Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

Coincidências do Destino

#1
Olá pessoal, bem eu sempre pensei em fazer uma fic a solo, pois ideias não me faltam, o problema é escevê-las, mas vou arriscar, e aqui apresento-vos a minha fic "Coincidências do Destino", espero que gostem do que irão ler. Pois farei com que esta fic vos faça reflectir sobre alguns aspectos da vida.
Coincidências do Destino FirmaFic



Índice:

Prologo - Página 1
Capitulo 1 - O Encontro - Página 1
Capítulo 2 - Conflitos - Página 1
Capitulo 3 - O Concurso - Página 1



Prologo

Há dias na vida em que nos perguntamos sobre aquilo que somos na realidade. Será que tudo o que acontece ao longo da vida é coincidência ou destino? Segundo o dicionário, coincidência é algo que acontece por acaso, sem razão aparente; já o destino, pelo contrário, é algo que está predestinado a acontecer. Mas não será que as duas palavras estão interligadas uma com a outra? Ora vejamos, certificando-me que estarei a escrever para pessoas que acreditam em Deus e na Bíblia, posso afirmar que há pessoas que afirmam que já nascemos com um propósito, que acreditam que já nascemos com o nosso destino escrito por Deus e que nós não o podemos modificar. Outros, estes já não crentes em Deus, confirmam que nós próprios escrevemos o nosso destino, com as escolhas que tomamos ao longo da vida. Podemos então concluir com estas duas teorias que, segundo uns, todos os caminhos que tomamos, todas as dificuldades que ultrapassamos, todos os desgostos que sofremos, todos os obstáculos que nos aparecem já estavam escritos muito antes de nascermos. Segundo outros, vamos escrevendo o nosso destino ao longo da vida, com os caminhos que decidimos seguir quer sejam eles errados ou não, mas não será que a verdadeira teoria está em juntar estas duas? Nascemos com um destino mas nós, homens e mulheres, ao longo da vida podemos seguir caminhos que nem sempre sejam os correctos nem aqueles para os quais estávamos predestinados. E não será, tudo isto, uma coincidência?


3º Capítulo já disponivel online - Coincidências do Destino
#2
Capitulo 1

O Encontro

O dia amanheceu maravilhoso, o sol no céu libertava intensamente os seus raios de calor sobre os corpos semi-nus que estavam pousados sobre as toalhas estendidas na areia, e ao fundo ouvia-se o burburinho das ondas do mar a embater sobre as rochas. As gargalhadas das crianças e os seus gritos ao entrarem dentro de água, fazem relembrar-me as minhas férias de quando era criança. Naquela altura queria que as férias durassem o ano todo; como era bom correr pela praia, fazer castelos de areia com o papá… Agora penso, como era bom ser criança, a vida era mais fácil, não tínhamos nenhuma preocupação, nossos pais nos protegiam se algo ou alguém nos fizesse mal, não havia problemas para resolver, como as más notas, zangas com os amigos, discussões com os namorados… Como adorava voltar a ser criança.

Agora o início das férias para mim são um desastre, quer dizer, pensando bem, todo o tempo de férias para mim é uma autêntica depressão. Quis o destino que eu nascesse numa família rica, que só trabalha por prazer e para aumentar ainda mais a sua riqueza. Meus pais arranjam sempre sítios exóticos de altas temperaturas para passarmos as minhas férias escolares, climas diferentes do que estamos habituados em Tokyo, posso dizer que eles são um pouco excêntricos. Devido às suas futilidades, obrigam-me a ficar um mês inteiro longe dos meus amigos para ficar fechada num quarto de Hotel, sabe Deus onde, ou então a torrar ao sol como uma torrada numa torradeira. O destino deste ano não podia ser pior, Hawaii. Chegamos ontem, e não vejo a hora de partir novamente para casa, a viagem é cansativa, a língua diferente ao que estou habituada, sinceramente não me sinto muito confortável a falar um idioma diferente da minha língua materna, não podia haver língua mais enrolada do que o Inglês, idioma universal segundo dizem. Só há duas coisas boas nestas viagens: a primeira são as paisagens belíssimas e exóticas; a outra é que aprendo algo sobre uma cultura diferente da minha. Imensos rapazes praticam o desporto da terra, o famoso surf, fiquei abismada com as manobras que praticam dentro daquela imensa massa de água, e também com curiosidade, para falar a verdade eu adorava experimentar mas nunca fui uma rapariga de arriscar.

- Ahhhhh! Não pode ser, adormeci de novo! Minha mãe vai me matar, esqueci-me de pôr novamente o protector solar!

Esta sou eu, Mayo Akiba de 17 anos, nascida em Tokyo, uma colegial do segundo ano do fundamental, sou uma rapariga normalíssima de cabelos curtos de tons acastanhados, a condizer com a cor dos meus olhos de um castanho cor de mel. Meu corpo é de formas arredondadas, mas ao mesmo tempo esbelta devido à minha altura fora do normal para a minha idade, 170cm. Sou descendente da família mais rica de Tokyo. Meus pais, Kimoto Akiba e Susuki Akiba, sempre me trataram como uma princesa, daí eu ser um pouco mimada.

- Estás bem? Que se passou? Os teus gritos ouviram-se do bar. – disse ele olhando-me com aqueles olhos esverdeados que me fizeram paralisar. – Hei, estou a falar contigo, estás bem? – repetiu ele novamente pousando a sua mão no meu ombro e dando-me pequenos abanões.

- Hm… - as palavras custavam-me a sair, que se passava comigo, nunca me tinha sentido assim, ficar engasgada à frente de um rapaz que eu nunca vi na vida - Tirando a parte que pareço um camarão, sim está tudo bem. – nunca fui muito boa para piadas, mas naquele momento foi a única coisa que me saiu.

- Ahahahah, és engraçada. – oh não! Aquele foi o golpe final, aquele sorriso era maravilhoso. – Desculpa nem me apresentei, eu sou o Eizo Sakamoto, trabalho naquele bar ali em cima, e ao ouvir os teus gritos pensei que estavas em apuros.

- Desculpa ter-te preocupado, não foi a minha intenção, apenas adormeci sem pôr protector solar. – as minhas palavras fluíam à medida que ia falando com ele. Ele mostrava ser uma pessoa simpática o que fazia com que eu me libertasse e não fosse tão tímida.

- Ainda bem que não foi nada de grave, só terás algumas dores e o corpo um pouco mais quente do que o normal – aquele sorriso novamente, era capaz de ficar a olhar para ele o dia todo. – Tenho que ir, já tenho muitos fregueses a reclamar pela demora. Aparece pelo bar um dia destes.

