[Cap 03] Nas Asas de um Anjo
Autor: Maylene
Título: Nas Asas de um Anjo
Estado - Em Andamento
Género -Drama / Romance / Shounen-Ai
Personagens - Originais
Par - Lúcifer x Ciel
Notas: Qualquer semelhança com a primeira coisa que vos vier à cabeça assim que lerem, pelo menos, o nome das personagens é PURA COINCIDÊNCIA! EU JURO!!!!
Resumo: Ciel é um rapaz que sofre de tumor cerebral. Ele nega-se a ser tratado, pensando que se o seu destino é morrer apenas tem de o aceitar. Acreditando em anjos, ele sonha ser levado por um até aos céus e sua convicção torna-se mais forte quando encontra uma pena de um anjo no chão.
Lúcifer é um anjo cansado de permanecer no Céu. Um dia ele aventura-se na Terra para procurar a sua pena perdida e encontra Ciel. Logo é confundido pelo humano como sendo o anjo que o guiará até ao céu e vê-se envolvido numa mentira em que terá de julgar se a alma de Ciel é pura o suficiente para entrar no Paraíso.
Agora, Lúcifer só tem de manter o seu disfarce enquanto Ciel tem de provar que a sua alma merece o céu.
INDICE
1º Capítulo - Os Anjos têm Asas
2º Capítulo - Anjo da Guarda
3º Capítulo - Efemeridade da vida
Título: Nas Asas de um Anjo
Estado - Em Andamento
Género -
Personagens - Originais
Par - Lúcifer x Ciel
Notas: Qualquer semelhança com a primeira coisa que vos vier à cabeça assim que lerem, pelo menos, o nome das personagens é PURA COINCIDÊNCIA! EU JURO!!!!

Resumo: Ciel é um rapaz que sofre de tumor cerebral. Ele nega-se a ser tratado, pensando que se o seu destino é morrer apenas tem de o aceitar. Acreditando em anjos, ele sonha ser levado por um até aos céus e sua convicção torna-se mais forte quando encontra uma pena de um anjo no chão.
Lúcifer é um anjo cansado de permanecer no Céu. Um dia ele aventura-se na Terra para procurar a sua pena perdida e encontra Ciel. Logo é confundido pelo humano como sendo o anjo que o guiará até ao céu e vê-se envolvido numa mentira em que terá de julgar se a alma de Ciel é pura o suficiente para entrar no Paraíso.
Agora, Lúcifer só tem de manter o seu disfarce enquanto Ciel tem de provar que a sua alma merece o céu.
INDICE
1º Capítulo - Os Anjos têm Asas
2º Capítulo - Anjo da Guarda
3º Capítulo - Efemeridade da vida

