a princípio queria.

[Cena para maiores de 16/18]
A água a correr pelo seu corpo parecia o toque sedoso das mãos e dedos de uma mulher e passava por todas as zonas sensíveis do corpo dele, tocando primeiramente os seus mamilos duros e erectos, descendo depois pelo abdómen, como que o acariciando, passando pelos quadris bem torneados, deixando-o sem fôlego. Cada gota de água que passava pelo seu corpo nu deixava-lhe o membro mais teso e pulsante e para sua frustração, nem a água que agora estava mais gélida que uma banheira de cubos de gelo o ajudava a aliviar o estado de excitação dele e, pelo contrário, só o estava a tornar pior e isso estava a deixá-lo frustrado. Não vendo outra forma de se aliviar, Kain desceu a sua mão para o membro e começou a acariciá-lo, a apertá-lo e a massajá-lo. Cada movimento que fazia, causava-lhe tremores e arrepios de prazer, misturados com os gemidos roucos e cavos que a sua boca terrivelmente sensual emitia. Brincou com a glande, apertou o membro, tudo fez para obter pelo menos um pouco de alívio, mas naquele instante, nada resultava. O gozo não saía e, pelo contrário, ficara ainda mais excitado e se ele saisse do seu quarto naquele estado de excitação, possivelmente acabaria no meio de uma situação algo embaraçosa.

Determinado em se aliviar, Kain decidiu masturbar-se enquanto tinha uma fantasia sexual com Ruka. Primeiramente, imaginou-a a fazer um show de striptease à sua frente, como ela fizera uma vez, numa das incontáveis tentativas deles de apimentar o casamento, mas que como sempre não tivera sucesso. O quarto estava às escuras, decorado apenas com velas de cheiros afrodisíacos. Por todo o chão, estavam pétalas de rosas caídas e a cama estava feita com os mais sedosos lençóis. Kain estava despido, meio que submisso à sua fantasia. Porém, depressa a alta e sensual Ruka, de cabelos bege e ar de prostituta de baixa classe desapareceu da sua cabeça e deu lugar à baixa mas igualmente sensual Rika, de cabelos castanho-avermelhados. Mas a Rika que lhe aparecera na sua fantasia era uma Rika completamente diferente. Esta Rika era uma Rika dominadora e sem pudores, que o algemara à cama e que se sentara sobre os quadris de Kain, completamente despida, apenas com uma lingerie sensual e minimalista que mostrava quase todos os seus atributos, preta com rendas vermelhas que realçavam os seus cabelos e contrastavam com os seus olhos castanhos. Ela estava sexy, provocadora e promíscua, diferente da doce e amorosa Rika que ele conhecia, aquela que era a filha de Kaname Kuran. A sua bunda e intimidade estavam coladinhas ao seu membro, deixando o Kain da fantasia a arfar, e o verdadeiro Kain a gemer alto e rouco de satisfação, por finalmente se estar a aliviar, porém, ainda não tinha atingido o orgasmo que tanto ansiava. Na sua fantasia, a Rika promíscua beijava-o de forma ardente e voraz, como se o dia seguinte fosse apenas uma miragem e algo longe de acontecer, enquanto as suas mãos, de forma voluptuosa e sensual, acariciavam o peito dele, massajando, apertando e acariciando os mamilos de Kain, fazendo-o arfar de prazer, começando ele, no entretanto, fora da sua fantasia, a fazer com que os movimentos no seu membro, com as suas mãos ansiosas, se tornassem mais céleres e intensos. Kain ansiava pelo alívio completo, mas apenas aquilo não chegava. Precisava de algo mais, algo que lhe causasse aquele momento de êxtase pelo qual tanto ansiava.