- Ok! Um dia destes lá estarei.

- Fico à espera. Adeus.

Sou tão idiota, agora que ele foi embora é que me lembrei que não me apresentei! Mas que tipo de rapariga é que eu sou? Ai! Mas que deus grego, e eu burra, em lugar de aproveitar toda aquela gentileza e simpatia daquele outrora desconhecido, não, deixei-o ir sem sequer me apresentar! Eizo, um nome fora do comum, ao menos eu nunca ouvi falar, ele aparenta ter uns 18 anos ou será mais velho? Com certeza será mais velho, para já ter um bar à sua responsabilidade. Será que nos vamos voltar a ver? Mas que estou eu para aqui a dizer, é apenas mais um dos milhares de rapazes que conheço nas férias, o mais provável é que a esta hora ele já nem sabe quem eu sou. Bem, o melhor agora é pensar numa maneira de entrar sorrateiramente no quarto de hotel sem que minha mãe me veja. Não, espera Mayo, os teus pais disseram que iam num cruzeiro conhecer uma ilha aqui próxima e que só voltariam à noitinha, isto quer dizer que não te precisas de esconder e que tens o resto da tarde livre para fazer o que quiseres. Boa, depois de tomar um banho refrescante irei até ao SPA do hotel, fazer um tratamento de pele, ou talvez uma massagem? Hm… não importa, depois verei o que faço, o importante é que com isso vou poder disfarçar a cor da minha pele. Ai! Isto dói, mas tudo o que é bom é doloroso.

O meu quarto, ou melhor, a suite onde estamos instalados, fica no quarto andar, é dividida por dois quartos, sala com TV por cabo, bar, uma sala de jantar enorme que nunca usamos, e WC completo com banheira de hidromassagem. Afinal ser rico até não é assim tão mau, tem as suas vantagens. Entrei, tranquei a porta como sempre faço, devido a que sou um pouco medrosa, e fui até ao meu quarto. Escolhi um vestido que não me pesasse no corpo devido ao escaldão, tirei a roupa interior da gaveta da mesinha de cabeceira e dirigi-me até ao WC. Pousei a roupa sobre o lavatório e comecei a encher a banheira, quando esta estava consideravelmente cheia, desliguei a torneira, tirei o biquíni e mergulhei na água morna e ao mesmo tempo refrescante, a minha pele ardia. O problema foi quando o meu telemóvel tocou - estava tão bem - levantei-me meia contrariada, enrolei a toalha no corpo e procurei pelo telemóvel, segui-me pelo som, pois uma coisa que nunca sei onde está é o meu telemóvel.

- Alô! – respondi eu quando encontrei o telemóvel, do outro lado ninguém respondia, só se ouvia o som da sua respiração. – Alô! Quem fala? Alô!

Desliguei. Afinal quem seria? O número era desconhecido, não dei importância. Mas passado uns minutos, já eu estava pronta para ir para o SPA, o telemóvel volta a tocar – Alô! Quem fala? – perguntei eu sem obter qualquer resposta.

- Se voltas a desligar eu juro que deixo de ser a tua melhor amiga – respondeu finalmente uma voz agressiva do outro lado.

- Anne? És mesmo tu? – disse eu com admiração.

Anne, apesar de ser mais nova que eu um ano, é a minha melhor amiga desde o infantário, o seu aspecto frágil sempre fez com que eu a protege-se como se ela fosse a minha irmã mais nova, apenas nos separamos para estas viagens malucas dos meus pais.

- Sim, sou eu. Sua amiga desnaturada, desde que acabaram as aulas nunca mais disseste nada. Então, que se passa contigo? Por onde andas desta vez?

- Olha, vê se adivinhas? – a minha voz agora estava mais séria.

- Bem, pela tua voz devo arriscar que estás no meio de mais umas férias no fim do mundo com teus pais. Acertei?

- Sim, acertaste. Os meus pais são previsíveis até para os meus amigos. – balbuciei.

- E qual foi o destino escolhido desta vez pelos Sr.s Akiba? – disse ela em tom de gozo.

- Hawaii. Estou no Hawaii.

- A sério? Dizem que o Hawaii é lindo, mas conta-me como são as paisagens. E os rapazes são giros? Vá conta-me tudo! – pedia ela animada.

- Ora estamos ao telefone, quem pagas és tu – disse eu, mas ela não se importou. – Ora, então respondendo à primeira pergunta, as paisagens são maravilhosas, têm um misto de selvagem e ao mesmo tempo exótico, os rapazes são todos de pele escura devido ao sol que aqui se faz, uns têm cabelos loiros, outros são morenos.

- Mas são simpáticos?

- Quer dizer, ainda só estou aqui a um dia Anne. – disse eu desanimada.

- Oh! Pois. Mas ainda irás conhecer muitos rapazes, pode ser que desta vez desencalhes.

- Anne! Eu não estou encalhada. Além disso, para tua informação hoje encontrei um rapaz lindo e muito simpático, o nome dele é Eizo Sakamoto.

- E não me contavas nada. És má. Ainda dizes que sou a tua melhor amiga. Bem Mayo, tenho que desligar, a minha mãe já está a barafustar. Vê se dás notícias e voltas depressa. Fico à tua espera. Beijinhos! – a sua voz agora estava embargada, poderia afirmar que ela estava a chorar.

- Adeus Anne. Tentarei voltar depressa. Beijinhos. – respondi eu, a verdade é que aquele telefonema fez com que eu ficasse com mais saudades da minha vida em Tokyo, dos meus amigos… Mas ainda faltava tanto tempo para voltar. Com o telefonema de Anne atrasei-me para a massagem no SPA, peguei na primeira mala que vi e coloquei a carteira, o telemóvel e as chaves, então saí.

- Que sorte, ainda cheguei a tempo! – balbuciei ofegante.

- Sim, foi mesmo uma sorte, mais dois segundos e encontravas isto fechado camarão – aquela voz, eu conhecia aquela voz, era a voz do Eizo!

- Eu não me chamo camarão. Já agora, que estás aqui a fazer? – gaguejei.

- Porquê a surpresa, camarão? Desculpa, mas ainda não me disseste o teu nome. – disse-me ele com aquele sorriso que me punha tonta.

- Oh! Desculpa, eu chamo-me Mayo Akiba. Agora já não tens nenhum motivo para me chamar de camarão – respondi eu com um enorme sorriso, ele fazia me sentir bem, de alguma forma. – Não deverias estar no Bar?