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
1º Capítulo – Os anjos têm asas
Não é nenhum segredo. Todos sabem que os anjos têm asas. Eles podem voar para qualquer lado. Podem ir, podem vir… Podem desaparecer ou fingir que deixaram de existir.
Anjos vestem-se com túnicas brancas. A maioria são compridas e fechadas, outras são curtas e abertas. A roupa de um anjo reflecte o brilho das estrelas, cintilando num clarão relaxante.
É do conhecimento geral que eles vivem no Céu. Vivem junto de Deus, o grande criador. Do Céu podem descer à Terra e esconder as suas asas, mas não podem ficar muito tempo longe de casa porque têm asas e com elas ascendem pela via-sacra até aos céus. No dia em que deixarem de ter asas, deixarão de ser anjos.
No reino sagrado, os anjos servem a Deus. Eles envernizam o seu trono, moldam as nuvens, tocam harpa e são mensageiros divinos.
Há um mito que diz que os anjos não têm sexo. Porém, se isso fosse verdade, quem teria sido Miguel, Rafael e Gabriel? Os anjos nascem como uma tábua em branco. Nessa tábua são talhadas as suas personalidades, assim como acontece com os humanos. A única diferença é que, uma vez escritas, já não podem ser apagadas porque eles são seres eternos.
A vida nos céus é monótona e, facilmente, aborrecedora. Por isso, é muito frequente ver anjos a invejar a vida humana debaixo dos seus pés. Além disso, eles guardam a porta do Paraíso e só aqueles que possuem almas puras podem atravessar além deste portal.
Bem, isso foi tudo o que o meu pai me contou sobre os anjos. Antes dele próprio se tornar num. Ele prometeu que um dia regressaria para ao pé de mim sob a forma de um anjo e que me protegeria para sempre. Mas às vezes fico a pensar… seria a alma do meu pai tão pura e digna de atravessar o portão celestial?
* * *
Esta é uma narrativa que fala de anjos e humanos. Fala, especialmente, da relação de um anjo com um humano.
Lúcifer é o anjo desta história. Diziam que as suas asas eram as mais bonitas de todas as dos outros anjos. Apesar de já ter uma centena de anos, era considerado um anjo jovem. Era tão jovem que ainda se encontrava na idade de desobedecer a Deus e fazer as coisas à sua maneira.
No meio de uma das suas birras, Lúcifer desceu até à nuvem mais baixa do paraíso. Naquela nuvem conseguia observar a terra e todos os seus habitantes – seres mortais. Sentia-se só como nunca se sentira antes. Tudo era tão enfadonho, desde passar os dias a patrulhar os céus até obedecer a todos os caprichos de Deus.
O anjo arrancou uma pena das suas asas e debruçou-se no abismo do Céu. Com os seus lábios soprou a pena para longe e ficou a observá-la até desaparecer.
A pena foi levada pelo vento até às nuvens escuras a 200 km de distância. Misturada numa tempestade, a chuva empurrou-a até à terra, obrigando-a a poisar sobre o oceano turbulento. Quando os mares acalmaram, uma gaivota agarrou-a no seu voo picado em busca de comida e acabou por pisar na praia mais próxima. Uma criança correu pela praia, pisando a pena, que se enterrou na areia. Um tractor veio limpar a praia, desenterrando a pena com as suas rodas e logo esta voou com o impulso do motor. O vento voltou a soprar e levou a pena até à estrada mais próxima. Um carro passou e a pena dispersou-se pela rua, pelo jardim, pelo rio, até ir cair aos pés de um rapaz.
Ciel Wibert é o ser humano desta história. Ele tinha 19 anos e acreditava em anjos. A sua saúde era muito precária e débil, apesar de não o parecer. Todos os dias tinha consultas no hospital mas não comparecia a nenhuma. O seu prognóstico era certo e nada o podia alterar, o máximo que podia fazer era atrasar um pouco.
Naquele momento, ele tinha corrido até ao parque e se empoleirado sobre a vedação que separava o passeio do riacho. O vento bateu-lhe na face, agitando os seus cabelos castanhos-claros curtos que lhe ficavam um pouco acima dos ombros e elevando-os acima dos seus olhos azuis. A pena poisou junto dos seus pés, despertando a sua atenção.
O rapaz baixou-se e apanhou a pena. Tacteou-a com a sua mão, enquanto a fitava curiosamente. Segurou-a mesmo à frente dos olhos, até elevar os mesmos para os céus. Fitou as nuvens, enquanto a sua visão as transpunha e ia mais além.
Olhando o céu, o lugar supremo que sempre ambicionara, sentiu o coração a palpitar, desejando desenvolver asas e poder voar. O que não sabia, era que lá no cimo havia um anjo a olhar através das nuvens, na mesma direcção que a dele mas do lado oposto.
Lúcifer e Ciel fitavam-se sem, contudo, se verem um ao outro. Um no céu e o outro na terra. Um imortal e o outro mortal. Mas estas duas entidades antagónicas já estavam destinadas a se encontrarem.
* * *
Deus criou os humanos mortais. Seres impuros não devem permanecer na sua criação para sempre. O que é puro está nos céus e o que é impuro está na terra. Mas qual é mesmo a diferença?
Os anjos são cobertos de luz e de branco. Obedecem a Deus sem mostrarem descontentamento. Já os humanos são perseguidos pela morte. Eles tentam resistir aos seus destinos impostos por Deus com todos os meios que podem.
Adoro ver toda esta luta em vão. Adoro ver a luta quotidiana na tentativa de viverem apenas mais um dia. Por isto, sempre que podia, descia até esta nuvem e ficava a observar.
Hoje é um dia diferente. Vim até aqui não apenas para olhar mas para descer. Vou procurar pela pena que atirei lá para baixo.
Atiro-me pelos ares. As minhas asas abrem-se e começo a planar. Ao passar para a estratosfera sou envolvido numa tempestade e arrastado até poisar na terra. Chove torrencialmente. Tudo está escuro e coberto por nuvens negras.
Aterro numa rua com as asas abertas. Um candeeiro de luz fraca é a única coisa que ilumina aquela rua. Penso que está deserta mas não está. Um vulto que passava à frente pára e volta-se bruscamente. Retenho a minha respiração. Não esperava vir a ser descoberto.
* * *
Deus criou os humanos para morrerem. Eu sou um humano então estou fadado a morrer. Para quê lutar contra algo tão evidente?
Hoje é um dia como todos os outros. Estive no hospital a fazer mais um exame e agora regresso a casa.
Chove impetuosamente e não trouxe chapéu. Não me apetece correr e sigo com o meu próprio passo. As gotas de chuva geladas lavam-me o cabelo, o rosto e ensopam as roupas.
Atravesso a rua deserta, onde apenas há um candeeiro a iluminar com uma luz ténue. De repente oiço o som de duas asas enormes a esvoaçarem atrás de mim. Volto-me e vejo-o.
Um anjo ergue-se à minha frente. Ele é tão brilhante e tem um par de asas maravilhosas. A chuva não o molha. Ela embate na aura brilhante que o rodeia e é desviada. As suas feições são humanas. Todo ele é humano com a excepção das suas asas e da sua magnificência. O seu rosto é jovem e, ao mesmo tempo, adulto. Tem um cabelo negro e liso que descai pelas costas e contrasta com o par de olhos vermelhos. Observa-me com uma expressão perplexa. Deduzo que não era suposto aterrar na minha frente.
Não consigo mostrar qualquer espanto. Já esperava por isto desde que recolhi aquela pena do chão no outro dia. Levo a mão ao bolso das calças encharcadas e retiro a pena. Ela brilha na minha mão sem ser afectada pela chuva. Volto a olhar para ele e reparo que já não consegue tirar os olhos da pena.
Os meus lábios movem-se, fazendo a pergunta que tinha preparada há imenso tempo.
- Viste-me buscar para me levares até ao céu?
Os seus olhos saltam da pena para mim e parecem querer despir-me interiormente. Os seus lábios também se movem, fazendo uma pergunta.
- Como te chamas?
Levanto o braço e aponto para cima. Ele segue o meu movimento e, muito antes de dizer o nome, já ele o sabia.
