Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[FIC] Sailor Moon-A Maldição de Nevaeh Novo Capitulo

#21
Olá MoonAnime!
Tudo em cima?

Muito obrigado pelo teu comentario Smile
Espero q continues atenta aqi a minha historia e vás deixando a tua opinião Smile

Olá LuaSerena!
Estas boazita?

Epah eu e a pontuação enfim não nos damos muito bem ou isso ou eu realmente penso q sou o Sr. Saramago Matreiro
Vou tentar ter mais atenção a isso Cool
Oh a serio? Gostas-te msm? Surprised.o:
Oh q bom!
Sim estava para aí virada nesse dia LOl
Penso q não seria uma verdadeira história da Sailor Moon se a Rei não implicasse com a Usagi ehehe
Bem qndo a Nevaeh e o Dunkalheit... Eles voltaram em breve!
E se qiseres deixar palpites acerca deles... Estas a vontade Matreiro

Kittty Surprised.o:

Opah Mulher q é feito de ti?!
Nunca postas nada...
Mas pntos vens aqi deixar o teu comentario e o teu apoio por isso não me vou qeixar muito LOl
A única coisa q me resta dizer é bgd Very Happy


Olá LunaR!
Tudo bem por esses lados?

LunaR escreveu:Arrebatadora!

Depois de um elogio assim so me resta mesmo ficar toda Babada:g13: LOl
Muito obrigado singnifica muito para mim ver q com as minhas palavras consegui "prender" alguém a minha historiazita Smile
Agora vem a parte mais dificil manter a espectativa... Mas vou tentar e dps logo se vê!
Espero q sempre q o teu tempo te premitir possas vir deixar aqi a tua opinião e se qiseres tbm podes deixar o teu apalpite Wink

Bjus*
#22
Olá Smile
Aqui vai o segundo capt ... espero q gostem!

Capitulo II - 1ª Parte
O sonho




“As estrelas resplandeciam no céu negro como jóias cintilantes, a brisa agitava a sua passagem ás árvores, acariciava suavemente ás águas e sussurrava uma melodia encantadora como o canto da sereia.

Nem o mais hábil dos pintores poderia captar tamanha beleza e pureza numa tela pois seria como tentar tocar o sol e não se queimar neste.

A música ecoava pelos verdejantes jardins alegre e festiva, o marfim do palácio parecia iluminar tudo a sua volta como se este fosse a lua naquela noite.

No grande salão existiam vários castiçais onde ás velas ardiam consumidas pelo fogo que era a luz na escuridão, iluminando os vultos que bailavam, o riso e as conversas misturavam-se com a doce melodia que pairava no ar.

Tudo parou por momentos enquanto todas as cabeças se voltavam para a ver descer a enorme escadaria com dignidade e nobreza, o seu vestido branco ajustava-se as suas formas, os seus cabelos loiros presos, o seu rosto redondo delicado, os seus olhos azuis sedentos de conhecimento percorriam todo o salão em busca de algo.

Ela era a personificação da beleza, pureza e inocência.

Quando se juntou a Rainha da Lua lentamente os sonos de outrora voltaram a ecoar pelo salão.

Encostado a um pilar Dunkalheit observava. Aqueles abutres eram todos iguais não importavam onde estivesse, vestiam o melhor que tinham, usavam as mais delicadas e valiosas jóias apenas para impressionar e quando isso não chegava usavam o seu poder ou a sua língua viperina para maltratar e abusar dos outros.

Um meio sorriso apareceu nos seus lábios finos, não que ele fosse diferente deles mas a sua missão era outra. A sua missão era conquistar aquele reino para Beryl, a sua Rainha ou melhor conquistar o coração da princesinha para que Endymion a esquecesse.

Sabia que Beryl iria ficar furiosa se falhasse, talvez fizesse uma loucura não que tivesse medo dela mas até simpatizava com aquele lugar e com a Princesa Serenity por isso seria melhor resolver tudo naquela maneira.

Olhou em redor procurando pela princesa quando reparou nela, subitamente o seu olhar ficou prisioneiro do dela, daqueles olhos violetas que pareciam ler-lhe a alma e tocar no mais profundo do seu ser, tudo a sua volta desapareceu num fracção de segundos e apenas eles ficaram. O som do seu coração a bater era agora o único que ouvia.