- Sim, trabalho no bar até às cinco horas da tarde, depois até as dez horas da noite trabalho aqui na recepção. – respondeu ele com um ar sério.

- Hm… Então ainda tem alguma vaga para mim, aí na agenda?

- Para ti há sempre.

- Eu estou a falar na agenda do SPA.

- E eu era dessa agenda que estava a falar, camarão. Ups, desculpa Mayo.

- És muito engraçado. – disse eu meia encabulada, a verdade é que com aquela ele apanhou-me de surpresa. – Então ainda posso fazer uma sessão de massagem?

- Sim podes, entra para aquela sala – apontou ele para a sala que se encontrava ao meu lado esquerdo – Daqui a cinco minutos a massagista chama-te.

- Obrigado.

- De nada, disponha sempre senhorita camarão. Vemo-nos por aí. – disse ele num tom de brincadeira.

- O meu nome é Mayo. – retorqui num tom agressivo e ameaçador.

- Ok! Ok!

Entrei para a sala e sentei-me numa das cadeiras que se encontravam encostadas à parede branca, à espera que me chamassem. Seria este novo encontro destino, ou coincidência?


3º Capítulo já disponivel online - Coincidências do Destino
#3
1º a comentar a fic Surprised.o:

Adoro quero mais!!

SMoon adoro mesmo,como explicas as coisas até as falas das personagens,a narração...
Adoro *o*

Continua Wink
O meu sonho,é que fossemos felizes para sempre,só nós os dois.