Fim
Não é nenhum segredo. Todos sabem que os anjos têm asas. Eles podem voar para qualquer lado. Podem ir, podem vir… Podem desaparecer ou fingir que deixaram de existir.
Anjos vestem-se com túnicas brancas. A maioria são compridas e fechadas, outras são curtas e abertas. A roupa de um anjo reflecte o brilho das estrelas, cintilando num clarão relaxante.
É do conhecimento geral que eles vivem no Céu. Vivem junto de Deus, o grande criador. Do Céu podem descer à Terra e esconder as suas asas, mas não podem ficar muito tempo longe de casa porque têm asas e com elas ascendem pela via-sacra até aos céus. No dia em que deixarem de ter asas, deixarão de ser anjos.
No reino sagrado, os anjos servem a Deus. Eles envernizam o seu trono, moldam as nuvens, tocam harpa e são mensageiros divinos.
Há um mito que diz que os anjos não têm sexo. Porém, se isso fosse verdade, quem teria sido Miguel, Rafael e Gabriel? Os anjos nascem como uma tábua em branco. Nessa tábua são talhadas as suas personalidades, assim como acontece com os humanos. A única diferença é que, uma vez escritas, já não podem ser apagadas porque eles são seres eternos.
A vida nos céus é monótona e, facilmente, aborrecedora. Por isso, é muito frequente ver anjos a invejar a vida humana debaixo dos seus pés. Além disso, eles guardam a porta do Paraíso e só aqueles que possuem almas puras podem atravessar além deste portal.
Bem, isso foi tudo o que o meu pai me contou sobre os anjos. Antes dele próprio se tornar num. Ele prometeu que um dia regressaria para ao pé de mim sob a forma de um anjo e que me protegeria para sempre. Mas às vezes fico a pensar… seria a alma do meu pai tão pura e digna de atravessar o portão celestial?
* * *
Esta é uma narrativa que fala de anjos e humanos. Fala, especialmente, da relação de um anjo com um humano.
Lúcifer é o anjo desta história. Diziam que as suas asas eram as mais bonitas de todas as dos outros anjos. Apesar de já ter uma centena de anos, era considerado um anjo jovem. Era tão jovem que ainda se encontrava na idade de desobedecer a Deus e fazer as coisas à sua maneira.
No meio de uma das suas birras, Lúcifer desceu até à nuvem mais baixa do paraíso. Naquela nuvem conseguia observar a terra e todos os seus habitantes – seres mortais. Sentia-se só como nunca se sentira antes. Tudo era tão enfadonho, desde passar os dias a patrulhar os céus até obedecer a todos os caprichos de Deus.
O anjo arrancou uma pena das suas asas e debruçou-se no abismo do Céu. Com os seus lábios soprou a pena para longe e ficou a observá-la até desaparecer.
A pena foi levada pelo vento até às nuvens escuras a 200 km de distância. Misturada numa tempestade, a chuva empurrou-a até à terra, obrigando-a a poisar sobre o oceano turbulento. Quando os mares acalmaram, uma gaivota agarrou-a no seu voo picado em busca de comida e acabou por pisar na praia mais próxima. Uma criança correu pela praia, pisando a pena, que se enterrou na areia. Um tractor veio limpar a praia, desenterrando a pena com as suas rodas e logo esta voou com o impulso do motor. O vento voltou a soprar e levou a pena até à estrada mais próxima. Um carro passou e a pena dispersou-se pela rua, pelo jardim, pelo rio, até ir cair aos pés de um rapaz.
Ciel Wibert é o ser humano desta história. Ele tinha 19 anos e acreditava em anjos. A sua saúde era muito precária e débil, apesar de não o parecer. Todos os dias tinha consultas no hospital mas não comparecia a nenhuma. O seu prognóstico era certo e nada o podia alterar, o máximo que podia fazer era atrasar um pouco.
Naquele momento, ele tinha corrido até ao parque e se empoleirado sobre a vedação que separava o passeio do riacho. O vento bateu-lhe na face, agitando os seus cabelos castanhos-claros curtos que lhe ficavam um pouco acima dos ombros e elevando-os acima dos seus olhos azuis. A pena poisou junto dos seus pés, despertando a sua atenção.
O rapaz baixou-se e apanhou a pena. Tacteou-a com a sua mão, enquanto a fitava curiosamente. Segurou-a mesmo à frente dos olhos, até elevar os mesmos para os céus. Fitou as nuvens, enquanto a sua visão as transpunha e ia mais além.
Olhando o céu, o lugar supremo que sempre ambicionara, sentiu o coração a palpitar, desejando desenvolver asas e poder voar. O que não sabia, era que lá no cimo havia um anjo a olhar através das nuvens, na mesma direcção que a dele mas do lado oposto.
Lúcifer e Ciel fitavam-se sem, contudo, se verem um ao outro. Um no céu e o outro na terra. Um imortal e o outro mortal. Mas estas duas entidades antagónicas já estavam destinadas a se encontrarem.
* * *
Deus criou os humanos mortais. Seres impuros não devem permanecer na sua criação para sempre. O que é puro está nos céus e o que é impuro está na terra. Mas qual é mesmo a diferença?
Os anjos são cobertos de luz e de branco. Obedecem a Deus sem mostrarem descontentamento. Já os humanos são perseguidos pela morte. Eles tentam resistir aos seus destinos impostos por Deus com todos os meios que podem.
Adoro ver toda esta luta em vão. Adoro ver a luta quotidiana na tentativa de viverem apenas mais um dia. Por isto, sempre que podia, descia até esta nuvem e ficava a observar.
Hoje é um dia diferente. Vim até aqui não apenas para olhar mas para descer. Vou procurar pela pena que atirei lá para baixo.
Atiro-me pelos ares. As minhas asas abrem-se e começo a planar. Ao passar para a estratosfera sou envolvido numa tempestade e arrastado até poisar na terra. Chove torrencialmente. Tudo está escuro e coberto por nuvens negras.
Aterro numa rua com as asas abertas. Um candeeiro de luz fraca é a única coisa que ilumina aquela rua. Penso que está deserta mas não está. Um vulto que passava à frente pára e volta-se bruscamente. Retenho a minha respiração. Não esperava vir a ser descoberto.
* * *
Deus criou os humanos para morrerem. Eu sou um humano então estou fadado a morrer. Para quê lutar contra algo tão evidente?
Hoje é um dia como todos os outros. Estive no hospital a fazer mais um exame e agora regresso a casa.
Chove impetuosamente e não trouxe chapéu. Não me apetece correr e sigo com o meu próprio passo. As gotas de chuva geladas lavam-me o cabelo, o rosto e ensopam as roupas.
Atravesso a rua deserta, onde apenas há um candeeiro a iluminar com uma luz ténue. De repente oiço o som de duas asas enormes a esvoaçarem atrás de mim. Volto-me e vejo-o.
Um anjo ergue-se à minha frente. Ele é tão brilhante e tem um par de asas maravilhosas. A chuva não o molha. Ela embate na aura brilhante que o rodeia e é desviada. As suas feições são humanas. Todo ele é humano com a excepção das suas asas e da sua magnificência. O seu rosto é jovem e, ao mesmo tempo, adulto. Tem um cabelo negro e liso que descai pelas costas e contrasta com o par de olhos vermelhos. Observa-me com uma expressão perplexa. Deduzo que não era suposto aterrar na minha frente.
Não consigo mostrar qualquer espanto. Já esperava por isto desde que recolhi aquela pena do chão no outro dia. Levo a mão ao bolso das calças encharcadas e retiro a pena. Ela brilha na minha mão sem ser afectada pela chuva. Volto a olhar para ele e reparo que já não consegue tirar os olhos da pena.
Os meus lábios movem-se, fazendo a pergunta que tinha preparada há imenso tempo.
- Viste-me buscar para me levares até ao céu?
Os seus olhos saltam da pena para mim e parecem querer despir-me interiormente. Os seus lábios também se movem, fazendo uma pergunta.
- Como te chamas?
Levanto o braço e aponto para cima. Ele segue o meu movimento e, muito antes de dizer o nome, já ele o sabia.
Fim