Fora nessa altura que na sua fantasia, Rika quebrara o beijo e começara a descer os seus lábios suaves como cetim lentamente pelo peito dele, fazendo um trilho ardente por todo o seu tronco até ao seu membro vigoroso, viril e pulsante. Ela abocanhara o membro e, com a sua língua e lábios, brincara com todo o membro, deixando Kain louco de prazer. Rika apertara o membro e massajava os testículos para conseguir dar-lhe o máximo de prazer possível, enquanto, provocadora, mordiscava a glande e lambia a ponta do membro.

Kain acabara por gozar, finalmente atingindo o orgasmo e o seu êxtase, ficando arfante e com um ar de rejúbilo. Tinha finalmente aliviado a sua excitação, mas, no entanto, a fantasia que ele tivera deixara-o sem pinga de sangue.

[Fim da Cena Para Maiores de 16/18]
Tinha acabado de ter uma fantasia com a Princesa Puro-sangue Kuran.

E na cabeça dele, isso não estava certo, de maneira alguma.

Deveras envergonhado consigo mesmo por ter usado a angelical e inocente Rika Kuran para se alivar, Kain tomou o seu banho rapidamente. Assim que terminou, foi-se vestir e pegando nas suas coisas, correu para a sala de aula, por já estar mais de meia-hora atrasado.








[1] Gomenasai – “Gomenasai” é “Desculpa” em Japonês


[2] Daijoubu – “Daijoubu” significa “está tudo bem” em Japonês.


[3] Arigatou – “Arigatou” significa “obrigado(a)” em Japonês


[4] N.A.: No anime, os Vampiros desfazem-se em “purpurinas”. No Mangá os Vampiros desfazem-se em pó.



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#29
alo mi-chan :3 fico feliz por teres lido,contudo,aconselho-te a nao ler esta fic,visto que ela e para maiores de 18. Eu tenho outras fics(de sailor moon - O Amor e Complicado e O Amor Nao Deixa Sinal No Atendedor De Chamadas-reescrita-)que sao menos "agressivas" para a tua sensiblidade, e sendo isto dito por mim(pq eu gosto de ter leitores) e porque sei o que estou a escrever,e sei que tenho coisas que podem ferir susceptibilidades. Se e contudo,quiseres continuar a ler e se houver algo que tu aches que deva ficar em spoiler para nao vos ferir as susceptibilidades(a pessoas cm tu ou outros membros mais novinhos) es livre de o fazer. Terei isso em consideraçao.
Beijinhos e obrigada ***



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#30
eu adoro ver animes de terror Tramar alguma
e agora fiquei curiosa nao posso mesmo ler?
#31
poder podes querida :3 eu so nao quero e que por acidente te depares assim com coisas mais badalhocas(se bem que e assim,com a tua idade ja nao deves ser anjinho nenhum e ja nao deves acreditar que os bebes vem das cegonhas ne? XD) e que depois fiques a pensar errado sobre coisas que sao "de gente grande" como por assim dizer. Depois vem os teus pais atras de mim com a vassoura por causa da fic. Se chegares a ler as partes assim mais coisas/badalhocas,e se tiveres alguma duvida que eu te possa esclarecer,nao tenhas medo de me perguntar :3



さよならできずに, 立ち止まったままの僕と一緒に...

#32
Ahahahha que bela surpresa Smile adorei Tinoco para nao variar!

Já sentia saudades desta fic...mi gusta!

Va não é muito caro 50euritos as explicaçoes de japones, dinheirinho bem gasto! ahhaaha...mas agora tambem vais te tornar sexologa! Matreiro

Bem agora falando do teu capitulo...nao tens vergonha de postares um capitulo tao pequeninoMartelar ...ahahah tou a brincar, foi pequeno mas bastante intenso, assim é que gosto..cenas para maiores de 18 entao com aquela tua descriçao...ahahahaaa

Como se os dias já não estivessem quentes os suficientes, para ainda ler estas historias hot.

Adorei grande Rika, novinha novinha mas sabe-a toda! Entao e o Zero, o Kaname e a Yuki?! Não aparecem?!

Quero mais capitulos

Beijoka*




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Vendo Manga da Sailor Moon Super contente NOVOS.