http://sailor-moon-4ever.forumeiros.com
#5
Capitulo 2

Conflitos

O ponteiro do meu relógio passava vagarosamente pelos números, apenas um quarto de hora tinha passado desde que entrei naquela sala, e a espera estava a começar a dar comigo em doida. O meu estômago roncou devido à fome.
- Senhorita Mayo ,pode entrar. Por Favor, por aqui. – disse uma voz meiga e suave – Desculpe a demora.
- Não há problema. – disse-lhe eu com uma voz zangada entrando na pequena sala rectangular de tons amarelados.
- As suas palavras dizem uma coisa mas o seu tom de voz diz outra totalmente diferente. – um pequeno sorriso se formou nos seus lábios – Mas tem toda a razão em ficar zangada, sabe há clientes que são muito chatos e não nos largam por nada.
- Desculpe, a verdade é que eu odeio que me façam esperar. Mas já passou. – disse-lhe num tom mais amigável, a verdade era que aquele sorriso e voz meiga amansavam qualquer fera. – Mas trata-me por tu, por favor.
- Não precisas de pedir desculpa, eu compreendo-te perfeitamente, também odeio esperar, ainda agora nos conhecemos e já temos algo em comum. Mas deixa-me apresentar, sou a Louise Kanako ao seu dispor.
Louise apresenta ter uns vinte e dois anos, e os seus cabelos longos são de um tom dourado a contrastar com o azul intenso dos seus olhos. Definitivamente o seu perfil não encaixa com este sítio.
- Vamos começar?
- Sim.
- Podes despir-te ali atrás – Louise apontou para o pequeno biombo no canto da sala. – Depois deita-te aqui na maca, se faz favor.
- Ok.
Eu nunca me senti muito confortável a despir-me assim à frente de pessoas que mal conheço, mas se pensar bem ela é massagista e mulher como eu, logo não há problema. As suas mãos eram suaves e macias, os movimentos que ela fazia eram gentis e ao mesmo tempo bruscos. Eu sentia-me totalmente relaxada, até que o toque de um telemóvel fez com que eu despertasse do meu transe.
- Desculpa, mas tenho mesmo que atender. – a sua voz parecia preocupada.
- Ok.
Louise afastou-se um pouco de mim, óbvio que não queria que eu ouvisse a sua conversa, e realmente eu só conseguia ouvir um murmúrio. Mas o seu semblante carregado naquela cara de anjo deixava-me nervosa e impaciente, algo se estava a passar.
- Mayo, peço imensa desculpa mas vamos ter que ficar por aqui hoje, tenho um assunto urgente para tratar, é caso de vida ou morte. – disse desligando o telemóvel, e tirando a sua bata para logo de seguida vestir o seu casaco à pressa – Quando saíres, pede ao Eizo que te marque para outro dia, fica por minha conta.
Louise saiu a correr, sem me dar tempo de lhe responder. Que se passará assim de tão grave para ela sair daquela maneira? Alguém da sua família estaria a passar mal? Ou morrera? Acorda Mayo, não tens nada a ver com isso, agora o melhor a fazer é vestir-me e ir comer algo. Enquanto me mudava atrás do pequeno biombo ouvi passos, curiosa como sou, baixei-me um pouco e pela pequena fresta que tinha a meio do biombo vi de quem se tratava, Eizo Sakamoto.
- Mas o que pensas que estás aqui a fazer, seu pervertido? – o tom da minha voz era ameaçador.
- Eu? – as suas fases ganharam um tom rosado.
- Por acaso estás a ver aqui mais alguém?
- Por acaso estou, tu!
- Não sejas idiota, tu és um grande tarado isso é o que tu és! – a minha mão estava pronta para lhe acertar, quando ele me trava prendendo-me o pulso.
- Eu não sou nenhum tarado! Pára de fazer escândalos e veste-te, pois a única pervertida que estou a ver aqui, és tu. – o seu tom era sério.
- Eu!? – quando olhei para baixo constatei que a toalha que outrora trazia enrolada ao meu corpo encontrava-se no chão. – EU ESTOU NUA!!?? – gritei eu correndo para trás do biombo.
- Vá lá admite. – a sua voz transmitia um tom de gozo.
- Admitir o quê? Saí daqui seu…seu…seu – ele tinha razão, no meio daquilo tudo, eu é que estava a fazer papel de idiota.
- Camarão, não te preocupes, eu vou esquecer tudo o que vi agora, também não é difícil pois, não vi grande coisa.
- O MEU NOME É MAYOOO – gritei eu para as paredes, pois Eizo já tinha saído, ele tinha a capacidade de me irritar. O que ele quereria dizer com não viu grande coisa? Estará ele habituado a ver muitas raparigas nuas? Mas que estou eu para aqui a dizer, aquele idiota… eu vou me vingar daquele idiota, ele que não pense que se fica a rir à minha custa! Eu, Mayo Akiba, vou me vingar! Vesti-me, coloquei a mala ao ombro, respirei fundo e saí. Na recepção lá estava ele, com o seu ar de gozo, pronto para me atacar com alguma piada a qualquer momento, a mim só me apetecia correr por ali fora, mas não lhe daria tal gosto. Respirei fundo novamente, e caminhei para a porta de saída sem olhar para ele.
- Então C…
- Se me chamas camarão eu não sei o que te faço. – disse-lhe ameaçadoramente.
- Ui! Que medo. Tem calma Mayo, só queria te perguntar se estavas interessada em amanhã à noite vir a uma festa na praia.
- E o que te levou a pensar que eu estaria interessada?
- Ok, ok, já entendi.
O seu rosto, que antes estava alegre, ficou triste, o seu sorriso desaparecera. Será que fui brusca de mais? Podia ter dito um simples não, mas ele se calhar ficaria com aquele semblante triste na mesma, ou será que não? Ele estará a testar-me? Ai, mas que estou eu para aqui a dizer, ele só me quer pôr confusa.
- Já entendes-te? Acho que não entendes nada. Eu vou pensar no assunto.
- Hei, espera. Estás a falar a sério? Vais pensar mesmo? – um sorriso se formava nos seus lábios.
- Sim, vou pensar, isto não quer dizer que vá. Já agora, porque fazes tanta questão que eu vá?
- Ora, porquê? Isso é fácil, a festa é na praia, as raparigas têm que ir só de biquíni…
- Calma aí – interrompi com a palma da mão virada em direcção da cara dele – Mas não foste tu que disseste que o meu corpo não era nada de mais?
- Eu não disse isso, apenas disse que não vi nada de mais que já não estivesse habituado. Mas deixa-me acabar de falar, na festa irá ter um concurso para escolher a melhor rapariga de biquíni…
- E onde fico eu no meio disso tudo?
- Ora, vais tornar o concurso mais engraçado, todas as raparigas escolhidas são jeitosas, e tu vais entrar nesse concurso para o tornar mais emocionante.
- Mais emocionante, mas o que te leva a pensar que eu vou participar?
- Oh! Estou a ver não tens coragem, é isso não é? Realmente, como é que uma rapariga assim desinteressante como tu iria ter alguma possibilidade de passar sequer na primeira fase. Desculpa, acho que me precipitei um pouco.
- Porque dizes uma rapariga como eu? Eu sou uma rapariga normal. Porque me tratas assim tão inferiormente? Posso não ter um corpo de fazer inveja às mulheres e causar desejo nos homens, mas também não é isso que quero. O mais importante é o interior das pessoas. És um idiota Eizo. – os meus olhos estavam inchados prontos para largar algumas lágrimas, queria sair dali a correr antes que me desmancha-se, mas tentei acalmar-me e sair dali normalmente sem sequer olhar para ele, quando estava prestes a sair.
- És determinada, e acredito que conseguirás ter tudo o que queres se acreditares em ti, naquilo que tu és e não naquilo que os outros acham de ti, camarão. – a sua voz estava de novo séria.
Não lhe respondi, nem sequer olhei para trás. Ele tem a capacidade de me confundir, nunca uma outra pessoa me suscitou tantos sentimentos contraditórios. Numa hora gosto dele como na outra já o odeio com todas as minhas forças. Enquanto subia para o meu quarto ia pensando numa forma de me vingar, sim porque agora a minha vontade de vingança é muito maior. Ele vai ver com quem se está a meter, posso parecer uma pessoa frágil e incapaz de fazer mal a uma mosca, mas quando me irritam eu viro uma leoa! Ele vai aprender a não se meter comigo. Mas como farei isso? Claro, vou usar a tal festa de amanhã para me vingar, ele vai ver como eu sou capaz de ganhar esse concurso, nem que tenha que usar tácticas corruptas. E em seguida vou obriga-lo a pedir-me perdão de joelhos no meio de toda aquela gente! Sim, que plano genial, só falta agora é saber como vou ganhar aquele concurso. Bem, amanhã penso nisso, o melhor agora é comer algo e descansar, este primeiro dia foi extremamente cansativo.
- Querida, finalmente chegaste, estávamos preocupados, onde andavas? – disse a minha mãe num tom preocupado.
- Desculpa, mamã. Estava no SPA do hotel, as massagens de lá são óptimas e a massagista é muito simpática, devias de ir lá.
- A sério querida? Sendo assim, amanhã lá irei sem falta, estou a precisar de uma massagem urgentemente.
- Fazes bem mamã, tenho a certeza de que vais adorar, agora se me dás licença estou um pouco cansada, vou comer algo e depois cama. – disse-lhe retirando-me dali.
- Mayo!?
- Sim? – olhei para trás – Que foi mamã?
- Passa-se alguma coisa? Pareces estar um pouco triste.
- Não se passa nada mamã, estou apenas cansada. Boa Noite.
- Boa noite querida, dorme bem.
Minha mãe é uma pessoa muito atenciosa, sempre se preocupou comigo apesar de às vezes gostar mais das suas futilidades do que de mim, mas ela sabia sempre quando se passava algo comigo, quando eu estou diferente. Sempre tenta ajudar-me, mas sinceramente não me vejo a falar com ela sobre rapazes ou algo do género. Meu pai nem se fala, quase não pára em casa, está sempre no escritório a tratar de negócios, dá-me tudo o que eu quero, mas o que eu mais queria ele não me dá, que é atenção. A verdade é que me sinto sozinha, a Ann é uma boa amiga, entre nós não há segredos, contamos sempre tudo uma à outra mas, quando o assunto é rapazes, a Ann percebe tanto quanto eu. Ai, era nestas alturas que eu adorava ter uma irmã mais velha.
Um novo dia amanhecera, o céu nublado anunciava chuva. Parece-me que a festa de logo à noite terá que ser cancelada, por um lado é óptimo porque assim não preciso de ir e fazer figura de idiota. Apesar de me ter decidido ontem que iria à festa, não me sinto tão confiante assim, hoje. Quando estava perdida nos meus pensamentos ouço o telefone a tocar.
- Mayo, querida, podes atender? É que estou no banho e o teu pai ainda está a dormir, deve ser o serviço de quartos a perguntar se já pode trazer o pequeno-almoço.
- Ok, mamã. – resmunguei.
Levantei-me devagar, arrastando de mau grado o meu corpo, vesti o meu robe que se encontrava no sofá ao lado da cama, e caminhei até à sala onde se encontrava o telefone a tocar incansavelmente.
- Alô.
- Bem, não posso dizer que és rápida, não me digas que ainda estavas a dormir. – disse uma voz alegremente do outro lado da linha.
Desliguei o telefone, não podia ser verdade, o meu pior pesadelo estava ao telefone. Eizo a ligar-me a estas horas da manhã? Não deve ser coisa boa, o que será que ele quer? Como é que ele descobriu em que quarto estava? Bom, isso não poderei saber, já que lhe desliguei o telefone na cara, espero que não tenha levado a mal, também se levou problema dele. - Bom dia filhota.
- Bom dia mamã, afinal não era da recepção.
- Então quem era? – o som tom de voz ficou mais sério
- Não sei, enganaram-se na recepção ao transferir a chamada para o quarto. – a minha voz por momentos ficou trémula, eu era péssima a mentir.
- Ah! Ok. Bem vou chamar o teu pai.
- Ok mamã, eu vou me vestir.
Caminhei até ao meu quarto, parece que ele levou a mal eu lhe ter desligado o telefone, pois não voltou a ligar. Como hoje não está bom tempo para a praia, acho que vou visitar a cidade e comprar algumas roupas e algumas lembranças para os meus amigos. Abri o armário do qual tirei umas calças de ganga e um top, vesti-me, calcei umas sandálias, e saí do quarto. Quando estava prestes a sair o telefone voltou a tocar, corri para atender, mas já era tarde.
- Estou sim! Bom dia! Com quem deseja falar? – disse minha mãe ao atender – Mayo!! – gritou ela – É para ti!
- Quem é mamã? – retorqui meia envergonhada.
- Diz que é um amigo teu, chama-se Eizo Sakamoto. – disse ela com um tom de voz alegre.
Aquela sua súbita alegria deixou-me incomodada, um enorme questionário viria depois daquele telefonema. De cabeça baixa, caminhei até junto dela e peguei no telefone, um sorriso estava claramente estampado na sua cara.
- Olá – disse eu de mau humor.
- Filhota, eu e o papá vamos indo tomar o pequeno-almoço, depois vai lá ter connosco. Adeus! – murmurou minha mãe.
- Xau!!
- Já me estás a despachar de novo?
- Não estava a falar contigo, além de idiota e tarado também és convencido? – o meu tom de voz era agressivo.
- Está-me cá a parecer que hoje alguém acordou de mau humor. Quem devia estar neste momento chateado era eu, pois desligaste-me o telefone na cara. – a sua voz ficou séria – posso saber porque fizeste isso?
- Primeiro, não te tenho que dar explicações do que faço ou deixo de fazer. Segundo, como descobriste o meu número? Terceiro, o que é que queres?
- Tu queres ser policia, é? Olha que tens futuro. Ora, respondendo às tuas questões, não é difícil descobrir o número do quarto da senhorita Mayo Akiba, ainda para mais um funcionário exemplar como eu que só quer tratar bem dos seus hóspedes, quanto à última questão queria saber se sempre vais ter coragem para ir à festa logo a noite?
- Festa? Com este tempo? Não disseste que ia ser na praia? – perguntei-lhe surpresa.
- E tu achas que uma simples chuva nos faria cancelar a festa? É claro que a festa continua de pé, só que em lugar da praia agora vai ser no bar aqui ao lado do hotel, mesmo assim a vestimenta continua a ser só o biquíni. Pensavas que te safavas com uma simples chuva?
- Mas porque fazes tanta questão que eu vá, eu sinceramente não te entendo.
- Eu já te respondi a isso, não gosto de me repetir. Tenho que desligar. Espero por ti logo à noite. Xau. Confia mais em ti. – respondeu ele desligando em seguida.
Já me respondeu a isso? Sinceramente eu não o consigo entender. Estou metida numa alhada, terei mesmo que ir a essa festa. Lá terá que ser, sou a especialista em fazer figura de idiota. Ao sair do quarto, uma cara conhecida se cruzou no meu caminho.
- Louise, por aqui?
- Mayo, que gosto em ver-te. Como estás? – disse ela com um enorme sorriso.
- Estou bem, obrigada. E contigo? Está tudo bem? Ontem saíste apressada.
- Sim, já está tudo bem felizmente. É uma longa história.
- Se tiveres tempo eu terei todo o gosto em ouvi-la, acompanhas-me no pequeno-almoço? – perguntei-lhe com um certo receio de estar a ser intrometida.
- Sim, pode ser. Afinal de contas, hoje é o meu dia de folga. – respondeu ela gentilmente.
Juntas caminhámos até ao restaurante do Hotel onde os meus pais nos esperavam para tomarmos o pequeno-almoço. Seria este encontro destino ou coincidência?