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
Maylene
tenho que te dar meus parabéns...
... essa hitoria é mesmo interesante, não vejo a hora
de você postar... mim prendeu a tenção, e as narrativas
nossa está maravilhosa...
...é mesmo esuberânte, menina que ideia Êm?????
colocar lucifér na historia... é bem verdade que ele
era o anjo mas lindo que existia no céu... e o mas importante
tbm ele regia o coral no céu... mas queria ser mas importante
que seu criador, então foi banido e hj tenta tragar as almas dos seres humanos...
...tou curiosa para ver a continuação... será que ele vai ser vilão???? ele sempre é, mas em um filme que assiste ele se fez
bonzinho... não sei se vc já assistiu foi a PROFECIA... imdicaria esse filme á vc já que está escrevendo sobre anjos
beijos querida e estou esperando pela continuação
não demora muito não viu princesa
tenho que te dar meus parabéns...

... essa hitoria é mesmo interesante, não vejo a hora
de você postar... mim prendeu a tenção, e as narrativas
nossa está maravilhosa...
...é mesmo esuberânte, menina que ideia Êm?????

colocar lucifér na historia... é bem verdade que ele
era o anjo mas lindo que existia no céu... e o mas importante
tbm ele regia o coral no céu... mas queria ser mas importante
que seu criador, então foi banido e hj tenta tragar as almas dos seres humanos...

...tou curiosa para ver a continuação... será que ele vai ser vilão???? ele sempre é, mas em um filme que assiste ele se fez
bonzinho... não sei se vc já assistiu foi a PROFECIA... imdicaria esse filme á vc já que está escrevendo sobre anjos
beijos querida e estou esperando pela continuação
não demora muito não viu princesa


eu escolho te louvar senhor
com tudo o que sou, da minha vontade eu abro mão, pois eu escolho o som do céu....
Obrigada anny paula! Fico feliz que tenhas gostado
Já me encontro a escrever o próximo capítulo e em breve irei postá-lo.
Apesar de me ter baseado no anjo Lucifer que traiu os céus, o anjo desta história não é o próprio Lucifer. Mas veremos como irá evoluir a história com o tempo e quem sabe até eu própria terei uma surpresa.
Já me encontro a escrever o próximo capítulo e em breve irei postá-lo.
Apesar de me ter baseado no anjo Lucifer que traiu os céus, o anjo desta história não é o próprio Lucifer. Mas veremos como irá evoluir a história com o tempo e quem sabe até eu própria terei uma surpresa.

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
Obrigada pelo comentário dos dois!
Mr. Land, não te preocupes porque irei continuar. Estou quase a terminar o próximo capítulo e assim que estiver pronto trago para lerem.
No próximo capítulo vou introduzir o conceito de anjos da guarda e desenvolver um bocadito a história.
Mr. Land, não te preocupes porque irei continuar. Estou quase a terminar o próximo capítulo e assim que estiver pronto trago para lerem.
No próximo capítulo vou introduzir o conceito de anjos da guarda e desenvolver um bocadito a história.