Quando os sons entraram nos seus ouvidos pareceu como se tivesse levado um choque, a sua respiração era ofegante como se o ar que chegava aos seus pulmões não fosse suficiente, fechou os olhos por momentos e quando os voltou abrir ela já tinha desaparecido.

Quem seria ela?”

Acordou com a respiração ofegante acendeu a luz do candeeiro, toda ela tremia quando conseguiu aclamar-se pegou no copo de água que estava ao seu lado e bebeu um pouco.

Que sonho estranho teria sido aquele?

Não dando muita importância ao assunto apagou a luz e voltou a dormir.
#24
Mais uma vez, atrasada...
O sonho... Oh god... É impressão minha, ou estás a escrever cada vez melhor?
Mesmo bom, não sei como consegues... (:
#25
Oh! Novo capitulo! Laughing

Ta MT giro! Adorei a descrição do sonho, todo akele ar d mistério ta bem construido.

Ao k parece o Dunkelhait e Nevaeh ja eram do tempo do Milenio Prateado. Esta apanhou-me de surpresa Very Happy

Concordo com a LunaR, tas a escrever cada vez melhor.

Continua... Tou ansiosa por mais... Razz
#26
Aqi vai mais um cap Smile
Deixem a voca opiniao!
Capitulo II
O Sonho





No céu azul as brancas nuvens passavam preguiçosamente, o sol brilhava como uma tocha iluminava tudo ao seu redor e o seu calor aquecia aquele dia, os pássaros espalhavam a sua suave melodia pelo ar, a brisa divertia-se a brincar com as folhas das árvores estava um dia perfeito de Primavera.

No templo de Hikawa Jinja os pequenos sinos tilintavam trazendo uma paz e tranquilidade àquele sítio e aos que lá iam rezar, depositar as suas esperanças, sonhos e alegrias. Todos menos Rei Hino que se sentia inquieta como há muito não acontecia.

Sonhos incompreensíveis assombravam-na, no entanto, por mais que se esforçasse não conseguia entender o seu significado e por mais que tentasse o fogo não lhe mostrava as respostas ou pelo menos não as que desejava saber.

No fogo sagrado via a mais profunda escuridão, um silêncio horripilante e gélido que era capaz de destruir tudo em que tocava. Também via uma solidão, uma dor tão desesperante que parecia queimar as entranhas mas no fundo havia uma luz de esperança tão quente e maravilhosa como o Sol. O que seria capaz de ter prazer em tirar vidas e ao mesmo tempo sentir sentimentos tão humanos?

Sentou-se no alpendre do templo enquanto esperava por elas, elevou a sua face e deixou que brisa a acariciasse. Foi assim que Ami, Makoto e Minako a encontraram.

- Então a preguiçar? – A voz de Minako chegou até Rei, que abriu os olhos e sorriu para elas.

- Não me confundas com a Usagi-Chan – Piscou o olhou para Minako – Então e onde esta ela? Atrasou-se?

- Sim. – Ami suspirou e sentou-se ao pé de Rei, afinal não seria a primeira vez que tal acontecia. Antes que Rei dissesse algo mais, Ami fez várias perguntas a Makoto sobre a tão longínqua França.

“Oh estou tão atrasada!” era o único pensamento de Usagi naquele momento enquanto caminhava apressadamente pelas ruas a caminho do templo de Rei; já sabia que de certeza ela começaria a implicar como sempre mas que culpa tinha ela de ter comido de mais e depois ter feito aquela pequena sesta? Nenhuma, a culpa era da escola e dos malditos exames.

- Vai com mais calma Usagi-Chan.

- Oh Luna não vês que estamos atrasadas?

- E de quem é a culpa?

- Não vais começar pois não?

Estavam tão absorvidas naquela pequena discussão que não viram quando o carro parou ou ouviram quando este apitou várias vezes. Aliás Só quando Usagi se virou para continuar andar e embateu em algo sólido à sua frente e olhou para cima é que reparou nele.

- Mamoru-san.- Sentiu que a sua face ardia, o seu coração batia mais depressa e enchia-se de o mais puro e doce amor, alguma vez isso ira mudar? Ela sabia que não. Sorriu para ele enquanto via a sua sobrancelha ligeiramente erguida.

- Não devias já lá estar?

- Sim mas sabes como é... – Mamoru manteve a cara seria enquanto ouvia a desculpa que Usagi dava acerca do seu atraso. No fundo queria rir mas achava que era o seu dever pôr um pouco mais de juízo naquela cabeça de vento que ele tanto amava.