3º Capítulo já disponivel online - Coincidências do Destino
#6
Gostei muito do que tens escrito, SMoon. A história está a ser mesmo interessante e adoro o final de cada capítulo: destino ou coincidência?

Acho o título que deste à fic bem interessante. Coincidências do Destino... O destino, para mim, não é uma coincidência, mas as coincidências podem'se transformar em destino. Gostei deste título, sinceramente. Tem tudo a ver com o prólogo do início.

Parabéns pelo excelente trabalho! Quero ler mais! Embaracoso
#7
É caso para dizer que adoro esta fanfic ainda nos primeiros dias... A forma como escreves "agarra-me", para além do titulo que me interessou só de o ler.
Tambem a forma como acabas "agarra" tambem o leitor pois assim ficamos mais interessados no proximo capitulo (falo por mim Razz)

espero por novo capitulo Embaracoso
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#8
Obrigado meninas Embaracoso fico mto contente por gostarem XD

Aqui está novo capitulo Embaracoso

Enjoy it!

Capitulo 3

O Concurso

O restaurante do Hotel é um autêntico salão de baile, não só pelo facto de ser enorme, mas também pelo seu requinte. As mesas redondas são cobertas por toalhas vermelhas debruadas com pequenas flores de tons dourados a condizer com as enormes e pesadas cortinas nas janelas; em cada uma das mesas uma jarra de flores liberta um odor fresco e suave que tornam as refeições mais agradáveis. Ao fundo da sala, numa mesa discreta, encontravam-se os meus pais a tomar o pequeno-almoço alegremente enquanto conversavam. Os meus pais sem dúvida eram um casal feliz, tinham as suas discussões como qualquer casal, mas no fundo amavam-se com a mesma intensidade de quando se conheceram. Meus pais apaixonaram-se à primeira vista, quando ambos andavam no colegial, desde aí até se casarem foi um ápice e até hoje estão juntos e felizes. Na minha opinião, o amor deles é puro e inacabável, acredito que será um amor até morrerem, eu queria um amor assim como o deles…

- Querida! Querida estamos aqui! – disse minha mãe num tom um pouco alto.