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
2º Capítulo – Anjo da guarda
Anjos são criaturas de Deus; tão divinas e pouco reais. Há muitas crenças cristãs postas neles. Uma delas é a crença nos anjos da guarda. Dizem que cada pessoa tem o seu próprio anjo da guarda, enviado por Deus no dia do seu nascimento para a proteger durante toda a vida.
Mas que sentido teria se Deus criasse um ser imortal por cada mortal? Se assim fosse, a esta hora o Céu seria como a Terra – uma piscina de anjos a lutarem entre si pelo seu lugar no mundo.
O médico demora-se no consultório. A minha mãe está lá com ele a ouvir o ponto de situação da minha doença terminal. Estou cá fora, encostado à parede e com as mãos nos bolsos das calças de ganga. Não me interessa ouvir o que o médico tem a dizer. Tudo o que ele poderá dizer já o sei. Vou morrer; e disso não tenho dúvidas.
* * *
Dentro do consultório, o prognóstico não podia ser muito feliz. A senhora Wibert enterrava a cabeça entre as mãos enquanto ouvia o relatório do médico.
- Se o seu filho recusar receber qualquer tratamento, ele não viverá mais do que alguns meses. Com sorte viverá um ano mas nem isso podemos assegurar.
- Não há nada que o possa salvar, doutor?
- Não posso ajudar pacientes que não querem ser ajudados. Não faço milagres senhora. Convença o seu filho a permitir o tratamento e as cirurgias e talvez consiga dar-lhe mais um ou dois anos de vida.
* * *
A porta do gabinete abre-se. A face da minha mãe está cabisbaixa. Não preciso de imaginar o que foi dito lá dentro. Um mês? Dois meses? Quanto mais tempo resta-me de vida? Não muito, eu sei. O meu anjo já chegou cá abaixo para me levar lá para cima.
A minha mãe aproxima-se de mim e olha-me esperançosa. Sei que está à espera que eu aceite fazer a terapêutica.
- Vamos ver o médico, Ciel?
Nego com a cabeça enquanto a olho nos olhos. Sinto que a deixei irritada. Sempre preocupo esta mulher. Esta é uma das razões porque quero morrer. Quanto mais depressa morrer, menos inquietações lhe darei. Quero aliviar o seu tormento. Tudo acabará num sofrimento desolador, mas temporário, e com o tempo ele se converterá numa recordação bondosa que ela terá de mim.
Caminhamos pelos corredores do hospital rumo à saída. Nas salas de espera estão vários doentes a aguardar a sua vez. Eles perdem horas de vida, que não compensam as horas de vida que terão pela frente, só para receberem uma boa notícia do médico que lhes dirá: “Os exames estão bons. Parece que controlámos a situação”. Controlaram… médicos mentem com tanta facilidade! Eles recebem formação para dizer aos pacientes o que desejam ouvir; enchendo-os de esperanças vagas e ocultando o seu profissionalismo debaixo de um manto chamado “fé”. Médicos não curam; apenas receitam drogas que param o padecimento e atrasam a morte. Tudo o resto depende do doente que tem de acreditar que está curado com essa “fé”, ganhando forças para suportar vida árdua e difícil como ela é.
Observo à minha volta. Algumas destas pessoas não viverão até à próxima consulta. Muitos têm a face pálida, outros exibem enormes abcessos na cabeça, no pescoço, na face... Outros já perderam um olho e outros quantos não têm cabelo. Este é outro motivo que me levou a recusar a quimioterapia. Já que vou morrer, que o faça com a minha aparência perfeita. Quero que todos me recordem tal como fui e como pretendi ser.
O meu olhar prende-se numa figura humana encostada no recanto da sala de espera mais perto da saída. A sua figura pode ser humana mas de humano não tem nada. Mesmo assim disfarçado, ele continua a exalar a sua aura mágica e divina. Os seus cabelos negros descaem sobre a t-shirt e o casaco de cabedal que está a usar. As suas mãos estão cruzadas no peito e os olhos acompanham qualquer passo que dou. É incrível como mesmo assim vestido, ele ainda parece um anjo. Pergunto-me se serei o único que pode vê-lo mas logo a pergunta é respondida pela minha mãe que fita-o.
- É teu amigo? Não pára de olhar para ti.
Aceno com a cabeça e ela continua o seu caminho por entre a multidão de utentes até à saída. Dirijo-me até ao anjo.
- Já concluíste para onde devo ir?
Ele observa-me vagamente, parecendo não compreender.
- És o anjo que me veio julgar, não és? O meu pai contou-me sobre ti. Quando estamos para morrer, um anjo desce à Terra para julgar a pureza da nossa alma e decidir se merecemos entrar no Paraíso.
Desta vez ele olha-me como se estivesse a estudar-me por dentro. Após alguns segundos fecha os olhos, desencosta-se da parede e caminha à minha frente. Corro para o alcançar e terminamos a andar lado a lado pela rua.
- Tens nome?
- Lúcifer.
Ele pára e vira a cabeça para o céu.
- Tu és Ciel, certo?
- Sim. Ciel Wibert. Foi-me diagnosticado um tumor cerebral há 5 anos, sempre rejeitei qualquer tratamento e por isso tenho levado a minha mãe à beira da loucura. Mas acho que não é motivo suficiente para não merecer o Céu.
Baixa os olhos e continua a avançar. Alargo o meu passo.
Lúcifer é um pouco mais alto que eu e toda a sua magnificência até se reflecte no seu andar que não emite qualquer som nem deixa a mínima marca no chão.
- O meu pai morreu há 3 anos, num acidente de carro. Nesse mesmo ano foi-me diagnosticada a doença e na altura deram-me só 3 anos de vida no máximo. Apesar de raramente ir a uma igreja, o meu pai contava-me imensas histórias sobre anjos.
Paro e ergo as minhas mãos para o Céu num sinal de agradecimento.
- Na verdade, já estava à tua espera há imenso tempo. Diz-me… o meu pai conseguiu entrar no Paraíso? Ele conseguiu converter-se no meu anjo da guarda?
O seu passo diminui de amplitude até estagnar uns metros mais à frente. Coloca as mãos nos bolsos traseiros das suas calças de bombasine e volta-se para mim.
- Não sei. Não faço a mínima ideia do que estás para aí a dizer.
Não sei explicar a origem da tristeza que começa a invadir-me o peito. Estará ele proibido de falar sobre o meu julgamento? Ou do destino que esperou o meu pai? Quem sabe foi o meu pai que o enviou ou… talvez… ele seja a representação do meu progenitor.
Algumas dúvidas somem da minha alma. Se ele está aqui então é porque o mito dos anjos existe. O meu pai era um anjo que foi tirado de mim para me ser devolvido na sua forma mais pura.
Afastei a tristeza momentânea e sorri. O olhar que lhe devolvi estava repleto de felicidade. Ele estava ali… ele era o anjo que estava mais perto de mim, que iria trabalhar comigo intimamente e seria o meu duplo nos dias que me restariam de vida.
E todas as dúvidas que se tinham apossado de mim sobre o assunto apagaram-se. Quando nascemos, o nosso anjo da guarda está presente. Ele fica sempre ao nosso redor, esperando apenas que abramos a porta do nosso coração para que ele possa entrar. Após a porta estar aberta, ele é o ser celestial que abre todas as portas para a nossa vida, atendendo qualquer pedido, mesmo que insignificante, e estando desejoso de ser chamado.
Os anjos da guarda são entes que se propuseram a ajudar a humanidade na batalha que travamos diariamente pela sobrevivência, desde que o façamos com fé e amor. Ele são o nosso instrutor, o conforto e o amigo que jamais falha. Quanto mais próximo estivermos deles, maior é a nossa proximidade ao plano divino. Maiores são as hipóteses de entrarmos no Paraíso! Porque… anjos da guarda são mentes puras, mensageiros de Deus e que representam o seu nome oculto. Eles foram destinados a cada ser humano para proteger até onde a ordem divina o permita.
Fim
"Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei".
(Êxodo 23, 20)
(Êxodo 23, 20)
Anjos são criaturas de Deus; tão divinas e pouco reais. Há muitas crenças cristãs postas neles. Uma delas é a crença nos anjos da guarda. Dizem que cada pessoa tem o seu próprio anjo da guarda, enviado por Deus no dia do seu nascimento para a proteger durante toda a vida.
Mas que sentido teria se Deus criasse um ser imortal por cada mortal? Se assim fosse, a esta hora o Céu seria como a Terra – uma piscina de anjos a lutarem entre si pelo seu lugar no mundo.
O médico demora-se no consultório. A minha mãe está lá com ele a ouvir o ponto de situação da minha doença terminal. Estou cá fora, encostado à parede e com as mãos nos bolsos das calças de ganga. Não me interessa ouvir o que o médico tem a dizer. Tudo o que ele poderá dizer já o sei. Vou morrer; e disso não tenho dúvidas.
* * *
Dentro do consultório, o prognóstico não podia ser muito feliz. A senhora Wibert enterrava a cabeça entre as mãos enquanto ouvia o relatório do médico.
- Se o seu filho recusar receber qualquer tratamento, ele não viverá mais do que alguns meses. Com sorte viverá um ano mas nem isso podemos assegurar.
- Não há nada que o possa salvar, doutor?
- Não posso ajudar pacientes que não querem ser ajudados. Não faço milagres senhora. Convença o seu filho a permitir o tratamento e as cirurgias e talvez consiga dar-lhe mais um ou dois anos de vida.
* * *
A porta do gabinete abre-se. A face da minha mãe está cabisbaixa. Não preciso de imaginar o que foi dito lá dentro. Um mês? Dois meses? Quanto mais tempo resta-me de vida? Não muito, eu sei. O meu anjo já chegou cá abaixo para me levar lá para cima.
A minha mãe aproxima-se de mim e olha-me esperançosa. Sei que está à espera que eu aceite fazer a terapêutica.
- Vamos ver o médico, Ciel?
Nego com a cabeça enquanto a olho nos olhos. Sinto que a deixei irritada. Sempre preocupo esta mulher. Esta é uma das razões porque quero morrer. Quanto mais depressa morrer, menos inquietações lhe darei. Quero aliviar o seu tormento. Tudo acabará num sofrimento desolador, mas temporário, e com o tempo ele se converterá numa recordação bondosa que ela terá de mim.
Caminhamos pelos corredores do hospital rumo à saída. Nas salas de espera estão vários doentes a aguardar a sua vez. Eles perdem horas de vida, que não compensam as horas de vida que terão pela frente, só para receberem uma boa notícia do médico que lhes dirá: “Os exames estão bons. Parece que controlámos a situação”. Controlaram… médicos mentem com tanta facilidade! Eles recebem formação para dizer aos pacientes o que desejam ouvir; enchendo-os de esperanças vagas e ocultando o seu profissionalismo debaixo de um manto chamado “fé”. Médicos não curam; apenas receitam drogas que param o padecimento e atrasam a morte. Tudo o resto depende do doente que tem de acreditar que está curado com essa “fé”, ganhando forças para suportar vida árdua e difícil como ela é.
Observo à minha volta. Algumas destas pessoas não viverão até à próxima consulta. Muitos têm a face pálida, outros exibem enormes abcessos na cabeça, no pescoço, na face... Outros já perderam um olho e outros quantos não têm cabelo. Este é outro motivo que me levou a recusar a quimioterapia. Já que vou morrer, que o faça com a minha aparência perfeita. Quero que todos me recordem tal como fui e como pretendi ser.
O meu olhar prende-se numa figura humana encostada no recanto da sala de espera mais perto da saída. A sua figura pode ser humana mas de humano não tem nada. Mesmo assim disfarçado, ele continua a exalar a sua aura mágica e divina. Os seus cabelos negros descaem sobre a t-shirt e o casaco de cabedal que está a usar. As suas mãos estão cruzadas no peito e os olhos acompanham qualquer passo que dou. É incrível como mesmo assim vestido, ele ainda parece um anjo. Pergunto-me se serei o único que pode vê-lo mas logo a pergunta é respondida pela minha mãe que fita-o.
- É teu amigo? Não pára de olhar para ti.
Aceno com a cabeça e ela continua o seu caminho por entre a multidão de utentes até à saída. Dirijo-me até ao anjo.
- Já concluíste para onde devo ir?
Ele observa-me vagamente, parecendo não compreender.
- És o anjo que me veio julgar, não és? O meu pai contou-me sobre ti. Quando estamos para morrer, um anjo desce à Terra para julgar a pureza da nossa alma e decidir se merecemos entrar no Paraíso.
Desta vez ele olha-me como se estivesse a estudar-me por dentro. Após alguns segundos fecha os olhos, desencosta-se da parede e caminha à minha frente. Corro para o alcançar e terminamos a andar lado a lado pela rua.
- Tens nome?
- Lúcifer.
Ele pára e vira a cabeça para o céu.
- Tu és Ciel, certo?
- Sim. Ciel Wibert. Foi-me diagnosticado um tumor cerebral há 5 anos, sempre rejeitei qualquer tratamento e por isso tenho levado a minha mãe à beira da loucura. Mas acho que não é motivo suficiente para não merecer o Céu.
Baixa os olhos e continua a avançar. Alargo o meu passo.
Lúcifer é um pouco mais alto que eu e toda a sua magnificência até se reflecte no seu andar que não emite qualquer som nem deixa a mínima marca no chão.
- O meu pai morreu há 3 anos, num acidente de carro. Nesse mesmo ano foi-me diagnosticada a doença e na altura deram-me só 3 anos de vida no máximo. Apesar de raramente ir a uma igreja, o meu pai contava-me imensas histórias sobre anjos.
Paro e ergo as minhas mãos para o Céu num sinal de agradecimento.
- Na verdade, já estava à tua espera há imenso tempo. Diz-me… o meu pai conseguiu entrar no Paraíso? Ele conseguiu converter-se no meu anjo da guarda?
O seu passo diminui de amplitude até estagnar uns metros mais à frente. Coloca as mãos nos bolsos traseiros das suas calças de bombasine e volta-se para mim.
- Não sei. Não faço a mínima ideia do que estás para aí a dizer.
Não sei explicar a origem da tristeza que começa a invadir-me o peito. Estará ele proibido de falar sobre o meu julgamento? Ou do destino que esperou o meu pai? Quem sabe foi o meu pai que o enviou ou… talvez… ele seja a representação do meu progenitor.
Algumas dúvidas somem da minha alma. Se ele está aqui então é porque o mito dos anjos existe. O meu pai era um anjo que foi tirado de mim para me ser devolvido na sua forma mais pura.
Afastei a tristeza momentânea e sorri. O olhar que lhe devolvi estava repleto de felicidade. Ele estava ali… ele era o anjo que estava mais perto de mim, que iria trabalhar comigo intimamente e seria o meu duplo nos dias que me restariam de vida.
E todas as dúvidas que se tinham apossado de mim sobre o assunto apagaram-se. Quando nascemos, o nosso anjo da guarda está presente. Ele fica sempre ao nosso redor, esperando apenas que abramos a porta do nosso coração para que ele possa entrar. Após a porta estar aberta, ele é o ser celestial que abre todas as portas para a nossa vida, atendendo qualquer pedido, mesmo que insignificante, e estando desejoso de ser chamado.
Os anjos da guarda são entes que se propuseram a ajudar a humanidade na batalha que travamos diariamente pela sobrevivência, desde que o façamos com fé e amor. Ele são o nosso instrutor, o conforto e o amigo que jamais falha. Quanto mais próximo estivermos deles, maior é a nossa proximidade ao plano divino. Maiores são as hipóteses de entrarmos no Paraíso! Porque… anjos da guarda são mentes puras, mensageiros de Deus e que representam o seu nome oculto. Eles foram destinados a cada ser humano para proteger até onde a ordem divina o permita.
"O meu anjo irá na tua frente. Observa-o, pois o Meu Nome está nele."
Fim

