Sailor Moon Portugal, A Navegante da Lua

[CAP 01] Ciel no País das Maravilhas

#1
Autor: Maylene
Título: Ciel no País das Maravilhas

Estado - Em Andamento
Género - Comédia / Aventura
Personagens - Todas e mais algumas que me lembrar
Notas:
Comecei esta fic o ano passado mas não passei do primeiro capítulo. Porém, com o anúncio da Ova de Kuroshitsuji "Ciel in Wonderland", pensei em continuar a fic para ver o que vai sair daqui e comprar com o que os realizadores vão fazer.
Hoje escrevi o segundo capítulo e postei num outro fórum mas pensei partilhar a fic também com o pessoal daqui que gosta de Kuroshitsuji.

Espero que gostem!

A fic inicialmente era para ser uma One-shot mas teria de forçar muita coisa, saltar outras e mesmo assim ia ficar muito longa. Vai então por capítulos para ir escrevendo aos pouquitos e para o pessoal ir lendo com mais calma.


Resumo:
E se Ciel seguisse um coelhinho e fosse parar num mundo absurdo e estranho?



Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
#2
Capítulo 01 – Ciel no País das Maravilhas


Eram apenas 3 horas da tarde. Ciel tinha-se deixado cair na poltrona frente à secretária. Sentia-se cheio do almoço e com uma leve sonolência no corpo.
A aragem entrava pela janela semiaberta e sacudia-lhe amigavelmente os finos cabelos cuidadosamente penteados. Fechou os olhos…

Acordou sobressaltado. Um estrondo ecoara no corredor. Talvez fosse Meilin ou Finny a partir algo, ou até mesmo Bard a usar a sua pólvora.
BANG! Ou talvez não…

Levantou-se sobressaltado e abriu a porta do escritório. Tudo parecia estar ainda de pé e não haviam vestígios de nenhum aparente desastre. Porém, o rapaz sentiu que estava a ser observado.

- Sebastian, o que aconteceu? Que barulho foi este?

O mordomo surgiu da esquina e sorriu maliciosamente.

- Que barulho, jovem mestre?

Retirou o relógio do bolso e fitou-o durante breves instantes. Num ápice, a sua expressão alterou-se rapidamente e arregalou os olhos.

- Estou atrasado!!!

- Que estás para aí a dizer? – disse Ciel fitando-o inexpressivamente.

- Mas estou mesmo atrasado!

- Se estás atrasado então despacha-te. Deve ser fácil para ti, como mordomo da casa Phantomhive.

A expressão de Sebastian alterou-se ligeiramente e olhou para o seu jovem mestre meio aborrecido.

- Não era para ser assim… jovem mestre.

- Como? Não interessa. Traz-me um bolo de chocolate.

Ciel preparou-se para regressar à sala mas parou, ainda nem três passos tinha dado. A sua memória deu um estalido e apercebeu-se que o demónio estava a usar umas roupas muito esquisitas e tinha na cabeça umas orelhinhas cor-de-rosa.
Voltou-se para trás atonitamente.

- Estou mesmo atrasado.

Sebastian saiu a correr e desceu as escadas.

- Que roupas são essas Sebastian? Estás atrasado para o quê?

- A rainha irá mandar cortar a minha cabeça se me atrasar… – gritou Sebastian, ao mesmo tempo que transpunha a porta da entrada e fazendo o seu mestre o perder de vista.

- A rainha!? O que estás para aí a dizer? Ela enviou mais uma carta?

Ciel correu até ao corrimão das escadas mas perdera o seu mordomo de vista. Se havia algo que envolvesse a rainha, ele não podia ignorar.

Desceu as escadas a correr, atravessou a porta e tropeçou nos degraus. Deu-se conta que não chegou a pisar o chão e que começou a cair… a cair… a cair… a cair… a cair… (ele ainda estava a cair), a cair… até que BAF!
O rapaz caiu sobre algo mole, algures no meio de uma sala sem janelas mas com papéis de parede de diversas cores.