- Da próxima vez eu vou-te buscar e não aceito um não como resposta. – Abriu-lhe a porta do carro e deixou a entrar olhou de relance para Luna que saltou imediatamente para o colo da sua dona.

O carro arrancou deixando apenas no ar um rasto de poeira. Usagi olhava pela janela enquanto percorriam as ruas de Tóquio a caminho ao templo Hikawa Jinja.

- Que se passa? – A voz dele parecia vinda de longe e sobressaltou-a, olhou para ele e sorriu voltou a olhar pela janela.

- Nada apenas tive um sonho estranho. – Mamoru tocou ligeiramente na face dela, ela segurou-lhe na mão e beijo-a. Entreolharam-se, o amor transbordava no olhar e era evidente em cada toque. Como era possível amar alguém com tanta força? Com tanta devoção? Ele sabia que por mais tempo que passasse ela seria sempre dele tal como ele dela. Ela era o seu destino. Sentia-a distante, pensou que fosse devido a chegada de Makoto porém ele sabia no profundo do seu ser que não era por isso mas ela não lhe contava e ele não insistia.

- O que sonhas-te?

Usagi acariciava suavemente a cabeça de Luna.

- Não tem importância.

- Usagi...

- Olha já chegamos.

Quando subiram até ao templo elas já lá estavam à espera, como Usagi temia.

- Nunca chegas a tempo a lugar nenhum Usagi-Chan. – Rei bufou quando disse aquelas palavras, já estavam a uma hora à espera dela.

- Isso é injusto.

- Pois é – Rei fez uma cara seria e acrescentou – Só quando há comida é que chegas a tempo.

Todas olhavam umas para as outras enquanto viam Usagi e Rei discutir.

- É bom saber que há coisas que não mudam. – Disse Makoto enquanto tocava olhares com os presentes – Vá acabem lá com isso.

- Meninas vocês não se cansam?

Ambas olharam para Mamoru e Makoto e sorriram como duas crianças que acabavam de ser repreendidas por alguma travessura. Em uníssono responderam.

- Não.

- Desculpem o atraso.

Voltaram-se para trás e viram Haruka, Michiru e Hotaru.

- Não faz mal. – Rei sorriu, enquanto Usagi levantava a sobrancelha.

- Porque é que me repreendes a mim por chegar tarde e a elas não?

- Não! – Disseram todas em uníssono. – Não vão começar outra vez.

A brisa refrescante balançava de um lado para o outro. Trazia consigo os cheiros e sons tão característicos da Primavera, o cheiro das flores, o piar das aves ou a canção das cigarras.

Estavam ali todas; Usagi, Rei, Ami, Minako, Makoto, Haruka, Michiru, Hotaru e Mamoru. Todos juntos formavam um círculo, cada um trazia para este o melhor e por vezes, o pior de si no entanto, eram um só. Para o Bem e para o Mal.

- Eu convoquei esta reunião porque senti ontem uma força negativa. – Luna falou pausadamente pois não queria estar ali a falar daquilo, olhar para todos e saber que mais uma vez o futuro era incerto, especialmente quando Makoto só tinha algumas semanas antes de voltar a partir. Era injusto.

- Eu tentei ver o fogo mas este não me mostra nada além de uma negridão tão desoladora que não tem fim mas existe algo mais, uma luz.

- Eu também vi isso no espalho. É confuso e incompreensível.

- O que podemos fazer? – Perguntou Minako sentindo um certo nervosismo, um aperto no estômago. Há muito que não lutavam, há muito que se sentia segura talvez fosse verdade aquilo que diziam, onde existe luz tem que existir um sombra.

- Eu tentei procurar algo de estranho quando a Luna me falou acerca desta força. Nunca pensei que fosse tão fácil. - “ O mal nunca faz o esperado” pensou Ártemisa – No jornal apareceu uma notícia acerca do desaparecimento de uns campistas a Noroeste daqui.

- Desapareceram? E ninguém foi procurá-los? – Makoto tentava pensar com firmeza mas os sentimentos dificultavam bastante o trabalho; afinal tinha vindo para divertir-se na sua cidade, passear com as amigas e namorar um pouco porém nada disso acontecia a não ser que resolvessem aquele enigma. E se havia algo que ela gostava, era de enfrentar os problemas de frente.