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
estou maravilhada com o que acabei de lêr....
.... está maravilhosos, menina vc tem um talento magnifico...
está na hora de mostrá-lo para o mundo,
...mas continua estou ansiosa para saber mas, não tenho nem palavras para descrever, mas sua expiração é demais...
devias mesmo era editar um livro com essa historia, seria
a primeira adquirir... o que achas???????
só posso dizer que amei...muito
.... está maravilhosos, menina vc tem um talento magnifico...
está na hora de mostrá-lo para o mundo,
...mas continua estou ansiosa para saber mas, não tenho nem palavras para descrever, mas sua expiração é demais...
devias mesmo era editar um livro com essa historia, seria
a primeira adquirir... o que achas???????
só posso dizer que amei...muito


eu escolho te louvar senhor
com tudo o que sou, da minha vontade eu abro mão, pois eu escolho o som do céu....
Gawwd Maylen... vim aqui ao fórum, só para cuscar como isto andava, depois de meses sem por cá passar, e esbarro com uma fic tua. E curioso, não é que também ando a trabalho numa história com anjos? Nalgumas coisas o tipo de ideologia é muito semelhante à que mostraste no primeiro capítulo, embora o rumo seja um pouco diferente.
A sério, já gostava da tua outra fic, do Brilho da Estrela, mas esta é... sei lá... tão diferente. Está mesmo bem escrita. Gostei muito e acho que vou continuar a lê-la.
Pronto... n sei ao certo o que dizer... Talvez depois de outro capítulo faça um comentário mais elaborado. Cá para mim estou mas é enferrujada, tanto tempo sem vir ao fórum e sem comentar fanfics
A sério, já gostava da tua outra fic, do Brilho da Estrela, mas esta é... sei lá... tão diferente. Está mesmo bem escrita. Gostei muito e acho que vou continuar a lê-la.
Pronto... n sei ao certo o que dizer... Talvez depois de outro capítulo faça um comentário mais elaborado. Cá para mim estou mas é enferrujada, tanto tempo sem vir ao fórum e sem comentar fanfics


Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^

Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
Obrigada por terem lido e comentado! 
MaakaPaulo, adoro mesmo escrever embora não disponha de muito tempo para isso. Infelizmente não nasci com talento para escrever, mas foi antes algo que fui aprendendo. Ainda me lembro das composições que fazia em pequena e que eram de cortar os pulsos
anny paula e Mr. Land, já pensei em editar um livro sim mas assim que essa ideia atravessou a minha cabeça desapareceu logo. A minha escrita pode ter momentos altos mas não a considero tão magnifica quando comparo aos escritores que leio regularmente. Ainda sou uma amadora e tenho muito para aprender.
_S.E.A_, olha só quem veio aqui parar!
Vais partilhar a tua história aqui connosco? Gostaria de lê-la. Agora ando a dedicar-me mais a fics originais e estou a dar-me bastante bem com elas. Esta já é a terceira fic que estou a escrever dentro deste género. Adoro escrever na primeira pessoa. Permite descrever coisas mais objectivamente e dá um sentimento diferente a tudo. E não estás nada enferrujada e se estiveres é uma coisa que se resolve com um pouco de óleo ou azeite 
Quanto ao próximo capítulo ainda é capaz de demorar um bocadito para o postar. Já tenho a ideia concebida mas agora é passar para a escrita.

MaakaPaulo, adoro mesmo escrever embora não disponha de muito tempo para isso. Infelizmente não nasci com talento para escrever, mas foi antes algo que fui aprendendo. Ainda me lembro das composições que fazia em pequena e que eram de cortar os pulsos

anny paula e Mr. Land, já pensei em editar um livro sim mas assim que essa ideia atravessou a minha cabeça desapareceu logo. A minha escrita pode ter momentos altos mas não a considero tão magnifica quando comparo aos escritores que leio regularmente. Ainda sou uma amadora e tenho muito para aprender.

_S.E.A_, olha só quem veio aqui parar!
Vais partilhar a tua história aqui connosco? Gostaria de lê-la. Agora ando a dedicar-me mais a fics originais e estou a dar-me bastante bem com elas. Esta já é a terceira fic que estou a escrever dentro deste género. Adoro escrever na primeira pessoa. Permite descrever coisas mais objectivamente e dá um sentimento diferente a tudo. E não estás nada enferrujada e se estiveres é uma coisa que se resolve com um pouco de óleo ou azeite 
Quanto ao próximo capítulo ainda é capaz de demorar um bocadito para o postar. Já tenho a ideia concebida mas agora é passar para a escrita.

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
Lol, pois é, apareci assim do nada
Por acaso deu-me curiosidade para ver a tua outra fic a Elegia, e como vi que a tinhas postado tb no outro fórum (onde, por acaso, uma vez fui parar à procura de fics e tinha encontrado uma Maylene e pensado "hum... será a do smpt?" já vi que é), fui lá ver.
Achei que ficou muito fixe, as ideias todas... Pronto, é mesmo, estou enferrujada de todo... perdi o jeito para fazer comentários. Traz lá o óleo! xDD A sério, gostava de fazer uma análise mais profunda ou isso, mas acho que, primeiro, devia ir ao outro tópico e segundo, precisava de saber o que dizer... que não sei.
Olha deixo-te só muitos ovinhos da kinder pela outra fic de que eu gostei mt!! Espero que esta continue, porque me deixou interessada, e aqui vou ficar para comentar. (ah, e como diziam lá no fórum, não mates ninguém desta vez!!
)
A minha história, para a partilhar precisava de a escrever, e para a escrever precisava de saber toda a história e não ter apenas um rascunho geral na minha cabeça... Talvez um dia poste uma história nalgum lado... Eu gostava mesmo de acabar a Linha Celestial, que comecei a postar aqui, mas teria de a reescrever e prontos, talvez um dia. Mas obrigada pelo interesse
Well, já disse, fico à espera de um novo capítulo! Sorry a cena sem jeito, mas é o melhor que consigo fazer neste momento... XD
Por acaso deu-me curiosidade para ver a tua outra fic a Elegia, e como vi que a tinhas postado tb no outro fórum (onde, por acaso, uma vez fui parar à procura de fics e tinha encontrado uma Maylene e pensado "hum... será a do smpt?" já vi que é), fui lá ver. Achei que ficou muito fixe, as ideias todas... Pronto, é mesmo, estou enferrujada de todo... perdi o jeito para fazer comentários. Traz lá o óleo! xDD A sério, gostava de fazer uma análise mais profunda ou isso, mas acho que, primeiro, devia ir ao outro tópico e segundo, precisava de saber o que dizer... que não sei.
Olha deixo-te só muitos ovinhos da kinder pela outra fic de que eu gostei mt!! Espero que esta continue, porque me deixou interessada, e aqui vou ficar para comentar. (ah, e como diziam lá no fórum, não mates ninguém desta vez!!
)A minha história, para a partilhar precisava de a escrever, e para a escrever precisava de saber toda a história e não ter apenas um rascunho geral na minha cabeça... Talvez um dia poste uma história nalgum lado... Eu gostava mesmo de acabar a Linha Celestial, que comecei a postar aqui, mas teria de a reescrever e prontos, talvez um dia. Mas obrigada pelo interesse

Well, já disse, fico à espera de um novo capítulo! Sorry a cena sem jeito, mas é o melhor que consigo fazer neste momento... XD