Olhou à volta e viu que existia uma pequena porta na parede e uma mesa à sua frente. Ele tinha caído sobre uma espécie de sofá insuflável.

- Hai… hai… hai… Nem tenho tempo para arrumar estes registos cinematográficos.

Uma sombra ergueu-se à frente do jovem e atravessou a sala apressadamente.

- Undertaker… O_O

A figura parou e voltou-se para trás.

- Ah… conde. Nem tinha reparado que estava aqui. E que lindas roupas que está a vestir.

Risos secos preencheram a sala.
Ciel olhou para si e viu que estava enfiado dentro de um vestido azul com um avental branco. Levou as mãos à cabeça e ficou arrepiado ao sentir um pequeno laço no topo.
Tentou arrancar.

- Se o conde puxar com mais força, arrancará a sua cabeça também. HAHAHAHAHAHA!!!!

O Undertaker atirou-se para o chão a rebolar a rir, enquanto Ciel tentava arrancar aquele laço com todas as suas forças.

- Como tiro estas roupas?

- Precisa sair daqui, conde. Mas como acabou de me proporcionar a melhor gargalhada de sempre, vou-lhe dizer.

Ciel escutou atentamente.

- Tem de passar pela porta, conde.

O Undertaker apontou para a porta e voltou a rir.

- Como passou por aquela porta tão pequena?

Procurou pelo funerário mas este tinha desaparecido. Portanto, agora restava um problema. Ele estava ali com aquelas roupas e tinha de passar pela porta que media cerca de dois palmos seus.

- Sebastian!!!

Levou a mão ao seu olho direito para chamar o seu mordomo e reparou que tinha uma rosa a cobrir-lhe o contrato.

- Mas o que é isto? O que se está a passar?

Atirou para cima do sofá insuflável e fitou o tecto. Tinha caído de lá de cima mas agora que olhava, parecia que tinha atravessado o planeta inteiro.

Suspirou e apercebeu-se que estava com sede. Em cima da mesa estava uma pequena garrafa. Não pensou (ele devia estar mesmo a morrer de sede!) e correu para segurar a garrafa e beber. Assim que o líquido tocou nos seus lábios, sentiu que estava a… encolher… encolher … encolher … encolher … encolher … e ainda a encolher … até ficar do tamanho exacto para atravessar a porta.

Não esperou, nem sequer olhou para si próprio. Apenas correu e correu para abrir a porta e voltar para casa. Só queria descobrir que aquilo não passava de um sonho.

Chegou à porta e levou a mão ao puxador. Rodou e…

- AI!!!! QUEM É QUE ESTÁ A APERTAR-ME O NARIZ?

Ciel retirou a mão e recuou.
Tinha nascido uma cara na porta, que lhe parecia… particularmente conhecida.

- Randall! O_O

- Phantomhive… como te atreves a apertar-me o nariz!?

- Eu só queria passar pela porta. Agora se és tu que estás aí dentro, porque não a abres?

- Para abrires a porta precisas da chave.

- Chave?

- Sim. Ela está lá em cima.

A cabeça saliente na porta virou-se para o topo da mesa. Lá em cima brilhava um pequeno objecto.

- Estás a gozar comigo!!! Como é que vou chegar là acima com este tamanho?

Mas a figura na porta tinha acabado de cair em sono profundo, deixando a criança com o seu novo dilema. Como iria apanhar aquela chave?


Fim do 1º capítulo

Nas Asas de um Anjo (CAP 03) - A história de um rapaz que deseja o Céu e de um anjo que se envolve numa mentira.
Elegia (CAP 10) - E se antecipássemos a morte das pessoas nos sonhos e nos apaixonássemos por uma delas?
#3
Adorei! Esta bom. Tens e de fazer capitulos um pouquinho maiores. Mas adorei esta muito bom!

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