- Sim mas segundo parece, quem foi não voltou e agora espalham-se rumores de assombração. – Era frustrante não saber o que vinha a seguir. Ami pensava freneticamente num plano enquanto as escassas informações voavam de um lado para o outro. – Temos que ir lá. É a única maneira que temos de saber o que se passa e se está ligado ao que Rei-Chan e Michiru-Chan sentiram.

Entreolharam-se e assentiram em concordância com o que Ami sugeriu e planos foram feitos. Partiriam na amanhã seguinte depois da alvorada.

Uma por uma foram-se embora.

Michiru pegou na mão de Haruka enquanto lentamente caminhavam, reparou como estava pensativa.

- Achas que virá atrás dela?

- Não sei Michiru. O pior é que ninguém sabe o que será.

- Em breve saberemos. – Michiru parou e olhou para trás de si, reparou que Hotaru ia um pouco mais atrás delas, parecia perdida em pensamentos. – O que se passa com ela?

- Não sei. Hotaru esta tudo bem?

Hotaru parecia surpreendida quando elevou a cabeça e olhou para elas, fez um pequeno sorriso que não chegou aos olhos.

- Nada estou um pouco cansada, ontem não dormi muito bem. É melhor irmos.
**




A noite chegou e com o seu manto negro cobriu o céu, as estrelas salpicavam-no e a lua mostrava a sua face.

A brisa era agora um vento forte que a sua passagem parecia querer levar tudo, o frio cortante e letal esfriava até o sangue mais quente.

Sentada no seu poiso, ela observava como a escuridão tomava posse de tudo tal com um amante enraivecido que tudo pedia e nada dava.

Os seus carnudos labios sorriram, um sorriso de puro deleite. Em breve tudo seria assim... A seria noite eterna, uma noite que apagaria a luz até mesmo do céu e um frio que congelaria até a mais pura das almas...Em breve...





#27
Novo cap! Very Happy

Ora bem... em primeiro lugar: Parabens! A tua escrita melhorou muito em relaçao aos ultimos posts. Acrescentastes mais descriçao e a acçao prosseguiu num ritmo nem mt lento nem mt rapido. Ficou bastante melhor! Cool

Adorei a cena entre o Mamoru e a Usagi. Fizeste uma descriçao bastante boa d ambiente entre eles. Kawaii! o.o

Notei alguns erros de pontuaçao e de ortografia, mas nada de muito grave.

No todo, gostei bastante do capitulo. So gostava k fosse um kadito maior. oo

Fico a espera d proximo... Very Happy
#29
Gostei muito do inicio do cap, com aquelas descrições do ambiente e do lugar. Amei. (:

O cap está muito bom. Concordo com a LuaSerena, quando ela diz que cada vez escreves melhor. É uma verdade pura. Embaracoso

A história está cada vez melhor. Continua, que vais num bom caminho. (:
#30
Olá Very Happy
Tudo bem?

Pois já não posto algum tempo acho q qnd me apanharem por aqi soltam os cães em cima de mim :Embaracoso':

Peço msm desculpa mas é q não tenho tido muito tempo mas prometo postar brevemente ainda esta semana um novo capitulo!
Bju*
#32
Olá pessoal!
Tudo bem?
Espero que sim Very Happy
Lamento imenso ter demorado tanto tempo a postar este capitulo porém estava meio complicado de conseguir criar o ambiente qe qeria!
Espero q a espera tenha valido a pena e q gostem!
Já sabem q as vossas critias são sempre bem vindas pois ajudam-me a crescer como escritora e a melhorar o q esta mal!

Bjus enormes para vcs **

Capítulo III
A Batalha



O manto negro da noite cobria o céu e a seu lado a lua branca brilhava majestosa e bela.

Vários eram os carros que percorriam as ruas de Tóquio, velozes ou vagarosos. Nos passeios diversas pessoas caminhavam, umas apressadamente outras lentamente; conversas misturavam-se no ar com o som dos motores; as luzes iluminavam em seu redor a cidade que fervia de vida, uma vida que decorria normalmente para todos. Todos menos eles.

Os carros seguiam sempre para Norte, porém nem a beleza da noite podia amansar a inquietação que se vivia entre elas. No carro, o silêncio era sepulcral e ninguém parecia querer quebra-lo; cada uma delas estava perdida em pensamentos, temores e recordações.

Quem seria aquele inimigo escondido na mais profunda escuridão? Seria ele tão poderoso como Galáxia? Tão destrutivo como ela? Seria esta a última vez que estariam juntas?