Um grande, grande obrigada pela sign e pelo avie Xaninha kida! ^^

Jovens escritores, nao resistem a chocolate? Especialmente Kinder? Então cuidado, o gang anda rondando
Maylene
olha menina você escreve muito bem... eu queria escrever só um terço como vc escreve é uma linguagem magnifica... eu tinha uma colega que tinha vontade de escrever um livro... ela conversando comigo a historia dela... eu falei tá esperando o que mostra pra todos sua realidade...escreve sobre vc... ela escreveu depois de muito tempo...e resultado disso... bombou
ela é umas das melhores escritoras aqui no brasil... pense nisso com carinho... o nome dela é váleria e o livro é...
[Esta imagem já não existe]
Depois
Daquela Viagem
se quiser lêr...vc vai ver o que se passou na vida dela... mas ela teve muita coragem pra contar... bjs espero que goste
já pensei em editar um livro sim mas assim que essa ideia atravessou a
minha cabeça desapareceu logo. A minha escrita pode ter momentos altos
mas não a considero tão magnifica quando comparo aos escritores que leio
regularmente. Ainda sou uma amadora e tenho muito para aprender.
olha menina você escreve muito bem... eu queria escrever só um terço como vc escreve é uma linguagem magnifica... eu tinha uma colega que tinha vontade de escrever um livro... ela conversando comigo a historia dela... eu falei tá esperando o que mostra pra todos sua realidade...escreve sobre vc... ela escreveu depois de muito tempo...e resultado disso... bombou
ela é umas das melhores escritoras aqui no brasil... pense nisso com carinho... o nome dela é váleria e o livro é...
[Esta imagem já não existe]
Depois
Daquela Viagem
se quiser lêr...vc vai ver o que se passou na vida dela... mas ela teve muita coragem pra contar... bjs espero que goste