- Louise, meus pais estão ali. Anda, vou-te apresenta-los.

- Aqueles são os teus pais!? – o seu tom de voz era de espanto.

- Sim são, porquê a surpresa?

- Nada, nada.

Caminhámos na direcção da mesa onde os meus pais se encontravam, Louise caminhava ao meu lado com passos arrastados como se algo a estivesse a impedir de andar, o seu olhar ia colado ao chão e as suas faces estavam rosadas. Que se estava a passar? Primeiro ficou admirada por serem aqueles os meus pais e agora está envergonhada, que se passa com ela? Deve ser só a minha imaginação, é isso.

- Olá papá bom dia, dormiste bem? – disse-lhe com um enorme sorriso.

- Bom dia querida! – levantou-se dando-me um beijo na testa – Sim, dormi que nem um anjinho, e tu filhota?

- Eu não dormi lá muito bem. Mas esta noite já coloco o sono em dia.

- Mayo, que falta de educação é essa, não apresentas a tua amiga? – repreendeu-me minha mãe.

- Oh! Peço imensa desculpa. – coloquei-me ao lado dos meus pais – Louise estes são os meus pais Kimoto e Susuki Akiba – apontei para cada um deles – Papás esta é a melhor massagista deste hotel, Louise Kanako.

- Muito prazer, Louise! – disse minha mãe.

- Então Kimoto, parece que a falta de educação da tua filha passou para ti. – o seu tom de voz era agressivo.

- Mamã…

- Não é isso querida, estava aqui a pensar que o sobrenome Kanako não me é estranho, lembras-te do meu melhor amigo de infância? Ele teve uma filha mas não me recordo do nome dela.

- O Kei Kanako? Achas que a Louise… – disse minha mãe surpresa.

- Vocês conheceram o meu pai?

- Se o teu pai for o mesmo Kei Kanako que foi meu grande e velho amigo de infância.

- Será possível? Deve haver mais pessoas com esse nome pelo mundo fora. – disse-lhes, tentando alegrar um pouco a conversa.

- Possível até é querida, mas não muito provável, pois Kanako é o sobrenome da família mais rica do Japão a seguir à nossa. Louise diz-me só uma coisa, conheces o nome Kana Takumi? – o tom de voz do meu pai era sério.

- Sim é o nome da minha mãe.

- Não pode ser, ao fim destes anos todos…

- Então vocês conhecem mesmo os meus pais?

- Como está o Kei, Louise? Continua com aquele seu feitio difícil e resmungão?

- O meu pai morreu à três anos atrás. – o tom de sua voz era amargo.

- O quê? O Kei! O Kei morreu? Como é que eu não soube, porquê que ninguém me contou? – as lágrimas começavam a escorrer pelo rosto do meu pai.

- Tem calma, querido!

- Calma? O meu melhor amigo morreu e ninguém me disse nada, como posso ter calma!

- Como querias que te dissessem, se tu já não o vês nem sabes nada dele desde que ele fugiu do Japão com a Kana?

- Mesmo assim, mesmo assim…

- Anda querido, vamos para o quarto descansar um pouco. Desculpa Louise. Dá os nossos sentimentos à Kana.

- Sim, eu lhos darei. – a sua voz era fria.

A minha mãe ajudou o meu pai a se levantar, o choque tinha sido demasiado forte, nunca tinha visto o meu pai daquela maneira, ele estava desolado com a notícia. Devido à sua reacção posso mesmo dizer que o meu pai gostava muito de Kei, apesar de nada saber dele já a alguns anos. Louise e eu sentamo-nos na mesma mesa onde tinham estado os meus pais e um silêncio se instalou por uns minutos, até Louise o quebrar.

- Então os nossos pais se conheciam, ainda para mais eram bons amigos, que coincidência não achas?

- Não acredito em coincidências, acredito que talvez fosse o destino que fez com que o caminho dos Kanako se cruzasse com os do Akiba novamente.

- Ao contrário de ti eu não acredito no destino…

- Cada um tem as suas crenças. Mas nós viemos até aqui para tu me falares sobre o que se passou ontem.

- Desculpa, Mayo. Mas contudo o que aconteceu aqui hoje, não me apetecia relembrar de mais uma coisa triste. Não te importas que te fale sobre isso noutro dia?

- Não, tudo bem, se assim o preferires. – esbocei um sorriso amarelo, a verdade é que sim, me importava! Afinal de contas fomos até ali para falar sobre isso, algo dentro de mim se agitava cheio de curiosidade, mas não podia obriga-la a me contar nada, teria que aguentar essa curiosidade dentro de mim por mais um tempo. De novo um silêncio se instalou, mas desta vez quem o quebrou fui eu, não queria que ela pensasse que tivesse ficado chateada.

- Sabias que vai haver uma festa hoje aqui no bar ao lado do Hotel?

- Sim sabia, é o Eizo que a está a organizar, todos os anos ela a organiza.

- Então ele é que organiza essa festa todos os anos? Então o concurso… - murmurei eu por entre dentes, mas parece que Louise consegui-me ouvir.

- O concurso Miss Silicone de Biquíni, como eu lhe chamo, sim é ele que organiza juntamente com a festa. Mas como soubeste da festa Mayo?

Contei-lhe tudo o que se passou no dia anterior depois de ela se ter ido embora, como também sobre o meu plano de vingança, só não contei o percalço da toalha, era demasiado embaraçador, ela ria-se da maneira como eu relatava os acontecimentos.

- Parece-me então que terás mesmo que participar nesse concurso, conhecendo bem o Eizo ele não te deixará escapar. – um sorriso malandro se formou nos seus lábios.

- Pois eu sei disso, o pior é que não sei como ganhar esse concurso. – o tom da minha voz mudou ficando triste.

- Pois… e se não ganhares o teu plano de vingança…

- Tu podias me ajudar Louise. Torna-me uma Miss Silicone, só por esta noite, por Favor! – implorei, levantando-me e ajoelhando-me à frente dela – Por Favor!

- Mayo, está toda a gente a olhar para nós. – estendeu-me uma das suas mãos para me ajudar a levantar – Sim, eu ajudo, afinal somos amigas, e vou adorar ver a cara do Eizo, conhecendo-o como o conheço, ele vai…

- Como conheces assim tão bem o Eizo? – interrompi-a.

- Muitos anos de convívio… Bem temos que começar a preparar-te, vou te dizer um segredo, eu sou uma expert em fazer milagres. – o seu enorme sorriso era contagiante.