Perguntas como estas ecoavam na mente de cada uma mas nenhuma se atrevia a dize-lo em voz alta.

O caminho parecia longo.

Michiru olhava e voltava a olhar porém no seu espelho nada se mostrava a não ser um véu escuro e tenebroso.

- Quem será ele?

Haruka olhou por momentos para a sua amada mas por mais que quisesse dizer algo, sabia que nada havia a dizer pois nada se sabia, a única certeza que tinha era que a sua Princesa tinha que ser protegida mas... De quem?

Um suspiro de frustração saiu de ambas enquanto davam as mãos.

- Rainha das Trevas. – A voz de Hotaru não foi mais que um murmuro porém Michiru ouviu, olhou-a mas esta concentrava a sua visão na lua cheia.

O caminho parecia ser longo...

**


No seu poiso ela observava a noite tão bela, tão escura...Tão Perfeita!

Com um movimento feito pela sua delicada mão invocou uma rajada de vento gélido, violento, feroz , dela. Nos seus carnudos lábios um sorriso de escárnio surgiu quando ouviu as suplicas pesarosas misturados com os gritos desolados daqueles inúteis que ela tinha aprisionado.

Nunca mais veriam a luz ou sentiram calor, nunca mais seriam homens ou mulheres. Nunca. Jamais.

Eram dela.

O vento cessou e a seu lado no céu negro uma porta apareceu; abriu-se lentamente deixando um vulto passar, ela observava-o com a sua arrogância e altivez porém a sombra não se mostrou incomodada ou fez qualquer comentário.

O tempo passou e ninguém falou, ela perdeu a paciência. Quem pensava que era aquela coisa para a fazer esperar por saber o que fazia ali?

Nada. Mesmo assim foi ela a primeira a falar.

- O que queres daqui?

Encoberto pela obscuridade da noite, ele falou porém a sua voz era desprovida de sentimentos.

- Vejo que falhas-te Morgana.

- Eu? Olha em teu redor Boris. Não vês a escuridão, não ouves o silêncio? Vê ali, naquele chão, eles são meus.

- Ela não esta aqui.

Oh como estava furiosa. Oh como queria esmurrar aquele parvo que apontava o dedo a todos. Ele não era nada. Nada. O que a deixa ainda mais possessa era ele não mostrar nenhuma emoção por algo como se fosse construído em pedra.

Talvez por isso fosse o preferido de Dunkalheit .

Ao pensar nele, sentiu as faces corarem um pouco e depois aquele sentimento que ela tão bem conhecia voltou a invadi-la, a raiva.

Ele preferia outra em vez dela. Ela jamais conseguira perceber como ou porquê mas ficara à mesma afinal o poder, a destruição, a desolação era tudo o que importava. Era tudo que ela almejava.

- Ele não irá ficar satisfeito Morgana.

Ela saiu dos seus devaneios e olhou-o com os seus olhos negros como assas de um corvo e um relâmpago rasgou o ar.

- Vai-te embora Boris. Sai.

A porta voltou aparecer e ele saiu. Ela ficou só.

**




Os relâmpagos assustaram-nas, rasgaram o céu com uma fúria assombrosa.

As montanhas podiam ser belas devido às suas imponentes árvores porém naquele momento pareciam sinistras; uma névoa cobria tudo a sua volta, o frio era gélido, no céu a escuridão da noite parecia mais aterradora e nem uma só estrela parecia brilhar, a lua era a única que afastava o negrume daquele sítio.

Na aldeia perto da montanha as pessoas, não saiam de casa preferiam antes fecharem-se e rezarem para que o mal que habitava aquele lugar fosse embora.

Numa árvore antes do começo do carrilho podiam ver-se várias flores deixadas pelos parentes e amigos dos desaparecidos, tal como nos ramos das árvores se encontravam fitas para afastar o mal.

Um arrepio percorreu a coluna de Rei mal olhou para aquele lugar. Quem teria criado aquela obscuridade? Quem poderia querer aquelas pessoas? E para quê?

- Não gosto nada deste sítio, mete-me medo. – Usagi agarrava o braço de Mamuro com tanta força que parecia que o ia arrancar. – Eu acho melhor esperarmos pelo sol nascer.

- Não sejas uma menina Usagi-chan. – Bufou Rei. Enquanto Usagi e Rei discutiam, Ami tirou o seu pequeno computador e fez uma busca pelo perímetro.