eu escolho te louvar senhor
com tudo o que sou, da minha vontade eu abro mão, pois eu escolho o som do céu....
3º Capítulo – Efemeridade da vida
A vida é curta. Tão curta que nós nos perdemos na sua imensidão. Passamos o tempo todo a afogarmo-nos nela, esbracejando, gritando, tentando ganhar fôlego só para virmos ao de cima e respirarmos mais uma vez.
A vida é efémera. Tão efémera que nos obriga a nascer doentes, pois a vida é por si uma doença. É a doença que nos levará à morte porque tudo o que nasce tem de morrer. Foi este o equilíbrio que Deus encontrou na sua criação. É o equilíbrio que O transforma numa entidade divina porque Ele será o Único que jamais morrerá.
Está um dia de sol. Atrevi-me a passear pelo jardim da minha rua. Não estou sozinho pois Lúcifer está ao meu lado. Ele tem passado os dias todos aqui, observando e acompanhando-me.
Pergunto-me se já tomou a sua decisão. Não me importaria de morrer já se o meu destino for o Céu. Se não o for então… Deus permita-me mais algum tempo de vida para o convencer.
O jardim está vazio, afinal ainda são 8 horas da manhã. Daqui a umas horas ficará cheio. Alguns virão aqui procurar abrigo contra o calor do dia, enquanto outros só desejarão fugir ao seu trabalho e às suas aulas. Aulas… já há bastante tempo que não vou à escola mas não sinto saudades desses dias. De que me servirá o conhecimento adquirido naquele edifício, diante de pessoas formadas para serem professores se, provavelmente, não viverei para terminar este ano escolar.
Subo pelas escadas da encosta. No ponto mais alto do jardim fica o miradouro. Como é bonita a paisagem vista lá de cima! Atrás de mim, Lúcifer também sobe degrau a degrau. Na verdade, ele não sobe. Quase que plana por cima deles, exigindo o menor esforço físico para os galgar. Mesmo que tenha escondido as suas asas brancas, por vezes consigo vê-las muito ténues quando a luz solar lhes bate. Agora é um desses momentos. Elas estão mais brilhantes do que nunca.
- Já sabes onde pertenço?
Volto-me para ele na esperança de obter a resposta desejada mas ele fita-me com uma expressão vaga.
- O que te leva a pensar que mereces o Céu, se nada fizeste para o mereceres?
Sinto uma dor a despontar na minha cabeça. Será da minha doença ou da realidade que aquele anjo trouxe até mim? Fazer algo… o simples facto de nascermos para estarmos condenados a morrer não é razão suficiente para merecermos o Céu?
- Achas que sou uma pessoa tão má que não o merece?
- Propriamente não fizeste muitas boas acções para o mereceres.
Ele pára de subir e encosta-se na vedação enquanto fita o horizonte.
- Tu sabes… os habituais gestos de dar esmolas aos pobres, ajudar sempre o próximo, rezar e ir à missa todos os dias… Tu nem sequer rezas à noite.
O meu olhar acompanha o dele até onde o sol começa a brilhar mais intensamente.
- Não é que seja muito religioso. Apenas gostaria de ir para onde o meu pai está.
- E o que te leva a pensar que ele está no Céu?
- Porque…
Não sei responder a essa questão. Realmente não sei responder a muitas… O que me torna diferente dos outros? Talvez nada… Tal como eles nasci e um dia vou morrer. A única diferença é que morrerei antes de alguns e depois de outros.
Retomo o meu passo em direcção ao miradouro. Atrás de mim, Lúcifer prossegue a sua marcha. Ele sabe que não tenho respostas para o seu vasto conhecimento sobre a sua casa. Mas tenho de saber… tenho de o convencer… que a minha alma deve ir para o Céu.
* * *
A vida humana é breve. Ela não se compara à nossa longevidade. Humanos acreditam na efemeridade da vida e pensam que a passam toda em sofrimento. Eu não simpatizava com estas ideias porque sempre vi os humanos como seres fingidos que se deleitam em prazeres para, antes do final das suas vidas, defenderem o seu completo sofrimento. Mas agora, talvez comece a simpatizar com esta ideia. À minha frente está alguém cuja vida, além de ser pequena, é triste.
Porém, não sou o anjo que ele pensa que sou. Apenas desci à Terra para passar o meu tempo, para me aventurar e explorar. Encontrá-lo foi apenas uma coincidência. Levá-lo para o Céu é uma mentira.
* * *
De quanto tempo um anjo precisa para decidir o nosso destino final? Terá de observar o nosso dia-a-dia até que esteja satisfeito? Será que o meu anjo já tomou a sua decisão? A sua expressão está tão calma e divina.
Quero saber mas tenho medo. Mas uma vez que ele tenha decido, já nada poderei fazer. Se morrer é porque já fui julgado. E morrer é o que mais quero.
Atinjo o patamar do miradouro. Uma aragem fria envolve a minha face e agita os meus cabelos. Está tudo tão silencioso!
- Como está a ser a tua vida aqui na Terra?
- Mais divertida que a de lá de cima.
Volto-me para observá-lo. Lúcifer está a sorrir. Os seus olhos estão presos em mim enquanto a sua face esboça um esgar sorridente.
- Como é o Céu?
Os olhos dele fecham-se e caminha na minha direcção, empoleirando-se na vedação mesmo ao meu lado.
- É um lugar aborrecedor sem nada de novo para se fazer dia após dia. Prefiro estar aqui do que lá. Mas tu irias preferir estar lá porque é um sítio cheio de luz, exactamente como os seres humanos desejam.
Vou arriscar. E vou acreditar que o meu lugar, onde quer que seja, já está determinado.
Subo a vedação e ergo as minhas mãos até aos céus numa bênção. Era lá que queria estar. É lá que desejo viver.
- O que estás a fazer?
- Diz-me Lúcifer, já decidiste para onde devo ir?
Não aguardo a sua resposta. Deixo o peso no meu corpo recair sobre os meus membros superiores que se envergam e me projectam para frente. Começo a cair…
A diferença de pressões de lá de cima para baixo fura-me os ouvidos, fazendo-os estalar. A aragem fria de repente se transforma num vendaval que me corta a pele descoberta. Continuo a cair. Não oiço nada. Não sinto nada. Não consigo pensar em nada.
De repente, o meu corpo é segurado e elevado nos ares. Asas brancas envolvem-me, enquanto Lúcifer agarra-me no ar.
Graciosamente, poisamos no chão e nesse mesmo instante as suas asas desaparecem.
- O que estavas a pensar? Porque querias te suicidar?
A voz dele deixou de ser celestial para mostrar desespero. Talvez eu ainda tenha tempo. Talvez tenha uma hipótese. Só terei de convencê-lo de que mereço alcançar o Céu.
- Vês, se não me salvasses morreria aqui, o que significa que não tens a certeza se devo ir para o céu.
Ele olha-me boquiaberto. Não! Há algo mais além do seu olhar. E nesse “algo” encontrarei a resposta que mais quero saber.
A vida é efémera. Consegue ser tão breve que nem damos por ela passar. A minha vida… está a ser longa demais. Eu já devia ter partido e ainda estou aqui. Os Céus questionam-se para onde devo ir. Quem me dera que a réstia da minha vida fosse rápida a passar porque a cada segundo… sinto que estou quase a O alcançar.
Fim
A vida é curta. Tão curta que nós nos perdemos na sua imensidão. Passamos o tempo todo a afogarmo-nos nela, esbracejando, gritando, tentando ganhar fôlego só para virmos ao de cima e respirarmos mais uma vez.
A vida é efémera. Tão efémera que nos obriga a nascer doentes, pois a vida é por si uma doença. É a doença que nos levará à morte porque tudo o que nasce tem de morrer. Foi este o equilíbrio que Deus encontrou na sua criação. É o equilíbrio que O transforma numa entidade divina porque Ele será o Único que jamais morrerá.
Está um dia de sol. Atrevi-me a passear pelo jardim da minha rua. Não estou sozinho pois Lúcifer está ao meu lado. Ele tem passado os dias todos aqui, observando e acompanhando-me.
Pergunto-me se já tomou a sua decisão. Não me importaria de morrer já se o meu destino for o Céu. Se não o for então… Deus permita-me mais algum tempo de vida para o convencer.
O jardim está vazio, afinal ainda são 8 horas da manhã. Daqui a umas horas ficará cheio. Alguns virão aqui procurar abrigo contra o calor do dia, enquanto outros só desejarão fugir ao seu trabalho e às suas aulas. Aulas… já há bastante tempo que não vou à escola mas não sinto saudades desses dias. De que me servirá o conhecimento adquirido naquele edifício, diante de pessoas formadas para serem professores se, provavelmente, não viverei para terminar este ano escolar.
Subo pelas escadas da encosta. No ponto mais alto do jardim fica o miradouro. Como é bonita a paisagem vista lá de cima! Atrás de mim, Lúcifer também sobe degrau a degrau. Na verdade, ele não sobe. Quase que plana por cima deles, exigindo o menor esforço físico para os galgar. Mesmo que tenha escondido as suas asas brancas, por vezes consigo vê-las muito ténues quando a luz solar lhes bate. Agora é um desses momentos. Elas estão mais brilhantes do que nunca.
- Já sabes onde pertenço?
Volto-me para ele na esperança de obter a resposta desejada mas ele fita-me com uma expressão vaga.
- O que te leva a pensar que mereces o Céu, se nada fizeste para o mereceres?
Sinto uma dor a despontar na minha cabeça. Será da minha doença ou da realidade que aquele anjo trouxe até mim? Fazer algo… o simples facto de nascermos para estarmos condenados a morrer não é razão suficiente para merecermos o Céu?
- Achas que sou uma pessoa tão má que não o merece?
- Propriamente não fizeste muitas boas acções para o mereceres.
Ele pára de subir e encosta-se na vedação enquanto fita o horizonte.
- Tu sabes… os habituais gestos de dar esmolas aos pobres, ajudar sempre o próximo, rezar e ir à missa todos os dias… Tu nem sequer rezas à noite.
O meu olhar acompanha o dele até onde o sol começa a brilhar mais intensamente.
- Não é que seja muito religioso. Apenas gostaria de ir para onde o meu pai está.
- E o que te leva a pensar que ele está no Céu?
- Porque…
Não sei responder a essa questão. Realmente não sei responder a muitas… O que me torna diferente dos outros? Talvez nada… Tal como eles nasci e um dia vou morrer. A única diferença é que morrerei antes de alguns e depois de outros.
Retomo o meu passo em direcção ao miradouro. Atrás de mim, Lúcifer prossegue a sua marcha. Ele sabe que não tenho respostas para o seu vasto conhecimento sobre a sua casa. Mas tenho de saber… tenho de o convencer… que a minha alma deve ir para o Céu.
* * *
A vida humana é breve. Ela não se compara à nossa longevidade. Humanos acreditam na efemeridade da vida e pensam que a passam toda em sofrimento. Eu não simpatizava com estas ideias porque sempre vi os humanos como seres fingidos que se deleitam em prazeres para, antes do final das suas vidas, defenderem o seu completo sofrimento. Mas agora, talvez comece a simpatizar com esta ideia. À minha frente está alguém cuja vida, além de ser pequena, é triste.
Porém, não sou o anjo que ele pensa que sou. Apenas desci à Terra para passar o meu tempo, para me aventurar e explorar. Encontrá-lo foi apenas uma coincidência. Levá-lo para o Céu é uma mentira.
* * *
De quanto tempo um anjo precisa para decidir o nosso destino final? Terá de observar o nosso dia-a-dia até que esteja satisfeito? Será que o meu anjo já tomou a sua decisão? A sua expressão está tão calma e divina.
Quero saber mas tenho medo. Mas uma vez que ele tenha decido, já nada poderei fazer. Se morrer é porque já fui julgado. E morrer é o que mais quero.
Atinjo o patamar do miradouro. Uma aragem fria envolve a minha face e agita os meus cabelos. Está tudo tão silencioso!
- Como está a ser a tua vida aqui na Terra?
- Mais divertida que a de lá de cima.
Volto-me para observá-lo. Lúcifer está a sorrir. Os seus olhos estão presos em mim enquanto a sua face esboça um esgar sorridente.
- Como é o Céu?
Os olhos dele fecham-se e caminha na minha direcção, empoleirando-se na vedação mesmo ao meu lado.
- É um lugar aborrecedor sem nada de novo para se fazer dia após dia. Prefiro estar aqui do que lá. Mas tu irias preferir estar lá porque é um sítio cheio de luz, exactamente como os seres humanos desejam.
Vou arriscar. E vou acreditar que o meu lugar, onde quer que seja, já está determinado.
Subo a vedação e ergo as minhas mãos até aos céus numa bênção. Era lá que queria estar. É lá que desejo viver.
- O que estás a fazer?
- Diz-me Lúcifer, já decidiste para onde devo ir?
Não aguardo a sua resposta. Deixo o peso no meu corpo recair sobre os meus membros superiores que se envergam e me projectam para frente. Começo a cair…
A diferença de pressões de lá de cima para baixo fura-me os ouvidos, fazendo-os estalar. A aragem fria de repente se transforma num vendaval que me corta a pele descoberta. Continuo a cair. Não oiço nada. Não sinto nada. Não consigo pensar em nada.
De repente, o meu corpo é segurado e elevado nos ares. Asas brancas envolvem-me, enquanto Lúcifer agarra-me no ar.
Graciosamente, poisamos no chão e nesse mesmo instante as suas asas desaparecem.
- O que estavas a pensar? Porque querias te suicidar?
A voz dele deixou de ser celestial para mostrar desespero. Talvez eu ainda tenha tempo. Talvez tenha uma hipótese. Só terei de convencê-lo de que mereço alcançar o Céu.
- Vês, se não me salvasses morreria aqui, o que significa que não tens a certeza se devo ir para o céu.
Ele olha-me boquiaberto. Não! Há algo mais além do seu olhar. E nesse “algo” encontrarei a resposta que mais quero saber.
A vida é efémera. Consegue ser tão breve que nem damos por ela passar. A minha vida… está a ser longa demais. Eu já devia ter partido e ainda estou aqui. Os Céus questionam-se para onde devo ir. Quem me dera que a réstia da minha vida fosse rápida a passar porque a cada segundo… sinto que estou quase a O alcançar.
Fim

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
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