Agora sentia-me confiante, com ajuda da Louise com certeza eu iria ganhar. Saímos do restaurante, e fomos para a cidade, Louise tinha óptimas ideias para mudar o meu look desinteressante para um look arrasador, e como não tínhamos problemas de dinheiro, todas as ideias que ela tinha podiam ser realizadas facilmente. Primeiro fomos marcar para a tarde a ida ao centro de estética para fazer a depilação e a ida ao cabeleireiro, este último foi mais difícil de arranjar uma vaga, pois é no melhor cabeleireiro do Hawaii, a sorte é que a Louise é a melhor amiga de umas das sócias do cabeleireiro. Depois de tudo estar tratado para a tarde, fomos percorrer todas as lojas possíveis e imaginarias que existem no Hawaii, os meu pés já começavam a reclamar, mas tínhamos que encontrar o biquíni perfeito, por mim tínhamos ficado pela primeira loja, mas Louise era mais insistente enquanto não encontrássemos o biquíni ideal não íamos parar. Entrámos na última loja que faltava ver, depois de experimentar uns vinte biquínis…

- É esse Mayo! Fica-te maravilhosamente bem. – disse-me num tom bastante alegre.

- Achas mesmo!? – estava com algum receio, mas a verdade era que até me ficava bem, o meu corpo ficava diferente com ele, o meu peito ficava mais realçado, o que o tornava um pouco maior e mais sexy, além de que com esses atributos mais vistosos as minhas formas arredondadas ficavam camufladas.

- Sim, vamos levar esse.

Tirei o biquíni, vesti as minhas calças de ganga e o meu top. Saí da cabine de provas, dirigimo-nos até à caixa de pagamentos, pagámos e saímos da loja.

- Louise! E que tal irmos comer qualquer coisa? Estou a morrer de fome e os meus pés estão inchados de tanto andarmos. – resmunguei.

- Ok! Vamos lá, não quero que morras de fome. Quero-te viva para logo à noite, além de que teremos uma longa tarde pela frente.

O seu entusiasmo continuava no auge, queria ter um pouco daquela boa disposição e positividade. A verdade é que mesmo assim, não sei se irei ganhar. O tempo tinha mudado, o sol brilhava intensamente, no céu as nuvens tinham desaparecido por completo, uma maravilhosa tarde de praia se avizinhava.

- Mayo, que dizes de irmos almoçar ali ao bar. – Louise apontou para o bar da praia, onde Eizo trabalhava. – Lá fazem saladas deliciosas.

- Mas…ok! Pode ser. – concordei meio a custo, não me queria encontrar com aquele idiota, mas lá teria que ser. Caminhamos até ao bar e sentamo-nos numa das mesas da esplanada, passado uns minutos o empregado veio nos atender.

- Olá, boa tarde, o que vão desejar?

- Eizo – murmurei

- Mayo? Louise? Vocês aqui? Juntas?

- Porquê a surpresa Eizo?

- Surpresa? Qual surpresa? Eu não estou surpreso. Não devias estar a trabalhar Louise? – o tom da sua voz estava diferente era um misto se surpresa, raiva e espanto.

- Hoje é o meu dia de folga! Mas eu vim aqui para comer, não foi para estar a responder a questionários de um empregado de bar. – a sua voz era de gozo. – Ora, eu vou querer uma salada de atum com cogumelos. E tu Mayo?

- Hm… Também pode ser uma para mim. – gaguejei, ainda estava estupefacta por causa daquela conversa entre eles, não havia dúvida que eles se conheciam e muito bem, seriam namorados? Mas se o fossem, qual era o motivo de Louise me estar a ajudar? Não lhe poderia perguntar qual era o tipo de relação que ela tinha com Eizo, estaria a ser intrometida de mais.

- Mayo? Mayo? Que queres para beber? Mayo?

- Ahn? Oh, desculpa, pode ser uma água mineral fresca.

- Ok! Trarei daqui a pouco os vossos pedidos. – disse gentilmente.


3º Capítulo já disponivel online - Coincidências do Destino
#9
A minha cabeça está confusa, porque estou eu tão preocupada com o tipo de relação que eles têm? Porquê que o Eizo mexe tanto comigo? Porque quero tanto lhe mostrar do que sou capaz? Porque me quero tanto vingar dele? Porque pedi ajuda a Louise se mal a conheço? Minha cabeça dá voltas e voltas, mas nenhuma resposta surge a nenhuma das minhas questões.

- Aqui estão os vossos pedidos, tenham bom apetite. Louise não te engasgues. – a sua voz fez me despertar do meu transe de questionamento.

- Não te preocupes, não te darei esse gosto. – disse Louise sorrindo.

De novo as questões que tanto me perturbam surgem na minha cabeça, Eizo mal me falou, parecia que eu nem estava ali. Almoçamos sem pronunciar uma única palavra. Quando terminamos, Louise levantou-se puxou-me por um braço, e saímos do bar.

- Louise, nós não pagamos?

- Hoje fica por conta do Eizo! – gritou ela alto o suficiente para que ele pudesse ouvir.

- Mas…

- Vamos, já estamos atrasadas. – interrompeu-me, puxando-me ainda mais pelo braço.

Fomos directamente para o centro de estética, Louise deu as indicações à esteticista do que ela me deveria de fazer, entrei na pequena sala quadrada de tons azulados, que tinha uma maca no lado esquerdo e os aparelhos do lado direito, tirei a minha roupa, enrolei-me numa das toalhas que se encontrava pousada numa pequena mesa, e deitei-me na maca.

- Olá Mayo, como está? Vamos começar a depilação? – perguntou-me a esteticista com uma voz suave.

- Estou bem, obrigada. Sim podemos começar.

A esteticista começou por me depilar as pernas, depois as virilhas e em seguida as axilas, uma dor se apoderou do meu corpo, ser mulher é difícil. Depois do centro de estética veio o cabeleireiro, de novo Louise deu as instruções à cabeleireira, o trabalho final deixou me surpresa, não me reconhecia, meu cabelo mudou de cor e tamanho e as minhas unhas das mãos e dos pés estão pintadas de um tom vermelho escuro.

- Mayo! Estás maravilhosa!

- A sério Louise? Eu para ser sincera também gostei do resultado.