Algo de errado se passava, parecia que não existia vida alguma naquele sítio até mesmo às árvores pareciam mortas, alargou a sua busca até a onde os campistas tinham desaparecido, mas nada.

Estava quase a desistir até que captou algo, não parecia ser mais que um ponto mas era um ponto com cores ou seja, alguém ainda estava ali.

- Meninas encontrei algo.

Todas olharam para Ami esperando que ela se explicasse mas esta, com medo de perder aquele ponto de referência, começou a subir sem dizer nada, elas foram atrás dela.

- Não gosto nada do aspecto disto. – Haruka puxou mais para si Michiru, numa atitude protectora. Michiru aconchegou-se mais, quanto mais subiam mais o ar ficava pesado, o vento mais agreste e o frio era simplesmente insuportável.

O nevoeiro estava cada vez mais espesso quase não se via um palmo a frente do nariz; Usagi agarrou-se mais a Mamuro, estava realmente assustada, afinal o que podia ser mais aterrador que o desconhecido?

- Hei Usagi-chan?

- Sim, Mamo-chan?

- Tenta não me partir o braço, está bem?

Ela corou intensamente, largou o braço dele e parou. O que fez com que o nevoeiro a envolvesse e se perdesse dele porém nem teve tempo para notar nada porque algo foi contra si o que a fez pular e gritar.

- Não pares assim no meio do caminho Usagi-chan.

- A culpa não foi minha.

- Parem de discutir e continuem a andar.

- Sim a Makoto tem razão, daqui a nada vamos perder a Ami.

Continuaram o caminho que cada vez se tornava mais difícil mas sem trocar alguma palavra, caminharam durante um bocado até que pararam mesmo atrás de Ami.

O vento trouxe consigo o lamento arrepiante de várias vozes, mas ela nem notou enquanto procurava no seu computador, aquele era o lugar, o mesmo em que os campistas tinham desaparecido e o mesmo onde aquela fraca presença se encontrava.

Em seu redor a devastação era visível, o acampamento tinha sido completamente destruído, as tendas estavam rasgadas, por todo o lado podia ver-se restos de comida ou roupa.

- É aqui? – Perguntou Minako

- Aqui é o sítio onde eles desapareceram porém o ponto de referência que apanho está depois daqueles arbustos.

- E se espreitássemos?

- Não sei se é boa ideia Makoto. Sinto uma aura muito negra neste lugar.

- Transforme-se meninas. – Mamoru falou enquanto pegava na sua rosa.

Cada uma fez um aceno com a cabeça.

- Moon Eternal! Make up!

-Venus, Jupiter, Mercurio, Marte Crystal Power! Make Up!

- Uranus, Neptune, Saturn Planet Power! Make up!

Explodiram variadas cores azul, vermelho, laranja, roxo, verde, rosa enquanto cada uma mudava para o seu facto de guerreira e faziam as posições dos seus planetas.

Saíram de trás dos arbustos, à sua frente reinava o mais tenebroso silêncio, a escuridão ganhava uma nova dimensão naquele lugar, o nevoeiro cobria tudo a sua volta e o frio fazia congelar tudo a sua volta, aquele era um reino de devastação. A Morte pairava no ar.

No céu uma mulher estava sentada, o seu vestido vermelho sangue flutuava, e os seus cabelos pretos andavam ao sabor da brisa gélida, os seus lábios sorriam, um sorriso de escárnio enquanto os seus dedos mandava bolas de energia para o chão de onde saíam gritos de desespero.

- Pára já aí! – Gritou Usagi fazendo a mulher mira-la, encarando-a. O seu belo rosto ficou desfigurado de raiva por momentos, ao avista-la. – Eu não sei quem tu és mas para imediatamente. Eu não posso perdoar-te por fazeres um grupo de belos e activos jovens desaparecer.

- Ora, ora mas quem és tu?

- Hei não interrompas o discurso! Eu sou uma agente do amor e da justiça, a bela Sailor Moon e em nome da Lua vou castigar-te.

- Tu e mais quem? – Através do nevoeiro conseguiu ver oito figuras que se aproximaram mais, sete mulheres e um homem. Morgana levantou-se, por aquilo não esperava mas eles também seriam seus.

Abriu as suas mãos para criar uma bola de energia quando foi atingida por uma flecha de fogo que passou de raspão na sua face, deixando-a a sangrar.