#33
miriam88 escreveu:Ahahahha que bela surpresa Smile adorei Tinoco para nao variar!

Já sentia saudades desta fic...mi gusta!

Va não é muito caro 50euritos as explicaçoes de japones, dinheirinho bem gasto! ahhaaha...mas agora tambem vais te tornar sexologa! Matreiro

Bem agora falando do teu capitulo...nao tens vergonha de postares um capitulo tao pequeninoMartelar ...ahahah tou a brincar, foi pequeno mas bastante intenso, assim é que gosto..cenas para maiores de 18 entao com aquela tua descriçao...ahahahaaa

Como se os dias já não estivessem quentes os suficientes, para ainda ler estas historias hot.

Adorei grande Rika, novinha novinha mas sabe-a toda! Entao e o Zero, o Kaname e a Yuki?! Não aparecem?!

Quero mais capitulos

Beijoka*

yo miriam Embaracoso

Epah pequeno? Eu nao acho Matreiro tem muitas cenas para +18 e isso nao é bom? Eu ate que gostei dele. O próximo nao vai ser assim, o proximo vai ser a segunda faceta do Zero.

Fico feliz por teres gostado da surpresa. Fiz tudo para que tivesses algo que ler quando viesses Embaracoso

Quanto às liçoes, elas sao 50€ mas na net sao de graça Matreiro Também nao sei muito de japonês então nao posso ajudar. Sei algumas mais básicas que aprendo nos animes e pouco mais Matreiro
Os capitulos hots querem-se no verao menina miriam, para dar ainda mais calores (o pior é que cada vez que leio essas descrições desperta mas é outros calores mais cá em baixo se é que me faço entender Matreiro isto sao autenticas fantasias sobretudo quando pensas sobre elas enquanto as les Matreiro)

Sexóloga? Why? XD

ai ai Matreiro

O Zero aparece no proximo, kaname e yuuki nao há para já Matreiro

Beijocas e obrigada pelo comment amorii <3



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#34
Adorei as cenas de maiores de 18 anos, foi brutal tens mesmo jeito...Eram calores já por todo o lado, quando voltar a ler um novo capitulo tenho de ir para junto do frigorifico com uma bebida fresca, ou entao com uma boa companhia Smile hummmm, baba* Tas a ver tas me a tronar numa tarada...esta historia ta brutal.

Estes capitulos ficam sempre a saber a pouco...Tambem gostava que aparecem mais aquele triangulo amoroso pois sao os meus favoritos.... Mas com personagens novas acho mais dificil escreveres a fic, mas esta brutal.

Fico a espera de mais Smile




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#35
Eu gosto é da dificuldade que estou a ganhar com estas personagens e com a ligaçao que estou a fazer com a história original, isso é que dá a piada à minha fic, e isso é que me dá gozo. É uma lufada de ar fresco para Vampire Knight. Se me perguntares se gostaria de ver esta fic em manga, a resposta é afirmativa. Ainda vou arranjar alguem que me desenhe o manga para esta fic.

QUanto às cenas +18... Muito à custa dos livros da Harlequin e de ver muitos filmes "porno" (nao com intuito de outras coisas mas sim com fins educativos para esta fic e oneshots mais porcas). quando for mais um cap assim eu meto um aviso na mp que te mandar para levares uma ventoinha ou cubos de gelo até ao computador.Sempre ajuda Matreiro

Triangulo amoroso. Agora vais ter quadrilhas amorosas (Hanabusa x Haruka x Ichiru x Maryanne e Akatsuki x Rika x Ruka x Misaki). Depois vais ter ainda o triangulo amoroso Shiki x Rima x Ichijou e com o Zero Yuki e Kaname algo vai acontecer, ainda nao sei bem o que Embaracoso'''

De qualquer forma, estás a ver o que vai acontecer por aqui Embaracoso

Obrigada Embaracoso Cap em breve Embaracoso



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