- Agora temos que nos despachar Mayo, já está tarde, daqui a uma hora começa a festa e o concurso, temos que ir para o Hotel para te vestires. – ela continuava animada, mas os meus nervos começavam a apoderar-se do meu corpo e do meu pensamento. Saímos do cabeleireiro num passo apreçado até ao Hotel. Quando chegamos lá, fomos até ao meu quarto, onde acabei de preparar-me com a ajuda da Louise. Antes de irmos para a festa, passamos pela sala de massagens, onde Louise tinha um saco já preparado com a roupa que iria usar na festa, vestiu-se arranjou um pouco o cabelo e saímos, ela ficava maravilhosa de qualquer forma, não havia dúvida que a Louise, além de ser uma rapariga simpática e divertida, era também uma rapariga fisicamente cheia de atributos.

O som da música alta anunciava que a festa já devia ter começado, aceleramos o passo para que chegássemos a tempo do concurso. Quando entrámos eu fiquei estupefacta, aquele bar estava repleto de raparigas com biquíni, e olhando bem para elas, compreendia o porquê da Louise chamar o concurso de Miss Silicone. Se eu não tivesse mudado o meu look certamente não teria a mínima hipótese de competir com aquelas raparigas, agora entendo o porquê do Eizo fazer tanta questão que eu participasse neste concurso era para me humilhar, aquele idiota, mas o seu plano sairá furado, e no fim serei eu que me irei vingar.

- Meus senhores e minhas senhoras, vamos dar inicio ao concurso da Miss Hawaii em Biquíni. – começou a dizer Eizo alegremente.

- Miss Silicone, querias tu dizer. – disse Louise ao aparecer ao meu lado – Vá miúda força, dá cabo delas e principalmente mostra àquele idiota de que és capaz de vencer este concurso. Estou contigo Mayo.

- As raparigas que irão participar neste concurso, por favor preparem-se, porque vamos começar o desfile.

Ai, os meus nervos estão apoderar-se de mim! Eu não serei capaz nem de subir as escadas do palco, o meu estômago está às voltas, eu não serei capaz! O que farei quando chamarem o meu nome? Será que conseguirei ganhar? Mayo pára, não penses mais, tens k ter força, tu vais conseguir.

- E agora a última candidata, Mayo Akiba! – gritou Eizo.

Sou eu? Agora não há volta a dar, terei que ir, Louise dá-me forças. Subi as escadas, o meu corpo tremia, os meus cabelos ondulados de um tom loiro escuro batiam-me no fundo das costas com os movimentos dos meus passos. É agora! Comecei aos poucos a desfilar por aquele enorme corredor no meio do bar, no fundo do palco estava Eizo, o seu semblante era de surpresa, o meu biquíni dourado contrastava com o moreno que eu tinha ganho com o escaldão do dia anterior, assobios eram dados pelos rapazes que se encontravam à volta do palco, as minhas faces começavam a arder de vergonha, nunca pensei ser capaz de pôr assim os rapazes em alvoroço, parecia um sonho. Depois daquilo tudo tinha que agradecer à Louise. Uma voz zangada fez me acordar do sonho maravilhoso que estava a ter.

- Este concurso acabou! Não vai haver eleição nenhuma! Desculpem o incómodo. – gritou Eizo furioso ao microfone.

Alguns ficaram estupefactos ao ouvirem aquelas palavras, outros resmungavam por tal coisa ter sido dita. Eizo caminhou com o passo acelerado até mim, pegou-me num braço e puxou-me dali para fora. Puxou-me até estarmos do lado de fora do bar.

- Larga-me, estás a magoar-me! – Eizo num gesto brusco largou-me fazendo com que eu me desequilibrasse e caísse – Mas estás parvo? Que se passa contigo?

- Que se passa comigo, ainda perguntas tu? Como foste capaz de me fazer isto? - o seu tom de voz era agressivo.

- Como fui capaz de te fazer o quê? Não querias que eu participasse? Então eu participei. – o meu tom de voz era também agressivo.

- Sim eu queria que fosse a Mayo a participar, não uma marionete criada pela minha irmã. Aquela que subiu naquele palco não foi a Mayo que eu conheço!

Irmã? Ele disse irmã? Não pode ser, eles são irmãos? E eu a pensar que eles eram namorados, como fui tão burra de não ter reparado nisso. Mas que se está a passar na minha vida, primeiro conheço o Eizo, depois a irmã que eu achava que era namorada dele, o meu pai era o melhor amigo do pai deles, o que se está a passar? O que será tudo isto, destino ou coincidência?


3º Capítulo já disponivel online - Coincidências do Destino
#10
Só uma pergunta...
Como foste capaz de deixar a história assim??

Santo senhor... :zangado:

Adorei todo o capítulo. A história está fenomenal Surprised.o:
Quero mais e depressa.Deixaste'me tão curiosa, nem queiras saber. Tens imaginação...

Fico à espera. Wink
#11
Obrigado Embaracoso fico contente por gostares Embaracoso

Ora eu já tinha escrito o 4º Capitulo mas meu pc pifou Chorar logo terei k o reescrever Mal disposto e por isso vai demorar um tempinho Desiludido


3º Capítulo já disponivel online - Coincidências do Destino

Editado pela última vez em

#12
Pergunto o mesmo que a Luna.. Não se acaba um capitulo assim.. Agora quero mais e vou ter que esperar ;_;

Coincidencia ou destino? Caramba eu diria mais destino, pelo menos com tanta coisa que a Maya está a passar...
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#13
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH quero maissssssss....
T.T como podes-te terminar ali....quero saber o que acontece a seguir Esperancoso

Arigatou Dumpling* I love you
#14
SMoon, e que tal um capituluzinho novo sff? ;_;
Prometo que me porto bem. Tinhas que acabar numa parte deveras interessante.
Espero por ti em cada segundo , porque tu és o meu mundo!




Se para salvares aqueles que amas, tivesses que recordar o passado que tanto receias... O que farias?
Visitem a minha 1ª Fic ----->The Four elements
#15
Peço imensa desculpas mas com a faculdade eu afastei me do forum e da escrita. Alem disso a minha inspiracao nao anda la grande coisa, meu cerebro anda meio parado d tanto estudar! Mas prometo k em breve vou trazer boas noticias.

Mais uma vez desculpem Embaracoso


3º Capítulo já disponivel online - Coincidências do Destino
#16
Ai caramba ! O.O'

Ainda agora acabo de ler uma fic vou logo ler outra o.o'

Jasus, só posso tar a bater mal o.o

Tens de entrar para responderes neste tópico.

  • 3.603 tópicos
  • 188.722 mensagens
  • 1.339 membros
  • último membro: Arza77
  • 1 online: Ana caetano