- Como te atreves, reles ser?! Isto não fica assim, escravos ataquem.

O primeiro som que chegou até elas foi o som das correntes que titilavam à medida que algo no nevoeiro se mexia. Elas olharam umas para as outras sem saber o que fazer, quando da bruma apareceram monstros, seres completamente desfigurados, com a pele enrugada, alguns tinham olhos a saírem da orbita outros tinham enormes dentes a saírem da boca.

- Ahhhhhhhhhh. – Gritaram elas perante aquele cenário, já tinham enfrentado todo o tipo de monstros mas nunca nenhum que parecessem saídos de filmes de terror.

Uma malvada gargalhada soou no meio da noite.

- Espero que se divirtam. – Uma porta apareceu no céu a seu lado e ela entrou, a porta fechou-se e desapareceu.

Enquanto no solo, os monstros atacavam com motoserras, com bolas de energia, até com golpes de artes marciais. Cada uma contra-atacava da melhor maneira possível mas eles pareciam não querer ceder.

- Mas que monstros são estes? – Gritou Makoto.

Conseguindo desviar-se da luta, Ami pegou no seu computador e começou a pesquisar até que encontrou uma resposta, que não a agradou nada.

- Parem de atacar. – Gritou. Todas param e ficaram a olhar para ela. – Segundo os meus cálculos são os campistas.

- Sailor Moon. – Disse Haruka, Usagi acenou com a cabeça.

- Sliver Moon Crystal Power Kiss! – Do seu ceptro uma luz rosa cobriu toda a montanha, com o seu poder quebrou o feitiço que aquelas pessoas tinham sobre si.

Pouco a pouco a luz do Sol da aurora foi rompendo a barreira negra que envolvia aquele lugar e trazendo consigo calor e vida.

O vento gélido passou a ser uma breve brisa, as árvores voltaram ao seu resplendor verde e brilhante, os pássaros cantavam novamente e as flores brotavam do chão.

Os campistas voltavam lentamente a si, sem lembranças de nada.

Quanto a elas, não sabiam quem seria aquela nova ameaça mas agora estavam pelo menos preparadas para o que poderiam encontrar no futuro.
#35
Boa Noite!
Obrigado pelos comentarios Very Happy
Peço dsclp pela demora mas é q tenho andado meio aterefada! Espero que gostem deste cap e q deixem as vossas opiniões que são smp muito bem vindas!
Neit ainda bem que gostas-te da minha história e espero que continues a seguir esta!

Capitulo IV




“No horizonte, o céu outrora negro começava a ficar iluminado com as cores brilhantes e vivas do sol, que lentamente tomava posse da escuridão apagando as suas sombras e aquecendo o ar, enquanto iluminava tudo com a sua luz.

A aragem agitava a sua passagem as folhas das árvores e trazia consigo o som da música alegre e festiva da festa que se dava dentro do enorme e branco palácio mas a beleza daquela festa ou a pureza daquele novo dia não conseguiam afastar a melancolia que se apoderava dela.

Encostada a enorme árvore, tão velha como o próprio tempo, de costas voltadas para o palácio e os seus belos jardins ela observava as colinas sem realmente ás ver. Sentia-se só.

Sabia que podia estar rodeada de mil pessoas mas o sentimento estaria ali, sempre estivera até que vagarosamente lhe tirou a esperança de alguma vez encontrar alguém que a visse por quem era e não pelo que possuía. Até que ele chegara, vindo de um outro mundo, um mundo tão desconhecido para ela, cheio de vida, alegria e felicidade.

Com ele aprendera a genuinidade de um sorriso, a magnitude do amor, a alegria da vida e a mais pura felicidade. Como havia sido cruel o destino. Não, como havia sido cruel o seu próprio pai que preferia vê-la cheia de dor ao permitir que fosse feliz.

As lágrimas rolaram-lhe pela face enquanto a escuridão se apoderava cada vez mais de si, sentia-se cair num abismo de onde não havia maneira de sair.

A brisa acariciava gentilmente os seus longos e negros cabelos como se fosse as mãos delicadas de um amante, o vestido branco esvoaçava deixando ver os seus pés e tornozelos enfeitados por brilhantes pulseiras douradas, a sua pele branca como o ébano resplandecia a luz do sol. Era uma visão para Dunkalheit. Quem seria esta feiticeira? Que partida do destino seria esta? Desejar ardentemente e para além da própria razão aquela mulher.

Pensou voltar para trás, afinal tinha um missão porém não conseguia, os seus pés não obedeciam e a sua mente a muito se deixar ir em devaneios por isso chegou-se mais perto dela, o seu coração retraiu-se ao ver que os seus belos olhos violetas estavam inundados de lágrimas e de uma profunda magoa.

- A mais bela dama não deveria derramar lágrimas. – Sobressaltada, ela olhou para trás de si. A voz era profunda, rouca e pertencia ao homem com quem horas antes trocara um olhar; sentiu as faces pegarem fogo porque de perto ele era ainda mais belo.

Os seus olhos eram verdes cristalinos como o verde das folhas, os seus cabelos, castanhos-escuros, ligeiramente encaracolados e um pouco compridos brincavam com a brisa, o seu rosto estreito com um nariz longo e recto, os seus lábios finos eram marcados por um pequena cicatriz. Ele era perfeito.

- Se a vir, dir-lhe-ei amáveis palavras.

Virou a sua cara e voltou a olhar para as colinas a sua frente porém pelo canto do olho pôde ver que ele sorria como se as azedas palavras não o desencorajassem, antes pelo contrário.

Algo dentro dela despertou, rápido e certeiro.

Sentiu o toque suave dos seus dedos na sua face, virou bruscamente o rosto para ele, engoliu em seco. Já não sorria. O seu olhar parecia mais verde, mais intenso e podia jurar ter a capacidade para ler cada canto e recanto da sua existência.

Ao seu redor, o mundo deixou simplesmente de existir enquanto se perdia naquele olhar, vagarosamente deixou que ele tomasse conta do seu ser até que desejou fazer parte dele.

Estava fascinada, hipnotizada, perdida num lugar qualquer que não o seu, o coração batia freneticamente como se fosse a qualquer instante saltar-lhe do peito, as faces coradas.

- Quem sóis vós doce dama? Que me privas da razão?

- Nevaeh... – Não foi mais que um sussurro. Como podia estar perdida num remoinho de emoções por um perfeito desconhecido? Não podia, não estava e isso era errado, era inapropriado e acima de tudo não era justo para aquele a quem tinha dado o seu coração. Afastou-se.

- Porque foges?

- Não fujo. Não estou a fugir. Não existe nada de que fugir.

Quando tentou alcança-la ela simplesmente deu um passo atrás. Sim, estava sem dúvida a fugir dele mas porque? Ela tinha que ter sentido pelo menos um terço daquilo que ele sentira quando se perdera naquele violeta. Parecera que num momento se afogaria naquele mar de emoções mas não se importava e ela também não...Ou sim?

Tentou tocar-lhe mas ela virou o seu angelical rosto.

- Não.

- Porquê?

- Pertenço a outro... – Deixou que aquelas palavras fluíssem entre eles, não sabia porquê mas ao proferi-las sentiu que algo em si se desmontava. – É impossível.

A confusão anterior deu lugar a uma fúria que fustigava todo o seu ser, como podia ela pertencer a outro? Era claro como água para si que ela era dele. Que jogo era este? Fechou as mãos e cerrou o maxilar para conter o ímpeto de gritar. Virou-se e fitou as colinas verdejantes que resplendeciam com o nascer do sol, ficaram ali calados, perdidos em devaneios durante aquilo que pareceu horas.

Nevaeh sabia que devia partir, em breve a sua família procuraria por ela porém era como se algo a prendesse àquele chão, por mais que tentasse, não conseguia ir-se embora. Fechou as mãos em punhos e elevou a cabeça mas antes que desse o primeiro passo, ele falou numa voz rouca.

- Nada é impossível desde que lutemos o suficiente por isso.

Ela olhou para trás de si e mais uma vez os seus olhos encontraram-se, porém aquele olhar verde floresta continha uma promessa e ambos sabiam disso. Ele sentiu uma necessidade, uma urgência em dizer-lhe...

- Eu nunca perco uma luta.”
#36
Só hoje comecei a ler a tua fic e li tudo de enfiada,adorei cada palavra e a tua maneira de descreveres tudo o que rodeia os protagonistas...

Fico ansiosamente à espera de mais...

Beijokita e quando tiveres um tempinho passa também pela minha fic: A mudança do mundo-crystal tokio

Vou adorar ler a tua opinião


Obrigado Dumpling <3

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